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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Dia Internacional das Famílias – 15 de Maio


 O Dia Internacional das Famílias, celebrado todos os anos a 15 de Maio, é uma data dedicada à valorização da família enquanto núcleo fundamental da sociedade humana. Este dia representa um momento de reflexão sobre a importância dos laços familiares, da solidariedade entre gerações, da educação dos filhos, do respeito mútuo e do papel essencial da família na construção de sociedades mais equilibradas, humanas e justas.

A família é o primeiro espaço de aprendizagem da vida. É nela que se desenvolvem os afetos, os valores, as tradições, a proteção e o sentido de pertença. Independentemente da sua composição, dimensão ou cultura, a família continua a ser um dos pilares mais importantes da convivência humana.

O Dia Internacional das Famílias foi proclamado oficialmente pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1993, através da resolução A/RES/47/237. A primeira celebração realizou-se em 1994, ano que a ONU declarou como o Ano Internacional da Família.

A criação desta data teve como principal objetivo aumentar a consciência mundial sobre a importância das famílias e chamar a atenção para os desafios sociais, económicos e culturais que elas enfrentam em todo o mundo.

A Organização das Nações Unidas reconheceu que as rápidas transformações sociais do século XX, como a urbanização, as migrações, as mudanças económicas, os conflitos armados e as alterações nos estilos de vida, estavam a modificar profundamente a estrutura familiar em muitos países.

O dia 15 de Maio passou a simbolizar não apenas a celebração da família, mas também a necessidade de proteger os seus direitos, apoiar a sua estabilidade e reforçar políticas sociais que promovam o bem-estar familiar.

A família existe desde os primórdios da humanidade. Desde as primeiras comunidades humanas, os grupos familiares surgiram como forma de proteção, sobrevivência e continuidade da espécie.

Nas sociedades antigas, a família tinha um papel central na organização económica e social. Era através dela que se transmitiam tradições, conhecimentos, profissões, valores religiosos e heranças culturais.

No Antigo Egito, na Grécia e em Roma, a família representava uma unidade fundamental da vida social. Em muitas civilizações, o respeito pelos mais velhos e pelos antepassados era considerado um valor sagrado.

Durante a Idade Média, a família assumiu também funções económicas importantes, especialmente nas comunidades agrícolas. Os membros trabalhavam em conjunto na terra, nos ofícios e nas atividades domésticas.

Com a Revolução Industrial, nos séculos XVIII e XIX, ocorreram profundas alterações familiares. A migração para as cidades, o trabalho fabril e as mudanças económicas modificaram hábitos, rotinas e relações familiares.

Já no século XX, as famílias passaram por novas transformações sociais. O aumento da escolaridade, a participação crescente da mulher no mercado de trabalho, os avanços tecnológicos e as mudanças culturais contribuíram para o surgimento de diferentes modelos familiares.

Hoje, a sociedade reconhece a existência de múltiplas formas de família, todas baseadas nos princípios do afeto, da responsabilidade, da proteção e da convivência.

A família desempenha um papel insubstituível no desenvolvimento humano. É no ambiente familiar que as crianças aprendem as primeiras regras de convivência, os valores morais, o respeito pelos outros e o sentido de responsabilidade.

Além disso, a família é frequentemente o principal espaço de apoio emocional. Nos momentos de dificuldade, doença, crise económica ou sofrimento, é muitas vezes a família que oferece proteção, compreensão e segurança.

As famílias também desempenham um papel essencial na educação. Mesmo antes da escola, é no seio familiar que se iniciam os primeiros ensinamentos sobre linguagem, comportamento, cultura e cidadania.

A estabilidade familiar influencia diretamente o equilíbrio emocional e psicológico dos indivíduos. Relações familiares saudáveis contribuem para sociedades mais pacíficas, solidárias e equilibradas.

Apesar da sua importância, as famílias enfrentam atualmente diversos desafios sociais, económicos e emocionais.

A pressão profissional, as dificuldades económicas, o desemprego, o custo da habitação e as exigências da vida moderna reduzem muitas vezes o tempo de convivência familiar.

O avanço tecnológico e o uso excessivo das redes sociais também alteraram a dinâmica das relações dentro das famílias. Embora a tecnologia aproxime pessoas distantes, pode igualmente afastar emocionalmente aqueles que vivem na mesma casa.

Outro grande desafio é o envelhecimento da população em muitos países. As famílias assumem frequentemente a responsabilidade de cuidar dos idosos, exigindo maior apoio social e políticas públicas adequadas.

As migrações, os conflitos armados, as crises humanitárias e as desigualdades económicas afetam igualmente milhões de famílias em todo o mundo, separando membros e dificultando condições dignas de vida.

A violência doméstica e o abandono familiar continuam também a ser problemas graves que exigem atenção permanente das sociedades e dos governos.

