segunda-feira, 15 de junho de 2026

União das Freguesias da Sé, Santa Maria e Meixedo aprova 12 protocolos e reforça apoio a associações até 2029

 A Assembleia de Freguesia da Sé, Santa Maria e Meixedo aprovou 12 protocolos celebrados com diferentes entidades e organizações. Os acordos rondam o valor total  de 11 mil euros.


“São protocolos de colaboração na área do desporto, na área cultural, na área também dos cuidados de saúde, da prevenção e da proteção civil”, explicou  o presidente da União das Freguesias de Sé, Santa, Maria e Meixedo, Telmo Afonso, acrescentando que “todos esses protocolos foram autorizados para serem executados durante estes quatro anos, renovados todos os anos, até 2029.”

Telmo Afonso destacou ainda que na cultura, “através do protocolo, a plataforma de arte e criação desenvolve atividades dando formação nas artes às nossas crianças, aos nossos jovens da cidade.”

Entre os 12 protocolos, quatro estão destinados à área desportiva tendo sido celebrados protocolos a Associação dos Amigos do Campo Redondo, o Team Bô Bike, a União de Ciclistas de Bragança e o Veloclube da Regata. Todos clubes ligados ao ciclismo”, explicou.

O autarca local sublinhou que os protocolos não têm necessáriamente que ter uma contra partida monetária e que por vezes se trata de cedência de instalações ou serviços.

“Nós temos protocolo com o município de Bragança da cedência das instalações da antiga freguesia Santa Maria, do edifício, em que continuam a funcionar o radar social e o SAS. Portanto, os protocolos não é só a transferência de valor monetário para as instituições ou para as associações com quem a realizamos.”

Protocólos humanitários

Além de acordos culturais e desportivos a União das Freguesias estabeleceu ainda protocolos com a a Cruz Vermelha Portuguesa, bem como com os Bombeiros Voluntários de Bragança.

Este último foi implementado com a chegada de Telmo Afonso à liderança da autarquia, segundo explicou o próprio. Um acordo que traz distintos beneficios para a localidade e para a população. “Sentimos as pessoas algo mais esclarecidas, mais ensinadas e portanto mais apreciadas para fazer face a algumas contingências que existam”, disse explicando que este protocolo tem uma contrapartida de mil euros anuais para que, também anualmente, os Bombeiros de Bragança estejam à disposição da freguesia.

“Os Bombeiros, neste caso de Bragança, têm o domínio no combate aos incêndios, ao socorro, à emergência, à segurança e à vida das pessoas. Também na proteção civil e portanto tem um imediato interesse na nossa área geográfica, no nosso concelho e naquilo que nos diz respeito. Nós, e eles também, comprometem-se a colaborar connosco e têm colaborado nos últimos anos nas comemorações do Dia Mundial da Saúde, com meios materiais e humanos. Recordo que já fizemos um master training em suporte básico de vida, na Praça da Sé e no Bragança Shopping, e foram os bombeiros que nos facultam o espaço, uma vez que a União das Freguesias  não tem espaço para essas formações.”

Telmo Afonso sublinhou que o objetivo desta colaboração com os bombeiros da cidade tem a população e a segurança da mesma como principal fator.

Este protocolo é, à semelhança dos restantes, igualmente renovavel  anualmente, a menos que algum detalhe tenha de ser alterado. Estará em vigor até 2029, sendo a altura do fim do mandato deste executivo autarquico.

“Depois cabe a quem estiver na liderança da União das Freguesias que decidde se vai renovar, melhorar, ou até mesmo se não vai dar continuidade. É assim, que a grande maiorira dos protocolos que temos realizado com várias entidades e associações, têm funcionado.São sempre válidos até ao término do mandato que está a decorrer”, rematou.

Época balnear iniciou-se em 121 praias costeiras e fluviais do Norte

 Iniciou-se a 13 de junho, a época balnear em 121 praias da região Norte de Portugal e a bandeira azul está presente em 73 praias costeiras e outras dez praias fluviais.


Matosinhos e Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, ambas com 19 bandeiras azuis, são os concelhos que concentram em 2026 um maior número de galardões, de acordo com a Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação (ABAAE).

Segue-se Viana do Castelo, com 13 locais galardoados, mais duas do que em 2025, enquanto Póvoa de Varzim mantém oito e Vila do Conde cinco.

O Porto tem quatro praias galardoadas, Caminha tem três zonas costeiras e uma praia fluvial e Espinho tem três bandeiras azuis, segundo a informação disponibilizada pela ABAAE no ‘site’ da internet.

Na lista de praias fluviais com bandeira azul estão ainda dois locais em Braga (Adaúfe e Ponte do Bico), um em Fafe e um em Vila Verde (distrito de Braga), quatro em Macedo de Cavaleiros (distrito de Bragança) e um em Freixo de Espada à Cinta (Bragança).

Quanto às águas balneares identificadas a Norte, são 121 em 2026, de acordo com a portaria do Governo publicada no Diário da República de 30 de abril.

Este documento define todos os anos a duração da época balnear que, este ano, a Norte, é de 13 de junho a 13 de setembro.

A exceção vai para as praias de Espinho (distrito de Aveiro), onde a época balnear começou a 01 de junho, terminando a 20 de setembro, e para Pedras Ruivas, no concelho de Caminha (Viana do Castelo), que começa a 27 de junho.

Em 2025, a época balnear arrancou a 14 de junho, em 127 praias do Norte, com a bandeira azul a estar presente em 84 praias: 75 em zonas costeiras e nove praias fluviais, com seis saídas do galardão a assinalar relativamente a 2024.

Portugal conta este ano com 438 praias, marinas e embarcações com Bandeira Azul, menos seis que em 2024, distribuídas por 100 concelhos, destacando-se o município da Sertã, que se candidatou pela primeira vez, anunciou a Associação Bandeira Azul a 30 de abril.

