MEMÓRIAS...e outras coisas...
BRAGANÇA
Número total de visualizações do Blogue
Pesquisar neste blogue
Aderir a este Blogue
Sobre o Blogue
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
O futuro do Montesinho discutiu-se em Moimenta da Raia no rescaldo do incêndio que deixou dois mil hectares de área ardida
Na reunião, que teve lugar na aldeia de Moimenta da Raia, o autarca “salientou a necessidade de haver um equilíbrio entre a proteção dos valores ambientais e a necessidade de garantir condições de segurança para as populações e para quem combate os incêndios”.
Luís Fernandes considerou ainda que a experiência dos últimos incêndios “deve servir para repensar algumas das regras e condicionantes existentes no território, procurando soluções que permitam melhorar a prevenção e a capacidade de resposta, reforçando a necessidade de conciliar a proteção ambiental, a gestão ativa da paisagem, a capacidade de combate aos incêndios e, acima de tudo, a segurança das populações”, refere o município de Vinhais numa nota escrita enviada ao Mensageiro.
A presidente da Câmara Municipal de Bragança e da Comissão de Cogestão, citada na mesma informação, destacou “a importância de ouvir diretamente as populações e as entidades que estão no terreno, considerando que o conhecimento das comunidades locais é fundamental para definir respostas adequadas às necessidades de cada área afetada”, referiu Isabel Ferreira.
A reunião extraordinária da Comissão de Cogestão do Parque Natural de Montesinho, teve como principal objetivo analisar e debater os incêndios que afetaram o concelho de Vinhais, tendo em vista a criação e implementação de estratégias mais eficazes na prevenção e no combate aos incêndios que têm sido devastadores.
A reunião juntou um conjunto alargado de entidades diretamente ligadas ao território e à resposta aos incêndios, evidenciando a importância da articulação e da cooperação entre os diferentes intervenientes na gestão e proteção do Parque Natural de Montesinho.
Estiveram presentes o presidente da Câmara Municipal de Vinhais, Luís Fernandes, a presidente da Câmara Municipal de Bragança e da Comissão de Cogestão do Parque Natural de Montesinho, Isabel Ferreira, presidentes de Juntas e Uniões de Freguesia dos concelhos de Vinhais e Bragança, representantes das Comissões de Baldios das zonas afetadas, elementos da Guarda Nacional Republicana (GNR), representantes do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), da CCDR-N e do Turismo Porto e Norte.
Durante o encontro foram partilhadas informações sobre a evolução e as consequências dos incêndios, tendo os representantes das comunidades locais transmitido as principais preocupações sentidas nas zonas afetadas.
A reunião permitiu ainda identificar necessidades e prioridades de intervenção, designadamente no que respeita à avaliação dos danos, recuperação das áreas ardidas, proteção dos recursos naturais, prevenção da erosão dos solos e salvaguarda dos habitats e da biodiversidade, sem esquecer os impactos sobre as atividades desenvolvidas pelas populações locais.
Foi também consensualizada a importância de reforçar a cooperação entre municípios, freguesias, entidades responsáveis pela gestão dos baldios, forças de segurança, instituições de ensino e restantes parceiros do território, de forma a garantir uma resposta integrada aos efeitos dos incêndios e fortalecer a capacidade de prevenção e adaptação face ao risco de incêndio rural.
Por sua vez, os representantes do concelho de Vinhais salientaram a necessidade de acompanhar de perto a situação nas freguesias atingidas e de assegurar que a recuperação do território seja realizada de forma articulada, tendo em conta as especificidades ambientais, económicas e sociais das zonas afetadas.
A Comissão de Cogestão considera que estes incêndios reforçam a necessidade de continuar a apostar numa gestão ativa da paisagem, na prevenção estrutural dos incêndios rurais e na valorização do conhecimento local, promovendo uma maior resiliência do território.
A reunião realizada em Moimenta da Raia constituiu, assim, um importante momento de articulação entre os municípios de Vinhais e Bragança e os restantes parceiros do Parque Natural de Montesinho, com o compromisso de continuar a acompanhar os impactos dos incêndios e a trabalhar na recuperação e valorização das áreas afetadas.
