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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Casa da Cultura acolhe exposição de máscaras rituais inspiradas em aves que dominam os céus

 A Casa da Cultura de Miranda do Douro acolhe uma exposição inédita de 40 máscaras em madeira, muitas relacionadas com rituais do solstício de inverno, inspiradas em espécies de aves que dominam as arribas do Douro Internacional.


Intitulada "De las Maçcarilhas als Páixaros” (“Das Máscaras aos Pássaros", a exposição resulta de um repto ao artesão mirandês Carlos Ferreira, lançado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), para construir máscaras com inspiração nas aves rupícolas e nos mascarados dos rituais ancestrais do território do Douro Internacional.

O autor da exposição Carlos Ferreira disse que a exposição "De Las Maçcarilhas als Páixaros” é um trabalho mais maturado, após várias experiências feitas no contexto de aproximar as máscaras dos rituais de inverno, e das aves que imperam nas alturas das montanhas: abutres, grifos, águia-real, águia de Bonelli, cegonhas-negras, entre outras espécies rupícolas, que nidificam nas arribas do Douro Internacional.

Francisco Pinto

Rural Move é um dos 24 projetos apoiados pela Fundação La Caixa

 A Rural Move - Associação para a Promoção do Investimento em Territórios de Baixa Densidade, sediada em Miranda do Douro, desenvolveu um dos 24 projetos de inclusão social a nível nacional apoiados pelo BPI e Fundação La Caixa, que este ano atribuem 1,1 milhões de euros. Trata-se de uma iniciativa “para a integração de filhos de migrantes nas escolas, nomeadamente ao nível da aprendizagem da língua portuguesa”, deu conta João Almeida, da Rural Move. O projeto está em implementação em municípios da zona centro.


A edição de 2026 recebeu 101 candidaturas, que solicitaram um financiamento global de 5,1 milhões de euros. “Os 24 projetos selecionados vão receber, em média, cerca de 46.840 euros para desenvolver iniciativas que contribuam para a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida de pessoas em situação de especial vulnerabilidade”, indicou uma fonte da Fundação La Caixa.

Glória Lopes

Alterações climáticas prejudicam época da apanha de cogumelos

 As alterações climáticas sentidas nos últimos dois ou três anos estão a prejudicar o aparecimento de várias espécies nobres de cogumelos comestíveis, devido ao terreno seco e a falta de humidade.


Segundo o presidente da Associação Micológica A Pantorra, Manuel Moredo, com sede em Mogadouro, no distrito de Bragança, este ano está ser péssimo para o aparecimento de cogumelos devido ao tempo quente e seco, o que leva a que estes fungos não se desenvolvam e consequentemente não aparecem no território do interior norte.

“O terreno está muito seco e não há perspetivas de chuva para as próximas duas semanas, pelo menos. Mesmo as espécies mais nobres, como os boletos, amanita caesarea ou setas de cardo, não vão aparecer por falta de humidade e apenas algum calor, o que torna este ano atípico para a apanha dos cogumelos silvestres.

Francisco Pinto

“Foi preciso partir muita pedra” mas Assembleia Municipal Jovem foi instalada

 Depois de meses de preparação, pela primeira vez, Bragança conta com a atividade de uma Assembleia Municipal Jovem, cuja instalação da mesa teve lugar na passada quarta-feira, 28, com a eleição das secretárias, Constança Relhas e Constança Rodrigues, na sessão inaugural.


À semelhança das duas jovens secretárias da mesa, os deputados membros da assembleia são alunos dos agrupamentos de escolas de Bragança, nomeadamente as secundárias de Abade de Baçal, Emídio Garcia, Miguel Torga e da Escola Profissional-EPPU e a Escola Profissional do IEFP.

O presidente da Assembleia Municipal Jovem é Eduardo Malhão, tal como da Assembleia Municipal de Bragança. A primeira sessão contou com a presença da presidente da Câmara Municipal de Bragança, Isabel Ferreira, vereadores na assistência, bem como dos líderes dos grupos partidários com representação.

O objetivo desta assembleia dedicada aos estudantes passa por contribuir para os aproximar do poder local, promover a cidadania ativa e dar-lhe voz.

O tema da primeira sessão ordinária foi ‘Os 50 anos do Poder Local’, que levou os deputados a analisar a democracia na atualidade. Tal como lembrou, o aluno Tiago Estroia, a política é o nosso dia a dia, que tanto abrange “a água que sai da torneira como o autocarro que nos leva para a escola”.

