Número total de visualizações do Blogue

Pesquisar neste blogue

Aderir a este Blogue

Sobre o Blogue

SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 2 de junho de 2026

Doutor Jota

A nossa lhéngua mirandesa e a nossa identidade vão estar em grande destaque no Porto! De 6 de junho a 4 de julho, a Cooperativa Árvore, promove o Mês do Mirandês, uma iniciativa multidisciplinar dedicada à valorização do nosso património cultural vivo.

 Com o apoio da Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa, o evento cruza tradição, pensamento e arte contemporânea através de três grandes exposições e um momento de debate imperdível.


O que vai poder visitar (Salas 1, 2 e 3):

Sala 1 | “PE(r)SSONA” de Balbina Mendes: Uma belíssima reflexão visual sobre a identidade, máscaras e rituais da Terra de Miranda, através de pintura, cerâmica e texturas únicas.

Sala 2 | “No Piso Térreo de um Clarão” de Marco Silva: Uma imersão poética e contemporânea inspirada na contemplação e na luz.

Sala 3 | Mostra dos Alunos dos Cursos Livres: Exposição coletiva de pintura e cerâmica dos alunos da Árvore.

 Grande Conferência: 27 de Junho às 16h00

Marque na agenda! No dia 27 de junho, a mesa redonda "Terra de Miranda: património e identidade, hoje" vai reunir quatro grandes nomes da nossa cultura e academia para debater o presente e o futuro do Mirandês:

✔ Alfredo Cameirão (Comissário da Estrutura de Missão para a Língua Mirandesa)
✔ Ana Afonso (Professora, tradutora e mentora da Biquipédia)
✔ José Meirinhos (Professor de Filosofia na FLUP e dinamizador cultural)
✔ Óscar Afonso (Diretor da FEP e rosto ligado à nossa região)
Onde: Cooperativa Árvore, Porto
Quando: 6 de junho a 4 de julho

Entrada Livre 

Se está pelo Porto ou tem amigos e família na região norte, passe por lá! Vamos espalhar o orgulho na nossa segunda língua oficial de Portugal e mostrar que a cultura mirandesa está mais viva e contemporânea do que nunca.

BRAGANÇA EXIGE REVISÃO DOS RÁCIOS DE ASSISTENTES OPERACIONAIS NAS ESCOLAS E ALERTA PARA ENCARGOS SUPORTADOS PELO MUNICÍPIO

 Autarquia considera insuficiente o número de funcionários previsto por lei e defende que a descentralização de competências deve ser acompanhada pelos respetivos recursos financeiros.


A Câmara Municipal de Bragança quer que o Governo reveja os rácios de assistentes operacionais nas escolas, considerando que os números atualmente definidos por lei não correspondem às necessidades reais dos estabelecimentos de ensino e obrigam o município a suportar despesas adicionais com a contratação de pessoal não docente.

A posição foi assumida pela presidente da autarquia, Isabel Ferreira, que defende uma atualização dos critérios em vigor no âmbito do processo de descentralização de competências na área da educação.

Segundo a legislação atual, no 1.º ciclo deve existir um assistente operacional por cada grupo de 15 a 30 alunos. Nos 2.º e 3.º ciclos e no ensino secundário, os rácios variam entre um assistente por cada 90 alunos, em escolas com menos de 630 estudantes, um por cada 100 alunos, em estabelecimentos com até mil alunos, e um por cada 110 alunos nas escolas com mais de mil estudantes.

Para a autarca, estes números revelam-se “claramente insuficientes”, obrigando o município a reforçar os quadros com recursos próprios para garantir o normal funcionamento das escolas.

Atualmente, o Agrupamento de Escolas Emídio Garcia conta com 75 assistentes operacionais e 15 assistentes técnicos. No Agrupamento Abade Baçal estão ao serviço 61 assistentes operacionais e 20 técnicos, enquanto o Agrupamento Miguel Torga dispõe de 42 assistentes operacionais e sete assistentes técnicos.

Embora a contratação destes profissionais tenha sido transferida do Estado para os municípios no âmbito da descentralização de competências, Isabel Ferreira alerta que o financiamento atribuído pelo Governo não acompanha as necessidades efetivas dos estabelecimentos de ensino.

“Era importante que neste processo de descentralização e nas verbas que são atribuídas à Câmara Municipal esses rácios fossem revistos, para que a competência seja descentralizada de forma equilibrada e com o respetivo pacote financeiro. Descentralizar competências sem disponibilizar os recursos financeiros necessários acaba por ser constrangedor em vez de representar uma mais-valia”, defendeu.

A falta de pessoal não docente é uma das principais conclusões da atualização da Carta Educativa do concelho de Bragança, um documento estratégico que vigorava desde 2006 e que apenas tinha sofrido alterações pontuais em 2012.

Face às profundas mudanças demográficas, sociais e educativas registadas nas últimas décadas, o município considerou urgente proceder à sua revisão, de forma a adequar a rede escolar e os recursos disponíveis à realidade atual.

Entre os aspetos identificados estão a necessidade de reforço dos assistentes operacionais, o aumento do número de alunos estrangeiros para quem o português não é língua materna, a evolução demográfica do território e a adaptação da oferta educativa às exigências da população.

O estudo aponta ainda para a necessidade de intervenções em vários estabelecimentos de ensino da cidade, nomeadamente nas escolas Miguel Torga, Paulo Quintela e Augusto Moreno, bem como para o reforço da formação dos assistentes operacionais, especialmente no acompanhamento de alunos com necessidades educativas específicas, cujo número tem vindo a aumentar.

A nova Carta Educativa já recebeu parecer favorável do Conselho Municipal de Educação e será apreciada na próxima reunião do executivo municipal. Caso obtenha aprovação, seguirá para deliberação da Assembleia Municipal e posteriormente para análise da Agência para a Gestão do Sistema Educativo.

