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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Obrigado, Família Norbass! A edição do Circuito Norbass College Margem (23/24 de Maio de 2026) foi um verdadeiro sucesso, e o mérito é inteiramente vosso!


 Aos Nossos Pescadores

Paixão e dedicação demonstradas dentro e fora de água.
Espírito desportivo exemplar que eleva a pesca ao achigã.
Resiliência e companheirismo partilhados durante toda a prova.

Ao nosso Incrível StaffT

Obrigado pelo esforço incansável na organização e logística do evento.
Leonel Pires, Henrique Miguel Martins, Carlos Martin e a todos os que contribuem. A vossa dedicação e trabalho são o que faz tudo funcionar na perfeição.
A vossa dedicação garantiu que tudo corresse na perfeição para os atletas.União.
Um agradecimento muito especial aos membros da staff que não puderam estar presentes desta vez.
Vocês são o motor que faz o Clube de Pesca ao Achigã Norbass crescer desde 2010.

Um agradecimento especial também a todos os patrocinadores e parceiros que tornaram este fim de semana de 23 e 24 de Maio possível. Até à próxima etapa! 

𝑩𝒓𝒂𝒈𝒂𝒏𝒄̧𝒂 𝒄𝒐𝒏𝒕𝒊𝒏𝒖𝒂 𝒂 𝒑𝒆𝒏𝒔𝒂𝒓 𝒂 𝒎𝒐𝒃𝒊𝒍𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒅𝒐 𝒇𝒖𝒕𝒖𝒓𝒐

 Aproxima-se a 𝟐.ª 𝐒𝐞𝐬𝐬𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐏𝐚𝐫𝐭𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐂𝐢́𝐯𝐢𝐜𝐚 𝐝𝐨 𝐏𝐥𝐚𝐧𝐨 𝐝𝐞 𝐌𝐨𝐛𝐢𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐔𝐫𝐛𝐚𝐧𝐚 𝐒𝐮𝐬𝐭𝐞𝐧𝐭𝐚́𝐯𝐞𝐥  (PMUS), dando continuidade ao trabalho de construção de uma estratégia comum de mobilidade mais eficiente, acessível e sustentável para o concelho.

Data: Segunda-feira, 1 de junho de 2026
Horário: 17h00
Local: Museu Ferroviário, junto à Estação Rodoviária de Bragança

Inscreva-se AQUI.

Nesta sessão será apresentada e discutida a proposta preliminar das Linhas Gerais da Estratégia para a Mobilidade no Concelho, resultado não só do trabalho técnico e de diagnóstico desenvolvido, mas também dos contributos, preocupações e sugestões recolhidos junto da comunidade durante a 1.ª sessão de participação cívica.

A participação de cidadãos, associações, entidades e agentes locais continua a ser fundamental para construir soluções ajustadas às necessidades reais do território e das populações.

Festividades

Este diário antigo revela como os egípcios construíram as Grandes Pirâmides

 As Pirâmides de Gizé são uma proeza arquitectónica, sendo desde há muito consideradas um mistério. Agora, os Manuscritos do Mar Vermelho dão-nos uma perspectiva sem precedentes dos construtores desta maravilha ancestral.

COM AGRADECIMENTOS A PIERRE TALLET / MISSÃO ARQUEOLÓGICA A WADI AL-JARF - As condições áridas no sítio de Wadi al-Jarf, no Egipto, ajudaram a conservar os antigos papiros de Merer, descobertos no local por uma equipa de arqueólogos liderada por franceses.

Situado na costa egípcia do Mar Vermelho, Wadi al-Jarf é hoje um local sossegado e despretensioso. As areias secas do deserto e a água azul e plácida estendem-se até onde a vista alcança. Do outro lado do mar, é possível avistar a Península do Sinai. Esta aparente tranquilidade disfarça o movimentado centro que aqui existiu há mais de 4.000 anos. A importância histórica de Wadi al-Jarf foi consolidada em 2013 quando 30 papiros, os mais velhos do mundo, foram descobertos escondidos em grutas escavadas pelo homem em pedra calcária.

Além da sua idade, os chamados Manuscritos do Mar Vermelho são notáveis devido ao seu conteúdo. Não só revelam o passado distante de Wadi al-Jarf enquanto porto cheio de vida como contêm relatos na primeira pessoa de um homem chamado Merer, que participou na construção da Grande Pirâmide do faraó Khufu.

O sítio de Wadi al-Jarf foi descoberto em 1823 por um antiquário e viajante inglês chamado John Gardner Wilkinson, que pensou que as ruínas pertenciam a uma necrópole greco-romana.

Mais tarde, na década de 1950, dois pilotos franceses apaixonados por arqueologia, François Bissey e René Chabot-Morisseau, voltaram a tropeçar no sítio. Sugeriram que tivesse outrora sido um centro de produção metalúrgica. No entanto, a crise do Suez, ocorrida em 1956, atrasou investigações mais aprofundadas.

Os trabalhos só foram retomados em 2008. O egiptólogo francês Pierre Tallet liderou uma série de escavações que identificaram definitivamente Wadi al-Jarf como um importante porto com cerca de 4.500 anos, remontando ao reinado de Khufu e contemporâneo da construção da Grande Pirâmide. As equipas de Tallet revelaram que Wadi al-Jarf era um pólo económico vibrante situado no centro do comércio dos materiais utilizados para construir as pirâmides, a cerca de 241 quilómetros de distância. Comprovando as evidências arqueológicas, o fabuloso diário de Merer foi encontrado entre os papiros.

MUSÉE DÉPARTEMENTAL ARLES ANTIQUE © J.C. GOLVIN/ÉDITIONS ERRANCE - Os trabalhadores descarregavam os blocos de pedra para construir a Grande Pirâmide no porto de Gizé, aqui visível numa aguarela de J.C. Golvin.

Porto das pirâmides

O sítio de Wadi al-Jarf é composto por várias zonas diferentes, abrangendo vários quilómetros entre o Nilo e o Mar Vermelho. Partindo do rio Nilo, a primeira zona, situada a cerca de cinco quilómetros da costa, contém cerca de 30 grandes câmaras de armazenamento escavadas no calcário. Foi aí que os papiros foram descobertos.

