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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Festas, Festividades e Eventos

Interior da Cisterna da Domus Municipalis de Bragança - Fotografias de 2004, 2007 e 2010 e projeto de restauro de 2006

"Uma Caixa Cheia de Sonhos"

 A AJV - Associação de Jovens de Vinhais e a Câmara Municipal de Vinhais têm o prazer de apresentar o espetáculo solidário "Uma Caixa Cheia de Sonhos".


No próximo dia 30 de julho, às 21h00, no Centro Cultural Solar dos Condes de Vinhais venha viver uma noite especial com a peça de teatro "A BRANCA DE NEVE E OS OUTROS TODOS ", encenada com a colaboração da Escola Municipal de Teatro e a participação de crianças que frequentam o Campo de Férias.

Mais do que um espetáculo, este será um momento de partilha, alegria e solidariedade, onde cada presença fará a diferença. 

Os bilhetes têm o valor de 3 € e estarão disponíveis a partir de 24 de julho (sexta-feira), no Centro Cultural Solar dos Condes de Vinhais.

A totalidade da receita da bilheteira reverterá integralmente a favor da Margarida.

Contamos consigo! 

Junte-se a esta causa, encha connosco esta caixa de sonhos e ajude-nos a transformar esperança em sorrisos. Porque, juntos, fazemos a diferença.

Palombar recebe o Prémio de Literatura Infantil da Betweien Edições 4.ª Edição por conto dedicado à toupeira-de-água

 Foi com grande satisfação que participámos, no dia 7 de julho, nas celebrações dos 15 anos da Betweien Edições, em Lisboa, onde recebemos o Prémio de Literatura Infantil da Betweien Edições 4.ª Edição.
A obra vencedora, intitulada "Zé Tó e a toupeira que vive no rio", leva-nos a mergulhar no fascinante mundo da toupeira-de-água e a querer descobrir mais e proteger as margens verdejantes e os cursos de água que sustentam não só esta espécie, como todos nós. A autora é Leonor de Carvalho, que colabora com a Palombar na área da comunicação e projetos.

A ilustração, a paginação e a impressão do livro foram realizadas pela Betweien Edições, que vai oferecer à Palombar 500 exemplares desta obra, que ganhará vida no território e junto das crianças e jovens que nele vivem, no âmbito das nossas ações de educação ambiental e outras iniciativas.

Agradecemos à Betweien Edições e ao Instituto de Educação da Universidade do Minho por esta distinção e por acreditarem no poder das histórias para inspirar e fazer mover as novas gerações!

Mais informação AQUI.

𝐀𝐥𝐟â𝐧𝐝𝐞𝐠𝐚 𝐝𝐚 𝐅é 𝐫𝐞𝐣𝐞𝐢𝐭𝐚 𝐩𝐫𝐨𝐩𝐨𝐬𝐭𝐚 𝐝𝐨 𝐏𝐒𝐙𝐀𝐄𝐑

 𝘼𝙪𝙩𝙖𝙧𝙦𝙪𝙞𝙖 𝙙𝙚𝙛𝙚𝙣𝙙𝙚 𝙖 𝙖𝙪𝙩𝙤𝙣𝙤𝙢𝙞𝙖 𝙙𝙤𝙨 𝙢𝙪𝙣𝙞𝙘í𝙥𝙞𝙤𝙨 𝙚 𝙪𝙢𝙖 𝙫𝙚𝙧𝙙𝙖𝙙𝙚𝙞𝙧𝙖 𝙟𝙪𝙨𝙩𝙞ç𝙖 𝙩𝙚𝙧𝙧𝙞𝙩𝙤𝙧𝙞𝙖𝙡


No âmbito da consulta pública do Programa Setorial para as Zonas de Aceleração de Energias Renováveis (PSZAER), a Câmara Municipal de Alfândega da Fé submeteu, no passado dia 15 de julho, uma participação na qual manifesta a sua 𝐝𝐢𝐬𝐜𝐨𝐫𝐝â𝐧𝐜𝐢𝐚 relativamente à proposta apresentada, defendendo a suspensão do processo ou a sua profunda revisão.

Para o Município de Alfândega da Fé, a proposta em discussão relega os Municípios para um papel de assistencialismo social, de perda de autonomia administrativa e, mais uma vez, remete estes Aproveitamentos/Concessões para um quadro pouco claro no que concerne às compensações e ao pagamento de tributos e impostos nos territórios onde a energia é produzida. Os Municípios na gestão do seu território e na defesa das suas populações não podem ser meros mediadores.

