MEMÓRIAS...e outras coisas...
BRAGANÇA
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Sobre o Blogue
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
sábado, 7 de novembro de 2026
🔧 MELHORAR, PRESERVAR. VALORIZAR.
Da reparação de passeios e sinalização rodoviária à conservação do mobiliário urbano, passando pela melhoria das condições e modernização dos equipamentos escolares, são várias as ações desenvolvidas para tornar Bragança mais segura, funcional e acolhedora.
Com o empenho das equipas municipais, seguimos a cuidar daquilo que é de todos.
Pequenas intervenções, melhorias que fazem a diferença!
LENGALENGAS - FERNANDINHO
Fernandinho foi ao vinho
Partiu o copo no caminho
Ai do copo, ai do vinho
Ai do cu do Fernandinho
➖
E RIMAS DO ARCO-DA-VELHA
[Compilado pela equipa do Luso-Livros]
Sacrum – VII SEPTEM
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")
Nota Editorial: Este texto é uma obra de ficção. Embora possa incluir referências a eventos históricos e figuras reais, a história, os diálogos e as interpretações são fruto da imaginação do autor. Qualquer semelhança com pessoas, vivas ou mortas, é mera coincidência.
Iluminado pela luz tremeluzente, Tomás conseguiu discernir na parede uma pintura quase apagada. Representava um homem de ricas vestes e com uma coroa na cabeça, com um joelho em terra e a cabeça baixa, entregava uma pequena caixa a um cavaleiro templário. Este recebia-a em pé, mas com as duas mãos e a cabeça também curvada.
Olhou, nervoso, para o objeto de madeira quase desfeito pelo tempo. Pequenas tiras de couro serviam de dobradiças. Não media mais de vinte por quinze centímetros, mas parecia importante o suficiente para ocupar o lugar central do altar.
Com as pontas dos dedos, abriu caixa.
Havia o que pareciam três pontas de ferro deformado que ele pegou com cuidado.
Sentiu uma vertigem que o fez vacilar. Por segundos conseguia ouvir choros e gritos e pareceu-lhe estar num ponto alto de onde via mulheres que choravam aos seus pés e uma multidão que parecia gritar e insultá-lo. Dores excruciantes atingiam-no por todo o corpo e o ar fugia-lhe dos pulmões.
Largou os ferros com um arquejo, confundido e alarmado.
Com o coração a bater descompassadamente, abriu muito os olhos ao perceber a forma de longos pregos ao estilo romano, nos pedaços de ferro.
Não era muito religioso, mas a visão atingira-o com violência. A cena surgira-lhe sem aviso e com uma nitidez impossível de ignorar; ainda assim, recusava-se a decidir se tocara uma memória, uma alucinação ou alguma coisa para a qual não tinha nome.
Engoliu em seco e a tremer, aproximou novamente a mão dos cravos e tocou-lhe muito rápido.
Nada aconteceu.
Tentou o gesto novamente, mas demorou o toque mais tempo.
Uma breve náusea fê-lo oscilar, enquanto sentia o coração a querer saltar-lhe do peito.
Prendeu a respiração e agarrou os três cravos de uma vez e fechou os olhos esperando a repetição da violenta visão que tivera.
Tirando a sentir a cabeça às voltas e um cansaço imenso, nada mais o atingiu, mas havia gotas geladas a correr-lhe da testa.
Observou os pregos com mais atenção: pareciam muito mais pesados do que deveriam de ser, eram claramente muito antigos e ostentavam manchas escuras.
“Estarei mesmo a tocar o sangue de Cristo?” — Perguntou-se, assoberbado pela ideia.
Então percebeu um pequeno pergaminho dobrado e queimado pelo tempo no fundo da caixa.
Com os cravos na mão esquerda, encostados ao peito, pegou o pergaminho e abriu-o.
Uma simples frase em latim fora escrita com as estranhas cruzes dos guardiões em cima em baixo. Era trabalho medieval sem dúvida.
Tomás tentou ler:
— In nóminé éius… — acenou negativamente com a cabeça — In nominé éus… — novo aceno — In nómini éus…
Nada.
