MEMÓRIAS...e outras coisas...
BRAGANÇA
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Sobre o Blogue
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
sábado, 28 de fevereiro de 2026
Os primeiros dez Almirantes de Portugal… Todos com ligação directa, ou indirecta, a «Terras de Bragança»...
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")
Vem isto a propósito de (mais) uma excelsa partilha do nosso insigne criador e administrador desta magnífica página. Página que, vezes poucas (felizmente), também tem os seus momentos com algumas derivações menos recomendáveis... Mas isso são contas de outro rosário… E não estou com disposição para desfiar os seu diversos «mistérios», sejam eles «gozosos» ou «dolorosos»… “Que num bêim ó casu’e”...
À partilha retornando, a publicação continha o «original» título, provindo dos estudos do incontornável Abade de Baçal, de «Catálogo de todas as Igrejas […] pelos anos de 1320 e 1321 […]. Ano de 1746». Ou seja, uma lista original da primeira metade do século XIV, «publicada» na primeira metade do… século XVIII (!!!). Isto é, um desfasamento temporal de mais de 400 anos! Embora a dita «lista» seja do tempo de D. Dinis, e até conste dos «Arquivos do Vaticano». Porque à Santa Sé diz respeito… “C’mu quera”…
D. Dinis foi um rei “guitchu c’mó catantchu’e”, que o foi mais do que «Labradore», cognome que não faz jus ao papel primordial que teve. E, veja-se lá, a sua educação foi providenciada por um… Braganção! Mas isso parece ser algo de somenos importância… Nomeadamente no que respeita ao «Catálogo»… Porque o «Catálogo» não surgiu por obra e graça do Espírito Santo, e quando surgiu já o «último Braganção», o tal Aio de D. Dinis, que também seria seu Mordomo-mor, não andava a pisar mundos terrenos.
E para que serviu o dito «Catálogo»?… Basicamente, para construir a primeira efectiva Armada Portuguesa. Porque, para o fazer, era necessário «aquilo com que se compram melões». E D. Dinis, à falta de outros recursos, lá enviou uma embaixada com o intuito de convencer o Papa a ceder-lhe uma parte dos avultados rendimentos da Igreja. Com a promessa de que levaria a cabo uma luta contra os «infiéis» que, armados em corsários, tornavam o Mediterrâneo num inferno terreno. Ora, o espírito de «cruzada contra os infiéis» serviu de bom isco para que surgisse uma Bula que concedia à Coroa Portuguesa, por um período determinado, a décima dos rendimentos de todas as igrejas e mosteiros. E assim foi! Para tal sendo necessário o apuramento dos ditos rendimentos. Que é o que consta no dito «Catálogo de todas as Igrejas e Mosteiros», elaborado pelos anos de 1320/1321.
Catálogo esse que nos dá uma magnífica visão acerca da realidade territorial e paroquial das nossas terras que, então, estavam divididas em… «Terras». E tínhamos as «de Bragança», as «de Lampaças», as «de Miranda», as «de Vinhais», as «de Ledra», as «da Vilariça» e as «de Freixo». Seria demasiado enfadonho estar aqui a proceder a uma análise às paróquias existentes nessa primeira metade do século XIV, bem como à importância de cada uma delas. No entanto, percebe-se claramente as que existência tinham (e as que existência não tinham…), bem como as «Terras» que eram, paroquialmente (e não só), as mais dinâmicas, claramente se destacando as «de Bragança», as «de Lampaças» e as «de Miranda»… E que relação têm os Almirantes com este «Catálogo»?
Cumprir-se-ão, no início de Fevereiro do próximo ano, 710 anos sobre a nomeação daquele que, equivocadamente, dizem ser o primeiro Almirante de Portugal, o célebre genovês Manuel Pessanha, originalmente Emanuele Pesagno. Genovês esse que fez parte da dita embaixada que convenceu o Papa a conceder uns “tuz’tus’e” a D. Dinis. E que aqui trago pela sua posterior umbilical ligação à História do nosso distrito. À custa dos seus descendentes «Pessanha», ilustre família que tanta marca deixou nestas terras, quer como Governadores Civis, quer como Deputados da Nação. Isto é, desde o primeiro Pessanha, que na nobre Nozelos se instalou, depois passando para Arcas, ramificando a família para Cortiços, instalado se tendo, igualmente, em Bragança. Mas não irei, aqui e agora, contar a História dos Pessanha «bragançanos», descendentes do 2º Almirante do Reino...
Curiosamente, dos dez primeiros Almirantes do Reino, sete eram «Pessanha». E o primeiro, que a «cartilha» faz questão de omitir, até era primo direito do tal de «último Braganção». Filho que era de um tio materno desse nosso «último Braganção», também permanentemente omitido pela dita «cartilha». E os restantes dois, o 6º Conde de Barcelos e o 1º Conde de Vila Real, eram… «Bragançãos»! Ou seja, eram directos descendentes do… «último Braganção»! E, como tal, do conhecidíssimo Fernão Mendes de Bragança, «o Bravo»! Mas a «cartilha» (e não só…) quer lá saber da umbilical ligação dos dez primeiros Almirantes do Reino (!!!) a terras bragançanas?…
E nós, os que carregamos «sangue bragançano», quereremos saber alguma coisa? Quereremos saber do facto de que «mais de metade da História de Portugal, tal como a conhecemos, não existiria sem sangue bragançano»? Quereremos saber que o Grande D. Dinis foi educado por um dos nossos? Quereremos saber que os nossos antepassados também contribuíram, com os seus suor e dinheiro, para a primeira Armada do Reino? Quereremos saber que o 6º Conde de Barcelos e o 1º Conde de Vila Real, Almirantes do Reino que também foram, eram dois dos nossos? Ou persistiremos nestas tacanhez e mesquinhez que nos vão tornando cada vez mais “piquerrutchus’e”?…
Rui Rendeiro Sousa – Doutorado «em amor à terra», com mestrado «em essência», pós-graduações «em tcharro falar», e licenciatura «em genuinidade». É professor de «inusitada paixão» ao bragançano distrito, em particular, a Macedo de Cavaleiros, terra que o viu nascer e crescer.