A família é também guardiã da memória coletiva. É através dela que muitas tradições culturais, histórias locais, costumes, receitas, celebrações e ensinamentos passam de geração em geração.

As recordações familiares ajudam a construir a identidade pessoal e emocional de cada indivíduo. Fotografias antigas, histórias dos avós, reuniões familiares e momentos partilhados tornam-se património afetivo que acompanha toda a vida.

Numa sociedade cada vez mais acelerada, o convívio familiar ganha ainda maior importância. Partilhar refeições, conversar, ouvir, respeitar e cuidar dos outros continua a ser essencial para fortalecer os laços humanos.

As famílias são também espaços de encontro entre gerações. Os avós desempenham frequentemente um papel fundamental na transmissão de experiências, sabedoria e valores.

Em muitas culturas, os idosos são vistos como verdadeiros pilares familiares. A convivência entre diferentes gerações fortalece o respeito mútuo e preserva tradições culturais e afetivas.

As crianças beneficiam do carinho, da atenção e da experiência dos mais velhos, enquanto os idosos encontram apoio emocional e sentido de pertença junto da família.

Em muitos países, o Dia Internacional das Famílias é celebrado com atividades culturais, encontros comunitários, debates, campanhas educativas e iniciativas de valorização da convivência familiar.

Escolas, associações, instituições sociais e autarquias promovem eventos destinados a reforçar os laços familiares e a refletir sobre os desafios das famílias contemporâneas.

É também um momento para reconhecer o papel de milhões de pais, mães, avós e cuidadores que diariamente dedicam a sua vida ao bem-estar dos seus familiares.

O Dia Internacional das Famílias, celebrado a 15 de Maio, recorda ao mundo que a família continua a ser um dos maiores patrimónios humanos e sociais da civilização.

Mais do que estruturas formais, as famílias representam amor, proteção, partilha, solidariedade e memória. São o primeiro refúgio nos momentos difíceis e o espaço onde nascem muitos dos valores que moldam a sociedade.

Num mundo marcado por rápidas mudanças sociais e tecnológicas, torna-se ainda mais importante valorizar o diálogo, o respeito, a união e os afetos familiares.

Celebrar esta data é reconhecer que famílias fortes ajudam a construir comunidades mais humanas, sociedades mais equilibradas e um futuro mais solidário.

Porque é na família que muitas vezes começa a vida.

Mas é também nela que encontramos abrigo, identidade e amor.

Texto: HM - com IA e IN

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Início dos anos 80. Bons tempos Rui... bons tempos, amizades que perduram e saudades que não nos abandonam. Grande abraço.

Comunicado do Conselho Episcopal sobre a Santa Casa da Misericórdia de Bragança

O Bispo da Diocese de Bragança, D. Nuno Almeida, faz saber que perante as circunstâncias que têm vindo a gerar inquietação no meio social, foi determinada a realização de uma averiguação canónica, de natureza interna, relativamente à Santa Casa da Misericórdia de Bragança (IPSS).

Esta iniciativa, que complementa outras diligências já em curso por parte da Vigararia Geral, enquadra-se no compromisso firme da Diocese com os princípios da transparência, da responsabilidade e da salvaguarda do bem comum.

A diligência canónica, conduzida pela Vigararia Judicial, tem como objetivo a averiguação rigorosa dos factos, assegurando o pleno respeito pelos direitos de todas as partes envolvidas. Importa sublinhar que este procedimento não constitui, por si só, qualquer juízo conclusivo, configurando-se antes como um instrumento de escuta e discernimento.

Mais se informa que o Vigário Judicial, o reverendo Padre António Pires, estará disponível para reunir com todos os interessados devendo as solicitações de agendamento ser efetuadas através do endereço de correio electrónico: vigariojudicial.bragancamiranda@gmail.com. É garantida a devida confidencialidade.

A Diocese de Bragança-Miranda reitera a sua total disponibilidade para colaborar com as demais entidades competentes, sempre que seja requerido a fim de virem a ser adotadas as medidas necessárias.

Bragança, 14 de maio de 2026.

O Conselho Episcopal

CADA TERRA COM SEU USO

Por: Humberto Pinho da Silva 
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")


 Estando no Brasil numa cervejaria, a conversar com amigos, escutei entre pareceres desfavoráveis ao nosso país – que era comum antes do euro circular em Portugal – que roubamos o ouro, e enviamos durante décadas (séculos?) para Terras de Santa Cruz, perigosos criminosos. Razão porque ainda há tantos crimes na Pindorana...

Já se passaram largas décadas (mais de cinquenta,) desde que desembarquei, pela primeira vez no Galeão; mas, ainda recordo:  deparar homens descalços, a trabalharem na baixa histórica do Rio; e admirei-me ver acasteladas e degradadas favelas, mirando, banhadas de sol escaldante, a turística e encantadora cidade.

