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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Dia Mundial da Assistência Humanitária – 19 de Agosto


 O Dia Mundial da Assistência Humanitária, celebrado a 19 de agosto, é uma data dedicada a homenagear todos aqueles que, em diferentes partes do mundo, trabalham incansavelmente para prestar ajuda a populações afetadas por crises, conflitos e desastres naturais. Este dia representa um reconhecimento global do valor da solidariedade humana e do compromisso com a dignidade e a vida.

A origem desta data está profundamente ligada a um acontecimento trágico que marcou a comunidade internacional. Em 19 de agosto de 2003, ocorreu o atentado contra a sede das Nações Unidas em Bagdade, no Iraque, durante um período de grande instabilidade no país. O ataque resultou na morte de 22 pessoas, entre elas o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, que desempenhava funções como Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Este episódio chocou o mundo e destacou os riscos enfrentados diariamente pelos trabalhadores humanitários.

Em resposta a essa tragédia e como forma de honrar a memória das vítimas, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu, em 2008, o Dia Mundial da Assistência Humanitária. A escolha da data de 19 de agosto não foi, portanto, aleatória, mas sim uma homenagem direta àqueles que perderam a vida enquanto cumpriam a missão de ajudar os outros.

Historicamente, a assistência humanitária tem raízes profundas. Desde tempos antigos, comunidades organizavam-se para apoiar os mais vulneráveis em momentos de crise. No entanto, a forma moderna de ação humanitária começou a ganhar estrutura no século XIX, especialmente após a fundação da Comité Internacional da Cruz Vermelha em 1863. Este marco foi fundamental para o desenvolvimento de princípios humanitários como neutralidade, imparcialidade e independência, que continuam a orientar o trabalho das organizações humanitárias até hoje.

Ao longo do século XX, com o aumento de conflitos armados e crises globais, a assistência humanitária tornou-se cada vez mais organizada e internacional. Após a criação da ONU em 1945, houve um reforço significativo dos mecanismos de cooperação internacional, permitindo respostas mais coordenadas a emergências humanitárias.

No contexto contemporâneo, o papel da assistência humanitária tornou-se ainda mais crucial. Guerras prolongadas, deslocamentos forçados, crises climáticas e pandemias colocam milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade extrema. Organizações humanitárias, agências internacionais, governos e voluntários trabalham em conjunto para fornecer ajuda essencial, como alimentos, água potável, cuidados médicos, abrigo e apoio psicológico.

O Dia Mundial da Assistência Humanitária serve também como um momento de reflexão sobre os desafios enfrentados por estes profissionais. Muitos atuam em ambientes perigosos, frequentemente em zonas de conflito ou em regiões afetadas por catástrofes naturais. Além disso, enfrentam limitações de recursos, barreiras logísticas e, em alguns casos, falta de acesso seguro às populações necessitadas.

Todos os anos, esta data é assinalada com um tema específico definido pela ONU, com o objetivo de sensibilizar a opinião pública para diferentes aspetos da ação humanitária. As campanhas procuram destacar histórias reais de coragem, resiliência e solidariedade, aproximando o público das realidades vividas por milhões de pessoas em todo o mundo.

Para além da homenagem aos trabalhadores humanitários, o dia reforça a importância do envolvimento de toda a sociedade. A assistência humanitária não depende apenas de grandes organizações também se manifesta em gestos individuais e comunitários, como o voluntariado, a doação e a promoção de uma cultura de empatia e responsabilidade social.

O Dia Mundial da Assistência Humanitária, celebrado a 19 de agosto, é uma data que relembra tanto a fragilidade quanto a força da condição humana. Ao homenagear aqueles que ajudam e ao chamar a atenção para as necessidades urgentes de milhões de pessoas, este dia reafirma um princípio essencial, a solidariedade é um dos pilares fundamentais para a construção de um mundo mais justo e humano.