Por outro lado, o quadro legal e os normativos administrativos devem exigir que os Municípios, ao arrepio da Constituição Portuguesa e da Autonomia consagrada à Administração Local, tenham poder de decisão vinculativa sobre a localização exata e a aprovação dos projetos.

Assim, em linha com as batalhas legais e políticas que vários municípios da região têm travado para trazer maior justiça e autonomia, a Câmara Municipal de Alfândega da Fé exige que o Governo clarifique de uma vez por todas junto da ANMP e da respetiva Secção de Municípios com Energias Renováveis o quadro de incumprimento que de forma reiterada e continuada as empresas concessionárias de Aproveitamentos de Produção de Energia se encontram. Acresce ainda que estas empresas continuam a contrariar a posição dos Municípios, da Autoridade Tributária e da Jurisprudência já consolidada sobre o pagamento de tributos e impostos.

Dentro do quadro de compensações para os territórios produtores de Energias Renováveis também defendemos que a instalação de zonas de aceleração de renováveis deve implicar, para além de contrapartidas mais claras para o território, a inclusão da redução das faturas de energia para os residentes e o financiamento de medidas de coesão e desenvolvimento local.

𝐎 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜í𝐩𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝐀𝐥𝐟â𝐧𝐝𝐞𝐠𝐚 𝐝𝐚 𝐅é 𝐯𝐚𝐢 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐢𝐧𝐮𝐚𝐫 𝐚 𝐞𝐱𝐢𝐠𝐢𝐫 𝐣𝐮𝐬𝐭𝐢ç𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐨 𝐭𝐞𝐫𝐫𝐢𝐭ó𝐫𝐢𝐨, 𝐝𝐞𝐟𝐞𝐧𝐝𝐞𝐧𝐝𝐨 𝐨𝐬 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐞𝐬𝐬𝐞𝐬 𝐞 𝐨 𝐟𝐮𝐭𝐮𝐫𝐨 𝐝𝐚 𝐧𝐨𝐬𝐬𝐚 𝐩𝐨𝐩𝐮𝐥𝐚çã𝐨.

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Festas, Festividades e Eventos

Sr. Adalberto Assis

Morais recria tradição da ceifa e da malha dos cereais este fim de semana

 A aldeia de Morais, no concelho de Macedo de Cavaleiros, volta a recriar a tradicional ceifa e malha dos cereais este fim de semana, nos dias 18 e 19 de julho.


A iniciativa pretende preservar a memória das antigas práticas agrícolas e recordar uma atividade que teve um papel fundamental na sobrevivência das comunidades rurais.

A ceifa e a malha permitiam obter os cereais utilizados na produção de pão, na alimentação dos animais durante o inverno e como fonte de rendimento para muitas famílias.

A décima oitava edição apresenta este ano uma novidade: o sorteio de uma caixa agrícola para um trator, como explica o presidente da Junta de Freguesia de Morais, Ramiro Valadar:

O programa começa no sábado, com a concentração dos visitantes e participantes junto à sede da Junta de Freguesia de Morais. A ceifa tem início 45 minutos depois.

Um dos momentos altos será o tradicional almoço no campo, que vai reunir ceifadores, participantes e visitantes num ambiente de convívio e animação.

A recriação da malha está marcada para as 17h30. Ao longo do dia, estão previstos vários outros momentos ligados às antigas tradições agrícolas.

As expectativas quanto ao número de visitantes são elevadas, tendo em conta a adesão registada nas edições anteriores e o interesse crescente do público por este tipo de recriações.

Relativamente ao projeto já anunciado para a construção do pavilhão da Casa da Ceifa e da Malha, Ramiro Valadar garante que a obra deverá avançar em breve.

O programa prolonga-se por dois dias e inclui várias atividades tradicionais, animação com bombos e concertinas, atuação de um rancho folclórico, arraiais e uma eucaristia em memória dos agricultores de Morais, Sobreda e Paradinha.

A organização está a cargo da Junta de Freguesia de Morais, com o apoio do Município de Macedo de Cavaleiros.

