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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Outonecer

Por: Ernesto Rodrigues
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")


 Narrativa de uma memória ainda fresca – quando, entrado nos 75 anos, ou terceira estação, se teme perdê-la –, Outonecer é uma conversa distendida, terna na evocação, com picos de ironia, opinando sem peias sobre a actualidade política nacional e internacional e, como esperado, domínios atinentes à Medicina Geral e Familiar, à psiquiatria em vários confrontos (caso da Inteligência Artificial) e à sexologia – género, identidade, exemplário romano. Não é um abstract ou abrégé do sujeito, pois vida há ainda para viver, salvo se quiséssemos resumir Júlio Machado Vaz ao «subdepressivo que sempre fui» (p. 33); os eventos lembrados conjuram-se em confissão, corajosa para quantos não acompanham o radialista há 35 anos. Mau grado um cardápio de doenças, que o humor mina tantas vezes, o propósito resume-se ao essencial: atender ao Outro (maiúscula inicial), amar e ser amado, morrer dignamente após os filhos, na síntese do poema final.

Esta escrita terapêutica abre com proposição explicativa do título, segundo verso de Sophia (a qual retornará, com Eugénio de Andrade, etc.), e já sugere o modo de composição, ao aproveitar o título do poema, “Barcelona”, para desta se reivindicar cidadão. Liverpool, Provença, Madrid, entre outro lugares citados, aderem a vivências com filhos e netos. Encerra, percorrida meia Europa, o diário provençal de um historiador de pintura, não esteta, enquanto a aprendizagem dos netos se apura em van Gogh, e Júlio se desvia para conversa sobre Picasso e a canção francesa. Esta linha digressiva far-se-á linhagem quando no Porto e, sobretudo, sob a árvore do retiro de Cantelães arquitectado pelo filho mais velho, fecundando a árvore genealógica dos Machado Vaz. Aí termina 2024, pacificado.

De entrada, pois, já entre parêntesis que chegarão a atingir duas e três páginas, a viagem física conjuga-se com a associação livre, mecanismo que ora se instala em passados, ora futura, cujo défice ou perda («esse medo de me perder na floresta das associações livres», p. 19) tomou os ascendentes entretanto alzheimerados. Inseguro, melancólico, sombrio, multifacetado, eis pinceladas de um retrato que, todavia, olha friamente o fim, incapaz de «sobreviver a mim mesmo» (p. 20), e, por isso, recorrendo a Estes Difíceis Amores (também Muros virá noutro contexto), tem posição clara sobre a eutanásia. Esta atmosfera persiste, qual bruma existencial, nos quatro primeiros capítulos, glaucomático, meio surdo (em teste com fim feliz), entre outras maleitas. Mas, nos interstícios, vai-se renascendo, no voto de deixar uma pegada em membros da tribo, primeiros dedicatários e co-protagonistas – só tarde se percebendo quem é Nossa Senhora de Cantelães…   

Visa esse desiderato a viagem, com o filho mais novo, ao berço dos Beatles. Aculturada nos anos 60, a par de bailes de garagem e piedosas mentiras sobre iniciação sexual brandidas no Majestic, esta geração trazia os Beatles no bolso, e discretamente euforiza, ainda, em recente concerto madrileno de Paul McCartney, Macca (também nome de cão, já morto). Lá virá uma plêiade de vozes francesas, inclusive, no original. Introduzem-se, também, diálogos pai-filhos, como será com avô-netos, na curiosa inversão por estes assumida do diminutivo «Julinho». Há um perfume de ficção nestas conversas andantes, elogio do debate, do discordo aceite, enfim, abraço. Sobrevém, entretanto, o medo, vista a cegueira materna, e, políticas do dia à parte, vale a geração de canídeos, até ocuparem a capa.

Tímido frente ao Pai e na escola (mas, aqui, capaz de violência extrema), no quinto dos XI capítulos, há o primeiro de três grandes embates dentro de si. O desdobramento é eficaz quanto a acertos de uma personalidade, na coragem de construir-se (como, em vários momentos, se reflecte sobre o discurso), na rotina de «quatro dias de consultório, um de gravações, fim-se-semana» (p. 65), convocando figuras próximas ou reconhecíveis; a ementa acrescenta pré-diabetes, prostatite, contractura muscular, ciatalgia, enquanto se esclarece a primeira linha do narrador, «Talvez escrevendo…», pois «talvez a escrita me ajude a perceber melhor como estou a envelhecer» (p. 63). Se viver mais, arriscando, como nas costumadas «veredas da associação livre» (p. 76) na rádio, terá os seus «momentos felizes» («Escrevi e disse muitas vezes que não acredito na felicidade» , p. 111), não irá desaguar «em estóico de vão de escada» (p. 68).

