MEMÓRIAS...e outras coisas...
BRAGANÇA
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(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
quinta-feira, 13 de agosto de 2026
ECLIPSE SOLAR LEVA DEZENAS DE PESSOAS A VILA FLOR E MIRANDELA
O eclipse solar marcou o dia 12 de agosto no Vale do Tua, com dezenas de pessoas reunidas no Santuário de Nossa Senhora da Lapa, em Vila Flor, para observar o fenómeno. A programação astronómica prolongou-se à noite, em Frechas, Mirandela, com uma sessão de observação das Perseidas, num dia dedicado à contemplação do céu e à divulgação científica.
Jornalista: Vitória Botelho
BRAGANÇA RENDE-SE AO ECLIPSE E CONFIRMA-SE COMO A “CAPITAL DO ECLIPSE”
Bragança viveu esta quarta-feira um momento raro e especial. Sob a designação de “Capital do Eclipse”, a cidade transmontana reuniu milhares de pessoas no Aeródromo Municipal de Bragança para observar o eclipse solar, num ambiente marcado pela curiosidade, pela ciência e pelo entusiasmo.
O fenómeno astronómico transformou o aeródromo num verdadeiro ponto de encontro, juntando famílias, jovens, visitantes e amantes da astronomia que quiseram acompanhar de perto um acontecimento pouco comum e particularmente aguardado.
A iniciativa ganhou ainda um significado especial por coincidir com o Dia Mundial da Juventude, permitindo associar a observação do eclipse à promoção da ciência e do conhecimento junto das novas gerações.
Mais do que um espetáculo no céu, o eclipse tornou-se, em Bragança, uma oportunidade para despertar a curiosidade, incentivar a descoberta e aproximar a comunidade da ciência.
Durante algumas horas, os olhares convergiram para o céu e Bragança assumiu-se como um dos grandes pontos de observação do fenómeno, reforçando uma identidade que a cidade tem vindo a construir em torno da astronomia.
Um dia diferente, vivido em comunidade, que deixa na memória milhares de pessoas e uma imagem que dificilmente será esquecida: Bragança a olhar para o céu.
O tempo de estar e de ficar
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)
Há encontros que começam sem grande plano: uma cadeira numa das esplanadas tão bonitas e apetecíveis que Bragança tem, um café ou um fininho ou mais, uma conversa despretensiosa e bem-disposta que se prolonga e, quando damos por ela, eis que a tarde já se foi.
Talvez tenha sido essa mesma a melhor maneira de a viver.
Por esta razão, e por outras, pode dizer-se que há qualquer coisa de singelo no verão. São os dias mais longos, as agendas livres e simplesmente a possibilidade de estarmos assim “um pouco mais devagar”.
É uma estação grata e realizadora pois se constitui como uma oportunidade para estarmos mais com os amigos. Simplesmente e apenas estar. Conversar, partilhar uma mesa, recuperar as conversas em dolce far niente.
Noutras alturas do ano, talvez porque a vida nos habitue à pressa, vamos adiando encontros com a facilidade com que adiamos outras coisas. Dizemos “temos de combinar”, prometemos telefonar, deixamos mensagens por responder. Tantas vezes, sem darmos conta, podemos acabar muito acompanhados e pouco encontrados.
O verão concede-nos esse tempo. Não apenas tempo livre, mas tempo disponível, pois há uma diferença grande entre uma coisa e outra.
Todos conhecemos a frase célebre de Saint-Exupéry, das mais belas sobre os vínculos humanos, colocada na boca da raposa: “foi o tempo que perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.”
Também os amigos se tornam importantes pelo tempo que lhes damos. Pelo café que se prolonga, pela conversa sem assunto definido, pela visita sem motivo, pelo telefonema que não cabe numa mensagem.
Ora, estar com os amigos vale sempre a pena. Com os verdadeiros, que não serão muitos. Nunca foram, pois são aqueles que gostam de nós apenas pelo que somos e permanecem quando não têm nada a ganhar.
Na verdade, nas amizades o número não conta. Contará mais sabermos e sentirmos que a sua disponibilidade, a sua empatia e o seu cuidado para connosco não dependem de conveniências nem de utilidades recíprocas. Um amigo não é alguém de quem precisamos porque nos pode ser útil, nem por nós o sermos para ele.
Na verdade, é um facto que usamos muitas vezes a palavra “amigo”. Chamamos amigos a colegas de trabalho, companheiros de lazer, pessoas com quem partilhamos momentos agradáveis. Tudo isso tem valor, mas os amigos são mais do que isso. São companheiros especiais da viagem que é a nossa vida.
Não sendo família, tornam-se presença familiar. Sabem escutar, ajudam-nos a continuar quando o caminho não está fácil e que não nos faltam quando fazem falta.
