sexta-feira, 31 de julho de 2026

OS FIDALGOS - TUIZELO

 
Primeiro morgadio

1º GONÇALO RODRIGUES DE MORAIS, filho de outro do mesmo nome e de D. Estefânia Soares, donde este ramo provém, foi chamado o Calvo, por o ser em excesso.
Teve o senhorio dos lugares de Vilar de Ossos, Logarelhos, Quintela, Rio de Fornos e Tuizelo, no concelho de Vinhais. Era muito abastado, pois treze lugares lhe pagavam foros e pitanças.
Casou com sua parente D. Leonor de Morais, filha de João de Morais e de D. Leonor de Meireles.
Descendência:
I. Duarte Rodrigues de Morais (2º, adiante citado).
II. Gonçalo Rodrigues de Morais.
III. Belchior de Morais.
IV. D. Isabel de Morais, que casou com Gonçalo Vasques Guedes. Com geração.
2º DUARTE RODRIGUES DE MORAIS foi o primeiro instituidor do morgadio de Tuizelo (582), no ano de 1530.
Casou com a muito formosa D. Catarina Gonçalves.
Descendência:
I Francisco de Morais (3º, adiante citado).
II. Rodrigo de Morais, que se achou no cerco de Diu, na Índia, por cujo motivo lhe chamavam o Indiático. Com geração mui numerosa.
III. D. Joana de Morais, que casou com João de Moraes, o Grande. Com geração.
IV. D. Isabel de Morais, que casou com Vasco Colmieiro, senhor de Gargalho, na Galiza. Com geração.
3º FRANCISCO DE MORAIS casou com D. Violante de Sá, filha de Francisco Ferreira de Sá, fidalgo da Casa Real e comendador de Lamas e Corujas, e de D. Paulina de Guimarães.
Descendência:
I. Duarte Ferreira de Morais (4º, adiante citado).
II. Francisco Ferreira de Morais.
4º DUARTE FERREIRA DE MORAIS, o Grande (assim chamado por causa da sua grande estatura e agigantadas forças), foi terceiro senhor do morgadio de Tuizelo e moço fidalgo da Casa Real.
Casou com D. Leonor de Aragão, filha de Álvaro Fernandes Pinheiro, fidalgo da Casa Real, que viveu no reinado de D. João III, irmão de D. António Pinheiro, quarto bispo de Miranda.
Descendência:
I. Jerónimo Ferreira de Morais (5º, adiante citado).
II.Manuel Ferreira de Morais.
III. Valentim de Sá, deão da Sé de Angra.
IV. Francisco Ferreira de Sá, que casou com D. Jerónima Ferreira de Morais, filha de Cristóvão Ferreira de Sá e de D. Maior Sarmento de Lozada. (Ver em Bragança – Família Ferreiras, 14º, pág. 67).
Descendência:
D. Maior Sarmento Ferreira, que casou na cidade de Miranda com Francisco Ordaz Anhaia, morgado de Fonte de Aldeia.
Descendência:
Luís de Ordaz Anhaia, que sucedeu a seu pai no morgadio e casou com D. Helena Sarmento Ferreira, filha de Dionísio Pinto da Silva, de Quintela de Vinhais, e de D. Isabel de Sá Sarmento Ferreira, filha de João Ferreira de Sá e de D. Clara Sarmento. (Ver em Bragança – Família Ferreiras, 6º, pág. 65).
Em 1721-1724 este morgadio estava na posse de Francisco Xavier de Ordaz Sarmento, cavaleiro-fidalgo da Casa Real, cavaleiro do hábito de Cristo, capitão de cavalaria e juiz dos órfãos da cidade de Miranda, casado com D. Luísa Maria Sarmento de Morais, filha de Bernardo Sarmento, de Vinhais, e de D. Teresa de Aragão Cabral, de Miranda.
Descendência:
Bernardo Sarmento de Ordaz Anhaia.
Francisco Xavier de Ordaz Sarmento.
Luís de Ordaz Sarmento de Morais.
D. Jerónima de Ordaz Sarmento Ferreira.
D. Helena Sarmento Ferreira.
Valentim de Sá, deão da Sé de Angola.
D. Isabel de Sá, que casou com Francisco Sarmento de Morais, de Tuizelo.
Com geração.
V. D. Maria Ferreira, que foi religiosa.
VI. D. Isabel de Morais, que casou com seu tio Francisco Sarmento de Morais. Com geração.
5º JERÓNIMO FERREIRA DE MORAIS, foi quarto senhor do morgado de Tuizelo e moço fidalgo da Casa Real.
