segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Hospital de Bragança terá nova máquina de TAC

No seu périplo de dois dias pela região de Trás-os-Montes, o Secretário de Estado da Saúde prometeu, em Bragança, dotar a unidade hospitalar de um novo aparelho de Tomografia Axial Computorizada.
Sexta-feira, dia 13 de janeiro, o secretário de Estado da Saúde levou a cabo uma visita de trabalho à Região de Saúde do Norte. Assim, na parte da manhã, Manuel Delgado marcou presença na inauguração da requalificação do Serviço de Urgência da Unidade Hospitalar de Mirandela, onde garantiu que as valências médico-cirúrgicas serão mantidas.

“A urgência do hospital está muito bem equipada, está renovada, tem todas as condições para funcionar”, começou por adiantar o membro do Governo, assegurando que “a componente médico-cirúrgica será mantida no hospital de Mirandela, que eu penso que era uma dúvida que havia na autarquia, do próprio presidente da câmara, que podia haver problemas de podermos encerrar a componente cirúrgica”.

Ainda antes de almoço, pelas 12h15, passou pelos Cuidados Paliativos e pela área de transformação em cuidados continuados na Unidade Hospitalar de Macedo de Cavaleiros.

Já de tarde, secretário de Estado deslocou-se a Bragança para visitar o hospital da capital do distrito, onde falou à Comunicação Social, nomeadamente ao Diário de Trás-os-Montes (DTM), reconhecendo a necessidade de uma nova máquina de Tomografia Axial Computorizada (TAC).

“O que eu verifico aqui, depois desta visita, é que, por exemplo, vamos equipar o hospital de Bragança com um novo TAC no prazo de tempo razoável, tendo em conta a tramitação de natureza burocrática que é preciso desenvolver ainda. Mas não há dúvida que precisamos de um novo TAC neste hospital”, garantiu Manuel Delgado, reconhecendo que “o TAC é, hoje, uma ferramenta imprescindível para o diagnóstico e verificando que o TAC que existe aqui é velho e tem tido avarias muito frequentes é importante proceder rapidamente à sua substituição por um equipamento novo”.

Após a passagem pela unidade brigantina, onde houve uma breve reunião com a administração do hospital, o representante do Governo seguiu para o Centro de Saúde Santa Maria, dando as visitas por terminadas.

No dia seguinte, foi a vez dos Serviços de Urgência da Unidade Hospitalar de Vila Real e da Unidade Hospitalar de Chaves do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro receberem a visita de Manuel Delgado.

“Nós estamos num período de inverno crítico em termos de urgências porque a procura tem aumentado muito, desde meados de dezembro até agora, e nós estamos a fazer uma avaliação geral sobre a situação de muitos dos hospitais do país. A nossa ideia é ver in loko como é que as coisas estão, mas, também, dar um alento, um apoio aos profissionais e dizer-lhes que o Governo está atento, que o Governo está disponível e que os investimentos necessários, quer em recursos humanos, quer em recursos materiais, estarão disponíveis por parte do Governo”, asseverou o secretário de Estado da Saúde, quando questionado pelo DTM sobre o objetivo deste périplo de dois dias por terras transmontanas.

Bruno Mateus Filena
in:diariodetrasosmontes.com

Apresentação do livro "Pólo Norte - O degelo final", de Pedro Rego

Comerciantes e moradores do largo do Tombeirinho, em Bragança, queixam-se de falta de iluminação

Os comerciante do Largo do Tombeirinho e ruas adjacentes, em Bragança, queixam-se de falta de iluminação pública e da presença de um ecoponto, onde se acumula lixo, e cujos depósitos retiram visibilidade às lojas da zona.
As queixas são transversais aos lojistas e aos moradores que pedem a resolução do problema.

Glória Lopes
in:mdb.pt

Centro de Convívio de Vilarinho - Aldeia do concelho de Bragança tem agora um novo espaço de convívio

Raquel Tavares na Feira do Fumeiro de Vinhais

José Pedro Gomes e António Machado em "Filho da Treta", sábado no Centro Cultural De Macedo de Cavaleiros

Oito bilionários têm tanto como metade da população mundial junta

A desigualdade está a crescer e de que maneira. Segundo a Oxfam, os 1% mais ricos têm uma riqueza superior à do resto do planeta. Só oito pessoas têm tanto como metade da população mundial.
As oito pessoas mais ricas do mundo têm tanta riqueza como metade da população mundial. Os 1% mais ricos têm uma riqueza superior à do resto do mundo. Seja qual for a forma escolhida para olhar para esta questão, de acordo com a Oxfam, o resultado é sempre o mesmo: a desigualdade está a aumentar.

