MEMÓRIAS...e outras coisas...
BRAGANÇA
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Sobre o Blogue
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
quinta-feira, 11 de junho de 2026
Produtos de Montanha: Qualidade e Valorização 🍎🍷
Entre visitas técnicas, apresentações, mesa-redonda e momentos de degustação, será uma oportunidade para partilhar conhecimento, experiências e perspetivas sobre a importância da maçã, do vinho, do azeite e de outros produtos que representam a identidade e a riqueza das nossas regiões.
Centro de Inovação INOVARURAL de Carrazeda de Ansiães (CITICA)
17 de junho de 2026
Junte-se a nós nesta reflexão sobre qualidade, território e valorização dos produtos que tornam as nossas montanhas únicas.
𝗗𝗼 𝗧𝗿𝗮𝗱𝗶𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗮𝗼 𝗥𝗲𝘂𝘁𝗶𝗹𝗶𝘇𝗮𝗱𝗼
No próximo dia 13 de junho, visite o Mercadinho Tradicional & Mercadinho de Usados e descubra produtos locais, artigos em segunda mão e muitas oportunidades de compra sustentável.
Praça da Sé e Jardim Doutor António José de Almeida
Participe e apoie o comércio local
BRAGANÇA REFORÇA COMPROMISSO COM A MOBILIDADE SUSTENTÁVEL EM NOVA SESSÃO DE PARTICIPAÇÃO CÍVICA
A iniciativa reuniu cidadãos, representantes de entidades locais e diversos agentes do território, num momento de partilha e reflexão sobre as linhas estratégicas que irão orientar o futuro da mobilidade no concelho. Durante a sessão, foram apresentadas propostas e discutidas soluções destinadas a melhorar a eficiência dos transportes, reforçar a acessibilidade e promover formas de deslocação mais sustentáveis.
A participação da comunidade voltou a assumir um papel central no processo, permitindo recolher contributos essenciais para a definição de medidas ajustadas às necessidades reais da população e às especificidades do território.
Com este trabalho colaborativo, Bragança pretende consolidar uma estratégia de mobilidade que responda aos desafios atuais e futuros, contribuindo para uma melhor qualidade de vida, uma maior coesão territorial e um desenvolvimento urbano mais equilibrado e sustentável.
O Plano de Mobilidade Urbana Sustentável integra-se na visão do município para um concelho mais acessível, ambientalmente responsável e preparado para as exigências das próximas gerações.
“UMA AVENTURA RECICLÁVEL EM FREIXO DE ESPADA À CINTA” ENCANTOU AUDITÓRIO MUNICIPAL
Perante uma sala repleta de público, os jovens atores subiram ao palco para dar vida a um espetáculo que aliou entretenimento e sensibilização, abordando temas atuais e de grande relevância, como a reciclagem, a proteção do ambiente, a educação ambiental e a sustentabilidade.
Com encenação de Rui Branco Silva, a peça destacou-se pela criatividade, dinamismo e mensagem pedagógica, procurando despertar consciências para a importância de práticas mais responsáveis e amigas do ambiente, numa altura em que estas questões assumem cada vez maior destaque na sociedade.
O espetáculo contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Nuno Ferreira, do vice-presidente, Pedro Vicente, e da vereadora Marisa Madeira. No final da apresentação, o autarca enalteceu o desempenho dos participantes, felicitando todo o grupo pela qualidade artística demonstrada, pelas interpretações em palco e pela pertinência da temática escolhida.
Nuno Ferreira sublinhou ainda a importância do investimento contínuo na cultura, no teatro e nas artes performativas como ferramentas fundamentais para o desenvolvimento pessoal e social dos mais jovens, considerando que esta aposta municipal tem produzido resultados muito positivos ao longo dos últimos anos.
A noite ficou marcada pelo entusiasmo do público e pelo reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos jovens artistas e pela equipa responsável pela sua formação, num espetáculo que deixou uma forte mensagem de cidadania ambiental e que mereceu calorosos aplausos de todos os presentes.
Após mais uma demonstração de talento e dedicação, fica agora a expectativa para os próximos projetos teatrais destes jovens freixenistas, que voltaram a provar que a cultura tem um lugar de destaque na vida do concelho.
FESTA DA AMIZADE REUNIU MAIS DE MIL SENIORES EM MIRANDA DO DOURO
Promovida anualmente pelo Município de Miranda do Douro, a iniciativa voltou a afirmar-se como um dos mais importantes momentos de convívio destinados à população sénior, proporcionando um dia marcado pela partilha, pela amizade e pelo fortalecimento dos laços comunitários entre participantes portugueses e espanhóis.