Glória Lopes

Agricultores desolados com quebra na produção e preços baixos da castanha

 A instabilidade climatérica, com temperaturas altas e falta de chuva, trocou as voltas aos produtores de castanha transmontanos que esperavam um ano de boa safra, mas que agora se queixam de uma campanha com “pouca rentabilidade”, confirmam responsáveis por organizações ligadas ao setor.


A quebra da produção, cujas previsões apontam para valores entre os 30 e os 40%, “não está a ser compensada pelo preço, que continua baixo entre 1,50 e 1,80 euros, ainda que alguns produtores estejam a vender a judia a dois euros. O que não é excelente”, aponta Abel Pereira, presidente da ARBOREA- Associação Florestal, com sede em Vinhais.

Fim do verão e outono sem chuva

Desde o final de setembro que não chove e o outono trouxe com ele um verão se S. Martinho antecipado. As altas temperaturas do final de outubro desidrataram o fruto que, desta forma, perdeu qualidade e peso. “Além disso, alguns produtores começaram a apanha mais tarde e essa castanha está mais seca e com menos peso. A que cai agora está melhor. Há algum bichado, porque há sempre, mas não se tem encontrado o fungo da podridão, o que é muito bom porque essa castanha não ser qualquer utilidade, enquanto a que tem bichado pode ser usada na indústria”, descreveu o dirigente da ARBOREA.

Glória Lopes

Sabores e Tradições já é uma referência enogastronómica no Douro e Nordeste Transmontano

 A incitativa enogastronómica “Sabores e Tradições” que decorreu no passado fim de semana em Freixo de Espada à Cinta é um certame consolidado no panorama dos atrativos turísticos da região de Nordeste Transmontano e Douro, tendo como principal apetência, aquilo que de melhor se faz neste concelho, no que respeita à gastronomia, vinhos e outros produtos agrícola.


O presidente da Câmara de Freixo de Espada à Cinta, Nuno Ferreira, salientou a importância deste certame, composto apenas por produtores/expositores locais, enquanto veículo de promoção dos produtos endógenos, das tradições e da cultura popular do concelho e a sua afirmação no território.

“Este tipo de certame tem uma importância estratégica para dar a conhecer os nossos produtos endógenos como o vinho, o azeite ou a amêndoa. O artesanato, a cultura, as tradições, a arquitetura manuelina, o orgulho e o bairrismo da identidade freixenista, fazem parte dos atributos no nosso concelho e que cada vez mais atraem visitante”, salientou o autarca.

Para Nuno Ferreira, promover o certame “Sabores e Tradições” é promover a identidade de Freixo de Espada à Cinta e aproximar as pessoas deste território, “único” de valorizar o que melhor se faz por esta região duriense.

Francisco Pinto

Município abate árvores no Bairro da Coxa porque estavam a provocar danos

 O abate de duas árvores na Rua Dra. Maria Guardiola, no Bairro da Coxa, em Bragança, na semana passada, originou contestação por parte de moradores naquela zona da cidade, que discordam do corte dos exemplares em causa, pois no seu entender não revestiam perigo para transeuntes, nem viaturas.


O caso deu azo a comentários desfavoráveis nas redes sociais, mas a presidente da Câmara de Bragança garante que o abate se justificou. “A intervenção em causa diz respeito a duas árvores na Rua Dra. Maria Guardiola e foi realizada na sequência de uma avaliação técnica dos serviços municipais, após terem sido reportadas por munícipes situações relacionadas com os danos provocados pelas raízes e as dificuldades de circulação pedonal”, explicou Isabel Ferreira ao Mensageiro.

Glória Lopes

“Estas empresas fazem uma predação dos nossos recursos naturais”

 Eduardo Tavares acusa as concessionárias das barragens de resistirem ao pagamento dos impostos devidos aos municípios e critica a complacência dos sucessivos governos. O presidente da Câmara de Alfândega da Fé afirma que o concelho poderá receber mais de meio milhão de euros por ano em IMI e derrama e garante que os autarcas não vão desistir da luta por uma distribuição mais justa da riqueza produzida nos seus territórios.


Mensageiro de Bragança (MB)
: Tem integrado, desde o mandato anterior, a estrutura da Associação Nacional de Municípios Portugueses dedicada às energias renováveis. Que balanço faz do trabalho desenvolvido?

Eduardo Tavares (ET): Alfândega da Fé integra a Secção de Municípios com Energias Renováveis desde 2022 e, desde essa altura, temos desenvolvido um trabalho de grande proximidade nestas matérias, nomeadamente na relação com as concessionárias de energias renováveis.

