Pouco me basta e o rio aqui tão perto… e o monte já se resolveu na novidade do cogumelo.
A ceara já é pão nosso de cada dia…só pão… só ceara…. e o vento a cantar.
A horta não se esquece de se cumprir no recato do canteiro da alface feita verão e da salsa sempre presente… mezinha de Santo António.
A cerejeira há tanto tempo que oferece o pequeno-almoço e a merenda de cerejas maduras repartidas generosamente com os pardais…que estão sempre mal dispostos a ralhar empoleirados na oliveira que é sombra e é paz.
Os morangos ornamentam o poço num colorido de novidade e são o desejo de tardes longas…e sumo…e boca vermelha.
…depois as rosas essas são somente o perfume da aldeia… a novena de Nossas Senhora de Maio…
…e entardece!
… e não é preciso mais nada!
…pouco me basta!
Fernando Calado

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