sexta-feira, 26 de junho de 2026

Alfredo Monteiro de Carvalho - Os Governadores Civis do Distrito de Bragança (1835-2011)

 10.fevereiro.1915 – 24.maio.1915
TONDELA, 15.12.1865 – COIMBRA, 1.8.1943

Magistrado judicial.
Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra.
Governador civil de Aveiro (1910). Governador civil de Bragança (1915). Senador da República (1918-1919).
Natural de Vilar de Besteiros, concelho de Tondela.
Filho de José Inácio de Carvalho e de Esperança Bernardes Monteiro.

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Nascido numa aldeia do concelho de Tondela, de onde ambos os seus pais eram naturais, Alfredo Monteiro de Carvalho matriculou-se em Direito na Universidade de Coimbra em outubro de 1888. Concluída a formatura em 1894, seguiu carreira na magistratura judicial. Em 1909, foi nomeado juiz na comarca da ilha das Flores, Açores. Foi também juiz de direito na comarca de Almada, delegado do procurador da República na Anadia e juiz de Instrução Criminal em Lisboa.
Foi o último governador civil de Aveiro na Monarquia Constitucional, nomeado a 18 de agosto de 1910 e exonerado por despacho do Governo Provisório republicano publicado logo no dia da triunfante revolução de 5 de Outubro.
Já no tempo da Primeira República, embora nutrisse alguma simpatia pela monarquia, com a subida ao poder do governo ditatorial e conservador de Pimenta de Castro conseguiu ser nomeado governador civil do distrito de Bragança por decreto de 10 de fevereiro de 1915, cargo de que tomou posse a 23 do mesmo mês. O afastamento de Pimenta de Castro do poder, na sequência da Revolta de 14 de Maio de 1915, ditou a exoneração de Alfredo Monteiro de Carvalho, datada de 24 de maio seguinte.
Em julho de 1918, tomou assento no Senado da República, em representação de Trás-os-Montes, nas listas do Partido Nacional Republicano, mantendo-se na câmara alta do Parlamento até ao final da III Legislatura, em fevereiro de 1919. Integrou a Comissão de Verificação de Poderes, que presidiu (1918) e secretariou (1919), e foi também presidente da Comissão de Legislação Civil (1918-1919).
Ainda em 1918, foi nomeado procurador da República junto da Relação de Coimbra, cargo que continuava a exercer por 1933, de acordo com o recenseamento eleitoral realizado nesse ano.
Faleceu a 1 de agosto de 1943, aos 77 anos, em Santo António dos Olivais, cidade de Coimbra, onde residia há largos anos, no bairro da Cruz de Celas.
O seu nome encontra-se inscrito na toponímia de Bragança, dando o nome a uma das ruas da cidade.

Fontes e Bibliografia

Arquivo Distrital de Bragança, Autos de Posse (1845-1928).
Arquivo da Universidade de Coimbra, documentos vários.
Arquivo Distrital de Viseu, Registo de Baptismos, paróquia de Vilar de Besteiros, 1831-1869.
Diário do Senado, 1918-1919.
MARQUES, A. H. de Oliveira (coord.). 2000. Parlamentares e Ministros da 1.ª República (1910-1926). Lisboa:
Assembleia da República.
SOUSA, Fernando de (coord.). 2015. Governos Civis de Portugal. História e Memória. Porto: CEPESE.

Publicação da C.M. Bragança

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