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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

COMO ESCOLHER BOAS COMPANHIAS

Por: Humberto Pinho da Silva 
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")


 Disse Fulton Sheen, que: " Livros, revistas e jornais, são: "Como as numerosas pessoas que encontramos no carro elétrico, nos cinemas, nas feiras e nas festas mundanas, como nos é, evidentemente impossível, travar relações com essa gente toda, procedemos a uma seleção – "Os Problemas da Vida"

Da mesma forma devemos escolher na " floresta" humana, dentro do possível, os amigos de semelhança à nossa.

Montaigne, nos " Ensaios", diz-nos – que apreciava a boa companhia, mormente quando tomava refeições. Algumas vezes, recusava sentar-se à mesa, quando receava encontrar desagradáveis.

A Arte de Conversar parece que passou de moda, e pena é que assim seja. Prosear, em boa cavaqueira, é forma simples de se aprender, principalmente, se soubermos escutar, com atenção o intelectual – autodidata.

Moura Sá, escreveu, que: " O convívio é indispensável ao homem, como o respirar e o comer. E termina, lamentando que: "A decadência da tertúlia, e falta de reunião para conversar, é um dos fenómenos mais alarmantes da nossa época."

Aprende-se, cultiva-se, do mesmo jeito, como a abelha fabrica o mel – colhendo, de flor em flor, o que precisamos para estimular e alimentar o nosso cérebro.

Jovem leitor, que me lê, por certo, me dirá: O que escreve é exato, mas não me serve, porque não conheço, nem tenho acesso a intelectual de valor.

Sertillanges, em: " A Vida Intelectual", diz-nos, que por vezes conhecemos professor ou autodidata, de grande cultura e: " Não lhe prestamos atenção, e não o interrogamos; só discutimos com ele, cortando-lhe a palavra, para proferirmos bagatelas."

Mas, qualquer um pode, se quiser, dialogar com conhecidos ensaístas, pensadores e filósofos de renome, lendo as suas obras e dialogando com eles. Concordando ou não, o que escreveram, de jeito a conhecê-los a fundo, mormente os Mestres, assimilando-lhes o pensamento.

Se me permitem, gostaria de aconselhar a leitura de livrinho, escrito por um dos maiores intelectuais de França, André Mourois, intitulado: " Carta Aberta a Um Jovem", nele encontrará tudo que necessitas para escolher livros e autores.


Humberto Pinho da Silva
nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG” e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".

Dois detidos em Mirandela por furtos em estabelcimentos comerciais

 A PSP de Mirandela deteve, ontem, dois indivíduos de nacionalidade estrangeira, suspeitos de serem os autores de vários furtos em estabelecimentos comerciais de Mirandela e de outros concelhos da região, revela fonte da Polícia de Segurança Pública.


Ao que conseguimos apurar, os furtos terão sido concretizados durante o horário de funcionamento de várias lojas comerciais, e posteriormente comunicadas às autoridades por parte dos proprietários, após visualização das imagens das câmaras de vigilância. Neste caso terão sido lesadas óticas, sapatarias e lojas de vestuário.

No entanto, apenas um dos suspeitos, de 23 anos, de nacionalidade argelina, ficou detido na esquadra da PSP de Mirandela, pelo facto de estar em situação ilegal no nosso país, ficando a aguardar os trâmites legais nestas situações.

INFORMAÇÃO CIR (Escrito por Rádio Terra Quente)
Fotografia: Junta de Freguesia de Mirandela

Carlos António Leitão Bandeira - Os Governadores Civis do Distrito de Bragança (1835-2011)

 (pela Junta Governativa do Reino)
19.janeiro.1919 – 23.janeiro.1919
BRAGANÇA, 1.12.1872 – IZEDA, 29.4.1962

Oficial do Exército. Proprietário.
Curso da Arma de Infantaria da Escola do Exército.
Governador civil de Bragança (1919), pela Junta Governativa do Reino.
Natural da freguesia de São Pedro de Sarracenos, concelho de Bragança.
Filho de António Carlos Leitão Bandeira, grande proprietário, ativo militante do Partido Regenerador e por diversas ocasiões vereador na Câmara Municipal de Bragança, e de Maria Amália Rodrigues Galelo.
Neto paterno de Carlos Valeriano Leitão Bandeira, um dos homens mais abastados do distrito de Bragança, vereador da Câmara local e governador interino da praça de Bragança.
Casou com Maria do Coração de Jesus Cameirão Afonso (23.4.1912), de quem teve dez filhos:
António Carlos (n. 28.3.1919), os gémeos Maria Eugénia e Fernando (n. 12.1.1922), Álvaro (n. 8.3.1928), Afonso Henriques, Cristiano Carlos, José Maria, Inácio, Maria Augusta e Duarte Nuno. Cavaleiro da Ordem de Torre e Espada (1903). Cavaleiro da Ordem Militar de S. Bento de Avis (1.1.1909). Medalha de prata Rainha D. Amélia (24.3.1902). Medalha de prata de comportamento exemplar (1907). Medalha de ouro de serviços distintos e relevantes no Ultramar (1946).

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Pertencente a uma família aristocrática de Bragança, Carlos António Leitão Bandeira, depois de concluídos os estudos no Liceu de Bragança, enveredou pela carreira militar, iniciada em 6 de novembro de 1891 no regimento de Caçadores 5, como voluntário. Frequentou o Curso da Arma de Infantaria e foi promovido a alferes por decreto de 13 de maio de 1895, esteve ao serviço dos regimentos de Caçadores 7 (13.5.1896), Infantaria 6 (27.10.1896), Infantaria 14 (26.1.1897), Infantaria 11 (31.3.1897) e Caçadores 3 (30.6.1897).
Em 1898, foi, por escasso tempo, professor do 2.º ano na Escola Regimental e em setembro de 1899 passou ao regimento de Infantaria 10.
Em abril de 1900, foi requisitado para uma comissão de serviço dependente do Ministério da Marinha e Ultramar no distrito de Timor. Desembarcou naquele território em julho seguinte, e ali fez parte das forças em operação contra os rebeldes na região de Aileu e no reino de Manuhafi, chegando a adjunto do chefe de Estado-Maior em Timor. Enquanto estava nesta comissão de serviço, foi promovido a tenente (24.8.1901). Deixou Timor em 1903, e pelo seu desempenho naquele território ultramarino foi agraciado, em 1902, com a medalha de prata Rainha D. Amélia.
Regressado a Portugal, foi nomeado ajudante de campo do comandante da 12.ª Brigada de Infantaria (19.9.1903) e passou à situação de adido por ir servir na Guarda Fiscal (16.11.1905).
Em junho de 1906, foi promovido à patente de capitão e no mês seguinte embarcou para Angola, para servir na 8.ª Companhia Indígena de Infantaria, sendo depois nomeado capitão -mor do Cuango. Fez parte da coluna de operações Além-Cubango entre agosto e novembro de 1906, tomando parte em diversos recontros.
Mais tarde, foi promovido a major do Regimento de Infantaria 32 e depois a tenente-coronel, passando para o Regimento de Infantaria 10, em Bragança. Era comandante deste último Regimento quando foi proclamada a Monarquia no Porto, em 19 de janeiro de 1919, aderindo à restauração monárquica liderada por Paiva Couceiro. No mesmo dia da proclamação, foi nomeado governador civil de Bragança por despacho da Junta Governativa do Reino, com sede no Porto, constante da nota do comandante militar da cidade de Bragança, José Aurélio Ferreira Machado.
Dois dias depois, na madrugada de 21 de janeiro, começaram a ouvir-se em Bragança os “vivas” à Monarquia e a D. Manuel II. Com efeito, nesse dia, aderiu ao levantamento monárquico, além do regimento comandado por Carlos Leitão Bandeira, também o regimento de Infantaria 30. Depois de solenemente proclamada a Monarquia em Bragança, pelas 11 horas da manhã, com a formatura de todas as forças da guarnição, que em seguida desfilaram pela cidade, Leitão Bandeira foi investido no cargo de governador civil, por despacho da Junta Governativa do Reino.
José Aurélio Machado, comandante de Infantaria 30, prendeu então vários oficiais que declararam não acatar as ordens da Junta, e enviou para Mirandela uma força do comando do capitão Inocentes, para aí proclamar a Monarquia. A proclamação da Monarquia em Bragança foi seguida de assaltos a casas de republicanos, e numerosos estabelecimentos comerciais de Bragança foram assaltados e vandalizados, o mesmo acontecendo ao Grémio Brigantino da cidade, movimento espontâneo que ficaria conhecido por Traulitânia.
Contudo, a sua vigência reduziu-se a três dias, uma vez que, em 23 de janeiro de 1919, apesar dos esforços de José Aurélio Machado para sufocar os republicanos, o regimento de Infantaria 10, à revelia do seu comandante Leitão Bandeira, juntamente com o 6.º grupo de Metralhadoras e alguns civis, levantaram-se aos gritos de “vivas à República” e ocuparam a cidade, “batendo os grupos monárquicos civis que abriam fogo contra as nossas patrulhas avançadas”, de que resultou a morte de um soldado. Nesse dia, segundo o Boletim Republicano do Distrito de Bragança, já “as bandeiras republicanas flutuavam nos edifícios públicos e nas casas particulares da cidade”, num autêntico volte-face, que levou ao imediato afastamento de Leitão Bandeira como governador civil.
Com a capitulação monárquica, Carlos Leitão Bandeira foi julgado no Tribunal Militar do Porto e condenado a cinco anos de degredo, que depois lhe foram comutados. Demitido do Exército por decreto do Ministério da Guerra de 20.2.1919, apenas foi reintegrado em 1.9.1931. A sua reabilitação culminaria com a atribuição da Medalha de Ouro de Serviços Distintos e Relevantes do Ultramar, com a indicação “Homenagem Nacional aos Heróis da Ocupação do Império”, por decreto de 10 de setembro de 1946.
Além de militar, foi também um grande proprietário em Izeda, concelho de Bragança.
Homem de uma cultura superior, o Museu de Bragança ficou a dever-lhe uma lápide de granito que ele próprio encontrou em Izeda, dedicada a Jovi Optimo Maximo.
Faleceu em abril de 1962, aos 89 anos, ficando sepultado em Izeda, no jazigo de família da sua mulher.

O papel de Bragança em defesa da República,durante a Monarquia do Norte (1919)

O movimento revolucionário do dia 23 de fevereiro, levado a cabo pela guarnição desta cidade e por um grande número de civis, foi um golpe audacioso e feliz, posto em cena com uma mestria rara.
A Bragança cabe a honra de ser a primeira cidade da província que sacudiu o jugo monárquico, proclamado a dia 21 de janeiro. Já no dia 23 as bandeiras republicanas flutuavam nos edifícios públicos e nas casas particulares da cidade. Tendo acabado de desempenhar esse papel glorioso e tendo prestado esse relevante serviço ao regímen, Bragança destaca em seguida um grande reforço para Chaves, a fim de defender aquela vila, ameaçada pelas colunas realistas de Vila Real.
Depois preparava-se para a organização defensiva de Mirandela, vila de uma importância estratégica grande. Quase todos os seus elementos de combate para ali são enviados.
Voluntários da República e forças do Exército, e Guardas Fiscal e Republicana para ali seguem, à medida que se vão concentrando na cidade. Todas as munições existentes têm o mesmo destino.
Hoje pode dizer-se sem inconveniente algum que Bragança quási se desarmou para defender Chaves e Mirandela. Quando se deu o último combate de Mirandela em Bragança, havia apenas para cada Mauser cinco cartuchos. Há muita gente que desconhece este facto, que é absolutamente verdadeiro.
A defesa de Mirandela constitui uma das páginas mais brilhantes desta campanha contra os inimigos do regímen. Oficiais, voluntários e praças, todos ali se cobriram de glória.
Essa resistência de dez dias em Mirandela levada a cabo pelas forças de Bragança atrasou enormemente a ocupação de parte do distrito pelas forças realistas e deu tempo a que outras colunas, tendo efetuado a sua concentração, marchassem ao seu encontro com o fim de as aniquilar.

Fonte: Boletim Republicano do Districto de Bragança, n.º 1, de 26 de março de 1919.

Fontes e Bibliografia

Arquivo Distrital de Bragança, Autos de Posse (1845-1928).
Boletim Republicano do Districto de Bragança, n.º 1, de 26 de março de 1919.
Diário da Junta Governativa do Reino de Portugal, n.º 1, 19.1.1919.
Diário do Governo, 2.ª série, 22.2.1919.
Ilustraçao Portugueza, II série, Lisboa, 1919.
ALLEGRO, José Luciano Sollari. 1988. Para a história da Monarquia do Norte. Amadora: Bertrand.
ALVES, Francisco Manuel. 2000. Memórias arqueológico-históricas do distrito de Bragança, vol. VII, X e XI.
Bragança: Câmara Municipal de Bragança / Instituto Português de Museus.
BANDEIRA, Lourdes Leitão, 2010 – A família Leitão Bandeira de Bragança. Bragança: Câmara Municipal de Bragança.
SOUSA, Fernando de (coord.). 2013. Bragança na Época Contemporânea. Bragança: Câmara Municipal de Bragança.

Publicação da C. M. Bragança

De sempre e para sempre 💪🏻 - Visita-nos no Parque Eixo Atlântico durante as Festas da Cidade de Bragança

Miranda do Douro: Feira de Artesanato antecede as Festas da Cidade

 Na véspera das Festas da Cidade, está a decorrer em Miranda do Douro, a Famidouro – Feira de Artesanato e Multiatividades, um certame no qual participam 54 artesãos e produtores, com artigos e peças em burel, madeira, cutelaria, artigos de divulgação da língua mirandesa, escultura, instrumentos musicais, antiguidades, doçaria tradicional, entre outros artigos e produtos.


