Duas iniciativas que reforçam a aposta na valorização e revitalização do Mercado Municipal, tornando-o cada vez mais vivo, dinâmico e próximo das pessoas.
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BRAGANÇA
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(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
sábado, 17 de outubro de 2026
Mercadinho de Usados e Outono no Mercado
Duas iniciativas que reforçam a aposta na valorização e revitalização do Mercado Municipal, tornando-o cada vez mais vivo, dinâmico e próximo das pessoas.
AMBIMAR UN BARDEIRO
Na Tierra de Miranda faziemos bardeiros de muita cousa, mas ls que faziemos cun milho de ls bardeiros, éran ls mais fidalgos.
COLISÃO ENTRE DOIS VEÍCULOS LIGEIROS EM MIRANDELA DEIXA UM HOMEM ENCARCERADO
O acidente aconteceu pelas 16h37, na zona de Suçães, quando um dos veículos, proveniente da aldeia de Eixes, terá entrado na estrada nacional sem respeitar o sinal de STOP, acabando por colidir com outro automóvel que circulava no sentido Mirandela–Valpaços. Com o embate, os dois veículos foram projetados para o lado oposto da estrada.
Em declarações ao Canal N, o condutor que seguia no sentido de Valpaços, e que saiu ileso do acidente, explicou que o outro veículo terá avançado sem parar no cruzamento. “O senhor que está encarcerado veio da aldeia de Eixes para entrar na nacional, no sentido de Mirandela, para onde queria virar, e não fez o STOP. Eu vinha de Mirandela, no sentido de Valpaços, e contei que ele fosse parar, mas não parou e abalroou-me. Acabámos por embater do outro lado da estrada”, relatou.
O homem que ficou encarcerado foi retirado da viatura com a intervenção dos meios de socorro, incluindo o comandante dos Bombeiros de Mirandela. Segundo as informações recolhidas no local, a vítima, já fora da viatura, está a receber assistência médica e a ser estabilizada com soro, estando previsto o transporte de helicóptero para Bragança.
No local estão 23 operacionais, apoiados por sete viaturas e um meio aéreo, além da Guarda Nacional Republicana (GNR).
Homem de 71 morreu após queda em altura de quatro metros em Macedo do Peso
De acordo com o comandante sub-regional das Terras de Trás-os-Montes, João Noel Afonso, o homem estaria a reparar um telhado de estábulo e estava apoiado numa escada quando se deu a queda de uma altura de cerca de quatro metros.
Já o comandante dos bombeiros de Mogadouro, Luís Azevedo, confirmou a paragem cardiorrespiratória, acrescentado que o homem foi atingido com gravidade na têmpora esquerda da cabeça por uma viga de ferro.
Septuagenário entrou em paragem cardiorrespiratória (PCR) com ferimentos graves na cabeça tendo sido transportado para o Serviço de Urgência Básica de Mogadouro, onde foi decretado ao óbito apesar das manobras de reversão da PCR.
No local estiveram seis operacionais de bombeiros de Mogadouro apoiados por três veículos aos quais se juntou a ambulância de Suporte Básico de Vida (SIV), do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
A GNR tomou conta da ocorrência.
EMPRESÁRIO DE 71 ANOS DETIDO EM TORRE DE MONCORVO POR SUSPEITAS DE TRÁFICO DE SERES HUMANOS
Um empresário de 71 anos, ligado à indústria agropecuária, foi detido em Torre de Moncorvo pela Polícia Judiciária (PJ), por fortes suspeitas da prática do crime de tráfico de seres humanos para exploração laboral.
A detenção ocorreu no âmbito da operação «Transumância», desenvolvida pela Diretoria do Norte da PJ, na sequência do cumprimento de três mandados de busca domiciliária.
No decurso das diligências, as autoridades identificaram e sinalizaram duas alegadas vítimas, ambos homens, que se encontravam numa situação de grande vulnerabilidade. Foi-lhes assegurado, de imediato, o acolhimento e a proteção considerados necessários.
O caso coloca novamente em evidência a realidade do tráfico de seres humanos associado à exploração laboral, uma forma de criminalidade que pode atingir pessoas em situações de fragilidade económica e social e cuja deteção exige a intervenção articulada das autoridades e das entidades de apoio às vítimas.
A operação contou com a colaboração do Centro Local do Nordeste Transmontano da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e das Equipas Multidisciplinares Especializadas de Assistência a Vítimas de Tráfico de Seres Humanos.
Tanto o empresário detido como os dois homens identificados como alegadas vítimas são cidadãos portugueses.
O suspeito será presente às autoridades judiciárias para primeiro interrogatório judicial e apreciação das medidas de coação consideradas adequadas.
