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BRAGANÇA
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(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
domingo, 7 de junho de 2026
O golpe militar de 28 de Maio de 1926: o início da ditadura em Portugal
Recuamos, hoje, até ao momento da instauração da Ditadura Militar. Quais foram os seus principais protagonistas? Que características tinha este novo regime? Que precedentes propiciaram a sua instauração e o seu fim?
Quando, a 25 de Abril de 1974, um conjunto de militares restaurou a democracia em Portugal, estava não só, mas também a desfazer o que outros militares haviam realizado a 28 de Maio de 1926. Ao evento que marcou o final da tumultuosa Primeira República em Portugal seguiram-se dezasseis anos de... agitações internas, externas e tudo o que há de permeio, porém com outros protagonistas.
Quando, a 25 de Abril de 1974, um conjunto de militares restaurou a democracia em Portugal, estava não só, mas também a desfazer o que outros militares haviam realizado a 28 de Maio de 1926. Ao evento que marcou o final da tumultuosa Primeira República em Portugal seguiram-se dezasseis anos de... agitações internas, externas e tudo o que há de permeio, porém com outros protagonistas.
Após um flirt breve autoritário com Sidónio Pais, a década de 1920 trará aquele que costuma ser o factor principal de qualquer revolução em Portugal: a manifestação do descontentamento militar. Ajudado por um clima de tensão constante graças às actividades bombistas de anarquistas ligados a sindicatos de trabalhadores, pairava no ar a sentença de morte do regime. Em 1921, a demissão de Liberato Pinto – um entre as dezenas de presidentes do Ministério que a Primeira República conheceu e chefe do Estado Maior da Guarda Nacional Republicana (GNR) durante sete anos – é seguida de um dos eventos mais marcantes deste período: a fatídica Noite Sangrenta.
A noite sangrenta
De 19 para 20 de Outubro, Lisboa foi cruzada por uma camioneta-fantasma, que raptou conhecidos membros do Partido Republicano, incluindo o líder do governo, António Granjo, executando-os a tiro no Arsenal da Marinha. Embora oficialmente a responsabilidade tenha sido atribuída puramente a militares descontentes, vários historiadores actualmente consideram que houve mão de uma ala militar mais conservadora e até de alguns simpatizantes monárquicos, desejosos de fazer cair o regime. O impacto foi tal que a população saiu à rua, querendo linchar os revoltosos. Uma breve conversa pública sobre o regresso da pena de morte instalou-se, sem que a ideia tenha avançado. À GNR – na prática, a salvaguarda de manutenção da Primeira República – foi retirado grande parte do poder que detinha e as ondas de choque que este episódio causou só seriam apuradas cinco anos depois.
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| PARLAMENTO.PT - A camioneta-fantasma, numa notícia da Ilustração Portuguesa, de 12 de Novembro de 1921, p. 357. |
As discussões sobre quem teria, de facto, conspirado não se dissiparam. Forças que procuravam o regresso da monarquia tentaram culpar movimentos anarquistas como a Formiga Branca. Cresce então o sentimento de insegurança e instabilidade política, com atentados semanais, greves e manifestações que frequentemente descambaram em violentos confrontos e indisciplina militar: em 1924, a colecção de tentativas de revolta dentro dos vários ramos das Forças Armadas daria uma caderneta de várias páginas. Em Junho, revoltam-se os militares aviadores; no mês seguinte, é a vez da GNR se digladiar com o Exército; em Agosto, mais duas, uma no forte da Ameixoeira e outra no castelo de São Jorge. O passatempo referido dos soldados e oficiais portugueses parecia ser o desacato; e o operariado, apertado por condições sociais miseráveis, ia atrás. Nos bastidores, forças conservadoras aguardavam a oportunidade perfeita.
A 18 de Abril do ano seguinte, a direita assume então a sua tentativa, com uma revolta militar de peso, ao envolver generais no activo, algo que não acontecia desde 1870. A participação da Cruzada Nun’Álvares, um movimento nacionalista com simpatias pela ditadura de Primo de Rivera no país vizinho, não deixava espaço a enganos. Surgem aqui alguns militares, como Sinel de Cordes ou Gomes da Costa, que darão também a cara no golpe de 1926.
