segunda-feira, 8 de abril de 2019

Revolta da População de Bragança ao Ultimatum Inglês de 1890

Em sessão da Câmara Municipal de Bragança, em 22 de janeiro de 1890, o respetivo Executivo, através do seu vice-Presidente, João Batista Olímpio Ramires, considerou o ultimato britânico uma “afronta para a nossa Pátria”, uma “brutalidade”, importando “repelir energicamente tão insólito quanto abominável atentado”.

A Câmara de Bragança voltou novamente a pronunciar-se sobre o Ultimatum inglês em 10 de setembro de 1890, na sequência do convénio/tratado celebrado entre Portugal e a Grã Bretanha em 20 de agosto do mesmo ano, já que por ofício de 9 de setembro, assinado por uma comissão composta por Abílio Augusto de Madureira Beça e outros cidadãos, solicitou a sua representação no comício que a 14 de setembro se pretendia fazer no Teatro Brigantino, em protesto contra este tratado. Face a tal pedido, a Câmara decidiu fazer-se representar pelo seu vice-Presidente, João Baptista Olímpio Ramires, apesar de dois vereadores votarem contra, por considerarem que a Câmara não podia associar-se a “manifestações políticas, embora patrióticas”.

Título: Bragança na Época Contemporânea (1820-2012)
Edição: Câmara Municipal de Bragança
Investigação: CEPESE – Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade
Coordenação: Fernando de Sousa

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