Reparei igualmente, enquanto tomava as refeições, que a maioria dos comensais, utilizavam, apenas o garfo, e a mão esquerda caída ao longo do tronco.

Recordei-me disso, porque ao folhear: “Símbolos & Mitos" de Fidelino de Figueiredo, li, que seu filho ao visitar os Estados Unidos, verificou que os americanos se riam dele, da forma como comia.

 Escreveu Fidelino: " Nos Estados Unidos fazia-o rir aquela maneira de comer tudo com o garfo destramente manejado, enquanto o antebraço caia ao longo da cadeira. No mesmo instante, os ianques ririam dele, a comer com as duas mãos e os braços um pouco abertos, com os pulsos contra o rebordo da mesa. Uma vez surpreendeu dois criados negros a observá-lo com curiosidade por uma porta."

Certa ocasião, conversando com pastor luterano, que se deslocara aos USA, para angariar donativos, disse-me:

“Ao entrar em casa do empresário, encontrei a família descalça, estirada no chão, a ver TV.

“Contei-lhes ao que vinha. O chefe da família, sem se levantar, ergueu a voz:

- " Vai ao escritório. Na primeira gaveta da secretária, encontrarás dinheiro. Tira o combinado.

Ao abrir a gaveta verifiquei, estupefacto, que estava repleta de dinheiro!...

No Brasil e em Portugal – concluiu o pastor, – quem acreditaria na honradez de sacerdote, a ponto de deixá-lo mexer numa gaveta com milhares de dólares”!?...

Tomás Aquino, ainda menino, foi enganado por frade, com mentirinha inocente; troçando da inocência do rapazinho. Retrucou magoado, Aquino:

- " O que me admira, é que um frade minta!"

Na América, ainda há quem pense, que o sacerdote, que acredita em Deus e no Seu Filho, Jesus Cristo, não mente, nem rouba!...


Humberto Pinho da Silva
nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG” e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".

Falta apenas um mês para São Pedro de Sarracenos receber uma das etapas mais aguardadas do Campeonato Portugal de Trial 4x4

 Nos dias 13 e 14 de junho, o nordeste transmontano volta a ser palco de dois dias cheios de adrenalina, obstáculos naturais e grande espetáculo no coração de Bragança.
Com entrada livre, vão marcar presença equipas de todo o país e muitos pilotos brigantinos.

São Pedro de Sarracenos – Bragança

𝐀𝐩𝐫𝐞𝐬𝐞𝐧𝐭𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐨𝐬 𝐥𝐢𝐯𝐫𝐨𝐬 “𝐎 𝐂𝐨𝐥𝐨𝐧𝐨” 𝐞 “𝐎𝐬 𝐑𝐞𝐭𝐨𝐫𝐧𝐚𝐝𝐨𝐬” 𝐧𝐚 𝐁𝐢𝐛𝐥𝐢𝐨𝐭𝐞𝐜𝐚 𝐀.𝐌. 𝐏𝐢𝐫𝐞𝐬 𝐂𝐚𝐛𝐫𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐌𝐚𝐜𝐞𝐝𝐨 𝐝𝐞 𝐂𝐚𝐯𝐚𝐥𝐞𝐢𝐫𝐨𝐬

Amanhã abrem as inscrições para as 𝗙𝗲́𝗿𝗶𝗮𝘀 𝗗𝗲𝘀𝗽𝗼𝗿𝘁𝗶𝘃𝗮𝘀 𝗲 𝗖𝘂𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮𝗶𝘀 𝟮𝟬𝟮𝟲!

Inscrições de 15 de maio a 15 de junho
Na receção da piscina, entre as 10h00 e as 19h00

Destinado a crianças e jovens dos seguintes grupos:

🟡 Grupo Amarelo (2019/2020)
🟢 Grupo Verde (2017/2018)
🟠 Grupo Laranja (2015/2016)
🔴 Grupo Vermelho (2013/2014)
🔵 Grupo Azul (2011/2012)

As vagas são limitadas por grupo, pelo que alguns poderão encerrar antecipadamente.

Para mais informações, contacte a receção da piscina.

ARREBENTOS DE SILBA. Ua hardança que mos ben de l fondo de ls tiempos…

Quase 80% dos jovens rurais gostavam de ficar nas suas terras tendo emprego e boas acessibilidades

 Uma percentagem de 76% dos jovens rurais querem ficar nas suas terras, mas exigem transportes e acesso a melhores empregos.


