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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Congresso de Boas Práticas Públicas com os Maiores realiza-se em Alfândega da Fé a 26 de fevereiro

 No próximo dia 26 de fevereiro, Alfândega da Fé acolhe o Congresso de Boas Práticas Públicas com os Maiores, um evento dedicado à reflexão, partilha e valorização de práticas públicas inovadoras e inclusivas dirigidas à população sénior.


O Congresso terá lugar no auditório Manuel Faria da Casa da Cultura Mestre José Rodrigues, e é dinamizado pela equipa do CLDS-5G ALLfândega, em parceria com a Equipa da Atenção Biopsicossocial à Pessoa Idosa do Município de Alfândega da Fé.

Ao longo do dia serão apresentados vários painéis dedicados às boas práticas locais, distritais e nacionais, com a participação de técnicos, dirigentes e profissionais de diferentes municípios, que irão partilhar projetos e experiências nas áreas da saúde, envelhecimento ativo, proteção da pessoa idosa, cultura e inclusão social.

Durante o dia vai ainda haver tempo para visitar a exposição fotográfica “O Retrato dos Dias Difíceis 24/7”, da autoria de Nuno Pinto Fernandes, dedicada à realidade dos cuidadores informais. A mostra propõe um olhar sensível e profundo sobre o quotidiano de quem cuida, evidenciando os desafios, a resiliência e a dimensão associada ao cuidado permanente, constituindo um importante contributo para a reflexão social sobre esta temática.

A organização sublinha a importância da participação da comunidade neste momento de partilha e construção conjunta, reforçando o compromisso com um envelhecimento mais ativo, digno e participativo.

Inscrições AQUI.

Alfândega da Fé vai inaugurar Polo de Cultura e Ciência da Universidade Aberta

 Resposta é a única desta natureza no distrito de Bragança e pretende alargar a oferta de ensino superior na região


No próximo dia 25 de fevereiro, às 14h30, será inaugurado, em Alfândega da Fé, o Polo de Cultura e Ciência da Universidade Aberta, um projeto estruturante para o concelho e para toda a região.

Trata-se do único polo desta natureza na região, assumindo-se como um passo decisivo na aproximação das populações ao ensino superior e na criação de novas oportunidades de qualificação, conhecimento e dinamização cultural no território.

O Polo resulta de um protocolo estabelecido entre o Município de Alfândega da Fé e a Universidade Aberta, traduzindo uma estratégia conjunta de promoção da educação, da ciência e da cultura. No âmbito desta parceria foi definido um plano de ação que integra diversas iniciativas dirigidas à comunidade educativa e à população em geral, incluindo atividades formativas, ações de divulgação científica, projetos culturais e momentos de reflexão académica.

Associada ao Polo está a Cátedra Mestre José Rodrigues, estrutura que reforça a dimensão académica e de investigação do projeto, homenageando uma figura maior da cultura ligada ao território e promovendo o estudo e a valorização de áreas relevantes para o desenvolvimento local.

Para o Presidente da Câmara Municipal, Eduardo Tavares, “a criação deste Polo representa um passo decisivo na afirmação de Alfândega da Fé como território de conhecimento. Estamos a aproximar o ensino superior das pessoas, a criar oportunidades concretas para os nossos jovens e a investir na qualificação como pilar fundamental do desenvolvimento local e de fixação de pessoas no nosso território.”

Como medida concreta de incentivo ao acesso ao ensino superior, a autarquia vai criar bolsas de estudo destinadas a estudantes do concelho que se inscrevam no Polo, promovendo a igualdade de oportunidades e estimulando a qualificação da população. O procedimento já está criado e em breve a versão final do regulamento de atribuição das bolsas será apresentado.

Serão ainda lançadas duas vertentes do Prémio Mestre José Rodrigues: uma vertente escolar, destinada aos alunos do Agrupamento de Escolas de Alfândega da Fé, e uma vertente académica, para alunos do ensino superior, com o objetivo de incentivar a investigação e a produção de conhecimento em áreas ligadas ao concelho, à sua identidade, património e potencial de desenvolvimento.

Com a criação deste Polo de Cultura e Ciência, Alfândega da Fé afirma-se como um território que investe na educação e no conhecimento como motores de coesão, fixação de talento e valorização regional. A inauguração será seguida da primeira ação de formação, dirigida a docentes, sob o tema “Educação Digital em Rede e Ambientes de Aprendizagem Colaborativa”.

GRANFONDO 2026 É APRESENTADO EM BRAGANÇA E PROMETE DINAMIZAR O NORDESTE TRANSMONTANO

 O Granfondo 2026 foi apresentado hoje, 24 de fevereiro, no Centro de Memórias do Forte de S. João de Deus, numa cerimónia que contou com a presença de Luís Fernandes, presidente da Câmara Municipal de Vinhais, Isabel Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Bragança, e responsáveis da empresa organizadora, Bikeservice. O evento, marcado para 12 de julho, pretende afirmar-se como um dos grandes momentos desportivos da região.


Na sua intervenção, Luís Fernandes destacou a relevância da cooperação institucional, permitindo aos participantes conhecer as paisagens do concelho de Vinhais e de Bragança, em particular o Parque Natural de Montesinho, reconhecido pela sua beleza natural.

O Granfondo não é apenas uma prova desportiva. Segundo os responsáveis, o evento será também uma oportunidade para promover o turismo de natureza, dinamizar a economia local, valorizar os produtos endógenos e reforçar a notoriedade da região.

Com esta iniciativa, o Nordeste Transmontano apresenta-se como um território de desporto, natureza e qualidade de vida, reforçando a sua imagem enquanto destino de referência a nível regional e nacional.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: CM Vinhais

Vereadores da oposição do município de Bragança denunciam “ilegalidades” no processo de nomeação de dirigentes de 3.º grau

 Os vereadores da oposição da Câmara Municipal de Bragança dizem que o executivo cometeu ilegalidades no processo de nomeação de dirigentes intermédios de 3.º grau, no âmbito da recente reorganização dos serviços municipais


Segundo Nuno Moreno, vereador independente, a legalidade do procedimento ficou comprometida pela inversão da ordem dos atos administrativos, já que as nomeações ocorreram em janeiro, tendo apenas posteriormente sido submetida à Assembleia Municipal uma proposta para aprovação dos critérios de recrutamento. “Para que a senhora presidente de câmara proceda à nomeação para esses cargos, têm de estar previamente aprovados os requisitos do recrutamento. Têm de ser aprovados pela Assembleia Municipal. No meu entendimento, esses critérios não foram aprovados. Está a querer aprovar agora. Inverteu-se a ordem das coisas. Nomeou em janeiro e agora em fevereiro vem pedir à Assembleia Municipal que aprove esses requisitos. Isto não pode funcionar assim”.

