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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

𝑼𝒎𝒂 𝒄𝒐𝒏𝒗𝒆𝒓𝒔𝒂 𝒔𝒐𝒃𝒓𝒆 𝒂𝒓𝒕𝒆, 𝒎𝒂𝒔 𝒕𝒂𝒎𝒃𝒆́𝒎 𝒔𝒐𝒃𝒓𝒆 𝒐 𝒎𝒖𝒏𝒅𝒐.

 No último dia da exposição “Anjos do Apocalipse”, a 11 de outubro, o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais recebeu a pintora para uma conversa aberta sobre a sua obra, as suas vivências e as inquietações que marcam o nosso tempo.
Entre memórias, experiências e reflexões, a conversa deu a conhecer um lado mais pessoal do percurso de Graça Morais, numa partilha sobre o papel da arte, o processo criativo e a forma como a realidade que nos rodeia se reflete na sua obra.

𝗖𝗼𝗻𝗰𝗲𝗿𝘁𝗼 𝗚𝗲𝗻𝗲𝘀𝗶𝘀 - 17 Outubro | 21h00 - Basílica de Torre de Moncorvo

𝐂𝐨𝐧𝐜𝐞𝐫𝐭𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐁𝐢𝐚 𝐌𝐚𝐫𝐢𝐚

 No próximo sábado, dia 𝟏𝟕 𝐝𝐞 𝐨𝐮𝐭𝐮𝐛𝐫𝐨, às 21h30, o Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros recebe 𝐁𝐢𝐚 𝐌𝐚𝐫𝐢𝐚, que dará a conhecer os temas do seu álbum de estreia “𝑸𝒖𝒂𝒍𝒒𝒖𝒆𝒓 𝑼𝒎 𝑷𝒐𝒅𝒆 𝑪𝒂𝒏𝒕𝒂𝒓”.
O álbum marca um ponto de viragem entre o ambiente sonoro em que a artista deu os primeiros passos — algures entre o canto popular, o fado e a bossa nova — e uma nova fome de mundo.

𝐁𝐢𝐥𝐡𝐞𝐭𝐞: 𝟑€

Disponível no Centro Cultural ou através do telefone 278 428 100.

Miranda do Douro: Museu da Terra de Miranda reabriu ao público

 No dia 10 de outubro, o renovado Museu da Terra de Miranda, em Miranda do Douro, abriu as portas ao público, numa cerimónia que contou com a visita do secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, que destacou a visibilidade que a língua mirandesa assume no museu, como meio de comunicação e transmissão do conhecimento, em particular, às novas gerações.


Na cerimónia da reabertura do Museu da Terra de Miranda, a diretora, Celina Pinto, destacou que doravante este novo espaço é bilingue, pois a par do português, a língua mirandesa está presente no acervo museológico.

“Hoje reabrimos o Museu da Terra de Miranda, uma casa onde a memória volta a ter lugar e uma terra volta a contar a sua história. A Terra de Miranda é um lugar, onde a cultura não vive apenas nos livros ou nas vitrinas. Vive na língua que se fala, nos gestos do trabalho, nas festas, nas histórias contadas ao serão e na paisagem moldada por sucessivas gerações. Este museu renasce para honrar essa herança. Renasce para guardar o que fomos, compreender o que somos e inspirar aquilo que ainda podemos ser. Porque a cultura não é um fragmento imóvel do passado; é uma corrente viva que passa de mãos em mãos, de voz em voz, de geração em geração”, disse a diretora do museu.


Celina Pinto informou que o atual Museu da Terra de Miranda já não é o mesmo de há 44 anos atrás. Hoje, a cultura é transmitida de forma diferente, num espaço renovado, ampliado e com recurso às novas tecnologias.

“O Museu da Terra de Miranda conta e recria a cultura de forma diferente. A tecnologia contribui para tornar a memória mais próxima, acessível e partilhável, onde se cruza o património material e o imaterial, a tradição e a contemporaneidade, a tecnologia e o objeto, a palavra e a experiência”, explicou.

