Uma iniciativa que trouxe dezenas de viaturas e muitos visitantes ao coração da cidade, reforçando a programação e a animação deste espaço.
MEMÓRIAS...e outras coisas...
BRAGANÇA
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Sobre o Blogue
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
terça-feira, 25 de agosto de 2026
𝑪𝒍𝒂́𝒔𝒔𝒊𝒄𝒐𝒔 𝒆 𝒅𝒆𝒔𝒑𝒐𝒓𝒕𝒊𝒗𝒐𝒔 𝒏𝒐 𝑪𝒆𝒏𝒕𝒓𝒐 𝑯𝒊𝒔𝒕𝒐́𝒓𝒊𝒄𝒐 🚗
Uma iniciativa que trouxe dezenas de viaturas e muitos visitantes ao coração da cidade, reforçando a programação e a animação deste espaço.
BRAGANÇA INTEGRA CAMPANHA “TAXA ZERO AO VOLANTE” COM REFORÇO DA FISCALIZAÇÃO RODOVIÁRIA
A campanha decorreu entre 18 e 24 de agosto e envolveu a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, a Guarda Nacional Republicana e a Polícia de Segurança Pública, que reforçaram as ações de fiscalização e sensibilização junto dos condutores.
Ao longo da operação foram fiscalizados mais de 507 mil veículos e condutores em todo o país e realizados 37.196 testes de álcool. Destes, 788 apresentaram resultado positivo, correspondendo a uma taxa de infração de 2,1%.
Além do consumo de álcool, as autoridades estiveram particularmente atentas a outras infrações que contribuem para o risco rodoviário, como o excesso de velocidade, a utilização indevida do telemóvel, a ausência ou utilização incorreta de equipamentos de segurança e irregularidades relacionadas com os documentos e as condições dos veículos.
Em Bragança, a campanha assumiu especial importância num período de maior circulação rodoviária, reforçando a mensagem de que o consumo de álcool e a condução são incompatíveis. As autoridades apelaram aos condutores para planearem antecipadamente o regresso a casa, recorrerem a transportes alternativos ou definirem um condutor que não consuma bebidas alcoólicas.
A operação decorreu num contexto de elevada sinistralidade rodoviária a nível nacional. Entre 18 e 24 de agosto foram registados 2.876 acidentes em Portugal, dos quais resultaram dez vítimas mortais, 60 feridos graves e 948 feridos leves.
A campanha “Taxa Zero ao Volante” integra um conjunto de 11 ações previstas no Plano Nacional de Fiscalização para este ano e pretende reduzir comportamentos de risco através da conjugação entre fiscalização e sensibilização.
Em 2026, o plano mantém a intervenção sobre fatores como a velocidade, o álcool, os equipamentos de segurança, o uso do telemóvel e os veículos de duas rodas a motor, acrescentando uma linha de atuação dedicada aos utilizadores vulneráveis da estrada.
MIRANDELA TRANSFORMA A ESTAÇÃO DAS ARTES NUM PALCO DE SABORES COM O REGRESSO DO TENAZ
O festival apresenta uma proposta que vai muito além da degustação, juntando cozinha de autor, vinhos, música, artes performativas e momentos de reflexão sobre o futuro do turismo e da restauração. A iniciativa pretende projetar os produtos e a identidade de Mirandela através de uma experiência aberta ao público e com entrada livre.
Depois de uma primeira edição que atraiu milhares de pessoas, o evento regressa com quatro chefs convidados: António Loureiro, Aurora Goy, Rita Magro e Telmo Moutinho. Os profissionais vão trabalhar ingredientes característicos de Mirandela e de Trás-os-Montes, levando produtos como a alheira, o cabrito, os queijos, o azeite, o mel e os frutos da região para propostas de cozinha contemporânea em pequenas porções.
O vinho assume, este ano, um papel de maior destaque. A programação de sexta-feira é dedicada aos produtores de Vinhos de Trás-os-Montes DOC do concelho, com provas, experiências sensoriais e uma masterclass dedicada ao serviço e à degustação. Seis produtores locais vão apresentar os seus vinhos, num programa pensado para aproximar quem produz de quem consome.
