Número total de visualizações do Blogue

Pesquisar neste blogue

Aderir a este Blogue

Sobre o Blogue

SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 17 de outubro de 2026

Mercadinho de Usados e Outono no Mercado

 O Mercado Municipal de Bragança recebeu duas iniciativas, o Mercadinho de Usados e o Outono no Mercado, que contribuíram para dinamizar este espaço, atrair visitantes e promover o convívio e a proximidade.
Duas iniciativas que reforçam a aposta na valorização e revitalização do Mercado Municipal, tornando-o cada vez mais vivo, dinâmico e próximo das pessoas.

AMBIMAR UN BARDEIRO

 Na Tierra de Miranda faziemos bardeiros de muita cousa, mas ls que faziemos cun milho de ls bardeiros, éran ls mais fidalgos.

COLISÃO ENTRE DOIS VEÍCULOS LIGEIROS EM MIRANDELA DEIXA UM HOMEM ENCARCERADO

 Um homem ficou encarcerado na sequência de uma colisão entre dois veículos ligeiros, ocorrida este sábado, 17 de outubro, ao final da tarde, no cruzamento dos Eixes, na estrada que liga Mirandela a Valpaços. O outro condutor não sofreu ferimentos.


O acidente aconteceu pelas 16h37, na zona de Suçães, quando um dos veículos, proveniente da aldeia de Eixes, terá entrado na estrada nacional sem respeitar o sinal de STOP, acabando por colidir com outro automóvel que circulava no sentido Mirandela–Valpaços. Com o embate, os dois veículos foram projetados para o lado oposto da estrada.

Em declarações ao Canal N, o condutor que seguia no sentido de Valpaços, e que saiu ileso do acidente, explicou que o outro veículo terá avançado sem parar no cruzamento. “O senhor que está encarcerado veio da aldeia de Eixes para entrar na nacional, no sentido de Mirandela, para onde queria virar, e não fez o STOP. Eu vinha de Mirandela, no sentido de Valpaços, e contei que ele fosse parar, mas não parou e abalroou-me. Acabámos por embater do outro lado da estrada”, relatou.

O homem que ficou encarcerado foi retirado da viatura com a intervenção dos meios de socorro, incluindo o comandante dos Bombeiros de Mirandela. Segundo as informações recolhidas no local, a vítima, já fora da viatura, está a receber assistência médica e a ser estabilizada com soro, estando previsto o transporte de helicóptero para Bragança.

No local estão 23 operacionais, apoiados por sete viaturas e um meio aéreo, além da Guarda Nacional Republicana (GNR).

Jornalista: Vitória Botelho
Fotos: Canal N

Homem de 71 morreu após queda em altura de quatro metros em Macedo do Peso

 Um homem de 71 anos morreu, este sábado, na sequência de uma queda de cerca de quatro metros de altura quando reparava um telhado, em Macedo do Peso, concelho de Mogadouro, confirmou ao Mensageiro fonte da Proteção Civil.


De acordo com o comandante sub-regional das Terras de Trás-os-Montes, João Noel Afonso, o homem estaria a reparar um telhado de estábulo e estava apoiado numa escada quando se deu a queda de uma altura de cerca de quatro metros.

Já o comandante dos bombeiros de Mogadouro, Luís Azevedo, confirmou a paragem cardiorrespiratória, acrescentado que o homem foi atingido com gravidade na têmpora esquerda da cabeça por uma viga de ferro.

Septuagenário entrou em paragem cardiorrespiratória (PCR) com ferimentos graves na cabeça tendo sido transportado para o Serviço de Urgência Básica de Mogadouro, onde foi decretado ao óbito apesar das manobras de reversão da PCR.

No local estiveram seis operacionais de bombeiros de Mogadouro apoiados por três veículos aos quais se juntou a ambulância de Suporte Básico de Vida (SIV), do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

A GNR tomou conta da ocorrência.

Francisco Pinto

Presidência Aberta em Bragança. Datas: domingo, 15 de fevereiro de 1987 - quinta, 26 de fevereiro de 1987


EMPRESÁRIO DE 71 ANOS DETIDO EM TORRE DE MONCORVO POR SUSPEITAS DE TRÁFICO DE SERES HUMANOS

 Operação «Transumância», conduzida pela Polícia Judiciária, permitiu identificar duas alegadas vítimas de exploração laboral, ambas em situação de grande vulnerabilidade. O suspeito, ligado à indústria agropecuária, será presente a primeiro interrogatório judicial.


Um empresário de 71 anos, ligado à indústria agropecuária, foi detido em Torre de Moncorvo pela Polícia Judiciária (PJ), por fortes suspeitas da prática do crime de tráfico de seres humanos para exploração laboral.

A detenção ocorreu no âmbito da operação «Transumância», desenvolvida pela Diretoria do Norte da PJ, na sequência do cumprimento de três mandados de busca domiciliária.

No decurso das diligências, as autoridades identificaram e sinalizaram duas alegadas vítimas, ambos homens, que se encontravam numa situação de grande vulnerabilidade. Foi-lhes assegurado, de imediato, o acolhimento e a proteção considerados necessários.

O caso coloca novamente em evidência a realidade do tráfico de seres humanos associado à exploração laboral, uma forma de criminalidade que pode atingir pessoas em situações de fragilidade económica e social e cuja deteção exige a intervenção articulada das autoridades e das entidades de apoio às vítimas.

A operação contou com a colaboração do Centro Local do Nordeste Transmontano da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e das Equipas Multidisciplinares Especializadas de Assistência a Vítimas de Tráfico de Seres Humanos.

Tanto o empresário detido como os dois homens identificados como alegadas vítimas são cidadãos portugueses.

O suspeito será presente às autoridades judiciárias para primeiro interrogatório judicial e apreciação das medidas de coação consideradas adequadas.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: DR

VINHAIS ASSINALA DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO COM ATIVIDADE DE FELTRAGEM

 A Biblioteca de Equipamentos e Materiais para o Trabalho Têxtil, em Vinhais, assinalou o Dia Mundial da Alimentação, a 16 de outubro, com uma atividade dirigida aos alunos da Universidade Sénior local, que combinaram artesanato tradicional e sensibilização para a alimentação saudável.


A iniciativa desafiou os participantes a criar peças em feltragem inspiradas em frutos e legumes, utilizando lã e técnicas têxteis tradicionais. A atividade permitiu aliar a criatividade à valorização dos saberes artesanais, num momento de convívio e partilha.

A ação integra o projeto “Viver Mais e Melhor em Vinhais”, através do qual o município tem promovido, ao longo de 2026, iniciativas destinadas a preservar a técnica da feltragem, valorizar o património cultural e transmitir conhecimentos entre gerações.

