sábado, 21 de fevereiro de 2026

ULS do Nordeste distinguida pela Direção-Geral da Saúde no projeto STOP Infeção Hospitalar 2.0

 O reconhecimento foi atribuído durante um evento que decorreu na Alfândega do Porto, dedicado à reflexão sobre os progressos alcançados na redução das infeções hospitalares


A Unidade Local de Saúde do Nordeste foi distinguida, ontem, pela Direção-Geral da Saúde pela redução no número de infeções hospitalares em Portugal.

O reconhecimento foi atribuído durante um evento que decorreu na Alfândega do Porto, dedicado à reflexão sobre os progressos alcançados na redução das infeções hospitalares.

A distinção ocorreu no âmbito do projeto STOP – Infeção Hospitalar 2.0, implementado em 21 instituições do Serviço Nacional de Saúde ao longo dos últimos três anos e que envolveu mais de 350 profissionais de saúde. O projeto centra-se na redução da incidência de infeção em cinco tipologias específicas, incluindo infeções associadas a procedimentos cirúrgicos, cateteres e ventilação mecânica, com enfoque nos serviços de Medicina Interna, Medicina Intensiva, Cirurgia Geral e Ortopedia.

A iniciativa contou com a colaboração da Fundação Calouste Gulbenkian e do Institute for Healthcare Improvement e tem como objetivo promover a segurança do doente e a melhoria contínua da qualidade dos cuidados de saúde em Portugal.

A ULS do Nordeste já havia integrado, entre 2015 e 2018, o Desafio Gulbenkian: STOP Infeção Hospitalar, iniciativa nacional orientada para a redução de infeções associadas aos cuidados de saúde, tendo então registado diminuições significativas nas cinco tipologias avaliadas.

Atualmente, o STOP Infeção Hospitalar 2.0 envolve várias equipas multidisciplinares da instituição, designadamente os serviços de Medicina Intensiva, Medicina Interna das Unidades Hospitalares de Bragança e Mirandela, Ortopedia da Unidade Hospitalar de Macedo de Cavaleiros e Cirurgia Geral da Unidade Hospitalar de Bragança.

Entre os principais indicadores destaca-se, no Serviço de Medicina Intensiva, a redução da pneumonia associada à intubação de 7,98 para 3,4 por mil dias (menos 57%), da infeção da corrente sanguínea associada a cateter venoso central de 3,92 para 0,76 por mil dias (menos 80%) e da infeção do trato urinário associada a cateter vesical de 1,55 para zero por mil dias (redução de 100%).

Na Medicina Interna, a infeção urinária associada a cateter vesical diminuiu de 6,46 para 4,1 por mil dias (menos 36%).

Na Cirurgia Geral, as infeções em cirurgias do cólon e reto passaram de 18,34 para 5,5 por cada 100 cirurgias (menos 70%). Já na Ortopedia, a taxa de infeção em artroplastias da anca desceu de 9,1 para 1,7 por cada 100 cirurgias (menos 81%) e, nas do joelho, de 1,4 para 1,3 (menos 7%).

No comunicado, a instituição “congratula-se com esta distinção e reforça o compromisso de continuar empenhada na melhoria contínua da qualidade e segurança dos cuidados de saúde”.

Para Cristina Nunes, líder do projeto e membro da Comissão Executiva, “o impacto destes resultados ultrapassa o contexto local. É um exemplo nacional de como a mudança é possível quando existe rigor, método e motivação para melhorar”, sublinhando ainda a importância da capacitação dos profissionais e a poupança económica gerada para o sistema de saúde com a prevenção das infeções hospitalares.

Escrito por Rádio Brigantia.
Jornalista: Cindy Tomé

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