No sábado, o TENAZ acrescenta ao programa gastronómico uma componente de partilha e debate. A sessão “Mãos que faltam” coloca em discussão a escassez e a qualificação de profissionais nos setores do turismo e da gastronomia, reunindo diferentes agentes ligados ao território.
A Estação das Artes será ainda palco de performances e intervenções artísticas ao longo do dia, com propostas como Máquina Voadora, Cozinheiro Malabaristas e WeTumTum. A gastronomia mantém-se no centro da programação com a experiência protagonizada pelos quatro chefs, antes do encerramento da noite ao som de Berto Boss.
O festival assume também uma vertente de valorização económica e territorial, procurando dar visibilidade aos produtores locais e estimular a ligação entre gastronomia, turismo, comércio e comunidade. A organização aposta ainda em soluções que promovam o consumo de produtos de proximidade, a redução do desperdício e a reutilização de materiais.
A iniciativa envolve parceiros locais, entre os quais a Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Carvalhais e os jovens do projeto Verão Jovem, reforçando a ligação do evento à comunidade.
Com dois dias de programação e entrada gratuita, o TENAZ regressa a Mirandela para colocar à mesa aquilo que o território tem para oferecer, cruzando tradição e criatividade num festival que procura afirmar a cidade como destino de referência para quem procura gastronomia, vinho e cultura.
FUMEIRO DE BACA
Anquanto s'amanhában las cascas para secar, fumos falando de l "fumeiro de baca", q'antes se fazie muito i agora praticamente se deixou de fazer...
Provérbios, ditados populares, adágios, rifões ou anexins…
Os provérbios são frases curtas e de fácil compreensão que transmitem um ensinamento ou conselho popular. Também conhecidos como ditados populares, adágios, rifões ou anexins, os provérbios são uma forma de sabedoria acumulada ao longo dos tempos e transmitida de geração em geração. Os provérbios têm origens variadas, podendo derivar de experiências comuns, observações da natureza, tradições culturais ou até mesmo de passagens religiosas. Muitas vezes são derivados de reflexões filosóficas ou de valores morais que são importantes para uma determinada sociedade. A importância cultural dos provérbios está relacionada à sua capacidade de transmitir ensinamentos de forma simples e memorável. Eles servem como guias para a vida, ajudando as pessoas a lidar com situações diversas e a tomar decisões acertadas. Além disso, os provérbios também contribuem para fortalecer a identidade cultural de um povo, preservando tradições e valores que são fundamentais para a sociedade. Em Portugal, assim como em outros países, os provérbios ocupam um lugar de destaque na cultura popular. São utilizados em diversas situações do dia-a-dia, desde conversas informais até discursos formais. Os provérbios portugueses refletem a rica tradição e a sabedoria do povo lusitano, transmitindo ensinamentos valiosos sobre diversos temas.
Exemplos de provérbios portugueses
Alguns exemplos de provérbios portugueses são: “Quem semeia ventos, colhe tempestades“: este provérbio alerta para as consequências de nossas ações. Se agimos de forma irresponsável ou prejudicamos os outros, acabaremos enfrentando problemas maiores no futuro. “Águas passadas não movem moinhos“: este provérbio lembra-nos que o passado não pode ser mudado e que devemos focar no presente e no futuro. Não adianta remoer o que já aconteceu, é preciso seguir em frente. “Quem não tem cão, caça com gato“: este provérbio destaca a importância da criatividade e da adaptação. Em situações difíceis, é preciso encontrar soluções alternativas para alcançar nossos objetivos. “Quem tudo quer, tudo perde“: este provérbio nos alerta sobre a importância de sermos realistas e gratos pelo que temos. Ambicionar demais pode nos levar a perder o que realmente importa. Estes são apenas alguns exemplos dos muitos provérbios portugueses que fazem parte da rica tradição cultural do país. São frases simples, mas carregadas de significado, que nos fazem refletir sobre a vida e sobre as relações humanas. Em resumo, os provérbios são pequenas pérolas de sabedoria que nos ajudam a compreender o mundo e a enfrentar os desafios da vida. Eles não refletem apenas a cultura e os valores de um povo, mas também nos ligam com o passado e guiam-nos no presente. Por isso, é importante preservar e valorizar os provérbios, pois eles são fontes inesgotáveis de ensinamentos e inspiração.