Texto: HM - com IA e IN

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Virgem, pura e inspiradora é a natureza pela Rota da Terra Fria Transmontana

𝐂𝐨𝐧𝐡𝐞𝐜𝐞𝐫 𝐦𝐞𝐥𝐡𝐨𝐫 𝐨 𝐀𝐳𝐢𝐛𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐝𝐞𝐜𝐢𝐝𝐢𝐫 𝐦𝐞𝐥𝐡𝐨𝐫

 Como se acompanham os fluxos de visitantes? Que informação ajuda a perceber o valor ecológico do território? Como se organiza a circulação sem aumentar a pressão sobre as zonas mais sensíveis?
Estas perguntas mostram que 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐞𝐫𝐯𝐚𝐫 𝐮𝐦𝐚 𝐩𝐚𝐢𝐬𝐚𝐠𝐞𝐦 𝐩𝐫𝐨𝐭𝐞𝐠𝐢𝐝𝐚 𝐧𝐚̃𝐨 𝐝𝐞𝐩𝐞𝐧𝐝𝐞 𝐚𝐩𝐞𝐧𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐠𝐫𝐚𝐬 𝐨𝐮 𝐝𝐞 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐯𝐞𝐧𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐢𝐬𝐨𝐥𝐚𝐝𝐚𝐬. Depende também de conhecimento, informação clara e capacidade para acompanhar a forma como o espaço é utilizado.

No dia 𝟐𝟎 𝐝𝐞 𝐚𝐠𝐨𝐬𝐭𝐨, às 𝟏𝟎𝐡𝟎𝟎, o Município de Macedo de Cavaleiros apresenta uma 𝐨𝐩𝐞𝐫𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 que articula 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐞𝐫𝐯𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨, 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐩𝐫𝐞𝐭𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐨 𝐭𝐞𝐫𝐫𝐢𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐨, 𝐠𝐞𝐬𝐭𝐚̃𝐨 𝐝𝐚 𝐯𝐢𝐬𝐢𝐭𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐞 𝐫𝐞𝐜𝐨𝐥𝐡𝐚 𝐝𝐞 𝐢𝐧𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 para apoiar decisões futuras.

Local: Welcome Center Azibo, Praia da Fraga da Pegada

Conheça o enquadramento AQUI.

Do Arco de Darwin à Janela Azul: 20 maravilhas naturais que já não existem

 Desde ilhas inteiras a formações rochosas, marcos icónicos perderam-se para sempre. Mas ainda não é tarde para ver e apreciar os que restam.

Harald Sund, Getty Images - Este pinheiro morto e fustigado pelo vento no alto de Sentinel Dome, em Yosemite, que ganhou fama graças a Ansel Adams, tombou finalmente em 2003. A pitoresca árvore californiana foi uma das mais fotografadas do mundo, figurando em imagens captadas em chapa desde a década de 1860.

As paisagens moldam a nossa percepção dos espaços, mas a Terra está em constante mudança. As forças do vulcanismo, do vento, da água, do Sol e das pessoas conspiram inexoravelmente para transformar aquilo que consideramos terreno familiar – criando falésias junto às praias, abrindo desfiladeiros amplos, formando terra firme a partir de lava borbulhante e alterando o curso de rios cheios de força.

Na verdade, a mudança é a única constante – uma ideia semeada pelo filósofo grego Heráclito no século V a.C. e ecoada por outros filósofos desde então. No entanto, as pessoas esquecem-se frequentemente de que Heráclito achava que o medo da mudança também era uma constante. Talvez seja esta sensação de impermanência eminente que compele os viajantes a visitarem as maravilhas naturais antes de elas mudarem para sempre.

Nos últimos 50 anos, centenas de marcos naturais de todo o mundo mudaram drasticamente – ou, pior ainda, desapareceram. Nos últimos anos, o Double Arch, na Zona de Recreio Nacional de Glen Canyon desabou no Lago Powell, no Utah, juntando-se a outras estruturas como o Arco de Darwin, no arquipélago das Galápagos, o Wall Arch, no Parque Nacional de Arches, e a Janela Azul de Malta, que desapareceram para sempre. Aqui estão alguns marcos que já não existem – e alguns sítios frágeis que ainda pode visitar de forma responsável.

Zzvet, Getty Images

1. Arco na praia de Legzira, Marrocos, África

Praticantes de parapente, surfistas, pescadores e alguns visitantes choraram quando um dos arcos vermelhos desta praia sucumbiu ao peso da colossal falésia em 2016. O esconderijo em tons de ferrugem situado nos arredores da cidade marroquina de Sidi Ifni era um local popular para assistir ao pôr-do-Sol. Existe uma estrutura semelhante nas formações de rocha vermelha da época Jurássica na Baía de Ladram Bay, em Devon, em Inglaterra.

