sexta-feira, 2 de outubro de 2026

VILA FLOR JÁ DESTRUIU MAIS DE 150 NINHOS DE VESPA-ASIÁTICA DESDE O INÍCIO DO ANO

 Sapadores Florestais Municipais reforçaram o combate à vespa-velutina com novas técnicas de intervenção. Município instalou também centenas de armadilhas para travar a propagação da espécie invasora e proteger os ecossistemas e a atividade apícola.


O Município de Vila Flor já eliminou mais de 150 ninhos de vespa-asiática em 2026, no âmbito das ações de combate à vespa-velutina desenvolvidas pela Proteção Civil Municipal, pelo Gabinete Técnico Florestal e pelos Sapadores Florestais Municipais.

Além da destruição dos ninhos identificados, os serviços municipais instalaram centenas de armadilhas destinadas a reduzir o aparecimento de ninhos primários, numa estratégia que procura travar a propagação desta espécie invasora e minimizar os seus impactos na biodiversidade e na atividade dos apicultores locais.

O método de intervenção também foi alterado. Segundo o município, a técnica anteriormente utilizada, baseada na incineração, deu lugar à inoculação de um biocida com atrativo, que atua progressivamente sobre a colónia. A autarquia refere que este procedimento permite eliminar os ninhos sem libertar químicos prejudiciais para os ecossistemas.

Para chegar aos ninhos, os sapadores recorrem agora a canas de carbono com doseador, nos casos de acesso mais fácil, e a marcadores de ar comprimido que permitem aplicar o produto em ninhos localizados a grande altura ou em zonas de difícil acesso.

O trabalho desenvolvido pretende reforçar a segurança da população, proteger as abelhas e apoiar os produtores locais, tendo em conta os efeitos que a vespa-velutina pode ter sobre as colónias de abelhas e os ecossistemas.

O município apela à população para que não tente destruir ou manipular ninhos de vespa-asiática. Perante a identificação de um ninho, a recomendação é sinalizar a sua localização aos serviços de Proteção Civil Municipal.

A autarquia mantém, assim, as ações de vigilância e combate à vespa-velutina, procurando limitar a expansão da espécie e reduzir os riscos para a população, a biodiversidade e a apicultura no concelho.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Fotos: DR

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