Esta é uma das principais conclusões do Relatório Europeu sobre a juventude rural, coordenado por Francisco Simões, investigador do CIS-ISCTE (Centro de Investigação e Intervenção Social do Instituto Universitário de Lisboa). “Quase 80% dos jovens das zonas rurais europeias deseja viver, estudar ou trabalhar nos seus territórios de origem ou nas proximidades, desde que as povoações das suas áreas de residência passem a ter uma rede de transportes minimamente eficaz, serviços de educação com qualidade para os seus filhos e mais oportunidades de participação cívica”, explicou o investigador.

Os jovens reivindicam também serviços públicos que lhes permitam candidatar-se mais facilmente a empregos geralmente reservados a quem vive em áreas urbanas, nomeadamente as do Litoral.

A conclusão está vertida no relatório do “Here to stay? The transitions of rural youth before and after the Covid-19 pandemic” elaborado pela Youth Partnership – uma parceria entre o Conselho da Europa e a Comissão Europeia – sob a coordenação científica de Francisco Simões, investigador português.

“É fundamental que a União Europeia crie condições para que os jovens possam fixar-se nos seus territórios de origem, sem serem forçados a emigrar por falta de oportunidades”, defende Francisco Simões.

Segundo o docente do ISCTE “este relatório é um contributo para o debate europeu sobre o ‘direito a ficar’, um dos eixos prioritários da política da Comissão Europeia, tanto mais que o despovoamento é um dos principais problemas dos territórios periféricos.

LEIA A NOTÍCIA COMPLETA NA EDIÇÃO IMPRESSA OU ONLINE EM PDF

Glória Lopes

Palaçoulo: XXII Passeio Pedestre “Xara em Flor”

PRODUTORES DENUNCIAM “ATAQUES DEVASTADORES” DO LOBO IBÉRICO E ACUSAM ESTADO DE FALHAR NAS INDEMNIZAÇÕES

 Associações de produtores de gado alertaram hoje, na Assembleia da República, para o aumento dos ataques do lobo ibérico no Norte do país e acusaram o Estado de manter um sistema burocrático que dificulta o pagamento de indemnizações, colocando em risco a pecuária tradicional e a sobrevivência de várias raças autóctones portuguesas.


Durante uma audição da Comissão de Agricultura e Pescas, representantes de criadores de ovinos e equinos defenderam que a conservação do lobo ibérico não pode continuar a ser feita “à custa dos produtores” e pediram medidas urgentes para travar aquilo que classificam como uma “destruição silenciosa” do mundo rural.

“Os ataques de lobo estão a destruir a pecuária tradicional do Norte de Portugal e a empurrar produtores para o abandono da atividade”, denunciou Rafael Azevedo, da UPGALL – União de Produtores de Gado Lesados pelos Lobos.

O responsável alertou para perdas que ultrapassam o impacto económico imediato. “Falamos de património genético preservado ao longo de gerações, de raças autóctones que fazem parte do património nacional”, afirmou.

Na audição participaram ainda representantes da ACOB – Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Raça Churra Galega Bragançana, da ACERG – Associação de Criadores de Equinos da Raça Garrana, da Associação de Criadores de Ovinos da Raça Churra Galega Mirandesa / Ovinos Mirandeses e do Grupo Lobo – Associação para a Conservação do Lobo e do seu Ecossistema.

As críticas centraram-se sobretudo na demora dos processos de averiguação e no pagamento das compensações do Estado. Os produtores queixam-se de avaliações demoradas, indemnizações incompletas e dificuldades administrativas que, dizem, tornam insustentável a continuidade da atividade.

“Nunca houve tantos problemas como há agora com o lobo”, afirmou Jorge Manuel Laranjinha, da ACOB. “Os ataques têm-se sucedido e, quando matam, não é um animal, é à dúzia”, acrescentou, relatando um caso em que “morreram mais de 30 animais e apenas 15 foram pagos”.

Andrea Curtinhas, representante dos criadores de ovinos mirandeses, afirmou que os produtores “já não conseguem continuar a suportar o peso da proteção do lobo ibérico”.

“Estamos aos poucos a destruir a produção animal. Não podemos preservar animais selvagens sem proteger a produção pecuária”, advertiu.

Também José Antonio Leite, da ACERG, alertou para o impacto crescente dos ataques na preservação da raça garrana, considerando que “salvar o lobo não pode significar condenar raças autóctones”.

Apesar do tom crítico, as associações frisaram não defender qualquer perseguição à espécie protegida, mas exigem um equilíbrio entre conservação ambiental e sustentabilidade da atividade agrícola.

Do lado parlamentar, houve consenso quanto à necessidade de rever os mecanismos de apoio aos produtores.

O deputado do PSD Fernando Queiroga afirmou que “o lobo tem de ser preservado, mas não à custa do produtor”, garantindo que o partido vai trabalhar para agilizar os processos de indemnização.

Pelo PS, Pedro do Carmo considerou que “não é solução que a proteção do lobo seja feita pelo esmagamento dos produtores de raças autóctones”, prometendo iniciativas de apoio ao mundo rural.

