quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Orquestra que envolve a comunidade de Bragança celebra rituais de inverno

Os rituais de inverno tradicionais do Nordeste Transmontano inspiraram o espetáculo de fim de ano da Orquestra Fervença, um projeto que a partir da música permite outras manifestações artistas com a particularidade de envolver a comunidade local.
Na noite de 22 de dezembro, o maestro britânico Tim Steiner, que tem dirigido o projeto, regressa a Bragança para um espetáculo, no Teatro Municipal, que celebra os momentos de encontro com as gentes e tradicionais ao longo do ano, como informou hoje a empresa responsável pelo projeto, a "ondamarela".

A Orquestra Fervença estreou-se em 2015 e é uma iniciativa de criação colaborativa promovida pela Câmara de Bragança. Durante o ano de 2016 convocou à participação efetiva e regular da comunidade brigantina em diversas atividades como workshops, residências artísticas, performances, pechakucha nights (noites que permitiram aos jovens fazerem apresentações de ideias e projetos), concertos, serões de contos.

As ações desenvolvidas tiveram como propósito "potenciar, através da arte, um novo olhar sobre o quotidiano".

O espetáculo preparado para 22 de dezembro celebra este ano de trabalho, mais uma vez em conjunto com a comunidade, estes momentos de encontro inspirado nos rituais de inverno, como as Festas dos Rapazes em que são protagonistas os típicos Caretos, jovens mascarados que espalham pelas aldeias folia no Natal, Ano Novo e Carnaval.

As tradições mereceram a atenção do projeto ao longo do ano com encontros nas aldeias raianas em que as populações puderam recordar os tempos das fronteiras fechadas e uma época em que o contrabando facilitava a vida nos dois lados da fronteira entre Portugal e Espanha.

A performance para finalizar a temporada deste ano, no Teatro Municipal de Bragança, reunindo músicos dos cinco aos 90 anos, profissionais e amadores, de diferentes contextos do distrito de Bragança.

A organização promete "um momento alto deste projeto, num espetáculo único, original e irrepetível, criado a partir e com a colaboração de cada um dos participantes, marcado pelo recolhimento e reflexão".

A Orquestra realizou uma performance idêntica, no verão, num espetáculo ao ar livre na Praça Camões que juntou cerca de "3.000 pessoas".

Agência Lusa

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