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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Todos os dias há pequenas coisas para reparar, corrigir e melhorar em Bragança. E é também aí que se faz a diferença.

 As equipas municipais têm estado no terreno, recentemente com intervenções nos bancos do Jardim da Braguinha, na Ciclovia da Mãe d’Água, na Escolinha de Trânsito, no Conservatório de Música e Dança de Bragança, no Mercado Municipal e na Rua Francisco Felgueiras.
Trabalhos feitos por administração direta, que permitem resolver mais depressa e aproveitar melhor os recursos do Município.

É trabalho diário, muitas vezes discreto, mas indispensável!

Moderno Escondido de Picote chegou à semifinal nacional das Novas 7 Maravilhas de Portugal

 O conjunto arquitetónico Picote – Moderno Escondido foi o único candidato da região Norte a chegar à Semifinal Nacional das Novas 7 Maravilhas de Portuga, na categoria Património Século XX. A semifinal realiza-se no dia 5 de setembro. “A candidatura, que pretende valorizar o extraordinário património associado à Barragem de Picote, alcançou esta etapa depois de uma caminhada marcada pelo forte envolvimento da população, das instituições, das empresas e de todos aqueles que reconhecem a importância deste património”, explicou a junta de freguesia, liderada por Jorge Lourenço.


Mais do que a história de uma barragem, Picote – Moderno Escondido representa um conjunto patrimonial único, onde se cruzam arquitetura, engenharia, paisagem, inovação e memória social. Muito deste património está atualmente a carecer de restauro, tanto mais que é único no país. “Construído a partir da década de 1950, o empreendimento de Picote constituiu um marco na história da produção hidroelétrica em Portugal e contribuiu para a eletrificação do país e do seu desenvolvimento, que deixou no território um legado arquitetónico e urbanístico de grande singularidade”, acrescenta o autarca que lança o repto para que os transmontanos e nortenhos votem nesta candidatura.

Glória Lopes

EM TERRA DE PÃO – EUCALIPTO NÃO – MIRANDELA 1989 – PARTE 9

Após a BATALHA, ganha, em Veiga do Lila, as jornadas de luta contra a eucaliptização do Nordeste Transmontano continuaram.


Manifestação em Mirandela com a presença de centenas e centenas de pessoas, a população de Veiga do Lila em peso e força, como sempre, a QUERCUS de BRAGANÇA que esteve sempre na primeira linha da preparação e da organização da Manifestação, a presença em massa da Comunicação Social e CLARO, como não podia, AGORA, deixar de ser, com o aproveitamento político dos Partidos e de outras organizações ligadas, umbilicalmente, a esses. Esses... Aparecem sempre quando a luta já foi travada para comeram a merenda... Ou para tentarem ficar com os louros das jornadas em que outros mostraram a coragem, a convicção e a determinação que eles nunca tiveram.

E, a resiliência dessa malta, permite-nos agora ver, ou rever, imagens únicas...

Abra espaço para a natureza: Como criar um jardim divertido para as crianças?

 Neste novo artigo da série “Abra espaço para a natureza”, Carine Azevedo abre-nos um novo mundo de possibilidades para criarmos e aproveitarmos um espaço verde com os mais novos. Vale tudo, mesmo uma pequena varanda.

Foto: congerdesign/Pixabay

As crianças passam demasiado tempo agarradas aos dispositivos digitais. Por isso, é fundamental proporcionar-lhes oportunidades para explorar e aprender na natureza.  As experiências ao ar livre, como a simples observação de insetos polinizadores e a descoberta de aromas e cores, estimulam a curiosidade natural e o respeito pelo ambiente.

Um jardim educativo pode ser uma forma poderosa de incentivar as crianças a deixar os equipamentos eletrónicos de parte, para saírem e explorarem o ar livre e ligarem-se com o meio ambiente natural local. Nestes espaços verdes, podem aprender sobre biodiversidade, sustentabilidade e a importância da conservação da natureza, ao mesmo tempo que se divertem.

