MEMÓRIAS...e outras coisas...
BRAGANÇA
Número total de visualizações do Blogue
Pesquisar neste blogue
Aderir a este Blogue
Sobre o Blogue
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
sábado, 16 de maio de 2026
Para quando uma Feira Futurista?
As Medievais, que agora até “se arramam”, começaram nas cidades, umas imitaram as outras, passaram às aldeias e a seguir vão substituir os Santos Populares nos Bairros.
Tanta imaginação e originalidade para gastar o dinheiro dos impostos dos cidadãos contribuintes… é de "louvar"!
HM
A empatia está a desaparecer da sociedade?
A empatia está a desaparecer da sociedade? Esta é uma pergunta que surge cada vez mais frequentemente, como se já fosse uma inquietação coletiva. Num mundo marcado pela velocidade, pela tecnologia e por constantes transformações sociais, é legítimo questionarmo-nos se ainda conseguimos verdadeiramente sentir o outro, não apenas compreendê-lo racionalmente, mas entendermos a sua dor, as suas alegrias e as suas fragilidades.
À primeira vista, pode parecer que sim, que a empatia está a enfraquecer. Basta observar o tom de muitas interações nas redes sociais, onde o anonimato e a distância reduzem as consequências emocionais das palavras. Comentários agressivos, julgamentos precipitados e uma crescente polarização revelam uma dificuldade em reconhecer a humanidade do outro. A comunicação digital, embora tenha aproximado geografias, por vezes afastou emoções. Olhamos mais, mas sentimos menos. Sabemos mais, mas compreendemos menos.
No entanto, reduzir a questão a um simples “sim” seria ignorar a complexidade da condição humana. A empatia não desapareceu, transformou-se e, em alguns contextos, até se intensificou. Movimentos sociais globais, campanhas solidárias e respostas rápidas a crises humanitárias mostram que ainda existe uma forte capacidade coletiva de nos colocarmos no lugar do outro. Nunca tivemos tanta informação sobre o sofrimento alheio, e isso pode sensibilizar ou saturar.
É aqui que reside o ponto crucial. O excesso. Vivemos expostos a uma avalanche constante de notícias, imagens e histórias. Guerras, catástrofes, injustiças, chega tudo até nós em tempo real. Este fluxo contínuo pode gerar aquilo que alguns chamam “fadiga da compaixão”. Não é necessariamente falta de empatia, mas sim um mecanismo de defesa. Para proteger o nosso equilíbrio emocional, desligamo-nos. Tornamo-nos seletivos naquilo que sentimos, não por indiferença, mas por sobrevivência psicológica.
Outro fator relevante é a cultura do individualismo. As sociedades contemporâneas valorizam a autonomia, o sucesso pessoal e a produtividade. Embora estes valores tenham aspectos positivos, podem também enfraquecer o sentido de comunidade. Quando o foco está excessivamente no “eu”, o “nós” perde espaço. A empatia, que exige tempo, escuta e disponibilidade emocional, torna-se mais difícil num quotidiano acelerado e centrado em objetivos pessoais.
Ainda assim, a empatia continua presente nas pequenas coisas, muitas vezes sem se fazer notar. Num gesto de ajuda, numa conversa atenta com escuta ativa, numa tentativa sincera de compreender alguém com uma visão diferente. Talvez o problema não seja a ausência de empatia, mas a sua invisibilidade num mundo que privilegia o espetáculo e a confusão. A empatia não é barulhenta, manifesta-se de forma discreta, quase íntima.
Veio-me agora à memória um texto do meu amigo João Cameira, colaborador do Blogue e do Grupo no Facebook, com o título “O bem não faz barulho”, que considero um texto paradigmático sobre a matéria que agora abordo, e que aconselho todos a lerem.
Importa também refletir sobre a educação emocional. A empatia não é apenas uma característica inata, é uma competência que pode e deve ser cultivada. Ensinar a escutar, a reconhecer emoções, a lidar com a diferença, tudo isto contribui para uma sociedade mais empática. Se sentimos que ela está a desaparecer, talvez seja um sinal de que precisamos de investir mais na sua (re)construção.
A pergunta “a empatia está a desaparecer?” pode ser reformulada. Estamos a dar espaço à empatia para existir? Num mundo que nos empurra para a pressa, para a reação imediata e para a superficialidade, ser empático é quase um ato de heroísmo. Exige desacelerar, observar, sentir e, sobretudo, reconhecer o outro como alguém tão complexo e vulnerável como nós somos.
A empatia não desapareceu, mas está a ser desafiada. E talvez a sua permanência dependa precisamente da nossa capacidade de a escolher, conscientemente, todos os dias.
IPB INAUGURA NOVO ESPAÇO DE INVESTIGAÇÃO DEDICADO À CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL
A nova unidade de investigação reúne especialistas das áreas da Engenharia Mecânica, Engenharia Civil, Engenharia Química, Arquitetura e Matemática Aplicada, com o objetivo de desenvolver soluções inovadoras orientadas para práticas mais sustentáveis no setor da construção.
Com esta infraestrutura, o IPB pretende consolidar a sua capacidade científica em domínios ligados à sustentabilidade, eficiência de materiais e inovação tecnológica, numa área considerada estratégica face aos desafios ambientais e energéticos atuais.
A sessão inaugural incluiu ainda uma palestra de Paulo B. Lourenço, professor catedrático da Universidade do Minho e referência internacional no campo da engenharia e conservação do património, que abordou temas relacionados com a investigação e inovação aplicada à construção e preservação do edificado.
PRESIDENTE DA CÂMARA DE FREIXO DE ESPADA À CINTA ASSUME VICE-PRESIDÊNCIA DA SECÇÃO DE MUNICÍPIOS RESILIENTES DA ANMP
A responsabilidade agora assumida será partilhada com o Município da Maia e integra a Mesa eleita pelos 101 municípios que compõem esta estrutura nacional, com mandato definido para o período 2026-2029.
Entre as competências desta secção destacam-se a promoção da capacitação dos municípios, a partilha de boas práticas e experiências, bem como o reforço da cooperação intermunicipal em áreas críticas como a proteção civil, a gestão de riscos e a resposta a fenómenos associados às alterações climáticas.
A entrada de Freixo de Espada à Cinta na vice-presidência deste órgão nacional representa um reforço do posicionamento do concelho no panorama autárquico português, refletindo o reconhecimento do trabalho desenvolvido a nível local e a sua integração ativa em redes de cooperação municipal.
O executivo municipal sublinha a importância desta nomeação como um contributo para a afirmação do território e para a participação em soluções conjuntas que respondem aos desafios atuais da gestão autárquica e da resiliência territorial.
GEOPARK TERRAS DE CAVALEIROS RECEBE MISSÃO DE REAVALIAÇÃO DA UNESCO
A missão constituiu um momento considerado decisivo para a continuidade do reconhecimento internacional, permitindo apresentar o trabalho desenvolvido nos últimos anos nas áreas da conservação do património geológico, educação, sustentabilidade e valorização do território.
Durante vários dias, a equipa do Geopark Terras de Cavaleiros deu a conhecer aos avaliadores diferentes projetos e iniciativas implementadas no concelho, evidenciando a ligação entre o património natural, a identidade local, a comunidade e o desenvolvimento sustentável.
A visita incluiu ainda contactos com juntas de freguesia, associações, parceiros institucionais e membros dos conselhos consultivo e científico, num esforço conjunto de demonstração da dinâmica territorial associada ao Geopark.
Em nota divulgada após a missão, o Executivo Municipal destacou o empenho e colaboração de todas as entidades envolvidas, sublinhando que o contributo coletivo foi fundamental para o sucesso desta etapa de avaliação.
Mais do que um processo técnico, a reavaliação foi encarada como uma oportunidade para reforçar o orgulho no território e no trabalho desenvolvido em prol da preservação, promoção e valorização das Terras de Cavaleiros enquanto referência internacional no âmbito do património geológico e ambiental.
MIRANDELA ASSINALA SEMANA DO AMBIENTE E ENERGIA COM PROGRAMA DEDICADO À SUSTENTABILIDADE E EDUCAÇÃO AMBIENTAL
O programa inclui um conjunto diversificado de atividades, desde caminhadas e ações de sensibilização sobre a correta gestão de resíduos, até atividades educativas dirigidas a vários públicos. Em destaque estará também uma sessão pública subordinada ao tema “Oceano, Ciência e Saúde Pública: da evidência científica à decisão política”, que pretende fomentar a reflexão e o debate informado sobre questões ambientais de elevada relevância atual.
A iniciativa assinala ainda várias datas comemorativas de referência, nomeadamente o Dia Mundial da Asma, o Dia da Criança e o Dia Mundial do Ambiente, reforçando a ligação entre a educação ambiental e a consciencialização para a saúde e qualidade de vida.
Durante todo o período da iniciativa, a Ecoteca de Mirandela acolherá a exposição “DAQUI”, patente ao público entre as 9h00 e as 17h30, constituindo-se como mais um elemento de valorização cultural e ambiental do programa.
O Município sublinha que esta programação resulta da colaboração com diversas entidades locais e regionais, num esforço conjunto que visa reforçar o envolvimento da comunidade na proteção do ambiente e na valorização sustentável dos recursos naturais.
MACEDO DE CAVALEIROS PROMOVE SEMINÁRIO SOBRE EDUCAÇÃO E ACESSIBILIDADE NO ÂMBITO DO PROJETO “SER MACEDO COM SUCESSO”
O evento terá lugar no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros e será de entrada livre, dirigindo-se a toda a população. A sessão contará com a participação de um painel de especialistas de reconhecido mérito nacional e internacional, com o objetivo de promover novas abordagens e perspetivas sobre a educação inclusiva e a acessibilidade.
Sob o lema de uma sociedade mais justa, inclusiva e democrática, o seminário pretende reforçar a importância da educação enquanto instrumento de transformação social. Mais do que a simples transmissão de conhecimentos, sublinha-se a necessidade de garantir igualdade de oportunidades, assegurando que todos os cidadãos, independentemente das suas características, capacidades ou contextos, possam aprender, participar e desenvolver plenamente o seu potencial.
A organização destaca ainda que a acessibilidade na educação não se limita à eliminação de barreiras físicas, mas implica o reconhecimento da diversidade dos processos de aprendizagem, valorizando diferentes ritmos e formas de aprender. Neste contexto, a diferença é assumida não como obstáculo, mas como elemento enriquecedor do ambiente educativo.
A iniciativa pretende igualmente fomentar uma cultura de empatia, respeito e consciência social entre os participantes, competências consideradas essenciais para a convivência em sociedade e para a consolidação de comunidades mais inclusivas.
Pastores unem-se para valorizar e dignificar a profissão com o grupo “ Pastores a Monte”
Este grupo “Pastores entre os Montes” surge quando se celebra o Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores, que este mês tem como tema central a biodiversidade e os sistemas ecossistémicos, estando programado um jantar para sábado, em Miranda do Douro, que reunirá mais de 150 pastores do território transmontano.
Esta iniciativa terá ainda associada uma jornada com várias palestras dedicadas à pastorícia e os seus perigos, como é caso do uso dos herbicidas nos ecossistemas que são prejudiciais para a prática da pastorícia, sendo uma das maiores preocupações dos pastores, por causar a morte de animais.
A secretária técnica da Associação Nacional de Criadores de Raça Churra Mirandesa (ANCOM), Andrea Cortinhas, disse que o setor está envelhecido, sendo preciso dignificar o setor para atrair os mais jovens para à pastorícia no Nordeste Transmontano.
Andrea Cortinhas, que também está ligada à organização deste encontro de pastores, refere a dificuldade em rejuvenescer o setor agropecuário, considerando ser fundamental valorizar e divulgar o testemunho das pessoas que se dedicam à criação de rebanhos de ovinos e caprinos para atrair novos pastores.
“Ao contrário do que se possa pensar, os pastores, pela sua experiência adquirida no contacto com a natureza e no cuidado aos animais, são pessoas portadoras de uma grande sabedoria. O pastor é o guardião do ecossistema e tem a paisagem preservada devido ao seu papel neste setor, e que começa a ser reconhecido”, vincou a zootécnica.
Os pastores do Nordeste Transmontano estão igualmente em contacto com Instituto Politécnico de Bragança (IPB) para quebrar a ideia do pastor isolado, solitário e sem apoio científico, e contam ainda com o apoio dos vários municípios e associações de produtores de gado ovino e caprino que promovem anualmente concursos de gado para valorizar as raças autóctones, tendo em vista estimular a atividade da pastorícia.
A técnica da ANCOM disse também que os pastores recebem apoios à produção.
“A palavra subsídio é feia. Os apoios dados são para que produtores de gado e os pastores consigam colocar no mercado produtos de qualidade ao melhor preço”, sublinhou.
A subida do preço dos combustíveis e o aumento do valor pago pelos fatores de produção serão outros temas a abordar.
O Centro Cultural Solar dos Condes de Vinhais vai receber a exposição “Arquivo Inquieto – Fragmentos da Vida de Jorge Lima Barreto”.
A abertura será amanhã, 17 de maio de 2026, pelas 16h00, e estará patente ao público até 30 de junho.
Sinta-se convidado!
Autarca desagradada com falta de informação sobre projeto da Engie para Picote
“O 'eu quero, posso e mando' é uma atitude de uma instituição que acha que pode estar no terreno sem dar, sequer, informação, por exemplo, ao município. Nós na vida, ou nas instituições, não podemos estar com uma atitude destas, que pressupõem um pouco da arrogância com que abordam as temáticas e não é essa a nossa postura”, sublinhou a autarca, uma semana depois de ter arrancado a auscultação pública ao projeto que prevê a instalação de 35 aerogeradores no Planalto Mirandês.
Helena Barril, disse que foi expressado publicamente este “desagrado” pelo motivo da falta de informação e contacto por parte da Engie com o município.
“Já manifestámos o nosso desagrado que vai no sentido de não termos sido abordados pela Engie. Se estão no terreno, ao menos que nos manifestassem a intenção de que vieram fazer uma auscultação pública [sobre o projeto] ”, explicou a autarca social-democrata do distrito de Bragança.
Helena Barril acrescentou ainda que, “em consequência dessa auscultação pública, o município começou a receber notas de desagrado por parte de autarcas e da população em relação a este projeto”.
“Todos eles, autarcas e população, garantiram que também foram apanhados de surpresa perante este processo. Isto não é forma de nos relacionarmos entre instituições”, vincou.
A autarca não contesta a “legitimidade do projeto” em curso, apenas defende que deveria haver que a empresa iria para o terreno e não pode haver uma atitude“ de eu quero, posso e mando”.
A autarca mirandesa relembrou, igualmente, o processo da cobrança dos impostos sobre a venda das [seis] bagagens que se arrasta há seis anos.
“Mesmo assim, temos estado junto da Engie e da Movhera, porque é assim que se funciona, independente, das litigâncias em curso”, destacou.
A primeira sessão da apresentação deste projeto de hibridização da Central Hidrelétrica de Picote e parque eólico decorreu no dia 07 de maio na aldeia raiana de São Martinho de Angueira.
Quanto à potência deste parque eólico, neste momento perspetiva-se que possa ter uma capacidade de aproximadamente 157,5 MegaWatts.
Nesta fase de projeto estão previstos 105 hectares, de área não vedada, onde se inserirão os aerogeradores, valas de cabos e acessos.











