sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Mais vale prevenir...

Dirão alguns ao ler esta publicação:
- Lá está o pessimista.
É verdade que o perigo existe em todos os cantos. Em casa, na rua, no trabalho...
Os acidentes acontecem quando menos se espera e essa verdade ninguém pode negar.
Mas, em nome da verdade, acontecem acidentes que podem ser evitados.
Repare-se neste caso no passeio que leva à rotunda de Vale d´ Álvaro.
O que pode acontecer a quem por qualquer motivo, caia do passeio para o terreno da antiga Adega?
É verdade que podem dizer....ora se nunca caiu ninguém, que se saiba, é porque está tudo mais que bem.
Pois para mim não está e há sempre uma primeira vez para tudo.
Não importa de quem é a responsabilidade em atenuar, ou resolver, a possibilidade de aqui acontecer um acidente. Importa atuar, anteciparmos-nos ao acidente.
Sugiro uma camioneta de terra para continuar o suporte de terras anterior e atenuar o declive.
Uma camioneta de terra não é assim tão cara e até pode dar jeito a alguém poder descarregá-la ali.
Um invisual, um idoso, umas crianças a brincar a correr, um bêbado...uma outra pessoa distraída a falar ao telemóvel...
São só 4 ou 5 metros de passeio.

MÃOS À OBRA!

HM

Comunicados - Bragança 1974/1975

Do meu espólio particular e que hoje e aqui, deixou de ser privado.
HM

Bragança comemora Mês da Proteção Civil com um simulacro por concelho

Por Bragança, março chega dedicado  às comemorações do Dia Mundial da Proteção Civil. O cartaz das atividades foi ontem tornado público.
A efeméride assinala-se a 1 de março, mas este ano o Comando Distrital de Operações de Socorro de Bragança prolonga as atividades por todo o mês de março. É o Mês da Proteção Civil – 12 municípios, 12 ações, 12 dias.

Isto é, cada concelho do distrito vai receber um simulacro, relacionado com a envolvente, e que poderia representar uma situação real naquela zona.

Mirandela é o primeiro concelho a receber atividades. É dia 1 de março, e vai testar a capacidade de resposta em caso de um acidente no rio, que de resto é uma das imagens de marca da cidade do Tua.

Macedo de Cavaleiros recebe a 22 de março um simulacro de um incêndio industrial. Entre acidentes, incêndios e evacuações, serão colocados à prova os 12 concelhos, até dia 27 do próximo mês, com Vimioso a encerrar o programa.

O objetivo é, além de promover a articulação entre todos os agentes de Proteção Civil, aproximá-los da população e reforçar a sensibilização, para que todos saibam como agir uma hipotética ocorrência.

