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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 27 de junho de 2026

Agostinho Jerónimo Pires e "A Corrida Armada da Natureza"


 É com um orgulho genuíno e um sentimento de profunda amizade que apresento hoje o Agostinho Jerónimo Pires, não apenas como autor, mas como alguém com quem partilhei os anos mais vibrantes e formativos da nossa juventude em Bragança.

O Agostinho Pires, um filho de Celas, no concelho de Vinhais, chegou a Bragança com apenas 10 anos, trazendo consigo a força e a resiliência das nossas raízes transmontanas. Foi nesta cidade, e nomeadamente nos corredores e no espírito do antigo Liceu Nacional de Bragança, que os nossos caminhos se cruzaram e se entrelaçaram de forma inesquecível.

A nossa juventude foi vivida com a intensidade própria da idade, marcada por cumplicidades que transcendem o tempo. Recordo-o com a mesma garra que exibia em campo, quando defendíamos juntos as cores da equipa de futebol do Liceu, em 1973, ou quando partilhávamos o entusiasmo pela música, pelo convívio e pelo desporto no Saturno Club. Para além das lides desportivas, partilhámos também os palcos e o entusiasmo criativo no Grupo de Teatro "A Máscara" nos idos do "verão quente" de 1975, onde o Agostinho Pires revelava a sensibilidade e a curiosidade intelectual que, agora, florescem de forma plena nesta sua nova faceta como escritor.

Hoje, essas vivências comuns, o espírito crítico e a vivacidade que sempre lhe foram características, encontram um novo caminho no seu livro, "A Corrida Armada da Natureza".

Esta obra é o resultado de um esforço criativo e o reflexo da perspetiva de um homem que sempre soube observar o mundo com atenção e que, através da escrita, nos convida a refletir sobre os grandes desafios que a natureza e o nosso tempo nos impõem.

É um privilégio ver um amigo de tantas jornadas transformar as suas inquietações em páginas impressas. Convido-vos a mergulhar nesta leitura, com a certeza de que, tal como nas nossas aventuras de juventude, o Agostinho Pires nos vai conduzir por caminhos que valem muito a pena percorrer.

HM
27 de Junho de 2026


Biografia do Autor

Jerónimo Pires sempre foi movido pela curiosidade em compreender os mecanismos invisíveis que sustentam sistemas complexos. Formado em Administração de Empresas e pós-graduado em Teoria do Design Inteligente (TDI), construiu a sua trajetória profissional no universo das Tecnologias de Informação, onde desenvolveu uma atenção rigorosa à lógica dos padrões, à funcionalidade dos sistemas e à inteligência das estruturas bem concebidas.

Exerceu funções como professor na área de tecnologia de informação, empresário e piloto aviador — experiências que moldaram uma sensibilidade singular para observar o mundo natural simultaneamente com precisão técnica e profundidade filosófica. Entre algoritmos, voo e investigação científica, amadureceu um interesse contínuo pela forma como a vida se equipa, se adapta e responde às ameaças do ambiente.

Dessa observação nasceu o conceito que atravessa esta obra: a corrida armada da natureza — um olhar sobre a biologia como um campo de estratégias, soluções engenhosas e arquitetura funcional, onde cada organismo revela um design orientado à sobrevivência.

Este livro é o resultado desse percurso multidisciplinar: uma síntese entre ciência, tecnologia, contemplação filosófica e o desejo de revelar ao leitor a extraordinária engenharia invisível inscrita em cada forma viva.

Festas, Festividades e Eventos

Portões

Por: Paula Freire
(Colaboradora do Memórias...e outras coisas...)


Que eu nunca perca a vontade do que sou.
E de sonhar assim,
como quem sonha
o passar de um tempo que não se desfaz.
Acordar para além dos portões
que nos deixam prisioneiros de nós,
em manhãs cheias de uma alegria fresca sem nome,
por serem puras e cristalinas em mim.
Sentir o chão livre debaixo dos pés
e com eles tocar as flores
que bebem gotas húmidas das fontes que não vejo.
Seria ainda mais feliz
se, por instantes,
pudesse roubá-las só para me ter.
E pelas tardes,
antes dos poentes dourados partirem,
descobrir a despedida cálida do sol
e o desejo primitivo de correr a vida
na margem de um rio.
Gosto de recordar
a terra e a água na serenidade dos segundos
quando abraço
o afeto dos sorrisos que me dou.
Que eu nunca perca a vontade do que sou…

