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BRAGANÇA
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(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
sexta-feira, 12 de junho de 2026
Azibo recebe Campeonatos Distritais de Futebol de Praia este fim de semana
A competição arranca no sábado, 14 de junho, com os jogos do escalão de sub-15. O primeiro encontro está agendado para as 9h00 e coloca frente a frente as equipas A e B do GD Macedense.
Às 9h55, o GD Macedense B defronta o FCLN/CSP Vila Flor. A jornada termina às 10h50, com o encontro entre o FCLN/CSP Vila Flor e o GD Macedense A.
No domingo, 15 de junho, entram em ação as equipas de sub-19. A primeira partida, marcada para as 9h00, opõe o FCLN/CSP Vila Flor ao GD Macedense A. Às 9h55, o CA Macedo de Cavaleiros mede forças com o GD Macedense B. Segue-se, às 10h50, o duelo entre o FC Vinhais e o FCLN/CSP Vila Flor.
O quarto encontro do dia está marcado para as 11h30, com o GD Macedense A a defrontar o CA Macedo de Cavaleiros. A competição encerra às 12h25, com o jogo entre o GD Macedense B e o FC Vinhais.
A iniciativa, organizada pela Associação de Futebol de Bragança, volta a levar o futebol de praia à Praia da Fraga da Pegada, reunindo jovens atletas ao longo de dois dias de competição.
A Alma Gastronómica de Bragança. São servidos?
A gastronomia de Bragança é a própria narrativa de um povo escrito em sabores. No nordeste transmontano a cozinha ergue-se como um verdadeiro tesouro de autenticidade, esculpido pela resiliência e pelo respeito profundo que os bragançanos nutrem pela terra que os sustenta. É uma culinária de "coração aquecido", feita de paciência e de ingredientes que carregam a memória da paisagem.
Neste altar de tradições, o butelo com casulas ocupa um lugar de honra, quase litúrgico. O butelo é uma instituição. O butelo, este enchido nobre, de carne e osso curados pelo fumo do carvalho a arder encontra nas "casulas" (as cascas de feijão que foram secas ao sol do verão para aguentar o rigor do inverno) o seu par perfeito. É um prato que desafia o tempo e o frio, robusto e dotado de um caráter telúrico, que, embora intimamente ligado aos festejos e excessos gastronómicos do Entrudo, é celebrado como um verdadeiro bálsamo ao longo de toda a estação invernal.
A nobreza da carne encontra, igualmente, a sua máxima expressão na posta à mirandesa. Aqui, a gastronomia despoja-se de artifícios para se concentrar no essencial, a excelência da matéria-prima. Proveniente da vitela de raça mirandesa, detentora de Denominação de Origem Protegida, esta carne é tratada com o respeito que a sua ancestralidade exige. Grelhada sobre brasas vivas e temperada apenas com o sal grosso que realça a sua essência, uma posta oferece uma textura aveludada e um sabor intenso, que nos remete diretamente para as pastagens férteis da região. É a prova de que, em Bragança e região, a verdadeira sofisticação reside na pureza.
Não poderia falar deste assunto sem render homenagem ao fumeiro transmontano, o guardião dos saberes domésticos. Alheiras, salpicões, chouriças, presuntos não são meros produtos, são obras de arte artesanais. Curados pacientemente pelo fumo de lenha, que lhes confere aquele aroma inconfundível de lareira e serra, estes enchidos transportam a sabedoria das gerações que, com engenho, aprenderam a conservar o melhor que o porco oferecia, transformando a escassez de outrora numa riqueza inesgotável para o paladar.
Quando o outono doura as encostas, a castanha assume o seu trono. É ela a rainha incontestável da identidade transmontana, um fruto que une a floresta à cozinha. Seja assada ou cozida, integrando a densidade reconfortante de uma sopa ou elevando o sabor de um prato de caça, a castanha é a síntese da terra bragançana, simples, nutritiva e profundamente enraizada.
Sentar-se à mesa em Bragança é perceber que, nesta região, comer é um ato de preservação cultural. Entre o calor da lareira, o aroma do fumeiro e a partilha do pão, cada garfada é uma viagem ao passado e, simultaneamente, um abraço caloroso ao presente. É, em última análise, uma homenagem a um território que, através dos sabores, se recusa a ser esquecido, reafirmando a sua identidade com a mesma força inabalável das muralhas que a protegem.
