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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Simão de Cirene: o homem que levou a cruz

Por: Fernando Calado
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


«E obrigaram um certo Simão Cireneu, pai de Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a que levasse a cruz.» (Marcos 15, 21)

Há homens que entram na história sem o procurarem. São homens comuns, que seguem o seu caminho, ocupados com o trabalho de cada dia. Simão ajudou penosamente a levar a cruz e depois caiu no esquecimento dos séculos, sem templos, sem igrejas, sem catedrais.

Vinha do campo. Talvez regressasse a casa, cansado do trabalho, enquanto a mulher o esperava para almoçar. Não sabemos o que pensava, nem o que sentiu quando os soldados romanos o obrigaram a carregar a cruz de um condenado. Não foi por sua vontade. Foi obrigado.

Há coisas estranhas. Não sei porquê, esta noite entraste silenciosamente na minha casa, Simão de Cirene. Talvez porque ajudaste a carregar a cruz dos outros, repartindo a dor, oferecendo o ombro a quem já não consegue caminhar sozinho. E isso também é uma forma de amar.

Fecho a Bíblia, mas Simão de Cirene fica comigo o resto do serão.


Fernando Calado
nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança. 
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.

🏆 PRÉMIOS EM DESTAQUE | OUTUBRO 2026

 O talento, a dedicação e o mérito continuam a levar o nome de Bragança mais longe!
Neste mês de outubro, o Município de Bragança destaca 11 distinguidos nas áreas do ténis, jiu-jitsu, ciclismo e gastronomia, reconhecendo as suas conquistas e resultados de excelência.

Presidência Aberta em Bragança. Datas: domingo, 15 de fevereiro de 1987 - quinta, 26 de fevereiro de 1987


ASSOCIAÇÃO DOS ARTISTAS DE BRAGANÇA AVANÇA COM NOVA CRECHE DE HORÁRIO ALARGADO

 A Associação de Socorros Mútuos dos Artistas de Bragança está a preparar a abertura de uma nova creche com capacidade para 42 crianças, que deverá funcionar até às 22h30 durante os dias úteis e também aos sábados de manhã.


Com um horário alargado, a resposta social pretende apoiar famílias com horários de trabalho atípicos e facilitar a conciliação entre a vida profissional e familiar.

As obras já estão concluídas, encontrando-se em curso os procedimentos necessários para a entrada em funcionamento da creche. O horário previsto será das 7h30 às 22h30, de segunda a sexta-feira, e das 7h30 às 13h30, aos sábados, procurando responder às necessidades de pais e mães cuja atividade profissional nem sempre é compatível com os horários habituais das estruturas de apoio à infância.

A nova estrutura vai disponibilizar três salas, adaptadas às diferentes etapas da primeira infância. O berçário terá capacidade para dez bebés, enquanto a sala destinada a crianças dos 12 aos 24 meses poderá acolher 14 crianças. A terceira sala será dedicada à faixa etária dos 24 aos 36 meses, com 18 vagas.

Durante a apresentação do projeto no XV Encontro Nacional de Dirigentes Mutualistas, realizado a 23 de outubro, na Casa da Mutualidade, em Coimbra, Carla Borges, coordenadora da Creche Artistas Mini, destacou a importância de desenvolver respostas sociais ajustadas às necessidades reais das famílias. Sob o tema «Investir e Inovar: Projetos que Transformam o Mutualismo», o encontro serviu de palco à apresentação desta nova valência, que procura dar resposta à falta de vagas para crianças pequenas e à necessidade de soluções de acolhimento compatíveis com horários de trabalho menos convencionais.

Fundada em 1870, a Associação de Socorros Mútuos dos Artistas de Bragança desenvolve respostas de apoio à infância, aos idosos e a pessoas em situação de vulnerabilidade, assegurando também atendimento e acolhimento a vítimas de violência doméstica.

A nova creche representa mais um passo na adaptação da instituição às necessidades da comunidade, procurando reforçar o apoio às famílias, facilitar o acesso ao emprego e alargar a oferta de cuidados na primeira infância no concelho.

A iniciativa integra o projeto de capacitação institucional da União das Mutualidades Portuguesas, «Mutualismo em Ação», cofinanciado pela União Europeia através do programa Pessoas 2030, no âmbito do Portugal 2030, com vista ao reforço e à valorização do setor mutualista.

