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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Presidência Aberta em Bragança. Datas: domingo, 15 de fevereiro de 1987 - quinta, 26 de fevereiro de 1987

DIE DE LA LHÉNGUA MIRANDESA

 Hoije you nun pude star nas celebraçones de l die de la lhéngua mirandesa, mas recebi ua buona ambora que nun querie deixar de bos dar… todos somos poucos para fazer cousicas que déien proua a la lhéngua mirandesa, mormente neste sou die…

Polícia Judiciária concluiu investigação ao ex-militar francês suspeito do assassinato da ex-mulher e da namorada na Serra da Nogueira

 A Polícia Judiciária já concluiu investigação ao caso do antigo polícia francês preso preventivamente por suspeita de ter assassinado a ex-mulher e namorada e de ter enterrado os corpos na Serra da Nogueira, em Bragança.


Segundo avança o Jornal de Notícias a PJ remeteu o inquérito para o Ministério Público de Bragança que, “até ao final deste mês, deve acusar o francês por dois homicídios qualificados, dois de profanação de cadáver, um de rapto, mas também por tratamento cruel ou desumano por ter forçado o menor a carregar os corpos”, refere o diário.

Cédric Prizzon, antigo militar da Gendarmerie Nationale, com 42 anos, foi detido a 20 de março durante uma operação de fiscalização da GNR no concelho de Mêda, no distrito da Guarda, quando viajava com os dois filhos menores de idade, um bebé e um rapaz de 12 anos. Os militares encontraram várias matrículas falsas no veículo em que viajava a família, bem como cerca de 17 mil euros em dinheiro e suspeitaram da autenticidade dos documentos. Foi já no posto da GNR que confirmaram que o homem era procurado em França por suspeita do rapto da ex-mulher.

Foi o filho adolescente que acabou por confessar que a mãe e namorada do pai tinham sido assassinadas e enterradas na zona de Bragança. A PJ acabaria por encontrar os corpos com a ajuda do menor.

As vítimas são a ex-mulher, Audrey Cavalié, de 40 anos, e a atual companheira, Angela Legobien-Cadillac, de 26, ambas francesas. O suspeito está em prisão preventiva desde março.

Glória Lopes

"Aqui é Miranda do Douro"

Eiqui: Significa "Aqui" 
 ye: Significa "é" (do verbo ser)

Miranda del Duiro: É o nome próprio da cidade em mirandês (em português, Miranda do Douro)

Celebramos no dia 17 de setembro, o Dia da Língua Mirandesa, o idioma falado na chamada Terra de Miranda, que inclui o concelho de Miranda do Douro e as freguesias de Angueira e Vilar Seco, no concelho de Vimioso.

Foi neste dia, em 1998, que a Assembleia da República Portuguesa reconheceu o Mirandês como a segunda língua oficial em Portugal.

O mirandês tem raízes asturo-leonesas e é parte integrante da identidade cultural da chamada Terra de Miranda.

Embora falado por uma pequena comunidade, o mirandês é preservado através de iniciativas culturais e educacionais, destacando a importância da diversidade linguística no país e a riqueza do património imaterial português.

A língua mirandesa tem sobrevivido devido a dois fatores fundamentais: o isolamento em relação ao resto do país e a contínua e profunda relação com os povos do outro lado da fronteira, em particular das regiões de Aliste e de Sayago.

Estima-se que o mirandês seja falado por cerca de 5000 pessoas no nordeste transmontano. 

ALGUMAS EXPRESSÕES DO DIA A DIA

─ Cumo stá? (Como está?)
─ Bien, oubrigado/a (Bem, obrigado/a)
─ Qual ye I sou nome? (Qual é o seu nome?)
─ L miu nome ye (O meu nome é)
─ Mui prazer an coincé-lo (Muito prazer em conhecê-lo)
─ Fala pertués? (Fala português?)

ALGUNS PROVÉRBIOS POPULARES

─  Die de Santa Lhuzie, míngua la nuite i crece l die (Tempo de Santa Luzia, cresce a noite, míngua o dia)
─  Ne l Natal, l die yá ten mais un saltico de pardal (Até ao Natal, um saltinho de pardal)
─ Todos ls caminos ban a tener a Roma (Todos os caminhos vão dar a Roma)

Fonte: Universidade Aberta (adaptado)
Música: Cancioneiro Tradicional Mirandês - Chin Glin Din (1963)

Armadura do Decepado na Catedral de Toledo

 Além de percorrer trilhos deslumbrantes, descobrir paisagens incríveis e celebrar a natureza, fim de semana também é feito de convivío, música e bom ambiente.

No dia 19, a festa começa cedo com atividades abertas ao público:

Jantar livre no Largo da Igreja às 20h00 
Música ao vivo com o Grupo Coletivo Capela às 21h00
Tasquinhas com comes e bebes
Atuação de DJ às 22h30

Maisi nformações AQUI.

