Número total de visualizações do Blogue

Pesquisar neste blogue

Aderir a este Blogue

Sobre o Blogue

SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

O trabalho meticuloso da preparação da seda artesanal

Susana Martins, Maria Amélia Afonso e Júlia Martins são as três artesãs que ainda se dedicam à preparação da seda artesanal em Freixo de Espada à Cinta.
Tudo começa com a criação do bicho-da-seda, depois de obter os casulos é preciso retirar o fio, prepará-lo e é no tear que ganha várias formas, desde os napperons às encharpes.
O processo é longo, moroso e requer um trabalho minucioso. Mas o que move estas três mulheres é dar continuidade a uma tradição secular, que ao que reza a história foi introduzida em Freixo de Espada à Cinta pelos missionários que vinham de Macau.
Esta é também uma tradição única no País e na Europa. “É o único sítio na Europa onde se faz a extracção da seda manual”, garante Susana Martins, uma das artesãs que aprendeu esta arte depois de fazer um curso, há cerca de 10 anos.
Susana, de 39 anos, é a artesã mais jovem a segurar esta tradição. Garante que antes da formação não teve contacto com o processo de preparação da seda, mas assegura que conforme foi aprendendo foi-se apaixonando pela arte. Mais tarde até chegou a dar formação a outras pessoas, para que o saber se vá espalhando e a tradição não morra em Freixo de Espada à Cinta.
“Gosto muito de todo o processo da seda, desde a criação, à extracção. Só no tear é que não sei trabalhar”, assegura Susana.
O processo começa com a criação do bicho-da-seda. “Demora muito tempo e é muito trabalhoso. Temos que ir recolher a folha, alimentá-los, limpar os bichos, seleccionar os casulos por tamanhos, depois da criação feita temos que deixar nascer os que queremos para o ano seguinte e depois é que fazemos a extracção do fio”, descreve Susana Martins.

in:jornalnordeste.com

Sem comentários:

Enviar um comentário