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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

🚀 SEI – Semana da Economia e Inovação

 De 27 a 29 de outubro, o Brigantia Ecopark recebe a SEI – Semana da Economia e Inovação, um encontro que reúne pessoas, empresas, conhecimento, formação, inovação e empreendedorismo, promovendo a ligação entre talento e oportunidades.

27 a 29 de outubro
Brigantia Ecopark

Melhor Queijo de Cabra da Europa é de Trás-os-Montes. Escolhido entre os 100 melhores

Fins de Semana Gastronómicos de Macedo de Cavaleiros já têm datas.

 Já são conhecidos os Fins de Semana Gastronómicos de Macedo de Cavaleiros, que, entre outubro e setembro, vão dar destaque aos produtos e pratos mais típicos do concelho e da região.


Das castanhas aos grelos, passando pelo javali, cabrito, casulas, butelo e Pavia, são vários os restaurantes do concelho Macedense que vão apresentar algumas das iguarias mais características da gastronomia do Nordeste Transmontano.

O calendário é o seguinte:

30 de outubro a 1 de novembro – Castanhas Com...
4 a 6 de dezembro – Azedo é o Rei
8 a 10 de janeiro – Rota das Casulas e do Butelo
28 a 31 de janeiro – Rota do Javali
5 a 9 de fevereiro – Festival do Grelo
26 a 28 de março – Cabrito à Mesa
10 a 12 de setembro – Pavia em destaque

Estas rotas gastronómicas pretendem valorizar os produtos endógenos, a gastronomia tradicional e os sabores mais característicos de Macedo de Cavaleiros e do Nordeste Transmontano, promovendo também os restaurantes e a economia local.

Presidência Aberta em Bragança. Datas: domingo, 15 de fevereiro de 1987 - quinta, 26 de fevereiro de 1987


Sendim: I Encontro Etnográfico Flores Mirandesas a 3 de outubro

 No sábado, dia 3 de outubro, Sendim é o palco do I Encontro Etnográfico “Flores Mirandesas”, num programa que inclui durante a tarde a apresentação do livro em mirandês, um workshop de danças mistas e ao serão, na praça central da vila, realiza-se o festival de folclore.


Segundo a Associação Tradifols, Artes & Ritmos, o evento cultural inicia-se às 15h00, na Casa da Cultura, em Sendim, com a inauguração da exposição do livro “Flores Mirandesas”. Trata-se do primeiro livro escrito por José Leite de Vasconcelos, em 1884, que agora é reedito em língua mirandesa.

De seguida, às 16h00, está programado um workshop de Danças Mistas.

Ao serão (21h00), a praça central da vila de Sendim é o palco do Festival de Folclore, com as atuações do Grupo Etnográfico da Terra de Miranda, do Rancho Folclórico “As Lavadeiras de Penamaior, do Rancho Folclórico e Etnográfico Infantil da Associação Cultural de Sendim e do Rancho Folclórico de Vilar Seco (Nelas).

“Um dia para celebrar as nossas raízes, partilhar saberes, ouvir histórias, dançar, cantar e, sobretudo, estarmos juntos”, escreve a organização.

A Associação Tradifols, Artes & Ritmos surgiu com a missão de valorizar e difundir a música tradicional portuguesa e o teatro popular mirandês. Inspirados por estes ideais, crescemos com dedicação e entusiasmo, dando origem a três grupos que atualmente refletem o nosso trabalho coletivo: Tradifols, Mafarricos e Grupo Etnográfico da Terra de Miranda.

