Número total de visualizações do Blogue

Pesquisar neste blogue

Aderir a este Blogue

Sobre o Blogue

SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

domingo, 15 de março de 2026

OS FIDALGOS - RIO DE FORNOS


 1º HENRIQUE VICENTE FERREIRA SARMENTO (filho de Manuel de Morais 
Sarmento, de Vinhais, e de D. Maria de Sá, de Rebordãos), e sua mulher D. Antónia Luísa de Figueiredo Sarmento (filha de Pedro Soares, de Ousilhão, e de D. Perpétua da Rocha, de Vinhais), que residiram em Rio de Fornos, eram administradores de um morgadio constante de bens sitos em Chacim, Limãos, Vinhais, Rio de Fornos e Castro.
Por um inventário judicial a que se procedeu em 1753, após o seu falecimento, e que se encontra em poder do actual representante desta família, vê-se que deixaram os seguintes filhos menores, de quem ficou tutor Sebastião Ferreira, de Vinhais:
I. Manuel Carlos de Morais Figueiredo Sarmento, que casou em Chacim (ver 6º, adiante citado), terceiro avô de António Henrique de Figueiredo Sarmento, natural de Vilar do Monte, aluno da Universidade de Coimbra, que nasceu a 11 de Outubro de 1902, filho de Manuel Carlos de Figueiredo Sarmento, natural de Limãos, onde nasceu em 1862, e casou com D.Mina do Nascimento, de Vilar do Monte, onde residem.
II. D. Antónia.
III. D. Perpétua.
IV. D. Joana Luísa de Figueiredo Sarmento, que casou a 9 de Janeiro de 1781 com Aleixo da Novoa da Rocha Pimentel, de Bragança, filho de Gonçalo da Rocha e de D.Maria de Morais Sarmento.
Foi seu filho único António Henrique da Rocha Sarmento Pimentel.
V. Paulo, que estava na América quando se procedeu ao inventário.
VI. Caetano.
VII. João José Soares de Figueiredo Sarmento (na certidão de baptismo está João Crisóstomo), que nasceu a 27 de Janeiro de 1733.
Manuel Carlos, filho primogénito, requereu em 1753, pedindo para que lhe fossem entregues todas as pratas pertencentes ao seu morgadio, que se encontravam depositadas na mão de Sebastião Ferreira e lhe eram precisas para se tratar como nobre que era, bem como algumas jóias para adorno de suas irmãs.
José Joaquim de Figueiredo de Morais Pimentel, que reside em Rio de Fornos, é o actual representante directo dos morgados desta povoação.
(Ver Rio Torto.)
2º D. TERESA CAETANA (no século Teresa Maria), de Rio de Fornos, onde nasceu a 24 de Agosto de 1735, era filha de Tomé de Morais Sarmento, de Rio de Fornos, e de D. Francisca Borges, de Vale de Janeiro.
Neta paterna de Manuel de Morais Sarmento e de D. Isabel Gonçalves (ambos solteiros), naturais de Rio de Fornos.
Neta materna de Domingos Rodrigues, de Vale Paço, e de D. Catarina Borges, de Vale de Janeiro.
Professou em 1753 no convento de S. Bento de Bragança.
3º D. ANTÓNIA JOSEFA, irmã da precedente, nasceu a 1 de Março de 1732, tendo sido seus padrinhos de baptismo Henrique Vicente de Morais Sarmento (1º, atrás citado) e sua mulher D. Antónia Luísa Soares de Figueiredo, que então residiam em Vinhais e nos documentos aparecem com variados apelidos.
Professou no mesmo convento aquando sua irmã.
4º D. MARIA JOSÉ, irmã das precedentes, nasceu em 1745 e professou no mesmo convento em 1760. (Ver Sesulfe.)
5º FRANCISCO ANTÓNIO DE MORAIS SARMENTO, filho ilegítimo de António Xavier de Morais Sarmento, de Rio de Fornos, e de D. Francisca da Veiga Cabral, de Vinhais, nasceu a 11 de Setembro de 1764 e foi baptizado em Prada, concelho de Vinhais, como filho de pais incógnitos.
Casou em 1803 com D. Maria Doroteia, filha de José Simões e de D. Rita Maria, naturais de Lisboa.
6º D. ANTÓNIA LUÍSA BERNARDINA DE FIGUElREDO SARMENTO, natural de Chacim, onde nasceu a 4 de Setembro de 1784 era filha de Manuel Carlos de Figueiredo Sarmento (atrás citado), natural de Vinhais, e de D. Luísa Maria Joaquina Pinto da Costa, natural de Chacim.
Neta paterna de Henrique Vicente de Morais Ferreira Sarmento, natural de Rio de Fornos, e de D. Antónia Luísa de Figueiredo Sarmento, natural de Ousilhão.
Neta materna do bacharel Manuel Pinto da Costa, natural da vila de Vale de Prados, concelho de Macedo, e de D. Joana Maria da Cruz, natural de Chacim.
Noviciou em 1807 no convento de Santa Clara de Vinhais. (Ver Sesulfe.) (477).
No Museu Regional de Bragança, Cartório Administrativo, livro 212, fols. 90 v. e 94, vem os testamentos de D. Francisca Angélica de Morais Sarmento e Costa, de Rio de Fornos, de quem foi testamenteiro seu cunhado, o bacharel João de Figueiredo Sarmento, e o de José Ferreira de Castro, casado com D. Maria Angélica (irmã daquela?), feitos em 1834, que segundo creio eram da família do morgado de Rio de Fornos.
7º PEDRO FERREIRA SARMENTO (também chamado Pedro Ferreira de Morais Sarmento), de Rio de Fornos, concelho de Vinhais, falecido em 1717, por testamento feito a 17 de Fevereiro de 1714 vinculou todos os seus bens em morgadio com encargo dos seus possuidores vestirem anualmente «dez pobres de pano de pardo com cazaca calçoens meyas e çapatos, carapuça ou chapeu».
Pelos anos de 1779 era administrador, pelo menos em parte, deste vínculo «Manuel Carlos de Morais Sarmento [também chamado Manuel Carlos de Figueiredo Sarmento, e tinha obrigação]... de vestir dez pobres, sinco pelo vinculo pertencente a Manuel das Flores, de Limãos, e sinco pelo que pertencia a Antonio de Morais Sarmento de Rio de Fornos» (478).
----------
(477) Desde o nº 2, inclusive, por diante, as notícias que damos constam dos maços de Freiras e outros documentos do Museu Regional de Bragança.
Ver o volume IV, p. 342, destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança.
(478) Ibidem, p. 342 e 343.
----------
MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA

“ALDEIAS SEGURAS, PESSOAS SEGURAS”: VINHAIS REFORÇA PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIOS FLORESTAIS

 Decorreu durante a tarde deste sábado, 14 de março, nas localidades de Nuzedo de Cima e Peleias, a iniciativa “Aldeias Seguras, Pessoas Seguras”, programa que visa reforçar a proteção das populações face ao risco de incêndios florestais.


A ação pretende sensibilizar os habitantes para comportamentos preventivos, promover planos de evacuação e melhorar a articulação entre as comunidades e as entidades de proteção civil. Durante as sessões, foram apresentadas medidas de autoproteção, procedimentos a adotar em situações de emergência e estratégias para reduzir riscos junto às habitações, nomeadamente através da correta gestão de combustíveis e da preparação dos agregados familiares.

O programa é promovido pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, em colaboração com o Serviço Municipal de Proteção Civil de Vinhais, contando com a participação da Guarda Nacional Republicana, dos Bombeiros Voluntários e da Câmara Municipal de Vinhais.

Com estas medidas, as autoridades procuram garantir que a população esteja preparada, consciente dos perigos e capaz de reagir de forma organizada em situações de emergência, reforçando a segurança nas aldeias do concelho.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: CM Vinhais

IPB E UNIVERSIDADES DO PARANÁ LANÇAM PROGRAMA INTERNACIONAL PARA STARTUPS

 O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) e universidades estaduais do Paraná, Brasil, lançaram um programa internacional de inovação e aceleração tecnológica para start-ups. O Memorando de Entendimento foi assinado no dia 12 de março, no Campus da Indústria em Curitiba, durante a Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação.


O acordo envolve instituições como a Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

O programa permitirá que startups desenvolvam projetos conjuntos de investigação e inovação, participem em programas de mobilidade internacional e acedam a ecossistemas de inovação, mentoria tecnológica, incubação empresarial e redes de mercado, promovendo a internacionalização e o desenvolvimento de novas soluções tecnológicas.

Antes da abertura das primeiras chamadas, várias empresas já manifestaram interesse em integrar a iniciativa, reforçando a cooperação científica e tecnológica entre Paraná e Portugal.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

CAÇARELHOS RECEBEU NOITE DE TEATRO COM CASA CHEIA

 O pavilhão de Caçarelhos em Vimioso foi palco, ontem à noite, da peça “A Formosa Pelicana”, escrita por José Mário Leite e apresentada pelo Grupo de Teatro Alma de Ferro, de Torre de Moncorvo. O espetáculo decorreu com casa cheia e integrou as iniciativas do Mês do Teatro.


A sessão contou com a presença do diretor do INATEL para Vila Real e Bragança, além de participantes e público que encheram o espaço para celebrar a cultura e as tradições locais.

A organização destacou o sucesso da iniciativa, sublinhando a importância de levar a arte e o teatro a diferentes palcos e comunidades.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

MIRANDA DO DOURO RECEBE SESSÃO SOBRE GESTÃO DA ÁGUA EM CENÁRIOS DE ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

 O Arquivo Municipal de Miranda do Douro vai acolher, no dia 20 de março, a iniciativa Cumbersas Ne L Arquibo, com a presença de José Pimenta Machado.


O orador convidado abordará a gestão da água em contexto de alterações climáticas, incluindo desafios como secas prolongadas e cheias, cada vez mais frequentes na região. A sessão visa promover o diálogo entre especialistas e comunidade, refletindo sobre estratégias de adaptação e gestão sustentável dos recursos hídricos.

