A partir do dia 28 de fevereiro, as sessões da Assembleia Municipal de Bragança vão ser transmitidas em direto.
Todos os cidadãos, em qualquer parte do mundo, podem, agora, assistir ao que acontece nas sessões da Assembleia Municipal de Bragança, bastando, para isso, ter ligação à Internet.
Este é mais um projeto que o Executivo Municipal de Bragança implementou para “aproximar” os cidadãos dos poderes político e executivo, contribuindo para o envolvimento da comunidade nas decisões tomadas e aprovadas em reuniões da Assembleia Municipal.
As sessões da Assembleia Municipal de Bragança podem, assim, ser assistidas, em direto AQUI.
Informação da CM de Bragança
terça-feira, 27 de fevereiro de 2018
Pastores do concelho de Alfândega da Fé afetados pela seca vão ter apoio do Município
O município de Alfândega da Fé vai apoiar os pastores daquele concelho afetados pela seca.
Uma ajuda que, no total, pode chegar aos 15 mil euros em alimentação para os animais, como refere Eduardo Tavares, Vice-Presidente do Município de Alfândega.
“É um apoio para os produtores agro-pecuários de pequenos ruminantes, uma vez que têm uma expressão maior no concelho de Alfândega da Fé. Estamos a falar de 123 produtores com o total de um efetivo de 8244 cabeças e este é um assunto que temos vindo a discutir em reunião de Câmara já há alguns meses. O ano passado tivemos a seca extrema, no início do inverno estávamos com expectativas de que a época colmatasse esta situação e fomos aguardando mais algum tempo para vermos a evolução do inverno mas a verdade é que, infelizmente, este não está a resolver o assunto e não está a chover.”
E os contemplados serão aqueles a quem a falta de chuva tem trazido maior prejuízo.
“O Município definiu alguns critérios que discriminam positivamente os produtores mais fragilizados e expostos a estas dificuldades. Aqueles que tenham menos rendimentos, que produzem e trabalham raças autóctones, que sabemos, são mais difíceis e menos produtivas e têm necessidade também de fazer o pastoreio de percurso e aqui há também mais dificuldades nestas situações e também tendo em conta a dependência que estes agricultores têm com as terras, ou seja, aqueles com menos área/ menos terras, têm ainda mais dificuldades pois têm menos área para pastos naturais.”
Este apoio vai começar a ser distribuído já no próximo mês de março e os interessados devem candidatar-se no Gabinete de Apoio ao Produtor da Câmara Municipal de Alfândega da Fé até dia 19 de março de 2018.
Escrito por ONDA LIVRE
Uma ajuda que, no total, pode chegar aos 15 mil euros em alimentação para os animais, como refere Eduardo Tavares, Vice-Presidente do Município de Alfândega.
“É um apoio para os produtores agro-pecuários de pequenos ruminantes, uma vez que têm uma expressão maior no concelho de Alfândega da Fé. Estamos a falar de 123 produtores com o total de um efetivo de 8244 cabeças e este é um assunto que temos vindo a discutir em reunião de Câmara já há alguns meses. O ano passado tivemos a seca extrema, no início do inverno estávamos com expectativas de que a época colmatasse esta situação e fomos aguardando mais algum tempo para vermos a evolução do inverno mas a verdade é que, infelizmente, este não está a resolver o assunto e não está a chover.”
E os contemplados serão aqueles a quem a falta de chuva tem trazido maior prejuízo.
“O Município definiu alguns critérios que discriminam positivamente os produtores mais fragilizados e expostos a estas dificuldades. Aqueles que tenham menos rendimentos, que produzem e trabalham raças autóctones, que sabemos, são mais difíceis e menos produtivas e têm necessidade também de fazer o pastoreio de percurso e aqui há também mais dificuldades nestas situações e também tendo em conta a dependência que estes agricultores têm com as terras, ou seja, aqueles com menos área/ menos terras, têm ainda mais dificuldades pois têm menos área para pastos naturais.”
Este apoio vai começar a ser distribuído já no próximo mês de março e os interessados devem candidatar-se no Gabinete de Apoio ao Produtor da Câmara Municipal de Alfândega da Fé até dia 19 de março de 2018.
Escrito por ONDA LIVRE
RESÍDUOS LOCAIS / LIXEIRA - COMUNICADO DA CÂMARA MUNICIPAL DE MACEDO DE CAVALEIROS
A Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, através da Divisão de Ambiente e Gestão Territorial deu início a uma intervenção num terreno pertencente ao Município, situado no lugar do Ginço, que vinha sendo utilizado para depósito de resíduos sólidos.
Qualquer deposição de lixos a céu aberto é ilegal e traduz-se numa grave agressão ambiental e numa questão de saúde pública, pelo que a Câmara Municipal não poderia continuar a permitir o depósito ilegal de todo o tipo de resíduos neste espaço. Assim, a autarquia interditou o acesso a este local, extinguiu as combustões dos resíduos sólidos e está a proceder à sua limpeza.
Perante isto, o Município agradece a colaboração de todos no sentido de minimizar o problema e solicita que a deposição de qualquer tipo de resíduos seja efetuada nos locais adequados para o efeito, nomeadamente, o Ecocentro.
CM de Macedo de Cavaleiros
Qualquer deposição de lixos a céu aberto é ilegal e traduz-se numa grave agressão ambiental e numa questão de saúde pública, pelo que a Câmara Municipal não poderia continuar a permitir o depósito ilegal de todo o tipo de resíduos neste espaço. Assim, a autarquia interditou o acesso a este local, extinguiu as combustões dos resíduos sólidos e está a proceder à sua limpeza.
Perante isto, o Município agradece a colaboração de todos no sentido de minimizar o problema e solicita que a deposição de qualquer tipo de resíduos seja efetuada nos locais adequados para o efeito, nomeadamente, o Ecocentro.
