quarta-feira, 23 de maio de 2018

Depois da Ressurreição a Nordeste

Por: Fernando Calado
(colaborador do Memórias...e outras coisas...)
Pois já se comeu o folar, já o padre, ou o imberbe seminarista benzeu as casas e agora resta-nos esperar que o tempo melhore para que o sol faça vestir de branco as árvores de fruto que temerosas do frio ainda se acanham de anunciar o verão, a flor e os frutos maduros.
Na política a Federação do partido Socialista de Bragança, já realizou o seu congresso. Um congresso morno, de lista única, na sucessão de Mota Andrade. Outros protagonistas surgiram, numa mudança que se diz de rumo ao futuro. Algumas personalidades que há muitos anos pertenciam ao secretariado, ou à comissão política distrital foram dispensados. O que aliás não tem mal nenhum e ninguém é insubstituível. Sem dúvida, a política faz-se com os dirigentes, mas sobretudo com os militantes de base que são a verdadeira razão de ser dos partidos políticos. Todos esperamos que esta renovação traga mais benefícios para a região, mais investimento, mais emprego, mais serviços, melhor educação e melhor saúde. A força e determinação dos bragançanos fará o resto, na verdade somos determinados, mas pacientes. Assim, depois duma longa espera de quase sete anos, finalmente, o túnel do Marão irá abrir no próximo mês de abril. É razão para dizer que já não era sem tempo.
Anuncia-se também o regresso de alguns serviços da justiça ao distrito, nomeadamente cinco tribunais que tinham sido encerrados. Mas, na verdade, se é altamente positivo que isto aconteça, ficamos com a sensação que só se está a repor um serviço a que os transmontanos, que também pagam impostos, têm direito. Pois, repõe-se um serviço que nunca deveria ter sido retirado à região. Fez-se justiça.
Também, a seguir à páscoa, no calendário escolar, entra-se no terceiro período. Em tempos idos, os austeros exames do 5º e 7º ano, obrigavam às magníficas madrugadas para ir estudar para a mata de São Sebastião, ou da Florestal, pela manhã a mente fresca facilitava a aprendizagem. Dizia-se. Não acredito que nesse tempo a escola fosse melhor e os alunos mais aplicados. Acredito sim que nesse tempo os alunos estavam mais motivados, pois ao terminar o 5º ano dos liceus, qualquer aluno tinha garantido um emprego no Estado e com o 7º ano já se almejava um lugar num Banco ou nos quadros superiores da administração. Os tempos mudaram, felizmente a escola democratizou-se, mas infelizmente não há colocação para todos nos serviços do Estado ou no privado. Daí assiste-se a alguma desmotivação no meio escolar. Depois, também acho que a escola está e investir pouco no recreio, como defendia há pouco tempo, Moita Flores e eu concordo. É no recreio que se dissipam energias, é no recreio que se conhece o outro, se cultivam afetos e se intensifica o lúdico como elemento fundamental para a socialização.
Por outro lado, a Família também não se pode demitir do processo educativo dos seus filhos. A Escola não pode ser um local onde se depositam os filhos. Alguns pedagogos dizem, a Escola ensina a aprender, a Família educa. Eu prefiro dizer que a Escola e a Família ensinam a aprender e a educar. Contudo, é fundamental que a Família devolva aos professores a autoridade democrática a que têm direito, no sentido de serem respeitados no seu local de trabalho, enquanto formadores e responsáveis pela formação e educação dos mais jovens.
E são estas as breves notas que me ocorrem depois do tempo pascal que se pretende de ressurreição para o futuro, para a cidadania e para o progresso.
Todos não somos demais na defesa da nossa região, que paulatinamente esmorece a nordeste.


Fernando Calado nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança. 
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.

José Manuel Pavão diz que se deve acabar com a tradição das crianças fumarem na noite de Reis em Vale de Salgueiro

O ex-presidente da Assembleia Municipal de Mirandela defende que deve terminar a tradição praticada, anualmente, na aldeia de Vale de Salgueiro, durante a festa dos reis, em que as crianças têm permissão dos pais para fumar cigarros.
José Manuel Pavão, como deputado municipal do PSD, avançou com esta sugestão, na última reunião daquele órgão autárquico

“Sou habitualmente convidado para a festividade que acontece em Vale de Salgueiro, dos Reis, e de facto ninguém provou essa licença especial dos progenitores em relação às crianças para fumarem naquele dia. Não creio que isso tenha qualquer fundamento. Apareceu e o que é desejável é que desapareça tão rápido como apareceu.” 

O médico aposentado, especialista em cirurgia pediátrica, e antigo diretor do Hospital Maria Pia, justifica esta sugestão com questões relacionadas com a saúde

“Está mais que provado que os hábitos tabágicos são as causas para mortes que poderiam ser evitáveis. O perfil do percurso dos fumadores no mundo está muito bem identificado. Muitas doenças, como o cancro pulmonar ou deficiência e obstrução crónica estão relacionados com o uso do tabaco. Tudo aquilo que fizermos em termos de educação, em termos de formação e preparação das gerações mais jovens para o futuro evitando hábitos negativos de resultados nefastos será praticar um ato de cidadania.”  

