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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 13 de março de 2026

PODENCE RECEBEU ATIVIDADE DO PROJETO “JUNTO À TERRA” COM ALUNOS DO 8.º ANO

 A aldeia de Podence, conhecida como o berço dos Caretos de Podence e considerada uma das localidades mais coloridas de Portugal, acolheu ontem (12) mais uma iniciativa do projeto “Junto à Terra”. A atividade reuniu alunos do 8.º ano do Agrupamento de Escolas de Macedo de Cavaleiros, que participaram num dia dedicado à aprendizagem, à partilha e ao contacto direto com o património cultural e natural da região.


As oficinas tiveram lugar na Eira do Careto, um espaço emblemático da aldeia, associado às tradições locais e à preservação da identidade cultural. Ao longo do dia, os jovens envolveram-se em diversas experiências educativas que procuraram reforçar a ligação à comunidade, à paisagem e às raízes culturais do território.

Um dos momentos mais marcantes da iniciativa aconteceu com a presença dos próprios Caretos de Podence, que se juntaram às atividades, levando animação, cor e tradição aos participantes e proporcionando um contacto direto com uma das manifestações culturais mais emblemáticas da região.

A iniciativa foi organizada pela Lago dos Sabores em parceria com o Geopark Terras de Cavaleiros. O evento contou ainda com o apoio do Município de Macedo de Cavaleiros, da Escola Secundária de Macedo de Cavaleiros, da Associação Grupo de Caretos de Podence e da Junta de Freguesia de Podence.

A ação integrou-se nas atividades de valorização do território e de educação para a cultura e sustentabilidade, aproximando os mais jovens das tradições e da identidade local.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

GNR PROMOVE AÇÕES DE SENSIBILIZAÇÃO SOBRE SEGURANÇA DOS IDOSOS EM SÃO JULIÃO E DEILÃO

 O Comando Territorial de Bragança da Guarda Nacional Republicana, através da Secção de Prevenção Criminal, Policiamento Comunitário e Direitos Humanos, continua a dinamizar ações de sensibilização dedicadas à segurança da população idosa e à prevenção de burlas.


As iniciativas têm sido realizadas junto da população das localidades de São Julião e Deilão, com o objetivo de informar, alertar e capacitar os cidadãos mais idosos para reconhecer e evitar situações de fraude e outros crimes.

Durante estas sessões, os militares da GNR partilham conselhos práticos de prevenção, explicando os métodos mais comuns utilizados por burlões e reforçando a importância de adotar comportamentos seguros no dia a dia, quer em casa quer na comunidade.

Esta iniciativa insere-se na estratégia de policiamento de proximidade e apoio às populações mais vulneráveis, procurando reforçar a segurança e a confiança da comunidade, ao mesmo tempo que promove uma maior consciencialização para os riscos associados a diferentes tipos de burla.

Com estas ações, a GNR pretende continuar a estar próxima da população, promovendo a prevenção e contribuindo para uma comunidade mais informada e segura.

Jornalista: Edgar Pedreiro
Foto: DR

SEMINÁRIO “O PESO DA MÁSCARA” REFLETE SOBRE FESTAS TRADICIONAIS NA RAIA

 No dia 14 de março, o Miniauditório Municipal de Miranda do Douro recebe o seminário “O Peso da Máscara: Património Cultural Imaterial desde a Raia”. O evento reúne associações, comunidades e investigadores de Portugal e Espanha para debater a preservação das festas de inverno, os desafios à sua sustentabilidade e o papel da cultura e tradição no território.


Promovido pela Associação Empresarial para a Promoção da Geografia e Ambiente (AEPGA), no âmbito do projeto VISITEC | PNDI, conta com parcerias locais e internacionais e apoio do Fundo Ambiental. A participação é gratuita, com inscrição obrigatória e possibilidade de assistir online.
Jornalista: Vitória Botelho
foto: DR

MUNICÍPIOS DO NORTE RECEBEM INVESTIMENTO PARA PROJETOS TURÍSTICOS

 Chaves, Montalegre e Vimioso receberam, esta sexta-feira, financiamento para projetos turísticos no âmbito do Programa Crescer com o Turismo, numa cerimónia realizada no Porto. O Turismo de Portugal atribuiu 4,5 milhões de euros a 12 iniciativas, correspondendo a um investimento total de cerca de 11 milhões de euros em todo o país, envolvendo entidades públicas, privadas e associativas.


