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Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Cultura - «Espécimes únicos» da cultura e língua mirandesas em formato digital
O Centro de Música Tradicional «Sons da Terra» digitalizou e entregou à Associação de Língua Mirandesa (ALM) um importante acervo documental, constituído por centenas de registos, da língua e cultura mirandesas, fornecendo ainda cópias desses materiais a duas universidades.
Trata-se do registo fonográfico recolhido nas últimas décadas na Terra de Miranda e onde estão reunidos «espécimes únicos» da cultura e língua mirandesa.
«São dezenas de registos feitos pelos investigadores do centro de música tradicional e a digitalização do importante arquivo de um dos embaixadores da cultura mirandesa, que era o padre António Mourinho», explicou o estudioso e escritor de língua mirandesa, Amadeu Ferreira.
A ALM é uma instituição que reúne investigadores, escritores, e falantes do segundo idioma oficial em Portugal e que tenta promover a divulgação da língua e da cultura mirandesas.
«A Associação de língua Mirandesa ficará como fiel depositário da memória colectiva contida nos registo fonográficos, agora digitalizados, até que surja um organismo que, em forma de instituto ou fundação, tutele a língua e cultura mirandesas», acrescentou o investigador.
Para além ALM, o Centro de Música Tradicional Sons da Terra, sediado em Sendim, concelho de Miranda do Douro, entregou cópia do acervo às universidades de Aveiro e Nova de Lisboa, ficando igualmente os registos à disposição dos investigadores que frequentam a intuição cultural do planalto mirandês.
O projecto de digitalização teve como principal condição a salvaguarda e disponibilização dos registos documentais e fonográficos das tradições orais portuguesas e do património cultural imaterial, tratando-se de uma operação de «enorme valor cultural e patrimonial».
«O trabalho implica a digitalização, serialização e classificação, sendo encarado como um grande desafio, numa altura em que alguns organismos locais viraram costas ao nosso projecto. Agora, todo o trabalho teve o seu início e está a ser apoiado pela SEC [Secretaria de Estado da Cultura], para depois ser colocado à disposição dos investigadores», frisou o director do Centro de Música Tradicional «Sons da Terra», Mário Correia.
O projecto de digitalização dos arquivos fonográficos envolveu a passagem para suportes digitais avançados, proporcionando assim a sua disponibilização a estudiosos, investigadores, músicos e demais interessados, e ainda a futura expedição de cópias para arquivos universitários, de forma a integrarem espólios documentais do património cultural imaterial mirandês.
Os materiais digitalizados passam pelos Arquivos da Música Regional Portugueses (36 cassetes analógicas com a duração total de 39 horas), Arquivos Sons da Terra (138 unidades de registo com a duração total de 108 horas), Arquivos Fonográficos do Nordeste Transmontano (42 cassetes analógicas com duração total de 40 horas) e Arquivos Sonoros Mirandeses (nove bobinas de fita magnética com a duração total de seis horas e mais 43 cassetes analógicas, com a duração total de 33 horas).
O valor total do projecto rondou os 28 mil euros, tendo sido em parte financiados pela secretaria de Estado da Cultura.
in:cafeportugal.net
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