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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 15 de abril de 2024

Comunidades imigrantes têm vindo a aumentar no distrito de Bragança

 A par do que acontece no país, também no distrito de Bragança tem vindo a aumentar o número de imigrantes.


Têm como principal país de origem o Brasil e têm sido um importante contributo para a resolução de alguns problemas, como a baixa natalidade e a falta de mão de obra, avança Ivone Florêncio, técnica do Núcleo Distrital da Rede Europeia Anti-Probleza (EAPN) de Bragança:

“O número de pessoas imigrantes residentes nos nossos distritos e concelhos tem aumentado substancialmente, tem sido um importante contributo para a economia local, para a resolução de problemas estruturais que vinham desde alguns tempos a manifestar-se e agudizar-se no nosso território, nomeadamente as baixas taxas de natalidade, o despovoamento, a emigração dos jovens e a diminuição do número de pessoas ativas no território. As estatísticas mostram-nos também que os imigrantes que chegam ao nosso país, comparativamente com o envelhecimento gradual da população, são pessoas em idade ativa e fértil que vem contrariar esta realidade da baixa natalidade, de mão-de-obra disponível para trabalhar e pessoas qualificadas, embora haja aqui algumas dificuldades ao nível da legalização e das habilitações, mas é mão-de-obra qualificada.”

Um dos exemplos deste crescimento é Macedo de Cavaleiros, que já tem várias comunidades estrangeiras, sendo a búlgara aquela que tem maior expressão.

Muitas vezes a barreira linguística dificulta a integração. Para auxiliar estas pessoas, o Município tem algumas medidas implementadas, como refere a vereadora Susana Viana:

“Temos várias comunidades expressivas, uma búlgara, uma brasileira e uma santomense, que já têm alguma expressão.

A integração é mais difícil em algumas comunidades devido à barreira linguística e cultural. Quando falamos a mesma língua é muito fácil resolver os problemas, quando temos a dificuldade da barreira linguística a integração, por vezes, não é a melhor.

Temos um gabinete de apoio ao imigrante e ao migrante. Damos-lhes todo o apoio logístico em termos de documentação, a nível da Segurança Social, de Finanças, saúde, ou seja, eles vão ter connosco e nós tentamos dar-lhes uma resposta. Encaminhamos para o programa incorpora ao nível de emprego, dando-lhes uma resposta transversal em todas as áreas.”

Destas comunidades, a brasileira é a que está melhor integrada e, ao contrário dos demais, normalmente quanto vêm para o país já têm perspetivas de emprego.

O maior problema é a falta de habitação:

“Temos alguma dificuldade, neste momento, no alojamento, porque há uma procura muito grande da parte da comunidade brasileira, mas não temos resposta a nível de alojamento.

Fizemos uma candidatura ao Primeiro Direito para a construção de 16 fogos e esperamos que, num futuro breve, comecemos a obra, que vai dar uma resposta à necessidade que sentimos neste momento. Serão no Bairro da Alegria.

As outras comunidades vêm em busca do desconhecido, à procura de emprego porque nos locais onde vivem ouvem falar que Macedo de Cavaleiros é um território bom para se viver.”

Em plena semana da interculturalidade, que terminou este domingo, o Núcleo Distrital Rede Europeia Anti-Pobreza promoveu em Macedo de Cavaleiros uma mesa redonda, que contou com o testemunho de imigrantes residente no concelho e algumas entidades locais, nomeadamente o Município, a Santa Casa da Misericórdia e uma entidade empregadora de migrantes:

“Que reflitam e promovam o diálogo e a informação sobre as comunidades estrangeiras, sobre a interculturalidade, tendo em conta que somos um país cada vez mais multicultural, que existem ainda muitos preconceitos, estereótipos e discursos xenófobos, que condicionam a inclusão destas comunidades e, por isso, é sempre importante refletir, informar e sensibilizar, sobretudo refletir no que fazemos e poderemos fazer para melhorar a inclusão e inserção destas comunidades, que são cada vez mais residentes do nosso país também.”

Durante a semana passada desenvolveu atividades centradas no tema da inclusão em diferentes pontos do distrito de Bragança.

Escrito por ONDA LIVRE

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