quinta-feira, 2 de agosto de 2018

José Luís Pinheiro e Fernando Pires homenageados pelo seu percurso nos escuteiros

No âmbito do XV Acampamento Regional de Escuteiros, em Carrazeda de Ansiães, José Luís Pinheiro e Fernando Pires, duas conhecidas personalidades de Bragança foram homenageadas pelo percurso nos escuteiros.
Estiveram na organização do primeiro acampamento regional, que se realizou há mais de 50 anos, em Agosto de 1967. Trata-se de uma homenagem que Fernando Pires não aceita a título individual.

“Não concordo com ela a título individual. Aceito porque sou dos mais antigos que aqui andam e ainda estou lúcido. Sinto-me honrado, mas também só tive conhecimento há pouco tempo. Andaram-me a esconder esse evento, senão eu dizia definitivamente que não. Aceito e sou um fel depositário desta condecoração, de todos aqueles que
são tantos, desde o último lobito que deixei, até ao último caminheiro que encontrei. Vou ser o fel depositário, mas aquilo que fiz foi sempre com o espírito de grupo”, disse Fernando Pires.  

José Luís Pinheiro foi homenageado a título póstumo. Sobre este facto, Fernando Pires, também conhecido como Pássaro, na cidade de Bragança diz não ter palavras para a homenagem do amigo.

“Não tenho palavras porque se me aperta o ventrículo esquerdo e acho que já disse tudo,” acrescentou Fernando Pires.

Para o «escuteiro» de sempre e para sempre, o espírito ainda se mantém. Baseado em princípios como a solidariedade e a amizade.

“Essa convivência é a que estou a fazer com os mais novos baseado no espírito que nos foi incutido enquanto escuteiros. Um espírito assente na solidariedade, de bem-fazer e de entreajuda, sobretudo de um apego com a natureza. Enfim, tudo o que está nos regulamentos. Interessante é que inventámos mais um mandamento. Um escuteiro nunca se ‘ensarilhoca’. Um escuteiro resolve sempre os seus problemas.

No entanto, o homenageado deixa uma crítica aos ecologistas. Na sua opinião, deviam ter sido escuteiros.

“Há ecologistas que lhes falta ter sido escuteiros. Deveria ser proibido ser ecologista sem ter sido escuteiro. Isto porque os ecologistas têm uma noção e tratam a natureza de uma forma muito livresca. Não têm experiência de saber feito. E o escutismo deu-nos isso,” critica Fernando Pires.

José Luís Pinheiro foi presidente da câmara de Bragança entre 1975 a 1990. Fernando Pires foi professor durante 41 anos, na escola Augusto Moreno e Paulo Quintela, na cidade de Bragança. Os dois entraram para os escuteiros quando tinham 11 anos.

Escrito por Brigantia
Maria João Canadas
Foto: XV ACAREG

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