quarta-feira, 23 de agosto de 2017

“Bragança na Época Moderna. Militares e Eclesiásticos. A rua, a praça, a casa.”

Recentemente, tal como aconteceu em outras urbes, também o espaço público do centro histórico bragançano foi objecto de importantes obras. Trabalhos de requalificação mas que aqui e ali se traduziram na excessiva valorização do desenho como se o propósito essencial fosse a criação de cenografias destinadas a servir de suporte a um qualquer produto de conteúdo citadino.
Há quem note, sublinhando a estandardização de procedimentos e a introdução de incompreensíveis condicionamentos à circulação em algumas ruas, peões incluídos, que estes programas também serviram para apaziguamento da má consciência dos poderes que, durante sucessivos anos de inércia, permitiram a penalização do património colectivo formado pelos antigos núcleos das cidades. Desinteresse com alcance social já que nas zonas envelhecidas e abandonadas os residentes eram, na sua maioria, idosos e pessoas de recursos limitados. Mas se pensarmos que grande parte das ruas do centro histórico se caracterizam já por um índice de ocupação muito baixo e que a desertificação tem sido acompanhada pelo encerramento das portas do comércio tradicional adivinhamos a lentidão e as dificuldades do processo de regeneração da parte antiga da cidade.
Embora tardio, este conjunto de atitudes corresponde à ambição de se assegurar a continuidade da própria cidade, mantendo uma vida civil que lhe garanta a sua personalidade nos termos de um quadro vital onde possam surgir soluções que a projectem no futuro. Sem poder furtar-se aos passos da legenda dos deuses e dos heróis, as nossas cidades, a maioria muito antigas, obedeceram durante séculos às linhas de desenvolvimento simbolizadas por Anfião e por Zeto, os míticos filhos de Zeus e de Antíope, justamente aqueles que conquistaram a cidade de Tebas a Cadmos, o seu fundador. Pela sua criação entre pastores e agricultores, Zeto complementava o seu carácter rude com uma grande força. Já a delicada compleição física do seu irmão, Anfião, concordava com uma alma cândida e um temperamento calmo que muito se comprazia no canto e nos acordes da lira de sete cordas que tocava quase incessantemente.
Um instrumento de ouro que Apolo lhe tinha ofertado. Perante a urgência das obras da muralha de Tebas nenhum dos dois se escusou ao trabalho. Só que enquanto Zeto despendeu um esforço enorme a transportar e a aparelhar os blocos de pedra extraídos nas montanhas vizinhas para fazer crescer os muros, Anfião alcançava sem custo algum o mesmo resultado pois só com os timbres da sua lira conseguia fazer com que as pedras ocupassem na muralha a posição mais apropriada para que resultasse obra resistente.
Assim, no âmbito das possibilidades orgânicas e criativas das forças da natureza, de que o Homem faz parte, transmitiu-se consistência ao logos e organizou-se a realidade dos valores e das suas contradições enquanto fenómenos que, na longa duração, cerziram as cidades e as apetrecharam com instrumentos capazes de se poderem acomodar às sucessivas e variadas provações que as mudanças estruturais comportaram. Porém, na época contemporânea, as cidades, deixando-se capturar pelas lógicas mecanicistas e funcionais, quebraram as antigas leis dos princípios harmónicos teorizadas por Vitrúvio e Leon Baptista Alberti e, simultaneamente, determinaram-se a seguir o partido de Prometeu – o titã que criou o primeiro homem e que o lançou na Terra nu e sem armas mas que lhe deu o conhecimento do fogo. 
