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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Regresso dos emigrantes tem impacto desigual no comércio de Macedo de Cavaleiros

 O regresso dos emigrantes a Macedo de Cavaleiros está a aumentar o movimento em alguns estabelecimentos comerciais. No entanto, nem todos os comerciantes sentem esse impacto da mesma forma.


Numa loja de produtos regionais, Leonor Máximo afirma que agosto começou melhor do que julho:

A ginjinha continua a ser um dos produtos mais procurados pelos emigrantes. A comerciante considera ainda que esta época do ano é decisiva para o comércio local:

Também no setor do vestuário é visível um aumento do movimento. Jaime Costa confirma que os emigrantes continuam a contribuir para as vendas e a dinamizar a cidade:

Já numa mercearia, a realidade é diferente. A proprietária afirma que os emigrantes recorrem cada vez mais às grandes superfícies comerciais:

A comerciante considera que este está a ser um dos verões mais fracos de que tem memória e garante que, ao contrário do que aconteceu noutros anos, o regresso dos emigrantes não se refletiu nas vendas:

As diferentes perspetivas mostram que o regresso dos emigrantes continua a marcar o comércio de Macedo de Cavaleiros, embora o impacto varie consoante o setor de atividade e o perfil de cada estabelecimento.

Jodie Pinto

PSP promove sessões “Armas em Segurança” em Mogadouro e Miranda do Douro

 O Comando Distrital da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Bragança vai realizar duas ações de sensibilização nos próximos dias 12 e 19 de agosto, em Mogadouro e Miranda do Douro, respetivamente, no âmbito da operação “Armas em Segurança, Tour de Verão 2026”.


As sessões decorrem entre as 09h00 e as 16h00. Em Mogadouro, a ação vai realizar-se na Casa das Artes, enquanto, em Miranda do Douro, terá lugar no Espaço Coworking da Casa da Cultura.

As iniciativas são promovidas pelo Núcleo de Armas e Explosivos do Comando Distrital de Bragança, em articulação com os respetivos municípios, com o objetivo de aproximar os serviços especializados da PSP das populações locais.

Durante as sessões, os cidadãos poderão obter esclarecimentos sobre licenciamento, regularização, transmissão, desativação, guarda, transporte e entrega voluntária de armas de fogo e munições.

A PSP recorda que os titulares que não pretendam renovar a respetiva licença devem depositar as armas abrangidas na PSP ou num armeiro de tipo 2, dispondo de 180 dias para regularizar a situação, de acordo com a legislação em vigor.

Nos casos de armas de fogo integradas numa herança, o cabeça de casal dispõe de 90 dias para declarar a sua existência à PSP, prazo contado a partir da data da morte do proprietário ou da descoberta da arma.

Esta campanha nacional decorre até 28 de agosto e pretende promover a entrega voluntária de armas de fogo e a regularização da respetiva situação legal.

Maria João Canadas

Mil participantes no 6.ª acampamento em Defesa do Barroso estão contra a mina de lítio

 O acampamento contra a mina no Barroso tem cerca de mil participantes, levando a organização a encerrar as inscrições.


O sexto acampamento em defesa do Barroso, em Covas do Barros, Boticas, decorre até segunda-feira e pretende divulgar a luta da população local e reforçar a mobilização contra o projeto de extração de lítio, como refere Diogo Sobral da Associação Unidos em Defesa do Barroso:

A adesão a este acampamento superou todas as expectativas chegando perto dos mil participantes, Diogo Sobral diz que são cada vez mais os portugueses contra as minas de lítio no Barroso:

A Associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso espera que o projeto previsto não seja concretizado tal como aconteceu com a Refinaria de Estarreja:

O acampamento terá várias iniciativas como debates, atividades culturais, concertos, workshops, visitas de campo e uma arruada de protesto contra os projetos mineiros previstos para a região:

Diogo Sobral deixa uma certeza:

O acampamento em defesa do Barroso conta com a população local, ativistas, organizações ambientais e pessoas que se mostram solidárias com a causa. Esta é mais uma ação incluída numa luta encetada pela população em 2017 contra o projeto de exploração de lítio por parte da empresa Savannah Lithium previsto para a freguesia de Covas do Barroso.

O Acampamento constitui também um momento de denúncia do atual regime de servidão administrativa imposto sobre terrenos privados e baldios em Covas do Barroso, que tem permitido à empresa avançar com trabalhos de prospeção contra a vontade expressa de proprietários e compartes.