Investigador das nossas terras, das suas história, linguística, etnografia, etnologia, genética, e de tudo mais o que houver, há mais de três décadas.
Colabora, há bastantes anos, com jornais e revistas, bem como com canais televisivos, nos quais já participou em diversos programas, sendo autor de alguns, sempre tendo como mote a região bragançana.
É autor de mais de quatro dezenas de livros sobre a história das freguesias do concelho de Macedo de Cavaleiros.
E mais “alguas cousas que num são pr’áqui tchamadas”.
1709: o Inverno mais duro da história da Europa
Entre Janeiro e Abril de 1709, o continente europeu sofreu vagas de frio polar que paralisaram a vida social e causaram um extraordinário número de vítimas.
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| MONDADORI / ALBUM - A onda de frio que se viveu em 1709 soterrou a Europa sob um manto de neve, como nesta tela de um artista italiano do século XVIII. Castelo Sforzesco, Milão. |
Aconteceu, literalmente, de um dia para o outro. Era véspera de Reis de 1709 e os camponeses franceses, duramente castigados pelas más colheitas, impostos e recrutamentos para a Guerra da Sucessão espanhola, desfrutavam de um mês de Dezembro relativamente suave e benigno. A noite de Reis gelou! Inicialmente, não se estranhou. Era um dia de Inverno. Na manhã seguinte, a Europa inteira estava gelada e assim ficaria durante meses.
Que motivos terão justificado esta anomalia climática? Nos anos anteriores, vários vulcões tinham mostrado actividade, incluindo os das ilhas de Santorini e Elba, o Vesúvio, o Fuji e o Teide, que lançaram enormes quantidades de poeira e cinzas para a atmosfera. Ao mesmo tempo, o Sol sofria o chamado Mínimo de Maunder, durante o qual as manchas solares ficaram reduzidas a uma milésima parte do normal, diminuindo significativamente a emissão de energia solar. A combinação dos dois factores desencadeou a catástrofe. Em todo o caso, o frio atingiu a Europa com uma força sem precedentes, provocando aquele que ficou conhecido como o Inverno mais duro da história do continente.
Os termómetros de Paris demonstram que as temperaturas desceram em poucas horas, de 10ºC para -20ºC. Trinta graus de diferença da noite para a manhã! As pessoas acordavam com os gorros de dormir congelados, as paredes interiores das suas casas humildes geladas e as roupas petrificadas pelo frio. À época não existia qualquer tipo de previsão meteorológica, de maneira que milhares de pessoas sucumbiram à hipotermia antes de poderem tomar qualquer precaução.
Os rios, a rede de canais e até mesmo portos marítimos ficaram bloqueados pelo gelo. A neve fechou os caminhos. No porto antigo de Mar-selha e em diversos pontos dos rios Loire, Ródano e Garonne, o gelo suportava sem problema os peso das carroças carregadas, o que implica uma espessura mínima de 30 centíme-tros. As cidades deixaram de receber comida e os habitantes, desespera-dos, queimaram o escasso mobiliário para se aquecerem. Em Paris, este bloqueio de comunicações prolon-gou-se por três meses. Os teatros fecharam. Os tribunais e o Parlamento suspenderam as suas actividades.
Bebidas congeladas
As pessoas que dispunham de reservas de alimentos descobriram que o frio impedia o seu consumo. O pão, a carne e até as bebidas alcoólicas congelavam: o brandy congela a -6ºC, a sidra a -9ºC, a cerveja a -12ºC e o vinho a -15ºC. Bebidas mais fortes como vodka, whisky ou rum precisam de temperaturas entre -45ºC e -50ºC para solidificar.
A crise climática não respeitou ninguém. As mansões da elite, repletas de grandes janelas, estavam construídas para a ostentação, mas não ofereciam isolamento térmico eficiente. Quanto maior era o palácio, mais complicado era aquecê-lo. Em Versalhes, a duquesa de Orleães, cunhada do rei Luís XIV, escreveu a uma parente em Hanover: “Estou sentada em frente do fogo forte de uma lareira, as portas estão fechadas e cobertas de tapeçarias, as janelas seladas, de forma a poder sentar-me aqui protegida com peles de marta, os pés metidos numa pele de urso e, ainda assim, estou a tremer de frio e a segurar com dificuldade a pena com que te escrevo. Nunca na vida tinha visto um Inverno como este.”
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| Bertrand Rieger / GTRE - O palácio de Versalhes coberto de neve. A brutal e súbita descida das temperaturas afectou inclusivamente palácios e mansões, mal equipados para lidar com o frio. |
A brusca descida das temperaturas levou os troncos das árvores a rebentar com estouros chocantes, como se um lenhador invisível as estivesse a cortar. Os sinos quebravam-se quando eram tocados, pois o metal tornara-se quebradiço a baixas temperaturas. Para muitos camponeses iletrados, tratava-se de um castigo do demónio.
