segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Entrevista do Porto Canal ao Presidente da Câmara de Bragança, Hernâni Dias

Perguntas dos Cidadãos ao Presidente da Câmara de Bragança, Hernâni Dias

Inauguração do Hospital Distrital de Bragança - 1 de abril de 1973

Doentes oncológicos de Bragança vão ser referenciados para Vila Real

 O Centro Oncológico de Vila Real vai ser a unidade de referência para o tratamento de doentes com patologias oncológicas do distrito de Bragança, evitando a deslocação destes utentes para o Porto, anunciou hoje a unidade hospitalar.
O Ministério da Saúde determinou, através do Despacho n.º 15/2016, que o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD), sediado em Vila Real, possibilite tratamento a doentes da área oncológica da Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSNE).

De acordo com a administração do CHTMAD, esta "realidade promove uma maior acessibilidade e proximidade aos cuidados de saúde no tratamento das doenças oncológicas no interior do país".

Até agora, os utentes do Nordeste Transmontano tinham como unidade de referência o Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto.

O presidente da Câmara de Vila Real, Rui Santos, afirmou hoje à agência Lusa que esta decisão da tutela da Saúde vem "dar resposta a uma reivindicação antiga" e vai "justificar ainda mais a aquisição de um segundo acelerador linear" para os tratamentos de radioterapia no Centro Oncológico.

"Estávamos cansados de ver passar na autoestrada os doentes que se iam tratar ao Porto e não ao CHTMAD", salientou o autarca.

Rui Santos, que se reuniu na semana passada com o ministro da Saúde, disse ainda ter sido informado de que vai ser iniciado o processo para a aquisição de um segundo acelerador linear, que espera que possa estar em funcionamento no centro hospitalar durante o primeiro trimestre do próximo ano.

O autarca de Vila Real alertou no início do mês para uma avaria no acelerador linear do CHTMAD, o que fez parar durante uns dias os tratamentos de radioterapia no Centro Oncológico.

Segundo dados do CHTMAD, em 2015, foram realizados 4.956 consultas e 10.160 tratamentos de Radioterapia, enquanto a nível da oncologia foram realizados 8.356 consultas e 7.923 tratamentos em hospital de dia.

Rui Santos referiu também que o ministro Adalberto Campos Fernandes garantiu ter sido dada autorização ao CHTMAD para a contratação de 56 enfermeiros e ainda, através do regime de prestação de serviços de um urologista e de 10 anestesistas, o que "vai permitir colocar de novo todas as salas de cirurgia a funcionar".

A tutela deu ainda autorização para contratação de um cirurgião vascular, uma especialidade que ficou suspensa no CHTMAD depois da única médica ali existente ter sido contratado por uma unidade de saúde de Guimarães, uma situação que deixou o autarca de Vila Real "perplexo" e "preocupado".

Quando saiu esta especialista, o centro hospitalar possuía, segundo Rui Santos, mais de 325 cirurgias em lista de espera e 829 consultas.

O presidente eleito pelo PS afirmou que estes anúncios "são passos certos" que o CHTMAD está a dar. O ideal para si seria que os médicos a contratar ficassem no quadro do hospital, mas reconheceu que, para já, essa é uma possibilidade que "não pode ser concretizada".

PLI // JGJ
Lusa/Fim

Programa RESOLVE vai ser apresentado em Bragança

Programa RESOLVE vai ser apresentado em Bragança. A sessão de esclarecimento decorrerá no dia 27 de setembro, pelas 14.30h, no auditório da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Bragança.
O i3S (Universidade do Porto) está a lançar o programa RESOLVE, para apoio à transfe-rência de tecnologia na área da saúde. O programa foi desenhado para aumentar a eficácia na transferência de conhecimento gerado nas entidades do sistema de Investigação e Inova-ção da Região Norte. 

O evento do programa RESOLVE   destina-se a investigadores com investigação aplicada e start-ups na área da Saúde, investidores e parceiros institucionais como Câmaras Municipais, parques tecnológicos, incubadoras de empresas, entre outros.

AFONSO, GONÇALO Feiticeiro, residente em Nogueira (Bragança).

Fora preso uma primeira vez, em 1497 ou 1498, e condenado a ser açoitado publicamente.
Era acusado de dar «ervas colhidas no dia de São João aos homens para haverem graça com seus senhores e às mulheres com seus maridos e bem assim que benzia de [mau] olhado». Evadira- se da cadeia com outros presos, tendo andado a monte por Castela. Posteriormente, tornara-se eremitão.
Capturado, em 1506, encontrava-se detido no ano seguinte, quando solicitou a Dom Manuel carta de perdão abrangendo a prática dos «malefícios e fugida da cadeia», pretenção deferida pelo monarca, a 13 de Fevereiro, na condição de Gonçalo Afonso pagar mil reais para obras de piedade.

(Portugal sobrenatural, Manuel J. Gandra)

Macedo de Cavaleiros - GNR recupera material furtado

Militares do Posto Territorial de Macedo de Cavaleiros recuperaram, dia 23 de setembro, diverso material furtado de residências e estabelecimentos comerciais, em Macedo de Cavaleiros.
O suspeito da autoria material dos furtos é um jovem de 23 anos, que foi constituído arguido, tendo-lhe sido mantida a medida de coação de prisão domiciliária com pulseira electrónica anteriormente aplicada pelo crime de tráfico de droga, fez saber fonte da GNR.