É uma lição do que o futuro traria: em primeiro, ocuparam-se os arsenais e quartéis mais importantes de Lisboa. De seguida, deixando que a situação evoluísse, Sinel de Cordes foi propor um acordo entre os revoltosos e o governo ao Quartel do Carmo; os principais jornais são ocupados e suspensos. A única verdadeira consequência é nova queda do governo. Ainda mal se investigava este golpe, estavam os militares novamente a conspirar. Nem sequer se punha em causa a legitimidade destas intentonas: o que estava em causa era a pátria. Os últimos movimentos na Europa mais ocidental funcionava como uma profecia: o crescimento do autoritarismo de direita, prometendo estabilidade e ordem, manifestava-se em vários países e seduzia uma instituição militar que, desejosa de protagonismo, preferia controlar e desenhar o que se adivinhava um novo sistema político.
A jogada decisiva dos militares conservadores
Ora, a 26 de Maio, realizava-se em Braga um congresso dedicado à Virgem Maria. Uma parte importante dos rostos do conservadorismo político e religioso português afluiu à cidade dos arcebispos, com Cunha Leal e Gomes da Costa em destaque. Não era por acaso. Leal inflama os participantes num jantar a 27 com discursos onde insulta todas as grandes figuras do Partido Republicano e apela ao fim daquilo que classifica como organismo parasitário.
Cunha Leal está, então, a montar o cenário para que Gomes da Costa surja e lidere uma maralha popular que na madrugada do dia seguinte, às seis da manhã, se dispõe avançar sobre Lisboa. Gentes de outras cidades, como Coimbra ou Leiria, juntam-se pelo caminho e, em Lisboa, os quartéis militares rapidamente abandonam o governo democrático, deixando o presidente Bernardino Machado quase isolado.
Mendes Cabeçadas, que fora a cara de uma das tentativas de golpe anteriores, entrega-lhe um manifesto de intenções. No dia seguinte, está claro que o regime não tem o apoio das suas forças de segurança. António Maria da Silva, o primeiro-ministro, entrega a sua demissão e Machado não tem outra solução que não convidar Mendes Cabeçadas a formar governo. Este age rapidamente: coloca como governador civil da capital João Ferreira do Amaral, que à altura liderava de forma brutal e violenta a polícia da cidade, e este rapidamente começa a controlar potenciais revoltosos. Gomes da Costa faz avançar as suas tropas e assim, tudo pode seguir como planeado.
Cabeçadas segue o guião clássico de transformação de uma democracia numa ditadura: manda encerrar o parlamento, obriga à demissão do presidente eleito e reúne uma coligação variadas de forças de direita que tentam tomar o controlo dos acontecimentos. Os militares foram úteis no derrube da democracia; mas agora, está na hora de decidir que corrente dominará a ideia de governo e de acção.
Gomes da Costa monta quartel na Amadora, onde lidera a parte militar; Mendes Cabeadas, agora acumulando a presidência, após demissão de Bernardino Machado, e a liderança do governo, começa a tentar construir o futuro da nação: convida uma série de professores universitários de Coimbra para algumas pastas importantes. Todos aceitam, menos um, o escolhido para a Instrução Pública: António de Oliveira Salazar sente que este não é um momento e regressa a Coimbra.
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| MUSEU DO ALJUBE - O parlamento é fechado após o golpe militar de 28 de Maio de 1926. |
No entanto, Cabeçadas e Costa discordam em aspectos importantes: o primeiro acredita que o regime necessita de uma reforma profunda, mas que é possível fazê-lo dentro de um sistema democrático; o segundo, vitalizado pela recepção apoteótica da sua entrada na cidade de Lisboa, visto como herói nacional, anseia por uma regeneração verdadeira. Obviamente que Gomes da Costa se via a si mesmo como o homem indicado para a tarefa. Num novo golpe palaciano, retira o poder a Cabeçadas, que se vê forçado a exilar-se. Gomes da Costa, no entanto, é incapaz de conter a ambição de outros dos seus correligionários, como o marechal Óscar Carmona e, numa grande ironia, a mesma instabilidade governativa que os revolucionários diziam combater instala-se nesta ditadura: ninguém consegue criar um ministério estável.
