quarta-feira, 12 de outubro de 2022

QUANDO

Por: Maria da Conceição Marques
(colaboradora do "Memórias...e outras coisas...")

Quando a hora se aproximar, sabereis que fui a mais fiel caminhante na vossa memória.
Quando já não houver tempo, serei folha de outono caída.
Serei bruma, nevoeiro, serei o mundo por inteiro dentro da minha alma perdida.
Quando já não houver poesia, levai-me ao mar!
Envolvei meu corpo em ondas, sal e cinza porque das cinzas renascerei de novo e mesmo na ínfima partícula voltarei a aprender a amar!
Conservarei sempre nas minhas mãos, as vossas mãos pequeninas.
O vosso olhar de criança!
Os bibes aos quadradinhos, os vossos olhares de mel, e o desejo ardente dos vossos beijos de infância colados nas pregas da minha pele.

Maria da Conceição Marques
, natural e residente em Bragança.
Desde cedo comecei a escrever, mas o lugar de esposa e mãe ocupou a minha vida.
Os meus manuscritos ao longo de muitos anos, foram-se perdendo no tempo, entre várias circunstâncias da vida e algumas mudanças de habitação.

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