quarta-feira, 14 de agosto de 2019

José de Sousa Caldas – Monumento ao Abade de Baçal (1935)

A implantação do monumento ao Abade de Baçal no Jardim António José de Almeida levou José de Sousa Caldas a conceber uma estrutura diferente daquela que servira de suporte ao busto do conselheiro Abílio Beça.
Monumento ao Abade de Baçal (1935). Autoria: José de Sousa Caldas

O esquema cenográfico criado pela pequena escadaria que, em lanços simétricos, contorna o monumento pela parte de trás, conduz necessariamente o espectador a uma leitura obrigatória do busto de excelente qualidade do homenageado; para obter esse efeito, o escultor criou um esquema de moldura escalonada que serve de amplo pano de fundo ao plinto onde está colocado o busto de grande realismo do Abade de Baçal.
O padre Francisco Manuel Alves (1865-1947), mais conhecido pelo nome da sua terra natal, da qual foi pároco largos anos, até à data do seu falecimento, é uma figura incontornável para todos os que quiserem estudar o Distrito de Bragança, tendo deixado uma preciosa e vasta obra, ainda hoje tida como uma referência obrigatória para historiadores, arqueólogos e genealogistas.
Em 1935, o Museu Regional de Bragança, à frente do qual estava como diretor-conservador desde 1925, passou a ser designado por Museu do Abade de Baçal, como uma justa homenagem ao seu labor em prol da preservação da memória da sua região.
José de Sousa Caldas conseguiu, de forma sóbria mas com grande dignidade, transmitir-nos através do busto que esculpiu a força dessa personalidade ímpar da cultura bragançana.

Título: Bragança na Época Contemporânea (1820-2012)
Edição: Câmara Municipal de Bragança
Investigação: CEPESE – Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade
Coordenação: Fernando de Sousa

A praia da Fraga da Pegada em Macedo de Cavaleiros recebeu a segunda edição do Sunset Azibo.

A Praça das Eiras, em Macedo de Cavaleiros, acolheu mais um espetáculo, desta vez com as concertinas do Távora e Douro sul, animando todos.

Os participantes do Encontro Europeu de Jovens Lusodescendentes visitaram Vinhais passando pelos sítios mais emblemáticos.

Aziborne Extreme juntou atletas de várias modalidades em Macedo

Bombeiros de Macedo realizam sardinhada solidária esta noite

Os Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros realizam hoje, a partir das 18h, uma sardinhada solidária no Jardim 1º de Maio na cidade.
Uma forma de dar as boas-vindas aos emigrantes, refere Luís Pereira, da organização:

“Decidimos fazer outra sardinhada porque estão cá os emigrantes a quem desta forma queremos dar as boas-vindas, acolhendo-os de uma forma bonita dentro da nossa cidade.

Os lucros vão ter o mesmo fim que a última sardinhada, que é ajudar os bombeiros de Macedo.

Estamos a contar com a presença de entre 600 a 700 pessoas e gostávamos que toda a gente parecesse pois sardinhas não vão faltar.”

A animação fica a cargo do grupo Vaganova e durante a sardinhada vai ser sorteada uma bicicleta.

Escrito por ONDA LIVRE

Castro de São João das Arribas recebe arqueólogos em campanha de intervenção

O Projeto de Investigação sobre o Castro de São João de Arribas iniciou esta segunda-feira, a quarta campanha de intervenção no terreno, que se prolongará até dia 06 de setembro, em Aldeia Nova, no concelho de Miranda do Douro.
Um grupo de especialistas está a desenvolver as sondagens arqueológicas num povoado datado da Idade do Ferro, com uma forte componente romanizada. 
Contudo, com as diversas intervenções os arqueólogos chegaram à conclusão de que o povoado é situado cronologicamente entre a antiguidade tardia e a alta idade media ( séculos III a IX d.C.

Francisco Pinto
in:mdb.pt

Novo movimento cívico de defesa da linha ferroviária

O futuro do transporte público em Portugal “passa pelo investimento na via ferroviária com especial incidência na região transmontana, aproveitando as linhas do Douro, Sabor e Tua”.
Esta será uma das principais reivindicações do “Tua’s”, um movimento cívico que será oficializado, esta semana, com a aprovação dos estatutos e a eleição dos órgãos sociais.
Videira Félix, natural de Amieiro, e um dos fundadores deste movimento, diz que a ideia é ter uma voz firme na defesa do potencial que a região tem, intrinsecamente ligado ao caminho-de-ferro.