CM de Macedo de Cavaleiros
MUNICÍPIO DE CARRAZEDA DE ANSIÃES VAI ESTAR PRESENTE NA BTL
Com o objectivo de promover o concelho como destino turístico de eleição, o Município de Carrazeda de Ansiães vai estar presente,na Bolsa de Turismo de Lisboa, espaço CIM Douro|TPNP, no dia 1 de Março com o seguinte programa de animação:
10h30 às 11h45 | Promoção do município de Carrazeda de Ansiães
Divulgação dos produtos regionais carrazedenses, com especial destaque para a Maçã, o Vinho e o Azeite
Prova dos vinhos produzidos no concelho de Carrazeda de Ansiães
Promoção, degustação e distribuição da Maçã do Planalto de Ansiães
Showcooking – com a chefe Marta Machado
Apresentação e divulgação da XXIII Feira da Maçã, do Vinho e do Azeite
Divulgação das potencialidades turísticas do concelho de Carrazeda de Ansiães apresentando-se para ao efeito os principais pontos de interesse turístico, Castelo de Ansiães, Museu da Memória Rural, Casa dos Cantoneiros – Foz-Tua Wine House, CIVT – Centro Interpretativo do Vale do Tua
Projeção do vídeo promocional do Município de Carrazeda de Ansiães
15h15 às 16h15 | Promoção do Município de Carrazeda de Ansiães
Showcooking – com a chefe Marta Machado
Promoção, degustação e distribuição da Maçã do Planalto de Ansiães
Prova dos vinhos produzidos no concelho de Carrazeda de Ansiães
Apresentação e divulgação da XXIII Feira da Maçã, do Vinho e do Azeite
Apresentação e divulgação do Museu da Memória Rural, como uma estrutura de âmbito regional fundamental para o conhecimento da identidade transmontana e do saber fazer do mundo rural.
Projeção do vídeo promocional do Município de Carrazeda de Ansiães
CM de Carrazeda de Ansiães
10h30 às 11h45 | Promoção do município de Carrazeda de Ansiães
Divulgação dos produtos regionais carrazedenses, com especial destaque para a Maçã, o Vinho e o Azeite
Prova dos vinhos produzidos no concelho de Carrazeda de Ansiães
Promoção, degustação e distribuição da Maçã do Planalto de Ansiães
Showcooking – com a chefe Marta Machado
Apresentação e divulgação da XXIII Feira da Maçã, do Vinho e do Azeite
Divulgação das potencialidades turísticas do concelho de Carrazeda de Ansiães apresentando-se para ao efeito os principais pontos de interesse turístico, Castelo de Ansiães, Museu da Memória Rural, Casa dos Cantoneiros – Foz-Tua Wine House, CIVT – Centro Interpretativo do Vale do Tua
Projeção do vídeo promocional do Município de Carrazeda de Ansiães
15h15 às 16h15 | Promoção do Município de Carrazeda de Ansiães
Showcooking – com a chefe Marta Machado
Promoção, degustação e distribuição da Maçã do Planalto de Ansiães
Prova dos vinhos produzidos no concelho de Carrazeda de Ansiães
Apresentação e divulgação da XXIII Feira da Maçã, do Vinho e do Azeite
Apresentação e divulgação do Museu da Memória Rural, como uma estrutura de âmbito regional fundamental para o conhecimento da identidade transmontana e do saber fazer do mundo rural.
Projeção do vídeo promocional do Município de Carrazeda de Ansiães
CM de Carrazeda de Ansiães
Setor apícola com consequências graves na produção devido à seca e aos incêndios
Os efeitos da seca têm prejudicado o setor apícola, e, em alguns casos, o prejuízo é já superior ao lucro.
Quem o diz é André Vaz, presidente da Associação de Apicultores Serra e Montemé – a Seita da Abelha, de Macedo de Cavaleiros, que não prevê um bom ano para o setor.
“O que pode acontecer é mantermos o que está a acontecer agora, que é em vez de a apicultura ser uma fonte de rendimento, ser um investimento. Os apicultores e a nível Nacional e da Península Ibérica devido ao ano atípico que foi o ano 2017 estamos a investir em muito mais dinheiro em alimentação artificial nas abelhas. Estes animais no período em que deviam estar a produzir para nós estão a ser alimentadas para evitar que morram à fome. As perspectivas que há para este ano face à falta de pluviosidade que tem ocorrido aumenta a preocupação dos apicultores que vão ter que investir cada vez mais e gastar dinheiro e investir mais na alimentação para evitar que os enxames morram.”
Além da seca, também os incêndios deixaram rasto na produção de mel.
O próprio presidente daquela associação de apicultores foi um dos lesados com 97 colónias de abelhas destruídas pelas chamas, o que, fora outras perdas no apiário, deixou um prejuízo na ordem dos 50 mil euros.
Do Governo não recebeu qualquer apoio financeiro, pois, considera, são medidas que além de insuficientes, estão desajustadas à realidade do país e, por isso, têm de ser revistas.
“Os apoios são insuficientes e na nossa opinião estão um pouco desajustados à realidade Nacional. Temos medidas, nomeadamente do Restabelecimento do Potencial Produtivo do PDR 2020 que vem ajudar os apicultores mas não ajuda todos por igual. É verdade que há uma ajuda aos apicultores das zonas afetadas pelos grandes incêndios, no entanto, todos os outros afetados dos outros incêndios não são contemplados. Houve, efetivamente, um apoio que foi a alimentação animal e aí, sim, a tutela juntamente com a FNAP fizeram distribuição de açúcar para a alimentação do efetivo apícola. Apelamos à tutela que olhe para a apicultura como um setor com a importância que tem na agricultura e quando saem estes medidas que tenha uma visão mais lata.”
Declarações à margem das XIV Jornadas da Macmel e VI Seminário de Apicultura que aconteceram no sábado em Macedo de Cavaleiros e continuam a atrair muitos interessados de vários pontos do país e não só, como refere Francisco Rogão, da organização.
