quinta-feira, 17 de outubro de 2019

TASKA - BRAGANÇA

Ciclo À Descoberta do Nordeste Transmontano - PNM: registámos 45 espécies de aves, identificámos oito mamíferos e aprendemos sobre o comunitarismo em Rio de Onor

A atividade realizada no Parque Natural de Montesinho (PNM) no dia 12 de outubro, no âmbito do Ciclo À Descoberta do Nordeste Transmontano, permitiu aos dez participantes descobrirem a riqueza faunística, paisagística e cultural da região, acompanhados pelos guias João Santos e Luís Queirós, da Palombar – Associação de Conservação da Natureza e do Património Rural.
Observação a partir de ponto estratégico. Fotografia Roberto Corvino/Palombar
Esta atividade revelou que o PNM é um santuário para várias espécies de fauna, sendo essencial para assegurar a sua conservação. No total, registámos 45 espécies de aves e identificámos oito mamíferos. 

Inicialmente prevista para ser uma caminhada em pleno coração do PNM, a atividade teve que ser alterada devido ao alerta de Risco Máximo de Incêndio emitido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) para este dia.

Apesar de não ter sido possível desbravar o território por caminhos de terra, como estava previsto, e de termos que fazer visitas a pontos estratégicos, próximos das estradas de asfalto, conhecidos pelos guias da Palombar, qualquer olhar mais atento permitiu encontrar várias espécies de animais e os seus indícios de presença.
Veados na RRC Sierra de la Culebra, Espanha. Duas fêmeas e uma cria. Fotografia Roberto Corvino/Palombar
Durante a atividade, foi possível registar 45 espécies de avifauna, entre as quais se destacam o melro-d’água (Cinclus cinclus), guarda-rios (Alcedo atthis), grifo (Gyps fulvus), gaio (Garrulus glandarius), perdiz-vermelha (Alectoris rufa), pombo-torcaz (Columba palumbus), pica-pau-malhado-grande (Dendrocopos major), pica-pau-verde (Picus viridis), trepadeira-azul (Sitta europaea) e chapim-de-poupa (Lophophanes cristatus). Consulte a lista completa de aves identificadas AQUI.
Melro-d’água. Fotografia Roberto Corvino/Palombar
Já no que se refere aos mamíferos, foram registados, sobretudo através de indícios de presença, o lobo (Canis lupus), veado (Cervus elaphus), corço (Capreolus capreolus), javali (Sus scrofa), raposa (Vulpes vulpes), fuinha (Martes foina) e coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus). Foi ainda possível realizar a observação direta das seguintes espécies: veado, corço, raposa e ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus).

E como a Natureza não tem fronteiras, de forma a alargar a nossa atividade a mais territórios, visitámos a zona limítrofe ao PNM do lado espanhol, nomeadamente a Reserva Regional de Caza (RRC) Sierra de la Culebra, onde também observámos várias espécies de fauna. 

O dia terminou em grande com uma visita à aldeia de Rio de Onor, onde fomos carinhosamente recebidos pelo Ti Mariano, guardião dos conhecimentos e tradições locais, que nos levou à sua adega e nos explicou o sistema comunitário vivido na aldeia raiana partilhada por portugueses e espanhóis.
Ti Mariano a explicar como funcionava a Vara da Justiça. Fotografia Roberto Corvino/Palombar
Ti Mariano. Fotografia Roberto Corvino/Palombar
Esta atividade esteve inserida no DIA DE AÇÃO COMUM PELA NATUREZA (DACN) - Convergência Ecológica e Ambiental carta-de-famalicao.webnode.pt/dia-de-acao-comum. Este ano foi o primeiro em que se celebrou o DACN, uma iniciativa de várias entidades e associações de defesa do ambiente que elaboraram a Carta de Famalicão, entre as quais a Palombar.
Dia de Ação Comum pela Natureza. Fotografia Roberto Corvino/Palombar

Retomadas obras no Paço Episcopal em Miranda do Douro

Depois de nova paragem, devem ser retomadas esta semana as obras de construção do centro de acolhimento aos visitantes do conjunto da antiga Sé e do Paço Episcopal, em Miranda do Douro.
A empreitada no valor de 370 mil euros, teve início em Setembro de 2017.

“Esta é uma obra muito complexa do ponto de vista estrutural, porque é uma fusão entre o património e uma construção contemporânea, com soluções técnicas que obrigam a passos subsequentes que só podem ser feitos depois de a estrutura estar construída, como aconteceu com a caixilharia”, explicou o director regional de Cultura do Norte, António Ponte.

As obras tinham já estado paradas, em 2018 por motivo de insolvência da empresa de construção civil, tendo sido depois retomadas por outra construtora.

“Eu não quero adiantar previsões para a conclusão, porque esta obra já derrapou longamente no tempo. Certamente não ficará concluída antes do fim do ano e do primeiro trimestre o próximo ano. Para mim o mais importante é que a obra caminha sem parar mais”, salientou.

A estrutura de acolhimento e exposição da antiga Sé de Miranda contempla a recuperação e remodelação das ruínas do antigo Paço Episcopal.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Olga Telo Cordeiro

Montaria ao javali é novidade na Rural Castanea em Vinhais

As atenções vão estar viradas para a castanha, de 25 a 27 de Outubro, na XIV Rural Castanea, em Vinhais.
As jornadas técnicas já são conhecidas na feira, mas este ano com informações mais práticas sobre o combate às doenças do castanheiro e o aumento da produção. A montaria ao javali é uma novidade nesta edição.

