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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 19 de maio de 2026

Ontem decorreu, nas instalações da Academia da CVP de Bragança, a primeira sessão da segunda edição das Academias J.

 A ação, intitulada “Educação não formal: no lugar do outro”, contou com a participação de jovens provenientes de Timor-Leste, Cabo Verde, Paquistão e Portugal, promovendo um espaço de interação, partilha de experiências e aprendizagem entre jovens, independentemente da sua origem.
Esta iniciativa reforça a importância da diversidade e da inclusão, reunindo jovens com diferentes percursos e realidades, num verdadeiro espírito de entreajuda e compreensão mútua.

As Academias J são um projeto desenvolvido pelo Núcleo de Ação Juvenil de Voluntariado da nossa organização.

Se queres fazer parte deste projeto, entra em contacto através do e-mail: braganca.juv@cruzvermelha.org.pt

LITERATURA E POLÍTICA

Por: Ernesto Rodrigues
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")

No pretexto do lançamento de GOLPE DE ESTADO, discorri sobre "Literatura e Política" na minha obra (1973-2026).


 LITERATURA E POLÍTICA

Reflicto, desde a estreia em livro, em 1973, sobre as questões do Poder, mais evidentes no teatro, no jornalismo, na cronística e na dezena de romances editados. Inauguro-me, aos 16 anos, com “Poemas em café democrata”. Podemos imaginar o que este qualificativo ‘democrata’ significava junto das autoridades civis, militares e religiosas (como então se dizia) de uma cidade fechada como Bragança. Mas também descrever, em verso solto, o parto de um animal ou o destino de prostituta chocava essas mentalidades. Em 55 anos de versos, reflecti sobre o nuclear, tragédias no Mediterrâneo ou na Indonésia, abandono da Somália ou do Sudão pelas nossas consciências distraídas, derrames do Mal em Gaza, Ucrânia vítima putinesca, etc.

Ainda em 1973, escrevi a primeira de onze peças editadas em 2021. Abre com uma manifestação após funeral de emigrante regressado a casa, cujo filho universitário é perseguido pela polícia política. Nos cartazes, lê-se: «Só queremos respirar!» A última peça, “Pandemia”, fecha esse ciclo de uma arte da respiração, como defino a liberdade. A terceira peça, O Golpe (1975), coloca frente a frente uma direita autocrática no poder minada pela extrema-direita, face a extrema-esquerda pouco menos do que impotente. Alarga-se esse título no romance Golpe de Estado (2026). 

Em 1972, escrevo um primeiro conto sobre a emigração portuguesa em França, o cinismo de quem domina o corpo de outrem e como se faz justiça, minha preocupação maior, pois, citando o livro bíblico dos Provérbios, 14: 34, «A justiça é a grandeza das nações». Ou das pequenas comunidades, como disse na novela de estreia, Várias Bulhas e Algumas Vítimas (1980), ao mostrar a revolta de uma assembleia de freguesia contra junta discricionária que matava os seus à sede. Inspirei-me nas primeiras eleições autárquicas antecipadas que o país conheceu, em 1978, na minha Torre de Dona Chama, e Torre de Dona Chama será título de romance (2013) sobre um jogo de forças com vitória da razão sobre a prepotência. É este o corolário do meu último romance. Antes, porém, um passeio por outras ficções.

Fiz, em A Serpente de Bronze (1989), uma analogia entre o desastre de Alcácer Quibir (1578) e a falhada revolução húngara de 1956, propondo uma União Europeia do Tejo aos confins europeus, concretizada em 2004. Se reconheço uma permanência sebástica no nosso imaginário, esse «príncipe das sombras» é absorvido por outros eventos e heróis de facto, até ao regresso pátrio de Camões cumulado no 25 de Abril, quando termina a acção: «Terna melodia repassa o país.»

A presença turca na Europa do século XVI justificou um nicho de resistentes em Bled, na Eslovénia, entre os quais o nosso primeiro gramático, Fernão de Oliveira, em O Romance do Gramático (2011). Eles preservam a cultura humanista ocidental, enquanto Oliveira, mais tarde regressado de Londres a Lisboa, defende a liberdade de Henrique VIII contra a Inquisição, que o prende nos Estaus.

A História de uma cidade e de momentos altos do país medievo está em A Casa de Bragança (2013), cujo núcleo assenta no casamento de Pedro e Inês nesta cidade.     

Passos Perdidos (2014) denuncia comportamentos de uma Assembleia da República inflada de inúteis e pouco produtiva, quadro a completar com a séria distopia de O Bom Governo (2024), um executivo de cem ministros (do Betão, da Apneia, da Renda de Bilros, da Amnésia, das Boas Intenções, etc.), cada um com cem assessores, quando se exige administração saudável conduzindo ao governo de nós mesmos, sem infantilizar a nação, sem favoritismos, nem desigualdades gritantes.

