quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

OS CTT E A IMPRENSA REGIONAL

Cartas Perdidas - (Alex Stoen)
Todos os dias se faz festa a propósito de novidades que nos vão desactualizando, isolando e excluindo dos amanhãs, se não entrarmos no frenesim dos bytes na ponta dos dedos. Festa é festa e quem não entra no ritmo que se amanhe, porque não há tempo a perder.
Mas as festas não duram sempre. Por mais ilusões que nos toldem o discernimento, chegará o tempo em que se voltarão a sentir as agruras da realidade, que continuará a condicionar-nos, sem contemplações com a leviandade que ameaça fazer-nos perder o norte.
Na realidade, o mundo pouco tem mudado. A miséria, a violência e o primitivismo continuam aqui ao lado, por todos os continentes, mesmo nas ruas luminosas das grandes metrópoles, que tendem a tornar-se monstros incontroláveis.
A vertigem atingiu tal intensidade que parece natural ouvir afirmações de opinadores encartados, que se dizem tranquilos com a concentração urbana e o esvaziamento do território, alegando que são dinâmicas irreversíveis.
Até agora ainda tem havido quem contribua para temperar a entusiástica tontaria, lembrando que o futuro pode trazer grandes desilusões. Entre os que não se rendem a tal destino estão alguns órgãos de comunicação social regional, rádios e jornais, cumprindo uma missão de participação cívica.
Mas, desde há algum tempo confrontam-se com novos problemas que ameaçam a sua manutenção, porque o serviço da distribuição, em tempo, dos jornais impressos aos assinantes não é garantido, aos que estão espalhados pela diáspora, mas também aos que os recebem no país e na região. Assim se contribui para os distanciar das questões importantes destas terras e destas gentes.
Os assinantes são um dos suportes fundamentais da continuidade dos jornais. Quando não os encontram nas caixas do correio no dia aprazado são levados a reclamar junto de quem não tem culpa e semanalmente se esforça para lhes levar informação contextualizada, opinião diversificada e propostas de reflexão sobre temas da cultura, da economia e da sociedade.
Facilmente se ouvirá a displicente proclamação de que este tipo de órgãos têm os dias contados e nada haverá a fazer. Já é raro encontrar jornais que ainda não estejam presentes no mundo digital, onde surgem oportunidades de expansão, apesar dos riscos de superficialidade que se vão sentindo. Mas isso não pode pôr em causa direitos dos cidadãos, nem de actividades empresariais que com eles mantêm uma relação que deve realizar-se sem percalços inadmissíveis.
Os serviços de correios estão em acelerada degradação desde que foi decidida a privatização. Já se chegou ao ponto de não haver garantias de recepção de cartas registadas, perdidas nos meandros de lojas exteriores aos CTT, contratadas para prestar serviços para os quais não têm, notoriamente, condições.
Perder-se uma carta de condução acabada de renovar e encontrar os jornais de duas semanas ao mesmo tempo na caixa do correio, são sinais de que é preciso voltar a pôr ordem na distribuição postal, um serviço que foi exemplo de idoneidade durante longos anos e se constituiu num direito substancial do nosso quotidiano.


Teófilo Vaz
in:jornalnordeste.com

A Julióbriga não corresponde à Bragança actual de Trás-os-Montes

Julióbriga
Julióbriga era a cidade mais importante dos cântabros, no dizer de Plínio: Juliobriga sola memoratur.
Na região pertencente a esta cidade chamada depois Brigância, havia o Portus Victoria Juliobrigensium, que não devemos confundir com a cidade, cabeça dos povos deste nome, como alguns fizeram, baseados em Plínio, dizendo que na Cantábria havia duas cidades com o nome de Julióbriga: uma no litoral, o porto de mar, e outra no interior.
Este geógrafo dá efectivamente o Ebro como – ortus in Cantabria haud procul oppido Juliobriga; esta é a que tomam por mediterrânea, a outra é quando o mesmo, no liv. IV, cap. 20, diz: Portus Victorice Juliobrigensium. Ab eo loco fontes Iberi XL Millia passuum.
É evidente, porém, que aqui não se trata de cidade, mas sim de um porto dito da Vitória, que pertencia aos juliobrigenses, talvez por estar no território dos povos que reconheciam aquela cidade por cabeça, ou por outra qualquer razão.
Ambrosio de Morales escreveu que o porto dos juliobrigenses «estaba en las marinas de Vizcaya»; mas enganou-se, mesmo porque este escritor estava persuadido que a Cantábria era a moderna Viscaia.
Henrique Florez coloca-a em Santander duvidosamente e mais certo em Santoña, para o que se funda nos quarenta mil passos, ou sejam quarenta milhas — dez léguas — que Plínio distancia esta cidade das nascentes do Ebro, sem precisar de recorrer à seguinte inscrição, cuja autenticidade põe em dúvida, dada por Tamaio ao dia 27 de Janeiro, que diz haver sido encontrada no porto dos Juliobrigenses – ubi hodie el Puerto dicitur, inter Bermeo, et oppidum Santander. Eis a inscrição:

IMP. C.ES. L. SERT. SEVERI. PII. PERTIN.
AUG. ARABICI. ADIABEN. PARTH. MAXIM.
FIL. DIVI. M. ANTON.
PII. GERM. SARM. NEP.
DIVI. HADRIANI. ABNEP. DIVI. ANT.
PRONEP DIVI TRAIANI PARTHIC.
ET. DIVI NERVAE ADN.
M. AVRELIO. ANT. AVG.
TRIB. POT. VII. COSS. I. PROC. PP.
NAVIG. QVI. CANTABR. NEGOT.
AD. PORT. IVLIOBRIG.
POSVER. DEVOT.
N. M. Q. E.