Fotografia: Associação Unidos em Defesa do Barroso

INFORMAÇÃO CIR (Escrito por Universidade FM)

A queda de um anjo

Por: José Mário Leite
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


 Luís Neves, não só pela forma eficaz com que combateu o crime organizado no nosso país, mas também e sobretudo pelo ataque certeiro e fundamentado que fez ao discurso xenófobo destruindo a base de barro em que assentava, é o meu herói!

E não deixou de o ser pelas circunstâncias recentes em que se viu envolvido.

Isto não quer dizer, de forma nenhuma, que apoie, suporte ou justifique qualquer uma das ações que, aparentemente, terá praticado. Não!

E esse é o principal erro em que Luís Neves caiu ao supor que o seu percurso enquanto dirigente da Polícia Judiciária, lhe serviria de escudo, justificação, alibi, para poder auto suspender os vários formalismos a que a sua condição de servidor público o obrigava. Não é por estar do lado do Bem que pode dispensar a necessária observação dos mecanismos democráticos de transparência e equidade que são exigidos a todos quantos gerem a coisa pública.

Esta técnica de tentar misturar assuntos estanques, usando com justificação, a a auto avaliação da bondade de cada uma delas, não é nova, infelizmente. Foram várias as figuras públicas, sobretudo autarcas que tentaram limitar a atuação do Ministério Público, quando lhe imputavam qualquer acusação, alegando que o sufrágio eleitoral era suficiente para demonstrar a bondade da sua atuação, mesmo que fugindo às naturais obrigações que o cargo lhes impunha.

Mesmo que seja verdade que a atuação ao arrepio das normas possa, eventualmente, trazer economias para o erário público, como Luís Neves alegou para a entrega da galera, com o respetivo conteúdo, ao seu amigo, o empreiteiro de Barcelos. Isto não pode, de forma nenhuma ser argumento. Em primeiro lugar porque essa análise perde qualquer credibilidade quando a contabilização é feita por quem decide e não por uma entidade externa, credenciada. Mas, mesmo que o fosse, não pode nunca, ser justificação para fugir ao normativo. Os mecanismos democráticos costumam ser mais caros que as normas ditatoriais. A começar pelas eleições. Mas não podemos dispensá-las só para poupar alguns milhões de euros aos cofres da nação!

Mas se a condição de herói não chega para justificar atuações menos recomendáveis, a avaliar por tudo quanto se conhece, até agora, igualmente não basta o desagrado e oposição à atuação de uma qualquer formação partidária, para condenar toda e qualquer atuação. Neste caso, com dupla mágoa, não posso deixar de aceitar como legítima e até alinhada com o interesse público a exigência do esclarecimento total e completo, apresentada por um partido extremista. A exigência de um Comissão Parlamentar de Inquérito é adequada e qualquer tentativa de a boicotar sendo incompreensível é, por isso mesmo, o pior que pode ser feito ao ministro, caso esteja inocente ou à democracia, caso não esteja.

Há, de qualquer forma, algo que me intriga: recentemente foi notícia um pretenso assalto a um Gabinete Parlamentar, de onde teriam sido furtados documentos com provas incriminatórias do MAI. Como é que é possível perpetrar tal assalto num edifício com a vigilância e controlo que o Parlamento tem? Se a informação era comprometedora, por que razão não foi já divulgada? Para apanhar o ministro desprevenido? Mas então o objetivo é caçar o membro do governo… ou apurar a verdade? O que podendo ser legítimo… não é ético. Mas, embora condenando, já me habituei à notória de falta de ética em determinadas formações políticas.


José Mário Leite
, Nasceu na Junqueira da Vilariça, Torre de Moncorvo, estudou em Bragança e no Porto e casou em Brunhoso, Mogadouro.
Colaborador regular de jornais e revistas do nordeste, (Voz do Nordeste, Mensageiro de Bragança, MAS, Nordeste e CEPIHS) publicou Cravo na Boca (Teatro), Pedra Flor (Poesia), A Morte de Germano Trancoso (Romance) e Canto d'Encantos (Contos), tendo sido coautor nas seguintes antologias; Terra de Duas Línguas I e II; 40 Poetas Transmontanos de Hoje; Liderança, Desenvolvimento Empresarial; Gestão de Talentos (a editar brevemente).
Foi Administrador Delegado da Associação de Municípios da Terra Quente Transmontana, vereador na Câmara e Presidente da Assembleia Municipal de Torre de Moncorvo.
Foi vice-presidente da Academia de Letras de Trás-os-Montes.
É Diretor-Adjunto na Fundação Calouste Gulbenkian, Gestor de Ciência e Consultor do Conselho de Administração na Fundação Champalimaud.
É membro da Direção do PEN Clube Português.

