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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

🎻 O 𝑩𝒓𝒂𝒈𝒂𝒏𝒄̧𝒂 𝑪𝒍𝒂𝒔𝒔𝒊𝒄𝑭𝒆𝒔𝒕 encerra mais uma edição de sucesso, marcada pela qualidade artística, pela presença de grandes intérpretes e pela adesão do público à música clássica.

 Mas a música não fica por aqui! Em dezembro, o programa continua com o “Bragança Classic Lab,” dedicado à formação e à criação artística, e com “Um Concerto de Natal”, no Teatro Municipal de Bragança.

Saiba tudo AQUI.

Presidência Aberta em Bragança. Datas: domingo, 15 de fevereiro de 1987 - quinta, 26 de fevereiro de 1987


O que nos revelam os cogumelos sobre a floresta?

Nos dias 14 e 15 de Novembro, a atividade "Cogumelos de Montesinho, uma contemplação fúngica", inserida no Ciclo Montesinho a Caminho – Caminhadas Interpretativas no Parque Natural de Montesinho, convida a explorar o mundo dos fungos numa experiência imersiva de descoberta, aprendizagem e observação no Parque Natural de Montesinho.
Com a companhia de Rui Cardoso, especialista autodidata na área da Micologia desde 1999, o objetivo é conhecer a diversidade micológica de Espinhosela e Vilarinho, em Bragança, e compreender o papel dos fungos no funcionamento das florestas.

Saiba mais e inscreva-se AQUI.

GNR detém homem de 68 anos e apreende mais de 2 500 doses de haxixe

 Um homem de 68 anos foi detido esta terça-feira, no concelho de Bragança, por suspeitas de tráfico de estupefacientes, numa ação da GNR que resultou na apreensão de 2 555 doses de haxixe, 15 doses de cocaína e 1 875 euros em dinheiro.


Segundo o Comando Territorial de Bragança, a intervenção começou durante uma fiscalização rodoviária, quando o condutor evidenciou nervosismo perante a presença dos militares. "Após diligências policiais, foi realizada uma busca ao veículo, tendo sido detetado produto estupefaciente na posse do suspeito", anunciou a GNR.

No decorrer da operação, a Guarda efetuou também uma busca domiciliária. Além da droga e do dinheiro, foram apreendidos uma viatura, dois telemóveis e diverso material utilizado na preparação de doses de estupefacientes.

O homem foi constituído arguido e ficou detido nas instalações da GNR, a aguardar apresentação ao Tribunal Judicial de Bragança para aplicação das medidas de coação.

A ação foi desenvolvida pelo Posto Territorial de Bragança, em colaboração com o Núcleo de Investigação Criminal de Bragança, e contou com o reforço do Destacamento de Intervenção.

AGR

TORRE DE MONCORVO RECUPERA A HISTÓRIA E O LEGADO DE FRANCISCO ANTÓNIO MEIRELES

 A história e o legado de Francisco António Meireles estiveram em destaque no passado dia 10 de outubro, com a apresentação do livro “Francisco António Meireles – O benemérito, o legado, a obra”, da autoria de Adília Fernandes.


A iniciativa foi promovida pela Fundação Francisco António Meireles e procurou recordar o percurso de uma figura cujo nome permanece ligado à instituição. A publicação destaca o seu papel enquanto benemérito e o contributo que deixou, dando a conhecer a importância da sua ação.

Através desta obra, Adília Fernandes contribui para preservar a memória do homenageado e divulgar o legado associado ao seu nome, reunindo elementos que ajudam a compreender a sua história e a ligação à Fundação.

Ana Luísa Lopes
Foto: DR

VINHAIS PROMOVE ENCONTRO MICOLÓGICO COM CAMINHADA, IDENTIFICAÇÃO DE ESPÉCIES E DEMONSTRAÇÃO CULINÁRIA

 O Parque Biológico de Vinhais recebe, a 24 de outubro, o Encontro Micológico de Outono, uma iniciativa integrada na programação da XXI RURALCASTANEA – Festa da Castanha Longal, que pretende dar a conhecer a diversidade de cogumelos e sensibilizar para a importância da sua identificação e valorização.


O programa inclui uma caminhada didática de recolha de cogumelos, durante a qual os participantes poderão aprender a reconhecer diferentes espécies e partilhar conhecimentos com especialistas. A iniciativa contempla ainda uma comunicação dedicada ao mundo dos cogumelos e uma demonstração culinária conduzida pelo chef Werner Ritter.

A participação na caminhada é gratuita. Para quem pretenda juntar o almoço micológico à atividade, o custo é de 15 euros. A organização disponibiliza um total de 35 vagas, estando as inscrições abertas até 21 de outubro de 2026.

O encontro pretende aliar a descoberta da natureza à partilha de conhecimentos sobre os recursos micológicos, integrando a programação de uma das iniciativas dedicadas à valorização da castanha e dos produtos locais em Vinhais.