Os requisitos, em Assembleia Municipal, serão ou não aprovados esta quarta-feira.

A presidente da câmara, Isabel Ferreira, rejeita as acusações e garante que todas as designações para os cargos foram feitas com base na lei, com total transparência e suporte técnico-jurídico. “Todos os fundamentos das designações que fiz foram transparentes e objetivos e foram feitos de acordo com a competência da Assembleia Municipal, nos termos do número 3 do artigo 4 da Lei 49/2012, de 29 de agosto, que está deliberada desde 30 de novembro de 2018”.

A situação adensou-se, segundo o vereador, com um parecer jurídico interno. “A senhora presidente disse que tinha na sua posse um parecer, na reunião de câmara de 23 de janeiro, que só distribuiu nesta última reunião, 13 de fevereiro, e o parecer aparece com data de 4 de fevereiro. Quando disse que tinha o parecer não o tinha. Há aqui uma falha muito grande neste procedimento todo, que é no fundo é pôr o carro à frente dos bois”.

Relativamente a esta questão, a autarca garante que sempre teve suporte técnico e jurídico. “Na reunião de 23 de janeiro eu digo já com toda a convicção que tinha um parecer. Só que os pareceres não têm de ser assinados. Os pareceres são de diversas formas. E eu tinha um parecer técnico e um parecer jurídico. Quando os senhores vereadores pediram o parecer, eu tinha trocado emails com os técnicos e os juristas que acessaram este processo. Pedi para o parecer ser assinado e, portanto, mais transparência não pode haver. O parecer foi assinado à data que eu pedi para que fosse assinado”.

Segundo o vereador, antes da reorganização de 2025, existiram reformas orgânicas em 2012 e 2018. Segundo Nuno Moreno, a presidente do município defende que os critérios aprovados em 2018 permanecem em vigor. Mas se assim é, o vereador aponta uma ilegalidade. “Há uma nomeação que é claramente ilegal, porque os critérios de 2018 dizem que só podem ser nomeados funcionários que sejam efetivos do serviço, ou seja, que sejam efetivos do serviço da câmara. E há uma senhora nomeada, Marisa Alexandra, que é externa, cujo quadro é do IPB”.

Isabel Ferreira rejeita qualquer ilegalidade. “Os critérios dizem que é efetivo do serviço, mas o entendimento de efetivo do serviço, de todos os pareceres que tenho, é que tem de ter vínculo à função pública. Não quer dizer que tenha que ser do serviço, aliás, se fosse isso seria inconstitucional, porque estamos a ir contra a Lei Geral do Trabalho, estamos a ir contra a lei do regime que determina a nomeação de cargos dirigentes em regime de substituição”.

Outro dos pontos criticados prende-se com a forma jurídica da proposta apresentada, que prevê a aprovação dos critérios “por ratificação”. “Para aprovar por ratificação tinha de vir uma aprovação da senhora presidente da câmara e do executivo. Nunca aprovou nada”.

Nuno Moreno disse ainda que caso a Assembleia Municipal valide a proposta nos termos apresentados, acionará mecanismos de tutela administrativa, financeira e penal. Admite não poder afirmar, desde já, a existência de crime, mas entende que há indícios suficientes para exigir averiguação.

Isabel Ferreira considerou que as críticas do vereador configuram uma tentativa deliberada de criar entraves à ação do executivo e diz que também pode acionar mecanismos. “Eu também posso recorrer a mecanismos apropriados para evitar este tipo de obstáculos”.

Na reunião de câmara do dia 23 de janeiro foram levantadas dúvidas sobre a validade dos critérios aprovados em 2018 pela Assembleia Municipal e sobre as nomeações feitas em regime de substituição no início do ano. A oposição questionou se, com a revogação da orgânica anterior, os requisitos também teriam caducado, podendo existir um vazio legal.

Na reunião seguinte, no dia 13 de fevereiro, o executivo apresentou proposta para alterar formalmente os critérios de recrutamento, alargando a área de recrutamento e revogando os requisitos anteriores. A proposta prevê ainda efeitos retroativos a 30 de dezembro de 2025.

A presidente da câmara defendeu que não houve ilegalidade e que a reorganização não revoga automaticamente os critérios, sendo agora necessário ajustá-los ao regime legal. Já os vereadores da oposição, Nuno Moreno, Ana Soares e António Batista mantiveram críticas, falando em incoerências jurídicas.

A proposta acabou aprovada por maioria e segue agora para apreciação da Assembleia Municipal.

Entretanto, na sequência destas declarações proferidas por Isabel Ferreira, à Rádio Brigantia e ao Jornal Nordeste, Nuno Moreno deixou assente que o voto contra e a fundamentação jurídica que apresentou não são uma "cruzada" individual.

Numa nota, enviada à Rádio Brigantia e ao Jornal Nordeste, o vereador sublinhou que “esta posição é acompanhada e integralmente subscrita pelos vereadores eleitos pelo PSD”. “Lamento que a senhora presidente prefira o ataque ad hominem e a tentativa de intimidação à discussão séria das medidas. Ataco decisões, não pessoas”, lê-se na nota.

Diz ainda que classificar o assunto como um “alarido desproporcional”, por serem nomeações temporárias “é um insulto à legalidade administrativa e democrática”. O regime de substituição não é um “cheque em branco”; está sujeito às mesmas regras de competência e requisitos de recrutamento, acrescenta Nuno Moreno, que diz ainda que Isabel Ferreira “continua sem responder às perguntas essenciais, refugiando-se no ruído político”.

Acrescenta não compreender por que razão submeteu agora à Assembleia Municipal uma proposta para aprovar novos critérios em 2026 com efeitos retroativos se considera que os critérios de 2018 são válidos. Mas, conforme adianta, “a resposta é simples: se fossem válidos, não precisariam de nova aprovação. Ao fazê-lo, confessa que nomeou em janeiro num vazio legal”.

Para o vereador continua por explicar o "malabarismo" da ratificação com efeitos retroativos porque “não se ratifica o que não existiu”. “A senhora presidente não aprovou requisitos antes das nomeações; logo, não há objeto para ratificar. É um facto jurídico, não uma "invenção" de obstáculos”, destacou ainda Nuno Moreno.

O vereador frisou ainda que qualificar o escrutínio livre e a fiscalização como "má-fé" ou "areia na engrenagem" revela uma “preocupante dificuldade em lidar com o escrutínio próprio da democracia”. Assinalou ainda que a ameaça de recorrer a mecanismos para impedir o exercício do seu dever de vereador não o intimida e que soa a “lápis azul”.

O rigor das instituições não se negoceia nem se pessoaliza, termina Nuno Moreno.