Escrito por ONDA LIVRE

Bragança Além Fronteiras


Bragança localiza-se num cruzamento de corredores naturais de circulação e de
condições geomorfológicas favoráveis à fixação humana. Não admira pois a existência de vestígios de Arte Rupestre em Grijó e Milhão, de um vasto património arqueológico, bem visível ainda em vários sítios fortificados em lugares cimeiros (Rebordãos, Pinela, Babe, Outeiro, Parada…), talvez fundados nos séculos XIII a XI antes de Cristo, e as dezenas de Castros da Segunda Idade do Ferro, espalhados ao longo de vales e linhas de água (Alimonde, Soutelo, Calvelhe, Castro de Avelãs…), comunidades que integravam o povo conhecido como os Zoelae, com sede política e administrativa em Castro de Avelãs, estendendo-se por uma vasta área territorial no Nordeste de Portugal e Nordeste de Espanha.
Com a conquista pelos exércitos romanos, surgiu uma nova organização política, administrativa e territorial. Em Bragança é bem expressiva a romanização, face aos vestígios recolhidos, às escavações arqueológicas recentes, à importante via militar romana a ligar a fachada atlântica com a Meseta, uma das principais “auto-estradas” da Península na época romana e que prevaleceu durante muitos séculos como ligação entre o litoral e a Meseta Ibérica e às explorações de ouro, prata, ferro e estanho (França, Portelo e Guadramil), a que estaria associada o provável controlo de destacamentos militares. Como importante centro de passagem de pessoas e bens, as explorações mineiras (com produção comprovada de ouro, estanho e ferro, e provavelmente prata), o aumento da demografia e das actividades económicas, Bragança terá vivido nos séculos I a III d.C., tempos de crescimento e prosperidade.
No período seguinte, povos vindos do Norte, Suevos e Visigodos, substituem os romanos no governo do território. Com a invasão da Península pelos muçulmanos, a região de Bragança constituiu-se como uma espécie de área fronteiriça alargada, palco de saques frequentes, até ao período em que esta zona do território se organizou em tempos civis, militares e religiosos, com significativa autonomia, fazendo-se referência no Concílio de Oviedo, no ano de 970, a Pelágio Conde de Bragança.
No final do século X e início do século XI, ascende a família dos Bragançãos, com D. Mendo Alãm, que casou com a princesa Ardzrouri da Arménia, aquando da sua passagem por Castro de Avelãs, em peregrinação a Santiago de Compostela. 
Durante o século XI a meados do século XIII, a poderosa família dos Bragançãos, a segunda das cinco mais importantes linhagens da aristocracia medieval portuguesa, a seguir à Família Real, adquiriu relevância sócio-política junto das cortes de Leão e no Condado Portucalense, devido à situação geoestratégica de Bragança, relativamente ao Condado Portucalense e ao Reino de Leão.
Fernão Mendes (II) de Bragança, cunhado de D. Afonso Henriques, passou à história como o Bravo, pela bravura na Batalha de Ourique. Foi um dos esteios da ascensão política do nosso primeiro Rei e do Reino de Portugal, por causa do seu poderio militar e económico.
A colocação geoestratégica de Bragança, dada a sua posição fronteiriça, passou a marcar de forma muito intensa a sua História, submetida à constante pressão políticomilitar dos dois Reinos de Portugal e de Leão, consequência da instabilidade e indefinição das fronteiras. No ano de 1187, D. Sancho I atribuiu a Bragança Foral de Vila, apostou na delimitação da linha de fronteira, mandou colocar marcos nas zonas fronteiriças, e por ali passou, em sinal de posse, mandando fortalecer as defesas e reconstruir as muralhas de Bragança.
Os conflitos entre Portugal e Leão mantêm-se. Bragança esteve implicada militarmente nos conflitos, sofrendo com o território cercado pelos exércitos inimigos, pela predominância dos seus dirigentes na primeira linha dos negócios do Reino, participou na diplomacia, em importantes acordos envolvendo os dois reinos.
Na sétima geração, no ano de 1258, a família dos Bragançãos perde a varonia, e D. Afonso III entrega Bragança a Nuno Martins, descendente da linhagem de Bragança.
No século XIV, as guerras com Castela provocaram a destruição e Bragança foi tomada pelos exércitos castelhanos no ano de 1370. A região bragançana volta em 1381 a ser militarmente devastada, surge a fome, as epidemias e com elas o desmesurado aumento da mortalidade infantil, o abandono dos campos, perdendo Bragança 83% da sua população. No ano de 1387, o Duque de Lencastre e D. Constância, herdeira de Castela, assinam, em Bragança o Tratado de Babe, no qual reconhecem a D. João I (aclamado nas cortes de 1385, por ter sido declarado vago o trono, e casado com D. Filipa, filha do Duque de Lencastre), os direitos que afirmavam possuir sobre Portugal e o Algarve.
D. João I volta a Bragança, no ano de 1396, em situação de conflito com Castela, tomando o castelo a Afonso Pimentel, alcaide de Bragança (que se havia aliado a Castela), confiscando-lhes os bens, mandando proceder a obras de consolidação e acrescento da estrutura do castelo. Os bens confiscados vieram a ser entregues a D. Afonso, filho ilegítimo de D. João I, fazendo-o Duque de Bragança, e que casou com D. Beatriz, filha única do Condestável D. Nuno Álvares Pereira, a mais rica herdeira do Reino.
