MEMÓRIAS...e outras coisas...
BRAGANÇA
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Sobre o Blogue
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
Universidade do Porto (UP) acolheu colóquio sobre a língua mirandesa
Ao longo de um dia de reflexão, partilha e celebração, o encontro reuniu investigadores, docentes, representantes institucionais e agentes culturais para pensar a língua mirandesa nas suas várias dimensões: património, ensino, criação artística, território, documentação histórica, políticas linguísticas e futuro.
As intervenções evidenciaram a vitalidade do mirandês e a importância do trabalho conjunto entre comunidade, escola, investigação e instituições públicas. Ficou também clara uma ideia central do colóquio: “tradiçon i feturo” não é apenas um tema — é um programa de trabalho, que exige continuidade, cooperação e compromisso.
O evento contou ainda com momentos de forte simbolismo cultural, incluindo a participação dos Pauliteiros de Miranda, sublinhando que a tradição se mantém viva quando é partilhada, praticada e renovada.
O colóquio “Lhéngua mirandesa: tradiçon i feturo” foi promovido pelo Centro de Estudos Mirandeses, o Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Língua Portuguesa da Academia das Ciências de Lisboa e o Centro de Linguística da Universidade do Porto.
Miranda do Douro: Danças dos Pauliteiros entusiasmam os alunos do AEMD
As danças dos pauliteiros de Miranda são uma das atividades extracurriculares preferidas dos alunos do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro (AEMD), que começam a aprender esta dança tradicional logo no 5º ano de escolaridade e os pequenos pauliteiros mostram desde cedo uma surpreendente habilidade e entusiasmo em dançar para o público.
ROTA LITERÁRIA DO DOURO PERCORRE 19 BIBLIOTECAS E PROMOVE AUTORES DA REGIÃO
Promovida pela Rede Intermunicipal de Bibliotecas Públicas do Douro, a iniciativa vai percorrer as 19 bibliotecas que integram esta rede, levando a cada concelho um autor da região. O objetivo passa por dar a conhecer escritores locais fora dos seus contextos habituais, estimulando a circulação cultural dentro do próprio Douro e promovendo o contacto direto entre o público e quem escreve sobre a região, as suas memórias e as suas vivências.
A viagem literária começa a 06 de março, na Biblioteca Municipal de Mesão Frio, com uma apresentação dedicada ao poeta lamecense Fausto Guedes Teixeira. Três dias depois, a 09 de março, será a vez de Moimenta da Beira receber uma exposição sobre a vida e obra do escritor mesão-friense Domingos Monteiro, num momento que pretende revisitar o seu legado literário e a sua ligação ao território.
Mais do que um ciclo de apresentações, esta Rota Literária assume-se como um projeto estruturante de cooperação cultural. Trata-se da primeira edição de uma iniciativa que ambiciona afirmar-se como ponto de encontro anual no panorama cultural duriense, valorizando os autores da região e consolidando o trabalho em rede entre bibliotecas municipais.
Ao apostar na circulação de autores dentro do próprio território, a Rota Literária do Douro reforça a coesão cultural da região e sublinha o papel das bibliotecas públicas como espaços vivos de encontro, conhecimento e partilha.
Feira da Alheira de Mirandela abre portas esta quinta-feira
O certame – organizado pela Câmara Municipal, em parceria com a Associação Comercial e Industrial – terá mais de uma centena de expositores distribuídos pela zona nobre da cidade, numa área de 11.500 metros quadrados, desde o Parque do Império até à Zona Pedonal da Rua da República, e apresenta uma programação cheia de atividades, como conta o presidente da autarquia, Vítor Correia:
A Alheira de Mirandela IGP (Indicação Geográfica Protegida) é a rainha da feira, mas, Vítor Correia, sublinha que o certame terá representados outros produtos endógenos e haverá diversos eventos culturais que servirão para promover o concelho
O presidente do Município acredita que durante quatro dias, Mirandela vai ter milhares de visitantes numa feira em que o seu sucesso está sempre muito dependente das condições climáticas, por se realizar ao ar livre. Apesar de ser um tema recorrente todos os anos, Vítor Correia acredita que este é o melhor modelo
A feira da alheira de Mirandela arranca, esta quinta-feira, com o III Encontro Cinegético do Município de Mirandela, e à noite, está agendado o concerto da Banda Sinfónica da PSP, integrado nas comemorações dos 150 anos do Comando Distrital da PSP de Bragança.
Há ainda degustações e showcooking, um Passeio TT, o BTT Rota da Alheira e o VI Capítulo da Confraria da Alheira de Mirandela.
