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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 21 de julho de 2026

PJ DE VILA REAL DETÉM SUSPEITO DE TENTATIVA DE HOMICÍDIO EM MACEDO DE CAVALEIROS

 Homem de 66 anos é suspeito de atacar vítima com um copo de vidro partido na sequência de um alegado conflito relacionado com uma dívida


A Polícia Judiciária (PJ), através do Departamento de Investigação Criminal de Vila Real, deteve um homem de 66 anos, fortemente indiciado pela prática de um crime de homicídio qualificado na forma tentada, ocorrido no domingo, 19 de julho, na localidade de Chacim, concelho de Macedo de Cavaleiros.

De acordo com a PJ, o suspeito terá surpreendido a vítima quando esta se encontrava na via pública, alegadamente na sequência de um desentendimento relacionado com uma dívida.

Durante o confronto, o homem terá partido intencionalmente um copo de vidro e utilizado os fragmentos para desferir vários golpes na zona do pescoço da vítima, abandonando o local imediatamente após a agressão.

A vítima sofreu ferimentos graves, entre os quais uma laceração longitudinal da veia jugular, tendo sido assistida no local pelos meios de emergência do INEM e transportada de urgência para uma unidade hospitalar, onde foi submetida a intervenção cirúrgica. Segundo a Polícia Judiciária, o homem correu sério perigo de vida.

Na sequência das diligências de investigação desenvolvidas pela PJ de Vila Real, foi possível identificar e localizar o presumível autor dos factos, que acabou por ser detido fora de flagrante delito.

O suspeito será presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação consideradas adequadas.

A investigação prossegue sob a direção do Ministério Público de Macedo de Cavaleiros, com vista ao completo esclarecimento das circunstâncias em que ocorreu a alegada tentativa de homicídio.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto:DR

Quatro anos de cadeia para antigo guarda prisional que disparou sobre outro homem

 O Tribunal de Bragança condenou esta terça-feira um antigo guarda prisional, com 66 anos, a uma pena de quatro anos e quatro meses de prisão efetiva por um crime de homicídio na forma tentada simples, relacionado com uma discussão no trânsito, em Mogadouro, que terminou com o arguido a atingir outro homem a tiro, numa mão.


Os factos remontam ao dia 21 de agosto do ano passado quando o arguido se envolveu em insultos com a vítima, um homem de 43 anos, na Reta de Vale da Madre, em Mogadouro, porque o outro lhe tinha apitado e o tinha ofendido verbalmente.

O acusado acabou por sacar de um revólver de calibre 32 e disparar sobre o outro condutor, ferindo-o na mão direita, o que obrigou a tratamento no Hospital de Bragança.

O tribunal condenou o antigo guarda prisional, que está em prisão preventiva, a uma pena de prisão efetiva porque, segundo o acórdão, se trata de “um ilícito grave” e devido “à intensidade do dolo”, pois usou um revólver quando tinha experiência com armas.

Segundo o tribunal, o arguido fez dois disparos, mas apenas um na direção do ofendido, a curta distância, provocando-lhe ferimentos na mão.

A defesa discorda da decisão e vai recorrer do acórdão, adiantou a advogada ao Mensageiro.

Glória Lopes

MOGADOURO AVANÇA COM CONSTRUÇÃO DO NOVO MUSEU QUE PROMETE REFORÇAR A IDENTIDADE HISTÓRICA E CULTURAL DO CONCELHO

 As obras de construção do futuro Museu de Mogadouro decorrem a bom ritmo junto ao Castelo de Mogadouro, num investimento de cerca de 2,1 milhões de euros que representa uma das maiores apostas do município na preservação, valorização e promoção do património histórico e cultural do concelho.


A empreitada, iniciada em fevereiro deste ano, tem um prazo de execução de 730 dias e está a cumprir o calendário previsto, dando forma a um equipamento cultural que pretende afirmar Mogadouro como uma referência do turismo patrimonial na Região Norte.

Financiado através de uma candidatura ao NORTE 2030, no âmbito da Rede Regional de Museus de Identidade Territorial, o novo museu será dedicado à preservação, investigação e divulgação do património histórico, arqueológico, artístico e etnológico do concelho. O espaço proporcionará aos visitantes uma viagem pela ocupação humana do território, desde a Pré-História até à atualidade, valorizando a riqueza cultural e a identidade de Mogadouro.

Além da componente museológica, o projeto pretende dinamizar a zona histórica da vila, potenciando a atração de visitantes e contribuindo para o desenvolvimento económico e turístico do concelho.

Integrado na Rede Regional de Museus de Território da Região Norte e alinhado com o Plano de Ação Regional para a Cultura, o projeto resulta de vários anos de preparação, envolvendo um rigoroso trabalho de investigação, planeamento e cooperação entre diversas entidades, bem como a participação da comunidade local.