Ana Luísa Lopes
Foto: DR

BRAGANÇA APROVA INVESTIMENTO DE 337 MIL EUROS PARA COMBATER O ISOLAMENTO DOS IDOSOS

 O projeto “114 Aldeias, Uma Só Comunidade”, destinado a combater o isolamento social e a perda de autonomia da população idosa nas aldeias do concelho de Bragança, foi aprovado no âmbito do programa NORTE 2030.


A iniciativa representa um investimento global de 336.874,61 euros e prevê acompanhar diretamente 200 pessoas idosas ao longo de 24 meses.

Coordenado pela União das Instituições Particulares de Solidariedade Social do Distrito de Bragança (UIPSSDB), o projeto conta com o Município de Bragança e a Fundação “la Caixa” como investidores sociais. A intervenção envolverá juntas e uniões de freguesias, associações locais e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), com o objetivo de reforçar a rede de apoio e melhorar o acompanhamento da população idosa nas comunidades rurais.

A iniciativa pretende dar resposta às dificuldades sentidas por quem vive sozinho ou em localidades onde a distância aos serviços de saúde e de apoio social, aliada à dispersão da população, dificulta o acompanhamento regular. Segundo a presidente da Câmara Municipal de Bragança, Isabel Ferreira, o projeto permitirá acompanhar 200 pessoas nas suas casas, criar uma rede de cuidadores e apoiar quem presta cuidados diariamente a familiares. A autarca destaca ainda a importância do financiamento para garantir uma equipa especializada e assegurar o acompanhamento durante dois anos.

Do investimento aprovado, 269.499,69 euros correspondem a financiamento público, através do Fundo Social Europeu Mais (FSE+) e da respetiva contrapartida nacional. Os restantes 67.374,92 euros são assegurados pelos investidores sociais.

O projeto prevê a criação de uma “Comunidade de Cuidadores” para identificar situações de vulnerabilidade e acompanhar os idosos mais isolados. Cada pessoa abrangida terá um plano de intervenção adaptado às suas necessidades, que poderá incluir visitas domiciliárias, apoio psicológico e atividades de estimulação cognitiva e social.

Estão também previstas ações de formação para cuidadores, encontros de partilha e períodos de descanso para familiares que prestam cuidados. A intervenção, desenvolvida em articulação com instituições sociais, serviços municipais e unidades de saúde, será acompanhada ao longo de dois anos, com o objetivo de reduzir o isolamento e promover a autonomia e a qualidade de vida da população idosa.

Ana Luísa Lopes
Foto: DR

BRAGANÇA RECEBE SEMINÁRIO SOBRE PREVENÇÃO DE INFEÇÕES E USO RESPONSÁVEL DE ANTIBIÓTICOS

 Encontro realiza-se a 12 de novembro, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, e vai reunir profissionais de saúde, docentes e investigadores para debater a implementação do programa e-Bug.


Bragança recebe, a 12 de novembro, o seminário «Implementação do e-Bug: Uma estratégia integrada entre o PPCIRA, a Saúde Pública, a Saúde Escolar e a Comunidade Científica», uma iniciativa dedicada à prevenção das infeções e ao combate à resistência aos antimicrobianos.

O encontro decorre no auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão e é promovido pela Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste, em parceria com a Direção-Geral da Saúde, através do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos (PPCIRA), a Saúde Pública, a Saúde Escolar e a Universidade Politécnica de Bragança.

A iniciativa pretende reforçar a literacia em saúde e promover uma utilização responsável dos antibióticos, através de uma abordagem articulada entre os setores da saúde, da educação e da comunidade científica.

O programa inclui comunicações científicas, mesas-redondas e apresentações de projetos e experiências ligados à implementação do e-Bug, proporcionando um espaço de partilha de conhecimento e de reflexão sobre estratégias de promoção da saúde e prevenção da doença.

O seminário destina-se a profissionais de saúde, docentes, investigadores, estudantes e outros agentes da comunidade educativa, procurando fortalecer redes de colaboração e incentivar a adoção de boas práticas na prevenção e controlo das infeções.

Está também aberta a submissão de trabalhos científicos nas áreas da literacia em saúde, saúde escolar, saúde pública, prevenção e controlo de infeções e resistência aos antimicrobianos. Os interessados podem apresentar os seus trabalhos até 5 de novembro de 2026.

Com esta iniciativa, a ULS do Nordeste e as entidades parceiras procuram contribuir para uma resposta integrada aos desafios da saúde pública, reforçando a sensibilização da comunidade para a prevenção das infeções e para a importância de preservar a eficácia dos antibióticos.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: DR

MIRANDELA E BRAGANÇA ASSINALAM DIA MUNDIAL DA TERAPIA OCUPACIONAL COM ATIVIDADES DE PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL

 Experiências sensoriais, memórias e confeção de bolachas marcaram a iniciativa da ULS do Nordeste, centrada na participação, na autonomia e no bem-estar dos utentes.


