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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

🚧 Manutenção, conservação e melhoria dos espaços públicos

 O Município de Bragança continua a realizar intervenções que contribuem para a melhoria dos espaços e infraestruturas municipais.

🔹 Trabalhos no espaço da Feira dos Produtos da Terra;
🔹 Início dos trabalhos de vedação do estaleiro municipal;
🔹 Intervenção no Centro Escolar de Santa Maria;
🔹 Tapamento de buracos e valas;
🔹 Continuação dos trabalhos de manutenção e beneficiação dos caminhos municipais.

Pequenas intervenções que fazem a diferença no dia a dia, promovendo um concelho mais cuidado, seguro e funcional.

Uma breve história da rádio em Portugal

 Sintonizamos a frequência da história deste meio de comunicação no nosso país desde o início do século XX até ao dia 25 de Abril de 1974.

CÂMARA MUNICIPAL DE OLIVEIRA DO BAIRRO - A Radiolândia, em Bustos (Oliveira do Bairro), é o único museu dedicado exclusivamente à temática do rádio em Portugal.

Foi Heinrich Hertz quem descobriu as ondas de rádio, em 1886, mas só na década seguinte chegou um aparelho que as utilizou para transmitir mensagens. Guglielmo Marconi, inventor italiano, enviou mais tarde uma mensagem sem necessidade de fios a um colaborador que se encontrava a um quilómetro de distância em 1895 – seis anos depois, já conseguia comunicar sobre o Atlântico com os EUA.

Não demorou até que se entendesse o potencial desta nova tecnologia, com o início do século XX a abrir portas a aplicações científicas e tentativas de unir o mundo através da comunicação. Em 1920, foi lançado no mercado o primeiro aparelho de rádio e desde então, a presença deste meio de difusão é um conforto na vida dos cidadãos. Seja através de encarnações mais modernas, via online (ainda se lembra da Cotonete?) ou podcast, ou mantendo a telefonia sem fios, trazendo vozes familiares, música e informações a quem vive mais isolado, longe das cidades, a rádio merece destaque e celebração.

Recordamos aqui a história da rádio em Portugal, em factos, curiosidades e protagonistas.

CC BY 3.0 - Engenheiros dos correios britânicos inspeccionam o equipamento de telegrafia sem fios (rádio) de Guglielmo Marconi, durante uma demonstração na ilha de Flat Holm, a 13 de Maio de 1897. Fonte: Cardiff Council Flat Holm Project. 

1. Os primórdios

Se Hertz, o cientista, desbravou o terreno para o surgimento deste meio de comunicação, foi Hertz, a rádio, que a estreou no nosso país. Fernando Gardelho Medeiros, um amador e amante das ondas hertzianas, transmitiu do seu quarto em 1914 esta rádio pirata antes de estas se tornarem populares nos anos 1980.

O alcance era reduzido: a Hertz chegava aos habitantes do bairro de Medeiros, em Lisboa, transmitindo palestras e música gravada. No entanto, o pioneiro da rádio em Portugal incentiva  à criação de outras estações pessoais, muitas vezes a partir de quartos ou instalações improvisadas, e à compra do equipamento feita através de investimentos particulares – em Lisboa, a Rádio Aliança, no Campo de Santana, e a Rádio Lisboa, na rua Serpa Pinto; ou, já no Porto, a ORSEC.

A febre em torno deste meio de comunicação instala-se definitivamente no país. O governo de então, já republicano, começa a fazer experiências avaliando o uso das ondas de rádio para fins militares, lembrando até algumas tentativas do capitão Severo da Cunha, em 1901, com telegrafia sem fios de curto curso. No entanto, as ambições das Forças Armadas nacionais eram maiores em 1919, conseguindo enviar uma transmissão entre o posto da Marinha em Monsanto, Lisboa, e um navio, o Douro, localizado a 300 quilómetros de distância.

Uma série de estreias reforçam a carolice e a curiosidade dos radialistas nacionais: a fundação da Rádio Academia de Portugal, por José Celestino Soares, uma escola virada para os amantes do meio em 1923; e no ano seguinte, o lançamento da revista “TSF”, com todas as novidades tecnológicas e culturais sobre o assunto. Não tarda que se instale no Chiado, nesse mesmo ano, a primeira emissora regular que recebeu o nome de Rádio Pim. Com a divulgação de aparelhos receptores, a rádio começava a chegar a um número maior de ouvintes.

Nas Ondas da Rádio - Exposição Temporária - Museu Virtual RTP - Venha visitar as exposições temáticas que preparámos para si. A entrada é livre. Clique na imagem.

2. Radiodifusão

CT1AA é o nome técnico que marca uma mudança nos hábitos radialistas nacionais. É a designação de um emissor, comprado por um empresário e industrial português, Abílio Nunes dos Santos, alguém que viria a tornar-se figura fundamental da rádio nacional.

Além dos seus negócios, Abílio era um entusiasta de qualquer coisa relacionada com mecânica e electricidade: chegou a participar em corridas automóveis e, com o seu dinheiro e o da família abastada, lança-se na brincadeira de criar uma estação de rádio. A Rádio 1AA foi a sua primeira experiência, um caso clássico de alguém rico num país pequeno a tentar imitar o que se fazia lá fora.

No ano seguinte, viria a mudar de nome para um mais acessível Rádio Portugal. O indicativo de emissor torna-se então no referido CT1AA e a abertura das emissões crepitou com a voz de Ercília Costa, considerada a primeira fadista portuguesa de nome internacional. A Rádio Portugal é essencialmente uma paixão de Nunes dos Santos, sem ganhar dinheiro com publicidade, apostado em ter sempre o melhor equipamento disponível e em chegar ao maior público possível.

Em 1926, este segundo objectivo é alcançado com a criação da Rádio Colonial, dirigida a todos os portugueses que estavam em África. O empresário cuidou também de criar uma variação nas emissões que trouxe aquilo que reconhecemos hoje na rádio actual: além de músicas e palestras que as rádios locais já transmitiam, os seus emissores passavam um noticiário diário, baseado na imprensa escrita da época, algumas peças de teatro radiofónico e até música ao vivo.

