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| Rotunda dos Burros: Foto de Gonzz |
Foi apresentado Barata Feyo como o escultor adequado para executar a referida composição escultórica, pelas características específicas do seu perfil artístico e sólido currículo académico e profissional. João Barata Feyo conclui em 1963 o curso de Escultura da Escola Superior de Belas Artes do Porto, obtendo três anos depois o diploma de Escultor pela mesma instituição. Participa em prestigiosas exposições nacionais e estrangeiras, sendo considerado um dos escultores mais reputados da sua geração. Da sua produção escultórica fazem parte, entre outras, a estátua de Vímara Peres (1968), no Porto, e o Monumento ao Emigrante, em Monção.
A memória descritiva apresentada pelo artista, rica em pormenores que demonstram bem a compreensão do tema a ser representado no grupo escultórico, conduz-nos a uma vivência do passado da região. Jogando com dois planos, a cotas diferentes, o escultor coloca no centro da Rotunda da Avenida do Sabor o grupo de aldeãos e animais, recriando um percurso onde está presente a ideia da montanha, da ponte, do riacho, do percurso árduo percorrido desde as aldeias distantes até à Cidade.
| Homenagem à Atividade Rural (2005) Estudo. Autoria: Barata Feyo |
Para Barata Feyo, este monumento poderá vir a ser o símbolo da Bragança, que se “preocupa com um futuro forte e dinâmico apoiado nas formas tradicionais da sociedade transmontana, preservando e enaltecendo, desta forma, as suas raízes e a sua origem”.
Título: Bragança na Época Contemporânea (1820-2012)
Edição: Câmara Municipal de Bragança
Investigação: CEPESE – Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade
Coordenação: Fernando de Sousa

Confesso que me custa muito entender esta esquizofrenia recorrente e "democraticamente" instituída de pejar as rotundas de "obras de arte" das mais variadas proveniências e simbolismos!...A rotunda começou por ser uma fórmula de organizar e disciplinar o trânsito automóvel em qualquer centro urbano, ou periurbano!
ResponderEliminarE nessa medida, com provas dadas ao nível do planeamento urbano, a coisa vai funcionando, por via da diminuição dos acidentes rodoviários (mesmo assim há relato de sinistros nestes locais), pela fluidez e hierarquia no escoamento rodoviário, em suma pela organização urbana!...Posto isto, já é difícil entender o despesismo que está associado a estas manifestações de "embelezamento" urbanístico, elevadas à categoria de intervenções culturais e artísticas com custos pornográficos (quase sempre) para o utente/cidadão!...E a coisa ainda fica mais melhor com o cunho pessoal que é depositado pelos autarcas, sobretudo em vésperas de eleições, em que é preciso, à falta de melhores argumentos, apresentar "obra feita" para gáudio individual, político e colectivo! Uma verdadeira porra, isto tudo! As populações podem não ter água canalizada, ou sistema de saneamento básico nas suas ruas e casas (esses tremendos luxos urbanos), mas têm uma compensação magnífica, no investimento que é feito, nas obras de pseudo-requalificação urbana, nas rotundas, praças e afins! No final, somos todos uns ingratos, que não reconhecemos o "esforço" que é realizado nessas manifestações de despesismo público, que enchem de orgulho os nossos políticos e dirigentes!...O resto, o resto não interessa, porque é preciso parecermos civilizados, em vez de verdadeiramente o sermos de pleno direito (e dever, e sem preocupações sobre quem vier a seguir! A única coisa que importa é o triunfo do agora. É a isto que Saramago chamava a "cegueira da razão"!
Temos infelizmente o que merecemos! Lamentavelmente...
HMC