terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

1º Encontro Nacional de Juventude - SANTARÉM - 14 a 20 de setembro de 1987

JOGOS TRADICIONAIS - Competição entre todos os Distritos do Continente e Ilhas.
A Representação do Distrito de BRAGANÇA, oriunda do F.A.O.J. e que aglutinou todos os Concelhos do Distrito, sagrou-se vencedora.
Imagens de Fernando Nunes/F.A.O.J.

O Azedo

Créditos da imagem - Autor: Photographer: Manuel Teles
Embarrados numa vara ó pé dos salpicões e das tchouriças de carne, que teimam em pingar os ladrilhos e a quem se aventura no motcho ou nas tropeças, aprumam-se os azedos com farda, para que não untem o fato de quem por baixo se senta. Alguns apresentam uma forma retilínea perfeita. Outros, devido à sua forma plissada, fazem-me lembrar as primeiras tentativas com a máquina de costura que, por muito que quisesse coser a direito, a costuradela sempre saía cheia de folhos. Depois, há ainda os que foi preciso botar-lhes um remendo porque se romperam na hora de os encher!

Para quem não está familiarizado com o fumeiro transmontano, passo a esclarecer que os azedos são tchouriços que, cá em casa, se fazem com a massa das alheiras à exceção do pimentão doce que não colocamos na sua composição.

O azedo é mais um excelente exemplo de como as nossas gentes nada desperdiçavam e que, de forma tão sábia, aproveitavam todos os recursos de que dispunham! Hoje em dia é possível produzir azedos em grande quantidade, já que há no mercado uma enorme variedade de tripas para os enchidos. No entanto, quando eu era criança eram utilizadas para o efeito as tripas mais largas do porco- entre as quais uma chamada o palaio- e, por serem em número reduzido e não haver facilidade de compra, faziam-se poucos azedos o que os tornava especiais.

O fumeiro exige muita preparação e os trabalhos das noites anteriores são infindáveis!

 A tarefa demanda que dias antes se impeçe a tratar das tripas. Lavando-as, atando-as e deixando-as de molho em aguardente, alho e limão!  Em criança, a noite anterior aos azedos e às alheiras, era-me atribuída a tarefa de esbulhar e picar os alhos, lavar as tripas, contar e recontar as bicas atadas! Os irmãos mais velhos tratavam de deixar, no lar, os potes grandes e uns bons canhotos pró lume.

Com a nabalha bem aguçada, a mãe rapava e lavava as courelas e já bem amanhadas juntava-as ao resto da tchitcha! Ao lado, já depenadas e bem tchamuscadas, estavam as pitas velhas, condição “sine qua non” para se fazer uma boa calda!

De touca improvisada e com o rodelo da louça a servir de avental, debruçada sob a caldeira das alheiras, a mana mais velha ajudava a mãe a cortar o pão de trigo em finas fatias. É claro que, o pão tinha sido cozido dias antes e se deixara no tendal até à hora de se partir! A azáfama do dia seguinte começava cedo e quando eu chegava à cozinha, já a mãe tinha feito mil e uma coisas! Com o lar repleto de potes, uns para cozer as carnes e outros para os rojões, não havia nem campo, nem tempo para grandes matabitchos, mas o que havia era a torradita feita ao lume, regada com azeite e com o cheiro dos sabores daquelas manhãs.

Finalmente, com as carnes cozidas e entre muitas sopradelas e queimaduras, ia-se picando e desfiando para um tratcho! Por esta altura, chegavam reforços que sem rogos provavam a calda e ditavam de sua sentença, retificavam-se os temperos e só então, se prosseguia amolecendo o trigo fatiado com a calda dos potes.

Depois juntava-se-lhe, ao pão, os alhos aferventados, as carnes, o azeite e o pingo e com o  colheroto envolviam-se cuidadosamente todos os ingredientes, obtendo assim uma massa esbranquiçada! Enchiam-se então, as tais tripas largas e plissadas, destinadas aos azedos. De seguida, lavavam-se em água bem quente e depois de decorridos eram embarrados nas varas do fumeiro, por cima do lar onde permaneciam durante semanas num processo de secagem.

Para os degustar bastava esperar pelas férias do Entrudo, altura que religiosamente me eram entregues umas gantchas e na companhia dos irmãos mais velhos tratava-se da descava da vinha! Na verdade, eram férias aguardadas, com alguma ansiedade pois, apesar das gantchas viviam-se dias de muita diversão e folia pela aldeia! Eram os dias em que o Entrudo saía à rua e à noite, na eira, se serravam as velhas! Não esquecendo a ida à feira de Podence, onde se compravam as novidades e se viam os entrudos que, está claro teimavam em nos tchocalhar! Muitas foram as vezes que percorri o corredor da feira fugindo aos demónios mascarados sem lhes conseguir escapar!

