MEMÓRIAS...e outras coisas...
BRAGANÇA
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Sobre o Blogue
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
O Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros recebe a exposição “𝐀 𝐒𝐞𝐠𝐮𝐧𝐝𝐚 𝐏𝐞𝐥𝐞”, de 𝐁𝐚𝐥𝐛𝐢𝐧𝐚 𝐌𝐞𝐧𝐝𝐞𝐬, com inauguração no sábado, dia 𝟕 𝐝𝐞 𝐟𝐞𝐯𝐞𝐫𝐞𝐢𝐫𝐨, às 𝟏𝟓𝐡𝟎𝟎.
A Segunda Pele leva-nos ao território da metamorfose. Fala da transformação que acontece quando assumimos uma máscara e da possibilidade de nos tornarmos outros sem deixarmos de ser quem somos. A máscara surge como um prolongamento da pele, um lugar de passagem entre vivências, memórias e sentidos.
Aqui, a máscara deixa de ser apenas um objeto simbólico para se tornar um espaço interior. Um lugar onde um outro eu se esconde e se revela, presente em cada momento marcante da nossa vida. É nesta tensão entre o visível e o oculto que a obra de Balbina Mendes encontra a sua força e singularidade.
𝐄𝐱𝐩𝐨𝐬𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐩𝐚𝐭𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐝𝐞 𝟕 𝐝𝐞 𝐟𝐞𝐯𝐞𝐫𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐚 𝟖 𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐫𝐜̧𝐨.
Entrada livre.
Álvaro de Mendonça Machado de Araújo - Os Governadores Civis do Distrito de Bragança (1835-2011)
Advogado. Magistrado administrativo.
Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra.
Administrador do concelho de Mirandela (1879-1880). Secretário-geral do Governo Civil de Bragança (1884-1890). Deputado (1890-1892, 1893 e 1894). Presidente da Câmara Municipal de Bragança (1893-1896). Governador civil de Braga (1898-1900). Governador civil de Bragança (1904-1906).
Natural da freguesia de Abreiro, concelho de Mirandela.
Filho de José Maria de Mendonça Machado de Araújo, fidalgo cavaleiro da Casa Real e senhor da Casa da Amiosa (Monção), e de Maria Augusta de Mendonça Guerra Teixeira.
Neto materno de João Firmino Teixeira, 1.º barão de Barcel.
Casou com Isabel Maria de Almada Meneses Pimentel, de quem teve quatro filhos, Maria Olema de Mendonça Machado de Araújo (n. 7.3.1876), Maria Olímpia Alvarina de Mendonça Machado de Araújo (n. 20.1.1886), Túlia Leontina de Mendonça Machado de Araújo e Abel de Mendonça Machado de Araújo.
Avô de Álvaro de Mendonça Machado de Araújo Gomes de Moura, médico e deputado à Assembleia Nacional.
𝙈𝙪𝙡𝙝𝙚𝙧 𝙖𝙩𝙧𝙤𝙥𝙚𝙡𝙖𝙙𝙖 𝙘𝙤𝙢 𝙘𝙤𝙣𝙙𝙪𝙩𝙤𝙧 𝙚𝙢 𝙛𝙪𝙜𝙖 𝙚𝙢 𝘾𝙖𝙧𝙘̧𝙖̃𝙤
Ainda não é conhecido o estado da vítima, mas o major da GNR de Bragança e responsável das relações públicas, Hernâni Martins, confirmou à Rádio Brigantia que a vítima foi evacuada para o hospital de Bragança e que o suspeito, um homem também com cerca de 55 anos, se encontra em fuga.
O alerta para a ocorrência foi dado pelas 7h45. No local, além dos bombeiros estiveram a GNR e a Polícia judiciária.
(Em atualização)
O Município de Bragança acaba de lançar o calendário com os principais eventos previstos para 2026.