A iniciativa cria um espaço de partilha de conhecimento e debate público, aproximando a ciência às preocupações locais da população.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

RASGUEI O DESTINO

Por: Maria da Conceição Marques
(Colaboradora do "Memórias...e outras coisas...")


 Sempre pensei que nascíamos com o nosso destino traçado, como linhas finas bordadas na palma das mãos.

Mas nunca me conformei com a rigidez dessas linhas. Havia algo dentro delas, uma inquietação, uma fúria serena que sussurrava: "rasga o destino."

Um dia, num ímpeto de coragem, os meus dedos tocaram as tramas invisíveis daquilo que diziam ser a minha sina.

Primeiro, um puxão tímido, depois um rasgo firme e, de repente, o véu do previsível desfez-se. Percebi que o destino não era um pergaminho selado, mas um tecido frágil, sujeito às mãos daqueles que ousavam reescrevê-lo.

E então, livre, sigo sem olhar para trás. Sem guia, sem roteiro, sem garantia.

Caminho.


Maria da Conceição Marques
, natural e residente em Bragança.
Desde cedo comecei a escrever, mas o lugar de esposa e mãe ocupou a minha vida.
Os meus manuscritos ao longo de muitos anos, foram-se perdendo no tempo, entre várias circunstâncias da vida e algumas mudanças de habitação.
Participei nas coletâneas: Poema-me; Poetas de Hoje; Sons de Poetas; A Lagoa e a Poesia; A Lagoa o Mar e Eu; Palavras de Veludo; Apenas Saudade; Um Grito à Pobreza; Contas-me uma História; Retrato de Mim; Eclética I; Eclética II; 5 Sentidos.
Reunir Escritas é Possível: Projeto da Academia de Letras- Infanto-Juvenil de São Bento do Sul, Estado de Santa Catarina.
Livros Editados: O Roseiral dos Sentidos – Suspiros Lunares – Delírios de uma Paixão – Entre Céu e o Mar – Uma Eterna Margarida - Contornos Poéticos - Palavras Cruzadas - Nos Labirintos do Nó - Uma Paixão Improvável.

𝗦𝗲𝗺𝗮𝗻𝗮 𝗦𝗮𝗻𝘁𝗮 - 29 de Março a 12 de Abril - Torre de Moncorvo

sábado, 14 de março de 2026

De Gimonde para o mundo, uma família deu nova vida ao porco bísaro

 O primeiro comércio da aldeia de Gimonde, em Bragança, foi o ponto de partida para a criação da Bísaro - Salsicharia Tradicional, marca reconhecida pela qualidade dos seus produtos de porco transmontano. Alexandrina Fernandes faz parte da terceira geração desta empresa familiar e promove a sua matriz identitária a nível nacional e internacional. “Da Terra à Mesa” é um projeto Boa Cama Boa Mesa que dá a conhecer os produtos portugueses a partir de histórias inspiradoras e de sucesso, desde a produção até ao consumidor, em casa ou no restaurante.

Localizemo-nos no tempo: 1935. E no espaço: Gimonde, em pleno Parque Natural de Montesinho, Bragança, onde a Bísaro - Salsicharia Tradicional nasceu, cresceu e se tornou o que é hoje. “A empresa foi fundada pelos meus avós, que saíram de Carção, no município de Vimioso, e abriram o primeiro comércio da aldeia, com produtos agrícolas, e uma pequena área de refeições. A minha avó era uma excelente cozinheira”, conta Alexandrina Fernandes, 40 anos, atual responsável, com o irmão, Alberto João Fernandes, 39, ambos jovens agricultores, e o pai, Alberto António Fernandes.

“O meu pai foi estudar zootecnia na UTAD, em Vila Real, e ficou com o bichinho do porco. Na altura tinha amigos que eram veterinários e que lhe falaram que a raça bísara estava praticamente extinta e que era importante tentar preservá-la.” Nos anos 70, chegaram a ter um matadouro de porco, “quer bísaro, quer porco normal”, e abriram um talho em Bragança, “a pedido de várias pessoas que visitavam a taberna e provaram os enchidos que a minha avó fazia”, lembra.

Porco Bísaro

Depois, começou o boom da grande distribuição e a Bísaro forneceu “o primeiro continente que abriu em Portugal, em Matosinhos”, há 37 anos. O fumeiro ganhou fama, as solicitações aumentaram e a solução passou por “transformar o matadouro numa unidade de produção maior”, já nos anos 2000. “Começámos a fornecer grandes superfícies e lojas gourmet em todo o país, a ter pedidos para exportação e os chefs de cozinha passaram a valorizar cada vez mais o produto.” Não só os enchidos, como a alheira, a chouriça, o butelo, a chouriça de sangue, o azedo, o cachaço, o lombo e o salsichão, mas também a carne fresca, como os secretos, os lombinhos e as plumas de porco. “Tivemos um chef a pedir-nos apenas sangue, já desenvolvemos carne maturada de porco para o chef Nuno Mendes”, acrescenta Alexandrina.