Avançando cerca de 460 metros para leste, em direcção ao mar, surge uma série de campos e, depois destes, um grande edifício em pedra dividido em 13 secções paralelas. Os arqueólogos supuseram que o edifício fosse utilizado como residência. Por fim, na costa, encontra-se o porto propriamente dito, com habitações e mais espaços de armazenamento. Utilizando a cerâmica e as inscrições existentes no sítio, os arqueólogos conseguiram enquadrar cronologicamente o complexo portuário na quarta dinastia do Egipto, há cerca de 4.500 anos.

Eles acham que o porto foi inaugurado no tempo do faraó Seneferu e abandonado por volta do fim do reinado do seu filho Khufu. Funcionou durante pouco tempo, mas nesse período, o porto esteve dedicado à construção do túmulo de Khufu, conhecido na altura como Akhet-Khufu, o “Horizonte de Khufu”.

RENÉ MATTES/GTRES - As Pirâmides de Gizé são uma das maiores maravilhas da engenharia da história. O túmulo de Khafre, ao centro, ainda conserva parte do seu revestimento original em calcário.

Para além dos papiros, muitas outras descobertas arqueológicas importantes revelaram a importância do porto. Estruturas de grande dimensão, como o pontão em pedra com 180 metros de cumprimento, mostram um grande investimento na zona. Tallet e a sua equipa descobriram mais de 130 âncoras, cuja presença implica um porto movimentado.

Zarpando do porto, apelidado de “O Mato” pelos antigos egípcios, os navios do faraó atravessavam o Mar Vermelho até à Península do Sinai, rica em cobre. O cobre era o metal mais duro disponível na altura e os egípcios precisavam dele para cortar as pedras para a gigantesca pirâmide do seu faraó. Quando regressavam ao porto, os navios egípcios vinham carregados de cobre. Entre viagens, os navios ficavam guardados nas câmaras de calcário.

Tesouros nas grutas

Quando o porto de Wadi al-Jarf foi encerrado, por volta da altura da morte de Khufu, os registos mostram que uma equipa veio de Gizé para fechar os espaços de armazenamento escavados no calcário. Esta equipa era conhecida pelo nome de Equipa de Acompanhantes do “Ureu de Khufu e a Sua Proa”, numa muito provável referência a um navio com o Ureu (serpente protectora) na proa. Durante o processo de encerramento das grutas calcárias, os documentos em papiro de Merer, entretanto obsoletos, ficaram entre os blocos de pedra.

Permaneceram expostos ao ar do deserto durante cerca de quatro milénios e meio até serem descobertos, numa escavação liderada por Tallet, em 2013. O primeiro conjunto de Manuscritos do Mar Vermelho fora encontrado no dia 24 de Março desse ano, junto à entrada do espaço de armazenamento designado como G2. O segundo e maior conjunto de documentos foi descoberto dez dias mais tarde, enfiado entre blocos no espaço de armazenamento G1.

COM AGRADECIMENTOS A PIERRE TALLET/MISSÃO ARQUEOLÓGICA A WADI AL-JARF - Os arqueólogos encontraram centenas de fragmentos de papiro nas grutas de Wadi al-Jarf. Escritos com tinta preta e vermelha, os textos mencionam o faraó Khufu. Muitos destes fragmentos foram reconstruídos de modo a formar documentos – alguns com cerca de meio metro! O fragmento do diário de Merer visível na imagem é do Papiro B.

Há vários tipos de documentos entre os Manuscritos do Mar Vermelho, mas foram os escritos de Merer que mais excitação causaram. Líder de uma equipa de operários, Merer registava as suas actividades num diário. É um relato diário do trabalho executado pela sua equipa ao longo de um período de três meses, durante a construção da Grande Pirâmide.

A equipa de Merer era composta por cerca de 200 trabalhadores que viajavam por todo o Egipto e eram responsáveis por executar todo o tipo de tarefas relacionadas com a construção da Grande Pirâmide. Uma das mais interessantes foi a extracção dos blocos de calcário utilizados para revestir a pirâmide. Merer registou com grande pormenor a forma como a equipa os removeu das pedreiras de Tura e os transportou de barco até Gizé.

ALAMY/ACI - Desenho de um relevo do templo de Hatshepsut em Dayr al-Bahri, do século XV a.C., mostra trabalhadores a carregarem navios com destino à Terra de Punt.

Os homens de Merer colocavam os blocos de calcárioem barcos, transportavam-nos rio acima, e assistiam à sua contagem numa zona administrativa antes de serem despachados para Gizé. Um fragmento do diário relata a viagem de três dias desde a pedreira até ao local de construção da pirâmide.

Dia 25: O Inspector Merer passa o dia com a sua za [equipa] a transportar pedras no sul de Tura; passa a noite no sul de Tura.

Dia 26: O Inspector Merer zarpa do sul de Tura com a sua za, com uma carga de blocos de pedra, dirigindo-se a Akhet-Khufu [Grande Pirâmide]; passa a noite em She-Khufu [zona administrativa com espaço de armazenamento para a cantaria, mesmo antes de Gizé].

Dia 27: Embarque em She-Khufu, viagem até Akhet-Khufu com a carga de pedras, pernoita em Akhet-Khufu.

No dia seguinte, Merer e os seus trabalhadores regressaram à pedreira para buscar um novo carregamento de pedras:

Dia 28: Partida de Akhet-Khufu de manhã; navegando rio acima até ao sul de Tura.

Dia 29: O Inspector Merer passa o dia com a sua za a carregar pedras no sul de Tura; passa a noite no sul de Tura.

Dia 30: O Inspector Merer passa o dia com a sua za a carregar pedras no sul de Tura; passa a noite no sul de Tura.

O diário de Merer até fornece um vislumbre de um dos arquitectos da pirâmide. Ankhhaf, meio-irmão de Khufu, detinha a posição de “chefe de todas as obras do rei”. Um dos fragmentos de papiro diz: “Dia 24: O Inspector Merer passa o dia com a sua za a carregar [falta texto] com pessoas com cargos de elite, equipas de seguidores e o nobre Ankh-haf, director de Ro-She Khufu.”