Jornalista: Carina Alves

Segundo fim de semana da Feira das Amendoeiras em Flor em Vila Flor com afluência elevada

 O segundo de quatro fins de semana da Feira das Amendoeiras em Flor em Vila Flor tem vindo a superar as expetativas previstas.


Segundo o autarca local, Pedro Lima, a avaliação global será feita apenas no final do certame, porém, os primeiros indicadores são bastante favoráveis:

Durante o primeiro fim de semana do certame, o arranque incluiu atividades dedicadas à caça e pesca, com destaque para o encontro cinegético. Já este fim de semana ficou marcado pelo 4º cortejo etnográfico de Carnaval, que decorreu com muito sol e animação.

Segundo o presidente, o certame está a atrair cada vez mais público:

Para além do impacto imediato no comércio, restauração e alojamento, o Pedro Lima destaca o efeito estruturante do evento na promoção territorial:

O presidente acrescenta ainda que a feira contribui para consolidar a marca do concelho, de forma a promover produtos locais.

A Feira das Amendoeiras em Flor prossegue nos próximos dois fins de semana, até ao dia 8 de março, com um programa que inclui iniciativas culturais, gastronómicas e de animação. 

Cátia Barreira

PROPOSTA DE CRIAÇÃO DE 16 NOVAS CHEFIAS INTERMÉDIAS NA CÂMARA DE MIRANDELA SÓ PASSOU COM VOTO DE QUALIDADE DO PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL

 A proposta de criação de 16 novas chefias intermédias na Câmara de Mirandela foi aprovada, na última reunião da Assembleia Municipal, mas foi necessário o voto de qualidade do presidente da Mesa, Luís Guimarães, para ultrapassar o empate registado na votação: 24 a favor e 24 contra.


Atualmente, o modelo de Estrutura Orgânica Misto da Câmara de Mirandela é composto por 6 unidades orgânicas flexíveis de direção intermédia de 2º grau, 8 unidades orgânicas flexíveis de direção intermédia de 3º grau, 6 subunidades orgânicas, 7 gabinetes e duas equipas multidisciplinares 

A nova proposta agora aprovada visa a criação de três unidades orgânicas flexíveis de direção intermédia de 3º grau e a criação de treze unidades orgânicas flexíveis de direção intermédia de 4º grau. 

Esta proposta já tinha sido aprovada, em reunião do executivo, mas com recurso ao voto de qualidade do vice-presidente do Município, Orlando Pires, depois de um empate a três registado na votação, e tendo em conta a ausência do presidente da autarquia, Vítor Correia.

Os três vereadores sem pelouro da AD: Paulo Pinto, Helena Chéu e Cristina Passas votaram contra, enquanto Orlando Pires e Vera Preto, eleitos pelo PS, e Luís Saraiva, vereador sem pelouro, eleito pelo Partido Chega, do qual já se desvinculou, votaram a favor da proposta, que baixou à Assembleia Municipal, onde também foi necessário o voto de qualidade do presidente da mesa para poder ser aprovado.

Na reunião daquele órgão autárquico, o presidente do Município já tinha dito que, no seu entendimento, terá havido uma interpretação incorreta de vários deputados municipais sobre este novo modelo proposto. No final da sessão, em declarações à Terra Quente FM, Vítor Correia reiterou esse pensamento, alegando que a criação de 16 novas chefias intermédias vai ter um aumento “residual” nas despesas da autarquia. “Havia a ideia que ia ser feito o recrutamento externo, e um aumento da massa salarial, mas não é isso, o recrutamento é interno, é promover as pessoas que estão cá, que possam ocupar lugares de chefia, é promover também aquilo que é a competência dos trabalhadores e alguns deles,  irão assumir responsabilidades sem ganhar mais, agora as contas que fizeram aqui era como se fossem novos funcionários, então aí concordo que se calhar a massa salarial iria disparar, mas não, são as pessoas que já estão no município que vão ser promovidas, algumas já estão nesse escalão e não recebem mais, e outras receberão mais alguma coisa, mas não tem o impacto financeiro que inicialmente estavam a pensar que tinha”, afirma o autarca.

Apesar desta explicação de Vítor Correia, os grupos municipais do PSD, Chega, Move Mirandela e Iniciativa Liberal votaram contra a proposta.

RUI SÁ (PSD) VOTO CONTRA

“Tudo o que pesquisei sobre este assunto, em municípios com maior densidade populacional que Mirandela, nomeadamente Chaves e Bragança, todos eles têm uma estrutura diretiva menor que o de Mirandela. E havia aqui um pressuposto de partida que não foi explicado devidamente, que se partiu da premissa que o concurso ia ser externo, ora, se o concurso ia ser externo, teriam de se recrutar mais 13 pessoas e onerar o município com o salário, com a massa salarial de mais dessas 13 pessoas. Pronto, parece assim não ser, os nomeados são entre os recursos humanos existentes e alguns podem até já ter a mesma massa salarial nas unidades de quarto grau. E aí, é uma opção de gestão e o município pode até trazer aqui algumas vantagens. O que sinto aqui é que é um município que tem uma estrutura diretiva muito longa que pode criar algumas entropias na gestão das equipas e pode ter o sentido contrário àquilo que é o pretendido”.

TIAGO MORAIS (IL) VOTO CONTRA

“Não nos pareceu bem justificado o porquê desta nova reorganização que se quer fazer. Além disso, fala-se em aumentar cargos de chefia em estruturas intermédias, quando o que temos ouvido falar é que o que faz mais falta até são os técnicos, são os operacionais e portanto, se calhar nesse aspeto fazia mais sentido ir por esse caminho. Aliás, o Presidente até disse que a Câmara só tinha um carpinteiro, dois calceteiros, pelo que, se calhar, faz mais falta reforçar por aí e não tanto nas estruturas intermédias e nos cargos de chefia.”

MARISA ARANDA (CHEGA) VOTO CONTRA

“O que me parece é que de facto vai haver um aumento e que essa reestruturação vai ter efeitos também nesse sentido, efeitos financeiros e aumento de custos, agora, dá-me a sensação que é muito direcionada para postos de chefia e, portanto, o voto contra vai nesse sentido. Aliás, a explicação dada pelo Sr. Presidente da Câmara não convenceu e também senti que, em termos da Assembleia, ocorreu exatamente o mesmo que ocorreu na reunião de Câmara, e tivemos um final em que, no fundo, o Sr. Presidente de Mesa vem justificar um voto que, do meu ponto de vista, não tem que ser justificado, mas se ele próprio sentiu necessidade de o justificar, é porque, de facto, este ponto não está devidamente esclarecido e não está devidamente claro para ninguém, incluindo para a Câmara Municipal”.