𝘖 𝘤𝘢𝘭𝘦𝘯𝘥𝘢́𝘳𝘪𝘰 𝘤𝘰𝘮𝘱𝘭𝘦𝘵𝘰 𝘥𝘦 𝘦𝘷𝘦𝘯𝘵𝘰𝘴 𝘱𝘢𝘳𝘢 2026 𝘱𝘰𝘥𝘦 𝘴𝘦𝘳 𝘤𝘰𝘯𝘴𝘶𝘭𝘵𝘢𝘥𝘰 𝘯𝘰𝘴 𝘤𝘢𝘯𝘢𝘪𝘴 𝘪𝘯𝘴𝘵𝘪𝘵𝘶𝘤𝘪𝘰𝘯𝘢𝘪𝘴 𝘥𝘰 𝘔𝘶𝘯𝘪𝘤𝘪́𝘱𝘪𝘰 (𝘸𝘸𝘸.𝘤𝘮-𝘣𝘳𝘢𝘨𝘢𝘯𝘤𝘢.𝘱𝘵 𝘦 𝘳𝘦𝘥𝘦𝘴 𝘴𝘰𝘤𝘪𝘢𝘪𝘴), 𝘦𝘴𝘵𝘢𝘯𝘥𝘰 𝘴𝘶𝘫𝘦𝘪𝘵𝘰 𝘢 𝘦𝘷𝘦𝘯𝘵𝘶𝘢𝘪𝘴 𝘢𝘵𝘶𝘢𝘭𝘪𝘻𝘢𝘤̧𝘰̃𝘦𝘴 𝘱𝘰𝘯𝘵𝘶𝘢𝘪𝘴 𝘴𝘦𝘮𝘱𝘳𝘦 𝘲𝘶𝘦 𝘴𝘦 𝘫𝘶𝘴𝘵𝘪𝘧𝘪𝘲𝘶𝘦.
Santulhão: Festival do Entrudo de 14 a 17 de fevereiro
Nesta localidade do concelho de Vimioso, o Carnaval ou Entrudo é vivido com entusiasmo pela população residente e também pelos muitos (e)migrantes, que aproveitam o fim-de-semana de carnaval, para regressar à terra-natal e participar na folia.
Em Santulhão, o Entrudo transformou-se mesmo num festival, que atualmente decorre ao longo de quatro dias, com atividades como uma montaria ao javali, concertos, teatro, passeio pedestre, workshop de entrudos, concurso e exposição de máscaras.
No programa de atividades, destaque para o jantar convívio do butelo, agendado para 16 de fevereiro e que todos os anos reune centenas de pessoas, para degustar um dos enchidos típicos desta altura do ano.
Após o tradicional jantar do Butelo, na aldeia de Santulhão, segue-se o ritual da Expiação do Entrudo. De acordo com a organização, a figura do Entrudo é um boneco feito em estrutura de madeira, vestido com roupas velhas e enchido com palha. O Entrudo representa todos os males que aconteceram na aldeia e no mundo, ao longo do ano anterior.
A expiação consiste na exibição noturna do Entrudo pelas ruas da aldeia, acompanhados de música e do anúncio da prisão do malfeitor, que no dia seguinte vai ser julgado pela população.
Na terça-feira de Carnaval, 17 de fevereiro, realiza-se Desfile e Julgamento do Entrudo, numa tarde de animação que inclui os concursos de entrudos e de máscaras, com prémios para os melhores exemplares. No julgamento do Entrudo, perante as acusações do povo, o juiz vai ditar a sentença, que por norma, é a morte e queima do entrudo. O fogo e a queima significam a purificação.
Ao público que pretenda visitar Santulhão na terça-feira de caranaval, recomenda-se o uso de roupa adequada, pois nesta localidade é tradição dar as boas-vindas aos visitantes com cinza e farinha!