A festa do Apóstolo no cabeço
No próximo domingo, 23 de agosto de 2026, às 18h00, a comunidade cristã de Bragança, Samil e aldeias vizinhas une-se na “Capela do Planalto de São Bartolomeu”. Fá-lo para uma celebração que, de forma atípica, antecipa a Solenidade do Apóstolo. É no pulsar da nossa terra que recuperamos a memória de Natanael, o homem a quem Jesus elogiou pela ausência de fingimento («Eis um verdadeiro israelita») e que levou o Evangelho até aos confins do mundo.
Celebrar São Bartolomeu neste altivo planalto é fazer ecoar a liturgia na própria geografia e nas peripécias da nossa história. Olhar para o Monte de São Bartolomeu, erguido a sul da nossa Cidadela e separado do Monte do Sardão pelo compasso do Rio Fervença, é evocar séculos de fé. Mas é também evocar a paciência bragançana.
Reza a lenda popular, documentada por Dias Parente, que naqueles fraguedos habitam três mouras encantadas, uma cobra, um dragão que deita lume e um gigante. Diz-se que o feitiço dura cem anos e um dia, à espera de jovens destemidos que o quebrem à meia-noite.
Olhando de perto para o nosso Planalto e para os tão aguardados melhoramentos que se impõem ao espaço e aos acessos, parece haver ali um verdadeiro encantamento, e não é o das mouras. É o das infraestruturas. Por aquelas bandas, o “já” e o “ainda não” travam uma batalha mais dura do que a do dragão. A requalificação e a valorização teimam em perpetuar a longevidade da lenda, passam os cem anos, passa o tal dia, e a realidade teima em não se desencantar.
A ironia é que o gigante desentorpece da letargia e comunica. O pseudo herdeiro do Cabeço que chegou, viu, venceu, instalou-se e ficou. Pelos vistos, gostou tanto das chouriças, do presunto e do vinho das encostas do Monte que, por artes de um novo encantamento, serve-se já sem rodeios nem compromissos. Lá comunicar, comunica […] mas mais com os seus parceiros comerciais.
Brincadeiras e peripécias à parte, a verdade é que a preservação do nosso património, longe dos holofotes, é uma urgência a materializar. Tal como os jovens destemidos da lenda, a nossa comunidade precisa de ver as melhorias do Planalto libertas do eterno feitiço burocrático-corporativo.
A fé purifica a cultura, e a cultura dá corpo à fé. Na oração coleta deste dia, pedimos ao Senhor que fortaleça em nós a entrega sincera a Cristo. Que essa mesma força nos inspire a zelar pelo que é nosso, os nossos altares, as nossas lendas e o futuro dos nossos lugares sagrados.
Fica o convite a todos os paroquianos e vizinhos para se juntarem à “Eucaristia Solene neste domingo, às 18h00”. Venham celebrar o Apóstolo e, quem sabe, inspirar o destemor necessário para que as obras, as melhorias e o respeito pela nossa terra deixem finalmente de ser um mito brigantino.
O efeito Boomerang
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)
Uma das primeiras lições que se aprende, ao dar os primeiros passos na política passa por saber reconhecer que, neste ambiente, o que parece é! Começou por ser ensinada como um aviso para que, para além das evidências, quem pretende fazer carreira nesta área, teria de ter, igualmente, muita atenção com as aparências. Porém, com o decorrer dos tempos e com os avanços da ciência política e dos seus efeitos práticos, esta teoria evoluiu e, sobretudo, com a ascensão dos populismos, começou a ser apelativa enquanto fábrica de cenários construídos artificialmente para serem apresentados aos eleitores, como realidade. Ou, pelo menos, fazer sobrepor a fachada sobre todo o resto do edifício social. Foi isto que, no meu entendimento, Luís Montenegro, seguramente assessorado pelos gurus do marketing político que orbitam o PSD e o Governo, quis atingir quando fez a sua, já célebre, declaração sobre as suas férias. E, fruto disso, querendo fazer um aproveitamento aumentado da realidade, expôs-se, naturalmente, à exploração do mesmo facto, pelos seus adversários.