ULS DO NORDESTE PROMOVE WORKSHOP SOBRE O LUTO DOS PROFISSIONAIS E REFORÇA APOIO A CUIDADORES DAS IPSS
A iniciativa reuniu cerca de 30 participantes e proporcionou um espaço de reflexão, partilha de experiências e aquisição de conhecimentos sobre uma realidade frequentemente vivida de forma discreta pelos profissionais que acompanham pessoas em situação de doença avançada, dependência ou fim de vida.
Ao longo da sessão foram abordados temas como a definição e as principais manifestações do luto, os fatores de risco associados ao seu desenvolvimento e os critérios clínicos para a identificação da perturbação do luto prolongado. A formação procurou dotar os participantes de ferramentas que lhes permitam reconhecer e gerir o impacto emocional decorrente da perda, promovendo estratégias de adaptação saudáveis.
O luto constitui uma resposta natural à perda e integra o processo de ajustamento a uma nova realidade. Contudo, no caso dos profissionais de saúde e dos cuidadores formais, a exposição repetida à morte de utentes e ao sofrimento das respetivas famílias representa um desafio acrescido, exigindo uma gestão emocional particularmente exigente.
Neste contexto, a capacitação dos profissionais para lidar com o luto tem vindo a assumir uma importância crescente, sendo considerada essencial não apenas para proteger o seu bem-estar psicológico e prevenir o desgaste emocional, mas também para assegurar uma resposta mais humana, empática e qualificada às famílias enlutadas.
A realização deste workshop insere-se no âmbito do Programa HUMANIZA – Programa de Apoio Integral a Pessoas com Doença Avançada, desenvolvido com o apoio da Fundação “la Caixa”, organização espanhola sem fins lucrativos que, desde 1904, promove projetos de intervenção social orientados para a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e solidária.
VIMIOSO APOSTA NA DIGITALIZAÇÃO DO PATRIMÓNIO COM O PROJETO “ENTRE MEMÓRIAS E PIXÉIS, UM MUSEU PARA O SÉCULO XXI
Coordenado e implementado pelo Laboratório Colaborativo Montanhas de Investigação, o projeto representa um passo estratégico na modernização do Museu Etnográfico da Casa da Cultura de Vimioso, promovendo a transição para novos modelos de comunicação e fruição cultural, mais acessíveis e ajustados às exigências do século XXI.
Citada em comunicado, a vice-presidente da Câmara Municipal de Vimioso, Cristina Miguel, sublinha a importância desta iniciativa para o futuro do equipamento museológico do concelho.”O projeto representa um momento estruturante para o futuro do Museu Etnográfico da Casa da Cultura de Vimioso, permitindo preservar e divulgar a memória coletiva do concelho através de ferramentas digitais contemporâneas, reforçando o papel do museu enquanto espaço de conhecimento, participação comunitária e desenvolvimento cultural do território”, afirmou a autarca.
A intervenção contempla a digitalização, valorização e difusão do espólio do Museu Etnográfico da Casa da Cultura de Vimioso, criando novas formas de acesso ao património e potenciando a sua utilização em contextos educativos, turísticos e científicos.A aposta ganha ainda maior relevância pelo facto de o Museu Etnográfico ter sido recentemente reconhecido como Museu de Território da Região Norte, distinção atribuída pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), reconhecimento que destaca o trabalho desenvolvido na preservação e promoção da identidade cultural local.
Aprovado no âmbito da medida Digitalização de Património Cultural e Coleções em Rede, o projeto representa um investimento global de cerca de 142 mil euros. A iniciativa integra o Plano de Ação para a Cultura NORTE 2030 e enquadra-se na estratégia de consolidação da Rede Regional de Museus de Território da Região Norte, que visa reforçar a capacidade dos museus enquanto agentes ativos de coesão, inovação e desenvolvimento dos territórios.Mais do que introduzir tecnologia nos espaços museológicos, “Entre Memórias e Pixéis” propõe uma nova forma de contar histórias e de aproximar as comunidades do seu legado coletivo. Em Vimioso, o património ganha uma nova dimensão digital, assegurando que as memórias do passado possam continuar a inspirar e a ser descobertas pelas gerações futuras.
TRIATLO JOVEM REUNIU DEZENAS DE ATLETAS EM BRAGANÇA
A competição, destinada aos escalões de formação, decorreu num ambiente de grande entusiasmo e espírito desportivo, proporcionando aos participantes a oportunidade de demonstrarem as suas capacidades nas disciplinas de natação, ciclismo e corrida, em percursos adaptados às diferentes faixas etárias.
O evento teve como centro operacional a zona das Piscinas Municipais Descobertas, estendendo-se por várias artérias da cidade, que acolheram os segmentos de ciclismo e corrida. A iniciativa contou com o envolvimento de diversas entidades locais e desportivas, reforçando a aposta na promoção da prática desportiva junto dos mais jovens.
Para garantir o normal desenrolar da prova e a segurança de atletas, equipas técnicas e público, o Comando Distrital da Polícia de Segurança Pública de Bragança assegurou o policiamento do evento, acompanhando os percursos e coordenando o controlo da circulação rodoviária nas zonas abrangidas pela competição.
A presença policial permitiu que a prova decorresse sem incidentes, contribuindo para um ambiente seguro e organizado, essencial ao sucesso de uma iniciativa que continua a afirmar-se como uma referência do calendário jovem do triatlo regional.
O Triatlo Jovem de Bragança voltou, assim, a destacar-se como um importante momento de promoção do desporto, da convivência saudável e dos valores associados à competição, reunindo atletas, famílias, treinadores e público numa jornada marcada pelo empenho e pela superação.
LAGOS DO SABOR VOLTARAM A RECEBER GRANDE ENCONTRO DE SUP E KAYAK EM ALFÂNDEGA DA FÉ
O evento decorreu nos Lagos do Sabor, um dos mais emblemáticos recursos naturais do concelho, proporcionando aos participantes uma experiência única em plena paisagem transmontana. Ao longo da jornada, os amantes das modalidades náuticas tiveram oportunidade de percorrer as águas calmas da albufeira, desfrutando de momentos de lazer e aventura num cenário de rara beleza natural.
Mais do que uma competição, a iniciativa assumiu-se como um encontro de promoção da atividade física ao ar livre, incentivando a prática de hábitos de vida saudáveis e a valorização do património natural da região. Famílias, grupos de amigos e praticantes experientes partilharam a experiência num ambiente de descontração e espírito de comunidade.
A realização desta quarta edição confirma o crescente interesse pelas atividades náuticas nos Lagos do Sabor, reforçando o papel de Alfândega da Fé como destino privilegiado para o turismo de natureza e para a promoção de eventos que conjugam desporto, sustentabilidade e valorização do território.
O sucesso da iniciativa volta a demonstrar o potencial dos Lagos do Sabor como palco de eventos diferenciadores, capazes de atrair visitantes e dinamizar o concelho, contribuindo simultaneamente para a divulgação das suas paisagens e recursos naturais.
LIVE STATION MIRANDELA REGRESSA A 20 DE JUNHO À ANTIGA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA COM PROGRAMAÇÃO MUSICAL INTERNACIONAL
Depois da primeira edição, realizada em 2025, o evento afirma-se novamente como um espaço de programação musical cuidada, reunindo artistas de diferentes geografias e linguagens sonoras. O cartaz desta edição integra Trevor Babajack Steger, Twanguero e Budda Power Blues, num alinhamento que percorre o blues, o folk e abordagens contemporâneas da música de raiz.
Com direção artística da Luckyman Music, o Live Station Mirandela aposta numa curadoria que valoriza a relação entre o contexto histórico do espaço e a programação artística, transformando a antiga estação ferroviária num palco vivo de encontro entre diferentes expressões musicais.
Mais do que um festival, o projeto propõe uma experiência imersiva que liga a música ao território, assumindo a antiga estação como elemento central da narrativa do evento. O espaço, carregado de memória ferroviária, é assim reinterpretado como ponto de encontro entre passado e presente.
A organização destaca ainda a dimensão de acesso livre ao público, sublinhando o objetivo de democratização cultural e de reforço da descentralização da oferta artística, contribuindo para a valorização do interior enquanto território ativo de criação e fruição cultural.
