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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

O Município de Bragança apresenta publicamente as Grandes Opções do Plano para o ciclo autárquico 2026-2029: os investimentos, as prioridades e as decisões que irão marcar os próximos anos.

 Uma sessão aberta a todos, para conhecer, compreender e acompanhar as decisões que marcam o futuro do concelho.

Quarta-feira, 25 de fevereiro - 18h30
Auditório Paulo Quintela

A participação é um contributo essencial para um futuro construído com transparência e responsabilidade.

A Nossa Rua, o Nosso Bairro.


 Há uma luz que já não volta. É a luz da infância vivida na rua, sem relógio, sem telemóvel, sem medo. Uma luz feita de pó levantado pelas corridas, de joelhos esfolados e de “galos” na cabeça.

Nos anos 50, 60 e ainda 70, a rua era nossa.

Não havia ecrãs a chamar-nos para dentro. Havia mães à janela a chamar-nos pelo nome quando a sopa arrefecia. Havia o sino da igreja a marcar as horas. Havia o ladrar dos cães, o cheiro a lenha queimada no inverno. E, no meio disso tudo, nós, pequenos reis de um império feito de terra batida.

Jogávamos ao pião, com as mãos calejadas de tanto enrolar a baraça. Quem fazia o pião dançar mais tempo era quase um herói. Jogávamos ao berlinde, com estratégias sérias e olhares concentrados, como se o destino do mundo estivesse naquela covinha feita com o calcanhar. A bola, quase sempre gasta ou improvisada, passava de pé em pé. As balizas eram quatro pedras. As regras eram discutidas aos gritos. E nunca havia árbitro, apenas a justiça bruta da amizade e o poder do “dono da bola”

Havia o jogo do “esconde-esconde” ao cair da noite, quando as sombras se tornavam cúmplices e o coração batia mais depressa no escuro. Havia o “arranca trigo”, a bilharda… Havia o “mata”, o elástico, o saltar à corda, o jogo da macaca (coxipé) desenhado a giz no chão ou com um pau a riscar a terra. E quando chovia, inventávamos corridas de barcos de papel nas enxurradas que escorriam pelas ribanceiras.

Não tínhamos muito. Mas tínhamos tudo.

A imaginação era a nossa tecnologia. Um pau era uma espada. Um galho era uma cana de pesca. Um monte de pedras era um castelo. Um campo abandonado era um estádio internacional. E o mundo parecia grande, imenso, mas ao mesmo tempo cabia todo entre a janela do nosso quarto e o fundo da rua.

As tardes de verão eram intermináveis. O calor colava a camisa às costas, mas ninguém queria parar. O pó entrava nos sapatos, nos cabelos, nas narinas, e era quase um perfume de liberdade. No inverno, o frio cortava as mãos, mas bastava correr para aquecer. E se alguém caía, levantava-se com um “não foi nada” e continuava.

Havia uma comunidade discreta que nos protegia. Todo o bairro era um pouco mãe, um pouco pai. Se fazíamos asneira, chegava primeiro aos ouvidos de casa do que nós próprios. Mas também havia uma confiança profunda, podíamos andar soltos. Podíamos explorar. Podíamos crescer.

Hoje, quando passo por algumas dessas ruas, dos antigos bairros, sinto uma pontada profunda. As portas estão fechadas, são condomínios onde as portas se fecham automaticamente. Os poucos largos estão vazios. O silêncio pesa onde antes havia gritos e risos. Muitos amigos partiram para outras cidades, para o estrangeiro, para outras vidas. E aquele tempo ficou suspenso, como uma fotografia desbotada pelo sol.

Tenho saudades. Saudades do som das sandálias a bater no chão. Saudades do “já vou!” gritado da janela. Saudade do sabor do pão com qualquer coisa, comido à pressa para voltar à rua. Saudades de regressar a casa suado, sujo, feliz.

Naquele tempo, não sabíamos que éramos felizes. Éramos apenas livres.

Aprendemos na rua o que nenhum manual ensina. Negociar, perder, ganhar, partilhar, defender-nos, confiar. Aprendemos que a amizade se constrói na disputa e nos sorrisos. Aprendemos que o tempo não era um inimigo, era um campo aberto.

Bragança era pertença. Era identidade. Era o vento a soprar forte no inverno e as aves a cantar no verão. Era a terra dura que nos ensinava resistência. Era o horizonte largo que nos ensinava a sonhar. O desaparecimento dos bairros tirou-nos uma parte muito importante da nossa identidade.

