MEMÓRIAS...e outras coisas...
BRAGANÇA
Número total de visualizações do Blogue
Pesquisar neste blogue
Aderir a este Blogue
Sobre o Blogue
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
domingo, 12 de julho de 2026
NO SILÊNCIO
(Colaboradora do "Memórias...e outras coisas...")
Olho atentamente ao meu redor e vejo apenas a minha própria mão, delicadamente pousada sobre o ombro.
Um gesto aparentemente simples, mas repleto de significado. É como se o universo me convidasse a contemplar a minha própria existência, a reconhecer a singularidade de cada toque, de cada gesto.
Enquanto mergulho nesta contemplação, o silêncio passa diante dos meus olhos e convida-me a explorar as camadas ocultas da realidade, e a desvendar mistérios que se escondem no vazio.
Sílaba após sílaba, o poema tece um beijo doce e denso.
A noite cai e espalha-se como pássaros no sangue.
No meu canto o silêncio fala-me do que amei, e de tudo o que partilhei.
Na cadência dos versos, deslizo os dedos nas teclas, e moldo palavras que ecoam no ar, é um rumor sútil, um murmúrio sereno.
O sono, envolve-me o corpo, e a alma desperta.
M.C.M. (São Marques)
Maria da Conceição Marques, natural e residente em Bragança.
Desde cedo comecei a escrever, mas o lugar de esposa e mãe ocupou a minha vida.
Os meus manuscritos ao longo de muitos anos, foram-se perdendo no tempo, entre várias circunstâncias da vida e algumas mudanças de habitação.
Participei nas coletâneas: Poema-me; Poetas de Hoje; Sons de Poetas; A Lagoa e a Poesia; A Lagoa o Mar e Eu; Palavras de Veludo; Apenas Saudade; Um Grito à Pobreza; Contas-me uma História; Retrato de Mim; Eclética I; Eclética II; 5 Sentidos.
Reunir Escritas é Possível: Projeto da Academia de Letras- Infanto-Juvenil de São Bento do Sul, Estado de Santa Catarina.
Livros Editados: O Roseiral dos Sentidos – Suspiros Lunares – Delírios de uma Paixão – Entre Céu e o Mar – Uma Eterna Margarida - Contornos Poéticos - Palavras Cruzadas - Nos Labirintos do Nó - Uma Paixão Improvável.
Este fim de semana ficou marcado por um conjunto de iniciativas que reforçaram o dinamismo cultural, desportivo e social do concelho, contando com a participação da Presidente da Câmara Municipal de Bragança.
XXVI Festival de Folclore de Bragança, um encontro de tradição, cultura e identidade que celebrou o património etnográfico.
36.º aniversário da elevação de Izeda a Vila, uma data de grande significado para a comunidade local.
Atividades de dinamização do Centro Histórico, que encheram as ruas de animação, música e cultura, convidando brigantinos e visitantes a desfrutar deste espaço emblemático da cidade.
Bragança continua a afirmar-se através de iniciativas que valorizam o território, promovem a cultura, o desporto e fortalecem a identidade do concelho.
Observações astronómicas de Verão em Outeiro, noite de 18-19 de Julho de 2026, a partir das 21h30.
A inscrição e’ gratuita. Não sendo obrigatória (ver enlace abaixo no portal do Ciência Viva), recomenda-se para estimarmos o número de participantes, uma vez que iremos ter visitantes de fora de Outeiro igualmente.
A seu tempo a Associação Castelo de Octeyro anunciará os planos para o eclipse solar de 12 de Agosto, em que contamos ter pelo menos dois telescópios com filtros solares.
Mais informação AQUI.
OS FIDALGOS - TÁVORAS
Desempenhou um preponderante papel na história portuguesa; todavia limitar-nos-emos a resenhar sucintamente o que respeita ao distrito de Bragança.
1º PEDRO LOURENÇO DE TÁVORA, nono senhor de Távora, foi o primeiro desta família que governou a cidade de Miranda com o título de alcaide-mor, por nomeação de El-Rei D. João I. Assistiu à batalha de Aljubarrota, onde foi armado cavaleiro em 1385.
Iludido com uma suposta carta de D. João I entregou a praça aos castelhanos.
Desgostoso com este incidente fez-se frade franciscano.
Sucedeu-lhe seu filho:
2º ÁLVARO PIRES DE TÁVORA, décimo senhor de Távora e segundo alcaide-mor de Miranda.
Comprou, a 4 de Janeiro de 1466, a João Menino, escudeiro, e a sua mulher D. Beatriz Anes, residentes em Lisboa, todos os bens que estes possuíam em Carvalhais e Mascarenhas, concelho de Mirandela, por «setenta mil reis em haveres ora correntes de trinta e cinco libras o real» (561).
