Número total de visualizações do Blogue

Pesquisar neste blogue

Aderir a este Blogue

Sobre o Blogue

SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Sim, claro, está tudo bem... não te preocupes. Não estejas a gastar dinheiro!


 Nas nossas aldeias, o silêncio ocupa as ruas e a solidão pode doer mais do que o frio do inverno. Muitas vezes é um peso invisível, escondido para não incomodar, mascarado por sorrisos rápidos ou por aquela velha frase que se repete por hábito… “Está tudo bem.” Mas nem sempre está. E é por isso que a ligação entre quem vive nas aldeias e quem, por força da vida ou das profissões, teve de partir, é hoje mais essencial do que nunca.

Nunca fomos tantos a estar tão longe. E nunca foram tão poucos os que ficaram. Pais que envelhecem, vizinhos que já não veem tão bem, amigos que antes se encontravam na rua mas agora passam dias sem ouvir uma voz. O interior está cheio de gente que aprendeu a viver sem pedir nada, que não quer dar trabalho, que “não quer incomodar”. Mas mesmo quem nunca se queixa precisa de companhia, de atenção, de saber que alguém pensa nele.

É aqui que um gesto tão simples como um telefonema se transforma num verdadeiro ato de amor.

Uma chamada de dois minutos, um “estás bem?”, um “precisas de alguma coisa?”, pode ser a diferença entre alguém continuar o dia com serenidade… ou alguém ser salvo de um perigo invisível. Uma chamada pode afastar o desespero, identificar uma emergência, trazer companhia a quem passa horas sozinho, e, por vezes, pode literalmente decidir entre a vida e a morte.

Nas nossas aldeias, há casas onde ninguém entra há semanas, portas que já nem se abrem para o carteiro, janelas que já não se acendem à noite porque quem lá vive perdeu o hábito de esperar visitas. Há idosos que já não têm força para pedir ajuda, há pessoas que passam mal e acreditam que “vai passar”, há pequenos acidentes que se tornam grandes tragédias porque ninguém reparou a tempo. E, ao mesmo tempo, há filhos, netos, sobrinhos, amigos, vizinhos, todos espalhados pelo país e pelo mundo, que levam no coração uma culpa silenciosa por não conseguirem estar presentes como gostariam.

Mas não precisamos estar fisicamente presentes para cuidar.

Podemos cuidar com a voz, com a atenção, com a presença constante mesmo à distância.

É urgente que, nas nossas aldeias, se crie uma verdadeira rede de contacto humano.

Uma lista com o número de todos, dos que ficam e dos que partem.

Uma missão comunitária que não seja formal nem burocrática, mas emocional e genuína.

Falar uns com os outros todos os dias, nem que seja um minuto.

Telefonar ao vizinho que vive sozinho.

Mandar uma mensagem ao tio que está doente.

Ligar aos pais, mesmo quando dizem que “não é preciso”.

Perguntar como correu o dia.

Enviar uma fotografia, partilhar uma memória, lembrar que não estão esquecidos.

Esta rotina simples, se fosse adotada em todas as aldeias, teria o poder de criar laços novos e reforçar os antigos. De diminuir o medo. De reduzir o isolamento. De dar paz a quem está longe e segurança a quem está perto. De fazer cada pessoa sentir que  faz parte de uma comunidade que cuida de todos, que não abandona, que está atenta.

A aldeia não é apenas um espaço físico com um tasco onde se joga à sueca.

É uma família alargada.

E como todas as famílias, precisa de comunicação para sobreviver.

Numa época em que tudo se resolve através de mensagens instantâneas, fazemos tão pouco uso daquilo que pode realmente salvar alguém. A voz. A voz que acalma. A voz que escuta. A voz que percebe quando alguma coisa não está bem. A voz que faz companhia. A voz que impede que o silêncio seja absoluto.

É por isso que devemos fazer deste hábito uma missão diária.

Não um dever que incomoda, mas um gesto amoroso.

