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BRAGANÇA
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Sobre o Blogue
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
sexta-feira, 9 de outubro de 2026
Celebre a Tradição de São Martinho em Carrazeda de Ansiães
O evento realiza-se no dia 8 de novembro de 2026, com início marcado para as 16h30, no CAECA. Venha desfrutar do melhor que a época tem para oferecer, num ambiente festivo que junta as tradicionais castanhas assadas e os sabores da região.
A participação está aberta a todos, mas a inscrição é obrigatória.
Formulário de Inscrição AQUI.
Mais informações na Loja Interativa de Turismo 278 098 507
Junte-se a nós e venha celebrar as tradições que nos unem!
CONSULTA PÚBLICA | PLANO DE MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL DE BRAGANÇA
A participação dos cidadãos é fundamental para contribuir para uma mobilidade mais sustentável, acessível e eficiente no concelho.
Consulte o documento AQUI ou clicando na imagem.
Ficou deserta a hasta pública para alienar imóvel para fins turísticos em Vila de Ala
“Não houve proposta para a alienação do imóvel para fins exclusivamente turísticos. Agora, vamos reunir em assembleia de freguesia para rever a proposta e decidir o que se irá fazer”, vincou Amílcar Machado, o autarca de freguesia.
A proposta de alienação deste imóvel foi apresentada em 16 setembro. Apresentava como condição a criação de um projeto turístico e construção de um hotel e SPA, 10 'bungalows' ou moradias, restaurante, centro hípico e uma quinta pedagógica ou 'biocampus'.
Segundo o autarca desta freguesia do concelho de Mogadouro, no distrito de Bragança, o terreno onde está instalado o imóvel foi cedido por um prazo de 50 anos para a construção de um complexo turístico com várias valências a um empresário, mas este não cumpriu os requisitos impostos na cedência de superfície e a Junta de Freguesia tomou posse administrativa do terreno e dos imóveis construídos até data.
Este espaço que agora foi a hasta pública integra três frações autónomas destinadas, respetivamente, a centro hípico, restaurante e estabelecimento hoteleiro, numa área total de terreno de 211.720 metros quadrados.
Segundo a proposta apresentada, esta alienação do imóvel constituía “uma oportunidade particularmente interessante para quem procura investir na área do turismo e da valorização do território”.
“Situado em Vila de Ala, o imóvel apresenta potencial para o desenvolvimento de um projeto turístico capaz de tirar partido da tranquilidade, da paisagem, da autenticidade e do património rural que caracterizam esta região”, sublinhava a autarquia.
A Junta de Freguesia de Vila de Ala acrescentava que “o turismo rural, alojamento turístico, projeto de natureza ou outro conceito diferenciador são algumas das possibilidades que poderão ser equacionadas, naturalmente em função das características do imóvel e das condições urbanísticas e legais aplicáveis”.
OS FIDALGOS - VILA FLOR - Família Leite Pereira
2º D. NUNO ÁLVARES PEREIRA, condestável do reino, de quem procede a sereníssima casa de Bragança.
3º D.MARIA ÁLVARES PEREIRA, irmã do condestável, que casou com João ou José Gonçalves de Basto, seu parente, meirinho-mor e alferes-mor do condestável, fidalgo da Casa Real, senhor das casas de Vilar e Taipa e dos direitos reais do Arco de Baúlhe, em Basto, e de várias terras.
Descendência:
4º ÁLVARO GONÇALVES PEREIRA, fidalgo da Casa Real, no tempo de D. Afonso V, que casou com D. Leonor Álvares Leite (irmã de Vasco Leite, que praticou proezas em Toro, e deste procedem os Leites, da Madeira, de Diogo Leite e de Álvaro Leite, de quem procedem, entre outras famílias ilustres, os Leites Pereiras, senhores de Quebrantões e Gaia Pequena, actualmente condes de Campo Belo), filha de Álvaro Annes Leite, fidalgo da Casa Real no tempo de D. João I, senhor do préstimo de Calvos e do solar do Barrosão, em Basto, e de D. Filipa Borges, neta de Gonçalo Borges, senhor das vilas de Carvalhais, Ílhavo e Verdemilho, porteiro-mor e fidalgo da Casa Real no tempo de D. Afonso IV.
Descendência:
I. D. Leonor, que casou com Fernão Velho, senhor da casa de Sobrado, em Basto, de quem procedem os Leites Pereiras de Meireles, senhores da casa do Campo, em Basto.
II. Rui Leite Pereira, de quem procede a casa de Cainhos.
III. João Álvares Leite Pereira (5º, adiante citado).
5º JOÃO ÁLVARES LEITE PEREIRA, fidalgo da Casa Real no tempo de D. Afonso V e de D. João II, senhor das casas de Vilar, Paço e outras, em Basto, que casou com D. Catarina de Morais, da família dos Morais, alcaides-mores de Bragança e padroeiros de S. Francisco desta cidade, filha de Martim Gonçalves de Morais, quinto padroeiro de S. Francisco de Bragança, alcaide-mor desta cidade, senhor da honra de Vinhais, Alagoa e seus padroados, e de D. Constança Lourenço, filha de Lourenço Pires de Távora, senhor do Mogadouro.