Mas o susto rapidamente era esquecido quando depois à mesa, a mãe nos presenteava com um azedo fatiado, que previamente havia cozido e depois levara a tostar. Acompanhavam o azedo, grelos e batatas e bom azeite!

 Os conhecimentos das nossas gentes e o clima da região conferem ao azedo um paladar único e muito apreciado por qualquer transmontano!

Como em qualquer receita, podemos encontrar outras variações na composição deste enchido, mas cá em casa assim se faziam e se fazem os azedos que, continuam a deliciar-nos com os sabores das suas memórias!
Ângela Bruce

Técnico da AOTAD avisa: “sector da olivicultura precisa de apostar na qualidade e na organização”

Se os olivicultores transmontanos não enveredarem pelo caminho da certificação da qualidade do azeite em simultâneo com a organização do sector, a olivicultura nesta região “vai passar por enormes dificuldades nos próximos tempos”.
O aviso chega de Emanuel Baptista, técnico da AOTAD – Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro – gestora do azeite de Trás-os-Montes DOP.
“Neste momento, há 32 embaladores DOP e nesta última campanha existem 200 mil litros de azeite certificado”, revela Emanuel Baptista, ou seja, a quantidade que cumpriu o caderno de especificações exigido para ser considerado um produto com Denominação de Origem Protegida.
“Em função do problema que existe ao nível do preço do azeite, acho que vai ser um bom ano para os azeites de qualidade, porque se não mantermos a diferença com os azeites de topo, o sector e a economia da região vão sofrer, porque estamos a ver que o azeite não consegue sair dos 2,30 euros, 2,50 euros, no mercado local”, adianta.
Perante este cenário, Emanuel Baptista, não tem dúvidas que o caminho para a salvação do sector da olivicultura passa, não só pela qualidade, mas também pela organização. “A prioridade devia ser a criação de um agrupamento de agricultores e assim evitarem que meia dúzia de intermediários brinquem com o sector na nossa região. Temos dito aos nossos associados que está na hora de deixarmos as capelinhas”, adverte o técnico da AOTAD.
E o primeiro passo “tem de ser dado pelas cooperativas”, acrescenta. “Temos em cada concelho uma cooperativa, excepto em Mirandela, e se conseguissem colaborar entre elas, seria a alavanca para que o sector da olivicultura em Trás-os-Montes fosse uma mais-valia”, conclui.
O Azeite de Trás-os-Montes DOP é um Azeite virgem extra e azeite virgem produzido a partir das variedades de azeitona Verdeal transmontana, Madural, Cobrançosa, Cordovil e ainda 5% de outras variedades nacionais.
É produzido na região Transmontana, nos concelhos de Mirandela, Vila Flor, Alfândega da Fé, Macedo de Cavaleiros, Vila Nova de Foz Côa, Carrazeda de Ansiães e ainda em algumas freguesias dos concelhos de Valpaços, Murça, Moncorvo, Mogadouro, Vimioso e de Bragança.

Escrito por Terra Quente (CIR)

Tobias Preisig (Suíça) e Jan Wagner (Alemanha) no Museu do Abade de Baçal

O Museu do Abade de Baçal, em Bragança, tem o prazer de acolher, na sua primeira tournée de 15 dias de Norte a Sul de Portugal, promovida pela Trás-os-Montes Records, os músicos Tobias Preisig (Suíça) e Jan Wagner (Alemanha) já no próximo sábado.
Vivem ambos em Berlim, onde têm colaborado ao longo dos últimos anos. Sendo a primeira vez que viajam juntos, o projeto que apresentam é experimental e dividido em 2 partes, de aproximadamente 40 minutos cada.

Entrevista com Benjamim Rodrigues

Assuntos do interesse da população do concelho de Macedo de Cavaleiros para conhecer nesta entrevista que pode ouvir e assistir amanhã na Rádio Onda Livre e Onda Livre TV.

Alunas chinesas do IPB chegaram hoje a Bragança e ficam em isolamento

Chegaram, esta madrugada, a Bragança, as duas alunas chinesas, do Instituto Politécnico, que vão ficar em isolamento, até ao dia 29 deste mês, em instalações disponibilizadas pela instituição. No dia 1 de Março, as jovens retomarão a frequência das aulas.
A medida foi decidida de acordo com as alunas, apesar da posição da Direcção Geral de Saúde, que considerou provavelmente desnecessário o recurso ao isolamento.

