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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

𝗚𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗱𝗲 𝗖𝗮́

 𝗚𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗱𝗲 𝗖𝗮́ 𝗲́ 𝘂𝗺 𝗽𝗿𝗼𝗷𝗲𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝗵𝗶𝘀𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗮𝘀 𝗰𝘂𝗿𝘁𝗮𝘀 -𝗲𝗺 𝘃𝗶́𝗱𝗲𝗼- 𝗱𝗲 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗱𝗮̃𝗼 𝗶𝗱𝗲𝗻𝘁𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗮𝗼𝘀 𝘁𝗲𝗿𝗿𝗶𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗼𝘀 𝗮𝘁𝗿𝗮𝘃𝗲́𝘀 𝗱𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗳𝗮𝘇𝗲𝗺, 𝗮𝗷𝘂𝗱𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗮 𝗰𝗼𝗻𝘀𝘁𝗿𝘂𝗶𝗿 𝘂𝗺𝗮 𝗰𝗼𝗺𝘂𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲.

O projeto valoriza a identidade local, preserva histórias e cria uma memória audiovisual das pessoas e do território.

É um projeto que começa em 2026 e nunca acaba, porque as pessoas de cá, as que dão rosto aos territórios, nunca acabam

𝗦𝗲 𝗰𝗼𝗻𝗵𝗲𝗰𝗲 𝘂𝗺𝗮 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝘃𝗮𝗹𝗼𝗿𝗶𝘇𝗮 𝗮 𝘀𝘂𝗮 𝗰𝗼𝗺𝘂𝗻𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲, 𝗾𝘂𝗲 𝘁𝗲𝗺 𝘂𝗺𝗮 𝗵𝗶𝘀𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗺𝗲𝗿𝗲𝗰𝗲 𝘀𝗲𝗿 𝗰𝗼𝗻𝗵𝗲𝗰𝗶𝗱𝗮 𝗼𝘂 𝗱𝗶𝘃𝘂𝗹𝗴𝗮𝗱𝗮, 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗮𝗰𝘁𝗲-𝗻𝗼𝘀

✉ gentedeca@gmail.com

por mensagem via Facebook

" Nas escombreiras do amor" - Capítulo I

Por: Luís Abel Carvalho
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


 Era um fim de tarde soalheiro e frio de finais de Fevereiro, mais precisamente dia vinte e três, dia de S. Policarpo - protector dos ouvidos e das queimaduras. O ar era de gelo - aliás, como se desejava, pois ”Fevereiro quente, traz o diabo no ventre”.  Um frio que encolhia até os pensamentos e a alma das gentes.

De olhos fechados do cansaço da vida, as pálpebras escuras e sedosas que se mexiam em movimentos nervosos, Tia Inácia esperava, sentada numa pedra, à soleira da porta de casa, tentando roer com as gengivas uma côdea dura de centeio, que as couves tronchudas cozessem na panela de ferro de três pés, enquanto olhava a aldeia e os campos, envoltos em neblina. Estava constantemente a mexer os lábios, sem os abrir, como fazem as galinhas ao beber. Dava a sensação de que remoía com as gengivas algum pedaço de toucinho ou alguma lembrança eterna.

Na verdade, tinha os lábios tão repuxados para dentro da boca, totalmente deserta de dentes, de tal modo que lhe cobriam e protegiam as gengivas, de maneira que se poderá dizer, com toda a propriedade, que comia com os lábios! Parecia que tinha um desentupidor de canos a sugar-lhe os lábios para dentro, de forma que o queixo sobressaía exageradamente, em forma de cabeça de perú. Não se podia aplicar aqui o ditado popular; “ A pão duro, dent´afiado “, mas aplica-se um outro com propósito : “ À má fome não há mau pão “, ou então: “ A pão de três semanas, fome de quinze dias “.  

Tia Inácia aproveitava o fraco calor das últimas résteas de sol amarelo-âmbar, daquele dia gélido de Fevereiro, tal como um lagarto, esquecida da vida, enquanto esperava que as tronchudas cozessem para as comer com batatas e um ovo cozido, temperadas com unto. Seria a sua ceia nessa noite, acompanhada com azeitonas sapateiras curtidas numa talha de barro, um naco de pão e um copo de palheto (ou dois), que comprava ao Ti Constantino da Marta. De olhos semicerrados aquecia a sua velhice ao soalheiro, maçada dos trabalhos do dia e das mortificações da alma, feita de cicatrizes e de perdão, uma alma que embalava pesadelos. Recebia o brando mas aconchegante calor do sol hibernal como um bálsamo e deixava-se arrastar para a letargia. A velha e multissecular aldeia estendia-se a seus pés, pela encosta abaixo até aos fornos, perto da Fonte da Ferrada, ou a fonte dos namorados. Que segredos de alma estaria ela a confessar à lua?

