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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Município de Bragança e Águas do Norte reforçam cooperação institucional

 No âmbito do Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água e Saneamento do Norte de Portugal, e com o objetivo de reforçar a parceria institucional entre as duas entidades, a Águas do Norte e o Município de Bragança reuniram-se no passado dia 23 de setembro, tendo estado presentes o Presidente do Conselho de Administração, António Cardoso, a Vogal do Conselho de Administração, Fernanda Lacerda, assim como a Presidente da Câmara Municipal de Bragança, Isabel Ferreira e respetivo Vereador com o pelouro do Ambiente, Ricardo Pinto, bem como demais técnicos do Município e da Águas do Norte. 


A reunião foi realizada num ambiente de cordialidade e de cooperação institucional, tendo como objetivo principal a discussão de diversos assuntos relacionados com os serviços de distribuição de água e de saneamento de águas residuais, que a Águas do Norte presta no Município de Bragança.

Neste âmbito, o Presidente do Conselho de Administração da Águas do Norte destacou a importância da articulação próxima com os Municípios, realçando que é através deste diálogo constante que se consegue garantir a sustentabilidade dos recursos hídricos e o cumprimento das metas ambientais. A Águas do Norte reafirma, assim, a sua missão de prestar serviços públicos com elevados padrões de qualidade, promovendo o desenvolvimento regional e a preservação ambiental.

Festas, Festividades e Eventos

HUMANIDADE

Por: Ernesto Rodrigues
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")

Ernesto José Rodrigues - ‘A humanidade não se salva se o mal nos torna maus, pois seremos iguais a quem, assim, nos venceu’


Quando é que surgiu a sua vontade de escrever ficção e de publicar?

Confessei, no limiar da tese de doutoramento (1996), ter entrevisto, em Cuore. Libro per i Ragazzi (1886), a primeira, e inolvidável, relação entre contar e comover. A ilusão era completa: tratava-se de “un alunno di terza”, de oito anos, como eu, que “notava man mano in uno quaderno, come sapeva, quello che aveva visto, sentito, pensato, nella scuola e fuori”. Eu perseguia, mormente, o excitante ‘Racconto mensile’, por fim em lágrimas no que narra as andanças do pequeno genovês Marco, que, “Dagli Apennini alle Ande”, busca as origens, seja, a mãe – motivo de eleição na minha prosa. Longe de mim compreender que, nesse Coração traduzido por Miguel de Novaes (irmão de Faustino Xavier e de Carolina, casada com Machado de Assis), sobrenadava a visão de uma outra Itália, na pós-unificação, úbere de virtudes e patrioticamente sentimental. Ou como um país de comunas, senhorias, fragmentos – assim as aventuras encaixadas no percurso da personagem –, se torna adulto.

Esse desejo inconsciente de emular quem nos surpreende activou-se desde os dez anos; aos 14, tinha dez capítulos à Camilo bem argumentados, e, aos 16 [1972], em vésperas de me estrear na poesia (Inconvencional, 1973), inaugurava a contística de A Flor e a Morte (1983), variedade precedida pela estreia ficcional de Várias Bulhas e Algumas Vítimas (1980). A publicação desta novela, celebrada no tempo, impôs-se desde 1978, quando já ia em três livrinhos de versos e presença na antologia de Maria Alberta Meneres, O Poeta Faz-se aos Dez Anos (Assírio & Alvim, 1973).

Onde é que, por norma, encontra a inspiração para escrever as suas obras?

Viageiro atento a factos civilizacionais, com cinco anos em expatriamento dourado sobre o Danúbio, tudo vai do espírito do lugar, que me fez, simultaneamente, comunidade local e regional, ou já povo transladando-se em continentes. Desde João de Barros e da nossa rica cronística, História e Geografia são índices de Modernidade; no meu caso, uma geografia particular, ora na Pátria Breve (2000) nordestina, ora em movimento, que cumulei n’A Serpente de Bronze (1989), rodando entre Santa Apolónia e Budapeste, na demanda de uma Europa unida, ou casa comum europeia concretizada em 2004. Rolam Espanha, França, Alemanha, Áustria, e convoco Itália, segundo personagens incomuns. Lisboa e Bled (Eslovénia) quinhentistas são cenário n’O Romance do Gramático (2011); Londres e o Afeganistão, em Uma Bondade Perfeita (2016). Moçambique está em dois romances inéditos. E correm, entretanto, a par da linha de Cascais, de uma Lisboa parlamentar (Passos Perdidos, 2014), uma Torre de Dona Chama (1994) natal e A Casa de Bragança (2013), cidade onde me justifiquei escritor, e nos passeia até Fez e Europa Central medievas. A História vem desde D. Afonso Henriques, segundo parataxes e outras formas de apresentação do tempo.

Quais as temáticas mais presentes na sua escrita?

Demanda e desvelamento, em busca da conseguida serenidade. Pais e filhos que se buscam, mesmo se julgam ir noutro sentido, como no inédito Um Passado Imprevisível. Outrem também dirige as nossas vidas, e, ainda que ao lado, há rostos fechados que a composição ilumina. Enquanto se constrói uma relação, cria-se um espaço, seja o da língua portuguesa em seus vultos maiores, seja o de uma nova Europa, mas também o da memória de infância, de uma juventude filtrada, até ao sacrifício digno e à bondade.

Que aspectos destacaria na sua mais recente obra, Uma Bondade Perfeita, que acaba de vencer o Prémio PEN Clube Português (Narrativa)?

Numa alternância de dois narradores (com seus nomes curiosos, Clemente e Filodemo, a par dos demais, significativos, cuidado que sempre tenho) sempre aquém da omnisciência, tem este romance, logo nas primeiras linhas, solução que só se abre na última página. Esta diligência ‘policiária’ acompanha-me regularmente.