Carmona obriga Gomes da Costa também a exilar-se em Angra do Heroísmo, longe da capital do país, tomando para si o poder. Juntando uma linha dura de utópicos de direita radical, arranja por fim uma massa crítica sólida que o mantém no poder e termina com todo este corrupio e baile das cadeiras. O caminho para o futuro Estado Novo fica aberto.
Surge o Estado Novo
É em 1928 que Salazar vê a sua oportunidade chegar num clima político mais estável. Ocupa a pasta das Finanças e estabiliza as contas portuguesas com algumas manobras financeiras de maquilhagem. Emerge, no entanto, como o salvador da Nação e uma das figuras mais respeitadas em Portugal. Salazar centra em si o seu poder, à imagem de outros caudilhos da Europa e, em 1933, faz votar uma nova constituição, anti-democrática, que o legitima como líder de um Estado Novo. Salazar promete ordem, valores tradicionais, o regresso à boa e velha paroquialidade portuguesa. Carmona será o seu presidente e, por esta altura, como em muitos outros casos, a revolução militar já tinha despachado os seus mentores para longe e esquecera o seu papel no desenho de um Portugal ditatorial.
IPB CELEBRA UMA DÉCADA DE FORMAÇÃO EM ENFERMAGEM COM SIMPÓSIO INTERNACIONAL DEDICADO À PESSOA EM SITUAÇÃO CRÍTICA
A iniciativa, promovida pela Escola Superior de Saúde da Instituto Politécnico de Bragança, teve como principal objetivo promover a reflexão sobre os desafios atuais da enfermagem médico-cirúrgica, bem como incentivar a partilha de conhecimento científico e a inovação na prestação de cuidados em contextos críticos.
Ao longo do simpósio, foram abordadas diferentes temáticas ligadas à prática clínica, à investigação e à evolução das respostas em saúde, num momento que serviu igualmente para valorizar o percurso formativo desenvolvido ao longo da última década.
O evento reuniu diversos especialistas nacionais e internacionais, reforçando a importância da cooperação académica e profissional na melhoria contínua dos cuidados prestados à pessoa em situação crítica.
Para além da componente científica, a iniciativa teve também um caráter comemorativo, destacando o contributo do ciclo de estudos em enfermagem médico-cirúrgica para a qualificação de profissionais altamente especializados e para o desenvolvimento da investigação na área da saúde.
A Escola Superior de Saúde do IPB sublinha, assim, o impacto crescente desta formação na consolidação de competências avançadas e na resposta aos desafios complexos dos sistemas de saúde contemporâneos.
ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE BRAGANÇA CELEBRA 136 ANOS DE SERVIÇO À COMUNIDADE
As comemorações contaram com a presença da presidente da Câmara Municipal de Bragança, Isabel Ferreira, que se associou à homenagem prestada aos homens e mulheres que integram a corporação, destacando o seu compromisso permanente com a comunidade, a disponibilidade para servir e o elevado sentido de missão que caracteriza a instituição.
Ao longo de 136 anos de história, os Bombeiros Voluntários de Bragança têm desempenhado um papel fundamental na resposta a emergências, no socorro às populações e na salvaguarda de vidas e bens, constituindo-se como uma referência de solidariedade, coragem e serviço público no concelho e na região.
A efeméride ficou assinalada num ambiente de reconhecimento e gratidão para com todos os bombeiros, dirigentes e colaboradores que, diariamente, contribuem para o prestígio e a missão desta instituição centenária, cujo legado continua a ser um exemplo de dedicação ao próximo e de compromisso com o bem comum.
XXI JORNADAS DA PRIMAVERA DESTACAM VALORIZAÇÃO DO PATRIMÓNIO EM MACEDO DE CAVALEIROS
A sessão de abertura contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Sérgio Borges, que sublinhou a importância destas jornadas, criadas em 2003, como um espaço privilegiado de debate, conhecimento e valorização do património histórico-cultural transmontano.
Ao longo da iniciativa foram abordados diversos temas de interesse académico e cultural, entre os quais a identidade nacional, o Morgado de Macedo de Cavaleiros, a Ordem dos Templários e o perfil político-ideológico dos eleitores e eleitos para as autarquias, proporcionando uma análise multidisciplinar sobre a evolução histórica e social do território.
