Luís Rodrigues, de 63 anos, ocupa o cargo há 26 anos e recandidata-se para aquele que poderá ser o seu último mandato, à luz das novas regras do código cooperativo. Com um percurso longo na direção, que inclui também funções como vice-presidente, o candidato apresenta uma proposta assente na continuidade do trabalho desenvolvido ao longo das últimas décadas.
Entre as prioridades elencadas por Luís Rodrigues está o reforço da aposta em novas áreas estratégicas, com destaque para a internacionalização. O atual presidente sublinha ainda o investimento de cerca de dois milhões de euros na modernização da maquinaria da cooperativa, medida que considera essencial para o aumento da capacidade produtiva e competitividade no setor agrícola.
Do outro lado da disputa surge a Lista B, liderada por Quintino Angélico, agricultor de 50 anos, que se apresenta como alternativa com uma proposta de renovação. O candidato defende a necessidade de imprimir uma nova dinâmica à cooperativa, apelando à mudança de rumo.
Quintino Angélico considera que o modelo atual tem gerado resultados insuficientes para os associados, argumentando que é necessário adotar novas estratégias de gestão e maior proximidade com os cooperantes para revitalizar a instituição.
As eleições de domingo assumem, assim, um caráter decisivo para o futuro da cooperativa, colocando frente a frente a continuidade de uma liderança de longa duração e uma proposta de renovação orientada para a mudança. A participação dos associados será determinante para definir o próximo ciclo de governação da entidade.

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