Número total de visualizações do Blogue

Pesquisar neste blogue

Aderir a este Blogue

Sobre o Blogue

SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

HOMEM FICA EM ESTADO GRAVE APÓS DESPISTE DE TRATOR EM TORRE DE MONCORVO

 Um homem sofreu ferimentos considerados graves ao início da tarde desta segunda-feira, na sequência de um acidente com um trator agrícola na localidade de Felgueiras, no concelho de Torre de Moncorvo.


De acordo com informações dos Bombeiros Voluntários locais, a vítima teve de ser estabilizada no local e acabou por ser transportada de helicóptero para o Hospital de Vila Real.

A operação de socorro envolveu um total de 18 operacionais, apoiados por quatro viaturas, bem como o helicóptero do INEM sediado em Macedo de Cavaleiros, que foi ativado para assegurar o transporte urgente do ferido.

Jornalista: Vitória Botelho
foto: DR

Festividades

RECITAL

Joaquim de Souza Berenguel (O Homem da Rádio)

UM POEMA QUE ME COMOVEU

Por: Humberto Pinho da Silva 
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")


 Acabo de ler o: " Poema do Tio-avô Materno" de António Gedeão, que muito me comoveu. Não pela inefável beleza, escrito por mão de Mestre, mas pelo sublime gesto do antepassado, que o poeta não conhecera, mas que lhe servira de - exemplo, carinho e bondade, nobres predicados, que germinaram no coração do menino Gedeão.

Não resisto a não o transcrever, na esperança dos leitores mais sensíveis, também se enterneçam, e certifiquem - que a educação e os bons exemplos não se transmitem só pelos livros, mas sim pelo procedimento de familiares, mesmo falecidos:

POEMA DO TIO-AVÔ MATERNO

"Num dia sufocante, e intensíssimo calor,
Encontrei, ao regressar da escola,
um passarinho quase sem vida, caído na rua,

Levantei-o do chão, perante olhares indiferentes,
anichei-o nas mãos em concha,
e trouxe-o para casa.

Meti-lhe, pela goela, gotas de água, com a pepita dum frasco de remédio,
dirigi-lhe palavras carinhosas que ele pareceu entender,
e mal o achei melhor, abri-lhe as mãos e dei-lhe a liberdade.

Todos me cumprimentaram, pelo bom coração que assim revelei,
Todos cumprimentaram a minha mãe, pela boa educação que me soube
dar, todas as visitas me deram palmadinhas no rosto,
e fui apontado aos meninos maus das visitas,
como um exemplo edificante que todos deviam seguir.

Eu sorria-me, porque me lembrava de ter ouvido contar
que meu tio-avô materno, que não cheguei a conhecer,
também um dia encontrara passarinho na rua,
e fizera o mesmo que eu fiz.

António Gedeão
in" Poemas Póstumos"

A verdadeira educação é a da alma; que não vem nos livros de psicologia, e menos ainda em manuais de etiqueta. Mas no exemplo, que os pais, ao longo da vida, inculcam – pela correta conduta quotidiana.

Palavras grosseiras e torpes; deploráveis gestos; ausências de respeito; violência inclassificável, que as famílias imputam à coletividade, é quantas vezes, falta de atitudes sublimes: de educadores, e mormente, da classe política e jornalística, pela relaxação, que patenteiam, através dos órgãos de informação, em que são responsáveis, e de pais, indignos de tal nome, que não sabem ou não querem transmitir, bons e sadios hábitos.

Pelo desregramento voluntário ou involuntário, que alguns jornalistas divulgam, em textos e fotos, ainda que não o desejem, podem se tornar " filhos da geena"


Humberto Pinho da Silva
nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG” e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".

Barrocal do Douro

 Ao contrário da ancestralidade milenar que caracteriza a origem de tantas aldeias transmontanas, Barrocal do Douro nasceu, há menos de um século, de uma ideia de modernização do território.
Criada de raiz para acolher os trabalhadores da Barragem de Picote, cuja construção começou em 1954 e terminou quatro anos depois, marcou um momento decisivo na transformação desta região e no arranque do primeiro grande aproveitamento hidroelétrico do Douro internacional.

Mas Barrocal do Douro foi bem mais do que apoio à construção da barragem. Pensada para albergar milhares de pessoas, chegou a dispor de cineteatro com salão de festas, piscinas, centro comercial e outros equipamentos pouco comuns num lugar desta escala, afirmando-se também como um exemplo singular de arquitetura moderna no coração da Terra Fria.

Tudo isto acontece perante a imponência do canhão do Douro, onde a força da engenharia se impõe à natureza e transforma a paisagem.