OS FIDALGOS - VILA FLOR - Família Duarte de Almeida

Armadura do Decepado na Catedral de Toledo

 Família Duarte de Almeida

1º D. DUARTE DE ALMEIDA cobriu-se de imortal glória na batalha de Toro contra os castelhanos,porque, sendo alferes-mor de El-Rei D. Afonso V, segurou com os dentes, por lhe haverem já decepado as mãos, a bandeira portuguesa, impedindo assim que ela caísse nas mãos do inimigo, donde lhe veio a alcunha de o Decepado.
D. Duarte de Almeida descendia de nobres fidalgos muito validos dos reis D. Dinis e D. Afonso IV, senhores do castelo de Vilharigues (Vouzela) e alcaides-mores de Aveiro.
O Decepado deixou progénie nobre, como pode ver-se no Arquivo Heráldico-Genealógico de Sanches de Baena, entre outros, Afonso Lopes de Almeida, de quem procedem os marqueses de Penalva e outras famílias nobres de Portugal, de quem não curamos saber. Aqui referir-nos-emos apenas a um ramo que vicejou no distrito de Bragança:
2º DIOGO LOPES DE ALMEIDA, filho de D. Duarte de Almeida, casou em Pinhel com uma senhora da nobre família dos Mesquitas, de quem teve, entre outros filhos:
3º D. ISABEL DE ALMEIDA DAMESQUITA, que casou com António da Costa Montalvão, cavaleiro professo da Ordem de Cristo, natural de Aveiro.
Descendência:
4º D.MARIA DE ALMEIDA DAMESQUITA, natural de Moncorvo, que casou com Salvador da Costa Montalvão, seu primo, de Pinhel.
Descendência:
5º ANTÓNIO DE ALMEIDA DA MESQUITA, que casou com D. Antónia da Mesquita, sua prima.
Descendência:
6º D. ANTÓNIA DE ALMEIDA DA MESQUITA, que casou com seu primo António de Almeida da Mesquita, dos Mesquitas de Vilarinho da Castanheira, concelho de Carrazeda de Ansiães.
Descendência:
7º DIOGO DE ALMEIDA DA MESQUITA, que casou com D. Maria Cepeda Machado, natural de Vila Flor, sobrinha de Lopo Machado, capitão-mor daquela vila (1652), dos Machados dessa vila, uma das famílias nobres e antigas da província de Trás-os-Montes.
Descendência:
8º MANUEL DE ALMEIDA, natural de Vila Flor, onde era senhor de casa, que casou em segundas núpcias com D. Ana Pinto de Meireles, da casa de S. Tiago de Mirandela, pelos Pintos.
Descendência:
9º FRANCISCO XAVIER ALMEIDA MACHADO, herdeiro da casa de seus pais, capitão de auxiliares e senhor da propriedade do ofício de escrivão das sizas de Vilas Boas, Sampaio e Vila Flor, e também proprietário, por sua mulher D. Teresa de Madureira e Lemos, de um vínculo em Vila Flor.
D. Teresa de Madureira era filha de João de Seixas Cabral Montez de Lemos, senhor de vários vínculos e morgadios e da casa dos Lemos em Vila Flor.
Descendência:
10º D. ROSA RITA DE ALMEIDA MACHADO E LEMOS, senhora da casa e vínculos de seus pais, que casou com Francisco Leite Pereira, de Favaios, tenente de infantaria de Bragança.
Descendência:
I. D. Luísa Rita, que casou com Francisco António Teixeira de Morais Castro Soto Maior, tenente-coronel de milícias e morgado da Praça, em Vila Flor. Com descendência.
II. Francisco Leite Pereira de Almeida (11º adiante citado).
11º FRANCISCO LEITE PEREIRA DE ALMEIDA, senhor da casa e vínculo de seus maiores e capitão de cavalaria de Chaves, nasceu em Vila Flor a 9 de Maio de 1800, onde faleceu em 1880 e jaz sepultado.
Casou com D. Felicidade Perpétua de Seabra, irmã do ministro e secretário de Estado visconde de Seabra, autor do Código Civil Portugês, e filha de António de Seabra da Mota e Silva, corregedor e cavaleiro professo da Ordem de Cristo, e de D. Doroteia Bernardina de Sousa Lobo Barreto.
Descendência:
I. D. Guilhermina, que casou com Francisco Morais Leite Soto Maior e Castro, seu primo,morgado da Praça, em Vila Flor. Com descendência.
II. Jorge Leite Pereira de Almeida e Seabra (12º, adiante citado).
12º JORGE LEITE PEREIRA DE ALMEIDA E SEABRA, de Vila Flor, antigo deputado da nação, advogado e recebedor na comarca de Vinhais, onde faleceu a 15 de Março de 1906 pelas cinco horas da manhã.
Era casado com D. Cândida Falcão, da família do doutor José Falcão, que foi lente da Universidade de Coimbra e chefe do partido republicano.
Descendência:
I. Antero Falcão Leite de Seabra, juiz de direito aposentado que publicou na Enciclopédia das Famílias, 1904, um interessante estudo genealógico sobre várias famílias trasmontanas.
II. D. Lavínia.
III. D. Constança Leite de Seabra(615).

Capitães-mores

1º ÁLVARO DE MORAIS, capitão-mor de Vila Flor, onde casou com sua prima direita D. Ângela do Sil, filha de Diogo de Morais e de D.Maria do Sil (616).
2º FRANCISCO DO SIL (outros dizem do Cid) DE MORAIS, capitão-mor de Vila Flor (617).
3º JERÓNIMO DE MORAIS BEÇA, capitão-mor de Vila Flor (618).
4º JOÃO BORGES DE MORAIS, capitão-mor de Vila Flor, filho de Cristóvão de Seixas, de Vila Flor, e de D. Isabel de Morais.
Casou em Vale Torno, concelho de Vila Flor.
Descendência:
5º JOÃO BORGES DE MORAIS, também capitão-mor de Vila Flor, que casou em Vila Real.
Descendência:
6º Doutor FRANCISCO DE MORAIS E CASTRO, capitão-mor de Vila Flor, onde casou com D. Gracia Maria Soto Maior.
Descendência:
7º ANTÓNIO JOSÉ SOTOMAIOR DEMORAIS, capitão-mor de Vila Flor, que viveu pelos anos de 1804 (619).

O primeiro circum-navegador do mundo

Descendência trasmontana do grande navegador Fernão de Magalhães, que primeiro circum-navegou o mundo:
1º FERNÃO DE MAGALHÃES, nasceu em Sabrosa (como dizem alguns genealogistas), província de Trás-os-Montes, distrito de Vila Real, pelos anos de 1480 e foi morto pelos indígenas da ilha de Mactan, no estreito de Magalhães (que tomou o nome do seu descobridor, um dos mais célebres nautas do mundo), a 27 de Abril de 1521.
Fernão de Magalhães, casou mas não deixou descendência directa, tendo fundado um vínculo de morgadio na sua quinta de Souta, perto de Sabrosa (620).
Sucedeu-lhe sua irmã:
2º D. TERESA DE MAGALHÃES, que casou com João da Silva Teles.
Descendência:
3º LUÍS TELES DA SILVA, que casou com D. Rosa de Castro Vasconcelos.
Descendência:
4º FRANCISCO DA SILVA, que casou com D.Maria Moreira.
Descendência:
5º ANTÓNIO DEMAGALHÃES E FARIA, que casou com D. Francisca Pereira da Silva a 5 de Março de 1600.
Descendência:
6º GONÇALO ALVAREZ MOREIRA, que casou com D. Maria Marinho a 3 de Julho de 1633.
Descendência:
7º D.MARIA MOREIRA, que casou com António Francisco Pinheiro a 4 de Maio de 1663.
8º MANUEL ÁLVARES COELHO DE FARIA, que casou com D. Ana Maria Pereira.
Descendência:
9º D. CAETANA ROZOURA PEREIRA COELHO, que foi baptizada a 13 de Março de 1694 e casou a 8 de Junho de 1713 com Luís Ribeiro Valente.
Descendência:
10º D. QUITÉRIA JOAQUINA PEREIRA, que nasceu a 2 de Abril de 1725 e casou com o doutor Amaro Pereira de Aguiar.
Descendência:
11º ANTÓNIO LUÍS PEREIRA, que nasceu a 5 de Maio de 1751 e casou com D. Petronila Lopes de Aboim.
António Luís Pereira, em documentos do arquivo da casa de seus descendentes, em Vila Flor, adiante descritos, aparece com o nome de António Luís Álvares Pereira da Silva, como seja num requerimento feito em 1800, onde se declara natural do lugar de Sabrosa, termo de Vila Real, e noutros com o nome de «Antonio Luiz Alvares Pereira Coelho da Silva Castelo Branco de Magalhães, caballero del Ordem de Santiago y señor de los Derechos de Fernando de Magallanes, Descubridor que fue del Mar del sur, vecino de esta corte [Madrid], natural de Villa Real Provincia de Tras los montes Reino de Portugal», como vem no seu testamento feito em Madrid a 4 de Janeiro de 1802.Neste testamento declara que do seu casamento com D. Petronila não houve filhos, mas que tinha a seguinte filha legitimada:
12º D. PETRONILA LAURA ÁLVARES PEREIRA, baptizada em Madrid a 1 de Dezembro de 1800, que casou com António Ferreira, que também aparece em alguns documentos com o nome de «Manuel António Ferreira de Aragão Cabral», marechal de campo (ver Vilar Chão).
Descendência:
13º ALEXANDRE MANUEL FERREIRA DE ARAGÃO, que também aparece com o nome de «Alexandre Manuel Álvares Pereira de Aragão», bacharel em direito pela Universidade de Coimbra, deputado às cortes, nascido em Parada de Pinhão e falecido em Vila Flor a 4 de Maio de 1913, onde casara a 5 de Fevereiro de 1865 com D. Felicidade Amália Pinto de Lemos, filha natural de Manuel Pinto de Lemos, reitor de Vila Flor, irmão do marechal e visconde de Lemos, da mesma vila, e de D. Joaquina Rita Afonso de Carvalho (621).
Descendência:
I. Manuel António Álvares Pereira de Aragão, casado, proprietário, que reside em Vila Flor. Sem descendência.
II. Alexandre Álvares Pereira de Aragão, juiz de direito.
III. D. Felicidade Laura Álvares Pereira de Aragão, solteira, que reside em Vila Flor, na rica casa de seus maiores.
IV. D. Maria Palmira Álvares Pereira de Aragão, que casou em Freixiel, concelho de Vila Flor. Com geração. (Ver no suplemento – Freixiel).

Fernão de Magalhães e a autenticidade dos testamentos de 1504 e 1580

Tese por nós apresentada ao Congresso Luso-Espanhol para o Adiantamento das Ciências, celebrado no Porto desde 25 de Junho a 1 de Julho de 1921:
Na revista O Instituto (622), volume 68, correspondente a Fevereiro de 1921, publicamos, além de outros documentos referentes a Fernão de Magalhães, o seu testamento feito em Belém (Lisboa) em 1504, o de seu sobrinho-neto Francisco da Silva Teles, feito no Maranhão (Brasil) em 1580, a síntese de um auto em que seis escrivães e quatro testemunhas constatam em 1798 que as armas da casa da Pereira de Sabrosa, presumível solar do Grande Navegador, estavam picadas por ordem de D. Manuel I, em razão do genial nauta haver passado ao serviço de Castela, e a árvore genealógica dos actuais representantes de Fernão de Magalhães, descendentes de sua irmã D. Teresa de Magalhães.
Nesta publicação seguimos o texto de uma cópia autêntica, tirada por notário público, existente em Vila Flor, distrito de Bragança, no arquivo da família Aragão.
D. José Manuel de Noronha tentou demonstrar a não autenticidade dos dois testamentos acima, não porque a descoberta de novos documentos os viesse invalidar, mas porque certas considerações habilmente explanadas parecem justificar tal juízo.
E como se trata de considerações, vá de lhe contrapor outras, não menos dignas de ponderação, que devem forçar-nos a insistir pela autenticidade dos dois testamentos, enquanto se não descobrirem provas em contrário, se porventura as há.
Negando a autenticidade, dizem:
1º No testamento de 1504 instituiu Fernão de Magalhães um morgadio a favor de sua irmã D. Teresa de Magalhães. «Ora, se êle chama para lhe suceder no vinculo uma irmã, é de crer que não tinha irmãos, porque, se os tivesse, não legaria o morgado a fêmea, contra o uso geral daqueles tempos»; mas o testamento que o mesmo fez em Sevilha em 1519 menciona mais dois irmãos – Diogo e Isabel – e o ilustre investigador doutor António Baião descobriu mais outro de nome Duarte; donde os fortes motivos de suspeita contra a autencidade do primeiro testamento.
À guisa de contestação pomos as seguintes considerações:
Os vínculos instituíam-se em favor de uma pessoa amiga, quer masculina, quer feminina; portanto bem podia Magalhães ter irmãos e não os querer contemplar: instituíam-se para conservar inteiras as casas, obstando assim à extrema e prejudicial fragmentação da propriedade e, conseguintemente, em favor da pessoa que melhores garantias dava de satisfazer a esta condição, além de que, bem podia ao tempo não serem nascidos os outros irmãos de Magalhães – não é rara a diferença de vinte a trinta anos entre a natalidade de filhos do mesmo matrimónio – e se o eram, não agradarem ao circum-navegador, em razão da pouca idade, para o plano de engrandecimento doméstico que ambicionava para a sua casa. Que a sua mente gisava tal plano, ressalta claro de outros documentos incontestáveis da sua vida, como é, por exemplo, o testamento de Sevilha, feito em 1519. Enfim, bem podia ser levado a tal proceder por motivos que ignoramos, e nem o facto de ir contra o uso geral daquele tempo deve causar estranheza, porquanto, a limitar-se ao uso geral das viagens náuticas, nunca circum-navegaria o mundo.
2º A representação de Fernão de Magalhães passou para seus irmãos, dizem.
Mas quem sabe da descendência que deixaram? E mesmo ainda que se saiba, enquanto não apareçam outras provas que invalidem, deve insistir-se pela dos descendentes da irmã D. Teresa, pois a questão histórica gravita em volta da família, que pode orgulhar-se de contar o nauta por seu ascendente colateral, já que os diretos desapareceram.
3º «Entre os dois testamentos medeiam setenta e seis anos... Não obstante, entre as duas trancrições há apenas quarenta e quatro folhas do mesmo livro!» da Câmara Municipal de Fafe, onde foram transcritos e registados e donde se extraiu a cópia existente em Vila Flor e publicada em O Instituto, como fica dito.
À guisa de contestação, será bom considerar que Fafe era um pequeno concelho, terra de escasso movimento que poucos documentos teria a registar.
4º No testamento de 1504 mostra o Grande Navegador tanta consideração pela irmã D. Teresa e marido, quanta indiferença no de Sevilha feito em 1519, pois nem sequer fala neles, «sendo tanto mais para esperar que fossem mencionados, quanto é certo que ficavam sem a herança que já lhes havia sido uma vez atribuída. E se tivessem sido vítimas de vexames provocados pela passagem a Castela do descobridor do Estreito, o silêncio deste revestiria o aspecto da mais negra e mais desapiedada ingratidão».
À guisa de contestação, oferecemos as seguintes considerações:
Também este testamento não menciona os bens que possuía em Portugal, e, incontestavelmente, devia fazer-lhes referência.
Há porém mais:
Uma das condições sine qua non do contrato com El-Rei de Espanha, para Magalhães e herdeiros gozarem dos proventos e honras da famosa viagem, era de viverem em «nuestros Reynos, casados en ellos» (O Instituto, volume 68, pág. 73). Esta cláusula é tão essencial que o próprio Magalhães a inclui no testamento de 1519, determinando que o administrador do morgadio que funda «byva en castilla» ou «venga a bevyr e casar en estos Reynos de castilla». (O Instituto, vol. 68, pág. 135).
Ora, D. Teresa já estava casada em Portugal e provavelmente sem disposições a expatriar -se; para que, pois, mencioná-la se não podia ou não queria realizar as cláusulas do contrato e conseguintemente as do testamento?
Não a menciona? Mas quantos indivíduos deserdam em segundo testamento os contemplados no primeiro; no terceiro os memorados no segundo e assim sucessivamente?
5º No testamento de 1504 três vezes se emprega a expressão – sua majestade –; ora, tal tratamento não tinha cabimento nesse tempo referindo-se a El-Rei D.Manuel I, porque só foi usado pelos nossos monarcas a partir de D. Sebastião; donde a falsidade do documento.
À guisa de contestação consideremos:
Que no fim da cópia desse documento diz o notário: que «vai bem e fielmente copiado menos algumas palavras que por estarem mal escriptas em letra gotica e o papel carcomido do tempo não foi possivel poder ler» (O Instituto, vol. 68, pág. 68). Ora, um texto nas condições gráficas apontadas, lido por quem já não estava familiarizado com tal letra, por inusitada no seu tempo, prestava-se facilmente ao equívoco de interpretar a rabisca em breve que indicava o – A – de alteza pelo – M – de magestade, sendo, de mais a mais, este tratamento o que então prevalecia; nem ele, notário, teria conhecimento de outro; nem que o tivesse ligaria importância à troca de um por outro, visto ambos traduzirem a mesma ideia, se é que não julgava impróprio o tratamento de alteza para um monarca, como se julgava no seu tempo. De resto, nem a crítica histórica nem a filologia se preocupavam então com tais minúcias.
6º El-Rei manda picar as armas da casa da Pereira, de Sabrosa, em castigo do nauta passar ao serviço de Castela; mas esta casa não era de Fernão de Magalhães, nem tinha as suas armas; portanto não pode admitir-se tal castigo, donde a falsidade dos dois testamentos de 1504 e 1580.
Não está mal achado; mas é preciso considerar: que a casa era mui provavelmente da irmã no que os críticos concordam (O Instituto, vol. 68, pág. 116) e provavelmente viera-lhe de seus maiores, que eram igualmente os do Grande Navegador, e podia ter outro brasão, como tantas vezes se observa em casas solarengas: viver um representante dos antigos instituidores, que todavia discorda em seus apelidos dos simbolizados no escudo (só no distrito de Bragança podemos apontar dezenas e dezenas de casos idênticos). Que assim era mostra-o o testamento de 1504, em que Magalhães manda pôr nessa casa as suas armas.
Portanto, os exactores da ordem régia, mesmo que fossem profundos em heráldica, o que não é provável, picando as armas da casa da Pereira, de Sabrosa, arrasavam as dos Magalhães, do Grande Navegador, embora lá não figurassem as suas próprias, mas sim as dos seus ascendentes que usavam outro apelido, importando pouco que a irmã estivesse de posse da casa, se é que o nauta não tinha lá o seu quinhão, porque era o solar da família, provavelmente único ponto onde se podia efectivar a ordenação régia, e para o efeito moral do castigo nada mais era preciso.