A presença ocidental no Afeganistão e a saga dos refugiados – presença cínica, desculpando-se em danos colaterais contra civis – estruturam Uma Bondade Perfeita (2016), cuja violência se revê no Moçambique de Um Passado Imprevsível (2018), opondo o tráfico de bebés à paternidade responsável.

As lutas liberais e seus efeitos na abolição da pena de morte, em Portugal, e da escravatura, no Brasil, alicerçam A Terceira Margem (2021), uma história de 266 anos, entre 1756 e 2022, modo de celebrar a independências de uma nação, como independentes devem ser todas. 

Enfim, a invasão da Ucrânia serviu, em Liliputine (2023), para um olhar de conhecedor sobre as vicissitudes centro-europeias desde a morte de Estaline (1953), com os tanques soviéticos em Budapeste e em Praga, a fragmentação da Jugoslávia e, em contraponto, a democracia possível, mas respeitosa, do Ocidente. Biografo o liliputiano Putin, cujo 1,68 se sonha Pedro, o Grande, com 2,03…

Golpe de Estado centra-se num quadro sociológico e político que ameaça a liberdade em cada segundo.     

Florescem grupos e forças políticas revanchistas para os quais a democracia é um estorvo, o pensamento é um luxo inútil, a intimidade exige controlo alheio e a linguagem tem de ser policiada. A mentira, ou desinformação, recobre essa aliança dos que se dizem ‘verdadeiros patriotas’, mas ignoram a História, e, entre vários bodes expiatórios, apontam às mulheres, que visam prender em casa, e às minorias, que sonham pisar, sobretudo se diferentes no género e imigrantes. É a masculinidade tóxica, o supremacismo de aviário, violento, preconceituoso, fanático, dito purificador, cuja hipocrisia deve ser denunciada. Envenenam o Parlamento, defendem grupúsculos nacionalistas de coloração neonazi, invadem alegremente as redes digitais e analógicas. 

Em Golpe de Estado, a manipulação contra a Esquerda serve-se de vidas humanas para maior credibilidade, quando o grupo 1128 já explorara a imigração ilegal e o partido Alto! defendera causas medievais. É um romance na ordem do dia, que augura o pior, mas acredita na justiça em segurança. 

Alegando assumir a dívida externa do país, um oligarca mina a acção do governo. O projecto de reversão democrática falha, não o apoio a grupos neonazis que ensaiam um golpe de Estado, contrariado por deduções de um tradutor e autor policial. Num terceiro momento, esse mentor investe no monopólio da desinformação, ao corroborar as bandeiras da extrema-direita – remigração, insegurança, nacionalismo identitário –, mas crimes antigos levam um inspector a cortar a cabeça desta hidra.

Dezenas de personagens convivem neste tríptico romanesco, alertando para a ascensão de um extremismo sem valores, qual Polifemo de um só olho, impondo a sua verdade, única. Quando a democracia formal se tornar eufemisticamente iliberal, os bárbaros – afirmadas ‘pessoas de bem’, no desprezo das minorias e de quem é contra – entraram na cidadela.

Sem o jogo das relações interpessoais, contudo, este romance seria um libelo. Distopia política (ou talvez não), história de amor e solução detectivesca organizam-se em narrativas de primeira e terceira pessoas segundo montagem cinematográfica apoiada em diálogos vivos, onde a brevidade e secura do verbo não rasuram as emoções que nos alimentam. Desenvolvo o entrecho.

Um narrador-protagonista conta como Nelson C., director e proprietário do semanário digital Última Hora, actua na oposição, e como tão bem conhece os «ângulos de cada traidor togado de ministro. Conhecia-os bem, e demorou-se no da Juventude e Desporto, nem jovem, nem desportista, salvo na treinada ginástica de virar garrafas de champanhe, bebida invasora com perda de divisas. Acendia o cachimbo e a risada em cada parágrafo.» Acolitado pelo chefe de redacção Bernard De Vasconcelos, chantageia o governo de coligação tripartida, servindo-se do ministro das Finanças, a quem oferece entrada em casa eufemisticamente dita de massagens, um segmento do seu vasto império. Simultaneamente, promete saldar a DÍVIDA EXTERNA (título da primeira parte, primeiro golpe), impondo medidas draconianas: reduzir a pressão da água, a potência da luz, o fluxo de gás e a velocidade dos transportes públicos, nestes triplicando o preço dos bilhetes; um imposto sobre os bens de consumo; quintuplicar os vencimentos da polícia e decuplicar o estado policial; e uma série de abusos legais, para recreio dos tudólogos. Rosto de forças desconhecidas, visa, também, a presidência do Banco nacional. 

Não olha a meios, seja mandar matar o ministro da Juventude e Desporto ou o redactor César Ruiz, responsável pelas páginas de Cultura e alegado autor do folhetim Os vendilhões da pátria. Mata-se em causa própria, fazendo crer vingança do Estado, a fim de criar uma atmosfera constrangedora de governação também promíscua na relação sentimental do primeiro-ministro com a líder do segundo partido coligado. Em síntese, «O novo governador do Banco nacional arrastou secretário e guarda-costas: detentor de parte substancial da dívida externa do país, está nas suas sete quintas, após obrigar à demissão do primeiro-ministro (por razões de saúde, segundo comunicado), a que se alcandorou, acumulando, o ministro das Finanças. Em dois meses, minaram o governo e o país.»  