Num trabalho preparado para ser apresentado no Fórum Económico Mundial — que junta os mais ricos do planeta esta semana em Davos, na Suíça, a partir de hoje à noite –, a Oxfam, uma confederação de 18 organizações de solidariedade que tem como principal missão a redução da pobreza, revela que as desigualdades têm vindo a aumentar, apesar do compromisso dos líderes mundiais para a combater.

Os dados compilados pela Oxfam mostram que existe um desequilíbrio cada vez maior entre os mais ricos e o resto do planeta e essa discrepância tenderá a aumentar nos próximos anos. Entre os principais dados citados, a Oxfam diz que:

- Desde 2015 que os 1% dos mais ricos detinham mais riqueza que o resto do planeta.
- Oito pessoas têm agora tanta riqueza como a metade mais pobre da população mundial.
- O rendimento dos 10% mais pobres aumentou menos de três dólares por ano entre 1988 e 2011, enquanto o dos 1% mais ricos aumentou 182 vezes este valor.
- O presidente de uma empresa que esteja no principal índice da Bolsa de Londres ganha tanto por ano como 10 mil trabalhadores de uma fábrica no Bangladesh.
- No Vietname, o homem mais ganha mais num dia que a pessoa mais pobre ganha numa década.
- Nos próximos 20 anos, 500 pessoas irão deixar aos seus herdeiros cerca de 2,1 biliões de dólares, uma soma maior que a economia da índia, ou mais de 10 vezes maior que a economia portuguesa.
- Segundo a Oxfam, a culpa da crescente desigualdade deve-se aos constrangimentos que têm sido colocados, de forma agressiva, sobre o crescimento dos salários mais baixos, à evasão fiscal e ao controlo cada vez mais agressivo dos custos, que esmagam os os produtores, com a confederação a acusar as empresas de estarem demasiado concentradas em dar rendimentos mais elevados aos seus accionistas.

Por tudo isto, o grupo dos oito mais ricos – composto por Bill Gates, Amancio Ortega (fundador da Zara), Warren Buffet, Jeff Bezos (da Amazon), Mark Zuckerberg (Facebook), Larry Elison (Oracle) e Michael Bloomberg -, têm agora mais riqueza acumulada que a metade mais pobre da população mundial.

Em 2016, era necessário juntar a riqueza dos 62 mais ricos para chegar a este número, mas o maior concentração de riqueza entre os mais ricos e novos dados sobre a pobreza na China e na Índia mostram que a situação é pior do que se pensava, o que faz com que os 50% mais pobres estejam ainda em pior situação do que o que se calculava antes, mais ainda quando se compara com o grupo dos principais bilionários.

in:observador.pt

Detido por caça ilegal condenado a entregar 200 euros a instituição social

Militares do Núcleo de Proteção Ambiental de Bragança detiveram na passada quinta-feira, dia 12 de janeiro, um homem de 42 anos,  por caça ilegal em Lamalonga, no concelho de Macedo de Cavaleiros.
Segundo a GNR o homem "exercia o ato venatório com recurso a meios proibidos" quando no âmbito da ação de fiscalização foi surpreendido, em flagrante delito, a usar um chamariz. Os militares apreenderam-lhe uma arma de caça de calibre 12; 112 cartuchos; um aparelho eletrónico (chamariz); uma bolsa cartucheira e um tordo.
O detido foi presente ao Tribunal Judicial de Macedo de Cavaleiros, tendo sido condenado a quatro meses de inibição de exercer o ato venatório e à entrega de 200 euros a uma instituição de solidariedade social local.

