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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

As “Minhas” Plantas


Estive muito tempo sem vir a casa. Tempo demais. Os móveis acumularam pó, e a própria casa prendia a respiração à minha espera. Quando entrei, o que mais me doeu não foi a frieza das divisões vazias, sem a minha gente. Com parte da minha gente estava todos os dias noutro cantinho do mundo. O que mais me doeu foram as saudades daquilo que deixei a crescer sem mim.

Quando fechei a porta pela última vez, levei comigo, para além do braço direito ao peito e uma tristeza profunda devido à incúria de quem tem por missão zelar pelo bem estar de todos os cidadãos e não o faz, a inquietação de quem abandona um bocado da vida. As plantas ficaram. Discretas, imóveis na aparência, mas a fervilhar por dentro com aquele labor que nunca se esgota. Muitas vezes pensei nelas. Imaginei folhas a amarelecer, caules vergados, terra ressequida… uma teia de aranha. Imaginei o chão salpicado de folhas secas, como cartas antigas que ninguém leu a tempo.

Voltei, por fim. Por pouco tempo, mas voltei.

Ao abrir a porta, a luz entrou comigo, e eu entrei com ela. O soalho, surpreendentemente, estava quase limpo das folhas que temi encontrar. Não havia tapete de abandono, não havia sinais de desistência. Pelo contrário. Ali estavam elas, erguidas, compostas, quase altivas. Revigoradas. Peneirentas. Emproadas como senhoras antigas que nunca perderam o porte.

Aproximei-me devagar, como quem se aproxima de alguém a quem deve um pedido de desculpa. Toquei numa folha aqui, noutra ali. Estavam firmes, frescas, vivas. E senti, sem presunção, mas com uma convicção que me aqueceu o peito, que tinham tido ainda mais saudades de mim do que eu delas.

A velha borracheira, quase tão velha como eu, foi a que mais me comoveu. Sempre a conheci resistente, paciente, dona de um silêncio sábio. Agora, as suas folhas abriam-se em todas as direções, como braços que se estendem para um abraço tardio. Havia nelas uma energia nova, uma espécie de alegria que me parecia impossível ignorar. As folhas lustrosas refletiam a luz como um sorriso discreto.

Ali, naquele instante, todas as dúvidas se dissiparam.

As minhas plantas não são apenas objetos decorativos, nem companhia inerte. São presença. Foram espera. Foram persistência. Tinham suportado a minha ausência, tinham atravessado os dias longos sem a minha voz, sem o meu cuidado sempre atento, e ainda assim não se renderam. Antes pelo contrário, pareciam ter guardado forças para este reencontro.

Senti que a casa respirava outra vez.

Há quem diga que as plantas não sentem, que não sabem da nossa existência, que crescem apenas por instinto químico e impulso biológico. Mas como explicar esta impressão tão clara de reconhecimento? Esta troca que não precisa de palavras? Ao regá-las, pela primeira vez depois de uns meses sem o fazer, senti que não era só a água que lhes oferecia, era também a minha presença. E, de alguma forma, elas devolviam-me algo igualmente essencial.

Talvez seja isto que nos salva, perceber que a vida, mesmo na sua forma mais discreta, responde ao afeto. Que há uma comunicação subterrânea, que não se vê, como as raízes que se entrelaçam sob a terra, mas tão real quanto o verde que explode nas folhas.

A velha borracheira, firme no seu canto, ensinou-me mais do que muitos discursos, principalmente dos discursos dos ranhosos “modernos”. Ensinou-me que esperar também é uma forma de amar. Que resistir é um ato de fidelidade. E que a vida, quando é vida, encontra sempre maneira de se erguer outra vez.

Claro que alguém ia regar as “minhas” plantas uma vez por semana. Quero crer que apesar do “alimento” que nunca lhes faltou, sentiram a minha falta como eu senti a delas.

Não tinha dúvidas. Mas, se as tivesse, acabavam agora. As plantas são seres vivos.

HM
28 de Agosto de 2026

Abertura da Escola da Banda Filarmónica de Bragança! 🎶

 Um novo espaço para aprender, descobrir talentos, fazer amizades e viver a música em comunidade — aberto a crianças, jovens e adultos, com ou sem experiência musical.

Queres aprender um instrumento?
Queres desenvolver os teus conhecimentos musicais?
Queres fazer parte da nossa família e ajudar a construir o futuro da banda?

Inscrição AQUI.

Porque uma banda não se faz apenas de música. Faz-se de pessoas, dedicação, amizade, tradição e sonhos.

Palaçoulo: Exposição “Antes que se perca – rostos que contam” é uma homenagem aos anciãos

 Foi inaugurada em Palaçoulo, a exposição fotográfica “Antes que se perca – rostos que contam”, um projeto da autoria de Maria Solano e Sabina Martins, cujo propósito é homenagear e guardar a memória dos anciãos, desta conhecida localidade do concelho de Miranda do Douro.


O presidente da Freguesia de Palaçoulo, Xavier Rodrigues, felicitou as autoras do projeto fotográfico e corroborou da perspectiva de que as pessoas são o mais importante legado da localidade.

“As fotografias que hoje podemos ver não são apenas retratos. Cada rosto que aqui encontramos representa uma vida, uma história, uma família, um trabalho, uma época e uma parte de Palaçoulo. São rostos de pessoas que viveram muitas mudanças. Pessoas que conheceram outros tempos, outras dificuldades, outras formas de viver. Pessoas que trabalharam, lutaram, criaram os seus filhos, construíram as suas casas e ajudaram, de uma forma ou de outra, a construir a aldeia que hoje conhecemos”, disse o autarca de Palaçoulo.

Na perspectiva de Xavier Rodrigues, “Antes que se perca, rostos que contam” — faz muito sentido.

“Porque o tempo passa. As pessoas passam, as gerações mudam e pouco a pouco, algumas memórias correm o risco de desaparecer. Mas enquanto houver uma fotografia, um nome, uma história ou alguém que se lembre, essa memória continua viva”, justificou.


De acordo com as autoras, Maria Solano e Sabina Martins, a exposição fotográfica “Antes que se Perca – Rostos que contam” surgiu da vontade de estar e de escutar as pessoas de Palaçoulo.

“Sentimos o apelo de estar com os nossos maiores, de aprender com a sua experiência de vida e escutar as suas histórias que nunca foram escritas. Inteiramo-nos que grande parte da história da nossa terra vive apenas na memória das pessoas. E a memória, se não for partilhada, desaparece”, justificaram Maria Solano e Sabina Martins.

Para concretizar este propósito, as jovens fotografas agradeceram a confiança, o acolhimento e a coragem das pessoas de Palaçoulo, em partilhar a intimidade das suas vidas.

“Infelizmente, desde que começámos este trabalho, duas das pessoas que fazem parte deste projeto já partiram. E isso fez-nos sentir, de uma forma muito concreta, o verdadeiro significado destas palavras: “Antes que se perca”. Porque hoje podemos continuar a ouvir as suas vozes através das memórias que nos deixaram. Podemos continuar a olhar para os seus rostos. E podemos continuar a contar as suas histórias”, sublinhou Maria Solano.


As autoras adiantaram que a exposição “Rostos que Contam” é o primeiro capítulo do projeto e que ainda há muito mais pessoas e memórias em Palaçoulo, para guardar em fotografia e no coração.

“O projeto não termina aqui. Pelo contrário. Esperamos que esta exposição nos faça perceber que ainda há muito para ouvir e muitas memórias que merecem ser guardadas. E talvez, ao sairmos daqui, cada um de nós pense numa pessoa, numa história ou numa palavra que não queremos que desapareça. Porque, no fundo, é essa a pergunta que está no coração deste projeto: “Que cousa gostáveis que nós guardássemos… antes que se perca?”, interpelaram.

A exposição “Antes que se perca – rostos que contam” pode ser vista de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 17h00, na antiga escola primária, em Palaçoulo.

HA

Palaçoulo: Feira Anual proporcionou o encontro e convívio com os visitantes

 Palaçoulo celebrou a 27 de agosto, a Feira Anual e nem mesmo a chuva da manhã afugentou centenas de pessoas do certame, que começou com a feira franca, incluiu a inauguração da exposição fotográfica “Rostos que contam”, encheu-se de gente à tarde, para assistir às danças dos pauliteiros e às lutas de touros mirandeses e encerrou com os concertos musicais de Urze de Lume e Triângulo.


O certame foi organizado pela Freguesia de Palaçoulo e o presidente, Xavier Rodrigues, neste primeiro ano na liderança da autarquia, indicou que procuraram acrescentar uma componente cultural, com a inauguração da exposição fotográfica “Antes que se perca – Rostos que contam”.

“Na feira anual, às atividades emblemáticas como a feira franca, a feira de artesanato, as chegas de touros e os concertos musicais, este ano acrescentámos a inauguração da exposição “Antes que se perca – rostos que contam”, na antiga escola primária. Esta mostra fotográfica é acima de tudo uma homenagem e uma expressão de gratidão aos nossos conterrâneos e conterrâneas, com mais experiência de vida e sabedoria”, destacou.

Habitualmente em Palaçoulo, a feira anual, a 27 de agosto, iniciava o período festivo de verão, até 2 de setembro, em que se celebra a Festa em honra de Nossa Senhora do Rosário. Este ano, dada a falta de mordomos, a festa não se realiza, o que entristeceu o presidente da freguesia de Palaçoulo, Xavier Rodrigues.

“As festas de verão são momentos de descanso e de convívio entre a população de Palaçoulo e quem nos visita. É com tristeza que, pela falta de pessoas disponíveis, este ano a festa não se realiza. Recordo que a Festa em honra de Nossa Senhora do Rosário, é uma festividade centenária, que se celebra desde 1917. Ainda assim, no dia 2 de setembro, vai celebrar-se a missa solene e a procissão, animada pela Banda Filarmónica Mirandesa. No próximo ano, propunha que em vez dos anteriores sete dias de festa se façam apenas 2 dias”, disse o autarca de Palaçoulo.


Numa análise ao trabalho realizado na Freguesia de Palaçoulo, neste primeiro ano do mandato, Xavier Rodrigues, indicou que estão a atender as solicitações dos fregueses, na manutenção e limpeza dos caminhos rurais, nos arranjos urbanísticos, entre outras solicitações.