O mesmo que, julgando-se igual às potências divinas, se revoltou contra Zeus. Só que, dominada a afronta, seria acorrentado para sofrer as investidas de uma águia que diariamente lhe devorava o fígado, víscera que, admiravelmente, se reconstituía de um dia para o outro. E, se da condenação faziam parte outros padecimentos como a impossibilidade de poder voltar a escutar a voz humana, o impedimento eterno de vislumbrar um rosto piedoso ou o benefício de merecer a atenção de um gesto consolador, o sofrimento de Prometeu parecendo significar que a propagação do progresso civilizacional só pode ser alcançado à custa da dor humana, também sugere, como se de uma condenação se tratasse, a prisão do Homem ou o seu solitário confinamento aos limites das cidades.
Cada vez maiores, mais frias e desalmadas apesar dos seus ocupantes e utilizadores muito beneficiarem com a progressiva internacionalização da cultura de consumo. Paradigma que inculca a contradição maior entre o fenómeno da estandardização e a diluição da identidade das comunidades com o consequente afrouxamento da afectividade nas relações entre os moradores. E também com o incomportável crescimento dos subúrbios das grandes urbes e a eternização dos fenómenos de exclusão social. Importa por isso encontrar formas de se dar relevo às especificidades culturais regionais para se contrariar a tendência para o desenraizamento progressivo das populações e a descaracterização das urbes mesmo quando algumas previsões apontam para que 75% dos viventes do planeta vivam em megapólis dentro de mais ou menos meio século.
A apologia da cidade e dos centros históricos implica um esforço e orientações no sentido de promover a reintegração da política na arquitectura com a ambição de se tecer o seu comprometimento com uma inegável função social. Ao mesmo tempo, importa ter em conta que, no nosso país, grande parte dos moradores das cidades têm as principais referências de vida em ambientes moldados pela ruralidade que, inexoravelmente, foram deixados para trás. Com consequências diversas mas quase sempre graves como seja o abandono total de algumas comunidades rurais.
Num jornal local («Informativo», 25 de Setembro, 2006), escrevia-se que o Distrito de Bragança tem cada vez mais aldeias fantasmas. Apontavam-se mesmo os nomes de algumas aldeias do concelho de Mogadouro, Santo André, Roca e Quintas de Souto, como exemplos de povoações sem gente, apenas povoadas pelas memórias do passado pois os últimos habitantes, afirmava-se, partiram nos anos 90: «não há gente a circular, não há cães a ladrar ou gatos a apanhar sol nos telhados, não se ouve o riso das crianças, as ruas estão cobertas de ervas. (…) As casas estão abandonadas e em lugar de portas há tijolos para evitar a profanação daquilo que em tempos foi um lar».
Falar de cidades é, antes de mais, falar de património. E a questão de saber «o que é que define o Património?», que também ficava bem no início deste texto, pode servir como seu epílogo. Como resposta, socorrer-nos-emos de uma entrevista concedida ao jornal «Público», em 22 de Março de 2005, por Simon Thurley, então presidente do English Heritage. Eis as suas palavras:
«As pessoas. Há dois erros comuns no que respeita ao património. O primeiro é pensar que é sobre edifícios – é sobre as pessoas e o que elas investem nos tijolos. O segundo é pensar que é sobre o passado – é sobre o futuro, o que ficará depois de nós desaparecermos […]. Por outras palavras, o que é o Património? Aquilo que uma dada geração considera dever ser deixado para o futuro».

