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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

domingo, 22 de março de 2026

espírito de existir

Por: Paula Freire
(Colaboradora do Memórias...e outras coisas...)


 Neste espírito de existir, há um refúgio ardente de terra e chão
onde o solo respira, tão sereno e frágil!
Não há pegadas de dor na firmeza do vento brando.
Somente a dúvida dos que, ao olhar o céu, guiados pelos astros cegos,
carregam o lume manso de um fulgor que aquece sem queimar,
entre todos os silêncios que bradam uma outra humanidade.
Persistir, acredito…
Persistir com mãos imensas e o calor da vontade, 
sem arranhar a esperança do caminhar leve. 
Apenas o toque que se alça em abraço, suave e certo,
como as asas de um pássaro que não teme a tempestade.
.
Ah! Raros corações aqueles que conhecem o dom de estar sem ferir
e que se debruçam sobre o mundo 
num sopro limpo,
como o hálito da verdura que adormece na fugacidade nostálgica do instante…
São olhos onde cabe o infinito, 
no ritmo puro do que vibra e do que cura.
E todas as raízes profundas brotam 
por entre a pedra quente que seduz,
numa entrega solta de mistério, sobre o âmago ardente 
de um poente nascido com lábios só de luz.


Paula Freire
. Tem curiosidade pelo que se mostra sem intenção: o comportamento que revela mistérios, intimidades. Observa-o enquanto desenha pessoas e fotografa o mundo. As palavras nascem-lhe da escuta atenta do Homem, dos silêncios que deixam vestígios. Escreve a partir de múltiplos lugares. Alguns com rosto, outros sem nome. 
Acredita que a vida não dá certezas absolutas nem tem respostas fáceis. E que a sensibilidade humana nunca deve ser confundida com fragilidade.
É psicóloga e psicoterapeuta. Publicou “Lírio: Flor-de-Lis” e “As Dúvidas da Existência: Na Heteronímia de Nós”. Este último (em coautoria), assinado pelo seu heterónimo Lázaro Rios, a sua forma de liberdade mais pura e crua. 
Gosta de viver sem ruídos desnecessários e inteira dentro da sua escrita. Tudo o resto são só excessos.

O PASSADO REGRESSOU EM FORMA DE FANTASMA

Por: Maria da Conceição Marques
(Colaboradora do "Memórias...e outras coisas...")


 Não bateu à porta, não pediu licença.  Infiltrou-se-me nas frestas da memória, como neblina. Veio vestido de silêncio.  Senti-o na pele, como um arrepio, desses que o tempo nunca conseguiu curar.

O passado regressou em forma de fantasma, arrastou correntes feitas de promessas perdidas e palavras engolidas.

Veio devagar, como quem sabe que não precisa correr, porque nunca, verdadeiramente, partiu. Habitava em mim, adormecido, à espera do momento certo para se erguer.

Recordou-me o que fui, o que perdi, o que deixei escapar entre os dedos por medo ou ilusão. Trouxe de volta recordações que ao longo dos anos se perderam, risos que agora soam distantes, e dores que eu julgava enterradas, mas que afinal apenas estavam à espera de respirar outra vez.

O passado regressou em forma de fantasma… e eu percebi que há ausências que nunca partem, apenas mudam de lugar dentro de nós. Tornam-se sombras, ecos, presenças invisíveis que nos seguem, mesmo quando fingimos caminhar sozinhos.

Neste regresso silencioso, entendi: não era o passado que me assombrava… era eu que nunca o deixei morrer.


Maria da Conceição Marques
, natural e residente em Bragança.
Desde cedo comecei a escrever, mas o lugar de esposa e mãe ocupou a minha vida.
Os meus manuscritos ao longo de muitos anos, foram-se perdendo no tempo, entre várias circunstâncias da vida e algumas mudanças de habitação.
Participei nas coletâneas: Poema-me; Poetas de Hoje; Sons de Poetas; A Lagoa e a Poesia; A Lagoa o Mar e Eu; Palavras de Veludo; Apenas Saudade; Um Grito à Pobreza; Contas-me uma História; Retrato de Mim; Eclética I; Eclética II; 5 Sentidos.
Reunir Escritas é Possível: Projeto da Academia de Letras- Infanto-Juvenil de São Bento do Sul, Estado de Santa Catarina.
Livros Editados: O Roseiral dos Sentidos – Suspiros Lunares – Delírios de uma Paixão – Entre Céu e o Mar – Uma Eterna Margarida - Contornos Poéticos - Palavras Cruzadas - Nos Labirintos do Nó - Uma Paixão Improvável.

