E antes disso, no dia 20, Bruno Sendas e Sara Correia também fizeram a festa acontecer!
Hoje é o último dia das Festas de Bragança. Vamos terminar em grande!
BRAGANÇA
Hoje é o último dia das Festas de Bragança. Vamos terminar em grande!
Na música, o destaque vai para Mariza, que sobe ao palco principal no sábado, dia 29. A fadista é o nome maior de um cartaz que inclui ainda Dillaz, responsável pelo arranque da programação musical na sexta-feira, e os Vizinhos, que encerram o certame no domingo.
Ao longo dos três dias, haverá também atuações de artistas e grupos locais e regionais, entre eles Super Rua, Moustache Brass Band, Bloquinho Aperta, Reixelo & Amigos e o Grupo de Cantares de Carrazeda de Ansiães. A programação noturna inclui ainda DJ sets e um tributo a Rui Veloso protagonizado por Zé Tó e os Velhos do Jardim.
A gastronomia volta a ter lugar de destaque, com um showcooking do chef Fábio Bernardino, que irá apresentar propostas inspiradas nos produtos e vinhos do concelho.
O programa inclui ainda o tradicional Cortejo Etnográfico, arruadas de bandas filarmónicas e fanfarras, a celebração religiosa dos padroeiros do concelho, fogo de artifício e uma exposição integrada no Concurso Internacional de Fotografia da Sidra.
Mais do que um espaço de animação, a Feira pretende colocar em evidência a maçã, o vinho e o azeite enquanto produtos fundamentais para a economia e identidade de Carrazeda de Ansiães, juntando produtores, visitantes e comunidade local numa celebração que se prolonga durante três dias.
Ao longo do dia, especialistas vão abordar diferentes dimensões do Parque Natural de Montesinho, desde os soutos tradicionais e os bosques de carvalho-negral à fauna e flora, passando pelos modos de vida, tradições e património cultural das comunidades que habitam este território.
O programa inclui ainda uma reflexão sobre o papel dos baldios, do pastoreio extensivo, da agricultura, da floresta e da apicultura na gestão da paisagem e na preservação dos ecossistemas.
Depois do almoço de aniversário, os participantes são convidados a percorrer vários pontos do Parque Natural numa road trip dedicada ao turismo de natureza, com passagem por Carragosa, Parâmio, Zeive, Mofreita, Santa Cruz, Travanca e Zido, incluindo uma paragem no miradouro natural de Travanca.
Em Vinhais, o destaque da tarde vai para a visita a um souto notável, em Zido, e para uma sessão dedicada à preservação de castanheiros antigos enquanto refúgios de biodiversidade. O programa termina com a libertação de uma ave de rapina pelo ICNF e um lanche campestre acompanhado pela música dos gaiteiros de Zido.
A iniciativa pretende assinalar quase cinco décadas de proteção e valorização de um dos territórios naturais mais emblemáticos de Trás-os-Montes, aproximando as comunidades e os visitantes do património que caracteriza o Parque Natural de Montesinho.
As viagens têm mais valor quando se conhecem pessoas e as suas histórias. Neste caso falamos de pessoas que decidiram ficar e empreender onde muitos não quiseram estar.
A raia de Trás-os-Montes e Zamora sempre foi importante para ambos os lados: as trocas comerciais, os casamentos “mistos”, o contrabando dissimulado, a fauna e flora partilhadas, a semelhança das festas, etc. Hoje existem projetos transfronteiriços e vontade de se ajudarem mutuamente contra males comuns: o abandono jovem que leva ao despovoamento e a falta de investimento.
A fronteira é traçada por homens, através dos rios, serras e vales, mas as gentes da terra não se importam com isso. Nem ditaduras, guerras ou fome travaram o salto para o lado de lá e desde sempre as regiões se conhecem. A raia de Trás-os-Montes e Zamora não é diferente e está intimamente ligada.
Falamos de pessoas resistentes, corajosas, empreendedora, que acreditam que os territórios têm potencial e futuro. Conhecemos algumas pessoas, tanto em Espanha como em Portugal, que nos mostram como é possível ter sucesso em zonas onde os outros não querem ficar.
Somos dois jovens que decidiram sair de “casa”. O Tiago de uma cidade, Fafe, a Raquel de uma aldeia que pertence a Albergaria-a-Velha. Saiu primeiro a Raquel para emigrar com os pais, depois o Tiago para estudar. Mais tarde, ambos “desistimos” do nosso país, saímos para trabalhar e foi nesse contexto emigrante que nos conhecemos, à procura de um emprego melhor, de oportunidades, de crescer. Mas pode-se fazer diferente. Não nos interpretem mal, emigrar é duro e exige coragem, mas ficar num local em que todos nos dizem que não há futuro e tudo fazer para o alcançar tem muito mérito.