Luís Alexandre Rodrigues – BRAGANÇA NA ÉPOCA MODERNA. MILITARES E ECLESIÁSTICOS. A RUA, A PRAÇA, A CASA.
Actas do Seminário Centros Históricos: Passado e Presente, pp. 70 a 96

Rio de Onor eleita uma das finalistas na corrida às 7 Maravilhas de Portugal®– Aldeias

No dia 20 de agosto realizou-se em Pedrogão Grande a Gala Especial que elegeu na categoria Aldeias em Áreas Protegidas, Rio de Onor, em Bragança, como uma das aldeias finalistas às 7 Maravilhas de Portugal® – Aldeias.
Rio de Onor é uma aldeia que está inserida no Parque Natural de Montesinho e na Zona de Proteção da Rede Natura 2000, junto à fronteira com Espanha. Esta aldeia raiana é marcada pela distinta preservação e restauro das suas casas de xisto com varandas alpendradas, sendo que a maioria dos seus habitantes é bilingue ou trilingue (português, castelhano e rionorês) e regem-se por um governo próprio, pois ainda vivem em comunidade. 

A Gala Especial das 7 Maravilhas de Portugal elegeu, ontem, em Pedrogão Grande as duas aldeias finalistas na categoria Aldeias em Áreas Protegidas. Rio de Onor destacou-se pela beleza natural e pela preservação do seu dialeto, rionorês. 

Rio de Onor - A irmã gémea e a “Vara da Justiça” 

Rio de Onor partilha o seu território com a idêntica aldeia Rihonor de Castilla, situada do outro lado da fronteira. O convívio entre as duas aldeias trouxe aos seus habitantes um dialeto muito próprio, o rionorês. A aldeia tem uma arquitetura típica com casas tradicionais de xisto, com varandas alpendradas e cobertura de lousa. Aqui é possível descobrir a Ponte Romana, a Igreja de São João Batista, a fonte, a praia fluvial, os fornos comunitários, os lagares de vinhos e os moinhos. 

Em Rio de Onor, vive-se numa estrutura onde, ainda, existe entreajuda, agricultura e pastorícia comunitária, partilha de terrenos, de rebanhos e de moinhos. A “Vara da Justiça” é um símbolo que, ainda, hoje é respeitado. Responsabiliza-se pelo cumprimento de todas as regras da comunidade e aplica multas, que são pagas através de vinho ou azeite. 

A sua gastronomia destaca-se por deliciosos enchidos e o artesanato é rico em peças de cestaria e carpintaria. 

Entre Setembro e Novembro é o momento ideal para observar o comportamento dos veados – a denominada época da brama - abundantes no Parque Natural de Montesinho, em particular na aldeia de Rio de Onor. É nesta época que os veados, em época de acasalamento, são mais fáceis de detetar. São os machos que se destacam pelos bramidos fortes que vocalizam para atrair fêmeas e afastar outros machos competidores. A Natureza no seu estado mais puro! 

Se ainda não conhece, Rio de Onor aguarda pela sua visita. Para amantes da natureza, o parque de campismo existente pode ser uma opção que permite maior proximidade ao meio envolvente e usufruir do que a natureza oferece. Para quem prefere outro tipo de alojamento, existe a Casa de Onor e a Casa da Portela.

in:noticiasdonordeste.pt

Sons do mundo em festival com quase duas décadas

Festival Internacional de Música Tradicional reúne grandes nomes da música na Praça das Eiras na sua 17ª edição.
Os portugueses Rão Kyao, Sebastião Antunes, os espanhóis Los Três de la Noche e a polaca Emília Krull, bem como os grupos Zingarelhos e a dupla António Malta Gomes e Bruno Mazeda compõem o cartaz do XVII Festival Internacional de Música Tradicional.

É um dos mais esperados eventos de verão em Macedo de Cavaleiros e um dos mais reconhecidos festivais de música tradicional do país. Nos dias 25 e 26 de agosto volta a reunir grandes sonoridades na mítica Praça das Eiras, numa simbiose entre os ritmos Macedenses e de outras culturas, de vários “cantos” do mundo.

As ruas serão também “invadidas” pelos ritmos tradicionais, com as habituais arrudadas com os africanos Mascaras Africanas e diversos grupos culturais Macedenses: Latos de Bagueixe, Bombos de Ala, Fanfarra de Vale da Porca, Grupo Cultural e Recreativo da Casa do Povo de Macedo de Cavaleiros, Toca a Bombar, Pauliteiros de Salselas e Caretos de Podence.

in:noticiasdonordeste.pt

Festa da Cor reverte fundos para o bem-estar dos utentes

A III Festa da Cor organizada pela Cercimac de Macedo de Cavaleiros juntou dança, música e muita cor, por uma causa.
Foram mais de 500 os participantes nesta edição, e Luísa Garcia, presidente da instituição, diz que o balanço foi positivo.