De acordo com a diretora, no Museu da Terra de Miranda, os visitantes são agora participantes e as crianças podem tocar, ouvir, experimentar e descobrir.

“Um museu não é apenas um espaço onde se guardam coisas, mas um lugar onde há coisas a acontecer. O passado é a raiz que nos prende ao chão sim, mas também nos alimenta e permite crescer. Falar da história da Terra de Miranda é falar da identidade sim, mas também de futuro”, indicou.

Para Celina Pinto, a Terra de Miranda é um território singular, em Portugal.

“A Terra de Miranda também é Portugal. É língua, é música, é dança, émemória, é trabalho, é festa, é silêncio, é o rio Douro, é o planalto, é terra lavrada e contada. Simbilocamente, este museu é terra, é semente e é futuro”, concluiu.

Na reabertura do Museu da Terra de Miranda , a presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Helena Barril, destacou a importância deste espaço cultural para a cidade, o concelho e a região.

“Em 1982, o padre António Maria Mourinho foi visionário ao perceber que a identidade, língua, usos e costumes e a alma deste povo não deviam dispersar-se com o vento e havia a necessidade de criar do Museu da Terra de Miranda. Percorridos 44 anos, vivemos hoje um novo capítulo transformador no museu sob a orientação da diretora, Celina Pinto. Com um dinamismo ímpar, sabe liderar e projetar o Museu da Terra de Miranda para o presente e o futuro”, elogiou a autarca de Miranda do Douro.


Segundo Helena Barril, o Museu da Terra de Miranda é um importante parceiro institucional, na organização de atividades e dinamização cultural da cidade, do concelho e da região.

“Juntos e num trabalho de cooperação instituicional seremos capazes de tornar o nosso território cada vez mais atrativo culturalmente”, afirmou.

De visita a Miranda do Douro, para a rebertura do Museu da Terra de Miranda, o secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, começou por evocar o museólogo, Georges Henri Riviére.

«No fim da sua vida, Georges Henri Riviére disse que os ecomuseus são “espelhos onde a população se contempla, para aí se reconhecer e procurar entender o território a que pertence. Os ecomuseus são também um espelho que a população mostra aos seus hóspedes, para que compreendam o seu trabalho, comportamento e intimidade”,», disse o governante.

Na reabertura do Museu da Terra de Miranda, Alberto Santos, destacou a prioridade dada à língua mirandesa e evocou José Leite de Vasconcelos.

“Uma língua que só se fala na intimidade do lar desaparece quando esse lar muda de circunstâncias e modos de ser e fazer. Recentemente, o atual governo, vliderado por Luís Montenegro, criou a Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa, por intermédio da qual se pretende construir as bases para salvaguarda e valorização da língua. Esta salvaguarda também se faz no Museu da Terra de Miranda, quando o mirandês é a língua de comunicação e transmissão do conhecimento, em particular, às novas gerações”, indicou.


O Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, concluiu a sua intervenção indicando que a remodelação e ampliação do Museu da Terra de Miranda custou 1 milhão e cem mil euros e 700 mil euros de museografia, financiados pelo Programa de Recuperação e Resiliência (PRR).

No dia 10 de outubro, o programa da reabertura do Museu da Terra de Miranda incluiu a interpretação do hino “Harmanos cantai an charro”, em mirandês; uma performance musical com coros, músicos e a participação da comunidade; a visita do público ao museu; e um momento de convívio com a degustação de produtos locais.

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LIVRO INFANTIL LEVA A HISTÓRIA DA ALHEIRA DE MIRANDELA ÀS NOVAS GERAÇÕES

 O Centro Cultural de Mirandela recebeu, este domingo, a apresentação do livro infantil «História da Alheira de Mirandela», uma obra que pretende dar a conhecer às crianças as origens e a importância deste produto emblemático da gastronomia local. 
Com texto de Cristina Passas e ilustrações de Sónia Borges, ambas naturais de Mirandela, a publicação é editada pela LEYA e resulta de uma iniciativa da Associação Comercial e Industrial de Mirandela e da Confraria da Alheira de Mirandela, com o apoio do município. A sessão contou com a presença do secretário de Estado da Cultura, Desporto e Juventude, Alberto Santos.