Uma forma de dizer: “Eu estou aqui.”

O que nos mantém vivos, por dentro e por fora, é saber que não estamos sozinhos. E, nas nossas aldeias… esse gesto tão simples pode ser a maior prova de humanidade que podemos oferecer.

HM

Partilhamos algumas das muitas reuniões de trabalho no Município de Bragança.

 Recentemente, teve lugar uma reunião com representantes da “DECO – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor”, reforçando a articulação em matérias de defesa do consumidor e proteção dos munícipes; uma sessão técnica dedicada ao desenvolvimento do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Município, instrumento estratégico, a apresentar em breve, para uma mobilidade mais eficiente, segura e ambientalmente responsável; encontro com a E-Redes, para análise do ponto de situação no concelho e identificação de necessidades ao nível da infraestrutura elétrica; e reunião ordinária do Conselho de Administração da Resíduos do Nordeste, centrada na gestão e valorização dos resíduos na região.

*Coordenação, planeamento e decisões que consolidam o desenvolvimento do concelho.*

Rotas da Pipas em Açoreira, dia 28 de fevereiro de 2026

 Inscrições AQUI.

25 de Abril, a Revolução dos Cravos - O Fim da Ditadura e o Nascimento da Liberdade


 O dia 25 de Abril de 1974 marcou um dos momentos mais importantes da história contemporânea de Portugal. Conhecido como a Revolução dos Cravos, este acontecimento pôs fim a quase meio século de ditadura, abrindo caminho para um regime democrático e para a consagração de direitos fundamentais, como a liberdade de expressão.

Durante o Estado Novo, instaurado por António de Oliveira Salazar e depois liderado por Marcelo Caetano, o país vivia sob forte repressão política. A censura controlava jornais, livros, cinema, rádio e televisão, impedindo a divulgação de ideias contrárias ao regime. A polícia política, a PIDE, perseguia, prendia e torturava opositores. As liberdades individuais eram severamente limitadas e qualquer crítica pública ao governo podia significar prisão.

A Revolução começou nas primeiras horas de 25 de Abril, liderada pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), um grupo de militares que contestava a guerra colonial e o regime autoritário. A senha para a ação foi dada através de duas músicas transmitidas na rádio. “E depois do adeus”, de Paulo de Carvalho, e “Grândola, Vila Morena”, de Zeca Afonso, esta última tornou-se símbolo da revolução.

Nas ruas, a população juntou-se aos militares, oferecendo cravos que foram colocados nos canos das espingardas e nos uniformes dos soldados, símbolo pacífico de um dia que, apesar de muito nervosismo, resultou em muito poucas vítimas. O gesto dos cravos tornou-se imagem eterna da revolução.

O 25 de Abril significou o fim da censura e da repressão política. Pela primeira vez em décadas, os portugueses puderam falar livremente, formar partidos, manifestar-se e ler jornais sem cortes. A liberdade de expressão tornou-se um dos pilares da nova ordem democrática.

A data é hoje celebrada como o “Dia da Liberdade” e recorda que os direitos conquistados, embora exigindo cuidado e preservação, nasceram do esforço conjunto de militares e povo. O 25 de Abril foi a abertura de portas e janelas para um país respirar a liberdade.

HM

ANTÓNIO RAMINHOS - Volto Já

 ANTÓNIO RAMINHOS tem medo de morrer. Aliás, esse sempre foi um tema presente na sua ansiedade e perturbação obsessiva-compulsiva. Mas, chegou a hora! Não de morrer, mas de partilhar as suas reflexões sobre o que significa viver num mundo onde a morte é uma realidade inevitável, abordando experiências pessoais, medos e absurdos do quotidiano relacionados com a finitude.
Com o seu habitual humor nonsense, por vezes negro, vai partilhar histórias sobre funerais, tradições fúnebres e o que realmente acontece nas últimas horas. Depois de Não sou eu é a minha cabeça e Não prometemos para mais ninguém, um espetáculo que pretende transformar a indesejada visita da morte num momento de pura comédia. VOLTO JÁ promete ressignificar o luto e celebrar a vida, garantindo que todos saem da sala de sorriso no rosto, pensativos e um pouco mais leves.