“Havia aqui gente de todo o país. Lisboa, Setúbal, Porto, veio gente de Espanha. Entre toda a gente aqui estava talvez apenas umas oito ou dez eram aqui do concelho de Macedo. Vieram cerca de 200 pessoas e quase a totalidade que era de fora portanto aí está a prova de que este tipo de eventos atrai muitas pessoas.”
Um dia dedicado à apicultura com workshops e palestras orientados para o aperfeiçoamento das técnicas e logísticas associadas à produção de mel.
Escrito por ONDA LIVRE
Quem o diz é André Vaz, presidente da Associação de Apicultores Serra e Montemé – a Seita da Abelha, de Macedo de Cavaleiros, que não prevê um bom ano para o setor.
“O que pode acontecer é mantermos o que está a acontecer agora, que é em vez de a apicultura ser uma fonte de rendimento, ser um investimento. Os apicultores e a nível Nacional e da Península Ibérica devido ao ano atípico que foi o ano 2017 estamos a investir em muito mais dinheiro em alimentação artificial nas abelhas. Estes animais no período em que deviam estar a produzir para nós estão a ser alimentadas para evitar que morram à fome. As perspectivas que há para este ano face à falta de pluviosidade que tem ocorrido aumenta a preocupação dos apicultores que vão ter que investir cada vez mais e gastar dinheiro e investir mais na alimentação para evitar que os enxames morram.”
Além da seca, também os incêndios deixaram rasto na produção de mel.
O próprio presidente daquela associação de apicultores foi um dos lesados com 97 colónias de abelhas destruídas pelas chamas, o que, fora outras perdas no apiário, deixou um prejuízo na ordem dos 50 mil euros.
Do Governo não recebeu qualquer apoio financeiro, pois, considera, são medidas que além de insuficientes, estão desajustadas à realidade do país e, por isso, têm de ser revistas.
“Os apoios são insuficientes e na nossa opinião estão um pouco desajustados à realidade Nacional. Temos medidas, nomeadamente do Restabelecimento do Potencial Produtivo do PDR 2020 que vem ajudar os apicultores mas não ajuda todos por igual. É verdade que há uma ajuda aos apicultores das zonas afetadas pelos grandes incêndios, no entanto, todos os outros afetados dos outros incêndios não são contemplados. Houve, efetivamente, um apoio que foi a alimentação animal e aí, sim, a tutela juntamente com a FNAP fizeram distribuição de açúcar para a alimentação do efetivo apícola. Apelamos à tutela que olhe para a apicultura como um setor com a importância que tem na agricultura e quando saem estes medidas que tenha uma visão mais lata.”
Declarações à margem das XIV Jornadas da Macmel e VI Seminário de Apicultura que aconteceram no sábado em Macedo de Cavaleiros e continuam a atrair muitos interessados de vários pontos do país e não só, como refere Francisco Rogão, da organização.
“Havia aqui gente de todo o país. Lisboa, Setúbal, Porto, veio gente de Espanha. Entre toda a gente aqui estava talvez apenas umas oito ou dez eram aqui do concelho de Macedo. Vieram cerca de 200 pessoas e quase a totalidade que era de fora portanto aí está a prova de que este tipo de eventos atrai muitas pessoas.”
Um dia dedicado à apicultura com workshops e palestras orientados para o aperfeiçoamento das técnicas e logísticas associadas à produção de mel.
Escrito por ONDA LIVRE
A ESTREIA NACIONAL DE GEORGINA VAI DECORRER EM TORRE DE MONCORVO
O Município de Torre de Moncorvo recebe no próximo dia 19 de Março, segunda-feira, um espetáculo com Georgina, pelas 22h00, no Largo General Claudino.
Georgina, nasceu a 28 de Julho de 1981 em Valera, Venezuela. Aí cresceu e estudou Tecnologia de Alimentos depois de terminar o ensino secundário, curso que teve que abandonar para dedicar-se inteiramente à música. Em 1996 cria uma banda chamada “La Agrupación Al Aire” juntamente com a sua amiga de infância Tisuby González. Participam no programa de talento mais importante da TV venezuelana “Cuánto vale el show”, onde acabam por ser finalistas.
A aparição na TV leva-as a assinar com a editora Líderes Entertainment Group e em 2001 publicam o seu primeiro álbum: “Tisuby & Georgina - Sueños Simples”, vendendo mais de 250.000 discos.
Em 2004 publicam o segundo álbum “Roleta del amor”, gravado em Espanha e produzido por Miguel Blasco e Luca Rustici.
Um ano depois o grupo separa-se e Georgina decide prosseguir carreira a solo. Em 2009 publica o EP “Casí” com 4 temas ao qual se sucederia o seu álbum de estreia a solo “Ensayo y error”. Este disco foi produzido por Ismael Guijarro e Pablo Cebrián. Mais tarde publica-se uma edição especial “Ensayo y error Edición Inesperada”, com versões novas dos temas já incluídos no álbum original. Em 2012 chega o seu álbum de maior sucesso “Rara”, com o qual consegue colocar pela primeira vez temas no top “Los 40 Principales” (lista dos temas mais ouvidos nas rádios espanholas) e participa na banda sonora da célebre série “Física o Química” do canal Antena 3 (em Portugal ainda é reproduzida na Sic Radical).
Este álbum conta com a produção de Nigel Walker e Kim Fanlo. Em 2015 lança o seu terceiro disco “Dilema” e triunfa com o single “Supermujer”, que para além de entrar directamente no top nas primeiras semanas após o lançamento, entra na banda sonora da série “Paquita Salas” que passa actualmente na Netflix. Colaborou com vários artistas espanhóis de renome como Pablo Lopéz, Alex Ubago, Taxi, Despistaos ou Efecto Mariposa. Actualmente está em digressão por Espanha enquanto prepara a gravação do seu quarto trabalho discográfico a solo que começa no Verão de 2018. Em Março de 2018 faz a sua estreia em Portugal, em Torre de Moncorvo.
