sábado, 15 de novembro de 2025

... quase poema... ou das saudades

Por: Fernando Calado
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


 Às vezes tenho saudades de Bragança… do bulício da noite… das longas conversas na Praça da Sé… do velho Mercado… do cheiro a café de saco no Chave d’Ouro!... do Zé Luís… o catedrático dos polidores de calçado!... e sorria!

A cidade morre paulatinamente… e, em cada recanto, emergem as memórias!

Ao fim de semana, a cidade é um deserto… povoa-se a aldeia… acende-se o lume… e o pote coze devagar pela noite… e os filhos regressam a casa… ao amanho da reforma… às couves que crescem na horta… à matança do porco… ao fumeiro que se ri para a gente!

… chove lá fora… a casa está quente… o serro agora é dourado... misterioso… os palheiros esperam o verão.

… e anoitece!


Fernando Calado
nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança. 
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.

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