A primeira edição da Ceifa e da Malha realizou-se em 2006, por iniciativa do então presidente da Junta de Freguesia de Morais, Mário Teles, que continua a ser homenageado durante o evento.

Fotografia: Junta de Freguesia de Morais

Maria João Canadas

Município de Macedo de Cavaleiros disponibiliza transporte gratuito para o Azibo

 O Município de Macedo de Cavaleiros vai disponibilizar transporte gratuito para as praias do Azibo a partir da próxima segunda-feira, dia 20 de julho.


O serviço será efetuado todos os dias da semana, exceto aos feriados. A partida está marcada para as 14h00, junto às Piscinas Municipais, e o regresso para as 19h00.

Os passageiros deverão levantar previamente o bilhete gratuito no local de partida.

Numa nota divulgada pelo município, é ainda referido que os passageiros que apresentem o respetivo bilhete terão prioridade sobre aqueles que pretendam utilizar o transporte sem o terem levantado antecipadamente.

Os menores de idade deverão fazer-se acompanhar de uma declaração de autorização assinada pelos respetivos encarregados de educação.

A iniciativa vai decorrer até ao dia 31 de agosto.

Maria João Canadas

Divisão de Agricultura e Desenvolvimento Rural promove sessão de esclarecimento sobre a Carta de Artesão

 A Divisão de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Município de Macedo de Cavaleiros vai promover uma sessão de esclarecimento sobre a Carta de Artesão, no próximo dia 22 de julho, às 10h00, no edifício Side Up, em Macedo de Cavaleiros.


A iniciativa contará com a participação das técnicas superiores Ludovina Rocha e Patrícia Salgueiro, da Associação para o Desenvolvimento da Terra Quente, DESTEQUE.

A sessão destina-se a esclarecer os interessados sobre as vantagens da Carta de Artesão, os requisitos necessários à sua obtenção, a documentação a apresentar e as diferentes etapas do processo de candidatura.

Fotografia: Masks

Maria João Canadas

O ensino superior “sustenta a demografia da nossa região”

 Entrevista com Orlando Rodrigues, presidente do Instituto Politécnico de Bragança, no âmbito do suplemento de Educação para o Jornal Nordeste.


Como é que o ensino superior pode combater a desertificação que se sente tanto no interior?

Nós temos estudantes de muitos pontos do país e do mundo, E, portanto, essa foi sempre uma característica do Instituto Politécnico de Bragança, a sua diversidade de estudantes e a sua capacidade de atrair estudantes e talento. Na verdade, nós somos uma instituição que temos flutuado entre os 10.000 e os 10.500 estudantes, sempre acima da barreira dos 10.000 estudantes nos últimos anos, em situações em que a quebra demográfica tem tido algum impacto e que a oferta tem nas zonas do litoral, mas temos conseguido manter essa dimensão e, portanto, isso faz de nós uma instituição especial numa região fora dos grandes centros que tem uma grande capacidade de atração de estudantes e, dessa forma, também sustentar a demografia da nossa região, que eu acho que é um contributo importante que damos nesse sentido.

Isso é uma grande responsabilidade?

Sim, absolutamente, é uma responsabilidade conseguir manter esta capacidade de atração, este dinamismo. Como sabe, nós dependemos de muitos fatores, as políticas impactam sempre, às vezes questões que parecem não muito importantes, mas são muito impactantes na nossa atividade e, portanto, temos que ter capacidade de reagir muito rapidamente, de reverter efeitos negativos, é isso que temos tido feito ao longo destes anos e ter uma capacidade de muito rapidamente nos reinventar e encontrar novas formas de mantermos esta dimensão e esta capacidade de atração. É isso que temos feito e, enfim, temos adquirido esta capacidade de reagir muito rapidamente a adversidades, o que nos tem permitido manter esta dimensão.

Que políticas é que considera prioritárias para o ensino superior?

