MEMÓRIAS...e outras coisas...
BRAGANÇA
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(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
quinta-feira, 23 de julho de 2026
O Município continua a investir em infraestruturas mais seguras, mais eficientes e preparadas para o futuro.
Foi também concluída a 𝒓𝒆𝒑𝒂𝒗𝒊𝒎𝒆𝒏𝒕𝒂𝒄̧𝒂̃𝒐 𝒅𝒐 𝒄𝒂𝒎𝒊𝒏𝒉𝒐 𝒅𝒆 𝒂𝒄𝒆𝒔𝒔𝒐 𝒂̀ 𝑬𝒔𝒕𝒂𝒄̧𝒂̃𝒐 𝒅𝒆 𝑻𝒓𝒂𝒕𝒂𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐 𝒅𝒆 𝑨́𝒈𝒖𝒂 (ETA), numa extensão superior a 3 quilómetros, melhorando as condições de circulação e garantindo um acesso mais seguro a uma infraestrutura essencial ao abastecimento de água. O investimento foi de 155.463,25€ (+ IVA).
Investir nas infraestruturas é investir na segurança, na eficiência dos serviços e na qualidade de vida de quem vive, trabalha e visita Bragança.
“As orações de Junqueiro – Oração ao Pão e Oração à Luz” em mirandês
Numa edição bilingue, em português e mirandês, o livro “As orações de Junqueiro – Oração ao Pão e Oração à Luz”, foi apresentado na Casa da Cultura Mirandesa, em Miranda do Douro, um trabalho coordenado por Henrique Manuel Pereira e traduzido pelo professor, António Bárbolo Alves.
𝐀 𝐏𝐫𝐚𝐜̧𝐚 𝐝𝐚𝐬 𝐄𝐢𝐫𝐚𝐬 𝐭𝐫𝐚𝐧𝐬𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚-𝐬𝐞 𝐧𝐮𝐦 𝐩𝐚𝐥𝐜𝐨 𝐝𝐞 𝐚𝐯𝐞𝐧𝐭𝐮𝐫𝐚𝐬 𝐜𝐨́𝐬𝐦𝐢𝐜𝐚𝐬
Este espetáculo de 𝐜𝐢𝐫𝐜𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐞𝐦𝐩𝐨𝐫𝐚̂𝐧𝐞𝐨 combina acrobacia, humor e poesia visual em torno de uma impressionante estrutura giratória inspirada num astrolábio.
Em cena, dois artistas levam o público numa viagem onde a gravidade e a vertigem se cruzam com a fantasia, numa fusão entre ciência, movimento e imaginação.
Um espetáculo que promete conquistar miúdos e graúdos.
JOÃO MANZARRA VISITA MIRANDA DO DOURO PARA DAR A CONHECER O PATRIMÓNIO E A IDENTIDADE DO CONCELHO
O apresentador e ator João Manzarra esteve esta quarta-feira em Miranda do Douro, onde foi recebido pela presidente da Câmara Municipal, Helena Barril, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, no âmbito das gravações de um novo episódio do projeto “Perto”.
Acompanhado por Vasco Pereira Coutinho, convidado especial desta edição, João Manzarra encontra-se no concelho para produzir um episódio dedicado à promoção do património, da cultura e da identidade mirandesa, dando a conhecer alguns dos elementos que distinguem este território do nordeste transmontano.
Durante a visita institucional, a comitiva teve ainda oportunidade de participar numa breve aula de língua mirandesa, orientada pelo professor Alfredo Cameirão, numa experiência que permitiu aos visitantes contactar de perto com a segunda língua oficial de Portugal e um dos mais importantes símbolos da identidade cultural de Miranda do Douro.
A iniciativa integra o projeto “Perto”, que percorre diferentes regiões do país com o objetivo de divulgar as suas tradições, património, paisagens e comunidades, contribuindo para promover os territórios através de uma abordagem de proximidade e autenticidade.
APÓS POLÉMICAS, MUNICÍPIO DE MIRANDELA GARANTE QUE ÁGUA DAS ZONAS BALNEARES ESTÁ PRÓPRIA PARA BANHOS
Depois das recentes polémicas e das dúvidas levantadas por alguns utilizadores relativamente à qualidade da água nas zonas balneares do concelho, o Município de Mirandela veio esta quarta-feira a público esclarecer a situação, garantindo que todas as praias fluviais do concelho continuam a apresentar condições de segurança para a prática balnear.
