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Do cante ao folk, do tradicional ao inesperado… esta vai ser uma noite para sentir do início ao fim!
… e é só o começo! 🍷
BRAGANÇA
Do cante ao folk, do tradicional ao inesperado… esta vai ser uma noite para sentir do início ao fim!
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Com uma narrativa centrada na memória coletiva e nas vivências das populações do interior, a peça propôs uma reflexão sobre os valores da liberdade e da democracia, bem como sobre o significado histórico da Revolução de Abril, aproximando diferentes gerações em torno de um património comum.
A iniciativa resultou de uma parceria entre a Câmara Municipal e a Filandorra – Teatro do Nordeste, destacando-se como um espaço de partilha intergeracional e de valorização cultural, ao mesmo tempo que reforça a importância de preservar e transmitir os ideais conquistados com o 25 de Abril.
Em representação do Executivo Municipal, marcou presença a vereadora Marisa Madeira, sublinhando o apoio da autarquia a iniciativas de carácter cultural e pedagógico que promovem a memória histórica e o envolvimento da comunidade local.
Durante a sua intervenção, o responsável destacou ainda o peso do património cultural imaterial na Região Norte, classificando-o como um legado profundamente enraizado, mas também como um recurso estratégico com impacto cultural, social e económico. Neste contexto, defendeu a importância de iniciativas que promovam o intercâmbio de conhecimento, o diálogo entre diferentes geografias e a projeção internacional destas tradições, alertando, contudo, para a necessidade de garantir um equilíbrio entre valorização e preservação, bem como entre promoção e autenticidade.
Rui Costa reforçou igualmente o compromisso da CCDR NORTE no apoio a projetos dedicados à salvaguarda, estudo e valorização do património imaterial, considerando-o um pilar essencial para a coesão territorial e para o desenvolvimento sustentável da região.
No final, deixou uma palavra de reconhecimento às comunidades locais, que classificou como as verdadeiras guardiãs deste património, destacando o papel ativo que continuam a desempenhar na sua preservação e transmissão às gerações futuras. Entre os exemplos referidos esteve a comunidade de Bemposta, com a figura do Chocalheiro, bem como as várias representações presentes no desfile integrado no encontro.
De acordo com as regras do programa, as iniciativas a desenvolver deverão ter uma duração mínima de 15 dias, podendo prolongar-se até ao dia 15 de novembro. As candidaturas devem ser submetidas com, pelo menos, 20 dias de antecedência face ao início previsto dos projetos.
O programa contempla um conjunto de apoios financeiros e técnicos, incluindo a atribuição de uma bolsa diária aos voluntários, seguro de acidentes pessoais e apoio à divulgação das atividades desenvolvidas no terreno.
Com esta iniciativa, pretende-se reforçar a sensibilização dos jovens para as questões ambientais, promovendo simultaneamente a proteção das florestas e a valorização do voluntariado como ferramenta de participação ativa na sociedade.
O dia iniciou-se com uma visita à Feira de Emprego, Empreendedorismo e Orientação Vocacional, realizada no Parque do Império, numa ação dinamizada em colaboração com a Guarda Nacional Republicana, promovendo desde cedo o contacto das crianças com a realidade comunitária e institucional.
Seguiu-se um momento de almoço convívio, marcado pela partilha entre alunos, educadores e restante comunidade educativa, reforçando o espírito de grupo e pertença.
Durante a tarde, o programa prosseguiu no Centro Cultural de Mirandela, onde as crianças assistiram à peça de teatro “Mundo às Fatias”, apresentada pela Companhia Teatro do Adeus, proporcionando momentos de diversão aliados à vertente pedagógica.
A iniciativa foi organizada pelo Departamento do Pré-Escolar do Agrupamento de Escolas de Mirandela, em articulação com o Município de Mirandela e com as respetivas juntas de freguesia, reforçando a importância de proporcionar experiências educativas enriquecedoras desde os primeiros anos de escolaridade.
