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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 23 de maio de 2026

Sessão de esclarecimento sobre o projeto da futura fábrica de água em Gostei, onde foram apresentados os principais objetivos e o impacto esperado na região.

 Um encontro para esclarecimento de dúvidas da população sobre a construção e o seu funcionamento. 
Uma iniciativa importante para promover a transparência, o diálogo e o desenvolvimento local.

FEIRA AGRÍCOLA DE BRAGANÇA REGRESSA EM JUNHO COM MAIS DE 80 EXPOSITORES E NOVA PLATAFORMA DIGITAL

 A Feira Agrícola de Bragança regressa entre os dias 18 e 21 de junho, reunindo mais de 80 expositores ligados aos setores agrícola, pecuário, agroalimentar, empresarial e tecnológico. Entre as principais novidades desta edição, destaca-se o lançamento de uma nova plataforma digital, que reúne toda a informação do evento, incluindo programação, expositores e atividades. 
A feira contará ainda com demonstrações, momentos técnicos e iniciativas de promoção dos produtos endógenos da região.

Jornalista: Maria Inês Pereira

FALSO FUNCIONÁRIO SUSPEITO DE BURLA EM CARAVELAS: CÂMARA DE MIRANDELA DEIXA ALERTA À POPULAÇÃO

 A Câmara Municipal de Mirandela lançou um alerta à população na sequência de relatos de uma alegada tentativa de burla na localidade de Caravelas, onde um indivíduo estará a fazer-se passar por funcionário da autarquia para exigir pagamentos relacionados com o abastecimento de água.


Segundo a informação divulgada pelo município, o suspeito ameaça proceder ao corte do fornecimento de água caso os moradores não efetuem pagamentos imediatos, recorrendo a uma abordagem considerada fraudulenta e intimidatória.

Perante a situação, a autarquia esclarece que não tem qualquer trabalhador a realizar cortes de água durante o fim de semana, sublinhando ainda que todos os funcionários e viaturas municipais se encontram devidamente identificados.

A Câmara Municipal apela à população para que não efetue qualquer pagamento em caso de dúvida e recomenda que qualquer situação suspeita seja imediatamente comunicada aos serviços municipais, à respetiva Junta de Freguesia ou às autoridades de segurança, nomeadamente à PSP ou à GNR.

O município reforça a importância da vigilância e da partilha de informação entre vizinhos, numa altura em que aumentam os casos de tentativas de fraude dirigidas sobretudo a populações mais vulneráveis e isoladas do interior do país.

Jornalista: Maria Inês Pereira
Foto: DR

IPB PROMOVE SEMINÁRIO SOBRE CERTIFICAÇÃO E AUTENTICIDADE ALIMENTAR EM ALFÂNDEGA DA FÉ

 O Instituto Politécnico de Bragança, através do LA-SusTEC – Laboratório Associado para a Sustentabilidade e Tecnologia em Regiões de Montanha, promove no próximo dia 27 de maio o seminário “Certificação e Autenticidade de Produtos Alimentares da Terra Quente”, iniciativa integrada no ciclo “Ano da Alimentação”.


O encontro decorrerá no Auditório Manuel Faria, da Casa da Cultura Mestre José Rodrigues, em Alfândega da Fé, reunindo investigadores, produtores, empresas, associações e entidades ligadas ao setor agroalimentar regional.

A iniciativa pretende fomentar a reflexão em torno da valorização dos produtos alimentares da Terra Quente, destacando a importância da certificação, da autenticidade alimentar e da sustentabilidade no desenvolvimento dos territórios de montanha.

O programa inclui várias intervenções técnicas e científicas dedicadas à produção sustentável da cerejeira, à composição nutricional da amêndoa, à evolução da produção de frutos secos em Portugal e ao papel da certificação alimentar na afirmação e diferenciação dos produtos regionais nos mercados.

Um dos momentos centrais do seminário será a mesa-redonda subordinada ao tema “Sabores com identidade: Certificar e valorizar a Terra Quente”, que contará com a participação de representantes de empresas e organizações ligadas ao setor agroalimentar, promovendo o debate sobre os desafios e oportunidades da valorização dos produtos endógenos.

Durante a manhã estão ainda previstas visitas técnicas à Amendouro – Comércio e Indústria de Frutos Secos SA, bem como a pomares de cerejeiras e amendoeiras do concelho de Alfândega da Fé, proporcionando aos participantes contacto direto com algumas das principais produções agrícolas da região.

