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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Graça Morais- Doações ao CACGM - Bragança - Inauguração 22 de Outubro às 18 horas, com a presença da artista

 Apresento nesta exposição 121 obras doadas entre os anos de 2007 a 2025 ao Centro de Arte Contemporânea Graça Morais.

Uma doação é uma forma de celebrar a vida com amizade e gratidão.

Agradeço à Cidade de Bragança, autarquia que atribuiu por unanimidade o meu nome a este Centro de Arte, onde ao longo de dezoito anos tenho apresentado obras que revelam a minha pequena história que reflete as minhas interrogações sobre a Arte, as relações com a Vida, com a Sociedade e a Natureza na sua beleza e nas suas tragédias.

Que este legado em exposição no CACGM aproxime todas as pessoas que visitam este Centro, que se realizem encontros de amizade, de reflexão, de criação e de muita paz.

Desejo que estas obras se transformem em figuras de Salvação.

Graça Morais
Freixiel, 19 de Outubro de 2026

🚀 𝐁𝐫𝐚𝐠𝐚𝐧𝐜̧𝐚 𝐩𝐫𝐞𝐩𝐚𝐫𝐚-𝐬𝐞 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐚 𝐩𝐫𝐢𝐦𝐞𝐢𝐫𝐚 "𝐒𝐞𝐦𝐚𝐧𝐚 𝐝𝐚 𝐄𝐜𝐨𝐧𝐨𝐦𝐢𝐚 𝐞 𝐈𝐧𝐨𝐯𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨"!

 Foi apresentada hoje, no Brigantia Ecopark, a 𝐒𝐄𝐈 – 𝐒𝐞𝐦𝐚𝐧𝐚 𝐝𝐚 𝐄𝐜𝐨𝐧𝐨𝐦𝐢𝐚 𝐞 𝐈𝐧𝐨𝐯𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨.
Uma iniciativa que vai reunir empresas, talento, ciência e conhecimento, promovendo novas oportunidades e impulsionando o desenvolvimento económico da região.

De 27 a 29 de outubro, Bragança será ponto de encontro para o debate, a partilha de experiências e a reflexão sobre os desafios e oportunidades do emprego, empreendedorismo, investimento e inovação.

Entrada livre, lotada à capacidade da sala. Reserve o seu lugar AQUI.

𝐔𝐦𝐚 𝐁𝐫𝐚𝐠𝐚𝐧𝐜̧𝐚 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐢𝐧𝐨𝐯𝐚𝐝𝐨𝐫𝐚, 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐞𝐭𝐢𝐭𝐢𝐯𝐚 𝐞 𝐜𝐨𝐦 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐨𝐩𝐨𝐫𝐭𝐮𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬!

Saiba mais AQUI.

PSP REFORÇA FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL NO DISTRITO DE BRAGANÇA COM OPERAÇÃO «PLANETA AZUL II»

 Ações de controlo abrangeram resíduos, emissões poluentes e espécies protegidas, incluindo uma intervenção conjunta com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.


O Comando Distrital de Bragança da Polícia de Segurança Pública (PSP) realizou várias ações de fiscalização ambiental no âmbito da operação «Planeta Azul II», com o objetivo de reforçar a vigilância e o cumprimento das normas de proteção do ambiente.

As intervenções incidiram sobre diferentes áreas, nomeadamente a gestão de resíduos, as emissões poluentes e a proteção de espécies protegidas, setores considerados relevantes para a prevenção de infrações ambientais.

No decorrer da operação, a PSP promoveu ainda uma ação conjunta com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), reforçando a articulação entre entidades com responsabilidades na fiscalização e conservação dos recursos naturais.

A iniciativa integra o trabalho de fiscalização desenvolvido pelas autoridades para detetar eventuais irregularidades e contribuir para a preservação do património natural.

Com estas ações, a PSP reafirma o seu papel na defesa do ambiente, sublinhando que a proteção da natureza também passa pela fiscalização, pela prevenção de comportamentos lesivos e pelo cumprimento da lei.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: DR

PROGRAMA TALENTA ABRE CANDIDATURAS PARA APOIAR MULHERES EMPREENDEDORAS NA AGRICULTURA

 As mulheres com projetos ligados à agricultura e ao desenvolvimento rural já podem candidatar-se à 7.ª edição do Programa TalentA, uma iniciativa que pretende valorizar o empreendedorismo feminino e criar novas oportunidades de negócio no meio rural.


As candidaturas estão abertas até 31 de janeiro de 2027, com um prémio de cinco mil euros para o projeto vencedor.

Promovido pela Corteva Agriscience e pela Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), o programa disponibiliza apoio financeiro, formação especializada, aconselhamento profissional e oportunidades de divulgação. Além do prémio monetário, os três projetos finalistas terão acesso a ferramentas para desenvolver as suas ideias e reforçar a presença no mercado.

Criado em 2019, o TalentA procura responder a alguns dos desafios enfrentados pelas mulheres que empreendem em territórios rurais, nomeadamente as dificuldades de acesso ao financiamento, a falta de formação adaptada e a reduzida visibilidade de muitas iniciativas. A edição deste ano ganha particular relevância por coincidir com o Ano Internacional da Mulher Agricultora, reforçando o reconhecimento do contributo feminino para o setor agroalimentar.

Entre os exemplos de projetos distinguidos pelo programa está o KÓFI, de Anabela Seabra, vencedora da edição anterior em Portugal. Desenvolvido em Santarém, o projeto apresenta uma alternativa vegetal e sem cafeína ao café tradicional, produzida a partir de leguminosas portuguesas, como o tremoço.

As interessadas em participar na nova edição devem consultar as bases técnicas, reunir a documentação necessária e submeter a candidatura através do site oficial do Programa TalentA, até 31 de janeiro de 2027. A organização prevê anunciar os projetos vencedores durante março do próximo ano, após a conclusão do processo de avaliação.