No entanto, esta tomada de posição também não está alheia o facto desta tradição ganhar sempre uma visibilidade negativa pelo impacto que a comunicação social lhe dá. José Manuel Pavão espera da autarquia uma ação pedagógica junto da população de Vale de Salgueiro

“Penso que se nós, os interessados/responsáveis, a Câmara Municipal através do seu pelouro competente e das pessoas vocacionadas para o efeito ou cidadãos que se interessem pelo assunto, sobretudo os agentes da educação e da saúde conversarem com as pessoas e mostrarem os efeitos nefastos do tabaco. Estou convencido que vai haver uma convergência notável entre todos e que no próximo ano, em janeiro de 2019, os jornais Portugueses e as rádios possam anunciar que em Vale de Salgueiro as nossas crianças já não fumam cigarros naquela data.”

Mas esta sugestão de José Manuel Pavão não foi nada bem acolhida nas gentes de Vale de Salgueiro que não concordam acabar com esta parte da tradição da festa dos reis.

A população de Vale de Salgueiro não está disposta a acabar com a tradição das crianças terem permissão dos pais para fumar cigarros na festa dos Reis que acontece, anualmente, nos dias 5 e 6 de janeiro

A reação negativa partiu desde logo do presidente da junta de freguesia: Carlos Cadavez disse na mesma assembleia municipal que não se revê na sugestão de José Manuel Pavão e garante que vai lutar para que a tradição das crianças fumarem na festa dos reis não acabe

“Só quem nasce, cresce e sente essa festa em Vale de Salgueiro é que sabe o que é a tradição do cigarro, provavelmente 99% das pessoas da minha juventude não fumam e toda a vida fumámos na festa dos Reis. Há tanta coisa que faz mal à saúde e ninguém se preocupa com isso. Faz pior levar a minha filha para o café durante duas ou três horas ao lado de pessoas que estão a fumar ou ela durante o dia andar com um cigarro que nem deita o fumo fora? O cigarro mata a quem fuma 20 anos. Vou lutar para que esta tradição não acabe, tenho três filhas e se elas quiserem fumar na festa dos Reis vou sempre permitir.”  

Também os habitantes daquela freguesia não estão de acordo com a sugestão do ex-presidente da assembleia municipal de Mirandela

“Fumei muito enquanto era pequeno e depois nunca mais fumei, não fumo. Fumar nos Reis não significa que vá o apanhar o vício.
O fumarem os meninos em Vale de Salgueiro é a tradição dos Reis e isso não quer dizer que fumar nesse dia vá incentivar a fumar mais tarde. Tenho dois filhos que fumaram sempre nessa festa e agora não fumam. Quem falou em terminar a tradição nem deve saber o que por cá se passa nesse dia. 
Não acho que seja uma má tradição. O cigarro é simplesmente o símbolo da emancipação da criança, é um dia, tem data e hora para começar e acabar. A partir desse dia não tolero que o meu filho fume um cigarro.”
Também o autor do livro “Terra de Reis”, que conta esta tradição, torce o nariz à sugestão. José Ribeirinha diz que se trata de um ato simbólico que não pode ser visto de forma literal, mas é algo semelhante aos levantamentos de outras proibições que se fazem naquela época de Inverno, como no Carnaval, no qual tantas atitudes ou hábitos proibidos ou mal vistos socialmente passam, de forma excepcional, a serem permitidas.

No entanto, José Ribeirinha critica o facto de, nos últimos anos, fruto do desconhecimento e de algum apego ao politicamente correcto, tem sido destacado por alguma comunicação social esta tradição das crianças fumarem, que até é um mero pormenor completamente secundário no conjunto desta celebração popular da festa dos reis

“Estar a falar ou a dar importância ao facto das crianças serem autorizadas a fumar na noite de Reis em Vale de Salgueiro e esquecer tudo o resto que se passa naqueles dois dias é a mesma coisa que enviar alguém ao Vaticano à missa do galo e no dia seguinte dizer que era um sítio onde apenas havia incenso e fumo. Isso é ridículo.”   

Diga-se que, este ano, a polémica tradição ganhou visibilidade internacional com uma reportagem replicada em órgãos de comunicação social americanos. O canal de notícias FoxNews publicou a reportagem da agência de notícias americana Associated Press (AP). “Pais encorajam os seus filhos, alguns com menos de cinco anos, a fumar cigarros”, assim foi resumida esta prática que, segundo a notícia, a cada ano causa o protesto de quem é de fora da aldeia, onde ninguém sabe explicar a origem ou tem certeza sobre o significado desta tradição.

