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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

O Município de Bragança reforçou a sua capacidade de prevenção e combate aos incêndios rurais com a aquisição de uma nova máquina de rasto, num investimento de 541.446 euros, com financiamento de fundos europeus.

Visit Bragança Portugal

Cruz Vermelha promove recolha de sangue em Bragança a 18 de agosto

 A Delegação de Bragança da Cruz Vermelha Portuguesa promove uma recolha de sangue no próximo dia 18 de agosto, entre as 10:30 e as 18:00, nas suas instalações, junto à cadeia.
Em nota de imprensa, a instituição apela à participação da população, recordando que as dádivas "são fundamentais para salvar vidas e assegurar as reservas de sangue necessárias nos hospitais".

A Cruz Vermelha desafia também quem não reúna condições para dar sangue a divulgar a iniciativa junto de familiares, amigos e colegas, considerando que a partilha da informação representa igualmente uma forma de apoiar a causa.

Os dadores regulares e saudáveis podem continuar a dar sangue até aos 70 anos, desde que sejam submetidos a uma avaliação médica individual.

Mais informações podem ser solicitadas diretamente à Delegação de Bragança da Cruz Vermelha Portuguesa, através dos contactos habituais:

E-mail: braganca@cruzvermelha.org.pt
Telf: (+351) 273324420 (chamada para rede fixa nacional)
Telm: (+351)910133269 (rede móvel nacional)
Morada: Rua 1º de Maio, nº 2, 5300-237 Bragança
Facebook: www.facebook.com/jcv.braganca
Instagram : www.instagram.com/jcv.braganca/

VIRGÍLIO TAVARES RECUPERA MEMÓRIAS DA GUERRA COLONIAL EM ANGOLA

 O Transmontano Virgílio Tavares apresentou o livro “Guerra Colonial: Memórias da Companhia de Cavalaria 8440, Angola, 1974/1975”, uma obra que recupera as experiências dos militares portugueses em Angola nos últimos anos da Guerra Colonial, preservando memórias e testemunhos de um período marcante da História de Portugal.

Jornalista: Vitória Botelho

MACEDO DE CAVALEIROS AVANÇA COM INVESTIMENTO DE 1,38 MILHÕES DE EUROS NA RENOVAÇÃO DAS REDES DE ÁGUA

 O Município de Macedo de Cavaleiros está a avançar com um conjunto de intervenções destinadas a modernizar a rede de abastecimento de água e a reduzir as perdas registadas no sistema, num investimento global de 1.381.584,45 euros.


A intervenção foi acompanhada esta manhã pelo presidente da Câmara Municipal, Sérgio Borges, durante uma visita à obra de remodelação da rede de abastecimento na freguesia de Morais. Os trabalhos integram a primeira fase do programa de requalificação das redes de água do concelho.

Além de Morais, o projeto contempla intervenções em Podence, na Rua Camilo Castelo Branco e na Rua da Juventude. A intervenção prevista para a freguesia de Lombo encontra-se já concluída.

A renovação das infraestruturas surge num contexto de preocupação com as elevadas perdas de água verificadas na rede municipal, que representam desperdício de um recurso essencial e têm também impacto nos custos associados à gestão do serviço.

Na freguesia de Morais, os trabalhos representam um investimento de 619.234,92 euros, contando com um financiamento europeu de 314.343,86 euros através do Programa Regional NORTE 2030. No conjunto das intervenções previstas, o investimento ascende a mais de 1,38 milhões de euros.

A substituição e requalificação das condutas pretende contribuir para uma utilização mais eficiente da água, diminuir desperdícios, melhorar o funcionamento da rede e reforçar a qualidade do serviço prestado à população.

Para o Município, a modernização destas infraestruturas assume ainda uma dimensão ambiental, ao permitir uma gestão mais sustentável dos recursos hídricos e preparar a rede para responder às necessidades futuras do concelho.