Ana Luísa Lopes
Foto: DR

ABREIRO


Na serra de Santa Catarina, termo de Abreiro, concelho de Mirandela, 
há uma capela dedicada a Santa Catarina, erecta sob ruínas e restos de muralhas de povoação dos mouros (174). Adiante tratamos destas ruínas.
Há no termo de Abreiro um local com vestígios de civilização neolítica, chamada Arcã [47], e no povo um cruzeiro elegante, onde está o brasão de armas de Diogo de Mendonça Corte Real, ministro de D. João V [48], que foi quem mandou fazer a ponte de Abreiro sobre o Tua, composta de dois arcos, um dos quais gigantesco [49]. Diz a lenda popular que a ponte, a Arcã e o cruzeiro foram construídos de noite pelo diabo, que prometeu também fazer uma estrada da ponte à povoação, a troco da alma de uma moça que lhe entregaria para mais comodamente passar o rio, a fim de ir buscar água a uma fonte sita na margem esquerda.
Segundo as cláusulas do contrato, o diabo daria a ponte concluída numa só noite, antes de cantar o galo. Quando mais afanosa trabalhava uma legião de demónios, carregando, aparelhando e assentando pedras, cantou o galo. Que galo é? – perguntou o rei das trevas infernais. Galo branco – responderam-lhe. Ande o canto – ordenou ele. A breve espaço novo có-cro-có se ouviu. Que galo é? – tornou o mesmo. Galo preto. Pico quedo, vociferou ele. Faltava apenas uma pedra por assentar nas guardas da ponte e assim ficou, pois, por mais vezes que os homens a tenham lá colocado, aparece derrubada pelo diabo no rio na noite seguinte (175).
Na Idade Média, antes de ser bem conhecida a técnica construtiva dos grandes arcos, muitos desabavam, de onde a formação da lenda que atribui ao demónio os que via arrojados ou as obras de superior labor. São frequentes lendas idênticas, e é deveras interessante a que atribui também ao diabo a catedral de Colónia, a fim de conseguir a alma do arquitecto.
Realmente o arco da ponte de Abreiro era muito grande (foi derrubado pela grande cheia de 1909) e parecia lançado sobre um abismo (176).
O cruzeiro de Abreiro, obra de merecimento a um dos melhores do seu género da região bragançana, obedece ao tipo dos monumentos arquitectónicos chamados edículas. Consta de quatro pilares, ligados no alto por outros tantos arcos de pleno centro, que sustentam um tambor e respectiva cimalha, no qual se apoia uma cúpula, tudo de granito local, amarelento, aparelhado.
Toda esta armação, que não terá menos de oito a dez metros de altura, serve de suporte a uma imagem de Cristo e da Virgem, também de granito.
O fuste, todo ilustrado por caneluras, alternando com faixas, cai de um plinto, segundo os modelos clássicos.
A lenda popular, referente ao construtor, dimana de sustentar-se vai em duzentos anos, a cúpula apenas sobre os quatro pilares, sem se fender ou arrombar com eles.
Da Arcã falamos adiante, no artigo Antas (177).
A 27 de Agosto da era de 1343 (ano de Cristo 1305) doou el-rei D. Dinis ao grande comendador de Malta D. Frei Garcia Martins e sucessores a igreja de Santo Estêvão de Abreiro e o padroado dela (178).
Como por mais de uma vez temos de nos referir ao Dicionário do Padre Cardoso, julgamos conveniente transcrever as referências que lhe faz um grande arqueólogo. Diz ele: por três ocasiões no nosso país a classe paroquial prestou em comum relevantes serviços, informando os poderes superiores sobre o que havia de mais notável nas respectivas freguesias. A primeira foi pouco antes de 1747, e sobre as notícias fornecidas por todos os párocos de Portugal formou o Padre Luís Cardoso, a pedido de quem se executou esta obra meritória, um trabalho que ficou incompleto devido ao terremoto de 1775 [50], escapando só o que já estava impresso. Não desanimou o oratoriano, e em 1758 tinha outra vez em seu poder abundante material, também fornecido pelos párocos, que todavia não chegou a coordenar.
Esta colecção conserva-se manuscrita no Arquivo Nacional e dela se aproveitou João Maria Baptista para a execução da sua importante corografia.
Em 1862 procedeu-se a novo inventário de coisas notáveis: esse trabalho, que se conserva, talvez impropriamente, no Ministério das Obras Públicas, foi também de grande auxílio para aquele autor.
A parte propriamente corográfica das respostas aos interrogatórios de 1758 já foi completamente explorada por J. Maria Baptista. A parte antiquária foi também explorada por Emílio Hübner, que publicou as inscrições no Corpus Inscriptionum Latinarum, vol. II, Inscriptiones Hispaniae Latinae.
Borges de Figueiredo também de lá tomou alguns apontamentos como se vê na Revista Arqueológica, e da mesma forma se aproveitou O Arqueólogo Português (179).
Convém também pôr em relevo os serviços prestados às ciências arqueológicas pelo bispo de Bragança D. José Alves de Mariz com a publicação de notável pastoral sobre Arqueologia, de 15 de Outubro de 1897, que por forma brilhante concorreu para o incremento do Museu de Bragança (180).
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(174) CARDOSO, Luís – Dicionário Geográfico..., artigo «Abreiro». COSTA, António Carvalho da – Corografia Portuguesa, 1706, tomo 1, p. 447. Ver adiante o artigo Antas.
(175) Lenda igual se refere à Calçada de Alpajares, também conhecida por Calçada Mourisca, e à ponte a ela ligada, no termo de Poiares, concelho de Freixo de Espada à Cinta. A ponte, de um só arco, muito grande e de má serralharia, sem cimento, causa pasmo pela sua duração de tantos séculos. Ver O Arqueólogo Português, tomo 6, p. 41, onde se refere a mesma lenda aplicada a outra ponte.
(176) Sobre a ponte e o cruzeiro de Abreiro, ver o tomo VI, p. 2, 738 e 739, destas Memórias.
(177) Sobre Abreiro, ver BARROS, Henrique de Gama – História da Administração Pública em Portugal nos séculos XII a XV, 1896, tomo 2, p. 122.
(178) FIGUEIREDO, José Anastácio de – Nova Malta Portuguesa, parte 2, cap. 242°, p. 351, onde diz que a doação está no Livro 3° de D. Dinis, p. 46.
(179) VASCONCELOS, José Leite de, O Arqueólogo Português, vol. 2, p. 62.
(180) Idem, vol. 4, p. 58, e vol. 5, p. 44.
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MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA

Teodorico Ferreira dos Santos - Os Governadores Civis do Distrito de Bragança (1835-2011)

 28.novembro.1921 – 16.novembro.1923
BRAGA, 7.6.1884 – LISBOA, 28.1.1949

Oficial do Exército.
Governador civil de Bragança (1921-1923).
Curso da arma de Cavalaria.
Natural da freguesia de S. João de Souto, cidade e concelho de Braga.
Administrador dos concelhos de Chaves e de Guimarães. Governador civil de Bragança (1921--1923).
Filho de Vitorino dos Santos e de Joaquina de Lima.
Comendador da Ordem Militar de Avis (24.11.1920). Medalha Militar de Prata da Classe de Comportamento Exemplar (30.11.1917). Medalha da Vitória (11.11.1919). Medalha Militar de Prata da Classe de Bons Serviços (31.7.1925). Medalha Militar de Ouro da Classe de Comportamento Exemplar (29.2.1936).

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Seguindo a carreira militar, Teodorico Ferreira dos Santos assentou praça como voluntário em 31 de julho de 1902, no regimento de Cavalaria n.º 3. A 15 de novembro de 1907, atinge a patente de alferes, era então aspirante a oficial de Cavalaria n.º 4, e em novembro de 1908, foi nomeado professor do curso de habilitação para 1.os sargentos.
Em 1909, recebeu um diploma de missão honrosa pela alta classificação obtida no Campeonato de Cavalo de Guerra e dois anos depois foi louvado pelo zelo e aptidão que manifestou no ensino dos recrutas do contingente de 1910 da Escola Prática de Cavalaria, o primeiro de muitos louvores que receberia ao longo do seu percurso no Exército.
Em julho de 1911, passou a secretário da Comissão Técnica de Cavalaria, acumulando, a partir de agosto seguinte, com o cargo de vogal do Conselho de Administração da Fraternidade Militar. A 1 de dezembro desse ano, foi promovido a tenente e entre 1912 e 1913 foi ajudante de campo dos ministros da Guerra, generais Correia Barreto e Pereira Bastos.
À sua rápida ascensão na carreira militar após 1910 – recorde-se que, nesta fase inicial da República, não tinha ainda atingido os 30 anos de idade – não terá sido alheio o seu declarado republicanismo, elogiando publicamente o facto de Afonso Costa ter conseguido apresentar, pela primeira vez em muitos anos, um orçamento sem défice. Não era, porém, um afonsista e não deixava de lamentar e apontar as nefastas consequências da orientação jacobina daquele político, em especial para com a Igreja Católica, não por ele próprio ser católico, que não o era, mas pelo que de prejudicial tal orientação poderia vir a trazer ao regime. Os anos seguintes, como hoje sabemos, dar-lhe-iam razão.
Em outubro de 1915, foi nomeado ajudante da expedição a Moçambique, embarcando nesse mês para Lourenço Marques, onde permaneceu durante mais de um ano, como chefe da Secretaria Militar do Distrito de Moçambique, regressando a Lisboa em dezembro de 1916. Mas logo em julho de 1917, no mesmo mês em que alcançava a patente de capitão, regressava a Moçambique, agora como comandante da Esquadrilha de Aviação Expedicionária, que viria a travar combates aéreos contra as tropas alemãs, no contexto da Primeira Guerra Mundial, assumindo até janeiro de 1918 o comando das operações. Contou posteriormente Ferreira dos Santos que, embora o Exército português dispusesse de meios suficientes de ataque para passar o rio Rovuna, por imperícia, a operação correu mal. A par da impreparação, lamentava ainda as faltas logísticas que se sucediam. A título de exemplo, em dados momentos, os militares não dispunham de bombas; noutra ocasião, possuíam-nas, mas os aviões não estavam operacionais.
Terminada a Grande Guerra, esteve depois destacado em Timor, entre julho de 1919 e junho de 1920, para dirigir os serviços militares daquele território e exercer os cargos de comandante militar de Batugadé e comandante superior da Fronteira, recordando esse período com saudade, elogiando a “civilidade e o portuguesismo” da população timorense.
Era diretor da Polícia de Segurança do Estado quando, a 19 de outubro de 1921, teve lugar a tristemente célebre “noite sangrenta”, revolta radical de marinheiros e arsenalistas ocorrida em Lisboa, no decurso da qual foram assassinadas altas figuras do regime republicano, como António Granjo, Machado Santos e José Carlos da Maia. Chamado a pronunciar-se sobre tais acontecimentos, Teodorico dos Santos concluiu que o Estado espanhol teria estado por detrás da revolta, pelo desejo do seu chefe de Estado, Afonso XIII, provocar uma situação de anarquia no nosso País que lhe permitisse, a coberto da Sociedade das Nações, intervir em Portugal, sob o pretexto de pretender restabelecer a ordem interna.
Um mês após estes acontecimentos, a 28 de novembro de 1921, foi nomeado governador civil do distrito de Bragança, tomando posse do cargo dois dias depois e permanecendo no cargo durante dois anos, até 16 de novembro de 1923. No âmbito da magistratura administrativa, seria ainda administrador dos concelhos de Chaves e de Guimarães.
Encontrava-se em Bragança quando, a 19 de março de 1923, foi nomeado adjunto da 1.ª Divisão do Exército, e no ano seguinte foi nomeado vogal da comissão encarregada de propor as bases para a organização do Exército Colonial.
Aquando da revolta militar de 18 de abril de 1925, considerada como o ensaio geral do que viria a ser o Movimento de 28 de Maio de 1926, que instauraria a Ditadura Militar, Teodorico Ferreira dos Santos, conservando-se fiel às forças constitucionais, acompanhou o chefe de gabinete do ministro da Guerra, auxiliando-o na sua missão “e cumprindo as suas ordens com inteligência, zelo e dedicação”, como se lê no louvor que lhe foi então atribuído.
Pouco tempo depois do 28 de Maio de 1926, a 20 de novembro do mesmo ano, foi promovido a major. Mas a sua carreira conheceria um grande revés no ano seguinte, pela sua alegada participação no movimento revolucionário que procurou derrubar a Ditadura Militar – o que, tendo em conta a posição que já manifestara em abril de 1925, não surpreende –, ficando vários meses detido na Casa de Reclusão da 1.ª Região Militar e, depois de libertado, sendo afastado temporariamente do serviço e regressando a Algés, onde residia. Só regressou ao ativo em novembro de 1930, sendo então nomeado 2.º comandante interino do regimento de Cavalaria n.º 9.
A 20 de janeiro 1936, foi promovido a tenente-coronel e nomeado 2.º comandante do regimento de Cavalaria n.º 8. Em 26 de dezembro de 1938, foi promovido a coronel e no mês seguinte assumiu o comando pleno de Cavalaria n.º 8. Em novembro de 1939, foi nomeado comandante do regimento de Cavalaria n.º 5, em Aveiro, a última função que ocupou no Exército.
Quando chegou a altura devida, no dealbar da década de 1940, foi frequentar o curso para brigadeiro no Instituto de Altos Estudos Militares, em Caxias. Apesar de viver a poucos quilómetros daquele estabelecimento, resolveu, para mais inteiramente se dedicar ao curso, instalar-se no Instituto, decisão que viria a revelar-se dramática, pois ali contraiu uma grave doença de pele, vendo-se na necessidade de baixar ao Hospital da Estrela e, como tal, a perder o curso, ao qual já não regressaria, por uma junta médica o considerar incapaz para todo o serviço.
Pouco tempo depois, em 27 de maio de 1942, passava à reserva, vindo a falecer em Campolide, Lisboa, na residência da sua irmã, a 28 de janeiro de 1949, aos 64 anos, solteiro e sem geração. Encontra-se sepultado no cemitério de Carnaxide.