Jornalista: Vitória Botelho

VINHAIS RECUPERA MEMÓRIAS E TRADIÇÕES LOCAIS ATRAVÉS DO TEATRO

 A Escola Municipal de Teatro de Vinhais apresentou, a 9 de outubro, o espetáculo “Contos Raianos”, no Auditório do Centro Cultural Solar dos Condes de Vinhais, numa iniciativa dedicada à preservação da identidade cultural do concelho.


Com inspiração nas obras “Contos à Lareira”, de Fernando Aldeia, e “História de Escano e Soalheira”, de Luís Vale, a representação trouxe para o palco narrativas, personagens e costumes ligados à memória coletiva da região raiana, valorizando o património cultural através da expressão teatral.

A sessão contou com a presença de Artur Marques, vice-presidente da Câmara Municipal de Vinhais, e de David Carvalho, diretor da Filandorra – Teatro do Nordeste. O momento serviu também para reconhecer o contributo dos participantes e de todos os envolvidos na concretização do espetáculo.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

ESCOLA SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DA UPB ASSINALA 43 ANOS DE ATIVIDADE

 A Escola Superior de Educação da UPB celebrou o 43.º aniversário com um programa que reuniu estudantes, docentes, colaboradores e parceiros, destacando o percurso da instituição e a sua intervenção na comunidade.


As comemorações incluíram uma conferência dinamizada por Helena Loureiro e uma atividade centrada na cooperação entre instituições, com enfoque no ensino superior, na inovação social e na relação com o território.

A iniciativa ficou também marcada pelo reconhecimento do trabalho dos professores e pela homenagem aos colaboradores que se aposentaram durante o último ano letivo. A celebração terminou num ambiente de convívio, com momentos musicais entre a comunidade académica.

Ao assinalar mais de quatro décadas de existência, a Escola Superior de Educação reafirma a sua missão na formação de profissionais nas áreas da educação, das artes e do desporto.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

SUÇÃES RECEBE FEIRA DO PÃO E DO AZEITE A 7 E 8 DE NOVEMBRO

 A localidade de Suçães, no concelho de Mirandela, recebe, nos dias 7 e 8 de novembro, a XIV edição da Feira do Pão e do Azeite, uma iniciativa dedicada à valorização dos produtos tradicionais, dos costumes e da identidade rural da região.


O programa arranca no sábado, dia 7, com provas de torradas com azeite, um passeio pedestre e uma visita ao lagar da Casa de Santo Amaro, que inclui provas de azeite. A animação musical estará a cargo de vários grupos, entre os quais as Concertinas Valpacenses, a Tuna do Fiscogrupo do Porto e Lara Borges.

No domingo, as atividades começam com novas provas gastronómicas e um passeio de BTT e Cinquentinhas. O programa inclui ainda a participação dos Caretos de Torre de Dona Chama e das Arcas, atuações musicais, a bênção dos tratores e um desfile de máquinas agrícolas, acompanhado por animação.

A feira termina com a atuação do Grupo Folclórico de São Cosme, de Gondomar, estando o encerramento previsto para as 18h00, em ambos os dias.

A iniciativa pretende destacar a importância do pão e do azeite na gastronomia e nas tradições locais, reunindo produtores, visitantes e comunidade em torno dos sabores e costumes do concelho de Mirandela.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

CIM DOURO LEVA VINHOS E HOSPITALIDADE DA REGIÃO A EVENTO INTERNACIONAL EM LISBOA

 A Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro) associa-se, a 13 de outubro, à Association de la Sommellerie Internationale (ASI), como coorganizadora e patrocinadora principal do jantar de gala do Prémio ASI Gérard Basset de Carreira, integrado no Concurso de Melhor Sommelier do Mundo 2026, em Lisboa.


