sexta-feira, 14 de setembro de 2018

CIM transmontana avança com plano estratégico para o regadio no Planalto Mirandês

A Comunidade Intermunicipal (CIM) Terras de Trás-os-Montes vai avançar com a elaboração de um plano estratégico para a criação de um sistema de regadio agrícola no território do Planalto Mirandês, anunciou hoje o presidente daquela estrutura.
"O Planalto Mirandês faz parte de um território de grande potencial agrícola e pecuário. A criação de um sistema de regadio poderá ser um contributo para o desenvolvimento económico dos concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso", disse à Lusa o presidente da CIM transmontana, Artur Nunes.

Segundo o líder da Comunidade Intermunicipal, esta pretensão foi recentemente exposta ao ministro da Agricultura, numa reunião que juntou a tutela e vários autarcas do Nordeste Transmontano.

"Temos agora seis meses para elaborar o plano estratégico para definir o sistema de regadio para, depois, incluí-lo no programa comunitário 2030", especificou o também autarca de Miranda do Douro.

A ideia dos nove representantes dos munícipes que integram da CIM transmontana passa por criar uma rede integrada de regadios que junte os territórios Terra Quente, Terra Fria e Planalto Mirandês.

"No território do Planalto Mirandês não existe qualquer sistema de regadio para a agricultura, pelo que é imperioso refletir sobre esta matéria", vincou.

O Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural aprovou a 03 de setembro mais 14 projetos de reabilitação de regadios em Bragança, beneficiando 900 pequenos agricultores com um investimento público de quase dois milhões de euros.

O ministro Capoulas Santos afirmou, então, que este pacote "fazia parte de um projeto mais amplo de valorização dos territórios e da atividade agrícola, tornando-a mais produtiva e mais competitiva, nomeadamente, através do uso mais eficiente de água".

Estes projetos, que abrangem os concelhos de Bragança, Mirandela e Vimioso, inserem-se no âmbito do Programa Nacional de regadios, que prevê um investimento global de 534 milhões de euros até 2022, na criação de mais de 49 mil hectares de regadio e na reabilitação de 41 mil hectares, que vão criar 10.500 postos de trabalho permanentes.

Em 20 de agosto, o Ministério da Agricultura anunciou a atribuição de 6,35 milhões de euros a 59 projetos de regadio que abrangem uma área superior a 1.800 hectares e 32 concelhos do norte e centro.

FYP(PE/ANE)//LIL
Lusa/fim

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