sexta-feira, 28 de julho de 2017

Idosa de 81 anos foi agredida durante assalto em Mirandela

Uma idosa de 81 anos foi agredida na freguesia de Caravelas, em Mirandela, durante um assalto.
Na aldeia, a população está em sobressalto e não esconde a revolta pelo acontecimento. Os assaltos têm sido frequentes e protagonizados sempre pelo mesmo jovem. 
O suspeito tem 17 anos e está sinalizado pelas autoridades.


Viagem a Macedo de Cavaleiros: um Desafio ao Paladar

Nestas suas férias em Macedo de Cavaleiros, aproveite também as delícias da gastronomia deste geopark mundial da UNESCO. De manhã à noite, difícil vai ser mesmo resistir. As compotas, o pão tradicional para o despertar; a posta à mirandesa ao almoço; o calço para o lanche; a alheira, chouriça e presunto para o seu jantar.
Os assados na brasa ou no forno são divinais, já provou, por exemplo o cabrito com batatas no forno? A doçaria tradicional, com as famosas Rosquilhas e o Calço de Macedo são para comprar para si e para os amigos. Na sobremesa, o pudim de castanha é excecional e presente durante todo o ano. Sem esquecer ainda os vinhos premiados de Valle Pradinhos e Quinta do Lombo.

E mais, muito mais, um mundo de sabores para provar.

Sol, praia, natureza e boa gastronomia. Que merecidas férias!
Conheça AQUI os restaurantes de Macedo

Festas de Santa Bárbara - Sendim

Dia do Município de Vimioso

:(: amartes Radikal - Vimioso

Insistência II - Exposição de Escultura

Apresentação do livro " Os Confins do Éden"

Sabor D'ouro Summer Fest Wine

A Seda de Bragança

«1 – CAETANO FILIPE ARNAUD, piemontez de nação (Italia), impregado na fabrica de sedas de Chacim, concelho de Macedo de Cavaleiros, filho de José Maria Arnaud e de Victoria Arnaud, naturaes de Turim (Italia), nascido a 27 de Março de 1766, proclamou-se em 1793 para casar com Rosaria Gonçalves, de Carviçaes, concelho de Moncorvo, moradora em Chacim, impregada na mesma fabrica, filha de José Gonçalves Matias e de Maria João». Ignoramos se este é Caetano Arnaud, director da criação e fiação de seda na fábrica de Chacim, mencionado como sócio correspondente da Academia Real das Ciências em 1817 pelo Almanaque de Lisboa desse ano.

«2 – FILIPE ARNAUD, piemontez de nação, residente em Chacim, onde era director da fabrica do Filaterio e Escolas de Fiação da Sêda, requereu em Junho de 1790 dispensa de banhos para casar com Rita Joana, de Valverde, termo de Bragança, filha de Xavier Braz, de Valverde, e de Maria Fernandes Soares, de Freixedelo».

«3 – VICENTE CORTE, da cidade de Mondevi, reino de Piemonte (Italia), morador em Chacim, onde era cardador de sêda, proclamou-se em 1794 para casar com Catarina Lamas, natural de Sampaio, concelho de Villa Flôr».

A perícia dos sericícolas bragançanos passou mesmo à literatura, segundo vemos de Jorge Ferreira de Vasconcelos, que afirma sentenciosamente: «Um engano de afeiçam he mais brando que veludo de Bragança».
Num pergaminho que vimos, pertencente ao doutor António Henrique de Figueiredo Sarmento, de Vilar do Monte, concelho de Macedo de Cavaleiros, exara-se uma sentença dada em Bragança a 16 de Agosto de 1480 e transcrevem-se outras duas dadas em 1477, a propósito da posse do dito lugar de Vilar do Monte, em que a folha das amoreiras vem mencionada como coisa de notável valor, de onde se conclui que só pela cultura sericícola tal facto se podia dar. Ver o artigo Sá (José António de), pág. 460 deste tomo.
A fábrica de seda de Bragança esteve «quasi extincta e o senhor Rey D. Pedro a restableceo mandando vir da cidade de Toledo, officiaes e o insigne mestre Eugenio Gomes a que dava tença, e lhe pôz n’esta cidade casa pública, para ensino dos naturaes: lavrão-se roupas lizas de todo o genero, damascos, pinhoellas, velludos lizos e lavrados; consta hoje somente de 30 tornos e 350 teares, que os mais se ocupão em mantos de pezo; importa a féria dos officiaes cada dia 152:000 reis e com o consumo do fabrico se cria muita e excellente seda, nos lugares do termo; outros com o contrato a fazem provida, para o que ha Casa de Alfandega com juis, escrivão, feitor, sellador, pezador, quatro guardas de cavallo e dous de pé».

Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança

Memórias do G.D.B. - banco de suplentes com Ventura, José Moreno, Manuel Martins, Ilídio e Jorge Amaral

Proibição da entrada de cães na zona balnear do Azibo divide opiniões

A proibição de entrada de animais domésticos na zona balnear envolvente às praias fluviais do Azibo, em Macedo de Cavaleiros, tem gerado alguma polémica entre as pessoas que frequentam a praia.
A Brigantia foi saber o que pensam os banhistas, sobre o assunto, e as opiniões dividem-se. Apesar de concordarem com a medida imposta de proibição dos animais de entrar no recinto, grande parte dos banhistas referem que o problema é a falta de consciência dos donos dos animais, que a maioria não se preocupa em deixar o terreno limpo.
Brigite Afonso, uma das banhistas que visita a praia com os filhos assiduamente, é de opinião “por um lado a medida de proibição é boa porque as pessoas não têm civismo suficiente para apanhar a porcaria que os animais deixam, por outro lado, é complicado porque as pessoas têm os animais e gostam de poder levá-los para onde vão.”
“Não era os cães que a gente devia proibir era os proprietários que não têm nenhuma noção, há cães perigosos, são animais e como não sabem o que estão a fazer sujam e as pessoas não têm consciência e não deixam as coisas limpas. Num mundo de pessoas inconscientes acho bem que as coisas sejam assim para que todos possamos usufruir de uma praia limpa”, é a opinião de João Gonçalves que frequenta continuamente as praias do Azibo.            
Sónia e Joaquim Pires são um casal, cujas opiniões são bem diversas. “Eu acho mal que proíbam, os cães têm tanto direito como as pessoas e merecem usufruir das coisas, as pessoas devem ter cuidado mas eles têm direito”, explica Joaquim Pires. “ Eu concordo, porque há cães perigosos e nós queremos estar à vontade, além de que andam aqui as crianças e tudo e os animais fazem as necessidades em qualquer lado, chama moscas e é uma sujidade para as pessoas que querem estar aqui à vontade a relaxar”, argumenta por seu lado, Sónia Pires.                 
Opinião de alguns dos banhistas com quem a Brigantia falou. Contactámos também o município de Macedo de Cavaleiros, ao qual as praias pertencem, e Duarte Moreno, o presidente da câmara, explicou que apesar da indignação de algumas pessoas, esta é uma regra imposta pela Bandeira Azul, que as praias do Azibo têm hasteada há 15 anos consecutivos na praia transmontana.
“A proibição de entrada dos animais domésticos na zona balnear do azibo, infra-estruturas e na própria albufeira é uma situação que não vai ser alterada e os vigilantes têm instruções para estarem atentos a essas situações e zelarem pelas regras do espaço”, explicou Duarte Moreno. Uma das imposições para que a praia possa continuar a ostentar a Bandeira Azul, um distintivo que atesta a qualidade das praias e de toda a zona envolvente. 

Escrito por Brigantia

Eras tão lindo...Viveiro das Trutas

fotos: Manuel Esteves

Barragem da Castanheira

Há muito que a barragem de Castanheira, em Gostei, extravasou o objetivo com que foi construída inicialmente (regadio).
Todos os verões tem sido um pólo de atração de veraneantes à freguesia. Mas as imagens da juventude espalhada pelas margens da albufeira contrastam cada vez mais com o estado de abandono a que chegou tudo o resto. 
Deplorável. Já era altura de alguém responsável fazer qualquer coisinha por isto, não?

in:mdb.pt

Mais peixes mortos apareceram no Rio Tua no mesmo local em Frechas

Centenas de peixes mortos apareceram, esta quarta-feira, a boiar, no rio Tua, junto à aldeia de Frechas, no concelho de Mirandela, precisamente no mesmo local, onde, há quinze dias atrás, mais concretamente, no dia 12 de Julho, já tinham aparecido, peixes mortos em maior número.
Os habitantes não têm dúvidas que se trata de um crime ambiental, apontando o dedo a uma fábrica de produção e refinação de óleos alimentares, situada no lugar de Latadas, entre Mirandela e Frechas.