HA

Seminário Internacional “Biblioteca Pública do Distrito de Bragança: Um Tesouro por Descobrir”

 No âmbito das comemorações do 110.º Aniversário do Arquivo Distrital de Bragança, terá lugar, no próximo 6 de outubro de 2026, o Seminário Internacional “Biblioteca Pública do Distrito de Bragança: Um Tesouro por Descobrir”, uma iniciativa dedicada à divulgação e valorização do património bibliográfico e documental conservado na instituição.
A Biblioteca Pública do Distrito de Bragança, criada em 1916, guarda um valioso acervo de livros antigos, obras raras e coleções de grande interesse histórico e cultural, constituindo um património que importa conhecer, estudar e divulgar. Este seminário pretende precisamente lançar um novo olhar sobre essa herança documental, reunindo especialistas nacionais e internacionais dedicados ao livro antigo, à memória documental e ao património bibliográfico.

Ao longo do dia serão apresentadas comunicações que abordarão o livro antigo na Península Ibérica, os fundos bibliográficos existentes no Arquivo Distrital de Bragança, o património livreiro da Santa Casa da Misericórdia de Moncorvo e o projeto de investigação COMPLITT – Computatio Litterarum Limitis: A métrica da cultura literária na fronteira, que tem contribuído para o estudo e valorização destas coleções.

Convidamos todos os interessados a participar neste encontro e a descobrir um património que constitui uma parte essencial da memória histórica, cultural e intelectual do distrito de Bragança.

🔹 Entrada livre
🔹 Arquivo Distrital de Bragança
🔹 6 de outubro de 2026


Fonte: Arquivo Distrital de Bragança

Projeto Acelerar o Norte apoiou digitalização de empresas de Macedo de Cavaleiros

 O projeto Acelerar o Norte chega a um fim, depois de mais de dois anos a apoiar empresas na transição digital. Macedo de Cavaleiros vai receber, esta terça-feira, a equipa do projeto que contou com a parceria entre a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Macedo de Cavaleiros (ACISMC) e a Associação Comercial, Industrial e Serviços de Bragança (ACISB).


A iniciativa veio ajudar os negócios de proximidade a adotar ferramentas digitais, desde a criação de sites e presença em plataformas online e até estratégias de marketing digital.

Francisco Moreira, gestor territorial do projeto, admite que a mudança provocou alguma resistência, mas diz que os empresários foram percebendo que a transformação digital não substitui a proximidade dos negócios locais:

“Tudo aquilo que é um processo de transformação cria inicialmente alguma resistência ou, às vezes, até algum receio. Sabendo que a proximidade e o espaço da loja deve ser mantido, ele é fundamental, mas o digital pode ser também aqui um veículo de chegar a mais pessoas.”

Para Paulo Moreira, presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Macedo de Cavaleiros, o projeto conseguiu ultrapassar algumas das resistências iniciais, sobretudo entre os negócios mais antigos, procurando aproximar os empresários de ferramentas que podem ajudar a chegar a novos clientes e mercados:

“Se falarmos de empresários recentes é mais fácil traduzir isso numa vantagem. Agora, quando estamos a falar de negócios com caráter mais antigo, mais clássico, eu acho que aqui dificulta um pouco temos que trabalhar a mensagem de outra forma.”

O responsável considera que a proximidade foi essencial para convencer os empresários a experimentar novas soluções.

E entre os apoios disponibilizados estiveram vouchers até dois mil euros, que permitiram, por exemplo, criar sites, renovar a imagem das empresas e entrar em novas plataformas digitais.

“Isto era uma ferramenta importantíssima a oportunidade que o empresário tinha de criar um site, por exemplo. O único custo que a empresa tinha era o IVA.”

No caso de Macedo de Cavaleiros, Francisco Moreira aponta ainda a possibilidade de os negócios locais chegarem, através do digital, a clientes de outras regiões e até de outros países.

O projeto realizou mais de 234 eventos de proximidade em todo o Norte e acompanhou milhares de pequenas e médias empresas.

Mas o fim desta fase não significa o fim do processo de digitalização.

“Este é um caminho que não termina com o fim do projeto “Acelerar o Norte”, ou seja, é um caminho que foi iniciado agora e há, naturalmente, um longo caminho a percorrer.”

