O Mascarão e a Mascarinha voltaram a sair à rua, este sábado, em Vilarinho dos Galegos, no concelho de Mogadouro.
Há cerca de 50 anos que o ritual, que pertence ao dia de Reis, não se realizava. No passado sábado, a tradição, que se insere no ciclo das festividades de inverno, foi recuperada. Antero Neto explica mais sobre estas personagens, bastante semelhantes às da Festa dos Velhos de Bruçó.
O investigador conta que a população de Vilarinho de Galegos estava ansiosa por reavivar esta tradição.
Antero Neto lançou, no mesmo dia, o livro de sua autoria “Vilarinho dos Galegos e os seus mascarados”. Uma obra divida em duas partes: uma mais genérica, onde se fala sobre a história e as tradições da freguesia; e uma segunda metade, dedicada às máscaras e em especial ao ritual que envolve o Mascarão e a Mascarinha. A curiosidade sobre o tema surgiu fruto de um acaso.
O chamado “ciclo dos 12 dias”, que compreende o período entre 20 de dezembro e 6 de janeiro, concentra a maioria destas festas. Segundo o investigador, algumas destas festas estão irremediavelmente perdidas, por não haver qualquer registo ou memória sobre elas, como é o caso do “Zangarrão” em Bruçó, no concelho de Mogadouro, e em Fornos e Lagoaça, em Freixo de Espada à Cinta.
Nesta temática, Antero Neto revela que vai participar no terceiro volume da Progestur sobre a máscara ibérica, e deve ser a última intervenção sobre o assunto. Outros projetos estão na calha. Há já um convite para investigar sobre a história de Argozelo.
Foto retirada do blogue Mogadouro (ho mogadoyro):
Escrito por ONDA LIVRE

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