Mirandela e Bragança assinalaram o Dia Mundial da Terapia Ocupacional, celebrado a 27 de outubro, com atividades promovidas pelas equipas de saúde mental da Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste, sob o lema “A Participação Importa”.

Em Mirandela, a Equipa Comunitária de Saúde Mental dinamizou uma sessão dedicada aos sentidos, com especial enfoque no olfato. A exploração de aromas do quotidiano despertou memórias, recordações e emoções associadas a momentos marcantes da vida dos participantes.

A atividade terminou com um passeio pela comunidade, permitindo explorar o ambiente envolvente e colocar em prática as competências trabalhadas durante a sessão.

No Hospital de Dia de Bragança, a iniciativa “Bolachas com Significado” desafiou os participantes a preparar e decorar bolachas, desde a confeção da massa até à escrita de palavras escolhidas por cada um, como “arte, amor, cura e rir”.

Apesar das abordagens distintas, as duas atividades partilharam o mesmo objetivo: promover a autonomia, estimular a criatividade e reforçar o bem-estar através da participação ativa dos utentes.

A ULS do Nordeste destacou, assim, o papel da Terapia Ocupacional na saúde mental, valorizando as atividades do quotidiano como ferramentas de inclusão, expressão pessoal e desenvolvimento de competências.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Fotos: DR

GNR E PROTEÇÃO CIVIL ENSINAM ALUNOS A CIRCULAR EM SEGURANÇA EM FREIXO DE ESPADA À CINTA

 A Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Proteção Civil local promoveram uma ação de sensibilização rodoviária dirigida a alunos do 3.º e 4.º anos de escolaridade, em Freixo de Espada à Cinta. A iniciativa pretendeu alertar as crianças para a importância da prevenção e da adoção de comportamentos seguros na circulação rodoviária.


A ação, denominada «Passo Seguro», foi dinamizada pela Secção de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário do Posto Territorial de Freixo de Espada à Cinta, em colaboração com a Proteção Civil do concelho.

Através desta iniciativa, as entidades procuraram reforçar os conhecimentos dos alunos sobre segurança rodoviária, sensibilizando-os para a importância de reconhecer situações de risco e de adotar atitudes responsáveis enquanto peões e utilizadores da via pública.

A sensibilização das crianças para estas questões assume particular importância na prevenção de acidentes, permitindo consolidar hábitos de segurança desde cedo e promover uma maior consciência dos cuidados a ter no dia a dia.

A iniciativa insere-se no trabalho de proximidade desenvolvido pelas forças de segurança e pelas entidades locais, com o objetivo de promover uma cultura de prevenção e contribuir para a segurança da comunidade.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

FREIXO DE ESPADA À CINTA ACOLHE FORMAÇÃO SOBRE ALTERAÇÕES AOS CONTRATOS PÚBLICOS

 O Auditório Municipal de Freixo de Espada à Cinta recebeu, a 26 de outubro, uma ação de formação sobre as alterações ao Código dos Contratos Públicos (CCP), em vigor desde 1 de outubro. A iniciativa foi promovida pela Associação de Municípios do Douro Superior de Fins Específicos (AMDSFE), com o apoio da autarquia local.


A sessão contou com a presença do vice-presidente da Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta, Pedro Vicente, que salientou a importância da atualização das regras de contratação pública, nomeadamente no que respeita aos novos limiares financeiros e à integração de ferramentas digitais e de inteligência artificial.

A formação foi conduzida por Pedro Pereira e Carolina Silva, do Centro de Estudos de Direito Público e Regulação (CEDIPRE), e destinou-se aos técnicos dos oito municípios associados e aos colaboradores da AMDSFE.

A iniciativa teve como objetivos esclarecer as principais mudanças legislativas, aprofundar conhecimentos sobre os procedimentos aplicáveis e promover a atualização contínua dos profissionais envolvidos nos processos de contratação pública.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

ALFÂNDEGA DA FÉ AVALIA INTERVENÇÕES PRIORITÁRIAS NA ALDEIA DA CABREIRA

 O Executivo Municipal de Alfândega da Fé deslocou-se, a 21 de outubro, à aldeia da Cabreira para avaliar as necessidades de intervenção em várias infraestruturas e espaços públicos. A visita contou com a presença do presidente da União das Freguesias de Eucísia, Gouveia e Valverde.