Provérbios sobre diversos temas
Em tempos, o site Calendarios.Info publicou um artigo intitulado “Provérbios num calendário rústico” onde é apresentado um conjunto de provérbios relacionados com as atividades agrícolas ao longo do ano. Estes provérbios foram recolhidos em diversas localidades de norte a sul de Portugal e que fazem parte Livro V da obra de José Leite de Vasconcelos, intitulada “Etnografia Portuguesa”. Também no Folclore.PT já disponibilizamos uma grande conjunto de provérbios agrupados por diversos temas. Assim, porque as pessoas devem ser sempre a nossa prioridade, pode encontra aqui provérbios populares e adágios sobre a família, sobre os homens e as mulheres e outros sobre os amigos e a amizade. Aqui também poderá encontrar provérbios ou adágios sobre a caça e diversos animais, sobre a pesca e o pescador, sobre as aves e outros animais. Também pode ficar a conhecer ditos, provérbios e cantigas sobre a comida e o comer, e provérbios populares e expressões apenas sobre a comida. E o que dizer sobre a bebida? Pode encontrar provérbios de Trás-os-Montes e Alto Douro sobre o vinho, outros adágios e ditos sobre o vinho, assim como provérbios e expressões populares sobre a água. Mas porque os temas não se ficam por aqui, sugerimos que dê uma vista de olhos a provérbios populares sobre meses do ano, sobre os frutos e sobre o pão e uns relacionados com a religião. Também há os ditados populares sobre medicina caseira, sobre as atividades agrícolas e o clima e aqueles sobre as profissões.
Finalmente, não deixe de conhecer alguns provérbios regionais do Alto Douro e outros sobre o São Martinho, assim como um conjunto de provérbios intitulado O Porco no Rifoneiro Português.
OS FIDALGOS
INÁCIO TEODÓSIO RODRIGUES DE SANTA MARTA SOARES era administrador do morgadio de Cércio e Vale de Miro, concelho de Miranda, pelos anos de 1779, por parte de sua mulher D. Maria Bernarda de Morais Sarmento, que tinha vários encargos pios, entre eles: uma missa pelo arcediago de Mirandela, João de Macedo, pelos bens que este agregou ao vínculo e um aniversário por João de Morais Silva, arcediago da Sé (603).
No meio do claustro do Convento franciscano de Vinhais há um elegante chafariz de forma octogonal encimado pela estátua da Fama, com um dístico latino já publicado, incorrectamente, pelo Portugal Antigo e Moderno.
No topo das cantarias, em volta do tanque, há a seguinte inscrição, inédita, segundo cremos:
Os traços que separam as palavras indicam as letras que há em cada pedra.
JOSÉ MANUEL MARTINS MANSO, visconde de Vale Pereiro, por decreto de... nasceu na Bemposta, concelho do Mogadouro, e faleceu em Alfândega da Fé a 16 de Julho de 1917.
Era filho de Manuel Joaquim Martins Manso e de D. Teresa Maria Cordeiro.
Casara na Sé da Guarda a 30 de Agosto de 1898 com D. Isabel Maria Martins Manso, natural de Bemposta, filha de Manuel António Martins Manso, natural de Bemposta, e de D. Ana da Natividade Telo, natural de Vila de Ala, concelho do Mogadouro.
Residiu em Vale Pereiro e jazem,tanto ele como sua mullher, que faleceu também em Alfândega da Fé a 20 de Junho de 1913, na capela-mor da igreja matriz de Vale Pereiro.