A sessão de abertura contará com a participação do padre Manuel Ribeiro, da vereadora do Município de Macedo de Cavaleiros, Cristina Paula Ribeiro Pires, de Maria Inês Falcão e do arquiteto Pedro Fernando Reis Mascarenhas, que irão abordar diferentes perspetivas sobre a humanização dos cuidados de saúde, desde a dimensão espiritual e ética até à organização dos espaços e ao seu impacto no bem-estar dos utentes.
Num formato de debate aberto, que visa recolher contributos para a melhoria dos serviços prestados, Liseta Gonçalves espera que, depois desta sessão, os participantes levem consigo uma reflexão:
O ciclo de tertúlias irá depois estender-se a outras cidades da região, nomeadamente Bragança, Mirandela, Mogadouro e Miranda do Douro, em datas a anunciar.
Além da componente de segurança, a GNR destaca também a importância da preservação ambiental e da salvaguarda do património cultural existente ao longo destes percursos. Os Caminhos de Santiago, reconhecidos como Património da Humanidade pela UNESCO e primeiro Itinerário Cultural Europeu, têm vindo a assumir um papel crescente, tanto no plano espiritual como no desenvolvimento turístico e na valorização do território.
Perante o aumento da procura, a operação prevê um conjunto de ações destinadas a prevenir ilícitos e a reforçar a confiança dos peregrinos. Entre as medidas está o reforço da presença da GNR em locais considerados mais vulneráveis, como zonas isoladas, infraestruturas de acolhimento e áreas de maior concentração de pessoas.
A operação inclui ainda ações de sensibilização junto dos peregrinos, com a divulgação de recomendações de segurança, como o planeamento prévio do percurso, a partilha de informação com familiares, o uso de identificação pessoal, a atenção aos pertences e a preferência por caminhos sinalizados e iluminados. A GNR aconselha também a utilização de roupa clara ou com elementos refletores, a circulação durante o dia e, sempre que possível, em grupo.
Para quem percorre os caminhos de bicicleta, é recomendado o uso de equipamentos de proteção e iluminação adequada. Em caso de emergência, deve ser contactado o número europeu de emergência, 112.
Durante os períodos de maior afluência, estão igualmente previstas patrulhas conjuntas com a Guardia Civil espanhola, reforçando a cooperação transfronteiriça e a segurança ao longo dos percursos internacionais.
Para já, não se registam muitas queixas por parte dos beneficiários, que nesta altura começam a necessitar de água para a rega das culturas em fase inicial. A informação foi avançada pelo presidente da associação, Jorge Rentes:
Recorde-se que a abertura do canal estava prevista para a semana seguinte à Páscoa, mas o furto de sete cabos elétricos, com centenas de metros cada, na Barragem do Azibo, atrasou a campanha de rega deste ano.
A associação alerta ainda que poderão ocorrer situações pontuais que condicionem o fornecimento de água aos regantes, como rebentamentos de condutas ou torneiras abertas, apelando à compreensão dos agricultores enquanto essas ocorrências são resolvidas.
São alguns dos números que constam do relatório da prestação de contas relativas ao ano passado, documento que foi aprovado, na última reunião da Assembleia Municipal.
Para o presidente da câmara de Mirandela não restam dúvidas que se tratou de “uma execução fantástica, uma das melhores taxas de execução de sempre” promovidas por executivos no Município. “Fiz questão de recuar no tempo para mostrar à oposição o que é que tinha acontecido desde 2012, pelo que os munícipes podem estar sossegados que a gestão municipal está a ser feita de forma adequada e correta, que nos dá garantias de podermos fazer investimentos”, acrescenta.
A oposição entende que as taxas de execução não são reais tendo em conta as alterações retificativas ao Orçamento, mas Vítor Correia apresenta outros argumentos. “Tínhamos um orçamento inicial e depois tivemos que rever o orçamento, naturalmente, porque houve um conjunto de candidaturas que submetemos e que ficaram vazias, não havia possibilidade de as executar, e essa é que foi a diferença. Porém, é preciso entender que esse valor foi um valor transitado para o ano de 2026, e que temos já inclusivamente uma revisão em alta relativamente ao orçamento que foi aprovado para 2026”, refere o autarca.
