terça-feira, 25 de setembro de 2018

Produtor viu 26 castanheiros cortados à machadada por desconhecidos

Um produtor de castanhas do Zeive, freguesia de Parâmio, em Bragança, sofreu um ato de vandalismo insólitio num dos seus soutos.


Um ou vários desconhecidos cortaram a golpes de machada 26 castanheiros, que já estavam em plena produção.
As árvores que não caíram ao chão ficaram de tal forma danificadas que já estão a secar.
"É um autêntico assassinato", desabafou ao Mensageiro Manuel Afonso.
A situação foi descoberta por vizinhos, que apanhavam batatas no passado sábado. 
"Só me contaram à tarde pois nem sabiam como haviam de me dizer", recorda.
Manuel Afonso apresentou queixa na GNR contra desconhecidos.
Os prejuízos, garante, "são elevados".




AGR
in:mdb.pt

Arquivo Distrital de Bragança: génese e evolução

Os primeiros Arquivos Distritais começaram a ser criados entre 1916 e 1918 (onde se incluía Bragança, Leiria, Évora e Braga), embora, na altura, o estado central não assumisse a responsabilidade financeira dos projectos.


Alguns anos depois, em 1927, é decretada a criação de um Arquivo Distrital em cada sede de distrito do continente e ilhas adjacentes, com organização semelhante aos já criados. Esta organização pretendia, em traços gerais “receber, instalar, inventariar e facultar à consulta dos estudiosos os núcleos documentais dispersos no respectivo distrito”.
O Arquivo Distrital de Bragança é um elemento fundamental de identidade histórica e cultural da região. Pelo espaço onde se insere (Convento de S. Francisco), pelos espólio documental que guarda, é uma marca viva do passado colectivo dos transmontanos e um dos seus simbólicos monumentos.
Dar a conhecê-lo implica, necessariamente, abordar o seu percurso e a sua inserção na História. O regime republicano legislou no sentido de criar Arquivos Distritais para custodiar sobretudo a documentação eclesiástica, confiscada após a Revolução de 1910. Foi na sequência dessa legislação que, em 29 de Novembro de 1916, Bernardino Machado decretou a criação da Biblioteca Pública de Bragança, com um Arquivo Distrital anexo. Destinavam-se ambos a incorporar os importantes núcleos de espécies manuscritas e impressas existentes na região, na sequência da vasta legislação cultural dos primeiros anos da República, cujo ideário engrandecia a missão das bibliotecas de que dependia o futuro e dava um papel de importância decisiva aos Arquivos dos quais dependia o passado.
Bibliotecas e Arquivos, na letra do decreto de 18 de Março de 191110, assinado por Teófilo Braga, deveriam operar a remodelação mental do país.
Mário Salgueiro é incumbido por Júlio Dantas, Inspector das Bibliotecas Eruditas e Arquivos, de examinar in loco as livrarias da Mitra, da antiga Junta Geral e do Seminário, as quais deveriam constituir o fundo da Biblioteca Pública a criar . A viagem é feita em 26 de Março de 1915. O relatório enviado a Júlio Dantas, em 15 de Abril de 1915, tem as seguintes informações: a livraria da Mitra estava instalada numa vasta sala do antigo Paço Episcopal e continha “para cima de 4.000 volumes, quási todos magnificamente encadernados e bem conservados...”. Na mesma sala localizava-se o Arquivo do Cabido, trazido de um velho armário da Sé. Os pergaminhos também pertencentes ao cabido localizavam-se num dos altares da capela do Paço. A documentação encontrava-se em estado de grande deterioração, sendo referido nos seguintes termos: “Cuja salvaguarda se impõe imediatamente, não só pela sua importância, que é muita, mas porque está na iminência de se perder por completo”.
Agravava a situação o facto de a cavalariça da Guarda Republicana estar instalada no rés-do-chão.
A Biblioteca da Junta Geral, depois da sua extinção pelo Decreto de 24 de Dezembro de 1892, ficou à guarda do Liceu. O mesmo aconteceu com a Biblioteca do Seminário que, por Decreto de 20 de Agosto de 1911, foi também cedida provisoriamente ao Liceu. Toda a cidade apoiava a criação da Biblioteca e a Câmara Municipal responsabilizou-se assim: “conseguiria a verba necessária..., sendo indispensável a criação duma Biblioteca e Arquivo Distrital na cidade de Bragança, tão arredada dos grandes centros, onde possam ser instalados e guardados com segurança todos os papeis e documentos relativos à região cuja história vem sendo feita, com extraordinária dedicação e muita inteligência pelo já citado arqueólogo Sr. Francisco Manuel Alves, Reitor de Baçal.”
O Decreto n.º 46350, de 22 de Maio de 1965, unificou as duas instituições, mas não lhe deu vida. Continuaram enclausurados os livros e documentos no Museu Abade de Baçal desde a jubilação do seu director, Francisco Manuel Alves (1935).
A Direcção Geral do Património do Estado cedeu ao Instituto Português do Património Cultural o antigo Convento de São Francisco para novas instalações.
Aqui começou a funcionar a Biblioteca Pública e Arquivo Distrital de Bragança com a posse dada ao novo Director, Dr. Belarmino Augusto Afonso, a 26 de Agosto de 1985.
Porque obras de consolidação e adaptação urgiam, foi necessário encontrar instalações provisórias num bairro da antiga Quinta da Trajinha, onde permanece durante 12 anos. Os investigadores e a própria cidade de Bragança reencontram o Arquivo como instituição cultural insubstituível para a história da região – em 6 de Março de 1999, depois de feitas as obras de restauro, é reinstalado o Arquivo Distrital de Bragança no Convento de S. Francisco.

