A produção nacional não é só uma data no calendário para recordar. Em Bragança é o típico de uma sexta-feira de manhã!
Mercado Municipal de Bragança
Todas as sextas-feiras
BRAGANÇA
Muito antes das teorias do TikTok, Michel de Nostredame cativou a Europa com as suas previsões assustadoramente precisas. Aqui está a história do médico da peste, cuja vida foi tão interessante quanto as suas profecias.
![]() |
O que nos reserva o futuro… e como acabará o mundo? São perguntas tentadoras – para as quais, há muitos séculos, o médico e autoproclamado profeta Nostradamus sempre afirmou conhecer as respostas. As suas famosas previsões eram desde confusas a assustadoras e os seus acólitos acreditam que algumas delas, feitas no século XVI, ainda hoje se aplicam. As suas alegadas profecias para 2025 incluíram guerras longas, uma peste e uma bola de fogo que poderia destruir a Terra.
Com efeito, Nostradamus é tão conhecido pelas suas previsões que o seu nome é mencionado em 1672 num dos primeiros usos documentados da palavra “prognosticação” em língua inglesa.
Mas o homem que alguns consideram um profeta não era um ser divino. Era um médico, ervanário e autor de carne e osso, cujas previsões ousadas o tornaram conhecido na tumultuosa Europa renascentista. Apresentamos-lhe Michel de Nostradame, mais conhecido como Nostradamus.
Quem foi Nostradamus?
Michel de Nostradame nasceu em Saint-Rémy-de-Provence, em França, em Dezembro de 1503. (Os historiadores discordam quanto à data exacta.) Os seus pais eram o filho de um notário e a filha de um proeminente médico local. Nostradame casou-se duas vezes durante a vida e teve oito filhos.
A França renascentista, como o resto da Europa, esteve imersa em conflitos religiosos durante o seu tempo de vida e isso exerceu um impacto considerável no jovem Nostradame. A sua família era judaica, mas converteu-se ao catolicismo quando a Provença se tornou parte do Reino de França em 1486. Embora os judeus tivessem um longo passado na região, no final do século XV, as autoridades disseram-lhes que, ou se convertiam, ou seriam expulsos, por isso, Michel foi criado como católico.
O jovem Nostradame estudou latim, grego, hebraico e medicina antes de frequentar a Universidade de Avinhão, ainda durante a adolescência. Terminou o bacharelato em medicina na década de 1520, embora a sua faculdade tenha encerrado devido à peste bubónica, enquanto ele ainda era aluno.
Médico da peste e a inquisição
Depois de concluir os seus estudos formais, Nostradame passou algum tempo a viajar por França para estudar plantas medicinais e tratar vítimas da peste, uma das doenças mais temidas da época.
Os historiadores acham que ele foi expulso da Universidade de Montpellier, onde estudou em seguida, por ter praticado o ofício “manual” de ervanário, e discordam quanto à possibilidade de ele ter regressado para terminar o doutoramento.
Praticar medicina na França renascentista significava tratar doenças como a peste. No entanto, a medicina da época também envolvia práticas actualmente consideradas não-científicas, como alquimia, astrologia e profecia. Estas práticas não conseguiram salvar a mulher de Nostradamus, cujo nome se perdeu no tempo, nem os seus dois filhos. Morreram na década de 1530, provavelmente de peste.
Devastado, o médico também enfrentava outros problemas. Em 1538, foi ouvido a condenar a execução de uma estátua religiosa – palavras que lhe valeram uma acusação de heresia e o levaram a ser arrastado e apresentado à Inquisição em 1538. Uma acusação de heresia teria destruído a sua reputação localmente e uma condenação significaria execução. Contudo, o tribunal absolveu-o e ele voltou a viajar, especializando-se no tratamento da peste.