É uma questão complexa, uma vez que as políticas de ensino superior são muito complexas. A aposta no ensino superior na ciência e tecnologia tem uma relação absolutamente direta e evidente, se considerarmos um município, uma região, um país, o investimento que se faz em ciência e tecnologia tem um impacto direto na atividade económica. Todos os países que se desenvolveram muito rapidamente, e temos esse exemplo muito presente na Europa, os países bálticos, por exemplo, a Polónia, que estavam muito atrás de nós em termos económicos, que fizeram uma aposta forte em ciência e tecnologia, que hoje em dia nos nos ultrapassaram, até a República Checa e outros países europeus que estavam há alguns anos não muito abaixo de nós em termos de PIB per capita e outros indicadores económicos e que nos ultrapassaram. Portanto, isto é um dado absolutamente evidente e óbvio em qualquer parte do mundo, quanto mais investimento há em ciência e tecnologia, mais rápido é o desenvolvimento do país e também mais altos são os salários e o nível de vida das pessoas. O que tem acontecido em Portugal é que temos investido pouco em ciência e tecnologia. Continuamos muito abaixo da média europeia, precisamos de investir mais e, infelizmente, não tem havido o consenso necessário em termos nacionais relativamente a este aspeto. E, portanto, isto é um dado evidente em termos globais e regionais.

Na nossa perspetiva, as políticas de ensino superior devem ter uma componente importante de políticas de coesão, porque nenhuma região se desenvolve se não tiver ciência e tecnologia, ensino superior adaptado às suas necessidades. Costumo dar este exemplo, quando o IPB se instalou, por exemplo, em termos de recursos naturais, uma coisa que é impensável, há muitas plantas que têm nomes de investigadores nossos porque eram desconhecidas. Ou seja, pelo facto de não haver aqui ciência e tecnologia e ensino superior, raramente havia este investimento das instituições que estavam nos grandes centros urbanos de fazer uma aposta sistemática na investigação sobre os recursos da região. E, portanto, isto no século 21 é um pouco impensável, como é que um país como o nosso havia muitas plantas que eram desconhecidas porque não tinham sido investigadas. Repare que se não fosse a nossa presença, provavelmente já não teríamos castanheiro na região, porque a solução que se desenvolveu para combater a doença, agora da vespa, estes ataques de doenças desconhecidas muito severos de fungos, se não fosse o desenvolvimento científico que se tem feito aqui, provavelmente a cultura estaria numa fase muito mais depressiva do que está, apesar de todas as dificuldades.

A presença de uma instituição de ensino superior numa região é uma alavanca fundamental para desenvolver essa região e para promover a inovação e a atração de empresas. Mas o que se tem passado nos últimos tempos é que está a haver uma política muito particular, a de concentração do ensino superior no litoral. E as políticas de acesso são fundamentais, elas têm impacto direto. Houve políticas de acesso muito promotoras e muito desfavoráveis às instituições que estão fora de Lisboa e Porto. Felizmente, algumas delas, relativamente às quais eu me opus muito, foram revertidas este ano e, portanto, este ano em particular, um aumento sem sentido relativamente às exigências de provas específicas para entrar no ensino superior. Elas este ano foram revertidas porque todas as previsões que nós fizemos vieram a verificar-se e, portanto, isso levou a que essas políticas fossem revertidas, mas não totalmente e, portanto, em particular na questão das vagas e da política de vagas continua a haver uma absoluta liberalização, que nos coloca em posições mais difíceis. Mas em todos os sentidos, ao nível do financiamento, ao nível, por exemplo, da ação social, e portanto temos agora um modelo de ação social muito promotor da concentração no litoral, favorecendo a ida dos jovens para para o litoral, para os grandes centros urbanos com maior concentração populacional e, portanto, todas estas políticas desfavorecem a coesão e a vitalidade das instituições de ensino superior que estão ao longo do território.

Entrevista com Orlando Rodrigues, presidente do Instituto Politécnico de Bragança, no âmbito do suplemento de Educação para o Jornal Nordeste.

Como é que o ensino superior pode combater a desertificação que se sente tanto no interior?

Nós temos estudantes de muitos pontos do país e do mundo, E, portanto, essa foi sempre uma característica do Instituto Politécnico de Bragança, a sua diversidade de estudantes e a sua capacidade de atrair estudantes e talento. Na verdade, nós somos uma instituição que temos flutuado entre os 10.000 e os 10.500 estudantes, sempre acima da barreira dos 10.000 estudantes nos últimos anos, em situações em que a quebra demográfica tem tido algum impacto e que a oferta tem nas zonas do litoral, mas temos conseguido manter essa dimensão e, portanto, isso faz de nós uma instituição especial numa região fora dos grandes centros que tem uma grande capacidade de atração de estudantes e, dessa forma, também sustentar a demografia da nossa região, que eu acho que é um contributo importante que damos nesse sentido.

Isso é uma grande responsabilidade?

Sim, absolutamente, é uma responsabilidade conseguir manter esta capacidade de atração, este dinamismo. Como sabe, nós dependemos de muitos fatores, as políticas impactam sempre, às vezes questões que parecem não muito importantes, mas são muito impactantes na nossa atividade e, portanto, temos que ter capacidade de reagir muito rapidamente, de reverter efeitos negativos, é isso que temos tido feito ao longo destes anos e ter uma capacidade de muito rapidamente nos reinventar e encontrar novas formas de mantermos esta dimensão e esta capacidade de atração. É isso que temos feito e, enfim, temos adquirido esta capacidade de reagir muito rapidamente a adversidades, o que nos tem permitido manter esta dimensão.

Que políticas é que considera prioritárias para o ensino superior?

É uma questão complexa, uma vez que as políticas de ensino superior são muito complexas. A aposta no ensino superior na ciência e tecnologia tem uma relação absolutamente direta e evidente, se considerarmos um município, uma região, um país, o investimento que se faz em ciência e tecnologia tem um impacto direto na atividade económica. Todos os países que se desenvolveram muito rapidamente, e temos esse exemplo muito presente na Europa, os países bálticos, por exemplo, a Polónia, que estavam muito atrás de nós em termos económicos, que fizeram uma aposta forte em ciência e tecnologia, que hoje em dia nos nos ultrapassaram, até a República Checa e outros países europeus que estavam há alguns anos não muito abaixo de nós em termos de PIB per capita e outros indicadores económicos e que nos ultrapassaram. Portanto, isto é um dado absolutamente evidente e óbvio em qualquer parte do mundo, quanto mais investimento há em ciência e tecnologia, mais rápido é o desenvolvimento do país e também mais altos são os salários e o nível de vida das pessoas. O que tem acontecido em Portugal é que temos investido pouco em ciência e tecnologia. Continuamos muito abaixo da média europeia, precisamos de investir mais e, infelizmente, não tem havido o consenso necessário em termos nacionais relativamente a este aspeto. E, portanto, isto é um dado evidente em termos globais e regionais.

Na nossa perspetiva, as políticas de ensino superior devem ter uma componente importante de políticas de coesão, porque nenhuma região se desenvolve se não tiver ciência e tecnologia, ensino superior adaptado às suas necessidades. Costumo dar este exemplo, quando o IPB se instalou, por exemplo, em termos de recursos naturais, uma coisa que é impensável, há muitas plantas que têm nomes de investigadores nossos porque eram desconhecidas. Ou seja, pelo facto de não haver aqui ciência e tecnologia e ensino superior, raramente havia este investimento das instituições que estavam nos grandes centros urbanos de fazer uma aposta sistemática na investigação sobre os recursos da região. E, portanto, isto no século 21 é um pouco impensável, como é que um país como o nosso havia muitas plantas que eram desconhecidas porque não tinham sido investigadas. Repare que se não fosse a nossa presença, provavelmente já não teríamos castanheiro na região, porque a solução que se desenvolveu para combater a doença, agora da vespa, estes ataques de doenças desconhecidas muito severos de fungos, se não fosse o desenvolvimento científico que se tem feito aqui, provavelmente a cultura estaria numa fase muito mais depressiva do que está, apesar de todas as dificuldades.

A presença de uma instituição de ensino superior numa região é uma alavanca fundamental para desenvolver essa região e para promover a inovação e a atração de empresas. Mas o que se tem passado nos últimos tempos é que está a haver uma política muito particular, a de concentração do ensino superior no litoral. E as políticas de acesso são fundamentais, elas têm impacto direto. Houve políticas de acesso muito promotoras e muito desfavoráveis às instituições que estão fora de Lisboa e Porto. Felizmente, algumas delas, relativamente às quais eu me opus muito, foram revertidas este ano e, portanto, este ano em particular, um aumento sem sentido relativamente às exigências de provas específicas para entrar no ensino superior. Elas este ano foram revertidas porque todas as previsões que nós fizemos vieram a verificar-se e, portanto, isso levou a que essas políticas fossem revertidas, mas não totalmente e, portanto, em particular na questão das vagas e da política de vagas continua a haver uma absoluta liberalização, que nos coloca em posições mais difíceis. Mas em todos os sentidos, ao nível do financiamento, ao nível, por exemplo, da ação social, e portanto temos agora um modelo de ação social muito promotor da concentração no litoral, favorecendo a ida dos jovens para para o litoral, para os grandes centros urbanos com maior concentração populacional e, portanto, todas estas políticas desfavorecem a coesão e a vitalidade das instituições de ensino superior que estão ao longo do território.