“Não deixar cair a matriz identitária da nossa empresa, que sempre foi a terra, a nossa região, o nosso ambiente” é a missão da Bísaro e, por isso, todos os anos, organizam uma matança do porco de forma tradicional, para clientes e parceiros. “Temos tecnologia de equipamentos de frio e de enchimento, mas o receituário e o modo de fazer é o mesmo que antigamente.” A empresa mantém-se no mesmo local e as duas explorações de animais em nome próprio, a um quilómetro. “Temos tido apoios. Quando eles existem, temos que aproveitar, porque existem para valorizar os territórios.”

Porco Bísaro

Bísaro, o porco musculado de orelhas compridas

O porco bísaro é um porco comprido – “alguns chegam a ter um metro e vinte de comprimento” –, com umas orelhas muito compridas, e “há também quem diga que tem mais uma costela do que as outras raças e é, por isso, muito procurado para leitão”. Alimentado com produtos da região e em função da época do ano – “nesta época, podemos dar beterrabas, couves”, é também um grande consumidor de castanha, um dos produtos endógenos da região, conferindo um sabor “mais adocicado” à carne.

“O território onde este porco é criado é diferente. É uma zona muito acidentada e o próprio terreno obriga o animal a fazer um esforço muito maior do que um porco que é criado, por exemplo, no Alentejo, em que é basicamente tudo planície”, elucida Alexandrina.

Segundo a Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, a criação de porcos bísaros assume uma importância determinante “para a manutenção dos sistemas de produção tradicionais”, mas também para a economia familiar das pequenas explorações. Com a produção limitada aos distritos de Bragança e Vila Real e com a certificação de Denominação de Origem Protegida, a Carne de Bísaro Transmontano/ Carne de Porco Transmontano DOP tem contribuído para a proteção da biodiversidade, preservando os habitats e as paisagens, e para um melhoramento da oferta de produtos alimentares seguros, nutritivos e sustentáveis, em conformidade com as diretrizes da Política Agrícola Comum para o período compreendido entre 2023 e 2027.

Porco Bísaro

A sustentabilidade social, ambiental e económica na agricultura e nas zonas rurais são linhas orientadoras da PAC - Política Agrícola Comum que, em Portugal, tem como objetivos principais valorizar a pequena e média agricultura, apostar na sustentabilidade do desenvolvimento rural, promover o investimento e o rejuvenescimento no setor agrícola e a transição climática no período 2023-2027.

“Da Terra à Mesa” é um projeto Boa Cama Boa Mesa que dá a conhecer os produtos portugueses a partir de histórias inspiradoras e de sucesso, desde a produção até ao consumidor, em casa ou no restaurante.

Teresa Castro Viana

5 espécies capazes de controlar pragas em Portugal

 No nosso país, vários animais têm um papel importante no controlo de diversas espécies que podem afectar negativamente a actividade humana. Apresentamos-lhe alguns exemplos neste artigo.

SHUTTERSTOCK - A poupa-euroasiática é um dos predadores naturais da
processionária-dos pinheiros. 

Tal como noutras regiões do mundo, em Portugal residem espécies que podem prestar uma ajuda inestimável ao homem no controlo natural de outras espécies, nativas ou introduzidas, que afectam negativamente a sua  saúde ou as suas actividades diárias. Escolhemos destacar um conjunto de cinco, mas muitas mais poderiam ser mencionadas.

1. Bútio-vespeiro (Pernis apivorus)

Como o nome científico já indicia – ou não significasse apivorus “comedor de abelhas” –, esta ave especializou-se no consumo de abelhas e vespas, entre outros insectos. Passível de ser confundida com a bem mais comum águia-de-asa-redonda (Buteo buteo), principalmente ao longe, esta pequena rapina é um visitante estival do nosso país, sendo consideravelmente mais comum na metade norte. No entanto, é no Algarve que pode ser mais facilmente observada, aquando da passagem migratória outonal, na Península de Sagres.

Também conhecido como falcão-abelheiro, o bútio-vespeiro destaca-se por ser um dos poucos predadores capazes de atacar com sucesso ninhos de uma espécie que colonizou recentemente o nosso país e que não para de se expandir: a chamada vespa-asiática, Vespa velutina. Outra espécie que poderá ter um efeito não irrelevante neste controlo é uma bem menos querida dos apicultores: o colorido abelharuco-comum (Merops apiasters), também especializado na captura de himenópteros.

Galabin Vasilev Asenov / SHUTTERSTOCK - Um macho de búteo-vespeiro. Esta espécie é capaz de destruir ninhos de vespas para se alimentar das suas larvas, incluindo da invasiva Vespa velutina.

2. Poupa-euroasiática (Upupa epops)

De aspecto inconfundível, esta espécie de cor laranja, padrões pretos e brancos bem visíveis durante o voo, grande crista (que lhe dá o nome comum) e longo bico curvo, é maioritariamente insectívora, embora também se possa alimentar de pequenos vertebrados e até de algumas sementes, pontualmente. 

