Número total de visualizações do Blogue

Pesquisar neste blogue

Aderir a este Blogue

Sobre o Blogue

SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 20 de março de 2026

Com piscina infinita virada para a montanha, novo hotel em Trás-os-Montes já aceita reservas

 Em contagem decrescente, o Água Hotels Terra Fria, em Bragança, tem abertura agendada para dia 1 de abril e já aceita reservas. Construído em declive, o hotel destaca-se pela piscina infinita panorâmica.

O Água Hotels Terra Fria abre portas a 1 de abril

Implantado numa encosta de montanha a quase mil metros de altitude, o Água Hotels Terra Fria foi “concebido para se integrar na paisagem natural do nordeste transmontano”, descreve-se em comunicado. Construído em declive e rodeado por serras e vales, o projeto “procura estabelecer uma relação direta entre arquitetura, natureza e bem-estar, oferecendo um refúgio contemporâneo no coração de Trás-os-Montes”, anuncia o grupo Água Hotels.

Água Hotels Terra Fria: novo hotel em Trás-os-Montes

Com abertura agendada para dia 1 de abril, a nova unidade hoteleira, localizada na aldeia de Pinela, no concelho de Bragança, já aceita reservas (desde €124).

O empreendimento, com a classificação de 4 estrelas, ocupa um terreno com cerca de 15 hectares e dispõe de 84 quartos e suítes. Referência para a ala de quartos exclusivamente destinada a adultos, “pensada para quem procura tranquilidade e uma experiência mais reservada”.

Piscina interior do novo hotel Água Hotels Terra Fria, no concelho de Bragança

Entre os elementos mais distintivos do novo hotel, destaca-se a piscina infinita suspensa sobre a paisagem, “concebida como um verdadeiro miradouro sobre o território”. O Água Água Hotels Terra Fria (Estrada Municipal 537, Castelo de Pinela, Bragança. Tel. 282380226) conta ainda com spa, ginásio, restaurante, bar e enoteca. O projeto representou um investimento de cerca de 10 milhões de euros, com financiamento do COMPETE 2030.

O novo Água Hotels Terra Fria está localizado na aldeia de Pinela

O grupo Água Hotels explica ainda que o novo hotel “pretende ser uma porta de entrada para a descoberta de uma região que permanece ainda pouco conhecida para muitos viajantes”. Desta forma, aponta a pouca distância da unidade hoteleira de locais emblemáticos da região, como a Albufeira do Azibo, conhecida pela praia fluvial, e o Parque Natural de Montesinho.

A própria aldeia de Pinela, onde se insere o hotel, guarda “um curioso património histórico-natural, com destaque para o chamado Castelo de Pinela, uma imponente formação rochosa ligada à tradição local e sobre a qual persistem histórias e interpretações sobre a sua possível utilização no passado”. A partir da aldeia, desenvolve-se a Rota da Cerâmica, um percurso pedestre circular que percorre a paisagem envolvente e revela a antiga tradição oleira da região, combinando natureza, património e vistas sobre o território transmontano.

Água Hotels Terra Fria, no concelho de Bragança

“O Água Hotels Terra Fria nasce da convicção de que o interior tem um enorme potencial turístico. Queremos contribuir para valorizar Bragança e a região de Trás-os-Montes, oferecendo uma experiência ligada à natureza, à paisagem e à identidade deste território”, afirma Adriano Martins, da administração do grupo Água Hotels, fundado em 2008 e com 100% português. Atualmente, gere sete unidades hoteleiras, em vários pontos do país.

Novo projeto em Bragança vai aproveitar a bolota para criar subprodutos

 O MORE CoLAB - Laboratório Colaborativo Montanhas de Investigação, em Bragança, aproveitou o Dia Mundial da Árvore e a entrada da primavera para lançar o site do projeto "AcornSelectAI", que, através da utilização de inteligência artificial, pretende valorizar a bolota.


O projeto AcornSelectAi transforma a bolota num desafio científico e tecnológico, "criando um sistema inteligente e automatizado capaz de analisar, separar e selecionar miolos de alta qualidade com alta precisão, usando câmaras multiespectrais, algoritmos de aprendizagem profunda e automação industrial avançada", indica o laboratório.

Desta forma, chega-se a uma solução robusta, escalável e versátil, capaz de se adaptar a contexto industrial e a novos produtos, como a outros frutos secos.