Este evento é organizado pelo Munícipio de Torre de Moncorvo em parceria com a Comissão de Festas de São José.
CM de Torre de Moncorvo
Georgina, nasceu a 28 de Julho de 1981 em Valera, Venezuela. Aí cresceu e estudou Tecnologia de Alimentos depois de terminar o ensino secundário, curso que teve que abandonar para dedicar-se inteiramente à música. Em 1996 cria uma banda chamada “La Agrupación Al Aire” juntamente com a sua amiga de infância Tisuby González. Participam no programa de talento mais importante da TV venezuelana “Cuánto vale el show”, onde acabam por ser finalistas.
A aparição na TV leva-as a assinar com a editora Líderes Entertainment Group e em 2001 publicam o seu primeiro álbum: “Tisuby & Georgina - Sueños Simples”, vendendo mais de 250.000 discos.
Em 2004 publicam o segundo álbum “Roleta del amor”, gravado em Espanha e produzido por Miguel Blasco e Luca Rustici.
Um ano depois o grupo separa-se e Georgina decide prosseguir carreira a solo. Em 2009 publica o EP “Casí” com 4 temas ao qual se sucederia o seu álbum de estreia a solo “Ensayo y error”. Este disco foi produzido por Ismael Guijarro e Pablo Cebrián. Mais tarde publica-se uma edição especial “Ensayo y error Edición Inesperada”, com versões novas dos temas já incluídos no álbum original. Em 2012 chega o seu álbum de maior sucesso “Rara”, com o qual consegue colocar pela primeira vez temas no top “Los 40 Principales” (lista dos temas mais ouvidos nas rádios espanholas) e participa na banda sonora da célebre série “Física o Química” do canal Antena 3 (em Portugal ainda é reproduzida na Sic Radical).
Este álbum conta com a produção de Nigel Walker e Kim Fanlo. Em 2015 lança o seu terceiro disco “Dilema” e triunfa com o single “Supermujer”, que para além de entrar directamente no top nas primeiras semanas após o lançamento, entra na banda sonora da série “Paquita Salas” que passa actualmente na Netflix. Colaborou com vários artistas espanhóis de renome como Pablo Lopéz, Alex Ubago, Taxi, Despistaos ou Efecto Mariposa. Actualmente está em digressão por Espanha enquanto prepara a gravação do seu quarto trabalho discográfico a solo que começa no Verão de 2018. Em Março de 2018 faz a sua estreia em Portugal, em Torre de Moncorvo.
Este evento é organizado pelo Munícipio de Torre de Moncorvo em parceria com a Comissão de Festas de São José.
CM de Torre de Moncorvo
Distribuição de água e resíduos nas preocupações do Município de Macedo de Cavaleiros
A Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, com o apoio unânime dos Vereadores do PSD, aprovou a municipalização do abastecimento de água nas localidades de Vale de Prados, freguesia de Vale de Prados; Edroso, Espadanedo, Valongo, Bouzende e Murçós, todas da União de Freguesias e ainda em Espadanedo, Edroso, Murçós e Soutelo Mourisco.
Distribuição de água e resíduos nas preocupações do Município de Macedo de Cavaleiros
O Município de Macedo de Cavaleiros retificou deste modo o sistema multimunicipal de distribuição de água, continuando, contudio, a comprar a água à empresa Águas do Norte, S.A.
Sendo a Câmara Municipal a entidade responsável pela distribuição de água pela população das localidades que constituem o concelho de Macedo de Cavaleiros, constatou que existiam localidades fornecidas pelo sistema multimunicipal cujo recebimento é feito pelas respetivas Juntas de Freguesia, o que onerava a prestação do serviço e causava desequilíbrios na politica local de distribuição da água.
Também a Divisão de Ambiente e Gestão Territorial deu início a uma intervenção num terreno pertencente ao Município, situado no lugar do Ginço, que vinha sendo utilizado para depósito de resíduos sólidos.
Qualquer deposição de lixos a céu aberto é ilegal e traduz-se numa grave agressão ambiental e numa questão de saúde pública, pelo que a Câmara Municipal impediu o depósito ilegal de todo o tipo de resíduos neste espaço. Assim, a autarquia interditou o acesso a este local, extinguiu as combustões dos resíduos sólidos e está a proceder à sua limpeza".
Perante a situação, o Município vem pedir a colaboração de todos os municípes no sentido de minimizar o problema, solicitando que a deposição de qualquer tipo de resíduos seja efetuada nos locais adequados para o efeito, nomeadamente, o Ecocentro.
in:noticiasdonordeste.pt
Distribuição de água e resíduos nas preocupações do Município de Macedo de Cavaleiros
O Município de Macedo de Cavaleiros retificou deste modo o sistema multimunicipal de distribuição de água, continuando, contudio, a comprar a água à empresa Águas do Norte, S.A.
Sendo a Câmara Municipal a entidade responsável pela distribuição de água pela população das localidades que constituem o concelho de Macedo de Cavaleiros, constatou que existiam localidades fornecidas pelo sistema multimunicipal cujo recebimento é feito pelas respetivas Juntas de Freguesia, o que onerava a prestação do serviço e causava desequilíbrios na politica local de distribuição da água.
Também a Divisão de Ambiente e Gestão Territorial deu início a uma intervenção num terreno pertencente ao Município, situado no lugar do Ginço, que vinha sendo utilizado para depósito de resíduos sólidos.
Qualquer deposição de lixos a céu aberto é ilegal e traduz-se numa grave agressão ambiental e numa questão de saúde pública, pelo que a Câmara Municipal impediu o depósito ilegal de todo o tipo de resíduos neste espaço. Assim, a autarquia interditou o acesso a este local, extinguiu as combustões dos resíduos sólidos e está a proceder à sua limpeza".
