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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

🚶‍♀️🚲🚌 𝐁𝐫𝐚𝐠𝐚𝐧𝐜̧𝐚 𝐚𝐩𝐫𝐞𝐬𝐞𝐧𝐭𝐨𝐮 𝐨 𝐞𝐬𝐭𝐮𝐝𝐨 𝐝𝐞 𝐛𝐚𝐬𝐞 𝐚𝐨 𝐏𝐥𝐚𝐧𝐨 𝐝𝐞 𝐌𝐨𝐛𝐢𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐔𝐫𝐛𝐚𝐧𝐚 𝐒𝐮𝐬𝐭𝐞𝐧𝐭𝐚́𝐯𝐞𝐥 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐚 𝐩𝐫𝐨́𝐱𝐢𝐦𝐚 𝐝𝐞́𝐜𝐚𝐝𝐚

 São 40 ações para melhorar as deslocações, reforçar o transporte público, reorganizar a circulação e o estacionamento e tornar o espaço público mais seguro e acessível.
Algumas medidas já estão no terreno. Outras começam agora a preparar o futuro da mobilidade no concelho.

Um documento construído também a partir das sessões públicas de participação, que permitiram ouvir a comunidade e incorporar contributos para a mobilidade futura do concelho.

O Plano define prioridades, prepara projetos e será também um instrumento fundamental para alavancar financiamento comunitário para os investimentos previstos até 2036.

Mais informações AQUI.

🐎 Os GORAZES 2026 também se vivem a cavalo!

 No dia 18 de outubro, Mogadouro recebe um programa dedicado às atividades equestres, num dia que promete juntar tradição, espetáculo e paixão pelo mundo dos cavalos.

10h00 — Cortejo equestre pelas ruas da cidade
14h30 — Prova de obstáculos
EPVARA — Espaço de Promoção e Valorização das Associações e Raças Autóctones

Em parceria com o Centro Hípico de Mogadouro

Uma manhã e uma tarde diferentes para viver os GORAZES em família e acompanhar de perto esta tradição.

Presidência Aberta em Bragança. Datas: domingo, 15 de fevereiro de 1987 - quinta, 26 de fevereiro de 1987


Centro Náutico do Azibo abre atividades à comunidade

 O Centro Náutico da Albufeira do Azibo vai passar a disponibilizar um programa regular de atividades náuticas aberto à comunidade.


A iniciativa, promovida pelo Município de Macedo de Cavaleiros, arranca no dia 19 de setembro e vai realizar-se no terceiro sábado de cada mês, entre as 09h30 até às 13h00.

Vela, remo e canoagem estão entre as modalidades previstas.

O presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Sérgio Borges, destaca o objetivo deste projeto:

“O objetivo é não só usufruir do nosso Centro Náutico, mas também dinamizar e publicitar a nossa Albufeira do Azibo e, obviamente, fazer com que haja uma maior participação das pessoas nestas modalidades náuticas, nomeadamente vela, remo e canoagem.

Por isso, a ideia é mesmo esta: criar novas oportunidades para que tanto as crianças, como os jovens, os adultos e aqueles que nos visitam se possam aproximar mais destas diferentes atividades náuticas desenvolvidas naquele espaço.”

A partir de 14 de outubro, o programa será também alargado aos jovens entre os 8 e os 14 anos. As atividades decorrem todas as quartas-feiras, entre as 14h30 e as 16h30.

Através desta programação, o município pretende aumentar a utilização do Centro Náutico e aproximar a população da Albufeira do Azibo durante todo o ano:

“A iniciativa pretende aproximar a comunidade do Centro Náutico e, como eu disse, promover uma relação mais próxima e mais continuada com o Azibo.

Assim, obviamente, permite que este recurso natural que temos ali, que é o espelho de água, seja vivido e desfrutado ao longo de todo o ano, e não só sazonalmente.

Para além da época tradicional, da época balnear, queremos que seja utilizado durante todo o ano.

Integrado nesta ação náutica de Macedo e localizado numa paisagem como nós sabemos, na Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo, queremos que o Centro Náutico assuma aqui a valorização do território.”

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, as atividades serão acompanhadas por pessoas com formação adequada, com o objetivo de garantir a segurança dos participantes:

O município pretende dar continuidade ao programa e alargar, no futuro, a oferta de modalidades náuticas.

A parceria com a Federação de Vela permite também formar e capacitar técnicos municipais nesta modalidade:

“A ideia é mesmo essa: alargar ao máximo.

Posso também falar da parceria entre a Federação de Vela e o Município de Macedo de Cavaleiros, que permite formar e capacitar técnicos do município para a modalidade, neste caso, da vela.

Mas não só. A ideia é também podermos fazê-lo noutras modalidades além da vela.

Basicamente, aquilo que eu já disse: fazer com que o nosso Centro Náutico seja uma mais-valia e seja realmente um promotor de todas as modalidades náuticas que se possam praticar na Albufeira do Azibo.”

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até 48 horas antes de cada atividade.

O Município de Macedo de Cavaleiros pretende, desta forma, reforçar a utilização do Centro Náutico e promover a prática de atividades náuticas junto da população, ao longo de todo o ano.

Jodie Pinto

Antiga escola primária de Saldonha vai ser requalificada

 A antiga escola primária de Saldonha, na União das Freguesias de Agrobom, Saldonha e Valpereiro, vai ser alvo de uma intervenção de requalificação.


A empreitada tem um custo aproximado de 167 mil euros e é financiada no âmbito do Norte 2030, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), contando também com uma comparticipação do Município de Alfândega da Fé, segundo o presidente da União das Freguesias, Filipe Borges.

