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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 10 de março de 2026

𝑴𝒂𝒊𝒔 𝒂𝒑𝒐𝒊𝒐 𝒂𝒐 𝒅𝒆𝒔𝒑𝒐𝒓𝒕𝒐 𝒆 𝒂𝒐 𝒎𝒖𝒏𝒅𝒐 𝒓𝒖𝒓𝒂𝒍 𝒆𝒎 𝑩𝒓𝒂𝒈𝒂𝒏𝒄̧𝒂 O Município de Bragança reforçou o investimento em áreas estruturantes para o concelho:

 🏆 𝐂𝐨𝐥𝐞𝐭𝐢𝐯𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬 𝐃𝐞𝐬𝐩𝐨𝐫𝐭𝐢𝐯𝐚𝐬: Em 2026, o apoio ao movimento associativo desportivo ascende a cerca de 500 mil euros, o maior valor de sempre, abrangendo mais clubes e associações. Um reforço na aposta na formação e na dinamização do desporto local. A medida é acompanhada pela isenção total das taxas de utilização das instalações desportivas municipais, a clubes e associações, e por vários apoios logísticos.

🐂 𝐒𝐞𝐭𝐨𝐫 𝐩𝐞𝐜𝐮𝐚́𝐫𝐢𝐨: Foi igualmente reforçado o apoio aos criadores de gado do concelho, com 128 mil euros destinados à sanidade animal, permitindo que o Município assuma os custos do primeiro controlo anual no âmbito do Programa Nacional de Saúde Animal. Uma medida de apoio reforçada para aliviar alguns dos encargos dos produtores, contribuindo para a saúde pública e para a valorização das explorações do concelho.

📎🥇 Saiba mais sobre a “Atribuição de Apoios Municipais a Coletividades Desportivas “ AQUI.

📎🐑 Saiba mais sobre o “Reforço da sanidade animal” AQUI.

Votos de um excelente mandato ao Sr. Presidente da República António José Seguro. Por Bragança, pelo Interior, por Portugal.

Aumento dos combustíveis com grande impacto nas IPSS, sobretudo do interior do país

Butelo de Vinhais: começar no Entrudo para comer ao longo do ano

 Tradicionalmente consumido com casulas, no sábado de Carnaval, o Butelo de Vinhais é um produto de fumeiro típico do distrito de Bragança. Em Rebordelo, Vinhais, a família Jesus, da Casa da Navareja, cria porcas da raça Bísaro, produz de forma tradicional e garante que a procura é constante. “Da Terra à Mesa” é um projeto Boa Cama Boa Mesa que dá a conhecer os produtos portugueses a partir de histórias inspiradoras e de sucesso, desde a produção até ao consumidor, em casa ou no restaurante.

Produzido “a partir de carne, gordura, osso e cartilagem provenientes das costelas e coluna vertebral de porcos da raça Bísara ou com 50% de sangue Bísaro”, o Butelo de Vinhais IGP é um enchido cuja “área geográfica de transformação engloba apenas o distrito de Bragança”, segundo a Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural.

Em 1998, em Rebordelo, freguesia do município de Vinhais, Ana Maria Jesus e José Alberto Jesus, agora com 52 anos, começaram a produção de porco Bísaro, a qual lhes garante um apoio extraordinário por serem produtores de uma raça autóctone. “Em 2001 começaram a produção do fumeiro para venda e foi o primeiro ano em que foram à Feira do Fumeiro de Vinhais”, conta Maria Eduarda Jesus, 28 anos, a filha mais velha do casal que, com a irmã Mariana Jesus, 21, também está envolvida no negócio da família, a Casa da Navareja. Atrair os jovens agricultores e facilitar o desenvolvimento das empresas nas zonas rurais é um dos objetivos da PAC para o período compreendido entre 2023-2027, bem como promover o emprego, o crescimento, a igualdade de género, a inclusão social e o desenvolvimento local nas zonas rurais.

Casa da Navareja

E “começaram logo a fazer os produtos certificados”, diz, como o chouriço azedo, a chouriça de carne, o salpicão e, claro, o butelo, entre outros. A produção da Casa da Navareja inicia em dezembro, “quando começam as primeiras geadas”, e decorre até março, coincidindo com as temperaturas mais frias. “A nossa cozinha regional não está preparada para nada que não seja natural. O fumeiro é seco ao lume e ao ar”, justifica Eduarda.

Além da loja, também em Rebordelo, com fumeiro e outros produtos regionais, costumam marcar presença em feiras em vários pontos do país. “Vendemos mais produto porque vamos à procura disso, mas a quantidade está muito limitada à nossa produção”, que é pequena. As porcas em causa alimentam-se de “cabaças, maçãs, nabos, centeio e castanhas, na respetiva época”.

