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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Finais de 70 - Rebeldia Estilo e Novos Sons na Juventude Portuguesa


 Nos finais dos anos 70, Portugal vivia com uma revolução recente, daquelas que não terminam no dia em que são proclamadas, mas que continuam a respirar no quotidiano das pessoas. As paredes ainda guardavam as memórias do antes e do depois, e nas ruas sentia-se essa sensação e pressão bonita, quase saudável, entre o que tinha sido e o que estava a nascer. A liberdade, conquistada poucos anos antes, ainda era jovem, quase experimental, e por isso mesmo vivida com muita intensidade.

A juventude desse tempo crescia nesse intervalo curioso entre o sonho e a realidade. Não havia respostas prontas, nem caminhos definidos. Havia perguntas, muitas perguntas. E havia sobretudo vontade de ser diferente. Ser jovem em Portugal nesses anos era sentir que o mundo estava a abrir-se, mesmo que ainda com hesitações e muitas dúvidas, mesmo que ainda com as sombras do passado. Era um país em transformação, e os jovens estavam no centro dessa metamorfose, sem sequer saberem que fariam parte dela.

Foi nesse cenário que começaram a entrar, vindos de fora, os sons do punk e do new wave. Primeiro chegaram de forma tímida, em discos trazidos de Londres ou Paris, em emissões de rádio apanhadas entre interferências, em capas de revistas gastas pelo tempo e pela curiosidade. Depois tornaram-se mais claros, mais presentes, mais impossíveis de ignorar. Os Sex Pistols, os The Clash, os The Ramones, eram uma espécie de explosão cultural que dizia, sem pedir licença, que tudo podia ser questionado.

Para pequenos grupos de jovens em Lisboa e no Porto, essa música foi um choque elétrico. Havia nela uma urgência, uma raiva, uma liberdade crua que parecia falar diretamente com o vazio e as inquietações de quem crescia num país em reconstrução. O punk era uma atitude diante da vida. Era a recusa da boca fechada. Era a vontade de gritar, mesmo sem microfone, mesmo sem palco. Era a ideia de que qualquer pessoa podia fazer música, podia criar, podia romper com o que vinha antes.

E com a música veio inevitavelmente a imagem.

As ruas começaram a mudar de forma subtil, quase impercetível para alguns, mas profundamente significativa para quem sabia olhar. Surgiram t-shirts com frases provocadoras, palavras políticas ou simples gestos de irreverência. As calças tornaram-se mais justas, os casacos de cabedal ganharam cicatrizes de uso, e os cabelos deixaram de obedecer às normas discretas de outrora. Em certos círculos mais ousados, surgiam cores, cortes irregulares, identidades visuais que desafiavam qualquer tentativa de enquadramento.

Não era só moda. Era linguagem. Era um modo de dizer “estamos aqui” sem precisar de explicações. Numa sociedade que ainda guardava resquícios de conservadorismo recente, essa afirmação visual era, por si só, um ato de coragem. Havia choque, sem dúvida. Havia incompreensão. Mas havia também fascínio. E, sobretudo, havia mudança.

Mas Portugal nunca foi um país de uma só voz.

Enquanto nas cidades se experimentava essa energia urbana, elétrica e contestatária, fora dos grandes centros, como em Bragança, a vida seguia outros ritmos. Nas aldeias, vilas e pequenas cidades, continuava viva a música de baile, as orquestras, as bandas e conjuntos musicais, os serões que enchiam salões, largos e pavilhões durante as festas de verão. Aí, a juventude encontrava outra forma de liberdade, não na rutura, mas na convivência, não no choque, mas na dança e no convívio.

O baile era o encontro, era a comunidade, era a continuidade. Os passos repetidos e as melodias conhecidas, havia risos, histórias e estórias e uma forma muito própria de celebrar a vida. Não era menos moderno, nem menos significativo. Era simplesmente outra expressão do mesmo desejo humano de pertença e alegria.

Lado a lado, coexistiam dois mundos. O da rebeldia urbana e o da tradição popular. O do grito e o do abraço. O da guitarra distorcida e o do acordeão, do bombo, da pandeireta ou da gaita-de-foles. Portugal tornava-se, sem o saber, um mosaico cultural em expansão, onde cada jovem encontrava o seu próprio lugar dentro dessa diversidade.

