MEMÓRIAS...e outras coisas...
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(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
segunda-feira, 30 de março de 2026
MIRANDELA ACOLHE XXXVII FESTIVAL NACIONAL DE FOLCLORE EM ABRIL
Reconhecido como um dos momentos altos da agenda cultural local, o festival reúne grupos folclóricos que trazem ao palco danças, cantares e trajes típicos representativos de várias regiões do país, promovendo a preservação e divulgação do património imaterial português.
A organização dirige o convite a toda a comunidade, incentivando a participação de famílias e visitantes numa noite dedicada à celebração da identidade cultural e das tradições populares. O evento pretende, assim, reforçar o papel do folclore enquanto elemento agregador e expressão viva da memória coletiva.
Ao longo dos anos, o Festival Nacional de Folclore de Mirandela tem vindo a afirmar-se como uma referência regional, contribuindo para a dinamização cultural do concelho e para a valorização das raízes etnográficas nacionais.
CARRAZEDA DE ANSIÃES INVESTE MAIS DE UM MILHÃO DE EUROS NA RECUPERAÇÃO DO PATRIMÓNIO RELIGIOSO
As obras incluem a recuperação de altares, retábulos, pinturas, soalhos, tetos em falsas abóbadas de berço e telhados, destacando-se pelo cuidado artístico e histórico que conferem a estes espaços. Entre as últimas intervenções, sobressaem a recuperação do teto da nave da igreja de Santa Maria Madalena, em Fontelonga, e do presbitério da igreja de São Gregório, em Selores.
Na igreja de São Gregório de Selores, a requalificação envolveu a substituição integral da falsa abóbada de berço do presbitério, com a implementação de caixotões decorativos, conferindo ao espaço dignidade para o culto e preservando o seu valor cultural. Em Fontelonga, as obras focaram-se na substituição das madeiras da falsa abóbada de berço da nave, assegurando a conservação do património arquitetónico.
Segundo a Câmara Municipal, estas intervenções vão além da preservação da memória coletiva. Transformam locais de culto em espaços culturais e turísticos, potenciando a economia local e reforçando a identidade e coesão social do concelho.
Nos últimos oito anos, o município assinou protocolos para a recuperação de 25 espaços religiosos, que vão desde obras estruturais, como substituição de telhados, até restauros delicados de interiores e arranjos das áreas envolventes. A estratégia evidencia a importância do património religioso não apenas para a Igreja, mas como bem comum e instrumento de desenvolvimento cultural e económico.
“ENTRE A LUZ E A DOR” ENCANTA PÚBLICO NO CONVENTO DE SÃO FRANCISCO EM MOGADOURO
Renomados músicos e solistas participaram na apresentação, imprimindo à obra uma intensidade emocional que prendeu a atenção de todos os presentes. O espetáculo destacou a dualidade entre dor e esperança, proporcionando ao público uma experiência artística profunda, em perfeita harmonia com a riqueza histórica e arquitetónica do convento.
Recebido com entusiasmo, o concerto reforçou a posição de Mogadouro como ponto de referência para a música erudita na região, consolidando o projeto como uma aposta contínua na promoção da cultura e do património local.
I ENCONTRO DAS ESTAÇÕES NÁUTICAS DO PORTO E NORTE DE PORTUGAL DECORRE NOS LAGOS DO SABOR
O programa arranca no dia 9 de abril, às 17h00, com a receção aos participantes em Santo Antão da Barca, seguindo-se, às 18h00, um sunset nos Lagos do Sabor, proporcionado pela Associação de Municípios do Baixo Sabor e pela Estação Náutica local, incluindo degustação de produtos regionais e momentos de convívio institucional.
No dia 10 de abril, a programação prossegue às 10h00 com a Reunião de Trabalho, na Sala dos Milagres, dedicada à preparação das linhas orientadoras do Plano de Ação das Estações Náuticas do Porto e Norte de Portugal. O encontro contará com intervenções de boas-vindas de Eduardo Tavares, Presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé, e António Pimentel, Presidente da Associação de Municípios do Baixo Sabor, seguido de uma sessão de trabalho cooperativo moderada por Gisela Sousa, coordenadora da Rede das Estações Náuticas de Portugal.
O encontro encerra com a apresentação de conclusões por José Carlos Silva, do Turismo de Portugal, e Luís Pedro Martins, Presidente da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal. Após o almoço, haverá ainda um passeio de barco pelos Lagos do Sabor, incluindo a visita à emblemática Serpente do Medal, com previsão de final do evento às 17h30.