Digressões das personagens e do texto, são as do protagonista também íntimas, opinativas (até inesperado comentador de ténis), em sobressalto, que os cortes parentéticos ou interseccionados mais denunciam: a imagem do cubo mal desenhado em teste (p. 30) dá-nos um cubismo picassiano, com a representação do todo num mesmo plano. A família é organismo vivaz; o Outro – amigos, tantos ditos no nome próprio, ex-alunos que medicinam, cozinheiros, vizinhos ou mestres-de-obras –, alimento indispensável.

A voz é, assim, familiar, audível, longe do «estilo cambaleante» (p. 38) que atribui à sua radiofonia, risonhamente autocrítica (como dizer-se torcionário), salteada por vocábulos de uso comum, polilingue, segura nas tonalidades evocativas, seja, de um leitor de poesia, que a musicada já é, favorecendo um ritmo para olhos agradados. Não raro surpreende-nos algum queirosianismo: a negativa 9, de favor, para não gripar a média; as ciganas leitoras de sinas que, na Provença, o cercaram e aos filhos «de saias e elogios» (p. 114); «o desmaio das luzes» no cinema – arte aqui e ali emergindo – e, no anfiteatro universitário dividido pelas meninas, invejando «o primeiro a navegar aquele mar de saias» (p. 134-135)… 

Comecei por falar em leitura relaxada, que o Verão propicia – e, rodeado também de Primaveras, é evidente que o Outono de Júlio Machado Vaz ainda reverdece: mais do que apeadeiro, é ele «uma gavinha para o crescimento da tribo». Entre autobiografemas, constrói-se, afinal, um belíssimo romance familiar.

À saúde!

Ernesto Rodrigues (Torre de Dona Chama, 1956) é escritor e professor universitário.

𝐀 𝐦𝐮́𝐬𝐢𝐜𝐚 𝐞 𝐚 𝐜𝐮𝐥𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐝𝐚̃𝐨 𝐯𝐢𝐝𝐚 𝐚̀ 𝐏𝐫𝐚𝐜̧𝐚 𝐝𝐚𝐬 𝐄𝐢𝐫𝐚𝐬!

 No próximo sábado, 𝟏𝟏 𝐝𝐞 𝐣𝐮𝐥𝐡𝐨, pelas 21h30, a 𝐎́𝐩𝐞𝐫𝐚 𝐧𝐚 𝐀𝐜𝐚𝐝𝐞𝐦𝐢𝐚 𝐞 𝐧𝐚 𝐂𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 apresenta um concerto dedicado à ópera e à música clássica.
Sob o tema “𝐃𝐚 𝐧𝐨𝐛𝐫𝐞𝐳𝐚 𝐚̀ 𝐯𝐢𝐥𝐚𝐧𝐚𝐠𝐞𝐦 – 𝟔 𝐑𝐞𝐭𝐫𝐚𝐭𝐨𝐬 𝐎𝐩𝐞𝐫𝐚́𝐭𝐢𝐜𝐨𝐬”, o espetáculo será interpretado pela Orquestra da Ópera na Academia e na Cidade, sob direção musical de José Ferreira Lobo, com a participação do baixo-barítono Rui Silva.

Venha desfrutar de uma noite de verão ao som da ópera.

Morreu o cineasta moncorvense Leonel Brito aos 85 anos

 Morreu Leonel Brito, cineasta natural de Torre de Moncorvo. O óbito ocorreu ontem, no Hospital de Santa Luzia, em Elvas, cidade onde residia, adiantou à Lusa um familiar.


Leonel Brito foi um conceituado cineasta, tendo produzido e realizado dezenas de filmes e séries de televisão. Foi também sócio fundador da cooperativa Cinequanon, uma importante cooperativa portuguesa de produção cinematográfica fundada após o 25 de Abril.

Realizou o documentário “Gente do Norte”, de 1977, com música original de José Mário Branco, e o filme documental “Colónia e Vilões”, também de 1977, recuperado e editado em DVD pela Cinemateca Portuguesa em 2018, refere ainda a Lusa.

Trabalhou para a RTP em diversas séries nas áreas da gastronomia e da cultura, foi conselheiro da Secretaria de Estado da Cultura, com David Mourão-Ferreira, e colaborou com António de Macedo, Luís Galvão Teles e Amílcar Lyra.

Leonel Brito foi também autor do blogue “Farrapos de Memória”, criado em 2010 e mantido ativo até 2013, onde publicava artigos sobre costumes e tradições portuguesas.

A Câmara Municipal de Torre de Moncorvo já publicou uma nota de pesar pela morte do cineasta, referindo que Leonel Brito “não só se destacou no panorama cinematográfico nacional, como manteve sempre uma ligação ao concelho”.