No meio de tudo isto, vulgarizou-se um pequeno objeto que mudaria a forma como a música era vivida. A cassete áudio começou a tornar-se popular e acessível.

Simples, portátil, quase frágil, mas incrivelmente poderosa. A cassete tornou-se um símbolo de liberdade quotidiana. Permitia gravar, copiar, partilhar. Permitia construir mundos sonoros pessoais, feitos de fragmentos de rádio, de discos emprestados, de gravações improvisadas. Era tecnologia, mas era também intimidade. O Oceano Pacífico… os da minha geração nunca esquecerão esse programa da nossa rádio.

Trocar cassetes tornou-se um ritual. Um gesto de amizade, de confiança, de descoberta. Havia sempre alguém com uma seleção nova, uma mistura inesperada, uma sequência de músicas que dizia alguma coisa sobre quem a tinha feito. As fitas passavam de mão em mão, com capas desenhadas à pressa, etiquetas escritas com caneta ou borrona, títulos inventados no momento. Dentro delas cabia todo o universo.

E talvez seja isso que torna esses anos tão difíceis de esquecer.

Os finais dos anos 70 foram um tempo de dualidades, sim, mas também de possibilidades infinitas. Entre o velho e o novo, entre o baile e o punk, entre o coletivo e o individual, Portugal aprendia a reinventar-se. E a juventude, sem manuais nem certezas, ia construindo o seu próprio caminho, fita a fita, acorde a acorde, passo a passo.

Hoje, quando me recordo desse tempo, penso que ser jovem, naquele momento, era participar num país inteiro a descobrir-se a si próprio.

Fiz a minha parte no nosso pequeno mundo, sem cabelo encristado,… e não me arrependo de nada.

HM
6 de Maio de 2026

A música tradicional sobe ao palco da 𝐀𝐆𝐑𝐈𝐍𝐎𝐑𝐃𝐄𝐒𝐓𝐄 com os 𝐎𝐝𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐌𝐚𝐫𝐢𝐚.

 No dia 𝟎𝟗 𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐢𝐨, pelas 𝟐𝟏𝐡𝟑𝟎, o Parque Municipal de Exposições, a banda traz consigo um vasto repertório original inspirado nas raízes celtas e na sonoridade tradicional portuguesa.
Os 𝐎𝐝𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐌𝐚𝐫𝐢𝐚 prometem um concerto cheio de identidade, emoção e ligação às nossas tradições.

 𝐔𝐦𝐚 𝐧𝐨𝐢𝐭𝐞 𝐝𝐞 𝐦𝐮́𝐬𝐢𝐜𝐚, 𝐜𝐮𝐥𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐞 𝐜𝐞𝐥𝐞𝐛𝐫𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐚𝐬 𝐫𝐚𝐢́𝐳𝐞𝐬 𝐝𝐨 𝐧𝐨𝐬𝐬𝐨 𝐭𝐞𝐫𝐫𝐢𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐨.

𝟒𝟖𝟏º 𝐀𝐧𝐢𝐯𝐞𝐫𝐬𝐚́𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐚 𝐄𝐥𝐞𝐯𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐌𝐢𝐫𝐚𝐧𝐝𝐚 𝐚 𝐃𝐢𝐨𝐜𝐞𝐬𝐞

 O Município de Miranda do Douro, em parceria com as Unidades Pastorais de Santa Maria Maior, Santíssima Trindade e Nossa Senhora da Visitação, convida toda a comunidade e visitantes para as celebrações do 481º Aniversário da Elevação de Miranda a Diocese.
As comemorações decorrerão entre os dias 22 e 24 de maio de 2026, com um programa que alia a solenidade religiosa à tradição cultural mirandesa.

𝐃𝐞𝐬𝐭𝐚𝐪𝐮𝐞𝐬 𝐝𝐨 𝐏𝐫𝐨𝐠𝐫𝐚𝐦𝐚:

𝟐𝟐 𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐢𝐨: Concerto Intergeracional na Catedral (21h30)

𝟐𝟑 𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐢𝐨: Arruada com Pauliteiros de Miranda, passeios de comboio turístico e Concerto na Catedral com o grupo "Hardança" (21h30)

𝟐𝟒 𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐢𝐨: O dia principal inicia com o repique de sinos em todo o concelho, seguido de desfile de estandartes, celebração da Eucaristia, procissão e o almoço comemorativo.

