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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Bragança Verde - Desafios e práticas de sustentabilidade urbana – Gestão de resíduos, separação de lixos e sensibilização ambiental


 Num mundo cada vez mais consciente dos impactos das alterações climáticas e da pressão sobre os recursos naturais, as cidades assumem um papel determinante na construção de um futuro sustentável. Bragança, cidade de grande riqueza paisagística e com um património ambiental notável, encontra-se perante o desafio de conjugar o seu desenvolvimento urbano com a defesa ativa do ambiente. A sustentabilidade urbana deixa de ser apenas um ideal e transforma-se numa necessidade concreta, que exige políticas municipais inovadoras, participação dos cidadãos e uma mudança de hábitos que acompanhe as exigências do século XXI.

Cidades como Bragança, com uma escala urbana equilibrada, têm uma oportunidade privilegiada de implementar estratégias de sustentabilidade com resultados visíveis e duradouros. A proximidade entre os cidadãos e as instituições, a dimensão do território e a forte relação com o meio natural permitem que as práticas de gestão ambiental tenham um impacto direto e significativo. Não se trata somente de preservar a natureza envolvente, mas de integrar soluções verdes no dia a dia da população, promovendo uma cidade mais saudável, eficiente e resiliente.

A gestão de resíduos é um dos setores onde a sustentabilidade urbana mais se evidencia. Em Bragança, este desafio exige uma abordagem contínua e sistemática, que abrange desde a recolha e transporte até ao tratamento e valorização dos resíduos produzidos. A autarquia tem investido em melhorias operacionais, modernização de equipamentos e expansão dos pontos de recolha, incluindo ecopontos e contentores específicos para diferentes tipos de resíduos.

Os resíduos indiferenciados, quando não são bem geridos, representam custos elevados e impactos ambientais significativos. Por isso, incentivar a redução do lixo produzido e promover práticas de reutilização e reciclagem são estratégias essenciais. A implementação de redes de recolha seletiva, sistemas de compostagem doméstica e incentivos ao comércio para reduzir embalagens descartáveis contribuem para diminuir a pegada ecológica do município. Não podemos esquecer a importância de alargar a sensibilização para a separação às aldeias. Hoje mesmo, numa aldeia onde me encontro, os contentores de lixo orgânico, estavam apinhados de plástico e cartão e com o ecoponto a 50 metros de distância.

Separar o lixo é um gesto simples, mas o seu impacto é extraordinário. Quando bem orientada, a separação de resíduos permite que uma grande parte do lixo produzido seja reaproveitada ou reciclada, diminuindo assim o volume enviado para aterro. Em Bragança, esta prática está ainda em evolução e exige um esforço coletivo, tanto por parte da autarquia como dos cidadãos.

A disponibilização de ecopontos estratégicos, e informação clara sobre que resíduos pertencem a cada fração são passos fundamentais. No entanto, a mudança real depende da adoção de comportamentos consistentes pela população. Acontece frequentemente que a separação é feita de forma incompleta ou incorreta, o que compromete a eficácia de todo o sistema.

Para ultrapassar esse obstáculo, é essencial reforçar as campanhas de sensibilização e educação ambiental, promover sessões informativas em escolas, nas aldeias, envolver associações comunitárias e alertar para as consequências económicas e ambientais da má deposição dos resíduos. Quanto maior for o conhecimento, maior será a adesão às boas práticas.

Nenhuma estratégia ambiental será bem-sucedida sem a compreensão e o apoio da população. Por isso, a sensibilização ambiental desempenha um papel central na construção de uma cidade verdadeiramente verde. Em Bragança, este trabalho tem de ser contínuo, diversificado e adaptado às várias faixas etárias e realidades sociais.

Através de campanhas públicas, informação digital, eventos comunitários, ações de voluntariado e programas educativos, a autarquia e as instituições locais podem promover valores como a responsabilidade ambiental, o consumo consciente, a proteção dos recursos naturais e a importância da reciclagem. Atividades práticas, como limpezas de espaços naturais, plantações de árvores, visitas a centros de reciclagem ou workshops sobre sustentabilidade, ajudam a transformar o conhecimento em ação.

A escola, enquanto espaço de formação cívica, desempenha um papel decisivo. As crianças e os jovens são agentes de mudança, e capazes de influenciar comportamentos familiares e de construir um futuro mais sustentável.

Apesar dos avanços, a sustentabilidade urbana em Bragança enfrenta muitos desafios.