WaterFrame / Alamy

2. Recife de Coral de Christmas Island, Austrália

As gorgónias Mopsella são um dos diversos tipos de coral que debrua as Ilhas Christmas, o maior atol de coral do mundo e um local de mergulho popular na Austrália. Em 2016, o aumento das temperaturas da água provocado pelas tempestades do El Niño causou a morte de uma quantidade estimada em 80 por cento do coral. No final de 2020, porém, os investigadores começaram a ver sinais de renovação da vida, um “sinal de esperança” de que a protecção contra os factores de stress locais pode permitir a regeneração do coral branqueado.

B Christopher, Alamy Stock Photo

3. Túnel da Sequóia, Califórnia, EUA

O “túnel na árvore” de Pioneer Cabin, uma árvore com mil anos, foi aberto numa de várias imponentes sequóias californianas no final de século XIX para inspirar o turismo na natureza. Quando caiu, em Janeiro de 2017, era a última sequóia gigante com um arco através do qual era possível passar de carro. Três gigantescas sequóias vermelhas continuam a proporcionar essa experiência. Pode encontrá-las junto à vila de Eureka.

David Noton Photography / Alamy Stock Photo

4. Parque Marinho Nacional dos Doze Apóstolos, Austrália

Há menos apóstolos no Parque Marinho Nacional dos Doze Apóstolos na Austrália. Em 2005, uma das maiores e mais intrincadas destas formações ao largo da costa desfez-se diante dos olhos de uma família. Uma segunda formação sucumbiu em 2009. Restos deixados por falésias que se desmoronaram, as seis estruturas remanescentes são vulneráveis às ondas fortes que embatem na costa.

David Robertson, Alamy Stock Photo

5. O Dedo de Deus, Espanha

Em 2005, o primeiro ciclone a varrer as Ilhas Canárias nos últimos 150 anos derrubou El Dedo de Dios (O Dedo de Deus), uma formação semelhante a uma agulha numa “mão” de rocha que apontava para o céu.

Rodrigo Friscione, Alamy

6. O Arco de Darwin, Ilhas Galápagos, Equador

No dia 17 de Maio de 2021, esta famosa ponte natural, baptizada em homenagem ao biólogo inglês, desabou no Oceano Pacífico devido à erosão, segundo o Ministério do Ambiente do Equador. Popular entre os turistas que a visitam a bordo de navios de cruzeiro, o local foi designado Património Mundial pela UNESCO e pulula de fauna marinha, desde mantas a tubarões-baleia e tartarugas-de-pente.

Bradley Jackson, Getty Images

7. Hillary Step, no Monte Evereste, Nepal

O cume do Evereste, no Nepal, tornou-se um pouco mais fácil de alcançar no final de Maio de 2017, quando um enorme rochedo que se encontrava a cerca de 60 metros do topo desapareceu. Os especialistas pensam que o íngreme “Hillary Step” — assim designado em homenagem a Sir Edmund Hillary, que lhe chamou um dos pontos mais difíceis da montanha – se soltou num terramoto ocorrido em 2015.

Alexeys, Getty Images

8. Piscinas Naturais Sylvia Flats Pools, Nova Zelândia

Em 2017, as vertentes rochosas em redor de Sylvia Flats Pools, piscinas naturais de águas quentes situadas junto ao rio Lewis, de águas mais frescas, foram destruídas por um deslizamento de terras. Felizmente, outras piscinas termais, como as Maruia Hot Springs, situadas na reserva Lewis Pass Scenic Reserve, ainda permitem banhos quentes alguns quilómetros mais a norte.

Mike Grandmaison, Getty Images

9. Elephant Rock, Canadá

Cerca de 200 toneladas de rocha caíram de “Elephant Rock”, em New Brunswick, na Primavera de 2016, transformando um postigo numa pilha de destroços. O pitoresco local situado no Parque Provincial de Hopewell Rocks era um dos sítios mais populares para os turistas que admiravam as espantosas marés da Baía de Fundy, no Canadá. A zona perdeu outro marco em Fevereiro de 2022, quando a Flower Pot Rock desabou durante uma tempestade forte.