A distinção, atribuída de quatro em quatro anos, reconhece percursos de excelência nas áreas do vinho, da sommellerie e da hospitalidade, homenageando profissionais que dedicaram a vida à valorização destas áreas.

A participação da CIM Douro pretende projetar a identidade da região num contexto internacional, destacando o património do Alto Douro Vinhateiro, classificado como Património Mundial pela UNESCO, e a diversidade dos 19 municípios que integram a comunidade intermunicipal.

A iniciativa constitui uma oportunidade para promover o território duriense junto de profissionais e representantes internacionais do setor, associando a tradição vitivinícola da região à qualidade do acolhimento e à valorização dos produtos locais.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

FEIRA DOS GORAZES REGRESSA A MOGADOURO COM QUATRO DIAS DE TRADIÇÃO E DINAMIZAÇÃO ECONÓMICA

 Mogadouro recebe, entre 15 e 18 de outubro, mais uma edição da Feira dos Gorazes, um dos certames mais emblemáticos do concelho, dedicado às atividades económicas e turísticas do Nordeste Transmontano.


Ao longo de quatro dias, o evento reúne produtos regionais, artesanato, gastronomia e iniciativas culturais, complementados por música e animação. A feira assume-se como um espaço de encontro entre produtores, comerciantes e visitantes, promovendo a identidade local e as tradições do território.

A Associação de Municípios do Douro Superior associa-se à divulgação da iniciativa, destacando a importância do certame para a promoção de Mogadouro e para a dinamização económica da região.

A Feira dos Gorazes mantém-se como um dos momentos de referência do calendário local, conciliando a preservação dos costumes com a valorização dos recursos e das atividades económicas do Nordeste Transmontano.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

Número de ninhos de vespa-asiática destruídos quase triplica no concelho de Vila Flor

 O número de ninhos de vespa-asiática destruídos no concelho de Vila Flor quase triplicou face ao ano passado. Desde o início de 2026, o município já eliminou 156 ninhos, enquanto em 2025 foram destruídos cerca de 55.


O presidente da Câmara Municipal de Vila Flor, Pedro Lima, considera que este aumento acompanha uma tendência nacional e alerta para as consequências da proliferação desta espécie invasora:

“No ano de 2025 identificaram-se e destruíram-se cerca de 55 ninhos de vespa-asiática no concelho de Vila Flor. Em 2026, neste momento, em que ainda estamos no início de outubro, já foram destruídos 156 ninhos de vespa-asiática, o que significa, até este dia, quase o triplo do número de ninhos.”

Para responder ao aumento das ocorrências, a autarquia tem reforçado os recursos humanos e os equipamentos necessários à destruição dos ninhos. Pedro Lima garante que, até ao momento, o município tem conseguido dar resposta às situações identificadas, sem acumulação de pedidos, mas admite que o crescimento do número de ninhos poderá dificultar as intervenções:

“Nós o que estamos a fazer é destruir os ninhos em tempo real, ou seja, nós não temos uma lista de espera para a destruição de ninhos. Nós, por enquanto, estamos a ser capazes de o fazer, mas, evidentemente, se continuar esta aceleração do seu crescimento, poderemos ter dificuldades acrescidas, porque temos de ter recursos humanos com a formação necessária e temos também de ter equipamentos para fazer a sua destruição.”

O autarca alerta ainda para os impactos desta espécie invasora na apicultura e no ecossistema, bem como para os riscos que representa para a segurança da população. Pedro Lima apela a quem detete um ninho para que contacte os serviços municipais, evitando qualquer tentativa de aproximação ou destruição por iniciativa própria:

“Quem identifique um ninho não deve tomar nenhuma iniciativa para o destruir, aproximar-se dele ou tocar nele. Deve tentar, o mais rapidamente possível, contactar os serviços da Câmara Municipal, que irão, dentro daquilo que são as normas de segurança, fazer a sua destruição.”