O narrador, estagiário de 25 anos redactor da secção de Lazer e Entretenimento, percebe, através da namorada, Eugénia Santos, estagiária em escritório de advogados, que partem daqui as leis governamentais decididas por Nelson C.; cumpliciado com a designer Eulália Sepúlveda, que o reconhece da comum orfandade em internato, e temendo má sorte, passam-se ao jornal da deputada Giselle Santos Brown, onde, com aquele mesmo título, Os vendilhões da pátria, sai novela-denúncia, que desfaz os projectos do predador. 

Mostrei, em Liliputine, como Ceausescu pôs a dívida externa da Roménia em zero, conjugando os maiores disparates, que um povo faminto não reconheceu, ao fuzilá-lo – a ele e à mulher. Isso, sim, era uma real distopia, de que se aproximam as medidas por mim imaginadas.

Esta primeira parte decorre entre 3 de Janeiro e 15 de Março. 

A segunda, GOLPE DE ESTADO, entre 17 de Março e 1 de Maio; é a reincidência de um predador agora perdedor apoiando neonazis, cujas contradições teóricas (História nacional colectora de imigrantes, ao contrário do que julgam) e práticas (tráfico e prostituição de estrangeiras) aquele narrador desvela, numa prosa mais dialogada. 

Começa com a perseguição do líder do grupo 1128, Marco, a duas imigrantes indocumentadas da Crimeia ocupada, Larysa mãe e Larysa filha, de oito anos. Mal saídas de comboio matinal, fugindo avenida fora, aquela abandona a filha a um transeunte que volta para casa do passeio. É Gonçalo Santos, autor de policiais muito conhecido (ver a emoção da jovem Teresinha e pais), que se socorre do amigo João Meneses – médico, detentor de clínicas associado a uma viúva nórdica, Ingrid –, para consulta à menina abandonada pela mãe. Ingrid Larsen conhece Gonçalo Santos de nome, enquanto tradutor do seu pai, relação que se cimenta até ao final da obra, entre redescoberta do amor, feitos de gratidão e de generosidade no campo da saúde. É na distância – física, temporal, linguística – que ela se reconcilia com o pai.

Essa manhã, contudo, com ataques país fora do partido de extrema-direita Alto! assente em grupelhos supremacistas, é ensaio para algo maior, mais perigoso, anunciado por outras perseguições. Superintende um apelido agora completo, e significativo: Nelson Camarilha. Gonçalo começa a perceber um golpe ao ler, em semanário, textos codificados de incitação à luta armada assinados por Maria Mercês Faustina, uma comunista ex-companheira de faculdade, agora ideóloga neofascista.

A narrativa conta as deduções de Gonçalo e suas diligências para alertar as autoridades, em especial, o director nacional da polícia e o secretário-geral do Serviço de Informações de Segurança. Fá-lo através da amiga e influente Joana Pessanha, separada de João Meneses, enfim colocando o país de sobreaviso contra um golpe de Estado desencadeado, mas falhado. Confirmadas as deduções de Gonçalo, este explicará o seu raciocínio em jantar na casa de João e Joana, de novo reunidos, a que acorrem os responsáveis policiais e o Presidente da República. 

MANIPULAÇÃO vai de 20 de Outubro a 1 de Novembro, ou como comprometer David Brown na alegada morte de uma adolescente, Amanda, filha dos separados Bernard Alvarez de Vasconcelos (filha que não vê há 14 anos) e Olívia de Vasconcelos (antiga aluna de David Brown), neta de Camarilha, que prefere o genro à filha, e Elisabeth, que não acredita no crime de David Brown. A montagem é perfeita, com prisão, julgamento por tenro juiz (no final, corajoso) e termo e residência do ex-docente universitário, cuja filha, Giselle Santos Brown, e o filho adoptivo Victor Guimarães, inspector da Judiciária, vão salvar. 

Sobrepõe-se a guerrilha da desinformação em várias frentes, alimentada por Bernard e pelo jornalista Lucas Evangelista (de facto, Gabriel Martim, falso arcanjo Gabriel), filho de Camila Evangelista, técnica de saúde. Esta personagem revela-se em modo diferido, percebendo-se, então, a sua importância no enredo. Mais presente, Bianca Ruiz, secretária de Camarilha e sobrinha do assassinado jornalista César Ruiz, tem a sua história e um desígnio, felizmente atalhado por Victor Guimarães. As origens de Bianca e de Victor, conhecido de Camarilha e David Brown, são reveladas por este. 

Uma adolescente estrangeira, também sequestrada em quinta, aparece morta. Ainda desaparecida Amanda, a amiga de escola Andrea, filha de Alice Norton, sente-se cúmplice, com remorsos, e sucida-se. Somam-se ataques à Esquerda, representada em David Brown; juntam-se à festa de demolição de carácter os nacionalistas de Camarilha, intermediado pelo também traficante de droga Bernard Alvarez, promotor da trama, melhor, tramóia. 