Numa nota divulgada através dos seus canais oficiais, a autarquia refere que o concelho dispõe de quatro zonas balneares oficialmente reconhecidas pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA): a Praia Fluvial Arquiteto Albino Mendo, no Parque Dr. José Gama, a Praia Fluvial da Maravilha, a Praia Fluvial de Quintas e a Praia Fluvial de Vale de Juncal.
Segundo o município, durante toda a época balnear, que decorre entre 8 de junho e 13 de setembro, a qualidade da água é objeto de análises laboratoriais semanais, realizadas no âmbito dos procedimentos legalmente definidos e em articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente.
A autarquia esclarece ainda que, sempre que surjam situações que possam indiciar eventuais inconformidades ou representar riscos para a saúde pública, são efetuadas análises complementares pela Delegação Local de Saúde.
De acordo com os resultados oficiais obtidos até ao momento, todas as análises realizadas desde o início da época balnear cumprem integralmente os parâmetros microbiológicos estabelecidos para as águas balneares, pelo que a água das quatro zonas balneares do concelho é considerada própria para banhos.
O Município sublinha igualmente que os resultados das análises encontram-se disponíveis para consulta nos painéis informativos instalados em cada uma das praias e garante que qualquer alteração das condições de utilização será prontamente comunicada à população, em articulação com as autoridades ambientais e de saúde.
Na mesma nota, a autarquia lembra que uma alteração visual da água, por si só, não constitui prova de contaminação, defendendo que qualquer situação considerada anómala deve ser comunicada às entidades competentes para que seja alvo de avaliação técnica e científica.
O Município de Mirandela assegura que continuará a acompanhar permanentemente a qualidade das águas balneares, encaminhando todas as ocorrências reportadas e promovendo as averiguações necessárias, apelando ainda à colaboração dos cidadãos na proteção dos rios e das zonas ribeirinhas através da adoção de comportamentos ambientalmente responsáveis.
Aumento das fraudes preocupa setor do mel
José Carneiro, presidente da Associação dos Apicultores do Nordeste e da Cooperativa dos Produtores de Mel da Terra Quente e Frutos Secos, alerta para o impacto da situação num setor que enfrenta já uma redução do número de produtores e das produções:
José Carneiro destaca que a concorrência de produtos vendidos a preços mais baixos dificulta a comercialização do mel produzido em Portugal, num contexto de aumento dos custos de produção:
O produtor Bruno Terêncio Ricardo aponta também para a entrada no mercado de produtos comercializados como mel, mas cuja composição, afirma, poderá não corresponder ao produto produzido pelas abelhas:
Ambos os entrevistados defendem um reforço da fiscalização, sobretudo nos pontos de entrada dos produtos importados. José Carneiro considera que todos os lotes de mel importado deveriam ser sujeitos a análises de controlo:
O produtor Bruno Terêncio Ricardo defende uma maior fiscalização nos portos e apela ainda aos consumidores para que privilegiem produtos rotulados e adquiridos diretamente a produtores locais:
Além da concorrência e das suspeitas de fraude, o setor enfrenta ainda o aumento dos custos de produção, fatores que continuam a pressionar a atividade apícola.
Município de Macedo de Cavaleiros promove sessão de esclarecimento sobre a Carta de Artesão
A sessão centrou-se na explicação dos requisitos para a obtenção deste documento oficial, que valoriza produtos criados manualmente, como explica Ludovina Rocha, técnica superior da Associação para o Desenvolvimento da Terra Quente (DESTEQUE):
No caso dos produtos agroalimentares, as regras são diferentes, acrescenta Ludovina Rocha:
Segundo a técnica, esta é uma forma de valorizar a profissão, o saber-fazer e a transmissão de conhecimentos, contribuindo para a sustentabilidade do território e para a sua ligação ao turismo.
Não existem dados concretos sobre o número de artesãos no Nordeste Transmontano, mas Ludovina Rocha refere que o número tem vindo a aumentar lentamente e que a atividade é cada vez mais valorizada:
No concelho de Macedo de Cavaleiros estão identificados cerca de 15 artesãos.