Uma das suas presas comuns é uma espécie que não só pode afectar negativamente explorações florestais de pinheiro, mas que também causa, devido aos seus pêlos urticários, reacções desagradáveis nos humanos: a processionária-dos-pinheiros (Thaumetopoea pityocampa). A poupa mostra particular apetência pelas pupas desta espécie, enquanto outras espécies, como o chapim-real (Parus major) ou o cuco-rabilongo (Clamator glandarius) se alimentam também com frequência das lagartas.

3. Lontra-europeia (Lutra lutra)

Alexandre Arocas / Shutterstock - A lontra-europeia é um dos principais predadores do invasivo lagostim-vermelho-da-Louisiana. 

A conhecida lontra-europeia é uma espécie de mustelídeo de porte médio que habita a maior parte dos nossos cursos de água doce (e que, na foz do rio Mira, inclusive se aventura em águas costeiras). Tradicionalmente, alimenta-se principalmente de peixes, crustáceos e outras pequenas presas que consegue capturar na água, devido às suas várias adaptações ao meio aquático, que incluem membranas interdigitais, garras fortes e uma pelagem impermeável. 

No entanto, a introdução do invasivo lagostim-vermelho-da-Louisiana (Procambarus clarkii)veio acrescentar uma presa importantíssima à sua alimentação, uma vez que, ao mesmo tempo que estes animais se espalharam pelos cursos de água nacionais, colocando em causa crustáceos nativos e as posturas de anfíbios, a lontra descobriu neles um filão praticamente inesgotável de alimento, sendo hoje uma pedra basilar da sua alimentação. Além desta, outras espécies também ajudam a travar a multiplicação dos lagostins: é o caso da cegonha-branca (Ciconia ciconia), mas também de outros mamíferos como a raposa-vermelha (Vulpes vulpes).

4. Crisopas (Complexo Chrysoperla carnea)

CC - Uma larva de uma das espécies do complexo Chrysoperla carnea. Fonte: Eric Steinert 

Estes insectos, pertencentes à ordem Neuroptera, são caracterizados, na sua fase adulta, pelas suas delicadas asas translúcidas, com a nervação bem visível na cor verde que os caracteriza. Embora tradicionalmente fossem encarados como uma única espécie, hoje sabe-se que por trás do aspecto virtualmente idêntico, se esconde um conjunto de espécies crípticas, apenas distinguíveis por análise genética ou através da escuta das “canções” vibracionais com que comunicam entre si.

Porém, é a fase larvar destes insectos a que nos interessa no âmbito deste artigo: durante este período, as crisopas são vorazes predadores, alimentando-se de afídeos, cochonilhas, ácaros e outros pequenos invertebrados que podem afectar de maneira muito negativa as culturas, com particular impacto numa indústria tão economica e culturalmente relevante no nosso país como a vinícola. É, assim, um aliado indispensável no controlo natural de pragas no sector.

5. Falcão-peregrino (Falco peregrinus)

Martin Bergsma / SHUTTERSTOCK - O falcão-peregrino é um dos animais que colonizou as cidades, incluindo em Portugal, em parte devido à abundância de uma das suas presas de eleição: os pombos. 

De todas as espécies que se adaptaram aos novos habitats urbanos criados pelos humanos, uma das que o fez com maior sucesso, pelo menos entre os vertebrados de algum porte, terá sido o pombo-das-rochas ou pombo-comum (Columba livia), que encontrou nos edifícios citadinos um equivalente muito satisfatório às falésias onde originalmente vivia e se reproduzia.

Ao misturar-se com pombos domésticos (da mesma espécie, mas submetidos a processos de domesticação pelo ser humano), adquiriu uma série de cores e carácteres que não existiam na natureza e, devido à grande disponibilidade de alimento, multiplicou-se de forma extraordinária. No entanto, estes grandes números levaram a que, mais do que uma curiosidade, se tornassem por vezes um problema nas cidades, com as grandes quantidades de dejectos que produzem a, por exemplo, danificar edifícios e monumentos históricos (em Portugal, os edifícios feitos com pedra de Ançã e outras rochas calcárias apresentam-se particularmente vulneráveis).

No entanto, o sucesso dos pombos nas cidades atraiu também alguns dos seus predadores: é o caso, por exemplo, do também nidificante em escarpas falcão-peregrino, que hoje nidifica em várias cidades no mundo, sendo Lisboa uma delas. Este falcão, de tamanho médio, é especializado na captura de aves, sendo os columbídeos como o pombo-das-rochas uma presa particularmente apetecível. Para os caçar, o peregrino usa aquela que é a característica que lhe garantiu um lugar entre os recordistas do mundo animal: elevando-se no ar, deixa-se cair a mais de 300 quilómetros por hora sobre a presa em voo, matando-a não com as suas garras ou bico, mas com o impacto do seu corpo a embater na mesma.

António Matos
Actualizado a 10 de janeiro de 2026

Tie Sabel de Bila Chana

Março. Mês de primavera.