“São autênticos criminosos. Uma vez ainda se tolera, agora voltarem a despejar uma cisterna ao rio é um crime”, afirma um dos habitante de Frechas.

A empresa suspeita de ser a responsável pelas descargas poluentes, está a ser investigada pelas autoridades., desde que aconteceu o primeiro caso, há duas semanas.

Na altura, foram recolhidas várias amostras de água para análise, mas, ao que apuramos, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ainda não tem ao seu dispor os resultados concretos.

Ontem, voltaram ao local elementos do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR, que elaborou um novo auto de notícia e o serviço de saúde pública concelhio procedeu à recolha de águas para análise.

Quem vive na zona, espera por medidas concretas para resolver de vez este problema.

“Não queremos que a empresa feche as portas, mas que tome as precauções necessárias para evitar este tipo de situações”, refere Fernando Sarmento, outro morador na zona.

Entretanto, ninguém da empresa em causa quis pronunciar-se sobre o assunto. No espaço de duas semanas, é o segundo caso de mortandade de peixes a boiar no rio Tua, junto à aldeia de Frechas, no concelho de Mirandela. 

Escrito por Rádio Terra Quente (CIR)

Alunos da Escola Profissional de Agricultura de Carvalhais constroem carro de competição

Um grupo de alunos do curso de mecatrónica da EPA (Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural) de Carvalhais concluiu o trabalho de montagem de um carro de competição, a partir de uma viatura que apenas tinha o chassi, ou seja, a estrutura de suporte.
Depois de muitas horas de trabalho, os alunos vão constituir uma equipa de competição automóvel para participar no campeonato nacional de montanha e fazer alguns circuitos do calendário nacional da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting.

João Pires, coordenador do curso de mecatrónica da EPA de Carvalhais, lançou o arrojado desafio a alguns alunos que o grupo aceitou, e deitou mãos à obra para transformar um mero chassi de uma viatura, num verdadeiro carro de competição.

João Pires considera que este projecto trouxe “mais-valias ao nível da aprendizagem mas também ajudou a criar um singular espírito de união e de equipa que ultrapassa os limites do ensino”.

Miguel Ruivo, um dos alunos que faz parte deste projecto, não consegue esconde a emoção depois de ver o resultado de tantas horas de empenhamento e dedicação à montagem do carro de competição.

O próximo passo será a estreia em provas de competição. Os pilotos, bem como a equipa de assistência nas boxes deverá ser constituída por alunos da EPA de Carvalhais. 

Escrito por Rádio Terra Quente.Foto: Facebook EPA

PITÉU COM NOME DE “FRANCESINHA"

           Por Humberto Pinho da Silva
(colaborador do "Memórias...e outras coisas")
É tradição do nosso povo macaquear tudo que vem de fora. O complexo de inferioridade é tal, que no século XIX, e início do século XX, era elegante, não só falar francês, mas até casar com uma francesa!
Os nossos janotas, filhos de famílias “ Bem”, orgulhavam-se de namorarem jovens parisienses. Era elegante… e a bacoquice nacional, admirava e respeitava. 
Muitas das jovens parisienses, que conseguiram unir-se, em matrimónio, com artistas, ou ingressarem em famílias tradicionais, não eram, como se pensava, meninas educadas e instruídas; mas costureirinhas e rapariguinhas de famílias imodestíssimas…
Não é, portanto, de admirar, que Daniel David da Silva, poveiro de gema, quando foi supervisionar a cervejaria da “ Regaleira”, no Porto, resolvesse apresentar prato, apimentado, para acompanhar a cerveja, de “ origem” francesa.
Como tinha trabalhado em França e em bares belgas, utilizou os conhecimentos adquiridos, e idealizou manjar, que obteve grande sucesso.
Mas, era preciso batizar o pitéu. Que nome havia de se pôr ao prato?
Depois de muito matutar, resolveu chamá-lo de “ Francesinha”; criando, assim, a ilusão que a comida era de origem francesa…
Estávamos em 1953. Nessa época ainda se admirava a França e os franceses; do mesmo modo, como hoje, se copia tudo que vem da América.
A “ Francesinha” foi um sucesso. Logo bares e restaurantes tentaram confeccionar a apetitosa iguaria, que se pensava ser francesa.
Daniel David da Silva, viria a falecer com oitenta e quatro anos, ficando, para sempre notabilizado na gastronomia portuguesa… porque teve a esperteza de dizer que a sua especialidade, veio de França! …
Infelizmente, continuamos – juntamente com outros latinos, – a cair de cócoras perante tudo que se usa e se fabrica lá fora, além-fronteiras.
Agora, até os nossos garotinhos, rabiscam os muros… em inglês…com frases de amor! … e obscenidades!…