O edifício deixou de ser utilizado após o encerramento da escola e apresenta atualmente sinais de degradação:

“O edifício deixou de ter utilização e também devido ao estado de degradação do mesmo. Isso também foi um grande fator para o edifício, como acabei de dizer, deixar de ter utilização.

Esta obra é extremamente importante e era aguardada, no sentido de podermos dar uma nova utilidade a este espaço.

Como disse, é um espaço emblemático, é um edifício histórico e é um edifício de extrema importância para todas as gentes da Saldonha.”

A intervenção não prevê alterações à estrutura do edifício. O objetivo é melhorar as condições do espaço e adaptá-lo a futuras utilizações pela população:

“Nesta obra, houve a preocupação de melhorar o edifício, mas não vamos mexer na sua estrutura, ou seja, o edifício continuará igual.

Vamos, sim, requalificá-lo. A ideia é que, no final da obra, fique um edifício com excelentes condições para o uso que lhe vier a ser dado.

Mas, no caso concreto do edifício em si, a obra não vai mexer na estrutura. Vamos simplesmente renovar o edifício por completo.”

A União das Freguesias pretende que o espaço fique disponível para diferentes necessidades da população, incluindo atividades culturais, recreativas e iniciativas promovidas localmente:

“Da parte da União de Freguesias, o que pretendemos é que o espaço esteja ao serviço da população, ou seja, que seja um equipamento disponível para todo o tipo de necessidades.

Sejam eventos culturais, por exemplo, lembro-me agora das aulas realizadas através da Liga dos Amigos, no âmbito da Universidade Sénior, onde há atividades semanais com a população mais idosa.

Queremos também que esse espaço possa servir, no caso da Feira do Folar, que se realiza todos os anos. Será um equipamento que, obviamente, também estará ao dispor para ajudar no evento.”

A requalificação poderá também ter impacto na estratégia turística da aldeia, sendo equacionada a articulação do espaço com outros projetos previstos para Saldonha:

“Espero isso também, juntamente com outros projetos que estamos a dinamizar, concretamente, agora lembro-me da criação de um percurso pedestre na Saldonha.

Espero também que, em termos turísticos, esse edifício possa ter bastante utilidade.

Como disse, para além das necessidades da freguesia, das atividades culturais e lúdicas, a nossa ideia é que o espaço possa também servir os projetos que temos no âmbito do turismo.”

Com um prazo máximo de execução de 12 meses, a intervenção deverá devolver à população de Saldonha um espaço atualmente sem utilização, que poderá vir a acolher diferentes atividades e iniciativas da comunidade.

Fotografia: União das Freguesias de Agrobom, Saldonha e Valpereiro

Jodie Pinto

Constituição da República Portuguesa traduzida em mirandês

 A Constituição da República Portuguesa ganha uma nova versão, agora traduzida em mirandês.


A nova edição vai ser apresentada no dia 17 de setembro, data em que se assinala o Dia da Língua Mirandesa.

A tradução, desenvolvida ao longo de vários meses, inclui o texto constitucional de 1976 e as sete revisões da Constituição, num trabalho de adaptação jurídico-linguística.

Segundo o comissário da Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa, Alfredo Cameirão, a tradução da Constituição é da responsabilidade da Associação da Língua e Cultura Mirandesa, com publicação a cargo da Assembleia da República:

“Este é um momento bastante simbólico: a chegada da língua mirandesa ao nosso texto legal fundamental. Do ponto de vista simbólico, é um momento muito importante também, porque é a colocação da língua mirandesa no patamar legal mais alto da República Portuguesa.”

Para a presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Helena Barril, este é um momento que deve ser vivido com orgulho:

“Esta situação de chegarmos a este patamar tão nobre para a língua mirandesa, que é a tradução da Constituição da República Portuguesa, a lei fundamental do país, é algo que tem que nos encher a todos de orgulho.”

Mas as celebrações não ficam pela Constituição.

A iniciativa integra um programa comemorativo com início a 17 de setembro. No dia 18, será apresentada a tradução para mirandês do livro “O Nosso Reino”, o primeiro romance de Valter Hugo Mãe, numa tradução de Alcides Meirinhos.

As celebrações prosseguem entre os dias 25 e 27 de setembro, com a Festa das Línguas, em Picote:

“Decorrerá a Festa das Línguas, em Picote, com a reunião de várias entidades e várias organizações que, de uma forma ou de outra, estão ligadas à promoção, defesa e divulgação das línguas minoritárias, ibéricas, europeias, essencialmente portuguesas e espanholas.

Aí decorrerão também várias atividades, com teatro em mirandês, música em mirandês, debates, palestras e apresentações de livros.”

Mais do que celebrar uma língua, estas iniciativas procuram garantir que o mirandês continua a ser falado, escrito e transmitido às novas gerações.

Para Alfredo Cameirão, esse papel começa em cada falante:

“A primeira coisa que cada mirandês, a título individual, pode fazer para promover e defender a língua mirandesa é, desde logo, utilizá-la, portanto, falá-la e escrevê-la em todas as oportunidades que tiver.”

Uma responsabilidade que Helena Barril associa também à identidade e ao futuro do território:

“Nós temos a obrigação de a preservar, de a valorizar e de a promover, para que nos continuemos a afirmar como um território, não só nesta área geográfica que somos e que nos orgulhamos de ser, mas também na potencialidade que temos de ir mais além e mostrar aquilo que somos.”

A língua mirandesa é reconhecida por lei desde 1999 e continua a ser uma das principais marcas identitárias do Planalto Mirandês.

Em Miranda do Douro, setembro é o mês de celebrar o mirandês, uma identidade que procura afirmar-se no presente para continuar a fazer parte do futuro da Terra de Miranda.