Os últimos raios de um sol amável morriam lá para o extremo poente, numa mistura em tons de azul turquesa e laranja opala, na paz lenta da tarde. Pensava nos desgostos e nas dificuldades da vida, olhando o por do sol para os lados das Fontelas com olhos fatigados, quando a Celeste da Consolação, mais conhecida como Celeste Zarolha, vinda dos lados do Seixo lhe disse: 

- Atão, Ti Nácia. Que desgrácia esta!! Ó que grande desgrácia! – lamentava-se pondo as mãos erguidas para o Céu.

- Desgrácia?!!Qal desgrácia, rapariga?!

- Atão...Inda num sabe?! Eu tamãe só o soub´agorinha mesmo. Foi a Maria dos Anjos que mo dicho.

 - Mas o qu´é que foi, rapariga? Desimbutcha – pediu já com falta de paciência.

 - Por os bistos inda num no sabe...!!!Coitada!!

 - Ai que gaita esta!! Num sei o quê? Fala, rapariga. Fala duma bez por todas. Gomita lá o que tães aí dentro. – pediu já impaciente.

 - ´Stá bem, prontos. Morreu o seu filho Pascoal! – disse de lágrimas nos olhos. – Deus o receba à Sua direita - acrescentou persignando-se, consternada.

A notícia caiu do alto, como uma pedra num charco de águas paradas. Tia Inácia sabia bem que a Celeste era de lágrima oportuna.

- Morreu...Oh...Lá o mataram, por i, por bia d´alguma puta das feiras! – disse encolhendo os ombros, numa assombrosa indiferença. – Por isso é qu´a coruja piou a noute toda nos castinheiros! Era mau agoiro!

- Pois, parece que sim. Foram três ou quatro gandulos de trás da serra qui o matatarm à paulada. Dizem que foi por bingança e que le deram tantas ´stadulhadas, quinté le puseram a cabeça num bolo de miolos e sangue, toda ´smigalhada!!!- disse num gesto de nojo e de horror. – Parece qu´io ´speraram perto da Quinta do Dr. Margarido, q´ando  binha pra casa – irrompeu num pranto caudaloso.

(O Dr. Margarido era chamado “ Pai dos pobres “ porque, em vez de cobrar a consulta, ainda deixava algum ao enfermo para a compra de remédios na farmácia ).

- Hum...Lá o apanharam co alguma cardina! Oh..., há qanto tempo ´speraba eu por uma cousa assim. Só m´admira que num tibesse assucedido há mais tempo, que num tibesse já sido iantes. À bida que lubaba, só podia dar nisso, mais cedo ou mais tarde. Andaba sempre metido em barulhos e arrelias!! Lubaba uma bida só de folguedos!  Só putas e binho berde!! Era um cabeça d´asno c´mó Pai. – concluiu com uma calma e naturalidade abismal, cuspindo para o chão.

- Atão, e agora? – perguntou a Celeste de olhos aflitos.

- Agora?! Agora é interrá-lo e rezar-le por a alma, s´é qui a tinha. Agora num hai nada a fazer, a num ser interrá-lo, qu´é o que se faiz ós mortos – disse encolhendo os ombros numa dureza de sentimentos maior que o frio que se sentia, numa apatia invernosa.

- Credo, Santo Deus!! C´mé que pode ser assim?! Inda é mais pior do có azeite rançoso!     

- Sou c´mo me fizeram. As consumições da bida é que me moldaram nisto.

- E quer qui o interrem a donde?