Lonely Planet Images / Getty Images

10. Cinco das Ilhas Salomão

As ilhas de baixa altitude do Pacífico sofreram as consequências do aumento do nível dos mares e, em 2016, cinco das Ilhas Salomão foram engolidas pelo oceano. A vizinha ilha de Nuatambu poderá ser a próxima – os residentes estão a ser realojados à medida que a ilha vai sucumbindo lentamente – e já perdeu mais de metade da sua terra habitável.

Alan Majchrowicz, Getty Images

11. Rio Slims, Canadá

Na Primavera de 2017, um rio inteiro do território canadiano de Yukon desapareceu, aparentemente, de um dia para o outro. O culpado foi o enorme glaciar de Kaskawulsh, cuja água de degelo foi desviada do rio Slims para alimentar outro curso de água. Os cientistas chamaram-lhe o primeiro caso de “pirataria fluvial” dos tempos modernos. Estas alterações também estão a encolher o maior lago do Yukon. É possível observar o recuo da margem do lago Kluane a partir da Auto-estrada 1 do Alasca e de alguns locais do Parque e Reserva Nacional de Kluane.

Anders Birch, Redux

12. Glaciar Chacaltaya, Bolívia

Um homem admira o último pedaço do glaciar Chacaltaya nesta fotografia captada no dia 26 de Outubro de 2009. Nesse mesmo ano, o glaciar com 18.000 anos derreteu completamente, obrigando ao encerramento da estância de esqui que se encontrava no topo da montanha, outrora considerada a mais alta do mundo. Os cientistas bolivianos tinham previsto o degelo do glaciar até 2015, mas o aumento rápido das temperaturas causado pelas alterações climáticas acelerou o processo.

Shearman, Getty Images

13. Wall Arch, Parque Nacional de Arches, Utah, EUA

Quando o precário pedaço de arenito com cerca de 20 metros que se encontrava no alto do isolado “Wall Arch”, em Entrada Sandtone, no Parque Nacional de Arches, cedeu numa noite de Agosto de 2008, algumas pessoas que acampavam nos arredores disseram ter ouvido um grande estrondo – apesar de o céu estar limpo. Este parque, situado no estado do Utah, ainda conta com muitas formações frágeis entre as suas atracções, incluindo a ponte de rocha vermelha com 15 metros de comprimento do solitário Vultee Arch.

Nickolay V, Getty Images

14. Parte do Mar Morto, delimitado por Israel, Cisjordânia e Jordânia

O salgadíssimo Mar Morto ainda não desapareceu, mas está a encolher a uma velocidade alarmante – os níveis de água diminuíram mais de 90 centímetros por ano ao longo dos últimos anos, levando ao aparecimento de várias dolinas, assinalando uma iminente crise de escassez de água na região.

Jin Yu, Xinhua / Redux

15. Janela Azul, Malta

Foram necessários milhares de tempestades para abrir a Janela Azul nas falésias calcárias da Ilha de Gozo, em Malta, mas apenas uma para acabar com ela. O icónico local da baía de Dwejra era uma das mais populares atracções naturais da nação insular – até apareceu, brevemente, na série Guerra dos Tronos, da HBO – até desabar em Março de 2017. Para ver outros arcos marinhos impressionantes a partir da praia, dirija-se à orla costeira das falésias brancas de Étretat, na região francesa da Normandia, onde até poderá caminhar sob o impressionante Falaise Aval na maré baixa.

BRYAN ANSELM, The New York Times/Redux

16. Carvalho de Basking Ridge, Nova Jérsia

Um dos carvalhos mais antigos da América do Norte morreu num cemitério em Basking Ridge, no estado de Nova Jérsia em 2017. Diz-se que a gigantesca árvore proporcionou outrora uma agradável sombra aos piqueniques de George Washington e já tinha 80 anos quando Colombo chegou às Américas.

UIG / Getty Images

17. Árvore Ténéré, Níger

A única acácia a conseguir sobreviver no deserto do Saara, a cerca de 400 quilómetros da sua vizinha mais próxima, a Árvore Ténéré tornou-se um marco local na década de 1930, antes de ser alegadamente derrubada por um condutor embriagado. Uma escultura em metal (na imagem acima) ocupa agora o seu antigo lugar. Outra árvore do deserto suficientemente importante para figurar nas extensões vazias dos mapas era Chapman’s Baobab, uma “árvore de correio” no Botswana, que continha apontamentos e marcas deixados por antigos europeus como David Livingstone. Infelizmente, essa árvore caiu em 2016.

