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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

ONDE SE FALA DO BRASIL E DA LÍNGUA PORTUGUESA

Por: Humberto Pinho da Silva 
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")


 Ainda não tinha trinta anos, quando cheguei à pauliceia; permaneci estupefacto: pela grandiosidade da cidade! Não digo: abismado.  As artérias bem rasgadas; o ruído frenético das viaturas; e os vivos pregões peculiares, que animam a agitada capital, estonteiam qualquer europeu.

Encantado fiquei, ao deambular pelo recatado “Alto de Pinheiros”, e mais ainda – ao deparar em graciosa residência, desse aristocráto bairro, a terna companhia de jornada.

Serve o introito, para exprimir a mágoa que senti ao deparar, recentemente, a seguinte notícia, no jornal: " O Globo":

Apareceu no festival: " Remexe Rio", escritor angolano, asseverando - que a língua portuguesa devia mudar de nome (!) - já que foi enxertada de vocábulos de outras línguas.

O nome sugerido foi: " Língua Geral"!!!

O desconchavo não admira – porque o palco apropriado para esses destemperos, não podia ser, senão o Brasil.

Já em 1923, mais propriamente a 7 de setembro, o " Correio do Povo" de Porto Alegre, apresentava – o parecer do Académico brasileiro, Conde de Afonso Celso, profetizando que a língua brasileira, será tão diferente da portuguesa, como esta é do latim.

Medeiros e Albuquerque, homem de letras brasileiro, afirmou, em 1913, que: " O eixo da literatura portuguesa se deslocará, em breve tempo, inevitavelmente, para o Brasil, a metrópole da nossa língua" (!)

 Portuguesa ou brasileira? Porque alguns intelectuais, chegaram a criar a: Academia de Letras da Língua Brasileira!...

Agostinho de Campos, escreveu, e bem, em: " Ler e Tresler", ao ter conhecimento de tanto disparate: " O patriotismo português esclarecido, não tem que arreliara-se, quando lê ou ouve dizer, que a língua portuguesa vai morrer no Brasil. Tem, sim, evitar que ela morra ou desapareça, por culpa dos portugueses."

Em abono da verdade, devo dizer: – a classe culta do Brasil, procura falar e escrever, o mais corretamente, que sabe - sem gíria e neologismos; a prova disso: é a carta que o Professor Rafael Correia, Lente da Universidade de S. Paulo, escreveu ao filólogo, Cândido de Figueiredo, que vem publicado em: " Falar e Escrever":

" Se os brasileiros pensassem bem, teriam mais carinho pela língua portuguesa, e tratariam de a falar melhor, visto que foi com ela, que se escreveu o maior poema do mundo: "Os Lusíadas", o único que não narra vãs façanhas, fantásticas, fingidas, mentirosas."

Já que abordo desacertos, contarei: Estando em Florianopolis – pouco antes de Portugal ter adotado o euro, – vi na lista telefónica, dessa cidade, trajada de negro, isto ou frase semelhante: Portugal roubou-nos o ouro! Não merece comentário.

Ramalho, nas "Farpas", refere-se a um tal Medeiros, que proferiu na Sobornne, palavras pouco lisonjeiras a D. João VI. Concluindo, que era: " Comilão, e de inteligência fraca"

Esclarece Ramalho: Se o Rio possui – tapeçarias, joias, porcelanas, prata cinzeladas, do século XV e XVI, deve ao sumptuoso recheio, dos paços: de Bemposta, de Mafra, de Sintra e de Ajuda, que o Rei e Sua nobre comitiva, levaram para Santa Cruz. - Creio, que por lá ficou; digo eu.

Acrescenta Ramalho: O Diretor da Biblioteca Nacional do Rio – criada com os livros de D. João – encontrou perdidas, preciosas gravuras de Doré – que pertenciam a D. João.

Na hipótese ridícula, de quererem acertar contas, duvido quem ficaria a ganhar...

Já que falo "de acertar contas", lembrei-me agora, que apareceu, Professor guineense da Universidade de Bristol, que pretende que a Europa repare os países africanos, do que ficaram lesados!... 

Quando será, que os povos de antigas colónias, deixam de ter complexos?