Casou em Chaves com D. Catarina Veloso, filha de Francisco Álvares Veloso, vedor geral em Chaves.
Descendência:
I. Duarte Ferreira de Morais (6º, adiante citado).
II. Francisco Álvares Veloso. Com geração.
III. António Ferreira de Morais, que foi para a Índia.
6º DUARTE FERREIRA DE MORAIS, quinto senhor do morgadio de Tuizelo e moço fidalgo da Casa Real, casou em Chaves com sua prima D. Jerónima Veloso, filha de Jerónimo Álvares Veloso, fidalgo da Casa Real.
Descendência:
I. Jerónimo Ferreira de Morais (7º, adiante citado).
II. António Álvares Veloso. Sem geração.
III. D. Joana Veloso de Morais, segunda mulher de seu parente Belchior Pinto Cardoso, terceiro senhor do morgadio de Santiago de Mirandela, a quem já nos referimos em Mirandela Pintos Cardosos, pág. 273.
7º JERÓNIMO FERREIRA DE MORAIS, sexto senhor do morgadio de Tuizelo e moço fidalgo da Casa Real, casou com D. Francisca Botelho, filha do desembargador Francisco Botelho de Abreu.
Descendência:
I. Francisco Ferreira de Morais, fidalgo da Casa Real, cavaleiro do hábito de Cristo, casou com D. Joana de Oliveira, filha de João Teixeira de Morais e Sousa (ver em Bornes – § 2, 4º, pág. 26). Sem descendência.
II. Duarte Ferreira de Morais (8º, adiante citado).
III. João Botelho de Morais, que casou na vila do Mogadouro com D.Maria Pinto Pereira, filha de Gaspar Pinto e de D. Catarina Pinto, filha de Belchior Pinto Cardoso, de Mirandela e de sua primeira mulher D. Ana de Sousa (ver em Bragança – Família Ferreiras, 42º, pág. 76). Com geração.
IV. António Ferreira de Sá, que foi provisor e governador do bispado de Miranda, cónego da mesma Sé e abade de Espinhosela.
8º DUARTE FERREIRA DE MORAIS, sétimo senhor da casa e morgadio de Tuizelo, governador de Vinhais, moço fidalgo da Casa Peal, cavaleiro do hábito de Cristo, casou com D. Teresa Pestrelo Pereira, filha de Inácio Pestrelo Pereira e de D. Isabel Correia da Cunha,de Bragança.
Descendência:
I. D. Joana Francisca Caetana Ferreira de Morais (9º, adiante citado).
II. Miguel Ferreira de Morais, filho bastardo, que casou com D. Francisca Maria de Morais, sua parente, filha de André de Morais Sarmento, de Tuizelo, cavaleiro do hábito de Cristo, e de D. Ana.
Faleceu no ano de 1735, sem descendência.
9º D. JOANA FRANCISCA CAETANA FERREIRA DE MORAIS (ver 9º em Vimioso), oitava senhora de toda a casa e morgadio de Tuizelo, casou com Francisco José Sarmento de Lousada Ferreira, cavaleiro da Ordem de Cristo, moço fidalgo da Casa Real, familiar do Santo Ofício, coronel de cavalaria de Chaves, brigadeiro da mesma e que por último teve a patente de marechal de campo, com o Governo das armas da província de Trás-os-Montes.
Descendência:
I. Pedro Ferreira de Sá Sarmento (10º, adiante citado).
II. Francisco José Ferreira de Sá Sarmento, cavaleiro da Ordem de Cristo, moço fidalgo da Casa Real e capitão de cavalaria.
III. Frei João António Ferreira de Sá Sarmento, cavaleiro da Ordem de S. João de Malta e primeiro tenente da guarda do grão-mestre D. Frei Manuel Pinto da Fonseca. Faleceu novo em Malta.
IV. D. Teresa Ferreira de Sá, que faleceu ainda solteira.
V. D. Jerónima Teresa Ferreira, freira em Santa Clara de Bragança.
VI. D. Joana Maria Ferreira de Sá, que faleceu ainda solteira.
VII. D. Antónia Maria Caetana Ferreira de Sá Sarmento.
VIII. D. Maria Sebastiana Ferreira de Sá Sarmento.
IX. D. Rosa Teresa Ferreira de Sá Sarmento. Todas três foram freiras em Santa Clara de Bragança e em 1777 já tinham falecido.