Estamos a falar de atividades que podem ter um impacto muito importante nos nossos territórios, especialmente nos de baixa densidade, que produzem energia e ajudam a mover o país.

Quero realçar que o Norte é responsável pela produção de mais de 50% da energia renovável do nosso país. Isso é um orgulho, mas não sentimos que exista uma contrapartida justa por essa produção, pela utilização dos nossos recursos naturais, das nossas serras, do solo, da água e dos rios.

Estas empresas têm beneficiado de muita complacência e benevolência por parte do Estado no pagamento dos impostos e tributos previstos na lei.

Não têm pago o IMI que entendemos ser devido pelas barragens e por outras infraestruturas, nem a derrama correspondente à exploração dos recursos naturais. Também têm faltado pagamentos de rendas e compensações previstas no Decreto-Lei n.º 424/83.

Estamos a falar de receitas que poderiam dar uma autonomia muito maior aos municípios e permitir desenvolver projetos de apoio aos jovens, às empresas e às populações.

LEIA A ENTREVISTA COMPLETA NA EDIÇÃO IMPRESSA OU ONLINE EM PDF

António Gonçalves Rodrigues

Concelho está a crescer mais depressa do que o país mas precisa de aproveitar melhor os recursos naturais

 Bragança está a crescer em população, emprego e atividade económica a um ritmo superior ao do país, mas precisa de aproveitar melhor os seus recursos naturais e diversificar a economia para consolidar esse crescimento. A análise é do antigo ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, que participou no encerramento da primeira Semana da Economia e Inovação, realizada no Brigantia Ecopark.


"Vejo as potencialidades de uma cidade que se transformou num polo sub-regional, que está a crescer em população, está a crescer em emprego, está a crescer economicamente mais depressa que o resto do país e, portanto, é uma terra de oportunidade", afirmou ao Mensageiro de Bragança.

O antigo governante considera que a região dispõe de condições para atrair mais investimento, destacando a capacidade e a vontade de empresários e autarcas para transformar as oportunidades em novos projetos.

Uma das áreas com maior potencial é o turismo, nomeadamente através da valorização do património natural, que Siza Vieira entende não dever constituir um obstáculo à atividade económica.

"É preciso que se permita que as comunidades, que as empresas possam trazer visitantes, valorizar os produtos endógenos, transformar aquilo que a natureza nos deixou em valor para o mercado", defendeu.

O antigo ministro sustentou que a preservação dos espaços naturais deve ser conciliada com o desenvolvimento económico, lembrando que a própria paisagem resulta, em grande medida, da intervenção humana.

"Temos que o continuar a trabalhar, temos que o continuar a valorizar, não é deixar tudo parado", afirmou.

Além do turismo, Siza Vieira defendeu o reforço da indústria e dos serviços, considerando que a diversificação económica é essencial para criar riqueza e emprego na região.

A primeira Semana da Economia e Inovação, promovida pelo Município de Bragança, terminou com um balanço positivo da organização, sobretudo pela adesão dos empresários e pela participação nos debates.

O diretor do Brigantia Ecopark, Jorge Humberto, destacou a sala cheia no último dia, dedicado à inovação, e a discussão gerada nas sessões sobre emprego e qualificação profissional.

"Era colocar em confronto quem emprega, quem qualifica e quem trabalha. Foi extremamente positivo", considerou.

Um dos problemas que mais marcou os debates foi a dificuldade das instituições do setor social em encontrar trabalhadores, tema que motivou uma discussão particularmente participada.

"A mesa foi tão dinâmica que nem houve a pausa prevista", revelou.

Financiamento e burocracia em próximas edições

Apesar da adesão registada, Jorge Humberto reconheceu que a iniciativa deixou questões importantes por aprofundar, nomeadamente o acesso das empresas ao financiamento, a burocracia e a simplificação dos procedimentos administrativos. "Temos de falar de financiamento, otimização da burocracia, simplificação dos processos", apontou. O responsável pretende ainda reforçar a ligação entre os centros de investigação e as empresas, para que o conhecimento científico se traduza mais facilmente em inovação e oportunidades de negócio.

Outro dos desafios passa por atrair mais jovens aos debates e melhorar alguns aspetos organizativos, como os horários e a utilização dos espaços.

"Na globalidade, creio que correu bem. Os desafios serão bem maiores nas próximas edições", admitiu.