A autarquia considera que o investimento representa, assim, uma aposta na eficiência do serviço público e na sustentabilidade, procurando garantir melhores condições de abastecimento e uma utilização mais responsável da água.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

Bomba atómica em Hiroshima: 6 de agosto de 1945, às 8h15... a vergonha da humanidade

Por: Fernando Calado
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


 O dia iluminou-se como se um segundo sol tivesse rasgado o céu... acordou o silêncio… e uma estrada abriu-se para o horizonte difuso da morte…

Ouviram-se vozes... gritos… adeus… lágrimas de terror e saudade… monstruosa perpassou a morte no delírio insano do horror.

…as lágrimas secaram… os gritos calaram-se… crepitam as chamas na quadratura do infinito… Guernica… tão perto… disforme no limite do desespero humano!

… para trás ficaram sonhos não sonhados!

… beijos que se perderam no limite do desejo

… amo-te tanto!... que não se disse!... e a casa tão perto…

… meu filho!

… gritos… chamas… cinza… a hora imprevista… duma chegada adiada…

… choramos todos os filhos sem pais…. todas os pais sem filhos, todas as casas sem dono… todas as aldeias e cidades sem vozes… todos os que não chegaram… choramos o espanto… o medo… a dor… e fico-me enfurecido com o Deus da guerra, dos dilúvios… de Sodoma e Gomorra… da matança dos primogénitos dos egípcios… “Todos os primogênitos do Egito morrerão, desde o filho mais velho do faraó, herdeiro do trono, até o filho mais velho da escrava que trabalha no moinho, e também todas as primeiras crias do gado.” (Êxodo 11)

… este não é o meu Deus… talvez reencontre outro Deus… o Deus da misericórdia e da compaixão… talvez reencontre o Deus da vida no pinheiro ardido que reverdece… na primeira rosa da primavera… na esperança para além da partida…. esse será o meu Deus… tudo o mais é dor… sofrimentos… morte e destruição… alienação…

… e isso não entendo! 


Fernando Calado
nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança. 
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.

Município de Mogadouro apresenta posição de discordância na Consulta Pública da Central Solar Fotovoltaica de Cereiro (Hibridização da Central Hidroelétrica de Bemposta)

 O Município de Mogadouro submeteu hoje, através do Portal Participa, a sua participação na Consulta Pública da Proposta de Definição do Âmbito do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do Projeto da Central Solar Fotovoltaica de Cereiro, tendo a mesma sido formalmente registada com a classificação de "Discordância".


Na exposição apresentada, o Município reafirma a posição institucional que tem vindo a defender relativamente à instalação de novas infraestruturas de produção de energia no concelho, considerando que Mogadouro já presta um contributo muito significativo para a produção nacional de energia renovável, através dos aproveitamentos hidroelétricos, parques eólicos e restantes infraestruturas energéticas existentes. - Entende, por isso, que o território suporta atualmente um nível de pressão territorial e ambiental que ultrapassa o que seria desejável numa perspetiva de desenvolvimento sustentável e de equilíbrio territorial.

Ao longo de um parecer técnico e jurídico exaustivo, o Município defende que o futuro Estudo de Impacte Ambiental deverá aprofundar matérias fundamentais como a avaliação dos impactes cumulativos, a capacidade de carga territorial, a proteção da paisagem, da biodiversidade, da agricultura, da pecuária, do património cultural, dos recursos hídricos e da atividade turística, propondo ainda a adoção de critérios metodológicos mais exigentes para a análise dos efeitos do projeto.

O Executivo Municipal sustenta que, caso essas metodologias sejam efetivamente aplicadas durante a Avaliação de Impacte Ambiental, a conclusão será necessariamente coincidente com a posição assumida pelo Município:

O concelho de Mogadouro já contribui de forma muito expressiva para a produção de energias renováveis e não deve continuar a receber novos projetos desta natureza, sob pena de comprometer de forma irreversível a qualidade ambiental, a paisagem, a atividade económica tradicional e a qualidade de vida das populações.

Na Declaração prévia que integra o documento submetido, o Município deixou expresso que se opõe veementemente à instalação de novas infraestruturas de produção de energia no concelho de Mogadouro, por entender que a continuidade desta pressão comprometerá de forma crescente os valores naturais, paisagísticos, agrícolas, turísticos e patrimoniais que constituem a identidade do território e o principal legado a preservar para as gerações futuras.