BALDIOS: FEDERAÇÃO ALERTA PARA “CHEQUE EM BRANCO AO ESTADO” EM NOVO MODELO DE GESTÃO

 A Federação Nacional dos Baldios (Baladi) criticou esta terça-feira a proposta de acordo apresentada pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, classificando-a como um “cheque em branco ao Estado” que poderá comprometer a autonomia das comunidades locais na gestão dos baldios.


Em conferência de imprensa realizada em Vila Real, o presidente da direção da federação, José Castro, afirmou que o documento vai muito além de um simples apoio técnico, representando, na prática, uma “gestão unilateral” por parte do Estado.

O atual regime de cogestão entre o ICNF e as comunidades locais terminou a 24 de janeiro de 2026, assinalando 50 anos desde a criação do enquadramento legal dos baldios. Desde então, as comunidades retomaram a gestão autónoma destes territórios, estando agora em cima da mesa uma nova proposta de delegação de competências.

Segundo a Baladi, o acordo prevê que, ao assiná-lo, as assembleias de compartes e os conselhos diretivos deixem de ter poder de decisão sobre a exploração dos recursos dos baldios durante um período que pode ir até 30 anos, prorrogável. “As populações ficam completamente arredadas do tipo de gestão que pode ser feito sobre o seu baldio”, sublinhou José Castro.

Outro dos pontos críticos apontados prende-se com a componente financeira: o ICNF propõe ser compensado com 40% das receitas geradas, nomeadamente da exploração de madeira e outros recursos naturais, o que, na ótica da federação, levanta dúvidas sobre o equilíbrio do modelo.

A Baladi reconhece que muitas comunidades enfrentam dificuldades estruturais, desde a escassez de apoio técnico à crescente complexidade burocrática, mas alerta para os riscos de soluções que aparentam ser mais fáceis. Além do acordo com o ICNF, algumas comunidades têm recebido propostas de empresas privadas, que prometem elevados retornos financeiros, cenário que a federação diz dever ser analisado “com grande cautela”.

“O falso dilema é perigoso: ou os baldios ficam expostos a interesses financeiros ou entregam a sua administração ao Estado. Rejeitamos essa escolha”, frisou a organização.

A federação levanta ainda questões jurídicas e de transparência, argumentando que o ICNF, enquanto autoridade nacional em matérias florestais, poderá acumular o papel de regulador e gestor, criando desigualdades entre comunidades que aceitem ou rejeitem o acordo.

Sem ter sido envolvida no processo, a Baladi solicitou audiências ao ICNF e ao Governo, nomeadamente ao secretário de Estado das Florestas, e garante estar a preparar alternativas que assegurem que o poder de decisão permanece nas comunidades locais.

De acordo com dados citados pela federação, Portugal possui cerca de 550 mil hectares de baldios, um património coletivo cuja gestão continua a gerar debate cinco décadas após a sua consagração legal.

A Redação com Lusa
Foto: DR

GNR ATIVA PRIMEIROS POSTOS DE VIGIA NO DISTRITO DE BRAGANÇA NO ÂMBITO DA CAMPANHA FLORESTA SEGURA 2026

 O Comando Territorial de Bragança da GNR deu início, no passado dia 4 de maio, à ativação dos primeiros cinco postos de vigia no distrito, no âmbito da Campanha Floresta Segura 2026. A medida abrange, nesta fase inicial, os concelhos de Bragança, Macedo de Cavaleiros, Torre de Moncorvo, Vimioso e Vinhais, marcando o arranque do dispositivo de prevenção e vigilância contra incêndios rurais.


A apresentação oficial dos operadores responsáveis por estes postos decorreu nas instalações do Comando Territorial da GNR de Bragança, numa sessão que assinalou o reforço da capacidade de deteção precoce de incêndios numa altura em que se aproxima o período de maior risco.

Integrados na rede primária de vigilância, os postos agora ativados desempenham um papel crucial na identificação imediata de potenciais focos de incêndio. A sua missão passa não só pela observação permanente das áreas florestais, mas também pela rápida comunicação de ocorrências às entidades competentes, permitindo uma resposta mais célere e eficaz no terreno.

