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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

CICLO À DESCOBERTA DO NORDESTE TRANSMONTANO - PARQUE NATURAL DE MONTESINHO

 A fronteira, o rio, a paisagem e uma biodiversidade pujante
Neste percurso do Ciclo em pleno Parque Natural de Montesinho, teremos como "linhas-guia" a fronteira selvagem com Espanha e o rio Maçãs, que se estendem por uma geografia e paisagem arrebatadoras, marcadas por afloramentos rochosos, bosques nativos, lameiros, galerias ripícolas e prados floridos, onde a biodiversidade é pujante e mostra-se a cada olhar.

🐺 Veado, corço, javali, tartaranhão-caçador, lobo, lontra, águia-real, cegonha-preta, chasco-cinzento... quem nos irá surpreender? Esteva, giesta, urze, medronheiro, carvalho-negral, azinheira, amieiro… qual recanto verdejante nos irá atrair mais?

 Venha daí e deixe-se envolver pela natureza selvagem!

Início 9h00 Aldeia de Quintanilha (41.751010, -6.569038)
Fim (previsão) 17h00 
Nível de dificuldade do percurso moderado (14,6 km – circular)
Tipo de terreno terra e rochas/caminhada de montanha
Altitude (min. - máx.) 540 - 759 metros

Mais informações e Inscrição AQUI.

A Língua e as Expressões Transmontanas como Património Cultural - A riqueza das palavras nas terras de Bragança


Na nossa região existe um património que tem resistido ao passar do tempo. Não se encontra fechado em vitrinas nem exposto em prateleiras, nem sequer gravado apenas nos livros de história. Vive nas vozes das pessoas, nas conversas à porta das casas e nos tascos, nos mercados, nas festas populares e no calor das lareiras durante os longos invernos transmontanos. Esse património é a língua, os sotaques e as expressões tradicionais de Trás-os-Montes, especialmente das terras de Bragança, onde as palavras carregam séculos de história, emoção e identidade.

A forma de falar das gentes transmontanas não é apenas um meio de comunicação. É uma marca profunda, uma herança cultural transmitida de geração em geração, que revela a alma de um povo habituado à dureza da terra, ao isolamento das serras e à força da comunidade. Nas expressões populares existe uma maneira única de olhar o mundo, moldada pelas vivências rurais, pelo trabalho árduo nos campos, pela proximidade entre vizinhos e pela ligação íntima à natureza.

Ao longo dos séculos, as populações de Trás-os-Montes desenvolveram um modo próprio de falar, rico em palavras antigas, metáforas criativas, ditados populares e sonoridades muito caraterísticas. Muitas dessas expressões nasceram da vida quotidiana das aldeias, das vindimas, da pastorícia, das colheitas, das noites frias passadas junto ao lume e das histórias contadas pelos mais velhos. Outras resultaram do encontro de diferentes culturas e influências históricas que atravessaram a região, deixando marcas na linguagem e no modo de viver.

Em muitas aldeias Bragançanas, ouvir os idosos conversar é como escutar um pedaço vivo da história local. As palavras ganham um ritmo diferente, mais lento e carregado de significado. O vocabulário inclui termos que raramente aparecem nos livros escolares, mas que continuam vivos na memória coletiva das comunidades. Há uma musicalidade própria na fala transmontana, um sotaque forte e genuíno que transmite autenticidade, proximidade e verdade.

As expressões populares revelam também uma enorme sabedoria acumulada ao longo das gerações. Muitas frases simples escondem ensinamentos profundos sobre a vida, o trabalho, a amizade, a coragem ou a resistência... e a saudade. O humor surge frequentemente em comparações curiosas, ironias subtis e ditados populares que conseguem transformar dificuldades em momentos de riso e partilha. Estas expressões não servem apenas para comunicar, servem para preservar experiências, transmitir valores e fortalecer laços entre as pessoas.

Além desta riqueza linguística popular, Trás-os-Montes guarda também um dos maiores tesouros culturais de Portugal. O Mirandês. Uma das línguas oficiais portuguesas. Falado sobretudo na região de Miranda do Douro, o mirandês representa uma herança única e singular, reconhecida oficialmente em 1999 como língua oficial de Portugal em contexto local. A sua preservação simboliza a importância da diversidade linguística e demonstra que a identidade cultural de um território pode sobreviver mesmo perante as mudanças do tempo.

