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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Estão abertas as candidaturas ao Programa de Incubação NORDESTE in!

 Se tem uma ideia inovadora ou um projeto em fase inicial com impacto no Nordeste Transmontano e Douro Superior, esta é a oportunidade para a desenvolver.
As equipas selecionadas terão acesso a sessões de capacitação, mentoria, bootcamps presenciais e acompanhamento especializado para transformar ideias em projetos sustentáveis e geradores de valor para a região.

Saiba mais sobre o programa, as condições de participação e candidate-se AQUI.

Presidente do Turismo do Porto e Norte salienta a importância de conservar edifícios emblemáticos e históricos para manter “a autenticidade”

 O presidente do Turismo do Porto e Norte (RTPN), Luís Pedro Martins, alerta para a importância de manter a traça em edifícios históricos e emblemáticos, como é o caso do que albergava o Café Chave D’Ouro, na Praça da Sé, em Bragança, que está em obras.


O imóvel que, antigamente serviu de sede ao Clube de Bragança, foi comprado e o novo proprietário avançou para a sua demolição, deixando apenas a fachada frontal e a que dá para a Rua dos Combatentes da Grande Guerra. “Em relação a esse projeto, em particular, o que eu espero é que seja mantido, de facto, aquele edifício que é histórico e faz parte da memória de várias gerações, a minha, do meu pai, avô e até do meu visavô. Tirar a essência destes lugares retira a nossa mais-valia, que é a autenticidade. Os edifícios históricos que se mantém ganham em relação aos outros. 

Estou curioso com o projeto, mas tenho expetativas, porque não é um edifício qualquer. Faz parte da vida de todas estas gerações que passam pela Praça da Sé”, afirmou Luís Pedro Martins.

Glória Lopes

Festas, Festividades e Eventos

A 𝐁𝐢𝐛𝐥𝐢𝐨𝐭𝐞𝐜𝐚 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥 𝐀. 𝐌. 𝐏𝐢𝐫𝐞𝐬 𝐂𝐚𝐛𝐫𝐚𝐥 acolhe, até ao próximo dia 𝟐𝟏 𝐝𝐞 𝐣𝐮𝐥𝐡𝐨, a 𝐞𝐱𝐩𝐨𝐬𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐦𝐮𝐥𝐭𝐢𝐥𝐢𝐧𝐠𝐮𝐞 𝐀𝐬 𝐀𝐯𝐞𝐧𝐭𝐮𝐫𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐏𝐢𝐧𝐨́𝐪𝐮𝐢𝐨, composta por 𝟒𝟎 𝐥𝐢𝐯𝐫𝐨𝐬, nas 𝟐𝟒 𝐥𝐢́𝐧𝐠𝐮𝐚𝐬 𝐨𝐟𝐢𝐜𝐢𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐚 𝐔𝐧𝐢𝐚̃𝐨 𝐄𝐮𝐫𝐨𝐩𝐞𝐢𝐚, cujo lema é “Unida na Diversidade”.

 Esta exposição itinerante, cedida 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐄𝐮𝐫𝐨𝐩𝐞 𝐃𝐢𝐫𝐞𝐜𝐭 𝐝𝐞 𝐁𝐫𝐚𝐠𝐚𝐧𝐜̧𝐚, começa em Macedo de Cavaleiros e vai percorrer todas as bibliotecas da Rede Intermunicipal das Bibliotecas das Terras de Trás-os-Montes.
As Aventuras de Pinóquio foram escritas pelo italiano 𝐂𝐚𝐫𝐥𝐨 𝐂𝐨𝐥𝐥𝐨𝐝𝐢, em Florença, no ano de 1881, e publicada dois anos mais tarde, com ilustrações de Enrico Mazzanti.

Ao longo dos anos, esta história deu origem a inúmeras adaptações, tanto na literatura como no cinema, em diversos países. A sua popularidade atravessou gerações e continua a encantar crianças e jovens, graças à riqueza da imaginação e às mensagens intemporais que transmite.

𝐔𝐦𝐚 𝐞𝐱𝐩𝐞𝐫𝐢𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐭𝐨𝐝𝐚 𝐚 𝐟𝐚𝐦𝐢́𝐥𝐢𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐯𝐢𝐝𝐚 𝐚 𝐫𝐞𝐝𝐞𝐬𝐜𝐨𝐛𝐫𝐢𝐫 𝐮𝐦 𝐝𝐨𝐬 𝐠𝐫𝐚𝐧𝐝𝐞𝐬 𝐜𝐥𝐚́𝐬𝐬𝐢𝐜𝐨𝐬 𝐝𝐚 𝐥𝐢𝐭𝐞𝐫𝐚𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐢𝐧𝐟𝐚𝐧𝐭𝐢𝐥.

Carta de um Transmontano para todo o Mundo


 Hoje quero escrever e falar ao mundo inteiro. Não é uma voz de protesto nem de nostalgia, é apenas uma voz de identidade, de reflexão e de esperança. Esta é a carta de um transmontano para o mundo global.

Quem nasce, ou cresce, aqui aprende cedo o valor do trabalho, da solidariedade e da terra. As pessoas conhecem-se pelo nome, ajudam-se nos momentos difíceis e partilham histórias que passam de geração em geração. No entanto, enquanto o mundo acelera com tecnologia, globalização e comunicação instantânea, muitos perguntam que lugar resta para regiões como a nossa?

O mundo global apresenta-se cheio de oportunidades. A internet liga pessoas de continentes diferentes em segundos, novas ideias circulam rapidamente e as culturas encontram-se de forma nunca antes vista. Para quem vive longe dos grandes centros urbanos, esta realidade pode parecer distante. Muitos jovens de Bragança partem para cidades maiores ou para outros países à procura de trabalho, estudos ou novas experiências. É uma viagem que mistura esperança e saudade.

Contudo, ser transmontano não é apenas viver num lugar isolado. É sobretudo carregar uma herança cultural rica, feita de tradições, gastronomia, festividades e uma ligação profunda à natureza. Aqui valorizam-se os produtos da terra e um ritmo de vida que permite olhar o horizonte com calma. Este modo de viver pode parecer simples, mas contém uma sabedoria que o mundo moderno e apressado muitas vezes esquece.

Ao mundo global, um transmontano poderia dizer. Não confundam desenvolvimento com esquecimento das raízes. O progresso não deve apagar identidades locais, mas sim fortalecê-las. As regiões possuem histórias únicas, saberes próprios e uma forma particular de ver a vida. Quando estas diferenças são preservadas, o mundo torna-se mais rico, mais diverso e mais humano.

Ao mesmo tempo, esta carta não é um pedido de reconhecimento. É mais uma mensagem de abertura. Bragança e Trás-os-Montes não querem ficar presos ao passado. Pelo contrário, desejam participar no futuro. Universidades, projetos culturais, turismo sustentável e inovação agrícola são exemplos de como uma região tradicional pode dialogar com o mundo moderno.

A globalização não significa uniformidade. Pode ser uma ligação entre lugares distantes, permitindo que pequenas regiões partilhem as suas histórias e aprendam com outras culturas. Um transmontano pode trabalhar online para empresas internacionais, estudar noutras cidades e ainda assim manter viva a ligação à sua terra. Hoje, a distância já não é uma barreira tão forte como foi no passado.

Talvez o grande desafio esteja em equilibrar estes dois mundos, o da tradição e o da mudança. Manter vivas as aldeias, preservar a paisagem e as tradições, enquanto se cria espaço para a inovação, a educação e oportunidades para as novas gerações. Se esse equilíbrio for alcançado, Bragança será um exemplo de como o local e o global podem coexistir.

Assim termina esta carta imaginária de um transmontano para o mundo global. Não é um adeus, mas um convite. Um convite para conhecer uma terra onde as pessoas ainda valorizam o tempo e a proximidade, e onde o futuro pode nascer sem esquecer o passado.

Sejam bem-vindos ao Distrito de Bragança.

Mesmo num mundo à distância de um clique, a identidade de cada lugar continua a ser aquilo que dá sentido ao caminho comum da humanidade.

HM
10 de Julho de 2026

Sr. Nazaré

𝑩𝑹𝑨𝑮𝑨𝑵𝑪̧𝑨 𝑫𝑬𝑳𝑰𝑩𝑬𝑹𝑨 - 𝑃𝑟𝑖𝑛𝑐𝑖𝑝𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑒𝑙𝑖𝑏𝑒𝑟𝑎𝑐̧𝑜̃𝑒𝑠 𝑑𝑎 𝑅𝑒𝑢𝑛𝑖𝑎̃𝑜 𝑑𝑒 𝐶𝑎̂𝑚𝑎𝑟𝑎 – 10.07.2026

VILA FLOR ABRE AS PORTAS À EXPOVILA 5.0

 A ExpoVila arrancou ontem, em Vila Flor, para quatro dias dedicados à promoção do concelho, reunindo produtores, empresas, gastronomia e animação. Nesta quinta edição, o azeite assume o papel de destaque, num certame que pretende valorizar a identidade local e dinamizar a economia da região, com um programa pensado para atrair visitantes de várias partes do país.

Jornalista: Vitória Botelho

Delegação da Liga Portuguesa Contra o Cancro organiza palestra sobre diagnóstico precoce esta sexta-feira

 Macedo de Cavaleiros acolhe, esta sexta-feira, uma palestra dedicada ao diagnóstico precoce do cancro oral e do cancro do pulmão. A sessão realiza-se às 21h00, no auditório do Mercado Municipal.


Este será um momento de partilha, esclarecimento e sensibilização, com enfoque nos principais fatores de risco, sinais de alerta, formas de prevenção e na importância do diagnóstico precoce, como explica António Machado, responsável pela delegação da Liga Portuguesa Contra o Cancro em Bragança:

A palestra vai contar com a presença de médicos especialistas e de renome internacional. Marcam presença Luís Gonzaga Frias, Margarida Gouveia, Sílvio Boraks, Fernanda Estevinho, João Leite-Moreira e Paulo Subtil.