A chave para criar um jardim educativo e dedicado aos mais novos está na diversidade de experiências que este oferece. Neste artigo, vou partilhar algumas ideias para tornar o jardim mais cativante e estimulante para os mais novos.

Áreas temáticas

Dividir o jardim em diferentes áreas temáticas permite criar ambientes específicos que estimulam a curiosidade das crianças. Cada área pode ser projetada com plantas e elementos que enfatizam um aspeto sensorial ou educativo, proporcionando um espaço diversificado para exploração e aprendizagem ao ar livre.

Plantas nativas como a esteva (Cistus ladanifer), a urze (Calluna vulgaris), o medronheiro (Arbutus unedo), o azevinho (Ilex aquifolium), a estevinha (Cistus salviifolius) e outras oferecem uma variedade de texturas interessantes para as crianças explorarem através do toque e da observação.

  • A anémona (Anemone coronaria), a giesta-amarela (Cytisus scoparius), o lírio-de-amor-perfeito (Iris planifolia), a roselha (Cistus crispus), o lírio-amarelo (Iris pseudacorus), a bonina (Bellis perennis), a erva-de-são-roberto (Geranium robertianum), a cila (Scilla monophyllos), a tulipa-brava (Tulipa sylvestris), a violeta-brava (Viola riviniana) e a papoila (Papaver rhoeas) proporcionam cores vibrantes e atrativos visuais que estimulam a imaginação das crianças e tornam o ambiente mais acolhedor.

  • O rosmaninho (Lavandula stoechas), o alecrim (Salvia rosmarinus), o tomilho (Thymus spp.), a erva-cidreira (Melissa officinalis), as mentas (Mentha spp.), a flor-de-mel (Lobularia maritima) e a perpétua-das-areias (Helichrysum stoechas), são alguns exemplos de plantas que oferecem aromas relaxantes e agradáveis, criando uma experiência sensorial enriquecedora para as crianças enquanto aprendem sobre o cultivo e o uso dessas plantas.

Incluir plantas com diferentes texturas, aromas e cores estimula os sentidos e incentiva a aproximação com a natureza desde cedo, promovendo o respeito pelo ambiente e pela biodiversidade local.

Atividades interativas

Além de criar áreas temáticas diversificadas, também podem incluir-se atividades interativas no jardim para encorajar as crianças ao exercício físico e promover a exploração, a descoberta e a aprendizagem. Estas atividades são fundamentais para desenvolver habilidades motoras, cognitivas e emocionais:

1. Observação da vida selvagem

Guiar as crianças na observação de insetos polinizadores como abelhas e borboletas que visitam as flores do jardim ensina-as sobre a importância da polinização, mas também permite que as crianças vejam de perto a interação entre plantas e animais.

Abelhão pousado em flores de urze. Foto: Bea.miau/Wiki Commons
Borboleta-maravilha (fêmea). Foto: Jean-Pol-Grandmont/Wiki Commons

A criação de um ambiente acolhedor com plantas para atrair a vida selvagem pode ser motivador para que as crianças explorem cada recanto do jardim. Construir pequenos abrigos para insetos ou pássaros usando materiais naturais encontrados no próprio jardim, como ramos, folhas secas e pedras, ajuda-as a compreender a importância de fornecer habitats para a vida selvagem, mas também incentiva a criatividade. Estes projetos práticos são divertidos e, ao mesmo tempo, ajudam a educar sobre ecologia e sustentabilidade.

2. Plantar e cuidar

A participação das crianças na sementeira e na plantação de novas plantas no jardim, com explicações sobre o processo desde a preparação do solo até ao cuidado regular das plantas, ajuda-as a aprender sobre as necessidades específicas de cada planta e a importância de cuidar do ambiente em que vivem. Plantas como a flor-de-mel (Lobularia maritima), o tomilho (Thymus spp.) e a hortelã (Mentha spp.) são fáceis de cultivar e mantêm o interesse das crianças devido aos seus aromas e usos culinários.

A criação de uma pequena horta, onde as crianças podem colher e provar os frutos, os vegetais e as flores que ajudaram a cuidar, ajuda-as a aprender sobre a origem dos alimentos, a importância da agricultura e também serve como uma recompensa pelo seu trabalho na hora da colheita. 


