Já são conhecidos os 14 finalistas do concurso 7 Maravilhas Doces de Portugal.
Assim, após terem-se inscrito mais de 140 doces, os 14 finalistas são:
- Amêndoa Coberta de Moncorvo IGP– Bragança, Torre de Moncorvo
- Barrigas de Freira– Aveiro, Arouca
- Bolinhol de Vizela– Braga, Vizela
- Mel Biológico do Parque Natural de Montesinho– Bragança, Bragança
- Charutos dos Arcos– Viana do Castelo, Arcos de Valdevez
- Crista de Galo– Vila Real, Vila Real
- Roscas de Monção– Viana do Castelo, Monção
- Bons Maridos– Santarém, Ferreira do Zêzere
- Brisa do Liz– Leiria, Leiria
- Folar de Olhão– Olhão, Olhão
- Filhós de Cabrela– Évora, Cabrela
- Ovos Moles de Aveiro– Aveiro, Aveiro
- Pastel de Tentúgal- Coimbra, Tentúgal
- Porquinho Doce– Beja, Beja
A grande final realiza-se a 7 de Setembro, em Montemor-o-Velho, com transmissão em directo na RTP1.
MEMÓRIAS...e outras coisas...
BRAGANÇA
domingo, 1 de setembro de 2019
Na Zona Histórica de Bragança, por cada pessoa que morre... é uma porta que se fecha para sempre...
Alguma coisa tem sido feita ultimamente. Parece-me que existe uma vontade séria de revitalizar a nossa Zona Histórica.
Mas é preciso fazer mais. Muito mais.
O paradigma tem que ser alterado a todos os níveis e com coragem.
Os passos que têm sido dados pelo município estão no caminho certo.
É preciso e fundamental fazer mais.
Incentivos da autarquia para a recuperação das habitações pelos legítimos proprietários, condicionando, por escrito, potenciais abusos subsequentes em termos de rendas quer para habitação quer para comércio.
Continuar a deslocalizar a realização de eventos para a Zona Histórica.
Uma cobertura amovível para a Praça Camões não era desperdício de dinheiro...era um investimento.
E... porque não ponderar reverter toda a asneirada que ali foi feita? Persistir no erro ainda é pior do que cometê-lo...
Ali se poderiam realizar eventos como a próxima Norcaça, Norpesca e Norcastanha.
Na parte que me toca, e apesar de nunca ninguém me ter perguntado se estou de acordo,...estaria de acordo que a minha ínfima colaboração para o PIB nacional fosse canalizada para revitalizar a nossa zona histórica.
Opção 1 - Recuperar uma casa em ruínas na Zona Histórica de Bragança sem custos burocráticos nem administrativos e ainda com incentivos.
Opção 2 - Os teus descontos/impostos, irão para os bolsos dos políticos corruptos, afilhados e padrinhos.
Voto...OPÇÃO 1!
Não podemos ficar apenas pela recuperação do Património construído e pela instalação de equipamentos culturais.
É IMPRESCINDÍVEL FIXAR PESSOAS!
HM
5 de outubro 2016
Mas é preciso fazer mais. Muito mais.
O paradigma tem que ser alterado a todos os níveis e com coragem.
Os passos que têm sido dados pelo município estão no caminho certo.
É preciso e fundamental fazer mais.
Incentivos da autarquia para a recuperação das habitações pelos legítimos proprietários, condicionando, por escrito, potenciais abusos subsequentes em termos de rendas quer para habitação quer para comércio.
Continuar a deslocalizar a realização de eventos para a Zona Histórica.
Uma cobertura amovível para a Praça Camões não era desperdício de dinheiro...era um investimento.
E... porque não ponderar reverter toda a asneirada que ali foi feita? Persistir no erro ainda é pior do que cometê-lo...
Ali se poderiam realizar eventos como a próxima Norcaça, Norpesca e Norcastanha.
Na parte que me toca, e apesar de nunca ninguém me ter perguntado se estou de acordo,...estaria de acordo que a minha ínfima colaboração para o PIB nacional fosse canalizada para revitalizar a nossa zona histórica.
Opção 1 - Recuperar uma casa em ruínas na Zona Histórica de Bragança sem custos burocráticos nem administrativos e ainda com incentivos.
Opção 2 - Os teus descontos/impostos, irão para os bolsos dos políticos corruptos, afilhados e padrinhos.
Voto...OPÇÃO 1!
Não podemos ficar apenas pela recuperação do Património construído e pela instalação de equipamentos culturais.
É IMPRESCINDÍVEL FIXAR PESSOAS!
HM
5 de outubro 2016
Associação ibérica promove descida do Douro por georreferenciação e imagens reais
A Associação Ibérica de Municípios Ribeirinhos do Douro (AIMRD) desenvolveu novas ferramentas interativas que ajudam os aventureiros na descida do rio Douro, desde a nascente até à foz, através da georreferenciação de 26 pontos do trajeto com imagens reais.
"O novo projeto de georreferenciação promovido pela AIMRD estende-se desde a nascente do rio Douro, nos Picos de Urbión, em Espanha, ao longo de mais de 890 quilómetros, até à foz, na cidade do Porto, dividindo-se o percurso em 26 etapas, que também podem ser feitas a pé, de bicicleta ou de canoa, sendo guiados por georreferenciação e imagens reais captadas por drone", explicou hoje à Lusa o presidente daquela entidade transfronteiriça, Artur Nunes.
A georreferenciação destes 26 pontos do rio, aliada a imagens captadas por drone, faz parte de uma estratégia de promoção turística transfronteiriça que está incluída no projeto "Flumen Durius", dotado de cerca de 1,8 milhões de euros, financiados em 75% por fundos da União Europeia através do programa de cooperação transfronteiriça INTERREG V-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2014-2020, em desenvolvimento desde 2017.
Segundo os promotores do projeto, o visitante, ao aceder ao sítio da Internet www.rutadelduero.es, só terá de descarregar uma aplicação que de imediato dará a localização dos percursos que queira descer no rio Douro, na sua totalidade ou só entre pontos georreferenciados.
"Além do método de georreferenciação, os 26 pontos do Douro incluídos neste projeto foram filmados através de um drone e as imagens reais colocadas na Internet (Youtube), permitindo uma escolha dos percursos a realizar e os meios a utilizar", concretizou o também presidente do município de Miranda do Douro, um dos parceiros deste projeto.
Para os responsáveis pela AIMRD, esta nova ferramenta "vai permitir aos visitantes ter uma noção real dos territórios que vai visitar".
"Com este modelo, os visitantes, desportistas ou aventureiros não serão enganados, como por vezes acontece quando se escolhem outros roteiros. Tudo aqui é real", indicou Artur Nunes.
Este projeto vem complementar o "Guia de Rio", apresentado em março e que "foi distinguido, recentemente, pela União Europeia, devido às boas práticas ambientais incluídas neste projeto transfronteiriço".
"O projeto de cooperação transfronteiriça 'Flumen Durius' tem como perspetiva valorizar o maior potencial natural existente entre Espanha e Portugal: o rio Douro. Contudo, ainda não se poderá fazer um balanço das ações, já que há mais iniciativas a implementar a breve prazo", indicou o responsável.
São parceiros no "Flumen Durius" o município de Miranda do Douro, o Ajuntamento do Zamora (Espanha), a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, a AIMRD, a Agrupación Empresarial Innovadora para la Construcción Eficiente e a Fundación Santa María La Real del Patrimonio Histórico.
O rio Douro é o mais importante do noroeste da península Ibérica, com um total de 897 quilómetros de extensão, 572 dos quais em território espanhol e 213 navegáveis por terras portuguesas.
Destaca-se o valor da sua paisagem natural e da sua biodiversidade, com um vasto território dentro da Rede Natura 2000 e mais de 5.000 quilómetros quadrados de Locais de Importância Comunitária - Diretiva Habitats, a que se somam os quase 3.000 quilómetros quadrados de troços fluviais integrantes das Zonas de Especial Proteção para as Aves.
FYP // ROC
Lusa/fim
"O novo projeto de georreferenciação promovido pela AIMRD estende-se desde a nascente do rio Douro, nos Picos de Urbión, em Espanha, ao longo de mais de 890 quilómetros, até à foz, na cidade do Porto, dividindo-se o percurso em 26 etapas, que também podem ser feitas a pé, de bicicleta ou de canoa, sendo guiados por georreferenciação e imagens reais captadas por drone", explicou hoje à Lusa o presidente daquela entidade transfronteiriça, Artur Nunes.
