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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 5 de maio de 2026

Festas em Honra de Nossa Senhora de Fátima

"50 Anos de Democracia e o Futuro do Nordeste Transmontano"

🌼 XXII Passeio Pedestre “XARA AN FLOR”

 No próximo dia 17 de maio, vem connosco numa caminhada especial para descobrir o incrível arte rupestre da nossa freguesia.

🍓 𝐀 𝟗 𝐞 𝟏𝟎 𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐢𝐨, 𝐒𝐚̃𝐨 𝐏𝐞𝐝𝐫𝐨 𝐕𝐞𝐥𝐡𝐨 𝐣𝐮𝐧𝐭𝐚 𝐦𝐨𝐫𝐚𝐧𝐠𝐨𝐬, 𝐯𝐢𝐧𝐡𝐨 𝐞 𝐜𝐚𝐦𝐢𝐧𝐡𝐚𝐝𝐚 𝐩𝐞𝐥𝐨𝐬 𝐨𝐥𝐢𝐯𝐚𝐢𝐬

 Nos dias 9 e 10 de maio, São Pedro Velho volta a receber a Feira do Vinho e dos Morangos, já na sua XVI edição. O evento centra-se em dois produtos que marcam a identidade local: o vinho e o morango, conhecido pela sua qualidade e doçura.


Ao longo do fim de semana, a feira reúne produtores, animação e momentos de convívio, valorizando o que se produz na freguesia e mantendo vivas as tradições associadas a estes sabores.

No domingo, dia 10 de maio, o programa inclui o passeio pedestre “Calcorrear por Terras de Olival”, organizado pelo Município de Mirandela. A proposta passa por percorrer a paisagem envolvente de São Pedro Velho, numa altura em que os olivais estão em floração.

A concentração está marcada para as 08h00, na Ecoteca de Mirandela, com início da caminhada às 08h30. Durante o percurso, os participantes terão também oportunidade de provar os morangos locais.

A participação tem um custo de 7€ com transporte incluído ou 5€ sem transporte. As inscrições e informações adicionais estão disponíveis através do telefone 278 993 616, do e-mail moa@cm-mirandela.pt ou no Museu da Oliveira e do Azeite.

Consulte a programação AQUI, AQUI AQUI.

Neste azeite transmontano DOP tudo se aproveita e até o bagaço de azeitona serve para tingir roupa

 Com Denominação de Origem Protegida, o azeite de Trás-os-Montes é fresco, doce, verde, amargo e picante, características que o distinguem dos demais. O da Acushla é produzido em Vila Flor de forma sustentável, sem químicos. Na Quinta do Prado, “onde nada se perde”, o bagaço de azeitona serve para tingir roupa. “Da Terra à Mesa” é um projeto Boa Cama Boa Mesa que dá a conhecer os produtos portugueses a partir de histórias inspiradoras e de sucesso, desde a produção até ao consumidor, em casa ou no restaurante.


Com “muitos anos” de trabalho no sector têxtil, “uma área muito bonita, mas muito desgastante”, Joaquim Moreira, mentor da Acushla – de origem celta, significa “beat of my heart” –, sentiu necessidade de ter “um projeto ligado à terra”. Em 2004, começou a desenvolvê-lo. “O meu pai tem uma casa em São Romão do Coronado e aos fins-de-semana ia para lá plantar tomates, alfaces, batatas. Lembro-me que, quando era miúdo, adorava ir com ele. Acho que isto marca.”

Azeite DOP Trás os Montes

E a escolha da cultura de azeite foi óbvia. “A minha mãe gostava de oliveiras, eu sempre gostei de oliveiras e o azeite teve e tem uma grande importância para a humanidade: para os fins energéticos, para a parte medicinal e de beleza…” Depois de muito estudo sobre as melhores zonas para a produção de azeite, concluiu que “Trás-os-Montes tem condições únicas” para a cultura olivícola. Instalou-se, então, na Quinta do Prado, em Vila Flor, com quase 300 hectares, a maioria com eucaliptal e apenas com “16 hectares de olival antigo e abandonado, em mau estado”. O trabalho mais moroso e dispendioso veio depois, com a plantação de “perto de 80 mil oliveiras”, que só terminou em 2011, transformando-se numa das maiores áreas de plantação biológica da região.

Azeite AcushlaMARTA MARJJJBA

Mas as contrariedades continuavam a surgir. “Naquela altura, os lagares não abriam em outubro. Queríamos apanhar em outubro, para colher o fruto são, verde, e estava tudo fechado. Em Trás-os-Montes, durante muitos anos, as pessoas colhiam em dezembro e em janeiro porque a azeitona já estava madura”, explica. “Colher o fruto no momento certo e transformá-lo de imediato”, num lagar com as melhores condições é a melhor forma de fazer um “azeite excecional”, acredita. “Para mim, o azeite é um medicamento. É um poderoso aliado da nossa saúde”, completa.

Com denominação de origem protegida (DOP), regulamentada pela União Europeia, que identifica um produto originário de um local ou região específicos, o azeite de Trás-os-Montes é produzido apenas em Mirandela, Vila Flor, Alfândega da Fé, Macedo de Cavaleiros, Vila Nova de Foz Côa, Carrazeda de Ansiães e algumas freguesias dos concelhos de Valpaços, de Murça, de Moncorvo, do Mogadouro, de Vimioso e de Bragança.

Acushla, Azeite DOP transmontano

Sustentabilidade é bandeira desde a génese

Biológicos desde o início do projeto, depararam-se com uma praga de pequenos ratos em 2013/2014. Como a colocação de químicos, sugerida por algumas empresas, não era a alternativa que Joaquim procurava, já que “ia matar raposas, águias, falcões, corujas”, a solução foi colocar predadores naturais e espalhar ninhos por toda a quinta para que os animais sentissem que aquele era um bom sítio para nidificar. “Se sou bio, não vou ter aqui químicos para matar ratos”, conclui, dizendo-se fundamentalista.

Desde essa altura, criaram poças de água para que as cobras se possam alimentar, conseguiram garantir grande parte da energia através de painéis fotovoltaicos e construíram uma guest house, que recebeu os primeiros hóspedes este verão, com janelas a nascente e revestida a cortiça, “pensada para ser o mais amiga possível do ambiente”, afirma. Contribuir para a proteção da biodiversidade, melhorar os serviços ligados aos ecossistemas e preservar os habitats é também uma medida adotada pela Política Agrícola Comum (PAC) para os próximos quatro anos. A isto junta-se um ovil com 250 ovelhas, já que estão a caminhar para a produção biodinâmica. “Na Quinta do Prado nada se perde.”

Bruno Miguel Alves da Costa

Na Fábrica do Azeite há um lagar compacto e roupa tingida

Para trazer um pouco do campo para a cidade, Joaquim Moreira abriu, no final do ano passado, a Fábrica do Azeite no centro do Porto com o objetivo de “dar espaço a todos os produtos biológicos e nacionais”, inicialmente mais focados em Trás-os-Montes, onde o azeite Acushla é produzido. Mas também com a missão de divulgar as especialidades da marca e dar visibilidade à cultura do azeite, “tão rica” mas “menos explorada” do que a do vinho, elabora Diana Makhniy, gestora do projeto.

Por isso, foi instalado um lagar compacto onde os clientes podem provar o azeite “acabado de sair”. O bagaço da azeitona que, para muitos, é um “desperdício”, aqui é visto como um “subproduto”, já que é usado para a fertilização da quinta, juntamente com outros compostos, mas também para colorir a roupa da Barrio Santo, marca nascida no seio da empresa têxtil Tétribérica, de Joaquim Moreira, e cada vez mais sustentável. Além do bagaço de azeitona, a roupa é também tingida com flor de alkanna, cascas de cebola e cascas de noz. Até as etiquetas podem ser plantadas. Biodegradáveis e com sementes de camomila, são pensadas para “dar uma nova vida” ou, pelo menos, “repor o que já foi gasto”, fechando o ciclo.

AcushlaBruno Miguel Alves da Costa

Azeites monovarietais e embalagens a pensar no público mais jovem

A inovação é uma das premissas da marca, que lançou este verão azeites monovarietais. “Há poucas marcas, muito menos biológicas, que são monovarietais. O mercado está habituado ao blend”, afirma Diana. Agora, além do azeite feito com a mistura de variedades de oliveiras típicas de Trás-os-Montes, há embalagens de Cobrançosa, mais picante, com “notas de erva e folhas verdes, maçã, couve, casca de banana verde, casca de amêndoa verde e frutos secos”, de Verdeal, mais fresca, com uma “entrada doce”, um “amargo suave” e um “picante pouco intenso e tardio”, e de Madural, um azeite mais equilibrado, com um “frutado médio” consensual.

São pequenos tubos com 60 ml de capacidade, perfeitos para oferecer e fáceis de transportar. Como o pack com azeite Original Gold Edition, mel biológico de Rosmaninho e vinho do Porto Ruby, um três-em-um idealizado com base nos costumes transmontanos. “É habitual comer-se um pãozinho transmontano barrado com azeite e regado com mel”, conta. O vinho, esse, serve para acompanhar o repasto.

Também as embalagens destinadas ao público mais jovem são uma das apostas da Acushla. Habitualmente, “a comunicação do azeite é muito sóbria”, refere. Por isso, o packaging “mais chamativo e colorido” foi a estratégia para atingir targets diferentes, que cada vez mais se interessam pela cultura do azeite.

AcushlaBruno Miguel Alves da Costa

“Da Terra à Mesa” é um projeto Boa Cama Boa Mesa que dá a conhecer os produtos portugueses a partir de histórias inspiradoras e de sucesso, desde a produção até ao consumidor, em casa ou no restaurante.

A sustentabilidade social, ambiental e económica na agricultura e nas zonas rurais são linhas orientadoras da PAC - Política Agrícola Comum que, em Portugal, tem como objetivos principais valorizar a pequena e média agricultura, apostar na sustentabilidade do desenvolvimento rural, promover o investimento e o rejuvenescimento no setor agrícola a a transição climática no período 2023-2027.

Publicação original AQUI.

Teresa Castro Viana
Autor

Queima de l bielho – Cérceno (Cércio)

5ª Meia Maratona das Cantarinhas!

📚 Bragança recebe a 𝗙𝗲𝗶𝗿𝗮 𝗱𝗼 𝗟𝗶𝘃𝗿𝗼!

 A Feira do Livro de Bragança chega de 28 a 31 de maio com histórias, conhecimento e momentos únicos para todas as idades.

Passeio Micológico / Experiências Imersivas com Alfaselvaticus | 16 de maio de 2026

 O Passeio Micológico - Experiências Imersivas com Alfaselvaticus é uma vivência sensorial e educativa que convida à descoberta dos tesouros naturais da Serra de Bornes. Durante a época em que predominam as apreciadas “sanchas dos soutos” — um cogumelo silvestre de sabor intenso e muito valorizado na gastronomia local — os participantes percorrem os soutos tradicionais, aprendendo a identificar espécies e a compreender o ecossistema envolvente, de uma forma muito peculiar.


A experiência inclui um almoço inspirado nos sabores da região e prolonga-se no Lagar D'el Rei, onde decorre um workshop interativo e um showcooking sensorial. Aqui, os cogumelos colhidos ganham vida em pratos criativos, proporcionando um momento de partilha, aprendizagem e celebração da natureza e da cozinha transmontana.

Programa da Atividade:

09h30 - Ponto de encontro no Lagar D’el Rei
10h00 - Saída para o campo (transporte incluído)
12h30 - Almoço tradicional em Soeima
15h30 - Workshop interativo
16h30 - Showcooking Sensorial

Preço/pax 15€ 
Preço/criança 6-12 anos : 6€

Ementa Almoço:

Entradas variadas
Açorda de cogumelos
Lombo de porco com cogumelos
Sobremesa
Bebidas e café incluídos

Data limite de inscrição: 11 maio

Formulário de Inscrição AQUI.

Campo de Víboras: Meia centena de pessoas subiram ao Marco Geodésico

 A I Feira dos Tendeiros e Lavradores, que decorreu no Campo de Víboras, no fim-de-semana de 2 e 3 de maio, iniciou-se com a Caminhada do Marco Geodésico, uma atividade que juntou mais de meia centena de participantes, que ficaram agradados com a beleza das paisagens e o convívio que se estabeleceu entre todos os caminhantes.


A caminhada de sete quilómetros realizou-se na manhã de sábado, num trajeto circular à volta da aldeia de Campo de Víboras, que incluiu uma subida até ao marco geodésico, edificado a cerca de 700 metros de altitude.

Paulo Fernandes, natural do Campo de Víboras, foi um dos participantes na Caminhada do Marco Geodésico e sublinhou a importância do exercício físico, uma atividade indispensável para a saúde e a prevenção de doenças.

“Sou um praticante assíduo de desporto, quer em caminhadas e corridas. Este passeio no Campo de Víboras é uma excelente iniciativa para promover um estilo de vida saudável em todas as idades. Neste tempo de primavera, a caminhada é ainda mais agradável e em grupo torna-se um momento de convívio e boa disposição”, disse.

Questionado sobre a pertinência da organização da I Feira dos Tendeiros e Lavradores, em Campo de Víboras, Paulo Fernandes, elogiou a audácia da freguesia em organizar o certame.

“Com a organização desta feira recebemos a visita de público de outras localidades, o que é uma oportunidade de convívio e também de negócios, pois damos a conhecer o que aqui se produz, com destaque para a olivicultura e a produção de azeite”, indicou.


Por sua vez, a jovem, Cláudia Santos, veio do Porto com um grupo de amigos, passar o fim-de-semana prolongado no Campo de Víboras e aproveitaram a estadia para participar na Caminhada do Marco Geodésico.


“Foi um passeio espetacular na natureza e o convívio entre todos os participantes tornou esta atividade ainda mais agradável. Dou os parabéns à freguesia de Campo de Víboras pela organização da I Feira dos Tendeiros e Lavradores, um evento que promove produtos, preserva memórias e tradições e traz gente para dar mais vida à aldeia”, destacou a jovem.

Questionada sobre como se convencem pessoas do Porto, a visitar o Campo de Víboras, Cláudia Santos, respondeu que basta falar-lhes das paisagens, da gastronomia e dos vários locais de interesse turístico que existem na região.


Na aldeia de Campo de Víboras, a Caminhada do Marco Geodésico terminou com um almoço convívio, entre todos os caminhantes.

Na tarde de sábado, a I Feira dos Tendeiros e Lavradores prosseguiu, com a inauguração oficial do certame e as lutas de touros mirandeses.

À noite, na feira houve animação musical com o concerto dos “Trasga”.

HA

MOVIMENTO DA TERRA DE MIRANDA EXIGE FISCALIZAÇÃO NA COBRANÇA DE 500 MILHÕES DAS BARRAGENS

 O Movimento Cultural da Terra de Miranda defendeu hoje a intervenção do Tribunal de Contas e da Inspeção-Geral de Finanças no processo de cobrança dos impostos associados à venda de seis barragens transmontanas, alertando para valores que poderão ultrapassar os 500 milhões de euros.


Graciano Paulo, dirigente do movimento, manifestou preocupação com a fase iminente de liquidação fiscal por parte da Autoridade Tributária, defendendo que o processo deve decorrer “sem mácula” e com total salvaguarda do interesse público.

O movimento considera que o montante em causa poderá superar os 335 milhões de euros apurados pelo Ministério Público, uma vez que, segundo sustenta, o despacho conhecido não abrange a totalidade das fases do negócio.

Em causa está à venda, concluída em 2020, de seis infraestruturas no Douro, incluindo Miranda do Douro, Picote e Bemposta, pela EDP a um consórcio liderado pela Engie, num negócio de 2,2 mil milhões de euros.

O movimento cívico, que reúne cerca de três dezenas de elementos, defende que as receitas fiscais devem reverter para os municípios abrangidos e alerta para riscos de eventuais falhas jurídicas no processo, que possam comprometer a cobrança.

Recorde-se que, em outubro de 2025, o Ministério Público arquivou a vertente criminal do caso, mas determinou à Autoridade Tributária a cobrança dos impostos considerados em falta. A EDP já garantiu ter cumprido as obrigações fiscais, afirmando que irá defender os seus interesses.

A Redação com Lusa
Foto: DR

GOVERNO APROVA MEDIDAS COM IMPACTO NO DOURO E TRÁS-OS-MONTES

 O Conselho de Ministros aprovou, a 30 de abril, um conjunto de medidas com impacto direto na região de Trás-os-Montes e Alto Douro, com destaque para o apoio à agricultura, gestão da água e valorização do território.


Entre as decisões mais relevantes está a autorização de pagamento de até 250 mil euros a viticultores da Região Demarcada do Douro, no âmbito da campanha de destilação de uvas 2025-2026, garantindo que produtores não são prejudicados por atrasos administrativos.

No setor agrícola, o Governo aprovou ainda um apoio extraordinário de 20 milhões de euros para fazer face ao aumento dos custos de produção, bem como um pacote de 60 milhões destinado à recuperação de infraestruturas hidroagrícolas afetadas pelo mau tempo, uma medida crucial para zonas de regadio do interior.

Em destaque está também a nova estratégia “Água que Une”, que prevê investimentos em eficiência hídrica, reutilização de águas e modernização de infraestruturas, fundamentais para territórios sujeitos a escassez e variabilidade climática, como o nordeste transmontano.

Outra medida com impacto regional é o Programa Especial da Albufeira de Foz Tua, que reforça a proteção ambiental, a gestão sustentável da água e a valorização deste recurso estratégico.

O Governo aprovou ainda a criação de matadouros móveis, facilitando o acesso de pequenos produtores a serviços de abate, e medidas de simplificação para a atividade pecuária, relevantes para a economia rural da região.

Estas decisões inserem-se numa estratégia mais ampla de coesão territorial, sustentabilidade e apoio às economias locais, com reflexos diretos no desenvolvimento de Trás-os-Montes e Alto Douro.

A Redação,
Foto: DR

FEIRA DO ZANGARRÃO E DA LARANJA INAUGURADA COM APOSTA NA TRADIÇÃO E DINAMIZAÇÃO LOCAL

 A União das Freguesias de Lagoaça e Fornos, no concelho de Freixo de Espada à Cinta, foi palco da inauguração da I Feira da Associação do Zangarrão e da Laranja, numa iniciativa que reuniu a comunidade e assinalou um novo impulso na valorização das tradições e do associativismo local.


O evento, promovido pela Associação do Zangarrão, surge como um marco no reforço da identidade cultural do concelho, destacando o papel das tradições e dos produtos endógenos, como a laranja, na dinamização do território. A concretização desta feira resulta do empenho e dedicação dos membros da associação, que têm vindo a desenvolver esforços no sentido de promover a cultura e a coesão comunitária.

A cerimónia contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal, Nuno Ferreira, e da Vereadora Marisa Madeira, em representação do Executivo Municipal. O momento simbólico do corte da fita vermelha, realizado pelo autarca a convite do Presidente da Associação do Zangarrão, assinalou oficialmente a abertura do certame.

Durante a sua intervenção, o Presidente da Câmara sublinhou a relevância de iniciativas desta natureza para a preservação das tradições e para o fortalecimento da identidade local. O autarca destacou ainda o compromisso do Município em continuar a apoiar projetos que contribuam para o desenvolvimento cultural e social do concelho.

A I Feira da Associação do Zangarrão e da Laranja afirma-se, assim, como um espaço de encontro e celebração das raízes de Freixo de Espada à Cinta, promovendo a participação da comunidade e reforçando o espírito de união em torno do património cultural.

Maria Inês Pereira
Foto: DR

FESTA DO 3 DE MAIO CELEBRADA EM SÃO MARTINHO DE ANGUEIRA COM FORTE DEVOÇÃO POPULAR

 A tradição voltou a cumprir-se em São Martinho de Angueira, no concelho de Miranda do Douro, com a celebração do emblemático 3 de Maio, integrada nas festividades em honra do Divino Senhor da Piedade.


A data, profundamente enraizada na identidade cultural e religiosa da localidade, reuniu a comunidade num ambiente marcado pela fé, pelo convívio e pela continuidade de práticas ancestrais. A celebração voltou a evidenciar o envolvimento da população, que mantém viva uma das mais significativas tradições do calendário local.

A celebração do 3 de Maio continua, assim, a afirmar-se como um dos momentos mais marcantes de São Martinho de Angueira, reforçando os laços comunitários e perpetuando tradições que atravessam gerações.

Maria Inês Pereira

NOVA ADMINISTRAÇÃO DA ULS DO NORDESTE ENTRA EM FUNÇÕES COM APOSTA NA PROXIMIDADE

 O novo Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Nordeste iniciou funções no passado dia 1 de maio de 2026, na sequência da nomeação através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 78/2026, para um mandato de três anos.


A liderança da instituição passa a estar a cargo de Miguel Abrunhosa, que assume a presidência de uma estrutura responsável pela gestão integrada de três hospitais e 14 centros de saúde no distrito de Bragança.

O órgão executivo integra ainda Lino Olmo, responsável pelo pelouro financeiro; Rui Terras Alexandre, como diretor clínico para os cuidados hospitalares; Filipa Faria, que se mantém como diretora clínica dos cuidados de saúde primários; e Anabela Martins, na função de enfermeira diretora.

A nova equipa assume funções com o compromisso de reforçar a proximidade com profissionais e utentes, bem como de aprofundar a articulação com parceiros institucionais, num contexto marcado pelos desafios do Serviço Nacional de Saúde. Rigor, transparência, eficiência e qualidade são apontados como pilares da atuação.

Entre as prioridades definidas está a consolidação de um modelo integrado de cuidados de saúde, centrado no utente e orientado para a excelência organizacional. A aposta em projetos inovadores e desenvolvidos em rede surge também como vetor estratégico, com vista à melhoria da qualidade de vida da população.

“É nosso objetivo afirmar a ULS do Nordeste como uma referência na prestação de cuidados de saúde de qualidade, seguros e humanizados”, sublinhou o presidente, destacando ainda o papel da instituição como agente estruturante no desenvolvimento do território.

A Redação,
Foto: DR

FESTIVAL OBSERVARRIBAS REGRESSA A MIRANDA DO DOURO PARA CELEBRAR NATUREZA E CULTURA DO DOURO INTERNACIONAL

 O Festival ObservArribas está de regresso a Miranda do Douro, local onde nasceu em 2017, para três dias dedicados à valorização do património natural e cultural do Douro Internacional. A edição de 2026 decorre entre 29 e 31 de maio, após passagens por Figueira de Castelo Rodrigo, em 2024, e Mogadouro, em 2025.


Com enfoque nas aves que habitam as emblemáticas Arribas do Douro, o evento arranca no dia 29 com um programa dedicado às escolas, envolvendo 17 parceiros e 23 atividades de caráter educativo, ambiental e cultural, pensadas para sensibilizar os mais jovens para a riqueza do território.

Nos dias 30 e 31 de maio, o festival abre-se ao público em geral, com a maioria das iniciativas de participação gratuita. O programa inclui saídas de campo para observação de aves, pontos fixos equipados com material ótico e acompanhados por especialistas, passeios de barco, visitas a campos de alimentação de aves necrófagas, oficinas de anilhagem e de fotografia de natureza, além de atividades para crianças e mesas redondas.

A programação cruza ainda natureza e tradições locais, com oficinas dedicadas ao mirandês, à cosmética natural, ao ciclo da lã e à gastronomia regional, como a bola doce. As atividades pagas, nomeadamente os passeios de barco, terão descontos para participantes inscritos.

Uma das novidades desta edição é a instalação de pontos fixos de observação junto às arribas, na própria cidade, permitindo que qualquer visitante, independentemente da experiência, possa observar espécies que fazem desta região uma das mais ricas da Península Ibérica em biodiversidade.

O Festival ObservArribas é organizado pela Comissão de Cogestão do Parque Natural do Douro Internacional, em articulação com várias entidades parceiras, num esforço conjunto de promoção da natureza e da cultura local.

Durante três dias, as Arribas do Douro voltam a afirmar-se como palco privilegiado para a descoberta, o conhecimento e a celebração de um dos territórios mais singulares do país.

A Redação
Foto: DR

IPB REFORÇA INTERNACIONALIZAÇÃO COM NOVO DOUTORAMENTO EM PARCERIA COM UNIVERSIDADES DO PARANÁ

 O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) está a dar mais um passo na sua estratégia de internacionalização com a preparação de um programa de doutoramento conjunto com várias instituições de ensino superior do estado brasileiro do Paraná.


A iniciativa ganhou forma com a recente visita a Bragança de uma delegação composta por representantes da Universidade Tecnológica Federal do Paraná e de cinco universidades estaduais daquela região. Ao longo do encontro, que reuniu uma dezena de responsáveis académicos, foi delineada a proposta de criação do doutoramento em “Tecnologias para Sistemas Agro-Bio-Alimentares”, a submeter à Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES).

Este projeto surge no seguimento de uma colaboração iniciada em 2014, que tem vindo a consolidar-se através de programas de mobilidade académica, investigação conjunta e dupla diplomação. Ao longo da última década, a parceria envolveu mais de mil estudantes e originou centenas de publicações científicas em coautoria internacional, além da integração de investigadores e doutorandos nas unidades de investigação do IPB.

Mais recentemente, esta cooperação foi reforçada com um programa de dupla diplomação de doutoramento, financiado pela Fundação Araucária para o período entre 2025 e 2028, envolvendo as instituições brasileiras e os atuais programas doutorais do IPB em áreas como biossistemas, produtos naturais e engenharia de sistemas inteligentes.

O novo doutoramento internacional pretende apostar numa abordagem interdisciplinar, centrada no desenvolvimento de soluções sustentáveis para a cadeia agro-bioalimentar. Entre as áreas abrangidas destacam-se a produção agroindustrial, a transformação digital e as tecnologias emergentes, com o contributo de unidades de investigação como o Centro de Investigação de Montanha (CIMO) e o Centro de Digitalização e Robótica Inteligente (CeDRI).

A reunião contou ainda com a presença de representantes de entidades de ambos os países, nomeadamente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), da A3ES e da Fundação Araucária, evidenciando o caráter internacional e inovador da proposta, que prevê um modelo de avaliação conjunta.

Durante a visita, a delegação teve também oportunidade de conhecer o Campus do Cruzeiro, em Mirandela, bem como projetos nas áreas da comunicação e da cultura, numa perspetiva que reforça a ligação entre conhecimento, território e inovação.

Maria Inês Pereira
Foto: DR

De 29 a 31 de maio, Miranda do Douro volta a receber o Festival ObservArribas, um evento único dedicado à natureza, à cultura e à extraordinária biodiversidade do Douro Internacional.

 Depois de passar por Figueira de Castelo Rodrigo e Mogadouro, o festival regressa em 2026 ao concelho onde nasceu, convidando miúdos e graúdos a descobrir as aves emblemáticas das Arribas do Douro, bem como os saberes, sabores e tradições deste território singular.


29 de maio será especialmente dedicado às escolas, com várias atividades educativas, ambientais e culturais.

Nos dias 30 e 31 de maio, o programa abre-se a toda a comunidade e visitantes, com experiências para todas as idades: observação de aves, passeios de barco, oficinas de fotografia de natureza, atividades infantis, anilhagem, visitas guiadas e várias oficinas que unem natureza e cultura local.

Como novidade desta edição, haverá pontos fixos de observação instalados junto às arribas, na cidade de Miranda do Douro, proporcionando a todos a oportunidade de contemplar de perto algumas das espécies que fazem desta região um verdadeiro tesouro natural da Península Ibérica.

Promovido pela Comissão de Cogestão do Parque Natural do Douro Internacional, o Festival ObservArribas é um convite a viver o território de forma autêntica, entre paisagens de cortar a respiração, património e biodiversidade.

As Arribas do Douro esperam por si. Venha observar, descobrir e sentir Miranda do Douro!

🎭 “Sonho de uma Noite de São João” - Mogadouro 🎭

 As Aulas de Teatro do Município de Mogadouro sobem ao palco com o espetáculo “Sonho de uma Noite de São João”, uma encenação onde a criatividade, o talento local e a magia do teatro se juntam para proporcionar um momento único de cultura e partilha.

Concerto de Primavera do Conservatório de Macedo de Cavaleiros destacou trabalho dos alunos em palco

 O Conservatório Regional de Macedo de Cavaleiros realizou, no passado sábado, o Concerto de Primavera, um espetáculo que reuniu alunos das várias classes de instrumentos do Curso Livre de Música. A iniciativa decorreu no auditório da instituição, em Macedo de Cavaleiros.


O programa incluiu atuações das classes de piano, violino, flauta transversal, trompete, clarinete, saxofone e guitarra clássica, envolvendo participantes de diferentes idades.

Segundo a organização, o evento superou as expectativas, tanto ao nível da participação como da adesão do público e dos encarregados de educação.

Em balanço, a presidente da associação responsável pelo conservatório, Inês Falcão, destacou a evolução dos alunos e o impacto pedagógico da iniciativa:

A responsável sublinhou ainda o valor formativo das atuações:

Inês Falcão referiu também que a iniciativa cumpre os objetivos pedagógicos definidos pela instituição:

Está previsto um novo concerto no final do ano letivo, ainda sem data ou local definidos.

Jodie Pinto