O distrito de Bragança está representado pela primeira vez na Bienal de pintura do Eixo Atlântico, cuja exposição itinerante chegou na semana passada à capital de distrito.
O distrito de Bragança está representado pela primeira vez na Bienal de pintura do Eixo Atlântico, cuja exposição itinerante chegou na semana passada à capital de distrito.
O holandês Gerit Hein de Visser, radicado em Landedo, em Vinhais, há cinco anos, recebeu uma menção honrosa do júri por um trabalho seringado em acrílico. “É a reprodução de um texto alemão em braille [n.d.r.: linguagem para cegos].
Sei o que quer dizer, mas não digo, tens de estudar”, brincava o pintor, durante a cerimónia de abertura da exposição, sexta-feira, no Centro Cultural Adriano Moreira. “É a primeira vez que participo e gosto, sobretudo da combinação das obras dos restantes autores”, dizia. Gert de Visser já tem mais de 175 obras e já expôs em diversos museus europeus, sobretudo em Berlim e Dresden, na Alemanha.
Mas também em Bragança já teve o seu trabalho patente no Centro Cultural. António Santos, professor do Instituto Politécnico de Bragança, foi o outro autor radicado na região escolhido pelo júri para integrar esta exposição, que desde o ano passado percorre as 37 cidades do Eixo Atlântico, portuguesas e espanholas.
Antes de chegar a Bragança, a exposição esteve em Mirandela e, em Agosto, segue para Vila Real. Para o presidente da câmara de Bragança, Jorge Nunes, a presença, pela primeira vez, de autores cuja obra se identifica com o distrito, é “um sinal positivo”.
“Temos divulgado este prémio pelos pintores da região e isto é sinal de incentivo”, frisou. A exposição inclui a obra vencedora do prémio Eixo Atlântico, que atribui seis mil euros em diversas categorias.
Por: António Gonçalves Rodrigues
in:mdb.pt
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