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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Festas, Festividades e Eventos

Bagueixe recebeu 1.º Encontro de Bombos com tradição, música e muita animação

 Bagueixe, no concelho de Macedo de Cavaleiros, recebeu este domingo o 1.º Encontro de Bombos, uma iniciativa que levou música, tradição e muita animação às ruas da aldeia.


Ao longo do dia, os grupos participantes percorreram as ruas de Bagueixe, proporcionando momentos de convívio entre habitantes, emigrantes e visitantes que valorizaram a iniciativa. Estefânia Gomes considera que estes eventos são fundamentais para manter vivas as tradições e envolver várias gerações da aldeia:

Nesta primeira edição marcaram presença Os Abelhudos, os Bombos de Samil, os Bombos, Cavaquinhos e Cordas de Vila Flor, o Grupo de Bombos de Ala e o grupo da terra, a Banda de Latos de Bagueixe.

A animação ficou ainda completa com a atuação das Concertinas Brigantinas.

O presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Sérgio Borges, considera que este tipo de iniciativas é importante para valorizar as tradições e dar vida às aldeias, sobretudo numa altura em que muitos emigrantes regressam à terra:

A presidente da União de Freguesias de Talhinhas e Bagueixe, Cristina Regente, faz um balanço positivo desta primeira edição e destaca o envolvimento da população e das várias entidades locais, sublinhando o papel da Comissão de Festas.

O 1.º Encontro de Bombos foi organizado pela Junta de Freguesia de Bagueixe, pela Comissão de Festas 2025/2026 e pela Banda de Latos de Bagueixe.

Foi um domingo marcado pela música, pela tradição, pelo convívio e pela alegria, numa aldeia onde o bairrismo e a união da população continuam bem presentes.

Cátia Barreira

Idosa de 83 anos gravemente ferida após ser atropelada em Mazouco

 Uma mulher de 83 anos ficou esta terça-feira gravemente ferida após ter sido atropelada por um automóvel em Mazouco, no concelho de Freixo de Espada à Cinta, confirmou o Mensageiro junto dos bombeiros locais.


O comandante dos bombeiros de Freixo de Espada à Cinta, Vítor Rentes, explicou que à chegada ao local se depararam com a vítima prostrada no chão, numa estrada secundária que faz a ligação à aldeia de Mazouco.

Ainda de acordo com a mesma fonte, dada a gravidade dos ferimentos, a vítima foi transportada para o Hospital de Bragança com recurso ao helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), estacionado em Macedo de Cavaleiros.

O alerta para o atropelamento foi dado às 09:03.

No local estiveram 19 operacionais, apoiados por cinco veículos e pela equipa médica do helicóptero do INEM.

A GNR tomou conta da ocorrência e, segundo fonte desta força policial, os militares procederam à identificação do condutor que permaneceu no local do acidente.

Francisco Pinto

𝗧𝗲𝘀𝗼𝘂𝗿𝗼 𝗱𝗮 𝗖𝗵𝗮𝗶𝗿𝗮

 
𝗘𝗺 𝗳𝗲𝘃𝗲𝗿𝗲𝗶𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝟭𝟵𝟯𝟰, ao preparar um terreno para plantar vinha em Chaira, Vinhais, o lavrador Francisco Martins fez uma descoberta inesperada: 𝟯𝟮 𝗾𝘂𝗶𝗹𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗺𝗼𝗲𝗱𝗮𝘀 𝗿𝗼𝗺𝗮𝗻𝗮𝘀 dentro de uma grande panela de barro.

Nos dias seguintes, parte das moedas foi sendo distribuída. Quando o Abade de Baçal e Raul Teixeira chegaram ao local, ainda reuniram para o Museu 9.372 moedas.

São de bronze e muitas pertencem ao tipo das votivas, cunhadas para comemorar votos públicos e acontecimentos especiais.

𝗛𝗮́ 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝘂𝗺𝗮 𝗰𝘂𝗿𝗶𝗼𝘀𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗮̀ 𝗲𝘀𝗽𝗲𝗿𝗮 𝗱𝗲 𝘀𝗲𝗿 𝗱𝗲𝘀𝗰𝗼𝗯𝗲𝗿𝘁𝗮.

𝑂𝑠 𝑔𝑎𝑏𝑖𝑛𝑒𝑡𝑒𝑠 𝑑𝑒 𝑐𝑢𝑟𝑖𝑜𝑠𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠, 𝑠𝑢𝑟𝑔𝑖𝑑𝑜𝑠 𝑛𝑎 𝐸𝑢𝑟𝑜𝑝𝑎 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑒 𝑜𝑠 𝑠𝑒́𝑐𝑢𝑙𝑜𝑠 𝑋𝑉𝐼 𝑒 𝑋𝑉𝐼𝐼, 𝑟𝑒𝑢𝑛𝑖𝑎𝑚 𝑜𝑏𝑗𝑒𝑡𝑜𝑠 𝑟𝑎𝑟𝑜𝑠 𝑒 𝑠𝑢𝑟𝑝𝑟𝑒𝑒𝑛𝑑𝑒𝑛𝑡𝑒𝑠. 𝐸𝑠𝑡𝑒𝑠 𝑝𝑒𝑞𝑢𝑒𝑛𝑜𝑠 𝑢𝑛𝑖𝑣𝑒𝑟𝑠𝑜𝑠 𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑛ℎ𝑒𝑐𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑠𝑎̃𝑜 ℎ𝑜𝑗𝑒 𝑟𝑒𝑐𝑜𝑛ℎ𝑒𝑐𝑖𝑑𝑜𝑠 𝑐𝑜𝑚𝑜 𝑜𝑠 𝑝𝑟𝑒𝑐𝑢𝑟𝑠𝑜𝑟𝑒𝑠 𝑑𝑜𝑠 𝑚𝑢𝑠𝑒𝑢𝑠 𝑚𝑜𝑑𝑒𝑟𝑛𝑜𝑠.