Sucedeu-lhe seu filho:
3º PEDRO LOURENÇO DE TÁVORA, décimo primeiro senhor de Távora, terceiro alcaide-mor de Miranda e primeiro senhor do Mogadouro (alguns genealogistas dizem que era terceiro), onde faleceu, sendo sepultado em S. Pedro das Águias.
É dele o primeiro emprazamento de bens sitos em Carvalhais, que conhecemos, feito em 1483.
O solar dos Távoras em Carvalhais data de 1486.
Sucedeu-lhe seu filho:
4º ÁLVARO PIRES DE TÁVORA, décimo segundo senhor de Távora, quarto alcaide-mor de Miranda e segundo senhor do Mogadouro (ou quarto, segundo outros), comendador de Castelo Branco, concelho de Mogadouro, do conselho de El-Rei D. João III.
Sucedeu-lhe seu filho:
5º LUÍS ÁLVARES DE TÁVORA, primeiro deste nome, décimo terceiro senhor de Távora, quinto alcaide-mor de Miranda e terceiro senhor do Mogadouro (ou quinto, segundo outros).
Fez parte da expedição a Túnis em 1535.
Sucedeu-lhe seu filho:
6º LUÍS ÁLVARES DE TÁVORA, segundo deste nome, décimo quarto senhor de Távora, sexto alcaide-mor de Miranda e quarto senhor do Mogadouro (ou sexto, segundo outros).
Morreu na batalha de Alcácer-Quibir em 1578(562).
Sucedeu-lhe seu filho:
7º LUÍS ÁLVARES DE TÁVORA, terceiro deste nome, décimo quinto senhor de Távora, primeiro Conde de S. João da Pesqueira, sétimo alcaide-mor de Miranda e quinto senhor do Mogadouro (ou sétimo, segundo outros).
Fez parte da expedição à Baía de Todos os Santos em 1628.
Faleceu em 1640.
Sucedeu-lhe seu filho:
8º ANTÓNIO LUÍS DE TÁVORA, décimo sexto senhor de Távora, segundo Conde de S. João da Pesqueira, oitavo alcaide-mor de Miranda e sexto senhor e comendador do Mogadouro (ou oitavo, segundo outros).
Faleceu em 1652.
Sucedeu-lhe seu filho:
9º LUÍS ÁLVARES DE TÁVORA, quarto deste nome, décimo sétimo senhor de Távora, terceiro conde de S. João da Pesqueira, primeiro Marquês de Távora, nono alcaide-mor de Miranda, sétimo senhor e comendador do Mogadouro (ou nono, segundo outros), governador da província de Trás-os-Montes, onde muito se celebrizou, como referimos no I vol. destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança, durante as Guerras da Aclamação contra Espanha. Senhor das vilas e direitos reais do Mogadouro, Mirandela, Alfândega da Fé, Castro Vicente, Penas Roias, Alijó, Favaios, Lordelo, Galegos, São João da Pesqueira, Sambade, Vila Nova (concelho de Mirandela?), Covelas, Vales e Colmeias.
Nasceu em Lisboa em 1634 e faleceu em 1672(563).
Sucedeu-lhe seu filho:
10º ANTÓNIO LUÍS DE TÁVORA, segundo deste nome, décimo oitavo senhor de Távora, quarto Conde de São João, segundo Marquês de Távora, comendador de Castelo Branco, concelho do Mogadouro, e senhor das terras atrás mencionadas na província de Trás-os-Montes, incluindo a alcaidaria-mor de Miranda do Douro, tenente-general de cavalaria em Trás-os-Montes.
Nasceu em 1656 e faleceu em 1721. Ver no volume IV, pág. 561, destas Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança a interessante carta que lhe diz respeito, a propósito das campanhas de 1710.
11º LUÍS BERNARDO ÁLVARES DE TÁVORA. Não chegou a usufruir todos os títulos de seu pai porque faleceu em 1716.
Sucedeu-lhe sua filha:
12º D. LEONOR DE TÁVORA, que disfrutou as honrarias de seu avô e casou com seu primo coirmão D. Francisco de Assis e Távora, vice-rei da Índia, aonde a marquesa o acompanhou.
Tanto ela como seu marido foram justiçados a 13 de Janeiro de 1759, acusados de conspirar contra a vida de El-Rei D. José. Idêntica pena sofreu, além de outros, seu filho:
13º LUÍS BERNARDO DE TÁVORA, que viria a ser o vigésimo senhor de Távora, sexto Conde de S. João da Pesqueira e senhor das terras atrás citadas.
Casou com sua tia D. Teresa de Távora e Lorena, régia barregã de D. José I, que pelo seu proceder adúltero motivou o trágico e horroroso suplício.
Da varonia indicada dos Távoras destacaram-se ramos que deram: condes de S. Vicente; condes de Alvor; senhores de Caparica e pessoas de grande destaque social.