A ação foi promovida pela Divisão de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Município de Macedo de Cavaleiros, com o apoio da DESTEQUE, com o objetivo de aumentar o número de artesãos certificados no concelho.
A sessão contou com cerca de 20 participantes.
Festival Terra Transmontana regressa a Mogadouro com três dias dedicados às festas e romarias de antigamente
Ao longo de três dias, o evento promete animação, convívio e uma viagem pelas tradições que marcaram várias gerações, com destaque para as festas populares e as manifestações culturais transmontanas.
Para António Pimentel, presidente da Câmara Municipal de Mogadouro, o festival é já uma marca do concelho e da região:
O autarca sublinha ainda a importância da valorização das tradições locais e da preservação da memória coletiva:
António Pimentel defende a aposta em eventos que contribuem para a afirmação do território e destaca o reforço do apoio às iniciativas com maior impacto no concelho:
O executivo deixa ainda uma mensagem a quem esteja hesitante em conhecer o Festival Terra Transmontana:
O Festival Terra Transmontana realiza-se em Mogadouro nos dias 24, 25 e 26 de julho, com o objetivo de celebrar as tradições e proporcionar ao público uma viagem pelas festas e romarias de outros tempos.
Plataforma Nordeste Vivo exige a suspensão do PSZAER pedindo responsabilidade política
Segundo esta Plataforma cívica, “há falta de transparência do Governo e só a fuga de informação revela áreas nunca divulgadas às populações durante a consulta pública do PSZAER”.
A PNV afirma que “só conseguiu identificar a localização concreta das áreas destinadas a grandes projetos de energia renovável através de uma fuga de informação e denuncia a falta de transparência do processo de consulta pública”.
Para o representante da PNV, José Jambas, é profundamente preocupante que uma organização de cidadãos tenha conseguido conhecer informação decisiva para este processo apenas através de uma fuga de informação.
“O mais grave é que esta informação sempre existiu, mas nunca foi disponibilizada a quem tinha o direito de a conhecer. Isto demonstra que nunca houve verdadeira transparência e reforça a convicção de que este processo foi conduzido na sombra, longe do escrutínio público e sem o respeito que uma decisão desta dimensão exige”, disse José Jambas.
A PNV avançou que o prazo da consulta pública do PSZAER terminou na quarta-feira sem que as populações diretamente afetadas, como é o caso do Planalto Mirandês e Douro Superior, tenham tido acesso à informação indispensável para compreender e avaliar os impactos reais das propostas em discussão.
Por este motivo, a organização cívica acusa ainda o Governo de colocar os interesses económicos de grandes multinacionais acima da proteção do território, da agricultura e das comunidades do Nordeste Transmontano.
Segundo a plataforma, em causa estão os megaprojetos para a criação de parque solares e eólicos nos concelhos de Mogadouro, Miranda do Douro, Vimioso e Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança, resultantes da hibridização das barragens de Picote, Bemposta e Baixo Sabor por parte da elétrica francesa Engie.
“Vemos que o Governo está a privilegiar estes grandes grupos, como é o caso da Engie, em detrimento da proteção do território e da agricultura e das comunidades locais, sendo as maiores preocupações”, disse José Jambas.
Para a plataforma, “a concentração do PSZAER nesta zona do interior do país representa um risco de sobrecarga das populações com menor capacidade de defesa dos seus interesses contra estes grandes grupos económicos”.
“A instalação destes megaprojetos fotovoltaicos, como é o caso do previsto para a freguesia de Travanca, concelho de Mogadouro, implica a destruição de milhares de hectares de terrenos agrícolas”, disse.
Segundo o movimento cívico, durante todo o período da consulta pública foram solicitadas, por diversas vezes, as peças cartográficas e a informação georreferenciada necessária para identificar, com rigor, a localização das áreas previstas para instalação de grandes projetos de produção de energia renovável e cruzá-las com outras condicionantes territoriais, nomeadamente os Planos Diretores Municipais.
A PNV sublinha que “esta não é uma preocupação isolada, porque diversos parecer submetido no âmbito da consulta pública alertam igualmente para a impossibilidade de analisar devidamente o PSZAER devido à ausência de cartografia georreferenciada, indispensável para sobrepor as áreas propostas às condicionantes ambientais, agrícolas e territoriais existentes”.
Para o PNV, “esta omissão compromete seriamente a credibilidade do processo de consulta pública”.
Segundo José Jambas, "as populações estão a ser chamadas a pronunciar-se sem conhecerem verdadeiramente aquilo que está previsto para o seu território.
“Isto significa que milhares de pessoas podem perder o direito de defender as suas terras antes mesmo de saberem onde os projetos serão instalados”, sublinhou.
A Plataforma considera igualmente preocupante que a aprovação do PSZAER possa limitar significativamente a capacidade de participação pública nas fases seguintes de licenciamento dos projetos individuais, no interior, como é o caso do Nordeste Transmontano.
DECO reforça presença no distrito de Bragança
Com esta abertura, a DECO alarga a sua presença no distrito de Bragança, passando a disponibilizar atendimentos presenciais em Torre de Moncorvo, para além dos Espaços DECO já existentes em Macedo de Cavaleiros e Alfândega da Fé.
O primeiro dia de atendimento será esta sexta-feira, entre as 14h00 e as 17h00, realizando-se nas instalações da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, proporcionando aos cidadãos, acesso gratuito a informação e aconselhamento especializado sobre os seus direitos enquanto consumidores.
O serviço disponibilizará apoio personalizado em áreas como as compras presenciais e online, incluindo questões relacionadas com atrasos nas entregas, devoluções e garantias; viagens e alojamentos, nomeadamente cancelamentos e reembolsos; gestão das finanças pessoais e produtos financeiros; reestruturação de créditos; faturação de serviços essenciais, como água, eletricidade e gás; e ainda serviços de telecomunicações, abrangendo tarifários, contratos e períodos de fidelização.
A iniciativa resulta da parceria estabelecida entre o Município de Torre de Moncorvo e a DECO, no âmbito do projeto “Tudo a que tens direito”, e pretende contribuir para uma maior literacia do consumidor, promovendo decisões mais informadas e apoiando a resolução de problemas que afetam o quotidiano das famílias.
Faça a sua marcação através do email deco.norte@deco.pt ou do telefone 926 480 607.
Associação Palombar lança primeiro guia de campo dedicado aos cágados em Portugal
O biólogo Pedro Alves explicou que o Guia de Campo dos Cágados de Portugal é destinado a quem queira saber uma pouco sobre as nove espécies de anfíbios pertencentes ao grupo dos répteis que habitam o território nacional em rios, ribeiras, charcas, entre outros locais onde haja água, em permanência ou temporariamente.
“Em Portugal há nove espécies de cágados, sendo que sete são exóticas introduzidas pelo homem nos ecossistemas e duas nativas”, quantificou o biólogo.
Pedro Alves disse que, no caso das espécies exóticas ou invasoras, vão competir com as duas espécies autóctones existentes em território nacional, como cágado-de-carapaça-estriada ('Emys orbicularis') e o cágado-mediterrânico ('Mauremys leprosa'), acrescentando que a existência de cágados é muito anterior à espécie humana.
“Estes cágados exóticos vão disputar territórios com as espécies para termorregulação, já que precisam de sol para se aquecer, e por alimento. Por serem espécies mais possantes têm a capacidade de expulsar os nossos dos seus territórios, o que a leva a sofrer com esta situação”, indicou.
O biólogo apelou para que as espécies invasoras não sejam ser retiradas dos seus ecossistemas e, caso aconteça, só pela via das autoridades competentes, como a GNR através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) ou do Instituto da Conservação DA Natureza e das Florestas (ICNF).
“Devemos, sim, alertar estas autoridades para proceder a recolhas destes animais quando identificados”, vincou o especialista.
Segundo os biólogos da Palombar, “este guia inédito é uma ferramenta multifacetada fundamental que irá não só guiar e informar, mas também inspirar todos os que estudam e admiram estes seres únicos com uma história milenar".
“Este guia vai permitir a qualquer pessoa identificar as nove espécies de cágados existentes no ambiente aquático em Portugal e depois ajudar no seu controlo ou perceber se é um espécie nativa ou exótica invasora que tem de ser retirada”, especificou Pedro Alves.
Sendo estes animais anfíbios, precisam de água de caráter permanente ou temporário, sendo mais fácil encontrá-los nas zonas do centro e sul do país, como é o caso do cágado mediterrânico. Já o cágado-de-carapaça-estriada encontra-se mais a norte, nas regiões do Minho, Nordeste Transmontano ou no Parque Nacional da Peneda-Gerês.
“Apesar de tudo, estão em vias de extinção, porque já se observam com alguma raridade”, explicaram os biólogos da Palombar.
Este guia de campo foi produzido no âmbito do projeto “Water Bridges - Conservação do cágado-de-carapaça-estriada”.
"A edição deste guia surge como resultado de um projeto de educação ambiental que nos aproximou de forma muito especial da comunidade sénior do Parque Natural do Douro Internacional, permitindo a sensibilização ativa e a devolução de indivíduos de espécies autóctones ao seu habitat natural”, indicou a Palombar,
O guia inclui igualmente uma secção com a primeira chave dicotómica criada para a identificação dos cágados de Portugal, que ajuda a identificar de forma simples e prática, quer as espécies de cágados nativas do território nacional, quer as introduzidas.
O Guia de Campo dos Cágados de Portugal foi elaborado pelos biólogos da Palombar Pedro Alves, Leonor de Carvalho e Sandra Fernandes, que já integraram ou integraram diversos projetos de conservação da fauna silvestre, incluindo de cágados nativos.
O trabalho de investigação e elaboração do guia foi implementado em 2025/2026 e financiado pelo programa Erasmus + da União Europeia (UE).
𝐀 𝐅𝐀𝐌𝐈𝐃𝐎𝐔𝐑𝐎 𝐞𝐬𝐭𝐚́ 𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐠𝐫𝐞𝐬𝐬𝐨 𝐚 𝐌𝐢𝐫𝐚𝐧𝐝𝐚 𝐝𝐨 𝐃𝐨𝐮𝐫𝐨!
Organizada pela Associação Comercial e Industrial do Concelho de Miranda do Douro (ACIMD), e com o apoio do Município de Miranda do Douro, a FAMIDOURO é um dos eventos de maior destaque do verão no concelho, reunindo artesãos, produtores e expositores de várias áreas, num espaço de promoção dos produtos locais, da identidade mirandesa e da atividade económica.
A realização do certame coincide com um período de grande afluência de visitantes, contribuindo para a dinamização do comércio local, da restauração e da hotelaria, reforçando Miranda do Douro como um destino de excelência.
14 a 23 de agosto
Entrada livre
Consulte o programa completo e venha celebrar connosco a tradição, a cultura e a identidade mirandesa. Esperamos por si!
Lusofly admite problemas na Academia em Bragança e revela que dois alunos já concluíram o curso
“Foram definidas um conjunto de não conformidades umas sanadas e outras não”, explicou a presidente da ANAC Ana Vieira da Mata, durante uma deslocação a Bragança para participar na abertura do Festival Aéreo Careto Air Show, no dia 11.
Até ao início do mês de julho nenhum aluno havia terminado o curso de piloto, o que deu azo a críticas por parte dos formandos, um dos dois quais deu conta dessa insatisfação ao nosso jornal.
O curso custa 70 mil euros, e a escola permitiu que fosse pago faseadamente.
Na resposta escrita enviada ao Mensageiro a Lusofly explica que atualmente a Academia está em funcionamento e conta com mais de 25 alunos, “que se encontram em diferentes fases do curso” e que na semana de 13 a 17 de Julho “nove alunos efetuaram exames teóricos na ANAC. Estes fazem parte de um total de 13 exames que cada aluno tem de efetuar, sendo que a taxa de sucesso nestes exames desde o princípio desta academia, tem sido de 100%, valor acima da média Nacional e Europeia”.
(Artigo completo disponível para assinantes ou na edição impressa)
DAS FRAGAS AO MAR
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")
Augusto Gil, Pessoa e Alberto Caeiro, Mário de Sá-Carneiro, Régio (entre outros), eis leituras díspares numa cidadezinha de província, no seu tic-tac de «tempo parado» ouvido em surdina na estreia de um então Eliseu Ferreira no Mensageiro de Bragança, que agora assina António Manuel e corre Das Fragas ao Mar (2026), em remissão limiar para Sebastião da Gama.