Percebeu finalmente o que queria dizer: “Em nome Dele”
Percebido o significado, foi mais fácil pronunciar:
— In nó-mi-ne é-ius.
Um estalido profundo percorreu a sala e o chão tremeu. Caliça caiu das paredes.
Um ronco pareceu erguer-se das profundezas.
Percebeu que iniciara alguma coisa com as suas palavras e atirou os cravos de volta para a caixa.
Escutavam-se fortes pancadas na água e, repentinamente, escutou o ladrar alarmado de Freixo que parecia ecoar na gruta.
Voltou-se e deparou com o guardião de pedra em pé frente a ele, com a espada erguida. As letras hebraicas no capacete pareciam emitir uma luminiscência vermelha.
Freixo continuava a ladrar insistentemente.
Tomás esquivou-se ao golpe da espada de pedra que desfez o altar com uma pancada só.
O golém era lento, o que lhe permitiu correr pelo lado dele antes que reagisse, mas a verdade é que ele não parecia preocupar-se com o fugitivo. Destruía metodicamente tudo dentro do cubículo, começando pelo altar e atacando os bojos das colunas.
Cá fora o caos alastrava. As estalactites fluorescentes tombavam uma após outra no lago, extinguindo a luz e bloqueando o sorvedouro. A água, impedida de sair, começava a subir pelas margens lisas.
Os atlantes das colunas, com as letras que tinham gravadas nos pulsos a brilhar como fogo, moviam-se quebrando os suportes e fazendo tombar enormes blocos de granito que se despedaçavam e abriam grandes buracos no chão de calcário.
O outro golém atacava outra coluna mais à frente.
Apavorado, Tomás percebeu que não era o alvo das criaturas. Os guardiões destruíam colunas, altares e passagens com uma finalidade única: fazer desaparecer aquele lugar. Ao pronunciar as palavras, ativara a armadilha que apagaria o segredo — e o enterraria com ele.
Tornou a ouvir o ladrar urgente de Freixo e acabou por o distinguir numa das grutas no dado contrário da lagoa.
Correu para lá.
Episódio Seguinte - Sacrum – VIII OCTO
By Manuel Amaro Mendonça 29 de Setembro, 2026
Manuel Amaro Mendonça é licenciado em Engenharia de Sistemas Multimédia pelo ISLA de Gaia. Nasceu em janeiro de 1965, em Portugal, na cidade de São Mamede de Infesta, no concelho de Matosinhos; a Terra de Horizonte e Mar.
Foi premiado em quatro concursos de escrita e os seus textos foram selecionados para mais de duas dezenas de antologias de contos, de diversas editoras e é membro fundador do grupo Pentautores (como o seu nome indica, trata-se de um grupo de cinco autores) que conta já com cinco volumes de contos publicados.
É autor dos livros "Terras de Xisto e Outras Histórias" (2015), "Lágrimas no Rio" (2016), "Daqueles Além Marão" (2017), “Entre o Preto e o Branco” (2020), “A Caixa do Mal” (2022), “Na Sombra da Mentira” (2022) e “Depois das Velas se Apagarem” (2024), todos editados e distribuídos pela Amazon.
Colabora nos blogues “Memórias e Outras Coisas… Bragança” https://5l-henrique.blogspot.com/, “Revista SAMIZDAT” http://www.revistasamizdat.com/, “Correio do Porto” https://www.correiodoporto.pt/ e “Pentautores” https://pentautores.blogspot.com/
Outros trabalhos estão em projeto, mantenha-se atento às novidades em http://myblog.debaixodosceus.pt/, onde poderá ler alguns dos seus trabalhos, ou visite a página de autor em https://www.debaixodosceus.pt/
GNR ALERTA PARA OS PERIGOS NA ESTRADA COM A CHEGADA DA DEPRESSÃO BRUNA
Com as primeiras chuvas, a água mistura-se com resíduos de óleo e gordura acumulados no asfalto, formando uma camada que reduz a aderência dos pneus e pode tornar a condução particularmente perigosa.
