quarta-feira, 28 de junho de 2017

Quintanilha Rock - 2017

São Pedro 2017 | Diário 3 Festival de Concertinas com a Onda Livre

G.D.B. - Parte do Plantel 2004/05

Adesão de Bragança à Associação Nacional de Assembleias Municipais gera discórdia entre os deputados brigantinos

A associação Nacional de Assembleias Municipais continua a dar que falar. Depois de em Torre de Moncorvo os deputados municipais terem chumbado a adesão à associação nacional, em Bragança o tema também gerou discórdia.
Era um dos assuntos da ordem de trabalhos da assembleia municipal de Bragança ontem, mas a polémica foi rapidamente levantada com muitos deputados a questionar o presidente da mesa da assembleia, que pediu votos favoráveis aos presentes. Bruno Veloso, deputado do Partido Socialista, foi um dos mais interventivos e que se opôs à adesão, por considerar que há muitas ambiguidades nos estatutos. “Tem estatutos que são absolutamente orgânicos, não descrevem objecto absolutamente nenhum, nem qual o propósito, nem o interesse e muito menos a dimensão que se queira dar a uma associação desta natureza, podia ganhar credibilidade se um conjunto de assembleias aderissem mas não sabemos para que propósito.”
O deputado socialista refere ainda o facto de se reivindicar que a associação nasceu em Trás-os-Montes, mas que tem sede no Porto. Para Bruno Veloso, o tema levado a discussão em assembleia não tem sentido pela “falta de credibilidade e de utilidade.”
“Não me recordo de ter discutido uma coisa tão sem pés nem cabeça, estamos a falar de uma proposta que não se sabe de onde vem, quem são os seus mentores, aqui foi perguntado e não foi dito. Entendemos que há duas ou três pessoas que participaram nela. Isto é uma associação que se inicia com um conjunto de pessoas que formam uma associação privada, para fazer uma associação de presidentes de assembleias municipais, para gerar algum circuito de poder, eventualmente”, refere.
O deputado considera que todos os princípios desde a recomendação de votação até aos estatutos são antidemocráticos.
Da bancada do PSD Júlio de Carvalho também interveio, dizendo que não vê nada positivo nesta associação nacional, mas pediu à sua bancada que votasse a aprovação para o assunto ser levado a reunião de câmara.
“Com toda a franqueza e rigor, não tem um objectivo definido, o que é fundamental numa associação e não tem receitas próprias. Portanto, eu votei a favor só por uma razão, não se decidiu já a adesão da assembleia municipal a esta associação de municípios porque está dependente de uma decisão da câmara. E depois como foi uma iniciativa do presidente da mesa da assembleia municipal de Bragança e de outros do distrito, eu entendi que não devíamos afastar-nos do processo. 
Para já foi aprovado por maioria que o assunto seja levado a reunião de câmara, e se for aprovado aí a adesão vai ter a votação final na assembleia municipal. 

Escrito por Brigantia

Terreno destinado a depósito de matéria biodegradável usado para deixar lixo doméstico

Um terreno terraplanado, pertencente à câmara municipal de Macedo de Cavaleiros, está a transformar-se numa lixeira.
O espaço, perto da Estação de Tratamento de Águas Residuais da cidade, tinha como objetivo o depósito de material biodegradável, mas há quem esteja a transgredir. O deputado municipal do PS, Fernando Castanheira Pinto, levou o assunto a reunião camarária.

No caminho para Castelãos, e tenho alertado várias vezes a Câmara para isso, há uma zona que foi terraplanada com o intuito de colocar restos de vegetação, de jardinagem, quer os privados que a própria Câmara.

Está-se a transformar numa autêntica lixeira, com a deposição de materiais que não são biodegradáveis, e que aquele não é o local próprio para ser depositado. De uma forma, digamos, irregular e ilegal, está a ser colocado lixo, e a transformar-se numa lixeira, o que para Macedo não é bom, para a nossa envolvente e para quem passar por ali. É um caminho onde passa muita gente, a andar a pé, no seu exercício físico.

A Câmara tem que acautelar estas situações, e ter maior vigilância sobre os locais onde estão a ser depositados estes materiais que não podem ter este destino.
No local, comprova-se a existência de resíduos domésticos, e outros, amontoados. Manuel Gemelgo, que por ali vai todos os dias, a um espaço contíguo a este do qual é proprietário, descreve o que diz ser a rotina.

Todos os dias aparece aqui gente a deixar lixo. Também os jardineiros, e isso é de conhecimento da Câmara. Mas esse não é o problema. O problemas são, por exemplo, coisas mortas que aparecem aí, e plástico. Quando vem um dia de vento, parece um demónio, com os plásticos todos a voar.
Conta que por vezes o lixo chega a impedir a entrada neste terreno.