Com esta edição, o Live Station Mirandela consolida a sua identidade enquanto proposta diferenciadora no panorama cultural nacional, afirmando-se através da ligação entre música, espaço e memória, num contexto patrimonial singular.
BRAGANÇA VAI PEDONALIZAR TEMPORARIAMENTE O CENTRO HISTÓRICO PARA REFORÇAR DINÂMICA URBANA E ECONÓMICA NO VERÃO
A medida, enquadrada na estratégia municipal de dinamização económica e turística do centro urbano, prevê a criação de zonas pedonais ao fim de semana, bem como um conjunto de intervenções de valorização do espaço público, incluindo sombreamento, áreas de estadia, reforço de esplanadas e ações de animação urbana.
Segundo a autarquia, o objetivo passa por transformar o centro histórico num espaço mais confortável e convidativo, onde seja possível circular a pé com maior segurança, usufruir do espaço público e potenciar o consumo no comércio e na restauração local. A intervenção será aplicada entre as 20h00 de sexta-feira e as 24h00 de domingo, nos fins de semana abrangidos pelo projeto.
As áreas contempladas incluem a Praça da Sé e ruas envolventes, como a Rua Almirante Reis, Rua da República, Rua Abílio Beça e Rua Combatentes da Grande Guerra, mantendo-se a zona pedonal já existente. O município garante que serão assegurados os acessos de emergência, residentes, pessoas com mobilidade reduzida e operações essenciais de carga e descarga em horários a definir.
Entre as alterações previstas destaca-se também o reforço e reorganização das esplanadas, que poderão ser estendidas a zonas comuns previamente definidas, permitindo uma utilização mais ampla e equilibrada do espaço público. Paralelamente, serão instalados elementos de sombreamento, mobiliário urbano e apontamentos verdes, com o objetivo de melhorar o conforto térmico e a qualidade da experiência urbana durante o verão.
A Praça da Sé assumirá um papel central neste projeto, sendo apresentada como principal ponto de encontro e convívio, com programação cultural de proximidade e maior dinamização das atividades comerciais e turísticas na envolvente.
A iniciativa inclui ainda a instalação de um elemento artístico em forma de urso, concebido como photopoint turístico e simbólico, associado à ligação do território ao Parque Natural de Montesinho e à memória de um episódio ocorrido em 2019, quando um urso proveniente de Espanha foi avistado na região.
No plano da animação urbana, estão previstos pequenos palcos para eventos culturais e recreativos em várias artérias do centro, numa programação articulada entre o município, associações locais e agentes económicos. O tradicional Mercadinho será igualmente deslocado temporariamente para a Praça Cavaleiro Ferreira, de forma a reorganizar os fluxos de circulação no centro histórico.
O projeto, de caráter experimental, será acompanhado ao longo da sua execução, permitindo avaliar impactos e eventuais ajustamentos futuros. A autarquia sublinha que a iniciativa pretende devolver o centro histórico às pessoas, promovendo uma cidade mais viva, acessível e orientada para a permanência, em detrimento da mera circulação.
Ruas do centro histórico só para peões ao fim-de-semana em julho e agosto
A medida, em vigor entre 3 de julho e 30 de agosto, abrangerá a Praça da Sé e várias artérias envolventes, salvaguardando acessos de emergência, cargas e descargas, residentes, pessoas com mobilidade reduzida e farmácia de serviço, e será acompanhada e avaliada ao longo da sua implementação.
Ao longo dos fins de semana abrangidos pela iniciativa, algumas artérias do Centro Histórico passarão a funcionar como zonas temporariamente pedonais, entre as 20h00 de sexta-feira e as 24h00 de domingo, sem prejuízo dos ajustamentos operacionais que venham a ser definidos pelos serviços municipais. A medida permitirá reduzir a pressão automóvel em zonas turísticas e sociais da cidade e criar um ambiente mais seguro e agradável para quem circula a pé, está em família, frequenta esplanadas, visita lojas, restaurantes e cafés ou, simplesmente, quer permanecer no centro, indicou a autarquia.
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Corrida de São Pedro em Macedo de Cavaleiros marcada para 13 de junho com cerca de 500 inscritos
A prova principal tem 10 quilómetros, integra o Campeonato Distrital de Estrada e conta já com cerca de 500 inscrições.
A iniciativa é organizada pelo Clube Atlético de Macedo de Cavaleiros, com o apoio da Câmara Municipal e de patrocinadores locais.
O programa inclui a prova principal de 10 quilómetros, corridas jovens para vários escalões etários, de benjamins a juvenis, com distâncias adaptadas, e uma caminhada não competitiva de cinco quilómetros. O evento é aberto a atletas federados e não federados.
O programa arranca às 19h00, com as corridas jovens, seguindo-se, às 19h30, a prova principal. A caminhada realiza-se logo depois.
Segundo o responsável pela modalidade de atletismo do clube, Edgar Silva, o objetivo passa por reforçar a participação dos mais jovens:
A organização mantém a expectativa de uma participação semelhante à registada em edições anteriores:
A edição deste ano conta com a atleta Lucinda Moreiras, natural da aldeia de Morais, no concelho de Macedo de Cavaleiros, como madrinha da prova:
A prova inclui ainda a cerimónia de entrega de prémios e um jantar de convívio.
A Corrida de São Pedro tem como objetivo promover a prática desportiva e incentivar hábitos de vida saudáveis no concelho.
Alfândega da Fé atribui até 1.500 euros por criança para incentivar natalidade
A medida pretende apoiar as famílias do concelho e contribuir para a fixação de população num território marcado pelo envelhecimento demográfico.
A vice-presidente da autarquia, Maria Manuel Silva, recorda que o apoio era um compromisso assumido pelo executivo:
O apoio destina-se a crianças até aos três anos e visa ajudar as famílias a suportar despesas associadas aos primeiros anos de vida:
Além da dimensão social, a autarquia pretende também estimular a economia local, através da utilização dos apoios no comércio do concelho.
Segundo Maria Manuel Silva, a medida poderá ainda reforçar a atratividade do território para novas famílias:
O regulamento já se encontra em vigor e conta com as primeiras candidaturas:
Até ao momento, o município registou cerca de dez candidaturas ao novo apoio à natalidade.
Nova rede de transporte a pedido chega às aldeias da região a partir de agosto
O projeto representa um investimento de cerca de cinco milhões de euros ao longo de quatro anos e abrange os concelhos de Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Mogadouro, Miranda do Douro, Vinhais, Vimioso e Vila Flor.
Segundo o presidente da CIM Terras de Trás-os-Montes, Pedro Lima, a iniciativa surge para colmatar falhas históricas na oferta de transportes públicos no interior do país:
O novo modelo combina carreiras regulares com um sistema flexível de transporte a pedido, destinado sobretudo às aldeias sem cobertura de transporte público:
O responsável explica que o transporte a pedido permitirá adaptar as deslocações às necessidades dos habitantes, facilitando o acesso a serviços essenciais:
Pedro Lima garante que todas as localidades atualmente sem transporte público passarão a ter acesso a este serviço, reforçando a mobilidade e contribuindo para o combate ao isolamento das populações do território.
Alunos da Escola Profissional Jean Piaget mostram aprendizagens à comunidade em festa de encerramento do ano escolar
Os alunos desfilaram desde as instalações da escola até ao Jardim 1.º de Maio, em frente à Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, onde demonstraram as aprendizagens adquiridas ao longo do ano, através de um conjunto de atividades, como explicou o diretor da escola profissional, Armando Queijo:
Neste dia, foi também apresentado o hino da escola profissional, num desafio lançado por duas docentes da instituição:
Ao evento associaram-se ainda a Universidade Sénior de Macedo de Cavaleiros e alguns alunos do Agrupamento de Escolas de Macedo de Cavaleiros, no âmbito de diversas atividades musicais, desportivas e jogos pedagógicos.
Durante a iniciativa, decorreu também a entrega de diplomas a cerca de 40 alunos finalistas dos cursos de Mecatrónica Automóvel, Desporto e de dois cursos na área das Ciências Informáticas.
João Costa e Luís Reis, ambos macedenses e finalistas do curso de Desporto, fazem um balanço positivo das aprendizagens adquiridas ao longo dos três anos de ensino na Escola Profissional:
A Escola Profissional Jean Piaget tem registado um crescimento significativo no número de alunos. No arranque do próximo ano letivo, será inaugurado o Centro Tecnológico, num investimento superior a um milhão de euros.
Sindicatos dos técnicos do INEM perdeu confiança na Ministra da Saúde
"Na inversão da decisão da retirada dos helicópteros do interior para o litoral, retiram-se duas conclusões:
Em primeiro lugar, percebendo as consequências da retirada destes serviços para as populações do interior, os autarcas uniram-se, de todos os partidos, demonstrando um cartão vermelho ao governo, nesta decisão para a retirada dos helicópteros de emergência médica", começou por dizer Rui Lázaro ao Mensageiro.
Por outro lado, "fica claro que o Sr. Presidente do INEM bem como a Sra. Ministra da Saúde, não pensaram nos resultados nem nas consequências das medidas que pretendem implementar no INEM e na emergência médica, o que não é admissível, nem para um nem para o outro, evidenciando que não têm condições para continuar nos cargos", sublinha.
"Neste caso, a Senhora Ministra da Saúde apresentou uma medida que classificou como estrutural e, poucos dias depois, acabou por defender a solução contrária. Esta mudança levanta inevitáveis questões sobre a consistência da estratégia para um setor tão sensível como a saúde. Como poderão os portugueses confiar nas decisões futuras da tutela quando uma medida de elevado impacto é anunciada e revertida num espaço de tempo tão curto? A credibilidade das políticas públicas exige planeamento, fundamentação técnica sólida e coerência na tomada de decisões", explicou o sindicalista, natural do distrito de Bragança, ao jornal diocesano.
CIM Terras de Trás-os-Montes diz que deslocalização do helicóptero do INEM “não passará”
A CIM decidiu enviar uma carta ao Ministério da Saúde e à direção do Instituto Nacional de Emergência Médica, manifestando uma posição que Pedro Lima considera “inequívoca” e transversal a todo o território transmontano.
“Esta posição não separa ninguém. Une todos os transmontanos”, afirmou o também presidente da Câmara Municipal de Vila Flor, defendendo que a transferência do meio aéreo para o litoral não teria qualquer justificação operacional.
“Qualquer pessoa com dois dedos de testa vê que não faz sentido deslocalizarmos um helicóptero de Macedo de Cavaleiros para o Porto. Ficava logo com meio raio de ação, porque no mar não vai salvar ninguém”, declarou.
Pedro Lima assegurou que a região não permitirá que uma eventual reorganização dos meios de emergência médica seja concretizada à custa do Nordeste Transmontano. “Não podemos, de forma alguma, permitir que este pensamento passe. Isto não passará”, vincou.
O autarca manifestou também preocupação com as notícias relativas a uma possível retirada de outros meios de emergência do distrito, nomeadamente uma das ambulâncias de Suporte Imediato de Vida. Recordou ainda a posição pública de antigos presidentes do INEM contra alterações que possam fragilizar a resposta às populações do interior.
Para o presidente da CIM, o distrito de Bragança tem sido alvo, ao longo de décadas, de um processo continuado de desinvestimento na área da saúde, enquanto outros territórios foram beneficiados pelas opções da tutela.
“Bragança tem sido, de forma continuada, objeto de desinvestimento há tempo demais. São décadas em que outros, nomeadamente Vila Real, se tornaram centros hospitalares de referência porque a tutela assim o quis, e Bragança não pôde ser”, criticou.
Pedro Lima defendeu, por isso, uma maior união entre os autarcas e a definição de uma estratégia conjunta para a saúde no Nordeste Transmontano, capaz de estabelecer as “linhas vermelhas” que a região não está disposta a ultrapassar.
“A retirada de quaisquer serviços está completamente fora de questão. Não pode ser aceite, nem sequer pode ser admissível. Podemos não ter os números de outros territórios, mas basta haver um português para que tenha os mesmos direitos de todos os outros”, sublinhou.
O responsável lembrou que as populações do Nordeste Transmontano já enfrentam dificuldades acrescidas devido às distâncias, à insuficiência das ligações rodoviárias e à dispersão geográfica, fatores que condicionam o acesso aos cuidados de saúde.
“Já somos bastante sacrificados ao nível da rodovia, que também é um meio de acesso ao sistema de saúde. Estando já numa posição deficitária, não podemos pensar em retirar serviços. Temos é de capacitar ainda mais aquilo que existe”, defendeu.
Pedro Lima destacou igualmente as especificidades demográficas da região, nomeadamente o elevado envelhecimento da população, que implica patologias e necessidades assistenciais diferentes das existentes no litoral.
“Temos tipologias diferentes, desde logo devido ao envelhecimento, que traz patologias específicas e exige uma capacitação muito destacada do nosso território”, observou.
O presidente da CIM admitiu ainda que, perante argumentos de natureza económica para justificar o encerramento ou a transferência de serviços, a região deve reivindicar uma maior participação nas receitas geradas no território, nomeadamente através da produção de energia.
“Se a desculpa é economicista, nós produzimos em demasia para nós próprios, sobretudo energia, que tem uma procura elevada e um preço elevado. Se a derrama desses impostos ficasse no território, teríamos capacidade para desenvolver as nossas próprias políticas de saúde”, afirmou.
Pedro Lima considera, por isso, urgente definir uma estratégia regional que reúna os municípios em torno da defesa e do reforço dos serviços existentes.
“É tempo de os autarcas se unirem e de definirmos uma estratégia para a saúde. Sinto que estamos todos em torno deste objetivo”, concluiu.
Ministério Público pediu condenação do chefe de gabinete do autarca de Vila Flor julgado por fraude e desvio de subsídios de fundos europeus
Em causa está uma candidatura ao Instituto de Turismo de Portugal, em 2012, que beneficiou de financiamento do Fundo Europeu de Desenvolvimento Rural (FEDER), em março de 2013, para a construção de um empreendimento turístico, nomeadamente um parque aquático, atualmente em funcionamento, e um hotel, que nunca foi construído.
As alegações finais tiveram lugar esta sexta-feira, no Tribunal de Bragança. No entender do Ministério Público foi produzida prova suficiente para a condenação durante as várias audiências do processo, que teve origem numa denúncia, e que “não há correspondência entre a documentação remetida pelos arguidos ao Instituto do Turismo de Portugal e a fornecida pela instituição bancária.
O caso começou a ser julgado no Tribunal de Bragança em janeiro de 2025
Família do “Bom Dia Tio João” tem encontro marcado domingo no 35º piquenicão
A trigésima quinta edição do Piquenicão da Família do Tio João acontece no Santuário de Santa Ana, em Meixedo, no concelho de Bragança, juntamente com o vigésimo Encontro de Gerações, promovido pelo município.
Esta é uma festa anual muito esperada, confirma Nicolau Sernadela, mais conhecido como Tio João. “É uma aposta ganha, uma festa dupla, é a festa do povo, a fábrica de fazer amigos. O concelho de Bragança está em festa, vem muita gente de vários concelhos e de alguns outros distritos do nosso país”.
Esta é uma oportunidade para que pessoas oriundas de diferentes lugares e idades possam interagir e encontrar-se, num ambiente de convívio e de festa. “É uma festa anual, a festa que toda a gente está à espera para conhecer os rostos das vozes que entram por casa e pelo coração todos os dias. Muitos deles já se conhecem e vêm para aumentar e para dinamizar cada vez mais as amizades. É bom saber que ao longo destas quase 4 décadas já muitos se envolveram de uma forma muito familiar, inclusive muitos já passam o fim de semana uns em casa de outros. Estão sempre à espera destas festas para conhecer novos amigos e para engrandecer amizades e para fazer outras amizades”.
O dia será repleto de atividades, com destaque para uma tarde recreativa.
O “Bom Dia Tio João”, transmitido pela Rádio Brigantia, teve início com uma brincadeira de Nicolau Sernadela, mas a voz do Tio João nunca mais se calou, fazendo companhia a inúmeras pessoas, não só na região, como, agora, pelo mundo fora, através da internet. O Piquenicão é uma das festas desta família radiofónica. O primeiro aconteceu em 1990, em Cova de Lua, no concelho de Bragança.


