VIRGÍLIO TAVARES (MOVE MIRANDELA) VOTO CONTRA

“entendemos que, provavelmente, a explicação que foi dada pelo Presidente da Câmara não corresponde muito bem à verdade. São demasiadas chefias para a Câmara de Mirandela e, senão, vejamos o exemplo que foi dado pelo deputado Rui Sá, de que Bragança, que tem 53 mil habitantes, vai ter 14 chefias. Mirandela, que tem 23 mil no concelho, vai ter 32 chefias. Há aqui o dobro, uma gigantesca quantidade de chefias que vai tornar muito mais caro, muito mais dispendioso para o município e, se calhar, não vai atingir o objetivo que anunciaram, que era o de ser mais célere, de ter melhores condições para poder trabalhar”.

VASCO CADAVEZ (DT AMAR MIRANDELA) VOTO FAVORÁVEL

“Porque o Executivo deve ter condições para gerir da melhor forma o pessoal do município. E, portanto, se essa organização será útil para a gestão ou não, veremos no futuro. Mas, não me parece que seja uma boa política impedir a reorganização do sistema, porque, na verdade, quem está a gerir deve ter condições para o fazer da melhor forma. Se eles entendem que essa organização é adequada, nós temos que lhe dar condições para que eles possam fazer o trabalho. Por outro lado, foram criados ali alguns lugares de nível 4, que na verdade são lugares lucrativos de gestão próxima e, portanto, serão pessoas que estarão a distribuir tarefas e a verificar cumprimento de prazos.”

JORGE HUMBERTO FERNANDES (CDU) VOTO FAVORÁVEL

“Independentemente de percebermos que há aqui algumas diferenças, mas também não fica muito claro, e estaremos cá depois para avaliar a funcionalidade desta alteração orgânica, nós queremos acreditar, e estamos de boa fé, que o município faça esta alteração porque sente constrangimentos na aplicação daquilo que serão as tarefas que a Câmara Municipal vai ter. Agora vamos perceber no futuro de como é que isso vai funcionar, há aqui uma necessidade de implementar novos procedimentos para agilizar aquilo que é o serviço prestado, o serviço público que tem que ser prestado às populações em tempo real e que satisfaça toda a população.”

Artigo escrito por Fernando Pires (jornalista)

Vila Flor quer novos apoios para jovens agricultores após conclusão da barragem de Freixiel

 O presidente da Câmara de Vila Flor, Pedro Lima, defendeu a criação de apoios à instalação de novos agricultores e ao reforço do empreendedorismo no setor, aproveitando a futura conclusão da barragem, um investimento que permitirá regar 600 hectares e impulsionar o desenvolvimento agrícola e turístico do concelho


O presidente da câmara de Vila Flor quer que sejam criados apoios para a instalação de novos agricultores no concelho e para que os atuais sejam mais empreendedores.

Pedro Lima já alertou o ministro da agricultura para que após a conclusão da barragem de Freixiel isso mesmo aconteça. “Precisamos, sem dúvida, de continuar a apostar na juventude. Apoiar jovens agricultores, que agora aproveitem esta oportunidade que a Barragem Redonda das Olgas lhes vai proporcionar”, disse o autarca, sublinhando que é preciso que haja ainda “uma mudança também cultural”. Ou seja, que agricultores que já tenham as suas explorações dentro do perímetro de rega, criado por esta barragem, “aproveitem essa oportunidade para terem outras ocupações culturais das suas propriedades para maior rentabilidade das suas explorações”.

Vila Flor tem em curso dois dos maiores investimentos das últimas décadas. Um deles é uma barragem, na freguesia de Freixiel, que vai permitir regar 600 hectares de culturas agrícolas.

O presidente da câmara sublinha que se trata de um investimento de 20 milhões de euros e que já tem trabalhos realizados. “Estamos quase com a rede de rega executada, cerca de 85% de execução já realizada. E vamos avançar com a primeira pedra da barragem, portanto, da estrutura em si, da construção da barragem, em abril deste ano. Portanto, será um investimento estruturante e que vai criar, vai gerar desenvolvimento, em cerca de 600 hectares de regadio que não existiam e que vão passar a existir no concelho”.

Pedro Lima destaca ainda um outro projeto que vai ser preponderante para atrair turistas. Trata-se de um ecoparque que está a nascer à volta da barragem do Peneireiro e vai dar novo dinamismo ao parque de campismo que foi criado em 1983. “Já temos o projeto final. A primeira fase vai ser lançada muito em breve. Vai consistir no autocaravanismo e o ecoparque vai ser uma realidade ainda este verão”, esclareceu Pedro Lima, que disse que o parque vai poder acolher “52 autocaravanas e ainda quatro maiores”.

Agricultura e turismo, dois pilares da economia do concelho de Vila Flor, cuja autarquia tem em curso projetos com investimentos próximos dos 25 milhões de euros.

Escrito por Rádio Ansiães

Resíduos do Nordeste e PreZero Portugal renovam frota urbana na Terra Fria

 A Resíduos do Nordeste e a PreZero Portugal apresentaram uma nova frota de 25 viaturas de limpeza e recolha de resíduos para os municípios de Bragança, Miranda do Douro, Vimioso e Vinhais, num investimento de cerca de 1,3 milhões de euros que aposta na sustentabilidade ambiental e no reforço da segurança dos trabalhadores


A Resíduos do Nordeste e a PreZero Portugal apresentaram, ontem, uma nova frota de serviços urbanos para os municípios da Terra Fria. São eles Bragança, Miranda do Douro, Vimioso e Vinhais.

As 25 novas viaturas de limpeza e recolha de resíduos contemplam um investimento de 1,3 milhões de euros. O diretor da Resíduos do Nordeste, Paulo Praça, explica que também foi tida em consideração a questão ambiental. “É uma frota toda nova, constituída por 25 equipamentos, veículos, varredoras, carros de recolha seletiva. A lógica é renovar a frota, com veículos mais amigos do ambiente, menos ruído, menos emissão de CO2. Houve uma opção por veículos elétricos, veículos a gás também natural. Portanto, última tecnologia”.

Aumentar a segurança dos trabalhadores foi outra das preocupações. “Houve também grandes preocupações no domínio da segurança, daquilo que são as condições da própria operação da recolha de resíduos. Temos mecanismos modernos que contribuem para uma maior facilidade de serviço, mas também aumento da segurança dos trabalhadores que operam com estes equipamentos”.

Celso Pereira, responsável de compras e frota da PreZero Portugal, refere que as viaturas são 100% novas e adaptam-se à realidade dos quatro concelhos. “Temos equipamentos pesados e equipamentos ligeiros. A nível de equipamentos pesados adquirimos viaturas de recolha, 100% novas, zero quilómetros. São viaturas de 20 metros cúbicos e 16 metros cúbicos, completamente adaptadas à orografia e à realidade, seja a nível da potência, seja a nível do sistema de travagem. Apostámos também nas questões de segurança, em colocarmos visão 360 graus nas viaturas, linhas de vida e proteções para os cantoneiros. É uma frota 100% nova”.

O Diretor da Resíduos do Nordeste adiantou ainda que a frota anterior foi substituída ao longo do tempo e apesar de não estar completamente obsoleta e fosse capaz de garantir a execução do serviço, a empresa intermunicipal entendeu que deveria fazer melhorias.

Jornalista: Rita Teixeira

Programa – 3º Fim de Semana - 𝘼𝙢𝙚𝙣𝙙𝙤𝙚𝙞𝙧𝙖𝙨 𝙚𝙢 𝙛𝙡𝙤𝙧, 𝙨𝙖̃𝙤 𝙚𝙢 𝙑𝙞𝙡𝙖 𝙁𝙡𝙤𝙧!

 Em Vila Flor, continuamos a celebrar com um programa diversificado, pensado para todas as idades!

  • Expositores - Produtos locais, artesanato e associações 
  • Kids Zone com pinturas faciais e Modelagem de balões
  • Oficina da Amêndoa com receitas da avó e snacks nutritivos
  • Leilão solidário
  • Ação de capacitação sobre artesanato
  • Gaiteiros
  • Arruada de bombos
  • FitDance
  • Concurso do Rosquilho
  • Restaurante & Bares
  • Street Food
  • Concertos & Animação

Um fim de semana cheio de sabores, tradição e muita alegria!


🎶 𝐀𝐮𝐝𝐢𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐨 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐌𝐢𝐫𝐚𝐧𝐝𝐞𝐥𝐚 𝐫𝐞𝐜𝐞𝐛𝐞 𝐂𝐨𝐧𝐜𝐞𝐫𝐭𝐨 𝐝𝐚 𝐁𝐚𝐧𝐝𝐚 𝐒𝐢𝐧𝐟𝐨́𝐧𝐢𝐜𝐚 𝐝𝐚 𝐏𝐒𝐏 🎺 | 𝐅𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐝𝐚 𝐀𝐥𝐡𝐞𝐢𝐫𝐚 𝟐𝟎𝟐𝟔

 No âmbito da programação oficial da XXVI Feira da Alheira de Mirandela, o Auditório Municipal de Mirandela recebe o Concerto da Banda Sinfónica da PSP, integrado nas comemorações do 150.º aniversário do Comando Distrital de Bragança.
Reconhecida pela excelência artística e pelo seu percurso de valorização cultural, a Banda Sinfónica da PSP apresenta um espetáculo que alia tradição, rigor e proximidade com a comunidade, proporcionando um momento musical de elevada qualidade.

26 de fevereiro
21h00
Auditório Municipal de Mirandela

Uma iniciativa que reforça a dimensão cultural da Feira da Alheira e que assinala uma data marcante para a Polícia de Segurança Pública, num concerto aberto à comunidade.


1ª Edição da Rota Literária do Douro

 A primeira edição da Rota Literária do Douro tem início no próximo dia 2 de março, dando o pontapé de saída a uma iniciativa cultural que, ao longo de 19 dias, vai ligar bibliotecas, leitores e municípios da região duriense através da literatura.
O arranque está marcado para 2 de março, em Armamar, onde o município de Alijó apresenta o autor António Cabral. No dia seguinte, 3 de março, a iniciativa segue para Carrazeda de Ansiães, com Armamar a apresentar o escritor Fausto José.

No dia 4 de março o Município de Carrazeda de Ansiães vai até Freixo de Espada à Cinta apresentar a escritora e documentalista Otília Lage, a apresentação foca-se na vida e obra da autora e é ilustrada com dois vídeos " Uma Viagem na escrita de Otília Lage" e uma pequena biografia ilustrada com o expólio doado à Câmara pela escritora. 

A Rota Literária do Douro propõe um modelo de intercâmbio cultural entre os municípios participantes, que trocam autores e promovem encontros literários descentralizados. O objetivo passa por incentivar a leitura, valorizar escritores e reforçar a identidade cultural do território, criando uma rede de proximidade entre comunidades e agentes culturais.


Sobre os topónimos «Miranda» e «Mirandela»

Por: Rui Rendeiro Sousa
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")


 Qualquer iniciado em estudos toponímicos, começa logo por aprender sufixos básicos na constituição de «nomes de terras». A título exemplificativo, poderei mencionar os grupos «oso/osa», «edo/eda» ou… «elo/ela». Mais tarde evoluirão para outros conjuntos, como «ide/inde/ende», ou «ufe/ulfe», entre outros exemplos que aqui poderia escalpelizar. Mas isso é para iniciados em estudos toponímicos, não para «mestres»… 

Um iniciado saberá, de imediato, que os nomes de povoações constituídas pelos sufixos «elo/ela» se tratam, à priori, de diminutivos. Isto é, para resgatar municípios mais conhecidos, Vouzela é «vouga pequeno», Vizela é «ave pequena» ou Penela é «penha pequena», algo que também se aplica à «nossa» Pinela. E que também se aplica, a partir de designações outras, às «nossas» Fradizela ou a Cernadela. Ou aos «nossos» rios Tuela e Tinhela. Ou… a Mirandela. Ou a uma qualquer ruela…

Mas isto é para qualquer iniciado… No caso particular deste que escrevinha uns disparates, antes de iniciado, já foi benjamim, tendo passado pelos juvenis, pelos juniores, pelos seniores, estabilizando, agora, nos veteranos. E, já nos veteranos, descobriu que tem de regressar, não aos iniciados, nem aos benjamins, mas, sim, às «escolinhas»… Porque, depois de largas dezenas de anos a queimar pestanas com a toponímia das nossas terras (e de outros lados…), sofreu o desapontamento de ter de regressar ao «infantário». Porque Mirandela, afinal, não é um diminutivo de «Miranda»! Mirandela é uma inconcebível evolução, para quem tenha um mínimo de conhecimentos de Linguística (ou de Filologia), de «Mira + Ledra»! Só que há um problema, entre muitos outros…

O primeiro registo de um topónimo «Mirandela» é do século XI (e não se refere à «nossa» Mirandela)… É proveniente da documentação de uma diocese espanhola que fica um “catchicu’e” longe da nossa região. E essa «Mirandela», a não ser que as «Terras de Ledra» fossem mais extensas do que o conhecido, era um «tantinhu’e» afastada daqui… Já deveria ser, sei lá “c’um catanchu’e”, uma «Mira + Ledra» doutros territórios, mesmo que, etimologicamente, não haja explicação lógica para a fonética evolução…

Centremo-nos, porém, e em modo de «aula» gratuita, «de borla», «pro bono», no topónimo que origem deu ao diminutivo «Mirandela» (ao nosso e ao outro): «Miranda». Topónimo esse que é um «cibinhu’e” mais vetusto, pois surge documentado desde o século X, quer através de um cartulário de um dos mosteiros «portugueses» mais antigos, quer por via da documentação de outra diocese espanhola. Um topónimo («Miranda») que, por entre topónimos principais e microtopónimos, conheço mais de quatro dezenas a norte da região central da península, aí se destacando, naturalmente, a «nossa» Miranda do Douro, mas também Miranda do Corvo e, por terras espanholas, Miranda de Ebro, não esquecendo uma fantástica aldeia designada como Miranda del Castañal. 

E não é unânime a origem do topónimo «Miranda». Ao que parece, nos estudos dos «gajos que não percebem patavina disto», haverá duas vias para explicar o dito topónimo «Miranda». Um mais recente, directamente a partir do Latim, que também daria origem ao verbo «mirar», ou às versões familiares «mirante» ou «mirador». E um outro mais antigo, a partir dos «ignóbeis» autores que, há centenas de anos, se dedicam a estudar uma coisa a que convencionou chamar-se «indo-europeu». E tudo por causa da existência, em Portugal, de um «estúpido» de um «Rio Mira»! Curso fluvial esse que parece ter ido buscar a sua designação a um radical indo-europeu, que evoluiria para um hidrónimo, ou seja, para um designativo relacionado com «água». Por outro lado, há um outro radical indo-europeu, presente no nome de outras terras, que possui o significado de «extremo» ou «limite». Ou seja, «Miranda» poderá ser uma evolução, a partir da conjugação de dois radicais indo-europeus que significaria «água ou rio no limite», «água ou rio no extremo» ou «água ou rio na fronteira». Mas isso são os «ignorantes» Linguistas (ou Filólogos) a afirmar… 

Esses mesmo Linguistas afirmam o «ridículo» de os topónimos «Mirandela» serem um diminutivo da dita expressão «Miranda». O que, para este «gajo» que «não percebe nada da poda», seria lógico. Até perceber que Vouzela, afinal, significa «vouga de ledra», Vizela, «ave de ledra» e Penela, «penha de ledra»… Tal como Mirandela é «Mira + Ledra»… E ruela é «rua de ledra»… Tal como Tinhela é a «tinha de ledra» e o Tuela é o «tu de ledra»… Se, ao invés de «tu», fosse «eu», seria o «Euela», ou seja, «eu + ela»… “Num tânhu sorte niua”… 

E lá passei o dia a enviar dezenas de e-mails e mensagens, acrescidos de dezenas de telefonemas, a informar os meus «ensinadores» que terão de queimar ou refazer os tantos escritos onde já versaram sobre toponímia. Só não sei como contactar os que já não estão entre nós… Da minha parte, já queimei os meus... Ou, como me dizia, há poucos dias, um dos mais eminentes linguistas (e epigrafistas) deste «país à beira-mar plantado»:

«É preciso uma imaginação muito fértil para transformar um diminutivo de Miranda em Miraledra. Porque se rala com isso?». Respondi-lhe: «Porque estou cansado de ver as minhas depauperadas e despovoadas terras, injustiçadas e deturpadas»… É só isso…


Rui Rendeiro Sousa
– Doutorado «em amor à terra», com mestrado «em essência», pós-graduações «em tcharro falar», e licenciatura «em genuinidade». É professor de «inusitada paixão» ao bragançano distrito, em particular, a Macedo de Cavaleiros, terra que o viu nascer e crescer. 
Investigador das nossas terras, das suas história, linguística, etnografia, etnologia, genética, e de tudo mais o que houver, há mais de três décadas. 
Colabora, há bastantes anos, com jornais e revistas, bem como com canais televisivos, nos quais já participou em diversos programas, sendo autor de alguns, sempre tendo como mote a região bragançana. 
É autor de mais de quatro dezenas de livros sobre a história das freguesias do concelho de Macedo de Cavaleiros. 
E mais “alguas cousas que num são pr’áqui tchamadas”.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

O Município de Bragança apresenta publicamente as Grandes Opções do Plano para o ciclo autárquico 2026-2029: os investimentos, as prioridades e as decisões que irão marcar os próximos anos.

 Uma sessão aberta a todos, para conhecer, compreender e acompanhar as decisões que marcam o futuro do concelho.

Quarta-feira, 25 de fevereiro - 18h30
Auditório Paulo Quintela

A participação é um contributo essencial para um futuro construído com transparência e responsabilidade.

A Nossa Rua, o Nosso Bairro.


 Há uma luz que já não volta. É a luz da infância vivida na rua, sem relógio, sem telemóvel, sem medo. Uma luz feita de pó levantado pelas corridas, de joelhos esfolados e de “galos” na cabeça.

Nos anos 50, 60 e ainda 70, a rua era nossa.

Não havia ecrãs a chamar-nos para dentro. Havia mães à janela a chamar-nos pelo nome quando a sopa arrefecia. Havia o sino da igreja a marcar as horas. Havia o ladrar dos cães, o cheiro a lenha queimada no inverno. E, no meio disso tudo, nós, pequenos reis de um império feito de terra batida.

Jogávamos ao pião, com as mãos calejadas de tanto enrolar a baraça. Quem fazia o pião dançar mais tempo era quase um herói. Jogávamos ao berlinde, com estratégias sérias e olhares concentrados, como se o destino do mundo estivesse naquela covinha feita com o calcanhar. A bola, quase sempre gasta ou improvisada, passava de pé em pé. As balizas eram quatro pedras. As regras eram discutidas aos gritos. E nunca havia árbitro, apenas a justiça bruta da amizade e o poder do “dono da bola”

Havia o jogo do “esconde-esconde” ao cair da noite, quando as sombras se tornavam cúmplices e o coração batia mais depressa no escuro. Havia o “arranca trigo”, a bilharda… Havia o “mata”, o elástico, o saltar à corda, o jogo da macaca (coxipé) desenhado a giz no chão ou com um pau a riscar a terra. E quando chovia, inventávamos corridas de barcos de papel nas enxurradas que escorriam pelas ribanceiras.

Não tínhamos muito. Mas tínhamos tudo.

A imaginação era a nossa tecnologia. Um pau era uma espada. Um galho era uma cana de pesca. Um monte de pedras era um castelo. Um campo abandonado era um estádio internacional. E o mundo parecia grande, imenso, mas ao mesmo tempo cabia todo entre a janela do nosso quarto e o fundo da rua.

As tardes de verão eram intermináveis. O calor colava a camisa às costas, mas ninguém queria parar. O pó entrava nos sapatos, nos cabelos, nas narinas, e era quase um perfume de liberdade. No inverno, o frio cortava as mãos, mas bastava correr para aquecer. E se alguém caía, levantava-se com um “não foi nada” e continuava.

Havia uma comunidade discreta que nos protegia. Todo o bairro era um pouco mãe, um pouco pai. Se fazíamos asneira, chegava primeiro aos ouvidos de casa do que nós próprios. Mas também havia uma confiança profunda, podíamos andar soltos. Podíamos explorar. Podíamos crescer.

Hoje, quando passo por algumas dessas ruas, dos antigos bairros, sinto uma pontada profunda. As portas estão fechadas, são condomínios onde as portas se fecham automaticamente. Os poucos largos estão vazios. O silêncio pesa onde antes havia gritos e risos. Muitos amigos partiram para outras cidades, para o estrangeiro, para outras vidas. E aquele tempo ficou suspenso, como uma fotografia desbotada pelo sol.

Tenho saudades. Saudades do som das sandálias a bater no chão. Saudades do “já vou!” gritado da janela. Saudade do sabor do pão com qualquer coisa, comido à pressa para voltar à rua. Saudades de regressar a casa suado, sujo, feliz.

Naquele tempo, não sabíamos que éramos felizes. Éramos apenas livres.

Aprendemos na rua o que nenhum manual ensina. Negociar, perder, ganhar, partilhar, defender-nos, confiar. Aprendemos que a amizade se constrói na disputa e nos sorrisos. Aprendemos que o tempo não era um inimigo, era um campo aberto.

Bragança era pertença. Era identidade. Era o vento a soprar forte no inverno e as aves a cantar no verão. Era a terra dura que nos ensinava resistência. Era o horizonte largo que nos ensinava a sonhar. O desaparecimento dos bairros tirou-nos uma parte muito importante da nossa identidade.

Talvez o mundo tenha mudado demais. Talvez as crianças de hoje tenham outros universos, digitais, rápidos, luminosos. Mas há muita coisa que se perdeu nesta transição. Perdeu-se a lentidão da tarde que nunca mais acabava, a aventura de atravessar a rua inteira só para chamar um amigo, a alegria simples de um jogo que não precisava de bateria.

Quando fecho os olhos, ainda ouço os passos. Ainda vejo as corridas. Ainda sinto o coração a bater no esconde-esconde. E percebo que aquela infância não morreu, vive em mim, como uma chama pequena mas persistente.

As ruas já não são as mesmas. Mas dentro de nós, esses saudosos anos continuam a correr descalços pela terra quente dos Bairros de Bragança.

E talvez seja isso que nos salva do esquecimento. A MEMÓRIA. Uma memória que cheira a pó e a liberdade. Uma memória que tem o som de gargalhadas ao entardecer. Uma memória que nos lembra que, um dia, fomos donos do mundo, mesmo que esse mundo fosse apenas uma rua… a nossa rua e o nosso bairro.

HM
Fevereiro de 2026

A 𝐩𝐞𝐜̧𝐚 𝐝𝐞 𝐭𝐞𝐚𝐭𝐫𝐨 “𝐒𝐞 𝐀𝐜𝐫𝐞𝐝𝐢𝐭𝐚𝐫𝐞𝐬 𝐌𝐮𝐢𝐭𝐨” estará em cena no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros, no dia 𝟐𝟖 𝐝𝐞 𝐟𝐞𝐯𝐞𝐫𝐞𝐢𝐫𝐨, pelas 𝟐𝟏𝐡𝟑𝟎.

 𝐒𝐚𝐫𝐚 𝐁𝐚𝐫𝐫𝐚𝐝𝐚𝐬 e 𝐃𝐢𝐨𝐠𝐨 𝐌𝐚𝐫𝐭𝐢𝐧𝐬 sobem ao palco para contar a história de 𝐀𝐥𝐞𝐱 e 𝐑𝐮𝐩𝐞𝐫𝐭, 𝐮𝐦 𝐜𝐚𝐬𝐚𝐥 𝐢𝐦𝐩𝐫𝐨𝐯𝐚́𝐯𝐞𝐥 com personalidades opostas. Nunca deveriam ter-se conhecido, quanto mais apaixonado. No entanto, graças a um capricho do destino, cruzam-se uma manhã no metro e tudo muda. E acabam por surgir todos os sinais de uma família pronta para crescer.


A 𝐧𝐚𝐫𝐫𝐚𝐭𝐢𝐯𝐚 𝐝𝐞 𝐂𝐨𝐫𝐝𝐞𝐥𝐢𝐚 𝐎'𝐍𝐞𝐢𝐥, pontuada por momentos de humor, 𝐥𝐞𝐯𝐚 𝐨 𝐩𝐮́𝐛𝐥𝐢𝐜𝐨 𝐚 𝐦𝐞𝐫𝐠𝐮𝐥𝐡𝐚𝐫 𝐧𝐚𝐬 𝐩𝐫𝐨𝐟𝐮𝐧𝐝𝐞𝐳𝐚𝐬 𝐝𝐚𝐬 𝐞𝐦𝐨𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐡𝐮𝐦𝐚𝐧𝐚𝐬 e na extraordinária capacidade de acreditar no impossível, revelando-se uma experiência pungente e inspiradora.

𝐔𝐦𝐚 𝐧𝐨𝐢𝐭𝐞 𝐝𝐞 𝐭𝐞𝐚𝐭𝐫𝐨 𝐢𝐦𝐩𝐞𝐫𝐝𝐢́𝐯𝐞𝐥.

O bilhete tem um custo de 𝟑€ e pode ser adquirido presencialmente no Centro Cultural ou através do telefone 278 428 100.

𝐇𝐨𝐫𝐚́𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐚 𝐛𝐢𝐥𝐡𝐞𝐭𝐞𝐢𝐫𝐚 

Dias úteis: 10h00 - 12h30 | 13h30 - 17h00
Dia de espetáculo: 16h00 - 18h00 | 20h30 - 21h30

Poeta, cantor e compositor, José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (ZECA AFONSO) nasceu a 2 de agosto de 1929, em Aveiro, e faleceu a 23 de fevereiro de 1987, em Setúbal.

TRÁS-OS-MONTES CELEBRA O DIA DE BADEN-POWELL COM DEZENAS DE GRUPOS ESCUTITAS MOBILIZADOS NA REGIÃO

 Assinalou-se ontem, 22 de fevereiro, o Dia de Baden-Powell, também conhecido como Dia do Fundador, data que evoca o nascimento de Robert Baden-Powell, criador do movimento escutista mundial. A efeméride é celebrada pelos escuteiros como um momento de reflexão sobre os valores, o legado educativo e o impacto do escutismo na formação integral das novas gerações.


Em Trás-os-Montes, a data ganha particular significado. De norte a sul da região, multiplicam-se os agrupamentos e núcleos escutistas que, ao longo de décadas, têm desempenhado um papel determinante na educação não formal de crianças e jovens. Presentes em diversos concelhos transmontanos, das sedes de distrito às vilas e freguesias do interior, estes grupos constituem uma rede ativa e enraizada nas comunidades locais.

Mais do que estruturas juvenis, os agrupamentos escutistas transmontanos assumem-se como espaços de formação cívica, voluntariado e promoção de valores. Através de atividades ao ar livre, ações solidárias, participação em iniciativas culturais e colaboração com instituições locais, os escuteiros contribuem para reforçar o espírito comunitário e a coesão social na região.

O Dia de Baden-Powell é, por isso, vivido não apenas como uma celebração simbólica, mas como a reafirmação de um compromisso coletivo. Em Trás-os-Montes, onde o associativismo desempenha um papel central na dinamização social, o escutismo continua a afirmar-se como uma verdadeira escola de cidadania, liderança e serviço.

Ao recordar o fundador do movimento, os escuteiros transmontanos renovam a promessa de viver segundo os princípios que orientam o escutismo há mais de um século: responsabilidade, solidariedade, respeito pela natureza e dedicação ao próximo. Num território marcado pela identidade forte e pelo sentido de comunidade, o escutismo mantém-se vivo, dinâmico e presente, sustentado pelo trabalho dedicado dos seus inúmeros grupos espalhados por toda a região.

A Redação,
Foto: DR

CORRIDA SOLIDÁRIA ASSINALA 150 ANOS DA PSP EM BRAGANÇA

 A Polícia de Segurança Pública (PSP) de Bragança promove, no dia 15 de março, a Corrida Solidária – 150 Anos PSP, uma iniciativa desportiva e solidária integrada nas comemorações do 150.º aniversário da força policial no distrito.


A prova, aberta a toda a comunidade, tem partida e chegada na Rua Bragança Paulista, com início às 10h30, e inclui uma corrida de aproximadamente 10 quilómetros e uma caminhada solidária de cerca de 5 quilómetros, envolvendo participantes de todas as idades.

A organização está a cargo do Comando Distrital da PSP de Bragança, com o apoio da Câmara Municipal de Bragança, da União das Freguesias da Sé, Santa Maria e Meixedo, do Corpo Nacional de Escutas – Agrupamento XVIII de Bragança, dos Bombeiros Voluntários de Bragança e com organização técnica do Ginásio Clube de Bragança.

O valor líquido angariado reverterá integralmente a favor do Agrupamento XVIII de Escuteiros de Bragança e da Delegação de Bragança da Liga Portuguesa Contra o Cancro, reforçando a vertente solidária do evento.

As inscrições decorrem até às 23h59 do dia 08 de março, através da plataforma online indicada pela organização.

Haverá classificação geral masculina e feminina e por escalões de veteranos, estando a cerimónia de entrega de prémios marcada para as 12h30. A iniciativa pretende assinalar um século e meio de serviço à comunidade, promovendo simultaneamente a prática de atividade física, a proximidade e a solidariedade no concelho.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: PSP – Comando Distrital de Bragança

FORTE ADESÃO MARCA MERCADINHO FLOR DA AMENDOEIRA EM ALFÂNDEGA DA FÉ

 O Mercadinho Flor da Amendoeira voltou a afirmar-se como um dos momentos mais aguardados da programação em Alfândega da Fé, ao reunir, este fim de semana, dezenas de visitantes no Lagar D’el Rei, num ambiente marcado pela promoção dos produtos locais e pela celebração das tradições do território.


O espaço transformou-se num ponto de encontro entre produtores, visitantes e curiosos, que aproveitaram a iniciativa para conhecer de perto o que de melhor se faz na região. Entre bancas de produtos endógenos e propostas gastronómicas, o destaque foi para os momentos de showcooking e para as degustações de amêndoas.

As demonstrações culinárias, conduzidas com recurso a ingredientes locais, evidenciaram a versatilidade da amêndoa e reforçaram a importância deste produto na identidade e na economia do concelho. As provas comentadas permitiram ainda dar a conhecer diferentes variedades e formas de confeção, despertando sabores e memórias associadas à tradição transmontana.

A adesão registada confirma o crescente dinamismo do Mercadinho Flor da Amendoeira enquanto plataforma de valorização dos produtores locais e de promoção turística de Alfândega da Fé.

O Mercadinho regressa já no próximo fim de semana ao Lagar D’el Rei, prometendo novos momentos de partilha, sabores e animação, num convite aberto a residentes e visitantes para voltarem a descobrir os encantos da amêndoa em flor e da tradição local.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: CM Alfândega da Fé

CIM DOURO REGRESSA À BTL 2026 COM “DISCOVER DOURO” E REFORÇA A APOSTA NA HOSPITALIDADE COMO MARCA DO TERRITÓRIO

 A Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro) volta a marcar presença na BTL – Better Tourism Lisbon Travel Market, reafirmando a sua estratégia de promoção integrada e internacionalização do território. No Pavilhão 2, o stand “Discover Douro” será a montra privilegiada da diversidade, autenticidade e excelência de uma região que continua a afirmar-se como destino de referência no panorama turístico nacional e internacional.


A participação na maior feira de turismo realizada em Portugal surge na continuidade da campanha “Que Douro És Tu?”, lançada em 2025, e que convida visitantes, operadores e investidores a descobrirem as múltiplas identidades do território duriense. Esta iniciativa pretende reforçar a notoriedade da marca Douro, consolidando o seu posicionamento competitivo junto dos mercados estratégicos.

A presença na BTL representa mais um passo num percurso consistente de promoção externa, que incluiu a participação na FITUR, em Madrid, onde o Douro voltou a captar a atenção do mercado internacional.

Um dos momentos altos da participação em Lisboa será o lançamento oficial do livro “Host Douro”, numa sessão que decorrerá no Prado, reunindo personalidades ligadas ao turismo, à gastronomia e à hospitalidade. A obra resulta do evento homónimo, realizado em Lamego, que se destacou como uma iniciativa pioneira no debate e reflexão sobre o futuro da hospitalidade.

João Gonçalves, presidente da CIM Douro, sublinha que “estar na BTL é afirmar o Douro no centro das grandes decisões do turismo nacional e internacional”, defendendo que o turismo “é não apenas um setor económico, mas um instrumento essencial para manter vivas as nossas tradições, cultura e comunidades”.

Com nova presença na BTL, a CIM Douro renova o convite a profissionais e visitantes, a descobrir o Douro e a responder à pergunta que serve de mote à campanha, que Douro é cada um de nós.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: CIM Douro