A pouco e pouco, a investigação policial transmitida pelo inspector a Giselle Brown equilibra o enredo; resolve a equação em risco com uma atenta dona Celestina, vizinha de Lucas Evangelista; ilumina a conspiração e seus motivos. Almoço celebra a sentença judicial, até ao desenlace frente à campa de Eduardo Guimarães, pai do inspector e colega de David Brown… 

Está aprazado almoço natalício com Victor e Bianca, Giselle e pai David Brown, o cunhado Gonçalo Santos e mulher Ingrid, a há muito afastada filha Eugénia Santos e namorado-narrador, «modesto organizador destas prosas». Giselle e Ingrid vão surpreender David com o regresso da esposa separada, assim espelhando a conjugação João Meneses e Joana Pessanha, por arte de Gonçalo Santos. Fez-se justiça, também nas relações familiares.  

Ameaça-nos um reino ubuesco desde a primeira palavra, evocando o MERDRE de Ubu Roi (1898), peça de marionetas de Alfred Jarry (1873-1907), inventor da Patafísica, «la science des solutions imaginaires». É um retrato cru e triste de país invadido pelo turismo, país regularmente leiloado, que tarde se espanta de uma dívida vendida não se sabe a quem: 

O país onde nasci foi leiloado no último conselho de ministros. Diferiam as propostas no tamanho da letra: ganhou o corpo maior, dada a miopia do governo. 

É um executivo de Direita inclinado para a extrema-direita. A Esquerda diverte-se em joguinhos de vaidade. Há sinais de um golpe de Estado neofascista em curso; crêem ingénuos que não.  

Nos termos do clausulado mais legível, a dívida externa será paga em vinte e cinco anos, com sacrifício geral. Costuma ser assim. Segundo uma fonte, «a nação aplaude medida patriótica, antes de aceder ao paraíso na Terra». Neste propósito,  «limpa desvarios e ensaia um novo porvir». E eu que me julgava no jardim das delícias…

A equipa mantém-se em funções, «até falsificar o próximo acto eleitoral, eternizando-se», acrescenta um especialista em sondagens. «É um governo diminutivo, um conselho de ministros que empequenece o nosso dicionário de valores», considera um deputado da oposição. «Merecia ser executado», sussurra colega.  

Este acusa os governantes de crime de lesa-pátria, ao enriquecerem com empréstimos desviados para offshores e entregarem chão limpo ao investimento predador de sociedade sem rosto. «Vão-se os dedos, ficam os anéis dourados», traduziu um joalheiro. Um administrador-delegado vai supervisionar as finanças públicas.

É um país de interior vazio, vendido às praias privatizadas pelo estrangeiro, que, apesar dos esforços criminosos de figurantes canibais, entrará nos eixos, evitando mais sangue e cumprindo justiça. Do mundo inconsequente dos artistas à política de alcova, da promiscuidade entre judiciário balofo e um polícia corrupto, da violência mobilizadora ao comentário unívoco (mas cómico, na dona Gardénia, no professor Zandinga), da encenação religiosa ao jornalismo enganoso vai um passo – e o abismo logo ali.

A moral esconde-se na linguagem hipócrita, censória, exclusiva (mais sensível no tocante à raça e ao género, à distinção entre bons e maus patriotas), alfobre de insultos ideológicos e baixos instintos. Em defesa de um 25 de Abril dignificador, que um estilo irónico e partidário acompanha, vela-se pela liberdade em segurança e combate-se o retrógrado: «Uma deputada do Alto! não conseguia calar a fúria, fervendo em bocas baixas, e, pedindo a palavra, considerou a necessidade de manter a mulher em casa, mãe e educadora, ser corpo amável ao dispor do marido, libertando os empregos, donde viria sustento suficiente.»

Nos meus romances, há um processo de vida dos mesmos romances: a visão oblíqua, à Escher, que nos obriga a um lento recentramento. Não devemos tirar conclusões imediatas, pois o que parece não é. O foco incide sobre todos, mas só ilumina e particulariza a verdade muito à frente. O caso mais evidente é a tensão entre Bianca Ruiz e Victor Guimarães. No final, águas ideológicas bem separadas, faz-se justiça.

Ernesto Rodrigues (Torre de Dona Chama, 1956) é escritor e professor universitário.

Estamos a preparar o futuro de Bragança

 Recebemos a visita do Secretário de Estado do Turismo, do Presidente do Turismo de Portugal e do Presidente da Associação de Turismo do Porto e Norte de Portugal, num momento de diálogo e trabalho conjunto em prol do desenvolvimento do nosso território.

Encontro de Gerações 2026. Confirmar a presença até ao dia 21 de maio 2026

Ação de Sensibilização – Prevenção e Combate ao Cancro - OUTEIRO

 No próximo dia 22 de maio, a Cruz Vermelha Portuguesa – Delegação de Bragança, em parceria com a Liga Portuguesa Contra o Cancro de Bragança, irá dinamizar na freguesia de Outeiro uma ação de sensibilização dedicada à prevenção e combate ao cancro.