CRIADORES DE CONTEÚDO ESPANHÓIS DESCOBRIRAM AS TERRAS DE TRÁS-OS-MONTES EM AÇÃO DE PROMOÇÃO TURÍSTICA

 A Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes promoveu, entre os dias 5 e 7 de junho, uma ação de divulgação turística dirigida ao mercado espanhol, que trouxe à região vários criadores de conteúdos digitais especializados em viagens, cultura e experiências de território.


Durante três dias, os participantes percorreram diferentes pontos das Terras de Trás-os-Montes, através de roteiros concebidos para dar a conhecer a riqueza natural, patrimonial e cultural dos nove municípios que integram a comunidade intermunicipal.

A iniciativa permitiu aos convidados contactar diretamente com a autenticidade da região, explorando paisagens naturais, centros históricos, tradições locais, espaços culturais, projetos turísticos e produtos de excelência que distinguem o território transmontano.

Ao longo da experiência, os criadores de conteúdo tiveram ainda oportunidade de conhecer produtores locais, agentes turísticos, empresários e representantes das comunidades, recolhendo conteúdos e testemunhos que serão posteriormente partilhados junto do público espanhol através das suas plataformas digitais.

A ação contou com o envolvimento de diversos parceiros do setor turístico, alojamentos, empresas de animação e produtores regionais, cuja colaboração contribuiu para proporcionar experiências diferenciadoras e uma visão abrangente da oferta existente nas Terras de Trás-os-Montes.

Esta iniciativa integra a estratégia de promoção externa da CIM-TTM, que continua a apostar no mercado espanhol como um dos principais públicos-alvo para a captação de visitantes, reforçando a visibilidade internacional do território e valorizando os seus recursos turísticos, culturais e gastronómicos.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: CIM-TTM

TRAIL DO RABAÇAL VOLTOU A DESAFIAR ATLETAS ENTRE TRILHOS E PAISAGENS NATURAIS

 A freguesia de Rebordelo recebeu, no passado dia 7 de junho, a segunda edição do Trail do Rabaçal, iniciativa que reuniu participantes de várias localidades numa jornada marcada pelo desporto, contacto com a natureza e promoção do território.


A prova decorreu ao longo de um percurso de cerca de 16 quilómetros, conduzindo os atletas por alguns dos cenários naturais mais emblemáticos da zona, numa combinação de exigência física e descoberta da paisagem rural do concelho de Vinhais.

A cerimónia de entrega de prémios contou com a presença do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Vinhais, Artur Marques, que acompanhou o encerramento de uma iniciativa que voltou a mobilizar atletas, voluntários e entidades locais.

A organização esteve a cargo da Associação de Jovens Rebordelenses, em parceria com o Município de Vinhais, a Junta de Freguesia de Rebordelo e a Associação de Atletismo de Bragança, contando igualmente com o apoio dos Bombeiros Voluntários de Vinhais.

Mais do que uma competição desportiva, o Trail do Rabaçal afirmou-se como uma oportunidade para valorizar os recursos naturais do concelho, incentivar a prática de atividade física e dar a conhecer o património paisagístico da região.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: Município de Vinhais

MIRANDELA CELEBROU MISSAS DE BÊNÇÃO DAS PASTAS COM PRESENÇA DO EXECUTIVO MUNICIPAL

 Mirandela no domingo, 7 de junho, viveu um momento de grande simbolismo académico com a realização da tradicional Missa de Bênção das Pastas, cerimónia que assinala o final de uma importante etapa na vida dos alunos finalistas.


A celebração reuniu centenas de estudantes, familiares e amigos, num ambiente marcado pela emoção, gratidão e esperança no futuro, simbolizando o encerramento de um percurso de dedicação, esforço e crescimento pessoal.

A iniciativa contou ainda com a presença do executivo da Câmara Municipal de Mirandela, que se associou a esta ocasião especial, reforçando o apoio do município à comunidade educativa e aos jovens finalistas.

Mais do que um ritual académico, a Bênção das Pastas representa o início de novos desafios, caminhos e oportunidades, sendo vivida por cada estudante como um marco único e inesquecível.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

REDE “AMIGOS DO TARTARANHÃO-CAÇADOR” LANÇADA EM MIRANDA DO DOURO PARA PROTEGER ESPÉCIE EM RISCO

 Miranda do Douro acolheu, no passado dia 31 de maio, o lançamento público da Rede “Amigos do Tartaranhão-caçador”, uma iniciativa integrada no Festival ObserArribas e promovida no âmbito do projeto LIFE SOS Pygargus.


