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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Município rejeita “leituras alarmistas” e acusa oposição de “populismo”

 O Município de Bragança rejeitou aquilo que considera serem “leituras alarmistas” da proposta aprovada esta sexta-feira em reunião de Câmara extraordinária de submissão a consulta pública do projeto do novo Código Regulamentar do Município, que originou já comunicados dos vereadores do PSD e do vereador independente.


Também em comunicado, o Município diz que “são manifestamente irresponsáveis as tentativas de criar a falsa ideia de um aumento generalizado e indiscriminado de taxas, ignorando todo o contexto do processo, as reduções previstas, as isenções existentes e a correção de omissões”.

“O Município repudia a instrumentalização política de uma questão tão técnica e importante para o desenvolvimento dos serviços. O que está em causa é a disponibilização de um instrumento normativo mais claro, transparente, coerente e sistematizado, que vem equilibrar e regular os serviços municipais. Este é um tema demasiado sério para ser transformado num exercício de populismo fácil, assente em meias-verdades, exemplos isolados e omissões convenientes, apenas para criar alarmismo e desinformar a população”, sublinha o Município liderado por Isabel Ferreira.

No mesmo documento, a autarca sublinha que “trata-se precisamente da fase em que todos os cidadãos, instituições, associações, empresas e partidos podem analisar a proposta, apresentar contributos e ajudar a melhorar o documento”. “Por isso, são prematuras e irresponsáveis as tentativas de criar alarmismo numa fase em que o processo está ainda em curso e aberto à participação pública, nas quais os próprios vereadores podem participar. O Município de Bragança incentiva todos os interessados a participar na consulta pública, que será divulgada brevemente em Diário da República e no site institucional do Município”, lê-se.

No mesmo comunicado, a autarquia brigantina explica ainda que “o atual Código Regulamentar do Município foi aprovado em 2016”. “Dez anos depois, encontra-se desatualizado face à legislação em vigor, às novas exigências administrativas, às alterações entretanto aprovadas em diversas áreas, às capacidades dos serviços e às necessidades dos munícipes”, lê-se.

“Ao longo destes anos, foram aprovadas novas regras, novos regulamentos e novas obrigações legais, designadamente em matérias como urbanismo, espaço público, ambiente, mobilidade, ação social, equipamentos municipais, cemitérios, cultura, incentivos à atividade económica e outros. Além disso, alterações legislativas recentes, como as introduzidas pelo novo enquadramento do Regime Jurídico da Urbanização e Edificação (RJUE), tornaram indispensável a atualização formal do Código Regulamentar, apesar dos serviços municipais assegurarem a aplicação da legislação atualizada, garantindo a sua plena conformidade com o quadro legal vigente”, continua o comunicado.

E vai mais longe, adiantando que “este trabalho foi desenvolvido com apoio de uma empresa especializada, contratada em 2024 (pelo anterior executivo), pelo valor de 183.976,44€, que realizou um estudo económico-financeiro aprofundado sobre os custos efetivamente suportados pelo Município na prestação dos mais diversos serviços à população”.

Isabel Ferreira garante que “a atualização, que tem por base questões puramente técnicas e não políticas, não tem como objetivo “fazer lucro” ou aumentar receita à custa da população”. “O objetivo é assegurar maior transparência, maior rigor, maior equilíbrio e maior justiça entre o custo dos serviços prestados e o valor cobrado, continuando ainda assim o Município a comparticipar uma parte muito significativa desses custos em inúmeros serviços e equipamentos, numa média de 36% de custo suportado em taxas”, defende o Município.

O mesmo comunicado garante que “ao contrário da ideia que a oposição procura passar, não existe qualquer aumento transversal ou generalizado”.

“Na proposta, há taxas que aumentam, porque estavam manifestamente desajustadas face ao custo do serviço prestado. Há taxas que se mantêm, porque se encontram adequadas. Há taxas que diminuem, porque faz sentido. E há mesmo novas taxas que surgem, apenas porque correspondem a serviços que o Município já podia (ou devia) prestar, mas que até agora não estavam regulamentados, ou, simplesmente, porque a legislação assim o indica. Há, igualmente, taxas que desapareceram, como por exemplo as associadas a vistorias na área do urbanismo. É o caso, por exemplo, de novas respostas na área cemiterial, como a “concessão de gavetões”, onde o Município criou condições técnicas e materiais para disponibilizar um novo serviço à população, mas que não podia executar por ausência de enquadramento regulamentar”, explica.

