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BRAGANÇA
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(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
CARRAZEDA DE ANSIÃES RECUPERA TRADIÇÃO DOS FORNOS DE SECAR FIGOS EM LAVANDEIRA
A iniciativa começa às 9h00, no CITICA, seguindo depois para Lavandeira, onde os participantes vão conhecer antigos fornos de secagem e acompanhar as diferentes etapas do processo tradicional, desde a apanha e seleção dos figos até à secagem e acondicionamento.
O programa inclui um percurso de cerca de dois a três quilómetros pelas ruas da aldeia, com passagem por vários exemplares deste património local e uma demonstração da utilização de um forno tradicional.
A tarde será dedicada à transformação do figo e de outros produtos locais, incluindo a confeção de pão com figos, pão tradicional e compota, terminando com uma degustação. A atividade inclui ainda um momento de partilha de histórias e memórias associadas a estes saberes transmitidos entre gerações.
A participação tem um custo de 15 euros, incluindo seguro, transporte, almoço e kit de participante. As inscrições decorrem até 30 de setembro, através do formulário online ou presencialmente na Loja Interativa de Turismo.
𝐒𝐚̃𝐨 𝐉𝐨𝐚̃𝐨 𝐝𝐚𝐬 𝐀𝐫𝐫𝐢𝐛𝐚𝐬 𝐞́ 𝐮𝐦 𝐝𝐨𝐬 𝐥𝐨𝐜𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐢𝐨𝐫 𝐯𝐚𝐥𝐨𝐫 𝐚𝐦𝐛𝐢𝐞𝐧𝐭𝐚𝐥, 𝐩𝐚𝐢𝐬𝐚𝐠𝐢́𝐬𝐭𝐢𝐜𝐨 𝐞 𝐩𝐚𝐭𝐫𝐢𝐦𝐨𝐧𝐢𝐚𝐥 𝐝𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐜𝐞𝐥𝐡𝐨.
A intervenção permitirá também melhorar as condições de segurança e ordenar os acessos, contribuindo para uma utilização mais equilibrada deste espaço de elevada sensibilidade ecológica.
💶 Investimento global da candidatura: 1 392 424,00 €
Uma intervenção que alia a proteção da natureza à valorização do património e à segurança de quem visita São João das Arribas.
Todos os dias há pequenas coisas para reparar, corrigir e melhorar em Bragança. E é também aí que se faz a diferença.
Trabalhos feitos por administração direta, que permitem resolver mais depressa e aproveitar melhor os recursos do Município.
É trabalho diário, muitas vezes discreto, mas indispensável!
Palaçoulo: Festa e festival de folclore dedicados a Santa Bárbara
A festa em Palaçoulo, inicia-se no serão de sábado, 12 de setembro, com a atuação musical do grupo DM Music, agendada para as 22h00.
No Domingo, dia grande da festa em honra de Santa Bárbara, às 6h00 da manhã, os mordomos e os pauliteiros de Palaçoulo acordam para a alvorada, De seguida iniciam o peditório pelas ruas da aldeia, com os pauliteiros a retibuirem as ofertas com danças.
No decorrer do peditório, os pauliteiros dançam de porta em porta. Segundo a tradição, os pauliteiros perguntam aos conterrâneos qual é o “lhaço” ou a dança que querem ver dançar. Os “lhaços” que exigem maior esforço aos pauliteiros, com é por exemplo, a dança do “Assalto ao castelo”, são os que geram maior esmola.
Ao almoço, na praça central de Palaçoulo, há Churrasco de Frango, organizado pela Comissão de Festas em honra de Nossa Senhora do Rosário 2026/2027.
Ao início da tarde (14h30) celebra-se na igreja matriz de Palaçoulo, a missa solene em honra de Santa Bárbara, seguida da procissão. Na procissão, a tradição ordena que são os pauliteiros locais a transportar o andor de Santa Bárbara.
Durante a tarde, em Palaçoulo, a festa prossegue com a realização do XXIII Festival de Folclore Caramonico. Este ano, o festival tem como grupos convidados: Rancho Folclórico da Casa do Povo de Ponte de Sôr, Rancho Folclórico de Escalos de Cima e Grupo de Danzas Mies e Barro (Valladolid).