No resto da Europa, a situação era semelhante e até pior. O Tamisa congelou, tal como os canais e o porto de Amsterdão. O mar Báltico solidificou durante quatro meses. Podia atravessar-se a pé ou a cavalo da Dinamarca até à Suécia ou Noruega. Quase todos os rios do Norte e Centro da Europa congelaram. Até as termas de Aachen acabaram por congelar! Carroças com grandes cargas circulavam sobre os lagos suíços, os lobos entravam nas povoações em busca de algo para comer, incluindo os habitantes.
No Adriático, o gelo aprisionou embarcações cujas tripulações morreram de frio e fome. Os venezianos usavam patins de gelo em vez de gôndolas para circular na cidade. Roma e Florença ficaram incomunicáveis devido a intensos nevões. Até a cálida Valência teve gelo suficiente para arruinar as colheitas.
O espectro da fome
Com ligeiras oscilações, as temperaturas permaneceram anormalmente baixas até meados de Abril e, em alguns locais, até Maio, mas a catástrofe ainda não terminara. Frio, fome, inundações e epidemias foram os Quatro Cavaleiros desse Inverno apocalíptico. Com efeito, a neve acumulada derreteu e provocou inundações de dimensão inaudita.
As epidemias não se fizeram esperar. Uma gripe surgira em Roma no Natal de 1708. O frio e a fome favoreceram a expansão da doença até a tornarem uma autêntica pandemia que viria a espalhar-se por quase toda a Europa em 1709 e 1710. Para rematar o desastre, a peste chegou vinda do Império Otomano, via Hungria. Em Sevilha, uma epidemia de peste ou de gripe matou 15 mil pessoas.
O cenário mais assustador para os europeus era a fome. As terríveis vagas de frio tinham deixado um cenário desolador nos campos. O cereal, as videiras, as hortas, as árvores de fruto, os rebanhos… tudo ficou devastado. O abastecimento das cidades ficou em perigo, sobretudo devido à impossibilidade de importar comida de outras povoações, uma vez que todas foram afectadas. Além disso, sucessivas vagas de frio destruíram as colheitas que se esperavam para o Verão seguinte. Tudo isto deu origem a uma escalada dos preços dos cereais que, ao longo de 1709, aumentaram cinco ou seis vezes.
As autoridades reagiram. Em França, Luís XIV organizou distribuições gratuitas de pão e obrigou a aristocracia a abrir cozinhas de beneficência. Também baixou por decreto o preço do pão para que os pobres o pudessem comprar. Ordenou que todos declarassem a quantidade de cereal armazenada para evitar os açambarcamentos e enviou inspectores para assegurar que a ordem era cumprida. Até mandou fundir o seu serviço de jantar de ouro para conseguir reunir fundos.
Um balanço terrível
Nem assim se evitaram os episódios de violência. Os camponeses, reduzidos ao consumo de sopa de urtigas e fetos, juntavam-se em bandos para assaltar padarias ou atacar transportes de cereal para evitar que este saísse da sua comarca. Em Paris, um surto de motins em Agosto saldou-se na morte de oito pessoas e em vinte feridos.
É difícil medir o impacte demográfico do Inverno de 1709. Em França, nos três primeiros meses do ano, morreram mais 100 mil do que num ano normal e, ao longo de 1709 e 1710, registou-se um total de 2,14 milhões de mortes em oposição a 1,33 milhões de nascimentos. Por outras palavras, o território perdeu então 3,5% da população. Não há dúvida de que na Europa do Antigo Regime um mau Inverno podia ter trágicas consequências para milhões de pessoas.
Peter Higgs, o prémio Nobel que descobriu a existência da "partícula de Deus"
O cientista, falecido aos 94 anos na sequência de uma curta doença, é considerado uma das grandes mentes do século passado: o seu legado enriqueceu os domínios da física matemática e teórica.
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| Cordon Press-Peter Higgs (1929-1964). |
Nascido em Newcastle Upon Tyne, Inglaterra, em 1929, Higgs dedicou a sua vida à investigação em física, que o levou a descobrir, aos 35 anos, a existência do bosão de Higgs, ou "partícula de Deus", que explica como a matéria se formou após o Big Bang.
A descoberta, no entanto, só foi reconhecida no século seguinte. Especificamente em 2012, quando o Grande Colisor de Hadrões da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN) testou com sucesso as teorias de Higgs. Um ano depois, foi-lhe atribuído o Prémio Nobel.
Para além disso, o seu trabalho como professor, doutor e investigador na Universidade de Londres e na Universidade de Edimburgo deixou uma marca indelével no conhecimento dos seus alunos. Neste sentido, o director desta última instituição, o Professor Peter Mathieson, declarou que "o seu legado continuará a inspirar muitas outras gerações futuras".
Os primeiros grandes passos de Higgs na ciência centraram-se no cálculo dos espectros vibracionais das moléculas, que mais tarde conduziram à investigação da teoria quântica dos campos. Assim, em 1964, publicou dois artigos nos quais propôs o que viria a ser conhecido como o mecanismo de Higgs, que, explicado de forma breve e simples, é um processo que confere massa às partículas elementares.
Foi a partir deste trabalho que a sua carreira começou a caminhar para o Prémio Nobel, pois um desses artigos foi rejeitado por uma prestigiada revista científica. Isto levou-o a rever a sua abordagem e a perceber que a sua teoria revelava a existência de um bosão pesado – um tipo de partícula básica na natureza, como o fotão.