Quer dizer: dos documentos pode concluir-se que Fernão de Magalhães procedia de estirpe nobre, que usava armas de outros apelidos, mas pertenciam-lhe como próprias, embora não ostentassem os emblemas heráldicos dos Magalhães. Seriam estas as que os exactores da ordenação picaram.
7º O testamento de 1580 fala nas perseguições movidas à família da irmã do Grande Navegador pelos «vizinhos» de Sabrosa que a obrigaram a refugiar-se no Maranhão (Brasil). Ora, pelo testamento de 1519, feito em Sevilha, sabe-se que um irmão do nauta vivia em Lisboa estimado na corte régia; portanto não passam de lenda os tais vexames dos vizinhos, conjuntamente com o testamento de 1580.
Contrapondo a esta lenda devemos recordar:
Que a intransigência resulta sempre mais feroz entre a gente rude, e Sabrosa é muito diversa de Lisboa. Demais, não foi sem razão que se fixou a fórmula – ser mais papista que o papa – se é que a má vontade dos povos contra os fidalgos – em tua casa nem fidalgo, nem galgo – ou então – abris y caballeros pocos buenos – consignada nos forais, a ponto de um dos privilégios mais estimados dos municípios ser a garantia de não poderem demorar-se fidalgos na região, não entrava por muito no caso, a menos que não pensemos no ódio e azedume represado dos humildes contra os grandes, sempre prestes a deflagrar mal os vê declinar.
8º A quinta de Souta era de Fernão de Magalhães e nela instituiu o morgadio constante do seu testamento de 1504, mas pelo de 1580 vê-se que andava na família de sua irmã D. Teresa de Magalhães e marido; ora uma ordenação manuelina manda confiscar os bens dos nautas que tomarem serviço em armadas estrangeiras; portanto, ou a ordenação foi aplicada ou não; se foi, os bens não se transmitiam à família de Sabrosa; se não foi, os herdeiros contemplados pelo testamento de 1519 certamente haviam de opôr-se à execução do de 1504, revogado por aquele, donde a falha de autenticidade dos dois testamentos de 1504 e 1580.
A estas conjecturas opõem-se outras não menos ponderáveis:
Não podiam os bens escapar ao confisco por qualquer motivo, quando nem mesmo se sabe se a tal ordenação é anterior á expatriação do nauta?
Não podia a família querer manter os dois morgadios – o de Sabrosa, fundado pelo testamento de 1504, e o de Sevilha, fundado pelo de 1519?
Conhecem-se casos similares. Não pode o silêncio do testamento de 1519, relativo aos bens de Portugal, provir de haverem realmente sido confiscados, ou como tal os supor o Grande Navegador, e então, na hasta pública, ou mais tarde, voltar a família de Sabrosa a adquiri -los? Há tantas famílias que capricham em adquirir bens que seus maiores alienaram ou perderam, e setenta e seis anos que medeiam entre os dois testamentos são tempo mais que bastante, mesmo em condições normais, para duas mudanças de propriedade. De resto, a escassez desses bens, uma pouquidade, como lhe chama o mesmo Grande Navegador em seu testamento de 1504, mal tentaria a cubiça de estranhos, quanto mais a de membros da mesma família, que nem sequer viviam na terra e sem generosidade de maior os podiam abandonar a pessoas tão conjuntas pelo sangue (623).
É possível que, devido às condições da morte do famigerado nauta e à rápida extinção da sua família directa, o testamento de Sevilha nunca se efectivasse e que os herdeiros portugueses, vendo a dificuldade de tirar dele qualquer partido, se desinteressassem do caso, ficando as coisas como estavam pelo testamento de 1504.
9º Finalmente, argumentam ainda com o facto de na árvore genealógica se mencionar um indivíduo vinte e um anos antes de nascer.
Mas essa árvore foi organizada por pessoa muito diversa e posterior, seguramente duzentos anos, aos factos que relata; portanto, bem podia enganar-se com outro nome idêntico a incluir a mais na geração, e mesmo que assim não fosse, nunca pôde servir de argumento contra a autenticidade do testamento, porque árvore e testamento são coisas muito diversas e de diferentes autores.
Em conclusão: entendemos que, enquanto se não estudarem criticamente os originais dos documentos, de que são cópia autêntica os de Vila Flor, publicados em O Instituto, atrás referido, ou não apareçam provas concludentes que os invalidem, se deve insistir pela autenticidade dos documentos de Vila Flor.
D. José Manuel de Noronha acrescenta ainda que «o testamento de 1504, o do Maranhão, a árvore genealógica» e todos os mais Documentos relativos ao Grande Navegador, atrás citados, foram coligidos por António Luís Álvares Pereira Coelho da Silva Castelo Branco de Magalhães (nº 11), o qual juntando todos esses papéis, não tinha apenas em vista justificar um ligítimo orgulho de família, mas obter do governo espanhol o cumprimento do tratado feito com seu nono tio, Fernão de Magalhães, como herdeiro do vínculo deste e seu único e legítimo representante... Para ver realizadas as suas pretensões, António Luís contava evidentemente com o apoio do tio de sua mulher, personagem que ocupava em Espanha um lugar primacial. Esse tio era o célebre D.Manuel Godoy, duque de Alcudia, mais tarde Príncipe da Paz
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António Luís Álvares Pereira Coelho da Silva Castelo Branco de Magalhães, faleceu antes de ver coroada pelo êxito a sua pretensão. Um dos seus descendentes, encontrando os papéis, extratou os testamentos e sucessivamente os foi comunicando aos investigadores que se interessavam pela grandiosa figura do nosso ilustre compatriota. Assim se foi estabelecendo a opinião de que estava descoberta a representação ligítima do navegador».
Logo que apareceu a contestação de D. José Manuel de Noronha, mandei para O Instituto, do qual ele era secretário de redacção e em que eu tinha colaborado largamente, como se vê no volume 56 e seguintes, as considerações atrás expostas. Nunca se dignou responder a duas ou três cartas que lhe dirigi pedindo a publicação e nunca esses considerandos foram publicados, apesar de seu sogro, Ex.mo Snr. doutor Francisco Miranda da Costa Lobo, lente da Universidade de Coimbra (que muito me honra com a sua amizade), presidente da sociedade O Instituto, de que tembém sou sócio e de que a revista é órgão, me dizer que tal publicação se faria.
Por isso decalquei sobre esses considerandos a tese que mandei ao Congresso Luso -Espanhol para o Avançamento das Ciências, celebrado no Porto desde 26 de Junho a 1 de Julho de 1921, à qual se referiu a imprensa, nomeadamente o Diário de Notícias, de Lisboa, de 2 de Julho de 1921.
Alguns homens de categoria nas ciências históricas, nacionais (624) e estrangeiros, seguiram o meu parecer relativamente à autenticidade dos documentos de Vila Flor e outros limitaram -se a prudente reserva.
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(615) Portugal: dicionário histórico, ..., artigo «Decepado».
(616) SOUSA, Manuel Bernardo de Magalhães e – Livro Genealógico, tomo I, fol. 204.
(617) Ibidem, fol. 173.
(618) Ibidem.
(619) Ibidem, fols. 209 v., 210 e 224.
(620) A quinta de Souta ainda hoje se conserva com o mesmo nome. Não se sabe positivamente onde nasceu Fernão de Magalhães, sendo todavia Sabrosa quem maiores probabilidades tem de ser o seu berço.
(621) Extraímos estas notícias dos documentos passados em pública forma por tabelião público, portanto dignos de fé, existentes em Vila Flor no arquivo da família Aragão, descendente de Fernão de Magalhães, que hoje se encontram em poder de D. Felicidade Laura (III, acima citada). Estes documentos foram reunidos em volume, que tem por título, na capa: Documentos relativos ao Grande navegador Fernão de Magalhães, descubridor do estreito do seu nome, e outros titulos e noticias sobre sua familia em Sabrosa.
(622) Correspondente a Março de 1921, p. 113 e seguintes.
(623) Esses bens valiam antes de 1914, ou seja antes da crise presente, uns 500.000 réis, que, referidos ao preço dos géneros alimentícios numa e outra época corresponderão a uns 15.000 réis no tempo de D.Manuel I.
(624) O Instituto, volume 68, correspondente a Junho de 1921, de que se fez tiragem especial sob o título O Instituto – número comemorativo do quarto Centenário de Fernão de Magalhães.
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MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA

🧺 MOGADOURO CHEGA AO MERCADO DO BOLHÃO!

 Nos próximos dias 25 e 26 de setembro, Mogadouro leva até ao coração da cidade do Porto um pouco daquilo que melhor nos representa: os sabores, os produtos, as tradições e a identidade da nossa terra. 


O emblemático Mercado do Bolhão recebe a iniciativa “Mogadouro no Mercado do Bolhão”, um espaço dedicado à promoção e venda de produtos regionais do concelho, acompanhado por momentos de animação cultural e música tradicional.

É uma oportunidade para conhecer, provar e comprar produtos autênticos de Mogadouro.

O Município de Mogadouro convida toda a população a visitar-nos e deixa um convite muito especial a todos os mogadourenses e transmontanos que vivem no Porto e em toda a Área Metropolitana: venham ao Bolhão! Venham reencontrar os sabores da terra, rever amigos e matar saudades de Trás-os-Montes.

Ao comprar os  produtos Origem Mogadouro, estará também a apoiar os produtores locais, a valorizar a economia do concelho e a contribuir para que os nossos produtos e tradições cheguem cada vez mais longe.

25 de setembro | 10h00 — 20h00
26 de setembro | 10h00 — 18h00
Mercado do Bolhão | Porto

Mogadouro vai ao Porto. E queremos encontrar-vos lá!

Venha provar, conhecer, comprar e levar consigo um pouco de Mogadouro! 

𝗘𝘅𝗽𝗼𝘀𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 | 𝗢 𝗽𝗿𝗼𝗰𝗲𝘀𝘀𝗼 𝗰𝗿𝗶𝗮𝘁𝗶𝘃𝗼 𝗱𝗼 𝗘𝘀𝗽𝗮𝗻𝘁𝗮𝗹𝗵𝗼 𝗫𝗣𝗧𝗢

 Antes de chegar ao palco, cada história tem um percurso.
Descubra os bastidores de "O Espantalho XPTO" através de uma exposição que revela o trabalho desenvolvido pelos alunos ao longo do projeto.

Local:  Centro Cultural de Alfândega da Fé
A partir de 19 de setembro 

𝐂𝐞𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐍𝐚́𝐮𝐭𝐢𝐜𝐨 𝐚𝐛𝐞𝐫𝐭𝐨 𝐚̀ 𝐜𝐨𝐦𝐮𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞

 O 𝐂𝐞𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐍𝐚́𝐮𝐭𝐢𝐜𝐨 𝐝𝐚 𝐀𝐥𝐛𝐮𝐟𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐝𝐨 𝐀𝐳𝐢𝐛𝐨 abre as portas à comunidade com um novo programa de atividades que 𝐜𝐨𝐧𝐯𝐢𝐝𝐚 𝐚 𝐝𝐞𝐬𝐜𝐨𝐛𝐫𝐢𝐫, 𝐞𝐱𝐩𝐞𝐫𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐚𝐫 𝐞 𝐧𝐚𝐯𝐞𝐠𝐚𝐫 𝐧𝐮𝐦 𝐝𝐨𝐬 𝐞𝐬𝐩𝐚𝐜̧𝐨𝐬 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐞𝐦𝐛𝐥𝐞𝐦𝐚́𝐭𝐢𝐜𝐨𝐬 𝐝𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐜𝐞𝐥𝐡𝐨.


A iniciativa arranca no próximo dia 𝟏𝟗 𝐝𝐞 𝐬𝐞𝐭𝐞𝐦𝐛𝐫𝐨 𝐞 𝐝𝐞𝐜𝐨𝐫𝐫𝐞𝐫𝐚́ 𝐧𝐨 𝟑.º 𝐬𝐚́𝐛𝐚𝐝𝐨 𝐝𝐞 𝐜𝐚𝐝𝐚 𝐦𝐞̂𝐬, entre as 09h30 e as 13h00, com atividades dirigidas a toda a população.

𝐀 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐢𝐫 𝐝𝐞 𝟏𝟒 𝐝𝐞 𝐨𝐮𝐭𝐮𝐛𝐫𝐨, 𝐨 𝐂𝐞𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐍𝐚́𝐮𝐭𝐢𝐜𝐨 𝐫𝐞𝐜𝐞𝐛𝐞𝐫𝐚́ 𝐭𝐚𝐦𝐛𝐞́𝐦 𝐣𝐨𝐯𝐞𝐧𝐬 𝐝𝐨𝐬 𝟖 𝐚𝐨𝐬 𝟏𝟒 𝐚𝐧𝐨𝐬, 𝐭𝐨𝐝𝐚𝐬 𝐚𝐬 𝐪𝐮𝐚𝐫𝐭𝐚𝐬-𝐟𝐞𝐢𝐫𝐚𝐬, 𝐝𝐚𝐬 𝟏𝟒𝐡𝟑𝟎 𝐚̀𝐬 𝟏𝟔𝐡𝟑𝟎, proporcionando-lhes um primeiro contacto com as atividades náuticas num ambiente seguro e acompanhado.

As inscrições para a atividade do próximo sábado, dia 𝟏𝟗 𝐝𝐞 𝐬𝐞𝐭𝐞𝐦𝐛𝐫𝐨, terminam 𝐡𝐨𝐣𝐞! Se não conseguir participar nesta primeira sessão, poderá juntar-se às próximas atividades.

𝐀 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐞́ 𝐠𝐫𝐚𝐭𝐮𝐢𝐭𝐚. Inscreva-se AQUI.

Venha conhecer o Centro Náutico, desfrutar da Albufeira do Azibo e viver uma experiência diferente em contacto com a água e com a natureza. 

Queijo de cabra transmontano da Leicras eleito o melhor da Europa

 O queijo de cabra transmontano, produzido em Mirandela pela Cooperativa de Produtores de Leite de Cabra Serrana (Leicras), conquistou o primeiro lugar entre os 100 melhores queijos de cabra da Europa, segundo o TasteAtlas, com uma classificação de 4,4 pontos, numa escala de 0 a 5.


Um reconhecimento recebido com satisfação pelos produtores, como destaca João Cláudio, produtor, presidente da Associação Nacional de Caprinicultores da Raça Serrana (ANCRAS) e membro da Leicras, que salienta a qualidade e o método tradicional de produção:

“Este reconhecimento é muito bom e, para nós produtores, ainda mais, porque está a valorizar o nosso trabalho e a nossa qualidade.

Para nós, já não é o primeiro prémio que recebemos. Já recebemos várias medalhas de ouro e, naturalmente, para mim, como produtor, é motivo de muita felicidade.”

O produtor explica que o queijo é produzido exclusivamente com leite cru de cabra da raça Serrana, seguindo métodos tradicionais.“

Depois da ordenha, o leite é filtrado e aquecido. A coalhada é posteriormente salgada e o queijo é curado em condições de baixa temperatura e elevada humidade.

O resultado é um queijo de formato redondo e de crosta semidura:

“Isto é um queijo feito à moda tradicional, feito com leite cru, que poucas queijarias fazem.

O leite é de excelente qualidade, que só mesmo a raça Serrana Transmontana pode oferecer.”

O reconhecimento internacional surge também numa altura em que a criação desta raça autóctone enfrenta dificuldades, nomeadamente ao nível da disponibilidade de leite.

João Cláudio defende, por isso, um maior apoio à criação da raça Serrana:

“Isto é um queijo feito à moda tradicional, feito com leite cru, que poucas queijarias fazem.

O leite é de excelente qualidade, que só mesmo a raça Serrana Transmontana pode oferecer.”

O reconhecimento internacional surge também numa altura em que a criação desta raça autóctone enfrenta dificuldades, nomeadamente ao nível da disponibilidade de leite.

“Agora é sempre melhorar, com o melhor que conseguimos.

Devíamos ter mais leite para continuar. Nós temos um subsídio que é muito pequenino, tendo em conta que esta é uma raça que não produz como outras raças.

Devíamos ter subsídios melhores e olhar mais para as raças autóctones.”

Apesar dos desafios, este reconhecimento é motivo de orgulho para quem mantém esta tradição em Mirandela.

João Cláudio revela que a cooperativa recebe esta distinção com grande satisfação, juntando-a a outros prémios já conquistados e garantindo que o objetivo é continuar a apostar na qualidade e na valorização do queijo de cabra Serrana.

Este é o primeiro prémio alcançado a nível internacional.

Fotografia: Leicras

Filipe Ventura Alves

Alfândega da Fé acolhe Encontro de Cuidadores

 O Município de Alfândega da Fé vai promover, em parceria com o CLDS-5G ALLfandega, um Encontro de Cuidadores, que se realiza no dia 22 de setembro, às 14h00, no Auditório Manuel Faria da Casa da Cultura Mestre José Rodrigues.


O encontro será dedicado ao tema “Boas Práticas no Cuidado: Programa SENI Educa” e dirige-se a cuidadores formais e informais, bem como a profissionais da área.

O programa arranca com uma sessão de boas-vindas, que contará com a presença de Alexandra Ribeiro, psicóloga da Equipa de Atenção Biopsicossocial à Pessoa Idosa do Município de Alfândega da Fé (EABPI), Paula de Faria, enfermeira da mesma estrutura, e da vice-presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé, Maria Manuel Silva.

Uma das iniciativas previstas é a palestra motivacional “A força de quem cuida”, dinamizada pela psicóloga clínica Cassandra Esteves. Posteriormente, decorrerá um painel de formação SENI dedicado a áreas fundamentais na prestação de cuidados, nomeadamente posicionamentos e banho no leito, mudança de fraldas e troca de roupa, bem como boas práticas no cuidado à pessoa dependente. O painel contará com as intervenções dos enfermeiros Ricardo Pires e Pedro Rualdes e do formador Octávio Ferreira.

Outro dos momentos do programa será uma sessão de esclarecimento sobre o Estatuto do Cuidador Informal, que contará com a presença de Luísa Simões, técnica superior do Instituto da Segurança Social (ISS).