Quando Montenegro afirmou que não iria gozar férias… exceto em alguns dias e fins de semana, quis, obviamente colocar a ênfase na primeira parte da frase. Foi isso que passou para a opinião pública… porque foi exatamente isso que ele quis que passasse: este ano o Primeiro Ministro não ia tirar férias. A exceção subsequente era apenas um apêndice, para precaver, precisamente os dias que, estando, obviamente, já programados, se retiraria a banhos no inevitável teatro veraneio algarvio. Podia ter dito a mesma coisa, de outra forma: “Este ano vou encurtar as minhas férias e tirar alguns fins de semana para descanso (merecido – apontamento meu) da atividade governativa”. Era a mesma coisa, mas a perceção seria diferente e, aí sim, daria toda a razão ao seu líder parlamentar para protestar pelo “aproveitamento” feito pelo líder da oposição José Luís Carneiro, quando veio evidenciar a contradição entre a jura de não ir de férias e o facto de se fazer fotografar na praia em modo descontraído. Hugo Soares acusou o secretário Geral do PS de mentir… o que, curiosamente, pode ser e não ser verdade, ao mesmo tempo.
Vejamos:
É verdade que Luis Montenegro disse que não ia de férias… e foi. Logo, José Luís Carneiro tinha razão. Mas também disse que poderia, excecionalmente, usar alguns dias de semana com tal objetivo, coisa que o seu opositor, oportunisticamente, omitiu, porque lhe interessava que o foco ficasse na primeira metade da frase… tal como o Primeiro Ministro quis… embora com o objetivo oposto.
Assim sendo, não tem de que se queixar. Quando a necessidade aperta, cada um puxa, como pode, a brasa à sua sardinha. Sendo que, dadas as circunstâncias, o enviesamento é mais criticável no chefe do governo, não só porque reside nele a origem das desfocagem como porque, havendo um desequilíbrio natural na captação da atenção dos cidadãos entre quem está no poder e quem não está, nas atuais circunstâncias, é perfeitamente natural que o líder socialista aproveite todas as oportunidades para capitalizar a opinião pública pois, não só a disputa ao Primeiro Ministro, como igualmente, ao extremismo populista de um partido recordista em mascarar a realidade com cenários virtuais e sem adesão à realidade como é, regularmente, evidenciado por todos os programas de verificação de factos, genericamente conhecidos como polígrafos.
José Mário Leite, Nasceu na Junqueira da Vilariça, Torre de Moncorvo, estudou em Bragança e no Porto e casou em Brunhoso, Mogadouro.
Colaborador regular de jornais e revistas do nordeste, (Voz do Nordeste, Mensageiro de Bragança, MAS, Nordeste e CEPIHS) publicou Cravo na Boca (Teatro), Pedra Flor (Poesia), A Morte de Germano Trancoso (Romance) e Canto d'Encantos (Contos), tendo sido coautor nas seguintes antologias; Terra de Duas Línguas I e II; 40 Poetas Transmontanos de Hoje; Liderança, Desenvolvimento Empresarial; Gestão de Talentos (a editar brevemente).
Foi Administrador Delegado da Associação de Municípios da Terra Quente Transmontana, vereador na Câmara e Presidente da Assembleia Municipal de Torre de Moncorvo.
Foi vice-presidente da Academia de Letras de Trás-os-Montes.
É Diretor-Adjunto na Fundação Calouste Gulbenkian, Gestor de Ciência e Consultor do Conselho de Administração na Fundação Champalimaud.
É membro da Direção do PEN Clube Português.
Movimento defende uma intervenção imediata do Poder Local na crise da adega de Sendim
Segundo este movimento cívico, em comunicado enviado ao Mensageiro, a Cooperativa está em risco de encerramento definitivo e este ano não haverá campanha de recolha de uvas. “Não está em causa apenas uma empresa ou um edifício, mas o desaparecimento de uma das mais importantes e últimas estruturas produtivas de um território que, durante décadas, viveu da agricultura, da vinha e do trabalho de gerações de homens e mulheres das Terras de Miranda”, indica a fonte.
Incêndio da Cabeça Boa provocou medo nas populações e prejuízos agrícolas
Quem passa pelas estradas que ligam a Cabeça Boa à Lousa, no concelho de Torre de Moncorvo, e depois seguir para o concelho de Carrazeda de Ansiães por Vilarinho da Castanheira, depressa se apercebe de um manto negro que cobre centenas de hectares de floresta, mato, sobreiros e terrenos agrícolas.