texto, interpretação António Raminhos

Natal, de Miguel Torga

Mensageiro participa em série da RTP com ator brigantino Hélder Afonso

 O jornal Mensageiro de Bragança vai integrar a produção de uma nova série para a RTP, produzida por Tino Navarro, natural de Vila Flor, e que terá como protagonista o ator brigantino Hélder Afonso, que já protagonizou outra série do género, em Braga.


“A série vai chamar-se ‘Bragança’ e vai ser filmada integralmente aqui no distrito. É uma encomenda feita pela RTP1 e vem de um leque de séries que o Tino Navarro, que é o produtor e vai ser o realizador desta, está a fazer. A primeira foi feita em Braga. A segunda foi feita em Faro e, agora, está a fazer em Bragança. Depois há de ter também uma série por cada capital do distrito. Este projeto vai ser filmado em Bragança, de março a maio e, neste momento, estamos à procura de talento local, de todo o tipo, de todas as pessoas que se sintam capacitadas para integrar a equipa de rodagens, qualquer departamento criativo, e também figurantes e pessoas que achem e que gostassem de tentar um papel para o elenco. Temos muitos papéis para atribuir, coisas mais pequenas, coisas maiores”, explicou o ator brigantino, de 32 anos, que também já foi manequim internacional.

Os castings começaram já em novembro mas haverá um terceiro ainda este mês.

“Houve dois castings, um foi em novembro do ano passado, o segundo foi há duas semanas, e o terceiro será em meados de fevereiro. Estão a decorrer candidaturas, depois será consoante a disponibilidade do Tino, que é o realizador”, explicou Hélder Afonso.

A produção procura pessoas acima dos 16 anos. “Porque não temos personagens crianças, senão também estaríamos abertos a isso. Portanto, todas as pessoas acima dos 16 anos podem candidatar-se. E para a figuração estamos à procura de muitos... de muitos... de todo tipo de idades”, indicou.

A enredo da série decorre integralmente em Bragança.

“A única coisa que eu poderei dizer é que a história vai falar sobre escolhas transmontanas. Ou seja, nós, na nossa ‘transmontanice’, por assim dizer, deparamo-nos ao longo da nossa vida com esta decisão. O que é que eu faço à minha vida? Vou em busca de um futuro melhor, seja para fora do país ou Portugal abaixo, ou mantenho-me aqui e entrego-me àquilo que o destino tem para me dar aqui no distrito?”, adiantou o ator, indicando, ainda, que a história terá “duas narrativas”.

As filmagens vão decorrer um pouco por todo o distrito e, no concelho de Bragança, em aldeias como Rio de Onor, Aveleda ou Coelhoso, freguesia de onde é originário o próprio Hélder Afonso.

O ator, que está a ajudar também neste processo de produção, adianta que a equipa será formada por dezenas de pessoas.

“A equipa de rodagens vai envolver em volta de 40, 50 pessoas a trabalharem na rodagem, mais atores, mais figurantes, que vão ser muitos. É uma série que tem bastante participação de figurantes, por isso é uma oportunidade boa para as pessoas daqui que tiverem interesse e tiverem esta curiosidade de experimentar, inscreverem-se e estarem um dia connosco”, disse. “Já temos bastante inscritos para esta última fase, mas para figurantes precisamos aí de uns 200, 300”, frisou.

O Mensageiro de Bragança será um dos cenários que integram esta série da RTP, que terá, também, o apoio da Câmara de Bragança em cerca de 40 mil euros.

“A série televisiva “Bragança”, de Tino Navarro, assume uma importância significativa para o território ao valorizar e projetar a identidade cultural, histórica e social de Bragança a nível nacional. Ao utilizar Bragança como cenário narrativo, a série contribui para o reconhecimento das suas paisagens, tradições e modos de vida, reforçando o sentimento de pertença da comunidade local e promovendo a memória coletiva”, disse a presidente da Câmara de Bragança, Isabel Ferreira, ao Mensageiro.