Glória Lopes
in:mdb.pt

João José de Freitas

Doutor em direito pela Universidade de Coimbra, onde terminou o curso com distinção em 1895, professor liceal. Nasceu em Misquel, freguesia de Parambos, concelho de Carrazeda de Ansiães, a 28 de Maio de 1873; filho de Manuel José de Freitas e de D. Carlota da Cunha Almeida.
Concluiu os estudos liceais no Porto em 1889, com distinção em quase todas as disciplinas. Advogado nos auditórios do Porto e leccionista em colégios da mesma cidade, concorreu em 1896 ao grupo liceal de geografia e história, sendo o terceiro classificado entre vinte e dois concorrentes; mas, devido às suas ideias republicanas, não foi despachado. No mesmo ano fez concurso à cadeira de economia política da Academia do Porto, e, posto que fosse o primeiro classificado em mérito absoluto, foi-lhe preferido em mérito relativo Bento Carqueja. Desgostoso com esta injustiça, foi advogar para Luanda e depois para S. Tomé em 1898, de onde regressou para reger uma cadeira do liceu de Braga, em que foi provido por decreto de 9 de Fevereiro de 1906.
Candidato a deputado por Lisboa e Bragança nos anos de 1906 a 1910, não conseguiu vencer, sendo, logo que se proclamou a República, o primeiro governador civil que estas novas instituições nomearam para o distrito de Bragança, onde esteve até Junho de 1911. Deputado às Constituintes pelo distrito de Braga, terminadas estas foi eleito senador. Finalmente, por decreto de 14 de Abril de 1911 foi transferido para o liceu Rodrigues de Freitas, do Porto.
Casou em 2 de Outubro de 1909 com D. Berta de Azevedo Albuquerque, filha do lente de matemática da Academia do Porto, doutor Joaquim de Azevedo Albuquerque.

Escreveu: A revisão da Lei da Separação do Estado das Igrejas – «Proposta a apresentar à Comissão de Cultos do Senado». Porto, 1913. 8.° de 7 págs. E colaborou na República do Norte, do Porto; Mundo e Luta, de Lisboa, e Resistência, de Coimbra.
Foi assassinado no Entroncamento (estação da Barquinha), perto de Lisboa, no dia 17 de Maio de 1915, após haver disparado quatro tiros em João Chagas, presidente do ministério nomeado pela revolução de 14 desse mesmo mês e ano.

Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança

Obs* Segue-se texto inserido in:arspblica.blogspot.pt

Sabia que o advogado transmontano (Carrazeda de Ansiães 1873 - Entroncamento 1915) tinha sido um republicano dos 4 costados, participando na revolta portuense de 31 de Janeiro - sendo-lhe vedado por 2 vezes o acesso à docência pela sua posição política. Pelo seu soundbite, imaginava uma espécie de Catão, um estóico que norteava todas as suas acções pela moral e nobreza mais elevadas.
Resolvi saber um pouco mais sobre a personagem, e tive uma surpresa, o seu fim foi inflamado (como a sua vida), mas teve pouco de nobre. 
Adepto da ditadura de Pimenta de Castro (apoiada pelo seu Partido Evolucionista e pela União Republicana, contra o Partido Democrata,  maioritário no parlamento), JJF ficou possesso com o resultado da revolta de 14.5.1915, que depôs o governo (levando, por arrasto, o presidente Arriaga), e mais ainda pela indigitação do novo chefe de governo, João Chagas, com quem estava desavindo, talvez desde que este demitira o seu irmão mais velho do cargo de governador civil de Bragança (curiosamente, ou não, JJF fora o antecessor do António Luís de Freitas).
Na madrugada de 17 de Maio, JJF entrou num comboio parado na Barquinha e descarregou 5 tiros em João Chagas (3 dos quais acertaram-lhe de raspão na cabeça, perdendo o olho direito). O então Senador foi dominado, alvejado com uma carabina por um GNR e demoradamente linchado pela multidão, com tiques de malvadez - consta que até lhe deram fel a beber.
Parece que a ética republicana era uma coisa talvez demasiado belicosa.  

Secretário de Estado da Saúde garante permanência da urgência médico-cirúrgica de Mirandela

O secretário de Estado da Saúde garante que a urgência médico-cirúrgica do hospital de Mirandela não corre risco de ser desclassificada. Confrontado com os constantes rumores que pairam sobre a possibilidade daquele serviço passar a urgência básica, Manuel Delgado diz que não está prevista qualquer alteração.
Confrontado com as constantes denúncias da Ordem dos Médicos de que a urgência médico-cirúrgica estará a funcionar com escassos recursos humanos e sem algumas das valências que constam da listagem obrigatória num serviço com esta classificação, o secretário de Estado da Saúde diz que existem os recursos humanos suficientes.