O fogo deixou nos últimos dias os habitantes em sobressalto, porque viram as suas aldeias ameaçadas.
António Almeida, habitante da Lousa, disse que "foram vividos momentos de terror ao longo dos últimos dias” na aldeia, porque “o fogo esteve sempre nas costas e próximo das povoações".
“O incêndio esteve sempre nas nossas costas, mas hoje já se afastou em direção ao rio Douro, porque aqui nas imediações já não há nada para arder. Não tive grandes prejuízos porque tratei atempadamente dos meus terrenos, mas há quem tenha perdido sobreiros, amendoeira, vinha ou mel”, vincou o morador.
António Almeida explicou ainda que faz uma agricultura preventiva porque todos os anos há que comentar os fogos, recordando o que aconteceu em 2017, contudo, segundo disse, nesse ano "não teve a amplitude deste que se iniciou no sábado".
“Há meia dúzia de anos que não acontecia nada, mas este ano o fogo veio em força e com força, e deixou para trás várias aldeias até chegar aqui. A nossa região está toda de luto, é só cinzas”, sublinhou.
O fogo levou tamanho sobressalto a Dine que até cancelou as festa da aldeia e da vila
Era o dia da festa, mas a missa e a procissão acabaram canceladas porque um incêndio, com início em Espanha, tinha atravessado a fronteira pelas 4h00 da madrugada e devorava mato e floresta no termo de Dine, com uma intensidade insaciável durante a tarde e noite.
Graças à rápida intervenção dos Bombeiros de Vinhais, com apoio de outras corporações, o fogo chegou a ser dado como dominado durante a manhã, mas as elevadas temperaturas e a trovoada dessa tarde deram-lhe nova força, capaz de engolir tudo.
Com a aproximação das chamas da pequena localidade foram redobradas as medidas de segurança. “Tínhamos a missa da festa e já nem houve missa nem nada. Disseram-nos para ir para a casa do povo. Todos para lá, porque iam falar e era preciso que todos ouvissem. Estivemos ali mais de uma hora, mas depois levaram-nos para Mofreita”, contou Alice, emigrante em Espanha.
A população acabou por ser retirada de casa e confinada na casa do povo “por precaução”, explicou ao Mensageiro João Noel Afonso, comandante de Emergência e Proteção Civil do Comando Sub-Regional das Terras de Trás-os-Montes.
Autarca de Vinhais pede revolução no Montesinho porque ardeu “o pulmão do concelho, na Serra da Coroa”
O autarca convocou uma reunião de emergência da cogestão do Parque Natural de Montesinho, envolvendo a Câmara de Bragança e o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, bem como outras entidades, para analisar os incêndios, perante a enormidade dos prejuízos que o fogo do passado fim-de-semana deixou na União das Freguesias de Moimenta e Montouto, bem como na União das Freguesias de Soeira, Fresulfe e Mofreita. “A área que ardeu é muito grande. São cerca de 2100 hectares. Há prejuízos muito grandes, desde logo a parte florestal. Digamos que ardeu quase o pulmão do concelho aqui na parte da Serra da Coroa”, desabafou o presidente da Câmara que quer refletir sobre o futuro. “Precisamos de ver isto de outra forma”, apontou.
Somam-se os estragos na área agrícola, sobretudo, nos soutos. “São muito grandes a nível do setor da castanha, dos castanheiros que arderam, bem como vários apiários. É claro, que o trabalho para ver os danos no terreno só vai começar a ser feito agora, porque até agora nem sequer era possível ou melhor não era conveniente entrar na alguns locais, porque ainda havia reacendimentos e temperaturas muito altas nos solos. Portanto, também não foi feita ainda uma avaliação profunda de todos os estragos, que de qualquer maneira são significativos”, adiantou o autarca.
Arderam também a antiga casa do parque de Dine e o moinho da Mofreita. “A verdade que essas casas, de alguma forma e infelizmente, já estavam quase obsoletas, porque estavam abandonadas há muitos anos, mas de qualquer maneira não deixaram também de ainda ficar pior. Agora em termos de habitações e armazéns agrícolas não há estragos”, assegurou.