Pelo que diz respeito ao distrito de Bragança mencionamos:
1º BERNARDO ANTÓNIO DE TÁVORA, segundo conde de Alvor, governador da província de Trás-os-Montes, ferido no recontro da Godinha em 7 de Maio de 1709.
Vários outros membros desta família se distinguiram: nas letras, como foi Álvaro Pires de Távora, senhor de Caparica, que escreveu a História dos varões illustres de appellido Tavora; nas armas, derramando o seu sangue em prol da pátria, na África e na Índia, onde muitos pereceram em batalhas; no estado eclesiástico-episcopal e na política, como foi Lourenço Pires de Távora, quarto senhor de Caparica, um dos mais hábeis diplomatas do seu tempo, tendo sido nosso embaixador na Alemanha, Inglaterra, França e Itália, mas nada interessa ao propósito desta obra ocuparmo-nos pormenorizadamente das suas individualidades (564).
A 3 de Setembro de 1758, pelas onze horas da noite, foram disparados dois tiros de bacamarte, com grossas munições, sobre o coche em que o Rei recolhia ao palácio.
Os Távoras, apontados como autores do atentado, foram justiçados a 13 de Janeiro de 1759.
Eis como Camilo Castelo Branco descreve, no romance Perfil do Marquez de Pombal, 1882, pág. 16, a bárbara execução:
«Entretanto (enquanto a marquesa se confessava), martellava-se no cadafalso. Aperfeiçoavam-se as aspas, cravavam-se pregos necessarios á segurança dos postes, aparafuzavam-se as roscas das rodas. Recebida a absolvição, a padecente subiu, entre os dois padres, a escada, na sua natural attitude altiva.
Receberam-a três algozes no topo da escada e mandaram-a fazer um giro no cadafalso para ser bem vista e reconhecida. Depois mostraram-lhe um a um os instrumentos das execuções e explicaram-lhe por miúdo como haviam de morrer seu marido, seus filhos e o marido de sua filha.
Mostraram-lhe o masso de ferro que devia matar-lhe o marido a pancadas na arca do peito, as tezouras ou aspas em que se lhe haviam de quebrar os ossos das pernas e dos braços ao marido e aos filhos e explicaram-lhe como era que as rodas operavam no garrote, cuja corda lhe mostravam, e o modo como ella repuchava e estrangulava ao desandar do arrocho.
A marqueza então succumbiu, chorou muito anciada, e pediu que a matassem depressa.
O carrasco tirou então a sua capa preta e carapuça da mesma cor, e passou depois a tirar a capa de D. Leonor, dobrando-a e pondo-a sobre o banco do centro do tablado e mandando-a sentar alli. Sentada a infeliz, a prenderam com cordas pela cintura e pelos pés ao mesmo banco (as mãos já vinham presas), e tirando-lhe o lenço dos hombros com elle lhe vendou os olhos. Absolvida pelos padres o carrasco a degolou (por a parte de traz para maior ignomínia), mostrando a cabeça ao povo e arremeçando-a depois ao chão, para junto do tronco. Esta execução terminou ás oito horas e meia. Voltando então a mesma cadeirinha, escoltada por dragões e infanteria à Quinta dos Bixos e nella veio entre dois padres arrabidos o desgraçado José Maria de Tavora, segundo filho dos marquezes velhos, que fora ajudante d’ordens de seu pae e capitão de dragões de Chaves.
Era um elegante e formosissimo mancebo, de longos cabellos louros; vinha vestido de veludo preto, meias cor de perola e mãos amarradas. Foi mostrado ao povo, como sua mãe, pronunciou algumas debeis palavras, com as quaes pediu perdão a todos. Foi amarrado a uma aspa onde lhe quebraram com macetas de ferro, as canas dos braços e pernas, e lhe deram garrote vil. Eram 9 horas.
A cadeirinha com a mesma escolta voltou à Quinta dos bixos e trouxe também entre dois padres arrabidos Luiz Bernardo de Tavora, marquez (filho) d’este título. Trazia vestido escuro, meias pretas e cabelleira de tranças. No acto de ser mostrado ao povo, protestou que era innocente e que era injusta a sentença, foi mandado calar pelo corregedor ameaçando-o de lhe por uma mordaça. Teve igual morte á do irmão. Eram 10 horas.
Nas execuções dos restantes condemnados nem se esperou que um tivesse terminado para se ir buscar o outro, apenas um subia ao cadafalso sahia a cadeirinha a buscar outro.
Eram duas horas da tarde quando a cadeirinha vinda da Quinta dos bixos, entre dois padres mariannos trouxe Francisco d’Assis de Tavora, marquez (pae) d’este título. Ao passar por entre as tropas, rufaram as caixas destemperadas para maior ignominia. Vinha vestido de preto, cabelleira de bolsa e nas mãos atadas um crucifixo. Subiu velozmente a escada.Morreu do mesmo modo que seus filhos e genro.