Na abertura do certame, a 14 de agosto, a presidente do Município de Miranda do Douro, Helena Barril, felicitou a direção da Associação Comercial de Industrial de Miranda do Douro (ACIMD) pela organização da XXVIII Famidouro – Feira de Artesanto e Multiatividades.

“No mês de agosto, em que a cidade regista a afluência de mais público, com a estadia de emigrantes e turistas, felicito a ACIMD pela organização desta feira dedicada ao artesanato. Na nossa região, com o progressivo desaparecimento de artesãos e a dificuldade em incentivar os jovens a preservar as antigas artes e ofícios, é de louvar o esforço da ACIMD na organização desta feira dedicada ao artesanato. Nesta XXVIII edição participam 54 expositores, dando a conhecer peças de artesanato e produtos caraterísticos da Terra de Miranda” disse a autarca de Miranda do Douro.

Na organização do certame, Helena Barril, agradeceu o trabalho conjunto entre a ACIMD, o municipio, a freguesia e os vários grupos culturais do concelho, que animam o certame ao longo dos 10 dias.

“O êxito da Famidouro e o progresso de Miranda do Douro deve-se sempre ao trabalho conjunto de todas as forças vivas do concelho de Miranda do Douro. A organização e animação deste certame, de 14 a 23 de agosto, mostra o envolvimento e a participação dos grupos culturais de todo o concelho, o que me deixa muito feliz e agradecida”, disse Helena Barril.


Em representação da ACIMD, o presidente da Assembleia geral da Associação Comercial de Industrial de Miranda do Douro (ACIMD), Domingos Raposo, recordou a longevidade da Famidouro, criada em 1998, com o propósito de mostrar, valorizar e rentabilizar as antigas artes e ofícios.

“Algumas destas artes e ofícios transformaram-se em indústrias, como acontece em Palaçoulo, com as fábricas de cutelaria e tanoaria. Hoje, a Famidouro – Feira de Artesanato e Multiatividades é também um evento que propicia as compras no comércio e serviços existentes em Miranda do Douro. A Famidouro é uma imagem de marca de Miranda do Douro que importa preservar e inovar”, disse o dirigente associativo.

Domingos Raposo referiu ainda que este certame, que decorre no mês de agosto, propicia o encontro e o convívio entre a população local, os (e)migrantes e os turistas qu visitam a cidade.

“Em nome da direção e da assembeia da ACIMD agradeço a participação dos expositores, aos funcionários da ACIMD, empresas, município e freguesia de Miranda do Douro pela organização da XXVIII Famidouro – Feira de Artesanato e Multiatividades”, concluiu.

Da freguesia de Miranda do Douro, Cristina Carvalho, afirmou que esta feira é mais uma mostra da identidade cultural e empresarial de Miranda do Douro.

“Em cada peça de artesanato está subjacente o conhecimento, a criatividade e o trabalho de quem, continua a inovar o legado daqueles que nos precederam. Em cada produto regional e receita gastronómica estão implícitos os sabores da Terra de Miranda, o trabalho dos nossos agricultores e criadores de gado e a autenticidade do território que se distingue pela autenticidade”, disse a autarca.

De acordo com Cristina Carvalho, a promoção do artesanato, gastronomia e do comércio é simultaneamente uma estratégia para apoiar os empresários, produtores e artesãos.

“A Famidouro – Feira de Artesanato e Multiatividades visa contibuir para a dinamização económica do concelho, para a criação de riqueza e para a manutenção e criação de novos postos de trabalho. Felicito a ACIMD e todos os expositores pela organização e participação na XXIII Famidouro”, justificou.


Em Miranda do Douro, a Famidouro – Feira de Artesanato e Multiatividades é um evento predominantemente vocacionado para a promoção e divulgação do artesanato, cujos destaques são a presença de artesãos da cutelaria, burel, madeira, artigos de divulgação da língua mirandesa, escultura e instrumentos musicais.

Aos artesãos juntam-se ainda outros expositores com artigos e produtos de bijutaria, texteis, estampagem, minerais, livros, antiguidades, doçaria tradicional, mel, compotas, frutos secos e restauração de rua com pizzas, crepes e gelados.

Até 23 de agosto, o certame decorre entre as 10h00 e as 24h00, na avenida Aranda del Duero, que liga as ruas comerciais da cidade, à zona histórica de Miranda do Douro.

Ao longo dos 10 dias, a XXVIII Famidouro – Feira de Artesanato e Multiatividades é animada, diariamente, com as danças dos grupos de Pauliteiros de Miranda e com os espetáculos musicais das Festas da Cidade, que decorrem, em simultâneo, de 20 a 23 de agosto.

HA

O programa das Festas da Cidade inclui os concertos musicais de: Dillaz e Sirilanka (21 de agosto); Wet Bed Gang e Arkadia (22 de agosto); e Papillon e Banda Sense (23 de agosto).

BRAGANÇA E MIRANDELA RECEBEM SESSÕES DE CINEMA AO AR LIVRE

 Mirandela e Bragança vão transformar as suas praças em salas de cinema ao ar livre, com duas sessões gratuitas integradas na iniciativa Cinema na Praça Continente.


A primeira sessão está marcada para esta quinta-feira, 20 de agosto, na Praça Doutor José Gama, em Mirandela. Uma semana depois, a 27 de agosto, será a vez da Praça Camões, em Bragança, receber a iniciativa.

Em ambas as cidades, o público poderá assistir gratuitamente ao filme “O Diabo Veste Prada 2”, protagonizado por Meryl Streep e Anne Hathaway.

O recinto abre às 20h30 e a sessão cinematográfica começa pelas 21h30. Cada local terá capacidade para cerca de 500 pessoas sentadas, sendo também possível acompanhar o filme a partir de mantas ou cadeiras próprias.

A iniciativa inclui ainda oferta de pipocas e conta com o apoio dos municípios de Mirandela e Bragança, proporcionando uma noite de cinema ao ar livre e de convívio para toda a comunidade.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

MIRANDA DO DOURO E UNIVERSIDADE DO PORTO REFORÇAM APRENDIZAGEM E VALORIZAÇÃO DO MIRANDÊS

 A Câmara Municipal de Miranda do Douro e a Faculdade de Letras da Universidade do Porto reforçam a parceria na promoção da língua e cultura mirandesas com a criação de uma nova formação aberta à comunidade.


O curso “Mirandês: Língua e Cultura I” decorre entre 29 de setembro e 17 de novembro, em regime presencial, com aulas às terças-feiras, das 19h30 às 21h30. A formação terá uma duração total de 16 horas e será ministrada por Ana Alexandra Afonso.

A iniciativa pretende aproximar novos públicos da língua mirandesa e dar a conhecer melhor o património cultural associado à Terra de Miranda, dando continuidade à colaboração estabelecida entre o município e a Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Reconhecido oficialmente em Portugal desde 1999, o mirandês integra o património linguístico e cultural da região, embora enfrente atualmente o desafio da redução do número de falantes. A promoção da aprendizagem e transmissão da língua assume, por isso, particular importância na sua preservação para as próximas gerações.

A parceria prevê ainda o desenvolvimento de outras iniciativas de formação, investigação e divulgação relacionadas com a língua e a cultura mirandesas.

As candidaturas para o curso estão abertas até 14 de setembro. A Câmara Municipal de Miranda do Douro assegura o pagamento da propina, ficando apenas a cargo dos participantes uma taxa de candidatura de 15 euros.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

CARRAZEDA DE ANSIÃES SOBE AO PALCO INTERNACIONAL DA FOTOGRAFIA COM LUCAS MESQUITA ENTRE OS DISTINGUIDOS DA CIDEREU

 A fotografia tornou-se, por estes dias, uma ponte entre territórios europeus ligados por uma mesma cultura: a maçã, a agricultura e a produção de sidra. Na primeira edição do Concurso Internacional de Fotografia da CIDEREU, imagens provenientes de diferentes países deram corpo a uma identidade comum e Carrazeda de Ansiães também deixou a sua marca.


Entre 355 fotografias apresentadas a concurso, o carrazedense Lucas Mesquita conquistou o Prémio Local, com a fotografia intitulada “6”, colocando o território português no mapa de uma iniciativa de dimensão internacional.

A distinção ganha ainda maior expressão pelo contexto em que surge. O concurso reuniu olhares de diferentes pontos da Europa, procurando através da fotografia valorizar as paisagens, as tradições, o património agrícola e a ligação das comunidades à cultura da maçã e da sidra.

O primeiro prémio internacional atravessou fronteiras até à Eslovénia, com Danilo Lesjak a conquistar a distinção com a fotografia “Boj proti pozebi”. A imagem foi destacada pela forma como retrata as paisagens vivas e o património agrícola que aproximam comunidades europeias com tradições ligadas à produção de maçã e sidra.

O segundo prémio internacional ficou em Espanha, para José Ángel Amuchastegui Esnaola, autor de “Sagar gorri”, outra das imagens distinguidas pela capacidade de representar fotograficamente a riqueza do património europeu associado à maçã e à sidra.

E entre estes dois reconhecimentos internacionais surgiu a representação portuguesa, com Lucas Mesquita a conquistar o Prémio Local. O fotógrafo de Carrazeda de Ansiães alcançou ainda o quinto lugar na classificação geral dos prémios locais, num resultado que reforça a expressão do seu trabalho num concurso com participação alargada.

Mais do que uma competição fotográfica, a iniciativa da CIDEREU revelou diferentes formas de olhar para uma cultura agrícola que atravessa fronteiras e gerações. Através da objetiva dos participantes, campos, frutos, paisagens, pessoas e tradições transformaram-se em testemunhos visuais de uma identidade europeia partilhada.

Para Carrazeda de Ansiães, a distinção de Lucas Mesquita representa também uma oportunidade de projetar o território além-fronteiras, mostrando que os valores, as paisagens e o património agrícola transmontano podem ganhar dimensão internacional quando contados através de um olhar artístico.

Num concurso que reuniu 355 fotografias, há, por isso, uma história portuguesa que merece ser contada: a de um fotógrafo de Carrazeda de Ansiães que levou o nome do território para uma montra internacional dedicada à cultura da maçã e da sidra.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Fotos: DR

ATL VERÃO F’LIZ TERMINA COM BALANÇO POSITIVO E CERCA DE 300 CRIANÇAS E JOVENS ENVOLVIDOS

 Chegou ao fim mais uma edição do ATL Verão F’Liz, iniciativa que, ao longo das últimas semanas, proporcionou a cerca de 300 crianças e jovens de Vila Flor um verão marcado pela diversão, aprendizagem e convívio.


O programa encerrou com um balanço muito positivo, depois de várias semanas preenchidas por atividades que permitiram aos participantes viver novas experiências, reforçar amizades e criar memórias que vão muito para além do período de férias.

Para além da componente lúdica, o ATL assumiu-se como um espaço de crescimento e partilha, proporcionando às crianças e jovens momentos de descoberta num ambiente de acompanhamento e proximidade.

O Município de Vila Flor deixa um agradecimento aos monitores, técnicos e auxiliares envolvidos no projeto, destacando a dedicação, o sentido de responsabilidade e o acompanhamento prestado ao longo de toda a iniciativa.

A autarquia estende ainda o reconhecimento aos encarregados de educação, pela confiança depositada, e aos parceiros que contribuíram para a concretização de mais uma edição do ATL Verão F’Liz.

Com cerca de três centenas de participantes, o projeto despede-se de 2026 com a missão cumprida: proporcionar um verão feliz, ativo e enriquecedor às crianças e jovens de Vila Flor.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: DR

LOJA DO SPORT CLUBE DE MIRANDELA ALVO DE VANDALISMO E FURTO

 A loja do Sport Clube de Mirandela foi alvo de atos de vandalismo e furto de material decorativo durante a última madrugada, situação que levou a direção do clube a anunciar a apresentação de uma queixa às autoridades.


Em comunicado, o presidente Carlos Correia, em nome da direção, lamenta os acontecimentos e condena os atos praticados nas instalações do clube.

A direção pretende agora colaborar com as autoridades no sentido de identificar os responsáveis e esclarecer as circunstâncias em que ocorreram os danos e os furtos.

O clube espera que a participação permita apurar responsabilidades e contribuir para evitar que situações semelhantes voltem a acontecer, numa altura em que a loja constitui também um espaço de ligação entre o Sport Clube de Mirandela e os seus adeptos.

As autoridades deverão agora investigar os factos e procurar identificar os autores.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: Arquivo

ULS DO NORDESTE ABRE RECRUTAMENTO PARA ENFERMEIROS

 A Unidade Local de Saúde do Nordeste está a reforçar a sua bolsa de profissionais e tem em curso um procedimento concursal para constituição de uma bolsa de reserva de recrutamento para a categoria de enfermeiro.


O concurso destina-se a profissionais de enfermagem interessados em integrar uma bolsa que permitirá responder a futuras necessidades de recrutamento da instituição.

A abertura deste procedimento representa uma oportunidade para enfermeiros que pretendam desenvolver a sua atividade profissional na região e integrar uma das principais estruturas de prestação de cuidados de saúde do Nordeste Transmontano.

Os interessados devem consultar o aviso do procedimento e formalizar a respetiva candidatura dentro dos prazos e condições definidos.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: DR

POÇO DO CASTELO ABRE-SE À DESCOBERTA DO PATRIMÓNIO HISTÓRICO DE MIRANDA DO DOURO

 O património escondido de Miranda do Douro voltou a despertar a curiosidade de visitantes e residentes, com o Município a promover, no passado dia 15 de agosto, uma visita interpretativa ao Poço do Castelo, um dos elementos históricos que integram a memória da cidade.


A iniciativa permitiu aos participantes conhecer de perto este espaço, percorrendo as escadas de acesso ao poço e observando o seu interior. Uma experiência que foi além da simples visita, proporcionando um contacto direto com um património que conserva vestígios e histórias de outros tempos.

A aposta na valorização destes espaços permite também aproximar a comunidade e quem visita Miranda do Douro de uma dimensão menos conhecida do património local, revelando lugares que fazem parte da história da cidade, mas que nem sempre estão acessíveis ao público.

A programação prossegue nos dias 19 e 23 de agosto, pelas 18h00, com novas visitas interpretativas ao Poço do Castelo.

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição obrigatória, através do endereço cultura@cm-mdouro.pt, devendo ser indicado o dia pretendido.

Para a visita de 19 de agosto, as inscrições devem ser realizadas até 18 de agosto. Para a sessão de 23 de agosto, o prazo termina a 21 de agosto.

Face às características do percurso e das escadas de acesso, a organização recomenda ainda a utilização de calçado adequado e antiderrapante.

Com estas visitas, Miranda do Douro continua a abrir novas portas à descoberta do seu património, proporcionando experiências de proximidade com a história e a identidade da cidade.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: DR

MIRANDA DO DOURO REÚNE RAÇAS AUTÓCTONES E TRADIÇÕES RURAIS EM ENCONTRO IBÉRICO

 Miranda do Douro prepara-se para receber, entre 4 e 6 de setembro, um programa dedicado à valorização das raças autóctones, do pastoreio e do património rural, juntando conhecimento científico, tradição e experiências ligadas ao território.


O 4.º Encontro Ibérico de Raças Autóctones decorre nos dias 4 e 5 de setembro, no âmbito do Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores 2026. A iniciativa reúne criadores, investigadores, técnicos, entidades e decisores para debater o contributo das raças autóctones e do pastoreio para a conservação da biodiversidade, a gestão sustentável do território e a adaptação às alterações climáticas.

As atividades prosseguem no dia 6, no recinto do Naso, com a realização do 7.º Concurso Nacional da Raça Asinina de Miranda, integrado nas tradicionais celebrações de Nossa Senhora do Naso.

O concurso recupera também a ligação histórica daquele espaço à antiga feira de gado, onde o dia 6 de setembro era dedicado à compra e venda de burros. Uma tradição que viria a ser recuperada em 2002, contribuindo para a valorização e preservação do Burro de Miranda e para o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos seus criadores.

Ao longo dos três dias, o programa pretende promover a partilha de conhecimentos e aproximar diferentes gerações e territórios em torno da importância das raças autóctones e das comunidades rurais.

A iniciativa coloca ainda em destaque o património vivo de Miranda do Douro e o papel que a criação de animais autóctones e o pastoreio continuam a desempenhar na identidade, na biodiversidade e na sustentabilidade das zonas rurais.

A participação é gratuita, mediante inscrição.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

Associação Recreativa e Cultural de Paradinha de Besteiros inicia obras para a nova sede

 Arrancaram, no início da semana, as obras para a construção da nova sede da Associação Recreativa e Cultural de Paradinha de Besteiros (ARCP).


A intervenção era uma promessa assumida pela atual direção perante os associados.

Na segunda-feira, foi dado o primeiro passo, com a demolição do edifício pré-fabricado existente no local onde será construída a futura sede da associação, como explica o presidente da ARCP, Nuno Rodrigues:

“Nós tínhamos ali uma grande dificuldade com aquele edifício, porque estava quase a cair e não fazia face às necessidades da associação, para os eventos que promove, para os sócios e também de apoio à comunidade. Com um edifício daquele tamanho e em ruínas, era-nos completamente impossível.”

Segundo o presidente, as obras integram um projeto comunitário e ainda não têm uma data prevista de conclusão:

“É um projeto que, de alguma forma, ajuda a congregar e a unir a população, os sócios da ARCP e também as pessoas que se queiram juntar. Vamos fazendo, vamos desenvolvendo, vamos evoluindo. Claro que o nosso objetivo é que seja feito o mais rápido possível, porque não temos onde fazer nada.”

O objetivo da intervenção passa por criar melhores condições para os sócios e abrir novas oportunidades para a dinamização da localidade:

“O facto de construirmos ali um edifício novo vai-nos também permitir construir novas ideias, novas iniciativas, novas pontes e dinamizar atividades para aquela região, para aquela zona do concelho.”

O atual presidente adianta ainda que, este fim de semana, será realizada uma nova tomada de posse.

Nuno Rodrigues faz um balanço positivo dos projetos concretizados nos últimos anos e mostra-se confiante na continuidade do trabalho desenvolvido à frente da associação.

Imagem: Facebook – ARCP Paradinha de Besteiros

Regresso dos emigrantes aumenta movimento na feira de Macedo

 O regresso dos emigrantes a Macedo de Cavaleiros, durante o verão, contribui para aumentar o movimento na feira, mas não se está a traduzir num aumento significativo das vendas.


Os feirantes ouvidos pela Rádio Onda Livre apontam para uma procura moderada e dizem que, apesar da presença de emigrantes, o volume de compras continua abaixo do esperado:

“Pouco, coitado. A vida lá também dizem que está mal. Dizem que lá está mal como aqui. Este fim de semana tem registado uma maior afluência, porque normalmente é o fim de semana em que se costuma vender mais nas feiras. É igual.”

A roupa e os artigos para o lar estão entre os produtos disponíveis na feira. Sandra Machado, feirante de Mirandela, confirma que a procura tem sido apenas moderada:

“Hoje, mais ou menos, pois há emigrantes. Nem por isso, mas pronto, vende-se mais um bocadinho do que nas outras feiras. Este fim de semana costuma ser o mais alto.”

Também no artesanato, as vendas são descritas como irregulares. Adriana dos Santos, de Macedo de Cavaleiros, comercializa peças em barro e louça:

“Mais ou menos, mas não é sempre. Mais barro, louça, panelas, mais coisas de barro, por exemplo, desenhos de barro. Não vieram muitos este ano, mas está a correr bem. Alguns vêm, alguns não vêm. Em comparação com o ano passado, houve uma diminuição, mas muito baixa.”

Entre os visitantes, o regresso a casa e o período de férias são motivos para passar pela feira, mesmo quando as compras não são o principal objetivo:

“Vim dar uma volta, como estou aqui de férias. Cheguei agora, vim de Lisboa. Acho que sim, está boa. A segunda-feira é sempre boa.”

O movimento mantém-se, assim, associado ao período de férias e ao regresso de quem vive fora, mas os feirantes não sentem esse fluxo refletido nas vendas.

Para quem visita, a avaliação da feira mantém-se positiva:

“Está a correr bem. Ainda não comprámos nada, chegámos agora. Vamos ver, para comprar.”

É uma afluência que traz mais pessoas à feira, mas que, até ao momento, não representa um aumento expressivo do consumo.

Jodie Pinto

Quercus exige cobrança do IMI das barragens

 A Quercus exige o pagamento integral e imediato do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) em falta relativo às barragens vendidas e denuncia um alegado tratamento discriminatório entre empresas públicas e privadas na cobrança de impostos.


A associação ambientalista considera inadmissível que o Estado permita, segundo a Quercus, a não cobrança de impostos devidos em operações de grande dimensão no setor do ambiente, enquanto exige o cumprimento das obrigações fiscais aos cidadãos e às empresas públicas detentoras de barragens.

A Quercus acusa ainda a Autoridade Tributária de ter recorrido à cobrança coerciva de IMI junto de empresas públicas detentoras de barragens, mantendo, segundo a associação, uma postura de tolerância e inação face às empresas privadas concessionárias.

A associação considera que esta situação põe em causa o princípio da igualdade tributária e defende uma investigação urgente pelo Ministério Público para apurar eventuais responsabilidades e possíveis prejuízos para o erário público.

A Quercus exige também o pagamento dos restantes impostos que, segundo a associação, foram identificados pelo Ministério Público, nomeadamente o Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT), o Imposto do Selo e o Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC).

A associação reclama ainda transparência por parte da Autoridade Tributária e do Ministério das Finanças sobre o processo de cobrança e eventuais recursos apresentados pelas empresas envolvidas, defendendo a aplicação dos mesmos critérios a todos os contribuintes.

A Quercus pede igualmente o reforço da fiscalização sobre operações societárias no setor do ambiente que possam configurar planeamento fiscal agressivo.

A presidente da Quercus, Alexandra Azevedo, considera inaceitável que o Estado prescinda de receitas fiscais, enquanto os municípios do interior onde estão localizadas as barragens continuam com falta de recursos.

A associação defende, por fim, que os municípios beneficiários destas receitas devem investir na conservação da natureza, das albufeiras e da floresta.

Jodie Pinto

Dia Mundial da Assistência Humanitária – 19 de Agosto


 O Dia Mundial da Assistência Humanitária, celebrado a 19 de agosto, é uma data dedicada a homenagear todos aqueles que, em diferentes partes do mundo, trabalham incansavelmente para prestar ajuda a populações afetadas por crises, conflitos e desastres naturais. Este dia representa um reconhecimento global do valor da solidariedade humana e do compromisso com a dignidade e a vida.

A origem desta data está profundamente ligada a um acontecimento trágico que marcou a comunidade internacional. Em 19 de agosto de 2003, ocorreu o atentado contra a sede das Nações Unidas em Bagdade, no Iraque, durante um período de grande instabilidade no país. O ataque resultou na morte de 22 pessoas, entre elas o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, que desempenhava funções como Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Este episódio chocou o mundo e destacou os riscos enfrentados diariamente pelos trabalhadores humanitários.

Em resposta a essa tragédia e como forma de honrar a memória das vítimas, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu, em 2008, o Dia Mundial da Assistência Humanitária. A escolha da data de 19 de agosto não foi, portanto, aleatória, mas sim uma homenagem direta àqueles que perderam a vida enquanto cumpriam a missão de ajudar os outros.

Historicamente, a assistência humanitária tem raízes profundas. Desde tempos antigos, comunidades organizavam-se para apoiar os mais vulneráveis em momentos de crise. No entanto, a forma moderna de ação humanitária começou a ganhar estrutura no século XIX, especialmente após a fundação da Comité Internacional da Cruz Vermelha em 1863. Este marco foi fundamental para o desenvolvimento de princípios humanitários como neutralidade, imparcialidade e independência, que continuam a orientar o trabalho das organizações humanitárias até hoje.

Ao longo do século XX, com o aumento de conflitos armados e crises globais, a assistência humanitária tornou-se cada vez mais organizada e internacional. Após a criação da ONU em 1945, houve um reforço significativo dos mecanismos de cooperação internacional, permitindo respostas mais coordenadas a emergências humanitárias.

No contexto contemporâneo, o papel da assistência humanitária tornou-se ainda mais crucial. Guerras prolongadas, deslocamentos forçados, crises climáticas e pandemias colocam milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade extrema. Organizações humanitárias, agências internacionais, governos e voluntários trabalham em conjunto para fornecer ajuda essencial, como alimentos, água potável, cuidados médicos, abrigo e apoio psicológico.

O Dia Mundial da Assistência Humanitária serve também como um momento de reflexão sobre os desafios enfrentados por estes profissionais. Muitos atuam em ambientes perigosos, frequentemente em zonas de conflito ou em regiões afetadas por catástrofes naturais. Além disso, enfrentam limitações de recursos, barreiras logísticas e, em alguns casos, falta de acesso seguro às populações necessitadas.

Todos os anos, esta data é assinalada com um tema específico definido pela ONU, com o objetivo de sensibilizar a opinião pública para diferentes aspetos da ação humanitária. As campanhas procuram destacar histórias reais de coragem, resiliência e solidariedade, aproximando o público das realidades vividas por milhões de pessoas em todo o mundo.

Para além da homenagem aos trabalhadores humanitários, o dia reforça a importância do envolvimento de toda a sociedade. A assistência humanitária não depende apenas de grandes organizações também se manifesta em gestos individuais e comunitários, como o voluntariado, a doação e a promoção de uma cultura de empatia e responsabilidade social.

O Dia Mundial da Assistência Humanitária, celebrado a 19 de agosto, é uma data que relembra tanto a fragilidade quanto a força da condição humana. Ao homenagear aqueles que ajudam e ao chamar a atenção para as necessidades urgentes de milhões de pessoas, este dia reafirma um princípio essencial, a solidariedade é um dos pilares fundamentais para a construção de um mundo mais justo e humano.

Texto: HM - com IA e IN

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Virgem, pura e inspiradora é a natureza pela Rota da Terra Fria Transmontana

𝐂𝐨𝐧𝐡𝐞𝐜𝐞𝐫 𝐦𝐞𝐥𝐡𝐨𝐫 𝐨 𝐀𝐳𝐢𝐛𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐝𝐞𝐜𝐢𝐝𝐢𝐫 𝐦𝐞𝐥𝐡𝐨𝐫

 Como se acompanham os fluxos de visitantes? Que informação ajuda a perceber o valor ecológico do território? Como se organiza a circulação sem aumentar a pressão sobre as zonas mais sensíveis?
Estas perguntas mostram que 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐞𝐫𝐯𝐚𝐫 𝐮𝐦𝐚 𝐩𝐚𝐢𝐬𝐚𝐠𝐞𝐦 𝐩𝐫𝐨𝐭𝐞𝐠𝐢𝐝𝐚 𝐧𝐚̃𝐨 𝐝𝐞𝐩𝐞𝐧𝐝𝐞 𝐚𝐩𝐞𝐧𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐠𝐫𝐚𝐬 𝐨𝐮 𝐝𝐞 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐯𝐞𝐧𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐢𝐬𝐨𝐥𝐚𝐝𝐚𝐬. Depende também de conhecimento, informação clara e capacidade para acompanhar a forma como o espaço é utilizado.

No dia 𝟐𝟎 𝐝𝐞 𝐚𝐠𝐨𝐬𝐭𝐨, às 𝟏𝟎𝐡𝟎𝟎, o Município de Macedo de Cavaleiros apresenta uma 𝐨𝐩𝐞𝐫𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 que articula 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐞𝐫𝐯𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨, 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐩𝐫𝐞𝐭𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐨 𝐭𝐞𝐫𝐫𝐢𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐨, 𝐠𝐞𝐬𝐭𝐚̃𝐨 𝐝𝐚 𝐯𝐢𝐬𝐢𝐭𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐞 𝐫𝐞𝐜𝐨𝐥𝐡𝐚 𝐝𝐞 𝐢𝐧𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 para apoiar decisões futuras.

Local: Welcome Center Azibo, Praia da Fraga da Pegada

Conheça o enquadramento AQUI.

Do Arco de Darwin à Janela Azul: 20 maravilhas naturais que já não existem

 Desde ilhas inteiras a formações rochosas, marcos icónicos perderam-se para sempre. Mas ainda não é tarde para ver e apreciar os que restam.

Harald Sund, Getty Images - Este pinheiro morto e fustigado pelo vento no alto de Sentinel Dome, em Yosemite, que ganhou fama graças a Ansel Adams, tombou finalmente em 2003. A pitoresca árvore californiana foi uma das mais fotografadas do mundo, figurando em imagens captadas em chapa desde a década de 1860.

As paisagens moldam a nossa percepção dos espaços, mas a Terra está em constante mudança. As forças do vulcanismo, do vento, da água, do Sol e das pessoas conspiram inexoravelmente para transformar aquilo que consideramos terreno familiar – criando falésias junto às praias, abrindo desfiladeiros amplos, formando terra firme a partir de lava borbulhante e alterando o curso de rios cheios de força.

Na verdade, a mudança é a única constante – uma ideia semeada pelo filósofo grego Heráclito no século V a.C. e ecoada por outros filósofos desde então. No entanto, as pessoas esquecem-se frequentemente de que Heráclito achava que o medo da mudança também era uma constante. Talvez seja esta sensação de impermanência eminente que compele os viajantes a visitarem as maravilhas naturais antes de elas mudarem para sempre.

Nos últimos 50 anos, centenas de marcos naturais de todo o mundo mudaram drasticamente – ou, pior ainda, desapareceram. Nos últimos anos, o Double Arch, na Zona de Recreio Nacional de Glen Canyon desabou no Lago Powell, no Utah, juntando-se a outras estruturas como o Arco de Darwin, no arquipélago das Galápagos, o Wall Arch, no Parque Nacional de Arches, e a Janela Azul de Malta, que desapareceram para sempre. Aqui estão alguns marcos que já não existem – e alguns sítios frágeis que ainda pode visitar de forma responsável.

Zzvet, Getty Images

1. Arco na praia de Legzira, Marrocos, África

Praticantes de parapente, surfistas, pescadores e alguns visitantes choraram quando um dos arcos vermelhos desta praia sucumbiu ao peso da colossal falésia em 2016. O esconderijo em tons de ferrugem situado nos arredores da cidade marroquina de Sidi Ifni era um local popular para assistir ao pôr-do-Sol. Existe uma estrutura semelhante nas formações de rocha vermelha da época Jurássica na Baía de Ladram Bay, em Devon, em Inglaterra.

WaterFrame / Alamy

2. Recife de Coral de Christmas Island, Austrália

As gorgónias Mopsella são um dos diversos tipos de coral que debrua as Ilhas Christmas, o maior atol de coral do mundo e um local de mergulho popular na Austrália. Em 2016, o aumento das temperaturas da água provocado pelas tempestades do El Niño causou a morte de uma quantidade estimada em 80 por cento do coral. No final de 2020, porém, os investigadores começaram a ver sinais de renovação da vida, um “sinal de esperança” de que a protecção contra os factores de stress locais pode permitir a regeneração do coral branqueado.

B Christopher, Alamy Stock Photo

3. Túnel da Sequóia, Califórnia, EUA

O “túnel na árvore” de Pioneer Cabin, uma árvore com mil anos, foi aberto numa de várias imponentes sequóias californianas no final de século XIX para inspirar o turismo na natureza. Quando caiu, em Janeiro de 2017, era a última sequóia gigante com um arco através do qual era possível passar de carro. Três gigantescas sequóias vermelhas continuam a proporcionar essa experiência. Pode encontrá-las junto à vila de Eureka.

David Noton Photography / Alamy Stock Photo

4. Parque Marinho Nacional dos Doze Apóstolos, Austrália

Há menos apóstolos no Parque Marinho Nacional dos Doze Apóstolos na Austrália. Em 2005, uma das maiores e mais intrincadas destas formações ao largo da costa desfez-se diante dos olhos de uma família. Uma segunda formação sucumbiu em 2009. Restos deixados por falésias que se desmoronaram, as seis estruturas remanescentes são vulneráveis às ondas fortes que embatem na costa.

David Robertson, Alamy Stock Photo

5. O Dedo de Deus, Espanha

Em 2005, o primeiro ciclone a varrer as Ilhas Canárias nos últimos 150 anos derrubou El Dedo de Dios (O Dedo de Deus), uma formação semelhante a uma agulha numa “mão” de rocha que apontava para o céu.

Rodrigo Friscione, Alamy

6. O Arco de Darwin, Ilhas Galápagos, Equador

No dia 17 de Maio de 2021, esta famosa ponte natural, baptizada em homenagem ao biólogo inglês, desabou no Oceano Pacífico devido à erosão, segundo o Ministério do Ambiente do Equador. Popular entre os turistas que a visitam a bordo de navios de cruzeiro, o local foi designado Património Mundial pela UNESCO e pulula de fauna marinha, desde mantas a tubarões-baleia e tartarugas-de-pente.

Bradley Jackson, Getty Images

7. Hillary Step, no Monte Evereste, Nepal

O cume do Evereste, no Nepal, tornou-se um pouco mais fácil de alcançar no final de Maio de 2017, quando um enorme rochedo que se encontrava a cerca de 60 metros do topo desapareceu. Os especialistas pensam que o íngreme “Hillary Step” — assim designado em homenagem a Sir Edmund Hillary, que lhe chamou um dos pontos mais difíceis da montanha – se soltou num terramoto ocorrido em 2015.

Alexeys, Getty Images

8. Piscinas Naturais Sylvia Flats Pools, Nova Zelândia

Em 2017, as vertentes rochosas em redor de Sylvia Flats Pools, piscinas naturais de águas quentes situadas junto ao rio Lewis, de águas mais frescas, foram destruídas por um deslizamento de terras. Felizmente, outras piscinas termais, como as Maruia Hot Springs, situadas na reserva Lewis Pass Scenic Reserve, ainda permitem banhos quentes alguns quilómetros mais a norte.

Mike Grandmaison, Getty Images

9. Elephant Rock, Canadá

Cerca de 200 toneladas de rocha caíram de “Elephant Rock”, em New Brunswick, na Primavera de 2016, transformando um postigo numa pilha de destroços. O pitoresco local situado no Parque Provincial de Hopewell Rocks era um dos sítios mais populares para os turistas que admiravam as espantosas marés da Baía de Fundy, no Canadá. A zona perdeu outro marco em Fevereiro de 2022, quando a Flower Pot Rock desabou durante uma tempestade forte.

Lonely Planet Images / Getty Images

10. Cinco das Ilhas Salomão

As ilhas de baixa altitude do Pacífico sofreram as consequências do aumento do nível dos mares e, em 2016, cinco das Ilhas Salomão foram engolidas pelo oceano. A vizinha ilha de Nuatambu poderá ser a próxima – os residentes estão a ser realojados à medida que a ilha vai sucumbindo lentamente – e já perdeu mais de metade da sua terra habitável.

Alan Majchrowicz, Getty Images

11. Rio Slims, Canadá

Na Primavera de 2017, um rio inteiro do território canadiano de Yukon desapareceu, aparentemente, de um dia para o outro. O culpado foi o enorme glaciar de Kaskawulsh, cuja água de degelo foi desviada do rio Slims para alimentar outro curso de água. Os cientistas chamaram-lhe o primeiro caso de “pirataria fluvial” dos tempos modernos. Estas alterações também estão a encolher o maior lago do Yukon. É possível observar o recuo da margem do lago Kluane a partir da Auto-estrada 1 do Alasca e de alguns locais do Parque e Reserva Nacional de Kluane.

Anders Birch, Redux

12. Glaciar Chacaltaya, Bolívia

Um homem admira o último pedaço do glaciar Chacaltaya nesta fotografia captada no dia 26 de Outubro de 2009. Nesse mesmo ano, o glaciar com 18.000 anos derreteu completamente, obrigando ao encerramento da estância de esqui que se encontrava no topo da montanha, outrora considerada a mais alta do mundo. Os cientistas bolivianos tinham previsto o degelo do glaciar até 2015, mas o aumento rápido das temperaturas causado pelas alterações climáticas acelerou o processo.

Shearman, Getty Images

13. Wall Arch, Parque Nacional de Arches, Utah, EUA

Quando o precário pedaço de arenito com cerca de 20 metros que se encontrava no alto do isolado “Wall Arch”, em Entrada Sandtone, no Parque Nacional de Arches, cedeu numa noite de Agosto de 2008, algumas pessoas que acampavam nos arredores disseram ter ouvido um grande estrondo – apesar de o céu estar limpo. Este parque, situado no estado do Utah, ainda conta com muitas formações frágeis entre as suas atracções, incluindo a ponte de rocha vermelha com 15 metros de comprimento do solitário Vultee Arch.

Nickolay V, Getty Images

14. Parte do Mar Morto, delimitado por Israel, Cisjordânia e Jordânia

O salgadíssimo Mar Morto ainda não desapareceu, mas está a encolher a uma velocidade alarmante – os níveis de água diminuíram mais de 90 centímetros por ano ao longo dos últimos anos, levando ao aparecimento de várias dolinas, assinalando uma iminente crise de escassez de água na região.

Jin Yu, Xinhua / Redux

15. Janela Azul, Malta

Foram necessários milhares de tempestades para abrir a Janela Azul nas falésias calcárias da Ilha de Gozo, em Malta, mas apenas uma para acabar com ela. O icónico local da baía de Dwejra era uma das mais populares atracções naturais da nação insular – até apareceu, brevemente, na série Guerra dos Tronos, da HBO – até desabar em Março de 2017. Para ver outros arcos marinhos impressionantes a partir da praia, dirija-se à orla costeira das falésias brancas de Étretat, na região francesa da Normandia, onde até poderá caminhar sob o impressionante Falaise Aval na maré baixa.

BRYAN ANSELM, The New York Times/Redux

16. Carvalho de Basking Ridge, Nova Jérsia

Um dos carvalhos mais antigos da América do Norte morreu num cemitério em Basking Ridge, no estado de Nova Jérsia em 2017. Diz-se que a gigantesca árvore proporcionou outrora uma agradável sombra aos piqueniques de George Washington e já tinha 80 anos quando Colombo chegou às Américas.

UIG / Getty Images

17. Árvore Ténéré, Níger

A única acácia a conseguir sobreviver no deserto do Saara, a cerca de 400 quilómetros da sua vizinha mais próxima, a Árvore Ténéré tornou-se um marco local na década de 1930, antes de ser alegadamente derrubada por um condutor embriagado. Uma escultura em metal (na imagem acima) ocupa agora o seu antigo lugar. Outra árvore do deserto suficientemente importante para figurar nas extensões vazias dos mapas era Chapman’s Baobab, uma “árvore de correio” no Botswana, que continha apontamentos e marcas deixados por antigos europeus como David Livingstone. Infelizmente, essa árvore caiu em 2016.

Garry Black, Alamy Stock Photo

18. O Velho da Montanha, New Hampshire, EUA

Podemos dizer que lhe caiu o queixo. O misterioso perfil do Parque Estadual de Franconia Notch, em New Hampshire, já não parece um “Velho da Montanha”, embora um monumento de estruturas em aço tenha contribuído para recriar a ilusão do seu rosto a partir de uma clareira mais abaixo (com alguma imaginação).

Douglas Peebles, Getty Images

19. Praia de Kaimu, Hawai

Cerca de 150 casas na popular praia de areias negras de Kaimu perderam-se quando um rio de lava lento irrompeu pela aldeia hawaiana de Kalapana no início da década de 1990. O vulcão Kilauea continua em erupção e já acrescentou mais de 200 hectares de terra firme à ilha até à data. É possível ver as novas extensões de terra em passeios de barco que partem de Pahoa.

NASA/Redux

20. Plataforma de Gelo Larsen C, Antárctida

Embora poucos olhos humanos tenham admirado as falésias geladas da Plataforma de Gelo Larsen C, na Antárctida, os satélites viram quando um pedaço do tamanho do estado de Delaware se soltou no Oceano Austral. A libertação de icebergues não é nada de novo, mas é raro acontecerem mudanças tão drásticas.

Artigo publicado originalmente em inglês em nationalgeographic.com.

Meghan Miner Murray
Actualizado a 10 de setembro de 2024