INFORMAÇÃO CIR (Rádio Terra Quente)

Saberes Culinários - Sopas de Alho, Sopa de Congro e Sopa de Feijão com Couve

SOPAS DE ALHO
Alho; Azeite; Pão; Água. Numa malga põe‑se pão, dentes de alho e azeite e por cima deita‑se água fervente.  Dava‑se aos meninos pequeninos quando estavam doentes.
Receita cedida pelo Sr. Viriato do Nascimento Rodrigues

SOPA DE CONGRO
Água; 1,5 kg de Congro; 1 colher de chá de Açafrão; 2 folhas de Aipo; 3 pés de Azedas; 3 Cebolas (medianas); 1 Cenoura; 3 Tomates; 2 Batatas; 1 folha de Louro; 1 Malagueta; 1 Nabo (ou Raba, no tempo delas); 1 raminho de Salsa; 3 colheres de sopa de Manteiga ou Azeite; 100 gr. de Queijo Terrincho Ralado; Pão Frito q.b.
Corta‑se o congro em postas de 4 centímetros, que são cozidos na panela em água e na companhia do aipo, azedas; açafrão, cenoura, uma cebola, louro; malagueta e pés de salsa. Após o congro estar cozido tira‑se da panela e limpa‑se de peles e espinhas de maneira as postas ficarem inteiras. Na água onde cozeu o congro cozem‑se duas batatas. Depois de cozidas as batatas e os restantes elementos que tinham ficado na panela esmagam‑se de maneira a se obter um puré. Ao mesmo tempo noutra panela põem‑se a cozer uma cebola, o nabo, os dois tomates e o raminho de salsa. Num tacho maior faz‑se um refogado com uma cebola, um tomate e o azeite ou manteiga, mal a cebola aloure juntam‑se os restantes preparos e asperge‑se com o queijo ralado, mais um minuto de lume e serve‑se acompanhada com quadradinhos de pão frito.
Receita cedida pela Sr.ª Dona Maria da Glória Fernandes

SOPA DE FEIJÃO COM COUVE
Feijões Encarnado ou Branco Secos; Couves; Cebola; Azeite. Coze‑se o feijão na véspera. Numa panela põe‑se azeite com cebola picada a estrugir, a seguir junta‑se o feijão.
Acrescenta‑se água e a couve cortada miudinha.
Deixa‑se cozer. Havia quem juntasse também um bocado de toucinho, quando a sopa estava pronta tirava‑se o toucinho e depois comia‑se com pão.
Receita cedida pela Srª. Natividade da Assunção Martins Prada

Carta Gastronómica de Bragança
Autor: Armando Fernandes
Publicação da Câmara Municipal de Bragança

VALE VERDE - Freguesias do Concelho de Mirandela

VALE VERDE é uma freguesia do concelho de Mirandela que se situa na margem direita do rio Tua, a 2 km deste, e a 17 km da cidade, para Sul Sudeste, e ainda a 2,5 km da estação ferroviária da Linha de Tua chamada Vilarinho das Azenhas. Há vários indicadores de que Vale Verde (conhecida também como Valverde da Gestosa) é já muito antiga. Na sua área encontravam se fortificações castrejas. 
Sendo anterior à nacionalidade pois terá ali existido um `Villar' originário do século XII e XIII. Já nesta altura se chamava Vale Verde e estava povoada com propriedades fidalgas. Está referenciada nas Inquirições de 1220. Fez parte do Concelho de Lamas de Orelhão até 31 12 1853, transferida de seguida para Mirandela. Esteve, em 1840, temporariamente, anexa a Marmelos que fica ali perto. Senhorialmente, depois do século XIII, foi do Mosteiro de Santa Clara de Vila do Conde. O Orago é N.' Sr.a da Expectação. Foi Vigararia da apresentação do Vigário de Lamas, antes de se tornar vigararia independente.
A povoação de Vale Verde fica à margem direita da estrada que vai de S. Pedro Vale do Conde para Vilarinho das Azenhas ou Barcel. Atravessa se o Ribeiro à volta do qual verdejam diversas hortas e alguns pastos para os animais, e depara se com 1 lagar de azeite. Depois as casas vão-se amontoando, com uma rua no meio, sinuosa, sempre a subir até ao cemitério, ou, um pouco antes até à Igreja. Está abrigada por várias serras, como a da Fonte Longa, a do Faro de Vilarinho, ou para nascente da Igreja, a do alto da Touca Rota. A nível de população encontramos 323 pessoas sendo 161 do sexo masculino e 162 do feminino, isto em 1950. No censo de 1991 eram 213 e em 2001 somavam 198, das quais 104 eram, do sexo masculino. A agricultura domina as ocupações locais, mas é uma actividade de subsistência, embora com um pouco de tudo. A pecuária ajuda os rendimentos, com 1 rebanho de cabras e 6 de ovelhas, e ainda uma exploração de vitelos. Há muitos fornos de cozer o pão, mas são particulares e a maioria não tradicionais. Dos artesãos doutros tempos, já quase nada resta, nem equipamentos, nem pessoas. Isto na opinião da D. Cesaltina de Jesus Rodrigues, 87 anos em 1995, uma tecedeira que ainda aprendeu o ofício nos tempos de juventude. Havia também duas azenhas, a da quinta e a da ponte.
O crescimento da povoação deu se certamente de cima para baixo. Ou seja, as casas mais recentes ficam para as proximidades do Ribeiro. A comprová lo, estão, no meio da povoação, um núcleo de cerca de uma dúzia de habitações rurais bem típicas, mais perto da Igreja que do Ribeiro. Todas elas têm xisto nas paredes, varandas em madeira e poucas aberturas. Telhado inclinado, escadas exteriores e patamares de acesso. É um museu vivo da zona histórica da aldeia. É no largo do Terreiro, precisamente entre essas habitações tradicionais e o Fundo do Povo, que se costumam reunir as pessoas para passarem os seus tempos de lazer e conviver.
E o nome das ruas é mesmo elucidativo: Rua do Cimo do Povo, ou a do Fundo do Povo, ou a do Meio do Povo. Porém, é a Igreja o monumento de maior destaque a nível local. Tem a data de 1794, embora fosse pintada em 1985. É simples, Torre sineira lateral esquerda, 2 pináculos laterais arredondados defronte, 2 para a retaguarda e dois na sacristia. Quer os pináculos, portões, janelas e cunhais, são em cantaria. A Quinta do Silvestre é uma anexa de Valverde.