O programa culmina com uma visita guiada ao Museu dos Templários e da Identidade Nacional, reforçando a ligação entre o conhecimento científico, a preservação da memória coletiva e a promoção do património local.
ASSOCIAÇÃO FILARMÓNICA CULTURAL E RECREATIVA DO BRINÇO CELEBRA 122 ANOS
As comemorações reuniram associados, músicos, dirigentes e representantes institucionais, num momento de reconhecimento pelo percurso de uma das mais antigas e emblemáticas coletividades do concelho, cuja atividade tem desempenhado um papel relevante na preservação das tradições musicais e no fortalecimento do movimento associativo.
O programa teve início com uma missa comemorativa em honra da associação, seguindo-se o tradicional concerto da Banda Filarmónica do Brinço, sob a direção do maestro Pedro Afonso. A atuação voltou a evidenciar a qualidade artística da formação e o trabalho desenvolvido ao longo dos anos na valorização da música filarmónica.
A cerimónia contou ainda com a presença do presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Sérgio Borges, que procedeu à entrega de diplomas aos novos elementos da banda, assinalando a estreia dos jovens músicos numa data particularmente simbólica para a instituição.
Com 122 anos de história, a Associação Filarmónica Cultural e Recreativa do Brinço continua a afirmar-se como uma referência cultural da região, contribuindo para a formação de sucessivas gerações de músicos e para a dinamização da vida cultural da comunidade.
A celebração constituiu, por isso, não apenas uma homenagem ao legado construído ao longo de mais de um século, mas também um reconhecimento da capacidade da associação em renovar-se e projetar o futuro, mantendo viva uma tradição que continua a ocupar um lugar de destaque no património cultural local.
MIRANDA DO DOURO NA FEIRA NACIONAL DE AGRICULTURA
Ao longo do dia, centenas de visitantes tiveram a oportunidade de conhecer e degustar alguns dos produtos mais representativos do concelho, numa iniciativa que destacou a riqueza gastronómica da região e proporcionou uma experiência marcada pelos sabores genuínos do Nordeste Transmontano.
A participação de Miranda do Douro na FNA constituiu igualmente uma importante montra para a divulgação do concelho enquanto destino turístico de referência, permitindo dar a conhecer o seu património histórico e cultural, as tradições locais, a singularidade da língua mirandesa, a gastronomia e a riqueza paisagística que caracterizam esta região do Douro Superior.
Integrada num dos maiores certames nacionais dedicados à agricultura, agroindústria e desenvolvimento rural, a presença do município reforçou a estratégia de valorização e promoção do território junto de públicos oriundos de diferentes pontos do país.
BLOGUERES ESPANHÓIS DESCOBREM BRAGANÇA A PARTIR DO CÉU
A visita integrou uma ação promovida pela Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes, que convidou os criadores de conteúdos a explorar alguns dos principais pontos de interesse da região, reforçando a divulgação turística do território junto do público espanhol.
Durante o sobrevoo, os participantes puderam apreciar alguns dos mais emblemáticos cenários do concelho, incluindo o centro histórico de Bragança, o Castelo, o Parque Natural de Montesinho e várias aldeias da região, desfrutando de uma experiência que alia turismo, património e paisagem.
A iniciativa permitiu destacar a riqueza natural, histórica e cultural do Nordeste Transmontano através de uma abordagem diferenciadora, evidenciando o potencial da aviação ligeira como instrumento de promoção turística e valorização territorial.
O Aero Clube de Bragança sublinhou a importância destas ações para dar a conhecer a região a novos públicos e agradeceu a confiança depositada na instituição para proporcionar esta experiência aos visitantes.
Através de iniciativas deste género, o ACB continua a afirmar-se como um parceiro ativo na promoção do território, contribuindo para projetar Bragança e Trás-os-Montes além-fronteiras e para reforçar a atratividade de uma região cada vez mais procurada pelas suas paisagens, autenticidade e património.
FEIRA DE TRADIÇÕES “TRAVANCA AUTÊNTICA” CELEBRA A IDENTIDADE LOCAL E OS PRODUTOS DO TERRITÓRIO
A iniciativa reúne cerca de 30 expositores, entre produtores locais, artesãos e representantes de diversos setores ligados aos produtos endógenos da região, proporcionando aos visitantes uma mostra diversificada da riqueza económica, gastronómica e cultural do território.