DEPOIS DO BOSÃO DE HIGGS OU "PARTÍCULA DE DEUS"
Nos anos que se seguiram à descoberta, vários cientistas de todo o mundo utilizaram as ideias de Higgs para explicar outros fenómenos da física, como os físicos Sheldon Lee Glashow, Steven Weinberg e Abdus Salam na sua teoria electrofraca. No entanto, só em 2012 é que o CERN, com a colaboração activa de Higgs, comunicou ter detectado o sinal de uma partícula que correspondia às descrições do bosão de Higgs.
A descoberta demorou um ano a ser confirmada, mas levou a que o físico e professor recebesse o Prémio Nobel da Física em 2013. Foi um reconhecimento merecido pelas suas extensas contribuições para a disciplina científica, que já tinham sido consideradas em múltiplas ocasiões por outras instituições: por exemplo, em 1983 Higgs entrou para a Royal Society, uma das mais antigas e prestigiadas sociedades científicas do mundo, e ao longo da primeira década do século XXI foi galardoado com o Prémio Wolf e o Prémio J.J. Sakurai, juntamente com outros investigadores de renome.
A morte de Higgs – que ocorreu "pacificamente em casa, devido a uma curta doença", segundo a Universidade de Edimburgo – veio trazer de novo à ribalta as abordagens inovadoras que o levaram a ser considerado uma das grandes mentes do século passado. Era "uma pessoa extraordinária, um cientista dotado cuja visão e imaginação enriqueceram a nossa compreensão do mundo que nos rodeia", afirmou Mathieson.
PRESIDENTE DO IPB PARTICIPA NA DEFINIÇÃO DAS PRIORIDADES DA NOVA AGÊNCIA PARA A INVESTIGAÇÃO E INOVAÇÃO
A AI² resulta da fusão entre a Fundação para a Ciência e a Tecnologia e a Agência Nacional de Inovação, concentrando numa única entidade a coordenação estratégica e o financiamento da ciência e tecnologia em Portugal. O novo modelo prevê a definição de prioridades até outubro e a celebração de um contrato-programa plurianual para 2027–2031, com o objetivo de garantir maior estabilidade no financiamento do setor.
Durante a sessão, o ministro Fernando Alexandre destacou a autonomia estratégica da nova agência e a necessidade de reforçar a ligação entre investigação, inovação e economia.
A participação do IPB assume particular relevância neste processo, tendo em conta a aposta da instituição na investigação aplicada, na inovação de base regional e na articulação com o tecido empresarial. Enquanto membro da comissão permanente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, Orlando Rodrigues integra o debate nacional sobre o papel dos politécnicos no novo modelo de governação da ciência.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
A Liberdade Não Cabe em Gaiolas Nem em Aquários
Durante anos, tive pássaros numa gaiola e peixes num aquário. Olhava para eles todos os dias, cuidava da sua alimentação, limpava os espaços em que viviam, tentava oferecer-lhes conforto. No silêncio da noite ou nas pausas da rotina, havia sempre uma sensação inquietante. Nem os pássaros nem os peixes pertenciam àquelas paredes de vidro e metal. A gaiola, por maior e mais ornamentada que fosse, nunca poderia substituir o céu aberto, os galhos que se movem ao sabor do vento, o espaço infinito de um rio onde os peixes poderiam nadar sem limites. A vida que se quer bem não se mede em alimento ou abrigo, mede-se na liberdade de ser, de se poder mover, de existir sem grades ou barreiras que limitem a essência.
Os pássaros, com suas asas feitas para voar, carregam um instinto que nenhuma gaiola pode conter. Bater de asas contra o metal, olhar fixo na porta da gaiola, aquilo não é natural. O canto que ouvimos pode ser ainda mais belo por ser uma forma de resistência, um grito contido de liberdade. E os peixes, mesmo com cores deslumbrantes e movimentos hipnotizantes dentro de um aquário, vivem num mundo diminuto, onde o horizonte é apenas vidro, onde a corrente que sentiriam na natureza nunca passa de uma simulação ligada à eletricidade. O coração de qualquer ser vivo pulsa por liberdade, mesmo quando não pode expressá-la plenamente.
Manter animais em cativeiro é, muitas vezes, fruto de ignorância ou desejo de controle. Eu, ignorante, me confesso. Mas a verdade é dolorosa. O bem-estar de um ser vivo não se resume a sobreviver, trata-se de viver plenamente, de existir em harmonia com a própria natureza. O olhar de um pássaro que nunca voou para além das grades, o nadar de um peixe que nunca sentiu a vastidão de um rio, carregam uma tristeza que nos desafia a refletir sobre as nossas ações. Até eles nos ensinam sobre a grandeza da liberdade, sobre a necessidade de respeitar a vida na sua plenitude.
A Liberdade não pode ser apenas um conceito, a Liberdade é um direito inalienável de todos os seres vivos. Assim como não suportaríamos estar confinados, não podemos esperar que eles se contentem com espaços limitados, mesmo que confortáveis. Cada ser tem um papel na teia da vida, e esse papel é exercido no seu habitat natural, não em gaiolas nas paredes que nos agradam ou em aquários que nos fascinam. Soltar os pássaros para o céu, devolver os peixes ao rio, significa mais do que libertá-los, significa reconhecer a sua dignidade, reconhecer que cada vida tem um valor intrínseco, independentemente do nosso desejo de possuir ou controlar.