Pedro Frazão, do Chega, defendeu que “o peso da conservação do lobo ibérico não pode cair sempre sobre os mesmos”, alertando que muitos produtores poderão abandonar a atividade.

Já Jorge Pinto, do Livre, considerou essencial reduzir a burocracia para aproximar produtores e conservação da natureza, enquanto Alfredo Maia, do PCP, questionou os mecanismos existentes para acelerar a averiguação dos ataques e o pagamento das indemnizações.

O presidente do Grupo Lobo rejeitou críticas sobre alegados subsídios estatais à associação e assegurou que a organização está “do lado da resolução dos problemas”, defendendo medidas de prevenção e maior apoio aos criadores.

Em dezembro de 2025, a ministra do Ambiente anunciou que o Governo iria duplicar o valor das indemnizações pagas aos produtores afetados por ataques de lobo. Nesse ano, foram registadas 435 mortes de animais atribuídas a alegados ataques de lobos, depois de 670 ocorrências contabilizadas em 2024.

O Programa Alcateia 2025-2035, lançado pelo Governo, prevê para 2026 um orçamento de 3,3 milhões de euros destinado à proteção do lobo ibérico e à compensação dos produtores afetados.

Segundo os dados oficiais, Portugal conta atualmente com quatro núcleos populacionais da espécie, Peneda/Gerês, Alvão/Padrela, Bragança e Sul do Douro, totalizando 58 alcateias, das quais 56 estão confirmadas e duas são consideradas prováveis, numa população estimada em cerca de 300 animais.

A Redação com Lusa
Foto: DR

PROJETO XPTO PROMOVE ENCONTRO DE PARTILHA COM ALUNOS DO DISTRITO DE BRAGANÇA

 O projeto XPTO vai promover, no próximo dia 23 de maio, o segundo Encontro de Partilha da edição de 2026, iniciativa que reúne dezenas de alunos de vários agrupamentos de escolas do distrito de Bragança.


A atividade decorrerá na Praia Fluvial e Parque de Merendas de Serapicos e envolve cerca de 60 alunos dos agrupamentos Agrupamento de Escolas Miguel Torga, Agrupamento de Escolas Abade de Baçal, Agrupamento de Escolas de Vimioso e Agrupamento de Escolas de Alfândega da Fé.

Desenvolvido pela Fundação Casa de Trabalho Dr. Oliveira Salazar, o projeto XPTO integra o programa Portugal Inovação Social, através do Programa Regional Norte 2030, sendo cofinanciado pelo Fundo Social Europeu.

A iniciativa tem como principal objetivo promover uma utilização mais equilibrada das tecnologias digitais entre crianças e jovens, através de diferentes abordagens educativas e terapêuticas.

Ao longo da execução do projeto são dinamizadas sessões de psicoterapia individual, acompanhamento psicopedagógico às famílias e oficinas colaborativas ligadas ao teatro e ao desporto.

O encontro de partilha pretende reforçar o convívio e a interação entre os participantes, num dia dedicado à expressão artística, atividade física e contacto com a natureza.

A organização destaca ainda que esta iniciativa permitirá dar a conhecer o trabalho desenvolvido pelos alunos durante o segundo ano de implementação do projeto.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

MOGADOURO RECEBE MINISTRA DO AMBIENTE E ENERGIA EM VISITA INSTITUCIONAL COM FOCO NA VALORIZAÇÃO DO TERRITÓRIO

 O concelho de Mogadouro vai receber, no próximo dia 16 de maio, a visita institucional da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, num momento considerado de particular relevância para o desenvolvimento ambiental e estratégico do território.


A deslocação integra um conjunto de iniciativas dedicadas à valorização ambiental, à conservação da natureza e ao desenvolvimento sustentável, com destaque para a realização da sessão solene da 1.ª reunião extraordinária da Assembleia Municipal, durante a qual será atribuída à governante a Chave de Ouro do Município, distinção honorífica já aprovada pelos órgãos autárquicos.

O programa tem início pelas 11h00, nos Paços do Concelho, com receção oficial e guarda de honra, seguindo-se a sessão solene no Salão Nobre da Câmara Municipal, onde decorrerá também o registo da homenagem no Livro de Honra e a entrega da distinção à ministra.

A visita inclui ainda vários momentos de caráter técnico e simbólico, nomeadamente o lançamento da primeira pedra da reabilitação do conjunto das Bodegas da Fonte Nova de Urrós, a visita à intervenção ambiental na Faia da Água Alta e o descerramento da placa do futuro Centro Interpretativo do Parque Natural do Douro Internacional.

Os projetos em causa estão enquadrados em financiamento do programa Norte 2030, representando investimentos estruturantes na preservação do património natural, na promoção da biodiversidade e na criação de novas infraestruturas de educação e sensibilização ambiental.