De visita à Feira Anual, em Palaçoulo, a presidente do Município de Miranda do Douro, Helena Barril, destacou a capacidade de trabalho, o empreendedorismo da população e a relevância deste certame.

“A gente de Palaçoulo são pessoas alegres, solidárias e tornaram esta localidade conhecida nacional e internacionalmente, pelo impeto industrial e pelo significativo contributo para o desenvolvimento económico da região e do país. Felicito também a freguesia de Palaçoulo, pela organização desta feira anual, que para além dos negócios, proporciona o encontro e o convívio entre a população local e os visitantes, Palaçoulo é também uma localidade onde as pessoas gostam das suas tradições e transmitem-nas com alegria aos mais jovens, como são as danças dos pauliteiros”, disse a autarca mirandesa.


Natural de Palaçoulo, Cisnando Ferreira, destacou a polivalêncida das pessoas, no desenvolvimento de indústrias como as artes gráficas, a cutelaria, a tanoaria, o artesanato, a venda de máquinas agrícolas, a restauração, o turismo religioso com o Mosteiro Trapista de Santa Maria Mãe da Igreja e a cooperativa agrícola.

“Antigamente, Palaçoulo era uma aldeia predominantemente agrícola e pecuária, onde se criava gado bovino de raça mirandesa. A realização das chegas de touros na Feira Anual, deve-se a essa antiga tradição. A partir da década de 1990, em Palaçoulo, operou-se uma mini revolução industrial, com as pessoas a passarem da agricultura para a indústria”, disse.

Sobre a evolução das feiras, que em Palaçoulo se realizam mensalmente no dia 27, Cisnando Ferreira, indicou que o declínio demográfico tirou pujança económica aos certames, que antigamente eram sobretudo mercados de gado bovino, ovino, caprino e suíno.

“Atualmente, a feira tem menos feirantes, menos público e há outros produtos e artigos à venda. Acima de tudo, esta Feira Anual é um momento de celebração, de encontro e convívio da população de Palaçoulo com quem nos visita. As chegas de touros, por exemplo, são um espetáculo que conseguem atrair centenas de pessoas a Palaçoulo. Para continuar a desenvolver a feira importa mostrar o que nos distingue, como são as navalhas, as barricas, as artes gráficas, as máquinas agrícolas, o mosteiro, etc.”, disse.


O casal, Paulo e Sílvia, vieram de Famalicão até Palaçoulo, para visitar a Cutelaria Martins, por coincidência no dia 27 de agosto, aquando da Feira Anual e no momento das Chegas de Touros.

“É a primeira vez que visitámos Palaçoulo e por coincidência no dia da Feira Anual. Aproveitámos a estadia para assistir os espetáculos das chegas de touros mirandeses, das danças dos pauliteiros e a performance do grupo de percussão Porbatuka. Gostámos muito desta jornada em Palaçoulo e com certeza vamos regressar a esta bela região da Terra de Miranda”, disseram os visitantes.

A Feira Anual, em Palaçoulo, encerrou com o arraial musica dos grupos “Urze de Lume” e “Triângulo”.

Em Palaçoulo, no dia 2 de setembro, às 14h30, celebra-se a missa em honra de Nossa Senhora do Rosário, seguida da procissão, acompanhada pela Banda Filarmónica Mirandesa. 
Antigamente, em Palaçoulo, na festa dedicada a Nossa Senhora do Rosário, participavam também os animais: vacas, ovelhas, burros, etc., que transportavam sacos de oferendas como o trigo, batatas e outros produtos da terra e pediam a proteção divina contra as enfermidades.

HA

Festival de Música Internacional leva tradições populares à Praça das Eiras

 Macedo de Cavaleiros recebe, esta sexta-feira e sábado, o XXI Festival de Música Internacional, que decorre na Praça das Eiras.


O evento tem início marcado para as 21h00 e reúne diferentes projetos ligados à música e às tradições populares.

Na sexta-feira, dia 28, sobem ao palco Albaluna, Urze de Lume e El Portal de Carmen. No sábado, dia 29, a programação conta com Batucada, Adufeiras e Batucadeiras das Olaias.

O programa inclui ainda arruadas com os Abelhudos, Pauliteiros de Salselas, Toca a Bombar, Bombos de Ala e Fanfarra de Vale da Porca.

Para o presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Sérgio Borges, o Município espera uma forte adesão ao evento:

“Podemos contar com muita animação. Obviamente que, no que toca ao tempo, não está como gostaríamos. Por um lado, é bom, por causa dos incêndios, mas, por outro, está um bocadinho mais fresco. Mas, sim, o que nos tem habituado este festival de música tradicional é a muita animação. Estamos a contar que a Praça das Eiras, mais uma vez, encha para este evento.”

Com 21 edições, o festival mantém-se no calendário cultural do Município e aposta numa programação dedicada à música tradicional e à diversidade de expressões culturais:

“Sim, claro que sim. Aliás, é um evento que já vem de trás, é um evento que tem tido sempre muita adesão, mesmo em termos musicais e tradicionais. É bastante abrangente e temos tido algumas atuações bastante boas, de que as pessoas gostam bastante. Estamos a falar de uma altura em que ainda temos alguns emigrantes na nossa terra. É o último fim de semana, por assim dizer, e contamos que seja, como disse, um grande espetáculo.”

O autarca garante a continuidade do festival e admite mudanças em futuras edições, embora considere adequado o atual formato:

“Obviamente que é para manter e, no futuro, tentaremos sempre fazer com que seja melhor, não só em termos de qualidade, mas também em termos de quantidade. Pelo menos, a questão de poder aumentar ou não os dias, mas acho que este modelo é o ideal. Por isso, claro, estamos um bocado ansiosos por este evento.”

O XXI Festival de Música Internacional realiza-se nos dias 28 e 29 de agosto, na Praça das Eiras, em Macedo de Cavaleiros, com início marcado para as 21h00.

Jodie Pinto

Podence recebe primeira edição do Rock Podence

 A aldeia de Podence, no concelho de Macedo de Cavaleiros, recebe hoje e amanhã a primeira edição do Rock Podence.


A iniciativa nasceu da vontade de três amigos, que se juntaram para criar um festival com o objetivo de levar ao Interior uma proposta cultural diferente, como explica Rafael de Podence, um dos organizadores:

“Considero que era uma coisa que faltava aqui, uma festa diferente, para não ser só festas com música popular portuguesa, como é costume. Aqui na região ainda faltava haver uma festa deste nível, porque não se encontram muito festivais deste tipo, quer no nosso concelho, quer até a nível distrital. Não há muita oferta neste âmbito e acho que é uma coisa bonita para a região.”

O organizador enumera as bandas que vão atuar ao longo dos dois dias:

“Hoje vamos ter os Seventh Plague, os emblemáticos Pica e Trilha, de rock agrícola, e vamos ter o DJ Mazeda, dos Batucada. Depois, no sábado, vamos ter Crianças ao Poder, Paredes Sem Fachada e, para terminar e partir isto tudo, os grandes Mata-Ratos.”

Para já, as expectativas são positivas:

“A ideia é essa. Como é a primeira vez que estamos a criar este evento, é sempre difícil fazer uma previsão, mas a ideia é que o pessoal adira. Para já, sabemos que há alojamentos alugados por pessoas provenientes do Porto, Santo Tirso, entre outros locais, que vêm de propósito para participar neste festival.”

O Rock Podence conta com o apoio logístico do Município de Macedo de Cavaleiros e da União de Freguesias de Podence e Santa Combinha.

A entrada é livre.

O festival decorre no Largo da Feira e vai contar com a animação dos Caretos de Podence, um mercadinho com diversos produtos e ainda artesanato.

Fotografias: Organização

Maria João Canadas

Câmara quer reduzir trânsito dentro da Cidadela

 A Câmara de Bragança vai estudar o condicionamento progressivo do trânsito automóvel no interior da Cidadela, criar novas soluções de estacionamento no exterior das muralhas e implementar um circuito com pequenos veículos elétricos entre o centro da cidade e o Castelo, anunciou a autarquia esta sexta-feira, em comunicado.


As medidas fazem parte do programa “Viver as Muralhas”, apresentado pela presidente da Câmara, Isabel Ferreira, durante a reunião do executivo municipal, e que pretende promover uma intervenção integrada naquela zona histórica da cidade.

O projeto encontra-se ainda numa fase inicial e as soluções não estão fechadas. A autarquia pretende começar por fazer um diagnóstico e ouvir moradores, comerciantes e diferentes entidades antes de avançar para um projeto-piloto.

“Queremos olhar para a Cidadela a partir de quem vive, de quem trabalha e de quem visita este espaço”, explicou Isabel Ferreira, acrescentando que a intenção é “organizar melhor a circulação e o estacionamento” e “reduzir a pressão automóvel onde ela não é necessária”.

“Não partimos com soluções fechadas. Vamos ouvir os residentes e as entidades envolvidas, estudar as alternativas e testar as soluções antes de as tornar definitivas”, assegurou a autarca.

Uma das principais mudanças poderá passar pela limitação da circulação automóvel dentro das muralhas. O acesso continuará, contudo, a ser assegurado aos moradores, pessoas com mobilidade condicionada, veículos de emergência e serviços públicos, bem como para cargas e descargas e outras situações justificadas.

Para controlar as entradas, estão em estudo sistemas de leitura de matrículas, cartões ou identificadores eletrónicos e até semáforos. Antes disso, será feito um levantamento das necessidades de estacionamento dos residentes.

Uma das alterações com maior impacto poderá acontecer no atual Parque de Autocaravanas da costa sul.

A Câmara admite reconverter vários dos seus patamares em estacionamento para os visitantes da Cidadela. O primeiro patamar deverá continuar destinado à atual área de serviço para autocaravanas.

A redução da entrada de automóveis será acompanhada pela procura de alternativas de transporte. Uma das hipóteses é criar um circuito com pequenos veículos elétricos entre a Estação Rodoviária, o centro da cidade, os parques de estacionamento e o Castelo.

A Câmara admite soluções como tuk-tuk elétrico ou miniautocarro, procurando um veículo silencioso e adaptado às características da zona histórica.

Aos fins de semana, está também prevista a utilização do Comboio Turístico da União das Freguesias de Sé, Santa Maria e Meixedo para assegurar uma ligação regular entre a Estação Rodoviária e o Castelo.

O projeto “Viver as Muralhas” vai, no entanto, além das questões relacionadas com o trânsito. O município quer intervir nos espaços verdes, iluminação, mobiliário urbano, pavimentos e sinalética e criar zonas de estadia e contemplação.

Está também prevista a requalificação de um espaço para a instalação de um Posto de Turismo, complementado com informação digital e multilingue e percursos que permitam ligar os diferentes pontos de interesse existentes dentro das muralhas.

Outra das propostas passa pela criação de um mercado regular de artesanato e produtos locais, preparado em conjunto com artesãos, produtores e associações do concelho, que poderá incluir oficinas, demonstrações ao vivo e atividades para famílias.

Também os horários dos equipamentos culturais poderão sofrer alterações. A Câmara pretende discutir com as entidades responsáveis pelo Museu Militar e pela Domus Municipalis o funcionamento destes espaços, sobretudo aos fins de semana, feriados e épocas de maior afluência turística.

A intenção é igualmente melhorar a articulação com o Museu Ibérico da Máscara e do Traje e promover programação conjunta, nomeadamente exposições, recriações históricas, visitas e outros eventos.

Apesar do conjunto de propostas já identificado, a Câmara sublinha que nenhuma das principais soluções está ainda fechada.

O processo começará com um diagnóstico à circulação, estacionamento, fluxos turísticos, necessidades dos moradores, espaço público e funcionamento dos equipamentos. Depois será elaborado um programa preliminar, com diferentes soluções, custos estimados, modelo de gestão e calendário.

Seguir-se-á uma fase de participação dos moradores, comerciantes, entidades culturais, forças de segurança, associações e operadores turísticos.

As medidas escolhidas serão então experimentadas através de um projeto-piloto, sobretudo aos fins de semana e nos períodos de maior procura. A decisão definitiva dependerá da avaliação do impacto no trânsito e estacionamento, número de visitantes, satisfação dos moradores e turistas e atividade económica.

A primeira reunião do grupo de trabalho do “Viver as Muralhas” está marcada para 11 de setembro e contará com representantes da Câmara, União das Freguesias de Sé, Santa Maria e Meixedo, Museu Militar, Domus Municipalis, PSP, Turismo do Porto e Norte e Associação Comercial, Industrial e Serviços de Bragança.

Artesãos, produtores, comerciantes, operadores turísticos e representantes dos moradores da Cidadela deverão igualmente participar no processo.

Festas, Festividades e Eventos

𝑩𝑹𝑨𝑮𝑨𝑵𝑪̧𝑨 𝑫𝑬𝑳𝑰𝑩𝑬𝑹𝑨 - 𝑃𝑟𝑖𝑛𝑐𝑖𝑝𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑒𝑙𝑖𝑏𝑒𝑟𝑎𝑐̧𝑜̃𝑒𝑠 𝑑𝑎 𝑅𝑒𝑢𝑛𝑖𝑎̃𝑜 𝑑𝑒 𝐶𝑎̂𝑚𝑎𝑟𝑎 – 28.08.2026

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Todos os dias há pequenas coisas para reparar, corrigir e melhorar em Bragança. E é também aí que se faz a diferença.

 As equipas municipais têm estado no terreno, recentemente com intervenções nos bancos do Jardim da Braguinha, na Ciclovia da Mãe d’Água, na Escolinha de Trânsito, no Conservatório de Música e Dança de Bragança, no Mercado Municipal e na Rua Francisco Felgueiras.
Trabalhos feitos por administração direta, que permitem resolver mais depressa e aproveitar melhor os recursos do Município.

É trabalho diário, muitas vezes discreto, mas indispensável!

Moderno Escondido de Picote chegou à semifinal nacional das Novas 7 Maravilhas de Portugal

 O conjunto arquitetónico Picote – Moderno Escondido foi o único candidato da região Norte a chegar à Semifinal Nacional das Novas 7 Maravilhas de Portuga, na categoria Património Século XX. A semifinal realiza-se no dia 5 de setembro. “A candidatura, que pretende valorizar o extraordinário património associado à Barragem de Picote, alcançou esta etapa depois de uma caminhada marcada pelo forte envolvimento da população, das instituições, das empresas e de todos aqueles que reconhecem a importância deste património”, explicou a junta de freguesia, liderada por Jorge Lourenço.


Mais do que a história de uma barragem, Picote – Moderno Escondido representa um conjunto patrimonial único, onde se cruzam arquitetura, engenharia, paisagem, inovação e memória social. Muito deste património está atualmente a carecer de restauro, tanto mais que é único no país. “Construído a partir da década de 1950, o empreendimento de Picote constituiu um marco na história da produção hidroelétrica em Portugal e contribuiu para a eletrificação do país e do seu desenvolvimento, que deixou no território um legado arquitetónico e urbanístico de grande singularidade”, acrescenta o autarca que lança o repto para que os transmontanos e nortenhos votem nesta candidatura.

Glória Lopes

EM TERRA DE PÃO – EUCALIPTO NÃO – MIRANDELA 1989 – PARTE 9

Após a BATALHA, ganha, em Veiga do Lila, as jornadas de luta contra a eucaliptização do Nordeste Transmontano continuaram.


Manifestação em Mirandela com a presença de centenas e centenas de pessoas, a população de Veiga do Lila em peso e força, como sempre, a QUERCUS de BRAGANÇA que esteve sempre na primeira linha da preparação e da organização da Manifestação, a presença em massa da Comunicação Social e CLARO, como não podia, AGORA, deixar de ser, com o aproveitamento político dos Partidos e de outras organizações ligadas, umbilicalmente, a esses. Esses... Aparecem sempre quando a luta já foi travada para comeram a merenda... Ou para tentarem ficar com os louros das jornadas em que outros mostraram a coragem, a convicção e a determinação que eles nunca tiveram.

E, a resiliência dessa malta, permite-nos agora ver, ou rever, imagens únicas...

Abra espaço para a natureza: Como criar um jardim divertido para as crianças?

 Neste novo artigo da série “Abra espaço para a natureza”, Carine Azevedo abre-nos um novo mundo de possibilidades para criarmos e aproveitarmos um espaço verde com os mais novos. Vale tudo, mesmo uma pequena varanda.

Foto: congerdesign/Pixabay

As crianças passam demasiado tempo agarradas aos dispositivos digitais. Por isso, é fundamental proporcionar-lhes oportunidades para explorar e aprender na natureza.  As experiências ao ar livre, como a simples observação de insetos polinizadores e a descoberta de aromas e cores, estimulam a curiosidade natural e o respeito pelo ambiente.

Um jardim educativo pode ser uma forma poderosa de incentivar as crianças a deixar os equipamentos eletrónicos de parte, para saírem e explorarem o ar livre e ligarem-se com o meio ambiente natural local. Nestes espaços verdes, podem aprender sobre biodiversidade, sustentabilidade e a importância da conservação da natureza, ao mesmo tempo que se divertem.

A chave para criar um jardim educativo e dedicado aos mais novos está na diversidade de experiências que este oferece. Neste artigo, vou partilhar algumas ideias para tornar o jardim mais cativante e estimulante para os mais novos.

Áreas temáticas

Dividir o jardim em diferentes áreas temáticas permite criar ambientes específicos que estimulam a curiosidade das crianças. Cada área pode ser projetada com plantas e elementos que enfatizam um aspeto sensorial ou educativo, proporcionando um espaço diversificado para exploração e aprendizagem ao ar livre.

Plantas nativas como a esteva (Cistus ladanifer), a urze (Calluna vulgaris), o medronheiro (Arbutus unedo), o azevinho (Ilex aquifolium), a estevinha (Cistus salviifolius) e outras oferecem uma variedade de texturas interessantes para as crianças explorarem através do toque e da observação.

  • A anémona (Anemone coronaria), a giesta-amarela (Cytisus scoparius), o lírio-de-amor-perfeito (Iris planifolia), a roselha (Cistus crispus), o lírio-amarelo (Iris pseudacorus), a bonina (Bellis perennis), a erva-de-são-roberto (Geranium robertianum), a cila (Scilla monophyllos), a tulipa-brava (Tulipa sylvestris), a violeta-brava (Viola riviniana) e a papoila (Papaver rhoeas) proporcionam cores vibrantes e atrativos visuais que estimulam a imaginação das crianças e tornam o ambiente mais acolhedor.

  • O rosmaninho (Lavandula stoechas), o alecrim (Salvia rosmarinus), o tomilho (Thymus spp.), a erva-cidreira (Melissa officinalis), as mentas (Mentha spp.), a flor-de-mel (Lobularia maritima) e a perpétua-das-areias (Helichrysum stoechas), são alguns exemplos de plantas que oferecem aromas relaxantes e agradáveis, criando uma experiência sensorial enriquecedora para as crianças enquanto aprendem sobre o cultivo e o uso dessas plantas.

Incluir plantas com diferentes texturas, aromas e cores estimula os sentidos e incentiva a aproximação com a natureza desde cedo, promovendo o respeito pelo ambiente e pela biodiversidade local.

Atividades interativas

Além de criar áreas temáticas diversificadas, também podem incluir-se atividades interativas no jardim para encorajar as crianças ao exercício físico e promover a exploração, a descoberta e a aprendizagem. Estas atividades são fundamentais para desenvolver habilidades motoras, cognitivas e emocionais:

1. Observação da vida selvagem

Guiar as crianças na observação de insetos polinizadores como abelhas e borboletas que visitam as flores do jardim ensina-as sobre a importância da polinização, mas também permite que as crianças vejam de perto a interação entre plantas e animais.

Abelhão pousado em flores de urze. Foto: Bea.miau/Wiki Commons
Borboleta-maravilha (fêmea). Foto: Jean-Pol-Grandmont/Wiki Commons

A criação de um ambiente acolhedor com plantas para atrair a vida selvagem pode ser motivador para que as crianças explorem cada recanto do jardim. Construir pequenos abrigos para insetos ou pássaros usando materiais naturais encontrados no próprio jardim, como ramos, folhas secas e pedras, ajuda-as a compreender a importância de fornecer habitats para a vida selvagem, mas também incentiva a criatividade. Estes projetos práticos são divertidos e, ao mesmo tempo, ajudam a educar sobre ecologia e sustentabilidade.

2. Plantar e cuidar

A participação das crianças na sementeira e na plantação de novas plantas no jardim, com explicações sobre o processo desde a preparação do solo até ao cuidado regular das plantas, ajuda-as a aprender sobre as necessidades específicas de cada planta e a importância de cuidar do ambiente em que vivem. Plantas como a flor-de-mel (Lobularia maritima), o tomilho (Thymus spp.) e a hortelã (Mentha spp.) são fáceis de cultivar e mantêm o interesse das crianças devido aos seus aromas e usos culinários.

A criação de uma pequena horta, onde as crianças podem colher e provar os frutos, os vegetais e as flores que ajudaram a cuidar, ajuda-as a aprender sobre a origem dos alimentos, a importância da agricultura e também serve como uma recompensa pelo seu trabalho na hora da colheita. 


A integração de práticas de compostagem para ensinar sobre a reciclagem de resíduos orgânicos e a importância do ciclo de nutrientes na natureza ajuda as crianças a aprender como é que resíduos orgânicos, como as cascas da fruta e dos vegetais, e as folhas caídas das árvores e dos arbustos, podem ser transformados num composto rico para as plantas crescerem.

3. O jardim e as estações do ano

Ver como as plantas do jardim mudam ao longo do ano é uma atividade educativa fascinante. Observar a floração e a germinação de novas plantas na primavera, o crescimento no verão, a mudança das cores no outono e a dormência no inverno são atividades que ajudam as crianças a compreender o ciclo natural da vida das plantas e a sua adaptação às diferentes estações. Esta experiência permite-lhes compreender o ritmo natural e como as plantas se ajustam às variações climáticas sazonais.

Folhas de outono. Foto: Joana Bourgard/Wilder
Flores de primavera. Foto: Inês Sequeira/Wilder

A exploração das mudanças que ocorrem ao longo das estações também proporciona uma oportunidade para discutir as alterações climáticas e os seus efeitos no ambiente local. Por exemplo, as temperaturas mais elevadas na primavera podem afetar os períodos de floração das plantas, enquanto a alteração nos padrões de chuva influencia o crescimento e a saúde das mesmas. O jardim pode servir como um laboratório vivo onde as crianças podem testemunhar diretamente os impactos das atividades humanas no meio ambiente. Esta experiência promove um entendimento mais profundo da importância da sustentabilidade e incentiva a práticas que ajudem a conservar a biodiversidade local.

4. Brincadeiras criativas

Criar um espaço no jardim que seja tranquilo e acolhedor, onde as crianças possam simplesmente sentar-se para ouvir uma história, por exemplo, permite que elas se conectem com os elementos naturais ao seu redor: o ar puro que respiram, o som dos pássaros a chilrear, os aromas das flores e a brisa que acaricia a pele, enriquecendo o seu entendimento sobre o ambiente e incentivando a um maior respeito pela natureza.

Pisco-de-peito-ruivo. Foto: Christiane/Pixabay

Espaços equipados com materiais naturais como troncos, pedras e areia estimulam a criatividade. Estes espaços não estruturados permitem que as crianças experimentem livremente e desenvolvam habilidades de resolução de problemas, colaboração e imaginação enquanto brincam num ambiente natural.

Utilizar troncos e pedras para criar pequenos percursos e desafios físicos é uma boa maneira de integrar a atividade física no jardim. Elementos como escadas de troncos, pontes de madeira e pequenos túneis naturais incentivam o movimento, a atividade física e estimulam a imaginação e a criatividade das crianças.

Planeamento, manutenção e sustentabilidade

Um jardim destinado à diversão das crianças não se constrói apenas com atividades e estruturas. O planeamento deve ser cuidadoso desde o início, e embora a planificação seja semelhante a qualquer outro jardim, é necessário considerar alguns aspetos:
  • Segurança: É fundamental certificar que o espaço é seguro, livre de produtos químicos perigosos e com superfícies adequadas para brincadeiras.
  • Escolha das Plantas: Deve optar-se por plantas nativas, atrativas e de fácil cultivo.
  • Tamanho do espaço: O jardim pode variar, desde um pequeno canteiro até uma área maior, dependendo da disponibilidade e do contexto urbano ou rural. Até um vaso pode ser visto como um jardim.

Flores numa varanda. Foto: João Arquimedes/Pixabay
  • Tema do Jardim: Pode ser um jardim de borboletas, um jardim sensorial, um jardim de ervas para cozinhar, ou até um jardim com várias áreas temáticas, consoante a área disponível.
  • Identificação de plantas: Usar placas ou etiquetas para identificar e ajudar a que aprendam os nomes das plantas.
  • Experiências simples: Semear plantas anuais em diferentes condições de solo ou luz, para aprender sobre o crescimento das plantas.

Margaridas. Foto:  RÜŞTÜ BOZKUŞ/Pixabay
  • Cuidados de manutenção: Ensinar sobre a importância de remover ervas daninhas, da rega regular e como observar sinais de saúde nas plantas.
  • Tempo ao ar livre: Incentivar as crianças a passarem tempo no jardim diariamente, observando as mudanças ao longo das estações.
Ao criar um jardim que combina educação, diversão e sustentabilidade, estamos a proporcionar um espaço lúdico para as crianças, mas também a fortalecer o vínculo das crianças com a natureza. Estaremos a cultivar plantas e a “cultivar” uma geração de cuidadores conscientes, que valoriza e protege o meio ambiente, e são apaixonados pela natureza. Além disso, um jardim para crianças pode fortalecer laços familiares, promover uma alimentação saudável e desenvolver habilidades sociais ao trabalharem em equipa.

Joaninha. Foto: Myriams/Pixabay

Em Portugal, temos a sorte de contar com uma variedade impressionante de plantas nativas perfeitas para integrar neste tipo de jardim, proporcionando um verdadeiro mergulho na biodiversidade local e uma oportunidade única para as crianças explorarem e aprenderem na natureza.

Então, mãos à obra! Vamos abrir espaço para a natureza para que as crianças explorem, aprendam e se divirtam no jardim!

Na série “Abra espaço para a natureza” encontrará mais alguma informação que ajudará na escolha das espécies e nos cuidados a ter com as suas plantas. E se explorar a série “O que procurar: espécies botânicas”, irá encontrar um vasto leque de espécies nativas que se poderão adequar às diferentes condições do seu jardim.

Aproveite para partilhar as fotos do seu jardim nas redes sociais com #jardimtemático e no Instagram, comigo (@biodiversityinportuguese) e com a Wilder (@wilder_mag).

Nicolau Pereira de Campos Vergueiro


Doutor em direito pela Universidade 
de Coimbra, onde terminou o curso em 1801, deputado, senador, membro da regência provisória e ministro do império brasileiro. Nasceu na «freguezia de São Vicente Ferrer de Valporto, termo de Bragança» (dizem os seus biógrafos; porém, não há tal freguesia, e deve entender-se Vale da Porca, hoje concelho de Macedo de Cavaleiros e então de Bragança) a 20 de Dezembro de 1778 e faleceu a 17 de Setembro de 1859.
Em 1802 foi para o Brasil, estabelecendo-se em S. Paulo, onde exerceu a advocacia; mas, casando com a rica paulista D.Maria Angélica de Vasconcelos, filha do capitão José Andrade Vasconcelos, dedicou-se à agricultura, pondo de parte aquela profissão.
A revolução do Porto em 1820, que teve eco em S. Paulo, chamou-o à vida política e foi nomeado membro do governo provisório da província, em que prestou notáveis serviços, e depois deputado às constituintes portuguesas, em que defendeu a independência do Brasil, a ponto de não querer assinar a Constituição e de se retirar para o Brasil. Depois de 1822 tomou assento na constituinte brasileira, em que se mostrou liberal avançado, sendo preso após a dissolução desta. Deputado em 1826, primeira legislatura ordinária, manteve-se firme nas ideias liberais anteriormente manifestadas e foi um dos chefes deste partido; foi também senador em 1828 por Minas Gerais.
Nicolau Vergueiro foi um dos que tomaram a iniciativa da representação dirigida ao imperador D. Pedro I no dia 17 de Março de 1831 em que pediam a sua abdicação, e realizada esta a 7 de Abril fez parte da regência provisória, juntamente com o marquês de Caravelas e com Francisco de Lima e Silva. Em 1832 foi nomeado ministro do império e em 1840 sustentou energicamente a causa da maioridade de D. Pedro II.
Tomou parte em 1842 na revolta de S. Paulo, sendo preso e conduzido para o Rio de Janeiro juntamente com o seu grande amigo padre Diogo António Feijó, mas foi absolvido pelo senado. Em 1847 foi ainda nomeado ministro da Justiça, onde pouco se demorou, devido aos sintomas de ataque cerebral que começaram a manifestar-se-lhe, forçando-o ao abandono das lutas políticas.
Consagrou os seus últimos anos ao estudo de diversos sistemas de colonização; dirigiu o curso de direito de S. Paulo desde 1837 a 1842 e teve várias condecorações científicas, literárias e políticas. Durante o seu ministério em 1832 foi publicado o Código Comercial, que era um dos melhores da época.
Escreveu uma interessante Memória sobre a fundação da fábrica de São João de Ipanema. Lisboa, 1822. Teve 2.ª edição em 1858.

Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança

Município vai investir 3,4 milhões para transformar Monte de S. Bartolomeu num lugar de oração, bem-estar e lazer

 A Câmara de Bragança vai investir mais de 3, 4 milhões de euros na requalificação do Monte de São Bartolomeu, cujo projeto foi apresentado no passado domingo, no final da eucaristia e procissão realizadas em homenagem a este santo.


O investimento, que será objeto de uma candidatura a fundos comunitários, será feito de forma faseada. “É uma visão para o futuro. É mais do que uma requalificação urbanística”, explicou a presidente da câmara, Isabel Ferreira, à margem da assinatura do protocolo entre o município e o Cabido da Diocese de Bragança-Miranda que teve lugar no final das celebrações religiosas. “Este protocolo é muito importante porque permite intervir na parte que pertence ao Cabido, mas não fazia sentido intervir só nessa parte. 

É preciso intervir em todo o Monte de São Bartolomeu e em toda a sua envolvência. Precisa mesmo deste projeto integrado”, indicou a autarca sublinhando que o protocolo permite a submissão da candidatura em breve.

Glória Lopes

Festas, Festividades e Eventos