«Muito illustre e R.dno Cabido. Recebo a carta de V. S.ª e nunca duvidey do generoso animo com que o nobilissimo composto de esa comonidade pertende dar mostras de sua fedilidade querendo tomar armas para as ter prontas na ocazião que posa aver oportuna para a defensa desta praça pella falta da goarnição que temos; e se me offrece dizer a V. S.ª tem á sua ordem todas as que forem necesarias não só para esa comonidade mas tãobem para todos os cclesiasticos que morão dentro da cidade para o que V. S.ª sera servido mandar fazer hua relação de todas as que são necesarias e que passe clareza ao almoxarife da sua entrega e eu as mandarei cumduzir aonde V. S.ª ordenar, segurando-lhe o grande gosto que tenho de ter tão fieis companheiros de quem seguirei os seos ditameins e as suas ordens em todo o tempo para que com tão maduro conselho não possa eu herrar. Deus guarde a V. S.ª muitos annos de caza.
Segunda feira 25 de Julho de 1735. Subdito e Creado de V. S.ª. O governador da praça Diogo de Moraes Pimentel Rego» (360).
Pela conexão com a precedente damos mais esta:
«Ill.mo e Rd.mo Sr. O zelo e patriotismo do estado ecleziastico transmontano he bem conhecido, porquanto, se interessou, e interessa na feliz restauração da Monarquia, mas seria huma grande vantagem para este fim se V. S.ª quizesse mandar ao desse bispado, á similhança de alguns já do Reino, forma-lo em companhias com os seus commandantes e officiais, assentindo V. S.ª a estes meus rogos eu lhe prestaria todos os auxilios, que me pedir, esperando que V. S.ª fazendo-o assim, me remeta huma lista do numero das companhias, da sua força, e o nome dos seus commandantes e a terra aonde forem formados; sendo muito mais conveniente, se V. S.ª de cada 10 companhias formar hum regimento, nomeando os officiaes e mais estado maior d’ellas; de tudo espero prompta reposta, de V. S.ª. Deus guarde a V. S.ª.
Quartel General de Chaves 9 de Fevereiro de 1809. Francisco da Silveira Pinto da Fonseca.
Ao Ill.mo e R.mo S.or Mestre Escolla governador do bispado de Bragança» (361).
Por outra guardada no mesmo arquivo e datada de Bragança aos 12 de Dezembro de 1808, Manuel Jorge Gomes de Sepúlveda, tenente-general, governador das armas da província de Trás-os-Montes, atendendo à falta de mantas para se cobrirem os soldados e confiado nos «avultados donativos com que o cabido [de Bragança] se tem prestado em ocasiões similhantes» pede que lhe forneça as mais que puder.
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(360) Copiada da carta original existente no Arquivo do Paço Episcopal em Bragança.
(361) Copiada do original existente no Arquivo do Paço Episcopal em Bragança. Ver estas Memórias Arqueológico-Históricas, tomo I, p. 148 e 157.
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MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA
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