Apesar da resposta que tem sido assegurada pelo município, Pedro Lima defende a necessidade de uma estratégia nacional mais coordenada e de um reforço dos meios disponíveis para combater a propagação da vespa-asiática e proteger a apicultura, o ambiente e a segurança das populações.

Fotografia: Município de Vila Flor

Filipe Ventura Alves

Campanha “Viaje sem Pressa” sensibiliza para os riscos associados à velocidade

 Decorre entre 13 e 19 de outubro a Campanha ‘Viaje sem. Pressa’, que junta cinco ações de sensibilização e fiscalização para prevenir acidentes associados à velocidade.


Trata-se de uma iniciativa da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), em colaboração com a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP) que alerta aos automobilistas para “Chegar em segurança começa por dar tempo à viagem”.

Entre 2023 e 2025, os acidentes associados à velocidade excessiva para as condições existentes provocaram 154 mortes e 563 feridos graves, segundo dados da ANSR. “Estes números representam vidas perdidas e pessoas que sofreram lesões graves e evidenciam as consequências que podem resultar da adoção de uma velocidade inadequada às condições existentes”, refere aquela autoridade. Sob o lema “Viaje sem Pressa”, esta campanha pretende alertar os condutores para os riscos da velocidade excessiva ou inadequada às condições da via, um dos principais fatores associados à

Quanto maior a velocidade, maior é a distância necessária para imobilizar o veículo e mais graves podem ser as consequências de um acidente. Mesmo dentro do limite indicado na sinalização, pode ser necessário abrandar: quando chove, a visibilidade é reduzida, o trânsito é mais intenso ou existem pessoas a atravessar a estrada.

A campanha terá cinco ações conjuntas no território continental. As equipas da ANSR vão sensibilizar os condutores para comportamentos que contribuem para uma condução mais segura, em simultâneo com operações de fiscalização da GNR e da PSP. A iniciativa inclui também ações de comunicação nos meios digitais.

O apelo que será feito aos condutores:

• Planeie a viagem com tempo. Não tente compensar um atraso no acelerador;
• Respeite sempre os limites de velocidade;
*Ajuste a velocidade ao trânsito, ao estado da estrada e às condições meteorológicas;
• Abrande junto de escolas, passadeiras e locais com peões ou ciclistas;
• Mantenha uma distância de segurança que lhe permita reagir e imobilizar o veículo em segurança.

Proteger quem conduz, quem viaja ao seu lado e quem se desloca a pé ou de bicicleta é o objetivo desta ação conjunta.

Glória Lopes

domingo, 11 de outubro de 2026

Festas, Festividades e Eventos

XIV edição da Feira do Pão e do Azeite de Suçães

Está a decorrer o prazo para inscrição dos expositores através de email:freguesiasucaes@hotmail.com ou Telef. 936689500

BARCEL RECEBEU MAIS UMA EDIÇÃO DO TUA WALKING FESTIVAL

 Barcel, no concelho de Mirandela, foi o ponto de partida para a descoberta do Vale do Tua através de percursos pedestres, paisagens naturais e sabores da região.
O Tua Walking Festival voltou a destacar o potencial do território para o turismo de natureza, aliando a atividade física à valorização do património local.

Carrazeda de Ansiães: ponto de partida para o Douro e Tua

Imaginem um destino repleto de paisagens de tirar o fôlego. Já imaginaram? Esse destino Chama-se Carrazeda de Ansiães e fica numa vertente, a partir da qual se vislumbram os rios Douro e Tua.
Eram dez da manhã, fazia algum frio e o céu escuro ameaçava chuva. Mesmo assim havia quem se ocupasse dos vários afazeres quotidianos nas diversas localidades rurais por onde fomos passando.

Que belo concelho! São vinhedos, pomares de maçã e miradouros de cortar a respiração. Um sem fim de pontos de interesse que nos preencheram horas a fio. Depois há o sossego, aquela tranquilidade que nos inundou a alma e nos fez querer ficar.