____________________________________________________

𝗜𝗻 𝗙𝗲𝗯𝗿𝘂𝗮𝗿𝘆 𝟭𝟵𝟯𝟰, while preparing a plot of land for planting a vineyard in Chaira, Vinhais, the farmer Francisco Martins made an unexpected discovery: 32 kilos of Roman coins inside a large earthenware pot.

In the days that followed, part of the hoard was given away. By the time the Abade de Baçal and Raul Teixeira reached the site, they were still able to secure 9,372 coins for the Museum.

They are made of bronze, and many are of the votive type, struck to commemorate public vows and special occasions.

𝗧𝗵𝗲𝗿𝗲 𝗶𝘀 𝗮𝗹𝘄𝗮𝘆𝘀 𝗼𝗻𝗲 𝗺𝗼𝗿𝗲 𝗰𝘂𝗿𝗶𝗼𝘀𝗶𝘁𝘆 𝘄𝗮𝗶𝘁𝗶𝗻𝗴 𝘁𝗼 𝗯𝗲 𝗱𝗶𝘀𝗰𝗼𝘃𝗲𝗿𝗲𝗱.

𝐶𝑎𝑏𝑖𝑛𝑒𝑡𝑠 𝑜𝑓 𝑐𝑢𝑟𝑖𝑜𝑠𝑖𝑡𝑖𝑒𝑠, 𝑤ℎ𝑖𝑐ℎ 𝑒𝑚𝑒𝑟𝑔𝑒𝑑 𝑖𝑛 𝐸𝑢𝑟𝑜𝑝𝑒 𝑏𝑒𝑡𝑤𝑒𝑒𝑛 𝑡ℎ𝑒 16𝑡ℎ 𝑎𝑛𝑑 17𝑡ℎ 𝑐𝑒𝑛𝑡𝑢𝑟𝑖𝑒𝑠, 𝑏𝑟𝑜𝑢𝑔ℎ𝑡 𝑡𝑜𝑔𝑒𝑡ℎ𝑒𝑟 𝑟𝑎𝑟𝑒 𝑎𝑛𝑑 𝑠𝑢𝑟𝑝𝑟𝑖𝑠𝑖𝑛𝑔 𝑜𝑏𝑗𝑒𝑐𝑡𝑠. 𝑇ℎ𝑒𝑠𝑒 𝑠𝑚𝑎𝑙𝑙 𝑢𝑛𝑖𝑣𝑒𝑟𝑠𝑒𝑠 𝑜𝑓 𝑘𝑛𝑜𝑤𝑙𝑒𝑑𝑔𝑒 𝑎𝑟𝑒 𝑡𝑜𝑑𝑎𝑦 𝑟𝑒𝑐𝑜𝑔𝑛𝑖𝑠𝑒𝑑 𝑎𝑠 𝑡ℎ𝑒 𝑓𝑜𝑟𝑒𝑟𝑢𝑛𝑛𝑒𝑟𝑠 𝑜𝑓 𝑚𝑜𝑑𝑒𝑟𝑛 𝑚𝑢𝑠𝑒𝑢𝑚𝑠.

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Festas, Festividades e Eventos

... quase poema... ou de São Lourenço

Por: Fernando Calado
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


Não chores…
resististe à sombra cinzenta da saudade.
Já é verão e regressam abraços,
beijos, o calor que atravessa a pele.
- Meu filho, quanto me tardaste! 
dizem os mais velhos, lavados em lágrimas,
como se as ausências fossem eternas e as chegadas…
breves como um sopro.
As praças voltam a respirar,
as ruas ganham vozes,
mulheres, homens, crianças,
línguas que dançam no ar.
Nos cafés,
a cerveja é fresca.
As valentias de Portugal,
espalhadas pelo mundo,
crescem até ao infinito.
O silêncio rendeu-se
ao fulgor do “meu querido mês de agosto”.
Não desistas…
já é agosto!
Tempo de segadas e malhas,
bailes, rapazes e raparigas,
abraços, beijos,
e velhos que descansam os olhos
no fascínio das bailarinas do arraial.
As andorinhas riscam o céu,
perseguindo o infinito na perfeição da asa.
O ribeiro corre limpo e azul,
sob a ponte, onde agriões e rãs namoram.
Hoje é dia de São Lourenço…
Não desistas.
Resistamos como os nossos avós,
que preferiam quebrar a torcer.
Não desistas…
já é agosto.
O nosso "querido mês de agosto".


Fernando Calado
nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança. 
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.

O aeródromo de Bragança é o melhor sítio para o eclipse?

 Mário Francisco Gomes, presidente da União das Freguesias de Aveleda e Rio de Onor, afirma que o aeródromo evita o risco de incêndio. Também oferece 99,8% de visibilidade e festa até à meia-noite.