Casa da Navareja

Butelo e casulas, uma dupla de sucesso

“Antigamente, o porco era um sustento muito grande de uma família transmontana. O butelo era feito nesta altura e guardado até ao Carnaval, mesmo que não houvesse mais nada para comer”, explica Maria Eduarda, referindo que essa tradição se mantém até aos dias de hoje. De acordo com a Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, “a história do Butelo de Vinhais IGP está intimamente ligada à importância que a criação de suínos na região assumiu desde tempos imemoriais, de que são testemunho as inúmeras estátuas e monólitos evocativas dessa criação espalhados por toda a região, bem como os muitos registos escritos em arquivos municipais relativas à tributação de suínos e de produtos deles oriundos.”

Tipicamente feito “na tripa da bexiga”, o butelo “era um dos enchidos produzidos para minimizar os desperdícios do porco”. Leva costelas, “partidas em pedacinhos pequenos”, e as carnes menos nobres, “como a da mão, com os tendões”. É temperado com vinho tinto, água, loureiro, alho e colorau e comumente consumido cozido com casulas, cascas de feijão verde secas ao sol.

A sustentabilidade social, ambiental e económica na agricultura e nas zonas rurais são linhas orientadoras da PAC - Política Agrícola Comum que, em Portugal, tem como objetivos principais valorizar a pequena e média agricultura, apostar na sustentabilidade do desenvolvimento rural, promover o investimento e o rejuvenescimento no setor agrícola a a transição climática no período 2023-2027.

“Da Terra à Mesa” é um projeto Boa Cama Boa Mesa que dá a conhecer os produtos portugueses a partir de histórias inspiradoras e de sucesso, desde a produção até ao consumidor, em casa ou no restaurante.

Teresa Castro Viana

𝘼𝙗𝙚𝙧𝙩𝙪𝙧𝙖 𝙙𝙖𝙨 𝙞𝙣𝙨𝙘𝙧𝙞çõ𝙚𝙨 𝙥𝙖𝙧𝙖 𝙚𝙭𝙥𝙤𝙨𝙞𝙩𝙤𝙧𝙚𝙨 𝙙𝙖 𝙁𝙚𝙨𝙩𝙖 𝙙𝙖 𝘾𝙚𝙧𝙚𝙟𝙖&𝙘𝙤 2026 🍒

 Estão abertas as inscrições para os expositores da Festa da Cereja&co, em Alfândega da Fé. O certame decorrerá nos dias 5, 6 e 7 de junho de 2026.
Os interessados podem efetuar a sua inscrição através de formulário de inscrição online disponível AQUI.

A data limite de inscrição é 30 de abril de 2026.

Mais informações:

Unidade Economia e Empreendedorismo
economia@cm-alfandegadafe.pt
279 463 476 (chamada para a rede fixa nacional)

AGOSTINHO BEÇA DEFENDE CRIAÇÃO DE PAINEL DE PROVADORES E SALA DE ANÁLISE SENSORIAL COMO "PASSO DECISIVO" PARA VALORIZAR A ALHEIRA DE MIRANDELA E OUTROS PRODUTOS TRADICIONAIS

 Para a fileira da alheira de Mirandela e outros produtos tradicionais darem um passo de gigante na sua certificação e valorização é prioritária a criação de Painéis de Provadores e Salas de Análise Sensorial.


Isso mesmo defendeu Agostinho Beça, técnico do Município de Mirandela, durante um seminário técnico científico sobre a alheira, iniciativa inserida na programação do certame que voltou a promover e a divulgar o famoso enchido de fumeiro, que tem acumulado dezenas de prémios nos últimos 15 anos. A tradição é a alma dos nossos produtos, mas é a ciência  que garante a sua qualidade, autenticidade, segurança alimentar e futuro nos mercados”, defende. Pelo que, a aposta em painéis de provadores qualificados e em salas próprias para análise sensorial “é um passo decisivo para valorizar o que é nosso, com critérios rigorosos e credibilidade comprovada”, acrescenta.

Mas, afinal como se consegue distinguir uma boa de uma má alheira? “Neste momento, pura e simplesmente, não se distingue”, afirma. “Porque é tudo baseado num gosto pessoal, o que só por si não é suficiente para afiançar que aquela alheira obedece a estes padrões que previamente são estabelecidos”, justifica.

Para Agostinho Beça, este é um método “muito mais rigoroso e fiável” do que os habituais galardões atribuídos por votações telefónicas ou inquéritos na internet, onde não há controlo técnico, formação dos avaliadores, ou qualquer base científica. “Não queremos prémios de populismo, queremos prémios de qualidade, com provas e com ciência. Chega de prémios sem critério. A nossa alheira merece mais. Merece ciência, merece rigor, merece verdade, merece verdade e merece que todos caminhemos juntos”, refere o técnico do Município.