Entre os pontos identificados está a Rua do Cemitério, onde são necessários trabalhos de arranjo para melhorar as condições de circulação. Foi também assinalada a necessidade de intervir na drenagem de águas da estrada panorâmica que liga a Cabreira a Picões.

A requalificação do Miradouro da Cabreira e a instalação de nova sinalética estiveram igualmente entre as questões analisadas durante a deslocação.

O contacto direto com os moradores permitiu ainda recolher preocupações e identificar outras necessidades da população.

A autarquia pretende, através destas visitas e em articulação com as juntas de freguesia, acompanhar os problemas locais e definir prioridades de intervenção nas diferentes localidades do concelho.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

RURAL CASTANEA DE VINHAIS REGISTA MAIS VISITANTES E BALANÇO ECONÓMICO POSITIVO

 A XXI edição da Rural Castanea – Festa da Castanha Longal de Vinhais terminou com um balanço positivo, depois de três dias de feira, entre 23 e 25 de outubro. Segundo o município, o número de visitantes superou o registado no ano passado, numa edição que voltou a destacar a importância da castanha para a economia local.


A abertura oficial contou com a presença do ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, num certame dedicado à promoção da produção agrícola e dos recursos endógenos do concelho.

Ao longo do evento, produtores e expositores tiveram oportunidade de divulgar e comercializar produtos regionais, num espaço que também deu destaque à gastronomia tradicional e aos saberes ligados à castanha Longal, uma das referências agrícolas de Vinhais.

A programação incluiu ainda vários momentos de animação cultural, entre os quais um concerto dos Resistência, que contribuiu para a oferta musical do certame.

O município considera que a iniciativa teve também um impacto positivo no comércio e na restauração, reforçando a atratividade turística do concelho e a visibilidade dos agentes económicos locais.

A autarquia destaca o envolvimento de produtores, associações, instituições, parceiros e visitantes na realização do evento e garante que pretende continuar a apostar na valorização da castanha Longal e na promoção dos produtos e tradições do território.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

Projeto quer criar resposta à toxicodependência no distrito de Bragança

 Criar uma resposta para pessoas com dependências num território onde atualmente não existe, é este o objetivo de um dos projetos apresentados no âmbito da quarta reunião de Incubadoras de Inovação Social da Região Norte, realizada na passada segunda-feira, em Macedo de Cavaleiros.


Este foi um dos 30 projetos selecionados pela incubadora social, NORDESTE_in Portugal e apresentado no âmbito da Inovação Social em Macedo de Cavaleiros.

O projeto pretende criar condições para a recuperação de pessoas com dependências, num território onde, segundo o seu promotor, o padre Rufino Xavier, não existe uma resposta direta para esta população.

“No distrito de Bragança não temos nenhuma resposta que trate diretamente destas pessoas que tanto precisam da nossa ajuda. Ao olhar para esta realidade, percebemos que muitas pessoas na faixa etária dos 30, 40 e 50 anos, que deveriam estar no mercado de trabalho, enfrentam problemas de dependência. É essa a nossa preocupação: ajudar estas pessoas a recuperar, para que, no futuro, possam ter condições para voltar a trabalhar.”

O objetivo é criar uma estrutura de apoio em Podence, no concelho de Macedo de Cavaleiros num terreno já identificado, com cerca de meio hectare, num ambiente rural e agrícola.

O padre Rufino Xavier considera que a tranquilidade do local e o contacto com a natureza poderão favorecer o processo de recuperação:

“Estamos ainda a pensar e a desbravar caminho em duas vertentes: por um lado, ajudar as pessoas do nosso território que precisam de apoio para recuperar; por outro, criar a possibilidade de acolher pessoas de vários países da Europa que vejam Portugal como um lugar calmo, sereno e tranquilo, onde possam encontrar acolhimento, acompanhamento técnico e condições para fazer a sua recuperação.”

O objetivo é desenvolver uma resposta que, além de apoiar a recuperação de pessoas com dependências, possa criar emprego e contribuir para dinamizar o território.

“Levando estas pessoas para o meio rural, para as nossas aldeias, onde podem encontrar um ambiente calmo, sereno e tranquilo para a sua recuperação. Queremos também dinamizar o território e criar postos de trabalho, trazendo uma nova dinâmica à região. Por isso, vamos mesmo começar do zero.”

A ideia está ainda numa fase inicial, por isso, o promotor procura parcerias, apoio técnico e financiamento para avançar com uma estrutura que deverá exigir instalações próprias e uma equipa multidisciplinar, com competências nas áreas da psicologia, medicina e enfermagem.