Fotografia: Município de Miranda do Douro

Filipe Ventura Alves

Miranda do Douro investe 1,4 milhões de euros na preservação do Parque Natural do Douro Internacional

 O Município de Miranda do Douro apresentou uma candidatura ao Programa Regional Norte 2030, destinada à proteção, recuperação e valorização do património natural do Parque Natural do Douro Internacional, num investimento global de cerca de 1,4 milhões de euros.


A candidatura foi aprovada e integra sete ações que abrangem diferentes áreas do território, com intervenções na recuperação de habitats, renaturalização da paisagem, melhoria de percursos e miradouros, educação ambiental e envolvimento da comunidade.

A presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Helena Barril, revela que o investimento prevê intervenções desde São João das Arribas às Arribas da Freixiosa e às margens do Douro, em Sendim:

“Temos uma dotação orçamental de 1 milhão e 400 mil euros e o objetivo único desta candidatura é criar medidas e estes projetos para proteger, recuperar e continuar a valorizar aquele que é o nosso parque, o Parque Natural do Douro Internacional.

No âmbito desta candidatura, temos várias intervenções previstas. Temos intervenção prevista nos miradouros, nas acessibilidades e também a criação do Centro de Conhecimento para o Restauro da Natureza.”

Uma das principais apostas será a transformação da antiga estação de camionagem de Miranda do Douro num Centro de Conhecimento para o Restauro da Natureza, com exposições, conteúdos multimédia e atividades de educação ambiental dirigidas a instituições, escolas e à Universidade Sénior do concelho.

Está ainda prevista a recuperação de percursos, acessibilidades e áreas de vegetação, incluindo a substituição de cerca de dez hectares de monocultura por espécies autóctones.

O objetivo passa por reforçar a biodiversidade, proteger os solos e criar faixas de contenção de incêndios, tornando o parque mais resiliente e com melhores condições para quem o visita:

“Eu acho que, no fim, quando se concretizarem todos estes projetos, o parque vai tornar-se um território mais resiliente e é isso que queremos.

Se queremos apelar para que as pessoas nos visitem, também temos que criar condições para que o façam em total segurança, e esse será um dos objetivos.

Grande parte deste investimento passa por essa perspetiva de melhorar as condições de visitação do parque e temos consciência de que a preservação, quer da fauna, quer da flora, passa também muito pela ação que as pessoas têm junto do território do parque.”

O primeiro procedimento para uma das intervenções já foi lançado a concurso.

Segundo Helena Barril, os projetos têm como prazo de execução julho de 2027, embora possa vir a ser necessário prolongar esse prazo.

Fotografia: Município de Miranda do Douro

Filipe Ventura Alves

PSP apanha homem com 380 doses de heroína

 Um homem de 38 anos foi detido pela PSP anteontem com cerca de 38 gramas de heroína, correspondentes a aproximadamente 380 doses individuais, na cidade de Mirandela.


A apreensão ocorreu durante uma operação de prevenção criminal dirigida aos terminais rodoviários de Bragança e Mirandela, entre as 14h30 e as 00h00, incidindo sobre passageiros de vários autocarros provenientes de diferentes cidades do país, deu conta a PSP. “Pelas 17h00, no terminal rodoviário de Mirandela, os polícias abordaram um homem de 38 anos, residente em Bragança, que tinha na sua posse produto suspeito de ser heroína. Submetido a teste, o produto apresentou resultado positivo, tendo sido apreendido”, informou o comando de Bragança.

O suspeito foi constituído arguido e sujeito a Termo de Identidade e Residência. Os factos foram comunicados à autoridade judiciária competente, prosseguindo as respetivas diligências de investigação.

Glória Lopes

Futebol: Paços Brandão vs Bragança - 1974-02-17

𝐔𝐌 𝐑𝐄𝐂𝐎𝐍𝐇𝐄𝐂𝐈𝐌𝐄𝐍𝐓𝐎 𝐇𝐈𝐒𝐓Ó𝐑𝐈𝐂𝐎 “𝐅𝐞𝐬𝐭𝐚 𝐝𝐨 𝐌𝐞𝐧𝐢𝐧𝐨” 𝐢𝐧𝐬𝐜𝐫𝐢𝐭𝐚 𝐧𝐨 𝐈𝐧𝐯𝐞𝐧𝐭𝐚́𝐫𝐢𝐨 𝐍𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐝𝐨 𝐏𝐚𝐭𝐫𝐢𝐦𝐨́𝐧𝐢𝐨 𝐂𝐮𝐥𝐭𝐮𝐫𝐚𝐥 𝐈𝐦𝐚𝐭𝐞𝐫𝐢𝐚𝐥

 A Festa do Menino, de Vila Chã de Braciosa, acaba de dar um passo histórico na valorização e preservação do património cultural do concelho de Miranda do Douro.


Por despacho de 8 de setembro de 2026, foi hoje publicada, em Diário da República, a inscrição da manifestação “Festa do Menino de Vila Chã de Braciosa” no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, em regime de Salvaguarda Urgente.

Este reconhecimento constitui um marco importante para Vila Chã de Braciosa e para todo o concelho de Miranda do Douro, valorizando uma manifestação cultural profundamente enraizada na comunidade e que constitui uma importante expressão da sua identidade, memória, história e cultura.

A inscrição em regime de Salvaguarda Urgente reconhece também a necessidade de assegurar a continuidade desta tradição, reforçando a importância da adoção de medidas que permitam a sua preservação, valorização e transmissão às futuras gerações.

Este reconhecimento surge na sequência do trabalho que o Município de Miranda do Douro tem vindo a desenvolver na valorização e salvaguarda do património cultural imaterial do concelho. Em 2024, o Município submeteu uma candidatura ao Registo Nacional do Património Cultural Imaterial, relativa aos “Rituais Ancestrais com Máscara do Solstício de Inverno”, reforçando o compromisso municipal com a proteção e valorização das manifestações culturais que fazem parte da identidade das nossas comunidades.