SCALA, FLORENÇA - Mencionado no diário de Merer, Ankhhaf era um arquitecto real e meio-irmão de Khufu. Este busto de Ankhhaf com 4.500 anos foi descoberto no seu túmulo.

FLUTUANDO ATÉ GIZÉ

Os materiais utilizados na construção da Grande Pirâmide vieram de todo o Egipto: calcário das pedreiras de Tura, junto ao Cairo, basalto de Fayyum, granito de Assuão e cobre da Península do Sinai. Para transportar estes materiais rápida e eficazmente, foram construídas vias aquáticas em Gizé para que que pudessem viajar de barco durante o máximo de tempo possível. Estes corpos de água transbordavam com as cheias de Verão e incluíam “A Foz do Lago de Khufu”, que servia de acesso a dois lagos interiores, próximos do local de construção da pirâmide: o “Lago de Khufu”, na ponta oposta do local de construção principal e o “Lago do Horizonte de Khufu”, uma lagoa mais pequena que era provavelmente utilizada por embarcações mais pequenas. Para facilitar ainda mais os trabalhos, foi construída uma pedreira para cortar os blocos de pedra utilizados na estrutura interior junto ao local de construção da pirâmide.

Um modelo 3D criado por Rebekah Miracle com base numa reconstrução topográfica de Mark Lehner.

Operários

Merer também acompanhou cuidadosamente os pagamentos da sua equipa. Como não havia moeda corrente no Egipto faraónico, os salários costumavam ser pagos em medidas de cereal. Havia uma unidade básica, a “ração” e o trabalhador recebia mais ou menos consoante a sua categoria na hierarquia administrativa. Segundo os papiros, a alimentação básica dos trabalhadores consistia em hedj (pão levedado), pesem(pão ázimo), carnes diversas, tâmaras, mel e leguminosas, tudo acompanhado com cerveja.

Há muito que se chegou a consenso quanto ao facto de uma grande força laboral ter construído a Grande Pirâmide, mas os historiadores discutiram durante muito tempo sobre o estatuto dessa mão-de-obra. Muitos diziam que os trabalhadores deveriam ser pessoas escravizadas, mas os Manuscritos do Mar Vermelho contradizem essa ideia. Os registos de pagamento pormenorizados de Merer demonstram que os construtores das pirâmides eram trabalhadores hábeis que eram remunerados pelos seus serviços.

Existe algo ainda mais extraordinário nas linhas dos frágeis papiros. As palavras de Merer são um relato na primeira pessoa de alguém que não só testemunhou a construção das pirâmides, mas cujo trabalho foi uma parte essencial da obra no dia a dia. Devido a esta descoberta, os egípcios têm agora uma imagem pormenorizada (e um pouco prosaica) das etapas finais da construção da Grande Pirâmide.

Artigo publicado originalmente em inglês em nationalgeographic.com.

José Miguel Parra
Actualizado a 8 de março de 2024

Chícharo: a leguminosa nutritiva que parece um tremoço e se coze como o grão

 A cultura do chícharo é antiga, mas este ainda é um produto desconhecido da maioria dos portugueses. Cultivado especialmente no centro e no sul do país, tem a aparência do tremoço e é cozido como o grão. Como acompanhamento ou personagem principal, brilha à mesa em pratos salgados ou doces. “Da Terra à Mesa” é um projeto Boa Cama Boa Mesa que dá a conhecer os produtos portugueses a partir de histórias inspiradoras e de sucesso, desde a produção até ao consumidor, em casa ou no restaurante.

Foto: Confraria do Chícharo

O chícharo “é uma leguminosa como o feijão ou o grão”, elucida Filomena Brás, responsável pelos pratos servidos n’O Brás, restaurante tradicional em Alvaiázere, no distrito de Leiria. “A textura é semelhante à do tremoço, apesar de ter um sabor muito próprio. Não tem comparação.”

Cozido como o grão, e demolhado de um dia para o outro, não deve ser mexido durante a fervura sob pena de comprometer a sua qualidade. “A terra onde é cultivado é o segredo. Só se sabe se o chícharo é bom quando se for cozinhar. Tem que se apalpar.”

Com níveis de produção bastante baixos em Portugal, estando especialmente concentrados no centro e sul, o chícharo é uma cultura ancestral, presente em muitas mesas no início do século passado. É nesse sentido que a proteção da biodiversidade e a preservação dos habitats e das paisagens é uma das medidas orientadoras da Política Agrícola Comum para o período compreendido entre 2023 e 2027.

Chícharo, na mercearia Flor de Chão, em Alvaiázere

Pobre em gorduras e com alto teor de proteínas, hidratos de carbono e sais minerais, esta leguminosa quadrangular e achatada que, no passado, era muito consumida pelas populações mais pobres, devido à sua saciabilidade, é semeada em janeiro e fevereiro, “até ao princípio de março, o mais tardar”, colhida em junho e adapta-se a solos secos sem exigir grandes cuidados de manutenção. Para garantir fartura durante todo o ano, deve ser congelado seco “senão ganha bicho e perde qualidade”, diz Filomena Brás, a voz da experiência.

No prato, Filomena serve-o nas migas de chícharo, que podem acompanhar “bacalhau assado, petinga frita ou carnes grelhadas”, por exemplo, no arroz malandro de chícharo, servido normalmente com carne de alguidar, iguaria também famosa na região, e na chicharada, um prato semelhante à feijoada, com carnes e enchidos, mas com esta leguminosa a fazer a vez do feijão. Nos doces, é personagem principal no pudim de chícharo e num doce de colher à base desta leguminosa, ovos e açúcar.

ChícharoFoto: Confraria do Chícharo

Nesta localidade, o chícharo é rei

O evento Alvaiázere Capital do Chícharo, inserido na Feira Agrícola, Florestal, Industrial, Pecuária e de Artesanato (FAFIPA), que teve a sua primeira edição em 1980, e o Festival Gastronómico do Chícharo, que acontece desde 2003, no início de outubro, atestam a sua importância neste município da Beira Litoral. “Começámos a produzir chícharo quando se começou a falar mais”, conta Sílvia Simões que, com o irmão Nuno Simões, são produtores e responsáveis pela frutaria Flor de Chão, onde também o vendem. “Na altura da feira há mais procura porque as pessoas fazem questão de cozinhar chícharo”.

