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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

domingo, 27 de setembro de 2026

No próximo dia 30 de setembro, às 15h, o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais será o palco de mais uma edição das Conversas na Montanha.

 Este encontro terá como tema central a relação entre a Arte e a Biodiversidade, promovendo um debate aberto e enriquecedor que cruza a expressão artística com a preservação do mundo natural. A iniciativa contará com a participação especial da professora Anabela Martins e do artista José Alberto Pereira, dois convidados que partilharão as suas perspetivas e experiências sobre como a criatividade e a ciência se podem unir na sensibilização para as questões ambientais.

Venha conversar connosco e refletir sobre a importância da arte na proteção do nosso ecossistema.

Os planetas errantes desafiam os nossos pressupostos sobre a vida no universo

 Os planetas sem estrelas para orbitar levantam questões importantes sobre a forma como evoluem e como poderá ser a habitabilidade no cosmo.

ILUSTRAÇÃO DE JOHN R. FOSTER, SCIENCE PHOTO LIBRARY - Os planetas errantes navegam no universo interestelar sem o calor de uma estrela. Os investigadores questionam se estes mundos ou eventuais luas que os orbitem serão capazes de albergar vida.

Quando imaginamos um planeta, costuma haver uma estrela por perto. No nosso próprio Sistema Solar, o Sol é, possivelmente, o membro mais importante – enviando luz e calor que possibilitam a vida na Terra. Mas e se não precisássemos do Sol para sobreviver?

Em diferentes partes da galáxia, os astrónomos descobriram planetas que deambulam pelo cosmo sem a orientação de uma estrela. Estes corpos livres e flutuantes, denominados planetas errantes, contrariam o estereótipo segundo o qual são necessárias bolas grandes de gás quente para a sua existência. Agora, os cientistas estão a investigar se as estrelas serão necessárias para a nossa própria existência.

Talvez tenhamos “de nos afastar desta visão Terrocêntrica de que a vida tem de existir tal como a conhecemos”, diz Barbara Ercolano, astrofísica da Universidade de Munique Ludwig Maximilian. “Talvez [os planetas errantes] sejam a norma e estejamos a pensar neles como exóticos só porque vivemos num sistema diferente”.

Os astrónomos detectaram indícios de pelo menos 70 mundos errantes na Via Láctea, mas a nossa galáxia poderá ser o lar de 20 vezes mais planetas sem amarras do que estrelas – um número que, segundo os modelos, poderá alcançar biliões. Neste ano, os cientistas conseguiram medir com rigor a massa e a distância de um planeta errante do tamanho de Saturno que se encontra a cerca de 10.000 anos-luz da Terra, confirmando oficialmente pela primeira vez a existência de um destes sistemas sem estrela.

Novos projectos, incluindo o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, lançado pela NASA em Agosto, poderão confirmar centenas de outros. Enquanto os cientistas estudavam estes sistemas sem estrela, eles começaram a aparecer menos inóspitos, levantando a possibilidade de estes planetas – ou, mais provavelmente as luas que os orbitam – poderem suster vida.

Como os planetas se tornam errantes?

Os planetas podem tornar-se solitários de várias formas. Uma pequena parte podem ser estrelas falhadas, embora os cientistas ainda estejam a tentar compreender este processo de formação. Ercolano diz que podem ter-se formado sozinhos numa nuvem molecular fragmentada e nunca terem adquirido massa suficiente para queimar combustível no seu núcleo e se tornarem estrelas. Alguns podem pertencer a uma categoria de estrela falhada denominadaanã castanha, embora essa diferença ainda esteja a ser discutida.

No entanto, é provável que a maioria destes marginais se tenham formado como os planetas típicos costumam formar-se, em redor de uma estrela, mas tenham sido expulsos do sistema. Durante os seus primeiros milhões de anos, os planetas têm órbitas caóticas, não se deslocando necessariamente de forma uniforme em torno da sua estrela. Os planetas jovens têm mais probabilidades de interceptar a órbita de outro objecto de grandes dimensões, sendo gravitacionalmente atraídos para fora do sistema. Estes planetas têm provavelmente menos massa, sendo possivelmente do tamanho de Marte, ou encontram-se em regiões mais periféricas do seu sistema.

“Deve ter havido encontros catastróficos em todos os sistemas solares que se formaram”, diz Ercolano.

No entanto, os planetas não são expulsos à toa. As condições orbitais têm de ser adequadas. Actualmente, os planetas do nosso Sistema Solar, por exemplo, estão presos ao Sol e não têm energia suficiente para escapar à atracção gravitacional da nossa estrela.

“Só sobrevivemos todos durante tanto tempo porque as órbitas agora são muito estáveis”, diz David Dahlbüdding, outro astrofísico da Universidade de Munique Ludwig Maximilian.

Poderá um planeta albergar vida sem uma estrela?

Num dos episódios de Caminho das Estrelas, os membros da tripulação aterram num planeta numa região sem estrelas – mas com árvores e uma atmosfera semelhante à da Terra. Até existem indícios de água.

“Um dos ingredientes essenciais para a vida é, evidentemente, água líquida”, diz Dahlbüdding. “Para haver água líquida, é necessário haver calor suficiente para a manter líquida.” Dahlbüdding, Ercolano e os seus colegas examinaram recentemente a habitabilidade de um planeta errante com luas num artigo publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Ao contrário do planeta do Caminho das Estrelas, não é provável que um planeta errante consiga manter-se suficientemente quente à superfície para permitir a nossa vida ou albergar água em estado líquido. A maior parte do seu calor teria existido durante a sua formação, dissipando-se rapidamente.

Os cientistas têm discutido outras teorias. Um planeta rochoso poderá aquecer aquando do decaimento de elementos radioactivos no seu interior e libertar energia como uma panela de cozedura lenta – permitindo, potencialmente, a existência de água líquida abaixo da superfície. Um planeta com o interior líquido também dispersaria calor até à superfície através da convecção, tal como acontece com a água numa chaleira.

“Estas possibilidades têm sido especuladas, mas não tenho conhecimento de nenhum estudo que tenha avaliado todas essas possibilidades de forma sistemática”, diz Ercolano. “Acho que não devemos excluir a possibilidade de haver condições habitáveis no planeta.”

Segundo os modelos, há mais probabilidades de encontrarmos um lar numa lua que orbite o planeta. Dahlbüdding diz que, quando um planeta errante é expulso de um sistema, as suas luas também podem ser ejectadas com uma órbita altamente elíptica. Alguns desses corpos lunares podem ser tão grandes como a Terra.

As luas podem gerar calor internamente através de um processo conhecido como aquecimento de maré – algo semelhante a apertar rapidamente uma bola de exercício. Uma vez que uma lua tem uma órbita irregular em volta do planeta errante, o planeta exerce forças gravitacionais diferentes. As forças gravitacionais são mais fortes quando a lua está perto do planeta e mais fracas quando se encontra mais longe, contraindo o seu interior e transformando a energia orbital em calor.

Isto acontece na nossa própria vizinhança cósmica. Vejamos o caso de Io, uma das luas de Júpiter. Júpiter aperta e aquece Io com tanta violência que as suas entranhas irrompem à superfície. Consequentemente, Io é o corpo com mais actividade vulcânica do nosso Sistema Solar, não sendo adequado para a vida humana.

“Queremos muito aquecimento de maré para manter a água líquida, mas também não queremos demasiado… porque depois a energia dissipa-se muito mais depressa”, diz Dahlbüdding. “Não é possível manter estas condições ao longo de escalas temporais suficientemente longas para a vida poder, eventualmente, evoluir.”

Nessas condições ideais, porém, Dahlbüdding e os seus colegas descobriram que o aquecimento de maré pode gerar calor suficiente para impedir que a água existente à superfície congele num espaço sem luz solar.

Poderá um planeta errante manter a vida quente?

Gerar calor é apenas parte do puzzle. Um mundo habitável precisa de reter esse calor.

Na Terra, o dióxido de carbono da atmosfera retém o calor através do efeito de estufa, mas uma atmosfera rica em dióxido de carbono não é tão eficaz num ambiente muito mais frio, nomeadamente sem uma estrela nas proximidades. O composto condensa-se sob a forma líquida e perde muita da sua capacidade para reter o calor em ambientes congelantes.

Em vez disso, Dahlbüdding e os seus colegas apresentaram um modelo de atmosfera cheio de moléculas de hidrogénio que poderiam ter estado presentes quando a lua se formou ou terem sido criadas posteriormente por processos químicos. Essas moléculas absorveram radiação térmica quando colidiram entre si. A equipa descobriu que a atmosfera, juntamente com o aquecimento por marés, pode reter eficazmente o calor durante 4.300 milhões de anos, dependendo da pressão à superfície, e até permitir a existência de água em estado líquido na superfície.

Com efeito, a vida na Terra poderá ter começado com uma atmosfera rica em hidrogénio. O impacto de meteoritos pode ter produzido muito hidrogénio, que teria dado origem a água e amónia – ingredientes úteis para a vida. Alguns estudos sugerem que o último antepassado universal comum – basicamente, o organismo a partir do qual toda a vida existente na Terra evoluiu – poderá ter utilizado hidrogénio como fonte de energia.

“Não estamos meramente a descobrir como serão esses outros planetas, mas também a aprender sobre nós próprios, a nossa própria história”, diz Andrew Gould, astrónomo da Ohio State University.

Como encontrar um planeta errante

Descobrir mais planetas errantes poderá ajudar a responder a algumas destas perguntas, mas estes planetas são mais difíceis de detectar do que os exoplanetas comuns que giram em torno de estrelas (cujo número excede os 6.000). Imagine tentar encontrar um objecto em milhões de quilómetros de escuridão sem uma lanterna. Esse desafio aparentemente impossível transformou a descoberta de planetas errantes num acontecimento fortuito.

No início da década de 2000, cientistas que examinavam os céus em busca de objectos pálidos encontraram, pela primeira vez, planetas sem estrelas. Até à data não foi detectada nenhuma lua em redor de um planeta livre. 

Os cientistas encontram a maioria das evidências sobre planetas errantes quando estes aumentam brevemente a luz de uma estrela distante, com a qual não têm qualquer relação, ao passarem à sua frente – uma técnica chamada microlente gravitacional. No entanto, estes alinhamentos são raros e podem durar poucas horas ou dias.

As redes de telescópios terrestres detectam estes pontos luminosos, mas têm de competir com o clima, a luz do dia, a distorção atmosférica e lacunas na recolha de dados. Mas a nossa sorte pode estar prestes a mudar. O novo telescópio Nancy Grace Roman, da NASA, irá detectar microlentes gravitacionais com um campo de visão cem vezes superior ao do Telescópio Espacial Hubble e examinar diferentes locais a cada 12 minutos. Poderá encontrar até 400 planetas errantes do tamanho da Terra.

A proposta de missão chinesa Earth 2.0, agendada para 2028, também planeia examinar dezenas de milhões de estrelas no centro da Via Láctea e detectar potencialmente outras centenas de planetas errantes. E o Extremely Large Telescope, um observatório situado no Chile que deverá começar a funcionar em 2029, poderá acompanhar quaisquer candidatos descobertos, examinando a sua temperatura, atmosfera e composição química.

Quanto a visitar um planeta errante, “eventualmente, as pessoas irão lançar foguetes e ir até lá”, diz Gould. Mas, por enquanto, isso pertence ao reino da ficção científica. “Para chegar a esses planetas… a um décimo da velocidade de luz, demoraríamos 100.000 anos, por isso obter mais informação é um projecto de longo prazo”, afirma.

Kasha Patel
Actualizado a 21 de setembro de 2026

MIRANDA DO DOURO LEVA TRADIÇÕES DOS MASCARADOS AO FESTIVAL DE ZAMORA

 As tradições dos solstícios de inverno da Terra de Miranda estiveram em destaque no XV Festival da Máscara de Zamora, em Espanha, que reuniu mais de 500 participantes de 33 grupos de mascarados de Portugal e Espanha.


Miranda do Douro esteve representada pelos Pauliteiros de Miranda da Associação Cultural e Recreativa de Cércio e por figuras tradicionais de Vila Chã de Braciosa e São Pedro da Silva.

A representação mirandesa incluiu a “Velha”, o “Bailador” e a “Bailadeira” de Vila Chã de Braciosa, bem como o “Velho”, a “Galdrapa” e os “Bailadores” de São Pedro da Silva.

O festival voltou a juntar diferentes manifestações ligadas às máscaras e aos rituais tradicionais de inverno, promovendo o encontro entre comunidades de ambos os lados da fronteira.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

VINHAIS VALORIZA SABERES TRADICIONAIS COM WORKSHOP DE FELTRAGEM

 Vinhais assinalou ontem, 26 de setembro, as Jornadas Europeias do Património 2026 com um workshop de feltragem, dedicado às técnicas têxteis tradicionais e à preservação dos saberes ligados ao território.


A iniciativa decorreu na Antiga Casa da Música e incluiu a inauguração da Biblioteca de Equipamentos e Materiais para o Trabalho Têxtil, destinada a apoiar a aprendizagem e transmissão destas técnicas.

O momento contou com a presença do vice-presidente da Câmara Municipal de Vinhais, Artur Marques, e de Miguel Barbot, da Saber Fazer, entidade envolvida na implementação do projeto.

A atividade integrou o projeto “Viver Mais e Melhor em Vinhais” e pretende contribuir para a valorização do património imaterial e para a transmissão de conhecimentos entre diferentes gerações.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

𝐀 𝐚𝐫𝐭𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐞𝐦𝐩𝐨𝐫𝐚̂𝐧𝐞𝐚 𝐯𝐚𝐢 𝐩𝐞𝐫𝐜𝐨𝐫𝐫𝐞𝐫 𝐓𝐫𝐚́𝐬-𝐨𝐬-𝐌𝐨𝐧𝐭𝐞𝐬 — 𝐞 𝐌𝐢𝐫𝐚𝐧𝐝𝐞𝐥𝐚 𝐟𝐚𝐳 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐞 𝐝𝐞𝐬𝐭𝐞 𝐩𝐞𝐫𝐜𝐮𝐫𝐬𝐨.

 Entre outubro e dezembro, a Bienal de Arte Contemporânea das Terras de Trás-os-Montes – Linha da Terra reúne cerca de 160 artistas e 14 exposições distribuídas pelos nove concelhos da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes.
Pela primeira vez, Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Vila Flor, Vimioso e Vinhais integram uma programação artística comum, aproximando a criação contemporânea das comunidades e dos diferentes espaços culturais da região.

Com direção artística de Inês Falcão, a Bienal inclui exposições, visitas orientadas, conversas, oficinas e outras iniciativas dirigidas a diferentes públicos.

De outubro a dezembro, Trás-os-Montes transforma-se num território de encontro entre arte, cultura e comunidade.

NÁUFRAGOS DO AMOR

Por: Maria da Conceição Marques
(Colaboradora do "Memórias...e outras coisas...")


Há pessoas que não sabem amar porque a vida nunca lhes ensinou a linguagem do amor.

Cresceram em desertos emocionais, onde os abraços eram escassos, os gestos frios e os sentimentos, frágeis. 

Foram crianças a mendigar colo em casas cheias de paredes, mas vazias de ternura. Foram corações que cresceram sem conhecer o milagre de serem escolhidos, acarinhados, protegidos, amados sem condições, sem exigências, sem terem de merecer o direito de existir no coração de alguém.

Os que não sabem amar são, muitas vezes, os náufragos de um amor que nunca tiveram. Trazem dentro do peito um oceano de carências, mas aprenderam a esconder a sede por trás das muralhas de indiferença. Têm fome de ternura, mas assustam-se quando alguém lhes põe a mesa.

Desejam um abraço, mas enrijecem quando dois braços os envolvem. Sonham secretamente com um lugar onde possam descansar a alma, mas, quando finalmente encontram um coração disposto a acolhê-los, desconfiam da paz, como se a felicidade fosse apenas uma armadilha disfarçada de paraíso.

M.C.M(São Marques)


Maria da Conceição Marques
, natural e residente em Bragança.
Desde cedo comecei a escrever, mas o lugar de esposa e mãe ocupou a minha vida.
Os meus manuscritos ao longo de muitos anos, foram-se perdendo no tempo, entre várias circunstâncias da vida e algumas mudanças de habitação.
Participei nas coletâneas: Poema-me; Poetas de Hoje; Sons de Poetas; A Lagoa e a Poesia; A Lagoa o Mar e Eu; Palavras de Veludo; Apenas Saudade; Um Grito à Pobreza; Contas-me uma História; Retrato de Mim; Eclética I; Eclética II; 5 Sentidos.
Reunir Escritas é Possível: Projeto da Academia de Letras- Infanto-Juvenil de São Bento do Sul, Estado de Santa Catarina.
Livros Editados: O Roseiral dos Sentidos – Suspiros Lunares – Delírios de uma Paixão – Entre Céu e o Mar – Uma Eterna Margarida - Contornos Poéticos - Palavras Cruzadas - Nos Labirintos do Nó - Uma Paixão Improvável.

PALAVRARTE REFORÇA APOSTA NA CULTURA E AFIRMA-SE EM MIRANDELA

 Mirandela recebeu a sétima edição do Palavrarte, festival que, durante quatro dias, levou à Estação das Artes literatura, leitura e diferentes expressões artísticas. A iniciativa, que termina este domingo, é já uma referência cultural no concelho e integra a aposta do município na cultura como uma das áreas de intervenção prioritárias.

Jornalista: Vitória Botelho

sábado, 26 de setembro de 2026

BIBLIOTECA DIGITAL DA UPB CELEBRA 20 ANOS A PROMOVER O ACESSO AO CONHECIMENTO

 A Biblioteca Digital da Universidade Politécnica de Bragança (UPB) assinalou 20 anos de atividade dedicada à preservação e disponibilização da produção científica da comunidade académica.


A data foi marcada com um encontro sobre Ciência Aberta e inovação, que reuniu investigadores, especialistas e representantes de empresas da região.

Durante a iniciativa foi apresentado o percurso desenvolvido pela Biblioteca Digital ao longo das últimas duas décadas e formalizada a Política de Ciência Aberta da UPB, através da assinatura do respetivo documento.

A universidade destaca o papel da Biblioteca Digital na divulgação e partilha da investigação científica, facilitando o acesso ao conhecimento produzido pela comunidade académica.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

Portugal Selvagem” conta-nos histórias de extinções e de esperança, do esturjão ao lince e à águia-pesqueira

 Novo livro de Paulo Caetano e Miguel Brandão Pimenta dá-nos a conhecer episódios marcantes da história da biodiversidade no território português.

Águia-pesqueira. Esta e outras ilustrações são do livro "Portugal Selvagem" e são da autoria de Patrícia Furtado

Destinado tanto a leitores interessados na natureza como aos que gostavam de compreender melhor as mudanças destas últimas décadas, chegou recentemente às livrarias o livro “Portugal Selvagem – Extinções e Regressos”, onde podemos conhecer 16 histórias de espécies que se extinguiram no território nacional. Mas não só. Alguns desses animais regressaram finalmente, muitos anos mais tarde, e há esperança de que outros, como o castor e o quebra-ossos, possam fazê-lo em breve. “Quando há vontade de fazer e de não desistir, muitas espécies ainda podem voltar”, sublinha Miguel Brandão Pimenta, numa entrevista dada pelos dois autores à Wilder.

Como surgiu a ideia de escreverem este livro?

Paulo Caetano: Surgiu, em primeiro lugar, da vontade de perceber o que está a acontecer à fauna selvagem portuguesa. Ao longo dos anos fomos acompanhando histórias de espécies que desapareceram, outras que regressaram e outras que começam novamente a aparecer no território. Percebemos que, por detrás de cada uma dessas histórias, havia uma narrativa muito maior sobre a transformação da paisagem portuguesa e sobre a relação entre o Homem e a Natureza.

Interessava-nos contar histórias de regresso. O lince-ibérico, por exemplo, é uma história extraordinária de recuperação e demonstra até onde podem chegar a ciência, a conservação e as políticas públicas. Mas há outros regressos que aconteceram de forma espontânea, como o do abutre-preto ou da águia-imperial, e há ainda espécies que continuam a existir nas nossas fronteiras naturais, como o castor, o urso ou o quebra-ossos, e que ocasionalmente atravessam a fronteira política com Portugal.

Ao mesmo tempo, quisemos olhar para o outro lado: para as espécies que desapareceram e nunca regressarão. O livro acaba por ser construído entre esses dois movimentos: os animais que estamos a perder e aqueles que podem voltar. E essa perspectiva permite-nos falar não apenas de animais, mas de alterações climáticas, transformação da paisagem, abandono rural, perseguição humana e, sobretudo, das escolhas que fazemos hoje relativamente ao nosso território.

Urso-pardo. Autoria: Patrícia Furtado

A que leitores se destina?

Paulo Caetano: Pensámos num público bastante amplo. O livro pode interessar a quem já acompanha as questões da conservação da natureza e da biodiversidade, mas não é necessário ter conhecimentos prévios de biologia ou ecologia para o ler.

Tentámos escrever uma obra rigorosa, baseada em investigação científica e histórica, mas que pudesse ser lida como um conjunto de histórias. Cada espécie tem uma história própria, com protagonistas, conflitos, desaparecimentos e regressos.

No fundo, gostaríamos que o livro chegasse tanto ao leitor interessado na natureza como àquele que simplesmente quer compreender melhor como mudou Portugal nas últimas décadas. Porque falar de animais selvagens é também falar de agricultura, floresta, rios, montanhas, aldeias, caça, alterações climáticas e das profundas transformações sociais e económicas do mundo rural.

Castor. Autoria: Patrícia Furtado

Como fizeram a seleção das espécies cujas histórias nos contam neste livro?

Paulo Caetano: Não quisemos fazer um catálogo da fauna portuguesa nem selecionar simplesmente as espécies mais emblemáticas. Procurámos construir uma narrativa através de espécies que permitissem contar diferentes histórias sobre a transformação do território.

Havia, desde logo, espécies que regressaram ou estão a regressar — algumas pela intervenção direta do Homem, outras de forma natural e outras ainda que continuam a ser visitantes ocasionais. O lince-ibérico, a águia-pesqueira, o abutre-preto, a águia-imperial ou os flamingos permitem-nos contar diferentes modelos de recuperação.

Depois quisemos incluir espécies que desapareceram definitivamente de Portugal. O esturjão, o zebro, o auroque, o elefante antigo ou o leão-das-cavernas permitem perceber que as extinções podem ter causas muito diferentes: perseguição humana, transformação dos habitats ou alterações climáticas.

Portanto, o critério principal foi a história que cada espécie nos permitia contar. Juntas, estas histórias permitem construir um retrato mais amplo da evolução da biodiversidade portuguesa e das ameaças que enfrentamos atualmente.

Esturjão. Autoria: Patrícia Furtado

Quanto tempo demorou a investigação para esta obra e quais foram as principais fontes a que recorreram?

Paulo Caetano: A investigação foi longa e não começou propriamente quando decidimos escrever este livro. Algumas destas espécies acompanham o nosso trabalho há muitos anos, através de livros anteriores, documentários, artigos e contactos com investigadores e conservacionistas.

Para este livro fizemos uma pesquisa bibliográfica muito extensa, consultando trabalhos científicos, teses académicas, estudos de conservação, documentos históricos e peças jornalísticas. Mas uma parte fundamental da investigação foi feita através de entrevistas. Falámos diretamente com investigadores e protagonistas que acompanham estas espécies no terreno e que nos ajudaram a compreender não apenas os dados científicos, mas também aquilo que acontece longe dos números.

E houve uma particularidade importante no nosso método de trabalho: eu e o Miguel dividimos a escrita dos capítulos, mas nunca dividimos a investigação. Cada um fez as suas pesquisas e depois partilhámos informação, documentos, contactos e descobertas. Mesmo quando um capítulo estava a ser escrito por um de nós, o outro continuava envolvido na investigação. Foi, por isso, verdadeiramente um trabalho a quatro mãos.

Essa cumplicidade foi particularmente importante porque algumas das melhores histórias surgiram precisamente durante as conversas com as pessoas que trabalham no terreno. Em muitos casos, uma referência encontrada num artigo científico levou-nos a outra pessoa, que nos conduziu a outro documento ou a uma história que acabou por transformar a forma como olhámos para determinada espécie.

No fundo, a investigação foi uma espécie de cadeia de pistas: começámos muitas vezes num documento ou num trabalho científico e acabámos no terreno, a conversar com quem conhece estas espécies por dentro.

Lince-ibérico. Autoria: Patrícia Furtado

Das diferentes histórias que aqui contam, quais foram as que mais vos surpreenderam e porquê?

Miguel Brandão Pimenta: De uma maneira ou de outra, todas as espécies foram uma surpresa, mas realço a do lince-ibérico, do abutre-preto, da águia-imperial e da águia-pesqueira. Não nos podemos esquecer de que a segunda metade do século passado, sobretudo as últimas três décadas, foi marcada por um pessimismo crescente. Muitas espécies da nossa fauna, em particular as grandes aves de rapina, tinham desaparecido como nidificantes em Portugal, e havia a ideia de que algumas delas dificilmente voltariam.

Mas, de todo o conjunto, talvez os casos que mais me surpreenderam sejam o do lince e o da águia-pesqueira. O lince, pela extraordinária recuperação da população ibérica, depois de ter estado à beira da extinção e de ter beneficiado de um programa de reprodução em cativeiro que permitiu reforçar as populações selvagens. E a águia-pesqueira por uma razão diferente: porque o seu regresso foi sobretudo o resultado da persistência de um pequeno grupo de investigadores portugueses que acreditou ser possível trazer novamente a espécie para Portugal e trabalhou durante anos para que isso acontecesse.

Que lições podemos retirar de todas estas narrativas?

Miguel Brandão Pimenta: A grande lição que podemos tirar é que nunca devemos dar uma espécie como perdida. O regresso da águia-pesqueira, da águia-imperial, do abutre-preto, do lince, da cabra-montês e até do esquilo mostra-nos isso mesmo. Com vontade, persistência e colaboração, é possível recuperar espécies que quase desapareceram.

No fundo, fica uma mensagem de esperança: quando há vontade de fazer e de não desistir, muitas espécies ainda podem voltar. E há ainda uma outra lição que não devemos esquecer: em muitos destes regressos, beneficiámos directamente do trabalho feito pelo país vizinho. Espanha conservou populações que nós tínhamos perdido e, em vários casos, foi a partir delas que estas espécies voltaram a Portugal. A natureza não conhece fronteiras, e a conservação também não deveria conhecer.

Abutre-preto. Autoria: Patrícia Furtado

Depois do livro “Feras e Homens”, sobre a fauna do Portugal Medieval, e agora deste novo livro, na vossa opinião ainda há espaço para novas obras de divulgação científica sobre a história da fauna em Portugal?

Miguel Brandão Pimenta: Sem dúvida. E não podemos esquecer “O Urso-pardo em Portugal — Crónica de uma Extinção”, publicado em 2017. Com estes três livros, fomos percorrendo diferentes momentos da história da nossa fauna, mas há ainda muito por descobrir e contar. O passado da fauna em Portugal continua a ser um território pouco explorado e há espaço para muitas outras histórias. Uma época que particularmente nos fascina é a Idade Moderna.

Já escolheram o tema do próximo livro?

Miguel Brandão Pimenta: Ainda não está decidido. Mas, seguindo um pouco a linha de “Feras e Homens – A Fauna no Portugal Medieval”,”, o próximo livro poderá debruçar-se precisamente sobre a fauna na Idade Moderna, entre os séculos XVI e XIX, e sobre as grandes mudanças que então se verificaram. Mas, por enquanto, fica apenas a ideia.


MIRANDA DO DOURO RECEBE ENCONTRO DE FOTOGRAFIA DE VIDA SELVAGEM

 Miranda do Douro recebe, a 10 e 11 de outubro, a segunda edição do Arribas em Foco, um encontro dedicado à fotografia de natureza e à observação da vida selvagem.


A iniciativa vai decorrer nas paisagens das Arribas do Douro e do rio Fresno, reunindo fotógrafos com diferentes níveis de experiência para dois dias de aprendizagem, partilha e contacto direto com a biodiversidade do Planalto Mirandês.

O programa inclui sessões teóricas, momentos de debate e saídas de campo acompanhadas pelos fotógrafos Pedro Alves e Renato Lainho. Os participantes vão poder explorar diferentes locais do território e conhecer melhor as espécies e os habitats presentes nas arribas, rios e vales da região.

Promovido pela AEPGA, Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural e Associartecine, o encontro pretende também sensibilizar para a importância da conservação do património natural através da fotografia e da observação da natureza.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

VINHAIS ASSINALA JORNADAS EUROPEIAS DO PATRIMÓNIO COM VISITA E CONFERÊNCIA

 Vinhais assinalou ontem, 25 de setembro, as Jornadas Europeias do Património 2026, com uma iniciativa dedicada à história, à arte e à memória religiosa do concelho.


O programa arrancou na Igreja da Irmandade da Ordem Terceira de São Francisco, onde os participantes puderam visitar o Museu de Arte Sacra, seguindo-se uma conferência sobre o património religioso de Vinhais.

A sessão contou com intervenções de Jorge Costa, diretor do Museu Abade de Baçal, Roberto Afonso e Helena de Barros Pires, que abordaram temas relacionados com os ex-votos da Diocese de Bragança-Miranda, a presença artística em Vinhais e o legado do Real Seminário dos Missionários Apostólicos.

As Jornadas Europeias do Património prosseguem hoje, 26 de setembro, na Antiga Casa da Música, com um workshop de feltragem, dedicado à valorização e transmissão de saberes tradicionais.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

VINHOS DE TRÁS-OS-MONTES EM DESTAQUE EM CONFERÊNCIA INTERNACIONAL EM BRAGANÇA

 Os Vinhos de Trás-os-Montes estiveram em destaque na 13.ª International Medicinal Mushrooms Conference, que decorreu em Bragança no passado dia 22 de setembro e reuniu cerca de 150 investigadores de vários países.


A Comissão Vitivinícola Regional de Trás-os-Montes (CVRTM) integrou o programa do encontro, promovendo uma masterclass dedicada aos vinhos da região. A sessão contou com 42 participantes e permitiu apresentar diferentes referências e produtores transmontanos.

Durante a iniciativa foram abordadas as características vitivinícolas do território, nomeadamente a influência da altitude e do clima, os solos de granito e xisto e a diversidade de castas presentes na região.

A participação da CVRTM permitiu ainda apresentar os Vinhos de Trás-os-Montes a investigadores e participantes de diferentes países, no âmbito de um evento internacional dedicado à investigação, inovação, alimentação, saúde e sustentabilidade.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

PSP DE BRAGANÇA REFORÇA MEIOS COM EQUIPAMENTO OFERECIDO PELO MUNICÍPIO

 O Comando Distrital da PSP de Bragança recebeu ontem a presidente da Câmara Municipal, Isabel Ferreira, para uma reunião de trabalho destinada a abordar assuntos de interesse comum e a reforçar a articulação entre as duas entidades.


O encontro decorreu no âmbito do protocolo de colaboração existente entre o Município e a PSP.

Durante a reunião, a autarquia entregou ainda dois computadores portáteis e duas impressoras, equipamentos destinados a apoiar a atividade do Comando Distrital da PSP de Bragança.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

ABREIRO RECEBE ESTE FIM DE SEMANA A XI FEIRA DO FIGO E DO PATRIMÓNIO

 Abreiro, no concelho de Mirandela, recebe este fim de semana, 26 e 27 de setembro, a XI Feira do Figo e do Património, iniciativa que junta tradições locais, gastronomia, natureza e património.


O programa arranca este sábado, às 15h00, na Antiga Escola Primária, com a abertura da feira. A tarde fica ainda marcada pela atuação das Meninas do Tua, às 17h30.

No domingo, a programação começa às 08h45 com a Caminhada da Feira do Figo, num percurso de cerca de 7,8 quilómetros pelas paisagens de Abreiro. Durante a tarde estão previstas uma visita orientada ao património local e a atuação do Rancho Folclórico de São Tiago.

A iniciativa pretende valorizar os produtos, costumes e património da aldeia, proporcionando também uma oportunidade para conhecer o território e a identidade de Abreiro.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

Santa Casa requalificou valências com montante de mais de um milhão de euros

 A Santa Casa Misericórdia de Mogadouro inaugurou na quinta-feira um conjunto de obras de beneficiação em várias valências desta instituição, que serve diariamente um milhar de utentes, onde foram investidos mais de um milhão de euros.


“Investimos mais de um milhão de euros em várias beneficiações em equipamentos que integram várias valências da Santa Casa da Misericórdia. Aqui não há nenhuma [intervenção] que possa ser destacada, porque todas elas são importantes, mesmo as que tenham um investimento menor, em termos monetários”, disse o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Mogadouro (SCMM), João Henriques.

As obras de requalificação abrangeram os imóveis das Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI), como a de São João Baptista (52 utentes), São João de Deus (84 utentes) e ainda Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI), onde foram intervencionados ao nível das caixilharias, isolamento térmico, que em alguns casos tenham mais de 30 anos.

Outra das requalificações foi ao nível da cozinha central deste Instituição Particular de Segurança Social (IPSS) que sofreu uma ampliação e novos equipamentos para o exercício das funções no campo da alimentação dos utentes / beneficiários desta misericórdia e que confeciona diariamente cerca 550 refeições por dia, destinadas às respostas sociais para a terceira idade.

Houve ainda outras intervenções, como foi o caso do edifício que acolhe o pré-escolar, com a melhoria e eficiência energética e pinturas murais com temas alusivos à banda desenhada. No investimento foi ainda intervencionado um espaço destinado ao alojamento da autonomia na saúde mental e a ampliação da lavandaria.

“Todas estas intervenções têm tudo a ver com melhoria das condições de vidas dos utentes da instituição, nas suas mais diversas valências. Todas estas intervenções foram feitas sem retirar os utentes do seu espaço”, sublinhou o provedor.

Segundo João Henriques houve uma “corrida contra o tempo” no que respeita às intervenções para concluir as obras que estavam financiadas no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

“Houve programas do PRR, como foi o caso alojamento da autonomia na saúde mental, que foi lançado em abril para agora ficar pronto. Foi tudo a correr”, disse o provedor.

Por seu lado, o presidente da Câmara de Mogadouro, António Pimentel, destacou a capacidade da SCMM em se candidatar a fundos comunitários.

“Por isso, a SCMM beneficia daquilo que temos regulamentado: a parte não financiada, o município suporta. As necessidades de outras IPSS do concelho também beneficiam de apoios similares, em proporção, do regulamento para estas situações”, frisou.

O autarca destacou ainda o pagamento das creches à SCMM, que depois o montante de acordo com cada situação é pago na íntegra pela Câmara Municipal.

Francisco Pinto

M1lhão saiu no distrito de Bragança pela segunda vez este ano

 O prémio de um milhão de euros do M1lhão saiu, esta sexta-feira, a uma aposta registada no distrito de Bragança. O código vencedor do concurso n.º 009/2026 é PTM 09893, segundo o Departamento de Jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.


Esta é a segunda vez, em 2026, que o M1lhão contempla uma aposta registada no distrito. Em março, o código HHM 05795 já tinha atribuído outro prémio de um milhão de euros a um apostador de Bragança.

O boletim premiado foi registado no concelho de Torre de Moncorvo.

No sorteio do Euromilhões desta sexta-feira, o primeiro prémio, no valor de 130 milhões de euros, foi atribuído a uma aposta registada no estrangeiro.

Em Portugal, o prémio mais elevado foi um terceiro prémio de aproximadamente 31 mil euros.

AGR

Despiste de trator provoca um morto em Vale da Porca

 O despiste de um trator provocou este sábado a morte a um homem de 74 anos na aldeia de Vale da Porca, em Macedo de Cavaleiros, confirmou ao Mensageiro fonte dos bombeiros.


O alerta foi dado pelas 7h40.

"Foi considerado um acidente rodoviário pois aconteceu dentro da aldeia. O trator despistou-se, colidiu contra as escadas de uma habitação e o condutor foi projetado, acabando por falecer", explicou a mesma fonte.

Este é o segundo acidente mortal envolvendo tratores no concelho de Macedo de Cavaleiros este ano. A outra vítima mortal foi um homem de 69 anos, que faleceu na aldeia de Cernadela, em março.

António G. Rodrigues

Dia Mundial do Mar – 26 de Setembro


O Dia Mundial do Mar, celebrado todos os anos no dia 26 de Setembro, é uma data dedicada à valorização dos oceanos e à reflexão sobre a importância do mar para a vida no planeta. Este dia representa um apelo internacional à preservação dos mares, à sustentabilidade marítima e à consciência coletiva sobre o papel decisivo que os oceanos desempenham na economia, no clima, na cultura e na sobrevivência humana.

Os mares sempre fizeram parte da história da humanidade. Desde os primeiros povos navegadores até às grandes descobertas marítimas, o oceano foi caminho, desafio, mistério e fonte de riqueza. Civilizações inteiras nasceram junto ao mar, prosperaram através dele e deixaram marcas profundas na cultura mundial. O Mediterrâneo, por exemplo, foi durante séculos o centro das trocas comerciais e culturais entre a Europa, a África e a Ásia. Os fenícios, gregos, romanos e árabes utilizaram o mar como ponte entre povos, permitindo a circulação de conhecimento, mercadorias e ideias.

Em Portugal, o mar possui um significado particularmente especial. A identidade portuguesa está profundamente ligada ao oceano. Foi através do Atlântico que os navegadores portugueses abriram novas rotas marítimas nos séculos XV e XVI, iniciando a chamada Era dos Descobrimentos. Figuras históricas como o Infante D. Henrique, Vasco da Gama, Bartolomeu Dias ou Fernão de Magalhães ajudaram a transformar o mundo conhecido da época, estabelecendo ligações entre continentes e culturas distantes.

O mar foi, para Portugal, muito mais do que uma fronteira natural. Tornou-se uma estrada de aventura, coragem e conhecimento. Das pequenas embarcações de pesca às grandes caravelas, o oceano moldou a economia, as tradições e até o imaginário do povo português. Em cidades costeiras e comunidades piscatórias nasceram histórias de trabalho duro, fé, saudade e esperança que ainda hoje fazem parte da memória coletiva nacional.

O Dia Mundial do Mar foi criado pela Organização Marítima Internacional (IMO), agência especializada das Nações Unidas responsável pela segurança marítima e pela prevenção da poluição causada pelos navios. A celebração começou oficialmente em 1978, tendo como principal objetivo chamar a atenção para a importância do transporte marítimo e da proteção dos oceanos.

Atualmente, cerca de 90% do comércio mundial é realizado por via marítima. Quase tudo aquilo que utilizamos no dia a dia, alimentos, combustíveis, medicamentos, automóveis, tecnologia e matérias-primas, viaja pelos mares do planeta. Sem o transporte marítimo, a economia global simplesmente não funcionaria da forma como a conhecemos.

Contudo, o mar enfrenta hoje desafios enormes. A poluição dos oceanos tornou-se uma das maiores preocupações ambientais do século XXI. Milhões de toneladas de plástico acabam todos os anos no mar, ameaçando a vida marinha e entrando na cadeia alimentar. Tartarugas confundem plástico com alimento, aves marinhas ingerem resíduos e vastas áreas oceânicas acumulam verdadeiras “ilhas de lixo”.

Além da poluição, os oceanos sofrem também com a sobrepesca, a destruição de ecossistemas marinhos, o aquecimento global e a subida do nível das águas. Os recifes de coral estão em risco, várias espécies marinhas encontram-se ameaçadas e muitos habitats naturais têm vindo a desaparecer devido à ação humana.

Os cientistas alertam que os oceanos desempenham um papel fundamental na regulação do clima terrestre. O mar absorve grande parte do dióxido de carbono produzido pelas atividades humanas e ajuda a equilibrar a temperatura do planeta. Sem os oceanos, as alterações climáticas seriam ainda mais graves e rápidas.

Mas o mar continua também a ser fonte de vida, inspiração e esperança. Milhões de pessoas dependem diretamente da pesca e das atividades marítimas para sobreviver. O turismo costeiro, a investigação científica, as energias renováveis oceânicas e a economia azul representam oportunidades importantes para um futuro mais sustentável.

Celebrar o Dia Mundial do Mar é reconhecer que proteger os oceanos é proteger a própria humanidade. Pequenos gestos podem fazer a diferença. Reduzir o consumo de plástico, evitar a poluição das praias, apoiar práticas de pesca sustentável, preservar os ecossistemas costeiros e educar as novas gerações para o respeito pela natureza.

O mar ensina-nos também valores profundos. Ensina humildade perante a força da natureza, coragem diante da incerteza e união entre povos separados por continentes. Ao longo da história, o oceano nunca foi apenas água. Foi caminho de sonhos, palco de conquistas, espaço de encontros e memória viva da humanidade.

Neste Dia Mundial do Mar, recordamos não apenas a beleza infinita dos oceanos, mas também a responsabilidade que todos temos na sua preservação. Porque o futuro do planeta depende da saúde dos mares. E cuidar do mar hoje é garantir vida, equilíbrio e esperança para amanhã.

“Preservar o mar é preservar a vida.”

Texto: HM - com IA e IN

Um Ano Depois, Não Me Arrependo Da Minha Escolha

Há decisões que se tomam num determinado momento e que o tempo se encarrega de confirmar.

Foi há cerca de um ano, nas eleições autárquicas, que decidi apoiar e votar na Dr.ª Isabel Ferreira para a Presidência da Câmara Municipal de Bragança.

Hoje, digo-o de forma clara, sem hesitações e sem necessidade de justificar aquilo que é, acima de tudo, uma escolha democrática e pessoal.

Não me arrependo.

Mais do que isso, continuo a acreditar que fiz a escolha certa.

E digo-o porque não voto apenas em pessoas. Voto em projetos. Voto em ideias. Voto numa visão para o concelho. Voto naquilo que acredito que Bragança pode e deve ser.

Ao fim deste primeiro ano, aquilo que vejo dá-me razões para continuar a acreditar.

Vejo uma Bragança com energia.

Vejo uma Bragança com ambição.

Vejo uma Bragança com esperança.

Vejo uma Bragança que voltou a falar de futuro.

E vejo uma liderança que percebeu uma coisa essencial. Bragança não pode continuar a viver fechada sobre si própria, à espera que alguém, em Lisboa ou noutro qualquer centro de decisão, se lembre de que existimos.

Temos de nos afirmar.

Temos de comunicar.

Temos de reivindicar.

Temos de criar oportunidades.

Temos de levar o nome de Bragança para onde as decisões são tomadas.

E, nesse domínio, não tenho dificuldade em reconhecer o trabalho que tem sido desenvolvido pela nossa Presidente da Câmara.

Vejo uma Presidente presente na comunicação social nacional escrita e falada, a defender Bragança, a colocar os problemas e as potencialidades do nosso território na agenda pública e política e a procurar dar ao concelho uma projeção que considero fundamental e que nunca teve.

Visibilidade também é política.

Comunicação também é estratégia.

Afirmação territorial também é desenvolvimento.

Durante toda a minha vida, habituei-me a ouvir falar de Bragança como um território periférico, distante, condenado a lutar contra a desertificação e contra o esquecimento.

Eu não quero essa Bragança.

Quero uma Bragança que seja capaz de se afirmar.

Uma Bragança que não peça licença para existir.

Uma Bragança que saiba dizer ao país que tem gente, tem talento, tem recursos, tem instituições, tem empresas, tem cultura, tem património e, sobretudo, tem futuro.

E é precisamente por isso que considero importante aquilo que está a acontecer.

Vejo projetos a ganhar forma.

Vejo ideias a serem discutidas.

Vejo inovação.

Vejo compromissos eleitorais a começarem a sair do papel.

Vejo sorrisos no rosto da nossas gentes,

Naturalmente, há muito por fazer.

Seria absurdo pensar o contrário.

Mas também seria intelectualmente desonesto exigir que décadas de problemas, de decisões adiadas, de amadorismo e de falta de ambição fossem resolvidas em apenas doze meses.

Não se recuperam anos de imobilismo num ano.

Mas pode-se, num ano, mudar o sentido da marcha e as metas a atingir.

E é isso que eu valorizo.

Governar uma Câmara Municipal não é apenas inaugurar obras.

É definir prioridades.

É estabelecer uma estratégia.

É criar condições.

É procurar investimento.

É captar pessoas.

É defender o território.

É construir relações.

É ter capacidade para comunicar.

É antecipar problemas.

É pensar dez anos à frente quando muitos estão apenas preocupados com o próximo mês.

E é aqui que faço a minha escolha política.

Eu prefiro uma Bragança com ambição a uma Bragança resignada.

Prefiro uma Bragança que discute o futuro a uma Bragança que vive permanentemente a discutir o passado.

Prefiro uma liderança que arrisca, propõe e tenta fazer acontecer a uma cultura política em que o mais importante é explicar por que razão não se pode fazer.

E esta é uma diferença política legítima.

Não é uma questão de gostar ou não gostar de alguém.

É uma questão de visão para o concelho.

Eu tenho a minha.

E não tenho qualquer problema em assumi-la.

Aliás, talvez seja esse o problema de algumas pessoas que confundem liberdade política com obrigação de concordância.

Eu não confundo.

Numa democracia, ninguém é obrigado a votar como eu. Mas também ninguém tem o direito de exigir que eu vote como eles.

O meu voto é meu.

A minha consciência é minha.

A minha liberdade é minha.

E não abdico dela para preservar amizades, conveniências ou consensos artificiais.

Sei que algumas das minhas posições políticas terão incomodado algumas pessoas.

Sei que algumas “amizades” ficaram pelo caminho.

E lamento.

Lamento sinceramente.

Mas digo-o sem rancor, lamento mais por essas pessoas do que por mim.

Se uma amizade não consegue sobreviver a uma divergência eleitoral, então talvez o problema não esteja na divergência.

Talvez esteja na própria conceção de amizade.

Eu consigo respeitar alguém que votou diferente de mim.

Consigo conversar com alguém que discorda de mim.

Consigo reconhecer mérito em quem pensa politicamente de forma diferente.

Consigo aceitar críticas.

Consigo até mudar de opinião quando os factos me demonstram que estou errado.

Mas não aceito que me digam que, para ser amigo, tenho de abdicar da minha liberdade.

Isso não.

Não abdico.

E não vou pedir desculpa por ter votado de acordo com aquilo em que acreditava.

Hoje, um ano depois, olho para Bragança e continuo a acreditar.

Acredito porque vejo movimento.

Acredito porque vejo ambição.

Acredito porque vejo uma estratégia.

Acredito porque vejo uma tentativa de reposicionar Bragança.

Acredito porque vejo o nome do nosso concelho chegar mais longe.

Acredito porque vejo projetos e ideias a ganhar corpo.

E acredito porque, apesar de todas as dificuldades, vejo vontade de fazer diferente.

Será suficiente?

O futuro dirá.

Será tudo perfeito?

Naturalmente que não.

Haverá decisões com as quais concordarei e outras com as quais poderei discordar.

Haverá erros.

Haverá dificuldades.

Haverá críticas legítimas.

É assim que funciona a democracia.

Mas uma coisa é criticar aquilo que está a ser feito.

Outra é negar aquilo que está diante dos nossos olhos.

E aquilo que eu vejo é uma Bragança diferente na forma como se apresenta, na forma como comunica e na ambição com que procura projetar o seu futuro.

Por isso, um ano depois, mantenho a minha posição.

Não me arrependo do meu voto.

Não me arrependo do meu apoio.

Não me arrependo de ter acreditado.

E não vou alterar aquilo que penso apenas porque algumas pessoas preferiam que eu tivesse escolhido diferente.

A política também é isto.

É ter convicções.

É assumir escolhas.

É aceitar consequências.

É respeitar quem pensa diferente.

Mas é também ter coragem para dizer, quando chega a altura:

Eu escolhi. Eu assumi. E continuo a acreditar.

Um ano depois, continuo a olhar para Bragança com esperança.

Continuo a querer uma Bragança mais forte, mais afirmativa, mais dinâmica e mais ambiciosa.

Continuo a acreditar que o concelho merece uma política virada para o futuro.

E continuo a acreditar que a escolha que fiz há um ano foi a escolha certa para o caminho que quero para Bragança.

Não peço que todos concordem comigo.

Peço apenas que respeitem a minha liberdade de pensar, escolher e votar.

Porque a democracia não existe para nos obrigar a pensar da mesma maneira.

Existe precisamente para nos permitir pensar de maneira diferente e continuarmos, ainda assim, a caminhar juntos pelo mesmo território que amamos.

E eu continuarei a fazê-lo.

Com convicção.

Com liberdade.

Com esperança.

E sem arrependimentos.

Força Presidente Isabel!

HM
26 de Setembro de 2026