De acordo com o presidente da Associação Bandeira Azul da Europa este ano, em todo o país, vão ser hasteadas bandeiras azuis em 396 praias – 350 costeiras e 46 interiores.

Fonte: Lusa | Foto: HA

AZIBO RECEBEU CAMPEONATO DISTRITAL DE FUTEBOL DE PRAIA E DESTACOU TALENTO JOVEM

 A Praia da Fraga da Pegada, na Albufeira do Azibo, foi palco, durante o fim de semana, do Campeonato Distrital de Futebol de Praia nos escalões de Sub-15 e Sub-19, uma competição que reuniu jovens atletas de vários clubes do distrito de Bragança num dos mais emblemáticos espaços naturais da região.


O evento proporcionou momentos de competição e convívio, promovendo a modalidade junto das camadas mais jovens e reforçando a aposta na formação desportiva. O concelho de Macedo de Cavaleiros esteve representado através do Grupo Desportivo Macedense e do Clube Atlético de Macedo de Cavaleiros, duas coletividades que continuam a desenvolver um trabalho relevante na formação de jovens praticantes.

No final da competição, o Futebol Clube Leão Negro/CSP Vila Flor sagrou-se vencedor em ambos os escalões, Sub-15 e Sub-19, garantindo assim o apuramento para a Taça Nacional de Futebol de Praia.

A cerimónia de entrega dos troféus contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Sérgio Borges, que felicitou atletas, equipas técnicas e dirigentes pelo empenho demonstrado ao longo da prova.

A realização deste campeonato reforçou, uma vez mais, o papel da Albufeira do Azibo como um espaço privilegiado para a organização de eventos desportivos, conjugando condições naturais de excelência com a promoção do território e do turismo ativo.

A iniciativa voltou a evidenciar a importância do desporto na formação dos jovens e na dinamização da região, contribuindo para afirmar o concelho de Macedo de Cavaleiros como uma referência na realização de eventos de âmbito distrital e regional.

Jornalista: Maria Inês Pereira
Foto: DR

VILA FLOR DESPEDE-SE DA FEIRA NACIONAL DA AGRICULTURA DE SANTARÉM

 Vila Flor encerrou a sua participação na Feira Nacional da Agricultura, em Santarém, com um sentimento de missão cumprida, depois de vários dias de promoção do território, dos seus produtos de excelência e da identidade de um concelho que continua a afirmar-se muito para além das fronteiras transmontanas.


Ao longo do certame, milhares de visitantes passaram pelo espaço dedicado ao município, onde tiveram a oportunidade de conhecer e degustar alguns dos produtos mais emblemáticos da região, contactar com os seus produtores e descobrir a riqueza de um território marcado pela autenticidade, pela tradição e pela qualidade.

A presença de Vila Flor numa das mais importantes montras do setor agrícola nacional assumiu-se como uma oportunidade estratégica para promover o potencial económico, turístico e gastronómico do concelho, reforçando a notoriedade dos seus produtos e aproximando-os de novos mercados e públicos.

O balanço da participação é amplamente positivo. O stand do município foi palco de encontros, partilhas e momentos de divulgação que permitiram mostrar o que de melhor se faz na terra vilaflorense, evidenciando o trabalho e a dedicação daqueles que diariamente contribuem para a valorização do mundo rural e da economia local.

A passagem pelo espaço de algumas das mais altas figuras do Estado conferiu um simbolismo acrescido à presença do concelho na feira. Entre os visitantes estiveram o Primeiro-Ministro e o Presidente da República, numa visita que foi recebida com orgulho pelos representantes do município e que proporcionou uma visibilidade reforçada à oferta e às potencialidades de Vila Flor.

O regresso a casa faz-se, por isso, com a satisfação do dever cumprido. Fica a convicção de que Vila Flor soube representar o concelho da melhor forma, levando até Santarém o talento dos seus produtores, a autenticidade das suas tradições e o orgulho de uma terra que continua a conquistar reconhecimento pela qualidade do que produz e pela hospitalidade de quem a vive.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Fotos: DR

VILA FLOR ACOLHEU A ESTREIA DO CIRCUITO REGIONAL DE FUTEVÓLEI 2026

 O concelho de Vila Flor acolheu a primeira etapa do Campeonato de Futevólei Trás-os-Montes e Alto Douro 2026, competição que promete percorrer a região entre os dias 13 de junho e 28 de agosto, promovendo uma modalidade que continua a conquistar cada vez mais praticantes e adeptos.


A jornada inaugural reuniu atletas de vários pontos da região, proporcionando um dia marcado pela competitividade saudável, pelo espírito de equipa e pela forte adesão do público. O evento transformou Vila Flor num verdadeiro palco de celebração do desporto, confirmando o crescente interesse pelo futevólei em Trás-os-Montes e Alto Douro.

A competição é organizada pela Associação ASM Vila Marim, em parceria com a Federação Nacional de Futevólei, entidades que têm assumido um papel determinante na dinamização e desenvolvimento da modalidade, contribuindo para a sua afirmação no panorama desportivo regional.

No plano competitivo, a dupla Pedro e Rúben, representantes do Grupo Desportivo de Cerva, destacou-se ao conquistar o primeiro lugar da etapa de Vila Flor, iniciando da melhor forma a sua participação no campeonato e assumindo a liderança da classificação.

A organização destacou o empenho dos atletas, o trabalho dos voluntários e o apoio do público, fatores que contribuíram para o sucesso da prova e para o ambiente de fair play vivido ao longo de toda a jornada.

Com o arranque oficial já realizado, o Campeonato de Futevólei Trás-os-Montes e Alto Douro 2026 segue agora para as próximas etapas, mantendo o objetivo de promover a modalidade, incentivar a prática desportiva e reforçar a ligação entre os diferentes concelhos da região através do desporto.