“Há uma série de actividades diferentes, que existem este ano pela primeira vez, como a montaria ao javali, actividades culturais e recreativas como caminhadas e chega de touros”, referiu o autarca Luís Fernandes.

O certame pretende valorizar a castanha e todos os produtos que usam o fruto na confecção. No total vão estar presentes 90 expositores e participar mais 10 produtores do concelho que no ano anterior.

“É um dado muito positivo, se calhar até o mais positivo, pelo facto de termos mais gente do concelho a querer participar nesta feira, que é aquilo que nos importa”, sublinhou.

Para o concelho, a produção de castanha representa anualmente 10 milhões de euros. Este ano perspectiva-se que haja uma boa colheita, idêntica à do ano anterior. A campanha já começou e parece que a mão-de-obra local já não é suficiente. “Há obviamente a migração de pessoas, como é o caso de pessoas que vem para a apanha da maçã e depois para a apanha da castanha, porque não há mão-de-obra local. E aqueles produtores que têm 10 toneladas começam, alguns deles, a usar a mecanização para a apanha”, explicou Abel Pereira, presidente da associação Arborea.

Vinhais tem ainda o maior assador de castanhas do mundo que não vai faltar no certame, assim como o concurso da castanha, do mel e da cabra preta de Montesinho. A Rural Castanea acontece de 25 a 27 de Outubro, em Vinhais.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Ângela Pais

O jornalismo como terapia

João Sampaio é o autor da página do Facebook “Correio Transmontano”. Numa altura complicada da sua vida, decidiu desafiar-se e criar o projecto que já mantém há 5 anos e onde é possível encontrar noticias, artigos de opinião, vídeos e até poesia.
“Há quatro anos tive que fazer um transplante de medula e quando estava em recuperação comecei a pensar: o que é que eu vou fazer depois disto e como é que vou ocupar o meu tempo? Uma pessoa cai em depressão por falta de ocupação, então lembrei-me que gosto de fotografar e de falar com as pessoas. Se estivermos com o tempo ocupado dificilmente cairemos em depressão, pois a depressão é inimiga da cura”, contou.

Foi professor durante anos e mais tarde inspector da educação. Antes disso, foi colaborador no Jornal O Tempo para ajudar a pagar a universidade e trabalhou no jornal O Público e Diário de Noticias. Mas o gosto pelo jornalismo surgiu quando ainda era jovem.

“Quando eu tinha os meus 14 anos, lembro-me que fizemos, no seminário, um jornal de parede e utilizávamos os recortes dos jornais desportivos e revistas e fazíamos sempre todas as semanas um jornal de parede. E a partir daí, o vício entranhou-se e comecei a gostar sempre desta área”, disse.

João Sampaio realizou ainda a conferência “Terapia e Cidadania- a experiência do cidadão repórter”, onde realçou a importância das pessoas pensarem não só nelas próprias, mas também nos outros. Aproveitou ainda para apresentar a ideia da criação de um banco de horas.

“A minha grande ideia é que alguma instituição faça uma plataforma ou crie um banco de horas, para acompanhar os doentes às consultas ao Porto e aos exames a Vila Real, porque aqui é uma zona em que os familiares estão emigrados”, explicou.

João Sampaio tem 62 anos e é o autor da página “Correio Transmontano”, que designa como um projecto de terapia e cidadania.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Ângela Pais

Vinhais celebra a castanha em ano “positivo” de produção no concelho

O município de Vinhais, um dos maiores produtores portugueses de castanha, celebra durante três dias, entre 25 e 27 de outubro, o mais importante produto económico do concelho transmontano, que espera um ano “positivo” de produção.
A expectativa foi deixada hoje pelas entidades locais na apresentação da Feira Rural Castenea, que há 14 anos é uma montra da importância deste produto no concelho que produz 15 mil das cerca de 40 mil toneladas de castanha em Portugal.

A castanha vende-se mesmo antes de ser apanhada, como realçou o presidente da Associação Florestal Arbórea, Abel Pereira, uma das entidades parceiras da Câmara Municipal na organização do evento.

No certame estarão 90 expositores de castanha e outros produtos regionais, com animação, concursos, gastronomia e jornadas técnicas para informar os agricultores das ajudas e problemas no setor.

A apanha da castanha já começou com a estimativa de este ser um ano “muito positivo a nível de produção, sensivelmente igual ao ano anterior, que foi bom”, como vincou o presidente da Câmara, Luís Fernandes.

A chuva dos últimos dias ajudou a que a produção seja melhor em qualidade e a única dificuldade que parece apoquentar os produtores é a falta de mão-de-obra.

A maioria dos trabalhadores nos soutos é estrangeira, este ano com a presença, pela primeira vez, de indianos, que acabaram a apanha da maçã, em Carrazeda de Ansiães, também no distrito de Bragança, e rumaram a Vinhais.

Segundo o presidente da Arbórea, para colmatar esta dificuldade, “começa a aparecer já alguma mecanização da apanha”, nomeadamente “com os produtores que têm acima de sete, oito hectares a equacionarem” esta solução.

Outro problema com que se depara a produção é a praga da vespa das galhas do castanheiro, que já afeta mais de metade dos mais de sete mil hectares de soutos, mas ainda sem consequências de maior na produção, segundo os responsáveis.

O município de Vinhais fez uma candidatura de um milhão de euros para o combate às doenças do castanheiro, como a tinta e o cancro e, sobretudo, a praga da vespa das galhas do castanheiro.