António Gonçalves Rodrigues

Isabel Ferreira aponta falta de projetos herdados e quer concluir grandes obras ainda neste mandato

 A presidente da Câmara de Bragança, Isabel Ferreira, considera que o primeiro ano de mandato foi marcado por uma profunda reorganização dos serviços municipais e pela preparação de projetos de investimento, criticando a falta de projetos de execução que encontrou quando assumiu funções, no final de 2025.


Durante uma sessão pública de balanço dos primeiros 12 meses à frente do Município, a autarca explicou que a prioridade foi preparar candidaturas a fundos comunitários e lançar procedimentos para obras que pretende concretizar ainda neste mandato.

"Quando entrámos, no final de 2025, estávamos com o PT 2030 a decorrer em pleno e com o PRR a terminar", recordou, considerando especialmente preocupante a ausência de projetos de execução preparados para aproveitar essas oportunidades de financiamento.

Isabel Ferreira comparou a situação de Bragança com a de outros municípios, onde os atuais executivos estão a inaugurar obras herdadas dos antecessores.

"O que vejo em muitos municípios à volta é os meus colegas estarem a inaugurar uma série de obras que herdaram dos executivos anteriores. Mas eu já nem sequer falo em empreitadas, falo mesmo em projetos", afirmou.

A presidente da Câmara defendeu que qualquer executivo deve manter permanentemente uma carteira de projetos preparada para responder à abertura de candidaturas.

"Temos que estar sistematicamente com projetos de execução, porque a qualquer momento pode aparecer uma oportunidade de financiamento e isso é fulcral para Bragança, porque o nosso orçamento é reduzido e está muito comprometido com a despesa", justificou.

Saneamento de Gimonde e São Bartolomeu entre os investimentos

Entre os investimentos que deverão avançar a curto prazo, Isabel Ferreira destacou a obra de saneamento em Gimonde, já em fase de adjudicação, e as intervenções previstas em São Bartolomeu e nas piscinas.

A autarca revelou ainda que o Município conseguiu aprovar uma candidatura para a construção de um Centro de Recolha Oficial de Animais, apesar de não dispor inicialmente de um projeto de execução.

A candidatura foi apresentada com um estudo prévio, sendo agora necessário concluir o projeto e iniciar a obra dentro dos prazos estabelecidos pela entidade financiadora, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária.

Isabel Ferreira reconheceu que a preparação simultânea de candidaturas e empreitadas tem exigido maior esforço aos serviços municipais, mas considera indispensável aproveitar todas as oportunidades disponíveis.

"Temos que arriscar. Uma lição muito grande que trago do Governo e da Assembleia da República é que, para concretizarmos 10%, temos de ter um universo de 100", afirmou.

Quer grandes obras concluídas antes do final do mandato

A presidente da Câmara rejeitou a ideia de que um primeiro mandato autárquico deva servir apenas para preparar investimentos a concretizar posteriormente.

"Não gosto quando as pessoas dizem que no primeiro mandato não se consegue fazer nada, que é preciso mais um mandato. O meu objetivo é fazer coisas no primeiro mandato", assegurou.

Entre as intervenções que pretende ver concretizadas destacou a Praça Camões, o Rio Fervença, São Bartolomeu e o Jardim José de Almeida.

"Serei uma presidente feliz se conseguir executar tudo aquilo de que estivemos a falar, estas grandes obras", afirmou, acrescentando que pretende chegar ao final do mandato com os investimentos realizados e consolidados.

Reorganização dos serviços marcou primeiro ano

Isabel Ferreira classificou como "muito positivo" o balanço dos primeiros 12 meses, embora tenha reconhecido que o processo exigiu alterações profundas no funcionamento da autarquia.

Segundo explicou, a reorganização implicou mudanças físicas de trabalhadores, revisão de procedimentos e atualização de regulamentos municipais.

"Foi um ano de trabalho muito intenso, que envolveu o executivo, os dirigentes e os trabalhadores do Município numa nova dinâmica", sublinhou.

A presidente da Câmara reconheceu que algumas mudanças retiraram trabalhadores das suas rotinas habituais e exigiram uma adaptação a novos métodos de funcionamento.

A opção de entregar aos dirigentes e responsáveis técnicos a apresentação pública dos resultados do primeiro ano foi também assumida pela autarca como uma forma de dar transparência ao balanço.

Isabel Ferreira rejeitou as críticas de que a sessão deveria ter sido conduzida exclusivamente por responsáveis políticos, defendendo que os técnicos conhecem melhor os processos que acompanharam diretamente.