É a minha derradeira leitura antes de fechar Literatura Portuguesa dos Séculos XX e XXI, que já foi Verso e Prosa de Novecentos (2000), na comum homenagem à terra natal, à infância que nos fez (mau grado «a demolição absurda da antiga capela do Senhor dos Passos»), ao Rio Tuela e à poesia.
Imagens fortes («vitrais de orvalho») distanciam o sujeito das palmas vulgares, que tudo confundem; sucede descaso nos céus, quando os anjinhos vivem de «artérias com vinho»; há muito frio, noite pesada ou «congelada», sinos que demoram «Na distante alvorada». Um descritivismo assente em índices tumulares impregna os seres feitos de «inquietude» e «solidão», sob epígrafe de carta depressiva de Pessoa a Sá-Carneiro (14-III-1916): «Em dias da alma […] De que cor será sentir?». Ritmos breves conduzem-nos para um regime de vida particular (até à fome, à falta de um «cibo», corpo e alma chagados) e política de abandono do interior português, mais ulcerado pela guerra – ultramarina, por exemplo.
Leio as veias de um tempo – o da saída destes textos no semanário diocesano; notem-se reiteradas «veias» articulando o texto –, que o tempo de hoje replica, entre liberal e proibitivo, sem expulsar o medo.
Os 12 poemas (de 38) finais esquivam a noite, aproximam-nos de rostos familiares, mas ainda conjugam fragas e mágoas do Nordeste com o bramar do oceano, donde, todavia, emergem «estrelas do mar». São declarações de amor, qual regresso à vida, em que se permite o bem-humorado espanto de lhe terem aparecido umas letras em poema «Sem alças, sem rima», e solução na distância irónica: «Mas olhem…/ Se lhes caírem as calças / Cheguem-nas acima…»
A diferença de décadas marca a produção de versos que sinalizam influências, estados anímicos, uma consciência viva do gesto lírico. Muitos de nós – incluindo quem prefacia, Fernando Calado – foram esse movimento antigo em 1971 e seguintes no Mensageiro de Bragança (onde Carlos Pires e Jorge Morais animaram a Tribuna dos Novos, e eu lancei As Palavras, dessas páginas emergindo a maioria destas sílabas), movimento que se fez pertinácia, exercício regular, até conquistarmos um frase certa ou imagem feliz. Encontramos estas em tão curto pecúlio de um velho amigo, entre Sebastião da Gama e saudades desse pré-Abril heróico.
Nem almoços nem cirurgias
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)
É do conhecimento geral e tem sido insistentemente repetida a máxima: “Não há almoços grátis”. E não há. Mesmo quando o comensal convidado não o paga, do seu bolso, no ato da receção da respetiva conta, nem sequer algum tempo mais tarde.
O mesmo se passa com os cuidados de saúde, pese embora a gratuitidade com que o SNS se apresenta perante todos os utentes.
O Estado, não tendo nenhuma árvore das patacas nem nenhuma mina de ouro onde possa ir colher notas ou extrair pipetas com que possa financiar o custo global do Sistema Nacional de Saúde, suporta as crescentes despesas com os cuidados de saúde recorrendo aos impostos, pagos por todos nós, para serem depois redistribuídos de forma solidária e socialmente justa: quem mais tem, mais paga e quem mais precisa, mais recebe, independentemente da contribuição que faça para o bolo comum.
A bondade desta realidade não é, em nada, beliscada pela existência, em paralelo, de um sistema complementar, sustentado diretamente pelos seus utentes, seja de forma direta, pagando cada um as contas de tudo quando solicitar, quer com um outro sistema subsidiário, como o dos seguros de saúde. Acontece que se no primeiro a obrigação de dar uma resposta total e universal é do Estado que, por recurso ao aumento das coletas nas várias taxas que aplica aos cidadãos e às empresas, ou por recurso ao endividamento, garante (ou devia garantir) a entrega de cuidados de saúde de forma totalmente adequada, nos meios e no tempo de resposta, sem quaisquer limites para além dos do próprio Estado, os maiores que qualquer país pode ter ou almejar. Já não é assim nos sistemas privados. Os custos de funcionamento são limitados pelo plafonamento diferenciado de acordo com a carteira ou com a contratualização de cada um. Não pode ser de outra forma, já que se se ultrapassarem esses limites as respetivas empresas vão à falência incumprindo a sua missão e os legítimos direitos dos seus acionistas.
À luz desta realidade, como entender a “acusação”, tantas vezes repetida (quiçá para ser aceite sem a devida contestação) que o sistema privado se escuda, indevidamente, no público, pois, muitas vezes, doentes que começaram os tratamentos numa Clínica qualquer, a dado momento, são encaminhados para um Hospital para conclusão de tratamentos.
Sim, isso é verdade. E então?
A explicação é simples: o utente, por opção sua, recorreu a um estabelecimento fora do sistema público, para tratamento, porém, a determinada altura, não pode continuar ali, porque a bolsa que lhe suportava a prestação do serviço atingiu o limite ou mesmo, porque não?, o dito estabelecimento não tem os meios técnicos ou humanos com capacidade de lhe prestar os melhores cuidados; sendo então conduzido para onde possa tê-los em regime de equidade com todos os outros cidadãos.
Isto é tão natural e claro que é incrível como ainda há quem pretenda apresentar estas situações como a prova do malefício da iniciativa privada em saúde, quando, em boa verdade, é precisamente o contrário. O copo está, efetivamente, meio cheio e não meio vazio! Os cuidados prestados no privado são parte dos que lhe são devidos pelo o público, sobrecarregado, exaurido e com tantas dificuldades em dar respostas adequadas. Não há qualquer privilégio injusto, bem pelo contrário: quem recorre às Clínicas privadas são, normalmente, quem tem mais recursos e, por isso, quem mais contribuiu para o orçamento estatal.
Isso não lhe dá mais direitos… mas, igualmente, não lhos retira!
José Mário Leite, Nasceu na Junqueira da Vilariça, Torre de Moncorvo, estudou em Bragança e no Porto e casou em Brunhoso, Mogadouro.
Colaborador regular de jornais e revistas do nordeste, (Voz do Nordeste, Mensageiro de Bragança, MAS, Nordeste e CEPIHS) publicou Cravo na Boca (Teatro), Pedra Flor (Poesia), A Morte de Germano Trancoso (Romance) e Canto d'Encantos (Contos), tendo sido coautor nas seguintes antologias; Terra de Duas Línguas I e II; 40 Poetas Transmontanos de Hoje; Liderança, Desenvolvimento Empresarial; Gestão de Talentos (a editar brevemente).
Foi Administrador Delegado da Associação de Municípios da Terra Quente Transmontana, vereador na Câmara e Presidente da Assembleia Municipal de Torre de Moncorvo.
Foi vice-presidente da Academia de Letras de Trás-os-Montes.
É Diretor-Adjunto na Fundação Calouste Gulbenkian, Gestor de Ciência e Consultor do Conselho de Administração na Fundação Champalimaud.
É membro da Direção do PEN Clube Português.
Vinhais reduz presença de vespa asiática após captura de cerca de seis mil rainhas
Segundo o documento, os apicultores têm relatado uma diminuição muito acentuada da presença de Vespa velutina junto das colmeias, sendo que, em alguns casos, a espécie invasora é praticamente inexistente quando comparada com anos anteriores.
A estratégia foi desenvolvida pelo Serviço Municipal de Proteção Civil, que instalou mais de 550 armadilhas em diferentes pontos do concelho e distribuiu igualmente armadilhas e atrativo pelos apicultores.
A captura das rainhas durante a primavera é considerada uma das principais medidas de controlo da espécie, uma vez que permite impedir a formação de novos ninhos ao longo do ano.
Os efeitos da intervenção refletem-se também no número de ninhos encontrados. Até ao momento, os serviços municipais removeram apenas 10 ninhos de vespa asiática, um valor que o município considera muito inferior ao registado em anos anteriores.
A autarquia destaca igualmente os benefícios económicos da estratégia. Tendo em conta um custo médio de cerca de 100 euros por remoção de ninho, o município estima que a captura das seis mil rainhas tenha permitido evitar potencialmente milhares de novos ninhos e uma despesa que poderia atingir os 600 mil euros, além dos prejuízos para a apicultura e para os ecossistemas.
O Município de Vinhais garante que vai manter a aposta numa atuação preventiva, reforçando anualmente a instalação de armadilhas e a colaboração com apicultores e população, com o objetivo de limitar a propagação da espécie e proteger a atividade apícola e a biodiversidade do concelho.
Ambientalistas portugueses e galegos protestam contra mina junto à fronteira de Vinhais
O protesto está marcado para as 08:30, hora portuguesa, junto à igreja de San Martiño da Gudiña, e deverá juntar representantes de organizações de Portugal e da Galiza.
As duas organizações contestam a prorrogação da concessão mineira atribuída pela Xunta da Galiza à empresa sueca Eurobattery Minerals e alegam que não foram avaliados os potenciais impactos ambientais transfronteiriços do projeto.
Segundo o comunicado, a proximidade da exploração ao Parque Natural de Montesinho e à nascente do rio Rabaçal está entre as principais preocupações dos ambientalistas. O Rabaçal é apontado como um curso de água com elevado valor ecológico e importante para o abastecimento de água a várias aldeias do concelho de Vinhais.
A UIVO e a Ecoloxistas en Acción defendem que tanto a autorização inicial como a recente prorrogação da concessão deveriam ter sido submetidas a um procedimento de avaliação de impacto ambiental transfronteiriço, com consulta ao Estado português, invocando a legislação europeia e a Convenção de Espoo.
A mobilização acontece também numa altura em que, segundo as organizações, o Tribunal de Instrução n.º 1 de Santiago de Compostela abriu um processo para investigar uma eventual prática de prevaricação relacionada com a prorrogação, por 30 anos, da exploração mineira.
De acordo com o comunicado, a investigação surgiu após uma denúncia da Ecoloxistas en Acción contra o diretor-geral de Planeamento Energético e Minas da Xunta da Galiza e o administrador da empresa promotora do projeto. A organização sustenta que a extensão da concessão foi autorizada apesar da existência de decisões judiciais que, segundo a sua interpretação, obrigariam à realização de uma nova avaliação de impacto ambiental.
Os ambientalistas manifestam ainda preocupação com o alegado início de trabalhos no local enquanto persistem dúvidas sobre a situação jurídica da concessão e o cumprimento das normas ambientais.
A associação portuguesa UIVO prevê entregar simbolicamente uma carta ao município da Gudiña, na qual pretende transmitir a preocupação existente do lado português da fronteira com as possíveis consequências ambientais do projeto e pedir o cumprimento dos compromissos internacionais entre Portugal e Espanha.
A concentração deverá decorrer entre as 08:30 e as 10:00, hora portuguesa, e pretende também mobilizar cidadãos e entidades dos dois lados da fronteira em defesa do património natural comum.
Pinela estreia “Tradições com Raízes” para valorizar património e identidade da aldeia
O programa decorrerá ao longo de todo o dia e inclui jogos tradicionais, um workshop dedicado à Cantarinha de Pinela, uma mesa-redonda sobre a preservação e as dificuldades enfrentadas pelas tradições, um desfile com grupos convidados, demonstrações culturais, gastronomia tradicional e espaços de exposição e venda de produtos.
Um dos momentos em destaque será o workshop orientado pela oleira da aldeia Julieta Alves, que dará a conhecer o processo de produção da tradicional Cantarinha de Pinela, um dos elementos do património artesanal local.
A componente musical ficará a cargo de DJNevven, da Banda Filarmónica de Pinela, formação centenária profundamente ligada à história da aldeia, e do grupo Zingarus.
Segundo a organização, o objetivo passa por “envolver diferentes gerações e incentivar a transmissão dos saberes tradicionais, promovendo simultaneamente Pinela como destino de turismo cultural no distrito de Bragança”.
A primeira edição do “Tradições com Raízes” tem entrada gratuita e pretende afirmar-se como uma celebração “das raízes, da memória e da identidade local”.
