Garry Black, Alamy Stock Photo

18. O Velho da Montanha, New Hampshire, EUA

Podemos dizer que lhe caiu o queixo. O misterioso perfil do Parque Estadual de Franconia Notch, em New Hampshire, já não parece um “Velho da Montanha”, embora um monumento de estruturas em aço tenha contribuído para recriar a ilusão do seu rosto a partir de uma clareira mais abaixo (com alguma imaginação).

Douglas Peebles, Getty Images

19. Praia de Kaimu, Hawai

Cerca de 150 casas na popular praia de areias negras de Kaimu perderam-se quando um rio de lava lento irrompeu pela aldeia hawaiana de Kalapana no início da década de 1990. O vulcão Kilauea continua em erupção e já acrescentou mais de 200 hectares de terra firme à ilha até à data. É possível ver as novas extensões de terra em passeios de barco que partem de Pahoa.

NASA/Redux

20. Plataforma de Gelo Larsen C, Antárctida

Embora poucos olhos humanos tenham admirado as falésias geladas da Plataforma de Gelo Larsen C, na Antárctida, os satélites viram quando um pedaço do tamanho do estado de Delaware se soltou no Oceano Austral. A libertação de icebergues não é nada de novo, mas é raro acontecerem mudanças tão drásticas.

Artigo publicado originalmente em inglês em nationalgeographic.com.

Meghan Miner Murray
Actualizado a 10 de setembro de 2024

L Rei Bai Znudo, ua conta de Hans Christian Andersen

Castelo de Algoso, a pérola de Trás-os-Montes

 O castelo de Algoso é a fortificação mais emblemática do nordeste transmontano. Não existe outro igual e são poucas as semelhanças com outros castelos roqueiros. Altivo, forte, teimoso e abraçado a lendas, o castelo de Algoso é a fortaleza do “reino maravilhoso” de Miguel Torga.


A história do castelo de Algoso tem início no século XII, podendo situar-te durante a fase final do reinado de D. Afonso Henriques, quando D. Sancho I se encontrava já associado ao exercício do poder régio. Por essa altura, e de acordo com informações das Inquirições de 1258, o castelo foi construído por Mendo Bofino (ao que tudo indica um dos apoiantes da causa de D. Afonso Henriques contra D. Teresa e que, nas décadas centrais do século XII, teve grande protagonismo no Leste transmontano), em troca da vila de Vimioso.

O castelo de Algoso é uma das mais importantesfortalezas medievais do Leste transmontano, evocadora das guerras com o reino de Leão, das tentativas do monarca português em afirmar a sua autoridade na região e, finalmente, da comenda hospitalária que aqui se estabeleceu em 1224.O castelo teve relevância militar, primeiro na Reconquista, e depois na defesa da fronteira com o reino de Leão. Terminadas as escaramuças fronteiriças, o castelo foi adaptado e teve sobretudo funções como sede da Ordem de Malta.

Foi perdendo relevância militar ao longo do Renascimento. No entanto, foi adaptado a novas técnicas de artilharia. A muralha foi alteada e houve um baluarte a proteger a entrada principal em meados do século XVII, na altura da Restauração.

A arqueologia permitiu confirmar que, antes de na Idade Média aqui ter sido erguido um castelo, foram várias as fases de povoamento, identificando-se materiais dos períodos calcolítico (em particular moldes de fundição de machados de bronze), proto-histórico e romano (correspondendo, estes últimos, a elementos cerâmicos aparentemente associados a uma lixeira do século IV e não a uma efetiva presença militar). Muitos destes vestígios estão expostos no Centro de Acolhimento do Castelo sito no Largo do Pelourinho.

Esta fortificação e toda a paisagem envolvente (ponte românica sobre o rio Angueira e um vasto hotspot de biodiversidade) merecem a sua visita. Poderá fazê-lo através dos percursos pedestres existentes que o levarão ao castelo, à ponte e calçada medievais e à acolhedora aldeia de Algoso.

“Ler” o castelo de Algoso ficará sempre muito aquém do que é “ver”, “estar” e “sentir” este belíssimo monumento e toda a sua envolvência ímpar.