A autarquia recorda ainda que, ao longo do seu percurso, colaborou com o município através da Biblioteca Municipal e do Centro de Memória de Torre de Moncorvo, bem como com o Museu do Ferro e da Região de Torre de Moncorvo e com o Projeto Arqueológico da Região de Moncorvo.

Leonel Brito realizou e produziu várias reportagens sobre o concelho para a RTP. Foi ainda coautor do livro “Torre de Moncorvo 1974-2009”, editado pela Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, e autor de fotografias publicadas em várias reportagens de jornais nacionais.

Em vida, doou diversa bibliografia, documentação, filmes e fotografias ao Centro de Memória de Torre de Moncorvo.

Leonel Brito nasceu a 23 de maio de 1941.

Homem detido por abusar sexualmente das duas filhas em Vinhais

 Um homem, com 67 anos, foi detido por ser suspeito de ter abusado sexualmente das duas filhas, de 40 e 21 anos, e de posse de arma proibida, no concelho de Vinhais, informou hoje a Polícia Judiciária (PJ). Os crimes aconteceram no casa onde o pai e as filhas residem.


Segundo a PJ, o agressor ter-se-á aproveitado da “especial vulnerabilidade” da filha, com 40 anos, portadora de deficiência cognitiva, para praticar atos de natureza sexual.

Avança ainda que foram recolhidos elementos probatórios que apontam para a eventual existência de outra vítima, outra filha do agressor, atualmente, com 21 anos. Estes abusos terão ocorrido “entre os 10 e os 13 anos, circunstância que se encontra a ser objeto de aprofundamento investigatório”, explica.

De acordo com a PJ, a detenção resultou de diligências de investigação desenvolvidas na sequência da comunicação de factos alegadamente ocorridos no passado dia 5 de julho, no concelho de Vinhais, no interior da residência onde o suspeito e as vítimas residiam. 

O detido será presente à autoridade judiciária competente para primeiro interrogatório judicial, com vista à aplicação das medidas de coação.

A investigação prossegue a cargo da PJ, no âmbito de inquérito titulado pelo Ministério Público de Bragança.

Festas, Festividades e Eventos

Engº Luís Vaz

COMPLEXO NATURAL DA CONGIDA RECEBEU FORMAÇÃO EM SUPORTE BÁSICO DE VIDA

 O Complexo Natural da Congida, em Freixo de Espada à Cinta, acolheu uma ação de formação em Suporte Básico de Vida (SBV), integrada no Plano de Emergência e Socorro daquele espaço e promovida pelo Serviço Municipal de Proteção Civil.


A iniciativa teve como objetivo reforçar a preparação dos colaboradores para responder a situações de emergência, dotando-os de conhecimentos e técnicas essenciais para prestar os primeiros cuidados às vítimas até à chegada dos meios de socorro.

Durante a manhã, o presidente da Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta, Nuno Ferreira, acompanhou a ação de formação e destacou a importância da prevenção e da preparação das equipas. O autarca sublinhou que a segurança continua a ser uma prioridade no Complexo Natural da Congida, que integra a praia fluvial e a piscina municipal, defendendo que a adoção de comportamentos preventivos deve fazer parte do quotidiano de todos os utilizadores.

A formação terminou com um exercício prático de simulação de afogamento, permitindo testar os procedimentos operacionais previstos no Plano de Emergência e Socorro em vigor para a época balnear de 2026.

Segundo o município, estas ações visam reforçar a capacitação operacional das equipas e garantir uma resposta rápida, coordenada e eficaz perante situações de emergência, contribuindo para a segurança de residentes e visitantes que frequentam o espaço durante o verão.

A autarquia agradeceu ainda a colaboração dos Bombeiros Voluntários do concelho e do enfermeiro Sérgio Pires, do INEM, pelo apoio prestado na dinamização da formação.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

CARRAZEDA DE ANSIÃES PROMOVE TRÊS DIAS DE MÚSICA E DANÇA COM O “MÚSICA NA PRAÇA 2026”

 A Praça do Município de Carrazeda de Ansiães recebe, entre os dias 22 e 24 de julho, mais uma edição do “Música na Praça”, iniciativa que promete animar o centro da vila com espetáculos musicais, dança e uma mostra de produtos locais.


O evento arranca a 22 de julho, pelas 22h00, com um espetáculo do grupo Siga a Farra. No dia seguinte, à mesma hora, sobe ao palco a banda 7 Saias, conhecida pelo seu repertório de música popular portuguesa.

O encerramento está marcado para 24 de julho, às 21h30, com uma atuação da Escola Municipal de Dança, através do espetáculo apresentado por A Fábrica da Dança.

Paralelamente ao programa cultural, os visitantes poderão conhecer uma mostra de produtos locais, numa iniciativa que pretende promover os produtores do concelho e valorizar os produtos da região.

Com entrada livre, o “Música na Praça 2026” volta a afirmar-se como um dos eventos de verão promovidos pelo Município de Carrazeda de Ansiães, reunindo música, dança e tradição num ambiente de convívio aberto à comunidade.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

ESPECIALISTA CANADIANO APONTA FALHAS NO ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL DA MINA DO BARROSO

 O Auditório Municipal de Boticas acolheu, no passado sábado, 4 de julho, a apresentação de uma análise técnica independente sobre a qualidade do ar associada ao projeto da Mina do Barroso, na qual foram apontadas diversas limitações aos estudos ambientais que sustentaram a Declaração de Impacte Ambiental (DIA) da exploração mineira.


A sessão foi promovida pela associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB) e teve como orador o professor Douw G. Steyn, especialista em poluição atmosférica, meteorologia ambiental e docente da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, que apresentou uma avaliação crítica da componente relativa à qualidade do ar constante do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) da Mina do Barroso.

Perante uma plateia que integrou dezenas de participantes, entre os quais o presidente da Câmara Municipal de Boticas, Guilherme Pires, e elementos do executivo municipal, o especialista analisou a documentação técnica produzida no âmbito do processo de avaliação ambiental do projeto mineiro.

Segundo Douw G. Steyn, os estudos apresentados revelam várias limitações, nomeadamente campanhas de monitorização de curta duração, uma caracterização insuficiente das condições meteorológicas locais, uma modelação atmosférica pouco detalhada e a ausência de informação considerada essencial para avaliar os efeitos das emissões de poeiras resultantes da exploração mineira a céu aberto.

Na avaliação apresentada, o investigador considera que os elementos atualmente disponíveis não permitem determinar, com segurança, quais poderão ser os impactos da mina na qualidade do ar, na saúde pública e no ambiente. O relatório conclui, por isso, que os dados existentes não constituem uma base suficientemente robusta para sustentar uma avaliação ambiental desta natureza.

Durante a apresentação, o académico afirmou que “o estudo não fornece uma base de informação pertinente sobre a qualidade do ar para o propósito do desenvolvimento de uma mina”, acrescentando que “o nível de detalhe e a abrangência do trabalho estão muito aquém do esperado para uma avaliação de impacto ambiental adequada”. Em termos globais, classificou a componente da qualidade do ar do Estudo de Impacte Ambiental como “muito fraca”.

A sessão terminou com um período de perguntas e respostas, durante o qual o especialista esclareceu dúvidas colocadas pelos participantes, partilhando a sua perspetiva científica sobre os potenciais efeitos ambientais da exploração mineira prevista para a região.

Doutorado em Meteorologia e Ciências Atmosféricas, Douw G. Steyn é uma referência internacional nas áreas da qualidade do ar e da meteorologia ambiental, contando com uma vasta carreira académica e científica dedicada ao estudo da poluição atmosférica e dos seus impactos.

A iniciativa procurou promover um debate público informado sobre um dos aspetos ambientais mais sensíveis do projeto da Mina do Barroso, num processo que continua a gerar forte discussão entre a população, especialistas e entidades envolvidas.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: DR

PSP DE BRAGANÇA PROMOVE CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM ARMAS MENOS LETAIS

 O Núcleo de Formação do Comando Distrital da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Bragança promoveu recentemente o Curso de Especialização de Operadores de Armas Menos Letais – FN 303P, concluído com aproveitamento pelos agentes participantes.


A ação de formação teve como objetivo reforçar as competências técnicas dos polícias, permitindo a atualização de conhecimentos, a consolidação de procedimentos operacionais e o aperfeiçoamento da capacidade de resposta em contexto de serviço.

Segundo a PSP, a aposta na formação contínua contribui para preparar os efetivos para uma atuação mais segura, proporcional e eficaz, garantindo uma resposta operacional ajustada às diferentes situações que possam enfrentar no exercício das suas funções.

A iniciativa integra a estratégia de valorização profissional e de atualização permanente das competências dos elementos da força de segurança.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

QUINTANILHA CLASSIC ROCK REGRESSA EM JULHO COM UM DIA DEDICADO AOS CLÁSSICOS, À MÚSICA E À TRADIÇÃO

 A freguesia de Quintanilha, no concelho de Bragança, recebe no próximo dia 25 de julho mais uma edição do Quintanilha Classic Rock, um evento que promete reunir amantes de automóveis clássicos, música, património e tradições transmontanas ao longo de um dia de animação.


A iniciativa, que decorre entre as 9h00 e as 21h30, terá como ponto de partida a Adega Fanhascas, onde decorrerão as inscrições dos participantes e um porto de honra. O programa inclui ainda uma visita ao Museu Etnográfico da Casa Machado e um pequeno-almoço destinado aos inscritos.

A Praia Fluvial do Colado será um dos principais palcos do evento, acolhendo a exposição de viaturas clássicas, uma mostra de velharias e artesanato, bem como várias atividades culturais e recreativas.

Ao longo do dia, os visitantes poderão assistir a um workshop sobre invenções mecânicas artesanais, dinamizado por Marcelino Romão, à animação protagonizada por caretos e gaiteiros e a uma demonstração dedicada ao ciclo do linho e às tradições transmontanas, orientada pela professora Antónia Miranda, com a participação da comunidade local.

O programa contempla ainda um almoço tradicional para participantes inscritos e convidados, a inauguração da exposição de pintura “Clássicos Eternos”, da autoria de Gady Rui Santos, jogos tradicionais e momentos de música ao vivo.

Entre os destaques musicais encontram-se as atuações da banda Classic Journey, do Grupo LACRAU, da Academia JDC, com uma Sunset Vinyl Dance Party, e da CMBand, que encerrará o evento com uma Festa dos Anos 80 no Centro de Convívio da Junta de Freguesia de Quintanilha.

O Quintanilha Classic Rock incluirá ainda um momento dedicado à tradição oral, com histórias de antigamente narradas pelo professor Acácio Pradinhos e convidados especiais, bem como um piquenique comunitário acompanhado por paelha, aberto a toda a população.

A iniciativa pretende voltar a promover o património automóvel, a cultura, a gastronomia e as tradições locais, proporcionando um dia de convívio para participantes e visitantes.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

Nova creche municipal pretende responder ao aumento da natalidade em Mogadouro

 A Câmara Municipal de Mogadouro vai avançar com a construção de uma nova creche municipal, num investimento de cerca de meio milhão de euros.


Segundo o presidente da autarquia, António Pimentel, o objetivo é responder ao aumento da natalidade e à crescente procura por vagas no concelho:

Atualmente, o concelho dispõe apenas da creche da Santa Casa da Misericórdia e de amas apoiadas pelo município.

O autarca espera que a nova resposta esteja disponível já no próximo ano letivo:

A nova creche ficará instalada no complexo desportivo, aproveitando parte das instalações já existentes.

António Pimentel destaca que, além de aumentar a capacidade de resposta às famílias, o equipamento deverá criar novos postos de trabalho:

Segundo a autarquia, a nova creche permitirá responder às necessidades das famílias do concelho e acompanhar o aumento da natalidade registado nos últimos anos.

Jodie Pinto

Santa Casa da Misericórdia apresentou projeto Cidade Social na celebração dos 508 anos

 A Santa Casa da Misericórdia de Bragança (SCMB) apresentou o projeto da futura Cidade Social, na passada segunda-feira, dia em que se assinalou o 508.º aniversário da instituição.


Na cerimónia celebrativa, que teve lugar nas instalações do Centro de Educação Especial (CEE) o provedor, Duarte Fernandes, apresentou aquela que considera ser a grande aposta para o futuro da instituição: a criação de uma Cidade Social. Trata-se de “uma verdadeira refundação” da Santa Casa da Misericórdia por forma “a responder aos atuais desafios de qualidade, conforto, eficiência e humanização dos serviços”, indicou o responsável segundo uma nota de imprensa enviada ao Mensageiro.

Duarte Fernandes revelou que a Santa Casa já se encontra a desenvolver este Projeto, que classificou de “ambicioso, estruturante e transformador, capaz de mudar a face da região e elevar significativamente a qualidade das respostas prestadas à comunidade”.

Ainda, segundo o provedor, a futura Cidade Social “não será apenas um conjunto de novos edifícios, mas sim uma nova forma de cuidar, acolher, integrar e servir”. A ideia é criar um espaço “pensado para responder, de forma moderna e integrada, aos desafios do envelhecimento, da deficiência, da infância, da saúde, da inclusão e da solidariedade, colocando sempre a dignidade da pessoa no centro da intervenção”, adiantou.

Na mesma intervenção, o responsável pela instituição, destacou o trabalho "invisível, diário e contínuo" desenvolvido pela instituição ao longo dos seus 508 anos de existência, salientando que a missão da Santa Casa se concretiza diariamente através da dedicação dos seus colaboradores e do compromisso permanente com a ajuda ao próximo, em especial dos mais vulneráveis. "A Santa Casa faz sempre tudo pelo bem e para o bem", afirmou.

As comemorações contaram com uma Eucaristia comemorativa, presidida pelo Bispo da Diocese de Bragança-Miranda, D. Nuno Almeida. A celebração reuniu a Mesa Administrativa, os órgãos sociais, as direções técnicas, utentes das Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas, da Unidade de Cuidados Continuados Integrados e do Centro de Educação Especial, bem como diversas entidades civis, militares e religiosas.

Na homilia, D. Nuno Almeida enalteceu o percurso da Santa Casa da Misericórdia de Bragança, não esquecendo que se trata de uma instituição secular cuja ação continua alicerçada nas 14 Obras de Misericórdia, pilares que orientam diariamente a sua missão ao serviço da comunidade.

O prelado incentivou ainda a instituição a prosseguir o seu "imensurável trabalho junto de quem mais precisa", reconhecendo o papel fundamental que desempenha na promoção da dignidade humana e da solidariedade. Após a celebração religiosa, decorreu a bênção de três novas viaturas destinadas ao reforço da capacidade de resposta da instituição. Duas destas viaturas foram adquiridas ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e permitirão melhorar o transporte diário dos utentes das diferentes respostas sociais, proporcionando maior conforto, segurança e acessibilidade, sobretudo às pessoas com mobilidade reduzida. As comemorações terminaram com um almoço de convívio, marcado pelo espírito de partilha, proximidade e confraternização entre todos os participantes.

IPB é o politécnico mais bem classificado com maior impacto científico

 O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) voltou a destacar-se nos mais recentes rankings internacionais da Research.com - uma das principais plataformas mundiais de avaliação da produção científica baseada em indicadores bibliométricos, “mantendo-se como o instituto politécnico mais bem classificado do país e consolidando a sua posição entre as instituições portuguesas de maior impacto científico”, anunciou esta quarta-feira a instituição de ensino.


Na edição Best Universities in Portugal 2025/2026, o IPB ocupa a 8.ª posição nacional, “surgindo imediatamente a seguir às principais universidades portuguesas de investigação”, explicam na mesma nota.

Segundo o IPB os resultados “evidenciam igualmente o elevado desempenho científico do Instituto em várias áreas disciplinares”.

O IPB alcançou a 3.ª posição nacional em Plant Science and Agronomy (386.º lugar mundial), a 7.ª posição em Computer Science e a 9.ª posição em Biology and Biochemistry. Nesta última área, os dois investigadores portugueses mais bem classificados pertencem ao IPB, sendo igualmente os únicos investigadores nacionais com um D-Index superior a 100, indicador internacional que mede o impacto científico da investigação.

“Estes resultados confirmam a consolidação de uma estratégia institucional que tem privilegiado o investimento na investigação de excelência, a internacionalização e a forte articulação entre ciência, inovação e desenvolvimento territorial”, refere a nota salientando que “que é possível produzir ciência de elevado impacto internacional a partir de uma instituição situada no interior do país”.

Ao contrário de rankings baseados em indicadores de reputação, o Research.com utiliza exclusivamente indicadores bibliométricos internacionais para avaliar o impacto científico das instituições e de investigadores.

GL

Escola de Parada é uma das 18 Turmas Imbatíveis a propor pratos saudáveis

 A Escola Básica de Parada, no concelho de Bragança, foi uma das 18 turmas vencedoras do desafio de repensar a alimentação do futuro, lançado pelo Lidl Portugal.


O programa de responsabilidade social desafiou os alunos a criarem um menu completo e sustentável, premiando os melhores projetos com viagens pedagógicas aos bastidores dos produtores nacionais.

Ao concurso responderam mais de 300 escolas de norte a sul do país, envolvendo mais de 20.400 alunos mas apenas 18 turmas do 1.º ciclo foram escolhidas como vencedoras da edição 2025/2026 da ‘Turma Imbatível’.

Desde o seu lançamento, em 2011, esta iniciativa dedicada à promoção de hábitos alimentares saudáveis e sustentáveis junto das comunidades escolares já impactou mais de 200 mil alunos em mais de 2.800 escolas.

O "Menu Imbatível" era composto por almoço, lanche e sobremesa, totalmente guiado pelos princípios da Dieta da Saúde Planetária. “Destacando-se propostas criativas e deliciosas como hambúrguer de lentilhas e cenoura em pão integral com acompanhamento de arroz com ervilhas, pudim de chia com manga ou sanduíche de húmus com legumes frescos da horta”, descreve a organização.

As ideias foram apreciadas por um júri composto por representantes do Lidl, especialistas em nutrição e parceiros institucionais, que avaliaram a criatividade e o rigor nutricional das propostas.

18 turmas vencedoras:

• Aveiro: EB de Travassô
• Beja: Colégio Nossa Senhora da Conceição
• Braga: Escola Básica de Guardizela
• Bragança: EB1 de Parada
• Castelo Branco: Jardim Escola João de Deus de Castelo Branco
• Coimbra: EB1 da Marmeleira
• Évora: Escola Básica Manuel Augusto Papança
• Faro: Jardim Escola João de Deus de Tavira
• Guarda: Escola Básica de Santiago
• Leiria: EB1 de Escoural
• Lisboa: EB Alto da Peça
• Portalegre: Escola Básica e Secundária de Gavião
• Porto: Jardim Escola João de Deus de Gaia
• Santarém: Centro Escolar Santa Maria
• Setúbal: Academia de Estudos do CSS Pinhal de Frades
• Viana do Castelo: Escola Básica de Vilarelho
• Vila Real: Escola Básica de Favaios
• Viseu: Escola Básica de Santar

GL

Espetáculo de ballet promovido pela União de Freguesias enche a Casa da Cultura

 A Casa da Cultura J. Rentes de Carvalho, em Mogadouro acolheu o espetáculo de final de ano letivo da Escola de Ballet da União de Freguesias de Mogadouro, Valverde, Vale de Porco e Vilar do Rei, uma iniciativa que encheu a sala para ver as classes de dança.


Não foi um espetáculo de danças clássica, mas ao som de “Mama Mia”, entre outros temos bem dançáveis, que fizeram as delícias do público.

“Cada atuação foi o reflexo de meses de dedicação, disciplina e paixão pela dança. Em palco vimos muito mais do que coreografias: vimos sorrisos, coragem, superação e o brilho nos olhos de quem vive verdadeiramente aquilo que faz”, explicou o presidente desta união de freguesias, António Belmiro Fernandes.

Esta classe foi dirigida pela jovem professora de dança, Maria Inês, sob a direção da Escola de Dança São Aleixo.

Segundo os responsáveis por esta união de freguesias, “a Escola de Ballet vai continuar e as apostas continuam em outras iniciativas que promovam a educação e o desenvolvimento das novas gerações, porque se acredita que investir na cultura é investir no futuro do território”.

Francisco Pinto

Bragança e Mirandela são os únicos concelhos transmontanos que integram a Plataforma ODS Local

 A Plataforma ODS Local reforçou o apelo à adesão dos municípios das Terras de Trás-os-Montes, numa sessão prospetiva, que decorreu no Instituto Politécnico de Bragança,  dedicada ao desenvolvimento sustentável, onde foi destacado o papel da ferramenta no apoio às autarquias na implementação da Agenda 2030 das Nações Unidas.


Atualmente, dos 308 municípios portugueses, 146 já integram a plataforma. Nas Terras de Trás-os-Montes, apenas Bragança e Mirandela são, para já, os únicos municípios subscritores.

O coordenador da Plataforma ODS Local, João Ferrão, explicou que o projeto resulta de um consórcio entre o Conselho Nacional do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, dois centros de investigação e uma startup tecnológica, tendo como missão apoiar autarquias, instituições de ensino superior, organizações não governamentais e outras entidades locais na concretização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Segundo João Ferrão, a plataforma pretende sensibilizar para a importância da Agenda 2030, mobilizar os diferentes agentes locais para a definição de estratégias conjuntas e disponibilizar informação transformada em conhecimento que permita apoiar a tomada de decisões.

“O objetivo é fornecer indicadores que permitam aos municípios acompanhar a evolução em relação às metas definidas para 2030 e apoiar a definição de prioridades e ações adaptadas à realidade de cada território”, explicou.

A plataforma disponibiliza ainda um portal onde são reunidas boas práticas municipais e projetos locais ligados ao desenvolvimento sustentável, permitindo dar visibilidade às iniciativas existentes e incentivar a sua replicação noutros concelhos.

João Ferrão referiu que existem já exemplos de municípios que estabeleceram contactos entre si após conhecerem projetos desenvolvidos através da plataforma, procurando adaptar essas experiências às respetivas realidades locais.

A adesão pode ser efetuada através do portal da ODS Local, existindo uma versão gratuita, com funcionalidades essenciais, e uma versão avançada, paga, que permite um acompanhamento técnico mais próximo e ferramentas de análise mais completas.

Entre essas funcionalidades destaca-se a atualização automática dos indicadores estatísticos, através da ligação direta às bases de dados oficiais, reduzindo o tempo que os técnicos municipais despendem na recolha de informação. A versão avançada integra ainda ferramentas de inteligência artificial capazes de gerar, em poucos segundos, relatórios sobre o desempenho do município relativamente aos vários Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

João Ferrão reconheceu, no entanto, que ainda existe um conhecimento insuficiente sobre a Agenda 2030 e que muitos municípios de menor dimensão enfrentam dificuldades devido à escassez de recursos humanos. Para responder a esse desafio, a plataforma promove iniciativas de divulgação, como uma exposição itinerante que percorre escolas e bibliotecas públicas, sensibilizando diferentes públicos para a importância do desenvolvimento sustentável.

A sessão realizada nas Terras de Trás-os-Montes integrou o ciclo de sessões prospetivas promovidas pela Plataforma ODS Local nas comunidades intermunicipais do interior. O coordenador da plataforma explica que o objetivo passa por “reunir autarcas, técnicos, instituições de ensino superior e organizações da sociedade civil para refletirem em conjunto sobre o futuro dos territórios, num contexto marcado pelas crises internacionais, pelas transições ecológica, digital e demográfica e pelas alterações previstas no próximo quadro de financiamento europeu”.

Também o presidente da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes, Pedro Lima, sublinhou a importância da plataforma para transformar “conhecimento global em impacto local”, defendendo que as políticas públicas devem produzir resultados concretos na qualidade de vida das populações.

O responsável considerou que a ferramenta pode ajudar os municípios a enfrentar desafios como o envelhecimento da população, o declínio demográfico, o ordenamento do território, os incêndios, a saúde, a educação e a área social.

Pedro Lima alertou, contudo, que a eficácia destas plataformas depende da “existência de recursos humanos e financeiros suficientes para implementar as medidas no terreno”.

Na sua perspetiva, os municípios de menor dimensão enfrentam “maiores dificuldades em aderir e participar de forma ativa neste tipo de iniciativas, precisamente devido às limitações de meios”, defendendo que o reforço da coesão territorial deve continuar a ser uma prioridade para responder aos desafios específicos do interior.

Festas, Festividades e Eventos

terça-feira, 7 de julho de 2026

Festas, Festividades e Eventos

PORTUGAL EM NÚMEROS

Por: Humberto Pinho da Silva 
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")


 No intuito de informar, com dados oficiais, difundidos em 22 de junho, deste ano, pelo Instituto Nacional de Estatística, vou tratar matéria, que não costumo abordar, mas que considero importante.

Receio, porém, desagradar aos meus leitores. Digo: " meus", porque o jornalista e escritor Costa Barreto, que ocupava cargo de relevo no matutino: " O Comércio do Porto", costumava dizer: " O jornal não tem leitores; quem os tem são os colaboradores".

Dito isto, vou tecer curto introito, para indicar, em minha opinião, a causa da queda da natalidade, em Portugal: Para mim, é devido à constante emigração de jovens, em idade fértil; e igualmente, casamentos tardios, para concluir o curso universitário ou cuidar devidamente, a carreira profissional.

Os casais têm, por norma – um ou dois filhos. Para repor a falta de natalidade, é necessário recorrer à imigração, que devia ter sido controlada, e não de " Portas Abertas". Política que criou mal-estar na população, e atirou imigrantes para pobreza esquálida.

Hoje, Portugal, tem 11.424.031 residentes, dos quais 1.597.539 são estrangeiros, legalizados (14,0%)

O envelhecimento demográfico continua: 19 idosos, para 10 jovens.

Os estrangeiros residentes são: 1.507.539, sendo 913.249 homens, e 684.290 mulheres.

Sendo: 574.195 brasileiros; 103.140 angolanos; 93.683 indianos; 76.099 cabo-verdianos; 56.866 nepaleses; 56.724 cidadãos do Bangladesh; 53.555 guineenses; 47.731 são-tomenses; 39.638 paquistaneses; 38.64 do Reino Unido; 32.784 italianos; 26.549 franceses; 23.439 chineses; e 21.635 alemães, segundo o INE.

Os estrangeiros residentes começaram a declinar, desde 2024, devido a regras migratórias mais apertadas.

Recordo que muitos estrangeiros, já adquiriram a nacionalidade portuguesa - por sangue ou por terem residido, em Portugal. (Cinco ou mais anos.)

Parte da população portuguesa, por nascimento, considera que os estrangeiros só deviam ter direito à residência, com os mesmos direitos, aos que o são, por nascimento, exceto políticos.

Outros, pensam – que deviam escolher a nacionalidade, e não deviam ter as duas.

Em suma: são estes os dados oficiais, segundo o INE.

Acrescento, por curiosidade, que em: 2025 houve 36.980 casamentos e 17.430 divórcios. A idade média do homem, quando teve o primeiro filho é de 35,8 anos; e a idade media da mulher, quando teve o primeiro filho, é de 30,2. Em 2021, as famílias monas parentais, eram 579.971. E, as pessoas que viviam sozinhas, eram: 24,8% da população.


Humberto Pinho da Silva
nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG” e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".