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BRAGANÇA
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(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
domingo, 19 de julho de 2026
TONS DE LUZ DÃO VIDA A NOVA EXPOSIÇÃO EM BRAGANÇA
O Centro de Fotografia Georges Dussaud, em Bragança, recebe a exposição “Tons de Luz”, do fotógrafo António Joaquim Fernandes. A mostra reúne um conjunto de imagens que exploram a relação entre a luz, a sombra e a perceção da realidade, convidando o público a descobrir diferentes leituras do espaço e da fotografia contemporânea.
Jornalista: Vitória Botelho
INTERIOR LIDERA SUBIDA DO PREÇO DAS CASAS EM 2026 E BRAGANÇA DESTACA-SE ENTRE OS DISTRITOS COM MAIOR VALORIZAÇÃO
Segundo o estudo, os seis distritos com maior valorização entre 2025 e 2026 pertencem todos ao interior do país. Beja lidera a lista, com um aumento de 25,2%, seguindo-se Bragança, que registou uma subida de 24,5%. Guarda surge na terceira posição, com um crescimento de 21,4%, enquanto Viseu (+18,1%), Castelo Branco (+17,9%) e Vila Real (+14,8%) completam o grupo dos distritos que mais valorizaram.
Os dados indicam que a tendência de valorização do interior já era visível entre 2024 e 2025, mas ganhou ainda mais força no último ano, refletindo uma deslocação gradual da procura imobiliária para territórios onde os preços continuam mais competitivos.
No distrito de Bragança, o preço médio das habitações transacionadas passou de 117.107 euros, em 2025, para 145.812 euros em 2026, representando um dos maiores crescimentos registados a nível nacional.
Também Vila Real continua a acompanhar esta evolução positiva. O valor médio das casas vendidas através da rede ERA aumentou de 146.735 euros para 168.380 euros, correspondendo a uma valorização de 14,8% face ao ano anterior.
Em sentido contrário, Lisboa foi o único distrito a registar uma descida dos preços, com uma redução de 3,6%. Apesar desta quebra, continua a ser a região com o preço médio de habitação mais elevado do país, situando-se nos 365.281 euros.
No conjunto da rede ERA, o valor médio das habitações vendidas aumentou 22,7% nos últimos três anos, confirmando a dinâmica de crescimento que continua a marcar o mercado imobiliário nacional.
A análise evidencia uma mudança progressiva no mercado habitacional português, com o interior a afirmar-se como um território cada vez mais procurado, impulsionando a valorização dos imóveis e reforçando a atratividade de regiões como Trás-os-Montes e o Douro.
MAIS DE 100 ESTUDANTES PARTICIPAM NA 20.ª EDIÇÃO DOS ESTÁGIOS DE VERÃO DO IPB
Nesta edição comemorativa, participam jovens oriundos de 54 escolas distribuídas por 13 distritos Aveiro, Braga, Bragança, Coimbra, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Porto, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu , reforçando a capacidade do IPB para atrair estudantes de todo o território nacional.
Ao longo da semana, os participantes integram 34 estágios científicos, desenvolvidos nas diferentes escolas e centros de investigação da instituição, onde têm a oportunidade de acompanhar investigadores e docentes em projetos ligados a áreas como agricultura, ambiente, biologia, medicina veterinária, ciências alimentares, engenharia, robótica, inteligência artificial, ciência de dados, informática, educação, desporto e sustentabilidade.
A sessão de abertura contou com a presença do presidente do IPB, Orlando Rodrigues, da pró-presidente e coordenadora do Gabinete de Imagem e Apoio ao Estudante, Anabela Martins, bem como dos diretores das escolas e dos responsáveis pelos centros de investigação.
Para muitos dos participantes, esta representa a primeira experiência em ambiente laboratorial, permitindo-lhes realizar atividades práticas, utilizar equipamentos científicos especializados e conhecer de perto o trabalho desenvolvido pelos investigadores do Instituto.
