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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

O Passado de Bragança refém de Lisboa


A reconstrução da história de Bragança no século XX esbarra numa muralha, a centralização documental e a fragilidade dos arquivos das instituições locais. Ao finalizar a investigação para o livro “Homenagem póstuma a Dias Parente & Mordomos. Monte de São Bartolomeu a Estância de Turismo de Bragança” (2025), precisei de clarificar a existência, ou não, de transferências de verbas do Estado para as obras do São Bartolomeu.

Convicto de que tais apoios nunca existiram, recorri ao Arquivo Distrital de Bragança (ADBGC) para consultar caixas do antigo Governo Civil (GC), correspondentes aos anos 1940/50. Fui informado de que “o processo de transferência da documentação do GC para o ADBGC não está concluído, sendo da responsabilidade da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI)”.

Apesar de a documentação se encontrar na cidade de Bragança, os trâmites surpreenderam-me, funcionários da SGMAI vieram de propósito de Lisboa, dois dias antes, recolher e levar os registos para a capital, obrigando-me a viajar de avião para fazer a consulta na Rua de São Mamede, nº 23, devido à urgência requerida pela tipografia.

Volvidos 15 anos sobre o Decreto-Lei n.º 114/2011, que extinguiu os Governos Civis, o ADBGC continua de mãos atadas. Sei que não estou sozinho neste empenho, variadíssimos investigadores foram já travados por estes mecanismos. Apelo, por isso, a que outros pares partilhem e relatem os seus episódios, falando a uma só voz.

Urge que a SGMAI conclua a transferência e devolva a Bragança o que é de Bragança, permitindo que a nossa história deixe de estar refém da distância.

Pe. Estevinho Pires

O Aleph de Pedrouços

Por: José Mário Leite
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


Tivesse Borges (o escritor ou o seu alter-ego) rumado a Pedrouços, na zona ribeirinha de vetusta Lisboa, em vez de se dirigir à rua Garay do bairro Constituición, em Buenos Aires; tivesse procurado a antiga Lota do Peixe da APL, em lugar da residência da falecida Beatriz Viterbo; indagasse por soluções inovadoras para doenças oncológicas e neurodegenerativas ao invés de esquadrinhar a correspondência secreta da mulher amada, com o seu primo Carlos Daneri; espreitasse para o interior do enorme barracão, à beira-Tejo em detrimento do porão por baixo das escadas da sala de jantar… e teria descoberto um outro espaço, não tão minúsculo como o existente na moradia argentina, nem sequer, tão extenso e universal, mas igualmente fascinante, seguramente entusiasmante e, o que não é de somenos, mais útil e promissor.

Inexoravelmente mais real!

E, por isso mesmo, mais estimulador, a carecer de desenvolvimento, investigação, entrega, partilha, investimento e genialidade.

O prodigioso autor sul-americano, com quem partilho a ancestralidade (os seus avós são de Torre de Moncorvo, tal como os meus) vislumbrou no mágico e diminuto lugar, todos os pontos do universo, todas as imagens da realidade todo o conhecimento, toda a história e toda geografia da humanidade. Quiçá estiveram acessíveis, nessa fantástica visão, os tratados, as teses e as respostas às interrogações científicas que já pairam no antigo mercado do peixe lisboeta, bem como as suas antíteses… tal como descrito na sua, igualmente imaginosa, Biblioteca de Babel e, por isso mesmo, absolutamente inúteis. Porém, se de pouco serve o infindável repositório… o conceito inerente à sua criação, a mistura fantasiosa das várias fontes de conhecimento e a sua concentração num lugar único, visitável, é altamente recomendável se transposto do universo quimérico da literatura para a realidade do mundo da investigação, da prática médica, da inovação tecnológica e da valorização da propriedade industrial e intelectual.

Um lugar desses, sonhado e planeado ao longo de vários anos, está a nascer num dos edifícios erigidos, há décadas, para apoio das atividades piscatórias, onde, já hoje, se pesquisam e desenvolvem novas e inovadoras metodologias de tratamento de doenças oncológicas e neurológicas. No armazém, conhecido pelos vários utentes por “Warehouse”, fruto de um investimento aprovado e financiado pelo PRR, vão ser instalados dois novos Institutos de Investigação ligados e patrocinados pela Universidade Nova e pela Universidade Católica. Haverá, também, espaço para o acolhimento de várias empresas tecnologicamente avançadas e com capacidade evidente de transformar em produtos clínicos as evidências ali trazidas à luz do dia.