O concelho tem em curso o combate à vespa com um parasitóide que está a dar resultados, apesar de se prever uma redução na produção nos próximos anos nas áreas afetadas.

A castanha continua, como vincou o presidente da Arbórea, “a ser uma cultura rentável para o agricultor”, com receitas que podem ser dos 500 euros aos 100 mil euros, conforme a dimensão dos mesmos.

Nesta campanha, estima-se que o quilo da castanha seja pago ao produtor a cerca de dois euros.

A Feira Rural Castanea mostra esta realidade e outras atrações do concelho transmontano, onde volta a ser repetente o magusto com o maior assador do mundo.

in:diariodetrasosmontes.com
C/Agência Lusa

Distrito de Bragança com mais um milhar de ecopontos disponíveis

Até ao final do ano, o Nordeste Transmontano terá disponíveis mais 939 ecopontos, 75 deles só no concelho de Bragança.
Este é mesmo o concelho com maior número de ecopontos a instalar. Até ao momento, já foram colocados na cidade 35, esperando-se, em breve, o aumento desse número.
“Reforçámos o número de ecopontos existentes na cidade de Bragança, através da Resíduos do Nordeste, como está a ser feito noutros concelhos.
Permitiu-nos ficar com uma rede melhor e mais distribuída pela cidade, reduzindo as distâncias de uns ecopontos para outros”, explicou ao Mensageiro o presidente da Câmara de Bragança, Hernâni Dias, que também é o presidente da empresa Resíduos do Nordeste.

AGR
in:mdb.pt

Sobrinho Teixeira deve continuar no Governo

O antigo presidente do Instituto Politécnico de Bragança, João Sobrinho Teixeira, deverá continuar a acompanhar o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, como Secretário de Estado.
Apesar de só nos próximos dias ser divulgada a composição completa do elenco governativo, o mais extenso desde o 25 de abril, o Mensageiro apurou, junto de fonte conhecedora do processo, que Sobrinho Teixeira deverá continuar como Secretário de Estado do Ensino Superior.
O problema do alojamento estudantil, tema cuja resolução foi iniciada no mandato anterior por Sobrinho Teixeira ou o alargamento da base social dos estudantes das Universidades e Politécnicos serão alguns dos assuntos a tratar nos próximos quatro anos.
Contactado pelo Mensageiro, Sobrinho Teixeira escusou-se a fazer qualquer comentário.
Berta Nunes na calha
Quem também estará próximo de um cargo de nomeação é Berta Nunes. A antiga presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé, que renunciou ao cargo para concorrer à Assembleia da República em número dois da lista do PS por Bragança, poderá vir a integrar uma das Secretarias de Estado ainda em aberto, apesar de o seu nome ter sido insistentemente falado nos bastidores do poder para substituir Martinho do Nascimento à frente da Segurança Social do distrito. Desta forma, seriam dois os representantes do distrito de Bragança no próximo Governo, que conta, ainda, com outros ministros com ligação à região como por exemplo Manuel Heitor (membro do Conselho Geral do IPB) ou Tiago Brandão Rodrigues (cujo irmão viveu no distrito).

AGR
in:mdb.pt

Festa da Montanha regressa a Sambade nos dias 1, 2 e 3 de novembro

Nos dias 1, 2 e 3 de novembro a Festa da Montanha regressa a Sambade, no concelho de Alfândega da Fé. Uma iniciativa que vai na quinta edição e cujo objetivo é divulgar e celebrar as potencialidades da montanha. A Festa tem lugar na aldeia de Sambade, situada na Serra de Bornes, e dá a conhecer as lendas e os sabores da montanha.

É a pensar nas potencialidades que a montanha tem que o Município de Alfândega da Fé organiza este certame. Celebrando as especificidades do território, foi preparado um conjunto de iniciativas para um fim de semana prologando passado na montanha, com música, produtos locais, gastronomia e debates sobre uma das principais culturas da serra: a castanha.

À mesa, é no cabrito serrano DOP que vão estar centradas as atenções. Integrados no projeto gastronómico Alfândega da Fé à Mesa, dois restaurantes locais vão estar presentes no certame, para deliciar os visitantes. As ementas vão ser preparadas pelo Chef Marco Gomes, parceiro nesta iniciativa, que propõe o cabrito como prato principal e javali, mas há outras iguarias para degustar, como os cogumelos selvagens, apanhados nas encostas da Serra de Bornes, as sobremesas confeccionas com castanha, os queijos e enchidos regionais e as tradicionais e únicas sopas das segadas de Alfândega da Fé.

No exterior um enorme assador vai estar em permanente funcionamento para que os visitantes possam desfrutar do aroma e sabor das castanhas assadas, acompanhadas da típica queimada de monte mel, uma bebida de inverno, feita com água ardente e mel.
Em tempo de magustos, a Festa da Montanha oferece um reconfortante convívio, onde se junta animação, cultura e atividades para todos os gostos. O programa para o fim de semana inclui ainda passeios pedestres, com a possibilidade de os participantes apanharem cogumelos, passeios de burro, contos à lareira, montaria ao javali e a realização do 2º concurso da castanha.

Uma iniciativa a não perder, nos dias 1, 2 e 3 de novembro!

Mercado Rural Mirandês - 2 de novembro e 7 de dezembro de 2019 – Mercado Municipal de Miranda do Douro

O Município de Miranda do Douro e a Associação de Produtores Gastronómicos das Terras de Miranda – Sabores de Miranda, vão realizar o Mercado Rural Mirandês, nos próximos dias 2 de novembro e 7 de dezembro de 2019.