OETERRA REFORÇA COOPERAÇÃO TRANSFRONTEIRIÇA NA VALORIZAÇÃO ECOLÓGICA DO TERRITÓRIO
Na quinta-feira, 10 de setembro, o Parque do Juncal, em Mogadouro, recebeu uma visita às intervenções realizadas no âmbito do anterior projeto OET Durius, depois de uma reunião técnica com os parceiros. A iniciativa permitiu acompanhar no terreno algumas das ações desenvolvidas para a recuperação e valorização ecológica de espaços naturais.
Hoje, 11 de setembro, o trabalho prossegue no PINTA – Parque Ibérico de Natureza e Aventura, em Vimioso, com um workshop participativo dedicado à paisagem cultural, biodiversidade e atividades humanas na Reserva da Biosfera Transfronteiriça da Meseta Ibérica.
A sessão reúne diferentes entidades e agentes locais, cujos contributos vão integrar os trabalhos de diagnóstico e planeamento do OETERRA, com vista à definição de futuras ações de conservação, restauro ecológico e valorização sustentável da região.
O projeto, desenvolvido através do programa Interreg-POCTEP, dá continuidade ao trabalho iniciado pelo OET Durius e alarga a intervenção a áreas como a conectividade entre habitats, monitorização ambiental, inovação tecnológica e participação das comunidades na gestão do território.
MIRANDA DO DOURO CELEBRA LÍNGUA MIRANDESA COM DOIS DIAS DE INICIATIVAS
As iniciativas arrancam no dia 17, no Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro, com a apresentação de um novo centro de formação para professores e de um manual de mirandês destinado ao primeiro ano de escolaridade. Será também divulgada uma pós-graduação para docentes da língua, promovida pela Universidade Politécnica de Bragança em parceria com a Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa.
Durante a tarde, nos Paços do Concelho, serão apresentadas a tradução da Constituição da República Portuguesa para mirandês, o plano estratégico da estrutura de missão e uma nova edição de “Flores Mirandesas”, de José Leite de Vasconcelos.
O programa termina no dia 18, às 17h00, no Pátio da Casa dos Magistrados, com a apresentação de “L Nuosso Reino”, de Valter Hugo Mãe, traduzido para mirandês por Alcides Meirinhos. A sessão inclui ainda a estreia/apresentação do grupo coral feminino “Bozes de l Praino” (Vozes do Planalto), que interpreta repertório em língua mirandesa.
Reconhecido oficialmente em 1999, o mirandês integra o património linguístico e cultural português e mantém uma ligação profunda à identidade da região. O programa pretende reforçar a sua transmissão às novas gerações e incentivar a continuidade do seu uso e valorização.
ISABEL FERREIRA PEDE AÇÃO DO GOVERNO: “A DISTÂNCIA ENTRE DECIDIR E EXECUTAR PESA MUITO MAIS AQUI NO INTERIOR”
Perante o Primeiro-Ministro e restantes membros do Governo, a autarca defendeu que a valorização do Interior deve ser uma política de Estado e alertou para o impacto dos atrasos na concretização de investimentos. “A distância entre decidir e executar pesa muito mais aqui no Interior”, afirmou.
Entre as prioridades apontadas está a transformação do Instituto Politécnico de Bragança em Universidade, a expansão do Brigantia EcoPark e a possibilidade de Bragança acolher uma das novas Grandes Áreas Empresariais previstas para o Norte.
A presidente colocou ainda a ligação Bragança-Puebla de Sanabria entre as prioridades, defendendo igualmente o avanço da ferrovia para Espanha e para a Europa. “Bragança está junto de um dos maiores mercados da Europa”, sublinhou, considerando a fronteira um ativo económico e estratégico ainda subaproveitado.
A Barragem de Parada, a reabilitação das escolas e a revisão da Lei das Finanças Locais foram outros dos temas levados à reunião. Isabel Ferreira defendeu que o financiamento municipal deve ter em conta não apenas a população, mas também a dispersão territorial e as centenas de aldeias do concelho.
No final, a autarca deixou um apelo direto ao Governo: “Bragança está a fazer a sua parte”, mas há infraestruturas e decisões que dependem do Estado. Para Isabel Ferreira, está em causa uma questão mais ampla: “que lugar queremos que o Interior ocupe no futuro de Portugal?”
𝐏𝐚𝐫𝐭𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐏𝐮́𝐛𝐥𝐢𝐜𝐚 - Encontra-se em consulta pública o 𝐏𝐫𝐨𝐣𝐞𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐑𝐞𝐠𝐮𝐥𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐨 𝐂𝐨𝐧𝐬𝐞𝐥𝐡𝐨 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐀𝐠𝐫𝐢𝐜𝐮𝐥𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐌𝐚𝐜𝐞𝐝𝐨 𝐝𝐞 𝐂𝐚𝐯𝐚𝐥𝐞𝐢𝐫𝐨𝐬.
O Conselho Municipal de Agricultura será também uma plataforma de diálogo entre o Município, agricultores, produtores, associações e organizações representativas do setor, entidades públicas e privadas, instituições de ensino e conhecimento e outros agentes ligados à atividade agrícola e ao desenvolvimento rural.
O projeto encontra-se 𝐝𝐢𝐬𝐩𝐨𝐧𝐢́𝐯𝐞𝐥 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐮𝐥𝐭𝐚 AQUI.
𝐏𝐚𝐫𝐭𝐢𝐜𝐢𝐩𝐞 𝐧𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐮𝐥𝐭𝐚 𝐩𝐮́𝐛𝐥𝐢𝐜𝐚.
A sua participação é importante para a 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐭𝐫𝐮𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐮𝐦𝐚 𝐞𝐬𝐭𝐫𝐚𝐭𝐞́𝐠𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐝𝐞𝐬𝐞𝐧𝐯𝐨𝐥𝐯𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐚𝐠𝐫𝐢́𝐜𝐨𝐥𝐚 𝐞 𝐫𝐮𝐫𝐚𝐥 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐜𝐞𝐥𝐡𝐨.
BRAGANÇA DEBATE FUTURO DOS TERRITÓRIOS RURAIS EM SESSÃO ABERTA À COMUNIDADE
A partir das 16h00, a Assembleia – Parte II dá continuidade à reflexão iniciada na quarta-feira, desta vez centrada na procura de respostas para os problemas identificados e na construção de propostas para os territórios rurais.
O encontro pretende reunir diferentes contributos da comunidade para a elaboração de um Manifesto pelos Territórios Rurais, promovendo o debate sobre os desafios e o futuro destas regiões.
A partir das 17h30, o programa inclui ainda a exibição do documentário “Aldeias do Futuro”, seguida de um debate aberto à participação da comunidade.
A sessão decorre até às 19h00 e integra a programação da IV Academia dos Direitos Humanos da ATPD.
BRAGANÇA CLASSICFEST ESTREIA ORQUESTRA DO TEATRO ALLA SCALA E REFORÇA COOPERAÇÃO COM ESPANHA
A edição arranca a 12 de setembro, na Igreja de São Francisco, com um concerto do Juventus Ensemble. No dia seguinte, o mesmo programa chega ao Teatro Principal de Zamora, numa nova parceria cultural transfronteiriça entre Bragança e Espanha.
Um dos principais momentos do festival acontece a 26 e 27 de setembro, no Teatro Municipal de Bragança, com a estreia nacional da Orquestra Virtuosi del Teatro alla Scala de Milão. Sob direção do violinista Mario Hossen, a formação apresenta obras de Vivaldi e Paganini.
O programa inclui ainda, entre outros destaques, O Bando de Surunyo, o DSCH Schostakovich Ensemble com Maria Rueff em “O Carnaval dos Animais”, um recital de Filipe Pinto-Ribeiro dedicado a Liszt e a atuação da Orquestra de Câmara de Budapeste.
A edição de 2026 fica também marcada pela criação do Bragança ClassicLab, uma nova plataforma dedicada à formação, criação artística e investigação, com masterclasses, residências, ensaios abertos e projetos educativos.
O festival termina a 15 de dezembro, no Teatro Municipal de Bragança, com “Um Concerto de Natal”, que cruza música de Schubert e Dvořák com “Um Conto de Natal”, de Charles Dickens.
Com direção artística de Filipe Pinto-Ribeiro, o Bragança ClassicFest é promovido pelo Município de Bragança, Teatro Municipal de Bragança e DSCH – Associação Musical, apostando na internacionalização, na valorização do património e na aproximação da música clássica a novos públicos.
5.ª Feira da Pavia arranca em Arcas com menos produção mas com a qualidade de sempre
A iniciativa pretende valorizar um dos produtos mais característicos da freguesia, mas também dar a conhecer o artesanato, os produtos locais e a gastronomia da região.
Este ano, as condições meteorológicas acabaram por afetar a produção. Ainda assim, o presidente da Junta de Freguesia de Arcas, Mickael Silva, garante que haverá fruta com qualidade para provar e comprar durante o certame:
“A pavia é de qualidade. Não haverá tanta como esperávamos por causa do tempo. A fruta amadureceu mais cedo, depois veio a última semana de agosto, com a chuva e o vento, que deitaram bastante fruta abaixo.
Mas estamos confiantes de que ainda vai haver uma quantidade razoável de fruta para quem nos venha visitar, provar a pavia e comprar.
A pavia é o rei deste certame. Depois, fora da pavia, poderão encontrar muita animação, artesanato, produtos locais e produtos da terra.”
Para o presidente da Junta de Freguesia de Arcas, a feira é também uma forma de valorizar os recursos da terra e contribuir para a economia local:
“A importância é valorizar o que de melhor temos na freguesia. E um produto como a pavia, que é tão característico da nossa freguesia, é importante não só para dignificar o produto, mas também como impulsionador do desenvolvimento da economia local.”
O presidente deixa ainda o convite a quem quiser conhecer este fruto tão característico de Arcas:
“Todos os caminhos vão dar a Arcas, à Feira da Pavia. Quem não conhece a pavia pode ficar a conhecê-la, poderá prová-la, poderá saboreá-la e ver, de facto, que é um sabor único, que é um fruto único.”
A 5.ª Feira da Pavia decorre nos dias 12 e 13 de setembro, em Arcas, no concelho de Macedo de Cavaleiros, com pavia, produtos locais e muita animação.
Obras de três milhões reforçam formação nas áreas digital e geriatria
A intervenção permitiu renovar as instalações e melhorar a capacidade formativa do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) numa região onde são abrangidos, em média, cerca de oito mil formandos por ano.
“Estamos a inaugurar uma obra do PRR muito relevante, no valor de mais de três milhões de euros, que permitirá melhorar a oferta formativa em Bragança e na região”, afirmou a governante, no final da visita.
Maria do Rosário Palma Ramalho destacou a aposta em duas áreas consideradas prioritárias: os cuidados pessoais e de saúde e as tecnologias digitais. No primeiro caso, a ministra justificou a necessidade de formar mais profissionais com o envelhecimento da população e o aumento da procura de respostas sociais. Na vertente tecnológica, salientou a necessidade de adaptar os trabalhadores, as empresas e os processos produtivos à inteligência artificial e à transformação digital.
(Artigo completo disponível para assinantes ou na edição impressa)
Município investe 2,45 milhões em seis autocarros elétricos e prepara 40 postos de carregamento
A nova frota é composta por um autocarro urbano e cinco veículos interurbanos, que serão utilizados nas linhas rurais e urbanas e no apoio prestado pelo município a escolas, instituições particulares de solidariedade social e associações.
A presidente da Câmara de Bragança, Isabel Ferreira, explicou que os novos veículos substituirão parte da frota mais antiga e poluente. Os autocarros que ainda apresentem condições para circular serão mantidos, enquanto os que atingiram o fim da sua vida útil serão abatidos, como previsto nas condições do programa de financiamento.
“É um reforço e, sobretudo, uma melhoria da qualidade da viagem das pessoas”, salientou a autarca, apontando também a redução dos custos com o gasóleo, das emissões e do ruído como vantagens da renovação da frota.
O autocarro destinado ao serviço urbano tem capacidade para transportar 32 passageiros sentados e outros 32 em pé, além de um lugar reservado a pessoas com mobilidade reduzida. Os cinco veículos interurbanos dividem-se entre três unidades com 21 lugares sentados e duas com 39 lugares.
Todas as viaturas possuem acessos adaptados, sistemas eletrónicos de apoio à operação e equipamentos destinados a melhorar a segurança e o conforto dos passageiros e motoristas.