O Município de Miranda do Douro congratula-se com este importante reconhecimento e felicita toda a comunidade de Vila Chã de Braciosa, bem como todos aqueles que, ao longo de gerações, têm mantido viva a Festa do Menino.

Um património que recebemos dos nossos antepassados, que mantemos vivo no presente e que temos a responsabilidade de transmitir às gerações futuras. 

𝗗𝗶𝗮 𝗠𝘂𝗻𝗱𝗶𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗧𝘂𝗿𝗶𝘀𝗺𝗼 - Dia 27 Setembro | 09h30 às 16h00 - Miradouro de São Lourenço - Felgar

 Inscrições até dia 21 Setembro, Loja Interativa de Turismo ou Junta de Freguesia de Felgar.

🌿 TERRA VIVA – Feira de Produtos, Saberes e Experiências Rurais

 Há tradições que merecem ser preservadas, saberes que importa transmitir e produtos da nossa terra que merecem ser valorizados.


No próximo 4 de outubro de 2026, Valpereiro recebe a TERRA VIVA, um encontro dedicado àquilo que de melhor nasce e se faz no nosso território.

Ao longo do dia, queremos juntar produtores, artesãos, habitantes e visitantes num ambiente de convívio e partilha, onde não vão faltar produtos locais, artesanato, gastronomia, saberes tradicionais, animação e cultura.

4 de outubro de 2026 - 10h00 / 19h00
Largo da Capela – 5350-370 Valpereiro

A TERRA VIVA é mais do que uma feira. É uma celebração da identidade rural, das nossas gentes, das nossas tradições e da riqueza do território.

Produtos locais. Pessoas reais. Território vivo.

Marque na agenda, partilhe e venha descobrir o melhor do nosso território!

Organização: ARV – Associação Recreativa de Valpereiro
Com o apoio: Município de Alfândega da Fé e União das Freguesias de Agrobom, Saldonha e Valpereiro.

Semana Europeia do Desporto | #BEACTIVE

 De 23 a 30 de setembro, Vinhais junta-se à Semana Europeia do Desporto, com um programa diversificado de atividades para todas as idades e diferentes níveis de condição física.
Ao longo da semana, haverá atividades aquáticas, Pilates adaptado, caminhadas, alongamentos, desporto intergeracional e momentos de atividade física no trabalho e na escola.

No dia 30 de setembro, a iniciativa culmina com o #BEACTIVE DAY, com acesso aberto ao ginásio, piscina e sauna.

Participe, mexa-se e venha celebrar o desporto em Vinhais!

Consulte o programa e escolha as atividades que mais se adequam a si. Contamos consigo!

𝐌𝐞𝐫𝐜𝐚𝐝𝐨 𝐝𝐨𝐬 𝐏𝐫𝐨𝐝𝐮𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐚 𝐓𝐞𝐫𝐫𝐚

 A próxima edição do 𝐌𝐞𝐫𝐜𝐚𝐝𝐨 𝐝𝐨𝐬 𝐏𝐫𝐨𝐝𝐮𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐚 𝐓𝐞𝐫𝐫𝐚 decorre no próximo domingo, dia 𝟐𝟎 𝐝𝐞 𝐬𝐞𝐭𝐞𝐦𝐛𝐫𝐨, no 𝐉𝐚𝐫𝐝𝐢𝐦 𝟏º 𝐝𝐞 𝐌𝐚𝐢𝐨.
Das 𝟎𝟗𝐡𝟎𝟎 𝐚̀𝐬 𝟏𝟑𝐡𝟎𝟎, aproveite esta oportunidade para comprar os 𝐩𝐫𝐨𝐝𝐮𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐨 𝐧𝐨𝐬𝐬𝐨 𝐭𝐞𝐫𝐫𝐢𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐨, tudo no mesmo espaço e com a qualidade de sempre.

Vem aí uma sessão muito especial de Música em Família, pensada para bebés dos 0 aos 24 meses.

 Um momento para cantar, explorar, brincar, criar vínculos e, acima de tudo, estar em família através da música. 

17 de setembro | 16h30
Ametista — Multi Espaço Criativo, Mirandela

As vagas serão limitadas.

Quem vem viver este momento connosco? 

Inscrições por mensagem privada ou através do WhatsApp: 932 235 676.

Também podem enviar e-mail para milenetomasmusica@hotmail.com.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Presidência Aberta em Bragança. Datas: domingo, 15 de fevereiro de 1987 - quinta, 26 de fevereiro de 1987


Quem merece ser reconhecido em Bragança?

 Há pessoas e entidades que, através do seu trabalho, dedicação e contributo para a comunidade, ajudam a construir uma Bragança melhor.
No âmbito dos Prémios “Município de Bragança”, o Município convida a comunidade a identificar e propor quem considera merecedor de uma homenagem, pelo seu contributo para o concelho e para o bem comum.

Participe e faça a sua proposta. A sua sugestão pode ajudar a dar visibilidade a quem faz a diferença.

Formulário de participação AQUI.

Envio de propostas até 30 de novembro de 2026

Consulte o regulamento AQUI.

Presidência Aberta em Bragança. Autor: Luís Vasconcelos. Datas: domingo, 15 de fevereiro de 1987 - quinta, 26 de fevereiro de 1987


Trabalhar para viver ou viver para trabalhar. Onde está o equilíbrio?


 A questão não é filosófica, é prática. Afeta decisões diárias, afeta a saúde mental, e as relações pessoais. Num mundo onde a produtividade é frequentemente confundida com valor pessoal, encontrar esse equilíbrio tornou-se um enorme desafio.