Ana Maria Afonso

Saberes Culinários - Tabafeia

TABAFEIAS
Pão de Trigo; Carne de Galinha; Aparas de Porco; Carne da Cabeça do Porco; Carne da Barriga do Porco; Chouriço; Dobrada de Vaca; Presunto; Pé de Porco; Salpicão; Colorau Doce e Picante; Alhos; Malagueta; Azeite.
Faz‑se um caldo forte onde se cozem: carne da barriga do porco, carne da cabeça do porco, presunto, pé de porco, chouriço, salpicão, aparas que se retiram ao desmanchar o porco, carne de vaca e a galinha. As quantidades que se entenderem por bem. À parte coze‑se a dobrada de vaca. Ferve tudo em lume exacto durante três horas pelo menos. Enquanto se espera, corta‑se o pão de trigo em fatias muito finas, mal o caldo esteja bem apurado deita‑se sobre o pão. Junta‑se‑lhe as carnes todas desfeitas e desossadas e a dobrada cortada aos pedacinhos; tempera‑se com sal, pimenta, colorau, alhos pisados, pimento picante e pimento doce. Acrescenta‑se bastante banha derretida e mexe‑se tudo muito bem, de modo a desfazer completamente o pão até ficar numa massa consistente. Quando a massa está morna, enchem‑se as tripas (que já devem estar preparadas) e atam‑se de vinte a vinte e cinco centímetros. Só devem encher as tripas até meio para não rebentarem. Secam‑se no fumeiro em calor brando. Estão prontas a comer passados quinze dias a três semanas. No antecedente comiam‑se com batatas cozidas e hortaliça cozida.

Receita cedida pela Sr.ª Dona Marília de Jesus Reis

Carta Gastronómica de Bragança
Autor: Armando Fernandes
Publicação da Câmara Municipal de Bragança

Faltam assistentes operacionais em escolas de Mirandela

É um problema que afecta as escolas no início de cada ano lectivo. 
A falta de assistentes operacionais é comum a praticamente todos os estabelecimentos de ensino, mesmo tendo em conta que o rácio estipulado possa estar a ser cumprido. É o caso do Agrupamento de Escolas de Mirandela cujo rácio está dentro do previsto, só que a realidade no terreno é outra, principalmente porque a abrangência geográfica do agrupamento é enorme. 

Vítor Esteves, director do Agrupamento de escolas de Mirandela, faz as contas e chega à conclusão que faltam cerca de duas dezenas de assistentes operacionais. "Continuamos com carências significativas, pelo menos menos nalguns momentos de ponta, por exemplo das refeições, na altura do intervalo. Nomeadamente na Luciano Cordeiro, precisávamos de mais efectivos e há uma promessa da câmara municipal em arranjar mais gente. Se calhar precisávamos de mais 20 mas mais meia dúzia, não sei se chegavam mas mais dúzia. Há muita gente de baixa, o ano passado até propusemos o caso à DGESTE, que estavam 11 pessoas de baixa de longa duração, e eles foram sensíveis mas o que é facto é que depois não se concretizou na".

O vereador do pelouro da educação do Município de Mirandela, Orlando Pires, confirma que já estão a ser preenchidas algumas vagas de assistentes operacionais. "Em relação aos assistentes operacionais, já o ano lectivo foi exemplo disso e tivemos a possibilidade de afectar à educação e ao agrupamento de escolas muito mais assistentes operacionais do que aquilo que era o rácio para que tudo funcionasse bem. Este ano estamos a fazê-lo da mesma forma, foi feita a selecção desses assistentes operacionais, alguns já começaram a trabalhar no agrupamento, outros vão-se apresentar na segunda-feira porque vão resolver questões burocráticas. Pela primeira vez garantir um assistente operacional que vai acompanhar e monitorizar o funcionamento dos gimnodesportivos da escola secundária e da Luciano Cordeiro".

Quanto ao início do ano lectivo, apesar das várias alterações, fruto das obras na secundária e dos equipamentos reabilitados na Luciano Cordeiro e na escola do Convento, Vítor Esteves diz que as coisas estão a correr dentro da normalidade. "Está tudo organizado e está tudo a funcionar. Agora, naturalmente, quando há transformações desta natureza, há sempre pequenas coisas a ajustar mas isso não compromete o normal funcionamento do ano lectivo e ele está a arrancar sem qualquer dificuldade maior. Para além de termos já três unidades requalificadas, o ginásio, onde estamos a ter melhor qualidade para a prática de educação física, o bloco 1 e o bloco de electrotecnia, há uma coisa que me dá também bastante conforto, também os intervalos são importantes e o ano passado no espaço onde o terceiro ciclo se instalava, na escola secundária, era curto, este ano já é muito maior".

Apesar das obras na secundária e dos novos equipamentos em mais duas escolas, o arranque do ano lectivo, por Mirandela, está a decorrer dentro da normalidade.

Escrito por Terra Quente (CIR)

A pureza, o branco, o textil, a cor e o ferro vistos "De Dentro Para Fora"

Da autoria das artistas Maria Pedro Olaio e Sofia de Medeiros, o Museu do Abade de Baçal, em Bragança, abriu, sexta-feira, portas à exposição "De Dentro Para Fora".
Na exposição conjunta, que resulta de um projecto que conta com o apoio do Governo Regional dos Açores, colocam-se em diálogo diferentes materiais, trabalhados numa tensão que envolve, por um lado, a expressividade das cerâmicas, e, por outro, a leveza dos tecidos e a dureza do ferro, conforme explica Sofia de Medeiros. "É uma exposição com duas áreas artistas diferentes, cerâmica e escultura, que se conjugam perfeitamente. É um projecto comum, que eu e a Maria já tinjamos, em que estas duas linguagens, em que a pureza do branco da porcelana com o ruído dos têxteis e a cor, e a dureza do ferro, trazem ao público de Bragança um bocadinho dos Açores".

Cada uma das peças convoca diversos conceitos e acaba por ter tudo a ver com a questão do interior e do exterior, assim como do superficial e da profundidade. Maria Pedro Olaio admite que é uma tentativa de voltar-se à humanidade que se perdeu. "É aquilo que eu acho que o ser humano se tornou e que se está a tornar: oco. O ouro, em contrapartida com a leveza do branco é a ostentação. As peças querem dizer sempre qualquer coisa, têm uma mensagem de 'vamos mudar a humanidade, vamos ser humanos outra vez'".

O branco, a porcelana, as cores, o têxtil e o ferro vistos "De Dentro Para Fora" na nova exposição do Museu do Abade de Baçal.

Escrito por Brigantia
Carina Alves

Uma cultura própria e enleante

Em Miranda do Douro terá de pedir para ouvir o mirandês, a segunda língua oficial de Portugal, porque as gentes habituaram-se a falar grave na presença de forasteiros, sendo que grave não é o tom de voz mas o nome dado ao português.
Miranda do Douro é o coração do planalto mirandês, de cultura e tradições únicas, com os pauliteiros, as festas do Solstício de inverno, e que preserva o burro mirandês, uma sub-espécie dócil, resistente e muito inteligente.