VINHAIS ASSINALA DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO COM ATIVIDADE DE FELTRAGEM
A iniciativa desafiou os participantes a criar peças em feltragem inspiradas em frutos e legumes, utilizando lã e técnicas têxteis tradicionais. A atividade permitiu aliar a criatividade à valorização dos saberes artesanais, num momento de convívio e partilha.
A ação integra o projeto “Viver Mais e Melhor em Vinhais”, através do qual o município tem promovido, ao longo de 2026, iniciativas destinadas a preservar a técnica da feltragem, valorizar o património cultural e transmitir conhecimentos entre gerações.
A Biblioteca de Equipamentos e Materiais para o Trabalho Têxtil foi inaugurada a 26 de setembro, na Antiga Casa da Música, em parceria com o projeto Saber Fazer. Desde então, o espaço tem servido de apoio a atividades de formação e divulgação das artes têxteis tradicionais, envolvendo diferentes públicos, incluindo crianças e seniores.
BRAGANÇA CANDIDATA-SE A CIDADE EUROPEIA DO CEREAL EM 2027
A candidatura será apresentada à Rede de Cidades do Cereal (REDCCER) e envolve a Universidade Politécnica de Bragança, através dos centros de investigação CIMO e SusTEC, o MORE CoLAB, produtores agrícolas, padarias, empresas, restaurantes, escolas e associações locais.
O programa previsto para 2027 inclui a criação de um “Pavilhão Vivo do Cereal”, integrado na Feira de Agricultura, onde serão demonstradas várias etapas da produção, desde as sementes até à moagem, panificação e utilização gastronómica dos cereais.
Entre as iniciativas propostas estão ainda a “Rota do Cereal e do Pão”, que pretende ligar produtores, moinhos, padarias, restaurantes e espaços patrimoniais, e o projeto “Doze Meses, Doze Sabores”, que desafiará estabelecimentos de restauração, padarias e pastelarias a apresentar, mensalmente, novas criações à base de cereais.
Na área da inovação, o “Bragança Cereal Lab” deverá envolver estudantes, investigadores e empresas no desenvolvimento de novos produtos alimentares e soluções a partir dos cereais e dos seus subprodutos. A programação prevê também a recolha de memórias sobre a atividade cerealista, a celebração do Dia Mundial do Cereal, a 7 de março, e o festival “Bragança, Pão e Futuro”, no outono.
A presidente da Câmara Municipal de Bragança, Isabel Ferreira, considera que a candidatura pode contribuir para dar maior visibilidade ao setor, destacando o trabalho desenvolvido na inovação, na recuperação de espécies e na valorização de agricultores, empresários e investigadores.
ULS DO NORDESTE CONTRATA SETE NOVOS ESPECIALISTAS E REFORÇA RESPOSTA HOSPITALAR NO NORDESTE TRANSMONTANO
A Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste contratou sete novos médicos especialistas para a área hospitalar, reforçando quatro especialidades essenciais à resposta assistencial no Nordeste Transmontano. A formalização dos contratos ocorreu esta quinta-feira, 15 de outubro, e representa mais um passo na estratégia de atração e fixação de profissionais de saúde na região.
Os novos médicos vão integrar as equipas de Cirurgia Geral, Medicina Interna, Oncologia Médica e Pediatria, contribuindo para fortalecer a capacidade de resposta hospitalar e assegurar o acompanhamento clínico dos utentes abrangidos pela instituição.
A distribuição dos profissionais pelas diferentes especialidades é a seguinte:
Cirurgia Geral: André Silva e Guida Pires; Medicina Interna: Rita Diz, Rita Pera e Sara Sá; Oncologia Médica: Michael Luís; Pediatria: Luís Ribeiro.
A entrada destes sete especialistas permite reforçar equipas em áreas fundamentais dos cuidados hospitalares, com potencial para melhorar o acesso a consultas e tratamentos diferenciados, promover a continuidade dos cuidados e responder de forma mais adequada às necessidades clínicas da população.
ATRAIR E FIXAR MÉDICOS NA REGIÃO
A contratação de novos especialistas constitui um dos desafios centrais dos serviços de saúde em territórios de baixa densidade, onde a disponibilidade de profissionais é determinante para garantir respostas próximas e atempadas.
Com este reforço, a ULS do Nordeste prossegue a aposta na captação de médicos e na consolidação das suas equipas, procurando criar condições para assegurar cuidados hospitalares de qualidade à população de toda a sua área de influência.
A integração dos sete profissionais representa, assim, um contributo para a capacidade assistencial da instituição e para a sustentabilidade dos serviços de saúde no Nordeste Transmontano, numa região onde o acesso a especialidades médicas diferenciadas assume particular importância.
BRAGANÇA INTEGRA PROJETO TRANSFRONTEIRIÇO DE 745 MIL EUROS PARA PROTEGER POLINIZADORES
A cidade de Bragança acolheu, a 16 de outubro, a segunda reunião de trabalho da iniciativa, que deu continuidade aos trabalhos iniciados em setembro, na localidade espanhola de Tábara. O encontro serviu para analisar as principais áreas de intervenção e as ações previstas para os próximos meses.
No território brigantino, uma das principais medidas passa pela criação de um corredor ecológico entre Rihonor de Castilla/Rio de Onor e Bragança, dando continuidade à chamada “Autoestrada Internacional dos Polinizadores”. A intervenção envolve o Município de Bragança e a Universidade Politécnica de Bragança e inclui ainda a criação de um apiário pedagógico, destinado a sensibilizar para a importância das abelhas e da atividade apícola.
O projeto abrange cerca de dois mil quilómetros quadrados de espaços naturais protegidos, incluindo o Parque Natural de Montesinho, em Portugal, e a Serra da Culebra e o Parque Natural do Lago de Sanabria, em Espanha. Entre as ações previstas estão a plantação de espécies vegetais, a instalação de jardins e abrigos para polinizadores e a criação de um banco genético para acompanhar abelhas autóctones.
A iniciativa contempla também formação para apicultores, atividades educativas nas escolas, valorização económica dos produtos da colmeia e o desenvolvimento de propostas turísticas associadas à apicultura e ao património natural. Estão ainda previstas ações de colaboração com restaurantes da região.
Liderado pelo Ayuntamiento de Tábara, o VIAPIS reúne o Município de Bragança, a Universidade Politécnica de Bragança, a Federação Nacional de Apicultores de Portugal e os municípios espanhóis de Porto e Puebla de Sanabria.
A presidente da Câmara Municipal de Bragança, Isabel Ferreira, destacou a importância da cooperação entre os dois países na proteção das abelhas e dos restantes polinizadores, sublinhando que o projeto pretende gerar benefícios para a biodiversidade, os apicultores e as comunidades rurais de ambos os lados da fronteira.
PERDA DE POPULAÇÃO NO INTERIOR LEVA CCDR NORTE A RECLAMAR MELHORES LIGAÇÕES ENTRE TERRITÓRIOS
A intervenção decorreu no âmbito da Semana Europeia das Regiões e dos Municípios 2026, que reuniu representantes de vários territórios para discutir soluções para os desequilíbrios regionais. Apesar do dinamismo económico do Norte, a persistência da perda demográfica em parte dos municípios continua a colocar desafios à fixação de pessoas e ao desenvolvimento local.
Entre as prioridades apontadas por Álvaro Santos estão o reforço das ligações aéreas e ferroviárias e a melhoria das conexões transfronteiriças. O responsável destacou o papel do Aeroporto do Porto, da ligação ferroviária de alta velocidade entre Porto e Vigo e das ligações a Castela e Leão, considerando estas infraestruturas importantes para aproximar territórios e facilitar a mobilidade.
O presidente da CCDR NORTE defendeu também uma Política de Coesão capaz de responder às diferenças entre regiões, com medidas ajustadas às suas características e necessidades. A aposta, sustentou, deve passar por criar condições para que os territórios de baixa densidade e de fronteira possam aproveitar os seus recursos e reforçar a sua atratividade.
O encontro contou ainda com representantes de regiões como Piemonte, Lubuskie, Friuli-Venezia Giulia, Centro de Portugal e Łódzkie, num espaço de partilha de experiências sobre os desafios demográficos e territoriais na Europa.
BRAGANÇA RECUPERA 50 ANOS DE HISTÓRIA DO PODER LOCAL ATRAVÉS DE EXPOSIÇÃO DOCUMENTAL
Organizada pelo Arquivo Municipal de Bragança, a mostra reúne materiais históricos que permitem conhecer o percurso da democracia local e a evolução da cidade e das freguesias ao longo de cinco décadas. A exposição integra cinco painéis e seis vitrines, distribuídos por quatro áreas temáticas: Eleitoral, Desenvolvimento Municipal, Social, Cultural e Educativo, e Património e Ambiente.
Entre os documentos expostos encontram-se cartazes de campanha, boletins de voto, editais, atas de apuramento e resultados eleitorais relativos às eleições de 12 de dezembro de 1976. Estes registos ilustram os primeiros passos do poder autárquico democrático e os procedimentos que marcaram o início de uma nova etapa na administração local.
A exposição percorre também as transformações do concelho, através de plantas, projetos, fotografias e documentos relacionados com a construção de infraestruturas, a melhoria das acessibilidades, o abastecimento de água, o saneamento e a requalificação dos espaços urbanos. A dimensão social, cultural e educativa está igualmente representada, com registos de equipamentos, programas e atividades que marcaram a vida da população.