O Município de Mogadouro sublinha que esta visita constitui um reconhecimento do trabalho desenvolvido na valorização do território e na afirmação do Parque Natural do Douro Internacional como ativo estratégico da região.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

CARETOS DE PODENCE DESTACAM PRESENÇA EM VISITA DA UNESCO AO GEOPARK TERRAS DE CAVALEIROS

 Os Caretos de Podence marcaram presença na visita da equipa de avaliadores da UNESCO ao Geopark Terras de Cavaleiros, num momento considerado relevante para a valorização e acompanhamento do estatuto internacional do território.


Enquanto representantes de uma das mais emblemáticas tradições do concelho e reconhecidos como Património Cultural Imaterial da Humanidade, os Caretos associaram-se a esta iniciativa que reforça a ligação entre cultura, identidade e território, sublinhando a importância da preservação das manifestações culturais vivas.

A presença do grupo foi entendida como um símbolo da continuidade das tradições locais num contexto de reconhecimento global, evidenciando o papel das comunidades na salvaguarda do património cultural.

A iniciativa permitiu ainda destacar a projeção internacional do território, que se afirma através de múltiplos selos UNESCO, reforçando a notoriedade de Trás-os-Montes e do concelho de Macedo de Cavaleiros no panorama cultural e geológico mundial.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

Ossadas encontradas em Chacim seguem para investigação em Vila Real

 O aparecimento de ossadas durante trabalhos de escavação em Chacim, no concelho de Macedo de Cavaleiros, levou à intervenção das autoridades.


Os restos mortais foram recolhidos e encaminhados para Vila Real, onde serão submetidos a autópsia.

Segundo a presidente da junta de freguesia, Andreia Eugénio, a descoberta ocorreu na passada terça-feira, durante trabalhos de movimentação de terras para a construção de um muro na aldeia:

O local onde as ossadas foram encontradas situa-se junto à Capela do Desterro, numa área onde terá existido, em tempos, um antigo cemitério.

As autoridades aguardam agora os resultados da autópsia para apurar a origem e a antiguidade das ossadas.

Jodie Pinto

Macedenses enaltecem o desenvolvimento da cidade onde vivem

 Macedo de Cavaleiros celebrou esta quarta-feira 27 anos de elevação a cidade. Nesse sentido, a Rádio Onda Livre foi para a rua ouvir a opinião dos macedenses sobre os aspetos positivos e negativos da cidade.


Elozinda Alves vive há mais de 40 anos em Macedo de Cavaleiros. Natural de Mirandela, casou com um macedense e esteve emigrada em França.

Na sua opinião, a cidade está cada vez mais desenvolvida:

O marido, Manuel Peniche, concorda e destaca o nível de limpeza das ruas:

Também no Parque Urbano Luís Vaz, Cristiano Lavane, de 18 anos, sublinhou o desenvolvimento da cidade, embora considere que deveria existir maior interação entre pessoas de diferentes etnias e culturas:

Já Henrique Alves destacou a evolução da cidade, defendendo, no entanto, a necessidade de mais emprego e indústria:

Por sua vez, João Lopes apontou a segurança como um dos aspetos a melhorar:

O Município de Macedo de Cavaleiros assinalou os 27 anos da elevação a cidade com várias iniciativas comemorativas. Para o presidente da Câmara Municipal, Sérgio Borges, esta é uma data marcante para a história e identidade do território, destacando também a criação da AFRECIMAC, que reúne nove freguesias do concelho:

O concelho de Macedo de Cavaleiros tem uma área de cerca de 700 quilómetros quadrados, integra 30 freguesias e um total de 69 localidades.

Faz fronteira com os concelhos de Vinhais, Bragança, Vimioso, Mogadouro, Alfândega da Fé e Mirandela.

Segundo os Censos de 2021, residiam no concelho 14.251 pessoas, registando-se uma perda populacional de 9,67% face a 2011, o equivalente a menos 1.525 habitantes.

Maria João Canadas

Chuvas intensas provocam fortes prejuízos na produção de cereja em Macedo de Cavaleiros

 As chuvas intensas dos últimos dias provocaram prejuízos significativos na produção de cereja no concelho de Macedo de Cavaleiros, com perdas que, em algumas explorações, atingem valores muito elevados devido ao fenómeno de rachamento do fruto.


A produção, que este ano apresentava boas perspetivas, acabou por ser fortemente afetada em apenas alguns dias de mau tempo.