A sessão termina com uma degustação de amêndoa e cereja, dois produtos emblemáticos da Terra Quente Transmontana.

O “Ano da Alimentação” integra um conjunto de seminários promovidos pelo LA-SusTEC ao longo de 2026, com o objetivo de reforçar a ligação entre ciência, território, tradição e inovação, contribuindo para a valorização sustentável dos produtos alimentares das regiões de montanha.

Jornalista: Maria Inês Pereira
Foto: DR

AUDITÓRIO PAULO QUINTELA RECEBE FÓRUM DEDICADO AO VOLUNTARIADO LOCAL

 O Auditório Paulo Quintela, em Bragança, vai receber, no próximo dia 26 de maio, o Fórum “Desafios para a Promoção do Voluntariado Local”, uma iniciativa que pretende colocar em debate o papel do voluntariado na construção de comunidades mais solidárias e participativas.


O encontro reunirá representantes institucionais, associações, técnicos sociais, voluntários e cidadãos interessados em refletir sobre os desafios atuais do setor, bem como sobre as estratégias necessárias para incentivar uma maior participação cívica a nível local.

Ao longo da sessão serão abordados temas ligados à inclusão social, envelhecimento ativo, cooperação entre entidades e valorização do trabalho voluntário, numa altura em que as organizações sociais enfrentam crescentes exigências de resposta junto das populações.

O programa prevê ainda momentos de partilha de experiências e boas práticas, promovendo o diálogo entre diferentes agentes da comunidade e incentivando a criação de redes de colaboração capazes de fortalecer o voluntariado de proximidade.

A iniciativa surge como uma oportunidade para reforçar a importância do compromisso cívico e do envolvimento comunitário, reconhecidos como elementos fundamentais para a coesão social e para o desenvolvimento local.

A organização espera uma participação significativa da comunidade regional, sublinhando a necessidade de mobilizar esforços conjuntos para responder aos desafios sociais contemporâneos.

Jornalista: Maria Inês Pereira
Foto: DR

"CNCR e Trikes 🚗 Santa Comba de Rossas 2026

La puorta de Aleixo Baltesar

O rei vem nu

Por: Manuel Eduardo Pires
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


 Ao contrário do que se tem dito, o governo não vai acabar com os chumbos no ensino básico. É impossível acabar com o que não existe, e como é bem sabido nesse grau de ensino já há muito que passar por atacado é uma prática corrente, chumbar um fenómeno residual. O que parece que se vai fazer é deixar de fingir. Se pensarmos que a avaliação de si, dos outros e do meio facilita a sobrevivência de todos os seres vivos e permeia toda a vida em sociedade, ela só pode ser encarada como um assunto sério. Mas não o é para nós, que estamos sob a batuta de ideias que há décadas operam tanto a partir de dentro como de fora e distorcem a realidade para a meter à força dentro delas.

Do ponto de vista de tais ideias o sucesso não é algo que se deseje ou conquiste com mérito ou esforço, antes uma obrigação com que se nasce. E fiéis a esse princípio indiscutível, a nossa distorção tem consistido em registar em papeis números inventados e chamar-lhes sucesso, sabendo que grande parte dos alunos não o pode ou mesmo não o quer ter. É verdade que não faz muito sentido encerrá-los contra sua vontade das oito e meia da manhã às cinco da tarde durante nove anos e depois dizer-lhes que não fizeram as aprendizagens que deviam ter feito, até mesmo por grande parte deles não estar para aí virada. Também não é muito racional reprová-los a partir do momento em que se sabe que não aprendem mais por reprovar e repetir anos.

Mas o ponto não é esse. O ponto reside numa coisa que vamos buscar à psicologia da aprendizagem chamada reforço, com a qual se deve contar quando se educa. O reforço é o sinal dado à criança de que o que ela faz está ou não de acordo o que queremos que aprenda. Se está, deve ser-lhe dada uma recompensa. Se não, recebe uma penalização. Mesmo que penalizações e recompensas possam assumir diversas formas, o reforço é obrigatório quando tencionamos educar para valores, aquilo que implícita ou explicitamente se faz sempre.