O património histórico, a reabilitação urbana e as intervenções ambientais fazem parte do percurso expositivo, que inclui ainda uma cronologia entre 1976 e 2026, permitindo relacionar diferentes momentos da atuação municipal com as mudanças verificadas no território.
Integrada no programa “Bragança: 50 Anos de Poder Local. 50 Anos de Futuro”, a iniciativa pretende valorizar a memória coletiva e dar a conhecer o património documental preservado pelo Arquivo Municipal, destacando o papel das instituições locais e das populações na construção da democracia ao longo das últimas cinco décadas.
Feira da Amêndoa e dos Produtos da Terra reúne 14 expositores em Amendoeira
Uma das novidades deste ano é a criação de uma banca comunitária, destinada a pequenos produtores que não têm quantidade suficiente de produtos para ocupar um espaço próprio. O objetivo é facilitar a comercialização e promover os produtos locais.
O presidente da Junta de Freguesia de Amendoeira, Inácio Oliveira, explica como vai funcionar este novo espaço:
“Uma pessoa que só tem, imaginemos, batatas para vender não faz sentido ter uma banca só com batatas. Então, vamos ter uma banquinha onde essas pessoas, que só têm esse produto, podem expô-lo e vendê-lo.”
A programação inclui animação musical e várias atividades ao longo dos dois dias. No domingo realiza-se, pelo segundo ano consecutivo, uma caminhada de nove quilómetros, de dificuldade média, que já conta com 50 pessoas inscritas.
O autarca destaca a adesão à iniciativa:
“Este ano optámos por avançar novamente com a caminhada. Até ao momento temos 50 pessoas inscritas. Acho que já é bastante bom.”
A feira pretende também divulgar a freguesia e valorizar a produção agrícola local, com particular destaque para a amêndoa.
Nas quatro localidades existem mais de uma dezena de produtores de amêndoa, com uma área de cultivo estimada entre 15 e 20 hectares.
O presidente da Junta de Freguesia de Amendoeira, Inácio Oliveira, aponta a dimensão aproximada dos amendoais existentes na freguesia:
“Por alto, somos capazes de ter entre 15 e 20 hectares de amendoal nas quatro aldeias.”
A organização espera que as condições meteorológicas contribuam para atrair visitantes, embora não avance uma estimativa de participação.
A feira conta com o apoio do Município de Macedo de Cavaleiros, da Comissão de Festas de Santa Maria Madalena de Amendoeira, da Associação Amêndoa Viva, do Agrupamento de Escolas de Macedo de Cavaleiros, da Cooperativa Souto os Cavaleiros e dos Móveis Camelo.
A inauguração está marcada para sábado, às 15h00. O programa inclui animação musical com os Gaiteiros D’Onor e Fados D’Outrora.
No domingo, além da caminhada, está prevista a participação dos alunos da Universidade Sénior de Macedo de Cavaleiros, do Grupo Cultural e Recreativo Casa do Povo de Macedo de Cavaleiros, da Tôna Tuna e os concertos de Paulo Preto e Leo Santos.
Suspeito de tentativa de homicídio após confrontos familiares fica em prisão domiciliária
Segundo um comunicado da PJ, a detenção foi efetuada pelo Departamento de Investigação Criminal de Vila Real, com a colaboração da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Macedo de Cavaleiros e de Bragança.
O homem é suspeito da prática dos crimes de homicídio na forma tentada e de condução perigosa de veículo rodoviário.
A investigação teve início a 15 de outubro, após uma comunicação da GNR sobre confrontos entre várias pessoas na Autoestrada Transmontana (A4), no concelho de Bragança.
De acordo com a PJ, a ocorrência envolveu um acidente de viação que colocou em perigo a vida dos intervenientes e de terceiros, incluindo menores.
Os confrontos terão começado na Rua Álvaro de Castro, em Macedo de Cavaleiros, no contexto de um conflito entre familiares do pai e da mãe da criança, após a separação do casal.
A situação terá prosseguido até à A4, junto ao nó da Seara, onde uma colisão entre três viaturas provocou sete feridos, um dos quais em estado grave.
Após o acidente, o pai terá abandonado o local a pé, acompanhado pela filha. Ambos foram localizados mais tarde na cidade de Bragança, encontrando-se bem de saúde.
O homem foi intercetado na companhia da criança e acabou por ser detido.
A investigação prossegue sob a direção do Ministério Público.
Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza - 17 de Outubro
O Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, celebrado anualmente a 17 de Outubro, representa um dos mais importantes momentos de reflexão mundial sobre a dignidade humana, a justiça social e a necessidade urgente de combater todas as formas de exclusão social e económica. Mais do que uma simples data comemorativa, este dia é um apelo global à consciência coletiva, lembrando que milhões de pessoas continuam privadas do essencial para viver com dignidade: alimentação, habitação, saúde, educação, trabalho e esperança.
