segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Técnica da Rede Europeia Anti-pobreza apela a medidas que actuem na raiz deste problema

As medidas assistencialistas e os poderes atribuídos a instituições sociais não resolvem as causas que estão na base das situações de pobreza. Esta é a opinião de Ivone Florêncio, Técnica do núcleo de Bragança da EAPN – a Rede Europeia Anti-pobreza Portugal, em Bragança.
Ivone Florêncio defende que é necessário pensar soluções que resolvam os problemas que estão na base da pobreza. “As instituições limitam-se a aplicara as medidas que são criadas. As medidas de assistencialismo como dar comida ou dar roupa não são medidas que actuam nas causas da pobreza”, frisa a responsável. 
De acordo com os dados mais recentes, em Portugal há mais de 2 milhões de pessoas a viver abaixo do limiar de pobreza, ou seja com menos de 411 euros por mês. Não há dados sobre o distrito, mas o núcleo de Bragança que trabalha com a maioria das instituições da cidade, nota que tem havido um número crescente de pessoas a pedir ajuda. 
No passado sábado se o dia internacional para a erradicação da pobreza foi assinalado em Bragança com uma campanha em que se pedia à população em que pedia que escrevesse no mural propostas para acabar com a pobreza e a exclusão social.
As sugestões de transeuntes e de utentes de instituições de solidariedade social de Bragança vão ser avaliadas e algumas delas poderão ser postas em prática.
A juntar a esta acção de rua, a AEPN apostou numa campanha com muppies que está nas ruas de 7 municípios do distrito. 

Escrito por Brigantia

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