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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

MUNICÍPIO DE FREIXO DE ESPADA À CINTA REFORÇA COOPERAÇÃO COM CABO VERDE PARA CONSOLIDAR ENSINO SECUNDÁRIO PROFISSIONAL

 O fortalecimento da cooperação educativa entre Portugal e Cabo Verde esteve em destaque numa reunião de trabalho realizada na passada sexta-feira, que juntou, por videoconferência, representantes do Município e da Câmara Municipal de São Filipe, na Ilha do Fogo, Cabo Verde.


O encontro contou com a participação da vereadora Marisa Madeira, em representação do Executivo Municipal, acompanhada pela chefe de Divisão de Educação, Social e Turismo, Aldina Massa, e pela técnica municipal Ana Manuela Almeida. Do lado cabo-verdiano, esteve presente a vereadora Eva Spínola, em representação do Município de São Filipe.

A reunião teve como principal objetivo avaliar o desenvolvimento do programa de Ensino Secundário Profissional, fazendo o ponto de situação dos alunos da Ilha do Fogo que atualmente frequentam cursos profissionais no concelho, bem como identificar aspetos que exigem articulação entre as duas autarquias para garantir o sucesso da iniciativa.

Durante a sessão foram ainda apresentados os novos cursos de ensino profissional que estarão disponíveis no próximo ano letivo, numa estratégia que pretende atrair mais estudantes cabo-verdianos interessados em seguir uma formação profissionalizante e adquirir competências ajustadas às exigências do mercado de trabalho.

O intercâmbio educativo entre os dois municípios tem vindo a afirmar-se como uma oportunidade de qualificação para os jovens, promovendo simultaneamente a cooperação institucional e o reforço dos laços entre as duas comunidades.

A Câmara Municipal reafirma, assim, o compromisso de acompanhar de perto a implementação do Ensino Secundário Profissional no concelho, continuando a investir na colaboração com os municípios parceiros de Cabo Verde e na criação de oportunidades educativas capazes de potenciar o desenvolvimento pessoal, académico e profissional dos jovens envolvidos.

Jornalista: Edgar Pedreiro
Foto: DR

CARRAZEDA DE ANSIÃES LANÇA PRIMEIRO FESTIVAL DE VINHOS E SABORES DE FOZ TUA PARA PROMOVER EXCELÊNCIA DO DOURO

 O concelho de Carrazeda de Ansiães prepara-se para receber, no próximo fim de semana, a primeira edição do Festival de Vinhos e Sabores de Foz Tua, uma iniciativa que pretende afirmar-se como uma montra privilegiada da excelência vínica e gastronómica do Douro, valorizando os produtos endógenos e promovendo a identidade cultural de um dos territórios mais emblemáticos do país.


Promovido pelo Município de Carrazeda de Ansiães, o certame nasce com o objetivo de criar uma ligação entre os vinhos da região e a gastronomia tradicional, proporcionando aos visitantes uma experiência de degustação, descoberta e convívio centrada nos sabores autênticos do território duriense.

Para o presidente da Câmara Municipal, João Gonçalves, este festival representa uma oportunidade para valorizar um dos principais ativos económicos e identitários do concelho. Integrado na Região Demarcada do Douro, Carrazeda de Ansiães possui cerca de 2.800 hectares de vinha, explorados por aproximadamente 1.200 viticultores, assumindo-se como um importante produtor de vinho do Porto e de vinhos DOC Douro reconhecidos pela sua qualidade.

Cultivadas nas encostas dos rios Douro e Tua, as vinhas do concelho contribuem para uma paisagem singular, onde a tradição vitivinícola se cruza com um património natural e cultural de exceção. É precisamente essa ligação entre território, vinho e gastronomia que o festival pretende destacar.

Ao longo de dois dias, o evento contará com a participação de 12 expositores do concelho, reunindo produtores de vinho e representantes da gastronomia regional. Além da exposição permanente e das provas de degustação, o programa inclui momentos de animação musical, experiências gastronómicas e demonstrações culinárias ao vivo.

Entre os destaques do cartaz estão os showcookings conduzidos pelos chefs David Félix, na sexta-feira, e Óscar Geadas, acompanhado por António Gonçalves, no sábado, prometendo harmonizações entre os melhores vinhos da região e a cozinha transmontana de excelência.

A componente musical também marcará presença, com atuações de DJ Rebelo, Undercovers e DJ Xanow na primeira noite, seguindo-se, no sábado, os espetáculos de DJ Cherby, Berg e DJ Piri del Mar.

Mais do que um evento gastronómico, o Festival de Vinhos e Sabores de Foz Tua pretende impulsionar a economia local, promovendo produtores, restaurantes, unidades turísticas e restantes agentes ligados ao setor, ao mesmo tempo que reforça a atratividade turística do concelho e do Douro.

A iniciativa surge num território inserido na histórica Região Demarcada do Douro, criada em 1756 por iniciativa do Marquês de Pombal, e integrado na paisagem duriense classificada pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade.