A Biblioteca de Equipamentos e Materiais para o Trabalho Têxtil foi inaugurada a 26 de setembro, na Antiga Casa da Música, em parceria com o projeto Saber Fazer. Desde então, o espaço tem servido de apoio a atividades de formação e divulgação das artes têxteis tradicionais, envolvendo diferentes públicos, incluindo crianças e seniores.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

BRAGANÇA CANDIDATA-SE A CIDADE EUROPEIA DO CEREAL EM 2027

 O Município de Bragança prepara uma candidatura ao título de Cidade Europeia do Cereal em 2027, cuja preparação foi aprovada em reunião de Câmara a 9 de outubro. A iniciativa, divulgada no Dia Mundial do Pão, pretende valorizar a tradição cerealista de Trás-os-Montes, o património ligado à produção de pão e o trabalho desenvolvido por agricultores, empresas e investigadores.


A candidatura será apresentada à Rede de Cidades do Cereal (REDCCER) e envolve a Universidade Politécnica de Bragança, através dos centros de investigação CIMO e SusTEC, o MORE CoLAB, produtores agrícolas, padarias, empresas, restaurantes, escolas e associações locais.

O programa previsto para 2027 inclui a criação de um “Pavilhão Vivo do Cereal”, integrado na Feira de Agricultura, onde serão demonstradas várias etapas da produção, desde as sementes até à moagem, panificação e utilização gastronómica dos cereais.

Entre as iniciativas propostas estão ainda a “Rota do Cereal e do Pão”, que pretende ligar produtores, moinhos, padarias, restaurantes e espaços patrimoniais, e o projeto “Doze Meses, Doze Sabores”, que desafiará estabelecimentos de restauração, padarias e pastelarias a apresentar, mensalmente, novas criações à base de cereais.

Na área da inovação, o “Bragança Cereal Lab” deverá envolver estudantes, investigadores e empresas no desenvolvimento de novos produtos alimentares e soluções a partir dos cereais e dos seus subprodutos. A programação prevê também a recolha de memórias sobre a atividade cerealista, a celebração do Dia Mundial do Cereal, a 7 de março, e o festival “Bragança, Pão e Futuro”, no outono.

A presidente da Câmara Municipal de Bragança, Isabel Ferreira, considera que a candidatura pode contribuir para dar maior visibilidade ao setor, destacando o trabalho desenvolvido na inovação, na recuperação de espécies e na valorização de agricultores, empresários e investigadores.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

ULS DO NORDESTE CONTRATA SETE NOVOS ESPECIALISTAS E REFORÇA RESPOSTA HOSPITALAR NO NORDESTE TRANSMONTANO

 Cirurgia Geral, Medicina Interna, Oncologia Médica e Pediatria recebem novos médicos, numa aposta no reforço das equipas clínicas e na melhoria do acesso a cuidados de saúde diferenciados na região.


A Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste contratou sete novos médicos especialistas para a área hospitalar, reforçando quatro especialidades essenciais à resposta assistencial no Nordeste Transmontano. A formalização dos contratos ocorreu esta quinta-feira, 15 de outubro, e representa mais um passo na estratégia de atração e fixação de profissionais de saúde na região.

Os novos médicos vão integrar as equipas de Cirurgia Geral, Medicina Interna, Oncologia Médica e Pediatria, contribuindo para fortalecer a capacidade de resposta hospitalar e assegurar o acompanhamento clínico dos utentes abrangidos pela instituição.

A distribuição dos profissionais pelas diferentes especialidades é a seguinte:

Cirurgia Geral: André Silva e Guida Pires; Medicina Interna: Rita Diz, Rita Pera e Sara Sá; Oncologia Médica: Michael Luís; Pediatria: Luís Ribeiro.

A entrada destes sete especialistas permite reforçar equipas em áreas fundamentais dos cuidados hospitalares, com potencial para melhorar o acesso a consultas e tratamentos diferenciados, promover a continuidade dos cuidados e responder de forma mais adequada às necessidades clínicas da população.

ATRAIR E FIXAR MÉDICOS NA REGIÃO

A contratação de novos especialistas constitui um dos desafios centrais dos serviços de saúde em territórios de baixa densidade, onde a disponibilidade de profissionais é determinante para garantir respostas próximas e atempadas.

Com este reforço, a ULS do Nordeste prossegue a aposta na captação de médicos e na consolidação das suas equipas, procurando criar condições para assegurar cuidados hospitalares de qualidade à população de toda a sua área de influência.

A integração dos sete profissionais representa, assim, um contributo para a capacidade assistencial da instituição e para a sustentabilidade dos serviços de saúde no Nordeste Transmontano, numa região onde o acesso a especialidades médicas diferenciadas assume particular importância.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: DR

BRAGANÇA INTEGRA PROJETO TRANSFRONTEIRIÇO DE 745 MIL EUROS PARA PROTEGER POLINIZADORES

 Bragança integra o projeto VIAPIS, uma iniciativa de cooperação entre Portugal e Espanha dedicada à conservação dos polinizadores e à valorização da apicultura. Com um investimento global superior a 745 mil euros, cofinanciado pela União Europeia através do programa Interreg Espanha-Portugal (POCTEP), o projeto abrange territórios das regiões de Bragança e Zamora.


A cidade de Bragança acolheu, a 16 de outubro, a segunda reunião de trabalho da iniciativa, que deu continuidade aos trabalhos iniciados em setembro, na localidade espanhola de Tábara. O encontro serviu para analisar as principais áreas de intervenção e as ações previstas para os próximos meses.

No território brigantino, uma das principais medidas passa pela criação de um corredor ecológico entre Rihonor de Castilla/Rio de Onor e Bragança, dando continuidade à chamada “Autoestrada Internacional dos Polinizadores”. A intervenção envolve o Município de Bragança e a Universidade Politécnica de Bragança e inclui ainda a criação de um apiário pedagógico, destinado a sensibilizar para a importância das abelhas e da atividade apícola.

O projeto abrange cerca de dois mil quilómetros quadrados de espaços naturais protegidos, incluindo o Parque Natural de Montesinho, em Portugal, e a Serra da Culebra e o Parque Natural do Lago de Sanabria, em Espanha. Entre as ações previstas estão a plantação de espécies vegetais, a instalação de jardins e abrigos para polinizadores e a criação de um banco genético para acompanhar abelhas autóctones.

A iniciativa contempla também formação para apicultores, atividades educativas nas escolas, valorização económica dos produtos da colmeia e o desenvolvimento de propostas turísticas associadas à apicultura e ao património natural. Estão ainda previstas ações de colaboração com restaurantes da região.

Liderado pelo Ayuntamiento de Tábara, o VIAPIS reúne o Município de Bragança, a Universidade Politécnica de Bragança, a Federação Nacional de Apicultores de Portugal e os municípios espanhóis de Porto e Puebla de Sanabria.

