sexta-feira, 10 de abril de 2026

Projeto-piloto para melhorar acolhimento de migrantes está em marcha

 Os migrantes estão a ganhar peso em Bragança e já têm impacto direto no mercado de trabalho local, ajudando a responder à falta de mão de obra num concelho marcado pelo envelhecimento da população. Essa realidade está hoje em destaque no evento “MADRILUSA – Interculturalidade Que Cria Futuro”, no Auditório Paulo Quintela, onde foi apresentado um projeto-piloto para contribuir para um melhor acolhimento dos que chegam à região, bem como uma plataforma para os pôr em contacto com empresários.


O encontro pretende mostrar o que já está a acontecer no terreno e aproximar migrantes, empresas e instituições, com foco em soluções concretas, como a feira de emprego e integração para migrantes. A iniciativa dará também destaque a outros projetos e respostas que trabalham com população migrante, promovendo articulação, trabalho em rede e sinergias na zona norte do país. Entre esses exemplos estará a “Centraliza + One Stop Shop”, com o espaço “Da ideia ao negócio”, dedicado ao empreendedorismo, microcrédito e mentoria.

A abertura institucional contou com Pedro Rego, vice-presidente da Câmara Municipal de Bragança, António Santos, presidente da Câmara Municipal de Vimioso e vice-presidente da CORANE, e Miguel Torres, vice-presidente da Federação Minha Terra, acompanhada por uma atuação do Grupo de Dança Tradicional de Timor-Leste.

O programa incluiu um debate sobre a nova realidade migratória em Portugal, com participação de Franck Mattos, da Fieldfisher, Orlando Rodrigues, presidente do Instituto Politécnico de Bragança, Fátima Castanheira, do Serviço Diocesano das Migrações e Minorias Étnicas, e Michele Mara, cantora, atriz e diretora da Feira Afro Empreendedora do Porto. O painel vai abordar desafios como a regularização documental, o acesso a direitos e as barreiras linguísticas, bem como as oportunidades que a imigração está a gerar.

Sobre a mesa de debate esteve o foco sobre soluções concretas, com a apresentação do projeto e da plataforma Madrilusa, seguida de momentos dedicados ao emprego, integração e criação de negócio.

GL

1 comentário:

  1. Hoje, cruzei-me a meio de uma passadeira de peões com uma jovem de cor negra (já nem sei se é assim que devo referir-me a quem não tem a pele da mesma cor que a minha). Mesmo a meio da passadeira... BOA TARDE... e um sorriso. Retribui e fiquei feliz e agradecido. Nunca me tinha acontecido... Num acidente que tive há cerca de um ano e, curiosamente, foi um jovem com a mesma cor de pele que telefonou aos Bombeiros que me vieram socorrer. Crescam, abram os olhos.

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