Este é um evento que realiza anualmente e tem como principal objectivo promover, divulgar e dar escoamento à produção local de produtos genuínos e de elevada qualidade, a fim de estimular a produção e o comércio local.

Neste sentido, convidamos todos os interessados a participar neste evento que se realiza no Mercado Municipal de Miranda do Douro.

No Mercado Rural Mirandês haverá exposição e venda de produtos regionais: Bola Doce Mirandesa, Folar de Carne, Bola de Carne, Pão, Doçaria Regional, Fumeiro, Mel, Frutos secos, Doces e Compotas, Licores, Vinho, Queijos, Chocolates e afins, manufaturados, Produtos Hortícolas e Fruticultura da Região, em verde ou seco. Ainda poderá desfrutar da animação de rua com grupos de pauliteiros e gaiteiros.

A ficha de inscrição deve ser entregue até ao próximo dia 25 de outubro no Balcão Único deste Município.

Visite Miranda do Douro, e venha degustar o melhor que se produz no Planalto Mirandês!

FICHA DE INSCRIÇÃO.
REGULAMENTO.

Duero Douro Challenge

A Associação de Municípios Ibéricos Ribeirinhos do Douro, em colaboração do Município de Miranda do Douro, e com o financiamento do Fundo Europeu Regional Feder, organiza o primeiro Evento da Rota do Douro, Duero Douro Challenge no Parque Natural do Douro Internacional.

Trata-se do primeiro evento desportivo multi-especialidade da Península Ibérica, com as modalidades de BTT, Corridas de Montanha, Canoagem, Trekking, Tiro com Arco, Percursos Pedestres, Caminhadas Noturnas e eBikes.

De 1 a 3 de novembro em Miranda do Douro.

Inscrições AQUI.

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

O que queremos fazer do Mundo Rural?


Blá blá blá...e mais blá blá.

Tais são os de cá, como os de lá. Os da cidade e os da aldeia.
A cidade “queixa-se” do Terreiro do Paço. Que sorte. A “malta” das nossas aldeias não se queixa a ninguém. Nem adianta. As Juntas são os representantes locais dos interesses que têm tudo a ver menos com os interesses do povo que as elegeu.

AS GENTES DAS NOSSAS ALDEIAS ACEITARAM O FATALISMO!

As aldeias são para acabar e já faltou mais.
Ainda há uma dúzia deles que gostam da aldeia. Que sentem saudades do que se viveu, que reconhecem quem os ajudou, sem invejas e enquadrados nos novos tempos… e que gostavam de ver…crianças…no parque infantil. Sim, parque infantil até há. Ou melhor, parque...

PAREM de enganar e de esbanjar dinheiro. Façam umas tainadas que é mais bem aproveitado. Pelo menos, come-se, bebe-se e vomita-se.

PAVILHÕES onde nem uma equipa de futebol de 5 se consegue arranjar? E continua o fado hilário, o regabofe…bem envergonhados devem estar os autarcas que ajudaram e potenciaram estas opções de desbaratar do erário público.
Hoje estive com um deles. Disse-me: - Tinhas razão. Estou arrependido e sinto vergonha.
Ele disse-me que eu tinha razão, porque há uns anos atrás...na inauguração do monte de tijolos, eu disse-lhe que era um escândalo queimar tanto dinheiro do bolso comum com uma "obra" que não iria ter alguma utilidade. CONFIRMA-SE!

Dependendo da “cor política” da Junta de Freguesia, todas as ilusões são passíveis de serem apoiadas. Já não me admiro que um dia destes apareça uma linha férrea da aldeia A para a aldeia B com 3 km de comprimento….se for da cor…

Bom.

Lá estamos nós a criticar.

Não estamos não. Estamos a constatar FACTOS.

Parem com as palhaçadas e com as placas de inauguração e façam coisas.
Que coisas? Perguntais que coisas?
Até eu, que sou meio “limitado”, posso dar algumas sugestões.

1 – Se o Manel quiser abrir um café numa aldeia onde nem um existe…NÃO COMPLIQUEM. É incompreensível que os custos para montar um café numa aldeia (onde seria o único) tenham os mesmos valores que montar um na Avª principal da cidade. Claro, não montam. Para vender 5 ou 10 cafés por dia quando se recupera o investimento? E, porque não há café, o Jorge não vai de fim-de-semana, o Humberto também não…não vai ninguém. Não compliquem, INCENTIVEM.

2 – Se o Francisco quiser arranjar o telhado na casa da aldeia e o Google lhe disser (a ele não, mas aos “entendidos”) que a última telha do lado direito do telhado está (por 2 cm) dentro do espaço de proteção do património, que os tipos de Lisboa entenderam que aquelas duas fragas constituíam,…lixa-se tudo. Pareceres e mais pareceres…aquela telha pode impedir a manutenção das duas fragas que estarão a mais de 100 metros de distância. Deixem-se de MERDAS. Incentivem e não compliquem. O Francisco, e porque chovia na velha casa da aldeia, onde nasceu e queria recuperar…desistiu. Fica-se pelos algarves…
Preservem-se as fragas, a Catedral e o Castelo, as Mouras e os encantos...mas deixe-se mudar a telha que está partida e levantar a parede caída.

Para que servem os deputados que elegemos e que já enjoam?