A animação musical estará a cargo de Micaela, na noite de sexta-feira, e Augusto Canário, no sábado.
Ciência Cidadã
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)
O município de Oeiras tem, nesta altura, no âmbito do Programa “Ciência + Cidadã” mais de uma dezena de projetos de cariz científico onde várias centenas de munícipes se juntam a uma trintena de investigadores para os levar a cabo, cumprindo integralmente as exigentes e rigorosas metodologias impostas para lhes conferir validade. Só assim é possível validar os resultados e usá-los, como vai acontecendo, de base a publicações em revistas da especialidade, depois de revistos pelos pares, bem como dar suporte a teses de mestrado e outras.
Neste sábado, dia 21, foi concluída uma dessas iniciativas depois de atingido o objetivo de caracterizar os microrganismos que habitam no intestino dos diferentes componentes de várias famílias, com o objetivo de, identificando-os, demonstrar a característica única de cada um mesmo que englobados, genericamente num grupo de normalidade expectável, mas, também, poder revelar algum componente a merecer especial atenção ou exames complementares (como aliás aconteceu).
Para além deste objetivo, imediato, e completamente conseguido, outro há, mais importante e de relevo como, aliás, foi devidamente evidenciado pelo vereador municipal, Pedro Patacho, com o pelouro da Ciência e Inovação (áreas reconhecidamente da competência da administração central mas a que a edilidade oeirense, em boa hora, decidiu dar especial atenção e investimento municipal). O responsável autárquico, louvando a iniciativa, levada a cabo por reputados cientistas da Gulbenkian, da Universidade Nova e da Faculdade de Medicina da Católica e liderada pelo Instituto de Tecnologia Química e Biológica, lembrou aos presentes a importância de fomentar na sociedade civil a metodologia científica, sempre, mas sobretudo nos tempos correntes onde o negacionismo, o obscurantismo, a desinformação e o reacionarismo retrógrado e populista ganha terreno.
Mesmo no tempo pós-Covid em que uma pandemia idêntica a outras que, no passado ceifaram dezenas de milhões de vidas, foi contida com recurso à Ciência e à aplicação massiva de vacinas desenvolvidas em tempo record, continuam a proliferar teorias conspirativas e medram pretensas terapias geradas e recriadas com base em conjeturas obscurantistas de tempos medievais. A Ciência e a confiança nos seus vários agentes e métodos é a arma mais eficaz (quiçá a única verdadeiramente capaz) contra o medo e a demagogia dos modernos charlatães, arautos de amanhãs radiosos que, em tempos idos, apenas conduziram a noites escuras e frias.
Os cientistas podem não nos dizer tudo quanto nos espera para lá dos limiares do conhecimento, porém apontam-nos um caminho seguro e verdadeiro. Já os vendedores de banha da cobra, manipuladores e apavoradores apenas exploram caminhos de retrocesso que a história já demonstrou aonde conduzem e de onde era suposto termos saído para não mais regressar nem, tão pouco, nos aproximarmos.
Saudando a iniciativa da Câmara de Oeiras é justo homenagear quem, no nordeste, a seu tempo, igualmente deu relevo a estes ideais, concretamente, os antigos edis, Artur Pimentel e Jorge Nunes, na expetativa que, de novo, venham a ganhar importância no nosso torrão nordestino.
José Mário Leite, Nasceu na Junqueira da Vilariça, Torre de Moncorvo, estudou em Bragança e no Porto e casou em Brunhoso, Mogadouro.
Colaborador regular de jornais e revistas do nordeste, (Voz do Nordeste, Mensageiro de Bragança, MAS, Nordeste e CEPIHS) publicou Cravo na Boca (Teatro), Pedra Flor (Poesia), A Morte de Germano Trancoso (Romance) e Canto d'Encantos (Contos), tendo sido coautor nas seguintes antologias; Terra de Duas Línguas I e II; 40 Poetas Transmontanos de Hoje; Liderança, Desenvolvimento Empresarial; Gestão de Talentos (a editar brevemente).
Foi Administrador Delegado da Associação de Municípios da Terra Quente Transmontana, vereador na Câmara e Presidente da Assembleia Municipal de Torre de Moncorvo.
Foi vice-presidente da Academia de Letras de Trás-os-Montes.
É Diretor-Adjunto na Fundação Calouste Gulbenkian, Gestor de Ciência e Consultor do Conselho de Administração na Fundação Champalimaud.
É membro da Direção do PEN Clube Português.
Cada um por si
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)
Há datas que não são meros dias de calendário, como são o Natal, o Carnaval, a Páscoa, pois convocam-nos às memórias, às raízes, às tradições e cultura, enfim à nossa identidade.