As inscrições podem ser efetuadas através do formulário disponível AQUI.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

MIRANDA DO DOURO ACOLHE APRESENTAÇÃO DE PROJETO DE TURISMO FLUVIAL TRANSFRONTEIRIÇO

 Miranda do Douro recebe, a 20 de outubro, a sessão de apresentação dos resultados da Rede Ibérica de Cruzeiros Fluviais Transfronteiriços (RED CIFT), um projeto que, ao longo de dois anos e meio, trabalhou na criação e melhoria de itinerários náutico-culturais entre Portugal e Espanha.


O encontro decorre a partir das 10h30, no auditório de Miranda do Douro, e reúne as entidades parceiras dos dois países para dar a conhecer as conclusões do projeto e os destinos e percursos associados às bacias hidrográficas dos rios Minho, Lima, Douro, Tejo e Guadiana.

Com um orçamento superior a 816 mil euros, cofinanciado em 75% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, através do programa Interreg VI-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2021-2027, a iniciativa pretende valorizar os rios como elementos de ligação entre territórios e promover o turismo fluvial sustentável.

Ao longo do projeto, foram desenvolvidas ações de planeamento, formação, coordenação e comunicação, com o objetivo de diversificar a oferta turística, valorizar o património natural e cultural e reforçar a cooperação entre as regiões fronteiriças. A acessibilidade e a partilha de experiências entre os territórios estiveram também entre as prioridades.

A sessão de encerramento pretende consolidar o trabalho realizado e identificar novas oportunidades de colaboração entre as entidades envolvidas, promovendo os recursos fluviais como motores de dinamização turística e de desenvolvimento socioeconómico nas zonas fronteiriças.

O projeto é coordenado pelo Clúster Marítimo-Marinho da Andaluzia e conta com oito entidades parceiras de Portugal e Espanha, entre as quais a Associação Ibérica de Municípios Ribeirinhos do Douro, responsável pela organização do encontro em Miranda do Douro, em colaboração com a Câmara Municipal.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

BRAGANÇA REÚNE 300 PARTICIPANTES EUROPEUS PARA DEBATER FUTURO DO ENSINO SUPERIOR

 A Universidade Politécnica de Bragança (UPB) recebe, entre 21 e 23 de outubro, a Reunião Anual da Aliança de Universidades Europeias STARS EU, que deverá reunir cerca de 300 participantes de instituições de ensino superior de dez países europeus.

Foto: Rui Oliveira / Global Imagens

Sob o tema “STARS EU Goes Global”, o encontro terá como um dos principais momentos a discussão sobre o futuro do ensino superior e da investigação na Europa. A sessão de abertura realiza-se a 21 de outubro, no Teatro Municipal de Bragança, e inclui uma intervenção de Manuel Heitor, dedicada ao futuro da educação superior e da investigação europeias.

O programa contempla ainda uma mesa-redonda sobre cooperação inter-regional para a inovação, com a participação de Isabel Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Bragança, Maria José Fernandes, vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, e Gunnar Peterson, da University West, na Suécia.

Durante os três dias, estudantes, docentes, investigadores e responsáveis das instituições parceiras vão participar em reuniões estratégicas e grupos de trabalho destinados a avaliar os resultados alcançados e a preparar novas iniciativas conjuntas nas áreas da educação, investigação e inovação.

A reunião deverá também marcar novos passos na cooperação internacional da aliança, nomeadamente através da formalização de um acordo com a Petro Mohyla Black Sea National University, da Ucrânia, reconhecida como parceira associada estratégica em abril deste ano.

Está igualmente prevista a assinatura de um acordo para a criação de um mestrado de diplomação conjunta nas áreas da Robótica, Mecatrónica e Controlo Automático, envolvendo instituições de Portugal, França, Suécia e Polónia.

A STARS EU integra nove instituições de ensino superior e procura reforçar a colaboração académica e científica entre países europeus, promovendo o contributo das universidades para a inovação e o desenvolvimento das regiões.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

𝗘𝗻𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗥𝘂𝗿𝗮𝗹 𝗱𝗮𝘀 𝗧𝗲𝗿𝗿𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗠𝗼𝗻𝗰𝗼𝗿𝘃𝗼 - 𝗫 𝗖𝗼𝗻𝗰𝘂𝗿𝘀𝗼 𝗡𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗢𝘃𝗲𝗹𝗵𝗮 𝗖𝗵𝘂𝗿𝗿𝗮 𝗱𝗮 𝗧𝗲𝗿𝗿𝗮 𝗤𝘂𝗲𝗻𝘁𝗲 - 31 Outubro | 10h00 Largo da Corredoura - Torre de Moncorvo

A civilização maia era um mistério. O trabalho da nossa família era resolvê-lo

Sendo filho de arqueólogos, David Stuart, Explorador da National Geographic, passou a sua infância a deambular entre ruínas maias – e ajudou a dar forma àquilo que sabemos actualmente sobre esta civilização.