O mirandês e as expressões transmontanas mostram que a linguagem é muito mais do que um conjunto de palavras. Os sotaques, as frases tradicionais e os termos antigos transportam memórias, emoções e formas de pensar construídas ao longo de séculos. Quando alguém fala como os seus avós falavam, está também a manter viva uma ligação afetiva ao passado, às raízes e à história da sua terra.

No entanto, este património enfrenta desafios cada vez maiores. A globalização, o crescimento das grandes cidades, a migração dos jovens e a influência constante dos meios de comunicação têm contribuído para a uniformização da linguagem. Muitas crianças e jovens crescem hoje com menos contacto com as expressões tradicionais das suas aldeias, substituindo palavras antigas por formas de falar mais comuns e globalizadas. Aos poucos, algumas expressões deixam de ser utilizadas e correm o risco de desaparecer para sempre.

Quando uma palavra desaparece, não desaparece apenas um som ou uma expressão. Perde-se uma memória coletiva, uma maneira particular de sentir o mundo e uma pequena parte da identidade de um povo. Uma expressão esquecida representa uma história que deixa de ser contada, uma tradição que se enfraquece e uma ligação ao passado que se rompe para sempre.

Apesar destes desafios, existem muitas iniciativas que procuram proteger e valorizar esta herança linguística. Escolas, associações culturais, investigadores e projetos académicos têm desenvolvido trabalhos importantes para recolher expressões populares, gravar testemunhos orais e promover o ensino do mirandês. Festivais culturais, livros, peças de teatro, programas educativos e atividades comunitárias ajudam a manter viva esta riqueza, despertando nas novas gerações o orgulho pelas suas origens.

Valorizar a língua e as expressões transmontanas significa preservar mais do que as palavras antigas. Significa proteger uma visão do mundo feita de autenticidade, solidariedade, memória e resistência. Significa reconhecer que a cultura de um povo também vive na forma como fala, como conta histórias e como expressa emoções.

As palavras têm uma força extraordinária. Guardam afetos, constroem pontes entre gerações e transportam consigo as marcas do tempo. Nas terras de Bragança, as expressões populares continuam a ouvir-se, principalmente nas aldeias, mantendo, até ver, esta enorme riqueza cultural.

No coração de Trás-os-Montes, permanece vivo um património profundamente valioso. Um património feito de sotaques fortes, palavras antigas, ditados populares e histórias. Um património que dá cor à língua portuguesa e recorda que a diversidade cultural é uma das maiores riquezas de qualquer povo. 

HM
27 de Maio de 2026

22.º Encontro de Anciãos do Município de Mogadouro

 Algumas aldeias não constam da lista de transportes porque não tiveram nenhuma inscrição para participar no evento, ou porque o transporte é assegurado pela respetiva Junta de Freguesia.

Consulte aqui o horário dos autocarros nas diferentes localidades.

Mercado do Agricultor

 A Câmara Municipal de Vinhais, em parceria com a PRORURIS, estão a dinamizar o “Mercado do Agricultor”, integrado nas Feiras quinzenais, do 9 e do 23, no Parque de Feiras e Exposições.
Este espaço pretende valorizar a produção local, apoiar os produtores do concelho e promover os produtos endógenos, aproximando produtores e consumidores através de circuitos curtos de comercialização.

Produtores interessados em participar nas edições de junho:

➡ Até ao dia 5 , para a Feira do dia 9;
➡ Até ao dia 19, para a Feira do dia 23

Saiba mais AQUI.

Bragança Granfondo 2026

 Inscrições AQUI.

𝗠𝘂𝗻𝗶𝗰í𝗽𝗶𝗼 𝗱𝗲 𝗙𝗿𝗲𝗶𝘅𝗼 𝗱𝗲 𝗘𝘀𝗽𝗮𝗱𝗮 à 𝗖𝗶𝗻𝘁𝗮 𝗿𝗲𝗰𝗲𝗯𝗲 𝗼 𝗜𝗫 𝗘𝗻𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗮𝘀 𝗨𝗻𝗶𝘃𝗲𝗿𝘀𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀 𝗱𝗼 𝗡𝗼𝗿𝗱𝗲𝘀𝘁𝗲 𝗧𝗿𝗮𝗻𝘀𝗺𝗼𝗻𝘁𝗮𝗻𝗼

 No próximo dia 9 de junho, Freixo de Espada à Cinta recebe o IX Encontro das Universidades Seniores do Nordeste Transmontano, um evento anual promovido de forma rotativa pelas 10 Universidades Seniores do Distrito: Freixo de Espada à Cinta, Alfândega da Fé, Bragança, Carrazeda de Ansiães, Miranda do Douro, Macedo de Cavaleiros, Torre de Moncorvo, Mirandela, Mogadouro e Vinhais.