Praias do Azibo em votação até ao final do mês no Guia Praias Fluviais
Publicado anualmente, o guia reúne 220 praias fluviais, zonas balneares e zonas de lazer de todo o país, que podem ser votadas pelo público.
Na edição do ano passado, a vencedora foi a Praia Fluvial da Carriça, em Oliveira de Frades. O Guia das Praias Fluviais atribuiu ainda distinções regionais de «Revelação 2025» a várias praias, entre as quais a Praia Fluvial do Cornicovo, em Penacova, na região Centro/Tejo, e a Praia Fluvial do Cavadinho, em Braga, na região Norte.
A votação para a edição deste ano decorre até 31 de agosto.
Além das duas praias da Albufeira do Azibo, há mais 14 zonas balneares do distrito de Bragança a concurso: Praia Fluvial da Congida, em Freixo de Espada à Cinta; Praia Fluvial Albino Mendes, Praia Fluvial de Ponte da Pedra, Praia Fluvial de Quintas, Praia Fluvial de Vale de Juncal, Zona Balnear da Maravilha e Zona Balnear de Frechas, em Mirandela; Zona Balnear da Foz do Sabor, em Torre de Moncorvo; e Praia Fluvial de Ponte da Ranca, Praia Fluvial de Ponte de Frades, Praia Fluvial de Ponte Soeira, Zona Balnear de Armoniz, Zona Balnear de Fresulfe e Zona Balnear de Nuzedo de Baixo, em Vinhais.
𝐀𝐥𝐛𝐮𝐟𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐝𝐨 𝐀𝐳𝐢𝐛𝐨 𝐫𝐞𝐜𝐞𝐛𝐞 𝐢𝐧𝐯𝐞𝐬𝐭𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐞 𝟏,𝟏 𝐦𝐢𝐥𝐡𝐨̃𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐞𝐮𝐫𝐨𝐬
A intervenção pretende reforçar a conservação da natureza, melhorar os acessos e o ordenamento do espaço e proporcionar uma experiência mais informada e segura aos visitantes.
O projeto é financiado em 85% por fundos FEDER, num valor de cerca de 938 mil euros, com uma comparticipação municipal de aproximadamente 165 mil euros.
A intervenção está estruturada em cinco áreas e inclui a criação de um Centro Interpretativo, destinado a dar a conhecer os ecossistemas de água doce e os valores naturais da Paisagem Protegida.
Estão ainda previstas melhorias na informação, nos acessos e no ordenamento do espaço, bem como mecanismos para acompanhar a utilização da Paisagem Protegida e apoiar futuras decisões de gestão.
O objetivo é conciliar a valorização turística da Albufeira do Azibo com a preservação dos seus valores naturais.
Trabalho desenvolvido na iniciativa “Croché de Rua” reveste árvores centenárias
“Durante meses, mãos experientes das mulheres de vários pontos do concelho transformaram linhas e lãs em trabalhos de croché, recuperando técnicas transmitidas de geração em geração, estado o trabalho final a embelezar as árvores da Alameda de Nossa Senhora do Caminho, avançou fonte do município.
Segundo esta autarquia, as árvores centenárias da Alameda de Nossa Senhora do Caminho foram revestidas com os trabalhos realizados ao longo de vários meses, transformando este espaço central da cidade “numa verdadeira exposição de arte ao ar livre, cheia de cor, criatividade e identidade”.
𝐔𝐌𝐀 𝐕𝐈𝐓Ó𝐑𝐈𝐀 𝐃𝐄 𝐐𝐔𝐄 𝐓𝐎𝐃𝐎𝐒 𝐎𝐒 𝐌𝐈𝐑𝐀𝐍𝐃𝐄𝐒𝐄𝐒 𝐒𝐄 𝐎𝐑𝐆𝐔𝐋𝐇𝐀𝐌
Quase seis anos depois do negócio da venda das barragens a Autoridade Tributária liquidou uma parte do imposto do selo.
A liquidação desta parte do imposto do selo corrobora o despacho de 30 de outubro de 2025 do Ministério Público que concluiu que a EDP e a MOVHERA estão obrigadas ao pagamento de 335 milhões de euros de impostos pela venda das barragens.