Fernando Pires
in:mdb.pt

Memórias Históricas de Ventozelo é o 13º livro do investigador e escritor Antero Neto

O escritor e investigador mogadourense, Antero Neto, apresentou o seu 13º terceiro livro dedicado às memórias históricas da aldeia de Ventozelo, no concelho de Mogadouro.
A publicação foi apresentada em ambiente de “ casa cheia”, onde “os filhos da terra” quiseram presenciar de perto, a apresentação de uma obra que relata diversas fazes da história local.
“Trata-se de um livro, que para sua elaboração, requereu muita investigação, já que foi preciso recorrer ao Arquivo Distrital de Braga, Arquivo Municipal de Mogadouro e ao Arquivo da Freguesia, onde foi recolhida toda a informação sobre o trajeto histórico de Ventozelo”, explicou o autor.

Francisco Pinto
in:mdb.pt

ESPELHO & PENTE…

Numa busca de resíduos da memória que nos fazem enternecer e entristecer debaixo do estafado eufemismo de arrumar o arrumado há dezenas de anos encontrei um espelhinho redondo, de bolso, debruado a plástico e tendo nas costas o emblema do Glorioso ou das papoilas saltitantes que o saúdo Luís Piçarra cantou até a voz lhe emudecer consequência de sofrida no Norte de Angola onde se encontrava a alegrar os soldados envolvidos na estúpida como todas são, a guerra colonial derivada da falta de visão e entendimento do fluir da História por parte do Botas natural de Santa Comba.

Limpei a fna camada de pó ao espelho, olhei-me, mirei-me, rodei o registador da imagem, voltei ver-me, o visto não me alegrou, qual madrasta da Branca de Neve perguntei ao espelho o motivo de as cãs possuírem a cor da neve da Sanábria, os sulcos na testa imitarem os rasgados pelo arado em terreno pedregoso, a barba plagiar o restolho das searas no dia de uma seara no dia destinado no calendário litúrgico a honrar duas Senhoras, a venerada em Tuizelo e a alumiada noite fora na Serra de Nogueira assim julgo que continua a ser dado o apego ao jogo chamado da batota ou não estivesse recheado de truques e tropeços cujos jogadores (há um carro de anos) procuravam ultrapassar em insensibilidade facial e gestual os exímios prestidigitadores de póquer aberto e/ou sintético.

O espelho imitando o da dita Madrasta respondeu irado, convulso, engasgado, dizendo-me para ler as memórias de Adriano ou então falar com Mefstófeles no propósito de inventar um novo retrato colocado ao contrário absorvedor das ruínas faciais bem compostas há um carro de anos. A resposta seca quanto fontelas nos montes de Vinhais no auge da canícula, áspera e riscante como se fosse silvedos nas paredes das desertas aldeias em Setembro calorento, cópia da dada pelo Padre Carção aos fregueses de Lagarelhos num dia de Páscoa ao contemplar a chuva violenta a bater nas vidraças da pequena igreja da lavra dos Jesuítas, não me causou satisfação, causou-me desgosto impedindo-me de ir em busca do tempo perdido (desculpe o Senhor Proust), incitou-me a rebuscar a razão e utilidade do espelho na adolescência tardia.

Nesse tempo muitos rapazes bragançanos engravatavam-se aos domingos, no casaco colocavam uma carteira mirrada de dinheiro, o espelhinho e unte pequeno, de tartaruga, à saída da missa das onze e meia ou do meio-dia olhavam o espelho, o pente compunha as fartas melenas, endireitavam os nós das gravatas, puxavam os punhos da camisa, empinavam o peito e ala, chegava a altura de contemplar as meninas de seios salientes e coxas roliças num primeiro instante, as outras no segundo olhar, a rapaziada seguia com o olhar as namoradas sem elas saberem, atiravam dichotes uns aos outros, no domingo seguinte repetia-se o onanista espectáculo. Importa sublinhar o acréscimo do corta-unhas nos bolsos de um ou outro pois a moda vigente assim o determinava. Agora, os jovens substituíram os antigos adereços pelo telemóvel ou a tablete, os sapatos deram lugar às sapatilhas cromáticas, calções coloridos em detrimento das calças, os pentes desapareceram dando lugar a bonés multi-usos, no dorso pólos sem serem do Norte ou do Sul, sem esquecer chaves de motas, trotinetes e automóveis.