A sentença condemnatoria, alem das penas já apontadas e das mais que foram aplicadas aos outros correus, mandava derribar e picar todas as armas e escudos delles e arrasar e demolir suas casas e edificios, salgar seus campos, confiscar-lhe para a coroa os bens e que ninguem podesse uzar do apellido de Tavora sob pena de perdimento dos bens e desnaturalização dos direitos de subdito portuguez»(565).
A sentença condenatória e a ferocidade tigrina da execução são obra do Marquês de Pombal.
Diz-se que esta conspiração dos Távoras contra o rei D. José foi causada pela afronta que este fazia àquela ilustre família, tornando sua manceba D. Teresa de Távora, casada com o marquês de Távora (filho).
A este propósito escrevia o ministro inglês Hay, por essa ocasião, para a corte de Jorge II:
«Pois que S. magestade deseja ser informado das particularidades d’esta conspiração, mencionarei uma circunstancia, que procuram ocultar engenhosamente sem impedir que se não acredite, e é a unica a que se attribue o perfido procedimento dos Tavoras: = são as relações do rei com a mulher do marquez novo, as quaes começaram no tempo em que o general foi vice-rei da India e continuavam agora».
Francisco de Assis de Távora, marquês de Távora (pai), foi vice-rei da Índia desde 1750 a 1754 e era sogro de D. Teresa, barregã de D. José.
Praticou proezas na Índia; castigou o Canajá, inimigo poderoso que infestava os mares; arrazou a fortaleza de Neubadel, queimou as embarcações e venceu o Marata em batalha naval. Tomou a fortaleza de Piro ao rei de Lunda e devastou as terras de Pondá e Zambaulim. Quinze autores falaram das proezas deste vice-rei, noutros tantos opúsculos arquivados pelo senhor Figaniére, e todos são muito raros, porque depois da conspiração contra o rei houve o propósito de eliminar da história o nome e os serviços da família Távora(566).
A sentença revisória de 23 de Maio de 1781, assinada por D. Maria, declarou somente como culpados no atentado o duque de Aveiro, com seus sócios António Álvares Ferreira, José Policarpo de Azevedo e Manuel Álvares Ferreira, sendo declarados inocentes os marqueses de Távora e o conde de Atouguia, assim como todas as mais pessoas que por tal motivo haviam sido presas (567).
Inditosos Távoras! Os gritos inanes de Carvalhais, Mascarenhas e outras terras bragançanas, opressas de seus senhorios (568), achariam alfim o «Efeito costumado da Divina Justiça, que piedosa, e recta, quanto A mortais olhos o castigo tarda,
Em ira aumenta o que a paciencia aguarda?» (569)
É bem conhecida a terrível sentença bíblica que pune nos filhos as iniquidades dos pais.
Ao erudito investigador Ernesto Augusto Pereira Sales agradecemos a cópia que nos enviou do seguinte documento:
«A alu.º piriz de tauora carta do oficio de couteiro das perdizes em suas terras.
Dom manuel etc. Aquamtos esta nossa carta uirem fazemos saber que comfiamdo nos da boomdade e discriçã daluaro piriz de tauora fidalguo de nossa cassa que o fara bem e como compre a nosso seruiço.
E per esta presemte o damos por couteiro do caçar das perdizes com boi (sic) e de tomar os ouos dellas em a nossa villa de mjramda de doiro e seu termo e em todallas terras e luguares do ditto aluaro piriz em que tem jurdiçam pera que exeicute e faça exeicutar nos que assi caçarem as perdizes com boys e tomarem os ouuos dellas comtra nossa defessa aquellas penas que sam comtheudas na nossa detriminaçam sobrello feitta das quaaes penas queremos que ametade seia pera ho ditto aluaro piriz de tauora. E a outra se despemda nas obras e corregimento do castello da ditta uilla de miramda. Porem mamdamos atodallas outras nossas justiças e officiaaes e pessoas a que esto pertemcer que aiã o dito aluº piriz por couteiro como ditto he e lhe cumpram em todo esta nossa carta. Sem duujda nem embargo algun por que assy he nossa merçee ho que jurou em anossa chamçallaria aos santtos avamgelhos que bem e dereitamete vse do ditto offiçio cargo guardamdo anos nosso seruiço e ao pouo o seu dereito dada em momte moor o nouo a XX dias de nouembro.
Ruj de pina afez de mil IIIjc nouemta cimco. A qual metade de pena pera as obras do ditto castello se carreguara pollo escripuam dellas sobre o R.or das tercas da ditta comarca.» (Livro 1 de Alemdouro, fls. 155).