In III volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses, coordenado por Barroso da Fonte.

Desafios da interioridade em debate na Semana de Tecnologia e Gestão do IPB

"Desafios da Interioridade: inovação e competitividade me territórios de baixa densidade", é esta a temática que este ano dá origem à Semana da Tecnologia e Gestão, que começou ontem no Instituto Politécnico de Bragança.
A iniciativa apresenta este ano duas novidades que a tornam mais abrangente, como o caso de uma tertúlia e uma Feira de Ciência e Inovação. "Decidimos fazer uma tertúlia sobre multiculturalidade, muito por culpa do IPB que atrai estudantes de todo o Mundo e de todas as culturas", explicou o organizador da Semana de Tecnologia e Gestão, João Almeida. Quanto à feira, João Almeida diz que esta se deve ao facto de haver novos desafios como a criação de centros de investigação, "nomeadamente o novo centro de investigação em digitalização e robótica inteligente que foi proposto agora para avaliação na Fundação para a Ciência e Tecnologia".

A Semana da Tecnologia e Gestão é uma iniciativa organizada pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão da instituição de ensino superior brigantina. Assim, olhando para o papel que esta escola desempenha na resposta aos desafios da interioridade e também na promoção da competitividade económica, ao longo destes três dias debatem-se temas relacionados com a inovação tecnológica e coesão territorial, a economia do interior e fiscalidade. Diretor da escola que anualmente promove o evento, José Adriano Pires, aproveita a questão da interioridade ser o foco da semana para relembrar que "nomeadamente ao nível do ensino superior há duas iniciativas que não posso deixar de mencionar, nomeadamente o fecho de 5% das vagas em Lisboa e no Porto, para que assim os alunos possam vir para o interior, e também a questão da possibilidade dos politécnicos começarem a poder dar doutoramentos".

Durante a tarde de ontem foram ainda apresentados os projectos dos finalistas do Concurso de Ideias. Aluno do mestrado de Gestão de Organizações, Higor Cerqueira foi um dos finalistas e apresentou um projecto que na sua vida já se iniciou há algum tempo. "Este projecto é uma plataforma que criei em 2012. Quando tive a minha formação em gestão percebi o potencial desta plataforma e este projecto que apresentei é uma culminância dessas observações", explicou o aluno.

A Semana da Tecnologia e Gestão termina amanhã. Durante o último dia do evento acontece a Feira de Ciência e Inovação e realiza-se também a Mesa Redonda que conta com oradores da instituição organizadora, da Universidade da Beira Interior e da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

Escrito por Brigantia
Carina Alves

Testamento vital só abrangerá maioria da população quando chegar à escola

O presidente da Associação Portuguesa de Bioética, Rui Nunes, considera que Portugal “está na vanguarda” da Europa relativamente ao testamento vital, mas entende que ao mesmo tempo as pessoas estão pouco informadas sobre o tema.
O responsável, considerado o pai do testamento vital, afirma que apesar de milhares de portugueses já terem aderido ao documento com as directivas antecipadas de vontade, acredita que para se evoluir nesta matéria é necessário que o tema seja mais discutido e que chegue às escolas: “as pessoas não estão bem informadas. É preciso sensibilizar a população para este fenómeno, que só vai ter alguma expansão quando este assunto for considerado sem nenhum tabu e sem nenhuma reserva intelectual” sustenta Rui Nunes.

Para Rui Nunes, a aprovação do documento “foi o primeiro passo para uma evolução que vai demorar 10, 20 ou 30 anos”. “Isto não vai acontecer de um dia para o outro”, afirma.

O presidente da Associação Portuguesa de Bioética foi um dos participantes de um debate sobre o testamento vital, que aconteceu no Auditório Paulo Quintela, em Bragança, no qual se falou também acerca da eutanásia, a poucos dias de na Assembleia da República se discutir e votar o tema. Para o presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, Duarte Soares o debate sobre este assunto é prematuro e está a fazer-se de forma apressada: “esta associação tem vindo a alertar se está a realizar de forma sectorial na sociedade. É um debate que se encontra muito politizado e mediatizado. Sobretudo, alerto que estamos a ser empurrados para tomar decisões já quando não se teve tempo para analisar e debater de forma adequada este assunto” afirmou Duarte Soares.

O debate sobre o testamento vital foi organizado pela Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos em colaboração com a Associação Portuguesa de Bioética.

A legislação sobre o suicídio medicamente assistido vai ser debatida no final do mês na Assembleia da República.

Escrito por Brigantia
Olga Telo Cordeiro

Bragança é sede da Associação Nacional de Estudantes Brasileiros

Os estudantes brasileiros em Portugal têm uma associação nacional com sede na cidade transmontana de Bragança num espaço com inauguração marcada para quarta-feira, para congregar os núcleos espalhados pelo país e disponibilizar informação.
A Associação dos Estudantes e Pesquisadores Brasileiros em Portugal (ANEBP) é a designação desta nova organização, como indicou à Lusa o presidente, Higor Cequeira, que arranca com representantes de sete instituições de ensino superior portuguesas.

A sede fica no Edifício do Principal, no centro histórico de Bragança, cedido pela Câmara Municipal, e a escolha desta cidade resulta do trabalho que o núcleo de estudantes brasileiros do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) tem feito nos últimos anos junto da comunidade estudantil do Brasil espalhada por Portugal.

"Foi a partir da Associação dos Estudantes Brasileiros do IPB que observamos essa necessidade", explicou, lembrando que foi esta associação que criou o encontro nacional dos estudantes brasileiros em Portugal, o primeiro dos quais decorreu em Bragança.

No último destes encontros, no Algarve, segundo Higor Cequeira, nasceu a ideia de criar a associação nacional depois de constatarem que "existem núcleos de brasileiros por diversas universidades e que são muitos discrepantes uns dos outros".

"Algumas são bem organizadas, outras não têm organização nenhuma, então percebemos que esses núcleos não se conheciam", observou, explicando que assim nasceu a ideia da associação nacional que "pudesse centralizar as informações".

O presidente deu o exemplo de um aluno brasileiro que queira estudar fora do Brasil e que é obrigada a pesquisar em todas as instituições por não ter uma plataforma oficial onde possa entrar e obter informações básicas de todos os lugares, como por exemplo valor da habitação.

Esta é uma das missões da associação, assim como saber ao certo quantos são os estudantes brasileiros em Portugal, já que, segundo o novo dirigente, é uma informação que não tem e uma necessidade a organização dessa informação.

O presidente entende que "ter uma sede nacional baseada em Bragança, no coração da cidade, bem ali no centro histórico é uma mais-valia muito grande, tanto para a comunidade" estudantil como para a própria cidade.

Para Higor Cequeira será também uma oportunidade de reforçar a interação que já existe como as atividades que a Associação de Estudantes Brasileiros do IPB oferece, nomeadamente aulas de Funk, de Forró, de Capoeira, "tudo gratuito e aberto a toda a comunidade".

Na próxima semana, entre 01 e 03 de junho, os estudantes brasileiros voltam a organizar o festival Brasil, na praça Cavaleiro Ferreira, onde a comunidade local pode experimentar concertos ou comida típica brasileira.

"A cidade recebeu a gente de braços abertos, isso é muito importante para nós", afirmou.

Agência Lusa

Câmara de Bragança quer que carreira aérea regresse ao aeroporto da Portela

O presidente da Câmara de Bragança, Hernâni Dias, defendeu hoje o regresso ao aeroporto da Portela da carreira aérea que liga a cidade transmontana a Portimão, cuja escala em Lisboa é feita atualmente no aeródromo de Tires, em Cascais.
A ligação aérea Bragança/Vila Real/Viseu/Lisboa/Portimão é subsidiada pelo Estado e o contrato em regime de concessão por um período de três anos, que está a terminar, implicará um novo concurso público ainda durante o ano de 2018.

O autarca social-democrata de Bragança gostaria que o concurso público alterasse o modelo atual e que a escala em Lisboa, em vez de Tires, passasse a ser no aeroporto da Portela, como acontecia anteriormente a esta concessão.

"A única sugestão que eu dou é que ela possa regressar ao formato inicial que era a paragem, na zona de Lisboa, no aeroporto da Portela e não onde está a ser feita agora, em Tires", afirmou à Lusa o autarca.

A região de Trás-os-Montes teve voos regulares durante 15 anos com a carreira aérea Bragança/Vila Real/Lisboa, subsidiada pela União Europeia em 2,5 milhões de euros anuais diretamente às operadoras.

Em novembro de 2012, o Governo decidiu suspender os voos, alegando que Bruxelas não autorizava mais este tipo de ajuda.

Depois de várias propostas, o executivo anunciou, em dezembro de 2014, que a carreira aérea iria ser retomada com o mesmo modelo de financiamento, mas com um trajeto alargado de Bragança a Vila Real, Viseu, Cascais e Portimão.

O Governo disponibilizou 7,8 milhões de euros para subsidiar durante três anos a ligação.

O presidente da Câmara de Bragança afirmou, naquela ocasião, que o novo modelo não era o que desejaria, nomeadamente pelo número de paragens e por a escala em Lisboa ter sido mudada da Portela para Tires.

Hernâni Dias considerou hoje que a experiência destes três anos demonstrou que este modelo "dificulta" mais a ligação a Lisboa.

"É evidente que sim, porque há situações em que as pessoas para chegarem de Tires a Lisboa demoram muito tempo e isso é um fator de inibição de utilização da própria carreira aérea", sublinhou.

O autarca "gostaria que pudesse haver essa alteração" e defende que a aterragem na Portela "seria muito mais atrativa para toda a gente".

"Quando pensamos que usamos um avião, é para chegarmos rapidamente ao destino. Se essa garantia não nos for dada, obviamente que enveredaremos por outro tipo de transporte", acrescentou.

Hernâni Dias escusou-se a comentar o maior número de localidades incluídas na carreira aérea, afirmando que "não há um estudo para perceber se o facto de o avião aterrar em mais sítios tem um efeito mais positivo ou mais negativo"

"A verdade é que ela continua a funcionar e bem e nós entendemos que ela é necessária para o nosso território e deve continuar", declarou.

O que para o autarca "deve acontecer, é que sejam criadas as melhores condições para que quem viaja nesta carreira aérea sinta que fica satisfeita com a resposta que lhe é dada e nunca o inverso, que é demorarem muito mais tempo do que aquele que seria expectável para chegar ao destino".

A ligação é feita atualmente pela operadora Aerovip, numa aeronave com capacidade para 18 pessoas.

Agência Lusa

Habitantes de todas as freguesias de Bragança vão voar no Careto AirShow

O festival aéreo Careto AirShow vai dar a oportunidade, em julho, a um habitante de cada uma das 39 freguesias do concelho de Bragança de voar num evento que alia aventura e solidariedade, divulgou hoje a organização.
O festival é organizado há dois anos pelo Aeroclube de Bragança e à segunda edição, programada para o primeiro fim de semana de julho, dias 07 e 08, foi acrescentando o fator "vintage" com a presença, entre as mais de cem aeronaves esperadas, de cerca de 40 exemplares de modelos das grandes guerras.

Às acrobacias nos ares juntam-se em terra automóveis e motas antigas em passeios organizados pelo Nordeste Automóvel Clube (NAC) e os Gentlemens Rider Bragança, além da solidariedade que, nesta edição, contempla uma instituição que acolhe crianças em risco, a Obra Kolping de Bragança.

O aeródromo de Bragança será o palco do festival, que tem também a parceria da câmara municipal com um apoio de 11.500 euros aos 35 mil euros de investimento, que o presidente do Aeroclube, Nuno Miguel Fernandes, estima tenham um retorno para a cidade de "100 mil euros".

Ao longo dos dois dias estão previstas acrobacias e demonstrações aéreas, com os típicos mascarados transmontanos, os Caretos, que dão nome ao festival, a saltarem de paraquedas, além de outras atividades como aeromodelismo, abertas à população.

Os promotores oferecem, mais um ano, batismos de voo, que nesta edição vão contemplar um habitante de cada uma das 39 freguesias do concelho de Bragança, assim como 12 reclusos do Estabelecimento Prisional de Bragança, sendo a seleção feita pelo critério que abrange aqueles que de outra forma nunca teriam a possibilidade de voar, como explicou a organização.

A vertente solidária está também presente e este ano a contemplada é a Obra Kolping de Bragança, que acolhe 25 crianças e jovens em risco e mais 15 em jardim de infância.

Com a venda de bilhetes e de material alusivo ao festival, a instituição de solidariedade social tem já garantida a verba necessária para remodelar o mobiliário do refeitório onde os utentes fazem as refeições.

A organização espera "dez mil pessoas durante os dois dias do evento" que alcançou já estatuto ibérico, como realçou o presidente do aeroclube, com a presença de vizinhos espanhóis.

Agência Lusa

Moçambique: Padre Fernando Fontoura está em missão

O Padre Fernando Licínio Alves Fontoura já se encontra em Moçambique, na Casa do Gaiato de Maputo.
Depois de uma breve passagem por Malanje, em Angola, onde teve oportunidade de conhecer a realidade da Obra da Rua, o sacerdote da Diocese de Bragança-Miranda rumou a Moçambique onde abraça a missão de dirigir uma Casa que acolhe, educa e integra na sociedade crianças e jovens que, por qualquer motivo, estão privadas de meio familiar normal.


Bruno Luís Rodrigues
Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais

Bragança investe 200 mil euros na melhoria do terminal do aeródromo municipal

O investimento vai ser feito na melhoria das condições do terminal do aeródromo municipal. Intervenção visa criar melhores condições para os passageiros, mas também para agentes como os bombeiros.
A Câmara de Bragança vai investir 200 mil euros na melhoria das condições do terminal do aeródromo municipal que serve a carreira aérea entre a cidade e Portimão, no Algarve, informou esta terça-feira o seu presidente. Hernâni Dias indicou que a intervenção visa criar melhores condições para os passageiros, mas também para agentes que intervêm na operação como os bombeiros e a própria empresa responsável pelas viagens entre Bragança/Vila Real/Viseu/ Cascais/ Portimão.

O autarca explicou que as obras surgem na sequência de uma candidatura que o município fez a verbas comunitárias para a melhoria da eficiência energética contemplada com 90 mil euros, aos quais a autarquia acrescentará a restante verba para as intervenções programadas no terminal. A ideia é melhorar “a parte de estada das pessoas quando acedem ao terminal e também as zonas do bar e de espera”.

Estas intervenções serão feitas no edifício atual do aeródromo municipal, mas o projeto da Câmara contempla também “criar um novo corpo à parte para que, quer a nível da empresa que faz a operação diária de voo, quer dos próprios bombeiros voluntários, que asseguram o apoio à operação, sejam criadas condições de conforto”.