Agora está limpo aqui na entrada, mas, se calhar amanhã já há ali no meio um monte de lixo, pedras ou outras coisas.

Falta civismo por parte das pessoas, que deviam ter mais cuidado. Há materiais que, acho eu, deve ser proibido deitar para aqui. Chega aqui um carro qualquer, ou mesmo um trator, que pode trazer lixo, e no meio, outras coisas.
O município que já terá procedido a limpezas no local, mas certo é que tudo acaba por voltar ao mesmo.

Na reunião de câmara onde este assunto foi debatido, houve o compromisso de averiguar e mitigar esta situação.

Escrito por ONDA LIVRE

Três instituições de ensino portuguesas entre as 50 melhores do mundo nas suas áreas científicas

Universidades de Lisboa e Porto e o Politécnico de Bragança no topo do ranking de Xangai por disciplinas. Engenharia Naval do Instituto Superior Técnico é a terceira melhor do mundo.
A Engenharia Naval do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa é a terceira melhor do mundo e há outras cinco áreas científicas em que as instituições de ensino superior nacional estão no Top 50. O ranking de Xangai, o mais antigo e prestigiado do mundo, divulgou na madrugada desta quarta-feira a sua lista especializada por disciplinas que conta com uma forte representação nacional. São 138 cursos de 14 instituições de ensino superior entre os melhores classificados de cada especialidade.

Portugal tem representantes em 37 das 52 disciplinas avaliadas pelo ranking de Xangai nestas listas especializadas. A Universidade de Lisboa é a que tem melhor prestação acumulando 21 lideranças a nível nacional. Seguem-se a Universidade do Porto, que é a melhor portuguesa em cinco áreas, e a de Aveiro, em destaque em quatro áreas científicas.

A fusão entre a Clássica e a Técnica, que deu origem à Universidade de Lisboa, há três anos tornou a instituição “mais abrangente”, defende o reitor António Cruz Serra, o que ajuda a ter uma representação transversal nas várias disciplinas que são aliadas pelo ranking de Xangai, já que havia áreas nas quais as instituições de origem eram já as melhores nacionais nesta lista.

Há outras áreas em que a união resultou num resultado mais positivo, como é o caso da disciplina de recursos hidrográficos, em que a Universidade de Lisboa é a 18.ª do mundo, para isso contribuindo especialidade de Hidrologia do Instituto Superior Técnico e Biologia Marinha da Faculdade de Ciências.

Melhor resultado para a Universidade de Lisboa
É também da Universidade de Lisboa a disciplina em que Portugal consegue o melhor resultado neste ranking, é na área de Engenharia Marítima, na qual fica em 3.º lugar a nível mundial fruto do trabalho feito na Engenharia Naval do Instituto Superior Técnico. Esta universidade é também a melhor nacional nas áreas de detecção remota (8.º) e na engenharia civil (43.º), uma lista em que Portugal consegue ter seis representantes.

Ao todo, há 14 instituições de ensino superior nacionais nas listas especializadas do ranking de Xangai. Destas, 12 são universidades públicas. De resto, entre as universidades, apenas a da Madeira não consegue entrar em pelo menos uma destas listas dos 500 melhores do mundo em cada área.

O Instituto Politécnico de Bragança é a única instituição politécnica listada. No sector privado, só a Universidade Católica cumpre os critérios do ranking chinês. Ambas as instituições aparecem na lista de Ciência e Tecnologia Alimentar. “É uma das áreas mais fortes do instituto e não me surpreende que esteja entre as melhores do mundo”, comenta o presidente do Politécnico de Bragança, João Sobrinho Teixeira.

“Temos feito um grande investimento no Centro de Investigação de Montanha, em ligação com o território da região e isso está a dar frutos”, valoriza o mesmo responsável. A instituição já tinha estado em destaque no ranking de Leiden, publicado no mês passado, e agora junta-se às universidades de Lisboa e Porto como uma das três instituições que consegue colocar-se entre os 50 melhores do mundo nas diferentes disciplinas.

A área de Ciência e Tecnologia Alimentar é a área em que Portugal mais se destaca ao conseguir colocar nove instituições entre as 500 melhores do mundo. O Porto é o melhor classificado nacional nesta disciplina, com a 11.ª posição a nível global. Também o Politécnico de Bragança (50.º) está entre os 50 melhores. Seguem-se a Universidade de Lisboa, no intervalo entre os lugares 51 e 75, a Universidade do Minho (76-100) e as universidades Católica, Nova de Lisboa e de Aveiro (101-150). Entram também na lista desta área a Universidade de Coimbra e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, que estão entre o 201.º e o 300.º lugar.