A integração de práticas de compostagem para ensinar sobre a reciclagem de resíduos orgânicos e a importância do ciclo de nutrientes na natureza ajuda as crianças a aprender como é que resíduos orgânicos, como as cascas da fruta e dos vegetais, e as folhas caídas das árvores e dos arbustos, podem ser transformados num composto rico para as plantas crescerem.

3. O jardim e as estações do ano

Ver como as plantas do jardim mudam ao longo do ano é uma atividade educativa fascinante. Observar a floração e a germinação de novas plantas na primavera, o crescimento no verão, a mudança das cores no outono e a dormência no inverno são atividades que ajudam as crianças a compreender o ciclo natural da vida das plantas e a sua adaptação às diferentes estações. Esta experiência permite-lhes compreender o ritmo natural e como as plantas se ajustam às variações climáticas sazonais.

Folhas de outono. Foto: Joana Bourgard/Wilder
Flores de primavera. Foto: Inês Sequeira/Wilder

A exploração das mudanças que ocorrem ao longo das estações também proporciona uma oportunidade para discutir as alterações climáticas e os seus efeitos no ambiente local. Por exemplo, as temperaturas mais elevadas na primavera podem afetar os períodos de floração das plantas, enquanto a alteração nos padrões de chuva influencia o crescimento e a saúde das mesmas. O jardim pode servir como um laboratório vivo onde as crianças podem testemunhar diretamente os impactos das atividades humanas no meio ambiente. Esta experiência promove um entendimento mais profundo da importância da sustentabilidade e incentiva a práticas que ajudem a conservar a biodiversidade local.

4. Brincadeiras criativas

Criar um espaço no jardim que seja tranquilo e acolhedor, onde as crianças possam simplesmente sentar-se para ouvir uma história, por exemplo, permite que elas se conectem com os elementos naturais ao seu redor: o ar puro que respiram, o som dos pássaros a chilrear, os aromas das flores e a brisa que acaricia a pele, enriquecendo o seu entendimento sobre o ambiente e incentivando a um maior respeito pela natureza.

Pisco-de-peito-ruivo. Foto: Christiane/Pixabay

Espaços equipados com materiais naturais como troncos, pedras e areia estimulam a criatividade. Estes espaços não estruturados permitem que as crianças experimentem livremente e desenvolvam habilidades de resolução de problemas, colaboração e imaginação enquanto brincam num ambiente natural.

Utilizar troncos e pedras para criar pequenos percursos e desafios físicos é uma boa maneira de integrar a atividade física no jardim. Elementos como escadas de troncos, pontes de madeira e pequenos túneis naturais incentivam o movimento, a atividade física e estimulam a imaginação e a criatividade das crianças.

Planeamento, manutenção e sustentabilidade

Um jardim destinado à diversão das crianças não se constrói apenas com atividades e estruturas. O planeamento deve ser cuidadoso desde o início, e embora a planificação seja semelhante a qualquer outro jardim, é necessário considerar alguns aspetos:
  • Segurança: É fundamental certificar que o espaço é seguro, livre de produtos químicos perigosos e com superfícies adequadas para brincadeiras.
  • Escolha das Plantas: Deve optar-se por plantas nativas, atrativas e de fácil cultivo.
  • Tamanho do espaço: O jardim pode variar, desde um pequeno canteiro até uma área maior, dependendo da disponibilidade e do contexto urbano ou rural. Até um vaso pode ser visto como um jardim.

Flores numa varanda. Foto: João Arquimedes/Pixabay
  • Tema do Jardim: Pode ser um jardim de borboletas, um jardim sensorial, um jardim de ervas para cozinhar, ou até um jardim com várias áreas temáticas, consoante a área disponível.
  • Identificação de plantas: Usar placas ou etiquetas para identificar e ajudar a que aprendam os nomes das plantas.
  • Experiências simples: Semear plantas anuais em diferentes condições de solo ou luz, para aprender sobre o crescimento das plantas.