- Paula Freire -
do livro, "Lírio: Flor-de-Lis"
________________
#paula_freire_fotografia


Paula Freire
. Tem curiosidade pelo que se mostra sem intenção: o comportamento que revela mistérios, intimidades. Observa-o enquanto desenha pessoas e fotografa o mundo. As palavras nascem-lhe da escuta atenta do Homem, dos silêncios que deixam vestígios. Escreve a partir de múltiplos lugares. Alguns com rosto, outros sem nome. 
Acredita que a vida não dá certezas absolutas nem tem respostas fáceis. E que a sensibilidade humana nunca deve ser confundida com fragilidade.
É psicóloga e psicoterapeuta. Publicou “Lírio: Flor-de-Lis” e “As Dúvidas da Existência: Na Heteronímia de Nós”. Este último (em coautoria), assinado pelo seu heterónimo Lázaro Rios, a sua forma de liberdade mais pura e crua. 
Gosta de viver sem ruídos desnecessários e inteira dentro da sua escrita. Tudo o resto são só excessos.

Padre Miguel

ALFÂNDEGA DA FÉ RECEBE SEGUNDA EDIÇÃO DO FESTIVAL DAS SOPAS DAS SEGADAS

 O Município de Alfândega da Fé prepara-se para acolher a segunda edição do Festival das Sopas das Segadas, uma iniciativa que pretende valorizar a gastronomia tradicional e promover os sabores mais autênticos da região.


O evento está agendado para o dia 11 de julho e terá lugar no Mercado Municipal, que se transforma, por um dia, num espaço de convívio, partilha e degustação, onde a tradição culinária assume o papel principal.

A iniciativa convida a população e visitantes a redescobrir um dos pratos mais emblemáticos do território, num ambiente marcado pela música, pela cultura popular e pelo espírito comunitário.

Mais do que um festival gastronómico, a proposta procura reforçar a identidade local e dinamizar o espaço público, promovendo o encontro entre gerações e a valorização das tradições.

A participação está sujeita a inscrição, sendo o número de lugares limitado.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

BARROCAL DO DOURO RECEBE CAMPEONATO NACIONAL DE CARRINHOS DE ROLAMENTOS E TRIKES

 O Barrocal do Douro, em Picote, no concelho de Miranda do Douro, volta a ser palco de uma das provas mais dinâmicas do calendário desportivo nacional, ao acolher nos dias 4 e 5 de julho a 13.ª etapa do Campeonato de Portugal de Carrinhos de Rolamentos e do Circuito Nacional de Trikes.


O evento reúne participantes oriundos de várias regiões do país, num fim de semana marcado pela velocidade, pela emoção e pela competitividade, num cenário natural de grande impacto paisagístico.

A programação arranca no dia 4 de julho, com a abertura do secretariado ao início da tarde, seguindo-se a abertura da pista com um percurso de 2,6 quilómetros. Ao final da tarde realizam-se as corridas de apuramento, que definem os participantes para as provas principais.

No dia seguinte, 5 de julho, a competição prossegue com treinos ao início da tarde e o arranque oficial das corridas, que prometem grande intensidade e espetáculo para o público presente.

A iniciativa assume-se também como uma forma de promoção do território, aliando o desporto motorizado à valorização turística e natural do Douro Internacional, atraindo visitantes e participantes ao concelho.

A prova é aberta ao público, mediante inscrição prévia obrigatória.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

FESTIVAL D’ONOR 2026: CULTURA, TRADIÇÃO E INOVAÇÃO EM RIO DE ONOR E RIHONOR DE CASTILLA

 De 17 a 19 de julho, a aldeia transfronteiriça de Rio de Onor (Bragança, Portugal) e Rihonor de Castilla (Zamora, Espanha) volta a receber o Festival D’ONOR, um evento que celebra a ligação cultural entre os dois lados da fronteira.


A 8.ª edição do festival propõe um programa diverso que junta música, tradição, gastronomia e criação contemporânea, ocupando vários espaços das duas aldeias ao longo de três dias.