Por outro lado, aponta mesmo, “a título de exemplo”, que “em mandatos anteriores, os clubes e associações ligadas a modalidades ‘outdoor’ [ar livre], como o futebol, beneficiavam de isenção total no pagamento de taxas de utilização dos campos, enquanto as coletividades ligadas a modalidades indoor, como pavilhões e piscinas, tinham apenas uma redução de 50%”. “Neste mandato, o Município corrigiu essa desigualdade e aprovou isenção total para todos os clubes e associações do concelho, independentemente da modalidade praticada, promovendo maior justiça e igualdade no acesso aos equipamentos municipais”, defende o documento.

A autarquia brigantina, liderada por Isabel Ferreira, sublinha que “na generalidade dos casos indicados, os custos da prestação dos serviços municipais associados às taxas são superiores àqueles efetivamente cobrados aos munícipes”. “Mais se refere a má-fé da comparação dos valores da oposição, que utiliza a tabela de taxas de 2025, desconsiderando a tabela em vigor (2026), onde é considerada a taxa de inflação atual (que não é da responsabilidade do Município). Sublinha-se a estupefação face ao desconhecimento de uma tabela que os próprios vereadores da oposição aprovaram no ponto 20 da reunião de câmara de 13 de fevereiro de 2026”.

O mesmo comunicado sublinha que “os valores anunciados são falsos”.

“Por exemplo na “taxa de utilização, por utilizadores residentes no concelho que não clubes, coletividades e associações, do campo de futebol de 7” que, atualmente, não é de 18,73€/hora como referido, mas sim de 25,52€/hora, induzindo em erro a opinião pública e desconsiderando o custo suportado pelo Município para esta atividade (13% do total)”, frisa-se.

O documento da autarquia aponta, ainda, exemplos das piscinas municipais, dos campos de futebol ou dos cemitérios.

Por fim, diz que “a oposição omite deliberadamente o que não lhe interessa”.

“A oposição optou por referir apenas casos em que há aumentos, ignorando todos os casos em que os valores descem, se mantêm ou passam a beneficiar de isenções. Por exemplo, da proposta consta a diminuição de taxas como a atribuição de licenças para táxis (desconto de 44€) e do pedido de substituição do veículo (81,53€) além da diminuição nas taxas correspondentes às infraestruturas de suporte de estações de radiocomunicações e comunicações móveis, de modo a incentivar a cobertura de rede no território, e da diminuição de todas as taxas de ocupação dos espaços do Mercado Municipal, entre outros. Propõe-se, igualmente, a isenção de outras taxas, como por exemplo nos equipamentos culturais, que passam a ser isentos até aos 12 anos. Ou seja, quem hoje procura criar a ideia de um “aumento generalizado” está, na verdade, a ocultar uma parte importante da realidade, contribuindo para a desinformação”, sustenta o mesmo comunicado.

António G. Rodrigues

Face à desinformação hoje divulgada sobre o novo Código Regulamentar do Município e Tabela de Taxas, importa esclarecer os factos.

 Consulte o comunicado completo e toda a documentação AQUI.

𝑩𝑹𝑨𝑮𝑨𝑵𝑪̧𝑨 𝑫𝑬𝑳𝑰𝑩𝑬𝑹𝑨 - 𝑃𝑟𝑖𝑛𝑐𝑖𝑝𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑒𝑙𝑖𝑏𝑒𝑟𝑎𝑐̧𝑜̃𝑒𝑠 𝑑𝑎 𝑅𝑒𝑢𝑛𝑖𝑎̃𝑜 𝑑𝑒 𝐶𝑎̂𝑚𝑎𝑟𝑎 – 17.04.2026

As principais decisões que marcam a vida do concelho, apresentadas de forma simples.