Margaridas. Foto:  RÜŞTÜ BOZKUŞ/Pixabay
  • Cuidados de manutenção: Ensinar sobre a importância de remover ervas daninhas, da rega regular e como observar sinais de saúde nas plantas.
  • Tempo ao ar livre: Incentivar as crianças a passarem tempo no jardim diariamente, observando as mudanças ao longo das estações.
Ao criar um jardim que combina educação, diversão e sustentabilidade, estamos a proporcionar um espaço lúdico para as crianças, mas também a fortalecer o vínculo das crianças com a natureza. Estaremos a cultivar plantas e a “cultivar” uma geração de cuidadores conscientes, que valoriza e protege o meio ambiente, e são apaixonados pela natureza. Além disso, um jardim para crianças pode fortalecer laços familiares, promover uma alimentação saudável e desenvolver habilidades sociais ao trabalharem em equipa.

Joaninha. Foto: Myriams/Pixabay

Em Portugal, temos a sorte de contar com uma variedade impressionante de plantas nativas perfeitas para integrar neste tipo de jardim, proporcionando um verdadeiro mergulho na biodiversidade local e uma oportunidade única para as crianças explorarem e aprenderem na natureza.

Então, mãos à obra! Vamos abrir espaço para a natureza para que as crianças explorem, aprendam e se divirtam no jardim!

Na série “Abra espaço para a natureza” encontrará mais alguma informação que ajudará na escolha das espécies e nos cuidados a ter com as suas plantas. E se explorar a série “O que procurar: espécies botânicas”, irá encontrar um vasto leque de espécies nativas que se poderão adequar às diferentes condições do seu jardim.

Aproveite para partilhar as fotos do seu jardim nas redes sociais com #jardimtemático e no Instagram, comigo (@biodiversityinportuguese) e com a Wilder (@wilder_mag).

Nicolau Pereira de Campos Vergueiro


Doutor em direito pela Universidade 
de Coimbra, onde terminou o curso em 1801, deputado, senador, membro da regência provisória e ministro do império brasileiro. Nasceu na «freguezia de São Vicente Ferrer de Valporto, termo de Bragança» (dizem os seus biógrafos; porém, não há tal freguesia, e deve entender-se Vale da Porca, hoje concelho de Macedo de Cavaleiros e então de Bragança) a 20 de Dezembro de 1778 e faleceu a 17 de Setembro de 1859.
Em 1802 foi para o Brasil, estabelecendo-se em S. Paulo, onde exerceu a advocacia; mas, casando com a rica paulista D.Maria Angélica de Vasconcelos, filha do capitão José Andrade Vasconcelos, dedicou-se à agricultura, pondo de parte aquela profissão.
A revolução do Porto em 1820, que teve eco em S. Paulo, chamou-o à vida política e foi nomeado membro do governo provisório da província, em que prestou notáveis serviços, e depois deputado às constituintes portuguesas, em que defendeu a independência do Brasil, a ponto de não querer assinar a Constituição e de se retirar para o Brasil. Depois de 1822 tomou assento na constituinte brasileira, em que se mostrou liberal avançado, sendo preso após a dissolução desta. Deputado em 1826, primeira legislatura ordinária, manteve-se firme nas ideias liberais anteriormente manifestadas e foi um dos chefes deste partido; foi também senador em 1828 por Minas Gerais.
Nicolau Vergueiro foi um dos que tomaram a iniciativa da representação dirigida ao imperador D. Pedro I no dia 17 de Março de 1831 em que pediam a sua abdicação, e realizada esta a 7 de Abril fez parte da regência provisória, juntamente com o marquês de Caravelas e com Francisco de Lima e Silva. Em 1832 foi nomeado ministro do império e em 1840 sustentou energicamente a causa da maioridade de D. Pedro II.
Tomou parte em 1842 na revolta de S. Paulo, sendo preso e conduzido para o Rio de Janeiro juntamente com o seu grande amigo padre Diogo António Feijó, mas foi absolvido pelo senado. Em 1847 foi ainda nomeado ministro da Justiça, onde pouco se demorou, devido aos sintomas de ataque cerebral que começaram a manifestar-se-lhe, forçando-o ao abandono das lutas políticas.
Consagrou os seus últimos anos ao estudo de diversos sistemas de colonização; dirigiu o curso de direito de S. Paulo desde 1837 a 1842 e teve várias condecorações científicas, literárias e políticas. Durante o seu ministério em 1832 foi publicado o Código Comercial, que era um dos melhores da época.
Escreveu uma interessante Memória sobre a fundação da fábrica de São João de Ipanema. Lisboa, 1822. Teve 2.ª edição em 1858.

Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança

Município vai investir 3,4 milhões para transformar Monte de S. Bartolomeu num lugar de oração, bem-estar e lazer

 A Câmara de Bragança vai investir mais de 3, 4 milhões de euros na requalificação do Monte de São Bartolomeu, cujo projeto foi apresentado no passado domingo, no final da eucaristia e procissão realizadas em homenagem a este santo.


O investimento, que será objeto de uma candidatura a fundos comunitários, será feito de forma faseada. “É uma visão para o futuro. É mais do que uma requalificação urbanística”, explicou a presidente da câmara, Isabel Ferreira, à margem da assinatura do protocolo entre o município e o Cabido da Diocese de Bragança-Miranda que teve lugar no final das celebrações religiosas. “Este protocolo é muito importante porque permite intervir na parte que pertence ao Cabido, mas não fazia sentido intervir só nessa parte. 

É preciso intervir em todo o Monte de São Bartolomeu e em toda a sua envolvência. Precisa mesmo deste projeto integrado”, indicou a autarca sublinhando que o protocolo permite a submissão da candidatura em breve.

Glória Lopes

Festas, Festividades e Eventos

Município de Carrazeda de Ansiães - CITICA

São Bartolomeu a Santuário já! Depois das obras...


 No passado domingo, o Monte de São Bartolomeu, a 833 metros de altitude, acolheu a celebração do Padroeiro, culminando na assinatura pública do Protocolo de Colaboração entre o Cabido e o Município. Perante uma expressiva assembleia, unindo as forças vivas de Samil e da Cidade, escuteiros e as mais altas autoridades civis e eclesiais, o ato transcendeu a mera espuma dos dias.

Longe de ser um mero arranjo de secretaria, este entendimento desenha um Pacto de Solidariedade Ativa, provando que o progresso regional exige a união entre a herança histórica, o poder político e a responsabilidade social. O texto, discutido em tempo recorde graças à calejada experiência do Dr. João Rodrigues, Diretor do Ambiente, e ao empenho da Presidente da Câmara, Prof.ª Doutora Isabel Ferreira, reconhece a titularidade do Cabido sobre o Artigo Matricial 2693, regulando o usufruto público do Planalto. A Igreja pede travão à proliferação desordenada de betão, assumindo a Ecologia Integral da “Laudato Si” na preservação do silêncio, da fauna, da flora e da matriz religiosa do adro e da Capela.

Como as contas da Igreja carecem de dotação para engenharia urbana, multiplicamos pães, mas não euros, a reabilitação da Capela apoia-se na candidatura de 100.000€ ao Subprograma 2 da DGAL. Diante do bloqueio de Lisboa, que suspendeu a linha, o Cabido conta com a liderança municipal para continuar a exigir o resgate das verbas, amparadas pelo cofinanciamento camarário de 30% (até 30.000€). Na montanha Transmontana a conservação dos templos, capelas e santuários, reclamam pela sua função comunitária melhor comparticipação pública.

O Cabido conta ainda com a Prof.ª Doutora Isabel Ferreira para levar o cabeço ao cimo, tal como elevou o Centro de Investigação de Montanha (CIMO) na atual Universidade Politécnica de Bragança (UPB), a instituição do nosso profundo contentamento. Sendo conhecedora de ambos, bem podia fazer com que o monte fosse um laboratório vivo e o CIMO ganhasse prémios internacionais lá no alto! Apela-se ao brio dos técnicos, confiando em que não hesitarão em resgatar as diretrizes do estudo de 2010 do Prof. Doutor Sidónio Pardal, para que a identidade da nossa pedra seca, do xisto e do granito vença o facilitismo do cimento.