A presidente da Câmara Municipal de Bragança, Isabel Ferreira, destacou a importância da cooperação entre os dois países na proteção das abelhas e dos restantes polinizadores, sublinhando que o projeto pretende gerar benefícios para a biodiversidade, os apicultores e as comunidades rurais de ambos os lados da fronteira.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

PERDA DE POPULAÇÃO NO INTERIOR LEVA CCDR NORTE A RECLAMAR MELHORES LIGAÇÕES ENTRE TERRITÓRIOS

 A perda de população em cerca de 20 municípios do Norte esteve em destaque num debate europeu sobre os desafios demográficos e a coesão territorial, realizado em Bruxelas. Álvaro Santos, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR NORTE), defendeu que o reforço das acessibilidades é essencial para criar oportunidades no interior e permitir que as populações permaneçam nas suas regiões.


A intervenção decorreu no âmbito da Semana Europeia das Regiões e dos Municípios 2026, que reuniu representantes de vários territórios para discutir soluções para os desequilíbrios regionais. Apesar do dinamismo económico do Norte, a persistência da perda demográfica em parte dos municípios continua a colocar desafios à fixação de pessoas e ao desenvolvimento local.

Entre as prioridades apontadas por Álvaro Santos estão o reforço das ligações aéreas e ferroviárias e a melhoria das conexões transfronteiriças. O responsável destacou o papel do Aeroporto do Porto, da ligação ferroviária de alta velocidade entre Porto e Vigo e das ligações a Castela e Leão, considerando estas infraestruturas importantes para aproximar territórios e facilitar a mobilidade.

O presidente da CCDR NORTE defendeu também uma Política de Coesão capaz de responder às diferenças entre regiões, com medidas ajustadas às suas características e necessidades. A aposta, sustentou, deve passar por criar condições para que os territórios de baixa densidade e de fronteira possam aproveitar os seus recursos e reforçar a sua atratividade.

O encontro contou ainda com representantes de regiões como Piemonte, Lubuskie, Friuli-Venezia Giulia, Centro de Portugal e Łódzkie, num espaço de partilha de experiências sobre os desafios demográficos e territoriais na Europa.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: EURegionsWeek

BRAGANÇA RECUPERA 50 ANOS DE HISTÓRIA DO PODER LOCAL ATRAVÉS DE EXPOSIÇÃO DOCUMENTAL

 A Biblioteca Municipal de Bragança acolhe a exposição “Bragança Vota: Memória, Território e Democracia (1976-2026)”, que assinala os 50 anos do Poder Local Democrático através de documentos e fotografias que retratam as mudanças ocorridas no concelho desde as primeiras eleições autárquicas democráticas.


Organizada pelo Arquivo Municipal de Bragança, a mostra reúne materiais históricos que permitem conhecer o percurso da democracia local e a evolução da cidade e das freguesias ao longo de cinco décadas. A exposição integra cinco painéis e seis vitrines, distribuídos por quatro áreas temáticas: Eleitoral, Desenvolvimento Municipal, Social, Cultural e Educativo, e Património e Ambiente.

Entre os documentos expostos encontram-se cartazes de campanha, boletins de voto, editais, atas de apuramento e resultados eleitorais relativos às eleições de 12 de dezembro de 1976. Estes registos ilustram os primeiros passos do poder autárquico democrático e os procedimentos que marcaram o início de uma nova etapa na administração local.

A exposição percorre também as transformações do concelho, através de plantas, projetos, fotografias e documentos relacionados com a construção de infraestruturas, a melhoria das acessibilidades, o abastecimento de água, o saneamento e a requalificação dos espaços urbanos. A dimensão social, cultural e educativa está igualmente representada, com registos de equipamentos, programas e atividades que marcaram a vida da população.

O património histórico, a reabilitação urbana e as intervenções ambientais fazem parte do percurso expositivo, que inclui ainda uma cronologia entre 1976 e 2026, permitindo relacionar diferentes momentos da atuação municipal com as mudanças verificadas no território.

Integrada no programa “Bragança: 50 Anos de Poder Local. 50 Anos de Futuro”, a iniciativa pretende valorizar a memória coletiva e dar a conhecer o património documental preservado pelo Arquivo Municipal, destacando o papel das instituições locais e das populações na construção da democracia ao longo das últimas cinco décadas.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

Feira da Amêndoa e dos Produtos da Terra reúne 14 expositores em Amendoeira

 A 5.ª edição da Feira da Amêndoa e dos Produtos da Terra realiza-se este sábado e domingo, dias 17 e 18 de outubro, em Amendoeira, no concelho de Macedo de Cavaleiros.


O certame reúne 14 expositores, todos provenientes das quatro localidades da freguesia: Amendoeira, Latães, Gradíssimo e Pinhovelo. São menos dois do que na edição do ano passado.

Uma das novidades deste ano é a criação de uma banca comunitária, destinada a pequenos produtores que não têm quantidade suficiente de produtos para ocupar um espaço próprio. O objetivo é facilitar a comercialização e promover os produtos locais.

O presidente da Junta de Freguesia de Amendoeira, Inácio Oliveira, explica como vai funcionar este novo espaço:

“Uma pessoa que só tem, imaginemos, batatas para vender não faz sentido ter uma banca só com batatas. Então, vamos ter uma banquinha onde essas pessoas, que só têm esse produto, podem expô-lo e vendê-lo.”

A programação inclui animação musical e várias atividades ao longo dos dois dias. No domingo realiza-se, pelo segundo ano consecutivo, uma caminhada de nove quilómetros, de dificuldade média, que já conta com 50 pessoas inscritas.

O autarca destaca a adesão à iniciativa:

“Este ano optámos por avançar novamente com a caminhada. Até ao momento temos 50 pessoas inscritas. Acho que já é bastante bom.”

A feira pretende também divulgar a freguesia e valorizar a produção agrícola local, com particular destaque para a amêndoa.

Nas quatro localidades existem mais de uma dezena de produtores de amêndoa, com uma área de cultivo estimada entre 15 e 20 hectares.

O presidente da Junta de Freguesia de Amendoeira, Inácio Oliveira, aponta a dimensão aproximada dos amendoais existentes na freguesia:

“Por alto, somos capazes de ter entre 15 e 20 hectares de amendoal nas quatro aldeias.”

A organização espera que as condições meteorológicas contribuam para atrair visitantes, embora não avance uma estimativa de participação.

A feira conta com o apoio do Município de Macedo de Cavaleiros, da Comissão de Festas de Santa Maria Madalena de Amendoeira, da Associação Amêndoa Viva, do Agrupamento de Escolas de Macedo de Cavaleiros, da Cooperativa Souto os Cavaleiros e dos Móveis Camelo.

A inauguração está marcada para sábado, às 15h00. O programa inclui animação musical com os Gaiteiros D’Onor e Fados D’Outrora.

No domingo, além da caminhada, está prevista a participação dos alunos da Universidade Sénior de Macedo de Cavaleiros, do Grupo Cultural e Recreativo Casa do Povo de Macedo de Cavaleiros, da Tôna Tuna e os concertos de Paulo Preto e Leo Santos.