Portanto, é natural e compreensível e até louvável que, à volta do imaginário coletivo e valor que traduzem, as Câmaras Municipais mobilizem recursos para organizar eventos para afirmar o território, dinamizar o comércio local e fortalecer o turismo, numa estratégia de valorização territorial e económica.
Contudo, uma reflexão se impõe: quando dois, três ou quatro municípios organizam eventos semelhantes nas mesmas datas, estamos a afirmar identidade ou a fragmentar o impacto? Estamos a somar forças ou a disputar públicos? Não estaremos, inadvertidamente, a enfraquecer aquilo que pretendemos fortalecer?
Talvez as respostas tenham diferentes perspetivas e todas corretas e verdadeiras na mesma. No entanto, eu inclino-me, nesta fase, para a constatação de que, em datas próximas ou coincidentes, com diferentes concelhos a promoverem eventos de natureza semelhante, ocorrerá, necessariamente, uma fragmentação de públicos, de investimento e de impacto mediático. Em vez de soma, lá está, produz-se dispersão.
Neste sentido, à legítima afirmação da autonomia municipal, importaria introduzir alguma racionalidade estratégica e cooperação estruturada, uma capacidade de articular interesses sem abdicar da sua própria identidade.
Adaptando o que um dia disse Aristóteles, “o todo é necessariamente anterior à parte” significa que a prosperidade de cada município está também vinculada à vitalidade do conjunto regional, percebendo o território como um espaço coeso, articulado e estrategicamente inteligente, para todos beneficiarem.
É neste enquadramento que se coloca a questão do diálogo intermunicipal. Poderia a Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM) assumir um papel mais ativo de coordenação estratégica? Não como instância hierárquica, mas como plataforma de convergência, com calendário partilhado e planeamento integrado? A autonomia não é antagónica da colaboração, pelo contrário, amadurece quando se reconhece a interdependência.
Por outro lado, traduzindo o pensamento de muitas pessoas, por que razão não se concebe, à escala da CIM-TTM, um grande evento anual, estruturante e agregador? Um evento que possa unir cultura e património, turismo, ecologia e sustentabilidade, inovação tecnológica, produtos endógenos (o azeite, a castanha, a carne, o mel, o vinho, etc), a gastronomia e até setores industriais distintivos? Um evento com conferências nacionais e internacionais, capaz de projetar a região como laboratório de inovação territorial e de excelência rural?
Num tempo em que as regiões de baixa densidade competem por investimento, talento e notoriedade, a cooperação estratégica é mesmo uma necessidade. A nossa competitividade territorial aumentaria pela capacidade de trabalhar em rede. Como se depreende do 9.º Relatório sobre a Coesão Económica, Social e Territorial (2024) da Comissão Europeia “a governação multinível eficaz e a cooperação entre autoridades locais e regionais são determinantes para maximizar o impacto das políticas públicas e fortalecer a resiliência territorial”.
Para cumprir este desafio, que não é apenas organizativo, mas político, exige-se visão, confiança institucional e cultura de colaboração. Exige que passemos da lógica do evento isolado para a lógica do projeto partilhado, para deixarmos de perguntar “quem organiza?” para perguntar “que impacto regional queremos gerar?”.
Se o território for pensado como comunidade, a articulação deixa de ser ameaça à identidade e torna-se ampliação da sua força, descobrindo que, quando se trabalha pelo bem comum do território e das pessoas, ninguém perde protagonismo e todos ganham escala.
Exposição de Nuno Pinto Fernandes dá rosto à realidade dos cuidadores informais
A primeira parte da exposição tinha sido inaugurada no ano passado e mostra a realidade que quem cuida por amor e desamor, numa função que é muito exigente a nível físico e emocional.
Segundo Nuno Pinto Fernandes a apresentação mostra um significado pessoal uma vez que o próprio também é cuidador informal:
O fotógrafo defendeu que o congresso contribui para dar visibilidade a uma realidade muitas vezes silenciosa:
Além da sensibilização pública, Nuno Pinto Fernandes deixou um alerta:
O autor afirmou ainda que pretende continuar a desenvolver projetos na área social:
A exposição fotográfica “Retratos dos dias difíceis 24/7 de Nuno Pinto Fernandes, encontra-se aberta ao público até dia 3 de maio.
Arcas prepara-se para receber a XXI edição do Rural Arcas
Durante o fim de semana, estarão em destaque produtos regionais e outros sabores tradicionais. O programa inclui ainda a realização de uma montaria ao javali, passeios de jipe, animação musical e momentos de convívio gastronómico.