Com esta estreia, Carrazeda de Ansiães pretende consolidar um novo evento de referência no calendário regional, celebrando a riqueza dos vinhos, da gastronomia e da cultura duriense, num encontro que promete afirmar o concelho como destino de excelência para quem procura descobrir os sabores autênticos do Douro.

Jornalista: Edgar Pereiro com Lusa
Foto: DR

Rio de Onor abre portas para mais uma edição do Festival D’Onor

 A aldeia raiana Rio de Onor volta a abrir portas de 17 a 19 de julho, com o Festival D’Onor. O festival, que vai já na oitava edição, conta com algumas novidades. Além de  um slogan diferente e  um palco do lado espanhol, o festival vai contar com uma programação musical diversificada.


“O nosso slogan, este ano, é um festival, dois países, três palcos. E esse palco é uma novidade. Além dessas novidades, também vamos ter um Sunset, que não existia, que eu acho que é associar um bocadinho aquilo que é o rio. Depois, é a parte das bandas que nós achamos que refletem aquilo que é a ideia do festival, e se basea na tradição, mas essencialmente também virado para o futuro e nessa fusão que é possível ser feita entre aquilo que é música tradicional e a música moderna, como um caso paradigmático que é o Dj Omiri, que digamos que é o ex libris, daquilo que pretendemos, em termos de programação, para o festival”, explica o associado da Montes de Festa, Pedro Morais.

Este ano o Festival d’Onor vai contar com um investimento de 30 mil euros. Segundo a organização, que está a cargo da associação Montes de Festa, este orçamento só foi possível pelo aumento de apoios e parcerias.

“Em termos de valor, podemos afirmar que, este ano, o orçamento ultrapassa o do ano passado, não só em termos de candidaturas que foram feitas, mas também em termos de apoios de patrocinadores.Algumas dessas candidaturas, ou pelo menos uma delas, ainda estamos a aguardar a resposta, foi feita à Fundação La Caixa. Passámos uma fase importante, passando esta fase iremos ser avaliados e tudo aponta para começarmos a ter, digamos, uma almofada financeira que nos permite ter uma abordagem, nas próximas edições, muito mais leve e muito mais fácil.”

O festival raiano que junta Rio de Onor e Rihonor de Castilha é conhecido pela ronda das adegas que decorre no sábado. Moradores do lado português e espanhol abrem as portas das casas para oferecer um lanche e manter vivo o comunitarismo.

Uma tradição que atrai sempre muita gente a aldeia que conta, durante o ano, pouco mais de 30 habitantes. O objetivo, para o futuro é fazer com que o festival cresça.

“A olho nu é visível, que o festival têm crescido. Nós antes tínhamos a ideia de que as edições tinham smepre muita gente, ou que teve 5000 pessoas. Mas, atualmente, conseguimos afirmar que estiveram 6300 pessoas de visitantes únicos, no ano passado. Algo que eu acredito,outras mesmo feiras e eventos que são realizados por municípios não têm as condições e não conseguem dizer, preto no branco, que tiveram X número de  visitantes. Nós podemos e vamos continuar a fazê-lo, e cada vez com mais certeza, e o objetivo é que eles [os visitantes] aumentem”, frisou.

A caminho do 10º ano de festival, que não se traduz em edições devido à covid-19, a organização pretende “profisionalizar mais” o evento. 

“Tudo isto é feito numa base muito altruísta porque também é essa condição que nós queremos manter e que a população também nos exige”, explicou, acrescentando que a profissionalização que se mencionou é na perspetiva de oferecer melhores condições às pessoas. Uma das condições traduz-se “na criação de um website, que pretendemos já começar este ano. E depois há outras formas, e a própria profissionalização tem a ver com aquilo que nós vamos conseguir em termos logísticos e de infraestrutura dentro do próprio festival, como as casas de banho, que hoje em dia são muito melhores do que as que já existiam. Portanto, há uma série de coisas que nós pretendemos que sejam melhoradas”, destacou.

Quanto ao impacto, José Preto, tesoureiro da freguesia de Rio Onor diz que os alojamentos locais já estão esgotado e que são esperadas muitas pessoas “vindas de todos os lados”. 

“O Festival tem impacto e é muito importante para revitalizar relações transfronteiriças, dinamizar a aldeia e também a economia local. As casas de turismo rural estão todas ocupadas, a meu ver, elas já ficam de um ano para o outro. E a relação entre os povos acho que é muito importante e é marcada neste festival. Portanto, sexta-feira o parque de campismo enche com pessoal que vem de fora”, concluiu.

Do lado Espanhol, o Alcalde de Pedralba de la Pradería, Francisco Guerra Gómez, também sublinhou que o festival é muito positivo não só para a economia local, mas também para os laços entre os dois povos.

“A convivência é o mais importante. E, além da vida que dá à localidade. Nesse dia, em que abrimos as portas as pessoas acabaram por se envolver. E este ano,pelo que sei, pelo menos mais três pessoas vão abrir”, disse, acrescentanmdo que “há uma rapariga que tem uma loja e que também tira os seus benefícios. Estamoscom um projeto cujo objetivo é  tentar abrir um espaço que, no futuro, talvez venha a ser uma espécie de bar comunitário. E, enfim, imagino que depois, em Puebla, as pessoas acabam sempre por se aproximar e tudo isso é importante”, rematou.

