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BRAGANÇA
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(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
terça-feira, 21 de abril de 2026
PSP detém suspeito de roubo por esticão na Estação Rodoviária de Bragança
Segundo a PSP, a ocorrência aconteceu na zona da Estação Rodoviária, onde uma mulher de 55 anos foi abordada na via pública e ficou sem o telemóvel, retirado com recurso à força.
Ainda de acordo com a PSP, “após a prática dos factos, o suspeito colocou-se em fuga do local” e a vítima pediu socorro, tendo sido “auxiliada por populares que se encontravam nas imediações, e que acionaram a polícia.”
Após a ocorrência ter sido comunicada, a PSP realizou diligências que permitiram “localizar, intercetar e deter o suspeito” tendo ainda sido possível recuperar o telemóvel roubado.
A PSP recolheu ainda elementos “que permitiram associar o suspeito a outras ocorrências registadas na cidade, nomeadamente uma tentativa de furto em estabelecimento comercial, dois furtos em interior de viatura e outro furto em estabelecimento, tendo sido reunidos elementos probatórios no âmbito dos respetivos autos.”
O detido foi constituído arguido e ficou sujeito a termo de identidade e residência. Será presente a primeiro interrogatório judicial, hoje, para aplicação das medidas de coação consideradas adequadas.
Henrique José Pereira - Os Governadores Civis do Distrito de Bragança (1835-2011)
Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra.
Natural da freguesia de Cela, concelho de Alcobaça.
Filho de Francisco José Pereira e de Josefa do Vale.
Domingo, 26 de abril, inserida no programa da Feira Franca da Moimenta, vai realizar-se uma Caminhada Solidária
Domingo, 26 de abril, inserida no programa da Feira Franca da Moimenta, vai realizar-se uma Caminhada Solidária, cujo valor angariado vai reverter na totalidade para a Liga Contra o Cancro- Núcleo Regional do Norte, participe e apoie esta causa:
"Move-te Connosco- Pela Vida, Contra o Cancro"
Inscreva-se na Piscina Coberta de Vinhais, através do número 273770307 ou em desporto@cm-vinhais.pt
Caso não possa participar, pode fazer o seu donativo por MBWAY: 910195555
🌹 𝐀𝐛𝐫𝐢𝐥, 𝐋𝐢𝐛𝐞𝐫𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐞 𝐌𝐞𝐦𝐨́𝐫𝐢𝐚: 𝐂𝐡𝐚́ 𝐝𝐚𝐬 𝐂𝐢𝐧𝐜𝐨 ☕
A tarde será enriquecida pela sonoridade dos Alma de Esteva, pela delicadeza de um poema dançado pelo grupo Movimento Sentido e pela partilha autêntica de quem viveu a história na primeira pessoa.
O palco também é seu: venha recitar um poema ou partilhar uma memória de Liberdade.
Organização: Lérias Associação Cultural, com o apoio do Município de Miranda do Douro
Esperamos por si para honrar Abril! 🌹
ALFÂNDEGA DA FÉ DISTINGUIDA NA WAS SUMMIT 2026 PELO EXEMPLO NA PROMOÇÃO DO DESPORTO E BEM-ESTAR
Este prémio, atribuído pela Rede Intermunicipal de Desporto “We Are Sports – Somos Desporto”, valida a estratégia da autarquia em converter o desporto num pilar fundamental para a saúde pública, para a dinamização do turismo ativo e para o fortalecimento dos laços comunitários.
Maria Manuel Silva, Vice-presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé, sublinhou que “O investimento diário dos técnicos que estão no terreno tem sido enormemente reconhecido pelo número, cada vez maior, de inscritos e participantes ativos nas ações do Desporto Sénior”, afirmou.
Para além do prestígio, a autarca destacou que a integração na Rede WAS tem sido uma “oportunidade de enorme aprendizagem”, onde a troca de experiências com outros municípios tem permitido elevar a qualidade do serviço prestado aos alfandeguenses.
Este galardão não encerra um ciclo, mas abre portas a novas ambições. A autarquia já garantiu que o investimento nesta área continuará a ser prioritário, com o objetivo de proporcionar atividades cada vez mais diversificadas e qualificadas, consolidando Alfândega da Fé como um território onde o desporto é, verdadeiramente, para todos.