De acordo com o presidente da Associação de Produtores de Cereja de Lamas, Paulo Pires, os danos são expressivos, sobretudo nas explorações onde a colheita já se encontrava próxima do ponto ideal de apanha:

Em Lamas, o presidente da junta de freguesia e também produtor, Diogo Ruivo, confirma o impacto direto da chuva na colheita, estimando perdas na ordem dos 50%:

Já outro produtor da aldeia de Bornes, Luciano Silva, descreve um cenário ainda mais grave em algumas variedades, com perdas praticamente totais:

As chuvas intensas dos últimos dias provocaram assim perdas muito significativas na produção de cereja no concelho de Macedo de Cavaleiros, deixando muitos produtores com grande parte da colheita comprometida.

Jodie Pinto

Transparência opaca

Por: José Mário Leite
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


 Já quase tudo foi dito sobre o desastrado discurso do Presidente da Assembleia da República por ocasião da sessão comemorativa do vinte e cinco de abril. A começar pela questionável opção do uso da caricatura para defender a redução do escrutínio dos políticos, supostamente exagerado. Não é. Mas, mesmo que fosse, não tem a dignidade para ser trazido à colação numa sessão solene da magnitude, importância e relevo das comemorações do dia da libertação da funesta ditadura que durante meio século oprimiu e espezinhou o povo português. Trazendo-o, porém, a opção pelo recurso à paródia não foi o mais acertado. Não só pelo desajuste à circunstância como, igualmente, pela desvalorização do tema. E não só. Trazendo, de arrasto, a problemática dos salários dos políticos, arrastou para um patamar de caricatura um assunto sério. É verdade que os titulares de cargos públicos ganham mal e isto não pode nem deve ser arrastado para o plano da piada fácil e depreciativa. Mais, a associação deste tema com o suposto excesso de exposição dos seus rendimentos, abre caminho para perigosas elucubrações. Se não, vejamos. Quando, a seguir à contenção dos rendimentos dos políticos se decidiu pela reposição dos seus rendimentos, em vez de se atualizar os valores nominais optou-se, erradamente, pela introdução e majoração das chamadas “despesas de representação” para, ao mesmo tempo, acomodar a necessária revisão e não a assumir publicamente perante o eleitorado. Deplorável! A coisa pública tem de ser gerida pelos melhores, pois só assim se garante e defende o interesse comum e, por consequência, estes têm de ser bem pagos pois, de outra forma, optarão, naturalmente por escolher carreiras onde a sua competência seja justamente reconhecida, valorizada e recompensada. Ao juntar estas duas questões, a remuneração e o escrutínio, fica a impressão que se este diminuir pode-se aumentar aquela… longe dos olhares “indiscretos”. Lamentável!

O pior é que esta “investida” de Aguiar Branco não surgiu do nada, não apareceu isolada, mas insere-se numa campanha iniciada já há algum tempo pelo seu correligionário e líder parlamentar social-democrata, Hugo Soares. Curiosamente, certamente não por acaso, numa altura em que a atenção dos média se voltaram para o Primeiro Ministro, não só por causa da sua empresa Spinum Viva, mas igualmente, da sua casa, cuja associação é facilmente encontrada no inapropriado discurso do Presidente da Assembleia na referência ao elevador domiciliário que, como é certo e sabido não é um equipamento vulgar em habitações unifamiliares portuguesas.

Acontece que, pela mesma altura, surgiu no espaço mediático a intenção (espero que não passe disso) do Executivo em alargar, de forma significativa, os limites para os ajustes diretos nos contratos das entidades adjudicantes. Não é este o caminho! É verdade que a contratação pública é um calvário, que dificulta, para lá do razoável a atividade económica, sobretudo aquela que em muito depende da rapidez e flexibilidade, como a utilização de tecnologias de ponta e a investigação científica, mas não é excecionando determinados bens que se resolve o problema (embora possa, pontualmente, ajudar) sobretudo numa altura em que se reclama mais opacidade sobre os rendimentos dos decisores. Não. A solução passa pela racionalização e aligeiramento de todo o procedimento que, pasme-se (falo por conhecimento próprio), é mais complexo e consumidor de tempo e recursos, agora, que o uso das novas tecnologias é obrigatório, do que no tempo em que tudo era feito, manualmente e com recurso ao papel!!!


José Mário Leite
, Nasceu na Junqueira da Vilariça, Torre de Moncorvo, estudou em Bragança e no Porto e casou em Brunhoso, Mogadouro.
Colaborador regular de jornais e revistas do nordeste, (Voz do Nordeste, Mensageiro de Bragança, MAS, Nordeste e CEPIHS) publicou Cravo na Boca (Teatro), Pedra Flor (Poesia), A Morte de Germano Trancoso (Romance) e Canto d'Encantos (Contos), tendo sido coautor nas seguintes antologias; Terra de Duas Línguas I e II; 40 Poetas Transmontanos de Hoje; Liderança, Desenvolvimento Empresarial; Gestão de Talentos (a editar brevemente).
Foi Administrador Delegado da Associação de Municípios da Terra Quente Transmontana, vereador na Câmara e Presidente da Assembleia Municipal de Torre de Moncorvo.
Foi vice-presidente da Academia de Letras de Trás-os-Montes.
É Diretor-Adjunto na Fundação Calouste Gulbenkian, Gestor de Ciência e Consultor do Conselho de Administração na Fundação Champalimaud.
É membro da Direção do PEN Clube Português.