Contudo, esses desafios são também oportunidades. Permitem inovar, criar parcerias, envolver a população e tornar Bragança uma referência nacional em políticas ambientais para cidades de média dimensão. A aposta em tecnologia, como sensores nos contentores, sistemas de monitorização de rotas e plataformas digitais de denúncia, pode tornar a gestão mais eficiente. O reforço da fiscalização e do apoio à população contribui para melhorar comportamentos e reduzir infrações.

A construção de uma Bragança verdadeiramente verde não depende apenas da autarquia. Depende da comunidade, das escolas, do comércio local, das associações e de cada cidadão. Todos os gestos contam. Os resíduos separados, a árvore plantada, a limpeza diária e eficaz, as crianças informadas. Tudo contribui para uma cidade mais limpa, saudável e sustentável.

Bragança tem potencial para ser um exemplo de sustentabilidade urbana, uma cidade que respeita o passado, vive o presente com responsabilidade e prepara o futuro com visão. Com políticas municipais sólidas, participação ativa da população e uma cultura ambiental cada vez mais forte, é possível transformar desafios em soluções e construir um território onde viver é sinónimo de equilíbrio, natureza e bem-estar.

HM
9 de Junho de 2026. Um dia em que vi, numa aldeia, os contentores de resíduos domésticos cheios de plástico e cartão, com o ecoponto "ali ao lado".

II ENCONTRO EMPRESARIAL HISPANO-LUSO REFORÇA COOPERAÇÃO TRANSFRONTEIRIÇA E ABRE NOVAS OPORTUNIDADES DE NEGÓCIO

 Empresários, representantes institucionais e agentes económicos de Portugal e Espanha reuniram-se no II Encontro Empresarial Hispano-Luso, realizado na cidade espanhola de Zamora, numa iniciativa dedicada ao reforço das relações económicas entre os dois países e à promoção de novas oportunidades de investimento e desenvolvimento nos territórios de fronteira.


O encontro afirmou-se como uma plataforma privilegiada de diálogo e cooperação, proporcionando a troca de experiências, a criação de sinergias e a identificação de áreas estratégicas para o crescimento conjunto das regiões transfronteiriças.

Ao longo dos trabalhos foram debatidos desafios comuns e analisadas oportunidades ligadas à internacionalização das empresas, à atração de investimento, à inovação e à valorização dos recursos endógenos, num contexto em que a cooperação ibérica assume uma importância crescente para a competitividade e coesão dos territórios do interior.

A iniciativa contou com a presença da presidente da Câmara Municipal de Bragança, Isabel Ferreira, cuja participação reforçou o compromisso do município brigantino com a construção de pontes institucionais e empresariais que contribuam para o desenvolvimento sustentável da região e para o aprofundamento das relações entre Portugal e Espanha.

Num território marcado pela proximidade geográfica e por fortes ligações históricas, culturais e económicas, a autarca destacou a relevância destes fóruns de encontro para estimular o empreendedorismo, criar redes de contacto e potenciar projetos conjuntos capazes de gerar riqueza, emprego e novas oportunidades para as populações.

O II Encontro Empresarial Hispano-Luso voltou, assim, a evidenciar o potencial estratégico da cooperação transfronteiriça, reunindo diferentes atores do tecido económico numa visão partilhada de crescimento e desenvolvimento. Mais do que um espaço de debate, a iniciativa procurou transformar afinidades históricas em oportunidades concretas de negócio, consolidando a “raia” como um território de inovação, investimento e futuro.

Jornalista: Paulo Silva Reis 
Fotos: DR

Bragança passa a ter ligação direta de autocarro a Madrid com nova rota diária

 Bragança já dispõe de ligação rodoviária direta a Madrid.


A empresa alemã, Flixbus, anunciou, hoje, três novas ligações diretas à capital espanhola, e ao Aeroporto Adolfo Suárez Madrid-Barajas.

Em comunicado, a Flixbus dá conta que a ligação Madrid- Bragança- Vila real – Braga tem como objetivo impulsionar o turismo entre espanha e as regiões Minho e Trás-os-Montes.

Esta nova rota vai permitir aos passageiros ter uma nova alternativa de viagem que lhes permite ainda passar pela cidade de zamora.

Na nota, a Flixbus sublinha que Bragança a Zamora estão, agora, a menos de uma hora e meia de distância de autocarro e que Bragança passa a estar a menos de cinco horas de Madrid.

