segunda-feira, 24 de junho de 2019

Acidente com máquina agrícola deixa homem de 65 anos ferido em Vila Flor

Um agricultor, com 65 anos, ficou ferido com gravidade na sequência de um acidente quando manobrava uma enfardadeira no sábado, na localidade de Benlhevai, no concelho de Vila Flor.
Segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Flor, a vítima ficou com vários cortes graves nas mãos e foi transportado para o hospital. 

Escrito por Rádio Ansiães (CIR)

Terra(s) de Sefarad celebra a identidade judaica através da música e mostra de cinema.

A aldeia de Avidagos recebeu mais uma edição da Feira do Queijo e do Mel num certame bastante diversificado que contou com vários produtores

A Praça da Sé recebeu o segundo Mercado Kosher numa forma de dar a conhecer este tipo de produtos.

Descendente de judeus recorda herança no Encontro de Cultura Judaica em Bragança

António Fernandes é descendende de judeus, mas nunca praticou o judaísmo. Mantém o espólio dos avós, agora em exposição em Bragança no 2º Encontro de cultura judaica.
No século XV, a região teve uma forte presença de judeus fugidos à expulsão espanhola que deixaram raízes que se mantêm ainda na atualidade.
Clica na imagem para aceder ao video

Museus da Rede de Judiarias atraem milhares de turistas

Os espaços museológicos da Rede de Judiarias de Portugal atraem cada vez mais turistas e, no ano passado, já ultrapassaram os 150 mil visitantes.
Centro Interpretativo da Cultura Sefardita em Bragança já recebeu 10 mil visitantes desde que foi inaugurado, em 2017
Foto: DR
Os visitantes são sobretudo estrangeiros que procuram as suas raízes e os antepassados judeus sefarditas (que viveram na Península Ibérica), adiantou esta sexta-feira Rui Costa, da direção da rede, durante o Fórum Económico Sefardita, que se realiza em Bragança até domingo no âmbito do Terra(s) de Sefard Encontro de Culturas Judaicos. Estima-se que pelo eixo Lisboa, Porto e Tomar, passem cerca de meio milhão de turistas que procuram este tipo de património e cultura.

A Rede de Judiarias, criada há oito anos, tem atualmente 38 associados. Nos últimos três anos, a rede fez um investimento na ordem dos sete milhões de euros para executar 17 projetos em outros tantos municípios, muitos deles do interior do país, onde se recuperaram edifícios e património com o objetivo de salvaguardar e preservar a cultura sefardita, com todas as obras inauguradas em 2017. "Foi possível recuperar espaços, desde Lisboa até Bragança, passando pela raia portuguesa. Conseguimos deixar um legado, para perpetuar esta memória dos judeus que viveram em Portugal e em Espanha", acrescentou o responsável.

Foi ainda criada uma rota nacional "que permite conhecer a história dos judeus sefarditas", referiu Rui Costa, que defende que "há um grande potencial de crescimento", porque muitos destes espaços museológicos estão a gerar benefícios importantes, como sucedeu em Alenquer, onde a recuperação da igreja de Santa Maria da Varzea para Museu Damião de Góis e das Vítimas da Inquisição foi o pontapé de saída num bairro degradado para a recuperação de edifícios privados. "Criou uma nova centralidade e nasceram alguns cafés e restaurantes na zona. É um museu novo, numa vila pequena, que já atraiu seis mil visitantes", explicou Rui Costa.

Entretanto, estão a ser criadas quatro novas rotas turísticas, centradas em Trás-os-Montes, Lisboa, Alentejo, Beira Alta e Beira Baixa.

Glória Lopes
Jornal de Notícias

Tradições do Corpo de Deus na aldeia de Arcas

Casa da Cultura acolhe exposição dedicada às mulheres da raia

A Casa da Cultura de Miranda do Douro acolhe de 10 de julho a 07 de setembro uma exposição fotográfica dedicada as mulheres da raia da autoria da fotógrafa espanhola Mercedes Vásquez Saavedra, indicou hoje fonte do município.

"As mulheres da raia são mulheres muito trabalhadoras, que foram pais e mães. Quando os homens marcharam, elas cuidaram do gado e da fazenda, das casas e dos filhos, participaram no típico trânsito das fronteiras", disse a autora numa nota enviada à Lusa.

Neste projeto "Mulheres", a artista aprofundou e investigou as mulheres do mundo rural, especialmente as mulheres das raias e das aldeias comunitárias, com as quais estabeleceu uma forte ligação, o que a levou a estudar os seus modos de vida, costumes e tradições, e posteriormente a fotografá-las.

in:diariodetrasosmontes.com
C/Agência Lusa

Piso molhado como causa mais provável do acidente.

Passava um pouco mais das 18 horas de domingo, quando se deu o acidente na Av. Sá Carneiro, uma viatura abrandou na passadeira de acesso à Escola Superior de Educação, outra que seguir no mesmo sentido travou e devido ao piso molhado foi embateu com violência na traseira.

Do embate violento não resultaram feridos, no entanto uma das viaturas sofreu danos consideráveis sendo necessário recorrer ao veículo de reboque, conforme se pode ver nas fotos junto.

A causa mais provável do acidente foi o piso molhado, o condutor da viatura travou mas o carro não obedeceu indo embater com violência no carro que seguia à sua frente e que abrandou na passadeira, conforme confirmação do próprio condutor ao Diário de Trás-os-Montes.

A Bombeiros e a Polícia acorreram ao local, apenas para tomar conta da ocorrência.



António Pereira
in:diariodetrasosmontes.com

Torre de Moncorvo deu as boas vindas ao Verão com o Festival do Solstício

Ao longo dos últimos três dias a chegada da estação quente foi celebrada, com um conjunto de actividades artísticas culturais e ambientais.
As actividades, como oficinas, ateliers, sessões de astronomia, mas também concertos, performances e recriações de celebrações do Solstício de Verão foram pensadas para várias gerações e atraíram várias famílias.

“Está a ser muito divertido, principalmente para as crianças. Porque quando começa o Verão elas gostam muito de brincar e de se divertirem e é muito bom”, contou uma das visitantes de Macedo de Cavaleiros. “Fiz uma actividade de ciência, se nós metermos corante na água, sabe ao mesmo, só muda a cor”, contou uma das jovens participantes das iniciativas. “Foi uma actividade criativa, relacionada com a construção de jogos de outros lugares, e também, brincaram com brinquedos que normalmente não brincam em casa”, explicou a dinamizadora do atelier Casa do Brincar.

O festival já acontece há alguns anos, mas desde 2018 ganhou outra dimensão atraindo mais visitantes como explica Viviana Teixeira, da organização.

“A génese do festival foi ambiental, de natureza, que entretanto foi crescendo e, para além das actividades pedagógicas e científicas ligadas ao ambiente, passou a incluir algumas performances e actividades também lúdicas. Isto foi uma inovação na forma de comunicar o ambiente às pessoas, que não é aquela forma normal, a que estão habituados, com pequenas actividades de reciclagem, etc. Tem também recriações de celebrações pagãs, que criam algum fascínio nas pessoas que vêm”, contou.

Ao dispor dos visitantes estiveram outras experiências como passeios em trotinetas elétricas, um comboio do fantástico, observação de estrelas em planetário portátil e as ruas do centro da vila estavam decoradas com caça sonhos e chapéus-de-chuva, houve representações teatrais, como “ As Boas Vindas ao Verão” e “Estátuas Vivas”, o mercado do solstício e animação nocturna, a night fun, festa com pinturas glow, animações e música, atuação de DJs e concertos. 

Escrito por Brigantia
Jornalista: Olga Telo Cordeiro

Espanhóis conhecem monumentos portugueses de mota e viagem começou em Bragança

Bragança foi o primeiro ponto de Portugal a receber os escritores espanhóis Aída Acosta e Guillermo Ariza, também conhecido como Willy Sloe Gin.
Numa viagem de mota pelo país, que começou esta sexta-feira, o objectivo passa por dar a conhecer os palácios, conventos, mosteiros e outros monumentos nacionais aos espanhóis.

