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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 17 de abril de 2025

Com a Páscoa à porta o folar de carnes não falta na mesa dos transmontanos

 Já se começam a preparar os fornos para fazer uma das iguarias mais degustadas em Trás-os-Montes: o folar de carnes


Já se começam a preparar os fornos para fazer uma das iguarias mais degustadas em Trás-os-Montes: o folar de carnes.

Para os transmontanos não há Páscoa sem folar. Que o diga Arminda Machado, que se lembra bem de como se vivia esta tradição quando era pequena. “Se não houvesse folar na Páscoa, não havia nada. A minha mãe fazia sempre daqueles folares grandes, para os filhos todos, eramos 16. Estávamos todos contentes, a ajudar a partir os ovos, a preparar, a ver como se fazia, era uma festa para nós fazermos folar”, lembrou.

Ovos, farinha, azeite e carnes. Até parece fácil, mas o segredo está na qualidade dos produtos. Fazer folar é muito mais do que juntar ingredientes. É um momento de aproximação da família e de várias gerações. “Vou fazê-lo sábado de Páscoa, porque a minha filha chega sexta-feira. Ela pediu-me para esperar. Ela também os faz, mas disse que queria estar presente, ela e os filhos querem estar de volta do forno”, contou.

Esta tradição também é mantida pelas mãos de Gina Morais. Folar e os conhecidos económicos não faltam nesta altura do ano. Mas as mesmas mãos que amassam a tradição, amassam a inovação. Há mais de dez anos que faz folar de coco. Uma ideia que partiu de uma brincadeira. “Começou numa brincadeira e é o “meu segredo” porque toda a gente quer a receita do Folar de coco. Vou transmitir este segredo à minha neta, que me ajuda. Vou fazer questão de que ela continue”, frisou.

A avó faz questão de ensinar e a neta faz questão de aprender. Ana Patrícia desde pequena que ajuda Gina a fazer folar. Uma herança que, no que depender de si, não terminará. “Desde muito cedo que ajudo a minha avó. Sempre gostei muito de fazer folar e ela convidava-me para a ajudar. Quero manter a tradição, que já é de família”, sublinhou.

Folar de carnes ou folar de coco: uma coisa é certa, não faltará na mesa dos transmontanos nesta Páscoa.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Ângela Pais

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