O arranque acontece na sexta-feira, com um sunset junto ao rio e concertos que vão da música folk ibérica a projetos de fusão eletrónica e experimental, terminando a noite com DJ sets. No sábado, o destaque vai para a tradicional ronda pelas adegas, concertos de inspiração latina e ibérica e atuações que cruzam tradição e modernidade, prolongando-se pela madrugada com música eletrónica. Já o domingo reserva momentos mais culturais e comunitários, incluindo apresentações literárias, exibição de documentário, performances musicais junto ao rio e atividades abertas à participação do público.

O festival inclui ainda mercadinho tradicional, tasquinhas, restauração comunitária, exposições e campismo, mantendo uma forte ligação ao território e às suas práticas culturais.

Organizado pela associação Montes de Festa, o evento afirma-se como um encontro ibérico de identidade, valorizando a vida comunitária, o património local e a criação artística contemporânea num cenário único de fronteira partilhada.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

BRAGANÇA É MODA REGRESSA À PRAÇA DA SÉ A 4 DE JULHO COM DESFILE INSPIRADO NO CARETO AIRSHOW

 No próximo dia 4 de julho, a Praça da Sé, em Bragança, volta a transformar-se em palco de moda, criatividade e elegância com o regresso do evento “Bragança é Moda”, promovido pela ACISB – Associação Comercial, Industrial e Serviços de Bragança.


A edição deste ano apresenta uma temática inspirada no Careto AirShow, evento aeronáutico que se realiza nos dias 10, 11 e 12 de julho e que todos os anos atrai milhares de visitantes à cidade, contribuindo para a dinamização do comércio e do turismo local.

Num ambiente marcado por referências ao universo da aviação, os participantes irão apresentar as novas coleções das lojas locais, bem como propostas originais, num desfile que cruza moda, identidade e imaginação.

Mais do que um espetáculo de tendências, o evento pretende valorizar o comércio tradicional e reforçar a ligação entre os estabelecimentos e a comunidade, promovendo uma experiência acessível e inclusiva. Os modelos serão, como habitualmente, pessoas da comunidade, reforçando a ideia de uma moda próxima e para todos.

O momento contará ainda com a participação especial de voluntárias da Liga Portuguesa Contra o Cancro – Delegação de Bragança, num gesto simbólico de força e celebração da vida.

Após o desfile, a noite continua com uma festa temática dedicada aos anos 80, animada pelos DJs Salvador & Lecha.

O evento reúne várias lojas locais, entre as quais Afrogenesis, A Mesquita, Annuska Lingerie, Cokine, Iris Visão + Farmácia das Cantarias, Rapaza e Rivoli, destacando a diversidade e vitalidade do comércio brigantino.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

Um Homem de Bragança

XXVI - Feira de Produtos da Terra - 2026 - Ervedosa

 A Junta de Freguesia de Ervedosa, convida toda a população, para participar na Feira de Podutos da Terra, um evento dedicado a valorizar os produtos locais e as riquezas da nossa região. 
Venha descobrir, produtos frescos, fruta, legumes,  mel, compotas, azeite, queijos, enchidos, pão  tradicional, doces, artesanato e muito mais....

Será servido um almoço comunitário, no Largo do Cruzeiro. 

Durante a manhã e a tarde haverá um grupo de cantares, animação musical, bombos, concertinas, etc...

Traga a família e amigos e desfrute de um ambiente animado e acolhedor. 

A sua presença é muita importante, também para fortalecer a economia local e preservar as nossas tradições. 

Clube Caça e Pesca de Macedo de Cavaleiros organiza o “Convívio de São Pedro no domingo

 O Clube Caça e Pesca de Macedo de Cavaleiros organiza o habitual “Convívio de São Pedro”, no Campo de Tiro de Macedo de Cavaleiros, na Nogueirinha, no próximo domingo.


A prova vai ter início às 13h00 e vai atribuir prémios, para além de “Melhor Jovem Surpresa” e também de “Melhor Senhora Surpresa”.

Para além do concurso de tiro aos pratos, o clube organiza um almoço convívio que carece de inscrição, proporcionado momentos de boa gastronomia, convívio e reforçando o espírito deste desporto.