Em 2010, quando o terminei, falava-se pouco de refugiados, mas eu sentia que essa condição em que ciclicamente se vê a humanidade voltaria a assombrar a Europa e o Mediterrâneo. Também cabe à literatura sinalizar ameaças. O pano de fundo de uma catástrofe colectiva remetia-nos, ao tempo, para o Afeganistão, onde coloquei, numa guerra e lugares indefinidos, vítimas de carne e osso, percursos individuais determinados pelo psicopata Menigno.

Quem nos salva é, não o altruísmo mecânico de mãe biológica, mas Ágata (bondosa, em grego), que, erguida entre as maiores violências, persegue o bem supremo da paz de consciência, e culmina neste Séneca: «Sabes o que eu chamo ser bom: ser de uma bondade perfeita, absoluta, tal que nenhuma violência ou imposição nos possa forçar a ser maus.»

A humanidade não se salva se o mal nos torna maus, pois seremos iguais a quem, assim, nos venceu. É isso a escalada da guerra, não raro alimentada pelos media manipuladores. Ser defensivo é outra coisa, e, desde logo, obviar à iniquidade, que conduz à servidão, nem que a única saída, sempre em aberto, seja a morte – digna, como a de Ágata.

Quais os momentos mais marcantes no seu percurso enquanto escritor?

Afora a emoção da estreia (1973), cujos 40 anos foram comemorados com dois títulos – Do Movimento Operário e Outras Viagens, poesia, e A Casa de Bragança – e celebrações oficiais nesta cidade, na terra natal e na Assembleia Municipal de Mirandela, retenho a recepção crítica tangente às sugestões narrativas de Várias Bulhas… e às aventuras da língua e de modos dialógicos n’A Serpente de Bronze, enquanto espero que alguém veja a disseminação polifónica de Bakhtine em Torre de Dona Chama. Como não me distingo do investigador, crítico e ensaísta que também sou desde a adolescência, marcante foi, após 23 a pensar em Tomé Pinheiro da Veiga, editar-lhe Fastigínia (2011), sabendo embora que Mágico Folhetim. Literatura e Jornalismo em Portugal (1998) tem maior repercussão. Enfim, o tradutor agradeceu os galardões máximos do Estado húngaro atribuídos a um intelectual estrangeiro.

O que é, para si, um bom livro?

É aquele que autoriza estas perguntas: como se combinam, pertinentemente, os elementos na sistematização, ou concorrência, da obra? Como se inscreve esta, e o seu género, na solidária evolução literária? Como se relaciona (e, com ela, o sistema agora já transformado) com os díspares subtextos (social, económico, etc.)? Nem todos os livros são essa composição problemática.

Sei, também, que, sendo (1) instituição, a obra vive na sua precária (2) autonomia interna; se for (3) um saber primeiro – que me comove –, e puder questionar as bases da inquietação e prazer, para em mim encontrar o que no texto vejo, melhor ainda. Nem sempre coincide essa tripla frente; mas bastam alguns reconhecimentos no criador que sou, além de leitor, para considerar o livro bom.

E o que faz de um escritor um bom escritor?

Eu desejo morrer escritor, sem o valorativo bom, que posso aplicar às obras (desde logo, às anónimas); mas uns são preferidos a outros, como sabe quem actualizou o Dicionário de Literatura (2003-2004) de Jacinto do Prado Coelho. Capricho do tempo, podem ser melhores, sem que os ausentes não deixem de ter qualidade. Estou verbetado em vários dicionários; não, neste.

Para terminar, gostaríamos que nos indicasse os seus 7 escritores de eleição e os 7 livros que, indubitavelmente, recomendaria.

Escrevi sobre, e traduzi, umas centenas de títulos, além de ter falado sobre outros em aula, e lido obras-primas que não verti em prosa crítica. O herói d’A Serpente de Bronze leva para férias europeias cinco livros: Os Lusíadas; Peregrinação; História Trágico-Marítima; Itinerário, do padre Jerónimo Lobo; Jornada d’el-rei D. Sebastião a África. São exemplares, inclusive no anonimato autoral, de imagens da nação, que persigo. Substituo os dois últimos pela Castro, de António Ferreira, e Fastigínia, completando o septeto com Os Maias e a minha edição crítica d’A Queda Dum Anjo (2016). Autores de eleição: Cervantes, Flaubert, Kafka, Pessoa, Buzzati, Borges, Márai.

in:escritores.online

Ernesto Rodrigues (Torre de Dona Chama, 1956) é escritor e professor universitário.

SECRETÁRIO DE ESTADO DA CULTURA VISITA BASÍLICA DE TORRE DE MONCORVO E ANALISA OBRAS URGENTES

 O secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, esteve esta quarta-feira, 23 de setembro, em Torre de Moncorvo, onde se reuniu com responsáveis do município para conhecer as necessidades de intervenção na Basílica de Nossa Senhora da Assunção.


Durante o encontro, a autarquia alertou para o estado da cobertura do monumento, que está a colocar em risco o órgão de tubos, restaurado em 2016. O instrumento continua a ser utilizado nas celebrações religiosas e no ensino de órgão de tubos promovido pela Escola Municipal Sabor Artes.

A visita contou também com a presença do presidente do Património Cultural, I.P., João Soalheiro. Alberto Santos manifestou abertura para encontrar soluções que permitam avançar com as obras necessárias, reconhecendo a relevância patrimonial da Basílica para Torre de Moncorvo e para o interior do país.

No final da deslocação, o secretário de Estado visitou o interior da Basílica, onde pôde verificar no local as condições do edifício e as intervenções identificadas como prioritárias pelo município.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

BIENAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA UNE OS NOVE CONCELHOS DE TRÁS-OS-MONTES

 A Bienal de Arte Contemporânea das Terras de Trás-os-Montes – Linha da Terra arranca a 1 de outubro e vai levar, até dezembro, 14 exposições a Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Vila Flor, Vimioso e Vinhais.


