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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 17 de maio de 2024

Projeto Adélia apresenta ‘O cantar levia as penas’ no Teatro Municipal

 A música do povo, revista e renovada, sobe amanhã à noite ao palco do Teatro Municipal de Bragança pelas mãos e voz dos Adélia, um projeto musical que recupera o cancioneiro tradicional português, nomeadamente o mais interpretado nas aldeias transmontanas pelo povo. A banda apresenta o seu primeiro trabalho discográfico 'O cantar levia as penas'.


Tânia Pires (voz) Joaquim Rodrigues (piano), António Dias (contrabaixo) e Miguel Rodrigues (bateria) apresentam o seu primeiro disco, com nove temas, três dos quais são originais, neste palco transmontano por onde têm passado alguns dos mais reconhecidos artistas nacionais. “Temos um projeto de World Music, mas inspirado no nosso cancioneiro popular. Fazemos recolha de músicas pelas aldeias e damos-lhe umas roupagens mais contemporâneas, com alguma influência do Jazz “, explicou Tânia Pires vincando que se trata “de canções das nossas raízes que nos tocam sempre”.

Chegar ao disco não foi fácil, porque o projeto não tem apoios públicos. “É um processo moroso, de muito trabalho. É muito exigente, mas compensador. Traz muitas alegrias” contou a artista ao Mensageiro. Para já são editados dois mil CD.

A ideia de gravar o disco é recente, mas está “embora já estivéssemos a preparar as músicas há cerca de dois anos, com novos arranjos”, indicou Tânia Pires que espera que o CD “seja um cartão de visita, porque queremos manter a tradição do disco, porque é um objeto interessante e bonito”.

O Projeto Adélia foi criado por Tânia Pires, inspirado em Adélia Garcia, uma cantadeira de Vimioso. “Depois convidei o António Dias, depois sentíamos falta de um pianista, e veio o Joaquim, e mais recentemente o Miguel, que é convidado e tocará connosco sempre que possível. São músicos que já tocaram com Miguel Araújo, Luísa Sobral, Ana Moura, entre outros”, acrescentou.

Os artistas fizeram em 2022 uma residência artística em Caçarelhos, terra natal de Adélia Garcia, com apoio da Câmara Municipal de Vimioso e da junta de freguesia. “Estivemos lá uma semana. A cantar com as cantadeiras. Foi muito especial e recolhemos alguns temas. Vamos às aldeias, estamos com as pessoas e ouvimos histórias”, deu conta.

Tânia explicou que o projeto “está agora a sair da toca, porque é tudo muito lento, sem pressa, vamos fazendo e vendo”.

Glória Lopes

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