E já que falamos de bons momentos em família… houve também 𝑪𝒊𝒏𝒆𝒎𝒂 𝒏𝒂 𝑷𝒓𝒂𝒄̧𝒂, ar livre, na Praça Camões!
Porque Bragança também se vive assim: a brincar, a passear e a aproveitar juntos.
BRAGANÇA
Porque Bragança também se vive assim: a brincar, a passear e a aproveitar juntos.
Agora, todas as 𝘀𝗲𝘅𝘁𝗮𝘀-𝗳𝗲𝗶𝗿𝗮𝘀, no Mercado Municipal de Bragança, pode aceder 𝗴𝗿𝗮𝘁𝘂𝗶𝘁𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 a vários serviços essenciais:
Uma parceria Banco de Portugal | Município de Bragança.
Junte-se a nós, no XXIII Festival de Folclore - CARAMONICO e venha celebrar a tradição e cultura com grupos folclóricos de várias regiões da península.
Há histórias que se descobrem a caminhar. Ao longo deste percurso pelo centro histórico de Miranda do Douro, cada rua, praça e edifício revela um pouco da identidade e da história da cidade; das antigas estruturas defensivas aos espaços que ainda hoje marcam a vida mirandesa.
Algumas estampas retratam Marianne, alegoria feminina à liberdade, surgida durante a Revolução Francesa, cujos lemas eram: liberdade, igualdade e fraternidade. E quem foi Marianne?
- Para a aristocracia contra-revolucionária, o nome de Marianne tornou-se pejorativo, porque era um nome comum, da plebe, do povo. Marianne foi retratada por Delacroix como a própria "liberdade", um dos valores revolucionários da República Francesa. E quem foi Marianne?
Marianne (Koobe) Cope nasceu em 23 de janeiro de 1838, em Hoppenhein-Hessen-Darmstadt (Alemanha). Quando tinha quase um ano de idade, a família Koob emigrou para os Estados Unidos, estabelecendo-se em Nova Iorque, onde passaram a adotar o sobrenome Cope.
Em seus primeiros anos de vida, pensava em ser uma religiosa. Aos 24 anos de idade, em 1862, Marianne uniu-se às irmãs de São Francisco e fez os votos religiosos na Igreja da Assunção em Syracuse. Seu primeiro trabalho foi o apostolado em educação de crianças de origem alemã, filhos de imigrantes, como ela. Por seu bom desempenho, foi convidada a ser diretora de uma escola. Tal era seu desempenho que em pouco tempo foi diretora da irmandade franciscana, ajudando a erguer dois dos primeiros cinquenta hospitais gerais dos Estados Unidos da América, que existem e funcionam até hoje. Mas, nem tudo era fácil: Marianne foi muito criticada por ajudar e internar mães solteiras, mendigos e alcoólatras. No período em que dirigia o Hospital São José (1870 a 1877), Madre Marianne modificou o cenário médico americano, quando permitiu que alunos de medicina fossem ali, para receberem uma formação em clínica geral. Em 1877, Madre Marianne foi eleita Madre Superiora Provincial. Dois anos depois, Marianne foi dirigir o Hospital Geral das Ilhas Maui, onde em 1885 criou uma unidade para cuidar de leprosos e os filhos dos leprosos. Em 1888, época em que o Brasil acabava com a escravidão, com a assinatura da Lei Áurea, pela Princesa Isabel, Marianne substituiu o Padre Damião Veuster (canonizado pelo Papa João Paulo II em 1995), assumindo a direção da casa de jovens, ficando assim responsável pela casa das mulheres e pela casa de jovens. Madre Marianne passou trinta anos de sua vida em exílio voluntário, ao lado dos leprosos, em Kalaupapa, Ilhas Molokai. Foi através dela que o governo de Maui começou a se preocupar em cuidar da vila de leprosos, além de permitir que as crianças que ali viviam isolados, a frequentar a escola, trazendo-lhes um certo orgulho, ensinando-lhes higiene e mostrando que os marginalizados, como eles, são amados de modo especial por Deus. Marianne morreu em nove de agosto de 1918, sendo referenciada mundialmente como santa e mártir. Convém lembrar que Marianne ainda hoje é homenageada no Brasil, onde a nota de um real (R$ 1,00) mostra sua efígie.