Se quer prová-lo ainda este ano saiba que também em Santa Catarina da Serra, em Leiria, se celebra esta leguminosa nutritiva, rica em ferro, vitaminas tipo B, e fibras. Em novembro, o Festival O Chícharo da Serra une gastronomia e cultura durante cinco dias de festa.

“Da Terra à Mesa” é um projeto Boa Cama Boa Mesa que dá a conhecer os produtos portugueses a partir de histórias inspiradoras e de sucesso, desde a produção até ao consumidor, em casa ou no restaurante.

A sustentabilidade social, ambiental e económica na agricultura e nas zonas rurais são linhas orientadoras da PAC - Política Agrícola Comum que, em Portugal, tem como objetivos principais valorizar a pequena e média agricultura, apostar na sustentabilidade do desenvolvimento rural, promover o investimento e o rejuvenescimento no setor agrícola e a transição climática no período 2023-2027.

Teresa Castro Viana

José Maria Quirino Pacheco de Sousa Júnior - Os Governadores Civis do Distrito de Bragança (1835-2011)

 13.outubro.1911 – 16.fevereiro.1912
MANGUALDE, 13.12.1863 – ?, ?

Oficial do Exército.
Governador civil de Bragança (1911-1912).
Curso da arma de Infantaria.
Natural de Santiago de Cassurrães, concelho de Mangualde.
Filho de José Maria Quirino de Sousa Pacheco, proprietário, e de Maria Emília de Barros Cardoso.
Cavaleiro da Ordem da Torre e Espada (1.2.1896). Cavaleiro da Ordem Militar de S. Bento de Avis (1.7.1905). Medalha de Prata Rainha Dona Amélia (1896). Medalha de Prata da Classe de Comportamento Exemplar (1899).

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Frequentou os cursos preparatórios de Matemática e Filosofia na Universidade de Coimbra, em 1882-1883, e assentou praça como voluntário no regimento de Infantaria n.º 14 em 27 de dezembro de 1882.
A 30 de janeiro de 1890, era então 2.º sargento aspirante a oficial do referido regimento, foi promovido a alferes, passando a servir em Infantaria n.º 9. Nos anos seguintes, até 1903, serviu sucessivamente nos regimentos de Infantaria n.º 16, n.º 2, n.º 6, n.º 3 e n.º 16. Neste período, desempenhou ainda duas comissões de serviço em Moçambique, primeira vez entre maio de 1895 e janeiro de 1896 e segunda entre outubro de 1897 e novembro de 1899.
Logo após a chegada da primeira comissão no Ultramar, foi promovido a temente, por decreto de 6 de fevereiro de 1896, e a 1 de agosto de 1903 foi promovido a capitão.
Governador civil de Bragança por decreto de 13 de outubro de 1911, tomando posse a 16 do mesmo mês. Manteve-se no cargo até 16 de fevereiro de 1912, sendo exonerado a seu pedido. À data da tomada de posse era capitão de infantaria, desconhecendo-se o seu percurso a partir desse momento.

Correspondência de José Maria Pacheco de Sousa com autoridades do distrito de Bragança (1911-1912)

Ao administrador do concelho de Bragança

A fim de que empregueis as diligências necessárias que o caso requer, transcrevo abaixo o telegrama que em 26 do corrente me foi expedido pelo Exmo. Ministro da Justiça.
“Lembro V. Exa. necessidade renovar ativa iniciativa de propaganda esclarecendo povo que só lucra fazendo-se reunir assembleias, irmandades, confrarias, misericórdias etc. para declarar em ata que se sujeitam às prescrições da Lei da Separação, nos termos minha portaria de 18 de novembro, embora depois de 31 de dezembro remodelem seus estatutos e que só lucra com organização encarregadas do culto que prelados perversamente combatem e que podem ser organizadas até 31 de dezembro de 1912.”

Saúde e Fraternidade.
Bragança, 27 de dezembro de 1911
......................................................................................................................................................
Ao presidente da Comissão Administrativa do Município de Freixo de Espada à Cinta

A fim de poder ser publicado no Diário do Governo o respetivo contrato, enviai a esta secretaria com a possível brevidade uma cópia da deliberação dessa Câmara Municipal em que foi deliberado adjudicar a José Cuadrado, súbdito espanhol, o exclusivo do fornecimento de energia elétrica para iluminação pública e particular da Vila, sede desse concelho.

Bragança, 2 de janeiro de 1912

Fonte: Arquivo Distrital de Bragança, Governo Civil de Bragança, Correspondência Expedida, cx.37, liv. 170, fl.1- 2.

Fontes e Bibliografia

Arquivo Distrital de Bragança, Autos de Posse (1845-1928).
Arquivo Distrital de Viseu, Registo de Baptismos, paróquia de Santiago de Cassurrães, 1847 1865.
Arquivo Histórico Militar, processo individual de José Maria Quirino Pacheco de Sousa Júnior.
Arquivo da Universidade de Coimbra, documentos vários.
ALVES, Francisco Manuel. 2000. Memórias arqueológico-históricas do distrito de Bragança, vol. VII. Bragança: Câmara Municipal de Bragança / Instituto Português de Museus.

Publicação da C.M. Bragança

MERCADO DO AGRICULTOR REGRESSA A VINHAIS PARA VALORIZAR PRODUÇÃO LOCAL E PRODUTOS ENDÓGENOS

 O Município de Vinhais, em colaboração com a PRORURIS, está a dinamizar o “Mercado do Agricultor”, uma iniciativa integrada nas feiras quinzenais que decorrem nos dias 9 e 23 de cada mês, no Parque de Feiras e Exposições.


Este espaço tem como principal objetivo valorizar a produção local, apoiar os agricultores e produtores do concelho e promover os produtos endógenos, reforçando a ligação direta entre quem produz e quem consome. A iniciativa aposta, assim, na promoção de circuitos curtos de comercialização, contribuindo para o desenvolvimento económico local e para a sustentabilidade do setor agrícola.