Se já referimos o golpe de conseguir Ercília Costa como voz de inauguração, seria uma falta imperdoável não referir as várias performances da Orquestra Aldrabófona, na altura famosa nas noites de Lisboa e agora disponível para todo o público nacional. À época, um jornal questionou Abílio Nunes dos Santos até quando pretendia estender a sua aventura radiofónica. Simplesmente respondeu que, quando passasse a existir uma estação oficial que fizesse aquilo que ele fazia com a sua rádio, encerraria a sua. E como veremos, cumpriu a promessa.

Abílio Nunes dos Santos e os seus assistentes. Fonte: Arquivo Nacional Torre do Tombo.

3. O senhor extraterrestre

Enquanto as Forças Armadas testavam a nova tecnologia para comunicar com embarcações, um natural de São Bartolomeu de Messines, no Algarve, guardava ambições mais… inter-galácticas. Joaquim dos Reis Varela é hoje esquecido pelas páginas da memória, mas em 1914, os jornais apelidaram-no como o português que falava com extraterrestres. Antecipando em muito algumas febres que hoje correm televisão e Internet, Varela desde muito cedo que se interessou pelo assunto da vida noutros planetas, principalmente quando lhe relataram a observação de certas luzes nos céus nocturnos do Algarve.

Sem grande educação formal, era um autodidacta, mas entusiasmado. A 20 de Dezembro de 1914, subindo ao Penedo Grande em Messines, usou um rádio para comunicar com os céus. Alguns amigos acompanharam-no e juraram que observaram então luzes verdes e azuis, segundo Varela provenientes de Urano e Mercúrio.

Nos anos seguintes, continuou a reafirmar os seus sucessos no falatório com extraterrestres, descrevendo culturas e linguagens, garantindo até que os mais inteligentes eram os marcianos. Com a sua aparelhagem de rádio, apontando às estrelas, Varela reuniu informação suficiente para escrever artigos de jornal e até livros sobre alienígenas e a possibilidade de uma fraternidade entre seres humanos e os irmãos astrais.

Claro está que foi constantemente ridicularizado, embora convidasse membros das academias científicas europeias para se juntarem ao seu esforço, avaliando a ciência das suas experiências. Morreu aos 39 anos, desiludido com a reacção dos seus contemporâneos, dos homens de saber à sua demanda, mas convencido de que fora o primeiro ser humano a estabelecer uma ligação com extraterrestres. 

4. O Rádio Clube Português

Em 1928, nasce no concelho da Parede a Rádio Clube Costa do Sol, pelas mãos de Alberto Lima Bastos e do Major Jorge Botelho Moniz. Tendo sido um dos participantes do golpe do 28 de Maio de 1926, Moniz tinha ligações ao novo regime, que instalou uma ditadura militar em Portugal, e como tal, a sua rádio local, que só chegava a Lisboa (o seu lema, humorístico, era “Rádio do Estado Livre de Portugal e da Galiza”),  foi crescendo de tal forma que o seu emissor começou a transmitir a nível nacional.

Nessa altura, em 1931, a emissora muda de nome para Rádio Clube Português (RCP). Ao longo da sua existência, e apesar de vários contratempos logísticos, esta rádio foi em simultâneo revolucionária e conservadora. A sua revolução veio na maneira como encarou o papel da radiofonia na vida dos ouvintes, oferecendo uma diversidade de programas de rádio: além do teatro radiofónico, a RCP acrescentou programas infantis (“O Senhor Doutor”), magazines culturais (“Serões de Arte”), música regular, conversas entre locutores e até transmissões desportivas, quando transmitiu, em 1933, um jogo entre a Académica e o União de Coimbra. Além disso, criou o hábito das novelas radiofónicas, com sucessos como o folhetim “Força do Destino”; programas humorísticos como o “Graça com Todos”, dos Parodiantes de Lisboa, ainda hoje detendo o recorde de programa mais longevo da rádio portuguesa; e iniciando a moda dos discos pedidos, com “Quando o telefone toca”.

O objectivo era o de entreter os ouvintes constantemente e manter até um espírito patriótico, de onde advinha o seu lado mais consevador. Botelho Moniz, com ligações excelentes com o Estado Novo e a União Nacional (úteis já que o Estado detinha o monopólio da comunicação), fez do seu órgão um baluarte do regime, com censura nos costumes e humor, notícias que faziam a propaganda do Estado Novo e também um serviço constante à distracção dos portugueses em relação aos seus problemas. Foi Botelho Moniz que, querendo ajudar o Estado a criar uma televisão, requereu licença estatal para instalar uma estação audiovisual, antecipando o que seria a RTP. Numa ironia, a estação de um grande entusiasta da ditadura seria central no início da Revolução do 25 de Abril, emitindo as senhas que congregaram os militares revoltosos e servindo de posto de comando durante a Revolução. 

Salazar numa visita à Emissora Nacional. Fonte: Arquivo Nacional Torre do Tombo. 

5. A Emissora Nacional

Porém, o regime pretendia ter um órgão de comunicação próprio e assim, em 1935, nasceu a Emissora Nacional, numa iniciativa do engenheiro e estadista Duarte Pacheco. No ano seguinte, é lançada a Rádio Renascença; e fica assim completo o triângulo mágico de emissoras que marcarão o período da ditadura. Abílio Nunes dos Santos, como prometera, encerrou a sua rádio.

A Emissora Nacional toma a tarefa de desenvolver e controlar a cultura portuguesa. O seu primeiro director foi um militar, Henrique Galvão, e começou com duas emissões diárias: uma à hora de almoço e outra à hora do jantar. Muitas vezes, quem não tinha aparelhos, reunia-se em espaços públicos para escutar as emissões.

Indo ao encontro destes hábitos, e querendo que as suas emissões chegassem ao máximo de ouvintes, a Emissora Nacional promoveu a venda de receptores de rádio a baixo custo, instalando-se assim no máximo de casas nacionais. Esta rádio devia mostrar o grau de organização exemplar do Estado Novo e servir todos os seus habitantes, incluindo nas colónias e até em locais onde existissem grandes comunidades emigrantes portuguesas. A sua programação devia adequar-se a estes públicos: para as colónias, os noticiários eram sobre a realidade africana; nos EUA, por exemplo, focava-se em divulgação turística de Portugal em inglês.