Talvez o mundo tenha mudado demais. Talvez as crianças de hoje tenham outros universos, digitais, rápidos, luminosos. Mas há muita coisa que se perdeu nesta transição. Perdeu-se a lentidão da tarde que nunca mais acabava, a aventura de atravessar a rua inteira só para chamar um amigo, a alegria simples de um jogo que não precisava de bateria.

Quando fecho os olhos, ainda ouço os passos. Ainda vejo as corridas. Ainda sinto o coração a bater no esconde-esconde. E percebo que aquela infância não morreu, vive em mim, como uma chama pequena mas persistente.

As ruas já não são as mesmas. Mas dentro de nós, esses saudosos anos continuam a correr descalços pela terra quente dos Bairros de Bragança.

E talvez seja isso que nos salva do esquecimento. A MEMÓRIA. Uma memória que cheira a pó e a liberdade. Uma memória que tem o som de gargalhadas ao entardecer. Uma memória que nos lembra que, um dia, fomos donos do mundo, mesmo que esse mundo fosse apenas uma rua… a nossa rua e o nosso bairro.

HM
Fevereiro de 2026

A 𝐩𝐞𝐜̧𝐚 𝐝𝐞 𝐭𝐞𝐚𝐭𝐫𝐨 “𝐒𝐞 𝐀𝐜𝐫𝐞𝐝𝐢𝐭𝐚𝐫𝐞𝐬 𝐌𝐮𝐢𝐭𝐨” estará em cena no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros, no dia 𝟐𝟖 𝐝𝐞 𝐟𝐞𝐯𝐞𝐫𝐞𝐢𝐫𝐨, pelas 𝟐𝟏𝐡𝟑𝟎.

 𝐒𝐚𝐫𝐚 𝐁𝐚𝐫𝐫𝐚𝐝𝐚𝐬 e 𝐃𝐢𝐨𝐠𝐨 𝐌𝐚𝐫𝐭𝐢𝐧𝐬 sobem ao palco para contar a história de 𝐀𝐥𝐞𝐱 e 𝐑𝐮𝐩𝐞𝐫𝐭, 𝐮𝐦 𝐜𝐚𝐬𝐚𝐥 𝐢𝐦𝐩𝐫𝐨𝐯𝐚́𝐯𝐞𝐥 com personalidades opostas. Nunca deveriam ter-se conhecido, quanto mais apaixonado. No entanto, graças a um capricho do destino, cruzam-se uma manhã no metro e tudo muda. E acabam por surgir todos os sinais de uma família pronta para crescer.


A 𝐧𝐚𝐫𝐫𝐚𝐭𝐢𝐯𝐚 𝐝𝐞 𝐂𝐨𝐫𝐝𝐞𝐥𝐢𝐚 𝐎'𝐍𝐞𝐢𝐥, pontuada por momentos de humor, 𝐥𝐞𝐯𝐚 𝐨 𝐩𝐮́𝐛𝐥𝐢𝐜𝐨 𝐚 𝐦𝐞𝐫𝐠𝐮𝐥𝐡𝐚𝐫 𝐧𝐚𝐬 𝐩𝐫𝐨𝐟𝐮𝐧𝐝𝐞𝐳𝐚𝐬 𝐝𝐚𝐬 𝐞𝐦𝐨𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐡𝐮𝐦𝐚𝐧𝐚𝐬 e na extraordinária capacidade de acreditar no impossível, revelando-se uma experiência pungente e inspiradora.

𝐔𝐦𝐚 𝐧𝐨𝐢𝐭𝐞 𝐝𝐞 𝐭𝐞𝐚𝐭𝐫𝐨 𝐢𝐦𝐩𝐞𝐫𝐝𝐢́𝐯𝐞𝐥.

O bilhete tem um custo de 𝟑€ e pode ser adquirido presencialmente no Centro Cultural ou através do telefone 278 428 100.

𝐇𝐨𝐫𝐚́𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐚 𝐛𝐢𝐥𝐡𝐞𝐭𝐞𝐢𝐫𝐚 

Dias úteis: 10h00 - 12h30 | 13h30 - 17h00
Dia de espetáculo: 16h00 - 18h00 | 20h30 - 21h30

Poeta, cantor e compositor, José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (ZECA AFONSO) nasceu a 2 de agosto de 1929, em Aveiro, e faleceu a 23 de fevereiro de 1987, em Setúbal.

TRÁS-OS-MONTES CELEBRA O DIA DE BADEN-POWELL COM DEZENAS DE GRUPOS ESCUTITAS MOBILIZADOS NA REGIÃO

 Assinalou-se ontem, 22 de fevereiro, o Dia de Baden-Powell, também conhecido como Dia do Fundador, data que evoca o nascimento de Robert Baden-Powell, criador do movimento escutista mundial. A efeméride é celebrada pelos escuteiros como um momento de reflexão sobre os valores, o legado educativo e o impacto do escutismo na formação integral das novas gerações.