Sempre com o foco na redução de desperdício, mais eficiência e produtos agroalimentares mais sustentáveis. "Este projeto representa uma oportunidade para valorizar a bolota enquanto recurso com elevado potencial, respondendo à ausência de soluções industriais estruturadas para o seu processamento. O AcornSelectAI permitirá desenvolver uma tecnologia de seleção eficiente e adaptada à escala industrial, garantindo qualidade, reduzindo desperdícios e abrindo caminho à valorização de subprodutos para diferentes aplicações", antecipa Pedro Babo, CEO da Landratech, parceiro do projeto.

O consórcio reúne especialistas em engenharia, ciência de dados, telecomunicações e indústria alimentar: HRV - Equipamentos de Processo, S.A., Landratech, o MORE, Telecomunicações e Universidade da Beira Interior.

Com um investimento superior a um milhão de euros, cofinanciado pelo COMPETE 2030 e Portugal 2030, o projeto quer mostrar como ciência e território podem caminhar lado a lado.

Nos próximos anos, o AcornSelectAi vai desenvolver sistemas de seleção ótica modular, treinar algoritmos com vastos conjuntos de dados multiespectrais e testar a tecnologia diretamente em linhas de produção. Cada bolota analisada será uma oportunidade de reduzir perdas, melhorar qualidade e criar novos produtos que respeitam o meio ambiente e valorizam o território.

Glória Lopes

Na Terra Fria Transmontana, a Primavera chega devagar e começa a pintar a paisagem.

 As amendoeiras abrem em flor, os rosmaninhos voltam a perfumar os caminhos, as estevas enchem os campos de branco e as giestas acendem focos amarelos nas encostas.
É o momento ideal para percorrer a Rota da Terra Fria Transmontana e descobrir a região em toda a sua amplitude, com tempo, luz e cor.

Podence: os caretos do Entrudo seguem incólumes à passagem do tempo

 Os caretos de Podence constituem uma marca diferenciadora do território de Trás-os-Montes e o Entrudo Chocalheiro atrai visitantes de todo o mundo. A tradição perde-se no tempo, mas esteve em vias de desaparecer devido à emigração e à guerra colonial.

SHUTTERSTOCK - Esta tradição foi consagrada pela UNESCO como Património Cultural Imaterial.

A Festa de Carnaval dos Caretos é realizada pela comunidade de Podence, pertencente ao município de Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança. É uma prática social relacionada com o fim do Inverno e o início da Primavera, cujas raízes se perdem no tempo. Entre o Domingo Gordo e a Terça-Feira de Carnaval, na aldeia mais colorida de Portugal, os caretos saem pelas ruas, em saltos e correrias.

São personagens com fatos preenchidos com franjas de lã colorida, máscaras de lata ou couro e chocalhos à cintura. O careto de Podence é conhecido pelo seu comportamento performativo, “as chocalhadas”, de que são alvo principal as mulheres, num acto simbólico que remete para uma origem remota e uma possível ligação a antigos rituais agrários e de fertilidade.

Hoje, estes mascarados, que visitam as casas de vizinhos e familiares (muitos dos quais emigrantes que regressam à terra) num ritual de convivialidade, constituem um momento essencial da vida dos descendentes de Podence, que regressam no Carnaval para dar continuidade à prática herdada de pais e avós.

A participação inicia-se na infância, quando as crianças começam a vestir fatos semelhantes aos dos caretos – facanitos – e a imitar o seu comportamento, cumprindo também elas um processo de iniciação e garantindo ao mesmo tempo a continuidade da tradição, criando uma vertente identitária profunda desta comunidade.

ANYFORMS - O traje típico do careto de Podence tem sido mantido incólume ao longo  de gerações. Rabo, carapuço, máscara de cabedal ou latão, bandoleira, campainha, chocalhos, colcha, vara, calças com franjas de lã e botas são elementos essenciais da tradição do Entrudo Chocalheiro. 

A Associação Grupo de Caretos de Podence tem tido um importante papel, garantindo a contínua viabilidade do Carnaval nas últimas quatro décadas e conduzindo o processo que levou ao reconhecimento do Carnaval de Podence-Festas de Inverno na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade no dia 12 de Dezembro de 2019.