A partir de janeiro de 2027, existirão, no mesmo lugar, com excecionais condições de cooperação e obtenção de benefícios recíprocos, vários grupos de investigação, várias equipas médicas, vários técnicos laboratoriais, várias plataformas tecnológicas, vários recursos informáticos e de Inteligência Artificial, bem como várias empresas de vanguarda nos domínios das terapias de tratamento de doentes com cancro e com doenças neurodegenerativas.

Um Aleph verdadeiro, real e útil!


José Mário Leite
, Nasceu na Junqueira da Vilariça, Torre de Moncorvo, estudou em Bragança e no Porto e casou em Brunhoso, Mogadouro.
Colaborador regular de jornais e revistas do nordeste, (Voz do Nordeste, Mensageiro de Bragança, MAS, Nordeste e CEPIHS) publicou Cravo na Boca (Teatro), Pedra Flor (Poesia), A Morte de Germano Trancoso (Romance) e Canto d'Encantos (Contos), tendo sido coautor nas seguintes antologias; Terra de Duas Línguas I e II; 40 Poetas Transmontanos de Hoje; Liderança, Desenvolvimento Empresarial; Gestão de Talentos (a editar brevemente).
Foi Administrador Delegado da Associação de Municípios da Terra Quente Transmontana, vereador na Câmara e Presidente da Assembleia Municipal de Torre de Moncorvo.
Foi vice-presidente da Academia de Letras de Trás-os-Montes.
É Diretor-Adjunto na Fundação Calouste Gulbenkian, Gestor de Ciência e Consultor do Conselho de Administração na Fundação Champalimaud.
É membro da Direção do PEN Clube Português.

Vírus shamonda confirmado em Vimioso no distrito de Bragança

 A presença do vírus Shamonda, que afeta sobretudo bovinos, foi confirmada no concelho de Vimioso pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), no último boletim epidemiológico, publicado a 13 de outubro de 2026.


Segundo o boletim da DGAV, foram realizados testes laboratoriais que deram resultado positivo, confirmando a circulação do vírus nos animais analisados.

Através do teste denominado elisa positivo, há a confirmação de que existe a presença de anticorpos específicos no sangue dos bovinos, provando que o rebanho teve contacto e gerou resposta imunitária contra a doença.

Este vírus foi detetado pela primeira vez na Europa durante este verão e afeta sobretudo os bovinos, com transmissão pela picada de pequenos insetos do género Culicoides.

Entre os sintomas estão febre, diarreia, prostração e diminuição da produção de leite.

Em animais gestantes, o vírus pode também estar associado a abortos e malformações fetais, nomeadamente ao nível do sistema nervoso central. Além de provocar atrasos no crescimento.

A DGAV alerta para a importância da vigilância dos animais e da adoção de medidas de proteção contra os insetos transmissores, uma vez que não existe, atualmente, uma vacina contra este vírus.

Entre as medidas de prevenção estão a desinsetização dos animais,e o reforço dos cuidados no transporte de gado, e a desinfeção dos veículos no transporte dos bovinos. É também recomendada muita atenção com animais provenientes de outras explorações.

Apesar da preocupação no setor, não existem, até ao momento, evidências de que o vírus Shamonda seja transmissível aos seres humanos.

A Rádio Onda Livre já questionou a DGAV com o objetivo se perceber quantos animais foram infetados e quantas explorações estão a ser abrangidas, no concelho de Vimioso.

De acordo com os dados da DGAV, referentes a 13 de outubro, tinham sido identificadas explorações afetadas em seis distritos, Beja, Évora, Portalegre, Lisboa, Setúbal e Bragança. Metade das explorações afetadas situavam-se no Alentejo.

Maria João Canadas

Caminhada Rosa junta comunidade em Macedo de Cavaleiros a 24 de outubro

 Macedo de Cavaleiros recebe, no próximo sábado, 24 de outubro, uma Caminhada Rosa para assinalar o mês de sensibilização para o cancro da mama.


A iniciativa está marcada para as 16h00, com partida no Jardim 1.º de Maio, e pretende sensibilizar para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença.

A participação tem um custo de cinco euros, valor que reverte na totalidade para a Liga Portuguesa Contra o Cancro. As inscrições podem ser feitas através do código QR disponível no cartaz ou presencialmente, no próprio dia.

A organização conta com o apoio de várias entidades e empresas locais, nomeadamente a Loja Conceito, Frutaria 93, Carolina Arredonda a Saia, Montes de Cuidado, Barbearia Valadar, Vala Design Studio, Sandy Fernandes Médico Veterinário Domiciliário, Belinha Papelaria, Guarda Nacional Republicana (GNR) e Município de Macedo de Cavaleiros.