O evento contará também com a presença dos Caretos de Arcas, a figura representativa da identidade cultural da aldeia.
A iniciativa pretende valorizar os produtos endógenos e dinamizar a comunidade local, de forma a reunir os habitantes e visitantes em torno das tradições.
Barragem do Baixo Sabor beneficia populações em caso de cheia e prejudica agricultura
Fernando Brás explicou que, quando a cota da barragem do Feiticeiro está situada muito próxima da área de regadio, basta uma descarga com ressalto hidráulico para haver inundações e os terrenos agrícolas ficarem alagados.
Para o dirigente, embora em caso de cheias a existência da barragem tenha protegido mais as populações ribeirinhas, tem havido "uma permanência muito maior de cheias", e os terrenos ficam alagados por muito mais tempo, causando "graves prejuízos para os agricultores desta região".
Fernando Brás recua a 2016 e disse que nesse ano houve cheias, mas nada comparadas com as deste ano, em que os terrenos estiverem inundados mais de 10 dias.
Passos Coelho considera novo livro de Jorge Nunes “um contributo para que se possa ser mais profícuo” no trabalho autárquico
O lançamento da obra inseriu-se nas Comemorações dos 562 anos de Bragança Cidade, que decorreram nos dias 20 e 21 de fevereiro e contaram com várias iniciativas. A presidente da Câmara de Bragança, Isabel Ferreira, disse que se trata de “uma obra notável” que “vai honrar a memória coletiva, sobre Bragança, a evolução do ponto de vista das infraestruturas, o ponto de vista económico, ambiental e energético”, explicou a autarca.
Trata-se, segundo Isabel Ferreira, de uma obra “que pelo seu conteúdo e o prestígio do seu autor foi apoiada pela Câmara Municipal, com muita honra”, acrescentou. “É uma perspetiva de alguém que conhece profundamente o território e partilha connosco essa sabedoria e esse conhecimento e nos permite ter uma memória coletiva importante”, vincou Isabel Ferreira.
A autarca descartou a polémica em torno do apoio do município ao lançamento do livro, através da aquisição de 500 exemplares, pela quantia de 9433,96 euros. “O município adquire vários livros, inclusivamente, é responsável pela edição de muitos outros e, já agora, a aquisição deste livro já tinha sido autorizada pelo Executivo anterior”, esclareceu.
A sessão realizada no auditório Professor Dionísio Gonçalves na Escola Superior Agrária, que foi pequeno para tanta gente, contou com a presença de Pedro Passos Coelho, antigo primeiro-ministro (2011-2015), eleito pelo PSD, e também autor do prefácio do livro.
Segundo Pedro Passos Coelho há um antes e um depois no concelho de Bragança com a passagem de Jorge Nunes pela presidência do município. “Apesar de ter deixado as funções no município, Bragança continua a ter um carinho e um reconhecimento pelo seu trabalho não só no concelho, mas na região”, afirmou o ex-primeiro ministro.
Parecer de última hora leva Isabel Ferreira a retirar ponto de discussão da Assembleia Municipal
A decisão foi tomada após ter recebido um parecer, por parte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), já durante a reunião da Assembleia.
Em causa o ponto previsto de "Reorganização dos Serviços Municipais; Requisitos dos Cargos de Direção Intermédia de 3.° Grau; Designação em Regime de Substituição; Revisão da Área de Recrutamento e Efeitos Retroativos".
Na prática, estava em causa a legalidade da nomeação de Marisa Alexandra como dirigente de 3.º grau para o Gabinete de Auditoria Interna, Compliance, Provedor do Munícipe e Encarregada de Proteção de Dados, sendo oriunda do Instituto Politécnico de Bragança, o que a oposição (os dois vereadores do PSD e o independente Nuno Moreno) considera ilegal.
Em 2012, e posteriormente em 2018, a Assembleia Municipal (AM) de Bragança havia fixado que a área de recrutamento para dirigentes intermédios de terceiro grau se restringia aos “efetivos do serviço”, ou seja, já integrantes da autarquia. Considerando que não haveria ninguém com as competências necessárias nos quadros da autarquia, o Executivo socialista recrutou Marisa Alexandra ao IPB.
O parecer que hoje chegou já com o a Assembleia Municipal em curso, e ao qual o Mensageiro teve acesso, indica que essa restrição não está respaldada pela lei. Ou seja, que "não existe norma legal que habilite os municípios a restringir o âmbito de recrutamento dos titulares de cargo de direção intermédia de 3.º grau ou inferior a trabalhadores da própria autarquia.
Na posse deste parecer, que a oposição contestou por não ter sido apresentado antecipadamente, Isabel Ferreira pediu à mesa a retirada de discussão do ponto 5.2.3 da ordem de trabalhos.