Os caretos ganharam assim mais importância para a região transmontana, atraindo de ano para ano mais visitantes, com uma nova forma de olhar para a tradição de uma região em processo de despovoamento, mas que consegue mover milhares de pessoas quando, através do esforço e do empenho, alcança notoriedade internacional.

O impacte desta distinção na região foi notório e trouxe consigo uma valorização comercial dos produtos endógenos locais. Numa visita a Podence, é impossível resistir à castanha, aos cogumelos, aos mirtilos, aos morangos e às cerejas, assim como aos tão prestigiados grelos que deram nome ao afamado festival do grelo com a participação dos restaurantes locais, não esquecendo o butelo com casulas no pote ou o javali com castanhas para deleite de quem saboreia. Para adoçar o paladar, termine a refeição com uma bela fatia de pudim de castanha e licor de mirtilo.

Podence é uma experiência em curso em Trás-os-Montes que procura gerar um ciclo vicioso de comunhão de uma tradição antiga e ímpar com os valores das comunidades rurais. Mais dos que as máscaras e as danças, o Entrudo é a forma que Podence dispõe de se abrir ao futuro.

António Carneiro
Actualizado a 3 de março de 2025

Ramiro, de Miguel Torga

Despiste provoca dois feridos na Av. Sá Carneiro

 O despiste de um carro provocou esta sexta-feira ferimentos ligeiros num casal de septuagenários na Av. Sá Carneiro, em Bragança.


De acordo com o comandante dos Bombeiros voluntários, Carlos Martins, o casal acabou transportado ao hospital de Bragança.

No local, estiveram 8 bombeiros, apoiados por quatro viaturas, para além da PSP, que tomou conta da ocorrência.

AGR

FESTIVAL DE PERCURSOS PEDESTRES LEVA ANIMAÇÃO E HISTÓRIA A FREIXIEL

 A aldeia de Freixiel, no concelho de Vila Flor, prepara-se para receber, entre os dias 17 e 19 de abril, mais uma edição do Festival de Percursos Pedestres do Tua, uma iniciativa que convida os participantes a descobrir o território através da natureza, da história e da cultura.


Integrado no Parque Natural Regional do Vale do Tua, o evento apresenta um programa diversificado que inclui visitas interpretativas, recriações históricas, momentos de animação de rua e concertos, proporcionando uma experiência imersiva para públicos de todas as idades.

Um dos pontos altos desta edição será a evocação da passagem do Barão de Blatna, figura histórica que terá atravessado esta região em 1466. Os participantes serão desafiados a integrar simbolicamente a comitiva do nobre viajante, numa recriação que pretende dar vida ao passado e valorizar o património local.

O festival destaca ainda o percurso associado ao Caminho Português de Santiago de Leon de Rosmithal, reforçando a ligação da região às rotas históricas de peregrinação e promovendo o seu potencial turístico e cultural.

Com paisagens marcadas pela ruralidade e pela autenticidade do interior transmontano, Freixiel afirma-se, durante estes três dias, como um ponto de encontro para amantes de caminhadas, história e natureza.

A organização apela à inscrição antecipada, face à elevada procura esperada para o evento, que volta a posicionar o concelho de Vila Flor como um destino de referência no turismo de natureza.

Maria Inês Pereira
Foto: DR

PROJETO TRANSFRONTEIRIÇO QUER TRANSFORMAR O DOURO RURAL EM POLO DE INOVAÇÃO

 Miranda do Douro recebeu o lançamento do projeto “Raízes e Horizontes” (RootRural), uma iniciativa apoiada pelo programa Erasmus+ que pretende impulsionar o desenvolvimento dos territórios rurais ao longo do rio Douro, ligando Portugal e Espanha.


Promovido pela Rural Move, em parceria com a Asociación Tierras Sorianas del Cid, o projeto aposta na capacitação de comunidades locais, desde jovens a agentes comunitários, para fomentar empreendedorismo, inovação social e novas oportunidades económicas.

A iniciativa inclui formação em ferramentas digitais e inteligência artificial, sessões práticas de cocriação para resolver desafios locais e apoio personalizado para transformar ideias em projetos concretos. Está também prevista a participação em intercâmbios internacionais para os participantes com iniciativas de maior impacto.

Com foco em territórios como Miranda do Douro e Soria, o RootRural pretende contrariar a ideia de declínio das zonas rurais, promovendo-as como espaços de inovação e qualidade de vida. No final, será ainda criado um guia com boas práticas para replicar o modelo noutros contextos europeus.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

MUNÍCIPIO DE MOGADOURO PROMOVE CONTACTO DAS CRIANÇAS COM A ARTE E A CULTURA

 As crianças da Sala Verde do Jardim de Infância da Santa Casa da Misericórdia de Mogadouro realizaram uma visita ao Centro de Arte Contemporânea Manuel Barroco, numa iniciativa que teve como objetivo aproximar os mais novos do universo artístico e cultural.


Durante a visita, marcada por momentos de curiosidade, entusiasmo e interação, os alunos tiveram a oportunidade de explorar diferentes formas de expressão artística, colocando questões e desenvolvendo e novas perspectivas sobre o mundo que os rodeia.

A atividade insere-se numa estratégia de promoção de experiências culturais em idade precoce, reconhecida como fundamental para o desenvolvimento integral das crianças. O contacto com a arte contribui para estimular a criatividade, o pensamento crítico e o conhecimento do território.

Estas iniciativas assumem um papel relevante na formação de cidadãos mais conscientes, sensíveis e envolvidos com a comunidade, reforçando a importância da valorização da arte e da cultura como pilares essenciais do crescimento individual e coletivo.

Maria Inês Pereira
Foto:DR

Mercado dos Produtos da Terra regressa domingo ao Mercado Municipal de Macedo de Cavaleiros

 Este domingo, durante a manhã, decorre mais uma edição do Mercado dos Produtos da Terra, no primeiro piso do Mercado Municipal de Macedo de Cavaleiros.


A iniciativa é dedicada à promoção dos produtos locais e ao apoio aos produtores do concelho, no âmbito de uma estratégia de valorização da produção local.

A próxima edição está agendada para o dia 29 de março.

Maria João Canadas

Floração das amendoeiras e cerejeiras decorre com normalidade, embora produtores mantenham cautela

 A floração das amendoeiras na região de Trás-os-Montes está a decorrer dentro da normalidade e, em alguns casos, até com sinais mais positivos do que em anos anteriores.


Ainda assim, os produtores mantêm prudência quanto às previsões de colheita, sublinhando a influência determinante das condições meteorológicas nas próximas semanas.

Segundo o produtor Eduardo Costa Seixas, as amendoeiras apresentam-se “bastante adiantadas” e com uma floração de boa qualidade:

Apesar do cenário favorável, o produtor mantém cautela quanto à produção final:

Também o produtor Miguel Reis, de Corujas, confirma um cenário positivo, destacando as condições meteorológicas favoráveis à floração deste ano:

Já no caso das cerejeiras, Paulo Pires indica que a floração está agora a começar, com diferentes ritmos entre variedades:

Apesar de um inverno mais chuvoso, não há registo de danos nas culturas, podendo até haver benefícios ao nível da hidratação das árvores:

Ainda assim, os produtores alertam para a necessidade de vigilância face a possíveis pragas e às condições climatéricas, fatores decisivos para o sucesso da campanha agrícola.

Para já, o cenário é positivo, mas o desfecho da produção continua dependente do comportamento do tempo nas próximas semanas.

Foto: Luís Lopes
Jodie Pinto

Magos da Guitarra traz dose dupla de concertos a Macedo de Cavaleiros

 A magia das guitarras vai invadir o palco do Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros, hoje e sábado, com dois concertos integrados na 5.ª edição do Festival Internacional Magos da Guitarra, que desde 27 de fevereiro percorre o território de Trás-os-Montes e Alto Douro.


O público poderá surpreender-se com o Lika Trio, liderado por uma cantora e guitarrista natural do Cazaquistão, já conhecida do público do programa The Voice Portugal, como contextualiza Rui Fernandes, da produtora De Mi Para Si, responsável pela organização do festival:

O concerto de sábado estará a cargo do guitarrista polaco Janek Pentz, como adianta o programador:

Segundo Rui Fernandes, este é o maior festival dedicado à guitarra em Portugal, quer em termos quantitativos, com 16 concertos, quer pela abrangência territorial, uma vez que percorre 12 municípios transmontanos.

O responsável acredita que o festival representa um marco cultural, despertando a curiosidade do público e potenciando o seu enriquecimento cultural:

Este fim de semana, para além de Macedo de Cavaleiros, também Tabuaço e Alijó recebem atuações de Lika e Janek Pentz.