Carrazeda de Ansiães pertence ao distrito de Bragança e apresenta características e realidades, que embora diferentes, se complementam.

A parte norte, zona de planalto, apresenta caraterísticas da Terra Fria, zona mais agreste, onde predomina o granito, alguma vinha, maçã e cereal.

Por outro lado, na parte Sul, junto ao Douro e Tua, a temperatura sobe, mudando também a paisagem, agora com caraterísticas da Terra Quente Transmontana, os vales encaixados do Tua e Douro, onde predomina o xisto, a vinha, a oliveira e a amendoeira, e onde se produz o afamado vinho do Porto.

Carrazeda de Ansiães é um concelho tipicamente rural, onde a agricultura continua a ser a atividade económica preponderante. O vinho do Porto e de mesa, a maçã e o azeite, são considerados produtos de grande qualidade e que levam o nome do concelho além-fronteiras.

Para Ver na Vila de Carrazeda de Ansiães

Igreja Matriz

Também conhecida como Igreja de Santa Águeda, este monumento religioso tardo-barroco, é composto por nave, capela-mor, sacristia, torre sineira e capela seiscentista. A torre sineira e os remates da fachada principal são em granito e, ao centro, está o relógio. O interior conserva um espólio notável que consagra: a pintura do teto da capela-mor, com a padroeira a ser torturada, e a capela do Morgado, onde está um retábulo maneirista.

Praça do Município

Lugar onde se localiza a Câmara Municipal, o Posto de Turismo e o Centro de Inovação Tecnológica INOVARURAL, onde se situa a Galeria Alberto Carneiro, um espaço dedicado às obras do artista plástico.

Jardim da Praça Dom Lopo Vaz de Sampaio

O jardim da praça é o ponto central da vila, um espaço verde com muitas flores, um lago no centro e bancos de descanso.

Pelourinho e Fonte das Sereias

Estes monumentos localizam-se na zona mais antiga de Carrazeda. O pelourinho tem origens no século XVIII.

Centro Interpretativo do Castelo de Ansiães

Local onde estão exibidas algumas das descobertas arqueológicas do concelho, nomeadamente, as que estão associadas ao Castelo e vila muralhada de Ansiães. É também o local perfeito para conhecer um pouco mais sobre a História da região.

Moinho de Vento

O Moinho de vento que espreita sobranceiramente à vila faz parte do imaginário popular que, ao longo dos últimos 100 anos, se habituou a ver a belíssima estrutura isolada sobre a fragaria e interrogar-se acerca da sua origem e funcionalidade.

Atualmente, entre a população não existe memória da época do seu funcionamento. No entanto, no início da década de 80, foram recolhidos importantes testemunhos, entre os habitantes mais idosos da povoação, que hoje nos ajudam a compreender um pouco da sua história.

Para Ver no Concelho de Carrazeda de Ansiães

Castelo de Ansiães

Com uma implementação geográfica que lhe confere ótimas condições naturais de defesa, o Castelo de Ansiães reveste-se de uma história milenar que remonta ao 3º milénio a. C.

Desde esse período que as características geomorfológicas do sítio em muito terão contribuído para uma ocupação quase sucessiva desta topografia. A vila muralhada de Ansiães foi durante muito tempo sede do concelho, título que perdeu em 1734 devido ao número reduzido de pessoas aqui a residir.

No local existe também a Igreja de São Salvador de Ansiães, um templo românico, cuja originalidade reside no tímpano “Pantacrator” do portal principal, no qual a iconografia de “cristo em majestade”, constitui o mais complexo exemplar do românico em Portugal.

No exterior da muralha subsiste, em ruínas, a Igreja de São João Baptista, também de origem românica.

Museu da Memória Rural

É uma estrutura cultural dedicada à preservação e divulgação do património material e imaterial relacionado com a cultural rural da região.

