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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 4 de julho de 2026

O Impacto da Fronteira de Bragança com Espanha ao Longo dos Séculos


 A linha que separa Bragança de Espanha, a Raia, como carinhosamente a chamam os seus habitantes foi, ao longo dos séculos, um organismo vivo, um espaço de tensão, de simbiose, de trocas intensas e de resistências. Situada no coração da transmontanidade, esta fronteira moldou visceralmente a psicologia das populações locais, tornando-se a espinha dorsal da sua identidade coletiva.

Desde a própria génese do Reino de Portugal, a proximidade com o reino vizinho fez de Bragança um baluarte incontornável. Enquanto o Castelo de Bragança e a rede de atalaias que se espalham pelo território eram muralhas erguidas para deter o invasor, a realidade do terreno revelava uma permeabilidade notável.

Historicamente, a fronteira funcionou sob uma dualidade paradoxal: muralha e ponte. Enquanto a política ditaria o isolamento, a geografia, a Serra da Coroa, o rio Maçãs, as veredas de difícil acesso, unia as gentes. As populações raianas viveram, durante séculos, num ecossistema onde o idioma se fundia num dialeto comum e os laços de sangue ignoravam os decretos reais. Feiras ancestrais, como as que aproximavam os povoados de ambos os lados da serra, serviam de catalisador para uma cultura de partilha que sobreviveu a guerras e tratados de limites.

No século XIX e durante a maior parte do século XX, o contrabando, apesar de ser crime, um mecanismo de sobrevivência económica perante o abandono estatal. O contrabando moldou a paisagem humana da região. O "passador", figura lendária e astuta, tornou-se a pessoa mais importante da noite raiana. O café, o açúcar, o tabaco e os tecidos que atravessavam clandestinamente os trilhos escondidos eram o sangue que mantinha vivas as economias de aldeias esquecidas. Esta vivência clandestina forjou um sentido de resiliência e uma ética de cumplicidade que, ainda hoje, é contada com orgulho pelas gerações mais velhas.

A influência mútua entre Portugal e Espanha cristalizou-se num património imaterial riquíssimo. A gastronomia transmontana, o folclore, as festividades religiosas e a resiliência das gentes locais são o resultado de uma contínua polinização cultural. O Mirandês, língua singular que persiste nestas terras, é o testemunho vivo desta fronteira que, em vez de separar, soube preservar uma ancestralidade única, onde o português e o espanhol se cruzam com as raízes latinas comuns.

Com a adesão de Portugal e Espanha à União Europeia e a implementação do Acordo de Schengen, o paradigma da Raia alterou-se profundamente. A fronteira física, antes vigiada por guardas-fiscais e carabineros, dissolveu-se, dando lugar a uma fronteira funcional e institucional.

Hoje, a cooperação transfronteiriça é a palavra de ordem. Eurocidades e Agrupamentos Europeus de Cooperação Territorial (AECT) com projetos que permitem a gestão comum de serviços, desde a saúde à proteção civil e combate a incêndios florestais. Mobilidade com estradas modernas que encurtaram distâncias, permitindo que a economia local se integre numa escala ibérica, atraindo turismo e investimentos. Sustentabilidade através da gestão partilhada dos recursos naturais, como o Parque Natural de Montesinho e a sua continuidade na serra espanhola, demonstra um compromisso com o futuro da região como um todo, transcendendo a linha política.

Se para os mais velhos a fronteira ainda faz recordar as histórias de risco e os fardos carregados às costas sob o luar, para os jovens bragançanos, a Raia é hoje um símbolo de cidadania europeia. É o espaço onde se exerce a liberdade de movimento e onde a cooperação transfronteiriça se tornou um motor do desenvolvimento regional.

Em suma, a fronteira de Bragança deixou de ser um limite para se tornar um ponto de encontro. A identidade bragançana é, por definição, uma identidade aberta. Resilientes pela sua história e modernos pela sua integração, os povos da raia provam que as fronteiras não são apenas linhas de separação, mas zonas de contacto privilegiadas, onde se constrói, dia após dia, uma Europa mais coesa e unida. Bragança não é o fim de Portugal, é, pelo contrário, o ponto onde Portugal se projeta e se encontra com a sua vizinhança na construção de um destino partilhado. 

HM
4 de Julho de 2026

Telmo Seixas

ANTIGOS ALUNOS DO INSTITUTO PIAGET REENCONTRAM-SE EM MACEDO DE CAVALEIROS PARA CELEBRAR MEMÓRIAS

 Macedo de Cavaleiros voltou a reunir dezenas de antigos estudantes do Instituto Jean Piaget num encontro marcado pela nostalgia, pela partilha de memórias e pela celebração dos laços criados ao longo da vida académica. A iniciativa decorreu este tarde e teve como ponto de partida o Jardim 1.º de Maio, onde os participantes foram recebidos numa cerimónia de boas-vindas.


Na ocasião, o presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Sérgio Borges, também antigo aluno da instituição, destacou a ligação duradoura que muitos estudantes mantêm com a cidade, recordando uma frase que, segundo afirmou, continua a marcar o seu percurso pessoal: “Levo Macedo para a vida”.

Após a receção, os antigos alunos participaram no tradicional cortejo académico pelas principais artérias da cidade, recriando um dos momentos mais simbólicos da vida universitária, antes de seguirem para as instalações do Instituto Jean Piaget, onde o programa prosseguiu com um jantar de confraternização.

O reencontro proporcionou a oportunidade de reviver experiências, fortalecer amizades e recordar uma etapa marcante da vida de centenas que passaram por Macedo de Cavaleiros para frequentar o ensino superior.

A iniciativa voltou a evidenciar o papel que o Instituto Jean Piaget desempenhou na afirmação da cidade como polo de ensino superior e na formação de várias gerações de estudantes, muitos dos quais mantêm uma forte ligação afetiva ao concelho anos após concluírem os seus estudos.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Fotos: DR

DESFILE DE MODA DOS COMERCIANTES LOCAIS LEVOU CENTENAS AO JARDIM 1.º DE MAIO EM MACEDO DE CAVALEIROS

 O Jardim 1.º de Maio, em Macedo de Cavaleiros, encheu-se de público para mais uma edição do Desfile de Moda dos Comerciantes e Lojistas Locais, uma iniciativa que voltou a afirmar-se como uma montra privilegiada do comércio tradicional e do talento existente no concelho.


Ao longo da noite, a passerelle deu destaque às coleções e propostas apresentadas pelos estabelecimentos comerciais locais, num espetáculo que reuniu modelos de diferentes idades e valorizou a diversidade da oferta disponível em Macedo de Cavaleiros.

O evento foi ainda enriquecido por momentos musicais protagonizados por Gabriela Costa, cuja atuação contribuiu para o ambiente festivo vivido perante uma plateia que encheu por completo o recinto.

Mais do que um desfile de moda, a iniciativa assumiu-se como uma celebração do comércio de proximidade, evidenciando a criatividade, o empreendedorismo e a capacidade de inovação dos empresários locais, que diariamente contribuem para a dinamização económica e social do concelho.

Integrado na programação das Festas da Cidade, o desfile voltou a mobilizar comerciantes, participantes e centenas de espectadores, reforçando a importância de iniciativas que promovem o comércio tradicional e aproximam a comunidade dos agentes económicos locais.

A forte adesão do público confirmou, uma vez mais, o sucesso de um evento que se consolidou como um dos momentos mais aguardados das celebrações, valorizando o trabalho dos lojistas e projetando a imagem de um comércio local dinâmico, diversificado e cada vez mais próximo da população.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Fotos: CM Macedo de Cavaleiros

MIRANDELA INVESTE 40 MIL EUROS NA PECUÁRIA

 A Câmara Municipal de Mirandela deu um novo passo no apoio ao setor pecuário ao celebrar um protocolo de colaboração com a ACRIGA – Associação de Criadores de Gado e Agricultores, criando um modelo mais simples e eficiente de acesso aos apoios municipais destinados aos produtores do concelho.


O acordo, assinado esta semana, prevê um investimento municipal de cerca de 40 mil euros durante 2026, destinado a comparticipar ações de profilaxia médica e sanitária integradas no Programa Sanitário anual aprovado pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).

A medida beneficia os produtores pecuários com explorações legalmente registadas em Mirandela e abrange um universo estimado de cerca de 500 bovinos e mais de 12 mil pequenos ruminantes, entre ovinos e caprinos.

Entre as ações contempladas encontram-se rastreios sanitários, programas de epidemiovigilância, controlo de doenças como a tuberculose bovina e a brucelose, bem como intervenções de desparasitação estratégica dos efetivos. A coordenação e execução destes trabalhos ficará a cargo da ACRIGA, que acompanhará diretamente as explorações.

Uma das principais novidades introduzidas pelo protocolo passa pela eliminação das candidaturas individuais anteriormente exigidas aos produtores. O apoio deixa de depender de processos administrativos submetidos por cada agricultor, passando a funcionar através de uma gestão operacional direta entre o Município e a associação, tornando o procedimento mais célere, simples e menos burocrático.

Na prática, os criadores deixam de ter de tratar individualmente da candidatura ao apoio, ficando o processo concentrado na validação das intervenções sanitárias realizadas nas explorações, reduzindo encargos administrativos e facilitando o acesso às medidas de apoio.

Com esta iniciativa, o Município de Mirandela pretende reforçar a competitividade do setor pecuário, garantir melhores condições de sanidade animal e apoiar uma atividade considerada essencial para a economia rural e para a sustentabilidade do território.

A autarquia acredita que a simplificação dos procedimentos permitirá uma resposta mais eficaz às necessidades dos produtores, contribuindo para a valorização da pecuária local e para o fortalecimento de um setor estratégico no concelho.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: DR

ULS DO NORDESTE E ACT LANÇAM CAMPANHA PARA PREVENIR DOENÇAS PROFISSIONAIS NO SETOR DA PEDRA NATURAL

 A Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste e a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) uniram esforços para promover a saúde e a segurança dos trabalhadores do setor da pedra natural, através da campanha “Menos Pó, Mais Vida”, uma iniciativa dirigida às empresas de extração e transformação de pedra do distrito de Bragança.


Promovida pela Unidade de Saúde Pública da ULS do Nordeste, através da Equipa Local de Saúde Ocupacional, em parceria com o Centro Local do Nordeste Transmontano da ACT, a campanha pretende sensibilizar empregadores, trabalhadores e técnicos de segurança para os riscos associados à exposição à sílica cristalina respirável, uma substância que pode provocar doenças graves como a silicose, o cancro do pulmão e outras patologias respiratórias crónicas.

Sob o lema “Menos Pó, Mais Vida”, a iniciativa aposta na prevenção e na promoção de ambientes de trabalho mais seguros, incentivando a adoção de boas práticas de segurança e o cumprimento das normas legais em matéria de saúde ocupacional.

Ao longo dos próximos meses, serão realizadas visitas técnicas conjuntas às empresas, auditorias, ações de sensibilização e sessões de formação destinadas a trabalhadores, empregadores e responsáveis pela segurança e saúde no trabalho. As atividades irão abordar temas como os riscos da exposição ao pó de sílica, a utilização correta de equipamentos de proteção individual e a implementação de medidas preventivas, incluindo sistemas de ventilação, processos húmidos e métodos adequados de limpeza.

A campanha contempla ainda a produção e distribuição de materiais informativos, procurando reforçar a cultura de prevenção num setor que assume grande importância económica para o distrito de Bragança, mas onde os riscos profissionais exigem uma atenção permanente.

Com esta iniciativa, a ULS do Nordeste e a ACT reforçam o compromisso conjunto de proteger a saúde dos trabalhadores, reduzir a incidência de doenças profissionais e promover locais de trabalho mais seguros, saudáveis e sustentáveis em toda a região.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: DR

ASSOCIAÇÃO DE FUTEBOL DE BRAGANÇA CELEBRA 96 ANOS

 A Associação de Futebol de Bragança assinala hoje o seu 96º aniversário, celebrando quase um século de dedicação ao desenvolvimento e promoção do futebol, futsal e do futebol de praia no distrito. A efeméride representa um marco na história do desporto regional, refletindo o trabalho desenvolvido ao longo de décadas em prol dos clubes, atletas, treinadores, árbitros e dirigentes.


Fundada em 1930, a Associação de Futebol de Bragança tem desempenhado um papel determinante na organização das competições distritais, na formação de jovens talentos, na valorização da prática desportiva, unindo comunidades e promovendo o talento transmontano. Ao longo dos seus 96 anos de existência, a instituição consolidou-se como uma referência no panorama desportivo do nordeste transmontano.

Atualmente, a associação continua a apostar no crescimento sustentado das modalidades sob a sua tutela, promovendo iniciativas de formação, ações de desenvolvimento e projetos de incentivo à prática desportiva, com especial atenção ao futebol, futebol de praia e futsal.

A celebração do aniversário constitui também uma oportunidade para reconhecer o contributo de todos aqueles que, ao longo de quase um século, ajudaram a construir a história da Associação de Futebol de Bragança, desde os seus fundadores aos atuais dirigentes, colaboradores, clubes filiados e milhares de atletas que passaram pelas competições organizadas pela instituição.

Jornalista: Edgar Pedreiro
Foto: AFB

Família condenada por desvio de subsídios públicos relacionados com a construção de um parque aquático

 O Tribunal de Bragança condenou hoje quatro pessoas da mesma família, residente em Vila Flor, a penas que variam entre os 80 dias de multa e os três anos e oito meses de prisão suspensa, por um crime de fraude na obtenção de subsídios públicos na forma tentada e um crime de desvio de subsídios relacionados com a construção de um parque aquático localizado em Cabanas de Baixo, aldeia do concelho de Torre de Moncorvo. A família vai ainda condenada a devolver uma verba no valor de milhares de euros ao Instituto do Turismo de Portugal.


O processo, que teve origem numa denúncia, está relacionado uma candidatura ao Instituto de Turismo de Portugal, em 2012, que beneficiou de financiamento do Fundo Europeu de Desenvolvimento Rural (FEDER), em março de 2013, para a construção de um empreendimento turístico em Cabanas de Baixo, nomeadamente um parque aquático e um hotel, embora este último nunca tenha sido executado.

O principal arguido no processo, condenado com a pena mais alta, 3 anos e oito meses de prisão, suspensa por cinco anos, numa declaração ao Mensageiro explicou que recebeu esta decisão "com respeito, mas também com profunda tristeza, porque continuo plenamente convencido da minha inocência".

A família vai recorrer do acórdão por se considerar inocente. "Não concordo com esta sentença e, por isso, irei recorrer. Tenho confiança de que as instâncias superiores apreciarão este processo e que a verdade acabará por prevalecer. Este é um processo que dura há mais de dez anos e que provocou um enorme sofrimento à minha família. Investimos naquele projeto tudo aquilo que tínhamos e, em vez de ganhos, encontrámos dificuldades, perdas e anos de processos judiciais", indicou Tiago Bessa.

Na mesma declaração disse que compreende que quem exerce funções públicas esteja sujeito ao escrutínio, ainda assim pede que que não se confundam acusações ou uma decisão recorrível com uma verdade definitiva".

"Continuarei a defender o meu bom nome com serenidade, respeito pela Justiça e confiança de que este processo ainda não terminou e a verdade acabará por prevalecer", garantiu.

Glória Lopes

Autarca de Vinhais “descontente e frustrado” por concurso de segunda fase da EN 103 ficar deserto

 Concurso para a segunda fase da Estrada Nacional 103 Bragança-Vinhais ficou deserto.


O anúncio foi feito, hoje, pelo ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz.

“Tive, ontem, a notícia de que o concurso que lançámos para a Nacional 103, ligação Vinhais-Bragança, ficou mais uma vez vazio. Ou seja, 13 candidaturas, um preço base de 82 milhões de euros, o preço mais baixo a concurso foram 84 milhões de euros, o mais alto 125 milhões de euros. Algo similar ao que aconteceu há uns meses atrás com a ponte sobre o Rio Maçãs, para Vimioso. É um desafio que se coloca todos os dias, seja na área das infraestruturas, seja na área da habitação. O país está a viver o maior ciclo de investimento infraestrutural dos últimos 30 ou 40 anos. Isso coloca uma pressão grande que nós não podemos esquecer e temos que encontrar formas de ultrapassar esses desafios.”

Uma notícia que o autarca Luís Fernandes lamenta, mas diz estar confiante quanto ao relançar do concurso.

“A primeira reação é ficar, digamos, descontente e frustrado por pelas empresas terem concorrido, mas ultrapassando o preço base. É verdade que sabemos que há todos estes constrangimentos que se prendem com todos estes aumentos e que têm levado, digamos, a que várias obras tenham este problema. Mas em relação a esta, tínhamos a expectativa que alguma empresa concorresse, [com orçamento dentro dos 82 milhões de euros], não aconteceu. Agora, o que espero é que o governo, atualize, se me permite a expressão, o valor e lance de novo um concurso para esta obra que é essencial e justa. É isso que espero que seja feito, e é isso que também vamos exigir”, disse, acrescentando que vai solicitar “reuniões às entidades competentes, neste caso ao senhor ministro, também à própria IP, no sentido de ver qual os próximos passos”.

Luís Fernandes sublinhou que, apesar de continuarem a reivindicar esta obra, está “certo que o governo não deixará também de tudo fazer para lançar novo concurso com valores reais que permitam que as empresas concorram, porque isto não pode, digamos, ser um motivo para isto cair no esquecimento. Estou certo que não será”, frisou.

À semelhança do que sugere o autarca de Vinhais, o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, confrontrado com este assunto diz que a solução passa por reabrir o concurso com um valor acima do montante estipulado.

“Neste caso, a solução é abrir um novo concurso com um preço um bocadinho mais alto e, tanto quanto eu sei, ficaram apenas a dois milhões de euros de distância entre o preço mais baixo e a base de licitação. Portanto, a solução é abrir novamente o concurso com a base de licitação mais alta para garantir que há concorrentes para esse preço”, disse.

Questionado sobre existirem novamente estes riscos para o concurso da ponte sobre o rio maças,em Vimioso, o ministro da economia adiantou que há novas medidas para resolver estes impasses.

“Essa possibilidade existe sempre. Agora, o Governo aprovou novas medidas de contratação pública para ajudar a resolver esse tipo de questões. Vai ser mais fácil poder avançar com as obras e perder menos tempo. Hoje, entre a decisão do Governo de fazer uma obra até chegar à concretização da obra, até a obra iniciar no terreno, é um calvário burocrático de recursos, de suspensões, de providências cautelares, de visto do Tribunal de Contas.Tudo isso está a ser mudado para que haja maior rapidez entre a decisão de fazer e ir para o terreno começar.”

Manuel Castro Almeida deixou ainda a garantia, em Carrazeda de Ansiães, que “Portugal não vai perder nem 1 euro das subvenções europeias do PRR” cujo prazo termina dia 31 de agosto.

Festas, Festividades e Eventos

FESTIVAL TERRA TRANSMONTANA 2026


Normas AQUI.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Festas, Festividades e Eventos

Dr. Cruz

🌿Estão oficialmente abertas as inscrições para as XXXII Jornadas Pedagógicas de Educação Ambiental!

 De 10 a 13 de setembro de 2026, a cidade de Bragança recebe mais uma edição deste encontro de reflexão, partilha e construção coletiva em torno da Educação Ambiental e da sustentabilidade.

Este ano, as Jornadas decorrem sob o tema:

“Educação Ambiental e Coesão Territorial: por que escolhemos ficar?”

Uma reflexão sobre os territórios, as comunidades, a valorização dos saberes locais, a sustentabilidade e o papel da Educação Ambiental na construção de futuros mais justos, resilientes e ligados ao lugar.

Inscrições já disponíveis AQUI.

Junte-se a nós nesta caminhada por uma educação transformadora e por territórios mais sustentáveis! 

Semear para colher!

Por: Jorge Oliveira Novo
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


 Os ventos que sopram do mundo, evidenciam a necessidade de repensar o modo como se impulsionam, apoiam e regulam as atividades do setor primário.

Por conseguinte, temas ligados à agricultura, à pecuária, à silvicultura, à apicultura, etc, devem entrar no léxico dos políticos e das políticas e merecer bem mais espaço mediático que outros temas banais ligados à bolha bem pensante das grandes urbes e dos comentadores de serviço!

Para regiões como a nossa, é mesmo necessário e urgente que se dê voz e se escutem os que, dia após dia, lavram a terra, cuidam dos rebanhos, preservam a natureza e a vida selvagem e mantêm vivo este Interior do país.

Só escutando quem vive do campo resultará no desenho de políticas justas e eficazes, capazes de garantir rendimento digno e futuro com esperança a quem permanece no território e o quer trabalhar.

Reclama-se medidas emergidas, não de gabinetes distantes e alheadas de todos os que vivem do campo, mas do diálogo verdadeiro com as organizações de produtores, as associações representativas, as cooperativas e as comunidades locais, onde não se podem eximir às suas responsabilidades as Câmaras Municipais e as Assembleias Municipais e Assembleias de Freguesia.

Medidas nacionais e de âmbito europeu que apontam para que se comece a preparar aquela que virá a ser a nova Política Agrícola Comum (PAC), prevista para 2027.

Em todo o caso, um dos grandes desafios a que devem responder é o acesso e sucesso da profissão agrícola em condições de justiça e dignidade. A terra não pode ser fonte de sacrifício ou missão de alguns. É essencial garantir que qualquer pessoa que deseje tornar-se agricultor ou criador de gado ou apicultor, etc, possa fazê-lo sob enquadramento necessário — técnico, fiscal, formativo e financeiro — para viver com dignidade e estabilidade. Isto passa por simplificar burocracias, desburocratizar os apoios e criar um verdadeiro sistema de acompanhamento e capacitação dos novos agricultores.

O rejuvenescimento do setor é outra prioridade incontornável. A agricultura precisa de jovens. Precisa da sua energia, da sua inovação, da sua visão. E os jovens, por sua vez, precisam de acreditar que há futuro na agricultura. Isso significa tornar as explorações agrícolas rentáveis, valorizando os produtos e assegurando condições para investir com confiança. A criação de programas específicos para jovens agricultores, com apoio à instalação, formação prática e incentivos fiscais, é essencial.

Merecem igualmente especial atenção a apicultura, a criação de raças autóctones e toda uma possível fileira de indústria agroalimentar de base local com o saber do Instituto Politécnico de Bragança. São áreas que valorizam os recursos naturais, geram emprego, promovem a biodiversidade e contribuem para a identidade cultural do território. Estes setores devem ser claramente favorecidos, com medidas concretas de estímulo à produção, à certificação de qualidade e à exportação.

Tem-se falado muito das taxas Trump, contudo elas alertam para algo importante: não é justo que não se implemente a reciprocidade nas exigências e nas taxas aplicadas aos produtos oriundos de fora da União Europeia. Não é admissível que os nossos produtores estejam sujeitos a normas ambientais, sanitárias e laborais exigentes — como deve ser —, enquanto produtos importados entram no mercado europeu sem as mesmas obrigações. A defesa da produção nacional passa por garantir regras iguais para todos e proteger o consumidor com alimentos seguros e de qualidade.

Importa, igualmente, conciliar agricultura e ambiente. A proteção ambiental deve ser incentivadora e não punitiva, valorizando quem mantém o território vivo e previne os riscos de abandono, incêndio e desertificação.

O que está em causa é o futuro, o modo de vida de pessoas e a sustentabilidade de um país que precisa, mais do que nunca, do seu setor primário.

Jorge Manuel Esteves de Oliveira Novo (Professor)

Festival R’Onor volta a unir dois países e duas culturas através da música e das tradições

 O Festival R’Onor regressa, nos dias 17, 18 e 19 de julho, à aldeia raiana de Rio de Onor, no concelho de Bragança.


A iniciativa, que já vai na 8.ª edição, volta a unir dois países e duas culturas através da música, da tradição, da gastronomia e de muita animação.

O festival decorre numa aldeia dividida entre Portugal e Espanha e é organizado pela associação Montes de Festa, contando com um investimento de 30 mil euros.

A principal novidade deste ano será a instalação de um palco no lado espanhol da aldeia, de forma a envolver também essa parte da comunidade, como destaca o presidente da associação, Rúben Monteiro:

Outra das novidades é a abertura do festival com um sunset, aproveitando a envolvente paisagística da aldeia:

Rúben Monteiro destaca também algumas das principais atrações musicais desta oitava edição:

A aldeia, que durante o ano conta com cerca de 30 habitantes, deverá ganhar vida e movimento ao longo do fim de semana, com expectativas muito positivas por parte da organização:

O festival conta ainda com um mercadinho, que reúne cerca de 30 expositores de produtos endógenos. Entre os momentos mais marcantes do programa estão também a ronda cultural e a ronda das adegas.

O slogan deste ano é “Um festival, dois países, três palcos”.

A entrada é gratuita.

Fotografia: Festival D’Onor 2025

Maria João Canadas

Município avança com candidatura para transformar Bragança num Food Valley

 Tornar Bragança num Food Valley é uma intenção do município de Bragança, um projeto que já tinha sido avançado na altura que o atual executivo tomou posse.


Agora, a presidente da câmara de Bragança, Isabel Ferreira, revelou que já avançou com a candidatura no valor de dois milhões de euros.

“Esteve aberta uma candidatura europeia, precisamente para estes projetos de desenvolvimento também urbano, mas a nível europeu” e que a autarquia já submeteu essa candidatura, precisamente na semana anterior à realização da Feira Agrícola. “Submetemos com sucesso e o tema dessa candidatura é precisamente criar um centro de mostra de produtos, de inovação, onde tantas tecnologias que se desenvolvem e que nós acabamos por ver só, por exemplo, nos momentos como este em que há feiras e as pessoas vêm mostrar só pontualmente, mas passamos a ter um edifício onde esses produtos possam estar permanentemente para que investidores possam visitar e poder permitir que tudo isto ganhe escala”, avançou.

Esta será uma forte aposta, devido à presença de muitas empresas agrícolas no concelho e na região, segundo Isabel Ferreira. “Se há setor de atividade económico em que vale a pena tentarmos conquistar uma centralidade é o agroalimentar. Bragança deve ser um food valley neste sentido de que tem muitas empresas agrícolas, tem investigação, tem inovação e, portanto, também devemos acelerar aqui a transferência de tecnologia e conhecimento dos centros de investigação para as empresas, para, posteriormente, termos novos produtos”, explicou.

Referiu ainda que “um dos principais problemas tem precisamente a ver com a falta de investimento e de capital de risco em áreas que de facto têm risco, como é o caso das áreas de biotecnologia, as áreas de desenvolvimento tecnológico em geral. Nós precisamos de ter investidores que acreditem nos produtos desenvolvidos e que os levem ao mercado, dando-lhes escala”.

O centro será criado na antiga cooperativa agrícola de Bragança, mas são necessárias obras.

“Esse centro tem esse objetivo. Não vamos querer inventar muito em termos de obra. Nós queremos é tornar o edifício funcional. Ele, claro que precisa de obra, naturalmente, mas por dentro tem todas as características para aquilo que nós pretendemos e, portanto, um dos objetivos é também essa reabilitação”, concluiu.

Festas, Festividades e Eventos