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Se em Lisboa ou no Porto o céu vai escurecer, é no extremo nordeste de Portugal que o dia se vai transformar em noite profunda. A linha de totalidade deste eclipse roça a fronteira de Trás-os-Montes, transformando a freguesia de Rio de Onor no centro do mundo por breves minutos. Ainda assim, devido às previsões de calor extremo para o pico de agosto, que estamos a enfrentar neste momento, e por causa do risco máximo de incêndio, as autoridades concluíram que a afluência prevista de milhares de visitantes e viaturas a uma zona protegida representava um risco. Para evitar tudo isto, toda esta operação logística e concentração de público foram transferidas de emergência para o Aeródromo Municipal de Bragança. Esta mudança de planos acaba por alterar radicalmente o cenário e para nos falar disso está conosco Mário Francisco Gomes, presidente da União de Freguesias de Aveleda e Rio de Onor. Senhor presidente, seja muito bem-vindo. Esta decisão das autoridades de cancelar a observação em Rio de Onor, a pouquíssimos dias do eclipse, caiu como um balde de água fria. Como é que a população e até a própria Junta de Freguesia recebeu esta notícia?

Olá, muito bom dia e muito obrigado. A decisão foi bastante consciente. Aliás, desde o início que se ventilou a hipótese de ser no aeródromo, dado o histórico do risco elevado de incêndio nos primeiros 15 dias do mês de agosto. Portanto, a população da freguesia foi sendo informada de que, eventualmente, o fenômeno não poderia ser visto no local que todos gostávamos que fosse, e que sim, talvez fosse transferido para o aeródromo, como de facto veio a acontecer. O espaço era exíguo para comportar tanta gente. Era uma pressão enorme ali no território e acho que foi, para além da questão dos incêndios, a questão também da gestão do próprio espaço e da pressão que o espaço iria sofrer.

Com certeza esperavam aqui um contingente muito grande de visitantes. Sentiram alguma vaga de cancelamentos por parte de turistas que vão querer, se calhar, ficar mais perto do aeródromo?

Não, não temos essa informação. Se de facto isso aconteceu nos alojamentos locais, nós não temos essa informação. De facto, o evento irá começar a partir das 16h, no aeródromo, sendo que as pessoas de Guardamil e Rio de Onor poderão ter acesso privilegiado a esse local, devidamente controladas pela GNR e Proteção Civil, assim como toda a área envolvente irá ser controlada, como é óbvio.

Mário Francisco Gomes, como é que a aldeia também está a organizar esta receção a estes visitantes que, apesar destas alterações que temos vindo a falar, continuam, por exemplo, se calhar, também a pernoitar na própria freguesia?

As aldeias estão a encarar isto de forma muito calma, muito pacífica. Nós, infelizmente, não temos muito alojamento local. De facto, o que temos está completo desde o início do verão. As pessoas continuam a chegar. Portanto, até agora, que a Junta saiba, ninguém cancelou a estadia.

Muito bem. Tendo em conta aquilo que vai acontecer, há bocadinho falava aqui desse programa que começa às 16h, o que nos pode adiantar para pessoas que possam estar a equacionar ir até a esse Aeródromo Municipal de Bragança para ver este fenômeno, que é raro e que, como dizíamos há pouco aqui com o nosso editor de fotografia do Observador, vai poder ser visto nessa zona a 100%?

O aeródromo é uma excelente opção. Tem uma grande visibilidade, até porque o sol nessa altura estará 20 graus no horizonte e, portanto, ali não temos problema nenhum. Não temos ali nenhum obstáculo que impeça de visualizar o fenômeno. Salvo aqui no aeródromo, só vamos poder assistir a 99,8 do eclipse, o que, segundo os astrónomos, faz uma grande diferença. Depois do eclipse, continuará a haver atividades até cerca da meia-noite. Há onde comer, há DJs, há workshops. Portanto, há muita atividade para desfrutar do espaço e do evento em si.

É muito mais do que apenas o eclipse. Há, de facto, uma programação especial para este dia 12 de agosto, que é como quem diz, já na próxima quarta-feira. Senhor presidente, corrija-me se estiver errado, entre Rio de Onor e o Aeródromo Municipal de Bragança, são cerca de 25 a 30 km, certo?

São menos um bocadinho. São volta de 20.

Ia-lhe perguntar como é que vai ser feita a deslocação das pessoas que estão alojadas, por exemplo, na vossa freguesia e que queiram ver este eclipse. Haverá autocarros, transporte organizado?

O transporte organizado é só a partir da cidade de Bragança e começa pelas 14h. As pessoas que estão alojadas terão que se deslocar nas próprias viaturas. O espaço contempla um amplo estacionamento devidamente controlado. Portanto, esse é outro problema que iríamos ter caso se tenha efetivado o evento na faixa dos 100%.

Isso quer dizer, então, para quem quiser desfrutar deste transporte organizado, terá de deslocar-se até Bragança para usufruir dessa possibilidade, é isso?

Sim, ou ir diretamente pro aeródromo, porque não há falta de espaço para estacionamento.

Muito bem. E pergunto-lhe também como é que está a decorrer esta cooperação com a Câmara Municipal de Bragança e até mesmo com a própria Proteção Civil, que teve aqui o papel preponderante, possivelmente na organização deste evento.

Sim, a Junta embora seja um parceiro na organização, esteve sempre no papel de assistente e nunca de poder de decisão. É claro que éramos consultados, mas de facto a organização é toda do Ciência Viva, da Câmara Municipal e Proteção Civil. Nós basicamente somos espectadores e cedemos o espaço.