W.E. Garrett, Nat Geo Image Collection - As ruínas da cidade antiga de Tikal, um dos mais importantes centros da civilização maia, encontram-se na selva da Guatemala. Quando esta fotografia foi captada, na década de 1970, os arqueólogos ainda estavam a tentar descobrir quem construíra estas grandes pirâmides. George e Gene Stuart, arqueólogos da National Geographic, levavam os filhos consigo nas suas expedições.

A minha memória mais antiga é de uma pirâmide maia distante. Uma coisa enorme feita de pedra no meio da selva da Guatemala, com escadas que conduziam a uma porta – atiçando impossivelmente o meu ser de três anos a olhar para cima, determinado a chegar ao topo. Mas a minha mãe não deixava.

Ela e o meu pai eram ambos arqueólogos. Trabalhavam para a National Geographic no final dos anos 1960 e na década de 1970 e levaram-me a mim e aos meus irmãos nas suas expedições às ruínas maias, onde encontrámos sítios e pessoas que nenhum miúdo americano poderia ter imaginado naquela altura.

A birra que fiz por não ter podido subir os degraus de pedra de Tikal –actualmente conhecido como um dos mais importantes centros do início da civilização maia – também é uma memória antiga. Será que eu me importava com a finalidade daquela pirâmide antiga ou quem a construíra? Claro que não. Mas estas memórias foram dos meus primeiros encontros com o mundo dos antigos maias, o mundo que moldou a minha infância. Fiquei gradualmente encantado pelos mundos dos maias e estas perguntas tornaram-se fundamentais para a minha investigação.

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O local de trabalho dos meus pais foi uma influência constante durante a minha juventude.
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Kenneth Garrett, Nat Geo Image Collection - George Stuart, escritor e editor da revista National Geographic, examina artefactos maias resgatados numa unidade de armazenamento em Copan, Honduras, com o seu filho David Stuart. Após uma infância passada a acompanhar os seus pais em expedições, David tornou-se um epigrafista (uma pessoa que lê glifos, neste caso maias) de renome, por direito próprio.

Naqueles primeiros tempos, ninguém sabia muito sobre a história maia. Até o nome do rei que encomendara a pirâmide de Tikal e em cujo rico túmulo se encontrava sepultado, no seu interior, era um mistério para os arqueólogos. A razão para a nossa ignorância era simples: os hieroglíficos maias não podiam ser lidos, deixando séculos de história do “Período Clássico” (aproximadamente entre 200 e 900 d.C.) invisíveis e inacessíveis, trancados em centenas de inscrições de pedra em Tikal e muitos outros sítios. Isto é aquilo a que eu chamo a “Grande Ruptura” do conhecimento histórico. Há muito que a verdadeira história da civilização maia se perdera, devido ao colapso da sociedade, e, mais tarde, à destruição cultural que acompanhou a invasão espanhola.

Actualmente, graças a novos avanços na leitura de textos antigos, podemos revisitar essa história e colmatar a lacuna. Afinal, a grande pirâmide de Tikal foi mandada construir por um poderoso dirigente chamado Jasaw Chank’awil, para comemorar uma grande vitória militar contra o reino inimigo de Kanul, em 695 d.C. 

Aprendendo a decifrar os glifos

A nossa viagem de carro de duas semanas desde a Carolina do Norte até ao Iucatão, no México, terminou numa noite escura de 1974, num local isolado chamado Coba, onde o meu pai iria comemorar o seu novo projecto de investigação, cartografando aquilo que eles diziam, entusiasmados, ser uma grande cidade antiga.

Joe Scherschel, Nat Geo Image Collection - A selva envolve as ruínas maias do Templo do Grande Jaguar, o túmulo do poderoso dirigente chamado Jasaw Chank’awil. Quando David Stuart visitou Tikal pela primeira vez, no final da década de 1960, os arqueólogos ainda não conheciam a história por detrás da pirâmide – e, com três anos, David só queria subir os seus impressionantes degraus.

Chegámos à aldeia maia completamente envoltos pela escuridão, sem uma luz eléctrica à vista, excepto uma lanterna lá ao fundo. Enquanto avançávamos pela estrada de terra batida, lembro-me vividamente de olhar pela janela da nossa carrinha e ver a silhueta de uma pirâmide gigantesca contra um céu nocturno cinzento e repleto de estrelas. Eu tinha nove anos na altura e estava nervoso com aquilo que me esperava, mas ansioso por ver as pirâmides de dia e subir até ao seu topo.

O local de trabalho dos meus pais foi uma influência constante durante a minha juventude. O meu pai, George Stuart, era escritor e editor da revista National Geographic e, mais tarde, responsável pelo departamento que concedia as bolsas da NGS – a Comissão de Investigação e Exploração. A minha mãe, Gene Stuart, era artista e também trabalhava como escritora para a revista. Eu estava apaixonado pela aventura da arqueologia e pelas descobertas que estavam constantemente a acontecer. Que mais poderia eu querer do que tornar-me um arqueólogo especialista nos maias?