Ao longo de dois dias, o evento oferece um programa que combina gastronomia, artesanato, animação musical e atividades para todas as idades. Entre os destaques encontra-se uma caminhada pela Serra do Facho, que convida os participantes a descobrir as paisagens naturais da envolvente, bem como diversos momentos de convívio destinados a fortalecer os laços entre a comunidade e os visitantes.
O certame integra igualmente um espaço dedicado às crianças, reforçando a sua vertente familiar e contribuindo para a transmissão das tradições e costumes locais às gerações mais jovens.
A Feira de Tradições – Travanca Autêntica afirma-se como um encontro entre gerações, onde o património cultural, os produtos da terra e as vivências comunitárias assumem um papel central, contribuindo para a valorização e dinamização da aldeia.
A iniciativa prossegue durante o dia de hoje, convidando o público a descobrir a autenticidade de Travanca através dos seus produtos, tradições e manifestações culturais.
MIRANDELA DISCUTE FUTURO DO CENTRO DE MEIOS AÉREOS COM GOVERNO E PROTEÇÃO CIVIL
Durante o encontro de trabalho foram avaliadas as potencialidades de valorização da pista e das restantes infraestruturas existentes, tendo sido discutida a possibilidade de integração do equipamento noutras categorias operacionais. Esta evolução poderá contribuir para aumentar a capacidade de resposta do centro e consolidar a sua relevância estratégica na prevenção e combate a situações de emergência.
O Município de Mirandela destacou a importância do Centro de Meios Aéreos para a região e manifestou total disponibilidade para colaborar com as entidades competentes na procura de soluções que permitam potenciar este equipamento.
A autarquia considera que a valorização das infraestruturas poderá traduzir-se num reforço da capacidade operacional da proteção civil, contribuindo para uma resposta mais eficaz em operações de socorro e emergência, tanto ao nível regional como nacional.
A reunião permitiu ainda reforçar o diálogo institucional entre o município, o Governo e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, num processo que visa encontrar as melhores soluções para o futuro desta infraestrutura estratégica sediada em Mirandela.
VINHAIS RECEBE XXXIV CONCURSO CONCELHIO DE BOVINOS DE RAÇA MIRANDESA
O certame, que terá lugar em Vinhais, constitui uma das mais importantes iniciativas de valorização da raça mirandesa, reunindo criadores do concelho e da região num momento de divulgação, reconhecimento e promoção de uma das mais emblemáticas raças autóctones nacionais.
O programa tem início às 10h00 com o Concurso Concelhio de Bovinos de Raça Mirandesa, durante o qual serão avaliados diversos exemplares apresentados pelos produtores participantes, destacando a qualidade genética e o trabalho desenvolvido pelos criadores na preservação desta raça.
A partir das 16h00 realiza-se a tradicional Chega de Touros de Raça Mirandesa, um dos momentos mais aguardados do evento, que atrai anualmente numerosos visitantes e apreciadores desta manifestação ligada à cultura e às tradições rurais de Trás-os-Montes.
A iniciativa pretende não só promover a atividade pecuária e o trabalho dos produtores locais, mas também reforçar a importância económica, social e cultural da raça mirandesa, considerada um património identitário da região.
Organizado com o apoio de diversas entidades ligadas ao setor agrícola e pecuário, o evento afirma-se como um espaço de encontro entre criadores, profissionais e público em geral, contribuindo para a valorização das tradições rurais e para a preservação de um legado que continua a marcar a identidade do concelho de Vinhais.
VIMIOSO RECEBE MANUELA BULCÃO PARA ENCERRAMENTO DAS COMEMORAÇÕES DOS 500 ANOS DE CAMÕES
A programação contará com a presença da escritora e técnica de Terapia de Yoga do Riso, Manuela Bulcão, que dinamizará duas sessões destinadas ao público de todas as idades.
A primeira atividade está marcada para as 11h30 e consiste numa sessão de Terapia do Riso intitulada “A felicidade sou eu”, proporcionando momentos de descontração e bem-estar através de técnicas que associam o riso ao desenvolvimento pessoal e à promoção da saúde emocional.
Durante a tarde, pelas 15h00, a autora conduzirá a sessão “Vamos contar uma história”, um encontro dedicado ao universo da literatura e da imaginação, convidando os participantes a mergulhar no mundo das narrativas e da leitura.
A iniciativa insere-se no programa de encerramento das celebrações dedicadas aos 500 anos de Camões, figura maior da literatura portuguesa, e pretende reforçar a importância da leitura e da cultura como instrumentos de conhecimento, partilha e inspiração.
Com entrada livre, o evento convida famílias, crianças e restantes membros da comunidade a participar numa jornada marcada pelos livros, pelas histórias e pela alegria, num ambiente de celebração da literatura e da herança cultural portuguesa.
VILA FLOR REFORÇA APOIO À POPULAÇÃO MAIS VULNERÁVEL COM SISTEMA DE TELEASSISTÊNCIA
Os dispositivos encontram-se já em fase de testes no terreno e destinam-se sobretudo a cidadãos que vivem sozinhos, idosos ou pessoas com necessidades especiais de acompanhamento, permitindo uma resposta mais rápida em situações de emergência.
Utilizado ao pescoço, o equipamento assegura uma ligação permanente, 24 horas por dia, à Sala de Situação da GNR. Em caso de necessidade, o utilizador pode acionar um botão de emergência, sendo igualmente possível a emissão automática de alertas através do sensor de deteção de quedas incorporado no dispositivo.
Com esta medida, a autarquia pretende reforçar a rede de apoio social existente no concelho, contribuindo para uma maior tranquilidade dos utilizadores e respetivas famílias, bem como para uma intervenção mais célere das entidades competentes em situações de risco.
O Município de Vila Flor destaca que a iniciativa representa mais um passo no compromisso assumido com a proteção, o bem-estar e a qualidade de vida dos seus munícipes, promovendo respostas inovadoras que permitam combater o isolamento e aumentar a segurança da população mais vulnerável.
ALFÂNDEGA DA FÉ REFORÇA EFICIÊNCIA HÍDRICA COM NOVOS INVESTIMENTOS NA AGRICULTURA
A visita ficou marcada pela formalização da empreitada da rede de rega de Vilar Chão–Parada e pela inauguração de novas infraestruturas que visam aumentar a eficiência no uso da água e reforçar a competitividade do setor agrícola no concelho.
Jornalista: Vitória Botelho
𝗜𝗫 𝗘𝗻𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗮𝘀 𝗨𝗻𝗶𝘃𝗲𝗿𝘀𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀 𝗦𝗲𝗻𝗶𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗱𝗼 𝗡𝗼𝗿𝗱𝗲𝘀𝘁𝗲 𝗧𝗿𝗮𝗻𝘀𝗺𝗼𝗻𝘁𝗮𝗻𝗼 - 𝗘𝘀𝘁𝗮 𝟯ª 𝗳𝗲𝗶𝗿𝗮, 𝗱𝗶𝗮 𝟵 𝗱𝗲 𝗷𝘂𝗻𝗵𝗼!
14h00 - Apresentações Culturais das Universidades Seniores no Espaço Multiusos
16h45 - Passagem de Testemunho
Venha assistir a este Encontro das Universidades Seniores do Nordeste Transmontano em Freixo de Espada à Cinta!
sábado, 6 de junho de 2026
🚒 A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Bragança celebrou hoje o seu 136.º aniversário.
Uma justa homenagem a uma instituição de referência e a todos os que fazem da solidariedade e do serviço público a sua missão.
NOVA EMBARCAÇÃO REFORÇA PATRULHAMENTO FLUVIAL E PROTEÇÃO AMBIENTAL NO DISTRITO DE BRAGANÇA
A nova embarcação representa um importante reforço dos meios ao serviço da GNR, permitindo uma intervenção mais eficaz nas ações de fiscalização, monitorização e controlo das bacias navegáveis, bem como na preservação dos recursos naturais e na defesa do ambiente.
Enquanto Polícia Ambiental Nacional, a GNR assume um papel determinante na proteção da natureza e dos ecossistemas, sendo este novo equipamento uma mais-valia para o desenvolvimento das suas missões, contribuindo para uma maior cobertura territorial e para uma resposta mais célere às ocorrências registadas em meio aquático.