O Diretor das Operações da FlixBus em Portugal, Tiago Cavaco Alves, destaca ainda que esta nova ligação de longa distância “a assume aqui um papel cada vez mais estratégico, sobretudo no atual contexto de crise energética, que tem levado a que cada vez mais passageiros procurem soluções de mobilidade mais acessíveis, cómodas e sustentáveis”.

A recém-criada ligação vai operar diariamente, de segunda a domingo. Conta com dois horários por dia em cada sentido, com partida à meia noite e 15 do aeroporto de Madrid e às 22h45 do Centro Coordenador de Transportes de Braga.

Foto: Flixbus

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Luís da Costa Amorim - Os Governadores Civis do Distrito de Bragança (1835-2011)

 16.fevereiro.1912 – 7.setembro.1912
LISBOA, 9.11.1882 – LISBOA, 7.10.1942

Engenheiro civil e de minas. Professor.
Governador civil de Bragança (1912). Deputado (1921, 1922-1925 e 1925-1926). Vereador da
Câmara Municipal de Lisboa (1923-1925).
Natural da antiga freguesia do Socorro, cidade e concelho de Lisboa.
Filho de Domingos José da Costa Amorim e de Adelaide Abrantes da Costa Amorim.
Casou com Luísa Ferreira Chaves.
Oficial da Ordem de Santiago da Espada (15.10.1924).

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Engenheiro civil do quadro dos serviços técnicos de obras públicas, foi também professor e diretor do Instituto Industrial de Lisboa, docente na Escola de Construções Industriais e Comerciais e sócio fundador da Sociedade Portuguesa de Química e Física.
Em maio de 1911, integrou a comissão nomeada pelo Governo que deu parecer favorável para que Portugal adotasse a hora decretada pelo meridiano de Greenwich (meridiano zero), a chamada hora legal, que ainda hoje mantém.
Foi nomeado governador civil do distrito de Bragança por decreto de 16 de fevereiro de 1912, tomando posse a 24 do mesmo mês. Nestas funções, foi responsável pelo relatório aos atos do antigo governador António Luís de Freitas, o qual foi publicado no Diário do Governo de 9 de dezembro de 1912. Luís da Costa Amorim ilibou o seu antecessor de qualquer responsabilidade, acrescentando que este podia “ter a consciência tranquila que dá o dever bem cumprido”.
Foi exonerado a 7 de setembro de 1912, ficando o distrito de Bragança sem governador civil até meados de janeiro do ano seguinte, uma vez que o bacharel Manuel Joaquim Correia, que o deveria substituir, não chegou a tomar posse, por motivo de doença. Aproveitando o vazio de poder no distrito, a população do concelho de Vila Flor invadiu as repartições de finanças e a tesouraria daquela vila, pegando fogo a toda a documentação aí existente, assistindo-se ainda a algumas movimentações monárquicas que levaram o secretário do Governo Civil a oferecer ao museu de Bragança uma bandeira monárquica que se encontrava na sua posse, para que esta não voltasse a cair nas mãos dos adversários do regime.
Fez parte da Câmara dos Deputados nas legislaturas de 1921 e 1922-1925, pelo círculo de Vila Real, e na legislatura de 1925-1926, pelo círculo de Chaves, sempre nas listas do Partido Democrático. Na legislatura de 1921, foi eleito 2.º vice-secretário da Mesa e na legislatura de 1922-1925 subiu a 1.º vice-secretário. Integrou a Comissão de Inquérito à questão dos trigos, de que foi secretário (1922-1925), Instrução Especial e Técnica, que também secretariou (1925), Caminhos-de-Ferro (1925), Correios, Telégrafos e Indústrias Elétricas (1925-1926),
Em novembro de 1922, foi eleito vereador da Câmara Municipal de Lisboa, mas as eleições seriam impugnadas, pelo que só tomaria posse em abril de 1923. Manter-se-ia nestas funções até abril de 1925, na vereação presidida por Albano Augusto Portugal Durão.
Faleceu na freguesia de Benfica, Lisboa, a 7 de outubro de 1942, a um mês de completar 60 anos.