A futura infraestrutura está a ser desenvolvida de acordo com elevados padrões técnicos nas áreas da arqueologia, museologia, conservação e valorização patrimonial, garantindo um espaço moderno e preparado para preservar e divulgar o legado histórico do território.

Recentemente, o presidente da Câmara Municipal de Mogadouro, António Pimentel, visitou a obra para acompanhar o andamento dos trabalhos, reiterando que este é um investimento estratégico para o futuro do concelho e uma prioridade da política municipal para a cultura.

Com este projeto, o Município de Mogadouro pretende criar um novo polo de conhecimento, investigação e divulgação do património, reforçando a oferta cultural, educativa e turística do concelho e contribuindo para a afirmação do Nordeste Transmontano como um destino de excelência na valorização da sua história e identidade.

Jornalista: Paulo Silva Reis 
Fotos: DR

Ernesto Pinto Emílio de Oliveira - Os Governadores Civis do Distrito de Bragança (1835-2011)

 11.dezembro.1917 – 12.dezembro.1917
PORTO, 7.5.1859 – ?, 27.1.1950

Oficial do Exército.
Curso da Arma de Infantaria.
Governador civil de Bragança (1917).
Natural da freguesia de Massarelos, concelho do Porto.
Filho de João Ribeiro Oliveira e de Rita Cássia Pinto de Oliveira.
Casou com Carolina da Cruz e Sousa (5.3.1900) e em segundas núpcias com a irmã desta, Arminda da Cruz e Sousa, num e noutro casamento sem deixar descendência.
Cavaleiro da Ordem Militar de S. Bento de Avis (1.1.1899). Oficial da Ordem Militar de S. Bento de Avis (1.7.1910). Medalha Militar de Prata da Classe de Comportamento Exemplar (1896). Medalha Militar de Ouro da Classe de Comportamento Exemplar (16.3.1918).

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Alistou-se como voluntário no Batalhão de Caçadores n.º 9, sendo incorporado em 11 de agosto de 1881. Três anos depois, foi promovido a alferes, por decreto de 9 de janeiro de 1884, sendo então 1.º sargento aspirante a oficial no referido batalhão.
Professor da classe de sargentos da Escola Regimental entre 1886 e 1888, passou à Guarda Fiscal em maio deste último ano. A 12 de março de 1890, foi promovido a tenente, servindo no regimento de Caçadores n.º 3. Entre 1891 e 1898, serviu em Infantaria n.º 10, no Estado-Maior da Infantaria, em Infantaria n.º 6, na Guarda Fiscal e em Infantaria n.º 12.
Por decreto de 28 de junho de 1898, ascende a capitão para o regimento de Infantaria n.º 9 e em dezembro do ano seguinte é nomeado diretor da Escola Regimental, cargo que exerceu durante aproximadamente uma década e que lhe valeria um louvor “pela forma criteriosa e autoridade moral” com que exerceu a direção daquele estabelecimento, “fazendo imprimir no ensino, que acompanhou de perto, uma feição percetível e adequada”.
Em julho de 1908, foi promovido a capitão de 1.ª classe, por ter completado dez anos de serviço naquele posto, e em 17 de fevereiro de 1910 alcançou a patente de major, passando a servir em Infantaria n.º 19. Nesta condição, passou depois pelos regimentos n.º 13 e n.º 9 e tomou parte na Escola de Repetição (1912) e na Escola de Recrutas (1913).
Conheceu nova promoção a 17 de maio de 1913, data em que subiu a tenente-coronel para o Estado-Maior de Infantaria, ficando colocado como comandante do regimento de Infantaria de Reserva n.º 30. No ano seguinte, passou para o comando da Infantaria de Reserva n.º 9.
Em 31 de maio de 1915, foi nomeado coronel para o regimento de Infantaria n.º 9 e em julho seguinte foi colocado no Estado-Maior de Infantaria. Nesse mesmo ano e no seguinte, serviu como vogal dos júris de exames de capitães do quadro colonial candidatos a majores, regressando entretanto a Infantaria n.º 9.
A 11 de dezembro de 1917, tomou posse do cargo de governador civil de Bragança, apresentando na ocasião um telegrama “expedido pelo Exmo. general comandante da 6.ª Divisão do Exército em dez do mês corrente, determinando-lhe que, em nome do Comité Revolucionário do Norte, assumisse o cargo de governador civil interino deste distrito”.
A sua nomeação inscreveu-se assim no processo de tomada de poder por Sidónio Pais, que dias antes liderara uma insurreição protagonizada por uma Junta Militar Revolucionária, da qual o próprio Sidónio era presidente. O golpe de Estado acabou vitorioso, após três dias de duros confrontos, e precisamente no mesmo dia 11 de dezembro, Sidónio Pais era empossado em Lisboa como chefe do Governo e dava início ao processo de exoneração e nomeação de governadores civis, como de outros cargos dependentes da confiança política dos Governos, que habitualmente acompanhava a mudança de regimes políticos em Portugal, pelo que a nomeação de Ernesto de Oliveira serviu apenas para fazer a transição entre os dois governadores civis, sendo no dia imediato à sua tomada de posse exonerado dessas funções.
Em 20 de julho de 1918, foi nomeado inspetor de Infantaria da 8.ª Divisão, naquele que seria o último cargo que desempenhou no Exército, já que em maio de 1919 passou à situação de reforma.
Faleceu a 27 de janeiro de 1950, com a provecta idade de 90 anos.