A edição de 2026 deste Encontro é organizada pelo Município de Freixo de Espada à Cinta e trará ao nosso concelho centenas de seniores que, entre outras atividades, irão fazer visitas guiadas pelos Museus e Zona Histórica, e realizar apresentações culturais das respetivas organizações.

Será também feita a passagem de testemunho para a Universidade Sénior que irá organizar o evento de 2027.

O Município de Freixo de Espada à Cinta continua a trabalhar para desenvolver e valorizar políticas de apoio à 3ª idade, de combate ao isolamento e de promoção do envelhecimento ativo, sendo prova disso a organização deste tipo de iniciativas e também as atividades dinamizadas e onde participam a nossa Universidade Sénior e o nosso projeto "Aldeias Ativas".

IX Encontro das Universidades Seniores do Nordeste Transmontano, dia 9 de junho, a partir das 9h45! 

Exposição | Murmúrios do Tempo

 A exposição “Murmúrios do Tempo”, da artista Felícia Sousa, com curadoria de Inês Falcão, abre ao público no Lagar D’el Rei no próximo dia 5 de junho, às 15h00.
A exposição que reúne 50 obras da artista propõe uma reflexão sensível sobre a memória, a passagem do tempo e os vestígios emocionais que permanecem nos espaços e nas experiências humanas.

Para visitar até 5 de setembro.

Militar da GNR de Mogadouro está infetado com legionella

 Um militar da GNR de Mogadouro está infetado com legionella.


Segundo apurámos, o militar está internado no hospital de Bragança e deverá ter alta ainda esta semana.

Neste momento, já foram feitos testes aos restantes militares e também já foram recolhidas amostras nos locais por onde o militar terá passado, nos últimos dias, mas, para já, é desconhecido o foco de contágio.

A bactéria está presente no meio aquático, como sendo em sistemas de água domésticos, jacuzzis e piscinas, ou, na natureza, em rios e lagos. O seu contágio não ocorre de pessoa para pessoa, mas pela inalação de gotículas de água quente suspensas no ar.

Os sintomas surgem normalmente cinco a seis dias após a aspiração das bactérias e vão da dor de cabeça à diarreia e vómitos.

Mercado Municipal de Bragança assaltado, comerciante denuncia falta de Segurança

 O Mercado Municipal de Bragança foi assaltado. Balbina Ferreira, a única vítima dos ladrões, denunciou o roubo de dinheiro e vários produtos.


“Partiram a porta da entrada e roubaram-me o fumeiro, os queijos e estragaram a máquina registradora, levaram-me os trocos que tinha e as notas de 5, os papéis das contas dos clientes e os outros papéis todos. A gente vem domingo de manhã para aqui até à uma. Eu, ao chegar, vi logo tudo aberto e depois abri estas portas, quando entrei vi tudo desarrumado, a registradora, os papéis, tudo por aqui espalhado”, contou.

Uma das portas da banca da comerciante não ficou fechada, por estar estragada, mas a lojista nunca acreditou que algo semelhante pudesse acontecer. Agora resta fazer contas ao prejuízo.

“Eu ainda não fiz contas porque é muita coisa e depois uma pessoa também ao certo não sabe. Mas só  em trocos,  moedas e notas,  deviam ser para aí uns 300 ou 400 euros”

A comerciante critica a falta de vigilância no mercado e afirma desconhecer a existência de alarmes ou câmaras de segurança naquela zona do edifício.

“Não, a Câmara não disse nada. Esteve aqui a polícia já a investigar, a tirar as impressões digitais, mas não sabemos mais nada. A Câmara devia ter seguros disto tudo, porque nós pagámos rendas. Diz que têm câmaras de volta da Câmara Municipal ligadas aos seguranças. E para aqui não têm, é um mercado que está praticamente abandonado, não têm nada.”

Balbina Ferreira, que está receosa de que a situação se possa repetir, diz que lhe foi transmitido que poderão ser instaladas câmaras e alarmes naquela ala do mercado. Ainda assim, considerou que essas medidas deveriam já existir há muito tempo.

“Agora disseram que iam pôr ali uma câmara que é a entrada desta porta, porque é a mais escondida. Aquelas ali estão mais fechadas, não há tanto problema. Agora aqui é mais escondida, saem das discotecas, fazem barulho e se tiverem intenção de roubar,metem-se ali naquele canto, partem e fazem o que quiserem.”, rematou.

