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BRAGANÇA
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(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
Alheira de Mirandela – Fumeiro e enchidos
Alheira de Mirandela
Entende-se por Alheira de Mirandela o enchido tradicional fumado cujos principais ingredientes são a carne e a gordura de porco da raça Bísara ou produto de cruzamento desta raça com as raças Landrace, Large White, Duroc e Pietrain (desde que 50% de sangue Bísaro).
Sem esquecer a carne de aves (galinha e ou peru), o pão de trigo, o azeite de Trás-os-Montes e a banha, condimentados com sal, alho e colorau doce e/ou picante.
Podem ainda ser usados como ingredientes a carne de animais de caça, a carne de vaca e o salpicão e ou o presunto envelhecidos.
História da alheira
A alheira terá sido inventada, no séc. XV, pelos Judeus, como artimanha para escaparem às malhas da Inquisição em Portugal. Isto depois de terem sido expulsos de Espanha pelos Reis Católicos, Fernando II de Aragão e Isabel de Castela.
Como a sua religião os impedia (e impede) de comer carne de porco, eram facilmente identificáveis pelos seus perseguidores pelo facto de não fazerem nem fumarem os habituais enchidos de porco.
Assim, substituíram a carne de porco por uma imensa variedade de carnes, que incluíam vitela, coelho, peru, pato galinha e por vezes perdiz. Tudo envolvido por uma massa de pão que lhes conferia consistência.
A receita acabaria por se popularizar entre os cristãos, mas estes juntavam-lhe a omnipresente carne de porco.
O Abade de Baçal, Francisco Manuel Alves, faz referência à alheira como chouriço judeu, corroborando a ligação dos enchidos aos ‘novos cristãos’.
Embora a ligação da alheira com os cristãos novos seja uma romântica ideia popular, e muito divulgada pelos habitantes da região transmontana, não há factos completamente concludentes e não são grandes as probabilidades de se lhes poder atribuir a sua invenção.
O ciclo de produção de fumeiros caseiros era, e é, directamente, ligado aos animais que se criam para consumo próprio.
Hoje, as mais afamadas são as de Mirandela, mas por toda a Beira Alta e Trás-os-Montes se fazem alheiras artesanais de excelente qualidade.
Geralmente são fritas em azeite e servidas com legumes cozidos. Mas também podem ser estufadas, depois de envolvidas em couve lombarda.
Fonte do texto AQUI.
Zona de Rio de Onor será a melhor para observar o eclipse solar de 12 de agosto
O eclipse total do sol, o último ocorreu em 1912 e que só voltará a acontecer daqui a 100 anos, terá observação parcial ou total em Portugal, mas a zona do Parque Natural de Montesinho.
Será nas aldeias de Rio de Onor, Guadramil e Varge, no concelho de Bragança, que melhor se poderá ver o eclipse, prevendo-se que a visibilidade ronde 100%.
Durante cerca de 26 segundos, o dia transforma-se em noite no nordeste transmontano e em algumas regiões de Espanha, Islândia e Gronelândia. Em Portugal, no restante território continental e nas regiões autónomas, o eclipse será parcial, com uma ocultação muito significativa do Sol. “Aqui vai ser o ponto mais importante das observações. Será numa zona do Montesinho que o eclipse é visível como um eclipse total do sol, portanto, em que o disco do sol ficará completamente tapado pela lua. Durante uns instantes vai ser como se fosse de noite, mas uma noite estranha. Há outras zonas do país, e nas ilhas, onde se poderá observar, mas não com a espetacularidade que terá nesta região”, adiantou Ana Noronha, diretora executiva da Ciência Viva.
A Ciência Viva vai lançar uma campanha para que os cidadãos possam observar o eclipse em segurança, desde o olho humano, com telemóvel ou telescópio. Uma vez que olhar diretamente para o sol pode causar danos irreversíveis na retina. Serão criados óculos especiais para observar o eclipse disponíveis em farmácias e publicitados métodos seguros de observação, como a projeção indireta usando folhas de papel ou escorredor de cozinha, vidro de soldador. “Estamos a trabalhar em colaboração com a Direção-Geral da Saúde, com a Associação Nacional de Farmácias e com as instituições de área da Astronomia para explicar às pessoas formas de observar o eclipse em segurança. A primeira tentação será olhar para lá ver o que é que está a passar-se com o sol. Só que isso pode causar danos que são irreversíveis na retina. Portanto, a primeira indicação é não olhar para lá sem proteção”, referiu Ana Noronha.