O Festival D’Onor está agendado para os dias 17,18 e 19 de julho. Vai contar com perto de 30 expositores no mercadinho local. A nível do cartaz musical destacam-se os artistas Edmundo Inácio, Kumpania Algazarra e o Dj Omiri.

Além do cartaz do festival foram apresentados os novos órgão sociais da Montes de Festa, que se mantêm os mesmos. Na presidência segue Ruben Monteiro, acompanhado de Miguel Tabuada. Na mesa de Assembleia Geral o presidente é Ivo Mendes e no concelho fiscal mantêm-se Pedro Morais.

🏁 𝐎 𝐂𝐚𝐦𝐩𝐞𝐨𝐧𝐚𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐂𝐚𝐫𝐫𝐢𝐧𝐡𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐑𝐨𝐥𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐞 𝐓𝐫𝐢𝐤𝐞𝐬 𝐞𝐬𝐭𝐚́ 𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐠𝐫𝐞𝐬𝐬𝐨 𝐚𝐨 𝐁𝐚𝐫𝐫𝐨𝐜𝐚𝐥 𝐝𝐨 𝐃𝐨𝐮𝐫𝐨

 Nos dias 4 e 5 de julho de 2026, o Barrocal do Douro, em Picote, recebe a 13.ª prova do Campeonato Nacional de Carrinhos de Rolamentos e do Circuito Nacional de Trikes, num fim de semana repleto de emoção, velocidade e adrenalina.


A competição reúne participantes de várias regiões do país e promete proporcionar um espetáculo único para pilotos e público, num cenário de excelência do nosso concelho.

𝟒 𝐝𝐞 𝐣𝐮𝐥𝐡𝐨

🕒 15h00 – Abertura do Secretariado
🕔 17h00 – Pista Aberta (2,6 km de aventura)
🕡 18h30 – Corrida de apuramento

📅 𝟓 𝐝𝐞 𝐣𝐮𝐥𝐡𝐨

🕐 13h00 – Treinos
🕑 14h00 – Início da Corrida

Barrocal do Douro – Picote, Miranda do Douro

A prova é aberta à participação pública, mediante inscrição obrigatória até 8 dias antes do evento.

Venha assistir e apoiar esta iniciativa que alia desporto, tradição e promoção do território! 

Dr. Flores

Festas, Festividades e Eventos

𝗙é𝗿𝗶𝗮𝘀 𝗗𝗲𝘀𝗽𝗼𝗿𝘁𝗶𝘃𝗮𝘀 𝗲 𝗖𝘂𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮𝗶𝘀 𝗩𝗲𝗿ã𝗼 𝟮𝟬𝟮𝟲 - 𝗱𝗲 𝟲 𝗮 𝟮𝟰 𝗱𝗲 𝗷𝘂𝗹𝗵𝗼 - 𝗜𝗻𝘀𝗰𝗿𝗶çõ𝗲𝘀 𝗮 𝗱𝗲𝗰𝗼𝗿𝗿𝗲𝗿!

 Estão a decorrer as inscrições para as Férias Desportivas e Culturais Verão 2026 que se realizam entre os dias 6 a 24 de julho.


As inscrições devem ser efetuadas no Gabinete de Desporto até ao dia 29 de junho. 

Mais informações disponíveis através dos contactos gabinete.desporto@cm-fec.pt | 935 452 595.

As Férias Desportivas e Culturais Verão 2026 destinam-se a crianças entre os 6 e os 12 anos e têm o custo de 20€/por semana ou 50€/pelas 3 semanas.

Contamos contigo nestas Férias Desportivas e Culturais Verão 2026! 

Inscreve-te e vem passar uns dias de férias intensos e cheios de animação, com muitas brincadeiras e atividades lúdicas e desportivas, cinema e jogos, diversão no parque aquático, intercâmbios, dança, entre tantas outras atividades ao teu dispor.

Participa! 

Parque de Campismo e Caravanismo de Vimioso: a sua próxima paragem no coração de Trás-os-Montes

 Procura um local tranquilo para descansar, estar em contacto com a natureza e descobrir a autenticidade do concelho de Vimioso?
O Parque de Campismo e Caravanismo de Vimioso está aberto todos os dias, oferecendo um espaço acolhedor e confortável para campistas e caravanistas que desejam desfrutar da beleza natural, da gastronomia e do património da nossa região.

Seja para uma escapadinha de fim de semana, umas férias em família ou uma viagem de descoberta pelo nordeste transmontano, Vimioso espera por si!

Aberto todos os dias

📞 Reservas e informações: 273 211 034

Venha viver a tranquilidade, a hospitalidade e as paisagens únicas de Vimioso.

Vimioso, onde a natureza e a tradição se encontram.