Já quanto ao resultado líquido ter sido negativo, Vítor Correia diz ser “o resultado das depreciações. Quanto mais chamarmos a nós equipamentos, maiores serão as depreciações, porque significa que ao longo do tempo de vida dos equipamentos, elas vão desvalorizando. Mas isso combate-se com o investimento. Se tirarmos essas depreciações, nós tivemos um valor muito positivo”, diz.
De qualquer forma, o presidente da autarquia admite a necessidade de “reforçar o investimento”.
A prestação de contas relativo ao ano 2025 foi aprovada em reunião da Assembleia Municipal com 30 votos a favor, 25 contra e 4 abstenções.
Conferimos agora as declarações apresentadas pelos representantes dos diversos partidos políticos e movimentos independentes com assento naquele órgão autárquico para justificar o sentido de voto.
PSD votou contra. (Rui Sá)
“Nomeadamente pelo desvio que houve entre aquilo que foi prometido inicialmente e previsto nas grandes opções do plano para 2025 e mesmo após a correção na modificação orçamental de dezembro de 2025, ficou muito aquém daquilo que tinha sido prometido. Ou seja, houve um desvio do orçamento inicial de 42,5 milhões, que passa depois para 33,3 milhões de execução, o que representa 72% relativamente àquilo que inicialmente estava previsto. Portanto, a execução ficou muito abaixo daquilo que foi prometido. Depois, também no plano plurianual de investimento, ou seja, obras, ficou em cerca de metade daquilo que havia sido prometido”.
CDS votou contra (Gil Angélico)
“Menos investimento, portanto menos obra e menos serviços para a população. Em contraste com o que foi o ano de 2024, o município passa de um lucro de 1,2 milhões de euros para um prejuízo líquido de 681 mil euros em 2025. Assistimos aqui também a um aumento considerável de quase um milhão de euros, cerca de 900 mil euros, em gastos com o pessoal. E, portanto, aquilo que nós percebemos é que a máquina está a consumir um volume extremamente elevado daquilo que é a dotação orçamental do município que se revelou uma ficção política e acabou por ser inflacionado e não resistiu àquilo que foi o teste de realidade. Se olharmos àquilo que é o plano plurianual, foi apenas investido cerca de metade do que estaria programado e previsto. Portanto, vemos aqui que o município não está a conseguir gerir da melhor forma aquilo que são as disponibilidades orçamentais disponíveis”.
Move Mirandela votou contra (Virgílio Tavares)
“Ficou aquém da execução que era necessário fazer, porque ficaram muitas obras por fazer, um valor também por utilizar, no nosso entender é preciso um pouco mais de rigor e estabelecer melhor essa relação de planificação e execução. Outro problema aqui é que quando se vê a execução parcial sobre cada um dos pontos, o número é um. Quando se vê a execução no total, o número é outro. E, portanto, depende do prisma que efetivamente se veja. O Move Mirandela esteve a analisar e chegámos à conclusão que, efetivamente, há aspectos que não foram realizados porque foi má planificação, não foi outra coisa”.
Iniciativa Liberal votou contra (Tiago Morais)
“Não podemos validar contas que apresentem um défice considerável, como aquele que apresentava uma reserva do auditor sobre a insolvência de uma empresa que é participada, que é o matadouro, uma divisão de obras da Câmara do Executivo sem fiscalização interna presencial, e um sistema de integridade abrangido na área do combate à corrupção, que está supostamente paralisado por falta de meios, segundo é dito no relatório, quando, ao mesmo tempo, a máquina administrativa da Câmara Municipal de Mirandela tem crescido. Houve uma inversão na tendência, o ano passado tinham um superávit de de cerca de um milhão, desta vez há um déficit de menos de seiscentos e tal mil euros, ou seja, uma diferença de quase dois milhões de euros, foi logo uma primeira bandeira vermelha”.