10º PEDRO FERREIRA DE SÁ SARMENTO, nono senhor de toda a casa e morgadio de Tuizelo, cavaleiro da Ordem de Cristo, moço fidalgo da Casa Real, tenente-coronel de cavalaria dos dragões de Chaves. Em 1776 já estava aposentado e residia em Tuizelo com mais de cinquenta anos de idade.
11º FRANCISCO JOSÉ SARMENTO DE LOZADA FERREIRA, moço fidalgo da Casa Real, cavaleiro da Ordem de Cristo, familiar do Santo Ofício, coronel brigadeiro da cavalaria de Chaves, marechal de campo, com o governo das armas da província de Trás-os-Montes, no ano de 1762, na guerra contra Espanha.
Faleceu na vila de Tomar, onde acampava o nosso exército, e jaz sepultado no real convento das freiras da mesma vila.
Era filho de Pedro Ferreira de Sá Sarmento, moço fidalgo da Casa Real, cavaleiro da Ordem de Cristo, coronel de cavalaria, e de D. Jerónima de Macedo de Albuquerque, sua prima, filha de Paulo de Macedo de Albuquerque, cavaleiro da Ordem de Cristo e mestre de campo de auxiliares, e de D. Maria Mendes Pimentel; neta paterna de Francisco de Macedo de Albuquerque, adiante citado (filho de Belchior de Macedo e de D. Ana Rodrigues de Carvalho, adiante citados), e de D. Ana do Campo da Gama, adiante citada, filha de Francisco Álvares do Campo e de D. Juliana Gil, adiante citadas; neta materna do doutor Pedro Álvares de Carvalho (filho de João Álvares de Carvalho e de D. Isabel de Lozada, filha de Paulo Fernandes Pimentel) e de D. Maria Mendes Pimentel, natural de Miranda, filha de João Supico da Cunha, capitão-mor de Miranda, e de D. Maria Pimentel, filha de Gaspar Pimentel.
Neto paterno de Aires Ferreira de Sá, cavaleiro da Ordem de Cristo, capitão-mor da vila do Vimioso e mestre de campo de auxiliares, e de D. Bibiana Ozores de Albuquerque, natural da vila do Vimioso, filha de Francisco de Macedo de Albuquerque, natural do Vimioso (filho de Belchior de Macedo, natural do Vimioso), e de D. Ana do Campo da Gama, natural do Vimioso, filha de Francisco Álvares do Campo e de D. Juliana Gil da Gama, filha de Francisco Gil de Magalhães.
Segundo neto paterno de João Ferreira de Sá, fidalgo da Casa Real, cavaleiro da Ordem de Cristo, e de D. Clara de Sá Sarmento, sua prima, filha de Cristóvão Ferreira de Sá (filho segundo de Francisco de Morais Pimentel, o Meia-língua, e de sua segunda mulher D.Maria de Sá, filha de Aires Ferreira de Sá, adiante citado) e de D. Maior Sarmento de Lozada, filha de Francisco de Morais, natural de Vinhais, e de D. Francisca Sarmento de Lozada, filha de Bernardo de Lozada, senhor da Mesquita.
Terceiro neto parerno de Pedro Ferreira de Sá, moço fidalgo da Casa Real (filho de Aires Ferreira de Sá, fidalgo da Casa Real, e de D. Isabel de Sá, neto de Pedro Ferreira de Sá, comendador de Lamas e Corujas na Ordem de Cristo), e de D. Maria de Morais, sua parente, filha de João de Morais e Araújo, natural de Bragança, e de D. Maria de Morais, natural da mesma cidade(583).
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(582) Este morgadio tinha em Tuizelo, concelho de Vinhais, a maior parte das propriedade, mas os morgados residiam em Bragança, onde era a casa principal, diz BORGES, José Cardoso – Descrição Topográfica da cidade de Bragança.
(583) PINTO, Bento – Caderno de Árvores de Costado. Ver a sua descrição em Mirandela – Pintos Cardosos, p. 273.
BORGES, José Cardoso – Descrição Topográfica da cidade de Bragança.
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Segundo morgadio

1º Doutor ANDRÉ DE MORAIS SARMENTO, juiz dos pleitos da Coroa e Fazenda Real, natural de Tuizelo, concelho de Vinhais, estando doente «de uma molestia prolongada», no hospital de Nossa Senhora da Luz da cidade de Lisboa, fez o seu testamento a 14 de Novembro de 1690 e instituiu e vinculou em morgadio e capela os bens de sua legítima e de seu irmão Baltasar de Morais Sarmento, fidalgo da Casa Real.