Muito bem. Mário Francisco Gomes, deixo-lhe aqui a oportunidade de deixar também um convite aos nossos ouvintes, até porque Bragança tem essa facilidade, o eclipse vai ter uma vista privilegiada desse ponto onde vai estar. Quer deixar aqui um convite para os nossos ouvintes que ainda estejam indecisos e não sabem muito bem ainda onde vão ver este fenómeno, que é raro e que vai acontecer em Portugal já na próxima quarta-feira?

Claro que sim. Venham a Bragança, venham ao Aeródromo, onde terão todas as condições de segurança para assistir a este fenómeno único. Garanto que não se vão arrepender.

Mário Francisco Gomes, presidente da União de Freguesias de Aveleda e Rio de Onor, muito obrigado por ter estado aqui conosco na Rádio Observador.

Muito obrigado.

Um bom eclipse, que corra tudo bem. Para os nossos ouvintes, se o plano inicial era estar em pleno Parque Natural de Montesinho, a grande festa da astronomia com este eclipse faz-se agora no Aeródromo Municipal de Bragança, onde a segurança de todos e a proteção da nossa floresta estão garantidas. A quatro dias deste fenómeno raro, o conselho também fica dado. Planeie a sua viagem com antecedência, evite as horas de maior trânsito para fazer a sua viagem, garanta os seus óculos de proteção, que cumprem aqui todas as normas de segurança, e se vai fotografar, como dizia há pouco o editor de fotografia do Observador, o João Porfírio, lembre-se também de proteger a lente da sua câmara. Entretanto, o Observador preparou uma ferramenta indispensável para não perder um segundo do maior evento astronómico do século, este eclipse solar que acontece já na próxima quarta-feira. Aceda a observador.pt e explore o nosso mapa interativo do eclipse. É a partir de lá que pode apenas introduzir a sua localização para saber a hora exata em que a Lua começa a tapar o Sol na sua rua, a percentagem de escuridão que vai ter e a duração deste fenómeno, e ainda encontra 14 perguntas e respostas essenciais para proteger a sua vista e também o seu equipamento que pode usar para fotografar este eclipse. O Guia do Eclipse, ou melhor dizendo, o Guia para o Eclipse, programa da Rádio Observador, regressa na próxima segunda-feira com um novo episódio com mais conselhos práticos para não perder pitada deste evento e espetáculo que marca o céu e raro acima de tudo.

João Costa e Silva
(texto)

"O privilégio de assistir a um fenómeno único": Bragança prepara-se para o eclipse total do Sol

 É já na próxima quarta-feira, 12 de agosto, que Bragança entra definitivamente para a história da astronomia em Portugal . Será nesta tarde que o concelho terá o privilégio de ser o único ponto de Portugal continental onde será possível observar um eclipse total do Sol, um fenómeno que não acontece no país desde 1912. A expectativa é de que milhares de pessoas rumem ao nordeste transmontano para a…


A cidade prepara-se há vários meses para esse momento. Muito antes de o eclipse começar, Bragança já viverá um ambiente de festa, com atividades científicas, culturais e de divulgação dedicadas ao fenómeno. "Vamos ter o privilégio de assistir a um fenómeno único. A única zona de Portugal continental onde o eclipse será total é aqui, no concelho de Bragança", destaca a presidente da câmara, Isabel Ferreira (PS), ao DN.

A programação arranca esta segunda-feira (10) e prolonga-se até terça-feira (11) com o Festival Geração Ciência, que transformará Bragança num "laboratório vivo" dedicado à astronomia. Estão previstas exposições de fotografia, apresentações de livros, espetáculos de ciência, observações noturnas e conversas com astrónomos. Já na quarta-feira (12), as principais atividades concentram-se no aeródromo municipal, a partir das 16h00, onde especialistas acompanharão em direto cada fase do eclipse.

O espaço contará ainda com zonas de restauração, animação e divulgação dos produtos e tradições da região, com destaque para a castanha, o azeite e o mel. Depois da totalidade, a programação prolonga-se pela noite com a observação da chuva de meteoros Perseidas, aproveitando uma semana em que, naquela região, os olhos estarão mais do que nunca postos no céu.

"O objetivo é que as pessoas venham pelo eclipse, mas que aproveitem também para descobrir Bragança", resume a autarca, ressaltando que "será certamente uma oportunidade importante para a economia local, desde a hotelaria à restauração".

E basta uma chamada para os hotéis da cidade para perceber que essa procura já se faz sentir. Na Pousada de Bragança, a taxa de ocupação ronda atualmente os 90%, mas deverá atingir os 100% até ao dia do eclipse.

"Houve alguns cancelamentos por causa dos incêndios, mas prevê-se um fim de semana muito movimentado", explica o recepcionista Óscar Lacerda. Os hóspedes chegam "um pouco de todo o lado", entre portugueses, espanhóis e visitantes internacionais. Embora a unidade não tenha preparado um programa específico para o eclipse, a esplanada do restaurante deverá transformar-se num dos locais privilegiados para acompanhar o fenómeno antes do jantar.

Já no Hotel O Abel, a realidade é ainda mais expressiva, afinal, "já há muito tempo que está esgotadíssimo", conta Elisabete Afonso, da família proprietária da unidade. Segundo a responsável, os telefonemas continuam a chegar diariamente e a procura já não se concentra apenas no dia do eclipse. "Eu só hoje já atendi não sei quantos telefonemas para alojamento para esta semana toda e já não há", relata. Agosto já costuma trazer uma elevada taxa de ocupação à unidade, mas, desta vez, admite, "há mais procura".

