sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Limitações da cooperação transfronteiriça criticadas pelo alcalde de Puebla de Sanabria

O alcalde de Puebla de Sanabria considera que é necessário pôr em prática medidas concretas de cooperação transfronteiriça em vez de continuar a promover reuniões e encontros que em nada resultam para as populações.
Ainda esta semana, o ministro-adjunto, Eduardo Cabrita, reuniu em Miranda do Douro com os autarcas da CIM Terras de Trás-os-Montes, tendo participado ainda na Assembleia Geral da Rede Ibérica de Entidades Transfronteiriças, onde garantiu que a cooperação transfronteiriça é uma prioridade para o Governo.

Perante esta garantia, José Fernández Blanco refere que já há muitos anos que se fala nessa cooperação, em termos teóricos mas que chegou a altura de chegar à prática.

Para o alcalde de Puebla de Sanabria, as acessibilidades, a saúde ou transportes são exemplos de áreas onde ainda não há cooperação transfronteiriça.

A nível de acessibilidades, Artur Nunes o autarca de Miranda do Douro, considera que falta também discutir uma estratégia de cooperação com Castilla e Léon para que ligações a Espanha há muito reivindicadas sejam desbloqueadas:

Questionado pela Brigantia sobre a questão do transporte de doentes em ambulâncias portuguesas por estradas espanholas que não é legalmente autorizado, o ministro-adjunto, Eduardo Cabrita, não clarificou se essa é uma questão prioritária, referindo apenas que esse pode ser um assunto a integrar numa futura “agenda de resolução de problemas concretos”.

Quanto à questão da falta de médicos no interior, que preocupa os autarcas dos dois lados da fronteira, Eduardo Cabrita, não mostra abertura para cooperar com o governo espanhol, nessa matéria.

As fragilidades da cooperação entre Portugal e Espanha. 

Escrito por Brigantia
Sara Geraldes/Olga Telo Cordeiro

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