Segundo apurámos, esta foi a única lojista lesada com o assalto da madrugada de domingo.

Língua: Mirandês no LÍNGUA – Festival Internacional de Teatro em Línguas Minoritárias

 No fim-de-semana de 5 a 7 de junho, a língua mirandesa vai ser falada e cantada em Barcelos, no LÍNGUA – Festival Internacional de Teatro em Línguas Minoritárias, através da peça de teatro “La Princesa de ls Çapatos Rotos”, representada por alunos de Miranda do Douro e a música do grupo L’s Madrugadores.


O LÍNGUA – Festival Internacional de Teatro em Línguas Minoritárias é um evento cultural, de periodicidade bienal, que pretende afirmar o teatro como uma importante atividade cultural na preservação linguística.

Nesta terceira edição, o festival decorre no fim-de-semana de 5 a 7 de junho, no Theatro Gil Vicente e outros palcos, na cidade de Barcelos e a programação inclui espetáculos de teatro, concertos de música, oficinas e conversas temáticas.

Em representação da língua mirandesa, os alunos do 8º ano, da Escola Secundária de Miranda do Douro vão apresentar a peça de teatro “La Princesa de ls Çapatos Rotos”. O trabalho tem a direção de Duarte Martins, professor e subcomissário da Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa.

“É a segunda vez que vamos participar no LÍNGUA – Festival Internacional de Teatro em Línguas Minoritárias, em Barcelos. Trata-se de um encontro de pessoas e por conseguinte de línguas e culturas, onde se dá especial atenção às potencialidades do teatro para a formação e a difusão da cultura e língua de cada região”, começou por dizer Duarte Martins.

O professor de Língua e Cultura Mirandesa, Duarte Martins, acrescentou que a participação no festival, em Barcelos, é também uma oportunidade para os cerca de 20 jovens mirandeses, do 8º ano, conhecerem outras pessoas e culturas, durante o fim-de-semana.

“Os alunos gostam muito desta experiência fora de portas, pois têm a oportunidade de conhecer outras realidades culturais e sentem-se valorizados. A representação teatral permite-lhes expressarem-se em mirandês, mas também falar em público e socializarem com os outros. Na aprendizagem da língua, o teatro é mesmo um veículo privilegiado e do agrado dos alunos. Para além disso, os ensaios e as atuações libertam as crianças e jovens da dependência do mundo virtual, dos telemóveis e tablets”, indicou.

Dada a recente realização da I Bienal do Teatro Popular Mirandês, em Miranda do Douro, Duarte Martins, subcomissário da Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa mostrou-se esperançado com o reavivar desta arte na região.

«O teatro ou a arte dramática que antigamente era muito comum em muitas aldeias de Miranda do Douro está bastante esquecida, com exceção de localidades como Malhadas. Antigamente, os teatros ou colóquios eram autênticos eventos culturais que juntavam as populações. Por isso, é de saudar o atual surgimento de iniciativas pelos grupos culturais do concelho de Miranda do Douro que estão a reavivar o teatro popular mirandês, como recentemente aconteceu com a representação das peças “A Confissão do Marujo”, em Miranda do Douro e “Auto da Tia Lucrécia, em Duas Igrejas«, disse.

A música ocupa também destaque no LÍNGUA – Festival Internacional de Teatro em Línguas Minoritárias, em Barcelos, com os seguintes espetáculos: o grupo Palacio do Rei, da Galiza; o projeto Phole, pelos músicos João Gigante e Vitor Lima, do Minho: e os jovens Ls Madrugadores, de Miranda do Douro.

O programa do festival inclui outras atividades, como uma mesa redonda dedicada à importância do teatro como expressão para a salvaguarda e a difusão das línguas minoritárias, coordenada pelo Clube para a UNESCO de Salvaguarda do Teatro em Línguas Minoritárias.

O festival continua conta com participantes de várias regiões linguísticas. De Minde, na Serra d’Aire, o coletivo da Casa do Povo de Minde e o Teatro de Minde Boca de Cena levam ao festival o minderico, através de uma performance teatral, exibição de vídeo “A Cabiçalva” e conversa com o público.

Também de Riba de Mouro, na Serra da Peneda, o projeto Lá de Riba apresenta uma performance teatral e um momento de discussão centrado no ribamourês.

Do País Basco chega o basco, considerado a língua viva mais antiga da Europa, com a comédia “Kutsidazu Bidea Ixabel”, levada à cena pela companhia Txalo-Talo.

