A valorização das raças autóctones e a sustentabilidade dos territórios rurais estiveram em destaque na 7.ª edição das Jornadas de Inovação e Valorização das Raças Autóctones, que decorreu na passada sexta-feira, 2 de outubro, em Alpedrinha, no concelho do Fundão.
O Município de Miranda do Douro esteve representado pelo vice-presidente Nuno Rodrigues, num encontro dedicado à partilha de conhecimento, experiências e projetos relacionados com a preservação das raças autóctones e com o futuro das comunidades rurais.
A edição deste ano colocou também em evidência três projetos com intervenção no território de Miranda do Douro, mostrando diferentes abordagens à valorização do património genético, à inovação e à sustentabilidade da atividade rural.
Entre os projetos apresentados esteve o COEXISTIR – AEPGA | Palombar | ICNF, que procura promover a coexistência entre as comunidades rurais, a atividade pecuária e a conservação da biodiversidade. A iniciativa trabalha na procura de soluções que permitam conciliar a presença do lobo com a proteção dos efetivos pecuários e a sustentabilidade das explorações.
Outro dos projetos em destaque foi o Centro de Valorização das Raças Autóctones de Malhadas, dedicado à conservação, melhoramento e inovação associada às raças autóctones de pequenos ruminantes. Entre os objetivos estão a preservação do património genético, nomeadamente através do Banco Português de Germoplasma Animal, a melhoria dos sistemas produtivos e a valorização do trabalho desenvolvido pelos criadores.
As Jornadas deram ainda visibilidade ao CeVIR – Centro de Valorização e Inovação Rural ACOM, projeto que coloca as pessoas e as comunidades no centro da intervenção, apostando na inclusão, na inovação e na valorização do território como fatores essenciais para a vitalidade do mundo rural.
Apesar das diferentes áreas de intervenção, os três projetos partilham uma preocupação comum: preservar as raças autóctones, apoiar os produtores e reforçar a sustentabilidade económica, social e ambiental dos territórios rurais.
A participação de Miranda do Douro permitiu, assim, dar a conhecer experiências desenvolvidas no território e reforçar a importância de uma estratégia que articule conservação da biodiversidade, atividade agropecuária, inovação e valorização das comunidades.
Para o Município, defender as raças autóctones significa também valorizar quem delas cuida e reconhecer o papel dos produtores na preservação da identidade e do património rural.
As Jornadas constituíram ainda uma oportunidade para aprofundar o debate sobre os desafios que se colocam aos territórios rurais e sobre a necessidade de encontrar respostas que garantam a sua continuidade e capacidade de adaptação.
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