Há também uma lição íntima e profunda para nós ao permitir que outros seres vivam livres, aprendemos um pouco sobre empatia, humildade e respeito. Aprendemos que a posse (isto é meu) nem sempre é amor, que cuidar e dizer que se gosta não é controlar, e que a verdadeira ligação com a vida exige reverência pela liberdade. O amor que aprisiona é amor incompleto, o amor que respeita a liberdade é amor pleno. Quando deixamos que os pássaros voem para o céu e que os peixes deslizem nos rios, libertamos também algo em nós, a consciência tranquila de que estamos a respeitar o mundo como ele deveria ser, e não como queremos que ele seja.
A natureza não foi feita para ser exibida em vitrines, a vida não foi feita para ser confinada. E, mesmo com a melhor das intenções, o cativeiro nunca é um lar verdadeiro. A lição que levo comigo, depois de tantos anos a cuidar, o melhor que podia e sabia, de pássaros e peixes, é simples e definitiva. A liberdade é o maior presente que podemos oferecer a qualquer ser vivo, e o respeito por essa liberdade é a medida da nossa humanidade. Devemos aprender a admirar sem possuir, a proteger sem prender, e a honrar cada vida permitindo que ela seja aquilo que nasceu para ser. VIVA e LIVRE!
Bem gostava que este pequeno texto abrisse muitas gaiolas, literais ou simbólicas.
Venha "Spreitar L Cielo" no PINTA!
Da literacia espacial à fotografia de natureza, há atividades para todos os curiosos e apaixonados pelo universo.
Organização: Município de Vimioso, AEPGA e Palombar.
𝐁𝐫𝐚𝐠𝐚𝐧𝐜̧𝐚 𝐃𝐞𝐥𝐢𝐛𝐞𝐫𝐚 – 𝟐𝟕.𝟎𝟐.𝟐𝟎𝟐𝟔 🖊️ Reunião de Câmara Municipal Descentralizada - 𝐹𝑟𝑒𝑔𝑢𝑒𝑠𝑖𝑎 𝑑𝑜 𝑍𝑜𝑖𝑜
Esta descentralização é uma prática inovadora deste executivo, que pretende aproximar o órgão executivo das freguesias e das populações, valorizando todo o território do concelho.
As principais deliberações que marcam a vida do concelho, tomadas na aldeia do Zoio, apresentadas de forma simples.
𝐼𝑛𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎𝑐̧𝑎̃𝑜, 𝑟𝑖𝑔𝑜𝑟 𝑒 𝑝𝑟𝑜𝑥𝑖𝑚𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒.
Autarquia de Macedo de Cavaleiros aumenta quadro de pessoal
Na reunião do executivo, a proposta foi votada contra pelos vereadores da oposição do Partido Socialista, que tornaram pública essa posição.
Na Assembleia Municipal, a vereadora responsável pelo pelouro dos Recursos Humanos, Cristina Pires, esclareceu que 30 dos postos de trabalho agora incluídos já transitavam do anterior executivo, sendo criados nesta fase mais 40 novos lugares:
A autarca justificou a necessidade do reforço do quadro, sobretudo, devido às reformas previstas para os próximos dois anos, salientando que o executivo pretende acautelar as necessidades que irão surgir nos serviços municipais:
Relativamente aos programas ocupacionais do Instituto de Emprego e Formação Profissional, IEFP, que têm a duração de nove meses, com um interregno obrigatório de três meses antes de eventual novo recrutamento pela mesma entidade, a vereadora sublinhou que este modelo cria instabilidade laboral:
Segundo os esclarecimentos prestados, há trabalhadores que colaboram com a autarquia há cerca de 10 anos, num modelo considerado pelo executivo como um ciclo rotativo. Os serviços municipais referiram ainda que já foram realizados cerca de 545 programas ao abrigo do IEFP.
Foi também justificada a criação de duas novas divisões, Agricultura e Desporto, o que implicará a contratação de novos recursos humanos.
A medida gerou contestação por parte da bancada socialista, que considera que o aumento do quadro de pessoal poderá traduzir-se num impacto financeiro na ordem de um milhão e meio de euros. O deputado municipal Alfredo Preto afirmou que existe apreensão quanto à possibilidade de reduzir a margem para investimento no concelho e nas aldeias:
Em resposta, o executivo garantiu que esta decisão não colocará em causa as promessas eleitorais assumidas.
A proposta foi aprovada com 36 votos a favor, 18 contra e 6 abstenções.
FREIXO DE ESPADA À CINTA APRESENTA PROJETO DE JOALHARIA CONTEMPORÂNEA INSPIRADO NA SEDA LOCAL
A iniciativa será conduzida pela designer Soraia Maduro, em colaboração com o Museu da Seda e do Território. A coleção tem como ponto de partida a emblemática seda produzida no concelho, reinterpretando este património através de uma abordagem contemporânea na área da joalharia.
O projeto pretende valorizar a identidade e a tradição locais, aliando criatividade e inovação a um dos maiores símbolos culturais do território. A sessão é aberta à população e visitantes, que são convidados a participar neste momento de celebração e promoção do património freixenista.
OS FIDALGOS - RABAL
«1 – Morgado que instituiu o padre BENTO PIRES VARGE e seus irmãos o padre João de Varge e Maria dos Santos, com capela de Nossa Senhora da Penha de França no lugar de Rabal junto á fonte do Vale, limite da povoação( 468) em 27 de Maio de 1696 e o nomearam em seu sobrinho.