Este dispositivo articula-se ainda com as Equipas de Manutenção e Exploração de Informação Florestal, reforçando a coordenação entre os vários agentes de proteção civil. O objetivo é claro: antecipar riscos, reduzir o tempo de resposta e, em última instância, minimizar os impactos dos incêndios rurais no território.

A GNR sublinha que a colaboração da população continua a ser fundamental, apelando à adoção de comportamentos responsáveis durante os meses mais críticos, de forma a prevenir ignições e proteger a floresta.

Maria Inês Pereira
Foto: DR

GNR REFORÇA AÇÕES DE SENSIBILIZAÇÃO RODOVIÁRIA JUNTO DOS MAIS NOVOS NO DISTRITO DE BRAGANÇA

 O Comando Territorial de Bragança da GNR, através das Secções de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário (SPCPC), tem vindo a dinamizar diversas ações de sensibilização no âmbito da segurança rodoviária, dirigidas a alunos do ensino pré-escolar e do 1.º Ciclo.


As iniciativas têm decorrido nos vários agrupamentos de escolas do distrito, com o objetivo de promover comportamentos seguros desde a infância, contribuindo para a formação de futuros peões e condutores mais conscientes e responsáveis.

Durante as sessões, os militares abordam temas essenciais como a correta utilização das passadeiras, a importância do uso do cinto de segurança e dos sistemas de retenção para crianças, bem como regras básicas de circulação rodoviária. As ações são adaptadas à faixa etária dos participantes, privilegiando uma abordagem pedagógica e interativa.

Com esta estratégia de proximidade, a GNR pretende reforçar a prevenção de acidentes rodoviários, apostando na educação como ferramenta fundamental para a redução da sinistralidade e para a promoção de uma cultura de segurança nas estradas.

Maria Inês Pereira
Foto: DR

ACADEMIA SÉNIOR DE CARRAZEDA DE ANSIÃES REFORÇA LAÇOS EM INTERCÂMBIO

 A Academia Sénior de Carrazeda de Ansiães participou recentemente num intercâmbio com a Universidade de Celorico de Basto, numa iniciativa marcada pelo convívio, partilha de experiências e enriquecimento cultural.


A deslocação, realizada a convite da instituição anfitriã, reuniu participantes num ambiente de forte espírito de grupo, promovendo o contacto entre comunidades e incentivando a aprendizagem ao longo da vida. Ao longo da visita, os elementos da comitiva tiveram a oportunidade de conhecer diversos pontos de interesse do concelho de Celorico de Basto, explorando o património local e aprofundando conhecimentos sobre a região.

Mais do que uma simples visita, o encontro destacou-se pelo dinamismo das atividades e pela troca de vivências entre os participantes, contribuindo para o fortalecimento de relações interpessoais e institucionais.

A receção calorosa por parte da entidade anfitriã foi amplamente reconhecida pelos visitantes, que sublinharam o impacto positivo da experiência, quer ao nível pessoal, quer coletivo. Este tipo de iniciativas continua a afirmar-se como fundamental na promoção do envelhecimento ativo e na valorização do papel das academias seniores na sociedade.

Maria Inês Pereira
Foto: DR

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E AVIFAUNA EM DESTAQUE NO FESTIVAL DO CHASCO-PRETO EM CARRAZEDA DE ANSIÃES

 Carrazeda de Ansiães foi palco de uma iniciativa de educação ambiental e preservação da natureza, no âmbito do Festival do Chasco-preto. A ação envolveu alunos do Agrupamento de Escolas local, numa atividade prática dedicada ao estudo da avifauna da região.


Ao longo da actividade, os estudantes participaram em diversas acções de campo que permitiram um contacto directo com várias espécies de aves, destacando-se a observação do chasco-preto, do chasco-ruivo, do melro azul e ainda do britango, uma espécie considerada mais rara na região. A iniciativa procurou reforçar o conhecimento sobre a biodiversidade local e sensibilizar para a importância da sua conservação.

Para além da componente de observação, os alunos integraram oficinas práticas onde procederam à construção de comedouros e bebedouros, estruturas destinadas a apoiar a alimentação e hidratação das aves em meio natural. Estas actividades permitiram também desenvolver competências manuais e reforçar o trabalho em equipa.

O programa incluiu ainda a monitorização das caixas-ninho anteriormente construídas pelos próprios alunos no ano lectivo transacto, num exercício de continuidade e acompanhamento do impacto das suas acções no terreno.