Segundo responsáveis do IPB, na cidade de residência das jovens não há casos de infecção pelo novo coronavirus e não terão contactado nenhum doente. Mesmo assim, a instituição entendeu manter os procedimentos que tinha previsto, em conjugação com os serviços da Direcção Geral de Saúde. As alunas estão a ser permanentemente acompanhadas por email e telefone e caso desenvolvam sintomas têm indicações para que sejam de imediato comunicados.

A mobilidade de alunos do IPB para universidades chinesas e no sentido inverso, programada para o segundo semestre, não vai concretizar-se.


Escrito por Brigantia

Cerimónia comemorativa do aniversário da cidade de BRAGANÇA

No âmbito das Comemorações dos 556 Anos - Bragança Cidade, disponibilizamos, a partir de hoje, o levantamento de bilhetes (gratuitos), na bilheteira do Teatro Municipal de Bragança, para assistir à cerimónia comemorativa do aniversário da cidade, que terá lugar no dia 20 de fevereiro, e ao Concerto com o fadista Marco Rodrigues.

A entrada é livre, mas sujeita à lotação da sala.

Incêndio danificou habitação em Carrazeda de Ansiães

Um incêndio provocou danos substanciais numa residência de Carrazeda de Ansiães, na última madrugada, mas ninguém ficou ferido.
A parte mais danificada é a sala do primeiro andar, onde estava um recuperador de calor e onde poderá ter começado o incêndio.
Os outros compartimentos da casa, situada no Alto de Luzelos, junto ao salão das Testemunhas de Jeová, também foram afectados, mas com menor gravidade, pelo calor e pelo fumo.
As três pessoas que vivem na habitação foram realojadas temporariamente por familiares. O alerta chegou ao quartel dos bombeiros de Carrazeda cerca da meia-noite e meia.
Foram mobilizados para o combate ao incêndio 13 bombeiros com quatro viaturas. As operações duraram cerca de duas horas. Também estiveram no local dois militares da GNR de Carrazeda de Ansiães.

Escrito por Rádio Ansiães (CIR)

Acidente rodoviário faz dois feridos em Mirandela

Um acidente de viação, em São Salvador, ao final, desta manhã, envolvendo duas viaturas, resultou em dois feridos ligeiros.
Tratou-se de uma colisão lateral, cerca das onze da manhã, entre um automóvel ligeiro e uma viatura ligeira de mercadorias que seguiam em sentidos opostos, na estrada municipal 578, próximo da aldeia de São Salvador, no concelho de Mirandela.
Os dois feridos ligeiros, eram ocupantes da viatura ligeira que seguia no sentido São Salvador Mirandela, sendo que um deles ficou encarcerado, tendo os bombeiros voluntários de Mirandela procedido aos trabalhos de desencarceramento, que foram concluídos perto do meio-dia.
Os dois feridos foram transportados ao hospital de Mirandela. Devido aos trabalhos de socorro às vítimas do acidente, a estrada esteve cortada em ambos sentidos durante mais de uma hora.
No local, estiveram duas ambulâncias e uma viatura de desencarceramento dos bombeiros de Mirandela com um dispositivo de sete operacionais.
Também a GNR de Mirandela, esteve no local com quatro militares. 

Escrito por Terra Quente (CIR)

Faleceu a Irmã “Judite” da Santa Casa da Misericórdia de Macedo de Cavaleiros

Faleceu Jacinta de Fátima Pires, mais conhecida como Irmã Judite, colaboradora e Irmã da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Macedo de Cavaleiros.
O corpo encontra-se em câmara ardente na capela das Irmãs Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado e a missa de corpo presente realiza-se amanhã pelas 14h00 na Igreja de Santa Maria Mãe da Igreja, em Macedo de Cavaleiros. O corpo segue depois para o cemitério de Rebordaínhos, no concelho de Bragança.

Em comunicado partilhado nas redes sociais, a Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Macedo de Cavaleiros endereça o seu pesar a todos os amigos e colegas da Irmã Judite e agradece o seu “ trabalho inexcedível em prol da afirmação da Instituição”.

Escrito por ONDA LIVRE

“Lago dos Caretos – A Sagração da Prima Vera” iniciou a sua digressão em Macedo de Cavaleiros

O palco do Centro Cultural recebeu, no passado sábado, o espetáculo “Lago dos Caretos – A Sagração da Prima Vera”.