Voltando aos primeiros selos, outras estampas mostram a constelação do Cruzeiro do Sul. Em ambas, tanto nas estampas de Marianne quanto nas do Cruzeiro do Sul, apareceu pela primeira vez os dizeres Estados Unidos do Brasil, nome adotado pelo então governo provisório (1889-1891) e depois confirmado pelo primeiro presidente da república.
O fato curioso é que, por problemas técnicos da Casa da Moeda, onde estavam sendo impressos os selos, alguns exemplares foram feitos com variações de impressão e com diferentes cores e formatos. Tais selos, juntos com o famoso "Olho de Boi", até os atuais dias fazem a festa, a cobiça e a fortuna de muitos colecionadores. Do mundo inteiro, naturalmente!
Como não coleciono selos, não entendo tanto valor por tão pouco. Já quanto à Marianne, sua silhueta me faz ferver a imaginação; assim como aquele sorriso maroto, um tanto velado. Eu não trocaria Marianne por um olho de boi ou por um cruzeiro do sul; ainda que os dois piscassem para mim.
Acordo para os dias atuais; de aquecimentos globais, silicone, violências, “ficantes” e desrespeito com as instituições políticas, religiosas e familiares. Sou um escritor; assim, posso ter um flerte com Marianne, posso amá-la platonicamente. Sua imagem retratada pelo mundo afora a mostra linda, elegante. Em um sonho, tento falar de amor com ela, pois nos meus sonhos ela não é religiosa. Mas, ao voltar à realidade, eu a dispenso, antes de ser dispensado. Assim, antes que o olho de boi se vista de névoa e catarata e o cruzeiro do sul deixe escapar sua última luz refletida no céu deste país tropical, antes que a nota de um real saia da praça e antes que todos estes símbolos se desgastem e passem a valer bem pouco e antes ainda que Marianne seja beatificada ou canonizada, deixo a mensagem de nossa eterna gratidão a Marianne, ícone dos sentimentos de liberdade, igualdade e fraternidade, ainda que alguns líderes mundiais vilipendiem tais virtudes.
À Marianne, meus respeitos e minha admiração eterna; toda homenagem já feita e toda homenagem que ainda farão a ela, é pouco.
PS: Nota do autor: A efígie da nota de R$1 é a alegoria da República, inspirada na Marianne francesa. Aqui, por licença poética a confundo, adrede, com Santa Marianne Cope, que dedicou a vida aos leprosos de Molokai.
Contamos com a sua presença! Entrada livre.
Çcubri l remanse de strena de valter hugo mãe nua eidiçon única, traduzida pa la sigunda lhéngua oufecial de Pertual. Un retrato eimotibo de l Pertual scóncio, ne ls tiempos de la Reboluçon de ls Crabos, agora anriquecido cun la musicalidade i riqueza de la lhéngua mirandesa.
Ua eidiçon special para leitores i apreciadores de la cultura pertuesa.
O programa inclui ainda uma sessão de esclarecimento sobre os desafios da sustentabilidade da raça, medidas de apoio aos criadores e o contributo dos asininos para o pastoreio e a gestão da paisagem.
Ao longo do dia estão também previstas atividades culturais e tradicionais, incluindo um mercado rural, jogos tradicionais e a atuação das Pauliteiras de Malhadas.
Na mesma data realiza-se o Passeio Pedestre Planalto Mirandês, com partida de Miranda do Douro e chegada ao Naso. O percurso tem cerca de 15 quilómetros e atravessa as localidades de Miranda do Douro, Póvoa e Naso.