Mas como disse o nosso ensino público é gerido de forma ideológica, não científica, e visto como uma instituição de caridade cuja função é oferecer sucesso a todos. Como a realidade nunca poderia sustentar tal pretensão, temo-nos saído comodamente do aperto simulando que grande parte das crianças aprende o que não aprende e adquire valores que não adquire. E é assim que nas escolas trabalho e cabulice, empenho e deixa-andar, bom e mau comportamento, civismo e desrespeito, contenção e violência são todos igualmente reforçados com recompensas. À primeira vista até pode parecer generoso, solidário, igualitário, mas uma avaliação divorciada do que as crianças de facto fazem incute-lhes crenças que estão em flagrante conflito com a realidade e deforma-as para toda a vida.

É que este caldo de cultura é pouco propício a que se desenvolvam intelectualmente. Não precisam. Não sendo estúpidas, sabendo à partida que o que querem lhes vai ser oferecido mesmo que decidam dormir à sombra da bananeira, depressa constatam não haver motivos para grandes dores de cabeça. O sucesso está-lhes à partida assegurado, mas se de alguma forma isso não acontecer sentir-se-ão revoltadas e vítimas de quem, espezinhando os seus direitos, lho devia trazer à mão e não o faz. E o panorama piora em termos éticos, dada a dificuldade que nesse meio têm em adquirir a noção do seu valor, em estabelecer ligações entre aquilo que são e aquilo que acontece com elas e à volta delas, em saber o que é responsabilidade, encarada geralmente como coisa alheia. Acreditando que os atos não têm consequências, sem noção dos limites, o mundo é todo deles e tudo é permitido, inclusive mais tarde, talvez, espancar os jogadores do clube do coração porque se atrevem a não ganhar os jogos que deviam. Muito grave, como se pode imaginar, mas a gravidade é sempre relativa: passar sistematicamente de uns anos para os outros fazendo pouco ou nada por isso também as convence de que a viciação da verdade, principalmente por quem as anda a ensinar, é uma conduta normal e aceitável.

O ensino básico chama-se assim porque o seu objetivo, reafirmado em centenas de textos, deve ser formar a base da personalidade dos futuros adultos. E muito por intermédio desta avaliação tem-no feito, embora produzindo grandemente o contrário do que diz. Por isso seria mesmo mais honesto acabar de vez com ela, enquanto não se arranja algo mais ajuizado para fazer.

(Nordeste - dez. 2019)


Manuel Eduardo Pires
. Estes montes e esta cultura sempre foram o meu alimento espiritual, por onde quer que andasse. Os primeiros para já estão menos mal, enquanto a onda avassaladora do chamado progresso não decidir arrasá-los para construir sabe-se lá o quê, mas que nunca será tão bom. A cultura, essa está moribunda, e eu com ela. Daí talvez a nostalgia e o azedume naquilo que às vezes digo. De modo que peço paciência a quem tiver a paciência de me ir lendo.

OS FIDALGOS

SÃO MARTINHO DO PESO
MANUEL CAETANO DE CARVALHO, de São Martinho do Peso, concelho do Mogadouro,casou com D. Maria Caetana de Morais e faleceu a 4 de Julho de 1820.
Descendência:
I. D. Joaquina, que casou no Vimioso.
II. D. Joana.
III. D. Luísa.
IV. D. Caetana.
V.D. Rita, que casou no Mogadouro e recebeu em dote oito mil cruzados.
VI.Manuel Inácio.
Manuel Caetano de Carvalho tinha um genro de nome Paulo, marido, ao que parece, de D. Caetana, e um tio de nome João de Carvalho.
É interessante o seu testamento pela menção das alfaias que apresenta dadas às filhas em dote (519).

SÃO PEDRO DOS SARRACENOS

1º ANTÓNIO GONÇALVES FREIRE, presbítero, de S. Pedro dos Sarracenos, concelho de Bragança, erigiu em 1694 uma capela dedicada a Santo António, na mesma povoação, junto das suas casas de moradia (520).
2º D. MADALENA TERESA BERNARDINA VIDEIRA, de São Pedro dos Sarracenos, casou com Carlos Valeriano Leitão Bandeira e faleceu a 7 de Julho de 1833.
Descendência:
I. António Carlos Leitão Bandeira.
II.Manuel Carlos Leitão Bandeira (521).
3º D. SEBASTIANA GONÇALVES VIDEIRA, de São Pedro dos Sarracenos, faleceu a 6 de Março de 1829, deixando por testamenteiro seu cunhado Carlos Valeriano Leitão Bandeira. Tinha irmãos: D. Madalena,D. Maria
Antónia e «o Padre Mestre» (não indica o nome)(522).