Começam hoje as Festas de Bragança!

 Está dado o arranque para uma semana de festa, música e muita animação, que se prolonga até 22 de agosto!
A partir das 22h00, o Parque Eixo Atlântico recebe a primeira noite das Festas de Bragança.

Venha celebrar connosco!

Mais informações AQUI.

Moagem Mariano - BRAGANÇA

Festas, Festividades e Eventos

MIRANDELA JÁ CANALIZOU 76.500 EUROS PARA APOIAR FAMÍLIAS COM O CUPÃO BEBÉ

 O Município de Mirandela já atribuiu 153 Cupões Bebé desde julho de 2024, num investimento global de 76.500 euros destinado a apoiar famílias com recém-nascidos e, em simultâneo, a dinamizar o comércio local.


A medida municipal prevê um apoio de 500 euros por cada bebé abrangido, valor que pode ser utilizado nos estabelecimentos aderentes do concelho. Desta forma, o programa procura aliviar as despesas associadas aos primeiros meses de vida das crianças, mantendo o investimento dentro da economia local.

Os números mostram um crescimento significativo da adesão ao programa. Em 2024 foram atribuídos 22 cupões, num total de 11 mil euros. No ano seguinte, o apoio chegou a 82 bebés, representando 41 mil euros. Já em 2026, até agosto, foram registadas 49 atribuições, correspondentes a mais 24.500 euros.

Além do apoio direto às famílias, o Cupão Bebé funciona como instrumento de valorização do comércio tradicional, ao garantir que os montantes atribuídos são utilizados em estabelecimentos aderentes do concelho.

Com 153 famílias já abrangidas, a iniciativa conjuga, assim, apoio à natalidade, melhoria das condições das famílias e estímulo à atividade económica local, reforçando a circulação de valor dentro do próprio concelho.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: DR

𝗔𝗹𝗱𝗿𝗮𝗯𝗮

 A palavra aldraba, de origem árabe, designa a peça que fecha uma porta ou que, colocada no exterior, anuncia quem chega. Dela terá nascido o verbo aldrabar, no sentido de fechar com aldraba.


Hoje, porém, aldrabar ouve-se sobretudo com outro significado: enganar, iludir. E é aqui que esta peça brinca connosco. O que aparenta ser apenas uma aldraba é também uma fechadura, com a entrada da chave dissimulada entre os elementos decorativos.

Uma aldraba que, afinal, também nos aldraba o olhar.

Esta peça integra a exposição de longa duração do Museu do Abade de Baçal.

𝗛𝗮́ 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝘂𝗺𝗮 𝗰𝘂𝗿𝗶𝗼𝘀𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗮̀ 𝗲𝘀𝗽𝗲𝗿𝗮 𝗱𝗲 𝘀𝗲𝗿 𝗱𝗲𝘀𝗰𝗼𝗯𝗲𝗿𝘁𝗮.

𝑂𝑠 𝑔𝑎𝑏𝑖𝑛𝑒𝑡𝑒𝑠 𝑑𝑒 𝑐𝑢𝑟𝑖𝑜𝑠𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠, 𝑠𝑢𝑟𝑔𝑖𝑑𝑜𝑠 𝑛𝑎 𝐸𝑢𝑟𝑜𝑝𝑎 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑒 𝑜𝑠 𝑠𝑒́𝑐𝑢𝑙𝑜𝑠 𝑋𝑉𝐼 𝑒 𝑋𝑉𝐼𝐼, 𝑟𝑒𝑢𝑛𝑖𝑎𝑚 𝑜𝑏𝑗𝑒𝑡𝑜𝑠 𝑟𝑎𝑟𝑜𝑠 𝑒 𝑠𝑢𝑟𝑝𝑟𝑒𝑒𝑛𝑑𝑒𝑛𝑡𝑒𝑠. 𝐸𝑠𝑡𝑒𝑠 𝑝𝑒𝑞𝑢𝑒𝑛𝑜𝑠 𝑢𝑛𝑖𝑣𝑒𝑟𝑠𝑜𝑠 𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑛ℎ𝑒𝑐𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑠𝑎̃𝑜 ℎ𝑜𝑗𝑒 𝑟𝑒𝑐𝑜𝑛ℎ𝑒𝑐𝑖𝑑𝑜𝑠 𝑐𝑜𝑚𝑜 𝑜𝑠 𝑝𝑟𝑒𝑐𝑢𝑟𝑠𝑜𝑟𝑒𝑠 𝑑𝑜𝑠 𝑚𝑢𝑠𝑒𝑢𝑠 𝑚𝑜𝑑𝑒𝑟𝑛𝑜𝑠.

__________________________________

The Portuguese word 𝘢𝘭𝘥𝘳𝘢𝘣𝘢, of Arabic origin, is a fitting that fastens a door or, placed outside, announces a visitor. From it came the verb 𝘢𝘭𝘥𝘳𝘢𝘣𝘢𝘳: to fasten a door.

Today, however, 𝘢𝘭𝘥𝘳𝘢𝘣𝘢𝘳 is far more commonly heard as something else: to deceive, to trick. And here the piece plays with us. What looks like a mere door knocker is also a lock, its keyhole concealed among the decorative elements.

An aldraba that, in the end, deceives the eye.

𝗧𝗵𝗲𝗿𝗲 𝗶𝘀 𝗮𝗹𝘄𝗮𝘆𝘀 𝗼𝗻𝗲 𝗺𝗼𝗿𝗲 𝗰𝘂𝗿𝗶𝗼𝘀𝗶𝘁𝘆 𝘄𝗮𝗶𝘁𝗶𝗻𝗴 𝘁𝗼 𝗯𝗲 𝗱𝗶𝘀𝗰𝗼𝘃𝗲𝗿𝗲𝗱.

𝐶𝑎𝑏𝑖𝑛𝑒𝑡𝑠 𝑜𝑓 𝑐𝑢𝑟𝑖𝑜𝑠𝑖𝑡𝑖𝑒𝑠, 𝑤ℎ𝑖𝑐ℎ 𝑒𝑚𝑒𝑟𝑔𝑒𝑑 𝑖𝑛 𝐸𝑢𝑟𝑜𝑝𝑒 𝑏𝑒𝑡𝑤𝑒𝑒𝑛 𝑡ℎ𝑒 16𝑡ℎ 𝑎𝑛𝑑 17𝑡ℎ 𝑐𝑒𝑛𝑡𝑢𝑟𝑖𝑒𝑠, 𝑏𝑟𝑜𝑢𝑔ℎ𝑡 𝑡𝑜𝑔𝑒𝑡ℎ𝑒𝑟 𝑟𝑎𝑟𝑒 𝑎𝑛𝑑 𝑠𝑢𝑟𝑝𝑟𝑖𝑠𝑖𝑛𝑔 𝑜𝑏𝑗𝑒𝑐𝑡𝑠. 𝑇ℎ𝑒𝑠𝑒 𝑠𝑚𝑎𝑙𝑙 𝑢𝑛𝑖𝑣𝑒𝑟𝑠𝑒𝑠 𝑜𝑓 𝑘𝑛𝑜𝑤𝑙𝑒𝑑𝑔𝑒 𝑎𝑟𝑒 𝑡𝑜𝑑𝑎𝑦 𝑟𝑒𝑐𝑜𝑔𝑛𝑖𝑠𝑒𝑑 𝑎𝑠 𝑡ℎ𝑒 𝑓𝑜𝑟𝑒𝑟𝑢𝑛𝑛𝑒𝑟𝑠 𝑜𝑓 𝑚𝑜𝑑𝑒𝑟𝑛 𝑚𝑢𝑠𝑒𝑢𝑚𝑠.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

𝗩𝗲𝗷𝗮 𝗼 𝗘𝗽𝗶𝘀ó𝗱𝗶𝗼 𝟭/𝟱 𝗱𝗲 “𝗦𝗮𝗯𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝗠𝗼𝗻𝗰𝗼𝗿𝘃𝗼” 𝗲 𝗱𝗲𝘀𝗰𝘂𝗯𝗿𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗼𝘀 𝗽𝗿𝗼𝗱𝘂𝘁𝗼𝘀 𝗱𝗮 𝗿𝗲𝗴𝗶ã𝗼 𝗽𝗼𝗱𝗲𝗺 𝗴𝗮𝗻𝗵𝗮𝗿 𝗻𝗼𝘃𝗮𝘀 𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮𝘀 à 𝗺𝗲𝘀𝗮.

Quarto dia da Festa de Nossa Senhora dos Montes Ermos

Festas, Festividades e Eventos

Festa de Bragança 2026 - De 18 a 22 de agosto no Parque Eixo Atlântico.

Dr. Teófilo Vaz

TENAZ REGRESSA A MIRANDELA COM DOIS DIAS DEDICADOS À GASTRONOMIA E AO VINHO

 A Estação das Artes, em Mirandela, recebe nos dias 28 e 29 de agosto mais uma edição do TENAZ, iniciativa que junta gastronomia, vinhos e animação num programa dedicado à valorização dos produtos locais.


A programação arranca na sexta-feira com provas de vinhos, degustações, ações formativas e diferentes experiências sensoriais, proporcionando aos visitantes uma abordagem diversificada aos sabores e produtos da região.

No sábado, o destaque vai para a gastronomia, com os produtos locais a serem apresentados em formato finger food pelas mãos dos chefs António Loureiro, Diogo Rocha, Rita Magro e Telmo Moutinho.

Ao longo dos dois dias haverá ainda animação itinerante e atuações de DJs, num evento que pretende promover Mirandela através da gastronomia e dos vinhos.

O projeto conta com financiamento do Turismo de Portugal e do Turismo do Porto e Norte de Portugal.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

AUTARQUIAS DE TRÁS-OS-MONTES CONVIDADAS A CONHECER NOVOS DADOS SOBRE ALIMENTAÇÃO INFANTIL NAS ESCOLAS

 Os municípios e juntas de freguesia de Trás-os-Montes são convidados a participar na 1.ª Conferência “Heróis da Fruta”, promovida pela Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI), que vai decorrer a 10 de setembro, em Lisboa.


O encontro, subordinado ao tema “15 Anos a Inspirar Escolas Mais Saudáveis”, pretende apresentar os dados mais recentes sobre os hábitos alimentares das crianças nas escolas portuguesas, incluindo informação desagregada por concelho.

A conferência vai reunir especialistas, investigadores e responsáveis políticos para analisar os resultados alcançados pelo método “Heróis da Fruta” ao longo de 15 anos e discutir o papel das autarquias na promoção de hábitos alimentares mais saudáveis e na prevenção da obesidade infantil.

Entre os dados a apresentar estarão resultados obtidos em colaboração com o Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, permitindo conhecer a realidade alimentar das crianças nos diferentes concelhos do país.

A iniciativa inclui ainda um debate sobre políticas públicas de saúde baseadas em evidência científica e a apresentação de um projeto-piloto desenvolvido em Lisboa, que testou uma versão otimizada do método e avaliou o impacto de um investimento adicional de cerca de dez euros por criança.

A APCOI pretende, com esta conferência, aproximar as autarquias da discussão e incentivar a implementação local de estratégias de promoção da alimentação saudável nas escolas.

Para os municípios e freguesias de Trás-os-Montes, o encontro poderá permitir conhecer os dados relativos aos respetivos territórios e identificar possíveis áreas de intervenção junto das comunidades escolares.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

Dois mortos e quatro feridos em colisão entre dois ligeiros no IC-5 junto a Vila Flor

Duas pessoas morreram e quatro ficaram feridas, uma delas em estado grave, numa colisão frontal entre dois veículos ligeiros que ocorreu hoje no Itinerário Complementar 5 (IC5) em Vila Flor, disse fonte da Proteção Civil.


Segundo fonte oficial da GNR, as vítimas mortais são um homem, de 58 anos, e uma mulher, de 59, que seguiam no mesmo veículo.

Já fonte da Proteção Civil acrescentou que o ferido considerado grave é uma mulher, de 47 anos, que foi transportada pelo helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), estacionado em Macedo de Cavaleiros, para o hospital de Vila Real.

Entre os feridos ligeiros está uma jovem, de 15 anos, e dois homens, com 47 e 55 anos.

Segundo a GNR, pelas 14:00, o IC5 encontrava-se cortado ao trânsito no sentido Vila Flor–Carrazeda de Ansiães e as equipas de socorro ainda se encontravam no local.

O alerta para o acidente naquele troço do IC5, no distrito de Bragança, foi dado às 10:18.

Segundo a página oficial de Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), pelas 14:00, no local estavam oito operacionais, apoiados por quatro veículos.

Francisco Pinto