Florez diz que esta pedra não merece crédito por inverter contra o costume a ordem dos Césares — «en esta fórma, Nerva, Trajano, Antonino, Hadriano y anadir al consulado año I siendo asi que en el primer consulado no se añadia numero».
Tendo dito do porto da Vitória que pertencia aos juliobrigenses, vejamos agora a situação desta cidade. Alguns colocam-na em Logroño, Valdivieso, Aguilar de Campos, mas sem fundamento sólido. Florez, baseado no texto de Plínio, que a situa perto das nascentes do Ebro, o qual, segundo aquele escritor, nasce perto de Reynosa e não em Espinosa de los Monteros, como alguns escreveram, diz que Julióbriga estava a meia légua de Reinosa e ao seu meio dia do Ebro abaixo, num alto chamado Retortillo, onde ainda perseveravam ruínas de construções antigas e haviam aparecido moedas e lápides epigráficas romanas e cinco terminais, nas suas imediações existentes ainda no seu tempo, que dividiam os termos Augustaes entre a Legião IV e Julióbriga, que se vê mencionada em todas as cinco lápides.
Em Julióbriga residia o tribuno da Coorte Celtibérica, como traz a Notícia das Dignidades do Império do Ocidente, onde, tratando dos presídios da Galiza, diz: — Tribunus Cohortis Celtiberæ, Brigantiæ, nunc Juliobriga. — Esta locução, como adverte Florez, não denota que a Coorte Celtibérica fosse de Brigância ou que aí residisse, e agora (no tempo de Arcádio e Honório) estivesse em Julióbriga, mas que o lugar chamado antes Brigantia era já conhecido pelo nome de Julióbriga, porque, para denotar diversos lugares de residência em diferentes tempos, devia dizer: Brigantiæ, nunc Juliobriga, salvando assim a concordância. Morais também assim o entendeu.
De onde se conclui que Julióbriga era chamada, antes da conquista dos romanos, Brigância. Já o nosso Argote interpretava da mesma maneira este texto; porém, no intuito de mostrar que a Brigância mencionada não é a da província de Trás-os-Montes, mas sim a cidade ou porto de mar Flavium Brigantium, de que adiante falamos, apontada por Ptolomeu na Galiza, recorre à interpretação violenta e oposta às regras de gramática de Hanao, nas Averiguações das Antiguidades de Cantábria, liv. I, cap. 32, que traduziu: O Tribuno da Coorte Celtibera assistia em Brigância, agora assiste em Julióbriga. É, porém, evidente, para quem ler a sua obra no lugar abaixo citado, que ele entendia o contexto do modo como temos dito, embora, por algo concordar com o seu modo de pensar e só neste sentido seguisse a Henao.
Grutero aponta também uma inscrição lapidar, de onde a copiou Florez, que mostra como Julióbriga ficava na Cantábria. É como segue:

C. ANNIO. L. F.
QVIR. FLAVO
IULIOBRIGENS
EX. GENTE. CANTA
BRORUM. PROVINCIA. HISPA
NIA. CITERIOR
OB. CAVSAS, VTILITATESQVE
PUBLICAS
FIDELITER. ET. CONS
TANTER. DEFENSAS.

A província da Espanha Citerior dedicou esta memória a Caio Annio, natural de Julióbriga, na região cantábrica, filho de Lúcio Quirino Flavo, por ter defendido fiel e constantemente as coisas e utilidades públicas.
Ptolomeu também coloca Julióbriga entre as cidades mediterrâneas
dos cântabros, aos 12°, 10°, de longitude e 44° de latitude. Jorge Cardoso, baseado no Chronicon de Juliano, nº 140, onde se lê: in Lusitania prope Bracharam, Brigantia, quæ quondam Juliobriga dicta est, vigesima tertia martii Sancti martyres Domitius, Pelagia, etc.
— isto é — que na Lusitânia, em território bracarense, fica Bragança, chamada outrora Julióbriga, e nesta cidade, a 23 de Março, padeceram martírio Domício, Pelágia, etc., diz que Julióbriga ficava no território da actual cidade de Bragança, em Trás-os-Montes, reino de Portugal.
Confirma tal opinião com uma lápide encontrada em 1591, em Castrelos, povoação do concelho de Bragança, quando se abriam os alicerces para uma capela, na qual se lia:

SEMPRON. TVDIT.
NVMORVM IX. M.

Junto dela se encontrou uma pia de pedra, cheia de moedas de ouro, de que fala o cipo, com o nome do imperador Antonino.
Cardoso quer que este Semprónio seja o Procônsul Caio Semprónio Tuditano, mencionado por Tito Lívio que, ferido na guerra, se recolhera à nossa cidade, como a lugar de asilo. Argote tem tal localização por frívola e indigna de crédito, vistos os textos de Plínio e Plotomeu, já citados, além de que a lápide nada faz ao caso, nem fala em Julióbriga e apenas diz que ali «estão nove mil moedas de Semprónio Tuditano», além de que este Semprónio não pode ser o Procônsul mencionado por Tito Lívio, que o foi na Espanha Citerior, onde morreu de feridas, recebidas em batalha; o distrito de Bragança, naquele tempo, ainda não estava ocupado pelos romanos e caía na Espanha Ulterior. Demais, o Semprónio de Castrelos viveu depois do imperador Antonino, como as moedas indicam, e o Procônsul muitos anos antes de haver imperadores.
Como as coisas são! Este tesouro de Semprónio, que faria a fortuna de alguns, foi a desgraça do seu descobridor, pois, segundo Fr. Luís dos Anjos, já citado, por suspeitarem que achara maior soma de moedas ou que não indicava o local, prenderam-no, sua mulher «desapareceu e ele morreu negativo e com muita miséria na cadeia, sem se aproveitar a si,
nem a outrem do dinheiro».
Alega mais Jorge Cardoso uma outra lápide encontrada na igreja de Nogueira, meia légua distante de Chaves, dada originariamente por João de Barros, nas suas Antiguidades de Entre Douro e Minho, que é como segue:

ÆMILIANO FLACO.
L. ÆLVIS FLACUS SIGNI
FER LEG. TT. AVG. CV
RAVIT INSTRVENDVM
VIVO VOLENTE ET PRE
SENTE SACRATISSIMO
SVO PATRI.
DE HOC IULIOBRIGA.

que vem a dizer — que Lúcio Élio Flaco, porta-bandeira da legião segunda augusta, cuidou em levantar a seu venerável pai Emiliano Flaco, natural de Julióbriga, que nisso consentiu e esteve presente, aquela memória.
Argote diz que a inscrição, conforme vem em João de Barros, segundo uma cópia que lhe mandaram, é desta forma:

ÆMILIANO FLACO DE HOC. C. IVRE
BRIGA. L. ÆLIVS FLACVS SIGNIFER LEG
TT. AVG CVRAVIT INS. TRVENDUM
VIVO VOLENTE ET PRESENTE SACRATISS
SVO PATRE.

e deixa entender que a lista que das inscrições de Chaves lhe mandou João de Morais e Castro também por este modo a apresentava, acrescenta que já no seu tempo, dele Argote, não existia tal lápide, que não entende a última palavra da primeira linha terminar na segunda, e que alguns que trataram desta inscrição a falsificaram, dizendo que tinha estas palavras: «de hoc Juliobriga» — e, portanto, não falando em Julióbriga, nada prova relativamente à localização desta cidade.
Na Biblioteca Municipal do Porto há cinco códices das Antiguidades de Entre Douro e Minho, de João de Barros, que têm por título: Breve summa de Geographia da Comarca d’Entre Douro e Minho e Traz-os-Montes; têm respectivamente os números 192, 255, 440, 549 e 1109, nenhum é original, mas simples cópias. A inscrição em questão, conforme a apontam, concorda com a de Argote, notando-se apenas ligeiras diferenças.
Dado, porém, que a inscrição fosse autêntica, não vejo razões para favorecer Bragança de preferência a Chaves, em cujas imediações a deram como existente, sendo que da nossa cidade dista passante de quinze léguas de péssimos caminhos e, conseguintemente, nada próprios para ser transportada a tão grande distância sem que vejamos motivos especiais para isso.
O já citado Cardoso, no intuito de aduzir provas em ordem a demonstrar que Julióbriga é a actual Bragança, continua: «Favorece a isto Abraão Hortelio, que, no Thesouro Geographico, verbo — Brigantia — diz: nunc Julióbriga». E mostra que está na Lusitânia, tratando da palavra — Deobriga — que lhe parece estar erradamente escrita em Ptolomeu e que é a mesma Julióbriga, chamada agora Bragança, que muitos autores fazem na Lusitânia, junto a Braga, por ser então daquele arcebispado e hoje de Miranda.
E Pancirolo, in Noticia Utriusque Imperii. C. 90, in Commentario, fol. 180, diz que Julióbriga é Bragança, citando Ptolomeu.
E o Mappa de Portugal, que o nosso Fr. José Teixeira estampou em França, ano 1592, dando às cidades os nomes antigos, a Bragança dá Julióbriga.
A isto responde Argote: «Primeiramente Hortelio, Pancirolo e Teixeira, por si, não têm autoridade em matéria tão antiga e nem Hortelio, nem Bercio, nem Pancirolo falam de Bragança, mas da Corunha, que se chamava também Brigancia, e a Noticia do Imperio o que diz é, que uma cohorte, que primeiro estava de presidio na Corunha (Brigantia) se passara depois para Juliobriga». Já atrás aludimos à interpretação deste texto.
Algo concorre para esta confusão o Ptolomeu, ao tratar da Galiza, situar entre os Callaicorum Lucensium uma cidade ou porto de mar com o nome de Flavium Brigantium entre 7°,15' de longitude e 45° de latitude, que se entende devia ficar no actual porto de mar da Corunha ou imediações, ou melhor no Padrão, e daqui e do texto já citado — Tribunus Cohortis Celtiberæ, Brigantiæ, nunc Juliobriga — se originou a obscuridade.
Poderia haver nas Astúrias, onde então caía a Bragança de Trás-os-Montes, alguma cidade deste nome, mas dos textos dos geógrafos e escritores romanos por nenhum modo pode deduzir-se tal existência, e nestas coisas é o que soa sicut jacet e não o que queremos que seja. A Julióbriga de Plínio e Ptolomeu estava na Cantábria, perto das nascentes do Ebro, e não em outra parte. Portanto, não merecem crédito as notícias que os falsos chronicons nos dão, seguidas por vários escritores somenos criteriosos, aplicadas à nossa Bragança, na presunção de que foi a Julióbriga de Plínio e Ptolomeu.
E assim, não lhe cabe o dizer-se, como querem Cardoso; Julian Perez, arcipreste de Toledo, em seu falso Chronicon, a quem seguiu D. Rodrigo da Cunha, na Hist. Eccl. dos Arcebispos de Braga; Abraão Ortelio, no seu Thesouro Geographico; o autor da Benedictina Lusitana; o autor do Anno Historico; Fr. Luís dos Anjos, no Jardim de Portugal, pág. 91; João Baptista de Castro no Mappa de Portugal; P.e António Carvalho da Costa, na Corographia Portugueza; Rodrigo Mendes da Silva, na Poblacion General de España, 1645, pág. 155; Paulo Perestrelo da Câmara, no Dicc. Geograph. do Reino de Portugal e geralmente os escritores modernos, que Bragança é fundação de Brigo IV, rei de
Espanha, mil oitocentos e noventa e oito anos antes de Jesus Cristo, enriquecida depois com privilégios por Júlio César, falecido quarenta e quatro anos antes do Nascimento do Redentor, e que o imperador Augusto lhe dera o título de Júlio, de onde Julióbriga, em memória de seu tio Júlio César, vindo assim a confundir-se no mesmo o do seu fundador e reedificador.
Não deve admirar que estes escritores, num tempo em que os processos de crítica careciam dos elementos de que esta ciência dispõe modernamente, prestassem crédito aos forjadores de tais descalabros que, como diz Camilo, «mentiram mais do que permitia a força humana».
É certo que, logo no tempo em que apareceram, motivaram dúvidas, mas a crítica não dispunha de elementos para discriminar a sua autenticidade.
O pensar geral, a tal propósito, regulava-se, pelo que nos diz o Agiologio Lusitano. «Se alguem duvidar da auctoridade de Dextro, Marco Maximo, Luitprando, Juliano, Paulo Diacono Emeritense e Edacio de Lamego, por serem auctores que a cabo de tantos seculos em que viveram em nossos tempos sairam á luz, lêa a seus illustradores Bivar, Caro, Tamaio, Higuera, Ramiriz de Prado, Moreno de Vargas e Sandoval e ficará satisfeito; e muito mais se vir os innumeraveis auctores que em seu abono trazem F. João Marquez, no Defensorio Augustiniano, o Padre Quintanadueñas, nos Santos de Sevilha, que todos com grandes encomios os acreditam e seguem suas auctoridades, como testemunhos irrefragaveis.
E hoje muitos prelados de Hespanha, graves e doutos, não sómente qualificam estes livros, senão que a Dextro (o principal d’elles) mandaram pôr nos archivos de suas egrejas, como fez D. Agostinho de Castro, arcebispo de Braga, D. Sancho d’Avila, bispo de Jaen, D. Prudencio de Sandoval, bispo de Tuy e D. Pedro de Castro e Quinhoñes, arcebispo de Sevilha, e outros.
Demais d’isto, nesta idade hão saido varias apologias em sua defensa que com grandes louvores o acreditam e defendem».
No entanto, a luz foi surgindo e um século depois dizia o célebre frade Martim Sarmiento: «Hoy pasara por um escritor idiota y chapucero el que citare testos de essos pseudo cronicones».
Mas, passando estas coisas assim, estando já as notícias constantes originariamente de tais fontes há mais de um século reconhecidas unanimemente como viciadas, é motivo de estranheza que ainda hoje escritores de nome façam obra por elas e as sigam!
Pinho Leal, Silva Pinto, Manuel António Pires, cónego da Sé de Bragança, Lopo e até os autores do monumental Portugal — Diccionario historico, chorographico, heraldico, etc., ainda em publicação, no artigo «Bragança», seguiram a mesma errada opinião e vieram dizer-nos que Bragança se chamara antigamente Julióbriga e fora fundada por Brigo IV, rei de Espanha, etc., e que Júlio César a reedificara, etc.
João Maria Baptista, em sua Chorographia Moderna do Reino de Portugal, veio também repetir a mesma notícia, guiado pela obra do P.e António Carvalho da Costa, a quem cita.
Pobre Brigo, suposto IV rei de Espanha, que nunca existiu, a não ser em mentes avariadas, sendo esta palavra um nome comum, de origem provavelmente céltica, sobre cuja significação não estão acordes os filólogos! Ingente seria a sua tarefa se todas as cidades, em que entra o elemento dessa palavra, lhe devessem a fundação. Só Ptolomeu, Europæ Tabulæ II, menciona:

Augustobriga, cidade dos Pelendones, na Espanha tarraconense — 1ª província.
Nertobriga, cidade dos Celtiberi, na Espanha tarraconense.
Arcobriga, cidade dos Celtiberi, na Espanha tarraconense.
Segobriga, cidade dos Celtiberi, na Espanha tarraconense.
Mirobriga, cidade dos Oretani, na Bética — 2ª província.
Nertobriga, cidade dos Turdetani, na Bética.
Mirobriga, cidade dos Turdetani, na Bética.
Langobriga, cidade dos Celtici, na Lusitânia — 3ª província.
Myrobriga, cidade dos Celtici, na Lusitânia.
Arcobriga, cidade dos Celtici, na Lusitânia.
Meribriga, cidade dos Celtici, na Lusitânia.
Arabriga, cidade dos Lusitani, na Lusitânia.
Talobriga, cidade dos Lusitani, na Lusitânia.
Cottæobriga, cidade dos Vettones, na Lusitânia.
Augustobriga, cidade dos Vettones, na Lusitânia.
Deobriga, cidade dos Vettones, na Lusitânia.
Flaviobriga, cidade dos Antrigonum, na Espanha tarraconense — 1ª província.
Julióbriga, cidade dos Cantabri, na Espanha tarraconense.
Flavium Brigantium, cidade dos Callaicorum Luccubium na Espanha tarraconense.
Nemetobriga, cidade dos Tiburorum, na Espanha tarraconense.
Tuntobriga, cidade dos Callai Bræcarii, na Espanha tarraconense.
Coeliobriga, cidade dos Coelerinorum, na Espanha tarraconense.

Como vemos, foi medonha a tarefa! Nada menos que vinte e duas cidades e todas importantes, porque os polidos escritores gregos e romanos deixavam de mencionar muitas, atenta, dizem eles, a barbaridade, aspereza e dissonância de seus nomes, que lhes irritavam os nervos.
Mas ainda não é tudo; não foi só na península ibérica que o pseudo Brigo semeou cidades, o que ao bom senso repugna, atenta a extrema divisibilidade de seus povos, divergências étnicas e, enfim, impossibilidade de congraçar debaixo de uma só vontade tantos elementos heterogéneos, passou além, houve um Brigantium na Rhecia, dea Brigantia na Irlanda e outros em desvairadas partes e regiões as mais afastadas, o que tudo prova a insensatez de quem recorre a tais expedientes para nos dar o fundador da nossa Bragança.
Sobre a significação do elemento — briga — ver Lopo, José Leite de Vasconcelos, acrescentando apenas que Rodrigo Mendez Silva dá Brigo como palavra da língua arménia, onde significa alcaide.

Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança

PROGRAMAÇÃO MENSAL DA BMTC - JANEIRO DE 2018

Encontro de Cantares dos Reis

O cantar dos reis, é uma tradição secular portuguesa celebrada por volta do dia de Reis. Os grupos populares, chamados de "reiseiros", tocam e cantam às portas das casas, invocando a celebração da visita dos três Reis Magos para pedir esmolas e donativos.
Esta é uma forma de manter vivas as tradições concelhias, ao mesmo tempo que se promove o trabalho desenvolvido pelas formações musicais do concelho e se estimula a troca de experiências com outros Grupos Musicais.
Perante uma plateia que não se nega a celebrar estes usos e costumes locais, os reis vão fazer-se ouvir na Casa da Cultura de Mogadouro. 
Promovida pela Câmara Municipal, a iniciativa acontece a 6 de Janeiro, pelas 21.30h, apelamos a todas as estruturas Sociais e Culturais, Lares, Associações, Juntas e Uniões de Freguesia e População em geral, que se inscrevam nesta iniciativa com o objectivo de a mantermos cada vez mais VIVA!

CM de Mogadouro

Concerto de Ano Novo - GayaQuintet Tango Project

Festa dos Reis - VALE DE SALGUEIRO

Hora do Conto - "O Rato Solteiro"

Sousacamp em risco de falência adere ao Processo Especial de Revitalização

Cerca de 27 anos após a sua criação, o grupo Sousacamp, o maior produtor de cogumelos português está em risco de falência e aderiu ao Processo Especial de Revitalização (PER).
Era mesmo conhecida, até há algum tempo, como a maior produtora de cogumelos da Europa, com cinco fábricas em Portugal, duas em Espanha e mais de 500 empregados, segundo garantia Artur Sousa, o presidente e criador da Sousacamp. Tem mais funcionários do que Benlhevai, a aldeia no concelho de Vila Flor, onde a principal unidade fica sedeada.

Um império que, segundo avançou o Jornal de Negócios, “está agora em risco de falência, com a principal empresa do grupo, a Varandas de Sousa, a recorrer ao Processo Especial de Revitalização (PER)”. O PER é um programa do Governo que permite a uma entidade devedora, numa localização economicamente penosa ou em situação de insolvência iminente, negociar com os respectivos credores para alcançar a revitalização económica da empresa.

O mesmo jornal cita ainda uma fonte conhecedora do processo que diz que "está fácil de ver que a empresa precisa de sanear o seu passivo".

De acordo com o Jornal de Negócios, que avançou a notícia, a queda do Banco Espírito Santo (BES), que era um dos accionistas da empresa, contribuiu em grande parte para o grupo Sousacamp encarar neste momento impedimentos financeiros, que colocam em risco o posto de trabalho de 550 pessoas.

Ainda segundo uma fonte próxima do processo, citada também pelo Jornal de Negócios, o BES, era o principal financiador da edificação do espaço agro-industrial da empresa em Vila Real, onde se previa criação de mais 200 postos de trabalho. Todavia, com a queda do império de Ricardo Salgado, a obra calculada no valor de 45 milhões de euros ficou parada.

Certo é que o BES afundou e agora o Novo Banco, criado a partir do falido BES, cortou o financiamento à Sousacamp e o grupo viu-se obrigado a recorrer ao PER.

O grupo com fábricas em Vila Flor, Mirandela, Vila Real, Paredes, Sabrosa e em Espanha, facturou em 2015, cerca de 50 milhões de euros, e as contas de 2016 resultam em 18,8 milhões de euros de lucro e 9 milhões de prejuízos. 

Escrito por Brigantia

Hospital Terra Quente realiza estudo sobre hospitalização domiciliária

Numa altura em que foi anunciada a expansão da Rede Nacional de Cuidados Continuados com 500 camas, o Hospital Terra Quente em Mirandela, juntamente com algumas Santas Casas da Misericórdia está a fazer um estudo sobre hospitalização domiciliária.
Manuel Lemos um dos administradores do hospital, diz que o estudo foi lançado porque é fundamental haver um conhecimento mais aprofundado sobre cuidados continuados domiciliários dada a realidade da nossa região.
“No interior, para além da desertificação humana, a população que fica cada vez tem uma esperança de vida maior, penso que será necessário dentro de 2 a 3 anos haver uma revolução da maneira de encarar esse problema”, destacou.

O estudo tem como objectivo estudar a melhor forma de conseguir prestar cuidados domiciliários.

“É evidente que para mantermos a nossa terceira idade confortavelmente e em casa temos de levar os cuidados de saúde a casa, com a hospitalização domiciliária”, acrescentou.

Nesta que é uma das regiões mais envelhecidas de Portugal, o Hospital privado tem apostado em valências de apoio à terceira idade e desde há pouco mais de um ano que tem uma residência sénior e, em conjunto com a Santa Casa da Misericórdia, gere uma unidade de cuidados continuados ambas com uma a ocupação superior a 92%. 

Escrito por Brigantia

Mirandela com orçamento de 39 milhões de euros para este ano

A Assembleia Municipal de Mirandela aprovou, por maioria, na passada sexta-feira, o orçamento do Município para 2018, no valor de 39 milhões de euros. Quase metade, cerca de 17 milhões de euros, são destinados a obras iniciadas e outras previstas para avançar, este ano, no âmbito do PEDU (Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano), contratualizadas pelo anterior executivo.
A presidente do Município assume com naturalidade que se trata de um orçamento de continuidade, mas Júlia Rodrigues reforça a ideia que este primeiro orçamento já inclui alguns dos compromissos assumidos durante a campanha das autárquicas, como a devolução de dinheiro às famílias através da redução da taxa de IMI de 0,4 para 0,375 e da devolução de 1 por cento do IRS.

Parte do valor justifica-se com as obras já contratualizadas, Júlia Rodrigues admite que este “é um orçamento de continuidade”, “porque há valores em obras que vem do passado, só na educação são 6 milhões de euros”, em sublinha que “a grande fatia” deste orçamento de 39 milhões de euros, o maior do distrito de Bragança, diz respeito a “obras estruturais”. Um investimento de cerca de 17 milhões de euros está previstos em obras no âmbito do PEDU (Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano), algumas já iniciadas, e que foram planeadas pelo anterior executivo.

Outra aposta do executivo socialista passa pelo aumento da dotação orçamental para os recursos humanos precavendo o descongelamento na progressão das carreiras.

A autarca socialista reitera a intenção de conseguir uma maior eficácia na questão da cobrança da água, já que as perdas, nesta área rondam os 60 por cento.

Temos aqui um grave problema com a empresa, com uma dívida que andará acima dos 5 milhões de euros, com 750 mil euros só de juros e as perdas na rede de abastecimento rondam os 60%”, sublinhou.

Algumas das prioridades contidas no documento aprovado para 2018, com um orçamento de cerca de 39 milhões de euros

O orçamento foi aprovado com 30 votos favoráveis, 28 abstenções e um voto contra da CDU.

Paulo Pinto, do PSD, justifica a abstenção do seu partido, pelo facto de se tratar de um orçamento de continuidade das obras planeadas pelo executivo de António Branco. “Porque os 17,5 milhões de euros que se reportam a um conjunto de obras que estão em funcionamento e outras que porventura estavam previstas iniciar no ano de 2018, são transferidas do executivo anterior”.

Já Virgílio Tavares, justifica o voto favorável do CDS pelo facto de conceder o benefício da dúvida ao primeiro orçamento apresentado pelo executivo que tomou posse há dois meses.

“Qualquer governo precisa de ver um orçamento aprovado e constatamos inclusivamente que o PSD referiu que era uma continuidade do seu próprio orçamento e achamos que devíamos dar um aval precisamente para dar tempo a que o novo executivo mostre aquilo que vai implementar no concelho de Mirandela”, referiu Virgílio Tavares do CDS.O deputado da CDU, Jorge Humberto Fernandes, votou contra por considerar que o executivo socialista podia ter ido mais longe nas reduções de IMI e de IRS.

“Ficou aquém das expectativas, podia baixar-se mais a taxa de IMI, uma vez que se vai reforçar em mais 30% a majoração dos edifícios devolutos, achamos que essa questão e a do IRS podia-se ir mais longe na devolução”, apontou Jorge Humberto Fernandes.

Os argumentos dos diversos partidos para o sentido de voto no que toca ao orçamento do Município de Mirandela, aprovado, por maioria, no valor de 39 milhões de euros.

Diga-se que é o maior do distrito, superior mesmo ao de Bragança que se situa nos 37 milhões de euros. 

Escrito por Rádio Terra Quente (CIR)

Festa de São Gonçalo em Outeiro : a tradição do “Charolo” cumpre-se mais uma vez

A aldeia de Outeiro, concelho de Bragança, prepara-se para celebrar mais uma Festa em honra de São Gonçalo, também conhecida como a Festa do “Charolo”, nome que lhe ficou dum dos seus elementos principais. Esta tradição é momento de fé e celebração do espírito comunitário durante o qual o pão assume papel de destaque.
O “Charolo”, é um imponente andor enfeitado com centenas de roscas, confecionadas, nos dias que antecedem a Festa, no forno comunitário da aldeia. Este pão doce, amassado e cozido pelas mulheres dos 10 mordomos de São Gonçalo, é depois benzido e leiloado no dia da Festa. 

Na Festa de São Gonçalo de Outeiro o sagrado e profano convivem em rituais que foram passando de geração em geração. Daí que as roscas também se partilhem, se comam e sobretudo se dancem. A “Dança das Roscas” é um dos momentos altos da tradição. Homens e mulheres, juntam-se no largo da aldeia para cumprir o ritual. Homens de um lado, mulheres do outro, eles erguem uma rosca de grandes proporções nas mãos, elas abanam os braços no ar. 

Ao som da gaita de foles cada fila avança no sentido da outra, até que, numa reviravolta rápida, os rabos tocam-se e os pares assumem a posição inicial. No final, as roscas dançadas são cortadas e distribuídas pelos presentes. Segue-se o leilão das roscas do “Charolo” e no final a população acompanha os mordomos, em cortejo, para entregar a Festa aos responsáveis pela organização da do ano seguinte. 

No entanto, as celebrações não terminam aqui. Em Outeiro, em dia de São Gonçalo, come-se, bebe-se e dança-se enquanto existir uma porta aberta. Durante a noite, é organizado a tradicional “Pandorcada”. Este cortejo reúne novos e velhos e percorre as ruas da aldeia dançando as roscas que lhe são oferecidas. Como rosca dançada, é rosca partilhada, tem lugar novo momento de partilha e celebração. A recordar tempos idos em que o pão matava a fome e em que esta chegou à aldeia trazida pela peste que quase dizimou os animais. 

Nessa época, conta o povo, foi São Gonçalo que salvou a aldeia da peste. O milagre valeu-lhe a construção de uma Capela e a organização de uma Festa em sua honra. É assim que reza a lenda e é assim, pelo menos, desde o século XVIII, altura em que aparecem os primeiros registos desta manifestação religiosa e popular.

Assembleia de Carrazeda aprova orçamento para 2018

O plano e o orçamento da Câmara de Carrazeda de Ansiães para 2018 foram aprovados por maioria em Assembleia Municipal.
Os documentos passaram com os votos favoráveis da bancada do PSD, a abstenção do elemento do PS e os votos contra da bancada dos Unidos por Carrazeda… Graça Martins, dos Unidos por Carrazeda diz que votaram contra “uma política de estado de coma para o concelho”.

Graça Martins diz também que não há ambição no plano e orçamento do executivo do PSD.

O presidente do Município, João Gonçalves, discorda da argumentação dos Unidos por Carrazeda e entende que deveriam ter dado o benefício da dúvida para o primeiro ano de mandato.

Entre as propostas para 2018, o executivo da Câmara de Carrazeda, avança com um estudo prévio para um plano de regadio no planalto de Ansiães.

Destaque ainda para a abertura do Centro Interpretativo do Vale do Tua, em Foz-Tua, que deve abrir ainda este mês, o primeiro orçamento participativo, que vai possibilitar aos carrazedenses escolher dois projectos para implementar, para além da requalificação de algumas ruas da vila de Carrazeda, nomeadamente na zona envolvente à Câmara. 

Escrito por Rádio Ansiães (CIR)

Cartaz do Cinema - Janeiro de 2018

Sondagem - Acha que a Feira das Cantarinhas, em vez de se realizar nos dias 1, 2 e 3 de maio, passe a realizar-se sempre no primeiro fim de semana de maio?

CLICA NA IMAGEM PARA ACEDER À SONDAGEM

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Relatório de treinos do G.D.B. em 4 de fevereiro de 1969