Promovida pela Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes, a iniciativa reúne cerca de 160 artistas e cria, pela primeira vez, uma programação artística comum aos nove municípios, distribuída por diferentes espaços culturais da região.

Com direção artística de Inês Falcão, a Bienal pretende aproximar a criação contemporânea das comunidades locais, promover a circulação de públicos e valorizar os equipamentos culturais existentes no território.

Além das exposições, o programa inclui visitas orientadas, conversas, oficinas e outras atividades destinadas a aproximar artistas, obras e população. A programação começa em Alfândega da Fé e segue depois pelos restantes concelhos, numa iniciativa que pretende reforçar a ligação entre cultura e território.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

TORRE DE MONCORVO ASSINALA DIA MUNDIAL DO TURISMO COM HOMENAGEM À OLARIA DO FELGAR

 Torre de Moncorvo assinala o Dia Mundial do Turismo, a 27 de setembro, com um programa dedicado à valorização da olaria tradicional do Felgar. As atividades decorrem no Miradouro de São Lourenço e têm como mote “Mãos que Criam, Terra que Encanta”.


A iniciativa inclui uma aula de aeróbica, uma contextualização histórica da olaria e uma demonstração do ofício por Rómulo Duque, que irá partilhar também o seu testemunho enquanto oleiro.

O programa contempla ainda uma oficina de olaria, momentos de convívio e animação musical pelo Grupo de Cavaquinhos do Felgar.

Promovida pelo Município de Torre de Moncorvo, com o apoio da União de Freguesias de Felgar e Souto da Velha, a iniciativa pretende preservar este saber tradicional e valorizar o património cultural da freguesia, associando-o também à promoção do turismo cultural e de experiência.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

GEOPARK TERRAS DE CAVALEIROS LEVA MACEDO DE CAVALEIROS À CONFERÊNCIA EUROPEIA DE GEOPARQUES

 O Geopark Terras de Cavaleiros participou na 18.ª Conferência Internacional de Geoparques Europeus, que decorreu entre 16 e 18 de setembro, no Saimaa Geopark, na Finlândia.


O encontro reuniu cerca de 380 participantes de 28 países e serviu para a partilha de experiências nas áreas da geoconservação, educação, turismo sustentável, valorização do património e envolvimento das comunidades.

A representação do território de Macedo de Cavaleiros integrou a coordenadora executiva do Geopark, Lília Pereira da Silva, o coordenador científico, Diamantino Pereira, e o geólogo João Alves.

Durante a conferência foram apresentados projetos e boas práticas de diferentes Geoparques Mundiais da UNESCO, permitindo também reforçar contactos e oportunidades de cooperação dentro da Rede Europeia de Geoparques.

O Geopark Terras de Cavaleiros marcou ainda presença na GeoFair, integrada no espaço da Rede Portuguesa de Geoparques Mundiais da UNESCO, onde foram divulgados os territórios portugueses e os seus produtos locais. A iniciativa permitiu dar a conhecer internacionalmente o património natural e cultural de Macedo de Cavaleiros.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

CCDR NORTE LEVA EXPERIÊNCIA DA EURORREGIÃO GALIZA-NORTE DE PORTUGAL A ENCONTRO EUROPEU

 A CCDR Norte participou, em Cáceres, numa reunião do Comité Executivo da Associação de Regiões Fronteiriças Europeias (ARFE/AEBR), que juntou representantes de diferentes regiões e estruturas de cooperação transfronteiriça europeias.


O futuro da Política de Coesão, do programa Interreg e do Quadro Financeiro Plurianual para 2028-2034 esteve entre os principais temas discutidos, com particular atenção aos desafios enfrentados pelos territórios junto às fronteiras.

Durante o encontro, a CCDR Norte apresentou a experiência da Eurorregião Galiza-Norte de Portugal e do respetivo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial, destacando o Ponto de Coordenação Transfronteiriço, em Vigo.

A estrutura está prevista no projeto PONTE_PARA_NOS – Bridge for Cooperation e pretende facilitar a resolução de barreiras administrativas e legais que afetam cidadãos, empresas e instituições com atividade dos dois lados da fronteira.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

PALAVRARTE LEVA LIVROS, TEATRO E CONTOS À ESTAÇÃO DAS ARTES EM MIRANDELA

 A 7.ª edição do Palavrarte – Festival de Artes e Letras de Mirandela já começou e decorre até 27 de setembro, na Estação das Artes, com uma programação dedicada à literatura, à leitura e à palavra.


Ao longo de quatro dias, o festival reúne apresentações de livros, oficinas, sessões de contos, teatro e marionetas, além da Feira do Livro.

A iniciativa pretende aproximar diferentes públicos da literatura e das artes, através de uma programação que cruza autores, leitores e várias formas de expressão artística.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

BRAGANÇA PREPARA CARTA DE VINHOS DE TRÁS-OS-MONTES NA RESTAURAÇÃO

 A Comissão Vitivinícola Regional de Trás-os-Montes (CVRTM) reuniu com a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Bragança e o município para preparar a Bragança Wine Experience, marcada para 24 de outubro, integrada na Semana dos Sabores de Trás-os-Montes.


O encontro serviu também para apresentar aos responsáveis pela restauração do concelho a iniciativa “Eu Provo Trás-os-Montes”, que prevê a criação de uma Carta de Vinhos de Trás-os-Montes nos restaurantes aderentes.

A proposta pretende aumentar a presença dos vinhos produzidos na região nos estabelecimentos de restauração, aproximando produtores e restaurantes e dando aos consumidores maior contacto com os produtos vitivinícolas transmontanos.