Neste momento a CERCIMAC apoia 30 pessoas em Centro de Atividades Ocupacionais, 24 em lar residencial e 45 crianças dos 0 aos 6 anos. Um total de quase 100 utentes a quem  Luísa Garcia diz fazerem falta atividades e aquisições extra, e os fundos recolhidos têm esse destino.

Pelo Jardim 1º de Maio passaram vários artistas convidados. Entre eles o padrinho do evento, Fábio Jorge Krayze, dançarino mundialmente conhecido e ator na novela Única Mulher, que diz ter ficado orgulhoso com o convite.

A festa aconteceu no passado fim-de-semana no Jardim 1º de Maio, passando ainda por algumas ruas da cidade de Macedo de Cavaleiros.

Escrito por ONDA LIVRE

Trás-os-Montes e Alto Douro sem apoios ao investimento na floresta

As organizações de proprietários florestais queixaram-se hoje de que "nenhuma candidatura" para investimento na floresta foi aprovada em Trás-os-Montes e Alto Douro no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural, uma situação que classificaram "como inaceitável".
Oito organizações de proprietários florestais da região de Trás-os-Montes e Alto Douro reuniram-se, em Murça, para apreciarem a situação do PDR 2020 relativa à operação 8.1.5 com vista à melhoria da resiliência e do valor ambiental das florestas.

Numa carta aberta enviado hoje aos órgãos de comunicação social, estas entidades queixaram-se de que a região de Trás-os-Montes e Alto Douro ficou "sem apoios ao investimento na floresta".

Segundo informaram, "nenhuma candidatura" foi aprovada neste território.

Acrescentaram ainda que "apenas seis de 234 candidaturas" submetidas na região Norte foram aprovadas e que o apoio público atribuído para o investimento na floresta em todo o Norte foi de "apenas 475 mil euros".

"Esta situação, independentemente das opções de gestão do programa PDR 2020 que a originam, é inaceitável qualquer que seja a abordagem que se considere", salientaram.

Do ponto de vista florestal, as organizações florestais consideram que "é inadmissível que a região fique mais uma vez sem apoios ao investimento na melhoria e salvaguarda da sua floresta".

"Também politicamente é incompreensível como se permite uma gestão do programa de incentivos ao investimento na floresta produzir resultados tão absurdos pelo desequilíbrio territorial que manifestam", acrescentaram.

As organizações de proprietários florestais de Trás-os-Montes e Alto Douro "recusam-se a aceitar que tal se possa concretizar" e reclamaram do ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural a "imediata apreciação da situação e medidas no sentido de a corrigir".

"E, principalmente, que permita que as candidaturas da região Norte, que representam intenções de investimento de quase 22 milhões de euros, se venham de facto a concretizar", concluíram.

A carta aberta foi subscrita pela Associação Florestal do Vale do Douro Norte (Aflodounorte), Associação dos Produtores em Proteção Integrada de Trás-os-Montes e Alto Douro (APPITAD), a Associação Agroflorestal e Ambiental da Terra Fria Transmontana (ARBOREA), o Centro de Gestão Agrícola Terra Viva, o Centro de Gestão da Empresa Agrícola do Marão, o Centro de Gestão da Empresa Agrícola do Vale do Tua, a IbericAgroflorest e a Silvidouro.