Através de vários ideólogos do regime, com destaque para António Ferro, a Emissora Nacional tentava filtrar e modular os gostos nacionais, recorrendo a uma série de directivas que pretendiam criar um estilo português: a estação formava os seus próprios músicos, radialistas e cantores, que ajudava a promover nas suas ondas radiofónicas e emissões. Alguns dos seus programas mais emblemáticos mostram a toada conservadora: “Serão para Trabalhadores”, onde se divulgava o melhor da música ligeira nacional, a aceite pelo regime;  “Retiro da Severa”, dedicado ao fado e firmando-o como banda sonora nacional; ou “Diário da Emissora Nacional”, programa informativo controlado pela Censura. 

Bruno Fernandes
Actualizado a 15 de fevereiro de 2026

OS FIDALGOS - VILA FRANCA DE LAMPAÇAS - Família Carneiro Morais

A capela de Nossa Senhora da Conceição, de Vila Franca de Lampaças, concelho de Bragança, foi mandada construir por Baltasar de Lobão Morais, e em 1684, Aleixo de Mesquita, sobrinho do fundador, homem nobre, residente em Vila Franca de Lampaças, requereu para que a autoridade eclesiástica mandasse avaliar as propriedades doadas à capela em morgadio, sendo pelo bispo diocesano encarregado Gaspar de Morais Antas, doutor e abade de Vinhas, de proceder a essa vistoria.
Do exposto é lícito concluir que a capela seria construída pouco antes de 1684 (632). Ver Edral, pág. 224.
Há em Vila Franca de Lampaças um portal de granito, que dizem ter sido da casa do bispo do Porto, D. Gonçalo de Morais (ver Selores, pág. 454) e tem na padieira esta inscrição: 1691 ANOS – e por cima um escudo que parece constar de um castelo com uma flor-de-lis de cada lado(633).
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(632) Museu Regional de Bragança, maço-Capelas.
(633) Ver Ilustração Trasmontana, 1910, p. 127, onde vem a sua fotogravura.
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Família Carneiro Morais

1º ANTÓNIO CARNEIRO, filho de Martim Carneiro, moço da Câmara de El-Rei D. João III, fidalgo da casa do duque de Bragança, condecorado com o hábito de Cristo no ano de 1565, como consta do VI tomo da Genealogia da Casa Real, residiu em Vila Franca de Lampaças.
Casou com D. Maria de Morais, filha de Aleixo de Morais Pimentel, dos padroeiros do capítulo de S. Francisco de Bragança.
Descendência:
I. D. Ana, que casou em Bragança com Lopo de Morais Sarmento, onde residiam em 1550.
II. Martim Carneiro de Morais, que casou com D. Antónia Teixeira de Figueiredo, de Chaves, filha de Martim Teixeira Homem, irmão de Leonardo Teixeira Homem.
III. António Carneiro, que casou com D. Francisca Álvares Veloso. Descendência:
a) Manuel Carneiro.
b) D.Maria Carneiro, que casou com Martim...
Martim Carneiro casou em segundas núpcias com D. Filipa Mendes, filha de Manuel Mendes de Araújo.
Descendência:
a) Manuel Mendes Carneiro, que casou com D. Leonor, dos quais houve uma filha, D. Ana, que casou com Gregório de Castro de Morais.
Com descendência.
b) D. Ana de Araújo Carneiro, que casou com João Ferreira de Murça.
c) Eliseu Carneiro, que teve filhos bastardos.
d) José Carneiro de Morais, reitor de Morais.
c) D. Genoveva Carneiro, que casou com...
2º PEDRO CARNEIRO, filho de Francisco Carneiro, fidalgo da casa do duque de Bragança, casou, a 6 de Janeiro de 1636, com D. Violante Teixeira de Queiroga, filha de Gonçalo Teixeira Homem (filho de Martim Teixeira Homem e de D. Antónia de Figueiredo; neto de Martim Teixeira Homem, o primeiro cavaleiro que teve o hábito de Cristo em Chaves, onde viveu casado com D. Francisca Alves Veloso), e de D. Isabel Mendes, filha de Manuel Mendes de Araújo e de D. Violante de Queiroga, filha de D. Álvaro de Queiroga(634).
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(634) FONTOURA, Manuel de Queiroga Correia Carneiro de – Memória Genealógica, ..., manuscrito da Biblioteca Municipal do Porto, fol. 260.
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MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA

João Baptista da Silva - Os Governadores Civis do Distrito de Bragança (1835-2011)

 16.novembro.1921 – 28.novembro.1921
MIRANDELA, 11.6.1876 – PORTO, 17.2.1948

Advogado. Magistrado judicial.
Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra.
Vereador da Câmara Municipal de Mirandela. Administrador do concelho de Mirandela (1903). Governador civil de Angra do Heroísmo (1913-1914). Deputado (1915-1917, 1922-1925 e 1925-1926). Governador civil de Bragança (1921).
Natural da freguesia de Abambres, concelho de Mirandela.
Filho de Valentim Manuel da Silva e de Constança Felismina de Morais Silva.
Comendador da Ordem de Cristo (1924).