A incorporação deste meio operacional traduz-se também num investimento significativo na segurança das populações e na valorização do património natural do distrito de Bragança, reforçando a capacidade de prevenção e vigilância em áreas de especial relevância ambiental.
A cerimónia de entrada ao serviço da embarcação ficou ainda marcada pela bênção do novo meio náutico, presidida pelo Padre Manuel Ribeiro, num momento simbólico que assinalou o início da sua missão ao serviço da comunidade.
Com este reforço, a Guarda Nacional Republicana vê ampliadas as suas capacidades de patrulhamento fluvial, consolidando o compromisso com a segurança das pessoas, a proteção da natureza e a salvaguarda do território.
BOMBEIROS DE BRAGANÇA REFORÇAM DISPOSITIVO DE COMBATE A INCÊNDIOS E ALERTAM PARA VERÃO DE RISCO ELEVADO
A informação foi avançada pelo comandante da corporação, Carlos Martins, que revelou que o reforço operacional estará ativo até ao final de junho, podendo vir a ser alargado nos meses seguintes em função da disponibilidade de voluntários para integrar novas equipas.
As duas equipas atualmente em funções são compostas por cinco elementos cada e integram o dispositivo sazonal criado pela Proteção Civil, que desde 15 de maio mobiliza bombeiros voluntários especificamente para o combate aos incêndios rurais. Os operacionais permanecem de prevenção nos quartéis, preparados para responder de imediato a qualquer ocorrência.
Segundo Carlos Martins, a constituição destas equipas assenta num esforço significativo da comunidade local. Entre os elementos encontram-se estudantes, trabalhadores que utilizam períodos de férias para desempenhar estas funções e colaboradores da própria associação humanitária, incluindo motoristas, operadores de central e funcionários ligados ao aeródromo.
O comandante sublinha que este reforço é essencial para garantir uma resposta eficaz durante a época crítica, permitindo libertar os recursos humanos permanentes da corporação para as restantes missões de socorro, tanto na cidade como nas aldeias do concelho.
Apesar da importância destas equipas, Carlos Martins admite que a constituição dos grupos de combate tem vindo a tornar-se mais difícil. A escassez de voluntários é uma realidade crescente, situação que associa à reduzida remuneração prevista para estas funções, cerca de 3,5 euros por hora, e à cada vez menor disponibilidade das pessoas para assumir este tipo de compromisso.
Além do reforço terrestre, Bragança conta já com um helicóptero ligeiro estacionado no aeródromo da cidade, capaz de intervir não apenas no concelho, mas em toda a região do nordeste transmontano. O dispositivo aéreo do distrito inclui ainda outro helicóptero ligeiro sediado em Alfândega da Fé, um helicóptero pesado Kamov colocado em Macedo de Cavaleiros e uma parelha de aviões Fire Boss estacionada em Mirandela.
Para o comandante dos Bombeiros de Bragança, a eficácia do dispositivo dependerá sobretudo do número de ignições registadas ao longo do verão e da eventual ocorrência de vários incêndios em simultâneo, cenário que poderá colocar forte pressão sobre os meios disponíveis.
As condições meteorológicas previstas para os próximos meses aumentam as preocupações das autoridades. Carlos Martins alerta para a combinação entre temperaturas elevadas e a abundância de combustível fino, nomeadamente ervas secas, que desempenham um papel determinante na rápida propagação das chamas.
“Qualquer ignição pode transformar-se num grande incêndio”, adverte o responsável, apelando à máxima prudência por parte da população.
O comandante deixa um aviso especial relativamente à realização de queimadas e queimas de sobrantes agrícolas. Mesmo quando efetuadas em locais aparentemente seguros, estas práticas podem originar focos de incêndio a dezenas de metros de distância devido ao transporte de partículas incandescentes pelo vento, muitas vezes sem que os responsáveis se apercebam do perigo criado.
A corporação de Bragança conta atualmente com cerca de 120 bombeiros voluntários, dos quais 60 desempenham funções profissionais permanentes, constituindo uma das principais forças de proteção e socorro do distrito numa época que se antevê particularmente desafiante para o território transmontano.
