Nestes dias na raia de Trás-os-Montes e Zamora conhecemos várias pessoas: a Maria, o Kiko e a Noelia, o Victor, o Vicente, o Mikel, a Patricia, o Gustavo, a Marisa, a Angela e o Acácio, a Sofia, o João, o Sr. Domingos, e muitos mais. O que têm em comum? A sua força e a sua generosidade. Todos nos apresentaram, não apenas o seu negócio, mas também outros negócios locais, com quem formam parcerias. Os vinhos casaram com queijos e enchidos, os alojamentos com todos estes, as atividades lúdicas casaram entre si, mas já lá vamos. Estamos perante pessoas que sabem que chegar longe sozinho é mais difícil, então dão as mãos aos seus vizinhos e avançam todos muito mais.
Zamora
A Maria e os irmãos Kiko e Noelia dedicaram-se ao vinho. Maria tem as vinhas mais altas de denominação de origem Toro e produz o seu vinho de forma ecológica (certificado). O seu irmão trabalha com ela em Sanzoles. Da sua Finca Volvoreta saem dois vinhos: Volvoreta e L´Amphore. Este último produzido em ânforas. Tanto as ânforas como as barricas estagiam numa “bodega” subterrânea com mais de 400 anos. Fez-nos uma visita guiada a algumas das suas vinhas, onde alfazema e águias circulam livremente, produzindo um ecossistema funcional. As águias afastam as corujas, que fazem parte, mas incomodam a produção. Serviu-nos o vinho com produtos Exquisiteza, produtos gourmet da região.
Enologia
Maria tem à volta de 30 anos, mas uma garra que a fez voltar à terra da mãe, no fim do curso de engenharia feito na Galiza, para empreender este projeto É uma das produtoras de vinho mais jovens de toda a Espanha. Há artigos sobre ela, ganhou prémios e participa em eventos, como o Salão Gourmets.
Kiko e Noelia trabalham juntos no Vino Bigardo e a eles junta-se o primo designer que faz os rótulos fora da caixa que os ajudam a tornarem-se mais especiais. Ao contrário de Maria que conhecemos num ambiente mais formal, o Kiko foi-nos apresentado num jantar em casa de Victor. Haverá forma melhor de quebrar o gelo do que com comida à frente? Kiko tem uma van, La Bigarda, e o seu vinho Satélite é uma homenagem ao seu transporte que o fez viajar pelo mundo. Fez Erasmus em Portugal e tem um espírito livre. Diz que tem uma “bodega” JASP (jovem, mas muito capaz ou JÓVEN AUNQUE SOBRADAMENTE PREPARADA, no original). Provámos quatro vinhos, Bigardo, Maldito Parné, Satélite e Pellejo. O último é o nosso preferido.
Ambas as marcas recebem visitantes.
Culinária
No mesmo jantar em que conhecemos Kiko, também nos foi apresentado Vicente. Vicente vende delícias da serra na sua Cárnicas la Culebra. Os seus produtos são de javali, veado, codorniz e perdiz. Vende enchidos, patés, escabeche de codorniz ou perdiz e carne seca em azeite, e tudo o que provámos era maravilhoso. A sua paixão acima de tudo são os lobos, foi ele nos que falou do Centro del Lobo Ibérico de Castillo y Léon. É isto que nos surpreende nas pessoas, a sua gentileza e entrega, mais do que falar dos seus produtos (que não precisavam de apresentação, já que estavam a ser servidos pelo Chef Mikel Zeberio) falou-nos dos lobos que podem ser visitados em Sanabria, perto de Rio de Onor. No Centro, para além de se visitar as instalações, faz-se sempre observação dos lobos em semi-liberdade.
O Chef Mikel é basco e criou o Basque Culinary Center, que pretende desenvolver e impulsionar a gastronomia da região. Com ele também se tem conversas divertidas e profundas e sente-se o espírito empreendedor. Tem um projecto na região – Petramora – cujo nome presta homenagem às pedras do mosteiro em ruínas em Granja de Moreruela. Petramora é criado para vender o melhor, como a melhor carne de vitela de raça parda da montanha e os melhores lacticínios de ovelhas churras. Nós provámos os iogurtes de arando e são muito bons. O seu gado pastoreia livremente, respeitando-se o animal e a natureza. Na página da empresa encontram a loja online e receitas para utilizar os seus produtos.
O Gustavo vem de uma família forte, os Chillón, produtores de queijo (Quesos Chillón). Foi o bisavô Manuel que deu o salto como empreendedor em 1890. Um dos filhos, Valentin, com o apoio da sua mulher, fez o negócio crescer e caminhar na direcção do que é hoje. Gustavo já é neto, e mostrou-nos com orgulho o seu museu, onde vimos a história da família. A avó, que faleceu cedo, deixou uma marca na família, e ainda fala nela como uma figura muito presente.