O presidente do Município de Mirandela não duvida desta garantia do secretário de Estado da Saúde, mas António Branco reitera que existe falta de recursos humanos e diz que vai ficar atento à promessa do membro do Governo.

Declarações na passada sexta-feira, à margem da inauguração da requalificação do serviço de urgência do hospital de Mirandela, que já ficaram concluídas no Verão passado.

Tratou-se de uma intervenção contratualizada no âmbito do pacto de desenvolvimento e coesão territorial da Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes, cujo investimento rondou os 280 mil euros. 

Escrito por Rádio Terra Quente (CIR)

Quartel dos bombeiros de Miranda do Douro vai ser requalificado

O quartel dos bombeiros de Miranda do Douro vai receber em breve obras de requalificação e ampliação. O projecto terá um custo de 500 mil euros e vai implicar uma remodelação que prevê a construção de camaratas, balneários e garagens para as viaturas.
De acordo com o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários, Ulisses Firmino, as instalações estão bastante degradadas e têm de ser ampliadas.
“O objectivo principal é dignificar as instalações que estão bastante degradadas, fazia parte do nosso projecto a remodelação e ampliação do nosso quartel. Na parte estrutural, camaratas femininas e masculinas, neste momento não temos camaratas femininas”, referiu.
O projecto terá uma comparticipação de 85 por cento através do programa de apoio comunitário Portugal 2020, sendo os restantes 15 por cento assegurados por fundos próprios da associação humanitária e pela autarquia.
O projecto implica a requalificação da actual estrutura e a ampliação para a criação de um parque de viaturas.
“Com este projecto de ampliação e remodelação, penso que será um assunto que ficará resolvido também na parte do parque de viaturas, um antigo pavilhão desportivo que havia aqui irá ser adaptado a parque de viaturas e oficinas”, explicou.
A Associação Humanitária vai agora requalificar a infraestrutura inaugurada em 1982.
As obras deverão começar ainda este mês e estarão concluídas até ao final do ano. 

Escrito por Brigantia
Olga Telo Cordeiro

Presidente da ARS Norte anunciou Unidades de Saúde Familiar para Bragança

Durante este ano, o distrito de Bragança vai ter unidades de saúde familiar (USF’s) a funcionar. Uma promessa do presidente da Administração Regional de Saúde do Norte, avançada, na passada sexta-feira, em Mirandela. No entanto, Pimenta Marinho não quantificou o número de USF’s nem tão pouco onde vão ser criadas.
Em toda a região Norte, existem 240 unidades de saúde familiar, mas o distrito de Bragança não tem nenhuma. O presidente da ARS Norte garante que, este ano, vão ser criadas essas unidades no distrito, mas Pimenta Marinho não avança quantas nem onde vão ficar

Estas USF’s são criadas por proposta dos profissionais das respetcivas unidades de saúde, que ganham autonomia técnica e administrativa e propõem atingir determinados objectivos, beneficiando de um regime de incentivos.

No distrito de Bragança, chegou a existir, em tempos, uma unidade de saúde familiar em Torre Dona Chama, no concelho de Mirandela, mas foi desactivada em 2012, por não cumprir os objectivos traçados.

No entanto, em 2013, chegou a estar em cima da mesa a possibilidade do centro de saúde Nº 1 de Mirandela passar a unidade de saúde familiar.

A intenção era de servir um universo de mais de 12 500 utentes, com uma equipa constituída por 20 profissionais, entre os quais sete médicos, sete enfermeiros e seis secretários clínicos.

Confrontado com este caso, o presidente da ARS Norte diz agora que a candidatura não reunia os requisitos exigidos

Já o presidente do Município de Mirandela acrescenta novos dados para o assunto. António Branco diz que já existia um parecer técnico favorável da própria ARS Norte para a criação da USF de Mirandela, mas faltava era dotação orçamental

Os profissionais do centro de saúde N.º1 de Mirandela não tiveram luz verde para avançar com a criação de uma unidade de saúde familiar. Fica a dúvida das verdadeiras razões para que não fosse aprovado o projecto.

Resta aguardar, para saber onde vão ser criadas as USF’s no distrito de Bragança, durante este ano, tal como garantiu, na passada sexta-feira, o presidente da ARS Norte, em Mirandela. 