2 – Bento de Varge, cidadão de Bragança, capitão de uma tropa da ordenança, que cazou com Francisca de Morais Leite; sem geração.
3 – É hoje [1721-24] administrador Antonio Conçalves Varge, alferes de infantaria, parente mais chegado dentro dos instituidores, que deixaram a clausula, que não tendo o primeiro chamada sucessão, entrasse o parente mais chegado dentro do sexto gráu e faltando em algum tempo a direita sucessão do administrador, havendo parente dentro do sexto gráu sucederá e não o havendo, nomeia a Confraria do Santissimo Sacramento do lugar de Rabal.
Os mesmos instituiram um vinculo para que andasse nos seus parentes até o sexto gráu inclusivé, não por sucessão, mas pelos parentes mais chegados dos instituidores até sexto gráu inclusivé tão somente e que findo o sexto gráu passem logo as fazendas deste vinculo á Confraria do Santo Cristo de S. Vicente de Bragança».
A capela deste morgadio está profanada e pertence por compra aos herdeiros de Martinho Garcia, de Rabal, que fez das campas sepulcrais dos fundadores, nela existentes, degraus de escada na sua casa de habitação, no bairro do Pinheiro!
Na que serve de patamar ainda se vê a seguinte inscrição:
ANJOS NA TERRA
(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")
Conhecido de D. Francisco Manuel de Melo, contava entre seus bens, a quantidade de amigos que possuía e, tinha razão, porque, quando são leais, sinceros e dedicados, são bens mais valiosos que oiro e prata. São anjos, que Deus nos proporciona para amenizar as agruras da vida.
Infelizmente, anjos bons, são raros, a maioria dos amigos comportam-se como as formigas, que só procuram celeiros cheios, como os de Job; outros, hipócrita, buscam: fama, influencia e glória, como os de Camilo, que tendo " Cento e dez, tão serviçais", mas vendo-o doente, pobre e quase cego, diziam: " - Que vamos lá fazer? Se ele está cego, não nos pode ver!..."
Também eu, durante a minha longa existência tive amigos, companheiros de jornadas, que Deus, na Sua infinita bondade, colocou-os no meu caminho, a quem lhes devo o que fui e o que sou.
Muitos perdi-os no correr dos anos, ceifados pela impiedosa Morte, mas ficaram, para sempre, gravados no filme da memória, com gratidão e saudade.
Entre eles, destaco o Silvério, que me abriu as portas, que muito necessitava, não por amizade, porque mal me conhecia, mas pelo bondoso coração, que tudo fazia para ajudar quem muito precisava.
Deparei, também, na estrada da vida, muita ingratidão, falácias e cambalachos, e ainda quem utilizando a política (que devia servir para o bem de todos,) me prejudicou no termo da carreira profissional; e tudo porque não sou, não era, nem quero ser – porque abomino opinião de cabresto, nem penso por cabeça alheia – militante de partido político...
Porém Deus sempre me amparou, como Pai que cuida dos filhos, não que fosse ou seja merecedor, que não sou, mas creio, como supunha Jean Guitton: a Misericórdia divina é superior à Sua Justiça.
Jesus sempre me enviou e certamente enviará, nos momentos angustiosos, anjos da guarda, que permanecem presentes nas horas de amargura.
Foram e são mãos humanas, guiadas pela Mão de Deus, que consolam, apoiam e abraçam.
Seria justo citá-los, mas muitos já não se encontram entre nós, e os mortos não têm vaidade; os que restam, certamente, não gostariam de se verem em letras de forma.
Decerto, o leitor, também deparou e deparará, ao longo da vida, " anjos", que o acolheram e o protegeram. Se atribuiu, alguma vez, o auxílio à sorte ou acaso, está redondamente enganado, foi certamente, a Mão de Deus que fez a mão dos homens agir.
Não foi sem razão, que o conhecido do nosso clássico, incluía no rol dos bens, os amigos fiéis e dedicados.
Porém não é fácil topar, no percurso da nossa peregrinação terrena – "anjos".
Os que nos abordam, em geral, não são "anjos" da Luz, mas das trevas. Buscam interesses e o vil metal, que tudo compra e tudo corrompe.
Já o ilustre Rei Salomão, dizia: " As riquezas granjeiam muitos amigos; mas os pobres, o seu único amigo, a deixa." - Pv.19:4
Infelizmente era assim, e continua assim, e para nosso mal, continuará assim...
Humberto Pinho da Silva nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG” e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".
Fumeiro de Vinhais mostra-se em Oeiras
Serão três dias a experienciar saberes e sabores rurais no Mercado Municipal de Oeiras e a sentir o incomparável aroma dos enchidos que transporta quem está presente para a característica aldeia transmontana.
Além do fumeiro estão disponíveis uma tasquinha e um restaurante com pratos da Terras Frias. “Oeiras transforma-se num verdadeiro palco de celebração de tradições culturais, onde não faltarão grupos de concertinas; gaiteiros; castanholas; pauliteiros; caretos; tunas académicas; confrarias; “Contos à Lareira” e uma noite de fados, tudo isto seduzindo centenas de visitantes”, explica a organização.
Família apresenta queixa no MP contra dois polícias por agressão
Tudo aconteceu no seguimento de uma queixa de roubo por esticão, apresentada, na PSP, por uma mulher que descreveu algumas das características físicas do presumível autor do furto da carteira, levando uma equipa da Brigada de Investigação Criminal da PSP a efetuar diligências junto de um homem de 25 anos, já com antecedentes criminais neste tipo de crime.
No seguimento desta abordagem, na via pública, terá havido mesmo confronto físico entre os polícias e o indivíduo de 25 anos que acabou por ser manietado, algemado e levado para a esquadra. Um dos polícias e o indivíduo receberam tratamento hospitalar.
No entanto, a mãe do detido, Sandra Monteiro, nega que o filho tenha oferecido resistência aos polícias e garante que o agredido foi o seu filho, sem razão aparente. “Veio um carro da polícia, disseram para tirar as coisas dos bolsos que tinham roubado a uma senhora, a carteira que tinha dinheiro. Ele tirou tudo, pôs tudo em cima do carro, depois veio outro carro patrulha que trazia as duas senhoras, que tinham sido supostamente as vítimas e disseram que não foi ele, que deixassem o rapaz”, conta.
“Um dos polícias deitou as mãos ao pescoço, nem o deixou falar, estava quase a asfixiá-lo. E para ajudar o meu filho, puxei o polícia para trás, mas ele continuou a dar-lhe murros, deitou-o ao chão, pôs-lhe o pé em cima do pescoço, deu-lhe duas vezes com as algemas na cabeça, abriu-lhe a cabeça ao meio, levou nove pontos”, acrescenta. “Depois, as culpas ainda são nossas, mas não, isto não é assim”, desabafa.
Sandra Monteiro já apresentou queixa-crime no Ministério Público, por agressão, contra os dois polícias envolvidos, entregando ainda um pequeno vídeo sobre as supostas agressões e exames periciais que o homem efetuou no Instituto de Medicina Legal, em Bragança.
Confrontado com esta queixa-crime apresentada contra dois agentes da PSP, o Comissário daquela força de segurança de Mirandela, não quis pronunciar-se sobre o assunto.
Recorde-se que, na passada segunda-feira, um homem de 45 anos foi identificado e constituído arguido pela PSP de Mirandela, suspeito de ser o autor do referido assalto por esticão, no passado sábado.
Carção: Comédia “Filhas da Mãe” assinala o Dia Mundial do Teatro
O espetáculo agendado para as 21h30, desenvolve-se como um programa de televisão intitulado “A minha vida dava uma banda sonora”. Entretanto, a rotina é interrompida por um evento hilariante: o apresentador é raptado em direto.
Com um elenco carismático e uma narrativa cheia de ritmo e surpresas, “Filhas da Mãe”, promete uma noite de gargalhadas, ironia e crítica social, num espetáculo que reflete com humor o poder da televisão e das histórias que nela se contam.
A representação da comédia “Filhas da Mãe” em Carção, é uma iniciativa do município de Vimioso e da freguesia local.
O Dia Mundial do Teatro foi comemorado pela primeira vez em 1962, pelo Instituto Internacional do Teatro(ITI). A data continua a ser comemorada, anualmente, a 27 de março pela comunidade internacional do teatro.
Mogadouro: Início da construção do Museu do Território e inauguração do Centro de Arte Manuel Barroco
O programa institucional começa às 11h30, com o lançamento da primeira pedra do Museu do Território, na zona histórica da cidade de Mogadouro.
O futuro museu vai ser instalado junto ao castelo templário do século XII, implica um investimento de dois milhões de euros e deve estar concluído no início de 2028.
“No plano cultural, Mogadouro carecia de um museu para albergar todo o espólio arqueológico e histórico do concelho, que se encontra espalhado por vários locais, como é o caso da Sala Museu de Arqueologia. O futuro museu é um espaço cultural que pretende revitalizar o centro histórico da cidade”, explicou o presidente da Câmara Municipal de Mogadouro, António Pimentel.
No mesmo dia, vai ser inaugurado no centro da cidade de Mogadouro, o Centro de Arte Contemporânea Manuel Barroco.
“Trata-se de um espaço museológico contemporâneo e inovador, que combina uma exposição permanente de escultura, com soluções tecnológicas imersivas e interativas”, informa o município.
O novo espaço cultural nasce de um protocolo de colaboração entre o município de Mogadouro e o escultor Manuel Barroco, que cede o seu espólio artístico para exposição permanente.
“Este gesto de grande significado reforça a ligação do artista à sua terra natal e constitui um exemplo notável de cooperação entre o setor público e a iniciativa privada na promoção da cultura”, realça a autarquia.
A cerimónia de inauguração do Centro de Arte Contemporânea Manuel Barroco está agendada para as 12h00, de sexta-feira, dia 27 de fevereiro, na antiga Casa das Associações, no Largo Trindade Coelho. A cerimónia oferece uma visita guiada, seguida das intervenções institucionais e de um Porto de Honra.
O Presidente da Câmara Municipal de Mogadouro, António Joaquim Pimentel, sublinha que “o projeto honra um dos nossos maiores artistas, valoriza a cultura no interior do país e demonstra que, com visão e parcerias sólidas, é possível criar equipamentos culturais de referência.”
O Centro de Arte Contemporânea Manuel Barroco integra projeções audiovisuais sobre a vida e obra do artista, conteúdos multimédia, um ponto de exploração holográfico com visualização tridimensional de esculturas, um núcleo intimista dedicado aos “tesouros” criativos do autor e uma intervenção mural de homenagem permanente.