“Estou convicta que será um instrumento de promoção territorial, despertando o interesse pela nossa região”, concluiu.

Helder Afonso com projetos para a região

Este não deverá ser o único projeto de Hélder Afonso ligado ao Nordeste Transmontano.

Nascido e criado entre Coelhoso e Bragança, o ator admite manter uma forte relação com as suas origens, apesar de aos 17 anos ter abraço a carreira de manequim, que o projetou internacionalmente.

“Sou ator de profissão, já fui manequim durante dez anos. Há cerca de cinco anos abracei esta nova vertente da representação e também, em paralelo, esta coisa de estar atrás das câmaras e de aprender a fazer cinema. Inclusive, tenho um projeto que estou a desenvolver com um sócio que é realizador, que estamos a sediar aqui em Bragança. Vai ser uma produtora local, que se vai especializar maioritariamente em produção de cinema, seja autoral, seja uma coisa mais comercial. A nossa ideia é estar baseados aqui, mas percorrer o país e os clientes serem do país inteiro. E como ator, já tive a oportunidade de protagonizar a série do Tino Navarro em Braga, e no ano passado estive a filmar uma novela, na SIC, ‘A Senhora do Mar”, e estive a estudar representação”, contou ao Mensageiro.

Depois de dez anos como modelo, no mundo da moda, Hélder Afonso viu bater-lhe à porta a oportunidade de enveredar pela representação, numa altura em que morava em Nova Iorque (EUA).

Esse projeto coincidiu com a pandemia e, com a impossibilidade de viajar de volta aos Estados Unidos, foi ficando.

“Descobri uma nova maneira de fazer arte e de me alimentar ainda mais criativamente, porque a verdade é que a moda já me deixava um bocadinho limitado. Deixava-me sentir-me um pouco angustiado, não tinha noção na altura, mas depois vim a perceber que sim, que foi uma mudança que tinha que ser”.

Para trás ficaram participações em alguns dos eventos mais importantes do setor.

“Eu tive a sorte de fazer um pouco de tudo. Ainda fiz Semana da Moda de Milão e fazia sempre aqui em Portugal em termos de passerelle. Mas como as minhas medidas não eram... certas para alguns mercados, para passarelle, acabava, por exemplo, por não fazer a Semana da Moda aí, mas trabalhava na outra vertente, mais comercial, de lookbooks, catálogos, campanhas...”, explicou. 

Hélder Afonso admite que a resiliência própria dos transmontanos o ajudou ao longo da carreira. 

“Nós temos essa facilidade de nos conseguirmos ambientar a qualquer coisa, especificamente no mundo da moda, não notei que isso fosse um handicap. Na altura, em Lisboa, havia um bocado um pouco estigma em relação ao nosso sotaque, à forma como falamos, e às vezes eu sinto que nos nossos conterrâneos isso afeta-os, e é normal. Mas eu sempre senti que se nós assumirmos o que somos, sem ter-mos vergonha, que as coisas funcionam e que desarmamos as outras pessoas e elas acabam por gostar de nós”, explicitou.

Hélder Afonso tem, ainda, em mãos a criação de uma associação criativa de forma a desenvolver na região trabalhos nessa área. “É uma associação criativa que estou a montar aqui, aliado à produtora também, e é um dos principais objetivos passa por dinamizarmos artisticamente aqui a zona, principalmente teatralmente”, indicou. 

Os interessados em participar no casting devem enviar mensagem para o número 932797025. Depois recebem dois links, um para casting e outro para figuração. O link d´acesso a um formulário que pede alguns dados sobre a pessoa, altura, peso, idade, e vão também ter que fazer o carregamento de duas fotografias, uma de rosto e outra de corpo inteiro. 

António G. Rodrigues

CEREJA DE ALFÂNDEGA DA FÉ COM CERTIFICAÇÃO IGP

 A Cereja de Alfândega da Fé passa a ser um produto IGP, Identificação Geográfica Protegida.


O Despacho do Secretário de Estado da Agricultura sobre a decisão favorável a este pedido de registo pedido pela Cooperativa Agrícola de Alfândega da Fé foi hoje publicado em Diário da República.

 A decisão nacional confere proteção a nível nacional à denominação “Cereja de Alfândega da Fé” como IGP, com efeitos a partir de 3 de dezembro de 2025, data de apresentação do pedido de registo à Comissão Europeia.

Entende-se por IGP uma denominação que "identifique um produto originário de um local ou região determinados, que possua determinada qualidade, reputação ou outras características que possam ser essencialmente atribuídas à sua origem geográfica e em relação ao qual pelo menos uma das fases de produção tenha lugar na área geográfica delimitada", indica a informação veiculada pela Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural.

Atualmente, o distrito de Bragança tem nove produtos agrícolas e géneros alimentícios com este registo de IGP, sendo que sete são do concelho de Vinhais: A alheira, o butelo, a linguiça, o presunto bísaro, o salpicão a chouriça doce e o chouriço azedo. 

Há ainda a Alheira de Mirandela e a Amêndoa Coberta de Moncorvo. 

O décimo produto IGP do distrito brigantino passa a ser a Cereja de Alfândega da Fé.

Artigo escrito por Fernando Pires (jornalista)
Foto: Município de Alfândega da Fé

Com os caretos à solta, Podence volta a celebrar o Entrudo

 O Entrudo Chocalheiro de Podence, classificado pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade, regressa à aldeia de Podence, no concelho de Macedo de Cavaleiros, entre os dias 14 e 17 de fevereiro de 2026. Durante quatro dias, a pequena aldeia transmontana transforma-se num palco vivo de tradição, cor e irreverência, atraindo milhares de visitantes nacionais e estrangeiros.


O presidente da Associação dos Caretos de Podence, António Carneiro, garante que o Carnaval deste ano mantém-se fiel à tradição reconhecida internacionalmente, sublinhando a importância de preservar a autenticidade da festa ao longo do tempo. O responsável refere ainda que as condições meteorológicas serão determinantes para o desenrolar do programa:

O programa é diversificado e pensado para públicos de todas as idades, cruzando tradição, cultura popular e experiências ligadas ao território. Caminhadas, desfiles de caretos, animação de rua e momentos gastronómicos fazem parte dos principais destaques:

Além dos desfiles, o Entrudo de Podence integra mercadinhos tradicionais, oficinas criativas como o “Pinta a Tua Máscara”, lançamento de livros infantis, caminhadas temáticas e várias iniciativas que valorizam os saberes e sabores locais. A gastronomia assume também um papel central, com almoços, jantares e noites gastronómicas em restaurantes aderentes.

No sábado, dia 14 de fevereiro, destaque para o desfile dos facanitos e para o Entrudo dos Namorados, à noite. No domingo, os caretos saem à rua em liberdade e é lançado o livro infantil “Vento Velhaco”. A segunda-feira fica marcada pelo pregão casamenteiro e pela Noite da Máscara Mágica, com um desfile enigmático. A festa encerra na terça-feira com o desfile das Marafonas, a Procissão da Queima e a tradicional Queima do Entrudo, na Eira do Careto:

O programa inclui ainda atividades na natureza, como passeios de barco na Albufeira do Azibo, e visitas a espaços emblemáticos da aldeia, como o Museu do Careto, a Eira do Careto, o Baloiço do Careto, os murais espalhados pela aldeia e a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Purificação:

O Entrudo Chocalheiro de Podence conta com o apoio da Associação dos Caretos de Podence, do Município de Macedo de Cavaleiros e da Junta de Freguesia de Podence. Com este envolvimento, a celebração mantém-se como uma afirmação viva da identidade transmontana, oferecendo quatro dias de festa onde tradição, cultura e comunidade caminham lado a lado.

Cátia Barreira

Feira do Fumeiro revalidou sucesso habitual de vendas

 Nem o mau tempo ou as eleições presidenciais deste domingo afastaram os compradores da Feira do Fumeiro de Vinhais que revalidou o sucesso mais um ano.


Na manhã do último dia certame, que começou na quinta-feira, muitos produtores já tinham esgotado os enchidos. “É verdade. Isso é o melhor sinal de que, apesar de todos constrangimentos que existem que existiram, a venda destes produtos não foi afetada. O sucesso a nível de vendas é real. Poderia haver menos gente, tendo atenção todo o contexto que vivemos, mas, de qualquer maneira, a feira manteve o que é importante e a sua essência, que é vender os seus produtos”, explicou o presidente da Câmara, Luís Fernandes, que fez um balanço otimista da 46ª edição da Feira do Fumeiro.

Ainda que possa ter existido uma ligeira redução no número de visitantes, o autarca, considera que as venda não se ressentiram. “Sim, exatamente. Aquilo que é importante, que é a venda dos produtos e a sua divulgação continuou a ser feita de maneira muito positiva com se vê, porque neste momento, ainda temos a tarde de domingo”, referiu Luís Fernandes.

Glória Lopes

Município mantém apoio aos alunos do Ensino Superior

 O Município de Vinhais vai manter o apoio aos estudantes do Ensino Superior do concelho. Essa proposta do presidente da Câmara, Luís Fernandes, foi aproada na reunião de Câmara do dia 29 de janeiro.


“Tendo em atenção o nível do aumento do custo de vida, nomeadamente o alojamento, que se reflete no orçamento dos alunos e das respetivas famílias, com a subida do valor a atribuir nas bolsas de estudo, pretende-se ajudar ainda mais as famílias, atenuando as despesas”, indicou a Câmara de Vinhais, em comunicado.

De acordo com a autarquia presidida por Luís Fernandes, “esta é mais uma estratégia de apoio do município numa área fundamental aos seus munícipes, sendo que são 40 bolsas de estudo a atribuir, num valor de mil euros, um número considerável e muito importante”, lê-se.

Para além das bolsas de estudo por insuficiência económica, também serão atribuídas cinco bolsas de estudo por mérito académico, com um valor de mil euros.

“A autarquia de Vinhais considera que a educação é fundamental para o desenvolvimento da nossa região e que todos os jovens devem ter acesso a oportunidades de estudo. Assumindo o compromisso com os estudantes do concelho com apoios diferenciados, contribuindo para um futuro melhor dos vinhaenses”, termina a mesma nota.

AGR

Agricultor com prejuízos de cerca 120 mil euros de prejuízos na Foz do Sabor

 Um produtor agrícola do concelho de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança, contabilizou prejuízos de cerca de 120 mil euros na sua exploração, junto à foz do Sabor, onde o leito do rio subiu cerca de quatro metros.


Mário Martins disse que tem prejuízos de cerca de 120 mil euros na área de laranjal, sistemas de rega e equipamento de apoio à produção agrícola, tornando-se numa soma avultada.

“Sou proprietário de 12 hectares de terreno de cultivo junto à foz do rio Sabor e choveu cinco vezes mais que em anos anteriores, o que se tornou num ano muito complicado para toda a gente”, vincou.

Mário Martins já contabilizou mais de 600 mil euros de prejuízos só nesta exploração agrícola desde 2013, garantindo que nunca ninguém olhou para os seus prejuízos e que não tem tido apoios.

“As laranjeiras não vão aguentar tanta água e, estando submersas, temo que num período de 10 dias as raízes fiquem contaminadas ou apodreçam, o que leva à perda das árvores de fruto e, consequentemente, do rendimento. Outra das precauções é todo o sistema de rega e sistemas de apoio que ficam estragados ou gravemente danificados”, relatou.

O produtor mostrou-se revoltado e aponta o dedo às entidades públicas que não se mostram disponíveis em resolver os problemas dos agricultores.

“Estou revoltado e de mãos atadas porque as pessoas não veem os prejuízos que os agricultores têm, sendo o mais grave, quando fazemos um ponto de situação. Há aqui falta de responsabilidade das entidades públicas para este setor e dos nossos governantes. Em Portugal não há responsabilidade. Só espero ser contado e que os problemas não se resolvam só nos gabinetes”, frisou.

O agricultor tem outras propriedades onde colhe produtos essencialmente hortícolas, junto à ribeira de Vilariça, também no concelho de Torre de Moncorvo, onde a água galgou as margens devido à falta de limpeza por partes entidades competentes e destruiu a produção.

“Este é nosso sustento de vida. Estamos fartos de gastar dinheiro e sem ver os problemas resolvidos”, enfatizou.

Mário Martins recua ao ano de 2005, onde o cenário de destruição foi idêntico.

Francisco Pinto

26 de JULHO de 2006 - Moto Clube de Mirandela

FEBRE DE BURRO

 Primeiro houve pesquisa, escuta e caminhos palmilhados.
Depois, juntaram-se as pessoas do território para um espetáculo que andou de lugar em lugar.

Agora, na Biblioteca Municipal de Miranda do Douro, a FEBRE DE BURRO adapta-se ao espaço expositivo e faz-se às paredes desta casa de livros e de pensar, até ao dia 16 de março.

Esta exposição apresenta, através da fotografia, o impacto visual que este projeto teve no território. É uma celebração do caminho percorrido e, ao mesmo tempo, uma forma de fixar a memória deste trabalho, para que não se perca nem se esqueça. 

Mais um passo deste projeto da Rota Clandestina e da AEPGA.

Venham daí admirar e também conversar sobre esta criação de Rui Paixão e Dona Edite, no dia 6 de março.


TINTIN ye un de ls heiróis más poliglotas de toda la Banda Zenhada.

 Ls Xarutos de l Faraó son la purmeira abintura de TINTIN falada an mirandés i bai a ser apersentada no sábado que ben, die 14, a las cinco de la tarde, na Biblioteca António Maria Mourinho an Miranda. Todos ls partecipantes nesta cuonta fálan la Lhéngua que stá na nuossa raíç: Tintin, Rastapopoulos, Dupond i Dupond, Oulibeira de la Figueira… i até Milú lhadra an mirandés.

Por isso, queda todo mundo cumbidado a star persente, sien miedo, porque l perrico, anque seia guicho, nun muorde.

Bien benid@s


🎭 MASCARARTE – XII Bienal da Máscara

 A tradição transforma-se em arte e volta a ocupar o centro da cidade.
Máscaras, identidade, criatividade e cultura cruzam-se num encontro único que celebra o património imaterial do território.

12 a 18 de fevereiro

Venha assistir, participar e viver a MASCARARTE.

O grande evento já está em contagem decrescente e as inscrições encontram-se oficialmente abertas para mais uma edição do Passeio TT Mulheres ao Volante, que se realiza no dia 7 de março de 2026, no concelho de Bragança.

 Este evento, já uma referência no panorama do todo-o-terreno feminino, assinala o Dia Internacional da Mulher através da aventura, do convívio e da superação, reunindo mulheres de todo o país num dia dedicado à condução fora de estrada e ao contacto com a natureza.


A edição de 2026 será organizada pela Aventura Norte, entidade especializada em eventos de natureza e TT, contando com Centro Social Paroquial Santo Condestável de Bragança. Este ano, o evento contará ainda com o acolhimento da Junta de Freguesia de Deilão, que receberá as participantes e apoiará logisticamente a realização da iniciativa.

O Passeio TT Mulheres ao Volante mantém o seu forte cariz solidário, revertendo parte do valor das inscrições a favor do Lar de São Francisco, uma instituição de solidariedade social que desenvolve um trabalho fundamental no acolhimento e acompanhamento de crianças e jovens em situação de risco, promovendo a sua proteção, educação e integração social.

PROGRAMA:

08H30- Centro Social e Paroquial de Stº Condestável
09H00- Saída para o percurso da manhã.
13h00- Almoço (Aldeia do DEILÃO)
14H00- Saída para o percurso da tarde.
19H30- Jantar (Restaurante 0 JAVALI) 

Ao inscrever-se está a fazer a entrega de €5,00 (Cinco Euros) à Casa de Acolhimento – Lar S. Francisco.

Evento de cariz solidário. 

Obrigatoriamente a condução tem que ser efetuada por mulheres.

Inscrições AQUI.

A ORGANIZAÇÃO ASSISTE O DIREITO DE PROCEDER A QUAISQUER ALTERAÇÕES, DESDE QUE DEVIDAMENTE JUSTIFICADAS.

ENCERRAMENTO DAS INSCRIÇÕES 4 DE MARÇO 2026

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

III CONCURSO DO ROSQUILHO

 E já lá vão 3 edições! Acarinhado por todos e consolidado enquanto promotor da iguaria culinária ancestral que marca a identidade dos Vilaflorenses, encontram-se abertas as inscrições para o III Concurso do Rosquilho a realizar durante o certame das Amendoeiras em Flor, dia 1 de março, com organização dos @BombosCavaquinhos e apoio do Município, 

Aberto a Freguesias, Associações/Instituições, particulares, kids e este ano a categoria senior!

1º prémio simbólico para cada uma das 5 categorias a concurso;

Critérios de avaliação do chef: sabor, textura e apresentação da iguaria.

Estão todos convidados a participar!

Inscrições até 25 de fevereiro, por email 📧 comcordascomarte@gmail.com ou AQUI.

🥁𝟭º 𝗘𝗻𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝗕𝗼𝗺𝗯𝗼𝘀🥁

 Freixo de Espada à Cinta vai vibrar ao som dos bombos!
No âmbito da Feira da Amendoeira em Flor, convidamos toda a comunidade a assistir ao 1º Encontro de Bombos, um momento de tradição, ritmo e muita energia.

Espaço Multiusos
8 de março
14h30

Grupos convidados:

• BomB `Aii
• Us Bat N´Pelle
• ComCordas de Arte
• Bombos da Veiga
• Grupo de Bombos Ala

Venha celebrar a cultura popular e sentir o pulsar dos bombos!

Participe e traga família e amigos!

𝐏𝐥𝐚𝐧𝐨 𝐝𝐞 𝐑𝐞𝐜𝐮𝐩𝐞𝐫𝐚çã𝐨 𝐞 𝐑𝐞𝐬𝐢𝐥𝐢ê𝐧𝐜𝐢𝐚 (𝐏𝐑𝐑) 𝐧𝐨 𝐏𝐚𝐭𝐫𝐢𝐦ó𝐧𝐢𝐨 𝐂𝐮𝐥𝐭𝐮𝐫𝐚𝐥 - 𝐌𝐔𝐒𝐄𝐔 𝐀𝐁𝐀𝐃𝐄 𝐁𝐀Ç𝐀𝐋

 Bragança tem agora o Museu Abade Baçal mais atual e dinâmico após as obras de requalificação que decorreram ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
As obras decorreram em duas fases, tendo sido recuperado o sistema AVAC e integrada uma caldeira para aquecimento que permitiu uma melhor climatização das salas de exposição e dos espaços das reservas.

Ao nível da infraestrutura foi ainda recuperada a ala sul do telhado do museu, as paredes das salas de exposição pintadas e instalado o sistema Wi-Fi.

No que diz respeito às acessibilidades, a rampa existente no local foi substituída por uma plataforma elevatória.

O Património Cultural, I.P. é a entidade responsável pelo acompanhamento e implementação física e financeira PRR aplicado ao património cultural, envolvendo 84 imóveis, mais o Arquivo do Som e três teatros.

🎥 @recuperarportugal