Porque se chama “Mona Lisa” à “Gioconda”?
A “Mona Lisa”, também conhecida como “Gioconda”, é um dos quadros mais famosos de Leonardo da Vinci. Mas sabia que o seu nome original era outro?
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| Museu do Louvre |
A Gioconda é uma das obras mais famosas de Leonardo da Vinci. Exposto no Museu do Louvre de Paris, é, seguramente, o retrato mais famoso da história. É considerado uma obra-prima devido ao uso de técnicas inovadoras como o sfumato e o halo de mistério que exala, especialmente o seu enigmático sorriso.
O retrato representa a esposa de um comerciante florentino, Francesco del Giocondo, daí o nome de Gioconda. Contudo, a pintura é mais conhecida por outro nome: Mona Lisa. No Renascimento, era comum as pessoas darem alcunhas às obras de arte que, por vezes, se tornavam mais famosas do que o seu nome oficial.
No caso deste quadro, qual dos nomes é o “oficial”? Na verdade, nenhum dos dois, já que o título original desta obra era Retrato de Lisa Gherardini, esposa de Francesco del Giocondo. La Gioconda e La Mona Lisa são os nomes populares que acabaram por se tornar mais conhecidos do que o oficial, que tem pouca garra e é um pouco comprido.
Quem era a Mona Lisa?
A mulher retratada é, provavelmente, Lisa Gherardini, a terceira esposa de Giocondo, que enviuvara pela segunda vez. “Mona” é uma grafia antiga da palavra italiana “monna”, um diminutivo medieval de “madonna”, ou seja, “senhora”. Portanto, este segundo nome significa simplesmente “a senhora Lisa”.
O quadro foi encomendado por Giocondo por volta do ano 1503, provavelmente para comemorar o nascimento do seu segundo filho. Os retratos eram um luxo reservado às classes altas e eram encomendados em ocasiões especiais. Francesco queria um retrato que representasse a virtude e a beleza da sua esposa, que, na altura, teria cerca de 25 anos.
A identidade de Lisa Gherardini como a modelo da Mona Lisa é a hipótese mais generalizadamente aceite, pois é corroborada pelas crónicas da época, incluindo os escritos de Giorgio Vasari, biógrafo de artistas do Renascimento. Ainda assim, devido ao halo de mistério existente em torno da modelo e do seu misterioso sorriso, surgiram várias hipóteses alternativas, desde se tratar da mãe do pintor até ser um auto-retrato do próprio Leonardo.
A paisagem de fundo também permaneceu um mistério ao longo dos séculos e diversos historiadores da arte tentaram relacioná-la com um sítio concreto, que pudesse fornecer pistas sobre o passado do artista. Apesar disso, as opiniões dividem-se entre quem pensa que se trata de uma paisagem real e quem ache que foi inventada: há que ter em conta que, para aquele tipo de encomendas, o importante era o sujeito e o fundo era escolhido para realçar a pessoa retratada.
A história do quadro encerra um mistério adicional: a pintura nunca foi entregue à família. Leonardo conservou a obra consigo até à sua morte em 1519. Pensa que tal se deva ao facto de ele a utilizar como um exercício contínuo para aperfeiçoar as suas técnicas, ou que a encomenda tenha sido interrompida por circunstâncias desconhecidas.
Aquando da morte de Leonardo, ou pouco antes, o quadro passou para a posse do rei francês Francisco I, que o comprou pelo valor de 4.000 escudos de ouro, que, ao câmbio actual, equivaleriam a entre 700.000 e um milhão de euros: uma autêntica pechincha, uma vez que é o retrato mais famoso da história.
O Museu do Careto convida-o a mergulhar no universo misterioso, simbólico e profundamente enraizado da tradição transmontana, através da 𝐞𝐱𝐩𝐨𝐬𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐦𝐚́𝐬𝐜𝐚𝐫𝐚𝐬 𝐞𝐦 𝐦𝐚𝐝𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐉𝐨𝐬𝐞́ 𝐂𝐨𝐫𝐫𝐞𝐢𝐚.
Entre o sagrado e o ancestral, entre a máscara e o homem, esta mostra evoca uma memória que atravessa gerações e continua a marcar a cultura e a identidade de um povo.