I. Alberto António Maria Martins Manso, que nasceu a 13 de Junho de 1899.
II. D. Rosa Maria Martins Manso, que nasceu a 22 de Outubro de 1900 e casou com Francisco José Lemos de Mendonça a 23 de Novembro de 1921. Reside em Alfândega da Fé. (Ver Vila de Ala.)
1º ANTÓNIO (GONÇALVES?), presbítero, morador em Vale de Salgueiro, confirmado de Quintas, termo de Mirandela, fez doação em 1662 de bens à capela das Almas por ele mandada construir em Vale de Salgueiro, concelho de Mirandela, com vínculo de morgadio (604).
2º FRANCISCO ANTÓNIO DE SOUSA MADUREIRA CIRNE e sua mulher D. Caetana Clara de Mesquita e Castro Osório Vilas Boas, obtiveram em 1816 licença para oratório particular nas suas casas de moradia em Vale de Salgueiro, onde se podesse celebrar missa (605).
3º D.MARIA ALEXANDRINA PAVÃO DE MORAIS PINTO. (Ver em Cabanelas – Família Doutel de Andrade, 3º, pág. 198, e em Parada de Infanções – Família Pavão, 3º, na pág. 369.)
4º FRANCISCO XAVIER PAVÃO DE MORAIS PINTO, irmão da precedente, nasceu pelos anos de 1888.
5º D. LEOPOLDINA DE MORAIS PINTO SARMENTO PIMENTEL, irmã dos precedentes, todos naturais de Vale de Salgueiro, concelho de Mirandela.
Casou com seu primo carnal Francisco Ferreira Sarmento de Morais Pimentel, do concelho de Felgueiras.
Palaçoulo: Feira, Missa e chegas de Touros animam a Festa de Nossa Senhora do Rosário
Na localidade industrial de Palaçoulo, a feira anual começa com a feira franca, a mostra de artesãos e produtores locais, a exposição de tratores e máquinas agrícolas e a animação musical dos gaiteiros locais e dos “Porbatuka”.
Às 10h00 está prevista a inauguração da exposição “Antes que se perca – rostos que contam”, na antiga escola primária, seguida do concerto musical, “Mâles au Coeur de Tolosa”.
Ao meio-dia, para o almoço há churrascada, em Palaçoulo.
Antigamente, em Palaçoulo, na festa dedicada a Nossa Senhora do Rosário, participavam também os animais: vacas, ovelhas, burros, etc., que transportavam sacos de oferendas como o trigo, batatas e outros produtos da terra e pediam a proteção divina contra as enfermidades.
O dia festivo, em Palaçoulo, prossegue com um workshop de Danças Tradicionais dos Pauliteiros, no salão da Freguesia.
Às 16h30, como é tradição na feira anual de Palaçoulo, há cinco chegas de touros mirandeses, um evento que habitualmente atrai muito público.
A Festa em honra de Nossa Senhora do Rosário, em Palaçoulo, encerra ao serão, com o arraial animado musicalmente pelos grupos “Urze de Lume” e “Triângulo”.
VIMIOSO VOLTA A VALORIZAR RAÇA MIRANDESA EM CONCURSO CONCELHIO DE BOVINOS
O certame é promovido anualmente pela Associação de Criadores de Bovinos de Raça Mirandesa, associada da Confederação dos Agricultores de Portugal, em parceria com o Município de Vimioso, e voltou a reunir produtores, entidades e comunidade em torno da atividade pecuária e da preservação do mundo rural.
A programação incluiu também as tradicionais Chegas de Touros e momentos de promoção dos produtos endógenos, reforçando a ligação entre a atividade agrícola, a identidade cultural e a economia local.
A edição deste ano contou com a presença do ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, que destacou o papel da agricultura na manutenção das comunidades rurais e na dinamização dos territórios do interior.
A Confederação dos Agricultores de Portugal esteve representada pelo vice-presidente Francisco Ataíde Pavão e por Olinda Vieira, técnica do Centro de Informação Regional de Trás-os-Montes.