Cidadã descontente por ter de apresentar queixa num livro de reclamações de outro setor

 Uma habitante do concelho de Bragança queixa-se que na Câmara Municipal só lhe foi disponibilizado um Livro de Reclamações, no Balcão Único, após ter ameaçado chamar a polícia. “Disponibilizaram-me um livro de reclamações, de outro sector, nomeadamente do Turismo, depois de eu anunciar que ia chamar a polícia. Recusaram emitir declaração de que não tinham livro de reclamações do balcão único”, explicou fonte ligada à queixosa, Maria Machado.


A reclamação foi motivada pela demora na entrega de uma certidão por parte dos serviços municipais à cidadã, que a havia pedido no dia 12 de fevereiro. A reclamação foi apresentada no início desta semana, um mês depois de o pedido do documento ter dado entrada nos serviços.

O Município de Bragança garantiu por escrito ao Mensageiro “que dispõe de Livro de Reclamações em todos os seus serviços de atendimento ao público, existindo vários exemplares associados a diferentes serviços e equipamentos municipais, todos com o mesmo valor administrativo. No caso em questão, o Livro de Reclamações afeto ao Balcão Único tinha esgotado a última página antes do atendimento referido.

A Câmara dispõe ainda de Livro de Reclamações Eletrónico.

Leia a notícia completa na próxima edição.

Glória Lopes

𝑴𝒆𝒓𝒄𝒂𝒅𝒐 𝑴𝒖𝒏𝒊𝒄𝒊𝒑𝒂𝒍 𝒓𝒆𝒄𝒆𝒃𝒆 𝒂 𝑷𝒓𝒊𝒎𝒂𝒗𝒆𝒓𝒂 𝒄𝒐𝒎 𝒐𝒖𝒕𝒍𝒆𝒕 𝒅𝒐 𝑪𝒐𝒎𝒆́𝒓𝒄𝒊𝒐 𝑳𝒐𝒄𝒂𝒍

  Sábado, 21 de março
10h00 às 19h00
Mercado Municipal de Bragança

Comerciantes da cidade juntam-se aos lojistas do Mercado Municipal para dinamizar o espaço, com animação e promoções cruzadas.

A iniciativa é promovida conjuntamente pelo Município de Bragança e pela ACISB, com o objetivo de dinamizar e promover o Mercado Municipal. 

Esta é uma das iniciativas que integram o 𝑷𝒍𝒂𝒏𝒐 𝒅𝒆 𝑹𝒆𝒗𝒊𝒕𝒂𝒍𝒊𝒛𝒂𝒄̧𝒂̃𝒐 𝒅𝒐 𝑴𝒆𝒓𝒄𝒂𝒅𝒐 𝑴𝒖𝒏𝒊𝒄𝒊𝒑𝒂𝒍 𝒅𝒆 𝑩𝒓𝒂𝒈𝒂𝒏𝒄̧𝒂.

Saiba mais AQUI.

sexta-feira, 13 de março de 2026

Quando a arte ilumina uma cidade como Bragança


 Durante muito tempo, falou-se do interior do país, Bragança incluída, como um espaço distante dos grandes movimentos culturais. As grandes cidades concentravam teatros, museus, festivais e eventos que alimentavam a vida cultural do país, enquanto muitas regiões do interior pareciam destinadas a um papel secundário. A realidade está a mudar. Em várias cidades do interior começa a surgir uma energia nova, feita de cultura, de participação e de vontade de transformar o território. Bragança é um exemplo claro dessa transformação.

Nos últimos anos, o crescimento da programação do Teatro Municipal de Bragança tornou-se um símbolo desse dinamismo. Em 2025, a sala registou uma taxa de ocupação próxima dos 89% e ultrapassou os vinte mil espectadores ao longo do ano. Estes números não são apenas estatísticas. Também representam o encontro entre uma cidade e a cultura, entre artistas e público, entre a criatividade e a comunidade.

Um teatro cheio numa cidade do interior é um sucesso de programação. É um sinal de vitalidade. É a prova de que a cultura não pertence apenas às grandes metrópoles, mas pode florescer em qualquer lugar onde existam pessoas dispostas a participar, a pensar e a sentir.

Num território como Trás-os-Montes, onde a distância geográfica criou desafios económicos e sociais, a cultura assume um papel ainda mais significativo. A cultura torna-se num ponto de encontro. Um espaço onde diferentes gerações se cruzam, onde novas ideias surgem e contagiam, onde o mundo chega até à cidade através da arte.

Quando as luzes se apagam numa sala de teatro e o silêncio antecede o início de um espetáculo, algo especial e único acontece. Durante aquele momento, todos os presentes partilham a mesma experiência. Pessoas que talvez nunca se tenham encontrado antes tornam-se parte de uma comunidade temporária, unida pela emoção da música, da palavra ou da representação.

Nestes tempos, marcados pela pressa, pela fragmentação e pelo isolamento digital, o teatro continua a oferecer algo raro, a presença. A presença real de artistas diante do público e a presença de um público que vive, em simultâneo, a mesma história.