A tarde terminará com o colóquio subordinado ao tema “Idosos em Segurança”, que contará com as intervenções de Altino Valpereiro e Vítor Santos, militares da Secção de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Alfândega da Fé.

A formação dará direito a creditação, com o objetivo de reforçar conhecimentos e competências na área dos cuidados.

Com esta iniciativa, a autarquia e os parceiros pretendem valorizar o papel dos cuidadores, promover a qualificação e a atualização de conhecimentos e contribuir para a melhoria da qualidade dos cuidados prestados às pessoas dependentes.

Fotografia: Nuno Fernandes

Maria João Canadas

As ruínas não rezam, lamentam-se


Ensimesmado na sua mesa de trabalho, trauteia, quebrando o silêncio de um Nordeste sem seminaristas, levados pela emigração e pelos berços vazios, o saudoso Abade de Baçal, Francisco Manuel Alves. Aponta agora chaves de leitura: “Meus saudosos amigos, já mandei estender a palha no curral, fazer a merenda e, encher o garrafão… mas sei que não vindes (…) manias de um ancião que vos não esquece.” Olho para ele, de “Diário da República” na mão, a fitar as ruínas de parte da sua antiga casa, a interrogar-se junto de um Juiz que teima em não falar: “Explica-me esta sentença pelo avesso”.

Falo do Despacho n.º 166/2026, que suspendeu o apoio aos Equipamentos Urbanos, matando o programa que desde 1979 financiava as TNS (Trabalhos de Natureza Simples). O oxigénio das nossas ermidas sumiu sem deixar rasto. “Fecham as contas e cortam-nos a fidalguia de bem receber”, suspira o Abade. “O Governo celebrou por cá a nova Universidade (UBNI). Louvável! Mas onde vão os doutores apreciar a nossa história se as ermidas se desfazem em caliça? Pedaço de asno quem acreditar que as honrarias de Lisboa douram a ignorância de quem deixa cair o património da terra.”

Em vez de lamentos, assine-se um Pacto de Reabilitação Coesa em que o Estado mantém o empurrão das antigas TNS, descentralizando dinheiros e gestão. Porque as ruínas não rezam, lamentam-se. Que o Senhor da messe envie novos operários para a Sua vinha, jovens que queiram assumir o altar e a escrita, herdando o testemunho da plêiade de sacerdotes que nos precederam.

Só com o património de pé voltaremos a banquetear ministros com o bom vinho e o presunto com toucinho de três dedos. “Abram a porta ao bom senso antes de tudo ruir”, refletia o Abade, como quem escreve um memorial sobre as cinzas, mas na esperança de que o madeiro volte a crepitar.

Pe. Estevinho Pires

Fúria Desmedida

Por: José Mário Leite
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


A demagogia é uma das principais armas do populismo radical para se insinuar junto da população para obter a sua confiança e alcandorar-se aos corredores do poder de onde estenderá os tentáculos para destruir as estruturas democráticas, de forma a perpetuar-se fechando a porta de entrada a qualquer outra força que, democraticamente, o queira desalojar. Por isso é necessário desmascará-lo antes que consiga lograr os seus sinistros intentos. O maior problema passa, precisamente, pelo uso de uma arma eficaz, contra a demagogia, a falsidade e até a mentira descarada que é usada sem qualquer regra, moderação ou limite. A única forma (e mesmo essa, que em normais circunstâncias seria suficientemente elucidativa, tem uma eficácia reduzida) passa pela exposição dos resultados conhecidos e verificáveis nos locais onde atingiu a cadeira da governação sendo, não só, mas também, por isso, um farol para as dezenas de movimentos de extrema direita por esse mundo fora: os Estados Unidos da América!

Trump, o maior charlatão dos políticos contemporâneos conseguiu (e ainda vai conseguindo embora, cada vez menos, a crer nas sondagens, valendo estas o que valem) ludibriar os seus apoiantes garantindo-lhe a sua genialidade e forma irrepreensível de intervenção no espaço público. Um dos casos mais emblemáticos é a recente e catastrófica aventura no Golfo Pérsico. O senhor Donald, logo no seu primeiro mandato, garantindo ser o único presidente americano com sabedoria e coragem garantiu que a situação herdada de Obama, no que concerne ao diálogo com o Irão, resolveu rasgar os tratados assinados para enveredar por uma lógica de sanções pois essa era a forma de vergar os persas e obrigá-los a abandonar os trabalhos de enriquecimento de urânio. Durante o consulado de Biden, pouco se adiantou para se sair do buraco onde o anterior inquilino da Casa Branca deixara o relacionamento, minado pela desconfiança. Regressando a Washington para finalmente resolver a situação de forma clara, inteligente, valorosa e definitiva Trump “destruiu” pelas armas todo o complexo nuclear e assim tornar dócil e brando o inimigo para retomar as negociações. Só que este ficou desconfiado, renitente e nada cooperante, recusando-se aceitar a genialidade do líder supremo das américas. Foi então que a brilhante mente iluminada decidiu resolver de vez o problema, mandando matar a elite política e explodir o arsenal militar iraniano. Em menos de três semanas estariam vergados e rendido.

Mas não. Não se ajoelharam, antes pelo contrário, ripostaram e fecharam Ormuz, trazendo o caos ao comércio mundial do petróleo. E de pouco adiantava ameaçá-los da destruição total! Recusavam reconhecer o prodigioso visionarismo trumpiano. Eis se não, quando, o “tio Sam” (re)descobriu as virtualidades das sanções que, quando impostas por Obama eram estúpidas e ineficazes. Mas de pouco serviram.

O fracasso é tal que o inquilino da avenida Pensilvânia, encurralado nas magníficas teias que teceu para apanhar o tolo adversário, está agora tão aflito nas eleições de meio de mandato que, num inédito conclave do seu partido vem prometer cinco mil dólares a cada americano para, de novo, confiarem nele.

Se a sua administração é tão extraordinária quanto o próprio apregoa, a vitória não seria um dado adquirido? Pelos vistos não é…

Também por cá temos seguidores do admirável guru americano. Se não fosse demasiado penoso, demasiado caro, demasiado temerário, demasiado perigoso, quase arriscaria que haveria de valer a pena pô-los à prova no governo da coisa pública.

Em Albufeira a coisa não está a correr nada bem. Em S. Vicente, na Madeira, também não!


José Mário Leite
, Nasceu na Junqueira da Vilariça, Torre de Moncorvo, estudou em Bragança e no Porto e casou em Brunhoso, Mogadouro.
Colaborador regular de jornais e revistas do nordeste, (Voz do Nordeste, Mensageiro de Bragança, MAS, Nordeste e CEPIHS) publicou Cravo na Boca (Teatro), Pedra Flor (Poesia), A Morte de Germano Trancoso (Romance) e Canto d'Encantos (Contos), tendo sido coautor nas seguintes antologias; Terra de Duas Línguas I e II; 40 Poetas Transmontanos de Hoje; Liderança, Desenvolvimento Empresarial; Gestão de Talentos (a editar brevemente).
Foi Administrador Delegado da Associação de Municípios da Terra Quente Transmontana, vereador na Câmara e Presidente da Assembleia Municipal de Torre de Moncorvo.
Foi vice-presidente da Academia de Letras de Trás-os-Montes.
É Diretor-Adjunto na Fundação Calouste Gulbenkian, Gestor de Ciência e Consultor do Conselho de Administração na Fundação Champalimaud.
É membro da Direção do PEN Clube Português.

Agrupamento de Escolas ganha prémio Sonae Educação com projeto para diminuir burocracia

 O projeto “Melhoria Contínua nas Escolas Públicas” promovido pela Kaizen Education e que vai ser implementado no Agrupamento D. Afonso III de Vinhais, no distrito de Bragança, é um dos dois vencedores do Prémio Sonae Educação. “O projeto aplica metodologias de melhoria contínua para reduzir a burocracia nas escolas públicas e tornar mais eficientes os processos de trabalho. Ao libertar tempo dos professores, a iniciativa permite que estes se concentrem no que é central à sua missão: o ensino e o acompanhamento dos alunos”, indicou uma fonte da Sonae ao Mensageiro.


Na sua quarta edição, o Prémio Sonae Educação distinguiu seis projetos vencedores com um total de 150 mil euros. A Kaizen Education, a Aproximar - Cooperativa de Solidariedade Social de Vinhais e a Associação No Bully Portugal ganharam na Categoria Geral.

Na Categoria Escolas Públicas foram distinguidos o Agrupamento de Escolas Pedro Eanes Lobato, o Agrupamento de Escolas de Águeda e os Jardins de Infância do Agrupamento de Escolas de Castro Verde. Os seis projetos foram selecionados entre mais de mil candidaturas, naquela que foi a edição mais participada de sempre.

Os projetos vencedores destacam-se pela capacidade de responder a desafios concretos da educação, através de abordagens que promovem a inclusão, a personalização das aprendizagens, o desenvolvimento de competências digitais e socioemocionais, a inovação pedagógica e a criação de ambientes educativos mais seguros e participativos.

Glória Lopes

Projeto de saúde mental em três municípios já ajudou 280 jovens através da arte

 É positivo o balanço do primeiro ano do projeto de saúde mental (Des)Construir, (Re)Pensar, (Re)Educar (DRR) que já apoiou 280 jovens dos concelhos de Bragança, Macedo de Cavaleiros e Alfândega da Fé. A inicitiva vai entrar numa nova etapa com o início do ano letivo, indicou ao Mensageiro a União das Mutualidades Portuguesas.


Os jovens beneficiados pela intervenção estavam distribuídos por 20 turmas do 2. º e 3. º Ciclos e do Ensino Secundário daqueles três municípios.

“O bom acolhimento que o projeto tem encontrado no terreno demonstra a importância de construir respostas próximas das realidades locais e das necessidades das crianças e dos jovens. A colaboração entre e com os municípios, escolas e restantes entidades parceiras tem sido fundamental para adaptar a intervenção às diferentes realidades e reforçar uma abordagem próxima e preventiva”, explicou Luís Alberto Silva, presidente da União das Mutualidades Portuguesas (UMP).

Trata-se de um projeto de promoção da saúde mental dirigido a crianças e jovens (entre os 10 e os 19 anos) em situação de risco, que utiliza estratégias preventivas, participativas e artísticas para desenvolver competências socioemocionais.

Ao longo do primeiro ano de implementação, a intervenção incidiu em dimensões como a autoestima, a autorregulação emocional, o bem-estar psicológico e a construção de relações interpessoais mais saudáveis.

Glória Lopes

Este ano o ICNF já validou 45 ataques de lobos a rebanhos no distrito

 Até julho deste ano foram reportados 45 ataques de lobos a rebanhos no distrito de Bragança, o que corresponde a 88 % do total dos casos de 2025, ano que registou 51. A liderança desta tabela não é, porém, de Bragança, mas de Viana do Castelo, distrito onde no ano passado ocorreram 215 investidas e este ano já se contam 159 validadas pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). Já o distrito de Vila Real acabou o ano passado com 147 e 2026 vai com 88.


Em todo o país o ICNF validou 356 ocorrências atribuídas a lobos em 2026 e 510 em 2025. No total, foram pagos mais de 240 mil euros em indemnizações, este ano, aos produtores de gado afetados, segundo aquele organismo do Estado adiantou ao Mensageiro.

Glória Lopes

Universidade Politécnica de Bragança vai duplicar número de camas com quatro novas residências

 Até ao final de 2026, a Universidade Politécnica de Bragança (UPB), que vai passar a Universidade de Bragança e do Norte Interior, após uma deliberação, aprovada, ontem, na reunião de Conselho de Ministros que decorreu precisamente nas instalações daquele estabelecimento de ensino superior em Bragança, vai ter concluídas quatro novas residências de estudantes distribuídas por Bragança, Mirandela e Chaves, onde tem escolas desconcentradas.


Um investimento superior a 25 milhões de euros que permite passar de 430 para mais de 900 camas disponíveis para os alunos bolseiros.

A residência Mira tua, edificada num antigo hotel no centro urbano de Mirandela, onde está a Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo, terá capacidade para 60 camas, e brevemente vai ficar pronto uma nova residência no campus da mesma escola com 120 camas, com um investimento superior a 9 milhões de euros.

Em Chaves, já no distrito de Vila Real, onde funciona a Escola Superior de Hotelaria e Bem-Estar, a futura residência terá 120 camas, fruto de um investimento de cerca de 7 milhões de euros.

Em fase de conclusão, está também a residência de estudantes em Bragança, a maior de todas, com capacidade para 200 camas, que vai custar 9,6 milhões de euros.

As quatro novas residências vão permitir “duplicar a oferta de alojamento estudantil”, confirma o agora Reitor da Universidade Politécnica de Bragança. “Não cobre todos os alunos bolseiros que temos, fica longe disso, ainda não, mas já é uma ajuda substancial”, sublinha Orlando Rodrigues, revela que tem havido “um desajustamento entre a oferta e a procura”, uma vez que houve um crescimento acentuado do número de alunos, nos últimos anos, atingindo já os 10 mil alunos, admitindo que a escassa oferta “levou mesmo à desistência de alguns estudantes”.

Orlando Rodrigues considera que as novas infraestruturas vão “estabilizar o mercado de arrendamento local e apoiar os estudantes bolseiros que enfrentam dificuldades com os preços dos quartos” e acredita ainda que vão contribuir para colocar um referencial de qualidade no alojamento estudantil. “Estas residências foram feitas por mais de uma portaria com especificações muito rigorosas e têm também um padrão de qualidade que é importante que ocorra”, diz.

Este também pode ser “um trunfo importante” para trazer sustentabilidade ao novo estatuto, agora adquirido, de Universidade, “em particular para os alunos das pós-graduações”afirma Orlando Rodrigues.

As quatro novas residências vão custar 25,6 milhões de euros, cerca de 18,8 milhões assegurados pelo Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior e o Plano de Recuperação e Resiliência, e os restantes 6,8 milhões assegurados pelo orçamento da instituição de ensino superior.

Fernando Pires