Circular de Teodorico Ferreira dos Santos a apelar à tomada de providências para evitar o recrutamento de emigrantes (1921)

Exmo. Senhor administrador do concelho,
Tendo chegado ao meu conhecimento que alguns empregados da repartição dessa administração têm andado em propaganda de recrutamento de emigrantes, o que é terminantemente proibido pelos artigos 10.º do decreto n.º 5 019 de 10 de maio de 1919 e 33.º do decreto regulamentar n.º 5 886, de 19 de junho de 1919, venho rogar a V. Exa. se sirva tomar as mais enérgicas providências para que cesse imediatamente tão antipatriótica propaganda e fazer ciente esses seus subordinados que, caso se averigue o desacatamento a esta minha prevenção ou se os mesmos funcionários se não abstiverem de qualquer ingerência que lhes é proibida conforme as circulares de 17 e 27 de dezembro de 1919, salva a sua intervenção determinada pelas leis, na concessão ou solicitação de passaportes de emigrantes, estou na intenção de lhes fazer aplicar rigorosa e implacavelmente as disposições penais do regulamento disciplinar dos funcionários públicos de 22 de fevereiro de 1913.
Saúde e Fraternidade.

Fonte: Arquivo Distrital de Bragança, Governo Civil de Bragança, Correspondência Expedida, circular n.º 14, 12 de dezembro de 1921.

Artigo de opinião a elogiar o combate de Teodorico dos Santos à prática do jogo (1922)

Sua Exa. o governador civil tomou as providências necessárias para acabar com a desvergonha da jogatina que por todos os cantos da cidade campeava impúdica.
Louvamos Sua Exa. e daqui lhe enviamos os nossos sinceros e calorosos aplausos.
Sua Exa., integrando-se na Lei, acaba de praticar um ato de elevada coragem moral.
Sim, porque o jogo nesta terra ia já tomando foros de instituição pública e… quase legal.
Sabemos que os profissionais do jogo andam fulos connosco, ameaçando-nos surdamente, dirigindo-nos sarcásticos epigramas e, o que é mais bonito, apregoando entre risadas equívocas, que mais cedo ou mais tarde acabarão com o Saboreano ou nos comprarão o nosso silêncio.
Bem-aventurados os pobres de espírito!
A nossa dignidade de jornalistas e de homens não se vende e será difícil fazer-nos calar enquanto houver nesta terra homens honrados que nos prestem o seu apoio.
Nós não publicamos este jornal para ganhar dinheiro com chantagens jornalísticas. Propusemo-nos uma missão de educação moral e social e, custe o que custar, havemos de ir até ao fim.
E, aplaudindo mais uma vez o gesto do Exmo. governador civil, mais uma vez gritamos: ABAIXO O JOGO.

Fonte: O Saboreano, n.º 3, ano I, 9.4.1922.

Fontes e Bibliografia

Arquivo Distrital de Bragança, Autos de Posse (1845-1928).
O Saboreano, n.º 3, ano I, 9.4.1922.
ALVES, Francisco Manuel. 2000. Memórias arqueológico-históricas do distrito de Bragança, vol. X. Bragança:
Câmara Municipal de Bragança / Instituto Português de Museus.
FERREIRA, João José Brandão. 2016. “A Aviação Nacional na I Guerra Mundial: uma actuação quase desconhecida”, in Revista Militar, 68.º volume, n.º 5.
CASTELO BRANCO, Fernando. 2000. “O coronel Teodorico Ferreira dos Santos e o 19 de Outubro”, in Os militares na sociedade portuguesa”: IX colóquio. Actas. Lisboa: Comissão Portuguesa de História Militar.
Ordens Honoríficas Portuguesas. Disponível em http://www.ordens.presidencia.pt.