SANTO AMBRÓSIO REÚNE CENTENAS DE FIÉIS EM VALE DA PORCA NUM DIA DE FÉ E TRADIÇÃO
Desde as primeiras horas da manhã, grupos de peregrinos partiram a pé de várias localidades do concelho e da cidade de Macedo de Cavaleiros, cumprindo uma caminhada que se mantém como uma das tradições religiosas mais enraizadas na comunidade.
No Santuário, os fiéis participaram na Missa Solene, presidida pelo bispo da Diocese de Bragança-Miranda, D. Nuno Almeida, e acompanhada musicalmente pelo Coro Amicus. Durante a celebração, o bispo destacou a forte participação dos fiéis e valorizou o espaço religioso e a envolvente natural do Santuário.
As celebrações prosseguiram com a tradicional procissão, acompanhada pela Banda Filarmónica 25 de Março de Lamas e por elementos de cavalaria, num momento que voltou a juntar a comunidade em torno da imagem de Santo Ambrósio.
O presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Sérgio Borges, acompanhou a procissão até à capela, numa celebração que contou também com a presença do Executivo Municipal.
Para além da componente religiosa, o Dia de Santo Ambrósio mantém-se como um importante momento de encontro entre famílias e amigos. Depois das cerimónias, muitos participantes permaneceram no recinto para partilhar refeições e momentos de convívio, prolongando uma tradição transmitida ao longo de gerações.
Podence inaugura espaço dedicado à atividade física e ao bem-estar
O equipamento resulta da requalificação da antiga escola da aldeia e foi criado para servir a população local, mas também os visitantes que ficam alojados em Podence e nas localidades próximas.
A gestão do espaço está a cargo da Associação de Melhoramentos, Festas e Feiras de Podence, enquanto a Junta de Freguesia assegurou a intervenção necessária para a instalação do equipamento.
O presidente da Junta de Freguesia de Podence, Rufino Lopes, destaca como principal objetivo aproximar a prática desportiva da população:
“O objetivo é promover o desporto na população de Podence e das aldeias vizinhas, e termos uma mais-valia também para quem nos visita, nomeadamente no turismo. Os turistas que procuram alojamento local em Podence, Santa Combinha e Azibeiro passam a ter mais uma razão para continuar a visitar-nos.”
A intervenção incluiu a aquisição dos equipamentos e a colocação de um novo piso, adequado à prática desportiva:
“O investimento foi, basicamente, a aquisição das máquinas, um investimento do anterior executivo, que nós herdámos, e o piso. Teve que se pôr um piso próprio, porque o piso era o antigo das escolas e não dava segurança às pessoas.”
A Junta de Freguesia espera que o novo espaço permita reduzir as deslocações da população para a prática de exercício físico, sobretudo entre os habitantes mais idosos:
“O impacto que nós esperamos é, basicamente, pôr as pessoas de Podence a praticar exercício físico, para que não tenham que se deslocar. Há pessoas com mais idade, com mais dificuldade de deslocação, que assim conseguem frequentar este espaço na aldeia. E também para alguns turistas que possam ver aqui uma mais-valia, além do turismo, da praia e do Carnaval. As pessoas passam a ter mais uma opção e um motivo para escolher Podence, sem precisarem de ir à procura de um ginásio.”
A estrutura já está aberta ao público, embora se encontre ainda numa fase inicial de funcionamento.
Pedro Xavier, responsável pela associação que gere o espaço, explica que o objetivo passa por incentivar uma vida mais ativa, sobretudo entre a população mais idosa:
“As atividades são ligadas ao desporto, ao ginásio e ao bem-estar. Principalmente por causa das pessoas da aldeia, que são cada vez mais idosas e têm uma vida um bocadinho mais sedentária. Queremos que, pelo menos, tenham uma vida mais ativa.”