FERNANDO PIMENTA TREINA EM MIRANDELA E PROMETE GRANDE ESPETÁCULO NO RIO TUA

 O Fernando Pimenta, o mais medalhado português da canoagem, já se encontra em Mirandela a preparar-se para entrar em prova hoje às 16h30, no Rio Tua.


As competições arrancaram logo pela manhã com os escalões mais jovens, trazendo animação e talento ao evento. A presença de Pimenta eleva ainda mais a expectativa para uma tarde de grande nível desportivo.

A Redação
Fotos: DR

Bragança entre as cidades mais baratas para viver com rendas abaixo da média nacional

 Em Bragança, o preço médio das rendas é de 550 euros mensais


Bragança é a cidade mais acessível para se viver, em todo o país, no que toca ao arrendamento. Os preços mais altos são praticados em Cascais e Lisboa.

Bragança continua a destacar-se como uma das cidades mais acessíveis para viver em Portugal. De acordo com uma análise recente do portal Imovirtual, referente ao período entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, em  Bragança a renda média situa-se nos 550 euros mensais, um valor significativamente inferior à média nacional, que ronda os 1100 euros.

No topo da lista das cidades mais caras surge Cascais, com rendas médias a atingir os 2400 euros mensais. Segue-se Lisboa, onde arrendar casa custa, em média, 1800 euros por mês, embora se tenha registado uma ligeira descida de 2,7% face ao mesmo período do ano anterior.

Entre os mercados mais caros destacam-se ainda o Funchal, Faro e Oeiras, com rendas médias entre os 1600 e os 1700 euros mensais.

Em contraste, além de Bragança, também Guarda apresenta valores mais acessíveis, com rendas médias de 562 euros.

No segmento de compra de habitação, o padrão mantém-se semelhante. Depois de Cascais, surgem Oeiras e Lisboa entre os mercados mais caros. O ranking inclui ainda Lagos e Óbidos, evidenciando o peso crescente das zonas turísticas e de segunda residência na valorização imobiliária.

Segundo Sylvia Bozzo, responsável de marketing do Imovirtual, os dados confirmam que “os mercados mais caros continuam concentrados em territórios com elevada atratividade económica, turística ou internacional”, embora se comece a verificar uma maior dispersão geográfica da procura, com alguns portugueses a procurarem alternativas fora dos grandes centros urbanos.

Jornalista: Carina Alves

Receita do Mês - Económicos

QUEIMA DO JUDAS - 2026

Ontem celebrámos o 𝗗𝗶𝗮 𝗠𝘂𝗻𝗱𝗶𝗮𝗹 𝗱𝗮 𝗣𝗼𝗲𝘀𝗶𝗮 de forma especial

 Tivemos o “Sábado de Encantar” com três sessões de contos para crianças, onde as palavras ganharam vida e a imaginação não teve limites. Ao longo do dia, foram também distribuídos poemas, espalhando inspiração e sensibilidade por toda cidade.
A ACISB juntou-se a esta celebração, levando a poesia até aos restaurantes associados, onde cada refeição foi acompanhada por versos que tocaram o coração.

Os alunos dos Agrupamentos de Escolas Abade de Baçal, Emídio Garcia e Miguel Torga deram asas à criatividade, espalhando poemas pelas ruas e tornando a cidade ainda mais bonita e viva.

Hoje, mais do que nunca, a poesia uniu gerações e mostrou que as palavras têm o poder de encantar, inspirar e aproximar pessoas.

Arte que aproxima mundos

 A exposição Otawara – Bragança reúne artistas japoneses e portugueses num encontro único entre cultura, território e criação.

Centro Cultural Municipal Adriano Moreira
27 março — 27 abril

𝗜𝗻𝗮𝘂𝗴𝘂𝗿𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼: 𝟮𝟳 𝗺𝗮𝗿𝗰̧𝗼, 𝟭𝟳𝗵𝟯𝟬

sábado, 21 de março de 2026

... À espera da poesia

Por: Fernando Calado
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


 Estou aqui à tua espera poesia… nesta folha em branco que esmorece na ausência do poema.