As mutações transformaram os espelhos pequenos, redondos, em objectos de museu, os pentes préstimo ante a avalanche de cabeças rapadas e rastas, os corpos exibem-se à descarada levando os jecos da minha idade a carregarem nas vogais ao soltarem imprecações por terem vivido antes da presente época destrunfando por cima dos corpos no confronto das novas cidades de Sodoma e Gomorra sem perigo dos olheiros serem convertidos em estátuas de sal como aconteceu à mulher e flhas de Lot.

O espelho, o pente, num ou noutro casaco também entrava o corta-unhas, este instrumento tinha a vantagem de retirar sinais de o seu detentor possuir vestígios de Vale da Porca ou vale de Porco aumentando o seu perfl asseado o que os valorizava na eira de Espinhosela, leia-se Praça da Sé.

Os adolescentes de buço rebentado, outros a ostentar bigodes estilo Cantinflas, dada a carência reinante não mudavam muito no tocante à aparência ornamental, prevaleciam as meias solas, as cuadas nas calças, os casacos virados, os colarinhos delidos nas camisas, as dores de crescimento obrigavam à mostra dos tornozelos (eu até consegui levar o Sr. Queiroz a salientá-los), por isso mesmo, os adereços exibidos a que acrescento o emblema do clube desportivo colocado na banda esquerda do casaco ajudavam a compor a vestimenta qual pouco mudava de estação para estação, o feiro era conforme a roupa, bem pior estavam os remendados sobre remendos. Relembro: só uma escassa minoria vestia a estrear não herdando roupa do irmão mais velho, só essa minoria adquiria à sua vontade, fora do gosto paterno.

As odiosas comparações sendo-o devem ser evitadas, neste contexto, impõe-se a excepção – antes ou agora –, a resposta de La Palice afina pelo agora. Podemos discordar do laxismo familiar na satisfação das exigências filiais no respeitante a roupas e sapatilhas, podemos discordar da assombrosa consumição de aparelhos e maquinetas comunicacionais, podemos censurar os dislates alimentares, porém, para lá do retorno ao paraíso caso pudesse retroceder na idade, deploro termos vivido pobremente, ao estilo sarnento salazarista da Casa Portuguesa a canção do forçado conformismo, se assim não fosse os da «benemérita» PIDE na esteira da benemérita Guarda Civil espanhola tratava de afagar o corpo, que não o espírito.
O denominado elevador social só funcionava mediante suor, lágrimas e quantas vezes sangue, curiosamente alguns dos prendados via nascimento não aproveitaram o maná, os deserdados repletos de marcas dos sacrifícios cometidos de modo a entrarem no ascensor têm conseguido penetrar no almejado patamar provocando o sarcasmo dos afortunados de nascença e a inveja dos antigos companheiros de Escola. É a vida diria como disse o Engenheiro Guterres, uma porra dizia a minha avó Delfina, embora sendo analfabeta não era parva, longe disso. No seu entender valia o rifão – se queres vai – só os calaceiros pediam. Apoquenta-me o futuro da cultura, especialmente da escrita em papel, a inserida em pautas de música tradicional, a oral sem registo algum. Aos livros devo tudo, mesmo tudo, os cursos/recursos derivados de três universidades trouxeram-me réditos materiais, a minha verdadeira Universidade (Gorky) as Bibliotecas Itinerantes ensinaram-me os valores da frontalidade, da liberdade, da sabedoria, o que não foi pouco, foi tudo.


Armando Fernandes
in:jornalnordeste.com

A TIA ESTER DA MOTO QUATRO

Olá gentinha boa e amiga!

