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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 11 de julho de 2026

Álvaro (do Flórida)

📽"Tradições com Memória"

 Hoje, a temática apresentada no eposódio 3 fala-nos da essência do Azeite.
Porque um povo que conhece o seu passado, valoriza o seu futuro.

Explorar a natureza selvagem de Montesinho entre aldeias, lobos e cascatas

 Parta à descoberta das aldeias de montanha, que se escondem no Parque Natural de Montesinho, em Trás-os-Montes, a pé, de BTT ou a cavalo. Prove as receitas de porco Bísaro e os segredos desta região.

MontesinhoCM Bragança

Respira-se ruralidade no Parque Natural de Montesinho que se desenvolve a norte dos concelhos de Vinhais e Bragança, na chamada terra fria transmontana, na fronteira com Espanha. Há fornos, moinhos e lagares comunitários, carvalhais, azinheiras e mais de 250 espécies, com destaque para as aves, os lobos-ibéricos, os corços, os javalis e os veados — entre setembro e novembro, vale a pena estar atento à brama, o chamamento destes animais para o acasalamento, ou solicitar um guia da Anda D’i (Tel. 935 355 633).

A paisagem é deslumbrante em qualquer altura do ano e há muito para descobrir ao longo de quase 75 mil hectares. Os mais aventureiros podem percorrer Montesinho de BTT, numa rota que inicia e termina no centro histórico de Bragança e percorre, ao longo de 255 km, pontos de interesse como a aldeia de Aveleda, a barragem da serra Serrada e as Minas da Ribeira, ou a cavalo, com percursos equestres organizados pelo Centro Hípico de França (Tel. 273 919 141), na aldeia com o mesmo nome. Também lá, em dias quentes, a praia fluvial e a magnífica Cascata do Poço Negro, alimentada pelo rio Sabor, convidam a mergulhos.

Aldeias de montanha e uma ode à natureza

Para percorrer a pé, os trilhos PR3 Porto Furado, com 7,8 quilómetros, que começa e acaba na aldeia de Montesinho, passando pelo complexo de arte rupestre do Castro Curisco, com direito a vista panorâmica sobre o vale do rio Sabor, e PR7 VNH Calçada, com a mesma extensão, que atravessa Moimenta, permitem descobrir algumas das mais bonitas aldeias locais. É incontornável sugerir a visita a Gimonde, terra de tesouros gastronómicos, e rio de Onor, dividida entre Portugal e Espanha, e marcada pelo comunitarismo. É por lá que passa a recém-inaugurada Grande Rota dos Moinhos e dos Lameiros, com cerca de 30 quilómetros, e onde está sediada a Dear Wolf (Tel. 939 676 600). Se quiser observar o lobo no seu habitat, inscreva-se n’ O Trilho do Lobo, um programa de quatro dias com guias biólogos especializados em investigação e conservação do lobo-ibérico.

MontesinhoCM Bragança

Em Vinhais, Capital do Fumeiro, parta à descoberta do Parque Biológico, um paraíso para miúdos e graúdos, onde se pode observar o quotidiano de alguns animais, fazer passeios de burro mirandês e participar em atividades como peddy-paper e caça ao tesouro. A poucos quilómetros, na aldeia Lagarelhos, na freguesia de Vilar de Ossos, vale a pena admirar o Castanheiro de Lagarelhos, um dos castanheiros com maior perímetro de Portugal, classificado como Árvore de Interesse Público.

Divirta-se a 3 de agosto na Festa do Emigrante, em Vinhais, e em Bragança, no Verão Bragança, a 5. De 18 a 22 de agosto acontecem as festas da cidade. Regresse à região em fevereiro, para se abastecer de enchidos de porco Bísaro, mel e castanhas na Feira do Fumeiro de Vinhais, que em 2024 comemora a 44ª edição.

G Pousada

Onde comer:

G Pousada

É o único restaurante com estrela Michelin em Trás-os-Montes e o mérito deve-se aos irmãos Óscar e António Gonçalves que transportam para a mesa a alma da região.