Em Vilarinho da Castanheira está localizada a sede do museu que dá a conhecer todo o ciclo do vinho, bem como os ofícios tradicionais, nomeadamente, o do ferrador, do canastreiro, do pescador do rio Douro, da padeira, da queijeira, do pastor, do tanoeiro, do sapateiro, etc. O Moinho de Água do Ribeiro do Coito é outro local que também merece uma visita.

Na aldeia da Lavandeira, situa-se o Núcleo Museológico do Azeite que mostra como era produzido o azeite num lagar tradicional de prensa de parafuso central.

Em Carrazeda de Ansiães, está localizado o Moinho de Vento construído no início do século XX e que terá funcionado durante cerca de uma década, moendo o trigo produzido nos campos circundantes à vila. Em 2002 foi recuperado e integrado num programa de visitas guiadas.

Santuário e Miradouro da Senhora da Graça

Apenas a 2km do centro da vila, este miradouro situa-se a 900 metros de altitude e oferece vistas maravilhosas para a região envolvente.

Santuário e Miradouro da Senhora da Saúde

Também com uma localização próxima do centro da vila, este miradouro permite uma vista deslumbrante para o vale da Cabreira até Freixiel.

Anta de Zedes

Monumento megalítico que recebe o nome de Casa da Moura, cujo interior possui vestígios de pinturas a ocre.

Aldeia de Campelos

Campelos é uma aldeia na freguesia de Linhares que se localiza numa encosta bastante íngreme, com uma belíssima vista sobre o rio Douro, e traços rurais muito vincados, visíveis também nas construções de pedra.

Aldeia de Marzagão

Marzagão é uma das freguesias do concelho de Carrazeda de Ansiães. Tem como anexa a aldeia de Luzelos e algumas quintas, como a Quinta da Aveleira, a Quinta da Gricha e a Quinta da Manjafra. A sua atividade económica continua a ser a agricultura, e os principais produtos a maçã e o azeite, havendo também outras pequenas produções de trigo, milho e vinho.

Marzagão é uma aldeia histórica, intimamente ligada ao antigo Castelo de Ansiães, na qual nos deparamos com uma estrutura urbana assente numa arquitetura tradicional onde o granito surge como a principal matéria-prima da construção.

Calçada Romana do Pombal

Encontramos duas calçadas bem preservadas no concelho, a calçada de Pombal e a calçada de São Lourenço. A de Pombal localiza-se junto à estrada N314-1 e estabelecia a ligação entre a aldeia de Pombal e aldeia anexa de Paradela. A de São Lourenço ligava Pombal de Ansiães às termas de São Lourenço e ao Rio Tua. Esta via de comunicação acompanha de forma engenhosa a geomorfologia do profundo vale, dando origem a um traçado com um interessante valor estético, fato que constitui um dos mais belos percursos pedonais do concelho de Carrazeda de Ansiães.

Miradouro de Parambos

Miradouro localizado na estrada entre Carrazeda de Ansiães e Foz do Tua, e que proporciona paisagens de cortar o fôlego, é o Douro no seu melhor sempre a impressionar com os seus socalcos redesenhando o que a Natureza lhe ofereceu.

Miradouro do Senhor da Boa Morte

Este miradouro, localizado na localidade de Castanheira, enquadra-se num espaço religioso, junto à capela com o mesmo nome, erigida no século XVIII. A partir deste local é possível usufruir de uma vista panorâmica sobre o vale do Douro e sobre as encostas agrestes do rio Tua, onde se evidenciam as espécies botânicas tradicionais de cariz mediterrâneo.

Miradouro dos Olhos do Tua

Miradouro situado no limite nordeste da aldeia do Castanheiro do Norte que oferece uma vista sublime sobre um amplo troço do vale do rio Tua. A estrutura do miradouro, projetada pelo escultor Paulo Moura foi construída em aço corten e representa a quilha de um barco numa alusão à recente navegabilidade deste curso fluvial.

Miradouro de São Lourenço

Este miradouro localiza-se na estrada municipal que liga Pombal de Ansiães ao lugar de São Lourenço. A estrutura é também um projeto da autoria do escultor Paulo Moura e possui uma vista privilegiada sobre o vale do Tua, convidando a entrar na silhueta de São Lourenço para desfrutar da magnífica paisagem marcada pelo recorte das montanhas onde coabitam os xistos com os granitos e se evidenciam as vinhas, os sobreiros e as oliveiras.

Miradouro da Brunheda

Miradouro situado no lugar da Brunheda, trata-se de um lugar por excelência para contemplar a paisagem do Vale do Tua. Deste local é possível observar as margens, que se assumem como um delimitador natural da área geográfica do concelho, numa área em que se evidencia a transição das encostas graníticas do vale para uma área mais plana na qual predominam os xistos e cuja paisagem se torna mais regular.

A zona da Brunheda funcionou como ponto nevrálgico de travessia do rio Tua, tendo existido diferentes formas de ligação entre ambas as margens ao longo do séc. XX, embora o seu atravessamento feito através de barca se realizasse desde tempos imemoriais, como testemunham os ex-votos existentes na capela do Sr. dos Passos.

Miradouro do Douro

Miradouro localizado a meia encosta voltada para o rio Douro, que possui um espaço de lazer próprio perfeitamente integrado na paisagem. Deste local, pode observar-se em pormenor um amplo troço do rio e toda a sua lindíssima área envolvente, as vinhas desenhadas nos socalcos e os povoados ribeirinhos.

Para além da contemplação do rio e de uma grande parte da região Património Mundial da UNESCO, é possível ver a Linha Ferroviária do Douro.

Miradouro da Fraga da Ola

Miradouro localizado no local do Pinhal do Douro. É constituído por uma estrutura metálica estrategicamente colocada para permitir uma vista panorâmica arrebatadora.

Deste local, pode-se observar um amplo troço do rio Douro, o vale do Ribeiro da Vila, assim como a famosa queda de água da Fraga da Ola.

A queda de água, que no momento da nossa visita se encontrava sem água, é objeto de interesse desde meados do século XVII, sendo-lhe feita referência nas Memórias Paroquiais de 1758, onde o pároco local realçava a existência de uma laje empinada, eminente e escorregadia por onde fluem as águas do Ribeiro do Síbio, mencionando ainda que, segundo o imaginário popular, é neste local que as feiticeiras vão à noite fazer “as suas costumadas danças e folguedos”.

Para Comer

Carrazeda de Ansiães possui uma gastronomia muito rica. No concelho existem alguns espaços que merecem uma visita, entre eles, a Taberna da Helena em plena vila ou o restaurante Calça Curta junto à foz do rio Tua, mesmo ao lado do rio Douro.

Ficamo-nos pelo restaurante do Grapple Hotel, um espaço que oferece um conjunto de pratos que alia a tradição à mais sofisticada arte culinária, recorrendo, essencialmente, aos produtos locais.

As nossas escolhas recaíram no Trio de bísaro, batata nova e migas de couve; Pasta com molho pesto; espargos, manjericão, tomate, mozarela e amêndoa laminada e, para terminar, Sobremesa Grapple, uma delícia confecionada à base de maçã da terra.

Para Ficar

Grapple Hotel & Spa

Se há coisa que apreciámos verdadeiramente é a tranquilidade de um espaço. Se a esta sensação, juntarmos as comodidades, a gastronomia e a simpatia, então, temos os ingredientes perfeitos para uma estadia muito agradável.

Carrazeda de Ansiães fica mesmo aqui ao lado. A paisagem nesta altura do ano transforma-se para dar lugar ao colorido, nas vinhas e nos pomares de maçã, um conjunto paisagístico que nos inundou as vistas.

Foi neste cenário, entre os rios Douro e Tua, que nos detivemos por algumas horas a desfrutar do fantástico Grapple Hotel & Spa.


Publicação original AQUI.

Carla & Leonel