- Adond´eles quiserem – respondeu encolhendo os ombros. - Pra mim tanto m´abonda, num me fai difrença ninhuma. As ótoridades que se encarreguem disso. O Regedor ou a Guarda que tomem conta dele. Eu num tanho posses, nem força e nem cabeça pra esses trabalhos. Qui o interrem adond´eles quiserem, que pra mim tanto monta. Óspois de morto já num bale nada; nem mesmo bibo nunca baleu um bintém furado – disse causticamente. – Esse rapaz só me deu consumições. Muntas mortificações me fizo passar, esse judeu errante. – Acrescentou com acidez.

- E q´antas mais há d´ajuntar às lembranças que já tem até qu´a morte as apague a todas!! Bomecê e todos nós.

- Por i, mas agora acabou-se tudo e já debe ´stár a prestar contas ó Dibino  – acrescentou com desprezo.

- Jasus, Santo nome de Jasus! Indé mais azeda do qu´às azedas!

-  Atão que le quers? Quem come fel, num pode cuspir mel! Mas inda bem, porqu´assim nem as formigas me querem. E quem me quiser cumer, que me bote açúcre. E do branco, por que dizem qu´é mais doce do qu´ó amarelo- acrescentou num risinho irónico. – E pode ser qu´ospois de morta já todos digam bem de mim, ou inté me façam Santa! Quem no sabe? 

 - Por i, por i...A gente bê cada cousa! Às bezes são uns demónios em bida e despois de mortos, todá gente só já diz bem deles.

 - A mim tanto se m´abonda qu´o rio corra pra baixo ó corra pra cima. Tamãe num quero ser ninhuma Santa, porqu´óspois inda tanho que fazer milagres e andar sempre no andor...e isso é uma trabalheira.

 - Credo, mulher! Isso inté é pecado...

 - Qal pecado, qal carapuça! Pecado é ter fome e frio e num termos com que nos socorrer – disse visivelmente irritada.

 - Assim bai parar direitinha pró inferno – interrompeu-a a Celeste.

 - Eu?! Im primeiro indás-dir tu. Além do mais, num caibo lá. Já ´stá abarrotar – disse de caçoada.- A mim já s´marrebentou o fel ! – retorquiu conformada.

 - Atão temos qu´arranjar oitro nobo cá na terra – replicou a rir a Celeste.

 - No inferno bibemos todos nós, aqui em bida. Oitro?! Num t´abonda o que já temos? Pra mim já me tchega e sobra este cá na terra. Credo, qu´inté parece que Deus e o diabo me tomaram de ponta! – acrescentou cuspindo novamente para o chão.

- Este qu´inziste é o nosso. Temos qu´arranjar um oitro pior ainda prós salafrários que nos lebam o coiro e o cabelo, prá´queles que nos roubam as últimas gotas de suor.

- Oh... pra esses num há inferno que resista! Se bem calhar inté são bem capazes d´indrominar o diabo e o São Pedro! – disse com escárnio.

 - Lá nisso terá rezão, mas mesmo assim é seu filho – tentava a Celeste chamá - la à razão.

 - Pois é. Eu bem no sei, que fui eu qui o pari. E olha que bastantes dores tibo pró ter. Só de caso num ´stibesse lá a Cantadeira, num sei c´mo seria...

(Tia Inácia recordou em segundos aquela tarde quente do dia catorze de Julho, uma sexta feira, pelas quatro horas da tarde, em pleno campo, à sombra de um enorme castanheiro e à beira da fonte das Lamelas, o nascimento do filho, a céu aberto. Quantas dores e suor para expulsar um matulão, com a juda da Tia Lurdes Cantadeira).

- Pois. Anda uma Mãe a passar tantos trabalhos a criar um filho prós pois acontecer uma desgraceira destas! Mas parir é dor e criar é amor.

 - Eu deixei de ser Mãe dele q´ando tinha três meses. Secou-se – m´o peito e tibo que ser alimentado com leite da burra do Ti Alípio Grande e do Ti Manuel Carono. Ele continuou sempre a ser mou filho, mas nunca me tchigou a ter grand´amizade. Dizem que por i foi por num ter mamado nas tetas. Mas do Pai, ele gostaba! E munto!!

- Coitado! Tibo a sorte do Pai!

- E que sorte! Azar tibo eu, que fiquei cá a sofrer. O meu Pascoal tinha a maldade do Pai na massa do sangue. Tal Pai tal filho...Eram filhos da mesma sementeira!  - disse numa ironia ácida. - O Pascoal deve ter morrido sem nada nos bolsos. Tamãe já o Pai..., aquilo que deixou nem deu pró responso. Morreram ambos os dois c´más putas na quaresma, mais lisos do cós seixos do Sabor. Morreram mais limpos do c´uma eira ó fim da malhada!!- reforçou cerrando os dentes (as gengivas)!

continua...

Fontes de Carvalho


Fontes de Carvalho
, pseudónimo de Luís Abel Carvalho, nasceu no Larinho, uma aldeia transmontana do Concelho de Torre de Moncorvo, Distrito de Bragança. É o filho do meio de três irmãos.
Estudou em Moncorvo, Bragança e no Porto, onde se formou em Engenharia Geotécnica. É casado e Pai de três filhos.
Viveu no Brasil, onde passou por momentos dolorosos e de terror, a nível económico e psicológico. Chegou a viver das vendas de artesanato nas ruas e a dormir debaixo de Viadutos.
No ano de 1980 e 1981 foi Professor de Matemática em Angola, na Província de Kwanza Sul, em Wuaku-Kungo. Aí aprendeu a desmistificar certos mitos e viveu uma realidade muito diferente da propagandeada.
Em Portugal deu aulas de Matemática em diversas cidades, nomeadamente em São Pedro da Cova, Ponte de Lima, Cascais (na Escola de Alcabideche, onde deu aulas aos presos da cadeia do Linhó), Alcácer do Sal, Escola Francisco Arruda e Luís de Gusmão, em Lisboa. Frequentou durante quatro anos, como trabalhador-estudante, o curso de Engenharia Rural, no Instituto Superior de Agronomia.
Em 1995 fundou a empresa Bioprimática – Reciclagem de Consumíveis de Informática, onde trabalha até hoje como sócio-gerente.

Festas, Festividades e Eventos

O futuro da tradição sobe ao palco!

 São os mais jovens guardiões de uma herança com séculos de história. Formados na Escola do Pauliteiro de Sendim, as Pauliteiras e Pauliteiros de Sendim representam a continuidade de uma tradição que passa de geração em geração, mantendo viva a identidade da Terra de Miranda.
No dia 1 de agosto, serão eles a abrir o XII Festival Ibérico de Pauliteiros de Sendim, demonstrando que o futuro da nossa cultura está em boas mãos.

1 de agosto de 2026
22h00
Largo da Igreja | Sendim

Da Terra de Miranda ao Mundo… a bater forte!

Festas, Festividades e Eventos

Sr. António (Lá em Casa)

MIRANDA DO DOURO REVELA CARTAZ DAS FESTAS DA CIDADE E DO CONCELHO 2026

 Miranda do Douro já apresentou o programa das Festas da Cidade e do Concelho 2026, que vão decorrer entre os dias 20 e 23 de agosto, em honra de Santa Bárbara. Durante quatro dias, o concelho será palco de concertos, animação e momentos de celebração que prometem atrair milhares de visitantes.


O programa arranca na quinta-feira, 20 de agosto, com uma Pool Party, marcada para as 23h30, dando início a um fim de semana dedicado à música e ao convívio.

Na sexta-feira, 21 de agosto, sobem ao palco Sirilanka, às 22h00, seguindo-se Dillaz, à meia-noite. No sábado, 22 de agosto, será a vez de Arkadia abrir a noite, antes da atuação dos Wet Bed Gang, um dos grupos mais populares da música urbana nacional.

O encerramento das festividades acontece no domingo, 23 de agosto, com os concertos da Banda Sense e de Papillon, que fecha o cartaz musical da edição deste ano.

Além da programação artística, as festividades incluem as tradicionais celebrações religiosas em honra de Santa Bárbara, preservando uma das mais importantes tradições do concelho e conciliando a componente cultural com a vertente religiosa.

Com um cartaz diversificado e pensado para diferentes públicos, as Festas da Cidade e do Concelho voltam a afirmar-se como um dos principais eventos do verão no nordeste transmontano, promovendo Miranda do Douro e dinamizando a economia local.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

CAMINHADA EM VIMIOSO PROMOVEU SAÚDE E BEM-ESTAR COM ENFOQUE NA QUALIDADE DO SONO

 O Município de Vimioso voltou a promover a iniciativa “Caminha com o Médico”, que reuniu, no sábado, participantes de várias idades para uma manhã dedicada à promoção da saúde, do exercício físico e da partilha de conhecimentos.


Na quarta edição da atividade, o tema em destaque foi “Sono e bem-estar: a importância de descansar bem”, sensibilizando os participantes para o papel fundamental que o descanso desempenha na saúde física e mental.

Ao longo da caminhada, os participantes tiveram oportunidade de aliar a prática de atividade física a momentos de convívio e de esclarecimento sobre hábitos de vida saudáveis, reforçando a importância da prevenção e da adoção de comportamentos que contribuem para uma melhor qualidade de vida.

Com esta iniciativa, o Município de Vimioso continua a incentivar estilos de vida ativos e saudáveis, promovendo ações de proximidade que aproximam a comunidade de profissionais de saúde e reforçam a sensibilização para temas relevantes do bem-estar.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

PSP DE BRAGANÇA REFORÇA FORMAÇÃO NA UTILIZAÇÃO DO DISPOSITIVO TASER X2

 O Núcleo de Formação do Comando Distrital da PSP de Bragança promoveu recentemente uma ação de formação dedicada à utilização do dispositivo elétrico TASER X2, destinada ao reforço das competências operacionais dos elementos policiais.


A iniciativa incidiu sobre os procedimentos de utilização deste equipamento, permitindo consolidar conhecimentos técnicos e aperfeiçoar as práticas de atuação em diferentes contextos de intervenção.

Com esta formação, a PSP pretende garantir uma resposta policial cada vez mais segura, eficaz e ajustada às exigências do serviço, apostando na qualificação contínua dos seus profissionais.

A atualização permanente de conhecimentos e técnicas constitui uma prioridade para a Polícia de Segurança Pública, contribuindo para uma atuação mais preparada e para o reforço da segurança da população.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

TORRE DE DONA CHAMA CELEBROU AS SUAS TRADIÇÕES COM CENTENAS DE PARTICIPANTES

 A freguesia de Torre de Dona Chama, no concelho de Mirandela, voltou a viver um dia de festa, reunindo centenas de participantes numa celebração marcada pela música, gastronomia e tradições populares.


As festividades começaram com a arruada dos Gaiteiros “Encharca o Fole”, seguindo-se a atuação do grupo “Os Castanholas de Contins”, que animou as ruas da vila ao longo da manhã.

O almoço-convívio voltou a juntar habitantes, emigrantes e visitantes num ambiente de partilha e confraternização, reforçando os laços da comunidade.

Durante a tarde, um dos momentos de maior destaque foi a realização da primeira edição das Chegas de Touros, iniciativa que despertou grande interesse e atraiu numerosos visitantes, afirmando-se como um dos pontos altos da programação.

O dia terminou com o tradicional porco no espeto, encerrando uma jornada de convívio que voltou a evidenciar a importância de preservar e valorizar as tradições de Torre de Dona Chama.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

Morais recria tradições antigas da ceifa e da malha

 A aldeia de Morais, no concelho de Macedo de Cavaleiros, registou a maior participação de sempre na recriação da Ceifa e da Malha, que decorreu este fim de semana.


O presidente da Junta de Freguesia de Morais, Ramiro Valadar, faz um balanço muito positivo da 18.ª edição da iniciativa:

Uma das principais novidades deste ano foi a realização de um concurso, que teve como primeiro prémio uma caixa de carga para trator.

O vencedor foi António Pereira, de Serapicos, que participa nesta iniciativa há vários anos:

Marta Francisco deslocou-se de Caldas da Rainha, acompanhada por quatro amigos, e garante que valeu a pena participar nas atividades desde o início da manhã:

Para muitos dos participantes, a recriação da ceifa e da malha representa também um momento de regresso ao passado e de recordação de tempos marcados pelo trabalho árduo e por muitas dificuldades:

A Ceifa e a Malha voltou a mostrar que a tradição ainda é o que era. A edição deste ano contou com a maior participação de sempre, demonstrando que a recriação e valorização das antigas atividades agrícolas continuam a despertar um interesse significativo.

Foram muitos os participantes e visitantes que se deslocaram a Morais para recordar as tradições do mundo rural, num encontro marcado pela saudade dos mais velhos e pela curiosidade das gerações mais novas.

Maria João Canadas

PJ detém homem suspeito de tentativa de homicídio em Chacim

 A Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem de 66 anos, suspeito da prática de um crime de homicídio qualificado na forma tentada, ocorrido no domingo, em Chacim, no concelho de Macedo de Cavaleiros.


Segundo um comunicado da PJ, o homem foi identificado e detido fora de flagrante delito pelo Departamento de Investigação Criminal de Vila Real.

O crime terá ocorrido na sequência de uma alegada dívida. De acordo com a investigação, o suspeito surpreendeu a vítima quando esta se encontrava na via pública e, munido de um copo de vidro que terá partido intencionalmente, desferiu-lhe vários golpes na zona do pescoço.

Após a agressão, o suspeito colocou-se em fuga.

A vítima sofreu vários ferimentos no pescoço, incluindo uma laceração longitudinal da veia jugular, tendo sido transportada pelo INEM para uma unidade hospitalar, onde foi submetida a uma intervenção cirúrgica.

Segundo a PJ, a vítima correu “sério perigo de vida”.

O detido vai ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das respetivas medidas de coação.

A investigação prossegue sob a direção do Ministério Público de Macedo de Cavaleiros.

AGR

A Não Perder. Acreditem que vale a pena ver. São as Forças Vivas da Região em 1993. NÃO PERCAM este documento fantástico!

 Miranda do Douro – Parte I - 1993-09-23

Miranda do Douro – Parte II - 1993-09-23

Miranda do Douro – Parte III - 1993-09-23

Bragança viveu mais um fim de semana repleto de cultura, inclusão, tradição, desporto e animação!

 Da Gala Inclusiva da ASCUDT à homenagem a Rodrigo Leão, da apresentação do Fromago Cheese Experience ao Nordeste Motor Show, passando pelo Festival d'Onor, pelo 44.º aniversário da Associação de Paraquedistas do Nordeste e pela dinamização do Centro Histórico, foram muitos os momentos que encheram o concelho de vida e de pessoas. 

domingo, 19 de julho de 2026

Viagem, algures em 2005 ou 2006, na Automotora LRV2000 pela (extinta) Linha do Tua.

TONS DE LUZ DÃO VIDA A NOVA EXPOSIÇÃO EM BRAGANÇA

 O Centro de Fotografia Georges Dussaud, em Bragança, recebe a exposição “Tons de Luz”, do fotógrafo António Joaquim Fernandes. A mostra reúne um conjunto de imagens que exploram a relação entre a luz, a sombra e a perceção da realidade, convidando o público a descobrir diferentes leituras do espaço e da fotografia contemporânea.

Jornalista: Vitória Botelho

Sr. Hermenegildo Brandão (Rodinhas)

INTERIOR LIDERA SUBIDA DO PREÇO DAS CASAS EM 2026 E BRAGANÇA DESTACA-SE ENTRE OS DISTRITOS COM MAIOR VALORIZAÇÃO

 Os distritos do interior do país estão a registar as maiores subidas no preço das habitações em 2026, revelando uma crescente procura por mercados que, até há poucos anos, apresentavam valores significativamente inferiores aos dos grandes centros urbanos. A conclusão resulta de uma análise realizada pela ERA Portugal, com base nas transações efetuadas pela rede entre janeiro de 2024 e maio de 2026.


Segundo o estudo, os seis distritos com maior valorização entre 2025 e 2026 pertencem todos ao interior do país. Beja lidera a lista, com um aumento de 25,2%, seguindo-se Bragança, que registou uma subida de 24,5%. Guarda surge na terceira posição, com um crescimento de 21,4%, enquanto Viseu (+18,1%), Castelo Branco (+17,9%) e Vila Real (+14,8%) completam o grupo dos distritos que mais valorizaram.

Os dados indicam que a tendência de valorização do interior já era visível entre 2024 e 2025, mas ganhou ainda mais força no último ano, refletindo uma deslocação gradual da procura imobiliária para territórios onde os preços continuam mais competitivos.

No distrito de Bragança, o preço médio das habitações transacionadas passou de 117.107 euros, em 2025, para 145.812 euros em 2026, representando um dos maiores crescimentos registados a nível nacional.

Também Vila Real continua a acompanhar esta evolução positiva. O valor médio das casas vendidas através da rede ERA aumentou de 146.735 euros para 168.380 euros, correspondendo a uma valorização de 14,8% face ao ano anterior.

Em sentido contrário, Lisboa foi o único distrito a registar uma descida dos preços, com uma redução de 3,6%. Apesar desta quebra, continua a ser a região com o preço médio de habitação mais elevado do país, situando-se nos 365.281 euros.

No conjunto da rede ERA, o valor médio das habitações vendidas aumentou 22,7% nos últimos três anos, confirmando a dinâmica de crescimento que continua a marcar o mercado imobiliário nacional.

A análise evidencia uma mudança progressiva no mercado habitacional português, com o interior a afirmar-se como um território cada vez mais procurado, impulsionando a valorização dos imóveis e reforçando a atratividade de regiões como Trás-os-Montes e o Douro.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

MAIS DE 100 ESTUDANTES PARTICIPAM NA 20.ª EDIÇÃO DOS ESTÁGIOS DE VERÃO DO IPB

 O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) está a receber, entre os dias 13 e 17 de julho, a 20.ª edição do programa “Verão Ciência no IPB”, iniciativa que reúne 105 estudantes do ensino secundário provenientes de vários pontos do país para uma semana dedicada à ciência, à investigação e ao contacto com o ensino superior.


Nesta edição comemorativa, participam jovens oriundos de 54 escolas distribuídas por 13 distritos Aveiro, Braga, Bragança, Coimbra, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Porto, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu , reforçando a capacidade do IPB para atrair estudantes de todo o território nacional.

Ao longo da semana, os participantes integram 34 estágios científicos, desenvolvidos nas diferentes escolas e centros de investigação da instituição, onde têm a oportunidade de acompanhar investigadores e docentes em projetos ligados a áreas como agricultura, ambiente, biologia, medicina veterinária, ciências alimentares, engenharia, robótica, inteligência artificial, ciência de dados, informática, educação, desporto e sustentabilidade.

A sessão de abertura contou com a presença do presidente do IPB, Orlando Rodrigues, da pró-presidente e coordenadora do Gabinete de Imagem e Apoio ao Estudante, Anabela Martins, bem como dos diretores das escolas e dos responsáveis pelos centros de investigação.

Para muitos dos participantes, esta representa a primeira experiência em ambiente laboratorial, permitindo-lhes realizar atividades práticas, utilizar equipamentos científicos especializados e conhecer de perto o trabalho desenvolvido pelos investigadores do Instituto.

Além da componente científica, o programa contempla atividades culturais, desportivas e momentos de convívio, proporcionando aos jovens uma experiência alargada da vida académica e do quotidiano da cidade de Bragança.

A edição de 2026 assinala um marco importante na história da iniciativa, celebrando duas décadas de realização dos Estágios de Verão do IPB. Desde a sua criação, em 2007, o programa já envolveu milhares de estudantes, contribuindo para despertar vocações científicas e apoiar muitos jovens na escolha do seu percurso académico e profissional.

Ao longo destes 20 anos, a iniciativa contou com o empenho de docentes, investigadores, técnicos, estudantes-monitores e colaboradores da instituição, consolidando o Instituto Politécnico de Bragança como uma referência na promoção da cultura científica e na aproximação dos jovens ao ensino superior.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

GNR PROMOVE AÇÃO DE SENSIBILIZAÇÃO PARA PREVENIR AFOGAMENTOS EM MIRANDA DO DOURO

 A Secção de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário do Destacamento Territorial de Miranda do Douro promoveu uma ação de sensibilização no âmbito da Operação «Prevenção de Afogamentos», com o objetivo de alertar a população para a adoção de comportamentos seguros em zonas balneares e junto de cursos de água.


A iniciativa procurou sensibilizar crianças, jovens e adultos para a importância da prevenção de acidentes, reforçando a necessidade de cumprir as regras de segurança durante as atividades de lazer em rios, praias fluviais e outras zonas aquáticas.

Durante a ação, os militares da Guarda Nacional Republicana transmitiram recomendações destinadas a reduzir o risco de afogamentos, apelando à vigilância permanente das crianças, ao respeito pela sinalização existente e à adoção de comportamentos responsáveis junto da água.

Com esta iniciativa, a GNR pretende reforçar a prevenção e contribuir para a segurança da população durante a época de verão, promovendo uma maior consciencialização para os riscos associados às atividades em meio aquático.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR