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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

O IPB promoveu hoje, na Biblioteca da ESTiG, o evento “Conectar os Ecossistemas de Inovação do Norte de Portugal e do Paraná”, uma iniciativa que reuniu instituições de ensino superior, decisores políticos e entidades de ciência e inovação de Portugal e do Brasil.

O Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros recebe a exposição “𝐀 𝐒𝐞𝐠𝐮𝐧𝐝𝐚 𝐏𝐞𝐥𝐞”, de 𝐁𝐚𝐥𝐛𝐢𝐧𝐚 𝐌𝐞𝐧𝐝𝐞𝐬, com inauguração no sábado, dia 𝟕 𝐝𝐞 𝐟𝐞𝐯𝐞𝐫𝐞𝐢𝐫𝐨, às 𝟏𝟓𝐡𝟎𝟎.

 Com curadoria de 𝐀𝐧𝐚 𝐑𝐢𝐭𝐚 𝐑𝐢𝐛𝐞𝐢𝐫𝐨, a inauguração contará ainda com a presença de 𝐌𝐚𝐧𝐮𝐞𝐥 𝐂𝐚𝐫𝐝𝐨𝐬𝐨, que fará a apresentação do livro da artista, um momento musical com 𝐃𝐢𝐨𝐠𝐨 𝐌𝐞𝐧𝐝𝐞𝐬 e uma dissertação de poesia em português e mirandês.
A Segunda Pele leva-nos ao território da metamorfose. Fala da transformação que acontece quando assumimos uma máscara e da possibilidade de nos tornarmos outros sem deixarmos de ser quem somos. A máscara surge como um prolongamento da pele, um lugar de passagem entre vivências, memórias e sentidos.

Aqui, a máscara deixa de ser apenas um objeto simbólico para se tornar um espaço interior. Um lugar onde um outro eu se esconde e se revela, presente em cada momento marcante da nossa vida. É nesta tensão entre o visível e o oculto que a obra de Balbina Mendes encontra a sua força e singularidade.

𝐄𝐱𝐩𝐨𝐬𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐩𝐚𝐭𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐝𝐞 𝟕 𝐝𝐞 𝐟𝐞𝐯𝐞𝐫𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐚 𝟖 𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐫𝐜̧𝐨.

Entrada livre.

Tudo pronto para mais uma grandiosa Feira do Fumeiro de Vinhais! Começa já amanhã, dia 5 de fevereiro!

Cidadela e Estacada - BRAGANÇA

Quiosque do Sr. Costa - BRAGANÇA

Igreja da Sé - BRAGANÇA

Rua Serpa Pinto e Rua Combatentes da Grande Guerra - BRAGANÇA

Álvaro de Mendonça Machado de Araújo - Os Governadores Civis do Distrito de Bragança (1835-2011)

 26.outubro.1904 – 22.março.1906
MIRANDELA, 21.3.1850 – BRAGA, 11.12.1916

Advogado. Magistrado administrativo.
Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra.
Administrador do concelho de Mirandela (1879-1880). Secretário-geral do Governo Civil de Bragança (1884-1890). Deputado (1890-1892, 1893 e 1894). Presidente da Câmara Municipal de Bragança (1893-1896). Governador civil de Braga (1898-1900). Governador civil de Bragança (1904-1906).
Natural da freguesia de Abreiro, concelho de Mirandela.
Filho de José Maria de Mendonça Machado de Araújo, fidalgo cavaleiro da Casa Real e senhor da Casa da Amiosa (Monção), e de Maria Augusta de Mendonça Guerra Teixeira.
Neto materno de João Firmino Teixeira, 1.º barão de Barcel.
Casou com Isabel Maria de Almada Meneses Pimentel, de quem teve quatro filhos, Maria Olema de Mendonça Machado de Araújo (n. 7.3.1876), Maria Olímpia Alvarina de Mendonça Machado de Araújo (n. 20.1.1886), Túlia Leontina de Mendonça Machado de Araújo e Abel de Mendonça Machado de Araújo.
Avô de Álvaro de Mendonça Machado de Araújo Gomes de Moura, médico e deputado à Assembleia Nacional.

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Após completar o curso liceal em Bragança, fez o curso universitário de Direito em Coimbra, com distinção, entre outubro de 1868 e julho de 1873. Neste período, colabora no República Portuguesa, semanário de Coimbra redigido por Alves da Veiga.
Em 1874, começa a exercer advocacia em Valpaços e filia-se no Partido Histórico e no ano seguinte adere ao grupo que estaria na origem Partido Progressista, em oposição aos regeneradores. Este grupo aderiu em 1876 ao Pacto da Granja, e em 1879 obteve pela primeira vez autoridade, sendo Álvaro de Mendonça nomeado administrador do concelho de Mirandela.
Em dezembro de 1880, em reconhecimento da sua grande competência e depois de examinados os brilhantes documentos do seu concurso, foi despachado primeiro-oficial do Governo Civil de Bragança. Entretanto, em 1883, é transferido para Faro, onde funda o jornal Progresso do Algarve, destinado a defender a sua política.
Em 1886, fez concurso para secretário-geral e foi colocado no Governo Civil da Horta, de cujo lugar não chegou a tomar posse, sendo transferido para igual cargo em Bragança, primeiro interinamente, e a título definitivo após a aposentação do conselheiro Henrique Lima.
A 11 janeiro de 1890, com a subida ao poder do Partido Regenerador, é transferido para a Horta. Porém, não acatou o despacho, demitindo-se do cargo e assim permanecendo em Bragança, onde abriu escritório de advogado.
Filiado no Partido Progressista, foi nesse mesmo ano eleito deputado pelo círculo plurinominal de Bragança, para a legislatura de 1890-1892. Em 1892, foi eleito pelo círculo uninominal de Mirandela, para a legislatura de 1893 ( juramento a 21.1.1893), e uma terceira vez em 1894, pelo sistema de “listas por acumulação”, para a legislatura que durou de setembro a dezembro desse ano ( juramento a 19.11.1894).
Teve uma participação reduzida na Câmara dos Deputados, não pertencendo a qualquer comissão. Das suas intervenções, destaca-se a apresentação de um requerimento sobre o processo eleitoral de Bragança, na sequência do qual teve uma altercação com o presidente da Câmara local (26.4.1890); os ataques que fez ao decreto regulamentar da cobrança de impostos para despesas distritais e à atribuição de responsabilidades às câmaras municipais em matéria de asilos e institutos de beneficência sem a correspondente dotação de verbas aos diversos distritos; e a apresentação de um requerimento sobre as matrizes fiscais de Alfândega da Fé.
Especializado em Direito Administrativo, entre 1889 e 1891 redigiu um Regulamento para Cobrança e Fiscalização dos Impostos Indiretos Municipais do Concelho de Bragança (1889), o Guia das Juntas de Paróquia ou Instruções por onde se devem regular as Corporações Paroquiais no desempenho de suas funções (1889) e o Código de Posturas Municipais do Concelho de Bragança (1891), merecendo este último críticas explícitas por parte dos seus adversários políticos, pelas “pesadas e variadas multas que nele escreveu”.
Em julho de 1893, foi eleito presidente da Câmara Municipal de Bragança, ali prestando relevantes serviços, exercendo, na apreciação do abade de Baçal, uma administração inteligente, honesta e escrupulosa, mantendo-se no cargo até janeiro de 1896.
Em 25 de março de 1898, foi nomeado governador civil de Braga, sendo exonerado a 23 de junho de 1900. Por decreto de 26 de outubro de 1904, passa para o mesmo cargo em Bragança, tomando posse a 31 desse mês. Álvaro de Sousa era, então, uma das raras exceções numa altura em que já não eram muitos os quadros políticos prestigiados no Partido Progressista.
A maior polémica em que tomou parte durante o seu mandato foi, indubitavelmente, a questão do Seminário de São José. Na noite de 12 para 13 de dezembro de 1904, um grupo de seminaristas procedeu a um levantamento de protestos que, segundo o bispo de Bragança e reitor do Seminário, D. José Alves de Mariz, envolveu a detonação de armas de fogo, arrombamento de portas a machado e destruição de objetos vários, tudo isto acompanhado de “gritos subversivos contra as autoridades legitimamente constituídas deste estabelecimento”. A resposta do prelado foi contundente, condenando o numeroso grupo de envolvidos à pena de expulsão perpétua do Seminário, “por falta de vocação para a vida eclesiástica”, e encerrando aquele ano letivo.
A cidade ficou dividida entre os que aplaudiram a medida e os que a consideraram um ato despótico, incluindo entre estes o governador civil. De facto, quando uma grande comissão de estudantes de Teologia, acompanhada de milhares de simpatizantes, se dirigiu ao Governo Civil para solicitar a Álvaro de Mendonça a sua “valiosíssima proteção na questão do Seminário”, este não hesitou em oferecer o seu apoio, prometendo “concorrer em tudo quanto em suas forças estivesse para que fosse melhorada a triste situação em que via esses académicos e para restabelecer a tranquilidade do povo da cidade, a que há muitos anos o prendem laços de verdadeira amizade, e do distrito a cujo governo tem a honra de presidir”.
Como é habitual neste tipo de questões, se a sua posição lhe valeu o apoio de muitos, valeu-lhe igualmente a crítica de outros tantos, que o acusaram de vigiar “com olhar diurno e noturno as interferências do Sr. D. José de Mariz no governo da diocese” e apodando-o de “bispo de Abreiro” e até de “antipapa de Abreiro”, numa alusão à sua terra natal. Independentemente da apreciação positiva ou negativa que se possa fazer da ação de cada uma destas personalidades nesta questão, a verdade é que D. José de Mariz continuaria à frente da diocese de Bragança até ao dia em que faleceu, em agosto de 1912, ao passo que Álvaro de Mendonça seria exonerado a 22 de março de 1906, e dois anos mais tarde, em 1908, agastado por esta e outras polémicas, anunciava publicamente a sua despedida “da vida ativa da política”.
Retomando a sua bem mais tranquila carreira profissional, em 31 de março de 1910 foi nomeado juiz auditor administrativo do distrito de Bragança, onde se conservaria até 1913, ano em que foi promovido à segunda classe e transferido para Braga, ali exercendo estas funções à data da sua morte.
Foi redator da Gazeta de Direito Administrativo e da Agricultura Transmontana e fundou, além do já referido Progresso do Algarve, o Nordeste, de que foi diretor político a partir de 1892. Prestou “assídua e distinta” colaboração no Boletim da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, tendo sido, de acordo com esta publicação, o auditor que maior cumprimento deu ao preceito legal que obrigava os magistrados a enviar aos diretores das faculdades de Direito cópias das sentenças, acórdãos ou resoluções cujo conhecimento considerassem ser de interesse para o ensino. Colaborou ainda nos periódicos brigantinos O Montanhês do Norte e Jornal de Bragança, no qual, dez dias após o 5 de Outubro de 1910, subscreveu um longo artigo, intitulado “A queda da Realeza”, analisando detalhadamente a marcha da  Monarquia Constitucional, de que fala com alguma nostalgia: “Está proclamada a República em Portugal... Nem dois dias de escaramuças adentro dos muros de Lisboa foram necessários para atirar a terra com a realeza, sob cujo regímen se constituiu, engrandeceu e consolidou a Nação portuguesa. As velhas tradições, que pelo decurso de quase oito séculos de existência deviam ter raízes profundas e extensas, baquearam a um leve sopro revolucionário, porque essas raízes estavam corroídas da podridão.
No entanto, uma lágrima de saudade nos levam essas instituições, que nos acostumamos a respeitar…”.
Faleceu em Braga, a 11 de dezembro de 1916, contava então com 66 anos.

Elogio à nomeação de Álvaro de Mendonça como governador civil de Bragança (1906)

Realizou-se, finalmente, a mais ardente aspiração do Partido Progressista de Bragança; satisfez-se, enfim, a maior ambição, por todos os títulos justíssima, do nobre e honrado povo que, nesta cidade e concelho, há muitos anos luta pela causa progressista.
Não estranhamos, pois, o seu enorme regozijo, não admiramos nada o seu delirante entusiasmo ao ver entrar nesta cidade, como governador civil efetivo do distrito, o Exmo. Sr. Dr. Álvaro de Mendonça Machado de Araújo; porque este distinto cavalheiro, que representa uma das mais notáveis e preciosas relíquias do antigo Partido Progressista de Bragança, a que a morte, a pouco e pouco, foi roubando tão valiosos e importantes elementos, reúne em si não só um brilhante talento e uma vasta ilustração, sobretudo em matéria administrativa, em que é um dos mais profundos conhecedores do nosso País, mas tem ainda a austeridade inquebrantável de um caráter digníssimo, a nobreza de ação no enérgico cumprimento da lei que faz executar e a coragem e persistência de um intemerato lutador – qualidades que quase o divinizam aos olhos deste bondoso povo, que tanto o estima e admira.
O ilustre governador civil deste distrito não é, aqui, um desconhecido, não; já viveu em Bragança durante muitos anos, ora exercendo os importantes cargos de primeiro-oficial do Governo Civil e secretário-geral, ora como distinto advogado e vigoroso jornalista, o que o tornou verdadeiramente temido e respeitado.
Conhecem-no bem todos os nossos amigos políticos, porque com ele entraram já em lutas eleitorais renhidíssimas e memoráveis, respeitando e acatando sempre todos os seus sábios e sensatíssimos conselhos, como o conhecem perfeitamente os nossos adversários, que receiam e temem o seu muito saber, o seu muito talento, a sua invencível energia.
Verdadeiro amigo de Bragança, onde granjeou pela afabilidade do seu trato as mais arraigadas simpatias, as mais sinceras afeições, Sua Exa., investido, hoje, na primeira magistratura do distrito, oferece-nos sem dúvida a garantia segura de que serão respeitados todos os nossos direitos, de que serão desagravados todos os nossos oprimidos, e de que esta cidade e concelho na sua pessoa encontrará um acérrimo defensor das suas regalias e um incansável fomentador do seu progresso.
Todo o distrito terá no seu governador civil um verdadeiro e indefesso protetor, por isso que plenamente confiamos na sua inconcussa probidade, no são critério que preside a todos os seus atos e no seu lucidíssimo espírito.
Saudamos, portanto, o Exmo. Sr. Dr. Álvaro de Mendonça, a quem muito respeitamos como homem de ciência, a quem muito admiramos como eminente político e a quem obedeceremos e acompanharemos incondicionalmente como delegado de absoluta confiança do nosso governo.