Perante a situação, o Município vem pedir a colaboração de todos os municípes no sentido de minimizar o problema, solicitando que a deposição de qualquer tipo de resíduos seja efetuada nos locais adequados para o efeito, nomeadamente, o Ecocentro.
in:noticiasdonordeste.pt
Torneio Regional de Cadetes e Encontro de Escolas de Natação em Torre de Moncorvo
As Piscinas Municipais Cobertas de Torre de Moncorvo recebem no próximo dia 3 de Março, um Torneio Regional de Cadetes e um Encontro de Escolas de Natação.
O torneio é disputado a nível regional e destinado ao escalão mais baixo da natação pura, os cadetes e aos alunos das Escolas de Natação aderentes ao projeto Portugal a Nadar, da Federação Portuguesa de Natação. De salientar a participação de cerca de 200 nadadores, alguns dos quais alunos da Escola de Natação de Torre de Moncorvo.
A iniciativa conta com duas sessões, uma com início às 10h00 e outra às 15h30.
A organização é da Associação Regional de Natação do Nordeste com o apoio da Federação Portuguesa de Natação e do Município de Torre de Moncorvo.
O torneio é disputado a nível regional e destinado ao escalão mais baixo da natação pura, os cadetes e aos alunos das Escolas de Natação aderentes ao projeto Portugal a Nadar, da Federação Portuguesa de Natação. De salientar a participação de cerca de 200 nadadores, alguns dos quais alunos da Escola de Natação de Torre de Moncorvo.
A iniciativa conta com duas sessões, uma com início às 10h00 e outra às 15h30.
A organização é da Associação Regional de Natação do Nordeste com o apoio da Federação Portuguesa de Natação e do Município de Torre de Moncorvo.
Projeto de cinco milhões de euros promete devolver cineteatro Torralta a Bragança
A unidade hoteleira dos anos 60, desenhada pelo arquiteto Viana de Lima, estava devoluta e a sala de cinema acabou mesmo por ficar destruída num incêndio.
Terra Flor - Amendoeiras em Flor 2018
Município de Vila Flor organiza a Mostra TerraFlor/Amendoeiras em Flor 2018, este ano com uma forte aposta na animação.
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
António Pimenta de Castro pesquisou a vida da família dos Pegado e reúne agora toda a história num conjunto de notas
António Pimenta de Castro pesquisou a vida da família dos Pegado e reúne agora toda a história num conjunto de notas.
Km Vertical em Alfândega da Fé
Alfândega da Fé recebeu mais uma edição do KM Vertical que contou com cerca de 90 participantes.
Campeonato Regional de Inverno de Natação
Mirandela recebeu mais uma edição do Campeonato Regional de Inverno de Natação que contou com 140 nadadores em competição.
Em Trás-os-Montes, para quê deitar cereais à terra? “É fazer-lhes o enterro”
A seca deixou a aldeia de Freixiel, em Vila Flor, perigosamente calma. A estação do ano parece estar errada: as oliveiras ainda verde-cinza, a terra amarela, os cereais escolhidos. Ainda nem as giestas abriram.
“A altura do abraço, a altura do apoio é agora, enquanto ainda há vida. O que vier já vem fora de tempo, mas ainda pode minimizar os danos. Porque é preciso falar a verdade: estamos em seca extrema em Trás-os-Montes. E ver isso é a nossa responsabilidade colectiva. O país só vai olhar quando houver agricultores a chorar e vacas a morrer?”. À volta de Pedro Lima devia estar tudo verde por esta altura. A erva devia estar a dar-lhe cabo das preocupações, a escarafunchar caminho entre a terra pedregosa, a verdejar os geios. “Devia estar em pânico para arranjar quem fizesse a deservagem”. Mas está tudo calmo, perigosamente, na aldeia de Freixiel, em Vila Flor. Os terrenos lisos e amarelos – não queimados pelo Inverno, mas ainda secos pelo Outubro que parece nunca acabar no nordeste transmontano. A paisagem é árida. “O tom está errado. Está tudo errado”. Mas este produtor acha que este país ainda não percebeu a dimensão do problema. “Com a desertificação natural da nossa região, este é quase um fim anunciado”.
Os olhos de Pedro encolhem atrás dos óculos escuros quando olha para o sol que anda a banhar os campos desde Março do ano passado. “É sempre este céu azulão”, cor infernal, diz ao volante da carrinha que deixa para trás uma nuvem de poeira. Passa nas margens de um ribeiro estagnado há quase um ano, desde que não chove. Nunca em 45 anos vira giestas, silvas, até sobreiros (endógenos desta sub-região) secarem à beira da estrada. “E dizem o mesmo as pessoas com 80 e tais daqui até Mogadouro, até Mirandela, em toda esta zona demarcada do Douro”. Aqui reclama-se que “não, a seca extrema não acabou”.
É-lhe fácil ilustrar esta preocupação na cor amarela da flora, nos camiões cisterna estacionados nos campos, nas garupas das vacas mirandesas à vista da “vida a pele e osso” que alguns destes animais levam, dada a falta de pastos. A seca é crítica para as culturas anuais. A aveia que Pedro semeou entre Setembro e Outubro tem poucos centímetros, quando já lhe devia dar pelos joelhos. A continuar sem cair pinga do céu, não volta a adubar este campo: “Fica como está”. O que à terra deitou, para a terra perdeu.
A mesma situação, mas com um agricultor mais velho. Também membro da Associação de Agricultores do Nordeste Transmontano, que Pedro integra, - conta-nos o técnico agrícola José Mário Cruz –, o homem teve que deixar o gado alimentar-se no terreno que devia germinar aveia para grão. Matou uma das preocupações: conseguir dar de comer aos animais. Mas qual a alternativa? “Não há, é um campo vazio”, diz José Mário Cruz, com um riso de impotência. “As pessoas não semeiam, não sabem se em Abril e Maio vão conseguir pôr milho, porque é provável que não tenham água para o regar. Muitas acabam por desistir [dos cereais]. ‘Com esta seca? É fazer-lhes o enterro’, dizem-nos”.