A iniciativa procura ainda reforçar a ligação entre os vinhos, a gastronomia e os produtos locais, valorizando a identidade e os sabores associados ao território.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

José António de Moura Pegado - Os Governadores Civis do Distrito de Bragança (1835-2011)

 16.outubro.1920 – 30.maio.1921
MOGADOURO, 13.7.1879 – MOGADOURO, 16.5.1924

Engenheiro agrónomo. Proprietário agrícola.
Curso de Agronomia pelo Instituto de Agronomia e Veterinária.
Administrador do concelho de Mirandela (1910). Governador civil de Bragança (1920-1921).
Natural da freguesia de Travanca, concelho de Mogadouro.
Filho de José António Pegado, 6.º senhor da Casa dos Pegado de Oliveira (Mogadouro) e da Casa da Junqueira da Vilariça, e de Maria Teresa Barroso de Vilhena de Moura Carvalhais.
Casou com Teresa Corina do Céu Pegado de Meneses de Sousa Barroso, sua prima-sobrinha, de quem teve duas filhas, Maria Teresa de Moura Pegado de Meneses Barroso (n. 7.7.1920) e Ana Maria Angélica de Meneses Barroso de Moura Pegado (24.8.1921).
Sobrinho-neto do 1.º visconde de Seabra, António Luís de Seabra e Sousa, magistrado judicial, ministro da Justiça, deputado.

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Senhor da Casa dos Mouras Carvalhais, em Travanca, de Vilarinho das Azenhas e de Carvalhais, Moura Pegado concluiu a sua formação em Agronomia em 1905, com a apresentação da dissertação inaugural Os prados naturais do Norte de Portugal (lameiros). A escolha da área de formação não era fruto do acaso, antes teria certamente em vista a gestão agrícola das suas propriedades.
De resto, o casamento, em 1918, com a sua prima-sobrinha, Teresa de Sousa Barroso, senhora da Casa dos Barrosos de Travanca, coproprietária da Casa e Quinta de Calvelhe e da Casa e Quinta de Vale da Porca, permitiu-lhe reforçar ainda mais a sua condição de grande proprietário e empresário agrícola.
Destacou-se ainda como administrador e estudioso na área das ciências agrárias.
Dirigiu o Posto Agrário de Mirandela e o da região duriense, a Escola Móvel Profissional de Agricultura “Alves Teixeira”, de Vidago, foi chefe da Secção Agrícola de Bragança e fundou e dirigiu os periódicos O Lavrador Trasmontano, que se publicou em Vidago, e O Fomento Agrícola, de Mirandela.
Noutros domínios, colaborou na Pátria Nova, Nordeste, A Pátria, de Lisboa, e no Norte, do Porto, ali escrevendo numerosos artigos sobre o distrito de Bragança e os seus problemas. Em 1921, deu ao prelo uma Homenagem aos Heróis Portugueses na Grande Guerra.
Na magistratura administrativa, começou por ser nomeado administrador do concelho de Mirandela, em 1910, mas nesse mesmo ano foi exonerado. Nomeado governador civil do distrito de Bragança por decreto de 16 de outubro de 1920, tomou posse três dias depois. Foi exonerado a 30 de maio de 1921.
Eterno defensor da sua terra e das suas gentes, Moura Pegado era considerado “um fidalgo de raça por nascimento, mas um caráter de eleição, sempre na brecha pelas causas nobres e justas, acompanhando o povo nas suas angústias e nas suas revoltas, gozando por isso de uma justificada simpatia” (O Povo de Mirandela).
Faleceu em maio de 1924, com apenas 44 anos. Empresta o seu nome a uma rua na cidade de Mirandela e a um largo e uma rua em Macedo de Cavaleiros.

A criação da Liga de Defesa dos Interesses do Distrito de Bragança, vista por Moura Pegado (1910)

A fundação desta Associação é a consequência da mudança de instituições e do feroz abandono a que tem sido votado este distrito pelos poderes públicos.
Todo o distrito sabe como a política de caciquismo do antigo regime esmagou as mais justas e inadiáveis necessidades coletivas desta região para atender unicamente à política de interesses pessoais e de perseguições mesquinhas ditada por muitos aventureiros sem escrúpulos.
O distrito de Bragança foi o feudo de muitos audaciosos, que subiram manejando a intriga no meio da boa-fé do nosso povo, tão sincero e bom, e por isso bem digno de ser compensado dos imensos sacrifícios que está fazendo sob o peso do inexorável fisco.
A presente Liga tem por fim, como o nome o indica, defender os interesses deste distrito com toda a dedicação e lealdade, pondo de parte vaidades pessoais, interesses de aventureiros, supremacias injustificadas, ódios e intrigas. É pois uma campanha toda feita de energia e justiça na defesa dos legítimos interesses desta região, aquela que se vai encetar. Nela deverão entrar todos aqueles que não ficaram com o travo do fel do antigo regime e que se queiram dedicar com absoluta sinceridade à obra de progresso da democracia.
O distrito de Bragança, todos o sabem, está num caótico estado de abandono, a braços com a miséria e a fome e caminhando para uma situação absolutamente insustentável. Ninguém se iluda, porque o mal está bem evidente. No campo político, os favores pessoais aos caciques do antigo regime e a intriga habilmente manejada, conjugada com as injustiças e pressões feitas pelos Governos, tinham reduzido o eleitorado à degradante condição de dócil rebanho. Daí o princípio assente nas altas regiões do poder que o distrito de Bragança era governamental. E como os governos da Monarquia não tinham a temer a oposição eleitoral do povo, compravam os caciques com favores pessoais, ficando ao abandono os interesses coletivos. Eis pois o nosso distrito gemendo sob o peso duma infame usura que absorve qualquer iniciativa por melhor porfiada que fosse. O alto distrito encontra-se quase isolado por deficiência de vias de comunicação e por isso a agricultura e o comércio estão sem as suas essenciais condições de expansão.
A distribuição do contingente da contribuição predial tem sido feita pelas indicações da política de sectarismo e não pelas razões de ordem económica.
O povo encontra-se mergulhado nas trevas da ignorância e da superstição, e o cacique ameaça continuar com os antigos processos para prolongar na democracia a escravatura moral e intelectual em que trazia acorrentado o nosso eleitorado. Impõe-se nesse distrito uma vasta obra de saneamento político que traga ao povo a consciência da sua independência e por isso lhe mostre o dever de entrar diretamente no caminho das justas reivindicações coletivas.
Está-se já levantando uma nuvem negra de má vontade e até de hostilidade contra esta Associação, mas a justiça do povo há de triunfar dos intrigantes, porque o povo vai falar e felizmente já pode pedir aquilo a que tem direito.
Mãos à obra porque é mister consubstanciar no distrito de Bragança a fórmula democrática. António de Moura Pegado

Fonte: Notícias do Nordeste, 16 de dezembro de 1910, ano 1 n.º 18.