𝗖𝗮̂𝗺𝗮𝗿𝗮 𝗠𝘂𝗻𝗶𝗰𝗶𝗽𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗧𝗼𝗿𝗿𝗲 𝗱𝗲 𝗠𝗼𝗻𝗰𝗼𝗿𝘃𝗼 𝗽𝗿𝗼𝗺𝗼𝘃𝗲 𝗙𝗲́𝗿𝗶𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗩𝗲𝗿𝗮̃𝗼 𝟮𝟬𝟮𝟲

 O Município de Torre de Moncorvo promove de 06 a 17 de julho e de 20 a 31 de julho as férias de verão destinadas às crianças nascidas entre 2013 e 2019 (inclusive). 
Os interessados deverão efetuar uma inscrição no Balcão Único da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, nos dias 26 e 29 de junho para as crianças residentes no concelho e matriculadas no Agrupamento de Escolas, no dia 30 de junho para crianças residentes no concelho de Moncorvo e no dia 01 de julho para não residentes, das 09h00 às 13h00 e das 14h00 às 16h00, devendo para o efeito fazer-se acompanhar do documento de identificação do participante e do encarregado de educação, comprovativo de matricula e declaração da Segurança Social, caso se justifique.

Normas e ficha de inscrição AQUI.

PASSAPORTE DOURO ON2WHEELS REGRESSA PARA CELEBRAR O DOURO EM DUAS RODAS E SOLIDARIEDADE

 A região duriense prepara-se para receber, nos dias 4 e 5 de julho, a quarta edição do Passaporte Douro On2Wheels, um dos mais emblemáticos eventos de mototurismo do Norte do país, que volta a unir paisagem, património, gastronomia e solidariedade numa viagem de descoberta pelo coração do Douro.


Promovida pela Comunidade Intermunicipal do Douro, a iniciativa promete reunir centenas de motociclistas numa experiência única ao longo de cerca de 380 quilómetros, atravessando 11 concelhos e alguns dos mais impressionantes cenários da região classificada como Património Mundial pela UNESCO.

O percurso arranca em Vila Real, seguindo depois pelas estradas panorâmicas que serpenteiam as encostas vinhateiras do Douro. O primeiro dia termina em Peso da Régua, enquanto a etapa final conduz os participantes até Moimenta da Beira, numa viagem que combina aventura, cultura e contacto direto com a identidade duriense.

Inspirado no conceito do Passaporte Douro, o evento desafia os participantes a recolherem carimbos digitais em vários pontos de passagem, transformando cada paragem numa oportunidade para descobrir monumentos, miradouros, museus e localidades de elevado valor histórico e cultural.

Entre os locais de visita obrigatória destacam-se o Miradouro de São Leonardo de Galafura, eternizado por Miguel Torga como um dos mais belos miradouros do mundo, o Espaço Miguel Torga, o Castelo e Vila Muralhada de Ansiães, o Museu do Douro e o Museu de Lamego, entre muitos outros marcos patrimoniais espalhados pelo território.

Mais do que um encontro de amantes das duas rodas, o Passaporte Douro On2Wheels afirma-se como uma poderosa ferramenta de promoção turística e valorização territorial, convidando os participantes a conhecerem de perto a riqueza paisagística, gastronómica e cultural daquele que Miguel Torga apelidou de “Reino Maravilhoso”.

A vertente solidária continua a ser uma das imagens de marca da iniciativa. À semelhança das edições anteriores, as receitas provenientes das inscrições serão canalizadas para instituições de apoio a crianças desfavorecidas da região duriense, reforçando o compromisso social do evento.

A organização mantém igualmente uma forte aposta na sustentabilidade ambiental, incentivando práticas de condução responsável e a adoção de comportamentos que contribuam para reduzir o impacto ecológico da atividade.

Com a expectativa de voltar a mobilizar participantes de várias regiões do país e também do estrangeiro, a quarta edição do Passaporte Douro On2Wheels promete transformar o primeiro fim de semana de julho numa celebração da liberdade, da descoberta e da identidade de um território único, onde cada curva revela uma nova paisagem e cada quilómetro conta uma história.

Jornalista: Edgar Pedreiro
Foto: DR

FREIXO DE ESPADA À CINTA RECEBE EXPOSIÇÃO “MEMÓRIAS DE UM OLHAR” COM O MELHOR DA FOTOGRAFIA DO DOURO

 O Auditório Municipal de Freixo de Espada à Cinta inaugura esta quinta-feira, 25 de junho, pelas 16h30, a exposição itinerante “Memórias de um Olhar”, da autoria do fotógrafo Noel Magalhães, numa iniciativa promovida pelo Museu do Douro em parceria com o Município.


A mostra reúne um conjunto de imagens que retratam a história, a identidade e o património da região duriense, através de um olhar sensível e documental construído ao longo de vários anos de trabalho fotográfico. A exposição resulta de uma criteriosa seleção das obras mais representativas de Noel Magalhães, destacando paisagens emblemáticas, rostos, tradições e momentos que ajudam a contar a memória coletiva do Douro.

Com esta iniciativa, Freixo de Espada à Cinta associa-se à valorização e divulgação do património cultural e humano da região, proporcionando ao público uma oportunidade única para revisitar o território através da arte da fotografia.

A exposição estará patente até ao dia 15 de setembro, com entrada gratuita, podendo ser visitada entre as 09h00 e as 16h30 no Auditório Municipal.