Este é um dos 30 projetos selecionados pela incubadora social, NORDESTE_in, acompanhados pelo programa de capacitação, que procura transformar ideias em respostas sustentáveis para problemas sociais identificados no território e que participou na primeira sessão, como explica, Augusta Pereira, gestora da Nordeste_in:

“Os projetos foram selecionados para responder a desafios identificados no território nordestino. Pretende-se que cada um tenha uma ideia ou iniciativa exequível, que possa ser implementada para dar resposta a esses problemas. Os desafios vão desde o combate à exclusão e ao isolamento social até ao empreendedorismo juvenil, passando pela participação em atividades de voluntariado e pelo envolvimento nas associações. O objetivo é promover a participação cívica dos jovens e das crianças.”

O programa recebeu 48 candidaturas, tendo sido selecionados 30 projetos para esta fase de capacitação, que decorre até maio de 2027. Três desses projetos foram os melhores classificados, acrescenta a gestora:

“É o projeto Sentidos em Viagem, promovido por uma equipa de dinamização sociocultural e de combate ao envelhecimento no município de Vila Flor. Faz parte de uma estratégia de resposta a esse problema, identificado no concelho.

Há também o projeto Rural da Manhã, em Mogadouro, e uma iniciativa que prevê a criação de um centro de inovação tecnológica, em Bragança. Ambos procuram aproximar os produtores da inovação tecnológica, embora tenham um objetivo comum e metodologias diferentes: um aposta mais na capacitação e o outro no envolvimento das comunidades.”

O encontro reuniu incubadoras e agentes de inovação social da região Norte da Estrutura de Missão Portugal Inovação Social 2030, com o objetivo de partilhar experiências e criar novas ligações. O presidente da Estrutura, Filipe Almeida destaca o alcance deste trabalho:

“Na região Norte foram contratualizados 1.083 processos de capacitação, incubação e aceleração no conjunto das 12 incubadoras. Não consigo precisar quantos empreendedores foram abrangidos, mas estamos a falar de mais de mil processos, o que representa um efeito multiplicador muito significativo. Estes resultados foram alcançados ao longo de dois a três anos.”

O financiamento envolve quatro milhões de euros de fundos europeus e mais um milhão de euros de investimento social.

Estas estruturas apoiam empreendedores e organizações na criação de respostas inovadoras, com impacto nas comunidades, promovendo também o desenvolvimento local. Helena Loureiro, coordenadora das equipas regionais do Portugal Inovação Social, destaca também a evolução positiva das iniciativas apoiadas.

“Na verdade, temos acompanhado a evolução dos projetos que estão, neste momento, a cumprir tudo aquilo a que se propuseram connosco e, portanto, estamos muito contentes com esta evolução.”

Para o município de Macedo de Cavaleiros, a inovação social também pode contribuir para criar oportunidades económicas, gerar emprego e fixar população jovem no interior.

O encontro procurou reforçar o trabalho em rede entre incubadoras, empreendedores, associações e autarquias, para transformar ideias em projetos concretos e encontrar novas respostas para os desafios sociais de Trás-os-Montes.

O encontro procurou reforçar o trabalho em rede entre incubadoras, empreendedores, associações e autarquias, para transformar ideias em projetos concretos e encontrar novas respostas para os desafios sociais de Trás-os-Montes, como salienta o presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Sérgio Borges:

“Sozinhos vamos mais rápido, mas em rede e juntos conseguimos ir mais longe. É isso que se pretende com o envolvimento de todas as entidades presentes: promover o desenvolvimento de jovens empresas do nosso território, aumentar o seu número e replicar estas iniciativas.”

A NORDESTE_in atua na região do Nordeste Transmontano e Douro Superior abrangendo os 9 concelhos da Comunidade Intermunicipal de Trás-os-Montes (CIM-TTM) e quatro concelhos da Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro), através de três associações de desenvolvimento local parceiras: a DESTEQUE, a CORANE e a Douro Superior. Têm como parceira do projeto, a Católica Business School, através do YUNUS, Centro de Inovação Social.

Maria João Canadas

Agricultores de Torre de Moncorvo excluídos dos apoios aos incêndios. Associação pede revisão dos critérios

 A Associação do Interior Centro e Norte de Agricultura Sustentável (AICNAS) está a reivindicar apoios para cerca de 100 agricultores de Torre de Moncorvo afetados pelos incêndios deste verão.