“É uma forma de criar melhores condições em toda a infraestrutura para que a operação diária tenha todas as comodidades possíveis”, considerou. Segundo disse, o município está “já a trabalhar na parte do projeto, a definir toda a parte da intervenção para rapidamente adjudicar e executar a obra no mais curto espaço de tempo possível”.

LUÍS FORRA/LUSA
Agência Lusa

Parque Biológico de Vinhais completa uma década com sucesso de visitas

O Parque Biológico de Vinhais completa este mês uma década de existência.
O que começou por ser uma montra do Parque Natural de Montesinho, é agora uma alternativa de ecoturismo na região transmontana, e o destino de eleição de cerca de 40 mil pessoas, em média, por ano.

Quercus pede regulamentação para a apanha de cogumelos silvestres

A Quercus assinalou o dia da biodiversidade, que se comemorou ontem, pedindo regulamentação para a apanha de cogumelos silvestres.
A associação ambientalista escolheu a micologia como tema deste dia não só pela relevância ao nível económico e gastronómico, mas também devido às importantes implicações na conservação da biodiversidade e na ecologia dos povoamentos florestais, como salientou Paula Nunes da Silva, vice-presidente da Direcção Nacional da Quercus:

 “Este assunto está esquecido e nós chamamos a atenção para este que é um recurso muito importante do ponto de vista da biodiversidade. Os fungos, que depois muitos deles dão origem a cogumelos, para além de terem uma função vital nas relações de ecossistemas, na decomposição da matéria orgânica, estabelecem simbioses benéficas com muitas das nossas árvores e da floresta autóctone. E esta regulação também evita um bocadinho as doenças porque estando lá os fungos benéficos, também evita que outros fungos que prejudicam as plantas.” 

A Quercus entende que reina a anarquia no sector da apanha de cogumelos e que na prática há uma delapidação severa deste importante recurso natural e recorda que Portugal espera há mais de uma década pela regulamentação da apanha de cogumelos:

“Também temos a vertente económica porque se houvesse regulamentação e se de alguma forma fossem protegidos estes seres vivos também se poderia ter um rendimento económico, visto que, os cogumelos silvestres são altamente valorizados. 
Estamos numa zona raiana onde passamos a fronteira e sabemos perfeitamente que lá têm unidades de transformação e valorização que fazem com que o cogumelo silvestre tenha um valor acrescentado, que não é feito do lado de cá de Portugal. Cá não há qualquer tipo de regulamentação e era importante que se informassem as pessoas de como se colhem os cogumelos, quais se devem colher; está tudo deixado ao acaso.”

Factores que levaram a Quercus, no dia da biodiversidade, a pedir ao governo que dê a atenção necessária a este sector e que crie a regulamentação de apanha e comercialização de cogumelos silvestres.

INFORMAÇÃO CIR (Rádio Brigantia)

Maratona de Bragança, em Futsal, aumenta os prémios e está completa

XV Encontro de Gerações do Concelho de Bragança

terça-feira, 22 de maio de 2018

Júlio Artur da Silva Pomar (Lisboa, 10 de janeiro de 1926 - Lisboa, 22 de Maio de 2018)

JÚLIO POMAR

Semana de África em Bragança - PROGRAMAÇÃO

Terras de Cavaleiros Geoparque Mundial da UNESCO comemora a Semana Europeia de Geoparques 2018

O Terras de Cavaleiros Geoparque Mundial da UNESCO comemora, de 25 de maio a 10 de junho, mais uma Semana Europeia de Geoparques.
Terras de Cavaleiros Geoparque Mundial da UNESCO comemora a Semana Europeia de Geoparques 2018Este é um evento organizado pela Rede Europeia de Geoparques e comum a todos os Geoparques da Europa. A iniciativa visa sensibilizar a opinião pública para a geoconservação e promoção do património geológico, com eventos que visam informar o público sobre atividades geoturísticas e educativas nos seus territórios geoparque. 

O Terras de Cavaleiros Geoparque Mundial da UNESCO promove, ao longo de duas semanas, múltiplas e diversificadas atividades dirigidas, algumas delas, ao público em geral e outras às escolas em particular. 

A Semana Europeia de Geoparques é um dos vários eventos comuns a todos os Geoparques da Europa, organizado pela Rede Europeia de Geoparques e que, este ano terá lugar entre os dias 25 de maio e 10 de junho.

Esta é uma iniciativa que visa sensibilizar a opinião pública para a geoconservação e promoção do património geológico, com eventos que visam informar o público sobre atividades geoturísticas e educativas nos seus territórios geoparque.

O programa de atividades que o Terras de Cavaleiros propõe, contempla múltiplas e variadas atividades, entre as quais, devendo ser destacado aa exposição de “Rochas e Minerais”, patente na Casa Falcão em Macedo de Cavaleiros até ao dia 10 de junho, e a “Exposição do Ambiente”, patente na Biblioteca Municipal de Macedo de Cavaleiros, que ostentará vários trabalhos realizados pelos alunos do Agrupamento de Escolas de Macedo de Cavaleiros, a inaugurar no dia 5 de junho, pelas 14h30, visitável até ao dia 22 de junho. 

No âmbito destas comemorações realizar-se-á também a “Marcha pelo Ambiente”, pelas principais artérias da cidade de Macedo de Cavaleiros, no dia 5 de junho, pelas 10h, com a participação das crianças do pré-escolar e do 1º Ciclo, numa ação que pretende sensibilizar a população para a preservação dos recursos naturais.

As comemorações da Semana Europeia de Geoparques pretendem divulgar o território deste Geoparque Mundial da UNESCO, fomentando, em simultâneo, o conhecimento sobre o mesmo.

in:noticiasdonordeste.pt

Secretária de Estado do Ordenamento considera uma injustiça críticas dos autarcas à gestão do Parque do Douro Internacional

A Secretária de Estado do Ordenamento do Território e Conservação da Natureza, Célia Ramos quando confrontada com o balanço negativo dos 20 anos do Parque Natural do Douro Internacional feito pelos autarcas de Freixo de Espada à Cinta, Miranda do Douro, Mogadouro considera-o como uma injustiça.
“Acho que os senhores autarcas neste momento estarem a acusar o governo de que não investe nas áreas protegidas é uma injustiça. Devo lembrar que colocámos nestes 2 anos 75 homens, foram 15 equipas de guardas nacionais de agentes florestais, só na região norte, serra da Malcata e Tejo Internacional e o número de vigilantes da natureza passou de 117 para quase 200”, referiu.

Célia Ramos destacou ainda que no âmbito do ordenamento, o governo vai ouvir os autarcas.

O Parque Natural do Douro Internacional, assinalou 20 anos este mês de Maio e os autarcas de Freixo de Espada à Cinta, Mogadouro e Miranda do Douro realizaram um balanço negativo pedindo mais ordenamento tendo em conta as populações e também mais investimento nesta área protegida. 

Escrito por Brigantia
Maria João Canadas

Ex-autarca não considera que protocolos lesaram câmara de Mirandela

António Branco não concorda que protocolo com os CTT seja lesivo para o Município e que o apoio concedido ao GCM é uma questão de justiça para quem sempre foi o parente pobre do desporto em Mirandela.
Continua a troca de acusações entre o actual executivo socialista do Município e o anterior autarca social-democrata.

Depois do vereador do pelouro da administração financeira, José Miguel Cunha, ter revelado mais dois exemplos de procedimentos que entende terem sido de claro facilitismo na gestão da autarquia no anterior mandato, nomeadamente, do protocolo que levou à criação do novo centro de logística e distribuição dos CTT e de um novo pavilhão para o Ginásio Clube Mirandelense, é agora a vez de António Branco responder.

O ex-autarca não concorda que o protocolo com os CTT seja lesivo para os interesses do Município, como acusou o vereador socialista.

“Andamos mais de dois anos a negociar, de forma sigilosa, para instalar esta plataforma logística, porque as câmaras de Bragança e Vila Real estavam muito interessadas nesta estrutura regional que é a única plataforma para lá do Maia, em todo o Norte”, lembra António Branco.

O ex-autarca está certo da importância deste centro dos CTT. “É um daqueles casos em que é necessário actuar, arranjar soluções e trabalhar muito bem para conseguir trazer para Mirandela uma plataforma logística que vai criar emprego e o seu simbolismo pode trazer outras plataformas para a cidade”, acrescenta Branco.

Para além disso, não entende porque razão o executivo socialista não entende este tipo de negociações. “Este processo traz emprego para Mirandela e até a própria Júlia Rodrigues, em determinada altura, vangloriou-se como se tivesse sido ela a trazer esta plataforma e a colocou uma saudação no facebook pela vinda desta estrutura”, recorda.

José Miguel Cunha também colocou muitas reservas sobre a licença de construção concedida pelo executivo social-democrata. António Branco garante que tudo foi feito de forma clara. “Nada foi feito de forma encoberta. O processo foi levado e aprovado em reunião de câmara e já previa uma simplificação processual para garantir celeridade e fixação da plataforma logística”, conclui.

Já quanto ao protocolo com o Ginásio Clube Mirandelense, em que o Município paga 2500 euros mensais para suportar as obras no novo pavilhão do clube, António Branco diz que se trata de uma questão de justiça. “Tenho muito orgulho em viver na mesma cidade do José Pina e da Sónia Pereira porque são autênticos ícones não só da região e do país mas também do mundo, porque já foram campeões mundiais. Mas a verdade é que o Ginásio Clube Mirandelense durante anos foi o parente pobre do desporto em Mirandela, com más instalações, onde chovia, pelo que fomos tentando dar melhores condições e esta situação é de apoio claro ao desenvolvimento de uma modalidade importante e simbólica para Mirandela e ainda por cima bastante elogiada por este executivo quando foi inaugurada a nova sede”, refere António Branco.

O ex-autarca acrescenta que “existem, em Mirandela, colectividades que estão em instalações municipais e que recebem dezenas de milhares de euros por mês para fazerem as suas actividades e o GCM durante muitos anos não foi apoiado”, justifica António Branco na reacção às recentes críticas sobre a sua gestão na autarquia mirandelense.

O ex-autarca social-democrata diz ainda que continua a aguardar, “com serenidade”, a apresentação do documento final da auditoria às contas, contratada à Delloite pelo actual executivo socialista, depois de, há duas semanas terem sido revelados alguns dados preliminares. 

Escrito por Rádio Terra Quente (CIR)