A Caminhada Rosa pretende também promover a mobilização da comunidade em torno da sensibilização para o cancro da mama e da importância do diagnóstico precoce.

Maria João Canadas

Congresso Ibérico alertou para problema do financiamento dos cuidados continuados

 A sustentabilidade financeira, a humanização e a inteligência artificial marcaram o III Congresso Ibérico em Cuidados Continuados Integrados, realizado a 14 e 15 de outubro, na Universidade Politécnica de Bragança, organizado pela Santa Casa da Misericórdia.


Segundo um comunicado enviado às redações pelo Gabinete de Imprensa da Santa Casa de Bragança, o encontro foi organizado pela Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) da instituição e reuniu especialistas, profissionais de saúde e cuidadores de Portugal e Espanha.

Na abertura, o provedor, José Duarte Fernandes, destacou o papel das misericórdias na rede nacional, alertando para os custos da atividade e as dificuldades acrescidas das instituições do interior. O vice-presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Humberto Carneiro, defendeu a urgência de encontrar soluções para a insustentabilidade financeira das unidades.

Vinte e um produtores vão dar a provar os vinhos de Trás-os-Montes

 Vinte e um produtores e cerca de 150 vinhos vão estar em destaque no Bragança Wine Experience, que decorre este sábado, 24 de outubro, no Museu do Abade de Baçal. Integrada na Semana dos Sabores, a iniciativa junta provas de vinho, gastronomia, produtos regionais e música, com o objetivo de aproximar os consumidores e a restauração dos vinhos transmontanos.


Para Ana Alves, da Comissão Vitivinícola Regional de Trás-os-Montes, o evento responde a uma dificuldade que persiste no próprio território: o reconhecimento dos vinhos da região nem sempre se traduz na sua presença nas cartas dos restaurantes e hotéis.

“Os nossos vinhos dão cartas e são reconhecidos pela qualidade que têm”, afirma, apontando, contudo, uma “lacuna” no reconhecimento “dentro de portas”. Embora reconheça a existência de bons exemplos na restauração e hotelaria, considera necessário envolver mais estabelecimentos na promoção da produção regional.

“Quem nos visita, quem vem à região, quer provar os nossos produtos, quer perceber as nossas raízes, as nossas paisagens, as nossas pessoas, mas também provar os nossos vinhos”, sublinha.

O programa inclui duas sessões orientadas de prova: uma dirigida à restauração, centrada na identidade da região e nos seus produtores, e outra, durante a tarde, destinada ao público em geral, para ensinar a provar e apreciar os vinhos.

AGR

De Bruxelas a Paradela a legislação da Comissão Europeia regula a nossa vida todos os dias

 Em 40 anos Portugal recebeu 180,2 mil milhões de euros de transferências acumuladas para investimento em vários setores por parte da União Europeia (UE). Segundo dados do Banco de Portugal só em 2025 as transferências públicas da UE rondaram os 7,9 mil milhões, incluindo fundos europeus e outros investimentos. O saldo anual depois de descontadas as transferências portuguesas foi de cerca de 4,55 mil milhões de euros.


Graças a estas verbas, desde a adesão em 1986, foi possível construir estradas, autoestradas, pontes, viatuds, túneis, escolas, hospitais investir na saúde, em tecnologia, barragens, em centros de investigação, em empresas privadas e centros de convivio nas aldeias, ruas, parques e jardins, melhorar acessibilidades ferroviárias e rodoviárias. O país transformou-se. Quem não é do tempo antes da adesão basta-lhe ver imagens para detetar mudanças assinaláveis.

Estas e outras questões foram abordadas durante a visita de dois dias a Bruxelas por parte de um grupo de 25 jornalistas portugueses, de vários órgãos de comunicação social, regionais e nacionais, nomeadamente o Mensageiro de Bragança, que foi convidado para participar na conferência sobre Competitividade Europeia.

Estiveram presentes vários oradores, como comissária Maria Luís Albuquerque, membro da Comissão responsável pelos Serviços Financeiros e União da Poupança e dos Investimentos; Lídia Pereira, deputada ao Parlamento Europeu eleita pelo PSD; Manuela Geleng, diretora, Direção-Geral do Emprego, dos Assuntos Sociais e da Inclusão; Carla Tavares, deputada ao Parlamento Europeu eleita pelo PS; Serena Pontoglio, Team Leader, Direção-Geral da Energia e Ignacio Asenjo, Team Leader, Direção-Geral da Energia; Fausto Matos, Policy Assistant, Cabinet of Executive Vice-President Henna Virkkunen; Jorge Vitorino, Direção-Geral do Comércio e da Segurança Económica; João Paiva, Programme Manager, Direção-Geral da Política Regional e Urbana; Ricardo Cardoso, porta-voz, Direção-Geral da Comunicação.