Isto significa que na disputa judicial que se avizinha, os tribunais terão duas entidades diferentes, o Ministério Público e a Autoridade Tributária chegaram à mesma conclusão: - EDP e a MOVHERA têm que pagar os impostos da venda das barragens.
Esta vitória vem somar-se a outras, como a do IMI das barragens não é apenas a vitória do Município de Miranda é sobretudo a vitória de todos os Mirandeses que em nome dos seus interesses desafiaram o poder político e económico instituído.
Todos nos lembramos que quando em dezembro de 2020 iniciamos esta luta, do outro lado tínhamos o Ministro Matos Fernandes e o Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais Mendonça Mendes, em defesa da EDP e da MOVHERA, a declarar no Largo do Município que não eram devidos quaisquer impostos.
Nós lutamos contra essa aliança invisível entre o Governo de então, a EDP e a MOVHERA. Pelo meio encontramos também a má vontade da Autoridade Tributária e da Agência Portuguesa do Ambiente.
Muitos disseram que era uma luta inglória, que não valia a pena, que estávamos condenados ao insucesso. Só que eles não sabiam, de que fibra são os Mirandeses.
Eles não sabiam que nós não somos de desistir. Eles não sabiam que nós estávamos animados de um sonho que é maior do que nós, de uma causa, que não só é nossa mas de todo o interior do país, exigir a quem explora o nosso território a contrapartida devida.
Como diz Gedeão: "Quando o homem sonha o mundo pula e avança", como demonstraram os mirandeses quando ao sonho se junta uma causa justa e uma vontade inquebrantável, não há obstáculo que nos pare.
Juntos estamos a conseguir fazer história, saber que por detrás desta grande história está um povo, gente que não cede, nem se deixa assustar, que luta até à exaustão pelos seus interesses, só nos pode encher de orgulho.
Obrigado Mirandeses, é um privilégio sermos porta vozes da vossa determinação, da vossa luta, do nosso sonho de fazer de Miranda, o líder e o farol das causas do Portugal esquecido, do interior menosprezado.
Obrigado Mirandeses.
Juntos estamos e vamos conseguir.
Posto Avançado de Medicina Intensiva do Hospital de Mirandela já acompanhou mais de 70 doentes críticos
O PAMI assegura a presença física permanente de um médico intensivista, 24 horas por dia, sete dias por semana,
“permitindo aproximar a Medicina Intensiva do local onde o doente crítico se encontra e reduzir o tempo até à intervenção especializada”, explica a ULS em comunicado.
A atividade assistencial desenvolvida neste primeiro mês de trabalho do PAMI “foi diversificada e de elevada complexidade”, salientou a fonte da ULS, tendo acorrido a casos doença infeciosa grave e choque, insuficiência respiratória, emergências cardiovasculares e neurológicas, hemorragia, trauma, intoxicação e paragem cardiorrespiratória. “A avaliação diferenciada, a integração rápida da informação clínica e laboratorial e a utilização de ecografia à
cabeceira do doente contribuíram igualmente para a identificação de situações dependentes de uma intervenção atempada”, acrescentou a mesma fonte.
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
MIRANDELA TEM 12 MILHÕES DE EUROS EM OBRAS PARA VALORIZAR O CONCELHO
As obras abrangem diferentes áreas do concelho e incluem intervenções em infraestruturas rodoviárias, abastecimento e tratamento de água, equipamentos municipais, espaços públicos, ambiente e mobilidade, com o objetivo de melhorar as condições de vida da população e qualificar o território.
Entre os projetos encontram-se a ampliação do Cemitério de Frechas, intervenções nos sistemas de telegestão e tratamento de água, a beneficiação da Estrada Municipal 554, em Vale de Prados, e trabalhos nos Aproveitamentos de Fins Múltiplos do Rio Tua.
Estão também previstas intervenções no acesso a Lamas de Cavalo, na zona sul da A4, onde será criada uma área de estacionamento e melhorado o enquadramento paisagístico das rotundas, bem como a construção do Centro de Alojamento de Animais de S. Salvador.
A rede de mobilidade e os espaços urbanos fazem igualmente parte do plano, com projetos como a criação de paragens de transporte público, a requalificação da Rua de Santa Luzia, em Mirandela, e do Largo da Feira, na Torre de Dona Chama, além de intervenções no Campo da Feira, na freguesia de Bouça.