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Natural da aldeia de Vale de Juncal, na freguesia de Abambres, Mirandela, assim que concluiu o curso secundário no liceu de Bragança, em 1896, logo iniciou o curso de Direito na Universidade de Coimbra, que terminou em 1901.
Durante algum tempo, fixou-se em Mirandela, onde exerceu advocacia e colaborou na imprensa periódica local, nomeadamente no jornal Mirandelense, de que chegou a ser diretor. Ali exerceu também as funções de administrador concelhio.
Entretanto, seguiu carreira na magistratura judicial, como delegado do procurador da República na comarca de Alijó e, sucessivamente, na Póvoa de Varzim e Chaves.
Em 1 de novembro de 1913, foi nomeado governador civil de Angra do Heroísmo, cargo que desempenhou até 11 de abril de 1914. Regressado ao continente, foi nomeado, em comissão de serviço, inspetor e posteriormente diretor da polícia de investigação criminal do Porto, onde se manteve até ao final da Primeira República, com exceção das ditaduras de Pimenta de Castro (de janeiro a maio de 1915) e de Sidónio Pais (1918). Nestas funções, participou, em 1925, numa das primeiras investigações ao famoso burlão Alves dos Reis e à sua relação com o Banco Angola e Metrópole.
Politicamente, militou no Partido Republicano Português, sendo eleito deputado nas suas listas para a legislatura de 1915-1917, pelo círculo de Angra do Heroísmo. Seria reeleito para a legislatura de 1922-1925, agora pelo círculo de Vila Nova de Gaia, como independente, e para a legislatura de 1925-1926, a última da Primeira República, pelo mesmo círculo, de novo nas listas do PRP.
Como parlamentar, distinguiu-se especialmente no exercício da Comissão de Legislação Criminal (1915-1917, 1922-1925, 1925-1926), matéria que dominava, fruto da sua formação e experiência profissional. Integrou ainda as comissões de Caminhos-de-Ferro (1917), Recrutamento (1922-1925), Administração Pública (1922-1923) e Verificação de Poderes (1925-1926).
Entre os muitos projetos de lei que apresentou, destaca-se uma proposta de classificação dos concelhos do distrito de Angra do Heroísmo, ficando o da capital de distrito como de 1.ª ordem e os restantes como de 3.ª ordem (18.8.1915), o que gerou vivos protestos por parte do presidente da Câmara da Praia da Vitória, que considerou a proposta uma violência, e do deputado António Aresta Branco, que viu um propósito político na iniciativa, acusações que Baptista da Silva negou veementemente; um projeto de lei que autorizava o Governo a criar no distrito de Angra do Heroísmo um posto zootécnico de seleção, cruzamento e aclimatação para espécies bovina, ovina e suína (2.12.1915); um outro que criava uma inspeção da fiscalização dos tabacos nas ilhas adjacentes (2.9.1915); um projeto no sentido de ser contabilizado como tempo de serviço a todos os funcionários do Estado e corporações administrativas o tempo de serviço militar prestado antes do ingresso nos respetivos quadros (21.2.1916); um para que os militares mobilizados não fossem considerados, para efeitos legais, ausentes em parte incerta (27.6.1917); e finalmente, um projeto de remodelação dos serviços da polícia de investigação criminal de Lisboa, Porto, Coimbra e Braga (24.3.1922).
Chamou a atenção do ministro da Marinha para o caso “gravíssimo” da elevação dos preços dos fretes e passagens da Empresa de Navegação Insulana, na ordem dos 40% quando comparados com os que eram praticados no início da Grande Guerra, dificultando as comunicações entre os Açores e a Metrópole e prejudicando o abastecimento de Lisboa com gado proveniente das ilhas (9.2.1916); interpelou o ministro do Interior sobre a declaração de estado de sítio na Ilha Terceira (9.5.1916); protestou contra o “desamor” com que o orçamento de Estado tratava o distrito de Angra do Heroísmo relativamente à sua agricultura e pecuária (12.5.1916); e reclamou por uma solução rápida para a eleição da Junta Geral de Angra do Heroísmo, que tinha sido dissolvida na sequência de uma auditoria administrativa (13.3.1917).
Merece também destaque a sua intervenção sobre os eventos de 19 de outubro de 1921, a chamada “Noite Sangrenta”, revolta radical perpetrada por marinheiros e arsenalistas no decurso da qual foram assassinados, entre outros, António Granjo, então presidente do Ministério, e Machado Santos e José Carlos da Maia, dois históricos da Proclamação da República. Declarou então apoiar todas as diligências respeitantes à investigação dos “bárbaros acontecimentos (...) por forma a que a voz da justiça se faça ouvir, mas implacável, nesta sagrada terra de Portugal, e ainda para que, atravessando as fronteiras, vá levar lá fora, aos povos cultos que nos honram com a sua estima, mas que ultimamente nos têm olhado com certa e justificada reserva e desconfiança, a afirmação solene de que, por maiores que sejam os nossos desatinos políticos, e ainda quando denegridos pela hediondez tigrina do sangue derramado de tantos bons filhos de Portugal, jamais entre nós se apagarão os eternos princípios de bondade, amor, verdade e justiça, que são a pedra basilar de toda a vida social organizada e culta”.
Em novembro de 1921, numa altura em que não se encontrava a exercer funções no Parlamento, teve uma segunda passagem pela magistratura administrativa, ao ser nomeado governador civil de Bragança, cargo que, porém, apenas desempenharia por escassos dias.
Entretanto, já no tempo da Ditadura Militar, voltou a ocupar-se da sua carreira de juiz, nomeadamente no Tribunal de Execuções Fiscais, onde foi juiz-presidente.
Ascendendo depois à categoria de desembargador, ficou na Relação do Porto alguns anos, até atingir o topo da carreira na magistratura judicial, como juiz conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça, nomeado a 12 de dezembro de 1944.
Faleceu na cidade do Porto três anos mais tarde, a 17 de fevereiro de 1948.

Interpelação de Luís Baptista da Silva ao ministro da Justiça a propósito da declaração de estado de sítio na Ilha Terceira (1919)