Data: 22 de maio
Hora: 14h15
Local: Junta de Freguesia de Outeiro

Contamos com a presença de todos para uma tarde de conhecimento, aprendizagem e partilha sobre um tema tão importante para a saúde de todos nós.

Juntos, informar é prevenir.

Passeio Micológico - OUTEIRO

ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA D. DINIS LEVA VILA FLOR AO PALCO INTERNACIONAL EM TORNEIO DE ELITE NO REINO UNIDO

 A Associação Desportiva D. Dinis (ADD), de Vila Flor, marcou presença internacional ao participar no prestigiado torneio e seminário World Masters, realizado nos dias 16 e 17 de maio, no Reino Unido, uma competição de referência que reúne alguns dos mais destacados praticantes de artes marciais a nível mundial.


Este evento de elite, dedicado à excelência nas artes marciais, proporcionou aos atletas da ADD a oportunidade de integrar um contexto competitivo e formativo de elevado nível, enfrentando e partilhando experiência com nomes consagrados da modalidade.

A Associação Desportiva D. Dinis tem vindo a afirmar-se localmente pelo seu trabalho consistente na formação de jovens atletas, nomeadamente nas disciplinas de formas, combates ao ponto e técnicas de defesa pessoal. A participação no World Masters surge, assim, como o culminar de um percurso assente na dedicação, disciplina e resiliência dos seus praticantes e equipa técnica.

A presença da comitiva vilaflorense neste palco internacional representa um marco relevante no processo de internacionalização do clube, refletindo o trabalho desenvolvido ao longo dos anos e a aposta contínua na evolução desportiva dos seus atletas.

O Município de Vila Flor congratulou publicamente a direção, equipa técnica e atletas da ADD pela participação no evento, sublinhando o orgulho em ver representado o concelho numa competição mundial e o contributo dado para a divulgação do nome de Vila Flor através de demonstrações marcadas pela disciplina, controlo técnico e rigor marcial.

Jornalista: Maria Inês Pereira
Foto:DR

Autarca de Alfândega da Fé critica falta de estratégia dos governos para combater despovoamento

 Autarca elogia o trabalho do poder local nos últimos 50 anos, mas aponta o dedo aos sucessivos Governos pela falta de visão estratégica para promover a coesão territorial.


O Presidente da Câmara de Alfândega da Fé reconhece que ter sido “vital” o papel do poder local no desenvolvimento dos territórios de baixa densidade, desde 1976, altura em que se realizaram as primeiras eleições autárquicas.. “Não existia qualquer serviço básico de apoio, saneamento, água potável, as acessibilidades eram horríveis, ou eram quase inexistentes”, lembra Eduardo Tavares.

O trabalho dos Municípios levou a uma “transformação notável, ao nível dos equipamentos básicos, equipamentos ligados à economia, dos nossos mercados, dos recintos da feira, zonas industriais, equipamentos culturais, como casas da cultura e bibliotecas, os equipamentos desportivos, investimento na educação e outros”, conta.

No entanto, admite que o grande problema continua a ser o despovoamento. “Se por um lado, o concelho tem agora melhores condições, também não tem conseguido fixar pessoas”, lamenta.

O concelho perdeu mais de três mil habitantes nos últimos 50 anos e se os Municípios “fizeram o seu trabalho”, o autarca entende que isso não aconteceu da parte do Poder Central. “Os sucessivos governos não tiveram a estratégia capaz e suficiente para contrariar esta tendência que os nossos territórios tiveram nas últimas décadas”, acrescenta, dando o exemplo da Regionalização que, apesar de prevista na Constituição, “continua por implementar”.

O autarca de Alfândega da Fé, que está a cumprir o seu terceiro e último mandato, reclama do Poder Central um “maior compromisso” para aplicar as políticas públicas de uma forma justa para que seja possível a tão proclamada coesão territorial. “Temos assistido nas últimas décadas, a episódios pontuais de descentralização, que não vêm devidamente acompanhados por envelopes financeiros, e depois também por medidas desgarradas que não trazem coerência, nem têm sequência”, acusa.

INFORMAÇÃO CIR (Escrito por Rádio Terra Quente)

Certificação IGP da cereja de Lamas retoma percurso após período de estagnação

 O processo de certificação da cereja de Lamas como Indicação Geográfica Protegida voltou a avançar após vários anos de estagnação.


A iniciativa, que pretende valorizar e proteger a produção local, esteve parada devido à falta de apoios e de condições para desenvolver o trabalho necessário no terreno.

Nos últimos meses, o projeto ganhou novo impulso através da articulação entre o Município de Macedo de Cavaleiros e a junta de freguesia, permitindo retomar o processo técnico associado à certificação.