1ª Feira dos Tendeiros e Lavradores

 Nos dias 2 e 3 de maio, o Campo de Víboras recebe a primeira edição desta feira tão especial — um evento que nasce para homenagear as nossas raízes e os nossos antepassados.
Houve um tempo em que ser tendeiro ou lavrador era o coração da nossa aldeia. Eram estas as profissões que davam vida, sustento e identidade à nossa terra. Esta feira surge precisamente para recordar, valorizar e celebrar essa herança que faz parte de todos nós.

Queremos que esta estreia seja inesquecível!  

Traz a família, convida os amigos e vem viver este ambiente cheio de tradição, produtos locais, artesanato e muito convívio.

Partilha esta publicação e ajuda-nos a espalhar esta iniciativa! Vamos juntos dar força a esta homenagem e fazer desta feira um marco para o futuro.

Contamos contigo para manter viva a memória de quem veio antes de nós.

25 DE ABRIL SEMPRE!


 O 25 de Abril de 1974, transformou-se rapidamente num grito coletivo, um grito de liberdade que levantou todo o país, desde as ruas agitadas de Lisboa até aos recantos mais distantes de Trás-os-Montes.

Em Bragança, como em tantas outras terras, havia uma juventude suspensa entre o presente e um futuro incerto. Rapazes com sonhos simples, trabalhar, amar, construir família, viam-se de repente chamados para uma guerra longínqua, uma guerra que não compreendiam totalmente, mas que lhes roubava anos, paz e, tantas vezes, a própria vida. Uns deixavam os estudos a meio, cadernos fechados com pressa e inquietação. Outros abandonavam empregos que mal tinham começado, despedindo-se dos colegas com um silêncio doloroso. E havia aqueles momentos duros, duros, duros, o abraço apertado à mãe, o olhar firme do pai que escondia o medo e a tristeza, o beijo demorado na esposa, as lágrimas silenciosas dos filhos que ainda não entendiam a ausência que se aproximava.

Era uma despedida coletiva, repetida na estação dos caminhos-de-ferro, largos e portas de casa. Uma geração inteira empurrada para longe, carregava nos bolsos cartas por escrever e promessas por cumprir.

Mas havia também outra ausência mais invisível, mais sufocante e cruel. A ausência de voz. Durante décadas, as palavras foram engolidas, as ideias escondidas, as opiniões comentadas entre paredes, numa tenda montada no monte, ou na comunicação social escrita pelos mais corajosos e irreverentes. A censura não era apenas nos jornais ou nos livros, vivia nas pessoas, nos gestos contidos, nos olhares desviados. A mordaça estava nas bocas, sim, mas também nos corações. O medo tinha ensinado a calar.

E então… veio o dia.

Naquela madrugada de Abril, tudo mudou para sempre. Como se o ar se tornasse mais leve, como se o silêncio acumulado ao longo de tantos anos finalmente tivesse voz. A notícia espalhou-se como o fogo. A ditadura tinha caído. A guerra estava a chegar ao fim. A polícia política já não mandava nas sombras, nem nas vidas. A PIDE, esse nome sussurrado com medo, deixava de ser uma ameaça constante.

Em Bragança, mesmo longe do centro das decisões, sentiu-se a força desse momento. As pessoas saíram à rua com uma mistura de incredibilidade e alegria. Falava-se mais alto. Sorria-se sem medo. Abraçavam-se desconhecidos como se fossem família. Pela primeira vez em muito tempo, o futuro parecia aberto, possível, humano.

Para aquela juventude que estava prestes a partir, ou que já tinha partido, o 25 de Abril foi o regresso da esperança. Foi a possibilidade de não ir. Foi a possibilidade de voltar. Foi o fim de uma guerra que lhes roubava a juventude antes mesmo de a viverem.

Foi também o nascimento de algo novo dentro de cada um. A liberdade de pensar, de falar, de sonhar sem medo… LIBERDADE.

LIBERDADE, uma palavra simples, mas que naquele dia ganhou um peso imenso. Não apenas como conceito, mas como sentimento vivido, no peito, na voz, nas ruas.

E talvez o mais bonito tenha sido isso. Foi o romper da mordaça nas bocas e nos corações. Foi o momento em que um povo inteiro voltou a respirar fundo… e a dizer, finalmente, o que sentia.

Em Bragança, como em todo o país, esse dia ficou gravado não só na memória, mas na alma. Houve um antes, de medo, guerra e silêncio, e um depois, onde a liberdade começou a escrever a sua própria história.