Fonte: O Nordeste, ano XVII, n.º 908, 1904.

Crítica ao desempenho de Álvaro de Mendonça no Governo Civil de Bragança (1906)

Mogadouro, 14.11.1906

Na última correspondência de Freixo de Espada à Cinta para a Gazeta de Bragança há queixas bem fundadas contra o procedimento do Sr. governador civil do distrito, por não fazer policiar convenientemente uma terra tão populosa e irrequieta.
Conheço tão bem aquele concelho, como conheço a delicadeza, os títulos e a nobreza do Sr. governador. É preciso, pois, falar das necessidades do primeiro e defendê-lo das investidas perseguistas da gente do poder, e é de urgente necessidade também expor a toda a luz a figura proeminente do Sr. governador civil, a sua inteligência lendária e as belas qualidades de caráter que o distinguem dos outros mortais.
A pessoa superior de Sua Exa. precisa de uma lição há muito tempo, onde se lhe mostre como devem tratar-se as pessoas estranhas e como devem pagar-se os serviços arteiramente pedidos a quem não tem obrigação de lhos prestar, sem comprometer a alta importância do seu eu diretamente, por a pessoa que lhos prestou não poder, sem quebra de dignidade, acompanhá-lo na sua aspiração política.
Hoje ficamos por aqui. Apenas relembro ao senhor de Abreiro (como caricatamente lhe chamou alguém, que não conhece o feudo de Sua Exa. decerto) que tem grande responsabilidade no assassínio do infeliz Caçote e em tudo que de anormal se passa em Freixo, em Alfândega e em outros pontos do distrito, aonde maldizem com grande veemência a intervenção desastrada do Sr. Dr. Álvaro de Mendonça nos acontecimentos do Seminário, o que deu em resultado ficarem alguns homens sem futuro e o prelado desta diocese cheio de amarguras.
Tudo se deve a um conjunto de circunstâncias de que o Sr. governador foi a figura primacial.
Medite nas desgraças de que foi causa, depure-as no crisol da consciência, e verá como o caminho que lhe aponta o dever é: abandonar as galas corruptas de uma política de vaidades e ir viver nas solitárias ribanceiras de Barcel e Abreiro uma vida amargurada de remorsos. É o caminho que tem a seguir, antes que se lhe embote a sensibilidade. No viver tranquilo do lar pode ainda recuperar algum do prestígio que perdeu no Governo Civil.

Fonte: Gazeta de Bragança, Ano XV, n.º 713, 1906, p. 3.

Fontes e Bibliografia

Arquivo Distrital de Bragança, Autos de Posse (1845-1928).
Boletim da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, ano III n.º 21-30 (1916-1917).
Gazeta de Bragança, Ano XV, n.º 692, 1905, e n.-º 713, 1906.
O Nordeste, ano XVII, n.º 908, 1904, e n.º 921, 1905.
ALVES, Francisco Manuel. 2000. Memórias arqueológico-históricas do distrito de Bragança, vol. VI e VII.
Bragança: Câmara Municipal de Bragança / Instituto Português de Museus.
MÓNICA, Maria Filomena (coord.). 2004. Dicionário Biográfico Parlamentar (1834-1910), vol. I. Lisboa: Assembleia da República.
SOUSA, Fernando de (coord.). 2013. Bragança na Época Contemporânea. Bragança: Câmara Municipal de Bragança.