Além da componente científica, o programa contempla atividades culturais, desportivas e momentos de convívio, proporcionando aos jovens uma experiência alargada da vida académica e do quotidiano da cidade de Bragança.
A edição de 2026 assinala um marco importante na história da iniciativa, celebrando duas décadas de realização dos Estágios de Verão do IPB. Desde a sua criação, em 2007, o programa já envolveu milhares de estudantes, contribuindo para despertar vocações científicas e apoiar muitos jovens na escolha do seu percurso académico e profissional.
Ao longo destes 20 anos, a iniciativa contou com o empenho de docentes, investigadores, técnicos, estudantes-monitores e colaboradores da instituição, consolidando o Instituto Politécnico de Bragança como uma referência na promoção da cultura científica e na aproximação dos jovens ao ensino superior.
GNR PROMOVE AÇÃO DE SENSIBILIZAÇÃO PARA PREVENIR AFOGAMENTOS EM MIRANDA DO DOURO
A iniciativa procurou sensibilizar crianças, jovens e adultos para a importância da prevenção de acidentes, reforçando a necessidade de cumprir as regras de segurança durante as atividades de lazer em rios, praias fluviais e outras zonas aquáticas.
Durante a ação, os militares da Guarda Nacional Republicana transmitiram recomendações destinadas a reduzir o risco de afogamentos, apelando à vigilância permanente das crianças, ao respeito pela sinalização existente e à adoção de comportamentos responsáveis junto da água.
Com esta iniciativa, a GNR pretende reforçar a prevenção e contribuir para a segurança da população durante a época de verão, promovendo uma maior consciencialização para os riscos associados às atividades em meio aquático.
ALFÂNDEGA DA FÉ ACOLHE APRESENTAÇÃO DA PRIMEIRA REDE NACIONAL DE MISSIONÁRIOS DIGITAIS
A sessão está marcada para as 15h00, no Lagar d’El Rey, e assinala o arranque de um projeto que surge na sequência do apelo lançado pelo Papa Leão XIV para uma maior presença da Igreja nos ambientes digitais, procurando levar a mensagem cristã às plataformas onde milhões de pessoas comunicam diariamente.
A nova rede pretende promover uma presença mais ativa nas redes sociais, podcasts e restantes meios digitais, incentivando a utilização destas ferramentas como espaços de diálogo, partilha e transmissão de valores.
Durante a apresentação será também divulgado o evento “Missionários Digitais 2026”, agendado para 26 de setembro, igualmente em Alfândega da Fé. A organização prevê a participação de milhares de pessoas num encontro que incluirá conferências, testemunhos, momentos de reflexão, uma oração ecuménica pela paz no mundo digital e a assinatura da Carta Fundadora da Rede Nacional dos Missionários Digitais.
Um dos destaques da programação será a presença do Padre Guilherme Peixoto, conhecido pelas atuações como DJ, que integrará o evento de setembro com um espetáculo que pretende aproximar a mensagem da Igreja dos públicos mais jovens através da música eletrónica.
A apresentação da iniciativa é promovida pela Fundação Cónego Manuel Joaquim Ochôa, pelo Santuário do Imaculado Coração de Maria de Cerejais e pelo Secretariado Diocesano da Pastoral da Cultura e do Turismo da Diocese de Bragança-Miranda.
Na sessão de segunda-feira vão intervir o presidente da Fundação Cónego Manuel Joaquim Ochôa, padre Manuel Ribeiro, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Alfândega da Fé, Telmo Mesquita, o diretor do Agrupamento de Escolas de Alfândega da Fé, José Monteiro, o membro do conselho de administração da Fundação, Paulo Neves, e a vice-presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé, Maria Manuel Silva.
Com esta iniciativa, Alfândega da Fé posiciona-se como o ponto de partida de um projeto nacional que pretende reforçar a presença da Igreja nos meios digitais e criar uma rede colaborativa de comunicação, evangelização e diálogo adaptada aos desafios da sociedade contemporânea.