Tel. 273 331 493
Preço médio €95

Restaurante Típico D. Roberto

Abriu em 1935 como taberna e mantém-se nas mãos da família, com petiscos e pratos de conforto como a “Posta à D. Roberto” ou a “Trilogia de porco Bísaro”.

Tel. 273 302 510
Preço médio €20

O Abel

A carne é o ex-líbris do menu e os clássicos “Posta”, “Costela” e “Cordeiro” merecem a devida atenção. À saída, visite a pequena loja.

Tel. 273 382 555
Preço médio €20

Solar Bragançano

Esta antiga casa senhorial é uma joia gastronómica de Bragança, com destaque para os pratos de caça. Entre outros, há “Arroz de lebre”, “Faisão com castanhas” e “Veado à D. Teodósio”.

Tel. 273 323 875
Preço médio €25

O Javali

Os sabores transmontanos são protagonistas, em pratos como o “Javali” estufado com castanhas e o “Cordeiro bragançano”. A seleção de doces e vinhos é vasta.

Tel. 273 333 898
Preço médio €20

Montesinho Eco resort
Onde dormir:

Alformil
A casa mais antiga da aldeia de Formil transformou-se num alojamento com seis quartos, sala de estar, enoteca e sala de pequenos-almoços.
Tel. 969 016 158
A partir de €70

Bétula Studios
Em pleno Parque Natural de Montesinho há quatro casas, feitas com materiais sustentáveis, perfeitas para famílias. Explorar as imediações com o anfitrião.
Tel. 960 237 459
A partir de €80

Pousada de Bragança
Com 27 quartos e uma suíte, varandas e burel de Miranda do Douro, abriu em 1959 e foi sendo alvo de melhorias. Aprecie a vista para o castelo de Bragança.
Tel. 273 331 493
A partir de €90

Montesinho Eco Resort
Ao longo de quatro hectares, distribuem-se três apartamentos e oito casas, ideais para descansar. Parque infantil, parque geriátrico e piscina coberta, garantem momentos de lazer para todos.
Tel. 969 361 386
A partir de €105

Solar do Morgado Oliveira
Com cinco quartos e uma suíte, esta que é a casa mais antiga de Macedo de Cavaleiros, datada de 1674, é também um alojamento familiar e clássico, com piscina exterior.
Tel. 278 432 276
A partir de €70

Este artigo foi originalmente publicado na edição do Expresso de dia 28 de julho de 2023.

Para falar ua lhéngua an purmeiro hai que la falar mal

Plano Nacional de Restauro da Natureza avança para consulta pública

 Projeto coordenado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas vai estar em consulta pública até 19 de agosto, aberta a todos os interessados. Portugal prevê investir 500 milhões por ano até 2030.


A elaboração deste plano é uma resposta ao Regulamento Europeu do Restauro da Natureza, que estabelece que todos os Estados-membros devem restaurar pelo menos 20% das áreas terrestres e marinhas nestes próximos cinco anos, até 2030, garantindo ainda que até 2050 todos os ecossistemas que necessitem de recuperação vão estar em processo de restauro.

De acordo com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), responsável pela promoção e coordenação deste processo, o projeto do Plano Nacional de Restauro da Natureza (PNRN) “estabelece prioridades de intervenção em ecossistemas terrestres, marinhos, agrícolas, florestais, ripícolas e urbanos, definindo medidas concretas e indicadores de monitorização para acelerar a recuperação dos habitats degradados”.

A nova legislação europeia relativa ao restauro de natureza, aprovada em 2024, definiu que cada um dos Estados-membros tem o dever de apresentar às autoridades europeias, até setembro de 2026, um plano nacional que estabeleça todas as medidas previstas para o alcance das respetivas metas e o caminho para aí chegar, incluindo as necessidades de financiamento.

O plano português prevê um investimento anual de 500 milhões de euros em restauro de natureza até 2030, considerando diferentes instrumentos comunitários e nacionais disponíveis, incluindo verbas do Portugal 2030, da Política Agrícola Comum, do Fundo Ambiental e dos EEA Grants, e também a tendência de crescimento do investimento privado.

O plano define também 407 medidas de intervenção em ecossistemas terrestres, costeiros e de água doce (152 medidas), marinhos (27), fluviais (83), urbanos (oito), agrícolas (84) e florestais (25). Estão ainda previstas 28 medidas para ajudar as espécies polinizadoras.

De acordo com o diagnóstico apresentado pelo Governo quando o plano foi pela primeira vez apresentado publicamente, no início de junho passado, cerca de 260 quilómetros quadrados do território nacional precisam de intervenções de restauro ecológico prioritárias, o equivalente a cerca de 0,3% da superfície do país.

Está prevista também a plantação de três milhões de árvores por ano, até 2030, a realização do plano de ação relativo aos polinizadores em Portugal e também projetos-piloto em cinco municípios (Beja, Évora, Leiria, São João da Madeira e Vila Real), que vão permitir testar soluções de adaptação às alterações climáticas, baseadas na natureza.

O plano inclui também programas já em execução, como o PRO~RIOS, que prevê a recuperação de 1500 quilómetros de linhas de água até ao final da década.

O projeto do PNRN que está agora em consulta pública e que será entregue a Bruxelas vai ser ainda avaliado e revisto a nível europeu, prevendo-se que a versão definitiva seja entregue até setembro de 2027.

 Os 11 documentos que fazem parte deste projeto, incluindo a avaliação ambiental estratégica do plano, estão disponíveis no portal Participa e também no portal do Restauro da Natureza.

Dia 11 de Julho a tradição encontra a festa no Parque da Cidade para a FESTA DA COMIDA CONTINENTE!

 Em palco: KARETUS & CARETOS DE PODENCE

Música, Tradição e Sabores, tudo num só lugar!

Marca já na agenda, junta a malta e vem fazer a festa connosco. Os chocalhos vão ouvir-se no Parque!

Parque da Cidade - Porto
11 de Julho

Festas, Festividades e Eventos

Dia Mundial da População – 11 de Julho


 O Dia Mundial da População, celebrado anualmente a 11 de julho, é uma das mais importantes datas internacionais dedicadas à reflexão sobre a evolução demográfica da humanidade e os desafios sociais, económicos, ambientais e humanitários associados ao crescimento populacional mundial.

Instituída pelas Nações Unidas, esta efeméride pretende sensibilizar governos, instituições e cidadãos para questões fundamentais relacionadas com a população mundial, incluindo:

crescimento demográfico; 
pobreza; 
saúde; 
educação; 
igualdade de género; 
planeamento familiar; 
migração; 
urbanização; 
sustentabilidade ambiental; 
direitos humanos. 

Esta data representa um momento de reflexão global sobre a relação entre as pessoas, os recursos disponíveis e o futuro do planeta.

O Dia Mundial da População foi criado em 1989 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

A inspiração para esta celebração surgiu dois anos antes, em 11 de julho de 1987, data em que a população mundial atingiu simbolicamente os 5 mil milhões de habitantes. Esse momento ficou conhecido como o “Dia dos 5 Mil Milhões”.

O rápido crescimento populacional verificado ao longo do século XX despertou preocupações internacionais relacionadas com:

alimentação; 
habitação; 
saúde pública; 
acesso à água; 
emprego; 
preservação ambiental; 
sustentabilidade dos recursos naturais. 

Perante esses desafios, as Nações Unidas decidiram criar uma data oficial que incentivasse o debate mundial sobre as questões populacionais.

Desde então, todos os anos o Dia Mundial da População é assinalado com temas específicos relacionados com os principais desafios demográficos da humanidade.

A história da humanidade está profundamente ligada à evolução da população mundial.

Durante milhares de anos, a população humana cresceu lentamente. As condições de vida eram extremamente difíceis:

elevada mortalidade infantil; 
fome; 
doenças; 
guerras; 
ausência de cuidados médicos. 

Estima-se que há cerca de 10 mil anos, no início da agricultura, existissem apenas alguns milhões de pessoas em todo o planeta.

As primeiras grandes civilizações — Egito, Mesopotâmia, China, Índia e Roma — contribuíram para o crescimento populacional através do desenvolvimento da agricultura, do comércio e das cidades.

Durante a Idade Média, o crescimento populacional continuou relativamente lento.

A humanidade enfrentou sucessivas crises:

guerras; 
fome; 
epidemias devastadoras. 

A mais conhecida foi a Peste Negra, no século XIV, que matou milhões de pessoas na Europa, Ásia e Norte de África.

As doenças contagiosas eram responsáveis por enormes perdas humanas devido à falta de conhecimento científico e de sistemas de saúde organizados.

O grande aumento populacional começou sobretudo a partir do século XVIII, com a Revolução Industrial.

O desenvolvimento científico e tecnológico trouxe melhorias significativas:

avanços na medicina; 
melhor alimentação; 
saneamento básico; 
vacinação; 
produção agrícola em maior escala. 

A mortalidade diminuiu consideravelmente e a esperança média de vida aumentou.

Consequentemente, a população mundial começou a crescer a um ritmo sem precedentes.

Os números demonstram a extraordinária evolução demográfica da humanidade:

cerca de 1 bilião de habitantes em 1800; 
2 biliões em 1930; 
3 biliões em 1960; 
5 biliões em 1987; 
6 biliões em 1999; 
7 biliões em 2011; 
mais de 8 biliões no século XXI. 

Este crescimento acelerado levanta questões fundamentais sobre a capacidade do planeta para garantir qualidade de vida para todos.

O Dia Mundial da População procura alertar para vários desafios globais relacionados com o crescimento e distribuição da população.

Milhões de pessoas continuam a viver em condições de pobreza extrema.

Em muitas regiões do mundo existem dificuldades de acesso a:

alimentação; 
água potável; 
saúde; 
educação; 
habitação digna. 

O crescimento populacional nos países mais pobres pode agravar problemas sociais e económicos quando não existem recursos suficientes.

Um dos temas centrais desta data é o acesso universal à saúde reprodutiva e ao planeamento familiar.

As Nações Unidas defendem que todas as pessoas devem ter acesso a:

informação; 
cuidados de saúde; 
contraceção; 
maternidade segura; 
direitos reprodutivos. 

O crescimento das cidades é outro grande desafio contemporâneo.

Milhões de pessoas migram para áreas urbanas em busca de melhores condições de vida, o que provoca:

sobrelotação; 
pressão sobre infraestruturas; 
problemas habitacionais; 
poluição; 
desigualdade social. 

As cidades do futuro terão de ser mais sustentáveis, inclusivas e resilientes.

O aumento da população mundial tem impacto direto sobre os recursos naturais e o ambiente.

Questões como:

consumo excessivo; 
desflorestação; 
poluição; 
escassez de água; 
perda de biodiversidade; 
alterações climáticas

estão intimamente ligadas à relação entre população e sustentabilidade.

O desafio não está apenas no número de habitantes, mas também nos modelos de produção e consumo adotados pelas sociedades modernas.

Enquanto algumas regiões enfrentam crescimento acelerado, outras vivem o fenómeno oposto: o envelhecimento populacional.

Em muitos países desenvolvidos, incluindo Portugal, verifica-se:

baixa natalidade; 
aumento da esperança média de vida; 
diminuição da população jovem. 

Este fenómeno cria novos desafios:

sustentabilidade da segurança social; 
cuidados de saúde; 
apoio aos idosos; 
equilíbrio entre gerações. 

Portugal acompanha as preocupações internacionais relacionadas com a demografia.

O país enfrenta atualmente desafios importantes:

envelhecimento populacional; 
desertificação do interior; 
baixa taxa de natalidade; 
migração de jovens; 
desigualdades territoriais. 

Regiões do interior, como Trás-os-Montes e Bragança, sentem particularmente os efeitos da diminuição da população e da saída de habitantes para os grandes centros urbanos ou para o estrangeiro.

Ao mesmo tempo, cresce a necessidade de criar políticas que promovam:

qualidade de vida; 
apoio às famílias; 
desenvolvimento regional; 
fixação das populações; 
inclusão social. 

O Dia Mundial da População está profundamente ligado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030.

As Nações Unidas defendem um futuro baseado em:

igualdade; 
dignidade humana; 
acesso universal à saúde; 
educação de qualidade; 
sustentabilidade ambiental; 
direitos humanos; 
inclusão social. 

O objetivo não é controlar populações, mas garantir que todas as pessoas possam viver com dignidade e oportunidades.

A educação é considerada uma das ferramentas mais poderosas para enfrentar os desafios demográficos.

Populações mais escolarizadas tendem a apresentar:

melhores condições de saúde; 
maior igualdade de género; 
maior desenvolvimento económico; 
maior consciência ambiental; 
redução da pobreza. 

Investir nas pessoas é investir no futuro da humanidade.

Em muitos países, o Dia Mundial da População é assinalado através de:

conferências; 
debates; 
campanhas educativas; 
iniciativas de saúde pública; 
atividades escolares; 
programas de sensibilização social. 

Todos os anos é escolhido um tema específico relacionado com as prioridades globais do momento.

O Dia Mundial da População é uma oportunidade para refletir sobre os grandes desafios e responsabilidades da humanidade no século XXI.

A população mundial continua a crescer, mas o verdadeiro desafio não está apenas nos números — está na capacidade de construir sociedades mais justas, equilibradas e sustentáveis.

Garantir qualidade de vida, igualdade de oportunidades, proteção ambiental e respeito pelos direitos humanos é essencial para o futuro coletivo.

Celebrar esta data a 11 de julho significa reconhecer que cada pessoa conta, cada vida tem valor e cada geração possui a responsabilidade de construir um mundo melhor para as gerações futuras.

O futuro da humanidade dependerá sempre da forma como cuidamos das pessoas, do planeta e das relações entre ambos.

Texto: HM - com IA e IN

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Inscrições Abertas para a Procissão dos Padroeiros

 A 29ª Feira da Maçã, do Vinho e do Azeite está a chegar e promete celebrar o melhor que é nosso! Mas antes das festividades, preparamo-nos para um momento de tradição e fé.
Estão abertas as inscrições para a Procissão Oragos do Concelho. Não perca a oportunidade de participar nesta emblemática manifestação cultural e religiosa.

As inscrições decorrem até ao dia 3 de agosto.

Venha viver a tradição connosco!

Normas de participação AQUI.

Ficha de inscrição AQUI.

Inscrições Abertas para o Cortejo Etnográfico!

 Já abriram as inscrições para o Cortejo Etnográfico da 29ª Feira da Maçã, do Vinho e do Azeite! Queremos mostrar o orgulho nas nossas raízes e tu és peça fundamental nesta celebração.
Tens até ao dia 3 de agosto para te inscreveres.

Aparece no Recinto da Feira de Carrazeda de Ansiães e junta-te a nós nesta grande festa!

Vem celebrar connosco ao sabor do que é nosso! Contamos com a tua participação para tornar este momento inesquecível.

Normas de participação AQUI.

Ficha de inscrição AQUI.

Festa da Aldeia - Extração da Cortiça

Que dia inesquecível com a "Festa na Aldeia" em Vilarinho da Castanheira!


Celebrámos a alma da nossa terra tendo a cortiça como protagonista. Foi um privilégio ver de perto a arte dos corticeiros no sobreiral e sentir a tradição com o transporte em cavalo. A manhã ficou completa com a atuação emocionante do Coro da Fábrica da Igreja de Santa Maria Madalena e uma merenda que soube a convívio e partilha.

A tarde continuou com criatividade nos workshops de cortiça e atuações da Banda Filarmónica Vilarinhense e das Concertinas "Estica o Fole".

Para fechar este dia memorável em grande, os Osiv trouxeram a energia certa para uma noite vibrante!

Projeto Cultura para Todos leva cultura, memória e inclusão às aldeias do concelho

 No âmbito do projeto Cultura para Todos, financiado pelo NORTE 2030, através do Fundo Social Europeu Mais (FSE+), no âmbito do aviso Planos de Ação Intermunicipais para a Inclusão Ativa de Grupos Vulneráveis (ITI), realizaram-se esta semana duas ações culturais nas aldeias de Linhares e Brunheda.


Estas iniciativas tm como objetivo promover a inclusão social e reforçar a coesão territorial, aproximando a cultura da comunidade através de momentos de convívio, participação e partilha, com especial enfoque na população idosa e na valorização das vivências e memórias de cada aldeia.

Estas ações integram ainda um projeto que tem vindo a ser desenvolvido pelo Museu da Memória Rural dedicado à recolha, preservação e salvaguarda da literatura oral das comunidades locais. Através de entrevistas aos habitantes mais idosos e a outros detentores de saberes tradicionais, são registados contos, lendas, cantigas, provérbios, rezas, lengalengas, alcunhas e outras manifestações do património imaterial, contribuindo para a preservação da identidade cultural do concelho.

Cada sessão culmina com um momento de partilha junto da comunidade, onde são apresentados os testemunhos recolhidos em vídeo, permitindo aos participantes reverem-se nas histórias, tradições e memórias da sua terra. O encontro é ainda enriquecido com um momento cultural, promovendo o diálogo entre gerações e reforçando o sentimento de pertença à comunidade.

Ao longo dos próximos quatro anos, o projeto Cultura para Todos percorrerá todas as aldeias do concelho de Carrazeda de Ansiães, levando iniciativas culturais e desportivas a todo o território. Com este projeto, pretende-se reforçar a ligação à comunidade através da recolha e valorização da memória coletiva, garantindo que todos os cidadãos, independentemente da idade ou do local onde residem, tenham acesso à cultura, à participação comunitária e a oportunidades de convívio.

Festas, Festividades e Eventos

Decorreu no Instituto Politécnico de Bragança uma 𝐒𝐞𝐬𝐬𝐚̃𝐨 𝐏𝐫𝐨𝐬𝐩𝐞𝐭𝐢𝐯𝐚 sobre as 𝐓𝐞𝐫𝐫𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐓𝐫𝐚́𝐬-𝐨𝐬-𝐌𝐨𝐧𝐭𝐞𝐬, contribuindo para a reflexão sobre o futuro da região e os seus contributos para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

 Houve também uma 𝐑𝐞𝐮𝐧𝐢𝐚̃𝐨 𝐝𝐚 𝐂𝐨𝐠𝐞𝐬𝐭𝐚̃𝐨 𝐝𝐨 𝐏𝐚𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐍𝐚𝐭𝐮𝐫𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐌𝐨𝐧𝐭𝐞𝐬𝐢𝐧𝐡𝐨 onde foi reforçada a importância da valorização e gestão sustentável do nosso património natural.
Foi também a semana das 𝐂𝐨𝐦𝐞𝐦𝐨𝐫𝐚𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐝𝐨 𝟓𝟎𝟖° 𝐀𝐧𝐢𝐯𝐞𝐫𝐬𝐚́𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐚 𝐒𝐚𝐧𝐭𝐚 𝐂𝐚𝐬𝐚 𝐝𝐚 𝐌𝐢𝐬𝐞𝐫𝐢𝐜𝐨́𝐫𝐝𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐁𝐫𝐚𝐠𝐚𝐧𝐜̧𝐚, uma instituição de referência no seu trabalho em prol da comunidade.

Três momentos importantes, um compromisso constante com o desenvolvimento do nosso território.

Estão abertas as candidaturas ao Programa de Incubação NORDESTE in!

 Se tem uma ideia inovadora ou um projeto em fase inicial com impacto no Nordeste Transmontano e Douro Superior, esta é a oportunidade para a desenvolver.
As equipas selecionadas terão acesso a sessões de capacitação, mentoria, bootcamps presenciais e acompanhamento especializado para transformar ideias em projetos sustentáveis e geradores de valor para a região.

Saiba mais sobre o programa, as condições de participação e candidate-se AQUI.

Presidente do Turismo do Porto e Norte salienta a importância de conservar edifícios emblemáticos e históricos para manter “a autenticidade”

 O presidente do Turismo do Porto e Norte (RTPN), Luís Pedro Martins, alerta para a importância de manter a traça em edifícios históricos e emblemáticos, como é o caso do que albergava o Café Chave D’Ouro, na Praça da Sé, em Bragança, que está em obras.


O imóvel que, antigamente serviu de sede ao Clube de Bragança, foi comprado e o novo proprietário avançou para a sua demolição, deixando apenas a fachada frontal e a que dá para a Rua dos Combatentes da Grande Guerra. “Em relação a esse projeto, em particular, o que eu espero é que seja mantido, de facto, aquele edifício que é histórico e faz parte da memória de várias gerações, a minha, do meu pai, avô e até do meu visavô. Tirar a essência destes lugares retira a nossa mais-valia, que é a autenticidade. Os edifícios históricos que se mantém ganham em relação aos outros. 

Estou curioso com o projeto, mas tenho expetativas, porque não é um edifício qualquer. Faz parte da vida de todas estas gerações que passam pela Praça da Sé”, afirmou Luís Pedro Martins.

Glória Lopes

Festas, Festividades e Eventos

A 𝐁𝐢𝐛𝐥𝐢𝐨𝐭𝐞𝐜𝐚 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥 𝐀. 𝐌. 𝐏𝐢𝐫𝐞𝐬 𝐂𝐚𝐛𝐫𝐚𝐥 acolhe, até ao próximo dia 𝟐𝟏 𝐝𝐞 𝐣𝐮𝐥𝐡𝐨, a 𝐞𝐱𝐩𝐨𝐬𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐦𝐮𝐥𝐭𝐢𝐥𝐢𝐧𝐠𝐮𝐞 𝐀𝐬 𝐀𝐯𝐞𝐧𝐭𝐮𝐫𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐏𝐢𝐧𝐨́𝐪𝐮𝐢𝐨, composta por 𝟒𝟎 𝐥𝐢𝐯𝐫𝐨𝐬, nas 𝟐𝟒 𝐥𝐢́𝐧𝐠𝐮𝐚𝐬 𝐨𝐟𝐢𝐜𝐢𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐚 𝐔𝐧𝐢𝐚̃𝐨 𝐄𝐮𝐫𝐨𝐩𝐞𝐢𝐚, cujo lema é “Unida na Diversidade”.

 Esta exposição itinerante, cedida 𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐄𝐮𝐫𝐨𝐩𝐞 𝐃𝐢𝐫𝐞𝐜𝐭 𝐝𝐞 𝐁𝐫𝐚𝐠𝐚𝐧𝐜̧𝐚, começa em Macedo de Cavaleiros e vai percorrer todas as bibliotecas da Rede Intermunicipal das Bibliotecas das Terras de Trás-os-Montes.
As Aventuras de Pinóquio foram escritas pelo italiano 𝐂𝐚𝐫𝐥𝐨 𝐂𝐨𝐥𝐥𝐨𝐝𝐢, em Florença, no ano de 1881, e publicada dois anos mais tarde, com ilustrações de Enrico Mazzanti.

Ao longo dos anos, esta história deu origem a inúmeras adaptações, tanto na literatura como no cinema, em diversos países. A sua popularidade atravessou gerações e continua a encantar crianças e jovens, graças à riqueza da imaginação e às mensagens intemporais que transmite.

𝐔𝐦𝐚 𝐞𝐱𝐩𝐞𝐫𝐢𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐭𝐨𝐝𝐚 𝐚 𝐟𝐚𝐦𝐢́𝐥𝐢𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐯𝐢𝐝𝐚 𝐚 𝐫𝐞𝐝𝐞𝐬𝐜𝐨𝐛𝐫𝐢𝐫 𝐮𝐦 𝐝𝐨𝐬 𝐠𝐫𝐚𝐧𝐝𝐞𝐬 𝐜𝐥𝐚́𝐬𝐬𝐢𝐜𝐨𝐬 𝐝𝐚 𝐥𝐢𝐭𝐞𝐫𝐚𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐢𝐧𝐟𝐚𝐧𝐭𝐢𝐥.

Carta de um Transmontano para todo o Mundo


Hoje quero escrever e falar ao mundo inteiro. Não é uma voz de protesto nem de nostalgia, é apenas uma voz de identidade, de reflexão e de esperança. Esta é a carta de um transmontano para o mundo global.

Quem nasce, ou cresce, aqui aprende cedo o valor do trabalho, da solidariedade e da terra. As pessoas conhecem-se pelo nome, ajudam-se nos momentos difíceis e partilham histórias que passam de geração em geração. No entanto, enquanto o mundo acelera com tecnologia, globalização e comunicação instantânea, muitos perguntam que lugar resta para regiões como a nossa?

O mundo global apresenta-se cheio de oportunidades. A internet liga pessoas de continentes diferentes em segundos, novas ideias circulam rapidamente e as culturas encontram-se de forma nunca antes vista. Para quem vive longe dos grandes centros urbanos, esta realidade pode parecer distante. Muitos jovens de Bragança partem para cidades maiores ou para outros países à procura de trabalho, estudos ou novas experiências. É uma viagem que mistura esperança e saudade.

Contudo, ser transmontano não é apenas viver num lugar isolado. É sobretudo carregar uma herança cultural rica, feita de tradições, gastronomia, festividades e uma ligação profunda à natureza. Aqui valorizam-se os produtos da terra e um ritmo de vida que permite olhar o horizonte com calma. Este modo de viver pode parecer simples, mas contém uma sabedoria que o mundo moderno e apressado muitas vezes esquece.

Ao mundo global, um transmontano poderia dizer. Não confundam desenvolvimento com esquecimento das raízes. O progresso não deve apagar identidades locais, mas sim fortalecê-las. As regiões possuem histórias únicas, saberes próprios e uma forma particular de ver a vida. Quando estas diferenças são preservadas, o mundo torna-se mais rico, mais diverso e mais humano.

Ao mesmo tempo, esta carta não é um pedido de reconhecimento. É mais uma mensagem de abertura. Bragança e Trás-os-Montes não querem ficar presos ao passado. Pelo contrário, desejam participar no futuro. Universidades, projetos culturais, turismo sustentável e inovação agrícola são exemplos de como uma região tradicional pode dialogar com o mundo moderno.

A globalização não significa uniformidade. Pode ser uma ligação entre lugares distantes, permitindo que pequenas regiões partilhem as suas histórias e aprendam com outras culturas. Um transmontano pode trabalhar online para empresas internacionais, estudar noutras cidades e ainda assim manter viva a ligação à sua terra. Hoje, a distância já não é uma barreira tão forte como foi no passado.

Talvez o grande desafio esteja em equilibrar estes dois mundos, o da tradição e o da mudança. Manter vivas as aldeias, preservar a paisagem e as tradições, enquanto se cria espaço para a inovação, a educação e oportunidades para as novas gerações. Se esse equilíbrio for alcançado, Bragança será um exemplo de como o local e o global podem coexistir.

Assim termina esta carta imaginária de um transmontano para o mundo global. Não é um adeus, mas um convite. Um convite para conhecer uma terra onde as pessoas ainda valorizam o tempo e a proximidade, e onde o futuro pode nascer sem esquecer o passado.

Sejam bem-vindos ao Distrito de Bragança.

Mesmo num mundo à distância de um clique, a identidade de cada lugar continua a ser aquilo que dá sentido ao caminho comum da humanidade.

HM
10 de Julho de 2026