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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 8 de setembro de 2026

PROJETO DE SAÚDE MENTAL ABRANGEU 280 JOVENS EM TRÊS MUNICÍPIOS TRANSMONTANOS

 O projeto (Des)Construir, (Re)Pensar, (Re)Educar (DRR) inicia uma nova etapa com o arranque do ano letivo, depois de ter envolvido, no primeiro ano de implementação, 280 jovens de Bragança, Macedo de Cavaleiros e Alfândega da Fé.


Promovido pela União das Mutualidades Portuguesas, o projeto é dirigido a crianças e jovens entre os 10 e os 19 anos e aposta na promoção da saúde mental e no desenvolvimento de competências socioemocionais através de estratégias preventivas, participativas e artísticas.

No primeiro ano, a intervenção abrangeu 20 turmas dos 2.º e 3.º ciclos e do ensino secundário, trabalhando áreas como a autoestima, a gestão emocional, o bem-estar psicológico e as relações interpessoais.

O projeto manteve também atividades durante o verão, nomeadamente em Alfândega da Fé, e prepara agora a continuidade da intervenção no ano letivo de 2026/2027.

O DRR é cofinanciado pela União Europeia, através do Norte 2030 e Portugal 2030, contando ainda com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e de várias entidades parceiras dos três municípios.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

COMUNICADO

 Criadores de gado do Planalto Mirandês manifestam-se contra o Governo devido a ataques de lobos, mas o alvo foi a Palombar


Um grupo de mais de 50 pessoas ligadas ao setor agropecuário organizou uma manifestação contra o Governo devido aos ataques de lobos ao gado no Planalto Mirandês, durante a tradicional Feira do Naso, que decorreu na aldeia da Póvoa, em Miranda do Douro, no passado domingo dia 6 de setembro. 

Apesar de ter sido anunciado publicamente pelos organizadores que a manifestação, que consideramos legítima e compreendemos, era dirigida ao Governo, na prática (e injustamente), o alvo foi a Palombar.

🟠 A nossa equipa, que esteve presente na feira, foi literalmente cercada pelos manifestantes, que lhe dirigiram injúrias, ameaças explícitas de agressões e perseguição, bem como acusações infundadas, cobranças e exigências de aplicação de medidas que não nos competem. Estas foram proferidas por vários manifestantes em voz alta e tom agressivo.

🟢 A Palombar tem raízes no território e desenvolve há 26 anos um trabalho reconhecido e premiado em prol da valorização e dinamização da região e sempre defendeu as comunidades locais, incluindo os criadores de gado, fazendo do diálogo e da compreensão as suas palavras-de-ordem.

🤝 Somos aliados, não inimigos.

▪️Quando se exige à Palombar o que não lhe compete 

▪️Palombar defendeu criadores de gado no Parlamento e em cartas coletivas enviadas ao ICNF

▪️Temos atuado em todas as frentes, naquilo que são as nossas competências e até ao momento com os nossos próprios meios, para apoiar o setor agropecuário e promover a coexistência

▪️A ameaça como método e o ódio como tática não geram soluções, apenas problemas

▪️Disseminar boatos e mitos como o da solta de lobos (que nunca existiu) e da apropriação indevida de dinheiros públicos (que nunca houve), só gera desentendimento, desinformação e revolta por parte do setor, não soluções

▪️Pedimos respeito institucional e moderação na abordagem aos diversos atores 

▪️A solução para problemas coletivos só a vamos encontrar mais fácil e eficazmente em conjunto, por via da entreajuda, da partilha de conhecimento, experiências e boas práticas 

📰 Leia o COMUNICADO COMPLETO AQUI.


Festas, Festividades e Eventos

Agricultores preparam buzinão no conselho de Ministros esta quarta-feira.

Miranda do Douro: Concurso premeia criadores pelo cuidado e preservação do Burro de Miranda

 O recinto do Santuário do Naso, em Miranda do Douro, foi o palco do 7º Concurso da raça Asinina de Miranda, que contou com a participação de uma centena de burros, de criadores de Miranda do Douro, Vimioso e Mogadouro, os quais foram premiados pelo trabalho no cuidado e preservação desta raça autóctone da Terra de Miranda.


O concurso realizou-se no Domingo, dia 6 de setembro, tendo participado meia centena de criadores dos concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso, considerada a área geográfica do solar da raça asinina de Miranda.

No certame, o vice-presidente do Município de Miranda do Douro, Nuno Rodrigues, lembrou que o burro de Miranda esteve quase em extinção e sublinhou a importância do concurso para incentivar a sua preservação e promoção, ao proporcionar o contato entre criadores e o público.

“Todos os anos, ao coorganizar o concurso da raça asinina de Miranda, o Município de Miranda do Douro pretende incentivar a preservação, promoção e valorização destes animais, que são outra marca distintiva e emblemática da Terra de Miranda. Felizmente, hoje, já há muitos exemplares da raça asinina de Miranda, pelo que a sua preservação está assegurada. Neste encontro anual, a par do contato entre os animais, os criadores e o público, destaco o convívio que se estabelece entre todos”, disse o autarca de Miranda do Douro.

De visita a Miranda do Douro, o vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR Norte), Paulo Ramalho, elogiou o trabalho do Município, da Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino (AEPGA) e dos criadores.

“O trabalho destas associaçóes é muito importante para a preservação e promoção das raças autóctones, como é o burro de Miranda. Esta raça é um valioso património genético, cultural e identitário desta região. O burro é um embaixador da Terra de Miranda! Por outro lado, o trabalho dos criadores/agricultores é de suma importância no cuidado dos campos, na prevenção de incêndios e no povoamento das nossas aldeias”, disse.


Por sua vez, o secretário técnico da raça asinina de Miranda, Miguel Nóvoa, informou que o concurso deste ano, também contou com a visita de outros criadores provenientes de regiões como Braga, Porto, Aveiro, Celorico da Beira, Guarda e Santarém.

“Neste momento, há 770 fêmeas reprodutoras em todo o país. A nossa missão é trabalhar com os criadores para que o planalto mirandês continue a ser a região por excelência desta raça autóctone, que é o burro de Miranda. Ao mesmo tempo, apreciamos e incentivamos a exportação do burro de Miranda para outras regiões do país e do estrangeiro”, disse Miguel Nóvoa.

A 6 de setembro, o concurso da raça asinina de Miranda iniciou-se com a avaliação morfológica dos animais e a sessão de esclarecimento aos criadores sobre medidas de apoio e pastoreio extensivo.


No dia seguinte, o concurso, incluiu um almoço convívio dos criadores da raça asinina de Miranda e a atuação das Pauliteiras de Miranda/Malhadas. À tarde, houve a entrega de prémios, com destaque para os prémios aos melhores burros de Miranda, melhor criador e melhor exploração, a nível concelhio e nacional.