Isabel Ferreira destacou a acessibilidade universal como uma das características mais importantes dos novos autocarros, tendo em conta as solicitações recebidas pelo município para transportar pessoas com mobilidade condicionada.
Segundo a Câmara, a substituição dos veículos a gasóleo permitirá reduzir anualmente cerca de 185,63 toneladas de gases com efeito de estufa. A diminuição do ruído deverá ser particularmente sentida nas zonas residenciais, no centro histórico e nas proximidades de escolas, equipamentos sociais e paragens.
O autocarro urbano terá uma autonomia próxima dos 400 quilómetros.
Câmara quer instalar mais 40 carregadores
A renovação da frota integra um plano mais amplo de mobilidade elétrica, que inclui a instalação de 40 novos postos de carregamento em diferentes pontos do concelho.
A Câmara já lançou o procedimento público destinado a selecionar as empresas que instalarão e explorarão os equipamentos. Bragança dispõe atualmente de pouco mais de 50 postos de carregamento, pelo que o novo investimento permitirá quase duplicar a oferta disponível.
“Fizemos um estudo e queremos aumentar esta oferta, que é manifestamente reduzida tendo em conta a tendência global para a substituição dos veículos a combustão por veículos elétricos”, explicou a presidente da Câmara.
Isabel Ferreira espera que a instalação dos primeiros equipamentos possa começar até ao final do ano. Os novos postos serão colocados em zonas próximas de locais de residência, trabalho, comércio e serviços e poderão ser utilizados por residentes, empresas e visitantes. O objetivo é repartir a procura, evitar deslocações feitas apenas para carregar as viaturas e facilitar a transição para a mobilidade elétrica.
“Ilha de Energia” é investimento de 744 mil euros
O plano contempla ainda a criação de uma “Ilha de Energia” no Cais de Mercadorias do Terminal da Estação Rodoviária, destinada à produção, armazenamento e utilização de energia renovável na mobilidade.
O projeto representa um investimento estimado em 744 mil euros e integra o Quadro de Investimentos Prioritários do Norte 2030. A candidatura já foi apresentada e encontra-se a aguardar aprovação.
Estão previstos aproximadamente 420 painéis fotovoltaicos, com uma potência estimada de 243,6 quilowatts-pico, um sistema de armazenamento de energia e carregadores rápidos.
A eletricidade produzida será utilizada prioritariamente no carregamento dos autocarros e das restantes viaturas municipais, permitindo reduzir os custos energéticos e a dependência de fontes convencionais.
O projeto admite ainda a reutilização das baterias dos autocarros elétricos que deixem de cumprir os requisitos para circulação rodoviária e reúnam as condições técnicas e de segurança.
Água, acessibilidades, escolas e apoio ao gasóleo agrícola marcaram Conselho de Ministros
A presidente da Câmara, Isabel Ferreira, e o reitor da Universidade Politécnica, Orlando Rodrigues, participaram na parte inicial da reunião, durante a qual apresentaram ao Governo as prioridades do território.
Isabel Ferreira destacou a importância da disponibilidade de água e alertou para a necessidade de concretizar os projetos previstos na estratégia nacional “Água que Une”, que inclui uma referência expressa à barragem de Parada.
“Precisamos de ter um cronograma e financiamento. Não basta ter uma estratégia no papel”, afirmou a autarca, adiantando ter recebido o compromisso de que serão indicados, “rapidamente”, o calendário e o modelo de financiamento da obra.
A presidente da Câmara referiu ainda ter sido reiterado o compromisso com a ligação entre Bragança e Puebla de Sanabria, em Espanha, considerada "essencial para aproximar a cidade da estação ferroviária de alta velocidade e melhorar as acessibilidades transfronteiriças".
Na área da educação, foi abordado o financiamento necessário para reabilitar o parque escolar. A autarca explicou que a Câmara apresentou há vários meses a candidatura para a intervenção na escola P2, esperando que o projeto possa avançar, embora tenha lembrado que o concelho necessita igualmente de obras na P3.
Isabel Ferreira manifestou também a disponibilidade de Bragança para acolher uma das seis grandes zonas industriais anunciadas pelo Governo, duas das quais deverão localizar-se na região Norte.
“Acho que é justo posicionar Bragança também desse ponto de vista, porque temos tudo e estamos preparados”, defendeu.