A iniciativa sublinha a importância da educação ambiental desde cedo, promovendo uma maior consciência ecológica e o envolvimento activo das novas gerações na protecção do património natural.

Em jeito de balanço, a organização destacou o empenho dos alunos e o contributo fundamental destas actividades para a preservação das espécies locais, reforçando a ideia de que conhecer a natureza é o primeiro passo para a proteger.

Maria Inês Pereira
Foto: DR

BIBLIOTECA MUNICIPAL DE MIRANDA DO DOURO RECEBEU APRESENTAÇÃO DO LIVRO “ECONOMIA CRIATIVA E TERRITÓRIOS INTELIGENTES”

 A Biblioteca Municipal de Miranda do Douro acolheu, no passado sábado, 2 de maio, a apresentação do livro “Economia Criativa e Territórios Inteligentes”, da autoria de António Covas.


A sessão contou com a presença do vice-presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Nuno Rodrigues, sublinhando a importância da iniciativa para a promoção do debate em torno do desenvolvimento territorial e das dinâmicas de inovação associadas à economia criativa.

O encontro reuniu leitores e interessados, num momento de partilha de ideias e reflexão sobre os desafios e oportunidades dos territórios inteligentes, num contexto de crescente valorização do conhecimento e da criatividade como motores de desenvolvimento local.

Maria Inês Pereira
Foto: DR

VINHAIS AVANÇA COM 100 LARGADAS DE PARASITÓIDES PARA COMBATER PRAGA DO CASTANHEIRO

 O Município de Vinhais iniciou uma operação de controlo biológico da vespa-das-galhas-do-castanheiro, considerada uma das principais pragas dos soutos da região.


A iniciativa, promovida pela autarquia e executada pela associação Arbórea, prevê a realização de cerca de 100 largadas de parasitóides ao longo do mês de maio, em vários pontos críticos do concelho.

Considerado um dos principais territórios produtores de castanha em Portugal, Vinhais aposta, desta forma, numa estratégia sustentável para reduzir o impacto da praga, que compromete a produtividade dos soutos e a vitalidade dos castanheiros.

As ações no terreno prosseguem no dia 7 de maio, com intervenções previstas em várias localidades, entre as quais Celas, Mós de Celas, Negreda, Melhe, Edrosa, Penhas Juntas, Eiras Maiores, Falgueiras, Vilar dos Peregrinos, Gestosa, Passos de Lomba, Edroso, Quirás, Vilarinho de Lomba, Contim, Seixas, Tuizelo, Salgueiros e Lagarelhos.

Com esta operação, o município reforça o compromisso com a proteção da fileira da castanha, apostando em soluções sustentáveis para salvaguardar um dos principais recursos económicos do concelho.

Maria Inês Pereira
Foto: DR

Feira do Cebolo regressa a Grijó para valorizar produto local e dinamizar a comunidade

 A freguesia de Grijó, no concelho de Macedo de Cavaleiros, recebe este fim de semana a quarta edição da Feira do Cebolo, um evento que pretende afirmar um dos produtos mais identitários da região e dinamizar a vida económica e social da aldeia.


Ao longo de dois dias, o certame vai reunir produtores locais, animação cultural e momentos de convívio, numa iniciativa promovida pela junta de freguesia. Entre os destaques estão atuações de fado, grupos de bombos, animação musical e um almoço comunitário organizado pela Associação dos Amigos de Grijó.

Segundo o presidente da junta, Acácio Morais, a feira tem vindo a crescer de edição para edição, com mais expositores e novas atrações, reforçando o seu papel na valorização do território:

Este ano, a organização conta com cerca de duas dezenas de expositores, incluindo participantes de fora da freguesia, o que demonstra o crescente interesse pelo evento:

A feira assume-se também como um momento de encontro para a comunidade, promovendo o convívio entre residentes e visitantes e impulsionando a economia local:

A quarta edição da Feira do Cebolo decorre com a expectativa de atrair visitantes e reforçar a identidade de Grijó, num fim de semana marcado pela tradição, gastronomia e cultura local.

Jodie Pinto

Crianças vibram com peça “A Cor do Limão” na Biblioteca A. M. Pires Cabral

 No Dia Internacional da Língua Portuguesa, assinalado ontem, a figura de Luís de Camões esteve em destaque com a peça de teatro “A Cor do Limão”, inspirada num verso do poeta.