Maria João Canadas

Suspeito de tentativa de homicídio após confrontos familiares fica em prisão domiciliária

 O homem de 51 anos detido pela Polícia Judiciária (PJ), na sequência de confrontos entre familiares de uma menina de três anos, ficou em prisão domiciliária, após ter sido presente ao Tribunal Judicial de Bragança, esta sexta-feira.


Segundo um comunicado da PJ, a detenção foi efetuada pelo Departamento de Investigação Criminal de Vila Real, com a colaboração da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Macedo de Cavaleiros e de Bragança.

O homem é suspeito da prática dos crimes de homicídio na forma tentada e de condução perigosa de veículo rodoviário.

A investigação teve início a 15 de outubro, após uma comunicação da GNR sobre confrontos entre várias pessoas na Autoestrada Transmontana (A4), no concelho de Bragança.

De acordo com a PJ, a ocorrência envolveu um acidente de viação que colocou em perigo a vida dos intervenientes e de terceiros, incluindo menores.

Os confrontos terão começado na Rua Álvaro de Castro, em Macedo de Cavaleiros, no contexto de um conflito entre familiares do pai e da mãe da criança, após a separação do casal.

A situação terá prosseguido até à A4, junto ao nó da Seara, onde uma colisão entre três viaturas provocou sete feridos, um dos quais em estado grave.

Após o acidente, o pai terá abandonado o local a pé, acompanhado pela filha. Ambos foram localizados mais tarde na cidade de Bragança, encontrando-se bem de saúde.

O homem foi intercetado na companhia da criança e acabou por ser detido.

A investigação prossegue sob a direção do Ministério Público.

Maria João Canadas

Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza - 17 de Outubro


O Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, celebrado anualmente a 17 de Outubro, representa um dos mais importantes momentos de reflexão mundial sobre a dignidade humana, a justiça social e a necessidade urgente de combater todas as formas de exclusão social e económica. Mais do que uma simples data comemorativa, este dia é um apelo global à consciência coletiva, lembrando que milhões de pessoas continuam privadas do essencial para viver com dignidade: alimentação, habitação, saúde, educação, trabalho e esperança.

A pobreza acompanha a história da humanidade desde os seus primórdios. Ao longo dos séculos, povos inteiros viveram sujeitos à fome, às guerras, às desigualdades e à exploração. Durante grande parte da História, a pobreza era encarada como uma inevitabilidade social, quase como um destino para determinadas classes ou grupos humanos. No entanto, com a evolução das sociedades modernas e com o reconhecimento progressivo dos direitos humanos fundamentais, tornou-se evidente que a pobreza não é apenas consequência da falta de recursos, mas também resultado de desigualdades estruturais, injustiças económicas, conflitos, discriminação e ausência de oportunidades.

Foi precisamente para dar voz às pessoas mais vulneráveis que nasceu este dia internacional. A sua origem remonta a 17 de Outubro de 1987, quando mais de cem mil pessoas se reuniram na Praça dos Direitos Humanos e das Liberdades, em Paris, junto à Torre Eiffel. Nesse local encontra-se uma placa em homenagem às vítimas da pobreza extrema, da fome e da violência. A cerimónia foi promovida pelo padre Joseph Wresinski, fundador do movimento internacional ATD Quarto Mundo, que defendia que a pobreza não é uma fatalidade, mas sim uma violação dos direitos humanos.

Nesse dia histórico, homens e mulheres de diferentes países e culturas uniram-se para afirmar que onde quer que existam pessoas condenadas à miséria, os direitos humanos são desrespeitados. A mensagem teve um impacto profundo e crescente em todo o mundo. Anos mais tarde, em 1992, a Organização das Nações Unidas reconheceu oficialmente a importância da data e proclamou o 17 de Outubro como o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.

Desde então, todos os anos, governos, organizações internacionais, instituições sociais, escolas, associações e cidadãos realizam iniciativas de sensibilização, debates, campanhas solidárias e ações humanitárias destinadas a recordar que a pobreza continua a ser um dos maiores desafios globais do nosso tempo.

Apesar dos avanços registados nas últimas décadas, a pobreza permanece uma realidade dramática para milhões de pessoas. Em muitos países, famílias inteiras vivem sem acesso a água potável, alimentação adequada, eletricidade, cuidados médicos ou educação básica. Crianças crescem privadas de oportunidades, idosos enfrentam abandono e inúmeras comunidades sobrevivem em condições precárias. A pobreza extrema afeta especialmente regiões marcadas por guerras, instabilidade política, alterações climáticas e desigualdades profundas.

Contudo, a pobreza não existe apenas em países menos desenvolvidos. Também nas sociedades modernas e industrializadas existem formas silenciosas de pobreza e exclusão social. O desemprego, os baixos salários, a precariedade laboral, o aumento do custo de vida, a falta de habitação e o isolamento social conduzem muitas pessoas a situações de vulnerabilidade. Há pobreza escondida atrás de portas fechadas, em idosos solitários, em famílias que não conseguem pagar despesas básicas ou em jovens sem perspetivas de futuro.

O Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza procura precisamente combater a indiferença. Recorda-nos que a pobreza não pode ser vista apenas através de números ou estatísticas. Cada pessoa em situação de pobreza possui uma história, uma identidade, sonhos e direitos. Combater a pobreza significa promover a dignidade humana, garantir igualdade de oportunidades e construir sociedades mais justas e solidárias.

Ao longo dos anos, as Nações Unidas têm associado esta data a diferentes temas centrais, como a proteção social, a igualdade, o acesso à educação, o trabalho digno, a participação cívica e o desenvolvimento sustentável. A erradicação da pobreza tornou-se também um dos principais Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU, refletindo a convicção internacional de que nenhum progresso será verdadeiramente sustentável enquanto milhões de pessoas continuarem excluídas.

A solidariedade desempenha um papel essencial nesta luta. Pequenos gestos podem transformar vidas: apoiar instituições sociais, promover voluntariado, combater preconceitos, defender políticas públicas inclusivas e incentivar uma cultura de respeito e igualdade. A erradicação da pobreza exige compromisso político, cooperação internacional e responsabilidade coletiva, mas também humanidade, empatia e consciência social.

Celebrar o 17 de Outubro é, acima de tudo, afirmar esperança. Esperança num mundo onde nenhuma criança adormeça com fome, onde todos tenham acesso à educação e à saúde, onde o trabalho seja digno e onde a condição económica não determine o valor de uma pessoa. É um convite à construção de uma sociedade mais humana, onde a fraternidade prevaleça sobre a indiferença e onde ninguém seja deixado para trás.

O Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza lembra-nos que a luta contra a pobreza é uma responsabilidade de todos. Mais do que um problema económico, trata-se de uma questão de direitos humanos, dignidade e justiça social. Enquanto existir pobreza extrema, a humanidade terá ainda um caminho importante a percorrer. Porém, através da união, da solidariedade e da ação coletiva, é possível construir um futuro mais justo, inclusivo e digno para todos.

Texto e Imagem: HM - com IA e IN

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Atrás dos tempos vêm tempos...