As iniciativas integram o programa das festividades de Nossa Senhora do Naso e procuram promover o património rural, cultural e natural do concelho.
Jornalista: Vitória Botelho
A suspensão impede a organização de desenvolver a sua atividade durante o período em causa, ficando a manutenção da certificação dependente da regularização das situações identificadas pela autoridade aeronáutica.
Contactada pela Rádio Onda Livre sobre a atual situação da academia e sobre eventuais desenvolvimentos posteriores à decisão, a ANAC afirmou não dispor, nesta fase, de mais informações para prestar além das que já foram publicamente divulgadas no seu sítio institucional, a 27 de agosto de 2026.
A Rádio Onda Livre contactou também vários alunos da Lusofly Academy de Bragança para recolher declarações sobre a situação. No entanto, nenhum aceitou falar, alegando receio de represálias. Um dos alunos contactados referiu que não prestaria declarações devido a “certas ameaças feitas por parte da Lusofly”.
Perante este contexto, a Rádio Onda Livre contactou o diretor executivo da Lusofly Academy, João Roque. O responsável aceitou falar apenas com a condição de que a entrevista não fosse editada, alegando que tem sido alvo de distorções por parte da comunicação social.
Por esse motivo, a Rádio Onda Livre concedeu-lhe cerca de três minutos para prestar os esclarecimentos que entendesse necessários.
João Roque afirma que um fundo estrangeiro tinha previsto um investimento de 10 milhões de euros na academia, em julho, mas que esse investimento não se concretizou:
“Antes de mais, agradeço a oportunidade para poder aqui prestar alguns esclarecimentos. Eu não vou prestar esclarecimentos exatamente sobre tudo, vou apenas focar-me em alguns pontos.
Este projeto nasceu com o objetivo de criar uma academia de excelência, com formação ao mais alto nível. E isso obrigava, obviamente, e obriga, a um determinado montante de investimento. Este investimento foi trabalhado por mim e pelos sócios que eu tinha na altura.
Infelizmente, a dada altura, quase no início deste projeto, foi detetado por mim, por circunstâncias diversas, que até envolveram também um alerta de uma entidade que gere os fundos europeus, porque tinha havido um concurso, ou seja, tínhamo-nos habilitado a fazer algum investimento com fundos europeus, e eu detetei uma irregularidade que tinha sido efetuada nas minhas costas. E fui eu quem travou essa situação.
A partir daí, foi necessário procurar alternativas de financiamento. Estes sócios que eu tive acabaram por deixar a academia e eu fiquei sozinho, dando a cara e assumindo todos os compromissos que haviam sido tratados com diversas entidades, inclusive com os alunos.
Temos plena consciência do investimento que eles fizeram nesta academia. Obviamente, tudo foi feito e tudo tem sido trabalhado para se conseguir.
Tive gente que, entretanto, também tentou, de alguma maneira, apoderar-se da academia e prejudicá-la. Pronto, não quero entrar mais por aí em relação a isso. Tem sido uma luta, muitas vezes até só da minha parte, no sentido de conseguir resolver tudo.
Precisamente quando estávamos a tentar resolver tudo, com a entrada de um investimento na ordem dos 10 milhões de euros, sim, 10 milhões, de um fundo estrangeiro, que iria acontecer durante o mês de julho, surgiram, de forma conveniente, as notícias que surgiram em meados de julho, deixando, obviamente, no ar que há quem esteja interessado em não deixar este projeto andar para a frente.
Há acusações que foram feitas que não correspondem totalmente à verdade. Eu não quero entrar em lavagem de roupa suja, nem o vou fazer, mas é importante as pessoas também serem capazes de assumir as suas responsabilidades, porque os aviões não se produzem sozinhos e têm que ser bem conservados. Houve, se calhar, aqui situações em que isso não aconteceu da parte de quem operava os mesmos, mas eu não vou avançar mais em relação a isso.
O que se passa, efetivamente, é que 10 milhões de euros de investimento, que iam entrar, não entraram por causa destas notícias e da maneira como foram veiculadas.
Portanto, eu pergunto-me se as gentes de Bragança e da região Norte e Nordeste ficam realmente satisfeitas por quem está a querer fazer as coisas de forma séria ser completamente dinamitado, com interesses obscuros que querem só prejudicar e destruir o projeto.
Fomos nós que demos apoio, também, à Câmara de Bragança para a execução do projeto de investimento no aeródromo. Portanto, todo o estudo que foi feito teve grande participação da nossa parte. Fomos, digamos, até um pouco motores, com toda a humildade, para que esse investimento avançasse em Bragança e viesse a ser resolvido nos próximos anos. Esse plano está aprovado já pela ANAC.
Eu lamento imenso tudo aquilo que está a ser feito. No entanto, não desistimos e estamos a continuar a trabalhar no sentido de resolver o assunto.”
A situação da Lusofly Academy de Bragança mantém-se, assim, marcada pela suspensão da certificação determinada pela ANAC.
A direção da academia garante que continua a trabalhar no sentido de resolver os problemas identificados e assegurar a continuidade do projeto.
Fotografia – Lusofly Academy
“É, de facto, um prazer. É agradável ter este reconhecimento para uma pessoa que joga xadrez há mais de 55 anos.”
Este título não surge de forma isolada. Victor Sil tem uma longa experiência competitiva, com passagens por vários clubes e participação em provas nacionais e internacionais.
Atualmente, representa o GDM, onde procura também transmitir a sua experiência às gerações mais novas:
“O meu trabalho neste momento com o Grupo Desportivo Macedense é, no fundo, mais de ajuda e de acompanhamento pelo trabalho que está a ser desenvolvido pelo clube, nomeadamente naquilo que o GDM está a fazer com as camadas jovens, que é muito importante.”
A ligação é valorizada pelo clube. O presidente da secção de xadrez, Ricardo Batista, destaca o percurso de Victor Sil e considera que esta conquista motiva também os elementos do Grupo Desportivo Macedense:
“Nós vamos ter competições muito em breve, a nível distrital, nomeadamente para ver se lutamos pelo tricampeonato distrital, em que contamos naturalmente com o Victor, e também para servir de inspiração.
Esta parte também é importante, não só para ele, mas também para os jogadores do nosso clube e para todos os jogadores que jogam xadrez no distrito de Bragança, que podem vê-lo como um exemplo, uma referência para também poderem evoluir e continuar a lutar, e quiçá também eles poderem lá chegar.”
É precisamente essa experiência que Victor Sil quer transformar em inspiração para os mais jovens:
“A minha intenção é fazer com que os jovens possam melhorar o seu nível de jogo, fazer com que os jovens vejam em mim um exemplo de persistência ao longo dos anos e da prática do xadrez em si.
Por outro lado, também com esta minha experiência de muitos anos e agora com este reconhecimento internacional, quero fazer com que eles próprios também se motivem.”
Para o atleta, o reconhecimento internacional é importante, mas não chega. Victor Sil defende mais apoio, sobretudo para permitir que os clubes continuem a apostar nesta modalidade:
“Para que possa haver uma mais-valia, nomeadamente para os praticantes mais jovens, importa que haja patrocínio. Importa que haja patrocinadores que vejam o xadrez como uma modalidade desportiva que ajuda os jovens no seu percurso escolar e académico.”
A quem aposta nesta modalidade, Victor Sil aconselha persistência:
“A persistência é muito importante. Tem que haver alguma consistência, tem que haver alguma regularidade. E é aqui que deixo o apelo aos jovens que praticam xadrez: que se dediquem a jogar xadrez.”
Victor Sil não vê este título apenas como uma conquista pessoal, mas também como uma oportunidade para ajudar a dar mais visibilidade ao xadrez e inspirar uma nova geração de jogadores na região e no país.
Fotografia: Victor Sil
O apoio será exclusivo para os produtores sem compradores para as uvas.
De acordo com o Jornal de Notícias, caberá ao Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) executar a medida e proceder ao pagamento aos viticultores.
O apoio será calculado por hectare, seguindo o modelo utilizado na campanha de 2025, com um preço estimado de 50 cêntimos por quilo de uva não vendido.
A medida será apresentada através de portaria.
O arranque do processo de liquidação por parte da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) é visto como um bom sinal pelos municípios, que consideram este um passo determinante para o cumprimento das obrigações fiscais decorrentes da venda das seis barragens.
No entanto, em comunicado, os autarcas afirmam que vão manter uma posição vigilante e firme, acompanhando a evolução do processo e desenvolvendo todos os esforços institucionais necessários para garantir a efetiva liquidação e cobrança da totalidade dos impostos.
Para os municípios, esta é uma questão de justiça fiscal e territorial.
A declaração foi assinada pelos municípios de Alfândega da Fé, Alijó, Carrazeda de Ansiães, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Murça, Torre de Moncorvo e Vila Flor.
No passado dia 19 de agosto, a Autoridade Tributária liquidou uma primeira parte dos impostos reclamados no âmbito do negócio, no valor de 12,3 milhões de euros de Imposto do Selo pela transmissão das barragens.
As seis barragens em causa são Miranda do Douro, Picote, Bemposta, Foz Tua, Baixo Sabor e Feiticeiro.
Segundo os produtores de castanha de Cova de Lua, os estragos provocados por veados têm sido recorrentes ao longo dos anos.
A Junta de Freguesia de Espinhosela considera que um novo abate não resolve o problema e defende a adoção de medidas de proteção dos castanheiros, como vedações e cercas elétricas.
O Pessoas-Animais-Natureza (PAN) já contestou a solução. O partido considera que o abate não é uma resposta adequada nem proporcional e defende também a aplicação de medidas preventivas, além da compensação dos agricultores pelos prejuízos.
O partido anunciou ainda que vai questionar o Governo sobre os critérios usados pelo ICNF e sobre as medidas de proteção da fauna e dos produtores.
A Rádio Onda Livre contactou o ICNF, mas, até à data da publicação, não foram prestadas quaisquer declarações.
Os dados das remunerações declaradas ao IEFP mostram um mapa de desigualdade económica onde o "prémio salarial" está ligado à natureza do setor de atividade, existindo um fosso remuneratório de 525 € mensais entre quem trabalha na capital e quem trabalha no Baixo Alentejo ou de pouco mais de 493 euros em Trás-os-Montes.
“A liderança de Lisboa e Setúbal reflete a concentração de centros de decisão, serviços financeiros e indústrias tecnológicas de alto valor acrescentado. O facto de o Porto ocupar a terceira posição confirma a força do cluster industrial do Norte, mas ainda assim com uma diferença de mais de 230 € face à capital”, sublinha a Randstad.
A diferença salarial é uma realidade que muitos transmontanos sentem na pele, o que os leva a emigrar ou a procurar outras zonas do país. “Vivo na área da grande Lisboa, porque foi lá que consegui emprego num escritório de uma empresa de construção. Ganha-se mais do que em Bragança e o custo de vida a nível de compras alimentação e vestuário é idêntico, ou até mais baixo porque há mais oferta. Só que nos últimos anos o custo da habitação em Lisboa disparou e isso dificulta a vida. Antigamente compensava mais”, contou Ana Pires ao Mensageiro.
O cenário mais preocupante revela-se no interior e no Alentejo (Beja e Portalegre), Bragança, Guarda, Vila Real. Estes distritos não só têm as remunerações mais baixas, como apresentam uma estrutura salarial que parece imune à dinâmica de crescimento dos grandes centros. “Esta diferença de mais de 500 € entre Lisboa e Beja é um motor primário para a fuga de talentos e para a desertificação do interior: um profissional qualificado tem um incentivo financeiro para se deslocar 200 km para o litoral” acrescentam.
Lisboa é a única região que consegue romper significativamente a barreira dos 1.400 € líquidos. A diferença para o Algarve é de 292 € mensais. Um profissional em Lisboa recebe, em termos líquidos, o equivalente a quase mais 3 meses de salário por ano do que um trabalhador no Algarve.
Apesar do aumento expressivo, Bragança continua a apresentar um preço médio de venda bastante inferior à média da região Norte, que se fixou nos 290 mil euros, mais 3,6% do que há um ano.
O distrito lidera também o crescimento regional no mercado de arrendamento. O valor médio mensal dos imóveis anunciados para arrendar aumentou 35%, passando de 500 para 675 euros.
A subida registada em Bragança supera a de Viana do Castelo, onde as rendas aumentaram 21,3%, dos 750 para os 910 euros mensais. No conjunto da região Norte, o preço médio do arrendamento cresceu 20%, passando de 750 para 900 euros.
A nível nacional, os valores apresentam uma evolução mais estável. O preço médio dos imóveis anunciados para venda manteve-se nos 430 mil euros, o mesmo valor registado em agosto de 2025. No arrendamento, o preço médio permaneceu nos 1.300 euros mensais.
“A estabilidade dos preços a nível nacional não significa que todas as regiões estejam a evoluir da mesma forma”, afirmou Sylvia Bozzo, responsável de marketing do Imovirtual.
Segundo a responsável, a análise territorial revela “diferenças muito significativas” entre mercados, tanto na venda como no arrendamento, com algumas regiões a registarem subidas acentuadas e outras a manterem os preços ou a apresentarem descidas.
O Centro liderou o aumento regional dos preços de venda, com uma subida anual de 14,6%, para 295 mil euros. No arrendamento, o maior crescimento ocorreu no Norte, onde o valor médio aumentou 20%.
Os dados dizem respeito aos preços pedidos nos anúncios publicados na plataforma imobiliária e não aos valores finais pelos quais os imóveis são efetivamente vendidos ou arrendados.
Por outro lado, Bragança apresenta um dos preços médios por metro quadrado mais baixos do país na oferta residencial para venda.
Considerando apartamentos e moradias, o preço médio anunciado no distrito de Bragança fixa-se nos 1.164 euros por metro quadrado, o segundo valor mais baixo de Portugal, apenas acima da Guarda, onde a média é de 1.083 euros.
O preço médio da habitação anunciada em Bragança encontra-se cerca de 72% abaixo da média nacional, calculada em 4.152 euros por metro quadrado. É também cinco vezes inferior ao registado em Lisboa, que lidera o país com 5.830 euros por metro quadrado.
A Madeira surge na segunda posição entre os mercados mais caros, com uma média de 5.623 euros, seguindo-se o Algarve, com 5.386 euros. No extremo oposto, além da Guarda e de Bragança, encontra-se Portalegre, com 1.322 euros por metro quadrado.
Ao longo desta bonita história TT, a prova tornou-se uma referência internacional, recebendo equipas de 17 nacionalidades, milhares de espectadores e os melhores pilotos europeus e internacionais.
Reconhecido pela sua dureza, exigência e componente estratégica, o King of Portugal coloca à prova pilotos e máquinas. Zonas de elevada velocidade alternam com setores extremamente técnicos e obstáculos de pedra, onde um erro pode comprometer toda a corrida. Chegar ao fim é, por si só, uma conquista que poucos conseguem alcançar!
De 7 a 10 de outubro, o King of Portugal regressa a Vimioso, dando continuidade a uma história que nasceu da paixão pelo todo-o-terreno e que hoje coloca Vimioso no mapa europeu da modalidade!