quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Incêndio da Cabeça Boa provocou medo nas populações e prejuízos agrícolas

 O incêndio que deflagrou sábado em Torre de Moncorvo e que no domingo alastrou para Carrazeda de Ansiães provocou ansiedade e medo nas populações atingidas, e há perdas importantes em culturas agrícolas, disseram os populares.


Quem passa pelas estradas que ligam a Cabeça Boa à Lousa, no concelho de Torre de Moncorvo, e depois seguir para o concelho de Carrazeda de Ansiães por Vilarinho da Castanheira, depressa se apercebe de um manto negro que cobre centenas de hectares de floresta, mato, sobreiros e terrenos agrícolas.

O fogo deixou nos últimos dias os habitantes em sobressalto, porque viram as suas aldeias ameaçadas.

António Almeida, habitante da Lousa, disse que "foram vividos momentos de terror ao longo dos últimos dias” na aldeia, porque “o fogo esteve sempre nas costas e próximo das povoações".

“O incêndio esteve sempre nas nossas costas, mas hoje já se afastou em direção ao rio Douro, porque aqui nas imediações já não há nada para arder. Não tive grandes prejuízos porque tratei atempadamente dos meus terrenos, mas há quem tenha perdido sobreiros, amendoeira, vinha ou mel”, vincou o morador.

António Almeida explicou ainda que faz uma agricultura preventiva porque todos os anos há que comentar os fogos, recordando o que aconteceu em 2017, contudo, segundo disse, nesse ano "não teve a amplitude deste que se iniciou no sábado".

“Há meia dúzia de anos que não acontecia nada, mas este ano o fogo veio em força e com força, e deixou para trás várias aldeias até chegar aqui. A nossa região está toda de luto, é só cinzas”, sublinhou.

Francisco Pinto

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