E, assim, D. João I desenha uma política de reforço e organização desta região fronteiriça de grande importância na protecção política do reino, reforçando a posição de Bragança, como pólo fronteiriço, agregador de um vasto território, à volta do qual se reconstruiria um grande poder territorial e patrimonial que, deveria manter-se nas mãos de um único herdeiro, não podendo ser alienado nem dividido. Estaria subjacente a ideia de criar um ramo familiar forte, que em qualquer momento pudesse substituir a família real.
Com D. Fernando, 2º Duque de Bragança, reforçou-se esta estratégia, ao juntar os bens do seu irmão Afonso, conde de Guimarães, falecido sem sucessão legítima. O Duque D. Fernando empenhou-se ao lado do Rei Afonso V, nas campanhas no Norte de África, tendo sido governador de Ceuta. Quando o rei partiu para a conquista do Norte de África, deixou o governo do reino entregue ao Duque de Bragança considerado um dos homens mais poderosos do reinado de D. Afonso V. Este, a pedido de D. Fernando, 2º Duque de Bragança, por alvará de 20 de Fevereiro de 1464, concedeu a Bragança o foro de cidade. Foi julgado e condenado à morte por D. João II, no âmbito de um plano centralizador do poder político e económico, com a consequente redução dos privilégios das grandes Casas Senhoriais, incorporando os bens do ducado de Bragança, no património real.
O Rei D. Manuel I restitui esses bens aos seus antigos senhores por carta de 18 de Junho de 1496. Nesse mesmo ano, provoca grande prejuízo a Bragança, ao decretar a expulsão dos judeus que haviam recusado o baptismo, originando a saída de centenas de habitantes da cidade. Uma perda irreparável para a cidade. Os judeus foram surpreendidos pois, pouco tempo antes, D. João II tinha acolhido judeus perseguidos pelos Reis Católicos. Só da vizinha Benavente vieram para Bragança 3000 casais. O desfecho da acção do rei traduziu-se num declínio. Gradual, mas tremendo nos efeitos.
Em consequência da terrífica actividade da Inquisição, milhares de judeus saíram de Portugal, levando dinheiro, contactos, saberes, experiência mercantil e, acima de tudo, o interesse pelo conhecimento e a explicação da causa das coisas. Os Bragançanos Oróbio de Castro e Jacob Castro Sarmento são paradigmas da perda que Portugal obteve devido ao insensato acto de D. Manuel. O primeiro brilhou na Jerusalém da Europa – tendo sido líder na sinagoga de Amesterdão, o segundo notabilizou-se em Londres e na Escócia, sendo professor distinto na Universidade de Aberdeen, onde recebeu o grau de Doutor.
Iniciado o período dos Descobrimentos, o mesmo deu origem à constituição de um Império que se desenrolou à escala mundial, com expressão nos cinco continentes. Apesar de situada longe do mar, nem por isso Bragança deixou de contribuir com as suas gentes para um processo histórico da magnitude daquele que ficou conhecido pela designação de expansão portuguesa. Homens idos de Bragança para Lisboa e outros portos percorreram mares e terras distantes, em busca de melhorar a condição económica e social ou, tão simplesmente, contribuir para a evangelização de outros povos.
Numa breve referência a Bragança, apontam-se alguns nomes que servem de padrão para muitos outros que ficaram no olvido. O “moço do monte” João de Bragança foi nomeado por D. João II, “vedor” do corte de madeira destinada ao fabrico dos navios, que em 1497, partiram à descoberta do caminho para a Índia. Nessa Índia longínqua, o bombardeiro Diogo de Bragança esteve ao lado de Diogo Pacheco Pereira nas lutas contra o samorim de Calcutá. O célebre aventureiro Fernão Mendes Pinto, na sua imortal Peregrinação,refere Lourenço de Góis e Vasco Sarmento, primos naturais de Bragança que, cerca de 1540, estavam no Sião (Tailândia), onde foram capitães de duas fustas e o bragançano António Ferreira, que , por volta de 1543, chefiava uns mil mercenários ao serviço do rei do Pegu (actual Birmânia), e por ali andava também Cristóvão Sarmento outro influente mercenário nascido em Bragança.
Em relação aos missionários que, saídos de Bragança, acabaram por rumar à Índia, vale a pena referir como exemplos os nomes de alguns que permaneceram um tanto obscuros. É caso dos Agostinhos, Frei Diogo de Jesus, que entrou para a Ordem em Goa, no dia 1 de Fevereiro de 1635, e faleceu em Baçaim em 1670, ou de Frei Inácio de Santiago (no século, Inácio de Araújo), que veio a falecer, em 28 de Novembro de 1638, ainda noviço.
No ano de 1581, surge a 3ª Dinastia, de domínio espanhol sobre o povo português, conseguido pela força por parte dos reis de Espanha, tendo terminado a 1 de Dezembro de 1640, pela restauração da independência, ascendendo ao trono, o 8º Duque de Bragança (então governador militar de Portugal, sob o domínio filipino), com o nome de D. João IV, que bravamente defendeu o país, iniciando-se a 4ª dinastia, reinando em Portugal até à Implantação da República, a 5 de Outubro de 1910, e que haveria de levar o nome de Bragança a longínquas paragens e importantes encontros diplomáticos.