Publicação da C. M. Bragança

ALFÂNDEGA DA FÉ PROMOVE ATIVIDADES SOBRE ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL JUNTO DOS ALUNOS

 O Município de Alfândega da Fé assinalou o Dia Mundial da Alimentação, celebrado a 16 de outubro, com um conjunto de atividades educativas dirigidas aos alunos do concelho, no âmbito da Semana da Alimentação.


As iniciativas foram dinamizadas pela nutricionista do Município, em colaboração com a Equipa da Educação, e tiveram como principal objetivo sensibilizar os mais jovens para a importância de uma alimentação saudável, equilibrada e variada.

Através de atividades lúdicas e pedagógicas, os alunos foram convidados a explorar diferentes temas relacionados com os hábitos alimentares. Entre as propostas estiveram «Come o Arco-Íris», que incentiva o consumo de alimentos de diferentes cores, «Mito ou Verdade?», dedicada à desconstrução de ideias sobre alimentação, e «Perguntas às nossas cozinheiras e à nossa nutricionista», que promoveu o esclarecimento de dúvidas junto de profissionais ligados à alimentação escolar.

Com esta iniciativa, o Município pretende reforçar a educação alimentar desde a infância, incentivando escolhas mais conscientes e a adoção de hábitos saudáveis no dia a dia.

Ana Luísa Lopes
Foto: DR

FESTA DO MENINO DE VILA CHÃ DE BRACIOSA INTEGRA INVENTÁRIO NACIONAL DO PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL

 A Festa do Menino de Vila Chã de Braciosa, no concelho de Miranda do Douro, foi distinguida na Sessão Comemorativa do Dia Internacional do Património Cultural Imaterial, que decorreu a 16 de outubro, na Casa das Artes, no Porto.


A cerimónia assinalou a inclusão desta tradição no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, em 2026, tendo a presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Helena Barril, recebido a placa comemorativa que formaliza este reconhecimento.

A distinção valoriza a importância cultural da Festa do Menino e o papel da comunidade de Vila Chã de Braciosa na preservação de uma tradição transmitida de geração em geração. Enraizada na identidade do Planalto Mirandês, esta celebração representa uma expressão do património imaterial da região, mantendo vivas práticas, memórias e costumes que fazem parte da história coletiva da comunidade.

A integração no Inventário Nacional constitui, assim, um reconhecimento do valor desta manifestação cultural e da importância de continuar a salvaguardar e transmitir às gerações futuras as tradições que marcam a identidade local.

Ana Luísa Lopes
Foto: DR

OS FIDALGOS - VILA NOVA e VILAR CHÃO

 VILA NOVA
1º JOSÉ DE SOUSA MACHADO e sua mulher D. Teresa de Morais naturais de Carvalhais, concelho de Mirandela, erigiram em 1740 uma capela, com vínculo de morgadio, dedicada a S. José e a Santa Teresa, em Vila Nova, concelho de Mirandela (635).
2º GONÇALO PIRES BARROSO, presbítero, natural de Martim, erigiu em 1726 uma capela em Vila Nova, concelho de Mirandela, onde residia, dedicada a S. Gonçalo (636).


VILAR CHÃO

1º ALEXANDRE JOSÉ DE ARAGÃO CABRAL, natural de Vilar Chão, capitão-mor da vila de Castro Vicente; cavaleiro professo na Ordem de Cristo, monteiro-mor da vila de Alfândega da Fé e da de Castro Vicente, comarca de Moncorvo.
Era filho de Damião de Morais Cabral, natural da vila de Castro Vicente, e de D.Maria de Sousa, natural de Vilar Chão.
Neto paterno de Alexandre José de Aragão Cabral, natural de Castro Vicente, e de D. Joana Freire, natural da vila de Chacim.
Neto materno de Domingos Alves de Sousa e de D. Isabel Martins.
Teve carta de brasão de armas a 25 Junho de 1763, que lhe concedia escudo partido em pala: na primeira as armas dos Cabrais e na segunda as armas dos Aragões. Por timbre o dos Cabrais, que é uma cabra do escudo, e por diferença uma brica de azul com um farpão de ouro.
A certidão autêntica desta carta, em quatro fólios de pergaminho tarjados a cores, com um escudo iluminado que ocupa um deles, encontra-se em Vila Flor em poder da família Aragão.
No arquivo da mesma família Aragão, de Vila Flor, há a pública forma, tirada em 1918, de uma carta patente, em que El-Rei D. José nomeia, a 17 de Outubro de 1771, Alexandre José Ferreira de Aragão Cabral, capitão-mor das ordenanças da vila de Castro Vicente, cargo vago pelo falecimento de seu pai, do mesmo nome «pelo que ordena ao Tenente General Dom Simão Fraser que governa as Armas da Provincia de Traz-os-Montes» que lhe mande dar posse.
2º MANUEL ANTÓNIO FERREIRA DE ARAGÃO CABRAL, marechal de campo, nasceu em Vilar Chão, concelho de Alfândega da Fé. Era fidalgo e morgado.
Casou com D. Petronilha Laura Pereira de Magalhães, descendente do célebre navegador Fernão de Magalhães. (Ver em Vila Flor: O primeiro circum-navegador do mundo, nº 12º).
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(635) Museu Regional de Bragança, maço-Capelas.
(636) Ibidem.
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MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA

NOTA DE IMPRENSA | II Festival Micológico - 20, 21 e 22 de novembro'26

 Nos dias 20, 21 e 22 de novembro de 2026, vai realizar-se na aldeia de Sendim da Serra, em Alfândega da Fé, o II Festival Micológico, uma iniciativa que celebra a riqueza natural do território, os sabores da gastronomia transmontana e as tradições que marcam esta época do ano. 


Sendim da Serra celebra a riqueza dos cogumelos e os sabores do outono no II Festival Micológico


O Festival Micológico regressa de 20 a 22 de novembro, com uma iniciativa dedicada à natureza, à gastronomia e às tradições de Alfândega da Fé.

Nos dias 20, 21 e 22 de novembro, a aldeia de Sendim da Serra, no concelho de Alfândega da Fé, acolhe o II Festival Micológico, uma iniciativa que celebra a riqueza natural do território, os sabores da gastronomia transmontana e as tradições que marcam esta época do ano. A organização do evento está a cargo da União de Freguesias de Ferradosa e Sendim da Serra, com o apoio do Município de Alfândega da Fé.

Depois do sucesso dos Passeios Micológicos, o Festival Micológico dá continuidade à valorização dos cogumelos silvestres e dos recursos endógenos da região, convidando visitantes e participantes a descobrir o património natural de Alfândega da Fé e a desfrutar de experiências autênticas em ambiente rural.

Associado à chegada do outono, este evento pretende destacar a importância dos cogumelos na identidade gastronómica local, promovendo o contacto com a natureza e a valorização da biodiversidade. A iniciativa constitui, também, uma oportunidade para dar a conhecer os produtos locais, os saberes tradicionais e a hospitalidade das gentes de Sendim da Serra.

Mais do que celebrar os sabores da época, o II Festival Micológico assume-se como um momento de encontro e convívio, contribuindo para a dinamização da aldeia e para a promoção turística do concelho, através da valorização da paisagem, cultura e autenticidade.

Em novembro, Sendim da Serra convida a descobrir os aromas da terra, a riqueza da gastronomia transmontana e a beleza do outono, num festival que celebra aquilo que torna este território único.

ALFÂNDEGA DA FÉ DISTRIBUI COMPOSTORES DOMÉSTICOS PARA REDUZIR RESÍDUOS ORGÂNICOS

 O Município de Alfândega da Fé entregou compostores domésticos aos munícipes, a 16 de outubro, numa iniciativa realizada em parceria com a Resíduos do Nordeste, no âmbito da candidatura «Recolha BIO» ao Fundo Ambiental.


A ação pretende incentivar a compostagem doméstica, permitindo transformar resíduos orgânicos produzidos em casa em composto que pode ser utilizado para enriquecer os solos, reduzindo simultaneamente a quantidade de resíduos indiferenciados encaminhados para tratamento.

A iniciativa insere-se na estratégia de promoção da sustentabilidade ambiental e de melhoria da gestão dos resíduos, procurando sensibilizar a população para a adoção de práticas mais responsáveis no dia a dia.

Com esta entrega, o município e a Resíduos do Nordeste reforçam a aposta na valorização dos resíduos orgânicos e na utilização mais eficiente dos recursos, envolvendo os cidadãos na adoção de soluções com benefícios ambientais.

Ana Luísa Lopes
Foto: DR

PROJETO + RECREIO PROMOVE BRINCADEIRA E CONVÍVIO ENTRE ALUNOS EM TORRE DE MONCORVO

 O Centro Escolar de Torre de Moncorvo recebeu, entre 13 e 16 de outubro, o projeto + Recreio, dirigido aos alunos do 1.º ciclo, com atividades lúdicas realizadas durante a hora de almoço.


A iniciativa teve como principal objetivo valorizar o brincar enquanto parte importante do desenvolvimento infantil, proporcionando às crianças momentos de interação e convívio fora da sala de aula.

Ao longo dos quatro dias, as atividades procuraram estimular a criatividade, o trabalho em equipa e a capacidade de relacionamento entre os alunos, através de experiências que incentivaram a participação e a partilha.

O projeto terminou com a entrega de certificados a todos os participantes, assinalando o envolvimento das crianças nas atividades propostas.

A ação foi promovida no âmbito do Plano de Ação da Rede Social do Município de Torre de Moncorvo para 2026, em parceria com o CLDS Moncorvo 5G, reforçando a aposta em iniciativas dirigidas à infância e à promoção do bem-estar e do desenvolvimento social.

Ana Luísa Lopes
Foto: DR

VIMIOSO JUNTA CINEMA E PATRIMÓNIO CULTURAL EM ENCONTRO DEDICADO AO MUNDO RURAL

 O cinema volta a cruzar-se com a identidade e as tradições do território no próximo dia 23 de outubro, com a realização da VIII edição do Encontro de Cinema Ambiental e Rural, no PINTA – Parque Ibérico de Natureza e Aventura de Vimioso.


A sessão é dedicada ao trabalho desenvolvido por Gonçalo Mota para o Museu da Terra de Miranda e propõe um olhar sobre a cultura e as comunidades do Planalto Mirandês.

O programa inclui a exibição de três curtas-metragens filmadas neste território, que abordam práticas e heranças culturais, memória e língua. Para além das fronteiras geográficas, os filmes retratam um tecido social em transformação, dando visibilidade às vivências e à identidade das comunidades locais.

Organizado pela Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino (AEPGA) e pela Associartecine – Associação de Dinamização dos Audiovisuais, o encontro pretende aproximar o cinema do território e da população, criando espaço para a partilha de experiências e a reflexão sobre o património cultural e ambiental.

A programação inclui ainda momentos de convívio e troca de ideias antes e depois da sessão, acompanhados pelo vinho Menina d’Uva e por petiscos preparados por Catarina Mendes.

A iniciativa conta com o apoio do Município de Vimioso, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, através do programa Norte Pontual, do Instituto Português do Desporto e da Juventude e da Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural.

A entrada é gratuita, mas a inscrição é obrigatória. Os interessados podem consultar o programa completo e inscrever-se através do site da AEPGA.

Ana Luísa Lopes
Foto: DR

“Holocenose (+)” pode ser visitada em Macedo de Cavaleiros até 31 de dezembro

Caso raro: ovelha de raça autóctone dá à luz cinco cordeiros em Vale de Telhas

 É um caso muito raro. Aconteceu, na passada quinta-feira, na aldeia de Vale de Telhas, no concelho de Mirandela.


Uma ovelha de raça Churra Galega Bragançana Preta, uma raça autóctone, deu à luz cinco cordeiros, quando o habitual, é 1 ou 2 cordeiros por parto, como confirmou, ao Mensageiro, a ACOB, Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Raça Churra Galega Bragançana, que gere o livro genealógico da raça.

O acontecimento deixou surpreendido Virgílio Velha, produtor de gado ovino. “Fiquei sem palavras”, confessa. “É um fenomeno raríssimo. Há mesmo várias pessoas aqui da aldeia com mais de 80 anos de idade que nunca ouviram falar numa situação destas”, diz Virgílio. “Isto é um acontecimento inexplicável, porque o normal é parirem um, dois cordeiros, no máximo três, mas os pastores até gostam que venham só dois porque as ovelhas têm apenas duas tetas e não t~em o problema de estar a amamentar outros e por vezes elas até os rejeitam e acabam por morrer”, conta.

Um dos cordeiros acabou por não resistir, mas ainda restam quatro, pelo que Virgílio Velha tem de ajudar a mamã ovelha. “Acaba por sobrar para mim, porque tenho de lhes estar a dar leite no biberão”, revela.

Esta raça Churra Galega Bragançana Preta foi formalmente reconhecida como variedade/raça distinta, em 2015, após ter estado em risco de quase extinção devido à menor valorização da sua lã preta.

Segundo a ACOB, atualmente existem cerca de 3 500 efetivos espalhados pelos concelhos de Bragança, Vinhais, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Vimioso e Valpaços, que se juntam às cerca de 16 000 ovelhas de raça Churra Galega Bragançana Branca.

Foto: Miguel Cabral

Fernando Pires

Pais queixam-se de falta de cintos de segurança nos autocarros do transporte público e câmara passou a assegurar circuito especial

 Os pais da freguesia de Vilarelhos, no concelho de Alfândega da Fé, consideram que as crianças do ensino pré-escolar e do 1º Ciclo que viajam em transportes públicos para a escola na sede de concelho estão em risco porque desde setembro “estão a ser transportadas diariamente num autocarro sem cintos de segurança e sem condições adequadas de transporte (folgas nas portas onde entra frio e chuva), obrigando as funcionárias acompanhantes a segurar fisicamente as mais pequenas ao colo durante o percurso para evitar quedas.”


A fonte, identificada ao jornal, mas que decidiu manter o anonimato refere que esta situação já decorre desde o início do ano letivo 14 de Setembro e que dela foi dada conhecimento ao Município de Alfândega da Fé, bem como a outras entidades, nomeadamente IMT, GNR, IGEC, DGEstE e Ministério Público.

O Mensageiro confrontou o município com estas queixas e foi oficialmente informado que desde esta segunda-feira foi encontrada uma alternativa. “Perante esta situação, o Município decidiu avançar, por iniciativa própria, com um circuito especial de transporte escolar, em funcionamento desde 19 de outubro de 2026, destinado às crianças da educação pré-escolar e do 1.º ciclo que utilizam este percurso, assegurando o transporte em veículos equipados com cintos de segurança e adequados às necessidades das crianças mais pequenas. Esta decisão demonstra que o Município não ignorou as preocupações manifestadas pelas famílias e que, independentemente das competências contratuais de outras entidades, optou por uma resposta concreta, colocando a segurança e o bem-estar das crianças em primeiro lugar”, explicou a câmara numa resposta enviada por email ao Mensageiro.

Ainda segundo a autarquia na sequência das preocupações manifestadas relativamente às condições de segurança no transporte de crianças, designadamente no percurso de Vilarelhos, tem acompanhado a situação e desenvolvido diligências junto das entidades responsáveis.

“O serviço em causa integra a rede de transporte público regular de passageiros, cuja contratação e fiscalização competem à Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), ao abrigo do contrato de delegação de competências celebrado com o Município. A prestação do serviço foi contratualizada entre a CIM-TTM e a empresa Rodonorte.

Nos termos do artigo 2.º, n.º 3, da Lei n.º 13/2006, de 17 de abril, o regime específico do transporte coletivo de crianças não se aplica, em regra, aos serviços públicos regulares de passageiros, salvo quando especificamente contratualizados para esse efeito, o que não foi o caso do contrato entre a CIM-TTM e a Rodonorte. Os requisitos relativos aos cintos de segurança são, nestes casos, determinados pela legislação aplicável aos veículos, designadamente pelo Decreto-Lei n.º 170-A/2014, de 7 de novembro.

Apesar deste enquadramento legal, o Município alertou a CIM-TTM para a ausência de cintos de segurança nos autocarros utilizados neste percurso e insistiu na necessidade de encontrar uma solução, que não aconteceu até à data”, descreve fonte oficial da Câmara de Alfândega da Fé.

Glória Lopes

Este ano a GNR registou 1657 crimes em meio escolar e 78 ocorrências de bullying e ciberbullying

 Este ano a Guarda Nacional Republicana (GNR) registou 1657 crimes em ambiente escolar na sua área de responsabilidade em todo o país e assinalou 78 ocorrências, das quias 72 estão associadas a práticas de bullying e seis a ciberbullying.


Os distritos com maior número de registos de bullying foram Setúbal (10), Porto (9), Castelo Branco (8), Lisboa (8) e Santarém (7) e com maior incidência de ciberbullying foram os distritos de Braga (2), Setúbal (2), Porto (1) e Santarém (1).

A GNR tem feito um esforço na sensibilização para estas questões, insistindo na prevenção, desenvolvendo uma série de ações relacionadas com o bullying, num total de 1 845 no ano letivo de 2025/2026, tendo sido direcionadas para 67 117 crianças e jovens, maioritariamente em contexto escolar, um aumento superior a 23% face ao ano letivo anterior, tendo sido abrangidos vários dos estabelecimentos de ensino público e privado na sua área de intervenção, informou esta terça-feira, 20 de outubro, o comando geral, data em que se assinala o Dia Mundial de Combate ao Bullying, “pela relevância que representa na vida das crianças e jovens”.

O bullying é um conjunto de atos que servem para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e reiterados, praticados por uma ou mais pessoas no contexto de uma relação desigual de poder, causando dor e angústia na(s) vítima(s). Atualmente, e associado ao recurso às novas tecnologias, nomeadamente às redes sociais, o bullying tem assumido novos contornos, dando origem à vertente virtual do ciberbullying.

"Por norma os sinais de alerta são silenciosos, aconselhando-se os pais, professores e todos os cuidadores a estarem atentos a sinais, tais como alterações de humor, abatimento físico e/ou psicológico, sinais de impaciência ou ansiedade, queixas físicas permanentes (dores de cabeça, de estômago, perturbações no sono, nódoas negras), irritabilidade extrema, ou qualquer outra mudança de comportamento.

Tal como acontece com a saúde física, também a saúde mental exige cuidado e atenção, destaca a GNR. Promover o reconhecimento e a regulação das emoções, fomentar a capacidade de resiliência face a dificuldades e desenvolver a empatia, através da compreensão do outro e da criação de redes de apoio, são fatores determinantes para o bem-estar psicológico dos jovens. Neste processo, o papel da família, dos pares e das escolas é determinante. A presença constante de familiares e amigos, o acompanhamento atento por parte da comunidade escolar, nomeadamente professores e psicólogos, bem como a intervenção especializada dos profissionais de saúde, constituem uma rede de apoio essencial", alerta a GNR

O bullying não se encontra tipificado na legislação penal como crime, o mesmo está associado a vários crimes, tais como crimes de ofensas à integridade física, injúrias, ameaça e coação, correspondendo os dois primeiros aos comportamentos mais frequentes.

A GNR desenvolve "um esforço significativo" naquilo que são as iniciativas relacionadas sobre a temática em concreto, nomeadamente em ações de sensibilização e campanhas, com temas associados à violência, à cidadania, inclusão e não-discriminação, aos Direitos Humanos, e direitos da Criança ou regras quanto à utilização da internet.

Em casos de bullying a Guarda aconselha:

• Não sejas cúmplice, denuncia! Se presenciares ou souberes de atos de bullying, conta a uma pessoa adulta;
• Educa os que estão ao teu redor, promove o respeito e a inclusão entre os teus colegas;
• Adota estratégias de segurança:
• Ignorar o bully com indiferença;
• Manter a indiferença e mostrar sentimentos de confiança;
• Ser firme e dizer ao bully para parar com o seu comportamento;
• Evitar situações de confronto com o bully;
• Frequentar locais com muita gente;
• Andar sempre acompanhado/a.

Em casos de ciberbullying a Guarda aconselha:

• Nestes casos deves guardar as provas, e manter os registos das mensagens ou dos conteúdos ofensivos,
• Se fores a vítima, pede ajuda, contando a um adulto: Fala sempre com os teus pais, professores ou outro adulto de confiança e nunca interajas nem respondas diretamente a quem te está a magoar;
• Se vires alguém a ser vítima, não partilhes, dá apoio, incentivando-o a pedir ajuda ou denuncia partilhando com um adulto.

Para os encarregados de educação, a GNR alerta:

• Mantenha-se envolvido na rotina escolar e digital das crianças, estando particularmente atento indícios de bullying ou ciberbullying quer seja enquanto agressores como também de vítimas;
• Em caso de suspeita de situações de bullying ou ciberbullying, ameaças ou outros comportamentos de risco, informe de imediato a GNR, devendo ser guardadas todas as provas;
• A educação e segurança começa em casa.

A Guarda Nacional Republicana reitera que a segurança em meio escolar continua a ser uma prioridade estratégica. Através da ação diária das Secções de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário (SPC) e da implementação de ações de sensibilização junto da comunidade educativa, a Guarda continuará empenhada na prevenção, deteção e combate a todas as formas de violência, promovendo um ambiente escolar seguro e inclusivo. Importa acrescentar que a GNR possui militares com formação especializada, que desempenham um papel essencial no acompanhamento personalizado às vítimas, encarregando-se de encaminhar as mesmas para outras instituições com competência neste âmbito.

Se precisar de ajuda ou tiver conhecimento de alguma situação de bullying não hesite em contactar:

• Via telefónica, o SNS Prevenção Suicídio, através do número 808 24 24 24;
• Via telefónica, através do número europeu de emergência: 112

Glória Lopes

🍯XXV Fórum Nacional de Apicultura | Mogadouro 🐝🐝🐝

O maior encontro da apicultura portuguesa está de volta, e este ano é em Mogadouro.
Nos dias 13, 14 e 15 de novembro, o XXV Fórum Nacional de Apicultura e a XXIII Feira Nacional do Mel reúnem, no mesmo lugar, o mel de todo o país, os apicultores, os especialistas e quem simplesmente gosta de mel.

São três dias para provar, conhecer e levar para casa o melhor da nossa apicultura. Entre a feira, aberta a todos, o Fórum Nacional de Apicultura e os workshops técnicos, há lugar para todos.

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Presidência Aberta em Bragança. Datas: domingo, 15 de fevereiro de 1987 - quinta, 26 de fevereiro de 1987


🌿 𝐁𝐫𝐚𝐠𝐚𝐧𝐜̧𝐚 𝐫𝐞𝐜𝐞𝐛𝐞𝐮 𝐚𝐬 𝐗𝐗𝐗𝐈𝐈 𝐉𝐨𝐫𝐧𝐚𝐝𝐚𝐬 𝐏𝐞𝐝𝐚𝐠𝐨́𝐠𝐢𝐜𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐄𝐝𝐮𝐜𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐀𝐦𝐛𝐢𝐞𝐧𝐭𝐚𝐥

 Bragança foi palco de quatro dias de reflexão e partilha sobre o papel da educação ambiental na sustentabilidade e valorização dos territórios.
Sob o tema “Educação Ambiental e Coesão Territorial: por que escolhemos ficar?”, o programa incluiu conferências, mesas-redondas, oficinas práticas e visitas ao Parque Natural de Montesinho, colocando em destaque os desafios e as oportunidades dos territórios de baixa densidade.