No museu vimos o percurso da família e da marca e terminámos com a prova dos seus queijos com vinho local. Não só manteve a fábrica em funcionamento e as memórias familiares transformadas em museu, como o carro à porta ainda é o do avô. E usa-o sempre que pode. Sobre os queijos, os nossos preferidos são a emulsão de queijo e mel e o queijo de leite cru de ovelha com manteiga. A sua produção é bastante artesanal, sendo envolvidos à mão.
Alojamento
O Victor conta-nos que tinha um emprego de responsabilidade em Madrid e que se fartou. Largou tudo, investiu numa casa de família na terrinha e abriu o seu Dondé Victor Luna. O seu alojamento é muy chulo. As paredes são pintadas por uma artista local, teve o cuidado de o tornar um espaço apelativo e tem um quarto perfeitamente adaptado para hóspedes com mobilidade reduzida. Há quadros pelos espaços, inclusive pintados por ele, e foi com lágrimas nos olhos que nos mostrou alguns. A casa tem nove quartos, uma piscina, um snooker, zona de grelhador e uma vontade enorme de receber bem, como quem recebe amigos. É um cuidador, transpira atenção e cuidado para com os seus hóspedes. Aluga a casa completa ou os quartos em separado. Adora o mosteiro em Granja de Moreruela.
Falta-nos a Patricia. Mãe, mulher e empreendedora. Tem uma perninha em vários projectos, incluindo o AZTUR (Asociación Zamorana de Turismo Rural), do qual é presidente. Comprou uma casa de família e transformou-a em coliving.
Estão prontos para atravessar a fronteira, mas continuar na raia de Trás-os-Montes e Zamora?
Trás-os-Montes
Atravessaram para Trás-os-Montes, bem-vindos a Portugal, a paisagem mudou, mas pouco. Tornou-se menos amarela da couve-nabiça e mais roxa do alfazema, com salpicos vermelhos das papoilas, as vinhas continuam baixas, só que aqui já têm folhas, fala-se português, mas quase toda a gente arranha o castelhano.
No PINTA, que já conhecíamos, os funcionários são da terra e os mesmos. Falam nela com prazer, com gosto de pertencer ali, e reconhecem-nos, já que é a nossa segunda visita (podem ler sobre a nossa visita anterior ao Vimioso). Voltámos a ver o Cláudio, que se lembra da nossa anterior visita e da Maria. No castelo do Algoso estamos até perante a mãe das duas únicas crianças da aldeia. Pensamos na Maria (2 anos) e não sabemos se teríamos a coragem de regressar às origens para lhe dar mais campo e ar puro, mas menos escola como a conhecemos. (As fotos são de 2021)
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| Filipe no carnaval de Podence, em 2020 |
Na cidade de Mirandela, a PSP deteve, no dia 19 de agosto, um homem de 25 anos, de nacionalidade estrangeira, por permanência irregular em território nacional.
Já em Bragança, a Divisão Policial, através da Esquadra de Trânsito e da Esquadra de Intervenção e Fiscalização Policial, deteve 12 pessoas, dez homens e duas mulheres, por condução em estado de embriaguez.
As detenções resultaram de operações de prevenção e fiscalização rodoviária realizadas em diferentes pontos da cidade, durante as quais foram igualmente identificadas várias infrações rodoviárias graves e muito graves.
Entre as infrações detetadas pelas autoridades estiveram situações relacionadas com a condução sob influência do álcool, desobediência à ordem de paragem e circulação em sentido proibido.
Perante estes números, a PSP volta a alertar para os riscos associados à condução depois do consumo de bebidas alcoólicas, recordando que a segurança rodoviária começa antes de ligar o motor.
A autoridade de segurança recomenda que quem consumir álcool não conduza e planeie antecipadamente o regresso a casa, recorrendo, sempre que necessário, a transportes públicos, táxi ou outras alternativas seguras.
A PSP sublinha ainda que o álcool reduz a capacidade de reação, altera a perceção do risco e compromete a capacidade de decisão, aumentando significativamente o perigo para o próprio condutor e para os restantes utilizadores da estrada.
Um novo estudo afirma que, ao ter em conta o factor idade, as ondas de calor colocam em risco muito mais pessoas do que as estimativas convencionais.
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| ISTOCK |
Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), uma onda de calor ocorre “quando num intervalo de pelo menos 6 dias consecutivos, a temperatura máxima diária é superior em 5°C ao valor médio das temperaturas máximas diárias, no respectivo mês, para um determinado período de referência”.
Desde que existem registos (1941), a onda de calor ocorrida em Agosto de 2003 foi a mais intensa, especialmente no interior do país. Elvas, Beja, Alvalade, Évora, Amareleja, Portalegre, Castelo Branco, Guarda e Miranda do Douro foram algumas das estações meteorológicas em que a onda de calor atingiu 16 a 17 dias consecutivos.
Também os episódios recentes de calor extremo têm revelado um impacto significativo na mortalidade em Portugal. Ao cruzar dados da Direcção-Geral da Saúde (DGS), do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e do IPMA, é possível verificar que, entre 27 de Julho e 15 de Agosto de 2025, se registaram cerca de 1.331 mortes acima do esperado (“excesso de mortalidade”) no país. Só no primeiro episódio de calor intenso, entre 26 e 30 de Julho, a DGS estimou 264 óbitos em excesso, sobretudo entre pessoas com mais de 75 anos.
Poderia ser pior? É claro que os resultados são terríveis, mas o pior é que não os estamos a contabilizar correctamente. Ou, pelo menos, é isso que afirma um estudo recente publicado na Nature Communications. Desenvolvido pela Universidade Nacional da Austrália e liderado por Sarah Perkins-Kirkpatrick, o estudo afirma que as ondas de calor têm vindo a criar condições insuportáveis há mais de duas décadas e que as métricas oficiais não reflectem exactamente a realidade devido a um problema de base que, à primeira vista, parece bastante evidente.
O bulbo húmido
Os investigadores australianos que elaboraram o artigo aperceberam-se do problema enquanto analisavam a chamada temperatura do bulbo húmido, que é um indicador que mede a temperatura tendo em conta a humidade do ambiente. Mais concretamente, poderia ser definida como a temperatura mais baixa alcançável através da evaporação da água no ar, combinando humidade e calor para medir o arrefecimento. Obtém-se cobrindo o bulbo de um termómetro, que é o compartimento que contém o mercúrio, com uma malha porosa humedecida com água.
Este procedimento costuma apresentar um valor mais baixo do que o obtido através do bulbo seco, que mede apenas o calor ambiental. Com o passar dos anos, o bulbo húmido ganhou uma importância capital para a saúde humana, uma vez que representa eficazmente a forma como o suor arrefece o organismo. Tendo isto em conta, costuma-se dizer que uma temperatura do bulbo húmido superior a 35 ºC pode causar a morte numa questão de poucas horas, uma vez que acima desse limiar o corpo humano não consegue arrefecer através da transpiração.
A consequência: o golpe de calor
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| ISTOCK - O trabalho ao ar livre expõe-nos mais ao risco de insolação, mesmo entre pessoas jovens e saudáveis. |
A consequência final dessa impossibilidade de arrefecer o organismo através da transpiração é a insolação, uma emergência médica grave que ocorre quando a temperatura corporal atinge os 40 ºC em consequência de uma exposição prolongada ao calor. A perda da capacidade do organismo para regular a sua temperatura, uma vez ultrapassado o limiar do bulbo húmido, acaba por conduzir a falência multiorgânica, danos cerebrais e morte, se não for tratada imediatamente.
É por isso que, caso se notem sintomas de insolação, é preciso agir rapidamente. O primeiro sintoma é a cessação repentina da transpiração. Em seguida, surgem a confusão e a fala incoerente. Por fim, surgem as convulsões, o coma e a morte. Entretanto, náuseas, vómitos e dores de cabeça intensas também não são raros. Chamar rapidamente as emergências é essencial para salvar a vida da pessoa afectada.
Um mistério que envolvia 6 ondas de calor
Cientes de tudo isto, os investigadores decidiram analisar as ondas de calor ocorridas no primeiro quarto do século XXI. Foi então que se aperceberam de que algo de estranho se passava: seis delas não atingiram o limiar crítico de temperatura do bulbo húmido, mas dispararam os níveis de mortalidade. Mais concretamente, as que lhes chamaram a atenção foram Meca (Arábia Saudita, 2024), Banguecoque (Tailândia, 2024), Phoenix (Estados Unidos, 2023), Monte Isa (Austrália, 2019), Larkana (Paquistão, 2015) e Sevilha (Espanha, 2003).
Este último caso, por ser o que nos é mais próximo, revela-se especialmente revelador. Embora os números oficiais da época fossem muito mais baixos (141 em toda a Espanha, 20 na capital andaluz), a realidade é que o cemitério de San Fernando registou 400 óbitos apenas na primeira quinzena de Agosto de 2003, ou seja, 92,5 % a mais do que no mesmo período do ano anterior.
Os modelos clássicos não têm em conta a idade
Os autores da investigação parecem ter encontrado a resposta para o enigma: o limiar de 35 ºC a que nos referimos anteriormente não é válido para toda a gente. E é que, ao que parece, não têm em conta a idade das vítimas para determinar se uma pessoa faleceu devido ao calor ou não. Por isso, decidiram elaborar um novo modelo de sobrevivência humana que tivesse em conta esse critério.
Ao introduzir a variável da idade no cálculo, perceberam que as seis ondas de calor tiveram eventos irreversíveis para os maiores de 65 anos que não encontraram sombra. Os casos de Larkana e Phoenix foram os mais graves. Em ambos, o episódio de temperaturas extremas registou eventos irreversíveis para pessoas com mais de 65 anos, mesmo que encontrassem sombra onde se abrigar. A de Larkana chegou a ter um período de não sobrevivência para pessoas entre os 18 e os 35 anos de idade, apesar de não ter atingido o limiar crítico de temperatura de bulbo húmido em termos gerais.
Um novo modelo de sobrevivência
“As mortes por calor, particularmente em áreas em desenvolvimento e densamente povoadas, foram, sem dúvida, seriamente subestimadas”, indicam os autores nas conclusões do estudo. Em declarações concedidas ao The Guardian, Perkins-Kirkpatrick é ainda mais contundente: “O meu primeiro pensamento foi: ‘Oh, merda... Não esperava mesmo ver isto’”. Deixou também uma reflexão incómoda: “Se já está a acontecer agora, então, o que acontecerá no futuro, quando o clima estiver dois ou três graus mais quente?”
Os estudos climáticos são categóricos ao afirmar que as ondas de calor atingem temperaturas mais elevadas em todo o mundo e, além disso, duram mais tempo. Isto levou os investigadores a desenvolver um modelo que simulasse a reacção do organismo à exposição ao calor extremo, de acordo com a idade. Obviamente, colocando o foco nos maiores de 65 anos, que são os mais vulneráveis.
“Muitas vezes definimos as ondas de calor apenas pela temperatura”, explicou Perkins-Kirkpatrick, acrescentando depois que “usando este modelo, que tem em conta como o corpo funciona, é mais fácil compreender como estes eventos podem tornar-se mortais”. Por sua vez, Steve Sherwood, climatologista da Universidade de Nova Gales do Sul que ajudou a realizar as primeiras investigações sobre os limites teóricos de temperatura que o ser humano é capaz de suportar, acrescentou que “o facto de estarmos tão perto dos limites fisiológicos significa que mitigar as temperaturas mais elevadas é essencial para que os seres humanos possam viver e prosperar”.
Não devemos pensar apenas na mortalidade
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| Saumya Khandelwal, New York Times via Redux - O calor torna o ar condicionado cada vez mais necessário, mas a sua utilização gera emissões que agravam o problema. |
Vivemos numa época em que a ciência nem sequer consegue prever o perigo das ondas de calor utilizando os parâmetros clássicos: temperatura máxima do ar, índice de humidade e bulbo húmido. Um estudo publicado na revista Nexus, que analisou um episódio com estas características ocorrido na Andaluzia em 2022, confirmou isso mesmo. Na verdade, os valores utilizados pelos climatologistas e especialistas em saúde não foram suficientes para prever o que veio a acontecer e alertar antecipadamente a população para os riscos a que estava exposta.
Outras investigações também se têm centrado nas consequências do aumento das temperaturas em diferentes aspectos da saúde. Por exemplo, um estudo elaborado pela Universidade de Adelaide e publicado na Nature Climate Change alertou que a incidência de perturbações mentais e comportamentais poderá aumentar até 50% nas próximas décadas, caso se concretizem as previsões de aquecimento global. Da mesma forma, embora o calor não pareça ser um factor capaz de desencadear enxaquecas por si só, há cada vez mais evidências de que actua como um amplificador.
E quanto ao dinheiro que isso nos custa?
Não podemos ignorar que vivemos numa época em que o negacionismo climático ganhou força. Por isso, também não é de mais falar sobre como as alterações climáticas afectam os nossos bolsos. Um estudo elaborado pelo Banco Central Europeu, publicado na revista European Economic Review, estimou o custo dos fenómenos meteorológicos do ano de 2024 em toda a União Europeia: 43 mil milhões de euros. Países como a Grécia, Malta, Bulgária e Chipre sofreram perdas superiores a 1% do seu PIB.
Por outro lado, quantificar o custo de um incêndio é difícil, mas não impossível. Por exemplo, o preço a pagar por um hectare queimado é de 2.440 euros, incluindo os custos de extinção, embora em muitos casos esse valor possa multiplicar-se. Em Portugal, a associação ambientalista Quercus estimou que os incêndios florestais custam à economia portuguesa cerca de 1.000 milhões de euros por ano, considerando impactos mais amplos e indirectos (a prevenção custaria bem menos: 165 milhões de euros por ano). Já a o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) estimou perdas médias anuais de cerca de 153 milhões de euros entre 2006 e 2016.
Neste sentido, vale a pena referir também o relatório Prevenção versus Extinção: o custo dos incêndios, da Greenpeace, publicado em meados de Agosto de 202. A organização estimou na altura que, por cada mil milhões de euros destinados à prevenção de incêndios em áreas florestais, poupavam-se 99 mil milhões de euros em trabalhos de extinção. Quase nada.
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| União Europeia, Copernicus Sentinel-2 - Os incêndios florestais do Verão de 2025 eram perfeitamente visíveis do espaço. |
O futuro que nos espera
O Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia não é propriamente optimista. No que diz respeito às projecções relativas a fenómenos extremos de calor e frio no contexto do aquecimento global,
vaticinava num relatório de 2020 que, num clima 3 °C mais quente em comparação com a era pré-industrial, uma onda de calor com a duração actual de 50 anos poderá ocorrer quase todos os anos em Espanha e em partes de Portugal, a cada 3 anos na maioria das outras zonas do sul da Europa e pelo menos a cada 5 anos noutras regiões da Europa.
Fica claro que, mesmo que consigamos controlar a chuva, a aridez, as tempestades e as alterações no nível do mar, o aquecimento global vai causar sofrimento. Mas hoje, em que, como todos os dias 22 de Abril, celebramos o Dia da Terra, nem tudo pode ser negativo. A actual crise geopolítica, traduzida no aumento do preço dos derivados do petróleo, pode obrigar-nos a dar mais um passo na aposta nas energias renováveis e nos meios de transporte eficientes. Ou talvez os incêndios do ano passado nos sirvam para evitar que se verifiquem outros semelhantes neste Verão. Passos pequenos, sim, mas indispensáveis para deixar um mundo melhor às gerações futuras.
Cerca de 80% dos acidentes com vítimas ocorreram em zonas urbanizadas, onde a circulação é mais intensa e a interação entre diferentes utilizadores da via exige atenção redobrada.
Os condutores mais jovens, até aos 29 anos, concentram também uma parte significativa das vítimas, reforçando a importância da adoção de comportamentos seguros e de uma condução responsável desde o início da experiência ao volante.
Perante estes números, a GNR deixa um alerta para a necessidade de uma condução defensiva, do respeito pelos limites de velocidade e das restantes regras de trânsito, lembrando que a prevenção dos acidentes depende não só dos motociclistas, mas de todos os que partilham a estrada.
“Falar de agosto é falar de festa do tomate. A festa tem três vertentes, a festa do tomate à mesa, a festa do tomate nos restaurantes da região. Este ano, esta edição contamos com o apoio da Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro) e alargamos a todo o território, esta festa do tomate à mesa. E, portanto, temos mais de trinta restaurantes em todos os concelhos. Há pelo menos um restaurante a ter nas ementas tomate coração de boi.”
Hoje tem lugar o concurso do melhor tomate coração de Boi do Douro na Quinta do Mourão em Cambres, Lamego:
“Desde a primeira hora que envolvemos como júri, um conjunto de chefs de cozinha, de jornalistas, de personalidades da área, que avaliam o melhor tomate do ano. Após o concurso, há um encontro de entusiastas deste fruto, que vêm de todo o país, assim como produtores de vinhos, que também são produtores de tomate. É um encontro que ocorre sempre de uma forma muito informal. O vencedor do ano, gera sempre muita expectativa. Este ano vamos começar esse encontro com um debate à volta de como transformar o tomate coração de boi do Douro, que é um ativo económico no território. “
Amanhã no largo da Capela de Arroios em Vila Real, vai decorrer o Mercadinho da Capella com a venda Tomate Coração de Boi e de outros produtos da região:
“Fazemos uma prova de tomate, de azeite e flor de sal no interior da capela, que têm vindo a tornar-se um momento emblemático desta festa em Arroios. E têm sido, no fundo, uma prova em que é conduzida por especialistas que gera sempre muita atração. No espaço exterior da capela temos um mercadinho de produtos locais, de produtos da terra, com muito tomate à venda. Temos também vinhos do Douro, DOC Porto, temos produtos regionais, produtos tradicionais e petiscos, para que as pessoas vão, possam comprar no mercadinho os produtos da terra, possam também desfrutar do espaço e poder prolongar a festa, digamos assim. É uma festa que corre sempre em ambiente de música, animação e dança.”
Este ano a Festa do Tomate Coração de Boi do Douro conta com o apoio da CIM DOURO. Miguel Santos, secretário Geral da CIM DOURO, considera que o tomate “é um ativo territorial”:
“O tomate coração de boi há de ser sempre um produto de sazonalidade, mas é, como nós olhamos para ele, uma marca e um ativo territorial. E é isso que nós sabemos fazer. Não é propriamente como um ativo económico e foi essa a razão pela qual nós este ano decidimos apoiar essa iniciativa, que já tem alguns anos. E que agora está perfeitamente consolidada e é cada vez mais um exemplo, um programa de promoção. É muito relevante neste contexto, até a nível nacional, dada a atração e o posicionamento que promove”.
Agora o próximo passo é a certificação do Tomate coração de Boi do Douro:
“Nós estamos muito envolvidos com este produto, mas também com outros produtos endógenos do território, de tentar criar um mecanismo de certificação, mas que funcione. Como sabe, a CIM Douro, como entidade pública, não pode ser a entidade responsável e detentora da certificação, mas estamos envolvidos nesse processo. Aliás, já iniciamos algumas conversações para criar um modelo perfeito de governação das certificações do território, exceto o do vinho, naturalmente. Porque achamos que o vinho também valoriza muito os produtos, porque senão eles serão sempre considerados produtos de escassez e muito específicos no mercado, mas que são altamente valorizados por um consumidor informado. E por isso a certificação parece-me um passo absolutamente fucral para nós conseguirmos isso. “
A 11ª edição da Festa do Tomate Coração de Boi do Douro termina amanhã com o Mercadinho da Capella, que começa às 17h30 no Largo da Capela de Arroios em Vila Real.
A 2.ª fase do Concurso Nacional de Acesso arranca a 24 de agosto.
1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) de 2026 registou 49 991 estudantes colocados, mais 13,9% em relação a 2025, de acordo com os dados do Instituto para o Ensino Superior (IES, I.P.). Este é o maior número de colocados da última década, com exceção de 2020, ano em que foram adotadas regras excecionais para a conclusão do Ensino Secundário e para a utilização de exames nacionais como provas de ingresso.
O número de candidatos válidos também aumentou, atingindo 60 513, após os resultados das reapreciações ou reclamações de classificações de exames finais nacionais do Ensino Secundário ou de outro elemento considerado no cálculo da nota da candidatura, conforme previsto no Regulamento do CNAES*1. São mais 11 795 candidatos do que em 2025 e mais 2 212 do que em 2024. Excluindo os anos da pandemia de COVID-19, trata-se do número mais elevado desde 1996.
No global, a taxa de ocupação é de 88,9%, mais 9,5 pontos percentuais (p.p.) do que em 2025. Este ano, a procura superou a oferta de vagas iniciais, com mais 4 285 candidatos válidos do que vagas disponíveis, invertendo a situação registada em 2025.
Uma iniciativa-piloto que aproxima serviços essenciais dos cidadãos e facilita o acesso à informação, sem necessidade de grandes deslocações.
A Feira constituirá igualmente um espaço de encontro, convívio e contribuindo para a promoção da freguesia e para a preservação das suas raízes e do seu património imaterial.
A Junta de Freguesia convida toda a população de Lamas de Orelhão, Fonte da Urze, visitantes e amigos da freguesia a participar nesta iniciativa e a celebrar connosco as Antigas Tradições.
Junta de Freguesia de Lamas de Orelhão
Preservar as nossas tradições. Valorizar a nossa identidade.
“Vai ser uma segunda edição mais reforçada, digamos assim, com mais pujança, com um maior número de grupos envolvidos, incluindo um grupo que vem diretamente da Sardenha. Vamos ter o grupo de Cavaquinhos do Porto, Cantares de Abragã e ainda de Travanca. Vamos ter depois também algumas experiências com a nossa população. Vamos ter um mercado também ligado aos produtos da terra. A desfolhada deste ano está a ser considerada por aquelas pessoas que estão neste mundo deste tipo de eventos, como sendo a maior desfolhada a nível nacional, quando aqui a tradição é muito forte. Nós estamos com essa expectativa de que vai ser uma desfolhada muito grande, muito divertida, cheia de diversão, de gastronomia também, que nós vamos iniciar à semelhança daquilo que fizemos o ano passado com umas sopas transmontanas. Que levam pão caseiro, alho, o nosso azeite, com a qualidade e ainda os rojões.”
A iniciativa recria uma prática agrícola ancestral e, este ano, propõe-se revisitar os anos 60. Manuel Rodrigues faz também um balanço da edição anterior, que considera ter sido marcante para quem assistiu:
“Nós fizemos no ano passado, no dia 13 de setembro, a primeira desfolhada de Murçós e a primeira da região. Foi uma experiência muito boa. Nós tentámos, com essa primeira edição, aprender muita coisa. Tentámos também trazer de fora alguma sabedoria e foi um evento que ficou marcado na memória das pessoas.”
Uma das grandes apostas desta edição será a animação, acrescenta o responsável:
“O ano passado através das ideias das pessoas que nos visitaram, desenvolvemos a edição deste ano, aprimorando-a. Dos aspetos que mais cativaram quem visitou foi a nossa hospitalidade e a gastronomia.
Nós vamos continuar a fazer uma aposta nos nossos paladares, neste bem-receber que nós sabemos, e depois vamos ter um dia commuita animação. Ela vai continuar, depois do jantar, com cantares ao desafio. Vão participar Pedro Cachadinha, Deolinda e o Júnior, tudo isso, num dia repleto de animação. Este ano vamos canalizá-la ainda mais para os anos passados e vamos recriar os anos 60. E vamos, durante o dia, o corte do milho no terreno sempre acompanhado de cantares e dos grupos tradicionais. Ou seja, como eu já disse vamos cortar o milho, vamos fazer acarreja para o local que temos destinado para isso. “
A programação começa às 08h00, com a concentração dos participantes, seguindo-se o mata-bicho e a apresentação do grupo da Sardenha, em Itália, “As Janas di Maist’é”.
Trata-se de um grupo de figuras tradicionais que representam, no folclore sardo, as janas, fadas ou bruxas benévolas da mitologia local que viviam em pequenas grutas pré-históricas escavadas na rocha, conhecidas como Domus de Janas.
O dia será marcado por várias atividades ligadas à tradicional desfolhada, como a meda, a acarreja, ou transporte do cereal, e a moagem do cereal, entre outras práticas fortemente associadas à gastronomia típica de Murçós.
A organização deixa o convite à população para participar nesta recriação comunitária e, quem sabe, encontrar o milho-rei.
Fotografias: Associação Viver Mais Murçós
Bragança é o primeiro município do país a receber o Atendimento BdP Itinerante, um projeto-piloto do Banco de Portugal que, durante seis meses, vai levar atendimento presencial ao concelho. A iniciativa pretende facilitar o acesso da população aos serviços da instituição e testar um modelo que poderá, no futuro, ser aplicado noutras regiões do país.
Jornalista: Vitória Botelho
O Município de Macedo de Cavaleiros esclarece que 𝐞𝐬𝐭𝐚 𝐚𝐭𝐢𝐯𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐧𝐚̃𝐨 𝐭𝐞𝐯𝐞 𝐨 𝐬𝐞𝐮 𝐜𝐨𝐧𝐡𝐞𝐜𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐧𝐞𝐦 𝐚𝐮𝐭𝐨𝐫𝐢𝐳𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨.
A utilização de detetores de metais em praias fluviais, marítimas, florestas ou campos 𝐧𝐚̃𝐨 𝐞́ 𝐩𝐞𝐫𝐦𝐢𝐭𝐢𝐝𝐚 𝐬𝐞𝐦 𝐮𝐦𝐚 𝐚𝐮𝐭𝐨𝐫𝐢𝐳𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐞𝐱𝐩𝐫𝐞𝐬𝐬𝐚 𝐞𝐦𝐢𝐭𝐢𝐝𝐚 𝐩𝐞𝐥𝐨 𝐌𝐢𝐧𝐢𝐬𝐭𝐞́𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐚 𝐂𝐮𝐥𝐭𝐮𝐫𝐚. De acordo com a Lei n.º 121/99, de 20 de agosto, as licenças são concedidas pela Direção-Geral do Património Cultural exclusivamente para fins científicos, arqueológicos ou para a deteção de canalizações e infraestruturas industriais.
Deste modo, o Executivo Municipal de Macedo de Cavaleiros repudia este comportamento e informa que 𝐚𝐩𝐫𝐞𝐬𝐞𝐧𝐭𝐨𝐮 𝐮𝐦𝐚 𝐪𝐮𝐞𝐢𝐱𝐚 contra desconhecidos junto da autoridade policial.
Relembramos que situações desta natureza devem ser comunicadas de imediato às autoridades policiais, constituindo um dever público de todos os cidadãos.
𝐀 𝐩𝐫𝐞𝐬𝐞𝐫𝐯𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐨 𝐧𝐨𝐬𝐬𝐨 𝐩𝐚𝐭𝐫𝐢𝐦𝐨́𝐧𝐢𝐨 𝐞 𝐝𝐨 𝐭𝐞𝐫𝐫𝐢𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐨 𝐞́ 𝐮𝐦𝐚 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐨𝐧𝐬𝐚𝐛𝐢𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐞 𝐭𝐨𝐝𝐨𝐬.