Hoje que a Primavera chega, não encontro palavras de novidade. As andorinhas bem teimam na ponta da asa… em riscar a tarde branca… mas o branco é o desejo da amendoeira que talvez pudesse ser a poesia…

 Não adianta… o poema abandonou-me no dia de todos os poemas.

Escrevo só para que a palavra não morra antes da poesia… e junto o amarelo dos arbustos que ostensivamente agarram a primavera… enquanto espero os goivos que cheiram a flores… ou talvez a arroz doce e a canela. 

… e o meu poema é esta ausência da poesia que  se atreve a procurar, no segredo do botão de rosa, a rosa que se desfolhou… na melancolia do soneto escarlate… onde a  boca é sempre o beijo… e há borboletas …

Talvez as cerejas… talvez pudessem ser o poema… das tardes longas… do vermelho…

… mas não… as cerejas são somente água doce… à mistura com a soalheira do Verão!

… assim como a seara é somente o vento… ou talvez pão!

… não vale a pena tentar… o poema ficou junto ao poço da nossa horta… onde havia morangos e as rãs esperavam a noite para cantar!

… o poema se perdeu!

… Pai-nosso que estais no céu!


Fernando Calado
nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança. 
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.

Mogadouro reforça frota com novo autocarro de 53 lugares para responder ao aumento da procura

 O novo veículo custou 300 mil euros


O município de Mogadouro adquiriu um veículo, de 53 lugares, para reforçar a frota de autocarros.

Segundo o presidente da câmara, António Pimentel, o número de pedidos à autarquia, para transporte, tem crescido e, por isso, havia necessidade de fazer este reforço. A procura tem crescido a nível cultural, mas também na áreas social e da educação.

“Resulta da necessidade cada vez maior do município para dar satisfação a todo o volume de eventos e de solicitações que chegam ao município. Creio que este é o 5º ou 6º autocarro contando com o do Espaço Mais, uns porque deixam de ter condições para transporte de estudantes. A partir de determinada idade os autocarros não podem transportar estudantes, mas de qualquer maneira ainda não era esse o caso. Mas cada vez mais são as solicitações, quer para os idosos, quer para o espaço mais, quer para a comunidade em geral, e nomeadamente também o transporte escolar, que exige que a Câmara vá renovando os equipamentos e vá aumentando”, explicou o autarca.

O município de Mogadouro conta agora com seis autocarros na sua frota. Este reforço recente deve-se ao crescente número de pedidos para transporte à câmara municipal.

Jornalista: Carina Alves

Projeto que já deu 1.754.000 árvores pode ajudar municípios afetados pelas tempestades

 Desde 2012 que o Projeto Floresta Comum da Quercus oferece carvalhos, sobreiros, azinheiras ou freixos para reconstruir a floresta nativa portuguesa. Esta iniciativa pode ajudar os municípios mais afetados pelas recentes tempestades, diz a associação de conservação da natureza a propósito do Dia Mundial da Árvore.

Foto: Aymanjed Jdidi/Pixabay

Todos os anos entre julho e setembro, o projeto Floresta Comum recebe candidaturas de entidades responsáveis pela gestão de terrenos públicos e comunitários (baldios).

Desde que teve início, em 2012, já entregou gratuitamente cerca de 1.745.000 plantas florestais autóctones e apoiou mais de 840 ações de reflorestação em quase 200 municípios de território continental. Destas, 40% ocorreram em áreas ardidas e 30% em áreas classificadas.

As plantas são disponibilizadas através de uma Bolsa Nacional de Espécies Autóctones constituída anualmente para o efeito, exclusivamente com sementes portuguesas, como os carvalhos, os sobreiros, as azinheiras ou os freixos. Esta Bolsa é fornecida através dos quatro viveiros do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Há três tipos de projetos que podem ser apoiados pelo Floresta Comum. A tipologia que tem reunido mais candidaturas (70%) corresponde a Projetos Florestais e de Conservação da Natureza e Recuperação da Biodiversidade. São também apoiados Projetos Educativos (18%) e Projetos para Parques Urbanos (12%).