Em Trás-os-Montes, a data ganha particular significado. De norte a sul da região, multiplicam-se os agrupamentos e núcleos escutistas que, ao longo de décadas, têm desempenhado um papel determinante na educação não formal de crianças e jovens. Presentes em diversos concelhos transmontanos, das sedes de distrito às vilas e freguesias do interior, estes grupos constituem uma rede ativa e enraizada nas comunidades locais.

Mais do que estruturas juvenis, os agrupamentos escutistas transmontanos assumem-se como espaços de formação cívica, voluntariado e promoção de valores. Através de atividades ao ar livre, ações solidárias, participação em iniciativas culturais e colaboração com instituições locais, os escuteiros contribuem para reforçar o espírito comunitário e a coesão social na região.

O Dia de Baden-Powell é, por isso, vivido não apenas como uma celebração simbólica, mas como a reafirmação de um compromisso coletivo. Em Trás-os-Montes, onde o associativismo desempenha um papel central na dinamização social, o escutismo continua a afirmar-se como uma verdadeira escola de cidadania, liderança e serviço.

Ao recordar o fundador do movimento, os escuteiros transmontanos renovam a promessa de viver segundo os princípios que orientam o escutismo há mais de um século: responsabilidade, solidariedade, respeito pela natureza e dedicação ao próximo. Num território marcado pela identidade forte e pelo sentido de comunidade, o escutismo mantém-se vivo, dinâmico e presente, sustentado pelo trabalho dedicado dos seus inúmeros grupos espalhados por toda a região.

A Redação,
Foto: DR

CORRIDA SOLIDÁRIA ASSINALA 150 ANOS DA PSP EM BRAGANÇA

 A Polícia de Segurança Pública (PSP) de Bragança promove, no dia 15 de março, a Corrida Solidária – 150 Anos PSP, uma iniciativa desportiva e solidária integrada nas comemorações do 150.º aniversário da força policial no distrito.


A prova, aberta a toda a comunidade, tem partida e chegada na Rua Bragança Paulista, com início às 10h30, e inclui uma corrida de aproximadamente 10 quilómetros e uma caminhada solidária de cerca de 5 quilómetros, envolvendo participantes de todas as idades.

A organização está a cargo do Comando Distrital da PSP de Bragança, com o apoio da Câmara Municipal de Bragança, da União das Freguesias da Sé, Santa Maria e Meixedo, do Corpo Nacional de Escutas – Agrupamento XVIII de Bragança, dos Bombeiros Voluntários de Bragança e com organização técnica do Ginásio Clube de Bragança.

O valor líquido angariado reverterá integralmente a favor do Agrupamento XVIII de Escuteiros de Bragança e da Delegação de Bragança da Liga Portuguesa Contra o Cancro, reforçando a vertente solidária do evento.

As inscrições decorrem até às 23h59 do dia 08 de março, através da plataforma online indicada pela organização.

Haverá classificação geral masculina e feminina e por escalões de veteranos, estando a cerimónia de entrega de prémios marcada para as 12h30. A iniciativa pretende assinalar um século e meio de serviço à comunidade, promovendo simultaneamente a prática de atividade física, a proximidade e a solidariedade no concelho.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: PSP – Comando Distrital de Bragança

FORTE ADESÃO MARCA MERCADINHO FLOR DA AMENDOEIRA EM ALFÂNDEGA DA FÉ

 O Mercadinho Flor da Amendoeira voltou a afirmar-se como um dos momentos mais aguardados da programação em Alfândega da Fé, ao reunir, este fim de semana, dezenas de visitantes no Lagar D’el Rei, num ambiente marcado pela promoção dos produtos locais e pela celebração das tradições do território.


O espaço transformou-se num ponto de encontro entre produtores, visitantes e curiosos, que aproveitaram a iniciativa para conhecer de perto o que de melhor se faz na região. Entre bancas de produtos endógenos e propostas gastronómicas, o destaque foi para os momentos de showcooking e para as degustações de amêndoas.

As demonstrações culinárias, conduzidas com recurso a ingredientes locais, evidenciaram a versatilidade da amêndoa e reforçaram a importância deste produto na identidade e na economia do concelho. As provas comentadas permitiram ainda dar a conhecer diferentes variedades e formas de confeção, despertando sabores e memórias associadas à tradição transmontana.

A adesão registada confirma o crescente dinamismo do Mercadinho Flor da Amendoeira enquanto plataforma de valorização dos produtores locais e de promoção turística de Alfândega da Fé.