Humberto Pinho da Silva
nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG” e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".

Sr. (Maestro) Carneiro

Festas, Festividades e Eventos

Festas, Festividades e Eventos

PROJETO "SABERES CRUZADOS" LEVOU JOVENS A DESCOBRIR A TRADIÇÃO DOS CUSCOS DE VINHAIS EM PAÇÓ

 Campo de Férias Municipal promoveu encontro entre gerações para preservar um dos mais emblemáticos patrimónios gastronómicos transmontanos


A aldeia de Paçó, no concelho de Vinhais, foi ontem palco de mais uma etapa do projeto "Saberes Cruzados", iniciativa promovida pelo Município de Vinhais que continua a aproximar gerações através da valorização das tradições, dos costumes e do património cultural do concelho.

No terceiro dia de atividades, os participantes do Campo de Férias Municipal tiveram a oportunidade de descobrir um dos maiores símbolos da gastronomia local: os tradicionais cuscos de Vinhais, aprendendo, diretamente com as artesãs da aldeia, as técnicas ancestrais da sua confeção.

Guiadas pela experiência e pelo saber transmitido ao longo de gerações, as artesãs ensinaram aos mais novos todo o processo artesanal, desde a preparação da massa com farinha de trigo, água e sal, até ao delicado trabalho de moldar manualmente os pequenos grãos e passá-los pela criva, preservando uma prática que continua a marcar a identidade gastronómica da região.

Mais do que uma oficina culinária, a atividade transformou-se num verdadeiro momento de partilha de memórias e vivências. As crianças ouviram relatos sobre a importância dos cuscos na alimentação das famílias transmontanas, sobretudo durante os rigorosos meses de inverno, percebendo o valor histórico e cultural deste alimento tradicional.

A iniciativa voltou a evidenciar o papel fundamental da população sénior na preservação do património imaterial, promovendo o diálogo entre gerações e despertando nos mais jovens o interesse pelas tradições que fazem parte da identidade de Vinhais.

Jornalista. Paulo Silva Reis
Fotos: DR

IPB CONCLUI PRIMEIRA PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO AUTÁRQUICA E PREPARA NOVA EDIÇÃO

 Formação reuniu profissionais de nove municípios das Terras de Trás-os-Montes para reforçar competências na Administração Local


A Escola de Negócios do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) concluiu a 1.ª edição da Pós-graduação em Gestão Autárquica, uma iniciativa que reuniu 20 profissionais provenientes de nove municípios das Terras de Trás-os-Montes, reforçando a qualificação técnica dos quadros da Administração Local.

Promovida em parceria com a Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), a pós-graduação foi concebida para responder aos novos desafios da gestão municipal, proporcionando formação especializada em áreas estratégicas para o desenvolvimento dos territórios e para a modernização da administração pública.

Ao longo da formação, os participantes aprofundaram conhecimentos e desenvolveram competências essenciais para enfrentar as exigências atuais da governação local, contribuindo para uma gestão pública mais eficiente, inovadora e orientada para as necessidades das populações.

O sucesso da primeira edição, aliado ao elevado interesse demonstrado pelos formandos e pelas entidades parceiras, levou já à preparação de uma segunda edição da pós-graduação, reforçando a aposta do IPB e da CIM-TTM na formação contínua e na valorização dos recursos humanos das autarquias.

Jornalista. Paulo Silva Reis
Foto: DR

VICE-PRESIDENTE DA CCDR-NORTE REFORÇA COOPERAÇÃO COM A ULS DO NORDESTE EM VISITA INSTITUCIONAL

 O vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-Norte) para a área da Saúde, Jorge Mendes, realizou ontem uma visita institucional à Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULS do Nordeste), numa jornada dedicada ao reforço da cooperação entre as duas entidades e à valorização da resposta em saúde no interior do país.


Durante a manhã, o responsável percorreu vários serviços e instalações da ULS do Nordeste, tendo contactado de perto com a realidade assistencial da instituição, conhecendo os principais projetos em curso, bem como os desafios associados à prestação de cuidados de saúde numa região marcada pela dispersão geográfica e pelo envelhecimento da população.