Agostinho Beça explica que os painéis de provadores e a sala de análise sensorial “garantem uma avaliação objetiva e imparcial dos produtos, as pessoas recebem formação para identificar atributos como textura, aroma, sabor e aspeto e dessa forma permite detetar defeitos e assegurar a conformidade com o caderno de especificações da Alheira de Mirandela IGP, por exemplo. Não basta provar por provar. É preciso saber provar, com método e rigor”, diz.

Uma sala equipada “garante condições controladas, fiabilidade dos resultados e o ambiente adequado para provas cegas, sem influências externas”, acrescenta.

Agostinho Beça adianta que esta ideia está a ser “amadurecida” entre o Município e outras entidades. “Caberá à Confraria da Alheira de Mirandela, enquanto guardiã da tradição e do património imaterial, e à Associação Comercial e Industrial de Mirandela, na qualidade de entidade gestora da certificação Alheira de Mirandela IGP, acolherem e abraçarem este projeto, porque são estas organizações que, no terreno, podem transformar a visão em prática, garantindo que a análise sensorial passa a integrar, de forma estruturada e permanente, os processos de qualificação e promoção dos nossos produtos”, refere.

A criação destes painéis de provadores e salas de análise sensorial pode não ser exclusivo para a alheira, mas aplicado também a outros produtos como a pasta de azeitona, a alcaparra, o mel, o queijo e muitos outros produtos tradicionais que podem ser sujeitos a este tipo de testagem ou estabelecimento de padrões.

Recorde-se que, na abertura da feira da alheira deste ano, o vice-presidente da CCDRN, Paulo Ramalho, já tinha revelado que o novo polo de Inovação Agrícola que está a nascer na Quinta do Valongo, terá um espaço dedicado a vários produtos, entre eles a alheira. 

A obra já está a decorrer e contempla a instalação da Sala de Análise Sensorial, para diferentes produtos locais, no edifício do Laboratório, que terá também outras valências, nomeadamente na área da microbiologia.

Artigo escrito por Fernando Pires (jornalista)

Tiu Ângelo Arribas

Dia Internacional da Gaita de Fole

 O Museu da Terra de Miranda lembra que hoje, 10 de março, se assinala o Dia Internacional da Gaita de Fole. Este dia celebra a identidade, a memória e a sonoridade única da gaita de fole mirandesa e homenageia os gaiteiros, a língua e o património cultural que distinguem o nosso território. 


A diversidade da gaita de fole é vasta, existente em várias geografias a nível mundial, com variações que alteram a morfologia, a afinação e o timbre. Contudo, a gaita mirandesa foi padronizada e possui uma sonoridade singular, sendo presença viva em festas, romarias, alvoradas e danças de pauliteiros. 

Recordamos que o nosso espólio integra algumas gaitas de fole, como  retratamos na imagem, testemunhando um saber ancestral que preservamos e valorizamos.

Que la gaita nunca se calhe.

🌿🚶‍♂️𝐂𝐚𝐦𝐢𝐧𝐡𝐚𝐝𝐚 𝐈𝐧𝐭𝐞𝐫𝐩𝐫𝐞𝐭𝐚𝐭𝐢𝐯𝐚 𝐚𝐨 𝐀𝐛𝐫𝐢𝐠𝐨 𝐝𝐚 𝐒𝐨𝐥𝐡𝐚𝐩𝐚 🚶‍♀️🌿

 No próximo dia 21 de março, o Município de Miranda do Douro, em parceria com a Junta de Freguesia de Duas Igrejas, convida-o a participar numa Caminhada Interpretativa ao Abrigo da Solhapa, em Duas Igrejas.

𝐏𝐨𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐞𝐧𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐨: Junta de Freguesia de Duas Igrejas
𝐇𝐨𝐫𝐚: 09h00
𝐏𝐞𝐫𝐜𝐮𝐫𝐬𝐨: Aproximadamente 7 km (ida e volta)

Ao longo da caminhada terá a oportunidade de descobrir a riqueza natural e paisagística da zona do Abrigo da Solhapa, num momento de convívio e contacto com a natureza.

No final da atividade, a Junta de Freguesia de Duas Igrejas oferecerá um pequeno reforço alimentar aos participantes.

Inscrição obrigatória até 19 de março

Envie email para: cultura@cm-mdouro.pt

Recomenda-se levar calçado confortável e água.

Miranda do Douro: Bairro Comercial Digital já tem plataforma e aplicação móvel

 O Bairro Comercial Digital “La Nubre” já está disponível através da plataforma digital e da aplicação móvel, meios digitais que permitem consultar e adquirir produtos e serviços nas lojas comerciais, assim como efetuar encomendas e reservas na restauração e na hotelaria, na cidade e no concelho de Miranda do Douro.


O Bairro Comercial Digital “La Nubre” pretende modernizar o comércio local, dando maior visibilidade aos estabelecimentos comerciais e possibilitando uma maior proximidade e conexão com o público.

“O projeto do bairro comercial digital inclui um website e uma aplicação móvel, com informação sobre o marketplace (gratuito para os comerciantes), estabelecimentos comerciais, turismo, agenda de eventos, notícias e emprego”, pode ver-se na plataforma.

O marketplace é uma plataforma de vendas online onde os comerciantes e empresários têm a oportunidade de publicitar e vender os seus produtos e serviços.

Nas ruas da cidade de Miranda do Douro, foram instalados dois MUPIs interativos, que permitem ao público aceder a informações sobre o comércio e os serviços existentes na cidade e no concelho de Miranda do Douro.

A componente física ou urbana do projeto do Bairro Comercial Digital “La Nubre Miranda do Douro” é da responsabilidade da Câmara Municipal de Miranda do Douro, a quem compete a instalação de um sistema de internet wireless e a decoração das ruas comerciais da cidade.

Em Miranda do Douro, a criação do bairro “La Nubre an Miranda” resulta de um trabalho conjunto entre a ACIMD e a Câmara Municipal de Miranda do Douro e dispõe de um investimento de 700 mil euros, proveniente do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR).

A implementação do Bairro Comercial Digital “La Nubre an Miranda” incide em quatro áreas: a digitalização dos processos comerciais, tornando-os mais modernos e eficientes; a expansão dos negócios locais, através da venda online de produtos e serviços; o aumento da visibilidade do negócio com novas estratégias de marketing; e a conexão das ruas com rede Wi-Fi, para aproximar comerciantes e clientes.

HA

Amendoeiras em Flor em Freixo de Espada à Cinta termina com balanço positivo

Um ano de Mogadouro cidade

 Passou um ano desde que a vila de Mogadouro foi elevada à categoria de cidade, numa decisão aprovada por unanimidade pela Assembleia da República a 13 de março de 2025. Doze meses depois, o presidente da câmara municipal faz um balanço marcado por investimento público, novos equipamentos culturais e sinais de maior interesse pelo território por parte de investidores.


Para António Pimentel, o impacto da elevação a cidade foi imediato e tem contribuído para reforçar a visibilidade do concelho. “Para além do facto histórico que representa, temos vindo a assistir a uma grande procura de Mogadouro para investir”, afirmou o autarca.

Segundo disse ainda, este novo estatuto ajudou a “projetar” o território “a nível nacional” e a criar oportunidades concretas de desenvolvimento. Entre os sinais dessa nova dinâmica está o interesse de investidores, sobretudo no setor turístico. Um dos projetos em andamento é a instalação de um hotel no antigo edifício que alojou os serviços do Ministério da Agricultura e Pescas, cujo projeto já foi anunciado publicamente. Além disso, o autarca revelou que também o hotel de Castelo Branco foi recentemente negociado por um investidor estrangeiro, o que poderá permitir retomar e concluir a obra. “Foi negociado por um investidor francês que naturalmente projeta também a conclusão do projeto”, explicou.

A aposta no turismo surge como uma das áreas onde o interesse empresarial se tem manifestado com maior intensidade. Mas, de acordo com António Pimentel, também têm existido contactos com investidores internacionais, incluindo empresários brasileiros interessados em avaliar oportunidades no concelho. “Há um investidor interessado numa plataforma logística, embora tenha havido apenas uma primeira abordagem”, adiantou.

Na opinião do presidente, a criação de novas unidades hoteleiras poderá responder a uma necessidade já identificada no território, a falta de capacidade de alojamento. “Uma das coisas que dificulta o crescimento económico de Mogadouro é a ausência de equipamentos de alojamento. Com estas duas unidades hoteleiras, Mogadouro ficará melhor preparado para responder às necessidades de quem nos visita”, disse.

Ao longo deste primeiro ano enquanto cidade, o município tem também apostado no reforço da oferta cultural e na criação de novos equipamentos. Entre os projetos mais recentes está o Centro de Arte Contemporânea Manuel Barroco, inaugurado no final de fevereiro, dedicado à obra do escultor natural do concelho. No mesmo dia foi ainda lançada a primeira pedra do futuro Museu de Mogadouro, um projeto municipal pensado para valorizar o património histórico, arqueológico e etnográfico da região, que ficará localizado junto ao castelo, no centro histórico da cidade.

E, para António Pimentel, a aposta na cultura faz parte de uma estratégia mais ampla de desenvolvimento do território. “Sempre entendi que o desenvolvimento de um território não se faz sem educação e sem cultura e um dos fatores que contribuiu decisivamente para a elevação de Mogadouro a cidade não foi certamente o número da população, mas sim a qualidade dos equipamentos”, sublinhou.

Além da cultura, a autarquia tem também desenvolvido projetos nas áreas social, desportiva e de apoio à população. Um dos exemplos é a ampliação da creche da Santa Casa da Misericórdia, apoiada pelo município, numa tentativa de responder ao aumento do número de famílias jovens. De acordo com o presidente, o crescimento da população mais jovem tem criado novas necessidades e “há inúmeros pais que têm de levar as crianças para outros concelhos” porque “a resposta existente não chega”. “O município está a preparar a construção de uma creche municipal caso a procura continue a aumentar”, adiantou ainda.

Apesar dos desafios associados à interioridade e à evolução demográfica, António Pimentel considera que o primeiro ano como cidade deixa sinais encorajadores, fazendo “um balanço extremamente positivo” deste tempo.

Para o autarca, o futuro do concelho dependerá sobretudo da capacidade de atrair empresas e criar emprego. “Só há uma maneira de trazer população para o território, criar emprego. E só as empresas conseguem verdadeiramente fixar os nossos jovens”, concluiu.

Um dos marcos mais visíveis deste primeiro ano foi a inauguração, em julho de 2025, das obras de requalificação do Bairro de São José e da Avenida do Sabor.

A consolidação do estatuto de cidade fez-se também pela via da programação financeira e do planeamento de novas empreitadas. Para 2026, foi apresentado um orçamento municipal acima de 34 milhões de euros, com uma componente de investimento significativa, incluindo intervenções em água e saneamento, reposição de pavimentos e ligações viárias. O conjunto de obras em curso integram projetos como O Ginásio Municipal, o Matadouro Municipal, a requalificação de antigas escolas e projetos ambientais e turísticos como o Parque Biológico ou o Centro Interpretativo do PNDI, ambos cofinanciados pelo Norte2030.

Jornalista: Carina Alves

Ambulância que transportava doente para o IPO do Porto incendiou-se na A4 em Mirandela

 O veículo que se incendiou pertence a uma empresa privada de Macedo de Cavaleiros


Uma ambulância de transporte de doentes não urgentes incendiou-se, esta manhã, na A4, em Mirandela. Não há feridos a registar, mas o veículo foi tomado pelas chamas.

Segundo o comandante dos Bombeiros de Mirandela, Luís Soares, o veículo pertence a uma empresa privada de Macedo de Cavaleiros e incendiou-se ao quilómetro 143, no sentido Mirandela - Lamas. No veículo seguia apenas o condutor e um utente, com destino ao IPO, no Porto.

O alerta foi dado pelas 09h52. No local estiveram seis operacionais dos bombeiros com o apoio de três viaturas. A GNR também esteve no local.

O trânsito ainda esteve cortado, numa das vias, para a extinção do incêndio e trabalhos de limpeza.

Escrito por rádio Brigantia
Jornalista: Rita Teixeira

Telmo Pires regressou às raízes para apresentar “Fado Variações”

 O fadista brigantino Telmo Pires regressou a casa. O Teatro Municipal de Bragança recebeu-o, no sábado, para a estreia portuguesa do seu EP “Fado Variações”


Natural de Sacoias, no concelho de Bragança, o fadista não escondeu a dimensão afetiva deste regresso. “Não estava a contar com um público tão eufórico, tão querido, muito lindo. No final da primeira música vê-se logo para que sítio vai o concerto, em que caminho vai o concerto. Não sei, é uma coisa elétrica, é uma energia qualquer a fazer-se luz e é um sentimento muito estranho, parece que nem tenho que fazer muita coisa porque eu já sei que as coisas vão correr bem e hoje foi assim uma noite dessas que tudo feito. Eu não preciso de me esforçar, fazer, levar o concerto para ali ou para ali, não, é largar tudo e as coisas correm”, disse.

O EP revisita a obra de António Variações através da linguagem do fado e até aqui só fora apresentado na Alemanha, onde o artista viveu quase 40 anos.

O projeto nasceu, em parte, do contacto com a família do cantor, que em 2016 lhe ofereceu um tema inédito, “Ao Passar por Braga Abaixo”. A partir daí, o fadista começou a aprofundar a ligação ao legado do artista e decidiu explorar novas leituras da sua obra. Depois deste concerto, o objetivo é continuar a levar “Fado Variações” a novos palcos. O fadista admitiu, contudo, que construir uma carreira musical em Portugal “nem sempre é fácil”.

“Tenho uma agente na Alemanha que trabalha comigo. Pronto, vê o valor, vê como pode falar com promotores para verem o Telmo Pires, para verem o estilo de fado, que na Alemanha há também uma imagem muito fixa do fado, que é: o fado tem que ser uma mulher. E os agentes na Alemanha não vendem homens. Mas eu estou a lutar há muitos anos e vou sempre de novo, com novos álbuns. Por sorte, tenho lá uma pessoa que gosta, que vê o que eu quero fazer. Em Portugal, infelizmente, até agora não encontrei essa pessoa. Portanto, em Portugal sou completamente independente, não tenho uma editora e isso é um bocado mais difícil, logicamente”, contou.

Neste trabalho, Telmo Pires apresenta cinco temas de António Variações, “Adeus Que Me Vou Embora”, “O Corpo É Que Paga”, “Estou Além”, “É P’ra Amanhã” e “Voz-Amália de Nós”.

A apresentação em Bragança marcou o encontro entre o artista e um público que conhece bem o seu percurso.

Escrito por rádio Brigantia
Foto: João Lourenço
Jornalista: Carina Alves

Comemoração do Feriado Municipal e Dia de S. José - 18, 19 e 20 Março - Torre de Moncorvo

Palombar lança projeto para criar uma rede de regeneração e valorização da paisagem natural

 A primeira sessão decorre entre 17 e 21 de abril, em Uva, no concelho de Vimioso, com o tema “identidade de paisagem”


A Palombar, Associação de Conservação da Natureza e do Património Rural, vai arrancar, no próximo mês, com o projeto REGiMont - Centro de Regeneração da Paisagem de Montanha, que pretende criar uma rede colaborativa para facilitar parcerias entre coletivos e indivíduos, que atuam sobre a regeneração e valorização da paisagem natural.

Segundo Leonor Carvalho, coordenadora do projeto, que irá decorrer até 2027, vão ser abrangidas as regiões de Trás-os-Montes, Minho, Serra da Estrela e as comunidades autónomas espanholas da Galiza e Castela e Leão. “É um projeto que pretende potenciar parcerias entre coletivos e indivíduos que atuem sobre a regeneração da paisagem natural e edificada do Norte e Centro de Portugal e Espanha.  A Palombar acredita que se tomarmos como ponto de partida a identidade regional, que é aí que podemos alavancar uma regeneração com verdadeiro impacto, isto é, regenerar os espaços rurais, significa não só trazer mais pessoas para estes espaços, mas também valorizar a cultura e a identidade que nestes espaços reside”, explica.

O projeto conta com um ciclo colaborativo, que integra três encontros presenciais e  sete sessões online que vão aprofundar os temas a trabalhar. “Serão chamados 15 participantes e teremos a oportunidade de criar novos projetos em parceria. Os grandes temas de debate são a conservação ambiental, a regeneração ambiental, integrando sempre a parte da regeneração cultural e social, não há regeneração ambiental sem as pessoas que cá vivem, e também olhando para o que é que é a habitação acessível nos espaços rurais e como é que a eco-construção e as suas técnicas, sempre baseadas na construção tradicional, que têm muito a beber da identidade regional, como é que podem alavancar esta regeneração social e também ambiental”, concluiu.

A primeira sessão terá o tema “identidade de paisagem” e decorre entre 17 e 21 de abril, em Uva, no concelho de Vimioso, onde se situa a sede da Palombar.

O período de inscrição no ciclo e sessões já está aberto e decorre até 31 de março. A participação é gratuita, mas há um limite de participantes, ou seja, a inscrição é obrigatória e os participantes selecionados serão notificados até ao dia 3 de abril.

O projeto REGiMont, coordenado pela Palombar, conta com financiamento do Regenerative Communities Fund (RCF), o primeiro fundo europeu dedicado especificamente a apoiar comunidades regenerativas, dinamizado pela ECOLISE - European Network of Community-led Initiatives on Climate Change and Sustainabilitye, cofinanciado pela Comissão Europeia ao abrigo do programa Funding Fairer Futures (FFF). O RCF foi desenhado em 2024 para fortalecer respostas lideradas por comunidades face à crise climática e ecológica, apoiando organizações de base local em cinco países europeus: Portugal, Espanha, França, Croácia e Finlândia.