Kenneth Garrett, Nat Geo Image Collection - O arqueólogo David Stuart interpreta hieróglifos numa pirâmide no sítio maia de Copan, nas Honduras. Decifrar o código dos glifos maias transformou o nosso conhecimento sobre esta civilização antiga. “Actualmente, como os antigos maias escreveram tanto sobre si próprios”, escreve Stuart, “podemos finalmente colmatar a lacuna e recuperar algo que a história humana quase perdeu”.

Mas em meados da década de 1970, ainda faltava um elemento essencial no conhecimento dos antigos maias – a capacidade de ler os textos antigos e de dar sentido aos misteriosos hieróglifos. Quando eu era miúdo e andava no meio das ruínas de Coba, lembro-me de ver as estranhas formas de escrita nos monumentos de pedra que ainda se mantinham em pé na floresta. “O que dizem estes?”, perguntava ao meu pai, apontando para os glifos. “Ainda não conseguimos lê-los”, dizia-me ele.

A partir de então, fiquei viciado. Os glifos eram muito interessantes de observar, com as suas imagens de animais, cabeças e formas estranhas. Li (ou tentei ler) aquilo que estudiosos ilustres tinham a dizer sobre eles. A maioria dos arqueólogos maias eram amigos do meu pai, por isso, quando havia festas ou encontros fortuitos, eu fazia frequentemente as mesmas perguntas. Com o passar do tempo, as interacções e as conversas foram-se aprofundando e, quando cheguei à adolescência, já dava os meus pequenos contributos para a resolução do enigma. Há cinquenta anos, os estudos maias eram um campo incrivelmente aberto, parte académico, parte experimental, ansioso por ouvir novas vozes e ideias. Cheguei numa excelente altura.

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A história maia estava diante dos meus olhos e eu era a primeira pessoa a ler aqueles nomes ao fim de, provavelmente, dezenas de séculos.
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Nat Geo Image Collection - A selva envolve as ruínas maias do Templo do Grande Jaguar, o túmulo do poderoso dirigente chamado Jasaw Chank’awil. Quando David Stuart visitou Tikal pela primeira vez, no final da década de 1960, os arqueólogos ainda não conheciam a história por trás da pirâmide – e, com três anos, David só queria subir os seus impressionantes degraus.

No Outono de 1980, o meu pai tomou conhecimento de uma gruta recém-descoberta na Guatemala, cheia de desenhos antigos e hieróglifos requintadamente pintados. Wilbur Garret, editor da revista National Geographic, e o meu pai organizaram imediatamente uma viagem para ver a caverna em primeira mão: uma expedição que acabou por se tornar o tema de capa da edição de Agosto de 1981. Ele levou-me com eles para estudar os glifos – para meu enriquecimento pessoal e porque eu demonstrara aptidão para tal. (No entanto, como eu frequentava o nono ano, precisei de pedir autorização à Escola Secundária de Bethesda Chevy-Chase e de fazer os trabalhos de casa.)

Descobrimos que a gruta se chamava Naj Tunich. Após uma longa caminhada pelo meio da selva, junto à fronteira com o Belize, chegámos ao local e fomos saudados por uma câmara semelhante a uma catedral na encosta de uma colina. Para chegarmos às pinturas, tivemos de avançar centenas de metros até às profundezas da gruta, percorrendo túneis grandes e passagens pequenas. Havia peças de cerâmica dos antigos maias por todo o lado, testemunhando a longa utilização desta gruta como espaço sagrado. No seu interior, encontrámos textos magnificamente inscritos nas paredes lisas, pintados por mestres calígrafos. Havia referências a datas, nomes e locais por todo o lado. Foi ali que fiz a minha primeira decifração, apercebendo-me de que um escriba do século VIII utilizara sinais fonéticos para escrever o nome de um mês do calendário maia. Mais tarde, eu e outros apercebemo-nos de que as pinturas de Naj Tunich tinham sido feitas por peregrinos da realeza que visitavam um local sagrado, uma entrada para o submundo.

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No interior da Naj Tunich, encontrámos textos magnificamente inscritos nas paredes lisas, pintados por mestres calígrafos. Havia referências a datas, nomes e locais por todo o lado.
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W.E. Garrett, Nat Geo Image Collection - No Outono de 1980, David Stuart, que frequentava então o nono ano, decifrou o seu primeiro hieróglifo enquanto visitava as pinturas da gruta de Naj Tunich. Ele percebeu que um escriba do século VIII utilizara sinais fonéticos para escrever o nome de um mês do calendário maia.

Colmatando as lacunas

Uma expedição na qual participei em 1985, aos 19 anos, foi particularmente memorável – cheia de descobertas e até com um momento ao estilo de Indiana Jones, misturando arqueologia, história antiga e aventura. Foi uma viagem ao longo do rio Usumacinta, na fronteira entre o México e a Guatemala, um local que ainda era muito selvagem naquele tempo e se encontrava sob a ameaça da construção de represas hidroeléctricas e da guerra civil da Guatemala, conforme documentado pela National Geographic na edição de Outubro de 1985. A equipa da expedição avançou durante dias por entre terreno florestado e desfiladeiros rochosos, passando alguns dias nas magníficas ruínas de Yaxchilan, no México, com as suas lindíssimas esculturas e templos a observarem o rio lá de cima.