Já das Astúrias, no âmbito do teatro popular em asturiano, recentemente classificado como Bem de Interesse Cultural pelo Principado das Astúrias, será apresentada a comédia “Una de Matrimonios”, pelo grupo Teatru Carbayín.

LÍNGUA – Festival Internacional de Teatro em Línguas Minoritárias é organizado pela companhia Teatro de Balugas e pelo Clube UNESCO, para a Salvaguarda do Teatro em Línguas Minoritárias.

O festival conta com o financiamento do Município de Barcelos, da Fundação Manuel António da Mota/ Grupo Mota Engil, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), da Fundação INATEL e o apoio de várias entidades nacionais e internacionais.

HA

Atenor: Ronda das Adegas no fim-de-semana de 5, 6 e 7 de junho

 No fim-de-semana de 5, 6 e 7 de junho, a aldeia de Atenor, no concelho de Miranda do Douro, volta a abrir as portas das antigas adegas e currais, para celebrar a XIV Ronda das Adegas, um evento cultural, musical e gastronómico, que evoca a antiga tradição de ir provar o vinho novo e degustar petiscos nas antigas adegas da aldeia.


O evento é organizado pela Associação Cultural e Recreativa de Atenor e à semelhança das 13 anteriores edições, o público que visite a aldeia vai encontrar adegas, tasquinhas, artesãos ao vivo, jogos tradicionais, exposições, oficinas de artesanato, visitas aos burros de Miranda, animação de rua, danças dos pauliteiros, aulas de mirandês, concertos musicais e teatro.

“Tal como acontece todos os anos, as cerca de 30 adegas e currais na aldeia de Atenor já estão todos requisitados, onde o público tem a possibilidade de provar o vinho novo e degustar petiscos como o cordeiro assado na brasa, o javali, os enchidos, a feijoada, a posta mirandesa, o frango de churrasco e o caldo verde”, informou Hirundino Esteves.

Noutros espaços, os visitantes podem também adquirir produtos locais como o azeite, vinho, fumeiro, pão, frutos secos, doçaria tradicional, licores, artesanato, entre outros produtos da região.

Sobre as novidades da XIV Ronda das Adegas, Hirundino Esteves, da Associação Cultural e Recreativa de Atenor adiantou que o público que visite Atenor no fim-de-semana de 5, 6 e 7 de junho, tem a oportunidade assistir a workshops de fabrico de queijo artesanal e de amêndoa torrada, assim como ao trabalho de artesãos locais, concretamente à manufatura de escrinhos e ao ciclo da lã de ovelha mirandesa.

Em Atenor, os concertos musicais são outra das atrações da Ronda das adegas e nesta XIV edição, os destaques são as atuações dos grupos Al-Canti e Diabo a Sete, na sexta-feira, dia 5 de junho; e no sábado, 6 de junho, sobem aos palcos, Óscar Ibáñez e Tribo e Uxu Kalhus.

No Domingo, dia 7 de junho, aquando do encerramento da Ronda das Adegas, outra novidade é a representação da peça de teatro “Pranto de Maria Parda”, da autoria de Gil Vicente e interpretado pelo grupo Alma de Ferro, às 16h00.

“Datado de 1522, o Pranto de Maria Parda foi a primeira encomenda feita pelo rei D. João III a Gil Vicente, após as cerimónias fúnebres de D. Manuel, falecido em dezembro de 1521. Gil Vicente apresentou então um monólogo feminino, através de uma mulher velha, atrevida, mestiça (parda), sexualmente livre que deambula pelas ruas de Lisboa, lamentando a falta de vinho nas tabernas da cidade”, informa a organização.

Questionado sobre a importância da Ronda das Adegas para Atenor, Hirundino Esteves, da Associação Cultural e Recreativa de Atenor, respondeu que este evento anual atrai a vinda de milhares de pessoas, nacionais e estrangeiros, a esta aldeia do concelho de Miranda do Douro.

“Ao longo dos anos, a organização da Ronda das Adegas, em Atenor, tem projetado esta aldeia e as suas tradições, em todo o país e também no estrangeiro. É incrível como a antiga tradição de ir visitar as adegas se tornou num evento desta dimensão. O sucesso e a notoriedade alcançados motivam os habitantes locais a reabilitarem as suas casas antigas, onde existem adegas e currais, que hoje são utilizadas na Ronda das Adegas”, disse o dirigente associativo.

A “Ronda das Adegas” é um evento organizado pela Associação Cultural Desportiva de Atenor e que conta com os apoios do município de Miranda do Douro, da União de Freguesias de Sendim e Atenor e de várias empresas patrocinadoras.

HA

LIONS CLUBE DE BRAGANÇA ENTREGA CERCA DE QUATRO MIL EUROS À LIGA PORTUGUESA CONTRA O CANCRO

 O Lions Clube de Bragança promoveu, no passado dia 17 de maio, um almoço solidário cujas receitas reverteram a favor da Delegação de Liga Portuguesa Contra o Cancro de Bragança. A iniciativa reuniu 182 participantes e permitiu angariar fundos para apoio aos doentes oncológicos e respetivas famílias.


O evento arrecadou um total de 6.930 euros. Após o pagamento das despesas relacionadas com a organização, o valor líquido entregue à Liga Portuguesa Contra o Cancro foi de 3.920 euros.

A Delegação de Bragança da instituição agradeceu publicamente o apoio prestado pelo Lions Clube de Bragança, destacando o envolvimento contínuo da associação em iniciativas de solidariedade e angariação de fundos destinadas a apoiar a comunidade.

A organização deixou igualmente uma palavra de reconhecimento a todas as pessoas que participaram no almoço solidário, sublinhando que a mobilização da comunidade representa um contributo importante para a continuidade do trabalho desenvolvido junto dos doentes oncológicos.

Um agradecimento especial foi ainda dirigido ao Agrupamento de Escolas Abade de Baçal pela cedência do espaço onde decorreu a iniciativa.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

CCDR-N E GOVERNO REFORÇAM PRESSÃO PARA ACELERAR EXECUÇÃO DO NORTE 2030 E DO PRR

 A aceleração da execução dos fundos comunitários e o reforço da proximidade com os territórios estiveram no centro de uma reunião de trabalho realizada esta segunda-feira, no Palácio da Bolsa, que juntou a CCDR-NORTE, o programa NORTE 2030, o secretário de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional e a Agência para o Desenvolvimento e Coesão (AD&C).


O encontro teve como principal objetivo analisar as metas e projeções de execução financeira dos programas comunitários, num momento considerado decisivo para garantir o cumprimento da regra “n+3” em 2026, mecanismo europeu que obriga à execução atempada das verbas atribuídas.

Durante a reunião foi destacado o trabalho de proximidade desenvolvido nos últimos meses junto dos municípios e comunidades intermunicipais da região Norte, numa tentativa de acelerar projetos e ultrapassar constrangimentos administrativos num contexto particularmente exigente, marcado pela execução simultânea do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do NORTE 2030.

O presidente da CCDR-NORTE, Álvaro Santos, sublinhou que este encontro representa “o culminar” de um processo de contacto direto com o território.

“Nos últimos três meses percorremos grande parte da região e reunimos com cada uma das CIM e da Área Metropolitana do Porto, numa lógica de proximidade e diálogo que queremos continuar nos próximos quatro anos”, afirmou.

Também o secretário de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional, Hélder Reis, reforçou a necessidade de alinhamento institucional para garantir o cumprimento dos prazos associados aos fundos europeus.

“Temos um interesse comum em acelerar a execução, cumprir os prazos do PRR até 30 de agosto e garantir, até 31 de dezembro, a regra n+3. Queremos assegurar esse objetivo já em outubro”, afirmou.

Num território como Trás-os-Montes e Alto Douro, onde muitos investimentos estruturantes dependem diretamente de fundos comunitários, a capacidade de execução dos programas europeus assume particular relevância para áreas como mobilidade, saúde, educação, habitação e desenvolvimento económico.

A reunião terminou com um apelo à cooperação entre instituições, municípios e entidades gestoras, num esforço conjunto para assegurar que os investimentos previstos chegam efetivamente ao território dentro dos prazos definidos.

A Redação
Fotos: DR

PSP DE BRAGANÇA REFORÇA COOPERAÇÃO COM POLÍCIA NACIONAL DE ESPANHA EM MATÉRIA DE SEGURANÇA PRIVADA

 As instalações do Comando Distrital da PSP de Bragança acolheram ontem a reunião quadrimestral entre a Polícia de Segurança Pública e a Polícia Nacional de Espanha, num encontro centrado nas questões relacionadas com a segurança privada.


A iniciativa teve como principal objetivo fortalecer a cooperação institucional e aprofundar a articulação operacional entre as duas forças policiais, promovendo a partilha de experiências e o reforço dos mecanismos de coordenação transfronteiriça nesta área específica da segurança.

O encontro permitiu ainda consolidar as relações de proximidade e colaboração entre Portugal e Espanha, numa região onde a cooperação policial assume particular relevância devido à proximidade territorial e aos desafios comuns em matéria de segurança.

Após a reunião de trabalho, os participantes realizaram uma visita ao Museu Militar de Bragança, localizado no Castelo de Bragança. A PSP deixou um agradecimento à instituição pela colaboração prestada, bem como pela disponibilidade e acolhimento demonstrados durante a iniciativa.

Jornalista: Maria Inês Pereira
Foto: DR

MUNICÍPIO DE CARRAZEDA DE ANSIÃES INVESTE MAIS DE DOIS MILHÕES DE EUROS EM SÃO LOURENÇO

 O Município de Carrazeda de Ansiães está a concretizar um investimento superior a dois milhões de euros na localidade de São Lourenço, através da execução de duas empreitadas consideradas estruturantes para o desenvolvimento da freguesia.


Entre as intervenções em curso destaca-se a requalificação e ampliação do Balneário Termal, uma obra que pretende modernizar o espaço e reforçar a sua capacidade de resposta, valorizando o potencial turístico e termal da localidade.

Paralelamente, decorre também a construção das infraestruturas de abastecimento de água e saneamento, uma intervenção que visa melhorar as condições de vida da população e dotar a aldeia de serviços essenciais mais eficientes e adequados às necessidades atuais.

Segundo o município, estes investimentos representam uma aposta estratégica na valorização de São Lourenço, contribuindo para o reforço da atratividade turística, para a melhoria das infraestruturas locais e para a dinamização do território.

Jornalista: Maria Inês Pereira
Foto: DR

BARRAGEM DAS OLGAS AVANÇA A BOM RITMO E REFORÇA APOSTA NO DESENVOLVIMENTO AGRÍCOLA DE VILA FLOR

 As obras do Aproveitamento Hidroagrícola das Olgas e da nova barragem, no concelho de Vila Flor, continuam a decorrer a um ritmo considerado bastante positivo, traduzindo um avanço significativo numa das mais relevantes intervenções estruturantes da região nas últimas décadas.


Os trabalhos em curso refletem o empenho das entidades envolvidas na concretização de um projeto estratégico que pretende reforçar a capacidade de armazenamento e gestão de água, numa altura em que os efeitos da seca e das alterações climáticas colocam desafios crescentes ao setor agrícola.

A nova infraestrutura hidráulica assume-se como um investimento determinante para o futuro do território, permitindo assegurar maior disponibilidade de recursos hídricos para a agricultura, aumentar a resiliência das explorações agrícolas e criar melhores condições para a valorização económica do concelho.

Além do impacto direto no apoio aos agricultores, o empreendimento é igualmente visto como um motor de desenvolvimento regional, com potencial para dinamizar a economia local, fixar população e promover novas oportunidades ligadas ao setor agroalimentar.

A autarquia de Vila Flor mantém o acompanhamento próximo da empreitada, destacando a importância desta obra para garantir sustentabilidade, competitividade agrícola e qualidade de vida no concelho.

Jornalista: Maria Inês Pereira
Foto: DR

CASTELO DE ALGOSO NOMEADO ÀS 7 MARAVILHAS DE PORTUGAL – CASTELOS E FORTALEZAS

 O Castelo de Algoso, um dos mais emblemáticos monumentos históricos do nordeste transmontano, foi nomeado para a iniciativa “7 Maravilhas de Portugal – Castelos e Fortalezas”, distinção que reforça o valor patrimonial e cultural deste símbolo do concelho de Vimioso.


Erguido sobre um imponente afloramento rochoso, o castelo destaca-se pela sua relevância histórica, pela arquitetura medieval e pela forte ligação à identidade local, sendo considerado um dos ex-líbris do território vimiosense.

A nomeação representa um importante reconhecimento nacional do património do concelho e surge como uma oportunidade para promover ainda mais Vimioso enquanto destino de cultura, história e autenticidade no interior do país.

Perante esta distinção, é lançado um apelo à população local e à diáspora vimiosense para que apoiem e divulguem a candidatura, contribuindo para projetar o nome do concelho e do Castelo de Algoso além-fronteiras.

A candidatura é encarada como um motivo de orgulho para a região, valorizando o património histórico e reforçando a atratividade turística do território transmontano.