Escrito por Rádio Terra Quente (CIR)

Em louvor da Imprensa Regional

Iniciei a profissão de jornalista na verdura da década de 80 do século passado. Tempos inesquecíveis. De lavrador de terras, condição que trago no ADN, tornei-me então lavrador de palavras, livre como o vento, apenas manietado pelo aprumo dos velhos “linguados”. E pelos rigores da ética, pois claro. Em Trás-os-Montes, meu berço e meu regaço, percorri todos os recantos na busca das melhores histórias. Umas vezes tristes, dramáticas; outras alegres, vitoriosas. Histórias que se impunha converter em reportagens vivas e proativas. E assim fui desbravando léguas e léguas de silêncios como quem rasga a textura densa de uma floresta virgem. Eram tempos em que o jornalismo tinha sempre o encanto da novidade, e, sobretudo, o romantismo das causas solidárias. Tempos em que levar a “carta a Garcia” era, antes que tudo, assinar um contrato com o desconhecido, com o imprevisível. Tempos em que o jornalismo em Trás-os-Montes era, ele mesmo, a novidade. A notícia.

Partilhei esses momentos com autênticos e generosos “cabouqueiros” da imprensa regional e companheiros da grande imprensa descentralizada: César Sampaio, José Pires de Moura (da Foto Márius), Orlando Inocentes, Mesquita Guimarães (mestre Guimarães), Zé Macário (pai e filho), Sílvio Teixeira, Barroso da Fonte, Bento da Cruz, Inocêncio Pereira, João Sampaio, Figueiredo Sarmento, JBCésar (o “Jim” para os amigos), João Luís Teixeira (antes de “subir” a presidente da câmara de Murça), Coronel Xico Costa (jornalista quase até aos 100), Chico Rocha, Pe. Cardoso, Armando Miro, Agostinho Chaves, Fernando Calado, César Urbino, Guedes de Almeida, Fernando Subtil, Rogério Reis, Fernandes Pinto, Jaime Ferraz Gabão na Régua, o professor Júlio Coelho em Lamego, Barros Rodrigues em Chaves, Carlos Morgado em Vila Pouca de Aguiar e tantos outros.

Eram então uma espécie de cavaleiros andantes das causas solidárias. Estavam em todas. Aliás, isso mesmo é o que está no cerne da Imprensa Regional. Os jornais são uma espécie de tribunais de papel que procuram dar voz a quem não tem voz. Quando o conturbado período que sucedeu ao 25 de Abril de 1974 for sujeito a uma análise sociológica rigorosa relativamente ao desempenho da Comunicação Social, uma análise que só a distância temporal permitirá de forma desapaixonada, poderá então avaliar-se esta “vocação genética” da Imprensa Regional e o poder inquebrantável que teve em mãos. Sendo esse um período em que a generalidade dos meios de Comunicação Social de âmbito nacional foi tomada de assalto pelo poder emergente da revolução, que passou a sustentá-la economicamente e a sujeitá-la a vínculos políticos incontornáveis, houve, de facto, uma pequena franja da imprensa em Portugal que se impôs pela sua irreverência, pelos laços vigorosos que mantinha com o povo das Regiões, com o país real, pelo que resultou vencedora a sua odisseia. Era a Imprensa Regional. E merece ser recordado como no seu seio depressa se instalou um enorme desencanto que tomou sinais de revolta em relação ao famoso regime do PREC, o qual foi liminarmente rejeitado pela grande maioria da Imprensa Regional. Assistiu-se no chamado “Verão quente” de 75, a uma poderosa campanha nos diversos pontos do país com vista a impedir a nacionalização da Rádio Renascença, uma campanha que resultou positivamente e teve, na primeira linha, a presença de uma influente, esclarecida e bem referenciada Imprensa Regional.

É certo que vivemos numa época em que a comunicação instantânea e globalizada ganha um vigor galopante, parecendo por vezes um paradoxo falar-se no ressurgimento de um regionalismo informativo. Há que ter, no entanto, a perceção de que a globalização, ao criar a consciência planetária, se, por um lado, comprime a dimensão do âmbito comunicacional ao aproximar nações e pessoas, por outro, terá de esbater a rigidez do centralismo dos estados, com a emergência da diversidade das comunidades locais e regionais. Por isso, numa sociedade massificada, caracterizada pela dimensão mundial dos acontecimentos, impõe-se a necessidade de fazer emergir uma corrente revitalizadora do peculiar, do genuíno, do local ou regional, e com ela despontar uma massa crítica, que possa ajudar a impor um dos direitos mais profundos: o direito à diferença, o direito à diversidade.