O presidente da Associação de Produtores de Cereja de Lamas, Paulo Pires, reconhece que o processo ainda se encontra numa fase inicial, mas sublinha a sua importância estratégica para o setor:

O responsável acrescenta que, apesar da morosidade do processo, já existe trabalho técnico em curso e a expectativa de que a certificação possa ser alcançada nos próximos anos.

Para os produtores, a IGP representa mais do que um selo de qualidade, assumindo-se como um fator de valorização do produto e de reconhecimento da sua origem:

O setor acredita que a certificação poderá reforçar a posição da cereja de Lamas no mercado, numa altura em que a valorização da origem e da qualidade assume uma importância crescente para os produtores locais.

Jodie Pinto

AHRESP quer abrir delegação em Bragança para estar próxima dos empresários

 A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) vai abrir uma delegação em Bragança no conjunto de quatro que pretende instalar em vários distritos até ao final do ano adiantou Carlos Moura, presidente desta entidade, na sessão de abertura da ação de informação e sensibilização, dedicada aos profissionais do canal HORECA, que se realizou na Escola Superior Agrária, esta segunda-feira.


“A AHRESP está onde estão as empresas. Atualmente temos 25 pontos, temos quatro distritos onde ainda não temos pontos, nomeadamente Bragança, Beja, Portalegre e Vila Real. Vamos conseguir concretizar este objetivo até ao final do ano. 

Uma delegação implica um espaço físico e dois colaboradores a tempo inteiro”, referiu Carlos Moura.

Glória Lopes

Sindicato indignado com autarquias por causa do matadouro do Cachão

 O SINTAB - Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal – denuncia a “total ausência de resposta” por parte das autarquias de Mirandela e Vila Flor, proprietárias do Matadouro Industrial do Cachão (MIC), um mês depois de ter solicitado uma reunião conjunta aos Presidentes de ambas as autarquias, na sequência das declarações públicas relativas a um eventual projeto de recuperação para a unidade de abate, exigindo que os trabalhadores, diretamente afetados pela insolvência, fossem informados sobre as intenções e soluções em estudo.


Este silêncio “representa um desrespeito pelos trabalhadores e pelas suas famílias, mas também pela própria população da região”, acusa José Eduardo, dirigente do SINTAB, acrescentando que, em seu entender, “ou não existe qualquer verdadeiro plano de recuperação, apesar das declarações públicas produzidas para consumo mediático, ou então pretende-se deliberadamente afastar os trabalhadores do conhecimento e discussão sobre o futuro da unidade”, diz.

Para o dirigente sindical, qualquer uma destas duas hipóteses “é grave”, alegando que os trabalhadores “continuam profundamente reticentes quanto às verdadeiras intenções do poder local, temendo não apenas pelos seus postos de trabalho, mas também pelo desmantelamento progressivo de uma estrutura absolutamente essencial para os produtores pecuários, comerciantes e economia regional”, sublinha.

Perante esta situação, o SINTAB adianta que vai solicitar “com caráter de urgência” uma reunião ao Administrador de Insolvência “procurando obter os esclarecimentos que as autarquias ainda não prestaram”, mas também pretende reunir com as associações de criadores de gado que dependem do Matadouro Industrial do Cachão e com as associações comerciais representativas dos agentes ligados à comercialização de carne bovina da região.

José Eduardo revela que todo este processo está a causar “muita apreensão” nos 23 trabalhadores do matadouro.

“Também parecem estar resignados porque normalmente nestas situações de insolvência, entendem que isto é já sempre a fase final de vida de uma empresa, e apesar de já termos um relatório de créditos aprovados por parte do administrador de insolvência, mas aquilo que os trabalhadores queriam mesmo era continuar a contar com o seu posto de trabalho, não era receber uma indemnização e serem atirados para o mercado de trabalho muitos deles já perto dos 60 anos, com escassas probabilidades de entrar no mesmo setor”, refere o dirigente sindical.

O SINTAB reitera que o MIC “é uma peça fundamental para a subsistência económica de Trás-os-Montes”, sendo indispensável não apenas garantir a sua manutenção, mas também reforçar a sua capacidade operacional e produtiva, acrescentando que essa responsabilidade “deve também ser exigida ao poder central”.

Fernando Pires

Feira do Livro regressa a Bragança no fim do mês de maio

 A Feira do Livro de Bragança decorre de 28 a 31 de maio, com epicentro no Corredor Verde do Rio Fervença, na Zona Polis, e ligação ao Jardim Dr. António José de Almeida.


A iniciativa vai reunir autores, leitores, livreiros, criadores e público em geral, numa programação dedicada ao livro e à criação literária.

Durante quatro dias, a Feira do Livro de Bragança propõe um percurso urbano de  encontro com a leitura, atravessado por apresentações de livros, conversas com  escritores, oficinas de ilustração, sessões para crianças, momentos musicais, poesia,  animação de rua e atividades para famílias.