A visita prosseguiu durante a tarde com uma reunião de trabalho entre a administração da ULS do Nordeste e o vice-presidente da CCDR-Norte, na qual foram analisadas matérias estratégicas relacionadas com o desenvolvimento do setor da saúde, a coesão territorial e o reforço da resposta às necessidades das populações da região.

O encontro permitiu ainda consolidar a articulação institucional entre as duas entidades, evidenciando a importância do trabalho conjunto na definição de soluções que contribuam para um sistema de saúde mais eficiente, acessível e adaptado às especificidades do território.

No final da visita, a Unidade Local de Saúde do Nordeste agradeceu a presença de Jorge Mendes, reafirmando o compromisso de continuar a desenvolver uma estreita colaboração com a CCDR-Norte, tendo como objetivo fortalecer a rede de cuidados de saúde e promover uma resposta cada vez mais integrada, próxima e centrada nas pessoas.

Jornalista. Paulo Silva Reis
Foto: DR

FESTAS DE MIRANDELA GANHAM GEOPORTAL INTERATIVO PARA FACILITAR A MOBILIDADE E A EXPERIÊNCIA DOS VISITANTES

 Nova plataforma digital reúne mapas, condicionamentos de trânsito, percursos e informação útil sobre as Festas da Cidade e de Nossa Senhora do Amparo


O Município de Mirandela lançou um geoportal interativo dedicado às Festas da Cidade e de Nossa Senhora do Amparo, uma nova ferramenta digital que pretende facilitar a circulação e melhorar a experiência de residentes e visitantes durante um dos maiores eventos do concelho.

A plataforma disponibiliza, num único espaço, toda a informação essencial sobre as festividades, permitindo consultar de forma simples e intuitiva os condicionamentos de trânsito, as diferentes áreas do recinto e os percursos das principais iniciativas que integram o programa.

Entre as funcionalidades disponíveis destacam-se os itinerários das procissões, das atividades desportivas, da Marcha Luminosa e da emblemática Noite dos Bombos, possibilitando aos utilizadores planear antecipadamente as suas deslocações e acompanhar mais facilmente os momentos de maior afluência.

Através de mapas interativos, o geoportal oferece uma navegação prática e atualizada, contribuindo para uma melhor gestão da mobilidade e reforçando a segurança e o conforto de todos os que participam nas festividades.

Com esta aposta na inovação e na utilização de ferramentas digitais, o Município de Mirandela pretende proporcionar uma organização mais eficiente das Festas da Cidade e de Nossa Senhora do Amparo, promovendo uma experiência mais acessível, informada e cómoda para milhares de visitantes.

O geoportal pode ser consultado AQUI.

Jornalista. Paulo Silva Reis
Foto: DR

GRIJÓ ACOLHE XIII ENCONTRO EQUESTRE COM DOIS DIAS DEDICADOS À TRADIÇÃO, AO CAVALO E À CONVIVÊNCIA

 Evento decorre nos dias 25 e 26 de julho e promete reunir participantes e visitantes de toda a região em Macedo de Cavaleiros


A freguesia de Grijó, no concelho de Macedo de Cavaleiros, prepara-se para receber, nos dias 25 e 26 de julho, a XIII edição do Encontro Equestre, uma iniciativa que se tem afirmado como uma das principais referências da promoção da cultura equestre na região de Trás-os-Montes.

Ao longo de dois dias, o evento reunirá cavaleiros, criadores, aficionados e visitantes num programa diversificado, concebido para valorizar a tradição ligada ao cavalo e proporcionar momentos de lazer para todas as idades.

A programação integra provas de perícia e de obstáculos, workshops temáticos, passeios a cavalo, cavalgadas, espetáculos equestres, animação musical e diversos momentos de convívio, numa combinação entre competição, demonstração e celebração das tradições rurais.

Mais do que um encontro de apaixonados pelo mundo equestre, a iniciativa pretende preservar e divulgar um património profundamente enraizado no território, promovendo simultaneamente a freguesia de Grijó e o concelho de Macedo de Cavaleiros como destinos ligados à ruralidade, à tradição e ao turismo de natureza.

A organização espera uma forte adesão de participantes e público, reforçando o estatuto do Encontro Equestre de Grijó como um dos acontecimentos mais emblemáticos do calendário local, onde o cavalo assume o papel de protagonista numa verdadeira celebração da cultura, da identidade e da convivência comunitária.

Jornalista. Paulo Silva Reis
Fotos: DR

Macedo de Cavaleiros regista aumento na procura de habitação

 Macedo de Cavaleiros e Miranda do Douro estão entre os concelhos do interior que mais registaram aumento na procura de habitação no segundo trimestre deste ano.


A conclusão é de um estudo do Imovirtual, avançado pelo Diário de Notícias, que aponta Miranda do Douro como líder no aumento da procura, com 87,9%, enquanto Macedo de Cavaleiros registou uma subida de 39,3%.

O estudo trimestral indica que o mercado imobiliário português continua fortemente concentrado no litoral, mas que o interior começa a ganhar terreno.

O litoral continua a liderar as pesquisas, com 85%. No entanto, o interior começa a afirmar-se como uma alternativa, devido a fatores como preços mais acessíveis, imóveis mais espaçosos e melhor qualidade de vida.

Os distritos costeiros registaram uma quebra de 25,3% face a abril, enquanto no interior a redução foi ligeiramente menos expressiva, de 21,2%, o que revela um comportamento mais consistente.

Os concelhos com maior procura continuam a ser Lisboa, com 22,9%, Porto, com 20,2%, e Setúbal, com 10,4%. Estes três concelhos representam mais de metade da procura nacional.

A diferença de preços entre o litoral e o interior continua a ser muito significativa. O preço médio situa-se nos 260 mil euros no litoral e nos 155 mil euros no interior.

Na Madeira, a habitação apresenta um valor médio de 360 mil euros, seguindo-se Lisboa, com 325 mil euros, e Setúbal e Faro, com 300 mil euros.

Bragança continua a destacar-se pelo preço médio procurado mais baixo do país, situado nos 120 mil euros.

No que toca à tipologia, o T4 é o mais procurado, com 33,5%, seguido do T3, com 31,9%.

Maria João Canadas

A música portuguesa está de luto com a morte de Luís Represas, que faleceu aos 69 anos, vítima de doença prolongada. A informação foi confirmada pela agência Sons em Trânsito, através de um comunicado.

 Reconhecido como vocalista dos Trovante e uma das vozes mais marcantes da música nacional, Luís Represas preparava-se para celebrar, em 2026, meio século de carreira artística. As comemorações incluíam um conjunto de espetáculos, tanto com a banda que o tornou conhecido como em nome próprio, assinalando os 50 anos dedicados à música.
Ao longo do seu percurso, o artista recebeu várias distinções pelo contributo prestado à cultura portuguesa. Em 2005, foi agraciado pelo Estado Português com a Ordem de Mérito, no grau de Comendador.

A agência Sons em Trânsito recorda ainda o envolvimento de Luís Represas na causa timorense. Na sequência desse trabalho, foi convidado pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio, para integrar a comitiva da visita oficial a Timor-Leste. Mais tarde, viria a ser distinguido pelo Presidente Taur Matan Ruak com a Medalha da Ordem de Timor-Leste.

NOTA DE IMPRENSA | Inauguração da Exposição Coletiva "Longe, de perto" - 25 de julho'26

 No próximo dia 25 de julho de 2026, a Galeria Manuel Cunha da Casa da Cultura Mestre José Rodrigues, recebe a exposição coletiva "Longe, de perto", pelas 15h30, integrada na programação do Festival PAN - Encontro e Festival Transfronteiriço de Poesia, Património e Arte de Vanguarda em Meio Rural. 
A mostra reúne obras de Acácio de Carvalho, Balbina Mendes, Cabral Pinto, Domingos Loureiro, Fernanda Araújo, Felícia, Mafalda Rocha, Rodrigo Dias e Victoria Chezner. 


Exposição Coletiva “Longe, de perto” inaugura na Galeria Manuel Cunha


A Galeria Manuel Cunha recebe, no próximo dia 25 de julho, pelas 15h30, a exposição coletiva "Longe, de perto", integrada na programação do Festival PAN – Encontro e Festival Transfronteiriço de Poesia, Património e Arte de Vanguarda em Meio Rural. A mostra estará patente ao público até 30 de setembro, proporcionando uma oportunidade para conhecer um conjunto de obras que refletem sobre a relação entre a arte, o território e a forma como construímos o nosso olhar sobre os lugares.
Partindo da ideia de que a distância nem sempre se mede em quilómetros, "Longe, de perto" propõe uma inversão de perspetiva, defendendo que há lugares que permanecem distantes porque nunca verdadeiramente os observámos. As obras reunidas percorrem diferentes linguagens, gerações e sensibilidades, oscilando entre a figuração e a abstração, o retrato, a paisagem e a memória.
Mais do que representar um território, a exposição questiona a forma como o habitamos e imaginamos, propondo uma nova leitura do Nordeste Transmontano. Frequentemente entendido como distante dos grandes centros de decisão e de circulação cultural, este território afirma-se aqui como um espaço de encontro, criação e diálogo, capaz de acolher diferentes práticas artísticas e de gerar novas reflexões sobre a paisagem, a identidade e a contemporaneidade.
Ao reunir diferentes olhares sobre o território, "Longe, de perto" convida o público a reconhecer que a proximidade não depende da distância física, mas da intensidade com que somos capazes de ver. Integrada no Festival PAN, a exposição reforça o compromisso do evento com a valorização da criação artística contemporânea, do património e do meio rural enquanto espaços privilegiados de encontro, reflexão e inovação cultural.

Trás-os-Montes é a região com mais freguesias sem multibanco e com acesso a terminais mais distantes

Festas, Festividades e Eventos

terça-feira, 21 de julho de 2026

PJ DE VILA REAL DETÉM SUSPEITO DE TENTATIVA DE HOMICÍDIO EM MACEDO DE CAVALEIROS

 Homem de 66 anos é suspeito de atacar vítima com um copo de vidro partido na sequência de um alegado conflito relacionado com uma dívida


A Polícia Judiciária (PJ), através do Departamento de Investigação Criminal de Vila Real, deteve um homem de 66 anos, fortemente indiciado pela prática de um crime de homicídio qualificado na forma tentada, ocorrido no domingo, 19 de julho, na localidade de Chacim, concelho de Macedo de Cavaleiros.

De acordo com a PJ, o suspeito terá surpreendido a vítima quando esta se encontrava na via pública, alegadamente na sequência de um desentendimento relacionado com uma dívida.

Durante o confronto, o homem terá partido intencionalmente um copo de vidro e utilizado os fragmentos para desferir vários golpes na zona do pescoço da vítima, abandonando o local imediatamente após a agressão.

A vítima sofreu ferimentos graves, entre os quais uma laceração longitudinal da veia jugular, tendo sido assistida no local pelos meios de emergência do INEM e transportada de urgência para uma unidade hospitalar, onde foi submetida a intervenção cirúrgica. Segundo a Polícia Judiciária, o homem correu sério perigo de vida.

Na sequência das diligências de investigação desenvolvidas pela PJ de Vila Real, foi possível identificar e localizar o presumível autor dos factos, que acabou por ser detido fora de flagrante delito.

O suspeito será presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação consideradas adequadas.

A investigação prossegue sob a direção do Ministério Público de Macedo de Cavaleiros, com vista ao completo esclarecimento das circunstâncias em que ocorreu a alegada tentativa de homicídio.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto:DR

Quatro anos de cadeia para antigo guarda prisional que disparou sobre outro homem

 O Tribunal de Bragança condenou esta terça-feira um antigo guarda prisional, com 66 anos, a uma pena de quatro anos e quatro meses de prisão efetiva por um crime de homicídio na forma tentada simples, relacionado com uma discussão no trânsito, em Mogadouro, que terminou com o arguido a atingir outro homem a tiro, numa mão.


Os factos remontam ao dia 21 de agosto do ano passado quando o arguido se envolveu em insultos com a vítima, um homem de 43 anos, na Reta de Vale da Madre, em Mogadouro, porque o outro lhe tinha apitado e o tinha ofendido verbalmente.

O acusado acabou por sacar de um revólver de calibre 32 e disparar sobre o outro condutor, ferindo-o na mão direita, o que obrigou a tratamento no Hospital de Bragança.

O tribunal condenou o antigo guarda prisional, que está em prisão preventiva, a uma pena de prisão efetiva porque, segundo o acórdão, se trata de “um ilícito grave” e devido “à intensidade do dolo”, pois usou um revólver quando tinha experiência com armas.

Segundo o tribunal, o arguido fez dois disparos, mas apenas um na direção do ofendido, a curta distância, provocando-lhe ferimentos na mão.

A defesa discorda da decisão e vai recorrer do acórdão, adiantou a advogada ao Mensageiro.

Glória Lopes

MOGADOURO AVANÇA COM CONSTRUÇÃO DO NOVO MUSEU QUE PROMETE REFORÇAR A IDENTIDADE HISTÓRICA E CULTURAL DO CONCELHO

 As obras de construção do futuro Museu de Mogadouro decorrem a bom ritmo junto ao Castelo de Mogadouro, num investimento de cerca de 2,1 milhões de euros que representa uma das maiores apostas do município na preservação, valorização e promoção do património histórico e cultural do concelho.


A empreitada, iniciada em fevereiro deste ano, tem um prazo de execução de 730 dias e está a cumprir o calendário previsto, dando forma a um equipamento cultural que pretende afirmar Mogadouro como uma referência do turismo patrimonial na Região Norte.

Financiado através de uma candidatura ao NORTE 2030, no âmbito da Rede Regional de Museus de Identidade Territorial, o novo museu será dedicado à preservação, investigação e divulgação do património histórico, arqueológico, artístico e etnológico do concelho. O espaço proporcionará aos visitantes uma viagem pela ocupação humana do território, desde a Pré-História até à atualidade, valorizando a riqueza cultural e a identidade de Mogadouro.

Além da componente museológica, o projeto pretende dinamizar a zona histórica da vila, potenciando a atração de visitantes e contribuindo para o desenvolvimento económico e turístico do concelho.

Integrado na Rede Regional de Museus de Território da Região Norte e alinhado com o Plano de Ação Regional para a Cultura, o projeto resulta de vários anos de preparação, envolvendo um rigoroso trabalho de investigação, planeamento e cooperação entre diversas entidades, bem como a participação da comunidade local.

A futura infraestrutura está a ser desenvolvida de acordo com elevados padrões técnicos nas áreas da arqueologia, museologia, conservação e valorização patrimonial, garantindo um espaço moderno e preparado para preservar e divulgar o legado histórico do território.

Recentemente, o presidente da Câmara Municipal de Mogadouro, António Pimentel, visitou a obra para acompanhar o andamento dos trabalhos, reiterando que este é um investimento estratégico para o futuro do concelho e uma prioridade da política municipal para a cultura.

Com este projeto, o Município de Mogadouro pretende criar um novo polo de conhecimento, investigação e divulgação do património, reforçando a oferta cultural, educativa e turística do concelho e contribuindo para a afirmação do Nordeste Transmontano como um destino de excelência na valorização da sua história e identidade.

Jornalista: Paulo Silva Reis 
Fotos: DR

Ernesto Pinto Emílio de Oliveira - Os Governadores Civis do Distrito de Bragança (1835-2011)

 11.dezembro.1917 – 12.dezembro.1917
PORTO, 7.5.1859 – ?, 27.1.1950

Oficial do Exército.
Curso da Arma de Infantaria.
Governador civil de Bragança (1917).
Natural da freguesia de Massarelos, concelho do Porto.
Filho de João Ribeiro Oliveira e de Rita Cássia Pinto de Oliveira.
Casou com Carolina da Cruz e Sousa (5.3.1900) e em segundas núpcias com a irmã desta, Arminda da Cruz e Sousa, num e noutro casamento sem deixar descendência.
Cavaleiro da Ordem Militar de S. Bento de Avis (1.1.1899). Oficial da Ordem Militar de S. Bento de Avis (1.7.1910). Medalha Militar de Prata da Classe de Comportamento Exemplar (1896). Medalha Militar de Ouro da Classe de Comportamento Exemplar (16.3.1918).

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Alistou-se como voluntário no Batalhão de Caçadores n.º 9, sendo incorporado em 11 de agosto de 1881. Três anos depois, foi promovido a alferes, por decreto de 9 de janeiro de 1884, sendo então 1.º sargento aspirante a oficial no referido batalhão.
Professor da classe de sargentos da Escola Regimental entre 1886 e 1888, passou à Guarda Fiscal em maio deste último ano. A 12 de março de 1890, foi promovido a tenente, servindo no regimento de Caçadores n.º 3. Entre 1891 e 1898, serviu em Infantaria n.º 10, no Estado-Maior da Infantaria, em Infantaria n.º 6, na Guarda Fiscal e em Infantaria n.º 12.
Por decreto de 28 de junho de 1898, ascende a capitão para o regimento de Infantaria n.º 9 e em dezembro do ano seguinte é nomeado diretor da Escola Regimental, cargo que exerceu durante aproximadamente uma década e que lhe valeria um louvor “pela forma criteriosa e autoridade moral” com que exerceu a direção daquele estabelecimento, “fazendo imprimir no ensino, que acompanhou de perto, uma feição percetível e adequada”.
Em julho de 1908, foi promovido a capitão de 1.ª classe, por ter completado dez anos de serviço naquele posto, e em 17 de fevereiro de 1910 alcançou a patente de major, passando a servir em Infantaria n.º 19. Nesta condição, passou depois pelos regimentos n.º 13 e n.º 9 e tomou parte na Escola de Repetição (1912) e na Escola de Recrutas (1913).
Conheceu nova promoção a 17 de maio de 1913, data em que subiu a tenente-coronel para o Estado-Maior de Infantaria, ficando colocado como comandante do regimento de Infantaria de Reserva n.º 30. No ano seguinte, passou para o comando da Infantaria de Reserva n.º 9.
Em 31 de maio de 1915, foi nomeado coronel para o regimento de Infantaria n.º 9 e em julho seguinte foi colocado no Estado-Maior de Infantaria. Nesse mesmo ano e no seguinte, serviu como vogal dos júris de exames de capitães do quadro colonial candidatos a majores, regressando entretanto a Infantaria n.º 9.
A 11 de dezembro de 1917, tomou posse do cargo de governador civil de Bragança, apresentando na ocasião um telegrama “expedido pelo Exmo. general comandante da 6.ª Divisão do Exército em dez do mês corrente, determinando-lhe que, em nome do Comité Revolucionário do Norte, assumisse o cargo de governador civil interino deste distrito”.
A sua nomeação inscreveu-se assim no processo de tomada de poder por Sidónio Pais, que dias antes liderara uma insurreição protagonizada por uma Junta Militar Revolucionária, da qual o próprio Sidónio era presidente. O golpe de Estado acabou vitorioso, após três dias de duros confrontos, e precisamente no mesmo dia 11 de dezembro, Sidónio Pais era empossado em Lisboa como chefe do Governo e dava início ao processo de exoneração e nomeação de governadores civis, como de outros cargos dependentes da confiança política dos Governos, que habitualmente acompanhava a mudança de regimes políticos em Portugal, pelo que a nomeação de Ernesto de Oliveira serviu apenas para fazer a transição entre os dois governadores civis, sendo no dia imediato à sua tomada de posse exonerado dessas funções.
Em 20 de julho de 1918, foi nomeado inspetor de Infantaria da 8.ª Divisão, naquele que seria o último cargo que desempenhou no Exército, já que em maio de 1919 passou à situação de reforma.
Faleceu a 27 de janeiro de 1950, com a provecta idade de 90 anos.

Fontes e Bibliografia

Arquivo Distrital de Bragança, Autos de Posse (1845-1928).
Arquivo Histórico Militar, Livro de Matrícula do Pessoal, Registo dos Oficiais e Indivíduos com Graduação de Oficial do Regimento de Infantaria nº 6 (1890) e processo individual de Ernesto Pinto Emílio de Oliveira.
ALVES, Francisco Manuel. 2000. Memórias arqueológico-históricas do distrito de Bragança, vol. VII. Bragança:
Câmara Municipal de Bragança / Instituto Português de Museus.
Geneall – Portal de Genealogia (disponível em geneall.net).

Publicação da C.M. Bragança

Preparem-se para a "Música na Praça" de 22 a 24 de Julho de 2026 - Carrazeda de Ansiães

Miranda do Douro é ponto de partida para a grande aventura pela Estrada Nacional 221

 A Estrada Nacional 221 é uma das mais belas estradas de Portugal. Com o quilómetro zero às portas de Miranda do Douro, em Trás-os-Montes, desce ao longo da fronteira e do rio Douro até chegar à Guarda, já na Beira Alta. São 184 quilómetros de beleza natural, cultura, história e muita aventura que ligam seis municípios, uma aldeia histórica e três regiões vitivinícolas. Aperte o cinto, porque vamos dar início à viagem.


Não há nada melhor do que percorrer o nosso belo país e descobrir os seus recantos e encantos. As Rotas de Portugal são apenas o princípio da viagem, o ponto de partida, um impulso para quem se deseja aventurar à descoberta do nosso país. Uma dessas rotas é a Estrada Nacional 221, que encontra o seu quilómetro zero à porta de Miranda do Douro. É caso para afirmar que melhor início de viagem era impossível. Mas atenção, porque se fizer a viagem no sentido inverso, é também impossível não considerar como melhor fim de viagem.


Seja qual for a direção que o traz até este território, motivos não vão faltar para que se prolongue numa visita por Terras de Miranda. A cidade raiana no nordeste transmontano é dona de um vasto, diversificado e valioso património cultural e arquitetónico espalhado pelas suas freguesias, que continuam a preservar e divulgar parte da sua cultura.” O maior ponto de atração são as nossas gentes e ouvi-las a falar em mirandês é o mais perfeito que existe nesta visita, sendo que tudo se eleva a um patamar superior quando nos é permitido observar a paisagem a partir dos miradouros”, começa por nos confidenciar a Presidente da Câmara Municipal, Helena Barril.


Terra de uma riqueza cultural ímpar, que faz da sua história o seu futuro, Miranda do Douro é, sem dúvida, um concelho que vale a pena descobrir. Pode partir à descoberta deste território pela própria cidade, onde certamente se deixará guiar pelo seu encanto e pelo seu
património arquitetónico. “Miranda do Douro oferece a qualquer visitante um centro histórico acolhedor, com a nossa imponente e emblemática Catedral, onde se encontra o Menino Jesus da Cartolinha – único em todo o Mundo – o Antigo Paço Episcopal, o Museu da Terra de Miranda, as Ruínas do Castelo, onde destaco também os Torreões, e a nossa emblemática Rua da Costanilha, da Época Medieval, carregada de história e simbolismo para descobrir e desvendar”. Fazer o roteiro dos castros e miradouros é também obrigatório, conciliando com a visita ao posto Zootécnico de Malhadas, para a observação das raças autóctones como a raça bovina Mirandesa, a raça ovina Churra Mirandesa ou o cão de Gado Transmontano. E porque estamos em terra de afamada gastronomia, porque não aproveitar e comer a famosa posta à Mirandesa, ou o cordeiro de raça Churra Galega Mirandesa assado na brasa, acompanhado por um bom vinho da região, e finalizar a visita com a célebre bola doce Mirandesa? A nós, parece-nos excelente.


Com uma identidade única, Miranda do Douro vem-se destacando, cada vez mais, no panorama nacional como um destino turístico de excelência. Consciente deste potencial, o executivo municipal tem vindo a desenvolver esforços no sentido de promover turisticamente este território. “Estamos a trabalhar a imagem do Município, a nível distrital, nacional e internacional”, confidencia a autarca que revela ainda: “em breve teremos mais novidades”. A Estrada Nacional 221 pode tornar-se mais um ponto de atração. A aposta pode passar por criar um roteiro e um passaporte que envolva os seis Municípios. “A atribuição, em cada Município, de um pacote de oferta turística integrado neste roteiro, havendo complementaridade entre todos os pacotes, pode criar um marco a nível nacional e internacional”.


Da língua mirandesa à música, das tradições à gastronomia, o que não faltam são razões para vir, ficar e voltar. Helena Barril deixa-lhe desde já o convite: “Fazemos parte do Reino Maravilhoso que tão bem descreveu Miguel Torga. Entrem, e depois perguntaremos quem são”.

13 de Maio, 2022