Segundo a autarca, o primeiro-ministro manifestou “total disponibilidade” para colaborar com o município nos projetos apresentados e mostrou-se alinhado com a estratégia “Bragança Inovadora”. Luís Montenegro confirmou que o encontro permitiu aprofundar o conhecimento e a cooperação em matérias importantes para o concelho e para a região, como a mobilidade, as acessibilidades, a gestão da água, as infraestruturas escolares e o desenvolvimento de espaços empresariais e unidades de ciência e inovação.
O primeiro-ministro considerou a água um património que necessita de ser gerido de forma a garantir o abastecimento doméstico regular e a apoiar as atividades económicas, desde a agricultura, pecuária e floresta até ao comércio e turismo.
Na área das escolas, Luís Montenegro garantiu financiamento para cerca de 200 intervenções em todo o país, recordando que o Plano de Recuperação e Resiliência abrangeu 87 estabelecimentos e que o Governo assumiu financiar os projetos que ficaram de fora.
O Conselho de Ministros aprovou ainda o prolongamento, até 31 de dezembro, do apoio extraordinário de 10 cêntimos por litro ao gasóleo agrícola. O regime tinha terminado em 30 de junho. Luís Montenegro apresentou a medida como parte da resposta ao impacto do aumento dos combustíveis nas famílias, empresas e instituições, particularmente num território marcado pela atividade agrícola.
O Ministro Fernando Alexandre, que tinha o compromisso de estar presente na abertura do ano letivo da UPB, acabou por cancelar toda a agenda depois de ter sofrido um incidente com o vestuário.
Isabel Ferreira leva revisão das Finanças Locais à convenção autárquica do PS
Em declarações exclusivas ao Mensageiro, a autarca considerou que a iniciativa representa uma oportunidade para voltar a alertar para a urgência de rever a atual Lei das Finanças Locais, que considera penalizadora para os municípios de menor dimensão e com reduzida capacidade de gerar receitas próprias.
“É um momento importante para sinalizar a urgência de rever a Lei das Finanças Locais. O Governo já manifestou essa disponibilidade e criou um grupo de trabalho, mas temos de ser céleres”, afirmou.
Isabel Ferreira entende que o atual modelo de financiamento não responde às diferenças existentes entre os municípios, beneficiando autarquias de maior dimensão e com mais receitas próprias em detrimento dos territórios do interior.
“Não vale a pena falarmos de coesão territorial e de valorização do interior se não olharmos para os principais atores do território, que são as autarquias. As autarquias precisam de recursos”, sustentou.
A presidente da Câmara de Bragança defende a adoção de um modelo híbrido, que não tenha apenas em consideração o número de habitantes, mas também a capacidade de cada concelho para gerar receitas e realizar investimento.
Segundo a autarca, os municípios com orçamentos mais reduzidos enfrentam um ciclo difícil de interromper: a falta de receitas limita o investimento e impede a melhoria das condições de competitividade, dificultando, por sua vez, a atração de novas atividades económicas e o aumento das receitas.
“É necessário um impulso inicial. As verbas do Estado devem apoiar quem precisa desse estímulo para o seu desenvolvimento”, afirmou, defendendo que o financiamento atribuído às autarquias considere “não só o número de habitantes, mas também a capacidade de gerar receitas próprias”.
Isabel Ferreira quer ainda que a área territorial dos concelhos seja incluída na fórmula de financiamento. O critério "assume particular importância em municípios extensos como Bragança, onde a dispersão da população obriga a assegurar mais quilómetros de redes de água e saneamento, estradas e outros serviços públicos", apontou.
A autarca salientou também que uma parte significativa do território de Bragança está abrangida por regimes de proteção ambiental, representando um contributo do concelho para o cumprimento dos compromissos nacionais nesta matéria.
“Estamos a prestar um serviço ao país, ao cumprir metas de áreas protegidas. Esses serviços também têm de ser remunerados”, defendeu.
Governo reduz prazos para pagar indemnizações por ataques de lobos
A medida consta de um despacho conjunto assinado pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e pelo ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, com o objetivo de acelerar e simplificar os procedimentos de compensação aos produtores.
Em comunicado, o Governo reconhece que os processos atuais podem prolongar-se durante meses, agravando o impacto económico dos ataques, sobretudo nas explorações de menor dimensão e nos sistemas de produção extensiva.