6º D. ISABEL DE MORAIS LEITE PEREIRA, senhora das casas de Vilar, Paço, etc., que nasceu em Bragança e casou com Francisco Vaz Pimenta, filho de Marçal Pimenta, descendente de Afonso Pimenta, alcaide-mor de Braga, e de D. Isabel Martins Dosguimarães.
Descendência:
I. D. Camila, senhora da casa de Vilar, que casou com Álvaro de Meireles de Andrade, de quem procedem os Leites Pereiras de Tavares e outras famílias.
II. D. Isabel (7º, adiante citado).
7º D. ISABEL PIMENTA LEITE PEREIRA, senhora da casa do Paço, que lhe doaram seus pais, casou com António Gonçalves de Castro, dos Castros de Monte Longo.
Descendência:
8º D. ISABEL LEITE PEREIRA DE AZEVEDO, que casou com Luís Álvares Rebelo de Meireles, fidalgo da Casa Real e senhor da casa do Telhado, no Arco de Baúlhe, irmão de António Rebelo de Meireles, de quem procedem os senhores da casa do Campo, Santo Antoninho e Santa Senhorinha, em Basto.
Descendência:
9º BALTASAR REBELO LEITE PEREIRA DE MEIRELES, fidalgo da Casa Real e senhor da casa dos Chãos.
Entre outros filhos tiveram a:
10º MIGUEL REBELO LEITE PEREIRA DE MEIRELES, filho segundo, fidalgo da Casa Real, que casou em Trás-os-Montes com D. Francisca Teixeira de Magalhães Ferraz de Fontoura.
Descendência:
11º MIGUEL REBELO LEITE PEREIRA DE MAGALHÃES FERRAZ, fidalgo da Casa Real e sargento-mor de Favaios, onde residiu e casou com D. Maria Teixeira de Barros Beça, filha de Gonçalo Teixeira de Barros Beça, fidalgo da Casa Real e capitão-mor de Favaios, e de D. Joana de Mesquita Pimentel Alcoforado, filha de Maurício de Mesquita Pimentel, professo na Ordem de Cristo e fidalgo da Casa Real, de Penaguião, e de D. Serafina de Afonseca, de Manfómedes.
Entre outros filhos (ver a nota adiante) tiveram a:
12º FRANCISCO LEITE PEREIRA DE MAGALHÃES FERRAZ, de Favaios, onde nasceu a 21 de Fevereiro de 1749, tenente de infantaria de Bragança,irmão de Manuel Leite Pereira de Magalhães Ferraz, marechal de campo e governador interino das armas de Trás-os-Montes, de quem procede José Maria Pinto Leite de Queiroz, senhor das casas de Vale Passos e Favaios.
Francisco Leite casou em Vila Flor com D. Rita de Almeida Machado e Lemos, senhora de um vínculo de que foi quarto administrador seu marido, filha de Francisco Xavier de Almeida Machado, de Vila Flor, sexto neto de D. Duarte de Almeida, o glorioso Decepado da batalha de Toro, e de D. Teresa de Madureira e Lemos, filha de João de Seixas Cabral de Lemos, senhor da casa dos Lemos, de Vila Flor.
Descendência:
I. Francisco (13º, adiante citado).
II. D. Luísa Rita, que casou com Francisco António Teixeira de Morais Castro Soto Maior, senhor dos vínculos de Linhares (Ansiães), Carvalhais (Mirandela) e do morgadio da Praça (Vila Flor). Descendência:
a) Francisco, que foi herdeiro e senhor dos vínculos e morgadio de seus pais e casou com sua prima coirmã D. Guilhermina, adiante citada.
b) D. Maria Leopoldina, que casou com Justiniano de Morais de Madureira Lobo, senhor da casa de Freixiel.
Guilhermino.
D. Beatriz.
D. Isabel.
13º FRANCISCO LEITE PEREIRA DE ALMEIDA, de Vila Flor, oficial de cavalaria de Chaves, quinto e último administrador do vínculo atrás mencionado, casou com D. Felicidade Perpétua de Seabra, irmã do grande jurisconsulto, ministro e secretário de Estado, visconde de Seabra, filhos de António de Seabra da Mota e Silva, de Mogofores, corregedor da comarca de Moncorvo e cavaleiro professo na Ordem de Cristo, e de D. Doroteia Bernardina de Sousa Lobo Barreto.
Descendência:
I. Jorge (14º, adiante citado).
II. D. Guilhermina Amália, que casou com seu primo coirmão Francisco de Morais Leite Soto Maior e Castro (atrás citado). Descendência:
a) Agripino.
b) D. Adília.
c) D. Felicidade.
d) Arnaldo.
e) D. Beatriz.
14º JORGE LEITE PEREIRA DE ALMEIDA E SEABRA, de Vila Flor, deputado às cortes em 1870, bacharel formado em direito, advogado e recebedor na comarca de Vinhais, casou com D. Cândida Francisca Fernandes Falcão, de Pouzafoles (Miranda do Corvo), da família do doutor José Falcão, lente de matemática na Universidade de Coimbra.