Pode consultar AQUI o documento completo da participação do Município.

João Carlos Pereira ( O Carlinhos da Sé)

Assim eram os julgamentos de animais na Baixa Idade Média

 Os julgamentos de animais foram realizados em toda a Europa até finais do século XVIII e contavam com as mesmas garantias que qualquer outro processo judicial.

iStock - Julgamento de uma porca em Lavegny pelo assassinato de uma criança no século XV.

Os julgamentos de animais foram realizados em toda a Europa até finais do século XVIII e contavam com as mesmas garantias que qualquer outro processo judicial.

Por surreal que pareça, isto poderia ser a acta de um julgamento na Baixa Idade Média de aves, insectos e gado. Os culpados eram multados, encarcerados e, no pior dos casos, executados por autênticos carrascos profissionais.

Os julgamentos de animais não eram uma peculiaridade na Europa medieval. Com efeito, foram realizados em vários locais desde a Baixa Idade Média até finais do século XVIII. Fossem animais de criação ou selvagens, os actos mais desprezíveis, criminosos ou imorais, eram castigados sob o mesmo prisma que qualquer ser humano. Da mesma forma, tinham um julgamento “justo” para a época, com direito a serem representados por um advogado e a defenderem-se.

Aves, insectos e animais: em julgamento

Encontraram-se vários casos de julgamentos de animais que explicam a complexidade destes processos, que seguiam os códigos penais da altura e eram inteiramente comparáveis com os de qualquer ser humano. Podiam ser indivíduos isolados ou matilhas inteiras e os casos poderiam ir desde julgamentos de cavalos ou vacas por assassinato a julgamentos de ovelhas por “terem consentido” ser vítimas de bestialidade (relações sexuais com humanos).

O pior estava reservado para os porcos, que, naquela altura, costumavam viver nas casas, ao lado dos humanos. Por vezes, eram relatados casos em que devoravam crianças e bebés.

Um julgamento “justo”

Os julgamentos de animais tinham todas as garantias dos processos policiais da época. Eram presididos por juízes comuns e defendidos por advogados. No início do século XVI, uns ratinhos da diocese de Autun, na Borgonha, foram acusados de terem comido a colheita de cevada.

Os ratinhos não compareceram em tribunal e o advogado justificou a sua ausência argumentando que os gatos ali presentes como testemunhas os punham em perigo. O juiz outorgou uma prorrogação, mas não há registo de que os ratinhos se tenham apresentado. Não é uma fábula, é história.

Com efeito, no caso das pragas acusadas de acabar com colheitas, como era o caso de roedores, gafanhotos ou sanguessugas, as acções costumavam ser processadas por tribunais eclesiásticos e cumpriam uma função prática para além de servirem de exemplo. Por razões evidentes, os condenados não eram detidos, mas excomungados e obrigados a abandonar o território. Desta forma, conseguiam livrar-se das complicações causadas por estes animais.

iStock - Na imagem que integra o livro Scènes de la vie privée et publique des animaux (1842), o ilustrador J.J. Grandville imaginou um tribunal com animais antropomórficos.

A consciência de culpabilidade

Embora possa parecer estranho, os julgamentos de animais seguem uma lógica condicente com o sistema de valores desta época histórica. Não é que as pessoas acreditassem realmente que os animais tinham consciência e premeditavam os seus actos, mas a lei e os princípios fundamentais não eram regidos pela racionalidade e pela inteligência, tendo muito a ver com a religião. Para a Igreja Católica, estes actos, considerados imorais, eram uma manifestação diabólica no corpo dos animais. Uma visão do mundo baseada na contraposição do bem e do mal, onde Deus ocupava o centro do universo.

Os gatos: a grande excepção

É possível encontrar acusações contra diferentes mamíferos, aves e insectos nas compilações de julgamentos de animais, mas há um grande ausente sobre o qual quase não há registos: os gatos. No entanto, podiam ser chamados como testemunhas em casos contra outros animais, algo bastante habitual nestes processos.