A imagem do careto é usada como ponto de partida numa história que ali a música à dança e ao teatro. A ideia original partiu de Luís Filipe Santos que viu na imagem do careto algo possível de recriar, juntando a imaginação e a criatividade. A comédia também faz parte deste projeto, que acima de tudo é considerado contemporâneo, diz Eduarda Freitas, produtora:

“A ideia dos caretos foi do Luís. Há muito tempo que ele achava que era uma imagem forte e possível de pegar nela para recriar. Tivemos a sorte de os caretos agora receberem a distinção de Património da Humanidade, mas é importante passar a mensagem de que este não é um espetáculo tradicional de caretos. Entra um pato, vamos buscar muitas ideias ao Lago dos Cisnes, depois temos também um mágico, um lago e no fundo é um exercício de criatividade. É um espetáculo que considero como contemporâneo, tem música que foi escrita propositadamente para ele. A história passa-se numa aldeia transmontana e acaba por ser uma forma diferente de olhar para as tradições, não ficando presos ao passado mas sim recriando-o.”

Em 2018, Luís Filipe Santos concorreu com a sua criação ao “Prémio Douro Criativo”, conseguindo o primeiro lugar na categoria de artes performativas. Estreou em Vila Real pouco tempo depois e inicia agora uma nova digressão que teve o pontapé de saída em Macedo de Cavaleiros. A surpresa de um espetáculo completamente fora do normal, é o que mais surpreende os espectadores, considera Eduarda Freitas:

“As pessoas ficam surpreendidas porque não estão à espera do que encontram. As pessoas não podem esperar um espetáculo tradicional sobre caretos porque não é nada disso. É uma visão muito artística na linha da imagem da máscara, do que ela significa. Tem também momentos muito cómicos e de reflexão, por isso dizemos que é um espetáculo para chocalhar a rir.” 

“O Lago dos Cisnes” de Tchaikovski e os Caretos Transmontanos são a grande inspiração de uma narrativa que junta quatro pessoas em palco e que vai agora passar por Bragança, Chaves e Póvoa de Varzim.

Escrito por ONDA LIVRE

NÃO HÁ FAMÍLIA COMO A NOSSA!

Olá familiazinha, gente boa e amiga!

Por vezes sinto-me baralhado, porque não sei se sou o Nicolau e faço o papel de Tio João, ou se sou o Tio João a fazer o papel de Nicolau! Ultimamente também tenho sido uma central telefónica, porque todos os dias dezenas de pessoas me contactam para acompanhar as melhoras dos meus pais.

O nosso programa tem sido muito participado, especialmente por todos aqueles que querem mostrar o seu talento, partilhando-o com muitos ouvintes. Temos tido muitas participações musicais, fados, canções e muito mais, vinte e uma novas apresentações e, pela primeira vez na história da nossa família, estivemos em directo com o programa na farmácia Nova Central, em Bragança, no dia 13 de Fevereiro, assinalando o Dia Mundial da Rádio.

Na sexta, dia 14, comemorou-se o Dia dos Namorados e tive o prazer de falar com 10 casais que já namoram há mais de 60 anos e por isso são professores doutores catedráticos da universidade do namoro. O casal Gaudência e Altino, de Moredo (Bragança), já namoram há 72 anos, 60 de casamento e 12 de namoro e disseram que o segredo da longevidade “é o respeito e a paciência. Por isso é que a coisa dura!”.

Quem esteve de parabéns na última semana foram Adérito Pinela (76), de Sacoias (Bragança); Ernesto Vieira (70), de Seixo de Ansiães (Carrazeda de Ansiães); Dora Maria (43), de Bragança; Manuel Magalhães (66) e Manuel Joaquim (45), ambos de Parada (Bragança); Helena Rosa (66), de Barreiros (Valpaços); o nosso fadista de Além do Rio (Bragança), o homem dos três As, Alexandre António Aleixo (86); Ariana Margarida (18), de Carrazedo de Montenegro (Valpaços); Rosa Esteves (71), de Abambres (Mirandela); Cesarina Medeiros (80), de Nuzedo de Baixo (Vinhais); João da Cruz (64), de Sarzeda (Bragança); Cristina Silva (46) e o seu marido Orlando Pinto (37), de Vinhais; Acácio Augusto (78), de Alfaião (Bragança) e a nossa célebre padeirinha, Maria Luísa (81), de Lagoa (Macedo de Cavaleiros).