Fontes e Bibliografia

Arquivo Distrital de Bragança, Autos de Posse (1845-1928).
Arquivo Histórico Militar, Livro de Matrícula do Pessoal, Registo dos Oficiais e Indivíduos com Graduação de Oficial do Regimento de Infantaria nº 6 (1890) e processo individual de Ernesto Pinto Emílio de Oliveira.
ALVES, Francisco Manuel. 2000. Memórias arqueológico-históricas do distrito de Bragança, vol. VII. Bragança:
Câmara Municipal de Bragança / Instituto Português de Museus.
Geneall – Portal de Genealogia (disponível em geneall.net).

Publicação da C.M. Bragança

Preparem-se para a "Música na Praça" de 22 a 24 de Julho de 2026 - Carrazeda de Ansiães

Miranda do Douro é ponto de partida para a grande aventura pela Estrada Nacional 221

 A Estrada Nacional 221 é uma das mais belas estradas de Portugal. Com o quilómetro zero às portas de Miranda do Douro, em Trás-os-Montes, desce ao longo da fronteira e do rio Douro até chegar à Guarda, já na Beira Alta. São 184 quilómetros de beleza natural, cultura, história e muita aventura que ligam seis municípios, uma aldeia histórica e três regiões vitivinícolas. Aperte o cinto, porque vamos dar início à viagem.


Não há nada melhor do que percorrer o nosso belo país e descobrir os seus recantos e encantos. As Rotas de Portugal são apenas o princípio da viagem, o ponto de partida, um impulso para quem se deseja aventurar à descoberta do nosso país. Uma dessas rotas é a Estrada Nacional 221, que encontra o seu quilómetro zero à porta de Miranda do Douro. É caso para afirmar que melhor início de viagem era impossível. Mas atenção, porque se fizer a viagem no sentido inverso, é também impossível não considerar como melhor fim de viagem.


Seja qual for a direção que o traz até este território, motivos não vão faltar para que se prolongue numa visita por Terras de Miranda. A cidade raiana no nordeste transmontano é dona de um vasto, diversificado e valioso património cultural e arquitetónico espalhado pelas suas freguesias, que continuam a preservar e divulgar parte da sua cultura.” O maior ponto de atração são as nossas gentes e ouvi-las a falar em mirandês é o mais perfeito que existe nesta visita, sendo que tudo se eleva a um patamar superior quando nos é permitido observar a paisagem a partir dos miradouros”, começa por nos confidenciar a Presidente da Câmara Municipal, Helena Barril.


Terra de uma riqueza cultural ímpar, que faz da sua história o seu futuro, Miranda do Douro é, sem dúvida, um concelho que vale a pena descobrir. Pode partir à descoberta deste território pela própria cidade, onde certamente se deixará guiar pelo seu encanto e pelo seu
património arquitetónico. “Miranda do Douro oferece a qualquer visitante um centro histórico acolhedor, com a nossa imponente e emblemática Catedral, onde se encontra o Menino Jesus da Cartolinha – único em todo o Mundo – o Antigo Paço Episcopal, o Museu da Terra de Miranda, as Ruínas do Castelo, onde destaco também os Torreões, e a nossa emblemática Rua da Costanilha, da Época Medieval, carregada de história e simbolismo para descobrir e desvendar”. Fazer o roteiro dos castros e miradouros é também obrigatório, conciliando com a visita ao posto Zootécnico de Malhadas, para a observação das raças autóctones como a raça bovina Mirandesa, a raça ovina Churra Mirandesa ou o cão de Gado Transmontano. E porque estamos em terra de afamada gastronomia, porque não aproveitar e comer a famosa posta à Mirandesa, ou o cordeiro de raça Churra Galega Mirandesa assado na brasa, acompanhado por um bom vinho da região, e finalizar a visita com a célebre bola doce Mirandesa? A nós, parece-nos excelente.


Com uma identidade única, Miranda do Douro vem-se destacando, cada vez mais, no panorama nacional como um destino turístico de excelência. Consciente deste potencial, o executivo municipal tem vindo a desenvolver esforços no sentido de promover turisticamente este território. “Estamos a trabalhar a imagem do Município, a nível distrital, nacional e internacional”, confidencia a autarca que revela ainda: “em breve teremos mais novidades”. A Estrada Nacional 221 pode tornar-se mais um ponto de atração. A aposta pode passar por criar um roteiro e um passaporte que envolva os seis Municípios. “A atribuição, em cada Município, de um pacote de oferta turística integrado neste roteiro, havendo complementaridade entre todos os pacotes, pode criar um marco a nível nacional e internacional”.