Humberto Pinho da Silva, nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG”. e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".

Abre brevemente no Mercado Municipal de Bragança

Regozijamos-nos todas as vezes que vemos investimento na nossa terra.



Apresentação do Livro "Mirandela, Outros Falares"

O nosso conterrâneo Jorge Lage, natural de Chelas e autor de vários títulos onde descreve a nossa terra e região, bem como as suas culturas e gentes, fez-me chegar um email, que eu pelo seu conteudo acho pertinente dar a conhecer a todos os Arquivistas que gostam da literatura e da poesia bem como dos seus autores.
No final deste mês foi editado o meu livro «Mirandela Outros Falares». Gostava de o poder apresentar na CTMAD de Lisboa no próximo Outono e que pudesse coincidir com outra actividade da Casa, isto se a Casa vir que tem interesse.
Deixava a data ao critério da Casa.
Na «Nota Introdutória» o Presidente, Eng. António Branco, refere: «Percorremos estas páginas com ansiedade e surpresa por vezes juvenil, qual criança à descoberta de um novo tesouro ou adulto em busca e rebusca das suas mais felizes memórias. Ninguém consegue ficar indiferente. Na memória coletiva dos mirandelenses, na memória das actuais e vindouras gerações, Jorge Lage e as suas obras serão sempre referências incontornáveis de uma forma de ser e amar Mirandela».
No Prefácio o Eng. Jorge Golias refere: «Este livro é uma festa da memória dos hábitos rurais mirandelenses, das práticas agrícolas, das pequenas histórias, e de alguma grande história, das canções antigas, dos sons de um carro de bois ou de uma nória e, sobretudo, do falar local.» 

Nota: Pode ser consultado o blogue «tempo caminhado» no texto:
«Mirandela Outras Memórias» - Jorge Lage
Saudações trasmontanas e Alto Durienses,

Saudações,
Jorge Lage


Envio em anexo cartaz e convite da apresentação do meu novo livro «Mirandela Outras Memórias» no Auditório do Museu da Oliveira e do Azeite (entrada do lado do Parque Império, junto à Praça de Táxis) de Mirandela, dia 3 de Agosto, pelas 18H00.
Um livro que interessa a toda a região trasmontana e alto duriense e beira trasmontana.
Quer saber o que pensa o escritor J. Rentes de Carvalho da língua portuguesa?
Quer descobrir de que raça bovina são os olhos mais belos?
Tem a imagem de um burro com as cangalhas e cântaros de água?
Conhece a «aldeia bordada de xisto»?
Conhece mesmo a história da Senhora da Ribeira ou da Senhora da Serra?
Descubra e observa uma tarara.
Era capaz de recriar a «Encomendação das almas»?
Conhece a história da alheira ou fica-se mais pela fantasia?
Prefere beber «aur» ou água?
Descubra a «Berroa» na vila da Torre!
Os «Minhotaços» pertencem a que província ou região?
Como é que um filósofo me classifica uma giesta enquanto os biólogos e botânicos deixavam no ar alguma dúvida?

O livro, «Mirandela Outras Memórias», vai estar disponível, entre outras, na Livraria Minho (lminho@livrariaminho.pt, ) - em Braga e na Livraria - Traga-Mundos (traga.mundos1@gmail.com, ) em Vila Real. Também vais estar disponível: Livraria Académica - Porto, Livraria Varadero - Porto, Livraria Cristina - Mirandela, Livraria Aguiarense - Vila Pouca de Aguiar e Antígona (da Dr.ª Isabel Viçoso) - Chaves.



Eduardo Guardião Mor