A fina ironia transmontana fez-se notar ao visionar os “slides” das obras. Um amigo, reparando nos gráficos em 3D, observou: “Repara na eficiência do projetista! Conseguiu remover, sem quaisquer atritos, as torres de betão por detrás da Capela. Não fiques triste, olha que bonito fica!” No ecrã a harmonia visual venceu, mas no mundo real o gigante das telecomunicações teima em operar num regime de «linhas cortadas» e de uma informalidade hertziana que urge sintonizar.

Esta assinatura coroa três anos de trabalho consecutivo e celeridade municipal merecedora de aplauso. Tanto assim é que, entusiasmado com o horizonte, o Cónego Silvério Pires fez um pedido público a D. Nuno Almeida: “Logo a seguir à conclusão das obras, esperamos a elevação canónica da Capela a Santuário Diocesano.” Bragança agradece.

Pe. Estevinho Pires

Liquidação do Imposto do Selo da venda das barragens começou mas autarcas esperam contestação da EDP

 Quase seis anos depois da venda do pacote de seis barragens transmontanas pela EDP ao grupo francês Engie, a Autoridade Tributária (AT) iniciou a liquidação dos impostos deste negócio de 2,2 milhões de euros.


A primeira tranche liquidada no valor de 12,2 milhões é uma pequena fatia um total de 120,8 milhões do Imposto do Selo pelo trespasse da concessão feito pela EDP ou seja 5% sobre valor do contrato.

Porque o total dos impostos que o Ministério Público apurou, após uma investigação, aponta 335, 2 milhões de euros a cobrar, nomeadamente 114,6 milhões em IRC, as duas parcelas de Imposto do Selo, uma de 108,6 milhões e outra no valor de 12,2 milhões (a única liquidada), mais o Imposto Municipal sobre Transações Onerosas de Imóveis, no valor de 99,6 milhões.

Até ao momento as notas de liquidação dizem respeito às Câmaras Municipais de Alijó, Torre de Moncorvo, Miranda do Douro e Mogadouro, como potenciais beneficiárias, no conjunto de 10 municípios da área afetada pelos empreendimentos hidroelétricos que têm direito a essas verbas, como Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Macedo de Cavaleiros, Mirandela e Murça.

Glória Lopes

Memórias...e outras coisas - BRAGANÇA, no Facebook

𝐀𝐛𝐞𝐫𝐭𝐚𝐬 𝐜𝐚𝐧𝐝𝐢𝐝𝐚𝐭𝐮𝐫𝐚𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐚𝐩𝐨𝐢𝐨 à 𝐜𝐫𝐢𝐚çã𝐨 𝐝𝐞 𝐞𝐦𝐩𝐫𝐞𝐠𝐨 𝐞 𝐦𝐢𝐜𝐫𝐨𝐞𝐦𝐩𝐫𝐞𝐞𝐧𝐝𝐞𝐝𝐨𝐫𝐢𝐬𝐦𝐨 𝐧𝐚𝐬 𝐓𝐞𝐫𝐫𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐓𝐫á𝐬-𝐨𝐬-𝐌𝐨𝐧𝐭𝐞𝐬

 Estão abertas as candidaturas ao aviso “Apoio à criação de emprego e microempreendedorismo”, no âmbito do Programa Regional do Norte 2021-2027 — NORTE 2030, dirigido ao território da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes.
A medida apoia a criação de novos postos de trabalho em micro e pequenas empresas e entidades da economia social nas Terras de Trás-os-Montes.

As candidaturas devem ser submetidas através do Balcão dos Fundos, até às 18h00 do dia 30 de setembro de 2026.

Mais informações AQUI.

𝗔𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝘁𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗼 𝗹𝗶𝘃𝗿𝗼 " 𝗘𝗻𝗰𝗿𝘂𝘇𝗶𝗹𝗵𝗮𝗱𝗮𝘀 𝗻𝗼 𝗜𝗺𝗽𝗲́𝗿𝗶𝗼"

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Festas, Festividades e Eventos

População de Carrazeda de Ansiães contesta coordenação do combate ao grande incêndio e exige compensações pelos danos

Alguns dos momentos de um verão que trouxe mais vida ao Centro Histórico de Bragança.

 Música, animação, esplanadas cheias, comércio e, sobretudo, mais pessoas a viver as ruas e praças da cidade.
E esta dinâmica continua em setembro, agora com horário ajustado.

Circulação condicionada:

- sexta-feira, das 20h00 às 2h00
- sábado, a partir das 18h00 e até às 24h00 de domingo

Em setembro, há mais para viver no Centro Histórico.

ULS DO NORDESTE REFORÇA CUIDADOS EM MIRANDELA E ADMITE NOVOS PROJETOS PARA A SAÚDE

 O Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste reuniu-se esta terça-feira, em Mirandela, com a Comissão Permanente de Acompanhamento para o Setor da Saúde da Assembleia Municipal, num encontro marcado pelo diálogo sobre as necessidades do concelho e pelo balanço das primeiras medidas do atual mandato.


A reunião permitiu à Comissão transmitir à administração da ULS as principais preocupações identificadas na área da saúde, enquanto o Conselho de Administração apresentou as prioridades e linhas estratégicas que orientam a sua ação, destacando o trabalho desenvolvido nos primeiros 100 dias de gestão.

Entre as medidas já concretizadas, sobressai a criação do Posto Avançado de Medicina Intensiva na Unidade Hospitalar de Mirandela, uma resposta destinada a reforçar a capacidade de acompanhamento de doentes em situação clínica grave.

Em funcionamento desde 1 de julho, o serviço já prestou assistência a mais de 70 doentes em estado crítico, reforçando a capacidade de resposta diferenciada da unidade hospitalar e aproximando este tipo de cuidados das populações do território.

Durante o encontro foram igualmente abordados outros projetos que se encontram em estudo e que poderão representar uma mudança significativa na prestação de cuidados de saúde em Mirandela e na região, tanto no âmbito dos cuidados de saúde primários como da resposta hospitalar.

A ULS do Nordeste e a Assembleia Municipal de Mirandela reforçam, desta forma, uma articulação institucional centrada na identificação de problemas e na construção de respostas capazes de melhorar o acesso e a qualidade dos cuidados prestados à população.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Fotos: DR

VILARINHO DO MONTE HOMENAGEIA “ZÉ PASTOR” PELOS 100 ANOS DE VIDA

 José Tomás, conhecido na aldeia de Vilarinho do Monte, em Macedo de Cavaleiros, como “Zé Pastor”, celebrou esta segunda-feira 100 anos de vida, numa homenagem que reuniu familiares, amigos e mais de uma centena de pessoas num almoço promovido pela União de Freguesias de Ala e Vilarinho do Monte.


Nascido a 25 de agosto de 1926, José Tomás dedicou a vida ao trabalho no campo e ao pastoreio, tendo começado a trabalhar aos 12 anos. Ao longo de um século, acompanhou profundas transformações sociais e económicas, mantendo-se ligado às tradições e à comunidade onde sempre viveu.

Pai de quatro filhos, avô de sete netos e bisavô de cinco bisnetos, celebrou também este ano 70 anos de casamento.

O Presidente da Câmara Municipal, Sérgio Borges, marcou presença na celebração e ofereceu ao centenário um cajado de pastoreio, numa homenagem simbólica à profissão que exerceu durante toda a vida.

Jornalista: Vitória Botelho
Foto: DR

Baldios de Cova de Lua denunciam estragos causados por veados em plantações de castanheiros

 O Conselho Diretivo da Comunidade Local dos Baldios de Cova de Lua denunciou esta quarta-feira vários estragos atribuídos a veados em plantações de castanheiros na área do Parque Natural de Montesinho. “Mais uma vez, chegados a agosto, voltamos a viver o drama do ataque dos veados às plantações de castanheiros. Mais uma vez, o investimento de muitos privados nas suas propriedades é destruído numa questão de minutos”, refere aquele conselho num comunicado enviado ao Mensageiro dando conta que a situação não é nova e se repete há anos. “Em setembro de 2025, solicitámos uma reunião com o ministério da agricultura e o ministério do ambiente. Não obtivemos nenhuma resposta. Em abril de 2026, voltámos a enviar novamente um pedido de reunião e não obtivemos qualquer tipo de resposta.


