“A ideia é precisamente democratizar o acesso à cultura e levar ao meio rural a arte, neste caso teatral, e vai ser teatro físico, sem texto, precisamente por ser uma primeira abordagem, porque o teatro é uma poética visual muito específica, com um espetáculo que se chama Sorriso, pelo Teatro Só, e que na verdade a temática tem a ver com envelhecimento”, explicou João Cristiano Cunha, o diretor do TMB.
A autarca Isabel Ferreira também reconheceu que é importante fazer chegar a cultura a toda a população. “Porque, mais uma vez, a cultura e o acesso à cultura é um dos índices de avaliação da qualidade de vida e do desenvolvimento dos territórios. É tão importante quanto o acesso à educação, à saúde, à mobilidade. E, portanto, temos que criar condições para que verdadeiramente essa democratização do acesso também à cultura se faça e isso implica muitas vezes não só trazer as pessoas como ir junto das pessoas e aos territórios”, disse.
A 8.ª edição de ‘Música na Paisagem’ é outro dos destaques da agenda. “Este ano tem cinco momentos distintos e vai a quatro aldeias, obviamente mais centradas no Parque Natural de Montesinho, mas a ideia também poderá ser no futuro descentralizarmos cada vez mais e fazer o Música na Paisagem não apenas noutras zonas do território como noutros momentos da nossa programação”, sugeriu João Cristiano Cunha.
No palco do TMB, gestos, palavras e sons desenham um eclético mosaico de propostas: “Hastag#Free”, na celebração dos 20 anos da Quorum Dance Company; “Brota”, por Judit Neddermann; “On Every String – Dire Straits Tribute”, em homenagem aos lendários Dire Straits; “Um Piano e uma Voz”, a vertente intimista dos The Gift; “Entrelinhas”, de Tiago Rodrigues e Tonam Quito; Alex Lazaro, no âmbito da rubrica ‘Estúdio Aberto’, em parceria com Dedos Biónicos; “Of Fragility and Impermanence”, por André Carvalho; “Está Tudo sob Controle”, por Laura; “Em Tempo Real”, por Susie Filipe; “A Bola de Cristal 13, um, três”, por Luísa Fidalgo; “Limiar”, por João Balouta; “era com h”, no regresso dos Lavoisier; a sonoridade celta do Fernando Barroso Trio e a cumplicidade de palavras e melodias que traçam o retrato de um país real e íntimo, em “O Rapaz da Montanha”, por Rodrigo Leão.
Há também uma forte aposta em artistas locais. No quadro da rubrica ‘Teatro Aberto’ são acolhidos os grupos de teatro escolar dos três Agrupamentos de Escolas da cidade e do Instituto Politécnico de Bragança. A estes, juntam-se os espetáculos finais de Dança e Teatro do Conservatório de Música e Dança de Bragança, a 5.ª edição de “Contrapiar Garoufenho”, pelo BriChoirT, os Festivais de Tunas Académicas, a apresentação de “Barnabé”, pelos Zíngarus e o XIX Encontro de Coros Infanto-Juvenis de Bragança.
“É importante também darmos essa experiência a nível profissional aos nossos alunos e aos artistas locais precisamente para poder lançar sementes. Porque, honestamente, se não for o Teatro da cidade a abrir essas portas a nível profissional, será muito difícil outros teatros abrirem”, apontou o diretor do TMB.
No que diz respeito a números sobre os primeiros meses do ano de 2026, a taxa de ocupação de sala é de 88,9%, um registo semelhante ao do ano anterior. “É extraordinário, porque na verdade a nossa meta são os 75% e estamos muito acima disso, com cerca de 6500 espetadores, em quatro meses e alguns espetáculos também fora de portas, sem contabilizarmos algumas ações de formação e visitas guiadas.”, referiu.
Toda a programação dos espetáculos pode ser consultada na página online do TMB.

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