Bragança - Projeções cinematográficas - janeiro 2018

TUDO DEPENDE DA EDUCAÇÃO

Por: Humberto Pinho da Silva 
(colaborador do "Memórias...e outras coisas..."
Uma das causas de haver tanta violência, desrespeito, e falta de hombridade, é devido à forma como estamos a educar os nossos filhos.
Outrora, no tempo dos nossos avós, as crianças, eram, em regra, criadas sob rígida disciplina. Não faltavam severos corretivos, e humilhações, tanto em casa, como na escola.
Tal educação, cerceava iniciativas, e incutia medos e complexos que acompanhavam as crianças mais sensíveis, pela vida fora.
Se a educação austera, é perniciosa e traumatizante, a que atualmente, a maioria dos pais, administram, não é melhor.
Julgando, que, suprimindo qualquer forma de disciplina, estão a dar provas de carinho, deixam a criança crescer, sem limitações, sem regras: cívicas e morais.
O resultado é: virem a ser adolescentes, que não respeitam ninguém, nem os próprios progenitores.
Dai advêm o desrespeito, em que se vive na escola, a delinquência, e o “bulling”, a colegas e professores.
A criança, quando é criada sem regras e disciplina, dificilmente reconhecerá a autoridade, e mais tarde, tornar-se-á, num revoltado, contra a sociedade em que vive: - Será contra tudo e contra todos.
Como primeiros educadores, a obrigação dos pais é ajudá-los a formarem o carácter – que é o conjunto de hábitos, que foram adquiridos desde a meninice.
Cabe, aos que realmente amam seus filhos, tentarem que estes criem bons hábitos; que, por sua vez, irão, no futuro, plasmar a personalidade e o carácter.
Os pais – além de afectos, – devem auxiliá-los a pensar e a raciocinar, para mais tarde serem capazes de enfrentarem dificuldades, que forçosamente irão deparar.
Ao escrever “auxiliá-los”, não pretendo dizer: impor-lhes regras inflexíveis, coagindo-os, pelo medo, a obedecerem, cegamente.
À medida que crescem, as crianças, ganham o direito de tomarem decisões; de poderem fazer escolhas.
Infantilizá-los, tratando-os como se fossem sempre meninos, é tão prejudicial, como deixa-los à deriva, sem qualquer limite.
Em suma: Nem autoridade excessiva, nem liberdade sem balizas, mas, principalmente, educar-lhes a alma, para virem a ser cidadãos responsáveis, de boa formação moral.
Mostrar-lhes, não apenas com palavras, mas, mormente, com: exemplos e boas condutas, a vereda do bem, para que aprendam, por imitação, e depois pelo hábito, serem: justos, caridosos e honestos.
Se me perguntarem: se é possível, sem religião, e sem fé adulta em Deus, o adolescente, formar bom carácter. Responderei: que duvido.
Mas, pode ser que sim…; mas será tarefa árdua, de resultado duvidoso.

Humberto Pinho da Silva nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG”. e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".

Volta ao Nordeste em bicicleta chega em Abril

O distrito de Bragança vai ter uma Volta ao Nordeste em bicicleta. Esta é a grande novidade do calendário da Associação de Ciclismo de Bragança (ACB) para 2018.
A prova está agendada para os dias 21 e 22 de Abril e conta com a parceria de seis municípios, que vão receber a competição.
A Volta ao Nordeste vai começar em Mirandela e termina em Bragança.
“O percurso vai começar na cidade de Mirandela com um contra-relógio de cinco quilómetros, parte depois de Macedo de Cavaleiros até Torre de Moncorvo, local onde termina o primeiro dia de competição. No dia 22 começa em Moncorvo e termina em Mogadouro. A última epata, à tarde, vai ligar Vimioso a Bragança”, explica Miguel Monteiro, presidente da ACB.
A prova terá no total 170 km e podem participar equipas estrangeiras.
“A Volta ao Nordeste é uma prova por equipas, podem participar no mínimo seis e no máximo 12, estando também aberta a equipas estrangeiras, três no máximo. Esperamos alguns ciclistas espanhóis à semelhança do que acontece no Open de XCM”, acrescenta o responsável da ACB.
O objectivo é, no futuro, “alargar a volta a mais municípios”, tendo por isso mais dias de competição.
A Volta ao Nordeste realiza-se nos próximos dias 21 e 22 de Abril e é a grande aposta da Associação de Ciclismo de Bragança para 2018.
A prova vai iniciar-se com um contra-relógio de 5km em Mirandela e vai terminar em Bragança.

Susana Madureira
Escrito por Brigantia

Apesar da greve, não vai haver transmissão de trabalhadores da recolha do lixo

A decisão foi tomada nos últimos dias de 2017 mas vai afectar a vida de cerca de mais de 30 famílias este ano.
Tal como a CIR avançou na sexta-feira, depois de vários dias de protesto por terem uma situação profissional indefinida, os trabalhadores da recolha de lixo na Terra Quente transmontana já sabem que não houve consenso entre as empresas quanto à transferência de trabalhadores.

Entretanto a CIR chegou à fala com José Emílio representante do Sindicato dos Trabalhadores da Industria e Energia, que explicou a decisão comunicada aos funcionários

“O que nós constatamos é que, quer a Ferrovial quer a Resíduos do Nordeste, não vão fazer transmissão dos contratos. Nenhuma das empresas fez chegar aos trabalhadores, como deveriam, uma decisão de forma escrita e em comunicado a explicar quais as consequências jurídicas, sociais, económicas em relação ao contrato que têm.”

Os trabalhadores lamentam não terem sido tidos em conta e garantem mesmo que ponderam levar o assunto à barra do tribunal

“A Ferrovial é previsível que possa iniciar contratos com novos trabalhadores.

Claro que eles estão indignados com o comportamento das empresas, são elas a FCC, Ferrovial e Resíduos do Nordeste. 

O próximo passo será uma ação no Tribunal de Trabalho, também a apresentarão no seu local laboral, para o qual foram contratados e inscritos e para o qual foram contratados e estão disponíveis com o mesmo empenho com que o têm feito nos últimos 20 anos.”

Os trabalhadores da recolha do lixo da Terra Quente Transmontana estiveram em greve de 22 a 31 de dezembro.

Esta é uma situação que vamos continuar a acompanhar.

INFORMAÇÃO CIR (Rádio Brigantia)