Perante estas condições, as autoridades recomendam alguns cuidados para prevenir acidentes. Entre as principais medidas está a verificação do estado e da pressão dos pneus, uma vez que o desgaste reduz a capacidade de aderência à estrada e aumenta o risco de aquaplanagem.
É igualmente aconselhado reduzir a velocidade, aumentar a distância de segurança em relação aos outros veículos e evitar travagens ou manobras bruscas.
O alerta reforça a importância de adaptar a condução às condições meteorológicas, especialmente nos períodos de chuva mais intensa.
A GNR apela, assim, à prudência dos automobilistas, lembrando que uma condução responsável pode fazer a diferença na prevenção de acidentes e na segurança de todos os utilizadores da estrada.
MOGADOURO RECEBE FEIRA NACIONAL DO MEL E FÓRUM DE APICULTURA EM NOVEMBRO
Ao longo dos três dias, o espaço expositivo «Origem: Mogadouro» vai reunir produtores locais e apresentar uma variedade de produtos endógenos do concelho, entre os quais mel e derivados da colmeia, vinhos, queijos, enchidos, amêndoas e cogumelos.
A iniciativa pretende dar visibilidade à produção local, valorizar os recursos do território e divulgar os sabores e as tradições da região, num encontro que junta o setor da apicultura e os produtores regionais.
SUÇÃES CELEBRA OS SABORES E AS TRADIÇÕES DO PÃO E DO AZEITE EM DOIS DIAS DE FESTA
Uma iniciativa que pretende valorizar os produtores locais, dinamizar a economia e preservar as tradições que fazem parte da identidade rural do território.
Jornalista: Ana Luísa Lopes
sexta-feira, 6 de novembro de 2026
11 DE NOVEMBRO | DIA NACIONAL DAS RAÇAS AUTÓCTONES PORTUGUESAS
Uma manhã de descoberta, partilha e reflexão sobre a importância das nossas raças autóctones na biodiversidade, na tradição e no futuro do mundo rural.
Valorizar as nossas raças é preservar a nossa identidade!
🎶 A música como ponto de encontro, de partilha e de promoção do bem-estar.
Depois dos resultados positivos da primeira edição, a iniciativa regressa para promover o envelhecimento ativo e saudável, reforçar os laços sociais e contribuir para o bem-estar emocional, cognitivo e físico dos participantes.
Uma iniciativa da Associação Vozes Vivas, em parceria com o Município de Bragança, com o apoio da Fundação Belmiro de Azevedo e do Centro Social Paroquial de Santo Condestável.
𝗔𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝘁𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗼 𝗹𝗶𝘃𝗿𝗼 " 𝗜𝗻𝘃𝗲𝗿𝗻𝗼 𝗠𝗮́𝗴𝗶𝗰𝗼 - 𝗥𝗶𝘁𝗼𝘀 𝗲 𝗠𝗶𝘀𝘁𝗲́𝗿𝗶𝗼𝘀 𝗥𝗮𝗶𝗮𝗻𝗼𝘀 𝗜𝗜𝗜"
Inauguração da exposição "Máscaras da Alma entre o Sagrado e o Profano" de Gady
Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo
A física moderna sugere que o tempo não avança – é apenas uma ilusão
Segundo as teorias de Einstein, o tempo depende da velocidade do observador e do campo gravitacional ao qual está submetido, fenómenos que foram demostrados experimentalmente.
O que é o tempo? Um conceito tão familiar parece não precisar de uma explicação. No entanto a física moderna desmontou muitas das nossas intuições e o tempo é, em grande parte, uma ilusão.
A discussão sobre o verdadeiro significado do tempo, incluindo a sua própria existência a um nível fundamental, está hoje mais vivo do que nunca e entronca nas questões mais profundas da física teórica.
Einstein e o espaço-tempo
No início do século XX, Albert Einstein revolucionou nossa concepção do espaço e do tempo com a sua teoria da relatividade especial (1905) e geral (1915), segundo as quais o tempo depende da velocidade do observador e do campo gravitacional ao qual está submetido, fenómenos que foram demostrados experimentalmente.
Desde então que concebemos o tempo como uma dimensão do mesmo género que as três dimensões espaciais: a quarta dimensão.