Em Macedo de Cavaleiros, fica assim o desafio de continuar a transformar a presença digital numa ferramenta de crescimento e competitividade para as empresas locais.

Fotografia: Acelerar o Norte

Filipe Ventura Alves

IEFP promove nova formação em Macedo de Cavaleiros para responder às necessidades das empresas da região

 O Serviço de Formação Profissional de Bragança do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) vai promover uma nova formação em Macedo de Cavaleiros, na área das tecnologias da informação.


A sessão de abertura realiza-se esta terça-feira, às 09h00, no Mercado Municipal de Macedo de Cavaleiros.

Trata-se do Curso de Especialização Tecnológica de Técnico Especialista em Gestão de Redes e Sistemas Computacionais, uma formação de nível 5, na área das Ciências Informáticas, que vai contar com 30 formandos.

Segundo Marisa Gonçalves, coordenadora pedagógica da formação, o curso inclui também uma componente prática em contexto de trabalho, através de parcerias estabelecidas entre o IEFP e empresas da região.

Esta vertente pretende permitir aos formandos desenvolver competências em ambiente profissional e facilitar a aproximação às necessidades do mercado de trabalho.

A iniciativa procura responder às necessidades do tecido empresarial na área das tecnologias da informação e reforçar a qualificação de recursos humanos especializados na região.

Filipe Ventura Alves

Catedral abre portas para acolher celebrações fúnebres

 A partir deste mês, a Cripta da Catedral de Bragança passa a acolher celebrações fúnebres, disponibilizando às famílias um espaço digno, reservado e acolhedor para os momentos de despedida, oração e acompanhamento dos seus entes queridos, anunciou este domingo a Diocese de Bragança-Miranda .


Concebida inicialmente com este propósito, a Cripta foi, ao longo dos anos, utilizada para encontros, reuniões, assembleias, ensaios musicais e outras atividades. Agora, depois de um processo de renovação, recupera a sua vocação original e abre-se a um novo serviço à comunidade.

O espaço dispõe de três capelas mortuárias, além de uma ampla área central, onde está instalada a obra de arte contemporânea “Cruz da Ressurreição”, com o subtítulo “Ó morte, onde está a tua vitória?”, da autoria do Padre José Ribeiro Gomes.

Sendo um local de acompanhamento daqueles que partem não poderia ser um lugar de frieza ou neutralidade, pelo que o fundo, quase “dourado”, aquece o sentimento onde a razão não chega, mas que a cruz convida a olhar para o alto onde uma arte intemporal que transporta – a música – marca presença.

A dimensão e a organização da Cripta permitem acolher um maior número de pessoas, proporcionando condições de privacidade, recolhimento e silêncio, particularmente importantes num momento marcado pela dor da perda e pela oração.

Entre as condições disponibilizadas estão também sanitários, aquecimento durante o inverno e estacionamento gratuito, contribuindo para maior conforto e tranquilidade das famílias e de todos os que acompanham a despedida.

A renovação confere maior dignidade às celebrações, desde a disposição do féretro à participação dos familiares e amigos, passando pelo canto, pela oração e pelos diferentes momentos da liturgia.

A localização da Cripta reforça também o significado da Catedral enquanto coração da Diocese, Cátedra do Bispo e casa comum da comunidade diocesana.

A Cripta estará disponível para este serviço entre as 09h00 e as 22h00, com oração nos velórios, às 21h00.

Mais do que um espaço funcional, pretende ser «um lugar de acolhimento e esperança, onde a dor da separação possa ser vivida à luz da promessa cristã da Ressurreição», salienta o Padre José Bento Soares, reitor da Catedral.