O prémio de melhor criador foi atribuído a Alexandre Pires, um jovem, com formação em gerontologia social, que utiliza os burros em sessões lúdicas e terapêuticas, com pessoas.

“Este prémio é um reconhecimento do trabalho que estou a realizar para dar uma nova função ou utilidade aos burros de Miranda. Antigamente, os burros foram muito importantes para a agricultura, mas com o surgimento das máquinas estes animais ficaram desempregados. Atualmente, quero agradecer a estes animais o enorme esforço físico que realizaram no passado, dando-lhes uma atividade nobre, como é a relação com as pesssoas”, disse.


Na exploração em Águeda, Alexandre Pires, tem 12 burros de Miranda, que proporcionam sessões lúdicas e terapêuticas destinadas a crianças, jovens, adultos e idosos.

“O burro de Miranda é uma animal dócil e calmo, o que propicia uma interação afetuosa com as pessoas”, disse o jovem criador.

A 5 de setembro, realizou-se em Miranda do Douro, o 4º Encontro Ibérico de Raças Autóctones, integrado nas comemorações do Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores, proclamado pelas Nações Unidas para 2026. No encontro analisou-se o importante papel do pastoreio extensivo e das raças autóctones na gestão sustentável do território e na redução da carga combustível.

Na Terra de Miranda, ao longo do ano, o público pode conhecer de perto estes animais, no Centro de Valorização do Burro de Miranda, em Atenor e no Centro de Atividades Lúdico Pedagógicas, integrado no PINTA, em São Joanico (Vimioso).

“Às terças-feiras, quintas-feiras e sábados está aberto o Centro de Valorização do Burro de Miranda, em Atenor. E nas quartas-feiras, sexta-feiras e alguns sábados, está em funcionamento o Centro de Atividades Lúdico Pedagógicas, em São Joanico (Vimioso). No verão, estamos abertos todos os fins-de-semana para responder à maior afluência de público à região. Durante o ano, também estamos recetivos à marcação de visitas através do email da AEPGA”, informam.


HA


JOVENS VOLUNTÁRIOS AJUDAM A MAPEAR A BIODIVERSIDADE DO VALE DO TUA

 Jovens voluntários estão a contribuir para o levantamento da biodiversidade do Vale do Tua através do registo de espécies de fauna e flora com recurso ao telemóvel.


A iniciativa decorreu no âmbito do programa MIRANDELA +TUA, integrado no Voluntariado Jovem pela Natureza e Florestas 2026, promovido pelo Município de Mirandela, com apoio do IPDJ, em parceria com o Parque Natural Regional do Vale do Tua e a BIOPOLIS-Cibio.

Durante o verão, os diferentes grupos percorreram o trilho da Ecoteca de Mirandela e registaram as espécies encontradas na plataforma BioDiversity4All, contribuindo para o conhecimento do património natural da região.

A atividade juntou juventude, tecnologia e ciência cidadã, incentivando a descoberta da biodiversidade local e a sua preservação.

Jornalista: Vitória Botelho
foto: DR

CARRAZEDA DE ANSIÃES APOSTA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES EM PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA

 O CITICA, em Carrazeda de Ansiães, acolhe esta terça-feira uma formação intensiva em Programação Neurolinguística (PNL) aplicada à Educação, dirigida aos docentes do Agrupamento de Escolas de Carrazeda de Ansiães.


A formação é conduzida pelo orador Adelino Cunha e centra-se na utilização de ferramentas práticas para melhorar a comunicação, a motivação e o desempenho dos profissionais de educação.

A iniciativa pretende ainda capacitar os professores para lidar com comportamentos mais desafiantes em contexto escolar e promover nos alunos condições mais favoráveis à aprendizagem.

Jornalista: Vitória Botelho
foto: DR

Dia Mundial da Fisioterapia assinalado na ULS Nordeste com ações de sensibilização

 O Dia Mundial da Fisioterapia assinala-se hoje e a data vai ser comemorada na Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULS Nordeste), nas três unidades hospitalares e nos centros de saúde, através da iniciativa “World PT Day”.


A ação é promovida pela Ordem dos Fisioterapeutas e pela World Physiotherapy, em parceria com a ULS Nordeste e a Universidade Politécnica de Bragança (UPB).

Durante a manhã, entre as 08h30 e as 12h30, fisioterapeutas do Serviço de Medicina Física e Reabilitação vão desenvolver ações de sensibilização no Centro de Saúde e no Hospital de Macedo de Cavaleiros, no âmbito do tema deste ano, dedicado ao papel da fisioterapia e da atividade física na prevenção, gestão e reabilitação da doença cardiovascular e do acidente vascular cerebral (AVC). Em alguns centros de saúde, a iniciativa prolonga-se também durante a tarde.

A coordenadora dos técnicos do Serviço de Fisioterapia da ULS Nordeste, Ana Rodrigues, explica que vão ser realizadas várias avaliações, com o objetivo de sensibilizar a população para a importância da prática regular de atividade física e para o papel da fisioterapia na promoção da saúde e na prevenção da doença:

“Iremos realizar, em todas as unidades, uma avaliação dos níveis de atividade física e do comportamento sedentário, através de um questionário. Também vamos aplicar uma escala, que é o sit to stand. É uma coisa simples, que nos permite avaliar a aptidão funcional dos membros inferiores. Recordo que os fisioterapeutas da ULS Nordeste estão ao lado das pessoas em todas as etapas da vida, promovendo a saúde, prevenindo as doenças e ajudando cada cidadão a viver com mais autonomia e qualidade de vida.”

No Hospital de Macedo de Cavaleiros, os profissionais vão estar em dois locais distintos para facilitar o acompanhamento de quem quiser participar, explica a fisioterapeuta:

“Nós estamos a organizar esta ação da melhor forma. Por exemplo, aqui em Macedo, queremos ter pelo menos uma pessoa na entrada principal e outra na entrada do nosso serviço, que se situa depois de passar a urgência, por baixo. Em Bragança também estaremos no edifício central e depois no nosso serviço, que fica ao lado da Psiquiatria.”

O Serviço de Medicina Física e Reabilitação está também a ser reforçado com a recente abertura do polo 2, em Mirandela. O objetivo é alargar a capacidade de resposta, sobretudo ao nível da intervenção comunitária, e desenvolver programas de atividade física, saúde ocupacional e ergonomia no trabalho, acrescenta Ana Rodrigues:

“Vamos iniciar o projeto de ginástica laboral em todas as unidades de saúde da ULS Nordeste. Depois, também a prevenção de quedas, a reabilitação cardiovascular e respiratória, bem como outros projetos dirigidos às pessoas com doenças crónicas. Temos um programa, que é o SPLIT, que é um tratamento para as lombalgias. Fazemos uma avaliação estratificada das lombalgias, que vai diminuir muito as queixas ou a quantidade de dor. Também temos intervenção junto da população idosa e das crianças. Nas crianças, acompanhamos casos com disfunções, mas também intervimos na comunidade através da saúde escolar.”