Trabalhar para viver significa encarar o trabalho como um meio, não como um fim. É a fonte de rendimento que sustenta a vida. Fora dele, família, lazer, descanso, interesses pessoais. Esta abordagem tende a proteger o bem-estar, porque estabelece limites claros. A pessoa trabalha, mas não se define exclusivamente por isso. Há espaço para recuperar energia, desenvolver outras dimensões da identidade e evitar o desgaste crónico.

Por outro lado, viver para trabalhar coloca o trabalho no centro da vida. Pode trazer recompensas, progressão na carreira (com cunha é garantida), reconhecimento, e estabilidade financeira. Para certas pessoas, especialmente aquelas que encontram significado profundo no que fazem, esta dedicação intensa não é necessariamente negativa. O problema surge quando o trabalho deixa de ser uma escolha consciente e passa a ser uma obrigação constante, muitas vezes alimentada por pressão externa ou interna.

O risco maior de viver para trabalhar é o desequilíbrio acumulado. Horas que nunca acabam, falta de descanso e negligência das relações pessoais acabam por ter um custo. A produtividade até pode aumentar no curto prazo, mas tende a cair com o tempo devido à fadiga e à perda de motivação. Quando a identidade está excessivamente ligada ao trabalho, qualquer instabilidade profissional (como perda de emprego ou mudança de função) tem um impacto emocional muito mais forte.

Por outro lado, trabalhar apenas para viver, sem qualquer envolvimento ou ambição, também pode gerar insatisfação. A ausência de desafio, crescimento ou propósito no trabalho leva frequentemente a apatia e falta de motivação. O ideal não é rejeitar o trabalho como parte importante da vida, mas integrá-lo de forma equilibrada.

Do ponto de vista pragmático, o equilíbrio não está numa divisão rígida de horas ou numa fórmula universal. Está na relação que cada pessoa constrói com o trabalho. 

O que é que realmente importa? Família, saúde, estabilidade financeira, crescimento profissional, tempo livre. Isto tudo tem um peso diferente para cada pessoa. Sem essa clareza e definição, é fácil cair em rotinas automáticas onde o trabalho ocupa todo o espaço disponível. O equilíbrio não acontece intencionalmente, mas por estrutura. Definir horários, evitar levar trabalho para além do necessário e para casa, e proteger o tempo pessoal são decisões práticas. Sem limites, o trabalho tende a expandir-se naturalmente.

Trabalhar mais horas não significa necessariamente produzir mais. Foco, eficiência e organização permitem reduzir tempo sem comprometer resultados. Isso liberta espaço para outras áreas da vida. Em vez de vermos o trabalho e a vida como opostos, pode ser útil procurar a integração. Um trabalho com algum significado, boas relações profissionais e um ambiente saudável reduz a sensação de conflito constante. O equilíbrio não é fixo. Muda com a idade, responsabilidades e objetivos. O que faz sentido numa fase inicial da carreira pode não o fazer anos depois. Ajustar a prática e o pensamento ao longo do tempo é essencial. 

Há também um fator cultural relevante. Muitas sociedades, como a nossa, valorizam a ocupação constante como sinal de sucesso, criando pressão para estarmos sempre produtivos. Isso pode levar a uma normalização do excesso de trabalho. Questionar esse padrão é parte do processo de encontrar equilíbrio.

Outro ponto importante é a tecnologia. A facilidade de estar sempre ligado, e-mails, mensagens, chamadas etc. elimina fronteiras naturais entre trabalho e vida pessoal. Sem gestão consciente, isso transforma qualquer tempo livre em tempo potencial de trabalho.

“Quanto tempo dedico ao trabalho?”, mas “que papel o trabalho ocupa na minha vida?”. Quando o trabalho serve a vida, e não o contrário, há maior probabilidade de equilíbrio sustentável.

A resposta mais realista é que o equilíbrio não é perfeito nem constante. Haverá períodos de maior dedicação profissional e outros de maior foco pessoal. O problema não está nesses picos, mas na ausência de compensação ao longo do tempo.

Em síntese, trabalhar para viver garante liberdade, enquanto viver para trabalhar pode oferecer objetivos, mas ambos, em extremos, têm custos. O equilíbrio está em construir uma relação consciente com o trabalho suficientemente envolvida para gerar crescimento e satisfação, mas suficientemente limitada para não consumir aquilo que, no fim, dá verdadeiro sentido à vida.

Sei bem do que falo!

HM
15 de Setembro de 2026

O passado e o futuro das religiões

 Göbekli Tepe, na Turquia, é um dos lugares mais precoces onde os rituais de aproximação ao sagrado terão desencadeado um primeiro monumento em detrimento de altares itinerantes. Em entrevista à National Geographic Portugal, o arqueólogo Necmi Karul defende que estes rituais e construções coincidiram praticamente com os primórdios da agricultura na região.

MEHMET ÇETIN / ALAMY / CORDON PRESS - Considerado pela UNESCO Património Cultural da Humanidade desde 2018, o sítio arqueológico de Göbekli Tepe fica a 20 quilómetros de Sanliurfa, uma cidade de maioria curda no sudeste da Turquia. 

A província de Şanlıurfa, na Turquia, está para o início do Neolítico como Atenas para a origem das civilizações mediterrâneas. Necmi Karul, docente de Pré-História na Universidade de Istambul, dirige ali o Projecto de Investigação de Göbekli Tepe e Karahan Tepe desde 2016 e tem vindo a reescrever a história todos os anos.

A narrativa do sítio principal tem sido contada profusamente nas últimas décadas e começa sempre da mesma maneira. Na década de 1960, uma equipa da Universidade de Chicago fez sondagens na região e descobriu Göbekli Tepe, concluindo porém que o sítio tinha pouco potencial. Estava por cima de uma “catedral” do Neolítico, mas não raspou mais do que a superfície e, por isso, trinta anos mais tarde, o arqueólogo alemão Klaus Schmidt teve a epifania da sua vida, ao retomar os trabalhos e compreender, em poucas campanhas, que estava perante um sítio especial.

Há cerca de 11.000 anos, o Neolítico marca uma ruptura. O nomadismo dá lugar à sedentarização, a agricultura aparece (ou pelo menos intensifica-se, uma vez que permanece vivo o debate sobre a possibilidade de os humanos terem cultivado variedades selvagens que não deixaram registo detectável) e criam-se povoados. Quando Schmidt começou a escavar, a investigação sobre a revolução neolítica estava razoavelmente resolvida. Uma possível amenização do clima permitira a sedentarização na Mesopotâmia, a que se seguira a explosão da agricultura e criação de animais e restantes processos civilizacionais até à fundação de cidades e à invenção da escrita, há cerca de cinco mil anos. A Mesopotâmia era a melhor candidata para epicentro deste sismo cultural.

MINISTÉRIO DA CULTURA E DO TURISMO DA TURQUIA - Göbekli Tepe situa-se na antiga Mesopotâmia, considerada por muitos estudiosos o berço da cultura ocidental. 

“A descoberta de Göbekli Tepe complicou este debate”, diz Karul. “Os processos de sedentarização não são lineares, mas temos aqui evidências de que a agricultura pode ter tido lugar logo no início da monumentalização.” Por outras palavras, perto de Şanlıurfa, criou-se um centro monumental, esculpiram-se baixos-relevos de animais em centenas de colunas enquanto se lançavam à terra as primeiras sementes. A criação de animais e as práticas residenciais são mais tardias e mesmo os indivíduos sepultados não abundam. “Tinha aqui lugar um ritual, mas, até ver, este não era um lugar residencial”, resume o arqueólogo.

“Os processos de sedentarização não são lineares, mas temos aqui [em Göbekli Tepe] evidências de que a agricultura pode ter tido lugar logo no início da monumentalização.”

(Necmi Karul, arqueólogo e investigador)

Desde 2019, a equação complicou-se. Há neste momento nove sítios em escavação num raio de 100 quilómetros e estão identificados outros onze. Em todos os lugares escavados, como em Karahan Tepe, em Sefer Tepe e em Chakmak Tepe, há correspondências monumentais com Göbekli Tepe. “São todos datados do início do Neolítico, de 9600 a.C. a cerca de 8000 a.C. Há ainda um sítio em Gürcü Tepe que recua até 7800 a.C.”

A afinação das cronologias e a diversificação das escavações, conduzidas por 150 pessoas de dezenas de instituições, revelaram outra novidade. “A monumentalização parece ter sido mais sofisticada no início da vida dos sítios, durante o qual o simbolismo foi mais cuidado”, diz Karul. “No final da ocupação, já era mais desleixado.”

O arqueólogo evita usar a palavra religião para descrever a prática que se institucionalizou em Şanlıurfa há cerca de 11 mil anos. “Prefiro chamar-lhe ritual porque só temos prova disso. Já se escreveu muito sobre esta região, chamando-lhe o Vaticano ou a Mesquita Aqsa do Neolítico, mas ainda não o conseguimos compreender na totalidade nem perceber se tinha carácter sagrado. A iconografia pode ter sido só um sistema de escrita para fixação de memória. Ou talvez um mecanismo para evocação de histórias mitológicas, génese de uma nova ordem social. Não sabemos.”

Necmi Karul defende que a agricultura não precedeu a sedentarização na região. “Foi o resultado dela e ocorreu porque a área em redor mostrava-se particularmente fértil. Na história da agricultura, como na religião, as explicações lineares costumam ser frágeis. Acredito que aqui se praticavam rituais populares e que esses rituais, usados como motivação para manter as pessoas agregadas, podem ter inaugurado uma nova ordem social e novas estratégias de ocupação do território. Mas não esqueçamos que a fragilidade dos monumentos na fase final também pode significar o desmoronamento da prática ritual do milénio anterior.”

“A monumentalização parece ter sido mais sofisticada no início da vida dos sítios, durante o qual o simbolismo foi mais cuidado.”

Em 2019, a revista Nature publicou um artigo de vários investigadores, liderados pelo antropólogo Harvey Whitehouse, da Universidade de Oxford. Após analisar dados sobre 415 sociedades humanas dos últimos dez mil anos, o grupo concluía que a complexificação das sociedades precedera a imposição de deuses moralizadores às comunidades. Por outras palavras, as práticas rituais de lugares como os de Şanlıurfa teriam prosperado antes da imposição de crenças religiosas baseadas numa ou mais divindades moralistas e severas.

FEDOR SELIVANOV / ALAMY / CORDON PRESS - An, deus sumério dos céus, é uma das primeiras divindades cuja mitologia se conhece. Emergia do mar com raios de sol emanando dos seus ombros. Pousava o pé no ombro de um humano ajoelhado antes de subir a escadaria que conduzia ao topo do mundo.

Grande parte das religiões de que temos conhecimento a partir da invenção da escrita, há cinco mil anos, introduzem a figura da divindade punitiva, com forte componente moral e ética, que exige sacrifícios, promessas ou oferendas e que castiga os desvios em vida ou após a morte. Sabe-se que a complexificação da vida social associada aos primeiros povoados de grande densidade exigiu normas mais rígidas de conduta e esse papel foi desempenhado pela religião– com frequência fundindo a liderança política com a figura divina ou recolhendo dela a sua legitimidade.