Alguns dos remédios de Nostradame parecem ter funcionado, pois ele foi sempre encontrando trabalho. O sucesso de alguns dos seus remédios dependia, possivelmente, de práticas de higiene como recomendar beber água potável. Outros, como os seus comprimidos de rosas, baseavam-se no uso de ervas e flores. A sua prática poderia também envolver alquimia, astrologia e outras práticas esotéricas actualmente consideradas não-científicas. No entanto, os seus pacientes ficaram suficientemente satisfeitos com os resultados para espalharem palavra sobre as suas competências. Científicos ou não, os métodos utilizados pelo médico para tratar a peste tornaram-no conhecido em França ao longo da década seguinte – e tanto o seu trabalho, como a sua obra escrita, começaram a ganhar fãs em sítios importantes.
As previsões poéticas de Nostradamus
O médico e astrólogo francês, cujo nome foi amplamente latinizado como Nostradamus, começou a escrever almanaques anuais na década de 1550, baseados na sua suposta “habilidade” de fazer previsões acertadas sobre os eventos e as condições meteorológicas do ano seguinte. Estas publicações, baratas e populares, tornaram-se conhecidas pelos seus prognósticos poéticos e apresentaram Nostradamus a um público mais vasto.
A fama de Nostradamus conquistou-lhe alguns clientes de estatuto elevado, ansiosos por uma previsão pessoal e política. Em 1555, ele previu que um “jovem leão” – designação que se pensava ser um código alusivo ao brasão de armas do rei Henrique II de França— morreria em combate e, no ano seguinte, a rainha de França, Catarina de Médici, e o seu filho, Charles IX, visitaram o profeta.
Quando Henrique II morreu efectivamente no dia 10 de Julho de 1559, devido a um ferimento sofrido num torneio de justa, o acontecimento gerou aquilo a que o historiador Denis Crouzet chamou“uma sensação de catástrofe iminente”.
A linguagem vaga e floreada do médico protegia-o a si próprio e à pessoa no centro da profecia de erros, humilhação e acusações de charlatanismo, contribuindo para a sua reputação e mistério ao longo do tempo. Como Michelle Pfeffer, da Universidade de Oxford, escreveu para The Conversation, a astrologia e a prognosticação eram comummente praticadas na altura e particularmente populares entre as elites.
Naquela época, a Europa já era dominada por conflitos religiosos e sociais, à medida que a Reforma ia criando tensões entre católicos e protestantes, a desigualdade social causava agitação e as profecias e os boatos chamavam a atenção do público. Muitas destas divergências deram lugar a conflitos, incluindo guerra civil, durante a vida de Nostradamus.
Criticado por católicos e protestantes, Nostradamus defendia as suas profecias, publicando um grande livro cheio delas e continuou a publicar os seus populares almanaques, mesmo depois de ser preso durante um curto período por publicar o seu trabalho sem autorização da igreja. Morreu no dia 1 de Julho de 1566, provavelmente de gota. Os historiadores e o público discutiram sobre os milhares de previsões que ele fez ao longo da sua vida – e, aparentemente, validaram-nas – desde então.
O que Nostradamus previu — e o que aconteceu de verdade
Embora a aparente previsão de Nostradamus sobre a morte de Henrique II lhe tenha conquistado fama em vida, o seu nome persistiu graças a outras profecias que alguns acreditam ter-se concretizado.
Talvez a mais espantosa tenha sido a previsão específica de que, por volta de 1558, “O Senado (Parlamento) de Londres irá condenar o seu rei à morte”. Em 1649, aconteceu exactamente isso: Carlos I foi decapitado por traição após um conflito com o Parlamento que acabou por dar origem a uma guerra civil em Inglaterra.
“Como até os cépticos terão de reconhecer, foi uma afirmação notável”, escreveu o biógrafo Ian Wilson. Na mesma profecia, Nostradamus previu que Londres seria “incendiada por bolas de fogo em três vezes vinte mais seis”. Em 1666, ocorreu efectivamente um incêndio em Londres, destruindo enormes parcelas da cidade.
As pessoas da época não se tinham esquecido das profecias de Nostradamus – e não pararam de procurar acontecimentos que pudessem corresponder à sua concretização nos anos que se seguiram. Os fãs do médico que via o futuro atribuíram tudo desde a revolução francesa (“um casal” que resultará em “tempestade–fogo–sangue”), a ascensão de Napoleão (um imperador “porque custará bastante caro ao Império”), e a ascensão de Hitler (“o maior inimigo de toda a raça humana”) a Nostradamus.
Contudo, muitos dos seus prognósticos vagos também não se tornaram realidade e existe uma longa história de figuras políticas e culturais que reinterpretaram e até interpretaram mal Nostradamus para reforçar os seus próprios objectivos.
Alguns dos que não tiveram pudor em utilizar as profecias de Nostradamus a seu favor foram os líderes do Terceiro Reich. O propagandista Joseph Goebbels incorporou as profecias na sua propaganda, utilizando-as para semear dúvidas e angariar apoio para o esforço de guerra nazi. Nostradamus também foi invocado por grupos extremistas, tornando-se um veículo de transmissão de ideologias.
Também se atribuem a Nostradamus previsões sobre o fim do mundo, mas essa profecia ainda não se tornou realidade. Ele profetizou que, em Julho de 1999, “viria do céu um grande Rei de terror”. As suas previsões alimentaram o medo do juízo final e as preocupações com a forma como o suposto bugY2K iria afectar os sistemas informáticos aumentaram.
O astrónomo francês continua a ser interpretado, lido e estudado por pessoas interessadas em profecias e prognosticação.
Mais de 500 anos após a sua morte, Nostradamus continua a entreter e a confundir – e continua a haver muitas pessoas interessadas nas suas profecias. “A profecia continua a moldar as esperanças e os medos de indivíduos, grupos, estados e de todo mundo em relação ao futuro”, escreveu o historiador Stephen Bowd na Encyclopedia of Millennialism and Millennial Movements. Afinal, quem não quer conhecer o futuro – ou achar que é possível fazê-lo?
Artigo publicado originalmente em inglês em nationalgeographic.com.
Seguiu-se a sessão no Salão Nobre, que registou significativa adesão da comunidade. Durante a cerimónia, intervieram o presidente da Câmara Municipal, Nuno Ferreira, e a presidente da Assembleia Municipal, Ana Peleira, que sublinharam a relevância histórica da data e a necessidade de preservar os valores conquistados com Abril.
Nas suas intervenções, os responsáveis destacaram a importância da liberdade, da democracia, do pluralismo e do Estado de direito, evocando o papel determinante de homens e mulheres que contribuíram para a transformação política e social do país. Ambos apelaram ainda à continuidade da defesa destes princípios junto das gerações mais jovens.
A sessão ficou também marcada por momentos culturais, com atuações da Universidade Sénior em conjunto com alunos do ensino básico, que interpretaram canções de época, e pela declamação de poemas por estudantes do 7.º ano, numa homenagem intergeracional ao espírito de Abril.
As comemorações encerraram com uma mensagem clara, a memória do 25 de Abril deve manter-se viva, sendo essencial garantir que os ideais de liberdade e cidadania continuem a orientar o presente e o futuro da sociedade portuguesa.
A formação cívica nesta área é determinante para a prevenção de acidentes e para a construção de uma cultura de segurança rodoviária mais sólida.
A Guarda Nacional Republicana reafirma, assim, o seu compromisso na promoção de práticas seguras e na proteção dos cidadãos, destacando o papel fundamental da prevenção na diminuição da sinistralidade rodoviária.
Mais do que uma simples celebração, a tarde assumiu-se como um espaço de reflexão e homenagem a todos quantos contribuíram para a construção da liberdade em Portugal. A participação ativa dos presentes sublinhou a importância de manter viva a memória histórica, transmitindo-a às gerações futuras.
Seguiu-se uma marcha pelas principais artérias da vila, reunindo participantes de diferentes gerações, até à Casa da Cultura, onde decorreu a Sessão Solene organizada pela Assembleia Municipal. Durante a cerimónia, representantes das várias forças políticas, bem como entidades civis, religiosas e militares, sublinharam a importância histórica do 25 de Abril e o seu impacto na construção da democracia em Portugal.
A sessão ficou também marcada por intervenções que destacaram os 50 anos do poder local democrático, efeméride assinalada ao longo das comemorações. Foi prestada uma homenagem a todos aqueles que, ao longo das últimas cinco décadas, desempenharam funções nos órgãos autárquicos do concelho, reconhecendo o seu contributo para o desenvolvimento e coesão da comunidade.
As celebrações decorreram com uma expressiva participação popular, reafirmando o compromisso da comunidade de Mogadouro com a preservação da memória histórica e dos valores de Abril.
A localização do monumento, em plena raia, reforça o simbolismo da união entre povos, representando a superação de fronteiras físicas e ideológicas que durante décadas dividiram a Europa. Ao mesmo tempo, destaca a importância crescente da cooperação transfronteiriça entre Portugal e Espanha.
A cerimónia contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Vinhais, Luís Fernandes, acompanhado pelo vice-presidente Artur Marques e pelos vereadores Martinho Martins e Alfredo Moura dos Santos. Esteve também presente o presidente da Assembleia Municipal, José Carlos Taveira, assim como presidentes de juntas e uniões de freguesia do concelho, para além de várias entidades civis, militares e religiosas.
A participação de autarcas dos dois países sublinhou o reforço dos laços de cooperação e amizade entre comunidades vizinhas, evidenciando o papel do poder local como motor de desenvolvimento e proximidade aos cidadãos.
Mais do que um gesto simbólico, a inauguração deste monumento constitui um momento de reflexão sobre os valores fundamentais da democracia, celebrando a liberdade conquistada e o percurso desenvolvido ao longo das últimas cinco décadas no concelho de Vinhais.
Sucederam-se diversos momentos de cariz simbólico, com destaque para a distribuição de cravos pelas crianças, um gesto que remete diretamente para o espírito de Abril, e para a participação ativa das associações locais, reforçando o sentimento de identidade e coesão comunitária.
O programa integrou também apontamentos culturais, com a presença de estátuas vivas, momentos musicais e performances teatrais, que enriqueceram a evocação histórica e proporcionaram maior proximidade entre a população e os valores de Abril.
O ponto alto das comemorações ocorreu com a largada de balões brancos, símbolo de paz e esperança, num momento vivido com emoção pelos presentes, ao som da emblemática canção Grândola, Vila Morena, que permanece como um dos maiores símbolos da revolução e da identidade democrática portuguesa.
Em Vila Flor, a data voltou a afirmar-se não apenas como efeméride, mas como expressão viva de uma vontade coletiva de preservar e renovar os ideais de liberdade e democracia.
Na abertura da atividade, o presidente da Câmara Municipal, Nuno Ferreira, acompanhado pelo vice-presidente Pedro Vicente, pela vereadora Marisa Madeira e pela presidente da Assembleia Municipal, Ana Peleira, destacou a importância da celebração da liberdade e agradeceu a expressiva participação da população. O autarca sublinhou ainda o papel da iniciativa na promoção do espírito comunitário e na preservação da memória coletiva associada ao 25 de Abril.
A Caminhada da Liberdade reafirma, assim, o seu lugar no calendário festivo local, aliando celebração histórica, atividade física e reforço dos laços comunitários.
As alfaces na horta já se riem para a gente agradadas das chuvas mil. Um pássaro espreita a cerejeira. Lá para os finais de maio haverá cerejas para mim e para ti. Doces. Nada de espantalhos nem de medos… pássaro meu irmão… madrugador no trinar mais bonito da Primavera. Obrigado pela liberdade do teu cantar feito Abril!
Obrigado pela liberdade na ponta da asa.
...obrigado!
Agradeço-Te, Deus, por mais um ano tecido na pele do tempo. Um ano que não foi feito só de luz, mas também de sombras que me ensinaram a ver.
Houve dias em que o riso floresceu leve, como pássaros a atravessar o céu do meu peito, e outros em que o coração se fez mar revolto, salgado de lágrimas e saudade.
Caminhei por estradas onde nem sempre me encontrei. Houve desencontros que me desalinharam os passos, e silêncios que pesaram mais do que qualquer grito.
Mas, ainda assim… estou aqui. Viva, inteira com o corpo que respira e o coração que bate forte, mesmo depois das tempestades.
Hoje, agradeço.
Agradeço por cada queda que me ensinou a levantar, por cada dor que me moldou em silêncio, por cada alegria que me lembrou que viver vale a pena. Agradeço por este tempo concedido, por mais um ano vivido, por este sopro que continua em mim, firme, sereno, e teimoso.
Obrigada, meu Deus… por mais um ciclo, por mais um fôlego, por mais uma oportunidade de existir.
M.C.M(São Marques)
Porque Abril não é só uma data. É um valor que se renova cada vez que uma comunidade se reúne para o celebrar juntos. 🌹
Neste 25 de Abril vou falar de nós…
Os meus amigos não cabem no tempo. Não se explicam com palavras simples, nem se medem em anos ou em encontros. As amizades são feitas de instantes que, sem sabermos, se tornam eternos. De risos e de olhares que diziam tudo, quando nada precisava de ser dito.
Os amigos são, talvez, a forma mais pura de família que escolhemos. São aqueles que entram na nossa vida sem aviso, que ficam sem pedir licença e que, pouco a pouco, passam a fazer parte de quem somos. Com eles aprendemos a ser mais verdadeiros, mais humanos. Com eles dividimos o melhor de nós, mas também o pior, as falhas, os medos, os dias cinzentos que só eles sabiam, e sabem colorir.
E depois… o tempo. Sempre o tempo.
O tempo que, sem pedir permissão, começa a levar. Primeiro devagar, quase sem darmos conta. A vida acontece, os caminhos mudam, as rotinas afastam. Promessas de “havemos de nos encontrar” vão ficando suspensas no ar, como cartas nunca enviadas. E acreditamos, talvez ingenuamente, que haverá sempre mais um dia, mais uma oportunidade, mais uma conversa por acabar e uns copos para beber.
Mas nem sempre há… já quase nunca.
Há aqueles que partem cedo demais, levados por uma realidade que nunca estamos preparados para aceitar. E fica um vazio impossível de preencher. Um silêncio pesado, onde antes havia gargalhadas. Um lugar à mesa que nunca mais será ocupado. E a dor… a dor de saber que não houve despedida, que ficou tanto por dizer, tanto por viver.
E há também os que não partem de vez, mas vão ficando mais distantes. A vida pesa, o corpo cansa, a saúde falta. Os encontros tornam-se raros, as conversas mais curtas, os abraços mais demorados por serem demasiado espaçados no tempo, como se, no fundo, soubéssemos que cada momento pode ser o último. E isso dói de uma forma diferente. Uma dor lenta, silenciosa, que cresce na consciência de que nada é como antes… e nunca mais será.
Com o passar dos anos, vamos percebendo que a amizade não desaparece, transforma-se, passa a viver mais na memória do que no presente, nos detalhes que só nós entendemos, nas histórias que repetimos, mesmo sabendo o final, nas fotografias que ganham um peso quase insuportável, porque capturaram um tempo que não volta.
Lembramo-nos das conversas sem fim, das noites que pareciam eternas, das pequenas loucuras que hoje contam como grandes aventuras. Lembramo-nos dos momentos bons… e também dos menos bons, porque até nesses havia verdade, havia ligação, havia vida. Tudo isso nos moldou, construiu-nos, fez-nos quem e o que somos hoje.
A maior herança dos amigos é permanecerem em nós.
Vivem nas palavras que dizemos sem perceber que são deles. Nos gestos que repetimos. Nas decisões que tomamos guiados por aquilo que aprendemos juntos. Vivem em cada memória que o tempo não conseguiu apagar.
A saudade, essa, nunca desaparece. Aprende-se a viver com ela. Torna-se presença constante. Às vezes dói, noutras surge como um sorriso inesperado, uma lembrança no meio de um dia qualquer.
E há dias em que tudo pesa mais… e demais. Dias em que damos por nós a querer voltar atrás, nem que seja por um instante. Só para ouvir mais uma vez aquela voz, partilhar mais uma gargalhada, dizer aquilo que ficou por dizer.
Mas o tempo não volta.
E talvez seja por isso que as amizades sejam tão preciosas. Porque são frágeis. Porque são finitas. Porque, um dia, inevitavelmente, tornam-se em memória.
Ainda assim, há algo que nem o tempo, nem a distância, nem a morte conseguem levar. O que sentimos!
Os amigos que tivemos, e os que temos, são parte da nossa história, da nossa alma. Enquanto os mantivermos vivos nas nossas memórias e no nosso coração, nunca desaparecem por completo.
Ficam. Ficam para sempre.
Talvez, no fundo, seja isso que nos salva da perda total… saber que, mesmo ausentes, continuam a caminhar connosco… calados… distantes, mas para sempre.
Nem sequer ouso nomear os meus melhores amigos. Não é necessário… eles sabem quem são!
e já era Abril… cravo povo…
…lavrador
de campos muitos!
… mineiro!
… pescador!
Infante de mares longos… febres tantas
Don Sebastião da nossa esperança
…minha Senhora!
da boa hora
que a dor também cansa!
Cheguei e já era Abril
Desempregado
Emigrante
Reformado
Povo errante
Nevoeiro… Alcácer-Quibir
Em Abril nasceu a esperança
…e cheguei e já era Abril!
…às armas feitas palavra!
à beira do desespero!
…democracia diz o Povo!
Maria da Fonte aqui te espero!
Ao longo de três dias, o evento contou com um programa diversificado, que incluiu sessões de esclarecimento, workshops temáticos, atividades práticas e momentos culturais. Entre os temas em destaque estiveram o empreendedorismo, os estágios profissionais, a literacia fiscal e as estratégias de integração no mercado de trabalho.
A iniciativa procurou, assim, responder aos desafios atuais do mercado de trabalho, aproximando os participantes de oportunidades concretas e incentivando o desenvolvimento de projetos pessoais e profissionais no território.
O presidente da Câmara respondeu às questões colocadas, sublinhando a importância da participação cívica dos mais novos e garantindo que os contributos apresentados serão tidos em conta na definição de políticas locais.
A “Assembleia do Futuro” assume-se, desta forma, como um espaço de diálogo intergeracional, reforçando os valores de liberdade, cidadania e participação democrática junto das novas gerações, num contexto simbólico associado à celebração de Abril.
O alerta foi dado por um popular perto das 9h30 da manhã deste sábado.
"No local estiveram dez homens, apoiados por três viaturas. Ainda foi acionado o helicóptero do INEM sediado em Macedo de Cavaleiros mas o óbito acabou por ser confirmado no local pelo médico do meio aéreo", explicou o Comandante dos Bombeiros de Alfândega.
Este é o primeiro acidente de trator com vítimas mortais naquele concelho este ano.
À família enlutada, o Mensageiro endereça sentidas condolências.
Seja a caminhar ou a correr, há um desafio à tua medida: escolhe entre a caminhada de 8 km ou a corrida de 16 km e vem descobrir a beleza natural desta região incrível. Com partida às 09h00, junta-te a atletas, amigos e apaixonados pelo trail para um dia repleto de energia, emoção e espírito de equipa.
Marca já na agenda, reúne o teu grupo e vem viver o trail como nunca antes. Rebordelo espera por ti!
Foi ali que, na madrugada de 25 de abril de 1974, militares do então BC3 asseguraram o controlo da fronteira, num momento de incerteza, contribuindo para a estabilidade do território durante as operações do MFA na capital.