Nos últimos dias o Verão meteu férias, para alegria dos nossos agricultores, que vêem os seus campos dourados, com o ouro que caiu do céu. Esta água pinta aos castanheiros e oliveiras mas, como não há bela sem senão, quem está de férias o que quer é calor, para poder disfrutar das nossas praias fluviais e piscinas.
Quem também não ficou nada contente, com estes dias de chuva, foram os mordomos das festas, porque a chuva acaba sempre por afastar alguns romeiros e, neste mês de Agosto, todos os dias há festas.
Na quarta e quinta feira, foram muitas as localidades do distrito brindadas com a passagem da 6.ª e 7.ª etapas da Volta a Portugal em Bicicleta. Houve sempre bastantes pessoas nas ruas que quiseram aplaudir a passagem dos ciclistas, apesar da chuva. A propósito deste evento, na quarta-feira de manhã, no programa da RTP 1 «Há Volta», em directo da Praça da Sé, em Bragança, entrei em milhares de casas, desta vez não só com a voz mas também com a imagem, gritando ao mundo o amor e a amizade que se vai fazendo através das ondas hertesianas, continuando a fazer da nossa rádio uma autêntica e verdadeira família.
A nível agrícola, o nosso secretário para a agricultura, o tio Rebelo, de Real Covo (Valpaços), disse-nos que este é um bom ano de batatas, tendo sido fraco em cereal e tudo indica que será também um bom ano de castanha. A tia Joaquina, de S. Julião de Palácios (Bragança), disse-nos que não se lembra de “ter tamanho feijoal, sem nunca o ter regado”.
Na última semana festejaram o seu aniversário connosco a tia Alexandrina Monteiro (69), de Martim (Murça); Bruno Rebelo (44), de Real Covo (Valpaços); Helena Rodrigues (48), de Viduedo (Bragança); Augusto Folgada (51), de Lodares (Vila Real); Guilherme Martins (71), de Agrochão (Vinhais); Augusto Machado (70), das Quintas da Seara (Bragança); Assédio (77), de Coelhoso (Bragança); José Carlos (67), de Parada (Bragança); Corina Alves (66), de Constantim (Miranda do Douro); Paco (50), da Sanábria (Espanha), genro da tia Antónia de Rio Frio (Bragança) e António Roque (83), de Vilartão (Alfândega da Fé). Para todos muita saúde, que coza o forno e que o pão seja nosso…

Agora vamos conhecer melhor a tia Ester, da moto quatro.

No último fim-de-semana tivemos mais uma concentração motard em Bragança. Nos últimos anos, tem-se assistido à participação de muitas moto quatro, coisa que não acontecia antes. Também há cada vez mais quem utilize este meio de transporte para se deslocar aos seus terrenos agrícolas no dia-a-dia. Dizem que a aldeia de Babe (Bragança) é a localidade portuguesa com mais moto quatros por habitante.
A tia Ester Sábio, mais conhecida como a Ester da moto quatro, nascida em Vale de Abelheira (Vinhais) e a viver há mais de 40 anos no Bairro do Couto, em Bragança, foi o terceiro elemento da Família do Tio João. Na altura andava sempre a pé, depois apareceram os STUB’s (Transportes Urbanos de Bragança) e ela lá se ia desenrascando para fazer a sua vida diária na cidade. Há cerca de 12 anos, quando lhe apareceram problemas de artroses, o seu filho ensinou-a a conduzir o seu mini tractor corta relva, para depois lhe oferecer uma moto quatro, que ainda tem. Há dez anos viu-se obrigada a tirar a carta de condução de moto quatro e confessou-nos com contentamento que “foi à primeira”. Também nos disse que apanha umas “molhas inesperadas” e por isso diz que “no Inverno não venho tantas vezes à cidade”, acrescentando que “nunca tive qualquer acidente ou percalço”.
A tia Ester veio sem nada de Angola, em 1974, onde esteve seis anos. “Tive que me desenrascar numa barraca na Ilha do Rei, onde hoje está a Catedral de Bragança”. Muitas noites “acordei com a cama do meu filho a fazer barulho, por se coçar com tantos percevejos”. Quando chovia “a água passava pelo meio da barraca”. Um ano depois, conseguiu um terreno no Bairro do Couto e construiu o seu actual lar, de onde nos liga, sendo uma participante muito activa e com direito a ser cumprimentada por alguns tios e tias que dela se lembram, tanto no nosso programa como nos «Discos Pedidos». Beijinhos para a Tia Ester, da moto quatro.