O I Encontro das Estações Náuticas do Porto e Norte de Portugal destina-se a coordenadores, equipas técnicas e parceiros das Estações Náuticas da região. As inscrições estão abertas até 6 de abril.
CAMPANHA “FLORESTA SEGURA 2026” CHEGA A CARRAZEDA DE ANSIÃES
A sessão contou com a presença do Gabinete de Proteção Civil Municipal, do Comando dos Bombeiros Voluntários, das Juntas de Freguesia do concelho e do Gabinete Técnico Florestal, numa demonstração de articulação entre várias entidades locais.
Durante a iniciativa, foram apresentados os procedimentos e normas do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR), enfatizando a importância da prevenção e da adoção de comportamentos responsáveis por parte da população. Os responsáveis alertaram ainda para a necessidade de cooperação entre cidadãos e instituições, essencial para a construção de um território mais seguro e resiliente.
O Município de Carrazeda de Ansiães manifestou o seu agradecimento pela realização deste tipo de ações, destacando o papel fundamental destas iniciativas na proteção do território e na consciencialização ambiental.
A campanha “Floresta Segura” sublinha que a prevenção é uma responsabilidade de todos e que a segurança da floresta começa com pequenas ações individuais, aliadas à colaboração comunitária.
Macedo de Cavaleiros assinala Dia Nacional do Doente com AVC com rastreios e caminhada
Os rastreios decorrem entre as 9h30 e as 15h00, no átrio do Hospital de Macedo de Cavaleiros, e incluem avaliação da pressão arterial, glicemia, colesterol e índice de massa corporal, bem como aconselhamento sobre hábitos de vida saudáveis.
O médico João Poço explica a importância de sensibilizar a população:
A iniciativa prossegue com uma caminhada de sensibilização, marcada para as 16h15, ao longo da ciclovia de Macedo de Cavaleiros, com partida na entrada principal do hospital. A participação é aberta a todos os interessados.
O médico sublinha ainda os principais fatores de risco associados ao AVC:
O responsável alerta também para a falta de informação sobre os sintomas da doença, reforçando que o AVC é uma patologia do cérebro e não do coração:
O diagnóstico precoce é fundamental, podendo reduzir as sequelas e aumentar a eficácia do tratamento. Estima-se que cerca de 80% dos AVC possam ser prevenidos através do controlo dos fatores de risco e da adoção de hábitos de vida saudáveis:
A campanha em Macedo de Cavaleiros reforça, assim, a importância da informação, da prevenção e da ação imediata em caso de AVC, promovendo a saúde e a qualidade de vida da população.
Mostra do Folar de Saldonha encerra com balanço positivo e crescente adesão
A iniciativa voltou a afirmar-se como um motor de dinamização local, reunindo 21 expositores e atraindo visitantes de várias regiões do país.
O folar foi novamente o principal destaque, acompanhado por outros produtos regionais como fumeiro, azeite, vinho e queijo, num programa que incluiu animação musical, concurso de folar, showcooking e diversas atividades paralelas, num ambiente de convívio.
A tesoureira da União de Freguesias de Agrobom, Saldonha e Valpereiro, Sandra Fernandes, sublinhou o sucesso da iniciativa:
A responsável destacou ainda a crescente projeção do evento e o impacto na aldeia:
O presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé, Eduardo Tavares, referiu que o investimento realizado pela autarquia é reduzido, mas com um retorno significativo para a aldeia e para o concelho:
Para perceber o impacto direto na economia local, foram recolhidos testemunhos de vendedores e produtores presentes no certame:
O balanço final da 4.ª Mostra do Folar de Saldonha é, assim, claramente positivo. O evento conseguiu atrair mais público, reforçar as tradições e criar uma dinâmica económica e social relevante para a aldeia, confirmando-se como um certame de sucesso e com potencial de crescimento para futuras edições.
Queijo de Cabra Transmontano DOP pode estar em risco de desaparecer do mercado na próxima década
O alerta é do presidente da Associação Nacional de Caprinicultores de Raça Serrana (ANCRAS). Apesar de o queijo de cabra ter muita procura, “não há capacidade de resposta para as encomendas, devido a carência na produção de leite, porque cada vez há menos cabras e menos produtores e os que há estão cada vez mais velhos”, refere João Silva. “De ano para ano estamos a perder 3 a 4 mil animais da raça”, lamenta.