A pressão sobre o alojamento, contudo, parece diminuir à medida que se atravessa a fronteira. No Hotel Lobios Caldaria, na Galiza, a taxa de ocupação rondava os 60% quando o DN contactou a unidade. A maioria dos hóspedes era espanhola, embora também houvesse alguns portugueses, e o hotel não previa qualquer programação especial para acompanhar o eclipse.

Plano de Segurança

Para receber o elevado número de visitantes esperado, o município de Bragança preparou também um plano especial de segurança, envolvendo Proteção Civil, PSP, GNR, bombeiros e Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. "Estamos a trabalhar já há vários meses", garante Isabel Ferreira, acrescentando que o dispositivo acompanhará tanto as atividades na cidade como as que decorrerão no aeródromo e noutras zonas do concelho.

A autarquia disponibilizará kits de observação aos cerca de dois mil participantes previamente inscritos nas atividades oficiais, incluindo óculos certificados para observar o eclipse em segurança. No aeródromo municipal, onde a capacidade será superior ao número de inscritos, a parceira oficial do evento, distribuirá igualmente óculos próprios para quem não os tiver.

Fora de Bragança, recorde-se que o eclipse será apenas parcial. Em Lisboa e no Centro do país, a ocultação do Sol ultrapassará os 90%, enquanto no Porto deverá atingir cerca de 98%. Mas será apenas no extremo nordeste transmontano que, esta quarta-feira (12), o dia dará lugar à noite durante breves segundos, num fenómeno que promete marcar um momento histórico na região.

Nuno Tibiriçá
09 Agosto 2026

⚽ X Taça das Freguesias — Futsal do Concelho de Bragança

 De 4 de julho a 2 de agosto, 32 equipas representaram as freguesias e uniões de freguesias do concelho de Bragança, numa competição marcada pela paixão pelo futsal, pelo espírito de equipa e pela união através do desporto.

Sr. Manuel Veloso

Moderno Escondido de Picote chega à Semifinal Nacional das Novas 7 Maravilhas de Portugal

 O património Picote – Moderno Escondido, no concelho de Miranda do Douro, está na Semifinal Nacional das Novas 7 Maravilhas de Portugal, na categoria Século XX, depois de ter ultrapassado a Final Regional Norte, divulgou hoje a junta de freguesia.


“A passagem à semifinal constitui um importante reconhecimento nacional do valor arquitetónico, urbanístico, paisagístico, histórico e cultural do conjunto da Barragem de Picote, uma das mais relevantes expressões da arquitetura moderna portuguesa e um 
património singular do século XX”, explicou a autarquia em comunicado destacado que “o resultado alcançado é também uma conquista coletiva, possível graças à forte mobilização da população, dos mirandeses, dos transmontanos e de todos aqueles que, através do voto, da divulgação e da mobilização de familiares e amigos, contribuíram para levar o Moderno Escondido mais longe”.

Projetado pelos arquitetos João Archer, Nunes de Almeida e Rogério Ramos, o conjunto classificado da Barragem de Picote distingue-se pela forma inovadora como articula arquitetura, engenharia, território e comunidade. A sua implantação no Barrocal do Douro e a relação harmoniosa com a paisagem reforçam a singularidade de um conjunto que constitui, simultaneamente, património construído, paisagístico e cultural.

A arquitetura reflete as influências do Movimento Moderno, integradas com referências da experiência brasileira e do racionalismo italiano, num período marcado pela procura de uma identidade própria da arquitetura portuguesa. O resultado é um conjunto onde Tradição e Modernidade se cruzam de forma original, traduzindo uma importante etapa da história económica, social e cultural de Portugal no século XX.

A passagem à Semifinal Nacional representa, por isso, uma oportunidade para continuar a afirmar o Barrocal do Douro, Picote – Moderno Escondido e Miranda do Douro no panorama nacional, valorizando um património que merece ser conhecido, preservado e divulgado.

“A candidatura entra agora numa nova e decisiva etapa. A organização apela novamente à participação e mobilização de todos, para que Picote – Moderno Escondido possa continuar a avançar e alcançar a grande final das Novas 7 Maravilhas de Portugal”, refere a junta de freguesia.

Reboluçon i Mulhier

Ormuz, a batalha pelo estreito no século XVII

 Durante um século, Ormuz foi essencial para o domínio português no oceano Índico. Em 1622, porém, o xá da Pérsia reconquistou esta praça estratégica com apoio inglês.

BRIDGEMAN / ACI - O golfo Pérsico num mapa do "Atlas Universal" de Fernão Vaz Dourado. 1571

Um provérbio persa resume a importância de Ormuz: “O mundo é um anel e Ormuz é a sua jóia.” Não se trata de um exagero.

A ilha de Ormuz é uma rocha árida situada a cerca de dez quilómetros da costa, sem água doce, terras cultiváveis ou madeira, dependendo inteiramente do continente para o seu abastecimento. E, no entanto, durante séculos, foi uma das cidades mais ricas do mundo. A razão é fácil de compreender. Ormuz situa-se à entrada do golfo Pérsico, no estreito com o mesmo nome, que se abre para o oceano Índico. Por este canal, que na sua secção mais estreita não mede mais de 40 quilómetros de largura, circulava durante a Idade Média uma parte substancial do comércio entre a Índia, a Pérsia, a Arábia e a África Oriental. Cavalos árabes, especiarias das Molucas e pérolas do golfo Pérsico cruzavam-se com sedas persas, porcelanas chinesas, tecidos indianos e incenso da Arábia. Nesse imenso fluxo de riquezas, Ormuz posicionava-se como alfândega e nó comercial incontornável.