Escavações recentes tinham revelado uma nova inscrição em pedra (uma de muitas) que eu estava ansioso por ver. Ninguém conseguira lê-la após a sua descoberta, mas eu olhei para ela com espanto, pois era uma lista escrita dos primeiros reis da dinastia antiga da cidade – quatro nomes de dirigentes que, provavelmente, viveram nos séculos IV e V d.C. Um dos nomes era Yopat Bahlam e o outro era Yaxun Bahlam. A história maia estava diante dos meus olhos e eu era a primeira pessoa a ler aqueles nomes ao fim de, provavelmente, dezenas de séculos.

Stephen Alvarez, Nat Geo Image Collection - Um guarda ilumina glifos em Naj Tunich, um sítio de peregrinação maia na Guatemala. David Stuart só frequentava o nono ano quando o seu pai o levou numa expedição para ver os desenhos da gruta em primeira mão, depois de ele ter demonstrado aptidão para estudar os hieróglifos.

Dois dias mais tarde, a nossa expedição acampou num banco de areia sossegado junto ao rio, em território da Guatemala, ainda longe de quaisquer povoações. Não tardámos a ser saudados por um bando de rebeldes guatemaltecos com os rostos cobertos com lenços, empunhando espingardas automáticas. Parecíamos um grupo suspeito, sem dúvida, mas conseguimos convencê-los de que estávamos concentrados apenas nas ruínas ancestrais. Eles falaram com entusiasmo sobre sítios que conheciam na floresta e ainda ninguém tinha explorado. No entanto, não nos atrevemos a segui-los e correr o risco de nos tornarmos alvos num conflito militar activo.

Ao longo da década de 1980, uma nova vaga de estudiosos estava a avançar rapidamente na decifração da escrita maia e, no final da década de 1990, os hieróglifos já eram quase completamente legíveis, graças ao trabalho de cerca de uma dezena de académicos persistentes, incluindo eu. Olhando para trás, algo espantoso tinha acontecido – a história mais antiga dos antigos maias emergira da completa obscuridade. Muitas dinastias e reinos, cada um com a sua própria história para contar. Era uma história completamente nova, preenchendo uma lacuna que nem sequer sabíamos existir. A maior parte daquilo que sabíamos sobre a Mesoamérica vinha da chegada dos espanhóis às suas costas, no início do século XVI. Ou das crónicas indígenas que os maias e outros tinham deixado aqui além. Nenhuma dessas histórias recuava mais do que poucos séculos, até à época do dito “Colapso Maia”, uma crise ainda misteriosa, durante a qual a maioria das cortes e cidades foram abandonadas, antes de 900 d.C.

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No final da década de 1990, os hieróglifos já eram quase completamente legíveis, graças ao trabalho de cerca de uma dezena de académicos persistentes
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Otis Imboden, Nat Geo Image Collection - Um grande plano do Lintel 48, um calendário hieroglífico maia que regista um evento desconhecido ocorrido em Yaxchilan, no México. Após a primeira decifração, em Naj Tunich, David Stuart tornou-se a pessoa mais jovem a ganhar uma Bolsa MacArthur, aos 18 anos.

A nova história que conseguimos agora ler apresenta um mundo de reis, rainhas e cortes reais, histórias perdidas que aconteceram antes do colapso e da ruptura histórica que descrevi. Actualmente, como os antigos maias escreveram tanto sobre si próprios, podemos finalmente colmatar a lacuna e recuperar algo que a história humana quase perdeu. 

As minhas primeiras memórias de Tikal e Coba, com as suas enormes pirâmides, são de uma época em que nada disto se sabia. Décadas mais tarde, podemos apreciar os monumentos antigos dos maias da mesma forma que apreciamos os do Egipto ou da Grécia, com o seu verdadeiro enquadramento histórico. Mais importante ainda, acho eu, é que agora temos acesso à história mais profunda das Américas e os maias contemporâneos podem reivindicar o seu próprio legado ancestral.

Otis Imboden, Nat Geo Image Collection - A silhueta do arqueólogo George E. Stuart, da equipa da National Geographic, em frente aos murais em rápida deterioração de Yaxchilan, uma antiga cidade maia situada nas margens do rio Usumacinta, no México. Aos 19 anos, David Stuart acompanhou o seu pai na expedição que foi documentada na edição de Outubro de 1985.

David Stuart, Explorador da National Geographic é professor do Departamento David and Linda Schele de Arte e Escrita Mesoamericana e director do Centro da Mesoamérica da Universidade do Texas, em Austin. É também o autor do novo livro The Four Heavens: A New History of the Ancient Maya.

Artigo publicado originalmente em inglês em nationalgeographic.com.