Tio João
in:jornalnordeste.com

O setor do Turismo é a principal aposta da Terra Flor deste ano

A Terra Flor, Feira de Produtos e Sabores de Vila Flor, que se realiza de 22 a 25 de agosto, vai apostar mais no turismo.
A décima sexta edição, apesar de manter o foco na promoção e venda de azeite, vinho e fruta, quer alargar a sua influência.

“É importante que nós façamos crescer a área do turismo na nossa feira, porque ao fazermos isso também estamos a vender os produtos e a terra. É isso que nós pretendemos, que a Terra Flor cresça muito para a parte comercial”, explica o presidente da Câmara de Vila Flor, Fernando Barros.

Os desafios da hortofruticultura em Trás-os-Montes é tema de um dos dois seminários agendados para a Terra Flor deste ano. O outro é sobre o futuro do turismo no concelho.

 “Eu quero sempre uma feira maior. Acima de tudo devemos valorizar os espaços que vamos criando, e a Praça da República é um grande espaço. Esta obra, que é essencialmente infra-estrutural, porque já não tem intervenção a fundo há cerca de 80 anos, e não faz sentido que nós não possamos usar esse espaço para fazer crescer a feira”, disse Fernando Barros

A edição deste ano da Terra Flor vai ter cerca de 120 expositores e um orçamento de cerca de 135 mil euros. Olavo Bilac, Profjam e Rosinha são cabeças de cartaz do programa de animação, que também dá destaque a grupos do concelho.

Escrito por Rádio Ansiães 
Foto: Câmara Municipal de Vila Flor

Auto Viação do Tâmega suprime ligação entre Vinhais e o Porto por não ser rentável

A ligação entre Vinhais e o Porto, da Auto Viação do Tâmega, foi suprimida.
A questão foi levantada, pelos vereadores da coligação É Tempo de Mudar – Vinhais, na última reunião de câmara. A ligação assegurava o transporte de pessoas e diversos despachos de mercadorias e encomendas para os grandes centros urbanos, sobretudo produtos frescos como carne e fumeiro.

“De facto não existe, para já, uma solução cabal que permita no mesmo dia chegar as mercadorias aos centros de consumo, o que é preocupante do ponto de vista da economia do nosso concelho”, referiu Carlos Almendra, da coligação, e um dos vereadores da autarquia de Vinhais.

O presidente da câmara de Vinhais, Luís Fernandes, confirma a supressão da linha e justifica que o município não podia fazer nada.

“O que acontece é que a Auto Viação do Tâmega concessionou o serviço da Rede Expressos. Há uma ligação que sai de Vinhais a Mirandela, que não existia, que permite às pessoas que se desloquem ao Porto e Lisboa. Claro que lamentamos, mas é uma situação que nós município não podemos fazer nada”, explicou Luís Fernandes.

Carlos Almendra reportou-se ainda à construção da estação de camionagem de Vinhais. A questão não foi levantada em reunião de câmara mas o vereador salienta o facto de esta supressão surgir a par da empreitada e acredita que esta coincidência vem atestar o “erro” que é gastar mais de setecentos mil euros de dinheiros públicos neste projecto.

Luís Fernandes não vê relação entre as duas questões e diz que o espaço poderá ter outras funcionalidades.

Quanto à ligação entre Vinhais e o Porto, o presidente da câmara esclareceu ainda que a Auto Viação do Tâmega concessionou este serviço à Rede Expressos que decidiu pôr fim à ligação alegando que não era rentável.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves

Greve dos trabalhadores dos registos e do notariado causa filas longas no registo civil de Bragança

Desde esta segunda feira até ao próximo sábado os trabalhadores dos registos e do notariado estão em greve.
Reivindicam progressão na carreira, melhores condições salariais e de segurança e higiene no trabalho. Esta é uma greve que está a dificultar o atendimento neste serviço causando longas filas. 

Segundo a agência Lusa, o sindicato diz que a adesão se situa entre os 85% e os 90%, sendo que alguns registos nem abrem portas. Em Bragança funcionam, as com longas filas e senhas limitadas. As pessoas deslocam-se ao registo civil essencialmente para tratar de assuntos do cartão de cidadão. Alguns chegam a perder dias de trabalho devido à greve.

“Perdi ontem à tarde, perdi hoje a manhã. Ontem estive aqui, vim às duas horas, tirei duas senhas, do registo civil e do cartão de cidadão, e fui para ser atendido e disseram-me que não eram aquelas senhas e mandaram-me embora”, explicou um dos utentes do registo civil.

Para além das reivindicações que à pouco falamos, os sindicatos que representam estes trabalhadores acusam o Governo de desinvestimento neste sector sob o pretexto de intenção de privatização.

Escrito por Brigantia

XIX Feira das Cebolas

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Ainda sou do tempo...

Não, não ia dizer que ainda sou do tempo em que fumar era fino e...
O que eu quero dizer é que ainda sou do tempo em que os passeios eram para as pessoas.
Essas pessoas chamavam-se peões. Nas estradas e nas ruas, andavam os automóveis e quem os conduzia chamava-se condutor.
Tempos que já não voltam mais, passado, saudades... o tempo dos passeios para os peões... E para as pionças...

HM

Exposição RENERPATH-2

“Entre 13 e 25 de agosto, o Museu do Abade de Baçal acolhe a exposição RENERPATH-2, a qual sintetiza o resultado de um projeto transfronteiriço que procurou estudar a eficiência energética de um conjunto de edifícios históricos situados no Norte de Portugal e na província de Castela e Leão, em Espanha, tendo em vista a implementação de uma metodologia de reabilitação energética de edifícios patrimoniais.

Foram analisados, em Portugal, o Museu do Abade de Baçal, a Sé de Vila Real e a Praça Forte de Almeida; em Espanha, os edifícios objeto deste estudo foram a Igreja de Villagarcía de Campos, o Paço Episcopal de Astorga (projeto de Antoni Gaudí), o Castillo de la Mota (Medina del Campo) e a Casa de Cultura de Ciudad Rodrigo.

Uma Ode às "Curriças de Caravelas"!

Por: Silvino dos Santos Potêncio
(colaborador do "Memórias...e outras coisas..")
Emigrante Transmontano em Natal/Brasil – desde 1979

Ainda hoje por pirraça, Eu entrei aqui nesta praça, p'ra saber o que se passa!? 
 Logo que entrei e aqui vi, 
Tudo isto que aqui li, 
Era muito do que eu já esqueci! 
Mas eis que o amigo Delmar, Pelo visto me veio contar,  
Aqui neste seu profundo prosar.  As coisas do meu Rincão. Umas boas outras não, E que falam bem da Nação! 
 E também dos traiçoeiros, 
Caminhos e caminheiros,  
Os que lá se foram p'rós estrangeiros! 
 De lá da "santa terrinha", 
Que tanto é tua como é minha, 
Me trazes novas fresquinhas,  
Algumas são tuas, outras minhas! 
Por isso eu aqui te solicito, 
Que repitas o que foi aqui escrito,  
E por tantas vezes eu repito;   
Em terras de Caravelas, 
Do Concelho de Mirandela,  
Por acaso tu conheces o que há nelas?!. 
Pois então quantos serão, Os passos que dali vão, Dali do Quadraçal ao Pinhão? 
E Subindo pela ladeira, 
Do caminho que leva à eira, 
Que  sobe e passa pela Carreira,  
Do Moinho até aos Tojais, 
E, ou até aos Colmeais,  
Caminhos que eu não esqueço jamais! 
  Dize-me tu aqui se já lá passaste!? Por onde foi que tu andaste,  E lá na terra... aonde ficaste?  
Ali no Terreiro do Passo,  O de Caravelas tem pouco espaço, Mas sempre aberto a um Abraço! 
 Emigrante portanto tu lembra-te!. 
 A diáspora é feita de mudanças!  
- E não importa quais são as tuas andanças.  