Escrito por rádio Brigantia
Jornalista: Rita Teixeira

"À Descoberta do Turismo Industrial"

 No âmbito da iniciativa "À Descoberta do Turismo Industrial", decorrerá no próximo dia 𝟮𝟮 𝗱𝗲 𝗺𝗮𝗿𝗰̧𝗼 𝘂𝗺𝗮 𝘃𝗶𝘀𝗶𝘁𝗮 𝗮𝗼 𝗖𝗲𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗜𝗻𝘁𝗲𝗿𝗽𝗿𝗲𝘁𝗮𝘁𝗶𝘃𝗼 𝗱𝗼 𝗥𝗲𝗮𝗹 𝗙𝗶𝗹𝗮𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗼 𝗱𝗲 𝗖𝗵𝗮𝗰𝗶𝗺, com o objetivo de dar a conhecer o ciclo do bicho-da-seda, a história da sericicultura e a sua divulgação. Durante a visita será detalhado o método de fiação à Piemontesa e o funcionamento do moinho redondo, sendo ainda apresentados alguns vestígios arqueológicos.


O percurso estende-se às 𝗿𝘂𝗶́𝗻𝗮𝘀 𝗱𝗮 𝗙𝗮́𝗯𝗿𝗶𝗰𝗮 𝗲 𝗮̀ 𝗮𝗹𝗱𝗲𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗖𝗵𝗮𝗰𝗶𝗺, onde se pode observar o património industrial remanescente, que preserva a memória do desenvolvimento desta atividade na região.

Faça a sua inscrição até ao dia 𝟭𝟵 𝗱𝗲 𝗺𝗮𝗿𝗰̧𝗼 nos Museus Municipais de Macedo de Cavaleiros, ou através dos contactos: 278 098 084 ou museus@cm-macedodecavaleiros.pt

O Município disponibiliza 𝘁𝗿𝗮𝗻𝘀𝗽𝗼𝗿𝘁𝗲 𝗴𝗿𝗮𝘁𝘂𝗶𝘁𝗼 com saída das 𝗣𝗶𝘀𝗰𝗶𝗻𝗮𝘀 𝗠𝘂𝗻𝗶𝗰𝗶𝗽𝗮𝗶𝘀 𝗮̀𝘀 𝟬𝟵𝗵𝟯𝟬.

𝗔𝗰𝗲𝗶𝘁𝗲 𝗼 𝗻𝗼𝘀𝘀𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘃𝗶𝘁𝗲 e venha descobrir a história da sericicultura e da indústria da seda.

Bragança com as pensões mais baixas: "Não há discriminação", garante secretário de Estado

 Vila Real e Castelo Branco também acompanham o distrito brigantino


As reformas subiram em 2026 mas Bragança lidera a lista de pensionistas mais pobres. A pensão média de velhice está nos 645 euros, mas metade dos pensionistas recebe menos de 462 euros por mês.

Confrontado com esta realidade, o secretário de Estado Adjunto e do Trabalho, Adriano Rafael Moreira, que esteve em Bragança, na passada sexta-feira, referiu que é preciso aumentar os rendimentos e garantiu que não há discriminação entre os portugueses.

“Temos de continuar a política de aumento de rendimentos dos portugueses, quer durante o período de trabalho, quer depois da vida ativa. O rendimento depois da vida ativa, na esmagadora maioria dos portugueses, depende muito do que fizeram na vida ativa. E portanto, se durante a vida ativa uma determinada região tem um nível salarial baixo, repercute-se depois no nível de pensões. O que temos de fazer é continuar a subir. E neste caminho acho que os resultados têm aparecido, vamos continuar nessa senda e, portanto, ao puxarmos o país estamos a puxar Bragança, ao puxar Bragança estamos a puxar o país. Portanto, não há discriminação, não há portugueses desta ou daquela região, só há portugueses iguais”, rematou.

O secretário de Estado especulou ainda que este cenário, no interior do país, poderá acontecer, devido aos trabalhos maioritariamente rurais, em que os rendimentos muitas das vezes não são declarados. Até porque, Vila Real e Castelo Branco também acompanham o distrito brigantino no que toca a valores.

Os dados, que se referem a 2024, são do Banco de Portugal, e apontam que 1 em cada 4 portugueses reformados por velhice continuam a trabalhar, o que equivale a 10% dos pensionistas.

Segundo o estudo, apesar de a necessidade do dinheiro estar entre os principais motivos, a maioria das pessoas que continua a ter um emprego, estando reformada, é a que ganha uma reforma mais elevada. Entre 2018 e 2024, os pensionistas que continuavam a trabalhar recebiam, em média, 933 euros.  

Escrito por rádio Brigantia
Jornalista: Rita Teixeira

A avó Rosa e o avô Roso

Por: Manuel Amaro Mendonça
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")


 Os pais do meu pai eram a avó Rosa e, numa lógica muito infantil, o seu marido só podia ser o avô «Roso».

A minha avó era de Válega, Ovar. Não tenho memórias muito nítidas dela, se não que era pequena, cabelos brancos e tremia muito. Tão depressa ralhava connosco (irmãos e primos) porque corríamos dentro de casa e podíamos partir alguma coisa, como, logo de seguida, nos defendia dos ralhos dos pais por alguma patifaria que fizéssemos.

Era metódica e cuidadosa, tudo tinha um sítio para estar e não devia sair dele de ânimo leve. Ver, é com os olhos, dizia.

As visitas lá a casa eram o arroz escuro com o frango de cabidela ou a farinha de pau com pescada. O ralhar da avó com o avô porque ele fora despropositado ou adormecera na frente da televisão.

O meu pai contava histórias sobre coisas imaginativas que ela fizera para ultrapassar as dificuldades que todos viveram no período da 2ª guerra. Qual o filho que não tem orgulho nos pais?

Ciosa da imagem que transmitia, exigia respeito, “que esta vida não está para graças”. A demência tolheu-a, era eu ainda muito novo e tudo quanto existia dela se foi lentamente apagando, até se esquecer de acordar.

O avô (que não se chamava «Roso», mas José) era oriundo da Foz-do-Sousa e era o oposto da esposa; adorava contar anedotas e tudo servia de motivo para uma ou mote para uma anedota. Tinha um repertório digno de qualquer «Stand-up», com o seu quinhão de histórias picantes, que revelava com mais parcimónia.

Contava o meu pai que veio a pé da Foz-do-Sousa, com 8 anos, para trabalhar numa padaria. Mas não chegou a dureza da vida para lhe fazer perder a vontade de rir dela e a boa disposição. A minha avó trabalhou muitos anos para o padre da freguesia e por isso chamavam-lhe a Rosinha do Abade. Um dia uma senhora bateu na porta deles perguntar por ela e o meu avô respondeu com voz forte para a aterrorizada visita: “Do abade, não! É minha!”. O episódio sempre foi motivo de gargalhadas entre nós.

Na minha adolescência, ele estava sempre no café, em frente a casa da tia Bela, a ler o jornal. Mexia os lábios quando estava a ler, só aprendeu quando estava na tropa, com um companheiro que o ensinara. Eu era assíduo a ir ter com ele, cumprimentá-lo e tomar um café, que ele fazia questão de pagar. Falava de política comigo e discutia os assuntos que lera no jornal, como se eu fosse já um adulto.

Gostava de fazer patifarias; levava os pacotes de açúcar do café, que abrira com muito cuidado e enchia-os de Sais de Frutos, depois colocava-os na cesta onde estavam os outros para servir aos clientes do estabelecimento. Depois era só dar umas risadas, cada vez que um infeliz lhe calhava adoçar o café com um “pacote armadilhado”.

No verão ia para a praia logo pela manhã e, próximo dos 80 anos ainda dava “uns toques” na bola com os rapazes que lá estivessem.

Dizia alegremente que a morte teria de o apanhar distraído. Um dia atravessou a rua e caiu ao chegar ao outro lado… distraiu-se, atento aos carros.


Manuel Amaro Mendonça
é licenciado em Engenharia de Sistemas Multimédia pelo ISLA de Gaia. Nasceu em janeiro de 1965, em Portugal, na cidade de São Mamede de Infesta, no concelho de Matosinhos; a Terra de Horizonte e Mar.
Foi premiado em quatro concursos de escrita e os seus textos foram selecionados para mais de duas dezenas de antologias de contos, de diversas editoras e é membro fundador do grupo Pentautores (como o seu nome indica, trata-se de um grupo de cinco autores) que conta já com cinco volumes de contos publicados.
É autor dos livros "Terras de Xisto e Outras Histórias" (2015), "Lágrimas no Rio" (2016), "Daqueles Além Marão" (2017), “Entre o Preto e o Branco” (2020), “A Caixa do Mal” (2022), “Na Sombra da Mentira” (2022) e “Depois das Velas se Apagarem” (2024), todos editados e distribuídos pela Amazon.
Colabora nos blogues “Memórias e Outras Coisas… Bragança” https://5l-henrique.blogspot.com/, “Revista SAMIZDAT” http://www.revistasamizdat.com/, “Correio do Porto” https://www.correiodoporto.pt/ e “Pentautores” https://pentautores.blogspot.com/
Outros trabalhos estão em projeto, mantenha-se atento às novidades em http://myblog.debaixodosceus.pt/, onde poderá ler alguns dos seus trabalhos, ou visite a página de autor em https://www.debaixodosceus.pt/ 

Caminhada - Rota Pena do Corvo - Freguesia do LOMBO