Era cavaleiro professo da Ordem de Cristo, familiar do Santo Ofício e capitão-mor da vila de Vinhais, casado com D. Francisca Ozores. este vínculo seria primeiro administrador seu irmão Baltasar e por seu falecimento seu filho André de Morais Sarmento.
Vê-se também que o testador e instituidor tinha um outro irmão chamado Estêvão de Morais Sarmento, às filhas do qual legou quantias em dinheiro, como dote para entrarem no convento das religiosas de Vinhais ou para outro estado.
Determina que o administrador do vínculo se assine sempre Morais Sarmento e que resida na casa de Tuizelo, e não querendo aí residir, passará o morgadio ao imediato, a quem por direito pertencer, sempre debaixo destas condições.
Manda que os administradores deste vínculo sejam obrigados a mandar celebrar, em todo o sempre, por alma dele instituidor, todas as semanas, uma missa na capela da Senhora dos Remédios, de Tuizelo.
Este morgadio constava de várias propriedades situadas em Tuizelo, Seixas, Santalha, Revelhe, Nuzedo Traspassante, Penso, Cabeça da Igreja, Pinheiro Novo e Salgueiros, no concelho de Vinhais, e Caravelas, no de Mirandela, que rendiam duzentos trinta e um alqueires de pão, parte trigo e parte centeio, com duas galinhas de foro, e de muitas propriedades não aforadas em Tuizelo e casais noutras povoações, como Peleas e Seixas, no concelho de Vinhais, e outras em Domes e Pernes, no distrito de Santarém, onde os padres António Ozores e Jorge Ozores, tios do primeiro administrador, haviam sido reitores. (Ver em Mirandela – Família Doutel de Almeida – Francisco Xavier, pág. 266).
No I volume destas Memórias Arqueológico-Históricas, quando descrevemos o sítio de Vinhais em 1666, pelo general castelhano Pantoja, referimo-nos ao brilhante papel que nele desempenhou Estêvão de Morais Sarmento, irmão do instituidor deste morgadio, e demonstramos que a família Morais Sarmento, de Tuizelo, descendia de varões assinalados por feitos gloriosos na África e Índia (584).
2º D. LUÍSA LIBÓRIA BAÍA E VILAS BOAS DE MORAIS SARMENTO, senhora do segundo morgadio de Tuizelo e de toda a casa de seu avô materno, Luís Baía, casou em Condeixa com João António de Sá Pereira, fidalgo da Casa Real, senhor da casa de Condeixa, coronel de infantaria de Chaves, governador e capitão general da Ilha da Madeira, para onde partiu em 1767. Com geração.
Era filha de Baltasar de Morais Sarmento, fidalgo da Casa Real, cavaleiro da Ordem de Cristo, senhor do segundo morgadio de Tuizelo, e de D. Leonor Libória Baía Vilas Boas, senhora donatária, filha de Luís Baía Teixeira, fidalgo da Casa Real, cavaleiro da Ordem de Cristo, governador da capitania do Rio de Janeiro, do conselho de El-Rei, e de D. Antónia Rosália de Vilas Boas; neta paterna de Francisco Baía Teixeira,capitão de infantaria, sargento-mor da comarca de Vila Real, e de D. Jerónima Ferraz Mourão; neta materna de Francisco de Sá e Vilas Boas, mestre de campo de auxiliares, e de D. Ana de Gouveia.
Neta paterna de André de Morais Sarmento, fidalgo da Casa Real, familiar do Santo Ofício, senhor do segundo morgadio de Tuizelo, e de D. Ana Monteiro de Sá, filha do doutor António Monteiro Pimentel, que residiu em Bragança, e de D. Bárbara Taveira de Sá.
Segunda neta paterna de Baltasar de Morais Sarmento, fidalgo da Casa Real, cavaleiro da Ordem de Cristo, familiar do Santo Ofício, governador de Vinhais, natural de Tuizelo, e de D. Francisca Ozores de Albuquerque, aos quais nos referimos no primeiro morgadio de Tuizelo (585).
3º MIGUEL VICENTE MANUEL DE MORAIS SARMENTO, fidalgo da Casa Real.
Era filho de Inácio de Morais Sarmento, fidalgo da Casa Real, cavaleiro da Ordem de Cristo, desembargador da Câmara de Lisboa, segundo marido de D. Angélica de Morais Sarmento, sua prima, a quem adiante nos referiremos.
