domingo, 10 de maio de 2026

MIRANDA DO DOURO PROMOVEU SESSÃO DE SENSIBILIZAÇÃO SOBRE O IMPACTO DOS ECRÃS NAS CRIANÇAS

 Miranda do Douro acolheu, no passado dia 6 de maio, uma sessão de sensibilização dedicada ao impacto dos ecrãs no desenvolvimento infantil, uma temática cada vez mais presente nas preocupações de pais, educadores e profissionais de saúde.


A iniciativa, realizada no âmbito do projeto PIPSE de Miranda do Douro, decorreu pelas 21h e contou com a participação do pediatra Hugo Rodrigues, que conduziu a palestra perante uma audiência composta por famílias, membros da comunidade educativa e população em geral.

Durante a sessão, o especialista alertou para os efeitos da exposição prolongada a dispositivos digitais no crescimento das crianças, destacando consequências ao nível da linguagem, da capacidade de atenção e da qualidade do sono. Foram ainda abordados impactos relacionados com a motricidade, a postura e a redução da atividade física, consequência do aumento de comportamentos sedentários associados ao uso excessivo de tecnologia.

A dimensão emocional e social também esteve em destaque. Segundo o pediatra, o recurso excessivo a ecrãs pode comprometer a interação direta entre crianças, afetando competências de comunicação, a criação de relações interpessoais e o desenvolvimento emocional.

Ao longo da intervenção, foi igualmente sublinhada a importância do exemplo dado pelos adultos. Para Hugo Rodrigues, a mudança de hábitos deve começar em casa, defendendo que pais e cuidadores devem refletir sobre a sua própria utilização das tecnologias antes de procurarem impor limites às crianças.

A sessão teve como principal objetivo sensibilizar a comunidade para a necessidade de promover um uso equilibrado dos dispositivos digitais. Foram partilhadas estratégias práticas para a gestão do tempo de ecrã no quotidiano, incentivando atividades alternativas como a brincadeira ao ar livre, a leitura e o convívio presencial.

A iniciativa terminou com um apelo à consciencialização coletiva, reforçando a ideia de que o desafio não passa por proibir a tecnologia, mas antes por educar para uma utilização responsável e equilibrada, sem comprometer experiências fundamentais ao desenvolvimento saudável das crianças.

Maria Inês Pereira
Foto: DR

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