Foi nesta região que nasceu, no século XI, o reino de Ormuz, uma potência marítima assente no controlo das rotas navais. Os seus governantes transformaram essa posição estratégica numa fórmula política singular. Quando necessário, pagavam tributo às potências dominantes da região (persas, árabes ou indianos). Sempre que possível, porém, combatiam para preservar a sua autonomia comercial. A estratégia revelou-se eficaz. Mas, no início do século XVI, surgiu uma nova potência marítima.

Na sequência da viagem de Vasco da Gama à Índia, entre 1497 e 1498, Portugal irrompeu no cenário político do Índico com a ambição de dominar as principais rotas comerciais daquele oceano. Para o conseguir, procurou controlar pontos estratégicos: Goa, na costa da Índia; Malaca, mais a leste; e Ormuz, à entrada do golfo Pérsico.

No Outono de 1507, seis embarcações portuguesas tripuladas por homens exaustos avistaram Ormuz. O seu comandante, Afonso de Albuquerque, percebeu de imediato o valor da ilha: quem controlasse Ormuz poderia vigiar o comércio entre a Pérsia e a Índia, cobrar impostos sobre mercadorias essenciais e disputar a supremacia aos mamelucos, aos otomanos e aos venezianos.

ALBUM - Afonso Albuquerque tomou Ormuz com golpes de violência e actos de diplomacia. (Retrato de autor anónimo.)

O Império Português

Com escassas centenas de homens, Albuquerque recorreu a um engenhoso estratagema: ordenou que os seus soldados trocassem diariamente de armadura para dar a impressão de que dispunha de um contingente muito maior. A artimanha resultou e a artilharia portuguesa destruiu rapidamente a frota local. Quando os enviados do xá da Pérsia reclamaram o tributo tradicional, Albuquerque respondeu com um gesto teatral: entregou-lhes balas de canhão e flechas, acompanhadas da mensagem de que aquela era “a moeda cunhada por Portugal”. A ilha, porém, foi abandonada.

Em 1515, Albuquerque regressou, aproveitando o facto de o soberano de Ormuz, Turan Xá, lhe pedir apoio para se libertar de um vizir usurpador. Combinando diplomacia e violência, Albuquerque eliminou o rival e transformou Ormuz num protectorado português. Para assinalar a vitória, mandou construir a Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição de Ormuz.

Ilustração de Civitatis orbis terrarum, de Georg Braun e Frans Hogenberg, 1572. - No século XIV, Ibn Battuta descreveu Ormuz como “uma cidade grande e bela, com magníficos bazares”, e os cronistas da frota imperial chinesa registaram que nela não havia famílias pobres. Ormuz era uma cidade cosmopolita, onde arménios, turcos, persas e guzerates conviviam nos bazares. Segundo o jesuíta Gaspar Barzeus, “em Ormuz, Deus era celebrado quatro dias por se-mana: os hindus à segunda-feira, os muçulmanos à sexta-feira, os judeus ao sábado e os cristãos ao domingo”. Para outro jesuíta, São Francisco Xavier, a cidade era o “berço da mais vil sensualidade”. Ormuz. 

Aos que consideravam os seus muros demasiado estreitos, respondeu: “Enquanto a justiça os sustentar, são mais do que suficientes.”

Ormuz não foi uma colónia convencional, mas sim o nó central do sistema imperial mais ambicioso do seu tempo. A fortaleza controlava as rotas entre o golfo Pérsico e o oceano Índico. Uma frota permanente patrulhava o estreito. As alfândegas transformaram Ormuz na segunda maior fonte de receitas da Índia Portuguesa, logo a seguir a Goa. A partir dali, Portugal projectava o seu poder sobre a região da Arábia à Índia Ocidental. Os soberanos de Ormuz continuavam a ocupar o trono, embora subordinados aos interesses portugueses. Tratava-se de uma forma de domínio indirecto, mais económica do que territorial, mas eficaz enquanto Portugal mantivesse a supremacia naval.

A corrupção administrativa foi, contudo, minando a eficácia do sistema. Uma parte crescente das receitas arrecadadas em Ormuz evaporava-se nos bolsos dos comandantes e dos funcionários. O enclave continuava a ser valioso, mas aqueles que o deviam proteger pensavam, muitas vezes, mais em enriquecer do que em preservá-lo.

A reacção persa

Ao longo do século XVI, Portugal manteve Ormuz graças à sua superioridade naval e aos acordos diplomáticos estabelecidos com a Pérsia. Beneficiou também do facto de os safávidas, a dinastia que governava a Pérsia desde 1501, passarem longos períodos envolvidos em guerras continentais contra os otomanos e os usbeques. Mas este frágil equilíbrio começou a desfazer-se quando o xá Abbas I ascendeu ao trono, em 1587.

Depois de consolidar o poder no interior do reino e de assinar um tratado de paz com os otomanos, Abbas voltou a sua atenção para o golfo Pérsico. Considerando a presença portuguesa em Ormuz uma anomalia, iniciou uma estratégia gradual destinada a recuperar posições estratégicas e a isolar a posição portuguesa.

ALBUM - Em 1615, Abbás I (na gravura) propôs a Filipe II o monopólio da seda persa em troca de a armada ibérica bloquear o mar Vermelho aos otomanos. As negociações prolongaram-se, mas a demora e a desconfiança entre as partes inviabilizaram o acordo. Quando Madrid aceitou o pacto, já era demasiado tarde. 