Fontes e Bibliografia

Arquivo Distrital de Bragança, Autos de Posse (1845-1928).
Notícias do Nordeste, 16.12. 1910.
Administradores do Concelho de Mirandela (documento disponível em www.cm-mirandela.pt/uploads/writer_file/document/159/645.pdf ).
FONTE, Barroso da. 1998. Dicionário dos mais ilustres Transmontanos e Alto-Durienses, vol. I. Guimarães: Editora Cidade Berço.
ALVES, Francisco Manuel. 2000. Memórias arqueológico-históricas do distrito de Bragança, vol. VII. Bragança:
Câmara Municipal de Bragança / Instituto Português de Museus.
Geneall – Portal de Genealogia (disponível em geneall.net).

Publicação da C. M. Bragança

O novo equipamento será utilizado em articulação com o Mazor X, um braço robótico adquirido pela ULSNE num investimento de 2,6 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no âmbito da modernização tecnológica do Serviço Nacional de Saúde (SNS). A primeira cirurgia com recurso ao sistema robótico foi realizada no passado dia 31 de agosto. O diretor do Serviço de Ortopedia do Hospital de Macedo de Cavaleiros da ULSNE, Afonso Ruano, salienta que o novo aparelho permitirá aumentar a segurança, a rapidez e a qualidade da imagem durante as intervenções à coluna vertebral, possibilitando também abordagens menos invasivas para os doentes. “Este equipamento vai trazer muito mais segurança. É aquilo a que se chama um intensificador de imagem, só que é um intensificador de última geração. O que é que nos permite? Poderá vir a ser integrado com o sistema de navegação, que é um passo a seguir, e vai depender da técnica dos dois sistemas existentes. Vai permitir-nos outra coisa muito interessante, que é a facilidade, a rapidez e a qualidade da imagem que vamos obter dentro do bloco operatório.” O ortopedista explica as diferenças em relação a um intensificador de imagem convencional, sem esta tecnologia de última geração. “Para ter uma ideia, com o intensificador tradicional, o técnico tem de se aproximar da mesa, fazer pelo menos dois disparos e, manualmente, fazer estas posições todas. O sistema permite-nos que o técnico se aproxime, faça os dois disparos e memorize essas posições. O aparelho recua, porque tem GPS incorporado, e, quando estamos na cirurgia e pretendemos ver ou verificar a posição em que estamos, o aparelho vai exatamente para a posição memorizada e repete as mesmas posições. Isto facilita a vida, dá uma segurança extrema ao procedimento e proporciona-nos uma maior qualidade de trabalho e, volto a insistir, uma segurança muito grande.” De acordo com o diretor do Serviço de Ortopedia, a aquisição representa um avanço importante para um hospital localizado no interior do país, permitindo disponibilizar à população da região cuidados de saúde com recurso a tecnologia mais avançada. “Recentemente, quando percebemos que estavam a aparecer novas tecnologias que melhorariam a nossa capacidade de trabalhar com mais segurança e com menor intervenção, ou seja, permitindo realizar intervenções minimamente invasivas e com menos agressividade, descobrimos quer a navegação, quer o sistema robótico. A navegação permite-nos, através de um sistema informático, saber exatamente onde estamos durante a cirurgia. O sistema robótico permite dirigir a cirurgia para locais muito precisos e dar-nos uma garantia de fixação e de maior correção, melhorando os níveis de segurança. Isto permitirá também, na minha perspetiva, tentar atrair mais profissionais para o interior.” O Serviço de Ortopedia programada foi criado há cerca de 40 anos, em Macedo de Cavaleiros. Atualmente, conta com seis ortopedistas, mais um contratado. Até 31 de agosto deste ano, tinham sido realizadas 120 cirurgias à coluna vertebral. Afonso Ruano destaca a capacidade de resposta do serviço e estima que, até ao final do ano, o número possa chegar às 200 intervenções. “Temos aquilo a que se chama uma produtividade muito elevada, também por força do envolvimento das pessoas e da forma como encaramos isto. E conseguimos, para terem uma ideia, valores que são muito interessantes para qualquer hospital público. Por exemplo, como já falámos, até 31 de agosto já tínhamos operado 120 pacientes à coluna. É um número muito significativo e, até ao final do ano, deveremos chegar aos 200, o que também é muito relevante. Isto sem contar com as outras patologias, que não param. Temos ainda a patologia do joelho, da anca, entre outras. E há uma coisa que se chama, atualmente, em termos de definição das listas de espera, tempo máximo de resposta garantida. Temos a maior parte dos nossos doentes abaixo desse tempo máximo, o que quer dizer que conseguimos responder mais prontamente.” O novo aparelho de imagem 3D, da Siemens, permite obter imagens durante a intervenção cirúrgica e poderá funcionar de forma integrada com os sistemas de navegação e robótica, contribuindo para uma maior precisão no posicionamento dos instrumentos e implantes. A integração destas tecnologias poderá ainda evoluir com recurso à inteligência artificial, uma área apontada como um dos próximos passos no desenvolvimento deste tipo de procedimentos cirúrgicos. Notícia a partir da Entrevista do programa “Ao Sabor do Vento” com Afonso Ruano, diretor do Serviço de Ortopedia do Hospital de Macedo de Cavaleiros da ULSNE da autoria de Eduardo Urze Pires Maria João Canadas

 Participe nas formações especializadas dinamizadas no âmbito deste projeto, centradas nas infraestruturas verdes.