𝐔𝐦𝐚 𝐯𝐢𝐚𝐠𝐞𝐦 𝐮́𝐧𝐢𝐜𝐚 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐚𝐫𝐭𝐞, 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐭𝐫𝐚𝐝𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐞 𝐩𝐞𝐥𝐨 𝐬𝐢𝐠𝐧𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚𝐝𝐨 𝐝𝐚𝐬 𝐦𝐚́𝐬𝐜𝐚𝐫𝐚𝐬. Cada peça revela a mestria do trabalho em madeira e a expressividade singular de uma tradição viva, que ecoa nas ruas, nos chocalhos e no imaginário coletivo.
Trás-os-Montes
Entrámos em Portugal pelo Vimioso, se não sabem, nós dizemos, somos muito felizes por aqui. Há termas, o PINTA onde não só lançamos a manta e comemos iguarias locais e caseiras sentados no chão no lameiro como penteamos e passeamos os burros de Miranda. Voltámos aos pombais em forma de ferradura de Uva, ao castelo do Algoso e desta vez subimos ao topo da torre e vimos a vista. Mogadouro está ao fundo. Vamos ter que voltar porque ainda não visitámos o Museu Etnográfico de Algoso. A sua localização estratégica à fronteira espanhola dá-lhe um passado contrabandista, e quem não gosta de encontrar alguém que nos conta como se faziam trocas comerciais pela calada da noite? Podem ir então ao Memorial da Mobilidade Transfronteiriça, Contrabando e Fiscalização.
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| Foto de Javier García Blanco |
Do Vimioso entramos no Parque Natural do Montesinho, com sorte podem ver lobos ou veados. Bragança recebe-nos bem, com a sua cidadela e o castelo, hoje Museu Militar, mas também tem o seu pelourinho, a Sé, o Domus Municipalis, o Museu Ibérico da Máscara e do Traje, a Igreja de São João Baptista, a Igreja de Santa Maria. Sobre este museu, aqui estão representados não só os Caretos do carnaval, como os de Lazarim ou de Podence, mas também o Zangarrón. Não fomos a Gimonde com tempo, mas não perdemos a oportunidade de ir à aldeia que se divide em dois países, Rio de Onor, ou Rihonor de Castilla. Numa próxima visita Gimonde, não nos escapas!!! Talvez quando decidirmos fazer o Caminho de Santiago (variante do caminho português do interior).
Vamos a Macedo de Cavaleiros e aqui há um sem fim de actividades, navegar na Albufeira, ir à praia do Azibo, voar de avioneta, pescar, fazer pão ou queijo, visitar Podence, a Casa do Careto, a Arte Urbana da aldeia e pintar a nossa máscara de Careto. Podem-se apanhar cogumelos (passeios micológicos), mas há mais, o Museu de Arte Sacra, a aldeia de Chacim, o Museu do Mel e Apicultura, o Museu Municipal de Arqueologia e o Museu Rural de Salselas.
Queremos falar duma experiência única para nós, a prova sensorial de azeite que fizemos no Nucleo Museológico do Azeite “Solar dos Cortiços”. Geralmente o azeite é nos dado a provar, já servido numa taça, para molharmos pão e comermos assim. Pois desta vez foi tudo diferente. Recebemos um copo baixo, pequeno e opaco da cor azul. Aquecemos o copo, já com o azeite, com as mãos, tapámos com um vidro e fomos rodando o copo, parecido com o que se faz com o vinho. Isto tudo guiado por uma especialista em azeite. A própria prova foi feita de forma muito especifica para conseguirmos sentir todo o paladar do azeite. Podemos dizer que nunca tínhamos degustado azeite assim e descobrem-se sabores desconhecidos.
Publicação original AQUI.
𝐅𝐢𝐦 𝐝𝐞 𝐒𝐞𝐦𝐚𝐧𝐚 𝐆𝐚𝐬𝐭𝐫𝐨𝐧𝐨́𝐦𝐢𝐜𝐨 𝐝𝐞 𝐌𝐢𝐫𝐚𝐧𝐝𝐚 𝐝𝐨 𝐃𝐨𝐮𝐫𝐨
O Município de Miranda do Douro participa, uma vez mais, nesta iniciativa promovida pelo Turismo do Porto e Norte. Assim, entre os dias 13 e 15 de fevereiro, o visitante que entrar num dos restaurantes aderentes à iniciativa tem a oportunidade de degustar um prato típico do concelho, um petisco, uma sobremesa e ainda usufruir da oferta de um belo copo de vinho da região.
Carção: Antiga escola primária torna-se Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão
O presidente da Câmara de Vimioso (PSD), António Santos, avançou que com esta aprovação vai ser possível transformar a antiga escola primária de Carção num CACI.
“Este novo equipamento é uma resposta social na área da deficiência no território do Planalto Mirandês que abrange, para além de Vimioso, os concelhos vizinhos de Mogadouro e Miranda do Douro, onde há uma certa carência deste tipo de equipamentos sociais”, vincou o autarca vimiosense.
O novo centro terá capacidade para 30 utentes, entre os seis e os 18 anos de idade, que tenham qualquer tipo de deficiência física ou cognitiva, em regime de ambulatório.
“Aqui serão desenvolvidos ao longo do dia várias atividades, que vão desde a culinária às artes e ao desporto, o que lhe poderá dar alguma autonomia no futuro sem estarem dependentes de terceiros, seja família ou cuidadores. Trata-se, assim, de um projeto de vida”, indicou António Santos.
O valor deste equipamento é de cerca de 1, 1 milhão de euros, sendo que o restante montante, para além do valor atribuído à candidatura, será suportado pelo município.
Agora este processo vai seguir os trâmites normais com aprovação do concurso público, lançamento do concurso e em abril o autarca espera que as obras tenham o seu início, com o final previsto para o primeiro semestre de 2027.
A antiga escola primária de Carção, no concelho de Vimioso, foi construída por um benemérito, também para fins sociais e educativos, que chegou a ser frequentada por 150 alunos.
O autarca de Vimioso, que também frequentou esta escola, disse que este CACI é uma forma mais atual de dar continuidade à vontade inicial, do benemérito, de apoiar quem mais necessita nas áreas sociais e educativas.
Ainda em Carção, junto à antiga escola primária estão a ser concluídas as obras de construção de seis residências autónomas, destinadas a pessoas com deficiência, com um custo de um milhão de euros, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
As seis residências destinam-se à autonomização e inclusão para pessoas portadoras de deficiências.
MIRANDELA PARTICIPA NA FASE PREPARATÓRIA DE NOVA REDE SOCIAL DISTRITAL
A iniciativa, promovida pela Procuradoria da República da Comarca de Bragança, tem como objetivo reunir 12 autarquias do distrito, incluindo o Município de Mirandela, para apresentar e definir o documento que irá formalizar esta nova resposta social. O projeto visa apoiar pessoas adultas não institucionalizadas, residentes na área, que se encontrem em situação de vulnerabilidade e sem retaguarda familiar.
A sessão contou com a presença da Magistrada Coordenadora de Comarca, Dra. Filipa Araújo, que apresentou o enquadramento legal da medida e destacou a importância da articulação entre instituições para garantir soluções eficazes e ajustadas às necessidades de cada cidadão.
Em representação da autarquia de Mirandela, a Vereadora da Ação Social, Vera Preto, acompanhou os trabalhos e reafirmou a disponibilidade do executivo local para colaborar na implementação da medida no concelho.
Segundo os termos apresentados, caberá às entidades envolvidas organizar uma lista de cidadãos com perfil adequado para integrar a bolsa distrital. Os elementos selecionados terão de manter contacto próximo e regular com os beneficiários, promovendo o bem-estar, a recuperação e o pleno exercício dos seus direitos, sempre com atenção às circunstâncias específicas de cada caso.
Esta iniciativa destina-se sobretudo a pessoas idosas ou adultos em condição de fragilidade social que não disponham de suporte familiar, assumindo caráter não remunerado e fundamentando-se em princípios de solidariedade e responsabilidade social.
BURRICADAS REGRESSAM A ALFÂNDEGA DA FÉ PARA CELEBRAR O ENTRUDO
As festividades arrancam a 13 de fevereiro com a emblemática Noite do Coice. A iniciativa espalha-se pelos bares e espaços públicos da vila, proporcionando um ambiente de convívio. Inspirada na figura do burro, a noite convida à sátira e à crítica social, num registo bem-humorado que recupera a essência irreverente do Carnaval.
O ponto alto está marcado para 15 de fevereiro, com o cortejo das Burricadas a percorrer as ruas da vila. Carros alegóricos, grupos mascarados e participantes individuais dão corpo a um desfile onde a criatividade se cruza com referências às tradições rurais e à cultura transmontana. A forte adesão das associações e instituições locais tem sido determinante para afirmar o evento como um momento agregador, capaz de envolver diferentes gerações.
O encerramento acontece a 17 de fevereiro, com a tradicional Queima do Entrudo. Um ritual simbólico, profundamente enraizado na tradição popular portuguesa, assinala o fim do ciclo carnavalesco e a aproximação da Quaresma. Entre festa e cerimónia, o momento representa a purificação e o renascimento, preservando uma herança cultural transmitida ao longo de gerações.
Apesar de recente, a iniciativa consolida-se como um dos eventos mais acarinhados pela população. Na sua segunda edição, as Burricadas reforçam a aposta na participação comunitária e na valorização das tradições locais, com o objetivo de afirmar Alfândega da Fé como palco de um Entrudo identitário, participado e com ambição de continuidade no panorama regional.
MUNICÍPIO DE MACEDO DE CAVALEIROS INVESTE NA MODERNIZAÇÃO DO APROVEITAMENTO HIDROAGRÍCOLA
Durante a reunião, foram destacados investimentos essenciais para o sistema de regadio, nomeadamente a modernização e reabilitação dos órgãos de comando e segurança de seis condutas da rede de rega, bem como a melhoria da regulação da água no canal condutor geral. A reabilitação da estação elevatória também foi abordada como prioridade, garantindo maior eficiência no fornecimento de água às áreas agrícolas.
Os responsáveis abordaram ainda a candidatura à instalação de painéis fotovoltaicos, um projeto que visa reforçar a sustentabilidade energética do sistema e reduzir os custos de exploração, alinhando a gestão agrícola com práticas mais amigas do ambiente.
Desta forma, o Município de Macedo de Cavaleiros reafirma o seu compromisso em apoiar investimentos que promovam a modernização do setor agrícola e o desenvolvimento equilibrado do território, reforçando a importância da inovação e da eficiência nos recursos hídricos como motor de crescimento rural.
Festival do Grelo anima a restauração local em Macedo de Cavaleiros
Entre os 16 espaços participantes estão o restaurante A Moagem, em Podence, e a Adega Regional, em Morais, dois estabelecimentos que apostam na tradição e na utilização de produtos locais.
Na A Moagem, em Podence, Catarina Desidério destaca a importância da iniciativa para a promoção da gastronomia regional:
Durante o festival, o grelo acompanha alguns dos pratos mais procurados da casa, reforçando a identidade da cozinha local:
A responsável sublinha que a simplicidade é a chave para valorizar o produto e que a aposta em produtores locais é uma prioridade assumida:
Já na Adega Regional, em Morais, Celestino Silva participa há vários anos no Festival do Grelo e considera que o evento contribui para divulgar e valorizar os produtos da terra:
Na Adega Regional, o grelo integra praticamente todos os pratos servidos durante o fim de semana gastronómico, assumindo-se como elemento central da ementa:
Quanto à origem dos ingredientes, Celestino Silva reforça a importância da ligação à terra e aos produtores da região:
O Festival do Grelo convida, assim, visitantes e residentes a redescobrir os sabores de Macedo de Cavaleiros, numa celebração que alia tradição gastronómica, produtos endógenos e a vivência única do Entrudo Chocalheiro.
Sabores Mirandeses regressam a Miranda do Douro como motor de dinamização económica e cultural
A inauguração está marcada para o dia 13 de fevereiro, às 18h00, no Jardim dos Frades Trinos. O certame decorre até 15 de fevereiro e tem vindo a crescer ao longo dos anos, assumindo-se como um evento estruturante para a economia local.
Segundo a presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Helena Barril, depois de mais de duas décadas de existência, os Sabores Mirandeses continuam a afirmar-se como um evento de grande impacto no território:
A autarca explica que a organização do festival implica um planeamento rigoroso e transparente, desde os procedimentos de contratação pública até à seleção e participação dos expositores:
Uma das novidades das últimas edições passa pela abertura do certame a produtores de fora do Planalto Mirandês, o que reforçou a diversidade e a dimensão da feira. Helena Barril destaca ainda que a presença de expositores de todo o país e a aposta numa programação cultural diferenciadora têm contribuído para o crescimento do evento:
Além da gastronomia e do artesanato, o festival integra uma forte componente cultural, com atuações dos Pauliteiros de Miranda, concertos, demonstrações culinárias e lançamentos de livros, incluindo uma edição do Tintim em mirandês.
A responsável municipal refere que o impacto económico se faz sentir sobretudo na restauração, no alojamento e no comércio local:
Durante os três dias do festival, os visitantes podem ainda usufruir de um comboio elétrico pelo centro histórico e visitar a tenda das raças autóctones, uma das atrações que continua a conquistar públicos de todas as idades.
Os Sabores Mirandeses reforçam, assim, Miranda do Douro como destino de referência, atraindo visitantes de Portugal e de Espanha e promovendo a valorização da gastronomia, do artesanato e da identidade mirandesa.
Universidade Sénior de Moncorvo regista aumento de inscrições
A população mais velha de Torre de Moncorvo está cada vez mais interessada em manter uma vida ativa e isso reflete-se no crescimento da Universidade Sénior do concelho, que arrancou este ano letivo com 48 alunos inscritos, mais 18 do que no ano anterior. Para o presidente do município, José Meneses, o aumento da procura confirma a importância desta resposta social e educativa, que acompanha as novas exigências e interesses da população sénior. “Tivemos mais inscrições do que o ano passado. Demorou a abrir, nomeadamente pela procura também de alguns professores, e por isso mesmo só começámos agora. mas com certeza iremos prolongar e no próximo ano letivo, a iniciar em outubro, de forma a manter esta rotina para estes alunos e para quem se quiser inscrever”, disse.
De forma a acompanhar a modernidade e a evolução da sociedade, a Universidade Sénior apresenta este ano novas disciplinas, com destaque para Tecnologias Digitais e Redes Sociais. Mantêm-se, em simultâneo, áreas já consolidadas como música, inglês, expressão plástica, saúde e bem-estar, walking football, oficinas, ginástica, hidroginástica e tuna.
“É uma aposta ganha, uma aposta para mantermos. Houve de facto aqui algumas alterações, nomeadamente numa disciplina que é Tecnologias Digitais e Redes Sociais, que foi implementada este ano e que com certeza vai também ajudá-los com as redes sociais, a poderem utilizá-las da melhor maneira possível para a vida pessoal de cada um dos alunos aqui presentes”, explicou.
O município quer tirar os mais velhos de casa e combater, assim, o isolamento. A ideia é que muitas mais pessoas se inscrevam e que o número continue a crescer.
“Pessoas do concelho de Torre de Moncorvo poderão de facto partilhar de uma experiência única e conviverem entre si, porque também é essa a missão, tirar os nossos séniores de casa, das suas rotinas e trazê-los para a escola, para esta universidade, para poderem partilhar aquilo que é uma experiência nova e para que eles estejam também ativamente dentro da sociedade, de plenas funções daquilo que é também uma interajuda depois com o município nas atividades do próprio”, frisou.
Este ano, o arranque do ano letivo aconteceu mais tarde devido à necessidade de garantir docentes.
Museu Abade de Baçal abre portas à Geração Z com projeto nacional
Um projeto dedicado a aproximar os jovens, dos 14 aos 18 anos, dos museus, da arte e da cultura através de encontros quinzenais.
A iniciativa, criada pela Museus e Monumentos de Portugal (MMP), tem como objetivo promover a participação ativa, o pensamento crítico e o diálogo com a arte e a cultura, num ambiente participativo e seguro, explica a coordenadora do dos Serviços de Educação e Mediação, Ana Pereira.
“Queremos constituir um Fórum Jovem porque, a nível mundial, os jovens são os menos frequentadores de espaços culturais, nomeadamente museus. Então juntámo-nos os quatro museus com o desafio da Museus e Monumentos de Portugal (MMP) para conseguirmos criar um projeto que abrange esta geração Z. Pretendemos que venham ao museu para construirmos com eles espaços seguros, para a crítica, o pensamento, o debate, a produção de conhecimento sobre diversos temas geracionais, questões da atualidade, mas que estejam sempre articulados entre a arte e a cultura.”
Além do Museu Abade de Baçal, o projeto integra mais três museus, sendo estes o Museu Alberto Sampaio, em Braga, o Museu Nacional da Resistência e Liberdade, em Peniche, e Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto.
A coordenadora destaca que o projeto está dividido em várias fases e que a expectativa é que as sessões arranquem, em Bragança, já no final deste mês de fevereiro. “Vamos agora pôr nas nossas redes sociais o cartaz que tem um QR code com acesso à ficha de inscrição. Este cartaz vai ser distribuído pelas instituições escolares e por vários espaços da cidade. De fevereiro a junho será mais um ponto de partida e um desenho participativo do que é que vamos planear e que projetos e programas estes jovens querem planear para os seus pares. Depois, claro, este projeto não é para ficar aqui, é para depois fazermos, já como a segunda fase, a organização das propostas e as coreografias da apresentação, e julgarmos termos um projeto com tempo previsto por 3 anos”, disse
O objetivo, a longo prazo, do Museu Abade de Baçal é a criação de um conselho Criativo Juvenil para “incentivarem outros jovens a envolverem-se com o museu, para planearem projetos programas de interesse para os seus pares, para conduzirem projetos com conteúdos, por exemplo, uma exposição liderada por jovens que depois começa a fazer parte dos programas oficiais do museu”, rematou.
Cada sessão do projeto pretende afirmar estes museus como ambientes seguros e participativos, incentivando a reflexão sobre temas atuais em articulação com o património e a cultura.
ULS do Nordeste lança projeto-piloto de formação sobre cuidados no primeiro ano de vida dos bebés
A Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSNE), através dos serviços de Pediatria, Obstetrícia e Cuidados de Saúde Primários, está a desenvolver um projeto-piloto de formação dirigido a pais, cuidadores e a todos os interessados nos cuidados a ter com crianças no primeiro ano de vida.
Clara Preto, pediatra da ULS do Nordeste, explica que o projeto nasceu da perceção de que os pais recebem frequentemente informações contraditórias. “É um ciclo de sessões de formação para os pais e cuidadores, qualquer pessoa que também esteja interessada no tema. Isto surgiu da necessidade de uniformizar um bocadinho as recomendações aos pais sobre os cuidados a ter com as crianças no primeiro ano de vida. Quando nasce uma criança toda a gente tem opiniões sobre o que fazer, quais são as condutas mais corretas a ter com a criança e os pais, principalmente aqueles que que são pela primeira vez pais, sentem-se muito perdidos porque, muitas vezes, as opiniões são contrárias e eles procuram no profissional de saúde realmente essa resposta”
As sessões são dinamizadas por uma equipa multidisciplinar, que integra pediatras, médicos de família e enfermeiros da área da saúde materno-infantil, com o objetivo de garantir a informação correta.“Tendo em consideração aquilo que eles já nos costumam perguntar mais frequentemente e também no sentido de lhe darmos indicações de algumas atitudes preventivas que podem fazer a diferença, nomeadamente medidas para um sono seguro do bebê, para evitar algumas mortes súbitas durante os primeiros meses de vida, que raramente, mas por vezes acontecem e que há pequenas medidas que podem fazer essa diferença.”
O projeto-piloto arrancou em janeiro e prolonga-se até junho, com sessões mensais realizadas ao sábado de manhã, com a duração de uma hora.
A pediatra, também coordenadora do projeto, explica que vão ser abordados diversos temas e no final do ciclo, será oferecido aos participantes um livro que reúne toda a informação transmitida ao longo das sessões.
“Têm diversos temas. Vão desde o sono do segundo ano, como já falei anteriormente, cólicas do lactante, vacinas de extraplano, também tem uma parte de suporte básico de vida, de prevenção de acidentes em casa, portanto abarca imensos temas e no final vamos oferecer um livro que terá compiladas todas estas informações, que será o livro do bebê e que será oferecido a todos os participantes. Esse livro também será adotado pela Unidade Local de Saúde do Nordeste oficialmente e será depois oferecido a todos os bebês que nascerem aqui na nossa unidade local de saúde e aqueles que apesar de não terem nascido venham durante o primeiro ano de vida, vivam aqui na região”, rematou.
As formações decorrem na Escola Superior de Saúde de Bragança. As inscrições são gratuitas, mas obrigatórias e estão disponíveis através das redes sociais da Unidade Local de Saúde do Nordeste, através de link ou código QR.
As inscrições são individuais, mesmo no caso de casais, devido à capacidade da sala, e a participação está aberta a qualquer pessoa interessada.
No futuro, o objetivo será levar estas formações a outros concelhos do distrito de Bragança. Paralelamente, está prevista a formação de uma equipa de saúde escolar, que irá replicar conteúdos adaptados às creches.









































