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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 5 de novembro de 2026

A Presidente da Câmara Municipal de Bragança, Isabel Ferreira, participou na Cimeira da Habitação do Norte, promovida pela CCDR-NORTE, em Vila Nova de Gaia.

 Um encontro de reflexão e partilha de soluções para os desafios da habitação, no qual o Município de Bragança se fez representar, reforçando o seu compromisso com a procura de respostas que promovam o acesso à habitação, a fixação de população e a coesão territorial.

𝐔𝐦𝐚 𝐝𝐚𝐭𝐚, 𝐮𝐦𝐚 𝐬𝐮𝐩𝐞𝐫𝐬𝐭𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐞 𝐮𝐦 𝐦𝐢𝐬𝐭𝐞́𝐫𝐢𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐬𝐞́𝐜𝐮𝐥𝐨𝐬… 𝐬𝐚𝐛𝐞 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐭𝐮𝐝𝐨 𝐜𝐨𝐦𝐞𝐜̧𝐨𝐮? 𝐀 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐨𝐬𝐭𝐚 𝐩𝐨𝐝𝐞 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐫 𝐧𝐚 𝐡𝐢𝐬𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐨𝐬 𝐓𝐞𝐦𝐩𝐥𝐚́𝐫𝐢𝐨𝐬.

 Na próxima sexta-feira, 13 de novembro, o Museu Municipal da Ordem dos Templários e da Identidade Nacional convida-o a descobrir a história por detrás da superstição, numa viagem ao passado para conhecer os Templários e perceber a origem do mito associado a esse dia.

𝟏𝟑 𝐝𝐞 𝐧𝐨𝐯𝐞𝐦𝐛𝐫𝐨 | 𝟐𝟎𝐡𝟑𝟎

𝐌𝐮𝐬𝐞𝐮 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐎𝐫𝐝𝐞𝐦 𝐝𝐨𝐬 𝐓𝐞𝐦𝐩𝐥𝐚́𝐫𝐢𝐨𝐬 𝐞 𝐝𝐚 𝐈𝐝𝐞𝐧𝐭𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐍𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥, 𝐌𝐚𝐜𝐞𝐝𝐨 𝐝𝐞 𝐂𝐚𝐯𝐚𝐥𝐞𝐢𝐫𝐨𝐬

𝐍𝐞𝐬𝐭𝐚 𝐧𝐨𝐢𝐭𝐞, 𝐝𝐞𝐢𝐱𝐞 𝐚 𝐬𝐮𝐩𝐞𝐫𝐬𝐭𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐥𝐚𝐝𝐨 𝐞 𝐝𝐞̂ 𝐥𝐮𝐠𝐚𝐫 𝐚̀ 𝐜𝐮𝐫𝐢𝐨𝐬𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞!

MOGADOURO CONQUISTA MAIS DE 715 MIL EUROS DE FINANCIAMENTO PARA DOIS NOVOS PROJETOS TURÍSTICOS!

 O Município de Mogadouro recebeu hoje a excelente notícia da aprovação de duas candidaturas ao Programa Crescer  Turismo, que representam um apoio financeiro não reembolsável de 715.255,97 €, destinado à concretização de dois projetos de grande relevância para o desenvolvimento turístico, cultural e económico do concelho.


CASA DA MÁSCARA IBÉRICA – CENTRO DE INTERPRETAÇÃO | BEMPOSTA

Financiamento aprovado: 315.255,97 €
Investimento elegível: 394.069,96 €

Uma candidatura coordenada pelo Município de Mogadouro, tendo como entidade promotora e beneficiária a Junta de Freguesia de Bemposta.

Este projeto representa um importante passo na valorização e preservação do património cultural e das tradições ancestrais ligadas às máscaras ibéricas, reforçando a identidade do nosso território e criando novas oportunidades de dinamização turística.

CENTRO IBÉRICO DE TIRO DESPORTIVO

Financiamento aprovado: 400.000,00 €
Investimento elegível: 556.901,02 €

Um investimento que permitirá reforçar e diversificar a oferta turística e desportiva do concelho, criando condições para atrair praticantes, visitantes e eventos, com impacto positivo na economia local.

DOIS PROJETOS, UM INVESTIMENTO GLOBAL DE 950.970,98 €

Estas aprovações representam mais um passo na concretização da estratégia de desenvolvimento do Município de Mogadouro, assente na valorização dos nossos recursos, na diversificação da oferta turística e na criação de novas oportunidades para o território.