Jornalista: Maria Inês Pereira
Foto: DR

FESTA DA ALEGRIA REUNIU AVÓS E NETOS NUM DIA DE CONVÍVIO E PARTILHA EM VIMIOSO

 A iniciativa “Festa da Alegria – Avós & Netos” voltou a reunir, em Vimioso, dezenas de participantes num dia dedicado ao fortalecimento dos laços entre gerações, promovendo momentos de convívio, amizade e valorização da família.


O evento contou com a presença de avós, netos, familiares e elementos da comunidade local, que participaram num programa diversificado marcado pela partilha, tradição e animação. A jornada iniciou-se com uma receção aos participantes, seguindo-se a celebração da eucaristia, um almoço-convívio e uma tarde recreativa repleta de atividades de entretenimento e confraternização.

Ao longo do dia, o ambiente foi de alegria e proximidade, reforçando a importância do papel dos avós na transmissão de valores, experiências e afetos às gerações mais jovens. A iniciativa procurou, igualmente, incentivar o envelhecimento ativo e promover a convivência intergeracional, destacando a relevância das relações familiares e comunitárias.

A organização destacou o contributo de todos os parceiros envolvidos, nomeadamente as Juntas de Freguesia do concelho, as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), o Centro de Saúde, os Bombeiros Voluntários, o Coro de Vimioso e os diversos grupos de animação, cujo empenho foi determinante para o sucesso da iniciativa.

A “Festa da Alegria – Avós & Netos” afirmou-se, uma vez mais, como um momento de celebração da família e da comunidade, deixando memórias marcantes entre os participantes e reforçando os valores da solidariedade, do respeito e da união entre gerações.

A organização já manifesta o desejo de voltar a promover a iniciativa em futuras edições, mantendo viva uma tradição que continua a reunir a população em torno dos afetos e da partilha.

Jornalista: Maria Inês Pereira
Foto: DR

MIRANDELA REFORÇA SINALIZAÇÃO RODOVIÁRIA EM DIVERSOS ARRUAMENTOS DA CIDADE

 A Câmara Municipal de Mirandela está a avançar com um conjunto de intervenções destinadas a melhorar a circulação e a segurança nas vias urbanas, através da colocação de nova sinalização rodoviária em vários pontos da cidade.


Os trabalhos contemplam a instalação de cerca de 130 sinais de trânsito, bem como a renovação da sinalização horizontal, numa fase que surge após as recentes obras de beneficiação e repavimentação realizadas em diferentes arruamentos.

A intervenção pretende tornar mais clara a organização do tráfego, reforçando a orientação dos condutores e promovendo uma utilização mais segura do espaço público. Entre os trabalhos previstos encontram-se a marcação de passadeiras, lugares de estacionamento, linhas de orientação e outros elementos fundamentais para a gestão da circulação automóvel e pedonal.

Com esta medida, o município procura melhorar as condições de mobilidade urbana, aumentando a visibilidade da informação rodoviária e contribuindo para uma circulação mais fluida e segura para residentes e visitantes.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

Homem detido por violência doméstica contra a mãe em Vimioso

 A GNR de Vimioso deteve um homem, de 39 anos, por violência doméstica, na passada quinta-feira, no concelho de Vimioso.


Em comunicado, esta força de segurança refere que, na sequência de uma denúncia por violência doméstica, os militares da Guarda apuraram que o suspeito, no decorrer de uma discussão, terá ameaçado a mãe e tentado agredi-la fisicamente.

No âmbito das diligências policiais, foi possível deter o suspeito.

O detido foi presente ao Tribunal de Miranda do Douro, tendo-lhe sido aplicadas as medidas de coação de termo de identidade e residência, obrigação de afastamento da vítima e proibição de contactar a mãe por qualquer meio.

Maria João Canadas

100 dias de mandato de Álvaro Santos com 300 milhões de euros de investimento aprovado

 Nos primeiros 100 dias do mandato de Álvaro Santos como presidente da CCDR NORTE, Autoridade de Gestão do NORTE 2030, foram aprovadas 360 operações, correspondentes a um investimento total de 300,6 milhões de euros, dos quais 170,2 milhões de euros são financiados pela União Europeia através do Programa Regional NORTE 2030, indicou aquele organismo regional.


Para Álvaro Santos, Presidente da CCDR NORTE e da Comissão Diretiva do NORTE 2030, "estes primeiros 100 dias demonstram que a Região Norte tem capacidade para transformar financiamento europeu em investimento concreto, desenvolvimento económico e melhoria da qualidade de vida das populações. O nosso compromisso é continuar a acelerar a execução dos fundos, reforçar a proximidade aos beneficiários e mobilizar os recursos disponíveis para aumentar a competitividade da Região, promover a coesão territorial e preparar o Norte para os desafios da próxima década. É também com esta ambição que estamos a iniciar a construção da Estratégia NORTE 2040, uma visão coletiva para o futuro da Região."

A aceleração da execução é uma das prioridades que se traduz já “em resultados concretos no território”, destacou a fonte. O reforço da proximidade e a mobilização de investimento para áreas críticas do desenvolvimento regional, “têm contribuído para aumentar a competitividade da economia, qualificar os serviços públicos e reforçar a coesão territorial”, acrescenta.

Ao longo deste período, a CCDR NORTE e o NORTE 2030 intensificaram o contacto com municípios, entidades intermunicipais, empresas, instituições de ensino superior, centros de investigação e organizações da sociedade civil, consolidando uma abordagem de proximidade que tem permitido identificar oportunidades, ultrapassar desafios e acelerar a concretização de projetos estratégicos para a região.