A satisfação do grupo de Whitehouse durou pouco. Menos de dois anos depois, Bret Beheim e mais uma dezena de colegas criticaram o tratamento estatístico da informação e o artigo viria a ser alvo de uma  retractação dos autores. Voltamos por isso à casa de partida: o que sucedeu primeiro – a agregação de população em cidades, sob normas sociais apertadas, ou a imposição de um credo religioso que funcionou como cola social?

caçadores-recolectores... e não só

O investigador e professor americano Matt Rossano acredita que o comportamento ritualizado associado a uma dimensão sagrada foi decisivo para o salto civilizacional da transição das sociedades de caçadores-recolectores para outros modelos. “Fascina-me a história dos lugares à volta de Göbekli Tepe. Não era suposto que os caçadores-recolectores pudessem construir estruturas monumentais, mas fizeram-no. Acredito que o ritual era tão importante para eles que justificou o esforço e o gasto de tempo e energia. Talvez não pudessem funcionar como grupo sem realizarem esses rituais.”

Milénios mais tarde, a introdução das religiões monoteístas mudou de novo as regras do jogo, como sucedeu no Egipto no breve reinado de Akhenaton, com os primeiros profetas de Israel e com o zoroastrismo. “Talvez a ideia de apenas um deus tenha sido um forte factor de diferenciação de um grupo em relação aos outros”, diz Rossano.

“Já na nossa era, foi decerto útil como factor aglutinador do Império Romano nos seus anos finais – um esforço político-religioso para agregar populações de múltiplas proveniências e culturas. Um só deus não está ligado a um espaço ou tempo particulares. E no caso de comunidades como os antigos judeus, frequentemente em movimento, o monoteísmo não os obrigou a assimilar os deuses das novas geografias. Pela primeira vez, podiam 'levar' Deus com eles.”

ANDREI ALEKSANDROV / SPUTNIK - Na região de Gomel (Bielorrússia), ainda se celebra o Dia de Ivan Kupala, uma cerimónia do calendário religioso inspirada em velhas celebrações pagãs associadas ao solstício de Verão.

Lugo é o lugar ideal para perceber como pode ter ocorrido a ruptura entre religiões na Antiguidade. O meu guia de hoje chama-se Gaio Victório Victorino e tem a particularidade de já ter morrido há 1.800 anos. Foi centurião destacado para o Nordeste da Península Ibérica, por volta de 212 d.C. Para aprender com Gaio, tenho de descer duzentos degraus, que correspondem a sete metros entre a cota da rua moderna e a da residência do centurião. Oriundo da Germânia, Gaio foi um soldado bem-sucedido. À superfície, louvava o imperador e a religião oficial de Roma. Na cave de sua casa, construiu um altar consagrado a Mitra, divindade persa malvista, cujo culto se manteve secreto embora reunisse fiéis em todo o Império. O espaço funcionou até ser desmantelado por receio de repressão ou por o culto ter caído em desuso, talvez substituído pelo incipiente cristianismo de então.

Com Mitra, como com o xamanismo pré-histórico, as religiões sucedem-se na diacronia humana porque cumprem umpapel cultural e político, mas também porque satisfazem uma ânsia inscrita no nosso ADN. Talvez sejam elas que nos fazem… humanos.

Artigo publicado originalmente na edição de Agosto de 2024 da revista National Geographic e parte da série "... E o homem criou deus".

Gonçalo Pereira Rosa
Actualizado a 21 de setembro de 2024


🐺 MATILHA COMUNITÁRIA DO LOBO IBÉRICO + MÁRIO ORTEGA E JOÃO ORTEGA (CUT OUT) + COMUNIDADE LOCAL

 Uma alcateia de esculturas que nasce das mãos da comunidade e espalha-se por um percurso no Polis.

Informação e participação: info@bairrofolia.pt

Arte, cultura e criação em comunidade nos bairros de Bragança
Projeto promovido pelo Município de Bragança
2026 · D’Além do Rio aos Batoques
19 de setembro

Festas, Festividades e Eventos

Carlos Frederico de Castro Pereira Lopes - Os Governadores Civis do Distrito de Bragança (1835-2011)

 13.março.1919 – 4.abril.1919
PORTO, 18.1.1869 – ?

Magistrado do Ministério Público.
Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra.
Senador (1918).
Natural do Porto.
Filho de Augusto António Lopes Pereira da Silva, moço fidalgo da Casa Real, e de Adelaide Júlia de Castro Pereira.
Casou com Toríbia de Alpoim Cerqueira Borges Cabral (25.8.1890), de quem teve dois filhos, Carlos Castro Pereira Lopes Alpoim (n. 24.5.1892) e Isaura Castro Lopes Alpoim (n. 25.12.1895).
Neto paterno de Francisco António Lopes Cardoso, último capitão-mor de Foz Côa.

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Embora nascido no Porto, de onde a sua mãe era natural, quer o seu pai, quer os seus avós maternos e paternos eram do interior norte do País, nomeadamente de Vila Nova de Foz Coa e Celorico da Beira. O seu pai era um grande negociante no Porto e proprietário em Vila Nova de Foz Coa, pelo que pôde enviar Carlos Pereira Lopes para a Universidade de Coimbra, onde se matriculou no curso de Direito em outubro de 1888.
Concluída a sua formação, exerceu as funções de delegado do procurador régio na comarca de Santiago do Cacém. Em 1912, foi nomeado delegado do procurador da República na 3.ª vara cível de Lisboa.
Em 1918, foi eleito senador, em representação da província de Trás-os-Montes, nas listas do Partido Nacional Republicano.
Embora tenha sido nomeado governador civil de Bragança em 13 de março de 1919, apenas ocupou o cargo por alguns dias.

