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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

1 de MAIO - Dia do Trabalhador


 O Dia do Trabalhador, celebrado a 1 de Maio, é um símbolo da luta histórica dos trabalhadores por direitos, dignidade e justiça social. A sua origem remonta ao final do século XIX, num período marcado por intensas transformações económicas e sociais impulsionadas pela Revolução Industrial.

Foi nos Estados Unidos que este movimento ganhou força, especialmente com os acontecimentos de Haymarket Affair, em Chicago, no ano de 1886. Nessa altura, milhares de trabalhadores saíram às ruas exigindo a redução da jornada de trabalho para oito horas diárias, algo que hoje pode parecer básico, mas que na época representava uma conquista revolucionária. As condições de trabalho eram extremamente duras, jornadas que podiam ultrapassar as 12 ou 14 horas, baixos salários e ambientes perigosos e insalubres.

A repressão a estas manifestações foi violenta. Durante os protestos em Chicago, uma explosão seguida de confrontos com a polícia resultou em mortes e prisões de líderes sindicais. Apesar da tragédia, o impacto deste evento foi enorme e alastrou a todo o mundo, tornando-se um marco na luta operária internacional. Em homenagem a esses trabalhadores e à sua coragem, o 1º de Maio foi instituído como o Dia Internacional dos Trabalhadores, numa decisão tomada em 1889 pela Segunda Internacional. A Segunda Internacional (1889-1916) foi uma organização de partidos socialistas e trabalhistas fundada em Paris, focada na luta de classes e na organização do movimento operário internacional. Liderada por Friedrich Engels, promoveu a união operária contra o capitalismo, estabeleceu o 1º de Maio como Dia do Trabalho e dissolveu-se com a Primeira Guerra Mundial.

Desde então, esta data passou a ser celebrada em diversos países como um dia de reflexão, resistência e reivindicação. Ao longo do século XX, os trabalhadores conquistaram direitos fundamentais. A limitação da jornada laboral, o descanso semanal, as férias pagas, a proteção social, o direito à sindicalização e à negociação coletiva. No entanto, essas conquistas não foram oferecidas, foram arrancadas através de greves, manifestações e muita perseverança.

Em países como Portugal, o 1º de Maio ganhou um significado ainda mais forte após o fim da ditadura do Estado Novo, em 1974. Com a Revolução dos Cravos, os trabalhadores portugueses puderam finalmente celebrar livremente este dia, ocupando as ruas com esperança e reivindicações. Foi um momento histórico de afirmação da liberdade, dos direitos laborais e da dignidade humana.

Hoje, apesar dos avanços, os desafios persistem. A precariedade laboral, os baixos salários, a desigualdade e a insegurança no emprego continuam a afetar milhões de pessoas em todo o mundo. O 1º de Maio mantém-se, como um dia atual e necessário, um alerta de que os direitos dos trabalhadores devem ser constantemente defendidos e adaptados às novas realidades.

O Dia do Trabalhador é um tributo àqueles que lutaram antes de nós e um apelo à responsabilidade coletiva de continuar essa luta. É um dia que nos convida a refletir sobre o valor do trabalho, a importância da solidariedade e a necessidade de construir uma sociedade mais justa, onde o progresso económico caminhe lado a lado com o respeito pela dignidade humana.

HM
1 de Maio de 2026

10ª Feira do Cebolo de Alfaião

𝑨 𝑷𝒓𝒆𝒔𝒊𝒅𝒆𝒏𝒕𝒆 𝑬𝒙𝒑𝒍𝒊𝒄𝒂 - Abril - 2026

 Abril ficou marcado pela consolidação de decisões estratégicas, pelo progresso de investimentos em curso e pelo avanço de projetos estruturantes que continuam a impulsionar o desenvolvimento do concelho.
Uma rubrica mensal que promove proximidade e transparência, apresentando um balanço dos principais acontecimentos, medidas e prioridades do Município.

Entre Montanhas e Silêncios - Do Escritor Transmontano Manuel M. P. Fernandes

Assembleia Municipal de Bragança - 30 de Abril de 2026

1ª PARTE
2ª PARTE

PRAGA DA VESPA DO CASTANHEIRO PODE COMPROMETER PRODUÇÃO DE CASTANHA

Rota da Terra Fria Transmontana

JOGOS TRADICIONAIS - PEREDO BEMPOSTA

Rodeado por 70 mil oliveiras, este alojamento é uma janela para a paisagem transmontana

 Perto de 70 mil oliveiras rodeiam a Golden House, uma casa revestida de cortiça, transformada em alojamento no concelho transmontano de Vila Flor. A Quinta do Prado é a sede da Acushla, a marca de azeite biológico multipremiada, que também aposta na divulgação e prática do olivoturismo.

Além da produção de azeite, a quinta oferece dois alojamentos que se arrendam na totalidade.DR

Entre setembro e dezembro, quem ficar alojado na Quinta Acushla, localizada em Lodões, no concelho transmontano de Vila Flor, pode ver o lagar em atividade, acompanhar a apanha da azeitona e até varejar uma oliveira. Nos meses quentes, desfruta-se da piscina infinita e do céu estrelado (esta zona é das melhores do país para ver as estrelas, pois não existe iluminação elétrica em redor). Há ainda passeios pela natureza, observação de aves e silêncio, esses sem data e hora marcadas.

Quinta do Prado, em Vila Flor, onde nasce o azeite Acushla - DR

Os visitantes da quinta, onde se produz o multipremiado azeite da marca Acushla, podem escolher entre dois alojamentos turísticos, cedidos apenas por inteiro: a Golden House, com cinco quartos, lavandaria, cozinha, sala e terraço com piscina infinita; e a Original House, pequena construção de pedra com um quarto, sala de estar com sofá-cama, cozinha e jardim, onde em tempos viveu o caseiro.

Acushla, em Vila FlorBruno Miguel Alves da Costa

A Golden House, com capacidade para dez pessoas, foi construída de raiz, de modo a criar o mínimo impacto visual no terreno. É revestida por cortiça, também por razões térmicas, e só tem janelas de um lado, para evitar o calor do verão. Apesar de estar decorada com peças de arte têxtil e outros objetos alusivos àquele ambiente rural, mas sofisticado, Clara Castro, responsável de marketing, não duvida: “Os melhores quadros que tem são a paisagem”. Daí as janelas amplas, na sala com lareira.

Economia circular, abelhas e águias

Quinta do Prado, em Vila Flor - DR

Acushla, em celta, significa algo como “bater do coração”, o que se reflete no logótipo da marca, que tem loja no Porto, um espaço também premiado: a Fábrica do Azeite. Todo o processo, começa, no entanto na Quinta do Prado, por onde circulam cerca de 250 ovelhas, que ajudam a fertilizar o terreno. “O nosso olival não tem nenhum tipo de tratamento”, sublinha Clara Castro, acrescentando que por todo o lado brotam cogumelos e a paisagem muda consoante as estações.

Há cerca de duas décadas, uma pequena fatia da propriedade (14 hectares) era ocupada por um olival centenário e a restante correspondia sobretudo a eucaliptos e algumas árvores de fruto, lembra Clara. Entretanto, grande parte da área foi replantada com olival novo, mantendo o antigo; os eucaliptos foram arrancados e a madeira reaproveitada para, entre outros usos, fazer alguns dos móveis existentes na loja do Porto. Existem também 14 hectares de romãzeiras e dois hectares de vinha. “Temos criado alguma biodiversidade em redor para ir buscar mais sabor”, explica a responsável.

Além da produção de azeite, a quinta oferece dois alojamentos que se arrendam na totalidade.
Bruno Miguel Alves da Costa

“Aqui, temos muitos pássaros; eles bicam a cortiça [da Golden House] e vamos tendo de a substituir”, observa Clara, com um sorriso, acrescentando que uma das medidas tomadas para aumentar a biodiversidade, combater cobras e ratos e evitar o uso de inseticida na quinta foi instalar ninhos concebidos especificamente para águias predadoras. Pensaram que atrair aquelas aves de rapina ia ser um processo demorado, mas elas já nidificam ali: “As águias andam à solta e é fantástico vê-las ao fim do dia”.

A Acushla tem ainda três apiários: além de produzirem mel, as abelhas fazem um trabalho essencial de polinização.

Agricultura biológica e regenerativa

Acushla, em Vila Flor - DR

Os conceitos de economia circular e desperdício zero são caros à Acushla, que pratica uma agricultura regenerativa e biológica e produz “azeite biológico de qualidade no interior”, nas palavras de Clara. Trata-se de azeite extravirgem e biológico, classificado como um dos melhores do Mundo, como atesta a longa lista de prémios acumulados.

A Acushla também aposta na inovação. “Somos a primeira marca de azeite, a nível nacional, a introduzir um tratamento [foliar] inovador com ozono”, uma tecnologia recente, aplicada com recurso a tratores atomizadores, frisa a mesma responsável. Segundo a marca, trata-se de “uma solução ecológica que protege as oliveiras de forma natural, sem comprometer o meio ambiente”, na medida em que “o ozono atua como um poderoso fungicida, bactericida e inseticida natural”. Além da atomização das árvores, no lagar, as azeitonas também são lavadas com água ozonizada.

Além da produção de azeite, a quinta oferece dois alojamentos que se arrendam na totalidade.
Bruno Miguel Alves da Costa

A estadia na Golden House (a partir de €700) exige um mínimo de duas noites de alojamento. Por norma, não há serviço de pequeno-almoço, mas um cabaz de boas-vindas que inclui pão tradicional de Vila Flor, cozido em forno a lenha, uma garrafa de vinho da região, mel e azeite da Acushla. Já na Original House, os preços começam nos €130 por noite.

A pedido, vai um chef de cozinha preparar uma refeição à propriedade. Os animais de companhia são bem recebidos na Quinta Acushla (Quinta do Prado, Lodões, Vila Flor. Tel. 936990002). Devem, contudo, andar à trela, por causa dos cães pastores.

Publicação original AQUI.

Carina Fonseca
(Jornalista)

A origem do mito da Atlântida

 É praticamente impossível que a cidade perdida da Atlântida tenha existido, mas a fascinante nação insular de Platão continua a levantar questões. Dizemos-lhe o que sabemos.

Mary Evans Picture Library / Everett Collection - Uma ilustração de Sir Gerald Hargreaves mostra uma cena utópica numa enseada da mítica Atlântida. Muitos estudiosos pensam que Platão inventou a história da Atlântida para apresentar as suas teorias filosóficas.

A Atlântida é uma nação insular mencionada em dois dos mais famosos diálogos do filósofo grego Platão, Timeu e Crítias, nos quais ele descreve uma civilização ancestral poderosa e riquíssima – e protegida por Poseidon, o deus do mar.

No entanto, embora seja uma das suas histórias mais famosas, é quase de certeza falsa. O que faz com que a história ainda seja repetida, mais de 2.300 anos após a morte do filósofo grego?

“É uma história que capta a nossa imaginação”, diz James Romm, professor de clássicas na Faculdade de Bard, em Annandale, no estado de Nova Iorque. “É um excelente mito. Tem muitos elementos sobre os quais as pessoas adoram fantasiar.” 

O que era a Atlântida?

Platão contou a história deste reino antigo por volta de 360 a.C. Os seus fundadores, disse ele, eram semi-deuses, metade deuses, metade humanos, e criaram uma civilização utópica que se tornou uma grande potência naval.

O seu lar era formado por ilhas concêntricas no Oceano Atlântico, algures perto do actual Estreito de Gibraltar. As ilhas estavam separadas por fossos largos e ligadas por um canal que avançava até ao centro.

As ilhas luxuriantes continham ouro, prata e outros metais preciosos, bem como uma grande abundância de vida animal rara e exótica. Havia uma grande capital na ilha central, na qual foi construído um palácio para a mulher mortal de Poseidon, Cleito.

Onde fica a cidade perdida da Atlântida?

Existem muitas teorias sobre a localização da Atlântida – no mar Mediterrâneo, ao largo da costa de Espanha e até sob a actual Antárctida. “Escolha um sítio no mapa e alguém já terá dito que a Atlântida ficava ali”, diz Charles Orser, curador de história no Museu Estadual de Nova Iorque, em Albany. “Todos os sítios que puder imaginar.”

Platão disse que a Atlântida existiu cerca de 9.000 anos antes do seu próprio tempo e que essa história foi transmitida por poetas e sacerdotes, entre outros. No entanto, os escritos de Platão são os únicos registos sobre a existência da Atlântida de que temos conhecimento.

Seria a Atlântida real?

Poucos, se é que alguns, cientistas acreditam que a Atlântida existiu. O explorador oceânico Robert Ballard, Explorador Residente da National Geographic que descobriu o naufrágio do Titanic em 1985 diz que “nenhum laureado com o Nobel” acredita que aquilo que Platão escreveu sobre a Atlântida seja verdade.

Mesmo assim, diz Ballard, a história da Atlântida é “lógica”, uma vez que houve cheias cataclísmicas e erupções vulcânicas ao longo da história, incluindo um evento com algumas semelhanças com a história da destruição da Atlântida.

Há cerca de 3.600 anos, uma grande erupção vulcânica devastou a ilha de Santorini, no Mar Egeu, perto da Grécia [continental]. Na altura, uma sociedade minóica altamente avançada vivia em Santorini. A civilização minóica desapareceu subitamente, por volta da mesma altura em que ocorreu a erupção vulcânica.

No entanto, Ballard não acredita que Santorini fosse a Atlântida porque o momento da erupção dessa ilha não coincide com a data da destruição da Atlântida referida por Platão.

A Atlântida de Platão

Se Atlântida não existiu, o que levou Platão a contar a sua história? Romm acha que Platão a inventou para transmitir algumas das suas teorias filosóficas. “Ele estava a lidar com várias questões, temas que são transversais à sua obra”, afirma. “As suas ideias sobre a oposição entre a natureza divina e a natureza humana, as sociedades ideais, a corrupção gradual da sociedade humana – estão presentes em muitas das suas obras. A Atlântida seria mais um veículo para transmitir alguns dos seus temas preferidos.

A lenda da Atlântida é uma história sobre um povo moral e espiritual que vivia numa civilização utópica altamente avançada. Contudo, tornaram-se gananciosos, mesquinhos e acabaram por cair na falência moral. Os deuses “zangaram-se porque o povo perdera o seu rumo e enveredara por caminhos imorais”, diz Orser.

Como castigo, acrescenta ele, os deuses enviaram “uma noite terrível de fogo e terramotos” que fez a Atlântida afundar-se nas profundezas do mar.

Willie Drye
Actualizado a 3 de março de 2026,

Homem morreu depois de uma colisão entre moto e um carro em Torre de Moncorvo

 Um homem de 38 anos perdeu a vida, na sequência de um acidente, na Estrada Nacional 102 próximo da Quinta da Terrincha, no concelho de Torre de Moncorvo, ao início desta tarde.


De acordo com fonte oficial dos Bombeiros Voluntários de Torre de Moncorvo, a vítima mortal foi o condutor de um motociclo, que colidiu com um veículo ligeiro. Existe uma segunda vítima que ainda está a ser avaliada.

Neste momento, a estrada está cortada ao trânsito.

O alerta foi dado às 14h07 desta tarde.

No local estão 30 operacionais, apoiados por 10 viaturas e ainda o Helicóptero do INEM de Macedo de Cavaleiros.

Maria João Canadas

TRIBUNAL DE CONTAS DETETA IRREGULARIDADES NA NOMEAÇÃO DE DIRIGENTES EM 16 MUNICÍPIOS

 Uma auditoria do Tribunal de Contas identificou incumprimentos nas regras de nomeação de dirigentes em regime de substituição em 16 municípios do continente, abrangendo o período entre 2018 e 2025. Entre as autarquias auditadas encontra-se o município de Miranda do Douro.


Segundo o relatório hoje divulgado, foram analisados 571 cargos de direção em municípios como Almada, Oeiras, Seixal, Viseu, Vila Nova de Cerveira e Miranda do Douro, tendo sido detetadas falhas no cumprimento do Estatuto do Pessoal Dirigente da Administração Local e do Estatuto do Pessoal Dirigente das Câmaras Municipais.

O Tribunal de Contas conclui que várias autarquias não respeitaram os prazos legais, ao designarem dirigentes em regime de substituição após o limite dos 90 dias desde a vacatura dos cargos, ou ao manterem funções sem a abertura dos respetivos procedimentos concursais. Em 12 dos municípios analisados foram ainda identificadas falhas na publicação dos despachos de nomeação em Diário da República.

Após contraditório, o Tribunal refere que 11 municípios já regularizaram as situações, afastando responsabilidades financeiras. Contudo, cinco autarquias mantêm ainda situações consideradas irregulares, com cargos de direção exercidos sem concurso em curso.

Entre as recomendações emitidas, o Tribunal de Contas exige a abertura de procedimentos concursais aos municípios de Almada, Espinho e Vila Real de Santo António, enquanto Oeiras e Seixal são instados a iniciar de imediato a regularização das situações, num quadro que o Tribunal classifica como particularmente grave.

No caso específico de Oeiras e Seixal, o relatório alerta para indícios de ilegalidade prolongada e generalizada, recomendando a realização de auditorias autónomas para apuramento de eventuais responsabilidades financeiras.

O Tribunal de Contas sublinha que estas situações comprometem princípios fundamentais da administração pública, como a imparcialidade, o interesse público e o direito ao acesso à função pública, além de colocarem em causa a eficiência e transparência na gestão dos cargos dirigentes.

A Redação com Lusa
Foto: DR

MOGADOURO ABANDONA ASSOCIAÇÃO DA TERRA FRIA TRANSMONTANA E REFORÇA APOSTA NO DOURO SUPERIOR

 O município de Mogadouro deixou de integrar a Associação de Municípios da Terra Fria Transmontana, numa decisão aprovada por unanimidade pelo executivo municipal e pela assembleia municipal. A autarquia opta agora por manter apenas a sua ligação à Associação de Municípios do Douro Superior, numa reorientação estratégica da sua participação associativa intermunicipal.


A decisão foi confirmada pelo presidente da Câmara Municipal de Mogadouro, António Pimentel, que explicou que não se justificava a permanência simultânea em duas associações com objetivos e estatutos semelhantes.

“Não faz sentido estarmos em duas estruturas com propósitos idênticos. A nossa prioridade passa por reforçar o trabalho na Associação de Municípios do Douro Superior”, referiu o autarca.

Segundo o responsável, a participação na Associação de Municípios da Terra Fria Transmontana implicava um encargo anual na ordem dos 50 mil euros para o município, valor que agora será reorientado no âmbito da nova estratégia de gestão municipal.

A associação da qual Mogadouro sai integra atualmente vários concelhos do nordeste transmontano, entre os quais Bragança, Vinhais, Vimioso e Miranda do Douro, desempenhando funções de cooperação intermunicipal em diversas áreas.

Com esta decisão, Mogadouro procura concentrar recursos e reforçar a sua atuação institucional numa única estrutura de cooperação regional, alinhada com as suas prioridades de desenvolvimento.

A Redação com Lusa
Foto: DR

BRAGANÇA PROMOVE AÇÃO DE SENSIBILIZAÇÃO SOBRE SEGURANÇA COM PRESIDENTES DE JUNTA

 O Comando Territorial de Bragança, através da Secção de Prevenção Criminal, Policiamento Comunitário e Direitos Humanos, promoveu uma ação de sensibilização dirigida aos presidentes de junta do concelho de Bragança, subordinada ao tema “A segurança também passa pela comunidade”. A iniciativa decorreu recentemente no concelho, com o objetivo de reforçar a cooperação entre autoridades e autarquias locais.


A sessão incidiu na importância do envolvimento das comunidades locais na promoção da segurança, destacando o papel das juntas de freguesia enquanto agentes de proximidade junto da população. Foram abordadas estratégias de prevenção criminal e formas de articulação com as forças de segurança, numa perspetiva de intervenção integrada.

A ação foi planeada e dinamizada por um estagiário do curso de Educação Social do Instituto Politécnico de Bragança, evidenciando a ligação entre a formação académica e a prática no terreno. Esta participação reflete também a aposta na capacitação de futuros profissionais e no seu contributo para iniciativas de cariz comunitário.

Segundo a organização, a iniciativa enquadra-se nas políticas de policiamento de proximidade, que procuram fortalecer a confiança entre cidadãos e autoridades. A presença dos autarcas locais permitiu ainda a troca de experiências e a identificação de desafios específicos nas diferentes freguesias do concelho.

Com este tipo de ações, o Comando Territorial de Bragança pretende continuar a promover uma cultura de prevenção e responsabilidade partilhada, contribuindo para comunidades mais seguras e informadas.

Maria Inês Pereira
Foto:DR

EHB DO IPB PROMOVE SEMINÁRIO SOBRE VALORIZAÇÃO DOS RECURSOS DO TERRITÓRIO

 A Escola Superior de Hotelaria e Bem-Estar do Instituto Politécnico de Bragança organiza, no próximo dia 5 de maio, o seminário “Entre Vinhas, Águas e Sabores: Inovar com Essência Territorial”, uma iniciativa centrada na valorização dos recursos locais como motor de desenvolvimento regional.


O encontro pretende debater novas abordagens na criação de produtos turísticos sustentáveis e diferenciadores, com base na identidade dos territórios, destacando áreas como a enogastronomia, a utilização de recursos termais e a promoção de produtos regionais, como o vinho e o azeite.

A sessão de abertura contará com a presença de responsáveis institucionais do ensino superior e do poder local, seguindo-se um conjunto de painéis e mesas redondas que irão reunir especialistas e agentes económicos para discutir o potencial dos recursos endógenos.

O programa inclui ainda workshops temáticos, focados em áreas como gastronomia, experiências imersivas e interpretação de produtos tradicionais, proporcionando momentos práticos de aprendizagem e partilha de conhecimento.

A participação é gratuita, mediante inscrição prévia, inserindo-se esta iniciativa na estratégia de valorização do território e de promoção de inovação no setor do turismo e da hospitalidade.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

VINHAIS VAI CRIAR CENTRO INTERPRETATIVO DEDICADO À CASTANHA LONGAL

 O presidente da Câmara Municipal de Vinhais, Luís Fernandes, anunciou, na passada terça-feira, 28 de abril, durante a sessão da Assembleia Municipal, a criação de um Centro Interpretativo da Castanha Longal, a instalar no concelho.


O novo equipamento terá como objetivo dar a conhecer todo o ciclo da castanha, desde a produção até à comercialização, valorizando simultaneamente o conhecimento acumulado ao longo de várias gerações. A iniciativa insere-se na estratégia do município de reforçar a promoção de um dos principais recursos económicos e identitários locais.

O centro ficará localizado no edifício da Casa do Povo de Vinhais, espaço onde já operam entidades ligadas ao setor, como a ARBÓREA e a Proruris EM, o que permitirá potenciar sinergias e dinamizar iniciativas conjuntas. O projeto pretende afirmar-se como um polo de divulgação, preservação e promoção da castanha, com especial enfoque na variedade longal.

Segundo o município, o espaço contará com conteúdos informativos, experiências interativas e ações de sensibilização, dirigidas tanto à população local como a visitantes, promovendo o conhecimento e a valorização deste produto endógeno.

Com a concretização deste projeto, Vinhais pretende consolidar a sua posição enquanto território de referência na produção de castanha, contribuindo para a valorização económica, a atração turística e o desenvolvimento sustentável da região.

Maria Inês Pereira
Foto:DR

ALFÂNDEGA DA FÉ APLICA HERBICIDA EM ARRUAMENTOS ENTRE 2 E 16 DE MAIO

 O Município de Alfândega da Fé vai proceder à aplicação de herbicida homologado nos arruamentos da vila entre os dias 2 e 16 de maio de 2026, no âmbito das ações de controlo de vegetação urbana.


A intervenção será realizada por empresa autorizada pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), decorrendo diariamente entre as 04h00 e as 08h00, de forma a reduzir impactos na circulação e na atividade da população.

A autarquia apela à colaboração dos munícipes, nomeadamente no que se refere à circulação de animais de companhia e à não permanência de viaturas estacionadas nas vias intervencionadas durante o período de aplicação.

Após a aplicação, a circulação poderá ser retomada cerca de quatro horas depois, período necessário para a secagem do produto e garantia das condições de segurança.

Maria Inês Pereira
Foto: DR

MIRANDELA ESCLARECE POPULAÇÃO SOBRE REABILITAÇÃO DOS AÇUDES DE FRECHAS E PONTE DA PEDRA

 O Município de Mirandela promoveu ontem duas sessões de esclarecimento dedicadas aos projetos de reabilitação dos açudes de Frechas e da Ponte da Pedra, que abrangem as zonas de Torre de Dona Chama e São Pedro Velho, com o objetivo de reforçar a transparência e envolver a população no processo. As iniciativas contaram com a participação de representantes das freguesias, técnicos municipais, equipa projetista, empreiteiro e vários munícipes.


Durante as sessões, foram apresentados os principais elementos das intervenções previstas, permitindo esclarecer questões colocadas pelos presentes e detalhar as soluções técnicas a implementar. A autarquia procurou, com estas ações, assegurar uma comunicação direta entre os responsáveis pelos projetos e a comunidade local.

Entre as medidas destacadas encontram-se a instalação de escadas para peixes, destinadas a garantir a continuidade fluvial, bem como mecanismos de gestão de caudal, particularmente relevantes em períodos de menor disponibilidade de água. Estas soluções integram uma abordagem orientada para a preservação dos ecossistemas ribeirinhos.

O investimento municipal associado às intervenções ronda os 180 mil euros, acrescido de IVA, sendo os projetos cofinanciados pelo programa Norte 2030, com uma taxa de apoio que pode atingir os 70%. O início dos trabalhos está previsto para meados de maio em Torre de Dona Chama e para o final de junho em Frechas, com um prazo global de execução de 180 dias.

As intervenções em curso pretendem conjugar a melhoria das condições hidráulicas e da segurança com a valorização dos espaços ribeirinhos, assegurando simultaneamente benefícios para a agricultura, atividades de lazer, turismo e pesca, ficando a sua concretização dependente do cumprimento do calendário previsto e da evolução normal da obra.

Maria Inês Pereira
Foto:DR

ALFÂNDEGA DA FÉ RECEBE EXPOSIÇÃO “TELA A TELA: CINEVIAGENS”

 A exposição coletiva de pintura “Tela a Tela: Cineviagens” é inaugurada no próximo dia 7 de maio, pelas 17h30, na Galeria Manuel Cunha da Casa da Cultura Mestre José Rodrigues, em Alfândega da Fé, onde ficará patente ao público até 19 de julho. A mostra, com curadoria de Elsa Cerqueira, reúne trabalhos de 54 artistas.


A mostra propõe uma abordagem artística centrada nas relações entre a pintura contemporânea e o universo do cinema de animação, criando um percurso expositivo que explora linguagens visuais cruzadas. O projeto pretende evidenciar a cumplicidade entre diferentes formas de criação artística, sublinhando o papel do artista enquanto inventor de narrativas e imagens.

Ao longo da exposição são convocadas referências históricas e estéticas ligadas ao cinema, desde a invenção dos irmãos Lumière e da lanterna mágica, até à evolução da animação contemporânea. São igualmente evocadas figuras e criadores como Abi Feijó, Regina Pessoa, Hayao Miyazaki e Georges Méliès, num diálogo entre tradição e inovação.

Instalada na Casa da Cultura Mestre José Rodrigues, a exposição apresenta-se como um espaço de encontro entre diferentes linguagens artísticas e gerações de criadores, promovendo uma leitura expandida do cinema enquanto fenómeno visual e cultural.

Com entrada aberta ao público, “Tela a Tela: Cineviagens” estará disponível até 19 de julho, prevendo-se que ao longo deste período funcione como um ponto de atração cultural no território, contribuindo para a dinamização da oferta artística local e para a valorização da criação contemporânea na região.

Maria Inês Pereira
Foto: DR

MACEDO DE CAVALEIROS REALIZA WORKSHOP SOBRE COMUNICAÇÃO E BEM-ESTAR FAMILIAR

 O Município de Macedo de Cavaleiros promove no dia 9 de maio, pelas 15h00, no Centro Cultural local, o workshop “Parentalidade Consciente, Comunicação e Bem-Estar”, integrado no âmbito do Apoio do Município à Educação e Inclusão (AMEI). A iniciativa destina-se a participantes interessados no desenvolvimento de competências parentais e no reforço do bem-estar familiar.


A sessão pretende abordar práticas associadas à parentalidade consciente, com enfoque no desenvolvimento da inteligência emocional e na introdução de metodologias de mindfulness. O encontro será orientado para a partilha de experiências e para a reflexão sobre estratégias de comunicação mais empáticas no contexto familiar.

De acordo com a organização, o workshop assume-se como um espaço de aprendizagem e discussão, dirigido a pais e educadores que procuram ferramentas práticas para melhorar a relação com crianças e jovens, promovendo ambientes familiares mais equilibrados e saudáveis.

A participação na iniciativa requer inscrição obrigatória, estando a lotação condicionada às condições definidas pela entidade organizadora. O programa insere-se nas ações municipais de apoio à educação e inclusão, que têm vindo a ser desenvolvidas no concelho de Macedo de Cavaleiros.

Maria Inês Pereira
Foto: DR