Conheçam-se, pois, as gentes e deixemo-nos enlear por esta cultura muito própria; conheçamos as terras e as paisagens que aqui são de deslumbrar, ou não estivéssemos no Parque Natural do Douro Internacional.

O CASO DE IZEDA OU AS BARBAS DO VIZINHO A ARDER

A povoação de Izeda, que chegou a ser efémera sede de concelho no século XIX, foi reconhecida como vila há alguns anos, condição que de pouco lhe tem valido, apesar das esperanças que os seus naturais acalentaram.

Trata-se de um exemplo expressivo dos resultados de políticas que desprezam o território, as suas potencialidades e, principalmente, as pessoas em nome das quais se deveriam conduzir os destinos do país.

Situada no sul do concelho de Bragança, numa zona de transição para a terra quente do distrito, produtora de azeite de qualidade reconhecida, a sua localização permitiu-lhe papel de alguma importância nas circulações oriundas de terras de Miranda e Vimioso para Macedo de Cavaleiros, além da relação com outras povoações de dimensão acima da média para o nordeste transmontano como Morais, Lagoa ou Talhas, do município de Macedo, Santulhão, de Vimioso e também Parada e Coelhoso, de Bragança.

Aparentemente teria condições para se afirmar como centro intermédio num contexto demográfico que há várias décadas se encontra sob grave ameaça, agora consumada pela inviabilidade de funcionamento duma escola, construída de raiz há cerca de vinte anos, com condições de qualidade estrutural e para a prática pedagógica, mas que só viu inscritos dois alunos no 5.º ano e três no 6.º.

O que vai acontecer é uma agonia de mais dois ou três anos, até que o equipamento encerre portas e Izeda espere por soluções para a sua reutilização, porque não se vislumbra um fenómeno demográfico de dimensões bíblicas por aquelas terras.

A situação da escola não é novidade, era esperável mais dia menos dia, apesar dos esforços dos autarcas locais, desde a última década do século XX, para resistir e potenciar o estatuto da localidade.

Por essa altura foi instalado em Izeda um estabelecimento prisional, que substituiu um centro de reintegração para jovens, decisão que foi tida como possibilidade de estancar o êxodo para Bragança ou para o litoral. Esperava-se que funcionários e guardas prisionais optassem por ali se radicar, o que permitiria crescimento urbano e crianças para a escola. Acrescentava-se a expectativa de que as visitas à população prisional animassem a vida económica da vila.

Mas, sobretudo, tendo em conta que entre reclusos e funcionários se atingiriam as três centenas de pessoas, houve quem acreditasse que a instituição seria suporte para o comércio local. Afinal, o estabelecimento prisional não consome nada que ali seja fornecido, guardas e funcionário residem fora e a povoação tem vindo sucessivamente a perder serviços, comprometendo ainda mais o futuro.

Outras vilas do distrito, mesmo algumas sedes de concelho, deverão ter em conta o ditado “quando vires as barbas do vizinho a arder, põe as tuas de molho”, porque lhes pode acontecer algo de semelhante, consumando o destino cruel para o nordeste que ninguém parece querer alterar ao nível dos poderes nacionais, mas também no que respeita às lideranças locais, que se limitam a gerir as ruínas que as hão-de soterrar, em vez de se encontrarem nas razões que a solidariedade lhes sugere a cada nova tragédia.


Teófilo Vaz
in:jornalnordeste.com

VIAGEM SURPRESA 2018 DA FAMÍLIA DO TIO JOÃO - CALDAS DA RAINHA, ÓBIDOS, “BUDDHA EDEN” E ALCOBAÇA

Então minha boa gente! Como vai a vida?

Já entrou o Outono, mas só no calendário. Recordo que no primeiro dia de Outono os termómetros foram aos 33 graus em Bragança. Quem já anda muito preocupado com o tempo quente e com a falta de chuva são os nossos tiozinhos da agricultura. Segundo o nosso tio António Cavalheiro, de Vilarandelo (Valpaços), “com este tempo estamos feitos ao bife, tio João!”.

A apanha da amêndoa já principiou mas, segundo nos disseram, a produção é muito inferior às de anos anteriores. No que às vindimas diz respeito, em algumas terras já estão feitas desde Abril, porque, com as geadas e trovoadas que vieram, não há uvas.

Nalgumas localidades estão a nascer uvas pela segunda vez e em tom de brincadeira dizem-nos que as vindimas serão lá para o Natal… Pelo que dizem os entendidos da meteorologia, o mês de Outubro poderá ser muito quente e seco.

No próximo Domingo, pela primeira vez, vamos estar a fazer o Especial Domingão para a Família do Tio João, em directo da capela de Nossa Senhora do Monte, nas Aguieiras (Mirandela), entre as 6 e as 10 horas da manhã, para promovermos a tradicional Festa das Vindimas. Ao meio dia será celebrada a missa, seguida de procissão, com a presença dos andores das aldeias vizinhas, seguindo-se o almoço convívio onde irei participar e logo depois a tarde recreativa com o Duo Carlos e Dulce Capelas e as concertinas do Grupo Chama Musical, de Torre de Dona Chama. No dia 28 de Outubro, Domingo, vamos ter o Magustão da Família do Tio João, na Rural Castanea, em Vinhais, pelo sexto ano consecutivo, com o maior assador de castanhas do mundo.

Vamos festejar a vida daqueles que estiveram de aniversário: Domingos Ferreira (78), de Genísio (Miranda do Douro); Maria do Céu (83), de Talhas (Macedo de Cavaleiros); Domicília (87), de Rio Frio (Bragança); Arminda (75), de Zava (Mogadouro); Afonso (77), de Valverde (Bragança); Natália Silva (40), de Bragança; Armindo (83), de S. Jumil (Vinhais) e Fernando Lagoa (76), de Campo de Víboras (Vimioso). Para todos saúde e paz, que o resto a gente faz!