Jornalista: Maria Inês Pereira
Foto: DR

MIRANDA DO DOURO PROMOVE CULTURA E TRADIÇÕES NO “MARCHÉ PORTUGAIS” EM CENON

 O Município de Miranda do Douro marcou presença no “Marché Portugais” – Feira de Artesanato e Gastronomia Portuguesa, realizado em Cenon, na região de Bordeaux, França, levando além-fronteiras a cultura, o artesanato e os produtos tradicionais do concelho.


A participação institucional contou com a representação de produtores e artesãos locais, nomeadamente o projeto “Cimo da Quinta” e o artesão “Facas Torrão”, que apresentaram ao público os sabores e saberes identitários do território mirandês, evidenciando a autenticidade e a qualidade da produção local.

Um dos momentos de maior destaque do certame foi a atuação dos Pauliteiros de Miranda da freguesia de São Martinho, que levaram a dança tradicional mirandesa ao palco do evento. A sua presença assumiu particular significado devido à forte ligação entre a região de Bordeaux e a freguesia de São Martinho, de onde é originária uma expressiva comunidade emigrante que se fixou naquela zona de França ao longo das últimas décadas.

Esta ligação histórica e afetiva contribuiu para reforçar os laços entre a comunidade emigrante e a sua terra natal, conferindo à participação mirandesa um caráter especialmente emotivo e identitário.

A presença de Miranda do Douro neste evento internacional constituiu uma importante oportunidade de promoção territorial, valorizando o património cultural, o artesanato e os produtos endógenos, ao mesmo tempo que reforça a ligação às comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.

Jornalista: Maria Inês Pereira
Foto: DR

1.º PRÉMIO DE MOTOCROSS DA CEREJA LEVOU ADRENALINA A ALFÂNDEGA DA FÉ

 Realizou-se no passado dia 24 de maio, na aldeia dos Vales, no concelho de Alfândega da Fé, o 1.º Prémio de Motocross da Cereja, uma prova que juntou emoção, velocidade e forte espírito de convívio, num evento que marcou a dinâmica desportiva e recreativa da região.


A iniciativa integrou a programação do Mercado Cereja&Co, reforçando a ligação entre o desporto motorizado e a promoção dos produtos locais, num dia que atraiu pilotos, visitantes e público em geral, contribuindo para uma significativa adesão e envolvimento da comunidade.

Ao longo da competição, os participantes proporcionaram momentos de grande adrenalina, num traçado exigente que testou a técnica, resistência e destreza dos pilotos, sempre num ambiente de competição saudável e fair play.

A organização esteve a cargo do piloto Luís Ferreira, a quem foi dirigido um agradecimento especial pelo empenho e dedicação na concretização desta primeira edição, bem como a todos os participantes e ao público presente, cujo contributo foi determinante para o sucesso do evento.

A prova ficou marcada como um importante momento de dinamização local, reforçando a aposta do concelho de Alfândega da Fé na promoção de iniciativas que conjugam desporto, convívio e valorização do território.

Jornalista: Maria Inês Pereira
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37.ª FEIRA DO LIVRO DE MOGADOURO PROMOVE CULTURA, LEITURA E CRIATIVIDADE NO PARQUE DA VILA

 Entre os dias 30 de maio e 7 de junho, o concelho de Mogadouro acolhe a 37.ª edição da Feira do Livro, promovida pela Biblioteca Municipal Trindade Coelho, numa iniciativa que aposta na dinamização cultural e na promoção da leitura junto de públicos de todas as idades.


Ao longo de vários dias, o evento apresenta uma programação diversificada que inclui apresentações de livros, sessões de autógrafos, espetáculos de contos, momentos musicais, atividades para crianças e famílias, ateliers de escrita criativa, oficinas abertas e iniciativas de stand-up comedy, entre outras propostas dedicadas à cultura e à criatividade.

A edição deste ano contará com a participação de diversos escritores, artistas e dinamizadores culturais, proporcionando um espaço de encontro, partilha e aprendizagem em torno dos livros e das artes.

A Feira do Livro decorre em dois espaços distintos: na Biblioteca Municipal Trindade Coelho e na tenda instalada para o efeito no Parque da Vila, criando um ambiente alargado de fruição cultural no centro da cidade.

O Município de Mogadouro convida toda a população, escolas, famílias e visitantes a participarem nesta iniciativa, que continua a afirmar-se como um dos principais momentos de promoção cultural do concelho.

Jornalista: Maria Inês Pereira
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