segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Já estão previstas medidas para atenuar eventual chegada da vespa do castanheiro

Se a vespa da galha do castanheiro alastrar a Trás-os-Montes, a região estará preparada para lidar com a praga.

Esta é a convicção demonstrada este sábado pelo diretor regional da Agricultura e Pescas do Norte, em mais uma sessão de esclarecimento sobre a vespa, desta vez em Corujas, Macedo de Cavaleiros.

Manuel Cardoso assegura que estão alerta e otimistas em relação a esta praga.

Para já, a vespa ainda não chegou à região transmontana.

Manuel Cardoso afasta as especulações feitas com base no que aconteceu noutro países da Europa, em que as quedas na produção foram elevadas, e garante que já há medidas prontas a serem implementadas.

José Alberto Pereira, professor da Escola Superior Agrária, e também orador nesta sessão, alerta os produtores para o facto de, para já, não haver medidas químicas ou biológicas que possam ser tomadas.

Se a vespa do castanheiro atingir a região, deve acontecer pela altura da primavera. José Alberto Pereira deixa alguns conselhos em caso de suspeita da presença desta praga.

A vespa do castanheiro condiciona o desenvolvimento das folhas nas árvores, o que impede a realização da fotossíntese, e, por isso, o normal crescimento da planta.

As quebras na produção não são imediatas. No primeiro ano a produção pode baixar em apenas 5%. Passados 4 anos podem subir para 70% ou mais.

A solução pode passar pela introdução de um parasitóide que não elimina a vespa, antes promove um equilíbrio biológico.

A região transmontana, que, relembro, é responsável por 85% da produção de castanha do país.

Escrito por ONDA LIVRE

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