No início deste mês, o Clube Caça e Pesca de Macedo de Cavaleiros foi reconhecido pela Fundação INATEL pelos seus 25 anos como Centro de Cultura e Desporto.

A direção do clube reagiu a esta distinção afirmando que é com muito “orgulho” que recebe este reconhecimento pelos “25 anos de dedicação, de convívio, desporto e amor pela nossa terra”.

Maria João Canadas

Festas, Festividades e Eventos

Dia das Micro, Pequenas e Médias Empresas – 27 de Junho


 O Dia das Micro, Pequenas e Médias Empresas, celebrado anualmente a 27 de junho, constitui uma importante homenagem internacional ao papel decisivo que estas empresas desempenham no crescimento económico, na inovação, na criação de emprego e no desenvolvimento sustentável das sociedades modernas.

Instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), esta data pretende reconhecer o contributo fundamental das micro, pequenas e médias empresas, frequentemente designadas pela sigla MPME ou PME, para a economia mundial e para a melhoria das condições de vida de milhões de pessoas.

Embora muitas vezes trabalhem longe da visibilidade das grandes multinacionais, as PME representam a verdadeira base do tecido económico da maioria dos países, sendo responsáveis por uma enorme percentagem do emprego, da produção local, do empreendedorismo e da dinamização das comunidades.

O Dia das Micro, Pequenas e Médias Empresas foi oficialmente proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas através da Resolução A/RES/71/279, aprovada em 6 de abril de 2017.

A escolha do dia 27 de junho teve como objetivo destacar a importância destas empresas na concretização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 das Nações Unidas.

Ao instituir esta celebração, a ONU reconheceu que as PME são fundamentais para:

combater a pobreza; 
reduzir desigualdades; 
criar oportunidades económicas; 
promover a inovação; 
estimular economias locais; 
gerar emprego digno e sustentável. 

A decisão teve também um forte simbolismo económico e social, numa época marcada pela globalização, pelas rápidas mudanças tecnológicas e pelos desafios enfrentados pelos pequenos negócios perante mercados cada vez mais competitivos.

As definições podem variar de país para país, mas geralmente classificam-se da seguinte forma:

Microempresas

São negócios de muito pequena dimensão, frequentemente familiares, com poucos trabalhadores e volume reduzido de faturação.

Pequenas Empresas

Empresas com uma estrutura mais consolidada, mas ainda de dimensão limitada, normalmente ligadas ao comércio, serviços, indústria local ou turismo.

Médias Empresas

Negócios com maior capacidade produtiva e organizacional, muitas vezes exportadores e fundamentais para a economia regional e nacional.

Apesar das diferenças de dimensão, todas partilham características essenciais:

proximidade às comunidades; 
capacidade de adaptação; 
espírito empreendedor; 
inovação; 
forte impacto social local. 

As pequenas atividades comerciais existem desde os primórdios das civilizações humanas.

Nas antigas cidades da Mesopotâmia, Egito, Grécia e Roma, já existiam artesãos, comerciantes, oficinas familiares e pequenos mercados que sustentavam a economia local.

Durante a Idade Média, os burgos europeus cresceram graças ao trabalho de:

ferreiros; 
padeiros; 
tecelões; 
oleiros; 
carpinteiros; 
comerciantes. 

As corporações de ofício medievais foram, de certa forma, antecessoras das atuais pequenas empresas, regulando profissões e promovendo a atividade económica urbana.

Com a Revolução Industrial, no século XVIII, surgiram grandes fábricas e novos modelos económicos, mas os pequenos negócios continuaram a desempenhar um papel vital, especialmente no comércio, agricultura, serviços e produção artesanal.

Ao longo do século XX, as PME ganharam ainda maior importância, tornando-se essenciais para:

o desenvolvimento regional; 
a inovação tecnológica; 
a criação de emprego; 
a estabilidade económica. 

Hoje, continuam a representar o verdadeiro motor económico de muitos países.

Segundo dados internacionais, as micro, pequenas e médias empresas representam:

cerca de 90% das empresas existentes no mundo; 
mais de 50% do emprego global; 
uma parte significativa do Produto Interno Bruto (PIB) em muitos países. 

Em economias em desenvolvimento, estas empresas desempenham um papel ainda mais importante, funcionando frequentemente como principal fonte de rendimento para milhões de famílias.

As PME têm uma enorme capacidade de:

gerar emprego local; 
revitalizar territórios; 
promover inovação; 
criar riqueza distribuída; 
combater a desertificação económica. 

Em Portugal, as PME assumem uma relevância absolutamente central.

O tecido empresarial português é constituído maioritariamente por pequenas e médias empresas, presentes em praticamente todos os setores:

comércio; 
turismo; 
agricultura; 
restauração; 
indústria; 
construção; 
serviços; 
tecnologia; 
artesanato. 

Muitas empresas portuguesas começaram como pequenos negócios familiares e cresceram através do esforço, da persistência e da inovação.

Nas regiões do interior, como Trás-os-Montes e Bragança, as PME têm um papel ainda mais importante, contribuindo para:

fixação das populações; 
preservação das tradições; 
criação de emprego local; 
valorização dos produtos regionais; 
dinamização do turismo. 

Sem estas empresas, muitas comunidades enfrentariam maiores dificuldades económicas e sociais.

As micro e pequenas empresas representam frequentemente o sonho de pessoas que decidiram transformar talento, conhecimento ou experiência em atividade económica.

O empreendedorismo está associado a valores como:

coragem; 
criatividade; 
iniciativa; 
inovação; 
resiliência; 
dedicação. 

Muitos empresários enfrentam enormes desafios:

dificuldades financeiras; 
concorrência intensa; 
burocracia; 
instabilidade económica; 
crises internacionais. 

Ainda assim, continuam a investir, criar empregos e contribuir para o progresso das comunidades.

As PME não têm apenas importância económica. O seu impacto social é igualmente profundo.

Elas promovem:

Proximidade Humana

Criam relações diretas com clientes e comunidades.

Desenvolvimento Local

Mantêm viva a economia das cidades, vilas e aldeias.

Inclusão Social

Geram oportunidades para jovens, mulheres e grupos mais vulneráveis.

Preservação Cultural

Muitas pequenas empresas mantêm tradições artesanais e culturais.

Sustentabilidade

Cada vez mais PME apostam em práticas ecológicas e modelos sustentáveis.

Apesar da sua enorme importância, as pequenas e médias empresas enfrentam atualmente desafios complexos:

Digitalização

A transformação tecnológica exige adaptação rápida ao comércio digital e às novas ferramentas.

Globalização

A concorrência internacional tornou os mercados mais exigentes.

Acesso ao Financiamento

Muitas PME continuam a ter dificuldades no acesso a crédito e investimento.

Sustentabilidade Ambiental

Existe crescente pressão para adoção de práticas ambientalmente responsáveis.

Crises Económicas

Pandemias, inflação e instabilidade internacional afetam particularmente os pequenos negócios.

A pandemia de COVID-19 demonstrou claramente a vulnerabilidade de muitos destes empreendimentos, mas também revelou a sua enorme capacidade de adaptação e resistência.

Ao criar esta data, as Nações Unidas quiseram afirmar que o desenvolvimento sustentável global depende também do fortalecimento das pequenas economias locais.

As PME são vistas pela ONU como:

agentes de mudança; 
promotoras da inovação; 
geradoras de inclusão social; 
parceiras fundamentais do desenvolvimento humano. 

O apoio às pequenas empresas tornou-se parte essencial das políticas internacionais de crescimento sustentável.

Em diversos países, esta data é assinalada através de:

conferências; 
feiras empresariais; 
seminários; 
homenagens; 
campanhas de valorização do comércio local; 
iniciativas de empreendedorismo; 
ações de formação e inovação. 

É também uma oportunidade para sensibilizar governos e sociedades para a necessidade de apoiar os pequenos negócios, especialmente em regiões mais frágeis economicamente.

O Dia das Micro, Pequenas e Médias Empresas é muito mais do que uma simples efeméride económica. É uma celebração do trabalho, da iniciativa, da criatividade e da perseverança de milhões de pessoas que diariamente contribuem para o desenvolvimento das suas comunidades.

As PME representam esperança, proximidade e dinamismo. São elas que mantêm vivas muitas cidades, vilas e aldeias, criando emprego, promovendo inovação e fortalecendo os laços sociais.

Celebrar esta data a 27 de junho é reconhecer que o futuro económico sustentável depende não apenas das grandes corporações, mas também da força silenciosa e transformadora das pequenas empresas e dos empreendedores que acreditam no progresso coletivo.

As micro, pequenas e médias empresas continuam a ser um dos maiores pilares da economia mundial e um símbolo de resiliência, capacidade de adaptação e confiança no futuro.

Texto: HM - com IA e IN

sexta-feira, 26 de junho de 2026

O maior ponto de encontro de Trás-os-Montes está prestes a abrir portas.

 No dia que antecede o início da Feira de São Pedro 2026, 𝐨 𝐏𝐫𝐞𝐬𝐢𝐝𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐝𝐚 𝐂𝐚̂𝐦𝐚𝐫𝐚 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐌𝐚𝐜𝐞𝐝𝐨 𝐝𝐞 𝐂𝐚𝐯𝐚𝐥𝐞𝐢𝐫𝐨𝐬, 𝐒𝐞́𝐫𝐠𝐢𝐨 𝐁𝐨𝐫𝐠𝐞𝐬, 𝐜𝐨𝐧𝐯𝐢𝐝𝐚-𝐨 𝐚 𝐯𝐢𝐫 𝐟𝐚𝐳𝐞𝐫 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐞 𝐝𝐞𝐬𝐭𝐚 𝐡𝐢𝐬𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐚 e a sentir a energia de uma terra que sabe receber.
𝐃𝐞 𝟐𝟕 𝐝𝐞 𝐣𝐮𝐧𝐡𝐨 𝐚 𝟓 𝐝𝐞 𝐣𝐮𝐥𝐡𝐨, a nossa cidade servirá de palco aos encontros de famílias e amigos, ao regresso dos emigrantes à sua terra, à força e empreendedorismo das nossas empresas e às tradições da nossa região.

Com mais experiências, mais tradição, mais vida,

Esperamos por si, em Macedo de Cavaleiros.

Hoje, a Reunião de Câmara Descentralizada decorreu na Freguesia de Samil.

 Uma forma de aproximar a ação municipal das populações, conhecendo de perto a realidade de cada território e reforçando o diálogo com a comunidade.

Festas, Festividades e Eventos

Alfredo Monteiro de Carvalho - Os Governadores Civis do Distrito de Bragança (1835-2011)

 10.fevereiro.1915 – 24.maio.1915
TONDELA, 15.12.1865 – COIMBRA, 1.8.1943

Magistrado judicial.
Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra.
Governador civil de Aveiro (1910). Governador civil de Bragança (1915). Senador da República (1918-1919).
Natural de Vilar de Besteiros, concelho de Tondela.
Filho de José Inácio de Carvalho e de Esperança Bernardes Monteiro.

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Nascido numa aldeia do concelho de Tondela, de onde ambos os seus pais eram naturais, Alfredo Monteiro de Carvalho matriculou-se em Direito na Universidade de Coimbra em outubro de 1888. Concluída a formatura em 1894, seguiu carreira na magistratura judicial. Em 1909, foi nomeado juiz na comarca da ilha das Flores, Açores. Foi também juiz de direito na comarca de Almada, delegado do procurador da República na Anadia e juiz de Instrução Criminal em Lisboa.
Foi o último governador civil de Aveiro na Monarquia Constitucional, nomeado a 18 de agosto de 1910 e exonerado por despacho do Governo Provisório republicano publicado logo no dia da triunfante revolução de 5 de Outubro.
Já no tempo da Primeira República, embora nutrisse alguma simpatia pela monarquia, com a subida ao poder do governo ditatorial e conservador de Pimenta de Castro conseguiu ser nomeado governador civil do distrito de Bragança por decreto de 10 de fevereiro de 1915, cargo de que tomou posse a 23 do mesmo mês. O afastamento de Pimenta de Castro do poder, na sequência da Revolta de 14 de Maio de 1915, ditou a exoneração de Alfredo Monteiro de Carvalho, datada de 24 de maio seguinte.
Em julho de 1918, tomou assento no Senado da República, em representação de Trás-os-Montes, nas listas do Partido Nacional Republicano, mantendo-se na câmara alta do Parlamento até ao final da III Legislatura, em fevereiro de 1919. Integrou a Comissão de Verificação de Poderes, que presidiu (1918) e secretariou (1919), e foi também presidente da Comissão de Legislação Civil (1918-1919).
Ainda em 1918, foi nomeado procurador da República junto da Relação de Coimbra, cargo que continuava a exercer por 1933, de acordo com o recenseamento eleitoral realizado nesse ano.
Faleceu a 1 de agosto de 1943, aos 77 anos, em Santo António dos Olivais, cidade de Coimbra, onde residia há largos anos, no bairro da Cruz de Celas.
O seu nome encontra-se inscrito na toponímia de Bragança, dando o nome a uma das ruas da cidade.

Fontes e Bibliografia

Arquivo Distrital de Bragança, Autos de Posse (1845-1928).
Arquivo da Universidade de Coimbra, documentos vários.
Arquivo Distrital de Viseu, Registo de Baptismos, paróquia de Vilar de Besteiros, 1831-1869.
Diário do Senado, 1918-1919.
MARQUES, A. H. de Oliveira (coord.). 2000. Parlamentares e Ministros da 1.ª República (1910-1926). Lisboa:
Assembleia da República.
SOUSA, Fernando de (coord.). 2015. Governos Civis de Portugal. História e Memória. Porto: CEPESE.

Publicação da C.M. Bragança

Anteestreia dos filmes “Lhéngua” e “A Dansa dos Paulitos”

 Os filmes “Lhéngua” e “A Dansa dos Paulitos” vão ser exibidos no serão de sábado, dia 27 de junho, no miniauditório, em Miranda do Douro, duas curtas-metragens da autoria de Gonçalo Mota, que descrevem a trajetória histórica e a notoriedade que estas duas expressões culturais – a língua e as danças dos pauliteiros – dão à Terra de Miranda.


Realizado por Gonçalo Mota, as curtas-metragens documentais “Lhéngua”, com a duração de 25 minutos e “A Dansa dos Paulitos”, com a duração de 30 minutos, são falados em mirandês e em português.

«O filme “Lhêngua”, falado em mirandês, mostra a ligação entre a cultura do povo de Miranda e a natureza. A curta-metragem parte da descoberta histórica da língua mirandesa, realziada por José Leite de Vasconcellos (século XIX), até aos dias de hoje, com o ensino do mirandês às crianças e jovens nas escolas”, informam.

Por sua vez, o filme “A Dansa dos Paulitos”, com a duração de 30 minutos, descreve a trajetória histórica desta dança tradicional da Terra de Miranda.

“Em 1898, os Pauliteiros de Constantim atuaram pela primeira vez fora da Terra de Miranda, a convite da Sociedade de Geografia de Lisboa. Desde então, a dança dos paulitos percorreu Portugal e o mundo, tornou-se património nacional, símbolo regional e atração turística”, informa o Museu da Terra de Miranda.

Fonte: Museu da Terra de Miranda

ATAQUES DE LOBO-IBÉRICO LEVAM EXECUTIVO A REFORÇAR COMPENSAÇÕES A PRODUTORES

 Aprovada esta quinta-feira em Conselho de Ministros, a medida altera o regime de proteção do lobo-ibérico e reforça apoios destinados aos produtores pecuários afetados pelos ataques.


O Executivo vai aumentar os apoios financeiros destinados aos produtores que sofram prejuízos causados por ataques de lobo-ibérico. O anúncio foi feito hoje pelo ministro da Presidência, que justificou a medida com a necessidade de compensar os agricultores perante as medidas associadas à proteção daquela espécie.

Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Ministros, segundo a Lusa, António Leitão Amaro afirmou que a medida pretende assegurar um maior equilíbrio entre a atividade pecuária e a proteção do lobo-ibérico, sem, contudo, revelar os valores ou os termos concretos do reforço aprovado.

Em fevereiro, os produtores de gado afetados por ataques de lobo-ibérico criaram um movimento de âmbito nacional, que se estendeu também à Galiza, com o objetivo de defender o fim do atual regime de proteção da espécie. Na altura, denunciavam os prejuízos causados nos efetivos pecuários, classificando os ataques como uma ação “selvática e implacável”.

Neste momento, os criadores de gado têm acesso a compensações pelos danos provocados por ataques de lobo-ibérico. O regime em vigor prevê o pagamento de indemnizações que podem atingir 50% do valor dos prejuízos até ao 15º ataque atribuído à espécie em cada ano civil.

O Programa Alcateia 2025-2035, criado pelo Governo, prevê para 2026 um investimento de 3,3 milhões de euros destinado à conservação do lobo-ibérico e à compensação dos produtores afetados pelos seus ataques. O documento identifica quatro núcleos populacionais da espécie em Portugal, Peneda-Gerês, Alvão/Padrela, Bragança e Sul do Douro, estimando a existência de 58 alcateias, das quais 56 estão confirmadas e duas são consideradas prováveis, num total de cerca de 300 exemplares.

Entretanto, em junho, a ministra do Ambiente revelou que o Governo está a preparar um novo decreto-lei para reforçar o regime de proteção do lobo-ibérico. Sem avançar detalhes sobre as medidas previstas, o anúncio gerou críticas por parte dos produtores de gado, que defendem uma maior atenção aos prejuízos causados pelos ataques da espécie.

Edgar Pedreiro com Lusa,
Foto: DR

CIM TERRAS DE TRÁS-OS-MONTES CRIA FERRAMENTA DIGITAL INOVADORA PARA PREVENIR INCÊNDIOS E APOIAR O CADASTRO RÚSTICO

 A Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM) desenvolveu uma ferramenta digital pioneira que cruza informação cadastral e dados de risco de incêndio, reforçando a capacidade dos municípios na prevenção de fogos rurais e na proteção do território.


Designado “Visualizador Web SIG Áreas Prioritárias de Intervenção (AIP): Apoio ao Cadastro Rústico na Mitigação de Fogos e Proteção do Território”, o sistema foi criado por técnicos da CIM-TTM e surge como um instrumento inovador de apoio à decisão, permitindo identificar com maior rapidez os terrenos localizados em zonas críticas para a prevenção de incêndios, bem como os respetivos proprietários.

A plataforma integra dados do Balcão Único do Prédio (BUPi) com informação geográfica essencial para a gestão do território, incluindo faixas de gestão de combustível, áreas prioritárias de intervenção, freguesias prioritárias e zonas afetadas por incêndios. Esta articulação permite transformar informação dispersa numa ferramenta operacional de utilização diária pelos serviços municipais.

Segundo Paula Costa, técnica da CIM-TTM e responsável pelo projeto, a principal mais-valia do sistema reside precisamente na capacidade de reunir, numa única plataforma, informação cadastral e territorial relevante para a prevenção estrutural dos incêndios rurais.

“Na prática, a ferramenta permite aos técnicos municipais identificar rapidamente os terrenos localizados em zonas críticas, conhecer os respetivos proprietários e priorizar intervenções de limpeza e gestão de combustível onde estas são mais necessárias”, explicou.

A nova solução tecnológica começou a ser desenvolvida entre março e maio deste ano e encontra-se já em fase de implementação nos nove municípios que integram a CIM Terras de Trás-os-Montes. Os técnicos responsáveis pelo BUPi passam agora a dispor de uma ferramenta que permite visualizar propriedades identificadas e não identificadas, cruzando essa informação com dados estratégicos para a prevenção de incêndios.

Além de apoiar o planeamento de ações preventivas, o sistema reforça também a fiscalização das faixas de gestão de combustível junto aos perímetros urbanos, contribuindo para uma atuação mais eficaz na proteção de pessoas, bens e recursos naturais.

Para a CIM-TTM, esta iniciativa representa um exemplo claro de como a tecnologia pode ser colocada ao serviço da segurança das populações e da gestão sustentável do território, numa região onde os incêndios rurais continuam a constituir uma das principais ameaças ambientais.

O projeto integra uma iniciativa supramunicipal com um investimento próximo de um milhão de euros, gerido em articulação pelos nove municípios da CIM: Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Mogadouro, Miranda do Douro, Vila Flor, Vimioso e Vinhais.

Com esta ferramenta inovadora, as Terras de Trás-os-Montes posicionam-se na linha da frente da transformação digital aplicada à gestão florestal e à prevenção de incêndios, apostando numa resposta mais inteligente, eficiente e sustentada aos desafios da proteção do território.

Edgar Pedreiro com Lusa,
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