O “Mercado do Agricultor” pretende igualmente incentivar o consumo de produtos da região, destacando a sua qualidade e autenticidade, ao mesmo tempo que cria novas oportunidades de escoamento para os produtores locais.

Os agricultores e produtores interessados em participar nas próximas edições já podem efetuar a sua inscrição. Para a feira do dia 9 de junho, as candidaturas decorrem até ao dia 5 do mesmo mês, enquanto para a feira do dia 23 o prazo termina a 19 de junho.

Com esta iniciativa, o município reforça a aposta na dinamização das feiras locais e na valorização do setor primário, considerado estratégico para a economia do concelho.

Jornalista: Maria Inês Pereira
Foto: DR

CAMPO URBIMIRA RECEBE V TORNEIO CT MIRANDELA – PRIMAVERA 2026 COM TRÊS DIAS DEDICADOS AO TÉNIS

 Entre os dias 29 e 31 de maio, o Campo Urbimira, em Mirandela, será palco do V Torneio CT Mirandela – Primavera 2026, uma competição que promete três dias intensos de desporto, convívio e promoção da modalidade.


O evento, organizado pelo Clube de Ténis de Mirandela, conta com o apoio do Município de Mirandela, numa aposta conjunta na valorização da prática desportiva e na consolidação do território como destino ativo e acolhedor de eventos desportivos.

Ao longo da competição, o torneio irá reunir atletas, clubes e público, promovendo não só o espírito competitivo, mas também o convívio entre participantes e a dinamização da modalidade de ténis na região.

A organização deixa o convite à população para marcar presença no Campo Urbimira, assistir às partidas e apoiar os atletas em prova, contribuindo para o sucesso de mais uma edição deste torneio que já se assume como uma referência no calendário desportivo local.

Jornalista: Maria Inês Pereira
Foto: DR

MUNICÍPIO DE ALFÂNDEGA DA FÉ REFORÇA APOIO À NATALIDADE COM INCENTIVO ATÉ 1.500 EUROS

 A Câmara Municipal de Alfândega da Fé aprovou um novo Regulamento de Apoio à Natalidade, medida que visa reforçar o apoio às famílias do concelho e incentivar a fixação de população no território.


Ao abrigo deste novo regulamento, o apoio financeiro atribuído pelo município poderá atingir os 1.500 euros por criança, distribuídos até aos três anos de idade. A autarquia considera que esta iniciativa representa um investimento no futuro do concelho, procurando criar melhores condições para quem escolhe viver, trabalhar e constituir família em Alfândega da Fé.

O executivo municipal sublinha que o combate ao despovoamento e o incentivo à natalidade continuam a ser prioridades estratégicas, sobretudo em territórios do interior, onde a perda demográfica se tem acentuado nas últimas décadas.

Além do apoio económico direto às famílias, o município pretende também promover melhores condições de qualidade de vida, reforçando políticas de proximidade e apoio social dirigidas às crianças e aos agregados familiares.

Com esta medida, Alfândega da Fé procura afirmar-se como um concelho mais atrativo para jovens casais e novas famílias, apostando na valorização do território e na criação de condições para um futuro mais sustentável e coeso.A Câmara Municipal de Alfândega da Fé aprovou um novo Regulamento de Apoio à Natalidade, medida que visa reforçar o apoio às famílias do concelho e incentivar a fixação de população no território.

Ao abrigo deste novo regulamento, o apoio financeiro atribuído pelo município poderá atingir os 1.500 euros por criança, distribuídos até aos três anos de idade. A autarquia considera que esta iniciativa representa um investimento no futuro do concelho, procurando criar melhores condições para quem escolhe viver, trabalhar e constituir família em Alfândega da Fé.

O executivo municipal sublinha que o combate ao despovoamento e o incentivo à natalidade continuam a ser prioridades estratégicas, sobretudo em territórios do interior, onde a perda demográfica se tem acentuado nas últimas décadas.

Além do apoio económico direto às famílias, o município pretende também promover melhores condições de qualidade de vida, reforçando políticas de proximidade e apoio social dirigidas às crianças e aos agregados familiares.

Com esta medida, Alfândega da Fé procura afirmar-se como um concelho mais atrativo para jovens casais e novas famílias, apostando na valorização do território e na criação de condições para um futuro mais sustentável e coeso.

Jornalista: Maria Inês Pereira
Foto: DR

ULS DO NORDESTE REFORÇA IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO PRECOCE DO VIH E HEPATITES VIRAIS

 A Unidade Local de Saúde do Nordeste promoveu, entre os dias 18 e 25 de maio, a Semana Europeia do Teste de Primavera 2026, através de várias ações de sensibilização realizadas nas unidades hospitalares, cuidados de saúde primários e na comunidade.


A iniciativa teve como principal objetivo alertar para a importância do rastreio e diagnóstico precoce do VIH, das hepatites virais e de outras infeções sexualmente transmissíveis (IST), assegurando sempre a confidencialidade dos utentes.

Durante esta campanha, foram disponibilizados testes rápidos, gratuitos e anónimos, tanto nas instalações da ULS do Nordeste como através das Unidades Móveis de Saúde, acompanhados pela distribuição de materiais informativos e ações de esclarecimento junto da população.

Atualmente, existem tratamentos eficazes para estas infeções e, em alguns casos, é possível alcançar a cura. O diagnóstico precoce e o início atempado da terapêutica continuam a ser determinantes para melhores resultados em saúde e qualidade de vida.

A Semana Europeia do Teste voltou assim a afirmar-se como uma importante iniciativa de prevenção, sensibilização e promoção da saúde pública na região.

A Redação
Foto: DR

MIRANDA DO DOURO RECEBE 6.ª EDIÇÃO DO FESTIVAL DE NATAÇÃO

 As Piscinas Municipais Cobertas de Miranda do Douro recebem, no próximo domingo, 31 de maio, a 6.ª edição do Festival de Natação, iniciativa que volta a reunir atletas de várias idades numa manhã dedicada ao desporto e ao convívio.