As áreas Reabilitação urbana, educação e infraestruturas tecnológicas lideram investimento aprovado, com a63,0 milhões de euros de investimento aprovado e 33,1 milhões de euros de financiamento europeu na Reabilitação e Regeneração Urbanas (ITI) ; Ensino Pré-escolar, Básico e Secundário (ITI) contou com 36,3 milhões de euros de investimento aprovado e 24,8 milhões de euros de financiamento europeu; o Investimento em Infraestruturas Tecnológicas contabiliza 33,2 milhões de euros de investimento aprovado e 18,3 milhões de euros de financiamento europeu.

Destacam-se ainda os investimentos na área da Inovação, que representam 31,4 milhões de euros de investimento aprovado, bem como o Sistema de Incentivos de Base Territorial, responsável por 131 operações aprovadas, evidenciando a capacidade do Programa para apoiar o tecido empresarial e dinamizar os territórios de menor densidade.

As operações enquadradas nos Instrumentos Territoriais Integrados (ITI) continuam a assumir um papel determinante na concretização das estratégias de desenvolvimento territorial da Região Norte, nomeadamente as adendas que materializam o reforço financeiro de 129 M€ do montante global dos Contratos de Desenvolvimento e Coesão Territoriais com as oito Entidades Intermunicipais da Região do Norte, orientados, em particular, para a melhoria da capacidade dos municípios para responder aos desafios na área da habitação que se sentem na atualidade.

No âmbito dos Projetos aprovados em todas as NUTS III da Região Norte as Terras de Trás-os-Montes, destaca-se a Reabilitação Energética da Escola Básica n.º 1 de Mirandela (0,50 M), e na CIM Douro o projeto Régua + Acessível (2,44 M€).

Ambientalistas exigem reação célere e musculada do governo ao avanço de mina a dois quilómetros de Vinhais

 A Associação UIVO reivindica uma reação institucional portuguesa “célere e musculada” ao avanço de uma mina de volfrâmio em Espanha, a poucos quilómetros do concelho de Vinhais. “Sob pena de a mina de San Juan ser declarada como Projeto Estratégico Europeu”, referem os responsáveis do UIVO em comunicado.


Os ambientalista sublinham “que Portugal deve exigir a suspensão imediata das obras no local, até que seja assegurada uma correta Avaliação dos seus Impactes Transfronteiriços”.

A Mina de San Juan está localizada a 100 metros dos afluentes principais do rio Rabaçal que, por sua vez, abastece de água potável 14 aldeias do concelho de Vinhais. “Os riscos de drenagem ácida e de contaminação por metais pesados são uma realidade desta mina, que prevê uma ocupação de 230 hectares e cinco cortas a céu aberto”, denuncia o UIVO.

Já por diversas vezes este movimento ambientalista denunciou os perigos iminentes da mineração de volfrâmio junto à fronteira com Espanha, a apenas dois quilómetros de Vinhais e do Parque Natural de Montesinho, uma zona inserida na Reserva da Biosfera Meseta Ibérica.

GL

XX Encontro de Gerações e XXXV Piquenicão da Família do Tio João juntam milhares em Meixedo

 A família radiofónica do Programa “Bom Dia Tio João” voltou a juntar-se, ontem, para mais um momento de festa. O Piquenicão, que voltou a decorrer em simultâneo com o Encontro de Gerações do Concelho de Bragança, reuniu milhares de pessoas no Santuário de Santa Ana, em Meixedo.


Para os participantes, o dia é de encontros e serve para celebrar a amizade. “Gosto de vir ver os amigos. É muito importante porque há pessoas que só conhecemos pela voz e aqui podemos conhecê-las pessoalmente”, explicou Arminda Machado.


“Dá vida e dá energia às pessoas idosas. Não posso deixar de ouvir o programa. Tira-nos da solidão e da tristeza. Sabemos quem está doente, quem morreu, e estamos ligados uns aos outros”, contou Laurinda Bragada sobre o “Bom Dia Tio João”.


“Venho sempre que posso. Gosto de conviver, rever amigos e fazer novas amizades. Principalmente no inverno, ouvir o programa é uma companhia maravilhosa”, afirmou Isalina Venâncio, de Vila Chã da Braciosa, no concelho de Miranda do Douro, ouvinte desde os primeiros tempos da emissão. “O programa tira-nos da solidão. Ficamos a saber quem está doente, quem está no hospital. É uma rádio maravilhosa e estes encontros permitem-nos rever os amigos e sair de casa”, referiu Maria de Lurdes Ermida, da Paradinha do Outeiro, sobre o programa.


Para Nicolau Sernadela, que dá voz ao Tio João, o sucesso crescente do evento demonstra a importância que o programa conquistou ao longo de quase quatro décadas. “Esta já é a festa do povo. O programa vai fazer 37 anos e as pessoas habituaram-se a este convívio. Este ano ultrapassou todas as expectativas. Temos aqui gente de vários concelhos e de vários distritos. É muito gratificante ver tanta gente reunida”, afirmou.

Segundo a presidente da Câmara Municipal de Bragança, Isabel Ferreira, a adesão superou todas as expectativas. “Só em pessoas transportadas pela Câmara Municipal temos 1700 participantes. Somando aqueles que vieram em viaturas próprias, estimamos cerca de 3500 pessoas. É um número muito significativo”, referiu, destacando ainda a participação das 39 freguesias do concelho e de várias instituições particulares de solidariedade social.

O Encontro de Gerações é uma homenagem à população mais envelhecida do concelho e uma forma de combater o isolamento social. Já o Piquenicão da Família do Tio João, promovido pela família radiofónica do programa da Rádio Brigantia,  é a oportunidade de conhecer presencialmente pessoas com quem os ouvintes convivem diariamente através da rádio.

Dia Mundial da Consciencialização da Violência contra as Pessoas Idosas - 15 de Junho


 O Dia Mundial da Consciencialização da Violência contra as Pessoas Idosas, assinalado todos os anos a 15 de junho, é uma data internacional dedicada à defesa da dignidade, do respeito e dos direitos humanos das pessoas idosas. Esta comemoração procura alertar a sociedade para um problema frequentemente silencioso e quase invisível: os maus-tratos físicos, psicológicos, emocionais, financeiros e sociais sofridos por milhões de idosos em todo o mundo.