São também o reconhecimento do trabalho de planeamento, preparação e acompanhamento de candidaturas, bem como da importância da cooperação entre o Município e as freguesias.

Continuamos a transformar projetos em investimentos e investimentos em oportunidades para Mogadouro!

MOGADOURO — UM TERRITÓRIO COM IDENTIDADE, AMBIÇÃO E FUTURO!

Estamos a fazer as perguntas certas?

Por: Jorge Oliveira Novo
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


A sociedade de hoje pede-nos mudança na forma como ensinamos e aprendemos. Não basta dar respostas aos alunos, é preciso ajudá-los a descobrir perguntas, algumas delas mais profundas de sentido, pelas quais valha a pena procurar respostas.

Esta convicção foi-me deixada pelo Congresso Internacional sobre Pastoral Escolar e Universitária, realizado no Vaticano, no coração da Igreja, nos dias 22 e 23 de outubro, em que tive o privilégio de participar, numa reflexão sobre uma das responsabilidades mais exigentes do nosso tempo: educar pessoas, de forma integral, e não apenas preparar alunos para responder a testes.

Esta responsabilidade torna-se particularmente exigente quando percebemos que há estudantes que parecem ter perdido a vontade de aprender. Será desinteresse? Falta de sentido? Ou estaremos também, enquanto escola, a falhar na forma como despertamos e alimentamos o desejo de aprender?

Não tendo receitas nem respostas definitivas, sinto esta inquietação de quem ensina e sabe que a motivação não nasce por decreto. Talvez devamos escutar mais os alunos, compreender o que os preocupa e o que desperta a sua curiosidade, sem perder de vista que educar também exige esforço e rigor, desafiando-os a ir além daquilo que já sabem ou que lhes interessa.

Para isso precisamos também de reconhecer que nem todos partem das mesmas condições. O contexto familiar, as dificuldades de aprendizagem e o sentimento de pertença influenciam a relação com a escola, em percursos muitas vezes marcados por aprendizagens ocultas.

Entretanto, a inteligência artificial, os algoritmos e a hiperconectividade colocam respostas à distância de um clique. São recursos valiosos, desde que usados com critério. O problema começa quando confundimos obter informação com construir conhecimento. Como numa alimentação feita apenas de refeições rápidas, também o consumo imediato de conteúdos pode deixar-nos sem o tempo necessário para assimilar, relacionar e pensar.

Philippe Meirieu, lembra que “saber” e “aprender” não são sinónimos. Aprender exige aceitar a dúvida, experimentar, errar e voltar a tentar. Por sua vez, António Nóvoa recorda que “não há educação sem relação humana”. Estas duas ideias ajudam-nos a perceber que nenhuma tecnologia substitui a curiosidade de um aluno nem a presença de alguém que o escuta e acompanha.

No Congresso, esta preocupação encontrou eco na reflexão do Papa Leão XIV. Em Traçar Novos Mapas de Esperança e na encíclica Magnifica Humanitas, a educação aparece ligada à dignidade da pessoa, ao discernimento e ao encontro. O desafio não é rejeitar o digital, mas perguntar quando, como e para quê o utilizamos. Uma resposta instantânea não é necessariamente uma resposta que nos faça crescer.

Nesta perspetiva, o contributo da Educação Moral e Religiosa Católica poderá ser muito pertinente. Na EMRC, as perguntas não se esgotam na matéria de uma aula, envolvendo também outras, como Quem sou? O que me torna feliz? Para que vivo? Como reconheço a dignidade do outro? Que mundo ajudo a construir?. São questões que convidam à reflexão, ao pensamento crítico e à procura pessoal de sentido, em liberdade e com consciência. Uma pergunta sincera pode abrir caminho à escuta, ao encontro e à responsabilidade. Não se trata de impor respostas, mas de ajudar cada aluno a confrontar ideias, reconhecer valores e descobrir que a sua vida importa.

Esta tarefa educativa exige uma responsabilidade partilhada. Precisamos, por isso, de uma aliança educativa entre escola, famílias e comunidade. Precisamos de tempo para conversar, estudar, ler, questionar e descobrir. Os professores não podem assumir sozinhos uma tarefa que diz respeito a todos.

O futuro da educação não depende apenas das respostas que soubermos dar, mas das perguntas que conseguirmos despertar.