"Se a máquina não estiver alinhada, nada acontece", salientou.

A autarca considerou que a apresentação pelos próprios serviços permitiu mostrar o trabalho desenvolvido sem transformar a sessão numa intervenção exclusivamente política.

No final, manifestou satisfação com a adesão do público e destacou a proximidade que considera existir entre o executivo e os munícipes.

"Sinto muito apoio das pessoas. As pessoas não têm problemas em dizer as suas dificuldades em qualquer momento", concluiu.

António G. Rodrigues

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Cachico -Mercado Rural Carcão 2026

 Temos um cartaz a pensar em todos (as), desde os costumes, tradições, gastronomia, teatro e muita, mas muita animação. 

Estamos à vossa espera nos dias 13, 14 e 15 de novembro.

Bragança acolheu três importantes iniciativas que promoveram a partilha de conhecimentos, a inovação e a reflexão sobre diferentes desafios da sociedade.

 O PANIBERIA 2026 – Festival Ibérico do Pão, Cereais e Inovação, as III Jornadas de Enfermagem de Saúde Materna e Obstetrícia e o Seminário “Trabalho, Pressão e Limites – Onde Começa o Risco Psicossocial” reuniram profissionais, especialistas e participantes em torno de temas ligados à tradição, à saúde e ao bem-estar, reforçando a importância do conhecimento e da troca de experiências.

Voltar a casa - Reservas Da Biosfera

RFID - Eidentificaçon por Rádiofrequéncia

Trabalhadores da empresa de limpeza que presta serviço no Hospital em greve

Cut Out dedica coleção a espécies ameaçadas como o Lobo-Ibérico e parte das receitas revertem para a WWF

 “Isto não é só um lobo! É uma peça para montar, descobrir e olhar de outra maneira”. A ideia de conceber um objeto alusivo ao Lobo-Ibérico, uma espécie protegida por lei em Portugal, nasceu no atelier Cut Out, em Bragança, quando Mário Ortega, arquiteto, leu uma notícia sobre uma mudança legislativa em Espanha que passou a permitir o abate destes animais. “Isso originou uma vaga de caça ao lobo. Não sendo o Lobo-Ibérico nem português, nem espanhol, sentimos necessidade de marcar que o lobo deve ser protegido, ainda que dentro de uma convivência com o humano e as outras espécies”, contou Mário Ortega ao Mensageiro.


Antes de meter mãos ao trabalho e de se aventurar na produção de um objeto ligado a esta espécie tão mitológica, a Cut Out estabeleceu uma parceria com a WWF ((World Wide Fund for Nature), associação ambientalista que tem a defesa do lobo-ibérico entre as suas preocupações, para criar a coleção Espécies em Risco, em fase de lançamento. “Pedimos para nos apoiar no desenvolvimento de uma coleção, em que parte do valor da venda revertesse para a WWF-Portugal e esta usa-se a verba para a promoção da defesa das espécies em risco. Eles propuseram três espécies, que nós respeitamos, nomeadamente o lobo-ibérico, o lince-ibérico e o urso pardo. A ideia é que fossem espécies ibéricas, que estivessem presentes na Península Ibérica para termos uma abrangência maior”, revelou.

Após esse desafio iniciaram o desenvolvimento da coleção em madeira, começando pelo lobo-ibérico, disponibilizando por sete peças: um puzzle com três variantes (montado, para montar ou para pintar-montar), o sempre em pé, que é a figura mais exclusiva da coleção e remete para os brinquedos de antigamente, quando “não eram precisas pilhas para termos movimento e despertar o interesse sobre o que é o equilíbrio, fazendo uma paralelo com o equilíbrio dentro da biodiversidade e da natureza”, destacou o arquiteto. Junta-se ainda peças mais pequenas, como brincos, colares, ímanes, pregadeira e porta-chaves.

Glória Lopes

Universidade de Bragança incluída num projeto nacional para integração de deficientes no mercado de trabalho

 A Universidade Politécnica de Bragança é um dos parceiros do Valor T – Agência de Empregabilidade para Pessoas com Deficiência, uma iniciativa da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, de âmbito nacional, “que tem como missão promover a inclusão profissional das pessoas com deficiência, valorizando os seus talentos, competências e potencialidades”, informou esta quarta-feira uma fonte daquela instituição.


A Valor T procura facilitar o acesso ao mercado de trabalho, aproximando candidatos e entidades empregadoras e promovendo oportunidades de emprego mais inclusivas, dignas e sustentáveis. A sua intervenção assenta na valorização de cada pessoa, no desenvolvimento de competências e na criação de condições que favoreçam uma integração profissional bem-sucedida.

Neste contexto, a Universidade Politécnica de Bragança “pretende contribuir ativamente para a dinamização de iniciativas que reforcem a articulação entre a academia e o mundo do trabalho, tendo em consideração as características, as necessidades e os desafios do tecido empresarial da região. Esta colaboração visa promover a igualdade de oportunidades, valorizar o talento e facilitar a transição do ensino superior para o mercado de trabalho, contribuindo para uma sociedade mais inclusiva e acessível”, acrescenta a fonte.

A coordenação e dinamização local das ações estão a cargo de uma equipa de três docentes da Escola Superior de Educação, constituída por Catarina Vasques, coordenadora da equipa e subdiretora da Escola Superior de Educação, e pelos docentes Maria do Céu Ribeiro e Manuel Luís Pinto Castanheira.

GL

spiritFEST regressa com seis propostas musicais fora do circuito convencional

 O spiritFest-Festival Independente regressa a Bragana no próximo dia 21 de novembro, com agenda marcada para dois espaços do centro histórico, nomeadamente o MINA Creative Hub e Lost Corner.


Segundo a organização a 12.ª edição mantém-se “fiel à sua natureza independente e à lógica DIY que tem acompanhado o seu percurso”, reunindo “propostas musicais de diferentes geografias, linguagens e universos sonoros, apostando na descoberta, na experimentação e na circulação de projetos afastados dos circuitos mais convencionais”.

Do cartaz constam seis projetos que desafiam classificações e fronteiras musicais. A fusão alienígena de 2rana 3crana cruza-se com a energia da cumbia punk de Lucha Luna, enquanto Plaka constrói uma manta de retalhos instrumental onde diferentes referências se encontram sem pedir licença. A exploração sonora de Eva na Gruta junta-se às propostas de Os Dois Somos Um e Estendal, num alinhamento que privilegia a diversidade, a imprevisibilidade e a liberdade criativa.

Nesta edição, o spiritFEST volta a ocupar o centro histórico de Bragança, distribuindo a programação por dois espaços que partilham uma afinidade natural com a filosofia do festival: MINA Creative Hub e Lost Corner. Dois lugares de resistência cultural e de afirmação independente, onde a proximidade entre artistas, público e comunidade continua a ser parte essencial da experiência.

Ao longo das suas doze edições, o spiritFEST tem afirmado uma identidade própria, assente na promoção de projetos alternativos, na descentralização cultural e na criação de oportunidades para propostas artísticas que raramente encontram espaço nos grandes circuitos de programação. “Mais do que um festival com uma fórmula definida, o spiritFEST continua a ser um exercício de independência: sem data fixa, sem preço fixo e sem local fixo. Um festival que acontece pela vontade de fazer acontecer”, refere a organização.

"Trava Línguas" - COPO, COPO, JERICOPO

“Trava-Línguas” para ser dito rapidamente e em voz alta


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Copo, copo, jericopo

Jericopo, copo cá.

Quem não disser três vezes:

Copo, copo, jericopo

Jericopo, copo cá,

Por este copo não beberá.

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Fonte: VELHAS LENGALENGAS
E RIMAS DO ARCO-DA-VELHA
[Compilado pela equipa do Luso-Livros]

VILA FLOR ABRE CANDIDATURAS A BOLSAS DE ESTUDO PARA O ANO LETIVO 2026/2027

 O Município de Vila Flor tem abertas as candidaturas às Bolsas de Estudo para o ano letivo 2026/2027, uma medida de apoio financeiro destinada aos jovens estudantes residentes no concelho.


O período de candidatura decorre entre 3 de novembro e 31 de dezembro de 2026, devendo os interessados entregar os respetivos processos no BUA – Balcão Único de Atendimento do Município.

Com esta iniciativa, a autarquia pretende contribuir para apoiar os encargos associados à frequência do ensino, reconhecendo a importância da formação académica e da qualificação dos jovens para o seu futuro pessoal e profissional.

A atribuição destas bolsas representa também uma forma de promover a igualdade de oportunidades no acesso à educação, procurando minimizar as dificuldades financeiras que podem condicionar o percurso escolar dos estudantes e apoiar as famílias do concelho.

Os jovens interessados em beneficiar deste apoio devem, assim, ter atenção ao prazo estabelecido e apresentar a candidatura até 31 de dezembro de 2026.

Ana Luísa Lopes
Foto: DR