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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 16 de abril de 2024

BIGODES DE GATO

Por: Humberto Pinho da Silva 
(colaborador do "Memórias...e outras coisas...")

Em " Falas Sem Fio", Agostinho de Campos. Inclui belo conselho, que os países, ou melhor – os Ministros da Guerra, deviam ponderar, antes de invadirem a nação vizinha.
Decerto, o leitor, que me lê pachorrentamente, desconhece quem foi Agostinho de Campos. É natural, em Portugal, esquecemo-nos facilmente as ilustres figuras após seu desaparecimento; e notáveis intelectuais, mesmo antes de falecerem, conheceram o desprezo, o abandono dos contemporâneos. Escuso de os mencionar, porque são tantos, e sobejamente conhecidos.
Agostinho de Campos foi notável Professor Catedrático da Universidade de Coimbra e de Lisboa. Jornalista, conferencista e articulista de: " O Comercio do Porto" e " O Primeiro de Janeiro", com artigos que versavam pedagogia, linguista e crítica literária. Tem numerosos livros publicados pela Bertrand. Faleceu, em Lisboa, no ano de 1944.
Ao reler " "Falas Sem Fio", deparei com texto curioso, que pretendo dar a conhecer ao leitor:
" Segundo me afirmou um naturalista, os bigodes de gato crescem na proposição que eles engordam, e a sabia natureza não se engana a respeito das razões porque assim legislou:
Quando algum gato, por motivos estratégicos, puramente defensivo, tem de enfiar-se por algum buraco, e não lhe conhece as características e seguintes, entesa os bigodes, e enquanto o couberem na largura do buraco, vai o gato seguindo sem medo, porque onde os bigodes passarem sem dobrar, passará corpo do animal, e não há perigo de que ele fique entalado, sem poder andar para trás ou para diante.
"Os países bem governados, antes de declararem guerra aos outros, devem arranjar ministros da guerra, com uns bigodes, assim sensíveis e previdentes, para saberem bem no que se metem."
Acrescentaria ainda: devem, igualmente, os que se dedicam à política, para se acautelarem das ciladas dos antagonistas e, até... dos "amigos", terem bigodes gatorro.

Humberto Pinho da Silva
nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG” e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".

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