O Mercadinho regressa já no próximo fim de semana ao Lagar D’el Rei, prometendo novos momentos de partilha, sabores e animação, num convite aberto a residentes e visitantes para voltarem a descobrir os encantos da amêndoa em flor e da tradição local.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: CM Alfândega da Fé

CIM DOURO REGRESSA À BTL 2026 COM “DISCOVER DOURO” E REFORÇA A APOSTA NA HOSPITALIDADE COMO MARCA DO TERRITÓRIO

 A Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro) volta a marcar presença na BTL – Better Tourism Lisbon Travel Market, reafirmando a sua estratégia de promoção integrada e internacionalização do território. No Pavilhão 2, o stand “Discover Douro” será a montra privilegiada da diversidade, autenticidade e excelência de uma região que continua a afirmar-se como destino de referência no panorama turístico nacional e internacional.


A participação na maior feira de turismo realizada em Portugal surge na continuidade da campanha “Que Douro És Tu?”, lançada em 2025, e que convida visitantes, operadores e investidores a descobrirem as múltiplas identidades do território duriense. Esta iniciativa pretende reforçar a notoriedade da marca Douro, consolidando o seu posicionamento competitivo junto dos mercados estratégicos.

A presença na BTL representa mais um passo num percurso consistente de promoção externa, que incluiu a participação na FITUR, em Madrid, onde o Douro voltou a captar a atenção do mercado internacional.

Um dos momentos altos da participação em Lisboa será o lançamento oficial do livro “Host Douro”, numa sessão que decorrerá no Prado, reunindo personalidades ligadas ao turismo, à gastronomia e à hospitalidade. A obra resulta do evento homónimo, realizado em Lamego, que se destacou como uma iniciativa pioneira no debate e reflexão sobre o futuro da hospitalidade.

João Gonçalves, presidente da CIM Douro, sublinha que “estar na BTL é afirmar o Douro no centro das grandes decisões do turismo nacional e internacional”, defendendo que o turismo “é não apenas um setor económico, mas um instrumento essencial para manter vivas as nossas tradições, cultura e comunidades”.

Com nova presença na BTL, a CIM Douro renova o convite a profissionais e visitantes, a descobrir o Douro e a responder à pergunta que serve de mote à campanha, que Douro é cada um de nós.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: CIM Douro

MIRANDA DO DOURO CELEBROU TRADIÇÕES NO FESTIVAL “DOURO SUPERIOR COM VIDA E MOVIMENTO”

 Miranda do Douro foi ontem, 22 de fevereiro, o epicentro da cultura e das tradições do Douro Superior, ao acolher a quarta edição do Festival Cultural “Douro Superior com Vida e Movimento”. A iniciativa, promovida pela Associação de Municípios do Douro Superior em parceria com o Município de Miranda do Douro, voltou a afirmar-se como um espaço de celebração da identidade regional e de valorização do património imaterial.


O evento reuniu centenas de participantes e espectadores, num ambiente marcado pelo convívio, pela música e pela dança tradicional. Desde a concentração inicial no Arquivo Municipal até ao momento de encerramento no Largo D. João III, a cidade viveu uma jornada de partilha cultural, com forte envolvimento da comunidade local.

O cartaz integrou grupos representativos de vários concelhos do Douro Superior, evidenciando a riqueza e diversidade das expressões etnográficas da região.

A organização destacou a importância de continuar a promover iniciativas que aproximem os municípios do Douro Superior e que preservem as tradições para as gerações futuras.

Mais do que um festival, “Douro Superior com Vida e Movimento” voltou a afirmar-se como um verdadeiro encontro de comunidades, onde a cultura se assume como elo de ligação e motor de dinamização regional.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: CM Miranda do Douro

UNIDADE LOCAL DE SAÚDE DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO REFORÇA CAPACIDADE DIAGNÓSTICA COM TÉCNICA INÉDITA NA REGIÃO

 O Serviço de Pneumologia da Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD) realizou, pela primeira vez na região, um procedimento de broncoscopia com EBUS Radial (Endobronchial Ultrasound), marcando um avanço significativo na diferenciação técnica e na modernização dos cuidados respiratórios no interior norte do país.


A nova técnica, minimamente invasiva, permite, através de ecografia endobrônquica, localizar e caracterizar com maior precisão lesões pulmonares periféricas e estruturas situadas fora da via aérea principal. Esta abordagem orienta de forma mais rigorosa a colheita de amostras para análise, contribuindo para diagnósticos mais rápidos, seguros e eficazes, um fator determinante sobretudo na suspeita de patologias graves, como o cancro do pulmão.

