Um orgulho no passado, entre intrigas, amor e o fulgor de uma era que ainda hoje nos fascina.
MEMÓRIAS...e outras coisas...
BRAGANÇA
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Sobre o Blogue
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
segunda-feira, 9 de março de 2026
No próximo sábado dia 14, às 21h00, apresentaremos, no Pavilhão de Caçarelhos, "A Formosa Pelicana", pelo Grupo de Teatro "Alma de Ferro" (Torre de Moncorvo).
Um orgulho no passado, entre intrigas, amor e o fulgor de uma era que ainda hoje nos fascina.
E se o lobo não for aquilo que sempre imaginámos?
Entre lendas, medos e histórias antigas, surge um retrato inesperado de um animal nobre, leal e profundamente ligado aos seus.
𝐔𝐦 𝐞𝐬𝐩𝐞𝐭𝐚́𝐜𝐮𝐥𝐨 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐧𝐬𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐧𝐨𝐬 𝐜𝐨𝐧𝐯𝐢𝐝𝐚 𝐚 𝐨𝐥𝐡𝐚𝐫 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐨 𝐥𝐨𝐛𝐨 𝐝𝐞 𝐨𝐮𝐭𝐫𝐚 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚.
Venha descobrir “Loba”.
Bilhete: 𝟑€
Disponível no Centro Cultural ou através do telefone 278 428 100.
WORKSHOP DE QUEIJO ARTESANAL UNE TRADIÇÃO E SUSTENTABILIDADE EM VILARINHO DA CASTANHEIRA
Uma oportunidade única para preservar e celebrar os sabores da cultura rural portuguesa.
Seminário - O Peso da Máscara: Património Cultural Imaterial desde a Raia
Intitulado "O peso da Máscara: Património Cultural Imaterial desde a Raia", este seminário centra-se na perspetiva das associações que têm vindo a promover a recuperação das mascaradas de inverno, analisando as suas trajetórias, as dificuldades na continuidade do trabalho, a relação com as instituições e as comunidades locais, asssim como os principais desafios colocados à salvaguarda do património cultural imaterial.
Estes encontros têm como principal objetivo dar a conhecer os inúmeros valores naturais e culturais do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), mobilizando entidades e comunidades locais para uma reflexão sobre o presente e o futuro do território, incentivando um modelo de desenvolvimento mais sustentável na região do PNDI.
Num contexto de territórios rurais e periféricos sujeitos a profundas transformações, o seminário propõe ainda uma reflexão crítica sobre conceitos como património, cultura e tradição, bem como sobre as práticas sociais que lhes dão forma e as ameaças à gestão cultural, nomeadamente a legitimidade e representatividade dos agentes envolvidos, a desvalorização das festas populares e os desafios associados à turistificação e à sustentabilidade do território.
O seminário terá lugar no dia 14 de Março de 2026, a partir das 09h00, no Mini-auditório Municipal de Miranda do Douro, com possibilidade de participação através de transmissão online.
O programa da manhã inicia-se com a conferência principal de Gonçalo Mota, intitulada “Imagem e representação nas festas de inverno: uma abordagem ecológica”. Seguem-se duas mesas de debate com representantes de associações e comunidades de Portugal e Espanha: a primeira, dedicada às experiências de recuperação das mascaradas de inverno, com exemplos de Bemposta, Vila Chã de Braciosa, Abejera e Villanueva de Valrojo; e a segunda, centrada nos desafios da gestão do património cultural imaterial a partir do território, a partir das experiências de Constantim, Podence, Riofrío de Aliste e Sanzoles.
O período da manhã termina com um debate final moderado por António Tiza, promovendo a partilha de perspetivas sobre os principais desafios e oportunidades na salvaguarda deste património.
Durante a tarde, os participantes terão a oportunidade de visitar o atelier de Carlos Ferreira, em Sendim, um dos pontos de interesse do Passaporte Rede Natura 2000, onde poderão conhecer de perto o processo de criação das máscaras e o trabalho artesanal que lhes dá forma.
Saiba mais informações e consulte o programa. A atividade, apesar de gratuita, requer inscrição obrigatória - pode fazê-la AQUI.
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En el marco del proyecto VISITEC | PNDI, y como continuación de un primer seminario realizado en enero de 2025 con el apoyo del Fondo Ambiental, la asociación AEPGA organizará un segundo seminario dedicado a la valorización del patrimonio cultural inmaterial de la Raia, en colaboración con el Ayuntamiento de Miranda do Douro, la Universidad de Salamanca y entidades sociales del territorio.
Intitulado "El peso de la Máscara: Patrimonio Cultural Inmaterial desde la Raia", este seminario se centra en la perspectiva de las asociaciones que han venido promoviendo la recuperación de las mascaradas de invierno, analizando sus trayectorias, las dificultades para la continuidad del trabajo, la relación con las instituciones y las comunidades locales, así como los principales desafíos para la salvaguarda del patrimonio cultural inmaterial.
Estos encuentros tienen como objetivo principal dar a conocer los numerosos valores naturales y culturales del Parque Natural del Duero Internacional (PNDI), movilizando a entidades y comunidades locales para reflexionar sobre el presente y el futuro del territorio, fomentando un modelo de desarrollo más sostenible en la región del PNDI.
En un contexto de territorios rurales y periféricos sujetos a profundas transformaciones, el seminario propone también una reflexión crítica sobre conceptos como patrimonio, cultura y tradición, así como sobre las prácticas sociales que los configuran y las amenazas a la gestión cultural, incluyendo la legitimidad y representatividad de los agentes involucrados, la desvalorización de las fiestas populares y los desafíos asociados a la turistificación y la sostenibilidad del territorio.
El seminario tendrá lugar el 14 de marzo de 2026, a partir de las 09:00 horas, en el Mini-auditorio Municipal de Miranda do Douro, con posibilidad de participación a través de transmisión online.
El programa de la mañana comienza con la conferencia principal de Gonçalo Mota, titulada "Imagen y representación en las fiestas de invierno: un enfoque ecológicol". Seguirán dos mesas de debate con representantes de asociaciones y comunidades de Portugal y España: la primera, dedicada a las experiencias de recuperación de las mascaradas de invierno, con ejemplos de Bemposta, Vila Chã de Braciosa, Abejera y Villanueva de Valrojo; y la segunda, centrada en los desafíos de la gestión del patrimonio cultural inmaterial desde el territorio, con experiencias de Constantim, Podence, Riofrío de Aliste y Sanzoles. La mañana concluirá con un debate final moderado por António Tiza, fomentando el intercambio de perspectivas sobre los principales desafíos y oportunidades en la salvaguarda de este patrimonio.
Durante la tarde, los participantes tendrán la oportunidad de visitar el taller de Carlos Ferreira, en Sendim, uno de los puntos de interés del Pasaporte Red Natura 2000, donde podrán conocer de cerca el proceso de creación de las máscaras y el trabajo artesanal que les da forma.
Consulte más información y el programa completo. La actividad, aunque gratuita, requiere inscripción obligatoria AQUI.
Formação: Barreiras vegetais multifuncionais para propriedades rurais resilientes
As barreiras verdes – linhas de vegetação estrategicamente posicionadas na paisagem – são fundamentais para a proteção e resiliência de terrenos agrícolas e rurais. A sua conceção e implementação desempenham funções essenciais: reduzir a velocidade do vento, proteger culturas e solos, criar microclimas mais favoráveis, promover biodiversidade, sequestrar carbono e integrar produção e sustentabilidade na paisagem. Nesta formação, os participantes serão capacitados para planear, dimensionar e implementar quebra-ventos integrados em sistemas agroflorestais e corta-fogos como ferramentas complementares de proteção do território, aumento da resiliência climática e promoção de paisagens sustentáveis e produtivas. Serão abordados temas como a escolha de espécies adaptadas, o dimensionamento e orientação das linhas vegetais, a preparação do terreno, a gestão do crescimento e da manutenção, e a integração dos quebra-ventos com a agrofloresta e a paisagem agrícola.
Esta formação constará de dois módulos principais: o curso básico (duração de 2 dias) e o curso avançado (duração de 2 dias). Os participantes do curso básico poderão prolongá-lo para o curso avançado, mediante inscrição neste. A formação será ministrada por Bruno Nunes, do coletivo Ekógaio, e constitui uma oportunidade para todos os que desejam aprender a planear, instalar e manter barreiras verdes e quebra-ventos integrados em sistemas agroflorestais, contribuindo para a proteção do território, a promoção da biodiversidade e a criação de paisagens mais resilientes e produtivas.
Esperamos que este curso seja do seu interesse. Juntos podemos fortalecer a nossa paisagem, aumentar a resiliência climática e construir um futuro mais sustentável e harmonioso entre a natureza e as atividades humanas.
Saiba mais informações, conheça o programa e faça a sua inscrição.
Casa do Pão ganhou prémio do melhor folar de Portugal
O jovem empresário de Bragança, Bruno Lopes, foi distinguido entre 23 concorrentes no XII Concurso ACIP – “O Melhor Folar e Pão de Ló de Portugal”, integrado na TECNIPÃO, o maior evento nacional dedicado ao setor da panificação e pastelaria.
A aposta no folar tradicional deu vitória a Bruno Lopes, que destronou o folar de Valpaços, vencedores em anos anteriores. Os produtos foram submetidos a provas cegas até apurar o vencedor.
Este concurso é uma montra de excelência, tradição e inovação, que distingue os melhores produtos nacionais e valoriza o saber-fazer dos profissionais que mantêm viva a qualidade da panificação e pastelaria portuguesas.
Manuel Pinto Guedes Bacelar Sarmento de Morais Pimentel Teles de Meneses e Melo (2.º Visconde da Bouça) - Os Governadores Civis do Distrito de Bragança (1835-2011)
Proprietário.
Deputado (1882-1884). Par do Reino (12.6.1890). Governador civil de Bragança (1906-1908).
Natural da freguesia de Covas, concelho de Lousada.
Filho de Manuel Pinto Vaz Guedes Bacelar Sarmento Pereira de Morais e Pimentel, 4.º visconde de Montalegre, moço-fidalgo com exercício na Casa Real, e de Ana Carolina Augusta Vaz Guedes Pereira Pinto Teles de Meneses e Melo, senhora das casas de Rio de Moinhos e de Vila Garcia.
Irmão de Luís Vaz Guedes Pinto Bacelar Sarmento Pereira de Morais Pimentel Teles de Meneses e Melo, 2.º visconde de Vila Garcia. Neto paterno de Luís Vaz Pereira Pinto Guedes e Maria Inês Cândida Pinto Bacelar, 2.os viscondes de Montalegre.
Casou com Maria Cândida de Sampaio e Castro, 2.ª viscondessa da Bouça, sem descendência. 2.º visconde da Bouça, por via do casamento (7.3.1889). Moço-fidalgo com exercício na Casa Real.
VOLUNTARIADO JOVEM ABERTO NO CAMINHO DE SANTIAGO COM PROJETO EUROPEU
A iniciativa oferece experiências de voluntariado ao longo do Caminho Português de Santiago, permitindo contato direto com comunidades locais, intercâmbio cultural e participação em ações sociais, culturais e ambientais. Há duas modalidades: voluntariado individual, com cerca de três meses e meio, e em equipa, com duração aproximada de duas semanas, abrangendo percursos como o Caminho Central, da Costa, Interior, de Torres e Via Nascente.
Os voluntários apoiam peregrinos, participam em campanhas de limpeza, sinalização e valorização patrimonial, além de ações de promoção do turismo sustentável. O projeto oferece transporte, alojamento e alimentação, e concede o certificado Youthpass, reconhecendo as competências adquiridas.
As inscrições são gratuitas e exclusivamente online.
MACEDO DE CAVALEIROS ABRE INSCRIÇÕES PARA ATIVIDADES DE APOIO À FAMÍLIA DURANTE A PÁSCOA
A inscrição é obrigatória, mesmo para crianças que já frequentam estes serviços, e deve ser feita através da plataforma Siga Edubox, no separador “Candidaturas”, onde os pais poderão escolher o período e horário desejados.
Passeio TT “Mulheres ao Volante” junta aventura e solidariedade em Bragança
Convívio e solidariedade marcaram, no sábado, o VIII Passeio TT Mulheres ao volante. O evento, que decorre, anualmente, em Bragança, serve para celebrar o Dia Internacional da Mulher, reunindo dezenas de participantes para um dia de condução fora de estrada e contacto com a natureza. “Isto é mesmo para a brincadeira e levamo-lo aos máximos. Gostamos imenso de conviver. Quem não conhece que venha porque não se vai arrepender”, disse Melissa Pires. “É espetacular. Este passeio também serve para homenagear a história e a independência das mulheres”, explicou Sandrina Ramalho.
Vindas de vários pontos do país, as mulheres aceitaram o desafio de percorrer um trajeto inédito, que passou maioritariamente pelo Parque Natural de Montesinho. Para muitas, a participação já é tradição, mas há cada vez mais estreantes, conta Nélio Fraga, da Aventura Norte, que organiza o passeio. “De ano após ano, e cada vez mais, nas redes sociais, e mesmo pessoalmente, há quem nos pergunte, questione, quando é que vai ser a data, qual é que vai ser o dia deste evento. Temos gente de praticamente todo Portugal”.
Anualmente, parte do valor arrecado com as inscrições reverte a favor do Lar de São Francisco, que apoia crianças e jovens em situação de risco. A madrinha do oitavo passeio, Cláudia Rodrigues, destacou precisamente essa dimensão. “Quando nós percebemos qual é a causa, é quase que uma obrigação moral termos participação nestes eventos. Neste momento são eventos lúdicos, mas que o resultado final é para uma causa muito nobre. Quase que me sinto aqui obrigada emocionalmente a corresponder”.
A organização do passeio esteve a cargo da Aventura Norte, que assumiu pela primeira vez a responsabilidade do evento.
Expansão da zona industrial de Mogadouro anunciada na Feira das Amendoeiras em Flor
A zona industrial de Mogadouro vai ser expandida. O presidente da câmara, António Pimentel, espera que, nos próximos tempos, haja vários investidores interessados em apostar no concelho. “Temos já em adjudicação a expansão da zona industrial porque, efetivamente, não direi a totalidade, mas já temos poucos lotes na zona industrial para que agentes económicos se possam instalar. E como entendemos que o país vai sofrer um boom no desenvolvimento e na implantação de empresas, estamos esperançados que algumas delas possam vir optar por Mogadouro. Por isso, esta fase de expansão vai obedecer a outros critérios, como seja a dimensão dos lotes, para que verdadeiramente se instalem indústrias e não armazéns ou pequenas indústrias”.
Declarações de António Pimentel na abertura da trigésima nona edição da Feira Franca dos Produtos da Terra e Artesanato, a Feira das Amendoeiras em Flor.
Sónia Ferreira é de Mogadouro e participa pela primeira vez na feira. Produz bolos e quer dedicar-se em exclusivo a essa atividade. Entendeu que a feira era uma boa forma de mostrar o que faz. “Faço bolos em part-time e quero, futuramente, vir a trabalhar a tempo inteiro, então achei melhor começar a divulgar o meu trabalho através das feiras. São grandes as minhas expectativas, estou confiante que mais pessoas vão passar a conhecer o meu trabalho e depois também o passa palavra vai ajudar a que o meu trabalho seja mais divulgado”.
Mónica Ferreira também participa pela primeira vez na feira. A ideia é precisamente a mesma: dar a conhecer o que produz. “É uma forma também de divulgar os produtos que produzo há já 11 anos. O meu produto é realizado com chocolate belga e produtos locais, figo seco, marmelada, que também produzimos, amêndoa caramelizada, cogumelo desidratado”.
A feira decorre ainda no próximo fim-de-semana.
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domingo, 8 de março de 2026
PARA TODAS AS MULHERES SILENCIOSAMENTE HEROICAS
(Colaboradora do "Memórias...e outras coisas...")
Para todas as mulheres de olhos húmidos e sorriso firme. Para vós que chorais na sombra da noite, mas que ao amanhecer, ergueis o rosto como quem acende uma nova aurora dentro do peito
Para vós que tendes as mãos marcadas pelo trabalho duro, mãos que conhecem o peso da terra, do ferro, das horas longas e do cansaço. Mãos que já foram abrigo, pão, colo e resistência. Mãos que constroem vida mesmo quando a própria vida lhes parece desabar.
Para todas as que conheceram a traição, esse punhal silencioso que rasga a confiança. Que foram enganadas, usadas, esquecidas por quem prometeu cuidar. Mas, ainda assim, não deixaram morrer dentro de si a capacidade de amar o mundo.
Sois como árvores antigas: o vento pode vergar-vos, as tempestades podem arrancar-vos todas as folhas, mas as raízes… as raízes mergulham tão fundo na terra da coragem que nenhuma dor consegue derrubar.
Um dia feliz para vós, mulheres silenciosamente heroicas.
Maria da Conceição Marques, natural e residente em Bragança.
Desde cedo comecei a escrever, mas o lugar de esposa e mãe ocupou a minha vida.
Os meus manuscritos ao longo de muitos anos, foram-se perdendo no tempo, entre várias circunstâncias da vida e algumas mudanças de habitação.
Participei nas coletâneas: Poema-me; Poetas de Hoje; Sons de Poetas; A Lagoa e a Poesia; A Lagoa o Mar e Eu; Palavras de Veludo; Apenas Saudade; Um Grito à Pobreza; Contas-me uma História; Retrato de Mim; Eclética I; Eclética II; 5 Sentidos.
Reunir Escritas é Possível: Projeto da Academia de Letras- Infanto-Juvenil de São Bento do Sul, Estado de Santa Catarina.
Livros Editados: O Roseiral dos Sentidos – Suspiros Lunares – Delírios de uma Paixão – Entre Céu e o Mar – Uma Eterna Margarida - Contornos Poéticos - Palavras Cruzadas - Nos Labirintos do Nó - Uma Paixão Improvável.
O Município de Bragança assinalou o Dia Internacional da Mulher com um conjunto de iniciativas dedicadas à valorização, celebração e reflexão sobre o papel da mulher na sociedade.
No Centro de Arte Contemporânea Graça Morais decorreu também o evento “Deusas da Montanha”, uma conversa inspiradora entre mulheres em torno do tema “Qual a montanha que ainda precisamos escalar até aqui?”, que promoveu a reflexão sobre desafios, conquistas e caminhos futuros.
Para assinalar esta data simbólica, foram ainda distribuídas flores às funcionárias municipais, como gesto de reconhecimento pelo seu trabalho e dedicação.
Porque celebrar as mulheres é também reconhecer a sua força, o seu percurso e o caminho que ainda continuamos a construir juntos.
Gasóleo acabou em praticamente todos os postos de combustíveis de Bragança
Não há gasóleo em praticamente nenhum posto de combustível em Bragança. Ontem a afluência aos postos de combustível foi tão grande que o gasóleo acabou e hoje quem vai abastecer volta para casa com o depósito como estava.
É o caso de Carlos Augusto que foi atestar o depósito do jipe, mas vai ter de optar por outra solução. “Por acaso vou para casa e tenho lá a carrinha. Preciso de ir para a aldeia mas não posso ir de jipe, tenho de ir de carrinha”.
O preço dos combustíveis rodoviários em Portugal sofreu um forte aumento, com o custo do gasóleo a disparar mais de 20 cêntimos por litro e o da gasolina a subir 7 cêntimos por litro, o que fez com que os brigantinos corressem para os postos para abastecer. Carlos Augusto reprova a atitude de desespero. “Não há gasóleo em bomba nenhuma. Acabaram com ele. As pessoas não pensam umas nas outras e assim não se pode fazer”.
Quanto à subida de preços… diz que é incompreensível. “A subida é um exagero. Já ele estava caro… isto para os nossos ordenados é muito”.
Margarida Lopes teve mais sorte porque procurava gasolina, o que ainda há, mas não aprova a atitude de ir encher o depósito por medo. “Achamos que vamos resolver o problema da subida com os litros a mais, mas só faz com que muita gente fique sem”.
A condutora já contava com a subida de preços, mas diz que é um exagero. “Já era expetável. Com a guerra aproveitam logo para inflacionar o preço dos combustíveis, mas é um exagero e vamos ver o que ainda vai subir mais”.
Segundo o funcionário de um dos postos de combustível mais movimentados da cidade, o gasóleo já acabou ontem à noite. A expetativa é que amanhã o haja de novo. “Logo desde as oito da manhã, até ao fim da noite, ontem, houve sempre gente sem parar. Quase toda a gente enchia o depósito e muitos encheram também jerricans que traziam. Hoje não há praticamente ninguém, vem uma pessoa ou outra para meter gasolina. Penso que amanhã já voltará a haver amanhã, de manhã, quando vier o camião abastecer”.
Estes aumentos refletem a subida das cotações internacionais dos produtos refinados, com o gasóleo a ser particularmente penalizado pela guerra no Médio Oriente, já que uma boa parte da produção petrolífera e do crude mais pesado da região do golfo Pérsico é canalizada para o gasóleo. Além disso, a Europa embora sendo excedentária na produção de gasolina é deficitária em gasóleo, adquirindo no golfo Pérsico uma parte relevante do gasóleo que importa.
MULHER - A Gentil Camponesa
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És tu que tudo mereces,
És, sim, porque desconheces
As podridões da cidade.
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Onde tu foste criada,
Aí vives desviada
Deste viver de ilusão:
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Tu és pura e imaculada.
És tu que ao romper da aurora
Ouves o cantor alado...
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Que há-de ir tirar água à nora;
Depois, pelos campos fora,
É grande a tua pureza,
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O que ainda mais te realça,
Exposta ao sol e descalça,
Cheia de graça e beleza.
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És linda sem tal veneno;
Toda tu cheiras a feno
Do campo onde trabalhaste;
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Com a tal flor delicada
Que só por muito pintada
Nos poderá parecer bela;
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Tu és a flor minha amada.
Pois se te tenho na mão,
Inda assim acho tão pouco,
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Guardar-te no coração!...
As coisas mais belas são
Como as cria a Natureza,
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Dessa beleza que almejo,
Tens tudo quanto desejo,
És a gentil camponesa
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António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."
O avô Domingos e a avó Almerinda
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")
“Assim estejam os meus inimigos” — Dizia Domingos, o meu avô materno, feliz, ao brindar com a família em volta da mesa farta das festas. Quase de certeza que não tinha inimigos, embora pudesse ter quem lhe invejasse a felicidade.
A vida não lhe fora fácil, embora parecesse melhor, quando eu comecei a ter perceção das coisas; era canalizador numa empresa do Porto, para onde teve muitas vezes de fazer o caminho a pé. Era de Alfena de onde tinha vindo, com o irmão, para São Mamede de Infesta para trabalhar numa padaria, onde dormiram muitas vezes.
Era eu criança e ia ter com ele ao tasco, onde parava antes de regressar a casa do trabalho. “Ó Fernando, serve aí um «simolzinho» ao meu neto.” — pedia, feliz.
Gostava de uma boa piada e o rádio lá de casa estava sempre sintonizado nos “Parodiantes de Lisboa”, parece que ainda hoje consigo ouvir um dos comerciais mais repetidos: “Ò Barnabé! Que é? Toca o tango!”
Calado e observador, tinha, no entanto, sempre um abraço e um sorriso acolhedor de boas-vindas.
A avó Almerinda não era avó de sangue, mas era-o de coração. Substituíra a minha verdadeira avó, que se fora desta vida aos 43 anos e que eu nunca conheci.
No seu trabalho, corria toda a freguesia com uma enorme canastra à cabeça onde transportava o pão que distribuía pelas freguesas. Quando chegava à casa, trazia sempre a sua parte no pão que eu e o filho dela, meu tio por parte do pai, comíamos avidamente, como se alguma vez tivéssemos tido fome.
Os Natais eram em casa deles, na Ilha do Costa, como cheiro a bacalhau cozido e do açúcar dos doces a misturar-se no ar. Uma “enchente de gente” numa casa pequena, com um coração que não se enchia.
Regavam-se os jantares com vinho branco e as sobremesas com espumante, porque “a água, quer-se morninha, mas para lavar os pés.” — dizia o avô por graça.
Aquela casa pequenina, no pátio rodeado de tantas outras, era o nosso destino tantas vezes que era como se fosse uma extensão da nossa, poucas centenas de metros dali. Naquela Ilha tinha vários familiares e amigos e era sempre o ponto de partida para as nossas “aventuras” na Fonte dos Alhos ou nas construções das casas e do campo de futebol do Infesta.
O avô gostava da boa paz e quando não estava em casa, estava no quintal, que cuidava com esmero. Os vasos de flores em cimento, feitos por ele, rodeavam a horta organizada e cavada.
Um dia, magoou-se a trabalhar no quintal e o ferimento acabou por infetar. Era uma época em que não havia INEM e os telefones fixos eram raros e certa noite foram chamar o meu pai para o levar ao hospital. Nunca regressou.
Alguns anos mais tarde, beneficiando dos apoios da câmara municipal, o meu tio e a mulher, que viviam com a mãe, mudaram-se para um apartamento, num bairro construído em parte do que foi a bouça da Fonte dos Alhos e deixaram a casinha na Ilha do Costa.
A avó, sim, porque sempre foi a minha avó, partiu muitos anos mais tarde, quase sem vista e sem saber onde estava.
A Ilha lá está, renovada e reconstruída, mas sem a magia e os personagens que foram parte da minha infância.
Manuel Amaro Mendonça é licenciado em Engenharia de Sistemas Multimédia pelo ISLA de Gaia. Nasceu em janeiro de 1965, em Portugal, na cidade de São Mamede de Infesta, no concelho de Matosinhos; a Terra de Horizonte e Mar.
Foi premiado em quatro concursos de escrita e os seus textos foram selecionados para mais de duas dezenas de antologias de contos, de diversas editoras e é membro fundador do grupo Pentautores (como o seu nome indica, trata-se de um grupo de cinco autores) que conta já com cinco volumes de contos publicados.
É autor dos livros "Terras de Xisto e Outras Histórias" (2015), "Lágrimas no Rio" (2016), "Daqueles Além Marão" (2017), “Entre o Preto e o Branco” (2020), “A Caixa do Mal” (2022), “Na Sombra da Mentira” (2022) e “Depois das Velas se Apagarem” (2024), todos editados e distribuídos pela Amazon.
Colabora nos blogues “Memórias e Outras Coisas… Bragança” https://5l-henrique.blogspot.com/, “Revista SAMIZDAT” http://www.revistasamizdat.com/, “Correio do Porto” https://www.correiodoporto.pt/ e “Pentautores” https://pentautores.blogspot.com/
Outros trabalhos estão em projeto, mantenha-se atento às novidades em http://myblog.debaixodosceus.pt/, onde poderá ler alguns dos seus trabalhos, ou visite a página de autor em https://www.debaixodosceus.pt/

