Jorge Manuel Esteves de Oliveira Novo (Professor)

Acidente de trator provoca dois feridos em Melhe, mulher de 80 anos em estado grave

 O capotamento de um trator agrícola, próximo da aldeia de Melhe, em Vinhais, provocou esta tarde dois feridos, um deles em estado grave, confirmou ao Mensageiro o comandante dos bombeiros, Carlos Ferreira.


O acidente deu-se quando a máquina seguia por um terreno com alguma inclinação, transportando uma caixota com sacas de castanhas e onde seguiam várias pessoas.

“O ferido grave é uma mulher de 80 anos, com vários traumatismos na coluna e pernas, que foi transportada pelo helicóptero do INEM para o hospital de Bragança”, relatou Carlos Ferreira.

O ferido ligeiro é o filho, de 56 anos, que operava a máquina.

Os restantes passageiros acabaram por sair ilesos do acidente.

O alerta foi dado pelas 15h47.

No local estiveram 13 bombeiros de Vinhais, apoiados por cinco viaturas, para além da equipa do helicóptero do INEM e da GNR, que tomou conta da ocorrência.

António G. Rodrigues

LENGALENGAS - A PIPA

 
➖

Pipa roxa

Pipa coxa

Foi ao mar

E se afundou.

Veio o peixe

Lá do fundo

E na Pipa se empinou.

➖

Debaixo daquela pipa

Está uma pita

Pinga a pipa

Pia a pipa

Pia a pita

Pinga a pipa

➖

Fonte: VELHAS LENGALENGAS
E RIMAS DO ARCO-DA-VELHA
[Compilado pela equipa do Luso-Livros]

ASTERIX NA LHUSITÁNIA

 A partir de l próssimo die 10 de nobembre yá podereis mercar la uitaba cuonta d’Asterix an lhéngua mirandesa: “ASTERIX NA LHUSITÁNIA”.
Melhor eideia para mercar prenda de Natal, nun arranjarreis. Bien háiades por serdes sparbadores de la LHÉNGUA.

BRAGANÇA CAPACITA ASSISTENTES OPERACIONAIS PARA AGIR EM SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA NAS ESCOLAS

 A Equipa de Saúde Escolar de Bragança iniciou no Agrupamento de Escolas Emídio Garcia um ciclo de formação destinado a reforçar a capacidade de resposta dos assistentes operacionais perante emergências de saúde. A iniciativa dá particular atenção ao acompanhamento de alunos com necessidades de saúde especiais.


A segurança dos alunos em contexto escolar está no centro de um novo ciclo de formação promovido pela Equipa de Saúde Escolar de Bragança, que arrancou no Agrupamento de Escolas Emídio Garcia, com sessões dirigidas aos assistentes operacionais.

A iniciativa pretende dotar estes profissionais de conhecimentos e competências para identificar precocemente sinais de alerta, reconhecer situações potencialmente graves e adotar os procedimentos adequados perante uma emergência, garantindo uma primeira resposta segura até à chegada dos meios de socorro.

A formação enquadra-se nas orientações do Programa Nacional de Saúde Escolar (PNSE), que defende a promoção da literacia em saúde e a criação de ambientes educativos seguros, saudáveis e inclusivos.

O papel dos assistentes operacionais é considerado particularmente relevante, tendo em conta a proximidade diária com crianças e jovens e o contacto permanente com as diferentes situações que ocorrem no espaço escolar.

Um dos focos desta intervenção é o acompanhamento de alunos com Necessidades de Saúde Especiais (NSE), sobretudo daqueles que dispõem de um Plano Individual de Saúde (PIS). Estes documentos são elaborados em articulação entre os serviços de saúde, a escola e a família, permitindo identificar necessidades específicas e estabelecer procedimentos adequados a cada situação.

A Equipa de Saúde Escolar considera fundamental que os profissionais da comunidade educativa conheçam as orientações definidas para cada aluno e saibam como atuar dentro dos limites das suas competências.

Para além da transmissão de conhecimentos, as sessões procuram reforçar a confiança dos assistentes operacionais na tomada de decisões, colmatar eventuais lacunas de literacia em saúde e promover comportamentos adequados perante situações que possam colocar em risco a saúde e a segurança dos alunos.