in:mdb.pt

Faleceu o Pe. Álvaro Afonso

Partiu para a Casa do Pai o Pe. Álvaro Manuel Alves de Macedo Afonso, ontem, aos 93 anos.
A celebração das exéquias está prevista para amanhã, terça-feira, dia 27 de setembro, às 15h00, na igreja do Seminário de S. José, em Bragança. Preside o bispo diocesano, D. José Cordeiro.
Nascido em Sambade (concelho de Alfândega da Fé), em 6 de março de 1923, fez os estudos nos Seminários de S. José de Vinhais e Bragança.
A ordenação presbiteral ocorreu a 29 de setembro de 1946, ainda por D. Abílio Vaz das Neves.
Teve a seu cargo várias paróquias e foi missionário em Angola.
Foi Capelão da Santa Casa da Misericórdia de Bragança até agosto de 2006.
Jubilado, residia atualmente na Santa Casa da Misericórdia de Bragança.

in:mdb.pt

“Regiões podem fazer mais com meios que estão cativos de uma política errada”

As regiões do país estão a ser particularmente prejudicadas com a política económica errada. É o que sustenta o professor universitário, Soromenho Marques, que participou esta sexta-feira à noite na conferência “As regiões em tempo de crise nacional e europeia: problemas e perspectivas”, em Bragança.
O professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, especialista em filosofia histórica e política, valoriza o trabalho que tem sido feito pela administração local e outras entidades em tempo de crise e apesar de cortes das verbas provenientes do orçamento de estado, mas acredita que muito mais poderia ser feito pelo desenvolvimento das regiões se fossem disponibilizados mais meios.

“As regiões estão a fazer coisas notáveis, as autarquias em colaboração com universidades e associações não-governamentais, por exemplo, estão a realizar um enorme esforço para qualificar os centros urbanos e para criar apoios sociais para substituir o orçamento de estado que tem vindo a decair devido às políticas de austeridade. Há muita coisa que está a acontecer de notável, independentemente da crise. Mas seria errado dizer que todo o capital de esperança e potencial de progresso que a Europa tem pode ser desperdiçado só porque ficamos contentes com o que as regiões fazem com poucos meios, podem fazer muito mais se lhes forem dados meios a que elas têm direito e que estão neste momento cativos de uma política errada”, sublinha.

Soromenho Marques acredita que as regiões são unidades fortes e que resistirão à crise, mas entende que não se deveria colocá-las “numa posição de sobrevivência”, que contraria a justiça social e o progresso.

O professor da Universidade de Lisboa falou em Bragança de algumas soluções para sair da crise, defendendo que o caminho deve passar por criar uma Europa Federativa. Mas acredita que antes disso deve perceber-se o que esteve na origem da recessão que o continente atravessa.

“O discurso comum, dos políticos e responsáveis, mesmo de países que se tornaram vítimas deste processo, como Portugal, continua a ser um discurso que de certa forma corrobora, imita e reproduz a visão moral da crise, como se tivesse sido resultado de políticas de despesismo público. Confunde-se um pormenor, que foi importante mas secundário, e esquecemos o essencial, é que esta crise estava sinalizada desde o início na união monetária europeia nos seus defeitos genéticos. E enquanto não os enfrentarmos vamos continuar a repetir os mesmos erros e vamos continuar nesta situação”, sustenta.

Declarações de Soromenho Marques, em mais uma conferência no âmbito da iniciativa “Biblioteca Adriano Moreira: conversas sobre valores e o futuro”.

De acordo com o município, as apresentações deverão ser compiladas e publicadas em breve. 

Escrito por Brigantia
Olga Telo Cordeiro

Adriano Moreira homenageado em Grijó

A aldeia de Grijó comemorou ontem 60 anos da reconstrução da Capela do Divino Senhor do Calvário, prestando homenagem ao mentor desse feito, o Professor Adriano Moreira.
Um ilustre conterrâneo que viveu uma vida ligada à política, tendo sido Ministro do Ultramar durante o Estado Novo, posteriormente foi presidente do CDS, passando também pelo ensino e pela advocacia.

Um dia comovente para Adriano Moreira.

“Foi extremamente comovente para mim. Primeiro, ver como a capela chama pessoas ao culto, a solidariedade que os habitantes têm uns com os outros, e, num momento tão difícil, não só para Portugal mas sim para todos os países da Europa e do Mundo, poder ver alegria na gente da aldeia reunida, a esperança e alegria do pastor. Tudo isto transformou-se num dia muito feliz para mim.”

A reconstrução da capela era um dos desejos da sua mãe e dos habitantes da aldeia, que Adriano Moreira, assim que pôde, fez com que se concretizasse.

“Esta capela foi destruída por umas empreitadas que houve cá na aldeia. A minha mãe e todos os habitantes tinham um desgosto nisso pois era a capela do padroeiro.

Nesse tempo, eu já tinha acabado o meu curso e escrevi uma tese que a Academia das Ciências premiou e o prémio era muito dinheiro na altura, 80 mil escudos, que eu dei à minha mãe para construir a capela.

E ela, com ajuda da gente da terra, a nível material e de outras necessidades, pôde ter ainda essa alegria. E, por isso mesmo, hoje foi, para mim, um dia muito emocionante.”

A homenagem que se traduz num obrigado da população de Grijó a Adriano Moreira, eles que têm já planos para que, no futuro, o nome do ilustre continue a ser lembrado, refere Simão Ferreirinha, presidente da junta de freguesia.

“Em nome de toda a freguesia de Grijó queremos agradecer à família do professor Adriano Moreira, que teve a gentileza de estar presente, ele que foi um dos timoneiros do início desta obra, da construção desta capela do Divino Senhor do Calvário.

Dedicado a ele temos já o Largo Professor Adriano Moreira e estamos a pensar em outros projetos de futuro com o nome dele.”

Um orgulho não só para Grijó, mas sim, para todo o concelho, expressa Carlos Barroso, vice-presidente do município macedense.