Atente-se, contudo, que o despontar desta massa crítica, permitindo a afirmação de uma vontade esclarecida que ajude as populações a optar, quando se trate de causas que a ela respeitam, só é possível com uma imprensa regional forte, culta e coerente. De pouco valerá insistir que a Região vale por ser a reserva cultural e histórica de um povo, se dentro dela não surgirem impulsos que projetem a sua personalidade específica, a sua pujança própria. Daí, pois, o contributo fundamental da Imprensa Regional.


Alexandre Parafita
in:jornalnordeste.com

domingo, 15 de janeiro de 2017

Ferido ligeiro por intoxicação em incêndio

Um incêndio numa habitação na aldeia do Lombo, em Macedo de Cavaleiros, fez esta noite um ferido ligeiro por intoxicação.
O alerta foi dado pouco depois das 19.40h de hoje. As chamas terão deflagrado numa parte específica da casa, não causando danos de maior volume.

O fogo está já dominado. Segundo o site da Proteção Civil, no local estiveram 10 operacionais e 4 meios terrestres, entre bombeiros e GNR. A vítima transportada ao hospital estará estável, sendo apenas observada por precaução.

Escrito por Onda Livre

CP e operadores turísticos do douro chegam a acordo

A CP e três operadores turístico fluviais assinam na segunda-feira, na Régua, um protocolo de cooperação que visa o reforço do transporte de passageiros na Linha do Douro, anunciou esta quinta-feira a transportadora ferroviária.
A assinatura do protocolo entre a CP – Comboios de Portugal e as empresas Barcadouro, Rota do Douro e Tomaz do Douro decorre na Estação Ferroviária da Régua, e conta com a presença do ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques.

Segundo a CP, o protocolo visa ainda o reforço “da atratividade da marca turística Douro”.

Este acordo ocorre meses depois de os operadores terem criticado o serviço prestado pela empresa pública.

Em agosto, as empresas decidiram substituir o comboio por autocarros como meio de transporte complementar ao barco, após críticas ao “mau serviço” prestado pela CP, uma posição tomada depois de muitas queixas por parte dos clientes que tinham que viajar de pé, apinhados e em carruagens sem ar condicionado.

Entre 20 de agosto e 9 de outubro, o transporte de comboio previsto nos programas foi substituído por autocarros, perspetivando-se, nessa altura, que cerca de 30.000 turistas deixariam de usar a linha ferroviária do Douro durante este período.

Estas empresas fornecem viagens de umas horas a um dia, que podem partir do Porto, do Peso da Régua, Pinhão ou Barca de Alva, e o pacote proporcionava a viagem de regresso de comboio.

Em dezembro, os três operadores turístico fluviais uniram-se novamente para apelar à modernização da linha ferroviária do Douro.

Agência Lusa

Prisão preventiva para suspeito de assassinar a mulher

Vítima de Macedo de Cavaleiros e arguido estavam em processo de divórcio devido a violência doméstica.
O homem suspeito de ter assassinado a mulher a tiros de caçadeira, em Macedo de Cavaleiros, na sexta-feira, ficou em prisão preventiva depois de ter sido ouvido no Tribunal de Torre de Moncorvo, distrito de Bragança, informou hoje fonte judicial. Por ser fim-de-semana, o homem, que foi detido depois do crime, foi presente a juiz no tribunal de turno a funcionar na região e que lhe aplicou a mais grave das medidas de coacção, a prisão preventiva.

O alegado homicida, de 59 anos, ficará a aguardar na cadeia o desenrolar do processo e julgamento pela morte da mulher, ocorrida ao início da noite de sexta-feira, em Macedo de Cavaleiros, quando a vítima saiu do trabalho e se dirigia para casa.

A mulher, de 55 anos, foi encontrada sem vida, na rua, junto a uma rotunda, com dois tiros de caçadeira na cabeça. As autoridades terão sido alertadas por vizinhos e o marido apontado imediatamente como suspeito, tendo abandonado o local do crime.