Mais do que uma coleção de imagens, “Memórias de um Olhar” afirma-se como uma viagem visual pela alma duriense, preservando memórias, destacando identidades e celebrando a riqueza cultural de uma das regiões mais emblemáticas de Portugal.

Jornalista: Edgar Pedreiro
Foto: DR

CENTRO SOCIAL NOSSA SENHORA DE FÁTIMA PROMOVE SESSÃO INFORMATIVA SOBRE O ACOLHIMENTO FAMILIAR DE CRIANÇAS E JOVENS

 O Centro Social Nossa Senhora de Fátima, em Macedo de Cavaleiros, promove hoje, pelas 18h30, uma sessão de esclarecimento dedicada ao Acolhimento Familiar de Crianças e Jovens, uma medida de proteção que procura proporcionar um ambiente seguro, estável e afetuoso a crianças e jovens que, por diversas circunstâncias, não podem permanecer junto das suas famílias de origem.


Esta iniciativa, que vai decorrer no Centro Dom Abílio Vaz das Neves, tem como principal objetivo dar a conhecer o que é o Acolhimento Familiar, explicar de forma clara todo o processo de candidatura e esclarecer dúvidas sobre os requisitos, responsabilidades e desafios associados a esta importante missão social.

A sessão é aberta a todas as pessoas interessadas em saber mais sobre esta resposta de proteção, seja por curiosidade, interesse pessoal ou vontade de se tornarem famílias de acolhimento. Será uma oportunidade para compreender melhor o impacto positivo que esta medida pode ter na vida de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade.

O Acolhimento Familiar representa muito mais do que disponibilizar uma casa, significa oferecer carinho, estabilidade, proteção e um ambiente familiar capaz de promover o desenvolvimento saudável e o bem-estar de quem mais precisa. Cada família de acolhimento pode fazer a diferença, proporcionando novas oportunidades e esperança para um futuro mais seguro e feliz.

Jornalista: Edgar Pedreiro
Foto: DR

Exposição “Pétalas de Cor” dos alunos da Universidade Sénior em mostra no Mercado Municipal

 Os alunos da Universidade Sénior de Macedo de Cavaleiros inauguraram, esta quarta-feira, a sua mais recente exposição de pintura, intitulada “Pétalas de Cor”, que está patente no Mercado Municipal.


Os trabalhos resultam de um desafio lançado aos alunos, no ano letivo anterior, tendo as flores como tema central, como explica a professora de Expressão Plástica, Carina Ferreira:

As obras foram realizadas com pasta de moldar e tinta acrílica, dando origem a experiências únicas, como referem as alunas Fátima Cristóvão e Ana Gonçalves, que contaram também com a ajuda do aluno Joaquim Silva:

A inauguração contou com a presença do executivo municipal, que tem acompanhado o projeto com especial atenção.

A vereadora com o pelouro da Juventude e dos Seniores, Cristina Pires, enaltece a beleza dos quadros e deixa uma mensagem de alento aos alunos:

A exposição vai estar patente até ao dia 24 de julho. A Universidade Sénior convida toda a população macedense a visitar a mostra e a deixar-se envolver por trabalhos repletos de sensibilidade e criatividade, que refletem o empenho, a dedicação e o talento dos alunos e professores.

Escrito por Maria João Canadas com Rui Costa

Novas Maravilhas, velhos desafios

Por: Jorge Oliveira Novo
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


 As recentes candidaturas e a passagem à fase final do Castelo de Bragança e da Domus Municipalis às “Novas 7 Maravilhas de Portugal” enchem-nos, naturalmente, de orgulho bragançano.

No entanto, quer a Domus Municipalis, único exemplar de arquitetura civil românica em toda a Península Ibérica e classificada como Monumento Nacional desde 1910, quer o Castelo de Bragança, um dos mais importantes e melhor preservados do país, também Monumento Nacional desde 1910, não precisam de concursos para provar o seu valor.

Confesso, por isso, a minha ambivalência pois não acreditando muito neste tipo de concursos mediáticos, em que o património corre o risco de ser reduzido a ranking televisivo e votação por chamada telefónica ou aplicação, lhe reconheço, contudo que, no mundo em que vivemos, esta visibilidade é uma oportunidade importante para afirmar Bragança, atrair turistas e reforçar o orgulho de quem cá vive.

Não refiro esta ideia apenas como observador distante, mas como alguém que sentiu, por dentro, na sequência de mandato recebido do povo, entre 2001 a 2013, como presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria, assim como o meu tesoureiro, Jorge Moreira, um “vileiro” de alma, sangue e coração, o esforço que era preciso fazer para ultrapassar os bloqueios e para fazer desenvolver este património, as jóias mais preciosas da Freguesia, e conciliar as orientações do IPPAR, o incremento das atividades e do turismo, a mobilidade e a vida real de moradores.

Há, todavia, neste feliz evento, a oportunidade propícia para uma reflexão mais aprofundada, a partir de uma pergunta que dele se pode extrair: o que queremos, afinal, que signifique esta nomeação para Bragança e, mais particularmente, para o Castelo e a Domus Municipalis?