Neste sentido, Ana Rodrigues salienta que a prevenção continua a ser fundamental para reduzir o risco de doença, sobretudo das patologias cardiovasculares, que representam cerca de 35% das causas de morte em Portugal.

“Naturalmente, continuamos a tratar pessoas após traumatismos, fraturas ou cirurgias, mas uma parte muito importante do nosso trabalho acontece antes de a doença ou a incapacidade surgir. Devemos ser mais proativos do que reativos. Muitas vezes acontecem primeiro os problemas e depois é que reagimos. Promovemos estilos de vida ativos, prevenimos complicações associadas às doenças crónicas, ajudamos a reduzir o risco de hospitalizações e reinternamentos. É muito importante diminuir os dias de internamento e contribuir para um percurso de vida mais saudável, com mais autoestima, autoconfiança e também mais felicidade. Cada vez mais, a fisioterapia assume um papel determinante na promoção da saúde pública.”

O tema do Dia Mundial da Fisioterapia deste ano centra-se no papel da fisioterapia e da atividade física na prevenção, gestão e reabilitação da doença cardiovascular e do acidente vascular cerebral.

O Dia Mundial da Fisioterapia assinala-se anualmente a 8 de setembro, desde 1996, e celebra a fundação, em 1951, da atual World Physiotherapy.

Todas as atividades são gratuitas.

Maria João Canadas

José António Ferreira recebe novo convite da revista ‘O Referencial’ da Associação 25 de Abril

 O mirandelense, José António Ferreira, Mestre em História Contemporânea na área de política institucional, voltou a ser convidado a participar numa edição especial comemorativa dos 50 anos da Constituição da República Portuguesa da Revista “O Referencial”, da Associação 25 de Abril, que vai ser lançada em dezembro deste ano.


É o segundo convite endereçado pelo Coronel Aniceto Afonso, diretor daquela revista de referência, por indicação de Maria Inácia Rezola, a Comissária Executiva para as Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, depois de, no passado mês de junho, o ex-secretário da Mesa da Assembleia Municipal de Mirandela já ter participado numa outra edição com o artigo “O Caminho da Democracia Portuguesa. Constituição de 1976 – da eleição à sua aprovação”.

José António Ferreira não esconde o enorme orgulho pelo novo convite:

“Foi uma honra voltar a ser convidado, após a minha participação, recentemente, no número de saída especial em junho. Ver agora renovado o convite para a participação, de novo, na revista ‘O Referencial’.

A minha participação em junho foi relativamente à Constituição de 1976, em que participei com um artigo, com um ensaio relativamente à Constituição, desde a sua eleição até à sua aprovação.

Esta revista pretende, de facto, assinalar os 50 anos da Constituição da República Portuguesa, mas, desta vez, assinalar também os 50 anos das primeiras eleições para as autarquias locais em Portugal.

De maneira que sinto orgulho na renovação deste convite após a minha participação, o que reflete que houve um acolhimento daquilo que foi a minha prestação nesse artigo anterior sobre a Constituição de 1976.”

José António Ferreira revela que nesta edição especial vai participar com um artigo sobre as autarquias Locais, do eclodir do 25 de Abril até às primeiras eleições democráticas, a 12 de dezembro de 1976:

“Vou percorrer todo esse espaço temporal: o que eram as nossas autarquias locais no eclodir do 25 de Abril, aquilo que foi o assalto ao poder local, o saneamento dos seus dirigentes e, mais tarde, aquilo que foi a ação dos partidos políticos.

Posteriormente, a construção da legislação para as eleições autárquicas, que viriam a ter lugar em 12 de dezembro de 1976. Refira-se que foram as primeiras eleições democráticas em Portugal, após tantos anos de Estado Novo.

Fecho o artigo com aquilo que é o poder local consagrado no quadro da Constituição de 1976.”

José António Ferreira volta a participar em edição especial de revista “O Referencial”, da Associação 25 de Abril, comemorativa dos 50 anos da Constituição, a lançar em dezembro deste ano.

INFORMAÇÃO CIR 
(Escrito por Rádio Terra Quente)

Antigo comandante dos bombeiros e adjunto no banco dos réus

 Tem início terça-feira, no Tribunal Judicial de Bragança, o julgamento do caso que envolve o ex-comandante dos bombeiros de Mirandela, Edgar Trigo, o seu então adjunto e atual comandante, Luís Soares, bem como a própria Associação dos Bombeiros, a quem o Ministério Público deduziu acusação pela alegada prática de crimes de peculato, abuso de poder e falsificação de documentos. Em caso de condenação pelo crime de peculato, o atual comandante incorre numa pena acessória de proibição de exercício de funções.


Segundo o despacho de acusação, entre 2014 e 2017 os dois arguidos, em conluio com Marcelo Lago, o então presidente da direção daquela associação (faleceu em 2024), “obtiveram, em benefício da associação, verbas monetárias pagas pela Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), a título de subsídios de Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF), em montantes superiores àqueles que efetivamente eram devidos e que foram por aquela associação apropriados”.

O MP considera ainda que, em conjugação de esforços e intentos com o Presidente da Direção da associação arguida, “foram descontados dos subsídios efetivamente transferidos para os elementos do Corpo de Bombeiros de Mirandela (que prestaram serviços de DECIF) o valor individual de cinco euros por cada turno prestado por bombeiro, descontos esses que foram retidos e apropriados em nome, representação e interesse da Associação”.

O MP fez as contas aos quatro anos em causa e concluiu que a associação terá recebido “indevidamente” 121.524,99 euros, pelo que pede a condenação solidária dos arguidos a pagar ao Estado esse montante, por entender que que “corresponde ao valor da vantagem obtida”.

Este julgamento promete ser moroso, dado o elevado número de testemunhas que estão arroladas, perto de uma centena, a maioria são bombeiros da corporação de Mirandela. Só até final deste ano, já estão agendadas seis sessões do julgamento.

VALORES INFLACIONADOS

Segundo a acusação, Marcelo Lago (já falecido), Edgar Trigo e Luís Soares, em colaboração entre si, “deram instruções e ordenaram a vários dos bombeiros da associação que assinassem os registos de presença do DECIF sem que, na verdade, esses elementos tivessem efetuado os respetivos turnos, falsificando dessa forma aqueles documento. Nesses anos, nos meses de maior perigosidade de ocorrência de incêndio (julho, agosto e setembro), foram indicadas à ANPC a existência de equipas para combate a incêndios (ECIN) em número superior às efetivamente asseguradas pelo Corpo de Bombeiros de Mirandela”, entende o MP, sendo que, posteriormente, para efeito do recebimento do subsídio a pagar por cada turno, por bombeiro, “eram remetidas as folhas de registo de presenças integralmente assinadas, com as quais a ANPC procedia ao respetivo pagamento”.