E agora vamos à viagem surpresa…

No passado fim-de-semana fizemos a viagem mais aguardada do ano para a nossa família, a tal viagem em que os passageiros não sabem para onde vão, a chamada viagem surpresa. Este ano tínhamos muita gente em lista de espera e só quatro dias antes da partida é que foi divulgado o preço. Como este ano aderimos ao lema “vá para fora cá dentro”, saímos de Bragança às 6 da manhã de sábado, passando por Mirandela, onde entraram mais passageiros e rumámos às Caldas da Rainha, onde ficámos hospedados. Depois de almoço tivemos uma visita guiada, começando na estátua da Rainha Dona Leonor, visita ao Parque D. Carlos I, ao Céu de Vidro, enquadramento histórico sobre o Hospital Termal, o primeiro do seu género a existir no mundo, Igreja de N.ª Sr.ª do Pópulo, Jardim de Água, Chafariz das Cinco Bicas e terminámos na Praça da Fruta.

Deixámos as Caldas da Rainha para trás e dirigimo-nos a Óbidos, onde todo o grupo passeou pelas suas ruas e saboreou a típica ginga em copos de chocolate. À noite, depois do jantar no hotel, tivemos baile onde convivemos com um grupo espanhol.

No Domingo, visitámos o “Buddha Eden – O Jardim da Paz”, onde pudemos ver budas, pagodes, estátuas de terracota e várias esculturas. Antes de almoço ainda tivemos tempo de visitar o mosteiro de Alcobaça, onde almoçámos num restaurante mesmo em frente, seguido de um baile e de um lanche ajantarado. Pelas 18:15 horas tivemos que rumar de regresso a Bragança, onde chegámos às 23:00 horas, surpreendidos com a agradável surpresa desta viagem.

Tio João
in:jornalnordeste.com

V Conferência Ibérica de Inovação na Educação com TIC (ieTIC2019)

O Departamento de Tecnologia Educativa e Gestão de informação da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança e o Departamento de Didáctica, Organización y Métodos de Investigación da Universidad de Salamanca anunciam a V edição da Conferência Ibérica de Inovação na Educação com Tecnologias da Informação e Comunicação (ieTIC2019) que se realizará a 07 e 08/02/2019. A ieTIC2019 continua a ser um espaço de discussão de temáticas em diversas áreas relevantes no âmbito do planeamento, desenvolvimento e utilização de tecnologias educativas em prol da inovação educativa. Call for Abstracts aberta

El Departamento de Tecnología Educativa y Gestión de información de la Escuela Superior de Educación del Instituto Politécnico de Braganza y el Departamento de Didáctica, Organización y Métodos de Investigación de la Universidad de Salamanca anuncian la V edición de la Conferencia Ibérica de Innovación en la Educación con Tecnologías de la Información y Comunicación (ieTIC2019). La ieTIC2019 sigue siendo un espacio de discusión de temáticas en diversas áreas relevantes en el marco de la planificación, desarrollo y utilización de tecnologías educativas en favor de la innovación educativa. Call for Abstracts abierta

The Department of Educational Technology and Information Management of the School of Education of the Polytechnic Institute of Bragança and the Department of Didactics, Organization and investigation Methods of Salamanca University are pleased to announce the Vth Edition of the Iberian Conference on Innovation in Education with Information and Communication Technologies (ieTIC2019). ieTIC2019 is the right place for thematic debate in several relevant areas concerning the planning, development and use of educational technologies within the framework of educational innovation. Call for Abstracts opened

URL.

I Encontro Internacional de Língua Portuguesa e Relações Lusófonas (LUSOCONF2018)

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) tem a honra de anunciar o I Encontro Internacional de Língua Portuguesa e Relações Lusófonas (LUSOCONF2018) que decorrerá na Escola Superior de Educação de Bragança, nos dias 19 e 20 de outubro de 2018. O LUSOCONF2018 pretende ser um espaço de ampla discussão de temáticas em diversas áreas relevantes no âmbito da lusofonia.


O I Encontro Internacional de Língua Portuguesa e Relações Lusófonas (LUSOCONF2018) será um tempo e um espaço de partilha e de construção de conhecimento sobre as mais diversas áreas. A lusofonia, porém, é o seu elemento identitário. Vários apontaram a importância da relação entre o conhecimento e a língua. Entre nós, Raúl Brandão foi certeiro: «[…] o que nos vale são as palavras, para termos a que nos agarrar». O LUSOCONF viverá do conhecimento, mas, também, desse particular som e sentido das palavras da língua que nos une e que nos expande. Não uma língua perfeita, mas a língua das nossas relações, a língua com que trocamos conhecimento, a língua com que nos entendemos e entendemos o mundo, a língua que dá voz aos nossos sonhos e à nossa esperança. Até lá!

António Francisco Ribeiro Alves
Diretor da Escola Superior de Educação - Instituto Politécnico de Bragança

English Version

The Polytechnic Institute of Bragança (IPB) has the honour to announce the 1st International Conference on Portuguese Language and Lusophone Relations (LUSOCONF2018), to be held at the School of Education in Bragança, on the 19th and 20th October 2018. The LUSOCONF2018 intends to be a space for wide discussion of thematics in several relevant areas within the scope of lusophony.

The 1st International Conference on Portuguese Language and Lusophone Relations (LUSOCONF2018)will be a time and a place to share and build knowledge in several domains. Notwithstanding, Lusophone relations will be its identity element. Many have pointed the importance of the relation between knowledge and language. Among us, Raúl Brandão was right: “words are what help us, so that we have something to hold ourselves to”. LUSOCONF will live on that knowledge, but, also, on that particular sound and meaning of the words of the language that units us and that expands us. Not a perfect language, but the language of our relationships, the language by which we exchange knowledge, the language by which we understand each other and understand the world, the language that gives voice to our dreams and to our hope. We look forward to see you at LUSOCONF!

António Francisco Ribeiro Alves
Director of the School of Education - Polytechnic Institute of Bragança

Mais informação AQUI.

Segundo ciclo do ensino básico fechou portas em Izeda

Fechou o segundo ciclo do ensino básico na Escola Preparatória de Izeda. Cinco alunos foram já transferidos para a Escola Básica Augusto Moreno, em Bragança.
São dois do 5º ano e outros três alunos do 6º. A garantia foi dada pelo presidente da União das Freguesias de Izeda, Calvelhe e Paradinha Nova, Luís Filipe Fernandes afiançou que foram feitas todas as diligências para que tal não acontecesse. "A turma este ano não foi homologada pelo Ministério da Educação. Depois de muitas diligências nossas, na tentativa que nos homologassem a turma, não foi possível e o argumento que foi utilizado pelo senhor director regional de educação do Norte, foi de que eram poucos alunos e em termos pedagógicos não tinha eficiência. Depois dessas diligências todas, não foi possível e nós tivemos que aceitar essa situação de não abrir a turma este ano mas pelo que nos foi comunicado, e é a promessa do senhor director regional, é que essas turmas, havendo alunos podem ser reabertas para o ano".

Na semana passada os alunos faltaram às aulas e desde ontem que têm sido os pais a transportar os estudantes para Bragança. "Neste momento os alunos estão a deslocar-se para Bragança embora na última semana não tenham vindo às aulas, estão a vir mas estão a vir directamente com os pais. Continuam a recusar-se em vir no transporte público porque fica muito distante e é muito incomodo para crianças de tenra idade".

Hernâni Dias, presidente da câmara Municipal de Bragança garantiu que o município está a estudar uma solução para resolver a situação. "É uma situação que o município contestou, como é evidente, mas não nos cabe a nós tomar essa decisão sobre a manutenção desses anos de escolaridade e por isso, perante esta situação e na ausência de uma alternativa que satisfaça os critérios mínimos de transporte para as crianças, o município assumiu esta responsabilidade de resolver o assunto mesmo assim".

No entanto, a redução de alunos no distrito de Bragança é um facto verificável em diversas localidades. A Rádio Brigantia contactou todos os directores dos agrupamentos escolares do distrito de Bragança. O ano lectivo passado, contava com 12104 alunos matriculados, e este ano, os estudantes que frequentam o ensino público, desde o pré-escolar até ao 12º ano, é de 11938, contabilizando uma perda de 166 alunos.

No caso concreto do Agrupamento de Vimioso a perda é de 11 alunos este ano, relativamente ao ano lectivo anterior. Mas de ano para ano, a média de perda de alunos é de 8 a 12, um número que preocupa o director do Agrupamento, Serafim Afonso. "Temos notado ao longo dos últimos anos um decréscimo entre 8 a 12 alunos por ano. É assim, preocupa-me a mim e preocupa toda a comunidade escolar e irá preocupar o município e o território educativo em que estamos inseridos porque cada vez mais se nota que temos este decréscimo de alunos e esta desertificação não só de alunos mas de gente".

Também em Torre de Moncorvo, a situação repete-se. Luís Miranda Rei, director do agrupamento Dr. Ramiro Salgado refere que a perda de alunos é para ficar um pouco preocupado e arrepiado com a situação. "A situação mais preocupante é o que se passa a nível do primeiro ciclo e do pré-escolar. Vai-nos preocupar em termos de futuro, o número de alunos que vai entrar no presente ano lectivo no primeiro ano do primeiro ciclo são 32, se fizermos uma análise do que será nos anos futuro, é para ficar preocupado e arrepiado com a situação".

Em termos gerais e segundo os dados apurados, o número de alunos diminuiu, com uma perda de 166 alunos em todo o distrito.

Escrito por Brigantia
Maria João Canadas

Semana do Animal - ADOTA 2018 - Terra Quente Transmontana


Desde domingo que é oficialmente proibido abater animais nos centros de recolha de todo o pais, sendo apenas permitida a eutanásia em casos que se justifique.

A entrada em vigor da lei despertou preocupação em alguns municípios que acreditam que os centros de recolha não têm capacidade suficiente para albergar o elevado número de animais que são constantemente recebidos por essas instituições.

Uma opinião que é partilhada por Nuno Morais, médico veterinário municipal de Macedo de Cavaleiros, que acredita que a adoção vai levar ao esgotamento da capacidade destes centros:

“Temos levado por mês bastantes animais para o canil e as instalações não permitem um número tão elevado.  Vamos lá uma vez por semana e isso vai fazer com que  o canil fique cheio. Para resolvemos este problema temos de ter maior capacidade nos centros, ou então a situação vai ficar completamente impossível.”

Mas a abolição do abate já não é novidade nos municípios da Terra Quente Transmontana. Desde fevereiro de 2017 que o Cantinho do Animal, antigo canil intermunicipal, deixou de abater animais, optando por uma política de promoção à adoção cuja taxa tem crescido substancialmente, ajudando a contornar o problema da sobrelotação, como refere Paulo Afonso, médico veterinário do Cantinho do Animal:

“É verdade que nos deparamos diariamente com uma entrada excessiva de animais abandonados, vadios e errantes, nos municípios de ação do Centro de Recolha Oficial da Terra Quente Transmontana. 
Nós contornamos este problema apostando na promoção da adoção e esse tem sido o nosso lema desde fevereiro de 2017 em que antecipamos a aplicação da lei.
A taxa de adoção aumentou significativamente, primeiro de forma gradual, e agora tem estabilizado em valores bastante positivos. Temos em média uma adoção por dia, o que representa uma duplicação ou até triplicação dos valores iniciais. Há, inclusive, pessoas interessadas em adoptar os nossos animais que nos contactam de outros pontos do país e até do estrangeiro.
Embora a sobrelotação exista, o aumento das adopções tem-nos permitido gerir a entrada de animais que nos chegam pelos diversos municípios.“
Neste momento o centro de recolha oficial da Terra Quente Transmontana recebe cerca de 100 animais por mês, entre cães e gatos, e a taxa de adoção situa-se entre os 20% e os 30%.

Mesmo assim, o veterinário avança que as instalações do centro vão ser ampliadas de forma a precaver um aumento do número de animais no futuro:

“Temos em vista a ampliação do centro de recolha pois é expectável que a entrada de animais continue nos próximos anos e, por também estamos a prevenir caso as taxas de adopção, mortalidade ou eutanásia diminuam. Assim vamos poder albergar mais animais pois, apesar do aumento da taxa de adopção, a sobrelotação é uma realidade.”

De 1 a 5 de outubro o Centro de Recolha Oficial da Terra Quente volta a promover a Semana do Animal em que a adoção é totalmente gratuita. No dia quatro acontece ainda um Open Day, dando a quem quiser a oportunidade de conhecer o trabalho do centro.

Escrito por ONDA LIVRE

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

EB 23 de Izeda perde 5º e 6º ano e obriga câmara a procurar uma solução rápida para o transporte dos alunos

O encerramento do 5º e 6º anos de escolaridade na Escola EB23 de Izeda, por decisão da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGES), está a obrigar os quatro alunos matriculados a deslocar-se para Bragança.
Dado o encerramento, a câmara de Bragança não tinha providenciado  transportes escolares a partir desta vila para a sede de concelho e os estudantes "são obrigados a deslocar-se no transporte regular, que é muito cedo", explicou Teresa Sá Pires, diretora do Agrupamento de Escolas Abade de Baçal, em Bragança. Alguns jovens são transportados pela família para a escola para evitar a viagem de autocarro que demora entre 1h20 e 1h30.
O presidente da câmara, Hernâni Dias, admite que a viagem entre Izeda e Bragança demora cerca de uma hora e meia, adianta que o município está a tentar ultimar uma alternativa e já abriu um concurso público para concessionar o serviço. "A DEGES tomou a decisão de encerrar o 5º e o 6º anos, porque só havia quatro alunos, três de Izeda e um de Paradinha. O município contestou esta decisão mas não nos cabe a nós decidir sobre a manutenção ou não.  Estamos a estudar uma solução para resolver o problema da melhor forma", referiu o autarca.
Na ausência de critérios mínimos para o transporte dos alunos, a câmara está à procura de uma resposta "pois as linhas já estavam feitas, comunicadas atempadamente, neste caso não é possível fazer isso, mas nós assumimos a responsabilidade de transportar as crianças do meio rural para a cidade".
O concurso ainda não foi promovido mas Hernâni Dias prevê que venha a envolver um montante financeiro "bastante significativo que só multiplica por 10 o que se gastaria no transporte regular". 

Glória Lopes
in:mdb.pt

Dos espaços, dos agentes e das realizações em Bragança nos princípios da república

Olhemos, com um pouco mais de atenção, para todos estes agentes e meios e para todas estas manifestações e realizações que animam e caracterizam o "tempo de viver".
Para tal será preciso referir atividades culturais e espaços de sociabilidade e de lazer; clubes recreativos; associações políticas; agremiações socioprofissionais e culturais; grupos teatrais e musicais; sociedades desportivas; comissões festivas; em suma, aludir às associações, mais e menos elitistas, mais e menos populares… Com todas estas peças – e outras que se acrescentarão – e de todos estes elementos se constituía o rico puzzle da vida cultural e civilizacional que, à sua maneira, marcava o quotidiano da urbe e contribuía para preencher, também, a existência dos brigantinos. Como é compreensível, para além de ser difícil caminhar nestes terrenos movediços, são muitas as inércias e as continuidades. Impõe-se, por isso, recuar – mesmo que seja pouco – a tempos anteriores.


Em setembro de 1910 é inaugurado, com alguma pompa e com cerimónia pública, o coreto da Praça da Sé.

Regista-se uma vida cultural e intelectual que, pelas suas manifestações e atividades, não seria de esperar 
de um "meio frustre" – outro qualificativo de um documento –, como era este de Bragança.
Estabelecimentos de ensino e "instituições culturais" cumprem um papel educativo e cultural digno de nota, no que respeita ao ensino, à educação e à "dinamização cultural".
Órgãos de informação locais, variados e intervenientes, doutrinários, de grande qualidade intelectual e literária, independentemente da sua orientação política e ideológica, dão-nos uma ideia do panorama cultural e atestam o elevado nível de alguns membros das elites intelectuais. Como se frisou, são jornais que instruem, debatem, ensinam e educam; propagadores de ideias e doutrinas; fazedores de opinião. Perante a qualidade da imprensa local, somos tentados a lamentar que tão pouca gente a pudesse ler.
A "normal" atividade cultural e intelectual e as mais diversas expressões cívicas, desportivas e lúdicas, exigiam espaços variados: clubes, agremiações, teatros, cinema, praça de touros, coretos. Festas, festividades e cerimónias – cívicas, lúdicas e religiosas – tinham, ainda, como cenário e palco o espaço público e envolviam autoridades, forças vivas e população. Comemorações e festejos ritualizados e simbólicos, de cunho manifestamente popular – apesar de alguns recuos nestas manifestações (que se terão verificado a partir da segunda metade de Oitocentos) –, marcavam o tempo e o espaço…
E se a miséria do povo era uma nota marcante e muitos habitantes da Cidade viviam no limiar da pobreza, havia momentos e tempos programados para fazer esquecer as tristezas do quotidiano. Aí estavam as festas que assumiam vários cambiantes e que ajudavam mesmo a definir a diversidade de identidades de cidades, vilas e aldeias.
Para todas estas manifestações, iniciativas e espetáculos não faltam mediadores e agentes, atores e públicos que alimentam uma cultura de cariz mais erudito e uma cultura de feição mais popular. Como é óbvio, nenhuma "muralha da China" separa uma da outra. São muitos os contágios e as interações. Refira-se, ainda, as colaborações qualificadas e cooperantes, nos mais variados domínios culturais, de conterrâneos que haviam deixado a terra natal e que se tinham radicado, sobretudo, nos grandes centros, especialmente em Lisboa. Eram fecundas e profícuas as raízes que os prendiam à sua terra e às suas gentes.
A partir da segunda metade de Oitocentos "acentua-se o controlo político das multidões, legislando-se no sentido das diversões, jogos e festas populares serem canalizados para recintos fechados, onde o policiamento passa a ser efetuado e otimizado o controlo dos comportamentos".
A cultura, nos fins do século XIX, difundira, em especial através de associações cívicas ou profissionais diferenciadas, “novos comportamentos de novas civilidades e valores definidos pelos grupos a que estão associados – sejam grémios, clubes vários, associações ou sociedades – emulando-se em festas e saraus bem organizados pelas elites competentes e descritos na imprensa em espaço proporcional à hierarquia dos participantes, mas em que ganha dominância a vertente cultural e a política”. Os saraus brigantinos, públicos ou privados, eram muito concorridos. A partir da década de 1880, assiste-se à vinda regular de companhias profissionais, de espetáculos variados, que trazem um pouco do que se ia fazendo no Porto e em Lisboa. Mas, como veremos, também provinham de sítios mais distantes.
A Cidade conta associações, espaços e equipamentos de diversa índole, que marcam a existência da comunidade. Alguns desses espaços e dessas associações vão merecer um pouco mais de atenção por razões que se prendem com os papéis que desempenharam e a projeção que tiveram ou porque, mais prosaicamente, dispomos de mais elementos.
Em 1889, foram aprovados os estatutos dos Bombeiros Voluntários de Bragança. Enquanto não se edificava uma construção mais sólida, o que veio a acontecer anos depois, em julho de 1890, “a Câmara tomou de aluguer um coreto de madeira, que mandou colocar na Praça Camões, a fim de ali poderem tocar às quintas-feiras e domingos, e alternadamente, as duas bandas regimentais”. Esta programação cultural, porventura com alguns hiatos, ainda se mantinha em 1910.
Corria o ano de 1890. A Associação dos Artistas de Bragança “propõe-se prover a que esta Cidade não continue privada de um edifício destinado às diversões artísticas, restaurando o velho Teatro Brigantino”. Seriam, por conseguinte, muito deploráveis as condições do Teatro. Dois anos passados, em 1892, concretizava-se o projeto e estava concluída a  remodelação. A Gazeta de Bragança, em 15 de maio, noticia: “Teve lugar… a inauguração do Teatro Camões, mandado construir pela benemérita Associação Artística de Bragança, no local do antigo Teatro Brigantino”.
A poucos anos do fim do século, em novembro de 1896, a Câmara Municipal deliberou a criação de “um Museu Arqueológico em uma sala dos Paços do Concelho”, que abriu ao público a 14 de março de 1897.
Bragança continua a apetrechar-se… Não podia entrar no século que se avizinhava sem uma praça de touros, que foi inaugurada a 29 de junho de 1899 – como noticia O Nordeste de 4 de julho –, com “uma grandiosa corrida”.
Por alvará de 1902, são aprovados os estatutos da Associação Comercial de Bragança. Em abril de 1903, fazia-se, no Clube Brigantino, uma conferência sobre socialismo: “Teve lugar nesta casa de recreio uma conferência feita pelo nosso amigo distinto advogado e primoroso e enérgico jornalista, sr. dr. Eduardo Ernesto de Faria”. O Clube tinha nascido da “Assembleia”. Em 1905, há uma tentativa de fusão “entre as duas casas de recreio desta Cidade, denominadas Clube e Assembleia”, que não resultou.


João Afonso Dias, um dos fundadores
 da Associação Comercial de Bragança
Os estatutos e o regulamento interno do Grémio Brigantino são aprovados em 1906. Sobre estes estatutos, António Barbosa refere a existência de um artigo que “proíbe aos estudantes serem sócios daquela assembleia, roubando-nos assim um magnífico ensejo de convivência de professores e alunos”.
Em agosto de 1909, na Gazeta de Bragança, é noticiada “uma reunião preparatória da organização de uma nova sociedade de recreio, com a denominação de Grémio de Bragança, tendo sido aprovados os respetivos estatutos e nomeada uma comissão”.
Neste mesmo ano, são aprovados os estatutos do Clube de Caçadores de Bragança.
Em setembro de 1910 é inaugurado, com alguma pompa e com uma cerimónia pública, o coreto da Praça da Sé.

Título: Bragança na Época Contemporânea (1820-2012)
Edição: Câmara Municipal de Bragança
Investigação: CEPESE – Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade
Coordenação: Fernando de Sousa

Misericórdia quer gerir unidade psiquiátrica de Bragança

O provedor da Misericórdia de Bragança está a tentar negociar a gestão da unidade psiquiátrica local, que promete rentabilizar com novas respostas para as demências a "metade dos custos" que o Estado tem, revelou hoje o responsável.
Eleutério Alves especificou que a Santa Casa da Misericórdia de Bragança (SCMB) propôs uma parceria à Unidade Local de Saúde (ULS) Nordeste para gerir a unidade psiquiátrica de Bragança e criar ali resposta às demências, inexistente atualmente na região.

A próxima valência que esta instituição particular de solidariedade social pretende disponibilizar à população de Bragança é precisamente na área das demências, sendo que o provedor já tinha manifestado a intenção de criar uma ala para este fim na Unidade de Cuidados Continuados, mas o projeto é agora outro.

O responsável falava à margem de um seminário para assinalar os quatro anos da Unidade de Cuidados Continuados da Misericórdia que disponibiliza 67 camas destinadas a quem teve alta hospitalar ou está em situação de dependência e precisa de serviços médicos, por onde passaram mais de 600 doentes.

A unidade abriu em 2014 com 40 camas, aumentou para 55 e agora tem mais 12 em regime privado, fora da rede nacional de cuidados continuados e não comparticipadas pelo Estado, sendo pagas integralmente pelo doente.

Na inauguração, o estado só comparticipou 40 das mais de 60 camas da capacidade da unidade e o provedor avançou com a intenção de ocupar as restantes numa ala destinadas a pessoas com demência.

Eleutério Alves revelou hoje que, ao longo dos últimos anos, tem, no entanto, tentado negociar com a ULS Nordeste um protocolo para a entrega da gestão da unidade psiquiátrica da Quinta da Trajinha à Misericórdia, com o propósito de criar ali resposta para estes doentes.

Numa altura em que a ULS está a elaborar, com a participação dos agentes locais, um Plano de Saúde Local, o provedor da Misericórdia entende que o mesmo deve ter em conta uma estratégia para atenuar a problemática das demências na região.

"Nós hoje temos muita gente dependente e sobretudo com doenças do foro mental - nós sentimos isso nos nossos lares de idosos e na população em geral - e era necessário criarmos essa resposta. Creio que, juntamente com a ULS Nordeste, podemos avançar para aí", declarou.

Eleutério Alves defende que "há hoje já instalações no âmbito hospitalar que podem perfeitamente ser protocoladas para uma gestão privada com a SCMB e ser mais rentabilizadas para dar melhor cobertura ao concelho".

O provedor refere-se à unidade da Quinta da Trajinha e indicou que "há vários anos" que anda a tentar esta solução, que tem sido discutida com os três últimos presidentes da ULS.

"É sempre pertinente e tem sempre pés para andar, mas acaba por não andar, porque na altura em que é preciso tomar alguma decisão, da parte da saúde há um retrocesso", contou.

A expectativa é de que agora com o plano local de saúde essa solução seja contemplada e o provedor da Misericórdia diz que "seria muito mais vantajoso para a Saúde em termos financeiros".

Segundo os cálculos que fez, garante que "se poderia poupar muito próximo dos 50% dos custos que aquela estrutura hoje está a ter com a gestão pública".

A resposta às demências é considerada tão necessário como a unidade de cuidados continuados, a maior do distrito de Bragança, que, desde a abertura há quatro anos, tem estado sempre lotada.

Segundo a diretora-técnica, Suzete Abrunhosa, a maioria dos utentes é idosa e "são essencialmente pessoas que sofreram AVC (acidentes vasculares cerebrais) e quedas". Na Unidade de Média Duração e na longa duração o maior número de casos é de feridas por pressão e também AVC com menos potencial de reabilitação.

Agência Lusa

Memórias da RTP - 2007-04-29 - Nas Ruínas de um Castelo

Programa apresentado por José Hermano Saraiva sobre o Castelo de Ansiães e a sua importância histórica, desde os primórdios da nacionalidade até à sua decadência no século XVIII.

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Memórias da RTP - 1980-02-20 - A Operação Nortada

Uma campanha militar itinerante concretizada no início de 1975 por terras transmontanas, a Operação Nortada foi uma das diversas iniciativas de dinamização cultural que o MFA levou a cabo no período do PREC, com o duplo objetivo de esclarecer as populações mais isoladas, e de ajudar à criação de infraestruturas locais. Um excerto da série documental "Anos 70: Imagens duma Década".

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Memórias da RTP - 1997-07-06 - Nas Margens do Tua

A cidade de Mirandela, a sua história, o seu património e as suas tradições. José Hermano Saraiva recorda ainda os tempos em que, num passado recente, a linha do caminho de ferro passava por esta cidade e cruzava todo o norte de Trás-os-Montes ao serviço das populações.


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Memórias da RTP - 1997-07-06 - A Linha do Tua

Um excerto do programa "Horizontes da Memória": de visita a Mirandela, o professor José Hermano Saraiva recorda o tempo em que, num passado recente, a desativada linha do caminho de ferro do Tua passava por esta cidade e continuava o seu percurso, cruzando todo o norte de Trás-os-Montes ao serviço das populações.


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Manifestação para manter padre Óscar Paiva em Carrazeda de Ansiães

Algumas dezenas de populares de várias aldeias do concelho de Carrazeda de Ansiães manifestaram-se, ao final da tarde deste domingo, contra a eventual transferência do padre Óscar Paiva para outro município.


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O protesto ocorreu junto à igreja matriz da vila, onde pouco depois das 18 horas começou uma missa, presidida pelo bispo da Diocese de Bragança-Miranda, José Cordeiro, para a apresentação de um novo pároco, o padre Bruno Dias.

A GNR esteve presente para garantir a segurança do bispo perante os ânimos exaltados dos populares, que se fartaram de gritar "queremos o padre Óscar", "o bispo vai para a rua" entre outras palavras de ordem.


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José Cordeiro entrou no recinto da igreja a conduzir o seu carro e foi logo levado para dentro do templo. O pároco de Carrazeda, Humberto Coelho, ainda tentou falar com os manifestantes, mas perante a vozearia acabou por desistir e entrar também.

Após mais de uma hora de missa, o bispo de Bragança-Miranda saiu do recinto também de carro, perante o olhar atento da GNR, sem dar qualquer explicação ao povo que se manifestava, ou aos jornalistas presentes, sobre a transferência do padre Óscar. A Diocese mantém-se, por enquanto, em silêncio sobre este assunto.



Manuel Carlos Gonçalves, residente no Amedo, foi um dos elementos integrantes da manifestação. Disse não concordar com a decisão do bispo, que, "apesar de ser católico, separa o rebanho em vez de o unir". Por isso foi ali "exigir uma explicação para a saída do padre Óscar".



"Enviamos uma carta ao bispo a pedir explicações, causou algum burburinho, mas não nos respondeu", reforçou, por seu lado, Mafalda Araújo, residente nos Pereiros. "O padre Óscar disse-nos que gostaria de continuar connosco", acrescentou, enquanto Maria Cabral, residente em Codeçais, sublinhou que "o padre Óscar está nas paróquias mais distantes da civilização e que não é justo que lhe façam o que estão a fazer".

O JN falou com o padre Óscar Paiva, mas este não quis comentar a realização da manifestação a favor da sua permanência, na qual não esteve presente. Limitou-se a dizer que "gostava de continuar" a sua missão no concelho de Carrazeda, onde é, ou era, responsável por 11 paróquias, num total de 21 aldeias.

A possível transferência do sacerdote tem vindo a ser contestada nos últimos meses, tanto nas redes sociais como através de vários abaixo-assinados e petições que foram subscritos por centenas de paroquianos. Muitos deles estiveram na manifestação desta tarde.



O sacerdote, com pouco mais de 30 anos, começou a ganhar alguns "anticorpos" no concelho de Carrazeda, em 2015, depois de ter comunicado ao então presidente da Câmara Municipal, José Luís Correia, eleito pelo PSD, que devido à alteração dos estatutos do Centro Social e Paroquial de Vilarinho da Castanheira - terra do autarca e onde Óscar Paiva era pároco - não poderia, enquanto detentor de um cargo político, continuar a fazer parte da direção da instituição.

Em protesto contra a decisão e contra a forma como lhe foi comunicada, "por telefone", segundo disse na altura, José Luís Correia não participou na procissão da festa da sede de concelho, tal como é hábito fazer o presidente da Câmara e o restante executivo.

Depois das Eleições Autárquicas de 2017, realizadas a 01 de outubro, Óscar Paiva foi visado por um comunicado da Comissão Política Concelhia de Carrazeda do PSD, cuja candidatura venceu o sufrágio, por alegadamente ter avisado, no final da missa de domingo, 15 de outubro, em Vilarinho da Castanheira, sobre a realização, na localidade, de um convívio da candidatura dos Unidos por Carrazeda para celebrar a vitória naquela freguesia. "Como ele não sabe separar a Igreja da política, que alguém mais responsável o ensine a ter outra postura", lia-se no comunicado.



Da manifestação saiu ainda de que o novo padre, Bruno Dias, deverá ser bem acolhido nas paróquias onde até agora esteve Óscar Paiva, pois segundo diziam os participantes, "ele não tem culpa do que está a acontecer e será recebido com alegria e com todo o respeito".

Eduardo Pinto
Jornal de Notícias