Descendência:
I. Antero.
II. D. Lavínia.
III. D. Constança.
Esta árvore foi organizada em harmonia com o nobiliário de Gaio, existente na Misericórdia de Barcelos, com o do bispo de Lamego,Moura Coutinho, em poder do doutor João Bernardo Cardoso, da casa de Arnoia, com o grande nobiliário do casal do Paço, existente na Biblioteca Municipal do Porto, com o Arquivo Heráldico Genealógico do visconde de Sanches de Baena e com documentos particulares de família, em poder do doutor Antero Falcão, delegado do procurador régio em Castelo Branco.
Um dos filhos de Miguel Rebelo Leite Pereira de Magalhães Ferraz (11º, atrás citado) foi Manuel Leite Pereira de Magalhães Ferraz, marechal de campo e governador das armas da província de Trás-os-Montes (1809).
Casou em Vila Flor com D. Luísa Caetana Rita de Macedo e Albuquerque, filha de Diogo Monter de Lemos, capitão-mor e ali senhor de vínculos, morgadios e casa dos Lemos, bisavó de José Maria Pinto Leite, actual senhor das casas de Favaios e Vale Passos.
Outro filho foi D. Francisca Inácia, que casou com o doutor José António de Cid Montes de Lemos, juiz de fora em várias comarcas, senhor da casa e vínculos de Vila Flor, pais de D. Ana Raquel do Cid Leite Pereira, que casou com Manuel Diogo Tenreiro de Figueiredo Sarmento, fidalgo da Casa Real, alcaide-mor de Monsarás, senhor da casa de Moncorvo.
Com geração.
VICENTE DE PAULA JUSTO RUFINO LOPES DO REGO, natural de Vila Flor, filho de Luís António Lopes do Rego e de D. Clara Maria.
Neto paterno de Manuel Lopes do Rego e de D.Maria Teresa.
Neto materno de Luís Cardoso e de D.Maria Páscoa.
Bisneto paterno de Bartolomeu Lopes do Rego e de D.Maria Esteves.
Bisneto materno de Brutil da Silva.
Sobrinho paterno de António José do Rego, capitão de dragões da praça de Chaves, a quem foi passado brasão de armas a 18 de Dezembro de 1787 (628).
Teve por armas um escudo partido em pala: na primeira as armas dos Lopes e na segunda as dos Regos.
Foi-lhe passado este brasão a 14 de Novembro de 1803 e está registado no Cartório da Nobreza, livro 7, fol. 47(629).
JOÃO MANUEL BORGES SÁ MORAIS E CASTRO, natural de Vila Flor, filho legítimo de Luís António de Morais Castro, natural da dita vila, onde foi sargento-mor, e de D. Antónia Maria de Sá.
Neto paterno de João Borges de Morais Castro, natural da mesma vila, onde foi capitão-mor, e de D. Teresa Josefa Botelho, de Vila Real.
Bisneto paterno de João Borges de Morais, capitão-mor, natural de Vila Flor, e de D. Isabel de Morais.
Terceiro neto paterno de Cristóvão de Seixas e Morais e de D. Isabel de Morais.
Quarto neto paterno de António de Seixas Morais.
Quinto neto paterno de Lopo Borges Pinto de Morais, fidalgo da Casa Real.
Neto materno de Alexandre Borges Sá, natural de Val Benfeito, capitão de granadeiros do regimento de cavalaria de dragões de Chaves.
Teve por armas um escudo esquartelado: no primeiro quartel as armas dos Morais; no segundo as dos Castros; no terceiro as dos Sás e no quarto as dos Borges.
Foi-lhe passado este brasão a 16 de Agosto de 1769 e está registado no Cartório da Nobreza, livro I, fol. 106 v. (630).
ANTÓNIO DE SEABRA DA MOTA E SILVA, cavaleiro professo na Ordem de Cristo, ouvidor na Vila do Príncipe, Brasil. Era corregedor da comarca de Moncorvo quando faleceu, em Vila Flor, onde foi sepultado, no segundo quartel do século XIX, tendo nascido em Mogofores, distrito de Aveiro, no segundo quartel do século XVIII. Foi magistrado integérrimo e muito erudito.
Era filho de Jacinto de Seabra da Mota, dos legítimos Seabras (esta família procede de Mem Rodrigues de Seabra, fidalgo galego, senhor de Puebla de Sanabria, que no tempo de El-Rei D. Fernando I residiu na Vila da Feira, de que foi também senhor), e de D. Teresa Joaquina da Silva.
Casou com D.Doroteia Bernardina de Sousa Lobo Barreto, dama formosíssima e muito ilustre, oriunda, pelos Sousas, da casa de Soutelo, Trancoso.
Descendência:
I. D. Josefa Seabra, que casou com José António de Oliveira Pegado, senhor da casa e morgadio do Mogadouro, de quem procedem os Pegados de Trás-os-Montes.
II. António Luís de Seabra, famoso jurisconsulto, autor do Código Civil, ministro de Estado e visconde de Seabra.
III. D. Ana de Seabra, que casou com seu primo coirmão Manuel Ferreira de Seabra da Mota e Silva, primeiro Barão de Mogofores, do conselho de El-Rei, comendador da Ordem de Cristo, deputado às cortes em 1840 e juiz do Supremo Tribunal de Justiça.
IV. D. Domitília.
V. D. Carlota Joaquina, afilhada de El-Rei D. João VI e da rainha
D. Carlota Joaquina. Ambas faleceram em Vila Flor.
VI. D. Felicidade Perpétua de Seabra, que casou com Francisco Leite Pereira de Almeida, capitão de cavalaria e senhor de um vínculo em Vila Flor, de quem procedem os Seabras de Trás-os-Montes.
Tanto os retratos do visconde de Seabra como o de seu pai, se encontram na obra donde extraímos estas notícias (631).
Da última filha, D. Felicidade Perpétua, e de seu marido, nasceu Jorge Leite Pereira de Almeida e Seabra, bacharel em direito pela Universidade de Coimbra, onde concluiu o curso em 1858, deputado da nação em 1870, advogado e recebedor na comarca de Vinhais, tendo exercido, nos seus princípios, os cargos de presidente da Câmara e administrador do concelho em Vila Flor, onde teve grande influência política. Nasceu a 11 de Agosto de 1835 e faleceu em Vinhais a 11 de Março de 1906.
Era casado com D. Cândida Leite Falcão, da família do doutor José Falcão, lente da Universidade de Coimbra.
Antero Falcão, juiz de direito.
D. Lavínia.
D. Constança. (Ver atrás Família Duarte de Almeida, 12º, pág. 500.)
No dia 14 de outubro, Bragança recebe o encontro Património Alimentar e Território, que reúne especialistas, investigadores, produtores e representantes institucionais para debater a valorização dos produtos de montanha e o seu contributo para o desenvolvimento do território.
Conheça os participantes que irão marcar este encontro dedicado à riqueza do nosso património alimentar.
🫒 JORNADAS TÉCNICAS DO OLIVAL | 25 DE OUTUBRO
Um momento de partilha e reflexão sobre a produção de azeite e os desafios que se colocam atualmente aos produtores, com a abordagem de temas técnicos de interesse para o setor.
𝐈 𝐄𝐧𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐉𝐨𝐯𝐞𝐧𝐬 𝐀𝐠𝐫𝐢𝐜𝐮𝐥𝐭𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐓𝐫𝐚́𝐬-𝐨𝐬-𝐌𝐨𝐧𝐭𝐞𝐬
O encontro terá lugar no 𝐂𝐞𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐂𝐮𝐥𝐭𝐮𝐫𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐌𝐚𝐜𝐞𝐝𝐨 𝐝𝐞 𝐂𝐚𝐯𝐚𝐥𝐞𝐢𝐫𝐨𝐬 e pretende reunir jovens agricultores, entidades e profissionais do setor, promovendo a partilha de experiências, conhecimento e novas perspetivas para uma atividade profundamente ligada à identidade e ao desenvolvimento do território.
Num setor em constante transformação, este encontro será também um espaço para refletir sobre os desafios, as oportunidades e o papel das novas gerações na continuidade e valorização da agricultura transmontana.
𝟐𝟑 𝐝𝐞 𝐨𝐮𝐭𝐮𝐛𝐫𝐨
𝐂𝐞𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐂𝐮𝐥𝐭𝐮𝐫𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐌𝐚𝐜𝐞𝐝𝐨 𝐝𝐞 𝐂𝐚𝐯𝐚𝐥𝐞𝐢𝐫𝐨𝐬
Uma jornada de encontro, diálogo e valorização de quem escolhe continuar a cultivar o futuro de Trás-os-Montes.
VINHAIS ATRIBUI 50 BOLSAS A ESTUDANTES DO ENSINO SUPERIOR NUM INVESTIMENTO DE 36 MIL EUROS
A medida diz respeito ao ano letivo 2025/2026 e pretende apoiar a continuidade dos percursos académicos dos jovens do concelho, contribuindo para reduzir o impacto dos custos associados à frequência do ensino superior.
Inicialmente, a Câmara Municipal tinha deliberado, em reunião ordinária de 29 de janeiro de 2026, a atribuição de 40 bolsas de estudo, com um valor máximo de mil euros por bolsa, definido de acordo com os escalões do abono de família para crianças e jovens.
Após a análise das candidaturas, verificou-se que 46 estudantes reuniam todos os requisitos de elegibilidade previstos no regulamento municipal. Perante este resultado, foi aprovada a atribuição das 46 bolsas, garantindo o apoio a todos os candidatos que cumpriam as condições estabelecidas.
A este apoio juntam-se ainda quatro bolsas de mérito, destinadas a reconhecer o desempenho académico dos estudantes de Vinhais que se destacam pelo seu aproveitamento escolar.
No total, são 50 bolsas atribuídas, num investimento municipal de aproximadamente 36 mil euros, que o Município enquadra numa política de promoção da igualdade de oportunidades no acesso ao ensino superior e de apoio às famílias.
A Educação mantém-se, assim, como uma das áreas prioritárias da intervenção municipal, através de medidas que conjugam o apoio às famílias, a promoção da igualdade de oportunidades e a valorização do mérito académico.
MOGADOURO LEVA AO CONGRESSO NACIONAL DA CNIS MEDIDAS DE APOIO À POPULAÇÃO
O Município de Mogadouro apresentou, esta quinta-feira, no Congresso Nacional da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), um conjunto de medidas de apoio à população, num encontro que reuniu responsáveis autárquicos para debater políticas sociais e estratégias de combate à pobreza.
O presidente da Câmara Municipal de Mogadouro, António Pimentel, participou no painel dedicado à territorialização da pobreza e à partilha de políticas sociais de sucesso na gestão autárquica, ao lado dos presidentes dos municípios de Matosinhos, Fundão e Seixal.
Durante a sessão, o autarca deu a conhecer iniciativas promovidas pela autarquia transmontana destinadas a apoiar a saúde, melhorar a qualidade de vida e reforçar o bem-estar das famílias e da comunidade.
A participação permitiu enquadrar a experiência de Mogadouro no debate nacional sobre a intervenção social de proximidade e o papel das autarquias na criação de respostas ajustadas às necessidades das populações e às características de cada território.
Num contexto em que o combate à pobreza e à exclusão social exige uma articulação entre diferentes entidades, as políticas municipais assumem particular relevância na identificação de necessidades e na promoção de condições de vida mais dignas.
A presença de Mogadouro neste congresso constituiu, assim, uma oportunidade para partilhar as medidas desenvolvidas no concelho e dar visibilidade à intervenção municipal nas áreas da saúde, da inclusão e do apoio às famílias.
NORDESTE TRANSMONTANO ENTRA EM COMPETIÇÃO PARA RECICLAR MAIS VIDRO
A iniciativa desafia os municípios e as comunidades da região a contribuir para um objetivo comum: encaminhar mais embalagens de vidro para reciclagem, através de um gesto simples que pode fazer a diferença no ambiente.
Mais do que uma competição, o Campeonato do Vidro procura sensibilizar para a importância da separação correta dos resíduos e reforçar o envolvimento da população na adoção de práticas ambientalmente responsáveis.
Com os 13 municípios unidos em torno desta causa, a Resíduos do Nordeste pretende dar um novo impulso à recolha seletiva de vidro e promover uma região cada vez mais comprometida com a sustentabilidade.
53 ORGANIZAÇÕES AGRÍCOLAS DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO EXIGEM MEDIDAS URGENTES PARA SALVAR EXPLORAÇÕES
Cinquenta e três organizações de agricultores de Trás-os-Montes e Alto Douro uniram-se em apoio às reivindicações da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), exigindo ao Governo medidas urgentes para travar o agravamento das dificuldades do setor primário. Num comunicado divulgado esta quinta-feira, 8 de outubro, as estruturas regionais alertam para a crescente pressão sobre a viabilidade das explorações agrícolas, pecuárias e florestais, num território onde a atividade rural tem um papel determinante na economia e na coesão territorial.
O documento traduz uma posição conjunta de associações, cooperativas e organizações de produtores que consideram estar em causa a sustentabilidade de milhares de explorações familiares. A subida dos custos da energia, dos combustíveis, dos fertilizantes, dos produtos fitofarmacêuticos e da alimentação animal, a par dos constrangimentos burocráticos, é apontada como um dos principais fatores de pressão sobre a atividade.
As organizações sublinham que estas dificuldades se agravam num território marcado pela interioridade, pelo despovoamento e pelos efeitos das alterações climáticas. A situação preocupa particularmente uma região cuja produção agroalimentar inclui produtos de referência, como o azeite, o vinho, a castanha, a carne e os frutos secos, muitos deles protegidos por denominações de origem ou indicações geográficas.
QUATRO EXIGÊNCIA PARA O FUTURO DO SETOR
Entre as principais reivindicações está a aprovação imediata do pacote de emergência proposto pela CAP, destinado a atenuar o impacto dos custos de produção e a assegurar liquidez às explorações.
As 53 organizações defendem também uma revisão dos apoios destinados à agricultura de montanha e de sequeiro. Pretendem que as medidas agroambientais e os fundos comunitários tenham em conta as condições específicas de Trás-os-Montes e Alto Douro, nomeadamente as características dos solos e do clima, que condicionam a produtividade e a gestão das explorações.
Outra das prioridades identificadas é o reforço do investimento na retenção de água e nas infraestruturas de regadio. A escassez hídrica é considerada uma ameaça à continuidade de várias culturas, tornando necessário melhorar a capacidade de armazenamento e de utilização deste recurso.
A valorização da produção nacional e o combate às práticas comerciais desleais na cadeia de abastecimento completam o conjunto de exigências. As organizações querem garantir condições de comercialização mais justas e proteger o rendimento de quem produz.
O RISCO DE ABANDONO RURAL NO INTERIOR
A posição conjunta coloca no centro do debate o futuro da agricultura numa região onde a atividade agropecuária e florestal contribui para a manutenção de emprego, a gestão do território e a fixação das populações.
Para as estruturas subscritoras, a resposta às dificuldades do setor não pode limitar-se a medidas pontuais: exige políticas que reconheçam as especificidades da agricultura do Interior e assegurem condições para a continuidade das explorações.
O apelo é dirigido ao Governo e aos órgãos de soberania, a quem as organizações pedem uma resposta célere às reivindicações apresentadas pela CAP, alertando para o risco de o abandono rural se tornar irreversível.
A subscrição reúne entidades ligadas à agricultura, à pecuária, à viticultura, à olivicultura, à fruticultura, à apicultura e à gestão agroflorestal, bem como cooperativas e centros de gestão agrícola de diferentes pontos de Trás-os-Montes e Alto Douro.
A mensagem comum é clara: a sustentabilidade económica das explorações é também uma questão de desenvolvimento regional, com consequências para a produção alimentar, a preservação da paisagem, a vitalidade das comunidades rurais e a coesão territorial.
BRAGANÇA LANÇA SEMANA DOS SABORES DE TRÁS-OS-MONTES COM VINHOS, GASTRONOMIA E CULTURA
Bragança prepara-se para celebrar os sabores e a identidade de Trás-os-Montes com a primeira edição da Semana dos Sabores de Trás-os-Montes, uma iniciativa promovida pela Associação Comercial, Industrial e Serviços de Bragança (ACISB), que decorrerá entre 19 e 25 de outubro.
O evento pretende valorizar os produtos endógenos, a gastronomia e os vinhos da região, envolvendo produtores, restaurantes, comerciantes e instituições culturais numa programação que procura reforçar a ligação entre os recursos locais e a promoção turística do território.
Um dos pontos altos será a Bragança Wine Experience, agendada para 24 de outubro, nos jardins do Museu Abade de Baçal. A iniciativa deverá reunir cerca de 20 produtores de vinho de Trás-os-Montes, além de enólogos e especialistas, num programa que inclui provas, masterclasses e momentos de contacto direto com os vinhos e os seus protagonistas.
A gastronomia regional e os produtos locais terão igualmente lugar de destaque, numa aposta que procura dar visibilidade à diversidade da produção transmontana e aproximar o público dos sabores que distinguem o território.
A componente cultural integra também a programação associada à iniciativa. No Museu Abade de Baçal está prevista a inauguração da exposição “Linguagem do Tempo e da Terra”, de Patrícia Geraldes, bem como a apresentação pública da obra “Os Bêbados”, de José Malhoa.
A articulação entre vinho, gastronomia, património e cultura pretende alargar o alcance da iniciativa, transformando a Semana dos Sabores de Trás-os-Montes numa plataforma de promoção da identidade regional.
Campanha deste ano de azeitona em Macedo de Cavaleiros pode ser “a melhor de sempre”
O presidente da Cooperativa Agrícola de Macedo de Cavaleiros, Luís Rodrigues, acredita que, se as condições meteorológicas se mantiverem favoráveis, este poderá ser um ano de produção superior ao anterior:
“Se não houver nada a contrariar, visto que as condições climatéricas ainda agora, na última semana, afetaram concelhos vizinhos com trovoadas e granizo, eu penso que será uma campanha em quantidade superior à do ano passado.
Vê-se que as oliveiras têm bastante fruto. Vamos ter a certeza daqui a um mês, mas tem tudo para ser uma campanha boa e grande.”
Apesar das expectativas positivas, o responsável alerta para os efeitos que fenómenos como o granizo podem ter nas oliveiras e, consequentemente, na produção de azeite:
“O granizo destrói, atira a azeitona ao chão e a que fica em cima da árvore fica picada, fica amassada, e isso depois pode refletir-se na quantidade e na qualidade do azeite.
Nós aqui, que eu saiba, no concelho ainda não tivemos esses problemas, felizmente. Vamos esperar que não aconteça até à apanha.”
Para já, Luís Rodrigues aponta para uma campanha que poderá ficar entre as melhores de sempre em termos de produção:
“A perspetiva é grande. Provavelmente, a melhor campanha de sempre, em quantidade, pelo menos.
Estas árvores estão com muito fruto. É normal que, se não houver nada em contrário, seja uma campanha grande.”
A avaliação definitiva será feita após a campanha, permitindo perceber o impacto das condições meteorológicas e a quantidade e qualidade da azeitona que será transformada em azeite.
Azeite e figo em destaque na Feira do Lombo, em Macedo de Cavaleiros
O programa inclui várias atividades, entre as quais se destacam a caminhada e a tradicional montaria ao javali, que integra o certame desde a primeira edição. Ambas decorrem amanhã.
O presidente da Junta de Freguesia do Lombo, Miguel Caseiro, adianta que estão já inscritas cerca de 130 pessoas para a caminhada, num percurso de oito quilómetros e de dificuldade moderada:
“Em primeiro lugar, quero esclarecer que a nossa caminhada da Feira do Azeite e do Figo, este ano, é realizada em parceria com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros.
Uma parte da receita reverte para a Associação Humanitária dos Bombeiros. E já deixamos o apelo a quem ainda não se inscreveu para que se inscreva e ajude os nossos bombeiros voluntários, assim como eles nos ajudam a todos nós.”
O autarca explica que ainda é possível realizar a inscrição, existindo três modalidades distintas de participação.
Outra das atividades que deverá atrair muitos visitantes à região é a montaria ao javali, uma das primeiras da época a realizar-se no concelho, e que já conta com cerca de 95 caçadores inscritos:
“Teremos a tradicional montaria, que é das primeiras do ano aqui no nosso concelho. Traz também muitos caçadores à nossa aldeia.
E temos também a bênção dos tratores, com o sorteio de alguns utensílios. E já deixo também aqui um agradecimento a todos os patrocinadores que nos ajudaram na recolha de prémios para o sorteio, porque estão a contribuir para o desenvolvimento da agricultura e para apoiar os agricultores do Lombo.”
Segundo Miguel Caseiro, a caça continua a ser também um importante contributo para a economia local durante o inverno, nomeadamente ao nível do alojamento e da restauração.
Na mostra de produtos regionais, o certame conta este ano com 21 expositores, mais três do que em 2025.
O presidente da Junta sublinha que a feira pretende dar prioridade ao que de melhor se produz na aldeia.
Para além do azeite e do figo, estarão também em destaque outros produtos tradicionais, como o feijão, as casulas, o pão, a doçaria e diversos trabalhos de artesanato. Este ano haverá ainda um espaço dedicado às crianças.
“Este ano contamos com 21 expositores. Temos um aumento, o que nos agrada bastante.
Tivemos uma procura bastante grande por parte dos expositores, mas nós, por princípio, costumamos admitir apenas expositores da aldeia ou então expositores de fora que não façam concorrência aos que temos na localidade.
Por isso, neste caso, os expositores que vêm de fora são pessoas que vêm expor e vender produtos que não temos na aldeia, para não fazer concorrência aos nossos.”
O programa arranca já hoje com um concerto de fado de Madrepérola.
No sábado, o dia fica marcado pela caminhada, pela montaria ao javali e pela animação musical com os Bombos de Ala e o grupo Chama Musical, seguindo-se um arraial. Está também previsto um showcooking com alunos do curso técnico de Restauração e Bar do Agrupamento de Escolas de Macedo de Cavaleiros.
No domingo realiza-se a bênção dos tratores, sendo possível fazer a inscrição no próprio dia, seguindo-se uma eucaristia, almoço-convívio, sorteio de prémios e a atuação da Banda Filarmónica “25 de Março”.
O evento é organizado pela Junta de Freguesia do Lombo, com o apoio logístico e financeiro da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, contando ainda com a colaboração da Associação de Caça e Pesca do Lombo e Paradinha de Besteiros, da Associação Recreativa da Freguesia do Lombo, da Comissão de Festas 2027, da Santa Casa da Misericórdia de Macedo de Cavaleiros, da Federação das Associações de Caçadores da 1.ª Região Cinegética (FACIRC) e da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros.
Morreu o padre Telmo Ferraz
Ao serviço da Obra da Rua - Casa do Gaiato, natural da freguesia de Bruçó, no concelho de Mogadouro, o Pe. Telmo fez os estudos teológicos nos Seminários de Vinhais e de Bragança. Destacou-se enquanto capelão da barragem de Picote, tendo acompanhado de perto os trabalhadores e as suas famílias. Viria a dar continuidade a esse trabalho pastoral e humanitário, na década de 60, na barragem de Cambambe, em Angola.
Ordenado presbítero em 29 de junho de 1951, por D. Abílio Vaz das Neves, foi Prefeito do Patronato de Santo António (Bragança) e paroquiou as comunidades de Genísio, Vilar Seco, Vila Chã e Picote, no concelho de Miranda do Douro.
Em 1963 entrou para a Obra da Rua tendo fundado a Casa do Gaiato, em Malanje. Aí permaneceu até 2012.
Autor de várias obras literárias, em 2025, por ocasião do seu aniversário, o Governo de Angola atribuiu-lhe a medalha comemorativa alusiva ao 50º aniversário da independência nacional, na categoria paz e desenvolvimento.
Autarca de Vinhais nega que nomeação de presidente da junta para chefe de gabinete seja ilegal
Um email assinado por um ‘Grupo de Cidadãos Unidos por Vinhais e pela Verdade’, sem referencia a qualquer nome, afirma que “no centro de uma polémica jurídica e política relacionada com o incumprimento das regras de apoio à presidência e a nomeação de autarcas em funções”.
Em causa está a nomeação do atual presidente da Junta de Freguesia de Vinhais, Sílvio Silva, para o cargo de Chefe do Gabinete de Apoio à Presidência (GAP) da Câmara Municipal, “numa decisão que viola frontalmente a legislação autárquica e a jurisprudência fixada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).De acordo com o artigo 42.º do Regime Jurídico das Autarquias Locais (RJAL / Lei n.º 75/2013), a dimensão do gabinete de apoio pessoal do presidente da câmara está estritamente limitada ao número de eleitores.” Nos municípios com menos de 10.000 eleitores, escalão no qual o concelho de Vinhais se enquadra, a lei estabelece expressamente o limite máximo de duas nomeações no Gabinete de Apoio à Presidência (GAP) (composto por um chefe de gabinete ou adjunto e um secretário). O Executivo não pode, assim, nomear simultaneamente um Chefe de Gabinete, um Adjunto e um Secretário, por ultrapassar o teto legal fixado para a dimensão do município”, explica o grupo de cidadãos.
A mesma informação refere que o limite máximo de nomeações no gabinete é de dois membros, nomeadamente um chefe de gabinete + um adjunto; ou um chefe de gabinete + um secretário.
O presidente da Câmara, Luís Fernandes, garante que a lei está a ser cumprida “porque o gabinete de apoio à presidência só tem dois nomeados, o chefe de gabinete e o adjunto, uma vez que a secretária está afeta ao gabinete de apoio à vereação”, pelo que “não há qualquer ilegalidade” vincou o autarca em declarações ao Mensageiro.
A outra ilegalidade denunciada pelo grupo dá conta que Sílvio Silva estará em acumulação de funções por ser presidente da junta de freguesia de Vinhais e chefe de gabinete. Os denunciantes dizem estar em desacordo com um parecer da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN) “é perentório ao ditar que ‘o exercício de funções no gabinete de apoio pessoal como chefe de gabinete não é cumulável com o desempenho do cargo de presidente da junta de freguesia compreendida na área do mesmo município, em regime de tempo inteiro ou meio tempo’. “Como a lei exige renúncia a qualquer outra função pública ou privada, a acumulação do cargo de Chefe de Gabinete com a presidência da Junta de Freguesia é legalmente impossível ou então que expliquem se o Presidente da Junta de Freguesia optou por não exercer o mandato em regime de permanência ou meio tempo, passando para o regime de não permanência, delegando o Presidente para um dos vogais da Junta as funções a meio tempo, e mesmo sendo legal se é ou não ético”, explicam no mesmo email.
Luís Fernandes refere que Sílvio Silva estava em regime de permanência parcial na junta de freguesia, mas, entretanto, abdicou dessa situação e como tal “não incorre em qualquer ilegalidade”.
Sílvio Silva explicou ao Mensageiro que deixou de estar em regime de permanência a tempo inteiro, nem a meio tempo e passou a estar “em regime de não permanência”.
Dia Mundial dos Correios - 9 de Outubro
O Dia Mundial dos Correios, celebrado a 9 de outubro, é uma data de grande importância histórica e simbólica, dedicada a reconhecer o papel fundamental dos serviços postais na ligação entre pessoas, culturas e nações. Esta comemoração está profundamente enraizada na evolução das comunicações humanas e na construção de redes globais de troca de informação.
A origem desta celebração remonta a 1874, ano em que foi criada a União Postal Universal (UPU), durante o Congresso de Berna, na Suíça. Este momento marcou um ponto de viragem na história das comunicações, pois estabeleceu um sistema postal internacional unificado, permitindo que cartas e encomendas circulassem entre países de forma mais organizada, eficiente e acessível. Antes disso, o envio de correspondência internacional era um processo complexo, caro e frequentemente sujeito a múltiplas tarifas e acordos bilaterais.
A criação da União Postal Universal foi revolucionária porque transformou o mundo numa única rede postal interligada. Pela primeira vez, tornou-se possível enviar uma carta de um país para outro com regras comuns, preços mais estáveis e maior previsibilidade. Este sistema contribuiu significativamente para o desenvolvimento económico, cultural e social, facilitando o comércio, a diplomacia e o contacto entre famílias separadas por grandes distâncias.
Foi apenas em 1969, durante o Congresso da UPU realizado em Tóquio, que o dia 9 de outubro foi oficialmente instituído como o Dia Mundial dos Correios. A escolha da data presta homenagem ao aniversário da fundação da organização, reforçando o seu papel central na história das comunicações globais.
Ao longo dos séculos, os serviços postais desempenharam um papel essencial na sociedade. Desde os antigos mensageiros a cavalo, passando pelas diligências postais e navios, até aos modernos sistemas de logística e distribuição, os correios sempre foram um elo vital na transmissão de mensagens. Em tempos de guerra, foram responsáveis por manter o contacto entre soldados e as suas famílias; em tempos de paz, ajudaram a aproximar culturas e a difundir conhecimento.
Com o avanço da tecnologia, especialmente com o surgimento do correio eletrónico e das comunicações digitais, muitos previram o declínio dos serviços postais tradicionais. No entanto, a realidade mostrou uma adaptação notável do setor. Hoje, os correios desempenham um papel crucial no comércio eletrónico, assegurando a entrega de milhões de encomendas diariamente. Além disso, continuam a ser essenciais em regiões onde o acesso à internet é limitado, garantindo inclusão e acesso a serviços básicos.
O Dia Mundial dos Correios é também uma oportunidade para refletir sobre os desafios enfrentados por este setor. A necessidade de modernização, a concorrência com empresas privadas de logística e as mudanças nos hábitos de comunicação exigem constante inovação. Ainda assim, os valores fundamentais dos correios, confiança, proximidade e serviço público, permanecem inalterados.
Em muitos países, esta data é assinalada com eventos educativos, exposições filatélicas, concursos e iniciativas que destacam a importância histórica e cultural dos serviços postais. Os selos, por exemplo, são frequentemente considerados pequenas obras de arte e testemunhos da identidade de um país, retratando figuras históricas, monumentos e momentos marcantes.
Mais do que celebrar cartas e encomendas, o Dia Mundial dos Correios homenageia todos os profissionais que, diariamente, garantem que mensagens, objetos e emoções chegam ao seu destino. São eles que, muitas vezes de forma discreta, mantêm viva uma das mais antigas e essenciais formas de ligação humana.
O dia 9 de outubro é um convite à valorização de um serviço que, apesar das transformações tecnológicas, continua a desempenhar um papel insubstituível na sociedade. Num mundo cada vez mais digital, os correios recordam-nos a importância do contacto humano, da espera e da emoção de receber algo que percorreu distâncias para nos alcançar.
Texto e Imagem: HM - com IA e IN





