Entretanto, Ormuz passara a integrar a monarquia hispânica a partir de 1580, com a coroação de Filipe como rei das duas coroas ibéricas e dos respectivos impérios. Os interesses portugueses e castelhanos em relação àquela posição nem sempre coincidiam. Para Portugal, Ormuz constituía uma prioridade estratégica; para a corte de Madrid, era apenas uma peça secundária no vasto tabuleiro imperial.

Abbas I propôs a Filipe II um acordo comercial que poderia ter preservado Ormuz para a monarquia hispânica. Porém, quando o soberano aceitou a proposta, em 1619, o xá já perdera a paciência e procurava um novo parceiro comercial.

A queda de Ormuz

Abbas encontrou-o em Inglaterra. A Companhia Inglesa das Índias Orientais via na Pérsia uma oportunidade comercial única. Os ingleses pretendiam aceder ao lucrativo comércio da seda e abrir caminho para mercados condicionados pela hegemonia ibérica. Abbas necessitava de uma frota, e a Companhia carecia de privilégios comerciais. Os interesses de ambos encaixavam: os ingleses forneceriam o poder naval e os persas o exército terrestre.

Em 1622, foi lançada a ofensiva decisiva. Com o apoio da armada inglesa, o exército persa cercou Ormuz e, no dia 3 de Maio, a cidade capitulou. A operação revelou as debilidades do Estado Português da Índia: navios envelhecidos, comandos divididos, financiamento insuficiente e uma administração deteriorada.

Getty Images - Vestígios do forte português de Nossa Senhora da Conceição,  na ilha de Ormuz.

A resposta filipina à ofensiva anglo-persa foi descoordenada e, perante esse fracasso, o veredicto do Conselho de Portugal foi implacável: “Não se perdeu Ormuz pelo poder e pela força dos inimigos, mas pela grande confusão, ignorância e medo dos que a tinham a seu cargo.” Após a retirada dos portugueses, Ormuz entrou rapidamente em declínio. Privada do poder que a transformara na chave da Ásia, a jóia deixou de brilhar.  

Artigo publicado originalmente na edição nº 30 da revista National Geographic História.

Vladimir Lopez Alcañiz
Actualizado a 5 de agosto de 2026

ULS do Nordeste garante médico de família a todos os utentes inscritos

 A Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste passou a garantir médico de família a todos os utentes inscritos, tornando-se a primeira ULS fronteiriça do Interior do país a alcançar uma cobertura de 100%, anunciou esta segunda-feira a instituição.


Os dados constam do Bilhete de Identidade dos Cuidados de Saúde Primários (BI-CSP) e representam, segundo a ULS do Nordeste, “um marco relevante” na organização dos cuidados de saúde primários e no acesso da população aos serviços de saúde.

A cobertura integral permite que todos os utentes inscritos tenham acompanhamento clínico continuado, favorecendo a prevenção da doença, a promoção da saúde e uma resposta mais rápida às necessidades da população.

O resultado assume particular importância por ter sido alcançado numa região de baixa densidade populacional, marcada pela dispersão geográfica, pelo envelhecimento demográfico e pelas dificuldades sentidas na atração e fixação de profissionais de saúde.

Em comunicado, a ULS do Nordeste considera que o desempenho alcançado demonstra ser possível assegurar proximidade, continuidade assistencial e acesso universal aos cuidados de saúde primários mesmo nos territórios do Interior.

A instituição atribui o resultado à estratégia desenvolvida pelos anteriores e pelo atual conselho de administração, centrada na valorização e fixação de profissionais, no desenvolvimento das Unidades de Saúde Familiar e no planeamento dos recursos humanos.

A integração dos diferentes níveis de cuidados, a estabilidade das equipas médicas e a colaboração com os municípios são também apontadas como fatores que contribuíram para alcançar a cobertura total.

A ULS do Nordeste abrange os 12 concelhos do distrito de Bragança, um território com cerca de 6.600 quilómetros quadrados, onde a distância entre localidades e a reduzida densidade populacional colocam desafios acrescidos à prestação de cuidados de saúde.

AGR

Festas, Festividades e Eventos

RESÍDUOS DO NORDESTE PROMOVEU 54 AÇÕES DE SENSIBILIZAÇÃO AMBIENTAL NO PRIMEIRO SEMESTRE

 A Resíduos do Nordeste realizou, entre janeiro e junho de 2026, um total de 54 ações de educação e sensibilização ambiental nos 13 municípios que integram o sistema, envolvendo 5880 participantes.


As iniciativas representaram cerca de 200 horas de atividades e abrangeram públicos de diferentes idades e contextos, desde crianças do pré-escolar até estudantes do ensino superior, passando por universidades seniores, autarquias e população em geral.

Ao longo dos primeiros seis meses do ano, a entidade marcou presença em vários eventos de âmbito regional, entre os quais as Jornadas da Ciência, a Feira do Emprego do Instituto Politécnico de Bragança, a Feira Agrícola de Bragança, o II Encontro de Alunos de EMRC do 3.º Ciclo de Bragança-Miranda, o Festival ObservArribas, em Miranda do Douro, e o Festival do Solstício, em Torre de Moncorvo.

O programa de sensibilização incluiu ainda visitas ao Parque Ambiental do Nordeste Transmontano, distribuição de compostores domésticos e ações de plogging, que associam atividade física à recolha de resíduos. Entre as iniciativas desenvolvidas esteve também o jogo educativo “Separar e Valorizar Vai do Começar”.