A pobreza acompanha a história da humanidade desde os seus primórdios. Ao longo dos séculos, povos inteiros viveram sujeitos à fome, às guerras, às desigualdades e à exploração. Durante grande parte da História, a pobreza era encarada como uma inevitabilidade social, quase como um destino para determinadas classes ou grupos humanos. No entanto, com a evolução das sociedades modernas e com o reconhecimento progressivo dos direitos humanos fundamentais, tornou-se evidente que a pobreza não é apenas consequência da falta de recursos, mas também resultado de desigualdades estruturais, injustiças económicas, conflitos, discriminação e ausência de oportunidades.
Foi precisamente para dar voz às pessoas mais vulneráveis que nasceu este dia internacional. A sua origem remonta a 17 de Outubro de 1987, quando mais de cem mil pessoas se reuniram na Praça dos Direitos Humanos e das Liberdades, em Paris, junto à Torre Eiffel. Nesse local encontra-se uma placa em homenagem às vítimas da pobreza extrema, da fome e da violência. A cerimónia foi promovida pelo padre Joseph Wresinski, fundador do movimento internacional ATD Quarto Mundo, que defendia que a pobreza não é uma fatalidade, mas sim uma violação dos direitos humanos.
Nesse dia histórico, homens e mulheres de diferentes países e culturas uniram-se para afirmar que onde quer que existam pessoas condenadas à miséria, os direitos humanos são desrespeitados. A mensagem teve um impacto profundo e crescente em todo o mundo. Anos mais tarde, em 1992, a Organização das Nações Unidas reconheceu oficialmente a importância da data e proclamou o 17 de Outubro como o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.
Desde então, todos os anos, governos, organizações internacionais, instituições sociais, escolas, associações e cidadãos realizam iniciativas de sensibilização, debates, campanhas solidárias e ações humanitárias destinadas a recordar que a pobreza continua a ser um dos maiores desafios globais do nosso tempo.
Apesar dos avanços registados nas últimas décadas, a pobreza permanece uma realidade dramática para milhões de pessoas. Em muitos países, famílias inteiras vivem sem acesso a água potável, alimentação adequada, eletricidade, cuidados médicos ou educação básica. Crianças crescem privadas de oportunidades, idosos enfrentam abandono e inúmeras comunidades sobrevivem em condições precárias. A pobreza extrema afeta especialmente regiões marcadas por guerras, instabilidade política, alterações climáticas e desigualdades profundas.
Contudo, a pobreza não existe apenas em países menos desenvolvidos. Também nas sociedades modernas e industrializadas existem formas silenciosas de pobreza e exclusão social. O desemprego, os baixos salários, a precariedade laboral, o aumento do custo de vida, a falta de habitação e o isolamento social conduzem muitas pessoas a situações de vulnerabilidade. Há pobreza escondida atrás de portas fechadas, em idosos solitários, em famílias que não conseguem pagar despesas básicas ou em jovens sem perspetivas de futuro.
O Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza procura precisamente combater a indiferença. Recorda-nos que a pobreza não pode ser vista apenas através de números ou estatísticas. Cada pessoa em situação de pobreza possui uma história, uma identidade, sonhos e direitos. Combater a pobreza significa promover a dignidade humana, garantir igualdade de oportunidades e construir sociedades mais justas e solidárias.
Ao longo dos anos, as Nações Unidas têm associado esta data a diferentes temas centrais, como a proteção social, a igualdade, o acesso à educação, o trabalho digno, a participação cívica e o desenvolvimento sustentável. A erradicação da pobreza tornou-se também um dos principais Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU, refletindo a convicção internacional de que nenhum progresso será verdadeiramente sustentável enquanto milhões de pessoas continuarem excluídas.
A solidariedade desempenha um papel essencial nesta luta. Pequenos gestos podem transformar vidas: apoiar instituições sociais, promover voluntariado, combater preconceitos, defender políticas públicas inclusivas e incentivar uma cultura de respeito e igualdade. A erradicação da pobreza exige compromisso político, cooperação internacional e responsabilidade coletiva, mas também humanidade, empatia e consciência social.
Celebrar o 17 de Outubro é, acima de tudo, afirmar esperança. Esperança num mundo onde nenhuma criança adormeça com fome, onde todos tenham acesso à educação e à saúde, onde o trabalho seja digno e onde a condição económica não determine o valor de uma pessoa. É um convite à construção de uma sociedade mais humana, onde a fraternidade prevaleça sobre a indiferença e onde ninguém seja deixado para trás.
O Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza lembra-nos que a luta contra a pobreza é uma responsabilidade de todos. Mais do que um problema económico, trata-se de uma questão de direitos humanos, dignidade e justiça social. Enquanto existir pobreza extrema, a humanidade terá ainda um caminho importante a percorrer. Porém, através da união, da solidariedade e da ação coletiva, é possível construir um futuro mais justo, inclusivo e digno para todos.
Texto e Imagem: HM - com IA e IN
sexta-feira, 16 de outubro de 2026
🚧 Manutenção, conservação e melhoria dos espaços públicos
O Município de Bragança continua a realizar intervenções que contribuem para a melhoria dos espaços e infraestruturas municipais.
🔹 Início dos trabalhos de vedação do estaleiro municipal;
🔹 Intervenção no Centro Escolar de Santa Maria;
🔹 Tapamento de buracos e valas;
🔹 Continuação dos trabalhos de manutenção e beneficiação dos caminhos municipais.
Pequenas intervenções que fazem a diferença no dia a dia, promovendo um concelho mais cuidado, seguro e funcional.
Uma breve história da rádio em Portugal
Sintonizamos a frequência da história deste meio de comunicação no nosso país desde o início do século XX até ao dia 25 de Abril de 1974.
| CÂMARA MUNICIPAL DE OLIVEIRA DO BAIRRO - A Radiolândia, em Bustos (Oliveira do Bairro), é o único museu dedicado exclusivamente à temática do rádio em Portugal. |
Foi Heinrich Hertz quem descobriu as ondas de rádio, em 1886, mas só na década seguinte chegou um aparelho que as utilizou para transmitir mensagens. Guglielmo Marconi, inventor italiano, enviou mais tarde uma mensagem sem necessidade de fios a um colaborador que se encontrava a um quilómetro de distância em 1895 – seis anos depois, já conseguia comunicar sobre o Atlântico com os EUA.
Não demorou até que se entendesse o potencial desta nova tecnologia, com o início do século XX a abrir portas a aplicações científicas e tentativas de unir o mundo através da comunicação. Em 1920, foi lançado no mercado o primeiro aparelho de rádio e desde então, a presença deste meio de difusão é um conforto na vida dos cidadãos. Seja através de encarnações mais modernas, via online (ainda se lembra da Cotonete?) ou podcast, ou mantendo a telefonia sem fios, trazendo vozes familiares, música e informações a quem vive mais isolado, longe das cidades, a rádio merece destaque e celebração.
Recordamos aqui a história da rádio em Portugal, em factos, curiosidades e protagonistas.
1. Os primórdios
Se Hertz, o cientista, desbravou o terreno para o surgimento deste meio de comunicação, foi Hertz, a rádio, que a estreou no nosso país. Fernando Gardelho Medeiros, um amador e amante das ondas hertzianas, transmitiu do seu quarto em 1914 esta rádio pirata antes de estas se tornarem populares nos anos 1980.
O alcance era reduzido: a Hertz chegava aos habitantes do bairro de Medeiros, em Lisboa, transmitindo palestras e música gravada. No entanto, o pioneiro da rádio em Portugal incentiva à criação de outras estações pessoais, muitas vezes a partir de quartos ou instalações improvisadas, e à compra do equipamento feita através de investimentos particulares – em Lisboa, a Rádio Aliança, no Campo de Santana, e a Rádio Lisboa, na rua Serpa Pinto; ou, já no Porto, a ORSEC.
A febre em torno deste meio de comunicação instala-se definitivamente no país. O governo de então, já republicano, começa a fazer experiências avaliando o uso das ondas de rádio para fins militares, lembrando até algumas tentativas do capitão Severo da Cunha, em 1901, com telegrafia sem fios de curto curso. No entanto, as ambições das Forças Armadas nacionais eram maiores em 1919, conseguindo enviar uma transmissão entre o posto da Marinha em Monsanto, Lisboa, e um navio, o Douro, localizado a 300 quilómetros de distância.
Uma série de estreias reforçam a carolice e a curiosidade dos radialistas nacionais: a fundação da Rádio Academia de Portugal, por José Celestino Soares, uma escola virada para os amantes do meio em 1923; e no ano seguinte, o lançamento da revista “TSF”, com todas as novidades tecnológicas e culturais sobre o assunto. Não tarda que se instale no Chiado, nesse mesmo ano, a primeira emissora regular que recebeu o nome de Rádio Pim. Com a divulgação de aparelhos receptores, a rádio começava a chegar a um número maior de ouvintes.
| Nas Ondas da Rádio - Exposição Temporária - Museu Virtual RTP - Venha visitar as exposições temáticas que preparámos para si. A entrada é livre. Clique na imagem. |
2. Radiodifusão
CT1AA é o nome técnico que marca uma mudança nos hábitos radialistas nacionais. É a designação de um emissor, comprado por um empresário e industrial português, Abílio Nunes dos Santos, alguém que viria a tornar-se figura fundamental da rádio nacional.
Além dos seus negócios, Abílio era um entusiasta de qualquer coisa relacionada com mecânica e electricidade: chegou a participar em corridas automóveis e, com o seu dinheiro e o da família abastada, lança-se na brincadeira de criar uma estação de rádio. A Rádio 1AA foi a sua primeira experiência, um caso clássico de alguém rico num país pequeno a tentar imitar o que se fazia lá fora.
No ano seguinte, viria a mudar de nome para um mais acessível Rádio Portugal. O indicativo de emissor torna-se então no referido CT1AA e a abertura das emissões crepitou com a voz de Ercília Costa, considerada a primeira fadista portuguesa de nome internacional. A Rádio Portugal é essencialmente uma paixão de Nunes dos Santos, sem ganhar dinheiro com publicidade, apostado em ter sempre o melhor equipamento disponível e em chegar ao maior público possível.
Em 1926, este segundo objectivo é alcançado com a criação da Rádio Colonial, dirigida a todos os portugueses que estavam em África. O empresário cuidou também de criar uma variação nas emissões que trouxe aquilo que reconhecemos hoje na rádio actual: além de músicas e palestras que as rádios locais já transmitiam, os seus emissores passavam um noticiário diário, baseado na imprensa escrita da época, algumas peças de teatro radiofónico e até música ao vivo.
Se já referimos o golpe de conseguir Ercília Costa como voz de inauguração, seria uma falta imperdoável não referir as várias performances da Orquestra Aldrabófona, na altura famosa nas noites de Lisboa e agora disponível para todo o público nacional. À época, um jornal questionou Abílio Nunes dos Santos até quando pretendia estender a sua aventura radiofónica. Simplesmente respondeu que, quando passasse a existir uma estação oficial que fizesse aquilo que ele fazia com a sua rádio, encerraria a sua. E como veremos, cumpriu a promessa.
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| Abílio Nunes dos Santos e os seus assistentes. Fonte: Arquivo Nacional Torre do Tombo. |
3. O senhor extraterrestre
Enquanto as Forças Armadas testavam a nova tecnologia para comunicar com embarcações, um natural de São Bartolomeu de Messines, no Algarve, guardava ambições mais… inter-galácticas. Joaquim dos Reis Varela é hoje esquecido pelas páginas da memória, mas em 1914, os jornais apelidaram-no como o português que falava com extraterrestres. Antecipando em muito algumas febres que hoje correm televisão e Internet, Varela desde muito cedo que se interessou pelo assunto da vida noutros planetas, principalmente quando lhe relataram a observação de certas luzes nos céus nocturnos do Algarve.
Sem grande educação formal, era um autodidacta, mas entusiasmado. A 20 de Dezembro de 1914, subindo ao Penedo Grande em Messines, usou um rádio para comunicar com os céus. Alguns amigos acompanharam-no e juraram que observaram então luzes verdes e azuis, segundo Varela provenientes de Urano e Mercúrio.
Nos anos seguintes, continuou a reafirmar os seus sucessos no falatório com extraterrestres, descrevendo culturas e linguagens, garantindo até que os mais inteligentes eram os marcianos. Com a sua aparelhagem de rádio, apontando às estrelas, Varela reuniu informação suficiente para escrever artigos de jornal e até livros sobre alienígenas e a possibilidade de uma fraternidade entre seres humanos e os irmãos astrais.
Claro está que foi constantemente ridicularizado, embora convidasse membros das academias científicas europeias para se juntarem ao seu esforço, avaliando a ciência das suas experiências. Morreu aos 39 anos, desiludido com a reacção dos seus contemporâneos, dos homens de saber à sua demanda, mas convencido de que fora o primeiro ser humano a estabelecer uma ligação com extraterrestres.
4. O Rádio Clube Português
Em 1928, nasce no concelho da Parede a Rádio Clube Costa do Sol, pelas mãos de Alberto Lima Bastos e do Major Jorge Botelho Moniz. Tendo sido um dos participantes do golpe do 28 de Maio de 1926, Moniz tinha ligações ao novo regime, que instalou uma ditadura militar em Portugal, e como tal, a sua rádio local, que só chegava a Lisboa (o seu lema, humorístico, era “Rádio do Estado Livre de Portugal e da Galiza”), foi crescendo de tal forma que o seu emissor começou a transmitir a nível nacional.
Nessa altura, em 1931, a emissora muda de nome para Rádio Clube Português (RCP). Ao longo da sua existência, e apesar de vários contratempos logísticos, esta rádio foi em simultâneo revolucionária e conservadora. A sua revolução veio na maneira como encarou o papel da radiofonia na vida dos ouvintes, oferecendo uma diversidade de programas de rádio: além do teatro radiofónico, a RCP acrescentou programas infantis (“O Senhor Doutor”), magazines culturais (“Serões de Arte”), música regular, conversas entre locutores e até transmissões desportivas, quando transmitiu, em 1933, um jogo entre a Académica e o União de Coimbra. Além disso, criou o hábito das novelas radiofónicas, com sucessos como o folhetim “Força do Destino”; programas humorísticos como o “Graça com Todos”, dos Parodiantes de Lisboa, ainda hoje detendo o recorde de programa mais longevo da rádio portuguesa; e iniciando a moda dos discos pedidos, com “Quando o telefone toca”.
O objectivo era o de entreter os ouvintes constantemente e manter até um espírito patriótico, de onde advinha o seu lado mais consevador. Botelho Moniz, com ligações excelentes com o Estado Novo e a União Nacional (úteis já que o Estado detinha o monopólio da comunicação), fez do seu órgão um baluarte do regime, com censura nos costumes e humor, notícias que faziam a propaganda do Estado Novo e também um serviço constante à distracção dos portugueses em relação aos seus problemas. Foi Botelho Moniz que, querendo ajudar o Estado a criar uma televisão, requereu licença estatal para instalar uma estação audiovisual, antecipando o que seria a RTP. Numa ironia, a estação de um grande entusiasta da ditadura seria central no início da Revolução do 25 de Abril, emitindo as senhas que congregaram os militares revoltosos e servindo de posto de comando durante a Revolução.
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| Salazar numa visita à Emissora Nacional. Fonte: Arquivo Nacional Torre do Tombo. |
5. A Emissora Nacional
Porém, o regime pretendia ter um órgão de comunicação próprio e assim, em 1935, nasceu a Emissora Nacional, numa iniciativa do engenheiro e estadista Duarte Pacheco. No ano seguinte, é lançada a Rádio Renascença; e fica assim completo o triângulo mágico de emissoras que marcarão o período da ditadura. Abílio Nunes dos Santos, como prometera, encerrou a sua rádio.
A Emissora Nacional toma a tarefa de desenvolver e controlar a cultura portuguesa. O seu primeiro director foi um militar, Henrique Galvão, e começou com duas emissões diárias: uma à hora de almoço e outra à hora do jantar. Muitas vezes, quem não tinha aparelhos, reunia-se em espaços públicos para escutar as emissões.
Indo ao encontro destes hábitos, e querendo que as suas emissões chegassem ao máximo de ouvintes, a Emissora Nacional promoveu a venda de receptores de rádio a baixo custo, instalando-se assim no máximo de casas nacionais. Esta rádio devia mostrar o grau de organização exemplar do Estado Novo e servir todos os seus habitantes, incluindo nas colónias e até em locais onde existissem grandes comunidades emigrantes portuguesas. A sua programação devia adequar-se a estes públicos: para as colónias, os noticiários eram sobre a realidade africana; nos EUA, por exemplo, focava-se em divulgação turística de Portugal em inglês.
Através de vários ideólogos do regime, com destaque para António Ferro, a Emissora Nacional tentava filtrar e modular os gostos nacionais, recorrendo a uma série de directivas que pretendiam criar um estilo português: a estação formava os seus próprios músicos, radialistas e cantores, que ajudava a promover nas suas ondas radiofónicas e emissões. Alguns dos seus programas mais emblemáticos mostram a toada conservadora: “Serão para Trabalhadores”, onde se divulgava o melhor da música ligeira nacional, a aceite pelo regime; “Retiro da Severa”, dedicado ao fado e firmando-o como banda sonora nacional; ou “Diário da Emissora Nacional”, programa informativo controlado pela Censura.
OS FIDALGOS - VILA FRANCA DE LAMPAÇAS - Família Carneiro Morais
Do exposto é lícito concluir que a capela seria construída pouco antes de 1684 (632). Ver Edral, pág. 224.
Há em Vila Franca de Lampaças um portal de granito, que dizem ter sido da casa do bispo do Porto, D. Gonçalo de Morais (ver Selores, pág. 454) e tem na padieira esta inscrição: 1691 ANOS – e por cima um escudo que parece constar de um castelo com uma flor-de-lis de cada lado(633).
João Baptista da Silva - Os Governadores Civis do Distrito de Bragança (1835-2011)
Advogado. Magistrado judicial.
Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra.
Vereador da Câmara Municipal de Mirandela. Administrador do concelho de Mirandela (1903). Governador civil de Angra do Heroísmo (1913-1914). Deputado (1915-1917, 1922-1925 e 1925-1926). Governador civil de Bragança (1921).
Natural da freguesia de Abambres, concelho de Mirandela.
Filho de Valentim Manuel da Silva e de Constança Felismina de Morais Silva.
Comendador da Ordem de Cristo (1924).






