No distrito de Bragança há mais de 4 mil idosos a viverem sozinhos, isolados ou em situação vulnerável

💶 Literacia Financeira não tem idade

 O Município de Bragança, em parceria com o Banco de Portugal, promoveu duas sessões de Literacia Financeira, dirigidas a diferentes públicos, porque o conhecimento e a informação sobre a gestão do dinheiro são importantes em todas as fases da vida.
Uma das sessões foi destinada a alunos do Ensino Secundário, no âmbito da disciplina de Cidadania, e a outra ao público Silver, permitindo abordar diferentes necessidades e realidades.

As sessões tiveram como objetivo reforçar conhecimentos e esclarecer dúvidas sobre temas financeiros do dia a dia, contribuindo para escolhas mais conscientes, responsáveis e informadas.

Dia Mundial dos Professores – 5 de Outubro


O Dia Mundial dos Professores, celebrado a 5 de outubro, é uma data de grande relevância internacional que homenageia o papel essencial dos docentes na construção das sociedades. Mais do que uma simples comemoração, este dia representa o reconhecimento global da importância da educação e daqueles que a tornam possível: os professores.

A origem desta celebração remonta a 1966, quando a UNESCO, em colaboração com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), aprovou a histórica Recomendação relativa ao Estatuto dos Professores. Este documento estabeleceu, pela primeira vez, normas internacionais claras sobre os direitos e responsabilidades dos docentes, abordando temas como formação profissional, condições de trabalho, liberdade pedagógica e valorização da carreira. Foi um marco decisivo na luta pelo reconhecimento da profissão docente como pilar fundamental do desenvolvimento humano.

No entanto, só em 1994 a UNESCO oficializou o dia 5 de outubro como o Dia Mundial dos Professores, precisamente para assinalar o aniversário dessa recomendação histórica. Desde então, a data passou a ser celebrada em mais de 100 países, muitas vezes com eventos, debates e iniciativas que destacam os desafios e conquistas da educação ao longo do tempo.

Ao longo da história, o papel do professor evoluiu significativamente. Em sociedades antigas, como na Grécia e em Roma, os mestres eram figuras respeitadas, responsáveis pela transmissão do conhecimento filosófico, científico e cultural. Durante a Idade Média, a educação esteve muitas vezes ligada a instituições religiosas, e os professores assumiam também funções morais e espirituais. Com o advento do Iluminismo e, mais tarde, da Revolução Industrial, a educação passou a ser vista como um direito universal e uma ferramenta essencial para o progresso social e económico.

Nos séculos XX e XXI, o papel do professor tornou-se ainda mais complexo. Para além de transmitir conhecimento, os docentes são mediadores culturais, orientadores emocionais e agentes de transformação social. Num mundo marcado pela globalização, pela diversidade e pela rápida evolução tecnológica, ensinar exige adaptação constante, criatividade e resiliência.

O Dia Mundial dos Professores também serve para refletir sobre os desafios atuais enfrentados pela profissão. Em muitas regiões do mundo, os professores ainda lidam com condições de trabalho difíceis, falta de recursos, turmas sobrelotadas e reconhecimento insuficiente. A própria UNESCO tem alertado para a escassez global de docentes qualificados, sublinhando a necessidade urgente de investir na formação e valorização destes profissionais.

Por outro lado, a pandemia de COVID-19 evidenciou ainda mais a importância dos professores. Em circunstâncias inesperadas, milhões de docentes reinventaram a sua forma de ensinar, recorrendo a ferramentas digitais e encontrando novas maneiras de manter o vínculo com os alunos. Esse período reforçou a ideia de que ensinar vai muito além da sala de aula — é uma missão que exige dedicação, empatia e compromisso.

Celebrar o Dia Mundial dos Professores é, portanto, reconhecer que a educação é a base de qualquer sociedade justa e desenvolvida. Cada professor, ao longo da sua carreira, deixa uma marca invisível, mas duradoura, na vida dos seus alunos. São eles que despertam curiosidade, incentivam o pensamento crítico e ajudam a formar cidadãos conscientes e preparados para o futuro.