Fonte: Adaptação de Armando Fernandes, com base em textos da obra “Bragança Marca a História, a História Marca Bragança”.

No domingo, voos de balão de ar quente (GRÁTIS) no Pólis!

A partir de sexta-feira e até domingo, Festival do Butelo e das Casulas. 
No sábado, desfile com os Caretos e queima do Diabo.
No domingo, voos de balão de ar quente (GRÁTIS) no Pólis!

Bernardo Teixeira de Morais Leite Velho

Doutor em direito pela Universidade de Coimbra, onde terminou o curso em 1846, advogado no Rio de Janeiro. Nasceu no Mogadouro a 25 de Julho de 1824; filho de Joaquim José Teixeira, comandante da companhia de voluntários do Mogadouro (que muito se distinguiu por serviços à causa liberal, derrotando em Maio de 1834 a guerrilha do Cachapuz (383), que infestava o lugar de Lagoaça), e de D. Ana Luísa de Morais Leite Velho. Desde 1846 a 1851 foi vereador e administrador do concelho do Mogadouro, exercendo também a advocacia. Em 1853 partiu para o Rio de Janeiro, onde casou e fixou residência, sempre entregue à faina das letras e da sua profissão, falecendo há poucos anos.

Escreveu:
Trás-os-Montes – Estudo estatístico. Lisboa, 1869. 8.° de 34 págs.
Monografia das execuções de sentença em processo civil. Rio de Janeiro, 1885.
Adições à Monografia das Execuções – Contendo as reformas da lei de 5 de Outubro de 1885 e decreto de 25 de Janeiro de 1886, e a Sinopse, em forma de código, de todo o processo das execuções hipotecárias e pignoratícias.
Rio de Janeiro, 1889. 8.° pequeno.
Estudo histórico das relações diplomáticas e políticas entre a França e Portugal desde a constituição da monarquia portuguesa até à queda de Napoleão Bonaparte. Lisboa, 1896. 8.° de 454 págs. e mais uma (inumerada) de erratas.
Espanha e Portugal – 1640-1668 – A revolução e a paz. Rio de Janeiro, 1902. 8.° de 32 págs.
Lopes Velho fundou a Crónica do Foro, de que foi redactor único, e colaborou na União Portuguesa, na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e no Jornal do Comércio. Obteve medalha de menção honrosa na Exposição Internacional de Trabalhos Jurídicos do Rio de Janeiro, foi membro da Sociedade de Geografia de Lisboa e colaborador da Revista (órgão da mesma), do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e do Instituto Histórico do Estado do Ceará.
Acácio Vidal, parente por afinidade de Leite Velho, possui vários apontamentos que este escreveu sobre a sua terra natal e que publicaremos no volume referente ao Mogadouro.

Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança

Obras no Castelo de Bragança e Zona Envolvente - Início dos anos 60


Projecto 80 promove cidadania activa na área da sustentabilidade na Secundária Miguel Torga

O RoadShow do “Projecto 80”, de desenvolvimento associativo e sustentabilidade, fez ontem uma paragem na escola secundária Miguel Torga, em Bragança. Foram cerca de 150 os alunos entre os 13 e os 18 anos que tomaram contacto com esta iniciativa que visa levar a comunidade estudantil a arregaçar as mangas e desenvolver projectos que façam a diferença na área do voluntariado ou com uma componente ecológica, com vista à promoção de uma cidadania mais activa e relevante para um futuro sustentável.
Apesar de alguns alunos já terem sensibilidade para estas temáticas, a iniciativa despertou ainda mais o interesse para algumas das campanhas e projectos apresentados.

“Sempre reciclei, porque ajuda o ambiente e faz-nos ser mais responsáveis”, disse Joana Lopes, uma das alunas que participou na iniciativa.

Ana Amado referiu que aprendeu “algumas coisas que não sabia” como a existência de “vários projectos a nível nacional de sustentabilidade, que se pode ganhar prémios a ser amigos da terra”.

“O objectivo deste projecto é trabalhar a cidadania activa e o associativismo através do desenvolvimento de projectos cm enfoque na sustentabilidade ambiental”, explicou a responsável do projecto, Inês Alexandre.

Este ano, o projecto já passou por 20 escolas, e para além desta em Bragança também esteve em Miranda do Douro, onde foram apresentadas ideias de projectos na área da sustentabilidade e do voluntariado. “Houve dois grupos que focaram muito o desenvolvimento de pellets, através de organizar grupos de voluntariados e limpeza de matas, houve grupos que trabalharam a questão de associativismo, e da criação de associações para trabalhar com jovens e com idosos aplicações”, referiu.

Os alunos podem depois concorrer a um concurso de ideias chamado Green Project Award e até ao fim do ano lectivo será escolhido um vencedor.

“Pretende-se que os alunos ao saírem da sessão, irem submeter a ideia ao site, que passa a ser um projecto a implementar. Até 31 de Maio são escolhidos os seis projectos para a Iniciativa Jovem dos prémios e até ao fim do ao lectivo é eleito apenas um”, refere.

Os vencedores desde concurso ganham uma viagem de Intrarail.

O Projecto 80 é uma iniciativa conjunta da Agência Portuguesa do Ambiente, da Direcção-Geral da Educação, Instituto Português do Desporto e Juventude, Quercus e Green Project Awards, com o apoio da República Portuguesa e parcerias com várias empresas. 

Escrito por Brigantia.
Olga Telo Cordeiro

ACT preocupada com o número de acidentes de trabalho

O número de acidentes de trabalho em Portugal está a reduzir, mas de forma pouco significativa e continua por isso a ser uma grande preocupação da Autoridade para as Condições do Trabalho, que espera conseguir reduzir estas ocorrências em 30 por cento até 2020.
Uma preocupação deixada ontem em Bragança pelo Inspector-Geral da ACT na apresentação de uma campanha ibérica de Prevenção de Acidentes de Trabalho.
Sem avançar números oficiais relativos a 2016, Inspector-geral da autoridade para as condições do trabalho, Pedro Pimenta Braz, salienta que de acordo com as participações o número de vítimas mortais manteve-se quando comparado com 2015. “Os últimos dados oficiais que há no país são de 2014 e foi registado o número terrível de 160 mortos. Ano passado foram comunicados cerca de 141 mas não são dados oficiais porque há alguns que não são comunicados e não se registou nenhuma descida face aos que nos foram comunicados em 2015.”
Segundo Pedro Pimenta Braz, um dos objectivos desta campanha ibérica para 2017 passa precisamente por tornar a redução destes números maior. “Gostávamos de conseguir com esta campanha reduzir o número de acidentes de trabalho e de mortes neste contexto, em Portugal”, sublinha O director-geral da ACT.
Em declarações à margem desta sessão de apresentação ontem no NERBA, Pedro Pimenta Braz referiu-se ainda à problemática dos acidentes de tractor, que na região provocaram o ano passado mais mortos do que os acidentes de trabalho. O responsável da ACT revela que esta entidade vai também tentar contribuir para a redução deste tipo de ocorrências. “É um problema gravíssimo que estamos em conversações com o ministério da agricultura e com a autoridade nacional de segurança rodoviária para em conjunto arranjarmos estratégias para a redução desses acidentes”, explica Pedro Pimenta Braz.
O Inspector-geral da Autoridade para as Condições do Trabalho salientou ainda a importância de acções de colaboração entre os países da península ibérica, como é o caso da campanha agora lançada com o tema “Conhecer Melhor é Prevenir Melhor”. 

Escrito por Brigantia

Aumento do tráfego de pesados na A4 levou a intensificação da fiscalização por parte da GNR

A GNR tem vindo a intensificar a fiscalização aos veículos pesados na A4 depois de a abertura do túnel do Marão ter levado ao aumento do fluxo de veículos de transporte de mercadorias nesta via.
São agora mais as empresas transportadoras que escolhem a Auto-estrada Transmontana para chegar a Espanha e ao resto da Europa.

Uma realidade de que a GNR tomou consciência e para a qual reforçou a vigilância.

“Tendo conhecimento desse aumento de pesados que circulam nas nossas estradas, também aumentamos e vocacionamos a nossa fiscalização diária para o transporte pesados de mercadorias e para as cargas que são transportadas e para quem conduz este tipo de viaturas”, sublinha o capitão Sousa, o comandante do Destacamento de Trânsito de Bragança.

Numa das operações stop agendadas por esta força de segurança, acompanhada pela rádio Brigantia, foram fiscalizados veículos de mercadorias pesados, nomeadamente o controlo do peso e dos tacógrafos. Os veículos foram parados ao quilómetro 141 junto à aldeia de Passos, em Mirandela.

E se na maioria dos casos não foi detectada nenhuma infracção, a verdade é que nem sempre as normas são cumpridas à risca. E o tempo de descanso foi um dos problemas detectados.

“Durante a semana [o condutores de pesado], tem de fazer um descanso de 45 horas, não o fazendo até à terceira semana tem de compensar, o que não aconteceu, neste caso. A empresa vai ser autuada”, referia o agente responsável por esta fiscalização.

Nesta operação foram fiscalizadas no total 56 viaturas e ao todo foram levantados 6 autos. 13 veículos foram pesadas, tendo dois excesso de peso. Quatro foram fiscalizados a nível de tacógrafos e aqui duas infracções foram registadas. Houve ainda duas contra-ordenações, uma por problemas nos pneus e outra por falta de licenciamento correspondente ao alvará da empresa

Foi o resultado de uma manhã de fiscalização de pesados na A4, que é o tema de uma reportagem que pode ouvir mais logo depois do noticiário das 17h na rádio Brigantia e ler no Jornal Nordeste desta semana. 

Escrito por Brigantia
Olga Telo Cordeiro

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Apreensão de droga em Torre de Moncorvo

A GNR de Torre de Moncorvo apreendeu, ontem, 45 doses de cocaína.
A apreensão ocorreu no decorrer de uma fiscalização rodoviária. A GNR abordou uma viatura que não cumpriu a ordem de paragem e se colocou em fuga. Momentos depois o veículo foi interceptado.
O suspeito é um homem de 23 anos e transportava um recipiente com 45 doses de cocaína.
O homem foi identificado pela GNR. 

Escrito por Brigantia

O Povo é Quem Mais Ordena...

Idoso entra em despiste e bate em mais dois carros

Um carro entrou em despiste, esta tarde, em Macedo de Cavaleiros, e atingiu mais dois veículos que estavam estacionados na rua. O relato é feito por populares, que assistiram ao sucedido, e alertaram as autoridades.
Tudo aconteceu por volta das 15.45h na Cortinha do Moinho. Tudo indica que condutor,  e único ocupante da viatura, na casa dos 80 anos, tenha padecido de doença súbita, o que fez com que entrado em despiste.

O idoso foi transportado, segundo conseguimos apurar, ao serviço de urgência do Hospital de Macedo.

No local estiveram os Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros e a GNR.

Escrito por ONDA LIVRE

Lançamento de Livro de Eugénia Dobrões

Dia 8 de março na Biblioteca da escola Emídio Garcia as 10 h "Olhos de Chinesa" - emoções na china em viagens.

Bragança, antes da construção do Jardim António José de Almeida

Fotos da revista sobre o Centro Cultural Municipal de Bragança

Se és Portuguesa, se vives, estudas ou trabalhas em Bragança e se tens entre 17 e 25 anos, podes ser a Miss Bragança 2017

Volume da coleção “Rituais com Máscara” centrado nos Caretos de Podence é apresentado no domingo

Lançado em dezembro passado em Lisboa, o novo volume da série “Rituais com Máscara” vai ser agora apresentado em Podence, Macedo de Cavaleiros, no próximo domingo, às 17:00 horas  na Casa do Careto.
A apresentação decorre no segundo dia do Entrudo Chocalheiro, a Festa de Carnaval dos Caretos de Podence, agora elevada à categoria de Património Imaterial de Portugal. Os Caretos de Podence, figuras principais das festividades de inverno no Nordeste Transmontano e embaixadores culturais de Macedo de Cavaleiros, são o foco deste livro.

A tradição, o seu contexto histórico, a forma como perdurou nos tempos e se tornou um dos principais pontos de atracão turístico, estão bem presentes nesta edição que, além do Prefácio do Presidente da Câmara Municipal, apresenta também uma caracterização bem pormenorizada do concelho de Macedo de Cavaleiros.

Do livro faz também parte a “Rota da Máscara em Portugal”, uma parceria entre a Progestur e a Fundação INATEL que apresenta as várias festas com máscara presentes no território português.

 A coleção “Rituais com Máscara”, composta por 11 volumes e editada em português e inglês pela Progestur, conta agora com 6 livros publicados, apresentando-­se como uma componente informativa, cultural e histórica, sobre as tradições e rituais com máscaras no país.

Nota de Imprensa - CM Macedo de Cavaleiros

Cinco armas apreendidas e homem detido em investigação por lenocínio

A GNR apreendeu cinco armas de fogo e deteve ontem um homem de 60 anos por posse de arma proibida, em Carvalhais, Mirandela. A operação aconteceu no âmbito de uma investigação por suspeita do crime de lenocínio.
Na sequência de buscas domiciliárias e a um estabelecimento comercial, foram apreendidas duas caçadeiras de calibre 12, duas carabinas de calibre 22, uma carabina de 7 mílimetros, quatro cartuchos e 1200 euros em dinheiro.

O detido está, nesta altura, a ser presente ao Tribunal Judicial de Mirandela. No âmbito desta investigação, foram ainda identificadas quatro mulheres, que serão presentes ao Tribunal Judicial de Mirandela amanhã.

Esta operação contou com a colaboração do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica. 

Escrito por Brigantia

Vila Flor festeja floração das amendoeiras

Para assinalar este período, que é já uma marca na zona, o município aposta numa edição especial da feira Terra Flor. Esta é uma mostra mais pequena, quando comparada com a de Agosto, mas o objectivo continua a ser a promoção do que de melhor se produz no concelho.
Esta edição da Terra Flor realiza-se no último fim-de-semana de Fevereiro e nos dois primeiros de Março.
O presidente do Município, Fernando Barros, destaca a programação existente no cartaz de animação “um cartaz lúdico com muitos espectáculos de géneros variados.”
O autarca explica que de ano para ano tem notado um aumento de visitantes que vêm de carro, mas o grosso ainda chega ao concelho nas tradicionais excursões de autocarro.
“Estamos num corredor de passagem, entre o litoral e as terras do interior como Foz Côa, Moncorvo, Freixo e Mirandela. Somos então muito visitados por essas excursões organizadas”, explica o autarca.
A Câmara Municipal de Vila Flor vai colaborar também com os Bombeiros Voluntários na organização do III Raid Todo-o-Terreno Terra Flor, agendado para dia 4 de Março, que tem como objectivo angariar fundos para aquela corporação. 

Escrito por Brigantia

As origens dos entrudos transmontanos

As manifestações mais tradicionais do Carnaval em Trás-os-Montes continuam a ser designadas por Entrudo e inserem-se nas celebrações rituais do ciclo do inverno com origens que nos levam até à Roma antiga. Nesta região é onde encontramos as marcas mais originais dessas celebrações, em especial nos ritos protagonizados pelos caretos de Podence, Ousilhão, Baçal, Varge, Vilas Boas, Salsas, entre outros. Mas também nas máscaras de Lazarim, no julgamento do entrudo de Santulhão, o julgamento do Salomão em Armamar, as queimas do entrudo de Paradinha Nova, Pinela, Carrazedo e muitas outras manifestações.

A figura dos caretos, tal como os vemos nestes rituais, personificam seres sobrenaturais, herdeiros dos deuses diabólicos venerados na antiga Roma desde o império de Júlio César. A fisionomia dos caretos transmontanos, com as suas máscaras demoníacas, impondo um misto de terror e diversão, apresenta evidentes semelhanças com as divindades das festas Lupercais romanas que eram celebradas nesta mesma altura do ano em honra do deus Pã, este também representado com aspeto diabolizado, corpo peludo e cornadura de bode, perseguindo e aterrorizando as pessoas nas ruas. Repare-se como vemos estes cenários reproduzidos nos nossos caretos, quando perseguem e chicoteiam especialmente as moças, assustando-as nas ruas com os seus chocalhos à cintura que movimentam em gestos eróticos.

Nos entrudos tradicionais, há celebrações que variam nos seus ritos e expressões conforme as localidades, isto porque representam também origens diferentes. Neste mesmo período do ano faziam-se também na antiguidade as festas ao deus Saturno, deus da Agricultura. Eram conhecidas como Saturnais Romanas, ou Saturnálias. Nelas era permitido que o poder dos senhores passasse provisoriamente para os escravos, ou seja aqueles que faziam produzir os campos. Era, pois, um tempo de inversão, prazer e exagero, em que os escravos passavam a ser livres, nas palavras e nas ações, podendo expor publicamente os seus senhores, criticando-os e pregando-lhes partidas. É o que vemos também hoje em muitos carnavais, com os poderosos, sejam eles os políticos, dirigentes desportivos e outros, a serem caricaturados nos cortejos ou no espaço público das vilas e aldeias.

Estas celebrações têm uma evidente origem pagã, contudo, com o tempo, o cristianismo apropriou-se delas. Repare-se como a palavra “entrudo” procede do latim “introitus” que significa entrada. Entrada em quê? Entrada na Quaresma, que se traduz num tempo de recolhimento, reflexão, penitência, para curar na alma os pecados que os prazeres do corpo trouxeram dos três dias de excessos anteriores. A Quarta Feira de Cinzas tem, por isso, uma simbologia enorme. Após os três dias de pecado, há que queimar o que resta. Vejam-se os julgamentos, as queimas do entrudo, dos bonecos de Paradinha e Carrazedo, o julgamento de Salomão e a queima do santo entrudo em Armamar (na vizinha Galiza há a “queima do Filipe”). Daí as cinzas. Após as cinzas, constrói-se um tempo novo, o tempo primaveril, sempre mais esperançoso do que o inverno que ficou para trás.


Alexandre Parafita
in:diariodetrasosmontes.com