Publicação da C.M. Bragança

𝙈𝙪𝙡𝙝𝙚𝙧 𝙖𝙩𝙧𝙤𝙥𝙚𝙡𝙖𝙙𝙖 𝙘𝙤𝙢 𝙘𝙤𝙣𝙙𝙪𝙩𝙤𝙧 𝙚𝙢 𝙛𝙪𝙜𝙖 𝙚𝙢 𝘾𝙖𝙧𝙘̧𝙖̃𝙤

 Uma mulher, de cerca de 55 anos, foi atropelada esta manhã, na aldeia de Carçao, concelho de Vimioso.


Ainda não é conhecido o estado da vítima, mas o major da GNR de Bragança e responsável das relações públicas, Hernâni Martins, confirmou à Rádio Brigantia que a vítima foi evacuada para o 
hospital de Bragança e que o suspeito, um homem também com cerca de 55 anos, se encontra em fuga.

O alerta para a ocorrência foi dado pelas 7h45. No local, além dos bombeiros estiveram a GNR e a Polícia judiciária. 

(Em atualização)

O Município de Bragança acaba de lançar o calendário com os principais eventos previstos para 2026.

 Uma ferramenta de planeamento que reúne, de forma organizada e acessível, as grandes iniciativas culturais, recreativas, económicas e turísticas que irão marcar o ano no concelho.
𝘖 𝘤𝘢𝘭𝘦𝘯𝘥𝘢́𝘳𝘪𝘰 𝘤𝘰𝘮𝘱𝘭𝘦𝘵𝘰 𝘥𝘦 𝘦𝘷𝘦𝘯𝘵𝘰𝘴 𝘱𝘢𝘳𝘢 2026 𝘱𝘰𝘥𝘦 𝘴𝘦𝘳 𝘤𝘰𝘯𝘴𝘶𝘭𝘵𝘢𝘥𝘰 𝘯𝘰𝘴 𝘤𝘢𝘯𝘢𝘪𝘴 𝘪𝘯𝘴𝘵𝘪𝘵𝘶𝘤𝘪𝘰𝘯𝘢𝘪𝘴 𝘥𝘰 𝘔𝘶𝘯𝘪𝘤𝘪́𝘱𝘪𝘰 (𝘸𝘸𝘸.𝘤𝘮-𝘣𝘳𝘢𝘨𝘢𝘯𝘤𝘢.𝘱𝘵 𝘦 𝘳𝘦𝘥𝘦𝘴 𝘴𝘰𝘤𝘪𝘢𝘪𝘴), 𝘦𝘴𝘵𝘢𝘯𝘥𝘰 𝘴𝘶𝘫𝘦𝘪𝘵𝘰 𝘢 𝘦𝘷𝘦𝘯𝘵𝘶𝘢𝘪𝘴 𝘢𝘵𝘶𝘢𝘭𝘪𝘻𝘢𝘤̧𝘰̃𝘦𝘴 𝘱𝘰𝘯𝘵𝘶𝘢𝘪𝘴 𝘴𝘦𝘮𝘱𝘳𝘦 𝘲𝘶𝘦 𝘴𝘦 𝘫𝘶𝘴𝘵𝘪𝘧𝘪𝘲𝘶𝘦.

Santulhão: Festival do Entrudo de 14 a 17 de fevereiro

 De 14 a 17 de fevereiro, a aldeia de Santulhão, no concelho de Vimioso, celebra o Festival do Entrudo, um evento cultural recheado de atividades, como o jantar do butelo seguido da expiação do Entrudo e na terça-feira de Carnaval, os destaques são o concurso de máscaras, no desfile e julgamento do Entrudo.


Nesta localidade do concelho de Vimioso, o Carnaval ou Entrudo é vivido com entusiasmo pela população residente e também pelos muitos (e)migrantes, que aproveitam o fim-de-semana de carnaval, para regressar à terra-natal e participar na folia.

Em Santulhão, o Entrudo transformou-se mesmo num festival, que atualmente decorre ao longo de quatro dias, com atividades como uma montaria ao javali, concertos, teatro, passeio pedestre, workshop de entrudos, concurso e exposição de máscaras.

No programa de atividades, destaque para o jantar convívio do butelo, agendado para 16 de fevereiro e que todos os anos reune centenas de pessoas, para degustar um dos enchidos típicos desta altura do ano.

Após o tradicional jantar do Butelo, na aldeia de Santulhão, segue-se o ritual da Expiação do Entrudo. De acordo com a organização, a figura do Entrudo é um boneco feito em estrutura de madeira, vestido com roupas velhas e enchido com palha. O Entrudo representa todos os males que aconteceram na aldeia e no mundo, ao longo do ano anterior.

A expiação consiste na exibição noturna do Entrudo pelas ruas da aldeia, acompanhados de música e do anúncio da prisão do malfeitor, que no dia seguinte vai ser julgado pela população.

