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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 26 de março de 2026

QUALIDADE DA ÁGUA EM FOCO: ULS DO NORDESTE PROMOVE DEBATE E SENSIBILIZAÇÃO NO DIA MUNDIAL DA ÁGUA

 A Unidade Local de Saúde do Nordeste assinalou o Dia Mundial da Água com a realização de um seminário dedicado à abordagem laboratorial da qualidade da água, destacando o tema como uma questão central de saúde pública e de igualdade de direitos humanos.


A iniciativa, promovida pelo Laboratório de Saúde Pública da ULS do Nordeste em parceria com a Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Bragança, reuniu profissionais e estudantes para refletir sobre a importância da monitorização e controlo da água destinada ao consumo humano.

Durante o evento, foram apresentadas e discutidas metodologias de colheita e amostragem de diferentes tipos de água, bem como os procedimentos adotados perante incumprimentos analíticos. Os participantes tiveram ainda oportunidade de aprofundar conhecimentos sobre as técnicas laboratoriais utilizadas, tanto químicas como microbiológicas, essenciais para a deteção de contaminantes e avaliação da qualidade da água.

O seminário, realizado em formato online, contou com intervenções das técnicas de saúde ambiental Carla Quintas e Elisabete Dionísio, da Unidade de Saúde Pública da ULS do Nordeste, e da docente Andrea Afonso, do Instituto Politécnico de Bragança.

Após a sessão teórica, decorreram workshops práticos de microbiologia e química no Laboratório de Saúde Pública, proporcionando uma componente aplicada à formação e reforçando a ligação entre conhecimento científico e prática profissional.

A iniciativa destacou a importância da vigilância contínua da qualidade da água, sublinhando que a água potável, sendo um recurso essencial à vida, não deve ser encarada como garantida. A identificação precoce de contaminantes é determinante para prevenir doenças graves e proteger a saúde das populações.

Com esta ação, a ULS do Nordeste reforça o seu papel na promoção da literacia em saúde e na sensibilização para os desafios associados à gestão sustentável e segura da água.

A Redação,
Fotos: DR

MIRANDELA RECEBE ESPETÁCULO QUE REFLETE SOBRE O ISOLAMENTO E A IDENTIDADE TRANSMONTANA

 O Centro Cultural de Mirandela acolhe, no Dia Mundial do Teatro, dia 28 de março, pelas 21h30, no Grande Auditório do Centro Cultural, o espetáculo “Nós e os Montes”, uma criação artística que propõe uma reflexão sobre o isolamento do indivíduo, tendo como base o universo criativo de compositores e escritores transmontanos.


A produção dramatiza as expressões artísticas destes autores, cruzando tradição e contemporaneidade, convidando o público a refletir sobre as constantes mutações das tradições, os choques geracionais e os desafios de uma sociedade cada vez mais individualizada.

Promovido pela Associação Trovas e Madrigais, “Nós e os Montes” celebra o poder transformador do teatro, promovendo o pensamento crítico, a partilha cultural e o reencontro com as raízes transmontanas.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: CM Mirandela

Produtores de caprinos e ovinos enfrentam Páscoa difícil em Macedo de Cavaleiros com custos elevados e quebra na procura

 Com a aproximação da Páscoa, produtores do concelho de Macedo de Cavaleiros alertam para as dificuldades que o setor pecuário atravessa, num contexto marcado pela inflação, pelo aumento dos custos de produção e por alterações no comportamento dos consumidores.


No setor caprino, o presidente da Associação Nacional de Caprinicultores da Raça Serrana (ANCRAS), João Silva, refere que o preço das cabras se mantém inalterado:

Segundo o responsável, nem todas as famílias conseguem acompanhar os preços, numa altura em que os produtores enfrentam várias dificuldades, apontando a falta de apoios e a ausência de renovação geracional como alguns dos principais problemas do setor:

Já no setor dos ovinos, em Podence, o produtor Guilherme Pires aponta para uma realidade marcada por uma quebra recente na procura:

O produtor destaca ainda a diminuição da procura numa altura tradicionalmente mais forte, referindo também o aumento dos custos de produção e a falta de apoios como fatores que agravam as dificuldades do setor:

Num período habitualmente associado ao aumento do consumo, os produtores da região enfrentam este ano uma campanha da Páscoa marcada por dificuldades, com desafios comuns relacionados com os custos de produção e o comportamento do mercado.

Jodie Pinto

Junta de Freguesia de Macedo de Cavaleiros organiza dádiva de sangue no dia 1 de abril

 A Junta de Freguesia de Macedo de Cavaleiros, em colaboração com o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), organiza mais uma ação de dádiva de sangue, que terá lugar no próximo dia 1 de abril, nas instalações da junta, ao longo de todo o dia, incluindo durante o período de almoço.


De acordo com o presidente da Junta de Freguesia de Macedo de Cavaleiros, David Vaz, esta iniciativa reforça o compromisso com a solidariedade e a saúde da comunidade:

A última recolha decorreu no início do mês de dezembro, pelo que as expectativas para esta edição são positivas, acrescenta o autarca, apelando à participação da população:

Para ser dador, é necessário ter mais de 17 anos, pesar mais de 50 quilos, tomar o pequeno-almoço, apresentar um documento de identificação e manter uma boa hidratação antes e depois da dádiva.

Importa referir que os dados mais recentes do Instituto Português do Sangue e da Transplantação indicam que Portugal registou, em 2024, uma nova redução no número de dadores, com menos dez mil face a 2017, aproximando-se de níveis semelhantes aos do período pré-pandemia.

Na próxima sexta-feira assinala-se o Dia Nacional do Dador de Sangue, e a Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue (FEPODABES) apelou à adoção de medidas que incentivem a dádiva e reforcem o movimento associativo, garantindo a sustentabilidade desta prática em Portugal a longo prazo.

O sistema de saúde português necessita de cerca de 1 000 a 1 100 unidades de sangue por dia para manter as reservas.

Maria João Canadas

A Porta Entreaberta

Por: José Mário Leite
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


 A eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos da América trouxe, entre outras consequências, com o mesmo sentido, um corte radical e profundo nos fundos públicos de apoio à Investigação Científica em qualquer das suas componentes, Fundamental, Translacional e Aplicada, com especial repercussão na primeira por ser, tradicionalmente, a que mais apoio requer do erário público. Esta atitude desencadeou uma natural onde de protesto e desânimo no seio da forte comunidade científica americana alertando paras as óbvias consequências futuras na liderança científica das terras do tio Sam. Do lado de cá do Atlântico após um primeiro momento de estupefação e receio pela continuidade de alguns projetos financiados com verbas oriundas dalém mar, despertou, de seguida, a expetativa de poder aproveitar a situação para atrair, para este lado, as principais cabeças pensantes, uma fuga de cérebros idêntica, mas de sentido contrário à que caracterizou o final da Segunda Guerra Mundial que esteve na base do desenvolvimento tecnológico e os inegáveis progressos da ciência nos mais diversos domínios do conhecimento. Tanto assim que a União Europeia lançou um programa “Choose Europe for Science” para recrutar investigadores de topo, residentes nos Estados Unidos, dotando-o inicialmente com uma verba de 500 milhões de euros que seriam reforçados, mais tarde, com uma verba adicional da mesma ordem de grandeza.

Embora tenha havido resultados, certamente positivos, porém o alcance, até à data, está longe de se aproximar dos objetivos esperados. É verdade que o interesse pela ciência em solo europeu cresceu e que surgiram várias oportunidades de colaboração que, de outra forma, não atingiriam tal grau e amplitude. Mas não se assistiu à debandada geral dos grandes crânios como, ingenuamente, se chegou a acreditar. Tanto assim que quando surgem candidaturas a este financiamento, aparece, frequentemente, em off, a recomendação de tratar de assegurar que as verbas requeridas não podem servir para conceder reformas douradas a cientistas em final de carreira, nem oferecer “el dorados” para investigadores pouco acima da mediania. Ou seja, a porta que se julgava escancarada estava afinal semicerrada.

Ora, e isto, felizmente, não é novidade no campo científico, se o resultado não corresponde exatamente ao pretendido a solução passa por reanalisar os pressupostos e tratar de encontrar a melhor solução de forma a maximizar a realidade. Tenho conhecimento detalhado de um projeto que ilustra perfeitamente a solução adequada. Não podendo, nesta fase, por razões óbvias, dar mais pormenores sobre o objetivo, posso, contudo, falar do processo em si. Um dos promotores é um Prémio Nobel cuja vinda para este lado do oceano seria obviamente bem acolhida, não o querendo fazer propõe-se liderar o processo e enviar para Lisboa alguns dos melhores dos seus melhores pupilos, ainda em início de carreira. Serão eles que, estabelecendo-se na capital portuguesa irão concretizar a transferência de conhecimento, dando-lhe cunho europeu e desenvolvendo o ecossistema tecnológico e científico. Com tempo se colherão os frutos desta alteração significativa do investimento público. Importa que as autoridades europeias não se deixem influenciar negativamente pelos resultados modestos, no imediato, da sua ação e que persistam em prolongá-la, no futuro pois é essa a direção e o timing, não sendo o desejável, é o possível.


José Mário Leite
, Nasceu na Junqueira da Vilariça, Torre de Moncorvo, estudou em Bragança e no Porto e casou em Brunhoso, Mogadouro.
Colaborador regular de jornais e revistas do nordeste, (Voz do Nordeste, Mensageiro de Bragança, MAS, Nordeste e CEPIHS) publicou Cravo na Boca (Teatro), Pedra Flor (Poesia), A Morte de Germano Trancoso (Romance) e Canto d'Encantos (Contos), tendo sido coautor nas seguintes antologias; Terra de Duas Línguas I e II; 40 Poetas Transmontanos de Hoje; Liderança, Desenvolvimento Empresarial; Gestão de Talentos (a editar brevemente).
Foi Administrador Delegado da Associação de Municípios da Terra Quente Transmontana, vereador na Câmara e Presidente da Assembleia Municipal de Torre de Moncorvo.
Foi vice-presidente da Academia de Letras de Trás-os-Montes.
É Diretor-Adjunto na Fundação Calouste Gulbenkian, Gestor de Ciência e Consultor do Conselho de Administração na Fundação Champalimaud.
É membro da Direção do PEN Clube Português.

Transparência e informação

Por: Jorge Oliveira Novo
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


 Pelo Conselho de Ministros de 26 de fevereiro de 2026, o Governo decidiu fazer uma Proposta de Lei para tornar obrigatória a publicitação das deliberações dos órgãos autárquicos, aqueles com maior impacto direto nos cidadãos e no território, na comunicação social local e regional.

Na perspetiva do que significará para a sustentabilidade da imprensa local e regional, esta proposta merece prévia e séria atenção, mas mais ainda pelo contributo que poderá dar, importante e fundamental, para a informação e Democracia, e para expandir e reforçar a transparência da ação dos órgãos municipais, a fim de assumirem um compromisso maior com o rigor e clareza informativa, a própria inteligibilidade e a relevância da informação prestada e devida aos cidadãos.

A meu ver, tratar-se-á de uma boa medida, desenvolvendo os contributos enunciados anteriormente, pelo facto de, tudo aquilo que diz respeito e tem impacto na nossa vida em comunidade, como alterações ao urbanismo e ordenamento do território, contratação pública e obras públicas, gestão financeira e patrimonial, etc, passar a ter mais visibilidade, por exemplo, neste nosso jornal Mensageiro de Bragança e em outros órgãos de comunicação social de proximidade.

Com esta medida poderá haver maior predisposição para a evidenciação e melhor acesso à informação, aproximando a ação política às pessoas e estas aos meios que nos informam, nos suscitam o debate e formam opinião.

Nestes tempos em que se realça cada vez mais a importância do escrutínio das decisões para aumento da confiança nos protagonistas políticos e nas instituições políticas, tudo o que seja promover a mesma, é não só desejável mas absolutamente necessária.

Por isso, esperando que a proposta de Lei seja apreciada e votada na Assembleia da República e a letra da futura lei passe para a prática, poderá com ela ser originada uma oportunidade para a redução da opacidade das decisões dos órgãos autárquicos, Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia e Assembleias de Freguesia que, bastas vezes, alimentam desconfiança e, em sequência, distanciamento, e no fim, demagogia e populismo.

Em todo o caso, será fundamental verificar se o resultado será condizente com a intenção, se haverá monitorização e por quem, da concretização desta medida e qual o grau de exigência aplicado.

São várias as questões ainda em aberto e que, com certeza, a Assembleia da República estará capacitada para as compreender e incluir as respetivas respostas na proposta final, pois será primordial assegurar que o alcance desta obrigação abranja todas as decisões com impacto efetivo na vida e, com critérios claros e equitativos, abranja todos os órgãos de comunicação social, evitando tratamentos diferenciados e discricionariedades que possam comprometer o pluralismo.

Esta medida poderá ser um caminho a ser consolidado de maior responsabilidade política pública e de participação informada que, por sua vez, poderá originar melhorias na ação do próprio poder local.

Jorge Manuel Esteves de Oliveira Novo (Professor)

Curros e Junqueiro: pontes literárias entre Galiza e Portugal

 O volume Curros e Junqueiro: a liberdade e o espírito, de Henrique Manuel Pereira e Lourdes Maceiras, propõe uma leitura renovada das relações literárias entre dois nomes fundamentais da cultura peninsular do século XIX: Manuel Curros Enríquez (1851-1908) e Guerra Junqueiro (1850-1923). A obra, publicada pela Deputación de Ourense, parte de um objeto aparentemente circunscrito (a tradução que Curros fez de alguns poemas de Junqueiro) para explorar um campo mais amplo de afinidades intelectuais e culturais entre a Galiza e Portugal.


Com prefácio assinado por Antonio Piñeiro Feijóo, da Fundação Curros Enríquez, o livro estrutura-se em três planos complementares. Num primeiro momento, os autores apresentam um estudo contextual que examina o diálogo literário entre ambos os poetas, inserindo-o no ambiente cultural do final do século XIX. A análise evidencia o interesse de Curros pela literatura portuguesa contemporânea e a admiração que manifestava por figuras da chamada Geração de 70, entre as quais se destaca Junqueiro. A correspondência e os testemunhos críticos da época revelam um contacto intelectual significativo, ainda que nem sempre documentado por encontros pessoais.

Mortes no incêndio do Lar “Bom Samaritano” continuam sem responsáveis quando as obras de requalificação estão prontas

 Sete meses depois do incêndio que deflagrou no Lar “Bom Samaritano”, em Mirandela, ter tirado a vida a sete utentes, ainda não foram apuradas responsabilidades nem são conhecidas as causas que levaram a este trágico desfecho.


Os inquéritos abertos pelo Ministério Público (MP) e pelo Instituto de Segurança Social (ISS) para se apurar responsabilidades e proceder ao pagamento das indemnizações aos familiares das vítimas ainda não estão concluídos.

Entretanto, o Lar foi sujeito a obras de requalificação que já estão prontas, mas ainda carecem do aval das autoridades fiscalizadoras.

O caso remonta à madrugada de 16 de agosto. Seis idosos - cinco mulheres e um homem - com idades entre os 75 e os 95 anos - todos utentes do Lar da Santa Casa da Misericórdia de Mirandela (SCMM), perderam a vida no incêndio que deflagrou num dos quartos daquele equipamento que albergava 89 utentes. Quatro dias depois, o número de vítimas mortais aumentou para sete. Uma utente de 84 anos não resistiu aos ferimentos.

O MP decidiu abrir um inquérito para investigar o incêndio, tal como o ISS. Mais de sete meses depois, a Procuradoria-Geral da República confirma que ainda está “em fase de investigação”. Já o Ministério do Trabalho e da Segurança Social ainda não respondeu.

A direção da SCMM aguarda pela conclusão dos inquéritos. “Até ao momento, não temos nenhuma informação”, garante o atual Provedor.

Fernando Pires

Produtores florestais alertam que o preço dos combustíveis pode comprometer a limpeza de terrenos

 Os produtores florestais alertaram que a subida dos preços dos combustíveis poderá com-prometer a limpeza dos terrenos e zonas arborizadas, ou perímetros de segurança das habitações e outras estruturas, necessária para evitar a propagação das chamas em caso de incêndio.


O presidente da Associação de Produtores Agrícolas Tradicionais e Ambientais (APATA), Armando Pacheco, disse que o aumento dos preços dos combustíveis vai refletir-se nas operações de limpeza de matas e perímetros urbanos devido aos custos dos fatores de produção.

“Poderá haver situações em que a limpeza das matas e outros perímetros florestais possam não ser executados devido aos elevados custos do aluguer e maquinaria e fatores de produção, devido à subida do preço dos combustíveis”, vincou o dirigente.

A APATA, com sede em Mogadouro, tem cerca de seis mil associados com uma área de ação abrangente como o Norte e Centro de Portugal com uma gestão de 120 mil hectares de terrenos agrícolas e florestais.

Francisco Pinto

Estudo da ULS revela que adolescentes de Bragança dormem cada vez pior

 Dormem mais horas, mas pior do que há quatro anos, os jovens do distrito de Bragança, muito por causa do uso de dispositivos eletrónicos. Esta é uma das principais conclusões do Projeto AlertaSono, que está em marcha em 11 escolas.


Das conclusões tiradas entre 2022 e 2025, através da aplicação de um questionário de avaliação da qualidade do sono e comportamentos que lhe estão associados, “os resultados evidenciam, de forma geral, pior qualidade do sono”, indicou Ana Sofia Coelho, a enfermeira da Unidade Local de Saúde do Nordesde que coordena o projeto.

Esta tendência, segundo o estudo, “está fortemente associada ao aumento da utilização de ecrãs e às dificuldades na gestão emocional por parte dos jovens”, acrescentou a responsável.

Ana Sofia Coelho lembrou que “dormir é tão vital quanto respirar, mas continua a ser o mais negligenciado dos pilares da saúde pública e da saúde comunitária”. E “onde o descanso falta, as doenças multiplicam-se”, alertou, frisando a importância de um projeto como o Alerta Sono.

Paralelamente, observa-se uma tendência positiva no aumento do número de horas de sono dos adolescentes, aproximando-se progressivamente dos valores recomendados para a sua faixa etária.

Glória Lopes

APA defende que o país tem de estar preparado para alterações climáticas com novas políticas

 O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) defendeu, em Miranda do Douro, que o país tem que estar preparado para as alterações climáticas, que provocam cheias e secas e tirar conclusões das situações que aconteceram em fevereiro.


Pimenta Machado começou por elencar a estratégia PPR: Prevenção, Proteção e Recuperar, sempre numa lógica de respeitar a força da natureza, no período pós-cheias que a assolaram o país de Bragança ao Algarve, no final de janeiro e o mês de fevereiro.

“A parte mais importante deste PPR é a prevenção, que passa pelo ordenamento do território. Nós temos em Portugal mais de 100 mil pessoas que vivem de cheias e aqui mais importante é não aumentar a exposição ao risco e as pessoas não construírem em leito de cheia”, disse o presidente da APA.

De acordo com Pimenta Machado, “a segunda prioridade passa por proteger de forma engenhosa e usar a natureza, porque se a natureza for contrariada todos perdem, já a natureza nunca perdoa”.

“Temos de aprender com a natureza para nos defendermos e apostar e em soluções de base natural como a criação de grandes bacias para guardar água em excesso, à semelhança do que foi feito em Setúbal há dois anos. O uso de barragens e diques são outras situações a considerar para evitar cheias e ajustar as cotas, como aconteceu com a barragem da Aguieira, onde houve um abaixamento, que até nem estava previsto”, vincou o responsável.

Francisco Pinto

“Isso de pedir os apoios é muito confuso e não chega para todos”

 Com a escalada dos preços do gás e dos combustíveis, gasóleo e gasolina, nas últimas semanas, devido á guerra no Irão, os transmontanos queixam-se do custo de vida. Principalmente nas zonas rurais, que não são servidas pela rede de gás natural e os habitantes são obrigados a comprar botijas.


O preço da botija de propano varia entre as 30.58 e os 35 euros, em função do estabelecido pelos comerciantes.

Face à subida do preço, que se prevê possa chegar aos 40 euros por bilha, em Abril, o Governo anunciou apoios de 25 euros/mês no Programa Botija Solidária, uma ajuda que se solicita nas juntas de freguesia.

A União das Freguesias de Sé, Santa Maria e Meixedo, em Bragança, em 2025 concedeu esse apoio a 33 famílias, um número que o presidente Telmo Afonso, considera baixo, mas que poderia aumentar facilmente, porque os 146 agregados que receberam cabazes de Natal da autarquia são elegíveis, para este benefício. “Não sei qual é a razão para não pedirem. Só sei que apenas uma pequena percentagem pede o apoio. Para o receber basta ter, por exemplo, a fatura da tarifa social da luz e se não tiverem podem beneficiar na mesma desde que um membro do agregado tenha uma das prestações sociais”, afirmou Telmo Afonso.

Pode beneficiar da Bilha Solidária se cumprir um dos seguintes requisitos: Tarifa Social de Eletricidade, ter, pelo menos, um membro do agregado familiar a receber Complemento Solidário para Idosos (CSI); Rendimento Social de Inserção (RSI); Pensão Social de Invalidez ou Complemento da Prestação Social para a Inclusão; Pensão Social de Velhice; Subsídio Social de Desemprego; ouAbono de Família (escalão 1 ou 2). O autarca destaca que com o apoio atual de 25 euros/ mês uma família pode poupar 300 euros por ano.

D. Elisa Fernandes, habitante de Castro de Avelãs, no concelho de Bragança, está preocupada com o aumento do preço do gás. “Claro que estou. Gasto mais ou menos uma bilha por mês. Não tenho apoio nenhum, nem conheço”, garantiu a idosa.

Glória Lopes

Puebla de Sanábria volta a ter viagens em alta velocidade para Madrid

 A RENFE (Rede Ferroviária Nacional Espanhola) anunciou esta quinta-feira que irá modificar o horário do serviço ferroviário de alta velocidade entre Lugo e Madrid, a partir de 20 de maio, para restabelecer o serviço a partir de Puebla de Sanabria, que havia sido descontinuado em junho de 2025.


Muitos transmontanos usavam a estação de Otero, em Puebla de Sanábria, para viajar para Espanha.

Segundo informações enviadas ao Mensageiro pela RENFE o comboio partirá da estação de Otero às 8h04, com destino a Madrid, onde chegará às 10h13. A paragem na estação de Sanabria será também restabelecida na viagem a partir de Madrid.

“Esta alteração foi motivada pela pressão social e política de vários sectores da comunidade, que denunciaram o isolamento imposto aos residentes de Sanabria e da região transfronteiriça de Trás-os-Montes”, explica a Rede Ibérica Ocidental.

A associação RIONOR (Rede Ibérica Ocidental para uma Nova Ordenação Raiana) participou ativamente no movimento cidadão que exigia ao governo espanhol o restabelecimento do serviço ferroviário, um serviço essencial para a conectividade nas zonas circundantes a Puebla de Sanabria e Bragança.

“A RIONOR congratula-se com as alterações implementadas pela RENFE, que reconhecem plenamente a natureza de serviço público do transporte ferroviário e reintegram no mapa ferroviário as regiões fronteiriças de Portugal e Espanha”, deu conta a associação.

GL

Moagem do Loreto celebra hoje 100 anos de vida e trabalho sem interrupções

 A Afonso Lopes & Cia. Lda. - Moagem Loreto, em Bragança, assinala esta quinta-feira um século de vida, a trabalhar sem interrupções desde o dia 26 de março de 1926.


Após um século de existência, a moagem está a explorar novos produtos e mercados, nomeadamente a produção e comercialização de farinhas a partir de produtos diferenciados, como farinha de bagaço de uva ou casca de amêndoa e de azeitona, para um cliente de Houston, nos EUA, adiantou ao Mensageiro o proprietário Luís Afonso. “Julgo que somos a única empresa na região e na Europa a produzir esse tipo de farinhas. Eu digo que não há outra, porque há um produto, que é a farinha de bagaço de uva, que nem tinha código de pauta aduaneiro. Autoridade Tributária teve de criar esse código pautal de modo a nós podermos ter um código, para alocar este produto que não existia nesta forma”, explicou Luís Afonso.

A Moagem do Loreto, que começou em junho de 2025, a fabricar este tipo de farinhas, já enviou seis contentores de produto para os EUA e está a preparar outros tantos.

“A moagem é um legado familiar que começou em 1926 e que continua hoje, com a mesma dedicação e paixão, a moer o futuro sem nunca esquecer as suas raízes em Bragança”, explicou Luís Afonso, a atual proprietário, que é neto do fundador da velha moagem numa das margens do rio Fervença.

A Moagem do Loreto a par da Moagem de Tó (Mogadouro) e da Moagem de Alcains (Castelo Branco) é a única a laborar no Interior do país.

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NA EDIÇÃO IMPRESSA

Glória Lopes

Bacalhau volta a ser rei à mesa em Bragança a partir de domingo

 18 restaurantes da cidade vão confecionar este peixe, que tem mil e uma formas de ser degustado de domingo até dia 5 de abril


A Semana Gastronómica do Bacalhau está de regresso a partir de domingo e até ao dia de Páscoa, em Bragança. 18 restaurantes da cidade vão confecionar este peixe, um dos mais apreciados pelos portugueses e que tem mil e uma formas de ser degustado.

A iniciativa é promovida pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Bragança e, segundo a sua presidente, Maria João Rodrigues, será um sucesso.

“o bacalhau é um produto que nós brigantinos e os nossos associados, os restaurantes, eles trabalham de uma maneira extraordinária. Portanto, é sempre uma semana de sucesso”, disse.

Este ano, a iniciativa integra a programação da Semana Santa, organizada pela Santa Casa da Misericórdia de Bragança, em parceria com a Unidade Pastoral Senhora das Graças e com o município de Bragança. A organização lançou um concurso de fotografia aberto à participação geral, de forma a estimular a interação de visitantes e fiéis e preservar as tradições locais.

“Foi um concurso de fotografia que nós lançamos aberto à participação em geral, de forma a estimular a interação entre os visitantes e os fiéis, porque a Associação Comercial aliou-se à Semana Santa organizada pela Santa Casa da Misericórdia. E então os prémios são para os vencedores, serão-lhe atribuídos uns vouchers de compras, podem ser usados nos estabelecimentos da Associação.”

Nas edições anteriores a associação promoveu um prato identitário do concelho, o “Bacalhau à Bragança”. Os participantes tinham de apresentar a sua recriação deste prato. Este ano há liberdade total, tem é de haver bacalhau nos pratos.

Maria João Rodrigues destaca que esta semana tem trazido bastante retorno para os comerciantes.

A Semana Gastronómica de Bragança começa no domingo e estende-se até dia 5 de abril.

Escrito por Rádio Brigantia.
Jornalista: Carina Alves

O 𝐂𝐨𝐧𝐬𝐞𝐫𝐯𝐚𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐨 𝐑𝐞𝐠𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐌𝐚𝐜𝐞𝐝𝐨 𝐝𝐞 𝐂𝐚𝐯𝐚𝐥𝐞𝐢𝐫𝐨𝐬 promove no próximo sábado, dia 𝟐𝟖 𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐫𝐜̧𝐨, 𝐩𝐞𝐥𝐚𝐬 𝟏𝟏𝐡𝟎𝟎, um conjunto de 𝐦𝐚𝐬𝐭𝐞𝐫𝐜𝐥𝐚𝐬𝐬𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐯𝐢𝐨𝐥𝐢𝐧𝐨.

 A iniciativa inclui ainda uma 𝐦𝐞𝐬𝐚-𝐫𝐞𝐝𝐨𝐧𝐝𝐚 dedicada ao tema “𝐎 𝐄𝐧𝐬𝐢𝐧𝐨 𝐄𝐬𝐩𝐞𝐜𝐢𝐚𝐥𝐢𝐳𝐚𝐝𝐨 𝐝𝐚 𝐌𝐮́𝐬𝐢𝐜𝐚 𝐧𝐨 𝐃𝐞𝐬𝐞𝐧𝐯𝐨𝐥𝐯𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐏𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚𝐥 𝐞 𝐑𝐞𝐠𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥”.
Uma excelente oportunidade para a partilha de experiências e para a valorização do ensino artístico especializado.

O concelho de Vinhais assinalou hoje, 25 de março, o lançamento do concurso da empreitada da EN103 – Variante de Vila Verde, numa cerimónia realizada no edifício da Câmara Municipal de Vinhais.

 A sessão contou com a presença da Presidente da Câmara Municipal de Bragança, Isabel Ferreira, do Ministro das Infraestruturas e do Presidente das Infraestruturas de Portugal, marcando também a conclusão da primeira fase da ligação entre Vinhais e Bragança, integrada no PRR.
Esta intervenção é considerada estratégica para melhorar a mobilidade, reforçar a segurança rodoviária e aproximar ainda mais os dois concelhos.

Ministro das infraestruturas lança concurso da segunda fase da EN103 e anuncia apoio para estradas municipais em Vinhais

 A cerimónia decorreu ontem na Câmara Municipal de Vinhais, onde foi assinalado o fim da primeira fase e o arranque da variante de Vila Verde.


Já foi lançado o concurso da segunda fase referente à empreitada da Estrada Nacional 103, que liga Vinhais a Bragança.

Esta segunda e última fase da obra diz respeito à variante de Vila Verde. O autarca, Luís Fernandes, destaca a importância da obra para o concelho e a economia local.

“É um dia muito importante, não só pela inauguração, digamos, da primeira fase que já estava a ser utilizada, mas sobretudo, pelo lançamento do concurso da segunda fase, porque é uma obra fundamental, estruturante, há muito desejada, há muito ansiada, há muito prometida. O facto desta variante ser concluída leva a que tenha aqui uns acessos muito melhores e que permita que se crie aqui uma nova centralidade, até porque os acessos são sempre meio caminho andado para fixar também populações e, portanto, tendo em atenção esse contexto é muito importante e de certeza que vai ajudar também no futuro na economia do concelho e no desenvolvimento e na projeção do concelho”, disse.

A cerimónia decorreu ontem na Câmara Municipal de Vinhais, onde foi assinalado o fim da primeira fase e o arranque da variante de Vila Verde. O autarca de Vinhais aproveitou ainda a presença do Ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, para reivindicar apoios do Governo para a requalificação das vias municipais. Miguel Pinto Luz deixou a garantia de que já há verbas pensadas para essa necessidade.

“O Governo está a fechar, até ao verão estará operacional, uma linha de financiamento, só para a manutenção das estradas municipais. Portanto, é um desafio. Nós temos um desafio enorme, nós, IP e Estado Central, para a manutenção do nosso equipamento nacional. Mas também os autarcas têm um desafio para as estradas municipais. Esse desafio vamos cumpri-lo através da linha BEI, como vos disse. Essa linha está negociada e portanto é uma de 3 linhas para os municípios, já agora falo das outras, é uma linha para estradas municipais, é uma linha para loteamentos, para alvarás de loteamento para habitação de cariz municipal e uma terceira linha para zonas para albergar parques empresariais.”

Outro dos pedidos do autarca, desta vez dirigido ao presidente das Infraestruturas de Portugal, Miguel Cruz, a reavaliação do traçado e dos limites de velocidade da nacional. Miguel Cruz destacou que vão analisar, mas não está expectante quanto a alterações:

“Hipóteses eu tenho que admitir que há sempre. O senhor presidente fez esse pedido, nós achamos que esse pedido é razoável e, portanto, aquilo que nós faremos é tentar, no fundo, ver se temos condições para haver uma nova análise que possa alterar alguma condição. Aquilo que eu disse é que estamos obrigados, em qualquer estrada, a priorizar a Segurança. As regras de segurança têm vindo a ser apertadas, alteradas no sentido de aumentar, digamos, referenciais. Com certeza vamos olhar para isso e, portanto, eu não digo que ele não possa ser alterado. Se me perguntar se eu tenho muita expectativa quanto à alteração, eu mentiria se dissesse que sim. Portanto, não vale a pena criar grandes expectativas”, frisou.

Esta segunda fase da empreitada é referente à construção de uma variante, com uma extensão de mais de 3,5 quilómetros e a  construção de dois viadutos. Conta com um investimento que ultrapassa os 82 milhões de euros e o tempo de execução previsto é de dois anos.

Escrito por Rádio Brigantia. 
Jornalista: Cindy Tomé

✝️ 𝗦𝗲𝗺𝗮𝗻𝗮 𝗦𝗮𝗻𝘁𝗮 𝟮𝟬𝟮𝟲 𝗲𝗺 𝗕𝗿𝗮𝗴𝗮𝗻𝗰̧𝗮

 Um programa especial que convida à vivência dos momentos mais marcantes da Semana Santa.

Feira do Folar e dos Produtos da Terra de 2 a 4 de abril