Demissão
A questão das nomeações, contudo, promete não se ficar por aqui. Ana Rodrigues, nomeada diretora do Departamento de Pessoas e Sociedade a 01 de janeiro, demitiu-se no início da semana alegando motivos pessoais.
No entanto, o facto de ter um contrato individual de trabalho com a Unidade Local de Saúde do Nordeste e não um contrato em funções públicas há mais de quatro anos em cargo que exige licenciatura, requisito necessário para ocupar um cargo de direção de 1.º grau, levantava questões sobre a possibilidade de a médica continuar nas funções. Isabel Ferreira não comentou.
O assunto tem sido levantado nas páginas do Mensageiro desde há semanas pelos vereadores da oposição, nomeadamente o independente Nuno Moreno.
Na assembleia de ontem foi ainda aprovada a admissão de 31 novos funcionários para a autarquia, para diversos setores considerados deficitários.
Casa dos Magistrados de Mogadouro vai ser transformada em centro interpretativo sobre o Parque Natural do Douro Internacional
O Município de Mogadouro vai investir cerca de 700 mil euros na reconversão da antiga Casa dos Magistrados.
Vai dar lugar a um centro interpretativo do Parque Natural do Douro Internacional.
Neste imóvel municipal já funciona a sede do parque e, segundo a autarquia liderada por António Pimentel, a reconversão do edifício vai avançar no âmbito de uma verba de cinco milhões de euros que serão investidos nos quatro concelhos: Miranda do Douro, Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta e Figueira de Castelo Rodrigo.
A obra já foi colocada a concurso por cerca de 800 mil euros.
As propostas vão ser abertas no dia 3 de março.
Tribunal mantém IMI sobre barragem de Miranda do Douro
A empresa Movhera – Hidroelétricas do Norte contestou o pagamento de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e defendeu que a barragem não devia ser tratada como um prédio para efeitos fiscais.
O Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela não concordou com esse entendimento. Na sentença, os juízes consideraram que a barragem é uma construção permanente, tem valor económico e esteve integrada no património da empresa durante o período da concessão, pelo que deve pagar IMI como qualquer outro imóvel.
Apesar de a barragem estar sujeita a regras especiais e de no futuro poder reverter para o Estado, o tribunal entendeu que a Movhera tinha um direito de propriedade temporário, válido até ao fim da concessão, previsto para 2042, o que é suficiente para efeitos de imposto.
O valor agora confirmado resultou de uma segunda avaliação feita no final de 2024, uma vez que as anteriores, realizadas em 2023, tinham foram anuladas por não incluírem todos os equipamentos essenciais ao funcionamento da barragem.
Com esta decisão, o tribunal deu razão à Autoridade Tributária e manteve a obrigação de pagamento de IMI sobre a barragem de Miranda do Douro.
O tema da tributação das barragens tem vindo a gerar discussão desde 2020, ano em que seis barragens localizadas em Trás-os-Montes foram vendidas pela EDP à empresa francesa Engie. O TAF de Mirandela tomou a mesma decisão em relação às barragens de Picote, em Miranda do Douro e de Bemposta.
O Município de Bragança convida toda a comunidade para a 𝐀𝐩𝐫𝐞𝐬𝐞𝐧𝐭𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐏𝐮́𝐛𝐥𝐢𝐜𝐚 𝐝𝐨 𝐏𝐥𝐚𝐧𝐨 𝐝𝐞 𝐑𝐞𝐯𝐢𝐭𝐚𝐥𝐢𝐳𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐨 𝐌𝐞𝐫𝐜𝐚𝐝𝐨 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐁𝐫𝐚𝐠𝐚𝐧𝐜̧𝐚.
Um momento de partilha e esclarecimento sobre a visão, os objetivos e as soluções propostas para valorizar um espaço identitário da cidade, reforçando a sua centralidade económica, social e cultural.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
“A terra fala” e os Homens já não a ouvem.
PROVAS DE PESCA AO ACHIGÃ REGRESSAM A TORRE DE MONCORVO
A 28 de fevereiro realiza-se a décima edição da prova na modalidade de margem, que terá lugar na Barragem do Arco e na Ribeira Grande, reunindo cerca de 80 participantes. No dia seguinte, 1 de março, decorre a segunda edição da prova destinada a patos e kayaks, nos Lagos do Sabor, com 50 inscritos.
As competições são organizadas pela Norbass – Clube de Pesca ao Achigã, com o apoio do Município de Torre de Moncorvo.




