São aqueles que, como as crianças na praia, sabem que as ondas chegarão e que os castelos de areia podem desfazer-se e, ainda assim, não deixam de nos animar a construir, pela felicidade que sentem ao ver-nos felizes.
Conhecem os nossos limites, medos, fragilidades e muitos dos nossos defeitos, mas persistem em estar connosco. São aqueles que nos fazem bem, tantas vezes em silêncio e sem cobranças.
O Papa Francisco escreveu que “a amizade é um presente da vida e um dom de Deus”. Talvez seja precisamente por ser dom que não entra em qualquer contabilidade e, algo paradoxalmente, é quando não esperamos nada dos amigos que, muitas vezes, recebemos tudo.
No fim, talvez a amizade seja quando alguém escolhe ficar connosco e nós que escolhemos ter tempo para ficar também.
Consulta pública para projeto de central do Cereiro com 246 participações
A PDA tem como objetivo a identificação, análise e seleção das vertentes ambientais significativas que podem ser afetadas pelo projeto e sobre as quais o EIA deve incidir.
Trata-se de uma fase preliminar e obrigatória do procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA).
A proposta em causa, consultada pelo Mensageiro, resulta da “intenção de hibridização da central hidroelétrica de Bemposta”, também no concelho de Mogadouro, no distrito de Bragança, e respetiva ligação à rede elétrica nacional.
O projeto destina-se à produção de cerca de 205 GWh/ano, com recurso a uma fonte renovável e não poluente, o sol, pode ler-se no mesmo documento.
BANCO DE PORTUGAL PROMOVE AÇÕES SOBRE SEGURANÇA DAS NOTAS EM BRAGANÇA
As ações, abertas à população e com participação gratuita, terão uma duração aproximada de 30 minutos e estão agendadas para as 10h15, 10h45, 11h15 e 11h45.
Durante as sessões, serão apresentadas formas simples de verificar a autenticidade das notas e reconhecer os principais elementos de segurança, permitindo aos cidadãos identificar eventuais notas falsas no momento em que as recebem.
Apesar de a circulação de notas contrafeitas continuar a representar uma realidade residual, o conhecimento dos mecanismos de verificação é considerado importante para prevenir situações de fraude.
Uma nota falsa não pode ser trocada por uma verdadeira nem utilizada para efetuar pagamentos. A introdução consciente de uma nota contrafeita em circulação constitui crime, pelo que qualquer suspeita deve ser devidamente comunicada às autoridades competentes.
As sessões promovidas pelo Banco de Portugal pretendem, assim, reforçar o conhecimento da população sobre a segurança do numerário e incentivar uma atitude de maior atenção na utilização das notas de euro.
VILA FLOR VOLTA A DAR VOZ ÀS HISTÓRIAS DE MULHERES DO INTERIOR
A sessão de inauguração está marcada para as 16h30 e assinala a apresentação de sete novas histórias, que se juntam às nove já reunidas na primeira edição. Ao todo, o projeto passa a contar com 16 relatos de vida.
A exposição procura dar visibilidade a diferentes experiências pessoais e profissionais, mostrando percursos marcados por formas distintas de viver, trabalhar, criar raízes e contribuir para a construção das comunidades e do território.
Mais do que preservar memórias individuais, a iniciativa pretende reforçar a importância das experiências do quotidiano na construção da história coletiva. O projeto coloca também em destaque a perspetiva de género, permitindo refletir sobre os papéis sociais, as oportunidades e os desafios que marcaram os percursos das mulheres retratadas.
Através destes testemunhos, “Vila Flor no Feminino” procura contribuir para uma visão mais abrangente da história, valorizando experiências que nem sempre encontram espaço nos relatos históricos tradicionais.
A exposição pode ser visitada na Biblioteca Municipal de Vila Flor, a partir de 22 de agosto.
BRAGANÇA REFORÇA SEGURANÇA E QUALIDADE DA CIRCULAÇÃO COM REQUALIFICAÇÃO DE PAVIMENTOS
O Município de Bragança tem vindo a concretizar um conjunto de intervenções em diferentes pontos da cidade, procurando responder às necessidades de conservação da rede viária e reforçar a segurança de quem circula diariamente nestes locais.
Os trabalhos abrangeram a Rua Visconde da Ribeira Brava, o Bairro São João de Brito e a Estrada do Turismo, onde foram realizadas operações de remoção e regularização dos pavimentos existentes, preparação das vias e aplicação de novas camadas de base e pavimentação.
A intervenção incluiu ainda a requalificação de passeios e lancis, contribuindo para melhorar não apenas a circulação automóvel, mas também as condições de mobilidade pedonal.
Com estas obras, o Município pretende prolongar a qualidade e a durabilidade das infraestruturas, reduzir situações de degradação dos pavimentos e proporcionar melhores condições de segurança, conforto e acessibilidade a moradores, automobilistas e peões.
As intervenções integram a estratégia municipal de valorização e manutenção do espaço urbano, com o objetivo de tornar a circulação na cidade mais segura e funcional.
MIRANDELA ASSINALOU DIA INTERNACIONAL DA JUVENTUDE COM DEBATE SOBRE CIDADES INTELIGENTES E SUSTENTABILIDADE
O Auditório Pequeno do Centro Cultural de Mirandela recebeu uma sessão dedicada ao tema “As Cidades Inteligentes e a Sustentabilidade”, promovida pelo Município, que procurou aproximar os jovens de uma discussão cada vez mais presente no futuro das cidades e dos territórios.
A sessão contou com a participação de André Moreira, bolseiro de doutoramento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e do CeDRI – Instituto Politécnico de Bragança, que abordou o contributo da inovação e das novas tecnologias para a criação de cidades mais eficientes, sustentáveis e preparadas para responder aos desafios do futuro.
A iniciativa teve também um momento de reconhecimento aos jovens envolvidos em programas de voluntariado, com a entrega de cupões aos participantes do “Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas 2026” e do “Verão Jovem”, promovidos pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).
No conjunto, os dois programas contam com 110 jovens inscritos, refletindo uma participação significativa da juventude em ações de voluntariado e cidadania ativa.
A sessão integrou um programa mais amplo de atividades promovido pelo Município ao longo destes dias e reforçou a aposta de Mirandela na participação dos jovens, na inovação e na construção de um território mais sustentável, colocando a juventude no centro da reflexão sobre o futuro do concelho.
NORTE 2030 DISPONIBILIZA 10 MILHÕES DE EUROS PARA RECUPERAÇÃO DE RIOS E RIBEIRAS
O apoio pretende promover intervenções que contribuam para melhorar o estado dos cursos de água e reforçar a sua capacidade de resposta aos efeitos das alterações climáticas.
Entre as operações elegíveis estão a renaturalização de linhas de água, a recuperação da vegetação das margens, a estabilização de zonas ribeirinhas e trabalhos de desassoreamento e desobstrução dos cursos de água.
O programa contempla ainda a remoção de obstáculos que dificultem a continuidade dos sistemas fluviais, procurando melhorar a circulação da água e favorecer a biodiversidade associada aos ecossistemas ribeirinhos.
A medida abrange diferentes municípios da Região Norte e enquadra-se numa estratégia de proteção dos recursos hídricos, adaptação às alterações climáticas e recuperação dos habitats naturais.
As candidaturas podem ser apresentadas até 30 de dezembro de 2026.
VINHAIS MARCA REGRESSO DA RURAL CASTANEA PARA OUTUBRO
O evento volta a colocar a castanha e a produção local no centro da programação, valorizando a Castanha Longal e outros produtos que integram a identidade agrícola e gastronómica do concelho.
Ao longo de três dias, a iniciativa deverá reunir propostas de animação, gastronomia e cultura, num programa dedicado também à promoção das tradições e dos saberes associados ao território transmontano.
A Rural Castanea assume-se, assim, como um dos principais momentos de valorização da produção de castanha em Vinhais e como uma oportunidade para dar visibilidade aos produtores, produtos e tradições locais.
A 21.ª edição realiza-se de 23 a 25 de outubro de 2026, em Vinhais.
Azeitona com boas perspetivas de produção, mas custos pressionam olivicultores
Os produtores ouvidos pela Rádio Onda Livre apontam para uma boa produção, mas alertam para o aumento dos custos e para a descida dos preços do azeite na origem.
Nos olivais tradicionais, a falta de precipitação continua, no entanto, a ser uma preocupação. Luís Fernandes admite que, se a seca persistir e não houver chuva em quantidade em setembro e no início de outubro, a produção pode ser afetada:
Já José Castro, da empresa Sá Morais Castro, com olivais nos concelhos de Macedo de Cavaleiros e Mirandela, destaca a importância do regadio. Nos seus olivais, a produção está a evoluir favoravelmente e a campanha poderá até ser antecipada:
A secretária-geral da Federação Nacional das Cooperativas Agrícolas de Olivicultores (FENAZEITES), Patrícia Falcão, também antecipa uma campanha superior à anterior, embora sublinhe que ainda é cedo para fazer previsões definitivas.
A responsável admite que Portugal poderá aproximar-se das 180 a 190 mil toneladas, caso não surjam imprevistos meteorológicos:
O cenário é menos favorável quando se olha para os preços. Patrícia Falcão aponta os valores atuais praticados no mercado, que considera insuficientes face ao aumento dos custos de produção:
Também José Castro confirma o aumento dos encargos com fertilizantes, produtos fitofarmacêuticos, combustível e mão de obra.
Segundo o produtor, o preço do azeite tem seguido uma tendência descendente no mercado espanhol, embora a evolução possa sofrer oscilações ao longo do ano:
Para os produtores, o desafio passa agora por garantir água, controlar os custos e valorizar a produção regional.
A FENAZEITES defende também uma maior valorização do azeite proveniente do olival tradicional, com uma diferenciação que permita compensar os custos de produção mais elevados.
A campanha ainda está longe de estar definida. A produção poderá aumentar face ao ano passado, mas o resultado final dependerá das condições meteorológicas nas próximas semanas e da evolução dos preços no mercado.
Fotografia – Sá Morais Castro
Mercado de Verão regressa a Macedo de Cavaleiros para a 10.ª edição
O evento decorre entre esta quinta-feira e sábado, no Jardim 1.º de Maio, com três dias dedicados ao comércio, à cultura e à animação.
Moda, design, artesanato e joalharia são algumas das áreas representadas pelos expositores. A iniciativa conta ainda com desfiles de moda, música, dança, espaço infantil, pinturas faciais, tatuagens, barbearia e um bar de cocktails.
Segundo a responsável pela organização, Rita Ribeiro, esta edição pretende continuar a dinamizar a cidade e a dar visibilidade a novos projetos:
Este ano, a organização aposta também nas atividades artísticas, com iniciativas dirigidas sobretudo ao público mais jovem:
A programação mantém ainda atividades que, segundo a responsável, já são uma marca do Mercado de Verão:
A expectativa da organização é que a 10.ª edição atraia mais visitantes e contribua para dinamizar o comércio e a cidade durante os três dias:
O Mercado de Verão decorre até sábado, com entrada aberta ao público, no Jardim 1.º de Maio, em Macedo de Cavaleiros.
Produtores de amêndoa perspetivam aumento de produção de 30%
Segundo o dirigente da Cooperativa dos Lavradores dos Frutos Secos de Centro e Norte, com sede em Mogadouro, Acácio Cordeiro, as perspetivas do aumento da produção previsto em 30% para a campanha da colheita da amêndoa biológica que se avizinha, e o aumento da sua valorização em bolsa, são bons indicadores.
“Com estas boas previsões na colheita e nos mercados estamos em crer que os nossos agricultores vão ficar animados, já que os últimos anos de produção foram muito fracos e com preços muito baixos”, vincou o dirigente agrícola do distrito de Bragança.
Morador sem gota de água durante mais de 20 dias
Jorge Alejandro Lanção, cidadão espanhol com raízes familiares no concelho mrandelense, comprou casa naquela aldeia da freguesia do Cobro, em abril deste ano, mas há mês e meio que está a passar por um autêntico calvário.
No último mês e meio, já contabiliza mais de 20 dias sem gota de água. "De 26 de junho até 4 de julho, sem água. Nesse intervalo de tempo, tive que adiar a visita da minha família, alegando que não tinha água", conta.
Entretanto, veio a água, mas não tardou em voltar a falhar. "Do dia 15 de julho, até o dia 22, outra vez sem água. Outra vez tive que abortar a visita da minha família. Agora, desde sexta-feira passada não tenho água", revela.
Nesses períodos sem água, Jorge Lanção conta que a solução foi "uma pequena fonte na aldeia, onde vou buscar garrafões. E no quarto do banho tomo banho com uma caneca", diz.
"Estou a pagar à Câmara os meus impostos. Estou a pagar a água e não tenho água. Porque há muitas hortas para regar. Todos regam da rede pública. Há piscinas. E há uma série de coisas, que podia mencionar", lamenta.
Por 26 segundos, o dia fez-se noite, os animais recolheram ao ninho e o povo bateu palmas
No aeródromo de Bragança juntaram-se mais de cinco mil pessoas, de acordo com a estimativa da presidente da Câmara de Bragança, Isabel Ferreira, mas foi uns quilómetros ao lado, em Guadramil, que o fenómeno atingiu toda a sua plenitude. "Alguma vez teríamos de ser os primeiros nalguma coisinha", dizia, orgulhoso, Moisés Preto, habitante desta aldeia do Parque de Montesinho, que aproveitou para ver o eclipse durante o seu passeio habitual de fim de tarde.
Em Bragança, Lourdes Correia, acabada de fazer 91 anos, nunca tinha visto semelhante coisa. Mas viu também as galinhas a recolherem ao ninho. "Quando ficou mais escuro, pensaram que era de noite e foram para o ninho. Quando a luz voltou, já estavam todas recolhidas", contou ao Mensageiro.
A escuridão não foi total. Assemelhou-se a um lusco-fusco, daqueles que antecedem a noite. Mas foi o suficiente para arrancar aplausos. Houve abraços e emoção.



























