terça-feira, 18 de outubro de 2011

Bispo Bragança-Miranda apelas às pessoas com maior poder económico para apoiarem a economia da região

O bispo da diocese Bragança-Miranda apela ao empreendedorismo das pessoas com mais poder económico para investiram a favor da sociedade, de forma a gerar riqueza e criar postos de trabalho, fortalecendo o tecido empresarial da região.
“Felizmente que há na região muita gente que tem poder económico e bens, que poderiam ser colocados ao serviço dos outros, de forma a gerar riqueza e criar emprego", disse José Cordeiro.
O prelado considera que esta poderá ser uma solução para encorajar as pequenas e médias empresas da região nordestina e diz esperar que estes investidores sejam parte da “solução” para impulsionar a economia do país e daquela região, em particular.
“O que dizem a maior parte dos economistas é que a solução para alavancar o tecido económico está precisamente na criação deste tipo de empresas e iniciativas", frisou o bispo diocesano.
José Cordeiro é também da opinião que o Governo não tem capacidade para resolver todas as situações relacionadas com a geração de riqueza e o incentivo à criação dos postos de trabalho, de forma a fixar pessoas no interior.
“Não podemos pedir ao Estado aquilo que não é capaz de fazer e não podemos esperar que as soluções para a resolução dos problemas apareçam assim do dia para a noite. Ao mesmo tempo, é preciso acabar com a dependência de subsídios ou que outros venham fazer o trabalho por nós", acrescentou José Cordeiro.
O clérigo afirma ainda que a crise não é só um momento "catastrófico", resultante de "estatísticas em queda", mas também um momento de "purificação".
“A crise é, sobretudo, um momento de virar de página. Eu acredito que assim seja, porque vivemos uma época de mudanças e ao mesmo tempo uma mudança de época", frisou.
O bispo diocesano garante que o tempo passa de uma forma "veloz" e o que por vezes é mais preocupante "é a mudança das mentalidades".
José Cordeiro disse ainda que é preciso saber viver com o pouco e com o muito e haver critérios de “poupança” no seio das comunidades e das famílias.
in:rba.pt

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