Cerca de 150 crianças dos jardins de infância de Macedo de Cavaleiros assistiram ao espetáculo, esta terça-feira, na Biblioteca A. M. Pires Cabral.

“A Cor do Limão” pretende promover a leitura, como explicou a intérprete Cristina Paiva, da associação artística Andante, acrescentando que a iniciativa se dirige também a quem acompanha as crianças:

A peça conta a história de uma pastora que reúne as suas ovelhas e lhes ensina, no quotidiano, tarefas como comer, dormir e comunicar. A atriz destacou o feedback positivo dos mais pequenos:

O espetáculo contou com três sessões em Macedo de Cavaleiros e vai percorrer o distrito de Bragança, no âmbito de um projeto financiado pela Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes.

A produção conta com música de Joaquim Coelho e imagem de Mafalda Milhões. Está em cena desde 2022, passando por creches, jardins de infância e bibliotecas de todo o país.

Maria João Canadas

Praias do Azibo voltam a destacar-se com Bandeira Azul e Qualidade de Ouro

 A Praia da Fraga da Pegada conquistou a Bandeira Azul pela 22.ª vez consecutiva, confirmando a excelente qualidade da água balnear. Já a Praia da Ribeira volta a ostentar o galardão, que mantém há 17 anos.


Este ano, o reconhecimento estende-se também à componente náutica, com as embarcações Sun Azibo e Azibo Solar Boat a receberem o galardão “Embarcações Bandeira Azul”, evidenciando a aposta em soluções sustentáveis no transporte de visitantes.

Galardão que deixa orgulhoso o executivo da câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, como sublinhou Clementina Gemelgo, a vice-presidente:

Ainda relacionado com a Praia da Fraga da Ribeira já foi definida, em reunião de câmara e também na última Assembleia Municipal, a suspensão do pórtico, até existir um projeto para criação de uma bolsa de estacionamento, como acrescenta a autarca:

O galardão “Praia com Qualidade de Ouro”, atribuído pela Quercus, distingue anualmente a qualidade da água balnear das praias portuguesas, com base exclusiva nas análises realizadas pelos laboratórios das Administrações Regionais Hidrográficas.

Em 2026, a Quercus classificou 434 praias com Qualidade de Ouro, mais oito do que no ano anterior. Destas, 370 são praias costeiras, 53 interiores e 11 de transição.

Maria João Canadas

Conjunto da Barragem de Picote e Miradouro da Fraga do Puio candidatos às “Novas 7 Maravilhas”

 A Junta de Freguesia de Picote submeteu duas candidaturas de “elevado valor patrimonial e turístico” ao concurso das “Novas 7 Maravilhas”, nomeadamente o Conjunto Classificado da Barragem de Picote, na categoria associada ao século XX e património moderno, e o Miradouro da Fraga do Puio, na categoria de Turismo.


“Estas candidaturas refletem o compromisso da autarquia na valorização, promoção e preservação dos recursos únicos da freguesia, afirmando Picote como um território onde a história, a engenharia e a paisagem se cruzam de forma singular”, explicou a junta de freguesia numa nota de imprensa.

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Glória Lopes

IL quer tornar transportes mais acessíveis e consegue aprovação unânime em Bragança

 Foi aprovada por unanimidade a proposta de Recomendação da Iniciativa Liberal sobre Informação nas Paragens STUB.


Para David Gonçalves da IL esta proposta tem como objetivo ajudar as pessoas e tornar a cidade mais atrativa.

“Um desconhecido que chegue numa paragem de autocarro, tem de conseguir perceber como é que pode usufruir deste serviço de transporte. Temos na cidade muitas pessoas que são estrangeiros, ou seja, vêm de outros países, que estão habituados a utilizar os transportes públicos como sendo algo efetivamente necessário para usar, e se nós não valorizamos isso deixaremos de ter também alguma atratividade para aquelas pessoas que se querem fixar no interior. Portanto, o interior tem muitas valências, se tivermos transportes públicos que funcionem e que possam ser utilizados.”

A aprovação unanime surge após conversações para que a CMB coloque, no prazo de 60 dias, a informação em todas as paragens.