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NA EDIÇÃO IMPRESSA OU ONLINE EM PDF

Glória Lopes

MoreCoLab de Bragança desenvolve gelados e gelatinas vegan com corantes naturais

 O MoreCoLab da Universidade Politécnica de Bragança (UPB) está envolvido no ProGel, um projeto português para criar gelados e gelatinas vegan com mais proteína e sem corantes de origem animal, que implica um investimento que ultrapassa um milhão de euros, financiado pelo Portugal 2030.


Entre os objetivos do ProGEL está o desenvolvimento de gelados vegan fortificados em proteína e fibra, e uma redução no teor de açúcar face aos produtos convencionais. Vão ainda substituir o carmim, um corante extraído de insetos, e por isso incompatível com dietas vegan, por pigmentos naturais alternativos. 

Nas gelatinas, a aposta passa por criar uma formulação vegan, translúcida e rica em proteína, sem ingredientes de origem animal e sem aditivos sintéticos, procurando manter as propriedades sensoriais dos produtos convencionais.

Glória Lopes

𝗜𝗩 𝗙𝗘𝗦𝗧𝗔 𝗗𝗔 𝗖𝗔𝗦𝗧𝗔𝗡𝗛𝗔 𝟮𝟬𝟮𝟲

 É já no fim de semana de (30 e 31 de outubro e 01 de novembro), que se realiza a IV Festa da Castanha 2026, no Santuário de Santa Ana e são Joaquim, em Meixedo.

𝗝𝗮́ 𝗰𝗼𝗻𝗳𝗲𝗿𝗶𝘂 𝗼 𝗣𝗿𝗼𝗴𝗿𝗮𝗺𝗮?

Venha assistir e participar no debate sobre a Castanha, na Montaria ao javali, na Maratona de BTT, no Concurso de Castanha Longal e Judia e o Concurso de Doces de Castanha. Temos preparada a semana da Gastronomica da Castanha onde poderá disfrutar dos bons sabores transmontanos.

Comece o mês de São Martinho apreciando uma boa castanha assada!

𝗦𝗮̃𝗼 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼𝘀 𝗼𝘀 𝗺𝗼𝘁𝗶𝘃𝗼𝘀 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝘃𝗶𝘀𝗶𝘁𝗮𝗿 𝗼 𝗦𝗮𝗻𝘁𝘂𝗮́𝗿𝗶𝗼 𝗱𝘂𝗿𝗮𝗻𝘁𝗲 𝗼 𝗳𝗶𝗺 𝗱𝗲 𝘀𝗲𝗺𝗮𝗻𝗮.

🎨 Exposição Graça Morais | Doações ao CACGM – Bragança

 O Município de Bragança convida para a inauguração da exposição “Graça Morais – Doações ao CACGM – Bragança” que contará também com o lançamento do catálogo “Anjos do Apocalipse”.

22 de outubro | 18h00
Centro de Arte Contemporânea Graça Morais

Dia Internacional da Gaguez - 22 de Outubro


O Dia Internacional da Gaguez, celebrado anualmente a 22 de outubro, é uma data dedicada a aumentar a consciencialização pública sobre a gaguez, combater o estigma associado a esta perturbação da fluência da fala e promover a inclusão e o respeito pelas pessoas que gaguejam. Este dia reflete uma evolução histórica significativa na forma como a sociedade compreende e aborda a gaguez.

O Dia Internacional da Gaguez foi instituído em 1998, por iniciativa de várias organizações internacionais ligadas à gaguez, com destaque para a International Stuttering Association (ISA), a European League of Stuttering Associations (ELSA) e a International Fluency Association (IFA). A escolha do dia 22 de outubro não foi aleatória. Procurou-se criar uma data simbólica que pudesse reunir, a nível global, esforços de sensibilização e apoio.

Desde o seu início, a data foi pensada como uma forma de dar visibilidade a uma condição frequentemente mal compreendida e historicamente envolta em preconceitos. A gaguez não é uma doença no sentido tradicional, mas sim uma perturbação da fluência da fala classificada na área da saúde como uma condição neurológica e do desenvolvimento, conhecida clinicamente como Stuttering.

A gaguez é conhecida desde a Antiguidade. Figuras históricas como o orador grego Demóstenes, que teria treinado a sua fala com técnicas rigorosas, incluindo falar com pedras na boca e praticar discursos junto ao mar, são frequentemente citadas como exemplos antigos de pessoas que gaguejavam. Ao longo dos séculos, a explicação para a gaguez variou entre interpretações espirituais, psicológicas e, mais recentemente, neurológicas.

Durante grande parte da história, a gaguez foi mal interpretada. Em muitos contextos culturais, foi associada injustamente a falta de inteligência, nervosismo ou deficiência emocional. Estas perceções contribuíram para o estigma social que ainda hoje muitas pessoas enfrentam.

Foi apenas no século XX, com o avanço da linguística, da psicologia e da neurologia, que a gaguez começou a ser estudada de forma científica. Hoje sabe-se que a gaguez envolve diferenças na forma como o cérebro processa a linguagem e coordena os movimentos da fala, sendo influenciada por fatores genéticos e neurológicos, embora também possa ser afetada por contextos emocionais e sociais.

O principal objetivo desta data é promover a compreensão e a aceitação. Entre as suas metas mais importantes estão:

• Combater o estigma e os preconceitos associados à gaguez 
• Sensibilizar o público para a realidade das pessoas que gaguejam 
• Promover o acesso a terapias e apoio especializado 
• Incentivar ambientes educativos e profissionais mais inclusivos 
• Dar voz às experiências vividas por pessoas com gaguez 

Ao longo dos anos, este dia tem sido marcado por conferências, campanhas educativas, eventos comunitários e testemunhos pessoais que ajudam a humanizar a condição.

Nas últimas décadas, tem-se verificado uma mudança significativa na forma como a gaguez é vista. Se antes era frequentemente escondida ou motivo de vergonha, hoje há um movimento crescente de aceitação e valorização da diversidade da fala.

Organizações internacionais e comunidades de apoio têm desempenhado um papel fundamental ao incentivar as pessoas que gaguejam a partilharem as suas histórias e a reivindicarem o direito de comunicar sem discriminação. Esta mudança de paradigma é essencial para reduzir o impacto psicológico e social da gaguez.

O Dia Internacional da Gaguez continua a ser relevante porque, apesar dos progressos científicos e sociais, muitas pessoas ainda enfrentam dificuldades no quotidiano: desde a escola até ao mercado de trabalho, passando por situações de interação social simples, como pedir informações ou participar numa reunião.

Além disso, a sensibilização contribui para que professores, profissionais de saúde, empregadores e a sociedade em geral compreendam melhor como apoiar pessoas com Stuttering, evitando atitudes de pressa, interrupção ou correção excessiva da fala.

O Dia Internacional da Gaguez, celebrado a 22 de outubro, é mais do que uma data simbólica, é um marco na luta pela inclusão, pela dignidade e pela visibilidade das pessoas que gaguejam. A sua história reflete uma evolução importante de um passado marcado por incompreensão para um presente mais informado e empático.

Ainda há desafios a superar, mas a crescente consciencialização mostra que a sociedade está a caminhar no sentido de reconhecer que a forma como falamos não define o valor do que temos a dizer.

Texto e Imagem: HM - com IA e IN

Cumprir a Constituição é um Dever! Se pudesse estava lá...

Pé ante pé... o regresso ao triste passado vai criando alicerces. CUIDADO!
FASCISMO NUNCA MAIS!
Uma causa tão justa, apesar de não me afetar diretamente, não me pode deixar indiferente...
Distribuir a riqueza. É assim tão duro e difícil para essa casta/seita que nos vai desgovernando?
Não pode haver gente com dezenas e dezenas de imóveis e outros, sem terem teto.
Os partidos, todos muito mal servidos, têm que se entender e fazer legislação justa e que sirva a todos, senhorios e arrendatários.
Não adianta dividir. Uma sociedade para viver em paz tem que ser solidária.
Nem na cabeça de um piriquito encaixa a possibiidade de uma renda de casa, normal, ser superior ao RMG.
Como é evidente, como em tudo na vida, quem puder vender e houver quem compre, que se atirem a vulto. Mas isso é outra história.
Os municípios têm uma grande parte de culpa no que está a acontecer em Portugal... repensem o IMI e com a ajuda da AT, fiscalizem a pouca vergonha dos quartos alugados a preços de ouro.
Num País com uma dezena de milhões de habitantes não me parece muito difícil criar uma sociedade mais feliz e solidária.
Talvez faça falta um ROBIN DOS BOSQUES!

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

O Contador de estórias


Naquela aldeia onde durante as noites ainda se consegue ouvir o vento, existe uma figura que não aparece nos registos oficiais, mas que vive na memória de todos. O Homem que conta histórias e estórias.

Ninguém sabe ao certo quando começou. Alguns dizem que herdou o dom do avô, outros acreditam que nasceu com ele. O que é certo é que há décadas, quando o sol se põe e as sombras se alongam pelas ruas, ele ocupa o seu lugar no largo da aldeia. Não precisa de palco nem de microfone, apenas da sua voz, das suas mãos expressivas e da atenção de quem o escuta.

O Largo da Aldeia transforma-se num espaço quase mágico. As crianças sentam-se no chão, de olhos bem abertos, os mais velhos aproximam-se devagar, como quem regressa ao passado que nunca esqueceram. Todos sabem que, ali, não se contam apenas histórias e estórias, preserva-se a alma, e a parte melhor, de uma comunidade.

O contador de histórias e estórias, fala na língua da terra, uma variante antiga, cheia de palavras que já quase não se ouvem fora dali. As expressões carregam gerações inteiras. Há termos que não têm tradução exata, porque pertencem àquele lugar, àquela forma de viver, àquela maneira de sentir o mundo.

As histórias e as estórias que conta são de todo o tipo. Há lendas antigas, passadas de boca em boca, onde surgem figuras misteriosas, rios encantados e montanhas que guardam segredos. Há episódios do quotidiano, transformados em narrativas cheias de humor e sabedoria. E há também histórias inventadas, nascidas no momento, moldadas pela reação do “público”, como se fossem vivas.

Ele ensina. Sem que ninguém se aperceba, transmite valores, memórias e identidade. Ensina às crianças de onde vêm, e lembra aos adultos quem são.

Mas o mundo à volta muda. E como muda. As televisões chegaram, depois os telemóveis, depois as redes sociais. O tempo parece correr muito mais depressa, e as noites já nem sempre são dedicadas ao encontro. Há menos gente no largo da aldeia. Há dias em que o contador de estórias e histórias se senta e espera. Ainda haverá quem queira ouvir?

Ainda assim, ele continua. Ele sabe que a cultura oral não vive em livros nem em arquivos digitais. Vive na voz, na escuta. Vive naquele momento único em que alguém conta e outro alguém recebe.

Alguns jovens, curiosos, começam a aparecer. Gravadores na mão, mas também atenção nos olhos. Querem aprender, registar, compreender. Percebem que aquilo não é apenas passado, é um património vivo.

Numa dessas noites, uma criança levanta a mão e pede para contar também uma história. O Largo da Aldeia fica em silêncio. O contador de histórias e estórias sorri. Talvez seja esse o verdadeiro sentido de tudo… inspirar outros a continuar.

A voz do contador mistura-se com novas vozes. A língua da aldeia resiste, adapta-se, respira. Enquanto houver alguém disposto a contar, e alguém disposto a ouvir, nenhuma história ou alguma estória está realmente perdida.

HM
21 de Outubro de 2026

Las Abinturas de la Cucolândia EP1

🗺️ 𝐎 𝐌𝐔𝐍𝐃𝐎 𝐅𝐀𝐋𝐎𝐔 𝐃𝐄 𝐁𝐑𝐀𝐆𝐀𝐍𝐂̧𝐀!

 De Espanha a França, da Hungria ao Japão, o nome de Bragança atravessou fronteiras e conquistou destaque internacional graças ao 𝑩𝒓𝒂𝒈𝒂𝒏𝒄̧𝒂 𝑪𝒍𝒂𝒔𝒔𝒊𝒄𝑭𝒆𝒔𝒕.
🎼 A 6.ª edição do Festival mereceu a atenção de publicações de referência na música clássica, como a Scherzo e a ClassiqueNews, chegou ao Japão através do portal especializado LF CLASSIC e teve repercussão na Hungria, além da cobertura da imprensa espanhola.

As críticas internacionais destacaram a excelência artística, o prestígio dos intérpretes e a crescente afirmação do 𝑩𝒓𝒂𝒈𝒂𝒏𝒄̧𝒂 𝑪𝒍𝒂𝒔𝒔𝒊𝒄𝑭𝒆𝒔𝒕 no panorama musical internacional.

Mais do que projetar um festival, este reconhecimento projeta Bragança. Uma cidade que recebe grandes nomes da música clássica, atrai a atenção da crítica internacional e se afirma como palco de referência, mostrando que a excelência cultural não conhece fronteiras nem depende da dimensão dos territórios.

Do Interior de Portugal para o mundo. Com Bragança na centralidade que merece!

𝐅𝐢𝐦 𝐝𝐞 𝐬𝐞𝐦𝐚𝐧𝐚 𝐠𝐚𝐬𝐭𝐫𝐨𝐧𝐨́𝐦𝐢𝐜𝐨 "𝐂𝐚𝐬𝐭𝐚𝐧𝐡𝐚𝐬 𝐜𝐨𝐦..."

 Há cheiros que anunciam o outono e sabores que nos fazem querer sentar à mesa.

De 𝟑𝟎 𝐝𝐞 𝐨𝐮𝐭𝐮𝐛𝐫𝐨 𝐚 𝟏 𝐝𝐞 𝐧𝐨𝐯𝐞𝐦𝐛𝐫𝐨, a 𝐜𝐚𝐬𝐭𝐚𝐧𝐡𝐚 é a grande protagonista do 𝟏.º 𝐝𝐨𝐬 𝐬𝐞𝐭𝐞 𝐅𝐢𝐧𝐬 𝐝𝐞 𝐒𝐞𝐦𝐚𝐧𝐚 𝐆𝐚𝐬𝐭𝐫𝐨𝐧𝐨́𝐦𝐢𝐜𝐨𝐬.

Da 𝐬𝐨𝐩𝐚 aos 𝐩𝐫𝐚𝐭𝐨𝐬 𝐩𝐫𝐢𝐧𝐜𝐢𝐩𝐚𝐢𝐬, passando pelas 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞𝐦𝐞𝐬𝐚𝐬, este fruto dá origem a combinações irresistíveis.

Entre receitas tradicionais e novas propostas culinárias, esta é uma oportunidade para se deixar surpreender à mesa.

𝐑𝐞𝐮́𝐧𝐚 𝐚 𝐟𝐚𝐦𝐢́𝐥𝐢𝐚 𝐞 𝐨𝐬 𝐚𝐦𝐢𝐠𝐨𝐬, 𝐞𝐬𝐜𝐨𝐥𝐡𝐚 𝐮𝐦 𝐝𝐨𝐬 𝐫𝐞𝐬𝐭𝐚𝐮𝐫𝐚𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐚𝐝𝐞𝐫𝐞𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐞 𝐯𝐞𝐧𝐡𝐚 𝐬𝐚𝐛𝐨𝐫𝐞𝐚𝐫 𝐚 𝐜𝐚𝐬𝐭𝐚𝐧𝐡𝐚! 🌰

CARRAZEDA DE ANSIÃES INVESTE MAIS DE 600 MIL EUROS NA VALORIZAÇÃO DO CASTELO E VILA AMURALHADA

 O Castelo e Vila Amuralhada de Ansiães vão ser alvo de obras de conservação, restauro e valorização, num projeto promovido pelo Município de Carrazeda de Ansiães, com um investimento superior a 600 mil euros. A intervenção pretende preservar o património histórico e arqueológico, melhorar as condições de visita e reforçar a atratividade turística do monumento.


A candidatura aprovada prevê um financiamento de 55% através de Fundos Europeus e abrange também a Igreja de São Salvador de Ansiães, um exemplar de referência do românico do Norte de Portugal, conhecido pelo tímpano com a representação do Pantocrator (Cristo em Majestade).

Os trabalhos incluem a conservação e o restauro da igreja e do Pelourinho Medieval, bem como a preservação das estruturas arqueológicas existentes e a requalificação dos espaços envolventes. O projeto prevê ainda melhorias na acessibilidade pedonal, na segurança e no acolhimento dos visitantes.

A intervenção aposta também na inclusão e na inovação digital, com a criação de novos recursos interpretativos para aproximar o monumento de diferentes públicos. Entre as soluções previstas estão uma reconstituição virtual em 3D, visitas virtuais a 360 graus, uma maquete tátil, conteúdos acessíveis em Língua Gestual Portuguesa e recursos de audiodescrição.

Além da conservação física, o projeto pretende afirmar o Castelo e Vila Amuralhada de Ansiães como um destino de referência no turismo cultural e patrimonial, reforçando a ligação a redes e rotas regionais, nomeadamente à rota “Castelos e Fortalezas a Norte”.

A promoção integrada do património será também reforçada através de plataformas como a VisitCarrazeda e a Carrazeda 360º, com o objetivo de valorizar a história, a cultura e a identidade local, captar novos públicos e contribuir para o desenvolvimento turístico e económico do concelho.

O projeto é cofinanciado pela União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), no âmbito do Programa Regional NORTE 2030, integrado no Portugal 2030.

Ana Luísa Lopes
Foto: DR

VINHAIS HOMENAGEIA PRODUTORES DA CASTANHA LONGAL COM MURAL DEDICADO À IDENTIDADE DO CONCELHO

 Vinhais tem um novo mural dedicado à Castanha Longal, numa homenagem aos produtores que, ao longo de gerações, têm contribuído para preservar e valorizar um dos produtos mais emblemáticos do concelho. A obra é da autoria do artista vinhaense Lionel Rodrigues Palas.


A intervenção artística pretende representar a ligação entre a castanha, a terra e as suas gentes, reconhecendo o trabalho, a dedicação e a resiliência dos produtores que mantêm viva esta tradição agrícola.

Pelo segundo ano consecutivo, a Castanha Longal foi distinguida como a melhor castanha do mundo no ranking da plataforma internacional TasteAtlas, reforçando o reconhecimento e o prestígio de um produto que constitui motivo de orgulho para Vinhais.

Mais do que uma homenagem à castanha, o mural pretende dar visibilidade às famílias e aos produtores que contribuem para preservar esta riqueza local, valorizando o seu papel na identidade e na economia do concelho.

O Município de Vinhais felicitou o artista Lionel Rodrigues Palas pelo trabalho realizado, considerando a obra um símbolo de orgulho local e uma forma de homenagear o passado, reconhecer o presente e afirmar o futuro da Castanha Longal.

Ana Luísa Lopes
Foto: DR

MACEDO DE CAVALEIROS RECEBE EXPOSIÇÃO DA BIENAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA ATÉ DEZEMBRO

 O Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros inaugurou, a 18 de outubro, a exposição “HOLOCENOSE (+)”, integrada na Bienal de Arte Contemporânea Terras de Trás-os-Montes – Linha da Terra.


Com direção artística de Inês Falcão e curadoria de Rui Ferro e Marta Lima, a exposição explora as relações entre matéria, memória, paisagem e território, tendo como ponto de partida a fundição contemporânea.

O projeto resulta de uma plataforma colaborativa entre a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e a Associação Portuguesa de Fundição, reunindo trabalhos de diferentes artistas que recorrem a materiais, técnicas e linguagens distintas para refletir sobre a memória e a identidade dos lugares.

A inauguração contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Sérgio Borges, e de Rui Caseiro, primeiro-secretário executivo da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM). Na ocasião, foi destacada a importância da arte contemporânea para a valorização do território, o estímulo à criatividade e a aproximação das comunidades a novas formas de expressão artística.

A Bienal de Arte Contemporânea Terras de Trás-os-Montes reúne cerca de 160 artistas em 14 exposições distribuídas por nove concelhos, promovendo a cooperação entre municípios e reforçando a presença da cultura na região.

A exposição “HOLOCENOSE (+)” está patente no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros até 31 de dezembro, convidando o público a descobrir diferentes perspetivas sobre a relação entre arte e território.

Ana Luísa Lopes
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MOGADOURO DISTINGUIDO COM PRÉMIO DE EXCELÊNCIA AUTÁRQUICA NA ÁREA SOCIAL

 O Município de Mogadouro foi distinguido com o Prémio Excelência Autárquica 2026, na categoria de Ação Social, pelo trabalho desenvolvido nas áreas da saúde, do bem-estar e do apoio social à população.


O reconhecimento foi atribuído à candidatura “Município de Mogadouro: um compromisso com a saúde, o bem-estar e o apoio social dos munícipes”, que destaca as medidas implementadas pela autarquia para reforçar a inclusão social e melhorar a qualidade de vida no concelho.

Entre as áreas valorizadas estão o apoio às famílias, a proteção das pessoas em situação de maior vulnerabilidade, a promoção do acesso à saúde e o incentivo ao envelhecimento ativo. Estas respostas são desenvolvidas através da Unidade Orgânica de Ação Social e Saúde, que procura responder às necessidades da população através de uma intervenção de proximidade.

A distinção reconhece o trabalho realizado pelo município na melhoria das respostas sociais e na implementação de medidas orientadas para as pessoas, valorizando o papel dos serviços e dos profissionais envolvidos.

Com este prémio, Mogadouro vê reconhecido o trabalho desenvolvido na área social, numa aposta que pretende continuar a promover um concelho mais inclusivo, solidário e atento às necessidades dos seus habitantes.

Ana Luísa Lopes
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