O Festival do Entrudo é uma iniciativa do Grupo Recreativo e Associativo de Santulhão (GRAS), que conta com os apoios do município de Vimioso, da Freguesia de Santulhão, da Reserva da Bioesfera Transfronteiriça da Meseta Ibérica, da Freguesia de Santulhão, dos Café Caçador e Teixeira e do Ministério da Cultura.
📚 𝐀 𝐁𝐢𝐛𝐥𝐢𝐨𝐭𝐞𝐜𝐚 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥 𝐒𝐚𝐫𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐏𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞𝐥 𝐫𝐞𝐜𝐞𝐛𝐞, 𝐧𝐨 𝐝𝐢𝐚 𝟕 𝐝𝐞 𝐟𝐞𝐯𝐞𝐫𝐞𝐢𝐫𝐨, 𝐚̀𝐬 𝟏𝟓𝐡𝟎𝟎, 𝐚 𝐚𝐩𝐫𝐞𝐬𝐞𝐧𝐭𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐨 𝐥𝐢𝐯𝐫𝐨 “𝐐𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐧𝐨𝐬 𝐯𝐨𝐥𝐭𝐚𝐫𝐦𝐨𝐬 𝐚 𝐞𝐧𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚𝐫”, 𝐝𝐞 𝐉𝐮́𝐥𝐢𝐨 𝐅𝐚𝐠𝐮𝐬.
Uma obra marcada por um olhar profundamente humano sobre a vida, a memória e a bondade, onde o autor reflete sobre pessoas comuns e sobre a ética que permanece para além do tempo.
A iniciativa é de entrada livre e aberta a toda a comunidade.
O Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros recebe, no 𝐩𝐫𝐨́𝐱𝐢𝐦𝐨 𝐬𝐚́𝐛𝐚𝐝𝐨, dia 7 de fevereiro, pelas 𝟐𝟏𝐡𝟑𝟎, o espetáculo de dança contemporânea “𝐀𝐋𝐄́𝐍”.
Através do movimento, as intérpretes reencarnam memórias universais esquecidas, ativando um estado sensível partilhado. Trata-se de uma coreografia emocional, intuitiva e simbólica, onde o frágil e o potente convivem numa dramaturgia aberta que interpela diretamente o espectador.
Deixe-se envolver por esta viagem única através da dança.
O bilhete tem um custo de 𝟑€ e pode ser adquirido no Centro Cultural ou através do telefone 278 428 100.
𝐇𝐨𝐫𝐚́𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐚 𝐛𝐢𝐥𝐡𝐞𝐭𝐞𝐢𝐫𝐚:
Dia de espetáculo: 16h00 - 18h00 | 20h30 - 21h30
Setor cinegético quer soluções para a valorização da caça
Segundo o ministro, estas medidas surgem num contexto de desequilíbrio provocado pelo excesso de javalis, que tem causado prejuízos agrícolas e levantado preocupações ambientais e de segurança. José Manuel Fernandes sublinha ainda o papel dos caçadores no equilíbrio dos ecossistemas:
Do lado da Federação das Associações de Caçadores da 1ª Região Cinegética, o presidente João Alves defende que as políticas públicas para o setor devem ter em conta as realidades regionais e não ser decididas de forma centralizada:
João Alves sublinha ainda o peso económico do setor cinegético e o seu contributo para o desenvolvimento do interior do país, defendendo um maior reconhecimento político desta atividade:
A Federação pretende reforçar o diálogo institucional e utilizar eventos ligados à caça como plataformas de afirmação do setor a nível nacional e internacional:
A valorização da caça e o reconhecimento do impacto económico do setor cinegético marcam assim o debate em torno desta atividade. Governo e representantes dos caçadores apontam para a necessidade de soluções concertadas, capazes de responder às especificidades regionais e de reforçar a sustentabilidade ambiental e territorial.
…das tempestades... das guerras… ou do Apocalipse
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)
O Apocalipse cumpre-se todos os dias neste périplo desgraçado da humanidade ao longo de um devir histórico penoso e cheio de contrariedades.
Entretanto os Católicos espalhados pelo mundo entregam-se nas mãos redentoras de Jesus de Nazaré, num combate perene à filosofia satânica e cabalística.
Os Muçulmanos, fiéis ao Alcorão revêem-se na mensagem do Profeta e na luta contra o Ocidente infiel e fonte de todo o mal.
Os Budistas continuam o longo percurso das múltiplas reencarnações até alcançarem a iluminação, o Nirvana onde termina este penoso percurso do regresso à vida e começa a felicidade e a harmonia eterna.
Os Maçons continuarão para todo o sempre a bater maçonicamente à porta do Templo e a encerrar os seus trabalhos à meia-noite em ponto, esperando que a sociedade caminhe para a igualdade, liberdade e fraternidade.
A Opus Dei nas pegadas de São Josemaria Escrivá de Balaguer percorre, numa ortodoxia discreta, o caminho da santidade numa aposta clara no trabalho e no sofrimento.
Os Templários fazem-se caminho na demanda do Santo Graal e da vida eterna, num incómodo contemporâneo com o Código Da Vinci.
Os Judeus pacientemente esperam a chegada do Messias anunciado por Profetas antiquíssimos.
E perante tudo isto, Deus olha a humanidade na sua diversidade, na sua alteridade, mas com objetivos comuns, de ultrapassar a precariedade humana e conquistar a eternidade seguindo por caminhos diversos.
Mas sem dúvida a “Besta” anda à solta para nosso desassossego e manifesta-se em tempestade medonhas, em guerras violentas, em confrontos, nos conflitos étnicos e internacionais, na ameaça permanente da destruição nuclear, na ignorância dos Governantes, na corrupção dos poderosos, na violência… enfim, paremos por aqui… pois a “Besta” é enorme e infindável… e a dor e desespero da imensidão dos refugiados é um grito lancinante que brada aos céus…
Terminei…está um dia cinzento…um frio de morte entrou pela janela à mistura com esta chuva torrencial de Fevereiro . Foi a "Besta" que passou…neste crescer apocalíptico que dói, enquanto nós pouco fazemos para resistir à bestialidade mortífera que compromete, até ao final dos tempos, o futuro do Planeta e a dignidade humana.
Fernando Calado nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança.
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
Bragança em Agenda - 2026
Cultura, tradição, desporto, economia e grandes momentos ao longo de todo o ano, para que munícipes, turistas, emigrantes e empresas possam planear 2026 com antecedência.
Consulte as datas e prepare a sua agenda.
Agenda disponível AQUI.
O Envelhecimento das Aldeias e a Herança Cultural
As aldeias, desde sempre, têm sido núcleos fundamentais de cultura, tradição e memória coletiva. Memórias de um tempo em que a vida andava mais devagar, mas era também mais comunitária. No entanto, atualmente, todas as aldeias enfrentam um processo preocupante. O envelhecimento populacional e o despovoamento. Os jovens migram para cidades, ou continuam a emigrar, em busca de educação, emprego e oportunidades que as pequenas localidades não conseguem oferecer, deixando para trás uma população idosa que, por sua vez, guarda a memória viva desses lugares.
O envelhecimento das aldeias é um fenómeno demográfico mas também um desafio cultural. As tradições, os saberes e as práticas locais, desde o artesanato até a música, a gastronomia e as festas populares, dependem da transmissão entre gerações. Quando os jovens partem, corre-se o risco de que estas tradições se percam, transformando-se em memórias que só sobrevivem em fotografias, livros ou relatos orais. As casas vazias, os campos abandonados e os caminhos pouco frequentados tornam-se símbolos de uma cultura em risco de desaparecer.
Ao mesmo tempo, a memória dessas aldeias não deve ser entendida apenas como sendo passado. Essa memória é uma fonte essencial para construir o futuro. Projetos de revitalização cultural, turismo sustentável e promoção do património podem transformar o envelhecimento. A herança cultural, quando valorizada, pode servir como motor de desenvolvimento local. Museus comunitários, oficinas de artesanato, festivais de tradição e iniciativas de turismo rural permitem que a memória se transforme em ação, preservando a identidade da aldeia enquanto gera valor acrescentado e atrai novas visões e investidores.
A relação entre a memória e o futuro também se manifesta nas histórias das pessoas que permanecem. Os idosos das aldeias são guardiões de narrativas, saberes agrícolas e receitas tradicionais. São eles que mantêm viva a língua e os dialetos, as crenças e as práticas religiosas que moldaram a identidade comunitária. A escuta ativa e o envolvimento desses cidadãos mais velhos em projetos educativos e culturais tornam-se, portanto, essenciais. A memória não pode ser apenas um objeto de estudo, deve ser incorporada na vida presente e usada como alicerce para o desenvolvimento futuro.
Refletir sobre “memória e futuro” implica pensar em soluções integradas. O envelhecimento das aldeias revela a necessidade de políticas públicas que promovam emprego, habitação acessível, transportes, saúde e comunicação, permitindo que os mais jovens retornem ou permaneçam. Significa também reconhecer que o património cultural é dinâmico, capaz de se adaptar sem perder a sua essência. O equilíbrio entre preservar tradições e criar oportunidades modernas é o verdadeiro desafio, é necessário que a aldeia do futuro não seja somente uma lembrança, mas um lugar vivo, onde a memória e a inovação coexistam.
A herança cultural das aldeias não deve ser vista como um peso ou uma nostalgia, mas como uma fonte de inspiração para o futuro. A memória coletiva, preservada e valorizada, pode servir de ponte entre gerações, garantindo que, mesmo diante do despovoamento, as aldeias continuem a existir como lugares de identidade, memória e esperança. O futuro dessas comunidades depende da capacidade de transformar a lembrança do passado em ação presente, garantindo que as suas histórias continuem a ser contadas, vividas e reinventadas por muitas mais gerações.
O investimento do Estado, Governo e Autarquias, no nosso meio rural, é urgente e a última solução. Está para breve a confirmação do que parecia brincadeira... "Portugal é Lisboa e o resto é paisagem".
O TEMPO EM QUE O MUNDO PERDEU O SOM
(Colaboradora do "Memórias...e outras coisas...")
Os dias passam como casas abandonadas: entro, olho em volta, e não encontro ninguém.
Trago o coração cansado, como um pássaro que esqueceu para onde se voa, e mesmo assim continua a bater as asas.
Não por esperança, mas por hábito.
Há uma tristeza mansa, dessas que não gritam, apenas se sentam ao nosso lado e ficam.
E eu fico também, à espera de que a luz se lembre de mim e volte a dizer o meu nome.
Maria da Conceição Marques, natural e residente em Bragança.
Desde cedo comecei a escrever, mas o lugar de esposa e mãe ocupou a minha vida.
Os meus manuscritos ao longo de muitos anos, foram-se perdendo no tempo, entre várias circunstâncias da vida e algumas mudanças de habitação.
Participei nas coletâneas: Poema-me; Poetas de Hoje; Sons de Poetas; A Lagoa e a Poesia; A Lagoa o Mar e Eu; Palavras de Veludo; Apenas Saudade; Um Grito à Pobreza; Contas-me uma História; Retrato de Mim; Eclética I; Eclética II; 5 Sentidos.
Reunir Escritas é Possível: Projeto da Academia de Letras- Infanto-Juvenil de São Bento do Sul, Estado de Santa Catarina.
Livros Editados: O Roseiral dos Sentidos – Suspiros Lunares – Delírios de uma Paixão – Entre Céu e o Mar – Uma Eterna Margarida - Contornos Poéticos - Palavras Cruzadas - Nos Labirintos do Nó - Uma Paixão Improvável.




















