Ministra da Saúde defende permanência no SNS após o curso.
Os médicos contestam a obrigatoriedade de permanecer no Serviço Nacional de Saúde após a conclusão do curso para serem colocados em regiões do Interior.
É uma reação à posição da ministra da Saúde Marta Temido, que defendeu, em entrevista ao DN/TSF, a permanência no SNS como forma de compensar o Estado pela formação ministrada. A ministra descartou a hipótese de haver uma "imposição", mas disse que o Governo vai avançar com um decreto-lei em que haverá "a opção de, após a sua formação, as pessoas ficarem vinculadas [ao SNS] durante um período, que nunca poderá ser muito longo, e depois haverá a opção pela dedicação exclusiva, voluntária".
Jorge Roque da Cunha, do Sindicato Independente dos Médicos, afirma que "medidas coercivas de colocar médicos onde fazem falta parecem difíceis de entender, mas aguardamos a proposta". O bastonário Miguel Guimarães diz que "obrigar a ficar no SNS por mais ou menos tempo não é boa opção". Já quanto ao regresso da exclusividade no SNS, ambos concordam. "Foi o ministro Correia de Campos que acabou com a dedicação exclusiva, estamos disponíveis para que seja reposta", disse Roque da Cunha.
O bastonário garante que propôs esta medida ao anterior ministro: "Ele disse logo que nem pensar, porque o ministro das Finanças não ia deixar."
Bernardo Esteves
Correio da Manhã

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