“Sabem a razão por ele estar com o chapéu na mão?
Uma das vezes que nos veio visitar dizia assim “estes homens de Ligares andam sempre com o chapéu tão roto, tão roto”.
Depois foi a Moncorvo a uma chapelaria, a “Chapelaria Silva” e disse “arranje maneira de embalar estes chapéus todos, que eu compro-lhos todos” e o homem ficou sem um único chapéu. Chegou a Ligares e pôs um chapéu na mão daqueles que não tinham e substituiu os chapéus velhos pelos novos que tinha comprado.
Antigamente os homens trabalhavam todos na lavoura e traziam os chapéus todos sujos, era a miséria. E então o meu tio “limpou” a Chapelaria do Silva” para dar os chapéus novos aos homens”.
Pequena história contada por duas sobrinhas do Monsenhor Júlio Augusto Martins.
Texto de Joana Vargas

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