Não era uma pergunta. Eu digo e respondo. Servem para tudo o que lhes interessa e para nada que nos interesse.
Adoro a carita deles quando falam para as tv´s. Tão sérios, tão convincentes. Fazem afirmações que são acima de tudo um atestado de burrice aos eleitores. Paladinos da verdade sobre assuntos em que…FALHARAM, ROUBARAM ENVERGONHARAM...só não os conseguem condenar.
Tá bem, a “Malta” gosta. Até os bajula passados tantos anos. Pensai na quantidade de anos em que determinados “personagens” são deputados eleitos para representar a vossa terra. Não há mais ninguém. EHEHEHEH, triste sina. Deus nos Céus e…eles na Terra.
SÃO ELES…os maiores responsáveis pelo subdesenvolvimento da nossa terra. CHULOS! Culpa minha, culpa nossa.

Fugi ao tema? Talvez não.

- Nas aldeias não precisamos de música sacra, nem de um ecrãn gigante, nem de um novo Padre. Precisamos da matança do porco e de fazer aguardente sem receio;
- Nas aldeias não precisamos de pavilhões gimnodesportivos. Precisamos de médico;
- Nas aldeias não precisamos de um festival por ano. Precisamos de apoio ao investimento e de caminhos transitáveis;
- Nas aldeias não precisamos de sorrisos e promessas nas campanhas eleitorais. Precisamos de água potável e saneamento básico funcional;
- Nas aldeias não precisamos de tainadas de javalis. Precisamos de técnicos que nos ajudem a alterar o paradigma das culturas.
- Um Padre, um Engº Agrário ou agrónomo, um Professor um Médico.

Áh, depois sim, venham os festivais...

...uma aldeia com 10 habitantes consegue juntar, num dia, 3000 a comer e a beber. Sim, é disso que se trata,....naquele dia escolhido...é uma "coisa" impensável e que pode, provavelmente, ser candidatada ao Guiness.

Querem "provar" o quê?

CUSTA MUITO fazer diferente? Menos que um pavilhão gimnodesportivo, menos que umas inaugurações de tretas insignificantes, menos que umas comemorações irrelevantes e sempre para os mesmos aproveitarem para encher a blusa…e umas dezenas de tainadas por ano.

Mas, acima de tudo, seria acreditar que é possível. Está escrito nalgum lado que as aldeias são um alvo a abater? Se está eu não li...e olhai que já li "muitas coisas"...

Ou então…tenham coragem e BOMBARDEIEM DE VEZ. Acabem com este tenebroso sofrimento.
Nas aldeias…precisava-se de…gente VERDADEIRA nas cidades.
A malta da cidade tem sempre para onde ir…para baixo…para o lado...para trás...em frente.
A “malta” da aldeia já lá deixa os ossos.

PAREM COM AS ESMOLAS!

Mostrem que querem que as aldeias tenham vida. Que os poucos que lá habitam vivam com dignidade, ou até com um nível de vida superior ao cidadão comum (outro dia explico porque seria legítimo)...




HM

Piratas informáticos atacam serviços na Câmara de Vinhais e pedem resgates de milhares de euros

Problema deixou os dados informáticos da autarquia todos encriptados.
Um ataque informático à câmara de Vinhais, no distrito de Bragança, tem os serviços municipais paralisados desde a manhã de terça-feira e ainda sem perspetiva de resolução, disse esta quarta-feira o presidente, Luís Fernandes.

O autarca referiu-se à situação como "um problema grave" que deixou os dados informáticos da autarquia todos encriptados e com pedido de resgate para libertar a informação e restabelecer o sistema.

"Já participámos às entidades criminais competentes e estamos agora a tentar, junto de empresas que estão vocacionadas para isso, desbloquear esta situação que causa constrangimentos muitos grandes", explicou à Lusa.

Até o problema ser resolvido, "todos os processos informáticos e toda essa área que hoje é vital para o funcionamento de qualquer serviço está bloqueada", como indicou ainda o autarca.

Luís Fernandes salientou que a resolução do problema acarreta custos que o município terá de suportar, mas disse não estar disponível para pagar os resgates pedidos no ataque.

"Há vários pedidos sempre de valores muito, muito altos, há casos de 20, 30 mil euros, um valor replicado por vários pedidos e alguns não foram abertos porque os informáticos aconselham a não abrir porque poderá piorar o ataque", concretizou.

A Câmara já informou os munícipes do problema no sítio oficial da Internet, todavia o presidente afirmou que tudo está a ser feito para atender as solicitações que aparecem.

Uma das principais preocupações está resolvida, como disse, e refere-se à questões dos funcionários municipais, já que o ataque coincidiu com o processamento de salários.

"Tenho já a garantia de que será feito", afirmou.

O autarca disse ainda que quando falou com a Polícia Judiciária lhe foi dito que "estes ataques estão a acontecer em vários organismos do Estado e também ao nível de privados".

Agência Lusa

NOSTALGIA

Por: António Orlando dos Santos (Bombadas)
(colaborador do "Memórias...e outras coisas...")