O Tempo corre mais devagar na cabeça do que nos pés
Suponhamos que o relógio de sua casa marca 10 horas quando você sai para dar um passeio e 11 horas quando regressa. O bom senso diz-lhe que se passou uma hora e o relógio que estava no seu bolso (se estiver a funcionar bem) mostrará o mesmo. Contudo, em termos estritos, isso está incorrecto. Uma vez que se deslocou, o tempo decorrido para si e o seu relógio é ligeiramente inferior do que para o relógio que ficou em sua casa. A diferença é tão mínima que é nula em termos práticos. No entanto, quando se faz este tipo de experiência utilizando relógios atómicos, prova-se que o tempo decorrido é diferente (e a discrepância é exactamente a prevista pela teoria de Einstein).
O mesmo acontece com a gravidade: quanto maior for o campo gravitacional, mais devagar o tempo corre. Quando uma pessoa está em pé, o tempo corre mais depressa na sua cabeça do que nos seus pés – também isto foi comprovado experimentalmente.
Não existe um tempo universal. Não é possível dizer que “num determinado momento”, existe uma determinada realidade, composta por coisas que acontecem em simultâneo em diferentes locais. Para outro observador, os acontecimentos que configuram “a realidade do presente” são outros.
A passagem do tempo para a física
A percepção psicológica mais poderosa que temos acerca do tempo é que, ao contrário do espaço, o tempo flui. Os acontecimentos passados já aconteceram. Existiram, mas já não existem. E os futuros ainda não aconteceram. Só o presente tem uma existência real.
No entanto, não há nada nas equações da física que nos diga que o tempo corre desta forma. Essas leis relacionam acontecimentos ocorridos em tempos diferentes (ou seja, caracterizados por diferentes valores da coordenada tempo), mas não nos dizem que o tempo avança do passado para o futuro.
Por incrível que pareça, a passagem do tempo é provavelmente uma ilusão – e uma ilusão fortíssima
A que se deve essa alucinação colectiva?
Suponhamos que o tempo corria mais devagar. Como se aperceberia disso? Neste jogo não deve cometer o erro de imaginar que o tempo corre mais devagar para todos, excepto para nós. Nós somos parte do universo e, por conseguinte, os processos do nosso cérebro (e os seus pensamentos) também abrandariam em sincronia com os relógios. Portanto, a resposta é que não nos aperceberíamos de nada. Tudo pareceria exactamente igual.
Isto seria assim mesmo que a “passagem do tempo” fosse da frente para trás. Em cada momento, os nossos pensamentos seriam idênticos e, consequentemente, o mesmo se aplicaria às nossas “recordações” e à nossa percepção do tempo.
A seta do tempo
No entanto, o tempo parece passar e fá-lo numa determinada direcção e não na oposta. A isto chama-se a “seta do tempo”. Quando acrescentamos leite a uma chávena de café, ambos se misturam – e isso nunca acontece ao contrário. Quando um ovo cai ao chão, parte-se, mas os seus pedaços nunca se recompõem espontaneamente e o ovo não volta a saltar para as nossas mãos. A razão de ser destes processos aparentemente reversíveis encontra-se no segundo princípio da termodinâmica, segundo o qual “a entropia tende sempre a aumentar”.
Em termos coloquiais, a entropia é semelhante à desordem de um sistema físico. Na verdade, este segundo princípio não é uma lei física, mas pura estatística. Existem muito mais estados desordenados do que ordenados, por conseguinte, a evolução tende sempre a desordenar os sistemas.
Pegue num baralho de cartas com 20 cartas vermelhas sobre 20 cartas pretas e baralhe-o. Isso fará com que o baralho perca a configuração inicial. Por mais que o baralhe, nunca voltará à configuração inicial, embora tal seja possível, em princípio. São estes processos irreversíveis que criam uma seta do tempo, que distinguem o passado (entropia menor) do futuro (entropia maior).
A ordem no Big Bang
No instante do Big Bang, o universo apresentava uma entropia muito baixa, ou seja, muito pouca desordem. Ninguém sabe a razão de ser deste acontecimento fundamental (embora existam modelos interessantes que o explicam), mas, graças a ele, a entropia conseguiu aumentar, dando origem à seta do tempo que nos é familiar.
Desde aquele instante remoto, a entropia nada mais fez do que aumentar através de processos irreversíveis, como os acima mencionados (ovos que se partem, líquidos que se misturam) e outros de maior envergadura (estrelas queimando hidrogénio).
Os processos irreversíveis produzem uma poderosa sensação de causa e efeito nessa ordem temporal. Contudo, essa diferença não existe nas equações da física, pois todos os processos são, na verdade, reversíveis.
A pedra no tanque
Imagine que deixa cair uma pedra num tanque originando as típicas ondas concêntricas à sua superfície. Em princípio, o processo poderia acontecer ao contrário: uma flutuação aleatória da superfície da água daria origem a ondas perfeitamente concêntricas que avançariam até ao centro, onde ocorreria um remoinho que elevaria a pedra desde o fundo do tanque, atirando-a para a sua mão e a superfície recuperaria a calma. Tudo aconteceria como se estivesse a ver um filme ao contrário.
Isto não é proibido pelas leis da física, mas é extraordinariamente improvável devido ao segundo princípio de termodinâmica: os processos decorrem sempre da menor entropia para a maior. E o estado da pedra na nossa mão e o tanque calmo têm muito menos entropia do que a pedra no fundo do tanque e a água ligeiramente agitada pelo impacto da pedra.
Se víssemos uma fotografia de ondas circulares na superfície de um tanque, iríamos relacioná-las (diríamos que “tinham sido causadas”) com alguns estados de menor entropia (por exemplo, a queda de um objecto. O oposto (uma flutuação aleatória da água) é altamente improvável.
Portanto, situaremos a causa no passado, no reino da baixa entropia. É por esta razão que falamos em causas e efeitos, com as primeiras a antecederem os segundos.
E é também a razão pela qual se foram registos e memórias do passado. Se a pedra cair em cima de barro, em vez de na água, as ondas geradas ficam “congeladas”, oferecendo um registo da “causa” que as produziu, que, como dissemos, é sempre um acontecimento do passado.
O mundo está cheio deste tipo de marcas do passado: as crateras da Lua, os fósseis, as construções humanas, etc. Por essa mesma razão, relacionamos os registos do nosso cérebro (as nossas memórias) com acontecimentos do passado que os “causaram”. Isto gera sensação a psicológica de viajarmos do passado para o futuro: do passado (baixa entropia) possuímos registos e memórias abundantes, enquanto o futuro (alta entropia) é incerto. A percepção é que o passado “já aconteceu”, mas o futuro “ainda não”, embora as leis da física não façam exactamente esta interpretação.
A natureza do tempo
Embora a maioria dos físicos estejam de acordo com o que dissemos anteriormente, a verdade é que ainda não conhecemos a natureza do tempo em toda a sua profundidade. E não o faremos até conseguirmos conciliar a teoria da relatividade geral com a mecânica quântica – os dois pilares da física moderna.
De momento, podemos apreciar a ideia de que a passagem do tempo (desejada ou não) é apenas uma ilusão.
Alberto Casas González, Professor de investigação, Instituto de Física Teórica (IFT - UAM - CSIC).
Este artigo foi publicado originalmente em The Conversation
𝐎 𝐨𝐯𝐨 𝐯𝐚𝐢 𝐬𝐞𝐫 𝐨 𝐫𝐞𝐢 𝐝𝐚 𝐦𝐞𝐬𝐚 𝐞𝐦 𝐌𝐢𝐫𝐚𝐧𝐝𝐚 𝐝𝐨 𝐃𝐨𝐮𝐫𝐨 | 𝐅𝐞𝐬𝐭𝐢𝐯𝐚𝐥 𝐆𝐚𝐬𝐭𝐫𝐨𝐧𝐨́𝐦𝐢𝐜𝐨 𝐝𝐨 𝐎𝐯𝐨
Uma celebração da tradição, dos produtos locais e da criatividade à mesa, onde o protagonista é o nosso Ovo Mirandês.
Pratos surpreendentes, sabores autênticos e a arte de bem receber juntam-se para dar vida a uma experiência gastronómica que promete conquistar todos os paladares.
Venha descobrir novas formas de saborear um produto tão nosso!
𝟓 𝐚 𝟖 𝐝𝐞 𝐝𝐞𝐳𝐞𝐦𝐛𝐫𝐨
Há tradições que se preservam. E sabores que merecem ser celebrados!
Álvaro da Cunha Ferreira Leite - Os Governadores Civis do Distrito de Bragança (1835-2011)
Médico.
Licenciado em Cirurgia e Medicina pela Escola Médico-Cirúrgica do Porto.
Governador civil de Bragança (1923). Deputado (1925-1926). Presidente da Câmara Municipal de Vinhais (1950-1955).
Natural do Rio de Janeiro, Brasil.
Filho de João da Cunha Ferreira Leite e de Ermelinda Rossi.
Casou e teve duas filhas, Helena (n. 1904) e Eunice (n. 1911)
Comendador da Ordem de Mérito (1931).
LENGALENGA - ARCO DA VELHA (*)
Arco da velha,
Tira-te daí,
Menina donzela
Não é para ti,
Nem para o Pedro
Nem para o Paulo,
É para a velha
Do rabo cortado
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[(*)Arco-da-velha é uma expressão usada quando se quer referir algo espantoso, inacreditável, inverosímil. Trata-se de uma forma reduzida de arco da lei velha, em referência ao arco-íris, que, segundo o mito bíblico, Deus teria criado em sinal da eterna aliança entre ele e os homens.]
E RIMAS DO ARCO-DA-VELHA
[Compilado pela equipa do Luso-Livros]
*Um projeto desenvolvido na Universidade Politécnica de Bragança chegou à final de um concurso internacional de conservação da natureza!*
A candidatura foi preparada no âmbito da *unidade curricular de Turismo e Recreio da Natureza*. Nesta unidade curricular, os estudantes são desafiados a desenvolver projetos reais de conservação da natureza, em colaboração com organizações não governamentais, para apresentação a concursos internacionais de financiamento.
*É a primeira vez que um projeto desenvolvido neste contexto chega à fase de votação pública!* Este resultado demonstra o potencial da colaboração entre o ensino superior e as organizações de conservação da natureza, aproximando a formação académica dos desafios reais da gestão e conservação dos ecossistemas.
*O que pretende fazer o projeto?*
Recuperar habitats ribeirinhos no Parque Natural do Douro Internacional, criando condições favoráveis ao regresso natural do castor-europeu (Castor fiber) a Portugal, através de:
🌱 Plantação de 5.000 árvores e arbustos autóctones
🌍 Controlo de espécies invasoras e melhoria das condições ecológicas
🤝 Envolvimento das comunidades locais em ações de conservação
O projeto concorre a um financiamento de *30.000 €*, cuja atribuição depende agora da votação pública.
*A votação decorre de 5 a 17 de novembro, até às 12h00 (hora de Portugal continental).*
👉 *Vote AQUI.
*Ajude-nos a apoiar este projeto! Vote e partilhe!*
Tó: Feira de São Martinho no fim-de-semana de 7 e 8 de novembro
O certame é organizado pela Freguesia de Tó e conta com expositores de produtores locais e regionais, como os enchidos feitos com carne de porco bísaro, queijos, mel das serras de Mogadouro e doçaria tradicional.
A iniciativa conta ainda momentos dedicados à comunidade local, como a tradicional matança do porco, o maior comedor de castanhas ou as chegas de touros de raça mirandesa.
A música tradicional e as figuras do solstício estarão presentes para atrair os visitantes.
Paradela: Missa, almoço e magusto na festa de San Martinico
Em Paradela, a conhecida festa em honra de “São Martinico” celebra-se junto à pequena e original capela dedicada a São Martinho de Tours, que foi edificada em 1918, entre as aldeias de Paradela, Ifanes e Aldeia Nova.
Na festa deste ano, a celebração religiosa da eucaristia, em honra de São Martinho, está agendada para as 12h00, de Domingo. No final da missa, realiza-se a procissão com a imagem de São Martinho (uma pequena escultura feita com madeira de castanheiro), ao redor da ermida.
«A designação “San Martinico” é um palavra mirandesa, que expressa o carinho e a afeição que o povo das localidades de Paradela, Ifanes e Aldeia Nova têm para com este santo, do século IV», explicou o presidente de União de Freguesias de Ifanes e Paradela, Nélio Seixas.
Segundo o jovem autarca, antigamente, esta festa religiosa era mesmo uma romaria que atraía a vinda de muitas pessoas à ermida de Sâo Martinico, única em todo o planalto mirandês.
“Diz-se que ao longo do ano, os pastores e os contrabandistas que passavam pela capela depositavam aí as suas esmolas, em sinal de gratidão pela intercessão do santo na guarda das ovelhas e na entrega das mercadorias do contrabando. E essas esmolas financiavam a festa de São Martinho, no dia 11 de novembro”, contou.
No Domingo, após a celebração da eucaristia, está programado o tradicional almoço convívio, com sardinhas, entremeada e durante a tarde o magusto de castanhas assadas, cuja participação tem um custo de 7 castanhas.
“No decorrer da tarde de Domingo, o magusto de castanhas assadas é animado com a música e as danças tradicionais da Terra de Miranda”, acrescentou o autarca.
A festa em honra de “São Martinico” é organizada pela União de Freguesias de Ifanes e Paradela e que conta com as colaborações da Associação Cultural e Fronteiriça de Paradela e do Município de Miranda do Douro.
Lenda de São Martinho
O soldado, conhecido pela sua generosidade, tirou a capa que envergava e com a espada cortou-a ao meio, cobrindo o mendigo com uma das partes.
Mais adiante, encontrou outro pobre homem cheio de frio e ofereceu-lhe a outra metade.
Sem capa, Martinho continuou a sua viagem ao frio e ao vento quando, de repente e como por milagre, o céu se abriu, afastando a tempestade. Os raios de sol começaram a aquecer a terra e o bom tempo prolongou-se durante três dias.
Desde essa altura, todos os anos, por volta do dia 11 de novembro, surgem dias de calor, a que se passou a chamar “verão de S. Martinho”.
Em Portugal, na Festa de São Martinho é tradição fazer-se um grande magusto, beber-se água-pé e jeropiga. Esta é também uma altura em que se prova o vinho novo. Como diz o ditado popular, “no dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho”.
MOGADOURO GARANTE MAIS DE 715 MIL EUROS PARA DOIS PROJETOS DE VALORIZAÇÃO TURÍSTICA
Um dos projetos prevê a criação da Casa da Máscara Ibérica – Centro de Interpretação, em Bemposta, que conta com um apoio aprovado de 315.255,97 euros, para um investimento elegível de 394.069,96 euros. A candidatura foi coordenada pelo Município de Mogadouro, tendo a Junta de Freguesia de Bemposta como entidade promotora e beneficiária.
O futuro espaço pretende dar maior visibilidade às tradições ancestrais associadas às máscaras ibéricas, contribuindo para preservar este património cultural e reforçar a identidade do território, ao mesmo tempo que cria novos motivos de interesse para quem visita o concelho.
A segunda candidatura diz respeito ao Centro Ibérico de Tiro Desportivo, que receberá um financiamento de 400 mil euros, correspondente a um investimento elegível de 556.901,02 euros. O projeto pretende diversificar a oferta turística e desportiva de Mogadouro, criando condições para atrair visitantes e eventos ligados à modalidade.
No conjunto, os dois projetos representam um investimento elegível de 950.970,98 euros, com uma comparticipação de fundos não reembolsáveis superior a 715 mil euros.
Com estas aprovações, Mogadouro reforça a aposta na diversificação da atividade turística, na valorização do património e na criação de novas oportunidades para a economia local, através de projetos que procuram afirmar o concelho como destino de interesse cultural e desportivo.



