MIRANDA DO DOURO ABRE CANDIDATURAS AO ORÇAMENTO PARTICIPATIVO JOVEM 2026
Este projeto assume-se como um pilar estratégico da autarquia para incentivar a participação ativa na vida pública e estimular o diálogo direto entre a juventude, os técnicos municipais e os decisores políticos, reforçando simultaneamente o sentido de cidadania e de responsabilidade social.
As propostas apresentadas podem ter natureza individual ou coletiva, embora cada participante esteja limitado à submissão de uma única candidatura, cujo orçamento máximo não pode ultrapassar os 10.000 euros. O leque de áreas de intervenção é bastante abrangente, permitindo que os jovens apresentem soluções inovadoras em setores fundamentais como o urbanismo, a proteção ambiental, a energia, as infraestruturas rodoviárias e a mobilidade.
Além destas vertentes materiais, o regulamento contempla também projetos imateriais ligados ao turismo, ao comércio, ao empreendedorismo jovem, à educação, ao desporto, à ação social e à cultura, garantindo que todas as boas ideias tenham espaço para serem concretizadas.
Com esta medida, a autarquia procura não só modernizar o território com o contributo dos seus cidadãos mais jovens, mas também fomentar um espírito empreendedor que possa ter reflexos positivos no futuro económico e social da região.
GERAÇÃO DEPOSITRÃO DESAFIA ESCOLAS DE BRAGANÇA A RECOLHER DE RESÍDUOS ELÉTRICOS
Promovida pela ERP Portugal, entidade gestora destes fluxos de resíduos, a iniciativa mobiliza alunos, professores e restante comunidade educativa para o correto encaminhamento destes materiais, contribuindo para o cumprimento das metas europeias de reciclagem e valorização de resíduos.
O projeto decorre até ao final do ano letivo e está aberto a estabelecimentos de ensino de todos os níveis, desde o jardim de infância ao ensino superior. As escolas participantes podem solicitar recolhas e acompanhar o seu desempenho através da plataforma digital.
À semelhança das edições anteriores, serão atribuídos prémios às escolas com melhor desempenho, nas categorias de peso total recolhido, peso per capita e tipologia de resíduos, incluindo televisores, monitores, lâmpadas, equipamentos de refrigeração e pilhas.
A Geração Depositrão afirma-se, assim, como um projeto de referência na promoção da sustentabilidade em meio escolar, reforçando o papel das escolas enquanto agentes ativos na proteção do ambiente.
PASSEIO PEDESTRE “SÃO JOÃO DAS ARRIBAS” CONVIDA À DESCOBERTA DAS PAISAGENS DO DOURO INTERNACIONAL
A concentração está marcada para as 08h00, no Posto de Turismo de Miranda do Douro, ponto de partida de um percurso circular com cerca de 8 quilómetros. O itinerário contempla passagem por locais de interesse patrimonial e natural como o Castro de Vale d’Águia, Vale d’Águia, Aldeia Nova e o Castro de São João das Arribas, regressando posteriormente ao local de partida.
Com uma duração estimada de 2h30 e um grau de dificuldade classificado entre reduzido e médio, a iniciativa destina-se a um público alargado, incentivando a participação de famílias e amantes de caminhadas em meio natural. A participação é gratuita e inclui apoio logístico ao longo do percurso, bem como a oferta de almoço/lanche aos participantes.
O evento é promovido pela Câmara Municipal de Miranda do Douro, contando com o apoio da Douro Pula Canhada e da Junta de Freguesia de Miranda do Douro, integrando-se na estratégia de dinamização turística e valorização do território.
Mais do que um simples passeio, a iniciativa convida à descoberta das paisagens das Arribas do Douro, reforçando a ligação entre atividade física, natureza e património local.
FREIXO DE ESPADA À CINTA REFORÇA PROGRAMA CULTURAL COM REGRESSO DA ÓPERA
O encontro contou com a presença do presidente da autarquia, Nuno Ferreira, do secretário-geral da Associação de Municípios do Douro Superior, Dr. Nuno Trigo, e do maestro José Ferreira Lobo, em representação da iniciativa Ópera no Património, em articulação com a Associação Cultural Ópera na Academia e na Cidade.