A melodia na garganta


 Há quem queira pintar a manta e vestir-me com cores partidárias. Na infância, diziam-me que o rubro me assentava bem, talvez prevendo acesos debates de sacristia. Nem ontem, nem hoje, nem rubro, verde, rosa, laranja, ou azul-celeste. Até uma camisa me incomoda se antevejo leituras enviesadas no tribunal da esquina, ou no adro da igreja. Há anos que o branco e o cinza contrastam na indumentária, com o colarinho clerical usado com orgulho (e sem desprimor para os administrativos). Fora do traje, prefiro a “t-shirt” da Senhora da Assunção trazida por amigos do Ceará, imune a suspeitas ibéricas.

“Não nos venham pedir contas / não venham pôr-nos regras”, cantava o Trovante em 1986. Abundam hoje os que fazem declarações de interesse por serem tão discretos, que esquecem o quanto são secretos. No meu caso, escusam de procurar agendas ocultas, não sou secreto, nem discreto, nem ideologicamente conotado. A minha única conspiração é pública e, celebrada ao altar. Se escrevo sobre política, economia, ou património, no interior não faço campanha, faço um reparo.

A minha declaração de interesses é não defender ideologias. Afinal, “o mais do que isto é Jesus Cristo, que não sabia de finanças nem consta que tivesse biblioteca” (Pessoa, 1937). Identifico-me com o Ensino Social da Igreja. Quando o silêncio se instala, a omissão torna-se pecado e a intervenção é um dever em defesa dos conterrâneos (Tiago 4, 17). “Não apenas evitar o mal, mas buscar o bem” (A. Vieira, 2019). Houve quem me quisesse na barricada para animar os serões, mas não vou por aí. Como no “Cântico Negro” de José Régio (1926), recuso caminhos alheios: “Não sei por onde vou, sei que não vou por aí!”.

A minha bússola é o Magistério Petrino. Se o Papa Francisco escreveu na “Evangelii Gaudium” (2013, 183) que a religião não se confina à intimidade secreta, o Pontífice, Leão XIV, recorda a urgência de construir pontes nas periferias (2025). Intervir contra o esbulho patrimonial é fidelidade ao Evangelho, não política. Citar autores de intervenção é reconhecer uma geração que ultrapassou o seu Cabo da Boa Esperança e operou uma mudança epocal. Navego num mar imenso com bússola própria, dispensando compassos de engenharia política ou geometrias secretas.

Recordo o jesuíta Anthony de Mello (1995), um pássaro não canta para transmitir uma mensagem, mas porque “traz a melodia na garganta”. É com esse eco que convoco Zeca Afonso (1974), “o que faz falta é acordar a malta”, já que a fé sem obras é morta (Tiago 2, 26). E sigo Sérgio Godinho, “o herói d’hoje aguenta o contratempo / olha p’ra trás e diz ‘foi no meu tempo’”. Este artigo é o respaldo aos que se sentiram desconfortáveis com a verdade. Não abdico da liberdade, nem da defesa do povo de Deus. A voz do padre no interior não é um púlpito eleitoral, é o eco de uma Igreja que não se resigna perante o grito abafado da sua gente. Sosseguem os que temem o sermão, o Evangelho não morde, apenas acorda consciências.

Pe. Estevinho Pires

Município lança concurso para construção do Núcleo Museológico da Tanoaria

 O Município de Carrazeda de Ansiães lançou o concurso público para a construção do Núcleo Museológico da Tanoaria, a instalar na localidade de Mogo de Ansiães.


“Este novo equipamento passará a integrar a rede de núcleos do Museu da Memória Rural, com sede em Vilarinho da Castanheira, reforçando o trabalho desenvolvido pelo Município na preservação e valorização da identidade, dos saberes e das tradições das comunidades rurais do concelho”, anunciou aquele município do distrito de Bragança.

A empreitada tem um preço base de 472.802,19 euros, acrescido de IVA, e um prazo previsto de execução de um ano.

O projeto prevê a reabilitação e adaptação do antigo edifício da Associação Recreativa e Desportiva de Mogo de Ansiães, “transformando-o num moderno espaço museológico dedicado à preservação e divulgação da arte da tanoaria”.

Governante torce o nariz a pedido do autarca para prorrogar gratuitidade do BUPI

 O Presidente do Município de Mirandela, Vítor Correia, aproveitou a visita do Ministro da Agricultura ao concelho, na passada segunda-feira, que veio ao terreno verificar os prejuízos causados pelo incêndio da semana passada, para reivindicar a prorrogação do prazo da gratuitidade do registo dos terrenos rústicos e mistos através do Balcão Único do Prédio, o BUPI, que termina no dia 30 de setembro.


No entanto, o titular da pasta da agricultura deixa entender que o Governo não parece estar recetivo a uma terceira prorrogação e o mais certo é que a partir de 1 de outubro o registo passe a ser pago pelos cidadãos.

O Balcão Único do Prédio é uma plataforma online e um serviço presencial que permite aos proprietários identificar, demarcar e registar os seus terrenos rústicos e mistos, com o objetivo de mapear o território nacional e garantir a titularidade legal das propriedades.

Em Portugal, já estão georreferenciadas, através do BUPI perto de 50% de matrizes existentes nos cerca de 170 municípios que podem aderir a este Sistema de Informação Cadastral Simplificado. Nos distritos de Bragança e Vila Real, a percentagem de matrizes já georreferenciadas é ligeiramente superior à média nacional.

Fernando Pires

Viagens gratuitas nos transportes públicos até setembro nas Terras de Trás-os-Montes

 Até 13 de setembro são gratuitas todas as viagens nos transportes públicos em oito dos nove concelhos da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM).


Esta CIM, à exceção do Município de Bragança que dispõe de um sistema próprio, dá início à operação de Serviço Público de Transporte com mais de 90 linhas, com reforço das ligações municipais e intermunicipais.

Para facilitar esta fase de arranque e incentivar os utilizadores a conhecerem a nova rede de transportes, a utilização de todos os serviços será gratuita em toda a região entre os dias 3 de agosto e 13 de setembro. No dia seguinte entra em vigor o transporte a pedido para que ninguém fique apeado.

Esta nova mobilidade traduz-se numa “profunda modernização da oferta”, salientou o presidente da CIM, Pedro Lima.

Todos os concelhos passarão a dispor de ligações intermunicipais e as linhas municipais estarão em funcionamento em todos os municípios, à exceção do concelho de Bragança, com periodicidade de duas vezes por semana, com duas viagens por dia, sendo reforçadas nos dias de mercado da sede de cada concelho, em que serão asseguradas três viagens.

Pedro Lima disse ao Mensageiro que com esta nova rede se pode responder de uma forma “mais eficaz, eficiente e abrangente” às necessidades de mobilidade nos nove concelhos integrados na Comunidade Intermunicipal. “Ninguém ficará sem transporte, nem nas vilas ou nas aldeias mais pequenas”, promete o autarca de Vila Flor.

Glória Lopes

Filhos de emigrantes vêm em agosto procurar “as raízes e a identidade”

 Nestes primeiros dias de agosto muitas portas e janelas se abriram pela primeira vez este ano na aldeia de Zeive, em pleno Parque de Montesinho, no concelho de Bragança.


A localidade é pequena, mas tem alguma emigração, tal como a esmagadora maioria das aldeias do distrito de Bragança.

Mariana Figueiredo, filha de emigrantes em Madrid (Espanha) naturais do Zeive, veio antes de agosto, primeiro do que a família, porque como completou este ano 18 anos e os pais já a deixaram vir sozinha.

A jovem revelou ao Mensageiro que é “apaixonada pelo Zeive, desde pequena”, tem ideia que os mais novos, da sua geração, filhos de emigrantes que partiram depois dos anos 90 gostam de vir de férias para Trás-os-Montes “em busca das suas raízes e da identidade”.

Apesar de Mariana viver em Madrid, uma das grandes capitais da Europa, contou que tem “uma grande conexão com a aldeia e as pessoas”. No Zeive procura saber do passado da família, de ouvir as histórias da avó e da tia, mas também a possibilidade de descontração, de abrandar a vida antes da pressão da entrada para a universidade em setembro. “Aqui tenho liberdade. Se ficasse em Madrid passava as férias em casa”, desvenda a jovem que aproveita para passear e andar de bicicleta no parque, sem poluição ou ruído. “Em Madrid faz muito calor, aqui também é quente, mas há locais frescos, há árvores. O Zeive em agosto é animado. Até ajudo a fazer a comida dos convívios ao fim de semana. Vou com os meus amigos ou familiares para as festas na cidade de Bragança ou até à piscina. É muito fixe”, descreve a jovem nascida e criada em Espanha.

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Glória Lopes

Imunoalergologista da ULS distinguida com Prémio de Melhor Publicação Científica Original

 Sónia Garcia, Imunoalergologista da Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSNE), foi distinguida com o Prémio de Melhor Publicação Científica Original de 2025.


Depois de ter concluído a sua formação especializada em Imunoalergologia na unidade Local de Saúde de Vila Nova de Gaia e Espinho, com a classificação final de 19,55 valores, “resultado que demonstra o elevado nível científico e clínico alcançado ao longo do seu percurso”, a médica desenvolve atualmente a sua atividade na Unidade Local de Saúde do Nordeste, “contribuindo para a implementação e consolidação num novo Serviço Hospitalar de Imunoalergologia no distrito de Bragança”, explicou Sónia Garcia.

Glória Lopes

Vinhais é o terceiro concelho mais barato do país para comprar casa

 Vinhais é o terceiro concelho de Portugal com o preço médio mais baixo para comprar casa, enquanto Bragança ocupa o oitavo lugar entre os mercados imobiliários mais acessíveis, segundo o mais recente Barómetro dos Concelhos do Imovirtual.


De acordo com os dados divulgados pelo portal imobiliário, o preço médio anunciado para a venda de uma habitação em Vinhais situa-se nos 57 mil euros. Apenas Vila Velha de Ródão, com 49 mil euros, e Pampilhosa da Serra, com 56.250 euros, apresentam valores inferiores.

Bragança surge também entre os dez concelhos mais acessíveis, com um preço médio de venda de 160 mil euros. A lista integra ainda Proença-a-Nova, Castelo Branco, Baião, Guarda, Portalegre e Beja.

Os valores registados no distrito contrastam com os mercados imobiliários mais caros do país. Cascais lidera a tabela nacional, com um preço médio de 1,3 milhões de euros, seguindo-se Grândola, com 1,1 milhões, e a Calheta, na Madeira, com 920 mil euros.

AGR

Artista italiano desenvolve projeto que acompanha as 24 horas de 12 de agosto

 O jornalista italiano e artista transmedial radicado em Portugal, Emanuele Giusto (Kantfish), vai desenvolver um projeto no dia 12 de agosto, em Montesinho, que será a referência temporal de Eclipse of a New Order, uma web artwork de vinte e quatro horas sincronizada em tempo real com o eclipse solar. “Foi precisamente este território português que escolhi como referência geográfica da obra por ser o ponto do país onde o fenómeno atingirá a sua duração máxima”, explicou o artista ao Mensageiro.


Na zona de Montesinho será aquela onde em Portugal se terá a faixa de totalidade do eclipse junto às aldeias de Rio de Onor e Guadramil, inseridas no Parque Natural de Montesinho, no concelho de Bragança, com uma visibilidade de quase 100%.

Glória Lopes

Paulo Cortez investiga efeitos do eclipse nos animais

 Uma equipa de investigadores vai monitorizar aves, morcegos e outros animais selvagens durante o eclipse solar de 12 de agosto, no Parque Natural de Montesinho, para perceber de que forma a redução súbita da luminosidade poderá alterar o comportamento da fauna.


Ao Mensageiro, o investigador Paulo Cortez, da Universidade Politécnica de Bragança, explicou que a ideia surgiu após uma visita realizada no âmbito da Ciência Viva à Brama e acabou por ser integrada num projeto europeu promovido a partir de Espanha, com a participação das universidades de Sevilha e do Porto e do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO).

“Do ponto de vista da curiosidade científica, o que vale é conjugar esforços, porque assim conseguimos mais informação e mais resultados”, afirmou.

Os investigadores seguirão um protocolo comum, de forma a tornar comparáveis os dados recolhidos nas regiões de Portugal e Espanha onde o eclipse atingirá pelo menos 98% de obscurecimento.

No extremo nordeste do Parque Natural de Montesinho serão instalados gravadores acústicos e câmaras de fotoarmadilhagem. O equipamento permanecerá no terreno durante vários dias antes e depois do eclipse, permitindo comparar a atividade habitual dos animais com o comportamento observado durante o fenómeno.

O estudo estará particularmente centrado nas aves e nos morcegos. Paulo Cortez admite que a escuridão antecipada possa levar algumas aves a recolherem e os morcegos a iniciarem mais cedo a atividade noturna.

“Pode haver alguma confusão: os morcegos poderão começar a sair dos locais onde se abrigam e, quando voltar a clarear, regressarem”, explicou.

A equipa pretende também aproveitar dados de animais monitorizados por GPS, como os lobos, e avaliar através das câmaras uma eventual atividade de javalis e pequenos mamíferos.

Embora a fase total do eclipse dure apenas alguns segundos, os efeitos da diminuição da luz serão sentidos progressivamente durante cerca de uma hora antes e depois. Como o fenómeno ocorrerá próximo do pôr do sol, será necessário distinguir a resposta ao eclipse da atividade crepuscular normal.

António G. Rodrigues

Primeiro eclipse do sol em mais de 100 anos atrai milhares ao Nordeste Transmontano

 O primeiro eclipse total do Sol visível em Portugal desde 1912 deverá levar milhares de visitantes ao Nordeste Transmontano no próximo dia 12 de agosto. A elevada procura já esgotou grande parte da oferta hoteleira e do alojamento turístico da região, sobretudo nas localidades próximas da faixa de totalidade.


Rio de Onor e Guadramil, no Parque Natural de Montesinho, encontram-se entre os melhores locais do país para observar o fenómeno, com uma ocultação total do disco solar durante cerca de 26 segundos. Contudo, devido ao risco de incêndio e às limitações de segurança, a organização oficial foi transferida para o Aeródromo Municipal de Bragança.

A presidente da Câmara de Bragança, Isabel Ferreira, considera que este será “um momento muito importante” para o concelho e uma oportunidade para proporcionar aos visitantes uma experiência única.

A autarca explicou que compete ao município garantir que a observação decorra num local com condições adequadas de segurança, acolhimento e vigilância. A análise dos dados desde 2021 indica que, nesta altura do ano, o território apresenta habitualmente risco máximo ou muito elevado de incêndio rural.

A decisão foi também influenciada por um fogo recentemente registado nas proximidades do local inicialmente previsto para receber a observação.

“Consideramos que, se decorrer no aeródromo municipal, a experiência será proporcionada de forma absolutamente segura”, afirmou Isabel Ferreira.

Todas as atividades de 12 de agosto estarão concentradas no aeródromo a partir das 16:00. O programa inclui o acompanhamento de especialistas, explicações sobre as diferentes fases do eclipse, oficinas, atividades científicas e espaços de convívio. As iniciativas deverão prolongar-se após o fenómeno, com observações do céu e das chuvas de estrelas.

A elevada procura é particularmente sentida em Rio de Onor. José Preto, representante da aldeia na União das Freguesias de Aveleda, Varge e Rio de Onor, revelou que a localidade se preparava para receber cerca de 2.500 visitantes.

As sete casas de turismo rural existentes na aldeia estão esgotadas, o parque de campismo tem reservas e os dois restaurantes antecipam um aumento significativo da procura.

“Está tudo ocupado, está tudo esgotado”, confirmou José Preto, destacando também o impacto esperado para os artesãos, associações e outros negócios de Rio de Onor e Varge.

A aldeia tinha preparado várias iniciativas, incluindo atividades com o Centro Ciência Viva de Bragança na Casa do Povo e na antiga escola primária, além de tasquinhas e espaços de acolhimento distribuídos pela localidade.

“Tínhamos previsto uma série de iniciativas. Estávamos preparados para 2.500 pessoas”, explicou José Preto, lamentando que as restrições impostas pelo risco de incêndio coloquem em causa parte do programa.

Apesar da mudança, a aldeia continuará a receber os naturais que regressam nesta época do ano, assim como visitantes que reservaram alojamento antecipadamente.

Fenómeno só voltará a ocorrer em Bragança em 2480

A diretora do Centro Ciência Viva de Bragança, Clotilde Nogueira, explicou que um eclipse total ocorre quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol e encobre completamente o disco solar.

O último fenómeno com estas características visível em Portugal aconteceu em 1912, na região do Minho. Em Bragança, uma oportunidade semelhante só deverá repetir-se em 2480.

Durante os cerca de 26 segundos de totalidade previstos junto à fronteira, o dia dará brevemente lugar à noite, tornando possível observar a coroa solar e algumas estrelas. A redução repentina da luz poderá também provocar alterações no comportamento dos animais, levando algumas espécies a recolherem como se tivesse chegado o final do dia.

No Aeródromo Municipal de Bragança, a ocultação deverá situar-se entre 99,8% e 99,9%, a maior percentagem prevista numa cidade portuguesa, mas sem atingir a totalidade.

“Não é o mesmo que um eclipse total, estaria a mentir se dissesse que era, mas também é um fenómeno muito raro com esta percentagem de ocultação”, ressalvou Clotilde Nogueira.

A GNR vai mobilizar um dispositivo reforçado para acompanhar o fluxo de milhares de visitantes e impedir concentrações descontroladas nas áreas rurais e florestais. O comandante António Lobo de Carvalho explicou que serão posicionados meios nos pontos onde se prevê que aficionados possam tentar observar o eclipse, nomeadamente junto de Guadramil e Rio de Onor.

“Sabemos que haverá pessoas a procurar os locais onde a visibilidade será de 100%. A Guarda vai ter um dispositivo reforçado”, adiantou.

Festival Geração Ciência prepara Bragança para o eclipse solar

A observação integra o Festival Geração Ciência, que assinala os 30 anos da Ciência Viva e terá uma forte componente dedicada à astronomia, nos dias 10 e 11 de agosto, com um programa dedicado à divulgação científica.

As atividades decorrerão em vários espaços da cidade, incluindo o Centro Ciência Viva, a Casa da Seda, o Auditório Paulo Quintela, o pavilhão do IPDJ, o Teatro Municipal e algumas praças do centro histórico.

O programa começa na manhã de segunda-feira com uma saída fotográfica sobre a natureza em espaço urbano, sessões de planetário dedicadas aos eclipses, a apresentação do livro “Mestre Carbono, Cientista” e um espetáculo de circo matemático.

A abertura oficial está marcada para as 14:00, na Casa da Seda, com intervenções da presidente da Câmara de Bragança, Isabel Ferreira, da diretora executiva da Ciência Viva, Ana Noronha, do presidente do Instituto Politécnico de Bragança, Orlando Rodrigues, e da diretora do Centro Ciência Viva local, Clotilde Nogueira.

Durante os dois dias haverá oficinas científicas, sessões de observação do Sol, animação de rua, espetáculos de ciência, magia e matemática, formação em astrofotografia e observações do céu noturno.

Na tarde de dia 10, o investigador Paulo Cortez apresenta o estudo que pretende avaliar os efeitos do eclipse na fauna selvagem. No dia seguinte, Pedro Mota Machado, comissário nacional do Eclipse 2026, participa numa sessão dedicada ao fenómeno, juntamente com os responsáveis dos planetários do Porto e de Braga.

A programação de 11 de agosto inclui ainda uma saída de campo sobre o lobo-ibérico em Guadramil e a “Noite Geração Ciência”, no Teatro Municipal, com investigadores, divulgadores científicos, responsáveis institucionais e o músico Noiserv.

O festival termina com a “Astro Night Party”, que junta observação do céu, acompanhamento de astrónomos e animação musical. Algumas atividades estão sujeitas a inscrição prévia.

A programação científica culmina no dia 12, no Aeródromo Municipal de Bragança, com a observação acompanhada do eclipse solar, cuja ocultação deverá atingir cerca de 99%, seguida da observação da chuva de meteoros Perseidas.

António G. Rodrigues

Eclipse esgota alojamento no Parque Biológico de Vinhais

 O alojamento do Parque Biológico de Vinhais está esgotado para a noite de 12 de agosto, data do eclipse solar que deverá atrair milhares de visitantes ao Nordeste Transmontano.


Segundo uma nota divulgada pela PRORURIS, empresa municipal responsável pela gestão do espaço, o parque regista uma taxa de ocupação de 100%, com reservas de turistas portugueses, espanhóis e alemães.

Dos hóspedes que escolheram o Parque Biológico para acompanhar o fenómeno astronómico, 69% são portugueses, 23% espanhóis e 8% alemães. Os visitantes estrangeiros representam, assim, quase um terço das reservas.

Para o diretor do Parque Biológico de Vinhais, Miguel Fernandes, a ocupação total constitui “um excelente indicador da atratividade” do território e confirma a capacidade do concelho para captar turistas internacionais.

“É particularmente gratificante verificar que, além dos visitantes portugueses, recebemos turistas espanhóis e alemães que escolheram Vinhais para assistir a este fenómeno único”, afirmou.

Localizado no Parque Natural de Montesinho, o equipamento apresenta condições favoráveis para acompanhar o eclipse, devido à reduzida poluição luminosa e à envolvente natural.

A oferta turística inclui também atividades ligadas à biodiversidade, centros interpretativos, percursos pedestres e experiências relacionadas com o mundo rural.

A PRORURIS prevê que a afluência tenha impacto positivo na economia do concelho, sobretudo na restauração, no comércio e nos restantes serviços turísticos.

AGR

Festas, Festividades e Eventos

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Festas, Festividades e Eventos

MACEDO DE CAVALEIROS AVANÇA COM BASE DE APOIO LOGÍSTICO DE 2,3 MILHÕES DE EUROS PARA REFORÇAR A PROTEÇÃO CIVIL

 O presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Sérgio Borges, visitou esta quarta-feira as obras de construção da futura Base de Apoio Logístico, uma infraestrutura estratégica destinada a reforçar a capacidade de resposta da Proteção Civil, em particular no combate aos incêndios rurais.


Durante a visita, o autarca acompanhou o desenvolvimento dos trabalhos e destacou a importância deste investimento para a preparação e apoio às operações de socorro, dotando o concelho de um equipamento capaz de responder às crescentes exigências colocadas pelas emergências de grande dimensão.

A futura Base de Apoio Logístico foi concebida para prestar apoio direto às operações de proteção e socorro, garantindo condições adequadas para o alojamento e alimentação dos operacionais, bem como espaços destinados ao armazenamento de equipamentos, abastecimento e estacionamento dos veículos utilizados pelos meios de reforço mobilizados para o terreno.

Com um investimento global de 2.276.778,17 euros, a obra conta com um apoio financeiro da União Europeia, através do programa Norte 2030, no valor de 891.137,77 euros, representando um reforço significativo da capacidade operacional da região Norte em matéria de proteção civil.

A concretização desta infraestrutura insere-se na estratégia do Município de Macedo de Cavaleiros de reforçar a prevenção, a coordenação e a eficácia da resposta a situações de emergência, disponibilizando melhores condições de apoio às forças de proteção e socorro e aumentando a resiliência do território perante fenómenos extremos, como os incêndios rurais.

Jornalista: Paulo Silva Reis  
Fotos: DR

O Eclipse Solar 2026 está a chegar!

 No dia 12 de agosto, junte-se a nós no Aeródromo Municipal de Bragança para acompanhar este fenómeno astronómico único.
Venha viver este momento connosco e não se esqueça: a observação do Sol deve ser feita apenas com óculos apropriados para eclipses, garantindo uma experiência segura para os seus olhos.

Autarquias passam a decidir expropriações por utilidade pública

 Até ao momento dependia do Governo decidir que uma expropriação promovida por uma autarquia é de “utilidade pública”. Agora, essa competência passa para as assembleias municipais.


As autarquias vão passar a poder decidir que uma expropriação de um bem imóvel, quando promovida pelas Câmaras Municipais, é de “utilidade pública”. Até ao momento essa declaração dependia do Governo. Segundo o decreto-lei publicado esta terça-feira em Diário da República e que altera o Código das Expropriações, a decisão cabe agora às assembleias municipais de cada autarquia.

“No que respeita às declarações de utilidade pública de expropriação dos bens imóveis e direitos a eles inerentes que sejam de iniciativa municipal, considera-se que as competências decisórias e a responsabilidade por estes procedimentos deverão ser tomadas pelo órgão deliberativo dos municípios“, lê-se no decreto-lei.

Recorde-se que as assembleias municipais já estavam dotadas de competências para a declaração de utilidade pública das expropriações, mas apenas para a concretização dos planos de urbanização ou planos de pormenor e nas situações abrangidas pelo regime especial de expropriação e constituição de servidões administrativas para a execução de projetos integrados no Programa de Estabilização Económica e Social e no Plano de Recuperação e Resiliência. Agora, as competências são alargadas no que concerne à emissão de declarações de utilidade pública em expropriações que sejam de iniciativa da administração local autárquica.

“Ao transferir esta competência para as assembleias municipais, promove-se a proximidade entre a decisão e as necessidades locais, conferindo maior autonomia, escrutínio e agilidade ao processo. Esta medida é, portanto, coerente com o compromisso da descentralização de competências e possibilita um melhor alinhamento das políticas públicas com as realidades locais, promovendo soluções mais adaptadas às especificidades de cada território e o reforço do poder local”, refere o decreto-lei.

No caso da obra a expropriar abranger dois ou mais municípios, o decreto-lei determina que “a declaração de utilidade pública exige a deliberação das respetivas assembleias municipais, sob proposta fundamentada das respetivas câmaras municipais”.

Mas vão os proprietários perder o direito a serem indemnizados? Não, este Decreto-Lei não elimina o direito à indemnização, muda apenas quem toma a decisão administrativa de declarar a utilidade pública nas expropriações da iniciativa das autarquias.

“A proposta contribui para uma política de coesão territorial mais qualificada, permitindo às autarquias locais uma maior integração nas dinâmicas económicas e sociais, assegurando simultaneamente a sua capacidade de responder às necessidades das comunidades que representam”, sublinham.

Frederico Pedreira