Assim, o dia 5 de outubro não é apenas uma data comemorativa — é um convite à valorização contínua dos professores e ao investimento numa educação de qualidade. Afinal, como tantas vezes se diz, ensinar é um ato de esperança: é acreditar que, através do conhecimento, é possível transformar o mundo.

Texto: HM - com IA e IN

domingo, 4 de outubro de 2026

Quando os olhos se calam

Por: Paula Freire
(Colaboradora do Memórias...e outras coisas...)


 "Ali, à minha frente, assisto às sensações íntimas do ser. O astro-rei encosta a sua cabeça cansada sobre a linha do horizonte." 

Encontrei-o, nos passos que dava pela praia, quando os sons começam a refugiar-se na intimidade do entardecer. Aquele breve intervalo em que o dia chama pela noite para a abraçar.

    Sentado na nudez da areia calma, parece escutar. Só mais próxima percebo que não segue o sol com o olhar porque não o usa para isso. A luz entra-lhe pela pele. O seu mundo não precisa de ver, apenas de encontrar. Como os que tateiam a beleza das palavras na escuridão antes de lhe traduzirem a música secreta da alma.

    A brisa muda... uma porta aberta ao tempo. Frágil, indecisa, a aprender a despedir-se.

    As aves, num desapego lento do dia, velhas senhoras sem pressas em gritos piedosos.

    A maré e o aroma líquido da terra a chorar sobre o infinito, misturada com o frio da humidade que chega mansamente.

    E depois, aquele sabor cru do sal. A continuidade da água, que não existe nos seus olhos, pousada sobre os lábios.

    Não há cores nem exuberâncias. Somente a textura delicada da claridade que nasce dentro dele enquanto a paisagem o aconchega, devagar.

    Descubro, seduzida, que já não é só aquilo que ele absorve, é tudo aquilo que o toca numa outra linguagem. Porque quando os olhos se calam, o corpo entende muito antes do pensamento. E transforma em encontro.

    Ali, à minha frente, assisto às sensações íntimas do ser. O astro-rei encosta a sua cabeça cansada sobre a linha do horizonte. E eu reconheço a verdadeira memória de infância que permanece naquela escuridão sem formas definidas, mas plena de sentidos.

    Tão simples, afinal: só se começa a ver por inteiro... quando o céu deixa de ser o limite.


Paula Freire
. Tem curiosidade pelo que se mostra sem intenção: o comportamento que revela mistérios, intimidades. Observa-o enquanto desenha pessoas e fotografa o mundo. As palavras nascem-lhe da escuta atenta do Homem, dos silêncios que deixam vestígios. Escreve a partir de múltiplos lugares. Alguns com rosto, outros sem nome. 
Acredita que a vida não dá certezas absolutas nem tem respostas fáceis. E que a sensibilidade humana nunca deve ser confundida com fragilidade.
É psicóloga e psicoterapeuta. Publicou “Lírio: Flor-de-Lis” e “As Dúvidas da Existência: Na Heteronímia de Nós”. Este último (em coautoria), assinado pelo seu heterónimo Lázaro Rios, a sua forma de liberdade mais pura e crua. 
Gosta de viver sem ruídos desnecessários e inteira dentro da sua escrita. Tudo o resto são só excessos.

Notícias da aldeia

Por: Fernando Calado
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


O meu vizinho foi-se embora. Faz-me falta... morremos aos poucos...
... uma vez ofereceu-me meia dúzia de batatas novas… sabem que eu sei lá… é assim a vida!
 Depois foi dar de comer aos peixes do tanque.
 … já me conhecem… o senhor que pensa?!
 … dou-lhe todas as manhãsĥ uma bolacha… mal me veem já não têm sossego!
 … diabo dos peixes até parece que falam!... o senhor que pensa… são como a gente… quando nos tratam bem…
 É verdade são como a gente… quando nos tratam bem… e regressamos à tona e embarcamos na felicidade!
 … o senhor que pensa!
 Que batatas tão boas! Um almoço que se come mais com o coração do que com a razão!
 … uma abelha almoça sossegada nas minhas alfazemas!
 Louvado seja Deus!
 … só precisamos que nos tratem bem!
 … o senhor que pensa!