Para uma cidade do interior, isso é ainda mais importante.

A cultura ajuda a combater uma ideia que durante muito tempo pesou sobre a nossa cidade e região, a ideia de que o interior é apenas um lugar de partida. Um lugar de onde as pessoas saem para procurar oportunidades noutros sítios. Quando uma cidade investe em cultura, está também a afirmar que o interior pode ser um lugar de chegada, de criação e de partilha.

O Teatro Municipal de Bragança tornou-se, nesse sentido, um farol cultural. A programação diversificada, que inclui teatro, música, dança, ou outras expressões artísticas, abre janelas para realidades diferentes. Os espectáculos trazem consigo novas histórias, novos olhares, novas perguntas sobre o mundo.

Para os jovens que crescem na cidade, esse contacto com a cultura pode ser decisivo. Ver um espetáculo, ouvir um concerto ou assistir a uma peça de teatro pode despertar curiosidade, criatividade e pensamento crítico. Pode inspirar futuros artistas, escritores, músicos ou simplesmente cidadãos mais atentos e sensíveis.

Mas a importância da cultura não se limita ao desenvolvimento individual. A cultura também fortalece o tecido social. Uma cidade culturalmente ativa torna-se mais vibrante, mais aberta, mais dinâmica. Os espaços culturais transformam-se em pontos de encontro onde as pessoas conversam, trocam ideias e constroem novas relações.

A cultura também tem um impacto no modo como uma cidade se vê a si própria. Quando uma comunidade participa ativamente na vida cultural, começa a desenvolver um sentimento de orgulho coletivo. Os habitantes passam a olhar para a sua cidade e região não apenas como um lugar onde vivem, mas como um espaço de criatividade e de expressão.

Num mundo cada vez mais globalizado, essa identidade cultural torna-se um elemento fundamental. As cidades que conseguem preservar e valorizar a sua identidade ao mesmo tempo que se abrem ao mundo tornam-se lugares mais fortes e mais resilientes.

É precisamente nesse ponto que a cultura e o dinamismo se encontram. O dinamismo de uma cidade não se mede apenas pelo crescimento económico ou pelas infraestruturas físicas. Mede-se também pela intensidade da sua vida cultural, pela capacidade de gerar ideias, pela vontade de experimentar novas formas de expressão.

Quando mais de vinte mil pessoas entram ao longo de um ano num teatro municipal de uma cidade do interior, algo importante está a acontecer. Está a acontecer um movimento de transformação. Um movimento que mostra que a cultura pode ser um motor de desenvolvimento, um instrumento de coesão social e uma fonte de esperança.

No fundo, investir em cultura é investir no futuro.

As cidades não vivem apenas de estradas, edifícios ou números económicos. Vivem também de emoções, de histórias e de experiências coletivas. Vivem da capacidade de imaginar novos caminhos.

Quando o pano sobe no palco do nosso teatro, abre-se também um pouco mais o horizonte de toda a cidade.

Os meus parabéns, agradecimento e estima a todos aqueles que, desde a primeira hora dinamizaram o nosso Teatro Municipal e a todos os que continuam a honrar essa missão. O que era quase um tiro no escuro, transformou-se numa certeza.

HM
Março de 2026

Aldeias Pedagógicas Digitais ao serviço da inovação social em Bragança

 O projeto “Aldeias Pedagógicas Digitais”, promovido pela Azimute, foi apresentado em Rio de Onor e conta com o apoio do Município de Bragança, da Portugal Inovação Social, Fundação MEO, BPI | Fundação “la Caixa” e Fundação Santander.
Esta iniciativa pretende ajudar idosos a manterem-se nas suas casas e aldeias com mais autonomia, através da utilização de tablets simples e intuitivos que facilitam o contacto com família, amigos e a comunidade.

Nas aldeias de Aveleda, Varge e Rio de Onor já foram realizadas 48 entrevistas e entregues 25 tablets. Ao longo de três anos, o projeto pretende envolver 56 participantes, combinando tecnologia com atividades presenciais e valorização das histórias e saberes locais. 

Este é um projeto co-financiado pelo Programa Regional do Norte 2030, através do Fundo Social Europeu +, pela Portugal Inovação Social e pelos diversos parceiros associados.

PODENCE RECEBEU ATIVIDADE DO PROJETO “JUNTO À TERRA” COM ALUNOS DO 8.º ANO

 A aldeia de Podence, conhecida como o berço dos Caretos de Podence e considerada uma das localidades mais coloridas de Portugal, acolheu ontem (12) mais uma iniciativa do projeto “Junto à Terra”. A atividade reuniu alunos do 8.º ano do Agrupamento de Escolas de Macedo de Cavaleiros, que participaram num dia dedicado à aprendizagem, à partilha e ao contacto direto com o património cultural e natural da região.


As oficinas tiveram lugar na Eira do Careto, um espaço emblemático da aldeia, associado às tradições locais e à preservação da identidade cultural. Ao longo do dia, os jovens envolveram-se em diversas experiências educativas que procuraram reforçar a ligação à comunidade, à paisagem e às raízes culturais do território.