O programa integrou diversos momentos de celebração e animação, começando com a tradicional missa, seguida de um almoço-convívio que reuniu centenas de participantes. A componente cultural esteve igualmente em destaque, com atuações da Universidade Sénior de Miranda do Douro e da Banda Filarmónica Mirandesa, que contribuíram para o ambiente festivo vivido ao longo do dia.
O encerramento da iniciativa ficou a cargo de um animado baile com música ao vivo, onde os seniores assumiram o papel principal de uma festa que celebrou o envelhecimento ativo, a convivência e o espírito de comunidade.
A Festa da Amizade constitui uma das iniciativas de maior significado social promovidas pelo município, reforçando o compromisso com a valorização da população mais idosa e o combate ao isolamento, através da criação de momentos de encontro e partilha.
O Município de Miranda do Douro expressou ainda um agradecimento especial a todas as entidades que colaboraram na organização e segurança do evento, destacando o apoio das instituições locais, da Guarda Nacional Republicana, dos Bombeiros Voluntários de Miranda do Douro e da Unidade Local de Saúde de Miranda do Douro, cujo contributo foi determinante para o sucesso de mais uma edição desta celebração.
CAMINHADA MOR REGRESSA PARA HOMENAGEAR TRADIÇÕES E DESAFIAR OS MAIS RESISTENTES ENTRE BRAGANÇA E CIDÕES
A partida está marcada para as 5h30 da manhã, junto à Igreja de São Tiago, no Bairro do Campo Redondo, em Bragança. O percurso, classificado com grau de dificuldade moderado, estende-se por cerca de 29 quilómetros e atravessa localidades como Castro de Avelãs, Formil, Alimonde, Vila Boa, Ousilhão e o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios de Nunes, terminando no emblemático Reino Maravilhoso de Cidões, no concelho de Vinhais.
Mais do que um simples desafio desportivo, a Caminhada MOR proporciona uma verdadeira viagem pela história, cultura e património da região. Parte do trajeto decorre em troços de antiga calçada romana, testemunho de séculos de circulação de pessoas, mercadorias e tradições, oferecendo aos participantes uma experiência única em contacto com a natureza e com a memória coletiva do território.
Ao longo de todo o percurso será assegurado apoio logístico aos caminheiros, sendo obrigatório o uso de colete refletor por motivos de segurança. A organização preparou ainda vários momentos de confraternização, incluindo reforços alimentares e bebidas em Vila Boa de Ousilhão, uma surpresa intermédia, chocolate e filhoses à chegada a Cidões, bem como almoço-convívio na sede da Associação Raízes, agendado para as 13h00.
Um dos aspetos mais valorizados pelos participantes continua a ser o simbolismo da iniciativa. Pelo sexto ano consecutivo, a caminhada pretende recordar os sacrifícios e a resiliência dos antepassados que, em tempos sem os meios de transporte atuais, percorriam regularmente dezenas de quilómetros para tratar de negócios, participar em feiras ou resolver assuntos administrativos na cidade de Bragança.
A organização disponibiliza ainda transporte gratuito de autocarro para o regresso dos participantes a Vinhais e Bragança, facilitando a logística de quem aceita este desafio de resistência física e ligação às raízes da região.
A Caminhada MOR conta com o apoio da Câmara Municipal de Vinhais, das Juntas de Freguesia de Vilar de Peregrinos e de Vila Boa, da Associação Desportiva e Cultural de Vila Boa e da Enzonas – Associação de Caminheiros de Bragança.
Num território onde a paisagem, a história e a tradição se cruzam a cada passo, a Caminhada MOR volta a desafiar os mais corajosos a percorrer os caminhos dos seus antepassados, numa jornada de superação, descoberta e celebração da identidade transmontana.
COLORADD NAS ESCOLAS PROMOVE INCLUSÃO E SENSIBILIZA ALUNOS EM MIRANDA DO DOURO
A iniciativa, integrada no projeto COLORADD, teve como principal objetivo sensibilizar a comunidade escolar para os desafios enfrentados por pessoas com daltonismo, contribuindo para a redução de situações de exclusão e de bullying em contexto escolar, ao mesmo tempo que promove o sucesso educativo de todos os alunos.
A ação foi dinamizada em parceria com a COLORADD Social e com a Santos Ótica Médica, reforçando o compromisso conjunto com a sensibilização para a diversidade e a inclusão.
Durante a sessão, os alunos tiveram contacto com ferramentas e metodologias que permitem identificar cores de forma alternativa, compreendendo melhor as dificuldades sentidas por pessoas com daltonismo no seu quotidiano. A atividade procurou ainda incentivar atitudes de respeito, empatia e cooperação no ambiente escolar.