(in: CURRIÇAS DE CARAVELAS – TROVAS COMENTADAS)

Silvino dos Santos Potêncio, nascido a 04/11/1948, é natural da Aldeia de Caravelas no Concelho de Mirandela – Trás-Os-Montes - Portugal.
Este Autor tem centenas de crônicas, algumas já divulgadas sob o Título genérico de “Crônicas da Emigração”.  Algumas destas crônicas são memórias dos meus 57 anos na Emigração foram incluídas nos Blogs que todavia estão inacessíveis devido ao bloqueio do Portugalmail.pt, porém algumas foram já transcritas para a Página Literária. 
Presidente Fundador do Clube Português de Natal e Membro activo de várias páginas em jornais virtuais ligados ao Mundo da Lusofonia.
01 – POEMAS DE ANGOLA – “Eu, O Pensamento, A Rima!...”
02 – E-Book (Livro Electrônico): “UM CONVITE P’RA TOMAR CHÁ”
03 - CURRIÇAS DE CARAVELAS- TROVAS COMENTADAS é uma Antologia que contém  Trovas  e Textos Auto Biográficos da Aldeia Transmontana. 
        São livros da minha autoria já prontos para Edição e publicação brevemente. 
Actualmente mantenho uma página literária própria, como Emigrante Transmontano em Natal/Brasil, no Portal Recanto das Letras.   
O sitio do Escritor Silvino Potêncio  www.silvinopotencio.net  está aberto a visitas de todos os leitores de Lingua Portuguesa. 

Muito grato pela Atenção e receba um Forte e Fraterno Abraço. 

OBSMeu Caro Amigo Henrique Martins!

Este é um dos meus livros inteiramente dedicado à nossa região. 
Estou só a aguardar o numero do ISBN para ser vendido dentro e fora do Brasil a qualquer um que tenha interesse em comprar o livro impresso. 
Na modalidade livro electrónico (Ebook) pode ser comprado já via internet.
atualmente é mais viável e prático, além de mais barato. 
Este meu poema é o prólogo do livro.

Um forte Abraço e até breve. 

Plano de Ação para a Conservação das Aves Necrófagas publicado em Diário da República

O Plano de Ação para a Conservação das Aves Necrófagas (PACAN) foi publicado esta segunda-feira, 12 de agosto, em Diário da República. O PACAN foi elaborado pelo ICNF - Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, em articulação com a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).
Este plano foi desenvolvido tendo também em conta os contributos de especialistas neste grupo de aves e de organizações não-governamentais envolvidas na sua conservação. O documento foi ainda sujeito a auscultação de várias entidades públicas e privadas no período compreendido entre os dias 11 e 30 de junho de 2015.
Abutre-preto. Fotografia | Pedro Rego

A elaboração do PACAN teve como base o diagnóstico da situação nacional de cada espécie de ave necrófaga e identifica as medidas necessárias para promover o seu estado de conservação favorável. Tem uma incidência particularmente relevante sobre as duas espécies de abutres com populações permanentes em Portugal que apresentam estatuto de ameaça: o britango (Neophron percnopterus), classificado como "Em Perigo", e o abutre-preto (Aegypius monachus), classificado como "Criticamente em Perigo".


Contudo, as medidas preconizadas devem ter repercussão noutras espécies com hábitos estrita ou parcialmente necrófagos, contribuindo para a recuperação ou manutenção do seu estado de conservação favorável, sendo de destacar a relevância da implementação destas medidas para inverter a tendência de regressão da população nidificante do milhafre-real (Milvus milvus), que, sendo parcialmente necrófago, apresenta um elevado estatuto de ameaça, estando classificado como "Criticamente em Perigo".

O PACAN tem como objetivo garantir a recuperação e conservação das aves necrófagas no território nacional, nomeadamenteatravés do aumento da área de distribuição da população nidificante de abutre-preto nas zonas do Tejo Internacional e em Moura/Mourão/Barrancos; manutenção do número de casais e da área de distribuição da população nacional de britango, assim como aumento da sua produtividade no nordeste do país; redução da mortalidade não-natural, da perturbação e da perda de habitat das aves necrófagas e redução da falta de conhecimento e de sensibilização da sociedade e dos agentes de interesse na conservação das aves necrófagas.



Nesse sentido, será promovido o fomento da nidificação e incremento do sucesso reprodutor das aves necrófagas ameaçadas; aumento da disponibilidade alimentar para as aves necrófagas; redução da mortalidade não natural das aves necrófagas; conhecimento e sensibilização sobre aves necrófagas; monitorização das populações das aves necrófagas e promoção da articulação de medidas de política.

O município de Vila Flor apresenta um cartaz recheado para a 16ª edição da Feira TerraFlor que decorrerá de 22 a 25 de Agosto