“Numa pequena conversa com os principais partidos, com o PS e com o PSD, estabeleceu-se um prazo que fosse minimamente execuível. Portanto uns de um lado queria um prazo recomendável, mas não diziam concretamente se eram um mês, dois ou três. Outros diziam 60 a 90 dias, então ficamos ali nos 60 dias. Decidimos alterar e dar aqui mais tempo ao executivo para que a proposta pudesse ser aprovada.”

O prazo inicial proposto eram 15 dias para colmatar esta falha. Mas a autaqruia considerou ser demasiado curto.

Questionado se o partido conidera que existe falta de vontade em colmatar esta falha o porta voz da IL rejeita essa ideia, mas afirma que algo tinha de ser feito.

“Os partidos, e até o executivo valorizou de certa forma, uma vez que isto já não é de agora, isto já vem de executivos anteriores. Também referir que até ao momento, o atual executivo não olhou para esta problemática com o devido valor. Eu não diria propriamente má vontade, mas quando falamos de setores sociais, portanto, quando falamos de descarbonização, quando falamos de inovação, utilizar transportes públicos acaba por ser algo que deve ser valorizado. Portanto, se ele é ignorado pelos seus principais intervenientes, que neste caso serão o Executivo, claro que as coisas tendem a não evoluir.”

A medida foi proposta e aprovada por unanimidade na passada Assembleia Municipal, que decorreu Quinta-feira.

Emergências médicas dominam atividade dos Bombeiros de Bragança

 Já estão organizadas as equipas de combate aos incêndios. O comandante da corporação de Bombeiros Voluntários de Bragança, Carlos Martins, adiantou que Bragança terá, na fase Charlie, duas equipas de combate a incêndios:


“A época de incêndios está preparada, já reunimos a nível da CIM, na semana passada, já sabemos quantas equipas vão ser atribuídas a cada corpo de bombeiros. Agora cabe a cada comandante recrutar os seus elementos e criar essas equipas. A fase Charlie, que há dois anos era a pior fase, agora é a Delta, vai do 15 de maio ao 30 de junho, em Bragança vai ficar atribuída com duas equipas de combate a incêndios rurais ou florestais. Para além daquelas que já existem. Estas são um reforço natural para a época de verão. E vamos buscar pessoas, esses voluntários, e alguns profissionais que tiram férias para fazer esse tipo de serviço.”

Apesar da preparação para o período mais crítico, o comandante lembra que, no ano passado, os incêndios representaram apenas 1% da atividade operacional dos Bombeiros Voluntários de Bragança.

Carlos Martins adiantou que são as ocorrências relacionada com serviços de assistência a pessoas e bens, que concentram a generalidade da intervenção dos operacionais.

“É emergências médicas, fazemos 350 emergências por mês, ou fizemos o ano passado, mas a média está-se a manter, o que dá mais de 10 por dia. A outra parte é o transporte regular de doentes, ou o chamado transporte não urgente de doentes, onde fazemos o transporte de pessoas para os hospitais centrais do Porto, Vila Real e também para Macedo. Para além disto ainda existe outro serviço, não digo que não se veja, mas que também tem algum impacto, também nos ocupa bastantes meios, que é o serviço Serviço de Urgência Interhospitalar. Numa altura que se fala tanto da retirada do helicóptero, nem todos os doentes urgentes vão de helicóptero. Há muitos que vão por via terrestre.”

Apesar do IPB atrair jovens que acabam por se voluntariar, Carlos Martins, destaca que a fixação das pessoas ao território continua a ser o maior obstaculo.

“O fator mais importante do Corpo de Bombeiros é sempre as pessoas, o pessoal que lá trabalha. O nosso maior problema neste momento centra-se em manter as pessoas cá. Para ter uma ideia, este ano já transferimos três pessoas para o litoral. Formamos-as cá, tiveram cá três ou quatro anos, já sabem fazer tudo, já se pode confiar uma missão e acabam o curso, e têm que ir para a sua terra porque aqui não há trabalho.”

A coporação de bombeiros de Bragança conta, neste momento, com 120 voluntários, sendo que 60 profissionais, dos quais três são funcionários administrativos.

HÁ UMA CRIANÇA REBELDE A MORAR DENTRO DE MIM

Por: Maria da Conceição Marques
(Colaboradora do "Memórias...e outras coisas...")


Há uma criança dentro de mim, que ninguém conseguiu domar. Uma criança de joelhos feridos, olhos acesos e mãos cheias de tempestades.