David Stuart
Actualizado a 13 de março de 2026

MIRANDELA INVESTE 45 MIL EUROS EM BOLSAS PARA ESTUDANTES DO ENSINO SUPERIOR

Os estudantes do concelho de Mirandela que frequentam o ensino superior podem candidatar-se, até 30 de novembro, às bolsas de estudo atribuídas pelo município para o ano letivo de 2026/2027.


A medida prevê a atribuição de 45 bolsas, no valor mensal de 100 euros cada, representando um investimento municipal máximo de 45 mil euros. O apoio destina-se a estudantes residentes no concelho que ingressem ou frequentem estabelecimentos de ensino superior, públicos ou privados devidamente homologados, e que reúnam as condições previstas no regulamento municipal.

A iniciativa pretende ajudar os alunos com aproveitamento escolar que enfrentam dificuldades económicas e que, sem este apoio, podem ter mais obstáculos à continuação dos estudos. O objetivo passa também por promover a igualdade de oportunidades no acesso à formação superior.

Para além do apoio financeiro às famílias, o programa procura contribuir para a formação de quadros técnicos superiores no concelho, incentivando a qualificação dos jovens e o desenvolvimento social, económico e cultural.

As candidaturas podem ser submetidas online, através da página do município, ou entregues em papel nos serviços municipais. O formulário deve ser acompanhado pelos documentos comprovativos das condições de acesso previstas no regulamento. O prazo de candidatura termina a 30 de novembro de 2026.

Ana Luísa Lopes
Foto: DR

MOGADOURO ASSINALA OUTUBRO ROSA COM CAMINHADA SOLIDÁRIA EM VALE DA MADRE

O Gabinete de Desporto do Município de Mogadouro promoveu, no domingo, 11 de outubro, uma caminhada solidária no âmbito do Outubro Rosa, campanha dedicada à sensibilização para o cancro da mama e à importância da prevenção.


O percurso passou pela aldeia de Vale da Madre, permitindo aos participantes aliar a atividade física ao contacto com a natureza. A iniciativa contou com a colaboração do Centro de Saúde de Mogadouro, que dinamizou uma sessão informativa sobre os riscos, a incidência e as formas de prevenção da doença.

Também o Futebol Clube Mogadourense Associação Desportiva se associou à ação, contribuindo para divulgar a mensagem do Outubro Rosa e reforçar a sensibilização da comunidade para esta causa.

A campanha Outubro Rosa procura alertar para a importância da deteção precoce do cancro da mama e do acompanhamento médico, incentivando a população a dar atenção à saúde e à prevenção.

Ana Luísa Lopes
Foto: DR

MERCADO DOS PRODUTOS DA TERRA REGRESSA A MACEDO DE CAVALEIROS

 O Jardim 1.º de Maio volta a receber o Mercado dos Produtos da Terra este domingo, 18 de outubro, numa manhã dedicada aos sabores e à produção local.


Entre as 9h00 e as 13h00, os visitantes terão oportunidade de encontrar, no mesmo espaço, produtos do território e contactar com a diversidade da oferta local. A iniciativa pretende valorizar os produtos da região e incentivar a sua compra, aproximando os consumidores da produção local.

É também uma oportunidade para dar visibilidade aos produtores e à qualidade dos artigos que fazem parte da identidade do território.

Ao reunir diferentes produtos num único local, o mercado convida a população a descobrir os sabores da terra e a privilegiar o consumo de produtos locais, contribuindo para dinamizar a economia e apoiar quem produz na região.

Ana Luísa Lopes
Foto: DR

CARRAZEDA DE ANSIÃES RECEBE APRESENTAÇÃO DE DUAS OBRAS LITERÁRIAS

 Duas obras literárias e os seus universos narrativos vão estar em destaque numa sessão que junta os autores Julieta Durão e Júlio Fagus, no próximo domingo, 18 de outubro, em Carrazeda de Ansiães.


A iniciativa decorre a partir das 15h00, no Centro de Inovação Tecnológica, Inovação e Criatividade de Carrazeda de Ansiães (CITICA), e convida o público a descobrir as histórias que dão vida aos livros.

O programa começa com a apresentação de “Estilhaços do Passado”, da autoria de Julieta Durão, seguindo-se a apresentação de “Quando nos Voltarmos a Encontrar”, escrita por Júlio Fagus. A sessão pretende dar a conhecer o trabalho dos dois autores e aproximar os leitores das suas criações literárias.

O encontro será também uma oportunidade para conhecer os escritores, explorar os percursos que deram origem às obras e partilhar o interesse pela leitura. A iniciativa contribui, assim, para dar visibilidade à criação literária e promover o contacto do público com diferentes propostas de escrita.

A sessão é aberta a todos os interessados, que poderão assistir às apresentações e conhecer de perto os autores e as respetivas obras.

Ana Luísa Lopes
Foto: DR

Freguesias lamentam serem esquecidas no Orçamento de Estado para 2027

 A Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) manifestou o seu desagrado e indignação pelo facto de o Orçamento de Estado para 2027 não incluir as suas propostas apresentadas ao Governo.


A ANAFRE diz que as freguesias continuam esquecidas e desvalorizadas pelo Governo de Luís Montenegro e já anunciou que como forma de protesto os serviços das freguesias vão ficar fechados no dia 4 de novembro.

O presidente da União das Freguesias de Mouçós e Lamares, e membro da ANAFRE, Hélder Afonso, diz que o Governo não cumpriu o acordo que tinha com as freguesias:

“O Orçamento fica muito aquém daquilo que foi o nosso trabalho junto do Governo e também do acordo que havia com a ANAFRE, desde o Congresso.

Havia um acordo, efetivamente, para o aumento para 3,5%, havia o acordo de mais alguns benefícios para as Juntas de Freguesia e, simplesmente, o Governo rasgou o acordo e não cumpriu rigorosamente nada daquilo que ficou combinado.

E nós não nos podemos calar, porque somos sempre a primeira porta de entrada e somos sempre os últimos a ser recompensados ou compensados por aquilo que é o nosso trabalho.”

O Conselho Diretivo Nacional da ANAFRE decidiu ontem pelo encerramento dos serviços das freguesias no dia 4 de novembro de 2026, como forma de manifestação pública de descontentamento e de exigência de respeito pelos compromissos assumidos.

“E vamos fechar as Juntas todas no dia 4 de novembro, como sinal de protesto e para que o Governo veja que, de facto, não está a prejudicar os presidentes de Junta, mas a população.

Portanto, é preciso que se note isto. O Governo não prejudica diretamente as Juntas de Freguesia, prejudica a população de Portugal, que espera das Juntas.

E nós temos o exemplo concreto da freguesia de Mouçós e Lamares, onde temos múltiplos serviços disponíveis e o Governo não reconhece rigorosamente nada. Simplesmente assobia para o lado, não quer saber e acha que aquilo que nos estão a dar já é suficiente.”

Segundo o autarca, o protesto serve para demonstrar “o descontentamento” das freguesias “e também para demonstrar qual é que é o real impacto das freguesias”.

“Porque é inadmissível que não haja respeito pelos autarcas, é inadmissível que não haja respeito por um protocolo, por um acordo que foi feito, e nós não podemos continuar esquecidos pelo Governo.

Aliás, volto a repetir: não é a Junta que fica esquecida, é a população que está esquecida.

E é a população que fica prejudicada pela falta de sensibilidade deste Governo para com as Juntas de Freguesia.”

O Conselho Diretivo da ANAFRE deliberou ainda avançar com pedidos de reunião urgentes aos partidos com assento parlamentar para que alterações possam ser incluídas na discussão da proposta de Orçamento do Estado na especialidade.

Os presidentes de Junta de Freguesia pedem ainda uma reunião de urgência ao primeiro-ministro, com a presença do ministro das Finanças.

INFORMAÇÃO CIR
 (Escrito por Univeridade FM)

Aldeia Transição cria condições para quem quer desenvolver projetos no concelho

 Vai ser apresentado esta quarta-feira em Alfândega da Fé o projeto Aldeia Transição, promovido pela Inteligência Local, também conhecida como iLocal.


A iniciativa foi selecionada pela Fundação Calouste Gulbenkian, entre 286 candidaturas, integrando um conjunto de 28 projetos apoiados no âmbito da iniciativa Gulbenkian integração.

O Aldeia-Transição pretende criar condições para que as pessoas participantes possam desenvolver um novo projeto de vida no território, com acesso a alojamento transitório, aprendizagem da língua portuguesa, formação e capacidade profissional, acompanhamento jurídico e psicossocial, ligação a entidades empregadoras e participação em atividades culturais e comunitárias, explicou fonte da iLocal.

Financiado em 90% pela Fundação Calouste Gulbenkian e em 10% pelo Município de Alfândega da Fé, parceiro fundador da iniciativa, o projeto envolve a Junta de Freguesia de Vilares de Vilariça e diferentes entidades do território participam igualmente na sua implementação.

“Uma das características diferenciadoras do projeto é a ligação entre os percursos de integração e as oportunidades concretas existentes no território”, indicou a fonte.

A primeira fase estará particularmente ligada ao laboratório ARCA, orientado para a construção civil, reabilitação, manutenção e aprendizagem aplicada.

O grupo fundador do laboratório poderá integrar pessoas com experiência anterior nestas áreas e pessoas interessadas em adquirir novas competências ou explorar uma reconversão profissional.

“As pessoas da aldeia serão convidadas a participar através de diferentes formas de colaboração, incluindo programas de padrinhos e madrinhas, voluntariado, partilha de conhecimento local, apoio à chegada das famílias e participação em atividades culturais e comunitárias.

O projeto parte da ideia de que a integração não depende apenas da adaptação de quem chega. Exige também abertura, envolvimento e capacidade de aprendizagem por parte da comunidade de acolhimento”, acrescentou a fonte.

Glória Lopes

𝗣𝗮𝘀𝘀𝗲𝗶𝗼 𝗧𝘂𝗿í𝘀𝘁𝗶𝗰𝗼 𝗧𝗧 𝟮𝟬𝟮𝟲 - 𝟳 𝗱𝗲 𝗻𝗼𝘃𝗲𝗺𝗯𝗿𝗼 - 𝗜𝗻𝘀𝗰𝗿𝗶çõ𝗲𝘀 𝗮 𝗱𝗲𝗰𝗼𝗿𝗿𝗲𝗿!

 Estão a decorrer as inscrições para os interessados em participar no Passeio Turístico TT 2026, uma iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta.
O Passeio Turístico TT 2026 decorre no dia 7 de novembro, sábado, com concentração marcada para as 09h, junto ao Auditório Municipal.

As inscrições devem ser feitas no Gabinete de Desporto - gabinete.desporto@cm-fec.pt | 935 452 595 - até ao dia 30 de outubro e têm o custo de 30€/pessoa. 

Se as inscrições forem efetuadas após esta data e até ao próprio dia 7, têm o custo de 40€/pessoa. As inscrições são gratuitas para menores de 12 anos e todos os participantes terão direito a pequeno-almoço, reforço, almoço e brinde.

Mais informações acerca deste Passeio Turístico TT 2026 disponíveis através dos contactos: 939 451 544 | 965 048 213 | 932 207 688 | 939 322 138.

Inscreva-se já! Contamos com a sua participação!

𝗘𝘅𝗽𝗼𝘀𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 “𝗦𝗮𝗹𝗲𝗶𝗿𝗼𝘀 𝗲 𝗣𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲𝗶𝗿𝗼𝘀” 𝗻𝗼 𝗖𝗲𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝗜𝗻𝘁𝗲𝗿𝗽𝗿𝗲𝘁𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗼 𝗧𝗲𝗿𝗿𝗶𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗼 𝗱𝗲 𝗦𝗮𝗺𝗯𝗮𝗱𝗲

 A partir do dia 31 de outubro, o Centro de Interpretação do Território de Sambade recebe a exposição “𝙎𝙖𝙡𝙚𝙞𝙧𝙤𝙨 𝙚 𝙋𝙞𝙢𝙚𝙣𝙩𝙚𝙞𝙧𝙤𝙨” – 𝘾𝙤𝙡𝙚𝙘̧𝙖̃𝙤 𝙙𝙚 𝙈𝙖𝙧𝙞𝙖 𝙙𝙖 𝙂𝙧𝙖𝙘̧𝙖 𝙚 𝙀𝙪𝙜𝙚́𝙣𝙞𝙤 𝙑𝙤𝙨𝙨, integrada na programação da Festa da Montanha.
Construída ao longo de cerca de vinte anos, a coleção reúne peças de diferentes épocas, materiais e proveniências, de Portugal e outros países, revelando a diversidade e a singularidade de objetos do quotidiano.

Centro de Interpretação do Território de Sambade
De 31 de outubro de 2026 a 31 de janeiro de 2027

Saiba mais sobre a exposição AQUI.

𝙐𝙢𝙖 𝙚𝙭𝙥𝙤𝙨𝙞𝙘̧𝙖̃𝙤 𝙥𝙖𝙧𝙖 𝙙𝙚𝙨𝙘𝙤𝙗𝙧𝙞𝙧 𝙥𝙚𝙦𝙪𝙚𝙣𝙖𝙨 𝙥𝙚𝙘̧𝙖𝙨 𝙘𝙤𝙢 𝙜𝙧𝙖𝙣𝙙𝙚𝙨 𝙝𝙞𝙨𝙩𝙤́𝙧𝙞𝙖𝙨.

𝐃𝐢𝐚 𝐌𝐮𝐧𝐝𝐢𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐀𝐥𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐞 𝐃𝐢𝐚 𝐈𝐧𝐭𝐞𝐫𝐧𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐚 𝐄𝐫𝐫𝐚𝐝𝐢𝐜𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐚 𝐏𝐨𝐛𝐫𝐞𝐳𝐚

 O Município de Mirandela assinala estas duas datas com a iniciativa "Alimentação Saudável e Sustentável", uma sessão dinamizada pela nutricionista Ana Simão, que pretende sensibilizar para a importância de uma alimentação equilibrada e sustentável, bem como para a necessidade de combater a pobreza e promover o acesso a uma alimentação adequada para todos.

17 de outubro | 14h30
Auditório do Museu da Oliveira e do Azeite

Sob o mote "A pobreza é uma realidade que podemos mudar", esta iniciativa reforça a importância da solidariedade, da dignidade humana e da igualdade de oportunidades, apelando ao envolvimento de toda a comunidade na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.

Juntos, podemos contribuir para um futuro mais saudável e sustentável, onde ninguém fique para trás.

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Sabia que a Universidade Sénior funciona no Mercado Municipal de Bragança?

 Em instalações cedidas pelo Município, há espaço para aprender, conviver e partilhar. Conversámos com o diretor, Dr. Mário da Rocha, para conhecer melhor a Universidade e as suas atividades.