“Podemos esperar, acima de tudo, muita conversa literária, muita cultura, muitas conversas interessantes com autores extremamente interessantes que têm trabalho produzido em Portugal e que vêm aqui também mostrar-nos um bocadinho do seu trabalho. Podemos ter conversas com os autores, interação com os autores e podemos ter uma coisa também muito importante: muitas atividades direcionadas com a ilustração, com a criatividade, com o livro em si” destacou Pedro Rego, vice-presidente da Câmara Municipal de Bragança.

Um dos elementos simbólicos desta edição passa pela utilização do Coreto do Jardim  Dr. António José de Almeida para vários momentos culturais.

A comunidade educativa e as famílias estarão no centro da programação. “Pretendemos também criar públicos e, principalmente, criar a necessidade de essa vontade nos públicos mais jovens de voltarem a ler, ou seja, a consumir livros, que é tão importante no crescimento da nossa personalidade”, apontou.

Pedro Rego explicou ainda o que distingue este evento do antigo Festival Literário, organizado pelo anterior executivo. “Entendíamos que o Festival Literário estava muito fechado para um público muito específico e nós pretendemos que o livro seja uma celebração para toda a comunidade, para os jovens, para os menos jovens”, frisou.

A par das diversas atividades, haverá venda de livros. “Vamos ter 12 stands no decorrer da Zona Polis, onde vão estar representadas as melhores e as maiores editoras do país com venda de livros, com uma proposta de venda de livros muito diversificada e também tivemos o cuidado de colocar os livros dos autores locais à venda nesta feira”, disse.

A Feira do Livro vai contar com dezenas de escritores nacionais como Raúl Minh’Alma, Joana Pestana, Rute Cancela, Rita Rovisco, Álvaro Cúria, entre outros. Localmente, destacam-se Fernando Calado e o padre António Estevinho Pires.

A abertura oficial da Feira do Livro realiza-se no dia 28 de maio, às 17h30, com a participação musical do Grupo de Gaitas e Gaiteiros do Conservatório de Música e Dança de Bragança (CMDB).

Freguesia de Torre de Moncorvo cria apoio à natalidade com cabaz até 150 euros

 A Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo vai apoiar as famílias, com o programa “Nasci em Moncorvo”, através de um cabaz de bens essenciais para o bebé até 150 euros.


Segundo o presidente da Junta de Freguesia, Carlos Cardoso, o apoio de incentivo à natalidade já está disponível. “A partir de agora podem inscrever-se a partir do 5º mês de gestação, para nós conseguirmos entregar o cabaz antes da maternidade”, explicou.

O cabaz inclui produtos de higiene e cuidados básicos, como cremes, fraldas, shampoo e outros artigos considerados que a Junta de Freguesia considera adequados, até ao valor máximo de 150 euros. “Em caso de nascimentos múltiplos, o apoio é atribuído em função do número de crianças”, lê-se no documento publicado em Diário da República.

O apoio foi aprovado na última Assembleia de Freguesia, no dia 14 de abril, onde foi aprovado o Regulamento de Apoio ao Programa “Nasci em Moncorvo”, um proposta da Junta de Freguesia apresentada a 15 de janeiro deste ano.

A medida surge devido ao “atual contexto socioeconómico, marcado pelo envelhecimento populacional, pela baixa taxa de natalidade e pelas crescentes dificuldades sentidas pelos agregados familiares”.

“Podem beneficiar dos apoios os agregados familiares residentes na freguesia de Torre de Moncorvo”, sublinhou Carlos Cardoso. Ou seja, “os progenitores, quando casados ou em união de facto, mães solteiras, quem, por decisão judicial ou administrativa, tenha a criança à sua guarda. E pelo menos um dos requerentes deve residir e estar recenseado na Freguesia de Torre de Moncorvo há, pelo menos, seis meses à data do nascimento ou adoção.

São igualmente elegíveis as situações em que a guarda da criança esteja confiada, por decisão judicial ou administrativa, a pessoa singular residente na freguesia.

A candidatura é apresentada mediante requerimento próprio, nos serviços da Junta de Freguesia. O prazo para apresentação da candidatura decorre a partir do 5.º mês de gestação e até 30 dias após o nascimento ou adoção da criança.

Posteriormente, as candidaturas são analisadas pelo executivo da Junta de Freguesia. Depois, a decisão será comunicada por escrito ao requerente no prazo máximo de 30 dias após a entrega completa do processo.

O documento publicado em DR refere ainda que “os apoios previstos no Programa “Nasci em Moncorvo” podem ser atribuídos com efeitos retroativos aos nascimentos ocorridos a partir de 12 de outubro de 2025, desde que se encontrem reunidas todas as condições previstas no presente Regulamento”.

Na próxima sexta-feira, dia 𝟐𝟐 𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐢𝐨, às 21h00, terá lugar na 𝐁𝐢𝐛𝐥𝐢𝐨𝐭𝐞𝐜𝐚 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥 𝐀. 𝐌. 𝐏𝐢𝐫𝐞𝐬 𝐂𝐚𝐛𝐫𝐚𝐥 a apresentação dos livros “𝐎 𝐂𝐨𝐥𝐨𝐧𝐨” e “𝐎𝐬 𝐑𝐞𝐭𝐨𝐫𝐧𝐚𝐝𝐨𝐬”, da autoria de 𝐀𝐧𝐭𝐨́𝐧𝐢𝐨 𝐌𝐚𝐧𝐮𝐞𝐥 𝐁𝐚𝐩𝐭𝐢𝐬𝐭𝐚. A sessão contará com a apresentação do Professor José Coutinho e da Professora Hermínia Mesquita.