A Pedro vale-lhe ser novo e ter “ali o coração” – residente na casa agrícola de família onde voltou há 14 anos depois de em Inglaterra se ter formado em engenharia aeronáutica e ter feito carreira no Brasil –, para não deitar já a toalha ao chão. “Mas aos mais velhos, quem os segura?”
“É como se fosse Junho”
Na semana do Carnaval, em Trás-os Montes, os olhos (com alguma esperança) viraram-se para o céu, que “parecia que vinha abaixo de tão escuro que estava”. “Mas não caiu nem uma gota”, descreve José Mário, que lembra ainda os ventos, que tem varrido as terras, secando o que já era seco. E as últimas análises que fez aos solos, há cerca de duas semanas, comprovaram-no: “Não há humidade nenhuma, nenhuma. É como se fosse Junho”.
Também as culturas permanentes “estão a ressacar”. Estão secos por dentro os ramos das vinhas acabadas de podar. O olival tem folhas verde acinzentadas, quando devia estar a brota de uma cor escura. “Quando rebentarem, o que vai acontecer mais cedo por causa do aumento das temperaturas, vai tudo parecer muito bonito, mas é uma falsa esperança. Se não chover continuarão a ficar fracas, débeis. Até que se vão esgotar”, descreve Pedro Lima.
Eloi Pereira, montalegrense da Associação de Agricultores das Terra do Barroso e Alto Tâmega, diz o mesmo: “Se chegarmos ao mês de Maio sem águas, vai ser um ano catastrófico para os centeios (já semeados), e para o milho e a batata. E não acho que ninguém lá em Lisboa está preocupado com isto”. Insistimos: qual a alternativa para os agricultores que se dedicam a estas culturas? “Não há”, a não ser uma compensação estatal, reclama.
Caminhar para o litoral
Um terreno pontilhado por charcos, novos furos e outras tentativas de aproveitamento das águas que de outra forma se perderiam. O investimento descrito por João Saramago, produtor de citrinos e vinha em Baião, já vinha a ser preparado nos anos recentes – o facto da produção se situar num declive fazia com que perdesse muita água - e tornou-se premente nos últimos meses. Ainda que ali “nunca a seca foi extrema”, antecipa uma queda na produção de 20 a 30%.
Como seria de esperar, ao caminhar para o litoral, a chuva desafogou algumas preocupações. Caso contrário andaria Eugénio Vítor a ouvir as queixas que agora são raras na Associação regional de agricultores de Alto-Minho, com sede em Viana do Castelo. “Como a chuva era macia infiltrou-se melhor e tem ajudado a recuperar o caudal das barragens, os lençóis freáticos e muitas culturas que estavam na corda-bamba”, ilustra. Ali, “são os insectos – a mosca do mediterrâneo, em particular – que estragam tudo”.
“Mas é necessário que cada vez, quando se faz a estratégia para uma exploração, as pessoas pensem na extracção, controlo e gestão de água para minorar efeitos de uma potencial situação de seca”, que se avizinham mais frequentes, acredita Saramago, também membro da Associação dos Produtores Agrícolas do Vale do Sousa e Tâmega. A própria intensificação das culturas assim o obriga.
De volta a Trás-os-Montes, Pedro Lima insiste em que se visite o território, para que se não se confunda o litoral do interior. Em situação de desvantagem neste jogo de sobrevivência às alterações climáticas, as suas cabras serranas já comem a rama e casca dos pinheiros. “A seca tornou-as verdadeiras sapadoras”, ironiza o dono, o que lhe lembra uma comparação. “Os incêndios foram uma catástrofe fulminante e isto tem a mesma dimensão, mas é uma morte silenciosa. E lenta. E, mais uma vez, ninguém a está a impedir”.
Margarida David Cardoso
Jornal Público
| Já houve quem tivesse que deixar o gado alimentar-se no terreno que devia germinar aveia para grão EVR ENRIC VIVES-RUBIO |
Os olhos de Pedro encolhem atrás dos óculos escuros quando olha para o sol que anda a banhar os campos desde Março do ano passado. “É sempre este céu azulão”, cor infernal, diz ao volante da carrinha que deixa para trás uma nuvem de poeira. Passa nas margens de um ribeiro estagnado há quase um ano, desde que não chove. Nunca em 45 anos vira giestas, silvas, até sobreiros (endógenos desta sub-região) secarem à beira da estrada. “E dizem o mesmo as pessoas com 80 e tais daqui até Mogadouro, até Mirandela, em toda esta zona demarcada do Douro”. Aqui reclama-se que “não, a seca extrema não acabou”.
É-lhe fácil ilustrar esta preocupação na cor amarela da flora, nos camiões cisterna estacionados nos campos, nas garupas das vacas mirandesas à vista da “vida a pele e osso” que alguns destes animais levam, dada a falta de pastos. A seca é crítica para as culturas anuais. A aveia que Pedro semeou entre Setembro e Outubro tem poucos centímetros, quando já lhe devia dar pelos joelhos. A continuar sem cair pinga do céu, não volta a adubar este campo: “Fica como está”. O que à terra deitou, para a terra perdeu.
A mesma situação, mas com um agricultor mais velho. Também membro da Associação de Agricultores do Nordeste Transmontano, que Pedro integra, - conta-nos o técnico agrícola José Mário Cruz –, o homem teve que deixar o gado alimentar-se no terreno que devia germinar aveia para grão. Matou uma das preocupações: conseguir dar de comer aos animais. Mas qual a alternativa? “Não há, é um campo vazio”, diz José Mário Cruz, com um riso de impotência. “As pessoas não semeiam, não sabem se em Abril e Maio vão conseguir pôr milho, porque é provável que não tenham água para o regar. Muitas acabam por desistir [dos cereais]. ‘Com esta seca? É fazer-lhes o enterro’, dizem-nos”.
A Pedro vale-lhe ser novo e ter “ali o coração” – residente na casa agrícola de família onde voltou há 14 anos depois de em Inglaterra se ter formado em engenharia aeronáutica e ter feito carreira no Brasil –, para não deitar já a toalha ao chão. “Mas aos mais velhos, quem os segura?”
