sexta-feira, 1 de abril de 2022

RECOLHA SELETIVA NO DISTRITO CRESCEU 13% EM 2021

 COMPARATIVAMENTE A 2020, HOUVE UM AUMENTO DE CERCA DE 500 TONELADAS DE MATERIAS RECOLHIDOS NA ÁREA DE INTERVENÇÃO DA RESÍDUOS DO NORDESTE. JÁ NA RECOLHA INDIFERENCIADA O AUMENTO FOI RESIDUAL.
“Um bom resultado que demonstra a adesão dos cidadãos aos desafios da recolha seletiva e da valorização dos materiais”.

É desta forma que o presidente do Conselho de Administração da Resíduos do Nordeste (RN), Hernâni Dias, reage ao aumento de 13,45% da recolha seletiva do Sistema no ano de 2021, quando comparado com 2020, em que o aumento foi de 10%.

Na área de intervenção da Resíduos do Nordeste (distrito de Bragança e o concelho de Vila Nova de Foz Coa) foram recolhidas, no último ano, 3.955,03 toneladas provenientes da recolha seletiva multimaterial. Em termos quantitativos foram recolhidas mais 473,59 toneladas de materiais do que no ano anterior.

Analisando o crescimento por fileira, registámos no papel/cartão mais 13,64%, no plástico 13,41% e no vidro 13,20%, um crescimento homogéneo ao nível dos três principais fluxos.

Para o Presidente do Conselho de Administração da RN, “torna-se importante, neste regresso à nova normalidade, promover e fomentar hábitos ambientalmente sustentáveis, reciclar mais e melhor de forma a ser reduzida a nossa pegada ecológica. Os investimentos que estamos a finalizar na implementação de serviços de recolha seletiva, com a instalação de mais ecopontos e mais contentores porta-a-porta, assim como em novas viaturas de recolha, estão a revelar-se eficazes e a permitir aumentar os quantitativos recolhidos seletivamente”, afirma Hernâni Dias

A RN tem ao dispor da população cerca de 1000 ecopontos e 14 ecocentros, uma alternativa aos ecopontos onde é possível depositar maiores quantidade de materiais recicláveis. Nos ecocentros além de papel / cartão, vidro, plástico e metal podem também ser entregues outros materiais denominados monos ou monstros (como móveis, colchões e eletrodomésticos), óleos alimentares usados, pilhas e lâmpadas.

Na recolha indiferenciada o aumento foi de 0,14%, o que “demonstra a maior preocupação dos cidadãos em encaminhar corretamente os seus resíduos”, adianta o Presidente do Conselho de Administração da empresa intermunicipal que aponta o caminho para os próximos anos: “os desafios futuros serão o reforço dos serviços de recolha seletiva porta-a-porta e a implementação da estratégia para a valorização dos biorresíduos, a sua valorização orgânica, e produção de energia através do aproveitamento do biogás ou em alternativa a produção de biometano”. 

Hernâni Dias termina dizendo que, “embora com algum condicionamento retomámos também as ações de informação e sensibilização, sempre com o apelo à separação multimaterial”.

Artigo escrito por Fernando Pires (jornalista)

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