A todos muita saúde e paz, que o resto a gente faz.

A tia Irene Hostettler, de Parada (Bragança) e os seus dois filhos Alexandre e Benjamim, nossa ouvinte na Suíça, reuniu alguns amigos da família, na passada sexta-feira, dia 14, para um almoço de confraternização pois, como ela nos confidenciou, “os verdadeiros amigos são aqueles que convidamos para as coisas boas, mas que não é preciso convidá-los para os momentos difíceis”.

A nossa tia Glória, pastora de Vilar Seco (Vimioso), mostrou-nos a sua ovelha que pariu quatro cordeiros, coisa rara, porque na maior parte dos casos nem todas as crias vão avante.

A tia Glória também nos disse que dois dos cordeiros foram criados pela mãe e os outros dois a biberon.

No Dia Mundial da Rádio tivemos uma visita especial dos utentes do Centro Social de S. Pedro dos Sarracenos (Bragança), para conhecerem as instalações da nossa estação emissora. Foram eles António Silva, 82 anos, de S. Salvador (Mirandela); Cândido Barros, 73 anos, de Bragança; Fernanda Costa, 75 anos, de Varge (Bragança); Maria Alice, 73 anos, de Vale de Janeiro (Vinhais); Imperatriz Ala, 91 anos, de Rio Frio (Bragança); Alzira Fernandes, 87 anos, de Lanção (Bragança) e Maria do Céu Fernandes, 97 anos, de Cabanas (Macedo).

Com eles tive o prazer de, durante uma hora, explicar o funcionamento da rádio. Foi com muito gosto que tive conhecimento de que a maior parte deles me escutam no lar e também poder rever a tia Alzira Fernandes, de Lanção, um dos elementos que vem do tempo dos primórdios do programa.
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Tio João

Festival do Rancho de Mirandela enche mercado

5190 litros de rancho confeccionados por 35 restaurantes, consumidos em menos de duas horas, e cerca de 4 mil Kit´s vendidos.
São estes os números da quarta edição do festival gastronómico do Rancho de Mirandela, que aconteceu, no passado sábado, no mercado municipal da cidade.

O evento promovido pelo Município em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Mirandela, voltou a ter casa cheia com gente do concelho e não só, como fez questão de sublinhar a presidente da câmara, Júlia Rodrigues

“Foi novamente um sucesso. Uma iniciativa de cariz popular, para as pessoas e feito pelos nossos o que é muito importante. Os mirandelenses trazem amigos e quando vêm uma vez repetem no ano seguinte e desta vez não foi exceção”, referiu a presidente da câmara, Júlia Rodrigues.

Uma iniciativa que pretende valorizar este prato típico que habitualmente é confecionado por dezenas de restaurantes da cidade de Mirandela, nos dias de feira, que acontecem, semanalmente, às quintas.

Quem marcou presença elogiou o evento, quer pela gastronomia, quer pelo convívio que proporcionou.

Segundo a organização, terão passado pelo mercado municipal cerca de 4 mil pessoas, já que foram vendidos perto de 4 mil kit´s, a condição obrigatória para quem quis degustar este prato típico, cujos ingredientes são à base de grão, massa, batata e carnes.

Cada Kit custava cinco euros e continha uma malga, uma colher, uma caneca e duas senhas para pão e vinho.

Para além da degustação do rancho, este festival gastronómico teve ainda vários expositores de vinho e outros produtos regionais, bem como de artesanato e não faltou a animação musical a cargo de artistas locais. 

Escrito por Terra Quente FM (CIR)

Petição pede selo “à cavaleiro” apenas no gargalo da garrafa de vinho do Porto

O Observatório do Vinho do Porto e Douro vai lançar, esta semana, uma petição nacional para que volte a ser obrigatória a colocação do selo “à cavaleiro”, apenas, no gargalo das garrafas de vinho do Porto.
Há dois anos que o selo pode ser colocado no gargalo ou no contra-rótulo, mas o Observatório, que acaba de ser constituído, defende que só com o selo no gargalo, a cobrir a rolha, se consegue garantir a genuinidade do produto, designadamente nos mercados internacionais, e evitar que qualquer vinho licoroso possa ser vendido como Porto.

Albino Jorge, um dos dinamizadores do Observatório, salienta que tem recebido relatórios de importadores e jornalistas internacionais que estão contra aquilo que se está a passar.