Jornalistas: Paulo Silva Reis com Lusa
Fotos: DR

𝐌𝐢𝐫𝐚𝐧𝐝𝐞𝐥𝐚 𝐩𝐫𝐞𝐩𝐚𝐫𝐚-𝐬𝐞 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐫𝐞𝐜𝐞𝐛𝐞𝐫 𝐚 𝐐𝐮𝐞𝐢𝐦𝐚 𝐝𝐚𝐬 𝐅𝐢𝐭𝐚𝐬 𝟐𝟎𝟐𝟔

 𝐃𝐞 𝟑 𝐚 𝟕 𝐝𝐞 𝐣𝐮𝐧𝐡𝐨, Mirandela acolhe mais uma edição da Queima das Fitas, um evento que celebra a tradição académica e dinamiza a cidade com um programa repleto de cultura, música e convívio!

OS FIDALGOS - SELORES

Casa de Selores

 1ºANTÓNIO DE MORAIS MESQUITA, presbítero, filho de André Rodrigues 
de Mesquita, natural de Fonte Longa, concelho de Carrazeda de Ansiães, e de D. Maria de Morais, foi confirmado em Selores, concelho de Carrazeda de Ansiães, e aí fundou a capela de S. Caetano a que vinculou bens (528).
2º ANTÓNIO DE MORAIS. O bispo do Porto, D. Frei Gonçalo de Morais, falecido em 1617, fundou um morgadio numa capela que mandou fazer, contígua ao seu palacete em Selores, onde passou a sua infância, para sepultura de seus maiores, à qual vinculou bens ajuntando lhe uma renda de 80.000 réis e chamou para administrador deste vínculo seu irmão António de Morais (529).
A este bispo nos referiremos no volume consagrado aos escritores.
Na verga da porta desta capela há a seguinte inscrição gravada em granito com algumas letras inclusas e conjuntas:

CAP. Q. MANDOV FAZER Dº G.LO DE MORAIS
B PO DO PTºP.A S.A DE SEVS PAIS E IRMAO AN
TºDE MORAIS E DE NS 1616.

Dentro da capela, numa sepultura rasa de granito, há a seguinte inscrição:

S.A
DE ANTº DE
DE MORAIS
PRºMINITRA
DOR DESTA CAP.
ONDE SE EMTER
AN OS OSOS DE
SEVS PAIS. 616

Esta capela, de tecto apainelado em caixões de granito, está profanada, ou quase, e pertence por compra, bem como metade do palacete, que é muito elegante e um dos melhores no género do distrito, ao padre João Eduardo Evangelista Sampaio de Mariz e Castro, pároco de Vinhais.
O ofício de escrivão da Câmara de Ansiães era da nomeação e eleição anual desta, mas em 1596 foi dada a propriedade do mesmo ofício a António de Morais de Mesquita, da vila de Ansiães, e o primeiro capitão-mor que nesta vila e concelho houve foi António de Morais, irmão do bispo do Porto, D. Gonçalo de Morais de Mesquita, fundador do morgadio dos Mesquitas, de Selores (530).
De um documento manuscrito, avulso, que, a julgar pelo texto, deve ter sido escrito em 1823, extraímos as notícias que a seguir publicamos.
Este documento deve ser o complemento de outros, que não vimos.
3º FRANCISCO DE MORAIS DA MESQUITA E CASTRO, que na ordem do nascimento foi o terceiro filho de António de Morais da Mesquita Pimentel, senhor da casa e morgadio de Selores, no concelho de Ansiães (531), e de D. Isabel da Mesquita e Castro, sua prima, natural de Vilarinho da Castanheira, nasceu em Selores e foi ali baptizado a 30 de Setembro de 1626.
Era fidalgo da Casa Real e casou por escritura de 5 de Março de 1649 com sua prima em terceiro grau D. Maria de Castro Osório, senhora da quinta da Salgosa, filha de João Ribeiro da Fonseca e de D. Isabel de Castro Osório, filha de Tristão Bordalo de Moura e de D. Filipa de Castro.
Sucedeu no morgadio do Souto por falecimento de seu primo António Osório de Morais Castro, quinto senhor deste morgadio.
Descendência:
I. Francisco de Morais da Mesquita e Castro (4º, adiante citado).
II. D. Isabel da Mesquita e Castro (6º, adiante citado).
III. João Ribeiro da Fonseca e Castro, colegial de S. Paulo e lente de direito na Universidade, que casou com D. Isabel de Vasconcelos São Paio, filha de Rodrigo Homem Ribeiro, senhor do morgadio de Taboza, governador de Castelo Rodrigo, e de sua primeira mulher D.Maria de São Paio.
Sem descendência.
4º FRANCISCO DE MORAIS DA MESQUITA E CASTRO, serviu os lugares de letras, foi duas vezes procurador em cortes por Moncorvo, familiar do Santo Ofício, fidalgo da Casa Real, cavaleiro de Cristo, senhor do morgadio do Souto e da quinta de Salgosas.
Casou por escritura de 27 de Outubro de 1697, feita na vila do Souto nas notas do tabelião João Fernandes de Gouveia, com sua prima em terceiro grau, D. Ana Maria de Castro Osório, senhora da quinta de Campelo, no concelho de S. João da Pesqueira, filha de João Ribeiro de Sousa e de D. Bárbara da Mesquita Osório, filha de Tristão Bordalo de Moura e de D. Filipa de Castro.
Descendência:
I. Tomás Aires Pereira de Castro (5º, adiante citado).
II. Francisco Álvares de Távora, formado na Universidade. Faleceu sem descendência.
III. Gonçalo José de Sousa Vasconcelos de Castro, beneficiado na Colegiada da Torre, doutor em direito, colegial de S. Paulo. Faleceu sem descendência.
IV. Frei Gonçalo de Morais, monge de S. Bernardo, mestre e doutor em teologia.
5º TOMÁS AIRES PEREIRA DE CASTRO, natural de Moncorvo, fidalgo da Casa Real, lente de Instituta na Universidade, sucedeu na casa e morgadio do Souto e da Torre de Moncorvo.
Casou em Bragança com sua prima D. Maria Caetana da Mesquita de Morais, filha de Domingos de Morais Pimentel, fidalgo da Casa Real e comendador de Babe na Ordem de Cristo, e de D. Luísa Caetana da Mesquita, natural de Mirandela, sua prima, filha de Belchior Luís Pinto Cardoso, senhor do morgadio de S. Tiago, coronel e governador de Monte Alegre, e de D. Rosa Maria da Mesquita, da casa de Abaças, sua prima (532).
Descendência:
I. Francisco António Osório da Mesquita e Castro, que nasceu na Torre em 1731.
Era fidalgo da Casa Real, senhor da casa, morgadios e quinta da Ermida, capitão de cavalaria, sargento-mor e ajudante do Governo da Beira.
Esteve despachado para enviado à Rússia e depois capitão general de S. Paulo, onde não chegou a ir por ter falecido em Lisboa.
Não casou, mas de uma mulher nobre de Freixo de Numão deixou a seguinte descendência: D. Caetana Clara da Mesquita Pimentel e Castro, que lhe sucedeu nos prazos da casa e casou em S. Pedro do Sul com Cristóvão de Almeida, deixando grande descendência.
II. D. Luísa Caetana Clara da Mesquita Pimentel e Castro, que esteve contratada para casar com seu primo coronel Manuel Pinto Bacelar de Morais, casamento que não se realizou. Depois do falecimento de seu irmão casou com Belchior Pereira Coutinho de Vilhena, senhor da casa de Penedono, não deixando descendência.
O morgadio do Souto passou para João Osório da Veiga Cabral Caldeirão, de Vila Real, e, por seu falecimento, para José Osório Colmieiro de Morais da Veiga Cabral Caldeirão, seu sobrinho direito, que sucedeu também na casa de seu avô materno José Maria da Veiga, de Vila Real.
6º D. ISABEL DA MESQUITA E CASTRO casou no Mogadouro com seu primo em quarto grau Gabriel Camelo de Morais, marechal de campo de auxiliares da comarca de Bragança, filho de Francisco Vaz Monteiro e de D.Marta de Lobão.
Residiram no Mogadouro e passaram depois para Chacim, onde Gabriel Camelo faleceu a 2 de Fevereiro de 1719.
Descendência:
I. João Ribeiro da Fonseca (7º, adiante citado).
II. D. Margarida Rosa de Morais Castro, que casou com Francisco Ribeiro Homem de Vasconcelos, capitão-mor de Cernancelhe, senhor do morgadio da Taboza, com descendência.
7º JOÃO RIBEIRO DA FONSECA, chamado o Ribeirinho (para o distinguir de seu tio materno do mesmo nome, lente da Universidade de Coimbra), sucedeu na casa de seus pais e foi capitão-mor de Cernancelhe, professo na Ordem de Cristo e familiar do Santo Ofício.