A escritora explica que o projecto tem “o intuito de valorizar os monumentos e o turismo em Portugal”. Para além de Bragança, onde foi visitado o Castelo, a Domus Municipalis e o Castro de Avelãs, o percurso segue por Mirandela, Vila Real, depois para o litoral, ao longo da costa até Faro.

A viagem termina no ponto de partida, em Cidade Rodrigo, Espanha, no dia 10 de Julho. 

Escrito por Brigantia

Freixo de Espada à Cinta celebrou legado manuelino no fim-de-semana

E desde sexta-feira a época quinhentista tomou conta de Freixo de Espada à Cinta. O Mercado Manuelino dinamizou a localidade.
O evento de recriação histórica que aconteceu pelo terceiro ano evocou o reinado de D. Manuel.

O evento atraiu visitantes e envolveu a comunidade local, que vê com bons olhos a iniciativa. “É a primeira vez que venho, está tudo lindo estou a gostar muito, acho que é muito bom para Freixo”, contou uma das visitantes da zona do grande Porto. Um dos habitantes locais acredita que “este é um evento muito importante que traz muita gente à localidade”.

A presidente do município de Freixo, Maria do Céu Quintas, destaca o impacto da iniciativa leva à localidade. “A dinâmica é muita, as pessoas vivem estes três dias com uma intensidade, o que é muito bom, este ano tivemos mais pedidos de fatos do que nos outros anos. É bom para os de cá para os de fora, é bom para a economia e as pessoas participam”, afirmou a autarca.

Cortejo histórico, peças de teatro recriações históricas, danças e música, cetraria, repastos e torneios a cavalos contaram-se entre as animações da iniciativa.

O evento de recriação histórica teve este ano pela primeira vez o nome de Mercado Manuelino que vai manter como homenagem ao rei que atribuiu o segundo foral à vila e também pelo legado arquitectónico na vila manuelina. 

Escrito por Brigantia
Jornalista: Olga Telo Cordeiro

Com sol ou chuva, o Flórida estará sempre presente

domingo, 23 de junho de 2019

Judeus, cristãos-novos e a gente que lhes sucedeu e não entendem bem porquê

Realizou-se em Bragança, entre 19 e 22 de Junho um encontro de gente que por esse mundo fora se interessa por questões respeitantes ao judaísmo e à história que levou a Igreja e os poderes temporais, a tão ferozmente terem perseguido o povo eleito.
No Nordeste português e muito particularmente na chamada Terra Fria viveram e labutaram muitos milhares de descendentes dos hebreus da diáspora que a crer nos dados históricos chegaram aqui, deportados pelos romanos no tempo em que Roma era potência administrativa da chamada hoje, Palestina, onde se situavam os territórios que eles designavam por Philistina-Judaea,  desde o tempo de Adriano.
Dizem os historiadores que foram duzentas as famílias deportadas e que foram a semente que frutificou nesta Península Ibérica à qual os Judeus chamaram Sefardi. Daí o termo Sefarditas que serve hoje para distinguir os judeus que se constituíram num grupo distinto em oposição ao outro grande grupo da diáspora que é designado por Ashkenazi, do hebraico medieval e que na nossa língua se torna em Asquenazitas. Provenientes da que hoje designamos por Terra Santa e cumprida que foi a vontade de J--é de os dispersar pelos quatro cantos da Terra, o grupo que rumou a Sefardi é hoje a grande referência dos que são o fruto da sua multiplicação, mesmo que uma grande parte deles, não saiba desta realidade ou por falta de interesse por estes assuntos nada queira saber, pois que o tempo e a própria ideia de pertença se modificou e o paradigma é agora fundamentado apenas nos interesses venais e de desfrute imediato, havendo mesmo assim quem continue por força da herança genética e forças outras que latentes influenciam os indivíduos a procurar as suas raízes.
Não sei nem é minha intenção abordar esta questão, outrossim , tentar dar a minha opinião atual sobre este tema que tanta gente mobiliza, implicando um movimento intelectual e cívico que começa a dar frutos e é assaz benéfico para Bragança e toda a Região Interior de Portugal.
Não vou aqui perorar sobre as questões transcendentais deste tema, que as há, mas apenas dar a quem me lê um pouco de luz, sobre o que me apaixona desde os meus tempos de rapaz, em que uma vez mais, parado diante da montra da Livraria do Senhor Mário Péricles, dei com os olhos num livro de António José Saraiva, com o título, A Inquisição Portuguesa. 
Fiquei curioso pois a palavra Inquisição me era desconhecida mas a capa remetia para questões religiosas e nesse tempo eu tentava definir se, EU, devia ser um crente "normal", ou tentar através dum conhecimento dos factos históricos, alterar, mesmo que levemente a minha qualidade de Católico, nos moldes simples em que havia sido instruído e que me apresentavam a religião como algo imutável, na senda da ideia transmitida de que tudo o que me levantasse dúvida era um Mistério que definitivamente eu jamais teria capacidade de analisar, muito menos de concluir qualquer juízo final de minha conta e risco.
Quando reiniciei a marcha em direcção ao Zé Machado, tinha decidido que logo que conseguisse poupar o necessário compraria o livro e ver-se-ia se tirava algum ensinamento. Assim fiz e no final do mês quando o Zé Poças me pagou o salário, dei uns passos em direcção à Livraria e a Teresinha foi ao escaparate e entregou-me a obra de António José Saraiva. Após a leitura repetida, fiquei a saber de algo que definitivamente até aquele tempo eu não ouvira ou lera referência alguma. O mundo continuou a girar e uns tempos depois, espontaneamente e sem que eu suspeitasse do que seria feito o meu destino comecei a namorar com a minha mulher e há a partir deste tempo como que um descobrir de algo que sem ser coisa de grande monta me colocou dentro de uma realidade que me era marginal mas que me fascinou pelo seu carácter quase obscuro, que intuí de rivalidade só possível quando a ignorância campeia por omissão de esclarecimento que os conhecedores das coisas públicas sonegam vá-se lá saber porquê.
E com o passar do tempo uma simples brincadeira de um amigo da minha gente, deu azo a que se abrisse a janela que fechada esconde o privado do público e o desvenda quando se abre sem medos dos olhares e nos apresenta uma realidade tão igual à nossa, que por preconceitos e atavismos fabulámos até ao irreal.
A verdade é que havia começado a minha descoberta de um grupo que em tudo era igual aos que fora e dentro de suas casas eram iguaizinhos aos "Outros" que se consideravam gente e a quem a vox populi apelidava, de "Diferentes".
Haviam passado trezentos anos desde que o Papa Paulo III assinou o documento que serviu de legitimação ao Terror. Não ultrapasso este ponto histórico, primeiro, por ser quase ignorante de tais assuntos, segundo, porque quero apenas analisar mesmo que pela rama, o que me foi dado presenciar destes dias, que, estou seguro, serão no futuro, relembrados como de fundação de uma outra forma fraternal de ver e julgar a religião seguida pelo povo e pelos descendentes de Abraão, Isaac e Jacob, que Moisés com o espírito do Senhor legou "prontinha e Direita" aos Hebreus e ao Mundo. Com o contributo de muita gente de saber e com outra muita interessada e curiosa de saber como foi e como é, realizou-se em Bragança um encontro onde se revelaram factos e nomes de gente humilde e outra de alta linhagem que viveu nestas paragens, caminhou nestes caminhos e sentiu os frios e calores desta "Região Bragançana" que serviu de Pátria a uma miríade de pessoas que a serviram e amaram e cujos descendentes, hoje tentam com a Fé no seu D--s reerguer à consideração da gente que não conheceu a sua grandeza ante os homens e a sua humildade perante o Senhor. Mesmo com todas as iniquidade impostas por ordem do Rei e do Papa, são ainda e agora gente que ama esta terra e sempre que pode a honra.
Por alguma razão é aqui que se concretizam estes encontros entre gente de muitas procedências que partilha o seu saber ou tão só a sua curiosidade. Quero dizer com toda a sinceridade da qual seja capaz "Muito Obrigado" à Câmara Municipal e muito especialmente ao Dr.Hernâni Dias, seu presidente, bem como a todos os que com o seu esforço e dedicação deram o seu melhor para conseguirem dignificar a cidade e região. Aos estudiosos que trouxeram as suas descobertas ou o apuramento de outros pormenores ao que era parcialmente conhecido, salientando o trabalho da Dra Marisa Pignatelli tanto pelo que nos oferece no seu recém publicado livro, Judeus e Cristãos-Novos de Bragança e na Mostra de Fotos, Objectos e Textos que estarão por período alargado expostos ao público no Museu Abade de Baçal. 
Menciono nominalmente apenas esta Senhora por ter sido a única que me foi dado conhecer fora dos eventos, já que aqui faço um reparo à forma como se iniciam os atos públicos nestes e noutros lugares de estilo, pois são absorvidos pelos que avidamente ocupam os lugares da frente e ouvem sem impedimento o que os oradores transmitem. Como não há microfone que amplifique a voz de quem fala só é dado conhecer os pormenores aos que fazendo um quarto de círculo em frente à tribuna, impedem literalmente de os outros entenderem as palavras que são proferidas a meia voz e informalmente. Não que eu ligue muito a discursos de ocasião, mas nesse evento fiquei apenas a saber que estavam presentes a autora e o Snr Presidente da Câmara, não imaginando que estivesse ali o Snr Embaixador de Israel e outras Personalidades que com a sua presença honraram o ato e a cidade. 
Repete-se depois na visita guiada pela autora ao fornecer informação apenas a um grupo de notáveis enquanto a restante assistência se desenrasca por ela própria. Sei que é antipatia que me será assacada, este comentário, que dirijo à estrutura organizativa e não aos mencionados nominalmente. 
Apenas, não há bela sem senão. Creio estar-se a criar uma rotina de óptima inspiração, esta de juntar todo este interesse que o segredo que durante séculos encobriu o judaísmo praticado em Trás-os-Montes pelos que nunca se recusaram a prestar culto a J--é mesmo correndo o risco de virem a sofrer tormentos inenarráveis e até a suma impiedade de uma morte na fogueira, desperta hoje na mente do Homem Novo.
Este evento confirma que há capacidade para este desempenho e muito mais, assim os interessados e simpatizantes o continuem a desejar e apoiar. Não deixarei também de dirigir à Hotelaria de Bragança os meus sinceros Parabéns pelo desempenho e pela simpatia com que receberam e alimentaram esta gente que vinha ávida de coisas boas.

Obrigado. 

Um simpatizante da causa e brigantino de gema.





Bragança , 23 de Junho de 2019
A. O. dos Santos
(Bombadas)




(Documentos retirados de Ephemera, Biblioteca e Arquivo de José Pacheco Pereira).



sábado, 22 de junho de 2019

Era uma vez um Fumador...

Nem imaginais as vezes que já estive para abordar este assunto.
Acontece, porém, que como sou eu o protagonista, estou de tal maneira confuso que nem sei por onde começar.
Assim sendo, nada como começar de qualquer maneira.
Vou escrever para os meus amigos e amigas. Sem sofismas, sem moralismo bacoco.
Simplesmente… vou-vos contar uma história.

Fumei 45 anos seguidos. Mais ou menos um maço de cigarros por dia. Nuns dias mais, noutros menos. Sempre dependente do ambiente à boa maneira dos mestres fumadores.
Nunca pensei, sequer, em deixar de fumar. Tenho amigos que fumavam 4 maços por dia. O maço de cigarros nunca podia faltar, nem em casa, nem no trabalho nem pelo caminho.
Pensareis vós. Onde é que este escrevinhador quer chegar?
E pensais bem.
É só para vos dizer que deixei de fumar aos 60 anos de idade.
Nem eu acredito. A “coisa” aconteceu de uma maneira tão esquisita que ainda hoje me custa a acreditar.
Pensei que ia morrer com um cigarro no canto da boca. Não estou livre que isso aconteça mas as probabilidades são menores. Nunca pensei, seriamente, em deixar de fumar.

ENTÃO FOI ASSIM:
Dia 8 de março de 2018, apanhei uma “bruta” gripalhada". Talvez a maior de que me lembre. Nem forças tive para ir trabalhar. O dia inteiro de cama e sem conseguir dormir o suficiente para sequer pensar.
No dia seguinte, de manhã (maldito vício) vou ao WC já com um cigarro e o isqueiro…pronto a tentar “matar o vício”. A garganta doía mas era só uma ou duas passas para enganar o corpo.
Acendi o cigarro… conforme o fumo me chega à garganta senti uma aflição como nunca tinha sentido. Um mal-estar… quase uma dor... tossi tossi. Uma aflição.
Nesse dia não fumei, no dia seguinte também não, no seguinte também não…
Tinha cigarros em casa e na gaveta da secretária do trabalho.
Olhava para os maços e não sentia vontade nenhuma de fumar um cigarro.
Pensei…
Quando acontecer uma jantarada ou coisa que o valha, lá volta a rotina.
Não voltou. Vieram as jantaradas, os convívios e os cigarros já não faziam parte dos convidados. Não voltei a comprar cigarros e muito menos a acendê-los.
Não sinto falta nenhuma deles em situação alguma. Pura ilusão.
Perguntam-me os amigos: - Tomaste alguma coisa? Foste ao médico?
A resposta é só uma: - Deixei de comprar cigarros e de os acender.
E… custou-te muito a deixar de fumar? A esta pergunta nem sei responder. Deixei e pronto.
O resto é óbvio por mais que custe admitir.
Menos cansaço, muito menos, a ligeira sensação de ter menos uns vinte anos.
Sei que não estou livre, nem eu nem ninguém, de voltar a cair no vício. Mas as probabilidades são bem menores.
Fiz mal a mim, aos meus, ao ambiente e gastei dinheiro sem necessidade.
Um dia destes, na brincadeira, disse ao jantar… um qualquer dia vou fumar um cigarrito.
O meu filho ouviu, franziu a testa e disse: - Se o fizeres eu começo também a fumar.
O meu filho nunca fumou.
O pior disto tudo é a melhoria do sentido do olfacto. A malta que fuma, e ainda mais aquela que não tem por costume mudar muitas vezes de roupa…

Àh, é verdade que a comida e a bebida tem outro sabor.

Se este meu episódio ajudar alguém a deixar de fumar, já valeu a pena esta confissão.
Abraços para os fumadores e para os ex-fumadores.





HM

Inserido no Terra(s) de Sefarad, realizou-se um Encontro de Historiografia Sefardita, que trouxe a debate o tema “Desafios à reconstrução e reencontro de uma identidade obliterada”.

Inserido no Terra(s) de Sefarad, realizou-se um Fórum Económico Sefardita, debruçando-se sobre o tema “O local, o regional e o internacional: as potencialidades económicas de Sefarad”.

O Terra(s) de Sefarad, Encontros de Culturas Judaico-Sefardita, dedicou três dias a um congresso, debruçando-se sobre o tema “Diásporas, Identidade e Globalização”.

A cidade de Bragança recebeu a IV edição do Festival de Sm’arte

André Aires com experiência inesquecível no International Portuguese Music Awards

Não foi o vencedor mas a felicidade de ter estado entre os nomeados “vai ficar para sempre como uma experiência única na minha vida”.
É assim que André Aires, o jovem cantor mirandelense, define a sua participação na gala dos prémios internacionais de música portuguesa, que decorreu, em New Bedford, nos Estados Unidos da América.

O International Portuguese Music Awards (IPMA) visa promover e premiar artistas portugueses e luso-descendentes espalhados pelo mundo.



Fernando Pires
in:mdb.pt