Sexo, álcool, drogas e caixas de esmolas


 Uma denúncia entregue à Polícia Judiciária e revelada pelo Correio da Manhã, depois aprofundada pela MAGG/Observador, expôs alegados encontros sexuais entre sacerdotes das dioceses do Porto e de Braga, realizados em casas paroquiais e outros espaços, envolvendo álcool, drogas leves e suspeitas de desvio de esmolas. As dioceses afirmam desconhecer os factos, mas a gravidade das acusações reacende a urgência de reforçar transparência, disciplina e responsabilidade pastoral.

O caso não é apenas notícia, trata-se de uma ulceração eclesial exposta, onde o uso impróprio de espaços sagrados, o consumo de substâncias e a possível apropriação de ofertas ferem o coração da confiança comunitária. Pedem-se três palavras tão antigas como o Evangelho: verdade, justiça e conversão.

A disciplina canónica é inequívoca. O cân. 285 exige dignidade de vida e coerência ministerial. O cân. 1395 sanciona o escândalo público e a violação da continência clerical. O cân. 1287 impõe transparência absoluta na administração dos bens. Não são simples regras, são pilares que sustentam a integridade de quem deve ser sinal de comunhão.

O sacerdote é chamado a viver com “integridade e continência” (CIC 1579), pois o escândalo “fere gravemente a justiça e a caridade” (CIC 2285). A Evangelii Nuntiandi recorda que o anúncio só é credível quando nasce da vida: “o homem contemporâneo escuta mais as testemunhas do que os mestres”. A autoridade pastoral brota dessa coerência silenciosa entre o que se proclama e o que se vive.

O Código não se limita a punir, procura proteger o bem comum eclesial restaurar a justiça e evitar o escândalo que rompe a comunhão. A sua “lógica é medicinal”, orientada à conversão e à salvaguarda da comunidade, tendo por lei suprema: a salvação das almas (c. 1752).

O Papa Francisco advertiu que “a corrupção espiritual é pior do que a queda”, porque gera vida dupla e obscurece o rosto de Cristo que o sacerdote é chamado a tornar visível. O seu sucessor, Leão XIV, tem igualmente denunciado a erosão das referências éticas e espirituais.

Perante isto, as dioceses podem e devem realizar auditoria interna (c. 1287), abrir investigação preliminar (c. 1717), aplicar medidas cautelares (c. 1722), acompanhar pastoralmente as comunidades, reforçar a formação permanente e, se necessário, avançar para processo penal canónico. E a justiça civil? Trata o crime, se houver matéria penal, atua como em qualquer outro caso. Ser clérigo não confere imunidade. As esferas civil e canónica podem avançar em paralelo, sem se anularem.

Como em tantas situações, surgem logo as teorias da conspiração e do ataque organizado. Mas, neste caso, tudo indica que a denúncia nasce do impacto dos factos alegados, amplificado pelo interesse mediático natural em casos que envolvem o clero. O essencial é apurar rigorosa e serenamente a verdade, para que a Igreja responda com justiça, proteja as comunidades e preserve a confiança no ministério ordenado.

Pe. Estevinho Pires

Museu do Abade de Baçal assinala Dia Internacional dos Museus

 O Museu do Abade de Baçal, em Bragança, assinala o Dia Internacional dos Museus com portas abertas e a exibição de um documentário sobre o Abade.


Embora a data oficial se celebre a 18 de maio, as atividades terão lugar no dia 17, domingo, atendendo ao facto de a maioria dos museus se encontrar encerrada ao público à segunda-feira, permitindo assim uma maior participação do público. No caso do MAB, o programa tem início no dia 16, sábado, à noite.

Do programa do MAB para estes dias destaca-se, no sábado à noite, pelas 21h00, a Antestreia do filme: “Contar os passos, ouvir o vento - um retrato do Abade de Baçal”, e conversa com o realizador Eduardo Brito.

A sessão decorre no Auditório Paulo Quintela.

No domingo, às 10h30, decorre uma visita orientada à exposição de longa duração do Museu e à exposição temporária “Olhar Portugal”, do Museu Nacional de Arte Antiga, que encerra definitivamente ao público neste dia.

Às 15h00, decorre a Construção do Mural União e Paz. Trata-se de uma atividade coletiva que propõe a construção de um mural no jardim do Museu do Abade de Baçal. Às 16h00, a atividade “Acordes de Paz”.

AGR