Neto paterno de Baltasar de Morais Sarmento, cavaleiro da Ordem de Cristo, fidalgo da Casa Real, familiar do Santo Ofício, governador de Vinhais e natural de Tuizelo, e de D. Francisca Ozores de Albuquerque, filha de António Malheiro da Cunha (filho de Diogo Malheiro da Cunha, natural de Ponte de Lima e de D. MónicaTeixeira, filha de António Correia Borges, cavaleiro da Ordem de Cristo, e de D. Doroteia Teixeira da Cunha) e de D. Maria de Morais Guedes, filha de Diogo Ozores Guedes de Albuquerque e de D. Isabel Correia da Cunha.
Segundo neto paterno de Rodrigo de Morais Sarmento, natural e residente em Tuizelo, e de D.Maria de Morais, filha de Francisco Dourado de Morais (filho de EstêvãoDourado e de D. Maria de Mariz, filha de Lopo de Mariz) e de D.Margarida de Brito Mascarenhas.
Terceiro neto paterno de Aires de Morais Sarmento, natural e residente em Tuizelo, e de D. Ana de Araújo Veloso, natural de Chaves, filha de Francisco Álvares Veloso, vedor geral de Trás-os-Montes, fidalgo da Casa Real, e de D. Brites de Araújo, natural de Chaves.
Quarto neto paterno de Rodrigo de Morais, o Indiano, natural e residente em Tuizelo (filho segundo de Duarte Rodrigues de Morais e de D. Catarina Gonçalves, primeiros instituidores do morgadio de Tuizelo, no ano de 1530), e de D. Maria Sarmento, filha de Jácome Luís Sarmento.
Neto materno de Manuel de Morais Sarmento e de D. Mariana de Lobão Morais, natural da vila do Mogadouro, filha de Francisco Vaz Monteiro (filho de António Vaz Monteiro e de D. Maria Soeiro, sua prima; neto paterno de Martim Vaz Monteiro e de D. Guiomar Monteiro, filha de Diogo Monteiro, o Velho, natural de Moncorvo) e de D. Maria de Lobão, filha de Gaspar de Morais Antas (filho de Belchior de Morais, fidalgo da Casa Real, e de D. Isabel de Morais) e de D. Maria de Lobão, filha de Manuel Camelo e de D. Caetana de Lobão.
Segundo neto materno de Rodrigo Dourado de Morais, alcaide-mor de Vinhais, cavaleiro da Ordem de Cristo, e de D.Maria Veloso Sarmento, filha de Aires de Morais Sarmento e de D. Ana de Araújo Veloso, atrás citados.
Terceiro neto materno de Francisco Dourado de Morais e de D. Margarida de Brito Mascarenhas, atrás citados(586).
4º BALTASAR DE MORAIS SARMENTO, cavaleiro da Ordem de Cristo, natural de Tuizelo, filho de Rodrigo de Morais Sarmento.
Fidalgo-cavaleiro por alvará de 24 de Julho de 1690 (587).
5º BALTASAR DE MORAIS SARMENTO, natural de Tuizelo, filho de André de Morais Sarmento, fidalgo da Casa Real.
Neto de Baltasar de Morais Sarmento.
Fidalgo-cavaleiro por alvará de 10 de Maio de 1708 (588).
5º ANTÓNIO DE MORAIS SARMENTO, natural de Tuizelo, filho de André de Morais Sarmento, fidalgo da Casa Real.
Neto de Baltasar de Morais Sarmento.
Fidalgo-cavaleiro por alvará de 10 de Maio de 1708 (589).
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(584) As notícias sobre esta família são extraídas duma pública forma, autenticada por tabelião, do testamento do primeiro instituidor do morgadio, existente na casa solarenga de Tuizelo, que generosamente me facultou o estudante de teologia no Seminário de Bragança, João Francisco Gonçalves, natural da mesma povoação, ao qual aqui deixo consignado o preito do meu reconhecimento.
Se o proceder do inteligente académico tivesse mais imitadores não ignoraríamos tão vergonhosamente o nosso passado histórico.
(585) PINTO, Bento – Caderno de Árvores de Costado.
(586) Ibidem.
(587) Livro 6 das Mercês de El-Rei D. Pedro II, fol. 14 v.
(588) Livro 2 das Mercês de El-Rei D. João V, fol. 22.
(589) Ibidem.
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MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA

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