Além desta palestra, o Centro de Saúde de Macedo de Cavaleiros acolhe, no sábado, entre as 9h00 e as 18h00, rastreios de diagnóstico do cancro da cavidade oral, como acrescenta António Machado:

A prevenção do cancro é o foco da delegação desde 2014:

Esta conferência é a terceira edição organizada pela Liga Portuguesa Contra o Cancro e pela Associação Portuguesa de Medicina Dentária Hospitalar, em parceria com a Unidade Local de Saúde do Nordeste e com o Município de Macedo de Cavaleiros.

Maria João Canadas

Praça das Eiras em Macedo de Cavaleiros recebe concerto de ópera e música clássica

 A Praça das Eiras recebe, no sábado, pelas 21h30, um concerto de ópera e música clássica, integrado na iniciativa “Ópera na Academia e na Cidade”.


O espetáculo, subordinado ao tema “Da Nobreza à Vilanagem: 6 Retratos Operáticos”, será interpretado pela Orquestra da Ópera na Academia e na Cidade, sob direção musical de José Ferreira Lobo, e contará com a participação do baixo-barítono Rui Silva.

A iniciativa pretende aproximar o público da ópera e da música clássica, através de um concerto ao ar livre.

Jodie Pinto

Antiga escola de Tó renasce como alojamento turístico em Mogadouro

 Foi inaugurada a obra de refuncionalização da antiga escola de Tó, em Mogadouro.


O investimento desenvolvido pelo município, ultrapassa o milhão de euros e é cofinanciado em 603 mil euros pela União Europeia.

Segundo explica o presidente da Câmara de Mogadouro, António Pimentel, a refuncionalização da escola permitiu transformar o espaço em alojamento local.

“Isto faz parte de um primeiro lote de escolas que concursámos há menos de um ano e que estão todas elas, neste momento, em fase de conclusão. Esta está concluída e por isso procedemos à inauguração. Portanto, representa um equipamento ao qual foi um equipamento muito útil porque são dois T2, podendo até ser um T3, dado que ainda tem compartimento pode ser usado como escritório ou como beliche, e está munida também de um parque infantil e de uma piscina para quem aqui quiser vir passar uns dias de descanso”

Segundo o município esta valencia tem como objetivo impulsionar o turismo no concelho, bem como a economia local.

Esta unidade é a primeira de um lote de quatro. As restantes já estão em fase de conclusão e estarão brevemente prontas a serem inauguradas, adiantou o autarca.

“Dentro de pouco tempo procederemos à inauguração das restantes 4 que estão em conclusão. Esta é a primeira. O investimento desta unidade anda à volta dos 160 a 180 mil euros”

A inauguração desta nova valência na aldeia de Tó decorreu durante a visita do ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, à Região, no passado dia 6.

Ao todo, o município de Mogadouro, quer recuperar 50 imóveis para fins turísticos, 11 dos quais antigas escolas do concelho.

Segurança, aprendizagem e diversão marcaram o Open Day da GNR em Bragança

 O Comando Territorial de Bragança da GNR voltou, ontem, a abrir as portas a centenas de crianças de vários pontos do distrito.


A ideia do Open Day da GNR é simples: dar a conhecer os militares, a força de segurança e as valências disponíveis para ajudar a sociedade.

Conhecer e perceber algumas regras e sinais de trânsito foi uma das atividades que mais agradou às crianças.

“Aprendi as regras sobre como nos orientarmos no trânsito.”, disse uma das crianças presentes explicando a importância de ter conhecimento dos cuidados a ter para “não ter acidentes”.

Outra das crianças presentes no evento da GNR explicou o que fez ao longo da manhã.

“Já estivemos nos carrinhos, já fomos um bocadinho aos insufláveis.” questionada se acredita que é importante ir até ao comando territorial da GNR, a resposta foi afirmativa. “Acho porque algum dia podemos precisar.”


Segundo o major Hernâni Martins, responsável das relações públicas da GNR de Bragança, outro dos grandes objetivos é desmistificar algumas ideias junto dos mais pequenos e dar-lhes a conhecer uma possível profissão para o futuro.

“O objetivo é trazer as crianças à nossa instituição, e não irmos sempre nós às escolas sensibilizar, falar sobre as questões. É trazê-los cá, mostrar-lhes um pouco aquilo que fazemos com alguma diversão. O objetivo no  fundo é também apoiar e ajudar aqui a criar uma semente no sentido de, no futuro, termos militares da Guarda e proporcionar um dia diferente. Não querendo fazer um juízo em causa própria, posso dizer que as crianças adoram. Nós vamos às escolas ao longo das semanas, passam o ano todo a perguntar quando é que é o Open Day da GNR”, disse.

O Open Day da GNR de Bragança acontece desde 2017 e este ano reuniu mais de 2300 crianças, ao longo de todo o dia.

ExpoVila 5.0 arranca com o azeite da região como protagonista

 Começou ontem e acaba domingo, em Vila Flor, a quinta edição da ExpoVila.


Este ano, o certame é dedicado ao azeite e conta com uma Praça do Azeite e um passaporte criado para incentivar a prova do produto.

A aposta do município deixou satisfeitos os produtores da região.

“É muito positivo, porque é uma maneira de mostrarmos às pessoas que não são de Vila Flor todos os produtos de azeite que há”, disse Isabel Roios.

Também João Gonçalves acredita que a aposta no azeite deveria ser feitas com maior frequencia e vai mais longe. “A nossa zona tem uma grande fatia que que é o  azeite e acho que era muito importante fazermos como fazem no Douro, com as vinhas fazermos cá com os olivais, que também é uma tradição muito bonita e espetacular.”

Cátia Afonso da Oliv8 destacou que a região tem uma grande diversidade de produtos que podiam ser enaltecidos pelo município. Mas sendo “a essencia do azeite” o lema para este ano diz estar “feliz” e que o Oliv8 está, mais um ano presente na ExpoVila.

Quantos às expectativas para o fim de semana, a resposta é consencual.

“Sendo este ano dedicado ao azeite, espero que venha mais gente ver os nossos stands e acho que vai ser um bom fim de semana”, afirmou Isabel Roios.

“Esperemos que sim, que sejam boas. O tempo ajuda, que está muito quente. Venham a Vila Flor!”, frisou Christophe Monteiro expositor de produtos típicos da região, como a amêndoa e os mirtilios.

Durante quatro dias, a ExpoVila promete provas, showcookings, conferências e até uma mascote inspirada na azeitona.

O presidente da Câmara de Vila Flor, Pedro Lima, diz que chegou a vez de o azeite ganhar destaque como produto turístico e identitário do concelho.

“Penso que a temática vai depender muito do resultado e da afirmação deste ano. “A essência do azeite” faz sentido porque vamos falar sobre turismo, vamos falar sobre ambiente, conservação e sobre também saúde e bem-estar. Portanto, é trazer o azeite para cima da mesa,  na vertente de podermos usar o azeite como todos sabemos, como fator de bem viver, mas também como fator de desenvolvimento económico, nomeadamente no turismo oleíco. Porque o Enoturismo afirmou-se, agora talvez seja a vez do azeite”, frisou.


Mais “coragem” e mais “autonomia” o apelo autárquico de Pedro Lima

Pedro Lima, aproveitou a presença de membros do Governo para pedir “coragem” e mais autonomia para os municípios. O autarca defendeu que as autarquias devem ter mais capacidade para concretizar investimentos nos seus territórios e apelou a uma maior valorização dos recursos endógenos das regiões do interior.

“eu não peço aquilo que não estou disposto a dar. Eu estou disposto a trabalhar, estou disposto a conseguir concretizar no território, nesta autarquia, mas acho que todas as autarquias também estão dispostas a fazer isso, a serem o braço no território para um desenvolvimento territorial integrado, para realmente aproveitarmos os recursos endógenos.”

O autarca defendeu também uma maior valorização dos territórios do interior e dos recursos gerados localmente.

“Eu vou sempre dizer o seguinte, nós somos contribuintes líquidos do país, de Portugal, sempre o fizemos e por vezes pensamos que temos que estender a mão para ter uma estrada, para ter uma escola, para ter uma creche, para ter um investimento fundamental para a qualidade de vida aqui. Não é justo. É justo que a fixação desses recursos endógenos seja feita por este e pelos futuros governos.”

Pedro Lima pediu ainda “coragem” aos governantes para “definir, de uma vez por todas, se vamos continuar na lógica de distritos e comunidades intermunicipais ou se vamos ter uma lógica territorial integrada para Portugal.”

Em resposta às declarações do presidente da Câmara, o secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, presente na inauguração do certame, considerou que a reflexão feita pelo autarca merece atenção e destacou a importância do reforço da autonomia municipal.

O secretário de Estado da Proteção Civil sublinhou também a importância da prevenção e da transferência de competências para os municípios.

“Eu diria que aquilo que tem vindo a ser feito, da transferência de competências para os municípios, para as autarquias, é fundamental. Eu dou o exemplo da minha área, a Proteção Civil, é fundamental que nós tinhamos, cada vez mais, capacitação nos serviços municipais de proteção civil e é isso que vamos fazer com aquilo que vai ser a nova lei orgânica da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.”

O governante disse ainda compreender a posição do autarca, e admitiu, contudo, que a atual conjuntura política condiciona a rapidez de algumas decisões.

“É uma contingência deste governo que tem tido algumas dificuldades, porque sendo um governo em que não tem uma maioria parlamentar, em muitas circunstâncias também está limitado naquilo que é a sua vontade de fazer acontecer coisas mais rapidamente. Mas isso é a democracia a funcionar e portanto o desafio também do governo é conseguir encontrar as melhores soluções no menor curso de espaço-tempo”, concluiu o governante.

A ExpoVila 5.0 conta com 150 expositores, dos quais 20 são produtores de azeite da região.

O investimento ronda os 400 mil euros.

Além das iniciativas culturais e gastronómicas, o certame tem também concertos de artistas como Bispo, Bárbara Bandeira e Carminho.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

🎶 O 2.º dia do Festival D’Onor promete ser inesquecível!

 Desliza o carrossel e conhece as bandas que vão dar música ao dia 18 de julho🎸
Marca quem vai contigo e vem viver um festival que vai ficar na memória!

El segundo día del Festival D’Onor promete ser inolvidable!
Desliza el carrusel y descubre las bandas que actuarán el 18 de julio🎸

Etiqueta a quien vendrá contigo y disfruta de un festival que recordarás para siempre.

Gaitas de foles, casas com comes e bebes e ronda de adegas animam aldeia com 30 habitantes em Trás-os-Montes

 Metade portuguesa, metade espanhola, a aldeia de Rio de Onor, em Bragança, com apenas 30 habitantes abre as portas de casas e adegas durante o Festival D'Onor, que decorre entre 17 e 19 de julho.

O Festival D'Onor regressa entre 17 e 19 de julho a Rio de Onor, aldeia metade portuguesa, metade espanhola, promovendo o envolvimento das comunidades, tradições e cultura dos dois lados da fronteira, revelou a organização à agência Lusa.

A pequena aldeia do concelho de Bragança, que durante o ano tem cerca de 30 habitantes, transforma-se durante estes dias, com o regresso dos filhos da terra, que abrem as portas das casas, na tradicional ronda das adegas, uma das grandes atrações do festival, que acontece sempre ao sábado.

"É uma das coisas que não tem descrição. Eu que já passei bastantes rondas das adegas, o formato é sempre o mesmo, o que conta depois é o coração das pessoas, o bem receber que aqui temos, marca a diferença completamente. Entra aqui numa adega e sente-se em casa. É algo que não se explica, sem ser vivenciado", realçou Rúben Monteiro, presidente da Montes de Festa - Associação.

Nesta que é a oitava edição da iniciativa, deverão estar abertas 20 adegas, cinco das quais no lado espanhol da aldeia, em Rio de Honor, que também está "completamente envolvida" no festival.

Com "muita música à mistura", gaitas de foles e pequenos concertos ao longo da aldeia, os visitantes andam de casa em casa, onde lhes é dado de beber e de comer.

Uma aldeia em harmonia

Este ano haverá uma novidade. "Este ano tem a particularidade que vai terminar com um concerto em Rio de Honor espanhol", adiantou à Lusa Rúben Monteiro.

À noite haverá os habituais concertos, com música tradicional da gaita-de-foles, música mais contemporânea e uma mistura de música eletrónica com tradicional. Edmundo Inácio, Kumpania Algazarra e Dj Omiri são são cabeças de cartaz.

Em 2025, durante os três dias do festival, passaram por Rio de Onor cerca de oito mil visitantes, sendo que só no sábado, o dia mais concorrido devido à ronda das adegas, contabilizou seis mil pessoas. "A estrutura do festival já é difícil de caber nela própria, ou seja, na aldeia", admite a organização.

Rio de OnorCM Bragança

Rio de Onor caracteriza-se, não só, por ser uma aldeia transfronteiriça, mas pela sua beleza natural, numa harmonia entre o rio e a floresta, em pleno Parque Natural de Montesinho. Muitos visitantes acampam nestes dias.

Segundo Rúben Monteiro, neste momento, o parque de campismo já tem reservas de campistas de Madrid, do Porto, de Zamora, de Sanabria.

Festival D'Onor representa um investimento de 30 mil euros, o maior de sempre, com o apoio de diversas entidades, mas segundo a associação Montes de Festa "o maior apoio para isto acontecer é a comunidade local em si".

"Isto não acontece pelo apoio monetário, acontece pela envolvência das comunidades, sem isso não seria possível", rematou Rúben Monteiro.

"Mirandela bate forte”

 Chama-se "Mirandela bate forte”, a campanha que a Associação Comercial e Industrial de Mirandela (ACIM) está a promover, convidado o comércio tradicional “a fazer ecoar o bater dos seus negócios em sintonia com a Noite dos Bombos”, explica a ACIM, numa nota enviada às redações.


Trata-se de um desafio lançado aos lojistas e empresários locais para que “decorem as suas montras e coloquem os seus bombos até ao dia 15 de julho”, no âmbito das emblemáticas Festas da Cidade e da icónica "Noite dos Bombos". A ideia  é que se “transformem em agentes ativos da maior celebração da identidade mirandelense”, acrescenta a nota.

A grande meta desta campanha é fazer com que “o pulsar e o bater do comércio local façam um eco vibrante por toda a cidade, fundindo-se de forma perfeita com a energia contagiante e histórica dos bombos que marcam as festividades”, pode ler-se.

A iniciativa pretende ainda “transformar as principais artérias comerciais de Mirandela num autêntico roteiro visual e cultural. Ao vestir as montras com as cores e os símbolos da tradição, o comércio de proximidade não só embeleza o espaço público, como também se posiciona como um pilar essencial na receção aos milhares de visitantes e emigrantes que visitam o concelho nesta época”. 

A nota é assinada pelo presidente da direção da ACIM. “Queremos que a força do nosso comércio tradicional se faça ouvir tão alto e com o mesmo impacto que os nossos bombos”, salienta Filipe Carvalho.

Com a data limite fixada para o meio do mês (15 de julho), a contagem decrescente começou “para que as ruas de Mirandela se encham de cor, música, orgulho e muito dinamismo comercial”, conclui a ACIM. 

Artigo escrito por Fernando Pires (jornalista)

Vitorino Miranda

Onde Tudo Começou

Por: Manuel Amaro Mendonça
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")

Nota Editorial: Este texto é uma obra de ficção. Embora possa incluir referências a eventos históricos e figuras reais, a história, os diálogos e as interpretações são fruto da imaginação do autor. Qualquer semelhança com pessoas, vivas ou mortas, é mera coincidência.

Embora ninguém possa voltar
 atrás e fazer um novo começo,
 qualquer um pode começar agora
 e fazer um novo fim.

Atribuída a James R. Sherman, Rejection
(tradução livre)


João tinha os olhos fitos no horizonte. A imensidão azul do mar estendia-se a perder de vista, até ao local onde o sol começava agora a querer esconder-se.

Aos pés dele, um pequeno murete separava-o da falésia e de uma queda fatal até às rochas batidas pelas águas muitos metros abaixo.

Uma aragem fria de fim de estação fazia-se sentir, lembrando que os dias de calor tinham terminado. A pele morena dos braços descobertos arrepiou-se.

O corpo seco e musculoso era rotina, repetição, castigo. Corridas ao amanhecer, ginásio depois do emprego, quilómetros de mar, sempre sozinho, sempre mais um pouco. Ninguém acreditava que já passara os quarenta anos.

— Tinha de a trazer aqui. — Disse bruscamente, para ninguém em especial.

— Achas que vai resolver? — Perguntou uma voz sussurrante.

O marulhar contínuo das ondas chegava ao alto da falésia inundando o ar.

— Foi aqui que tudo começou… — continuou ele —… tinha de tentar fazê-la mudar de ideias, no sítio que ela mais gostava.

— Não disseste que já tentaste de tudo? — Insistiu a voz. — Porquê sofrer mais? Vale a pena insistir mais uma vez?

Uma gaivota cruzou a sua linha de visão e manifestou-se ruidosamente.

— Sim! —Acenou a cabeça esboçando um sorriso. — Tudo pode voltar a ser como antes.

— Dizias que estavas farto dela. — Acusou a voz. — Que querias deixá-la e ser novamente livre. Ir para o surf quando quisesses, para os jantares dos amigos… para a cama com quem quiseres…

— É verdade. — O rosto dele alterou-se, as sobrancelhas caídas e a boca contorceu-se. — Por vezes fico farto dela, mas… é a mulher da minha vida.

— Não era melhor cada um seguir o seu caminho? — Havia um tom de escarninho na voz. — Vais humilhar-te… outra vez? Deixa-a ir!

— Não! — Ele olhou para o lado, onde não havia ninguém, com as narinas dilatadas e os olhos arregalados. — Não há-de ir a lado nenhum!

— Estás a falar sozinho? — Uma voz feminina e divertida interrompeu, enquanto um rosto arredondado, de cabelos castanhos curtos, entrava no seu campo de visão. Um ósculo rápido estalou-lhe no rosto.

Ele estremeceu e olhou-a como se acabasse de acordar.

— Então? Que aconteceu? — Insistiu a mulher. — Estavas a dormir em pé? — O sorriso espelhava-se na sua voz.

— Não, claro que não. — Ele cortou o assunto com um gesto brusco da mão. — Estava a pensar.

— Alô, alô! — O seu riso musical envolvia-se naquela voz que ele tão bem conhecia. — Sou eu, Sílvia, lembras-te?

— Pára com isso! — Ela não conseguira arrancar-lhe o sorriso e ele tornou a voltar-lhe as costas, enfrentando o vazio.

— Pronto, está bem, senhor muito sério. — Sílvia fez beicinho, fingindo-se ofendida. — Diz-me lá do que queres falar. Porque me fizeste vir até este sítio de que eu tanto gosto?

— Explica-lhe. — Comandou a voz. — Arrisca, agora é tarde para voltar atrás.

João olhou-a nos olhos. Ficou paralisado por segundos, antes de desviar o olhar e a sua respiração começar a acelerar.

— Que se passa meu querido? — Ela, agora repentinamente séria, procurou recolocar-se na sua linha de visão.

— Pensei muito no que temos falado. — Ele desviou o olhar novamente, cerrando os punhos.

— Quando? De quê? — Sílvia parecia confusa.

— No outro dia! A oitava vez que estivemos a falar no pátio, à noite. — O olhar de João estava agora fixo na moto que a trouxera até ali, estacionada ao lado da dele. — Quando disseste que me ias deixar! — Tinha os dentes cerrados.

— Oitava vez? Deixar-te?  — Os olhos que pareciam sorrir sempre, deixaram de o fazer. — Que queres dizer? Não vou embora para o outro lado do mundo. Vou apenas casar com o Pedro, vou ficar pela cidade à mesma, não vamos mudar-nos. Não sei mesmo do que estás a falar…

— Vês? — A voz sussurante retornava. — Eu disse-te que era inútil e que ela iria fazer-se desentendida, estás a perder o teu tempo. Obriga-a a ouvir!

João enfrentou-a, os olhos faiscantes e os dentes rangendo: — Sim, deixar-me. Que te parece que vais fazer, ao trocar-me por ele? — Enclavinhou as mãos uma na outra.

Sílvia puxou a cabeça atrás, com os olhos muito abertos e a boca entreaberta, numa resposta que não saía.

— Foi por isso que te pedi que viesses aqui. — Confessou ele, abrindo os braços de simplicidade. — Ao lugar onde nos conhecemos e de que tanto gostamos. Onde tudo começou há vinte e cinco meses.

— Oh, meu querido. — Ela olhava alternadamente para ele e para o chão. Lágrimas irromperam dos seus olhos. — Mas nunca houve nada entre nós! Nessa noite apaixonei-me, sim, pelo teu irmão Pedro! Tu sabes isso! Desculpa se alguma vez eu… te dei a entender algo que…

— Típico, típico… manda-a embora. — Censurou a voz sussurrante.

— Cala-te! — Gritou-lhe João bruscamente.

Sílvia deu dois passos atrás, engolindo em seco, silenciada a meio de uma frase.

João atirou um gesto com a mão por cima da cabeça e aproximou-se ainda mais do murete que o separava do abismo.

— Estás a assustar-me. — Confessou ela quase sem voz. — Sabes que sempre gostei muito de ti, sempre fomos muito amigos e por vezes confidentes. — Deu um passo hesitante na direção dele. — Mas nunca mais do que isso. O Pedro sempre foi o meu amor, tu sabes isso tudo, ouviste as minhas inseguranças. Abri-te a minha alma tantas vezes…

— Esquece-a! Manda-a embora! — A voz sussurante martelava sem dó. — Ela serviu-se de ti. Limpou em ti as lágrimas, os medos e as dúvidas… agora deita-te fora.

Perante o silêncio dele, Sílvia aproximou-se mais uns passos e pousou-lhe suavemente a mão nas costas: — João…

Ele voltou-se subitamente para ela, o rosto empedernido e o olhar gélido. Agarrou-lhe a mão.

— Ela não presta! — A voz sussurante continuava. — Deixa-a ir.

— Está bem. — As palavras de João contrariavam o punho de ferro que apertava o pulso da mulher que se contorcia.

— João, pára! Estás a magoar-me. Por favor. — Implorou ela. — Estás a assustar-me.

— Deixa-a ir! — Ordenou a voz. — Ela não precisa de ti e tu também não precisas dela.

Ele olhou o chão de terra amarela, sem lhe soltar o braço e depois olhou o céu, antes de repetir: — Está bem. — Acenou vigorosamente a cabeça de forma positiva. Olhou-a nos olhos e rangeu audivelmente os dentes. — Vou deixar-te ir. Não estás presa a mim, nem eu a ti.

Num gesto brusco, puxou-a para si e empurrou-a para o vazio.


Manuel Amaro Mendonça
é licenciado em Engenharia de Sistemas Multimédia pelo ISLA de Gaia. Nasceu em janeiro de 1965, em Portugal, na cidade de São Mamede de Infesta, no concelho de Matosinhos; a Terra de Horizonte e Mar.
Foi premiado em quatro concursos de escrita e os seus textos foram selecionados para mais de duas dezenas de antologias de contos, de diversas editoras e é membro fundador do grupo Pentautores (como o seu nome indica, trata-se de um grupo de cinco autores) que conta já com cinco volumes de contos publicados.
É autor dos livros "Terras de Xisto e Outras Histórias" (2015), "Lágrimas no Rio" (2016), "Daqueles Além Marão" (2017), “Entre o Preto e o Branco” (2020), “A Caixa do Mal” (2022), “Na Sombra da Mentira” (2022) e “Depois das Velas se Apagarem” (2024), todos editados e distribuídos pela Amazon.
Colabora nos blogues “Memórias e Outras Coisas… Bragança” https://5l-henrique.blogspot.com/, “Revista SAMIZDAT” http://www.revistasamizdat.com/, “Correio do Porto” https://www.correiodoporto.pt/ e “Pentautores” https://pentautores.blogspot.com/
Outros trabalhos estão em projeto, mantenha-se atento às novidades em http://myblog.debaixodosceus.pt/, onde poderá ler alguns dos seus trabalhos, ou visite a página de autor em https://www.debaixodosceus.pt/ 

Mateus 25

Por: José Mário Leite
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


 Muitos dos políticos contemporâneos, alguns bens conhecidos da nossa praça pretendem fazer-nos crer que a ideologia com que nos querem convencer pela suposta bondade dos seus objetivos se baseia na doutrina social da igreja e, com isso, embrulham uma catrefada de lugares comuns, meia-dúzia de frases feitas, um razoável reportório de slogans contra supostos poderosos corruptos e um infindável rosário de insultos sobre os pobres, miseráveis, indefesos, desvalidos e vulneráveis. Há até dirigentes que, em dias de eleição, fazem saber que, antes de se encontrar com jornalistas, apoiantes e demais curiosos ou interessados têm, por obrigação de ofício, de assistir à missa vespertina e só à saída poderão pronunciar-se sobre qualquer escrutínio, entretanto fechado. Sem exceção saem do templo, com uma fingida aura de pretensa santidade, a debitar percentagens de participação e projeções de resultados levantando sérias dúvidas sobre o conteúdo da prédica dominical.

Recentemente, num programa televisivo, um senador americano, democrata ligado a um ramo do catolicismo, confrontado com atitudes de colegas seus, republicanos, igualmente demagógicos, supostos seguidores dos ensinamentos bíblicos e que, por tudo e por nada, recorrem ao Livro, este respondeu que lhes atirava: “Eu sou Mateus 25!”

S. Mateus, o cobrador de impostos, era, quiçá, o apóstolo mais culto da dúzia que acompanhou Jesus Cristo nas Suas deambulações pela Palestina. Talvez por isso a sua sensibilidade para determinados capítulos da prédica cristã deixando-nos, desse tempo, um relato sentido com ênfase em aspetos intemporais que, sendo inovadores “in illo tempore”, continuam atuais e cada vez mais necessários serem trazidos à colação no tempo de agora. Destes, o capítulo 25 sobretudo os versículos 34 a 40, constituem não só uma definição completa da verdadeira doutrina social cristã, mas sobretudo e, igualmente, uma censura aos atuais fariseus que por aí andam e que devendo ler e refletir sobre os versículos de 37 a 40 (“Então os justos responder-Lhe-ão: ‘Senhor, quando foi que Te vimos com fome e Te demos de comer, ou com sede e Te demos de beber? Quando Te vimos peregrino e Te recolhemos, ou nu e Te vestimos? E quando Te vimos doente e na prisão e fomos visitar-Te?’ E o Rei dir-lhes-á em resposta: ‘Em verdade vos digo: Sempre que fizestes isto a um dos Meus irmãos mais simples e humildes, a Mim mesmo o fizeste’”)

Se, porventura, tal lição do melhor e mais puro que há na mensagem trazida, há dois milénios, pelo Nazareno, os não sensibilizar suficientemente então, outro remédio não terão que não seja continuar a leitura até ao final do referido capítulo… dele tirando as devidas conclusões ou, então, que se calem com hipocrisia de quererem vender-nos gato por lebre ou, mantendo a tónica bíblica, os que o mesmo S. Mateus descreve na capítulo 7, versículos 15 e 16: “Acautelai-vos dos falsos profetas que se apresentam disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes. Conhecê-los-eis pelos seus frutos. PORVENTURA podem-se colher uvas dos espinhos ou figos dos abrolhos?”


José Mário Leite
, Nasceu na Junqueira da Vilariça, Torre de Moncorvo, estudou em Bragança e no Porto e casou em Brunhoso, Mogadouro.
Colaborador regular de jornais e revistas do nordeste, (Voz do Nordeste, Mensageiro de Bragança, MAS, Nordeste e CEPIHS) publicou Cravo na Boca (Teatro), Pedra Flor (Poesia), A Morte de Germano Trancoso (Romance) e Canto d'Encantos (Contos), tendo sido coautor nas seguintes antologias; Terra de Duas Línguas I e II; 40 Poetas Transmontanos de Hoje; Liderança, Desenvolvimento Empresarial; Gestão de Talentos (a editar brevemente).
Foi Administrador Delegado da Associação de Municípios da Terra Quente Transmontana, vereador na Câmara e Presidente da Assembleia Municipal de Torre de Moncorvo.
Foi vice-presidente da Academia de Letras de Trás-os-Montes.
É Diretor-Adjunto na Fundação Calouste Gulbenkian, Gestor de Ciência e Consultor do Conselho de Administração na Fundação Champalimaud.
É membro da Direção do PEN Clube Português.

Junta quer Lamas conhecida como a “capital da cereja transmontana” e avança para a certificação

 A Junta de Freguesia de Lamas, em Macedo de Cavaleiros, já iniciou o processo de certificação da cereja para obtenção da IGP (indicação Geográfica Protegida) de modo a valorizar esta produção, que é a mais representativa da aldeia.


O processo levará entre dois a três anos ainda que o presidente da junta, Diogo Ruivo, tenha consciência que depende de questões políticas. “Daria um grande impulso à cereja no sentido da sua projeção, porque valorizava o fruto, e depois, é claro, obviamente, seria uma marca que colocaria a cereja no mercado com valor acrescentado”, vincou o autarca.

A autarquia tem vindo a apoiar a produção e já atribuiu ajudas de mais de cinco mil euros aos agricultores paracomprarem cerejeiras para plantar. “Até agora já demos apoios para um total de 3534 árvores” indicou o autarca. A junta investiu 5301 euros nesta ajuda direta aos produtores. “Nós estamos a pagar cerca de metade do valor da cerejeira para plantar”, acrescentou.

As ajudas, que variam entre um e dois euros, são dadas em função do compasso, ou seja, da densidade da plantação por hectare. “Tendo em conta que a cereja é um dos principais focos económicos da freguesia, e que muitas famílias a produzem, decidimos dar um pequeno incentivo para ajudar a aumentar a produção de cereja”, esclareceu.

Glória Lopes