Os mais jovens não apostam nesta atividade pecuária, nem na cabra serrana e, quando o fazem, “optam por outras raças mais produtivas e menos exigentes em termos de maneio”, diz o presidente da ANCRAS. E depois, “temos que ver que isto é um trabalho que é 365 dias por ano. Aqui não há folgas, não há domingos, não há feriados”, sublinha.
Atualmente, na área geográfica de produção do Queijo de Cabra Transmontano DOP – que abrange os concelhos de Mirandela, Macedo de Cavaleiros, Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Torre de Moncorvo, Freixo de Espada à Cinta e Mogadouro, no distrito de Bragança e ainda Valpaços e Murça do distrito de Vila Real – a ANCRAS, para ir buscar “400 litros de leite em cada volta que fazemos, dia sim dia não, estamos a fazer 600 quilómetros para conseguir apanhar 400 litros de leite. Isso é insuportável”, acrescenta.
Comparativamente a 2025, a quebra é enorme. “Estamos a produzir por semana entre 900 litros a mil litros, mas o ano passado produzíamos três vezes mais. É muita diferença”, adianta João Silva.
A ANCRAS tem atualmente uma queijaria com cerca de mil metros quadrados, em Mirandela, que custou cerca de um milhão de euros, mas a sua capacidade de laboração está muito longe do desejável. “Na queijaria, neste momento, temos 200, 300 queijos.
Não temos queijo para tanta procura porque é um produto da excelência que já ganhou muitas medalhas, muitos prémios, mas não temos matéria-prima para fabricar”, diz João Silva que confessa já ter dificuldade em pagar aos funcionários. “Temos lá quatro ou cinco funcionários que, neste momento, não conseguimos fazer para eles, quanto mais para a queijaria”, conta.
Perante este cenário, o presidente da ANCRAS não tem dúvidas que esta raça autóctone que produz o leite que resulta no queijo de Cabra Transmontano DOP “pode estar em risco” de acabar. “Com o andamento que isto vai, se não olharmos para esta raça como pertence, acredito que daqui a 10, 15 anos, não haverá muitos animais desta raça, porque tínhamos explorações grandes que tinham 200 animais e hoje têm 80”, lamenta.
Para inverter esta possibilidade, o presidente da ANCRAS fala na necessidade de um “reforço no apoio a esta raça autóctone”, até porque João Silva adianta que um outro problema para a entrada de gente nova neste setor fica a dever-se ao facto de as próprias autarquias exigirem demasiada burocracia para a criação de novas explorações. “Exigem mil e uma coisa que não conseguimos porque, hoje, um produtor que quer investir nisto precisa, para fazer um estábulo, de mais de 100 mil euros”, adianta.
Dos cerca de 150 associados da ANCRAS, nesta altura do ano são menos de uma dezena os que estão a vender leite à cooperativa para a produção de queijo de cabra transmontano DOP, um produto com muito boa aceitação no mercado nacional graças à sua qualidade, mas que corre sérios riscos de acabar.
O queijo de cabra Transmontano DOP é uma iguaria muito apreciada, mas está em risco por falta de leite. Apesar de o queijo de cabra ter muita procura e de não chegar para as encomendas, a carência na produção de leite é enorme.
Pão ganha destaque em feira na localidade de Caçarelhos
“O Bilhó é uma tarte à base de castanha, que não é muito doce, é muito cremosa. Já tem algum reconhecimento, especialmente em Bragança”, disse Virgínia Choupina, a responsável pela criação do Bilhó, um doce que já foi conquistou dois primeiros prémios em concursos de doçaria. “É a primeira vez que venho a esta feira. Decidi vir porque para esta zona ainda nunca tinha vindo e achei que seria bom dar a conhecer o Bilhó nos concelhos vizinhos”, referiu.
“Tudo o que vendo é feito por mim. São, essencialmente produtos tradicionais e regionais locais, assim como alguns produtos que são receitas minhas de biscoitos e bolachinhas com sabores a produtos também da nossa região, como é o caso do mel. Eu costumo vir porque me dedico, nos tempos livres, a fazer este tipo de produtos e venho porque é uma feira boa e vende-se bem”, rematou Maria João, do concelho de Vimioso.
Teresa Pinto, da Junqueira, no concelho de Vimioso, que, com 73 anos, continua a fazer pão e doces, em forno de lenha, e também costuma participar na feira. Fá-lo, acima de tudo, por distração, para “sair de casa e conviver” e para “vender o excedente da horta”. “Aqui sinto-me bem, esqueço os problemas… e ainda aproveito para vender o que sobra da horta”, explicou.
Certame volta a celebrar folar e azeite em Izeda
Leonor Simão é da vila e produz pão, doces e, claro, o folar. Um dos grandes segredos são os produtos caseiros, mas é preciso muito mais que isso. “Muito amor e carinho e umas boas mãos na massa”, referiu, dizendo que “todas as quartas e sábados” a padaria encomendas para o Porto.
Distrito de Bragança é o que tem menor percentagem de freguesias sócias da ANAFRE
Telmo Afonso está ciente de que “no Norte há um maior número de freguesias por distrito, enquanto no Alentejo ou na Madeira a divisão administrativa é menor”. Assim, “quanto mais freguesias, mais difícil chegar a todas”.
Destacando o caráter estratégico da associação e a necessidade de apoiar os autarcas, principalmente no interior do país, Telmo Afonso destacou que muitos presidentes alegam falta de recursos para pagar a quota anual. “Quando contactamos presidentes de Junta dizemos-lhes que têm os pareceres jurídicos, os meios-tempos, o valor do excedente do orçamento do Estado. E a resposta simples dos autarcas eleitos e com funções executivas nas freguesias é que não têm dinheiro para pagar a quota anual da ANAFRE. Mas as freguesias do interior, as freguesias de baixa densidade populacional, como são as do distrito de Bragança, recebem 49 mil euros no ano de 2026 do excedente do orçamento do Estado, que é um valor conquistado e trabalhado pela ANAFRE junto do Governo”.
Em Macedo de Cavaleiros, no sábado, Francisco Brito, presidente do Conselho Diretivo da ANAFRE a nível nacional, presente na tomada de posse, também explicou que o problema da baixa percentagem de adesão em Bragança se deve à complexidade do território e, muitas vezes, à falta de informação. “Eventualmente pode haver, às vezes, falta de informação. As pessoas podem não perceber muito bem o que é que a ANAFRE faz, principalmente quando são autarcas que entram em funções, portanto, de primeiro mandato. E, depois, às vezes, tem a ver com opções mais pessoais”.
A Delegação Distrital de Bragança da ANAFRE tomou posse no sábado, em Macedo de Cavaleiros. Telmo Afonso, presidente da União das Freguesias de Sé, Santa Maria e Meixedo, em Bragança, assumiu o terceiro mandato como presidente da delegação.
IMPACIÊNCIA
(Colaboradora do "Memórias...e outras coisas...")
Na impaciência dos dias gastos em brigas e guerras, o sol rasga-me a pele e a lua beija-me as ausências.
O silêncio está cheio de presságios, que enchem de sonhos as mãos das tecedeiras, onde o sonho e o linho branco alvo e escorregadio, se escapa por entre os dedos.
O paraíso existe e a voz das árvores que ladeiam o caminho, eleva-se e grita.
O céu é negro e oco á tardinha na escuridão.
Enquanto caminho, ardem-me os pés, mas que importa? Os corpos continuam nus e frios estendidos nas noites brancas.
Entranço os cabelos de seda na cabeça, bem por cima dos ombros cobertos de andorinhas.
Os braços transpiram-me na humidade das pedras.
Há fogueiras que ardem entre os muros de cal e as vigas dos tectos.
Na impaciência dos dias passeia-se a ociosidade.
O peito é o solo que se transforma em jardim e me aguça a fantasia.
Maria da Conceição Marques, natural e residente em Bragança.
Desde cedo comecei a escrever, mas o lugar de esposa e mãe ocupou a minha vida.
Os meus manuscritos ao longo de muitos anos, foram-se perdendo no tempo, entre várias circunstâncias da vida e algumas mudanças de habitação.
Participei nas coletâneas: Poema-me; Poetas de Hoje; Sons de Poetas; A Lagoa e a Poesia; A Lagoa o Mar e Eu; Palavras de Veludo; Apenas Saudade; Um Grito à Pobreza; Contas-me uma História; Retrato de Mim; Eclética I; Eclética II; 5 Sentidos.
Reunir Escritas é Possível: Projeto da Academia de Letras- Infanto-Juvenil de São Bento do Sul, Estado de Santa Catarina.
Livros Editados: O Roseiral dos Sentidos – Suspiros Lunares – Delírios de uma Paixão – Entre Céu e o Mar – Uma Eterna Margarida - Contornos Poéticos - Palavras Cruzadas - Nos Labirintos do Nó - Uma Paixão Improvável.
Bragança assinalou meio século de poder local democrático com a realização do 𝑰 𝑭𝒐́𝒓𝒖𝒎 𝒅𝒐 𝑷𝒐𝒅𝒆𝒓 𝑳𝒐𝒄𝒂𝒍 - 50 𝑨𝒏𝒐𝒔 𝒅𝒆 𝑪𝒐𝒏𝒒𝒖𝒊𝒔𝒕𝒂𝒔.
Ao longo da tarde, reuniram-se diferentes vozes e experiências para pensar o caminho feito e, sobretudo, os desafios que se colocam ao futuro: competências, governação, proximidade e capacidade de resposta às necessidades e reivindicações das populações.
domingo, 29 de março de 2026
NOVA CORTE NA ALDEIA
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")
Quando era rapazote ia com meus pais, veranear a pequena povoação do Vale da Vilariça.
Depois da janta, familiares e amigos, abancavam-se na escaleira de velho e delapidado solar, cujas salas serviam de arrecadação a alfaias agrícolas, e as portas desvidraçadas, abriam-se a largas varandas, que permitiam entrada a andorinhas, em voos certeiros para os ninhos
Nessa nova " Corte na Aldeia", havia letrados e “analfabetos”, que aprenderam a ler e escrever, à custa de dolorosas reguadas.
Obtido o diploma, deram” às de Vila Diogo”, abandonando a escola e os livros.
Nessa época não havia TV; e o único aparelho de TSF, movido a bateria, pertencia a lavrador abastado, que era colocado, em dia de festa, à janela, para quem quisesse bailar ao som de música da Emissora Nacional.
Como disse, à noitinha, pela fresca, depois de uma tarde cálida, acomodávamos nas escadas do velho casarão brasonado.
Conversava-se, contávamos tradicionais historietas, e advinhas... até que aproveitando pausa de silêncio, saltou de súbito, a pergunta:
- Qual é o ato mais importante da vida?
Ouve-se murmúrios, e uma voz se ergueu: É o casamento!...
Risinhos... e prosseguiu.: Quem pode, e sabe, realizar matrimónio por amor, com companheira, que o ajude nos abrolhos da vida, acha um tesouro. Não é verdade, que por trás de um grande homem, há sempre uma grande mulher… que o acompanha, quase sempre, na sombra?
Sacerdote, presente no serão, ergueu-se, discordando:
- Isso é uma verdade de La Palice..., Mas Jesus não pensa assim. O que deseja - é que leiam o Evangelho e O cumpram.
Então recordou, rapidamente, a curiosa passagem evangélica, que fala de Marta e Maria. Esta, vendo Marta aninhada ao pé de Jesus, escutando-O, pede a Jesus: " Diz a Marta que me venha ajudar...” Responde-lhe Jesus: " Marta, Marta, inquietas-te com muitas coisas; mas uma só é necessária! Maria escolheu a melhor – Lc.10:42.
Rematando: o ato mais importante da vida, é portanto: - Amar a Deus, e cuidar da Salvação. É o Caminho, que nos deve preocupar. O único para que nascemos. O resto é: vaidade, orgulho, conhecimento… tudo é efémero, já que tudo acaba, após a morte...
Levantou-se profundo silêncio. Como já fora tarde, cada qual se recolheu a casa, dando as habituais boas-noites; e, sonolentos todos diziam: Vá com Deus; Bom descanso...Deus o guarde…
Humberto Pinho da Silva nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG” e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".
INAUGURAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO
Venha celebrar connosco este novo começo, feito para unir, apoiar e fortalecer a nossa comunidade.
DOMINGO DE RAMOS ENTRE A TRADIÇÃO DA OLIVEIRA E O COLORIDO DAS FLORISTAS
O início da Semana Santa volta a refletir a convivência entre tradição e novas expressões de fé. Enquanto muitos mantêm o simbolismo dos ramos de oliveira, outros optam por composições floridas, num gesto que continua a marcar a ligação à Páscoa e a reforçar laços, sobretudo entre afilhados e madrinhas.
Jornalista: Vitória Botelho