De acordo com os intervenientes, a reunião teve como objetivo consolidar a aposta na cultura enquanto instrumento de valorização do território, promovendo iniciativas de carácter artístico de maior exigência e qualidade.
Neste contexto, ficou confirmada a realização de mais uma ópera no concelho, evento que pretende valorizar o património local e aproximar a população de expressões culturais de referência, contribuindo para a dinamização cultural do território.
A autarquia mantém, assim, a intenção de continuar a investir na cultura como eixo estratégico de desenvolvimento local, reforçando a oferta cultural e a identidade do concelho.
TORRE DE MONCORVO REFORÇA GEMINAÇÃO COM GOURNAY-SUR-MARNE ATRAVÉS DE NOVA ADENDA
A cerimónia de assinatura decorreu nos Paços do Concelho, num momento que contou com a presença de representantes autárquicos de ambas as cidades. A iniciativa integrou a visita oficial do presidente e do vice-presidente da autarquia francesa a Torre de Moncorvo, realizada a convite do município transmontano.
A deslocação da comitiva francesa coincidiu com a realização da Feira Medieval de Torre de Moncorvo, um dos eventos mais emblemáticos da região, proporcionando uma oportunidade adicional para o intercâmbio cultural e a promoção do território.
Com esta adenda, os dois municípios procuram aprofundar a cooperação já existente, potenciando novas áreas de colaboração, nomeadamente nos domínios cultural, turístico e institucional. A geminação entre Torre de Moncorvo e Gournay-sur-Marne tem sido, ao longo dos anos, um instrumento de aproximação entre comunidades, assente na partilha de experiências e no fortalecimento de relações internacionais à escala local.
Colmeias roubadas a apicultor de Vila Flor
O também agricultor, João André Cardoso, destaca que as colmeias roubadas eram as melhores e o furto constitui um prejuízo imensurável:
Este é o primeiro roubo que acontece a João André Cardoso que acrescenta que o local onde tem os apiários é de difícil acesso:
O apicultor já fez queixa na GNR esta segunda-feira. As autoridades estão agora a investigar o caso.
Município de Macedo de Cavaleiros aposta no diálogo para aquisição de terrenos em Podence
Apesar de já ter sido publicada, em Diário da República, a autorização do Ministro da Economia e Coesão Territorial para o processo de expropriação e tomada de posse administrativa de dois terrenos contíguos à antiga escola primária, o executivo municipal pretende avançar, numa primeira fase, com negociações diretas com o proprietário.
A garantia foi deixada pela vice-presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Clementina Gemelgo, após a publicação do despacho:
Após vários anos sem entendimento entre o município e o proprietário, o executivo camarário pretende agora alcançar um acordo através do diálogo:
O processo de aquisição destas duas parcelas decorre há cerca de oito anos. No entanto, o entendimento alcançado este ano, no âmbito da realização do Entrudo Chocalheiro, é visto como um sinal positivo para a resolução do processo, assegurando uma indemnização justa para o proprietário:
Está prevista para esta semana a realização de uma reunião entre o Município de Macedo de Cavaleiros e o proprietário dos terrenos.
Trabalhadores do Matadouro do Cachão “muito apreensivos” com o que pode ditar o processo de insolvência mas ainda com uma réstia de esperança
Os trabalhadores do Matadouro Industrial do Cachão (MIC) admitem estar “muito apreensivos” com o seu futuro profissional devido ao processo de insolvência que está em curso, mas com uma réstia de esperança que o plano de recuperação, que a Administração pretende apresentar à Assembleia de Criadores, possa vir a reverter o encerramento da caridade de abato do Conselho de Mirandela.
Disso mesmo deu conta Henrique Afonso, em declarações exclusivas à Terra Quente FM. “Há uns mais apreensivos, outros menos, devido às idades, até já sou um dos mais antigos, mas há alguns ainda novos, casados e pais de filhos que ainda são muito novos e estão em princípio de vida”, refere aquele funcionário que já está na empresa desde 1988.
“Estamos descontentes, porque ao fim de tantos anos isto poderá parar, fechar, vai causar muitos incómodos e contratempos”, acrescenta. Ainda assim, acredita que pode haver solução com o plano de recuperação. “Só a morte é que não tem solução, de resto tudo é possível”, afirma.
Henrique Afonso ressalva que a administração informou os trabalhadores que “é para continuarmos a trabalhar com o mesmo profissionalismo e a mesma dedicação, é o que estamos a fazer, mediante a qualidade e a quantidade de serviço que há”, conta.
Declarações de um dos 23 trabalhadores do MIC proferidas, esta tarde, após estarem reunidos com dirigentes do SINTAB (sindicato dos trabalhadores da agricultura e das indústrias de alimentação, bebidas e tabacos de Portugal, que acusa as sucessivas administrações desta unidade de abate, divididas entre os municípios de Mirandela e Vila Flor, de serem os “responsáveis pela situação financeira insustentável” que já ultrapassa os 2 milhões de euros, sem esquecer os dirigentes políticos locais, por prometerem constantemente planos de revitalização do complexo, nunca concretizados.
José Andrade, do Sintab, adianta que o intuito da reunião foi “recolher algumas informações que ainda faltam e são necessárias para efetuar a reclamação de créditos dos trabalhadores no processo de insolvência, mas também para aquilo que chama de repor a verdade aos factos e esclarecer a opinião pública”, alegando que tenha sido repetida a acusação de que o Sintab teria afirmado que o Matadouro se encontra encerrado. Ora, aquele dirigente afirma que “é uma narrativa falsa”, até porque considera que o Matadouro é “demasiado importante” para fechar portas, porque “não há aqui na região nenhuma outra infraestrutura que preste este serviço. Os três Matadouros que aqui estão à volta, um ainda não abriu, outro está fechado para obras e o outro está previsto a sua relocalização. E portanto, não há neste momento ninguém que faça o abate de bovinos desta forma, de forma tão célere e barata e com tanta qualidade, como faz o MIC”, refere.
Apesar de lamentar que a administração só agora tenha avançado com o plano de recuperação, José Andrade quer acreditar que não seja tarde demais. “Espero bem que não. Aliás, a importância da infraestrutura continua e é o grande alicerce da capacidade de manutenção dos postos de trabalho”, diz. “O importante é que haja vontade para isso”, lembrando que “quando os trabalhadores ouvem agora falar numa dívida que começou em 800 mil euros e já vai em 2 milhões e 300 mil euros, claro que ficam assustados. E é preciso que os responsáveis que deixaram isto chegar a esse ponto venham ao terreno”, afirma.
O dirigente do Sintap também critica as sucessivas promessas, que considera “demagógicas”, promovidas pelos diversos atores políticos locais durante as campanhas eleitorais para as autárquicas nos últimos 20 anos. “Como é que foi possível explicar que em todas as campanhas eleitorais venham a acenar com projetos de revitalização do complexo do Cachão e ao mesmo tempo estejam a deixar que uma dívida chegue a este ponto, o que deixa entender que nunca foi objetivo nenhum revitalizar o complexo”, lamenta.
José Andrade também desconfia das intenções do Fundo de Investimento, que agora reclama os créditos neste processo de insolvência. “Não sei qual é o interesse de fundos de investimento que compraram dívida, não sei. Os trabalhadores querem muito que isto se mantenha, mas não parece que seja essa a intenção de quem, neste momento, tem isto nas mãos”, diz.
Na mesma reunião, marcou presença à CDU para mostrar “solidariedade para com os trabalhadores nesta hora de impasse”, adianta o eleito na Assembleia Municipal de Mirandela, Jorge Humberto. “Porque os funcionários são o elo mais fraco e não podem ficar ao abandono por decisões que nem eles próprios sabem o que é que se está a passar”, critica.
“Devia ser um processo transparente e explicar às pessoas como é que se chegou até aqui. Há responsabilidade das Câmaras Municipais, desde 2005, porque o que está aqui em causa são dívidas contraídas com um empréstimo de 750 mil euros, há 20 anos, e que resultou na hipoteca de vários lotes deste complexo, que têm ido a hasta pública, têm sido comprados não sabemos por quem e obviamente que aqui há uma questão criminal que tem de ser posta em causa”, acusa.
Jorge Humberto acrescenta que “esta empresa que detém estes créditos cedidos e comprados ao Novo Banco com a falência do BES, está a fazer agora uma pressão sobre as Câmaras Municipais, atirando 22 trabalhadores, 22 famílias, provavelmente, para o desemprego”, lamenta o eleito da CDU na Assembleia Municipal de Mirandela.
Câmara aumenta incentivo à natalidade de mil para 2500 euros
Este aumento proposto pelo presidente Luís Fernandes, na última reunião de câmara, ontem, e enquadra-se “na estratégia de reforço das políticas de apoio às famílias e de promoção da natalidade, inserida no conjunto de medidas municipais orientadas para o apoio social e para a coesão territorial, visando responder aos desafios demográficos que afetam o concelho”.
A alteração ao regulamento permitirá “aumentar de forma significativa” o apoio financeiro atribuído por nascimento, sendo aplicável às crianças nascidas a partir de 1 de janeiro de 2026.
A verba atribuída às famílias deverá ser obrigatoriamente utilizada em compras no comércio local.
Trás-os-Montes acima da média na execução de fundos, mas enfrenta entraves no terreno
Na primeira reunião de trabalho, com a nova composição da CCDR-N, que tomou posse em fevereiro deste ano, com a presidência a ser liderada por Álvaro Santos, foi analisado o ponto da situação da taxa de execução do NORTE2030 na região transmontana. “Estamos acima da média a nível de região Norte, segundo aquilo que nos contabilizaram, com bastante esforço, porque evidentemente temos competição entre fundos, o que está a fazer com que os preços empolem, ou seja, os empreiteiros começam a deixar muitos concursos desertos, e portanto há uma dificuldade em contratação e na subsequente execução também dos fundos”, disse o presidente da CIM-TTM, Pedro Lima.
O também autarca de Vila Flor não revelou as obras que se encontram em atraso, mas frisou que poderia “elencar imensas”. Avançou que há “muitas que realmente que caem nesse crivo de não haver empreiteiros interessados porque há uma competição entre fundos comunitários e os empreiteiros podem dar-se ao luxo de concorrer àquelas que se calhar vão ter maior benefício”, partilhou. Reforçou ainda que esse “é um problema que Portugal está a enfrentar, mas tal e qual como eu disse, com este conhecimento, com esta proximidade, podemos, o que interessa na realidade é que as obras sejam executadas e que tenham qualidade para a população. E se conseguirmos realmente separar o trigo do joio, vamos conseguir sem dúvida melhorar a qualidade de vida dos nossos municípios”, disse.
Para Trás-os-Montes, Pedro Lima apontou que a dotação orçamental é “pequena”. “São 120 milhões de euros para todo o percurso deste fundo comunitário que é o 2030”. Salientou ainda que “para quem recebe é sempre pouco, mas para quem dá se calhar é demasiado. Para ara nós será sempre esse o sentimento que fica, porque correspondemos a 26% do território da região Norte, portanto somos muito significativos, temos aqui a geração onde se faz energia em Portugal, mais de 50% da energia produzida em Portugal é produzida nesta região de Transmontana e portanto também foi uma oportunidade para veicular estes nossos pensamentos, que já vêm de há muito tempo, com uma nova presidência da CCDR-N”, revelou.
O presidente da CCDR-N, Álvaro Santos, salientou o trabalho desenvolvido pela comunidade intermunicipal transmontana. “Tem feito um esforço muito significativo, mas também o que viemos apelar foi para continuar com este ritmo, para os próximos tempos e em particular para este ano, porque isso é absolutamente crucial”, afirmou, recordando que “neste momento, estamos com uma taxa de execução ainda relativamente baixa, 12%, de aprovação 52%, mas de compromisso já com 76%” o que que dizer que “neste período de programação, que termina em 2030, já não vamos conseguir alterar muitas regras”, mas garantiu que “aquelas que estiverem ao nosso alcance vamos alterar com certeza para poder satisfazer a boa performance que a CIM-TTM tem apresentado”, concluiu.
Esta iniciativa da CCDR-N integra um conjunto de encontros promovidos durante os meses de abril e maio, com o objetivo de reforçar a articulação estratégica, a cooperação territorial e a governação partilhada com os territórios da Região Norte.




