Chega três contra, uma abstenção (Marisa Aranda)
“A fundamentação é a mesma já relativamente ao que nós dissemos quanto à aprovação do orçamento para o ano 2026. Portanto, aquilo que resulta do nosso ponto de vista deste relatório de contas de 2025 tem a ver essencialmente com o facto de se entender que o executivo faz mais gestão do que executa. Portanto, o nosso entendimento é que há, de facto, uma série de publicidade a nível de projetos, mas que depois há uma execução residual, digamos assim, e a maior parte deles não são colocados em prática. Houve mesmo a necessidade de fazerem uma apresentação, antes da votação e o que, de facto, a mim me surpreendeu foi a apresentação de uma série de documentação que, de facto, era um resumo, mas que poderia ter sido enviado, não o foi, e para mim foi mais uma campanha política do que propriamente um esclarecimento do que é que fosse”.
CDU absteve-se (Jorge Humberto)
“Esta apresentação de contas tem muito a ver com aquilo que são as opções do investimento e da despesa que o município faz ao longo do ano 2025. E temos que olhar para esta apresentação de contas diretamente a ver com aquilo que é a vida das pessoas em Mirandela. E houve aqui números que nos deixaram com dúvidas acerca do que foi a opção do Executivo em detrimento de aumentar verbas ou despesa em certos setores e diminuir noutros, e um dos quais foi na questão da alimentação. Também tem a ver com aquilo que tem a ver com a questão da habitação. Houve uma diferença de 170 mil euros naquilo que foi a projeção para o investimento, e depois aquilo que não se conseguiu. E também na questão dos transportes. Ou seja, houve opções que este Executivo tomou a favor de rubricas que não impactam diretamente com a vida das pessoas e houve reduções naquilo que impacta diretamente com a vida das pessoas”.
Movimento “Amar Mirandela” (Vasco Cadavez)
“Apesar dos documentos precisarem de um incremento de qualidade, porque, de facto, precisam de uma revisão para que se tornem mais claros e mais fáceis de interpretar por quem está, de facto, a verificar as contas, nós decidimos pela abstenção, uma vez que estamos no primeiro ano de mandato, o município também, portanto, estamos a dar aqui um benefício da dúvida, antes de tomar uma posição um pouco mais drástica. Eu julgo que o município pode ter a hipótese de melhorar os documentos, melhorar a sua prestação e, portanto, nós estamos aqui também de boa fé a tentar que o trabalho se possa melhorar”.
Nuno Ferreira disse que esta iniciativa ajuda a salvar vidas, ao mesmo tempo encurta as distâncias que as pessoas têm de percorrer até aos hospitais de referência, como o Porto ou Vila Real e evita as “gigantescas” listas de espera para uma consulta.
Esta iniciativa ligada aos cuidados de saúde vai no Centro de Saúde de Freixo de Espada à Cinta, Instituições Particulares de Segurança Social (IPSS) e juntas de freguesia, deste concelho do sul do distrito de Bragança.
“Lembro que este tipo de consultas tem ajudado a salvar vidas, desde que estamos no executivo autárquico, porque há doenças que são detetadas a tempo e horas e podem ser graves. Desta forma conseguimos trazer ao nosso concelho, médicos de renome nacional e mundial, que depois encaminham os doentes para os mais variados hospitais”, indicou o autarca.
Segundo Nuno Ferreira, no total serão 20 médicos especialistas voluntários que irão realizar consultas em nove especialidades, tais como dermatologia, ginecologia, otorrinolaringologia, ortopedia, urologia, clínica geral, pneumologia, reumatologia e pediatria.
“Este fim de semana junta 20 médicos especialistas, o que assume outro significado, porque se assinala o 25 de Abril, sendo uma data simbólica e marcante para a liberdade e democracia em Portugal, mas onde ainda nem todos têm acesso aos cuidados de saúde. Atualmente, estamos a conseguir trazer ao nosso concelho, médicos de diferentes especialidades evitando as esperas que o atual e anteriores governos não têm conseguido colmatar”, vincou.
Estes médicos voluntários também passarão pelas freguesias para consultar os munícipes interessados.
Este projeto de médicos voluntários tem cerca de quatro anos, havendo consultas de especialidade todos os meses.
“Eu posso dar o exemplo das consultas de dermatologia, uma especialidade que tem detetado atempadamente cancro de pele, entre outros e que se tem conseguido tratamento. Outros dos exemplos é a especialidade de pediatria que assume um papel de relevo, quando o concelho está longe dos grandes centros, tal com a obstetrícia, especialidade a que as grávidas deste concelho podem ter acesso. Isso é uma forma de colmatar as falhas que existem no nosso Sistema Nacional de Saúde [SNS], frisou Nuno Ferreira.
As marcações para estas consultas podem ser efetuadas no balcão do Centro de Saúde de Freixo de Espada à Cinta e decorrem até quinta-feira.
O investimento global ascende os 105 mil euros. Além destes protocolos, o Município de Bragança dispõe de outros instrumentos de colaboração ajustados a cada projeto. “São apoios às atividades de acordo com a candidatura que cada associação submeteu. Não obstante, nomeadamente nas entidades do setor social, há outro tipo de apoios que o município tem dado e que continua disponível para dar, nomeadamente em relação a projetos de inovação social ou até a questões de apoio a infraestruturas. E portanto, é importante também referir que não se esgota aqui nesta verba todos os apoios.”
O presidente da Banda Filarmónica de Bragança, Paulo Barreira, frisa a importância do protocolo para as finanças da banda. “É um apoio fundamental para conseguirmos manter as atividades que nos temos proposto fazer, foi enviado no plano de atividades e que é sem dúvida um fator de apoio bastante grande para a nossa associação, para nos mantermos com alguma folga orçamental e para conseguirmos também com esse apoio mantermos a escola de música a funcionar, porque é uma forma de mantermos também a banda com efetivo.”
Além dos 23 protocolos formalizados segunda-feira, o município de Bragança assinou outros protocolos com a ASMAB, o Centro Social de São Pedro, os Agrupamentos de Escolas de Bragança e com o IPB no âmbito do Teatro Aberto.
Avança que este espaço destina-se a um público-alvo de “classe média, média-alta, na ordem dos 30 aos 60 anos”, mas sublinha que “estará relacionado também com as alturas do ano e com que, portanto, essa clientela também vai durante certas épocas mudando a idade. É também um hotel de família, de famílias, portanto é isso que nós esperamos, é quem queremos trazer para a região.”
Adriano Martins revela que existiram alguns constrangimentos burocráticos e também relacionados com a baixa densidade populacional do território. “Foram mais de procedimentos, foram problemas de sermos o primeiro ou dos primeiros projetos Portugal 2030, com as vicissitudes das alterações que houve. Logicamente que enfrentámos problemas por estarmos numa zona de baixa densidade populacional”, conta.
O Água Hotels Terra Fria, em Pinela, tem capacidade total para cerca de 200 pessoas e poderá empregar 50 funcionários. A aposta passa por contratar na região, “mas nem sempre se consegue e temos que procurar pelo país fora”, avança o administrador.
O restaurante do hotel vai ficar aberto à comunidade mediante marcação prévia.
As contas ainda não estão fechadas, mas para já o investimento ronda os 10 milhões e 200 mil euros.