A utilização também está disponível para visitantes e turistas que pretendam manter a prática de exercício durante a estadia na região:
“Para além das outras ofertas que têm, principalmente o Azibo, a aldeia e os Caretos, que também têm muita procura, quem quiser, os turistas e quem visita a aldeia, pode fazer exercício físico. O objetivo é esse: que as pessoas se mantenham pela aldeia e em movimento.”
A utilização do espaço tem um custo mensal de um euro para os sócios da associação e de dois euros para os restantes habitantes da União de Freguesias.
Para quem é de fora da União de Freguesias, estão disponíveis modalidades com acompanhamento personalizado e utilização livre do ginásio, por 30 euros mensais.
Para já, estão previstas atividades de ginásio, podendo a oferta ser alargada a outras modalidades, de acordo com a procura e as necessidades da população.
Fotografia – Município de Macedo de Cavaleiros
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
𝑨𝒔𝒔𝒊𝒏𝒂𝒕𝒖𝒓𝒂 𝒅𝒆 𝒑𝒓𝒐𝒕𝒐𝒄𝒐𝒍𝒐 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒓𝒆𝒒𝒖𝒂𝒍𝒊𝒇𝒊𝒄𝒂𝒄̧𝒂̃𝒐 𝒅𝒐 𝑴𝒐𝒏𝒕𝒆 𝒅𝒆 𝑺. 𝑩𝒂𝒓𝒕𝒐𝒍𝒐𝒎𝒆𝒖
O Município de Bragança e o Cabido da Catedral assinaram o protocolo que cria as condições para intervir no Monte de S. Bartolomeu integrando esta área num projeto mais amplo de requalificação que abrange também S. Bento e a Estrada do Turismo.
Com o projeto de execução já desenvolvido e aprovado em Reunião de Câmara, a intervenção pretende qualificar os miradouros e espaços envolventes, melhorar acessos e estacionamento, criar percursos pedonais, novos miradouros e zonas de estadia, para além de valorizar todo este corredor paisagístico e turístico da cidade.
A assinatura do protocolo permite agora avançar para a submissão do projeto a financiamento europeu.
DESPISTE E QUEDA DE CINCO METROS PROVOCA DOIS FERIDOS EM MIRANDELA
A viatura onde seguiam as vítimas, despistou-se por razões ainda desconhecidas e acabou por cair por uma ribanceira com cerca de cinco metros de altura, obrigando a uma operação de socorro e resgate no local.
A mulher, considerada ferida grave, foi assistida pelas equipas de emergência e posteriormente transportada para o Hospital de Bragança. O homem, com ferimentos ligeiros, foi encaminhado para a urgência do Hospital de Mirandela.
No teatro de operações estiveram os Bombeiros de Mirandela, mobilizados para prestar assistência às vítimas, proceder ao resgate e garantir as condições de segurança no local.
As circunstâncias que estiveram na origem do despiste permanecem, para já, por esclarecer, devendo a ocorrência ser alvo de investigação pelas autoridades competentes.
... quase poema...ou da nossa horta
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)
Maternalmente. A paz ainda é possível. A vida renasce na longa pradaria. As cigarras amaciam a tarde do planalto. E a aldeia anima-se. De novo o vizinho albarda a burra, junge as vacas e vai à sua vida. Campos lavrados. Infindos...
E as memórias são o novelo que se desenrola nos dedos da circunstância e do acaso.
...se não estudas vais aprender a sapateiro com o teu tio Aníbal!
...desgraçadamente estudei, mãe! E aprendi coisas que não servem para nada.
...a terra anda e o sol está parado! Galileu lunático e temeroso da inquisição!... e eu todos os dias vejo um sol magnífico e esplendoroso caminhar vagaroso... vermelho... poderoso para recato da serra de Nogueira onde habita... minha nossa senhora da Serra.!
...se fosse sapateiro talvez os meus clientes dissessem: - o Calado é que faz uns sapatos bons e bonitos!
...estudei mãe e as palavras às vezes pesam-me neste sentimento profundo da inutilidade.
...a nossa horta de Valeguimbra era tão fresca, tinha um poço e a nossa burra era tão mansa!
...saudades... se puderes fica pertinho e diz-me uma coisa bonita!