Operação «Armas em Segurança – Tour de Verão 2026» em Mogadouro e Miranda do Douro

 O Comando Distrital da PSP de Bragança vai realizar, durante o mês de agosto, duas ações de proximidade no distrito, no âmbito da 3.ª edição da operação «Armas em Segurança – Tour de Verão 2026».


O objetivo destas ações é prestar esclarecimentos e apoiar os cidadãos na regularização de situações relacionadas com armas de fogo.

A primeira iniciativa decorre no dia 12 de agosto, entre as 09h e as 16h, na Casa das Artes, em Mogadouro. A segunda está agendada para 19 de agosto, no mesmo horário, no Espaço Coworking da Casa da Cultura, em Miranda do Douro.

As ações serão dinamizadas pelo Núcleo de Armas e Explosivos do Comando Distrital da PSP de Bragança, em articulação com os respetivos municípios, procurando aproximar os serviços especializados da PSP das populações locais.

Durante estas sessões, os cidadãos poderão esclarecer dúvidas sobre matérias relacionadas com o licenciamento, regularização, transmissão, desativação, guarda, transporte e entrega voluntária de armas de fogo e munições.

A PSP relembra ainda que os titulares que não pretendam renovar a licença de uso e porte de arma devem proceder ao depósito das armas na PSP ou num armeiro de tipo 2, dispondo de um prazo de 180 dias para regularizar a situação, conforme estabelece a legislação em vigor.

Relativamente às armas de fogo integradas em heranças, a força policial sublinha que o cabeça de casal tem 90 dias para comunicar a sua existência à PSP, contados a partir da data da morte do proprietário ou da descoberta da arma.

Em comunicado, a PSP revela que, com esta iniciativa, pretende promover o cumprimento da legislação aplicável e incentivar uma detenção, guarda, transporte e utilização responsáveis das armas de fogo, bem como sensibilizar para a sua entrega voluntária quando essa seja a solução mais adequada.

A operação decorre até dia 28 de agosto, em todo o território nacional. Segundo a PSP, a iniciativa pretende “aproximar os serviços de armas e explosivos da PSP dos cidadãos, promovendo a regularização da situação legal das armas de fogo”. Outro dos objetivos passa pela prevenção, através da “adoção de comportamentos responsáveis na sua detenção, guarda, transporte e utilização”.

Festival do Cabouco Fundo acontece amanhã em Maçãs

 Maçãs, no concelho de Bragança, recebe, amanhã, a primeira edição do Festival do Cabouco Fundo, uma iniciativa promovida pela Associação Cultural, Recreativa, Ambientalista e Social de Maçãs (ACRAS), que alia tradição, música eletrónica e convívio entre diferentes gerações.


O cartaz integra atuações dos Cantares de Alfândega e de vários DJs, entre os quais Carlos Pastor, Salvador, Nando, On Fire, Green, Juli Marshall, $now e Cheky. A organização faz questão de manter a componente intergeracional, um dos princípios da associação. “Sabemos que a interioridade está associada ao envelhecimento e, por isso, queríamos um festival que agradasse a todas as idades. Não podíamos deixar de ter um momento mais tradicional com os Cantares de Alfândega e com o DJ Carlos Pastor, antes de entrarmos nos estilos mais eletrónicos”, explicou.

O festival, segundo o presidente da ACRAS, Pedro Forte, nasceu de uma ideia partilhada entre amigos, poucos meses depois da tomada de posse da nova direção da associação. “Começou num informalismo total. Num convívio surgiu a ambição de fazer um festival e, como tínhamos assumido recentemente a direção da associação, houve a ousadia de dizer: porque é que não fazemos mesmo um festival?”, recordou.

Segundo o responsável, a ideia foi crescendo de forma natural, contando com o apoio de vários elementos da organização e também do DJ Green, que ajudou a estabelecer contactos para a constituição do cartaz. “Artista gerou artista, contacto gerou contacto e assim conseguimos reunir os nomes que fizeram parte desta primeira edição”, referiu.

Pedro Forte explicou ainda que a escolha do nome do festival esteve ligada à identidade da aldeia de Maçãs. “Cabouco Fundo é uma expressão muito conhecida na nossa freguesia. Está associada ao moinho, à zona da represa e também a um grupo informal de músicos da aldeia que, há mais de 50 anos, utilizava essa expressão. Achámos que era um nome forte e muito identitário da localidade”, afirmou.

O presidente da ACRAS está satisfeito com a adesão registada. “Inicialmente queríamos fazer algo muito para nós e para as pessoas da aldeia. Entretanto, o festival começou a contagiar outras pessoas e ficámos muito felizes quando começámos a receber reservas de pessoas que nem conhecíamos, vindas de locais como Viseu”, destacou.

A primeira edição decorre na eira da associação.

ASCUDT celebra 33 anos

 A integração das pessoas com deficiência no mercado de trabalho continua a ser uma das grandes apostas da Associação Sociocultural dos Deficientes de Trás-os-Montes (ASCUDT), de Bragança, que assinala, hoje, o seu 33.º aniversário.


Segundo a diretora da instituição, Manuela Miranda, a preocupação com a empregabilidade acompanha a associação desde os primeiros anos de atividade. “Já há 26 anos que estou na instituição e um dos grandes objetivos sempre foi a empregabilidade. A ASCUDT começou precisamente com um projeto de formação profissional em contexto de trabalho, através do antigo programa Aster Horizonte, da União Europeia, e desde então nunca deixou de lutar pela integração das pessoas com deficiência no mercado laboral”, afirmou.

Apesar da evolução registada, Manuela Miranda reconheceu que o contexto do interior continua a dificultar esse trabalho. “Não é fácil porque vivemos no interior norte, onde há pouca indústria e poucas empresas que possam acolher este tipo de população”, explicou.

Ainda assim, a responsável destacou que os resultados têm sido positivos. Recentemente, quatro utentes foram integrados em empresas, entre elas o McDonald’s de Bragança, os viveiros da Câmara Municipal e outras entidades privadas.

Envelhecimento obriga a respostas cada vez mais especializadas

O envelhecimento das pessoas apoiadas pela ASCUDT constitui outro dos maiores desafios da instituição. Segundo Manuela Miranda, a média de idades dos utentes ronda atualmente os 50 anos, realidade que exige respostas diferentes das que eram necessárias há duas ou três décadas. “As pessoas que hoje apoiamos não tiveram, na maioria dos casos, estimulação cognitiva, aprendizagens ou oportunidades de desenvolvimento quando eram crianças. Hoje é muito mais difícil criar hábitos, promover autonomia ou preparar algumas delas para uma atividade profissional”, explicou.

Ainda assim, garantiu que a equipa continua empenhada em potenciar as capacidades de cada pessoa. “Nós lutamos todos os dias. Para quem acompanha estas pessoas diariamente, cada conquista representa uma vitória”.

Três décadas de crescimento e novos investimentos

Ao fazer um balanço dos 33 anos da associação, Manuela Miranda apontou como maior conquista a construção da sede própria.

A cedência do terreno pela Câmara Municipal de Bragança e o recurso a diversos programas de financiamento permitiram construir o lar residencial, o serviço de apoio domiciliário, as residências de inclusão e o antigo Centro de Atividades Ocupacionais, atualmente Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI).

Mais recentemente, através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a ASCUDT concluiu a ampliação do CACI e inaugurou duas novas residências de inclusão. “Conseguimos levar a bom porto todo este programa, que não foi nada fácil de executar. Só foi possível graças ao empenho do empreiteiro, da Câmara Municipal, da Segurança Social e dos órgãos sociais da instituição”, disse Manuela Miranda.

Agora, apesar dos investimentos realizados, a diretora reconheceu que já surgem novos desafios. “O lar residencial já precisa de obras. Com o passar dos anos, as condições climatéricas, a utilização diária e até os impactos provocados pelas cadeiras de rodas criam desgaste e outros problemas que teremos de resolver”, referiu Manuela Miranda.

Festas de Bragança ganham mais uma noite e encerram mês de agosto recheado de animação

 Noite na Baixa, Sons de Verão, Festival Geração Ciência, Eclipse Total do Sol, Festa da História e Festas de Bragança compõem o programa dos “Grandes Eventos de Agosto”, apresentado pelo município


As Festas de Bragança vão decorrer este ano entre 18 e 22 de agosto, prolongando-se por mais uma noite relativamente às edições anteriores. A principal novidade do cartaz foi apresentada ontem pelo município de Bragança, que revelou também o programa completo dos Grandes Eventos de Agosto.

Segundo a presidente da Câmara Municipal, Isabel Ferreira, o reforço da programação resulta da coincidência do dia 22 com um sábado, permitindo prolongar a festa por mais um dia. “As pessoas estão disponíveis para desfrutar de mais um dia e achámos que podíamos enriquecer ainda mais o programa das festas”, rematou.

No palco principal, instalado no Parque Eixo Atlântico, vão passar a Banda Filarmónica de Bragança com Ana Bacalhau, no primeiro dia, 18 de agosto. Dia 19 é a vez de Dillaz subir a palco e no dia seguinte Bragança recebe Sara Correia. Os D.A.M.A. Vão animar a noite de arraial, 21, e Bárbara Bandeira sobe a palco no dia 22. “Tentámos procurar um conjunto de artistas que atingissem vários públicos, várias idades e vários gostos musicais, sendo complementares. Pelas palmas que ouvimos durante a apresentação, acho que foi bem conseguido”, afirmou a autarca, na quinta-feira, na Praça da Sé, que se encheu de curiosos.

O mês de agosto começa bem antes das Festas da Cidade. A Noite na Baixa, marcada para 1 de agosto, abre o calendário de grandes eventos, transformando o Centro Histórico numa pista de festa com quatro palcos temáticos. A Praça da Sé recebe a música rock, a Praça Camões dedica-se aos ritmos afro-latinos, a Rua da República acolhe o funk brasileiro e a Rua Alexandre Herculano faz uma viagem pelos anos 80.

Logo a seguir, entre 2 e 13 de agosto, regressam os Sons de Verão, com concertos diários na Praça Camões e sessões de cinema ao ar livre nos primeiros dias da programação, dando palco sobretudo a bandas e artistas locais.

A programação prossegue com o Festival Geração Ciência, nos dias 10 e 11 de agosto, antecedendo um dos momentos mais aguardados do verão, o Eclipse Total do Sol, a 12 de agosto, fenómeno astronómico para o qual Bragança prepara uma programação específica já que será o ponto mais privilegiado do país para observar o fenómeno.

Depois, entre 14 e 17 de agosto, o Castelo de Bragança volta a recuar no tempo com a Festa da História, recriando o ambiente medieval através de animação de rua, mercado histórico, recriações e espetáculos.

Questionada sobre o investimento nos Grandes Eventos de Agosto, Isabel Ferreira admitiu não ter ainda o valor global da programação, mas garantiu que o município conseguiu reduzir os custos relativamente ao ano passado. “A única coisa que posso dizer é que, nos procedimentos concursais que foram lançados, o valor foi mais baixo do que o do ano passado. Na Noite na Baixa foi mais baixo, nas Festas da Cidade também”, afirmou, dizendo que o município procurou otimizar recursos sem comprometer a qualidade da oferta cultural. Um dos exemplos, segundo clarificou, é o formato dos Sons de Verão, que este ano decorrem durante cerca de duas semanas e articulam a programação entre a Praça Camões e o Centro Histórico, permitindo complementar horários e espaços de atuação.

Ontem, na apresentação destas iniciativas, na Praça da Sé, a presidente revelou que este ano as Festas de Bragança ainda vão decorrer no Parque do Eixo Atlântico. O Campo do Trinta ainda está a sofrer obras de adaptação, com vista a, um dia, acolher alguns eventos, como sendo as festas da cidade.

O teu calendário de agosto acabou de ficar preenchido.

 Música, tradição, cultura, ciência e as maiores festas do verão esperam por ti.

Marca na agenda:

• 1 agosto – Noite na Baixa 
• 2 a 13 agosto – Sons de Verão 
• 10 a 12 agosto – Festival Geração Ciência + Eclipse Total do Sol 
• 11 a 22 agosto – Festa de Nossa Senhora das Graças 
• 14 a 17 agosto – Festa da História 
• 18 a 22 agosto – Festas de Bragança 

Vive Bragança. Vive o verão.