“O nosso slogan, este ano, é um festival, dois países, três palcos. E esse palco é uma novidade. Além dessas novidades, também vamos ter um Sunset, que não existia, que eu acho que é associar um bocadinho aquilo que é o rio. Depois, é a parte das bandas que nós achamos que refletem aquilo que é a ideia do festival, e se basea na tradição, mas essencialmente também virado para o futuro e nessa fusão que é possível ser feita entre aquilo que é música tradicional e a música moderna, como um caso paradigmático que é o Dj Omiri, que digamos que é o ex libris, daquilo que pretendemos, em termos de programação, para o festival”, explica o associado da Montes de Festa, Pedro Morais.
Este ano o Festival d’Onor vai contar com um investimento de 30 mil euros. Segundo a organização, que está a cargo da associação Montes de Festa, este orçamento só foi possível pelo aumento de apoios e parcerias.
“Em termos de valor, podemos afirmar que, este ano, o orçamento ultrapassa o do ano passado, não só em termos de candidaturas que foram feitas, mas também em termos de apoios de patrocinadores.Algumas dessas candidaturas, ou pelo menos uma delas, ainda estamos a aguardar a resposta, foi feita à Fundação La Caixa. Passámos uma fase importante, passando esta fase iremos ser avaliados e tudo aponta para começarmos a ter, digamos, uma almofada financeira que nos permite ter uma abordagem, nas próximas edições, muito mais leve e muito mais fácil.”
O festival raiano que junta Rio de Onor e Rihonor de Castilha é conhecido pela ronda das adegas que decorre no sábado. Moradores do lado português e espanhol abrem as portas das casas para oferecer um lanche e manter vivo o comunitarismo.
Uma tradição que atrai sempre muita gente a aldeia que conta, durante o ano, pouco mais de 30 habitantes. O objetivo, para o futuro é fazer com que o festival cresça.
“A olho nu é visível, que o festival têm crescido. Nós antes tínhamos a ideia de que as edições tinham smepre muita gente, ou que teve 5000 pessoas. Mas, atualmente, conseguimos afirmar que estiveram 6300 pessoas de visitantes únicos, no ano passado. Algo que eu acredito,outras mesmo feiras e eventos que são realizados por municípios não têm as condições e não conseguem dizer, preto no branco, que tiveram X número de visitantes. Nós podemos e vamos continuar a fazê-lo, e cada vez com mais certeza, e o objetivo é que eles [os visitantes] aumentem”, frisou.
A caminho do 10º ano de festival, que não se traduz em edições devido à covid-19, a organização pretende “profisionalizar mais” o evento.
“Tudo isto é feito numa base muito altruísta porque também é essa condição que nós queremos manter e que a população também nos exige”, explicou, acrescentando que a profissionalização que se mencionou é na perspetiva de oferecer melhores condições às pessoas. Uma das condições traduz-se “na criação de um website, que pretendemos já começar este ano. E depois há outras formas, e a própria profissionalização tem a ver com aquilo que nós vamos conseguir em termos logísticos e de infraestrutura dentro do próprio festival, como as casas de banho, que hoje em dia são muito melhores do que as que já existiam. Portanto, há uma série de coisas que nós pretendemos que sejam melhoradas”, destacou.
Quanto ao impacto, José Preto, tesoureiro da freguesia de Rio Onor diz que os alojamentos locais já estão esgotado e que são esperadas muitas pessoas “vindas de todos os lados”.
“O Festival tem impacto e é muito importante para revitalizar relações transfronteiriças, dinamizar a aldeia e também a economia local. As casas de turismo rural estão todas ocupadas, a meu ver, elas já ficam de um ano para o outro. E a relação entre os povos acho que é muito importante e é marcada neste festival. Portanto, sexta-feira o parque de campismo enche com pessoal que vem de fora”, concluiu.
Do lado Espanhol, o Alcalde de Pedralba de la Pradería, Francisco Guerra Gómez, também sublinhou que o festival é muito positivo não só para a economia local, mas também para os laços entre os dois povos.
“A convivência é o mais importante. E, além da vida que dá à localidade. Nesse dia, em que abrimos as portas as pessoas acabaram por se envolver. E este ano,pelo que sei, pelo menos mais três pessoas vão abrir”, disse, acrescentanmdo que “há uma rapariga que tem uma loja e que também tira os seus benefícios. Estamoscom um projeto cujo objetivo é tentar abrir um espaço que, no futuro, talvez venha a ser uma espécie de bar comunitário. E, enfim, imagino que depois, em Puebla, as pessoas acabam sempre por se aproximar e tudo isso é importante”, rematou.
O Festival D’Onor está agendado para os dias 17,18 e 19 de julho. Vai contar com perto de 30 expositores no mercadinho local. A nível do cartaz musical destacam-se os artistas Edmundo Inácio, Kumpania Algazarra e o Dj Omiri.
Além do cartaz do festival foram apresentados os novos órgão sociais da Montes de Festa, que se mantêm os mesmos. Na presidência segue Ruben Monteiro, acompanhado de Miguel Tabuada. Na mesa de Assembleia Geral o presidente é Ivo Mendes e no concelho fiscal mantêm-se Pedro Morais.

Sem comentários:
Enviar um comentário