Fernando Calado nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança.
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.
Desfolhada de Murçós termina com balanço positivo
Para além dos grupos que participaram na atividade, muitos emigrantes e curiosos vieram assistir a esta prática ancestral que outrora era uma das formas de garantir pão para o resto do ano.
Para quem visitou a iniciativa foi muito boa:
“Muito bom reviver esta tradição na aldeia e é um prazer estar aqui este ano. Venho de França”, disse Cristiana da Luz, de Murçós, emigrante.
“Penso que sim, que cada região tem a sua característica e as suas formas de vivência e de fazer as coisas. De uma região para a outra há sempre diferenças, mas no fundo é sempre recriar as tradições antigas. Do que viu, gostou? Sim,sim. Já acompanho há bastante tempo e gosto. Gosto muito” salientou Laura Sousa.
“Ah, eu acredito que sim, porque sim, no Minho era mesmo tudo muito manual e eles aqui já estavam mais a trabalhar com as máquinas, tal como agora com o trator. Nós tínhamos vacas a puxar o carro, era mesmo tudo muito manual”, dando conta das diferenças entre com a região do Minho e Trás-os-Montes”, afirmou Ana Santos.
O dia começou bem cedo, com a ida para o campo para o corte do milho, o transporte, onde a recriação esteve a cargo dos cerca de 20 elementos do grupo de Cantares de Abragão que mostraram como era realizado e chamavam o público também para uma mãozinha, num trabalho que era sempre acompanhado pela alegria e a animação:
“Temos que tirar a água. Olha a merenda, Zé.”
Já Celestino Silva matava a sede carregando um garrafão ao ombro e com uma caneca na mão:
“A minha missão é dar de beber o vinho. Está a correr bem? Sim, está. Estou a distribuir vinho verde”.
Vera Pinto oferecia o mata-bicho, numa recriação autêntica dos antepassados:
“Isto é um pequeno almoço, que é o que antes se fazia nos trabalhos do campo. Era tudo realizado por gente pobre, era a única coisa que se podia, era trazer a sardinha, azeitonas e a broa. Hoje o nosso povo não está muito habituado e acham isto uma novidade. E estão a aderir, sim, porque acham uma novidade e vão experimentar.
E é raro comer estas sardinhas que são fritas com a farinha do milho, que se está a colher no campo. É diferente do que muita gente tem em casa, por isso aderem muito”, também do grupo de Abragão.
Acabado o corte, é hora de ir para a eira onde se irá desfolhar o cereal. Pelo caminho encontramos Maria Rodrigues, que foi à horta, carregada da colheita do dia. Parou pelo caminho para ver onde ia tanta gente, atrás do trator carregado. Afirma estar muito feliz por ver a aldeia com tanta gente:
“Fico muito contente, porque me faz lembrar tempos antigos. Esta atividade é muito boa, porque o povo estava deserto, já não havia ninguém. Organizaram esta atividade e é muito bonito”.
A coordenadora do grupo de cantares de Abragão, que pela segunda vez participa nesta recriação, Alice Gonçalves conta os seguintes passos deste processo da apanha do milho do campo até à moagem:
“Vamos fazer a desfolhada, vamos fazer a escanada, que é tirar as espigas da palha e vamos desfolhar depois esse milho. A palha vai ser aproveitada, para fazermos alguns molhos, em que será feita uma meda, que é feita num ponto estratégico e será posta em vários molhos, de forma a que a água não penetre e que tenhamos essa palha para alimentar os animais e para extremar a corte durante todo o ano. Em cima levará aquilo que nós chamamos um feixe, que é o tal que está mais fechado, de forma a que realmente a água não penetre. Normalmente por cima, depois levava uma bandeirinha feita de papel e duas maçãs. Mas que tinha alguma simbologia? Eu penso que sim, que a maçã tem a ver com o Adão e Eva e, portanto era um bocado por aí, para finalizar o trabalho.”