A intervenção foi conduzida pela equipa de Pneumologia, com o apoio do Serviço de Anestesiologia, no âmbito da estratégia de inovação e diferenciação da área de Broncologia da ULSTMAD.

O responsável pela Unidade de Broncologia, Dr. Rafael Noya, sublinha a importância do momento: “Este é um passo particularmente relevante para a ULSTMAD e para toda a região, porque o EBUS Radial reforça a nossa capacidade diagnóstica e aproxima a resposta prestada no interior daquela que existe nos grandes hospitais centrais”.

Também a diretora do Serviço de Pneumologia, Professora Doutora Bebiana Conde, destaca o impacto clínico da nova valência: “Trata-se de um método de diagnóstico altamente diferenciado, com especial relevância na abordagem das doenças pulmonares, incluindo o cancro do pulmão, em que a deteção precoce é determinante para o sucesso do tratamento”.

O Conselho de Administração da ULSTMAD congratulou-se com a implementação da técnica, considerando-a mais um passo na melhoria contínua da qualidade dos cuidados de saúde prestados à população de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Com esta inovação, a região passa a dispor de uma resposta clínica mais avançada e próxima, reduzindo a necessidade de referenciação para centros hospitalares distantes e reforçando a equidade no acesso a cuidados diferenciados.

A Redação,
Fotos: DR

CARRAZEDA DE ANSIÃES INCENTIVA PREPARAÇÃO DE FAMÍLIAS PARA SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA

 A Proteção Civil Municipal de Carrazeda de Ansiães apela à população para que esteja preparada para situações imprevistas, destacando a importância de um Kit de Emergência e de um Plano Familiar bem estruturado.


De acordo com a autarquia, um Kit de Emergência deve conter os itens essenciais para três dias, incluindo água e alimentos não perecíveis, lanternas com pilhas, rádio portátil, powerbank carregada, medicamentos de uso diário, caixa de primeiros socorros, cópias de documentos importantes, bem como agasalhos e artigos de higiene pessoal.

Para além do kit, a Proteção Civil aconselha a criação de um Plano Familiar de Emergência, que inclua a definição de um ponto de encontro, contactos de emergência acessíveis, estratégias de comunicação em caso de necessidade e instruções claras para as crianças sobre como agir.

A autarquia reforça que estas medidas simples podem proteger a família e proporcionar uma maior tranquilidade em momentos críticos, sublinhando que a prevenção e a preparação são determinantes para minimizar riscos e garantir uma resposta rápida e segura perante situações de emergência.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: CM Carrazeda de Ansiães

Livro ‘Máscaras Rituais de Portugal’ documenta uma centena de máscaras tradicionais

 O livro assume-se como um instrumento de memória e estudo, contando com textos da autoria de vários especialistas da máscara, como António Tiza, Alfredo Cameirão, Antero Neto e Alex Rodrigues.


Durante o festejo dos mil diabos em Vinhais, foi apresentada, sábado, a obra Máscaras Rituais de Portugal – Coleção de Roberto Afonso.

Um livro que reúne mais de uma centena de máscaras de várias regiões do país e que resulta de uma coleção privada itinerante, iniciada em 2017.

 Roberto Afonso explica que a obra reúne imagens de todas as peças da coleção, contextualizadas com datas, localidades e textos de vários especialistas na área das mascaradas.

“O que eu pretendi foi divulgar, de uma forma organizada quase como um roteiro das festas mascaradas em Portugal, todas estas manifestações, desde as festividades do solstício de inverno, mas não só. Está tudo explicado com textos acessíveis e imagens de todas as máscaras da coleção.”

Outro objetivo de Roberto Afonso passa por promover e valorizar a marca identitária de todas as comunidades.

“Um dos principais objetivos é promover estas festas e fazer com que as populações sintam orgulho na sua marca identitária. Aquilo que há uns anos era visto com vergonha, hoje começa a ser motivo de orgulho. E também é uma forma de promover os artesãos e dar algum retorno às comunidades.”

A exposição da coleção encontra-se agora patente no Museu Etnográfico da Lousã. O livro assume-se como um instrumento de memória e estudo, contando com textos da autoria de vários especialistas da máscara, como António Tiza, Alfredo Cameirão, Antero Neto e Alex Rodrigues.

Escrito por Rádio Brigantia.
Foto: CM Vinhais 
Jornalista: Cindy Tomé

Mil Diabos animam Vinhais e ritual marca o fim da estação escura

O ritual místico termina com a queima e a revelação do rosto da morte, dando assim por terminada a estação escura e a chegada da primavera. E como dita a tradição “quem p’ró rosto da morte olhar, por mais um ano a irá afastar.”


Os tão característicos diabos andaram, sábado, à solta por vinhais. Após a missa de imposição das cinzas, pelo menos mil diabos caçam as raparigas da vila, arrastando-as até ao purgatório num carro de bois.

A tradição é antiga, mas hoje o ritual é sobretudo simbólico. Já não há chicotadas reais e tudo decorre num ambiente de brincadeira. Os mais novos participam com entusiasmo e fazem questão de integrar o cortejo, mesmo sem conhecerem bem a origem do costume.

É o caso do Rodrigo e da Mariana que já fazem isto há algum tempo. Este ano foram disfarçados de anjos, mas já foram diabos e outros personagens. Ainda assim, afirmam preferirem ir de anjo.

As encenações que acompanham o cortejo estão a cargo da Filandorra – Teatro do Nordeste, contando também com o grupo de teatro da Escola Municipal, com 30 alunos de várias idades. O diretor artístico da companhia, David Carvalho diz sentir-se lisonjeado por o município confiar na Filandorra para animar esta celebração.

“Isto é uma festa final, digamos assim, das festas de inverno. E este trabalho aqui dá-nos muito contentamento. Primeiro a confiança que a Câmara manifestou ao longo dos anos e sobretudo a escola municipal que eu dirijo artisticamente e ver que efetivamente que este é um projeto para lavar e durar, como se diz em linguagem popular.”

O autarca Luís Fernandes destaca que este é um evento de referência na agenda cultural da vila, e que traz, ao concelho, muitos visitantes curiosos pela tradição.

“O evento integra-se nas chamadas festas de inverno, começam, é verdade, em Cidões, com a festa da cabra e do canhoto, e terminam hoje com a procissão dos mil diabos. Há várias atividades, vários eventos em outros locais, e é verdade que cada vez mais, mesmo noutros locais do concelho onde é se fazem estas atividades, cada as pessoas aderem. Aquilo que pretendemos com este evento é torná-lo, como eu digo, cada vez maior e fazer com que, cada vez mais, tragam mais gente de outros lados da nossa região, do país e mesmo do estrangeiro”, disse.

O ritual místico termina com a queima e a revelação do rosto da morte, dando assim por terminada a estação escura e a chegada da primavera. E como dita a tradição “quem p’ró rosto da morte olhar, por mais um ano a irá afastar.”

Tradição cumprida, despedida do inverno feita, para o ano há mais.

Escrito por Rádio Brigantia.
Jornalista: Cindy Tomé

Bragança celebrou 562 anos de elevação a cidade

 Município homenageou "quem dedicou a sua vida, e quem dedica a sua vida ao desenvolvimento de Bragança nas mais diversas áreas da cultura, do desporto, da economia, da saúde, da educação", tendo homenageado, pela primeira vez, pessoas das freguesias do concelho de Bragança. 


O Município de Bragança festejou, sexta-feira, os 562 anos de elevação a cidade recordando e homenageando aqueles que contribuíram e contribuem para que a mesma cresça e evolua.

O dia da cidade começou com a apresentação do livro “Bragança: Memórias e Caminhos de Futuro”, do antigo autarca Jorge Nunes.

Seguindo-se à noite de uma sessão solene comemorativa no teatro municipal de Bragança. Várias personalidades foram premiadas e homenageadas entre elas, recebeu a medalha de mérito municipal, o presidente do Instituto Politécnico de Bragança. Orlando Rodrigues frisou que este reconhecimento não é apenas seu e sim de todo o politécnico.

“Receber uma distinção destas, obviamente, que é sempre uma honra, e enfim, é o reconhecimento de muitos anos de dedicação ao IPB, naturalmente que sempre fiz durante toda a vida com muita satisfação. Grato de receber esta distinção que eu interpreto mais como uma distinção coletiva aquilo que é o IPB e mais do que à minha própria pessoa, e portanto, nessa medida, fico muito satisfeito, significa que está a cumprir a sua missão.”

A medalha também foi entregue a Jorge da Costa. Diretor do Museu Abade de Baçal desde 2022, foi premiado pelo trabalho “de excelência” desenvolvido na cultura e valorização do património cultural e artístico por bragança. O diretor garante que a valorização da cultura brigantina foi e vai continuar a ser uma prioridade.

“A minha missão foi sempre esta, trazer o melhor a Bragança e levar o melhor de Bragança fora de portas. Esta medalha, que eu muito agradecido fico ao município de Bragança, é de muitas pessoas que trabalharam comigo, de muitas equipas, de muitos artistas, de muita gente que, que investiu, obviamente, na investigação do património e da história desta região.”

Além dos prémios do município e medalhas de mérito, a autarca Isabel Ferreira frisou que, pela primeira vez, também as pessoas das freguesias foram homenageadas.

“É um momento em que devemos homenagear quem dedicou a sua vida, e quem dedica a sua vida ao desenvolvimento de Bragança nas mais diversas áreas da cultura, do desporto, da economia, da saúde, da educação.  Pela primeira vez instituímos, juntamente com as juntas de freguesia, homenagens a pessoas das diversas freguesias. Apesar de simbolicamente ser o dia da cidade, a cidade só existe também com todas as aldeias à sua volta e por isso faz todo sentido comemorar com a nossa família.”

Nesta categoria de Medalha municipal de mérito, foram ainda distinguidos o presidente do conselho de administração da ULSNE, Carlos Vaz e medalha municipal de valor e altruísmo atribuída a margarida ferreira por se dedicar ao abandono animal.

As celebrações continuaram sábado, com o centro histórico da cidade a ser palco de diversos espetáculos musicais. Tendo depois sido cantados os parabéns com um bolo confecionado por 15 pastelarias da cidade.

Escrito por Rádio Brigantia.
Jornalista: Cindy Tomé

Jovem de 18 anos gravemente ferida em despiste de moto 4 em Bragança

 Jovem foi contra um veículo estacionado. Devido à gravidade dos ferimentos foi levada pela VMER para o Hospital de Bragança


Uma jovem de 18 anos ficou gravemente ferida, ao final da tarde de ontem, no seguimento de um despiste de moto 4, em Bragança.

De acordo com o segundo comandante dos bombeiros voluntários de Bragança, Paulo Ferro, a jovem despistou-se contra um veiculo estacionado na rua Dr. Francisco Cavaleiro Ferreira, "tendo sido projetada para fora da moto, ficando com ferimentos nos membros inferiores e lesão torácica."

Após ter sido socorrida pelos bombeiros e pela VMER de Bragança, a jovem foi transportada para o hospital de Bragança. 

No local estiveram sete operacionais dos bombeiros, a VMER de Bragança e a Polícia de Segurança Pública (PSP). 

Ainda segundo Paulo Ferro, este é o terceiro acidente de moto em menos de 24 horas em Bragança. Nos restantes acidentes resultaram feridos ligeiros, ambos masculinos. 

Escrito por Rádio Brigantia. 
Jornalista: Cindy Tomé

PIANISTA LITUANA EM BRAGANÇA

 Aušra Bernatavičiūtė é uma pianista lituana residente em Bragança, Portugal. Estudou em Tauragė na Escola de Música dessa cidade, entre os anos 1986 e 1993. Em 1997 terminou os seus estudos no Conservatório Juozas Gruodis de Kaunas.


No ano 2001 graduou-se na Academia Superior de Vilnius estudando com Birute Vainiūnaite, pouco depois terminou os estudos do programa de Arte e Interpretação (concertista e pianista acompanhadora), e o mestrado em Música.

No ano 2005 realizou os estudos de especialização de Acompanhamento e Interpretação com Virginija Dabkute, recebendo uma bolsa da Academia Superior de Vilnius.

Já no ano 2023, tirou o Título de Especialista em Música no Instituto Politécnico de Bragança.

Aušra Bernatavičiūtė participou em diversas classes de alto aperfeiçoamento com pianistas de renome como: K. Gierzod, H. Henck, M. Rubackyte, J. Winerock, R. Sloan entre outros.

Entre os anos 2001 e 2004 obteve diversos prémios em concursos nacionais e internacionais para jovens pianistas: na Grécia (Atenas) - 3.º Prémio no Concurso Internacional Art and Education in the XXI-st Century (2002); em Itália (Barletta) - 2.º Prémio no 13.º Concorso Internazionale per Giovani Musicisti Città di Barletta (2003); na Lituânia (Druskininkai) - 2.º Prémio no Concurso Internacional Competition-Festival Music without limits (2003); e como pianista acompanhadora: na Lituânia (Vilnius) - 2.º Prémio no Concurso Nacional para retribuição dos Prémios da Fundação de Vytautas Landsbergis (2001); na Ucrânia (Vorzel) – Grand Prix no Concurso Internacional Art and Education in the XXI-st Century (2004). Por esta última conquista, em 2005 numa gala de entrega de prémios que decorreu em Vilnius – Lituânia, foi agraciada pessoalmente pelo Presidente da Lituânia, Valdas Adamkus.

Em 2017, realizou masterclasses de Piano na Esproarte de Mirandela, e em 2023 na Academia de Música Fernandes Fão no pólo em Ponte de Lima.

Desde 1999 atua como solista e pianista acompanhadora com cantores e agrupamentos de música de câmara.

Aušra Bernatavičiūtė fez recitais como solista e acompanhadora em várias salas de espetáculo, na Lituânia, Polonia, Espanha e Portugal. Com uma soprano e uma flautista, integra desde 2024 o grupo de música de câmara Trio Majestoso. O grupo também teve a honra de ser distinguido com o 2.º Prémio no CONVIMUS International Chamber Music Competition no Porto (2025).

De 2001 até 2005 trabalhou como professora e pianista acompanhadora na Escola de Música de Varėna e na Escola de Belas Artes em Vilnius, Lituânia. De 2005 até 2011 foi professora de piano e pianista acompanhadora no Conservatório Mayeusis, Vigo (Espanha).

É professora de piano e coordenadora do departamento de teclas no Conservatório de Música e Dança de Bragança (Portugal).

Aušra Bernatavičiūtė é diretora artística do Projeto Dança ao Som do Piano e do Concurso Internacional de Piano de Bragança.

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MIRANDA DO DOURO RECEBE AS "PLABERMA COMEDY SESSIONS"

domingo, 22 de fevereiro de 2026

MÃE E FILHO DETIDOS APÓS AGRESSÃO A POLÍCIA EM MIRANDELA

 FAMÍLIA TERÁ REAGIDO COM VIOLÊNCIA A ABORDAGEM POLICIAL SOBRE SUSPEITAS DA AUTORIA DE UM ROUBO POR ESTICÃO. AGENTE DA PSP E SUPOSTO AGRESSOR FORAM ASSISTIDOS NO HOSPITAL LOCAL, MAS JÁ TIVERAM ALTA.


Um homem de 23 anos e a sua mãe, de 48, receberam ordem de detenção, a meio da tarde de ontem (sábado), depois de se envolverem em agressões físicas com um agente da Brigada de Investigação Criminal da PSP de Mirandela, revela uma fonte daquela autoridade de segurança.

O detido e o agente da PSP sofreram ferimentos ligeiros no confronto físico e ambos receberam tratamento no serviço de urgência do hospital de Mirandela, vindo a ter alta, ao final da tarde, confirmou fonte daquela unidade hospitalar. O polícia ficou com um hematoma na cabeça e no joelho, enquanto o detido teve de ser suturado na cabeça.

Ainda segundo fonte da PSP, o caso aconteceu na sequência de uma queixa de roubo por esticão, apresentada por uma mulher. Uma equipa da Brigada de Investigação Criminal interrogou a vítima, para recolher alguns dados que pudessem levar à identificação do autor do roubo, e as características físicas relatadas apontavam para um homem que já tem antecedentes criminais neste tipo de crime.

Uma equipa da Brigada de Investigação da PSP de Mirandela abordou, na via pública, o indivíduo suspeito que se encontrava com a mãe e alguns amigos, relata a mesma fonte.

A reação do homem à abordagem dos agentes da PSP terá sido violenta, partindo para a agressão a um dos polícias, que também terá tido o envolvimento da mãe. O alegado agressor foi manietado por um dos agentes que lhe colocou as algemas e deu voz de detenção.

Os alegados agressores foram entregues, sob detenção, na esquadra da PSP, sendo posteriormente libertados, sob o Termo de Identidade e Residência, e notificados para comparecerem no Tribunal Judicial de Mirandela, esta segunda-feira.

Artigo escrito por Fernando Pires (jornalista)

Quase poema… ou da sabedoria

Por: Fernando Calado
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


Assim falava Cristopina, o pedinte mais andrajoso que conheci:

- Esconjura para longe de ti todos aqueles que apregoam as suas virtudes públicas… Esconjura todos aqueles que, solidários, choram copiosamente a desgraça alheia… em vez de sofrerem no silêncio do coração.

Esconjura para longe de ti, em sexta-feira 13, todos aqueles que te servem palavras doces… melíficas… e te embalam em canções dolentes… Desconfia! Pois o homem honrado e virtuoso orienta a sua ação pela vida discreta… solidária… fraterna… e silenciosa… onde as palavras valem apenas o que valem diante da grandeza do ato.

...Que pena tenho dos que sofrem pelo mundo!

…E quem tem pena dos que sofrem à nossa porta?!

…A loucura anda à solta!

Que a nossa boa estrela nos livre de todo o mal!

“Não há uma verdade primeira; só há erros primeiros.”

…Todos os que nos mentiram e roubaram… devolveram-nos a verdade!

…Aprendemos com os erros!

…A lucidez não tem preço!

…O sofrimento purifica-nos!

- Bom dia, Sr. Cristopina!

- Bom dia, Fernando!


Fernando Calado
nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança. 
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.

1871 – Registam-se 21 feiras de seda no Distrito de Bragança