“A lei de 2018 vulgariza aquele que sempre foi um dos símbolos e elemento diferenciador do aspeto visual do vinho do Douro. O Estado gastou fortunas para divulgar que a genuinidade do vinho do Porto estava no selo e de um momento para o outro deitou-as fora”, afirmou.

A petição “Salvem a Genuinidade do Vinho do Porto e Douro!” vai começar a ser divulgada nas redes sociais, com o objetivo de obter o máximo de aderentes e dar força ao propósito de repor o selo ‘à cavaleiro’ no gargalo da garrafa.

Albino Jorge explica que o observatório visa defender os interesses dos produtores da Região Demarcada do Douro.  

Para além da direcção, o Observatório vai ter um conselho consultivo composto por 10 personalidades com mais de 65 anos. 

Escrito por Rádio Ansiães (CIR)

Vandalizam carro e rasgam pneus em Trás-os-Montes

PSP investiga crimes de vandalismo em Bragança e Vila Real.
Lúcia Castro e Leandro Ribeiro sentem-se inseguros e foram vítimas do mesmo crime - os carros foram vandalizados, junto às casas onde vivem, em Bragança e Vila Real. A PSP está a investigar os casos.

Lúcia Castro tem 25 anos e estuda no Instituto Politécnico de Bragança. Quando saía de casa, um dia de manhã, verificou que o seu carro, estacionado na avenida Francisco Sá Carneiro, tinha um pneu rasgado. O incidente resultou numa despesa de mais de 100 euros e valeu uma queixa na PSP contra desconhecidos. A segurança de que gozava, ao viver na "pacata" cidade transmontana, esmoreceu e deu lugar ao medo e ao constante "olhar para trás".

Já Leandro Ribeiro reside em Vila Real e, na semana passada, preparava-se para sair de casa para ir trabalhar quando se apercebeu de que uma das portas do seu automóvel estava totalmente riscada.

"Tal como outros moradores do bairro, na noite de quinta-feira, deixei o meu carro num estacionamento público partilhado por todos os habitantes, cumprindo as regras do Código da Estrada, sem que tenha cometido alguma infração. O bairro, na Almodena, é pacato, mas na sexta-feira, quando me dirigi ao veículo, reparei que estava riscado na porta do condutor. Tinha dois riscos profundos, o que denota que foi de forma propositada e com recurso a uma chave de fendas ou algo similar", refere Leandro Ribeiro.

Os atos de vandalismo são recorrentes e "existem fortes suspeitas de quem seja o autor", indica ao CM. Foi apresentada queixa na PSP.

Patrícia Moura Pinto

CIM Terras de Trás-os-Montes quer transportes públicos mais baratos

A Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes (CIMTT) quer investir mais de cinco milhões de euros para melhorar a rede de transportes públicos dos nove concelhos do seu território nos próximos cinco anos.
O presidente da CIM Terras de Trás-os-Montes, Artur Nunes - Foto: Paulo Jorge Magalhães / Global Imagens
O concurso público está a ser preparado e deverá ser lançado em breve com vista a concessionar as carreiras aos operadores, o que deverá acontecer até ao final de 2020. O objetivo é criar uma rede de transportes públicos "exemplar", referiu o presidente da CIMTT, Artur Nunes, com baixo custo e tendencialmente gratuito. Em dezembro através de financiamentos disponíveis a CIMTT permitiu que os transportes públicos tivessem uma redução de 90% no preço dos bilhetes até ao final desse ano. Atualmente os habitantes dos concelhos desta zona ainda contam com descontos de 25% nos preços dos transportes públicos.

Artur Nunes, defende que o PARRTP (Programa de Apoio à Redução do Tarifário Transportes Público) não deve ter como critério apenas a população (número de habitantes), mas que deve ter também em conta dispersão geográfica dos territórios, como é o caso das Terras de Trás-os-Montes, onde é grande. Como tal, deve garantir-se um maior apoio financeiro para que os transportes em territórios de baixa densidade, por forma a que " sejam tendencialmente gratuitos para servir melhor as pessoas", acrescentou o responsável da CIMTT, também autarca de Miranda do Douro, no final de uma reunião com a deputada do Bloco de Esquerda, Isabel Pires, em Bragança, esta segunda-feira, "para saber quais as dificuldades" na aplicação do programa.

"Existem aqui dois ou três problemas, como a baixa densidade populacional, o que implica modelos de rede de transportes completamente diferentes de outros territórios. Não pode haver um programa uniforme para todo o país, que tipo de horários e frequências são necessárias, se é apenas escolar ou casa/trabalho. Outro problema é a falta de informação quanto ao número de passageiros ou bilhetes vendidos", destacou a deputada bloquista.