E existem algumas diferenças, entre o Minho e a região de Murçós, acrescenta a responsável:
“Nós estivemos a fazer um apanhado e sabemos que não tem nada a ver com a desfolhada de Murçós, era feita de forma mais caseira, muito familiar. Era uma coisa muito pequena. Muitas das vezes eram duas ou três famílias ou só uma que tinha um pequeno campo de milho e durante a noite fazia a desfolhada.
Na nossa terra não, eram grandes quintas em que se apanhava o milho e depois havia a tarde e ia pela dentro. até de madrugada. E portanto, havia mesmo muita gente, era uma forma das raparigas poderem sair à noite, os rapazes também, haver brincadeiras, haver namoricos. Estava-se à espera de encontrar o milho-rei, que é um milho de cor diferente, vermelho.
E nessa altura, quando se encontrava o milho rei, tínhamos a possibilidade de dar um beijo ou um abraço a todas as raparigas ou rapazes, principalmente a todas as raparigas, e sobretudo àquela que estava debaixo de olho, sem ter a autorização pelos pais, que neste dia havia mais liberdade.”
A atividade também contou com venda de produtos típicos e regionais, assim como artesanato, com cerca de 15 expositores que fazem um balanço da sua participação:
“O balanço normalmente é positivo, porque dou a conhecer a minha atividade. Uma vez que sou invisual, e é estimulante criar peças de artesanato. Agora, a nível de lucro financeiro, não é rentável, mas a minha atividade acaba por ser um passatempo e eu vou passando o meu tempo”, contou Carlos Martins.
Também Hermínio Coelho faz um balanço positivo, uma vez que havia muita gente que não sabia que pintava. Por isso, é uma surpresa para muita gente. Estou a gostar e é muito agradável”.
Já Sandra Fernandes trouxe velas artesanais e referiu que tem corrido bastante bem, apesar de estar à espera de mais gente, como já é a segunda edição, e na primeira tivemos muita gente, pensei que viria mais gente. Não estou desiludida, até porque já vendemos qualquer alguma coisa, mas estava à espera de mais”.
“Muito bom. Nem que fosse só por amor à terra. Mas foi muito bom“, contou Maria Fernandes.
Também a presidente da União de Freguesias de Espadanedo, Edroso, Murçós e Soutelo Mourisco, Natália Carrazedo confessou que a alta adesão a deixou lisonjeada:
“Sinto-me de coração cheio. Saber que os nossos imigrantes estão a colaborar connosco, estão de coração cheio também, vê-se no rosto deles a felicidade e faz com que eu, como presidente de junta de freguesia, me sinta feliz e realizada, no fundo. Saber que os nossos imigrantes estão felizes com aquilo que têm na aldeia deles.”
A iniciativa foi organizada pela Associação Viver Mais Murçós. O presidente, Manuel Rodrigues faz um balanço positivo, relembrando que o orçamento do evento é de sete mil e 500 euros, provenientes de donativos e das quotas dos cerca de 250 sócios:
“Fazemos um balanço positivo, até pela moldura de pessoas que vemos aqui à nossa frente, que nos visitou e que nos vai continuar a visitar durante a tarde e noite, uma vez que o programa é bastante extenso e, portanto, é um balanço francamente positivo.
Num evento com um orçamento já significativo para a nossa associação, com valores a rondar os sete mil e 500 euros, que é fruto daquilo que tem sido o nosso trabalho e donativos dos próprios sócios.
E deixe-me dizer que esta associação está quase a tocar na barreira dos 250 sócios, o que para uma localidade com este tamanho é bastante significativo. Todos os donativos para nós têm sido essenciais.”
O dia terminou com a prova dos milhos no pote e um serão com desgarradas com Pedro Cachadinha e Deolinda Passos & Júnior. No evento também marcaram presença um grupo de Itália, da Sardenha, “As Janas di Maist’é”, assim como representações de grupo locais, do Grupo de Cavaquinhos de Matosinhos e Romarias de Travanca.

























