A Cooperativa Soutos os Cavaleiros, sediada em Macedo de Cavaleiros, prevê receber menos 40% de castanha em relação ao ano passado.
Em 2015, entraram na cooperativa 180 toneladas. Nesta campanha, para já, o registo vai em 35. Uma quebra na produção, que este ano veio tardia, explica Domingos Barreira, presidente da direção.
“Ainda recebemos muito pouca.
Este ano a produção tem estado abaixo do ano passado. Alguns produtores apontam para um terço, outros para meio. Estamos a contar, mais ou menos, receber 60% daquilo que recebemos no ano passado. Ou seja, menos 40%.
Até ao momento, recebemos apenas 35 toneladas. No ano passado, recebemos 180. Mas ainda estamos a começar. Este ano a castanha com quase um mês de atraso. A longal, a nossa variedade mais representativa, só começou a entrar esta semana. Temos recebido e trabalho as outras variedades.”
O calibre do fruto é menor, comparado com o ano anterior, mas a qualidade é melhor, com menos bichado e doenças de pele, explica ainda Domingos Barreira.
As condições climatéricas é que não contribuíram nas alturas preponderantes no desenvolvimento da castanha.
“O verão foi extremamente seco e prolongado.
Há fases preponderante, como o mês de junho, para a fecundação e polinização do castanheiro é muito importante. E foi um mês estranho, frio e com chuvas tardias de maio. A semana do Santo António, que, dizem os agricultores, é preponderante, foi esquisita. Não houve a polinização desejada.
Para complicar ainda mais, o verão foi seco e prolongado – tivemos verão até quase há duas semanas atrás.”
O preço da variedade longal estará a oscilar entre 1,40€ e 1,50€ na venda direta. A Cooperativa Soutos os Cavaleiros está a receber castanha desde 27 de outubro, e a campanha deve terminar, no máximo, nas próximas duas semanas.
A cooperativa tem neste momento 117 associados, da região norte e centro. Em apenas num ano, o número duplicou.
Escrito por ONDA LIVRE

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