Agência Lusa

O GIPS da GNR assegura estar preparado para incêndios de maior dimensão na região

Num ano em que os incêndios assolam o país de uma forma trágica, assumindo muitas vezes grandes proporções, o assunto preocupa, em particular devido à seca e temperaturas altas, não só os bombeiros mas também o Grupo de Intervenção Protecção e Socorro da GNR.
O comandante da 7.ª companhia do GIPS de Bragança, o capitão, Pedro Fernandes, admite que perante as condições atmosféricas favoráveis a estas ocorrências a probabilidade de incêndios de maior dimensão na região é alta.
“Temos de estar preparados para possíveis incêndios de alguma dimensão, pois já algum tempo que não chove e a vegetação está muito seca e quando se junta ao vento forte e às altas temperaturas, estão reunidas todas as condições para existirem essas propagações. Estamos preparados para elas e sabemos que existe essa possibilidade de elas ocorrerem, e na nossa análise logicamente que chegamos a essa conclusão. Mas sabemos que temos a força preparada e os outros agentes da protecção civil também estão preparados e têm dado uma boa resposta aqui no distrito”, assegurou.        
Para além de actuarem no distrito, em incêndios de maior dimensão como o da Serra do Reboredo (Torre de Moncorvo) e Carrazeda de Ansiães no mês passado, visto que este ano tem sido bastante atípico e devido às condições meteorológicas, as equipas do GIPS de Bragança estiveram em Pedrógão Grande e Mação, Pedro Fernandes conta que esta “foi uma experiencia marcante, fruto das consequências que provocou, mas também, foi gratificante dar o contributo para que a situação catastrófica se resolvesse.”
Quando, mesmo tomadas as precauções recomendadas, os incêndios deflagram e não há forma de evitar que se aproximem das povoações, as autoridades recomendam às pessoas que “evitem entrar em pânico e que devem alertar as autoridades do incêndio mantendo-se numa zona segura.”
O GIPS é uma força permanente. No distrito de Bragança  há 45 operacionais distribuídos pelos centros de Bragança, na Serra da Nogueira, e Alfândega da Fé. Em ambos os locais, durante a época de incêndios, ficam estacionados dois helicópteros para transportar os militares para o combate às chamas. 

Escrito por Brigantia

Antigo hotel Torralta arde pela terceira vez em menos de dois anos

Esta noite, pela terceira vez, no espaço de um ano e meio, houve novamente um incêndio no interior do antigo hotel Torralta.
O edifício, localizado no centro da cidade de Bragança, continua fechado e sem utilização apesar de já ter sido adquirido por uma cadeia de hotéis. Esta noite, os bombeiros foram chamados ao local, para apagar dois focos de incêndio, no seu interior. 
O alerta foi dado às 22:30 e o fogo demorou cerca de uma hora a ser extinto.

Escrito por Brigantia

Comissão de festas do Seixo de Manhoses com 10 mil euros de prejuízo devido à proibição de fogo de artifício

Mês de Agosto é sinónimo de festas e romarias de norte a sul do país. Em Trás-os-Montes não é diferente, multiplicam-se as romarias das aldeias, principalmente aos fins-de-semana.
A Comissão de Festas de Seixo de Manhoses, aldeia do concelho de Vila Flor, diz-se revoltada com a medida do governo que impediu o lançamento de fogo de artifício nas festas do passado fim de semana.
A declaração de calamidade pública preventiva, por causa dos incêndios que consomem o país, estabeleceu diversas proibições, nomeadamente, o fogo de artifício.
Constantino Olmo, da comissão de festas de Seixo de Manhoses, salienta que a medida do governo acabou por estragar a festa.
“ Acham que era o fogo-de-artifício que ia provocar um incêndio? Toda a gente sabe que não se pode deitar foguetes sem a presença dos bombeiros. Acho que é uma estupidez”, diz indignado.
A comissão de festas tinha um contrato assinado com a pirotecnia no valor de 10 mil euros e agora quer saber que vai assumir o prejuízo.
Questiona ainda sobre “quem é que vai pagar isso, como é que se vai resolver a situação, são 10 mil euros."  " Não sei quem vai pagar, será que é o senhor primeiro-ministro? Andámos o ano inteiro a trabalhar para uma festa e quatro ou cinco horas antes da festa é que se lembram de proibir e temos de cancelar o espectáculo. É revoltante”, acrescenta ainda.