Pelo meio aconteceram “coisas”, umas para esquecer e outras que jamais podem ser esquecidas.

E desde então, firme e eterno surge um grito!

25 DE ABRIL, SEMPRE!

HM
17 de Abril de 2026. 25 de ABRIL SEMPRE!

Argozelo: Concerto de Páscoa no Santuário de São Bartolomeu

 O Santuário de São Bartolomeu, em Argozelo, é o palco do concerto de Páscoa “Projeto Luz Cantar Amor de Deus”, um espetáculo de música sacra, agendado para a tarde de Domingo, dia 19 de abril.


O concerto é uma iniciativa das Paróquias de Argozelo, Carção, Santulhão e Matela, em colaboração com o município de Vimioso.

Numa antevisão ao concerto, o superior da comunidade dos Frades Capuchinhos Franciscanos, Frei Hermano Filipe, convidou todos os paroquianos a assistir ao espetáculo musical, que está agendado para as 17h00, no santuário de São Bartolomeu, afirmando que “a música sacra é um meio de proximidade e comunhão com Deus”.

Desde o Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor (5 de abril), a Igreja Católica está a celebrar o Tempo Pascal, um período de 50 dias que decorre até o Domingo de Pentecostes, que este ano se celebra a 24 de maio.

HA

FEIRA PORTA-BAGAGEM REGRESSA AO PARQUE DO IMPÉRIO EM MIRANDELA

 Com a chegada da primavera, Mirandela volta a promover a Feira Porta-Bagagem, uma iniciativa que incentiva a reutilização de bens e a economia circular, transformando objetos esquecidos em novas oportunidades.


O evento realiza-se no próximo dia 26 de abril, no Parque do Império, reunindo participantes que pretendem vender ou trocar artigos em segunda mão, como livros, roupa, utensílios domésticos e outros objetos.

Mais do que um mercado informal, a feira assume-se como um espaço de convívio e partilha, promovendo práticas sustentáveis e o envolvimento da comunidade local.

As inscrições encontram-se abertas para todos os interessados em participar nesta iniciativa.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

O CRAVO É DE TODOS: PROJETO COMUNITÁRIO REÚNE MEIA CENTENA DE PARTICIPANTES EM BRAGANÇA

 Um projeto criativo desenvolvido em Bragança está a envolver a comunidade na construção coletiva de um cravo, transformando o símbolo da liberdade num processo participativo e contemporâneo.


A iniciativa já mobilizou mais de 180 participantes, que têm contribuído através de sessões presenciais e de uma plataforma de participação à distância, onde são partilhadas reflexões pessoais sobre o conceito de liberdade.

A ação encontra-se na fase final, com o último workshop de construção previsto para o próximo dia 18 de abril, mantendo-se ainda aberta a participação digital até ao dia 25 de abril.

Mais do que uma peça artística, o projeto propõe uma leitura atual do cravo, valorizando o envolvimento coletivo e a construção partilhada de memória e significado.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

INSOLVÊNCIA DO MATADOURO DO CACHÃO GERA PREOCUPAÇÃO PELOS IMPACTOS SOCIAIS E ECONÓMICOS

 A declaração de insolvência do Matadouro Industrial do Cachão, localizado em Frechas, concelho de Mirandela, está a gerar forte preocupação junto dos trabalhadores e estruturas sindicais, devido às consequências para o emprego e para a economia regional.


Em comunicado, o SINTAB considera que esta decisão resulta de um processo prolongado de gestão inadequada, sublinhando que “nunca se traduziu na melhoria das condições de trabalho, nem no reforço da capacidade produtiva”.

O impacto mais imediato recai sobre os trabalhadores, com a perda de mais de duas dezenas de postos de trabalho numa região já fragilizada, sendo referido que esta situação “empurra estes trabalhadores e as suas famílias para uma situação de incerteza”.

O sindicato denuncia ainda a forma como a informação foi transmitida, indicando que os funcionários apenas tiveram conhecimento da insolvência através de edital, o que classifica como “um total desrespeito por quem assegura o funcionamento da unidade”.