A participação é gratuita e inclui entrega de Certificado. 

As formações têm como tema "A importância das infraestruturas verdes na conectividade e na conservação da biodiversidade" e serão ministradas por Helena Raposeira, bióloga PhD e investigadora da Palombar.  

Onde decorrem? 

• Bragança, Casa da Seda | 1 de outubro | 15H00 
• Mirandela, Ecoteca | 2 de outubro | 10H00 
• Torre de Moncorvo | 8 de outubro | 15h00 
• Carrazeda de Ansiães | 19 de outubro | 15h00 
• Peso da Régua | 20 de outubro | 10h00 
• São João da Pesqueira | 26 de outubro | 15h00 

A inscrição é necessária e faz-se AQUI.

A capacitação e o envolvimento das comunidades e dos atores locais são essenciais para potenciar os serviços dos ecossistemas e a sustentabilidade ambiental, económica e social do território do corredor transfronteiriço do Douro.

Participe! 

Saiba mais sobre o projeto OET Durius AQUI.

Unidade de Ortopedia de Macedo de Cavaleiros dispõe de equipamento único em Portugal

 A Unidade de Ortopedia da Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSNE), sediada no Hospital de Macedo de Cavaleiros, dispõe de um novo equipamento de imagiologia, considerado único em Portugal, destinado a apoiar as cirurgias realizadas neste serviço.


O novo equipamento será utilizado em articulação com o Mazor X, um braço robótico adquirido pela ULSNE num investimento de 2,6 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no âmbito da modernização tecnológica do Serviço Nacional de Saúde (SNS). A primeira cirurgia com recurso ao sistema robótico foi realizada no passado dia 31 de agosto.

O diretor do Serviço de Ortopedia do Hospital de Macedo de Cavaleiros da ULSNE, Afonso Ruano, salienta que o novo aparelho permitirá aumentar a segurança, a rapidez e a qualidade da imagem durante as intervenções à coluna vertebral, possibilitando também abordagens menos invasivas para os doentes.

“Este equipamento vai trazer muito mais segurança. É aquilo a que se chama um intensificador de imagem, só que é um intensificador de última geração.

O que é que nos permite? Poderá vir a ser integrado com o sistema de navegação, que é um passo a seguir, e vai depender da técnica dos dois sistemas existentes.

Vai permitir-nos outra coisa muito interessante, que é a facilidade, a rapidez e a qualidade da imagem que vamos obter dentro do bloco operatório.”

O ortopedista explica as diferenças em relação a um intensificador de imagem convencional, sem esta tecnologia de última geração.

“Para ter uma ideia, com o intensificador tradicional, o técnico tem de se aproximar da mesa, fazer pelo menos dois disparos e, manualmente, fazer estas posições todas.

O sistema permite-nos que o técnico se aproxime, faça os dois disparos e memorize essas posições. O aparelho recua, porque tem GPS incorporado, e, quando estamos na cirurgia e pretendemos ver ou verificar a posição em que estamos, o aparelho vai exatamente para a posição memorizada e repete as mesmas posições.

Isto facilita a vida, dá uma segurança extrema ao procedimento e proporciona-nos uma maior qualidade de trabalho e, volto a insistir, uma segurança muito grande.”

De acordo com o diretor do Serviço de Ortopedia, a aquisição representa um avanço importante para um hospital localizado no interior do país, permitindo disponibilizar à população da região cuidados de saúde com recurso a tecnologia mais avançada.

“Recentemente, quando percebemos que estavam a aparecer novas tecnologias que melhorariam a nossa capacidade de trabalhar com mais segurança e com menor intervenção, ou seja, permitindo realizar intervenções minimamente invasivas e com menos agressividade, descobrimos quer a navegação, quer o sistema robótico.

A navegação permite-nos, através de um sistema informático, saber exatamente onde estamos durante a cirurgia.

O sistema robótico permite dirigir a cirurgia para locais muito precisos e dar-nos uma garantia de fixação e de maior correção, melhorando os níveis de segurança.

Isto permitirá também, na minha perspetiva, tentar atrair mais profissionais para o interior.”

O Serviço de Ortopedia programada foi criado há cerca de 40 anos, em Macedo de Cavaleiros. Atualmente, conta com seis ortopedistas, mais um contratado.

Até 31 de agosto deste ano, tinham sido realizadas 120 cirurgias à coluna vertebral. Afonso Ruano destaca a capacidade de resposta do serviço e estima que, até ao final do ano, o número possa chegar às 200 intervenções.

“Temos aquilo a que se chama uma produtividade muito elevada, também por força do envolvimento das pessoas e da forma como encaramos isto.

E conseguimos, para terem uma ideia, valores que são muito interessantes para qualquer hospital público. Por exemplo, como já falámos, até 31 de agosto já tínhamos operado 120 pacientes à coluna.

É um número muito significativo e, até ao final do ano, deveremos chegar aos 200, o que também é muito relevante. Isto sem contar com as outras patologias, que não param.

Temos ainda a patologia do joelho, da anca, entre outras.

E há uma coisa que se chama, atualmente, em termos de definição das listas de espera, tempo máximo de resposta garantida. Temos a maior parte dos nossos doentes abaixo desse tempo máximo, o que quer dizer que conseguimos responder mais prontamente.”

O novo aparelho de imagem 3D, da Siemens, permite obter imagens durante a intervenção cirúrgica e poderá funcionar de forma integrada com os sistemas de navegação e robótica, contribuindo para uma maior precisão no posicionamento dos instrumentos e implantes.