Da língua mirandesa à música, das tradições à gastronomia, o que não faltam são razões para vir, ficar e voltar. Helena Barril deixa-lhe desde já o convite: “Fazemos parte do Reino Maravilhoso que tão bem descreveu Miguel Torga. Entrem, e depois perguntaremos quem são”.

13 de Maio, 2022

Dr. António Maria Mourinho (Padre, Professor, Antropólogo, Etnolinguísta, Historiador e Arqueólogo)

L lhobo que bieno de Spanha

CEIFA E MALHA DE MORAIS MANTÊM VIVA A MEMÓRIA DAS TRADIÇÕES AGRÍCOLAS EM MACEDO DE CAVALEIROS

 Recriação etnográfica reuniu comunidade e visitantes numa homenagem ao trabalho, à identidade rural e ao património cultural de Macedo de Cavaleiros, durante este fim de semana.


A freguesia de Morais, no concelho de Macedo de Cavaleiros, voltou a recuar no tempo com a realização de mais uma edição da Ceifa e Malha de Morais, iniciativa promovida pela Junta de Freguesia que reuniu dezenas de moradores e visitantes numa celebração das tradições agrícolas que marcaram gerações de transmontanos.

Ao longo de um dia repleto de simbolismo, foram recriadas as antigas tarefas da ceifa e da malha dos cereais, proporcionando uma autêntica viagem à ruralidade de outros tempos. O som das foices, os cantares tradicionais, o transporte do cereal para a eira e os gestos transmitidos de geração em geração deram vida a uma das mais genuínas manifestações do património etnográfico das Terras de Cavaleiros.

A iniciativa permitiu recordar o esforço e a dedicação de homens e mulheres que, durante décadas, fizeram da agricultura o sustento das famílias e um dos pilares da economia local, preservando saberes e costumes que continuam profundamente enraizados na identidade da freguesia.

O programa foi enriquecido com momentos de animação cultural protagonizados pelas Ceifeiras de Morais, pelo Grupo Cultural e Recreativo da Casa do Povo de Macedo de Cavaleiros e pelo Grupo Enxu Fole, que contribuíram para recriar o ambiente festivo associado às antigas jornadas agrícolas.

Um dos momentos mais aguardados voltou a ser a tradicional malha, símbolo do trabalho comunitário e da entreajuda que caracterizavam a vida nas aldeias transmontanas, seguida de um animado baile popular que prolongou o convívio pela noite dentro.

Mais do que uma recriação etnográfica, a Ceifa e Malha de Morais afirma-se como uma homenagem à resiliência, ao espírito de sacrifício e à cultura de um povo que encontrou na terra a sua forma de viver. Ao preservar estas tradições, a freguesia mantém viva a memória coletiva, promovendo a ligação entre gerações e contribuindo para a valorização da identidade rural transmontana.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Fotos: DR

ULS DO NORDESTE REFORÇA PARCERIA COM OS 12 MUNICÍPIOS PARA MELHORAR A RESPOSTA EM SAÚDE NA REGIÃO

 Conselho de Administração promove ronda de reuniões institucionais para consolidar estratégias conjuntas e responder aos desafios demográficos e assistenciais do Nordeste Transmontano


A Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste concluiu uma ronda de reuniões de trabalho com os presidentes dos 12 municípios da sua área de influência, numa iniciativa que reforça a cooperação entre o setor da saúde e o poder local, com o objetivo de melhorar a resposta às necessidades das populações do Nordeste Transmontano.

Promovidos pelo Conselho de Administração da ULS do Nordeste, os encontros inserem-se numa estratégia de proximidade institucional que pretende consolidar uma atuação articulada entre a unidade de saúde e as autarquias, reconhecendo o papel determinante dos municípios na promoção da saúde e do bem-estar das comunidades.

Ao longo das reuniões foram analisados alguns dos principais desafios que marcam o território, entre os quais o acesso aos cuidados de saúde, a promoção da saúde e prevenção da doença, o envelhecimento da população, a mobilidade dos utentes e o desenvolvimento de projetos conjuntos capazes de responder às especificidades de cada concelho.

O Conselho de Administração da ULS do Nordeste destacou que a cooperação com os municípios é um fator essencial para enfrentar os desafios demográficos, sociais e assistenciais que caracterizam a região, defendendo que o diálogo permanente e o trabalho em rede são fundamentais para garantir serviços de saúde mais próximos, eficazes e ajustados às necessidades dos cidadãos.

As reuniões permitiram ainda identificar novas oportunidades de colaboração institucional e reforçar sinergias entre as autarquias e a ULS, criando condições para a implementação de soluções inovadoras e sustentáveis que contribuam para a melhoria da qualidade dos cuidados prestados.

Numa região marcada pela dispersão geográfica e pelo envelhecimento da população, a articulação entre os serviços de saúde e o poder local assume um papel estratégico na construção de respostas mais integradas e eficientes, capazes de assegurar maior proximidade às comunidades.

Com esta iniciativa, a ULS do Nordeste reafirma o compromisso de aprofundar a cooperação com os municípios, considerando que uma ação concertada entre todas as entidades do território constitui um dos pilares para o fortalecimento do Serviço Nacional de Saúde na região e para a construção de um sistema de saúde cada vez mais acessível, integrado e centrado nas pessoas.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Fotos: DR

Associação de Futebol de Bragança homenageia Pizzi com Medalha de Sócio de Mérito

 A Associação de Futebol de Bragança (AFB) vai homenagear o ex-jogador brigantino Pizzi, numa cerimónia que decorre no próximo dia 1 de agosto, às 11h00, na sede da Associação de Futebol de Bragança.


A cerimónia pretende distinguir o ex-futebolista com a Medalha de Sócio de Mérito da AF Bragança.

Luís Miguel Fernandes nasceu a 6 de outubro de 1989, em Bragança, e colocou um ponto final na carreira de jogador em maio deste ano, marcando o fim de um percurso de quase duas décadas ao mais alto nível.

Formado no Grupo Desportivo de Bragança, Pizzi passou pelo Sporting Clube de Braga antes de rumar a Espanha, onde representou o Atlético de Madrid, o Deportivo da Corunha e o Espanyol.

Em Portugal, representou o Sport Lisboa e Benfica, clube onde atingiu o ponto mais alto da carreira. Ao serviço das águias, entre 2013 e 2022, o antigo internacional português disputou 360 jogos e marcou 94 golos, conquistando dez troféus, entre os quais quatro títulos de campeão nacional.

Depois do Benfica, Pizzi representou o İstanbul Başakşehir, o Al Wahda, regressou ao SC Braga, jogou no APOEL, do Chipre, e encerrou a carreira no Estoril Praia.

Ao serviço da Seleção Nacional, Pizzi vestiu a camisola de Portugal por 17 vezes e marcou três golos, depois de um percurso nos escalões jovens, sub-19, sub-21 e sub-23. Conquistou ainda uma Liga das Nações.

Maria João Canadas

Festas, Festivais e Eventos

Festas, Festividades e Eventos

segunda-feira, 20 de julho de 2026

𝗚𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗱𝗲 𝗖𝗮́

 𝗚𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗱𝗲 𝗖𝗮́ 𝗲́ 𝘂𝗺 𝗽𝗿𝗼𝗷𝗲𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝗵𝗶𝘀𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗮𝘀 𝗰𝘂𝗿𝘁𝗮𝘀 -𝗲𝗺 𝘃𝗶́𝗱𝗲𝗼- 𝗱𝗲 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗱𝗮̃𝗼 𝗶𝗱𝗲𝗻𝘁𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗮𝗼𝘀 𝘁𝗲𝗿𝗿𝗶𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗼𝘀 𝗮𝘁𝗿𝗮𝘃𝗲́𝘀 𝗱𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗳𝗮𝘇𝗲𝗺, 𝗮𝗷𝘂𝗱𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗮 𝗰𝗼𝗻𝘀𝘁𝗿𝘂𝗶𝗿 𝘂𝗺𝗮 𝗰𝗼𝗺𝘂𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲.

O projeto valoriza a identidade local, preserva histórias e cria uma memória audiovisual das pessoas e do território.

É um projeto que começa em 2026 e nunca acaba, porque as pessoas de cá, as que dão rosto aos territórios, nunca acabam

𝗦𝗲 𝗰𝗼𝗻𝗵𝗲𝗰𝗲 𝘂𝗺𝗮 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝘃𝗮𝗹𝗼𝗿𝗶𝘇𝗮 𝗮 𝘀𝘂𝗮 𝗰𝗼𝗺𝘂𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲, 𝗾𝘂𝗲 𝘁𝗲𝗺 𝘂𝗺𝗮 𝗵𝗶𝘀𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗺𝗲𝗿𝗲𝗰𝗲 𝘀𝗲𝗿 𝗰𝗼𝗻𝗵𝗲𝗰𝗶𝗱𝗮 𝗼𝘂 𝗱𝗶𝘃𝘂𝗹𝗴𝗮𝗱𝗮, 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗮𝗰𝘁𝗲-𝗻𝗼𝘀

✉ gentedeca@gmail.com

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" Nas escombreiras do amor" - Capítulo I

Por: Luís Abel Carvalho
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


 Era um fim de tarde soalheiro e frio de finais de Fevereiro, mais precisamente dia vinte e três, dia de S. Policarpo - protector dos ouvidos e das queimaduras. O ar era de gelo - aliás, como se desejava, pois ”Fevereiro quente, traz o diabo no ventre”.  Um frio que encolhia até os pensamentos e a alma das gentes.

De olhos fechados do cansaço da vida, as pálpebras escuras e sedosas que se mexiam em movimentos nervosos, Tia Inácia esperava, sentada numa pedra, à soleira da porta de casa, tentando roer com as gengivas uma côdea dura de centeio, que as couves tronchudas cozessem na panela de ferro de três pés, enquanto olhava a aldeia e os campos, envoltos em neblina. Estava constantemente a mexer os lábios, sem os abrir, como fazem as galinhas ao beber. Dava a sensação de que remoía com as gengivas algum pedaço de toucinho ou alguma lembrança eterna.

Na verdade, tinha os lábios tão repuxados para dentro da boca, totalmente deserta de dentes, de tal modo que lhe cobriam e protegiam as gengivas, de maneira que se poderá dizer, com toda a propriedade, que comia com os lábios! Parecia que tinha um desentupidor de canos a sugar-lhe os lábios para dentro, de forma que o queixo sobressaía exageradamente, em forma de cabeça de perú. Não se podia aplicar aqui o ditado popular; “ A pão duro, dent´afiado “, mas aplica-se um outro com propósito : “ À má fome não há mau pão “, ou então: “ A pão de três semanas, fome de quinze dias “.  

Tia Inácia aproveitava o fraco calor das últimas résteas de sol amarelo-âmbar, daquele dia gélido de Fevereiro, tal como um lagarto, esquecida da vida, enquanto esperava que as tronchudas cozessem para as comer com batatas e um ovo cozido, temperadas com unto. Seria a sua ceia nessa noite, acompanhada com azeitonas sapateiras curtidas numa talha de barro, um naco de pão e um copo de palheto (ou dois), que comprava ao Ti Constantino da Marta. De olhos semicerrados aquecia a sua velhice ao soalheiro, maçada dos trabalhos do dia e das mortificações da alma, feita de cicatrizes e de perdão, uma alma que embalava pesadelos. Recebia o brando mas aconchegante calor do sol hibernal como um bálsamo e deixava-se arrastar para a letargia. A velha e multissecular aldeia estendia-se a seus pés, pela encosta abaixo até aos fornos, perto da Fonte da Ferrada, ou a fonte dos namorados. Que segredos de alma estaria ela a confessar à lua?

Os últimos raios de um sol amável morriam lá para o extremo poente, numa mistura em tons de azul turquesa e laranja opala, na paz lenta da tarde. Pensava nos desgostos e nas dificuldades da vida, olhando o por do sol para os lados das Fontelas com olhos fatigados, quando a Celeste da Consolação, mais conhecida como Celeste Zarolha, vinda dos lados do Seixo lhe disse: 

- Atão, Ti Nácia. Que desgrácia esta!! Ó que grande desgrácia! – lamentava-se pondo as mãos erguidas para o Céu.

- Desgrácia?!!Qal desgrácia, rapariga?!

- Atão...Inda num sabe?! Eu tamãe só o soub´agorinha mesmo. Foi a Maria dos Anjos que mo dicho.

 - Mas o qu´é que foi, rapariga? Desimbutcha – pediu já com falta de paciência.

 - Por os bistos inda num no sabe...!!!Coitada!!

 - Ai que gaita esta!! Num sei o quê? Fala, rapariga. Fala duma bez por todas. Gomita lá o que tães aí dentro. – pediu já impaciente.

 - ´Stá bem, prontos. Morreu o seu filho Pascoal! – disse de lágrimas nos olhos. – Deus o receba à Sua direita - acrescentou persignando-se, consternada.

A notícia caiu do alto, como uma pedra num charco de águas paradas. Tia Inácia sabia bem que a Celeste era de lágrima oportuna.

- Morreu...Oh...Lá o mataram, por i, por bia d´alguma puta das feiras! – disse encolhendo os ombros, numa assombrosa indiferença. – Por isso é qu´a coruja piou a noute toda nos castinheiros! Era mau agoiro!

- Pois, parece que sim. Foram três ou quatro gandulos de trás da serra qui o matatarm à paulada. Dizem que foi por bingança e que le deram tantas ´stadulhadas, quinté le puseram a cabeça num bolo de miolos e sangue, toda ´smigalhada!!!- disse num gesto de nojo e de horror. – Parece qu´io ´speraram perto da Quinta do Dr. Margarido, q´ando  binha pra casa – irrompeu num pranto caudaloso.

(O Dr. Margarido era chamado “ Pai dos pobres “ porque, em vez de cobrar a consulta, ainda deixava algum ao enfermo para a compra de remédios na farmácia ).

- Hum...Lá o apanharam co alguma cardina! Oh..., há qanto tempo ´speraba eu por uma cousa assim. Só m´admira que num tibesse assucedido há mais tempo, que num tibesse já sido iantes. À bida que lubaba, só podia dar nisso, mais cedo ou mais tarde. Andaba sempre metido em barulhos e arrelias!! Lubaba uma bida só de folguedos!  Só putas e binho berde!! Era um cabeça d´asno c´mó Pai. – concluiu com uma calma e naturalidade abismal, cuspindo para o chão.

- Atão, e agora? – perguntou a Celeste de olhos aflitos.

- Agora?! Agora é interrá-lo e rezar-le por a alma, s´é qui a tinha. Agora num hai nada a fazer, a num ser interrá-lo, qu´é o que se faiz ós mortos – disse encolhendo os ombros numa dureza de sentimentos maior que o frio que se sentia, numa apatia invernosa.

- Credo, Santo Deus!! C´mé que pode ser assim?! Inda é mais pior do có azeite rançoso!     

- Sou c´mo me fizeram. As consumições da bida é que me moldaram nisto.

- E quer qui o interrem a donde?

- Adond´eles quiserem – respondeu encolhendo os ombros. - Pra mim tanto m´abonda, num me fai difrença ninhuma. As ótoridades que se encarreguem disso. O Regedor ou a Guarda que tomem conta dele. Eu num tanho posses, nem força e nem cabeça pra esses trabalhos. Qui o interrem adond´eles quiserem, que pra mim tanto monta. Óspois de morto já num bale nada; nem mesmo bibo nunca baleu um bintém furado – disse causticamente. – Esse rapaz só me deu consumições. Muntas mortificações me fizo passar, esse judeu errante. – Acrescentou com acidez.

- E q´antas mais há d´ajuntar às lembranças que já tem até qu´a morte as apague a todas!! Bomecê e todos nós.

- Por i, mas agora acabou-se tudo e já debe ´stár a prestar contas ó Dibino  – acrescentou com desprezo.

- Jasus, Santo nome de Jasus! Indé mais azeda do qu´às azedas!

-  Atão que le quers? Quem come fel, num pode cuspir mel! Mas inda bem, porqu´assim nem as formigas me querem. E quem me quiser cumer, que me bote açúcre. E do branco, por que dizem qu´é mais doce do qu´ó amarelo- acrescentou num risinho irónico. – E pode ser qu´ospois de morta já todos digam bem de mim, ou inté me façam Santa! Quem no sabe? 

 - Por i, por i...A gente bê cada cousa! Às bezes são uns demónios em bida e despois de mortos, todá gente só já diz bem deles.

 - A mim tanto se m´abonda qu´o rio corra pra baixo ó corra pra cima. Tamãe num quero ser ninhuma Santa, porqu´óspois inda tanho que fazer milagres e andar sempre no andor...e isso é uma trabalheira.

 - Credo, mulher! Isso inté é pecado...

 - Qal pecado, qal carapuça! Pecado é ter fome e frio e num termos com que nos socorrer – disse visivelmente irritada.

 - Assim bai parar direitinha pró inferno – interrompeu-a a Celeste.

 - Eu?! Im primeiro indás-dir tu. Além do mais, num caibo lá. Já ´stá abarrotar – disse de caçoada.- A mim já s´marrebentou o fel ! – retorquiu conformada.

 - Atão temos qu´arranjar oitro nobo cá na terra – replicou a rir a Celeste.

 - No inferno bibemos todos nós, aqui em bida. Oitro?! Num t´abonda o que já temos? Pra mim já me tchega e sobra este cá na terra. Credo, qu´inté parece que Deus e o diabo me tomaram de ponta! – acrescentou cuspindo novamente para o chão.

- Este qu´inziste é o nosso. Temos qu´arranjar um oitro pior ainda prós salafrários que nos lebam o coiro e o cabelo, prá´queles que nos roubam as últimas gotas de suor.

- Oh... pra esses num há inferno que resista! Se bem calhar inté são bem capazes d´indrominar o diabo e o São Pedro! – disse com escárnio.

 - Lá nisso terá rezão, mas mesmo assim é seu filho – tentava a Celeste chamá - la à razão.

 - Pois é. Eu bem no sei, que fui eu qui o pari. E olha que bastantes dores tibo pró ter. Só de caso num ´stibesse lá a Cantadeira, num sei c´mo seria...

(Tia Inácia recordou em segundos aquela tarde quente do dia catorze de Julho, uma sexta feira, pelas quatro horas da tarde, em pleno campo, à sombra de um enorme castanheiro e à beira da fonte das Lamelas, o nascimento do filho, a céu aberto. Quantas dores e suor para expulsar um matulão, com a juda da Tia Lurdes Cantadeira).

- Pois. Anda uma Mãe a passar tantos trabalhos a criar um filho prós pois acontecer uma desgraceira destas! Mas parir é dor e criar é amor.

 - Eu deixei de ser Mãe dele q´ando tinha três meses. Secou-se – m´o peito e tibo que ser alimentado com leite da burra do Ti Alípio Grande e do Ti Manuel Carono. Ele continuou sempre a ser mou filho, mas nunca me tchigou a ter grand´amizade. Dizem que por i foi por num ter mamado nas tetas. Mas do Pai, ele gostaba! E munto!!

- Coitado! Tibo a sorte do Pai!

- E que sorte! Azar tibo eu, que fiquei cá a sofrer. O meu Pascoal tinha a maldade do Pai na massa do sangue. Tal Pai tal filho...Eram filhos da mesma sementeira!  - disse numa ironia ácida. - O Pascoal deve ter morrido sem nada nos bolsos. Tamãe já o Pai..., aquilo que deixou nem deu pró responso. Morreram ambos os dois c´más putas na quaresma, mais lisos do cós seixos do Sabor. Morreram mais limpos do c´uma eira ó fim da malhada!!- reforçou cerrando os dentes (as gengivas)!

continua...

Fontes de Carvalho


Fontes de Carvalho
, pseudónimo de Luís Abel Carvalho, nasceu no Larinho, uma aldeia transmontana do Concelho de Torre de Moncorvo, Distrito de Bragança. É o filho do meio de três irmãos.
Estudou em Moncorvo, Bragança e no Porto, onde se formou em Engenharia Geotécnica. É casado e Pai de três filhos.
Viveu no Brasil, onde passou por momentos dolorosos e de terror, a nível económico e psicológico. Chegou a viver das vendas de artesanato nas ruas e a dormir debaixo de Viadutos.
No ano de 1980 e 1981 foi Professor de Matemática em Angola, na Província de Kwanza Sul, em Wuaku-Kungo. Aí aprendeu a desmistificar certos mitos e viveu uma realidade muito diferente da propagandeada.
Em Portugal deu aulas de Matemática em diversas cidades, nomeadamente em São Pedro da Cova, Ponte de Lima, Cascais (na Escola de Alcabideche, onde deu aulas aos presos da cadeia do Linhó), Alcácer do Sal, Escola Francisco Arruda e Luís de Gusmão, em Lisboa. Frequentou durante quatro anos, como trabalhador-estudante, o curso de Engenharia Rural, no Instituto Superior de Agronomia.
Em 1995 fundou a empresa Bioprimática – Reciclagem de Consumíveis de Informática, onde trabalha até hoje como sócio-gerente.

Festas, Festividades e Eventos

O futuro da tradição sobe ao palco!

 São os mais jovens guardiões de uma herança com séculos de história. Formados na Escola do Pauliteiro de Sendim, as Pauliteiras e Pauliteiros de Sendim representam a continuidade de uma tradição que passa de geração em geração, mantendo viva a identidade da Terra de Miranda.
No dia 1 de agosto, serão eles a abrir o XII Festival Ibérico de Pauliteiros de Sendim, demonstrando que o futuro da nossa cultura está em boas mãos.

1 de agosto de 2026
22h00
Largo da Igreja | Sendim

Da Terra de Miranda ao Mundo… a bater forte!

Festas, Festividades e Eventos

Sr. António (Lá em Casa)

MIRANDA DO DOURO REVELA CARTAZ DAS FESTAS DA CIDADE E DO CONCELHO 2026

 Miranda do Douro já apresentou o programa das Festas da Cidade e do Concelho 2026, que vão decorrer entre os dias 20 e 23 de agosto, em honra de Santa Bárbara. Durante quatro dias, o concelho será palco de concertos, animação e momentos de celebração que prometem atrair milhares de visitantes.


O programa arranca na quinta-feira, 20 de agosto, com uma Pool Party, marcada para as 23h30, dando início a um fim de semana dedicado à música e ao convívio.

Na sexta-feira, 21 de agosto, sobem ao palco Sirilanka, às 22h00, seguindo-se Dillaz, à meia-noite. No sábado, 22 de agosto, será a vez de Arkadia abrir a noite, antes da atuação dos Wet Bed Gang, um dos grupos mais populares da música urbana nacional.

O encerramento das festividades acontece no domingo, 23 de agosto, com os concertos da Banda Sense e de Papillon, que fecha o cartaz musical da edição deste ano.

Além da programação artística, as festividades incluem as tradicionais celebrações religiosas em honra de Santa Bárbara, preservando uma das mais importantes tradições do concelho e conciliando a componente cultural com a vertente religiosa.

Com um cartaz diversificado e pensado para diferentes públicos, as Festas da Cidade e do Concelho voltam a afirmar-se como um dos principais eventos do verão no nordeste transmontano, promovendo Miranda do Douro e dinamizando a economia local.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR