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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 23 de junho de 2026

Depois de colocarmos os macedenses à prova, fomos até Bragança e Mirandela descobrir se os transmontanos das cidades vizinhas conhecem bem a Feira de São Pedro 2026 e os artistas que vamos receber nesta edição.

Dr. Fernando Subtil

5 animais salvos da extinção pelos humanos

 Estas cinco histórias contam como os humanos salvaram algumas das espécies mais emblemáticas do nosso planeta da beira da extinção e lhes deram um novo sopro de vida.

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Muitos dos problemas enfrentados por estas espécies e pelos seus ecossistemas devem-se a acções humanas como a exploração dos recursos naturais, a poluição, a perda e degradação dos habitats, a caça indiscriminada ou a introdução acidental de espécies invasoras. No entanto, no meio desta paisagem difícil, há histórias de esperança e sucesso que nos recordam o poder da ação humana para fazer a diferença.

Ao longo da história, cientistas, conservacionistas e comunidades empenhadas de todo o mundo dedicaram tempo, recursos e esforços incansáveis para proteger e salvar espécies da beira da extinção e dar-lhes umasegunda oportunidade. Através de programas de reprodução em cativeiro e de reintrodução ou da aplicação de várias estratégias de conservação, estes esforços conseguiram evitar que alguns animais icónicos desaparecessem para sempre.

Estas histórias desafiam-nos a seguir em frente, chamam-nos a ter consciência do nosso impacto no ambiente e a tomar medidas responsáveis para preservar a vida selvagem e os seus habitats; encorajam-nos a acreditar que podemos fazer a diferença de uma forma positiva e inspiram-nos a tentar continuar a construir um futuro sustentável para todas as espécies que partilham o nosso mundo.

1. BISONTE-AMERICANO

Descrito como Bos bison pelo cientista e naturalista Carl von Linnaeus em 1758 e conhecido actualmente como Bison bison, o bisonte-americano, do qual várias tribos nativas da América do Norte obtinham alimento, abrigo e combustível, foi considerado uma divindade durante séculos. De facto, ainda hoje o é para os índios Sioux ou Lakota.

ISTOCK - Manada de Búfalos no Parque Nacional de Yellowstone.

Foi baptizado de "cibolo" pelos espanhóis aquando da sua chegada às grandes planícies americanas, a que deram o nome de "Llanos de Cíbola" devido ao grande número destes animais que aí pastavam. No entanto, com o posterior povoamento dos ingleses e devido ao elevado valor das suas peles, a espécie foi abatida, levando-a à beira da extinção. Dos estimados milhões de bisontes que podiam pastar na América do Norte, em 1890 o número destes bovídeos herbívoros tinha diminuído para apenas 750.

No entanto, graças aos esforços do Jardim Zoológico do Bronx, em Nova Iorque, que manteve uma pequena manada de sobreviventes, foi dada uma segunda oportunidade à espécie no Parque Natural de Yellowstone e noutras reservas naturais dos Estados Unidos.

Actualmente, estima-se que cerca de 30.000 bisontes vivam em estado selvagem no continente americano e que a população total, incluindo os criados em cativeiro para carne, se aproxime dos 500.000.  Pouco comparado com as estimativas anteriores à chegada dos europeus às Américas, que falam de 10 a 60 milhões de bisontes, mas ainda assim um número mais do que aceitável, considerando que se trata de uma espécie que talvez só tenhamos recordado nos livros de história. 

2. BISONTE-EUROPEU

Um caso semelhante ao do bisonte-americano é o de um dos seus parentes do velho continente: o bisonte europeu, Bison bonasus, também conhecido como bisonte das planícies ou dos Cárpatos. Durante a pré-história, várias espécies de bisontes povoaram e espalharam-se pela Europa, mas, num processo que começou ainda quando os nossos antepassados caçavam com lanças talhadas em pedra, foram desaparecendo gradualmente, deixando o Bison bonasus como o único representante do seu género na Europa.

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3. LINCE IBÉRICO

Outro dos feitos mais notáveis da conservação neste século encontra o seu esplendor na Península Ibérica, onde uma das jóias mais emblemáticas da fauna espanhola, o lince ibérico (Lynx pardinus), esteve perto da extinção na década de 1990.

A espécie enfrentou inúmeras ameaças, sendo uma das mais devastadoras a escassez da sua principal presa, o coelho, devido à mixomatose, uma doença viral que dizimou as populações de coelhos na Península Ibérica.

Assim, na década de 90, a preocupante realidade do lince ibérico estava reduzida a menos de 100 indivíduos dispersos em pequenas comunidades fragmentadas. No entanto, perante este quadro desolador, foi implementado um programa de conservação e recuperação sem precedentes. Foram criados meticulosos centros de reprodução em cativeiro, como o Centro Nacional de Reprodução do Lince-ibérico, em Silves, e o Centro de  Centro Nacional de Cría del Lince Ibérico, em Espanha, ou o e foram realizados meticulosos trabalhos de reprodução.

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Os frutos destes esforços de conservação tornaram-se palpáveis com o início dos programas de reintrodução na primeira década do século XXI, que conseguiram aumentar significativamente a população de lince ibérico. Estes esforços centraram-se na criação de corredores ecológicos, estabelecendo ligações entre diferentes áreas de habitat e incentivando a dispersão do lince. Foram também implementadas medidas rigorosas de combate à caça furtiva e realizadas campanhas de sensibilização para promover a protecção da espécie – outrora, à semelhança de outros predadores ibéricos, considerada um verme – e do seu meio ambiente.

Os resultados actuais mostram um ressurgimento impressionante do lince ibérico. De acordo com os dados mais recentes, estima-se que mais de 1300 exemplares desta emblemática espécie felina vivam em estado selvagem em várias áreas protegidas de Espanha e Portugal. No entanto, o trabalho não está terminado, pois apesar da notável melhoria da sua situação, a espécie continua a ser legalmente considerada "em perigo" nos catálogos espanhol e português de Espécies Ameaçadas de Extinção.

4. BALEIA AZUL 

Com 33 metros de comprimento e cerca de 150 toneladas de peso, a baleia azul – Balaenoptera musculus –, o colosso por excelência dos oceanos, é o maior animal que alguma vez existiu na Terra, mas isso não impediu que estivesse perigosamente perto de desaparecer.

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Estes gigantes eram abundantes nos oceanos do mundo até ao início do século XX. Estima-se que, antes do início da caça comercial à baleia, algumas das suas populações, como a da Antárctida, terão rondado os 250.000 indivíduos. No entanto, durante o início e meados do século XX, quando a indústria baleeira atingiu o seu auge, dezenas de milhares de baleias azuis foram caçadas, principalmente pela sua gordura e óleo, utilizados para múltiplos fins.

Assim, após a introdução, em 1925, de navios-fábrica movidos a vapor, modernizados com rampas de popa e outras características que deram um salto qualitativo na capacidade de caça a estes gigantes, o número de baleias azuis caçadas anualmente aumentou drasticamente.

Estima-se que entre 1930 e 1931 estes navios caçaram uma média de 29.400 exemplares só na região antárctica. Esta situação sustentada levou a que, no final da Segunda Guerra Mundial, a sua população estivesse consideravelmente reduzida, pelo que, em 1946, foram introduzidas as primeiras quotas restritivas do comércio internacional de baleias, mas que se revelaram ineficazes por não diferenciarem as espécies.

Só em 1966 é que a Comissão Baleeira Internacional concedeu protecção legal a estas espécies, marcando um ponto de viragem crucial no seu destino. Desde então, a população de baleias azuis tem registado uma lenta recuperação e, de acordo com os dados mais recentes, estima-se que a população mundial ronde os 10.000 indivíduos.

Os esforços de conservação centram-se actualmente no estabelecimento de áreas marinhas protegidas e na implementação de medidas de monitorização e controlo da caça ilegal. Embora as suas populações actuais revelem uma melhoria em comparação com os números alarmantes do passado, há ainda muito a fazer para garantir a recuperação total e a conservação desta espécie marinha icónica, que apesar de ser caçada por alguns países e de enfrentar ameaças como a pesca acidental ou a colisão com navios, continua a ser classificada pela União Internacional para a Conservação da Natureza como uma espécie em perigo.

5. URSO PANDA-GIGANTE

O panda-gigante – Ailuropoda melanoleuca – é um caso bastante peculiar, pois há quem acredite que esta icónica espécie asiática estaria de facto extinta – ou em vias de extinção – mesmo sem o contributo particular das acções humanas.

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Embora seja verdade que os pandas-gigantes enfrentam uma série de desafios de conservação, alguns deles estão mais relacionados com a sua reprodução e capacidades físicas – em última análise, com a sua própria biologia – do que com os factores externos que condicionam a sobrevivência das espécies de um ecossistema como um todo.

Por exemplo, uma das principais dificuldades enfrentadas por estes animais é a sua baixa taxa de reprodução. São desajeitados na cópula, ao ponto de necessitarem de assistência quando se reproduzem em cativeiro. Para além disso, têm pouco interesse pelo sexo, tendo sido considerados dos animais menos libidinosos do reino animal.

Além disso, as fêmeas dos pandas só são férteis durante um curto período de tempo por ano, entre 24 e 72 horas; têm dificuldade em conceber e, quando engravidam, a taxa de sucesso do parto e de sobrevivência da descendência é bastante baixa.

Outro desafio para os pandas-gigantes é a sua falta de jeito natural. Embora a sua aparência adorável e o seu comportamento brincalhão os tornem adoráveis para muitas pessoas, a sua falta de jeito, francamente, pode ser um grande obstáculo à sua sobrevivência na natureza. Devido à sua estrutura corporal e pernas curtas, os pandas são menos ágeis e menos eficientes na procura de alimentos do que outros animais. Este facto pode dificultar a sua capacidade de encontrar alimento suficiente, o que contribui para os problemas de conservação que enfrentam, incluindo a caça furtiva ou o desaparecimento da sua principal fonte de alimento, o bambu, cujo baixo valor energético significa que necessitam de grandes quantidades de bambu.

No entanto, a recuperação das populações de pandas é um dos feitos mais notáveis no domínio da conservação. Um dos marcos mais importantes neste domínio ocorreu na década de 1980, quando foram criadas na China várias reservas naturais e parques nacionais para proteger o seu habitat. Estas áreas protegidas proporcionaram um ambiente seguro para os ursos panda e ajudaram a abrandar a degradação do seu habitat.

Além disso, foram subsequentemente implementados vários programas de criação em cativeiro, nos quais foram utilizadas técnicas de reprodução assistida, como a inseminação artificial, para aumentar a taxa de reprodução dos pandas em cativeiro e a sua subsequente reintrodução na natureza.

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Assim, ao longo dos anos, os resultados têm sido muito positivos. Estima-se que, em 2004, o censo oficial do panda na China tenha registado uma população de aproximadamente 1.596 indivíduos na natureza. Este foi um aumento significativo em relação às décadas anteriores e deu esperança para a sobrevivência da espécie. Duas décadas mais tarde, em 2022, a população de pandas em estado selvagem aumentou para 1.864 pandas, mais 16,3% do que em 2003. 

Tudo isto levou a que, em 2016, o estatuto de conservação do panda fosse actualizado de "em perigo" para "vulnerável" na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza; mas, embora os dados sejam encorajadores, os conservacionistas avisam que ainda há muito trabalho a fazer.

Héctor Rodríguez
JORNALISTA E EDITOR DE CIÊNCIA E NATUREZA
Actualizado a 2 de julho de 2023

Ls músicos de Bremen – ua cuonta de ls armanos Grimm

Trás-os-Montes distinguiu os melhores vinhos - ENTRE OS 38 VINHOS DISTINGUIDOS, 9 SÃO DO CONCELHO DE MIRANDELA

 A Comissão Vitivinícola Regional de Trás-os-Montes (CVRTM) anunciou, esta terça-feira, em comunicado, os resultados do Concurso Vinhos de Trás-os-Montes 2026, uma iniciativa que reuniu cerca de 120 vinhos de 35 produtores da região.


Reconhecido oficialmente pelo Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), este concurso “constitui um importante momento de valorização dos Vinhos de Trás-os-Montes e dos seus produtores”, salienta Ana Alves, presidente da CVRTM.

As provas decorreram na Casa do Vinho, em Valpaços, e estiveram a cargo de um painel de 15 jurados, composto por profissionais do setor vitivinícola. 

A avaliação foi conduzida “de acordo com critérios rigorosos, garantindo a credibilidade das distinções atribuídas”, adianta Ana Alves.

A edição de 2026 distinguiu 38 vinhos, através da atribuição de 3 Prémios Prestígio, 34 Medalhas de Ouro e 1 Prémio Imagem, reconhecendo o trabalho, a dedicação e a capacidade de inovação dos produtores transmontanos. 9 dos vinhos distinguidos são oriundos do concelho de Mirandela.

A cerimónia de entrega de prémios decorreu, no passado sábado, junto ao emblemático Castelo de Mogadouro, proporcionando um cenário único para celebrar a excelência dos vinhos distinguidos. 

A escolha deste local “reforçou a ligação entre os vinhos premiados e o território que lhes dá origem, contribuindo para a promoção do património, da cultura e da identidade de Trás-os-Montes”, sublinha Ana Alves.

As distinções atribuídas “representam mais do que medalhas. constituem o reconhecimento do compromisso dos produtores com a qualidade e assumem-se como um importante instrumento de valorização dos Vinhos de Trás-os-Montes, projetando a região e os seus produtores junto de consumidores, profissionais do setor e comunicação social”, diz. 

Para a presidente da CVRTM, o concurso é mais do que uma competição. “É uma celebração do território, do trabalho dos nossos produtores e da autenticidade dos nossos vinhos. A diversidade e a qualidade das distinções mostram que Trás-os-Montes está a afirmar-se, com identidade e inovação no panorama Nacional”, afirma Ana Alves.

Resultados Oficiais 

PRÉMIOS PRESTÍGIO 

• Quinta do Sobreiró de Cima - Grande Reserva Tinto 2022 - Quinta do Sobreiró de Cima, SAC, SA 
• Terras de Mogadouro Grande Reserva Branco 2020 - Wine Indigenus, Lda.
• Maria Gins Grande Reserva Vinhas Velhas Branco 2023 - Eulália da Assunção Claro Casado 

PRÉMIO IMAGEM

• Segredo 6 Tinto 2021 - Costa Boal-Family Estates, Lda.

MEDALHAS DE OURO

• De Sousa Grande Reserva Tinto 2022 - Luís Filipe Carvalho de Sousa 
• Quinta de Arcossó Essência Colheita Tardia Branco 2021 - Quinta de Arcossó, Sociedade Vitivinícola, Lda. 
• Valle Pradinhos Grande Reserva Tinto 2020 - Maria Antónia P.A. Mascarenhas 
• Quinta do Sobreiró de Cima Gewurztraminer- Reserva Branco 2021 - Quinta do Sobreiró de Cima, SAC, SA 
• Quinta do Salvante Grande Reserva Vinhas Velhas Branco 2022 - Nuno Miguel Neves, Unipessoal, Lda. 
• Vinhas Velhas Mogadouro Reserva Branco 2023 - Fernando dos Santos Mogadouro 
• Quinta de Arcossó Superior Bago a Bago Tinto 2023 - Quinta de Arcossó, Sociedade Vitivinícola, Lda. 
• Quinta do Sobreiró de Cima - Vinha de Rio Torto Tinto 2012 - Quinta do Sobreiró de Cima, SAC, SA 
• Quinta do Sobreiró de C Cima - Vinha de Rio Torto Branco 2023 - Quinta do Sobreiró de Cima, SAC, SA 
• Quinta do Salvante 8 Gerações Grande Reserva Tinto 2019 - Nuno Miguel Neves, Unipessoal, Lda. 
• Palácio dos Távoras Grande Reserva Vinhas Velhas Branco 2023 - Costa Boal-Family Estates, Lda. 
• Encostas de Sonim - Grande Reserva Família Tinto 2020 - Sociedade Agrícola Encostas de Sonim, Lda. 
• Villela Seca Reserva Vinhas Velhas Tinto 2023 - Alfredo Alves Pires 
• Bago de Ouro Reserva Tinto 2023 - Paulo Jorge Rodrigues Mourão 
• Quinta do Sobreiró de Cima Verdelho-Sauvignon Blanc Branco 2022 - Quinta do Sobreiró de Cima, SAC, SA 
• Flandório Grande Reserva Tinto 2022 - Sociedade Agrícola O Ferrador, Lda. 
• Palmeirim de Inglaterra Branco 2022 - FAIOURA - Sociedade Vitivinícola, Lda. 
• Quinta de Arcossó Grande Reserva Branco 2023 - Quinta de Arcossó, Sociedade Vitivinícola, Lda. 
• Quinta de Arcossó Tinta-Amarela Tinto 2020 - Quinta de Arcossó, Sociedade Vitivinícola, Lda. 
• Casa José Pedro Reserva Tinto 2024 - Casa José Luís Pedro, Unipessoal, Lda. 
• Terras de Mogadouro Tinto 2023 - Wine Indigenus, Lda. 
• Quinta do Poldrado Superior Tinto 2022 - Poldrado Wines, Lda.
• Quinta do Sobreiró de Cima - Vinha 1931 Tinto 2022 - Quinta do Sobreiró de Cima, SAC, SA 
• Encostas de Sonim - Grande Reserva Vinhas Velhas Branco 2021 - Sociedade Agrícola Encostas de Sonim, Lda. 
• Flandório Grande Escolha Branco 2023 - Sociedade Agrícola O Ferrador, Lda. 
• Casal da Fradissa Tinta-Amarela Tinto 2019 - Biossemente Sociedade Agrícola, Lda. 
• Valle Pradinhos Reserva Tinto 2023 - Maria Antónia P.A. Mascarenhas 
• Maria Gins Grande Reserva Vinhas Velhas Tinto 2021 - Eulália da Assunção Claro Casado 
• Terras de Mogadouro Grande Reserva Branco 2021 - Wine Indigenus, Lda. 
• Quinta das Corriças Grande Reserva Branco 2023 - Sociedade Agrícola Quinta das Corriças, Lda. 
• Frederico MJ Reserva Tinto 2024 - Frederico dos Anjos Mendes Jacinto
• Quinta do Poldrado Reserva Tinto 2021 - Poldrado Wines, Lda.
• Trovisco Tinto 2016 - Andreia Sofia Félix Teixeira Menezes Barbosa 
• Persistente Grande Reserva Tinto 2023 - Orlando José Taveira Pardelinha 

Artigo escrito por Fernando Pires (jornalista)

Trabalho de Investigação de Mirandelense distingido pela Faculdade de Desporto da Universidade do Porto

 Inês Lemos, de 23 anos, natural de Mirandela, que frequenta o o 1º ano do Doutoramento em Ciências do Desporto, na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP) foi uma das distinguidas da edição de 2026 do Encontro de Investigação Jovem (IJUP) daquela Universidade, pelo mérito do seu trabalho de investigação em Ciências do Desporto.


A sessão de distinção teve lugar na passada sexta-feira (19 de junho), na Reitoria da Universidade do Porto, reconhecendo os melhores trabalhos apresentados.

Inês Lemos foi premiada na vertente de comunicações orais, pelo seu trabalho denominado “Intracycle Drag Assessment Method (IDAM): A novel approach to measuring active drag through small and controlled perturbations”.

Os encontros científicos IJUP são eventos de periodicidade anual, que ocorrem no início do segundo semestre, onde os estudantes da Universidade do Porto têm a oportunidade para apresentar e discutir os resultados dos estudos em que participaram no âmbito de projetos de iniciação à investigação. 

Este programa “pretende incentivar o envolvimento dos estudantes daquela Universidade em atividades de I&D, o mais precocemente possível, no seu percurso de formação universitária”, explica a Universidade no seu canal de comunicação.

Recorde-se que, já o ano passado, o o irmão de Inês - José Lemos - tinha sido um dos premiados na 15ª Gala do Desporto da Universidade do Porto, na categoria de “Instrutor do Ano” na qualidade de professor das aulas de Natação Adultos, Natação Kids, Circuito Aquático e Pausa Ativa.

Artigo escrito por Fernando Pires (jornalista)

RIO DE ONOR E RIHONOR DE CASTILLA UNEM PORTUGAL E ESPANHA EM EVENTO DE CICLOTURISMO TRANSFRONTEIRIÇO

 As aldeias raianas de Rio de Onor, em Portugal, e Rihonor de Castilla, em Espanha, voltam a estreitar laços através do evento “Pedalando Entre Fronteiras”, uma iniciativa de cicloturismo transfronteiriço que promete reunir participantes de todas as idades num dia dedicado à natureza, à mobilidade sustentável e ao convívio entre comunidades.


A iniciativa realiza-se no próximo dia 28 de junho e integra o projeto IBERLOBO_ON_BIKE, que tem vindo a promover a valorização dos territórios de fronteira através de atividades ligadas ao turismo sustentável, ao património natural e à cooperação ibérica.

Com participação gratuita, o evento foi concebido para famílias, amantes da bicicleta e entusiastas das atividades ao ar livre, proporcionando uma experiência única num dos mais emblemáticos territórios da raia luso-espanhola.

Ao longo do dia, os participantes terão oportunidade de percorrer paisagens naturais de grande beleza, conhecer tradições locais e desfrutar de um conjunto de atividades que promovem a descoberta de um território onde a fronteira física dá lugar à partilha cultural e à proximidade entre povos.

A iniciativa pretende ainda sensibilizar para a importância da mobilidade sustentável e do turismo de natureza, destacando o potencial da bicicleta como meio de exploração do território e de promoção de estilos de vida saudáveis.

Rio de Onor e Rihonor de Castilla constituem um dos mais singulares exemplos de convivência transfronteiriça da Península Ibérica, partilhando uma história secular de cooperação entre comunidades que, apesar de separadas por uma fronteira administrativa, mantêm fortes laços culturais e sociais.

Através deste encontro sobre duas rodas, o projeto IBERLOBO_ON_BIKE procura reforçar essa ligação histórica, incentivando a descoberta de um espaço onde a natureza, o património e a identidade comum continuam a unir Portugal e Espanha.

A organização convida a população a participar nesta jornada de convívio e descoberta, transformando a bicicleta numa ponte entre culturas e num símbolo de um território sem fronteiras.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: DR

Exposição de pintura nos claustros da antiga Sé de Bragança

 De 24 de junho a 30 de setembro, os claustros da igreja da antiga Sé de Bragança, vão acolher a exposição de pintura «Crepúsculo», dos artistas plásticos transmontanos, Ofélia Marrão e José Luís Benites.


Ao longo dos últimos anos, ambos os artistas têm participado em diversas exposições e iniciativas culturais na região.

Ofélia Marrão é autora do painel do altar-mor da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, nas Quintas da Seara, em Bragança.

José Luís Benites, para além da sua atividade como pintor e escultor, tem desenvolvido um trabalho de formação artística junto das camadas mais jovens.

Nos claustros da antiga Sé de Bragança, a exposição pode ser visitada de segunda-feira a sábado, das 10h00 às 13h00 e das 15h00 às 18h00.

Além das obras expostas, os visitantes terão ainda a oportunidade de conhecer os jardins do claustro e o interior da emblemática antiga sacristia, recentemente alvo de uma intervenção de requalificação parcial.

A iniciativa conta com o apoio da União das Freguesias de Sé, Santa Maria e Meixedo.

Fonte: Ecclesia

CAMINHO AO LUAR LEVOU DEZENAS DE PARTICIPANTES A DESCOBRIR ALFÂNDEGA DA FÉ SOB O ENCANTO DA NOITE

 A vila de Alfândega da Fé recebeu mais uma edição do “Caminho ao Luar”, iniciativa integrada no programa Caminhos Infinitos, que proporcionou aos participantes uma experiência única de contacto com o património local, a natureza e as tradições do concelho, num ambiente marcado pela tranquilidade e pela magia da noite.


Ao longo do percurso, os caminhantes percorreram alguns dos locais mais emblemáticos da vila, tendo a oportunidade de descobrir, ou redescobrir, a riqueza histórica, cultural e paisagística de Alfândega da Fé sob uma perspetiva diferente, envolvida pelo ambiente singular proporcionado pela caminhada noturna.

A iniciativa voltou a reunir participantes de várias idades, promovendo hábitos de vida saudáveis, o convívio e a valorização do território, num formato que tem conquistado cada vez mais adeptos ao longo das sucessivas edições do projeto.

Um dos momentos mais marcantes da noite foi a entrega de prémios aos participantes que concluíram as oito caminhadas da presente temporada dos Caminhos Infinitos. Ao longo dos diversos percursos realizados, os participantes completaram um total de 72 quilómetros, demonstrando empenho, espírito de superação e gosto pela descoberta do património natural e cultural do concelho.

O programa Caminhos Infinitos tem vindo a afirmar-se como uma das principais iniciativas de promoção do turismo de natureza e da atividade física em Alfândega da Fé, contribuindo simultaneamente para a valorização dos recursos locais e para o fortalecimento da ligação da comunidade ao território.

Com o encerramento da atual temporada, a organização já prepara o regresso dos Caminhos Infinitos, agendado para setembro, prometendo novas experiências, percursos e desafios para todos os amantes das caminhadas e da natureza.

A edição do “Caminho ao Luar” voltou assim a demonstrar o sucesso de uma iniciativa que alia bem-estar, património e descoberta, proporcionando momentos memoráveis aos participantes e reforçando a atratividade de Alfândega da Fé como destino de turismo ativo e de natureza.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: DR

FREIXO DE ESPADA À CINTA DÁ INÍCIO À ÉPOCA BALNEAR COM PRAIA FLUVIAL, PISCINA E TRANSPORTE GRATUITO

 O concelho de Freixo de Espada à Cinta prepara-se para receber mais uma época balnear, que arranca este sábado, 27 de junho, e se prolonga até 6 de setembro, oferecendo aos residentes e visitantes diversas opções de lazer e contacto com a natureza durante os meses de verão.


Um dos principais atrativos da temporada volta a ser a Praia Fluvial da Congida, situada nas margens do rio Douro, um dos espaços de referência turística do concelho. A partir da abertura oficial da época balnear, a zona de banhos contará com vigilância diária entre as 10h30 e as 19h00, garantindo condições de segurança e conforto aos utilizadores.

No mesmo dia abre também ao público a Piscina Municipal da Congida, que funcionará igualmente todos os dias entre as 10h30 e as 19h00, reforçando a oferta de espaços de lazer para famílias, jovens e visitantes que procuram uma alternativa refrescante durante os meses mais quentes do ano.

Com o objetivo de facilitar o acesso às infraestruturas balneares, a Câmara Municipal disponibilizará ainda um serviço diário de transporte gratuito de e para a Praia Fluvial da Congida, promovendo uma maior mobilidade e incentivando a utilização deste importante espaço de recreio e convívio.

A abertura da época balnear representa um momento importante para a dinamização turística do concelho, que durante o verão recebe milhares de visitantes atraídos pela beleza da paisagem duriense, pela qualidade dos equipamentos de lazer e pela riqueza natural da região.

A autarquia deixa o convite a residentes, emigrantes e turistas para desfrutarem da Praia Fluvial e da Piscina Municipal da Congida, dois espaços que voltam a afirmar-se como destinos privilegiados para momentos de descanso, diversão e contacto com a natureza no coração do Douro Superior.

Jornalista: Edgar Pedreiro
Foto: DR

MOGADOURO REFORÇA APOIO AOS IDOSOS COM EXPANSÃO DO SERVIÇO DE TELEASSISTÊNCIA

 O Município de Mogadouro voltou a reforçar a sua rede de apoio social com a instalação de mais um equipamento de teleassistência, desta vez na aldeia de São Martinho do Peso, num investimento que visa garantir maior segurança, autonomia e qualidade de vida à população idosa do concelho.


Com esta nova instalação, o serviço municipal passa a abranger 65 munícipes, consolidando-se como uma resposta de proximidade essencial no acompanhamento de pessoas em situação de maior vulnerabilidade, sobretudo idosos que vivem sozinhos ou em contexto de maior isolamento.

O sistema de teleassistência permite que, através de um simples toque num botão, o utente possa solicitar ajuda imediata em qualquer momento do dia ou da noite. A resposta é assegurada de forma permanente, 24 horas por dia, 7 dias por semana, garantindo intervenção rápida em situações de emergência.

Para além do apoio em casos urgentes, o serviço integra ainda o programa “Voz Amiga”, que promove contactos regulares com os utentes, contribuindo para o combate ao isolamento social e reforçando a proximidade humana, um dos pilares fundamentais desta iniciativa.

A instalação do novo equipamento contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Mogadouro, António Pimentel, num momento simbólico que evidencia o compromisso da autarquia com políticas sociais ativas e com a proteção dos mais vulneráveis.

Este serviço tem vindo a afirmar-se como uma resposta eficaz no reforço da segurança e do bem-estar dos munícipes, proporcionando não só maior tranquilidade aos utilizadores, mas também às suas famílias, que passam a contar com um sistema de apoio contínuo.

Os interessados em aderir ao serviço podem obter mais informações através do Gabinete de Ação Social do Município ou junto das Juntas de Freguesia, reforçando assim o objetivo de alargar progressivamente esta resposta a mais população.

Jornalista; Paulo Silva Reis
Foto: DR

Macedo de Cavaleiros cria Bolsa de Acompanhantes para apoiar pessoas em situação de vulnerabilidade

 O Município de Macedo de Cavaleiros avançou com a criação de uma Bolsa de Acompanhantes de Maior Acompanhado, uma resposta social destinada a apoiar cidadãos adultos que, por motivos de saúde, deficiência, envelhecimento ou outras limitações, necessitam de acompanhamento na gestão de determinados aspetos da sua vida e não dispõem de retaguarda familiar ou de uma rede de apoio adequada.


A iniciativa surge no âmbito de um protocolo entre a Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros e a Procuradoria da República da Comarca de Bragança, com o objetivo de identificar cidadãos disponíveis para exercer funções de acompanhamento, sempre que tal seja determinado pelo tribunal.

A vereadora da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Cristina Pires, explica a finalidade desta medida:

O acompanhante tem como principal missão apoiar a pessoa acompanhada na tomada de determinadas decisões, sem a substituir em todos os aspetos da sua vida.

As funções são definidas pelo tribunal, de acordo com as necessidades concretas de cada cidadão, e podem abranger áreas como a gestão de assuntos administrativos, patrimoniais e financeiros, ou a representação em matérias relacionadas com a saúde.

Podem integrar esta bolsa cidadãos residentes no concelho de Macedo de Cavaleiros. Os interessados terão de apresentar documentação que comprove o cumprimento dos requisitos exigidos:

Segundo Cristina Pires, a criação desta bolsa permitirá dar resposta a várias situações de vulnerabilidade:

O exercício das funções de acompanhante tem natureza voluntária e não remunerada, sendo a respetiva nomeação efetuada pelo tribunal, nos termos do Regime Jurídico do Maior Acompanhado.

Os interessados poderão manifestar o seu interesse junto da Divisão Municipal de Ação Social.

Jodie Pinto

𝙊 𝙉𝙊𝙍𝘿𝙀𝙎𝙏𝙀 𝙏𝙍𝘼𝙉𝙎𝙈𝙊𝙉𝙏𝘼𝙉𝙊 𝙉Ã𝙊 𝙀𝙎𝙏Á À 𝙑𝙀𝙉𝘿𝘼

 Nasceu a Plataforma Nordeste Vivo, um movimento cívico apartidário, determinado a defender o nosso território, a nossa cultura, identidade e a qualidade de vida das nossas populações contra a imposição de megaprojetosenergéticos (fotovoltaicos e eólicos).

𝙊 𝙉𝙤𝙧𝙙𝙚𝙨𝙩𝙚 𝙏𝙧𝙖𝙨𝙢𝙤𝙣𝙩𝙖𝙣𝙤 𝙣ã𝙤 é 𝙪𝙢 𝙚𝙨𝙥𝙖ç𝙤 𝙫𝙖𝙯𝙞𝙤.

É terra de gente, de memória, de agricultura, caça, biodiversidade e de equilíbrio entre a Comunidade e a Natureza.

𝐎 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐬𝐭á 𝐞𝐦 𝐜𝐚𝐮𝐬𝐚?

A instalação de megaprojetos energéticos em Mogadouro, Miranda do Douro,Vimioso e Torre de Moncorvo ameaça o futuro da região, trazendo impactos irreversíveis:

>Saúde e qualidade de vida da população
>Prejuízos graves na agricultura e pecuária, com a ocupação de solos férteis e áreas de pastorícia (como fizeram e estão a fazer em Tó /Mogadouro);
>Redução significativa nas áreas utilizadas para caça e perdas de conetividade entre as populações de espécies cinegéticas
>Risco para a economia local, ameaça direta ao turismo, perdas significativas na hotelaria e restauração, colocando em risco os novos projetos hoteleiros e os futuros matadouros, ameaçando novos projetos agrícolas, ameaçando os pequenos produtores e raças autóctones.
>Destruição de paisagem e perda de biodiversidade na maior Reserva da Biosfera da Meseta Ibérica

𝗢 𝗾𝘂𝗲 𝗘𝘅𝗶𝗴𝗶𝗺𝗼𝘀?

Somos a favor da transição energética, mas somos contra a imposição industrial.

1. Transparência total nos licenciamentos;
2. Estudos de Impacto Ambiental rigorosos e independentes;
3.Participação efetiva da população nas decisões;
4.Respeito pelo território com um modelo de desenvolvimento sustentável criado com a comunidade e não sobre elas.

“Defender a nossa terra não é ser contra o progresso! É exigir equilíbrio, respeito, bom senso e dignidade para quem aqui vive.”

Dia 12 de Junho: junta-te a nós!

Vem esclarecer as tuas dúvidas e fazer parte desta voz comum.

Próxima reunião de esclarecimento. Aberta a todos.

Data: Sexta-feira, 12 de Junho de 2026, 21H00

Local: Salão dos Bombeiros Voluntários de Mogadouro

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Pelo território.
Pelas pessoas.
Pelo nosso futuro.

Leia o comunicado completo AQUI.

Município reforça equipa de cuidados paliativos com nova viatura

 O município de Freixo de Espada à Cinta adquiriu uma nova viatura destinada ao apoio da Equipa de Cuidados Paliativos, reforçando assim a resposta prestada aos utentes do concelho que necessitam de acompanhamento especializado.


Segundo este município do Douro Superior, esta viatura permitirá assegurar deslocações no âmbito da prestação de cuidados paliativos, contribuindo para uma maior proximidade dos serviços de saúde junto dos doentes e das suas famílias, bem como para uma resposta mais célere, confortável e segura.

“Os cuidados paliativos têm como principal objetivo melhorar a qualidade de vida das pessoas que enfrentam doenças graves, progressivas ou limitadoras, através do alívio do sofrimento, do controlo de sintomas e do apoio físico, psicológico e social, tanto aos doentes como aos seus familiares”, sublinhou a mesma fonte.

Francisco Pinto

Município avança com inventário da tradição oral do concelho

 O município de Carrazeda de Ansiães implementou no terreno uma iniciativa que pretende fazer o inventário da tradição oral nos próximos quatro anos, e que vai percorrer todas as aldeias e lugares deste concelho.


Em comunicado, esta autarquia salienta que o projeto vai insistir na participação ativa da população mais idosa, detentora dos saberes e das tradições orais identitárias do concelho.

O projeto prevê também a realização de oficinas, que oferecem respostas concretas e adaptadas à realidade local, promovendo o envelhecimento ativo, o bem-estar físico e mental, o desenvolvimento de competências pessoais e sociais, e o estímulo à criatividade.

A mesma fonte revela que esta é uma das medidas do projeto “Cultura para Todos”, que pretende criar dinâmicas de coesão social, combate ao isolamento e promoção de atividades de desporto e de exercício físico e atividades relacionadas com a partilha e valorização do conhecimento popular.

As ações já estão no terreno e pretendem fortalecer a coesão social, fomentar o envelhecimento ativo e melhorar a qualidade de vida dos munícipes, com particular foco na integração plena de grupos vulneráveis na comunidade.

Francisco Pinto

Empreendedorismo feminino cresce em Bragança

 Está a crescer o número de mulheres empreendedoras na região. Ainda assim, segundo Ana Carvalho, presidente do Núcleo Empresarial da Região de Bragança (NERBA), o empreendedorismo feminino continua a enfrentar obstáculos, sobretudo no interior do país. “O principal obstáculo é o risco. O risco de abrir negócios no interior é claramente diferente de abrir negócios em grandes centros populacionais ou perto de grandes zonas de transportes. No interior e no feminino, um fator agravado é efetivamente a conciliação trabalho-família”.


Declarações de Ana Carvalho no âmbito da terceira edição do Jantar das Mulheres Empreendedoras, iniciativa que pretende incentivar mais mulheres a criar os seus próprios negócios. E na região, há mulheres dedicadas a muitos setores. “Temos de tudo, o espectro é largo. Temos mulheres mais velhas completamente inspiradoras e temos mais novas a criar também as suas marcas e os seus negócios. Temos de tudo, principalmente produtos endógenos. Mas também temos pessoas a criar marcas de vestuário, também temos muitas marcas ligadas ao azeite premiadas. São várias as áreas, mas mais ligadas a produtos endógenos”.

Quanto ao jantar, segundo a responsável, a adesão ao evento demonstra que a iniciativa está a cumprir os seus objetivos. “A adesão desde o primeiro evento tem sido sempre a crescer e este ano tivemos 51 inscrições, no primeiro ano foram 21, portanto claramente teve impacto. O que nós notamos é, numa primeira fase, troca de partilhas de serviços, de conhecimentos, de empresas, portanto estabelecem-se contactos e criam-se sinergias. Num segundo impacto, nestes encontros empresariais, nestes encontros em que discutimos ideias e negócios, surgem ideias e surgem oportunidades de negócios conjuntos e numa terceira fase o que se nota muito é o encorajamento, o empoderamento, a confiança que se ganha quando se vê pessoas que já foram à frente e que tiveram sucesso”.

A presidente da câmara de Bragança foi convidada a partilhar o seu percurso no evento. Já passou pelo IPB, onde teve funções de docente, pela investigação científica, pelo Governo e pela Assembleia da República. Isabel Ferreira considera que a igualdade entre homens e mulheres ainda está longe de ser uma realidade. “Vou citar uma pessoa muito importante que é o meu filho. Ele diz sempre, a vida de uma pessoa é tão mais rica quanto mais experiências diversas vive e tem. Eu identifico-me com isso. Sempre com um propósito comum, desde que eu me lembro de ser gente, que é o amor à Bragança. Queria essencialmente sublinhar que há mesmo muitos obstáculos. Eu luto pela causa feminina e é algo que tem vindo a intensificar-se, à medida que eu vivo experiências, estas experiências diferentes. A altura em que as mulheres nem sequer podiam votar foi ontem, não foi há séculos e séculos, e portanto temos mesmo que lutar”.

A terceira edição do Jantar das Mulheres Empreendedoras decorreu, no sábado, em Macedo de Cavaleiros, funcionando como espaço de partilha de experiências, criação de sinergias e incentivo ao empreendedorismo feminino na região.

Nordeste Vivo prepara novas ações após primeira sessão de esclarecimento sobre megaprojetos energéticos

 A Plataforma Nordeste Vivo admitiu avançar com providências cautelares e apresentar novas participações ao Ministério Público, na sequência da primeira sessão pública de esclarecimento, realizada em Mogadouro. 


O encontro reuniu cerca de 50 pessoas e, segundo José Jambas, um dos promotores e fundadores do movimento, permitiu confirmar que a população desconhece a verdadeira dimensão dos projetos de energias renováveis previstos para o Nordeste Transmontano. “A maior parte das pessoas que estavam presentes não sabiam do que estava a acontecer. O que tentámos fazer foi elucidar às pessoas da dimensão dos projetos. E devo dizer que, de facto, a dimensão é de tal ordem que entre os que estão construídos e aqueles que estão aprovados, a mancha contínua já ultrapassa os 1500 hectares. Para quem conhece o Planalto Mirandês, desde o cruzamento de Tó, no IC5, até Santiago, todo o lado esquerdo, quem se desloca de Miranda para Mogadouro, ficará coberto de painéis solares. Portanto, a área ultrapassa os 1500 hectares”.

Já em Miranda do Douro, as preocupações centram-se no projeto de hibridização promovido pela Engie, que prevê a instalação de 35 aerogeradores. “São torres com 200 metros de altura, basicamente será um edifício de 66 andares, será mais de metade da Torre Eiffel, isto para que tenhamos ideia do impacto visual”.

Uma das críticas prende-se com a ocupação de solos agrícolas. Segundo José Jambas, os próprios estudos de impacto ambiental apresentados pelos promotores demonstram que centenas de hectares atualmente destinados à produção agrícola deixarão de cumprir essa função. Por exemplo, o Mogadouro 1, que é um dos parques fotovoltaicos já aprovados, tem 293 hectares. De culturas temporárias de sequeiro são 173 hectares. Portanto, veja-se o que é que está a ser ocupado. São áreas que durante 30 anos vão estar completamente sem cultivar. Durante este tempo não vão produzir. E depois vamos ver o que é que vai acontecer, porque até lá seguramente se irá inventar outra tecnologia ou será melhorada, o que é que vai acontecer a este lixo todo? Mas o que é verdadeiramente preocupante são as áreas significativas de solo fértil que são cobertas”.

E diz que o turismo também pode sair muito prejudicado. “É claro que o turista que procura Nordeste Transmontano não vem para ver painéis solares, obviamente. Vem à procura de paisagens fantásticas que temos, lameiros tradicionais, vaca mirandesa, vem provar o nosso vinho, a nossa posta mirandesa. Estamos a falar de parques fotovoltaicos. Quando começarem a surgir na paisagem aerogeradoras, o problema ainda será mais grave”.

Apesar das críticas, José Jambas sublinhou que a Plataforma Nordeste Vivo não é contra a produção de energia renovável, mas não nestes “moldes”. Ou seja, primeiro devem ser ocupados os telhados dos edifícios públicos e privados, as zonas industriais, os parques de estacionamento, os separadores centrais das autoestradas, as linhas férreas e outras infraestruturas já existentes. Só depois faria sentido pensar noutros espaços para a instalação destes projetos, mas nunca em solos agrícolas ou florestais.

Festas, Festividades e Eventos

O Dia do Serviço Público das Nações Unidas – 23 de Junho


 O Dia do Serviço Público das Nações Unidas, celebrado anualmente a 23 de junho, constitui uma das mais importantes homenagens internacionais dedicadas ao trabalho desenvolvido pelos profissionais que servem o interesse público em todo o mundo. Esta data foi criada para reconhecer o valor do serviço prestado pelos funcionários públicos e pelas instituições que trabalham diariamente em benefício das populações, promovendo o desenvolvimento social, económico, cultural e humano das nações.

Não se trata apenas de uma simples celebração institucional, esta efeméride representa um tributo à dedicação daqueles que, muitas vezes longe dos holofotes, asseguram o funcionamento das sociedades modernas. Professores, médicos, enfermeiros, bombeiros, forças de segurança, funcionários administrativos, técnicos municipais, trabalhadores da proteção civil, assistentes sociais, magistrados, profissionais da limpeza urbana, entre muitos outros.

O Dia do Serviço Público das Nações Unidas foi oficialmente estabelecido pela Assembleia Geral das Nações Unidas, através da Resolução 57/277, aprovada em 20 de dezembro de 2002. A ONU determinou que o dia 23 de junho passaria a ser dedicado à valorização do serviço público e ao reconhecimento do papel essencial desempenhado pelos servidores públicos em todas as regiões do planeta.

A decisão surgiu num contexto internacional em que se procurava reforçar a confiança das populações nas instituições públicas e destacar a importância de administrações eficientes, transparentes e responsáveis para o desenvolvimento sustentável das sociedades.

A Organização das Nações Unidas reconheceu que sem serviços públicos fortes seria impossível alcançar objetivos fundamentais como:

a redução da pobreza; 
a promoção da educação; 
o acesso universal à saúde; 
a igualdade social; 
a proteção ambiental; 
a paz e estabilidade internacional. 

Desde então, esta data tornou-se um símbolo global de valorização do compromisso cívico e da responsabilidade social.

O conceito de serviço público está profundamente ligado à ideia de bem comum. Trata-se do conjunto de atividades e funções desempenhadas pelo Estado e pelas instituições públicas com o objetivo de garantir direitos fundamentais e assegurar condições dignas de vida às populações.

Ao longo da História, as civilizações mais organizadas compreenderam que o funcionamento das comunidades dependia da existência de estruturas públicas capazes de administrar recursos, aplicar leis, proteger os cidadãos e promover o progresso coletivo.

Na atualidade, o serviço público assume um papel ainda mais abrangente, estando presente em praticamente todos os aspetos da vida quotidiana:

hospitais e centros de saúde; 
escolas e universidades; 
segurança pública; 
justiça; 
transportes; 
proteção ambiental; 
segurança social; 
serviços municipais; 
apoio social e humanitário. 

Sem estes serviços, a vida em sociedade tornar-se-ia caótica e profundamente desigual.

Os funcionários públicos são frequentemente designados como os pilares sem voz das nações. Em períodos de estabilidade, asseguram o funcionamento regular dos serviços essenciais, em tempos de crise, tornam-se verdadeiros protagonistas da resistência e da solidariedade humana.

A pandemia de COVID-19 demonstrou de forma particularmente evidente o valor destes profissionais. Médicos, enfermeiros, investigadores, técnicos de saúde, forças de segurança, funcionários municipais e trabalhadores de serviços essenciais estiveram na linha da frente, muitas vezes colocando a própria saúde em risco para garantir assistência às populações.

O mesmo acontece em situações de:

catástrofes naturais; 
incêndios; 
conflitos armados; 
crises humanitárias; 
emergências climáticas. 

Nestes momentos, o serviço público revela-se não apenas uma função administrativa, mas um verdadeiro compromisso ético e humano.

As Nações Unidas defendem que administrações públicas eficazes são fundamentais para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030.

Os serviços públicos desempenham um papel decisivo em áreas como:

erradicação da pobreza; 
combate à fome; 
acesso à educação de qualidade; 
igualdade de género; 
acesso à água potável; 
energia sustentável; 
cidades inclusivas; 
ação climática; 
paz e justiça social. 

Sem instituições públicas competentes, transparentes e acessíveis, dificilmente será possível construir sociedades mais equilibradas e sustentáveis.

Associado à celebração desta data, existe também o United Nations Public Service Awards (UNPSA), um prémio internacional criado para distinguir iniciativas inovadoras e exemplares no setor público.

Este prémio reconhece projetos que demonstrem:

inovação administrativa; 
melhoria dos serviços prestados aos cidadãos; 
inclusão social; 
transformação digital; 
sustentabilidade; 
transparência governativa; 
participação cívica. 

Governos locais, instituições nacionais e organismos públicos de diversos países têm sido distinguidos por boas práticas capazes de inspirar outras administrações em todo o mundo.

Em Portugal, o serviço público possui uma longa tradição histórica associada à construção do Estado moderno e ao desenvolvimento das comunidades locais.

Desde os antigos concelhos medievais até à atual administração pública democrática, milhares de profissionais têm contribuído para:

a educação das novas gerações; 
a preservação da saúde pública; 
a segurança das populações; 
a justiça; 
a cultura; 
o desenvolvimento regional. 

Os municípios portugueses, em especial, desempenham um papel fundamental na proximidade às populações, garantindo serviços essenciais e promovendo a qualidade de vida nas cidades e aldeias.

Em regiões do interior, como Bragança e Trás-os-Montes, o serviço público assume frequentemente uma importância ainda maior, devido à necessidade de combater o isolamento geográfico, a desertificação humana e as desigualdades territoriais.

Apesar da sua enorme relevância, o serviço público enfrenta atualmente diversos desafios globais:

A transformação digital exige serviços mais rápidos, acessíveis e eficientes.

As instituições públicas precisam de reforçar a confiança dos cidadãos através de práticas éticas e transparentes.

Os serviços públicos têm de adaptar-se às alterações climáticas e às novas exigências ambientais.

O aumento da esperança média de vida exige novos modelos de apoio social e cuidados de saúde.

Em muitos países, os trabalhadores do setor público enfrentam dificuldades relacionadas com condições laborais, desgaste emocional e falta de reconhecimento.

Celebrar o Dia do Serviço Público das Nações Unidas é reconhecer o valor humano daqueles que dedicam as suas vidas ao serviço da comunidade.

É também um momento para refletir sobre o papel do Estado, da cidadania e da solidariedade coletiva na construção de sociedades mais justas.

Num mundo marcado por crises, desigualdades e rápidas transformações sociais, o serviço público continua a representar:

estabilidade; 
responsabilidade; 
proximidade; 
proteção; 
esperança. 

A 23 de junho homenageiam-se não apenas instituições, mas sobretudo pessoas, homens e mulheres que, diariamente, trabalham muitas vezes de forma discreta para garantir dignidade, segurança e qualidade de vida às populações.

O Dia do Serviço Público das Nações Unidas recorda-nos que o verdadeiro progresso de uma sociedade não se mede apenas pelo crescimento económico, mas também pela capacidade de cuidar das pessoas, proteger os mais vulneráveis e garantir oportunidades para todos.

O serviço público é, acima de tudo, uma expressão de humanidade, compromisso e cidadania.

Celebrar esta data é valorizar aqueles que servem o bem comum e reconhecer que uma sociedade forte depende sempre de instituições públicas competentes, humanas e dedicadas ao futuro coletivo.

Texto: HM - com IA e IN