Contudo, a forma como o anúncio foi feito levanta sérias dúvidas institucionais e políticas. A revelação da criação da universidade foi feita no encerramento da Universidade de Verão, pelo secretário-geral, de um dos partidos que suporta o Governo, um evento estritamente partidário. Misturar o papel institucional de governação com a arena político-partidária num comício de verão empobrece a "solenidade" do ato e fere o princípio da separação entre o Estado e os partidos. Anúncios desta magnitude, que moldam o futuro do país e exigem planeamento, orçamento e validação técnica, devem ser feitos nos órgãos próprios de soberania e pelo Governo em funções, e não com aproveitamento de palcos partidários.
Esta escolha de timing e cenário gera, inevitavelmente, desconfiança quanto à credibilidade e à real sustentabilidade do anúncio. Fica no ar a sensação de que uma conquista tão importante para Bragança e para o Norte Interior está a ser utilizada como mero trunfo de propaganda política e de encaixe partidário, em vez de ser tratada com o rigor, a transparência e o respeito institucional que a causa merece. As populações de Bragança merecem uma universidade por mérito, por necessidade estratégica do país e por compromisso de Estado, e não como um anúncio de festa/feira de partido.
É necessário que as forças vivas da região e os deputados eleitos pelo interior do País... estejam atentos e não deixem esquecer o "anúncio".
Este anúncio deveria ter sido feito, pelo Primeiro Ministro, em BRAGANÇA e com a pompa e circunstância devidas!

Sem comentários:
Enviar um comentário