A georreferenciação destes 26 pontos do rio, aliada a imagens captadas por drone, faz parte de uma estratégia de promoção turística transfronteiriça que está incluída no projeto "Flumen Durius", dotado de cerca de 1,8 milhões de euros, financiados em 75% por fundos da União Europeia através do programa de cooperação transfronteiriça INTERREG V-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2014-2020, em desenvolvimento desde 2017.
Segundo os promotores do projeto, o visitante, ao aceder ao sítio da Internet www.rutadelduero.es, só terá de descarregar uma aplicação que de imediato dará a localização dos percursos que queira descer no rio Douro, na sua totalidade ou só entre pontos georreferenciados.
"Além do método de georreferenciação, os 26 pontos do Douro incluídos neste projeto foram filmados através de um drone e as imagens reais colocadas na Internet (Youtube), permitindo uma escolha dos percursos a realizar e os meios a utilizar", concretizou o também presidente do município de Miranda do Douro, um dos parceiros deste projeto.
Para os responsáveis pela AIMRD, esta nova ferramenta "vai permitir aos visitantes ter uma noção real dos territórios que vai visitar".
"Com este modelo, os visitantes, desportistas ou aventureiros não serão enganados, como por vezes acontece quando se escolhem outros roteiros. Tudo aqui é real", indicou Artur Nunes.
Este projeto vem complementar o "Guia de Rio", apresentado em março e que "foi distinguido, recentemente, pela União Europeia, devido às boas práticas ambientais incluídas neste projeto transfronteiriço".
"O projeto de cooperação transfronteiriça 'Flumen Durius' tem como perspetiva valorizar o maior potencial natural existente entre Espanha e Portugal: o rio Douro. Contudo, ainda não se poderá fazer um balanço das ações, já que há mais iniciativas a implementar a breve prazo", indicou o responsável.
São parceiros no "Flumen Durius" o município de Miranda do Douro, o Ajuntamento do Zamora (Espanha), a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, a AIMRD, a Agrupación Empresarial Innovadora para la Construcción Eficiente e a Fundación Santa María La Real del Patrimonio Histórico.
O rio Douro é o mais importante do noroeste da península Ibérica, com um total de 897 quilómetros de extensão, 572 dos quais em território espanhol e 213 navegáveis por terras portuguesas.
Destaca-se o valor da sua paisagem natural e da sua biodiversidade, com um vasto território dentro da Rede Natura 2000 e mais de 5.000 quilómetros quadrados de Locais de Importância Comunitária - Diretiva Habitats, a que se somam os quase 3.000 quilómetros quadrados de troços fluviais integrantes das Zonas de Especial Proteção para as Aves.
FYP // ROC
Lusa/fim
… dói-me este silêncio!
Por: Fernando Calado
(colaborador do "Memórias...e outras coisas...")
… tenho medo que o vento me leve!… dizia a idosa que arrecada noventa anos e memórias nos olhos de penumbra.
Calaram-se os malhos que batiam o trigo na eira dos arcebispos… quando o verão era longo… e as sedes muitas. Calaram-se os jesuítas no seu colégio… e o canto gregoriano… o latim e as humanidades não resistiram à morte da sabedoria… e só os amores clandestinos se purificaram na ausência do pecado.
… doem-me os pregões das peixeiras sempre em festa… a fartura do talhante judeu orgulhoso da sua careca… na alvura dos anos e do longo avental de linho puro…
… dói-me o vermelho das cerejas… o verde das melancias, das couves pencas e dos feijões… o cheiro a pêssegos maduros… o fulgor das cantaras e bonecos de barro… no esplendor da cacharreira …
… dói-me o cheiro doce a alheiras assadas… no prenúncio do Natal… doem-me as memórias que ficaram guardadas na seira da mãe que ia à praça para dar de comer aos filhos…
… ficam as pedras de granito, sem alma… para contar uma história que desvalesse nos baços das ausências.
... calaram-se os pregões… fica este silêncio que grita…
… e fico eu numa tarde… em que Bragança me entristece!
Fernando Calado nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança.
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.
(colaborador do "Memórias...e outras coisas...")
… tenho medo que o vento me leve!… dizia a idosa que arrecada noventa anos e memórias nos olhos de penumbra.
Calaram-se os malhos que batiam o trigo na eira dos arcebispos… quando o verão era longo… e as sedes muitas. Calaram-se os jesuítas no seu colégio… e o canto gregoriano… o latim e as humanidades não resistiram à morte da sabedoria… e só os amores clandestinos se purificaram na ausência do pecado.
… doem-me os pregões das peixeiras sempre em festa… a fartura do talhante judeu orgulhoso da sua careca… na alvura dos anos e do longo avental de linho puro…
… dói-me o vermelho das cerejas… o verde das melancias, das couves pencas e dos feijões… o cheiro a pêssegos maduros… o fulgor das cantaras e bonecos de barro… no esplendor da cacharreira …
… dói-me o cheiro doce a alheiras assadas… no prenúncio do Natal… doem-me as memórias que ficaram guardadas na seira da mãe que ia à praça para dar de comer aos filhos…
… ficam as pedras de granito, sem alma… para contar uma história que desvalesse nos baços das ausências.
... calaram-se os pregões… fica este silêncio que grita…
… e fico eu numa tarde… em que Bragança me entristece!
Fernando Calado nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança.
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.
PORQUE É QUE AS LIBÉLULAS E LIBELINHAS TÊM OLHOS TÃO GRANDES?
Nenhum passeio de verão fica completo sem um vislumbre de libélulas ou libelinhas coloridas, nos seus voos velozes e algo erráticos. São animais admiráveis por muitas razões. Uma delas são os seus olhos fascinantes, enormes em relação ao resto do corpo.
“Os olhos das libélulas e libelinhas têm nervos ópticos muito desenvolvidos e em muito maior quantidade do que os nossos, o que lhes dá uma visão excelente”, explica Albano Soares, naturalista do Tagis – Centro de Conservação das Borboletas de Portugal e da Rede de Estações da Biodiversidade.
As 64 espécies de libélulas e libelinhas que ocorrem em Portugal “são animais visuais, baseiam a sua vida na visão”, conta Albano Soares, que trabalha com estas espécies há 20 anos.
Ao contrário do que acontece com as borboletas, as libélulas e libelinhas não procuram mensagens químicas, como feromonas, emitidas por outros insetos e captadas pelas antenas, uma vez que as suas antenas são muito curtas.
Antes, dependem da visão e da capacidade do seu cérebro para processar pistas visuais para caçar, para se orientarem e para procurar parceiros.
“São predadores que detetam movimentos facilmente”, nomeadamente de pequenos insetos como mosquitos e moscas, explica Albano Soares. Os seus olhos enormes dão-lhes a acuidade óptica necessária para capturar as presas, mesmo em voo, no caso das libélulas. Geralmente, estas têm olhos mais bem desenvolvidos do que as libelinhas, animais que caçam insetos pousados.
“Por exemplo, a libélula imperador-azul (Anax imperator) tem olhos especialmente grandes”, lembra o especialista. Esta libélula, com olhos verde-azulados, é uma das maiores da Europa e pode encontrar-se de Norte a Sul de Portugal.
Além da caça, também a vida sexual destes animais se baseia na visão, mais concretamente nas cores.
Os machos têm cores diferentes das fêmeas e é pela cor que os primeiros identificam as suas potenciais parceiras.
Mas há algumas espécies de libelinhas que adoptaram uma estratégia interessante. “Algumas fêmeas dessas espécies têm cores masculinas, uma forma de imitar os machos e assim evitar serem assediadas”, desvenda Albano Soares. Esta estratégia permite-lhes viverem mais tempo, uma vez que sofrem menos desgaste e evitam uma maior exposição aos predadores durante a reprodução.
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| Libélula imperador-azul (Anax imperator). Foto: Andreas Eichler/Wiki Commons |
“Os olhos das libélulas e libelinhas têm nervos ópticos muito desenvolvidos e em muito maior quantidade do que os nossos, o que lhes dá uma visão excelente”, explica Albano Soares, naturalista do Tagis – Centro de Conservação das Borboletas de Portugal e da Rede de Estações da Biodiversidade.
As 64 espécies de libélulas e libelinhas que ocorrem em Portugal “são animais visuais, baseiam a sua vida na visão”, conta Albano Soares, que trabalha com estas espécies há 20 anos.
Ao contrário do que acontece com as borboletas, as libélulas e libelinhas não procuram mensagens químicas, como feromonas, emitidas por outros insetos e captadas pelas antenas, uma vez que as suas antenas são muito curtas.
Antes, dependem da visão e da capacidade do seu cérebro para processar pistas visuais para caçar, para se orientarem e para procurar parceiros.
“São predadores que detetam movimentos facilmente”, nomeadamente de pequenos insetos como mosquitos e moscas, explica Albano Soares. Os seus olhos enormes dão-lhes a acuidade óptica necessária para capturar as presas, mesmo em voo, no caso das libélulas. Geralmente, estas têm olhos mais bem desenvolvidos do que as libelinhas, animais que caçam insetos pousados.
“Por exemplo, a libélula imperador-azul (Anax imperator) tem olhos especialmente grandes”, lembra o especialista. Esta libélula, com olhos verde-azulados, é uma das maiores da Europa e pode encontrar-se de Norte a Sul de Portugal.
Além da caça, também a vida sexual destes animais se baseia na visão, mais concretamente nas cores.
Os machos têm cores diferentes das fêmeas e é pela cor que os primeiros identificam as suas potenciais parceiras.
Mas há algumas espécies de libelinhas que adoptaram uma estratégia interessante. “Algumas fêmeas dessas espécies têm cores masculinas, uma forma de imitar os machos e assim evitar serem assediadas”, desvenda Albano Soares. Esta estratégia permite-lhes viverem mais tempo, uma vez que sofrem menos desgaste e evitam uma maior exposição aos predadores durante a reprodução.
sábado, 31 de agosto de 2019
LÁGRIMAS ALADAS
Por: Maria da Conceição Marques
(colaboradora do "Memórias...e outras coisas...")
Maria da Conceição Marques, natural e residente em Bragança.
Desde cedo comecei a escrever, mas o lugar de esposa e mãe ocupou a minha vida.
Os meus manuscritos ao longo de muitos anos, foram-se perdendo no tempo, entre várias circunstâncias da vida e algumas mudanças de habitação.
(colaboradora do "Memórias...e outras coisas...")
Duas lágrimas criam asas e voam
Rolam por montes e vales,
Desprendem penas,
Perfumam pensamentos
Adoçam almas
Despertam sentidos adormecidos
Dançam na madrugada,
uma valsa intima
Com pernas e peitos hirtos
a rasgar o céu!
A lua, fechada numa mão…
Solta um gemido,
Um suspiro!
Com plumas hipnotizadas,
as lágrimas dançam.
Nascem estrelas na boca
O silêncio de cristal quebra-se
Toca uma música celestial,
Com notas sintonizadas!
Num brilho vertiginoso
No esvoaçar das lágrimas´
Num alucinante ritmo
A festejar o bem,
A condenar o mal
Rumo à felicidade
Rumo ao infinito.
Maria da Conceição Marques, natural e residente em Bragança.
Desde cedo comecei a escrever, mas o lugar de esposa e mãe ocupou a minha vida.
Os meus manuscritos ao longo de muitos anos, foram-se perdendo no tempo, entre várias circunstâncias da vida e algumas mudanças de habitação.
Participei nas colectâneas:
POEMA-ME
POETAS DE HOJE
SONS DE POETAS
A LAGOA E A POESIA
A LAGOA O MAR E EU
PALAVRAS DE VELUDO
APENAS SAUDADE
UM GRITO À POBREZA
CONTAS-ME UMA HISTÓRIA
RETRATO DE MIM.
ECLÉTICA I
ECLÉTICA II
5 SENTIDOS
REUNIR ESCRITAS É POSSÍVEL – Projecto da Academia de Letras Infanto-Juvenil de São Bento do Sul, Estado de Santa Catarina
Livros editados:
-O ROSEIRAL DOS SENTIDOS
-SUSPIROS LUNARES
-DELÍRIOS DE UMA PAIXÃO
-ENTRE CÉU E O MAR
-UMA ETERNA MARGARIDA
Notícias da aldeia
Por: Fernando Calado
(colaborador do Memórias...e outras coisas...)
Construí a casa junto da velha oliveira. Uma oliveira como milhares de oliveiras que há na minha aldeia. Mas esta oliveira viu-me nascer, viu-me crescer e se tiver sorte talvez me veja morrer. Uma oliveira que está sempre na mesma, não muda, como se já tivesse entrado no grande portal da eternidade. Talvez tenha mil anos, ninguém sabe. À sua sombra descansou toda a aldeia, ao longo de tantos séculos. O casal de pintassilgos todos os anos regressa para construir o ninho na ramada mais alta. Quantas vezes subi à oliveira, para ver se o ninho já tinha ovos, se os pássaros já tinham pelo canhoto, até que um dia ganhavam asas e iam à sua vida.
- Quero ver se cais da oliveira e partes uma perna! Mas não caí, mãe… nunca parti uma perna e nunca tive a felicidade de toda a aldeia me perguntar: Então partiste uma perna?! Quem te mandou subir à oliveira?! Mas não. Só uma vez caí da parreira da tia Sara. E a culpa foi do primeiro vago de uva que pintava sempre na vide mais alta da parreira.
- Quando fiz a casa disseram os vizinhos: - Deite abaixo o diabo da oliveira que lhe assombra a casa!
Mas como podia deitar abaixo a oliveira?! E depois onde pernoitavam as memórias, onde o pintassilgo fazia o ninho, onde o porco-pisco exibia, todo vaidoso, o seu peito vermelho?!
Não, a oliveira ficou junto à janela do meu quarto e conversa comigo, demoradamente, em noites de lua cheia, ou quando o vento e a chuva me fazem companhia.
Só mais uma coisinha, talvez gostem de saber, a cegonha já regressou, o porco-pisco também. Ainda hoje veio almoçar as migalhas de pão que lhe deito no parapeito da janela.
… estão-me a tardar as andorinhas! Talvez tenham perdido a última embarcação! Mas hão de chegar, reconstruir o ninho e ornamentar de asas as longas tardes de verão da pequena aldeia no coração do nordeste.
Na verdade o paraíso existe!... feito de silêncios… de coisas simples e cumplicidades.
Fernando Calado nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança.
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.
(colaborador do Memórias...e outras coisas...)
Construí a casa junto da velha oliveira. Uma oliveira como milhares de oliveiras que há na minha aldeia. Mas esta oliveira viu-me nascer, viu-me crescer e se tiver sorte talvez me veja morrer. Uma oliveira que está sempre na mesma, não muda, como se já tivesse entrado no grande portal da eternidade. Talvez tenha mil anos, ninguém sabe. À sua sombra descansou toda a aldeia, ao longo de tantos séculos. O casal de pintassilgos todos os anos regressa para construir o ninho na ramada mais alta. Quantas vezes subi à oliveira, para ver se o ninho já tinha ovos, se os pássaros já tinham pelo canhoto, até que um dia ganhavam asas e iam à sua vida.- Quero ver se cais da oliveira e partes uma perna! Mas não caí, mãe… nunca parti uma perna e nunca tive a felicidade de toda a aldeia me perguntar: Então partiste uma perna?! Quem te mandou subir à oliveira?! Mas não. Só uma vez caí da parreira da tia Sara. E a culpa foi do primeiro vago de uva que pintava sempre na vide mais alta da parreira.
- Quando fiz a casa disseram os vizinhos: - Deite abaixo o diabo da oliveira que lhe assombra a casa!
Mas como podia deitar abaixo a oliveira?! E depois onde pernoitavam as memórias, onde o pintassilgo fazia o ninho, onde o porco-pisco exibia, todo vaidoso, o seu peito vermelho?!
Não, a oliveira ficou junto à janela do meu quarto e conversa comigo, demoradamente, em noites de lua cheia, ou quando o vento e a chuva me fazem companhia.
Só mais uma coisinha, talvez gostem de saber, a cegonha já regressou, o porco-pisco também. Ainda hoje veio almoçar as migalhas de pão que lhe deito no parapeito da janela.
… estão-me a tardar as andorinhas! Talvez tenham perdido a última embarcação! Mas hão de chegar, reconstruir o ninho e ornamentar de asas as longas tardes de verão da pequena aldeia no coração do nordeste.
Na verdade o paraíso existe!... feito de silêncios… de coisas simples e cumplicidades.
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.
Que força é esta?
Acordam as manhãs geladas, chegou finalmente o frio. Metemos os corpos quentes na roupa fria, um arrepio e estamos prontos para mais um dia. São 7 da manhã. No limite 7 horas e 9 segundos, o segundo tem de ser ímpar, sempre. Empurramos o corpo pela casa que ainda dorme, indiferente aos horários dos homens. Saímos. Outrora, os percursos até ao Liceu feitos a pé davam outro sentido às manhãs. O frio dos invernos de antanho envergonhava os sentidos que, um após o outro, despertavam lentamente. Agora, os caminhos são outros. Mais distantes e difíceis de alcançar. Mais solitários também.
Eu amo estes montes, estas invernias transmontanas. O cheiro das lareiras. Será carvalho, freixo, talvez carrasco, nobre lenha que nos aquece o corpo e ainda mais a alma. Mas a vida é difícil. Haverá vidas fáceis? O que será melhor, percorrer estradas geladas ou atravessar o rio para a outra margem na grande metrópole, lá onde tudo fica longe e as pessoas não se olham nos olhos? Mas lá, onde os carros invadiram os espaços das árvores e das pessoas, dizem-me que há muitas oportunidades. Que há cinema. Teatro. Muita gente. Talvez haja tudo isso. Mas não há horizonte. Não há alimento para os sentidos. Que seria de mim sem os horizontes curvilíneos dos montes onde o Sol se encaixa para dormir e depois, com tempo, se mostra devagar, vaidoso? Aqui, por detrás dos montes, o Sol lança a sua melhor energia para ajudar os homens no amanho da terra, tantas vezes ingrata e rude. Vida marcada nas rugas vincadas dos rostos parados no tempo a olhá-lo, ele que corre quieto, dia após dia ao ritmo das estações, ao ritmo das tarefas do campo.
Que horizonte é esse que me enraíza e me imobiliza? Que linguajar é esse, tão emocional e sentido? Que lindas as nossas mulheres! As nossas crianças! Que genuínas, que verdadeiras! Que força é esta que trago no peito e não quero sentir esmorecer? Força que me impede da procura da cidade que acorda quando o Sol ainda dorme deitado em pedaços de cartão debaixo de um qualquer viaduto. Mas essa força fraqueja. Devagarinho, qual doença invisível, impercetível nos meios de diagnóstico. Mas a Terra geme baixinho, nós não a queremos ouvir, ela lamenta-se… Onde estão as crianças que corriam alegremente para a escola? O que é feito das pessoas que enchiam os adros das igrejas? Onde param as tertúlias dos amenos fins de tarde que à soleira do café resolviam os problemas do mundo? Alguém viu o amolador de facas e tesouras? Aquele que arranjava os guarda chuvas estragados pelas inclemências do tempo. Ainda ouço aquele chamamento… Onde está o vendedor da banha da cobra? Aquele que dizia nos dias de feira “ chá sul africano para todas as maleitas, acorda de manhã…”, repetindo até à exaustão os benefícios da infusão milagrosa de proveniência duvidosa. O que é feito das pessoas que enchiam os comércios? As drogarias. As retrosarias. Os alfaiates e modistas. Os barbeiros. O chapeleiro. O armazém de vinhos finos. Os sapateiros. Os Tem-Tudo, desde as tripas de porco para o fumeiro até às sementes da couve penca. O armazém da Cooperativa na Rua Direita onde comprávamos o bacalhau de cura amarela onde um velho (sempre velho) embrulhava a peça inteira numa bela e forte folha de papel ferro. E os caixeiros viajantes que municiavam os comércios. Traziam malas muito grandes, muito bem arrumadas, alinhadas nas carrinhas Peujeot e tapadas com mantas. Quando abriam os mostruários era todo um novo mundo que se mostrava. As novidades que saíam das malas arregalavam as meninas dos olhos dos compradores: “ ponha-me uma dúzia destes, aqueles não que se vendem mal”.
As cidades e aldeias que morrem aos poucos. Tantas janelas fechadas nas ruas que nos levam ao castelo. Triste, muito triste. Muitas perguntas para as quais nós sabemos a resposta: foram--se embora, fecharam, demoliram-se, morreram…
Mas talvez, haja uma esperança. Por estes dias, as ruas enchem-se de vozes, ainda que saídas de pequenas colunas espalhadas pela cidade. Talvez outras vozes se juntem, saiam de casa, regressem, acordem dum sono profundo e interminável. Talvez as crianças se multipliquem e alegremente, deslizem no gelo, indiferentes aos horários e obrigações. Talvez os presépios induzam uma fertilidade nas gentes desiludidas e conformadas.
Talvez. Talvez sim. Eu gostava. Eu gostava que aqueles que partiram, voltassem. Estamos prontos para os receber.
Rui Machado
Eu amo estes montes, estas invernias transmontanas. O cheiro das lareiras. Será carvalho, freixo, talvez carrasco, nobre lenha que nos aquece o corpo e ainda mais a alma. Mas a vida é difícil. Haverá vidas fáceis? O que será melhor, percorrer estradas geladas ou atravessar o rio para a outra margem na grande metrópole, lá onde tudo fica longe e as pessoas não se olham nos olhos? Mas lá, onde os carros invadiram os espaços das árvores e das pessoas, dizem-me que há muitas oportunidades. Que há cinema. Teatro. Muita gente. Talvez haja tudo isso. Mas não há horizonte. Não há alimento para os sentidos. Que seria de mim sem os horizontes curvilíneos dos montes onde o Sol se encaixa para dormir e depois, com tempo, se mostra devagar, vaidoso? Aqui, por detrás dos montes, o Sol lança a sua melhor energia para ajudar os homens no amanho da terra, tantas vezes ingrata e rude. Vida marcada nas rugas vincadas dos rostos parados no tempo a olhá-lo, ele que corre quieto, dia após dia ao ritmo das estações, ao ritmo das tarefas do campo.
Que horizonte é esse que me enraíza e me imobiliza? Que linguajar é esse, tão emocional e sentido? Que lindas as nossas mulheres! As nossas crianças! Que genuínas, que verdadeiras! Que força é esta que trago no peito e não quero sentir esmorecer? Força que me impede da procura da cidade que acorda quando o Sol ainda dorme deitado em pedaços de cartão debaixo de um qualquer viaduto. Mas essa força fraqueja. Devagarinho, qual doença invisível, impercetível nos meios de diagnóstico. Mas a Terra geme baixinho, nós não a queremos ouvir, ela lamenta-se… Onde estão as crianças que corriam alegremente para a escola? O que é feito das pessoas que enchiam os adros das igrejas? Onde param as tertúlias dos amenos fins de tarde que à soleira do café resolviam os problemas do mundo? Alguém viu o amolador de facas e tesouras? Aquele que arranjava os guarda chuvas estragados pelas inclemências do tempo. Ainda ouço aquele chamamento… Onde está o vendedor da banha da cobra? Aquele que dizia nos dias de feira “ chá sul africano para todas as maleitas, acorda de manhã…”, repetindo até à exaustão os benefícios da infusão milagrosa de proveniência duvidosa. O que é feito das pessoas que enchiam os comércios? As drogarias. As retrosarias. Os alfaiates e modistas. Os barbeiros. O chapeleiro. O armazém de vinhos finos. Os sapateiros. Os Tem-Tudo, desde as tripas de porco para o fumeiro até às sementes da couve penca. O armazém da Cooperativa na Rua Direita onde comprávamos o bacalhau de cura amarela onde um velho (sempre velho) embrulhava a peça inteira numa bela e forte folha de papel ferro. E os caixeiros viajantes que municiavam os comércios. Traziam malas muito grandes, muito bem arrumadas, alinhadas nas carrinhas Peujeot e tapadas com mantas. Quando abriam os mostruários era todo um novo mundo que se mostrava. As novidades que saíam das malas arregalavam as meninas dos olhos dos compradores: “ ponha-me uma dúzia destes, aqueles não que se vendem mal”.
As cidades e aldeias que morrem aos poucos. Tantas janelas fechadas nas ruas que nos levam ao castelo. Triste, muito triste. Muitas perguntas para as quais nós sabemos a resposta: foram--se embora, fecharam, demoliram-se, morreram…
Mas talvez, haja uma esperança. Por estes dias, as ruas enchem-se de vozes, ainda que saídas de pequenas colunas espalhadas pela cidade. Talvez outras vozes se juntem, saiam de casa, regressem, acordem dum sono profundo e interminável. Talvez as crianças se multipliquem e alegremente, deslizem no gelo, indiferentes aos horários e obrigações. Talvez os presépios induzam uma fertilidade nas gentes desiludidas e conformadas.
Talvez. Talvez sim. Eu gostava. Eu gostava que aqueles que partiram, voltassem. Estamos prontos para os receber.
Rui Machado
DEVANEIO EM MANHÃ DE VERÃO
Por: Humberto Pinho da Silva
(colaborador do "Memórias...e outras coisas...")
Caminho tranquilamente, passo a passo, para os oitenta anos, e estou numa esplanada, à beira-mar, olhando o manso ondear das águas, do imenso oceano.
Longe, vejo o mar verde – verde glauco, – beijando suavemente as areias morenas; e mais além: barcaça, embrulhada em alva e diáfana névoa, esfumando-se rumo ao horizonte.
Por cima de tudo, rebrilha, esplêndido céu azul; azul intenso e fresco.
A manhã é macia, quase sem brisa, convidativa a doce sonolência.
Lentamente…lentamente…muito lentamente, dentro de mim, languidamente, tudo se vai esvanecendo…
Apaga-se o leve murmúrio embalador do oceano; o sussurro alegre de vozes perdidas, e risos escangalhados de crianças brincando.
Fecho os olhos. Abre-se, na memória, saudoso recorte do passado. Estampado na retina, vejo: cândido rosto de menininha:
Tem faces trigueiras, cor de pão centeio, tostadinho; olhos fogosos e ternurosos; lábios vermelhinhos, cor de cereja, cheios de risos festivos; epiderme, acetinada, doirada, sedosa, fresca, cheia de Sol.
Era ela; a garotinha que abria a porta da casa, quando era menino e moço.
Lançava os frágeis bracitos, ao pescoço; circundava-me, a cinta, com as perninhas roliças e finas; e, com infantil gesto carinhoso, lambuzava-me, as faces, de doces beijinhos.
Beijinhos húmidos, salivados. Beijinhos acariciadores, imbuídos de palavrinhas ternas, de sincera e ingénua amizade.
Depois…depois, pelo sombrio corredor, corria, balanceando a farta cabeleira, apanhada em rabo-de-cavalo, avisando, alegremente, a minha inesperada visita.
A saudosa cena familiar, que aflorou, arrancada à gaveta da memória, nesta serena manhã de Verão, encheu-me, o coração de terna saudade; saudade do passado, que passou, de passado, para sempre, perdido…; mas, intensamente, ainda vive, dentro de mim.
……………………………………...................................................
Numa tépida manhã de Maio, banhada de morna luz rosácea, parti… As lágrimas escorriam-me pelo rosto, mal escanhoado, e a voz, embargada de saudade, tremia, soluçando.
Acreditava que o amor platónico, não teria fim…Enganei-me. Até a conversa epistolar, extinguiu-se, como nuvem passageira…
Meio século, passou… Passou a juventude e as ilusões…e passou, também, a amizade…
Eu sei… eu sei (mas, queria não saber,) que a amizade, depende, quase sempre, da idade, e da posição social, que se ocupa, no tabuleiro do xadrez da vida…
Muitas vezes – para meu mal, – mergulho em melancólicos devaneios, recordando amorosos episódios do passado. Transformo-os, então, em letra de forma. Servem-me para refletir: nos enganos e desenganos, que tive ao longo da vida.
Sei, ao passa-los ao papel, que são motivo de riso e galhofa, para insensíveis, e para muitos e muitas, que conheci no meu triste peregrinar.
Revelar o que nos vai na alma, é puro desconchavo. É que quem não pensa com a maioria; de acordo com o desvario, que é moda, é: anátema ou bobo….
(colaborador do "Memórias...e outras coisas...")
Caminho tranquilamente, passo a passo, para os oitenta anos, e estou numa esplanada, à beira-mar, olhando o manso ondear das águas, do imenso oceano.
Longe, vejo o mar verde – verde glauco, – beijando suavemente as areias morenas; e mais além: barcaça, embrulhada em alva e diáfana névoa, esfumando-se rumo ao horizonte.
Por cima de tudo, rebrilha, esplêndido céu azul; azul intenso e fresco.
A manhã é macia, quase sem brisa, convidativa a doce sonolência.
Lentamente…lentamente…muito lentamente, dentro de mim, languidamente, tudo se vai esvanecendo…
Apaga-se o leve murmúrio embalador do oceano; o sussurro alegre de vozes perdidas, e risos escangalhados de crianças brincando.
Fecho os olhos. Abre-se, na memória, saudoso recorte do passado. Estampado na retina, vejo: cândido rosto de menininha:
Tem faces trigueiras, cor de pão centeio, tostadinho; olhos fogosos e ternurosos; lábios vermelhinhos, cor de cereja, cheios de risos festivos; epiderme, acetinada, doirada, sedosa, fresca, cheia de Sol.
Era ela; a garotinha que abria a porta da casa, quando era menino e moço.
Lançava os frágeis bracitos, ao pescoço; circundava-me, a cinta, com as perninhas roliças e finas; e, com infantil gesto carinhoso, lambuzava-me, as faces, de doces beijinhos.
Beijinhos húmidos, salivados. Beijinhos acariciadores, imbuídos de palavrinhas ternas, de sincera e ingénua amizade.
Depois…depois, pelo sombrio corredor, corria, balanceando a farta cabeleira, apanhada em rabo-de-cavalo, avisando, alegremente, a minha inesperada visita.
A saudosa cena familiar, que aflorou, arrancada à gaveta da memória, nesta serena manhã de Verão, encheu-me, o coração de terna saudade; saudade do passado, que passou, de passado, para sempre, perdido…; mas, intensamente, ainda vive, dentro de mim.
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Numa tépida manhã de Maio, banhada de morna luz rosácea, parti… As lágrimas escorriam-me pelo rosto, mal escanhoado, e a voz, embargada de saudade, tremia, soluçando.
Acreditava que o amor platónico, não teria fim…Enganei-me. Até a conversa epistolar, extinguiu-se, como nuvem passageira…
Meio século, passou… Passou a juventude e as ilusões…e passou, também, a amizade…
Eu sei… eu sei (mas, queria não saber,) que a amizade, depende, quase sempre, da idade, e da posição social, que se ocupa, no tabuleiro do xadrez da vida…
Muitas vezes – para meu mal, – mergulho em melancólicos devaneios, recordando amorosos episódios do passado. Transformo-os, então, em letra de forma. Servem-me para refletir: nos enganos e desenganos, que tive ao longo da vida.
Sei, ao passa-los ao papel, que são motivo de riso e galhofa, para insensíveis, e para muitos e muitas, que conheci no meu triste peregrinar.
Revelar o que nos vai na alma, é puro desconchavo. É que quem não pensa com a maioria; de acordo com o desvario, que é moda, é: anátema ou bobo….
Humberto Pinho da Silva, nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA.Foi redactor do jornal: “Notícias de Gaia"” e actualmente é o responsável pelo blogue luso-brasileiro: " PAZ".
“Chuá Chuá”- AUTORES: Pedro Sá Pereira e Ary Pavão
Por: Antônio Carlos Affonso dos Santos
(colaborador do "Memórias...e outras coisas..")
São Paulo - Brasil
(colaborador do "Memórias...e outras coisas..")
São Paulo - Brasil
Deixa a cidade formosa morena
Linda pequena e volta ao sertão
Beber a água da fonte que canta
Que se levanta do meio do chão.
Se tu nasceste cabocla cheirosa
Cheirando a rosa, no peito da terra
Volta pra vida serena da roça
Daquela palhoça no alto da serra.
E a fonte a cantar, chuá, chuá
E a água a correr, chuê, chuê
Parece que alguém, que cheio de mágoa
Deixasse quem há, de dizer a saudade
No meio das águas, rolando também.
A lua branca de luz prateada
Faz a jornada no alto do céu
Como se fosse uma sombra altaneira
Da cachoeira fazendo escarcéu.
Quando essa luz lá na altura distante
Loira ofegante, no poente cair
Dai essa trova que o pinho descerra
Que eu volto pra serra que eu quero partir
E a fonte a cantar; chuá, chuá
E a água a correr; chuê, chuê
Parece que alguém, que cheio de mágoa
Deixasse quem há, de dizer a saudade
No meio das águas, rolando também.
Antônio Carlos Affonso dos Santos – ACAS. Nascido em julho de 1946, é natural da zona rural de Cravinhos-SP (Brasil). Nascido e criado numa fazenda de café; vive na cidade de São Paulo (Brasil), desde os 13. Formou-se em Física, trabalhou até recentemente no ramo de engenharia, especialista em equipamentos petroquímicos. É escritor amador diletante, cronista, poeta, contista e pesquisador do dialeto “Caipirês”. Tem textos publicados em 8 livros, sendo 4 “solos” e quatro em antologias, junto com outros escritores amadores brasileiros. São seus livros: “Pequeno Dicionário de Caipirês (recém reciclado e aguardando interesse de editoras), o livro infantil “A Sementinha”, um livro de contos, poesias e crônicas “Fragmentos” e o romance infanto-juvenil “Y2K: samba lelê”.
Montesinho comemora 40 anos com ações de aproximação às populações
A nova diretora regional do Norte do INCF, Sandra Sarmento, prometeu hoje trabalhar para reaproximar a população do Parque Natural de Montesinho com as comemorações dos 40 anos da área protegida pensadas para esse propósito.
O Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) deu hoje início às comemorações, que se vão prolongar por um ano, do aniversário da instituição da área protegida que se estende pelos concelhos de Bragança e Vinhais.
A cerimónia de abertura, na sede em Bragança, ficou marcada por críticas que a nova diretora, em funções há três meses, ouviu e a que respondeu, comprometendo-se com “uma gestão mais próxima das populações”.
“É uma vontade, será um desafio grande naturalmente, teremos de vencer muitas barreiras, mas é o nosso total empenho e dedicação. Será essa a grande aposta desta nova organização”, afirmou.
A diretora regional responsável por todas as áreas protegidas da zona Norte disse estar “consciente e ciente de que sem o envolvimento de todos, e obviamente das populações locais, não será possível a conservação” do património natural e cultural.
As comemorações dos 40 anos do Parque Natural de Montesinho são, como salientou, “importantes”, porque quer que sejam “um mudar de paradigma” iniciado com o envolvimento hoje dos municípios de Bragança e Vinhais na sessão comemorativa inaugural.
Além dos discursos com críticas dos autarcas à gestão, o arranque das comemorações fez-se com a inauguração de uma exposição na sede do parque, em Bragança, a inauguração oficial do Centro Interpretativo do Lobo Ibérico, em Vinhais, e um passeio nas 20 bicicletas e três viaturas elétricas disponibilizadas pelo município de Bragança para os turistas passearem no parque junto à fronteira com Espanha.
O aniversário prolonga-se durante um ano com “um conjunto de atividades partilhada também com os municípios, com as juntas de freguesia, politécnico de Bragança e outros parceiros, assim como as populações e visitante”, segundo a diretora regional.
Para o dia 05 de outubro está marcado um percurso pedestre no parque para ouvir a brama dos veados, outras caminhadas serão organizadas ao longo do ano, assim como ações de sensibilização junto das populações por todo o parque.
As comemorações terminam com um seminário organizado em conjunto com o politécnico de Bragança, daqui a precisamente um ano, como indicou.
“É um programa que envolve a participação de todos os parceiros e agentes presentes no território e que queremos que seja essa tal mudança de paradigma, de reforço de proximidade do ICNF com as populações locais”, reiterou.
A secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Célia Ramos, participou na abertura das comemorações, referindo o reforço de pessoal e o investimento de 1,3 milhões de euros na reabilitação de 'habitats' feitos recentemente.
A governante assegurou também que os serviços estão atentos ao problema ambiental que se arrasta há anos dos inertes das desativadas e abandonadas minas do Portelo, que escorrem para os cursos de água do parque.
“Eu sei que há estudos realizados, sei que há inclusivamente ações, todas elas de contenção e intervenção das margens com o apoio do Laboratório Rios. Vamos tentar rapidamente estancar esse processo”, afirmou.
in:diariodetrasosmontes.com
C/Agência Lusa
O Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) deu hoje início às comemorações, que se vão prolongar por um ano, do aniversário da instituição da área protegida que se estende pelos concelhos de Bragança e Vinhais.
A cerimónia de abertura, na sede em Bragança, ficou marcada por críticas que a nova diretora, em funções há três meses, ouviu e a que respondeu, comprometendo-se com “uma gestão mais próxima das populações”.
“É uma vontade, será um desafio grande naturalmente, teremos de vencer muitas barreiras, mas é o nosso total empenho e dedicação. Será essa a grande aposta desta nova organização”, afirmou.
A diretora regional responsável por todas as áreas protegidas da zona Norte disse estar “consciente e ciente de que sem o envolvimento de todos, e obviamente das populações locais, não será possível a conservação” do património natural e cultural.
As comemorações dos 40 anos do Parque Natural de Montesinho são, como salientou, “importantes”, porque quer que sejam “um mudar de paradigma” iniciado com o envolvimento hoje dos municípios de Bragança e Vinhais na sessão comemorativa inaugural.
Além dos discursos com críticas dos autarcas à gestão, o arranque das comemorações fez-se com a inauguração de uma exposição na sede do parque, em Bragança, a inauguração oficial do Centro Interpretativo do Lobo Ibérico, em Vinhais, e um passeio nas 20 bicicletas e três viaturas elétricas disponibilizadas pelo município de Bragança para os turistas passearem no parque junto à fronteira com Espanha.
O aniversário prolonga-se durante um ano com “um conjunto de atividades partilhada também com os municípios, com as juntas de freguesia, politécnico de Bragança e outros parceiros, assim como as populações e visitante”, segundo a diretora regional.
Para o dia 05 de outubro está marcado um percurso pedestre no parque para ouvir a brama dos veados, outras caminhadas serão organizadas ao longo do ano, assim como ações de sensibilização junto das populações por todo o parque.
As comemorações terminam com um seminário organizado em conjunto com o politécnico de Bragança, daqui a precisamente um ano, como indicou.
“É um programa que envolve a participação de todos os parceiros e agentes presentes no território e que queremos que seja essa tal mudança de paradigma, de reforço de proximidade do ICNF com as populações locais”, reiterou.
A secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Célia Ramos, participou na abertura das comemorações, referindo o reforço de pessoal e o investimento de 1,3 milhões de euros na reabilitação de 'habitats' feitos recentemente.
A governante assegurou também que os serviços estão atentos ao problema ambiental que se arrasta há anos dos inertes das desativadas e abandonadas minas do Portelo, que escorrem para os cursos de água do parque.
“Eu sei que há estudos realizados, sei que há inclusivamente ações, todas elas de contenção e intervenção das margens com o apoio do Laboratório Rios. Vamos tentar rapidamente estancar esse processo”, afirmou.
in:diariodetrasosmontes.com
C/Agência Lusa
III Festival de dança "Algures a Nordeste"
O festival de dança contemporânea Algures a Nordeste, que decorre de 13 a 28 de setembro, em Bragança e Vila Real, internacionaliza-se nesta edição com a participação de companhias do Brasil e de Espanha, segundo a organização.
Organizado pelos teatros municipais de Bragança e Vila Real, o festival vai proporcionar espetáculos, nas duas cidades transmontanas, de entrada gratuita.
“O Algures a Nordeste abre portas até ao Brasil e até Espanha, há aqui uma abertura ao mundo”, afirmou hoje à agência Lusa Eugénia Almeida, vereadora da área da cultura da Câmara de Vila Real.
Nesta terceira edição, de acordo com a responsável, o festival de dança contemporânea “internacionaliza-se e ganha outra dimensão”.
Em Vila Real, o festival arranca com “Invisible Wires”, uma coprodução internacional da companhia La Macana, sedeada em Espanha.
Trata-se, de acordo com a organização, “de uma proposta intensamente física, com música ao vivo”, dirigida pelo coreógrafo Júlio César Iglesias Ungo.
A participação portuguesa no evento constitui uma homenagem dupla a Sophia de Mello Breyner Andresen, no âmbito do seu centenário, com espetáculos produzidos pela Dança em Diálogos e pela Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo.
Estas produção são coreografadas, respetivamente, por Fernando Duarte e Vasco Wellenkamp/Miguel Ramalho.
Do Brasil vem a companhia Pé no Mundo, que apresenta “Arquivo Negro – Passos Largos em Caminhos Estreitos”, um espetáculo “livremente inspirado em algumas personalidades negras importantes mas pouco valorizadas na história nacional do Brasil, procurando garantir-lhes uma representatividade positiva e a possibilidade de recriar imaginários para os corpos negros”.
O “Algures a Nordeste” encerra com outra companhia espanhola. Maduixa, proveniente do Madrid, vai apresentar “Mulïer”, um espetáculo de dança sobre andas interpretado por cinco bailarinas.
Esta peça pretende, segundo a organização, “investigar os limites físicos com a dança e o equilíbrio, o movimento e a poesia ou a força e as emoções, com as mulheres como ponto de partida e enfoque”.
Uma das novidades desta edição é também, segundo a Eugénia Almeida, a "aposta no público mais jovem”.
assim, para o público infantil foi agendado “Cavalo-Marinho”, um espetáculo curto de dança e música dirigido por Madalena Victorino, que foi criado e é interpretado por Alice Duarte e AnaRaquel.
O festival resulta da operação “Algures a Nordeste”, um projeto de promoção cultural e turística que juntou os dois teatros municipais transmontanos e incluiu também a criação de espetáculos originais.
in:diariodetrasosmontes.com
C/Agência Lusa
Organizado pelos teatros municipais de Bragança e Vila Real, o festival vai proporcionar espetáculos, nas duas cidades transmontanas, de entrada gratuita.
“O Algures a Nordeste abre portas até ao Brasil e até Espanha, há aqui uma abertura ao mundo”, afirmou hoje à agência Lusa Eugénia Almeida, vereadora da área da cultura da Câmara de Vila Real.
Nesta terceira edição, de acordo com a responsável, o festival de dança contemporânea “internacionaliza-se e ganha outra dimensão”.
Em Vila Real, o festival arranca com “Invisible Wires”, uma coprodução internacional da companhia La Macana, sedeada em Espanha.
Trata-se, de acordo com a organização, “de uma proposta intensamente física, com música ao vivo”, dirigida pelo coreógrafo Júlio César Iglesias Ungo.
A participação portuguesa no evento constitui uma homenagem dupla a Sophia de Mello Breyner Andresen, no âmbito do seu centenário, com espetáculos produzidos pela Dança em Diálogos e pela Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo.
Estas produção são coreografadas, respetivamente, por Fernando Duarte e Vasco Wellenkamp/Miguel Ramalho.
Do Brasil vem a companhia Pé no Mundo, que apresenta “Arquivo Negro – Passos Largos em Caminhos Estreitos”, um espetáculo “livremente inspirado em algumas personalidades negras importantes mas pouco valorizadas na história nacional do Brasil, procurando garantir-lhes uma representatividade positiva e a possibilidade de recriar imaginários para os corpos negros”.
O “Algures a Nordeste” encerra com outra companhia espanhola. Maduixa, proveniente do Madrid, vai apresentar “Mulïer”, um espetáculo de dança sobre andas interpretado por cinco bailarinas.
Esta peça pretende, segundo a organização, “investigar os limites físicos com a dança e o equilíbrio, o movimento e a poesia ou a força e as emoções, com as mulheres como ponto de partida e enfoque”.
Uma das novidades desta edição é também, segundo a Eugénia Almeida, a "aposta no público mais jovem”.
assim, para o público infantil foi agendado “Cavalo-Marinho”, um espetáculo curto de dança e música dirigido por Madalena Victorino, que foi criado e é interpretado por Alice Duarte e AnaRaquel.
O festival resulta da operação “Algures a Nordeste”, um projeto de promoção cultural e turística que juntou os dois teatros municipais transmontanos e incluiu também a criação de espetáculos originais.
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C/Agência Lusa
"King of Portugal" regressa a Vimioso de 04 a 07 de setembro
A competição de todo o terreno automóvel "King of Portugal", que regressa a Vimioso de 04 a 07 de setembro, regista este ano o maior número de equipas e apresenta traçado mais duro, revelou hoje o diretor da prova.
"Este ano é aquele em que trazemos mais equipas para a prova, e praticamente todas elas de elite. Vamos ter em competição, pela primeira vez, três pilotos campeões europeus da modalidade, o que vai fazer com que está edição do 'King of Portugal' (KOP) seja mais renhida", disse hoje à Lusa José Rui Santos.
Em competição vão estar 67 equipas oriundas de 22 países de três continentes: América, África e Austrália, para disputar um traçado com 390 quilómetros, tido este ano como "mais técnico e exigente" onde não faltam "troços rápidos ou cheios de obstáculos", que colocam "à prova a perícia das equipas e a agilidade e potência dos carros criando momentos de grande espetáculo visual".
"Este ano inovamos no traçado. Há troços ao estilo Dakar (mais rápidos) e troços mais técnicos ('trial'). Com estes ingredientes esperamos ter uma prova de qualidade, à semelhança de edições anteriores. Esta prova vai também definir quem será o próximo campeão europeu da modalidade", indicou o responsável pela organização do KOP.
Em prova vão estar 67 carros com potências que chegam aos 740 cavalos debitados por motores V8, integrados em quatro classes - Unlimited, Legend, Modified, Stock e UTV's, cujo preço na classe superior poderá chagar aos 250 mil euros por veículo.
"A prova está cada vez mais concorrida por parte dos pilotos e este ano tivemos que deixar de fora 10 equipas. A grande ambição da organização do KOP é fazer uma prova que ligue Vimioso, Bragança, Miranda do Douro e Mogadouro, criando assim um novo circuito ao estilo de uma prova mítica", concretizou José Rui Santos.
Segundo os promotores do KOP, são esperados cerca de 6.000 espectadores, na sua maioria portugueses, espanhóis e franceses, um número que tem por base a anterior edição do evento automobilístico.
No total, as 67 equipas que vão disputar o KOP, em Vimioso, trazem consigo cerca de 1.300 pessoas.
Em prova vão estar equipas de Portugal, Espanha, França, Itália, Escócia, Inglaterra, Irlanda, Austrália, Israel, Estados Unidos da América, Alemanha, Moçambique, Angola, entre outras nacionalidades.
Para o comércio de Vimioso, a vinda do KOP é também sinónimo de "negócio" para os agentes económicos locais, com incidência na restauração, cafés, comércios e postos de combustível.
"Vendemos muito mais combustível durante os cincos ou seis dias em que decorre a prova. Temos que abastecer os tanques antes do evento começar e a meio terei de fazer o mesmo. É um período muito bom para o negócio local", disse à Lusa Paulo Diz, empresário no ramo dos combustíveis.
Por seu lado, Luís Garcia, empresário na área de hotelaria, adianta que tem lotação esgotada.
"As pessoas são muitas e gostam dos nossos produtos. Contudo, o número de quartos é reduzido para estes dias. Estamos completamente cheios", frisou.
Já o vice-presidente da Câmara de Vimioso, António Santos, adianta que são 15 dias em que o comércio local não tem paralelo, ao longo do ano.
"Este é um investimento que traz retorno para o concelho. Teremos é de repensar a capacidade hoteleira do concelho para acolher eventos desta natureza, já que muitos dos visitantes deslocam-se para concelhos vizinhos, por falta de oferta", enfatizou o autarca.
O investimento nesta prova de todo o terreno, de acordo com os seus responsáveis, ronda os 80 mil euros que são suportados pelo município, empresa Nortex4 e patrocinadores.
A organização da prova é da responsabilidade do Clube NorteX4 e do município de Vimioso.
in:diariodetrasosmontes.com
C/Agência Lusa
Foto: António Pereira
"Este ano é aquele em que trazemos mais equipas para a prova, e praticamente todas elas de elite. Vamos ter em competição, pela primeira vez, três pilotos campeões europeus da modalidade, o que vai fazer com que está edição do 'King of Portugal' (KOP) seja mais renhida", disse hoje à Lusa José Rui Santos.
Em competição vão estar 67 equipas oriundas de 22 países de três continentes: América, África e Austrália, para disputar um traçado com 390 quilómetros, tido este ano como "mais técnico e exigente" onde não faltam "troços rápidos ou cheios de obstáculos", que colocam "à prova a perícia das equipas e a agilidade e potência dos carros criando momentos de grande espetáculo visual".
"Este ano inovamos no traçado. Há troços ao estilo Dakar (mais rápidos) e troços mais técnicos ('trial'). Com estes ingredientes esperamos ter uma prova de qualidade, à semelhança de edições anteriores. Esta prova vai também definir quem será o próximo campeão europeu da modalidade", indicou o responsável pela organização do KOP.
Em prova vão estar 67 carros com potências que chegam aos 740 cavalos debitados por motores V8, integrados em quatro classes - Unlimited, Legend, Modified, Stock e UTV's, cujo preço na classe superior poderá chagar aos 250 mil euros por veículo.
"A prova está cada vez mais concorrida por parte dos pilotos e este ano tivemos que deixar de fora 10 equipas. A grande ambição da organização do KOP é fazer uma prova que ligue Vimioso, Bragança, Miranda do Douro e Mogadouro, criando assim um novo circuito ao estilo de uma prova mítica", concretizou José Rui Santos.
Segundo os promotores do KOP, são esperados cerca de 6.000 espectadores, na sua maioria portugueses, espanhóis e franceses, um número que tem por base a anterior edição do evento automobilístico.
No total, as 67 equipas que vão disputar o KOP, em Vimioso, trazem consigo cerca de 1.300 pessoas.
Em prova vão estar equipas de Portugal, Espanha, França, Itália, Escócia, Inglaterra, Irlanda, Austrália, Israel, Estados Unidos da América, Alemanha, Moçambique, Angola, entre outras nacionalidades.
Para o comércio de Vimioso, a vinda do KOP é também sinónimo de "negócio" para os agentes económicos locais, com incidência na restauração, cafés, comércios e postos de combustível.
"Vendemos muito mais combustível durante os cincos ou seis dias em que decorre a prova. Temos que abastecer os tanques antes do evento começar e a meio terei de fazer o mesmo. É um período muito bom para o negócio local", disse à Lusa Paulo Diz, empresário no ramo dos combustíveis.
Por seu lado, Luís Garcia, empresário na área de hotelaria, adianta que tem lotação esgotada.
"As pessoas são muitas e gostam dos nossos produtos. Contudo, o número de quartos é reduzido para estes dias. Estamos completamente cheios", frisou.
Já o vice-presidente da Câmara de Vimioso, António Santos, adianta que são 15 dias em que o comércio local não tem paralelo, ao longo do ano.
"Este é um investimento que traz retorno para o concelho. Teremos é de repensar a capacidade hoteleira do concelho para acolher eventos desta natureza, já que muitos dos visitantes deslocam-se para concelhos vizinhos, por falta de oferta", enfatizou o autarca.
O investimento nesta prova de todo o terreno, de acordo com os seus responsáveis, ronda os 80 mil euros que são suportados pelo município, empresa Nortex4 e patrocinadores.
A organização da prova é da responsabilidade do Clube NorteX4 e do município de Vimioso.
in:diariodetrasosmontes.com
C/Agência Lusa
Foto: António Pereira
Três animais já mortos e um com sinais de maus tratos em canil de Vinhais
As autoridades de Vinhais (Bragança) encontraram três cães mortos e um com “sinais visíveis de maus tratos”, informou hoje a GNR, que identificou o dono do canil onde animais estavam e participou o caso ao tribunal.
Em comunicado, a GNR explica que a ação policial foi desenvolvida na sexta-feira “devido à suspeita de uma situação de maus tratos a animais de companhia” no canil onde se encontravam e após a Autoridade Sanitária Veterinária Municipal ter solicitado apoio àquela força policial.
Os militares da GNR “verificaram a existência de três cães já cadáveres e um outro com sinais visíveis de maus tratos, estando subnutrido e desidratado”, explica o comunicado.
O cão sobrevivente está a receber tratamento e cuidados veterinários.
A GNR identificou o proprietário do canil, um homem de 47 anos, e participou o caso ao tribunal de Bragança.
in:diariodetrasosmontes.com
C/Agência Lusa
Em comunicado, a GNR explica que a ação policial foi desenvolvida na sexta-feira “devido à suspeita de uma situação de maus tratos a animais de companhia” no canil onde se encontravam e após a Autoridade Sanitária Veterinária Municipal ter solicitado apoio àquela força policial.
Os militares da GNR “verificaram a existência de três cães já cadáveres e um outro com sinais visíveis de maus tratos, estando subnutrido e desidratado”, explica o comunicado.
O cão sobrevivente está a receber tratamento e cuidados veterinários.
A GNR identificou o proprietário do canil, um homem de 47 anos, e participou o caso ao tribunal de Bragança.
in:diariodetrasosmontes.com
C/Agência Lusa
Passeio Pedestre no Planalto Mirandês, Miranda do Douro - Naso
Aventura, emoção, animação e muita adrenalina são alguns dos ingredientes que vai encontrar no passeio pedestre no Planalto Mirandês a realizar no próximo dia 1 de Setembro.
A história, a cultura e a tradição vão marcar presença ao longo dos 15 km de percurso entre Miranda do Douro e o Santuário de Nossa Senhora do Naso. Para além disso, os participantes vão ter a oportunidade única de desfrutar de uma das mais belas paisagens do Planalto Mirandês.
Participe!
Programa:
Hora da partida: 8.00 horas
Local da partida: Posto de Turismo de Miranda do Douro
Itinerário: Miranda do Douro - Malhadas - Naso - Regresso a Miranda do Douro (transporte assegurado pela autarquia)
Total do percurso: 15 km Duração: 3:30 horas
Conselhos úteis: Chapéu, calçado apropriado, roupa adequada às condições climatéricas do dia e água fresca.
CM Miranda do Douro
A história, a cultura e a tradição vão marcar presença ao longo dos 15 km de percurso entre Miranda do Douro e o Santuário de Nossa Senhora do Naso. Para além disso, os participantes vão ter a oportunidade única de desfrutar de uma das mais belas paisagens do Planalto Mirandês.
Participe!
Programa:
Hora da partida: 8.00 horas
Local da partida: Posto de Turismo de Miranda do Douro
Itinerário: Miranda do Douro - Malhadas - Naso - Regresso a Miranda do Douro (transporte assegurado pela autarquia)
Total do percurso: 15 km Duração: 3:30 horas
Conselhos úteis: Chapéu, calçado apropriado, roupa adequada às condições climatéricas do dia e água fresca.
CM Miranda do Douro
Nossa Senhora dos Montes Ermos em Exposição Fotográfica
António Basaloco, Fotógrafo e Designer Gráfico, natural de Freixo de Espada à Cinta, radicado na Inglaterra, expõe no Auditório Municipal mais de 200 registos fotográficos alusivos às festividades de Nossa Senhora de Montes Ermos.
Fado no Masculino: Hélder Moutinho
Hélder Moutinho possui uma carreira de mais de 25 anos e vários álbuns editados.
O fadista tem cantado em várias casas de fado e salas nacionais e internacionais, designadamente do Canadá, Estados Unidos, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Holanda e Rússia.
O espetáculo proposto será uma oportunidade de ouvir o fadista, também poeta e produtor musical, cantar músicas do seu primeiro disco, ‘Sete Fados e Alguns Cantos’, de 1999 e também canções do seu novo álbum, o sexto da sua carreira, a editar em 2020.
21:30h
Centro Cultural Macedo de Cavaleiros
3,00€
O fadista tem cantado em várias casas de fado e salas nacionais e internacionais, designadamente do Canadá, Estados Unidos, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Holanda e Rússia.
O espetáculo proposto será uma oportunidade de ouvir o fadista, também poeta e produtor musical, cantar músicas do seu primeiro disco, ‘Sete Fados e Alguns Cantos’, de 1999 e também canções do seu novo álbum, o sexto da sua carreira, a editar em 2020.
21:30h
Centro Cultural Macedo de Cavaleiros
3,00€
Escola de Música MMAC
A Escola de Música MMAC terá início no mês de outubro e pretende revolucionar o Planalto Mirandês!
Aberta a todas as idades e contando com professores com bastante experiência, incluirá formação musical e a prática de vários instrumentos.
Aberta a todas as idades e contando com professores com bastante experiência, incluirá formação musical e a prática de vários instrumentos.
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