Na terça-feira de Carnaval, 17 de fevereiro, realiza-se Desfile e Julgamento do Entrudo, numa tarde de animação que inclui os concursos de entrudos e de máscaras, com prémios para os melhores exemplares. No julgamento do Entrudo, perante as acusações do povo, o juiz vai ditar a sentença, que por norma, é a morte e queima do entrudo. O fogo e a queima significam a purificação.

Ao público que pretenda visitar Santulhão na terça-feira de caranaval, recomenda-se o uso de roupa adequada, pois nesta localidade é tradição dar as boas-vindas aos visitantes com cinza e farinha!

O Festival do Entrudo é uma iniciativa do Grupo Recreativo e Associativo de Santulhão (GRAS), que conta com os apoios do município de Vimioso, da Freguesia de Santulhão, da Reserva da Bioesfera Transfronteiriça da Meseta Ibérica, da Freguesia de Santulhão, dos Café Caçador e Teixeira e do Ministério da Cultura.

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📚 𝐀 𝐁𝐢𝐛𝐥𝐢𝐨𝐭𝐞𝐜𝐚 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥 𝐒𝐚𝐫𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐏𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞𝐥 𝐫𝐞𝐜𝐞𝐛𝐞, 𝐧𝐨 𝐝𝐢𝐚 𝟕 𝐝𝐞 𝐟𝐞𝐯𝐞𝐫𝐞𝐢𝐫𝐨, 𝐚̀𝐬 𝟏𝟓𝐡𝟎𝟎, 𝐚 𝐚𝐩𝐫𝐞𝐬𝐞𝐧𝐭𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐨 𝐥𝐢𝐯𝐫𝐨 “𝐐𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐧𝐨𝐬 𝐯𝐨𝐥𝐭𝐚𝐫𝐦𝐨𝐬 𝐚 𝐞𝐧𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚𝐫”, 𝐝𝐞 𝐉𝐮́𝐥𝐢𝐨 𝐅𝐚𝐠𝐮𝐬.

 Uma obra marcada por um olhar profundamente humano sobre a vida, a memória e a bondade, onde o autor reflete sobre pessoas comuns e sobre a ética que permanece para além do tempo.

A iniciativa é de entrada livre e aberta a toda a comunidade.

O Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros recebe, no 𝐩𝐫𝐨́𝐱𝐢𝐦𝐨 𝐬𝐚́𝐛𝐚𝐝𝐨, dia 7 de fevereiro, pelas 𝟐𝟏𝐡𝟑𝟎, o espetáculo de dança contemporânea “𝐀𝐋𝐄́𝐍”.

 Esta criação coreográfica para quatro intérpretes, codirigida por 𝐇𝐮𝐠𝐨 𝐏𝐢𝐫𝐞𝐬 𝐏𝐞𝐫𝐞𝐢𝐫𝐚 e 𝐄𝐬𝐭𝐡𝐞𝐫 𝐋𝐚𝐭𝐨𝐫𝐫𝐞, situa-se num espaço suspenso entre o tangível e o etéreo, onde se evocam os ciclos essenciais da vida: ligação, transformação e renascimento.


Através do movimento, as intérpretes reencarnam memórias universais esquecidas, ativando um estado sensível partilhado. Trata-se de uma coreografia emocional, intuitiva e simbólica, onde o frágil e o potente convivem numa dramaturgia aberta que interpela diretamente o espectador.

Deixe-se envolver por esta viagem única através da dança.

O bilhete tem um custo de 𝟑€ e pode ser adquirido no Centro Cultural ou através do telefone 278 428 100.

𝐇𝐨𝐫𝐚́𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐚 𝐛𝐢𝐥𝐡𝐞𝐭𝐞𝐢𝐫𝐚:

 Dia útil: 10h00 - 12h30 | 13h30 - 17h00
 Dia de espetáculo: 16h00 - 18h00 | 20h30 - 21h30

Setor cinegético quer soluções para a valorização da caça

 A valorização da carne de caça e a necessidade de criar mecanismos que respondam ao aumento da população de javalis em Portugal estiveram em destaque nas declarações do Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes. O governante, que esteve presente na Feira da Caça de Macedo de Cavaleiros, defende soluções que permitam dar valor económico à carne de caça e evitar a sua saída para outros países:


Segundo o ministro, estas medidas surgem num contexto de desequilíbrio provocado pelo excesso de javalis, que tem causado prejuízos agrícolas e levantado preocupações ambientais e de segurança. José Manuel Fernandes sublinha ainda o papel dos caçadores no equilíbrio dos ecossistemas:

Do lado da Federação das Associações de Caçadores da 1ª Região Cinegética, o presidente João Alves defende que as políticas públicas para o setor devem ter em conta as realidades regionais e não ser decididas de forma centralizada:

João Alves sublinha ainda o peso económico do setor cinegético e o seu contributo para o desenvolvimento do interior do país, defendendo um maior reconhecimento político desta atividade:

A Federação pretende reforçar o diálogo institucional e utilizar eventos ligados à caça como plataformas de afirmação do setor a nível nacional e internacional:

A valorização da caça e o reconhecimento do impacto económico do setor cinegético marcam assim o debate em torno desta atividade. Governo e representantes dos caçadores apontam para a necessidade de soluções concertadas, capazes de responder às especificidades regionais e de reforçar a sustentabilidade ambiental e territorial.

Cátia Barreira

…das tempestades... das guerras… ou do Apocalipse

Por: Fernando Calado
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


 O Apocalipse cumpre-se todos os dias neste périplo desgraçado da humanidade ao longo de um devir histórico penoso e cheio de contrariedades. 

Entretanto os Católicos espalhados pelo mundo entregam-se nas mãos redentoras de Jesus de Nazaré, num combate perene à filosofia satânica e cabalística. 

Os Muçulmanos, fiéis ao Alcorão revêem-se na mensagem do Profeta e na luta contra o Ocidente infiel e fonte de todo o mal. 

Os Budistas continuam o longo percurso das múltiplas reencarnações até alcançarem a iluminação, o Nirvana onde termina este penoso percurso do regresso à vida e começa a felicidade e a harmonia eterna. 

Os Maçons continuarão para todo o sempre a bater maçonicamente à porta do Templo e a encerrar os seus trabalhos à meia-noite em ponto, esperando que a sociedade caminhe para a igualdade, liberdade e fraternidade. 

A Opus Dei nas pegadas de São Josemaria Escrivá de Balaguer percorre, numa ortodoxia discreta, o caminho da santidade numa aposta clara no trabalho e no sofrimento. 

Os Templários fazem-se caminho na demanda do Santo Graal e da vida eterna, num incómodo contemporâneo com o Código Da Vinci. 

Os Judeus pacientemente esperam a chegada do Messias anunciado por Profetas antiquíssimos. 

E perante tudo isto, Deus olha a humanidade na sua diversidade, na sua alteridade, mas com objetivos comuns, de ultrapassar a precariedade humana e conquistar a eternidade seguindo por caminhos diversos. 

 Mas sem dúvida a “Besta” anda à solta para nosso desassossego e manifesta-se em tempestade medonhas,  em guerras violentas, em confrontos, nos conflitos étnicos e internacionais, na ameaça permanente da destruição nuclear, na ignorância dos Governantes, na corrupção dos poderosos, na violência… enfim, paremos por aqui… pois a “Besta” é enorme e infindável… e a dor e desespero da imensidão dos refugiados é um grito lancinante que brada aos céus…

Terminei…está um dia cinzento…um frio de morte entrou pela janela à mistura com esta chuva torrencial de Fevereiro . Foi a "Besta" que passou…neste crescer apocalíptico que dói, enquanto nós pouco fazemos para resistir à bestialidade mortífera que compromete, até ao final dos tempos, o futuro do Planeta e a dignidade humana.


Fernando Calado
nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança. 
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.

Para quem não teve oportunidade de assistir, disponibilizamos aqui o episódio do programa Linha da Frente, da RTP, que aborda o tema do contrabando e no qual o concelho de Miranda do Douro surge em destaque.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Bragança em Agenda - 2026

 Já está disponível o calendário anual com os principais eventos organizados e promovidos pelo Município de Bragança.
Cultura, tradição, desporto, economia e grandes momentos ao longo de todo o ano, para que munícipes, turistas, emigrantes e empresas possam planear 2026 com antecedência.

Consulte as datas e prepare a sua agenda.

Agenda disponível AQUI.

O Envelhecimento das Aldeias e a Herança Cultural


 As aldeias, desde sempre, têm sido núcleos fundamentais de cultura, tradição e memória coletiva. Memórias de um tempo em que a vida andava mais devagar, mas era também mais comunitária. No entanto, atualmente, todas as aldeias enfrentam um processo preocupante. O envelhecimento populacional e o despovoamento. Os jovens migram para cidades, ou continuam a emigrar, em busca de educação, emprego e oportunidades que as pequenas localidades não conseguem oferecer, deixando para trás uma população idosa que, por sua vez, guarda a memória viva desses lugares.