SÃO SALVADOR

MANUEL ANTÓNIO PEREIRA DO LAGO, cavaleiro professo na Ordem de Cristo e sua mulher D. Doria Luísa de Morais, de São Salvador, concelho de Mirandela, erigiram em 1752 uma capela dedicada a Nossa Senhora da Alegria, na referida povoação, junto às suas casas de moradia (523).

SÃO VICENTE DA RAIA

AFONSO RODRIGUES e sua mulher, fundaram a capela de São Vicente da Raia, concelho de Chaves, dedicada a Nossa Senhora do Rosário, da qual em 1761 era administrador o padre José Álvares Teixeira, de Oucidres (524).

SARZEDA

1º MIGUEL PIRES AFONSO, de Sarzeda, concelho de Bragança, herdeiro de um padre fundador de uma capela na referida povoação, requereu em 1757 para que as propriedades legadas à mesma fossem avaliadas (525).
2º D.MARIA DA GLÓRIA, filha de Afonso Pires e de D. Joana Rodrigues, de Sarzeda, onde nasceu a 10 de Junho de 1696, professou em 1728 no convento de São Bento de Bragança (526).
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(519) Museu Regional de Bragança, Cartório Administrativo, liv. 127, fol. 4.
(520) Ibidem, maço Capelas.
(521) Museu Regional de Bragança, Cartório Adiministrativo, livro 212, fol. 79, onde vem o seu testamento.
(522) Ibidem, livro 167, fol. 2 v.
(523) Ibidem, maço Capelas.
(524) Ibidem.
(525) Ibidem.
(526) Museu Regional de Bragança, maço Freiras de São Bento.
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MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA

INÊS PEDROSA RECEBE PRÉMIO LITERÁRIO GUERRA JUNQUEIRO LUSOFONIA – PORTUGAL 2025 EM FREIXO DE ESPADA À CINTA

 A escritora portuguesa Inês Pedrosa recebeu, esta quarta-feira à tarde, o Prémio Literário Guerra Junqueiro Lusofonia – Portugal 2025, numa cerimónia realizada na nave de exposições do Auditório Municipal de Freixo de Espada à Cinta, integrada na programação da Feira do Livro 2026.


A iniciativa, promovida pelo Município de Freixo de Espada à Cinta e pelo Agrupamento de Escolas Guerra Junqueiro, distinguiu o percurso literário da autora, reconhecida pelo contributo para a literatura portuguesa contemporânea e para o espaço cultural lusófono.

Em representação do Executivo Municipal, marcou presença a vereadora Marisa Madeira, acompanhada pela curadora do prémio, Avelina Ferraz. Durante a cerimónia, a autarca destacou a relevância da obra de Inês Pedrosa, sublinhando o simbolismo da entrega do galardão no contexto da Feira do Livro, evento que tem vindo a afirmar-se como um espaço de promoção cultural no concelho.

Na sua intervenção, Marisa Madeira evocou ainda a figura de Guerra Junqueiro, salientando o legado literário do escritor e a forte ligação a Freixo de Espada à Cinta, terra natal que marcou parte da sua obra e identidade cultural.

A contextualização da obra da escritora esteve a cargo de Deolinda Adão, professora e diretora executiva do Programa de Estudos Portugueses da Universidade da Califórnia, Berkeley, que abordou o percurso literário e a relevância da autora no panorama da literatura portuguesa.

Por sua vez, Inês Pedrosa agradeceu o reconhecimento e o convite formulado pela organização, enaltecendo a importância do Prémio Literário Guerra Junqueiro Lusofonia – Portugal no fortalecimento da cultura e da identidade lusófona.

A cerimónia terminou com uma sessão de autógrafos, num momento de proximidade entre a autora e os leitores presentes.

O Executivo Municipal voltou ainda a felicitar a escritora pela distinção recebida, destacando o prestígio crescente do prémio no panorama cultural nacional e lusófono.

Jornalista: Maria Inês Pereira
Foto: DR

COMISSÃO DISTRITAL DE PROTEÇÃO CIVIL REFORÇA ESTRATÉGIA CONJUNTA DE COMBATE A INCÊNDIOS RURAIS

 A Comissão Distrital de Proteção Civil reuniu na passada quinta-feira, no âmbito do Plano de Operações Sub-Regional do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), num encontro centrado na articulação de meios e estratégias para enfrentar a época de incêndios rurais na sub-região.


A reunião surge após vários meses de planeamento e preparação operacional, com o objetivo de consolidar uma resposta coordenada, robusta e eficaz perante o risco crescente de incêndios, reforçando a capacidade de atuação dos agentes de proteção civil e das estruturas municipais.

A cooperação institucional esteve no centro dos trabalhos, numa altura em que as entidades envolvidas procuram garantir uma resposta integrada e solidária entre os diferentes concelhos do distrito. O modelo do DECIR assenta precisamente no princípio da ajuda mútua e da partilha de recursos, permitindo uma mobilização articulada dos meios humanos e materiais disponíveis em cada município.

Durante o encontro, foi também destacado o papel determinante da prevenção estrutural desenvolvida ao longo do ano pelos municípios e pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. A gestão de combustível, a manutenção de faixas de proteção e o apoio permanente às corporações de bombeiros representam um esforço significativo das autarquias e juntas de freguesia, tanto ao nível financeiro como operacional.

Os responsáveis sublinharam ainda a importância de uma gestão eficiente dos recursos disponíveis, defendendo uma mobilização rápida e reforçada dos meios logo na fase inicial de cada ocorrência, considerada decisiva para o sucesso no combate aos incêndios rurais.

No final, o Município de Macedo de Cavaleiros deixou uma mensagem de reconhecimento e confiança a todo o dispositivo operacional, desejando uma campanha marcada pela eficácia, mas sobretudo pela segurança dos homens e mulheres que diariamente estão na linha da frente da proteção das populações e do território.

Jornalista: Maria Inês Pereira
Foto: DR

DIOCESE DE MIRANDA DO DOURO ASSINALA 481 ANOS DE HISTÓRIA E LEGADO RELIGIOSO EM TRÁS-OS-MONTES

 Celebram-se ontem os 481 anos da criação da Diocese de Miranda do Douro, uma das mais relevantes instituições religiosas da história de Trás-os-Montes, fundada a 22 de maio de 1545 pela bula Pro excellenti Apostolicae Sedis, promulgada pelo Papa Paulo III, a pedido do rei D. João III.


A criação da diocese marcou um momento decisivo para a organização e afirmação religiosa do nordeste transmontano. O novo território eclesiástico integrou os arciprestados de Miranda do Douro, Bragança, Lampaças, Mirandela e Monforte, abrangendo grande parte da então comarca de Trás-os-Montes, até então sob jurisdição da Arquidiocese de Braga.

Poucos meses depois, a 10 de julho de 1545, D. João III elevou Miranda do Douro à categoria de cidade, reforçando o estatuto da localidade escolhida para sede episcopal. Contudo, a decisão não reuniu consenso. Situada junto à fronteira e caracterizada por uma reduzida densidade populacional e escassez de recursos, Miranda do Douro enfrentou, desde cedo, desafios estruturais que condicionaram o crescimento da diocese.

Ao longo dos séculos seguintes, a evolução económica e demográfica da região alterou o equilíbrio territorial. No século XVIII, Bragança assumia-se já como o principal centro urbano e administrativo de Trás-os-Montes, enquanto Miranda do Douro atravessava um período de declínio.

Neste contexto, a 5 de março de 1770, por iniciativa do rei D. José I, foi criada a Diocese de Bragança, incorporando uma parte significativa dos territórios até então pertencentes à Diocese de Miranda. A coexistência de duas estruturas diocesanas revelou-se, porém, insustentável.

A reorganização definitiva chegou a 27 de setembro de 1780, com a união das dioceses de Miranda e Bragança, dando origem à Diocese de Bragança e Miranda, apesar da oposição manifestada por setores da população mirandesa. A designação atual – Diocese de Bragança-Miranda – apenas viria a ser oficialmente adotada a 27 de maio de 1996.

Mais de quatro séculos após a sua fundação, a história da Diocese de Miranda do Douro continua a representar um marco identitário, religioso e patrimonial para o nordeste transmontano, mantendo viva uma herança que atravessa gerações e permanece profundamente ligada à memória coletiva da região.

Jornalista: Maria Inês Pereira
Foto: DR

MIRANDA DO DOURO RECEBE ESTÁGIO NACIONAL DE CORRIDA DE MONTANHA E TRAIL RUNNING

 A sala de reuniões dos Paços do Concelho de Miranda do Douro recebeu, esta sexta-feira, o Presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, Domingos Castro, e o Vice-Presidente, Rui Ferreira, numa visita institucional inserida no âmbito do Estágio Nacional da Seleção Nacional de Corrida de Montanha e Trail Running, que decorre no concelho entre os dias 22 e 24 de maio.


A comitiva foi recebida pelo Executivo Municipal, constituído pela Presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Helena Barril, pelo Vice-Presidente, Nuno Rodrigues, e pelo Vereador Vítor Bernardo, num encontro marcado pelo reforço da cooperação entre o município e a estrutura federativa do atletismo nacional.

Um dos momentos centrais da visita foi a assinatura do Contrato-Programa de Desenvolvimento Desportivo entre o Município de Miranda do Douro e a Federação Portuguesa de Atletismo, instrumento que formaliza a parceria institucional entre ambas as entidades na promoção da prática desportiva e no apoio à preparação de atletas de alto rendimento.

O protocolo estabelece bases de colaboração na organização do estágio nacional e na preparação técnica e física da Seleção Nacional, tendo em vista as competições internacionais agendadas para 2026.

O estágio será orientado pelo treinador Ricardo Ribas, natural de Malhadas, no concelho de Miranda do Douro, reforçando também a ligação do território à modalidade e ao desenvolvimento do atletismo em contexto de montanha e trail running.

A realização deste estágio nacional em Miranda do Douro representa, segundo fontes locais, uma oportunidade para afirmar o concelho como destino de excelência para a prática desportiva em ambiente natural, beneficiando das características únicas da paisagem e da geografia do planalto mirandês.

Jornalista: Maria Inês Pereira
Foto: DR

MOGADOURO RECEBEU TERTÚLIA DEDICADA À HUMANIZAÇÃO EM SAÚDE

 Mogadouro acolheu, no passado dia 20 de maio, uma tertúlia subordinada ao tema “Humanização em Saúde: Aproximar Profissionais e Comunidade”, iniciativa promovida pela Comissão de Humanização da Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULS Nordeste), com o objetivo de fomentar a reflexão e o diálogo em torno de práticas de saúde mais próximas das pessoas.


O encontro reuniu profissionais e membros da comunidade num espaço de partilha de experiências e debate, centrado na importância da empatia, da proximidade e da valorização da dimensão humana na prestação de cuidados de saúde.

A sessão contou com intervenções do padre Nelson Silva, de João Henriques, Daniel Ribeiro e Rita Pombo. A moderação esteve a cargo de Sandra Moura, João Palas e Bruno Pires. Entre os presentes esteve também o Presidente da Câmara Municipal de Mogadouro, António Pimentel.

A iniciativa procurou aproximar profissionais de saúde e cidadãos, promovendo uma visão mais humanizada dos cuidados, assente na escuta, na compreensão e numa maior ligação entre instituições e comunidade.

O ciclo de tertúlias sobre humanização em saúde no distrito de Bragança arrancou a 22 de abril, em Macedo de Cavaleiros, prosseguindo agora em Mogadouro. No mesmo âmbito, estão previstas novas sessões nas cidades de Bragança, Mirandela e Miranda do Douro, em datas ainda por anunciar.

Segundo a organização, estas tertúlias pretendem afirmar-se como espaços abertos de conversa e construção conjunta, incentivando o encontro de diferentes perspetivas com vista à melhoria da qualidade dos cuidados de saúde e ao fortalecimento da relação entre instituições e cidadãos.

Jornalista: Maria Inês Pereira
Foto: DR

BRAGANÇA ACOLHEU MARCHA CONTRA A OBESIDADE INFANTIL

 Bragança foi palco, ontem, de uma Marcha contra a Obesidade Infantil, que percorreu várias artérias da cidade, numa iniciativa promovida pelo Jardim de Infância do Centro Social Paroquial do Santo Condestável.


A ação juntou crianças, educadores e comunidade educativa, num momento de sensibilização para a importância da adoção de estilos de vida saudáveis desde a infância, com especial enfoque na alimentação equilibrada e na prática regular de atividade física.

A iniciativa contou ainda com a presença da mascote “Falco”, que se associou à marcha, reforçando a mensagem de promoção da saúde e do bem-estar junto dos mais novos.

A atividade decorreu num ambiente de participação ativa e envolvimento comunitário, sublinhando o papel das escolas e instituições sociais na prevenção da obesidade infantil e na promoção de hábitos de vida

Jornalista: Maria Inês Pereira
Foto: DR

ALUNOS DE TORRE DE MONCORVO PARTICIPARAM EM CAMINHADA ECOLÓGICA E AÇÃO DE RECOLHA DE RESÍDUOS

 Os alunos do 3.º A do Agrupamento de Escolas de Torre de Moncorvo participaram numa caminhada ecológica e numa ação de recolha de resíduos, no âmbito do projeto eTwinning “Ecorythm”, iniciativa desenvolvida em parceria com a Câmara Municipal de Torre de Moncorvo e a Resíduos do Nordeste.


A atividade teve como principal objetivo sensibilizar os mais jovens para a importância da proteção ambiental, promovendo hábitos de reciclagem e incentivando atitudes de respeito pela natureza e pelos espaços públicos.

Ao longo da iniciativa, os alunos percorreram vários locais, recolhendo resíduos e contactando de forma prática com questões ligadas à sustentabilidade e à preservação ambiental, numa experiência de aprendizagem fora da sala de aula.

Com entusiasmo e forte sentido de responsabilidade, as crianças participaram ativamente na ação, demonstrando que pequenos gestos podem ter um impacto significativo na preservação do ambiente.

A iniciativa integrou-se no projeto eTwinning “Ecorythm”, que aposta na educação ambiental e na consciencialização das novas gerações para práticas mais sustentáveis, reforçando o papel da escola na formação de cidadãos mais atentos às questões ecológicas.

Jornalista: Maria Inês Pereira
Foto: DR

PROJETO APROXIMAR PARTICIPA EM ENCONTRO INTERMUNICIPAL DE DESPORTO SÉNIOR EM MIRANDA DO DOURO

 O projeto Aproximar participou, no passado dia 20 de maio, no Encontro Intermunicipal de Desporto Sénior, realizado em Miranda do Douro, numa iniciativa dedicada à promoção do envelhecimento ativo, da saúde e do convívio entre participantes de vários concelhos.


O evento proporcionou um dia marcado pela animação, pela partilha de experiências e pelo fortalecimento das relações interpessoais, reunindo dezenas de seniores num ambiente de grande entusiasmo e boa disposição.

Ao longo da jornada, os participantes envolveram-se em diversas atividades, incluindo caminhadas, momentos de convívio e iniciativas de animação, promovendo hábitos de vida saudáveis e incentivando a prática regular de atividade física.

A participação do projeto Aproximar reforçou o compromisso com a inclusão social e o bem-estar da população sénior, valorizando a importância do contacto humano, da participação comunitária e da criação de espaços de socialização ativa.

A iniciativa destacou ainda o papel do desporto e das atividades recreativas como ferramentas fundamentais para a melhoria da qualidade de vida da população idosa, contribuindo para o combate ao isolamento e para a promoção da saúde física e mental.

O encontro terminou com um forte espírito de união e satisfação entre os participantes, num dia dedicado à convivência, à partilha e à valorização do envelhecimento ativo.

A Redação
Foto: DR

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Legendary Classic Blues Rock Guitars & Raspy Vocals

Todos, todos todos!


 Há muito de curioso e quase melancólico nas entrevistas de rua que a televisão nos fornece diariamente. As vozes dos entrevistados raramente soam como o português que alguns imaginam como “puro”, “de Portugal”. Não é impressão. É o reflexo de um país que já não cabe nas velhas molduras da memória. A língua, essa pele da alma de um povo, move-se, respira e transforma-se com aqueles que a habitam. E quem habita Portugal hoje é diverso, plural, estrangeiro e familiar ao mesmo tempo.

O “Portugal” que alguns populistas idealizam e prometem é uma ilha imaginária, flutuando sobre o tempo, incapaz de se ancorar na realidade. Esse país não existe. Nunca existiu. O país real é feito de encontros e desencontros, como dizia o meu homólogo, de sotaques que chegam de longe, e de histórias que cruzam oceanos. As palavras pronunciadas na rua são um fio que tece uma tapeçaria viva, complexa e, por vezes, imperfeita, mas infinitamente mais rica do que qualquer sonho de homogeneidade. Hoje fiz mais uma amiga. É de nacionalidade Belga e é voluntária em Bragança na Cruz Vermelha. Um sorriso que não engana e uma vontade de ajudar os outros que nos ilumina.

O português que vamos ouvindo na televisão é a prova de que a língua não é propriedade de um grupo, nem nenhum monumento a um passado fixo e imutável. É, antes, o reflexo do corpo social que a fala. Quando ouvimos vozes que nos parecem “estranhas”, não estamos diante de perda, mas de expansão. É no gesto de acolher o outro, na sua pronúncia, no seu ritmo, no seu léxico, que Portugal se renova. A língua não é composta apenas de regras. A língua é sangue que corre e pulsa com a vida que escolhe este país para lhe chamar de lar.

Ao mesmo tempo, é importante refletir sobre a função da televisão e dos órgãos de comunicação social neste fenómeno. Os media reproduzem a realidade tal como a encontram nas ruas. Quando entrevistam cidadãos em diferentes cidades, bairros ou contextos sociais, captam-se expressões autênticas, não encenadas. Portanto, a ausência do português “puro” não é uma falha da língua nem uma ameaça à identidade nacional, é um espelho da diversidade social, e consequentemente cultural, que carateriza o país. Pessoalmente, orgulho-me desse “espelho”.

Portugal só sobrevive com aqueles que decidem investir nele. Vivendo, trabalhando, amando, criando. Todos são fundamentais para a continuidade do país. O mito do “Portugal fechado” é uma ilusão que se desfaz quando olhamos, com olhos de ver, para a realidade. Uma verdadeira nação, como a nossa, não se ergue sobre a exclusão, mas sobre a soma de todos os que aqui vivem.

Com todos, todos, todos a rua torna-se um poema. As entrevistas são um verso improvisado, onde a língua se transforma e se reinventa. Há beleza nessa transformação, uma melodia que nos lembra que Portugal não é um lugar que se guarda, mas um espaço que se acolhe. O futuro não pertence aos que tentam prender o passado, mas aos que permitem que todas as vozes, todos os sotaques, todas as histórias se entrelacem na canção coletiva da nossa pátria.

A realidade é que Portugal é hoje um país plural, multicultural e em constante mudança. As ruas, as escolas e os locais de trabalho estão habitados por pessoas cuja origem, vivência e forma de expressão não se encaixam em moldes históricos rígidos. As influências linguísticas das comunidades migrantes, a globalização dos media e o contacto contínuo com outras variantes da língua portuguesa, do Brasil a África, passando por comunidades de imigrantes recentes, transformam naturalmente o modo como se fala em contextos informais. Não se trata de uma degradação do idioma, mas de uma evolução viva, dinâmica e inevitável.

Quem nos atende na NOS? Na MEO? Na Vodafone? Quem nos leva o churrasco a casa? Quem nos atende nos restaurantes e nas grandes superfícies? Com quem nos cruzamos nas ruas da cidade… ?

Bragança, como Portugal, é um corpo vivo, feito de muitos corpos. E na diversidade das palavras, na multiplicidade dos acentos, está a força que lhe garante não apenas a sobrevivência, mas a grandeza que nunca se aprisiona. As vozes que se erguem na rua são um alerta de que o país só existe quando se abre ao outro, e é nesse abrir-se que reside a verdadeira poesia da nossa terra.

Longe de ser motivo de preocupação, a diversidade linguística e cultural que se observa nas entrevistas de rua é um sinal de vitalidade. Lembra-nos que a nação não se define pela uniformidade, mas pelo pluralismo e pela capacidade de se reinventar. O desafio não é preservar um passado idealizado, mas criar pontes entre experiências diferentes, valorizando o contributo de todos os que escolhem dizer que Portugal é o seu lar. A língua, como a sociedade, vive e adapta-se, e é nessa adaptação que se encontra a força para o futuro do país.

A ideia de um “Portugal puro” é um mito. A sobrevivência e a vitalidade do país dependem do contributo de todos aqueles que escolhem viver, trabalhar e constituir família em solo português, independentemente da origem ou da variante linguística que utilizem. Respeitando as regras.

HM

22 de Maio de 2026. Sinto-me cansado. Demasiado calor para um dia de Maio. As alterações climáticas são mais que evidentes e os donos do mundo desvalorizam-nas em prol do lucro egoísta e inconsequente já que restringe a possibilidade de sobrevivência das novas gerações. Nunca, como agora, se torna necessário ponderarmos, bem, o sentido dos nossos votos mesmo que em países democráticos assumidos, mesmo que não "praticantes".

𝐁𝐫𝐚𝐠𝐚𝐧𝐜̧𝐚 𝐃𝐞𝐥𝐢𝐛𝐞𝐫𝐚 – 22.05.2026 - Reunião de Câmara Municipal Descentralizada - 𝐹𝑟𝑒𝑔𝑢𝑒𝑠𝑖𝑎 𝑑𝑒 𝑃𝑎𝑟𝑎̂𝑚𝑖𝑜

 As principais deliberações que marcam a vida do concelho apresentadas de forma simples.