Chamo a atenção de S. Exa. o ilustre ministro do Interior para um assunto da maior importância e que sobremaneira interessa ao distrito de Angra: a concentração dos súbditos alemães, em idade militar, na Ilha Terceira.
O Governo decretou o estado de sítio e suspensão de garantias nesta ilha, certamente pela absoluta necessidade e prudente conveniência de sujeitar ao regime militar a vigilância sobre os alemães ali concentrados, e sem que da minha parte, como legítimo representante daquele distrito, houvesse algum reparo ou protesto contra uma medida governamental tão excecional e violenta, por entender que, nesta hora grave para a nossa nacionalidade, deve o Governo armar-se de todas as faculdades, ainda as mais amplas, para eficazmente defender a vida e autonomia da nossa querida Pátria.
Todavia, posteriormente à declaração do estado de sítio na Ilha Terceira, alguns factos chegaram ao meu conhecimento, que profundamente têm magoado e alarmado o espírito dos habitantes desta ilha, e a respeito das quais venho solicitar de S. Exa. os necessários esclarecimentos.
Na Ilha do Faial acham-se também concentrados alemães, em número superior aos enviados para a Terceira, e até hoje o Governo não manifestou a necessidade ou intenção de aplicar àquela Ilha, ou à cidade da Horta, o estado de sítio e a suspensão de garantias: Porquê?
Qual a razão dum tratamento desigual para duas ilhas, ambas belos rincões da Pátria Portuguesa, e em circunstâncias precisamente iguais, de suportarem dentro de si alemães em idade militar?
Qual o motivo que determinou o Governo a decretar para a Terceira uma medida tão violenta, como é a suspensão das garantias constitucionais, e qual a razão que ao mesmo tempo o dispensou de assim proceder para com o Faial? Considerará, porventura, o Governo, mais perigosos, para a defesa da República e da nossa querida Pátria, os alemães concentrados na Terceira?!
Pois, a meu ver, oferecem mais perigo a Portugal, especialmente pelo que respeita à integridade dos arquipélagos dos Açores e da Madeira, os alemães concentrados no Faial, por todos eles residirem ali, alguns desde largos anos, por serem empregados da companhia alemã dos cabos submarinos, estando assim em magníficas circunstâncias de poderem fornecer preciosos esclarecimentos e indicações ao Governo alemão a respeito das condições de vida, de segurança e defesa destes arquipélagos, pelo perfeito conhecimento que de tudo isso devem ter.
Além disto, alemães há também e ainda no Funchal e em Ponta Delgada, sem que até hoje fosse decretado estado de sítio e suspensão de garantias nas ilhas da Madeira e de S. Miguel!
Legítimo é, pois, preguntar, Sr. ministro do Interior, se a medida excecional aplicada à Ilha Terceira foi determinada pela concentração ali dos alemães, ou por menos consideração para com os habitantes dessa pitoresca ilha açoriana.
Certo estou, porém, de que o Governo da República não quis agravar ou ter menos consideração para com o povo da Terceira, que abraçou abertamente e com entusiasmo o regime republicano, o qual tem acompanhado e defendido com aquela tradicional lealdade que é timbre do seu brasão citadino, do seu espírito liberal e das suas gloriosas tradições históricas em favor da independência da Pátria e da defesa da sagrada causa da liberdade!
Razão há, portanto, Sr. ministro do Interior, para solicitar de V. Exa. resposta àquela pergunta:
Qual o motivo por que só à Ilha Terceira foi aplicada uma medida governamental tão excecional?

Fonte: Diário da Câmara dos Deputados, 1919.

Fontes e Bibliografia

Arquivo Distrital de Bragança, Autos de Posse (1845-1928).
Arquivo da Universidade de Coimbra, documentos vários.
Diário da Câmara dos Deputados, 1915-1926.
Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, t. XXVIII. Lisboa, 1935-1987.
Administradores do Concelho de Mirandela (disponível em www.cm-mirandela.pt/uploads/writer_file/document/159/645.pdf ).
Galeria dos Juizes Conselheiros do Supremo Tribunal de Justiça (disponível em http://www.stj.pt/index.php/stj/historia/juizes1833).
Ordens Honoríficas Portuguesas. Disponível em http://www.ordens.presidencia.pt.

Publicação da C. M. Bragança

Presidência Aberta em Bragança. Datas: domingo, 15 de fevereiro de 1987 - quinta, 26 de fevereiro de 1987


𝗘𝗻𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝗖𝗮𝗻𝘁𝗮𝗿𝗲𝘀 𝗲𝗺 𝗔𝗹𝗳𝗮̂𝗻𝗱𝗲𝗴𝗮 𝗱𝗮 𝗙𝗲́

 No dia 18 de outubro, o Centro Cultural de Alfândega da Fé recebe um encontro dedicado à música e à tradição popular, com a participação dos grupos Cantares Terra Firme, Cantares de DouroEncanto e Cantares de Alfândega da Fé.

Centro Cultural de Alfândega da Fé
15h30

Uma tarde de música, tradição e partilha, onde a cultura popular ganha voz! 

Em Samil, onde o pão faz parte das nossas raízes, é também uma oportunidade para recordar a importância de preservar os saberes e tradições de quem o faz

Duas mulheres feridas após serem colhidas por mota que se despistou

 Duas mulheres, de 36 e de 56 anos, ficaram feridas esta sexta-feira de manhã, depois de terem sido colhidas no passeio por uma mota que se despistou, em Bragança.


O acidente aconteceu na rua Eng. Adelino Amaro da Costa, perto da catedral.

"O condutor não sofreu ferimentos mas a mota embateu em duas transeuntes, provocando fraturas nos membros inferiores", contou ao Mensageiro o segundo comandante dos bombeiros de Bragança, Paulo Ferro.

As duas vítimas são funcionárias de uma empresa de contabilidade ali próxima.

No local estiveram três ambulâncias dos bombeiros de Bragança e uma mota de socorro rápido.

António G. Rodrigues

Miranda do Douro: “Terra que Fala” até 31 de dezembro

 De 8 de outubro até 31 de dezembro de 2026, a cidade de Miranda do Douro tem em exposição obras de arte contemporânea, na biblioteca municipal e na antiga cadeia, uma iniciativa promovida pela Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), com os propósitos de utilizar a arte como elo de coesão territorial.


A Bienal de Arte Contemporânea das Terras de Trás-os-Montes decorre em simultâneo, nos nove concelhos de: Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Vila Flor, Vimioso e Vinhais e conta com a participação de cerca de 160 artistas, 14 exposições e 13 espaços culturais.

“A iniciativa aposta na descentralização e no acesso à cultura, transformando a arte contemporânea num elo de ligação e coesão territorial”, indica a CIM-TTM.


Na cidade de Miranda do Douro, a Bienal conta com a direção artística de Inês Falcão e curadoria de Domingos Loureiro e apresenta duas exposições com o título “Terra que Fala”, patentes na Biblioteca Municipal António Maria Mourinho e na antiga Cadeia de Miranda do Douro.

As exposições reúnem obras dos artistas, portugueses e espanhóis: Alba Cortes, Álvaro Domingues, Balbina Mendes, José Maria Lillo, José Naranjo Ferrari, Luís Fortunado Lima, Maria Cruz, Maria Regina Ramos, Teresa Almeida e João Paulo Meirinhos.


“Apresentada no âmbito da Bienal de Arte Contemporânea das Terras de Trás-os-Montes, a exposição Terra que fala, procura estabelecer um diálogo entre diferentes formas de olhar, habitar e representar a terra, indicando o planalto mirandês como lugar de encontro de culturas e linguagens”, explicam.

Segundo o município de Miranda do Douro, as exposições são complementadas com atividades educativas, visitas orientadas, conversas e oficinas, de modo a envolver a participação ativa da comunidade local e dos visitantes.

HA

APCOI DESAFIA AUTARQUIAS DE BRAGANÇA A ADERIREM AO PROJETO HERÓIS DA FRUTA

 A Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI) lançou uma plataforma dirigida às autarquias e está a desafiar câmaras municipais e juntas de freguesia do distrito de Bragança a aderirem ao projeto educativo “Heróis da Fruta”.


A iniciativa pretende promover hábitos alimentares saudáveis entre as crianças e reforçar o papel das comunidades locais na prevenção da obesidade infantil.

Segundo os dados divulgados pela associação, uma em cada três crianças em Portugal vive com excesso de peso ou obesidade e cerca de 70% não consome fruta e vegetais em quantidade suficiente diariamente. O programa já chegou a um milhão de alunos da educação pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico.

A adesão das autarquias é gratuita e permite convidar as escolas do respetivo território a participar, divulgar o desafio junto da comunidade e acompanhar as inscrições através de uma área reservada. As escolas também podem inscrever gratuitamente as suas turmas até 31 de outubro.

A APCOI destaca ainda os resultados de um projeto-piloto desenvolvido na freguesia da Ajuda, em Lisboa, no passado ano letivo. Segundo a associação, 90% das escolas aderiram à iniciativa, face a 7% a nível nacional, e 87% das crianças participantes provaram novas frutas ou vegetais durante o projeto, comparativamente a 54% na edição nacional.

A iniciativa pretende alargar este modelo a mais territórios, envolvendo autarquias, escolas e famílias na promoção de uma alimentação equilibrada desde a infância.

Ana Luísa Lopes
Foto: DR

CARRAZEDA DE ANSIÃES PROMOVE OFICINA DE IDENTIFICAÇÃO E RECOLHA DE COGUMELOS SILVESTRES

 A identificação e a recolha de cogumelos silvestres vão estar em destaque em Carrazeda de Ansiães, a 15 de novembro, com a realização de uma oficina integrada no projeto “Memórias com Futuro – Entre a Tradição e a Sustentabilidade”.


A atividade pretende aproximar os participantes da natureza e dar a conhecer a biologia dos cogumelos, as espécies existentes e as boas práticas de colheita.

A iniciativa tem início às 8h00, no Centro de Inovação Tecnológico Inovarural de Carrazeda de Ansiães (CITICA), seguindo-se, às 8h30, a passagem pelo Museu da Memória Rural. A oficina inclui atividades no terreno, permitindo aos participantes aprofundar conhecimentos sobre a identificação de espécies e a recolha responsável de cogumelos silvestres.

A participação está limitada a 40 pessoas, com inscrições abertas até 12 de novembro. O valor é de 15 euros e inclui seguro, transporte, pequeno-almoço, almoço e kit de participante.

Os interessados podem inscrever-se online ou presencialmente na Loja Interativa de Turismo (LIT).

A organização recomenda que os participantes levem roupa e calçado adequados para caminhadas no campo, bem como um cesto de vime ou semelhante para a recolha dos exemplares.

Ana Luísa Lopes
Foto: DR

MIRANDA DO DOURO DISTINGUIDA COM SELO DE QUALIDADE EXEMPLAR DA ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO

 Miranda do Douro foi distinguida com o Selo de Qualidade Exemplar da Água para Consumo Humano 2026, atribuído pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR).


O reconhecimento foi entregue a 14 de outubro, numa cerimónia realizada no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, e distingue as entidades gestoras que cumprem critérios exigentes de qualidade, controlo e monitorização da água destinada ao consumo humano.

A cerimónia decorreu no âmbito do SENAG 2026 – Seminário Nacional de Águas Residuais, organizado pela Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas (APDA). O Município de Miranda do Douro esteve representado pela presidente da Câmara Municipal, Helena Barril.

A atribuição do selo reconhece o cumprimento dos requisitos definidos para garantir a qualidade e a segurança da água distribuída à população, destacando a importância do controlo e da monitorização regulares do abastecimento público.

A distinção valoriza também o trabalho dos profissionais dos serviços municipais responsáveis pelo acompanhamento do sistema de abastecimento e pela garantia das condições de qualidade da água fornecida à população.

Ana Luísa Lopes
Foto: DR

PJ detém jovem de 22 anos suspeito de abuso sexual de menor

A Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem de 22 anos, suspeito de um crime contra a liberdade e autodeterminação sexual, envolvendo uma menor de 13 anos, no distrito de Bragança.


Segundo um comunicado da PJ, a investigação teve início na passada quarta-feira, dia 14 de outubro, após uma comunicação feita pela escola frequentada pela vítima às autoridades policiais locais.

Os elementos recolhidos apontam para a alegada prática de atos sexuais, que terão ocorrido na residência do suspeito.

O detido será presente a primeiro interrogatório judicial, para aplicação das medidas de coação consideradas adequadas.

A investigação prossegue sob a direção do Ministério Público.

Maria João Canadas

Bia Maria apresenta “Qualquer Um Pode Cantar” no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros

 O Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros recebe, no próximo sábado, 17 de outubro, às 21h30, um concerto de Bia Maria, um dos nomes da nova geração da música portuguesa.


O espetáculo será dedicado à apresentação de “Qualquer Um Pode Cantar”, o primeiro álbum da artista, lançado no final de 2024.

A música de Bia Maria cruza influências do fado, da música tradicional portuguesa, do canto popular, da pop e da bossa nova.

As canções abordam experiências pessoais, emoções e histórias do quotidiano, valorizando a língua portuguesa e a voz enquanto formas de expressão e partilha.

A artista começou a editar os primeiros trabalhos discográficos em 2019 e tem passado por várias salas de espetáculos e festivais nacionais, afirmando-se no panorama da nova música portuguesa.

Maria João Canadas

Sindicato propõe ambulância do INEM em Lodões para compensar alteração da SIV de Mirandela

O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) propôs ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) a instalação de uma ambulância própria no nó do IC5 com o IP2, em Lodões, no concelho de Vila Flor, em simultâneo com a substituição da ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) de Mirandela por uma viatura ligeira.


A proposta consta de uma comunicação do presidente do sindicato ao presidente do INEM, na qual a estrutura defende que qualquer alteração deste tipo deve ser acompanhada pela entrada em funcionamento de uma ambulância, para assegurar que não se perde capacidade de transportar doentes.

Segundo o STEPH, a localização em Lodões permitiria colocar o novo meio “a escassos minutos de 6 concelhos diferentes”, no sul do distrito de Bragança, numa área que o sindicato identifica como desprovida de meios de emergência médica próprios do INEM.

Para fundamentar a proposta, a organização aponta um aumento da sinistralidade com feridos graves na região e recorda o acidente ocorrido esta semana no IC5, que provocou a morte de um jovem de 19 anos, filho da vice-presidente da Câmara de Vila Flor.

“Pelo levantamento realizado pelo STEPH, entendemos existirem hoje condições para abertura de uma Ambulância de Emergência Médica no norte do país”, sustenta o sindicato, defendendo que esse recurso seja instalado em Lodões e tripulado por técnicos de emergência pré-hospitalar.

Para assegurar os recursos humanos, a estrutura propõe que sejam considerados os 14 técnicos de Trás-os-Montes e Douro que, segundo a comunicação, se deslocam várias vezes por mês ao Porto para realizar turnos noutros serviços e meios do INEM. O sindicato considera esta opção de gestão “injustificável” e defende o aproveitamento destes profissionais na nova ambulância.

A proposta implicaria uma alteração na distribuição dos meios: Mirandela passaria a dispor de uma viatura ligeira SIV, enquanto a capacidade de transporte prevista como compensação ficaria instalada em Lodões. As duas tipologias têm equipas distintas: segundo o INEM, uma SIV integra um enfermeiro e um técnico de emergência pré-hospitalar, enquanto uma Ambulância de Emergência Médica é tripulada por dois técnicos.

A iniciativa enquadra-se num projeto-piloto que, de acordo com o STEPH, foi acordado nas negociações com o instituto e prevê a substituição de dez ambulâncias SIV por viaturas ligeiras. O sindicato sustenta que a compensação deve ser assegurada por cinco Ambulâncias de Emergência Médica próprias do INEM e por outras cinco através de protocolos com entidades parceiras, em Postos de Emergência Médica.

“A eventual transformação no imediato de Ambulâncias SIV em carros deve garantir, em simultâneo, a abertura de uma ambulância de forma a garantir que não se perde a capacidade de transportar doentes”, sublinha a estrutura.

Além de Mirandela, o sindicato sugere que o projeto avance em Melgaço, Vila Real de Santo António, Seia e Montalegre, nestes casos com a abertura de Postos de Emergência Médica assegurados por parceiros.

Sobre Melgaço, o STEPH refere que não se opôs à alteração imediata prevista para 13 de outubro, por o presidente do INEM se ter comprometido a desencadear um protocolo com os bombeiros voluntários locais. Na mesma comunicação, solicita esclarecimentos sobre o andamento desse processo.

O sindicato atribui ainda a atual escassez de ambulâncias de reserva sobretudo à falta de autorização para reparar “várias dezenas de ambulâncias” que, afirma, se encontram em oficinas. A comunicação surge num contexto em que é apontada a previsão de entrega de algumas viaturas ligeiras na semana seguinte e de ambulâncias em novembro.

António G. Rodrigues

Pai e filha já foram encontrados pela GNR

 Já foram localizados o pai e a menina de três anos que estavam a ser procurados pelas autoridades na sequência de uma perseguição que originou um acidente na Autoestrada Transmontana, junto ao nó da Seara, à saída de Bragança.


De acordo com o que foi possível apurar junto de fonte policial, o homem, com cerca de 30 anos, morava em Macedo de Cavaleiros com a filha depois de se ter separado da mulher, de nacionalidade espanhola e da mesma etnia.

Esta quinta-feira, familiares da ex-mulher, oriundos de Espanha, dirigiram-se a casa do homem para levarem a criança.

Foi na sequência dessa tentativa de levar a criança que se desencadeou a perseguição pela autoestrada envolvendo também familiares da ex-mulher.

A perseguição culminou no acidente envolvendo três viaturas junto ao nó da Seara, à chegada a Bragança.

Depois de agressões, o homem conseguiu fugir com a filha, de três anos, tendo sido encontrado pela GNR entre as quintas da Seara e a cidade.

"Estão ambos bem de saúde", adiantou ao Mensageiro a mesma fonte policial.

A investigação está a cargo da Polícia Judiciária.

António G. Rodrigues

Sismo de magnitude 4,2 sentido em Bragança teve epicentro em Espanha

 Um sismo de magnitude 4,2 na escala de Richter foi sentido na região de Bragança na noite desta quinta-feira, 15 de outubro, pelas 21h34. O abalo teve epicentro a cerca de dez quilómetros a sul de Ponferrada, em Espanha, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).


De acordo com a informação atualizada pelo instituto, o sismo foi sentido com intensidade máxima de II-III na escala de Mercalli modificada na região a nordeste de Bragança. Até à divulgação desse comunicado, não havia registo de danos pessoais ou materiais.

Numa primeira informação, o IPMA tinha indicado que ainda não recebera confirmação de que o abalo tivesse sido sentido pela população. A atualização posterior veio confirmar os efeitos em território português.

O sismo foi registado pelas estações da Rede Sísmica do Continente. O IPMA ressalva que as determinações preliminares podem ser corrigidas à medida que é integrada mais informação e que serão emitidos novos comunicados caso a situação o justifique.

Ao Mensageiro chegaram vários relatos de quem sentiu o abalo em Bragança, Macedo de Cavaleiros ou Chaves.

António G. Rodrigues

Dia Mundial da Alimentação - 16 de Outubro


O Dia Mundial da Alimentação, celebrado a 16 de outubro, é uma das mais importantes efemérides internacionais dedicadas à reflexão sobre a alimentação, a segurança alimentar e a luta contra a fome no mundo. Esta data tem como principal objetivo sensibilizar governos, instituições e cidadãos para a necessidade de garantir o acesso universal a alimentos nutritivos, seguros e suficientes.

A origem desta comemoração remonta a 1945, ano em que foi fundada a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Quebec, no contexto do pós-Segunda Guerra Mundial. O mundo enfrentava então enormes desafios relacionados com a escassez de alimentos, a destruição de infraestruturas agrícolas e a necessidade urgente de reconstrução económica e social. A criação da FAO representou um esforço internacional coordenado para combater a fome e promover o desenvolvimento agrícola sustentável.

No entanto, o Dia Mundial da Alimentação só foi oficialmente instituído em 1979, durante a Conferência da FAO, como forma de assinalar o aniversário da organização. Desde então, a data passou a ser celebrada em mais de 150 países, tornando-se uma plataforma global de mobilização e consciencialização.

Historicamente, a questão da alimentação sempre esteve no centro das grandes transformações da humanidade. Desde a Revolução Neolítica, quando o ser humano passou de caçador-recoletor a agricultor, até à Revolução Industrial, que trouxe profundas mudanças na produção e distribuição de alimentos, a forma como nos alimentamos moldou sociedades, economias e culturas.

No século XX, avanços científicos e tecnológicos, como a mecanização agrícola, o uso de fertilizantes e a chamada “Revolução Verde”, permitiram aumentar significativamente a produção de alimentos. No entanto, estes progressos não eliminaram a fome. Pelo contrário, evidenciaram desigualdades profundas na distribuição de recursos. Enquanto algumas regiões enfrentam excesso e desperdício alimentar, outras continuam a sofrer com a subnutrição e a insegurança alimentar.

O Dia Mundial da Alimentação surge, assim, como um momento de reflexão sobre estas desigualdades e sobre a necessidade de sistemas alimentares mais justos, inclusivos e sustentáveis. A FAO define segurança alimentar como a situação em que todas as pessoas, em todos os momentos, têm acesso físico e económico a alimentos suficientes, seguros e nutritivos para satisfazer as suas necessidades e preferências alimentares.

Ao longo dos anos, cada celebração tem sido orientada por temas específicos, como a agricultura sustentável, a biodiversidade, as alterações climáticas, o desperdício alimentar ou o papel dos pequenos agricultores. Estes temas refletem os desafios contemporâneos, num mundo onde a população continua a crescer e os recursos naturais enfrentam uma pressão cada vez maior.

As alterações climáticas, por exemplo, têm um impacto direto na produção agrícola, afetando colheitas, disponibilidade de água e condições de cultivo. Ao mesmo tempo, conflitos armados, crises económicas e desigualdades sociais continuam a agravar a insegurança alimentar em várias regiões do mundo.

Por outro lado, o Dia Mundial da Alimentação também destaca a importância das escolhas individuais. A forma como consumimos alimentos, privilegiando produtos locais, reduzindo o desperdício e adotando hábitos saudáveis, pode contribuir significativamente para um sistema alimentar mais sustentável.

Mais do que uma data simbólica, o 16 de outubro é um apelo à ação coletiva. Recorda-nos que a alimentação é um direito humano fundamental e que garantir esse direito exige cooperação global, políticas eficazes e consciência social.

Em última análise, o Dia Mundial da Alimentação celebra não apenas a comida, mas tudo o que ela representa: vida, cultura, partilha e sobrevivência. É um convite a repensar a nossa relação com os alimentos e a trabalhar por um futuro onde ninguém passe fome e todos tenham acesso a uma alimentação digna e equilibrada.

Texto e Imagem: HM - com IA e IN

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

𝐄𝐱𝐩𝐨𝐬𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨: “𝐁𝐑𝐀𝐆𝐀𝐍𝐂̧𝐀 𝐕𝐎𝐓𝐀: 𝐌𝐞𝐦𝐨́𝐫𝐢𝐚, 𝐓𝐞𝐫𝐫𝐢𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐨 𝐞 𝐃𝐞𝐦𝐨𝐜𝐫𝐚𝐜𝐢𝐚 (𝟏𝟗𝟕𝟔-𝟐𝟎𝟐𝟔)”

A Biblioteca Municipal de Bragança acolhe uma exposição que recorda o percurso do poder local democrático e as mudanças que marcaram estas cinco décadas, valorizando a memória e o papel das autarquias na vida das comunidades.
A iniciativa integra o programa municipal “Bragança: 50 Anos de Poder Local. 50 Anos de Futuro”, dedicado à evocação das primeiras eleições autárquicas democráticas, ao percurso do concelho desde 1976 e à participação das populações na construção da democracia local.

Mais informações AQUI.

FREIXO DE ESPADA À CINTA LEVA O DOURO A BRUXELAS PARA DEBATER O FUTURO DA REGIÃO

 O presidente da Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta, Nuno Ferreira, e o vice-presidente, Pedro Vicente, participaram na Semana Europeia das Regiões e Cidades 2026, que decorreu em Bruxelas, entre 12 e 14 de outubro.


Integrados na comitiva da Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro), os autarcas participaram em encontros e debates dedicados à coesão territorial, à sustentabilidade e ao desenvolvimento das regiões europeias.

Um dos momentos em destaque foi a sessão promovida pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR NORTE), na Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia, que assinalou os 25 anos da classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial da UNESCO.

A sessão permitiu refletir sobre os desafios e as oportunidades do território duriense, nomeadamente nas áreas da inovação tecnológica e económica, da cooperação transfronteiriça e da preservação do património cultural e natural.

A agenda incluiu ainda um encontro entre a CIM Douro e a Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia (REPER), bem como um diálogo com a eurodeputada Carla Tavares, correlatora do Parlamento Europeu nas negociações do próximo Quadro Financeiro Plurianual, referente ao período 2028-2034. A comitiva participou igualmente em debates sobre a coesão e a resiliência dos territórios.

A participação nesta iniciativa europeia constituiu uma oportunidade para acompanhar discussões sobre políticas e instrumentos de financiamento com impacto no desenvolvimento regional, reforçando a importância da cooperação europeia na resposta aos desafios económicos, sociais e ambientais do Douro.

Ana Luísa Lopes
Foto: DR