O indivíduo barricou-se numa garagem junto ao apartamento onde vivia e ter-se-á automutilado com uma machada, segundo a GNR, que conseguiu detê-lo. O suspeito foi assistido no Hospital de Macedo de Cavaleiros e teve alta poucas horas depois, tendo ficado detido na sexta-feira à noite e sido entregue à Polícia Judiciária, que está a investigar o caso.

O casal estaria em processo de divórcio devido a violência doméstica alegadamente praticada pelo indivíduo contra a mulher, mas ambos continuaram a viver na mesma casa, de acordo com testemunhos de familiares da vítima à Comunicação Social. A situação de violência doméstica já estaria referenciada pelas autoridades que recentemente tinham apreendido armas ao alegado homicida.

Agência Lusa

sábado, 14 de janeiro de 2017

Unidade de Convalescença volta a Macedo de Cavaleiros

Alegado homicida vai ser ouvido em tribunal

Começa a ser ouvido daqui a pouco o homem que terá assassinado ontem a mulher, em Travanca, Macedo de Cavaleiros. Será presente às 13.30h deste sábado ao Tribunal de Torre de Moncorvo, tribunal de turno este fim de semana. A sessão chegou a estar agendada para a manhã, mas foi adiada.
Tudo aconteceu ontem à noite, cerca das 19.30h, quando a vítima de 55 anos foi baleada com dois tiros de caçadeira na cabeça, a poucos metros da porta de casa. A mulher estaria a regressar do trabalho, num quiosque no centro da cidade. Este crime terá contornos passionais. O homem não terá aceitado o pedido de divórcio por parte da mulher, que se tentaria livrar de um cenário de violência doméstica, descrito até pela pela família da vítima.

Depois de cometido o crime, o alegado homicida barricou-se numa garagem anexa à casa onde ambos viviam, e automutilou-se com um machado. Foi assistido no hospital de Macedo de Cavaleiros, após ter recebido voz de prisão. Teve alta ainda ontem, e passou o resto da noite nos calabouços da Polícia Judiciária, em Vila Real.

A arma do crime, informou ontem fonte da GNR, foi encontrada na casa do casal, e apreendida.

Escrito por ONDA LIVRE

Homem mata mulher em Macedo de Cavaleiros

Um homem matou a tiro de caçadeira a companheira, por motivos passionais, ao início da noite noite de ontem, em Travanca, concelho de Macedo de Cavaleiros.
Tudo aconteceu cerca das 19.30h. Os vizinhos ouviram dois disparos, e acabaram por ser eles a dar o alerta às autoridades. O corpo foi encontrado já sem vida, com ferimentos na cabeça.
A vítima, de 55 anos, foi atingida pelo marido, que terá uma idade entre os 50 a 55 anos, em plena via pública, a escassos metros da porta de casa. O homicida barricou-se depois numa garagem e ainda se auto mutilou com recurso a uma machada

“O ponto da situação aqui verificada iniciou-se com um homicídio de uma senhora, na casa dos 50 a 55 anos. O homicida, seu marido, barricou-se na garagem anexa ao seu apartamento. Tentou cometer suicídio, automutilando-se com uma machada.
A GNR conseguiu efectuar o homicida, e estamos a socorrê-lo. Temos a lamentar uma vítima, do género feminino”, explicou Hernâni Dias, da GNR.

A mulher sofria de violência doméstica, e estaria em processo de divórcio com o homicida.
Alcino Cepeda é irmão da vítima. Conta que, apesar da família saber das agressões e do casal continuar a partilhar o mesmo tecto, nunca imaginou um desfecho tão trágico.

“Já haviam queixas e agressões. Mas nunca imaginei um desfecho tão drástico. Não se se tinha apresentado queixa na GNR, mas andavam em processo de divórcio”.
No ano passado, em Agosto, “ele bateu-lhe em frente à filha mais velha. Ela pediu o divórcio, porque não lhe ia ‘bater mais’. E ele disse, por estas palavras: ‘Dou-te o divórcio, mas no dia em que sair o papel, mato-te’, acrescentou o irmão da vítima.
O homem foi detido pela GNR e transportado à unidade hospitalar de Macedo de Cavaleiros. Matou a mulher com dois tiros de caçadeira apontados à cabeça. A morte foi imediata.
Este caso estaria já sinalizado pelas autoridades, e já em outras ocasiões tinham sido apreendidas armas ao homicida.

Escrito por Onda Livre (CIR)

Ao longe o mar