Com este novo espaço cultural, a cidade de Mogadouro pretende criar um novo polo de atração turística e educativa e promover a dinamização cultural da cidade.
Colisão entre dois veículos faz dois feridos graves e um ligeiro junto a Ifanes
Segundo o comandante Sub-Regional, João Noel Afonso, os feridos graves são familiares (neto e avó) e há ainda o ferido ligeiro a registar, tratando-se de um cidadão de nacionalidade espanhola.
“Dois dos ocupantes de uma das viaturas envolvidas no acidente tiveram de ser desencerados de dentro de um dos veículos”, indicou o combate.
O acidente aconteceu a meio da tarde na estrada municipal que liga Miranda do Douro à aldeia de Ifanes.
Dois dos feridos, um grave e outro leve, foram transportandos por via terrestre para o hospital de Bragança. Já um outro ferido grave seguiu por via aérea para um hospital de referência no Porto.
O alerta foi dado as 16:51.
No local estiveram 36 operacionais que foram apoiados por 11 veículos e pela equipa médica do helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), estacionado em Macedo de Cavaleiros.
A GNR tomou conta da ocorrência.
Polo de inovação agrícola vai reforçar valor da alheira de Mirandela e preparar candidatura à UNESCO
Vai ser criada uma estrutura, no polo de inovação agrícola, na Quinta do Valongo, em Mirandela, para acrescentar mais valor à alheira.
Segundo o vice-presidente da CCDR-Norte, Paulo Ramalho, as obras neste polo estão a decorrer a bom ritmo e será necessário este passo, para um produto como a alheira de Mirandela evoluir. “Dentro em breve, 5, 6 meses no máximo, poderemos ter aquele espaço reabilitado e pronto a cumprir com a sua função, que é, de facto, ter lá pessoas a trabalhar, no sentido de criar valor ao nosso agricultor, através de análises, dos produtos, mas, acima de tudo, através de encontrar novas soluções produtivas para acrescentar valor ao trabalho do agricultor. E, nesse sentido, vamos precisar naturalmente de técnicos mais especializados, vamos ter lá, seguramente, pessoas da universidade, da academia, do mundo científico e queremos ter as organizações ligadas às diversas produções”.
O autarca Vítor Correia também defendeu que para o produto evoluir é necessário juntar a ciência e a inovação. “A alheira já atingiu um patamar de elevadíssima qualidade, de elevadíssima expansão, mas nós percebemos que, para evoluir, precisamos juntar a ciência e a inovação. Já temos aqui o IPB, com o laboratório MORE, mas temos de juntar aqui mais componente científica, como a UTAD, a Escola Profissional de Agricultura, também a CCDR-N, que se vem agora a juntar, com o polo de inovação agrícola. O que temos que lhe dar é uma componente mais científica para podermos inovar e evoluir mais e atingir outros patamares”.
Isto porque no futuro a câmara de Mirandela pretende candidatar esta iguaria a património da UNESCO, avançou Vítor Correia. “Estamos a falar num trabalho que temos de fazer para candidatar esta iguaria a património da UNESCO. Património gastronómico e cultural. É juntar a gastronomia, mas também a componente cultural e histórica”.
Declarações à margem da abertura da Feira da Alheira de Mirandela, que decorreu esta quinta-feira.
Mirandela celebra a 26.ª Feira da Alheira com 100 expositores
Arrancou ontem a Feira da Alheira de Mirandela, que vai já na 26.ª edição, e conta com cerca de 100 expositores distribuídos pelo centro da cidade.
Catarina Pinto, produtora de alheira, está com expetativas positivas e conta o que os visitantes procuram cada vez mais o produto. “As expectativas são sempre altas. Temos um ex-libris na nossa cidade e todos os nossos produtos têm de estar aqui expostos e o mercado vai-nos procurar. As expectativas são sempre altas porque aquilo que produzimos é de confiança e de qualidade”.
A alheira IGP é a rainha da festa e há para todos os gostos, como refere Pedro Caldeira, também produtor de alheira. “Temos desde a alheira de caça, à alheira silvestre, alheira de aves, alheira IGP, alheira tradicional. Penso que cada a alheira IGP e a alheira de Mirandela são as que mais se vendem”.
No que diz respeito ao preço, este mantém-se semelhante ao do ano anterior. “Em termos de preço, estamos a manter o mesmo preço do ano passado. Colocamos um preço simbólico. Neste momento, está a 8 euros a alheira certificada. Não é um preço para nós ganharmos dinheiro”.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Mirandela (ACIM), Filipe Carvalho, acrescenta que nesta edição há mais expositores e espera-se um bom certame. “As expectativas são muito boas, temos um acréscimo de expositores, o que é bom, temos bom tempo, também é muito bom, e esperemos que haja mais pessoas. Estou convicto que irá haver, de certeza”.
Já o presidente da câmara de Mirandela, Vítor Correia, recordou o impacto económico da alheira no concelho. “Impacto da alheira está estimado na ordem dos 50 milhões, e isso direta e indiretamente, desde o fator produtivo até o fator depois da restauração, exportação. Indiretamente também podemos associar aqui as famílias que vivem diretamente ou indiretamente da produção de alheira. Temos 800 trabalhadores ligados a este setor, portanto, 800 famílias que estão aqui a financiar-se através deste produto fantástico e que tem de ser a nossa âncora de produção e de divulgação”.
A feira da alheira decorre até domingo, em Mirandela.




























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