Como a de Seixo de Manhoses, em Vila Flor, foram várias as festas em que não houve o habitual fogo de artifício no fim de semana.

Escrito por Brigantia

terça-feira, 22 de agosto de 2017

O Debate das Autárquicas – BRAGANÇA

Todos vós sabeis que este blogue não “se mete” em politiquice. E nunca o fará.
No entanto, como cidadão e Bragançano tenho, por imposição moral, que me manifestar.
Olhai.
Tenho saudades do tempo em que pintei paredes e em que colei cartazes, sempre “do contra”. Do contra contra o sistema que sempre nos quiseram injetar e que, ao longo de décadas, nos quiseram fazer acreditar que não tinha alternativa.
Já não há contra. Em Bragança, não há contra.
Vi, e ouvi, o debate duas vezes.
Fiquei triste. Triste pelo que ouvi e pelo que não ouvi. Triste por ver que em Bragança a alternativa já não existe.
O atual autarca, e novamente candidato, até calado ganhava “pontos” e, consequentemente, o debate.
Uma oposição sem apresentar um único projecto. Uma oposição a limitar-se a dizer o que se diz todos os dias na mesa do café em qualquer tertúlia de amigos. Uma oposição...sem conseguir dizer o que faria, e como faria, de uma maneira diferente.
É mau, muito mau. Para Bragança e para a democracia.
Os velhos “democratas” de todos os partidos, demitiram-se. Ou comeram o sistema até ao tutano, para si e para os seus, e cansaram-se de barriga cheia.
Fiquei triste.
Nem uma ideia, um projecto estruturante. “Bocas” só bocas das que se atiram ao ar na mesa do café.
Uma oposição mal informada, mal preparada. Notório o desconhecimento dos “dossier´s”.
Os representantes, candidatos, são o espelho da classe política de Bragança.
Bragança não tem mais gente?
Mau, muito mau, o debate.
A situação apontou números. Números irrisórios, irrelevantes para as necessidades, é certo, mas são números. Não foram contestados.
Bragança poderá ser um exemplo da classe política que grassa no País.
Considero ESCANDALOSO que o principal (em teoria) partido da oposição autárquica, não tenha conseguido apresentar listas a todas as Freguesias. E não venham com estórias. A incapacidade foi só vossa. Jogos e joguinhos, sempre houve e haverá.
Não me excluo de responsabilidades. Falar, no caso escrever, é fácil.
Fiquei triste. Tudo bons amigos.
O “Poder” tem que estar entregue a gente séria e honesta. O poder tem que ser uma maneira de servir os cidadãos. E SÓ! Ser militante, ou simpatizante, identificado, de um partido não pode ser a entrada segura para um emprego na função pública ou autárquica.
O que faltou por dizer pela oposição?
Tanta coisa…
Até um dia…talvez.
Ainda estou vivo.

HM

Balanço do mês de Agosto em Macedo de Cavaleiros

Macedo de Cavaleiros celebra a vida com verdadeiro sunset transmontano

Em Macedo de Cavaleiros aproveita-se o fim de tarde para um encontro de amigos, mas sobretudo para trazer nova vida ao património do concelho como os solares e os turismos de habitação.


Campanha arqueológica no castro de S. João das Arribas

As escavações arqueológicas no castro de S. João das Arribas, em Miranda do Douro, iniciam-se hoje, e podem consolidar hipóteses sobre a ocupação humana nesta região, depois de ter sido encontrada cerâmica de luxo no local.
Em declarações à agência Lusa, o arqueólogo Pedro Abrunhosa Pereira disse que a campanha se inicia "com quatro arqueólogos em campo e sete voluntários".