O envelhecimento das aldeias é um fenómeno demográfico mas também um desafio cultural. As tradições, os saberes e as práticas locais, desde o artesanato até a música, a gastronomia e as festas populares, dependem da transmissão entre gerações. Quando os jovens partem, corre-se o risco de que estas tradições se percam, transformando-se em memórias que só sobrevivem em fotografias, livros ou relatos orais. As casas vazias, os campos abandonados e os caminhos pouco frequentados tornam-se símbolos de uma cultura em risco de desaparecer.

Ao mesmo tempo, a memória dessas aldeias não deve ser entendida apenas como sendo passado. Essa memória é uma fonte essencial para construir o futuro. Projetos de revitalização cultural, turismo sustentável e promoção do património podem transformar o envelhecimento. A herança cultural, quando valorizada, pode servir como motor de desenvolvimento local. Museus comunitários, oficinas de artesanato, festivais de tradição e iniciativas de turismo rural permitem que a memória se transforme em ação, preservando a identidade da aldeia enquanto gera valor acrescentado e atrai novas visões e investidores.

A relação entre a memória e o futuro também se manifesta nas histórias das pessoas que permanecem. Os idosos das aldeias são guardiões de narrativas, saberes agrícolas e receitas tradicionais. São eles que mantêm viva a língua e os dialetos, as crenças e as práticas religiosas que moldaram a identidade comunitária. A escuta ativa e o envolvimento desses cidadãos mais velhos em projetos educativos e culturais tornam-se, portanto, essenciais. A memória não pode ser apenas um objeto de estudo, deve ser incorporada na vida presente e usada como alicerce para o desenvolvimento futuro.

Refletir sobre “memória e futuro” implica pensar em soluções integradas. O envelhecimento das aldeias revela a necessidade de políticas públicas que promovam emprego, habitação acessível, transportes, saúde e comunicação, permitindo que os mais jovens retornem ou permaneçam. Significa também reconhecer que o património cultural é dinâmico, capaz de se adaptar sem perder a sua essência. O equilíbrio entre preservar tradições e criar oportunidades modernas é o verdadeiro desafio, é necessário que a aldeia do futuro não seja somente uma lembrança, mas um lugar vivo, onde a memória e a inovação coexistam.

A herança cultural das aldeias não deve ser vista como um peso ou uma nostalgia, mas como uma fonte de inspiração para o futuro. A memória coletiva, preservada e valorizada, pode servir de ponte entre gerações, garantindo que, mesmo diante do despovoamento, as aldeias continuem a existir como lugares de identidade, memória e esperança. O futuro dessas comunidades depende da capacidade de transformar a lembrança do passado em ação presente, garantindo que as suas histórias continuem a ser contadas, vividas e reinventadas por muitas mais gerações.

O investimento do Estado, Governo e Autarquias, no nosso meio rural, é urgente e a última solução. Está para breve a confirmação do que parecia brincadeira... "Portugal é Lisboa e o resto é paisagem".

HM

Praça da Sé - BRAGANÇA


O TEMPO EM QUE O MUNDO PERDEU O SOM

Por: Maria da Conceição Marques
(Colaboradora do "Memórias...e outras coisas...")


Os dias passam como casas abandonadas: entro, olho em volta, e não encontro ninguém.

Trago o coração cansado, como um pássaro que esqueceu para onde se voa, e mesmo assim continua a bater as asas.

Não por esperança, mas por hábito.

Há uma tristeza mansa, dessas que não gritam, apenas se sentam ao nosso lado e ficam.

E eu fico também, à espera de que a luz se lembre de mim e volte a dizer o meu nome.


Maria da Conceição Marques
, natural e residente em Bragança.
Desde cedo comecei a escrever, mas o lugar de esposa e mãe ocupou a minha vida.
Os meus manuscritos ao longo de muitos anos, foram-se perdendo no tempo, entre várias circunstâncias da vida e algumas mudanças de habitação.
Participei nas coletâneas: Poema-me; Poetas de Hoje; Sons de Poetas; A Lagoa e a Poesia; A Lagoa o Mar e Eu; Palavras de Veludo; Apenas Saudade; Um Grito à Pobreza; Contas-me uma História; Retrato de Mim; Eclética I; Eclética II; 5 Sentidos.
Reunir Escritas é Possível: Projeto da Academia de Letras- Infanto-Juvenil de São Bento do Sul, Estado de Santa Catarina.
Livros Editados: O Roseiral dos Sentidos – Suspiros Lunares – Delírios de uma Paixão – Entre Céu e o Mar – Uma Eterna Margarida - Contornos Poéticos - Palavras Cruzadas - Nos Labirintos do Nó - Uma Paixão Improvável.