Luís Fernandes lembra que o município, em outubro do ano passado, já tomou uma posição contra o projeto e que fez o que podia, rejeitando assim as críticas da CDU. “Aquilo que nós fizemos é aquilo que enquanto município podemos fazer, que foi desde logo tomar uma posição contra, e junto da CIM fazer a mesma coisa e do Governo também manifestar a nossa preocupação, sendo um projeto que está a ser realizado noutro país, terá que ser o Governo português junto do espanhol para saber realmente aquilo que se passa. A informação que temos é que o próprio Ministério do Ambiente já solicitou informação e portanto aquilo que nós continuamos a fazer é na tentativa de que o governo português se manifeste e tome uma posição e tente perceber e tenta agir”, explicou o autarca.
O autarca admite ainda que poderá ter faltado sensibilidade por parte das autoridades espanholas no processo. “Em termos de sensibilidade, acho que sim. Em termos de legislação comunitária e legislação sobre estas situações não me quero pronunciar porque não tenho informação suficiente para isso. Agora, o que eu acho é que o Governo português terá, e acredito, e o próprio, a nível do próprio Parlamento, terá forma de saber e de agir. É por aí também que eu digo que o Estado terá que agir, no sentido de perceber se todas essas obrigações e essas questões legais, mesmo em termos ambientais, estão a ser cumpridas.”
A possibilidade de a exploração vir a ser classificada como projeto estratégico europeu, o que poderá agilizar processos e reduzir exigências, é vista com apreensão. “É verdade que estamos contra, que estamos preocupados, sobretudo porque não temos toda a informação e continuamos junto quer do Parlamento, quer junto do Governo, a tentar saber informação e que o Governo português terá também que, como é normal, tentar saber e tentar ter toda a informação e ver aquilo que pode ser feito também a nível da própria União Europeia, neste caso aqui uma parte do concelho de Vinhais, no caso de haver consequências, poderá ser afetada e portanto aquilo que o município vai continuar é a tentar obter informação e manifestar a sua posição”, concluiu.
O autarca de Vinhais rejeita as críticas da CDU sobre ausência de tomada de posição pelo projeto de exploração mineira junto à fronteira.
Para a autora do projeto, Giovana Colucci, o prémio representa um importante reconhecimento do trabalho desenvolvido ao longo do doutoramento. “É um reconhecimento muito grande de todo o meu trabalho ao longo desses anos, que foi o doutoramento, e fico muito feliz de ter essa divulgação do meu projeto e espero que com esse prémio e essa divulgação toda alcance parcerias que sejam interessantes para que a gente consiga transferir todo esse conhecimento que foi obtido para a indústria cosmética de fato.”
A distinção inclui um prémio monetário de 10 mil euros, que será aplicado na continuidade do projeto. “Agora vou utilizar para continuar a desenvolver os próximos passos deste projeto. Os planos incluem a criação de uma startup juntamente com a professora Filomena Barreiro, do Instituto Politécnico de Bragança. Com essa startup queremos chegar mais perto do mercado cosmético e com isso nós temos que fazer alguns estudos de segurança que são necessários para que a gente consiga comercializar. E inicialmente vai ser com isso que eu vou, é, despender esse prémio. Então iniciar esse, todo esse processo de investigação voltado para segurança desses ingredientes.”
O objetivo do projeto premiado é de reduzir a dependência de ingredientes de origem petroquímica na indústria cosmética e propõe o desenvolvimento de emulsionantes sustentáveis a partir de lenhina.
Giovana Colucci explica que o projeto se baseia na utilização de diferentes tipos de lenhina. “A primeira é da indústria de pasta e papel. Essa lenhina é um subproduto do processo de produção do papel. E também temos trabalhado com outras, que advêm de processos mais inovadores, de biorrefinarias, de resíduos da indústria de madeira. E então temos sempre esse cuidado em selecionar lenhinas, primeiro que sejam seguras para cosmética e também que sejam, tenham toda essa cadeia sustentável em volta delas.”
Promovido pela Cosmetic Valley, o prémio reuniu algumas das principais empresas do setor, incluindo L’Oréal, Chanel, Dior e outras marcas internacionais. A investigadora apresentou o projeto na fase final do concurso, tendo sido distinguida na categoria académica.