A integração destas tecnologias poderá ainda evoluir com recurso à inteligência artificial, uma área apontada como um dos próximos passos no desenvolvimento deste tipo de procedimentos cirúrgicos.

Notícia a partir da Entrevista do programa “Ao Sabor do Vento” com Afonso Ruano, diretor do Serviço de Ortopedia do Hospital de Macedo de Cavaleiros da ULSNE da autoria de Eduardo Urze Pires

Maria João Canadas

Subida do preço dos combustíveis torna transporte de doentes insustentável para bombeiros no distrito de Bragança

 A subida do preço dos combustíveis está a aumentar a pressão financeira sobre as corporações de bombeiros. No distrito de Bragança, a Federação Distrital dos Bombeiros alerta para um cenário cada vez mais difícil, sobretudo no transporte de doentes para consultas e unidades hospitalares.


Diamantino Lopes, presidente da Federação Distrital dos Bombeiros de Bragança, afirma que, desde o início do ano, os custos com combustíveis já aumentaram mais de 50% para as corporações.

“Este aumento do preço dos combustíveis, desde o início do ano até à data, já fez aumentar o custo só em combustível em mais de 50%. Nós estamos, neste momento, com combustível acima de dois euros e isso tem um impacto muito grande nos corpos de bombeiros.”

O dirigente considera insuficiente o apoio atribuído pelo Governo, que corresponde a 360 euros por veículo pesado e 120 euros por veículo ligeiro.

“É uma ajuda, mas está longe de ser satisfatória. E, a manter-se esta escalada de preços, o impacto que isso está a ter nos bombeiros vai ser cada vez maior.”

Para reduzir custos, algumas corporações do distrito de Bragança estão a agrupar o transporte de doentes, uma solução que pode aumentar os tempos de espera.

“Estamos a fazer maior agrupamento de doentes, o que vem prejudicar depois os doentes porque, se numa viagem podíamos fazer com um ou dois doentes, agora temos que juntar os doentes da manhã e da tarde e isso tem impacto em termos de espera para os doentes.”

Diamantino Lopes admite que a situação está próxima de se tornar insustentável, com algumas associações a acumularem prejuízos e dívidas a fornecedores de combustível. Apesar das dificuldades, garante que o socorro à população não está em causa.

“Não está em causa o socorro. Nós faremos sempre, prestaremos sempre o socorro até ao limite das nossas capacidades.”

O responsável apela ainda ao reforço dos apoios às associações de bombeiros, sublinhando que está em causa a capacidade de manter uma resposta adequada às necessidades da população.

Filipe Ventura Alves

Queijo Bornes conquista primeiras distinções internacionais com duas medalhas na ExpoQueijo Brasil 2026

 O Queijo Bornes foi distinguido com duas medalhas na ExpoQueijo Brasil 2026, em Araxá, no estado de Minas Gerais, um dos eventos internacionais de referência dedicados ao queijo artesanal.


Entre quase quatro mil queijos em competição, a queijaria da freguesia de Bornes, no concelho de Macedo de Cavaleiros, participou pela primeira vez num concurso e logo a nível internacional, conquistando uma medalha de prata com o Queijo de Mistura Artesanal Apimentado e uma medalha de bronze com o Queijo Artesanal de Mistura.

Para Andreia Vaz, diretora-geral, técnica e responsável pela produção e controlo de qualidade, este reconhecimento distingue o trabalho diário da equipa da queijaria artesanal:

“Demonstra que, efetivamente, toda a dedicação, o empenho e mesmo a paixão que nós temos por aquilo que fazemos todos os dias são reconhecidos desta forma. Sendo nós uma queijaria artesanal, ainda com pouca produção face a muitas grandes queijarias, é, de facto, um reconhecimento muito importante para nós.”

Os dois queijos premiados são produzidos de forma artesanal. No caso do queijo de ovelha, é utilizado leite proveniente do próprio rebanho da freguesia, enquanto o queijo de mistura combina leite de vaca e de ovelha. O queijo apimentado leva ainda pimentão de produção local.

Para a diretora-geral, esta distinção no Brasil pode também abrir portas a novos mercados e clientes:

“É mesmo com esse intuito que nós participamos nestes concursos, não só para demonstrar que o produto, efetivamente, é bom e tem qualidade, mas também para nos abrir essas portas para novos países, para também nos conhecerem e, com isso, quem sabe, criar aqui parcerias, novas vendas e novos clientes.”

Sendo este o primeiro concurso em que o Queijo Bornes participa e tendo conquistado, logo à primeira participação, duas medalhas para a aldeia de Bornes, a nível internacional, Andreia Vaz afirma que este reconhecimento pertence a toda a equipa:

“Este prémio representa toda a equipa. Isto é um esforço diário de uma equipa que trabalha constantemente de mãos unidas para conseguir isso. Este prémio é de todos nós e vamos continuar a trabalhar em equipa.”

Um reconhecimento internacional que leva o nome de Bornes além-fronteiras e que a queijaria pretende transformar no primeiro de muitos.

Fotografia: Queijo Bornes

Filipe Ventura Alves

Município de Mirandela prevê intervenção na rede de abastecimento de água em Passos

 O Município de Mirandela tem prevista uma intervenção no sistema de abastecimento de água da aldeia de Passos, garantindo estar a acompanhar as preocupações relacionadas com a qualidade da água naquela localidade.


Segundo fontes locais, a qualidade da água tem vindo a degradar-se ao longo dos últimos anos e apresenta, atualmente, uma tonalidade alaranjada.

A aldeia é abastecida através de uma captação própria e, segundo um comunicado enviado pelo Município de Mirandela, está prevista uma operação de limpeza da rede de abastecimento.

A autarquia refere ainda que será realizada uma intervenção específica no sistema de tratamento de água, integrada no projeto de ampliação e modernização do Sistema de Tratamento de Água do concelho.