Enquanto o mundo me ensinava a baixar a cabeça, ela subia aos telhados do impossível, para gritar contra os relógios.

Essa criança que vive em mim, rasga o céu quando lhe dizem que é tarde demais. Acende fósforos dentro da chuva, e acredita que há jardins escondidos, no peito das ruínas.

Ela mora em mim, como gaivotas no mar. 

Bate as asas contra os meus silêncios, parte os vitrais do medo, desarruma as gavetas onde escondi as dores.

Foi ela quem me salvou nos dias em que a vida me pareceu um corredor sem portas. Foi ela quem me obrigou a continuar, quando o cansaço me puxava para o fundo.

Às vezes tento calá-la.

Domá-la. Digo-lhe que o mundo é duro, que os sonhos envelhecem, que as pessoas partem, que amar demais deixa cicatrizes.

Mas ela ri-se de mim. Ri-se com a coragem absurda dos que ainda acreditam em milagres.

E volta a correr descalça dentro do meu peito, derrubando muros, acendendo estrelas.

A criança rebelde que vive em mim, quer verdade. 

Quer intensidade.

Quer tocar a vida com as mãos nuas, mesmo que sangrem.

Ela, é a última parte viva de mim, que o mundo ainda não conseguiu domesticar.

M.C.M (São Marques)


Maria da Conceição Marques
, natural e residente em Bragança.
Desde cedo comecei a escrever, mas o lugar de esposa e mãe ocupou a minha vida.
Os meus manuscritos ao longo de muitos anos, foram-se perdendo no tempo, entre várias circunstâncias da vida e algumas mudanças de habitação.
Participei nas coletâneas: Poema-me; Poetas de Hoje; Sons de Poetas; A Lagoa e a Poesia; A Lagoa o Mar e Eu; Palavras de Veludo; Apenas Saudade; Um Grito à Pobreza; Contas-me uma História; Retrato de Mim; Eclética I; Eclética II; 5 Sentidos.
Reunir Escritas é Possível: Projeto da Academia de Letras- Infanto-Juvenil de São Bento do Sul, Estado de Santa Catarina.
Livros Editados: O Roseiral dos Sentidos – Suspiros Lunares – Delírios de uma Paixão – Entre Céu e o Mar – Uma Eterna Margarida - Contornos Poéticos - Palavras Cruzadas - Nos Labirintos do Nó - Uma Paixão Improvável.

𝑶𝒃𝒓𝒂𝒔 𝒆𝒎 𝑪𝒖𝒓𝒔𝒐 - Vila Franca – Freguesia de Sendas

 O investimento no setor de águas e saneamento é uma prioridade para o Município de Bragança.
Na aldeia de Vila Franca, estão em curso obras de execução da substituição da rede de abastecimento de água, execução da rede de saneamento e instalação de uma fossa.

Valor do investimento: 752.182,60 €.

Vinhais vai rir… e muito!

 No dia 19 de maio (terça-feira), às 21h30, não perca o espetáculo “Vinhais a Rir”, com os humoristas Ti Zezáro e João Dantas!
Dois comediantes versáteis, cheios de energia e com uma incrível capacidade de improviso, prometem uma noite repleta de gargalhadas e boa disposição. O objetivo é simples: fazer rir do início ao fim!

Local: Centro Cultural Solar dos Condes de Vinhais 
Bilhetes: 5€ (bilhete único) à venda no local
Classificação etária: M/12

📚 FEIRA DO LIVRO – VINHAIS | 15 a 20 de maio

 Vinhais recebe mais uma edição da Feira do Livro, com uma programação diversificada para todas as idades!


🔹 15 maio
14h00 Abertura
15h00 Hora do conto “Palrador, o papagaio abandonado”, de Marisa Luciana Alves (1.º Ciclo)
🔹 16 maio
15h00 “Poesia de uma vida”, de Carla Alzira Santos
17h00 “Como tudo começou”, de Lourenço Morais e Leonor Botas
🔹 17 maio
14h30 “Quando nos voltarmos a encontrar”, de Júlio Fagus
🔹 20 maio
16h00 Palestra com o escritor Pedro Chagas Freitas, com sessão de autógrafos
18h00 Encerramento

Uma oportunidade única para conhecer autores e descobrir novos livros.