quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Nevões têm sido cada vez mais raros mas já houve anos com mortes e milhões em prejuízos

 O Nordeste Transmontano é conhecido pelo rigor do seu clima. Os nevões têm sido recorrentes ao longo dos anos mas nos últimos 75 anos houve alguns de maiores dimensões, como aconteceu em 1985 (que provocou quatro mortes na sequência de acidentes rodoviários), em 1997 (uma criança morreu de hipotermia) ou 2009 (o motorista de um autocarro morreu na sequência de um acidente às portas da cidade).


De acordo com o climatologista Dionísio Gonçalves, “são situações que se verificam, alterações na circulação geral da atmosfera”. “Situações que eram típicas na nossa região, regressassem agora. As pessoas mais velhas estavam habituadas a estes nevões”, recorda.

A raridade crescente destes fenómenos estará relacionada com as alterações climáticas, diz ainda este especialista, ouvido pelo Mensageiro de Bragança.

“Tem a ver com as alterações climáticas, como é evidente. Até aos anos 1980, 1990, foi um clima. Este século temos tido outras alterações climáticas. Estes 25 anos que temos de século têm sido diferentes. São flutuações climáticas que vão acontecendo ao longo de séculos”, precisou.

O fato de a queda de neve já não atingir a cidade de Bragança, como era habitual, “em princípio, não terá a ver com as barragens”.

“São situações locais que têm a ver com as distribuições das quantidades de precipitação. Isso sempre aconteceu. As serras ficavam cheias de neve e a cidade não. É uma situação que sempre se verificou”, frisou. No entanto, sobre o aumento geral das temperaturas, “a comunidade científica aponta o fator humano como causa predominante”.

António G. Rodrigues

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