“É como se fosse Junho”
Na semana do Carnaval, em Trás-os Montes, os olhos (com alguma esperança) viraram-se para o céu, que “parecia que vinha abaixo de tão escuro que estava”. “Mas não caiu nem uma gota”, descreve José Mário, que lembra ainda os ventos, que tem varrido as terras, secando o que já era seco. E as últimas análises que fez aos solos, há cerca de duas semanas, comprovaram-no: “Não há humidade nenhuma, nenhuma. É como se fosse Junho”.
Também as culturas permanentes “estão a ressacar”. Estão secos por dentro os ramos das vinhas acabadas de podar. O olival tem folhas verde acinzentadas, quando devia estar a brota de uma cor escura. “Quando rebentarem, o que vai acontecer mais cedo por causa do aumento das temperaturas, vai tudo parecer muito bonito, mas é uma falsa esperança. Se não chover continuarão a ficar fracas, débeis. Até que se vão esgotar”, descreve Pedro Lima.
Eloi Pereira, montalegrense da Associação de Agricultores das Terra do Barroso e Alto Tâmega, diz o mesmo: “Se chegarmos ao mês de Maio sem águas, vai ser um ano catastrófico para os centeios (já semeados), e para o milho e a batata. E não acho que ninguém lá em Lisboa está preocupado com isto”. Insistimos: qual a alternativa para os agricultores que se dedicam a estas culturas? “Não há”, a não ser uma compensação estatal, reclama.
Caminhar para o litoral
Um terreno pontilhado por charcos, novos furos e outras tentativas de aproveitamento das águas que de outra forma se perderiam. O investimento descrito por João Saramago, produtor de citrinos e vinha em Baião, já vinha a ser preparado nos anos recentes – o facto da produção se situar num declive fazia com que perdesse muita água - e tornou-se premente nos últimos meses. Ainda que ali “nunca a seca foi extrema”, antecipa uma queda na produção de 20 a 30%.
Como seria de esperar, ao caminhar para o litoral, a chuva desafogou algumas preocupações. Caso contrário andaria Eugénio Vítor a ouvir as queixas que agora são raras na Associação regional de agricultores de Alto-Minho, com sede em Viana do Castelo. “Como a chuva era macia infiltrou-se melhor e tem ajudado a recuperar o caudal das barragens, os lençóis freáticos e muitas culturas que estavam na corda-bamba”, ilustra. Ali, “são os insectos – a mosca do mediterrâneo, em particular – que estragam tudo”.
“Mas é necessário que cada vez, quando se faz a estratégia para uma exploração, as pessoas pensem na extracção, controlo e gestão de água para minorar efeitos de uma potencial situação de seca”, que se avizinham mais frequentes, acredita Saramago, também membro da Associação dos Produtores Agrícolas do Vale do Sousa e Tâmega. A própria intensificação das culturas assim o obriga.
De volta a Trás-os-Montes, Pedro Lima insiste em que se visite o território, para que se não se confunda o litoral do interior. Em situação de desvantagem neste jogo de sobrevivência às alterações climáticas, as suas cabras serranas já comem a rama e casca dos pinheiros. “A seca tornou-as verdadeiras sapadoras”, ironiza o dono, o que lhe lembra uma comparação. “Os incêndios foram uma catástrofe fulminante e isto tem a mesma dimensão, mas é uma morte silenciosa. E lenta. E, mais uma vez, ninguém a está a impedir”.
Margarida David Cardoso
Jornal Público
EMIGRAÇÃO PARA O BRASIL
Por: Humberto Pinho da Silva
(colaborador do "Memórias...e outras coisas..."
Penso que é do vosso conhecimento, pelo menos dos meus leitores – se os tiver, – que sou casado, há mais de quarenta anos, com paulistana.
O avô de minha mulher, emigrou para o Brasil, no início do século XX, após concluir o curso de “Comércio”, numa escola que ficava junto ao Palácio da Bolsa, no Porto.
Emigrou, porque lhe disseram: que nesse país, era fácil enriquecer. Embarcou num velho navio, juntamente com outros, que buscavam vida melhor, com destino a Santos.
Rapidamente verificou, que a terra de Santa Cruz, não era o paraíso esperado; mesmo assim, chegou a industrial. Azares e infortúnios, levaram-no a perder parte do que conseguiu, o que não admira, porque era intelectual, e dedicava-se às “ Letras “; caminho certo para empobrecer alegremente.
Estando a conversar, com ele, no “jardim-de-inverno”, na confortável casa de Vila Mariana, narrou-me, a traços largos, a sua história.
Perguntei-lhe, a razão de nunca ter vindo a Portugal:
Olhou-me fixamente, com os inquietos e paternais olhos verdes, e, após segundos de silêncio, disse-me, em doce voz, levemente cantada e conselheira:
- “ Estou velho! …Já não vale a pena! … Depois, já não vivem os que conheci. Estive sempre à espera de dias melhores… assim fiquei por aqui, pensando nos que deixei…”
Camilo – considerado Mestre dos mestres da literatura portuguesa por Vasco Botelho de Amaral (*) – incluía, nos seus romances, quase sempre, o “ brasileiro”, que regressava à terra natal, abastado de bens e de anos. Em regra, casava com jovem, por vezes, fidalga, filha de ilustres nobres arruinados.
Mas a maioria dos que partiam e partem, nunca regressavam, nem regressam, porque não queriam, nem querem, que se saiba, que não alcançaram o sucesso desejado.
Silva Pinto, narra, com azedume: “No Brasil”, as tristes desventuras de muitos que desembarcaram no Rio: Ao famoso Ator Justiniano Nobre de Faria, foi encontrá-lo como humilde carregador; e ao professor Franco (que introduziu, no Brasil, o método de leitura de João de Deus,) segundo escreveu: “ Só pedia, aos cafres, em troca da luz que lhes levava, o pão de casa dia.”