O documento que a seguir transcrevemos é extraído da Chancelaria de D. Afonso VI, livro I, fol. 25 e seguintes, e foi publicado pelo padre Ernesto Augusto Pereira Sales na Revista de História, 1920, pág. 72, seguido das seguintes notas elucidativas:
«Luis Alvares de Tavora, 2º do nome, senhor do Mogadouro e alcaide-mor da cidade de Miranda, morreu em 1578 na desastrosa batalha de Alcacer Quibir, deixando viuva sua mulher e prima D. Leonor Henriques, dama do Paço, filha de D. Simão da Silveira, com um filho único, ainda de menor edade, do qual foi zelosa tutora.
Luis Alvares de Tavora, a que por vezes se refere o alvará acabado de transcrever, foi, como seu pai, senhor do Mogadouro, etc., e tomou parte com seu filho mais velho, Antonio Luis de Tavora, na jornada da restauração da Bahia em 1625, tendo-se embarcado com muitos criados seus na armada que para tal fim sahiu de Lisboa. Apesar de haver sido feito conde de S. João da Pesqueira, por Filippe 2º em 21 de Março de 1611, e de haver servido igualmente o seu sucessor Filippe 3º, falleceu em 1640, já de avançada edade, na cidade de Madrid, onde se achava, retido certamente, como outros fidalgos portuguezes de cuja fidelidade haveria vagas suspeitas, na côrte dos dominadores de Portugal:
Eu El Rey faço saber aos que este Alvará virem que havendo respeito aos serviços que D. Lionor Henriques mãy e tutora de Luis Alvares de Tavora me fes na materia da Succeção do Reino e ao modo com que nisso procedeo nas terras do dito seu filho onde logo fes tomar a vos por my e proceder contra os que nellas querião fazer gente em favor de Dom Antonio e tomar sua vos mando [mandando] levar gente em meu serviço contra elles e quietar as ditas terras e assy em mandar socorro a villa de Trancoso no que tudo fes muita despeza; e por folgar de por todos estes respeitos fazer merce ao dito Luis Alvres de Tavora seu filho por mo ella asy pedir Hey por bem e me pras de lhe fazer merce das villas de Mogadouro, Mirandella, Alfandega, e do lugar de São Bade e Alcaydaria mor da cidade de Miranda que elle Luis Alvres ora tem, tudo para seu filho mais velho que delle ficar por seu fallecimento e assy e da maneira que ora tem as ditas terras e alcaydaria mor em sua vida conforme as suas doações e provisões; e por minha lembrança e sua guarda mandei dar este Alvara a dita Dona Lionor pelo qual depois do falecimento de Luis Alvres seu filho se passarão cartas de doações... Pedro Pinto a fes em Madrid a vinte seis de Dezembro de quinhentos e oitenta e tres».
BALTASAR DE SOUSA COLMIEIRO TELES DE TÁVORA, fidalgo da Casa Real, cavaleiro da Ordem de Cristo, capitão de cavalaria, a quem nos referiremos em Vinhais – Família Colmieiro, filho de António Colmieiro de Morais, cavaleiro da Ordem de Cristo, e de D. Angélica de Sousa de Távora, nasceu em Vinhais e escreveu: Famílias de Trás-os-Montes, manuscrito(570).
PAULO BOTELHO DE MORAIS, poeta, nasceu em Moncorvo a 5 de Abril de 1677.
Era filho de Francisco Botelho de Vasconcelos, capitão-mor de Moncorvo, e de D. Brites de Vasconcelos Saraiva.
Escreveu, além de outras obras que citaremos no volume consagrado aos escritores, as seguintes:
História da illustríssima, e antiquíssima família dos Marqueses de Távora, Senhores do Mogadouro, dividida em duas partes: família dos Botelhos de Morais com a ascendência por todos os lados. Escrita em 1725.
Manuscrito in folio.
Arvores dos Costados das Pessoas Nobres da Villa da Torre de Moncorvo e seus contornos com noticiosas adições aos quartos. Escrito em 1730.
Não nos foi possível ver nenhum destes manuscritos, mas sabemos que ambos, ou pelo menos o primeiro, existiam ainda há poucos anos em Moncorvo, segundo nos informou o nosso dedicado amigo, o erudito genealogista Francisco de Moura Coutinho.
BRAGANÇA DEBATE O FUTURO DA REGIÃO E REFORÇA COMPROMISSO COM O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
No Instituto Politécnico de Bragança (IPB) realizou-se uma Sessão Prospetiva dedicada às Terras de Trás-os-Montes, que reuniu diferentes intervenientes para analisar os desafios e oportunidades do território, promovendo uma reflexão estratégica sobre o contributo da região para a concretização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
A agenda incluiu igualmente uma reunião da Cogestão do Parque Natural de Montesinho, durante a qual foi reforçada a importância de uma gestão sustentável daquele espaço protegido, considerado um dos mais relevantes patrimónios naturais do país. O encontro evidenciou a necessidade de conciliar a preservação ambiental com a valorização do território e o desenvolvimento das comunidades locais.
A semana ficou ainda assinalada pelas comemorações do 508.º aniversário da Santa Casa da Misericórdia de Bragança, uma das instituições mais antigas e emblemáticas do concelho, cujo trabalho continua a desempenhar um papel fundamental no apoio social e na resposta às necessidades da população.
ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE MIRANDA DO DOURO UNE-SE EM DEFESA DO TERRITÓRIO FACE A NOVOS PROJETOS DE ENERGIAS RENOVÁVEIS
A deliberação, aprovada hoje em sessão extraordinária, representa uma posição de unidade dos eleitos municipais num momento em que o território poderá vir a receber novos investimentos de grande dimensão, nomeadamente no âmbito da hibridização das centrais hidroelétricas existentes e do Programa Setorial das Zonas de Aceleração da Implantação de Energias Renováveis (PSZAER).
No documento aprovado, os autarcas defendem o adiamento imediato do prazo da consulta pública do PSZAER e a suspensão de qualquer intervenção até que sejam disponibilizadas informações completas, claras e acessíveis sobre os projetos previstos.
Entre as exigências apresentadas consta a divulgação de cartografia detalhada, da localização exata das áreas abrangidas, das dimensões das infraestruturas projetadas e do calendário de execução das intervenções, permitindo que os cidadãos participem de forma informada e efetiva no processo de consulta pública.
A moção sublinha ainda a necessidade de todos os projetos serem sujeitos a avaliações ambientais, sociais, económicas, paisagísticas e de saúde pública independentes, defendendo que esses estudos tenham obrigatoriamente em conta os impactos cumulativos provocados pela crescente concentração de infraestruturas de produção de energia na região.
A Assembleia Municipal manifesta igualmente preocupação com a preservação da qualidade de vida das populações, da paisagem, da biodiversidade e das atividades tradicionais ligadas à agricultura, pecuária, floresta e caça, considerando que o desenvolvimento energético não pode comprometer o equilíbrio ambiental nem a identidade do território.
Os eleitos defendem ainda que estes investimentos devem traduzir-se em benefícios concretos para o concelho, através da criação de emprego qualificado, da instalação das sedes fiscais das empresas no município e da implementação de mecanismos permanentes de retorno económico que beneficiem diretamente o concelho e as freguesias afetadas.
Na moção agora aprovada é também recordado o contributo histórico de Miranda do Douro para a produção de energia em Portugal, desde a construção das barragens de Miranda e de Picote, obras que transformaram profundamente a paisagem e a realidade socioeconómica do concelho.
O documento termina com uma forte mensagem de afirmação territorial, igualmente redigida em língua mirandesa, defendendo que Miranda do Douro sempre respondeu aos desafios nacionais, mas que o futuro exige decisões assentes na transparência, no rigor técnico, na participação democrática e no respeito pelas populações.
A moção será agora enviada ao Presidente da República, ao Primeiro-Ministro, ao Ministério do Ambiente e Energia, bem como às restantes entidades competentes e aos promotores dos projetos, dando conhecimento formal da posição unânime assumida pela Assembleia Municipal de Miranda do Douro.
Antes só existia a expectativa. Hoje, já existem memórias.
O primeiro dia do Festival Gastronómico Voraz foi feito de sabores, encontros, música e muitos momentos especiais.
Hoje continuamos por aqui a honrar os sabores da nossa terra!
sábado, 11 de julho de 2026
O Município de Bragança marcou presença em três iniciativas de destaque para o concelho.
Na apresentação do Festival Lombada – Música e Tradição, que se realiza nos dias 24, 25 e 26 de julho, celebrando a cultura, as tradições e a identidade da aldeia de Lombada.
Na inauguração do Aqua Hotel, em Pinela, um novo investimento que reforça a oferta turística e contribui para o desenvolvimento do território.
Na Reunião Técnica da Apimondia, que reuniu especialistas nacionais e internacionais para debater os desafios, a inovação e o futuro da apicultura e da produção de mel.
O Município continua a acompanhar iniciativas que promovem o desenvolvimento, o investimento e a valorização de Bragança.
BRAGANÇA GRANFONDO VAI CONDICIONAR O TRÂNSITO NA CIDADE ESTE FIM DE SEMANA
As principais restrições começam ainda na tarde de hoje 11 de julho, com a proibição de circulação e estacionamento na Avenida D. Sancho I, entre a Avenida 22 de Maio e a confluência com a Avenida Luciano Cordeiro/Avenida General Humberto Delgado, bem como na Rua Bragança Paulista, entre o entroncamento da Rua Distrito de Água Grande e a Avenida D. Sancho I. Estas limitações estarão em vigor até às 21h00 de sábado.
Além das interdições, estão previstos vários períodos de trânsito condicionado em diferentes zonas da cidade. Entre as 09h00 de sexta-feira e as 16h00 de sábado haverá limitações na Avenida D. Sancho I e na Rua Bragança Paulista. Já no dia da prova, entre as 08h30 e as 09h30, o trânsito será condicionado na Avenida D. Sancho I, entre a Avenida 22 de Maio e a Avenida Abade de Baçal, prolongando-se até esta última no sentido de Vinhais.
Durante o desenrolar da competição, entre as 10h00 e as 17h00, os condicionamentos estender-se-ão ainda à Avenida do Sabor, Avenida Cidade de León, Avenida das Forças Armadas, Avenida Sá Carneiro, Rua D. Aleixo de Miranda, Avenida Engenheiro Amaro da Costa e Avenida General Humberto Delgado.
As autoridades apelam aos automobilistas para que planeiem antecipadamente as deslocações, privilegiem percursos alternativos e respeitem a sinalização temporária, bem como as indicações dos agentes da PSP destacados para o acompanhamento da prova.
O Bragança Granfondo volta a afirmar-se como um dos principais eventos de ciclismo da região, atraindo centenas de participantes e visitantes e projetando o concelho como destino de referência para o turismo desportivo.
📽"Tradições com Memória"
Porque um povo que conhece o seu passado, valoriza o seu futuro.
Explorar a natureza selvagem de Montesinho entre aldeias, lobos e cascatas
Parta à descoberta das aldeias de montanha, que se escondem no Parque Natural de Montesinho, em Trás-os-Montes, a pé, de BTT ou a cavalo. Prove as receitas de porco Bísaro e os segredos desta região.
![]() |
| MontesinhoCM Bragança |
Respira-se ruralidade no Parque Natural de Montesinho que se desenvolve a norte dos concelhos de Vinhais e Bragança, na chamada terra fria transmontana, na fronteira com Espanha. Há fornos, moinhos e lagares comunitários, carvalhais, azinheiras e mais de 250 espécies, com destaque para as aves, os lobos-ibéricos, os corços, os javalis e os veados — entre setembro e novembro, vale a pena estar atento à brama, o chamamento destes animais para o acasalamento, ou solicitar um guia da Anda D’i (Tel. 935 355 633).
A paisagem é deslumbrante em qualquer altura do ano e há muito para descobrir ao longo de quase 75 mil hectares. Os mais aventureiros podem percorrer Montesinho de BTT, numa rota que inicia e termina no centro histórico de Bragança e percorre, ao longo de 255 km, pontos de interesse como a aldeia de Aveleda, a barragem da serra Serrada e as Minas da Ribeira, ou a cavalo, com percursos equestres organizados pelo Centro Hípico de França (Tel. 273 919 141), na aldeia com o mesmo nome. Também lá, em dias quentes, a praia fluvial e a magnífica Cascata do Poço Negro, alimentada pelo rio Sabor, convidam a mergulhos.
Aldeias de montanha e uma ode à natureza
Para percorrer a pé, os trilhos PR3 Porto Furado, com 7,8 quilómetros, que começa e acaba na aldeia de Montesinho, passando pelo complexo de arte rupestre do Castro Curisco, com direito a vista panorâmica sobre o vale do rio Sabor, e PR7 VNH Calçada, com a mesma extensão, que atravessa Moimenta, permitem descobrir algumas das mais bonitas aldeias locais. É incontornável sugerir a visita a Gimonde, terra de tesouros gastronómicos, e rio de Onor, dividida entre Portugal e Espanha, e marcada pelo comunitarismo. É por lá que passa a recém-inaugurada Grande Rota dos Moinhos e dos Lameiros, com cerca de 30 quilómetros, e onde está sediada a Dear Wolf (Tel. 939 676 600). Se quiser observar o lobo no seu habitat, inscreva-se n’ O Trilho do Lobo, um programa de quatro dias com guias biólogos especializados em investigação e conservação do lobo-ibérico.
![]() |
| MontesinhoCM Bragança |
Em Vinhais, Capital do Fumeiro, parta à descoberta do Parque Biológico, um paraíso para miúdos e graúdos, onde se pode observar o quotidiano de alguns animais, fazer passeios de burro mirandês e participar em atividades como peddy-paper e caça ao tesouro. A poucos quilómetros, na aldeia Lagarelhos, na freguesia de Vilar de Ossos, vale a pena admirar o Castanheiro de Lagarelhos, um dos castanheiros com maior perímetro de Portugal, classificado como Árvore de Interesse Público.
Divirta-se a 3 de agosto na Festa do Emigrante, em Vinhais, e em Bragança, no Verão Bragança, a 5. De 18 a 22 de agosto acontecem as festas da cidade. Regresse à região em fevereiro, para se abastecer de enchidos de porco Bísaro, mel e castanhas na Feira do Fumeiro de Vinhais, que em 2024 comemora a 44ª edição.
![]() |
| G Pousada |
Onde comer:
G Pousada
É o único restaurante com estrela Michelin em Trás-os-Montes e o mérito deve-se aos irmãos Óscar e António Gonçalves que transportam para a mesa a alma da região.
Preço médio €95
Restaurante Típico D. Roberto
Abriu em 1935 como taberna e mantém-se nas mãos da família, com petiscos e pratos de conforto como a “Posta à D. Roberto” ou a “Trilogia de porco Bísaro”.
Preço médio €20
O Abel
A carne é o ex-líbris do menu e os clássicos “Posta”, “Costela” e “Cordeiro” merecem a devida atenção. À saída, visite a pequena loja.
Preço médio €20
Solar Bragançano
Esta antiga casa senhorial é uma joia gastronómica de Bragança, com destaque para os pratos de caça. Entre outros, há “Arroz de lebre”, “Faisão com castanhas” e “Veado à D. Teodósio”.
Preço médio €25
O Javali
Os sabores transmontanos são protagonistas, em pratos como o “Javali” estufado com castanhas e o “Cordeiro bragançano”. A seleção de doces e vinhos é vasta.
Preço médio €20
![]() |
| Montesinho Eco resort |
Plano Nacional de Restauro da Natureza avança para consulta pública
A elaboração deste plano é uma resposta ao Regulamento Europeu do Restauro da Natureza, que estabelece que todos os Estados-membros devem restaurar pelo menos 20% das áreas terrestres e marinhas nestes próximos cinco anos, até 2030, garantindo ainda que até 2050 todos os ecossistemas que necessitem de recuperação vão estar em processo de restauro.
De acordo com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), responsável pela promoção e coordenação deste processo, o projeto do Plano Nacional de Restauro da Natureza (PNRN) “estabelece prioridades de intervenção em ecossistemas terrestres, marinhos, agrícolas, florestais, ripícolas e urbanos, definindo medidas concretas e indicadores de monitorização para acelerar a recuperação dos habitats degradados”.
A nova legislação europeia relativa ao restauro de natureza, aprovada em 2024, definiu que cada um dos Estados-membros tem o dever de apresentar às autoridades europeias, até setembro de 2026, um plano nacional que estabeleça todas as medidas previstas para o alcance das respetivas metas e o caminho para aí chegar, incluindo as necessidades de financiamento.
O plano português prevê um investimento anual de 500 milhões de euros em restauro de natureza até 2030, considerando diferentes instrumentos comunitários e nacionais disponíveis, incluindo verbas do Portugal 2030, da Política Agrícola Comum, do Fundo Ambiental e dos EEA Grants, e também a tendência de crescimento do investimento privado.
O plano define também 407 medidas de intervenção em ecossistemas terrestres, costeiros e de água doce (152 medidas), marinhos (27), fluviais (83), urbanos (oito), agrícolas (84) e florestais (25). Estão ainda previstas 28 medidas para ajudar as espécies polinizadoras.
De acordo com o diagnóstico apresentado pelo Governo quando o plano foi pela primeira vez apresentado publicamente, no início de junho passado, cerca de 260 quilómetros quadrados do território nacional precisam de intervenções de restauro ecológico prioritárias, o equivalente a cerca de 0,3% da superfície do país.
Está prevista também a plantação de três milhões de árvores por ano, até 2030, a realização do plano de ação relativo aos polinizadores em Portugal e também projetos-piloto em cinco municípios (Beja, Évora, Leiria, São João da Madeira e Vila Real), que vão permitir testar soluções de adaptação às alterações climáticas, baseadas na natureza.
O plano inclui também programas já em execução, como o PRO~RIOS, que prevê a recuperação de 1500 quilómetros de linhas de água até ao final da década.
O projeto do PNRN que está agora em consulta pública e que será entregue a Bruxelas vai ser ainda avaliado e revisto a nível europeu, prevendo-se que a versão definitiva seja entregue até setembro de 2027.
Os 11 documentos que fazem parte deste projeto, incluindo a avaliação ambiental estratégica do plano, estão disponíveis no portal Participa e também no portal do Restauro da Natureza.
Dia 11 de Julho a tradição encontra a festa no Parque da Cidade para a FESTA DA COMIDA CONTINENTE!
Em palco: KARETUS & CARETOS DE PODENCE
Música, Tradição e Sabores, tudo num só lugar!
Marca já na agenda, junta a malta e vem fazer a festa connosco. Os chocalhos vão ouvir-se no Parque!
11 de Julho













.webp)
.webp)
.webp)


