No próximo fim de semana, dias 27 e 28 de março, o festival marca presença em Lamego, Tabuaço e Vila Flor, com concertos de Angel Unzu e Mirta Álvarez.

A quinta edição do Festival Internacional Magos da Guitarra continua assim a percorrer o território de Trás-os-Montes e Alto Douro, afirmando-se como uma referência na descentralização da oferta cultural.

Maria João Canadas

Vilarinho de Agrochão, em Macedo de Cavaleiros, recebe a XXIV Feira do Folar

 A aldeia de Vilarinho de Agrochão, no concelho de Macedo de Cavaleiros, recebe, nos dias 21 e 22 de março de 2026, a XXIV Feira do Folar, um evento dedicado à tradição local e a uma das iguarias mais emblemáticas da região.


Para além do folar, a feira dará destaque a outros produtos regionais, como fumeiro, azeite, vinhos e doçaria tradicional, contando com a participação de mais de 25 expositores.

O presidente da Junta de Freguesia de Vilarinho de Agrochão, Patrick Machado, refere que o folar, produto caraterístico da época, é já uma marca distintiva do concelho:

A feira vai decorrer nos mesmos moldes das edições anteriores:

O programa inclui uma exposição de pintura da autoria de Jaime Teixeira, no Salão Multiusos e conta ainda ainda animação regional, com a presença de grupos e artistas que irão proporcionar momentos de convívio ao longo do fim de semana, com destaque para os Bombos “Toka a Bombar”, e ainda “Chama Musical” e “DJ Correya”.

O evento constitui uma oportunidade para os visitantes regressarem à aldeia, conhecerem e valorizarem a gastronomia e a tradição local, contribuindo para manter viva a identidade cultural de Vilarinho de Agrochão e da região.

Jodie Pinto

Cerca de 400 crianças ajudaram município a plantar 80 árvores

 Cerca de 400 crianças do quarto ano das diversas escolas de Bragança ajudam esta sexta-feira o Município a plantar 80 árvores no Santuário de S. Jorge, junto à aldeia de Vila Nova, numa atividade no âmbito do Dia Mundial da Árvore, que se assinala a 21 de março.


"O objetivo foi, também, dinamizar este espaço e torná-lo mais atrativo, com mais sombras", explicou a presidente do Município, Isabel Ferreira.

Ao longo de todo o dia, as crianças participam em diversas atividades e jogos, com a parceria do Centro Ciência Viva de Bragança e diversas outras entidades da região, como PSP, Bombeiros, GNR, ICNF ou escuteiros, que fazem demonstração de meios.

AGR

JOVENS DE TERRITÓRIOS RURAIS DESAFIADOS A PARTICIPAR EM SESSÃO ONLINE DE CIDADANIA ATIVA

 A Associação Transmontana Pelo Desenvolvimento, em colaboração com a EAPN Bragança, vai promover uma sessão participativa online dirigida a jovens com ligação a contextos rurais. A iniciativa pretende envolver participantes que tenham nascido, vivam, estudem ou trabalhem nestes territórios, bem como aqueles que, apesar de residirem noutros locais, mantenham raízes ou interesse no meio rural.


Sob o mote “O território é teu, a voz é tua”, o encontro tem como objetivo incentivar a participação cívica e o pensamento crítico entre os mais jovens, proporcionando um espaço de diálogo aberto sobre desafios e oportunidades nas regiões rurais. Entre os temas em destaque estarão a igualdade de género, a interculturalidade, a justiça social e climática e o desenvolvimento sustentável.

A iniciativa integra a programação da Semana da Interculturalidade da EAPN, um evento que promove a diversidade e a inclusão em diferentes territórios do país.

A sessão está agendada para o dia 11 de abril de 2026, às 17h, e decorrerá em formato online através da plataforma Google Meet. A participação é aberta aos interessados dentro do público-alvo definido pelas entidades organizadoras.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

Sendim: Podcast “You Quiero Ser Pauliteiro”

 O Grupo de Pauliteiros de Miranda-Sendim lançou o ‘podcast´ “You Quiero Ser Pauliteiro”, para divulgar a história desta tradição que tem como protagonistas as várias gerações de sendineses e sendinesas, que voluntariamente se dedicam à preservação da música e danças tradicionais da Terra de Miranda.
De acordo com o presidente da Associação de Pauliteiros de Sendim, Telmo Ramos, o ‘podcast´ abre uma janela para o universo pauliteiro, revelando histórias, bastidores, memórias e testemunhos de quem vive esta tradição, como os pauliteiros, pauliteiras, músicos, mestres, jovens da Escola do Pauliteiro, investigadores e artesãos.

«O podcast “You quiero ser pauliteiro” pretende ser um espaço onde se fala de identidade, comunidade, música, trajes, disciplina, orgulho e de tudo aquilo que não cabe apenas nos paus, mas na alma de quem os levanta”, explicou o dirigente associativo.

A primeira temporada do podcast apresenta 25 episódios, que são lançados aos Domingos, às 16:00.

O grupo de Pauliteiros de Miranda – Sendim já existe desde 1956, no entanto a associação só foi constituída a 21 de junho de 2007. Dois anos depois, a 13 de julho de 2009, no feriado de elevação de Sendim a vila, foi inaugurada a Casa de l’Pauliteiro.

As Danças Rituais dos Pauliteiros nas Festas Tradicionais da Terra de Miranda já fazem parte do Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.


Fontes: Lusa e HA

A Assembleia Municipal de Bragança promove o 𝗜 𝗙𝗼́𝗿𝘂𝗺 𝗱𝗼 𝗣𝗼𝗱𝗲𝗿 𝗟𝗼𝗰𝗮𝗹 – 𝟱𝟬 𝗔𝗻𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗖𝗼𝗻𝗾𝘂𝗶𝘀𝘁𝗮𝘀.

 Um momento de reflexão, debate e partilha sobre o papel do poder local, com a participação de diversos especialistas e representantes institucionais.

27 de março de 2026
14h00 – 18h00
Auditório Paulo Quintela

Junte-se a esta conversa sobre o presente e o futuro do poder local!

quinta-feira, 19 de março de 2026

🏃Tudo pronto para a 5.ª 𝒆𝒅𝒊𝒄̧𝒂̃𝒐 𝒅𝒂 𝑴𝒆𝒊𝒂 𝑴𝒂𝒓𝒂𝒕𝒐𝒏𝒂 𝒅𝒂𝒔 𝑪𝒂𝒏𝒕𝒂𝒓𝒊𝒏𝒉𝒂𝒔!

 Um evento que já se afirmou como uma referência no atletismo nacional e que promete transformar a região num palco de superação, desporto e dinamismo económico.

Domingo, 10 de maio de 2026

Inscrições AQUI.

Mais informações AQUI.

... de todos os pais

Por: Fernando Calado
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


 A felicidade é possível, meu pai, meu Serafim dos Anjos Calado.

Aqui estás tu com a tua neta, Ana Luísa. Tu, que não tinhas grande jeito para dar colo… quase tinhas medo da fragilidade das crianças… tu, que estavas habituado a vencer léguas na longa caminhada pelo mundo de Cristo. Mas aqui desenhaste o teu sorriso dos dias felizes… afinal, estava ali o teu futuro… a tua neta… filha do teu filho mais novo… nascido fora de tempo… já quase na tua velhice.

Obrigado por toda a tua paciência… pelas longas noites em que animavas o meu imaginário com contos de princesas, príncipes, cavalos voadores, nobres e vilões… por todas as vezes em que cantavas como quem reza… pela noite em que, no nosso Soto, te obriguei a abrir 14 pacotes de café até sair o brinde que eu queria… pelo dom da vida… pelo pão e mesa farta… por toda a força que nos deste… pela honestidade e bom nome… por todas as vezes em que voltaste a fumar quando tinhas um desgosto… pelo chocolate que sempre me trazias quando vinhas da feira de Bragança… pela coragem de criares seis filhos num tempo de fome e servidão…

Por tudo… e por todos… obrigado.

Um abraço, grande como a nossa horta…

meu pai… meu Serafim… meu menino!


Fernando Calado
nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança. 
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.

Os Bailes dos Anos 70 no Liceu Nacional de Bragança


 Há memórias que não envelhecem. Ficam guardadas num canto luminoso da alma, onde o tempo não ousa tocar. Os bailes dos anos 70 vivem nesse lugar. Eram rituais de passagem, pequenas eternidades dançadas sob luzes modestas, quando as havia, e sonhos imensos.

O salão do liceu transformava-se como por encanto. Durante o dia, era espaço de aulas, e futuros ainda por escrever. Mas, numa noite de baile, tornava-se território sagrado da juventude. As cadeiras encostadas às paredes, a bola de espelhos improvisada, as luzes coloridas a girar lentamente. Bastava isso. Não era preciso mais nada para que o mundo se tornasse mágico.

A música vinha dos gira-discos, os vinis rodavam com um ligeiro estalar que hoje soa quase como batimento cardíaco da memória. Quando começavam a tocar canções dos Bee Gees ou dos ABBA, o chão parecia vibrar sob os nossos pés. E quando surgia uma balada dos The Beatles, o mundo abrandava. As luzes tornavam-se mais suaves, os risos mais contidos, os olhares mais profundos.

Havia sempre aquele momento suspenso antes do convite para dançar. O rapaz ensaiava a coragem durante minutos que pareciam horas. A rapariga fingia distração, enquanto sentia o coração a bater no pescoço. Um simples “queres dançar?” podia carregar o peso de todos os medos e todas as esperanças. E quando a resposta era um tímido “sim”, abria-se um universo.

Dançava-se devagar, quase em silêncio. As mãos encontravam-se com uma delicadeza que hoje parece rara. Uma pousava hesitante na cintura, a outra encaixava-se na palma aberta como quem segura algo frágil e precioso. Havia uma distância respeitosa, mas também uma proximidade elétrica. Os passos da dança eram descobertos ali, no improviso, entre o nervosismo e o encantamento.

Os namoricos nasciam assim, entre uma música lenta e um sorriso roubado. Olhares que se cruzavam do outro lado do salão. Recados passados por amigos cúmplices. Passeios curtos até à porta da escola, prolongados só para adiar a despedida. Eram amores de intensidade pura, vividos com a urgência de quem sente tudo pela primeira vez.

E havia a roupa escolhida com cuidado quase cerimonial. As camisas mais coloridas, as calças à boca-de-sino bem passadas, os vestidos rodados que acompanhavam cada volta no salão. O espelho era testemunha de nervosismos e ensaios de confiança. Queríamos ser vistos. Queríamos ser lembrados.

Mas talvez o mais bonito desses bailes fosse a inocência. Acreditávamos que o futuro era vasto e brilhante, que a vida nos aguardava como uma estrada aberta sob o sol. Falava-se de profissões, de viagens, de mudar o mundo. Entre uma dança e outra, sonhava-se alto. Éramos ingénuos, sim, mas essa ingenuidade era força, era esperança intacta.

Os nossos bailes eram capítulos da nossa história. Havia o baile em que alguém ganhou coragem. O baile em que um coração se partiu pela primeira vez. O baile em que dois amigos se tornaram inseparáveis. Fotografias ligeiramente desfocadas guardam esses instantes, mas a verdadeira imagem permanece viva dentro de nós, mais nítida do que qualquer fotografia.

Antes da hora para mudar de dia, o Tango dos Barbudos e logo a seguir… a Valsa da Meia-noite. Era o sinal de que o sonho já estava a terminar…

Hoje, quando ouvimos uma dessas músicas antigas, tudo regressa. O cheiro do perfume adolescente, o som das gargalhadas no salão de festas, a sensação das mãos suadas e felizes. Por instantes, voltamos a ter dezassete anos. Voltamos a acreditar que basta uma música lenta para que o mundo pare e nos pertença.

Os salões mudaram. A tecnologia avançou. As festas tornaram-se maiores, mais ruidosas, talvez mais espetaculares. Mas aquela simplicidade dos anos 70 tinha algo que não se fabrica, autenticidade.

Ficam as saudades, não apenas de um tempo, mas de uma versão de nós mesmos. Lembro-me de mim, mesmo sem ser muito envergonhado, era um rapaz que quase tremia antes de convidar para dançar. Lembro-me daquela rapariga que sorria com o coração aos pulos. Lembro-me da certeza ingénua de que a vida era infinita e estava apenas a começar.

E talvez seja isso o que mais dói e mais aquece ao mesmo tempo. Saber que aqueles bailes eram a nossa juventude a dançar antes de aprender que o tempo também sabe despedir-se… e dói… continua a doer e não há remédio que cure…!

HM
Março de 2026