Em 2019, a CIMTT contou com uma verba de 174 mil euros para investir nos transportes.

Glória Lopes

Está a nascer um novo mosteiro em Bragança. E vai receber 40 monjas de clausura italianas

Ainda se constroem mosteiros em solo português e o mais recente está a ser edificado em Miranda do Douro, no distrito de Bragança. O futuro Mosteiro Trapista de Santa Maria, Mãe da Igreja será a casa de 40 monjas italianas da Ordem Trapista, sendo que dez destas chegarão já em outubro a Portugal.
Grupo de monjas que ocupará o novo mosteiro de Bragança.© DR
Cá dentro, Palaçoulo soa a distante, ali plantada no extremo norte fronteiriço a Espanha, com pouco mais de 500 habitantes. Mas esta freguesia de Miranda do Douro chega a todo o mundo, através da comercialização de produtos artesanais como instrumentos de corte e pipas, que voam até locais tão longínquos como a Nova Zelândia. Agora, o mundo vem ter a Palaçoulo, na pele de 40 monjas italianas que irão inaugurar o mais recente mosteiro português: o Mosteiro Trapista de Santa Maria, Mãe da Igreja.

"Esta diocese começou com um mosteiro Beneditino, em Castro de Avelãs, e 475 anos depois volta a ter um mosteiro segundo a regra de São Bento e que há de suscitar um maior bem para Palaçoulo, para esta diocese, para Portugal, para toda a Igreja", lembrava o bispo da diocese de Bragança-Miranda, D. José Cordeiro, no início deste ano, perante os jornalistas. Desde a construção do Mosteiro de São Bento de Singeverga, em Santo Tirso, há 128 anos, que não se construía um mosteiro em Portugal.
Em 2017, a madre Rosária Spreafico e a madre Fabiola Bernardi estiveram em Miranda do Douro para uma conferência de imprensa com D. José Cordeiro alusiva à construção do mosteiro.© Rui Manuel Ferreira/Global Imagens
A obra de 30 hectares, iniciada em 2018, no valor de seis milhões de euros, que se ergue em Bragança, é uma sequência do Mosteiro de Vitorchiano, em Itália, de onde partem as monjas da Ordem Cisterciense da Estrita Observância (OCSO) - também conhecida como Ordem Trapista - que irão agora dedicar-se à sua missão em terras portuguesas. O terreno foi doado pela Paróquia de São Miguel de Palaçoulo.

O mosteiro estará orientado "para a contemplação" das monjas que se dedicam "ao culto divino segundo a regra de São Bento dentro do recinto do mosteiro", como explicou a diocese ao DN. Exatamente por se tratar de uma "ordem contemplativa de clausura", a obra está alicerçada à "regra da ordem cisterciense de estrita observância" e deverá obedecer a "disposições arquitetónicas e funcionais peculiares". Por isso, contemplará espaços para oração - uma igreja "com lugar para o coro das monjas e para a assistência de leigos exteriores à comunidade" e um claustro para "momentos de oração maioritariamente privada".


Um mosteiro autossuficiente
O primeiro grupo de dez monjas deverá chegar até outubro, quando se prevê que a obra esteja concluída, mas espera-se um total de 40 a viver no novo mosteiro. De acordo com a diocese, todas elas já dominam a língua portuguesa e também a mirandesa. Falada e escrita: este grupo até já editou três pequenos livros infantis em português, com orações para as crianças lerem.

Veja aqui o vídeo das monjas a anunciar a sua vinda para Portugal:


De acordo com os princípios desta Ordem, o mosteiro deverá ser autossuficiente e o trabalho garantido pelas próprias monjas. "Tradicionalmente a ocupação das monjas cistercienses é o trabalho agrícola, de afeiçoamento da natureza. Deste modo o mosteiro é, salvo as especificações relativas aos espaços de oração, semelhante a um importante complexo agrícola", explica a diocese. Contará, por isso, com áreas dedicadas ao cultivo e à pecuária.


Espera-se ainda que as monjas se dediquem à "transformação de alguma da sua produção agrícola - nomeadamente em compotas - ou terem algum outro tipo de atividade artesanal (tecelagem, fabrico de chocolate, etc.)".
Catarina Reis

“Quem é o Careto Chocalheiro? – Oficina de Joalharia”

“Aqui nada é fruto do jeito, mas de muito trabalho”. Palavras de Ana Suzete, orientadora da oficina “Quem é o Careto Chocalheiro? – Oficina de Joalharia”, que decorreu no dia 15 de fevereiro, no Museu Ibérico da Máscara e do Traje.