"Uma vez que ainda estamos no início, o projeto compreende apenas sondagens, de 4X4 metros. Este ano planeamos, embora possa ser variável de acordo com os resultados obtidos, escavar uma área de cerca de 70 metros quadrados em vários pontos de São João das Arribas", acrescentou o arqueólogo.

As escavações realizada no ano passado permitiram perceber que "o castro teve uma ocupação humana descontinuada, desde a Proto-História até ao século I, já no Império Romano, e depois da queda deste até ao século VII".

O arqueólogo destacou o "pouco conhecimento" que há sobre estas ocupações antigas nas arribas do rio Douro, nomeadamente em comparação com o que se passa em Espanha, onde existem castros idênticos, entre os 20 e os 30 quilómetros de distãncia, que estão estudados e de que se conhece mais.

"O que é interessante, em S. João das Arribas, é que encontrámos cerâmica de luxo, importada do norte de África, no século VI", salientou Pedro Abrunhosa Pereira, chamando a atenção para o facto de, nesta época, o Império Romano, caracterizado por ter tido "excelentes vias de comunicação", estar já a ser dissolvido. Segundo afirma, a população que habitava a região tinha um "gosto refinado pela cultura latina" e importava cerâmica de luxo do norte de África, já depois da desagregação do Império Romano.

"Além da cerâmica norte-africana, foi também encontrada cerâmica 'sigilatta' do vale do Ebro e de Rioja, o que é mais comum", acrescentou.

O arqueólogo, que coordena o projeto com a arqueóloga Mónica Salgado, espera que, este ano, se alcance "um significativo número de resultados", já que a campanha, a partir de hoje até 15 de setembro, dura mais do que a do ano passado.

No castro de S. João das Arribas, situado no perímetro do Parque Natural do Douro Internacional, "encontram-se bem visíveis estruturas dos séculos V a VII, nomeadamente uma muralha".

Está classificado como monumento nacional desde 1910, e segundo a investigação científica, "há pessoas que o associam a um castro, há pessoas que o associam a um pseudo santuário.

Nós sabemos que temos um contexto habitacional, algumas estruturas que não têm ainda nenhuma conexão. Ainda não sabemos perante o que é que estamos, mas sabemos que há material de luxo, e se há material de luxo é possível falarmos de um templo, mas é necessário escavar mais para termos mais resultados", declarou à Lusa Pedro Abrunhosa Pereira.

Agência Lusa

Um lugar de estacionamento vale três infrações?

A pergunta que se impõe logo à partida, é saber que multa o senhor agente passaria primeiro: se a de estacionamento em contramão, a de estacionamento em local reservado ou de circulação em sentido contrário?
Assim não há pontos que resistam.

in:mdb.pt

Festa do Livro realizou-se no Jardim Dr. Horácio de Sousa, em Torre de Moncorvo e promoveu hábitos de cultura e leitura

Recordando as origens, Santa Maria celebra, anualmente, a 15 de agosto o seu dia de freguesia

Grandiosas festas da cidade e do concelho de Miranda do Douro receberam Cuca Roseta

Com duas provas e uma caminhada, e sob o lema “corre até às origens”, cerca de 400 pessoas participaram no Zoelae Trail em Bragança

Bancada central do Estádio Eng. José Luís Pinheiro foi inaugurada no jogo de apresentação do Grupo Desportivo de Bragança aos sócios

A aldeia de Azinhoso, no concelho de Mogadouro, recebeu a 4ª edição da prova de BTT que trouxe até à aldeia participantes vindos de vários pontos do país

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Colisão rodoviária faz seis feridos ligeiros

Seis feridos foi o resultado de uma colisão rodoviária em Vila Meã, no concelho de Bragança, esta tarde de segunda-feira, cerca das 17h00.
Entre os feridos, "todos  considerados ligeiros", indicou uma fonte dos Bombeiros de Bragança, estão três crianças de 8, 13 e 14 anos, dois idosos, com cerca de 70 anos, e um homem com 40 anos.

Glória Lopes
in:mdb.pt