quarta-feira, 11 de julho de 2012
Alijó - Museu de Favaios homenageia o pão e vinho moscatel
Onze anos depois do arranque do projecto, o Museu de Favaios, em Alijó, é inaugurado a 14 de Julho, fazendo uma homenagem aos principais produtos deste território: o pão e o vinho moscatel.
«Foi um trabalho difícil, que exigiu muita persistência e determinação», afirmou o presidente da Câmara de Alijó, Artur Cascarejo. O autarca salientou mesmo que foi o projecto mais difícil de concretizar nos seus três mandatos.
O novo núcleo do Museu do Douro (MD), estava incluído num projecto integrado com a Aldeia Vinhateira de Favaios e uma nova variante, num investimento de 3,2 milhões de euros.
O Núcleo Museológico Favaios, Pão e Vinho representa um investimento global de 834 mil euros. A obra, que aproveitou a fachada de um histórico edifício inacabado, demorou dez anos a concretizar-se.
Artur Cascarejo referiu que, pelo caminho, houve empreiteiros que faliram, houve necessidade de reprogramar a obra e, mais recentemente, a nova Lei dos Compromissos e dos Pagamentos em Atraso impossibilitou a inauguração inicialmente prevista para Maio.
A Lei dos Compromissos inibe as autarquias de autorizarem despesas sem terem receitas correspondentes garantidas nos três meses seguintes. O autarca referiu que, entretanto, o município conseguiu disponibilidade financeira para finalizar o museu.
O presidente salientou ainda que foi feito um esforço acrescido, recorrendo aos trabalhadores da câmara e do MD, para inaugurar antes do Verão, de forma a aproveitar o regresso dos emigrantes e os turistas que, nesta altura, visitam o território.
«No Douro, tudo foi sempre feito com muito esforço», afirmou o director do MD, Fernando Seara. O responsável referiu que este polo é uma «homenagem, um reconhecimento às pessoas que souberam preservar dois produtos de excelência: o pão e o vinho de Favaios».
E é uma representação destas duas principais actividades económicas e culturais locais que se vai poder ver no museu. Depois da recepção, numa primeira sala de exposições, o protagonista é o vinho e a casta que está na sua origem: a moscatel galego, fazendo referência ao solo, aos cheiros e cores do favaios.
Depois, numa segunda sala, as atenções viram-se para o pão, desde o cereal, à moagem e ao amassar deste produto. Pela vila, espalham-se 10 padarias. Esta instalação contou com a ajuda das padeiras desta região.
Numa terceira sala, um ecrã táctil revela informações com o património e os monumentos locais. «Queremos que este museu seja a porta de entrada para uma visita a toda a vila e concelho», frisou Artur Cascarejo.
in:cafeportugal.net
Sem comentários:
Enviar um comentário