Há anos, indo eu, do Tua para Vila Flor, em tarde de calor tórrido (com o asfalto da estrada, a ferver,) na traquitana da Carreira. Sentou-se, ao meu lado “brasileiro”, de meia-idade, trajado de claro e chapéu panamá; ostentava, entre os grossos e ásperos dedos, várias notas de mil escudos! …
Saiu em Carrazeda de Ansiães, muito hirto, muito sério, muito emproado… com as notas bem visíveis! …
A vida da maioria dos emigrantes não foi fácil (basta ler a “ Selva” e os “Emigrantes”, de Ferreira de Castro,) e ainda não é, apesar de agora, serem mais cultos, e haver leis que os protegem.
Muitos, após ásperas e humilhantes desventuras, terminam na miséria; e, muitas vezes, é em extremava miséria, que morrem, longe da família e dos que lhe querem bem.
Nos anos noventa, amigo meu, sabendo que ia em viagem para São Paulo, pediu-me para entregar certa quantia, a irmão, que vivia no Rio.
Prontamente aceitei, acrescentando: que me deslocaria lá, para entregar-lhe pessoalmente.
Muito retraído, quase em cochicho, disse-me: que enviasse, o dinheiro, pelo correio. “ É que vive numa favela, em grande miséria…”
Assim fiz.
Todavia, há, quem conseguiu e consiga, singrar, em terra estranha, tornando-se: importante empresário, político influente, e comerciante de sucesso.
Infelizmente, são exceções. A maioria já se sente feliz, poder vegetar de cabeça erguida.
Tudo depende de sorte… e espírito de iniciava…; e de outras coisas, que, por decoro, não devo revelar.
(*) “ Glossário Critico de Dificuldades da Língua Portuguesa”
Humberto Pinho da Silva nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG”. e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".
(colaborador do "Memórias...e outras coisas..."
Penso que é do vosso conhecimento, pelo menos dos meus leitores – se os tiver, – que sou casado, há mais de quarenta anos, com paulistana.
O avô de minha mulher, emigrou para o Brasil, no início do século XX, após concluir o curso de “Comércio”, numa escola que ficava junto ao Palácio da Bolsa, no Porto.
Emigrou, porque lhe disseram: que nesse país, era fácil enriquecer. Embarcou num velho navio, juntamente com outros, que buscavam vida melhor, com destino a Santos.
Rapidamente verificou, que a terra de Santa Cruz, não era o paraíso esperado; mesmo assim, chegou a industrial. Azares e infortúnios, levaram-no a perder parte do que conseguiu, o que não admira, porque era intelectual, e dedicava-se às “ Letras “; caminho certo para empobrecer alegremente.
Estando a conversar, com ele, no “jardim-de-inverno”, na confortável casa de Vila Mariana, narrou-me, a traços largos, a sua história.
Perguntei-lhe, a razão de nunca ter vindo a Portugal:
Olhou-me fixamente, com os inquietos e paternais olhos verdes, e, após segundos de silêncio, disse-me, em doce voz, levemente cantada e conselheira:
- “ Estou velho! …Já não vale a pena! … Depois, já não vivem os que conheci. Estive sempre à espera de dias melhores… assim fiquei por aqui, pensando nos que deixei…”
Camilo – considerado Mestre dos mestres da literatura portuguesa por Vasco Botelho de Amaral (*) – incluía, nos seus romances, quase sempre, o “ brasileiro”, que regressava à terra natal, abastado de bens e de anos. Em regra, casava com jovem, por vezes, fidalga, filha de ilustres nobres arruinados.
Mas a maioria dos que partiam e partem, nunca regressavam, nem regressam, porque não queriam, nem querem, que se saiba, que não alcançaram o sucesso desejado.
Silva Pinto, narra, com azedume: “No Brasil”, as tristes desventuras de muitos que desembarcaram no Rio: Ao famoso Ator Justiniano Nobre de Faria, foi encontrá-lo como humilde carregador; e ao professor Franco (que introduziu, no Brasil, o método de leitura de João de Deus,) segundo escreveu: “ Só pedia, aos cafres, em troca da luz que lhes levava, o pão de casa dia.”
Há anos, indo eu, do Tua para Vila Flor, em tarde de calor tórrido (com o asfalto da estrada, a ferver,) na traquitana da Carreira. Sentou-se, ao meu lado “brasileiro”, de meia-idade, trajado de claro e chapéu panamá; ostentava, entre os grossos e ásperos dedos, várias notas de mil escudos! …
Saiu em Carrazeda de Ansiães, muito hirto, muito sério, muito emproado… com as notas bem visíveis! …
A vida da maioria dos emigrantes não foi fácil (basta ler a “ Selva” e os “Emigrantes”, de Ferreira de Castro,) e ainda não é, apesar de agora, serem mais cultos, e haver leis que os protegem.
Muitos, após ásperas e humilhantes desventuras, terminam na miséria; e, muitas vezes, é em extremava miséria, que morrem, longe da família e dos que lhe querem bem.
Nos anos noventa, amigo meu, sabendo que ia em viagem para São Paulo, pediu-me para entregar certa quantia, a irmão, que vivia no Rio.
Prontamente aceitei, acrescentando: que me deslocaria lá, para entregar-lhe pessoalmente.
Muito retraído, quase em cochicho, disse-me: que enviasse, o dinheiro, pelo correio. “ É que vive numa favela, em grande miséria…”
Assim fiz.
Todavia, há, quem conseguiu e consiga, singrar, em terra estranha, tornando-se: importante empresário, político influente, e comerciante de sucesso.
Infelizmente, são exceções. A maioria já se sente feliz, poder vegetar de cabeça erguida.
Tudo depende de sorte… e espírito de iniciava…; e de outras coisas, que, por decoro, não devo revelar.
(*) “ Glossário Critico de Dificuldades da Língua Portuguesa”
Humberto Pinho da Silva nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG”. e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".
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