RIO TUA RECEBEU SEGUNDA EDIÇÃO DO FUZIREMO COM DEZENAS DE PARTICIPANTES
A iniciativa, promovida pela Delegação de Fuzileiros de Trás-os-Montes, reuniu cerca de 90 participantes, que percorreram o rio em botes a remos, num percurso marcado pela camaradagem, pelo desafio físico e pela valorização da paisagem natural da região.
Ao longo da descida, os participantes tiveram ainda a oportunidade de conviver com elementos dos Fuzileiros da Marinha, reforçando o espírito de união e de partilha que caracteriza esta iniciativa.
A realização do FUZIREMO contou com o apoio da Câmara Municipal de Mirandela, que se associou à organização de um evento que alia desporto, natureza e convívio, contribuindo também para a promoção do rio Tua e das potencialidades do concelho.
Faleceu o motociclista ferido em acidente à saída de Bragança
O homem, de 75 anos, perdeu o controlo da mota e acabou por cair numa ravina, com cerca de 15 metros, sofrendo ferimentos graves.
O socorro foi prestado pelos bombeiros de Bragança, que procederam a manobras de reanimação no local, antes de o transportarem ao hospital de Bragança, ainda com sinais vitais.
No entanto, o homem acabaria por não resistir aos ferimentos e faleceu durante a tarde.
O alerta para o acidente foi dado perto do meio-dia.
1 Semana após a realização do Torneio Freixo Cup Feminino 2026, partilhamos consigo alguns dos melhores momentos registados ao longo destes 3 dias de competição - 10, 11 e 12 de julho, que juntou 20 equipas dos escalões sub11, sub13 e sub15, a jogar nas modalidades de futebol e de futebol de praia.
A todos os que fizeram parte e tornaram possível este Freixo Cup 2026 - edição masculina a 27 e 28 de junho e edição feminina a 10, 11 e 12 de julho - o nosso Muito Obrigado. Mais uma vez, o sucesso desta iniciativa desportiva que visa promover o futebol de futebol infantil e juvenil, foi inequivoco!
FEIRA MEDIEVAL DE CONSTANTIM LEVA A IDADE MÉDIA ÀS RUAS DA FREGUESIA A Feira Medieval de Constantim está de regresso
A Feira Medieval de Constantim está de regresso este fim de semana, dias 18 e 19 de julho, transformando a freguesia do concelho de Vila Real num autêntico cenário da Idade Média. Sob o tema "A Inquisição", o evento reúne recriações históricas, cortejos, espetáculos, música, dança, artes e ofícios tradicionais, proporcionando aos visitantes uma viagem no tempo e um ambiente de grande animação ao longo dos dois dias.
Jornalista: Vitória Botelho
sábado, 18 de julho de 2026
BRAGANÇA APRESENTA AGENDA DE VERÃO COM QUATRO GRANDES EVENTOS
Bragança já revelou a programação cultural para o mês de agosto. Música, recriações históricas, animação de rua e as tradicionais Festas de Bragança fazem parte de uma agenda que promete atrair milhares de visitantes e dinamizar a cidade ao longo do verão.
Jornalista: Vitória Botelho
Cientistas apelam ao reconhecimento urgente de nova espécie de coelho em Portugal e oeste de Espanha
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| Coelho-ibérico (Oryctolagus algirus). Foto: Daniel Burón / wildnatfilm.com |
Um novo estudo apela ao reconhecimento de uma nova espécie de coelho para a Península Ibérica, presente em Portugal e no oeste espanhol – o coelho-ibérico (Oryctolagus algirus) – com implicações para as políticas de conservação e de gestão deste mamífero ameaçado. O artigo científico foi publicado esta semana na revista Biological Conservation, redigido por 12 cientistas de Espanha, Portugal e Reino Unido.
Atualmente, a Ciência reconhece apenas uma única espécie de coelho em todo o mundo: o coelho-bravo, também chamado de coelho-europeu (Oryctolagus cuniculus), que é originário da Península Ibérica e foi sendo introduzido no resto da Europa e noutros continentes como a Oceania e ainda em cerca de 800 ilhas. Em muitos desses locais é hoje considerado uma espécie invasora, mas não em Portugal e Espanha, onde é uma presa chave para a sobrevivência de muitas outras espécies, como o lince-ibérico e a águia-imperial-ibérica.
Os registos taxonómicos atuais consideram ainda que o coelho-bravo se divide em duas subespécies presentes na Península Ibérica: o Oryctolagus cuniculus cuniculus e o Oryctolagus cuniculus algirus. Enquanto que a primeira foi sendo domesticada e foi transportada pelos humanos para muitas outras regiões do planeta, a outra subespécie manteve-se quase exclusivamente no sudoeste da Península Ibéric, com introduções limitadas apenas na Madeira e Açores, nota o estudo agora publicado, liderado pelo Instituto de Estudos Sociais Avançados (IESA-CSIC), em Espanha.
“Propomos o reconhecimento formal do O. algirus como a linhagem ibérica, mantendo o O. cuniculus como a linhagem de coelho-bravo distribuída no nordeste da Península Ibérica e sul de França e introduzida noutros locais do mundo”, apela a equipa de investigadores, que propõe também que “uma reavaliação taxonómica formal deve ser priorizada”.
Divididos pelo gelo há quase 2 milhões de anos
“Os dois coelhos, que se consideravam até agora subespécies do coelho-bravo, divergiram há cerca de dois milhões de anos depois de ficarem isolados em dois refúgios glaciares, em extremos opostos da Península Ibérica: um no vale do Ebro (no nordeste espanhol) e outro no Golfo de Cádiz (no sudoeste de Espanha)”, detalha uma nota de imprensa sobre o novo estudo, divulgada pelo IESA-CSIC.
Foi neste período da história da Terra conhecido como Pleistoceno, numa altura em que o Hemisfério Norte estava quase todo coberto por gelo, que as duas linhagens se começaram a distanciar em termos evolutivos. Mais tarde, ambas expandiram-se para outras áreas da Península Ibérica, incluindo uma zona de contacto próximo que agora divide o território peninsular em duas partes, indica também a equipa.
Para sustentar a existência das duas espécies, os investigadores basearam-se nos resultados de outras investigações já realizadas. “Evidências genómicas obtidas a partir do DNA mitocondrial e dos cromossomas sexuais mostram que as duas linhagens evoluíram separadamente desde o Pleistoceno, permanecendo reprodutivamente isoladas ao longo de toda a sua história evolutiva”, indica uma nota de imprensa divulgada esta semana pelo CIBIO (Universidade do Porto), cujos cientistas participaram também no estudo agora divulgado
Também as características físicas, sustentam os investigadores, demonstram que o coelho-ibérico é diferente do seu congénere: o primeiro é geralmente “mais pequeno, relativamente mais escuro, menos social e ocorre em densidades menores”, descrevem. Além disso, “amadurece mais cedo, produz menos crias e tem uma trajetória diferente de crescimento”. E acrescentam que até mesmo os parasitas e os microbiomas intestinais encontrados nestes dois coelhos, tal como a composição da carne, são diferentes entre si.
Duas espécies de coelho, mas só uma ameaçada de extinção
Outra das evidências que justificam esta conclusão, considera a equipa, é que praticamente não existe reprodução cruzada entre as duas linhagens. Isto apesar das numerosas translocações de exemplares de coelho-bravo para as áreas onde está presente o coelho-ibérico, no âmbito de programas de reforço populacional ou para apoiar a conservação de outros animais ameaçados, mas também com fins cinegéticos (caça), indica o estudo. Apesar disso, “os híbridos mantêm-se circunscritos à zona de contacto”.
“Já não é possível gerir as populações de coelhos na Península Ibérica como se constituíssem uma única entidade biológica. Reconhecer estas duas espécies é fundamental para desenvolver medidas de conservação adequadas e evitar que uma linhagem evolutiva única continue o seu declínio”, sublinha Nuno Ferrand, diretor e investigador do CIBIO e um dos autores.
Desde logo, porque provavelmente apenas o coelho-ibérico – presente em Portugal e numa parte de Espanha – estará hoje ameaçado de extinção, indica também o estudo agora publicado. Embora as duas linhagens (coelho-bravo e coelho-ibérico) tenham sofrido grandes declínios populacionais ao longo do século XX, “devido à perda de habitat e a doenças como a mixomatose e a doença hemorrágica”, mais recentemente seguiram caminhos diferentes: os números de coelho-bravo “mantêm-se estáveis ou estão a aumentar a nível local, em especial em paisagens agrícolas”, enquanto que o coelho-ibérico “continua a declinar” por quase todo o território português e no oeste e sul de Espanha.
Se os dois coelhos fossem avaliadas de forma independente, afirmam os investigadores, o coelho-bravo seria provavelmente Pouco Preocupante e o coelho-ibérico ficaria classificado Em Perigo – ou seja, em risco de extinção, “por estar a sofrer um declínio severo e continuado”.
Ajustar períodos e quotas de caça
De acordo com o CIBIO, o novo estudo “fundamenta a necessidade de transformações, como o ajuste dos períodos e quotas de caça, reconhecendo que a dinâmica demográfica mais lenta do coelho ibérico o torna vulnerável à sobre-exploração e que a proibição imediata da transferência de espécimes de uma linhagem tão divergente através da zona de contacto estável que divide as duas espécies deve ser tida em consideração”.
Numa próxima fase, a equipa de investigação tem como objetivo focar-se no desenvolvimento de protocolos práticos de identificação no campo e na delimitação fina da zona de contacto geográfico entre as duas espécies.
“Os investigadores esperam também que estas conclusões sensibilizem as comunidades de caçadores, os gestores ambientais e os decisores políticos para a urgência de desenhar planos específicos de recuperação para o coelho ibérico”, acrescenta este centro de investigação ligado à Universidade do Porto.
“Chegar a este ponto após quatro décadas de investigação é particularmente gratificante. Ver a ciência traduzir-se em consequências concretas para a conservação de uma espécie tão importante do ponto de vista ecológico, social e económico constitui um marco muito especial”, conclui Nuno Ferrand.
Energias renováveis: Rewilding Portugal e Quercus contestam novo programa de zonas de aceleração
O novo plano, cuja proposta esteve em consulta pública até 15 de julho, define onde se podem instalar novos parques solares e eólicos de forma acelerada, lembra esta organização ambiental, que acrescenta que a Agência Portuguesa do Ambiente já indicou que não será realizada uma avaliação de impacte ambiental caso a caso, nessas zonas.
“A proposta atual não impede a concentração excessiva de projetos numa mesma região, não avalia os efeitos cumulativos de várias centrais e das linhas de muito alta tensão associadas, e não protege de forma vinculativa os corredores por onde se movem espécies como o lobo-ibérico e o lince-ibérico, cuja recuperação estamos a trabalhar há anos com fundos europeus”, diz ainda a Rewilding Portugal, que coordena um projeto de rewilding no Vale do Coa e tem estado envolvida em vários projetos LIFE dedicados à conservação do lince-ibérico e do lobo.
A ONG portuguesa pede várias alterações, incluindo “limites reais à concentração de projetos numa mesma zona”, “proteção vinculativa dos corredores de conectividade ecológica para grandes carnívoros e restante fauna impactada por este tipo de projetos (aves de rapina, aves estepárias e morcegos)”, “a manutenção da proteção de zonas húmidas, Geoparques UNESCO e de outras áreas classificadas”, e também “participação pública real nas fases seguintes” deste processo, e não apenas nesta consulta.
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| Parque solar na zona de Alcoutim, no Algarve. Foto: PDS.2016/Wiki Commons |
Também a Quercus emitiu um parecer desfavorável ao projeto em cima da mesa, desde logo devido ao “desfasamento entre o potencial teórico mapeado e a capacidade real de escoamento da rede elétrica”, afirma a ONG em comunicado.
A Quercus sublinha que este programa “propõe uma delimitação que ocupa cerca de 7% do território de Portugal continental, uma área superior à totalidade da mancha urbana nacional (6%, segundo a Carta de Uso e Ocupação do Solo de 2023), quando estimativas científicas apontam que 1% do território bastaria para cumprir as metas nacionais de energia solar”. “Expor áreas sem viabilidade de rede a regimes de licenciamento facilitados não traz qualquer ganho real para a transição energética e gera, isso sim, pressão imobiliária e especulativa artificial sobre o território”, acrescenta.
A “exclusão indevida da Reserva Ecológica Nacional como condicionante”, sem uma justificação técnica para sustentar esse “recuo”, é outro dos pontos do projeto que preocupam a associação.
No total, o PSZAER recebeu 8375 pareceres no Portal Participal, durante o período de consulta pública. Da parte dos autarcas a reação tem sido especialmente negativa, traduzida na rejeição pública do projeto pela Associação Nacional de Municípios e várias autarquias, como por exemplo Porto de Mós, Figueiró dos Vinhos, Vila Nova da Barquinha e Oleiros.
Museu da Terra de Miranda recebe trajes tradicionais
A par dos trajes, o Museu da Terra de Miranda recebeu uma gaita-de-foles e outras peças de elevado valor histórico, etnográfico e cultural, profundamente ligadas à identidade da região do planalto mirandês.
“Estes novos elementos representam um reforço muito relevante das coleções do Museu da Terra de Miranda, permitindo preservar, estudar e dar a conhecer um património que testemunha a riqueza das tradições, dos saberes e da cultura mirandesa”, indica o museu.
De acordo com a direção da unidade museológica, a parceria entre o Museu Nacional do Traje e o Museu da Terra de Miranda “traduz o reconhecimento da importância do museu na salvaguarda e valorização do património cultural da região, reunindo as condições adequadas para assegurar a conservação, investigação e divulgação deste valioso acervo”.
MIRANDELA COLOCA A CONCURSO OS ÚLTIMOS 16 LOTES DA EXPANSÃO DA ZONA INDUSTRIAL
O Município de Mirandela tem a decorrer o concurso público para a alienação dos últimos 16 lotes da Área de Acolhimento Empresarial (AAE), integrada na expansão da Zona Industrial, numa iniciativa que pretende consolidar o concelho como um dos principais polos de investimento e desenvolvimento económico de Trás-os-Montes.
Esta fase corresponde aos lotes ainda disponíveis da nova área empresarial, depois de já terem sido atribuídos 25 dos 40 lotes previstos no projeto de expansão, um indicador da procura registada por empresas interessadas em instalar ou ampliar a sua atividade no concelho.
Com uma área global de cerca de 13,5 hectares, a expansão da Zona Industrial foi concebida para acolher investimentos em diferentes setores de atividade, criando condições para o crescimento do tecido empresarial, a atração de novos investidores e a geração de emprego qualificado.
A disponibilização dos últimos terrenos representa um passo decisivo na consolidação desta infraestrutura estratégica, que assume um papel relevante na dinamização económica de Mirandela e de toda a região transmontana, reforçando a competitividade do território e a capacidade de atrair novos projetos empresariais.
Os interessados podem apresentar candidaturas até às 17h00 do dia 3 de agosto de 2026, através da plataforma disponibilizada pelo Município, onde se encontram igualmente disponíveis todas as informações relativas ao procedimento concursal.
Com esta iniciativa, a Câmara Municipal de Mirandela reafirma a aposta na criação de condições favoráveis ao investimento privado, procurando potenciar o desenvolvimento económico sustentável, fortalecer o tecido empresarial local e consolidar o concelho como um destino de referência para a instalação de novas empresas em Trás-os-Montes.
CARRAZEDA DE ANSIÃES AVALIA ESTADO DO ARVOREDO URBANO PARA REFORÇAR SEGURANÇA E PRESERVAÇÃO AMBIENTAL
O Município de Carrazeda de Ansiães está a desenvolver uma ação de avaliação técnica do arvoredo urbano, uma iniciativa preventiva que visa assegurar a preservação do património arbóreo e reforçar a segurança de pessoas e bens em todo o concelho.
Os trabalhos estão a ser realizados por uma empresa especializada, responsável pela análise da estabilidade das árvores, da sua condição fitossanitária e da eventual existência de doenças, pragas ou outras anomalias que possam comprometer a sua conservação ou representar riscos para a população.
Esta avaliação integra a estratégia municipal de gestão sustentável dos espaços verdes e permitirá conhecer, com maior rigor, o estado de cada exemplar arbóreo, criando uma base técnica para definir futuras intervenções de manutenção, tratamento ou conservação.
A iniciativa assume um caráter essencialmente preventivo, privilegiando a proteção das árvores e a adoção das soluções mais adequadas para garantir a sua longevidade, reduzindo simultaneamente os riscos associados à degradação do património arbóreo.
Para o Município de Carrazeda de Ansiães, conhecer melhor o estado do arvoredo é um passo fundamental para proteger um património natural que desempenha um papel determinante na qualidade de vida da população, contribuindo para a valorização da paisagem urbana, o equilíbrio ambiental, a promoção da biodiversidade e a construção de um concelho mais sustentável.
Com esta ação, a autarquia reforça o compromisso com uma gestão responsável dos espaços verdes, apostando na preservação ambiental e na melhoria contínua das condições de segurança e bem-estar da comunidade.
MIRANDELA PROMOVE SESSÃO DE IOGA AQUÁTICO PARA CRIANÇAS E FAMÍLIAS NA PISCINA DA MARAVILHA
O Município de Mirandela promove, no próximo sábado, uma atividade inovadora que combina ioga aquático e psicomotricidade infantil, proporcionando uma experiência lúdica, educativa e de promoção do bem-estar destinada a crianças e respetivas famílias.
A iniciativa realiza-se às 10h30, na Piscina da Maravilha, e dirige-se a crianças com idade superior a três anos, acompanhadas pelos pais ou encarregados de educação, numa sessão que pretende estimular o desenvolvimento físico, emocional e relacional em ambiente aquático.
Através de uma história interativa, os participantes serão convidados a explorar diferentes movimentos e desafios na água, conjugando técnicas de respiração, posturas inspiradas no mundo animal e exercícios concebidos para estimular a coordenação motora, o equilíbrio, a consciência corporal e a confiança no meio aquático.
Ao longo da atividade, as crianças irão recriar movimentos como os saltos da rã ou a flutuação da tartaruga, participando também em jogos dinâmicos que promovem a autonomia e a segurança na água. A sessão termina com um momento de relaxamento, recorrendo à flutuação dorsal, proporcionando uma experiência de tranquilidade e bem-estar.
Um dos aspetos diferenciadores desta iniciativa é o envolvimento ativo dos pais, que acompanham os filhos durante toda a sessão, assumindo um papel de apoio e segurança, ao mesmo tempo que reforçam os laços afetivos através da partilha de momentos de aprendizagem e diversão.
A participação é gratuita, mas está sujeita a inscrição prévia nas plataformas do município.

















