segunda-feira, 13 de abril de 2020

ULS diz que utentes da UCC de Moncorvo não tinham critério clínico para serem transferidos

Na Unidade de Cuidados Continuados de Torre de Moncorvo, onde 13 utentes e dez funcionários testaram positivo para o novo coronavírus, os colaboradores que estavam em quarentena mantiveram-se a trabalhar e os utentes infectados ficaram na unidade, por ordem do serviço nacional de saúde. A divulgação foi feita pelo presidente da câmara de Moncorvo, Nuno Gonçalves.
Agora, a Unidade Local de Saúde do Nordeste, em comunicado, esclareceu que, face aos resultados dos primeiros testes ali realizados, a Autoridade de Saúde deslocou-se à unidade e constatou-se que os utentes internados estavam estáveis, sem critérios para transferência para Unidade Hospitalar, que o edifício reunia todas as condições estruturais para formar dois espaços separados, para utentes infectados e para não infectados, sem possibilidade de cruzamento, e ainda que os profissionais usavam Equipamentos de Protecção Individual desadequados para a situação.

Perante o constatado, foi convocada uma reunião para dar conta da situação e para a necessidade “urgente” de dotar os profissionais dos equipamentos adequados e para que se procede-se à criação de duas coortes (uma com utentes positivos e outra com doentes negativos).

A ULS Nordeste acrescentou ainda que “com excepção da Autoridade de Saúde e da Coordenadora da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados de Torre de Moncorvo, todos os presentes na reunião decidiram accionar o Plano de Emergência Distrital para que todos os utentes fossem transportados para as urgências da unidade local de saúde, “sem qualquer tipo de critério clínico de agudização que o justificasse”. Acrescenta-se ainda que “a autoridade de Saúde, que observou os utentes na unidade de cuidados continuados, contrariamente ao médico da instituição que não os observou, esteve sempre contra esta medida”.

A ULS garante que a instituição tinha condições estruturais para proceder ao isolamento dos doentes mas que era necessário assegurar os cuidados adequados. Explicou-se ainda que todos os funcionários que estavam em quarenta e testaram negativo retomaram o trabalho cumprindo as regras de protecção e higiene e que os que testaram positivo ficaram em isolamento.

O comunicado é de quinta-feira e surge após a publicação de um vídeo na página de Facebook da autarquia de Moncorvo, em que Nuno Gonçalves faz algumas críticas às autoridades de saúde do distrito.

Escrito por Brigantia

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