Casou duas vezes: a primeira em Crasto Vicente com D. Paula de Sá Taveira, sem geração; a segunda vez no Vedigal, concelho de S. João da Pesqueira, com sua prima D. Isabel Maria de Sousa da Mesquita, filha de João Ribeiro de Sousa e de sua segunda mulher D. Maria da Mesquita.
Descendência:
I. D. Francisca Maria Xavier Caetana Mesquita e Sousa (8º, adiante citado).
II. D. Tomásia da Mesquita e Castro, que faleceu ainda menina.
III. D. Isabel Luísa da Mesquita e Castro, religiosa na Ribeira.
8º D. FRANCISCA MARIA XAVIER CAETANA DA MESQUITA E SOUSA, sucedeu na casa de seus pais e casou em Vila Real (por escritura de 7 de Outubro de 1742, feita nas notas do tabelião António Correia Cabral, de Vila Real, na quinta de Guiães, pertencente a seu pai João António de Sousa de Morais Colmieiro) com José Maria da Veiga Cabral Lobo de Barbosa Caldeirão, fidalgo da Casa Real, filho de João da Veiga Cabral, marechal de campo de auxiliares de Vila Real, e de D. Ana Maria de Lacerda Barbosa, senhora do prazo e quinta de Palos.
Descendência:
I. João Osório da Veiga Cabral, que faleceu solteiro.
II. Francisco Cabral de Barbosa, capitão-mor, que faleceu solteiro.
III. D. Maria Joaquina (9º, adiante citado).
9º D. MARIA JOAQUINA DE BARBOSA CABRAL E CASTRO, casou com seu primo em terceiro grau Miguel Carlos Cardoso de Morais Colmieiro, fidalgo da Casa Real por alvará de 15 de Janeiro de 1750.
Descendência:
10º JOSÉ OSÓRIO COLMIEIRO DE MORAIS DA VEIGA CABRAL CALDEIRÃO, que nasceu em Murça de Panoias a 20 de Novembro de 1765 e casou em Bragança com D. Francisca Antónia de Figueiredo Sarmento, filha de Sebastião Jorge de Figueiredo Sarmento, fidalgo da Casa Real, capitão de infantaria, e de D.Mariana da Fonseca.
Tinha o foro de fidalgo-cavaleiro por alvará de 12 de Novembro de 1782.
Sucedeu na casa de seus pais, na casa de seu avô materno José Maria da Veiga e nos morgadios do Souto e da Torre de Moncorvo, em que tinha sucedido seu tio João Osório da Veiga Cabral.
Descendência:
I António Colmieiro de Morais Osório da Veiga Cabral Caldeirão, que acompanhou o conde de Amarante na revolução de Trás-os-Montes a favor do trono e do altar.
Sucedeu nas casas e morgadios de seu pai e era tenente-coronel de cavalaria do regimento nº 12. Pelos anos de 1823 ainda estava solteiro.
II. D. Vicência.
III. D. Angélica.
IV. D. Maria, todas três solteiras, a 3 de Agosto de 1823.
V. D. Margarida Eugénia de Lacerda Barbosa, que casou com Luís Monteiro Correia Pinto, de Cidadelhe.
Descendência:
a) Manuel Correia da Veiga e Câmara Monteiro.
b) José Maria Monteiro.
e) António Luís da Veiga, cónego e governador de Bragança. E outros.
----------
(528) SOUSA, Manuel Bernardo de Magalhães e – Livro Genealógico, tomo I, fol. 208, 222 e 228.
(529) CUNHA, Rodrigo da – Catálogo e História dos Bispos do Porto, part. 2ª, p. 361.
(530) Memórias Etimológicas de Anciães.
(531) Do Livro Genealógico Primeiro e Segundo Tomos. Ano de 1804, pelo padre Frei Manuel Bernardo de Magalhães e Sousa, tomo I, fólio 197, extraímos as seguintes notícias:
O doutor António de Morais da Mesquita cursava a Universidade de Coimbra pelos anos de 1635 e foi segundo morgado de Selores, capitão-mor da vila de Ansiães, juiz de fora de Guimarães, auditor geral da gente de guerra da província de Trás-os-Montes e cavaleiro professo da Ordem de Avis.
Era filho de António de Morais, primeiro morgado de Selores, capitão-mor de Anciães, e de D. Isabel da Mesquita Pimentel, sua segunda prima, natural de Vilarinho da Castanheira. António de Morais, primeiro morgado de Selores, era filho legítimo de Gaspar da Mesquita, natural de Selores, e de D. Luísa de Meireles, filha de Gonçalo Pinto e de D. Isabel da Mesquita.
Neto de Fernando da Mesquita, natural de Anciães, e de D. Brites de Morais, irmã inteira de
António de Morais, o Velho, e de D. Frei Gonçalo de Morais, religioso de São Bento e bispo do Porto, todos três filhos de António Borges de Morais, natural de Vila Franca de Lampaças, e de D. Francisca de Morais, natural de Bragança, que residiram em Vila Franca de Lampaças. D. Francisca de Morais, após a morte de seu marido, veio com seus filhos para Anciães e aí António de Morais, o Velho, por recomendação de seu irmão, bispo do Porto, instituiu o morgadio de Selores chamando para primeiro administrador dele o seu sobrinho António de Morais, o Moço, neto de sua irmã D. Brites e sobrinho de sua mulher D. Inês da Mesquita, em razão de que D. Inês da Mesquita era irmã de D. Isabel da Mesquita e de Paulo de Novais, de Anciães, e todos filhos de D. Alda de Meireles e de João de Prado, o Velho, que depois foram residir em Vale de Torno, termo de Vilarinho da Castanheira, onde faleceram. D. Isabel da Mesquita casou com Gonçalo Pinto, filho legítimo do comendador Aires Pinto e de D. Teodora Ferreira, natural de Bragança, que residiram em Fonte Longa.
(532) No documento de onde extraímos estas notícias há à margem o seguinte:
«Fernão Pires cavalleiro senhor da casa de Vila Flor. D.Maria Pinto Pereira da casa de Murça 2ª mulher.
João d’Almeida da Mesquita cavalleiro.Mecia de Moraes.
Fernando da Mesquita o velho Maria de Campo que foi a Africa cavalleiro fidalgo. D. Violanta Nunes de Meirelles sua prima.
Fernando da Mesquita procurador de cortes. D. Brites de Moraes Pimentel irmã do bispo instituidor.
Gaspar da Mesquita de Moraes Pimentel. D.Maria de Meireiles Pinto da Mesquita sua prima.
Antonio de Moraes da Mesquita Pimentel morgado de Sellores. D. Isabel da Mesquita e Castro de Villarinho da Castanheira.
Francisco de Moraes da Mesquita e Castro natural de Sellores. D.Maria de Castro Osório.
Francisco de Moraes da Mesquita e Castro, da Torre. D. Anna Maria de Castro Osorio.
Thomaz Ayres Pereira de Castro, da Torre. D. Maria Caetana da Mesquita de Moraes, de Bragança.
D. Luiza Caetana Clara da Mesquita Pimentel e Castro. Melchior Pereira Coutinho de Vilhena senhor da casa de Penedono. Sem geração».
----------
MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA

La checharra i la formiga

A curiosa biodiversidade do Parque Natural de Montesinho

 Apesar dos solos ricos em metais como o níquel, a vida animal e vegetal neste pedaço de paraíso no nordeste do nosso país é diversa e marcante. Da próxima vez que for a Bragança e Vinhais, não perca a oportunidade de desbravar o Montesinho.

diego matteo muzzini / SHUTTERSTOCK - O Parque Natural de Montesinho tem quase
75 mil hectares de área. 

Criado a 30 de Agosto de 1979 por iniciativa legal, o Parque Natural de Montesinho situa-se em plena Terra Fria Transmontana, abarcando a parte norte dos concelhos de Bragança e de Vinhais.

Devido à topografia que o rodeia, esta região está sujeita a variações consideráveis de temperatura, podendo variar entre os -12 e os 40 graus centígrados e apresentar uma diversidade notável de espécies ao longo do ano. Um dos maiores parques naturais portugueses, inclui duas serras: a serra da Coroa e a serra de Montesinho, respectivamente com altitudes máximas de 1.273 e 1.486 metros, descendo depois até aos 438 no vale do rio Mente.

A Flora

Uma das principais características do Parque Natural de Montesinho é a existência de solos derivados de rochas ultrabásicas, situação muito rara no nosso país. Estes solos são pobres em nutrientes e ricos em metais tóxicos, como o níquel ou o crómio, o que os torna pouco convidativos para a maior parte das plantas.

No entanto, esta mesma característica faz com que algumas espécies, capazes de tolerar estas condições, encontrem aqui refúgio, conhecendo-se mesmo espécies endémicas desta área. É o caso da arméria de Bragança (Armeria eriophylla) ou de outras espécies como a Santolina semidentata. Espécies de distribuição reduzida no nosso país como a violeta-de-pastor (Linaria aeruginea) ou a subespécie da aveia-perene Avenula pratensis lusitanica, também endémica deste território, ocorrem aqui. 

Desengane-se quem julga que o interesse da flora de Montesinho se esgota nos maciços ultrabásicos. Este parque transmontano apresenta também comunidades importantes noutros biomas. É o caso das turfeiras, que abrigam espécies pouco comuns no nosso país, como a genciana-dos-pauis (Gentiana pneumonanthe), o malmequer-dos-brejos (Caltha palustris) ou a violeta Viola bubanii (que apenas ocorre nesta região no nosso país).

tolobalaguer.com / SHUTTERSTOCK - A remota aldeia de Guadramil, no concelho de Bragança, pode ser visitada em pleno Parque Natural de Montesinho. Aviso: aventurando-se por estas bandas, não conte com rede móvel.

Também relevantes são os bosques, principalmente carvalhais de carvalho-negral (Quercus pyrenaica) ou sardoais de azinheira (Quercus rotundifolia), assim como as galerias ripícolas. Estas últimas acolhem espécies como o azevinho (Ilex aquifolium) ou as rosas-da-páscoa (Primula acaulis), enquanto que os carvalhais são caracterizados por plantas como a violeta-hirta (Viola hirta), o ciano-maior (Centaurea triumfetti ssp. lingulata) ou o martagão (Lilium martagon), e os sardoais por plantas como a cássia-branca (Osyris alba), a gilbardeira (Ruscus aculeatus) ou a rosa-albardeira (Paeonia broteroi).

A fauna 

No geral, o Parque Natural de Montesinho apresenta uma fauna típica do norte da Península Ibérica, com várias espécies a terem nesta região (ou um pouco mais a sul) os seus limites meridionais de distribuição, como o picanço-de-dorso-ruivo (Lanius collurio), que pode ser localmente comum. Também outras aves, de distribuição mais alargada no nosso país, mas relativamente raras, ocorrem aqui: é o caso da águia-real (Aquila chrysaetos, da cegonha-preta (Ciconia nigra), do bútio-vespeiro (Pernis apivorus) ou do melro-das-rochas (Monticola saxatilis). É também aqui o único local conhecido de reprodução regular em Portugal da petinha-ribeirinha (Anthus spinoletta), embora seja pouco claro se esta ainda se mantém. É também um dos bastiões que ainda resta do tartaranhão-caçador (Circus pygargus), severamente ameaçado.

Lev Paraskevopoulos / Shutterstock - O melro-das-rochas é uma das aves mais características das serras do Norte do país, onde se inclui Montesinho.

Em termos de mamíferos, e além dos sempre assinaláveis lobos-ibéricos (Canis lupus signatus) e das suas presas de eleição, os corços (Capreolus capreolus) e os veados-vermelhos (Cervus elaphus), o Parque de Montesinho distingue-se por ser abrigo de populações saudáveis em contexto nacional da toupeira-de-água (Galemys pyrenaicus), assim como pela presença de espécies ameaçadas como o gato-bravo (Felis sylvestris). É também a única zona conhecida do país onde ocorre o rato-dos-lameiros (Arvicola terrestris). A acrescentar a isto, temos ainda 14 espécies identificadas de morcego, incluindo o morcego-de-peluche (Miniopterus schreibersii) ou o criticamente ameaçado morcego-rato-pequeno ​​​​​​(Myotis blythii). 

Ocorre também aqui a maior parte dos anfíbios portugueses do norte do país (é comum haver complexos de espécies com diferentes representantes a norte e a sul), com 13 espécies referenciadas,  entre as quais o tritão-de-ventre-laranja (Lissotriton boscai) ou a rã-de-focinho-pontiagudo (Discoglossus galganoi). No caso dos répteis, estão registadas nesta área 18 espécies, com destaque para a víbora-cornuda (Vipera latastei) ou o lagarto-de-água (Lacerta schreiberi), sendo que 50% dos endemismos ibéricos estão aqui presentes.

A fauna piscícola não é particularmente diversa, contando com apenas oito espécies autóctones. Porém, inclui espécies ameaçadas como a verdemã-do-norte (Cobitis calderoni) ou a panjorca (Achondrostoma arcasii). É ainda uma das principais zonas no país a servir de casa à truta-de-rio (Salmo trutta).

SHUTTERSTOCK - O rato-dos-lameiros tem no Parque de Montesinho a sua única população conhecida em Portugal. 

No que diz respeito aos invertebrados, destacamos as diversas espécies de borboletas que em Portugal praticamente só são observáveis no Nordeste Transmontano, como é o caso da manto-de-ouro (Lycaena virgaureae) ou da laranja-do-nordeste (Boloria dia), mas também de espécies que apenas ocorrem aqui em Portugal, como a libélula lestes-do-Montesinho (Lestes sponsa), apenas registada no Açude das Gralhas.

António Matos
Actualizado a 27 de junho de 2025

Homem gravemente ferido no seguimento de uma colisão em Bragança

 Um homem de 60 anos, ficou gravemente ferido, esta manhã,  no seguimento de uma colisão entre um veículo ligeiro e o motociclo. 


O acidente aconteceu na Av.Abade Baçal,  Bragança. 

Segundo o comandante dos bombeiros de Bragança, Carlos Martins, a vítima, que conduzia o motociclo, sofreu ferimentos na cabeça e nos membros inferiores e foi “conduzido para o hospital de Bragança, após ter sido estabilizado no local pelas equipas dos bombeiros e da vmer de Bragança.”

O alerta foi dado pelas 10h50, no local estiveram uma ambulância, um veiculo de comando, a VMER e a PSP.


VINHAIS ASSINALA DIA DA CRIANÇA COM NOVOS EQUIPAMENTOS EM REBORDELO

 A freguesia de Rebordelo, no concelho de Vinhais, recebeu as comemorações do Dia da Criança, num dia marcado pela inauguração de novos equipamentos dedicados à educação, ao desporto e ao lazer.


Foram oficialmente inauguradas as obras de requalificação da Escola Básica de Rebordelo, um novo pavilhão polidesportivo, um parque infantil e a requalificação da área envolvente, reforçando as condições para alunos, famílias e comunidade local.

A iniciativa coincidiu também com a celebração do Dia do Agrupamento de Escolas D. Afonso III de Vinhais e contou com a presença de responsáveis autárquicos, representantes de entidades regionais e várias instituições do concelho.

Ao longo do dia realizaram-se diversas atividades lúdicas, desportivas e pedagógicas, proporcionando momentos de convívio, aprendizagem e diversão às crianças e jovens.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

MINISTRO DA AGRICULTURA PRESIDE À ABERTURA DA FESTA DA CEREJA & CO EM ALFÂNDEGA DA FÉ

 O Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, visita Alfândega da Fé esta sexta-feira, 5 de junho, para acompanhar vários projetos ligados ao regadio e ao desenvolvimento agrícola do concelho, culminando com a abertura oficial da Festa da Cereja & Co.


A visita arranca com a homologação da consignação da obra da rede de rega do Aproveitamento Hidroagrícola de Vilar Chão–Parada, seguindo-se uma deslocação ao perímetro de rega da Barragem da Esteveínha, onde serão apresentados investimentos e intervenções destinadas a aumentar a eficiência hídrica e a competitividade do setor agrícola local.

O programa inclui ainda a inauguração do Sistema de Melhoria da Eficiência do Aproveitamento Hidroagrícola de Alfândega da Fé, uma infraestrutura que pretende otimizar a gestão da água e reforçar a sustentabilidade das explorações agrícolas da região.

A visita oficial termina no recinto municipal de feiras, onde o governante irá presidir à cerimónia de abertura da Festa da Cereja & Co, evento que destaca um dos produtos mais emblemáticos do concelho e que reúne produtores, expositores, gastronomia, animação e atividades dedicadas à promoção do mundo rural e dos produtos endógenos.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

MACEDO DE CAVALEIROS PROMOVEU DIA DA CRIANÇA COM TEATRO, ATIVIDADES LÚDICAS E OFERTAS AOS ALUNOS

 No âmbito das comemorações do Dia da Criança, o Município de Macedo de Cavaleiros organizou um conjunto de atividades destinadas às crianças do pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico de todo o concelho.


A iniciativa incluiu a apresentação da peça de teatro “Sou Teu Amigo, Sim”, inspirada no universo de Toy Story e centrada em valores como a amizade, a solidariedade e a entreajuda. Após o espetáculo, as crianças participaram em momentos de animação e receberam pinturas faciais.

Como forma de assinalar a data, cada criança recebeu ainda uma mochila personalizada, acompanhada de uma garrafa reutilizável e lápis de cera, incentivando a criatividade e a sustentabilidade.

A autarquia destacou que a iniciativa pretende proporcionar um dia diferente e especial às crianças, reforçando o compromisso com o seu bem-estar, desenvolvimento e felicidade.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

FESTA DA CEREJA & CO DESTACA TECNOLOGIA AGRÍCOLA COM DEMONSTRAÇÃO DE EQUIPAMENTOS

 A Festa da Cereja & Co vai receber uma demonstração dedicada a máquinas e equipamentos agrícolas, num momento que junta inovação, tecnologia e valorização do trabalho no setor primário.


A iniciativa inclui a apresentação de vários equipamentos, como tratores, pulverizadores e destroçadores, evidenciando soluções que visam aumentar a eficiência e a modernização da atividade agrícola.

O programa arranca com a credenciação dos participantes no recinto da festa, seguindo-se o transporte para a Quinta dos Mendonça, onde decorrerá a demonstração no terreno. A ação termina com um almoço nos restaurantes integrados no evento.

A organização destaca que esta iniciativa pretende aproximar produtores e novas tecnologias, reforçando a importância da inovação para um setor agrícola mais sustentável e competitivo.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

GNR ASSINALA DIA DA CRIANÇA COM AÇÕES DE PROXIMIDADE NO PARQUE DO EIXO ATLÂNTICO

 O Comando Territorial de Bragança da GNR participou nas comemorações do Dia Mundial da Criança, com uma presença no Parque do Eixo Atlântico, em Bragança, onde dinamizou diversas atividades dirigidas aos mais novos.


A iniciativa contou com várias valências da GNR, promovendo momentos de interação, aprendizagem e sensibilização junto das crianças, num ambiente marcado pela diversão e pelo convívio.

Também a Secção de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário do Posto Territorial de Alfândega da Fé se associou à atividade, em articulação com o Agrupamento de Escolas local, reforçando a ligação à comunidade escolar.

Através de ações lúdicas e pedagógicas, a GNR procurou sensibilizar os mais jovens para valores como a cidadania, a segurança e a responsabilidade.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

JOGOS TRADICIONAIS DE VIMIOSO COM FASE DE APURAMENTO EM SANTULHÃO

 Realizou-se no passado domingo, em Santulhão, no âmbito da Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana, a fase de apuramento dos Jogos Tradicionais do concelho de Vimioso, nas categorias de crianças e mulheres.


A iniciativa integrou a promoção dos jogos tradicionais, proporcionando uma tarde de convívio, animação e competição saudável entre os participantes, num ambiente marcado pelo espírito desportivo e pela valorização das tradições locais.

Ao longo da atividade, foram reforçados os laços entre gerações e preservado o património cultural imaterial da região, através da prática de jogos que fazem parte da identidade comunitária.

As equipas e participantes apurados irão representar o concelho de Vimioso na final dos Jogos Tradicionais da CIM-TTM, agendada para 21 de junho, em Alfândega da Fé, onde estarão presentes representantes dos restantes municípios das Terras de Trás-os-Montes.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

Azibo recebeu primeira etapa do Circuito Nacional de Vela em Águas Interiores

 A albufeira do Azibo recebeu, este fim de semana, a 1.ª etapa do Circuito Nacional de Vela em Águas Interiores.


Ao longo de dois dias, realizaram-se várias regatas na albufeira, numa iniciativa que trouxe a modalidade até Macedo de Cavaleiros.

No plano desportivo, a vitória foi para Matilde Caixinha e Carlota Varela, do Clube de Vela da Costa Nova, de Aveiro.

Em segundo lugar ficaram Henrique Brites e Juca Oliveira, do Clube Naval de Cascais.

O terceiro posto foi ocupado por Augusto Castelo Branco, da Associação Naval de Lisboa.

O presidente da Federação Portuguesa de Vela, António Barros, faz um balanço positivo desta primeira etapa:

António Barros destaca ainda a possibilidade de surgirem novidades ligadas à modalidade na albufeira do Azibo:

O Circuito Nacional de Vela em Águas Interiores segue agora por vários pontos do país. A próxima etapa decorre em Torre de Moncorvo, nos dias 13 e 14 de junho, no âmbito do Campeonato Nacional Universitário.

Segue-se o Sabugal, nos dias 20 e 21 de junho. Em setembro, a competição passa por Montargil, nos dias 26 e 27. O circuito encerra em outubro, em Moura, nos dias 17 e 18.

Jodie Pinto

Primeira edição do Macedo em Clássico termina com promessa de continuidade

 Terminou a primeira edição do Festival Macedo em Clássico, com um balanço positivo por parte da organização. O festival decorreu no passado fim de semana e foi uma novidade absoluta na programação cultural do concelho.


Um dos curadores do festival, Diogo Mendes, sublinha que o evento contou com uma grande recetividade por parte do público, o que deixa a organização muito satisfeita:

Ao longo de três dias, a Igreja de São Pedro, em Macedo de Cavaleiros, transformou-se em palco natural para quatro concertos, com a interpretação de obras de compositores de renome.

Uma das obras apresentadas é da autoria de Diogo Mendes, que destacou a oferta da composição à Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros e à cidade como um dos momentos mais intimistas e emotivos do festival:

Fica já a promessa de uma segunda edição no próximo ano, com outras formações e mais concertos.

O Festival Macedo em Clássico surge, assim, como uma nova aposta cultural, procurando afirmar-se como um espaço de valorização artística e de aproximação da comunidade à música clássica.

Maria João Canadas

Governo lança concurso de três milhões para garantir distribuição de jornais no Interior

 O Governo avança, hoje, com um concurso Internacional de 3 milhões de euros para garantir a distribuição dos jornais nos próximos 3 anos.


O concurso terá o valor anual de um milhão de euros e será dividido em dois lotes, um para as regiões Norte e Centro e outro para Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.

Previsto no Plano de Ação para a Comunicação Social, este concurso tem como objetivo evitar que regiões como o interior fiquem num “deserto noticioso”, explicou o Ministro da Presidência, António Leitão Amaro, ontem, em Coimbra.

Leitão Amaro adiantou ainda que o concurso deverá estar concluído antes do verão e que, através deste modelo, o Governo Pretende «incentivar a entrada de novos operadores, promover a concorrência no setor da distribuição, através de uma medida destinada a garantir a chegada regular das publicações a todo o território continental.”

O Executivo de Luís Montenegro justifica esta intervenção com a quebra das vendas de jornais em banca e a perda de população no interior do país.

Fatores que têm afetado a sustentabilidade da distribuição diária da imprensa e levado à concentração da atividade num único operador, a VASP.

O apoio, segundo o ministro, está “desenhado” para “financiar as rotas para 96 municípios onde ela seria menos rentável” ou “mesmo não lucrativa.”

António Leitão Amaro explicou que, a partir de hoje, os “Operadores de distribuição podem candidatar-se e aquele que oferecer as condições mais adequadas, com mais estabilidade e distribuição em todo o território, poderá assumir esse compromisso.”

Além deste financiamento direto da distribuição, o modelo recai noutro pilar, o apoio ao funcionamento de pontos de venda em territórios de baixa densidade em parceria com os municípios.

Assim, está  a ser negociado um acordo-modelo entre a Portugal MediaLab e a Associação Nacional de Municípios Portugueses. O montante do apoio financeiro foi definido tendo em conta os custos da atividade, as especificidades de cada território e a evolução de despesas como os combustíveis e os salários.

O Governo espera que o concurso esteja concluído antes do verão sendo uma “prioridade” para o Poder central garantir a distribuição diária de jornais em papel nos territórios de baixa densidade.

Criadores aderem às associações para enfrentar dificuldades crescentes na pecuária

 Apesar dos problemas relacionados com os custos de produção, falta de mão de obra, envelhecimento dos criadores e ausência de renovação geracional, há vontade em continuar a preservar as raças da região


A adesão às associações de criadores continua a aumentar no Nordeste Transmontano, numa altura em que a atividade pecuária enfrenta desafios cada vez maiores. A constatação é de José Rodrigues, secretário técnico da Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Raça Churra Galega Bragançana, feita durante o Concurso de Gado de Ovinos e Caprinos do Planalto, integrado na IV Feira do Azeite e da Oliveira Santulhana, em Santulhão, concelho de Vimioso. “Temos tido cada vez mais associados. Não significa que haja mais pastores, mas os que já existem percebem que é melhor estarem associados”, afirmou.

José Rodrigues considerou que a crescente adesão resulta das vantagens proporcionadas pela estrutura. “Há mais facilidade em vender os animais, têm mais conhecimentos e nós ajudamos no melhoramento das raças através de programas específicos. Também lhes damos aconselhamento técnico e promovemos contactos”, explicou.

Para o secretário técnico, o contexto atual ajuda a explicar esta procura crescente por apoio. “Os tempos estão cada vez mais complicados e é normal que os criadores procurem mais apoio e mais acompanhamento”, resumiu.

Apesar de a produção pecuária continuar a diminuir em termos globais, a associação regista uma realidade diferente. Atualmente, a associação acompanha cerca de 17.500 animais da raça Churra Galega Bragançana Branca e aproximadamente 4.300 da variedade Preta.

“O que se ganha é para os animais”

Com cerca de 180 animais e mais de quatro décadas de experiência, Mercedes Lopes continua ligada à criação da raça Churra Galega Bragançana, em Santulhão.

Apesar de garantir que a atividade “é uma brincadeira”, afirmou que a rentabilidade é reduzida. “É só gastar dinheiro. O que ganha é para os animais”, lamentou.

Assim, a criadora considerou que são necessários mais apoios para quem mantém a atividade. “Precisávamos de mais ajuda para tudo quase”, defendeu.

Apesar das dificuldades, “desistir não é opção”.

Falta de mão de obra e custos elevados preocupam criadores

Também de Santulhão, Aníbal do Rosário cria há mais de 40 anos ovinos da raça Churra Galega Bragançana Branca. Com cerca de uma centena de animais, considerou que é essencial e urgente a renovação geracional. “Os pastores que eu tinha morreram e os novos não querem meter-se nisto porque é muito cansativo e trabalhoso”, referiu.

A subida dos custos de produção é outra preocupação. “As coisas que compramos triplicaram de preço. As vacinas, as sementes, as máquinas. Uma avaria numa máquina pode levar o dinheiro que se ganha durante o ano inteiro”, afirmou.

Apesar disso, continua a manter o rebanho por gosto e pelo papel que desempenha na preservação da paisagem rural. “Se a gente não andar por lá, aquilo fica um bosque em poucos anos. Os animais também ajudam a limpar o território”, sublinhou.

Criadores de cabra preta alertam para risco de desaparecimento

Em representação da raça Cabra Preta de Montesinho esteve Carlos Martins, de ~Mós de Celas, no concelho de Vinhais, que tem cerca de 70 animais.

O criador identifica a falta de sucessão familiar como o principal problema da atividade. “Os filhos não querem saber disto. Assim que morrermos, os mais velhos, os animais acabam por desaparecer naquela zona”, alertou.

Outro dos problemas que Carlos Martins identifica é que a criação extensiva está cada vez mais difícil devido às restrições no acesso aos terrenos. “Antigamente andávamos com os animais por todo o lado. Hoje ninguém quer que os animais passem nas suas propriedades e temos de percorrer muitos quilómetros para encontrar pastagens”, explicou.

Jovens regressam à atividade, mas pedem valorização da produção

Entre os participantes esteve também Filipe Calado, criador de Santulhão que regressou recentemente à atividade, após vários anos emigrado em França.

Com um efetivo de cerca de 50 animais, decidiu retomar uma tradição familiar. “O meu pai foi criador de ovelhas e eu regressei agora à minha paixão, que é produzir animais de raça na minha terra”, explicou.

Embora reconheça que as novas tecnologias ajudam a reduzir algumas dificuldades, considera que o setor continua a enfrentar problemas estruturais. “Os primeiros anos são muito difíceis porque é preciso investir muito”, referiu.

Mais do que apoios financeiros diretos, Filipe Calado defende investimentos na preparação de terrenos e áreas de pastoreio. “Era melhor prepararem campos e terrenos para os criadores trabalharem do que simplesmente dar dinheiro”, argumentou.

Raças autóctones continuam a ser património vivo do território

Apesar dos problemas relacionados com os custos de produção, a falta de mão de obra, o envelhecimento dos criadores e a ausência de renovação geracional, os participantes no concurso deixaram uma mensagem comum, a vontade de continuar a preservar as raças autóctones da região.

Para muitos, a atividade já não é apenas uma fonte de rendimento, mas também uma forma de manter vivo um património que continua a marcar a identidade do território.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Montesinho 101 Marathon 2026

 
As inscrições abrem em breve, está atento!

Bragança em destaque na Conferência “50 Anos do Poder Local”

 No próximo dia 2 de junho, a Presidente da Câmara Municipal de Bragança, Isabel Ferreira, participa no painel “Caminhos da Inovação”, integrado na conferência 50 Anos do Poder Local – Democracia, Desenvolvimento e Futuro, promovida pelo Jornal de Notícias.
Uma oportunidade para dar a conhecer o trabalho desenvolvido por Bragança na promoção da inovação e do desenvolvimento do território.