A presidente da associação, Elisa Morais, entregou uma carta ao ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, a contestar a exclusão do concelho dos apoios, por não ter atingido os 800 hectares de área agrícola ardida que, segundo a responsável, são exigidos para o acesso às medidas.

Elisa Morais considera que este critério penaliza os pequenos agricultores, muitos dos quais perderam parte ou a totalidade das explorações.

“Eu fui pedir ajuda para os lesados com os incêndios porque, segundo saiu na legislação, Torre de Moncorvo ficou de fora das ajudas dos incêndios porque não atingiu os 800 hectares de área útil ardida.

Tinha de atingir esses 800 hectares de área útil ardida, ou seja, de olival, amendoal, vinhas, entre outras culturas.

Ora, Torre de Moncorvo ficou excluído. Eu fui reivindicar que os nossos agricultores são agricultores como os outros e que nunca se pode impor este tipo de regra, porque isso só vai incentivar a que haja mais incêndios. Ou, em vez de a população ajudar a combater o incêndio, deixaria de o fazer.”

Os incêndios atingiram várias localidades do concelho, nomeadamente Lousa, Castedo, Cabeça Boa, Cardanha e Adeganha.

Um dos fogos ocorreu no início de julho, na zona da Cardanha. Outro começou a 15 de agosto, em Cabeça Boa, e prolongou-se durante cinco dias, alastrando ao concelho de Carrazeda de Ansiães, onde também provocou prejuízos significativos.

Segundo Elisa Morais, em Torre de Moncorvo terão ardido cerca de 600 hectares de área agrícola, afetando sobretudo olivais, amendoais e vinhas.

A presidente da AICNAS teme que a falta de apoios comprometa a recuperação das explorações e contribua para o abandono da atividade agrícola, agravando o despovoamento do território.

“Eu fui pedir ao senhor Primeiro-Ministro para ajudar estes agricultores porque, se não tiverem ajuda para plantar, eles vão acabar por abandonar as explorações e nós já somos tão pouquinhos em Trás-os-Montes, vai levar a que as pessoas vão embora e cada vez sejamos menos em Trás-os-Montes.

Apesar de serem pequenos agricultores, são agricultores como os outros. Parte do sustento destas pessoas vem da agricultura. Algumas ficaram sem parte das explorações e outras perderam-nas por completo, porque ardeu tudo.”

Entre as situações mais graves, a dirigente destaca o caso de um agricultor que perdeu uma vinha recente, com cerca de um hectare e meio e sistema de rega, e o de dois irmãos que viram os investimentos agrícolas praticamente destruídos.

Além das culturas diretamente atingidas pelas chamas, o calor intenso provocou danos em olivais e amendoais, sobretudo na zona junto ao rio Sabor. A associação alerta que algumas oliveiras poderão recuperar, mas a produção poderá ficar comprometida durante vários anos. Já no caso das amendoeiras, os danos poderão ser irreversíveis.

“Uma vinha nova, com um hectare e meio, foi uma das explorações mais afetadas. Era uma vinha recente, com sistema de rega.

Esse senhor foi um dos mais prejudicados. Depois, temos dois irmãos: um investiu tudo na exploração e ficou sem uma única planta; o outro ficou apenas com o armazém, no meio de tudo o resto que ardeu. Mais nada. Até os brinquedos dos filhos de um dos agricultores, que estavam lá, derreteram.

Ficaram sem nada. Há ainda agricultores que perderam meio hectare de oliveiras e outros que perderam um amendoal. Mas, de uma forma geral, naquela zona junto ao rio Sabor, onde o incêndio teve maior impacto, quase todos os que tinham olivais e amendoais sofreram prejuízos, mesmo que as chamas não tenham chegado diretamente às plantações. O calor foi suficiente para queimar as plantas.

Algumas oliveiras ainda poderão rebentar, mas as amendoeiras não têm essa possibilidade. Vi oliveiras antigas com os troncos rachados e os ramos partidos devido ao calor. O fogo foi destruindo tudo. Algumas destas oliveiras dificilmente voltarão a rebentar, apesar de serem plantas resistentes, que muitas vezes conseguem recuperar a partir do tronco.”

A carta foi entregue na passada sexta-feira, durante o primeiro Encontro de Jovens Agricultores de Trás-os-Montes, realizado em Macedo de Cavaleiros.

Elisa Morais afirma que o ministro da Agricultura recebeu a reivindicação com abertura, mas recorda que os apoios à reposição do potencial produtivo estão sujeitos a critérios de elegibilidade, nomeadamente à existência de prejuízos superiores a 30% nas explorações abrangidas.

A dirigente sublinha que há agricultores em Torre de Moncorvo que perderam a totalidade das culturas e dos equipamentos.

“O ministro recebeu-me muito bem, não posso dizer o contrário. No entanto, disse-me que tinha de ter ardido 30% da exploração agrícola. Temos casos em que ardeu a totalidade da exploração agrícola. Ardeu tudo, desde o sistema de rega até às plantas.”

Segundo a responsável, José Manuel Fernandes mostrou disponibilidade para avaliar a situação, embora ainda não exista uma decisão sobre a eventual inclusão dos agricultores do concelho nas medidas de apoio.

A presidente da AICNAS considera urgente encontrar uma solução, alertando que o prolongamento da situação poderá comprometer a recuperação das explorações.

Entretanto, a associação tem apoiado os agricultores na identificação e declaração dos prejuízos junto da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N). Elisa Morais explica que se deslocou às explorações afetadas para avaliar os estragos e ajudar a preencher gratuitamente as declarações, incluindo de produtores que não são associados.

Em causa estão cerca de 100 agricultores abrangidos pelas três organizações agrícolas do concelho: a Associação do Interior Centro e Norte de Agricultura Sustentável (AICNAS), a Associação de Agricultores de Trás-os-Montes (AATM), a Cooperativa de Produtores de Amêndoa de Torre de Moncorvo (Amêndoacoop) e a Cooperativa Agrícola dos Produtores de Amêndoa de Trás-os-Montes e Alto Douro (CAPATMAD).

A AICNAS pede agora ao Governo que reveja os critérios de acesso aos apoios e tenha em consideração os prejuízos individuais dos agricultores, independentemente da dimensão das explorações afetadas.

Maria João Canadas

Centro Tecnológico Especializado do Piaget é inaugurado amanhã em Macedo de Cavaleiros

 O Centro Tecnológico Especializado da Escola Profissional Jean Piaget, em Macedo de Cavaleiros, vai ser inaugurado amanhã, sexta-feira, às 9h30.


O novo espaço representa um investimento superior a um milhão de euros, financiado na totalidade por fundos europeus, e pretende reforçar a formação profissional nas áreas das ciências informáticas e da mecatrónica.

O centro dispõe de equipamentos tecnológicos avançados, nomeadamente braços robóticos, impressoras 3D, um laboratório de sistemas de informação geográfica, computadores de última geração, quadros interativos e videoprojetores.

O investimento procura modernizar as condições de ensino e proporcionar aos alunos uma formação mais prática e ajustada às exigências do mercado de trabalho, contribuindo também para a valorização do ensino profissional no distrito de Bragança.

A cerimónia de inauguração está marcada para as 9h30, nas instalações da Escola Profissional Jean Piaget, e inclui uma visita aos laboratórios e às salas equipadas com as novas tecnologias.

Maria João Canadas

Exposição fotográfica de Eduardo Sanchez para visitar na Biblioteca Municipal A.M. Pires Cabral

 Visite, na Biblioteca Municipal, até ao dia 30 de novembro, a exposição fotográfica de Eduardo Perez Sanchez, Trás-os-Montes – Uma visão a preto e branco sobre as gentes e o seu viver na década de 1980.


A exposição, uma seleção de 18 das 40 fotografias que a compõem, é uma visão que resume as incursões do autor por algumas aldeias do concelho de Valpaços, entre 1982 e 1989 – Agordela, Calvo, Sá, Santa Valha, Sonim, Tinhela e Vilarandelo. Como o fotógrafo refere, nas aldeias havia poucos homens. Estavam emigrados. As aldeias eram compostas sobretudo por mulheres, crianças e idosos. Sentia-se muito a ausência dos mortos da guerra colonial que as viúvas, vestidas de negro no verão e no inverno, não os deixavam esquecer.

A dureza da saudade, do trabalho, do clima e a pobreza feroz contrastava com a alegria de viver que transbordava nas expressões das crianças das aldeias.

Para além das gentes, Eduardo Perez Sanchez registou também as suas atividades: a pastorícia, a cultura de cereais, as colheitas, a matança do porco, um costume importante nesta região por gerar uma enorme quantidade de alimento, que pode ser consumido ao longo de todo o ano.

O fotógrafo nasceu em Barcelona, mas considera-se um portuense de gema – mudou-se para o Porto com seis ou sete anos. Licenciou-se em Engenharia Mecânica e graduou-se em Direção e Gestão de Empresas, tendo desenvolvido a sua atividade profissional de 40 anos nessas áreas. É fotógrafo autodidata e publicou o seu primeiro livro com 71 anos.

Os conteúdos deste artigo são da responsabilidade da Biblioteca Municipal A.M. Pires Cabral de Macedo de Cavaleiros

VIII Jornadas da Diabetes do Nordeste Transmontano decorrem até amanhã em Macedo de Cavaleiros

Câmara de Macedo de Cavaleiros abre concurso para exploração de quiosque na Praça dos Combatentes

 A Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros abriu um concurso para a concessão da exploração do quiosque situado na Praça dos Combatentes.


O espaço destina-se à venda de produtos alimentares, produtos regionais, jornais e revistas, podendo também acolher outras atividades similares compatíveis com o equipamento.

O valor base da licitação é de 200 euros por mês, acrescidos de IVA à taxa legal em vigor.

Os interessados têm até às 16h00 do dia 9 de novembro para apresentar as propostas.

A entrega pode ser feita presencialmente na Secção de Expediente Geral e Arquivo da Câmara Municipal, contra recibo, ou por correio registado com aviso de receção.

O programa do concurso e o caderno de encargos estão disponíveis para consulta no site oficial do Município de Macedo de Cavaleiros.



Fórum sobre mel decorre entre 13 e 15 de novembro para debater problemas do setor

As alterações climáticas, a fiscalização, fraudes e rotulagem do mel são temas que vão estar em destaque no 25.º Fórum Nacional do Mel, a decorrer em Mogadouro entre 13 a 15 de novembro, avançou fonte da organização.


O presidente da Associação Apicultores do Parque Natural do Douro Internacional (AAPNDI), Jorge Machado, explicou que neste encontro não se pode falar em problema territoriais que afetam a fileira do mel, mas sim em situações transversais que atingem o setor, como é o caso das alterações climáticas.

“As alterações climáticas são um problema real no setor do mel. Tomando como exemplo a produção de mel de rosmaninho, na área do Douro Internacional, [esta] teve este ano quebras na produção muito significativas. Isto acontece porque na primavera houve temperaturas muito baixas e choveu, e a floração e as abelhas não conseguiram fazer esta qualidade de mel”, explicou o também apicultor.

Segundo o responsável, há também problemas a nível internacional, com a concorrência de mercados externos, com a introdução mel vindo de outros países como a China e ou Vietname que não têm uma fiscalização tão apertada como a que acontece no espaço europeu.

Francisco Pinto

Ano de mais e melhor azeite não afasta cenário de crise no setor

 Este ano, vai haver “mais azeite e de melhor qualidade”, comparativamente a 2025.


A garantia é do presidente da Associação de Agricultores de Portugal (APPITAD). “Foi um bom ano agrícola no Olival, não tivemos problemas na altura da floração, tivemos poucos problemas com pragas e doenças, portanto, se tudo correr normal, entendemos que este será um ano de boa produção para a região e haverá um aumento de campanha de rendimento ao ano passado de 15% a 20%”.

No entanto, Francisco Pavão diz que o aumento será transversal em outros países europeus, o que implica uma descida dos preços do azeite na origem, receando que o azeite transmontano seja menos competitivo pelo facto de ter um custo de produção que “chega a ser o dobro do azeite produzido em olivais superintensivos, como os do Alentejo ou de Espanha”, o que esmaga as margens de lucro dos pequenos olivicultores desta região.

Fernando Pires

Queixas por assédio laboral estão a aumentar

 A diretora do Centro Local do Nordeste Transmontano da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) alertou para o aumento das queixas relacionadas com assédio laboral, durante a conferência ‘Trabalho, Pressão e Limites-Onde Começa o Risco Psicossocial’, que se realizou na passada sexta-feira, em Bragança.


“O assédio laboral está associado a estes riscos psicossociais. Relativamente a estes riscos, aqui em Bragança, ainda não temos muitas denúncias, mas já temos algumas. Temos mais de assédio laboral, que investigamos e verificamos se existem indícios disso ou não. Depois atuamos de acordo com o que temos de fazer”, referiu Luísa Guerreiro ao Mensageiro.

A ACT está a reforçar a aposta na prevenção dos riscos psicossociais. “O assunto não está muito explorado, mas ele existe, de facto, nas empresas, às vezes camuflado por situações que os trabalhadores vão sentido ao longo da sua jornada laboral, sem se aperceberem que estão em burnout, esgotados ou cansados”, explicou Luísa Guerreiro recomendando que se esteja atento aos “sinais de alerta”.

Glória Lopes