Fernando Calado
nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança. 
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.

🏃‍♀️⚽ Em Bragança, o desporto esteve em destaque

 Recebemos a visita do Secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, que esteve presente na inauguração do novo Gabinete de Desporto e Bem-Estar da Universidade Politécnica de Bragança e na apresentação das suas equipas desportivas.
Decorreu também o Encontro Nacional de Atletismo SOP – Zona Norte, que reuniu sete equipas num momento de celebração do desporto, da inclusão e da superação.

Do desporto universitário ao atletismo adaptado, dois momentos que valorizam a atividade física, o bem-estar e a inclusão. 

AMAR NÃO É PECADO

Por: Maria da Conceição Marques
(Colaboradora do "Memórias...e outras coisas...")


Pecado é viver com o coração fechado,
como uma janela encerrada ao luar,
com medo de abrir-se ao amor desejado
e deixar a luz, finalmente, entrar.
Amar não é pecado.
Mesmo quando o amor chega sem pedir licença,
mesmo quando nasce no lugar errado,
na hora errada,
ou nas mãos de quem nunca soube amar.
O coração não conhece idades,
não respeita fronteiras,
não consulta mapas,
nem obedece a maneiras.
O amor derruba portas, arranca telhados,
faz ruir os muros dos medos guardados;
vira a alma do avesso, sem pedir perdão,
e deixa a alma combater a solidão.
Podem chamar-lhe loucura, pecado ou fraqueza,
podem vestir de nomes a própria incerteza;
podem erguer paredes, apontar dedos,
escrever mil sentenças alimentadas pelos medos.
Mas ninguém pode condenar o amor.
Que nasce como flor, em alcatrão rachado
Que é rio, que corre em direção ao mar,
mesmo quando lhe dizem que o caminho está errado.
Amar, não é pecado

M.C.M(São Marques)


Maria da Conceição Marques
, natural e residente em Bragança.
Desde cedo comecei a escrever, mas o lugar de esposa e mãe ocupou a minha vida.
Os meus manuscritos ao longo de muitos anos, foram-se perdendo no tempo, entre várias circunstâncias da vida e algumas mudanças de habitação.
Participei nas coletâneas: Poema-me; Poetas de Hoje; Sons de Poetas; A Lagoa e a Poesia; A Lagoa o Mar e Eu; Palavras de Veludo; Apenas Saudade; Um Grito à Pobreza; Contas-me uma História; Retrato de Mim; Eclética I; Eclética II; 5 Sentidos.
Reunir Escritas é Possível: Projeto da Academia de Letras- Infanto-Juvenil de São Bento do Sul, Estado de Santa Catarina.
Livros Editados: O Roseiral dos Sentidos – Suspiros Lunares – Delírios de uma Paixão – Entre Céu e o Mar – Uma Eterna Margarida - Contornos Poéticos - Palavras Cruzadas - Nos Labirintos do Nó - Uma Paixão Improvável.

sábado, 3 de outubro de 2026

📚 Apresentação de Livros - Estilhaços do Passado e Quando nos voltarmos a encontrar

 No próximo dia 18 de outubro de 2026, Carrazeda de Ansiães acolhe a sessão de apresentação de duas obras literárias: 15h00: Apresentação do livro "Estilhaços do Passado", da autoria de Julieta Durão. Seguido de: Apresentação da obra "Quando nos voltarmos a encontrar", da autoria de Júlio Fagus. Venha assistir a este momento cultural e conhecer de perto os autores e as suas histórias!