Um dos momentos mais marcantes da iniciativa aconteceu com a presença dos próprios Caretos de Podence, que se juntaram às atividades, levando animação, cor e tradição aos participantes e proporcionando um contacto direto com uma das manifestações culturais mais emblemáticas da região.

A iniciativa foi organizada pela Lago dos Sabores em parceria com o Geopark Terras de Cavaleiros. O evento contou ainda com o apoio do Município de Macedo de Cavaleiros, da Escola Secundária de Macedo de Cavaleiros, da Associação Grupo de Caretos de Podence e da Junta de Freguesia de Podence.

A ação integrou-se nas atividades de valorização do território e de educação para a cultura e sustentabilidade, aproximando os mais jovens das tradições e da identidade local.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

GNR PROMOVE AÇÕES DE SENSIBILIZAÇÃO SOBRE SEGURANÇA DOS IDOSOS EM SÃO JULIÃO E DEILÃO

 O Comando Territorial de Bragança da Guarda Nacional Republicana, através da Secção de Prevenção Criminal, Policiamento Comunitário e Direitos Humanos, continua a dinamizar ações de sensibilização dedicadas à segurança da população idosa e à prevenção de burlas.


As iniciativas têm sido realizadas junto da população das localidades de São Julião e Deilão, com o objetivo de informar, alertar e capacitar os cidadãos mais idosos para reconhecer e evitar situações de fraude e outros crimes.

Durante estas sessões, os militares da GNR partilham conselhos práticos de prevenção, explicando os métodos mais comuns utilizados por burlões e reforçando a importância de adotar comportamentos seguros no dia a dia, quer em casa quer na comunidade.

Esta iniciativa insere-se na estratégia de policiamento de proximidade e apoio às populações mais vulneráveis, procurando reforçar a segurança e a confiança da comunidade, ao mesmo tempo que promove uma maior consciencialização para os riscos associados a diferentes tipos de burla.

Com estas ações, a GNR pretende continuar a estar próxima da população, promovendo a prevenção e contribuindo para uma comunidade mais informada e segura.

Jornalista: Edgar Pedreiro
Foto: DR

SEMINÁRIO “O PESO DA MÁSCARA” REFLETE SOBRE FESTAS TRADICIONAIS NA RAIA

 No dia 14 de março, o Miniauditório Municipal de Miranda do Douro recebe o seminário “O Peso da Máscara: Património Cultural Imaterial desde a Raia”. O evento reúne associações, comunidades e investigadores de Portugal e Espanha para debater a preservação das festas de inverno, os desafios à sua sustentabilidade e o papel da cultura e tradição no território.


Promovido pela Associação Empresarial para a Promoção da Geografia e Ambiente (AEPGA), no âmbito do projeto VISITEC | PNDI, conta com parcerias locais e internacionais e apoio do Fundo Ambiental. A participação é gratuita, com inscrição obrigatória e possibilidade de assistir online.
Jornalista: Vitória Botelho
foto: DR

MUNICÍPIOS DO NORTE RECEBEM INVESTIMENTO PARA PROJETOS TURÍSTICOS

 Chaves, Montalegre e Vimioso receberam, esta sexta-feira, financiamento para projetos turísticos no âmbito do Programa Crescer com o Turismo, numa cerimónia realizada no Porto. O Turismo de Portugal atribuiu 4,5 milhões de euros a 12 iniciativas, correspondendo a um investimento total de cerca de 11 milhões de euros em todo o país, envolvendo entidades públicas, privadas e associativas.


A sessão contou com a presença do Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, do Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, do Presidente da CCDR NORTE, Álvaro Santos, e do Presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade.

Álvaro Santos destacou que “mais do que um ato formal, esta sessão representa um compromisso coletivo com o desenvolvimento do território”, sublinhando a importância do investimento para o reforço do turismo regional e a dinamização económica local.

Jornalista: Vitória Botelho
foto: DR

Visita guiada retrata a história da produção de seda em Chacim

 O Centro Interpretativo do Real Filatório de Chacim promove, no dia 22 de março, uma visita guiada no âmbito da iniciativa “À Descoberta do Turismo Industrial”.


Durante a atividade, os visitantes terão a oportunidade de conhecer o ciclo do bicho-da-seda, observar o moinho redondo, assistir à demonstração do método de fiação à piemontesa e explorar vestígios arqueológicos associados à antiga atividade industrial.

O percurso inclui ainda a visita às ruínas da antiga fábrica e à aldeia de Chacim, património que preserva a memória do desenvolvimento industrial local.

As inscrições estão abertas até ao dia 19 de março e podem ser feitas nos Museus Municipais ou através do correio eletrónico museus@cm-macedodecavaleiros.pt.

O Município assegura transporte gratuito, com partida das Piscinas Municipais às 09h30.

A iniciativa apresenta-se como uma oportunidade para conhecer melhor o património industrial e cultural da região.

Jodie Pinto