Há três anos arrancou a iniciativa Aldeias Suber Protegidas, em que se deu prioridade à cedência de espécies para áreas florestais nas proximidades de aldeias, para aumentar a sua resiliência face aos incêndios. No âmbito desta iniciativa foram plantadas cerca 20.000 árvores em cerca de 30 hectares, envolvendo diretamente cerca de 500 voluntários e várias dezenas de sapadores florestais. 

A Quercus salientou, em comunicado, a criação de uma bolsa de coletores de sementes florestais autóctones, com 80 coletores espalhados pelo território nacional. Através da parceria com a UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, foram organizadas quatro ações de formação sobre recolha de sementes florestais.

Esta associação defende a reflorestação com espécies autóctones porque estas estão mais adaptadas às condições locais, incluindo aos períodos de seca, têm maior resistência a pragas e doenças e a incêndios e são mais resilientes às alterações climáticas.

O projeto Floresta Comum resulta de uma parceria entre a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, o ICNF, a Associação Nacional de Municípios Portugueses e a UTAD. É parcialmente financiado pelo projeto Green Cork – reciclagem de rolhas de cortiça, desenvolvido pela Quercus com o apoio da Amorim e outros parceiros, e tem a REN – Redes Energéticas Nacionais como mecenas principal.

Qual a diferença entre a abelha do mel, abelhões e as abelhas selvagens?

 Já todos teremos ouvido falar e visto estes pequenos insetos, tão importantes para o equilíbrio da natureza e para o ser humano. Mas se à partida até podem parecer demasiado semelhantes, o certo é que não o são. Hugo Gaspar, investigador do FLOWer Lab da Universidade de Coimbra, ajuda-nos e explica as diferenças.

Foto: Joana Bourgard

Antes de mais, temos que esclarecer o que é uma “abelha”. Este é um termo que se refere a mais espécies do que aquelas que a maioria das pessoas pensa. Na taxonomia, trata-se da epifamília Anthophila, que conta atualmente com 735 espécies em Portugal!

São muito próximas de algumas vespas e das formigas e distinguem-se por várias características. Entre elas destaca-se a dieta exclusiva de pólen e néctar e a presença de pelos ramificados no corpo. Destaca-se também a morfologia distinta entre fêmeas e machos (dimorfismo sexual) e o facto de que apenas as fêmeas apresentam ferrão e constroem os ninhos onde aprovisionam pólen (e por vezes néctar) para a sua descendência.

A abelha do mel – Apis mellifera Linnaeus, 1758 – é uma espécie social, única que produz mel, em quase 100% dos indivíduos que observamos, veem de colmeias artificiais, apesar de naturalmente nidificar em cavidades de troncos.

Voa em média dois quilómetros e pode ir até 10 quilómetros em busca de alimento. A sua dieta é generalista.

Distingue-se morfologicamente por várias características, como as patas traseiras carecas pendentes em voo, a superfície dos olhos coberta de pelos e a forma de banana da célula marginal das asas dianteiras.

Os abelhões são um conjunto de 17 espécies em Portugal, pertencentes ao género Bombus Latreille, 1802. São espécies sociais e selvagens, nidificando em grandes cavidades pré-existentes no solo. No entanto, cinco destas espécies são parasitas de outros abelhões, assumindo um comportamento semelhante a um cuco, substituindo a rainha do hospedeiro!

Voam até 750 metros a um quilómetro em busca de alimento e a sua dieta também é generalista. Destaca-se na distinção morfológica, o grande porte e o corpo coberto de pelo longo, com bandas brancas, amarelas, laranjas e/ ou pretas ou em algumas espécies, totalmente alaranjado.

As restantes abelhas selvagens são 717 espécies, todas solitárias (exceto 165 espécies parasitas) e na maioria nidificantes em galerias no solo. A grande maioria não voa além de 250 metros a 500 metros em busca de alimento, e podem ter dietas generalistas ou especialistas numa planta ou conjunto de plantas, dependendo da espécie.

Algumas nidificam em madeira morta, caules secos ou cavidades várias, usando materiais de construção como folhas, lama, resina, pedras, entre outros.

As suas singularidades morfológicas são múltiplas dependendo da espécie, mas destaca-se a presença de pelos densos de colheita de pólen nas patas traseiras ou debaixo do abdómen da maioria das fêmeas não parasitas.

Resta finalizar com a importância de expandir o conceito “abelha” no público geral, reforçando assim o reconhecimento da biodiversidade e o futuro da conservação destes organismos, dos quais dependemos direta ou indiretamente pela polinização das plantas selvagens e das culturas agrícolas.

Hugo Gaspar

Falta de condições na pista de atletismo de Bragança trava desenvolvimento da modalidade

 Gestão da pista de atletismo está a cargo do  Instituto Politécnico de Bragança


A pista de atletismo de Bragança precisa de ser requalificada e é necessário que esteja sempre aberta para que os atletas possam treinar.

A presidente do Ginásio Clube de Bragança, Adélia Sendas, admite que não é fácil ser-se atleta em Bragança, dado que as infraestruturas são poucas e estão em mau estado. Ainda assim, está confiante que o executivo vai resolver o problema.

“É muito difícil ser um campeão nacional e mais difícil é ser um campeão nacional do distrito de Bragança e treinar em Bragança. É óbvio que sim, isto não se aplica só a nós, aplica-se ao distrito todo. Infelizmente, somos capital do distrito, mas acredito que esta provavelmente é a pista que está mais degradada no nosso distrito. Nem sequer tem condições para fazermos um campeonato nacional porque não tem bancada, não tem balneários... São condicionantes que acredito que o município vai resolver a seu tempo”, disse.

A pista de atletismo, além de estar degradada, nem sempre está aberta já que a sua gestão é feita pelo Instituto Politécnico de Bragança.

A presidente reconhece que atrair mais pessoas para o atletismo é complicado por causa das condições. “Por exemplo, no inverno não conseguimos treinar na pista, já temos uns holofotes que transportamos para lá para pôr na pista porque nem sequer conseguimos ter luz para registar os tempos das séries dos atletas em pista, ou seja, é um trabalho de dificuldade para o treinador”, concluiu.

Declarações de Adélia Sendas à margem da apresentação da quinta Meia Maratona das Cantarinhas, organizada pelo Ginásio Clube de Bragança e marcada para o dia 10 de maio.

Jornalista: Carina Alves

ALFÂNDEGA DA FÉ ASSINALA DIA DA ÁRVORE COM ATIVIDADE PEDAGÓGICA AO AR LIVRE

 As crianças do 1.º Ciclo e do Pré-Escolar da Escola EB1 de Alfândega da Fé assinalaram o Dia Mundial da Árvore e da Floresta, com uma atividade pedagógica realizada ao ar livre.


A iniciativa incluiu a plantação de árvores de fruto, proporcionando aos alunos um contacto direto com a natureza e a oportunidade de aprofundar conhecimentos sobre espécies autóctones, através do preenchimento de fichas de identificação. Como complemento às aprendizagens, foi ainda criado um painel temático alusivo à efeméride.

A ação foi promovida pelo Gabinete Técnico Florestal do Município, em parceria com o Agrupamento de Escolas de Alfândega da Fé, no âmbito do projeto Eco-Escolas. A atividade contou também com o apoio da Cooperativa Agrícola de Alfândega da Fé, que contribuiu com a oferta das plantas.

A iniciativa reforça a importância da educação ambiental e da sensibilização das gerações mais jovens para a preservação da natureza.

Maria Inês Pereira
Foto: DR

POESIA GANHA VIDA EM CARRAZEDA DE ANSIÃES COM LEITURAS ENCENADAS

 A literatura saiu das páginas dos livros e subiu a palco, em Carrazeda de Ansiães, numa iniciativa que levou a poesia a diferentes públicos escolares do concelho. Através de leituras encenadas, os alunos do 5.º ao 12.º ano foram convidados a descobrir, ou redescobrir, grandes nomes da literatura portuguesa de forma dinâmica e envolvente.


Sob o mote “Navegar este mar e o outro”, os estudantes do ensino secundário embarcaram numa viagem literária conduzida pelas obras de Luís de Camões e Fernando Pessoa, numa fusão cénica que cruzou épocas, estilos e universos poéticos. A encenação procurou aproximar os jovens de textos muitas vezes considerados exigentes, dando-lhes voz, expressão e emoção.

Já para os alunos do 2.º e 3.º ciclos, a atividade “Os livros também respiram” trouxe uma abordagem mais leve, mas igualmente significativa, mostrando que a poesia pode ser acessível, atual e próxima do quotidiano dos mais novos

Esta iniciativa integra o Programa Intermunicipal de Promoção do Sucesso Escolar, desenvolvido em parceria entre o município e o agrupamento de escolas, financiado em 85% pelo programa NORTE2030. O objetivo passa por promover o sucesso educativo, incentivando práticas pedagógicas inovadoras e estimulantes.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: CM Carrazeda de Ansiães

FREIXO DE ESPADA À CINTA ASSINALA DIA INTERNACIONAL CONTRA A DISCRIMINAÇÃO RACIAL

 O Município de Freixo de Espada à Cinta assinalou, hoje, 21 de março, o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, uma data que visa sensibilizar a sociedade para a importância do combate ao racismo e da promoção da igualdade entre todos os cidadãos.


A efeméride, celebrada a nível mundial, pretende mobilizar consciências para a necessidade de erradicar todas as formas de discriminação racial, reforçando valores fundamentais como a dignidade humana, o respeito pela diferença e a inclusão social.

Instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas, através da Resolução 2142 (XXI), a 26 de outubro de 1966, este dia assume-se como um marco na defesa dos direitos humanos, evocando a importância de uma ação coletiva e contínua na construção de sociedades mais justas e equitativas.

Desta forma, o Município reforça o seu compromisso com a promoção de uma comunidade mais inclusiva, sublinhando a relevância de educar para a tolerância e para o respeito mútuo, num contexto global onde os desafios relacionados com a discriminação continuam a exigir respostas firmes e conscientes.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: CM Freixo de Espada à Cinta

MIRANDA DO DOURO RECEBE SESSÃO DAS “CUMBERSAS NE L ARQUIBO” DEDICADA À GESTÃO DA ÁGUA

 Decorreu ontem, 20 de março, no Arquivo Municipal de Miranda do Douro, mais uma sessão das “Cumbersas ne l Arquibo”, uma iniciativa que continua a afirmar-se como um espaço privilegiado de reflexão e partilha de conhecimento junto da comunidade local.


A sessão contou com a participação do engenheiro José Pimenta Machado, presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, que abordou o tema “Gestão de Água em Cenário de Alterações Climáticas: Secas e Cheias”, numa intervenção centrada nos desafios crescentes que as alterações climáticas colocam à gestão dos recursos hídricos.

Ao longo da sessão, foram analisadas questões como a frequência e intensidade dos fenómenos extremos, nomeadamente períodos de seca prolongada e episódios de cheias, bem como a necessidade de adaptação das políticas públicas e das estratégias de gestão da água a uma realidade cada vez mais exigente.

A iniciativa voltou a reunir diversos participantes, entre técnicos, autarcas e cidadãos, promovendo um debate alargado sobre sustentabilidade ambiental e reforçando a importância da consciencialização coletiva para uma utilização mais eficiente e responsável da água.

As “Cumbersas ne l Arquibo” continuam, assim, a consolidar o seu papel enquanto fórum de discussão de temas atuais, contribuindo para o envolvimento da comunidade de Miranda do Douro em matérias determinantes para o futuro do território.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: CM Miranda do Douro

TRIBUNAL DA RELAÇÃO CONFIRMA ANULAÇÃO DE ELEIÇÕES NA CAIXA AGRÍCOLA DO ALTO DOURO E APONTA “OPACIDADE” NO PROCESSO

 O Tribunal da Relação de Guimarães confirmou a anulação das eleições de 2022 da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Alto Douro, considerando que o processo eleitoral foi marcado por falhas graves de transparência, violação de regras internas e limitações ao direito de participação dos associados.


O acórdão, ao qual o Canal N teve acesso, dá razão ao associado Mário Joaquim Mendonça de Abreu e Lima, que contestou a exclusão da lista que representava, e valida a decisão da primeira instância ao concluir que as deliberações que conduziram à eleição da chamada Lista A são ilegais e devem ser anuladas.

Um dos pontos mais críticos identificados pelo tribunal prende-se com a falta de acesso aos relatórios de avaliação dos candidatos. Apesar de estes documentos serem determinantes para a exclusão da candidatura, nunca foram disponibilizados de forma integral ao autor.

Os juízes consideram que essa recusa comprometeu o direito à informação e à defesa, sublinhando que a transparência é um requisito essencial num processo eleitoral cooperativo. A decisão é clara ao afirmar que invocar regras de proteção de dados para ocultar fundamentos concretos “caucionaria a absoluta opacidade” do processo eleitoral.

Além disso, o acórdão reforça que os associados têm o direito de fiscalizar todos os atos do processo eleitoral e aceder à documentação relevante, sem restrições injustificadas.

REJEIÇÃO DE CANDIDATURA MARCADA POR IRREGULARIDADES

O tribunal concluiu que a candidatura foi rejeitada sem cumprimento de etapas essenciais. A Comissão de Avaliação não assegurou, de forma clara e efetiva, a possibilidade de correção de irregularidades ou substituição de candidatos, nem apresentou fundamentação suficientemente detalhada para sustentar a decisão.

A própria comunicação da rejeição limitou-se a conclusões genéricas, sem permitir uma verdadeira contestação, o que inviabilizou o exercício pleno do direito de reclamação por parte do associado.

DECISÕES TOMADAS POR ÓRGÃOS COM INTERESSE DIRETO

Outro aspeto relevante destacado pelo tribunal foi a atuação da Mesa da Assembleia Geral, que indeferiu reclamações apresentadas pelo autor apesar de integrar elementos da lista concorrente.

Para os juízes, esta circunstância levanta dúvidas sérias quanto à imparcialidade do processo, fragilizando a legitimidade das decisões tomadas.

O acórdão vai mais longe ao considerar que a recusa de informação constitui um vício estrutural que contaminou todas as decisões subsequentes — desde a rejeição da candidatura até à realização do ato eleitoral.

Segundo o tribunal, este tipo de irregularidade “inquina, por arrastamento, todos os atos subsequentes”, incluindo a própria eleição realizada em fevereiro de 2022.

DECISÃO REFORÇA EXIGÊNCIA DE DEMOCRACIA NAS COOPERATIVAS

A decisão judicial assume particular relevância no contexto do setor cooperativo, ao reafirmar que princípios como transparência, igualdade de oportunidades e participação efetiva dos associados não podem ser relativizados.

O tribunal sublinha que a gestão democrática exige processos eleitorais claros, auditáveis e isentos, sobretudo em instituições financeiras com forte implantação regional, como a CCAM Alto Douro.

Com esta decisão, fica consolidado o entendimento de que falhas procedimentais e limitações ao direito à informação são suficientes para pôr em causa a validade de eleições internas, abrindo caminho à necessidade de revisão dos procedimentos e realização de novo ato eleitoral.

Jornalista: Paulo Silva Reis,
Foto: DR

TORRE DE MONCORVO ASSINALA DIA MUNDIAL DA ÁRVORE COM PLANTAÇÃO

 O Município de Torre de Moncorvo celebrou o Dia Mundial da Árvore com várias ações de plantação, realizadas entre os dias 16, 17 e 20 de março.


A iniciativa contou com a participação de alunos do Agrupamento de Escolas local e do Centro Paroquial de Assistência de Torre de Moncorvo, promovendo a sensibilização ambiental junto da comunidade mais jovem.

A atividade teve como objetivo incentivar práticas sustentáveis e reforçar a importância da preservação da natureza.

Jornalista: Vitória Botelho
fotos: DR

PRIMAVERA CHEGA COM APELO À SUSTENTABILIDADE NO DIA DA ÁRVORE

 A chegada da Primavera assinala, este ano, um renovado convite à valorização da natureza e à adoção de práticas mais sustentáveis. Com dias mais longos, temperaturas amenas e a paisagem a ganhar novas cores, a estação simboliza um ciclo de renovação que se estende não só ao ambiente, mas também às atitudes da sociedade.


A efeméride coincide com a celebração do Dia da Árvore, uma data que destaca a importância das árvores na preservação dos ecossistemas e na qualidade de vida das populações. Essenciais para a produção de oxigénio, regulação do clima e promoção da biodiversidade, as árvores assumem um papel central no equilíbrio ambiental.

Especialistas sublinham que pequenos gestos, como a plantação de árvores ou a proteção de espaços verdes, podem ter um impacto significativo a médio e longo prazo. A data serve, assim, de alerta para a necessidade de um compromisso coletivo na defesa do ambiente.

Num contexto de crescentes desafios ambientais, a celebração da Primavera e do Dia da Árvore reforça a importância de investir num futuro mais verde e sustentável, em benefício das gerações presentes e vindouras.

A Redação,
Foto: DR