O encontro reuniu dezenas de participantes de diferentes áreas, incluindo técnicos, agricultores, entidades públicas e organizações ambientais, com o objetivo de reforçar a cooperação na conservação do tartaranhão-caçador (Circus pygargus), uma espécie migratória atualmente ameaçada.

A sessão de abertura contou com a apresentação da Rede por Joaquim Teodósio, coordenador do projeto, que destacou a importância de uma resposta conjunta entre sociedade civil, setor agrícola e entidades de conservação para garantir a sobrevivência da espécie e a preservação dos habitats agrícolas onde esta nidifica.

Foi também sublinhado o papel estratégico da conservação na promoção de um desenvolvimento rural sustentável, onde a proteção da biodiversidade pode caminhar lado a lado com a atividade agrícola e a valorização económica do território.

Sandra Sarmento, representante do ICNF, reforçou essa visão, destacando que a iniciativa contribui para criar sinergias entre conservação da natureza e desenvolvimento local, beneficiando simultaneamente agricultores e ecossistemas.

Ao longo do encontro foram ainda partilhadas experiências de colaboração no terreno, nomeadamente o envolvimento de agricultores locais na proteção de ninhos durante a época de reprodução, através de práticas ajustadas às necessidades da espécie, como o adiamento de ceifas e a salvaguarda de áreas sensíveis.

O projeto foi igualmente apresentado como um exemplo de integração entre produção agrícola e conservação, promovendo sistemas agrícolas mais equilibrados e favoráveis à biodiversidade, com impacto positivo na paisagem e na economia local.

A iniciativa terminou com a entrega de certificados de adesão a agricultores que já colaboram ativamente na proteção do tartaranhão-caçador, reconhecendo o seu contributo direto para a conservação da espécie no território.

A nova Rede “Amigos do Tartaranhão-caçador” pretende continuar a crescer, envolvendo novos parceiros, voluntários e entidades, com o objetivo de reforçar a proteção desta espécie e assegurar a continuidade das boas práticas no futuro.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

PARQUE NATURAL DO VALE DO TUA APRESENTA LIVRO “A ÁRVORE SABEDORIA” EM RIBEIRINHA

 No próximo dia 13 de junho, pelas 15h00, a aldeia de Ribeirinha recebe a apresentação do livro “A Árvore Sabedoria”, numa iniciativa promovida pelo Parque Natural do Vale do Tua, em colaboração com o Município de Vila Flor.


O momento terá lugar junto ao Rio Tua, proporcionando um enquadramento natural que pretende aproximar o público do território e das suas paisagens, num ambiente de valorização ambiental e cultural.

A obra, com texto de Miguel Gomes e ilustrações de Cristina Vilarinho, é descrita como um “tesouro literário”, procurando despertar a sensibilidade de leitores de todas as idades, através de uma abordagem que remete para as raízes, a memória e os sonhos.

Esta apresentação pretende ainda reforçar a ligação entre literatura, natureza e identidade local, promovendo o contacto direto com o património natural do Vale do Tua.

A iniciativa convida a comunidade a participar neste momento de partilha cultural, que celebra a criação artística e a valorização do território.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

Fase concelhia dos Jogos Tradicionais junta mais de 140 pessoas em Macedo de Cavaleiros

 Mais de 140 participantes recordaram diversos jogos tradicionais, este domingo, no Parque Municipal de Exposições de Macedo de Cavaleiros, num dia marcado pela animação, convívio e muita adrenalina.


Pelo quarto ano consecutivo, Rui Salselas venceu a modalidade de malha, na companhia do pai, Alexandre Salselas, de 83 anos, que é o principal motivo que o leva a participar nesta iniciativa:

No setor masculino, os participantes disputaram as modalidades de fito, raiola, relha, malha e tração à corda.

Tal como é tradição, os jogos contaram também com presença feminina, nas modalidades de malha, tração à corda e raiola. Nesta última, as vencedoras foram Ana Ricardo e Paula Almeida, da aldeia do Lombo.

Ana Ricardo explica que vencer é uma alegria, ainda mais por representar o Município de Macedo de Cavaleiros na final distrital, que este ano decorre em Alfândega da Fé, no próximo dia 21 de junho:

Ainda assim, sublinha que o mais importante é a preservação das tradições:

A sexta edição dos Jogos Tradicionais foi organizada pelo Município de Macedo de Cavaleiros. O vereador Leonardo Vila-Franca destaca o momento de convívio entre aldeias e instituições:

A iniciativa envolveu ainda crianças e pessoas com deficiência, nomeadamente utentes da CERCIMAC, Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Macedo de Cavaleiros.

Maria João Canadas

Plano de Mobilidade prevê novas rotas de autocarros e mais elétricos

 A Câmara Municipal de Bragança está a preparar um novo plano de mobilidade para o concelho, que deverá começar a ser implementado a partir de setembro, coincidindo com o arranque do próximo ano letivo. O diagnóstico está já concluído e a autarquia encontra-se agora na fase de discussão das linhas estratégicas, com sessões públicas destinadas a recolher contributos da população.


Na segunda sessão pública sobre este plano, a presidente da Câmara de Bragança, Isabel Ferreira, explicou que o processo está a ser desenvolvido com o apoio de especialistas na área da mobilidade, através de uma prestação de serviços adjudicada por concurso público, mas envolvendo também os municípios e a população.

“Neste momento o diagnóstico está completo” e que serão disponibilizadas “as linhas gerais do plano de mobilidade”.

Segundo a presidente da Câmara, este é “o momento de dar os contributos” antes da apresentação final do plano, que a autarquia pretende começar a implementar “a partir de setembro”. “Até porque é o arranque do ano letivo e precisávamos de ter este plano pronto”, justificou.

O novo plano de mobilidade deverá rever linhas, horários e circuitos dos transportes públicos, procurando ajustar a oferta às necessidades atuais da população. “Aqui dentro do concelho é assegurar que temos as linhas certas, que temos os horários também certos e compatíveis com os novos recursos que vamos ter”, explicou Isabel Ferreira, referindo-se à chegada de novos autocarros e à necessidade de contratação de motoristas para permitir “uma oferta maior”.

A informação aos utilizadores é outro dos pontos considerados prioritários.

Isabel Ferreira adiantou que a informação online está disponível em tempo real, através de plataformas de georreferenciação. Ainda assim, a Câmara quer reforçar os canais de informação para quem tem mais dificuldades no acesso digital. “Atendendo a que, no entanto, para o tipo de utilizadores que temos, às vezes pessoas com mais dificuldades na questão digital, vamos disponibilizar desde já informação”, disse.

Nesse sentido, começou já o processo na Estação Rodoviária para instalação de novos painéis digitais. “Os atuais estão obsoletos. Já pedi para retirarem e fazer um concurso público para aquisição de informação digital onde possam estar os horários todos”, afirmou a presidente da Câmara. Nas paragens, a informação deverá ser disponibilizada “não em formato digital, mas em formato físico”.

A autarca adiantou ainda que estão prestes a chegar dois novos autocarros elétricos, já fabricados e em fase de definição da imagem exterior. “Devem estar mesmo a chegar porque já estamos na parte do design”, revelou. Os veículos deverão integrar referências à identidade do concelho, cruzando elementos associados ao turismo, como o castelo, os caretos e a natureza, com a dimensão tecnológica e inovadora de Bragança.

“Quando pedimos a alguém de fora para pensar em imagens que nos caracterizem, as pessoas pensam no castelo, nos animais silvestres do parque, nos caretos, e nunca pensam na parte tecnológica”, observou Isabel Ferreira.

Segundo a presidente da Câmara, a aposta nos novos autocarros elétricos enquadra-se numa estratégia ambiental e de incentivo à redução do uso do automóvel. “Há uma parte rodoviária, o transporte público, mas também as nossas medidas de incentivo à não utilização dos carros e à utilização dos transportes públicos 100% elétricos, também por questões ambientais”, afirmou.

O plano deverá contemplar ainda medidas de promoção da mobilidade suave, incluindo bicicletas e outros meios alternativos de deslocação. Isabel Ferreira reconheceu também que o aumento da utilização dos transportes públicos obriga a repensar circuitos e capacidade. “Há linhas que têm muita gente e os autocarros são pequenos, como é o caso dos que passam no centro histórico. Também não podem ser maiores, senão não passam lá, mas têm uma lotação grande. Por isso, é preciso repensar todo o circuito”, explicou.

Além da mobilidade interna no concelho, a Câmara está também a estudar soluções de ligação transfronteiriça. Isabel Ferreira revelou que reuniu recentemente com a Flixbus, atualmente a única operadora privada que assegura a ligação entre Bragança e Zamora, para solicitar uma análise aos horários do TGV espanhol.

A autarca considera que Bragança pode tirar partido da sua localização geográfica e assumir-se como ponto de distribuição de passageiros de outros distritos. “Bragança podia receber passageiros do distrito de Vila Real, da Guarda ou de Viseu que quisessem ir a Madrid e, com o TGV, aproveitar esta nossa localização”, sustentou.

António G. Rodrigues

Projeto para alunos sobredotados quer recuperar escola em Gimonde

 A Câmara de Bragança pretende implementar um projeto piloto para alunos sobredotados a instalar no antigo jardim de infância de Gimonde, que atualmente se encontra encerrada. A revelação foi feita ao Mensageiro pela presidente da autarquia, Isabel Ferreira.


“Queremos fazer um projeto piloto para alunos de altas capacidades, porque é uma necessidade que foi identificada aqui no concelho”, adiantou Isabel Ferreira.

“Às vezes damos muita atenção a alguns alunos com necessidades educativas especiais, mas depois esquece-se o outro extremo dos alunos, que têm de facto capacidades acima da média para determinadas áreas e que podem ser trabalhadas”, afirmou.

A manutenção de escolas e jardins de infância em meio rural é outra das preocupações assumidas pelo município. Isabel Ferreira explicou que a posição do Conselho Municipal de Educação, por proposta da Câmara, é a de manter na rede alguns estabelecimentos que estavam sinalizados pelo Ministério da Educação para encerramento.

Além de Gimonde, a autarca referiu o caso de Santa Comba de Rossas, que tem poucos alunos, mas cuja continuidade é considerada essencial. “Não se pode aplicar os mesmos rácios noutras escolas onde a densidade populacional é elevada”, defendeu. “Entendemos que é fundamental manter, mesmo com os números atuais, porque são crianças muito pequenas e devemos fazer tudo para que não tenham que se afastar da sua casa e da proximidade com os seus pais tão cedo.”

A evolução demográfica é, aliás, um dos aspetos mais marcantes da nova Carta Educativa. Ao contrário do que acontecia em 2012, quando se registava uma diminuição acentuada do número de alunos, nos últimos anos houve uma inversão dessa tendência, em grande parte devido à população imigrante.

“Nessa altura, em 2012, estávamos a passar por um período de diminuição drástica de alunos. Felizmente, nos últimos anos, observámos o contrário, muito pelos imigrantes”, afirmou Isabel Ferreira. A autarca reconhece que este novo contexto coloca desafios acrescidos às escolas, nomeadamente pelo aumento do número de alunos cuja língua materna não é o português. Para Isabel Ferreira, esta realidade exige políticas educativas específicas. A presidente da Câmara lembra que as dificuldades linguísticas não se refletem apenas na disciplina de Português, mas também noutras áreas. “Um aluno que não tem português como língua materna, nem é o exame de Português, é o exame de Matemática, são todos os exames. A dificuldade de interpretação não é a mesma e portanto também temos que ter em conta esses fatores”, sustentou.

A Carta Educativa identifica ainda a necessidade de melhorar os resultados escolares dos alunos do concelho, nomeadamente nas classificações dos exames nacionais, que continuam abaixo da média nacional.

Outro dos problemas estruturais apontados por Isabel Ferreira é a falta de assistentes operacionais nas escolas. A autarca defende que os rácios definidos pelo Estado estão “totalmente desatualizados” e não respondem às necessidades atuais dos estabelecimentos de ensino.

“Os rácios estão totalmente desatualizados e já deviam ser revistos”, afirmou, lembrando que o ministro da Educação assumiu o compromisso de rever estes critérios no âmbito do acompanhamento da descentralização de competências. “Isso é absolutamente essencial. Mas o que é certo é que não tem acontecido”, criticou.

Segundo Isabel Ferreira, a Câmara Municipal de Bragança tem contratado assistentes operacionais e assistentes técnicos acima dos rácios definidos, recorrendo a verbas próprias. “A verba que é transferida é diminuta e nós estamos a fazer um esforço porque era impossível manter o funcionamento das escolas só com essas contratações”, explicou.

A autarca considera ainda necessário apostar na formação específica destes profissionais, tendo em conta as novas exigências das escolas.

A nova carta deverá ser implementada em setembro.

António G. Rodrigues

Cereja de Alfândega da Fé recupera após intempéries e investimento no regadio reforça futuro da produção

 A campanha da cereja em Alfândega da Fé está a registar uma recuperação significativa após um arranque marcado por fortes quebras devido às condições meteorológicas, com os produtores a destacarem agora uma melhoria no calibre e na doçura do fruto, impulsionada pelos últimos dias de sol.


Filipe Quintela, produtor na Serra de Bornes, descreveu um início de campanha particularmente difícil. “Foi bastante complicado, foi 90% de perda, só 10% é que conseguimos aproveitar”, afirmou, acrescentando que as variedades mais recentes apresentam agora melhor qualidade e doçura.

Também Filomena Peredo confirmou o impacto inicial do mau tempo, embora sublinhe a melhoria verificada nas últimas semanas. “Agora estamos com uma boa quantidade, boa qualidade, um bom tamanho, embora tivéssemos tido algum percalço nas variedades mais precoces. Houve muita cereja estragada que acabou por rachar por excesso de água”, referiu, acrescentando que o mau tempo trouxe “um bocadinho de prejuízo porque nós trabalhamos um ano inteiro nos pomares para conseguir ter algum lucro nesta altura e a cereja que ficou na árvore para apanhar é um prejuízo bastante elevado para nós”. Questionada se tem expectativa de recuperar o que perdeu, a produtora mostrou incerteza, mas garantiu que não perdeu a esperança.

Já Luísa Cardoso destacou que a evolução da produção superou as expectativas. “O início de campanha foi um bocadinho atribulado com as chuvas e com os granizos, mas entretanto a cereja ganhou calibre e sabor com os últimos dias de sol”, disse.

O sol e a temperatura quente é que fazem a diferença

O regresso do sol tem sido apontado como determinante para a recuperação da qualidade da cereja.

Filipe Quintela sublinhou esse efeito, explicando que as condições meteorológicas recentes estão a melhorar o produto. “O sol está a tirar a humidade e a provocar a doçura da cereja”, afirmou.

Também Luísa Cardoso destacou a importância do papel do sol para que a cereja seja doce. “O sol é, realmente, a chave e é o que vem fazer a diferença. A doçura da cereja só foi possível por causa do sol.”

Os produtores mostram agora maior confiança no escoamento da produção, sobretudo através de feiras e venda direta, que permitem contacto com consumidores de várias regiões do país.

IGP valoriza produto e abre novas perspetivas

A recente atribuição da Indicação Geográfica Protegida (IGP) à Cereja de Alfândega da Fé é vista pelos produtores como uma mais-valia, com impacto crescente na valorização do produto.

“Foi uma mais-valia para o nosso produto, para nós e para os outros produtores.”, disse Filipe Quintela.

Já Filomena Peredo destaca que é uma distinção que surgiu há pouco tempo e por isso há que esperar. Ainda assim acredita que vai fazer a diferença. “Vamos ver como é que as coisas vão se desenrolar, mas é óbvio que faz diferença. A partir do momento em que temos um produto certificado, conseguimos provar a nossa qualidade, que é aquilo que lutámos há vários anos.”

“Acho que tem tudo para correr muito bem, porque acaba por ser uma marca que ajuda na promoção do produto”, referiu Luísa Cardoso, sublinhando que a certificação permite uma divulgação mais ampla da cereja da região.

Município quer duplicar área de regadio até 2027

À margem da Feira da Cereja & Co, o presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé, Eduardo Tavares, destacou o investimento em curso no regadio como peça central para o futuro da agricultura no concelho.

“O Bloco Norte do Vale da Vilariça já foi lançado a concurso e, com este projeto e com o de Vilar chão, pretendemos, até 2027, duplicar a área de regadio face a 2010”, afirmou.

O autarca sublinhou que este é um compromisso de longa data assumido com os agricultores do concelho e que estão prestes “a concluir esse objetivo” referiu, acrescentando que o investimento global no regadio pode chegar aos 50 milhões de euros.

Eduardo Tavares destacou ainda a importância da água para a sustentabilidade da produção agrícola local. “A água é essencial. O regadio é fundamental para termos uma agricultura sustentável, moderna e atrativa”, afirmou.

Ministro destaca investimento no regadio e apoios ao setor agrícola

O ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, destacou por sua vez o volume de investimento e apoios dirigidos ao distrito de Bragança, sublinhando a importância estratégica da região no setor agrícola.

“O distrito de Bragança é campeão nacional em candidaturas aprovadas no Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC), com mais de mil candidaturas e 73 milhões de euros aprovados”, referiu.

“Em 2025, no âmbito do pedido único, os agricultores receberam mais de 131 milhões de euros. É um montante que temos vindo a aumentar. O rendimento do agricultor é um objetivo central e por isso temos reforçado estes apoios. Aumentámos cerca de 20%, o rendimento ao agricultor.”, afirmou.

O governante referiu ainda vários investimentos em curso no concelho de Alfândega da Fé, nomeadamente no domínio do regadio e da gestão da água. “Temos, por exemplo, nove charcas aprovadas e 25 candidaturas de jovens agricultores.”

José Manuel Fernandes adiantou ainda que foram consignados novos contratos para o território.

“Hoje foi consignado um contrato de 8 milhões de euros, integrado num pacote de 26,9 milhões de euros para empreendimentos hidroagrícolas em Alfândega da Fé”, referiu.

O ministro sublinhou que o investimento no regadio é essencial para garantir a sustentabilidade da agricultura, sobretudo face às alterações climáticas e à necessidade de reforçar a competitividade do setor.

José Manuel Fernandes destacou ainda a estratégia nacional para a gestão da água, através do programa “Água que Une”, defendendo uma utilização mais eficiente dos recursos hídricos.

Feira reforça importância da agricultura na região

A Feira da Cereja & Co voltou a afirmar-se como uma montra da produção local e regional, reunindo produtores, visitantes e responsáveis políticos num evento que os autarcas consideram já uma referência nacional.

“Mais do que Alfândega da Fé, é Trás-os-Montes que está aqui representado”, destacou Eduardo Tavares, sublinhando a importância de continuar a apostar na valorização do território e na captação de investimento e jovens agricultores.


Psicólogo percorreu 260 quilómetros pela EN103 para sensibilizar para a violência doméstica

 Psicólogo clínico e técnico de apoio à vítima do município de Alcobaça, é a ocupação de João Mota, que decidiu percorrer a Estrada Nacional 103 numa caminhada solidária de cerca de 260 quilómetros, entre Viana do Castelo e Bragança, com o objetivo de sensibilizar a população para a violência doméstica.


João Mota, que trabalha diariamente com vítimas no Gabinete de Apoio à Vítima de Violência Doméstica (GAVVD), decidiu transformar o seu período de férias numa iniciativa de sensibilização pública, intitulada #CaminharContraAViolênciaDoméstica.

Uma iniciativa pessoal nascida do trabalho com vítimas

A caminhada, realizada de forma individual e ao longo de oito dias, surgiu diretamente da experiência profissional do psicólogo. “Faço isto no meu período de férias, é uma iniciativa pessoal. Já fiz a Nacional 2 em 2021 e o ano passado também uma caminhada para angariar fundos para crianças com deficiência. Este ano resolvi fazer a Rota Norte”, referiu.

Mais do que o desafio físico, João Mota sublinha a dimensão simbólica do percurso. “Não faz sentido fazê-los sem ser por uma causa”, afirmou.

Sensibilizar no terreno e fora dos gabinetes

Ao longo do percurso, o psicólogo optou por uma abordagem informal, apostando no contacto direto com as populações.

“Gosto de fazer sozinho, porque tenho os meus timings e não dependo de mais ninguém”, explicou. “Não há formalidades. As formalidades são nos gabinetes. Aqui a ideia é sair um pouco dessa onda”, acrescentou.

A iniciativa inclui também a utilização de t-shirts com mensagens de sensibilização, que acabam por gerar conversa espontânea com quem cruza no caminho.

“Quando me sento, as pessoas vêm ter comigo e perguntam que tipo de caminhada é esta. É um pouco assim, não há nada formal”, disse.

O principal objetivo da caminhada é alertar para uma realidade que, segundo o psicólogo, exige atenção contínua. “É chamar a atenção para a violência doméstica, para uma situação que não para. Não podemos mudar o mundo, mas podemos mudar um bocadinho o que está à nossa volta”, afirmou.

“A cada quilómetro que faço, a cada passo que dou e cada pessoa que vem ter comigo, tentamos conversar”, acrescentou.

260 quilómetros entre Viana do Castelo e Bragança

A iniciativa decorreu ao longo de cerca de 260 quilómetros da EN103, num percurso dividido em oito etapas. “Parti de Viana no domingo e este domingo em Bragança. São cerca de 260 quilómetros”, explicou. “Esta caminhada demorar oito dias”, referiu.

O regresso a casa foi feito de autocarro, esta segunda-feira.

Apoios logísticos e solidariedade ao longo do percurso

Apesar de se tratar de uma iniciativa individual, João Mota contou com vários apoios logísticos ao longo do trajeto.

“Houve alguns apoios, nomeadamente aqui do hotel em Vinhais, e também outras pessoas e entidades que se foram associando”, referiu, explicando, “enviei e-mails, fui contactando pessoas, e muitas quiseram associar-se à causa. Isso ajuda-me a ficar mais tranquilo”, afirmou.

Violência doméstica: “um crime público que todos podem denunciar”

Ao longo do seu trabalho, João Mota destaca a importância das estruturas de apoio às vítimas e da denúncia e recorda que, sendo a violência doméstica um crime público “toda a gente pode e deve denunciar”, sublinhou.

O psicólogo reforça que o trabalho das equipas especializadas passa por um acompanhamento próximo e multidisciplinar.

“Fazemos acompanhamento de proximidade, percebemos o que a vítima quer, acompanhamos aos tribunais, às vezes às casas de abrigo, e garantimos apoio psicológico, social e jurídico”, explicou.

Questionado sobre o impacto da violência nas vítimas, João Mota não tem dúvidas quanto à gravidade das consequências.

“Uma pessoa exposta à violência durante muito tempo tem danos irreversíveis, isso está mais do que provado” disse, sublinhando que é uma situação que tem impacto direto nas crianças.

“As crianças não são vítimas secundárias, são vítimas diretas. Devem ser acompanhadas para prevenir danos futuros”, sublinhou.

João Mota reforça também que os profissionais têm responsabilidade ativa na proteção das vítimas. Sendo ele psicólogo e técnico municipal admite que têm feito e devem continuar a fazer denúncias, “sempre que necessário e após avaliação de risco.” No entanto, destacou quefazem questão de ter o acordo das vítimas sendo elas as principais partes envolvidas que, posteriormente, deverão confirmar a situação.

Gabinetes de apoio e importância da intervenção precoce

Para o técnico, o recurso às estruturas de apoio é essencial para garantir proteção e encaminhamento adequado. “É importante que as vítimas procurem estas estruturas. Há avaliação de risco, acompanhamento e proteção”, explicou.

Entre as respostas disponíveis estão o acompanhamento psicológico, jurídico e social, bem como o encaminhamento para casas de abrigo quando necessário.

A caminhada solidária de João Mota terminou, domingo, em Bragança, encerrando oito dias de percurso e sensibilização ao longo de uma das principais estradas do Norte do país, num apelo direto à consciencialização pública para a violência doméstica.

PSP de Bragança deteve quatro suspeitos dos quais três por tráfico de droga

 A PSP  deteve, no fim de semana, quatro pessoas, entre Bragança e Mirandela. Três dos supeitos estão indiciados pela prática de tráfico de droga.


Em comunicado a PSP dá conta que, no sábado, foi detido um homem de 50 anos, em Bragança e que no decurso da intervenção policial foram apreendidos 11,41 gramas de cocaína, 1,07 gramas de heroína e 4,81 gramas de haxixe.

No dia seguinte, em Mirandela, foi detido um homem de 52 anos , tendo sido apreendidos 501,33 gramas de haxixe, 26,24 gramas de cocaína e 14,4 gramas de heroína.

No mesmo dia, em Bragança foi detido outro homem, de 57 anos. Durante a intervenção, a PSP dá conta, que foram apreendidos 12,07 gramas de cocaína.

Os três detidos serão presentes, hoje, aos juízes competentes, para aplicação de medida de coação.

O quarto detido, trata-se de uma mulher de 54 anos que é suspeita de um roubo praticado no Brasil. O efetivo de Mirandela procedeu, sexta-feira, ao cumprimento de um mandado de detenção internacional, tendo a suspeita sido detida e “será presente ao Tribunal da Relação de Guimarães, para os efeitos legais subsequentes”, adiantou a PSP.

“A articulação e troca de informação internacional com a INTERPOL foi assegurada através do Departamento de Investigação Criminal da Polícia de Segurança Pública, em estreita colaboração com o Núcleo de Investigação Criminal deste Comando”, pode ler-se no comunicado enviado às redações.

Foto: Centro Desintoxicación Valencia

XIX Encontro Internacional de Coros Infanto-Juvenis de Bragança

5º Campeonato de Jogos Tradicionais - VILA FLOR

VI Bienal Jorge Lima Barreto | Vinhais 2026

 Nos dias 26 e 27 de junho, o @Centro Cultural Solar dos Condes de Vinhais  volta a receber a VI Bienal Jorge Lima Barreto, um evento dedicado à celebração da arte, da música, da literatura e da memória de uma das mais marcantes figuras da cultura portuguesa.
Ao longo de dois dias, o programa integra conferências, exposições, apresentações artísticas, workshops, poesia, música e concertos, proporcionando momentos únicos de partilha cultural e de encontro entre artistas, criadores e público.

Os bilhetes para os concertos (Adélia @expresso_transatlantico  ) já se encontram disponíveis para venda a partir de hoje (08/06/2026) no Centro Cultural de Vinhais.

Centro Cultural de Vinhais
26 e 27 de junho de 2026

Não perca esta oportunidade de participar numa programação diversificada que homenageia o legado de Jorge Lima Barreto e dinamiza a vida cultural do nosso concelho.