A acusação diz ainda que no pagamento aos bombeiros das equipas de combate a incêndios florestais “eram descontados cinco euros a cada um, a cada 24 horas, ou seja, um bombeiro trabalhando 24 horas deveria receber 45 euros pelo serviço, mas só recebia 40”.

BOMBEIROS ILIBADOS

O processo de inquérito deste caso foi moroso, inicialmente conduzido pela Polícia Judiciária e posteriormente entregue ao DIAP do Porto, que teve origem numa denúncia anónima apresentada, em 2019, contra Marcelo Lago, Presidente da Associação, que veio a falecer em fevereiro de 2024. “A responsabilidade criminal extingue-se ainda pela morte”, refere o despacho de acusação.

Ao longo destes anos, foram constituídos e interrogados como arguidos cerca de meia centena de bombeiros, mas por “falta de indícios quanto à responsabilidade criminal dos bombeiros que figuraram nas escalas dos anos de 2014 a 2017”, o MP decidiu-se pelo arquivamento da parte do inquérito que lhes dizia respeito.

Fernando Pires

𝗖𝗮𝘀𝘂𝗹𝗮

 Usada pelo sacerdote na celebração da missa, a casula tem origem na paenula romana, uma veste exterior ampla que envolvia o corpo. Ao longo dos séculos, foi sendo progressivamente recortada nas laterais, facilitando os movimentos dos braços durante a celebração.

Na liturgia católica, as cores dos paramentos variam de acordo com os tempos do ano litúrgico. O branco, como o desta casula, é usado nas festas de Cristo, de Nossa Senhora e dos santos não mártires; o vermelho nas celebrações da Paixão, do Espírito Santo e dos mártires; o verde no Tempo Comum; e o roxo no Advento e na Quaresma.

Também a decoração pode ser lida. Entre os motivos vegetalistas bordados a fio de ouro nesta casula do século XVIII, distinguem-se espigas de trigo, símbolo associado à Eucaristia.

𝗛𝗮́ 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝘂𝗺𝗮 𝗰𝘂𝗿𝗶𝗼𝘀𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗮̀ 𝗲𝘀𝗽𝗲𝗿𝗮 𝗱𝗲 𝘀𝗲𝗿 𝗱𝗲𝘀𝗰𝗼𝗯𝗲𝗿𝘁𝗮.

𝑂𝑠 𝑔𝑎𝑏𝑖𝑛𝑒𝑡𝑒𝑠 𝑑𝑒 𝑐𝑢𝑟𝑖𝑜𝑠𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠, 𝑠𝑢𝑟𝑔𝑖𝑑𝑜𝑠 𝑛𝑎 𝐸𝑢𝑟𝑜𝑝𝑎 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑒 𝑜𝑠 𝑠𝑒́𝑐𝑢𝑙𝑜𝑠 𝑋𝑉𝐼 𝑒 𝑋𝑉𝐼𝐼, 𝑟𝑒𝑢𝑛𝑖𝑎𝑚 𝑜𝑏𝑗𝑒𝑡𝑜𝑠 𝑟𝑎𝑟𝑜𝑠 𝑒 𝑠𝑢𝑟𝑝𝑟𝑒𝑒𝑛𝑑𝑒𝑛𝑡𝑒𝑠. 𝐸𝑠𝑡𝑒𝑠 𝑝𝑒𝑞𝑢𝑒𝑛𝑜𝑠 𝑢𝑛𝑖𝑣𝑒𝑟𝑠𝑜𝑠 𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑛ℎ𝑒𝑐𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑠𝑎̃𝑜 ℎ𝑜𝑗𝑒 𝑟𝑒𝑐𝑜𝑛ℎ𝑒𝑐𝑖𝑑𝑜𝑠 𝑐𝑜𝑚𝑜 𝑜𝑠 𝑝𝑟𝑒𝑐𝑢𝑟𝑠𝑜𝑟𝑒𝑠 𝑑𝑜𝑠 𝑚𝑢𝑠𝑒𝑢𝑠 𝑚𝑜𝑑𝑒𝑟𝑛𝑜𝑠.

➖➖➖

𝗖𝗵𝗮𝘀𝘂𝗯𝗹𝗲

Worn by the priest at mass, the chasuble has its origin in the Roman paenula, a wide outer garment that enveloped the body. Over the centuries it was progressively cut away at the sides, freeing the arms during the celebration.

In Catholic liturgy, the colours of the vestments change according to the seasons of the liturgical year. White, like that of this chasuble, is used for the feasts of Christ, of Our Lady and of saints who were not martyrs; red for the Passion, the Holy Spirit and the martyrs; green for Ordinary Time; and purple for Advent and Lent.

The decoration can also be read. Among the foliate motifs embroidered in gold thread on this 18th-century chasuble are ears of wheat, a symbol associated with the Eucharist.

𝗧𝗵𝗲𝗿𝗲 𝗶𝘀 𝗮𝗹𝘄𝗮𝘆𝘀 𝗼𝗻𝗲 𝗺𝗼𝗿𝗲 𝗰𝘂𝗿𝗶𝗼𝘀𝗶𝘁𝘆 𝘄𝗮𝗶𝘁𝗶𝗻𝗴 𝘁𝗼 𝗯𝗲 𝗱𝗶𝘀𝗰𝗼𝘃𝗲𝗿𝗲𝗱.

𝑂𝑠 𝑔𝑎𝑏𝑖𝑛𝑒𝑡𝑒𝑠 𝑑𝑒 𝑐𝑢𝑟𝑖𝑜𝑠𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠, 𝑠𝑢𝑟𝑔𝑖𝑑𝑜𝑠 𝑛𝑎 𝐸𝑢𝑟𝑜𝑝𝑎 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑒 𝑜𝑠 𝑠𝑒́𝑐𝑢𝑙𝑜𝑠 𝑋𝑉𝐼 𝑒 𝑋𝑉𝐼𝐼, 𝑟𝑒𝑢𝑛𝑖𝑎𝑚 𝑜𝑏𝑗𝑒𝑡𝑜𝑠 𝑟𝑎𝑟𝑜𝑠 𝑒 𝑠𝑢𝑟𝑝𝑟𝑒𝑒𝑛𝑑𝑒𝑛𝑡𝑒𝑠. 𝐸𝑠𝑡𝑒𝑠 𝑝𝑒𝑞𝑢𝑒𝑛𝑜𝑠 𝑢𝑛𝑖𝑣𝑒𝑟𝑠𝑜𝑠 𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑛ℎ𝑒𝑐𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑠𝑎̃𝑜 ℎ𝑜𝑗𝑒 𝑟𝑒𝑐𝑜𝑛ℎ𝑒𝑐𝑖𝑑𝑜𝑠 𝑐𝑜𝑚𝑜 𝑜𝑠 𝑝𝑟𝑒𝑐𝑢𝑟𝑠𝑜𝑟𝑒𝑠 𝑑𝑜𝑠 𝑚𝑢𝑠𝑒𝑢𝑠 𝑚𝑜𝑑𝑒𝑟𝑛𝑜𝑠. 


𝐂𝐨𝐧𝐜𝐞𝐫𝐭𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐍𝐨𝐚 𝐍𝐨𝐚 – «𝐀𝐦𝐨𝐫 𝐬𝐢𝐧 𝐩𝐞𝐧𝐚»

 No próximo sábado, 𝟏𝟐 𝐝𝐞 𝐬𝐞𝐭𝐞𝐦𝐛𝐫𝐨, pelas 21h30, a 𝐈𝐠𝐫𝐞𝐣𝐚 𝐝𝐞 𝐒𝐚̃𝐨 𝐏𝐞𝐝𝐫𝐨 recebe o 𝐞𝐧𝐬𝐞𝐦𝐛𝐥𝐞 𝐍𝐨𝐚 𝐍𝐨𝐚 para um concerto dedicado à memória coletiva das línguas e culturas ibéricas.
«Amor sin pena», terceiro volume do projeto Língua, 𝐞𝐱𝐩𝐥𝐨𝐫𝐚 𝐚 𝐩𝐫𝐨𝐱𝐢𝐦𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐞𝐧𝐭𝐫𝐞 𝐨 𝐩𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮𝐞̂𝐬 𝐞 𝐨 𝐜𝐚𝐬𝐭𝐞𝐥𝐡𝐚𝐧𝐨, cruzando música profana dos séculos XV e XVI com canções da tradição oral. O programa percorre cancioneiros e outras fontes musicais que testemunham a circulação de formas, temas e sensibilidades pela Península Ibérica.

O concerto acompanha os caminhos por onde palavras e melodias circulam, se transformam e permanecem.

12 de setembro de 2026
21h30
Igreja de São Pedro
Entrada livre.

𝐍𝐚̃𝐨 𝐩𝐞𝐫𝐜𝐚 𝐞𝐬𝐭𝐚 𝐯𝐢𝐚𝐠𝐞𝐦 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐦𝐞𝐦𝐨́𝐫𝐢𝐚 𝐦𝐮𝐬𝐢𝐜𝐚𝐥 𝐢𝐛𝐞́𝐫𝐢𝐜𝐚, onde o português e o castelhano se encontram através da música.

Dia Internacional da Alfabetização – 8 de Setembro


 O Dia Internacional da Alfabetização, celebrado anualmente a 8 de setembro, representa uma das mais importantes datas dedicadas à educação, ao conhecimento e à dignidade humana. Esta celebração relembra ao mundo que saber ler e escrever não é apenas uma competência escolar, mas um direito fundamental de todas as pessoas e uma condição essencial para o desenvolvimento social, económico e cultural das sociedades.

A alfabetização constitui uma poderosa ferramenta de liberdade. Através dela, homens e mulheres conseguem compreender o mundo que os rodeia, participar na vida comunitária, exercer os seus direitos, defender as suas ideias e construir um futuro melhor para si e para as gerações seguintes.

Apesar dos enormes progressos alcançados ao longo das últimas décadas, milhões de pessoas em todo o mundo continuam privadas do acesso básico à leitura e à escrita. O Dia Internacional da Alfabetização surge, assim, como um momento de reflexão global sobre os desafios educativos ainda existentes e sobre a necessidade de construir sociedades mais justas e inclusivas.

O Dia Internacional da Alfabetização foi criado pela UNESCO — Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura — em 1966, durante a Conferência Geral realizada em Teerão, no Irão.

A primeira celebração oficial ocorreu em 1967.

A criação desta data teve como principal objetivo alertar governos, instituições e populações para o grave problema do analfabetismo existente em várias regiões do planeta, sobretudo em países pobres e em vias de desenvolvimento.

Na época, os números eram alarmantes:

milhões de crianças não frequentavam a escola; 
grande parte da população adulta não sabia ler nem escrever; 
muitas mulheres eram excluídas do ensino; 
a pobreza impedia o acesso à educação. 

A UNESCO reconheceu que o combate ao analfabetismo era essencial para promover:

o desenvolvimento humano; 
a igualdade social; 
a paz; 
o crescimento económico; 
a cidadania democrática. 

Desde então, todos os anos, o dia 8 de setembro passou a ser assinalado em numerosos países através de campanhas educativas, debates, programas de inclusão social, iniciativas culturais e ações de sensibilização.

A capacidade de ler e escrever nem sempre esteve acessível à maioria da população.

Nas civilizações antigas, a escrita era privilégio de pequenos grupos:

sacerdotes; 
escribas; 
nobres; 
governantes. 

No Egito Antigo, na Mesopotâmia, na Grécia e em Roma, apenas uma minoria dominava a leitura e a escrita. O conhecimento era visto como sinal de poder.

Durante a Idade Média, o acesso à educação continuou bastante limitado. Grande parte da população europeia era analfabeta. Os livros eram raros e escritos à mão por monges copistas nos mosteiros.

Foi apenas após a invenção da imprensa por Johannes Gutenberg, no século XV, que o conhecimento começou a espalhar-se mais rapidamente. A impressão de livros permitiu uma maior circulação de ideias e abriu caminho ao crescimento da alfabetização.

Mais tarde, durante os séculos XVIII e XIX, com a Revolução Industrial e o desenvolvimento das escolas públicas, muitos países começaram a perceber que a educação era indispensável ao progresso económico e social.

A escolaridade obrigatória tornou-se gradualmente uma realidade em várias nações europeias e americanas.

Portugal conheceu durante muitos séculos elevadas taxas de analfabetismo.

Até ao início do século XX, grande parte da população portuguesa, sobretudo nas zonas rurais, não sabia ler nem escrever. As dificuldades económicas, a pobreza e a falta de escolas contribuíam para essa realidade.

Após a implantação da República, em 1910, surgiram várias tentativas de modernização do ensino. Contudo, os progressos foram lentos.

Durante grande parte do século XX, especialmente nas décadas anteriores ao 25 de Abril de 1974, Portugal continuava a apresentar níveis significativos de analfabetismo, particularmente entre:

mulheres; 
idosos; 
populações rurais. 

Depois da Revolução de Abril, o país investiu fortemente na democratização do ensino. Foram criadas campanhas de alfabetização, aumentou-se o número de escolas e expandiu-se o acesso à educação obrigatória.

Hoje, embora Portugal tenha registado enormes avanços educativos, continuam a existir desafios relacionados com:

iliteracia funcional; 
abandono escolar; 
desigualdades educativas; 
exclusão digital. 

A alfabetização é considerada um direito humano fundamental.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pela ONU em 1948, afirma que:

“Todas as pessoa tem direito à educação.”

Saber ler e escrever permite:

compreender informações; 
aceder à cultura; 
encontrar melhores oportunidades de trabalho; 
participar na vida democrática; 
defender direitos; 
melhorar a qualidade de vida. 

Uma pessoa alfabetizada ganha maior autonomia e independência.

A alfabetização também desempenha um papel fundamental:

na redução da pobreza; 
na promoção da igualdade entre homens e mulheres; 
na melhoria da saúde pública; 
no desenvolvimento sustentável. 

Apesar dos avanços globais, o analfabetismo continua a afetar centenas de milhões de pessoas.

Segundo dados internacionais:

muitas crianças continuam sem acesso à escola; 
milhões de adultos permanecem analfabetos; 
conflitos armados e crises humanitárias dificultam a educação; 
a pobreza extrema impede muitas famílias de manter os filhos na escola. 

As meninas continuam particularmente vulneráveis em diversas regiões do mundo, onde persistem desigualdades de género no acesso à educação.

Além do analfabetismo tradicional, surgiu também um novo desafio:

Na sociedade moderna, saber utilizar tecnologias, compreender informações online e comunicar digitalmente tornou-se igualmente essencial.

Nenhuma transformação educativa seria possível sem o trabalho dos professores.

Educadores desempenham um papel decisivo:

na transmissão do conhecimento; 
na formação humana; 
no desenvolvimento da cidadania; 
no incentivo à leitura; 
na construção de valores sociais. 

Muitos professores dedicam a vida à alfabetização de crianças, jovens e adultos, frequentemente enfrentando condições difíceis e escassez de recursos.

O Dia Internacional da Alfabetização também constitui uma homenagem ao trabalho silencioso e fundamental destes profissionais.

A alfabetização abre as portas da leitura, e a leitura abre as portas do mundo.

Ler:

desenvolve a imaginação; 
aumenta o conhecimento; 
melhora a comunicação; 
estimula o pensamento crítico; 
fortalece a criatividade; 
promove a liberdade intelectual. 

Os livros continuam a ser instrumentos poderosos de transformação humana.

Como afirmava o escritor brasileiro Monteiro Lobato:

“Um país faz-se com homens e livros.”

Ao longo da história, regimes autoritários frequentemente limitaram o acesso ao conhecimento, porque pessoas instruídas pensam, questionam e participam.

A alfabetização permite:

compreender direitos; 
interpretar leis; 
combater manipulações; 
defender a democracia; 
promover sociedades mais livres e conscientes. 

Educar é libertar.

Celebrar o Dia Internacional da Alfabetização significa:

valorizar a educação; 
reconhecer o papel dos professores; 
combater desigualdades; 
incentivar a leitura; 
promover oportunidades para todos. 

Mais do que ensinar letras e palavras, alfabetizar é oferecer dignidade, esperança e futuro.

O Dia Internacional da Alfabetização, celebrado a 8 de setembro, representa um apelo universal à construção de um mundo mais justo, humano e desenvolvido através da educação.

Num tempo marcado por rápidas mudanças sociais e tecnológicas, a alfabetização continua a ser uma ferramenta essencial de inclusão, liberdade e progresso.

Cada pessoa alfabetizada ganha voz, autonomia e capacidade de transformar a própria vida e a sociedade.

Porque aprender a ler e escrever não é apenas adquirir conhecimento — é descobrir novos horizontes, abrir caminhos e conquistar liberdade.

Texto: HM - com IA e IN

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

𝗦𝗮𝗯𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝗠𝗼𝗻𝗰𝗼𝗿𝘃𝗼 | 𝗘𝗽𝗶𝘀ó𝗱𝗶𝗼 𝟰/𝟱

 No 𝗘𝗽𝗶𝘀ó𝗱𝗶𝗼 𝟰 𝗱𝗲 𝗦𝗮𝗯𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝗠𝗼𝗻𝗰𝗼𝗿𝘃𝗼, o 𝘾𝙝𝙚𝙛 Á𝗹𝘃𝗮𝗿𝗼 𝗖𝗼𝘀𝘁𝗮 vai ao encontro de uma das tradições gastronómicas mais identitárias do território: os 𝗽𝗲𝗶𝘅𝗶𝗻𝗵𝗼𝘀 𝗱𝗼 𝗿𝗶𝗼 𝗱𝗮 𝗙𝗼𝘇 𝗱𝗼 𝗦𝗮𝗯𝗼𝗿. 
Na confluência dos 𝗿𝗶𝗼𝘀 𝗦𝗮𝗯𝗼𝗿 𝗲 𝗗𝗼𝘂𝗿𝗼, a 𝗙𝗼𝘇 𝗱𝗼 𝗦𝗮𝗯𝗼𝗿 é conhecida como a última aldeia piscatória de Trás-os-Montes, onde a pesca marca, há gerações, a vida, a economia e a alimentação das suas gentes. Ainda hoje é importante expressão da identidade e do património gastronómico de 𝗧𝗼𝗿𝗿𝗲 𝗱𝗲 𝗠𝗼𝗻𝗰𝗼𝗿𝘃𝗼.

Nesta receita, a tradição encontra a criatividade: 𝗽𝗲𝗶𝘅𝗲 𝗱𝗼 𝗿𝗶𝗼 com um surpreendente molho de escabeche de nectarinas, bem aromatizado e acompanhado de 𝗯𝗼𝗹𝗮 𝗱𝗲 𝗮𝘇𝗲𝗶𝘁𝗲 𝗱𝗲 𝗧𝗼𝗿𝗿𝗲 𝗱𝗲 𝗠𝗼𝗻𝗰𝗼𝗿𝘃𝗼.

Do rio para a mesa.

Da tradição para uma nova interpretação.

𝗩𝗲𝗷𝗮 𝗼 𝗘𝗽𝗶𝘀ó𝗱𝗶𝗼 𝟰 𝗲 𝗱𝗲𝘀𝗰𝘂𝗯𝗿𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗼 𝘾𝙝𝙚𝙛 Á𝗹𝘃𝗮𝗿𝗼 𝗖𝗼𝘀𝘁𝗮 𝗿𝗲𝗶𝗻𝘃𝗲𝗻𝘁𝗮 𝘂𝗺 𝗱𝗼𝘀 𝘀𝗮𝗯𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗲𝗺𝗯𝗹𝗲𝗺á𝘁𝗶𝗰𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗠𝗼𝗻𝗰𝗼𝗿𝘃𝗼.

A viagem está quase a chegar ao fim. 

Descobre os produtos locais AQUI.

𝑩𝒓𝒂𝒈𝒂𝒏𝒄̧𝒂 𝒂𝒄𝒆𝒍𝒆𝒓𝒂 𝒂 𝒎𝒐𝒃𝒊𝒍𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒆𝒍𝒆́𝒕𝒓𝒊𝒄𝒂

 Foram apresentados os 6 novos autocarros 100% elétricos e os 4 carregadores dedicados à frota municipal, num investimento de cerca de 2,45 milhões de euros, co-financiados pelo PRR através do Fundo Ambiental.
A renovação passa também pela melhoria da informação aos passageiros, com o novo sistema de gestão horária da Estação Rodoviária, a atualização dos equipamentos informativos e dos sistemas tecnológicos do STUB.

A este investimento juntam-se o procedimento para a instalação de 40 novos postos de carregamento e o projeto da futura “Ilha de Energia”, no Terminal da Estação Rodoviária, para produção, armazenamento e utilização de energia renovável.

São decisões com impacto hoje, mas pensadas para os próximos anos.

Em breve será apresentado o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável de Bragança, que dará a conhecer a estratégia mais ampla que está a ser preparada para o concelho.

Mais informações AQUI.

UM LIVRO + UMA MINI EXPOSIÇÃO

 Uma viagem pela história dos negócios, da tecnologia e das memórias de uma época.
25 de setembro | 18h00 | Biblioteca Municipal de Bragança

𝐑𝐢𝐨 𝐓𝐮𝐚 𝐯𝐨𝐥𝐭𝐚 𝐚 𝐬𝐞𝐫 𝐩𝐚𝐥𝐜𝐨 𝐝𝐞 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐞𝐭𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐧𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥

 Mirandela volta a receber, pelo 14.º ano consecutivo, uma prova de natação em águas abertas no rio Tua. A XIV Travessia do Tua realiza-se no domingo, 13 de setembro, integrando o XIX Circuito Nacional de Águas Abertas 2025-2026.


O programa contempla três distâncias: a prova de divulgação de 400 metros, com partida às 10h00; a prova de 1500 metros para absolutos, às 10h30; e a prova principal de 3000 metros, destinada a absolutos e masters, com início às 11h15. Esta última pontua para o Circuito Nacional de Águas Abertas.

A configuração, a extensão e o enquadramento urbano do espelho de água do Tua oferecem condições privilegiadas para a realização de provas de diferentes modalidades. Além da natação em águas abertas, o rio acolhe também o Campeonato Nacional de Fundo de Canoagem, reforçando a sua importância no calendário desportivo nacional.

Estas competições atraem a Mirandela atletas, equipas, familiares e visitantes de vários pontos do país, contribuindo para a dinâmica da cidade e para a valorização do rio Tua enquanto espaço de desporto, lazer e convívio.

A Travessia é organizada pela Associação Regional de Natação do Nordeste, Federação Portuguesa de Natação e conta com o apoio do Município de Mirandela.

A Lenta Despedida das Aldeias


 Ao longo das últimas décadas, o interior de Portugal, particularmente o Nordeste Transmontano, tem vivido uma transformação profundamente marcante que é o despovoamento progressivo das aldeias e das vilas. Casas vazias, escolas encerradas, campos abandonados e um silêncio de morte que cresce à medida que as pessoas partem.

A saída de habitantes do interior não acontece por acaso. Durante muitos anos, a concentração de oportunidades económicas, educativas e sociais nas grandes cidades, levou muitos a procurar melhores condições de vida fora das suas terras de origem. A falta de emprego, o acesso limitado a serviços de saúde e educação, e a escassez de infraestruturas contribuíram para esta decisão.

Para muitos jovens, ficar nunca foi uma opção real. Partiram para estudar, trabalhar ou simplesmente para ter acesso a um estilo de vida que o interior não conseguia, nem consegue, oferecer. Com o tempo, estas partidas tornaram-se permanentes, criando um ciclo difícil de parar e reverter. Menos pessoas significa menos serviços, o que, por sua vez, incentiva ainda mais saídas.

À medida que os mais novos partem, ficam os mais velhos. O envelhecimento da população é uma das consequências mais visíveis do despovoamento. Em muitas aldeias, a maioria dos habitantes tem idade avançada e vivem num ritmo marcado pela rotina e pela falta de esperança.

As escolas fecharam por falta de alunos e por políticas centralistas, os cafés e as tabernas deixaram de abrir diariamente, e os espaços de convívio tornam-se cada vez mais raros. A vida comunitária, que outrora era vibrante, vai-se dissipando. 

O despovoamento não afeta apenas as pessoas, transforma também a paisagem. Campos agrícolas deixam de ser cultivados, os caminhos tornam-se inacessíveis e as casas são abandonadas. A relação entre o ser humano e o território, construída ao longo de gerações, começou a desfazer-se.

Este abandono tem consequências ambientais e culturais. Por um lado, a falta de gestão do território aumenta exponencialmente o risco de incêndios e degrada os ecossistemas. Por outro, perde-se um conhecimento profundo da terra, saberes tradicionais ligados à agricultura, à construção e ao uso sustentável dos recursos naturais.

Ainda assim, há alguns que ficam mantendo vivas as tradições. Cuidam, como podem, da terra e preservam a memória coletiva. Estas comunidades, embora pequenas, são testemunho de uma resistência discreta, mas essencial.

Nos últimos anos, têm surgido também iniciativas que procuram revitalizar o interior. Projetos de turismo rural, pequenos incentivos à fixação de população e novas formas de trabalho remoto. Embora ainda insuficientes para inverter a tendência de forma significativa, mostram que o interior não está condenado ao abandono.

O despovoamento do interior coloca desafios complexos que exigem respostas igualmente profundas. Não é só atrair pessoas, é preciso criar condições reais para que viver no interior seja uma escolha viável e até desejável.

É necessário repensar políticas públicas, investir em infraestruturas, valorizar os recursos locais e reconhecer o potencial destas regiões. Mais do que isso, é fundamental mudar a forma como o interior é percepcionado, não como um espaço esquecido, mas como uma parte essencial do nosso país.

A lenta despedida das aldeias portuguesas é uma transformação humana e cultural que merece atenção e reflexão. O “deserto” que fica não deve ser interpretado como um fim inevitável, mas como um alerta.

Entre o que foi e a incerteza do que será, o interior de Portugal continua à espera de um novo capítulo, um capítulo que, não seja escrito apenas com despedidas, mas também com regressos, reencontros e novas possibilidades.

Continua a faltar ação política e empresarial.

HM
7 de Setembro de 2026

COMO OS HOMENS FAZEM SUAS MEDIDAS

Por: Humberto Pinho da Silva 
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")


 Lembra-nos os "Apólogos Dialogais", de D. Francisco Manuel de Melo, uma grande verdade, mas poucas vezes dita:

Andava em alvoroço e sobressaltada, a gente alojada nas costas do Reino - porque havia misero pirata, que infestava, a costa macedónica, com duas pequenas barcas, movido a remos. Até que janízaros o arrastaram à presença do Grande Alexandre,

Na presença de Sua Majestade, o pobre corsário, tremia e temia, receando severo castigo. Porém, movido de coragem, empertigou-se, e de voz macia e segura, respondeu-lhe às ásperas injurias de Sua Majestade. Transcrevo as próprias palavras do nosso insigne clássico, conservando o sabor e a elegância da sua sublime prosa:

- Tá, tá, senhor Alexandre! Não me trates, que tu e eu, ambos temos um próprio ofício, mas com tal diferença: que a ti, porque roubas o mundo cercado de exércitos, te saúdam as gentes por monarca, e a mim, que com poucos companheiros faço pequenos danos, me infamam de corsário."

E Manuel de Melo, remata: " Eis aqui como os homens fazem suas medidas! "

Este texto merece reflexão ponderada:

Se cai nas teias da justiça, grande senhor, este, apresenta-se aos magistrados, acobertado de juristas experientes, que com presteza, conseguem que saia ileso ou, pena reduzida.

Mas, se o larápio inculto, que nunca topou oportunidade, ou por ser fraco de inteligência e de memória, assalta galinheiro, e não sendo ligeiro, como lebre, foi apanhado nas malhas da justiça.

Este, sofre sentença impiedosa, que sirva de exemplo, para os demais. 

Recordo o hábil chefe, que era benévolo para prevaricadores, e validos dos diretores; e cruel, para servidores humildes. E dizia – se lhe pediam razão. - É necessário dar exemplo...


Humberto Pinho da Silva
nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG” e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".

Homenagem | 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢́𝐩𝐢𝐨 𝐡𝐨𝐦𝐞𝐧𝐚𝐠𝐞𝐢𝐚 𝐀𝐧𝐭𝐨́𝐧𝐢𝐨 𝐂𝐫𝐚𝐯𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐌𝐞𝐝𝐚𝐥𝐡𝐚 𝐝𝐞 𝐌𝐞́𝐫𝐢𝐭𝐨 – 𝐆𝐫𝐚𝐮 𝐎𝐮𝐫𝐨

 No dia 𝟏𝟐 𝐝𝐞 𝐬𝐞𝐭𝐞𝐦𝐛𝐫𝐨, pelas 16h00, terá lugar no Salão do Museu Rural de Salselas a homenagem a 𝐀𝐧𝐭𝐨́𝐧𝐢𝐨 𝐂𝐫𝐚𝐯𝐨, na qual o 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢́𝐩𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝐌𝐚𝐜𝐞𝐝𝐨 𝐝𝐞 𝐂𝐚𝐯𝐚𝐥𝐞𝐢𝐫𝐨𝐬 𝐥𝐡𝐞 𝐚𝐭𝐫𝐢𝐛𝐮𝐢𝐫𝐚́, 𝐚 𝐭𝐢́𝐭𝐮𝐥𝐨 𝐩𝐨́𝐬𝐭𝐮𝐦𝐨, 𝐚 𝐌𝐞𝐝𝐚𝐥𝐡𝐚 𝐝𝐞 𝐌𝐞́𝐫𝐢𝐭𝐨 – 𝐆𝐫𝐚𝐮 𝐎𝐮𝐫𝐨.


Natural da aldeia de Salselas, António Cravo 𝐝𝐞𝐝𝐢𝐜𝐨𝐮 𝐚 𝐬𝐮𝐚 𝐯𝐢𝐝𝐚 𝐚̀ 𝐩𝐫𝐞𝐬𝐞𝐫𝐯𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐚 𝐦𝐞𝐦𝐨́𝐫𝐢𝐚, 𝐝𝐚 𝐜𝐮𝐥𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐞 𝐝𝐚 𝐢𝐝𝐞𝐧𝐭𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐞 𝐌𝐚𝐜𝐞𝐝𝐨 𝐝𝐞 𝐂𝐚𝐯𝐚𝐥𝐞𝐢𝐫𝐨𝐬, deixando uma obra marcada pela História, pela Etnografia, pela poesia e pelas tradições da sua terra.

O seu percurso ficou também marcado pela criação do 𝐌𝐮𝐬𝐞𝐮 𝐑𝐮𝐫𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐒𝐚𝐥𝐬𝐞𝐥𝐚𝐬, espaço de preservação da História e das tradições locais, e pela valorização dos 𝐏𝐚𝐮𝐥𝐢𝐭𝐞𝐢𝐫𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐒𝐚𝐥𝐬𝐞𝐥𝐚𝐬, contribuindo para que estes saberes e costumes chegassem às gerações futuras.

Esta distinção é, por isso, mais do que uma homenagem a um escritor e investigador: é o reconhecimento de um homem que fez 𝐝𝐚 𝐬𝐮𝐚 𝐭𝐞𝐫𝐫𝐚 𝐞 𝐝𝐚𝐬 𝐬𝐮𝐚𝐬 𝐠𝐞𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐮𝐦𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐞 𝐞𝐬𝐬𝐞𝐧𝐜𝐢𝐚𝐥 𝐝𝐨 𝐬𝐞𝐮 𝐥𝐞𝐠𝐚𝐝𝐨.

𝐎 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢́𝐩𝐢𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐯𝐢𝐝𝐚 𝐭𝐨𝐝𝐨𝐬 𝐨𝐬 𝐦𝐚𝐜𝐞𝐝𝐞𝐧𝐬𝐞𝐬 𝐚 𝐣𝐮𝐧𝐭𝐚𝐫𝐞𝐦-𝐬𝐞 𝐚 𝐞𝐬𝐭𝐞 𝐦𝐨𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐡𝐨𝐦𝐞𝐧𝐚𝐠𝐞𝐦 𝐚̀ 𝐯𝐢𝐝𝐚 𝐞 𝐨𝐛𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐀𝐧𝐭𝐨́𝐧𝐢𝐨 𝐂𝐫𝐚𝐯𝐨, 𝐩𝐨𝐞𝐭𝐚, 𝐡𝐢𝐬𝐭𝐨𝐫𝐢𝐚𝐝𝐨𝐫, 𝐬𝐨𝐜𝐢𝐨́𝐥𝐨𝐠𝐨 𝐞 𝐟𝐮𝐧𝐝𝐚𝐝𝐨𝐫 𝐝𝐨 𝐌𝐮𝐬𝐞𝐮 𝐑𝐮𝐫𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐒𝐚𝐥𝐬𝐞𝐥𝐚𝐬.