Fontes e Bibliografia

Arquivo Distrital de Bragança, Autos de Posse (1845-1928).
Arquivo da Universidade de Coimbra, documentos vários.
Diário da República, 16.12.1912.
FREITAS, Eugénio de Andrea da Cunha e. 1977. Carvalhos de Basto. A Descendência de Martim Pires Carvalho, Cavaleiro de Basto. Porto: Edições Carvalhos de Basto.
MACHADO, José de Sousa. 1989. Últimas Gerações de Entre Douro e Minho Lisboa: J. A. Telles da Sylva.
MARQUES, A. H. de Oliveira (coord.). 2000. Parlamentares e Ministros da 1.ª República (1910-1926). Lisboa:
Assembleia da República.

Publicação da C.M. Bragança

Governo garante que está a acompanhar o pagamento do IMI aos municípios pelas seis barragens de Trás-os-Montes

 Durante a visita ao concelho de Torre de Moncorvo, o secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, garantiu que o Governo está a acompanhar o processo referente ao pagamento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) pelas seis barragens na região de Trás-os-Montes.


O governante reconhece que há verbas que são devidas aos municípios.

A questão surge numa altura em que avançam também projetos de hibridização das barragens do Douro, com novas infraestruturas de produção de energia renovável:

“Estamos a acompanhar e vamos ver de que modo a Autoridade Tributária trata desse assunto e depois daremos a nossa opinião sobre isso.

Mas aquilo que nós dizemos, e que reconhecemos, é que há algo que é devido aos municípios.”

Os dez municípios afetados pelo negócio das barragens têm reclamado o pagamento dos impostos que consideram ser-lhes devidos.

No entanto, perante novos investimentos em energia, o Governo admite criar mecanismos de apoio aos territórios onde essas infraestruturas vão ser instaladas:

“Nós também temos os projetos, temos aquele plano de aceleração para as energias renováveis, mas aquilo que também estamos a tratar neste momento é de encontrar uma forma de poder apoiar os municípios onde estas infraestruturas irão ocorrer.”

A resposta envolve projetos fotovoltaicos e eólicos associados às barragens do Douro.

João Manuel Esteves diz que alguns destes investimentos já contemplam compensações para os territórios:

“Quanto aos parques fotovoltaicos ou aos projetos eólicos, alguns deles já estão também associados e, sempre que há exploração dos mesmos, também já há compensações para os territórios e, portanto, para as câmaras municipais. Achamos que isso é um caminho.”

O objetivo, segundo o secretário de Estado, é garantir que os grandes investimentos energéticos deixem também retorno e projetos de desenvolvimento nas regiões onde são instalados.

Fotografia: Município de Torre de Moncorvo

Filipe Ventura  Alves

Feira da Pavia destaca potencial económico do produto das Arcas

 A Junta de Freguesia de Arcas juntamente com o municipio de Macedo de Cavalerios vai criar, no próximo ano, um apoio à plantação de pavieiras, através de um subsídio por cada árvore plantada.


A medida pretende incentivar o cultivo da pavia e aumentar a produção deste produto tradicional da freguesia.

A iniciativa pretende promover a pavia e valorizar a produção agrícola local. Segundo o presidente da camara municipal de Macedo de Cavaleiros Sérgio Borges a autarquia pretende também que a produção de pavia possa representar uma oportunidade económica para os agricultores e contribuir para a fixação de jovens no território:

“É esse o objetivo. Aliás, começamos por aqui, por esta feira, onde os produtores já podem vender a sua pavia e mostrar o seu produto. Obviamente, o objetivo é esse mesmo: levar mais além, levar ao resto de Portugal este comércio, esta produção da pavia, e fazer com que os nossos jovens agricultores possam, com a produção da pavia, fixar-se também no nosso território.”

Também a Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM TTM) vê na pavia um exemplo da diversidade e autenticidade dos produtos da região, como explica Pedro Lima:

“É perceber como é que estes produtos podem ajudar a continuar a promover uma região que é autêntica, que é única, precisamente pela diversidade de produtos. Somos a região de Portugal, a sub-região Terras de Trás-os-Montes, com mais Denominações de Origem Protegida (DOP), com mais Indicações Geográficas Protegidas (IGP), de produtos variadíssimos.

É essa autenticidade, esse ser único, que o turista hoje em dia procura. Quando nos visitam, eles não querem mais do mesmo, perdoem-me a expressão. Eles querem, sim, identificar um produto a que praticamente só eles tiveram acesso.”

Do ponto de vista agrícola, o município considera que existe margem para aumentar a produção.

O chefe da Divisão de Agricultura, Henrique Palma, aponta para um novo regulamento municipal de apoio às culturas permanentes:

“Há muito potencial. Agora, assim os agricultores o queiram. O Executivo tem um regulamento a sair agora sobre o apoio às culturas permanentes, onde qualquer agricultor se pode candidatar. Esse regulamento é para que as pessoas comprem plantas e as plantem nas suas parcelas. Neste caso, era muito importante, aqui na zona das Arcas, que as pessoas se dispusessem a plantar pavieiras nas parcelas, aumentando assim a produção e o poder económico.”

Entre os produtores, Hermínio Parreira considera que a pavia tem vindo a conquistar novos mercados, embora defenda a necessidade de mais apoio aos agricultores:

“A pavia é um produto genuíno das Arcas. Não era conhecida e ainda não é conhecida a nível nacional. Felizmente, já é conhecida na parte do Minho, Porto, até Espinho. Já há empresários a levá-la para Lisboa, que eu vendo. Vai estando conhecida e já está a ser um caminho muito bem-sucedido.”

A criação do apoio à plantação de pavieiras junta-se às medidas previstas para incentivar o aumento da produção e reforçar o potencial económico da pavia nas Arcas.

Jodie Pinto