O Município de Miranda do Douro sublinha que estas iniciativas assumem um papel fundamental na construção de uma escola mais inclusiva, onde todas as crianças tenham igualdade de oportunidades e se sintam integradas, independentemente das suas diferenças.
A autarquia reforça, assim, a aposta em projetos educativos que promovam valores de cidadania, inclusão e respeito pela diversidade desde os primeiros anos de escolaridade.
CARRAZEDA DE ANSIÃES ACOLHE ENCONTRO SOBRE PRODUTOS DE MONTANHA COM FOCO NA QUALIDADE E VALORIZAÇÃO DO TERRITÓRIO
O encontro, intitulado Produtos de Montanha: Qualidade e Valorização, terá lugar no Centro de Inovação INOVARURAL, integrado no CITICA – Centro de Inovação INOVARURAL de Carrazeda de Ansiães, e pretende promover a reflexão sobre o potencial económico e a diferenciação dos produtos endógenos das regiões de montanha.
Ao longo do dia, o programa inclui visitas técnicas, palestras temáticas, uma mesa-redonda e sessões de degustação, destacando três dos principais produtos da região: a maçã, o vinho e o azeite. A iniciativa visa reforçar a inovação, a sustentabilidade e a valorização dos recursos locais.
A organização sublinha a importância da participação de produtores e agentes económicos, defendendo que a partilha de conhecimento e experiências é essencial para o fortalecimento da identidade territorial e para a promoção dos produtos de montanha em mercados mais amplos.
FREIXO DE ESPADA À CINTA RECEBE CENTENAS DE PARTICIPANTES NO IX ENCONTRO DAS UNIVERSIDADES SENIORES DO NORDESTE TRANSMONTANO
O evento, integrado no programa das Universidades Seniores do Nordeste Transmontano, teve início na Praceta do Município, onde os participantes foram recebidos em ambiente festivo ao som do grupo de bombos “BOMB’AII”, marcando o arranque de um dia dedicado ao envelhecimento ativo e à valorização da participação social.
A receção contou com a presença do executivo municipal, tendo o presidente da Câmara Municipal, Nuno Ferreira, acompanhado pelo vice-presidente e pela vereadora do pelouro da ação social, dado as boas-vindas aos participantes e destacado a importância destas iniciativas na dinamização do território e na promoção da qualidade de vida da população sénior.
Ao longo da manhã, os visitantes tiveram oportunidade de conhecer alguns dos principais pontos de interesse do concelho, incluindo os museus locais e a zona histórica. Seguiu-se um almoço convívio no Espaço Multiusos, que serviu de momento de reencontro e partilha entre as diferentes delegações.
Durante a tarde, o programa prosseguiu com apresentações culturais protagonizadas pelas várias universidades seniores, onde música, dança e outras expressões artísticas evidenciaram o dinamismo e a criatividade dos participantes, reforçando a ideia de que a idade não constitui barreira à participação ativa na vida cultural.
O autarca local voltou a sublinhar o papel destas iniciativas na coesão social e no combate ao isolamento, agradecendo ainda o envolvimento de todos os trabalhadores municipais na organização do encontro.
O encerramento ficou marcado pela entrega de lembranças simbólicas aos grupos participantes e pela passagem de testemunho para a edição de 2027, que terá lugar no concelho de Torre de Moncorvo, assegurando assim a continuidade desta iniciativa no território transmontano.
O distrito de Bragança é o campeão nacional em candidaturas ao PEPAC, diz Ministro da Agricultura
“O distrito de Bragança é campeão nacional em candidaturas aprovadas no PEPAC, com mais de mil candidaturas e 73 milhões de euros aprovados”, indicou José Manuel Fernandes.
Questionado pelo Mensageiro sobre estes investimentos, o governante salientou que, em 2025, no âmbito do Pedido Único, os agricultores receberam mais de 131 milhões de euros.
“É um montante que temos vindo a aumentar. O rendimento dos agricultores é um objetivo central e, por isso, temos reforçado estes apoios. Aumentámos em cerca de 20% o rendimento dos agricultores”, destacou o ministro.
A visita do ministro da Agricultura permitiu igualmente acompanhar investimentos importantes para este concelho da Terra Quente Transmontana, nomeadamente a homologação da consignação da obra de construção da rede de rega do Aproveitamento Hidroagrícola de Vilar Chão/Parada e a inauguração do Sistema de Melhoria da Eficiência do Aproveitamento Hidroagrícola de Alfândega da Fé.
“Investir na água e no regadio é investir na competitividade da agricultura, na criação de riqueza e na fixação de pessoas no território”, afirmou o governante, acrescentando que “há que continuar a apostar naquilo que nos distingue: nos produtos, nas suas especificidades, na nossa capacidade de acrescentar valor e de afirmar a marca Portugal”.
“É essa valorização que reforça a competitividade da agricultura, cria oportunidades para os mais jovens e contribui para a coesão territorial”, vincou José Manuel Fernandes.
Na opinião do governante, a cereja de Alfândega da Fé é um exemplo da qualidade, do saber-fazer e da capacidade de produzir com excelência nos territórios do interior.
“São produtos diferenciados, ligados ao território e às suas pessoas, que devem ser cada vez mais valorizados, transformados e promovidos, criando mais rendimento para os produtores e mais riqueza para a região”, sublinhou.
Para que isso seja possível, José Manuel Fernandes destacou os vários investimentos em curso no concelho de Alfândega da Fé, nomeadamente no domínio do regadio e da gestão da água. Estão aprovadas nove charcas e 25 candidaturas de jovens agricultores.
“Hoje foi consignado um contrato de oito milhões de euros, integrado num pacote de 26,9 milhões de euros para empreendimentos hidroagrícolas no concelho de Alfândega da Fé”, vincou.
José Manuel Fernandes destacou ainda a estratégia nacional para a gestão da água, através do programa “Água que Une”, alertando para a necessidade de “uma utilização mais eficiente dos recursos hídricos”.
“O regadio é essencial para garantir a sustentabilidade da agricultura, sobretudo face às alterações climáticas e à necessidade de reforçar a competitividade do setor”, sublinhou.
Por seu lado, o presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé, Eduardo Tavares, destacou os investimentos em curso no regadio do concelho, que permitirão aumentar significativamente a produção de vários produtos agrícolas, para além da cereja.
“É continuar a apostar na valorização do território e na captação de investimento e de jovens agricultores”, frisou.
O autarca pretende apostar na duplicação da área de regadio até 2027, destacando o bloco norte do Vale da Vilariça, que já foi lançado a concurso. Com este projeto e com o de Vilar Chão, o município pretende duplicar a área de regadio existente em 2010.
Em resposta às questões colocadas, o autarca destacou o compromisso de longa data assumido com os produtores e agricultores do território, considerando primordial a concretização deste objetivo. Eduardo Tavares acrescentou que o investimento global realizado ao longo dos anos no regadio ascende a cerca de 50 milhões de euros.
Durante a Festa da Cereja & Co., que decorreu no passado fim de semana, terão sido vendidas cerca de 19 toneladas de cereja com Indicação Geográfica Protegida, produto considerado o ex-líbris do concelho de Alfândega da Fé.
Bombeiros de Bragança têm duas novas ambulâncias e reivindicam terceira Equipa de Intervenção Permanente
Durante as comemorações, foram apresentadas duas novas ambulâncias para transporte de doentes, uma delas elétrica e outra equipada com motor convencional. A viatura elétrica foi adquirida com o apoio da Fundação CA, representando mais um passo na modernização e na melhoria da eficiência energética da associação, fundada a 30 de maio de 1890.
O presidente da direção, José Fernandes, destacou também a conclusão das obras de remoção do amianto da cobertura do quartel, uma intervenção há muito desejada e que representou um investimento de cerca de 240 mil euros.
“Era uma ambição antiga”, afirmou o dirigente, explicando que a obra foi concretizada através de uma candidatura a fundos europeus. Como o financiamento disponível ascendia a 313 mil euros, a associação apresentou uma segunda candidatura para aplicar a verba remanescente na aquisição de uma ambulância com tração às quatro rodas, um gerador e vários equipamentos solicitados pelo Comando.
Atualmente, o Corpo Ativo dos Bombeiros de Bragança é constituído por cerca de 120 elementos.
Entre os próximos objetivos da direção está a instalação de painéis solares e baterias, de forma a reduzir a fatura energética do quartel e permitir o carregamento das viaturas elétricas. Está igualmente previsto o asfaltamento da zona envolvente das instalações.
Investimento de 1,1 milhões numa plataforma elevatória
Um dos investimentos mais ambiciosos passa pela aquisição de uma plataforma elevatória com 45 metros de alcance, avaliada em cerca de 1,1 milhões de euros. Segundo José Fernandes, o projeto deverá contar com o apoio da Câmara Municipal de Bragança e permitirá reforçar a capacidade de intervenção em incêndios urbanos, edifícios de grande altura e operações de resgate.
A associação assinou também um protocolo com o Instituto Nacional de Emergência Médica para a criação de um segundo Posto de Emergência Médica. O reforço é justificado pelo elevado número de ocorrências e pela dimensão da área de intervenção da corporação.
“Fazemos cerca de 4500 socorros por ano e, por vezes, temos oito ocorrências em simultâneo. Dada a nossa vasta área geográfica, era essencial esta atualização”, sublinhou o presidente.
José Fernandes voltou ainda a reivindicar a criação de uma terceira Equipa de Intervenção Permanente em Bragança. A associação apresentou uma candidatura, mas a nova equipa acabou por ser atribuída a Vinhais, por decisão da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
“Temos uma maior área de influência e cinco vezes mais população para servir. Vamos continuar a lutar para termos a terceira EIP”, garantiu José Fernandes.
O dirigente manifestou também preocupação com o aparecimento de outros operadores no transporte de doentes, acusando-os de selecionarem apenas os serviços mais rentáveis e realizados durante o horário de expediente.
“Só pegam nos serviços que dão lucro. Os bombeiros estão disponíveis para tudo e a toda a hora”, declarou, valorizando o papel social desempenhado pela instituição ao longo de mais de um século.
“Nunca ninguém fez tanto, durante tanto tempo, a tanta gente. Fazemos o bem, e bem feito”, concluiu José Fernandes.
Ministra recua no discurso sobre helicópteros do INEM, mas futuro de Macedo após 2030 continua por esclarecer
As duas intervenções, realizadas com cerca de um mês de diferença na Comissão Parlamentar de Inquérito, revelam uma alteração no discurso da governante, embora permaneça por esclarecer o que acontecerá depois de 30 de junho de 2030, data em que termina o contrato atualmente em vigor para a operação dos quatro helicópteros do INEM.
Em abril, ao apresentar algumas das medidas previstas para a reorganização do Instituto Nacional de Emergência Médica, Ana Paula Martins defendeu a necessidade de “otimizar o serviço de helicópteros de emergência médica”, através de dois aparelhos de nível A e dois de nível B, “localizados em pontos geográficos estratégicos, com logística hospitalar diferenciada de apoio”.
A ministra identificou então como “bases operacionais de primeira intervenção” os hospitais de São João, no Porto, Coimbra, Santa Maria, em Lisboa, e Faro. Macedo de Cavaleiros, Viseu, Évora e Loulé, onde atualmente estão estacionados os quatro helicópteros, foram apresentados como “bases logísticas de retaguarda em apoio alternativo”.
A formulação provocou preocupação no distrito de Bragança e foi interpretada como a possibilidade de o helicóptero sediado em Macedo de Cavaleiros ser transferido para o Hospital de São João.
Na audição de 3 de junho, Ana Paula Martins rejeitou essa interpretação e assegurou, de forma categórica, que o Governo não pretende alterar a localização atual dos meios aéreos.
“Não vai sair nenhum, não está previsto sair nenhum helicóptero dos locais onde eles estão. Eles estão lá. É verdade que a CTI desafiou o INEM a estudar tecnicamente a localização. Nós não vamos mudar esta localização, não vamos mudar”, afirmou.
A governante alegou ter existido uma confusão entre os conceitos de heliporto e de base de helicópteros, explicando que os hospitais de nível mais diferenciado devem funcionar como estruturas de retaguarda, preparadas para receber os doentes mais graves transportados por via aérea.
“Eu não disse que os helicópteros iam sair de onde estavam para ir para estas bases. Eu disse que as bases tinham de estar preparadas para isto”, sustentou.
Apesar deste esclarecimento, a ministra voltou a repetir, no final da intervenção, a mesma formulação utilizada em abril: bases operacionais de primeira intervenção em São João, Coimbra, Santa Maria e Faro, e bases logísticas de retaguarda em Macedo de Cavaleiros, Viseu, Évora e Loulé.
Ana Paula Martins acusou ainda algumas entidades de promoverem uma “confusão mediática” sobre o tema, afirmando ter prestado “pelo menos três esclarecimentos à comunicação social por causa de Bragança”.
Contudo, os esclarecimentos divulgados pelas entidades tuteladas não são inteiramente coincidentes quanto ao horizonte temporal da garantia. O comunicado do INEM especifica que o atual modelo operacional permanecerá inalterado até 30 de junho de 2030, data do termo do contrato em vigor. Ou seja, garante a manutenção das quatro bases durante a vigência contratual, mas não afasta uma eventual reorganização posterior.
Já a nota atribuída ao Ministério da Saúde afirma que o helicóptero de Macedo de Cavaleiros “não vai ser deslocalizado”, sem estabelecer qualquer prazo. O documento divulgado não apresenta assinatura que permita identificar diretamente o responsável político pelo compromisso.
Assim, embora a ministra tenha agora garantido que os helicópteros “estão onde estão e vão continuar onde estão”, continua por esclarecer se essa promessa se prolonga para além de 2030 ou se, terminado o atual contrato, será concretizado o modelo apresentado em abril, que coloca as bases operacionais junto dos quatro hospitais do litoral.
Ainda esta semana, numa reportagem emitida pela SIC sobre o INEM, o atual presidente, Luís Mendes Cabral,chamava a atenção para a necessidade de lançar os procedimentos concursais mais cedo e para a reflexão sobre "o que se quer" do INEM em termos de meios de resposta.
Perguntas por responder
O Mensageiro já tentou, por diversas vezes, obter esclarecimentos da Ministra da Saúde sobre esta matéria. Na sexta-feira, 15 de maio, pelas 16h08, foi enviado um pedido de esclarecimento para diversos endereços do Gabinete de Comunicação do Ministério da Saúde com as seguintes questões dirigidas à própria Ministra da Saúde: 1 - Mudou de ideias quanto à mudança da localização dos helicópteros de emergência estacionados em Macedo de Cavaleiros, Viseu e Évora para o Porto, Coimbra e Lisboa? Deixa esta medida de integrar a proposta de refundação do INEM?
2- Quando mudou de ideias?
3 – Pode garantir que o concurso público internacional para o fornecimento do serviço a partir de 2030, que terá de ser aberto em 2028, irá contemplar a permanência do helicóptero nas bases atuais, enquanto bases de primeira intervenção e não de apoio logístico de retaguarda?
4 – Entretanto, foi anunciado que cada ULS iria ter uma ambulância SIV do INEM. O distrito de Bragança tem, atualmente, duas ambulâncias SIV (uma na SUB de Mogadouro e outra na urgência do hospital de Mirandela). Quer isto dizer que uma delas será eliminada? Qual?
O email foi reenviado segunda-feira de manhã, dia 18 de maio. E, novamente, na segunda-feira, dia 01 de junho. Até ao momento sem qualquer resposta.
Nesse pedido, o Mensageiro deixou a possibilidade de a entrevista ser respondida por escrito. Sem resposta.
Portanto, apesar de agora Ana Paula Martins vir dar o dito pelo não dito, a verdade é que continua sem esclarecer o que acontecerá depois de 2030.
Primeira declaração da Ministra da Saúde AQUI.
Segunda declaração da Ministra da Saúde AQUI.
(Notícia completa disponível para assinantes ou na edição impressa.)
Alfândega da Fé investe 800 mil euros em praia fluvial nos Lagos do Sabor
A intervenção integra a estratégia municipal de valorização turística dos Lagos do Sabor e resulta de uma medida compensatória associada à construção da barragem do Baixo Sabor.
Segundo a vice-presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé, Maria Manuel Silva, o projeto esteve condicionado por alterações no processo de execução, nomeadamente a mudança de concessionária e o aumento dos custos da construção:
A autarca sublinha ainda a relevância do espaço no contexto histórico e social do território, destacando a ligação ao santuário de Santo Antão da Barca e a sua utilização tradicional como ponto de encontro comunitário:
A nova praia fluvial insere-se na estratégia de desenvolvimento dos Lagos do Sabor, com vista à promoção turística e à valorização económica do concelho de Alfândega da Fé.
Centro de Interpretação Ambiental vai contar com novas tecnologias
O CIARA é gerido pela Associação de Municípios do Baixo Sabor. Segundo o secretário executivo da associação, Vítor Sobral, o centro vai completar uma década no próximo ano e, por isso, era necessário revitalizar o espaço com novas tecnologias, proporcionando experiências mais imersivas:
Também vão ser instalados jogos de quiz, disponíveis em quatro torres interativas, para testar conhecimentos sobre a fauna e a flora, o património e a identidade dos Lagos do Sabor.
Será ainda criado um novo espaço denominado Sala Escura, onde os visitantes poderão realizar desenhos fluorescentes nas paredes, inspirados no território e na experiência vivida no espaço.
Para Vítor Sobral, a aposta na educação ambiental, associada ao centro de recuperação animal, são fatores diferenciadores que tornam o CIARA um verdadeiro caso de sucesso:
O centro encontra-se temporariamente encerrado para reformulação e instalação destas novas valências interativas.
Recorde-se que este espaço resulta de uma das medidas compensatórias associadas à construção das barragens do Baixo Sabor.
Partidos e partidários
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)
Sendo os partidos constituídos, essencialmente, por militantes de onde emergem os quadros dirigentes e as estruturas diretivas, até que ponto estes condicionam e são condicionados por aqueles? Pode um militante ver-se constrangido na sua livre atuação pela condição de pertença a um partido e, subsequentemente, pode a atuação de um membro responsabilizar o grupo a que pertence e/ou limitar o âmbito da sua existência e atuação?
Recentemente a Sede Nacional do Partido Socialista foi alvo de buscas por parte da Polícia Judiciária e do Ministério Público no intuito de obter dados, indícios e provas de irregularidades supostamente cometidas por militantes enquanto detentores de postos para os quais foram eleitos em listas daquele partido ou de ligações pessoais, familiares e de afinidades partidárias com estes. O Secretário Geral do PS, secundado por Dirigentes Nacionais do Partido vieram esclarecer que a atuação das autoridades judiciárias, pese embora o local onde aconteciam, não visavam em nada o Partido Socialista! Efetivamente nenhum dirigente era arguido, suspeito ou alvo da investigação em curso. Porém alguns dos visados eram ou foram autarcas eleitos nas listas do PS. É verdade que os cinquenta anos de democracia já vieram demonstrar que em todas as eleições, mas principalmente nas Autarquias, o nome que encabeça a lista (e, obviamente, com o devido peso, os que se lhe seguem) pode ter tanto ou mais peso, na escolha dos eleitores, que o partido que os acolhe e propões. Porém, o certo é que, formalmente, a lista é formada, certificada e confirmada pelos órgãos regionais e ratificada pelos dirigentes nacionais. E se é verdade que há casos em que o partido tem, em eleições legislativas resultados bem diversos das autárquicas, também não faltam exemplos de candidatos cuja aderência dos votantes varia significativamente de acordo com o emblema com que decide apresentar-se ao sufrágio.
A quem deve, pois, o eleito, fidelidade e a quem deve responder sobre a sua atuação?
Na mesma semana em que estas notícias apareciam na imprensa nacional, o Mensageiro de Bragança (bem como o JN) noticiavam a existência de diligências da Polícia Judiciária na Câmara Municipal de Torre de Moncorvo para investigação de procedimentos levados a cabo entre 2016 e 2022.
Em 2016 eu era Presidente da Assembleia Municipal (PAM), eleito pelo mesmo partido que detinha a Presidência da Câmara e, nesse ano, votei contra o Orçamento para 2017 e, nessa sequência, igualmente votei contra a Apresentação de Contas do município. Por tal atitude fui acusado de ter traído o partido cuja lista encabecei nas eleições anteriores.
Ora se, mesmo agora, passados tantos anos e depois de diligências havidas no passado, com igual intuito ou muito parecido, persistem dúvidas sobre a atuação correta do Executivo Municipal, na ótica do Ministério Público, não seria lógico que tais dúvidas assaltassem aquele que foi escolhido pelos munícipes, precisamente, para liderar o órgão a quem compete fiscalizar a atuação da Câmara? E, havendo tais dúvidas, não tendo sido as mesmas cabalmente esclarecidas a quem devia lealdade o PAM? A quem o escolheu para encabeçar a lista ou a quem nele confiou para a missão inerente à escolha final? O meu entendimento passou pela segunda. Reconhecendo embora que, tendo sido voluntária a minha inscrição no Partido que ajudei a fundar no concelho e cuja juventude partidária concelhia liderei nos primeiros anos, devia reger-me pelos seus estatutos que não aceitam divergências no que toca a votações de Orçamento e Contas.
Por isso me demiti de militante e anunciei a indisponibilidade para integrar qualquer lista candidata.
José Mário Leite, Nasceu na Junqueira da Vilariça, Torre de Moncorvo, estudou em Bragança e no Porto e casou em Brunhoso, Mogadouro.
Colaborador regular de jornais e revistas do nordeste, (Voz do Nordeste, Mensageiro de Bragança, MAS, Nordeste e CEPIHS) publicou Cravo na Boca (Teatro), Pedra Flor (Poesia), A Morte de Germano Trancoso (Romance) e Canto d'Encantos (Contos), tendo sido coautor nas seguintes antologias; Terra de Duas Línguas I e II; 40 Poetas Transmontanos de Hoje; Liderança, Desenvolvimento Empresarial; Gestão de Talentos (a editar brevemente).
Foi Administrador Delegado da Associação de Municípios da Terra Quente Transmontana, vereador na Câmara e Presidente da Assembleia Municipal de Torre de Moncorvo.
Foi vice-presidente da Academia de Letras de Trás-os-Montes.
É Diretor-Adjunto na Fundação Calouste Gulbenkian, Gestor de Ciência e Consultor do Conselho de Administração na Fundação Champalimaud.
É membro da Direção do PEN Clube Português.
EMRC: uma escolha do presente e de futuro
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)
A Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), mais do que “religião e moral” é “uma formação para vida”. Tem sido gratificante verificar que cada vez mais Alunos e Pais e Encarregados de Educação assim se tem referido à EMRC, reconhecendo o seu valor.
Na Diocese de Bragança-Miranda, em 2025/2026, estão matriculados 9 490 alunos no total e 4 488 frequentam EMRC, o que corresponde a 47,3%. Em 2024/2025, o total era de 9 317 alunos e 4 380 em EMRC, com uma taxa global de 47,0%. A subida é, portanto, pequena: +173 alunos matriculados, +108 alunos em EMRC e +0,3 pontos percentuais na taxa global.
Por estes dados, neste tempo em que decorre o processo de matrícula e de renovação de matrícula, consideramos oportuno recordar algumas razões para a matrícula em EMRC, principalmente para os Pais e Encarregados de Educação dos alunos do 3.º Ciclo e para os alunos do Ensino Secundário, níveis de ensino onde há mais fragilidade.
Em primeiro lugar, importa dizer que a EMRC é de oferta obrigatória por parte das Escolas públicas do ensino básico e secundário, como componente integrante do currículo nacional, nos termos do Decreto-Lei n.º 70/2013, de 23 de maio. Contudo, para a sua frequência, é necessário que o encarregado de educação, no caso dos alunos menores de 16 anos, e os alunos com mais de 16 anos, assinalem explicitamente a vontade da sua frequência no respetivo processo de matrícula ou de renovação de matrícula em Educação Moral e Religiosa Católica.
Esta frequência pressupõe querer uma formação integral, que vai para além das aprendizagens das outras disciplinas, desenvolvendo o discernimento, a interioridade e a vivência da responsabilidade com liberdade.
No tempo que vivemos, marcado por tantas transformações, desde as sociais até às originadas pela inteligência artificial, em que se apresentam tantos desafios de preparação para a vida e para o assumir de responsabilidades na sociedade, para a ética nas palavras e nos gestos, para o cuidado das relações humanas e para o sentido da vida, são realidades incontornáveis em que a EMRC oferece como tempo e espaço de reflexão e aprendizagem.
Pretendemos alunos com identidade pessoal, confiança em si mesmos e mais preparados para desenvolver o seu pensamento crítico, para fazer escolhas livres e responsáveis, orientadas pela verdade e pela justiça, mais sensíveis ao bem comum e ao belo, mais comprometidos com a paz e as suas condições. Desde logo, a escuta do outro, o reconhecimento do seu valor e dignidade.
Não esquecemos também a importância da compreensão do facto religioso e da dimensão religiosa do ser humano, enquanto dimensão fundamental constitutiva da experiência humana e elemento relevante da tradição cultural, histórica e educativa do nosso país.
Neste sentido, a EMRC afirma-se como uma disciplina de matriz católica, fundada em Jesus Cristo e no Evangelho, no saber e na tradição da Igreja Católica, que dialoga com as outras religiões e as apresenta, bem como se articula com outros saberes científicos, favorecendo uma leitura crítica da realidade e da informação.
A EMRC é, por tudo isto e disso estamos convictos, uma proposta formativa plenamente atual e capaz de responder às necessidades mais profundas da educação contemporânea.
Reconhecendo o papel primordial da Educação, renovamos o convite a todos os Pais e Encarregados de Educação e Alunos para que assinalem, no ato de matrícula ou de renovação de matrícula, a opção de frequência da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica.
Esta é e será sempre uma escolha do presente e de futuro, livre e responsável.
Funcionária de escola ferida ao tentar separar duas alunas que lutavam entre si
A funcionária acabou por ser transportada à unidade hospitalar local numa ambulância dos bombeiros voluntários, para receber tratamento e teve alta algumas horas depois, confirmou fonte daquela unidade de saúde.
O Diretor do Agrupamento de Escolas de Mirandela refere que se tratou de um “acidente” em que a funcionária “tropeçou na aluna”, afirma Carlos Lopes.
Também fonte da PSP confirma que os relatos de várias testemunhas dão conta de que se tratou de uma queda, ou seja, um acidente de trabalho.
Ao que conseguimos apurar, o caso terá acontecido, esta terça-feira, durante o intervalo para almoço, quando uma aluna de 8 anos – sinalizada pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Mirandela por alegados problemas do foro psicológico – por razões ainda por apurar, se terá envolvido com uma outra aluna da mesma idade que se colocou em fuga em direção às casas de banho da escola.
Os funcionários terão percebido que existia uma confusão, e dois deles (um homem e uma mulher) deslocaram-se à zona dos sanitários e ao tentarem separar as duas alunas, uma das funcionárias acabou por cair, sofrendo ferimentos no nariz e no maxilar superior.
































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