Mais do que uma simples campanha de sensibilização, esta data representa um apelo à consciência coletiva sobre a necessidade de proteger aqueles que, ao longo da vida, ajudaram a construir famílias, comunidades e sociedades inteiras.

O Dia Mundial da Consciencialização da Violência contra as Pessoas Idosas foi criado em 2006 pela International Network for the Prevention of Elder Abuse, em colaboração com a Organização Mundial da Saúde.

Mais tarde, em 2011, a Organização das Nações Unidas reconheceu oficialmente a importância desta data, adotando-a como uma comemoração internacional.

O principal objetivo é chamar a atenção para um problema que, durante muito tempo, permaneceu escondido dentro das famílias, instituições ou até mesmo ignorado pelas próprias sociedades: a violência contra os idosos.

A forma como os idosos foram tratados variou bastante ao longo dos séculos e das civilizações.

Em muitas culturas antigas, os mais velhos eram profundamente respeitados. Eram vistos como símbolos de sabedoria, experiência e memória coletiva. Nas sociedades tribais e tradicionais, os anciãos tinham frequentemente funções de liderança, aconselhamento e transmissão de conhecimentos.

Na Grécia Antiga e em várias culturas orientais, os idosos eram valorizados pelo conhecimento acumulado ao longo da vida. Em muitas comunidades africanas e indígenas, os mais velhos continuavam a desempenhar papéis centrais nas decisões sociais e espirituais.

No entanto, nem todas as épocas foram marcadas pelo respeito. Em períodos de fome, guerras ou pobreza extrema, muitos idosos foram abandonados, marginalizados ou considerados um peso social.

Com a Revolução Industrial e a modernização das sociedades, surgiram mudanças profundas na estrutura familiar. O envelhecimento passou muitas vezes a ser associado à perda de produtividade económica, provocando isolamento e exclusão social.

Nas últimas décadas, os avanços da medicina, da alimentação e das condições de vida permitiram um aumento significativo da esperança média de vida.

Hoje, o mundo possui a maior população idosa da História da humanidade.

Segundo dados internacionais, o número de pessoas com mais de 60 anos continua a crescer rapidamente em quase todos os continentes. Este fenómeno representa uma conquista da civilização moderna, mas também traz novos desafios sociais, económicos e humanos.

Entre esses desafios encontra-se a necessidade urgente de garantir:

Cuidados de saúde adequados; 
Apoio social; 
Inclusão; 
Segurança; 
Proteção contra abusos e negligência. 

A violência contra os idosos pode assumir várias formas, muitas vezes difíceis de identificar. Em muitos casos, acontece dentro do ambiente familiar ou institucional.

Os principais tipos de violência incluem:

Violência física

Agressões, empurrões, lesões, uso excessivo de força ou qualquer ato que provoque sofrimento físico.

Violência psicológica ou emocional

Humilhações, ameaças, insultos, isolamento, chantagem emocional ou desvalorização constante.

Violência financeira

Uso indevido de dinheiro, património, reformas ou bens da pessoa idosa sem consentimento.

Negligência

Falta de cuidados básicos, abandono, ausência de alimentação adequada, medicamentação ou higiene.

Violência institucional

Maus-tratos em lares, hospitais ou instituições de apoio social.

Abandono social

Solidão extrema, ausência de apoio familiar ou exclusão da convivência social.

Um dos aspetos mais preocupantes da violência contra os idosos é o silêncio.

Muitas vítimas não denunciam por medo, vergonha, dependência emocional ou financeira dos agressores. Em alguns casos, os próprios idosos acreditam que são um peso para a família e acabam por aceitar situações de sofrimento.

Além disso, muitos sinais de violência passam despercebidos ou são confundidos com problemas relacionados com a idade.

A solidão e o isolamento social agravam ainda mais o problema.

A pandemia de COVID-19 trouxe maior visibilidade para a vulnerabilidade das pessoas idosas.

Durante os períodos de confinamento, muitos idosos ficaram isolados das famílias, enquanto outros sofreram abandono, negligência ou agravamento das condições emocionais e psicológicas.

Ao mesmo tempo, profissionais de saúde e cuidadores enfrentaram enormes dificuldades para garantir proteção e acompanhamento adequados.

A pandemia revelou a necessidade urgente de reforçar políticas públicas de proteção social e de valorização da população idosa.

A proteção das pessoas idosas não é apenas responsabilidade dos governos ou instituições. É uma responsabilidade coletiva.

A família continua a desempenhar um papel fundamental no apoio emocional, no respeito e no acompanhamento dos idosos. Pequenos gestos de atenção, escuta e carinho podem fazer enorme diferença na qualidade de vida de uma pessoa idosa.

Também as escolas, associações, igrejas, meios de comunicação social e comunidades locais possuem um papel importante na promoção de uma cultura de respeito intergeracional.

Combater o preconceito contra a velhice, conhecido como idadismo, é igualmente essencial. Muitas sociedades modernas valorizam excessivamente a juventude, esquecendo a riqueza humana, cultural e afetiva das gerações mais velhas.

Envelhecer é um processo natural da vida humana. Todas as sociedades verdadeiramente humanas devem garantir que os seus idosos possam viver com:

Segurança; 
Respeito; 
Saúde; 
Afeto; 
Participação social; 
Dignidade. 

A forma como uma sociedade trata os seus idosos revela muito sobre os seus valores morais e humanos.

Nenhuma pessoa deve sofrer violência, abandono ou humilhação por causa da idade.

O Dia Mundial da Consciencialização da Violência contra as Pessoas Idosas pretende:

Dar voz às vítimas silenciosas; 
Sensibilizar a população; 
Promover políticas de proteção; 
Incentivar denúncias; 
Combater o isolamento social; 
Defender os direitos humanos dos idosos. 

Esta data lembra-nos que o respeito não tem idade e que a experiência acumulada pelos mais velhos constitui um património humano insubstituível.

Os idosos representam memória, história, experiência e afetos. São pais, mães, avós, trabalhadores, professores, cuidadores e construtores das sociedades em que vivemos.

Muitos dedicaram toda uma vida ao trabalho, à família e ao bem comum. Merecem, por isso, viver os seus anos com serenidade, proteção e reconhecimento.

Celebrar o 15 de junho é reafirmar um princípio fundamental da humanidade: ninguém deve ser descartado, ignorado ou maltratado por envelhecer.

Proteger os idosos é proteger a nossa própria memória coletiva.

O respeito não envelhece.

Uma sociedade verdadeiramente humana cuida daqueles que lhe deram tanto ao longo da vida.

Texto HM - com IA e IN

domingo, 14 de junho de 2026

Responso a Santo António

Por: Fernando Calado
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


 Bem queriam os de Pádua que fosses o seu Santo António… mas tu, meu Santo Antoninho, és Santo António de Lisboa… Santo António de Portugal… das marchas populares… da sardinha assada… dos bairros engalanados… dos casamentos… do amor… da santidade!

… Meu Santo António… Fernando, como eu… que orgulho! Meu franciscano… santo da minha devoção… tão milagroso… pregavas em Itália e, ao mesmo tempo, estavas em Lisboa, a defender o teu pai, condenado à morte… o dom da ubiquidade… doutor da Igreja… pregador que arrastava multidões… os homens não te queriam ouvir, pregavas para os peixes, que vinham à tona da água… silenciosamente… num imenso cardume, encantados com o teu sermão…

… Meu Santo Antoninho… meu Fernandinho… com apenas 36 anos regressaste à casa do Pai, para descansar da longa caminhada… pelas chagas de São Roque… pelos 40 dias de jejum no deserto… pelos santos mártires… pela estrela d’alva… por Santo Agostinho… São Boaventura… Santo Anselmo… Platão e Aristóteles… te faço este responso, para que protejas Portugal… protejas o Nordeste Transmontano… o povo do Nordeste… que morre paulatinamente…

… Os homens não travam esta morte anunciada… e entardece!

Fernando Calado
nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança. 
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.

Espero a noite

Por: Paula Freire
(Colaboradora do Memórias...e outras coisas...)


Espero a noite contigo.
As paredes do coração acesas,
como todos os rastos de luz que insistem em nascer…
A lua escreve o sorriso limpo dos versos
enquanto não chegas e eu hesito um instante
o beijo, tranquilo, na escuridão.
.
Quero-te sede nos lábios
e a tua face humana que se demora no meu nome
como os anjos que cantam o que ninguém ouve
numa voz de gestos invisíveis.
Ah! Se eu tivesse asas e o perfume despido do vento…
E os teus olhos, inocentes,
ardentes e nus,
a habitarem-me o corpo num vício de querer,
quando dizem que o amor 
são duas mãos sem pressa
a beberem a serenidade quente da respiração
num quarto de vida!
.
Ascendes, translúcido, além das marés,
onde as horas se dissolvem sob névoa e lume.
Matéria dos céus em águas dormentes.
Suspiro o que vem,
não clamo por fim…
.
Espero a noite contigo
e o pranto de quem arde em esperar.
Como o tempo que sangra num fogo antigo,
como o divino que pulsa dentro de mim.

@Lázaro Rios 
(heterónimo de Paula Freire)
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#paula_freire_fotografia

Paula Freire
. Tem curiosidade pelo que se mostra sem intenção: o comportamento que revela mistérios, intimidades. Observa-o enquanto desenha pessoas e fotografa o mundo. As palavras nascem-lhe da escuta atenta do Homem, dos silêncios que deixam vestígios. Escreve a partir de múltiplos lugares. Alguns com rosto, outros sem nome. 
Acredita que a vida não dá certezas absolutas nem tem respostas fáceis. E que a sensibilidade humana nunca deve ser confundida com fragilidade.
É psicóloga e psicoterapeuta. Publicou “Lírio: Flor-de-Lis” e “As Dúvidas da Existência: Na Heteronímia de Nós”. Este último (em coautoria), assinado pelo seu heterónimo Lázaro Rios, a sua forma de liberdade mais pura e crua. 
Gosta de viver sem ruídos desnecessários e inteira dentro da sua escrita. Tudo o resto são só excessos.

Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca - 17 de Junho


 O Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, celebrado anualmente a 17 de junho, é uma importante data internacional dedicada à sensibilização da humanidade para um dos maiores desafios ambientais do nosso tempo: a degradação dos solos, o avanço da desertificação e a escassez de água.

Esta comemoração procura alertar governos, instituições e populações para a necessidade urgente de proteger os recursos naturais do planeta, preservar os ecossistemas e garantir um futuro sustentável para as próximas gerações.

Mais do que um problema ambiental, a desertificação representa também uma ameaça económica, social e humana, afetando milhões de pessoas em todo o mundo através da fome, pobreza, migrações forçadas e alterações climáticas.

O Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca foi criado em 1994 pela Organização das Nações Unidas, após a adoção da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação.

A escolha do dia 17 de junho assinala precisamente a data em que essa convenção internacional foi aprovada, durante um período em que a comunidade internacional começou a reconhecer a gravidade crescente dos problemas ambientais ligados à degradação dos solos e à escassez de água.

A convenção surgiu na sequência das preocupações globais levantadas durante a histórica Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento, também conhecida como “Cimeira da Terra”, realizada no Brasil.

Desde então, esta data tornou-se um símbolo mundial da luta pela preservação dos recursos naturais e pela proteção das populações mais vulneráveis aos efeitos da seca e da desertificação.

A desertificação é um processo de degradação das terras em regiões áridas, semiáridas e sub-húmidas secas. Este fenómeno reduz a fertilidade do solo, destrói ecossistemas e dificulta a sobrevivência humana e animal.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, adesertificação não significa apenas o avanço dos desertos naturais. Trata-se sobretudo da deterioração progressiva das terras produtivas devido à ação humana e às alterações climáticas.

As principais causas incluem:

Desflorestação; 
Exploração excessiva dos solos; 
Agricultura intensiva; 
Sobrepastoreio; 
Incêndios florestais; 
Má gestão da água; 
Alterações climáticas; 
Secas prolongadas. 

Quando o solo perde nutrientes, cobertura vegetal e capacidade de retenção de água, torna-se cada vez mais árido e improdutivo.

A seca acompanha a humanidade desde os tempos mais antigos. Muitas civilizações sofreram crises profundas devido à falta de água e à perda de terras agrícolas.

Ao longo da História, secas severas contribuíram para:

Fomes; 
Guerras; 
Migrações; 
Colapsos económicos; 
Desaparecimento de civilizações. 

Existem registos históricos de grandes secas no Antigo Egito, na Mesopotâmia, na China antiga e em várias regiões africanas.

Alguns investigadores acreditam mesmo que períodos prolongados de seca contribuíram para o declínio de civilizações antigas, como os Maias e determinadas comunidades mediterrânicas.

Na Idade Média e nos séculos seguintes, várias regiões da Europa enfrentaram crises agrícolas devastadoras provocadas pela falta de chuva.

Atualmente, milhões de pessoas vivem em áreas afetadas pela desertificação e pela seca. As consequências humanas são extremamente graves.

Entre os principais impactos encontram-se:

Escassez de alimentos; 
Falta de água potável; 
Perda de meios de subsistência; 
Aumento da pobreza; 
Migração forçada; 
Conflitos sociais; 
Insegurança alimentar. 

As populações rurais e agrícolas são frequentemente as mais afetadas, sobretudo em regiões vulneráveis de África, Ásia e América Latina.

Em muitos casos, famílias inteiras são obrigadas a abandonar as suas terras devido à impossibilidade de cultivar alimentos ou criar animais.

As alterações climáticas agravaram significativamente os fenómenos de seca e desertificação.

O aumento das temperaturas globais provoca:

Maior evaporação da água; 
Redução das chuvas; 
Ondas de calor mais intensas; 
Incêndios florestais mais frequentes; 
Perda acelerada de biodiversidade. 

Muitas regiões do planeta enfrentam atualmente fenómenos climáticos extremos que colocam em risco o equilíbrio ambiental e a segurança das populações.

A água tornou-se um dos recursos mais estratégicos e preciosos do século XXI.

Portugal também enfrenta desafios relacionados com a desertificação e a escassez hídrica, sobretudo nas regiões do interior e do sul do país.

Ao longo das últimas décadas, períodos de seca severa tornaram-se mais frequentes, afetando:

Agricultura; 
Produção alimentar; 
Recursos hídricos; 
Florestas; 
Economia rural. 

O despovoamento do interior, os incêndios florestais e a degradação dos solos contribuem igualmente para aumentar os riscos ambientais.

Diversos especialistas alertam para a necessidade de políticas sustentáveis de gestão da água, reflorestação e valorização dos territórios rurais.

A ciência desempenha um papel fundamental no combate à desertificação e à seca.

Investigadores de todo o mundo trabalham em áreas como:

Agricultura sustentável; 
Conservação dos solos; 
Reutilização da água; 
Energias renováveis; 
Reflorestação; 
Gestão climática; 
Proteção da biodiversidade. 

Tecnologias modernas permitem hoje monitorizar secas, prever fenómenos climáticos extremos e desenvolver sistemas de irrigação mais eficientes.

No entanto, a tecnologia por si só não resolve o problema. É necessária também uma mudança de mentalidade e de comportamentos.

O combate à desertificação depende de pequenas e grandes ações coletivas.

Cada pessoa pode contribuir através de atitudes como:

Poupar água; 
Evitar desperdícios; 
Proteger florestas; 
Plantar árvores; 
Valorizar a agricultura sustentável; 
Reduzir a poluição; 
Apoiar práticas ecológicas. 

A preservação dos solos e da água é essencial para garantir alimentação, equilíbrio climático e qualidade de vida.

O Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca lembra-nos que a Terra possui recursos limitados e que a relação entre humanidade e natureza precisa de ser equilibrada.

Este dia pretende:

Sensibilizar para os riscos ambientais; 
Promover o desenvolvimento sustentável; 
Incentivar a cooperação internacional; 
Proteger os ecossistemas; 
Combater as alterações climáticas; 
Defender o direito universal à água. 

A desertificação afeta o futuro de todos.

A luta contra a desertificação e a seca é também uma luta pela sobrevivência humana, pela justiça social e pela preservação do planeta.

As gerações futuras dependerão das decisões tomadas hoje. Cuidar da Terra significa cuidar da vida.

Num mundo cada vez mais ameaçado pelas alterações climáticas, torna-se urgente promover uma cultura de responsabilidade ambiental, solidariedade e respeito pela natureza.

Porque sem água não existe vida.

Porque sem solo fértil não existe alimento.

Porque proteger a Terra é proteger o futuro da humanidade.

