domingo, 18 de outubro de 2026

ALFANDEGUENSE DISTINGUIDO COM GRAU DE COMENDADOR DA ORDEM DO MÉRITO

 Óscar Manuel Aires Lopes, natural de Alfândega da Fé, foi distinguido com o grau de Comendador da Ordem do Mérito pelo Presidente da República, António José Seguro, em reconhecimento de um percurso profissional de mais de 43 anos ao serviço de Portugal.


A distinção reconhece o trabalho desenvolvido por Óscar Lopes na Missão Portuguesa junto do Conselho da Europa, em Estrasburgo, onde desempenhou funções ao longo de várias décadas, contribuindo para a representação portuguesa numa instituição europeia.

Para além do percurso na área diplomática e do serviço público, é autor de dois dicionários jurídicos franco-portugueses, obras que refletem a sua ligação às áreas do Direito e da cooperação entre Portugal e França.

Natural de Alfândega da Fé, Óscar Manuel Aires Lopes vê assim reconhecido um percurso marcado pela dedicação ao serviço do país e pelo contributo para o relacionamento de Portugal com as instituições europeias.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: PR

1 comentário:

  1. Admito que não conheço o percurso do senhor fora da sua função institucional.
    Com uma facilidade impressionante, multiplicam-se as homenagens, medalhas e condecorações públicas a indivíduos que, em bom rigor, não fizeram mais do que a obrigação inerente às funções para as quais foram contratados e remunerados pelo erário público.
    Não se trata de desvalorizar o trabalho ou a dedicação de quem quer que seja. O trabalho honesto e competente merece respeito. No entanto, ser pago pelo dinheiro dos contribuintes para exercer um cargo e, simplesmente, fazer aquilo que consta do contrato não é um ato de heroísmo, é o cumprimento do dever.
    As condecorações e distinções oficiais deveriam estar reservadas para o excepcional, para quem vai manifestamente além do seu dever, para quem se sacrifica em prol da comunidade sem esperar recompensa, ou para quem deixa uma marca transformadora e altruísta na sociedade. Quando transformamos a normalidade num feito heroico, não estamos a glorificar o trabalho; estamos, sim, a desvalorizar o verdadeiro mérito.
    Premiar o trivial banaliza a honra. Se a fasquia para a distinção pública desce ao ponto de aplaudir quem apenas fez o trabalho para o qual recebe ao fim do mês, o que resta para reconhecer quem realmente faz a diferença?
    O serviço público exige rigor e responsabilidade, e o seu pagamento por parte dos cidadãos já é o reconhecimento legal e financeiro desse esforço. Reservemos os louros e as medalhas para o que é verdadeiramente extraordinário. Tudo o resto é apenas a obrigação a ser cumprida.
    HM

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