“É um orgulho para Macedo de Cavaleiros estamos aqui nesta pequena homenagem que a freguesia de Grijó fez ao professor Adriano Moreira, e, obviamente, o município não podia deixar de se associar. Trata-se de alguém que levou o conhecimento e o nome do concelho longe em termos nacionais e, atrevo-me a dizer, mundialmente pois o seu pensamento é, em muitos aspetos, universal.”

Declarações à margem da comemoração 60º aniversário da Capela do Divino Senhor do Calvário, na aldeia de Grijó.

Escrito por ONDA LIVRE

Águas do Azibo pintadas em telas para ver no Centro Cultural

Água, amor e pontes energéticas. São essas as inspirações que estão desde sábado expressas em pinturas nas paredes do Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros.
A exposição “No Coração do Nordeste” é da autoria de Isabel Saraiva, uma artista portuense, que após várias deslocações à cidade macedense, reuniu os elementos necessários para fazer arte, como ela própria passa a explicar.

“Senti a cidade. O meu coração tem de sentir o pulsar da cidade. Eu não sou uma pintora que pinte todos os dias, faço um tema e descanso. Depois, ando pela minha cidade, que é o Porto, a deambular. Não vejo nada nem ninguém, sento-me e olho sem ver. Quando o meu coração começa a palpitar, eu vejo a possibilidade de criar.

E assim fiz com Macedo de Cavaleiros. Olhei sem ver, sentei, tomei café, tomei água, dialoguei, fui ao Azibo, sentei-me lá e estive calada no silêncio dialogante. E aí o meu coração começou a palpitar.”

Transfiguradora de pontes há 23 anos, Isabel Saraiva diz-se uma apaixonada por água e foi isso que a fascinou em Macedo de Cavaleiros.

“Aqui penso que os alunos e as pessoas têm um respeito muito grande pela água, o que foi uma mais-valia para mim.

Uma cidade onde há respeito e o culto da mesma, onde as pessoas não deixam as torneiras abertas, pois a água é o nosso bem mais precioso. É uma cidade que me encanta.

Então quando vi a pérola do Azibo, toquei-lhe, vi, captei, sensibilizei com as mãos e o olhar, fiz pontes e fiquei maravilhada.”

São ao todo 6 telas inspiradas nas águas do Azibo que vão ser posteriormente expostas em França. Um motivo de orgulho para o concelho macedense, como expressa José Luís Afonso, vereador da Cultura do Município.

“O que a Isabel sentiu foi paixão, amor à primeira vista, tal como muita gente que tem visitado o Azibo tem sentido. Ela ficou mais deslumbrada com a parte das paisagens e da água, que é aquilo que representa nas suas telas.

Enche-nos de orgulho saber que, tal como ela disse na abertura da exposição, estas telas vão serem levadas Paris, levando assim tudo o que nós temos de bom, quer no concelho quer no distrito, para ser visto internacionalmente.”

A exposição “No Coração do Nordeste” pode ser vista e sentida em Macedo de Cavaleiros até dia 21 de novembro.


Escrito por ONDA LIVRE

REI LEAR - Teatro Municipal de Bragança

Data do Evento: 
Qui, 29/09/2016
21H30 - Teatro Municipal - Rei Lear, de William Shakespeare
Rei Lear resolve dividir o seu reino em três partes para se livrar do peso das responsabilidades da coroa. O tamanho do território destinado a cada uma das filhas terá de ser merecido por um eloquente e afetuoso discurso. Cordélia diz a verdade e é desprezada pelo pai.
Gloucester acredita, sem hesitações, no discurso de Edmundo que lhe desvenda o plano de assassínio pelo irmão Edgar. Gloucester não duvida da veracidade dessa revelação nem confronta o filho Edgar com isso.

A partir daqui, Shakespeare desenvolve um enredo pleno de ambições, cegueira, hipocrisia e traições em confronto com uma forte presença de ações ligadas à verdade, à honra e à fidelidade. Esta interação constante precipitará consequências trágicas jamais imaginadas pelos próprios intervenientes. Os temas da retórica da lisonja, da justiça, da culpa, da degradação moral e dos resultados devastadores que os atos dos homens podem desencadear são tratados de modo profundo e com dimensão cósmica. Assistimos, não sem compaixão, ao terrível percurso dum Rei no sentido da sua humanização - mas nem mesmo uma ténue “justiça poética” lhe será permitida por Shakespeare naquele que é, talvez, o desfecho mais sombrio
de todas as suas tragédias.
Quatrocentos anos depois, tragicamente, muitas vezes ainda somos “reis” a aprenderem a ser homens…

COPRODUÇÃO:
ENSEMBLE, TEATRO NACIONAL SÃO JOÃO, TEATRO MUNICIPAL DE BRAGANÇA

TRADUÇÃO: FERNANDO VILLAS-BOAS ; ENCENAÇÃO: ROGÉRIO DE CARVALHO
INTERPRETAÇÃO: JORGE PINTO, JOÃO CASTRO, IVO ALEXANDRE, ELMANO SANCHO, MIGUEL ELOY, ISABEL QUEIRÓS, PEDRO GALIZA, VÂNIA MENDES,
SIMÃO DO VALE, RAQUEL PEREIRA, ANTÓNIO PARRA, DIOGO FREITAS, DANIEL SILVA ; CENOGRAFIA: PEDRO TUDELA ; MÚSICA: RICARDO PINTO
FIGURINOS: BERNARDO MONTEIRO ; DESENHO DE LUZ: JORGE RIBEIRO ASS. ENCENAÇÃO: EMÍLIA SILVESTRE

Livros apresentados este sábado dão a conhecer o Dr. Mirandela

Este sábado foram apresentados, em Mirandela, dois livros sobre a vida do Dr. Francisco Fonseca Henriques, conhecido por Dr. Mirandela. Natural desta localidade, viveu entre 1665 e 1731, destacou-se por ter sido médico do rei D. João V, o primeiro hidrólogo português, e um dos maiores médicos do mundo na sua época.
Esta figura ilustre, pouco conhecida dos mirandelenses, pode agora ser descoberta nas obras apresentadas sobre a vida e obra e que serviram para assinalar os 350 anos do seu nascimento.

Maria da Graça Pinho da Cruz, uma das autoras, explica que a actualidade do trabalho do médico mirandelense foi o que mais a surpreendeu nesta investigação.

“Era o médico do rei D. João V, e era considerado um dos médicos mais doutos do mundo e tinha tantas facetas médicas além da investigação e a actualidade das obras dele é que me impressionou, apesar das suas limitações e o aquilégio que é considerado o primeiro livro de hidrologia”,

O presidente do município de Mirandela, António Branco, espera que mais pessoas possam ficar a conhecer melhor esta figura importante da história da cidade.

“O Dr. Mirandela é uma personalidade algo desconhecida em Mirandela, mas a publicação destes livros vem demonstrar o trabalho que realizava e a importância que teve na sua época, e por isso é muito importante para nós e esperamos continuar a divulgar este nome para o futuro”, frisa o presidente da câmara que na cerimónia salientou que há já uma rua com o nome de Dr. Francisco Fonseca Henriques.

A edição do livro foi promovida pela Academia Portuguesa da Água, que tem o nome de Francisco Fonseca Henriques. A presidente desta instituição Rosário Norton refere que esta foi a primeira iniciativa de uma parceria que se estabeleceu com o município de Mirandela. A inclusão da cidade na rota das águas minerais de Trás-os-Montes deverá ser outro dos passos.

“Acho que essa colaboração vai trazer um desenvolvimento grande para a região, porque como a água tem a ver com todos os sectores, nomeadamente hoteleiros e da restauração, pode trazer turistas para conhecer história na rota de Trás-os-Montes e vamos tentar fazer com que Mirandela fique nas que Mirandela faça parte dessa rota”, garante.

A história de um ilustre mirandelense pouco conhecida pode ser descoberta nos livros a “Sinopse da Vida e Obra de Francisco Fonseca Henriques” e “A Impensável e Inesperada recompensa do Dr. Mirandela”. 

Escrito por Brigantia
Olga Telo Cordeiro

Homem ficou gravemente ferido enquanto limpava um freixo em Alfaião

Um homem ficou gravemente ferido na sequência de um acidente enquanto limpava uma árvore na localidade de Alfaião, no concelho de Bragança. Segundo fonte dos bombeiros de Bragança, o acidente ocorreu na tarde de sábado, quando o homem estava pendurado num freixo, tendo ficado entalado com um ramo.
O trabalhador da construção civil, de cerca de 55 anos, sofreu um traumatismo craniano. O acidente ocorreu numa zona de difícil acesso, tendo alguns habitantes da aldeia transportado o homem para o centro da localidade onde foi depois socorrido por uma equipa do INEM. Os bombeiros receberam o alerta às 18 horas e 26 minutos. A vítima foi transportada para o Hospital de Bragança, tendo depois sido transferida para o Hospital de Santo António, no Porto, onde se encontra em estado estável. 

Escrito por Brigantia
SG/OTC

Rio Frio ganha parque de merendas e recebe autocaravanas

Foi ontem inaugurado em Rio Frio, concelho de Bragança, um parque de merendas junto à antiga fontainha da aldeia. A zona de lazer deverá ser alvo de mais investimentos com vista ao alargamento e criação de um parque de autocaravanas. Para já pode acolher algumas, e o presidente da união de freguesias de Rio Frio e Milhão, Adriano Ferreira, destaca a importância de revitalizar um espaço que tem um valor simbólico para a aldeia e que estava abandonado.
“Esta fonte existe há muito tempo, lembro-me dela quando ainda se malhava nas eiras e estava tudo abandonado e fizemos esta fonte de mergulho, o parque de merendas e o espaço para autocaravanas”, explica o autarca.

O presidente do município de Bragança, Hernâni Dias, valoriza a aposta neste tipo de equipamentos de lazer e acredita que pode ser um factor de atração de visitantes à aldeia.

“É um parque que está próximo de uma boa via de acesso até Espanha e será seguramente até ponto de paragem para os turistas que se desloquem e deverá contribuir para o bem-estar das pessoas e atrairá população da união de freguesias”, entende.

Da cerimónia de inauguração do parque fez parte uma missa presidida pelo bispo da diocese de Bragança-Miranda, D. José Cordeiro.

O investimento rondou os 10 mil euros e para além do financiamento por parte do Município de Bragança, contou com donativos de particulares.

O presidente da união de freguesias espera que o próximo projecto na localidade seja a construção de um parque infantil para as 16 crianças de Rio Frio. 

Escrito por Brigantia
Olga Telo Cordeiro

Teatro Municipal recebeu segunda noite de Pecha Kucha de Bragança

Na noite de sábado o teatro municipal de Bragança recebeu a segunda edição do PechaKucha. O conceito que teve origem em Tóquio, em 2003, consiste numa apresentação sobre um tema em que são reveladas 20 imagens durante 20 segundos cada, perfazendo 6 minutos e 40 segundos no total. O objectivo é acabar com longos monólogos em conferências e manter o interesse do público.
O segundo volume do Pecha Kucha Night, contou com 12 apresentações sobre diferentes temáticas. Uma oportunidade para apresentar o trabalho ou projectos em que os participantes estejam envolvidos.

“A minha apresentação é sobre a máscara, escolhi 20 máscaras da minha autoria. È a primeira vez que participo”, refere o artista plástico Miguel Moreira e Silva.

A iniciativa foi trazida a Bragança pela primeira vez em Abril, por iniciativa do município de Bragança e da Orquestra Fervença.

De acordo com Ricardo Batista da organização, o Pecha Kucha Night é uma das dimensões da Orquestra Fervença que pretende promover a reflexão e partilha de ideias:

“Uma das dimensões da Orquestra Fervença é de pensamento e partilha de ideias. E uma das actividades foi tentar junto da sociedade civil tentar trazer a chancela do Pecha Kucha internacional que está em mais de 900 cidades. Temos mais uma vez o princípio da Orquestra Fervença, que é pôr no mesmo palco um conjunto transversal de perfis”, esclarece.

A iniciativa deverá repetir-se em 2017, em Bragança, com novas apresentações e outros participantes. 

Escrito por Brigantia
Olga Telo Cordeiro

domingo, 25 de setembro de 2016

Aldeia de MARTIM ao longo dos tempos...

1508

A RESTAURAÇÃO NO DISTRITO DE BRAGANÇA

«Joham de Martim morador em Martim …… dise que ouvira dizer a Gonçallo Fernandez de Martim o velho ja finado seu tio que quando se as obras faziam que ell Rey pagava as maãos dos mestres mas elle testemunha non sabe se eram as obras da fortalleza se da vila se quais nem ho dito seu tio non lho dise ……».

1758

Um aviso de 18 de Janeiro de 1758 do Secretário de Estado dos Negócios do Reino, Sebastião José de Carvalho e Melo, fazia remeter, através dos principais prelados, e para todos os párocos do reino, os interrogatórios sobre as paróquias e povoações pedindo as suas descrições geográficas, demográficas, históricas, económicas, e administrativas, para além da questão dos estragos provocados pelo terramoto de 1 de Novembro de 1755. As respostas deveriam ser remetidas à Secretaria de Estado dos Negócios do Reino.

Senhor
1. Este lugar, chamasse, Martim, he da provincia de tras dos montes, do Bispado de Miranda, Comarca, da mesma, e termo de Bragança, e he Freguesia sobre si.
2. He esta Igreja da prezentação do Senhor Bispo de Miranda, e terra do Senhor Duque de Bragança.
3. Tem vinte e coatro vezinhos, e outenta e tres pessoas.
4. Está situado em hum baixo, e monte, e daqui senaõ descobre povoaçaõ  alguma.
5. Naõ tem temo, ou terra alguma so¡eita a elle nem lugar.
6. Está dentro, e no meyo do lugar a Parochia, e naõ tem anexa alguma.
7. O seu Orago, he Sam Martinho Bispo, tem tres Altares; do orago, de  Nossa Senhora da Asunçaõ, e de Santo Antonio, e em Culto deste huma Irmandade.
8. O Parocho deste Igre¡a he Abbade, e o apresenta o Senhor Bispo de Miranda.
Aos numeros, nove, dés, onze, doze, treze, naõ há nada que responder, pois nada do preguntado neles, se contem neste lugar.
14. Como nesta Igre¡a está a Irmandade de Santo Antonio, a ella, vizitar  o Altar do Santo para lucrar a Indulgencia, Concorrem muitos Irmaõs nos  dias quinze de Agosto, onze de Novembro, quinze de Febreiro, e treze de  Junho.
15. Nada Colhem em abundancia os moradores deste lugar, e só com muito trabalho Colhem algum pam centeyo, e linho.
16. Nam tem Juis ordinario, ou Camera, mas o Juis delle he sogeito ao Juis de fora de Bragança, que he da mesma terra. //
17. Naõ he Couto este lugar, nem Cabeça de Concelho, nem há neste numero, nem do de dezoito, e dezanove, nada do que nelles se pregunta.
20. Naõ tem Correyo, e este lugar se serve do Correyo de Bragança, que  daqui distaõ duas legoas.
21. Segundo o vulgar distaõ deste lugar a Miranda, que he a Cidade  Capital deste Bispado onze legoas, e daqui a Lisboa outenta.
22. Deste numero vinte dous emthe o fim desta primeira parte, numero vinte sete, naõ há nada neste lugar do preguntado nelles, nem Couza digna de memoria, só sim he este lugar, e os Contiguus a elle frigidissimos por este estar a maior parte do anno Cuberto de neve. 
Serra
1. Naõ Comprihende o termo deste lugar Serra alguma, verdade he que elle está situado na falda da Serra, chamada, a Senhora da Serra, porem isto he ¡a termo da villa de Rebordaõs donde devem dar noticia da Serra, e de tudo o mais preguntado nos números desta Segunda parte pois no termo deste lugar nada se contem do preguntado nelles.
Rio
1. No termo deste lugar nem Contiguu a elle naõ ha rio algum nem fonte de coalidade rara, e só no termo deste lugar chamado o sitio, Porto dos vales, nacem humas agoas que todas unidas no espasso de hum tiro de mosquete sam bastantes pa[ra] coasi todo o anno andarem moinhos, que algum há neste regatinho, deste lugar, e es tas agoas nacem e Correm do nacente para o Poente, e só corem estas agoas sós, o espaço de huma legoa e ahi se mete em huma ribeira chamada, de Sellas, por ser termo do mesmo lugar de Sellas, e asim estas agoas naõ tem particularidade alguma nem neste rigatozinho se Contem nada no preguntado nos numeros desta treceira parte, e só sim destas agoas usam livremente os moradores para a cultura dos seus campos, e naõ me fica nada que sobre isto responda, e só advirto serem esta agoas frigidissimas pois o mais do tempo do inverno parte dellas se comservam geládas. 

Martim 28 de Março de 758 O Abbade Francisco Borges de Moraes Freyre

1767

Martim , Freguezia no Bifpado de Miranda , tçrti por Orago S, Martinho Bifpo , o Pároco he Abbadé da aprefentaçáo da Mitra , rende cem mil reis 2 difta de Lisboa oitenta leguás, e de Miranda onze^ teni virítc e quatro vi2inlios.

(Portugal sacro-profano)

1768

1768, Fevereiro, 15

Sacrário para a igreja de Martim
«Escritura de contrato e obrigação que fizerão os moradores o luguar de Martim termo da cidade de Bragança ao reverendo Francisco Borges de Moraes Freire abbade do mesmo luguar.
Saibão quantos este publico instrumente de escritura de contrato e obrigação virem em como sendo em o anno do nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil e setecentos e secenta e oito anos aos quinze dias do mes de Fevereiro do dito anno em este citio do Faixo que he do termo da villa de Rebordaons aonde eu escrivão vim ahi perante mim e das testemunhas ao diante nomiadas e assinadas parecerão prezentes em suas pessoas Manoel Fernandes juis do povo do dito luguar de Martim, Manoel Rodrigues juis da igreja do mesmo luguar Domingos Aires do Lombeiro e Domingos Pires da Canadonha homens do acórdão João Pires Francisco Suane João Pires Francisco Xavier e Pires Antonio de Martim homens do povo e todos moradores em o dito luguar de Martim e todos pessoas conhecidas de mim escrivão pellas proprias de que dou fe e por elles todos juntos e cada hum de per si e insolidum que elles de sua propria e livre vontade sem constangimento de pessoas algua por elles todos foi dito que elles em seu nome e de todos os moradores do dito luguar que hoje são e ao diante forem se obrigar a sustentar o samcrario [sic] da igreja do dito luguar de todo o necessário com a condeção que o reverendo abbade que hoje he Francisco Borges de Moraes Freire e seus sucessores hão de alumiar sempre a lâmpada do dito sacrário e que o reverendo abbade que hoje he há de ornar o dito sacrário de todo o necessário para maior veneração e culto do Santíssimo Sacramento pêra cuja obrigação era alumiar a hua lâmpada o dito reverendo abbade e seus sucessores parecerão presentes em suas pessoas Manoel Rodrigues de Sá juis da igreja do dito luguar e Gregório Rodrigues e Domingos Pires Pires da Canadinha do mesmo pessoas outrossim de mim escrivão reconhecidas de que dou fe e dicerão que davão e doavão ao dito reverendo abbade pêra elle e seus sucessores as propriedades seguintes a saber o dito Manoel Rodrigues juis hum lameiro que elle tem a estrada que vai pêra o luguar do Zoio, e poulo do concelho, e Gregório Rodrigues e Domingos Pires da Canadinha humas terras que elles tem o sitio do Marmeleiro limite do mesmo luguar que partem com a orta do passal dos abbades e com o caminho do concelho e declarão elles que elles doavão as ditas propriedades em louvor do Santíssimo Sacramento ao dito reverendo abbade e seus sucessores pêra que pello usofruto delias alumiem a lâmpada do Santíssimo Sacramento e declarão elles antes que logo o dito reverendo abbade poderá tomar posse das ditas propriedades sem mais authoridade [...] e declarão todos os outorgantes que elles em seu nome e de todos os moradores e sucessores se obrigavão a dar cada hum cada anno meio alqueire de pão centeio pêra sustentaçãao do dito sacrário e que não os dando se obrigabão a sustenta lo a sua custa e que não chegando se obrigavão a sustenta lo a sua custa e declarão elles outorgantes que no cazo que em algum tempo se extinguisse o dito sacrário se lhe tornarião a entregar as propriedades [...] huns e outros obrigavão suas pessoas e bens prezentes e feturos e em fe e testemunho de verdade assim o outorgarão e mandarão ser feita a prezente escritura nesta nota de mim escrivão que como pessoa publica o estipulei e aceitei em nome da partes a que tocar sendo testemunhas prezentes Antonio Afonsso e João Alves solteiro deste luguar de Martim [...] e eu Mathias Pinho o escrevi.

(De Miranda a Bragança)

1777

BIBLIOGRAFIA DOS BISPOS DE MIRANDA E BRAGANÇA

25 de Julho de 1777 – Carta-aviso do dito bispo, dada em Bragança.

Diz que quer continuar a visita para os Logares de Traz da Serra, principiando no dia 4 de Agosto daquele ano. Recomenda aos párocos que tenham avisados os obrigados a legados pios, testamentos e outras coisas de que tenha de se tomar nota, para darem contas do seu cumprimento. Previne as testemunhas chamadas a depor nas devassas que o façam sem ódio, animadversão ou espírito de vingança e que o informem conscienciosamente dos pecados públicos e escandalosos. Previne os obrigados a assisti lo e socorrê-lo de que estejam bem munidos do necessário. As povoações a que nesta carta-aviso se chama Logares de Traz da Serra são as seguintes, conforme ali vêem mencionadas: Meixedo, Carragosa, Conlelas, Carrazedo, Ousilhão, Vilar de Peregrinos, Penhas Juntas, Vilarinho de Agrochão, Celas e Martim. Por estas cabeças de freguesia ia o bispo, e pelas respectivas anexas o seu convisitador. Esta carta-aviso está registada no Livro das pastorais, e capítulos de visita da igreja de Meixedo.

(Abade de Baçal, tomo I)

1778

1778, Agosto, 19

Os moradores de Martim doam terras e comprometem-se a pagar ao abade Francisco de Morais Freire uma medida de cereal para que este e seus sucessores pudessem alumiar o sacrário.
«Escreptura de doação e obrigação que fazem os moradores do lugar de Martim e o reverendo Abbade do mesmo quantos este publico instromento de escreptrura de doação e obrigação ou como em direito melhor lugar aja virem que sendo no anno do nascimento de Nosso Senhor Jezus Christo de mil setesentos setenta e oito annos aos dezanove dias do mês de Agosto do dito anno, neste lugar de Martim, ahonde eu tabalião vim, e sendo ahi parante mim e das testemunhas ao diante nomeadas e assignadas parecerão prezentes em suas pessoas Manoel Fernandes, juiz do povo, e Domingos Pires do Lombeiro juiz da igreja do mesmo e mais homens do povo Manoel Gonçalves, Manoel Alves, Antonio de Martim, Gregório Rodrigues, Luis da Cruz Carneiro Maria Gonçalves viuva, Antonio Pires Redondo Maria Pires viuva Francisco Pires Xavier João Pires Antonio Afonsso Domingos Pires da Canadinha Lourenço Pires Maria Pires da Canadinha viuva Francisco de Suane Bernardo Domingues Antonio Freire Manoel Afonsso do Freixo Manoel Rodrigues de Sá Simão Rodrigues Antonio de Moraes João Alves Maria de Sá viuva e suas filhas Maria Jozé Anna de Sá solteiras maior de vinte e sinco annos todos deste lugar com o reverendo Abade do mesmo obrigados das muitas necessidades que tem exprimentado de muitas pessoas terem morrido sem sacramento se rezolverão todos a por sacrário na dita igreja com a unida vontade do reverendo Abade e aceitação do msmo, e por isso se obrigavão cada hum de per si cazados solteiros e viúvos a dar cada hum anualmente meio alqueire de centeio para fabrica do Santíssimo e quando esta não chegue para a despesa da sera e mais ornamentos assim para exzestir no sacrário com toda a decência como para sahir fora aos enfermos ou porcissoins se obrigão a por todos os paramentos quando forem necessários como de prezente o tem feito de todo o necessário e que no cazo de que algum délies outrogantes ou seus sucessores em algum tempo queirão ou duvidem esta obrigação que fazem renuncião o juizo de seu foro, e todas as leis que a seu favor possa haver, e se subjeitavão ao juizo eclesiástico e outrosim pellas outrogantes Maria de Sá viuva e seu filho Manoel Rodrigues e Maria Jozé e Anna de Sá solteiros atras já nomiados, e Francisco de Suanne também já nomiado e sua molher Annastacia Pires esta que reconheço de que dou fe e seu filho já nomiado Manoel de Suanne, solteiro de maior idade por estes foi dito que elles davão e doavão em louvor do Santíssimo Sacramento ao reverendo abade prezente e seus sucessores, hum lameiro que elles tem misto no sitio da Carva termo deste lugar tapado sobre si que parte com caminho que vai para o Zoio e outrosim pellos outrogantes Gregório Rodrigues e prezente sua molher Maria Gonçalves Manoel Gonçalves e sua molher Tereza Alves cujas molheres destes reconheço também de que dou fe, e Maria Pires da Canadinha viuva, e seus filhos Domingos Pires Joanna Pires Maria Pires e Antonio de Moraes e sua molher Doroteia de Suane, os quais também reconheço de que dou fe e por elles foi dito que para o mesmo efeito lhe davão e doavão as terras que tinhão e todas pegão huas com outras e todas ellas com a orta da abadia deste lugar chamada do Marmeleiro, e com a estrada do concelho, para que elle reverendo abade, e seus sucessores alemeem a alampada o Santíssimo deste lugar, para sempre, cuja doação fazem cada hum délies como pertenças da dita igreja e que na emquanto [sic] a não tomar se constituem por seus simples (*) pella clauzula constetute se obrigão a tiralla capas e salva de quem que lhas demandar quizer e logo pareceo o reverendo Francisco Borges de Moraes Freire Abade atual deste lugar que reconheço de que dou fe, e por elle foi dito que aceitava a obrigação que os ditos seus fregueses lhe fazião e da mesma forma a doação asima, e elle se obrigava por si e seus sucessores alemiar sempre a lâmpada do Santíssimo deste lugar, e em fe de verdade assim o outrogarão e mandarão fazer a prezente nesta nota de mim tabalião ahonde pertencia por destrebueção pello vilhete seguente = de Abreu a obrigação e doação que fazem os moradores do lugar de Martim com o reverendo Abade do mesmo, em quinze de Agosto de mil setesentos setenta e oito = Moraes, e não dezea mais o dito vilhete que aqui copiei como pessoa publica estepulante e asseitante estepulei e asseitei em nome das partes sendo testemunhas prezentes Caetano Pires e Francisco de Martim solteiros deste mesmo lugar que todos aqui assignarão depois de lida por mim de que dou fe Antonio Manoel de Almeida a escreveo Francisco Borges de Moraes Freires abbade de Martim e declaro que a rogo das doadoras as molheres assignou o reverendo Francisco Rodrigues cura deste lugar de Martim e natural de Refoios de que de tudo dou fe de Martim dia mês era ut supra dito o escrevi e declarei Francisco Borges de Moraes Freire.

1801

CENSOS

19 fogos 56 homens 50 mulheres -total 106 habitantes 1 nascimento e 1 óbito

1875

MARTIM—-freguezia, Trás-os-Montes, no bispado de Miranda, hoje Bragança.

Em 1757 tinha 24 fogos.
Orago S. Martinho, bispo.
Foi supprirnida por pequena, no principio do século XIX.
A mitra apresentava o abbade, que tinha 1000000 réis de rendimento.

(Portugal antigo e moderno)

1898

O decreto de 27 de Outubro de 1898, atendendo à febre que por toda a parte se desenvolve na replantação dos vinhedos destruídos pelo philloxera, donde a necessidade de a auxiliar, transforma a Estação de Sericicultura de Mirandela em Estação Trasmontana de Fomento Agrícola, sem, contudo, deixar de ficar a seu cargo a sericicultura, a sericitecnia e a cultura da amoreira.

O aniquilamento da indústria serícea foi para Bragança um baque medonho, a custo atenuado pela sua grande produção vinícola de produtos tão generosos que alguns podiam rivalizar com os famosos do Douro, tais os vinhos brancos de Martim, Candedo e Arcas, os tintos da quinta da Ermida, no concelho de Vinhais, Santa Valha, Fornos e Possacos, no concelho de Valpaços.

Abade de Baçal, tomo II)

Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança

TVR INFORMAÇÃO | 24/09/2016

…quase poema …ou dos sábios

“Não há uma verdade primeira; só há erros primeiros.” 
“Não há uma verdade fundamental, há apenas erros fundamentais. “ (Gaston Bachelard)
Erramos…erramos profundamente…mas do erro nasce a verdade…a inteligência… a sagueza…da escuridão a luz!
Erramos quando nos dizem: ”confias em mim?!” 
Confiamos!
…e passado tempo riem vitoriosos do engano em que caímos…de nos verem assustados…como se o mundo tivesse explodido tenebroso…e o espírito do mal andasse à solta! 
Mas aprendemos: - “Não há uma verdade primeira; só há erros primeiros…”
Por isso, escuto o sábio que me fala:
- Não acredites em quem apregoa aos quatro ventos:…eu sou bom pagador! 
Não acredites! 
Quem quer pagar…guarda em si o silêncio da sua dívida e paga na honradez do dever cumprido.
E o sábio continua…serenamente:
- Esconjura para longe de ti todos aqueles que falam das suas públicas virtudes…esconjura todos aqueles que solidários choram copiosamente a desgraça alheia…em vez de sofrerem no silêncio do coração.
- Esconjura para longe de ti, em sexta-feira 13, todos aqueles que te servem palavras doces… melíficas…e te embalam em canções dolentes… desconfia…pois o homem honrado e virtuoso orienta a sua ação pela vida discreta…solidária…fraterna…e silenciosa… onde as palavras valem o que valem perante a grandeza do ato.
…que pena tenho dos que sofrem pelo mundo!
…e quem tem pena dos que sofrem à nossa porta?!
…a loucura anda à solta! 
Que a nossa boa estrela nos livre de todo o mal!…
“Não há uma verdade primeira; só há erros primeiros.” 
…todos os que nos mentiram e roubaram!...devolveram-nos a verdade!
…aprendemos com os erros!
…a lucidez não tem preço!
…o sofrimento nos purifica!
- Bom dia Sr. Bachelard!
- Bom dia Fernando!



Fernando Calado

sábado, 24 de setembro de 2016

Baptismo ortodoxo em capela católica: um exemplo de ecumenismo e acolhimento

Realizou-se um baptizado ortodoxo de um bebé de quatro meses de uma cidadã refugiada ao abrigo do projeto "PAR Famílias", da Santa Casa da Misericórdia de Bragança. A cerimónia religiosa teve lugar na capelania da instituição que enaltece o simbolismo desta situação inédita, não só na SCMB, como na região.
A capelania da Santa Casa da Misericórdia de Bragança recebeu esta sexta feira, 23 de setembro, uma cerimónia religiosa de extrema importância e significado para a instituição. Pela primeira vez, ao longo de quase 500 anos de existência, foi feito um baptismo de uma criança, filha de uma das senhoras acolhidas pela SCMB no âmbito do acolhimento e integração de famílias de refugiados.  

"A cerimónia foi ainda mais especial dado que a mãe da bebé de quatro meses, professa a religião cristã, mas de rito ortodoxo. Foi ministro oficiante o Reverendo padre Vasyl Bundzyak, sacerdote ucraniano ortodoxo e residente na Arquidiocese de Braga que gentilmente se deslocou a Bragança para que o este sacramento fosse possível. Uma cerimónia intimista, emotiva e carregada de simbolismo, dada toda a situação que envolveu a chegada da criança e família à cidade de Bragança", refere fonte da instituição. 

A festa de batizado contou, mais uma vez, com a boa vontade e solidariedade de muitos voluntários, direção técnica e colaboradores da instituição que possibilitaram que este fosse um dia especial para mãe e filha. Este tipo de acontecimento não é inédito no país, mas na região e na cidade de Bragança esta foi a primeira vez que aconteceu. Um facto que leva o provedor da instituição a reconhecer que “a Santa Casa da Misericórdia de Bragança dá assim o exemplo de ecumenismo e de acolhimento, contribuindo para que o acolhimento de refugiados seja efetivo e se expresse em todas as dimensões da vida e sem preconceitos”, diz Eleutério Alves. 

De recordar que a Santa Casa da Misericórdia de Bragança enquanto instituição anfitriã da Plataforma de Apoio a Refugiados (PAR), no âmbito da PAR Famílias (Acolhimento de Famílias), recebeu dia 22 de julho, nas suas instalações, três cidadãs provenientes da Eritreia e da República Centro Africana, nomeadamente uma mulher grávida e duas acompanhadas pelos seus filhos, atualmente com 4 e 5 meses de idade.

in:noticiasdonordeste.pt