É que estes títulos valem o que valem, realçam o que realçam, sobretudo em termos promocionais, turísticos e de imagem, mas que ficam aquém, sempre, da verdadeira grandeza que os nossos monumentos têm e que devia ser medida antes pelo lugar que ocupam na vida quotidiana da cidade e do concelho, na memória afetiva e sobretudo nas prioridades políticas.

Para isso, o Castelo e a Domus têm de deixar de ser apenas cenário e tornar-se, de facto, espaços mais valorizados, mais vividos, mais frequentados e mais dinamizados.

Há, porém, condições materiais que não se podem adiar por mais tempo. São vários os exemplos: abrir a Domus ao público, numa perspetiva de visita integrada com outros espaços; cuidar das muralhas e do próprio pelourinho que apresentam um estado de degradação e abandono; concretizar umas escadas que permitam descer da muralha sem ter de recuar pelo mesmo caminho, a fim de não só assegurar uma exigência mínima de acessibilidade mas também segurança; uma gestão mais inteligente do trânsito dentro do perímetro do castelo e a criação de mais áreas de estacionamento nas proximidades que libertariam o espaço para as pessoas e para uma visita tranquila; e, ouso dizê-lo, para o Castelo é que faria sentido um acesso mecanizado, pensado com rigor urbanístico e sensibilidade patrimonial, para o aproximar mais do quotidiano de todos, incluindo idosos, famílias com crianças, pessoas com mobilidade reduzida!

Era também a altura de expandir a Feira Medieval, que tive a alegria de iniciar, marcando o calendário cultural anual da cidade.

No próximo dia 8 de agosto, em Amarante, seria muito bom que a Domus Municipalis e o Castelo de Bragança fossem eleitas e, para isso, é preciso votar. Contudo, depois de as luzes se apagarem, a resposta à pergunta caberá nas decisões concretas que tomarmos, juntos.

Jorge Manuel Esteves de Oliveira Novo (Professor)

Museu do Abade de Baçal recebe exposição que põe fotografia contemporânea “face a face” com a natureza-morta

 O Museu do Abade de Baçal, em Bragança, tem patente até 20 de setembro a exposição “FACE A FACE – Rita Magalhães e a Natureza-Morta na Coleção do MNSR”, uma mostra que coloca em diálogo a fotografia contemporânea da artista Rita Magalhães com pinturas de natureza-morta pertencentes à coleção do Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto.


A exposição, apresentada recentemente no Museu Nacional Soares dos Reis, foi agora adaptada ao espaço do Museu do Abade de Baçal, mantendo, segundo o diretor Jorge Costa, “a sua essência”.

“Esta exposição é sobretudo do trabalho fotográfico da artista Rita Magalhães, que se relaciona com pinturas, sobretudo dos séculos XVII e XVIII, mas também com algum modernismo português e naturalismo português”, explicou Jorge Costa, em declarações ao Mensageiro.

No total, a mostra reúne 22 fotografias de Rita Magalhães e 12 pinturas da coleção do Museu Nacional Soares dos Reis. As obras estão organizadas por núcleos temáticos, como As Estações do Ano, Animais e Caça, Flores e Frutos e Objetos.

AGR

Bragança recebe exposição inédita em Portugal de artista francês

 Depois de cidades como Nova Iorque, Mónaco, Paris e Bruxelas, a obra de Michel Bassompierre chega, pela primeira vez, a Portugal. A partir de 30 de junho, data em que o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais assinala 18 anos de atividade, Bragança acolhe uma exposição organizada em dois núcleos complementares, com esculturas no espaço público e, no interior do Centro, um percurso representativo da obra e do processo criativo do artista francês, anunciou a autarquia brigantina, em comunicado.


Sete esculturas, algumas com três metros de altura, estão instaladas em diferentes espaços públicos de Bragança: junto às muralhas e no interior do Castelo, na Praça do Município, na Praça da Sé, na Praça do Professor Cavaleiro de Ferreira, nas margens do Rio Fervença e no jardim do Museu do Abade de Baçal. Este último abriga uma das principais obras do artista: “Le Miel N.º 5”, uma imponente escultura em bronze que retrata um urso pardo a lamber uma das patas.

AGR

Tribunal de Contas condena Câmara a pagar mais de 5400 euros por ilegalidades na contratação de refeições para a Escola Sabor Artes

 O Tribunal de Contas (TdC) considera que o Município de Torre de Moncorvo realizou despesas ilegais e pagamentos indevidos, no montante global de 5.820,00€, relativos à aquisição de serviços de refeições a professores contratados a recibos verdes para a Escola Sabor Artes. “Com ausência dos requisitos legalmente estabelecidos, desrespeitando os princípios da legalidade e da prossecução do interesse público”, refere um relatório do TdC datado de 2025, sobre o exercício de 2018.


Segundo o documento a que o Mensageiro teve acesso deu entrada na Direção-Geral do Tribunal de Contas, em 21 de marco de 2019, uma denúncia sobre “Eventuais irregularidades no concelho de Torre de Moncorvo, cometidas pelo executivo do Município, à época liderado por Nuno Gonçalves, atual deputado do PSD na Assembleia da República.

Glória Lopes

Jovens agricultores transmontanos “estão a dar uma lição ao país”

 Os agricultores das Terras de Trás-os-Montes “estão a dar uma lição ao país”, segundo a avaliação feita pelo vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), Paulo Ramalho, na sessão de abertura da Feira de Agricultura de Bragança (FAB), na passada quinta-feira.


Os dados avançados por Paulo Ramalho indicam que num total de 56960 agricultores com candidaturas aprovadas em Portugal ao Pedido Único 4460 são dos nove concelhos das Terras de Trás-os-Montes, o que em termos de investimento total significa 19,6 milhões de euros relacionados com o Pedido Único [(formulário anual utilizado em Portugal pelos agricultores para pedir os pagamentos diretos e apoios ao abrigo da Política Agrícola Comum (PEPAC)].

No total das 1192 candidaturas de jovens agricultores na região Norte, em 2025, 392 são das Terras de Trás-os-Montes, das quais 42 do concelho de Bragança. “Esta zona é um bom exemplo. Isto é um sinal muito positivo dos jovens nesta região, que é muito vocacionada para a agricultura, onde os produtos endógenos, como o azeite, a amêndoa, a castanha, são agrícolas, para não falar no fumeiro”, destacou.

Glória Lopes

Azeite de Torre de Dona Chama premiado em Itália

 O Azeite “FioAroma” produzido em Torre de Dona Chama, no concelho de Mirandela - marca que nasceu há pouco mais de três meses - acaba de conquistar a medalha de prata no “EVO International Olive Oil Contest Italy 2026”, um dos mais prestigiados concursos de azeite do mundo.


Trata-se da segunda medalha de prata, conquistada no espaço de um mês, depois de a primeira ter acontecido no “London International Olive Oil Competition 2026”.

Para um projeto no seu primeiro ano de produção, este reconhecimento “significa a recompensa pelo trabalho, pela dedicação e pela paixão colocados em cada gota deste azeite”, refere Maria Francisca Lopes Garcia, filha dos proprietários do pequeno olival familiar onde foi produzida uma edição limitada de 1196 garrafas. “O meu pai é que trata delas com muito carinho e talvez seja esse o principal segredo”, confessa. “A azeitona foi apanhada no dia, foi levada para o lagar e foi feita a extração no próprio dia, a frio e isso tem influência na qualidade do azeite”, sublinha.

Para Maria Francisca, este prémio representa muito mais do que uma medalha. “Representa trabalho diário, dedicação, noites sem dormir, paixão pela nossa terra e a vontade enorme de criar um azeite de excelência desde o primeiro dia. Ser reconhecidos internacionalmente tão cedo supera tudo aquilo que imaginávamos”, afirma esta nova empreendedora.

Fernando Pires

Primeira Feira Agrícola de Bragança superou expectativas e Câmara quer torná-la referência nacional e transfronteiriça

 A primeira edição da Feira Agrícola de Bragança superou as expectativas da Câmara Municipal e deverá continuar nos próximos anos, com o objetivo de se afirmar como uma das feiras agrícolas de referência do país e com dimensão transfronteiriça.


O balanço foi feito pela presidente da Câmara de Bragança, Isabel Ferreira, em declarações ao Mensageiro de Bragança, depois de quatro dias de certame que juntaram produtores, empresas, investigadores, associações de raças autóctones, expositores de maquinaria agrícola e milhares de visitantes.

“É um balanço muito positivo. Nós tínhamos expectativas elevadas, porque sabíamos que este era um tema muito importante para o concelho de Bragança e mobilizador, mas conseguiu ainda superar”, afirmou a autarca.

Segundo Isabel Ferreira, a adesão foi “enorme” por parte das empresas, dos produtores, dos expositores e da população, que visitou em grande número o recinto da feira. A presidente destacou também as oportunidades de contacto e negócio geradas durante o evento, nomeadamente através dos seminários temáticos, das demonstrações e da presença de maquinaria agrícola.

“Também a parte recreativa, alargada às famílias inteiras, de várias idades, e o próprio negócio que aconteceu no espaço da feira”, sublinhou.

A Feira Agrícola de Bragança contou com 92 expositores, número superior ao inicialmente previsto. “Tivemos, no final, um pedido grande de expositores para estarem presentes e já não tínhamos capacidade para acolher”, explicou a autarca, acrescentando que o espaço tem margem para crescer, mas que será necessário preparar a logística para uma dimensão maior.

A continuidade da feira está garantida. A presidente da Câmara afirmou que a intenção é fortalecer o certame e dar-lhe escala regional, nacional e transfronteiriça.

“É para continuar, sem dúvida, e para fortalecer. Quando lançámos a FAP, fui dizendo que queria que esta feira se impusesse do ponto de vista regional e nacional, e ela já provou isso”, afirmou.

Nesta primeira edição, a feira contou já com a participação de empresas espanholas e de investigadores ligados à componente científica e tecnológica dos seminários. No futuro, Isabel Ferreira quer alargar essa presença à área dos expositores e das demonstrações. “Temos todo o caminho pela frente para conseguir que seja uma das feiras de referência agrícolas do país e transfronteiriça”, frisou.

Apesar do balanço positivo, a autarca reconhece que há aspetos a melhorar em futuras edições, sobretudo em matéria de logística. Entre as sugestões recebidas estão a melhoria da identificação da entrada, a acessibilidade entre zonas de exposição, a localização das casas de banho e a necessidade de vedar melhor o espaço para facilitar a permanência de pequenos equipamentos no recinto.

“São pequenas coisas, porque decorreu muito bem. O nosso foco é mesmo aumentar a escala, aumentar a dimensão”, afirmou Isabel Ferreira.

A data da feira será também avaliada, embora a autarca admita que dificilmente o certame fugirá muito ao mês de junho. A escolha teve em conta a realização dos concursos de raças autóctones, que tinham de ser compatibilizados com os calendários nacionais.

“No início, a data não foi muito bem aceite, mas, decorrida a feira, já tivemos muitas pessoas a dizer que foi uma boa data e que continua a ser uma boa data”, explicou.

Isabel Ferreira garante que passaram pelo recinto “milhares” de pessoas. “É inegável. O parque de estacionamento e todos os acessos fora do recinto estavam sempre cheios de carros, diariamente. A feira teve sempre visitantes e tivemos um pico de calor enorme, que não afastou minimamente as pessoas”, destacou.

Entre os momentos de maior adesão estiveram a luta de touros e o desfile de tratores, que contou com 120 participantes, além de outros tratores em exposição.

O investimento efetivo na primeira edição da Feira Agrícola de Bragança foi de 135 mil euros, valor que inclui despesas com espaço, logística, atividades, pequenas aquisições, comunicação e os protocolos com as associações de raças autóctones.

Isabel Ferreira explicou que cerca de 40 mil euros desse valor correspondem a apoios que a autarquia já atribuía anteriormente às associações para a realização de concursos ao longo do ano, mas que passam agora a estar integrados no orçamento da feira.

“Estamos a falar de um investimento consideravelmente reduzido para o retorno que esta feira teve”, afirmou.

“Ainda estamos a ver esses valores, mas só em tratores vendidos, equipamento agrícola, expositores e refeições servidas, o retorno foi muito significativo”, concluiu.

Expositores satisfeitos

Entre os expositores, a satisfação era a palavra de ordem, apesar de deixarem algumas sugestões à organização.

"Nunca tínhamos tido em Bragança uma feira com esta dimensão. Passaram imensas pessoas, sábado e domingo foram, de facto, os dias com mais gente. Fizeram programas interativos para crianças que levaram os pais a visitar. O balanço é positivo obviamente", disse Cátia Afonso, produtora de azeite, ao Mensageiro. 

"Se avaliarmos sob o ponto de vista comercial, obviamente que teriam que fazer um trabalho de forma a atrair os vizinhos espanhóis porque aqui toda a gente tem azeite ou uma maioria, eu fiz uma reunião de um senhor que está em França para a exportação e de todos os azeites que estavam, o nosso, com as medalhas tornou-se o mais atrativo para o cliente", frisou, apontando alguns caminhos: "o que devem melhorar é a comunicação. Mas entende-se que foi em tempo recorde e mobilizar este público todo já é um sucesso", disse.

Já Sérgio Pousa, que vende maquinaria agrícola, também fez um balanço positivo. "Gostámos muito. Todos fizemos por ter a feira que ambicionávamos ter em Bragança. Uma coisa diferente, grande, maior, com escolha para o agricultor ter ideias das inovações, de produtos novos. Acho que esteve tudo muito bem e é de fazer melhor e maior para o ano", apontou. 

No entanto, também assinala uma sugestão para o futuro. "A data é a única coisa que eu mudaria. Ser antes ou depois desta altura de muito trabalho agrícola, que acho que foi o menos bom da feira", frisou.

Também vendedor de maquinaria agrícola, Vítor Meles disse ter gostado. "Foi impecável. Gostei mesmo. Teve o público que precisávamos. Teve uma boa organização. Faltava uma ou outra coisa mas para uma primeira abordagem começaram com o pé direito. Em termos de negócio surgiram uns contactos novos, de clientes que vieram mais de fora", revelou.

Já Nuno Machado, empresário de restauração, e que habitualmente participa num dos maiores certames do setor, em Santarém, sublinhou ter "vendido tudo".

"Senti uma feira muito mais agrícola e de setor do que a de Santarém. Esteve toda a comunidade envolvida, o meio rural e a cidade em sintonia. Houve muitas atividades relacionadas com agricultura e uma feira para todas as gerações. O clima que se vivia era de plena felicidade de todos os intervenientes. Estão de parabéns", apontou.

O certame ficou ainda marcado por um incidente, com a queda de uma grua telescópica que estava em exposição a provocar danos em cinco viaturas.

"Houve um incidente com uma grua, felizmente só com danos materiais. E ficou também tudo resolvido rapidamente. São os seguros de quem teve a responsabilidade e felizmente não afetou minimamente o funcionamento nem o decorrer da feira", disse a presidente da autarquia.

António G. Rodrigues