A segunda área com mais representantes portugueses no ranking de Xangai está também relacionada com comida. É nas Ciências Agrárias, na qual Portugal tem sete representantes. Lidera, a nível nacional, a Universidade de Lisboa (no intervalo 51-75), seguindo-se a Universidade do Porto (151-200). As universidades Nova de Lisboa, do Algarve, de Aveiro e de Coimbra estão todas entre o 301º e o 400º lugar. No último intervalo (401-500) surge a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Portugal tem ainda um outro curso entre os 50 melhores na sua área: o de Engenharia Química da Universidade do Porto, que é 29.º a nível mundial.

Em termos internacionais, as listas do ranking de Xangai são dominadas pelas instituições dos EUA, que lideram em 32 das 52 disciplinas avaliadas. A instituição com melhor desempenho é a Universidade de Harvard (EUA), que está à frente em 15 disciplinas, entre as quais sete nas Ciências Sociais e quatro na área de Saúde.

No ranking de Xangai por disciplinas surgem mais de 1400 universidades de 80 países. A edição de 2017 deste ranking mantem a metodologia de anos anteriores, baseando-se em indicadores de produtividade científica e qualidade da investigação, como o número de publicações, as publicações editadas em revistas de grande impacto e o número de citações. Os dados bibliométricos são do banco de dados InCites. São também levadas em consideração a colaboração internacional mantida pela instituição e grandes prémios académicos atribuídos ao corpo docente e de investigação das universidades avaliadas.

Samuel Silva
Jornal Público

Plataforma 'ChaveIn' ajuda a identificar a flora portuguesa

Já está disponível a plataforma ChaveIn, um sistema interativo de identificação da flora portuguesa com destaque para a região Norte.
É uma nova ferramenta acessível, de utilização simples, que permite uma fácil identificação destes recursos biológicos, não só pela comunidade científica, mas pelo público em geral.


Dezenas de pessoas 'zumbaram' a favor da APADI de Bragança

Em Bragança foram muitos os que participaram numa aula de zumba solidária.
O valor angariado revertou a favor da Associação de Pais e Amigos do Diminuído Intelectual (APADI) do concelho que assim conseguiu adquirir um novo equipamento.

Tribunal da Relação mantém sentença da dona do animal usado na Queima do Gato

O tribunal deu como provados a maioria dos factos que constam na acusação e condenou Rosa Santos, de 64 anos, a uma pena de 90 dias de multa, à razão diária de cinco euros, o que perfaz um total de 450 euros, que podem ainda ser substituídos por trabalho a favor da comunidade. multa, traduzidos no pagamento de 450 euros, a Rosa Santos, a dona do gato usado na Queima do Vareiro, na aldeia de Mourão, em Vila Flor, nas festas de S. João, a 24 de junho de 2015, que deram origem a grande polémica nas redes sociais.
Rosa Santos, de 65 anos, foi condenada em primeira instância pelo Tribunal de Vila Flor a 23 de novembro de 2016, mas recorreu da sentença.

Glória Lopes
in:mdb.pt

Casal deu seis prédios à neta para não pagar dívida ao banco

O Ministério Público na Comarca de Bragança deduziu acusação contra um casal, imputando-lhes a prática, em co-autoria, de um crime de insolvência dolosa.
De acordo com a acusação, os arguidos, no dia 28 de dezembro de 2012, alienaram gratuitamente a uma neta seis prédios urbanos, com o intuito concretizado que tais bens respondessem por avais de créditos de instituição bancária a que se tinham obrigado, nos montantes de €39 597,93 e €7 230,75.

Glória Lopes
in:mdb.pt

terça-feira, 27 de junho de 2017

Este trabalho do Sm’arte - II Festival de Street Art de Bragança é, simplesmente, FABULOSO

Semana Gastronómica do Mel

A RAIA QUE OS PARTA…

Artificiais são quase todas as fronteiras, muitas vezes fruto de decisões conjunturais que, nalguns casos, prevaleceram por séculos, apesar de impulsos vitais para lhes apagar o risco separador. Noutros casos foram oscilando, ao sabor de ventos da história, deixando sempre rasto de amargura.

Também o território português foi desenhado a golpes de espada ou em resultado de tranquilidades momentâneas, compradas por medos e submissões, instalando rotinas que se tornaram memórias, desligando povos, cortando raízes, erguendo ameaças e promovendo dissensões.

Hoje facilmente se percebe que é tempo de encontrar outras formas de organização do espaço e das gentes, até porque se sentem, como nunca, os efeitos nefastos de raias impostas, especialmente para os que aqui se mantiveram, pouco podendo contra centralismos reiterados e, por isso, assistindo ao mirrar das terras, na medida do seu esvaziamento que alimentou monstros cabeçudos.

Aparentemente até os responsáveis pelo agravamento da macrocefalia das capitais estão a sentir que é preciso arrepiar caminho, mas não demonstram a força nem a determinação necessárias, ficando-se por piedosas intenções, ao mesmo tempo que retomam a ladainha que aponta às vítimas de décadas e séculos de marginalização a responsabilidade das condições a que se chegou.

Não será esse o caminho. De uma vez por todos é preciso que se reconheça que a inversão da situação das zonas raianas depende principalmente de decisões dos dois estados (Portugal e Espanha), que as foram empurrando para a tragédia que tende a agravar-se. Porque, afinal, ninguém quer, deste ou do outro lado da raia, avançar para medidas que seriam vitais para que se possa pensar nalgum futuro.

Há dois territórios que lideram o ranking do abandono: o distrito de Bragança e a província de Zamora. Era aqui que se devia ter garantido uma discriminação positiva que suportasse a revitalização do tecido económico, conjugando redes de transportes, promoção de investimentos produtivos e a valorização patrimonial e turística.

Não estamos exactamente nas mesmas condições e o nordeste transmontano apresenta debilidades mais graves do que as terras zamoranas, mas o destino pode ser fatal dos dois lados da raia. Por isso não se entende que, na recente cimeira ibérica, os problemas destes dois territórios tenham sido simplesmente ignorados, levando mesmo a que do lado espanhol haja a denúncia de promessas de agendamento não cumpridas, traduzindo um desprezo pouco consentâneo com as ilusões vendidas quando se faz a festa da localização privilegiada destes territórios raianos.

Olhando com frieza a realidade até onde a vista alcança, sente-se que já estamos quase no ponto sem retorno. Mesmo onde ainda há vida, já se respira a custo. Se nada for feito até os centros médios, como as cidades do eixo da A4, do nosso lado e a envolvente de Zamora poderão entrar em decadência irreversível.

A raia partiu-nos. Não admira que queiramos, ao menos, que os responsáveis vão eles próprios para a raia que os parta.


Por Teófilo Vaz
in:jornalnordeste.com

Reserva da Biosfera da Meseta Ibérica com dois milhões garantidos

São dois milhões de euros de financiamento para preservar, qualificar, promover e garantir a implementação de uma nova dinâmica económica assente nos valores naturais, patrimoniais e culturais das regiões transfronteiriças.
O ZASNET – Agrupamento Europeu de Cooperação Transfronteiriça tem aprovada uma candidatura com uma dotação financeira de dois milhões de euros para proteger, valorizar e promover o património cultural e cultural do território, como suporte de base económica do território que integra a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Meseta Ibérica. 

A candidatura, agora aprovada, foi submetida ao Eixo Prioritário III- Crescimento Sustentável, através da Cooperação transfronteiriça, pela prevenção de riscos e melhoria da gestão dos recursos naturais. 

Uma das ações mais emblemáticas é a candidatura a Património da Humanidade das Máscaras e Festas de Inverno de toda a zona da fronteira. Aliás, o Governo Espanhol já declarou as Máscaras como Património Cultural e Imaterial do país. Do lado português, esse trabalho também está em curso, a cargo da Secretaria de Estado da Cultura.

Mas o plano de ação traçado prevê também, por exemplo, a criação de uma marca de qualidade turística inovadora, com a certificação BIOSPHERE RESPONSIBLE TOURISM para todo o território integrado no ZASNET, que pode e deve ser usada por entidades públicas e privadas.

Sendo o turismo cada vez mais visto como potencial motor dinamizador da economia, existe, também, a intensão de garantir uma forte interligação entre este setor e, por exemplo, a agricultura e a agropecuária. Nesse sentido, está prevista a criação de uma plataforma logística de produtos agroalimentares com marca de qualidade e a implementação no território do conceito “slow food”, defendendo uma gastronomia saudável e saborosa, procurando ligar o saber do passado, a herança gastronómica do território, com o contemporâneo e o futuro. 

Outro dos aspetos importantes é a formação dos agentes económicos locais, para que sejam capazes de valorizar os seus produtos, trabalhar de forma coordenada, conquistar novos mercados e com isso conseguir maior sustentabilidade e rentabilidade das suas atividades, procurando-se, assim, garantir a fixação de pessoas e até a criação de novos postos de trabalho. Nesta formação está também prevista a interpretação da natureza e do património, por se considerar imprescindível que cada um dos agentes locais saiba falar e valorizar o próprio território.

Para preservar memórias e promover recursos vão também ser criados quatro centros interpretativos do território. Espaços estratégicos que facultam aos visitantes toda a informação necessária para que possam vivenciar o território de forma plena, com toda a informação necessária para que a sua experiência seja mais interessante. A este investimento associa-se um plano de sinalização do território, orientativo e informativo. 

A organização da oferta está patente em cada uma das medidas a implementar, reconhecida que é a necessidade de começar a trabalhar de forma conjunta e devidamente coordenada. Este projeto que, agora, começa a ser implementado deve estar concluído até finais de 2018. 

Recordamos que a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Meseta Ibérica engloba 12 municípios do Nordeste Transmontano: Alfândega da Fé, Bragança, Carrazeda de Ansiães, Figueira de Castelo Rodrigo, Freixo de Espada à Cinta, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Vila Flor, Vimioso, Vinhais; 48 municípios da província de Zamora e 27 municípios da província de Salamanca.

Bruno Mateus Filena
in:disriodetrasosmontes.com

Nós Transmontanos, Sefarditas e Marranos - AGOSTINHO DA FONSECA (CHAVES, 1614 – VENEZA, D. 1681)

Agostinho da Fonseca terá nascido em Chaves, por 1614. Era filho de Mariana de Almeida, originária de Castro Roupal, termo de Bragança e do Dr. João Soares, natural de Chaves, médico de profissão. Dos irmãos de Agostinho conhecemos António Fonseca, nascido por 1620 e Luísa da Fonseca.

Falecendo o Dr. Soares, Mariana dirigiu-se com os filhos para Madrid, terra onde seu pai, António Lopes de Castro, também vivera e acabou por falecer em 1595. Em Madrid vivia já uma boa parte de seus familiares, nomeadamente os Cortiços Villasante, todos trabalhando em uma rede de negócios que dava pelo nome de “Casa Cortiços”, superiormente gerida por Manuel Cortiços, sobrinho de Mariana, filho de sua irmã Luísa de Almeida. (1)

Dentro da própria família casou também Agostinho da Fonseca, com sua prima direita, Mariana Ferro Villasante, filha de sua tia Mência de Almeida, assim se estreitando ainda mais os laços entre ele e a Casa Cortiços onde, obviamente, ficou também a trabalhar.

A irmã, Luísa da Fonseca, foi para Sevilha viver, em casa de sua tia Guiomar da Fonseca. Viria a casar com Agostinho Soares que, igualmente, trabalhava em Madrid, na área financeira da Casa Cortiços. O irmão António da Fonseca casou com Francisca da Paz e foi viver para a cidade de Antuérpia, trabalhando na delegação da empresa dos Cortiços Villasante na região da Flandres.

Um dos projetos então traçados visava a abertura de uma delegação da “Casa Cortiços” na cidade-estado de Veneza, que então se afirmava como uma grande potência comercial, entre o ocidente e o médio oriente. Coube a Agostinho Fonseca dar corpo a este projeto, para ali se transferindo em 1634.

Mas não se pense que Agostinho era um mero agente ou funcionário da Casa Cortiços. Não, à boa maneira da gente de nação, ele era um empresário e empenhava-se em construir a sua própria carreira e fazer a sua própria casa. Era um homem desejoso de subir na vida, ganhar prestígio e poder.

Mas não era fácil conseguir uma posição de relevo numa sociedade estratificada como a de Veneza onde todo o poder político estava nas mãos de uma classe, a dos “patrícios” que tinham o nome inscrito no “Livro de Ouro” e onde apenas podiam ser inscritos os filhos varões dos mesmos “patrícios”.

Nesta Veneza republicana e profundamente aristocrática, o lugar dos judeus era o “gueto”, palavra e realidade que terá nascido mesmo ali. Numa zona de penumbra, ou de fronteira entre o “gueto” e a “cidade”, aparecia a “nação portuguesa” formada por endinheirados mercadores cristãos-novos fugidos da inquisição, uns com ideia de se fazer judeus e entrar no “gueto”, outros sonhando entrar para a classe dos “patrícios”.

E este foi nitidamente o plano de promoção social traçado por Agostinho Fonseca para si e seus descendentes. Dinheiro e sucesso empresarial, manifestamente não lhe faltavam, sendo o próprio “Conselho” do governo da cidade a reconhecer o extraordinário papel de Agostinho em socorro dos lanifícios Venezianos que então atravessavam uma grande crise. Como agente da “Casa Cortiços”, apresentava-se como o maior importador de lãs de Espanha. Por outro lado, aliando-se a empresários têxteis Venezianos, Agostinho conseguiu o privilégio da produção e venda de panos ditos “Holandas” em Veneza.

Porém, um grande mercador, também podia ser olhado como um contrabandista e sustentáculo da rede de informadores do inimigo estado espanhol. Aliás, os ordenados aos embaixadores de Espanha em Veneza eram exatamente pagos por Fonseca. Facilmente se poderia também estabelecer ligação de Agostinho aos judaizantes, especialmente quando, no seguimento da morte de Manuel Cortiços, a viúva, D. Luísa Ferro foi presa pela inquisição espanhola, acusada de ter dado esmolas aos pobres da nação por morte de seu marido. Esta prática ritual que era prova do seu marranismo, permitiu a ligação da casa Cortiços com a comunidade sefardita  do estrangeiro.  Uma nota em particular referia um seu parente hebreu residente em Veneza, Juan ou Agostinho da Fonseca, que havia dado milhares de ducados ao pobres do gueto de Veneza e à comunidade sefardita de Livorno .

Em sua defesa saiu Giovanni de Conti, pároco da igreja de San Geremia, atestando a boa conduta cristã  do senhor  marquês Agostinho da Fonseca, que residia na sua paróquia, em uma residência contigua à zona do gueto, na área San Giobbe que dava de frente com uma das entradas para o chamado  “Ghetto Novo”. Afirmava aquele padre que sempre o havia visto frequentar a missa e comungar, efetuado ainda numerosas doações à igreja e à confraria do santíssimo sacramento, onde exerceu  as funções de mordomo em 1646. O mesmo cargo exerceu também seu cunhado, Agostinho Soares, em 1660, depois de sua transferência de Madrid.

Como entraria então para a classe dos patrícios um mercador vindo de Espanha, vivendo na fronteira do “gueto”? Fácil! Os aristocratas do “Grande Conselho” a quem competia decidir, não resistiam a um título de nobreza. E foi isso que fez Agostinho. Conseguiu que o rei de Espanha lhe concedesse o título de marquês e em Itália comprou, por 20 000 ducados, um “senhorio” em Turino. E nessa qualidade de marquês de Turino, foi admitido na classe dos “patrícios”. Rápida e grande foi a sua ascensão social e a construção do seu “senhorio” (espécie de morgadio) em Veneza, efetuando-se a sua entrada para o patriciado no ano de 1665.

Isso não significou qualquer corte com a Casa Cortiços que continuou a servir, investindo qualquer coisa como 190 000 ducados nos anos de 1667 a 1669 na compra de imóveis na cidade lagunar e na chamada “terraferma”.

Rápida e grande foi também a queda do mesmo “senhorio”. E esta realidade aparece muito vincada no seu testamento. Por um lado surgiram divergências e disputas financeiras com a família Cortiços. Por outro lado, os dois filhos varões que sobreviviam, foram por ele excluídos da herança. O mais velho, Sebastião, nascido em 1651, foi afastado por ser extravagante e não querer casar, ato obrigatório para inscrição do seu nome e descendência varonil no “Livro de Ouro” e o segundo, Giovanni Daniel, por ser muito pequeno, pois contava apenas 10 anos à data do falecimento do pai.

Na falta de filhos, pensou Agostinho em sua filha Isabel que desejava casasse com um filho de seu irmão António Fonseca, chamado Giovanni António, nascido em 1660 e que, embora morasse na Flandres, conseguiu também o título de “patrício” de Veneza. Mas tal não se concretizou e este foi o único descendente da casa Fonseca a ocupar cargos no governo veneziano de que foi camareiro e tesoureiro em Udine. Com a sua morte, em 1744, a “Casa Fonseca” extinguiu-se.

Quanto a Isabel, sabemos que casou com Annibale Zolio, homem da nobreza, em 17 Junho de 1697. Deste matrimónio houve dois descendentes: Girolamo e Agostinho.

No escalonamento dos herdeiros, Agostinho Fonseca considerou ainda outras hipóteses, sempre com o objetivo de transmissão do direito de “patrício” e acesso ao “grande conselho”, vinculando o direito de progenitura na descendência varonil. Neste caso seria Giovanni Soares, filho de seu cunhado, Agostinho Soares, marquês de Convincento, e só em último caso indicava como possível sucessor um filho do novo gestor da “Casa Cortiços”, o poderoso Manuel José Cortiços, marquês de Villa Flores.

Agostinho Fonseca terá falecido em 1681, pois o seu testamento foi publicado em 15 de setembro daquele ano, conforme informação de Federica Ruspio. Depois do falecimento Agostinho da Fonseca ficou como sua executora sua mulher Mariana Ferro a qual perdeu na Justiça de Veneza a causa contra Sebastião Manuel Cortiços e sua irmã Luísa Teresa, causa essa que dizia respeito aos investimentos atrás referidos, feitos em Veneza por Agostinho da Fonseca, na qualidade de procurador de Manuel José Cortiços, pai de Sebastião e Luísa.

NOTA e BIBLIOGRAFIA:
1-ANTT, inquisição de Coimbra, pº 5496, de Manuel de Almeida Castro.

ANDRADE e GUIMARÂES – Nas Rotas dos marranos de Trás-os-Montes, 2ª parte Os Almeida Castro, uma família de cristãos-novos de Izeda, ed. Âncora, Lisboa, 2014.

Federica Ruspio - Da Madrid  a Venezia : L’ ascesa  del mercante  nuovo cristiano  Agostino  Fonseca . Mélanges de L´Ecole  francaise de Rome  - Italie  et Mediterranée  modernes  et  comtemporaines (en ligne).

Markus Schreiber – Marranen  in Madrid  1600-1670 – Stuttgard-  Franz Steiner , Verlag  1994.

António Júlio Andrade / Maria Fernanda Guimarães
in:jornalnordeste.com

O MANSO E O GUERREIRO II – O FOGUETEIRO IMPACIENTE

Sr. Abílio Fogueteiro
– Boa tarde, ti Júlio

– Olha o ti’ Tomé Guerreiro. Pois se é tarde viesse mais cedo. Que um bom guerreiro apronta-se de manhãzinha.

– O meu amigo está com alma de filósofo. Quem pensaria tomar conselhos de guerra de  um Manso?

– Manso, só de nome. Só de nome...

– E eu não sei? Fale-me das novidades da terra que, pelo que vejo, já leu de cabo a rabo o Jornal Nordeste.

– Ó ti’Tomé, nestes tempos eleitorais a gente já não sabe o que são notícias, o que são promessas, o que são projetos, o que são factos. Misturam tudo.

– E fazem mal. O povo precisa de esclarecimentos, não é de ilusões.

– O tempo é de promessas, homem! Por mais que discutam, por mais que condenem, por mais que prometam não fazer promessas vãs, essa é a mais vã de todas as promessas.

– Não há dúvida. Hoje deu-lhe para a filosofia... pois se querem o voto não hão-de prometer nada em troca? Como queria o meu amigo que enchessem a camapanha eleitoral?

– Oficialmente a campanha só começa em Setembro...

– Oficialmente, diz bem. Mas eles estão aí, andam por todo o lado, não podem estar calados se não ninguém sabe ao que vêm, nem tão pouco se lhes pode pedir contas depois.

– Pois melhor fora que dessem conta das promessas que já fizeram!

– Pois sim, pois sim. Mas a isso já nos vamos habituando...

– mas também já começamos a habituar-nos a outro tipo de atitudes. Veja bem o que se vai passando por esse mundo fora.

– Não me fale da América que não é bom exemplo.

– Não lhe falo da América, mas falo-lhe de França.

– Ora, ora. Mas isso é a outro nível. Ainda vai demorar a chegar ao plano das eleições deste ano. E eu até entendo que neste período comecem a despejar possíveis compromissos se calhar até com intenção séria de os levar até ao fim. E os votantes sabem bem que nem sempre as coisas correm como são projetadas e não é por falta de vontade e até mesmo de empenho.

– Então qual é o problema?  

– O problema é quando avançam cedo demais com o anúncio de empreendimentos vultuosos e que são bem necessários para a nossa terra.

– Agora é que eu não entendi nada!

– Muitas vezes começam a falar e a dar como certas, obras, realizações e investimentos na altura indevida. Criam expetativas que depois não se realizam quando deviam.

– Mas se vocemessecê  já disse que era natural...

– Natural não é, nunca. Mas quando são grandiosas e não há garantias sequer de começo e quando dependem de investimentos externos à nossa terra, se andamos a falar e a afiançar que vai, quando nem começou, o que estamos é a afastar quem podia ajudar e que assim pensa que já está e nem sequer se interessa. E não é só isso.

–  Ai não? Então que mais é?

– Acontece como no caso do Lobo. Quando for mesmo para valer, já ninguém acredita de tanto ter sido noticiado antes, em vão.

– Já houve foguetório demais.

– É isso mesmo. Demais e em tempo impróprio. Que mal compare é como se um fogueteiro, na ânsia de mostar a sua habilidade e a qualidade do fogo-de-artifício que tem, começasse a fazer demonstrações antes da festa. Quando chegasse o arraial já pouco havia e desse pouco, nada era novidade pois já tudo tinha sido visto!



José Mário Leite
in:jornalnordeste.com

Colégio de Chacim não consegue financiamento estatal para turma de 7º ano

O Colégio Nossa Senhora da Paz, em Chacim, no concelho de Macedo de Cavaleiros, não conseguiu aprovar a proposta de financiamento para uma turma de 7º ano, ao abrigo dos contratos de associação estabelecidos com o Governo.
Faz parte dos únicos dois colégios, a nível nacional, a par do Colégio Cidade Roda, de Pombal, onde estes subsídios ficaram por atribuir, no valor de 80.500 euros por turma. Em todo o país, foram candidatas 134 turmas. Nos dois transatos, foram cerca de 600 turmas a perder este tipo de ajuda financeira.

À CIR a direção do colégio transmontano explicou que esta não atribuição se fica a dever ao número insuficiente de alunos na área geográfica abrangida, sendo apenas 4 as crianças a ingressar no 7º ano de escolaridade. Esta área geográfica abranger as freguesias de Olmos, Peredo, Lombo e Chacim, onde estão as instalações de ensino.

Esclarece ainda que não significa que no próximo ano letivo a escola fique sem turma de 7º ano, porque isso depende do número total de inscrições, certo é que terá de funcionar sem este apoio estatal. Recorde-se que para constituir uma turma é necessário ter entre 18 a 22 alunos.

O Colégio Ultramarino de Nossa Senhora da Paz, em Chacim, no concelho de Macedo de Cavaleiros, poderia apresentar uma proposta de financiamento para uma turma de 5º ano e outra de 7º ano, esta última que acabou por não se verificar. Segundo dados de 2016, este colégio é frequentado por mais de 100 alunos, divididos por 5 turmas, uma por cada ano, até ao 9º.

Escrito por ONDA LIVRE

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DESTEQUE já divulga Podence pré-finalista a Aldeia Maravilha de Portugal

Podence, em Macedo de Cavaleiros, é, como já anunciado, uma das pré-finalistas das 7 Aldeias Maravilha de Portugal, na categoria de Aldeia Autêntica. E o São Pedro, que decorre esta semana no concelho, é palco daquilo que se pode chamar uma ação de sensibilização para apelar ao voto dos locais e dos visitantes. Uma iniciativa de promoção que tem o carimbo da DESTEQUE.
As emissões na RTP1 começam já no próximo mês, e é necessário votar, telefonicamente, em cada uma das aldeias seleccionadas, no dia em que acolherem as galas televisivas. Em Podence é dia 6 de agosto, e é-nos tudo explicado por Luís Filipe Costa, da Associação Grupo dos Caretos de Podence.

Estamos a divulgar um programa que ainda não começou a dar na RTP, mas vai começar dia 9 de julho. É o dia em que vai para o ar a primeira emissão deste concurso entre aldeias. São 49 finalistas, todas vão disputar o top 7, e Podence vai estar lá, na categoria de Aldeias Autênticas. Estamos aqui a apelar ao voto em Podence, quando começarem as votações.
A data está anunciada em ponto gigante, neste certame, e as pessoas, diz Patrícia Cordeiro, socióloga e responsável técnica pela candidatura dos Caretos a Património Nacional e à UNESCO, ficam curiosas.

Ficam curiosas quando vêem o cartaz, e perguntam o que é. As 7 Maravilhas já sabem o que é, porque já temos a Praia da Ribeira (Azibo) com esse selo. E levam um cartão para se recordar que no dia 6 de agosto têm de votar, das 21h às 23h, nesta aldeia do concelho.
E o que tem Podence para poder ser considera uma Aldeia Maravilha?

A começar pelo Caretos, que são o grande chamariz e protagonistas de Podence.

Mas, atrás disso, vem tudo o resto. A igreja do século XVIII, que quem aprecia História da Arte fica encantado. Uma das praias do Azibo já tem o galardão de Maravilha, e faz parte da nossa paisagem. A partir de Podence temos a melhor paisagem sobre o Azibo.

Todo esse conjunto, com as pessoas da aldeias, com os restaurantes, o turismo rural, cria todo um conjunto e um atrativo que faz com que Podence seja a aldeia mais turística de Portugal, que seja cada vez mais visitada e que tenha, cada vez mais, esse interesse turístico.
Turística, sem deixar, pois, de ser autêntica.

Não deixa de ter vida, e não deixa de ter uma qualidade de vida que valoriza muito o interior do país. Ao contrário do que se possa pensar, no interior do país também se vive muito bem, e por isso temos cada vez mais visitantes.
Depois de encontrar as 7 Maravilhas de Portugal, e de passar pela gastronomia, agora vão distinguir-se as 7 Aldeias Maravilha do país, divididas por 7 categorias e com 7 pré-finalistas em cada uma delas. Podence é pré-finalista na categoria Aldeia Autêntica, e vai competir com Rio de Onor no mesmo grupo.

Escrito por ONDA LIVRE