Tendo os Caretos como inspiração, mais de uma dezena de curiosos criaram peças únicas e ficaram a saber um pouco mais sobre alicates, cilindros, limas e escovas, máquinas de corte, de forno de modelação de ceras e de filigrana e, também, como desenhar um anel, modelar uma pulseira e aprender as técnicas tradicionais da filigrana.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

"À conversa com Valter Vinagre", no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais.

Esta sexta-feira (dia 21), a partir das 21h00, estaremos "à conversa com Valter Vinagre", no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais. 
Um momento de debate sobre fotografia, a marcar o início do Festival do Butelo e das Casulas & Carnaval dos Caretos.

Entrada livre.

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Inseminação artificial para preservar Burro de Miranda

A Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino está desenvolver, em colaboração com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, uma técnica de inseminação artificial com vista a padronizar o Burro de Miranda, foi hoje anunciado.

"Temos procurado junto das instituições científicas, como as universidades, padronizar e criar um manual científico, que nos permita dar resposta aos criadores dos Burros de Miranda, espalhados por todo o país, quando necessitam iniciar o processo reprodução do seu efetivo, mas não possuem um animal reprodutor da raça", explicou à Lusa o secretário técnico da Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino (AEPGA), Miguel Nóvoa.

Ao longo dos últimos anos foram iniciados estudos através da Universidade do Porto (UP), e posteriormente com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), através seus hospitais veterinários, no sentido de se conseguir a padronização de sémen congelado para a inseminação das fêmeas desta raça autóctone.

"Focámos o nosso estudo em conseguir descobrir um procedimento para a recolha de sémen para posterirmente ser refrigerado e garantir que, durante três a quatro dias, se possa manter viável para a inseminação artificial. O sémen refrigerado servirá para manter o padrão da raça do Burro de Miranda, por todo o território nacional", vincou o também medico veterinário.

Este estudo científico juntou investigadores da AEPGA da UTAD e o Centro de Reprodução Animal de Vairão, (CRAV), contando com apoio da Direção-Geral da Agricultura e Veterinária (DGAV).

"Durante o estudo científico foi feita a aplicação de inseminação artificial em 12 Burras de Miranda com sémen refrigerado proveniente de seis garanhões do Burro de Miranda", indicaram os técnicos envolvidos

O estudo decorreu nas instalações do Hospital de Veterinária da UTAD, em Vila Real, durante os meses de junho e julho de 2019, tendo como responsáveis Ana Celeste Martins-Bessa e Miguel Quaresma, médicos veterinários deste hospital, tendo também participado 10 estudantes do Mestrado Integrado em Medicina Veterinária da UTAD.

Neste estudo, "pioneiro em Portugal", foram obtidas oito gestações, correspondendo a uma "taxa de sucesso de 66% à primeira tentativa", resultados considerados "muito encorajadores" para a aplicação desta técnica, concretizou Miguel Quaresma, do HVUTAD.

A refrigeração de sémen de asininos e a posterior aplicação em Burras de Miranda, permitirá que "fêmeas em zonas remotas, longe de burros machos em atividade reprodutiva, possam ser inseminadas e ficar prenhas, ajudando, assim, a preservar a raça do Burro de Miranda", salientam os investigadores.

A inseminação artificial de algumas burras em Portugal, com sémen fresco, já tinha sido realizada pela AEPGA, pelos médicos-veterinários Miguel Nóvoa e Belén Leiva, com a colaboração Miguel Quaresma, do HVUTAD, em anos anteriores, "com sucesso".

Em 2018, com o apoio da DGAV, a equipa do CRAV, coordenada por António Rocha, havia já efetuado estudos preliminares que permitiram identificar o potencial de alguns machos reprodutores para a produção de sémen refrigerado com uma durabilidade superior a 36 horas.

A ação, realizada e enquadrado no Serviço de Reprodução Animal (SERA) do HVUTAD, permitiu também estudar o comportamento e fisiologia reprodutiva desta raça, tendo sido recolhidos "dados úteis para maximizar a eficiência reprodutiva".

O Burro de Miranda é uma raça que ainda "está em risco de extinção", já que apenas existem cerca de 700 fêmeas, número inferior ao recomendado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) para a preservação de uma raça, que é composta por um efetivo de 1.000 animais.