O evento decorre entre as 10h00 e as 13h00 e deverá contar com a participação de dezenas de nadadores, num ambiente marcado pela competição saudável, pela animação e pelo espírito desportivo.

O festival tem vindo a afirmar-se como uma das atividades desportivas de referência no concelho, promovendo a prática da natação e incentivando a participação da comunidade em iniciativas ligadas ao desporto.

Além das provas em competição, a organização aposta também no convívio entre atletas, famílias e público, esperando uma forte adesão por parte da população.

A iniciativa pretende, uma vez mais, valorizar o desporto local e proporcionar um momento de encontro e celebração em torno da natação em Miranda do Douro.

Jornalista: Maria Inês Pereira
Foto: DR

PROGRAMA “SENIORES ATIVOS” TERMINA COM BALANÇO POSITIVO NA PROMOÇÃO DO ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL

 Chegou ao fim mais uma edição do programa “Seniores Ativos” em Bragança, uma iniciativa desenvolvida no meio urbano e rural com o objetivo de promover o bem-estar, a atividade física e o convívio junto da população sénior.


Ao longo dos últimos meses, o programa proporcionou diversas atividades desportivas e recreativas, incentivando hábitos de vida saudáveis e combatendo o isolamento social, através de momentos de partilha, proximidade e dinamismo entre os participantes.

A iniciativa voltou a reunir dezenas de seniores em ações pensadas para estimular não só a condição física, mas também o equilíbrio emocional e a interação social, pilares considerados fundamentais para um envelhecimento ativo e com maior qualidade de vida.

Entre exercícios de mobilidade, caminhadas, atividades de grupo e sessões de convívio, o programa ficou marcado pelo espírito de união, pela energia demonstrada pelos participantes e pelo ambiente de alegria vivido em cada encontro.

A promoção da atividade física junto da população sénior continua, assim, a assumir um papel essencial no reforço da saúde e bem-estar das comunidades, tanto em contexto urbano como nas localidades rurais, contribuindo para estilos de vida mais ativos, autónomos e saudáveis.

O encerramento desta edição do “Seniores Ativos” assinala mais uma etapa de um projeto que tem vindo a afirmar-se como uma referência na valorização da população sénior do concelho de Bragança e na promoção da inclusão social através do desporto e do convívio comunitário.

A Redação
Fotos: DR

IPB LANÇA PRIMEIRA EDIÇÃO DA BRAGANÇA UNIVERSITY CUP

 O Instituto Politécnico de Bragança (IPB), através do Gabinete de Desporto e Bem-Estar, promove no próximo dia 3 de junho a primeira edição da Bragança University Cup, uma nova iniciativa dedicada à promoção do desporto universitário e ao reforço das relações entre instituições de ensino superior.


A edição inaugural colocará frente a frente o Instituto Politécnico de Bragança e a Universidade de Aveiro, num encontro desportivo agendado para o Parque Desportivo de Santa Apolónia, em Bragança.

Com esta iniciativa, o IPB pretende criar um espaço de valorização da prática desportiva, do espírito de equipa e do convívio académico, destacando simultaneamente o percurso dos estudantes-atletas e a importância do desporto no contexto universitário.

O programa do evento inclui uma cerimónia de abertura com atuações de tunas académicas, momentos de reconhecimento do percurso de estudantes-atletas, animação cultural durante o intervalo do jogo e ainda uma cerimónia de entrega de prémios.

A receção das comitivas está marcada para as 11h00, nos Serviços de Ação Social do IPB, contando com a atuação da RaussTuna – Tuna Mista do IPB. Após o almoço, as equipas seguem para o Parque Desportivo de Santa Apolónia, onde decorrerá a cerimónia de abertura às 14h45, com atuação da RTUB – Real Tuna Universitária de Bragança.

O jogo entre o Instituto Politécnico de Bragança e a Universidade de Aveiro terá início às 15h00. Durante o intervalo, o grupo de dança Inclusion4All proporcionará um momento de animação cultural. O encerramento está previsto para as 17h00, seguido da entrega de prémios e de um lanche-convívio entre participantes e organização.

O IPB pretende que a Bragança University Cup tenha continuidade nos próximos anos, alargando a participação a mais modalidades, equipas e instituições académicas, reforçando assim a aposta no desporto universitário enquanto ferramenta de integração, bem-estar e desenvolvimento pessoal.

Jornalista: Maria Inês Pereira
Foto: DR

Macedo de Cavaleiros apresentou 2.ª revisão do Plano Diretor Municipal em sessão pública

 O Plano Diretor Municipal, PDM, documento estratégico que define as linhas orientadoras do desenvolvimento do concelho para os próximos anos, foi apresentado na noite de terça-feira, no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros, no âmbito da 2.ª revisão do plano.


Segundo Martim Augusto, geógrafo envolvido no processo, a revisão surge da necessidade de cumprir exigências legais e de adaptar o território aos novos desafios de desenvolvimento:

Entre as principais áreas estratégicas previstas na proposta estão o reforço da cidade de Macedo de Cavaleiros, o desenvolvimento da zona empresarial da Amendoeira e a criação de novas centralidades turísticas ligadas ao Azibo e ao Baixo Sabor:

O técnico explicou ainda que o plano contempla novas áreas programadas dentro da cidade, destinadas à habitação pública, à criação de espaços verdes e à melhoria da mobilidade urbana:

Relativamente ao investimento previsto para a concretização das áreas programadas, o plano define três níveis de execução: curto prazo, entre 2026 e 2030, médio prazo, entre 2031 e 2035, e longo prazo, a partir de 2036.

O investimento total previsto para o curto e médio prazo ronda os seis milhões de euros, enquanto o horizonte de longo prazo está estimado em cerca de 16 milhões e 944 mil euros.

No final da sessão, o presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Sérgio Borges, apelou à participação da população durante o período de consulta pública:

A consulta pública da 2.ª revisão do Plano Diretor Municipal decorre entre 3 de junho e 20 de julho de 2026, período durante o qual a população poderá apresentar contributos antes da aprovação final do documento.

Jodie Pinto

Entrevista com os curadores do I Festival Macedo em Clássico que acontece este fim de semana

Feira de S. Pedro com novo formato concentrado para evitar dias mortos

 Pela primeira vez nos 41 anos de história, a Feira de S. Pedro, de Macedo de Cavaleiros, vai apostar num formato mais concentrado, em dois fins de semana, evitando duas mortos durante a semana.


Isso mesmo foi revelado na apresentação pública do certame, na terça-feira. Este ano, a Feira decorre no último fim de semana de junho (de 26 a 29) e no primeiro de julho (de 03 a 05).

"Este modelo nunca foi testado, também por algum pedido de expositores que temos acompanhado ao longo dos anos, e foi uma vontade também deles podermos tornar esta possibilidade uma característica que pode vir a funcionar. Vamos testar este modelo e vamos acreditar que será uma mais-valia para a Feira de São Pedro", explicou o presidente da Associação Comercial e Industrial de Macedo (ACIM), Paulo Moreira.

Já o presidente do Município macedense, Sérgio Borges, sublinha a intenção de reforçar a importância económica desta Feira para além do aspeto cultural e musical.

"Vamos apostar não só na parte do cartaz, não só na parte cultural e musical, mas acima de tudo na parte empresarial, que é isso que realmente estamos aqui a tentar fazer. Que esta feira continue e elevar não só a parte empresarial, mas também renovar a parte empresarial. Sabemos que nos dias que correm é tudo muito online, a questão do estar presencial passa um bocadinho para secundário, mas a ideia é, através desta aposta, poder levar as pessoas não só por causa do cartaz, mas também por causa de fazer o verdadeiro negócio e levar as empresas a poder mostrar ao vivo o que têm para vender", frisou.

O evento terá cerca de 120 expositores e uma nova praça da alimentação renovada.

Também o palco será alvo de melhorias, sobretudo ao nível da segurança e da operacionalidade.

De acordo com o presidente da Câmara, o investimento rondará os 450 mil euros.

Rui Veloso e Nininho

Os cabeças de cartaz serão, este ano, Rui Veloso (27 de junho), Nininho Vaz Maia (28) de um cartaz que inclui, ainda, a 'Noite da Rádio' (dia 29), MC Kevinho (03 de julho), Proof Jam (04 de julho) e os Heróis do Canal Panda (dia 05), num dia dedicada aos mais novos.

António G. Rodrigues

Atual modelo de respostas aos idosos "em risco de colapso" alertaram especialistas do setor em Bragança

 O presidente da Associação Nacional de Gerontologia Social (ANGES), Ricardo Pocinho, defendeu em Bragança uma “reconfiguração total” das respostas sociais e de saúde dirigidas à população idosa, alertando para o risco de colapso do atual modelo de envelhecimento em Portugal dentro de “menos de 10 anos”, caso não sejam tomadas medidas urgentes.


As declarações foram feitas à margem do 19.º Congresso Internacional da ANGES, dedicado ao tema “Envelhecer sem ficar velho”, que decorreu na semana passada naquela cidade transmontana e reuniu especialistas, investigadores e profissionais do setor para discutir políticas e respostas ligadas ao envelhecimento.

Segundo Ricardo Pocinho, Portugal já ultrapassou a fase das projeções e diagnósticos, sendo agora necessário passar “à intervenção”.

“Há 19 anos ainda nos era permitido fazer projeções, analisar resultados. Hoje o tempo é de intervenção”, afirmou, considerando que o envelhecimento populacional representa “uma felicidade coletiva”, mas que o país falhou na criação de condições dignas para acompanhar essa realidade.

O responsável sustentou que a legislação portuguesa “não é amiga dos idosos”, defendendo uma revisão profunda das normas que regulam as respostas sociais e residenciais, por entender que muitas instituições foram concebidas para um perfil de utente que já não corresponde às necessidades atuais.

Entre as principais preocupações apontadas está a insuficiência de vagas em estruturas residenciais para pessoas idosas. Ricardo Pocinho recordou um estudo nacional realizado pela ANGES em 2004, segundo o qual faltavam cerca de 50 mil camas em Portugal, sublinhando que atualmente “não há nenhum lar sem lista de espera”.

No final do congresso, a ANGES anunciou que irá compilar as conclusões e recomendações apresentadas durante os trabalhos num documento a enviar ao Governo, à semelhança do que tem acontecido em edições anteriores.

Ricardo Pocinho lamentou, contudo, que muitas das propostas já apresentadas pela associação ao longo dos anos não tenham tido acolhimento político. “Há muitos interesses instalados e se calhar é por isso que a mudança não acontece”, concluiu.

Isabel Ferreira recebeu Medalha de Mérito Social- Grau Ouro

Foi na abertura do Congresso que a presidente da Câmara de Bragança, Isabel Ferreira, foi agraciada com a Medalha de Mérito Social - Grau Ouro atribuído pela ANGES.

"O facto de Bragança ter sido escolhida para acolher este evento é, para nós, motivo de orgulho, mas também de profunda responsabilidade", sublinhou a autarca, no discurso da sessão de abertura.

"Falamos de um território marcado por uma forte identidade, por comunidades solidárias e por uma população envelhecida, que nos convoca diariamente para respostas inovadoras, humanas e sustentáveis. O envelhecimento não é, para nós, um desafio distante ou abstrato: é uma realidade concreta, vivida nas aldeias, nas cidades, nas famílias e nas instituições.

É precisamente por isso que este congresso faz todo o sentido em Bragança", sublinhou Isabel Ferreira.

(Artigo completo disponível na edição impressa ou no PDF para assinantes)

António G. Rodrigues

O Tempora, O Mores

Por: José Mário Leite
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


 Quando o Governo insiste, quiçá espicaçado pela oposição interna, na tentativa de aprovação do já célebre Pacote Laboral, quando não se percebe muito bem com quem o irá fazer, na Assembleia da República, a fazer fé nas declarações dos partidos que o podem viabilizar, a inefável Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho veio esclarecer que a culpa da falta de entendimento em sede da Concertação Social era… do Presidente da República. Segundo a governante, António José Seguro, ainda na qualidade de candidato, teria empoderado a UGT para que esta organização sindical mantivesse a sua posição que, recorde-se, tinha sido assumida desde o início das reuniões, em setembro de 2025. Ora, se tivesse havido competência, o acordo já deveria estar fechado em janeiro de 2026, quando o candidato presidencial se pronunciou sobre essa matéria…

Por outro lado, se a Ministra “percebeu” essa condicionante, capaz de obstruir a chegada a um entendimento, por que razão não a invocou antes, precisamente, para combater a suposta teimosia da Central Sindical. Poderia supor-se que o não fez, para não deitar lenha para a fogueira, na esperança de poder convencê-la da bondade das propostas governamentais. Seria uma razão plausível se, entretanto, o Governo não insistisse em algo mais grave e ofensivo, acusando-a de estar a ser manipulada pelo Partido Socialista, “esquecendo” que na sua direção pontuam altos quadros social-democratas!

Assim sendo, causou estranheza a revelação ministerial… até que, passados poucos dias, foram conhecidas as conclusões do Relatório da Presidência Aberta, feita por Seguro, na Zona Centro, no rescaldo do célebre comboio de tempestades. Os dados recolhidos e fundamentados levaram o Palácio de Belém a concluir pela existência de várias debilidades, excesso de improviso, apontando várias falhas na resposta à catástrofe. É verdade que não poupa nenhuma instituição, distribuindo responsabilidades pelos vários agentes que estiveram no terreno, desde as freguesias, municípios, comunidades intermunicipais, comissões de coordenação e desenvolvimento regional, mas também e sobretudo a administração central, nas suas várias facetas, governamental (a começar pela então Ministra da Administração Interna), proteção civil, forças de segurança e forças armadas, para lá das operadoras de infraestruturas críticas. Obviamente que o peso das responsabilidades não é o mesmo! Acrescendo que, no capítulo seguinte, os recados vão todos para São Bento, reclamando as ações urgentes e necessárias no pagamento das indemnizações já aprovadas e no apoio urgente ao fragilizado tecido económico e às famílias mais carentes e desprotegidas.

Já na “Arte da Guerra”, Sun Tzu, enunciou o princípio de que a melhor defesa é o ataque. Porém, qualquer estratega militar sabe muito bem que um ataque, mesmo que como arma defensiva, terá de obedecer a determinados requisitos, nomeadamente o da razoabilidade de sucesso, tendo em devida conta, entre outras circunstâncias, a dimensão e solidez do oponente. E, no caso em concreto, igualmente como potenciais aliados na causa em apreço. Ora, neste capítulo, Luís Montenegro que tem vindo a torcer e retorcer um suposto axioma da sua campanha para Primeiro Ministro conhecido por “Não é Não”, já deve ter percebido que, por esse lado a base é um atoleiro (veja-se a posição errante e destrambelhada, precisamente sobre este tema) e quem gosta dessa forma de estar prefere, como é sabido, o original à cópia. É assim que, sem grande espanto, a última sondagem da Aximage coloca a AD em terceiro atrás do PS e do Chega!


José Mário Leite
, Nasceu na Junqueira da Vilariça, Torre de Moncorvo, estudou em Bragança e no Porto e casou em Brunhoso, Mogadouro.
Colaborador regular de jornais e revistas do nordeste, (Voz do Nordeste, Mensageiro de Bragança, MAS, Nordeste e CEPIHS) publicou Cravo na Boca (Teatro), Pedra Flor (Poesia), A Morte de Germano Trancoso (Romance) e Canto d'Encantos (Contos), tendo sido coautor nas seguintes antologias; Terra de Duas Línguas I e II; 40 Poetas Transmontanos de Hoje; Liderança, Desenvolvimento Empresarial; Gestão de Talentos (a editar brevemente).
Foi Administrador Delegado da Associação de Municípios da Terra Quente Transmontana, vereador na Câmara e Presidente da Assembleia Municipal de Torre de Moncorvo.
Foi vice-presidente da Academia de Letras de Trás-os-Montes.
É Diretor-Adjunto na Fundação Calouste Gulbenkian, Gestor de Ciência e Consultor do Conselho de Administração na Fundação Champalimaud.
É membro da Direção do PEN Clube Português.

Bienal dedicada ao Teatro Popular Mirandês vai ter uma segunda edição em 2028

 A primeira bienal dedicada ao Teatro Popular Mirandês (TPM), que decorreu no passado fim de semana no concelho de Miranda do Douro, foi considerada pela organização como um “sucesso” e vai ter uma segunda edição em 2028, que começa agora a ser preparada para manter viva esta manifestação coletiva de arte popular.


António García, regrador e estudioso do TPM, mostrou-se satisfeito com o resultado desta primeira bienal, afirmando mesmo que foi um verdadeiro sucesso” e por este motivo está-se já a pensar numa segunda edição.

“Fazemos um balanço muito positivo e que ultrapassou todas as nossas expectativas. A aprendizagem foi uma das principais experiências, para elevar esta forma de expressão da Terra de Miranda”, vincou.

Esta bienal surgiu para preservar e valorizar uma das mais genuínas manifestações culturais da Terra de Miranda, enraizada nos costumes tradicionais e na memória coletiva do povo que ao longo dos séculos soube preservar a sua identidade e assim resistiu ao tempo.

Francisco Pinto

Projeto do IPB pretende colocar ao dispor dos agricultores a IA na gestão das pragas do olival

 Colocar a inteligência artificial ao serviço dos agricultores na gestão das pragas do olival, otimizando recursos e de uma forma mais eficaz.


É este o propósito do Projeto “AgriPestForge”, que está a ser desenvolvido há cerca de quatro meses, tem como um dos parceiros o Instituto Politécnico de Bragança (IPB) e foi apresentado, , na passada sexta-feira, no Museu da Oliveira e do Azeite de Mirandela, às associações de agricultores. “Basicamente, o que estamos a fazer é criar imagens artificiais com base nas reais, captadas pelas armadilhas manuais, que contêm as pragas para depois treinar algoritmos para identificar as pragas em situações reais de campo”, explica Paula Batista, do IPB.

Fernando Pires