O investimento contempla ainda a Escola Básica do Convento, a estabilização das margens e requalificação ecológica da Ribeira de Carvalhais, a pavimentação da EM 556 e trabalhos em vários reservatórios, redes de abastecimento de água e sistemas de drenagem de águas residuais.
Segundo o Município, a dimensão destas intervenções poderá provocar alguns condicionamentos temporários na circulação, nos acessos ou na utilização de determinados espaços públicos.
A autarquia apela, por isso, à compreensão dos munícipes durante a realização dos trabalhos, considerando que os constrangimentos associados às obras são temporários e fazem parte de um conjunto de investimentos destinado a criar melhorias duradouras no concelho.
BRAGANÇA ABRIU AS PORTAS DO PASSADO COM A FESTA DA HISTÓRIA
O Castelo de Bragança transformou-se num palco vivo da História, com recriações, animação e momentos de convívio a transportar moradores e visitantes para outras épocas. Entre muralhas e memórias, a Festa da História voltou a valorizar o património da cidade, mostrando que o passado continua a fazer parte da identidade brigantina.
Jornalista: Vitória Botelho
COMO ESCOLHER BOAS COMPANHIAS
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")
Disse Fulton Sheen, que: " Livros, revistas e jornais, são: "Como as numerosas pessoas que encontramos no carro elétrico, nos cinemas, nas feiras e nas festas mundanas, como nos é, evidentemente impossível, travar relações com essa gente toda, procedemos a uma seleção – "Os Problemas da Vida"
Da mesma forma devemos escolher na " floresta" humana, dentro do possível, os amigos de semelhança à nossa.
Montaigne, nos " Ensaios", diz-nos – que apreciava a boa companhia, mormente quando tomava refeições. Algumas vezes, recusava sentar-se à mesa, quando receava encontrar desagradáveis.
A Arte de Conversar parece que passou de moda, e pena é que assim seja. Prosear, em boa cavaqueira, é forma simples de se aprender, principalmente, se soubermos escutar, com atenção o intelectual – autodidata.
Moura Sá, escreveu, que: " O convívio é indispensável ao homem, como o respirar e o comer. E termina, lamentando que: "A decadência da tertúlia, e falta de reunião para conversar, é um dos fenómenos mais alarmantes da nossa época."
Aprende-se, cultiva-se, do mesmo jeito, como a abelha fabrica o mel – colhendo, de flor em flor, o que precisamos para estimular e alimentar o nosso cérebro.
Jovem leitor, que me lê, por certo, me dirá: O que escreve é exato, mas não me serve, porque não conheço, nem tenho acesso a intelectual de valor.
Sertillanges, em: " A Vida Intelectual", diz-nos, que por vezes conhecemos professor ou autodidata, de grande cultura e: " Não lhe prestamos atenção, e não o interrogamos; só discutimos com ele, cortando-lhe a palavra, para proferirmos bagatelas."
Mas, qualquer um pode, se quiser, dialogar com conhecidos ensaístas, pensadores e filósofos de renome, lendo as suas obras e dialogando com eles. Concordando ou não, o que escreveram, de jeito a conhecê-los a fundo, mormente os Mestres, assimilando-lhes o pensamento.
Se me permitem, gostaria de aconselhar a leitura de livrinho, escrito por um dos maiores intelectuais de França, André Mourois, intitulado: " Carta Aberta a Um Jovem", nele encontrará tudo que necessitas para escolher livros e autores.
Humberto Pinho da Silva nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG” e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".
Dois detidos em Mirandela por furtos em estabelcimentos comerciais
Ao que conseguimos apurar, os furtos terão sido concretizados durante o horário de funcionamento de várias lojas comerciais, e posteriormente comunicadas às autoridades por parte dos proprietários, após visualização das imagens das câmaras de vigilância. Neste caso terão sido lesadas óticas, sapatarias e lojas de vestuário.
No entanto, apenas um dos suspeitos, de 23 anos, de nacionalidade argelina, ficou detido na esquadra da PSP de Mirandela, pelo facto de estar em situação ilegal no nosso país, ficando a aguardar os trâmites legais nestas situações.



