“Não podemos pedir às populações que convivam com uma espécie protegida e, quando há prejuízos, deixar os produtores durante meses à espera de uma indemnização”, afirma Maria da Graça Carvalho.
A ministra considera que os novos prazos permitem uma resposta “mais rápida e justa” aos criadores de gado, reforçando simultaneamente as condições para a conservação do lobo-ibérico e para uma coexistência equilibrada com as atividades humanas.
José Manuel Fernandes salienta, por sua vez, que a decisão resulta de mudanças destinadas a criar um modelo “mais simples, mais ágil e justo”.
“Os nossos pastores têm de ser apoiados e valorizados. Eles contribuem para a segurança alimentar, a coesão territorial e a proteção civil”, defende o ministro, destacando o contributo da atividade pecuária para a produção de alimentos e para a redução da carga combustível e do risco de incêndio.
O executivo entende que as demoras nas indemnizações comprometem a aceitação social da presença do lobo-ibérico e, consequentemente, a conservação da espécie.
Segundo o comunicado, a redução dos prazos sucede a outras alterações no regime de compensações, nomeadamente à atualização dos valores máximos das indemnizações por animal, aproximando-os dos preços de mercado, e ao alargamento das situações indemnizáveis aos casos de desaparecimento de animais e de animais com menos de um mês.
A aplicação dos novos prazos ficará a cargo do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP). A entrada em vigor apenas no início de 2027 pretende permitir a adaptação dos procedimentos técnicos, informáticos e financeiros dos dois organismos.
Câmara de Bragança conseguiu evitar a devolução de 900 mil euros do PRR
A informação foi avançada pela presidente da autarquia, Isabel Ferreira, que garantiu que o município cumpriu os projetos sob a sua responsabilidade no âmbito do PRR.
Segundo a autarca, a Câmara tinha sido notificada para devolver o financiamento associado aos trabalhos preparatórios da ligação à cidade espanhola. Na contestação, o município argumentou que o dinheiro tinha sido efetivamente utilizado nos trabalhos previstos.
Isabel Ferreira adiantou que a autarquia já recebeu uma resposta favorável da Autoridade de Gestão e da Estrutura de Missão Recuperar Portugal, afastando a obrigação de restituir os 900 mil euros.
A decisão evita "pressão para as contas municipais", mas não resolve o financiamento necessário à concretização da ligação rodoviária.
“Não ficámos penalizados em termos orçamentais, mas também não ficámos beneficiados. Continuamos a ter uma ligação para fazer que precisa de investimento”, ressalvou a presidente da Câmara.
Paulo Azevedo será o novo comandante da GNR e toma posse no dia 23
O novo comandante, de 49 anos, toma posse no próximo dia 23, regressando a uma estrutura onde já desempenhou anteriormente as funções de segundo comandante e de oficial de relações públicas.
Paulo Azevedo encontra-se atualmente a exercer funções de Chefe de Estado Maior da GNR responsável pelo combate aos incêndios na Unidade que está sediada na cidade da Guarda.
No Comando Territorial de Bragança vai suceder a António Lobo de Carvalho, que liderou a GNR no distrito durante os últimos três anos e nove meses.
António Lobo de Carvalho deixou o cargo para ingressar no Curso de Promoção a Oficial General, ministrado no Instituto Universitário Militar, em Lisboa.
A cerimónia de tomada de posse do novo comandante está marcada para o dia 23.
𝐀𝐩𝐫𝐞𝐬𝐞𝐧𝐭𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐨 𝐥𝐢𝐯𝐫𝐨 '𝐒𝐞𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐀𝐦𝐨𝐫' 𝐝𝐞 𝐃𝐞𝐬𝐢𝐝𝐞́𝐫𝐢𝐨 𝐂𝐮𝐛𝐨
Uma vida marcada pela dedicação, da infância rural em Palácios ao serviço como Sargento-Mor da GNR, Desidério Cubo partilha agora a sua paixão de longa data pela escrita. Sementes de Amor é uma coleção de poemas que nos convida a desacelerar e a olhar para o equilíbrio nas relações humanas, a conexão com a natureza e a busca por harmonia no nosso quotidiano.





