 O 𝟐𝟓 𝐝𝐞 𝐚𝐛𝐫𝐢𝐥 𝐝𝐞 𝟏𝟗𝟕𝟒 𝐞 𝐨 𝐩𝐫𝐨𝐜𝐞𝐬𝐬𝐨 𝐝𝐞 𝐝𝐞𝐬𝐜𝐨𝐥𝐨𝐧𝐢𝐳𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐀𝐧𝐠𝐨𝐥𝐚, que se seguiu, tiveram implicações relevantes não só para os naturais de Angola que ali permaneceram, mas também para aqueles que se viram forçados a regressar a Portugal, os retornados. Estes viveram 𝐦𝐨𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐢𝐧𝐬𝐞𝐠𝐮𝐫𝐚𝐧𝐜̧𝐚, 𝐝𝐞 𝐚𝐦𝐨𝐫, 𝐝𝐞 𝐩𝐞𝐫𝐝𝐚 𝐝𝐞 𝐩𝐚𝐭𝐫𝐢𝐦𝐨́𝐧𝐢𝐨 𝐞 𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐜𝐞𝐢𝐨𝐬 𝐟𝐚𝐜𝐞 𝐚 𝐮𝐦𝐚 𝐫𝐞𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐩𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮𝐞𝐬𝐚 que muitos desconheciam, mas que ajudaram a transformar e a melhorar.

Para conhecer ou relembrar aquela realidade, gostaríamos de contar com a sua presença.

🎭 𝐌𝐢𝐫𝐚𝐧𝐝𝐚 𝐝𝐨 𝐃𝐨𝐮𝐫𝐨 𝐫𝐞𝐜𝐞𝐛𝐞 𝐚 𝟏.ª 𝐁𝐢𝐞𝐧𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐓𝐞𝐚𝐭𝐫𝐨 𝐏𝐨𝐩𝐮𝐥𝐚𝐫 𝐌𝐢𝐫𝐚𝐧𝐝𝐞̂𝐬 🎭

 Nos dias 20, 22 e 23 de maio de 2026, o concelho de Miranda do Douro será palco da primeira edição da Bienal de Teatro Popular Mirandês, uma iniciativa promovida pela Associação Tradifols, Artes & Ritmos, dedicada à valorização e preservação de uma das mais genuínas expressões culturais da Terra de Miranda.
Ao longo de três dias, haverá workshops, tertúlias, colóquios, arruadas e visitas guiadas, envolvendo grupos de teatro, investigadores, artistas e comunidade local, num encontro que celebra a memória, a identidade e as tradições do Planalto Mirandês.

Consulte o programa completo no cartaz.

“Quadros que cúntan, lhembráncias que quédan”

“𝗛𝗼𝗷𝗲 𝗛𝗮́ 𝗘𝗻𝘀𝗮𝗶𝗼” 𝗹𝗲𝘃𝗮 𝗵𝘂𝗺𝗼𝗿, 𝗺𝘂́𝘀𝗶𝗰𝗮 𝗲 𝗰𝗮𝗼𝘀 𝗮𝗳𝗶𝗻𝗮𝗱𝗼 𝗮𝗼 𝗽𝗮𝗹𝗰𝗼 𝗱𝗮 𝗖𝗮𝘀𝗮 𝗱𝗮 𝗖𝘂𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮 𝗱𝗲 𝗔𝗹𝗳𝗮̂𝗻𝗱𝗲𝗴𝗮 𝗱𝗮 𝗙𝗲́

 O Grupo de Teatro TAFÉ sobe ao palco no próximo dia 23 de maio, pelas 21h30, no Auditório Manuel Faria, na Casa da Cultura Mestre José Rodrigues, em Alfândega da Fé, para a estreia da peça “Hoje Há Ensaio!”, uma divertida comédia musical que promete arrancar gargalhadas do princípio ao fim.

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 Estão oficialmente abertas as inscrições para a participação de bares, tasquinhas e street food na nossa próxima edição da Feira da Maçã, Vinho e do Azeite!
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 Está a chegar a Caminhada da Rota dos Moinhos, uma iniciativa da Bagueixe em Movimento que promete um sábado inesquecível em contacto com a natureza e o património local! 

Guarda já a data na tua agenda: Sábado, 13 de Junho de 2026

Bagueixe

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Sessão de Esclarecimento de Ingresso e de Carreira no Exército Português - VIMIOSO

𝗙𝗲𝘀𝘁𝗶𝘃𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗦𝗼𝗹𝘀𝘁𝗶́𝗰𝗶𝗼 -19 e 20 de Junho - Torre de Moncorvo