Para além da vertente social, é também destacada a ausência de alternativas na região, numa altura em que outras infraestruturas semelhantes se encontram encerradas ou em fase de construção, o que poderá comprometer a atividade agropecuária local.

O SINTAB defende a necessidade de garantir a continuidade da unidade, alertando que o seu eventual encerramento poderá representar “uma machadada absurda num dos principais pilares da economia agroindustrial de Trás-os-Montes”.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

PROJETO DO IPB DISTINGUIDO COM PRÉMIO INTERNACIONAL NA ÁREA DA COSMÉTICA

 Um projeto de investigação desenvolvido no Instituto Politécnico de Bragança foi reconhecido internacionalmente com o prémio Cosmetic Victories 2026, na categoria académica.


A distinção foi atribuída a um trabalho inovador que aposta na criação de emulsionantes sustentáveis a partir de recursos naturais, contribuindo para reduzir a dependência de componentes de origem petroquímica na indústria cosmética.

O projeto resulta de investigação científica realizada no Centro de Investigação de Montanha, evidenciando o potencial da ciência produzida em Portugal no desenvolvimento de soluções com aplicação industrial e impacto ambiental positivo.

O prémio, promovido por uma entidade internacional de referência no setor, reuniu dezenas de candidaturas avaliadas por especialistas e grandes marcas da indústria cosmética mundial.

Esta distinção reforça o papel do Instituto Politécnico de Bragança na investigação aplicada e na inovação sustentável, afirmando-o no panorama internacional.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

𝗔𝗹𝗳𝗮̂𝗻𝗱𝗲𝗴𝗮 𝗱𝗮 𝗙𝗲́ 𝘃𝗼𝗹𝘁𝗮 𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗲𝗺𝗼𝗿𝗮𝗿 𝗮 𝗥𝗲𝘃𝗼𝗹𝘂𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗼𝘀 𝗖𝗿𝗮𝘃𝗼𝘀

 A Revolução de abril volta a ser celebrada em Alfândega da Fé com um conjunto de iniciativas evocativas desta data. A autarquia de Alfândega da Fé preparou para este ano um conjunto de atividades que cruzam momentos institucionais, tradição e cultura, com destaque para o emblemático Concerto dos Cravos. 
O Município de Alfândega da Fé convida toda a população a participar nas comemorações e a celebrar os valores de abril.

CAMINHADA DAS ARRIBAS DO SABOR DESTACA BELEZA NATURAL E PATRIMÓNIO GEOLÓGICO

 No próximo dia 3 de maio realiza-se a caminhada das Arribas do Sabor, uma iniciativa integrada no Festival de Caminhadas dos Lagos do Sabor, promovido pela CIBO Trás-os-Montes, com o apoio do Turismo do Porto e Norte de Portugal e da Associação de Municípios do Baixo Sabor.


O percurso, de natureza circular, terá cerca de 11 quilómetros e percorre áreas de elevada relevância paisagística e geológica, destacando o vale do rio Sabor e a foz do rio Azibo. A atividade permitirá aos participantes contactar de perto com a riqueza natural do território.

Ao longo do evento, estão previstas experiências associadas às tradições locais, como a confeção de pão, provas de azeite em lagares tradicionais e momentos de descoberta do Geopark Terras de Cavaleiros, promovendo a valorização do património cultural e gastronómico da região.

A iniciativa insere-se numa estratégia de promoção do turismo de natureza e convida a população a explorar o território de forma ativa e participativa.

Jornalista: Vitória Botelho
foto: DR

Vinhais lança quase 2.000 km de percursos de turismo ativo AT num projeto inédito em Portugal

 O Município de Vinhais lança simultaneamente a Reestruturação da Rede de Percursos Pedestres e a Reestruturação do Centro Cyclin' Vinhais, num projeto que totaliza 42 percursos e perto de 1.700 quilómetros de trilhos e estradas sinalizados, abrangendo todas as freguesias do concelho, anunciou aquele município, em comunicado.


"É uma aposta sem precedentes para o interior, que coloca Vinhais na linha da frente do turismo de natureza e do turismo ativo em Portugal", lê-se.