Texto: HM - com IA e IN

𝐎𝐫𝐪𝐮𝐞𝐬𝐭𝐫𝐚 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮𝐞𝐬𝐚 𝐝𝐞 𝐆𝐮𝐢𝐭𝐚𝐫𝐫𝐚𝐬 𝐞 𝐁𝐚𝐧𝐝𝐨𝐥𝐢𝐧𝐬 - Macedo de Cavaleiros

 No próximo dia 𝟐𝟎 𝐝𝐞 𝐣𝐮𝐧𝐡𝐨, pelas 𝟐𝟏𝐡𝟑𝟎, a 𝐏𝐫𝐚𝐜̧𝐚 𝐝𝐚𝐬 𝐄𝐢𝐫𝐚𝐬 (Macedo de Cavaleiros), recebe a 𝐎𝐫𝐪𝐮𝐞𝐬𝐭𝐫𝐚 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮𝐞𝐬𝐚 𝐝𝐞 𝐆𝐮𝐢𝐭𝐚𝐫𝐫𝐚𝐬 𝐞 𝐁𝐚𝐧𝐝𝐨𝐥𝐢𝐧𝐬 para um grande concerto.
Uma viagem musical pelas mais emblemáticas 𝐜𝐚𝐧𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐧𝐚𝐩𝐨𝐥𝐢𝐭𝐚𝐧𝐚𝐬, pelo virtuosismo 𝐢𝐧𝐬𝐭𝐫𝐮𝐦𝐞𝐧𝐭𝐚𝐥 𝐢𝐛𝐞́𝐫𝐢𝐜𝐨 e pelas árias que imortalizaram a 𝐨́𝐩𝐞𝐫𝐚 𝐢𝐭𝐚𝐥𝐢𝐚𝐧𝐚.

Venha descobrir o diálogo perfeito entre a sonoridade única das cordas dedilhadas e a emoção do canto lírico.

Festival de Bandas - Carrazeda de Ansiães

 No dia 20 de Junho a Praça dos Combatentes será palco de uma grande celebração da música!
Conta com a participação da Banda Filarmónica Vilarinhense, da Banda de Música de Mateus de Vila Real e Banda Municipal de Valpaços.

Pelas 18h00 a grande arruada e ás 21h30 o grande concerto na Praça dos Combatentes.

Venha desfrutar de uma tarde/noite de música, tradição e convívio.

MUSEU OLIVEIRA E DO AZEITE DE MIRANDELA DISTINGUIDO COM PRÉMIO NACIONAL AMPV 2026

 O Museu Oliveira e do Azeite (MOA), em Mirandela, foi distinguido com o Prémio AMPV – Museu 2026, uma atribuição da Associação de Municípios Portugueses do Vinho que reconhece entidades com trabalho relevante na preservação e valorização do património ligado ao mundo rural e à cultura do azeite.


A entrega do galardão decorreu esta quinta-feira, durante a Feira Nacional da Agricultura, em Santarém, num momento que reuniu várias personalidades institucionais, entre as quais o Presidente da República, António José Seguro, e o presidente da Câmara Municipal de Mirandela, Vítor Correia, que recebeu a distinção em representação do município.

A distinção vem reforçar o percurso do espaço museológico mirandelense, que se tem afirmado como um projeto de referência na preservação da memória ligada à oliveira e à produção de azeite, bem como na divulgação desta atividade profundamente enraizada na identidade transmontana.

Instalado nas antigas instalações da Moagem Mirandelense, o museu tem vindo a assumir-se como um polo cultural e educativo, promovendo visitas, experiências interativas e iniciativas dirigidas a diferentes públicos, com forte ligação ao território e às suas tradições.

Para a autarquia e para as entidades promotoras, este reconhecimento nacional traduz o impacto do trabalho desenvolvido na valorização de um dos produtos mais emblemáticos da região, ao mesmo tempo que reforça Mirandela como destino cultural associado ao património, à gastronomia e ao turismo.

A atribuição do prémio é ainda interpretada como um sinal do crescente destaque da cultura do azeite no panorama nacional, enquanto elemento económico, histórico e identitário das regiões produtoras, em especial em Trás-os-Montes.

Jornalista: Vitória Botelho
Fotos: CM Mirandela

ESCOLA AGRÍCOLA DE CARVALHAIS VISTA COMO PEÇA-CHAVE PARA FIXAR JOVENS NO TERRITÓRIO

 A Assembleia Municipal de Mirandela aprovou, na reunião realizada na passada sexta-feira, uma moção apresentada pela CDU que apela à defesa da Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Carvalhais (EPADRCM), considerada uma instituição de referência na formação agrícola e no desenvolvimento rural da região.


O documento surge na sequência das alterações introduzidas pelo Governo na gestão das escolas profissionais agrícolas públicas, que passam a integrar a esfera de coordenação das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR). A CDU considera que esta mudança poderá colocar em causa o futuro destas instituições e o modelo de ensino especializado que têm vindo a desenvolver ao longo das últimas décadas.

Na moção aprovada, a Assembleia Municipal destaca o papel da EPADRCM na formação de profissionais qualificados para áreas como a agricultura, pecuária, vitivinicultura, turismo e hotelaria, sublinhando a elevada taxa de empregabilidade dos seus alunos e a sua importância para a fixação de jovens no território.

O documento alerta ainda para os riscos associados à transferência de competências, defendendo que a escola deve manter-se sob tutela do Ministério da Educação. Como refere a moção, a EPADRCM é uma instituição com “reconhecida experiência acumulada de décadas no ensino agrícola e cursos vocacionados para o desenvolvimento rural” e constitui um importante motor de desenvolvimento regional.

Entre as recomendações aprovadas está o apelo ao Governo e aos Ministérios da Agricultura e Mar e da Educação, Ciência e Inovação para que garantam “o normal funcionamento da Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Carvalhais, e a preparação do próximo ano letivo”.

A Assembleia Municipal defende igualmente que seja revertida a decisão de transferência para a CCDR Norte, considerando que a especificidade da escola exige um modelo de gestão próprio e adequado às suas características.

A moção foi aprovada por maioria, registando o voto contra do PSD e a abstenção da Iniciativa Liberal e do CDS. O documento será agora remetido ao Primeiro-Ministro, aos ministérios competentes e aos grupos parlamentares da Assembleia da República.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR