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BRAGANÇA
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Sobre o Blogue
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
sexta-feira, 16 de outubro de 2026
🚧 Manutenção, conservação e melhoria dos espaços públicos
O Município de Bragança continua a realizar intervenções que contribuem para a melhoria dos espaços e infraestruturas municipais.
🔹 Início dos trabalhos de vedação do estaleiro municipal;
🔹 Intervenção no Centro Escolar de Santa Maria;
🔹 Tapamento de buracos e valas;
🔹 Continuação dos trabalhos de manutenção e beneficiação dos caminhos municipais.
Pequenas intervenções que fazem a diferença no dia a dia, promovendo um concelho mais cuidado, seguro e funcional.
Uma breve história da rádio em Portugal
Sintonizamos a frequência da história deste meio de comunicação no nosso país desde o início do século XX até ao dia 25 de Abril de 1974.
| CÂMARA MUNICIPAL DE OLIVEIRA DO BAIRRO - A Radiolândia, em Bustos (Oliveira do Bairro), é o único museu dedicado exclusivamente à temática do rádio em Portugal. |
Foi Heinrich Hertz quem descobriu as ondas de rádio, em 1886, mas só na década seguinte chegou um aparelho que as utilizou para transmitir mensagens. Guglielmo Marconi, inventor italiano, enviou mais tarde uma mensagem sem necessidade de fios a um colaborador que se encontrava a um quilómetro de distância em 1895 – seis anos depois, já conseguia comunicar sobre o Atlântico com os EUA.
Não demorou até que se entendesse o potencial desta nova tecnologia, com o início do século XX a abrir portas a aplicações científicas e tentativas de unir o mundo através da comunicação. Em 1920, foi lançado no mercado o primeiro aparelho de rádio e desde então, a presença deste meio de difusão é um conforto na vida dos cidadãos. Seja através de encarnações mais modernas, via online (ainda se lembra da Cotonete?) ou podcast, ou mantendo a telefonia sem fios, trazendo vozes familiares, música e informações a quem vive mais isolado, longe das cidades, a rádio merece destaque e celebração.
Recordamos aqui a história da rádio em Portugal, em factos, curiosidades e protagonistas.
1. Os primórdios
Se Hertz, o cientista, desbravou o terreno para o surgimento deste meio de comunicação, foi Hertz, a rádio, que a estreou no nosso país. Fernando Gardelho Medeiros, um amador e amante das ondas hertzianas, transmitiu do seu quarto em 1914 esta rádio pirata antes de estas se tornarem populares nos anos 1980.
O alcance era reduzido: a Hertz chegava aos habitantes do bairro de Medeiros, em Lisboa, transmitindo palestras e música gravada. No entanto, o pioneiro da rádio em Portugal incentiva à criação de outras estações pessoais, muitas vezes a partir de quartos ou instalações improvisadas, e à compra do equipamento feita através de investimentos particulares – em Lisboa, a Rádio Aliança, no Campo de Santana, e a Rádio Lisboa, na rua Serpa Pinto; ou, já no Porto, a ORSEC.
A febre em torno deste meio de comunicação instala-se definitivamente no país. O governo de então, já republicano, começa a fazer experiências avaliando o uso das ondas de rádio para fins militares, lembrando até algumas tentativas do capitão Severo da Cunha, em 1901, com telegrafia sem fios de curto curso. No entanto, as ambições das Forças Armadas nacionais eram maiores em 1919, conseguindo enviar uma transmissão entre o posto da Marinha em Monsanto, Lisboa, e um navio, o Douro, localizado a 300 quilómetros de distância.
Uma série de estreias reforçam a carolice e a curiosidade dos radialistas nacionais: a fundação da Rádio Academia de Portugal, por José Celestino Soares, uma escola virada para os amantes do meio em 1923; e no ano seguinte, o lançamento da revista “TSF”, com todas as novidades tecnológicas e culturais sobre o assunto. Não tarda que se instale no Chiado, nesse mesmo ano, a primeira emissora regular que recebeu o nome de Rádio Pim. Com a divulgação de aparelhos receptores, a rádio começava a chegar a um número maior de ouvintes.
| Nas Ondas da Rádio - Exposição Temporária - Museu Virtual RTP - Venha visitar as exposições temáticas que preparámos para si. A entrada é livre. Clique na imagem. |
2. Radiodifusão
CT1AA é o nome técnico que marca uma mudança nos hábitos radialistas nacionais. É a designação de um emissor, comprado por um empresário e industrial português, Abílio Nunes dos Santos, alguém que viria a tornar-se figura fundamental da rádio nacional.
Além dos seus negócios, Abílio era um entusiasta de qualquer coisa relacionada com mecânica e electricidade: chegou a participar em corridas automóveis e, com o seu dinheiro e o da família abastada, lança-se na brincadeira de criar uma estação de rádio. A Rádio 1AA foi a sua primeira experiência, um caso clássico de alguém rico num país pequeno a tentar imitar o que se fazia lá fora.
No ano seguinte, viria a mudar de nome para um mais acessível Rádio Portugal. O indicativo de emissor torna-se então no referido CT1AA e a abertura das emissões crepitou com a voz de Ercília Costa, considerada a primeira fadista portuguesa de nome internacional. A Rádio Portugal é essencialmente uma paixão de Nunes dos Santos, sem ganhar dinheiro com publicidade, apostado em ter sempre o melhor equipamento disponível e em chegar ao maior público possível.
Em 1926, este segundo objectivo é alcançado com a criação da Rádio Colonial, dirigida a todos os portugueses que estavam em África. O empresário cuidou também de criar uma variação nas emissões que trouxe aquilo que reconhecemos hoje na rádio actual: além de músicas e palestras que as rádios locais já transmitiam, os seus emissores passavam um noticiário diário, baseado na imprensa escrita da época, algumas peças de teatro radiofónico e até música ao vivo.
Se já referimos o golpe de conseguir Ercília Costa como voz de inauguração, seria uma falta imperdoável não referir as várias performances da Orquestra Aldrabófona, na altura famosa nas noites de Lisboa e agora disponível para todo o público nacional. À época, um jornal questionou Abílio Nunes dos Santos até quando pretendia estender a sua aventura radiofónica. Simplesmente respondeu que, quando passasse a existir uma estação oficial que fizesse aquilo que ele fazia com a sua rádio, encerraria a sua. E como veremos, cumpriu a promessa.
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| Abílio Nunes dos Santos e os seus assistentes. Fonte: Arquivo Nacional Torre do Tombo. |
3. O senhor extraterrestre
Enquanto as Forças Armadas testavam a nova tecnologia para comunicar com embarcações, um natural de São Bartolomeu de Messines, no Algarve, guardava ambições mais… inter-galácticas. Joaquim dos Reis Varela é hoje esquecido pelas páginas da memória, mas em 1914, os jornais apelidaram-no como o português que falava com extraterrestres. Antecipando em muito algumas febres que hoje correm televisão e Internet, Varela desde muito cedo que se interessou pelo assunto da vida noutros planetas, principalmente quando lhe relataram a observação de certas luzes nos céus nocturnos do Algarve.
Sem grande educação formal, era um autodidacta, mas entusiasmado. A 20 de Dezembro de 1914, subindo ao Penedo Grande em Messines, usou um rádio para comunicar com os céus. Alguns amigos acompanharam-no e juraram que observaram então luzes verdes e azuis, segundo Varela provenientes de Urano e Mercúrio.
Nos anos seguintes, continuou a reafirmar os seus sucessos no falatório com extraterrestres, descrevendo culturas e linguagens, garantindo até que os mais inteligentes eram os marcianos. Com a sua aparelhagem de rádio, apontando às estrelas, Varela reuniu informação suficiente para escrever artigos de jornal e até livros sobre alienígenas e a possibilidade de uma fraternidade entre seres humanos e os irmãos astrais.
Claro está que foi constantemente ridicularizado, embora convidasse membros das academias científicas europeias para se juntarem ao seu esforço, avaliando a ciência das suas experiências. Morreu aos 39 anos, desiludido com a reacção dos seus contemporâneos, dos homens de saber à sua demanda, mas convencido de que fora o primeiro ser humano a estabelecer uma ligação com extraterrestres.
4. O Rádio Clube Português
Em 1928, nasce no concelho da Parede a Rádio Clube Costa do Sol, pelas mãos de Alberto Lima Bastos e do Major Jorge Botelho Moniz. Tendo sido um dos participantes do golpe do 28 de Maio de 1926, Moniz tinha ligações ao novo regime, que instalou uma ditadura militar em Portugal, e como tal, a sua rádio local, que só chegava a Lisboa (o seu lema, humorístico, era “Rádio do Estado Livre de Portugal e da Galiza”), foi crescendo de tal forma que o seu emissor começou a transmitir a nível nacional.
Nessa altura, em 1931, a emissora muda de nome para Rádio Clube Português (RCP). Ao longo da sua existência, e apesar de vários contratempos logísticos, esta rádio foi em simultâneo revolucionária e conservadora. A sua revolução veio na maneira como encarou o papel da radiofonia na vida dos ouvintes, oferecendo uma diversidade de programas de rádio: além do teatro radiofónico, a RCP acrescentou programas infantis (“O Senhor Doutor”), magazines culturais (“Serões de Arte”), música regular, conversas entre locutores e até transmissões desportivas, quando transmitiu, em 1933, um jogo entre a Académica e o União de Coimbra. Além disso, criou o hábito das novelas radiofónicas, com sucessos como o folhetim “Força do Destino”; programas humorísticos como o “Graça com Todos”, dos Parodiantes de Lisboa, ainda hoje detendo o recorde de programa mais longevo da rádio portuguesa; e iniciando a moda dos discos pedidos, com “Quando o telefone toca”.
O objectivo era o de entreter os ouvintes constantemente e manter até um espírito patriótico, de onde advinha o seu lado mais consevador. Botelho Moniz, com ligações excelentes com o Estado Novo e a União Nacional (úteis já que o Estado detinha o monopólio da comunicação), fez do seu órgão um baluarte do regime, com censura nos costumes e humor, notícias que faziam a propaganda do Estado Novo e também um serviço constante à distracção dos portugueses em relação aos seus problemas. Foi Botelho Moniz que, querendo ajudar o Estado a criar uma televisão, requereu licença estatal para instalar uma estação audiovisual, antecipando o que seria a RTP. Numa ironia, a estação de um grande entusiasta da ditadura seria central no início da Revolução do 25 de Abril, emitindo as senhas que congregaram os militares revoltosos e servindo de posto de comando durante a Revolução.
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| Salazar numa visita à Emissora Nacional. Fonte: Arquivo Nacional Torre do Tombo. |
5. A Emissora Nacional
Porém, o regime pretendia ter um órgão de comunicação próprio e assim, em 1935, nasceu a Emissora Nacional, numa iniciativa do engenheiro e estadista Duarte Pacheco. No ano seguinte, é lançada a Rádio Renascença; e fica assim completo o triângulo mágico de emissoras que marcarão o período da ditadura. Abílio Nunes dos Santos, como prometera, encerrou a sua rádio.
A Emissora Nacional toma a tarefa de desenvolver e controlar a cultura portuguesa. O seu primeiro director foi um militar, Henrique Galvão, e começou com duas emissões diárias: uma à hora de almoço e outra à hora do jantar. Muitas vezes, quem não tinha aparelhos, reunia-se em espaços públicos para escutar as emissões.
Indo ao encontro destes hábitos, e querendo que as suas emissões chegassem ao máximo de ouvintes, a Emissora Nacional promoveu a venda de receptores de rádio a baixo custo, instalando-se assim no máximo de casas nacionais. Esta rádio devia mostrar o grau de organização exemplar do Estado Novo e servir todos os seus habitantes, incluindo nas colónias e até em locais onde existissem grandes comunidades emigrantes portuguesas. A sua programação devia adequar-se a estes públicos: para as colónias, os noticiários eram sobre a realidade africana; nos EUA, por exemplo, focava-se em divulgação turística de Portugal em inglês.
Através de vários ideólogos do regime, com destaque para António Ferro, a Emissora Nacional tentava filtrar e modular os gostos nacionais, recorrendo a uma série de directivas que pretendiam criar um estilo português: a estação formava os seus próprios músicos, radialistas e cantores, que ajudava a promover nas suas ondas radiofónicas e emissões. Alguns dos seus programas mais emblemáticos mostram a toada conservadora: “Serão para Trabalhadores”, onde se divulgava o melhor da música ligeira nacional, a aceite pelo regime; “Retiro da Severa”, dedicado ao fado e firmando-o como banda sonora nacional; ou “Diário da Emissora Nacional”, programa informativo controlado pela Censura.
OS FIDALGOS - VILA FRANCA DE LAMPAÇAS - Família Carneiro Morais
Do exposto é lícito concluir que a capela seria construída pouco antes de 1684 (632). Ver Edral, pág. 224.
Há em Vila Franca de Lampaças um portal de granito, que dizem ter sido da casa do bispo do Porto, D. Gonçalo de Morais (ver Selores, pág. 454) e tem na padieira esta inscrição: 1691 ANOS – e por cima um escudo que parece constar de um castelo com uma flor-de-lis de cada lado(633).
João Baptista da Silva - Os Governadores Civis do Distrito de Bragança (1835-2011)
Advogado. Magistrado judicial.
Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra.
Vereador da Câmara Municipal de Mirandela. Administrador do concelho de Mirandela (1903). Governador civil de Angra do Heroísmo (1913-1914). Deputado (1915-1917, 1922-1925 e 1925-1926). Governador civil de Bragança (1921).
Natural da freguesia de Abambres, concelho de Mirandela.
Filho de Valentim Manuel da Silva e de Constança Felismina de Morais Silva.
Comendador da Ordem de Cristo (1924).
𝗘𝗻𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝗖𝗮𝗻𝘁𝗮𝗿𝗲𝘀 𝗲𝗺 𝗔𝗹𝗳𝗮̂𝗻𝗱𝗲𝗴𝗮 𝗱𝗮 𝗙𝗲́
No dia 18 de outubro, o Centro Cultural de Alfândega da Fé recebe um encontro dedicado à música e à tradição popular, com a participação dos grupos Cantares Terra Firme, Cantares de DouroEncanto e Cantares de Alfândega da Fé.
15h30
Uma tarde de música, tradição e partilha, onde a cultura popular ganha voz!
Duas mulheres feridas após serem colhidas por mota que se despistou
"O condutor não sofreu ferimentos mas a mota embateu em duas transeuntes, provocando fraturas nos membros inferiores", contou ao Mensageiro o segundo comandante dos bombeiros de Bragança, Paulo Ferro.
As duas vítimas são funcionárias de uma empresa de contabilidade ali próxima.
No local estiveram três ambulâncias dos bombeiros de Bragança e uma mota de socorro rápido.
Miranda do Douro: “Terra que Fala” até 31 de dezembro
A Bienal de Arte Contemporânea das Terras de Trás-os-Montes decorre em simultâneo, nos nove concelhos de: Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Vila Flor, Vimioso e Vinhais e conta com a participação de cerca de 160 artistas, 14 exposições e 13 espaços culturais.
“A iniciativa aposta na descentralização e no acesso à cultura, transformando a arte contemporânea num elo de ligação e coesão territorial”, indica a CIM-TTM.
Na cidade de Miranda do Douro, a Bienal conta com a direção artística de Inês Falcão e curadoria de Domingos Loureiro e apresenta duas exposições com o título “Terra que Fala”, patentes na Biblioteca Municipal António Maria Mourinho e na antiga Cadeia de Miranda do Douro.
As exposições reúnem obras dos artistas, portugueses e espanhóis: Alba Cortes, Álvaro Domingues, Balbina Mendes, José Maria Lillo, José Naranjo Ferrari, Luís Fortunado Lima, Maria Cruz, Maria Regina Ramos, Teresa Almeida e João Paulo Meirinhos.
“Apresentada no âmbito da Bienal de Arte Contemporânea das Terras de Trás-os-Montes, a exposição Terra que fala, procura estabelecer um diálogo entre diferentes formas de olhar, habitar e representar a terra, indicando o planalto mirandês como lugar de encontro de culturas e linguagens”, explicam.
Segundo o município de Miranda do Douro, as exposições são complementadas com atividades educativas, visitas orientadas, conversas e oficinas, de modo a envolver a participação ativa da comunidade local e dos visitantes.
APCOI DESAFIA AUTARQUIAS DE BRAGANÇA A ADERIREM AO PROJETO HERÓIS DA FRUTA
A iniciativa pretende promover hábitos alimentares saudáveis entre as crianças e reforçar o papel das comunidades locais na prevenção da obesidade infantil.
Segundo os dados divulgados pela associação, uma em cada três crianças em Portugal vive com excesso de peso ou obesidade e cerca de 70% não consome fruta e vegetais em quantidade suficiente diariamente. O programa já chegou a um milhão de alunos da educação pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico.
A adesão das autarquias é gratuita e permite convidar as escolas do respetivo território a participar, divulgar o desafio junto da comunidade e acompanhar as inscrições através de uma área reservada. As escolas também podem inscrever gratuitamente as suas turmas até 31 de outubro.
A APCOI destaca ainda os resultados de um projeto-piloto desenvolvido na freguesia da Ajuda, em Lisboa, no passado ano letivo. Segundo a associação, 90% das escolas aderiram à iniciativa, face a 7% a nível nacional, e 87% das crianças participantes provaram novas frutas ou vegetais durante o projeto, comparativamente a 54% na edição nacional.
A iniciativa pretende alargar este modelo a mais territórios, envolvendo autarquias, escolas e famílias na promoção de uma alimentação equilibrada desde a infância.
CARRAZEDA DE ANSIÃES PROMOVE OFICINA DE IDENTIFICAÇÃO E RECOLHA DE COGUMELOS SILVESTRES
A atividade pretende aproximar os participantes da natureza e dar a conhecer a biologia dos cogumelos, as espécies existentes e as boas práticas de colheita.
A iniciativa tem início às 8h00, no Centro de Inovação Tecnológico Inovarural de Carrazeda de Ansiães (CITICA), seguindo-se, às 8h30, a passagem pelo Museu da Memória Rural. A oficina inclui atividades no terreno, permitindo aos participantes aprofundar conhecimentos sobre a identificação de espécies e a recolha responsável de cogumelos silvestres.
A participação está limitada a 40 pessoas, com inscrições abertas até 12 de novembro. O valor é de 15 euros e inclui seguro, transporte, pequeno-almoço, almoço e kit de participante.
Os interessados podem inscrever-se online ou presencialmente na Loja Interativa de Turismo (LIT).
A organização recomenda que os participantes levem roupa e calçado adequados para caminhadas no campo, bem como um cesto de vime ou semelhante para a recolha dos exemplares.
MIRANDA DO DOURO DISTINGUIDA COM SELO DE QUALIDADE EXEMPLAR DA ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO
A cerimónia decorreu no âmbito do SENAG 2026 – Seminário Nacional de Águas Residuais, organizado pela Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas (APDA). O Município de Miranda do Douro esteve representado pela presidente da Câmara Municipal, Helena Barril.
A atribuição do selo reconhece o cumprimento dos requisitos definidos para garantir a qualidade e a segurança da água distribuída à população, destacando a importância do controlo e da monitorização regulares do abastecimento público.
A distinção valoriza também o trabalho dos profissionais dos serviços municipais responsáveis pelo acompanhamento do sistema de abastecimento e pela garantia das condições de qualidade da água fornecida à população.
PJ detém jovem de 22 anos suspeito de abuso sexual de menor
Segundo um comunicado da PJ, a investigação teve início na passada quarta-feira, dia 14 de outubro, após uma comunicação feita pela escola frequentada pela vítima às autoridades policiais locais.
Os elementos recolhidos apontam para a alegada prática de atos sexuais, que terão ocorrido na residência do suspeito.
O detido será presente a primeiro interrogatório judicial, para aplicação das medidas de coação consideradas adequadas.
A investigação prossegue sob a direção do Ministério Público.
Bia Maria apresenta “Qualquer Um Pode Cantar” no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros
O espetáculo será dedicado à apresentação de “Qualquer Um Pode Cantar”, o primeiro álbum da artista, lançado no final de 2024.
A música de Bia Maria cruza influências do fado, da música tradicional portuguesa, do canto popular, da pop e da bossa nova.
As canções abordam experiências pessoais, emoções e histórias do quotidiano, valorizando a língua portuguesa e a voz enquanto formas de expressão e partilha.
A artista começou a editar os primeiros trabalhos discográficos em 2019 e tem passado por várias salas de espetáculos e festivais nacionais, afirmando-se no panorama da nova música portuguesa.
Sindicato propõe ambulância do INEM em Lodões para compensar alteração da SIV de Mirandela
A proposta consta de uma comunicação do presidente do sindicato ao presidente do INEM, na qual a estrutura defende que qualquer alteração deste tipo deve ser acompanhada pela entrada em funcionamento de uma ambulância, para assegurar que não se perde capacidade de transportar doentes.
Segundo o STEPH, a localização em Lodões permitiria colocar o novo meio “a escassos minutos de 6 concelhos diferentes”, no sul do distrito de Bragança, numa área que o sindicato identifica como desprovida de meios de emergência médica próprios do INEM.
Para fundamentar a proposta, a organização aponta um aumento da sinistralidade com feridos graves na região e recorda o acidente ocorrido esta semana no IC5, que provocou a morte de um jovem de 19 anos, filho da vice-presidente da Câmara de Vila Flor.
“Pelo levantamento realizado pelo STEPH, entendemos existirem hoje condições para abertura de uma Ambulância de Emergência Médica no norte do país”, sustenta o sindicato, defendendo que esse recurso seja instalado em Lodões e tripulado por técnicos de emergência pré-hospitalar.
Para assegurar os recursos humanos, a estrutura propõe que sejam considerados os 14 técnicos de Trás-os-Montes e Douro que, segundo a comunicação, se deslocam várias vezes por mês ao Porto para realizar turnos noutros serviços e meios do INEM. O sindicato considera esta opção de gestão “injustificável” e defende o aproveitamento destes profissionais na nova ambulância.
A proposta implicaria uma alteração na distribuição dos meios: Mirandela passaria a dispor de uma viatura ligeira SIV, enquanto a capacidade de transporte prevista como compensação ficaria instalada em Lodões. As duas tipologias têm equipas distintas: segundo o INEM, uma SIV integra um enfermeiro e um técnico de emergência pré-hospitalar, enquanto uma Ambulância de Emergência Médica é tripulada por dois técnicos.
A iniciativa enquadra-se num projeto-piloto que, de acordo com o STEPH, foi acordado nas negociações com o instituto e prevê a substituição de dez ambulâncias SIV por viaturas ligeiras. O sindicato sustenta que a compensação deve ser assegurada por cinco Ambulâncias de Emergência Médica próprias do INEM e por outras cinco através de protocolos com entidades parceiras, em Postos de Emergência Médica.
“A eventual transformação no imediato de Ambulâncias SIV em carros deve garantir, em simultâneo, a abertura de uma ambulância de forma a garantir que não se perde a capacidade de transportar doentes”, sublinha a estrutura.
Além de Mirandela, o sindicato sugere que o projeto avance em Melgaço, Vila Real de Santo António, Seia e Montalegre, nestes casos com a abertura de Postos de Emergência Médica assegurados por parceiros.
Sobre Melgaço, o STEPH refere que não se opôs à alteração imediata prevista para 13 de outubro, por o presidente do INEM se ter comprometido a desencadear um protocolo com os bombeiros voluntários locais. Na mesma comunicação, solicita esclarecimentos sobre o andamento desse processo.
O sindicato atribui ainda a atual escassez de ambulâncias de reserva sobretudo à falta de autorização para reparar “várias dezenas de ambulâncias” que, afirma, se encontram em oficinas. A comunicação surge num contexto em que é apontada a previsão de entrega de algumas viaturas ligeiras na semana seguinte e de ambulâncias em novembro.
Pai e filha já foram encontrados pela GNR
De acordo com o que foi possível apurar junto de fonte policial, o homem, com cerca de 30 anos, morava em Macedo de Cavaleiros com a filha depois de se ter separado da mulher, de nacionalidade espanhola e da mesma etnia.
Esta quinta-feira, familiares da ex-mulher, oriundos de Espanha, dirigiram-se a casa do homem para levarem a criança.
Foi na sequência dessa tentativa de levar a criança que se desencadeou a perseguição pela autoestrada envolvendo também familiares da ex-mulher.
A perseguição culminou no acidente envolvendo três viaturas junto ao nó da Seara, à chegada a Bragança.
Depois de agressões, o homem conseguiu fugir com a filha, de três anos, tendo sido encontrado pela GNR entre as quintas da Seara e a cidade.
"Estão ambos bem de saúde", adiantou ao Mensageiro a mesma fonte policial.
A investigação está a cargo da Polícia Judiciária.
Sismo de magnitude 4,2 sentido em Bragança teve epicentro em Espanha
De acordo com a informação atualizada pelo instituto, o sismo foi sentido com intensidade máxima de II-III na escala de Mercalli modificada na região a nordeste de Bragança. Até à divulgação desse comunicado, não havia registo de danos pessoais ou materiais.
Numa primeira informação, o IPMA tinha indicado que ainda não recebera confirmação de que o abalo tivesse sido sentido pela população. A atualização posterior veio confirmar os efeitos em território português.
O sismo foi registado pelas estações da Rede Sísmica do Continente. O IPMA ressalva que as determinações preliminares podem ser corrigidas à medida que é integrada mais informação e que serão emitidos novos comunicados caso a situação o justifique.
Ao Mensageiro chegaram vários relatos de quem sentiu o abalo em Bragança, Macedo de Cavaleiros ou Chaves.
Dia Mundial da Alimentação - 16 de Outubro
O Dia Mundial da Alimentação, celebrado a 16 de outubro, é uma das mais importantes efemérides internacionais dedicadas à reflexão sobre a alimentação, a segurança alimentar e a luta contra a fome no mundo. Esta data tem como principal objetivo sensibilizar governos, instituições e cidadãos para a necessidade de garantir o acesso universal a alimentos nutritivos, seguros e suficientes.
A origem desta comemoração remonta a 1945, ano em que foi fundada a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Quebec, no contexto do pós-Segunda Guerra Mundial. O mundo enfrentava então enormes desafios relacionados com a escassez de alimentos, a destruição de infraestruturas agrícolas e a necessidade urgente de reconstrução económica e social. A criação da FAO representou um esforço internacional coordenado para combater a fome e promover o desenvolvimento agrícola sustentável.
No entanto, o Dia Mundial da Alimentação só foi oficialmente instituído em 1979, durante a Conferência da FAO, como forma de assinalar o aniversário da organização. Desde então, a data passou a ser celebrada em mais de 150 países, tornando-se uma plataforma global de mobilização e consciencialização.
Historicamente, a questão da alimentação sempre esteve no centro das grandes transformações da humanidade. Desde a Revolução Neolítica, quando o ser humano passou de caçador-recoletor a agricultor, até à Revolução Industrial, que trouxe profundas mudanças na produção e distribuição de alimentos, a forma como nos alimentamos moldou sociedades, economias e culturas.
No século XX, avanços científicos e tecnológicos, como a mecanização agrícola, o uso de fertilizantes e a chamada “Revolução Verde”, permitiram aumentar significativamente a produção de alimentos. No entanto, estes progressos não eliminaram a fome. Pelo contrário, evidenciaram desigualdades profundas na distribuição de recursos. Enquanto algumas regiões enfrentam excesso e desperdício alimentar, outras continuam a sofrer com a subnutrição e a insegurança alimentar.
O Dia Mundial da Alimentação surge, assim, como um momento de reflexão sobre estas desigualdades e sobre a necessidade de sistemas alimentares mais justos, inclusivos e sustentáveis. A FAO define segurança alimentar como a situação em que todas as pessoas, em todos os momentos, têm acesso físico e económico a alimentos suficientes, seguros e nutritivos para satisfazer as suas necessidades e preferências alimentares.
Ao longo dos anos, cada celebração tem sido orientada por temas específicos, como a agricultura sustentável, a biodiversidade, as alterações climáticas, o desperdício alimentar ou o papel dos pequenos agricultores. Estes temas refletem os desafios contemporâneos, num mundo onde a população continua a crescer e os recursos naturais enfrentam uma pressão cada vez maior.
As alterações climáticas, por exemplo, têm um impacto direto na produção agrícola, afetando colheitas, disponibilidade de água e condições de cultivo. Ao mesmo tempo, conflitos armados, crises económicas e desigualdades sociais continuam a agravar a insegurança alimentar em várias regiões do mundo.
Por outro lado, o Dia Mundial da Alimentação também destaca a importância das escolhas individuais. A forma como consumimos alimentos, privilegiando produtos locais, reduzindo o desperdício e adotando hábitos saudáveis, pode contribuir significativamente para um sistema alimentar mais sustentável.
Mais do que uma data simbólica, o 16 de outubro é um apelo à ação coletiva. Recorda-nos que a alimentação é um direito humano fundamental e que garantir esse direito exige cooperação global, políticas eficazes e consciência social.
Em última análise, o Dia Mundial da Alimentação celebra não apenas a comida, mas tudo o que ela representa: vida, cultura, partilha e sobrevivência. É um convite a repensar a nossa relação com os alimentos e a trabalhar por um futuro onde ninguém passe fome e todos tenham acesso a uma alimentação digna e equilibrada.
Texto e Imagem: HM - com IA e IN
quinta-feira, 15 de outubro de 2026
𝐄𝐱𝐩𝐨𝐬𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨: “𝐁𝐑𝐀𝐆𝐀𝐍𝐂̧𝐀 𝐕𝐎𝐓𝐀: 𝐌𝐞𝐦𝐨́𝐫𝐢𝐚, 𝐓𝐞𝐫𝐫𝐢𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐨 𝐞 𝐃𝐞𝐦𝐨𝐜𝐫𝐚𝐜𝐢𝐚 (𝟏𝟗𝟕𝟔-𝟐𝟎𝟐𝟔)”
A iniciativa integra o programa municipal “Bragança: 50 Anos de Poder Local. 50 Anos de Futuro”, dedicado à evocação das primeiras eleições autárquicas democráticas, ao percurso do concelho desde 1976 e à participação das populações na construção da democracia local.
Mais informações AQUI.



