Não é que os felinos fossem encarados com especial benevolência, mas, como explica, Rod Philips, professor de História na Universidade de Carleton (Canadá), no seu livro Cats, A History, a sua natureza simplesmente não colidia com a vida dos humanos e os seus interesses. Por outras palavras, não comiam as colheitas, nem representavam um perigo real para os povoados humanos.

A função social: o equilíbrio divino

Na verdade, estes julgamentos de animais seguiam uma abordagem que desempenhava uma função social imprescindível: manter o equilíbrio divino que se pensava governar o mundo. Na Idade Média, achava-se que Deus ocupava um papel central e que tudo deveria estar em harmonia com ele. Por conseguinte, estes actos “criminosos” deveriam ser perseguidos e reprimidos, para sustentar a moralidade do universo.

Este pensamento chegou ao fim no século XVIII com a chegada do Iluminismo, que substituiu o pensamento moral religioso pelo racional e científico, levando, por sua vez, ao desaparecimento progressivo dos julgamentos de animais.

Raúl Barroso Valle
Actualizado a 17 de junho de 2026

Eclipse à mesa: onde comer em Bragança no dia em que o Sol desaparece

 Bragança prepara-se para receber milhares de visitantes a 12 de agosto de 2026, quando um eclipse solar total levará todas as atenções até ao nordeste transmontano. Antes ou depois do fenómeno, aproveite para conhecer alguns dos restaurantes que melhor representam os sabores e os produtos da região.

Getty

A 12 de agosto de 2026, os olhos voltam-se para Bragança. Será ali, no extremo nordeste do país, que Portugal viverá o momento mais raro deste eclipse solar histórico, o primeiro com totalidade visível em território nacional desde 1912. Entre Rio de Onor e Guadramil, no Parque Natural de Montesinho, a Lua ocultará totalmente o Sol durante cerca de 26 segundos, fazendo a luz do fim da tarde desaparecer durante alguns segundos perante milhares de observadores. Na cidade de Bragança e no restante distrito, a ocultação será praticamente total, num espetáculo astronómico que promete ficar na memória de quem o testemunhar.

A raridade do momento explica a expectativa em torno do fenómeno. Depois de 12 de agosto de 2026, o próximo eclipse solar total visível em Portugal está previsto apenas para 2144, tornando esta uma oportunidade única na vida da maioria dos portugueses.

Mesmo para quem não conseguir alojamento em Bragança, será possível observar o eclipse em qualquer ponto do país, ainda que com diferentes níveis de ocultação. Com base no Guia Boa Cama Boa Mesa 2026 e no Guia 365 Tascas & Marisqueiras, saiba onde comer antes ou depois de assistir a este fenómeno raro, quando a Lua ocultar o Sol sobre o nordeste transmontano.

Contradição

Contradição

Neste gastrobar, criado durante a pandemia na cidadela do Castelo de Bragança, a família Geadas apresenta uma cozinha de base transmontana, reinterpretando alguns produtos e pratos tradicionais. A ementa do Contradição, desenhada a pensar na partilha, engloba sugestões como a “Chamuça da Tia Mariema”, em versões carnívora e vegetariana, “Ovo, alheira, maçã e pão lêvedo” ou, nas sobremesas, “Mil-folhas de castanhas e eucalipto”, com mousse de castanha e gelado de eucalipto a acompanhar. Tudo surge com apresentação cuidada. A cozinha é aberta e o ambiente informal. Preço médio: €30.

Rua Rainha D. Amélia II, 222, Bragança. Tel. 926844363

G Restaurante

G Restaurante

Os produtos tradicionais da região continuam a ter primazia neste restaurante de alta cozinha dos irmãos Óscar e António Gonçalves, mais conhecidos por Geadas. Distinguido com um Garfo de Ouro no Guia Boa Cama Boa Mesa 2026, afirma-se como uma das grandes referências gastronómicas de Trás-os-Montes. Se ao primeiro cabe a tarefa criativa na cozinha, o segundo, além de escanção, assegura o serviço de sala, com vista para o Castelo de Bragança.

A cozinha do G. Restaurante parte dos produtos da região e da sazonalidade para construir pratos de autor que reinterpretam a tradição transmontana. A experiência pode começar com uma degustação de azeites locais ou com bebidas preparadas no momento, seguindo depois por propostas que cruzam criatividade e território. Embora as carnes tenham protagonismo, o peixe e o marisco também marcam presença, em combinações que ligam ingredientes do mar e da montanha. Existem ainda menus de degustação e opções vegetarianas, revelando diferentes perspetivas sobre a cozinha contemporânea da região. Preço médio: €95.

Pousada de Bragança, Estrada do Turismo, Bragança. Tel. 273331493

O Abel

O Abel

As carnes transmontanas grelhadas na brasa e aromatizadas com ervas da região são as estrelas deste restaurante familiar, cuja história começou há mais de 40 anos. Inicialmente dedicado aos petiscos, O Abel foi crescendo até se tornar uma das referências gastronómicas de Gimonde. A “Posta à Abel” é uma aposta segura, a complementar com alheira tradicional, chouriça assada e sobremesas caseiras como a “Tarte de castanha” ou “Queijo com doce”. Na loja de produtos regionais encontram-se enchidos, mel, artesanato e outros símbolos da cultura transmontana. Preço médio: €25.

Rua do Sabor, Gimonde. Tel. 273382555

O Copinhos

O Copinhos

Pratos de cozinha regional, petiscos transmontanos e convívio são os principais ingredientes desta casa de pasto no centro de Bragança. O ambiente d’O Copinhos é rústico e familiar, com decoração inspirada no mundo agrícola, e a tradição continua a orientar tudo o que chega à mesa. Diariamente há uma seleção de petiscos servidos em pequenos pratos, como “Moelas”, “Rojões do redenho”, “Salada de orelha”, “Rins”, “Pataniscas” e “Iscas”. Entre as especialidades mais procuradas destacam-se os “Pikantones” e os “Pezinhos com cominhos”, propostas que ajudam a distinguir a casa da restante oferta local. A ementa inclui ainda vários pratos de panela, servidos em dias específicos da semana. O “Cozido à portuguesa”, disponível à quarta-feira, é uma das sugestões que reúne mais apreciadores. Tudo servido num ambiente descontraído, onde não são raras as cantorias espontâneas. Preço médio: €15.

Rua Conde de Arães, 9, Bragança. Tel. 934206251

O Geadas

O Geadas

Iracema e Adérito Gonçalves são os rostos deste restaurante de cozinha tradicional, que valoriza os sabores transmontanos, dos enchidos ao javali, passando pela vitela e pelo porco Bísaro. A aposta no restaurante O Geadas assenta na qualidade da matéria-prima, abrangendo peixe, caça, carnes da região, marisco e cogumelos. Entre os pratos mais procurados destacam-se “Perdiz à Geadas” e “Arroz de lebre”, especialidades que ajudam a explicar a longevidade da casa. O ambiente é confortável e o serviço distingue-se pela atenção ao cliente. Preço médio: €35.

Rua Dr. José Damasceno Campos, Bragança. Tel. 273326002

O Javali

O Javali

O nome revela desde logo uma das especialidades desta casa familiar, onde o javali chega à mesa sob diferentes formas. Há propostas como “Empada de javali” e “Arroz de javali”, mas a oferta vai muito além da caça. Com mais de duas décadas de atividade, o restaurante aposta também em carnes de raças autóctones e noutros produtos da região. Entre as sugestões do restaurante O Javali encontra-se “Crepe recheado com cogumelos”, distinguido em concurso gastronómico, e “Sopa de castanha”. Para uma experiência mais abrangente existe um menu de degustação. Tudo é servido num espaço acolhedor, de decoração rústica, complementado por uma garrafeira digna de atenção. Preço médio: €30.

Estrada do Portelo, km 5, Bragança. Tel. 273333898

Restaurante Típico D. Roberto

Restaurante Típico D.Roberto

Restaurante, taberna e loja de produtos regionais são as três vertentes deste negócio familiar que já vai na terceira geração. O nome presta homenagem ao fundador, conhecido na aldeia por Roberto. As carnes de criação própria constituem a base da ementa, começando logo nas entradas, com vários enchidos e presunto. Entre os pratos mais procurados no Restaurante Típico D. Roberto surgem as propostas de caça e a “Trilogia de porco de raça Bísara”, composta por secretos, costela e lombinho. Preço médio: €25.

Rua Coronel Álvaro Cepeda, 1, Gimonde. Tel. 273302510

Solar Bragançano

Solar Bragançano

Aberto há cerca de quatro décadas, este restaurante de cozinha regional tem como especialidade os pratos de caça preparados no fogo, em potes de ferro, numa casa onde o forno a lenha continua a desempenhar papel central. A “Vitela Mirandesa” certificada, o cordeiro e o cabrito fazem parte das propostas mais emblemáticas. O Solar Bragançano funciona no primeiro andar de um edifício do século XVIII, com pátio interior e um ambiente que faz lembrar um pequeno museu. Durante os últimos anos, uma antiga biblioteca foi transformada em sala de refeições, mantendo ainda muitos livros e tornando-se uma das áreas mais procuradas pelos clientes. Preço médio: €30.

Praça da Sé, 34, Bragança. Tel. 273323875

BRAGANÇA AVANÇA COM OBRAS DE REQUALIFICAÇÃO E PAVIMENTAÇÃO EM VÁRIAS ZONAS DA CIDADE

 O Município de Bragança continua a desenvolver um conjunto de intervenções destinadas a melhorar as condições de circulação rodoviária e pedonal, apostando na requalificação de diferentes arruamentos e espaços públicos da cidade.


Os trabalhos realizados abrangeram a Rua Visconde da Ribeira Brava, o Bairro de São João de Brito e a Estrada do Turismo, locais onde foram efetuadas várias intervenções de beneficiação das infraestruturas existentes.

Entre os trabalhos executados destacam-se a remoção de pavimentos degradados, a regularização do terreno, a preparação das bases de sustentação, a aplicação de novas camadas de pavimentação e a requalificação de passeios e lancis.

De acordo com a autarquia, estas intervenções têm como principal objetivo reforçar a segurança, melhorar as acessibilidades e garantir maior conforto a condutores e peões.

A Câmara Municipal considera que este investimento constitui mais um passo na valorização do espaço urbano e na melhoria da qualidade de vida da população, contribuindo igualmente para uma imagem mais cuidada e funcional da cidade.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

CAMPANHA ALERTA CONDUTORES PARA OS PRINCIPAIS COMPORTAMENTOS DE RISCO NAS ESTRADAS

 A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) está a promover a campanha de sensibilização “Não há desculpas que cheguem”, uma iniciativa que decorre entre 31 de julho e 6 de setembro e que pretende reforçar a adoção de comportamentos responsáveis por parte dos condutores durante o período de verão.


A ação surge numa altura do ano em que se regista um aumento significativo da circulação automóvel, consequência das deslocações associadas ao período de férias, o que leva as autoridades a intensificarem os alertas relacionados com a segurança rodoviária.

A campanha pretende chamar a atenção para a importância das decisões tomadas ao volante, recordando que o principal objetivo de qualquer viagem deve ser a chegada ao destino em segurança.

Entre as recomendações deixadas aos condutores está a necessidade de realizar pausas frequentes durante percursos mais longos, respeitar os limites de velocidade e evitar comportamentos que possam comprometer a segurança de todos os utilizadores da via pública.

A iniciativa alerta ainda para os perigos associados ao consumo de bebidas alcoólicas antes da condução e para os riscos da utilização do telemóvel durante a viagem, fatores que continuam a estar entre as principais causas de sinistralidade rodoviária.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

GNR PROMOVE AÇÕES DE SENSIBILIZAÇÃO NA ALBUFEIRA DO AZIBO PARA PREVENIR AFOGAMENTOS

 Os militares da Secção de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Bragança e de Macedo de Cavaleiros realizaram, recentemente, um conjunto de ações de sensibilização na Albufeira do Azibo, com o objetivo de alertar a população para a adoção de comportamentos seguros junto às zonas balneares.


A iniciativa decorreu no âmbito da Operação “Prevenção de Afogamentos”, uma campanha que pretende reduzir o risco de acidentes e reforçar a importância da adoção de medidas de autoproteção durante a época balnear.

Ao longo das ações, os militares transmitiram informações e recomendações relacionadas com a segurança em meio aquático, procurando sensibilizar crianças, jovens e adultos para a importância de evitar comportamentos de risco.

A GNR recorda que a prevenção desempenha um papel fundamental na proteção da vida humana, sublinhando que a adoção de medidas simples pode contribuir para evitar situações de perigo e garantir uma utilização mais segura destes espaços de lazer.

A Albufeira do Azibo é um dos principais destinos turísticos do distrito de Bragança durante os meses de verão, recebendo anualmente milhares de visitantes.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

Fomos conhecer melhor a Paisagem Protegida do Azibo

Viver VIMONT regressa a Vilar do Monte para promover produtos locais e tradições

 A aldeia de Vilar do Monte, no concelho de Macedo de Cavaleiros, recebe, entre sexta-feira e domingo, a quarta edição do Viver VIMONT.


A iniciativa, organizada pela Associação Juvenil de Vilar do Monte, inclui uma feira de produtos locais e artesanato, animação cultural, um passeio de tratores, uma caminhada e vários momentos de convívio, como explica a presidente da associação, Beatriz Pires:

O evento pretende também valorizar os produtores e artesãos do concelho, proporcionando-lhes um espaço para divulgarem e comercializarem os seus produtos:

O programa integra ainda atividades dirigidas a diferentes públicos, numa aposta na promoção da aldeia, das suas tradições e da sua identidade:

A receção aos emigrantes volta a ser um dos momentos de destaque do evento, como forma de reconhecer e reforçar a ligação que mantêm à terra:

A quarta edição do Viver VIMONT decorre de 7 a 9 de agosto, em Vilar do Monte. Do programa fazem ainda parte animação musical, um passeio de tratores agrícolas, uma caminhada, palestras e a atuação do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Macedo de Cavaleiros.

Jodie Pinto

Festas, Festividades e Eventos

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

MUSEU MUNICIPAL ARMANDO TEIXEIRA LOPES ENTRA EM REQUALIFICAÇÃO COM INVESTIMENTO DE 900 MIL EUROS

 O Museu Municipal Armindo Teixeira Lopes (MATL), em Mirandela, encerrou temporariamente as portas ao público para dar início a um ambicioso projeto de requalificação e inovação, que representa um investimento global de 899.137,60 euros, financiado em 70% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do programa Norte 2030.


A intervenção, que conta com um apoio comunitário superior a 629 mil euros, pretende transformar o MATL num espaço cultural mais moderno, acessível e tecnologicamente preparado, reforçando o seu papel na preservação e valorização do património histórico, artístico e identitário do concelho de Mirandela.

O projeto contempla a requalificação do edifício, a modernização das áreas técnicas e das reservas museológicas, a conservação e digitalização das coleções e do espólio, bem como a implementação de um novo programa museológico, concebido para proporcionar uma experiência mais interativa e inclusiva aos visitantes.

Entre as prioridades está ainda o reforço da acessibilidade digital, permitindo aproximar o museu de novos públicos e criar melhores condições para a divulgação do património cultural mirandelense.

Esta operação integra igualmente a estratégia de preparação do MATL para o processo de credenciação na Rede Portuguesa de Museus, consolidando a sua afirmação como um verdadeiro Museu do Território, capaz de preservar a memória coletiva e promover a identidade cultural da região.

A conclusão da empreitada está prevista para o primeiro trimestre de 2027, altura em que o espaço deverá reabrir ao público com uma imagem renovada e novos conteúdos expositivos.

Durante o período de encerramento, o Município de Mirandela garante que continuará a divulgar informações sobre o desenvolvimento da obra, sendo a data oficial de reabertura anunciada oportunamente através dos canais institucionais.

Com esta intervenção, Mirandela dá mais um passo na valorização do seu património cultural, apostando num museu preparado para responder aos desafios do futuro e reforçar a sua importância no panorama museológico nacional.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: DR

VILA FLOR RECEBE PRIMEIRA EDIÇÃO DO FLOR RURAL DEDICADA ÀS TRADIÇÕES E AO MUNDO RURAL

 O Parque Municipal de Feiras e Exposições de Vila Flor acolhe, nos dias 8 e 9 de agosto, a primeira edição do Flor Rural, um evento que pretende promover o mundo rural, as tradições locais e a atividade cinegética.


Ao longo de dois dias, o certame reunirá participantes e visitantes em torno de um programa diversificado, que inclui iniciativas dedicadas à caça, à criação animal e às práticas ligadas ao território.

Um dos momentos de maior destaque será o Encontro Ibérico de Matilhas de Caça, que juntará participantes de Portugal e de Espanha. O programa contempla ainda concursos caninos, demonstrações de rasto, passeios equestres, bem como mesas-redondas e debates dedicados aos desafios e às perspetivas futuras do setor.

Além das atividades técnicas, o evento contará com vários momentos de animação, procurando proporcionar um espaço de convívio entre profissionais, entusiastas e o público em geral.

Com esta iniciativa, Vila Flor pretende afirmar-se como um ponto de encontro para a valorização do património rural, promovendo simultaneamente as tradições, a cultura e as atividades que continuam a marcar a identidade do concelho.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

PASSEIO PEDESTRE VAI DAR A CONHECER AS PAISAGENS E O PATRIMÓNIO DO PLANALTO MIRANDÊS

 Miranda do Douro recebe, no próximo dia 6 de setembro, mais uma edição do Passeio Pedestre Planalto Mirandês, uma iniciativa que convida os participantes a percorrer alguns dos locais mais emblemáticos da região, aliando atividade física, natureza e património.


O percurso, com cerca de 15 quilómetros, liga o centro de Miranda do Douro ao Santuário de Nossa Senhora do Naso, passando pela localidade de Póvoa e proporcionando aos participantes a oportunidade de apreciar algumas das paisagens características do Planalto Mirandês.

Com uma duração prevista de três horas e meia, a caminhada tem início às 8h00, junto ao Posto de Turismo de Miranda do Douro. No final do percurso, o regresso à cidade será assegurado pela autarquia.

A organização destaca que a iniciativa pretende valorizar o património natural, histórico e cultural do concelho, proporcionando momentos de convívio e promovendo estilos de vida saudáveis.

As inscrições podem ser efetuadas no Posto de Turismo, no Balcão Único, nas juntas de freguesia do concelho ou através da plataforma disponibilizada pela organização.

Os participantes são aconselhados a utilizar calçado confortável, roupa adequada às condições meteorológicas, chapéu e a transportar água, de forma a garantir maior segurança e conforto durante a caminhada.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

Regresso dos emigrantes tem impacto desigual no comércio de Macedo de Cavaleiros

 O regresso dos emigrantes a Macedo de Cavaleiros está a aumentar o movimento em alguns estabelecimentos comerciais. No entanto, nem todos os comerciantes sentem esse impacto da mesma forma.


Numa loja de produtos regionais, Leonor Máximo afirma que agosto começou melhor do que julho:

A ginjinha continua a ser um dos produtos mais procurados pelos emigrantes. A comerciante considera ainda que esta época do ano é decisiva para o comércio local:

Também no setor do vestuário é visível um aumento do movimento. Jaime Costa confirma que os emigrantes continuam a contribuir para as vendas e a dinamizar a cidade:

Já numa mercearia, a realidade é diferente. A proprietária afirma que os emigrantes recorrem cada vez mais às grandes superfícies comerciais:

A comerciante considera que este está a ser um dos verões mais fracos de que tem memória e garante que, ao contrário do que aconteceu noutros anos, o regresso dos emigrantes não se refletiu nas vendas:

As diferentes perspetivas mostram que o regresso dos emigrantes continua a marcar o comércio de Macedo de Cavaleiros, embora o impacto varie consoante o setor de atividade e o perfil de cada estabelecimento.

Jodie Pinto