A reação surge após a recente visita de uma comitiva da CDU à região galega, denunciando a ausência de uma posição pública mais firme por parte das autarquias de Vinhais e até de Bragança, bem como da comissão de cogestão do Parque Natural de Montesinho.
Luís Fernandes lembra que o município, em outubro do ano passado, já tomou uma posição contra o projeto e que fez o que podia, rejeitando assim as críticas da CDU. “Aquilo que nós fizemos é aquilo que enquanto município podemos fazer, que foi desde logo tomar uma posição contra, e junto da CIM fazer a mesma coisa e do Governo também manifestar a nossa preocupação, sendo um projeto que está a ser realizado noutro país, terá que ser o Governo português junto do espanhol para saber realmente aquilo que se passa. A informação que temos é que o próprio Ministério do Ambiente já solicitou informação e portanto aquilo que nós continuamos a fazer é na tentativa de que o governo português se manifeste e tome uma posição e tente perceber e tenta agir”, explicou o autarca.
O autarca admite ainda que poderá ter faltado sensibilidade por parte das autoridades espanholas no processo. “Em termos de sensibilidade, acho que sim. Em termos de legislação comunitária e legislação sobre estas situações não me quero pronunciar porque não tenho informação suficiente para isso. Agora, o que eu acho é que o Governo português terá, e acredito, e o próprio, a nível do próprio Parlamento, terá forma de saber e de agir. É por aí também que eu digo que o Estado terá que agir, no sentido de perceber se todas essas obrigações e essas questões legais, mesmo em termos ambientais, estão a ser cumpridas.”
A possibilidade de a exploração vir a ser classificada como projeto estratégico europeu, o que poderá agilizar processos e reduzir exigências, é vista com apreensão. “É verdade que estamos contra, que estamos preocupados, sobretudo porque não temos toda a informação e continuamos junto quer do Parlamento, quer junto do Governo, a tentar saber informação e que o Governo português terá também que, como é normal, tentar saber e tentar ter toda a informação e ver aquilo que pode ser feito também a nível da própria União Europeia, neste caso aqui uma parte do concelho de Vinhais, no caso de haver consequências, poderá ser afetada e portanto aquilo que o município vai continuar é a tentar obter informação e manifestar a sua posição”, concluiu.
O autarca de Vinhais rejeita as críticas da CDU sobre ausência de tomada de posição pelo projeto de exploração mineira junto à fronteira.

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