Número total de visualizações do Blogue

Pesquisar neste blogue

Aderir a este Blogue

Sobre o Blogue

SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

domingo, 14 de junho de 2026

Responso a Santo António

Por: Fernando Calado
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


 Bem queriam os de Pádua que fosses o seu Santo António… mas tu, meu Santo Antoninho, és Santo António de Lisboa… Santo António de Portugal… das marchas populares… da sardinha assada… dos bairros engalanados… dos casamentos… do amor… da santidade!

… Meu Santo António… Fernando, como eu… que orgulho! Meu franciscano… santo da minha devoção… tão milagroso… pregavas em Itália e, ao mesmo tempo, estavas em Lisboa, a defender o teu pai, condenado à morte… o dom da ubiquidade… doutor da Igreja… pregador que arrastava multidões… os homens não te queriam ouvir, pregavas para os peixes, que vinham à tona da água… silenciosamente… num imenso cardume, encantados com o teu sermão…

… Meu Santo Antoninho… meu Fernandinho… com apenas 36 anos regressaste à casa do Pai, para descansar da longa caminhada… pelas chagas de São Roque… pelos 40 dias de jejum no deserto… pelos santos mártires… pela estrela d’alva… por Santo Agostinho… São Boaventura… Santo Anselmo… Platão e Aristóteles… te faço este responso, para que protejas Portugal… protejas o Nordeste Transmontano… o povo do Nordeste… que morre paulatinamente…

… Os homens não travam esta morte anunciada… e entardece!

Fernando Calado
nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança. 
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.

Espero a noite

Por: Paula Freire
(Colaboradora do Memórias...e outras coisas...)


Espero a noite contigo.
As paredes do coração acesas,
como todos os rastos de luz que insistem em nascer…
A lua escreve o sorriso limpo dos versos
enquanto não chegas e eu hesito um instante
o beijo, tranquilo, na escuridão.
.
Quero-te sede nos lábios
e a tua face humana que se demora no meu nome
como os anjos que cantam o que ninguém ouve
numa voz de gestos invisíveis.
Ah! Se eu tivesse asas e o perfume despido do vento…
E os teus olhos, inocentes,
ardentes e nus,
a habitarem-me o corpo num vício de querer,
quando dizem que o amor 
são duas mãos sem pressa
a beberem a serenidade quente da respiração
num quarto de vida!
.
Ascendes, translúcido, além das marés,
onde as horas se dissolvem sob névoa e lume.
Matéria dos céus em águas dormentes.
Suspiro o que vem,
não clamo por fim…
.
Espero a noite contigo
e o pranto de quem arde em esperar.
Como o tempo que sangra num fogo antigo,
como o divino que pulsa dentro de mim.

@Lázaro Rios 
(heterónimo de Paula Freire)
----------
#paula_freire_fotografia

Paula Freire
. Tem curiosidade pelo que se mostra sem intenção: o comportamento que revela mistérios, intimidades. Observa-o enquanto desenha pessoas e fotografa o mundo. As palavras nascem-lhe da escuta atenta do Homem, dos silêncios que deixam vestígios. Escreve a partir de múltiplos lugares. Alguns com rosto, outros sem nome. 
Acredita que a vida não dá certezas absolutas nem tem respostas fáceis. E que a sensibilidade humana nunca deve ser confundida com fragilidade.
É psicóloga e psicoterapeuta. Publicou “Lírio: Flor-de-Lis” e “As Dúvidas da Existência: Na Heteronímia de Nós”. Este último (em coautoria), assinado pelo seu heterónimo Lázaro Rios, a sua forma de liberdade mais pura e crua. 
Gosta de viver sem ruídos desnecessários e inteira dentro da sua escrita. Tudo o resto são só excessos.

MIRANDELA ACOLHEU 34.ª EDIÇÃO DO CONCURSO DA CABRA SERRANA

Zé Luís (O Rei dos Polidores de Calçado)

20º Encontro de Gerações da CM Bragança

Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca - 17 de Junho


 O Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, celebrado anualmente a 17 de junho, é uma importante data internacional dedicada à sensibilização da humanidade para um dos maiores desafios ambientais do nosso tempo: a degradação dos solos, o avanço da desertificação e a escassez de água.

Esta comemoração procura alertar governos, instituições e populações para a necessidade urgente de proteger os recursos naturais do planeta, preservar os ecossistemas e garantir um futuro sustentável para as próximas gerações.

Mais do que um problema ambiental, a desertificação representa também uma ameaça económica, social e humana, afetando milhões de pessoas em todo o mundo através da fome, pobreza, migrações forçadas e alterações climáticas.

O Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca foi criado em 1994 pela Organização das Nações Unidas, após a adoção da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação.

A escolha do dia 17 de junho assinala precisamente a data em que essa convenção internacional foi aprovada, durante um período em que a comunidade internacional começou a reconhecer a gravidade crescente dos problemas ambientais ligados à degradação dos solos e à escassez de água.

A convenção surgiu na sequência das preocupações globais levantadas durante a histórica Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento, também conhecida como “Cimeira da Terra”, realizada no Brasil.

Desde então, esta data tornou-se um símbolo mundial da luta pela preservação dos recursos naturais e pela proteção das populações mais vulneráveis aos efeitos da seca e da desertificação.

A desertificação é um processo de degradação das terras em regiões áridas, semiáridas e sub-húmidas secas. Este fenómeno reduz a fertilidade do solo, destrói ecossistemas e dificulta a sobrevivência humana e animal.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, adesertificação não significa apenas o avanço dos desertos naturais. Trata-se sobretudo da deterioração progressiva das terras produtivas devido à ação humana e às alterações climáticas.

As principais causas incluem:

Desflorestação; 
Exploração excessiva dos solos; 
Agricultura intensiva; 
Sobrepastoreio; 
Incêndios florestais; 
Má gestão da água; 
Alterações climáticas; 
Secas prolongadas. 

Quando o solo perde nutrientes, cobertura vegetal e capacidade de retenção de água, torna-se cada vez mais árido e improdutivo.

A seca acompanha a humanidade desde os tempos mais antigos. Muitas civilizações sofreram crises profundas devido à falta de água e à perda de terras agrícolas.

Ao longo da História, secas severas contribuíram para:

Fomes; 
Guerras; 
Migrações; 
Colapsos económicos; 
Desaparecimento de civilizações. 

Existem registos históricos de grandes secas no Antigo Egito, na Mesopotâmia, na China antiga e em várias regiões africanas.

Alguns investigadores acreditam mesmo que períodos prolongados de seca contribuíram para o declínio de civilizações antigas, como os Maias e determinadas comunidades mediterrânicas.

Na Idade Média e nos séculos seguintes, várias regiões da Europa enfrentaram crises agrícolas devastadoras provocadas pela falta de chuva.

Atualmente, milhões de pessoas vivem em áreas afetadas pela desertificação e pela seca. As consequências humanas são extremamente graves.

Entre os principais impactos encontram-se:

Escassez de alimentos; 
Falta de água potável; 
Perda de meios de subsistência; 
Aumento da pobreza; 
Migração forçada; 
Conflitos sociais; 
Insegurança alimentar. 

As populações rurais e agrícolas são frequentemente as mais afetadas, sobretudo em regiões vulneráveis de África, Ásia e América Latina.

Em muitos casos, famílias inteiras são obrigadas a abandonar as suas terras devido à impossibilidade de cultivar alimentos ou criar animais.

As alterações climáticas agravaram significativamente os fenómenos de seca e desertificação.

O aumento das temperaturas globais provoca:

Maior evaporação da água; 
Redução das chuvas; 
Ondas de calor mais intensas; 
Incêndios florestais mais frequentes; 
Perda acelerada de biodiversidade. 

Muitas regiões do planeta enfrentam atualmente fenómenos climáticos extremos que colocam em risco o equilíbrio ambiental e a segurança das populações.

A água tornou-se um dos recursos mais estratégicos e preciosos do século XXI.

Portugal também enfrenta desafios relacionados com a desertificação e a escassez hídrica, sobretudo nas regiões do interior e do sul do país.

Ao longo das últimas décadas, períodos de seca severa tornaram-se mais frequentes, afetando:

Agricultura; 
Produção alimentar; 
Recursos hídricos; 
Florestas; 
Economia rural. 

O despovoamento do interior, os incêndios florestais e a degradação dos solos contribuem igualmente para aumentar os riscos ambientais.

Diversos especialistas alertam para a necessidade de políticas sustentáveis de gestão da água, reflorestação e valorização dos territórios rurais.

A ciência desempenha um papel fundamental no combate à desertificação e à seca.

Investigadores de todo o mundo trabalham em áreas como:

Agricultura sustentável; 
Conservação dos solos; 
Reutilização da água; 
Energias renováveis; 
Reflorestação; 
Gestão climática; 
Proteção da biodiversidade. 

Tecnologias modernas permitem hoje monitorizar secas, prever fenómenos climáticos extremos e desenvolver sistemas de irrigação mais eficientes.

No entanto, a tecnologia por si só não resolve o problema. É necessária também uma mudança de mentalidade e de comportamentos.

O combate à desertificação depende de pequenas e grandes ações coletivas.

Cada pessoa pode contribuir através de atitudes como:

Poupar água; 
Evitar desperdícios; 
Proteger florestas; 
Plantar árvores; 
Valorizar a agricultura sustentável; 
Reduzir a poluição; 
Apoiar práticas ecológicas. 

A preservação dos solos e da água é essencial para garantir alimentação, equilíbrio climático e qualidade de vida.

O Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca lembra-nos que a Terra possui recursos limitados e que a relação entre humanidade e natureza precisa de ser equilibrada.

Este dia pretende:

Sensibilizar para os riscos ambientais; 
Promover o desenvolvimento sustentável; 
Incentivar a cooperação internacional; 
Proteger os ecossistemas; 
Combater as alterações climáticas; 
Defender o direito universal à água. 

A desertificação afeta o futuro de todos.

A luta contra a desertificação e a seca é também uma luta pela sobrevivência humana, pela justiça social e pela preservação do planeta.

As gerações futuras dependerão das decisões tomadas hoje. Cuidar da Terra significa cuidar da vida.

Num mundo cada vez mais ameaçado pelas alterações climáticas, torna-se urgente promover uma cultura de responsabilidade ambiental, solidariedade e respeito pela natureza.

Porque sem água não existe vida.

Porque sem solo fértil não existe alimento.

Porque proteger a Terra é proteger o futuro da humanidade.

Texto: HM - com IA e IN

𝐎𝐫𝐪𝐮𝐞𝐬𝐭𝐫𝐚 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮𝐞𝐬𝐚 𝐝𝐞 𝐆𝐮𝐢𝐭𝐚𝐫𝐫𝐚𝐬 𝐞 𝐁𝐚𝐧𝐝𝐨𝐥𝐢𝐧𝐬 - Macedo de Cavaleiros

 No próximo dia 𝟐𝟎 𝐝𝐞 𝐣𝐮𝐧𝐡𝐨, pelas 𝟐𝟏𝐡𝟑𝟎, a 𝐏𝐫𝐚𝐜̧𝐚 𝐝𝐚𝐬 𝐄𝐢𝐫𝐚𝐬 (Macedo de Cavaleiros), recebe a 𝐎𝐫𝐪𝐮𝐞𝐬𝐭𝐫𝐚 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮𝐞𝐬𝐚 𝐝𝐞 𝐆𝐮𝐢𝐭𝐚𝐫𝐫𝐚𝐬 𝐞 𝐁𝐚𝐧𝐝𝐨𝐥𝐢𝐧𝐬 para um grande concerto.
Uma viagem musical pelas mais emblemáticas 𝐜𝐚𝐧𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐧𝐚𝐩𝐨𝐥𝐢𝐭𝐚𝐧𝐚𝐬, pelo virtuosismo 𝐢𝐧𝐬𝐭𝐫𝐮𝐦𝐞𝐧𝐭𝐚𝐥 𝐢𝐛𝐞́𝐫𝐢𝐜𝐨 e pelas árias que imortalizaram a 𝐨́𝐩𝐞𝐫𝐚 𝐢𝐭𝐚𝐥𝐢𝐚𝐧𝐚.

Venha descobrir o diálogo perfeito entre a sonoridade única das cordas dedilhadas e a emoção do canto lírico.

Festival de Bandas - Carrazeda de Ansiães

 No dia 20 de Junho a Praça dos Combatentes será palco de uma grande celebração da música!
Conta com a participação da Banda Filarmónica Vilarinhense, da Banda de Música de Mateus de Vila Real e Banda Municipal de Valpaços.

Pelas 18h00 a grande arruada e ás 21h30 o grande concerto na Praça dos Combatentes.

Venha desfrutar de uma tarde/noite de música, tradição e convívio.

MUSEU OLIVEIRA E DO AZEITE DE MIRANDELA DISTINGUIDO COM PRÉMIO NACIONAL AMPV 2026

 O Museu Oliveira e do Azeite (MOA), em Mirandela, foi distinguido com o Prémio AMPV – Museu 2026, uma atribuição da Associação de Municípios Portugueses do Vinho que reconhece entidades com trabalho relevante na preservação e valorização do património ligado ao mundo rural e à cultura do azeite.


A entrega do galardão decorreu esta quinta-feira, durante a Feira Nacional da Agricultura, em Santarém, num momento que reuniu várias personalidades institucionais, entre as quais o Presidente da República, António José Seguro, e o presidente da Câmara Municipal de Mirandela, Vítor Correia, que recebeu a distinção em representação do município.

A distinção vem reforçar o percurso do espaço museológico mirandelense, que se tem afirmado como um projeto de referência na preservação da memória ligada à oliveira e à produção de azeite, bem como na divulgação desta atividade profundamente enraizada na identidade transmontana.

Instalado nas antigas instalações da Moagem Mirandelense, o museu tem vindo a assumir-se como um polo cultural e educativo, promovendo visitas, experiências interativas e iniciativas dirigidas a diferentes públicos, com forte ligação ao território e às suas tradições.

Para a autarquia e para as entidades promotoras, este reconhecimento nacional traduz o impacto do trabalho desenvolvido na valorização de um dos produtos mais emblemáticos da região, ao mesmo tempo que reforça Mirandela como destino cultural associado ao património, à gastronomia e ao turismo.

A atribuição do prémio é ainda interpretada como um sinal do crescente destaque da cultura do azeite no panorama nacional, enquanto elemento económico, histórico e identitário das regiões produtoras, em especial em Trás-os-Montes.

Jornalista: Vitória Botelho
Fotos: CM Mirandela

ESCOLA AGRÍCOLA DE CARVALHAIS VISTA COMO PEÇA-CHAVE PARA FIXAR JOVENS NO TERRITÓRIO

 A Assembleia Municipal de Mirandela aprovou, na reunião realizada na passada sexta-feira, uma moção apresentada pela CDU que apela à defesa da Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Carvalhais (EPADRCM), considerada uma instituição de referência na formação agrícola e no desenvolvimento rural da região.


O documento surge na sequência das alterações introduzidas pelo Governo na gestão das escolas profissionais agrícolas públicas, que passam a integrar a esfera de coordenação das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR). A CDU considera que esta mudança poderá colocar em causa o futuro destas instituições e o modelo de ensino especializado que têm vindo a desenvolver ao longo das últimas décadas.

Na moção aprovada, a Assembleia Municipal destaca o papel da EPADRCM na formação de profissionais qualificados para áreas como a agricultura, pecuária, vitivinicultura, turismo e hotelaria, sublinhando a elevada taxa de empregabilidade dos seus alunos e a sua importância para a fixação de jovens no território.

O documento alerta ainda para os riscos associados à transferência de competências, defendendo que a escola deve manter-se sob tutela do Ministério da Educação. Como refere a moção, a EPADRCM é uma instituição com “reconhecida experiência acumulada de décadas no ensino agrícola e cursos vocacionados para o desenvolvimento rural” e constitui um importante motor de desenvolvimento regional.

Entre as recomendações aprovadas está o apelo ao Governo e aos Ministérios da Agricultura e Mar e da Educação, Ciência e Inovação para que garantam “o normal funcionamento da Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Carvalhais, e a preparação do próximo ano letivo”.

A Assembleia Municipal defende igualmente que seja revertida a decisão de transferência para a CCDR Norte, considerando que a especificidade da escola exige um modelo de gestão próprio e adequado às suas características.

A moção foi aprovada por maioria, registando o voto contra do PSD e a abstenção da Iniciativa Liberal e do CDS. O documento será agora remetido ao Primeiro-Ministro, aos ministérios competentes e aos grupos parlamentares da Assembleia da República.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

MIRANDELA ACOLHEU 34.ª EDIÇÃO DO CONCURSO DA CABRA SERRANA

 A 34.ª edição do Concurso da Cabra Serrana voltou a colocar Mirandela no centro da fileira caprina nacional, reunindo produtores, técnicos e visitantes em torno de uma das mais emblemáticas raças portuguesas.

Jornalista: Vitória Botelho

“ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS” ENCANTOU MIRANDELA NUMA NOITE DE TEATRO INTERATIVO

 O Centro Cultural de Mirandela recebeu, na noite de sábado, uma proposta artística diferente e surpreendente, com a Companhia de Teatro Tráscena a apresentar uma adaptação interativa de “Alice no País das Maravilhas”, que conquistou o público pela criatividade, pela participação ativa e pela forte componente solidária.


Inspirada na intemporal obra de Lewis Carroll, a produção transportou crianças e adultos para um universo onde o absurdo, a imaginação e a fantasia ganharam vida em palco. No entanto, ao contrário das versões mais tradicionais, os espectadores foram convidados a desempenhar um papel decisivo no desenrolar da narrativa.

Ao longo do espetáculo, o público foi desafiado a participar ativamente na história, culminando numa votação surpresa que determinou o desfecho da peça. A possibilidade de escolher o final transformou cada apresentação numa experiência única, reforçando a proximidade entre atores e espectadores e tornando a assistência parte integrante da criação artística.

A iniciativa assumiu igualmente uma dimensão solidária, através da recolha de brinquedos e livros em bom estado destinados a apoiar instituições dedicadas à infância. Um gesto que conferiu um significado acrescido à noite cultural, promovendo valores de partilha, cidadania e responsabilidade social.

Esta produção resultou de uma parceria entre a Companhia de Teatro Tráscena, o Município de Mirandela, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Mirandela e a AIC de Mirandela, numa colaboração que evidenciou a importância do trabalho em rede na promoção de iniciativas culturais com impacto comunitário.

Mais do que um simples espetáculo, esta adaptação de “Alice no País das Maravilhas” revelou-se uma experiência imersiva e transformadora, onde a arte serviu de ponte entre gerações, despertando a imaginação dos mais novos e a nostalgia dos adultos.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: CM Mirandela

MAIS DE 600 PARTICIPANTES DERAM VIDA À 3.ª CORRIDA E CAMINHADA DE SÃO PEDRO EM MACEDO DE CAVALEIROS

 As ruas de Macedo de Cavaleiros encheram-se, este sábado, de energia, espírito desportivo e muita animação com a realização da 3.ª edição da LPCNOR – Corrida e Caminhada de São Pedro, iniciativa que voltou a superar as expectativas ao reunir mais de 600 participantes, consolidando-se como uma das principais referências do calendário desportivo do concelho.


Organizado pelo Clube Atlético de Macedo de Cavaleiros, com o apoio do Município, o evento reuniu atletas federados, praticantes ocasionais, famílias e amantes da atividade física num ambiente marcado pelo convívio, pela superação e pelo fair play.

A prova integrou uma corrida de 10 quilómetros, uma caminhada de 5 quilómetros e ainda várias corridas jovens, permitindo a participação de pessoas de todas as idades e níveis de preparação física. A forte adesão demonstrou o crescente interesse da comunidade por iniciativas que promovem hábitos de vida saudáveis e incentivam a prática regular de exercício físico.

Um dos momentos mais simbólicos da jornada foi a presença da atleta macedense Lucinda Moreiras, madrinha desta terceira edição. Com um percurso desportivo marcado por inúmeros títulos e conquistas a nível nacional, a atleta foi homenageada como uma referência do desporto local e um exemplo de dedicação e perseverança para as novas gerações.

Além da vertente competitiva, a iniciativa assumiu-se como uma verdadeira festa da comunidade. As provas destinadas aos mais jovens proporcionaram momentos de entusiasmo e alegria, envolvendo crianças e famílias numa experiência de partilha e incentivo à prática desportiva desde tenra idade.

O sucesso alcançado ficou também a dever-se ao trabalho conjunto de dezenas de voluntários, entidades parceiras e membros da organização, cuja dedicação permitiu garantir o bom desenrolar de toda a operação logística e desportiva.

No final, ficou a certeza de que a Corrida e Caminhada de São Pedro conquistou definitivamente o seu espaço entre os grandes eventos do concelho. Mais do que os tempos registados ou os lugares alcançados, a terceira edição deixou como principal marca a capacidade do desporto para unir gerações, promover estilos de vida saudáveis e fortalecer os laços da comunidade.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: DR

🚙 São Pedro de Sarracenos voltou a receber uma das etapas mais aguardadas do Campeonato Portugal de Trial 4x4

 Ao longo deste dia, o nordeste transmontano foi palco de muita adrenalina, emoção e espetáculo, reunindo equipas de todo o país e inúmeros adeptos da modalidade 
A prova voltou a destacar Bragança como um destino de referência para os grandes eventos desportivos motorizados, com especial participação de pilotos brigantinos.

"À Descoberta do Tartaranhão-caçador - uma ave de rapina ao serviço da agricultura"

 Aproxima-se a atividade "À Descoberta do Tartaranhão-caçador - uma ave de rapina ao serviço da agricultura", que vai realizar-se nos dias 20 e 21 de junho, no Centro Interpretativo do Território, situado na aldeia de Vilarinho de Cova de Lua, concelho de.
Esta atividade decorre no âmbito do ciclo de caminhadas interpretativas "Montesinho a Pé", e será a primeira de várias que terão lugar em pleno Parque Natural do Montesinho. O primeiro dia, iniciará com 12 km de percurso na PR16 - Percurso do Contrabando, entre Vilarinho e La Tejera, ao longo do qual se farão observações de Tartaranhão-caçador (Circus pygargus). Durante a tarde serão apresentados os resultados do projeto Life - SOS Pygargus e no dia seguinte, haverá uma nova caminhada e visita à parcela-piloto de centeio tradicional de Vilarinho, no âmbito do mesmo projeto.

Participe neste evento, e venha conhecer melhor o Parque Natural do Montesinho e o Tartaranhão-caçador. Saiba todas as informações necessárias e o programa em detalhe AQUI.

Há falta de leite para a produção de queijo de cabra e ovelha

Dia Mundial do Dador de Sangue - 14 de Junho


 O Dia Mundial do Dador de Sangue, celebrado anualmente a 14 de junho, é uma das mais importantes datas internacionais dedicadas à solidariedade humana, à saúde pública e à valorização da vida. Esta comemoração presta homenagem a milhões de pessoas anónimas que, através da dádiva voluntária de sangue, ajudam diariamente a salvar vidas em hospitais e unidades de tratamento em todo o mundo.

Esta data representa um reconhecimento mundial do gesto altruísta dos dadores de sangue, cuja generosidade permite que inúmeros doentes tenham acesso a tratamentos, cirurgias, transfusões e cuidados médicos essenciais.

O Dia Mundial do Dador de Sangue foi criado oficialmente em 2004 pela Organização Mundial da Saúde, em parceria com outras organizações internacionais ligadas à saúde e à transfusão sanguínea.

A escolha do dia 14 de junho não aconteceu por acaso. A data assinala o nascimento de Karl Landsteiner, médico e cientista austríaco responsável por uma das maiores descobertas da medicina moderna, os grupos sanguíneos humanos.

Em 1901, Landsteiner identificou os principais grupos sanguíneos, A, B e O revolucionando completamente a medicina transfusional. Graças às suas investigações, tornou-se possível realizar transfusões sanguíneas de forma mais segura, evitando reações fatais que anteriormente eram muito frequentes.

A descoberta valeu-lhe o Prémio Nobel da Medicina em 1930 e abriu caminho para avanços extraordinários na cirurgia, na emergência médica e nos tratamentos hospitalares.

Apesar dos enormes avanços científicos e tecnológicos, o sangue humano continua a não poder ser fabricado artificialmente. Até hoje, não existe substituto capaz de reproduzir completamente as funções do sangue no organismo humano.

Por isso, os hospitais dependem exclusivamente da dádiva voluntária de pessoas saudáveis.

O sangue é essencial para:

Cirurgias complexas; 
Acidentes graves; 
Tratamentos oncológicos; 
Transplantes; 
Partos complicados; 
Doenças hematológicas; 
Cuidados intensivos; 
Emergências médicas. 

Uma única dádiva pode salvar várias vidas, pois o sangue recolhido é separado em diferentes componentes:

Glóbulos vermelhos; 
Plasma; 
Plaquetas. 

Cada componente possui aplicações médicas específicas e pode beneficiar diferentes pacientes.

A ideia de utilizar sangue para salvar vidas existe há muitos séculos. No entanto, as primeiras experiências foram extremamente perigosas.

Nos séculos XVII e XVIII, vários médicos tentaram realizar transfusões entre animais e seres humanos, sem compreender os mecanismos biológicos envolvidos. Muitos pacientes morreram devido à incompatibilidade sanguínea.

Foi apenas após as descobertas de Karl Landsteiner que a medicina passou a compreender os diferentes tipos de sangue e a importância da compatibilidade entre dador e recetor.

Mais tarde, durante as duas Guerras Mundiais, a necessidade urgente de sangue para soldados feridos levou ao desenvolvimento dos primeiros bancos de sangue modernos. Técnicas de conservação e transporte foram aperfeiçoadas, permitindo salvar milhares de vidas em cenários de guerra.

A partir da segunda metade do século XX, os sistemas nacionais de saúde começaram a organizar campanhas de recolha de sangue regulares, incentivando a participação da população.

Dar sangue é um dos gestos mais simples e mais nobres de solidariedade humana. Não exige riqueza, posição social ou conhecimento técnico. Exige apenas vontade de ajudar.

Um dador oferece algo que não pode ser comprado nem fabricado, uma oportunidade de vida para outra pessoa.

Em muitos casos, os beneficiários das transfusões nunca conhecerão quem lhes salvou a vida. Existe, por isso, uma dimensão profundamente humana na dádiva de sangue, um ato anónimo de amor ao próximo.

As organizações internacionais defendem que os sistemas de saúde devem basear-se em dádivas voluntárias e não remuneradas, pois este modelo garante maior segurança, ética e estabilidade no abastecimento de sangue.

Apesar dos avanços na medicina, muitos países continuam a enfrentar dificuldades na recolha de sangue suficiente para responder às necessidades hospitalares.

As reservas diminuem frequentemente durante:

Períodos de férias; 
Ondas de calor; 
Epidemias; 
Catástrofes naturais; 
Crises sanitárias. 

Por essa razão, campanhas de sensibilização desempenham um papel essencial para incentivar novos dadores e manter níveis seguros de abastecimento.

O Dia Mundial do Dador de Sangue procura precisamente:

Agradecer aos doadores regulares; 
Sensibilizar a população; 
Incentivar novos voluntários; 
Promover sistemas de dádiva segura; 
Reforçar a solidariedade internacional. 

Embora os critérios possam variar de país para país, geralmente podem dar sangue pessoas:

Saudáveis; 
Com idade adequada; 
Com peso mínimo recomendado; 
Sem doenças transmissíveis; 
Após avaliação médica simples. 

A dádiva é normalmente rápida, segura e acompanhada por profissionais de saúde especializados.

Além de ajudar outras pessoas, muitos estudos indicam que os dadores regulares tendem a desenvolver maior consciência sobre a própria saúde e hábitos de vida.

Ao longo da História, o sangue sempre esteve associado à vida, à energia, à família e ao sacrifício. Em muitas culturas antigas, era considerado símbolo sagrado da existência humana.

Hoje, continua a representar ligação entre as pessoas. Quando alguém dá sangue, oferece literalmente uma parte de si para salvar outra vida.

Poucos gestos traduzem de forma tão clara a ideia de humanidade partilhada.

Por trás de cada transfusão existe também o trabalho incansável de milhares de profissionais:

Médicos; 
Enfermeiros; 
Técnicos laboratoriais; 
Investigadores; 
Equipas de emergência; 
Voluntários. 

São eles que asseguram a recolha, análise, armazenamento e utilização segura do sangue.

O avanço constante da medicina transfusional permitiu aumentar significativamente a segurança das transfusões, reduzindo riscos e melhorando tratamentos.

Num mundo frequentemente marcado por conflitos, desigualdades e divisões, a dádiva de sangue continua a ser um poderoso símbolo de união humana.

O sangue não conhece fronteiras, religiões, ideologias ou diferenças sociais. Quando uma vida está em risco, apenas importa salvar essa vida.

Celebrar o Dia Mundial do Dador de Sangue é reconhecer a coragem de milhões de pessoas que ajudam desconhecidos sem esperar nada em troca.

É também recordar que qualquer pessoa pode, um dia, precisar de sangue para sobreviver.

Porque dar sangue é oferecer esperança.

É transformar solidariedade em vida.

É provar que um pequeno gesto pode ter um impacto imenso no destino de alguém.

Texto HM - com IA e IN

sábado, 13 de junho de 2026

Padre Vale

CRIANÇAS E SENIORES UNIDOS NO DIA INTERNACIONAL DO BRINCAR

 O Município de Alfândega da Fé assinalou o Dia Internacional do Brincar, a 11 de junho, com uma iniciativa que reuniu crianças e seniores numa manhã dedicada à criatividade, ao convívio e à partilha entre gerações.


A atividade integrou o desafio nacional “Hora do Brincar”, promovido pela Rede Territorial Portuguesa das Cidades Educadoras, que procura sensibilizar para a importância do brincar no desenvolvimento infantil e na construção de comunidades mais inclusivas.

Participaram alunos do ensino pré-escolar, do 1.º ciclo e do Infantário da Santa Casa da Misericórdia, que tiveram a oportunidade de usufruir de momentos de brincadeira livre ao ar livre, transformando os espaços exteriores em locais de descoberta, aprendizagem e interação.

A edição deste ano ficou marcada pela participação dos alunos da Universidade Sénior, que se juntaram às crianças em diversas atividades, proporcionando uma experiência intergeracional pautada pela troca de experiências, afetos e saberes.

A iniciativa reforçou a importância do brincar como um direito fundamental das crianças, ao mesmo tempo que promoveu o envelhecimento ativo e o fortalecimento dos laços comunitários entre diferentes gerações.

Enquanto integrante da Rede Territorial Portuguesa das Cidades Educadoras, o município continua a apostar em projetos que incentivam a participação cívica, a aprendizagem ao longo da vida e a construção de uma comunidade mais próxima e inclusiva.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

BOMBEIROS DE BRAGANÇA REFORÇAM RESPOSTA À EMERGÊNCIA MÉDICA COM SEGUNDO POSTO DO INEM

 A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Bragança passou a dispor de um segundo Posto de Emergência Médica (PEM), reforçando significativamente a capacidade de resposta às ocorrências de socorro pré-hospitalar no concelho e consolidando-se como a única corporação do distrito com duas equipas permanentes do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).


O novo dispositivo resulta de um protocolo celebrado entre a corporação brigantina e o INEM, assinado no passado dia 1 de junho, e traduz-se na disponibilização de uma segunda ambulância afeta ao serviço de emergência médica, equipada com uma equipa operacional em permanência durante 24 horas por dia.

Carlos Martins, comandante dos Bombeiros Voluntários de Bragança, sublinhou a importância deste reforço, lembrando que a corporação realiza, em média, cerca de 400 saídas de emergência médica por mês, enfrentando frequentemente situações de elevada exigência operacional.

“Há dias em que temos seis ocorrências em simultâneo. Os dados demonstram claramente que um único Posto de Emergência Médica era manifestamente insuficiente para responder às necessidades do território”, explicou.

Apesar de assegurar que o socorro à população nunca esteve comprometido, graças ao empenho dos operacionais e ao apoio das restantes viaturas da corporação, o responsável considera que este reforço permitirá uma resposta mais eficaz e célere às situações de emergência.

Atualmente, os Bombeiros de Bragança dispõem de oito ambulâncias de socorro, que, segundo Carlos Martins, estão “muito bem equipadas”. Com a criação do segundo PEM, passam agora a contar com duas ambulâncias do INEM em permanência, cada uma com a respetiva equipa dedicada exclusivamente à emergência médica pré-hospitalar.

Além do impacto operacional, a medida representa também um importante apoio financeiro para a associação humanitária. O INEM atribui às corporações um subsídio mensal de 10.800 euros por cada Posto de Emergência Médica, destinado a suportar despesas com recursos humanos, manutenção das viaturas, combustíveis e materiais utilizados nas operações de socorro.

No distrito de Bragança existem 15 corporações de bombeiros, das quais 12 dispõem de Postos de Emergência Médica. Com este reforço, os Bombeiros Voluntários de Bragança destacam-se pela capacidade acrescida de resposta, numa região onde a rapidez e eficácia do socorro podem revelar-se determinantes na salvaguarda de vidas humanas.

Jornalista: Paulo Silva Reis com Lusa
Foto: DR