Festas, Festividades e Eventos

Vinhais quer candidatar 10 mil soutos centenários a Património Imaterial da Humanidade para valorizar a castanha longal

 Candidatura avança em 2027 pelo Parque Natural de Montesinho. Concelho passou de 7 mil para 10 mil hectares de soutos nos últimos anos, apesar dos incêndios e das alterações climáticas.


O município de Vinhais quer candidatar os cerca de 10 mil soutos centenários do concelho a Património Imaterial da Humanidade, com vista a valorizar a castanha e incentivar a plantação, adiantou, esta sexta-feira, o presidente da câmara.

“Queremos também valorizar, no fundo, aquilo que é nosso, porque, além da qualidade que tem, é também aquele que marca a identidade deste concelho e é realmente este produto, a castanha longal, aquele que melhor sabor tem”, sublinhou, esta sexta-feira, Luís Fernandes, na apresentação da feira da castanha.

A candidatura vai ser desenvolvida no âmbito da cogestão do Parque Natural de Montesinho, ao qual pertence o concelho de Vinhais e também o de Bragança, e deverá ser submetida no início do próximo ano.

Com vista à promoção do fruto, a câmara municipal vai também criar o Centro Interpretativo da Castanha Longal, na Casa do Povo, projeto que será apresentado na feira Rural Castanea, e vai ainda construir um viveiro, no Parque Biológico de Vinhais, para apurar qual é a castanha longal “mais identificativa do concelho”, “aquela que é melhor para as pessoas utilizarem e plantarem” e, mais tarde, até fornecer castanheiros para plantação, com vista a aumentar a plantação.

No concelho de Vinhais, a produção de castanha gera entre “15 a 20 milhões de euros”.

Segundo o autarca Luís Fernandes, a plantação de castanheiros tem vindo a aumentar “há três ou quatro anos”, tendo passado de sete mil para 10 mil hectares de soutos.

“Tem aumentado significativamente, continua a aumentar apesar de todas estas alterações climáticas que provocam cada vez mais dificuldades, os incêndios também afetaram aqui algumas zonas de castanheiro, mas é verdade que continua a haver uma aposta na plantação, claro que em zonas completamente diferentes do que eram há uns anos, fruto das alterações climáticas”, frisou.

Tendo em conta o impacto das alterações climáticas na produção de castanha, Luís Fernandes reclamou “fontes de financiamento” para os municípios e juntas de freguesia construírem meios de armazenamento, como charcas, para regadio, mas também para combate aos incêndios.

A 21.ª edição da Rural Castanea decorre entre 23 e 25 de outubro, com venda não só da castanha, mas também de produtos locais, jornadas técnicas, este ano com a novidade das jornadas ligadas ao olival, atividades desportivas, o maior assador do mundo de castanhas e ainda animação e concertos.

Durante o certame, o município vai ainda inaugurar o “Trilho da Castanha Longal”, que tem uma extensão de 17 quilómetros, com início em Vinhais, passando pelas aldeias de Sobreiró, Zido, Lagarelhos e Rio de Fornos.

DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

𝗙𝗲𝘀𝘁𝗮 𝗱𝗮 𝗠𝗼𝗻𝘁𝗮𝗻𝗵𝗮 | 𝗦𝗮𝗺𝗯𝗮𝗱𝗲

 De 30 de outubro a 01 de novembro, Sambade volta a celebrar o outono transmontano!
Durante três dias, a gastronomia, a cultura, a música, a natureza e a tradição juntam-se numa festa que valoriza a identidade e os sabores da Montanha.

Castanha e produtos locais
Gastronomia e sabores da terra
Música e animação
Cultura e tradições
Caminhada da Montanha
Montaria ao Javali
A tradicional Queimada de Monte Mel
Seminário da Castanha e Concurso da Melhor Castanha

Um programa para viver, saborear e celebrar Sambade, a Montanha e a identidade transmontana.

30 de outubro a 1 de novembro

Sambade | Alfândega da Fé

Saiba mais sobre a Festa da Montanha AQUI.