O município de Mirandela anunciou que vai investir mais de 2,7 milhões de euros na modernização e requalificação das infraestruturas do Ciclo Urbano da Água, cuja concretização está prevista até 2027.
Segundo o presidente da Câmara Municipal de Mirandela, o objetivo será reforçar a eficiência dos sistemas de abastecimento e saneamento, através da ampliação do Sistema de Telegestão do município, que contará com um investimento de quase 300 mil euros.
“Numa primeira fase visa precisamente para colmatar algumas fragilidades que temos sentido no abastecimento de água, que é sob o ponto de vista do abastecimento, de garantir que os depósitos não baixam determinados níveis. Atualmente, é feito de forma manual, via observação por parte de recursos humanos, e vamos passar a fazê-lo de forma mecânica, com automatismos que geram avisos a partir de um determinado baixo nível de água, seja por ruptura ou por outra situação, para que se evite a falha de água”, explica Vítor Correia.
Vítor Correia exemplifica. “Imagine que temos um depósito de água numa determinada aldeia, que houve uma ruptura de água, ou o depósito ficou vazio, e as pessoas avisam que não têm água na torneira. Outra coisa é termos um mecanismo de alerta que quando se aproxima de um determinado nível, dizer assim: atenção que está neste nível, em qualquer momento pode haver falha de água. Então avisa-se logo a fonte de fornecimento, neste caso seriam os bombeiros, para imediatamente estabelecerem o nível do depósito para que não haja essa falha de água.”
Esta é uma preocupação da autarquia, visto que na altura do verão várias aldeias do concelho ficam sem água, devido ao elevado consumo, que coincide com a vinda dos emigrantes.
Paralelamente, está em curso o projeto de Controlo do Ciclo Urbano das Águas Residuais, no valor superior a de 312 mil euros para reforçar a monitorização e a gestão integrada do sistema de saneamento.
A estas intervenções junta-se ainda a ampliação do Sistema de Tratamento de Água igualmente já em execução, com um investimento de cerca de 258 mil euros para assegurar “elevados padrões” de qualidade da água distribuída à população. “Vão também avaliar a qualidade da água. Se por algum motivo algum parâmetro estiver a começar a ficar em incumprimento, automaticamente esse mecanismo vai corrigir esse erro”, disse.
A autarquia já se encontra também a preparar o lançamento da primeira fase da empreitada de Captações e Reabilitação de Condutas, que atualmente está em fase de contratação pública, com um custo base de 737 mil euros. ”Será sobretudo também para impedir que as populações, nomeadamente aquelas onde temos as captações próprias, possam ver os seus depósitos também baixarem abruptamente, sem garantia de reposição imediata. Estamos aqui a falar de antecipação”, frisou.
Esta intervenção vai ocorrer nas ruas Joaquim Teófilo Braga, Nossa Senhora da Encarnação (zona das antenas) e Santa Marinha (zona da Cocheira), tendo como principais objetivos a melhoria das captações de água, a reabilitação de condutas prioritárias e a redução de perdas na rede de abastecimento.
Estão ainda previstas fases subsequentes desta empreitada, com um preço base de 1.180.000 euros, que vão abranger outras artérias da cidade, nomeadamente as ruas D. Afonso III, da Força Aérea, 16 de Maio, São Francisco de Sales, a Avenida Engenheiro Camilo Mendonça e a Rua de São João Bosco.

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