Cristina Bigand, explica que apesar de algumas demolições que têm acontecido a estrutura será preservada.
“Com o Chave de Ouro vamos fazer um hotel 5 estrelas. Por baixo vai ficar café como estava, mas um café mais chique. Queremos fazer coisas diferentes para Bragança. Achamos os dois que é uma cidade muito linda, mas que nós temos muito respeito da arquitetura, das coisas antigas. O que queremos fazer é fazer o que estava, o Chave D’Ouro como ele estava. Embora há coisas que tivemos que, claro, fazer a demolição porque estava tudo estragado, nós vamos fazer outra coisa, reconstruir a idêntica e fazer isto com muito gosto. Espero bem, que é o que nós sabemos fazer. Não vamos mudar nada e também não podíamos mudar as coisas, mas também não queríamos. Nós o que gostámos é do prédio, da arquitetura do prédio”, explicou.
O emblemático café Chave d’Ouro, em Bragança, foi vendido ao casal de empresários emigrantes em França. Recentemente estiveram no centro da discussão pública, após se tornar pública a demolição de uma parte do edifício. No entanto, Jacques Bigand, marido de Cristina, e em tempos arquiteto, deixa algumas explicações para tranquilizar as pessoas.
“O edifício foi construído originalmente há mais de um século, por isso tem pelo menos 150 anos. Foi construído segundo as técnicas da época, ou seja, com pedra de pequenas dimensões e terra. As paredes eram muito húmidas e além disso existia uma pequena cave. Agora vai ser construída uma cave de dimensões normais, onde haverá uma zona de descanso e um espaço de bem-estar. Atualmente, estamos no século 21 e os edifícios têm de ser ambientalmente responsáveis, que significa que devem ter um bom isolamento térmico, tanto para o frio como para o calor. Isso já não é possível com edifícios antigos, pelo que somos obrigados a demolir tudo o que já não cumpre as normas, tudo o que deixou de ser adequado e tudo o que já não se encontra em boas condições.”
Jacqes Bigand diz tratarem-se apenas de renovações de modernização e ecologicamente sustentáveis. “O nosso objetivo é realizar uma renovação que seja hoje em dia ecologicamente responsável, utilizando materiais com uma pegada de carbono adequada. Durante a demolição procuramos preservar os materiais sempre que possível, bem como conservar os vestígios da história deste edifício que serão integrados num espaço de receção do próprio edifício. Na prática definimos um objetivo muito claro: realizar uma renovação 100% fiel à história, 100% ecológica, 100% respeitadora do espírito português e executado por empresas 100% transmontanhas”, rematou.
Jacques e Cristina Bigand compraram o emblemático café Chave d’Ouro em Bragança para a construção de um hotel de charme.

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