A entidade promoveu igualmente ações associadas a datas dedicadas à temática ambiental, nomeadamente o Dia da Reciclagem e o Dia do Ambiente.

Com estas iniciativas, a Resíduos do Nordeste procura levar a educação ambiental para diferentes espaços e comunidades, incentivando comportamentos mais responsáveis na gestão e valorização dos resíduos e reforçando a importância da participação da população na proteção do ambiente.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

CASTELO DE BRAGANÇA RECEBE MAIS UMA EDIÇÃO DA FESTA DA HISTÓRIA

 O Castelo de Bragança volta a transformar-se num cenário dedicado ao passado entre os dias 14 e 17 de agosto, com a realização de mais uma edição da Festa da História.


Durante quatro dias, o espaço histórico da cidade será palco de recriações e momentos de animação inspirados noutras épocas, numa programação que inclui espetáculos, atividades para o público e a presença de vários expositores.

A iniciativa pretende proporcionar aos visitantes uma experiência de contacto com diferentes aspetos da história e da cultura, aliando a componente de recriação histórica ao convívio e à gastronomia.

A Festa da História decorre no Castelo de Bragança entre sexta-feira, 14 de agosto, e segunda, 17 de agosto, convidando moradores e visitantes a conhecer o património da cidade através de uma viagem pelo passado.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

BUPI PERMITE IDENTIFICAR E PROTEGER TERRENOS GRATUITAMENTE ATÉ SETEMBRO

 Os proprietários de terrenos podem recorrer ao BUPi para identificar e delimitar as suas propriedades através da Representação Gráfica Georreferenciada (RGG), num processo que permite reforçar a segurança sobre os limites e a localização dos prédios.


A gratuitidade atualmente em vigor mantém-se até 30 de setembro de 2026. Durante este período, os proprietários podem identificar os seus terrenos através da plataforma, proceder ao registo predial de propriedades que nunca tenham sido registadas ou atualizar registos que se encontrem desatualizados, desde que o processo seja acompanhado pela respetiva georreferenciação realizada no BUPi.

A identificação georreferenciada permite associar cada propriedade à sua localização e respetivos limites, contribuindo para reduzir dúvidas sobre a delimitação dos terrenos e para assegurar uma informação predial mais completa e rigorosa.

Além de proteger os direitos dos proprietários, o processo contribui para melhorar o conhecimento do território e apoiar uma gestão mais eficiente do espaço rural e florestal.

A adesão ao BUPi assume particular importância para proprietários de terrenos cujos limites ou localização ainda não estejam devidamente identificados nos registos existentes.

Até 30 de setembro, a identificação das propriedades e os procedimentos abrangidos pela medida podem ser realizados sem custos, constituindo uma oportunidade para regularizar a informação e reforçar a proteção do património.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

PROJETO “BOLHAS D’ÁGUA” PROMOVEU APRENDIZAGEM AQUÁTICA EM FREIXO DE ESPADA À CINTA

 Terminou mais uma edição do projeto “Bolhas d’Água”, promovido pelo Município de Freixo de Espada à Cinta, que ao longo de 2026 proporcionou às crianças do concelho atividades ligadas à natação e à aprendizagem em meio aquático.


A iniciativa envolveu crianças do Jardim de Infância do Agrupamento de Escolas Guerra Junqueiro, da Santa Casa da Misericórdia e do Centro Paroquial de Assistência, com atividades realizadas nas Piscinas Municipais e na Praia Fluvial da Congida.

Orientado pela professora Nélia Gaspar, o projeto procurou desenvolver competências de adaptação e segurança na água, promovendo simultaneamente a coordenação motora, a atividade física e a autonomia dos participantes.

As sessões foram também marcadas por uma componente lúdica, proporcionando momentos de brincadeira e convívio entre as crianças e contribuindo para o desenvolvimento de relações sociais e afetivas.

No encerramento das atividades de cada grupo, o Município proporcionou ainda um almoço aos participantes, assinalando o término de mais uma edição do projeto.

A iniciativa recebeu uma avaliação positiva por parte das instituições envolvidas e das famílias, com o Município a destacar o entusiasmo demonstrado pelas crianças ao longo das atividades.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

MERCADO DOS PRODUTOS DA TERRA VALORIZA PRODUÇÃO LOCAL EM MACEDO DE CAVALEIROS

 O Jardim 1.º de Maio, em Macedo de Cavaleiros, recebeu no domingo mais uma edição do Mercado dos Produtos da Terra, iniciativa que tem lugar semanalmente e que procura aproximar os consumidores da produção local.


O espaço reúne produtores do concelho e dá visibilidade a uma variedade de produtos frescos, sazonais e de origem local, muitos deles provenientes de colheitas recentes. A iniciativa constitui também uma oportunidade para conhecer diretamente quem produz e adquirir produtos ligados à identidade e aos sabores das Terras de Cavaleiros.

Além de promover o comércio de proximidade, o mercado contribui para a valorização dos produtores locais e para a divulgação de produtos e marcas do território, reforçando a ligação entre a produção e o consumo dentro da própria comunidade.

A iniciativa regressa ao Jardim 1.º de Maio nos próximos domingos de agosto, nos dias 16, 23 e 30, entre as 09h00 e as 13h00.

O Mercado dos Produtos da Terra pretende, assim, continuar a afirmar-se como um espaço de encontro entre produtores e consumidores e como uma montra daquilo que é produzido no concelho de Macedo de Cavaleiros.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR