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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 11 de abril de 2026

Se o tempo não estragar, este pode ser um ano normal para a produção de mel no Parque de Montesinho

Notícias da aldeia

Por: Fernando Calado
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


 Às vezes, ainda ouço, à beira da memória, os carros de bois que passam, chiando dolorosamente, carregados de trigo… desejando a eira.

- Ei, vacas!… Anda lá, Cereja!… Faz-te ao suco… e a lavrada acontecia, vagarosamente, do nascer ao pôr do sol.

Os lameiros eram verdes, a erva fresca… a boiada pastava e o boieiro não tinha pressa, sentado, comendo a merenda junto ao remanso da ribeira.

Os carros de bois já se calaram há muito tempo, e o último boieiro já só existe no imaginário nostálgico da aldeia.

Mas o orgulho dos antigos lavradores persiste firme, como as fragas duras e altaneiras:

- Pois é, sempre tive duas juntas de vacas… agora tenho dois tratores… e, quando um se cansa, pego no outro!…

Ora bem! Que se canse o trator… mas descanse o lavrador!

Mudaram os tempos… ficam as pequenas vaidades!

Bendito seja o Nordeste!


Fernando Calado
nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança. 
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.

Explicador: Da plantação das cerejeiras à colheita da cereja

 Respondemos, hoje, a um pequeno conjunto de perguntas sobre a cerejeira – da sua plantação à apanha do seu fruto, passando pela poda e enxertia.

CÂMARA MUNICIPAL DO FUNDÃO - O fruto da cerejeira começa a ser notado por volta de Maio. 

O que é, afinal, uma cerejeira?

Sabemos todos que a cerejeira é uma árvore. O que talvez possa não saber é que a cerejeira-brava é o nome comum da Prunus avium, uma árvore pertencente às rosáceas que partilha o género com muitas outras árvores de fruto, como a amendoeira, o pessegueiro, o damasqueiro ou a ameixieira.

Entre outras características, todas partilham um fruto que pode ser classificado como uma drupa, com um endocarpo, ou seja, um caroço, de dimensões consideráveis, que não deve ser consumido, pois possui quantidades não irrelevantes de cianeto.

No seu estado selvagem, a cerejeira é uma árvore de porte médio-grande, nativa das zonas temperadas da Eurásia ocidental, de folha caduca. Em Portugal, existe de forma natural essencialmente na metade norte do país, até à zona de Portalegre, com uma pequena população na Serra de Monchique.

Uma característica interessante destas árvores é que necessitam de um período de frio (embora não demasiado frio) de 800-1.000 horas para que a floração primaveril (e consequente frutificação futura) seja induzida.

Uma outra espécie muito próxima, também plantada e consumida em Portugal, é a ginja (Prunus cerasum).

CÂMARA MUNICIPAL DO FUNDÃO - A plantação das cerejeiras deve ser feita entre o Outono e o início do Inverno.

QUAL É a principal zona de cultivo de cerejeira EM PORTUGAL?

No nosso país, o cultivo de cereja está essencialmente restrito ao norte e centro, com alguma tendência de crescimento, cerca de 100 hectares por ano.

Existem cinco cultivares registados em Portugal:

  • a cereja São Julião - Portalegre DOP;
  • a cereja de Alfândega da Fé;
  • a cereja de Penajóia;
  • a cereja do Fundão IGP;
  • e a cereja da Cova da Beira IGP.
CÂMARA MUNICIPAL DO FUNDÃO - Em Junho, a Festa da Cereja, em Alcongosta (no concelho do Fundão), celebra o maior atractivo da aldeia, com concertos, visitas de campo e óptima comida. 

Destes, os dois últimos são responsáveis por mais de metade da produção nacional, com mais de 2.500 hectares de área dedicada.

Quando É A ÉPOCA DA FLORAÇÃO e DA COLHEITA Da cereja?

As cerejeiras entram em dormência após o Verão, e assim se mantêm até ao fim de Fevereiro, inícios de Março, sempre que as necessidades de exposição ao frio sejam colmatadas. Se o forem, é nesta altura que sai deste estado e inicia o processo de floração, a que se segue a polinização das flores e, finalmente, a frutificação. Em Portugal, a época normal de floração acontece normalmente entre Março e Abril. Depois de amadurecido, dependendo da variedade/cultivar em questão, o fruto estará pronto para a colheita entre Maio e Julho.

Miguel Proença - Até 12 de Abril, há um programa em torno das “Cerejeiras em Flor” no município do Fundão, um dos maiores produtores do país. 

Quando deve ser PLANTADA E podada uma cerejeira?

As cerejeiras devem ser plantadas por volta de Janeiro / Fevereiro, para garantir que a planta está no terreno pelo menos cerca de um mês antes do aparecimento dos primeiros rebentos. É importante ter o cuidado de a plantar em solo só levemente ácido ou mesmo neutro (de pH 6,0-7,5), com boa drenagem, uma vez que esta árvore é sensível ao alagamento, boa exposição solar e relativamente pouca exposição a ventos.

Ao contrário de outras árvores, que são podadas no Inverno, não é nesta altura que se deve podar a cerejeira, uma vez que esta rosácea ainda se encontra na fase de dormência e está mais vulnerável a infecções. Assim, as podas devem ser realizadas só a partir do começo da Primavera, quando a árvore volta a estar fisiologicamente activa.

Há três momentos do ciclo da cerejeira em que a poda é relevante. Primeiro, ao fim dos primeiros três anos de vida da árvore, há uma poda de formação, para dar à árvore a forma desejada. No resto da vida da árvore, há uma poda primaveril, em que são eliminados ramos secos, mal formados ou doentes, assim como cerca de 30 centímetros de outros ramos que entretanto tenham crescido, e uma poda em verde, feita de Maio a Julho, em que são desbastados os ramos novos.

- CÂMARA MUNICIPAL DO FUNDÃOO período da floração depende da variabilidade climática, mas à partida ocorre entre Março e Abril. 

E QUANTO À ENXERTIA?

Quando à enxertia, processo alternativo à plantação da cerejeira com sementes, e que permite não só acelerar o calendário no que toca à exploração do fruto, mas também combinar diferentes características de árvores distintas, e que consiste essencialmente na transplantação de ramos de uma determinada variedade ou espécie para outra árvore (o porta-enxerto), ou mesmo de toda a parte superior da planta, resumindo-se o porta-enxerto ao sistema radicular e parte inferior do tronco, no caso do chamado enxerto de coroa.

Na cerejeira, o porta-enxerto é normalmente uma de entre as cerejeiras-bravas (Prunus avium), as ginjeiras (Prunus cerasum) as cerejeira-de-Santa-Lúcia (Prunus mahalebi) ou, mais raramente, ameixieira (Prunus domestica). Consoante o tipo de enxerto, deve ser feito na Primavera (casos dos enxertos de coroa ou dos chamados enxertos T-graft) ou no início do Verão (caso dos chamados enxertos de reforço), sempre antes da árvore entrar em dormência.

Como é feita a colheita da cereja?

A colheita da cereja é ainda hoje feita essencialmente de forma manual para as cerejas para consumo, tendo cuidado para colher o fruto pelo pedúnculo, ligeiramente antes da sua maturação completa, para maximizar o tempo em que se conservam comestíveis e minimizar o risco de infecções pós-colheita.

Para outros fins, como por exemplo processamento, pode fazer-se colheita mecânica, com a árvore a ser sacudida por uma máquina especializada e as cerejas a caírem em redes colocadas para o efeito.

Tradicionalmente, a apanha era feita pelos populares à mão, em cestos produzidos para o efeito, dizendo-se, meio a sério, meio a brincar que, em meados do século XX, da população da aldeia de Alcangosta, “metade eram cesteiros, metade comerciantes de fruta”.

CÂMARA MUNICIPAL DO FUNDÃO - O comboio turístico disponibilizado pelo concelho do Fundão é uma óptima forma de ver de perto as cerejeiras em flor.

Que interesse têm as cerejeiras, além da cereja?

Para além do interesse económico e gastronómico da produção de cereja, as cerejeiras apresentam também interesse do ponto de vista turístico. Por um lado, a beleza das cerejeiras em flor atrai os visitantes no princípio de Março e, por outro, várias empresas oferecem pacotes turísticos que incluem a participação e degustação de cerejas na altura da apanha, no período de Maio-Junho.

Noutros lugares do mundo, as cerejeiras são também culturalmente importantes, e talvez em nenhum lugar alcancem a importância que detêm no Japão.

Aí, a espécie local, Prunus serrulata, é usada principalmente como árvore ornamental. A  localmente chamada sakura é considerada a flor não oficial da nação nipónica e é o elemento central da actividade conhecida como hanami (visualização de flores).

António Matos
Actualizado a 6 de abril de 2026

Viver na cidade: soluções baseadas na natureza reduzem até 40% o stress físico ligado ao calor

 Uma equipa internacional de investigadores comparou os efeitos de diferentes soluções de planeamento urbano para combater os efeitos das altas temperaturas, como aumentar as sombras verdes e reduzir o asfalto e outras superfícies impermeabilizadas. O estudo realizou-se na Área Metropolitana de Lisboa e em Islamabad, no Paquistão.

Foto: Helena Geraldes/Wilder

Até que ponto conseguimos diminuir os efeitos negativos do calor nas cidades, se retirarmos o alcatrão dos parques de estacionamento? E quais são os benefícios de se plantarem mais árvores ou de se criarem mais “telhados verdes” em espaços urbanos, face ao aumento das temperaturas que vai acontecer nos próximos anos?

Estas e outras perguntas foram lançadas por uma equipa internacional de 16 investigadores, que lhes deu resposta num artigo agora publicado na revista científica Landscape and Urban Planning. Neste estudo, participaram dois cientistas do CE3C – Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. O foco da investigação foram a Área Metropolitana de Lisboa (AML), que nos seus 18 municípios acolhe três milhões de habitantes – 27% da população nacional – e também a cidade de Islamabad, no Paquistão.

“O que procurámos foi analisar de que forma as medidas baseadas na natureza têm um impacto concreto e substancial nestes contextos e quais são as vantagens e limitações de cada uma”, explicou Inês Gomes Marques à Wilder.

Os investigadores concluíram que soluções baseadas na natureza, como o aumento de áreas verdes, a plantação de árvores e a remoção de superfícies impermeabilizadas, conseguem diminuir “significativamente” o stress térmico das populações urbanas. No estudo, este foi reduzido em geral até 40%, “em especial através do fornecimento de sombras que protegem do sol direto e pela redução das temperaturas em superfícies terrestres”, indicam.

O stress térmico resulta da exposição a temperaturas extremas, como acontece em dias de calor muito elevado, e provoca reações físicas negativas como desidratação e insolação, podendo levar mesmo à morte. Em todo o mundo, cerca de 500.000 pessoas morrem por ano devido a temperaturas demasiado elevadas, e esta é uma situação que vai piorar devido às alterações climáticas.

Nos últimos anos, já foi provado também que o calor extremo tem outros impactos, como por exemplo o aumento das taxas de crime e mais depressões e doenças mentais, nota a mesma equipa. Uma vez que o aquecimento global é já uma realidade e vai continuar – mesmo que as metas do Acordo de Paris sejam alcançadas – é urgente perceber quais são as melhores estratégias para adaptar as cidades, sublinham.

Diferentes soluções, resultados distintos

Ao compararem os efeitos de diferentes soluções, a equipa concluiu que “durante o dia, as árvores são particularmente eficazes na redução das temperaturas diurnas, em especial quando são plantadas em áreas alargadas e contínuas”. O resultado traduz-se em reduções de temperatura até cerca de 0,5°C, enquanto que o número de dias com stress térmico pode baixar até 50%.

Em contrapartida, esses benefícios registados diminuiam rapidamente quando se saía das áreas plantadas, que ainda para mais tendiam a ser partes da cidade onde vivem menos pessoas, perceberam também os cientistas. Além disso, durante a noite o calor tende a ficar “aprisionado” sob o arvoredo, aumentando as temperaturas noturnas.

Por outro lado, remover superfícies impermeabilizadas como alcatrão, betão ou asfalto, mostrou ter maior efeito na diminuição das temperaturas durante a noite. Essa medida reduz entre 10% e 20% o número de dias com stress térmico, “beneficiando um maior número de pessoas e sendo crucial para travar a perda de sono associada às ondas de calor”, destaca uma nota de imprensa do CE3C.

“Não existe uma solução perfeita”, resume por sua vez Inês Gomes Marques. “Extensões muito grandes de árvores são particularmente eficazes durante o dia, em zonas urbanas, mas isso dependerá dos cuidados que temos com a forma como são plantadas, e deve ser feito em parceria com a diminuição de superfícies impermeáveis”, explica esta investigadora.

Tiago Capela Lourenço e Inês Gomes Marques, co-autores do estudo publicado. Foto: D.R.

Soluções analisadas à lupa

O estudo agora publicado prolongou-se por três anos, durante os quais a equipa realizou também workshops com representantes dos municípios da AML, em especial dos departamentos que estudam formas de lidar com os efeitos das alterações climáticas. “Em conjunto, fomos discutindo diferentes soluções e como é que seriam mais facilmente aplicadas”, resume a investigadora do CE3C. Os resultados dessas estratégias foram mais tarde avaliados e discutidos à volta da mesma mesa.

Mas a investigação não ficou por aqui. Além da análise realizada para toda a área da AML, feita com recurso a modelos computacionais, foram intervencionadas e analisadas três áreas de estudo mais ao pormenor: duas na Grande Lisboa – situadas em Marvila e Almada – e outra em Islamabad. Nesses locais, foram aplicadas diferentes soluções baseadas na natureza, como a plantação de árvores e arbustos de diferentes espécies, a instalação de telhados verdes e a eliminação do asfalto em parques de estacionamento, exemplifica Inês Gomes Marques. E os impactos foram avaliados “à lupa”.

Entretanto, apesar dos resultados positivos alcançados com a aplicação deste tipo de estratégias, “as soluções baseadas na natureza, por si só, não são suficientes para compensar os impactos futuros das alterações climáticas, especialmente  face às políticas atuais”, afirma uma nota de imprensa sobre esta investigação, enviada à Wilder.

“O estudo mostra que o planeamento urbano inteligente pode fazer uma diferença real na qualidade de vida das populações urbanas, mas também evidencia que existem limites claros à adaptação. Reduzir emissões e travar o aquecimento global continua a ser fundamental”, reforça Tiago Capela Lourenço, outro dos co-autores.

Prioridade às zonas mais povoadas

A prioridade neste tipo de soluções deve ser para as zonas densamente povoadas, conclui também a equipa, que sublinha que o planeamento urbano deve integrar soluções verdes e azuis de forma estratégica.

“A adaptação ao calor urbano exige uma abordagem combinada entre planeamento, políticas climáticas e justiça social, dado o maior impacto em populações vulneráveis”, afirmam.

A equipa do CE3C na Faculdade de Ciências da Universidade Lisboa participa atualmente num projeto europeu chamado AdaptationHubs. Este projeto apoia a criação de um Hub de Adaptação em Portugal, no âmbito da Missão para a Adaptação às Alterações Climáticas da União Europeia, que tem o objetivo de aumentar a informação disponível sobre diferentes estratégias para enfrentar as alterações climáticas em áreas urbanas, tal como a partilha de soluções já estudadas e aplicadas em diferentes cidades.

Cuontas de l contrabando: Catrina Rosa Bicente, de Paradela

XVI Mostra Teatro Douro

 O autitório do CITICA acolhe a XVI Mostra de Teatro Douro com a peça “O LOBISOMEM” no dia 2 de maio pelas 21h30


SINOPSE
:

Esta comédia de Camilo Castelo Branco tem muito a ver com a juventude do autor, em particular com o período que passou em Ribeira de Pena, terra onde estudou Latim com o padre Manuel Rodrigues e onde acabou por casar com Joaquina Pereira. Ele com 16, ela com 15 anos de idade. Fala-nos de João da Eira, agricultor de Reboriça, que tem a mulher empregadinha e a filha engelhada, porque ambas terão visto um lobisomem a espolinhar-se na encruzilhada. A notícia do bicho-homem espalha-se e instala-se o pavor na região. No meio da barafunda anda um estudante, vindo de fora para aprender gramáticas em casa do reverendo vigário da freguesia e que, dizem os entendidos, não é outro senão o próprio Camilo. As peripécias da peça decorrem no meio de vivíssimos quadros da vida rural do Alto Tâmega em meados do século XIX. O escritor conhece bem a região e o seu povo, dando-nos em O Lobisomem um retrato fiel e bem-humorado da vida, da cultura e até do modo de falar locais. Mostra-nos como se festejavam as bodas com flores e tiros, como eram animadas as espadadas do linho, onde se cantava ao desafio e até se dançava, como se mascaravam os grupos de encamisados ou caretos, como eram praticados exorcismos na romaria de S. Bartolomeu de Cavez. Em toda a peça, está bem marcado “o contraste da ironia com a comiseração, das lágrimas com o riso, da condolência com o sarcasmo”, como escreve Alberto Pimentel no prefácio da edição de 1946. Trazer para a atualidade o humor de Camilo, 200 anos depois do seu nascimento, é a nossa forma de celebrar o génio que criou Amor de Perdição, Eusébio Macário, A Queda de um Anjo, O Morgado de Fafe Amoroso e tantas obras-primas da literatura portuguesa.

MIRANDA DO DOURO ACOLHE PERFORMANCE PARTICIPATIVA DEDICADA À LÍNGUA MIRANDESA

 A Escola Básica e Secundária de Miranda do Douro recebe, este sábado, 11 de abril, a apresentação de “CONDOMINIUM (An Mirandés)”, uma proposta artística do criador Rogério Nuno Costa, que convida o público a participar num percurso performativo ao longo da tarde.


A iniciativa decorre entre as 14h00 e as 19h00 e integra o programa “Rota do Sentir”, desenvolvido pela Rota Clandestina, com financiamento da Direção-Geral das Artes.

Assumindo um formato experimental e participativo, o projeto propõe uma reflexão em torno do conceito de “casa” e da convivência coletiva, explorando, nesta edição, a língua mirandesa como elemento central. Através de uma abordagem multidisciplinar, o espaço escolar transforma-se num cenário de encontro, onde se cruzam práticas artísticas, linguagem e identidade cultural.

A performance envolve a comunidade local, incluindo alunos, grupos culturais e diversas entidades, num processo colaborativo que pretende valorizar a língua mirandesa enquanto património e expressão viva do território.

Com esta iniciativa, Miranda do Douro afirma-se, uma vez mais, como palco de criação contemporânea e de valorização das suas especificidades culturais, promovendo o diálogo entre arte, comunidade e tradição.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

MINISTRO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA REFORÇA PROXIMIDADE AOS BOMBEIROS COM VISITAS A MIRANDELA E PESO DA RÉGUA

 A região transmontana volta a assumir um papel central na agenda governativa com a deslocação do novo ministro da Administração Interna, Luís Neves, a Mirandela e Peso da Régua, no próximo dia 14 de abril, no âmbito de um roteiro nacional de proximidade ao setor dos bombeiros.


A iniciativa decorre em articulação com a Liga dos Bombeiros Portugueses, que acompanha o governante numa série de encontros com associações humanitárias e autarquias, abrangendo vários distritos do país, incluindo Bragança e Vila Real.

No que diz respeito ao território transmontano, a primeira reunião está agendada para a Casa da Cultura de Mirandela, seguindo-se um segundo encontro no auditório municipal de Peso da Régua. Estas sessões inserem-se num conjunto de reuniões de âmbito distrital que visam ouvir diretamente os agentes no terreno, num momento considerado crucial para o futuro da proteção civil em Portugal.

Para os encontros estão convidadas todas as associações de bombeiros, corpos ativos e câmaras municipais, numa lógica de diálogo alargado que pretende identificar necessidades, constrangimentos e prioridades do setor.

A presença do ministro nestes territórios do interior é vista como um sinal político relevante, reforçando a atenção às especificidades das regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos, onde os bombeiros desempenham um papel ainda mais determinante na proteção de pessoas e bens.

A iniciativa da Liga dos Bombeiros Portugueses, ao promover este contacto direto entre o poder central e os operacionais, procura também contribuir para a definição de políticas mais ajustadas à realidade local, num setor que enfrenta desafios crescentes, desde a falta de recursos humanos à exigência de meios técnicos adequados.

Com esta deslocação, o Governo dá continuidade a uma estratégia de proximidade e escuta ativa, colocando os bombeiros no centro das prioridades e reconhecendo o papel insubstituível que desempenham, particularmente em regiões como Trás-os-Montes e o Douro.

A Redação,
Foto: DR

MUNICÍPIOS DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO DISTINGUIDOS COM A BANDEIRA DE MÉRITO SOCIAL 2026

 Os municípios da região de Trás-os-Montes e Alto Douro foram recentemente distinguidos com a Bandeira de Mérito Social 2026, um reconhecimento nacional que valoriza o trabalho desenvolvido na área das políticas sociais, da inclusão e da promoção do bem-estar das comunidades locais.


Num universo de 732 candidaturas apresentadas em todo o país, apenas 150 entidades foram selecionadas, entre as quais vários municípios desta região do interior norte, evidenciando a consistência das estratégias sociais implementadas e o impacto direto junto das populações.

Na área do Alto Tâmega, foram distinguidos os municípios de Montalegre, Boticas, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar, reconhecidos pelo investimento contínuo em respostas sociais de proximidade e apoio às populações mais vulneráveis.

Na sub-região de Terras de Trás-os-Montes, o galardão foi atribuído aos municípios de Bragança, Vinhais, Mogadouro e Freixo de Espada à Cinta, destacando-se o trabalho desenvolvido na coesão territorial e no reforço das redes de apoio social.

Já na região do Douro (NUTS Trás-os-Montes e Alto Douro), foram igualmente distinguidos os municípios de Alfândega da Fé, Armamar, Mesão Frio, Tabuaço, São João da Pesqueira e Santa Marta de Penaguião, sublinhando a aposta em políticas públicas orientadas para a inclusão social e melhoria da qualidade de vida.

Esta distinção coletiva reforça o papel dos municípios de Trás-os-Montes e Alto Douro como exemplos de boas práticas a nível nacional, evidenciando uma atuação concertada em prol da coesão social, do desenvolvimento sustentável e do apoio às comunidades locais mais envelhecidas e dispersas do território.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

EXECUTIVO DE MACEDO DE CAVALEIROS APROVA CONTAS, REFORÇA APOIO SOCIAL E AVANÇA COM NOVOS PROCEDIMENTOS

 A Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros tornou públicas as deliberações tomadas na reunião ordinária de 10 de abril de 2026, num exercício de transparência institucional que evidencia as principais decisões estratégicas para o concelho.


Entre os pontos mais relevantes, destaca-se a aprovação por unanimidade da prestação de contas referente ao exercício económico de 2025, documento fundamental para a avaliação da gestão financeira do município. Já a certificação legal das contas foi apresentada ao executivo, que tomou conhecimento formal do respetivo parecer.

No plano orçamental, foi ainda aprovada, por maioria, a segunda modificação aos documentos previsionais de 2026, ajustando o planeamento financeiro às necessidades atuais do município.

A reunião ficou igualmente marcada por decisões no domínio dos recursos humanos, com a aprovação, por unanimidade, da abertura de procedimentos de recrutamento para cargos de direção intermédia, bem como para candidaturas a juízes sociais, reforçando a estrutura organizativa e institucional.

No campo social, o executivo aprovou a celebração de um protocolo no âmbito da Bolsa de Acompanhantes de Maior Acompanhado, medida que visa reforçar o apoio a cidadãos em situação de maior vulnerabilidade, promovendo respostas mais próximas e eficazes.

Foram ainda aprovados apoios de natureza logística e institucional, nomeadamente a colaboração com a Direção Regional de Bragança do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, bem como a ratificação da isenção de taxas associadas à realização das celebrações da Semana Santa.

No domínio urbanístico, foi autorizada a prorrogação do prazo para conclusão de uma operação de construção de moradia unifamiliar na localidade de Corujas, garantindo a continuidade do projeto dentro dos parâmetros legais.

As deliberações agora divulgadas refletem a atividade regular do executivo municipal e sublinham uma atuação orientada para a gestão rigorosa, o reforço das políticas sociais e o apoio à dinâmica local, consolidando o compromisso da autarquia com o desenvolvimento sustentado do concelho.

A Redação,
Foto: DR

5.º Torneio de Xadrez da Maria da Fonte regressa a Macedo de Cavaleiros com inscrições abertas

 O 5.º Torneio de Xadrez da Maria da Fonte realiza-se no próximo sábado, entre as 14h00 e as 19h00, em Macedo de Cavaleiros, com o objetivo de reunir jogadores de várias idades num ambiente de competição e convívio.


O evento é promovido pelo Grupo Desportivo Macedense (GDM), através da sua secção de xadrez, e insere-se numa estratégia de divulgação e dinamização da modalidade na região, com aposta na formação de jovens e adultos.

O responsável pela secção de xadrez do GDM, Ricardo Batista, sublinha que o principal objetivo passa pela formação e pelo crescimento da modalidade:

Quanto à participação, a organização refere que o torneio está aberto a todos os interessados, sem critérios de seleção:

A organização destaca ainda a importância de dar visibilidade ao xadrez e atrair novos praticantes para a modalidade:

O 5.º Torneio de Xadrez da Maria da Fonte pretende, assim, reforçar a prática da modalidade na região, promovendo o convívio, a aprendizagem e a competição saudável entre os participantes.

A inscrição tem um custo de cinco euros.

Jodie Pinto

Batucada apresentam novo tema “Vida de Pastor”

 “Vida de Pastor” é o novo tema da banda Batucada, que sobe hoje ao palco do Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros, às 21h30, num concerto inédito que contará também com a participação da Banda Filarmónica 25 de Março e da Universidade Sénior de Macedo de Cavaleiros.


Um dos fundadores do grupo, Bruno Mazeda, levanta o véu sobre este novo tema, que se junta a outros já conhecidos, como “Sou Filho do Vinho” e “Terra Onde Flori”:

O músico destaca ainda que esta experiência tem sido bastante enriquecedora:

Os Batucada surgiram em 2011 e são constituídos por Bruno Mazeda e António Malta Gomes, dois antigos alunos da Esproarte de Mirandela, que se juntaram com o objetivo de dar novas sonoridades à música tradicional, através da fusão entre gaita-de-foles e eletrónica. Atualmente, a banda integra também Tomás Preto.

Maria João Canadas

Secretário de Estado das Florestas visitou OIGP de Alfândega da Fé

sexta-feira, 10 de abril de 2026

10 de Abril de 1982 - Como sempre, para Memória Futura.

A aventura de acampar nos anos 70


 Nos anos 70, acampar não era montar uma tenda nem improvisar uma fogueira sob o céu aberto. Era, acima de tudo, um gesto quase sagrado de liberdade, uma forma de existir sem amarras, de deixar para trás o peso das horas e das preocupações quotidianas. Era um regresso ao essencial, ao que verdadeiramente importava, como se cada um de nós, ao chegar àqueles lugares, despisse não só a roupa da cidade, mas também as pressas, os medos e as máscaras.

Partíamos quase sempre sem grandes planos, guiados mais pelo instinto do que por mapas. A estrada era uma promessa, e o destino, um pretexto. O que realmente procurávamos não estava nos lugares, mas no que sentíamos ao alcançá-los. E quando chegávamos à ponte de Castrelos ou à ponte de Soeira, ou até ao El Folgoso, aqui ao lado, sabíamos, sem precisar de palavras, que tínhamos encontrado um pequeno pedaço de eternidade.

As águas corriam mansas. Trutas Escalos e Bogas. Havia uma música constante naquele murmúrio, uma espécie de embalo que nos desacelerava o coração. As árvores, Freixos e Olmos, altas e generosas, inclinavam-se sobre nós como velhas guardiãs, oferecendo sombra durante o dia e um abrigo quase maternal à noite. O vento passava leve sem nos fazer sentir frio, trazendo o cheiro da terra húmida, da lenha, da liberdade.

Ali, o tempo deixava de ter pressa. As horas não se contavam, sentiam-se. Um pôr-do-sol podia durar uma eternidade, e uma noite à volta da fogueira parecia conter uma vida inteira. O crepitar da madeira a arder era o nosso relógio, e as conversas, essas, não tinham fim nem destino, por vezes, imagino, nem sentido. Falava-se de tudo e de nada, de sonhos ainda por cumprir, de amores que começavam ali mesmo ou que ficavam por dizer, de um mundo que acreditávamos poder transformar.

Vivíamos com tão pouco, e ainda assim tínhamos tudo. Um pedaço de pão partilhado tinha outro sabor, talvez por ser dividido entre risos e cumplicidade. Um copo de vinho passava de mão em mão como um ritual, sem receio de vírus, ingenuidade talvez mas que saudades dela, aquecendo não só o corpo, mas também a alma. Havia sempre um “bagacito” a circular, umas cervejas a refrescar a tarde, e uma guitarra ou uma viola que, sem esforço, encontrava o seu lugar entre nós. Bastava um acorde, e de repente estávamos todos a cantar, mesmo sem sabermos bem a letra, porque o importante nunca foi acertar “a letra e o tom”, mas sentir.

Um pente e o plástico que envolvia o maço dos cigarros, transformava-se, de repente, numa orquestra…

E depois havia o riso. Um riso solto, genuíno, daqueles que nasce do fundo sem vergonha. Ríamos das pequenas coisas, de histórias repetidas, de silêncios partilhados. Ríamos porque estávamos vivos, juntos, livres.

Quando a noite caía, o céu transformava-se num espetáculo impossível de esquecer. As estrelas pareciam mais próximas, mais intensas, quase como se pudessem ser tocadas. Deitados na relva, nos calhaus ou encostados uns aos outros, ficávamos em silêncio, olhando para aquele infinito, deixando que ele nos invadisse. Era nesses momentos que sentíamos, com uma clareza rara, que fazíamos parte de algo maior, não como espectadores, mas como fragmentos vivos daquele universo.

Acampar naquela época era um ato de entrega total. Era pertencer ao rio que corria, à pedra que sustentava os nossos passos, ao vento que nos atravessava. Era esquecer o mundo lá fora, a uns poucos quilómetros de distância, para encontrar um outro dentro de nós. Não havia filtros, apenas presença.

Aqueles dias não passaram. Continuam vivos em cada lembrança, em cada saudade que nos aperta o peito, em cada sorriso que surge quando fechamos os olhos e voltamos, por instantes, a esse tempo em que tudo era simples, e, por isso mesmo, absolutamente perfeito.

Saudades… e no dia seguinte tudo acontecia, mas só a partir da hora em que nós queríamos e estipulávamos.

HM
10 de Abril de 2026. Faz hoje 44 anos que eu e a Gena, depois de 5 anos de namoro, nos casámos na então, Igreja do Stº Cristo de Outeiro. Ainda estamos por cá.

Quem vai receber os 0,10€ não vai ser quem os pagou.

 Continuamos a sustentar demagogia, cópias e imitações.
Não é assim. É apostar na ESCOLA!
Este é mais um imposto, bem descarado e, prepotente!

Projeto-piloto para melhorar acolhimento de migrantes está em marcha

 Os migrantes estão a ganhar peso em Bragança e já têm impacto direto no mercado de trabalho local, ajudando a responder à falta de mão de obra num concelho marcado pelo envelhecimento da população. Essa realidade está hoje em destaque no evento “MADRILUSA – Interculturalidade Que Cria Futuro”, no Auditório Paulo Quintela, onde foi apresentado um projeto-piloto para contribuir para um melhor acolhimento dos que chegam à região, bem como uma plataforma para os pôr em contacto com empresários.


O encontro pretende mostrar o que já está a acontecer no terreno e aproximar migrantes, empresas e instituições, com foco em soluções concretas, como a feira de emprego e integração para migrantes. A iniciativa dará também destaque a outros projetos e respostas que trabalham com população migrante, promovendo articulação, trabalho em rede e sinergias na zona norte do país. Entre esses exemplos estará a “Centraliza + One Stop Shop”, com o espaço “Da ideia ao negócio”, dedicado ao empreendedorismo, microcrédito e mentoria.

A abertura institucional contou com Pedro Rego, vice-presidente da Câmara Municipal de Bragança, António Santos, presidente da Câmara Municipal de Vimioso e vice-presidente da CORANE, e Miguel Torres, vice-presidente da Federação Minha Terra, acompanhada por uma atuação do Grupo de Dança Tradicional de Timor-Leste.

O programa incluiu um debate sobre a nova realidade migratória em Portugal, com participação de Franck Mattos, da Fieldfisher, Orlando Rodrigues, presidente do Instituto Politécnico de Bragança, Fátima Castanheira, do Serviço Diocesano das Migrações e Minorias Étnicas, e Michele Mara, cantora, atriz e diretora da Feira Afro Empreendedora do Porto. O painel vai abordar desafios como a regularização documental, o acesso a direitos e as barreiras linguísticas, bem como as oportunidades que a imigração está a gerar.

Sobre a mesa de debate esteve o foco sobre soluções concretas, com a apresentação do projeto e da plataforma Madrilusa, seguida de momentos dedicados ao emprego, integração e criação de negócio.

GL

Os passeios em Bragança

Resultado da incúria e desleixo de anos a fio, necessitam urgentemente de uma intervenção musculada e que não será de custos irrelevantes. Mas tem que ser feita. Não se pode andar a pé em Bragança sem estar atento aos buracos e aos perigosos desníveis provocados pelas “lajes” Nem vou referir os locais já que são quase todos.


Quando a cidade não serve para os cidadãos poderem usufruir dela com os pés no chão… há que repensar as prioridades de investimento.
HM

𝑩𝑹𝑨𝑮𝑨𝑵𝑪̧𝑨 𝑫𝑬𝑳𝑰𝑩𝑬𝑹𝑨 - 𝑃𝑟𝑖𝑛𝑐𝑖𝑝𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑒𝑙𝑖𝑏𝑒𝑟𝑎𝑐̧𝑜̃𝑒𝑠 𝑑𝑎 𝑅𝑒𝑢𝑛𝑖𝑎̃𝑜 𝑑𝑒 𝐶𝑎̂𝑚𝑎𝑟𝑎 – 10.04.2026

Rampa de Gimonde de volta ao calendário do Motocruzeiro

 O Motocruzeiro de Bragança está de regresso a uma das suas imagens de marca: a rampa de Gimonde.


A prova, que acontece amanhã, está de volta ao calendário, com um percurso que se mantém inalterado, conforme explica o presidente do Motocruzeiro, Francisco Vara. “É uma rampa e a rampa, por sinal, é excelente, segundo também os próprios pilotos. É um espaço, um local espetacular, muito espetacular e, portanto, o percurso é igual. Tratando-se de uma rampa, é aquele que já foi feito em outros anos. Contudo, estamos a pensar eventualmente num evento diferente, num outro momento, em Gimonde também, mantendo a rampa, mas uma resistência e a resistência implica trajetos diferentes, implica dinâmicas diferentes”.

A competição decorre com partidas individuais, em que cada piloto enfrenta a subida contra o cronómetro. O programa inclui treinos livres durante a manhã, seguidos de subidas cronometradas que definem a grelha para a prova da tarde. “Às 9 da manhã estaremos com secretariado para receber os pilotos e as inscrições. Sensivelmente às 10:30 teremos treinos livres e depois, a seguir, às 11:30, treinos cronometrados, a fazer tempos para a parte da tarde, para a corrida, isto quads e motas. E à tarde teremos 3 subidas com os 2 melhores tempos para a classificação final.

O calendário prolonga-se com a rampa de Alfaião, marcada para 23 de maio, integrada no contexto da Feira do Cebolo. A prova decorrerá na zona da Veiga, num percurso já conhecido de edições anteriores.

Além das rampas, o Motocruzeiro prepara também o regresso de uma das suas provas mais emblemáticas: a resistência de Quintanilha, apontada para o primeiro fim de semana de novembro.

Paralelamente à vertente desportiva, o Motocruzeiro assinala este ano o seu trigésimo quinto aniversário. “Este ano decidimos fazer, como são 35 anos, um almoço para os sócios, para os amigos, para as pessoas que no dia a dia estão com o clube. Depois a seguir, 3 da tarde, iremos ter um passeio, em Rossas. Depois, às 5:30, temos a missa, estaremos na cidade, na Igreja da Sé, com a missa, a bênção das motas e a distribuição do bolo”.

Com três décadas e meia de história, a ligação do Motocruzeiro a Espanha e a outros motoclubes nacionais é uma das marcas da sua identidade, com intercâmbios e passeios internacionais já agendados, nomeadamente à Corunha no final de maio.