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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

BOLHA DOCE MIRANDESA

 Ua bolha doce mirandesa de siete camadas, bien molhadica, a que pecado se bos assemeilha mais: lhuxúria ou guola?

"As Orações de Junqueiro"

 A Casa da Cultura Mirandesa acolhe amanhã, às 18h00, a apresentação da obra "As Orações de Junqueiro", numa edição bilingue em Português e Mirandês, que constitui um importante contributo para a valorização e preservação do nosso património linguístico e literário.
Com coordenação de Henrique Manuel Pereira, tradução de A. Bárbolo Alves e fotografia de Jorge Morais, esta obra reúne história, literatura e identidade, celebrando a riqueza da cultura mirandesa.

Amanhã
18h00
Casa da Cultura de Miranda do Douro

Onde poderemos encontrar vida no nosso Sistema Solar?

 Embora a vida em Marte (e Vénus) seja, desde há muito, uma obsessão para quem se interroga se estaremos sozinhos, existem outros locais no nosso Sistema Solar que podem albergar vida – sob alguma forma.

NASA / JPL-Caltech - Esta representação conceptual mostra a nave Europa Clipper, da NASA, a orbitar Júpiter e sobrevoar Europa, a lua coberta de gelo do gigante gasoso. Com chegada a Júpiter prevista para Abril de 2030, a missão será a primeira a debruçar-se especificamente sobre Europa no âmbito de uma investigação científica pormenorizada. Os três principais objectivos científicos da Europa Clipper são determinar a espessura de cobertura gelada da lua e as suas interacções com o oceano existente sob esta, investigar a sua composição e caracterizar a sua geologia. A exploração pormenorizada de Europa ajudará os cientistas a perceber melhor o potencial astrobiológico dos mundos habitáveis – para além do nosso próprio planeta.

Há milénios que os seres humanos ponderam a possibilidade de existir vida fora do nosso planeta. No entanto, só nas últimas décadas é que a reflexão deu lugar à observação.

Tendo em conta as suas características físicas promissoras e a sua proximidade, Marte era o alvo óbvio para os primeiros esforços de exploração astrobiológica com os “pés no terreno”, mas não é o nosso único objecto de interesse no Sistema Solar. Vénus é uma espécie de anti-Marte: a temperatura média da sua superfície alcança uns escaldantes 464°C, mantidos por uma atmosfera composta por gases com efeito de estufa. No entanto, alguns investigadores propõem que, num momento anterior da sua história, Vénus pudesse ser mais temperado, e potencialmente, albergar vida. Chegou a ser sugerido que as nuvens que envolvem a superfície venusiana actualmente são suficientemente frescas para sustentar vida. Com efeito, foi verificada a presença de fosfina (PH3), um gás produzido pelos organismos na Terra, embora tanto as medições como a sua interpretação tenham sido discutidas vigorosamente. E nem todos os cientistas planetários concordam que a superfície de Vénus tenha sido, em tempos, habitável.

Por enquanto, a Terra continua a ser o sítio perfeito para albergar vida na região interior do Sistema Solar: Marte é demasiado frio, Vénus é demasiado quente. A Terra? Está mesmo no ponto.

O conceito de uma zona habitável – o leque de órbitas em redor de uma estrela no qual a água líquida pode permanecer estável em planetas giratórios – permeia os debates contemporâneos da astrobiologia. Afinal, existe mais do que uma forma de manter a água em estado líquido no nosso Sistema Solar.

Europa é uma lua de Júpiter que fica demasiado longe do Sol para ser aquecida pelos seus raios. Apesar disso, Europa possui um oceano escondido sob uma camada de gelo de água. Desde a década de 1970 que análises da luz absorvida ou reflectida por Europa identificaram H2O na sua superfície. Mais tarde, imagens de satélite confirmaram a face gelada da lua e medições subsequentes da gravidade de Europa demonstraram que a sua superfície é muito fina, estendendo-se 80 a 170 quilómetros até um interior rochoso. Por fim, estudos de magnetismo indicaram que a parte inferior do manto aquoso de Europa é líquido. Juntos, luz, gravidade e magnetismo revelaram a existência de um oceano oculto abaixo da superfície no nosso Sistema Solar.

Como consegue a água manter-se líquida tão longe do Sol? A resposta é “marés”. A maior parte dos leitores conhece as marés da Terra. O nosso planeta e a nossa Lua estão presos um ao outro numa dança gravitacional. Quando a Terra gira sob a Lua, a água do mar é alternadamente puxada para a Lua e, no outro lado do planeta, afasta-se dela, gerando as marés oscilantes que se observam nas orlas costeiras. (O Sol também influencia as marés na Terra, da mesma forma que a Lua, embora com menos intensidade.) As marés também afectam a terra firme, mas como tanto a Terra como a Lua são pesos-leves nas relações gravitacionais existentes no nosso Sistema Solar e, como a órbita da Lua é quase circular, a influência das marés na terra firme é pequena. O mesmo não se aplica às luas que orbitam os planetas gigantes do nosso Sistema Solar: Júpiter e Saturno. Juntos, estes planetas têm 369 luas documentadas, na sua maioria corpos pequenos com órbitas altamente excêntricas. (Nada menos do que 128 luas de Saturno são suficientemente pequenas para só terem sido descobertas no início de 2025.) A forte atracção gravitacional de Júpiter causa marés nas suas luas e, quando os seus interiores são puxados e empurrados para longe do planeta, a fricção resultante gera calor.

Io, a lua mais próxima de Júpiter, aquece tanto que o seu interior rochoso derrete. Por conseguinte, Io é o corpo vulcânico mais activo do nosso Sistema Solar. As três luas seguintes, Europa, Ganimedes e Calisto, não geram vulcões, mas aquecem o suficiente para derreter a parte de baixo das suas superfícies geladas.

Actualmente, há muito interesse astrobiológico em Europa. A luz não consegue penetrar na superfície gelada da lua, mas modelos geoquímicos sugerem que as reacções químicas entre o oceano e o interior rochoso de Europa poderiam gerar energia para sustentar pelo menos uma biosfera limitada. Com efeito, os dados magnéticos indicam que o oceano existente sob a superfície de Europa é salgado, o que nos diz que a água interage quimicamente com as rochas subjacentes. Além disso, as marés fortes induzidas por Júpiter rompem a carapaça gelada de Europa, permitindo que a água do oceano subjacente abaixo chegue à superfície, depositando cloreto de sódio (NaCl ou sal de mesa) e, possivelmente, outros materiais em cima do gelo. Também existem evidências de gelo de dióxido de carbono (o “gelo-seco” das experiências científicas que se fazem na escola secundária), documentando a presença de carbono na superfície de Europa e perto desta. Por conseguinte, as observações de Europa cumprem alguns dos requisitos dos astrobiólogos. Água líquida? Sim. Fonte de energia? Sim. Carbono? Sim. Mas existirá azoto? Fósforo? Ainda não se sabe.

Por enquanto, não sabemos se o oceano existente sob a superfície de Europa será habitável – ou até habitado. Se tudo correr bem, saberemos muito mais dentro em breve. Em Outubro de 2024, a NASA lançou a Europa Clipper, uma missão que promete melhorar dramaticamente o nosso conhecimento sobre o oceano de Europa. Um conjunto de instrumentos irá examinar a química da superfície da Europa, proporcionando um conhecimento mais profundo da composição química das águas do oceano existente em baixo da sua superfície, que aflora episodicamente. Essas fissuras na carapaça gelada de Europa também podem transportar materiais existentes sobre a superfície, incluindo matéria orgânica proveniente de micrometeoritos, para as profundezas do oceano. É improvável que se consigam fazer observações directas de microorganismos, mas a equipa da missão estará alerta para possíveis sinais de uma conversa entre a lua e a vida nos pormenores da química da superfície de Europa. A Clipper deverá chegar a Europa em 2030.

Júpiter não é o único planeta que possui luas com interesse astrobiológico. Com efeito, duas das luas mais fascinantes do Sistema Solar orbitam Saturno: Encélado e Titã.

Encélado é uma lua pequena, com menos de 600 quilómetros de diâmetro e a sua superfície gelada assenta sobre um interior rochoso. Até aqui, parece muito semelhante a Europa, mas existem algumas diferenças intrigantes. A região polar de Encélado contém várias crateras de impacto, prova de que a sua superfície existe há muito tempo, enquanto o hemisfério sul é quase liso, revelando que veio à superfície há relativamente pouco tempo. Uma série de fissuras compridas e quase paralelas, coloquialmente conhecidas como riscas de tigre, marcam a região do pólo sul. Observações feitas pela nave espacial Cassini, da NASA, revelaram que a temperatura destas riscas é alta em comparação com a do resto da superfície da lua. E a Cassini descobriu outra coisa: as riscas são responsáveis por um dos maiores espectáculos do Sistema Solar. Fontes semelhantes a géiseres expelem irregularmente os líquidos que se encontram sob a superfície, com uma força que os faz alcançar centenas de quilómetros de altitude no espaço. À semelhança de Europa, Encélado tem um oceano oculto sob a sua superfície e são as espectaculares emissões deste oceano que trazem continuamente o seu hemisfério sul à superfície.

Tal como no caso de Europa, não iremos perfurar a cobertura gelada de Encélado para recolher amostras do seu oceano tão cedo. No entanto, Encélado oferece-nos uma possibilidade que não temos em Europa. Podemos recolher amostras dos jactos de água salgada que são expelidos para o espaço.

Até à data, sabemos que o oceano existente sob a superfície de Encélado é salgado, o que indica, mais uma vez, que as suas águas reagem quimicamente com o interior rochoso desta lua. Também sabemos que existe hidrogénio (H2), gás de azoto, vestígios de amónia (NH3), e até aminas – moléculas de carbono ligadas a estruturas ricas em hidrogénio e azoto que existem, entre outros sítios, nos aminoácidos que formam as proteínas. Também foram detectados outros compostos contendo carbono, incluindo dióxido de carbono e quantidades residuais de moléculas orgânicas simples como metano, propano, acetileno, formaldeído e benzeno. Além disso, existem razões para acreditar que o interior de Encélado poderá conter fósforo, um elemento fundamental nas biomoléculas terrestres.

Nenhuma destas moléculas exige a presença de vida, mas pensa-se que algumas delas – como o formaldeído e as aminas – desempenharam um papel na origem da vida na Terra.

Não sabemos o que as missões futuras irão encontrar. Encélado pode ou não albergar uma biota microbiana limitada. No mínimo, Encélado será confirmado como outro corpo do nosso Sistema Solar onde existe uma química relevante à base de carbono.

Resta Titã, possivelmente o corpo mais interessante do Sistema Solar, excepto a própria Terra. Titã é a maior lua de Saturno. Possui uma atmosfera densa e nublada e a sua superfície está coberta por rios e lagos. Esta descrição soa semelhante à da Terra e as primeiras imagens da superfície de Saturno, transmitidas para casa pela sonda Huygens, da Agência Espacial Europeia, que pousou na lua em 2005, pareciam estranhamente familiares.

No entanto, essa familiaridade é enganosa. A atmosfera de Titã é maioritariamente composta por gás de azoto e as suas nuvens por hidrocarbonetos; a chuva é de metano e os seus rios e lagos também são de metano líquido. A superfície de Titã é demasiado fria para conter água em estado líquido: a temperatura média da superfície é 179°C negativos. No entanto, existe H2O na superfície de Titã: a superfície sólida desta lua é composta por água. Também poderá haver água em estado líquido nas profundezas, mais uma vez aquecida pela fricção das marés. É pouco provável que alguma vez detectemos vida em Titã, mas a sua química notável pode dizer-nos muito sobre as possibilidades de ambientes e a química à base de carbono longe da Terra.

Em suma, talvez sejamos, ou não, a única vida que ganhou raízes no nosso Sistema Solar. Marte e, possivelmente, Vénus poderão ter albergado organismos no passado e é possível que existam actualmente micróbios nos oceanos existentes sob a superfície das luas que orbitam Júpiter e Saturno. Nenhuma destas possibilidades convence, mas a probabilidade não é nula e a exploração está garantida. Aquilo que podemos afirmar, com toda a certeza, é que, no nosso Sistema Solar, só na Terra é que a conversa entre a vida e o seu lar físico transformou ambos ao longo do tempo. E só na Terra é que a vida persistente evoluiu de modo a formar seres inteligentes capazes de fazer perguntas sobre o universo onde vivemos.

Andrew H. Knoll
Actualizado a 24 de junho de 2026

L Parrico Feio

Toninho Afonso

𝐄𝐱𝐩𝐨𝐬𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨: "𝐋𝐚𝐬 𝐂𝐞𝐬𝐭𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐌𝐚𝐫𝐜𝐨𝐥𝐢𝐧𝐨"

 A Casa da Cultura de Miranda do Douro recebe amanhã, às 17h00, a inauguração da exposição "Las Cestas de Marcolino", uma mostra que presta homenagem à arte da cestaria tradicional e ao saber-fazer transmitido de geração em geração.
Mais do que uma exposição, é um convite para descobrir o talento, a dedicação e a mestria de quem transforma o vime em verdadeiras obras de arte, preservando um património que faz parte da identidade de Miranda do Douro.

Amanhã
17h00
Casa da Cultura de Miranda do Douro

Festas, Festividades e Eventos

PEDRO ABRUNHOSA DESTACA A BELEZA E A IDENTIDADE DE TRÁS-OS-MONTES

PJ detém homem por duas tentativas de homicídio em Macedo de Cavaleiros

 Na sequência dos desacatos ocorridos na madrugada de sábado para domingo, a Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Vila Real, deteve um jovem, de 24 anos, fortemente indiciado pela prática de dois crimes de homicídio, na forma tentada, ocorridos em Macedo de Cavaleiros.


Em comunicado, a PJ explica que esteve em causa um conflito entre dois grupos, um composto por residentes em Macedo de Cavaleiros e outro por pessoas residentes na cidade vizinha de Mirandela.

No decurso da discussão, marcada por trocas de insultos e ameaças, o suspeito terá empunhado uma navalha e desferido golpes nas costas de dois jovens, de 21 e 22 anos.

Recorde-se que os desacatos foram registados por volta das 05h17. De que referir os acontecimentos decorreram fora do recinto onde aconteciam as festividades.

As vítimas sofreram lesões e tiveram de ser encaminhadas para o Hospital de Bragança.

O detido vai ser presente à autoridade judiciária competente para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação consideradas adequadas.

A investigação prossegue a cargo da Polícia Judiciária, no âmbito de inquérito titulado pelo Ministério Público de Macedo de Cavaleiros.

Maria João Canadas

Semana da Cultura Mirandesa arranca com a Festa dos Pendões e celebra os 481 anos da elevação de Miranda do Douro a cidade

 Os pendões voltaram a percorrer as ruas de Miranda do Douro e deram o pontapé de saída para a Semana da Cultura Mirandesa, iniciativa que serve para assinalar os 481 anos da elevação de Miranda do Douro a cidade.


Os pendões são enormes estandartes de tecido, com cores e símbolos próprios de cada localidade, cuja origem poderá remontar aos tempos da Reconquista Cristã. Durante séculos identificaram comunidades e acompanharam cerimónias religiosas, mas muitos acabaram esquecidos em igrejas, capelas ou arrecadações. Entre quem continua a manter viva esta tradição está João Pedro Luís, natural de Aldeia Nova, que transportou o pendão da sua terra. “Este foi o único pendão de toda a vida saiu. Este é que deu a vida a todos os outros pendões. Nunca esteve encerrado, quer dizer, está durante o ano, mas sempre saiu na festa de São João das Arribas. Isto era um símbolo de guerra e agora faz parte de um símbolo de união entre as pessoas. Os pendões eram a marca do território. Então, em vez de andarem uns contra os outros, agora juntaram-se e uniram-se, que é a coisa mais linda do mundo, unir os pendões”. 


O desfile reuniu estandartes das aldeias mirandesas e das regiões espanholas vizinhas. Um trabalho desenvolvido pela Associação da Língua e Cultura Mirandesa permitiu localizar muitos desses pendões, restaurá-los ou recriá-los, devolvendo-lhes o lugar que ocupam hoje nas celebrações da identidade mirandesa. E é assim que, desde 2015, este desfile se realiza anualmente em Miranda.

Na Festa dos Pendões, a presidente da Câmara de Miranda do Douro, Helena Barril, recordou que a iniciativa nasceu precisamente da necessidade de preservar um património que corria o risco de desaparecer. “Bem-haja o momento em que se iniciou este evento, que permite ir partilhando com o lado de lá essa comunhão. Dá-nos muita satisfação. Percebemos que é um dos fortes elementos identitários do território. Como tem essa relevância, também não poderíamos deixar, enquanto executivo, de estar a apoiar esta iniciativa e continuar a seguir o seu caminho. Isto une os povos e percebermos que temos muito a unir-nos que a separar-nos”.


Com 481 anos de história, apesar da riqueza patrimonial e cultural, Helena Barril admite que o principal problema do concelho continua a ser a perda de habitantes. “Neste momento falta população, à semelhança do que acontece em muitos territórios de Portugal, a perda da população nativa. Temos sentido, ao longo dos últimos anos, a vinda até nós de comunidades de imigrantes, o que também nos dá e reforça muito a esperança no futuro, mas gostaríamos também que houvesse da população nativa, que não se perdesse tanto essa população. Muito do trabalho que desenvolvemos também é para modernizar Miranda, trazer população até ao território, mas de facto para esse desidrato temos que também ter muito apoio do Governo Central”. 

A Festa dos Pendões marcou apenas o início da Semana da Cultura Mirandesa, organizada para assinalar os 481 anos da elevação de Miranda do Douro a cidade, concedida por D. João III. Ao longo da semana decorrem concertos, exposições, apresentações de livros, recitais, espetáculos de dança, atuações dos Pauliteiros, música clássica, ópera e várias cerimónias institucionais.


domingo, 5 de julho de 2026

A Feira Agrícola de Braganca continua a ser destaque. Um agradecimento especial à Caixa de Crédito Agrícola de Bragança. 📺 Assista na íntegra a reportagem emitida pela RTP.

"Música na Praça 2026"

Carrazeda de Ansiães vai encher-se de animação de 22 a 24 de julho! 
Teremos dias repletos de música, dança e uma mostra de produtos locais que não pode perder.

Festas, Festividades e Eventos

1878 – Regista-se uma taxa de analfabetismo de 62,3% na Cidade de Bragança e de 83,6% no seu Concelho.

OS FIDALGOS

SORTES

ANDRÉ MANUEL FREIRE DE ANDRADE, doutor em direito pela Universidade de Coimbra, cavaleiro professo na Ordem de Cristo, e sua mulher D. Ana Maria da Assunção, residentes em Sortes, concelho de Bragança, obtiveram em 1783 licença para oratório particular nas suas casas de moradia (550).
O doutor André Manuel Freire de Andrade faleceu em Sortes, donde era natural, a 27 de Setembro de 1827, deixando por administradora do vínculo instituído em 1767 por seu tio João Freire, abade de Sobreiró, concelho de Vinhais, a sua irmã D. Isabel Maria Freire de Andrade.
Tinha bens nos Avantos e no Romeu, concelho de Mirandela.
Deixou à igreja de Sortes um quadro do Coração de Jesus e um espelho para a sacristia.
O escrivão que fez o testamento residia em Bragança na Rua dos Prateiros(551).

SOUTELO DA GAMOEDA

1º D. CATARINA DE SANTO ANTÓNIO e D. Maria Caetana do Espírito Santo, naturais de Soutelo da Gamoeda, filhas de Baltasar Fernandes Serrão, de Soutelo da Gamoeda, concelho de Bragança, e de D. Maria Giraldes, de Paradinha do Outeiro, professaram no convento de São Bento de Bragança em 1732 (552).
2º ROQUE DE SEIXAS SERRÃO nasceu em Soutelo da Gamoeda a 10 de Agosto de 1761 e recebeu a ordem de missa em 1788(553).
Era filho de Diogo Serrão, de Soutelo da Gamoeda, e de D.Maria José Jorge, de Zoio.
Neto paterno de Baltasar Serrão, de Soutelo da Gamoeda, e de D. Maria Giraldes, de Paradinha do Outeiro.
Neto materno de Brás Jorge e de D.Maria Pires, ambos de Zoio.
3º D.MARIA JOANA DE S. JOSÉ (no século D.Maria José), irmã do precedente, nasceu em Soutelo da Gamoeda a 24 de Fevereiro de 1745 e foi baptizada pelo doutor Francisco Giraldes Pavão, cónego da Sé de Miranda do Douro.
Professou no Convento de S. Bento de Bragança em 1771 (554). No processo para noviciar, feito em 1770, seu pai tem o nome de Diogo José Serrão e Vasconcelos.
4º D. MARIA TERESA DO ESPÍRITO SANTO nasceu em Bragança (Santa Maria) a 23 de Agosto de 1732, sendo seu padrinho, por procuração, D. Rodrigo de Sousa Coutinho, de Lisboa.
Era filha de Francisco Lopes de Morais, de Bragança, e de D. Ana de Seixas, de Soutelo da Gamoeda.
Neta paterna de Bartolomeu Pires, de Vila Boa de Ousilhão, e de D.Maria Lopes, de Moimenta.
Neta materna de Baltasar Serrão, de Soutelo da Gamoeda, e de D.Maria Giraldes,de Paradinha do Outeiro.
Professou no convento de S. Bento de Bragança em 1748(555).
5º D. ANA LUÍSA GERTRUDES, irmã da precedente, nasceu em Bragança (Santa Maria) em 1737 e professou no mesmo convento em 1756(556). (Ver Paradinha do Outeiro, pág. 375).
Em Soutelo da Gamoeda não há hoje o apelido Serrão; existe somente o de Serra, que coexistiu com aquele, pois temos notícia em 1798 do padre João Afonso da Serra (557), e em 1699 do padre Pedro Serra (558).
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(550) Museu Regional de Bragança, maço Capelas.
(551) Ibidem, Cartório Administrativo, livro 122, fol. 27 v.
(552) Ibidem, Freiras de São Bento.
(553) Ibidem, maço Ordinandos – Soutelo da Gamoeda.
(554) Museu Regional de Bragança, maço Freiras de São Bento.
(555) Ibidem.
(556) Ibidem.
(557) Museu Regional de Bragança.
(558) Ver Paradinha de Outeiro, nota na p. 373.
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MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA

ÚLTIMA HORA: DESPISTE DE MOTA EM MIRANDELA FAZ UM FERIDO GRAVE DE 22 ANOS

 Um homem de 22 anos ficou gravemente ferido na sequência de um despiste de motociclo ocorrido na manhã deste domingo, numa estrada rural de acesso à localidade de Suçães, no concelho de Mirandela.


Segundo informações confirmadas ao Canal N pelos Bombeiros Voluntários de Mirandela, o alerta para a ocorrência foi registado pelas 8h40.

De acordo com a mesma fonte, a vítima, do sexo masculino, “sofreu ferimentos considerados graves, tendo sido inicialmente transportada para o Hospital de Mirandela para receber assistência médica.”

Ainda segundo os Bombeiros Voluntários de Mirandela, o helicóptero do INEM aterrou por volta das 13h30 no campo desportivo da Reginorde, em Mirandela. Foi também indicado que "a vítima será agora transportada do hospital de Mirandela para o local do helicóptero por ambulância", seguindo depois por via aérea para uma unidade hospitalar no Porto, “onde deverá permanecer sob cuidados intensivos".

Relativamente às circunstâncias do acidente, a informação avançada pelos bombeiros aponta para “um despiste sem envolvimento de terceiros”, tendo o condutor perdido o controlo do veículo por motivos que permanecem por apurar.

As causas exatas do acidente deverão agora ser esclarecidas pelas autoridades competentes.

Jornalista: Vitória Botelho

TITO

NOITE DE SÃO PEDRO TERMINA COM DOIS FERIDOS APÓS EPISÓDIO DE VIOLÊNCIA EM MACEDO DE CAVALEIROS

 Dois jovens ficaram feridos na madrugada deste domingo, na sequência de um episódio de violência registado durante o final das Festas de São Pedro, em Macedo de Cavaleiros.


Segundo informações exclusivas confirmadas ao Canal N pelos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros, “o alerta para a ocorrência foi recebido às 5h17, tendo sido mobilizadas duas ambulâncias da corporação para o local, destinadas ao socorro de duas vítimas. O primeiro despacho operacional ocorreu às 6h24.”

No local estiveram também elementos da GNR de Macedo de Cavaleiros e militares do Corpo de Intervenção da GNR, que se encontravam destacados para assegurar a segurança das festividades.

De acordo com relatos de fontes presentes no local, as vítimas “seriam dois jovens na casa dos 20 anos e terão sofrido ferimentos na zona das costas provocados por um objeto cortante". Contudo, estas informações não foram, até ao momento, oficialmente confirmadas pelas autoridades ou entidades de socorro.

As vítimas receberam assistência inicial e foram encaminhadas para o Hospital de Macedo de Cavaleiros para uma primeira avaliação clínica. Segundo informação transmitida ao Canal N pelos Bombeiros de Macedo de Cavaleiros, "foi feita uma primeira triagem no Hospital de Macedo de Cavaleiros" e, posteriormente, "a pedido do CODU", os dois feridos “foram transportados para a urgência do Hospital de Bragança para acompanhamento médico diferenciado.”

As circunstâncias da ocorrência permanecem por esclarecer.

Jornalista: Vitória Botelho

O 𝑻𝒐𝒓𝒏𝒆𝒊𝒐 𝒅𝒂 𝑭𝒖𝒏𝒄̧𝒂̃𝒐 𝑷𝒖́𝒃𝒍𝒊𝒄𝒂 voltou a juntar Bragança dentro e fora de campo.

 Ao longo de várias semanas, equipas de diferentes instituições encontraram no futsal um espaço de convívio, amizade, competição saudável e aproximação entre pessoas que todos os dias trabalham em prol da nossa comunidade.
O jogo final e o convívio de encerramento foram o retrato desse espírito: respeito, boa disposição e uma tradição que continua bem viva em Bragança.

Uva está ao rubro e a animação faz-se sentir em cada canto da aldeia! Se ainda não veio, ainda vai a tempo!