A sessão contou com a presença do Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, do Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, do Presidente da CCDR NORTE, Álvaro Santos, e do Presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade.

Álvaro Santos destacou que “mais do que um ato formal, esta sessão representa um compromisso coletivo com o desenvolvimento do território”, sublinhando a importância do investimento para o reforço do turismo regional e a dinamização económica local.

Jornalista: Vitória Botelho
foto: DR

Visita guiada retrata a história da produção de seda em Chacim

 O Centro Interpretativo do Real Filatório de Chacim promove, no dia 22 de março, uma visita guiada no âmbito da iniciativa “À Descoberta do Turismo Industrial”.


Durante a atividade, os visitantes terão a oportunidade de conhecer o ciclo do bicho-da-seda, observar o moinho redondo, assistir à demonstração do método de fiação à piemontesa e explorar vestígios arqueológicos associados à antiga atividade industrial.

O percurso inclui ainda a visita às ruínas da antiga fábrica e à aldeia de Chacim, património que preserva a memória do desenvolvimento industrial local.

As inscrições estão abertas até ao dia 19 de março e podem ser feitas nos Museus Municipais ou através do correio eletrónico museus@cm-macedodecavaleiros.pt.

O Município assegura transporte gratuito, com partida das Piscinas Municipais às 09h30.

A iniciativa apresenta-se como uma oportunidade para conhecer melhor o património industrial e cultural da região.

Jodie Pinto

Júlia Rodrigues considera ser de “gravidade extrema” a estrutura da CCDRN deixar de ter representantes do distrito de Bragança

 É mais um “sinal negativo” relativamente à importância da implementação de políticas públicas para a verdadeira coesão territorial, o facto de o distrito de Bragança não ter qualquer representante na atual estrutura da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN). É a reação da deputada do Partido Socialista, na Assembleia da República, eleita pelo círculo eleitoral de Bragança.


Júlia Rodrigues diz mesmo ser de uma “gravidade extrema” o facto de o distrito não ter nenhum representante nem no conselho diretivo da CCDRN, nem tão pouco nos cinco vice-presidentes recentemente nomeados para as áreas da Agricultura, Saúde, Ambiente, Cultura e Educação.

Beraldino Pinto, antigo presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, era um dos vice-presidentes do Conselho Diretivo da CCDRN, até à recente reestruturação orgânica que também previa a nomeação de cinco vice-presidentes responsáveis pelas áreas da educação, saúde, ambiente, cultura e agricultura e pescas. Este último, já tinha sido criado, no final de 2024, para resolver a polémica integração das anteriores Direções Regionais de Agricultura e Pescas, na CCDR, que passaram a designar-se unidades orgânicas regionais, sediadas em Mirandela, Castelo Branco, Santarém, Évora e Faro, uma decisão que causou forte oposição junto dos agricultores.

Foi a solução do Executivo de Luís Montenegro, que optou por não reverter a decisão, mas garantindo um vice-presidente designado sob proposta do ministro da Agricultura. Na altura, Paulo Ramalho, ex-vereador da Câmara da Maia, foi o escolhido para exercer essas funções e acabou, agora, por ser reconduzido.

Os restantes quatro vice-presidentes com funções setoriais foram nomeados, no Conselho de Ministros do dia 27 de fevereiro, por proposta dos membros dos Governo, mas nenhum é do distrito de Bragança, sendo distribuídos pelos distritos de Braga, Porto e Viana do Castelo.

Na educação foi escolhida Maria José Fernandes, de Guimarães, ex-professora coordenadora do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave. Na Saúde, foi nomeado Jorge Mendes, antigo presidente da Câmara de Valença. Teresa Leite, ex-Professora do Centro Universitário do Porto fica a gerir o ambiente, enquanto, Rui Costa, ex-Diretor de Recursos e Projetos Especiais da Fundação de Serralves, foi o escolhido para a área da cultura.

Para Júlia Rodrigues, esta falta de representatividade do distrito “é de uma gravidade extrema por não termos os nossos quadros técnicos – que também temos quadros técnicos da excelência – a representar o nosso distrito”.

A ex-presidente da Câmara de Mirandela recorda que estes representantes “fazem a gestão dos próximos quadros comunitários”, lamentando que, “apesar de termos quadros muito capazes, muito competentes que poderiam dar um aporte também de conhecimento do território à própria região Norte, perdemos toda a representatividade e a região fica, de alguma forma, enfraquecida”, diz.

Com estas nomeações, a deputada do PS, por Bragança, não tem dúvidas que o Governo dá mais um sinal negativo no chavão constantemente utilizado da coesão territorial, voltando a inclinar o país para o Litoral e dessa forma “vai-se acentuando esta discrepância entre aquilo que são os lugares de representação do interior e do litoral, o que é realmente muito preocupante”, acrescenta a deputada da Assembleia da República.

“Pode ser uma questão de menor importância para os territórios do litoral, mas a nível de coesão territorial para nós é determinante para um sentimento de inclusão até dos nossos quadros, das nossas competências, que temos tantas pessoas competentes que realmente não se compreende esta exclusão”, conclui.

Para a ex-presidente da Câmara de Mirandela este é também um claro sinal que a estrutura distrital do PSD não conseguiu mover qualquer tipo de influência sobre um Governo com a mesma cor partidária.

Apesar de diversas tentativas, não foi possível obter qualquer reação por parte de nenhum dos dois deputados eleitos pelo PSD, pelo círculo eleitoral de Bragança: Hernâni Dias e Nuno Gonçalves.

INFORMAÇÃO CIR (Escrito por Rádio Terra Quente)

Cerimónia de Exaltação da Capa de d´Honras Mirandesa regressa no domingo com 200 participantes

 A cerimónia de Exaltação da Capa d´Honras Mirandesa, uma peça única do vestuário tradicional português e ainda em uso no concelho neste concelho, está de regresso a Miranda do Douro no domingo.


“De porte majestoso, as origens da Capa de Honras remontam aos tempos medievais, derivando da capa de asperge ou capa pluvial, nos seus primórdios repousando sobre os ombros de clérigos e dignatários eclesiásticos”, descreve a presidente da Câmara de Miranda do Douro, Helena Barril.

Segundo a autarca mirandesa, para a cerimónia está prevista a participação de mais de duas centenas, segundo que acrescenta que haverá no cortejo capas alistanas e zamoranas.

A Capa de Honras Mirandesa é uma peça de vestuário, adotada inicialmente por boieiros e pastores e, mais tarde, assumida como símbolo de fidalguia e prestígio social, esta peça tornou-se um ícone da "proua" (orgulho) local. Hoje, é reconhecida como uma das marcas identitárias mais profundas da Terra de Miranda.

Dado o valor cultural desta peça de vestuário, a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) inscreveu, em novembro de 2022, a Capa de Honra Mirandesa no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI), culminando “um longo caminho na salvaguarda desta peça do traje transmontano”.

O pedido de registo foi proposto em 10 de julho de 2022 pela Câmara Municipal de Miranda do Douro, que desenvolveu um trabalho de investigação para aprofundar o conhecimento desta arte, “com o objetivo da sua inventariação na plataforma MatrizPCI”.

De um agasalho de guardadores de gado até uma peça de vestuário que "está na moda", a tradicional Capa de Honras Mirandesa está a conquistar espaço num panorama do vestuário tradicional português, onde se confecionam chapéus, capas, carteiras e outras indumentárias que são usadas um pouco por todo o país e Europa, tanto por homens como por mulheres.

A Capa de Honra Mirandesa vai continuar a ser perpetuada no tempo com várias manifestações como a do estilista português Nuno Gama, que já se tinha inspirado na peça para a apresentação da sua coleção durante a ModaLisboa 2018.

Também o ‘designer’ francês Christian Louboutin se inspirou na Capa de Honra Mirandesa para a apresentação de uma das suas coleções, em 2019.

Em fevereiro de 2019, o Papa Francisco vestiu uma Capa de Honra oferecida pelo município de Miranda do Douro.

Atualmente, é apenas utilizada em cerimónias protocolares ou atos de importância relevante. No entanto, é usual oferecer uma capa de honra às pessoas distintas que visitam o município de Miranda do Douro.

Francisco Pinto

Grande nabo em Freixo de Espada à Cinta surpreende população

 Agricultor a vida toda, José Cristão nem queria acreditar na dimensão de um nabo que nasceu e cresceu na sua horta em Freixo de Espada à Cinta “Trata-se de um nabo de tamanho fora do normal, com perto de 70 centímetros de diâmetro e um peso estimado entre 9 e 12 kg.”, contou ao Mensageiro.


Os nabos da horta do agricultor freixenista foram todos semeados no mesmo dia, mas este cresceu mais do que os outros. “Destaca-se claramente pelo seu tamanho e peso, impressionantes”, referiu José Cristão sublinhando que “nunca tinha visto nada assim”.

O caso do nabo gigante cometa-se em Freixo de Espada à Cinta e são muitos que acorrem ao campo para visitar a horta de José Cristão. “Já sou agricultor há muitos anos nunca me tinha sucedido uma destas. Eu só uso como fertilizante estrume de animais, porque mantenho uma horta em modo de produção biológico, e não tenho explicação para este nabo que cresceu tanto”, observou.

José Cristão ainda não ganhou coragem para arrancar o nabo da terra, não vá o vegetal estragar-se. “Nem sei o que fazer com ele. Talvez o deixe na terra até que acabe”, acrescentou.

Glória Lopes

Produtores pecuários de Bragança recebem reforço de apoio municipal de 128 mil euros

 A Câmara de Bragança vai reforçar a sanidade animal e apoiar diretamente o setor pecuário do concelho com 128 mil euros


Os protocolos de colaboração foram formalizados com o Agrupamento de Defesa Sanitária (ADS) de Bragança e com a Associação de Criadores de Gado e Agricultores (ACRIGA).

“Fizemos um protocolo que define um valor global para cada associação e nesse protocolo está o apoio em função do número de animais vacinados e, portanto, isso será gerido depois por cada uma das associações. Portanto, atribuímos apoio para 3.170 bovinos e para 33.650 pequenos ruminantes e, portanto, o apoio é em função destes animais”, explicou a autarca Isabel Ferreira.

A presidente da câmara explica que “foi na sequência da reunião que houve com estas associações em que foram identificadas essas necessidades de apoio”. Os protocolos vão assegurar o financiamento das intervenções de profilaxia médica e sanitária obrigatórias, integradas no Programa Nacional de Saúde Animal (PNSA), permitindo que o Município assuma a totalidade dos custos do primeiro controlo anual.

Segundo a autarquia, os criadores deixam de suportar encargos associados ao rastreio e controlo de doenças como a tuberculose bovina (teste da tuberculina), brucelose bovina (colheitas de sangue para rastreio), brucelose dos pequenos ruminantes (ovinos e caprinos), leucose enzoótica bovina e a vacinação contra clostridioses”.

Este investimento traduz-se num aumento de cerca de 30% face a 2025. A presidente da câmara de Bragança justifica o valor devido à importância do setor para o concelho. “Porque a parte agrícola, em toda a sua dimensão, incluindo a pecuária, é muito relevante no nosso concelho. E os agricultores enfrentam grandes desafios, assim como os produtores de raças animais, sobretudo numa época em que a prevenção é muito importante, nomeadamente, através da vacinação. E considerámos que devíamos alargar os apoios à vacinação para abranger também um maior número de efetivos, de animais”, concluiu.

Os protocolos alargam ainda certos critérios de elegibilidade. Se em 2025 o apoio incidia sobre bovinos com idade igual ou superior a 42 meses, este ano passa a abranger animais com idade igual ou superior a 42 dias.

Escrito por rádio Brigantia
Jornalista: Rita Teixeira

Novos instrumentos de socorro podem chegar a Portugal brevemente

 Prestar ou receber auxílio de qualquer pessoa na rua já é uma realidade em alguns países estrangeiros e poderá estar cada vez mais próxima de se tornar realidade em Portugal


Durante as comemorações dos 20 anos da VMER de Bragança, a médica interna de medicina intensiva da VMER da ULS do Nordeste, Carla Gomes, falou de alguns instrumentos que já estão a ser testadas no estrangeiro e que podem vir a transformar o socorro em Portugal. Na Dinamarca, por exemplo, o uso de drones permite fazer chegar desfibrilhadores à população com formação em suporte básico de vida. “O uso dos drones pode ter aqui dois componentes. Havendo uma paragem presenciada e uma pessoa com formação e suporte básico de vida, conseguimos colocar um desfibrilhador automático externo que aumenta muito a possibilidade de sobrevivência numa paragem cardiorrespiratória, se for indicado o seu uso ao local, ou seja, antes da chegada dos meios. Se conseguíssemos otimizar esta entrega a partir dos drones, conseguíamos muito melhorar a sobrevivência.”

