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BRAGANÇA
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Sobre o Blogue
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
sexta-feira, 6 de novembro de 2026
11 DE NOVEMBRO | DIA NACIONAL DAS RAÇAS AUTÓCTONES PORTUGUESAS
Uma manhã de descoberta, partilha e reflexão sobre a importância das nossas raças autóctones na biodiversidade, na tradição e no futuro do mundo rural.
Valorizar as nossas raças é preservar a nossa identidade!
🎶 A música como ponto de encontro, de partilha e de promoção do bem-estar.
Depois dos resultados positivos da primeira edição, a iniciativa regressa para promover o envelhecimento ativo e saudável, reforçar os laços sociais e contribuir para o bem-estar emocional, cognitivo e físico dos participantes.
Uma iniciativa da Associação Vozes Vivas, em parceria com o Município de Bragança, com o apoio da Fundação Belmiro de Azevedo e do Centro Social Paroquial de Santo Condestável.
𝗔𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝘁𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗼 𝗹𝗶𝘃𝗿𝗼 " 𝗜𝗻𝘃𝗲𝗿𝗻𝗼 𝗠𝗮́𝗴𝗶𝗰𝗼 - 𝗥𝗶𝘁𝗼𝘀 𝗲 𝗠𝗶𝘀𝘁𝗲́𝗿𝗶𝗼𝘀 𝗥𝗮𝗶𝗮𝗻𝗼𝘀 𝗜𝗜𝗜"
Inauguração da exposição "Máscaras da Alma entre o Sagrado e o Profano" de Gady
Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo
A física moderna sugere que o tempo não avança – é apenas uma ilusão
Segundo as teorias de Einstein, o tempo depende da velocidade do observador e do campo gravitacional ao qual está submetido, fenómenos que foram demostrados experimentalmente.
O que é o tempo? Um conceito tão familiar parece não precisar de uma explicação. No entanto a física moderna desmontou muitas das nossas intuições e o tempo é, em grande parte, uma ilusão.
A discussão sobre o verdadeiro significado do tempo, incluindo a sua própria existência a um nível fundamental, está hoje mais vivo do que nunca e entronca nas questões mais profundas da física teórica.
Einstein e o espaço-tempo
No início do século XX, Albert Einstein revolucionou nossa concepção do espaço e do tempo com a sua teoria da relatividade especial (1905) e geral (1915), segundo as quais o tempo depende da velocidade do observador e do campo gravitacional ao qual está submetido, fenómenos que foram demostrados experimentalmente.
Desde então que concebemos o tempo como uma dimensão do mesmo género que as três dimensões espaciais: a quarta dimensão.
O Tempo corre mais devagar na cabeça do que nos pés
Suponhamos que o relógio de sua casa marca 10 horas quando você sai para dar um passeio e 11 horas quando regressa. O bom senso diz-lhe que se passou uma hora e o relógio que estava no seu bolso (se estiver a funcionar bem) mostrará o mesmo. Contudo, em termos estritos, isso está incorrecto. Uma vez que se deslocou, o tempo decorrido para si e o seu relógio é ligeiramente inferior do que para o relógio que ficou em sua casa. A diferença é tão mínima que é nula em termos práticos. No entanto, quando se faz este tipo de experiência utilizando relógios atómicos, prova-se que o tempo decorrido é diferente (e a discrepância é exactamente a prevista pela teoria de Einstein).
O mesmo acontece com a gravidade: quanto maior for o campo gravitacional, mais devagar o tempo corre. Quando uma pessoa está em pé, o tempo corre mais depressa na sua cabeça do que nos seus pés – também isto foi comprovado experimentalmente.
Não existe um tempo universal. Não é possível dizer que “num determinado momento”, existe uma determinada realidade, composta por coisas que acontecem em simultâneo em diferentes locais. Para outro observador, os acontecimentos que configuram “a realidade do presente” são outros.
A passagem do tempo para a física
A percepção psicológica mais poderosa que temos acerca do tempo é que, ao contrário do espaço, o tempo flui. Os acontecimentos passados já aconteceram. Existiram, mas já não existem. E os futuros ainda não aconteceram. Só o presente tem uma existência real.
No entanto, não há nada nas equações da física que nos diga que o tempo corre desta forma. Essas leis relacionam acontecimentos ocorridos em tempos diferentes (ou seja, caracterizados por diferentes valores da coordenada tempo), mas não nos dizem que o tempo avança do passado para o futuro.
Por incrível que pareça, a passagem do tempo é provavelmente uma ilusão – e uma ilusão fortíssima
A que se deve essa alucinação colectiva?
Suponhamos que o tempo corria mais devagar. Como se aperceberia disso? Neste jogo não deve cometer o erro de imaginar que o tempo corre mais devagar para todos, excepto para nós. Nós somos parte do universo e, por conseguinte, os processos do nosso cérebro (e os seus pensamentos) também abrandariam em sincronia com os relógios. Portanto, a resposta é que não nos aperceberíamos de nada. Tudo pareceria exactamente igual.
Isto seria assim mesmo que a “passagem do tempo” fosse da frente para trás. Em cada momento, os nossos pensamentos seriam idênticos e, consequentemente, o mesmo se aplicaria às nossas “recordações” e à nossa percepção do tempo.
A seta do tempo
No entanto, o tempo parece passar e fá-lo numa determinada direcção e não na oposta. A isto chama-se a “seta do tempo”. Quando acrescentamos leite a uma chávena de café, ambos se misturam – e isso nunca acontece ao contrário. Quando um ovo cai ao chão, parte-se, mas os seus pedaços nunca se recompõem espontaneamente e o ovo não volta a saltar para as nossas mãos. A razão de ser destes processos aparentemente reversíveis encontra-se no segundo princípio da termodinâmica, segundo o qual “a entropia tende sempre a aumentar”.
Em termos coloquiais, a entropia é semelhante à desordem de um sistema físico. Na verdade, este segundo princípio não é uma lei física, mas pura estatística. Existem muito mais estados desordenados do que ordenados, por conseguinte, a evolução tende sempre a desordenar os sistemas.
Pegue num baralho de cartas com 20 cartas vermelhas sobre 20 cartas pretas e baralhe-o. Isso fará com que o baralho perca a configuração inicial. Por mais que o baralhe, nunca voltará à configuração inicial, embora tal seja possível, em princípio. São estes processos irreversíveis que criam uma seta do tempo, que distinguem o passado (entropia menor) do futuro (entropia maior).
A ordem no Big Bang
No instante do Big Bang, o universo apresentava uma entropia muito baixa, ou seja, muito pouca desordem. Ninguém sabe a razão de ser deste acontecimento fundamental (embora existam modelos interessantes que o explicam), mas, graças a ele, a entropia conseguiu aumentar, dando origem à seta do tempo que nos é familiar.
Desde aquele instante remoto, a entropia nada mais fez do que aumentar através de processos irreversíveis, como os acima mencionados (ovos que se partem, líquidos que se misturam) e outros de maior envergadura (estrelas queimando hidrogénio).
Os processos irreversíveis produzem uma poderosa sensação de causa e efeito nessa ordem temporal. Contudo, essa diferença não existe nas equações da física, pois todos os processos são, na verdade, reversíveis.
A pedra no tanque
Imagine que deixa cair uma pedra num tanque originando as típicas ondas concêntricas à sua superfície. Em princípio, o processo poderia acontecer ao contrário: uma flutuação aleatória da superfície da água daria origem a ondas perfeitamente concêntricas que avançariam até ao centro, onde ocorreria um remoinho que elevaria a pedra desde o fundo do tanque, atirando-a para a sua mão e a superfície recuperaria a calma. Tudo aconteceria como se estivesse a ver um filme ao contrário.
Isto não é proibido pelas leis da física, mas é extraordinariamente improvável devido ao segundo princípio de termodinâmica: os processos decorrem sempre da menor entropia para a maior. E o estado da pedra na nossa mão e o tanque calmo têm muito menos entropia do que a pedra no fundo do tanque e a água ligeiramente agitada pelo impacto da pedra.
Se víssemos uma fotografia de ondas circulares na superfície de um tanque, iríamos relacioná-las (diríamos que “tinham sido causadas”) com alguns estados de menor entropia (por exemplo, a queda de um objecto. O oposto (uma flutuação aleatória da água) é altamente improvável.
Portanto, situaremos a causa no passado, no reino da baixa entropia. É por esta razão que falamos em causas e efeitos, com as primeiras a antecederem os segundos.
E é também a razão pela qual se foram registos e memórias do passado. Se a pedra cair em cima de barro, em vez de na água, as ondas geradas ficam “congeladas”, oferecendo um registo da “causa” que as produziu, que, como dissemos, é sempre um acontecimento do passado.
O mundo está cheio deste tipo de marcas do passado: as crateras da Lua, os fósseis, as construções humanas, etc. Por essa mesma razão, relacionamos os registos do nosso cérebro (as nossas memórias) com acontecimentos do passado que os “causaram”. Isto gera sensação a psicológica de viajarmos do passado para o futuro: do passado (baixa entropia) possuímos registos e memórias abundantes, enquanto o futuro (alta entropia) é incerto. A percepção é que o passado “já aconteceu”, mas o futuro “ainda não”, embora as leis da física não façam exactamente esta interpretação.
A natureza do tempo
Embora a maioria dos físicos estejam de acordo com o que dissemos anteriormente, a verdade é que ainda não conhecemos a natureza do tempo em toda a sua profundidade. E não o faremos até conseguirmos conciliar a teoria da relatividade geral com a mecânica quântica – os dois pilares da física moderna.
De momento, podemos apreciar a ideia de que a passagem do tempo (desejada ou não) é apenas uma ilusão.
Alberto Casas González, Professor de investigação, Instituto de Física Teórica (IFT - UAM - CSIC).
Este artigo foi publicado originalmente em The Conversation
𝐎 𝐨𝐯𝐨 𝐯𝐚𝐢 𝐬𝐞𝐫 𝐨 𝐫𝐞𝐢 𝐝𝐚 𝐦𝐞𝐬𝐚 𝐞𝐦 𝐌𝐢𝐫𝐚𝐧𝐝𝐚 𝐝𝐨 𝐃𝐨𝐮𝐫𝐨 | 𝐅𝐞𝐬𝐭𝐢𝐯𝐚𝐥 𝐆𝐚𝐬𝐭𝐫𝐨𝐧𝐨́𝐦𝐢𝐜𝐨 𝐝𝐨 𝐎𝐯𝐨
Uma celebração da tradição, dos produtos locais e da criatividade à mesa, onde o protagonista é o nosso Ovo Mirandês.
Pratos surpreendentes, sabores autênticos e a arte de bem receber juntam-se para dar vida a uma experiência gastronómica que promete conquistar todos os paladares.
Venha descobrir novas formas de saborear um produto tão nosso!
𝟓 𝐚 𝟖 𝐝𝐞 𝐝𝐞𝐳𝐞𝐦𝐛𝐫𝐨
Há tradições que se preservam. E sabores que merecem ser celebrados!
Álvaro da Cunha Ferreira Leite - Os Governadores Civis do Distrito de Bragança (1835-2011)
Médico.
Licenciado em Cirurgia e Medicina pela Escola Médico-Cirúrgica do Porto.
Governador civil de Bragança (1923). Deputado (1925-1926). Presidente da Câmara Municipal de Vinhais (1950-1955).
Natural do Rio de Janeiro, Brasil.
Filho de João da Cunha Ferreira Leite e de Ermelinda Rossi.
Casou e teve duas filhas, Helena (n. 1904) e Eunice (n. 1911)
Comendador da Ordem de Mérito (1931).
LENGALENGA - ARCO DA VELHA (*)
Arco da velha,
Tira-te daí,
Menina donzela
Não é para ti,
Nem para o Pedro
Nem para o Paulo,
É para a velha
Do rabo cortado
➖
[(*)Arco-da-velha é uma expressão usada quando se quer referir algo espantoso, inacreditável, inverosímil. Trata-se de uma forma reduzida de arco da lei velha, em referência ao arco-íris, que, segundo o mito bíblico, Deus teria criado em sinal da eterna aliança entre ele e os homens.]
E RIMAS DO ARCO-DA-VELHA
[Compilado pela equipa do Luso-Livros]
*Um projeto desenvolvido na Universidade Politécnica de Bragança chegou à final de um concurso internacional de conservação da natureza!*
A candidatura foi preparada no âmbito da *unidade curricular de Turismo e Recreio da Natureza*. Nesta unidade curricular, os estudantes são desafiados a desenvolver projetos reais de conservação da natureza, em colaboração com organizações não governamentais, para apresentação a concursos internacionais de financiamento.
*É a primeira vez que um projeto desenvolvido neste contexto chega à fase de votação pública!* Este resultado demonstra o potencial da colaboração entre o ensino superior e as organizações de conservação da natureza, aproximando a formação académica dos desafios reais da gestão e conservação dos ecossistemas.
*O que pretende fazer o projeto?*
Recuperar habitats ribeirinhos no Parque Natural do Douro Internacional, criando condições favoráveis ao regresso natural do castor-europeu (Castor fiber) a Portugal, através de:
🌱 Plantação de 5.000 árvores e arbustos autóctones
🌍 Controlo de espécies invasoras e melhoria das condições ecológicas
🤝 Envolvimento das comunidades locais em ações de conservação
O projeto concorre a um financiamento de *30.000 €*, cuja atribuição depende agora da votação pública.
*A votação decorre de 5 a 17 de novembro, até às 12h00 (hora de Portugal continental).*
👉 *Vote AQUI.
*Ajude-nos a apoiar este projeto! Vote e partilhe!*
Tó: Feira de São Martinho no fim-de-semana de 7 e 8 de novembro
O certame é organizado pela Freguesia de Tó e conta com expositores de produtores locais e regionais, como os enchidos feitos com carne de porco bísaro, queijos, mel das serras de Mogadouro e doçaria tradicional.
A iniciativa conta ainda momentos dedicados à comunidade local, como a tradicional matança do porco, o maior comedor de castanhas ou as chegas de touros de raça mirandesa.
A música tradicional e as figuras do solstício estarão presentes para atrair os visitantes.
Paradela: Missa, almoço e magusto na festa de San Martinico
Em Paradela, a conhecida festa em honra de “São Martinico” celebra-se junto à pequena e original capela dedicada a São Martinho de Tours, que foi edificada em 1918, entre as aldeias de Paradela, Ifanes e Aldeia Nova.
Na festa deste ano, a celebração religiosa da eucaristia, em honra de São Martinho, está agendada para as 12h00, de Domingo. No final da missa, realiza-se a procissão com a imagem de São Martinho (uma pequena escultura feita com madeira de castanheiro), ao redor da ermida.
«A designação “San Martinico” é um palavra mirandesa, que expressa o carinho e a afeição que o povo das localidades de Paradela, Ifanes e Aldeia Nova têm para com este santo, do século IV», explicou o presidente de União de Freguesias de Ifanes e Paradela, Nélio Seixas.
Segundo o jovem autarca, antigamente, esta festa religiosa era mesmo uma romaria que atraía a vinda de muitas pessoas à ermida de Sâo Martinico, única em todo o planalto mirandês.
“Diz-se que ao longo do ano, os pastores e os contrabandistas que passavam pela capela depositavam aí as suas esmolas, em sinal de gratidão pela intercessão do santo na guarda das ovelhas e na entrega das mercadorias do contrabando. E essas esmolas financiavam a festa de São Martinho, no dia 11 de novembro”, contou.
No Domingo, após a celebração da eucaristia, está programado o tradicional almoço convívio, com sardinhas, entremeada e durante a tarde o magusto de castanhas assadas, cuja participação tem um custo de 7 castanhas.
“No decorrer da tarde de Domingo, o magusto de castanhas assadas é animado com a música e as danças tradicionais da Terra de Miranda”, acrescentou o autarca.
A festa em honra de “São Martinico” é organizada pela União de Freguesias de Ifanes e Paradela e que conta com as colaborações da Associação Cultural e Fronteiriça de Paradela e do Município de Miranda do Douro.
Lenda de São Martinho
O soldado, conhecido pela sua generosidade, tirou a capa que envergava e com a espada cortou-a ao meio, cobrindo o mendigo com uma das partes.
Mais adiante, encontrou outro pobre homem cheio de frio e ofereceu-lhe a outra metade.
Sem capa, Martinho continuou a sua viagem ao frio e ao vento quando, de repente e como por milagre, o céu se abriu, afastando a tempestade. Os raios de sol começaram a aquecer a terra e o bom tempo prolongou-se durante três dias.
Desde essa altura, todos os anos, por volta do dia 11 de novembro, surgem dias de calor, a que se passou a chamar “verão de S. Martinho”.
Em Portugal, na Festa de São Martinho é tradição fazer-se um grande magusto, beber-se água-pé e jeropiga. Esta é também uma altura em que se prova o vinho novo. Como diz o ditado popular, “no dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho”.
MOGADOURO GARANTE MAIS DE 715 MIL EUROS PARA DOIS PROJETOS DE VALORIZAÇÃO TURÍSTICA
Um dos projetos prevê a criação da Casa da Máscara Ibérica – Centro de Interpretação, em Bemposta, que conta com um apoio aprovado de 315.255,97 euros, para um investimento elegível de 394.069,96 euros. A candidatura foi coordenada pelo Município de Mogadouro, tendo a Junta de Freguesia de Bemposta como entidade promotora e beneficiária.
O futuro espaço pretende dar maior visibilidade às tradições ancestrais associadas às máscaras ibéricas, contribuindo para preservar este património cultural e reforçar a identidade do território, ao mesmo tempo que cria novos motivos de interesse para quem visita o concelho.
A segunda candidatura diz respeito ao Centro Ibérico de Tiro Desportivo, que receberá um financiamento de 400 mil euros, correspondente a um investimento elegível de 556.901,02 euros. O projeto pretende diversificar a oferta turística e desportiva de Mogadouro, criando condições para atrair visitantes e eventos ligados à modalidade.
No conjunto, os dois projetos representam um investimento elegível de 950.970,98 euros, com uma comparticipação de fundos não reembolsáveis superior a 715 mil euros.
Com estas aprovações, Mogadouro reforça a aposta na diversificação da atividade turística, na valorização do património e na criação de novas oportunidades para a economia local, através de projetos que procuram afirmar o concelho como destino de interesse cultural e desportivo.
VILA FLOR ASSINALA DIA NACIONAL DO CUIDADOR INFORMAL COM SESSÃO DE ESCLARECIMENTO
A iniciativa decorreu no Auditório Miller Guerra e teve como principal objetivo esclarecer dúvidas sobre o Estatuto do Cuidador Informal, dando a conhecer os mecanismos de apoio existentes e os direitos associados a esta condição.
A sessão foi promovida em parceria entre a Câmara Municipal de Vila Flor, a Segurança Social e a Unidade Local de Saúde (ULS) Nordeste, procurando proporcionar informação e orientação a quem assume diariamente esta responsabilidade.
Mais do que assinalar a data, o encontro pretendeu dar visibilidade ao trabalho dos cuidadores informais e à importância de garantir que também têm acesso a acompanhamento e apoio no exercício das suas funções.
A iniciativa reforçou, assim, a necessidade de reconhecer e proteger quem dedica diariamente o seu tempo e atenção ao cuidado dos outros.
Olmos estreia Feira do Mel e da Alcaparra com 20 expositores
O certame conta com 20 expositores inscritos, dez de Olmos e os restantes de outras localidades. A lotação disponível já está preenchida, como explica o presidente da Junta de Freguesia de Olmos, Francisco Rocha:
“É uma maneira de as pessoas lá da aldeia exporem os produtos que têm. Entre Malta e Olmos temos sete pessoas que produzem mel e, quanto à alcaparra, praticamente toda a gente tem oliveiras na aldeia e faz sempre uma boa quantidade para vender e para consumo.”
Este ano, a produção de mel deverá ser menor, devido às condições atmosféricas e aos efeitos da vespa asiática, que tem provocado estragos nas colmeias.
Ainda assim, a feira surge como uma oportunidade para os apicultores e produtores locais divulgarem e venderem os seus produtos:
“O mel este ano há pouco, por causa das condições atmosféricas. Alguns produtores, infelizmente, com a vespa asiática, viram as colmeias serem destruídas.
Mas é uma maneira de venderem o seu produto, porque cada vez há menos gente e a feirinha pode chamar mais pessoas.”
O programa começa no sábado, dia 7, às 14h30, com a atuação do grupo Sons da Vila.
A abertura oficial está marcada para as 15h00 e, meia hora depois, realiza-se um seminário dedicado à produção de mel e aos problemas que afetam atualmente os apicultores, com a participação de um representante da Macmel.
No domingo, dia 8, realiza-se uma caminhada solidária a favor dos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros.
A inscrição tem um custo de dez euros e inclui um kit com t-shirt, água, mochila e fruta. O valor angariado reverte integralmente para a corporação, sendo o almoço dos participantes oferecido pela Junta de Freguesia:
“A caminhada solidária é em parceria com os Bombeiros Voluntários. As pessoas inscrevem-se, levam um kit e dão dez euros. O valor total é para os bombeiros.
A Junta de Freguesia oferece o almoço, que vai ser porco no espeto e frango assado.”
A animação de sábado fica a cargo dos Abelhudos e do artista Luís Godinho.
A organização espera atrair visitantes de várias localidades e destaca a adesão dos expositores, embora reconheça que as condições meteorológicas poderão influenciar a afluência:
“A caminhada solidária é em parceria com os Bombeiros Voluntários. As pessoas inscrevem-se, levam um kit e dão dez euros. O valor total é para os bombeiros.
A Junta de Freguesia oferece o almoço, que vai ser porco no espeto e frango assado.”
A animação de sábado fica a cargo dos Abelhudos e do artista Luís Godinho.
A organização espera atrair visitantes de várias localidades e destaca a adesão dos expositores, embora reconheça que as condições meteorológicas poderão influenciar a afluência:
Produtor pecuário de Mirandela aguarda há dois meses pela ração prometida pelo município
O Município de Mirandela garantiu, na altura, que continuaria a acompanhar a situação no terreno, em articulação com as entidades locais, com o objetivo de identificar novas necessidades e procurar respostas para os produtores pecuários afetados.
Agora, Vítor Oliveira, produtor pecuário de Fonte Maria Gins, freguesia de Aguieiras, com três explorações e um efetivo a rondar os 400 animais, que alega ter perdido todos os rolos de feno no incêndio, queixa-se que o Município prometeu apoiar com sacos de ração, mas até agora nada recebeu:
“A Câmara ficou de trazer a ração, mas não apareceu. Falei com a veterinária municipal e ela disse que a iam entregar, já há bastante tempo. Eu já lhe tinha dito que estou a passar uma fase muito difícil.
Ardeu-me todo o feno que tinha. Tinha sete anos de rolos acumulados. Ela disse que iam entregar a ração, mas já passou bastante tempo, se calhar um mês e meio ou dois, e não me disseram mais nada.
Andaram a entregar em Vale de Ouro a pessoas a quem não ardeu o feno nem o pasto, pelo que sei. Também me disseram que não havia nenhum pedido por parte da Junta de Freguesia.
Pronto, mas, naquela altura, o pedido ficou feito e ainda não entregaram nada, já há bastante tempo.
Agora estamos a passar por uma seca e os animais não têm nada para comer.”
Vítor Oliveira acrescenta que lhe foram prometidos perto de 200 sacos de ração para os seus animais:
“São três explorações, com um efetivo que ronda os 380 a 390 animais. A veterinária municipal tem acesso aos dados e sabe exatamente quantos animais cada produtor tem.
E viu que eu tinha direito a 180 sacos de ração.”
Confrontado com esta queixa, o Município responde que houve um atraso no fornecedor, mas acrescenta que os sacos de ração serão entregues a este produtor pecuário na próxima semana.
Projeto de reabilitação da estação foi o mais votado
O projeto que presidiu às obras de reabilitação da Estação Ferroviária de Mirandela já tinha sido selecionado como um dos cinco finalistas na categoria de “Portugal mais Próximo dos Cidadãos” indicada para projetos que valorizem o desenvolvimento local, promovam a coesão social e territorial e contribuam para cidades mais sustentáveis.
Ontem, durante a Gala de entrega dos prémios, nas diversas categorias, no Centro de Congressos de Lisboa, foram distinguidos os vencedores nas diferentes categorias e o vencedor geral, aquele que o público mais votou no último mês, depois de terem sido conhecidos os finalistas.
Na categoria “Portugal mais Próximo dos Cidadãos”, onde estava como finalista o projeto de reabilitação da estação ferroviária de Mirandela, o júri atrrbuiu a vitória ao Programa Centro 2020; Projetos Âncora para a concretização da Estratégia de Eficiência Coletiva PROVERE Rede Aldeias do Xisto 2020 - 2ª Etapa”.
O último prémio entregue foi o mais votado pelo público entre todos os que tinham sido selecionados como finalistas e aí a vitória foi para o projeto de requalificação da estação Ferroviária de Mirandela.
IMÓVEL EMBLEMÁTICO
O edifício da antiga estação da CP tinha vindo a degradar-se, desde a desativação da linha do Tua, na década de 1990. A estação, construída em 1887, foi uma referência no transporte de mercadorias e passageiros, mas, em 1991, a CP encerrou o troço ferroviário entre Mirandela e Bragança, e desde então, o edifício, em pleno centro da cidade, ficou votado ao abandono sem qualquer tipo de requalificação.
Em setembro de 2019, foi estabelecido um acordo que permitiu a reabilitação do edifício. A câmara e a Infraestruturas de Portugal celebraram um contrato de comodato que garante o usufruto de edifícios e terrenos ao município por um período de 50 anos com o compromisso de realizar obras.
Depois de o primeiro concurso ter ficado sem propostas de concorrentes, em 2020, no ano seguinte, no segundo procedimento concursal, o Município adjudicou a obra de requalificação no valor de 2,5 milhões de euros, inserida no PEDU - Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano - financiado em 85 por cento por fundos comunitários.
Quase 200 obras de Alberto Caetano em exposição em Bragança
Quase 200 obras do colecionador e arquiteto Alberto Caetano, doadas ao Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, em Lisboa, estão expostas no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança.
Quase 200 obras do colecionador e arquiteto Alberto Caetano, doadas ao Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, em Lisboa, vão estar expostas, a partir de hoje, no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança.
O diretor do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, António Meireles, revelou à Lusa que, das 367 obras doadas pelo colecionador ao Museu do Chiado, 186 vão estar em Bragança, numa exposição que será inaugurada hoje.
A mostra conta ainda com quatro peças que foram emprestadas ao centro de Bragança por Aberto Caetano, em abril: "O Colecionador #01", de 2021, da dupla Sara & André, "Também eu deixo o relógio parar. E deixo as grades fechar. Porque isto não é uma prisão. Mas sabemos como fugir", de 2018, de Horácio Frutuoso, uma obra (sem título) da série "Caretos", de 1984, de João Vieira, e um pastel de óleo sobre tela, de 2020, de Rui Castanho.
"Esta exposição é extraordinária na sua diversidade e pela amplitude que tem das obras que a compõem, que compreende obras desde o início do século XX até à contemporaneidade, aqui há poucos anos, sendo esta diversidade, o número de autores, a qualidade dos artistas que compreende realmente um marco fundamental daquilo que é a arte contemporânea", sublinhou António Meireles.
Esta é a primeira exposição póstuma de Alberto Caetano, que morreu no mês passado. Uma "homenagem não apenas à pessoa que faleceu, mas também à figura do colecionador que perdura através da sua coleção", podendo ser apreciadas obras que o representam, como uma pintura do desenhador Abel Manta.
"Nós temos, não apenas as obras que o arquiteto escolheu, mas também aquelas que de alguma maneira o representam e que compreendem esta diversidade de uma coleção e daquilo que é o sentir e a expressão que o próprio colecionador vai imprimindo à coleção que vai adquirindo ao longo dos anos", rematou o diretor do Centro de Arte Contemporânea de Bragança.
Alberto Caetano nasceu em Lisboa, em 1959, e licenciou-se em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa, em 1983, onde viria a lecionar entre 1992 e 2011, cerca de duas décadas, desenvolvendo em paralelo atividade de desenho, artes plásticas e projeto.
Desde meados dos anos 1980, trabalhou nas áreas de recuperação, arquitetura e design, mantendo ateliê próprio em Lisboa, desde 1990, com especial atenção à relação entre vivência poética do espaço, rigor construtivo e precisão do desenho, tendo participado também em exposições coletivas e individuais de artes plásticas entre 1975 e 1991.
Ao longo de cinco décadas, construiu uma coleção particular de arte moderna e contemporânea, fruto de uma relação próxima e continuada com muitos artistas.
Esta coleção reúne obras de artistas como Ana Jotta, Gaëtan, Miguel Ângelo Rocha, Luísa Correia Pereira, Rui Chafes, Pedro Cabrita Reis, Mário Cesariny, Joaquim Rodrigo, Manuel Lapa, Salette Tavares, Jorge Martins e Diogo Evangelista, entre outros.
Em março deste ano, o Governo atribuiu-lhe a Medalha de Mérito Cultural na sequência da doação, "sem contrapartidas", ao Estado português, da sua coleção, como indicou, na altura, o Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, em comunicado, elogiando este "gesto filantrópico, raro pela sua dimensão e impacto no panorama cultural nacional", que veio reforçar "o património artístico do país e afirma Alberto Caetano como figura de referência da vida cultural portuguesa".
Alberto Caetano morreu no passado dia 04 de outubro.
A exposição "A vida pode ser feliz contigo. Obras da doação de Alberto Caetano" vai estar patente até 14 fevereiro de 2027 no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança.
🎨 Venha descobrir o seu lado artístico com os workshops de pintura!
As primeiras sessões decorrem nos dias 12 de novembro e 3 de dezembro, no decorrer do próximo ano haverá mais datas.
Inscrições na Biblioteca Municipal de Carrazeda de Ansiães
📞 278 618 123
🫒🌿 Semana da Oliveira e do Azeite | 18 a 26 de novembro
Ao longo de vários dias, a iniciativa reúne exposições, atividades educativas, caminhadas, BTT/Gravel, encontros temáticos e uma loja pop-up dedicada à valorização dos produtos locais.
Uma oportunidade para conhecer, preservar e valorizar uma das maiores riquezas do nosso território!
Consulte o programa e participe!

