A rede pedestre reestruturada integra 22 percursos circulares (15 inteiramente novos), totalizando 255 km para homologação pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal. Abrange desde percursos fáceis em família até itinerários exigentes de mais de 20 km, com pontos de interesse naturais, históricos, etnográficos e gastronómicos identificados e sinalizados. Onze percursos percorrem o Parque Natural de Montesinho; os restantes onze revelam o Vinhais ainda por descobrir: o Rio Rabaçal em Rebordelo, os soutos centenários de castanheiros de Celas, as calçadas de xisto e os moinhos medievais de um concelho que vai muito além das suas fronteiras protegidas.

A reestruturação do Centro Cyclin' Vinhais, homologado pela Federação Portuguesa de Ciclismo, resulta em 26 percursos distribuídos por três disciplinas: BTT/XC e Gravel (12 percursos, 620 kms) e Ciclismo de Estrada em vertente cicloturismo (8 percursos, 805 km).

Os percursos de BTT e Gravel vão do circuito familiar de 8 km até aos exigentes percursos "pretos" com mais de 79 km e 2,350 metros de desnível. As rotas de cicloturismo cruzam a Serra da Coroa, contornam o Parque Natural e estendem-se até Espanha, pela Serra da Gamoneda, por Hermisende e até A Gudiña e A Mezquita. Uma dimensão transfronteiriça que convida os ciclistas galegos e castelhanos a pedalar para este lado da fronteira, e a descobrir pelo caminho o fumeiro e a castanha que fazem de Vinhais uma paragem obrigatória à mesa.

Tribunal pronto para receber julgamentos após obras de requalificação e mobilidade

 O Tribunal de Mogadouro está pronto para receber julgamentos após interrupção de cerca de meio ano para realização de obras de requalificação, mobilidade e eficiência energética no Palácio da Justiça e que custaram cerca de 400 mil euros.


De acordo com a juiz presidente da Comarca de Bragança, Hermínia Oliveira, durante cerca de meio ano os julgamentos realizaram-se num edifício municipal, nas proximidades do Palácio da Justiça de Mogadouro, devido à falta de condições provocadas pelo decurso das obras no edifício e na sala de audiências.

“Hoje estamos a assinalar o regresso dos julgamentos e outros serviços judiciais à casa mãe [Palácio da Justiça]. Quando se faziam as obras, o que envolveu muito pó, muitos ruídos e barulho, o que provocou falta das condições mínimas e de dignidade para quem trabalha neste tribunal como juízes, procuradores ou oficiais de justiça”, explicou a magistrada.

Segundo Hermínia Oliveira, “apesar dos incómodos, não se conseguiram retirar os oficiais de justiça, que, embora num espaço mais reduzido, acabaram por ficar, sempre, nas instalações do tribunal”, disse.

“Mas, conseguiu-se que a juiz e o procurador [da República] fizessem as diligências com o público, audiências, julgamentos vários num outro espaço com dignidade, num espaço cedido de boa vontade pela câmara Municipal”, enfatizou.

As obras de requalificação do Palácio da Justiça passaram pela instalação de serviços de AVAC (aquecimento, ventilação e ar condicionado), instalação de um elevador para maior mobilidade, sistemas de multimédia, e eficiência energética, melhorias de gabinetes, entre outras operações.

“Não temos luxo nenhum, mas temos um espaço com maior dignidade, mais arranjado e com maior conforto, num edifício onde no verão se sentia muito calor e no inverno muito frio”, vincou a juiz.

Estas obras foram da responsabilidade do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça.

Também o Instituto de Registos e do Notariado já havia publicado em Diário da República, em 6 de janeiro de 2025, um procedimento para uma empreitada destinada à criação de novas instalações destes serviços, no primeiro piso do Palácio da Justiça de Mogadouro, no montante de 290 mil euros, visto que estes serviços funcionam num espaço arrendado.

Francisco Pinto

Administração do Matadouro do Cachão vai apresentar plano de recuperação para reverter insolvência

 A administração do Matadouro Industrial do Cachão, no concelho de Mirandela, reagiu, ontem à tarde, ao comunicado divulgado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB), – que lamentou a sentença de insolvência do Matadouro –, e garantiu que tudo está “em pleno funcionamento” e será apresentado um “plano de recuperação”.


Michel Monteiro, administrador do Matadouro, confirmou que o processo de insolvência foi despoletado por um dos credores. “É verdade que decorre este processo, não é menos verdade que foi despoletado por um dos credores, o credor Aries Lusitani, não é o maior, mas é um dos maiores e que tem total legitimidade para acionar este mecanismo que a lei define, que é a insolvência”, disse.

O administrador garantiu que os trabalhadores foram devidamente informados e que, nesta fase, ninguém será despedido. “Reuni com os colaboradores na terça-feira, dando-lhes nota daquilo que estava a acontecer, que decorre um processo, pedi-lhes total tranquilidade e foco na missão deles, que é abater animais, e que não se desviassem disso”, contou, acrescentando que “o matadouro está em pleno funcionamento” e “não foi ninguém para casa”.

Sem grandes detalhes, avançou ainda que neste momento está ser elaborado um plano de recuperação para reverter a situação, que será benéfico para os trabalhadores e para a região. “Terá de ir de encontro àquilo que são as expectativas dos credores e se assim for, ao ser votado favoravelmente, conseguimos com isto a continuidade das operações. Se, eventualmente, os credores entenderem que o plano a vir a ser apresentado não corresponde àquilo que são as expetativas deles, aí teremos de ver qual será a via a seguir, mas para já é tudo muito incerto”, esclareceu. Mas alertou que no caso dos dois dos maiores credores – Aries Lusitani e Pedro Barradas – , em conjunto, não o aprovarem, o término desta atividade poderá tornar-se numa realidade.  

As autarquias de Mirandela e Vila Flor são as entidades que detêm a quase totalidade do capital desta infraestrutura, mas Michel Monteiro referiu que “não depende da boa vontade destes acionistas, mas sim da posição que irão tomar os credores na assembleia a realizar-se”.

O responsável reconheceu que esta infraestrutura “está bem localizada e tem uma enorme importância estratégica para o concelho de Mirandela, Vila Flor, bem como para todo o distrito”.

Torre de Moncorvo volta à Idade Média com a 13.ª Feira Medieval

 Torre de Moncorvo recebe, entre hoje e domingo, mais uma edição da Feira Medieval, no centro histórico da vila.


 A décima terceira edição tem como tema “Aromas e Sabores na Torre de Mem Corvo no reinado de D. Dinis” e aposta na valorização dos produtos da região, da gastronomia e da vivência medieval.

 O presidente da Câmara de Torre de Moncorvo, José Meneses, destaca o envolvimento da comunidade no evento.

“É uma feira medieval que conta de facto com a agregação de uma comunidade inteira que se veste a rigor, que participa e que de facto torna esta feira medieval uma viagem épica ao reinado de Dom Dinis. Por isso mesmo contamos desde logo no primeiro dia, com o cortejo real onde o agrupamento de escolas de Torre de  Moncorvo, nosso parceiro de longa data, irá fazer esse mesmo cortejo juntamente com mais 10 agrupamentos de escolas, nomeadamente quatro de Espanha e seis de concelhos limítrofes.”

 Ao longo de três dias, o certame volta a juntar artesãos, mercadores, místicos, taberneiros e animação de rua, distribuídos por 13 áreas temáticas.

Os comerciantes locais mostram-se confiantes num bom movimento de negócio. É o caso de Nélson Mesquita.

“O tempo vai estar ótimo, vai haver muita gente,  turistas. Eles que venham, aproveitem, vão gostar. Vamos ter aqui muitos doces caseiros, salgadinhos também, boa comida transmontana, feijoada, bifanas, sangria com e sem álcool, vinho tinto e cerveja.”

Entre os destaques da Feira Medieval de Torre de Moncorvo estão os cortejos, torneios, demonstrações, acampamentos medievais e espetáculos de música.

Notícias de Diário de Informação Regional

Hoje, após o telejornal da RTP1 - A Prova dos Factos, novos desenvolvimentos sobre a polémica.

 Autoridade de Saúde encontra problemas "graves" em lares da Santa Casa em Bragança

Estão em risco os idosos dos lares da Santa Casa da Misericórdia de Bragança. A afirmação é da própria Autoridade de Saúde, que garante que encontrou incumprimento de normas sanitárias básicas.

No próximo dia 21 de abril, a partir das 14h00, o Centro Intergeracional de Mazouco será palco de uma ação de sensibilização dinamizada pelo Destacamento da Guarda Nacional Republicana de Torre de Moncorvo (SPCPCDH), em parceria com a Equipa do CLDS 5G Freixo Ativo.

 A iniciativa será subordinada ao tema “Burlas contra idosos” e tem como principal objetivo sensibilizar a população, em particular a mais idosa, para a prevenção de situações de fraude e burla.

Convida-se toda a população a participar.


𝐂𝐨𝐦𝐞𝐦𝐨𝐫𝐚𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐝𝐨 𝟓𝟐º 𝐚𝐧𝐢𝐯𝐞𝐫𝐬𝐚́𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐨 𝟐𝟓 𝐝𝐞 𝐀𝐛𝐫𝐢𝐥

 O Município de Macedo de Cavaleiros assinala o 𝟐𝟓 𝐝𝐞 𝐀𝐛𝐫𝐢𝐥, celebrando os 𝟓𝟐 𝐚𝐧𝐨𝐬 𝐝𝐚 𝐑𝐞𝐯𝐨𝐥𝐮𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐨𝐬 𝐂𝐫𝐚𝐯𝐨𝐬, um marco histórico de Portugal que representa a conquista da liberdade, da democracia e dos direitos fundamentais.


No dia 25 de abril, as 𝐜𝐞𝐫𝐢𝐦𝐨́𝐧𝐢𝐚𝐬 𝐨𝐟𝐢𝐜𝐢𝐚𝐢𝐬 terão início às 𝟏𝟎𝐡𝟎𝟎, 𝐜𝐨𝐦 𝐨 𝐇𝐚𝐬𝐭𝐞𝐚𝐫 𝐝𝐚𝐬 𝐁𝐚𝐧𝐝𝐞𝐢𝐫𝐚𝐬 e a respetiva Sessão Solene.

Pelas 𝟏𝟒𝐡𝟑𝟎, no 𝐚𝐮𝐝𝐢𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐨 𝐌𝐞𝐫𝐜𝐚𝐝𝐨 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥, realiza-se a sessão da 𝐀𝐬𝐬𝐞𝐦𝐛𝐥𝐞𝐢𝐚 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥 𝐉𝐨𝐯𝐞𝐦, momento dedicado à participação cívica dos mais novos.

Às 𝟏𝟖𝐡𝟎𝟎, o 𝐉𝐚𝐫𝐝𝐢𝐦 𝟏.º 𝐝𝐞 𝐌𝐚𝐢𝐨 recebe o 𝐂𝐨𝐧𝐜𝐞𝐫𝐭𝐨 𝐝𝐚𝐬 𝐁𝐚𝐧𝐝𝐚𝐬 𝐅𝐢𝐥𝐚𝐫𝐦𝐨́𝐧𝐢𝐜𝐚𝐬 do concelho.

As celebrações continuam no dia 𝟐𝟔 𝐝𝐞 𝐚𝐛𝐫𝐢𝐥, às 𝟐𝟏𝐡𝟑𝟎, no Centro Cultural, com o concerto de 𝐏𝐚𝐮𝐥𝐨 𝐝𝐞 𝐂𝐚𝐫𝐯𝐚𝐥𝐡𝐨, que traz consigo o emblemático tema “E Depois do Adeus”.

Macedo de Cavaleiros celebra Abril, de cravo ao peito.

🏃 O Clube Desportivo de Miranda do Douro, com o apoio do Município de Miranda do Douro, promove no próximo domingo, dia 19 de abril de 2026, o Trail do Contrabando do Café, que vai decorrer em Paradela, no concelho de Miranda do Douro.

 A iniciativa tem como principal objetivo incentivar a prática desportiva em contacto com a natureza, proporcionando aos participantes uma caminhada de 12 km pelos trilhos do Contrabando, num percurso que valoriza a paisagem e o património natural da região.
O evento integra ainda uma prova de Trail de 18 km, de carácter competitivo, inserida no Campeonato de Trail da Zona Norte e no Campeonato Distrital, reunindo atletas e entusiastas da modalidade.

Para além da vertente desportiva, o Trail do Contrabando do Café pretende promover o território, destacando as suas tradições, história e potencial turístico.