O município adianta que são realizadas análises mensais à água destinada ao consumo humano, no âmbito do Programa de Controlo da Qualidade da Água.

O projeto prevê também a instalação, em Passos, de novos equipamentos de controlo e monitorização, incluindo sistemas de telegestão e novas soluções de filtragem destinadas à remoção de ferro, manganês, arsénio e antimónio.

O Município de Mirandela garante que continuará a acompanhar a situação, com o objetivo de reforçar a segurança e a qualidade do abastecimento de água à população.

Filipe Ventura Alves

Ministro da Agricultura lança desafio aos autarcas para eleger a agricultura e a floresta como prioridade em candidaturas aos próximos fundos europeus

 Ministro da Agricultura lança desafio aos autarcas para eleger a agricultura e a floresta como prioridade em candidaturas aos próximos fundos europeus


“Nos milhares de milhões que vão existir de 2028 a 2034, devem colocar a ilegibilidade da agricultura e da floresta, porque são essenciais, e é essa a mensagem que tenho feito em termos de intervenções públicas e não só aos presidentes das CCDR’s, em reuniões, mas também aos autarcas”, afirmou o Governante em declarações ao Mensageiro na sua recente visita a Valpaços, na passada sexta-feira, precisamente num território de baixa densidade onde considera ser “essencial” uma maior aposta na floresta e na agricultura nos próximos anos.

“Em territórios como Valpaços, o que é que cria riqueza e fixa a população, para além de alguma pequena indústria, é a agricultura, é a agroindústria, que depois também traz investigação e inovação, é a floresta, é o evitar-se também os incêndios, é a prevenção, é a atratividade do território, é turismo que existe se tivermos um território bem cuidado e onde os recursos financeiros dos programas operacionais regionais também devem ter este objetivo”, vincou.

O Ministro da Agricultura a deixar recados para os autarcas tendo em vista o próximo grande ciclo de fundos europeus do Quadro Financeiro Purianual da União Europeia, para o período de 2028 a 2034, cujas propostas e negociações do novo pacote orçamental estão em curso, sucedendo ao atual Programa Portugal 2030.

INFORMAÇÃO CIR
(Escrito por Rádio Terra Quente)

Agrupamento de escolas já tem perto de 200 alunos estrangeiros

 Na segunda-feira, iniciaram o ano letivo os alunos do ensino secundário (10º, 11º e 12º ano), uma semana depois do pré-escolar, 1º, 2º e 3º ciclo devido aos problemas registados na correção digital dos exames do ensino secundário que provocaram algumas alterações no calendário escolar.


No Agrupamento de Escolas de Mirandela (AEM), este ano fica marcado por um ligeiro aumento do número de alunos que chega aos 2100, distribuídos por estabelecimentos de ensino em diversas localidades do concelho, que vão desde o pré-escolar até ao secundário.

O aumento fica a dever-se ao maior número de alunos estrangeiros. “Temos 180 alunos”, revela o Diretor do AEM. Para tal, “o contrato da mediadora cultural já foi renovado, já está ao serviço, está a recolher os dados dos alunos que integram pela primeira vez o agrupamento, oriundos de outras nacionalidades, para identificar e prestar auxílio aos alunos e aos encarregados de educação, no sentido de integração, para fazer também a tradução dos documentos na plataforma e para alterar todo o projeto da área multicultural que o agrupamento tem”, explica Carlos Lopes.

Fernando Pires

Município investe 250 mil euros em paragens abrigo para o transporte público

 A nova operação do Serviço Público de Transporte "Terras de Trás-os-Montes" que arrancou a 3 de agosto, nos Municípios que integram esta CIM, exceto Bragança, continua até ao final deste mês de setembro a ser inteiramente gratuito.


A medida abrange os transportes regulares regionais, os transportes das freguesias para as sedes de concelho, os transportes urbanos e ainda o transporte “a pedido” para aldeias com menos de 40 habitantes.

A partir de 1 de outubro, o novo sistema de bilhética entra em pleno funcionamento e passa a ser obrigatória a utilização dos novos cartões para quem pretender usufruir das condições associadas, pelo que os atuais “terão de ser substituídos por novos cartões compatíveis com o sistema instalado nos autocarros”, revela o vice-presidente do Município de Mirandela. A primeira emissão dos passes “é gratuita e deve ser tratada o mais rápido possível, por cada um dos cidadãos, junto da Rodonorte, o operador que ganhou o concurso”, diz Orlando Pires, acrescentando que a Rodonorte “disponibiliza um número telefónico, que é o 273 300 183, através do qual cada utilizador vai obter a informação dos dados, dos elementos que deve enviar”.

Fernando Pires

BairroFolia deu mais vida e movimento a Além do Rio e Batoques

 Os bairros de Além do Rio e dos Batoques, em Bragança, têm vivido tempos diferentes, com o projeto BairroFolia, uma acção com que a Câmara Municipal quer dinamizar a zona da cidade junto ao rio Fervença, que levou iniciativas de cultura e animação, mas sobretudo atraiu pessoas e que no passado sábado contou com uma festa de apresentação das várias atividades. “São bairros emblemáticos e históricos e nós queremos implementar um projeto de dinamização e de valorizarão, não só para todos os que moram aqui, como também para atrair mais turistas e vida”, explicou Pedro Rego, vereador da Cultura da CMB ao Mensageiro.


Os dois bairros, localizados na zona histórica de Bragança, próximos da Praça da Sé, tem atualmente poucos habitantes, a maioria idosos, mas é objetivo da autarquia atrair novos residentes. “Queremos implementar planos e projetos que possam valorizar os bairros para que mais pessoas cá possam viver. Sabemos que casais jovens estão a comprar casa aqui e a reabilitar. Há aposta no alojamento local para o turismo, mas é preciso mais medidas para valorizar o contexto histórico do bairro e dinamizar”, sublinhou Pedro Rego.

Glória Lopes