Em Portugal ainda não existe, mas Carla Gomes acredita que a implementação poderá estar para breve. “Acho que não é uma coisa que possa estar assim tão longe, acho que é uma questão de pensarmos no assunto e de se operacionalizar, mas que depende muito dos centros responsáveis. Isto terá de ser uma decisão a nível nacional. No centro, nos CODU’s, terá de ser uma decisão institucional, portanto não é uma coisa que nos permita decidir de forma regional, mas penso que sim, estarão também à par da evolução daquilo que está a acontecer nos outros países em termos de evolução no pré-hospitalar.”

Ainda assim a médica destaca que o primeiro passo é formar a população para a prestação dos primeiros socorros e utilização do equipamento. Para já, esta tecnologia ainda não é uma realidade em Portugal, mas a nível de inovação e equipamentos de socorro, o país não fica muito atrás dos exemplos internacionais.

Escrito por rádio Brigantia
Jornalista: Cindy Tomé

Um ano de Mogadouro cidade: autarca faz balanço marcado por investimento público

 Passou um ano desde que a vila de Mogadouro foi elevada à categoria de cidade


Doze meses depois, o presidente da câmara municipal faz um balanço marcado por investimento público, novos equipamentos culturais e sinais de maior interesse pelo território por parte de investidores.

Segundo António Pimentel, o impacto da elevação a cidade foi imediato e tem contribuído para reforçar a visibilidade do concelho. “Para além do facto histórico que representa, temos vindo a assistir, sem dúvida nenhuma, a uma grande procura de Mogadouro para investir. O que quer dizer que resultou numa projeção de Mogadouro a nível nacional, com consequências efetivas para o território”, disse o autarca.

Um dos projetos em andamento é a instalação de um hotel no antigo edifício que alojou os serviços do Ministério da Agricultura e Pescas. Além disso, o autarca revelou que também o hotel de Castelo Branco foi recentemente negociado. “Havia também, como é sabido, interesse e foi negociado já o hotel de Castelo Branco por um investidor francês que naturalmente projeta também a conclusão da obra.”

A aposta no turismo surge como uma das áreas onde o interesse empresarial se tem manifestado com maior intensidade. Mas também têm existido contactos com investidores internacionais. “Têm havido contactos com investidores brasileiros que nos visitaram, nomeadamente um que estava interessado numa instalação de uma plataforma logística. Tivemos apenas uma pequena e uma primeira abordagem.”

O presidente destaca ainda projetos nas áreas social, desportiva e de apoio à população. Um dos exemplos é a ampliação da creche da Santa Casa da Misericórdia, para responder ao aumento do número de famílias jovens. “Podemos constatar pela primeira vez que apesar, por exemplo, de termos apoiado a ampliação da creche da Santa Casa da Misericórdia, temos hoje inúmeros pais que têm que levar as crianças para outros concelhos porque a resposta e o crescimento da população casais jovens foi bastante e como tal só agora iremos lançar, provavelmente ainda esta semana, a construção de uma creche municipal para dar resposta ao aumento da população juvenil.”

Para o autarca, o futuro do concelho dependerá sobretudo da capacidade de atrair empresas e criar emprego. “Só há uma maneira de trazer população para o território. É necessário que o Governo saiba dirigir os apoios para o interior, porque se houver apoios definidos para investir no interior, as empresas naturalmente vêm para o interior e no emprego, não há dúvidas, só as empresas é que verdadeiramente conseguirão fixar os nossos jovens. Não há outra maneira”, concluiu.

Ao longo deste primeiro ano enquanto cidade, o município também apostou no reforço da oferta cultural e na criação de novos equipamentos. Entre os projetos mais recentes está o Centro de Arte Contemporânea Manuel Barroco, inaugurado no final de fevereiro. No mesmo dia foi ainda lançada a primeira pedra do futuro Museu de Mogadouro.

Apesar dos desafios associados à interioridade e à evolução demográfica, António Pimentel considera que o primeiro ano como cidade deixa sinais encorajadores.

Escrito por rádio Brigantia
Jornalista: Carina Alves

VI Encontro Internacional de Rituais Ancestrais de Bemposta 👹

 - Começamos por apresentar um grupo, que faz a sua estreia em Bemposta

SOS MERDULES BEZZOS DE OTZANA  - (Sardenha, Itália)

 Este grupo representa uma das tradições mais marcantes do imaginário ritual da ilha da Sardenha. A sua presença está ligada às celebrações de Santo António Abade, realizadas a 16 de Janeiro, um momento profundamente simbólico que marca o início do ciclo do Carnaval tradicional em várias localidades Sardas.

 As suas figuras rituais impressionam pela força visual: máscaras expressivas, vestimentas de pele e elementos que evocam a relação ancestral entre o homem, o animal e a natureza. A performance recria um cenário quase primitivo, carregado de simbolismo, onde se misturam o caos, o instinto e a ordem.

 A estreia deste grupo em Bemposta promete trazer uma energia única ao encontro, reforçando a ligação entre diferentes culturas que mantêm vivos os rituais ancestrais da Europa 👹

Fim de semana de Páscoa é para vir a Águas Vivas!

Cabaz alimentar atinge o valor "mais elevado de sempre"

 Nunca esteve tão alto como agora o preço do cabaz alimentar de bens essenciais, monitorizado pela DECO PROteste. Esta semana, o cabaz atingiu o valor mais elevado desde que começou a ser analisado, em 2022


Segundo dados da DECO PROteste, o cabaz custa atualmente 254,12 euros, o que equivale a um aumento de 12,30 euros (5,09%) face à primeira semana de 2026 e a um aumento de 66,42 euros (35,39%) em comparação com o início da monitorização.

Entre 4 e 11 de março, os produtos que registaram os maiores aumentos percentuais foram o atum posta em óleo vegetal, cujo preço subiu 33%, seguido das salsichas frankfurt, com um aumento de 20%, e da massa em espirais, que ficou 12% mais cara.

Se a comparação for feita com os preços registados no início do ano, a curgete lidera a lista das maiores subidas, com um aumento de 38%. Seguem-se a dourada, com uma subida de 28%, e a couve-coração, cujo preço aumentou 27% desde a primeira semana de janeiro.

Num horizonte temporal mais alargado, desde 2022, o produto que mais encareceu foi a carne de novilho para cozer, com um aumento acumulado de 121%. Também a couve-coração registou uma subida significativa, de 87%, enquanto os ovos ficaram 84% mais caros ao longo dos últimos quatro anos.

Especialistas admitem que o preço dos alimentos possa continuar a subir ao longo de 2026. A atual instabilidade no Médio Oriente já provocou aumentos nos preços dos combustíveis e da energia, fatores que têm impacto direto nos custos de transporte e produção alimentar.

A escalada de preços nos alimentos começou a intensificar-se em 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia. A situação agravou-se devido às consequências económicas da pandemia de COVID-19 e à seca registada em Portugal nesse período.

Escrito por rádio Brigantia
Jornalista: Carina Alves

Câmara de Bragança apresenta queixa-crime após notícia sobre alegada ocultação de parecer da CCDR-N

 O que está em causa, na notícia divulgada por um órgão de comunicação regional, é que este parecer não terá sido apresentado na sua totalidade


A Câmara Municipal de Bragança apresentou queixa-crime ao Ministério Público, à Entidade Reguladora para a Comunicação Social, à Comissão da Carteira Profissional de Jornalista (CCPJ) e aos Sindicados dos Jornalistas, na sequência de uma notícia que alegava que a autarca Isabel Ferreira terá ocultado o verdadeiro parecer da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), sobre a nomeação dos dirigentes intermédios de 3.º grau da autarquia.

“Em primeiro lugar, não houve qualquer atuação ardilosa, nem qualquer comportamento de má-fé. Perante uma matéria administrativa, fez-se aquilo que se exige a quem governa: garantir que os serviços municipais funcionam, prestar um serviço cada vez melhor aos cidadãos e que as decisões tomadas respeitam o enquadramento legal”, começa por explicar a autarca, em comunicado, enviado às redações, esta manhã. Refere ainda que “por mais voltas que lhe queiram dar, a tese de ilegalidade que tem vindo a ser repetida no espaço público, não colhe.”

Na mesma nota também reforça que “o que está em causa não é um erro administrativo ou político. O que está em causa é a tentativa de transformar um procedimento administrativo, numa narrativa política de suspeição. E convém não confundir as duas coisas.”

Sobre a nomeação dos dirigentes intermédios de 3.º grau da Câmara, explica que “o objetivo destas nomeações, que reiteramos serem temporárias (e cujos concursos abrirão brevemente, conforme prevê a lei), foi o de garantir que o Município tem condições para trabalhar, que os serviços não ficam paralisados e que a administração municipal continua a responder às necessidades do concelho”, reforça.

Recorde-se que a reorganização dos serviços municipais foi aprovada por unanimidade em reunião de Câmara Municipal a 23 de dezembro de 2025. Quando seguiu para Assembleia Municipal para aprovação, a proposta acabou por não ser votada na Assembleia Municipal de Bragança, devido ao município ter recebido um parecer da CCDR-Norte que sustentava que não existia ilegalidade no regulamento atualmente em vigor. O que acabou na retirada do ponto na ordem de trabalhos. Agora, o que está em causa, na notícia divulgada por um órgão de comunicação regional, é que este parecer não terá sido apresentado na sua totalidade.

“Se a intenção deste conluio é provocar desgaste político que leve esta equipa a desistir, não o conseguirão. Não apenas por nós, mas sobretudo pelos trabalhadores do Município que diariamente se empenham e pelos milhares de pessoas que acreditaram (e continuam a acreditar) num novo futuro para Bragança”, concluiu a autarca.

Escrito por rádio Brigantia
Jornalista: Rita Teixeira

𝑩𝑹𝑨𝑮𝑨𝑵𝑪̧𝑨 𝑫𝑬𝑳𝑰𝑩𝑬𝑹𝑨 - 𝑃𝑟𝑖𝑛𝑐𝑖𝑝𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑒𝑙𝑖𝑏𝑒𝑟𝑎𝑐̧𝑜̃𝑒𝑠 𝑑𝑎 𝑅𝑒𝑢𝑛𝑖𝑎̃𝑜 𝑑𝑒 𝐶𝑎̂𝑚𝑎𝑟𝑎 – 13.03.2026

 As principais decisões que marcam a vida do concelho, apresentadas de forma simples.

𝐼𝑛𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎𝑐̧𝑎̃𝑜, 𝑟𝑖𝑔𝑜𝑟 𝑒 𝑝𝑟𝑜𝑥𝑖𝑚𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒.

quinta-feira, 12 de março de 2026

O Procurador-Geral da República, Amadeu Guerra, foi recebido ontem pela Presidente da Câmara Municipal de Bragança, Isabel Ferreira, pelo vice-presidente, Pedro Rego, pelos vereadores, Sandra Rodrigues e Ricardo Pinto, e pelo Coordenador-Adjunto do Centro Nacional de Inovação Jurídica, Hélder Semedo, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Bragança.

 A visita integrou a comitiva que se encontrava em Bragança a convite do Centro Nacional de Inovação Jurídica, da qual fizeram igualmente parte o Vice-Presidente do Conselho Superior da Magistratura, Luís Azevedo Mendes, e o Bastonário da Ordem dos Advogados, João Massano. 
Marcaram ainda presença membros dos órgãos de gestão da Comarca de Bragança e Procuradores da República, num encontro que reuniu diferentes entidades e instituições do sistema de justiça.

Democracia, Alternância e Responsabilidade


 Durante 28 anos, o município de Bragança foi governado por um partido, o PSD. Foram quase três décadas de liderança contínua, durante as quais esse partido conduziu os destinos do concelho conforme a sua visão, as suas capacidades e as circunstâncias de cada momento. Como acontece em muitos contextos onde o poder se prolonga por largos anos, foi-se criando uma cultura de influência e de presença dominante nas várias estruturas locais.

Ao longo desse período, muitas instituições, públicas, associativas e do setor social, foram sendo dirigidas por pessoas próximas daquele espaço político. Naturalmente, entre essas pessoas encontramos cidadãos sérios, competentes e dedicados ao bem comum. Seria injusto ignorar o contributo de tantos que, independentemente da sua filiação partidária, trabalharam com empenho pelas instituições e pela comunidade.

No entanto, também é verdade que a permanência prolongada no poder pode gerar hábitos difíceis de alterar, redes de confiança demasiado fechadas, lógicas de continuidade quase automática e, por vezes, uma sensação implícita de que o poder adquirido é permanente. A democracia, porém, vive precisamente da possibilidade de mudança.

Nas últimas eleições autárquicas, os cidadãos de Bragança decidiram exercer esse direito. Através do voto livre e democrático, confiaram a governação do concelho à Dra. Isabel Ferreira, candidata apoiada por outro partido, o PS, para um mandato de quatro anos. Essa escolha representou uma alternância política, mas também uma oportunidade para novas abordagens, novas prioridades e uma forma diferente de olhar para o futuro do município.

A alternância democrática é saudável e necessária. Contudo, nem sempre é facilmente aceite por quem esteve anos a fio em funções. Em alguns setores, sente-se ainda uma dificuldade em reconhecer plenamente o resultado eleitoral. Por vezes, o debate político tende a desviar-se do confronto de ideias e de projetos para um terreno menos construtivo, marcado por suspeições, insinuações ou disputas que pouco acrescentam ao desenvolvimento do concelho.

Numa democracia madura, a oposição tem um papel essencial. Questionar, fiscalizar e apresentar alternativas. Mas esse papel ganha força quando é exercido com elevação, respeito institucional e sentido de responsabilidade perante a comunidade.

Durante a campanha eleitoral, a atual Presidente da Câmara afirmou que pretendia ser presidente de todos os Bragançanos, independentemente das suas preferências políticas. Essa afirmação traduziu uma visão de governação assente na inclusão, no diálogo e no reconhecimento de que o município pertence a todos os cidadãos.

A prática política tem demonstrado a intenção de cumprir esse compromisso. Governar para todos implica ouvir diferentes sensibilidades, respeitar instituições e procurar construir pontes em vez de aprofundar divisões. Naturalmente, essa postura pode não corresponder às expectativas de quem encara a política sobretudo através de lógicas partidárias mais rígidas. Ainda assim, é precisamente esse espírito de abertura que fortalece a democracia local.

Num momento de mudança política, é importante que a comunidade saiba distinguir entre crítica legítima e mera tentativa de desgaste. O debate democrático deve existir, e é saudável que exista, mas deve centrar-se em ideias, propostas e projetos concretos para o futuro de Bragança.

Para quê alimentar polémicas ou conflitos estéreis? O essencial é permitir que quem foi democraticamente eleito possa desenvolver o seu trabalho e apresentar resultados. Só o tempo, a obra realizada e o impacto das decisões tomadas permitirão fazer uma avaliação justa e ponderada.

O caminho mais sensato, na minha opinião, é simples. Deixar governar, acompanhar com espírito crítico e, no momento próprio, avaliar em consciência. Os ressabiados não deram um minuto de “descanso” à novel Presidente e começaram mesmo antes da tomada de posse. Outros dão a sensação de quererem ser Presidente da Câmara à força. Para o serem, com legitimidade democrática, têm que se submeter a sufrágio.

Daqui a quatro anos, caberá novamente aos cidadãos decidir, através do voto, se o caminho seguido correspondeu às expectativas e às necessidades do concelho.

É essa a essência da democracia. O voto pode não garantir sempre a escolha perfeita, e por vezes nem a melhor, mas assegura algo fundamental, que o poder pertence ao povo e que nenhum poder é definitivo. A alternância democrática não é um problema, é uma garantia de liberdade, renovação e responsabilidade perante os cidadãos.

HM
Março de 2026

Exposição de Arte Sacra na igreja da antiga Sé

 A Paróquia de S. João Baptista, em Bragança, promove uma exposição de arte sacra intitulada "O Senhor dos Passos", que estará patente na igreja da antiga Sé entre os dias 14 de março e 17 de abril.
A inauguração está marcada para sábado, dia 14, às 17h00, antes da celebração da Eucaristia.

A mostra apresentará ao público algumas peças dos séculos XVII e XVIII, relacionadas com o tempo litúrgico da Quaresma e da Páscoa, bem como um conjunto de pinturas do artista plástico João Freire.

Aberta ao público de segunda-feira a sábado, das 10h00 às 13h00 e das 15h00 às 18h00, a exposição oferece também a oportunidade de visitar os jardins do claustro e o interior da emblemática antiga sacristia, recentemente objeto de uma renovação parcial.

A iniciativa conta com o apoio da União de Freguesias de Sé, Santa Maria e Meixedo, do Museu do Abade de Baçal, e do Secretariado diocesano das Comunicações Sociais.

𝗙𝗲𝗶𝗿𝗮 𝗠𝗲𝗱𝗶𝗲𝘃𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗧𝗼𝗿𝗿𝗲 𝗱𝗲 𝗠𝗼𝗻𝗰𝗼𝗿𝘃𝗼 - 17, 18 e 19 Abril - Torre de Moncorvo