A iniciativa reforça o compromisso do Município de Bragança com a promoção da cultura e da literatura, aproximando autores e leitores em momentos únicos de partilha.
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BRAGANÇA
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(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
segunda-feira, 27 de abril de 2026
No passado dia 23 de abril, Dia Mundial do Livro, a Biblioteca Municipal de Bragança recebeu o autor Pedro Chagas Freitas para mais uma sessão do ciclo “Quintas de Autor”.
A iniciativa reforça o compromisso do Município de Bragança com a promoção da cultura e da literatura, aproximando autores e leitores em momentos únicos de partilha.
Provérbios populares e expressões sobre a comida
O pão deve pôr-se na mesa com o lar para baixo; se, por qualquer motivo fica com o lar para cima, volta-se logo: porque não foi ganho de barriga para o ar (Columbeira, Peral)” ou “Não devem comer treze pessoas à mesma mesa, morrerá a que tiver um nome maior (Vila Real). Não se deve estar dinheiro em cima da mesa enquanto se come; é sinal de traição ou pobreza (Vila Real)“.
Também sobre a comida há inúmeros provérbios populares e adágios, dos quais damos a conhecer alguns recolhidos na região de Trás-os-Montes e Alto Douro:
» Quem vende sardinha come galinha.
» Do prato à boca, se perde a sopa.
» O comer e o coçar vão do começar.
» O apetite nasce à mesa.
» A hora de comer é a mais pequenina.
» Com unto e pão de milho, o caldo faz bom trilho.
O caldo não é a sopa de hoje…
» O caldo é para os pobres.
» Quem arrota familota, quem suspira farto está.
» Quem não é para comer também não é para trabalhar.
» Caldo sem pão só no inferno o dão.
» Quem come até se fartar cedo vem a jejuar. Alimentação
» Quem come a carne que chupe os ossos.
» Caldo de muitos é bem comido e mal mexido.
» Quem come bem um dia não passa mal todo o ano.
» Quem não se farta ao comer não se farta ao lamber.
» Morra Marta, morra farta.
» Bem canta Marta depois de farta.
» Quem comeu não “ouga“.
» Quem arrota, bem almoça. Sopase estufados
» Bem está S. Pedro em Roma, se tem que comer.
» Quem vai à boda leve que coma.
» Quem longe vai à boda no caminho a deixa toda.
» O almoço cedo cria carne e cebo. O almoço tarde, nem cebo nem carne.
» Quem em casa alheia come, janta e ceia com fome.
» Quem come à mesa alheia, mal janta e mal ceia.
» Não custa jejuar depois de bem jantar.
» Bem jejua quem mal come.
» Quem merendas come, merendas deve.
» Merenda comida, companhia desfeita.
» A cobertura e a merenda nunca pesaram.
» Quem se deita sem ceia, toda a noite rabeia.
» Antes sem candeia do que sem ceia.
» Comida gorda: testamento magro.
» Comida fina em corpos grossos faz mal aos ossos.
» Com papas e bolos se enganam os tolos.
» Muito come o tolo, mas mais tolo é quem lho dá.
» Ovo assado: meio ovo; o ovo frito: ovo inteiro; ovo cozido: ovo e meio.
» Para os ovos frigir, temos de os partir. Não se fazem omeletas sem ovos.
» Não se fazem morcelas sem sangue.
» Quem aos trinta come assada a lebre e cozida a perdiz, não sabe o que faz nem o que diz.
» Se não queres engordar, come e bebe devagar.
» O que não mata engorda.
» A fome é de três dias.
» A fome é negra.
» Não há fome sem fartura.
» A fome é má conselheira.
» A fome não tem lei.
» Quando há fome, não há pão mal feito.
» Vale mais um farto do que dois famintos.
» Ventre em jejum não ouve nenhum.
» Barriga vazia não tem alegria.
» Enquanto está por comer, chega para todos.
» A ração não é para quem se talha: é para quem a come.
» Guardado está o bocado para quem o há-de comer.
» Comamos, bebamos e nunca ralhamos.
Fonte: “Literatura Popular de Trás-os-Montes e Alto Douro” – Joaquim Alves Ferreira, IV Volume, 1999
Javalis. A “praga” que tem ameaçado a agricultura e invadido as cidades
A população de javalis tem aumentado em Portugal: há cerca de 300 mil em todo o país. Estes animais causam acidentes, destroem campos agrícolas, passeiam pelas cidades e reviram os jardins. Afinal, o que se está a fazer para mitigar o problema?
Acidentes com automóveis, encontros com ciclistas, invasões de propriedades agrícolas, estragos nos cultivos, passeios pelas cidades, buracos na terra... Este ano, os javalis não têm dado tréguas. Os agricultores queixam-se dos prejuízos, as autoridades preocupam-se com a segurança nas estradas e, em algumas cidades, a noite é sinónimo de visitas outrora inusitadas, mas que se têm tornado cada vez mais frequentes em vários pontos do país. Em janeiro, o Nascer do SOL alertava para esta realidade, expondo os inúmeros casos de acidentes de viação consequentes da sua presença e dando voz a vários agricultores preocupados com os seus cultivos. Em agosto, dava conta da “praga” existente em Vila Nova de Santo André, cidade do Litoral Alentejano, que há vários meses tem avistado um grupo de javalis (uma porca com os seus filhos) que, ao anoitecer, deambulam pela cidade, passam as passadeiras e procuram comida nos canteiros e jardins de alguns bairros da zona, acabando por tudo destruir. E as opiniões dividem-se: se há quem considere que os humanos roubam os espaços aos animais e que estes se encontram apenas em busca de alimento; outros apontam para o seu perigo para a saúde pública (estes podem ser portadores de peste suína), defendendo que a caça ao javali deve ser intensificada. Mas estaremos nós diante de uma invasão? Serão realmente estes animais perigosos? Afinal, por que razão se têm aproximado das zonas urbanas? Estará a população de javalis a crescer de uma forma descontrolada? De que forma se deve controlar a situação?
300 mil javalis em Portugal
Segundo Luís Mira, secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), ao longo dos últimos anos, verificou-se um crescimento exponencial da população de javalis em toda a Península Ibérica. “Há cerca de 50 anos, esta era uma espécie com pouca expressão e localizada sobretudo em zonas remotas do território. O panorama alterou-se radicalmente, a ponto de constituir atualmente um problema grave, com a presença de javalis praticamente em todas as zonas do nosso território, por vezes entrando em espaços urbanos ou onde é possível encontrar um número considerável de pessoas”, conta ao i.
O javali, afirma Luís Mira, não tem predadores no seu meio, com exceção do lobo e do urso, que “não constituem atualmente uma ameaça à sua proliferação”. “Além disso, a sua reprodução é intensa é possível duas vezes por ano, o que permite uma rápida expansão do número de javalis presentes numa determinada zona”, alerta, acrescentando que “só através da intervenção humana é possível exercer um controlo das populações de javalis e garantir o equilíbrio em relação ao meio em que vivem”.
De acordo com o Plano Estratégico e de Ação do Javali em Portugal, feito por uma equipa da Unidade de Vida Selvagem do Departamento de Biologia & CESAM da Universidade de Aveiro, promovido pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e revelado em maio, este mamífero silvestre que “ajuda a manter as florestas”, tem-se tornado “sobreabundante”, chegando aos cerca de 300 mil animais em Portugal. Estima-se que existam, em média, 277.385 javalis (Sus scrofa) no país, o valor pode variar entre os 163.157 e os 391.612 animais e densidade populacional desta espécie é maior nas regiões do Alentejo, Beira Interior e Trás-os-Montes. “Agora, temos a confirmação de que temos um número anormalmente alto de javalis nos territórios rurais e nas zonas periurbanas e precisamos de aumentar o esforço de extração”, afirmou o secretário de Estado da Natureza e Florestas, João Paulo Catarino, que falava aos jornalistas à margem da apresentação do plano. O responsável indicou ainda que o Governo vai “propor o alargamento dos períodos de caça ao javali”, com o objetivo de “reduzir substancialmente o efetivo”. “Para já, estamos a equacionar mesmo aumentar os períodos de caça ao javali praticamente para todo o ano”, adiantou.
Já o vice-presidente do ICNF, Paulo Salsa, salientou, na mesma ocasião, que com os resultados deste estudo “inédito” sobre a espécie em Portugal, as autoridades nacionais podem “tomar melhores decisões”: “A população de javalis estima-se entre os 300 mil e os 400 mil exemplares, tem uma taxa de crescimento muito grande e tem muito alimento disponível. Portanto, precisamos de reduzir esta população entre 10% a 20%, nos próximos cinco a dez anos”, alertou.
“Não nos podemos esquecer que a ameaça da peste suína africana é latente a nível europeu. Neste momento, já se encontra no norte de Itália e, apesar de parecer longe, temos de ter informação que nos permita atuar de uma forma racional e consistente”, notou ainda Carlos Fonseca, do Laboratório Colaborativo ForestWISE, um dos autores do estudo que implicou a instalação de mais de 400 câmaras fotográficas de infravermelhos em vários locais de 16 áreas-piloto e a captura de animais para a colocação de coleiras com GPS, entre outras metodologias.
Período de caça e prejuízos
Recorde-se que, este ano, para travar este aumento, a caça ao javali foi autorizada pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), inicialmente até 31 de Maio, através de esperas diurnas ou noturnas, com ou sem recurso a luz artificial, dentro ou fora do período de Lua Cheia. O ICNF acabou por alargar o prazo, entre 1 de Julho e 30 de Setembro, e autorizou a realização de batidas com cães em culturas agrícolas afetadas pelos javalis.
De acordo com o levantamento divulgado em julho pela Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo (ANPROMIS), os prejuízos provocados por estes animais nas searas de milho em Portugal ascenderam a oito milhões de euros, em 2022. No mesmo documento conclui-se que o aumento descontrolado da população de javalis que se tem verificado nos últimos anos no nosso país, “está a causar avultados e crescentes prejuízos no setor agrícola nacional”. Ou seja, para lá das culturas de milho. Além disso, frisa o mesmo documento, nem mesmo o abate de 20 mil a 30 mil por ano é considerado suficiente pelos agricultores, pelo que defendem medidas imediatas para que o problema não se torne “incontrolável”.
Segundo Jorge Neves, presidente da Associação de Produtores de Milho e Sorgo de Portugal (ANPROMIS), o principal responsável por criar condições para a resolução do problema é o Estado, desde logo “agilizando processos quando é necessário atuar”: “Cabe depois a todos os atores a sua quota parte de responsabilidades, desde os agricultores (identificando precocemente os problemas e tomando medidas de prevenção), sem esquecer as entidades gestoras de zonas de caça que devem acautelar uma gestão sustentável dos javalis e promover a sua compatibilização com os demais valores em presença»”, frisava em janeiro ao Nascer do SOL. Não obstante, para além das medidas de gestão das populações pela caça, seria benéfico, acrescentou, “apoiar os agricultores a instalarem nas suas culturas sistemas de vedações ou convencionais e/ou elétricas para minimizar estragos”. “Esses apoios poderiam provir dos fundos comunitários para a agricultura”, exemplificou.
Nas áreas urbanas, onde os animais são avistados a passear - mas, por norma, não se aproximam das pessoas por “medo” -, os maiores prejuízos são ao nível dos relvados que, segundo Valter Espada, morador de Vila Nova de Santo André onde o problema se intensificou este verão, estão “todos revirados”. “Acredito que sejam zonas frescas, já que são regadas à noite e têm muito alimento, nomeadamente minhocas», explicava ao Nascer do SOL em agosto.
Na mesma altura, David Gorgulho, Presidente da Junta da mesma cidade, explicava que os animais chegam em busca de uma minhoca presente nos espaços verdes. “Temos muitos espaços verdes aqui… Eles circulam nas imediações e têm um faro apuradíssimo”, afirmava, garantindo que os animais só são perigosos se se sentirem ameaçados na presença das crias. De acordo com o governante os maiores problemas são ao nível do espaço público e dos acidentes rodoviários. Interrogado sobre as medidas implementadas para mitigar o problema, David Gorgulho revelou que a Câmara Municipal de Santiago do Cacém começou a colocar alimentação devidamente autorizada pelo ICNF em algumas zonas estratégicas, pegando nos caminhos que estes percorrem para chegar até à cidade.
Estudo diz que 77% das aves agrícolas reduziram a sua presença na Europa na última década
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| Picanço-barreteiro. Foto: Bouke ten Cate/WikiCommons |
Culturas agrícolas, pastagens e outros espaços abertos são habitats que acolhem espécies de aves emblemáticas.
Uma nova investigação do European Bird Census Council, publicada na revista Conservation Biology e liderada pelo CREAF, pelo Institut Català d’Ornitologia (ICO) e pelo Centre Tecnològic Forestal de Catalunya (CTFC), analisou 43 espécies de aves associadas a paisagens agrícolas em todos os países europeus. O estudo alerta que 77% reduziram a sua presença na última década, um dado também relacionado com o declínio das suas populações.
Esta tendência pode ter consequências graves, já que estas aves desempenham funções essenciais, como o controlo natural de pragas e insetos, a dispersão de sementes e, de forma geral, a indicação do estado de saúde dos ecossistemas.
Entre as regiões mais afetadas estão a Península Ibérica, França e Itália, bem como vários países da Europa Central, como a Polónia e a República Checa.
Para desenvolver o estudo, a equipa criou uma ferramenta capaz de gerar mapas de distribuição de aves atualizáveis com elevada frequência, com o objetivo de apoiar políticas de conservação e de restauro.
“O estudo resulta de um trabalho de colaboração extraordinário entre diferentes elementos da comunidade científica, ornitólogos de campo e todas as organizações ornitológicas que monitorizam aves nos países europeus”, comentou, em comunicado Sergi Herrando, presidente do EBCC, investigador do CREAF e do ICO, e autor principal do estudo. “Graças a isso, conseguimos integrar dados que nos permitem saber com grande detalhe onde as populações de aves agrícolas aumentam, diminuem ou se mantêm estáveis”, acrescentou.
Algumas espécies mostram uma regressão clara na Península Ibérica, como o alcaravão (Burhinus oedicnemus) que, “muito provavelmente, está a sofrer os efeitos da intensificação agrícola”, segundo Herrando.
Outras espécies em declínio são o picanço-barreteiro (Lanius senator) e o chasco-ruivo (Oenanthe hispanica).
Em contraste, algumas espécies apresentam melhorias localizadas. É o caso do rolieiro (Coracias garrulus) que, apesar da tendência global negativa, tem registado aumentos em zonas específicas do nordeste da Península Ibérica. “Esta melhoria pode explicar-se, pelo menos em parte, pelos esforços de conservação realizados nessas áreas”, acrescentou Herrando.
Embora as causas do declínio não tenham sido analisadas diretamente neste estudo, os investigadores apontam para uma combinação de fatores. São eles o uso de produtos químicos na agricultura intensiva, o abandono rural — que favorece a expansão da floresta em detrimento dos espaços abertos —, fenómenos climáticos extremos como chuvas torrenciais, que podem destruir ninhos e ovos, e o aumento da temperatura, que dificulta a manutenção das populações de algumas espécies na região mediterrânica.
Os mapas foram elaborados com base em dados recolhidos no âmbito do Pan-European Common Bird Monitoring Scheme (PECBMS). “O resultado é uma resolução muito elevada à escala europeia, de 10×10 km. É como ter uma lupa que nos permite observar as mudanças nas populações de aves a uma escala muito local”, sublinha Guillem Pocull, um dos autores principais deste estudo. A análise incidiu sobre dois períodos de cinco anos: 2013–2017 e 2018–2022.
Os investigadores acreditam que a informação deste estudo é fundamental para orientar medidas de conservação e restauro, bem como para avaliar a sua eficácia.
Um exemplo é o picanço-real (Lanius meridionalis), cuja avaliação do estado de ameaça por parte da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) poderá beneficiar destes novos dados.
Segundo os investigadores, a espécie — que só ocorre na Península Ibérica e no sul de França — encontra-se próxima de uma categoria de ameaça. “Os dados mostram que não só não recuperou nos últimos dez anos, como existem vastas áreas onde perdeu presença de forma significativa.”
Outro caso é o da rola-brava (Streptopelia turtur), que perdeu presença entre 2013 e 2022, mas que apresentou uma recuperação recente após a moratória à caça imposta pela União Europeia. Atualmente, a caça voltou a ser permitida, mas os investigadores sublinham que a nova metodologia permitirá acompanhar a evolução da espécie a curto prazo e identificar rapidamente eventuais novos declínios.
O estudo contou com a participação de dezenas de instituições científicas e organizações ornitológicas de toda a Europa, coordenadas pelo EBCC através do projeto PECBMS.
Constantim: Missa campal e feira levaram portugueses e espanhóis à ermida de Nossa Senhora da Luz
No Domingo, dia 26 de abril, a romaria dedicada a Nossa Senhora da Luz, em Constantim, voltou a atrair a vinda de muito público, portugueses e espanhóis, para participar na missa campal e fazer compras na feira franca, instalada na zona envolvente à ermida da Luz.
Este ano, a missa dominical foi presidida pelo padre Manuel Marques e concelebrada, pelo pároco de Moveros, Pablo Cisneros e pelo pároco de Vimioso, Rufino Xavier. Na homília da missa, o padre Rufino Xavier destacou o modelo de Bom Pastor, que é Jesus.
A celebração religiosa terminou ao final da tarde de Domingo, com a procissão de regresso da imagem de Nossa Senhora da Luz, à igreja matriz de Constantim, animada pela música da Banda Filarmónica Mirandesa.
FESTA DA SERRA DESTACA PRODUTOS LOCAIS EM MIRANDELA
A Serra dos Passos, no concelho de Mirandela, volta a acolher a Festa da Serra e Feira dos Produtos da Terra, um evento que reúne produtores e visitantes na promoção dos produtos regionais. A iniciativa reforça a identidade local e dinamiza a economia, através da valorização dos recursos endógenos e do contacto direto entre produtores e público.
Jornalista: Vitória Botelho
JOGOS TRADICIONAIS ASSINALAM 25 DE ABRIL EM ALFÂNDEGA DA FÉ
A atividade reuniu participantes de várias idades, proporcionando momentos de convívio e preservação de tradições populares, ao mesmo tempo que serviu como fase de apuramento para futuras competições.
O evento teve como principal objetivo selecionar os representantes do concelho para o Campeonato de Jogos Tradicionais das Terras de Trás-os-Montes, agendado para o próximo mês de junho, também em Alfândega da Fé. Entre as modalidades dinamizadas estiveram várias práticas típicas da região, contribuindo para a valorização do património cultural imaterial.
A organização destacou a adesão da comunidade e o envolvimento intergeracional, sublinhando a importância destas iniciativas na promoção da identidade local e na dinamização social do território.
Os participantes apurados irão agora representar o concelho na competição regional, num evento que se prevê reunir vários municípios transmontanos e reforçar a continuidade destas tradições junto das gerações mais jovens.
LIMPEZA DE TERRENOS RURAIS DECORRE ATÉ 31 DE MAIO FORA DAS ZONAS DE CALAMIDADE
O prolongamento agora definido pretende assegurar melhores condições para o cumprimento da lei por parte de proprietários, arrendatários e demais responsáveis pelos terrenos, que estão obrigados à gestão de combustível numa faixa de proteção de 100 metros em torno de povoações, zonas industriais, parques de campismo, aterros e outras infraestruturas sensíveis.
O incumprimento destas obrigações legais pode dar origem a contraordenações com coimas que podem variar entre 140 e 5 mil euros. Nos concelhos abrangidos pela situação de calamidade, mantém-se o prazo alargado até 30 de junho.
A verificação do cumprimento destas normas cabe a diversas entidades com competência no território, incluindo forças de segurança, autoridades ambientais e autarquias locais, num esforço articulado de prevenção e redução do risco de incêndio.
ALFÂNDEGA DA FÉ LANÇA APOIO A PROJETOS JOVENS
A iniciativa visa incentivar a participação cívica e o empreendedorismo jovem, desafiando os participantes a apresentarem ideias ou projetos que possam ser implementados a nível local. A proposta considerada vencedora beneficiará de um apoio financeiro até ao montante máximo de cinco mil euros.
As candidaturas devem ser submetidas através do portal online da Câmara Municipal, onde os interessados podem também consultar as normas de participação e os critérios de avaliação. O processo pretende valorizar projetos inovadores e com impacto na comunidade, promovendo o desenvolvimento social e económico do território.
De acordo com a autarquia, esta medida insere-se numa estratégia mais ampla de apoio à juventude e de estímulo à fixação de população jovem no concelho, numa região marcada por desafios demográficos.
Os resultados deverão ser divulgados após o término do período de candidaturas, estando prevista a implementação do projeto vencedor ainda durante o presente ano, com acompanhamento por parte dos serviços municipais.
TORRE DE MONCORVO RECEBEU PROVA DE PESCA DESPORTIVA NOS JOGOS DESPORTIVOS CONCELHIOS
A atividade fez parte do programa anual promovido pelo município, que inclui várias modalidades ao longo do ano, com o objetivo de incentivar a prática desportiva e a participação ativa da população em eventos organizados a nível local.
A prova contou com a presença de praticantes de diferentes idades e níveis de experiência, proporcionando um momento de competição saudável e de contacto com o meio natural. Este tipo de iniciativas contribui para a valorização dos recursos do território e para a dinamização de atividades ao ar livre.
Os Jogos Desportivos Concelhios são organizados pelo Município de Torre de Moncorvo, que tem vindo a apostar na promoção de estilos de vida saudáveis e no reforço da coesão social através do desporto.
GIMONDE PROCURA VOLUNTÁRIOS PARA REPRESENTAR A ALDEIA EM ENCONTRO DE JOGOS TRADICIONAIS
A iniciativa é apresentada como um momento de convívio intergeracional e de valorização das tradições locais, mais do que uma competição, reforçando o espírito comunitário e a preservação dos jogos populares transmitidos ao longo de gerações.
O programa integra várias modalidades, destinadas a diferentes faixas etárias. Entre os jogos para adultos destacam-se o Fito, Malha, Raiola, Relha, Ferro, Paus e a Tração à Corda. Para os mais jovens estão previstos jogos como Corrida de Sacos, Jogo do Burro e Tração à Corda.
A organização local está a apelar à participação de voluntários de todas as idades para formar a equipa da aldeia, sublinhando que não é necessária experiência desportiva, apenas vontade de participar e espírito de comunidade.
As inscrições decorrem junto da Junta de Freguesia até ao dia 29 de abril.
ROMARIA DE NOSSA SENHORA DA LUZ EM CONSTANTIM REÚNE FIÉIS DE MIRANDA DO DOURO E DA RAIA NUMA CELEBRAÇÃO DE FÉ E TRADIÇÃO
A celebração voltou a assumir-se como um momento de encontro entre populações do território raiano, com especial ligação ao concelho de Miranda do Douro, reforçando os laços culturais e religiosos que atravessam a fronteira e se mantêm enraizados na identidade local.
Ao longo do dia, os participantes integraram os diversos momentos religiosos e festivos associados à romaria, que alia a componente espiritual a uma forte dimensão social, reunindo habitantes da região mirandesa e visitantes vindos de ambos os lados da fronteira.
A Romaria de Nossa Senhora da Luz constitui uma tradição com forte expressão em Constantim, sendo preservada com o envolvimento da comunidade local e de entidades religiosas, mantendo a sua relevância no calendário festivo do concelho de Miranda do Douro.
A continuidade desta celebração contribui para a valorização do património imaterial da região e para a dinamização do território, mantendo viva uma tradição que deverá continuar a mobilizar fiéis e visitantes nos próximos anos.
VINHAIS PROMOVE AÇÃO DO PROGRAMA “ALDEIAS SEGURAS PESSOAS SEGURAS” EM TRÊS LOCALIDADES DO CONCELHO
A iniciativa contou com a colaboração das Juntas e Uniões de Freguesia, dos Bombeiros Voluntários de Vinhais e da Guarda Nacional Republicana (GNR), reunindo várias entidades com o objetivo de reforçar a sensibilização da população para a prevenção e autoproteção em caso de incêndios florestais.
Ao longo da ação, foram transmitidas informações sobre comportamentos de prevenção e procedimentos a adotar em situações de risco, com especial enfoque na proteção de pessoas e bens em áreas rurais, frequentemente mais expostas a este tipo de ocorrências.
O programa “Aldeias Seguras Pessoas Seguras” integra a estratégia nacional de proteção civil e é direcionado às comunidades rurais, procurando reforçar a capacidade de resposta das populações e a articulação com os agentes de proteção e socorro no terreno.
A realização destas ações no concelho de Vinhais pretende contribuir para uma maior preparação das comunidades locais face ao risco de incêndios florestais, estando previstas novas sessões no âmbito do mesmo programa em diferentes freguesias do território.
VIMIOSO ASSINALA PRIMAVERA COM EVENTO “PRIMAVERA EM FESTA”
O evento terá lugar no Parque Ibérico de Natureza e Aventura de Vimioso (PINTA) e no Parque de Merendas de Serapicos, integrando um conjunto de atividades dedicadas à celebração das estações do ano, da biodiversidade e das práticas associadas ao meio rural.
A programação inclui caminhadas, oficinas temáticas, demonstrações de produtos locais e momentos de convívio, com o objetivo de proporcionar uma experiência participativa dirigida a diferentes públicos. A iniciativa pretende igualmente reforçar a ligação da comunidade ao território e ao património natural da região.
Nesta edição, será dada particular atenção ao papel das borboletas nos ecossistemas, bem como à importância de estruturas como a Estação da Biodiversidade de Serapicos (EBIO), enquanto instrumento de preservação e monitorização da fauna local.
O “Primavera em Festa” insere-se num ciclo de atividades sazonais dinamizadas pela AEPGA, que visa sensibilizar para a valorização da natureza e das dinâmicas ambientais, estando previsto o envolvimento de participantes de várias idades em atividades educativas e de descoberta do território.
MIRANDA DO DOURO ACOLHE APRESENTAÇÃO DO LIVRO “ECONOMIA CRIATIVA E TERRITÓRIOS INTELIGENTES” NA BIBLIOTECA MUNICIPAL
A iniciativa pretende reunir participantes para um momento de reflexão sobre os desafios e oportunidades associados aos territórios de baixa densidade, com enfoque em estratégias de desenvolvimento baseadas na inovação e na inteligência territorial.
A obra aborda temas relacionados com a economia criativa e a transformação dos territórios rurais, procurando identificar caminhos para a valorização dos recursos locais e para a adaptação a novos modelos de desenvolvimento. A sessão insere-se numa linha de programação cultural e de debate promovida no concelho.
A apresentação do livro será acompanhada por um espaço de discussão sobre o futuro das regiões do interior, num contexto em que a cooperação entre entidades locais e agentes do território assume crescente relevância.
A realização desta iniciativa em Miranda do Douro pretende reforçar o papel do concelho enquanto espaço de debate e reflexão sobre políticas e estratégias de desenvolvimento regional, estando prevista a participação de público interessado nestas temáticas.
Movimento congratula-se com decisão de obrigar centros electroprodutores a pagar IMI
“Louvamos a SEAF pelo cuidado revelado, porque vem ao encontro do que este Movimento sempre disse, e também porque se trata de uma rara afirmação de bom senso de um responsável do Estado, neste domínio”, explicam num comunicado.
“Aquilo que temos à data” são mais de 40 (quarenta) Acórdãos do Supremo Tribunal Administrativo (STA), todos no mesmo sentido, todos votados por unanimidade e todos convergindo no seguinte:
Os centros eletroprodutores de energia (eólicos, fotovoltaicos e barragens) são prédios e estão sujeitos ao IMI, como quaisquer outros prédios;
Todos os equipamentos que são indispensáveis para que esses prédios cumpram a sua função económica (que é a produção de energia elétrica) fazem parte desses prédios e devem ser incluídos no valor das avaliações;
Tudo isto resulta de forma clara e inequívoca da legislação em vigor (o Código do IMI)”, descrevem.
Estes Acórdãos do STA vinculam todos os tribunais portugueses, pelo que está juridicamente assegurado que as concessionárias estão legalmente obrigadas a pagar o IMI.
Neste contexto, o que justifica a insistência do Governo em alterar uma lei cujos tribunais superiores já interpretam de forma contrária às pretensões das concessionárias? “Aquilo que temos” é uma certeza jurídica: o IMI é devido e tem de ser pago, tal como o é por qualquer contribuinte português.
Se o Governo pretende acautelar aquilo que temos, a solução não passa por alterar a lei e muito menos de o fazer apenas para as concessionárias, como foi anunciado.
A justiça colocou uma pedra sobre este assunto e cabe ao Governo cobrar os impostos que são devidos, devendo concentrar-se exclusivamente nisso. A lei não tem de ser alterada. Tem de ser aplicada”, referem.
31ª Feira Franca da Moimenta com mais visitantes e expositores
Manuela Rosário foi de Santulhão até à Moimenta, e conta que faz parte do certame desde 2019. “Faço porque adoro a paisagem, Moimenta é uma aldeia que pertence ao património histórico e não é por acaso.”
Vania Lourenço, vende artesanato e afirma que é bom para promover o que vende. “Marcamos presença porque é sempre bom para promover os nossos produtos, também adoramos a paisagem.”
Firmino Santos é da zona participou, pelo segundo ano, na feira com “produtos feitos em casa, como o pão e o fumeiro”. “Trouxe-me até aqui, a amizade, a família e o bom humor e confraternidade aqui com os conterrâneos. Temos vendido bem, sim. Achamos que até mais vendas do que aquilo que nós pensávamos ter”, frisou.
O autarca local, José Diegues, adiantou que a afluência de visitantes foi maior este ano.
“Está a correr bem, temos um tempo agradável, embora umas ameaças de chuva. Pronto, temos uma feira, com bastante gente, temos mais gente que o ano passado. Temos gastronomia, temos expositores com produtos da terra, este ano temos mais 2 que o ano passado, temos 16 no total, o que é bastante bom para a nossa aldeia.
O programa da Feira Franca da Moimenta conta com vários concursos de animais, entre eles o concurso da Cabra Preta de Montesinho, o décimo quinto concurso concelhio de ovinos da Raça Churra Galega Bragançana e a chega de Touros, que segundo José Diegues atrai muitos visitantes espanhois.
“Traz muita gente, muitos espanhois, eles gostam de vir ver, gostam de almoçar connosco, de confraternizar connosco, eles trazem-nos as delícias deles, que temos uma tradição muito boa que é o polvo, e polvo à feira, como eles dizem, e nós temos aqui as nossas comidas regionais, que são ótimas, e temos animação durante a tarde e a durar até que sejamos resistentes.”
A trigésima primeira edição da Feira Franca da Moimenta, decorreu de 25 a 26 de abril e contou com 16 expositores.
Foto: Proruris Vinhais
GNR investiga furto em armazém agrícola no concelho de Vimioso
A Rádio Brigantia e o Jornal Nordeste sabem que o proprietário terá ficado com um prejuízo a rondar os dois mil e quinhentos euros e que tinha no armazém, uma motoenxada, uma motorossadora e várias ferramentas.
Ainda segundo apurámos, quando o dono chegou ao armazém, sexta-feira, ao final da manhã, a porta encontrava-se fechada e terá sido no momento de a abrir que percebeu que a mesma tinha sido desmontada. Só depois terá dado conta da falta de material, tendo acionado a GNR.
O furto foi confirmado pelo Relações Públicas da GNR de Bragança, o major Hernâni Martins. O mesmo não adiantou mais detalhes referindo apenas que estão a ser tomadas todas as diligências para apurar os factos.




