No passado dia 07, escrevi um texto que por razões que me surpreenderam teve alguns comentários que me sensibilizaram e que agradeço penhoradamente!
Reparo que os que me leem têm também uma grande nostalgia pelas recordações e que ao fazerem a leitura das minhas "aventuras" comparam com as vividas por eles próprios e assim recordam com mais clareza o seu tempo que coincidente ou não com aquele vivido por mim, não é de forma alguma muito diverso daquele que eu relato.
Acredito que a maioria, como eu próprio, viveram e partilharam as mais variadas peripécias com os seus condiscípulos e igualmente com adultos que forçosamente inscreveram na sua memória atos de coragem, esclarecimento e humor e também outros de egoísmo e má fé, também de presunção e convencimento que em nada os dignificou. 
A questão que hoje eu pretendo colocar aos meus amigos e a mim mesmo é simples mas pertinente. Cabe num espaço reduzido da folha onde escrevo e não deixarei de dar opinião pois revelará o que verdadeiramente se passa quando na infância e juventude retemos na memória as recordações do tempo vivido. 
Porque guardamos mais facilmente o que é "Bem" e temos dificuldade em reter o que é "Mal"?
Ora aqui vou socorrer-me do comentário do meu amigo Estácio de Araújo que me diz: - .... Recordo-me de ti no Verbo, onde aparecias à noite e "filosofávamos". Repare-se que se usa aqui o verbo filosofar e o tempo a que o Estácio se refere não era de grande abertura a filosofias e muito menos feita por jovens, sem grande Escola e pobres, o que para a petulância de alguns, era uma afronta ao seu pedantismo e convencimento. Mas a verdade é que nós filosofávamos no Verbo e o Verbo era um caso à parte. Era um caso de uma certa irreverência, de uma capacidade de comunicar única e que no meio de muitas meias verdades ele era capaz de dizer algumas verdades inteiras. Depois o discurso era inclusivo, falavam os estudantes, mas sem que os operários fossem impedidos de o fazerem ou sequer intimidados. 
O paradigma era a IGUALDADE. E eu e os meus condiscípulos fomos aprendendo a sentirmo-nos parte do todo e a praticarmos, o que me parece, hoje, ter voltado a não ser prática corrente, o elemento mais nivelador de todos, o diálogo só possível quando nos sentimos iguais aos outros, em dignidade e em direito que não provenha das designações titulares mas sim do princípio igualitário de que todo o homem é meu irmão!
No Verbo daquele tempo discutia-se Gorky, Tolstoy e Heminghway, John dos Passos e Milan Kundera e outros que a geração anterior à minha, do mesmo extrato social pura e simplesmente desconhecia. Falávamos de Jean Paul Sartre com alguma discordância nas várias apreciações e fazíamo-nos gente que transpôs o hiato de séculos de Real Academia para os Nobres em uma geração e apenas porque aprendeu a ser igual. E deixem-me dizê-lo, havia um espaço pequeno que ia muito para lá das histórias facetas que hoje ouvimos repetidas até à náusea e que eram apenas a cortina que impedia que os frustrados das Legiões e outras de igual teor, percebessem a luz que punha um Barbeiro a criar espaço e condição aos novos e aos velhos para poderem dar opinião livremente porque como no primeiro dia da Criação (Génesis-1/-3) alguém disse: -Haja Luz, e realmente houve.
Sei porque com onze anos já eu diariamente ia ao Verbo levar os pastéis, 2 dúzias de pastéis sortidos e 1 dúzia de bolos de arroz, em regra, que o ideal deste homem não se realizou, simplesmente porque a vida é realmente imprevisível e se não se acompanha o progresso técnico fica-se atrás e a saúde quando nos abandona dificilmente regressa sem deixar mazelas.
É necessário que alguém com saber bastante e ocorrem-me tantos nomes, escreva coisa que se veja sobre este homem que se chamou Cipriano Augusto Lopes, O Verbo, de maneira sóbria, e que vá à raiz que deu bom fruto, mas à qual o clima cerceou o renovo que foi estiolando até que se finou já quase no olvido dos homens e do tempo!
Um dia, teria eu onze anos entrei com a caixa dos pastéis. O Verbo quando me viu, quedou-se sério a olhar para mim. Pousei a caixa no balcão dei as boas horas e oiço o Verbo perguntar-me: -Quem te cortou o cabelo? Sério, como que zangado, a sua face era a imagem impressa do que será a indignação. Respondi, foi o barbeiro da Rua Direita. Pegou-me num braço e disse: -anda comigo. E eu fui ! Chegados, disse ao Barbeiro: -Você não tem vergonha de cortar o cabelo ao garoto e deixar esta vergonha que o seria na cara de qualquer rústico das aldeias? O Barbeiro quis responder, mas de novo o Verbo, zangadíssimo lhe ordena: -Deixe sentar o garoto e ponha uma tesoura e a navalha da barba, limpas e desinfetadas na bancada que vou tentar minimizar este crime! Com as vozes exaltadas desceu a mulher as escadas, pois viviam por cima do Soto. Quis saber o que se passava mas o Verbo ripostou de navalha na mão: -Suba as escadas que isto não é assunto de mulher e faça-o rápido senão rapo-lhe o cabelo a si. Ela virou costas e galgou-as duas a duas.

O Barbeiro estava como o soldado na formatura, hirto nem tugia nem mugia, quiçá incrédulo do que se passava. Começou então a tarefa de nivelar o cabelo, primeiro com a tesoura e no final com a navalha rapou-me o pescoço e quando terminou eu parecia de novo o "Garoto do Bombadas" como escrevia o Malã na folha de papel com a medida das botas. Levantei-me e o Verbo falou de novo para o Fígaro desnaturado: -Amanhã escrevo uma carta ao Sindicato, conto o que fizeste e peço para te cassarem a Carteira Profissional. Saímos ambos e depois de colocar os pastéis num tabuleiro em cima do frigorífico, Phillips de cor vermelha, pagou-me e disse-me: Diz ao teu pai que não te mande mais a esse camelo de duas bossas que é a vergonha dos Barbeiros de Bragança.
Esta era a maneira de ser de um homem que se chamava Verbo, (porquê?), foi aluno, foi Barbeiro, taberneiro, marido, pai e auto didata com um coração onde cabia o mundo e tinha lugar privilegiado a gente da sua terra. E mais, músico e amante de tangos Argentinos, tendo -me ensinado as letras de El Choclo e Corrientes 3-4-8 (Tango à Média Luz.




V. N. de Gaia, 09 de Outubro de 2019
A.O. dos Santos
(Bombadas)

Carrazeda de Ansiães – muitossss anos de história

Decidi viajar mais a norte, fui até Carrazeda de Ansiães, uma vila bem portuguesa do distrito de Bragança. Um time off na vila, na vila amuralhada. Sim, Carrazeda conta com cerca de 5000 anos de história e de vida, devido ao seu monumento mais distintivo, classificado como Monumento Nacional, o Castelo de Ansiães, uma antiga vila medieval fortificada e onde ‘tudo iniciou’. Tudo, ali, em Ansiães (risos).

A VILA
O dia estava bonito e iniciei a visita bem no centro da vila, hoje deslocada cerca de 5km da sua origem, do castelo. Passeei junto ao pelourinho e à fonte de sereias, duas estruturas graníticas elegantes muito próximas e com significado. O pelourinho marcou e marca a sede de concelho e a fonte é um chafariz com quatro sereias dispostas verticalmente.

Circulei por ali, pelo centro histórico, pelas suas ruas estreitas e casas típicas. Casas acolhedoras, casas coloridas, e casas com Vida. Casas portuguesas! E fotografei, como o faço quase sempre (risos). Também visitei a igreja matriz, a igreja de Santa Águeda e subi até ao moinho de vento, um ponto de interesse e de visita que foi responsável por moer muito do trigo produzido nos campos circundantes da vila. Além de ser um monumento que serviu o concelho e esteticamente feliz, está localizado num sítio privilegiado. Sim, para mim os moinhos são sempre monumentos com associações ‘saudáveis’, naturais, produtivas e ‘bonitas’. Este, não foi excepção. Tinha isso tudo e tinha uma vista desafogada sobre a vila. Uma espécie de miradouro.

O  CASTELO
Dali, e de carro, num percurso de cerca de 10 minutos cheguei ao Castelo de Ansiães. Um  povoado gigantesco, constituído por duas linhas de muralhas e muitas ruínas. Explorei o seu interior, andei de muralha em muralha, saltei entre ruínas, e ainda fotografei algumas das suas portas de acesso. Afastado da atual vila e de vida humana, está pronto a receber. Também entrei na igreja de São Salvador, um templo românico com um portal principal singular. E despedi-me a desfrutar da vista desafogada de cima das muralhas. Lá, parei e ‘gritei’ – haja vida, haja história e haja time(s) off – (risos)!











Os produtores e agricultores do município de Vila Flor tiveram acesso a uma sessão de esclarecimento sobre pequenos investimentos nas explorações agrícolas

VIII Feira do Azeite e do Figo na aldeia do Lombo

Mirandela tem o primeiro Café Memória do interior de Portugal

O município de Mirandela é o primeiro do interior de Portugal a integrar a rede do projeto Café Memória que, a partir de novembro, prestará apoio a doentes com demência e cuidados, foi hoje anunciado.
No terceiro sábado do mês, a partir de 16 de novembro, o espaço abrirá portas, na cidade de Mirandela, de forma gratuita e sem inscrição prévia para partilha de experiências e angústias daqueles que lidam com um problema que afeta doentes e cuidadores.

O Café Memória é um projeto que a Associação Alzheimer Portugal começou, em 2013, e que funciona atualmente em 22 locais do país, incluindo Mirandela, no distrito de Bragança.

A demência tem um peso significativo entre a população envelhecida do distrito de Bragança, representando mais de metade das oito mil consultas anuais de Neurologia na Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste, segundo a médica da especialidade Ilda Matos.

As estimativas indicam que 160 mil pessoas sofrem desta doença em Portugal, o quarto país com mais casos na OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico.

De acordo com a neurologista, a nível de fármacos os doentes portugueses têm todas as respostas disponíveis, mas estão longe “do que se faz noutros países no que toca a necessidades como terapias ocupacionais e reabilitação cognitiva, além do apoio ao cuidador”.

O Café Memória não dá respostas clínicas, mas é encarado pela médica como uma ajuda, sobretudo no apoio a quem cuida destes doentes.

“À medida que a doença avança, quem começa a consumir mais tempo nas consultas é o cuidador, que não sabe como é que há de lidar porque o doente um dia não quer tomar os remédios, outro dia não dorme e anda a passear pela casa de noite, e o cuidador começa a ficar, muitas vezes deprimido, ansioso, a dizer: ‘eu se calhar estou a ficar doente como ele’”, contou Ilda Matos.

Na opinião da neurologista, o problema é que muitas vezes estas pessoas “não têm ninguém com quem falar e ainda há algum estigma associado à demência, ainda há algum preconceito, um esconder do doente”.

“O facto de os doentes e o cuidador poderem partilhar com outra pessoa, que tem a mesma experiência, que tem a mesma vivência, é fundamental para o doente e para o cuidador. Melhora o cuidado ao doente e melhora a saúde mental do cuidador”, considerou.

O responsável pelo projeto a nível nacional, Luís Durães, sublinhou que o Café Memória “não pretende ser uma clínica da memória, um espaço de consulta ou de acompanhamento individual de casos”.

“É um espaço informal, não há qualquer tipo de inscrição prévia ou pagamento, não há obrigatoriedade de participar na sessão toda ou em todas as sessões”, indicou.

O projeto funciona com equipas de voluntários, entre eles dois técnicos que acompanham os participantes nas sessões destinadas a disponibilizar informação, partilha de experiências, suporte emocional e apoio mútuo.

“Estas duas horas são para muitas pessoas o único balão de oxigénio que existe numa vida inteira a cuidar desta problemática. É um lugar onde conseguem sair com o seu familiar, retomar um momento social, partilhar emoções e sentir que do outro lado da mesa alguém as compreende e encontrar informação que pode ajudá-los a lidar melhor com esta doença”, explicou.

Segundo disse Luís Durães, a questão que tem ficado evidente entre os mais de 3.300 participantes nos últimos sete anos nos cafés memória espalhados pelo país é a “enorme carência de respostas sociais e da saúde direcionada para as pessoas com demência, quer seja nos grandes centros urbanos, quer seja no interior”,

Aqueles que lidam com a problemática estão “esperançosos com a nova estratégia para as demências em Portugal e com os planos regionais que estão prestes a ser lançados”, acrescentou.

Mirandela já tinha um Gabinete de Apoio à Doença de Alzheimer e disponibiliza agora o espaço Café Memória, que contou com o apoio de “várias empresas e instituições por uma questão social e de solidariedade”, como realçou a presidente da câmara, Júlia Rodrigues.

in:diariodetrasosmontes.com
C/Agência Lusa

População de Felgar percorre 50km para aceder a propriedades da barragem do Baixo Sabor

A população da aldeia de Felgar, Torre de Moncorvo, queixa-se da falta de acessos às propriedades causada pela construção da barragem do Baixo Sabor.
Para aceder aos terrenos da margem direita têm que percorrer cerca de 50km. Algumas propriedades ficaram mesmo ao abandono.

“O nosso acesso para tratar das propriedades da margem direito do rio é ir da estrada de Felgar até um pouco abaixo da zona industrial de Torre de Moncorvo, indo à Cardanha, passar ao lado da Adeganha, de seguida Gouveia, depois Cabreira, seguir a estrada até aos Picões e só depois descer às ladeiras”, explicou o habitante de Felgar, António Pombo.

José Rachado tem terrenos na margem direita da barragem e mostrou-se insatisfeito por ainda não terem sido repostos os caminhos. Contou que 10 hectares de terreno ficaram ao abandono devido à falta de acessos, que deixaram de ser construídos, uma vez que estavam a causar impacto ambiental, segundo a Agência Portuguesa do Ambiente. Para José, formado em engenharia ambiental, o impacto apresentado não faz sentido nenhum.

“A EDP trouxe aqui uma equipa da APA a dizer que não autorizava os acessos por causa de uma série de coisas que não fazem sentido nenhum. Eu sou licenciado na área do ambiente e até me ri com o que disseram. Tudo que se faz tem um impacto, só que se pega nesse impacto para não se fazer as obras”, disse.

José Rachado defende ainda que os autarcas de Torre de Moncorvo e Felgar não se preocuparam com os contras da construção da barragem.

Contactada a EDP respondeu que os acessos construídos estão “de acordo com o projecto” e que “não está prevista a construção de mais acessos às propriedades agrícolas nessa área”.

Quanto ao presidente da junta de freguesia e da câmara de Torre de Moncorvo ainda não foi possível, até à data, obter as declarações.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Ângela Pais

Autarquia de Mirandela vai criar Conselho Municipal de Agricultura

A câmara municipal de Mirandela vai criar o Conselho Municipal de Agricultura, um órgão que agrega um conjunto de agentes económicos e sociais que estão envolvidos nas actividades do sector primário, nomeadamente agricultura, pecuária, produção florestal, caça e pesca nas águas interiores.
“Estamos em crer que o que falta é organizar e articular as várias produções e ganhar escala para que possamos sob o ponto de vista de uma cooperativa ou sob o ponto de vista de uma empresa, que agregue vários produtores, se possa caminhar para a concentração da produção tendo em vista a comercialização”, referiu a autarca de Mirandela, Júlia Rodrigues.

O primeiro passo para a criação deste conselho municipal de agricultura já foi dado com a aprovação, em reunião do executivo, no passado mês de Setembro. A autarca sublinha a importância crescente deste sector no concelho e acredita que há condições para um aumento exponencial da produção de frutos secos.

“Temos fundamentalmente produção e amêndoa, também começamos a ter pistácio e acreditamos que com toda a dinâmica que temos quer nos jovens agricultores, quer nos agricultores e empresários agrícolas temos melhores condições para a produção e frutos secos”, acrescentou.

E para que esse aumento da produção se torne numa realidade, Júlia Rodrigues é necessário aumentar a área de regadio que já está previsto avançar no concelho, em 2020, no âmbito do Plano Nacional de Regadio, e que representa um investimento superior a 11 milhões de euros.

“Temos neste momento o projecto do Navalho, que andará aproximadamente à volta de 11 milhões de euros e um regadio tradicional na freguesia de Contins que é um regadio bastante mais pequeno e com outras características, mas com um investimento aproximado de 350 mil euros”, explicou.

O Conselho Municipal de Agricultura foi apresentado no II simpósio nacional de frutos secos, que aconteceu em Mirandela, e onde também ficou patente que uma das estratégias para sustentar estas culturas passam precisamente pelo aumento da capacidade de regadio.

Escrito por Terra Quente