Destacamos, pelo lado positivo, a disponibilidade do deputado à Assembleia da República, Hernâni Dias que, assim que confrontado com esta questão, se deslocou ao terreno e viu os estragos provocados estando, neste momento, a trabalhar junto da tutela para a resolução desta situação que afeta diretamente a carteira dos agricultores. Também realçamos a predisposição da Presidente da Câmara Municipal de Bragança, Isabel Ferreira que, aquando do pedido de reunião, acedeu prontamente ao nosso pedido e nos recebeu no município. Após esta reunião com a Câmara Municipal de Bragança, foi com surpresa que nos deparámos que, a população de veados que estava no termo de Cova de Lua, deixou de se ver “do dia para a noite”. Mas, após um mês desta reunião, os animais voltaram e os estragos fazem-se sentir”, explica o conselho diretivo. “Mas, no final, o proprietário, que tem gosto em manter o património herdado ou mantido, é quem sofre o prejuízo. O pedido de indemnização, que pode ser solicitado, esbarra na burocracia que se associa a esta situação.

 Os proprietários estão cada vez mais desmotivados pois vivem numa situação de “pescadinha de rabo na boca”: Se plantam os terrenos, têm prejuízos porque “a natureza” destrói os investimentos; Se não os limpam, são autuados porque podem destruir a natureza. Não há quem entenda o Estado. Em vez de servir a população, o Estado foge com a sua responsabilidade esbarrando-se na burocracia como a sua maior aliada”, acrescenta a mesma nota reiterando o seu descontentamento face à situação que classificam “de falta de controlo das espécies animais por parte do ICNF”.

O Mensageiro aguarda ainda informação sobre o assunto solicitada ao ICNF.

GL

Novo concurso para estrada de Vimioso já foi publicado

 Já foi publicado o novo concurso público para a construção da ligação entre Carção e Vimioso, com um preço base de 45.000.000,00 EUR. Em causa está a obra da empreitada da Estrada Nacional 218-Ponte Sobre o Rio Maçãs, variante a Carção, e acessos, com um prazo de execução de 900 dias.


O presidente da Câmara de Vimioso, António Santos, espera que desta vez as empresas construtoras se candidatem ao concurso público. “O valor já é um pequeno jackpot, mas sabemos que há muitas obras no país para cumprir os prazos do PRR-Plano de Recuperação e Resiliência”, explicou António Santos confessando ao Mensageiro que, apesar do reforço de 15 milhões de euros, “o otimismo ainda não faz parte do nosso posicionamento para encarar essa obra como um facto consumado”,

Há décadas que a nova ligação entre Carção e Vimioso, cerca de 11 quilómetros, é reclamada. “Continuamos céticos. Só que agora o ceticismo reduziu alguma coisa. Quero acreditar que 45 milhões é um orçamento que pode permitir que os empreiteiros venham à obra, que façam contas bem feitas, por forma a que seja exequível”, referiu.

A obra é urgente. Segundo o autarca a estrada atual aponta sinais evidentes de degradação. “Situações de perigosidade, como deslizamento de terras, pedras que caem na via com a chuva e a estrada apresenta fendas preocupantes”, descreveu António Santos.

Este novo concurso vê a verba reforçada, com mais 15 milhões de euros do que o primeiro lançado, que não obteve propostas válidas.

Esta obra faz parte de um plano alargado de modernização da rede viária do Nordeste Transmontano, aguardada há décadas, uma vez que facilitará sobremaneira a acessibilidade no concelho de Vimioso, nomeadamente à vila e a Bragança. O financiamento é assegurado pelo governo através do Orçamento do Estado.

Glória Lopes