🚧 Manutenção, conservação e melhoria dos espaços públicos

 O Município de Bragança continua a realizar intervenções que contribuem para a melhoria dos espaços e infraestruturas municipais.

🔹 Trabalhos no espaço da Feira dos Produtos da Terra;
🔹 Início dos trabalhos de vedação do estaleiro municipal;
🔹 Intervenção no Centro Escolar de Santa Maria;
🔹 Tapamento de buracos e valas;
🔹 Continuação dos trabalhos de manutenção e beneficiação dos caminhos municipais.

Pequenas intervenções que fazem a diferença no dia a dia, promovendo um concelho mais cuidado, seguro e funcional.

Uma breve história da rádio em Portugal

 Sintonizamos a frequência da história deste meio de comunicação no nosso país desde o início do século XX até ao dia 25 de Abril de 1974.

CÂMARA MUNICIPAL DE OLIVEIRA DO BAIRRO - A Radiolândia, em Bustos (Oliveira do Bairro), é o único museu dedicado exclusivamente à temática do rádio em Portugal.

Foi Heinrich Hertz quem descobriu as ondas de rádio, em 1886, mas só na década seguinte chegou um aparelho que as utilizou para transmitir mensagens. Guglielmo Marconi, inventor italiano, enviou mais tarde uma mensagem sem necessidade de fios a um colaborador que se encontrava a um quilómetro de distância em 1895 – seis anos depois, já conseguia comunicar sobre o Atlântico com os EUA.

Não demorou até que se entendesse o potencial desta nova tecnologia, com o início do século XX a abrir portas a aplicações científicas e tentativas de unir o mundo através da comunicação. Em 1920, foi lançado no mercado o primeiro aparelho de rádio e desde então, a presença deste meio de difusão é um conforto na vida dos cidadãos. Seja através de encarnações mais modernas, via online (ainda se lembra da Cotonete?) ou podcast, ou mantendo a telefonia sem fios, trazendo vozes familiares, música e informações a quem vive mais isolado, longe das cidades, a rádio merece destaque e celebração.

Recordamos aqui a história da rádio em Portugal, em factos, curiosidades e protagonistas.

CC BY 3.0 - Engenheiros dos correios britânicos inspeccionam o equipamento de telegrafia sem fios (rádio) de Guglielmo Marconi, durante uma demonstração na ilha de Flat Holm, a 13 de Maio de 1897. Fonte: Cardiff Council Flat Holm Project. 

1. Os primórdios

Se Hertz, o cientista, desbravou o terreno para o surgimento deste meio de comunicação, foi Hertz, a rádio, que a estreou no nosso país. Fernando Gardelho Medeiros, um amador e amante das ondas hertzianas, transmitiu do seu quarto em 1914 esta rádio pirata antes de estas se tornarem populares nos anos 1980.

O alcance era reduzido: a Hertz chegava aos habitantes do bairro de Medeiros, em Lisboa, transmitindo palestras e música gravada. No entanto, o pioneiro da rádio em Portugal incentiva  à criação de outras estações pessoais, muitas vezes a partir de quartos ou instalações improvisadas, e à compra do equipamento feita através de investimentos particulares – em Lisboa, a Rádio Aliança, no Campo de Santana, e a Rádio Lisboa, na rua Serpa Pinto; ou, já no Porto, a ORSEC.

A febre em torno deste meio de comunicação instala-se definitivamente no país. O governo de então, já republicano, começa a fazer experiências avaliando o uso das ondas de rádio para fins militares, lembrando até algumas tentativas do capitão Severo da Cunha, em 1901, com telegrafia sem fios de curto curso. No entanto, as ambições das Forças Armadas nacionais eram maiores em 1919, conseguindo enviar uma transmissão entre o posto da Marinha em Monsanto, Lisboa, e um navio, o Douro, localizado a 300 quilómetros de distância.

Uma série de estreias reforçam a carolice e a curiosidade dos radialistas nacionais: a fundação da Rádio Academia de Portugal, por José Celestino Soares, uma escola virada para os amantes do meio em 1923; e no ano seguinte, o lançamento da revista “TSF”, com todas as novidades tecnológicas e culturais sobre o assunto. Não tarda que se instale no Chiado, nesse mesmo ano, a primeira emissora regular que recebeu o nome de Rádio Pim. Com a divulgação de aparelhos receptores, a rádio começava a chegar a um número maior de ouvintes.

Nas Ondas da Rádio - Exposição Temporária - Museu Virtual RTP - Venha visitar as exposições temáticas que preparámos para si. A entrada é livre. Clique na imagem.

2. Radiodifusão

CT1AA é o nome técnico que marca uma mudança nos hábitos radialistas nacionais. É a designação de um emissor, comprado por um empresário e industrial português, Abílio Nunes dos Santos, alguém que viria a tornar-se figura fundamental da rádio nacional.

Além dos seus negócios, Abílio era um entusiasta de qualquer coisa relacionada com mecânica e electricidade: chegou a participar em corridas automóveis e, com o seu dinheiro e o da família abastada, lança-se na brincadeira de criar uma estação de rádio. A Rádio 1AA foi a sua primeira experiência, um caso clássico de alguém rico num país pequeno a tentar imitar o que se fazia lá fora.

No ano seguinte, viria a mudar de nome para um mais acessível Rádio Portugal. O indicativo de emissor torna-se então no referido CT1AA e a abertura das emissões crepitou com a voz de Ercília Costa, considerada a primeira fadista portuguesa de nome internacional. A Rádio Portugal é essencialmente uma paixão de Nunes dos Santos, sem ganhar dinheiro com publicidade, apostado em ter sempre o melhor equipamento disponível e em chegar ao maior público possível.

Em 1926, este segundo objectivo é alcançado com a criação da Rádio Colonial, dirigida a todos os portugueses que estavam em África. O empresário cuidou também de criar uma variação nas emissões que trouxe aquilo que reconhecemos hoje na rádio actual: além de músicas e palestras que as rádios locais já transmitiam, os seus emissores passavam um noticiário diário, baseado na imprensa escrita da época, algumas peças de teatro radiofónico e até música ao vivo.

Se já referimos o golpe de conseguir Ercília Costa como voz de inauguração, seria uma falta imperdoável não referir as várias performances da Orquestra Aldrabófona, na altura famosa nas noites de Lisboa e agora disponível para todo o público nacional. À época, um jornal questionou Abílio Nunes dos Santos até quando pretendia estender a sua aventura radiofónica. Simplesmente respondeu que, quando passasse a existir uma estação oficial que fizesse aquilo que ele fazia com a sua rádio, encerraria a sua. E como veremos, cumpriu a promessa.

Abílio Nunes dos Santos e os seus assistentes. Fonte: Arquivo Nacional Torre do Tombo.

3. O senhor extraterrestre

Enquanto as Forças Armadas testavam a nova tecnologia para comunicar com embarcações, um natural de São Bartolomeu de Messines, no Algarve, guardava ambições mais… inter-galácticas. Joaquim dos Reis Varela é hoje esquecido pelas páginas da memória, mas em 1914, os jornais apelidaram-no como o português que falava com extraterrestres. Antecipando em muito algumas febres que hoje correm televisão e Internet, Varela desde muito cedo que se interessou pelo assunto da vida noutros planetas, principalmente quando lhe relataram a observação de certas luzes nos céus nocturnos do Algarve.

Sem grande educação formal, era um autodidacta, mas entusiasmado. A 20 de Dezembro de 1914, subindo ao Penedo Grande em Messines, usou um rádio para comunicar com os céus. Alguns amigos acompanharam-no e juraram que observaram então luzes verdes e azuis, segundo Varela provenientes de Urano e Mercúrio.

Nos anos seguintes, continuou a reafirmar os seus sucessos no falatório com extraterrestres, descrevendo culturas e linguagens, garantindo até que os mais inteligentes eram os marcianos. Com a sua aparelhagem de rádio, apontando às estrelas, Varela reuniu informação suficiente para escrever artigos de jornal e até livros sobre alienígenas e a possibilidade de uma fraternidade entre seres humanos e os irmãos astrais.

Claro está que foi constantemente ridicularizado, embora convidasse membros das academias científicas europeias para se juntarem ao seu esforço, avaliando a ciência das suas experiências. Morreu aos 39 anos, desiludido com a reacção dos seus contemporâneos, dos homens de saber à sua demanda, mas convencido de que fora o primeiro ser humano a estabelecer uma ligação com extraterrestres. 

4. O Rádio Clube Português

Em 1928, nasce no concelho da Parede a Rádio Clube Costa do Sol, pelas mãos de Alberto Lima Bastos e do Major Jorge Botelho Moniz. Tendo sido um dos participantes do golpe do 28 de Maio de 1926, Moniz tinha ligações ao novo regime, que instalou uma ditadura militar em Portugal, e como tal, a sua rádio local, que só chegava a Lisboa (o seu lema, humorístico, era “Rádio do Estado Livre de Portugal e da Galiza”),  foi crescendo de tal forma que o seu emissor começou a transmitir a nível nacional.

Nessa altura, em 1931, a emissora muda de nome para Rádio Clube Português (RCP). Ao longo da sua existência, e apesar de vários contratempos logísticos, esta rádio foi em simultâneo revolucionária e conservadora. A sua revolução veio na maneira como encarou o papel da radiofonia na vida dos ouvintes, oferecendo uma diversidade de programas de rádio: além do teatro radiofónico, a RCP acrescentou programas infantis (“O Senhor Doutor”), magazines culturais (“Serões de Arte”), música regular, conversas entre locutores e até transmissões desportivas, quando transmitiu, em 1933, um jogo entre a Académica e o União de Coimbra. Além disso, criou o hábito das novelas radiofónicas, com sucessos como o folhetim “Força do Destino”; programas humorísticos como o “Graça com Todos”, dos Parodiantes de Lisboa, ainda hoje detendo o recorde de programa mais longevo da rádio portuguesa; e iniciando a moda dos discos pedidos, com “Quando o telefone toca”.

O objectivo era o de entreter os ouvintes constantemente e manter até um espírito patriótico, de onde advinha o seu lado mais consevador. Botelho Moniz, com ligações excelentes com o Estado Novo e a União Nacional (úteis já que o Estado detinha o monopólio da comunicação), fez do seu órgão um baluarte do regime, com censura nos costumes e humor, notícias que faziam a propaganda do Estado Novo e também um serviço constante à distracção dos portugueses em relação aos seus problemas. Foi Botelho Moniz que, querendo ajudar o Estado a criar uma televisão, requereu licença estatal para instalar uma estação audiovisual, antecipando o que seria a RTP. Numa ironia, a estação de um grande entusiasta da ditadura seria central no início da Revolução do 25 de Abril, emitindo as senhas que congregaram os militares revoltosos e servindo de posto de comando durante a Revolução. 

Salazar numa visita à Emissora Nacional. Fonte: Arquivo Nacional Torre do Tombo. 

5. A Emissora Nacional

Porém, o regime pretendia ter um órgão de comunicação próprio e assim, em 1935, nasceu a Emissora Nacional, numa iniciativa do engenheiro e estadista Duarte Pacheco. No ano seguinte, é lançada a Rádio Renascença; e fica assim completo o triângulo mágico de emissoras que marcarão o período da ditadura. Abílio Nunes dos Santos, como prometera, encerrou a sua rádio.

A Emissora Nacional toma a tarefa de desenvolver e controlar a cultura portuguesa. O seu primeiro director foi um militar, Henrique Galvão, e começou com duas emissões diárias: uma à hora de almoço e outra à hora do jantar. Muitas vezes, quem não tinha aparelhos, reunia-se em espaços públicos para escutar as emissões.

Indo ao encontro destes hábitos, e querendo que as suas emissões chegassem ao máximo de ouvintes, a Emissora Nacional promoveu a venda de receptores de rádio a baixo custo, instalando-se assim no máximo de casas nacionais. Esta rádio devia mostrar o grau de organização exemplar do Estado Novo e servir todos os seus habitantes, incluindo nas colónias e até em locais onde existissem grandes comunidades emigrantes portuguesas. A sua programação devia adequar-se a estes públicos: para as colónias, os noticiários eram sobre a realidade africana; nos EUA, por exemplo, focava-se em divulgação turística de Portugal em inglês.

Através de vários ideólogos do regime, com destaque para António Ferro, a Emissora Nacional tentava filtrar e modular os gostos nacionais, recorrendo a uma série de directivas que pretendiam criar um estilo português: a estação formava os seus próprios músicos, radialistas e cantores, que ajudava a promover nas suas ondas radiofónicas e emissões. Alguns dos seus programas mais emblemáticos mostram a toada conservadora: “Serão para Trabalhadores”, onde se divulgava o melhor da música ligeira nacional, a aceite pelo regime;  “Retiro da Severa”, dedicado ao fado e firmando-o como banda sonora nacional; ou “Diário da Emissora Nacional”, programa informativo controlado pela Censura. 

Bruno Fernandes
Actualizado a 15 de fevereiro de 2026

OS FIDALGOS - VILA FRANCA DE LAMPAÇAS - Família Carneiro Morais

A capela de Nossa Senhora da Conceição, de Vila Franca de Lampaças, concelho de Bragança, foi mandada construir por Baltasar de Lobão Morais, e em 1684, Aleixo de Mesquita, sobrinho do fundador, homem nobre, residente em Vila Franca de Lampaças, requereu para que a autoridade eclesiástica mandasse avaliar as propriedades doadas à capela em morgadio, sendo pelo bispo diocesano encarregado Gaspar de Morais Antas, doutor e abade de Vinhas, de proceder a essa vistoria.
Do exposto é lícito concluir que a capela seria construída pouco antes de 1684 (632). Ver Edral, pág. 224.
Há em Vila Franca de Lampaças um portal de granito, que dizem ter sido da casa do bispo do Porto, D. Gonçalo de Morais (ver Selores, pág. 454) e tem na padieira esta inscrição: 1691 ANOS – e por cima um escudo que parece constar de um castelo com uma flor-de-lis de cada lado(633).
----------
(632) Museu Regional de Bragança, maço-Capelas.
(633) Ver Ilustração Trasmontana, 1910, p. 127, onde vem a sua fotogravura.
----------


Família Carneiro Morais

1º ANTÓNIO CARNEIRO, filho de Martim Carneiro, moço da Câmara de El-Rei D. João III, fidalgo da casa do duque de Bragança, condecorado com o hábito de Cristo no ano de 1565, como consta do VI tomo da Genealogia da Casa Real, residiu em Vila Franca de Lampaças.
Casou com D. Maria de Morais, filha de Aleixo de Morais Pimentel, dos padroeiros do capítulo de S. Francisco de Bragança.
Descendência:
I. D. Ana, que casou em Bragança com Lopo de Morais Sarmento, onde residiam em 1550.
II. Martim Carneiro de Morais, que casou com D. Antónia Teixeira de Figueiredo, de Chaves, filha de Martim Teixeira Homem, irmão de Leonardo Teixeira Homem.
III. António Carneiro, que casou com D. Francisca Álvares Veloso. Descendência:
a) Manuel Carneiro.
b) D.Maria Carneiro, que casou com Martim...
Martim Carneiro casou em segundas núpcias com D. Filipa Mendes, filha de Manuel Mendes de Araújo.
Descendência:
a) Manuel Mendes Carneiro, que casou com D. Leonor, dos quais houve uma filha, D. Ana, que casou com Gregório de Castro de Morais.
Com descendência.
b) D. Ana de Araújo Carneiro, que casou com João Ferreira de Murça.
c) Eliseu Carneiro, que teve filhos bastardos.
d) José Carneiro de Morais, reitor de Morais.
c) D. Genoveva Carneiro, que casou com...
2º PEDRO CARNEIRO, filho de Francisco Carneiro, fidalgo da casa do duque de Bragança, casou, a 6 de Janeiro de 1636, com D. Violante Teixeira de Queiroga, filha de Gonçalo Teixeira Homem (filho de Martim Teixeira Homem e de D. Antónia de Figueiredo; neto de Martim Teixeira Homem, o primeiro cavaleiro que teve o hábito de Cristo em Chaves, onde viveu casado com D. Francisca Alves Veloso), e de D. Isabel Mendes, filha de Manuel Mendes de Araújo e de D. Violante de Queiroga, filha de D. Álvaro de Queiroga(634).
----------
(634) FONTOURA, Manuel de Queiroga Correia Carneiro de – Memória Genealógica, ..., manuscrito da Biblioteca Municipal do Porto, fol. 260.
----------
MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA

João Baptista da Silva - Os Governadores Civis do Distrito de Bragança (1835-2011)

 16.novembro.1921 – 28.novembro.1921
MIRANDELA, 11.6.1876 – PORTO, 17.2.1948

Advogado. Magistrado judicial.
Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra.
Vereador da Câmara Municipal de Mirandela. Administrador do concelho de Mirandela (1903). Governador civil de Angra do Heroísmo (1913-1914). Deputado (1915-1917, 1922-1925 e 1925-1926). Governador civil de Bragança (1921).
Natural da freguesia de Abambres, concelho de Mirandela.
Filho de Valentim Manuel da Silva e de Constança Felismina de Morais Silva.
Comendador da Ordem de Cristo (1924).

➖➖➖

Natural da aldeia de Vale de Juncal, na freguesia de Abambres, Mirandela, assim que concluiu o curso secundário no liceu de Bragança, em 1896, logo iniciou o curso de Direito na Universidade de Coimbra, que terminou em 1901.
Durante algum tempo, fixou-se em Mirandela, onde exerceu advocacia e colaborou na imprensa periódica local, nomeadamente no jornal Mirandelense, de que chegou a ser diretor. Ali exerceu também as funções de administrador concelhio.
Entretanto, seguiu carreira na magistratura judicial, como delegado do procurador da República na comarca de Alijó e, sucessivamente, na Póvoa de Varzim e Chaves.
Em 1 de novembro de 1913, foi nomeado governador civil de Angra do Heroísmo, cargo que desempenhou até 11 de abril de 1914. Regressado ao continente, foi nomeado, em comissão de serviço, inspetor e posteriormente diretor da polícia de investigação criminal do Porto, onde se manteve até ao final da Primeira República, com exceção das ditaduras de Pimenta de Castro (de janeiro a maio de 1915) e de Sidónio Pais (1918). Nestas funções, participou, em 1925, numa das primeiras investigações ao famoso burlão Alves dos Reis e à sua relação com o Banco Angola e Metrópole.
Politicamente, militou no Partido Republicano Português, sendo eleito deputado nas suas listas para a legislatura de 1915-1917, pelo círculo de Angra do Heroísmo. Seria reeleito para a legislatura de 1922-1925, agora pelo círculo de Vila Nova de Gaia, como independente, e para a legislatura de 1925-1926, a última da Primeira República, pelo mesmo círculo, de novo nas listas do PRP.
Como parlamentar, distinguiu-se especialmente no exercício da Comissão de Legislação Criminal (1915-1917, 1922-1925, 1925-1926), matéria que dominava, fruto da sua formação e experiência profissional. Integrou ainda as comissões de Caminhos-de-Ferro (1917), Recrutamento (1922-1925), Administração Pública (1922-1923) e Verificação de Poderes (1925-1926).
Entre os muitos projetos de lei que apresentou, destaca-se uma proposta de classificação dos concelhos do distrito de Angra do Heroísmo, ficando o da capital de distrito como de 1.ª ordem e os restantes como de 3.ª ordem (18.8.1915), o que gerou vivos protestos por parte do presidente da Câmara da Praia da Vitória, que considerou a proposta uma violência, e do deputado António Aresta Branco, que viu um propósito político na iniciativa, acusações que Baptista da Silva negou veementemente; um projeto de lei que autorizava o Governo a criar no distrito de Angra do Heroísmo um posto zootécnico de seleção, cruzamento e aclimatação para espécies bovina, ovina e suína (2.12.1915); um outro que criava uma inspeção da fiscalização dos tabacos nas ilhas adjacentes (2.9.1915); um projeto no sentido de ser contabilizado como tempo de serviço a todos os funcionários do Estado e corporações administrativas o tempo de serviço militar prestado antes do ingresso nos respetivos quadros (21.2.1916); um para que os militares mobilizados não fossem considerados, para efeitos legais, ausentes em parte incerta (27.6.1917); e finalmente, um projeto de remodelação dos serviços da polícia de investigação criminal de Lisboa, Porto, Coimbra e Braga (24.3.1922).
Chamou a atenção do ministro da Marinha para o caso “gravíssimo” da elevação dos preços dos fretes e passagens da Empresa de Navegação Insulana, na ordem dos 40% quando comparados com os que eram praticados no início da Grande Guerra, dificultando as comunicações entre os Açores e a Metrópole e prejudicando o abastecimento de Lisboa com gado proveniente das ilhas (9.2.1916); interpelou o ministro do Interior sobre a declaração de estado de sítio na Ilha Terceira (9.5.1916); protestou contra o “desamor” com que o orçamento de Estado tratava o distrito de Angra do Heroísmo relativamente à sua agricultura e pecuária (12.5.1916); e reclamou por uma solução rápida para a eleição da Junta Geral de Angra do Heroísmo, que tinha sido dissolvida na sequência de uma auditoria administrativa (13.3.1917).
Merece também destaque a sua intervenção sobre os eventos de 19 de outubro de 1921, a chamada “Noite Sangrenta”, revolta radical perpetrada por marinheiros e arsenalistas no decurso da qual foram assassinados, entre outros, António Granjo, então presidente do Ministério, e Machado Santos e José Carlos da Maia, dois históricos da Proclamação da República. Declarou então apoiar todas as diligências respeitantes à investigação dos “bárbaros acontecimentos (...) por forma a que a voz da justiça se faça ouvir, mas implacável, nesta sagrada terra de Portugal, e ainda para que, atravessando as fronteiras, vá levar lá fora, aos povos cultos que nos honram com a sua estima, mas que ultimamente nos têm olhado com certa e justificada reserva e desconfiança, a afirmação solene de que, por maiores que sejam os nossos desatinos políticos, e ainda quando denegridos pela hediondez tigrina do sangue derramado de tantos bons filhos de Portugal, jamais entre nós se apagarão os eternos princípios de bondade, amor, verdade e justiça, que são a pedra basilar de toda a vida social organizada e culta”.
Em novembro de 1921, numa altura em que não se encontrava a exercer funções no Parlamento, teve uma segunda passagem pela magistratura administrativa, ao ser nomeado governador civil de Bragança, cargo que, porém, apenas desempenharia por escassos dias.
Entretanto, já no tempo da Ditadura Militar, voltou a ocupar-se da sua carreira de juiz, nomeadamente no Tribunal de Execuções Fiscais, onde foi juiz-presidente.
Ascendendo depois à categoria de desembargador, ficou na Relação do Porto alguns anos, até atingir o topo da carreira na magistratura judicial, como juiz conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça, nomeado a 12 de dezembro de 1944.
Faleceu na cidade do Porto três anos mais tarde, a 17 de fevereiro de 1948.

Interpelação de Luís Baptista da Silva ao ministro da Justiça a propósito da declaração de estado de sítio na Ilha Terceira (1919)

Chamo a atenção de S. Exa. o ilustre ministro do Interior para um assunto da maior importância e que sobremaneira interessa ao distrito de Angra: a concentração dos súbditos alemães, em idade militar, na Ilha Terceira.
O Governo decretou o estado de sítio e suspensão de garantias nesta ilha, certamente pela absoluta necessidade e prudente conveniência de sujeitar ao regime militar a vigilância sobre os alemães ali concentrados, e sem que da minha parte, como legítimo representante daquele distrito, houvesse algum reparo ou protesto contra uma medida governamental tão excecional e violenta, por entender que, nesta hora grave para a nossa nacionalidade, deve o Governo armar-se de todas as faculdades, ainda as mais amplas, para eficazmente defender a vida e autonomia da nossa querida Pátria.
Todavia, posteriormente à declaração do estado de sítio na Ilha Terceira, alguns factos chegaram ao meu conhecimento, que profundamente têm magoado e alarmado o espírito dos habitantes desta ilha, e a respeito das quais venho solicitar de S. Exa. os necessários esclarecimentos.
Na Ilha do Faial acham-se também concentrados alemães, em número superior aos enviados para a Terceira, e até hoje o Governo não manifestou a necessidade ou intenção de aplicar àquela Ilha, ou à cidade da Horta, o estado de sítio e a suspensão de garantias: Porquê?
Qual a razão dum tratamento desigual para duas ilhas, ambas belos rincões da Pátria Portuguesa, e em circunstâncias precisamente iguais, de suportarem dentro de si alemães em idade militar?
Qual o motivo que determinou o Governo a decretar para a Terceira uma medida tão violenta, como é a suspensão das garantias constitucionais, e qual a razão que ao mesmo tempo o dispensou de assim proceder para com o Faial? Considerará, porventura, o Governo, mais perigosos, para a defesa da República e da nossa querida Pátria, os alemães concentrados na Terceira?!
Pois, a meu ver, oferecem mais perigo a Portugal, especialmente pelo que respeita à integridade dos arquipélagos dos Açores e da Madeira, os alemães concentrados no Faial, por todos eles residirem ali, alguns desde largos anos, por serem empregados da companhia alemã dos cabos submarinos, estando assim em magníficas circunstâncias de poderem fornecer preciosos esclarecimentos e indicações ao Governo alemão a respeito das condições de vida, de segurança e defesa destes arquipélagos, pelo perfeito conhecimento que de tudo isso devem ter.
Além disto, alemães há também e ainda no Funchal e em Ponta Delgada, sem que até hoje fosse decretado estado de sítio e suspensão de garantias nas ilhas da Madeira e de S. Miguel!
Legítimo é, pois, preguntar, Sr. ministro do Interior, se a medida excecional aplicada à Ilha Terceira foi determinada pela concentração ali dos alemães, ou por menos consideração para com os habitantes dessa pitoresca ilha açoriana.
Certo estou, porém, de que o Governo da República não quis agravar ou ter menos consideração para com o povo da Terceira, que abraçou abertamente e com entusiasmo o regime republicano, o qual tem acompanhado e defendido com aquela tradicional lealdade que é timbre do seu brasão citadino, do seu espírito liberal e das suas gloriosas tradições históricas em favor da independência da Pátria e da defesa da sagrada causa da liberdade!
Razão há, portanto, Sr. ministro do Interior, para solicitar de V. Exa. resposta àquela pergunta:
Qual o motivo por que só à Ilha Terceira foi aplicada uma medida governamental tão excecional?

Fonte: Diário da Câmara dos Deputados, 1919.

Fontes e Bibliografia

Arquivo Distrital de Bragança, Autos de Posse (1845-1928).
Arquivo da Universidade de Coimbra, documentos vários.
Diário da Câmara dos Deputados, 1915-1926.
Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, t. XXVIII. Lisboa, 1935-1987.
Administradores do Concelho de Mirandela (disponível em www.cm-mirandela.pt/uploads/writer_file/document/159/645.pdf ).
Galeria dos Juizes Conselheiros do Supremo Tribunal de Justiça (disponível em http://www.stj.pt/index.php/stj/historia/juizes1833).
Ordens Honoríficas Portuguesas. Disponível em http://www.ordens.presidencia.pt.

Publicação da C. M. Bragança