Com esta iniciativa, a Equipa de Saúde Escolar de Bragança pretende reforçar a preparação das escolas para responder a situações de emergência, valorizando o contributo dos assistentes operacionais na prevenção de riscos e na proteção da comunidade educativa.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: DR

CARRAZEDA DE ANSIÃES RECEBE 3.ª EDIÇÃO DAS JORNADAS DE SAÚDE MENTAL

 A saúde mental, a partilha de conhecimento e a importância de respostas mais próximas e integradas estão em destaque na 3ª edição das Jornadas de Saúde Mental, promovidas pela AlmaTua, que decorrem esta sexta-feira, 6 de novembro, em Carrazeda de Ansiães.


A iniciativa reúne palestrantes de diferentes áreas do conhecimento e pretende promover a reflexão, o debate e a partilha de experiências e boas práticas no domínio da saúde mental.

A AlmaTua tem como missão contribuir para a prevenção da doença e a promoção da saúde mental, facilitando o acesso a práticas clínicas, comunitárias e formativas, numa perspetiva interdisciplinar.

A realização destas jornadas assume particular importância no contexto do Nordeste Transmontano, onde persistem desafios significativos no acesso a respostas nesta área. O encontro procura, por isso, reforçar a importância de uma abordagem integrada e humanizada, assente no conhecimento científico, na ética e no compromisso com a comunidade.

Com esta iniciativa, a AlmaTua pretende contribuir para uma maior sensibilização em torno da saúde mental e para a partilha de soluções que promovam o bem-estar da população.

Ana Luísa Lopes
Foto: DR

TORRE DE MONCORVO ATRIBUI APOIO FINANCEIRO AOS APICULTORES DO CONCELHO

 O Município de Torre de Moncorvo vai atribuir um apoio financeiro aos apicultores com atividade no concelho, disponibilizando dois euros por cada colmeia de abelhas elegível, devidamente declarada e integrada num apiário registado e localizado no território municipal.


A medida, prevista para 2026, pretende ajudar a minimizar as dificuldades económicas sentidas pelos produtores, num contexto marcado pela diminuição do número de apiários e pelo aumento dos custos associados à alimentação das abelhas e aos tratamentos necessários para prevenir e combater doenças infeciosas.

Os apicultores interessados devem apresentar o pedido até 31 de dezembro de 2026, no Balcão Único da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo.

A candidatura deve ser acompanhada pelo comprovativo do registo da atividade apícola e respetivo número de apicultor, pela declaração de existências, com identificação e localização dos apiários e discriminação do efetivo elegível, bem como pelo comprovativo de IBAN e documentos que atestem a regularidade tributária e contributiva.

Com este apoio, a autarquia pretende contribuir para aliviar os encargos dos produtores locais e apoiar a continuidade de uma atividade importante para a economia rural e para a valorização do território.

Ana Luísa Lopes
Foto: DR

ALFÂNDEGA DA FÉ QUER TRANSFORMAR RECREIOS ESCOLARES EM ESPAÇOS DE BRINCADEIRA E INCLUSÃO

 Os recreios das escolas de Alfândega da Fé vão ganhar novas dinâmicas, com mais oportunidades para brincar, explorar e aprender. O município está a desenvolver o projeto “Brincar, Crescer e Aprender”, uma iniciativa que pretende tornar estes espaços mais estimulantes e inclusivos para as crianças do Pré-Escolar e do 1.º Ciclo.


A intervenção surge no âmbito do programa Alfândega EducAtiva, através da ação “Humanização dos Recreios”, e resulta de uma colaboração entre a autarquia e o Serviço de Psicologia e Orientação (SPO) do Agrupamento de Escolas de Alfândega da Fé.

Entre as mudanças previstas estão a criação de circuitos motores, jogos desenhados no chão, labirintos e diferentes desafios que convidam as crianças a movimentarem-se, explorarem o espaço e desenvolverem a criatividade.

Através destas atividades, pretende-se que os momentos de recreio assumam também um papel educativo, promovendo a atividade física, a cooperação e a interação entre os alunos.

O projeto procura, assim, valorizar o recreio enquanto espaço de desenvolvimento e aprendizagem, onde as crianças podem fortalecer relações, descobrir novas capacidades e participar em atividades que incentivam a inclusão.

Ana Luísa Lopes
Foto: DR

MIRANDELA LEVA EXPERIÊNCIA TURÍSTICA A CONGRESSO EUROPEU EM FRANÇA

 A importância da cooperação entre territórios e da partilha de estratégias para um turismo mais sustentável esteve em destaque num congresso europeu que reuniu especialistas e representantes de várias regiões, em França. O Município de Mirandela esteve representado no encontro, que decorreu no Château de Bouteville, em Cognac.


O presidente da Câmara Municipal, Vítor Correia, e a chefe da Divisão de Desenvolvimento Cultural, Turístico e de Saúde, Margarida Duque, participaram no congresso “Sustainable Tourism Models for New Realities”, integrado no projeto europeu POST – Interreg Atlantic Area.

Ao longo da iniciativa, foram debatidos os desafios que se colocam ao setor turístico e as estratégias necessárias para responder às novas realidades. Entre os temas abordados estiveram a futura estratégia europeia para o turismo, a gestão dos fluxos de visitantes e o turismo policêntrico, um modelo que procura distribuir a atividade turística por diferentes territórios, valorizando os seus recursos e potencialidades.

O encontro proporcionou ainda um espaço de contacto e partilha de experiências entre instituições e profissionais ligados ao setor, permitindo conhecer diferentes abordagens ao desenvolvimento turístico.

A participação de Mirandela neste congresso enquadra-se na aposta do município na cooperação europeia e na procura de soluções que contribuam para valorizar os recursos locais e reforçar o potencial turístico do concelho.

Ana Luísa Lopes
Foto: DR

Distrito de Bragança com 63 freguesias abrangidas com apoios para recuperar o potencial produtivo das explorações afetadas pelos incêndios

 Os agricultores de 14 freguesias do concelho de Mirandela, afetadas pelos incêndios deste Verão podem candidatar-se aos novos apoios para recuperar o potencial produtivo das explorações. A medida anunciada após a última Reunião do Conselho de Ministros, na passada quinta-feira, 29 de outubro, tem uma dotação nacional de 10 milhões de euros e abrange prejuízos provocados por fogos ocorridos entre 1 de maio e 15 de outubro.


Abreiro, Aguieiras, Bouça, Caravelas, Cedães, Fradizela, Mirandela, São Pedro Velho, Torre de Dona Chama, União das freguesias de Franco e Vila Boa, União de freguesias de Freixeda e Vila Verde, Vale de Gouvinhas, Vale de Salgueiro e Vale de Telhas constam da lista de territórios reconhecidos pelo Governo para efeitos deste apoio.

Também o concelho de Vinhais tem o mesmo número de freguesias abrangidas (14) e já no distrito de Vila Real, o concelho de Valpaços tem 11 freguesias incluídas. Ou seja, os três concelhos mais afetados pelo incêndio que se iniciou em Ervões, no final de julho, e acabou por se estender aos concelhos de Mirandela e posteriormente a Vinhais.

Para ter acesso à medida, a exploração terá de apresentar danos superiores a 30% do potencial produtivo, confirmados pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional. O investimento associado pode chegar aos 400 mil euros.

Os primeiros 10 mil euros de despesa elegível são apoiados a 100%. Acima desse valor, a comparticipação é de 80% para agricultores com seguros abrangidos pelo Sistema de Seguros Agrícolas e de 50% para os restantes.

O apoio destina-se à recuperação de ativos afetados pelo fogo, desde edifícios, máquinas e equipamentos agrícolas a plantações e efetivos animais. No caso do castanheiro e do olival, podem também ser comparticipadas podas de regeneração, proteção de cortes, tratamentos fitossanitários, fertilização e, nos castanheiros, enxertia.

As candidaturas abriram a 30 de outubro e podem ser apresentadas até às 17 horas de 15 de janeiro de 2027, através do Balcão dos Fundos para a Agricultura.

A candidatura não substitui a declaração de prejuízos, que terá de ser entregue à CCDR-Norte. Os prejuízos declarados serão depois verificados antes da aprovação do apoio

Lista de freguesias do distrito de Bragança abrangidas pelo aviso:

Alfândega da Fé (1)

União das freguesias de Eucisia, Gouveia e Valverde

Bragança (5)

Carragosa, Espinhosela, Parâmio, União das freguesias de Aveleda e Rio de Onor União das freguesias de São Julião de Palácios e Deilão

Carrazeda de Ansiães (6)

Linhares, Marzagão, Parambos, Seixo de Ansiães, União das Freguesias de Lavandeira, Beira Grande e Selores e Vilarinho da Castanheira

Freixo de Espada à Cinta (4)

Ligares, Poiares, União das freguesias de Freixo de Espada à Cinta e Mazouco e União das freguesias de Lagoaça e Fornos

Macedo de Cavaleiros (1)

Lamalonga

Mirandela (14)

Abreiro, Aguieiras, Bouça, Caravelas, Cedães, Fradizela, Mirandela, São Pedro Velho, Torre de Dona Chama, União das freguesias de Franco e Vila Boa, União de freguesias de Freixeda e Vila Verde, Vale de Gouvinhas, Vale de Salgueiro e Vale de Telhas

Torre de Moncorvo (4)

Cabeça Boa, Castedo, Lousa e União das freguesias de Adeganha e Cardanha

Vila Flor (3)

Samões, Seixo de Manhoses e União das freguesias de Candoso e Carvalho de Egas

Vimioso (1)

União das freguesias de Algoso, Campo de Víboras e Uva

Vinhais (14)

Edral, Paçó, Rebordelo, Santalha, Tuizelo, União das freguesias de Moimenta e Montouto, União das freguesias de Quirás e Pinheiro Novo, União das freguesias de Soeira, Fresulfe e Mofreita, União das freguesias de Travanca e Santa Cruz, Vale das Fontes, Vila Verde, Vilar de Ossos, Vilar Seco de Lomba e Vinhais

No distrito de Vila Real, destaque para o concelho de Valpaços (11)

Bouçoães, Ervões, Fornos do Pinhal, União de Freguesias de Lebução, UF Fiães e Nozelos, Possacos, Santa Valha, UF de Sonim e Barreiros, UF de Tinhela e Alvarelhos, Vales, UF de Valpaços e Sanfins e Vilarandelo.

AICNAS critica condições de acesso aos apoios para agricultores afetados pelos incêndios

 O Governo anunciou, na passada sexta-feira, uma nova verba de 10 milhões de euros para apoiar a recuperação das explorações agrícolas afetadas pelos incêndios rurais de 2026.


No entanto, a presidente da Associação do Interior Centro e Norte de Agricultura Sustentável (AICNAS), Elisa Morais, considera que as condições de acesso são demasiado exigentes e podem deixar muitos agricultores de fora.

Este é o segundo apoio financeiro, de igual montante, aprovado este ano. A medida destina-se a explorações que tenham sofrido danos superiores a 30% do potencial produtivo e permite financiar a recuperação de plantações, infraestruturas e equipamentos agrícolas.

Os primeiros 10 mil euros de despesa elegível são comparticipados a 100%. Acima desse valor, o apoio é de 80% para agricultores com seguro agrícola e de 50% para os restantes beneficiários.

Elisa Morais considera que o processo de candidatura é agora mais complexo do que no ano passado e diz que muitos agricultores, apesar de terem sofrido prejuízos, não conseguem cumprir os critérios exigidos:

“Nem toda a gente se pode candidatar. A candidatura é muito mais complicada do que foi há um ano. Agora é um projeto. Só se pode candidatar quem tiver prejuízos superiores a 30% na exploração.

Tenho alguns agricultores a quem ardeu tudo, mas há uma grande parte que não pode candidatar-se. É um rebuçado envenenado, como costumo dizer.

Estive hoje a selecionar as pessoas que se podem candidatar e as que não podem.

Não é nada daquilo que foi no ano passado. Mas temos de aproveitar o que há.”

A presidente da associação aponta também a burocracia e as exigências do processo como obstáculos, sobretudo para os agricultores mais idosos.

Entre as dificuldades está a necessidade de utilizar credenciais digitais do cartão de cidadão e reunir faturas, documentação e orçamentos para apresentar as candidaturas.

Elisa Morais critica a falta de simplificação dos procedimentos por parte do PEPAC:

“Há muito mais burocracia. Está tudo mais difícil ao nível dos papéis. Agora tem de ser com as credenciais do agricultor. Há pessoas que nem telemóvel têm e é uma confusão para conseguir fazer o registo.

Desde que entrou o PEPAC, está tudo muito mais complicado.

Antes, com o número e a senha do IFAP, fazíamos tudo. Hoje em dia, não. O IFAP, em vez de facilitar, ainda complica.”

A responsável acredita que, na área onde acompanha os agricultores, apenas dois ou três casos poderão avançar com candidaturas.

Considera ainda que o atual modelo não tem em conta as dificuldades específicas da agricultura do interior, marcada por explorações de pequena dimensão e parcelas dispersas.

Elisa Morais compara o processo com o aplicado no ano passado e critica a quantidade de documentação agora exigida:

“É um rebuçado envenenado. As pessoas com mais idade nem tentam apresentar projetos. Porquê? Porque complicaram o processo.

No ano passado, o procedimento foi diferente. Bastava preencher um formulário.

Indicavam quantas oliveiras tinham ardido nesta parcela. Depois, era a CCDR-N que estimava os prejuízos e pagava ao agricultor.

Este ano é preciso apresentar um projeto. Só que é necessária muita documentação.

É mesmo para as pessoas desistirem. Aqueles dois ou três agricultores mais novos, a quem já expliquei tudo, vão avançar. Já combinei com eles para virem cá. São pessoas novas, que investiram na exploração por conta própria. Vão gastar mais de 10 mil euros.

É só para dizer que abriram as candidaturas. Mais nada.”

Ainda não está concluído o levantamento do número de agricultores do concelho de Torre de Moncorvo que poderão candidatar-se a esta medida. No entanto, cerca de 100 agricultores contabilizaram prejuízos provocados pelos incêndios deste ano.

O novo apoio de 10 milhões de euros abrange prejuízos provocados por incêndios ocorridos entre 1 de maio e 15 de outubro deste ano, em várias regiões de Portugal continental.

As candidaturas destinam-se a localidades que não foram abrangidas pelo aviso anterior, aberto em agosto e encerrado a 27 de outubro.

Maria João Canadas

CCDR-Norte quer criar cluster da construção e mobilizar 285 milhões de euros para a habitação

 A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-Norte) quer impulsionar a criação de um cluster da construção e inovação na região, envolvendo empresas, municípios, ordens profissionais e entidades do sistema científico e tecnológico.


O objetivo é reforçar a competitividade do setor, promover a inovação e criar capacidade para concorrer diretamente a fundos europeus.

O anúncio foi feito pelo presidente da CCDR-Norte, Álvaro Santos, durante a Cimeira da Habitação do Norte, realizada esta quarta-feira, em Vila Nova de Gaia, à porta fechada.

O encontro reuniu vários municípios, as dez maiores empresas de construção da região e ordens profissionais, com o objetivo de discutir respostas aos desafios da habitação e preparar uma Agenda para a Habitação no Norte.

A iniciativa pretende aproximar as entidades que planeiam, licenciam e executam os projetos, aproveitando a capacidade empresarial e a experiência internacional das empresas da região.

Na mesma cimeira, Álvaro Santos anunciou que a reprogramação do NORTE 2030 permitiu mobilizar 285 milhões de euros para a habitação.

Desse montante, 134 milhões de euros já estão disponíveis através de um aviso dirigido aos municípios, aberto até ao final do ano.

Está ainda prevista uma verba entre 60 e 70 milhões de euros para apoiar o arrendamento acessível, destinado sobretudo a famílias com rendimentos intermédios e a jovens.

A CCDR-Norte prepara também avisos para alojamento estudantil e para casas de função, que permitam aos municípios atrair e fixar profissionais considerados essenciais, nomeadamente nas áreas da saúde, educação, justiça, segurança e proteção civil.

O diagnóstico apresentado na cimeira aponta para uma forte pressão sobre o mercado habitacional.

Em 2025, a região Norte foi responsável por 45,5% dos fogos licenciados em Portugal e 45,3% dos fogos concluídos.

Ainda assim, os preços da habitação têm crescido muito acima dos rendimentos. Entre 2015 e 2025, a avaliação bancária por metro quadrado aumentou 146,6%, enquanto o salário líquido mensal subiu 61,4%.

Entre as prioridades identificadas estão o aumento e a diversificação da oferta habitacional, a reabilitação de imóveis devolutos, a melhoria do acesso à habitação, a simplificação dos processos de construção e o reforço da articulação entre municípios e agentes privados.

Os contributos recolhidos vão agora ser trabalhados pela CCDR-Norte e pela Ordem dos Engenheiros – Região Norte, com vista à elaboração da Agenda para a Habitação do Norte, que deverá definir medidas de curto prazo e orientações estratégicas até 2040.

Fotografias: CCDR-N

Maria João Canadas

Junta de Freguesia de Macedo de Cavaleiros recebe segunda exposição de pintura de Filomena Figueiredo

 A artista macedense Filomena Figueiredo vai apresentar a exposição de pintura “O Meu Universo”, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Macedo de Cavaleiros.


A inauguração está marcada para domingo, dia 8 de novembro, às 14h30, e a mostra poderá ser visitada até 27 de novembro de 2026.

Esta é a segunda exposição da artista naquele espaço, onde volta a partilhar a sua criatividade e a sua visão do mundo através da pintura.

A mostra é apresentada sob o mote “Cada tela, um pedaço de mim”.

Maria João Canadas

Duas atletas do Ginásio Clube Mirandelense no campeonato da Europa de Kickboxing (Wako)

 Catarina Dias e Marta Martins, são as atletas do Ginásio Clube Mirandelense (GCM) que integram a comitiva de uma dezena de atletas que vão reperesentar a seleção nacional que parte, esta sexta-feira, para a Macedonia onde vai realizar-se o campeonato da Europa de kickboxing da WAKO (World Association of Kickboxing Organizations – Associação Mundial de Organizações de Kickboxing), até 15 novembro.


Para além dos 10 atletas, integram também a comitiva o selecionador nacional, Manuel Gomes, e o mirandelense José Pina, atual presidente da FNKDA (Federação Nacional de Desportos de Combate).

O principal objetivo passa por conseguir o apuramento para os “Europe Games de kickboxing 2027” que vão acontecer, em Istambul, na Turquia.

No entanto, isso só irá ser possível em alguns pesos e categorias, sendo que na equipa portuguesa para apuramento só mesmo a Catarina Dias em -70 kg em K1 e Isabel Oliveira.

INFORMAÇÃO CIR
(Escrito por Rádio Terra Quente)

Casa da Cultura acolhe exposição de máscaras rituais inspiradas em aves que dominam os céus

 A Casa da Cultura de Miranda do Douro acolhe uma exposição inédita de 40 máscaras em madeira, muitas relacionadas com rituais do solstício de inverno, inspiradas em espécies de aves que dominam as arribas do Douro Internacional.


Intitulada "De las Maçcarilhas als Páixaros” (“Das Máscaras aos Pássaros", a exposição resulta de um repto ao artesão mirandês Carlos Ferreira, lançado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), para construir máscaras com inspiração nas aves rupícolas e nos mascarados dos rituais ancestrais do território do Douro Internacional.

O autor da exposição Carlos Ferreira disse que a exposição "De Las Maçcarilhas als Páixaros” é um trabalho mais maturado, após várias experiências feitas no contexto de aproximar as máscaras dos rituais de inverno, e das aves que imperam nas alturas das montanhas: abutres, grifos, águia-real, águia de Bonelli, cegonhas-negras, entre outras espécies rupícolas, que nidificam nas arribas do Douro Internacional.

Francisco Pinto

Rural Move é um dos 24 projetos apoiados pela Fundação La Caixa

 A Rural Move - Associação para a Promoção do Investimento em Territórios de Baixa Densidade, sediada em Miranda do Douro, desenvolveu um dos 24 projetos de inclusão social a nível nacional apoiados pelo BPI e Fundação La Caixa, que este ano atribuem 1,1 milhões de euros. Trata-se de uma iniciativa “para a integração de filhos de migrantes nas escolas, nomeadamente ao nível da aprendizagem da língua portuguesa”, deu conta João Almeida, da Rural Move. O projeto está em implementação em municípios da zona centro.


A edição de 2026 recebeu 101 candidaturas, que solicitaram um financiamento global de 5,1 milhões de euros. “Os 24 projetos selecionados vão receber, em média, cerca de 46.840 euros para desenvolver iniciativas que contribuam para a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida de pessoas em situação de especial vulnerabilidade”, indicou uma fonte da Fundação La Caixa.

Glória Lopes

Alterações climáticas prejudicam época da apanha de cogumelos

 As alterações climáticas sentidas nos últimos dois ou três anos estão a prejudicar o aparecimento de várias espécies nobres de cogumelos comestíveis, devido ao terreno seco e a falta de humidade.


Segundo o presidente da Associação Micológica A Pantorra, Manuel Moredo, com sede em Mogadouro, no distrito de Bragança, este ano está ser péssimo para o aparecimento de cogumelos devido ao tempo quente e seco, o que leva a que estes fungos não se desenvolvam e consequentemente não aparecem no território do interior norte.

“O terreno está muito seco e não há perspetivas de chuva para as próximas duas semanas, pelo menos. Mesmo as espécies mais nobres, como os boletos, amanita caesarea ou setas de cardo, não vão aparecer por falta de humidade e apenas algum calor, o que torna este ano atípico para a apanha dos cogumelos silvestres.

Francisco Pinto