Notícia da chegada de Luís da Costa Amorim a Bragança (1912)

Tendo chegado a esta cidade, na noite de sexta-feira, tomou ontem posse do lugar de governador civil do distrito o Sr. Luís da Costa Amorim, engenheiro civil.
Figura a um tempo modesta e insinuante, o novo governador civil, agradecendo em simples mas eloquentes palavras a homenagem que lhe era prestada como delegado do Governo no ato da sua posse, delineou também o seu programa político que se resume em pouco – República e Administração. Exatamente a única coisa que todos os bons republicanos de Bragança exigem.
São-nos sobeja garantia de que as suas palavras se cumprirão a franqueza com que Sua Exa. as proferiu e ainda as informações que temos do Sr. Luís de Amorim por pessoa da nossa mais absoluta estima e confiança.

Fonte: A Pátria Nova, ano IV, n.º 173, 1912.

Homenagem a Luís da Costa Amorim (1912)

No dia 6 do corrente, pelas 20 horas, teve lugar o jantar oferecido ao ilustre governador civil do distrito, Exmo. Sr. Luís da Costa Amorim, por um grupo de republicanos admiradores das suas qualidades de caráter e que com Sua Exa. se solidarizaram na sua bela e elevada orientação administrativa. Republicano antigo, de alma e coração dedicado ao regime, ele soube fazer-se amar de todos pelo seu espírito conciliador, pelo seu fino trato, pelo desinteresse como geria a política do distrito, sem se deixar arrastar por quaisquer ideias partidárias, e guiado apenas pelo seu critério ao mesmo tempo firme e enérgico de autoridade de confiança absoluta da República.
Os seus amigos, que são numerosos nesta cidade e distrito, quiseram, em véspera da sua saída para Lisboa e no momento em que deixava de vez a chefia do distrito, afirmar bem alto que estavam ao seu lado, sem baixezas nem subserviências, mas apenas no uso dum sagrado dever de lealdade republicana. Bela foi a sua obra administrativa. Oxalá que os outros que se lhe seguirem saibam integrar-se tão bem nos princípios republicanos que todos nós amamos. (...)
Na esplêndida festa, que decorreu na maior animação e cordialidade, trocaram-se muitos brindes e a cada passo entusiásticas saudações à Pátria e República e ao ilustre governador civil, Sr. Costa Amorim.

Fonte: A Pátria Nova, ano IV, 1912, n.º 197, p. 1.

Fontes e Bibliografia

Arquivo Distrital de Bragança, documentos vários.
A Pátria Nova, ano IV, 1912, n.º 173 e 197.
Revista de Chimica Pura e Applicada, ano 7, série III, n.º 3-4.
MARQUES, A. H. de Oliveira (coord.). 2000. Parlamentares e Ministros da 1.ª República (1910-1926). Lisboa: Assembleia da República.
Ordens Honoríficas Portuguesas. Disponível em http://www.ordens.presidencia.pt.

Publicação da C.M. Bragança

1877 – É criado o Conselho de Agricultura do Distrito de Bragança

CAMINHOS INFINITOS | Caminho ao Luar

 O Caminho ao Luar convida-o para uma caminhada noturna pelos recantos da vila de Alfândega da Fé, numa experiência onde a história, a tradição e a magia da noite se cruzam a cada passo.
O percurso termina no Lagar D'El Rei, um dos edifícios mais emblemáticos de Alfândega da Fé, datado do século XVII e símbolo da identidade, memória e património local.
13 de junho
Inscrições/Informações: Posto de Turismo - CCA
📞 279 460 020 (chamada para a rede fixa nacional)
📧 turismo@cm-alfandegadafe.pt
2,50€/pax
Data limite de inscrição: 11 de junho até às 17h00

Venha caminhar connosco e redescobrir a vila sob um novo olhar.

O Sr. Castro

A síndrome das casas vazias

Por: Jorge Oliveira Novo
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


 Muito de nós, por força do falecimento dos nossos progenitores, somos confrontados com a realidade da casa, na aldeia, que em tempos foi o nosso lar, o nosso chão sagrado dos afetos e espaço das vivências familiares mais intensas e felizes, estar agora vazia, triste e condenada.

Dói o coração ver assim o esforço de uma vida, a superação de tantos e tantos sacrifícios, em tempos de letras bancárias com taxas de juro elevadíssimas e salários de miséria, para nos ser oferecida a decência de um teto e o conforto de um espaço de construção de vida e de sonho de futuro, como extensão direta duma mesma dignidade humana reivindicada a pulso, suor e lágrimas.

Com a casa vazia a convergir para tantas outras casas vazias, em numerosas aldeias, constata-se que não só ficam vazias as casas, mas as próprias aldeias.

Vazias de pessoas que ali viviam e vazias de pessoas, como de nós, seus filhos, que tanto quanto nos era possível as íamos rever e conviver, somando-nos a elas e, agora, deixando de ter razões familiares e afetivas, vamos deixando de ir, talvez lenta e gradualmente até que quiçá seja definitivamente.

É a síndrome das casas vazias que esvaziam as aldeias, que se manifesta como um conjunto de sinais e sintomas que caraterizam uma doença grave, demográfica, social e política.

Cada dia se vai assistindo ao aumento desta síndrome, que não se concentra somente nas aldeias pequenas a que praticamente ninguém fez algum dia caso, mas igualmente nas aldeias de maior densidade populacional.

Urge refletir em como e com que meios se pode responder a estes sinais.

Necessita-se de projetos concretos, de sustentabilidade e de desenvolvimento, de perceber as necessidades especificas de cada aldeia e as ideias de solução que defendem as pessoas que nela habitam. Neste sentido é necessário promover o envolvimento de todos, cidadãos, responsáveis políticos, muito para além das querelas das cores político-partidárias, empresários, responsáveis institucionais e da sociedade civil, investidores, etc.

Penso que já é tempo de se concluir definitivamente que se não vai lá com um enfeite ou outro de jardim, com arranjos urbanísticos de espaços públicos ou de criação de “santuários” de borboletas ou de outras espécies (não pondo em causa a importâncias das mesmas), como se veem em algumas freguesias neste País!

É necessário reforçar nas aldeias o acesso qualificado aos serviços públicos, baixar os impostos para quem nelas vive, em apoiar quem faz a recuperação das casas devolutas, em propiciar que as empresas atuais possam continuar a evoluir e incentivar outras que se queiram implantar criando riqueza e postos de trabalho.

Era fundamental que o montante de fundos europeus recebidos, per capita, chegasse efetivamente aos habitantes das aldeias por Programas que sejam mais ativos e menos burocráticos para que não chegue o dia em que é tarde de mais. Há que dignificar as aldeias até pela função essencial que nelas se realiza, que é o contato com a terra, a produção de alimentos e a preservação da natureza.

As pessoas estão a ficar cansadas de ilusões e de mãos cheias de nada.

Jorge Manuel Esteves de Oliveira Novo (Professor)

CHEF TRANSMONTANA JUSTA NOBRE LEVA PROJETO “A CHEF VAI À ESCOLA” A MAIS DE 10 MIL ALUNOS EM TODO O PAÍS

 Natural de Vale de Prados, no concelho de Macedo de Cavaleiros, a chef transmontana Justa Nobre tem levado a todo o país o projeto “A Chef vai à Escola”, que já impactou mais de 10 mil alunos no ano letivo 2025/2026, ainda em curso.


A iniciativa, promovida pela Eurest Portugal através da marca Scolarest, percorre escolas de norte a sul com o objetivo de promover hábitos alimentares saudáveis, reforçar a educação alimentar e valorizar a gastronomia portuguesa junto de crianças e jovens, desde o pré-escolar ao ensino secundário.

Ao longo das diversas ações realizadas em estabelecimentos de ensino, o projeto procura transformar a alimentação escolar num momento de aprendizagem e descoberta, assente nos princípios de “Sabor, Saber e Viver”, promovendo também a sustentabilidade e o consumo consciente.

A organização destaca que já participaram mais de 10 mil alunos, envolvendo igualmente professores, assistentes operacionais e comunidades educativas, num esforço conjunto de aproximação entre a escola e a alimentação equilibrada.

Para Justa Nobre, a cozinha em contexto escolar tem uma forte dimensão pedagógica, sublinhando que “a alimentação escolar é um ato diário de educar, cuidar e criar memórias”, defendendo a introdução de novos alimentos de forma equilibrada e respeitando as referências familiares dos alunos.

O projeto “A Chef vai à Escola” afirma-se assim como uma iniciativa de alcance nacional, com forte impacto na promoção de estilos de vida mais saudáveis e na sensibilização das gerações mais jovens para a importância de uma alimentação equilibrada e sustentável.

Jornalista: Vitória Botelho
foto: DR

DOCENTES DE TRÊS CONTINENTES REUNIDOS NO IPB PARA FORMAÇÃO INTERNACIONAL EM EDUCAÇÃO STEM

 Docentes de Portugal, Itália e África do Sul participaram, no Instituto Politécnico de Bragança (IPB), numa semana de formação internacional centrada nos desafios da educação STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática).


A iniciativa, integrada no projeto europeu Ted-SOEP, promoveu a reflexão sobre inovação pedagógica, educação aberta e o uso responsável da inteligência artificial no ensino, através de sessões de trabalho colaborativo e partilha de experiências entre os participantes.

Ao longo da formação, foram ainda desenvolvidas novas abordagens educativas, reforçando a cooperação internacional e a atualização de práticas pedagógicas no ensino superior.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

III Festa da Terra e dos Gaiteiros levou tradição às ruas de Urrós (Mogadouro)

Junta de Freguesia de Macedo de Cavaleiros implementa projeto na área da saúde

 A Junta de Freguesia de Macedo de Cavaleiros quer implementar um novo projeto na área da saúde, intitulado “Manter, Prevenir e Cuidar”, que pretende apoiar sobretudo a população mais idosa na toma da medicação.


A iniciativa deverá avançar no terreno a partir de setembro, como explica Rita Rodrigues, tesoureira da Junta de Freguesia de Macedo de Cavaleiros:

As inscrições serão feitas através da Junta de Freguesia:

O projeto “Manter, Prevenir e Cuidar” surge, assim, como uma resposta dirigida a pessoas que não têm retaguarda familiar e que necessitam de apoio no acompanhamento da medicação.

O programa não terá limite de candidatos.

Maria João Canadas

Balanço positivo marca encerramento da Feira da Cereja em Alfândega da Fé

 Terminou mais uma edição da Feira da Cereja & Co em Alfândega da Fé. Durante três dias, o certame reuniu produtores, expositores e visitantes, numa edição marcada pelo reconhecimento nacional da Cereja de Alfândega da Fé como Indicação Geográfica Protegida.


O presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé, Eduardo Tavares, faz um balanço positivo da edição deste ano:

O reconhecimento nacional da Cereja de Alfândega da Fé como IGP foi um dos temas em destaque nesta edição. A autarquia considera que a certificação irá valorizar o produto e reforçar a sua afirmação no mercado.

Eduardo Tavares explica ainda que os apoios resultam da certificação IGP para o alargamento dos pomares:

Além da cereja, a feira voltou a promover o artesanato, a gastronomia e outros produtos endógenos da região.

O autarca sublinha que o certame é uma montra do que de melhor se produz no território:

O investimento do município nesta edição rondou os 300 mil euros, num certame que promove não só a cereja, mas também a gastronomia e os produtos regionais.

A feira contou com a presença de 120 expositores. No âmbito do cartaz musical, destacaram-se Carolina Deslandes, na sexta-feira, Ivandro e Kura, no sábado, e Zé Amaro, no domingo.

Jodie Pinto

Regadio e apoios agrícolas marcam visita do ministro da Agricultura a Alfândega da Fé

 Os investimentos no regadio e os apoios ao setor agrícola marcaram a visita do ministro da Agricultura e Pescas a Alfândega da Fé, no distrito de Bragança.


Durante a visita, foi lançado o concurso para o Bloco Norte do Vale da Vilariça, integrado na estratégia de expansão do regadio no concelho. O objetivo passa por duplicar a área regada até 2027, num investimento estimado entre 35 e 50 milhões de euros.

O presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé destacou os projetos em curso na área do regadio:

Segundo o ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, no âmbito dos apoios ao setor agrícola, o distrito de Bragança lidera as candidaturas aprovadas no PEPAC, com mais de mil projetos e cerca de 73 milhões de euros já aprovados:

O governante anunciou ainda medidas de apoio à redução dos custos de produção agrícola, incluindo apoios ao gasóleo agrícola e aos fertilizantes, admitindo também reforços por parte da União Europeia:

À margem da visita, o presidente da Câmara de Alfândega da Fé destacou o impacto dos investimentos no regadio para o território:

A visita do ministro da Agricultura ficou marcada pela aposta no regadio e pelos apoios ao setor agrícola, num território onde a água continua a ser apontada como estratégica para o desenvolvimento.

Jodie Pinto

Município de Carrazeda de Ansiães pondera avançar para nova ampliação da zona industrial

 A nova área empresarial de Carrazeda de Ansiães só já tem sete dos 39 lotes disponíveis para venda.


O presidente da Câmara, João Gonçalves, adianta que devido a esta procura, o executivo já está a trabalhar para avançar com uma nova fase de expansão. “A nossa preocupação é avançarmos para uma nova ampliação da zona industrial em que possamos, noutra tipificação, disponibilizar mais lotes, porque, felizmente, os lotes, desta ampliação que foi feita recentemente, estão praticamente todos entregues. Temos 7 lotes disponíveis neste momento e, pela procura que continuamos a ter, estamos a antever que muito rapidamente estes lotes também estarão adquiridos. E, portanto, estamos já a trabalhar, a pensar numa nova fase de ampliação da zona industrial. Isto é um bom indicador de que obviamente há interesse de investidores em se fixarem na nossa zona industrial”.

A futura área empresarial terá lotes com capacidade para acomodar empresas de maior dimensão.

Jornalista: Eduardo Pinto (Diário Regional de Informação)

Festividades e Atividades

𝐇𝐀𝐒𝐓𝐀𝐒 𝐏𝐔́𝐁𝐋𝐈𝐂𝐀𝐒: Exploração dos Bares das Piscinas de Miranda e Sendim

 A Câmara Municipal de Miranda do Douro aprovou, por unanimidade na sua reunião de 29 de maio de 2026, a abertura de duas hastas públicas para a cedência do direito de exploração dos bares/esplanadas das Piscinas Municipais Descobertas de Miranda do Douro e de Sendim. Ambos os concursos públicos estão agendados para o próximo dia 16 de junho de 2026.


Conheça os detalhes e as condições de cada um dos espaços:

PISCINA MUNICIPAL DE MIRANDA DO DOURO

Período de Concessão: Épocas balneares de 2026 e 2027 (meses de julho e agosto de cada ano). 
Preço Base de Licitação: €400,00 / mês (+ IVA). 
Funcionamento dos Lanços: Licitação verbal, com lanços mínimos de €20,00 (ou múltiplos). 
Caução: Valor de 3 rendas mensais. 
Hora e Local: 16 de junho de 2026, às 10:00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. 

PISCINA MUNICIPAL DE SENDIM

Período de Concessão: Época balnear de 2026 (meses de julho e agosto). 
Preço Base de Licitação: €50,00 / mês (+ IVA). 
Funcionamento dos Lanços: Licitação verbal, com lanços mínimos de €5,00 (ou múltiplos). 
Caução: Valor de 2 rendas mensais. 
Hora e Local: 16 de junho de 2026, às 14:00, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Sendim. 

𝐐𝐮𝐞𝐦 𝐩𝐨𝐝𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐜𝐨𝐫𝐫𝐞𝐫?

Podem participar pessoas singulares ou sociedades legalmente constituídas, desde que estejam coletadas nos CAE's 56301, 56302 ou 56303 e tenham um estabelecimento comercial em funcionamento nessas áreas. 

𝐂𝐨𝐧𝐬𝐮𝐥𝐭𝐚𝐬 𝐞 𝐕𝐢𝐬𝐢𝐭𝐚𝐬

Os processos podem ser consultados no site oficial do Município (www.cm-mdouro.pt). Se pretender visitar os espaços antes do leilão, pode agendar com a Unidade de Apoio Jurídico: 

📞 Telefone: 273 430 020 
📧 E-mail: carlos.sil@cm-mdouro.pt 

Informação baseada nos editais assinados pela Presidente da Câmara Municipal, Dra. Helena Maria da Silva Ventura Barril, a 5 de junho de 2026.

Saiba mais AQUI.

🐝 A Câmara Municipal de Vinhais informa que as candidaturas ao Apoio ao Fomento da Apicultura decorrem até 30 de junho de 2026.

 Este apoio destina-se aos apicultores do concelho que cumpram os requisitos previstos no regulamento municipal, contribuindo para a valorização da atividade apícola e para o desenvolvimento rural do território.

Prazo de candidatura: até 30 de junho
Local de entrega: Serviço de Atendimento ao Público do Município de Vinhais

Consulte o regulamento AQUI.

Workshop | A Importância das Infraestruturas Verdes na Conectividade e Conservação da Biodiversidade

 No próximo dia 12 de junho, Carrazeda de Ansiães recebe um workshop dedicado a um tema cada vez mais relevante para o futuro dos nossos territórios.

Data: 12 de junho
Local: ESAMA – Carrazeda de Ansiães

Participe e descubra como as infraestruturas verdes podem fazer a diferença na preservação da natureza e na qualidade de vida das comunidades.

🌱 Juntos, construímos um futuro mais verde!